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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
DISCIPLINA DE BASES BIOLÓGICAS DO COMPORTAMENTO

Danilo Péricles Marandola


Fabiana Marques Pereira
Jesuel Paulo de Souza

Influência da Luz na Germinação das Sementes de Feijão

Cuiabá – MT
Janeiro de 2018
Danilo Péricles Marandola
Fabiana Marques Pereira
Jesuel Paulo de Souza

Influência da Luz na Germinação das Sementes de Feijão

Trabalho apresentado como método de


avaliação para obtenção de nota parcial da
disciplina de Bases Biológicas do
Comportamento, da Universidade Federal
de Mato Grosso – UFMT.
Monitor: Raphael Christhian Brandão de
Souza

Cuiabá – MT
Janeiro de 2018
Sumário

1. Apresentação .................................................................................................................................... 3
2. Metodologia....................................................................................................................................... 4
2.1 Materiais ...................................................................................................................................... 4
2.2 Métodos ........................................................................................................................................ 5
3. Resultados e discussão .................................................................................................................. 6
4. Considerações finais ..................................................................................................................... 11
5. Referências ..................................................................................................................................... 11
6. Apêndice .......................................................................................................................................... 13
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1. Introdução

Saber os fatores que influenciam a germinação das sementes é de grande


importância para entendimento de como chegar no ideal de cada espécie. Pegamos
o feijão, rico em ferro e outros materiais, e além disso, é um dos vegetais mais ricos
em proteínas, e o privamos da luz que é um fator que influência o crescimento das
plantas. Ela permite a existência da clorofila e assim, a realização da fotossíntese.

De fato, existem inúmeros fatores, no entanto a luz e a temperatura são


consideradas como os principais influentes no sucesso da germinação. (ANDRADE,
1995; NASSIF et al., 1998). Porém, o, a água é essencial ao metabolismo celular
durante a germinação pelo menos por três motivos: para a atividade enzimática, para
a solubilização e transporte dos reagentes e como reagente em si, principalmente, na
digestão hidrolítica das substâncias de reserva armazenadas na semente (Marcos
Filho, 2005).

Dado esses conhecimentos, foi feito um experimento com feijões, preto e


carioca, afim de que fosse possível criar um ambiente controlado, e tirar conclusões
de como se da a influência da água, da luz e da falta de luz para as sementes.

A manipulação de todo o experimento ocorreu na Universidade Federal de Mato


Grosso – UFMT. Tudo sucedeu no laboratório da disciplina de Bases Biológicas do
Comportamento no bloco de educação, sobe a supervisão de um monitor. Todas as
precauções foram tomadas para fazer com que o ambiente fosse o mais controlado
possível durante os dias de experimento.
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2. Metodologia

Este experimento foi indicado ao primeiro semestre do curso de Psicologia da


Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, pela disciplina de Bases Biológicas do
Comportamento. Preludialmente, foi preconizado que os alunos da turma
compusessem, no máximo, duplas para a execução deste projeto, que dispunha do
prazo de uma semana. Após as elucidações do monitor, foram decididos métodos
utilizado para o desenvolvimento do trabalho.

É pertinente salientar que tal proposta de trabalho é um estudo de cunho


qualitativo quase-experimental semi-sistematizado, isto é, intenta-se recolher dados
relacionados a germinação dos feijões, escrutiná-los e descrevê-los.

2.1 Materiais
a) 8 sementes de feijão carioca;
b) 4 sementes de feijão preto;
c) 1 seringa com agulha;
d) 1 caixa de sapato;
e) 1 tampa de caixa de sapato;
f) 6 garrafas pet;

g) 1 vasilha;

h) 1 régua;

i) 1 canivete;

j) 1 fita adesiva;

k) 1 balança;

l) Amostra de terra colhida no Instituto de Educação da UFMT Campus de Cuiabá


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2.2 Métodos
Elaboração dos recipientes: Foram 6 garrafas pets cortadas ao meio,
utilizando o fundo delas, onde 3 recipientes foram destinados para a
experiência com luz e 3 recipientes destinados para a experiência sem
luz. Os recipientes expostos a luz foram divididos e categorizados nas
letras do alfabeto A B e C, sendo que nos recipientes A e C foram
plantados dois feijões cariocas em cada e no recipiente B foram
plantados dois feijões pretos. A mesma sequência foi realizada nos
recipientes que ficaram sem exposição a luz, onde foram colocados
numa caixa de sapato e fechados. Cada recipiente foi regado com 3
ml de água utilizando uma seringa, em horários alternados durante os
dias de experimento. No último dia de experimento, os pés de feijões
expostos à luz nos recipientes foram retirados, a caixa de sapato que
abrigava os feijões com privação de luz foi aberta, e ao final, todos os
pés de feijões foram lavados e secados, medidos com e sem a raiz e
ao final, foram pesadas e medidas as raízes.
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3. Resultados

Resultados

Experimento com luz

3 recipientes classificados como:

A – 2 feijões cariocas

B – 2 feijões pretos

C – 2 feijões cariocas

Tempo: 11 dias.

Recipiente A: Nasceu 1 pé de feijão.

Medidas:

Caule com raiz: 50 cm/1,9g

Somente a raiz: 15,2 cm/0,4g

Recipiente B: Feijões não nasceram

Recipiente C: Nasceram 2 pés de feijão

Medidas:

1º pé: caule com a raiz: 62 cm/2,5g

Somente a raiz: 15,9 cm/0,5g

2º pé: caule com a raiz: 45,5 cm/3,9g

Somente a raiz: 15,1 cm/0,3g

Experimento sem luz:

3 recipientes fechados em uma caixa de sapato e aberto apenas no final


do experimento, classificados como:

A – 2 feijões cariocas

B – 2 feijões pretos
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C – 2 feijões cariocas

Tempo: 11 dias

Recipiente A: Nasceu 1 pé de feijão

Medidas:

Caule com a raiz: 50 cm/1,9g

Somente a raiz: 8,2 cm/0,4g

Recipiente B: Nasceram 2 pés de feijão

Medidas:

1º pé: caule com raiz: 62 cm/2,5g

Somente raiz: 20 cm/0,5g

2º pé: caule com raiz: 45,5 cm/3,9g

Somente raiz: 18 cm/0,3g

Recipiente C: Feijões não nasceram

Obs.: A tara da balança na qual foram pesados todos os feijões é de


4,7 g.

Figura 1 – Germinação do feijão (Grupo 1)


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Figura 2 – Término do experimento

No dia 4 (quatro) de dezembro, no Laboratório de Bases Biológicas do


Comportamento no bloco de Educação da UFMT (Universidade Federal de Mato
Grosso) os experimentos que foram mantidos fechados, privados de contato com luz,
foram abertos e analisados.

Figura 3 – Resultados do experimento na ausência de luz (Grupo 2)


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Como evidenciado na figura 3, é claramente visível o crescimento acentuado de três


de seis sementes que permaneceram no escuro. Esse fato ocorreu devido a
apresentação do fenômeno de estiolamento, que ocorre pela síntese de hormônios
que propicia um crescimento exacerbado do caule da planta. Os caules adquirem um
tamanho maior do que as folhas, por causa da adaptação da planta que realiza esse
processo para atingir alturas favoráveis à obtenção de luminosidade, ou seja, a planta
cresce de maneira acentuada em busca de luz.

A planta estiolada retrata uma cor branca-amarelada pois não dispõe de clorofila, pois
seus pigmentos não são estimulados na ausência de luz.

Em decorrência do crescimento das sementes do Grupo 2, fora efetuada uma


medição (Apêndice) – desde a raiz até a ponta da folha – que estabelecesse a média
do crescimento do Grupo (Figura 4). Foram consideradas como divisor o número de
plantas que germinaram (três), e como dividendo o comprimento de cada uma das
três plantas, que variaram entre 45,5 cm a 62 cm.

Figura 4 – Média de crescimento das sementes do Grupo 2


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Figura 5 – Comparação do crescimento das sementes do Grupo 1 e Grupo 2


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4. Considerações finais

Averiguando e efetuando a análise do que ocorreu no ínterim da realização do


experimento, é viável assegurar que foi concebível notar algumas diferenças, mesmo
que sutis, na comparação dos dois grupos de sementes. Foi possível notar uma
diferença de coloração entre as plantas do Grupo 1, que obteve um tom esverdeado,
ocasionado pela ativação das organelas de clorofila, e que, mesmo não estando
completamente desenvolvida, apresentava um calículo resistente; e as plantas que
germinaram do Grupo 2, que obtiveram um tom branco-amarelado decorrido do
fenômeno de estiolamento, o que produziu um aspecto de fragilidade.

Destarte, é possível concluir, por meio dos dados colhidos no perpassar da


realização do trabalho, que, há variáveis imprescindíveis para crescimento das
plantas, a título de exemplo, a luz. Não somente, há também o esforço da planta em
compensar a carência ou deficiência de recursos como: temperatura, água, nutrientes
e luz, intentando se adaptar as condições do ambiente habitado.

5. Referências
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FORTI, Victor Augusto et al. Efeitos de potenciais hídricos do substrato e teores


de água das sementes na germinação de feijão. Revista Brasileira de Sementes,
v. 31, n. 2, p. 63-70, 2009.

MARCOS FILHO, J. Germinação de sementes. In: SEMANA DE ATUALIZAÇÃO


EM PRODUÇÃO DE SEMENTES. Campinas: Fundação Cargill, 1986. p.11-39.

ANDRADE, A.C.S. Efeitos da luz e da temperatura na germinação de Leandra


breviflora Cong., Tibouchina benthamiana Cong., Tibouchina grandifolia Cong. e
Tibouchina moricandia (DC) Baill. (Melatomataceae).

KERBAUY, G.B. Fisiologia Vegetal. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. 452p.

SALES, J. F. Atividade da celulase sobre o processo germinativo de sementes


de cafeeiro (Coffea arabicaL.). 2002. 113 p. Dissertação (Mestrado em Fisiologia) –
Universidade Federal de Lavras, Lavras.

CARVALHO, N.M; NAKAGAWA, J. Sementes: ciência, tecnologia e produção.


4.ed. Jaboticabal: Funep, 2000. 588p.
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6. Apêndice
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