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Curso de EFA – Nível Secundário

Início em Setembro 2008

Área – Cidadania e Profissionalidade


Núcleo gerador 1: Direitos e Deveres
Domínio de Referência: DR3 – Contexto Institucional / Tema: Democracia representativa e participativa
Competência: Reconhecer o núcleo de direitos fundamentais típico de um Estado Democrático contemporâneo
Recursos / materiais: computador com o processador de texto Word, folhas policopiadas, material de escrita, DVD
“Portugal, um retrato social – Cidadãos: direitos políticos e sociais”, leitor de DVD e projector multimédia
Duração: 12,5 horas
Formadores: Magda Pratas/Maria Fernanda Espírito Santo

Guia de trabalho

Leia atentamente o Preaâ mbulo da Constituiçaã o da Repuú blica Portuguesa, aprovado em 2 de Abril de
1976.

A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo
português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.

Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação


revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.

A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes


direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma
Constituição que corresponde às aspirações do país.

A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência


nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios
basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir
caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em
vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.
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Guia de observação do documentário

O documentaú rio “Portugal, um retrato social – Cidadãos: direitos políticos e sociais”, da autoria de
Antoú nio Barreto e Joana Pontes, foi produzido e emitido pela RTP em 2007.

Pretendem os autores documentar o contexto políútico e social dos portugueses antes da Revoluçaã o de
25 de Abril de 1974, mostrando as profundas diferenças entre homens e, principalmente, entre
homens e mulheres. Ao mesmo tempo, procuram fazer um enquadramento da actual situaçaã o social
dos cidadaã os portugueses aà luz da Constituiçaã o da Repuú blica Portuguesa.

Seraú que os direitos e garantias conseguidos no papel foram facilmente colocados em praú tica?
Conseguiu a justiça acompanhar os progressos e adaptar-se aà nova sociedade, respondendo aos
direitos dos cidadaã os? Ainda que os direitos dos cidadaã os estejam garantidos, sem qualquer
discriminaçaã o, seraú que na praú tica todos temos os nossos direitos assegurados?

Observe atentamente o DVD e registe algumas notas de forma a poder realizar o trabalho que se
segue.

1. Seguem-se alguns direitos dos cidadaã os garantidos pela actual Constituiçaã o da Repuú blica Portuguesa.
Cada um dos direitos estaú devidamente identificado pelo nuú mero do artigo e respectivo ponto.

Identifique situaçoã es retratadas ao longo do documentaú rio em que se verifique o incumprimento


desses direitos no períúodo preú 25 de Abril e/ou poú s 25 de Abril. Para cada direito/grupo de direitos
deveraú registar um exemplo praú tico do incumprimento dos mesmos.

Direitos
Artigo 2.º
(Estado de direito democrático)

A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania


popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e
na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e
interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e
cultural e o aprofundamento da democracia participativa.

Artigo 10.º
(Sufrágio universal e partidos políticos)
1. O povo exerce o poder político através do sufrágio universal, igual, directo,
secreto e periódico, do referendo e das demais formas previstas na
Constituição.
Artigo 49.º
(Direito de sufrágio)
1. Têm direito de sufrágio todos os cidadãos maiores de dezoito anos,
ressalvadas as incapacidades previstas na lei geral.
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Direitos
Artigo 13.º
(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer
direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,
língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas,
instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
Artigo 59.º
(Direitos dos trabalhadores)
1. Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania,
território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito:

a) À retribuição do trabalho, segundo a quantidade, natureza e qualidade,


observando-se o princípio de que para trabalho igual salário igual, de forma a
garantir uma existência condigna;

Artigo 37.º
(Liberdade de expressão e informação)
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela
palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de
informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem
discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo
ou forma de censura.

Artigo 41.º
(Liberdade de consciência, de religião e de culto)
1. A liberdade de consciência, de religião e de culto é inviolável. Ninguém pode
ser perseguido, privado de direitos ou isento de obrigações ou deveres cívicos
por causa das suas convicções ou prática religiosa.

Artigo 51.º
(Associações e partidos políticos)
1. A liberdade de associação compreende o direito de constituir ou participar em
associações e partidos políticos e de através deles concorrer democraticamente
para a formação da vontade popular e a organização do poder político.

Artigo 59.º
(Direitos dos trabalhadores)
1. Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania, território
de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito:

b) A organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a


facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da actividade profissional
com a vida familiar;