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Prefeitura Municipal de Guarulhos do Estado de São Paulo

GUARULHOS-SP
Assistente de Gestão Pública

AG046-N9
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OBRA

Prefeitura Municipal de Guarulhos do Estado de São Paulo

Assistente de Gestão Pública

EDITAL DE ABERTURA N° 06/2019-SGE01

AUTORES
Língua Portuguesa - Profª Zenaide Auxiliadora Pachegas Branco
Matemática - Profº Bruno Chieregatti e João de Sá Brasil
Conhecimentos de Informática - Profª Ovidio Lopes da Cruz Netto
Conhecimentos Específicos - Profª Silvana Guimarães
Noções de Direito Constitucional - Profº Ricardo Razaboni
Noções de Direito Administrativo - Profº Fernando Zantedeschi
Lei Orgânica do Município - Elaboração Interna

PRODUÇÃO EDITORIAL/REVISÃO
Elaine Cristina
Leandro Filho

DIAGRAMAÇÃO
Renato Vilela
Thais Regis

CAPA
Joel Ferreira dos Santos

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SUMÁRIO
LÍNGUA PORTUGUESA

Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários)....................................................................... 01


Sinônimos e antônimos. Sentido próprio e figurado das palavras............................................................................................. 11
Pontuação.......................................................................................................................................................................................................... 13
Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, artigo, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção:
emprego e sentido que imprimem às relações que estabelecem............................................................................................... 16
Concordância verbal e nominal................................................................................................................................................................. 57
Regência verbal e nominal........................................................................................................................................................................... 63
Colocação pronominal.................................................................................................................................................................................. 68
Crase.................................................................................................................................................................................................................... 68

MATEMÁTICA

Resolução de situações-problema, envolvendo: adição, subtração,multiplicação, divisão, potenciação ou radi-


ciação com números racionais, nas suas representações fracionária ou decimal.................................................................. 01
Mínimo múltiplo comum; Máximo divisor comum............................................................................................................................ 09
Porcentagem..................................................................................................................................................................................................... 11
Razão e proporção......................................................................................................................................................................................... 13
Regra de três simples ou composta......................................................................................................................................................... 16
Equações do 1.º ou do 2.º graus; Sistema de equações do 1.º grau............................................................................................ 19
Grandezas e medidas – quantidade, tempo, comprimento, superfície, capacidade e massa............................................ 32
Relação entre grandezas – tabela ou gráfico;Tratamento da informação – média aritmética simples......................... 36
Noções de Geometria – forma, ângulos, área, perímetro, volume, Teoremas de Pitágoras ou de Tales...................... 53

CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA

MS-Windows 7: conceito de pastas, diretórios, arquivos e atalhos, área de trabalho, área de transferência,
manipulação de arquivos e pastas, uso dos menus, programas e aplicativos, interação com o conjunto de
aplicativos MS-Office 2010............................................................................................................................................................................. 01
MS-Word 2010: estrutura básica dos documentos, edição e formatação de textos, cabeçalhos, parágrafos, fontes,
colunas, marcadores simbólicos e numéricos, tabelas, impressão, controle de quebras e numeração de páginas,
legendas, índices, inserção de objetos, campos predefinidos, caixas de texto......................................................................... 09
MS-Excel 2010: estrutura básica das planilhas, conceitos de células, linhas, colunas, pastas e gráficos, elaboração
de tabelas e gráficos, uso de fórmulas, funções e macros, impressão, inserção de objetos, campos predefinidos,
controle de quebras e numeração de páginas, obtenção de dados externos, classificação de dados............................ 17
MSPowerPoint 2010: estrutura básica das apresentações, conceitos de slides, anotações, régua, guias, cabeçalhos
e rodapés, noções de edição e formatação de apresentações, inserção de objetos, numeração de páginas, botões
de ação, animação e transição entre slides.............................................................................................................................................. 29
Correio Eletrônico: uso de correio eletrônico, preparo e envio de mensagens, anexação de arquivos.......................... 37
Internet: navegação na Internet, conceitos de URL, links, sites, busca e impressão de páginas........................................ 41
SUMÁRIO

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

Relações pessoais no ambiente de trabalho: hierarquia................................................................................................................ 01


Organização do trabalho na repartição pública: economia de suprimentos......................................................................... 36
Comunicação interpessoal e solução de conflitos............................................................................................................................ 01
Excelência no atendimento ao cidadão; o enfoque na qualidade; o atendimento presencial e por telefone.......... 45

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (com as alterações introduzidas pelas Emendas
Constitucionais); Dos Princípios Fundamentais (arts. 1º a 4º)...................................................................................................... 01
Dos Direitos e Garantias Fundamentais (arts. 5º ao 17);................................................................................................................ 02
Da Organização do Estado; Da Organização político-administrativa da República Federativa do Brasil (arts. 18 e 19)... 15
Da Administração Pública (arts. 37 a 41);............................................................................................................................................. 16
Da Organização dos Poderes; Do Poder Legislativo (arts. 44 a 47, 59); Do Poder Executivo (arts. 76 a 83); Do
Poder Judiciário. Disposições gerais. (arts. 92 a 100)....................................................................................................................... 23

NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO

Conceito, fontes e evolução.................................................................................................................................................................. 01


Da administração Pública: conceito, princípios, finalidade....................................................................................................... 08
Administração Pública direta e indireta, entidades políticas e administrativas, órgãos e agentes públicos,
poderes e deveres do administrador público................................................................................................................................. 14
Ato Administrativo: conceito, requisitos, atributos, classificação, espécies, motivação e invalidação.
Procedimento Administrativo............................................................................................................................................................... 19
Contrato administrativo: conceito, características, espécies, inexecução e extinção...................................................... 26
Licitação: conceito, finalidade, princípios, modalidades, dispensa e inexigibilidade, procedimento, anulação e
revogação..................................................................................................................................................................................................... 35

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO

Capítulo II – Dos direitos do habitante do Município..................................................................................................................... 01


Titulo V – Da Administração Pública Capitulo II – Da Descentralização Administrativa.................................................... 01
Capitulo III – Dos servidores públicos municipais............................................................................................................................. 01
Titulo VI – Dos Atos Municipais Capitulo I – Da publicação Capitulo II – Do registro Capitulo III – Da forma........ 04
Titulo VII – Dos Bens Municipais.............................................................................................................................................................. 05
Titulo XI – Das Finanças e do Orçamento............................................................................................................................................. 05
ÍNDICE

LÍNGUA PORTUGUESA

Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários)................................................................................. 01


Sinônimos e antônimos............................................................................................................................................................................................ 11
Sentido próprio e figurado das palavras........................................................................................................................................................... 11
Pontuação...................................................................................................................................................................................................................... 13
Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção: emprego e
sentido que imprimem às relações que estabelecem.................................................................................................................................. 16
Concordância verbal e nominal............................................................................................................................................................................. 57
Regência verbal e nominal...................................................................................................................................................................................... 63
Colocação pronominal.............................................................................................................................................................................................. 68
Crase................................................................................................................................................................................................................................ 68
Compreender significa
LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DIVERSOS Entendimento, atenção ao que realmente está escrito.
TIPOS DE TEXTOS (LITERÁRIOS E NÃO O texto diz que...
LITERÁRIOS) É sugerido pelo autor que...
De acordo com o texto, é correta ou errada a afirma-
ção...
O narrador afirma...
Interpretação Textual
Erros de interpretação
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacio-
nadas entre si, formando um todo significativo capaz de  Extrapolação (“viagem”) = ocorre quando se
produzir interação comunicativa (capacidade de codificar sai do contexto, acrescentando ideias que não
e decodificar). estão no texto, quer por conhecimento prévio
do tema quer pela imaginação.
Contexto – um texto é constituído por diversas frases.  Redução = é o oposto da extrapolação. Dá-se
Em cada uma delas, há uma informação que se liga com atenção apenas a um aspecto (esquecendo que
a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a um texto é um conjunto de ideias), o que pode
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interli- ser insuficiente para o entendimento do tema
gação dá-se o nome de contexto. O relacionamento entre desenvolvido.
as frases é tão grande que, se uma frase for retirada de  Contradição = às vezes o texto apresenta ideias
seu contexto original e analisada separadamente, poderá contrárias às do candidato, fazendo-o tirar con-
ter um significado diferente daquele inicial. clusões equivocadas e, consequentemente, er-
rar a questão.
Intertexto - comumente, os textos apresentam refe-
rências diretas ou indiretas a outros autores através de Observação: Muitos pensam que existem a ótica do
citações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas em
uma prova de concurso, o que deve ser levado em consi-
Interpretação de texto - o objetivo da interpretação deração é o que o autor diz e nada mais.
de um texto é a identificação de sua ideia principal. A par-
tir daí, localizam-se as ideias secundárias (ou fundamen- Coesão e Coerência
tações), as argumentações (ou explicações), que levam ao
esclarecimento das questões apresentadas na prova. Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre
Normalmente, em uma prova, o candidato deve: si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de
 Identificar os elementos fundamentais de uma ar- um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um
gumentação, de um processo, de uma época (nes- pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o
que se vai dizer e o que já foi dito.
te caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os
São muitos os erros de coesão no dia a dia e, entre
quais definem o tempo).
eles, está o mau uso do pronome relativo e do prono-
 Comparar as relações de semelhança ou de dife-
me oblíquo átono. Este depende da regência do verbo;
renças entre as situações do texto.
aquele, do seu antecedente. Não se pode esquecer tam-
 Comentar/relacionar o conteúdo apresentado
bém de que os pronomes relativos têm, cada um, valor
com uma realidade.
semântico, por isso a necessidade de adequação ao an-
 Resumir as ideias centrais e/ou secundárias. tecedente.
 Parafrasear = reescrever o texto com outras pa- Os pronomes relativos são muito importantes na in-
lavras. terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que
Condições básicas para interpretar existe um pronome relativo adequado a cada circunstân-
cia, a saber:
Fazem-se necessários: conhecimento histórico-literá- que (neutro) - relaciona-se com qualquer anteceden-
rio (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), leitura te, mas depende das condições da frase.
e prática; conhecimento gramatical, estilístico (qualidades qual (neutro) idem ao anterior.
do texto) e semântico; capacidade de observação e de quem (pessoa)
síntese; capacidade de raciocínio. cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois
o objeto possuído.
LÍNGUA PORTUGUESA

Interpretar/Compreender como (modo)


onde (lugar)
Interpretar significa: quando (tempo)
Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir. quanto (montante)
Através do texto, infere-se que... Exemplo:
É possível deduzir que... Falou tudo QUANTO queria (correto)
O autor permite concluir que... Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
Qual é a intenção do autor ao afirmar que... aparecer o demonstrativo O).

1
Dicas para melhorar a interpretação de textos Sei que a palavra da moda é precocidade, mas eu acre-
dito em conquistas tardias. Elas têm na minha vida um
 Leia todo o texto, procurando ter uma visão geral gosto especial.
do assunto. Se ele for longo, não desista! Há muitos Quando aprendi a guiar, aos 34 anos, tudo se transfor-
candidatos na disputa, portanto, quanto mais infor- mou. De repente, ganhei mobilidade e autonomia. A ci-
mação você absorver com a leitura, mais chances dade, minha cidade, mudou de tamanho e de fisionomia.
terá de resolver as questões. Descer a Avenida Rebouças num táxi, de madrugada, era
 Se encontrar palavras desconhecidas, não inter- diferente – e pior – do que descer a mesma avenida com
rompa a leitura. as mãos ao volante, ouvindo rock and roll no rádio. Pegar
 Leia o texto, pelo menos, duas vezes – ou quantas a estrada com os filhos pequenos revelou-se uma delícia
forem necessárias. insuspeitada.
 Procure fazer inferências, deduções (chegar a uma Talvez porque eu tenha começado tarde, guiar me pare-
conclusão). ce, ainda hoje, uma experiência incomum. É um ato que,
 Volte ao texto quantas vezes precisar. mesmo repetido de forma diária, nunca se banalizou in-
 Não permita que prevaleçam suas ideias sobre as teiramente.
do autor. Na véspera do Ano Novo, em Ubatuba, eu fiz outra des-
 Fragmente o texto (parágrafos, partes) para melhor coberta temporã.
compreensão. Depois de décadas de tentativas inúteis e frustrantes,
 Verifique, com atenção e cuidado, o enunciado de num final de tarde ensolarado eu conquistei o dom da
cada questão. flutuação. Nas águas cálidas e translúcidas da praia Bra-
 O autor defende ideias e você deve percebê-las. va, sob o olhar risonho da minha mulher, finalmente con-
 Observe as relações interparágrafos. Um parágra- segui boiar.
fo geralmente mantém com outro uma relação de Não riam, por favor. Vocês que fazem isso desde os oito
continuação, conclusão ou falsa oposição. Identifi- anos, vocês que já enjoaram da ausência de peso e esfor-
que muito bem essas relações. ço, vocês que não mais se surpreendem com a sensação
 Sublinhe, em cada parágrafo, o tópico frasal, ou de balançar ao ritmo da água – sinto dizer, mas vocês se
seja, a ideia mais importante.
esqueceram de como tudo isso é bom.
 Nos enunciados, grife palavras como “correto” ou
Nadar é uma forma de sobrepujar a água e impor-se a
“incorreto”, evitando, assim, uma confusão na hora
ela. Boiar é fazer parte dela – assim como do sol e das
da resposta – o que vale não somente para Interpre-
montanhas ao redor, dos sons que chegam filtrados ao
tação de Texto, mas para todas as demais questões!
ouvido submerso, do vento que ergue a onda e lança
 Se o foco do enunciado for o tema ou a ideia princi-
água em nosso rosto. Boiar é ser feliz sem fazer força, e
pal, leia com atenção a introdução e/ou a conclusão.
isso, curiosamente, não é fácil.
 Olhe com especial atenção os pronomes relativos,
Essa experiência me sugeriu algumas considerações so-
pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, etc.,
chamados vocábulos relatores, porque remetem a bre a vida em geral.
outros vocábulos do texto. Uma delas, óbvia, é que a gente nunca para de apren-
der ou de avançar. Intelectualmente e emocionalmente,
SITES de um jeito prático ou subjetivo, estamos sempre incor-
Disponível em: <http://www.tudosobreconcursos. porando novidades que nos transformam. Somos gene-
com/materiais/portugues/como-interpretar-textos> ticamente elaborados para lidar com o novo, mas não
Disponível em: <http://portuguesemfoco.com/pf/ só. Também somos profundamente modificados por ele.
09-dicas-para-melhorar-a-interpretacao-de-textos-em- A cada momento da vida, quando achamos que tudo já
-provas> aconteceu, novas capacidades irrompem e fazem de nós
Disponível em: <http://www.portuguesnarede. uma pessoa diferente do que éramos. Uma pessoa capaz
com/2014/03/dicas-para-voce-interpretar-melhor-um. de boiar é diferente daquelas que afundam como pedras.
html> Suspeito que isso tenha importância também para os re-
Disponível em: <http://vestibular.uol.com.br/cursinho/ lacionamentos.
questoes/questao-117-portugues.htm> Se a gente não congela ou enferruja – e tem gente que já
está assim aos 30 anos – nosso repertório íntimo tende a
se ampliar, a cada ano que passa e a cada nova relação.
Penso em aprender a escutar e a falar, em olhar o outro,
EXERCÍCIOS COMENTADOS em tocar o corpo do outro com propriedade e deixar-se
tocar sem susto. Penso em conter a nossa própria frustra-
LÍNGUA PORTUGUESA

1. (EBSERH – Analista Administrativo – Estatística – ção e a nossa fúria, em permitir que o parceiro floresça,
AOCP-2015) em dar atenção aos detalhes dele. Penso, sobretudo, em
conquistar, aos poucos, a ansiedade e insegurança que
O verão em que aprendi a boiar nos bloqueiam o caminho do prazer, não apenas no sen-
Quando achamos que tudo já aconteceu, novas capaci- tido sexual. Penso em estar mais tranquilo na companhia
dades fazem de nós pessoas diferentes do que éramos do outro e de si mesmo, no mundo.
Assim como boiar, essas coisas são simples, mas preci-
IVAN MARTINS sam ser aprendidas.

2
Estar no interior de uma relação verdadeira é como estar Em “c”: haver sempre tempo para aprender a ser mais
na água do mar. Às vezes você nada, outras vezes você criterioso com seus relacionamentos, a fim de que eles
boia, de vez em quando, morto de medo, sente que pode sejam vividos intensamente = incorreta – ser menos
afundar. É uma experiência que exige, ao mesmo tem- objetivo nos relacionamentos.
po, relaxamento e atenção, e nem sempre essas coisas Em “d”: haver sempre tempo para aprender coisas no-
se combinam. Se a gente se põe muito tenso e cerebral, vas, inclusive agir com o raciocínio nas relações amo-
a relação perde a espontaneidade. Afunda. Mas, largada rosas = incorreta – ser mais emoção.
apenas ao sabor das ondas, sem atenção ao equilíbrio, a Em “e”: ser necessário aprender nos relacionamentos,
relação também naufraga. Há uma ciência sem cálculos porém sempre estando alerta para aquilo de ruim que
que tem de ser assimilada a cada novo amor, por cada pode acontecer = incorreta – estar sempre cuidando,
um de nós. Ela fornece a combinação exata de atenção e não pensando em algo ruim.
relaxamento que permite boiar. Quer dizer, viver de for-
ma relaxada e consciente um grande amor. 2. (BACEN – TÉCNICO – CONHECIMENTOS BÁSICOS –
Na minha experiência, esse aprendizado não se fez ra- ÁREA 1 e 2 – CESPE-2013)
pidamente. Demorou anos e ainda se faz. Talvez porque
eu seja homem, talvez porque seja obtuso para as coi- Uma crise bancária pode ser comparada a um vendaval.
sas do afeto. Provavelmente, porque sofro das limitações Suas consequências sobre a economia das famílias e das
emocionais que muitos sofrem e que tornam as relações empresas são imprevisíveis. Os agentes econômicos rela-
afetivas mais tensas e trabalhosas do que deveriam ser. cionam-se em suas operações de compra, venda e troca
Sabemos nadar, mas nos custa relaxar e ser felizes nas de mercadorias e serviços de modo que cada fato econô-
águas do amor e do sexo. Nos custa boiar. mico, seja ele de simples circulação, de transformação ou
A boa notícia, que eu redescobri na praia, é que tudo se de consumo, corresponde à realização de ao menos uma
aprende, mesmo as coisas simples que pareciam impos- operação de natureza monetária junto a um intermediário
síveis. financeiro, em regra, um banco comercial que recebe um
Enquanto se está vivo e relação existe, há chance de me- depósito, paga um cheque, desconta um título ou ante-
lhorar. Mesmo se ela acabou, é certo que haverá outra cipa a realização de um crédito futuro. A estabilidade do
no futuro, no qual faremos melhor: com mais calma, com sistema que intermedeia as operações monetárias, por-
mais prazer, com mais intensidade e menos medo. tanto, é fundamental para a própria segurança e estabili-
O verão, afinal, está apenas começando. Todos os dias se dade das relações entre os agentes econômicos.
pode tentar boiar. A iminência de uma crise bancária é capaz de afetar e
contaminar todo o sistema econômico, fazendo que os
http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-mar-
titulares de ativos financeiros fujam do sistema financeiro
tins/noticia/2014/01/overao-em-que-aprendi-boiar.html
e se refugiem, para preservar o valor do seu patrimônio,
em ativos móveis ou imóveis e, em casos extremos, em
De acordo com o texto, quando o autor afirma que “To-
estoques crescentes de moeda estrangeira. Para se evitar
dos os dias se pode tentar boiar.”, ele refere-se ao fato de
esse tipo de distorção, é fundamental a manutenção da
credibilidade no sistema financeiro. A experiência brasi-
a) haver sempre tempo para aprender, para tentar relaxar leira com o Plano Real é singular entre os países que ado-
e ser feliz nas águas do amor, agindo com mais cal- taram políticas de estabilização monetária, uma vez que a
ma, com mais prazer, com mais intensidade e menos reversão das taxas inflacionárias não resultou na fuga de
medo. capitais líquidos do sistema financeiro para os ativos reais.
b) ser necessário agir com mais cautela nos relaciona- Pode-se afirmar que a estabilidade do Sistema Financei-
mentos amorosos para que eles não se desfaçam. ro Nacional é a garantia de sucesso do Plano Real. Não
c) haver sempre tempo para aprender a ser mais criterio- existe moeda forte sem um sistema bancário igualmente
so com seus relacionamentos, a fim de que eles sejam forte. Não é por outra razão que a Lei n.º 4.595/1964, que
vividos intensamente. criou o Banco Central do Brasil (BACEN), atribuiu-lhe si-
d) haver sempre tempo para aprender coisas novas, in- multaneamente as funções de zelar pela estabilidade da
clusive agir com o raciocínio nas relações amorosas. moeda e pela liquidez e solvência do sistema financeiro.
e) ser necessário aprender nos relacionamentos, porém Atuação do Banco Central na sua função de zelar pela
sempre estando alerta para aquilo de ruim que pode estabilidade do Sistema Financeiro Nacional. Internet: <
acontecer. www.bcb.gov.br > (com adaptações).

Resposta: Letra A. Ao texto: (...) tudo se aprende, Conclui-se da leitura do texto que a comparação entre
mesmo as coisas simples que pareciam impossíveis. / “crise bancária” e “vendaval” embasa-se na impossibilida-
Enquanto se está vivo e relação existe, há chance de de de se preverem as consequências de ambos os fenô-
LÍNGUA PORTUGUESA

melhorar = sempre há tempo para boiar (aprender). menos.


Em “a”: haver sempre tempo para aprender, para ten-
tar relaxar e ser feliz nas águas do amor, agindo com ( ) CERTO ( ) ERRADO
mais calma, com mais prazer, com mais intensidade e
menos medo = correta. Resposta: Certo. Conclui-se da leitura do texto que
Em “b”: ser necessário agir com mais cautela nos rela- a comparação entre “crise bancária” e “vendaval” em-
cionamentos amorosos para que eles não se desfaçam basa-se na impossibilidade de se preverem as conse-
= incorreta – o autor propõe viver intensamente. quências de ambos os fenômenos.

3
Voltemos ao texto: Uma crise bancária pode ser com- De acordo com o autor do texto Lastro e o sistema ban-
parada a um vendaval. Suas consequências sobre a cário, a reserva fracional foi criada com o objetivo de
economia das famílias e das empresas são imprevisí- a) tornar ilimitada a produção de dinheiro.
veis. b) proteger os bens dos clientes de bancos.
c) impedir que os bancos fossem à falência.
3. (BANPARÁ – ASSISTENTE SOCIAL – FADESP-2018) d) permitir o empréstimo de mais dinheiro
e) preservar as economias das pessoas.
Lastro e o Sistema Bancário
Resposta: Letra D. Ao texto: (...) Com o tempo, os
[...] banqueiros se deram conta de que ninguém estava in-
Até os anos 60, o papel-moeda e o dinheiro depositado teressado em trocar dinheiro por ouro e criaram mano-
nos bancos deviam estar ligados a uma quantidade de bras, como a reserva fracional, para emprestar muito
ouro num sistema chamado lastro-ouro. Como esse me- mais dinheiro do que realmente tinham em ouro nos
cofres.
tal é limitado, isso garantia que a produção de dinheiro
Em “a”, tornar ilimitada a produção de dinheiro = in-
fosse também limitada. Com o tempo, os banqueiros
correta
se deram conta de que ninguém estava interessado em
Em “b”, proteger os bens dos clientes de bancos = in-
trocar dinheiro por ouro e criaram manobras, como a
correta
reserva fracional, para emprestar muito mais dinheiro do Em “c”, impedir que os bancos fossem à falência =
que realmente tinham em ouro nos cofres. Nas crises, incorreta
como em 1929, todos queriam sacar dinheiro para pagar Em “d”, permitir o empréstimo de mais dinheiro =
suas contas e os bancos quebravam por falta de fundos, correta
deixando sem nada as pessoas que acreditavam ter suas Em “e”, preservar as economias das pessoas = incorreta
economias seguramente guardadas.
Em 1971, o presidente dos EUA acabou com o padrão- 4. (BANPARÁ – ASSISTENTE SOCIAL – FADESP-2018) A
-ouro. Desde então, o dinheiro, na forma de cédulas e leitura do texto permite a compreensão de que
principalmente de valores em contas bancárias, já não
tendo nenhuma riqueza material para representar, é a) as dívidas dos clientes são o que sustenta os bancos.
criado a partir de empréstimos. Quando alguém vai até b) todo o dinheiro que os bancos emprestam é imaginá-
o banco e recebe um empréstimo, o valor colocado em rio.
sua conta é gerado naquele instante, criado a partir de c) quem pede um empréstimo deve a outros clientes.
uma decisão administrativa, e assim entra na economia. d) o pagamento de dívidas depende do “livre-mercado”.
Essa explicação permaneceu controversa e escondida e) os bancos confiscam os bens dos clientes endividados.
por muito tempo, mas hoje está clara em um relatório
do Bank of England de 2014. Resposta: Letra A.
Praticamente todo o dinheiro que existe no mundo é Em “a”, as dívidas dos clientes são o que sustenta os
criado assim, inventado em canetaços a partir da con- bancos = correta
cessão de empréstimos. O que torna tudo mais estra- Em “b”, todo o dinheiro que os bancos emprestam é
nho e perverso é que, sobre esse empréstimo, é cobrada imaginário = nem todo
uma dívida. Então, se eu peço dinheiro ao banco, ele in- Em “c”, quem pede um empréstimo deve a outros
venta números em uma tabela com meu nome e pede clientes = deve ao banco, este paga/empresta a outros
clientes
que eu devolva uma quantidade maior do que essa. Para
Em “d”, o pagamento de dívidas depende do “livre-
pagar a dívida, preciso ir até o dito “livre-mercado” e tra-
-mercado” = não só: (...) preciso ir até o dito “livre-mer-
balhar, lutar, talvez trapacear, para conseguir o dinheiro
cado” e trabalhar, lutar, talvez trapacear.
que o banco inventou na conta de outras pessoas. Esse é
Em “e”, os bancos confiscam os bens dos clientes endi-
o dinheiro que vai ser usado para pagar a dívida, já que a vidados = desde que não paguem a dívida
única fonte de moeda é o empréstimo bancário. No fim,
os bancos acabam com todo o dinheiro que foi inventa- 5. (BANESTES – ANALISTA ECONÔMICO FINANCEIRO
do e ainda confiscam os bens da pessoa endividada cujo GESTÃO CONTÁBIL – FGV-2018) Observe a charge abai-
dinheiro tomei. xo, publicada no momento da intervenção nas atividades
Assim, o sistema monetário atual funciona com uma de segurança do Rio de Janeiro, em março de 2018.
moeda que é ao mesmo tempo escassa e abundante. Es-
cassa porque só banqueiros podem criá-la, e abundante
porque é gerada pela simples manipulação de bancos
LÍNGUA PORTUGUESA

de dados. O resultado é uma acumulação de riqueza e


poder sem precedentes: um mundo onde o patrimônio
de 80 pessoas é maior do que o de 3,6 bilhões, e onde
o 1% mais rico tem mais do que os outros 99% juntos.
[...]
Disponível em https://fagulha.org/artigos/inventan-
do-dinheiro/
Acessado em 20/03/2018

4
Há uma série de informações implícitas na charge; NÃO ram a aceitar a responsabilidade de cuidar do dinheiro de
pode, no entanto, ser inferida da imagem e das frases a seus clientes e a dar recibos escritos das quantias guar-
seguinte informação: dadas. Esses recibos passaram, com o tempo, a servir
como meio de pagamento por seus possuidores, por ser
a) a classe social mais alta está envolvida nos crimes co- mais seguro portá-los do que portar dinheiro vivo. Assim
metidos no Rio; surgiram as primeiras cédulas de “papel moeda”, ou cé-
b) a tarefa da investigação criminal não está sendo bem- dulas de banco; concomitantemente ao surgimento das
-feita; cédulas, a guarda dos valores em espécie dava origem a
c) a linguagem do personagem mostra intimidade com instituições bancárias.
o interlocutor; Casa da Moeda do Brasil: 290 anos de História,
d) a presença do orelhão indica o atraso do local da char- 1694/1984.
ge;
e) as imagens dos tanques de guerra denunciam a pre- Depreende-se do texto que duas características das
sença do Exército. moedas se mantiveram ao longo do tempo: a veiculação
de formas em sua superfície e a associação de seu valor
Resposta: Letra D. monetário a atributos como beleza.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Errado. Depreende-se do texto que duas


características das moedas se mantiveram ao longo
do tempo: a veiculação de formas em sua superfície e
a associação de seu valor monetário a atributos como
beleza = errado (é o inverso).
Texto: (...) a associação dos atributos de beleza e ex-
NÃO pode ser inferida da imagem e das frases a se- pressão cultural ao valor monetário das moedas, que
guinte informação: quase sempre, na atualidade, apresentam figuras re-
Em “a”, a classe social mais alta está envolvida nos cri- presentativas da história, da cultura, das riquezas e do
mes cometidos no Rio = inferência correta poder das sociedades.
Em “b”, a tarefa da investigação criminal não está sen-
do bem-feita = inferência correta 7. (Câmara de Salvador-BA – Assistente Legislativo
Em “c”, a linguagem do personagem mostra intimida- Municipal – FGV-2018-adaptada) “Hoje, esse termo
de com o interlocutor = inferência correta denota, além da agressão física, diversos tipos de impo-
Em “d”, a presença do orelhão indica o atraso do local sição sobre a vida civil, como a repressão política, familiar
da charge = incorreta ou de gênero, ou a censura da fala e do pensamento de
Em “e”, as imagens dos tanques de guerra denunciam determinados indivíduos e, ainda, o desgaste causado
a presença do Exército = inferência correta pelas condições de trabalho e condições econômicas”. A
manchete jornalística abaixo que NÃO se enquadra em
6. (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – NÍVEL SUPERIOR – nenhum tipo de violência citado nesse segmento é:
CONHECIMENTOS BÁSICOS – CESPE-2014)
a) Presa por mensagem racista na internet;
As primeiras moedas, peças representando valores, ge- b) Vinte pessoas são vítimas da ditadura venezuelana;
ralmente em metal, surgiram na Lídia (atual Turquia), no c) Apanhou de policiais por destruir caixa eletrônico;
século VII a.C. As características que se desejava ressaltar d) Homossexuais são perseguidos e presos na Rússia;
eram transportadas para as peças por meio da panca- e) Quatro funcionários ficaram livres do trabalho escravo.
da de um objeto pesado, em primitivos cunhos. Com o
surgimento da cunhagem a martelo e o uso de metais Resposta: Letra C. Em “a”: Presa por mensagem ra-
nobres, como o ouro e a prata, os signos monetários pas- cista na internet = como a repressão política, familiar
saram a ser valorizados também pela nobreza dos metais ou de gênero
neles empregados. Em “b”: Vinte pessoas são vítimas da ditadura vene-
Embora a evolução dos tempos tenha levado à substi- zuelana = como a repressão política, familiar ou de
tuição do ouro e da prata por metais menos raros ou gênero
suas ligas, preservou-se, com o passar dos séculos, a as- Em “c”: Apanhou de policiais por destruir caixa eletrô-
LÍNGUA PORTUGUESA

sociação dos atributos de beleza e expressão cultural ao nico = não consta na Manchete acima
valor monetário das moedas, que quase sempre, na atua- Em “d”: Homossexuais são perseguidos e presos na
lidade, apresentam figuras representativas da história, da Rússia = como a repressão política, familiar ou de gê-
cultura, das riquezas e do poder das sociedades. nero
A necessidade de guardar as moedas em segurança le- Em “e”: Quatro funcionários ficaram livres do traba-
vou ao surgimento dos bancos. Os negociantes de ouro lho escravo = o desgaste causado pelas condições de
e prata, por terem cofres e guardas a seu serviço, passa- trabalho

5
8. (MPE-AL – ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO – etc. é chamado à criação de um mundo pacificado, um
ÁREA JURÍDICA – FGV-2018) mundo sob a égide de uma cultura da paz.
Oportunismo à Direita e à Esquerda Mas, o que significa “cultura da paz”?
Construir uma cultura da paz envolve dotar as crianças e
Numa democracia, é livre a expressão, estão garantidos os adultos da compreensão de princípios como liberdade,
o direito de reunião e de greve, entre outros, obedecidas justiça, democracia, direitos humanos, tolerância, igualda-
leis e regras, lastreadas na Constituição. Em um regime de de e solidariedade. Implica uma rejeição, individual e co-
liberdades, há sempre o risco de excessos, a serem devi- letiva, da violência que tem sido percebida na sociedade,
damente contidos e seus responsáveis, punidos, conforme em seus mais variados contextos. A cultura da paz tem de
estabelecido na legislação. procurar soluções que advenham de dentro da(s) socie-
É o que precisa acontecer no rescaldo da greve dos cami- dade(s), que não sejam impostas do exterior.
nhoneiros, concluídas as investigações, por exemplo, da Cabe ressaltar que o conceito de paz pode ser aborda-
ajuda ilegal de patrões ao movimento, interessados em se do em sentido negativo, quando se traduz em um estado
beneficiar do barateamento do combustível. de não guerra, em ausência de conflito, em passividade e
Sempre há, também, o oportunismo político-ideológico
permissividade, sem dinamismo próprio; em síntese, con-
para se aproveitar da crise. Inclusive, neste ano de eleição,
denada a um vazio, a uma não existência palpável, difícil
com o objetivo de obter apoio a candidatos. Não faltam,
de se concretizar e de se precisar. Em sua concepção po-
também, os arautos do quanto pior, melhor, para desgas-
tar governantes e reforçar seus projetos de poder, por mais sitiva, a paz não é o contrário da guerra, mas a prática da
delirantes que sejam. Também aqui vale o que está delimi- não violência para resolver conflitos, a prática do diálogo
tado pelo estado democrático de direito, defendido pelos na relação entre pessoas, a postura democrática frente
diversos instrumentos institucionais de que conta o Estado à vida, que pressupõe a dinâmica da cooperação plane-
– Polícia, Justiça, Ministério Público, Forças Armadas etc. jada e o movimento constante da instalação de justiça.
A greve atravessou vários sinais ao estrangular as vias de Uma cultura de paz exige esforço para modificar o pen-
suprimento que mantêm o sistema produtivo funcionan- samento e a ação das pessoas para que se promova a
do, do qual depende a sobrevivência física da população. paz. Falar de violência e de como ela nos assola deixa
Isso não pode ser esquecido e serve de alerta para que as de ser, então, a temática principal. Não que ela vá ser
autoridades desenvolvam planos de contingência. esquecida ou abafada; ela pertence ao nosso dia a dia e
O Globo, 31/05/2018. temos consciência disso. Porém, o sentido do discurso, a
ideologia que o alimenta, precisa impregná-lo de pala-
“É o que precisa acontecer no rescaldo da greve dos ca- vras e conceitos que anunciem os valores humanos que
minhoneiros, concluídas as investigações, por exemplo, da decantam a paz, que lhe proclamam e promovem. A vio-
ajuda ilegal de patrões ao movimento, interessados em lência já é bastante denunciada, e quanto mais falamos
se beneficiar do barateamento do combustível.” Segundo dela, mais lembramos de sua existência em nosso meio
esse parágrafo do texto, o que “precisa acontecer” é
social. É hora de começarmos a convocar a presença da
paz em nós, entre nós, entre nações, entre povos.
a) manter-se o direito de livre expressão do pensamento.
b) garantir-se o direito de reunião e de greve. Um dos primeiros passos nesse sentido refere-se à ges-
c) lastrear leis e regras na Constituição. tão de conflitos. Ou seja, prevenir os conflitos potencial-
d) punirem-se os responsáveis por excessos. mente violentos e reconstruir a paz e a confiança en-
e) concluírem-se as investigações sobre a greve. tre pessoas originárias de situação de guerra é um dos
exemplos mais comuns a serem considerados. Tal mis-
Resposta: Letra D. Em “a”: manter-se o direito de livre são estende-se às escolas, instituições públicas e outros
expressão do pensamento. = incorreto locais de trabalho por todo o mundo, bem como aos
Em “b”: garantir-se o direito de reunião e de greve. = parlamentos e centros de comunicação e associações.
incorreto Outro passo é tentar erradicar a pobreza e reduzir as de-
Em “c”: lastrear leis e regras na Constituição. = incorreto sigualdades, lutando para atingir um desenvolvimento
Em “d”: punirem-se os responsáveis por excessos. sustentado e o respeito pelos direitos humanos, refor-
Em “e”: concluírem-se as investigações sobre a greve. = çando as instituições democráticas, promovendo a liber-
incorreto dade de expressão, preservando a diversidade cultural e
Ao texto: (...) há sempre o risco de excessos, a serem o ambiente.
devidamente contidos e seus responsáveis, punidos, É, então, no entrelaçamento “paz — desenvolvimento —
conforme estabelecido na legislação. / É o que precisa direitos humanos — democracia” que podemos vislum-
acontecer... = precisa acontecer a punição dos excessos.
brar a educação para a paz.
Leila Dupret. Cultura de paz e ações sócio-educativas:
LÍNGUA PORTUGUESA

9. (PC-MA – DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – CES-


PE-2018) desafios para a escola contemporânea. In: Psicol. Esc.
Educ. (Impr.) v. 6, n.º 1. Campinas, jun./2002 (com adap-
Texto CG1A1AAA tações).

A paz não pode ser garantida apenas pelos acordos polí- De acordo com o texto CG1A1AAA, os elementos “ges-
ticos, econômicos ou militares. Cada um de nós, indepen- tão de conflitos” e “erradicar a pobreza” devem ser con-
dentemente de idade, sexo, estrato social, crença religiosa cebidos como

6
a) obstáculos para a construção da cultura da paz.
b) dispensáveis para a construção da cultura da paz.
c) irrelevantes na construção da cultura da paz.
d) etapas para a construção da cultura da paz.
e) consequências da construção da cultura da paz.

Resposta: Letra D. Em “a”: obstáculos para a construção da cultura da paz. = incorreto


Em “b”: dispensáveis para a construção da cultura da paz. = incorreto
Em “c”: irrelevantes na construção da cultura da paz. = incorreto
Em “d”: etapas para a construção da cultura da paz.
Em “e”: consequências da construção da cultura da paz. = incorreto
Ao texto: Um dos primeiros passos nesse sentido refere-se à gestão de conflitos. (...) Outro passo é tentar erradicar a
pobreza e reduzir as desigualdades = etapas para construção da paz.

10. (PC-SP - PAPILOSCOPISTA POLICIAL – VUNESP-2013) Leia o cartum de Jean Galvão

(https://www.facebook.com/jeangalvao.cartunista)

Considerando a relação entre a fala do personagem e a imagem visual, pode-se concluir que o que o leva a pular a
onda é a necessidade de

a) demonstrar respeito às religiões.


b) realizar um ritual místico.
c) divertir-se com os amigos.
d) preservar uma tradição familiar.
e) esquivar-se da sujeira da água.

Resposta: Letra E. Em “a”: demonstrar respeito às religiões. = incorreto


Em “b”: realizar um ritual místico. = incorreto
Em “c”: divertir-se com os amigos. = incorreto
Em “d”: preservar uma tradição familiar. = incorreto
Em “e”: esquivar-se da sujeira da água.
O personagem pula a onda para que não seja atingido pelo lixo que se encontra no mar.

11. (PM-SP - SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR – VUNESP-2015) Leia a tira.


LÍNGUA PORTUGUESA

(Folha de S.Paulo, 02.10.2015. Adaptado)

7
Com sua fala, a personagem revela que

a) a violência era comum no passado.


b) as pessoas lutam contra a violência.
c) a violência está banalizada.
d) o preço que pagou pela violência foi alto.

Resposta: Letra C. Em “a”: a violência era comum no passado. = incorreto


Em “b”: as pessoas lutam contra a violência. = incorreto
Em “c”: a violência está banalizada.
Em “d”: o preço que pagou pela violência foi alto. = incorreto
Infelizmente, a personagem revela que a violência está banalizada, nem há mais “punições” para os agressivos.

12. (PM-SP - ASPIRANTE DA POLÍCIA MILITAR [INTERIOR] – VUNESP-2017) Leia a charge.

(Pancho. www.gazetadopovo.com.br)

É correto associar o humor da charge ao fato de que

a) os personagens têm uma autoestima elevada e são otimistas, mesmo vivendo em uma situação de completo confi-
namento.
b) os dois personagens estão muito bem informados sobre a economia, o que não condiz com a imagem de criminosos.
c) o valor dos cosméticos afetará diretamente a vida dos personagens, pois eles demonstram preocupação com a apa-
rência.
d) o aumento dos preços de cosméticos não surpreende os personagens, que estão acostumados a pagar caro por eles
nos presídios.
e) os preços de cosméticos não deveriam ser relevantes para os personagens, dada a condição em que se encontram.

Resposta: Letra E. Em “a”: os personagens têm uma autoestima elevada e são otimistas, mesmo vivendo em uma
situação de completo confinamento. = incorreto
Em “b”: os dois personagens estão muito bem informados sobre a economia, o que não condiz com a imagem de
criminosos. = incorreto
Em “c”: o valor dos cosméticos afetará diretamente a vida dos personagens, pois eles demonstram preocupação com
a aparência. = incorreto
Em “d”: o aumento dos preços de cosméticos não surpreende os personagens, que estão acostumados a pagar caro
por eles nos presídios. = incorreto
Em “e”: os preços de cosméticos não deveriam ser relevantes para os personagens, dada a condição em que se
encontram.
Pela condição em que as personagens se encontram, o aumento no preço dos cosméticos não os afeta.

13. (TJ-AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR – FGV-2018)


LÍNGUA PORTUGUESA

Texto 1 – Além do celular e da carteira, cuidado com as figurinhas da Copa


Gilberto Porcidônio – O Globo, 12/04/2018

A febre do troca-troca de figurinhas pode estar atingindo uma temperatura muito alta. Preocupados que os mais afoi-
tos pelos cromos possam até roubá-los, muitos jornaleiros estão levando seus estoques para casa quando termina o
expediente. Pode parecer piada, mas há até boatos sobre quadrilhas de roubo de figurinha espalhados por mensagens
de celular.

8
Sobre a estrutura do título dado ao texto 1, a afirmativa Em “c”: a falta de muitas figurinhas no álbum; = incor-
adequada é: reto
Em “d”: a reclamação ser apresentada pelo pai e não
a) as figurinhas da Copa passaram a ocupar o lugar do pelo filho; = incorreto
celular e da carteira nos roubos urbanos; Em “e”: uma criança ajudar a um adulto e não o con-
b) as figurinhas da Copa se somaram ao celular e à car- trário. = incorreto
teira como alvo de desejo dos assaltantes; O humor está no fato de o álbum ser sobre um tema
c) o alerta dado no título se dirige aos jornaleiros que incomum: assuntos sociais.
vendem as figurinhas da Copa;
d) os ladrões passaram a roubar as figurinhas da Copa 15. (TJ-AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FGV-2018) Obser-
nas bancas de jornais; ve a charge abaixo.
e) as figurinhas da Copa se transformaram no alvo prin-
cipal dos ladrões.

Resposta: Letra B. Em “a”: as figurinhas da Copa


passaram a ocupar o lugar do celular e da carteira nos
roubos urbanos; = incorreto
Em “b”: as figurinhas da Copa se somaram ao celular e
à carteira como alvo de desejo dos assaltantes;
Em “c”: o alerta dado no título se dirige aos jornaleiros
que vendem as figurinhas da Copa; = incorreto
Em “d”: os ladrões passaram a roubar as figurinhas da
Copa nas bancas de jornais; = incorreto
Em “e”: as figurinhas da Copa se transformaram no
alvo principal dos ladrões. = incorreto
O título do texto já nos dá a resposta: além do celular No caso da charge, a crítica feita à internet é:
e da carteira, ou seja, as figurinhas da Copa também
passaram a ser alvo dos assaltantes. a) a criação de uma dependência tecnológica excessiva;
b) a falta de exercícios físicos nas crianças;
14. (TJ-AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUS- c) o risco de contatos perigosos;
TIÇA AVALIADOR – FGV-2018) d) o abandono dos estudos regulares;
e) a falta de contato entre membros da família.

16. (TJ-SC – ANALISTA ADMINISTRATIVO – FGV-


2018) Observe a charge a seguir:

A charge acima é uma homenagem a Stephen Hawking,


O humor da tira é conseguido através de uma quebra de destacando o fato de o cientista:
expectativa, que é:
a) ter alcançado o céu após sua morte;
a) o fato de um adulto colecionar figurinhas; b) mostrar determinação no combate à doença;
b) as figurinhas serem de temas sociais e não esportivos; c) ser comparado a cientistas famosos;
LÍNGUA PORTUGUESA

c) a falta de muitas figurinhas no álbum; d) ser reconhecido como uma mente brilhante;
d) a reclamação ser apresentada pelo pai e não pelo filho; e) localizar seus interesses nos estudos de Física.
e) uma criança ajudar a um adulto e não o contrário.
Resposta: Letra A. Em “a”: a criação de uma depen-
Resposta: Letra B. Em “a”: o fato de um adulto cole- dência tecnológica excessiva;
cionar figurinhas; = incorreto Em “b”: a falta de exercícios físicos nas crianças; = in-
Em “b”: as figurinhas serem de temas sociais e não correto
esportivos; Em “c”: o risco de contatos perigosos; = incorreto

9
Em “d”: o abandono dos estudos regulares; = incorreto A produção da obra acima, Os Retirantes (1944), foi realiza-
Em “e”: a falta de contato entre membros da família. = da seis anos depois da publicação do romance Vidas Secas.
incorreto Nessa obra, ao abordar a miséria e a seca claramente vis-
Através da fala do garoto chegamos à resposta: de- tas através da representação de uma família de retirantes,
pendência tecnológica - expressa em sua fala. Cândido Portinari

Resposta: Letra D. Em “a”: ter alcançado o céu após a) apresenta uma temática, assim como a descrição dos
sua morte; = incorreto personagens e do ambiente, de forma sutil e dinâmica.
Em “b”: mostrar determinação no combate à doença; b) permite visualizar a degradação da figura humana e o
= incorreto retrato da figura da morte afugentada pelos persona-
Em “c”: ser comparado a cientistas famosos; = incor- gens.
reto c) apresenta elementos físicos presentes no cotidiano dos
Em “d”: ser reconhecido como uma mente brilhante; retirantes vítimas da seca e aspectos relacionados à de-
Em “e”: localizar seus interesses nos estudos de Física. sigualdade social.
= incorreto d) utiliza a linguagem não verbal com o objetivo de cons-
Usemos a fala de Einstein: “a mente brilhante que es- truir uma imagem cuja ênfase mística se opõe aos fatos
távamos esperando”. da realidade observável.

17. (TJ-PE – ANALISTA JUDICIÁRIO – FUNÇÃO ADMI- Resposta: Letra C. Em “a”: apresenta uma temática, as-
NISTRATIVA – IBFC-2017) sim como a descrição dos personagens e do ambiente,
de forma sutil e dinâmica.
Texto II Em “b”: permite visualizar a degradação da figura hu-
mana e o retrato da figura da morte afugentada pelos
personagens.
Em “c”: apresenta elementos físicos presentes no coti-
diano dos retirantes vítimas da seca e aspectos relacio-
nados à desigualdade social.
Em “d”: utiliza a linguagem não verbal com o objetivo de
construir uma imagem cuja ênfase mística se opõe aos
fatos da realidade observável.
A obra retrata, de forma nada sutil, os elementos físicos
de uma família vítima da seca.
A observação dos elementos não verbais do texto é res-
ponsável pelo entendimento do humor sugerido. Nesse
Linguagem Verbal e Não Verbal
sentido, a evolução do homem e do computador, através
de tais elementos, deve ser entendida como: O que é linguagem? É o uso da língua como forma de
expressão e comunicação entre as pessoas. A linguagem
a) complementar. não é somente um conjunto de palavras faladas ou escritas,
b) semelhante. mas também de gestos e imagens. Afinal, não nos comuni-
c) conflitante. camos apenas pela fala ou escrita, não é verdade?
d) antitética. Então, a linguagem pode ser verbalizada, e daí vem a
e) idealizada. analogia ao verbo. Você já tentou se pronunciar sem utilizar
o verbo? Se não, tente, e verá que é impossível se ter algo
Resposta: Letra D. As imagens mostram um con- fundamentado e coerente! Assim, a linguagem verbal é a
traste entre o desenvolvimento do computador e do que utiliza palavras quando se fala ou quando se escreve.
homem; enquanto aquele vai se tornando mais “fino, A linguagem pode ser não verbal, ao contrário da verbal,
elegante”, este fica sedentário, engorda. A palavra “an- não utiliza vocábulo, palavras para se comunicar. O objeti-
titética” significa “oposta, oposição”. vo, neste caso, não é de expor verbalmente o que se quer
dizer ou o que se está pensando, mas se utilizar de outros
18. (TRF-2.ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA meios comunicativos, como: placas, figuras, gestos, objetos,
ADMINISTRATIVA – CONSULPLAN-2017) cores, ou seja, dos signos visuais.
Vejamos: um texto narrativo, uma carta, o diálogo, uma
entrevista, uma reportagem no jornal escrito ou televisiona-
do, um bilhete? = Linguagem verbal!
LÍNGUA PORTUGUESA

Agora: o semáforo, o apito do juiz numa partida de fu-


tebol, o cartão vermelho, o cartão amarelo, uma dança, o
aviso de “não fume” ou de “silêncio”, o bocejo, a identificação
de “feminino” e “masculino” através de figuras na porta do
banheiro, as placas de trânsito? = Linguagem não verbal!
A linguagem pode ser ainda verbal e não verbal ao
mesmo tempo, como nos casos das charges, cartoons e
anúncios publicitários.

10
Alguns exemplos: B) Homófonas: são palavras iguais na pronúncia e di-
Cartão vermelho – denúncia de falta grave no futebol. ferentes na escrita:
Placas de trânsito. acender (atear) e ascender (subir); concertar (harmoni-
Imagem indicativa de “silêncio”. zar) e consertar (reparar); cela (compartimento) e sela (ar-
Semáforo com sinal amarelo advertindo “atenção”. reio); censo (recenseamento) e senso (juízo); paço (palácio)
e passo (andar).
SITE
Disponível em: <http://www.brasilescola.com/redacao/ C) Homógrafas e homófonas simultaneamente (ou
linguagem.htm> perfeitas): São palavras iguais na escrita e na pronúncia:
caminho (subst.) e caminho (verbo); cedo (verbo) e cedo
(adv.); livre (adj.) e livre (verbo).
SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS. SENTIDO  Parônimos = palavras com sentidos diferentes,
PRÓPRIO E FIGURADO DAS PALAVRAS porém de formas relativamente próximas. São pa-
lavras parecidas na escrita e na pronúncia: cesta
(receptáculo de vime; cesta de basquete/esporte) e
Semântica é o estudo da significação das palavras e das sesta (descanso após o almoço), eminente (ilustre)
suas mudanças de significação através do tempo ou em e iminente (que está para ocorrer), osso (substan-
determinada época. A maior importância está em distin- tivo) e ouço (verbo), sede (substantivo e/ou verbo
guir sinônimos e antônimos (sinonímia / antonímia) e ho- “ser” no imperativo) e cede (verbo), comprimento
mônimos e parônimos (homonímia / paronímia). (medida) e cumprimento (saudação), autuar (pro-
cessar) e atuar (agir), infligir (aplicar pena) e infringir
1. Sinônimos (violar), deferir (atender a) e diferir (divergir), suar
(transpirar) e soar (emitir som), aprender (conhecer)
São palavras de sentido igual ou aproximado: alfabeto - e apreender (assimilar; apropriar-se de), tráfico (co-
abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar - abolir. mércio ilegal) e tráfego (relativo a movimento, trân-
Duas palavras são totalmente sinônimas quando são sito), mandato (procuração) e mandado (ordem),
substituíveis, uma pela outra, em qualquer contexto (cara emergir (subir à superfície) e imergir (mergulhar,
e rosto, por exemplo); são parcialmente sinônimas quando, afundar).
ocasionalmente, podem ser substituídas, uma pela outra,
em determinado enunciado (aguadar e esperar). 4. Hiperonímia e Hiponímia
Observação:
Hipônimos e hiperônimos são palavras que perten-
A contribuição greco-latina é responsável pela exis-
cem a um mesmo campo semântico (de sentido), sendo o
tência de numerosos pares de sinônimos: adversário e
antagonista; translúcido e diáfano; semicírculo e hemiciclo; hipônimo uma palavra de sentido mais específico; o hipe-
contraveneno e antídoto; moral e ética; colóquio e diálogo; rônimo, mais abrangente.
transformação e metamorfose; oposição e antítese. O hiperônimo impõe as suas propriedades ao hipô-
nimo, criando, assim, uma relação de dependência se-
2. Antônimos mântica. Por exemplo: Veículos está numa relação de hi-
peronímia com carros, já que veículos é uma palavra de
São palavras que se opõem através de seu significado: significado genérico, incluindo motos, ônibus, caminhões.
ordem - anarquia; soberba - humildade; louvar - censurar; Veículos é um hiperônimo de carros.
mal - bem. Um hiperônimo pode substituir seus hipônimos em
quaisquer contextos, mas o oposto não é possível. A utili-
Observação: zação correta dos hiperônimos, ao redigir um texto, evita
A antonímia pode se originar de um prefixo de sen- a repetição desnecessária de termos.
tido oposto ou negativo: bendizer e maldizer; simpático e
antipático; progredir e regredir; concórdia e discórdia; ativo REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
e inativo; esperar e desesperar; comunista e anticomunista; SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
simétrico e assimétrico.
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
3. Homônimos e Parônimos
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
 Homônimos = palavras que possuem a mesma Paulo: Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
LÍNGUA PORTUGUESA

grafia ou a mesma pronúncia, mas significados dife-


rentes. Podem ser ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
XIMENES, Sérgio. Minidicionário Ediouro da Lìngua
A) Homógrafas: são palavras iguais na escrita e dife- Portuguesa – 2.ª ed. reform. – São Paulo: Ediouro, 2000.
rentes na pronúncia:
rego (subst.) e rego (verbo); colher (verbo) e colher SITE
(subst.); jogo (subst.) e jogo (verbo); denúncia (subst.) e de- http://www.coladaweb.com/portugues/sinonimos,-
nuncia (verbo); providência (subst.) e providencia (verbo). -antonimos,-homonimos-e-paronimos

11
DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Exemplos de variação no significado das palavras: Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Os domadores conseguiram enjaular a fera. (sentido Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
literal) reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Ele ficou uma fera quando soube da notícia. (sentido Paulo: Saraiva, 2010.
figurado)
Aquela aluna é fera na matemática. (sentido figura- SITE
do) http://www.normaculta.com.br/conotacao-e-denotacao/
As variações nos significados das palavras ocasionam
o sentido denotativo (denotação) e o sentido conotativo POLISSEMIA
(conotação) das palavras.
Polissemia é a propriedade de uma palavra adquirir
A) Denotação multiplicidade de sentidos, que só se explicam dentro de
um contexto. Trata-se, realmente, de uma única palavra,
Uma palavra é usada no sentido denotativo quando
mas que abarca um grande número de significados den-
apresenta seu significado original, independentemente
tro de seu próprio campo semântico.
do contexto em que aparece. Refere-se ao seu signifi-
Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo per-
cado mais objetivo e comum, aquele imediatamente
cebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de
reconhecido e muitas vezes associado ao primeiro signi- algo. Possibilidades de várias interpretações levando-se
ficado que aparece nos dicionários, sendo o significado em consideração as situações de aplicabilidade. Há uma
mais literal da palavra. infinidade de exemplos em que podemos verificar a ocor-
A denotação tem como finalidade informar o recep- rência da polissemia:
tor da mensagem de forma clara e objetiva, assumindo O rapaz é um tremendo gato.
um caráter prático. É utilizada em textos informativos, O gato do vizinho é peralta.
como jornais, regulamentos, manuais de instrução, bu- Precisei fazer um gato para que a energia voltasse.
las de medicamentos, textos científicos, entre outros. A Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua
palavra “pau”, por exemplo, em seu sentido denotativo é sobrevivência
apenas um pedaço de madeira. Outros exemplos: O passarinho foi atingido no bico.
O elefante é um mamífero.
As estrelas deixam o céu mais bonito! Nas expressões polissêmicas rede de deitar, rede de
computadores e rede elétrica, por exemplo, temos em
B) Conotação comum a palavra “rede”, que dá às expressões o sentido
Uma palavra é usada no sentido conotativo quando de “entrelaçamento”. Outro exemplo é a palavra “xadrez”,
apresenta diferentes significados, sujeitos a diferentes que pode ser utilizada representando “tecido”, “prisão” ou
interpretações, dependendo do contexto em que este- “jogo” – o sentido comum entre todas as expressões é o
ja inserida, referindo-se a sentidos, associações e ideias formato quadriculado que têm.
que vão além do sentido original da palavra, ampliando
sua significação mediante a circunstância em que a mes- 1. Polissemia e homonímia
ma é utilizada, assumindo um sentido figurado e simbó-
lico. Como no exemplo da palavra “pau”: em seu sentido A confusão entre polissemia e homonímia é bastante
conotativo ela pode significar castigo (dar-lhe um pau), comum. Quando a mesma palavra apresenta vários sig-
nificados, estamos na presença da polissemia. Por outro
reprovação (tomei pau no concurso).
lado, quando duas ou mais palavras com origens e sig-
A conotação tem como finalidade provocar sentimen-
nificados distintos têm a mesma grafia e fonologia, temos
tos no receptor da mensagem, através da expressividade
uma homonímia.
e afetividade que transmite. É utilizada principalmente
A palavra “manga” é um caso de homonímia. Ela pode
numa linguagem poética e na literatura, mas também
significar uma fruta ou uma parte de uma camisa. Não é
ocorre em conversas cotidianas, em letras de música, em polissemia porque os diferentes significados para a palavra
anúncios publicitários, entre outros. Exemplos: “manga” têm origens diferentes. “Letra” é uma palavra polis-
Você é o meu sol! sêmica: pode significar o elemento básico do alfabeto, o tex-
Minha vida é um mar de tristezas. to de uma canção ou a caligrafia de um determinado indiví-
Você tem um coração de pedra! duo. Neste caso, os diferentes significados estão interligados
porque remetem para o mesmo conceito, o da escrita.
LÍNGUA PORTUGUESA

#FicaDica 2. Polissemia e ambiguidade


Procure associar Denotação com Dicionário:
Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto na
trata-se de definição literal, quando o termo
interpretação. Na língua portuguesa, um enunciado pode
é utilizado com o sentido que consta no di-
ser ambíguo, ou seja, apresentar mais de uma interpreta-
cionário.
ção. Esta ambiguidade pode ocorrer devido à colocação
específica de uma palavra (por exemplo, um advérbio)
em uma frase. Vejamos a seguinte frase:

12
Pessoas que têm uma alimentação equilibrada fre- Resposta: Letra E. “o país teve de recorrer a um pro-
quentemente são felizes. grama de racionamento”. Assinale a opção que apre-
Neste caso podem existir duas interpretações diferen- senta a forma de reescrever esse segmento, QUE
tes: ALTERA O SEU SENTIDO ORIGINAL.
As pessoas têm alimentação equilibrada porque são feli- Em “a”: O Brasil foi obrigado a recorrer a um progra-
zes ou são felizes porque têm uma alimentação equilibrada. ma de racionamento = mesmo sentido.
De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, ela Em “b”: O país teve como recurso recorrer a um pro-
pode induzir uma pessoa a fazer mais do que uma inter- grama de racionamento = mesmo sentido.
pretação. Para fazer a interpretação correta é muito im- Em “c”: O Brasil foi levado a recorrer a um programa
portante saber qual o contexto em que a frase é proferida. de racionamento = mesmo sentido.
Muitas vezes, a disposição das palavras na construção Em “d”: O país obrigou-se a recorrer a um programa
do enunciado pode gerar ambiguidade ou, até mesmo, de racionamento = mesmo sentido.
comicidade. Repare na figura abaixo:
Em “e”: O Brasil optou por um programa de raciona-
mento = mudança de sentido (segundo o enunciado,
o país não teve outra opção a não ser recorrer. Na
alternativa, provavelmente havia outras opções, e o
país escolheu a de “recorrer”).

PONTUAÇÃO.

Os sinais de pontuação são marcações gráficas que


(http://www.humorbabaca.com/fotos/diversas/corto- servem para compor a coesão e a coerência textual, além
-cabelo-e-pinto. Acesso em 15/9/2014). de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas.
Um texto escrito adquire diferentes significados quando
Poderíamos corrigir o cartaz de inúmeras maneiras, pontuado de formas diversificadas. O uso da pontuação
mas duas seriam: depende, em certos momentos, da intenção do autor
Corte e coloração capilar do discurso. Assim, os sinais de pontuação estão direta-
ou mente relacionados ao contexto e ao interlocutor.
Faço corte e pintura capilar
1. Principais funções dos sinais de pontuação
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce- A) Ponto (.)
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São  Indica o término do discurso ou de parte dele,
Paulo: Saraiva, 2010. encerrando o período.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa  Usa-se nas abreviaturas: pág. (página), Cia. (Com-
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. panhia). Se a palavra abreviada aparecer em final
de período, este não receberá outro ponto; neste
SITE caso, o ponto de abreviatura marca, também, o
http://www.brasilescola.com/gramatica/polissemia.
fim de período. Exemplo: Estudei português, mate-
htm
márica, constitucional, etc. (e não “etc..”)
 Nos títulos e cabeçalhos é opcional o emprego
do ponto, assim como após o nome do autor de
EXERCÍCIO COMENTADO uma citação:
Haverá eleições em outubro
1. (SUSAM-AM – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – O culto do vernáculo faz parte do brio cívico. (Napo-
FGV – 2014) “o país teve de recorrer a um programa de ra- leão Mendes de Almeida) (ou: Almeida.)
cionamento”. Assinale a opção que apresenta a forma de  Os números que identificam o ano não utili-
reescrever esse segmento, que altera o seu sentido original. zam ponto nem devem ter espaço a separá-los,
bem como os números de CEP: 1975, 2014, 2006,
a) O Brasil foi obrigado a recorrer a um programa de 17600-250.
racionamento.
LÍNGUA PORTUGUESA

b) O país teve como recurso recorrer a um programa de B) Ponto e Vírgula (;)


racionamento.
c) O Brasil foi levado a recorrer a um programa de racio-
 Separa várias partes do discurso, que têm a mes-
namento.
ma importância: “Os pobres dão pelo pão o traba-
d) O país obrigou-se a recorrer a um programa de racio-
lho; os ricos dão pelo pão a fazenda; os de espíritos
namento.
generosos dão pelo pão a vida; os de nenhum espí-
e) O Brasil optou por um programa de racionamento.
rito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)

13
 Separa partes de frases que já estão separadas Usa-se a vírgula:
por vírgulas: Alguns quiseram verão, praia e calor;
outros, montanhas, frio e cobertor. 1. Para marcar intercalação:
 Separa itens de uma enumeração, exposição de A) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua
motivos, decreto de lei, etc. abundância, vem caindo de preço.
Ir ao supermercado; B) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
Pegar as crianças na escola; produzindo, todavia, altas quantidades de alimen-
Caminhada na praia; tos.
Reunião com amigos. C) das expressões explicativas ou corretivas: As in-
dústrias não querem abrir mão de suas vantagens,
C) Dois pontos (:) isto é, não querem abrir mão dos lucros altos.
 Antes de uma citação = Vejamos como Afrânio
Coutinho trata este assunto: 2. Para marcar inversão:
A) do adjunto adverbial (colocado no início da ora-
 Antes de um aposto = Três coisas não me agra-
ção): Depois das sete horas, todo o comércio está de
dam: chuva pela manhã, frio à tarde e calor à noite.
portas fechadas.
 Antes de uma explicação ou esclarecimento: Lá
B) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vi-
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
vendo a rotina de sempre. C) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15
 Em frases de estilo direto de maio de 1982.
Maria perguntou:
- Por que você não toma uma decisão? 3. Para separar entre si elementos coordenados
(dispostos em enumeração):
D) Ponto de Exclamação (!) Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
 Usa-se para indicar entonação de surpresa, cóle- A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e ani-
ra, susto, súplica, etc.: Sim! Claro que eu quero me mais.
casar com você! 4. Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós que-
 Depois de interjeições ou vocativos remos comer pizza; e vocês, churrasco.
Ai! Que susto!
João! Há quanto tempo! 5. Para isolar:
A) o aposto: São Paulo, considerada a metrópole bra-
E) Ponto de Interrogação (?) sileira, possui um trânsito caótico.
 Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. B) o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze-
vedo) Observações:
Considerando-se que “etc.” é abreviatura da expres-
F) Reticências (...) são latina et coetera, que significa “e outras coisas”, seria
 Indica que palavras foram suprimidas: Comprei dispensável o emprego da vírgula antes dele. Porém, o
lápis, canetas, cadernos... acordo ortográfico em vigor no Brasil exige que empre-
 Indica interrupção violenta da frase: “- Não... que- guemos etc. predecido de vírgula: Falamos de política,
ro dizer... é verdad... Ah!” futebol, lazer, etc.
 Indica interrupções de hesitação ou dúvida: Este As perguntas que denotam surpresa podem ter com-
binados o ponto de interrogação e o de exclamação:
mal... pega doutor?
Você falou isso para ela?!
 Indica que o sentido vai além do que foi dito: Dei-
xa, depois, o coração falar...
Temos, ainda, sinais distintivos:
 a barra ( / ) = usada em datas (25/12/2014), se-
G) Vírgula (,) paração de siglas (IOF/UPC);
 os colchetes ([ ]) = usados em transcrições feitas
Não se usa vírgula pelo narrador ([vide pág. 5]), usado como primeira
Separando termos que, do ponto de vista sintático, opção aos parênteses, principalmente na matemá-
ligam-se diretamente entre si: tica;
 o asterisco (*) = usado para remeter o leitor a
1. Entre sujeito e predicado: uma nota de rodapé ou no fim do livro, para subs-
LÍNGUA PORTUGUESA

Todos os alunos da sala foram advertidos. tituir um nome que não se quer mencionar.
Sujeito predicado
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
2. Entre o verbo e seus objetos: Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce-
O trabalho custou sacrifício aos reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
realizadores. Paulo: Saraiva, 2010.
V.T.D.I. O.D. O.I. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.

14
SITE 2. (SERES-PE – AGENTE DE SEGURANÇA PENITEN-
http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/ CIÁRIA – CESPE – 2017 – ADAPTADA)
http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-vir-
gula.htm Texto 1A1AAA

Após o processo de redemocratização, com o fim da di-


tadura militar, em meados da década de 80 do século
EXERCÍCIOS COMENTADOS passado, era de se esperar que a democratização das
instituições tivesse como resultado direto a consolidação
1. (STJ – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA O CAR- da cidadania — compreendida de modo amplo, abran-
GO 1 – CESPE – 2018 – ADAPTADA) gendo as três categorias de direitos: civis, políticos e
sociais. Sobressaem, porém, problemas que configuram
Texto CB1A1CCC mais desafios para a cidadania brasileira, como a violên-
cia urbana — que ameaça os direitos individuais — e o
As audiências de segunda a sexta-feira muitas vezes re- desemprego — que ameaça os direitos sociais.
velaram o lado mais sórdido da natureza humana. Eram No Brasil, o crime aumentou significantemente a partir
relatos de sofrimento, dor, angústia que se transporta- de 1980, impacto do processo de modernização pelo
vam da cadeira das vítimas, testemunhas e réus para mi- qual o país passou. Isso sugere que o boom do consumo
nha cadeira de juíza. A toga não me blindou daqueles colocou em circulação bens de alto valor e, consequente-
relatos sofridos, aflitos. As angústias dos que se senta- mente, aumentou as oportunidades para o crime, inclusi-
vam à minha frente, por diversas vezes, me escoltaram ve porque a maior mobilidade de pessoas torna o espaço
até minha casa e passaram a ser companheiras de noites social mais anônimo, menos supervisionado.
de insônia. Não havia outra solução a não ser escrever. Nesse contexto, justiça criminal passa a ser cada vez mais
Era preciso colocar no papel e compartilhar a dor da- dissociada de justiça social e reconstrução da sociedade.
quelas pessoas que, mesmo ao fim do processo e com a O objetivo em relação à criminalidade torna-se bem me-
sentença prolatada, não me deixavam esquecê-las. nos ambicioso: o controle. A prisão ganha mais impor-
Foram horas, dias, meses, anos de oitivas de mães, fi-
tância na modernidade tardia, porque satisfaz uma dupla
lhas, esposas, namoradas, companheiras, todas tendo
necessidade dessa nova cultura: castigo e controle do
em comum a violência no corpo e na alma sofrida den-
risco. Essa postura às vezes proporciona controle, porém
tro de casa. O lar, que deveria ser o lugar mais seguro
não segurança, pois o Estado tem o poder limitado de
para essas mulheres, havia se transformado no pior dos
manter a ordem por meio da polícia, sendo necessário
mundos.
dividir as tarefas de controle com organizações locais e
Quando finalmente chegavam ao Judiciário e se sen-
com a comunidade.
tavam à minha frente, os relatos se transformavam em
Jacqueline Carvalho da Silva. Manutenção da ordem pú-
desabafos de uma vida inteira. Era preciso explicar, justi-
ficar e muitas vezes se culpar por terem sido agredidas. blica e garantia dos direitos individuais: os desafios da
A culpa por ter sido vítima, a culpa por ter permitido, a polícia em sociedades democráticas. In: Revista Brasilei-
culpa por não ter sido boa o suficiente, a culpa por não ra de Segurança Pública. São Paulo, ano 5, 8.ª ed., fev. –
ter conseguido manter a família. Sempre a culpa. mar./2011, p. 84-5 (com adaptações).
Aquelas mulheres chegavam à Justiça buscando uma
força externa como se somente nós, juízes, promotores No primeiro parágrafo do texto 1A1AAA, os dois-pontos
e advogados, pudéssemos não apenas cessar aquele ci- introduzem
clo de violência, mas também lhes dar voz para reagir
àquela violência invisível. a) uma enumeração das “categorias de direitos”.
Rejane Jungbluth Suxberger. Invisíveis Marias: histórias b) resultados da “consolidação da cidadania”.
além das quatro paredes. Brasília: Trampolim, 2018 (com c) um contra-argumento para a ideia de cidadania como
adaptações). algo “amplo”.
O trecho “juízes, promotores e advogados” explica o d) uma generalização do termo “direitos”.
sentido de “nós”. e) objetivos do “processo de redemocratização”.

( ) CERTO ( ) ERRADO Resposta: Letra A. Recorramos ao texto (faça isso


SEMPRE durante seu concurso. O texto é a base para
Resposta: Certo. Ao trecho: (...) Aquelas mulheres encontrar as respostas para as questões!): (...) abran-
chegavam à Justiça buscando uma força externa como gendo as três categorias de direitos: civis, políticos e
LÍNGUA PORTUGUESA

se somente nós, juízes, promotores e advogados, pu- sociais. Os dois-pontos introduzem a enumeração dos
déssemos não apenas cessar aquele ciclo de violência direitos; apresenta-os.
(...). Os termos entre vírgulas servem para exemplificar
quem são os “nós” citados pela autora ( juízes, promo- 3. (ANEEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE –
tores, advogados). 2010) Vão surgindo novos sinais do crescente otimismo
da indústria com relação ao futuro próximo. Um deles
refere-se às exportações. “O comércio mundial já está
voltando a se abrir para as empresas”, diz o gerente exe-

15
cutivo de pesquisas da Confederação Nacional da Indús-
tria (CNI), Renato da Fonseca, para explicar a melhora CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVO,
das expectativas dos industriais com relação ao mercado ADJETIVO, NUMERAL, PRONOME, VERBO,
externo. ADVÉRBIO, PREPOSIÇÃO E CONJUNÇÃO:
Quanto ao mercado interno, as expectativas da indústria EMPREGO E SENTIDO QUE IMPRIMEM ÀS
não se modificaram. Mas isso não é um mau sinal, pois
RELAÇÕES QUE ESTABELECEM.
elas já eram francamente otimistas. Há algum tempo, a
pesquisa da CNI, realizada mensalmente a partir de 2010,
registra grande otimismo da indústria com relação à de-
manda interna. Trata-se de um sentimento generalizado. Adjetivo
Em todos os setores industriais, a expressiva maioria dos
entrevistados acredita no aumento das vendas internas. É a palavra que expressa uma qualidade ou caracterís-
O Estado de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adapta- tica do ser e se relaciona com o substantivo, concordando
ções). com este em gênero e número.
As praias brasileiras estão poluídas.
O nome próprio “Renato da Fonseca” está entre vírgulas Praias = substantivo; brasileiras/poluídas = adjetivos
por tratar-se de um vocativo. (plural e feminino, pois concordam com “praias”).

( ) CERTO ( ) ERRADO 1. Locução adjetiva


Locução = reunião de palavras. Sempre que são neces-
Resposta: Errado. Recorramos ao texto (lembre-se de sárias duas ou mais palavras para falar sobre a mesma coisa,
fazer a mesma coisa no dia do seu concurso!): (...) diz o tem-se locução. Às vezes, uma preposição + substantivo tem
gerente executivo de pesquisas da Confederação Nacio- o mesmo valor de um adjetivo: é a Locução Adjetiva (expres-
nal da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, para explicar são que equivale a um adjetivo). Por exemplo: aves da noite
a melhora das expectativas. O termo em destaque não (aves noturnas), paixão sem freio (paixão desenfreada).
está exercendo a função de vocativo, já que não é uti-
lizado para evocar, chamar o interlocutor do diálogo. Observe outros exemplos:
Sua função é de aposto – explicar quem é o gerente
executivo da CNI. de águia aquilino
4. (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – MÉDICO DO de aluno discente
TRABALHO – CESPE – 2014 – ADAPTADA) A correção de anjo angelical
gramatical do trecho “Entre as bebidas alcoólicas, cerve-
jas e vinhos são as mais comuns em todo o mundo” seria de ano anual
prejudicada, caso se inserisse uma vírgula logo após a de aranha aracnídeo
palavra “vinhos”. de boi bovino
( ) CERTO ( ) ERRADO de cabelo capilar
de cabra caprino
Resposta: Certo. Não se deve colocar vírgula entre
sujeito e predicado, a não ser que se trate de um apos- de campo campestre ou rural
to (1), predicativo do sujeito (2), ou algum termo que de chuva pluvial
requeira estar separado entre pontuações. Exemplo: O
de criança pueril
Rio de Janeiro, cidade maravilhosa (1), está em festa!
Os meninos, ansiosos (2), chegaram! de dedo digital
de estômago estomacal ou gástrico
de falcão falconídeo
de farinha farináceo
de fera ferino
de ferro férreo
de fogo ígneo
de garganta gutural
LÍNGUA PORTUGUESA

de gelo glacial
de guerra bélico
de homem viril ou humano
de ilha insular
de inverno hibernal ou invernal

16
de lago lacustre
de leão leonino
de lebre l eporino
de lua lunar ou selênico
de madeira lígneo
de mestre magistral
de ouro áureo
de paixão passional
de pâncreas pancreático
de porco suíno ou porcino
dos quadris ciático
de rio fluvial
de sonho onírico
de velho senil
de vento eólico
de vidro vítreo ou hialino
de virilha inguinal
de visão óptico ou ótico

Observação:
Nem toda locução adjetiva possui um adjetivo correspondente, com o mesmo significado: Vi as alunas da 5ª série.
/ O muro de tijolos caiu.

2. Morfossintaxe do Adjetivo (Função Sintática):


O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando
como adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).

3. Adjetivo Pátrio (ou gentílico)


Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe alguns deles:

Estados e cidades brasileiras:

Alagoas alagoano
Amapá amapaense
Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré
Belo Horizonte belo-horizontino
Brasília brasiliense
Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense
LÍNGUA PORTUGUESA

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4. Adjetivo Pátrio Composto
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
Observe alguns exemplos:
África afro- / Cultura afro-americana
Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto-inglesas
América américo- / Companhia américo-africana
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses
China sino- / Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Mercado hispano-português
Europa euro- / Negociações euro-americanas
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas
Grécia greco- / Filmes greco-romanos
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros

5. Flexão dos adjetivos


O adjetivo varia em gênero, número e grau.

6. Gênero dos Adjetivos


Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos
substantivos, classificam-se em:

A) Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e outra para o feminino: ativo e ativa, mau e má.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino somente o último elemento: o moço norte-americano,
a moça norte-americana.
Exceção: surdo-mudo e surda-muda.

B) Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como para o feminino: homem feliz e mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no feminino: conflito político-social e desavença político-social.

7. Número dos Adjetivos

A) Plural dos adjetivos simples


Os adjetivos simples se flexionam no plural de acordo com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos subs-
tantivos simples: mau e maus, feliz e felizes, ruim e ruins, boa e boas.
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra
que estiver qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a
palavra cinza é, originalmente, um substantivo; porém, se estiver qualificando um elemento, funcionará como adjetivo.
Ficará, então, invariável. Logo: camisas cinza, ternos cinza.
Motos vinho (mas: motos verdes)
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).

B) Adjetivo Composto
É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente, esses elementos são ligados por hífen. Apenas o últi-
mo elemento concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam na forma masculina, singular. Caso um dos
elementos que formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto ficará invariável.
LÍNGUA PORTUGUESA

Por exemplo: a palavra “rosa” é, originalmente, um substantivo, porém, se estiver qualificando um elemento, funcionará
como adjetivo. Caso se ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto; como é um substantivo adjeti-
vado, o adjetivo composto inteiro ficará invariável. Veja:
Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.

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Observação: Por exemplo: O concurseiro é muito esforçado.
Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer  Sintética: nessa, há o acréscimo de sufixos. Por
adjetivo composto iniciado por “cor-de-...” são sempre in- exemplo: O concurseiro é esforçadíssimo.
variáveis: roupas azul-marinho, tecidos azul-celeste, vesti-
dos cor-de-rosa. Observe alguns superlativos sintéticos:
O adjetivo composto surdo-mudo tem os dois ele-
mentos flexionados: crianças surdas-mudas. benéfico - beneficentíssimo

8. Grau do Adjetivo bom - boníssimo ou ótimo


Os adjetivos se flexionam em grau para indicar a in- comum - comuníssimo
tensidade da qualidade do ser. São dois os graus do ad- cruel - crudelíssimo
jetivo: o comparativo e o superlativo.
difícil - dificílimo
A) Comparativo doce - dulcíssimo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica
fácil - facílimo
atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais caracte-
rísticas atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser fiel - fidelíssimo
de igualdade, de superioridade ou de inferioridade.
Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade B.2 Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade
No comparativo de igualdade, o segundo termo da de um ser é intensificada em relação a um conjunto de
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto seres. Essa relação pode ser:
ou quão.  De Superioridade: Essa matéria é a mais fácil de
todas.
Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Su-  De Inferioridade: Essa matéria é a menos fácil de
perioridade todas.

Sílvia é menos alta que Tiago. = Comparativo de In- O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente,
ferioridade
antepostos ao adjetivo.
O superlativo absoluto sintético se apresenta sob
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de
duas formas: uma erudita - de origem latina – e outra
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São popular - de origem vernácula. A forma erudita é cons-
eles: bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/supe- tituída pelo radical do adjetivo latino + um dos sufixos
rior, grande/maior, baixo/inferior. -íssimo, -imo ou érrimo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo;
a popular é constituída do radical do adjetivo português
Observe que: + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
 As formas menor e pior são comparativos de su- Os adjetivos terminados em –io fazem o superlativo com
perioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais dois “ii”: frio – friíssimo, sério – seriíssimo; os terminados em
mau, respectivamente. –eio, com apenas um “i”: feio - feíssimo, cheio – cheíssimo.
 Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
(melhor, pior, maior e menor), porém, em compa- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
rações feitas entre duas qualidades de um mesmo Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
elemento, deve-se usar as formas analíticas mais reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
bom, mais mau,mais grande e mais pequeno. Por Paulo: Saraiva, 2010.
exemplo: SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
elementos. Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
duas qualidades de um mesmo elemento.
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de In- SITE
ferioridade http://www.sopor tugues.com.br/secoes/morf/
Sou menos passivo (do) que tolerante. morf32.php

B) Superlativo Advérbio
LÍNGUA PORTUGUESA

O superlativo expressa qualidades num grau muito


Compare estes exemplos:
elevado ou em grau máximo. Pode ser absoluto ou rela-
O ônibus chegou.
tivo e apresenta as seguintes modalidades:
O ônibus chegou ontem.
B.1 Superlativo Absoluto: ocorre quando a quali-
dade de um ser é intensificada, sem relação com outros Advérbio é uma palavra invariável que modifica o
seres. Apresenta-se nas formas: sentido do verbo (acrescentando-lhe circunstâncias de
 Analítica: a intensificação é feita com o auxílio de tempo, de modo, de lugar, de intensidade), do adjetivo e
palavras que dão ideia de intensidade (advérbios). do próprio advérbio.

19
Estudei bastante. = modificando o verbo estudei temente, entrementes, imediatamente, primeira-
Ele canta muito bem! = intensificando outro advérbio mente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
(bem) à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em
Ela tem os olhos muito claros. = relação com um ad- quando, de quando em quando, a qualquer mo-
jetivo (claros) mento, de tempos em tempos, em breve, hoje em
dia.
Quando modifica um verbo, o advérbio pode acres- C) Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, de-
centar ideia de: pressa, acinte, debalde, devagar, às pressas, às cla-
Tempo: Ela chegou tarde. ras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos
Lugar: Ele mora aqui. poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em
Modo: Eles agiram mal. geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em
Negação: Ela não saiu de casa. vão e a maior parte dos que terminam em “-men-
Dúvida: Talvez ele volte. te”: calmamente, tristemente, propositadamente,
pacientemente, amorosamente, docemente, escan-
1. Flexão do Advérbio dalosamente, bondosamente, generosamente.
D) Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto,
Os advérbios são palavras invariáveis, isto é, não apre- efetivamente, certo, decididamente, deveras, indu-
sentam variação em gênero e número. Alguns advérbios, bitavelmente.
porém, admitem a variação em grau. Observe: E) Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum,
de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum.
A) Grau Comparativo F) Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, pro-
Forma-se o comparativo do advérbio do mesmo vavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo,
modo que o comparativo do adjetivo:
quem sabe.
 de igualdade: tão + advérbio + quanto (como):
G) Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em ex-
Renato fala tão alto quanto João.
cesso, bastante, mais, menos, demasiado, quanto,
 de inferioridade: menos + advérbio + que (do
quão, tanto, assaz, que (equivale a quão), tudo,
que): Renato fala menos alto do que João.
nada, todo, quase, de todo, de muito, por completo,
 de superioridade:
extremamente, intensamente, grandemente, bem
A.1 Analítico: mais + advérbio + que (do que): Renato
(quando aplicado a propriedades graduáveis).
fala mais alto do que João.
A.2 Sintético: melhor ou pior que (do que): Renato H) Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, so-
fala melhor que João. mente, simplesmente, só, unicamente. Por exemplo:
Brando, o vento apenas move a copa das árvores.
B) Grau Superlativo I) Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, tam-
O superlativo pode ser analítico ou sintético: bém. Por exemplo: O indivíduo também amadurece
B.1 Analítico: acompanhado de outro advérbio: Re- durante a adolescência.
nato fala muito alto. J) Ordem: depois, primeiramente, ultimamente. Por
muito = advérbio de intensidade / alto = advérbio exemplo: Primeiramente, eu gostaria de agradecer
de modo aos meus amigos por comparecerem à festa.
B.2 Sintético: formado com sufixos: Renato fala al-
tíssimo. Saiba que:
Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe-se
Observação: ao advérbio “o mais” ou “o menos”. Por exemplo: Ficarei
As formas diminutivas (cedinho, pertinho, etc.) são o mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o menos
comuns na língua popular. tarde possível.
Maria mora pertinho daqui. (muito perto) Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente,
A criança levantou cedinho. (muito cedo) em geral sufixamos apenas o último: O aluno respondeu
calma e respeitosamente.
3. Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido
2. Classificação dos Advérbios
Há palavras como muito, bastante, que podem apare-
De acordo com a circunstância que exprime, o advér- cer como advérbio e como pronome indefinido.
bio pode ser de:
A) Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, aco-
Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro
lá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde,
advérbio e não sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muito.
perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, de-
LÍNGUA PORTUGUESA

Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo


fronte, nenhures, adentro, afora, alhures, nenhures,
e sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muitos quilômetros.
aquém, embaixo, externamente, à distância, à dis-
tância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à
esquerda, ao lado, em volta.
B) Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente,
antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora,
sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve, constan-

20
Quanto a sua função sintática: o advérbio e a locução
#FicaDica adverbial desempenham na oração a função de adjunto
adverbial, classificando-se de acordo com as circunstân-
Como saber se a palavra bastante é advérbio cias que acrescentam ao verbo, ao adjetivo ou ao advér-
(não varia, não se flexiona) ou pronome bio. Exemplo:
indefinido (varia, sofre flexão)? Se der, na Meio cansada, a candidata saiu da sala. = adjunto ad-
frase, para substituir o “bastante” por “muito”, verbial de intensidade (ligado ao adjetivo “cansada”)
estamos diante de um advérbio; se der para Trovejou muito ontem. = adjunto adverbial de intensi-
substituir por “muitos” (ou muitas), é um dade e de tempo, respectivamente.
pronome. Veja:
1. Estudei bastante para o concurso. (estudei REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
muito, pois “muitos” não dá!) = advérbio Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
2. Estudei bastantes capítulos para o concurso. reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
(estudei muitos capítulos) = pronome indefinido Paulo: Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
4. Advérbios Interrogativos SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como?
por quê? nas interrogações diretas ou indiretas, referen- SITE
tes às circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa. Veja: http://www.sopor tugues.com.br/secoes/morf/
morf75.php

Interrogação Direta Interrogação Indireta Artigo


Como aprendeu? Perguntei como aprendeu.
O artigo integra as dez classes gramaticais, definindo-
Onde mora? Indaguei onde morava.
-se como o termo variável que serve para individualizar
Por que choras? Não sei por que choras. ou generalizar o substantivo, indicando, também, o gê-
Aonde vai? Perguntei aonde ia. nero (masculino/feminino) e o número (singular/plural).
Os artigos se subdividem em definidos (“o” e as va-
Donde vens? Pergunto donde vens. riações “a”[as] e [os]) e indefinidos (“um” e as variações
Quando voltas? Pergunto quando voltas. “uma”[s] e “uns]).

5. Locução Adverbial A) Artigos definidos – São usados para indicar se-


res determinados, expressos de forma individual: O
Quando há duas ou mais palavras que exercem fun- concurseiro estuda muito. Os concurseiros estudam
ção de advérbio, temos a locução adverbial, que pode muito.
expressar as mesmas noções dos advérbios. Iniciam ordi- B) Artigos indefinidos – usados para indicar seres de
nariamente por uma preposição. Veja: modo vago, impreciso: Uma candidata foi aprova-
A) lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, da! Umas candidatas foram aprovadas!
para dentro, por aqui, etc.
B) afirmação: por certo, sem dúvida, etc. 1. Circunstâncias em que os artigos se manifestam:
C) modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão,
em geral, frente a frente, etc. Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do
numeral “ambos”: Ambos os concursos cobrarão tal con-
D) tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde,
teúdo.
hoje em dia, nunca mais, etc.
Nomes próprios indicativos de lugar (ou topônimos)
admitem o uso do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de
A locução adverbial e o advérbio modificam o verbo,
Janeiro, Veneza, A Bahia...
o adjetivo e outro advérbio:
Quando indicado no singular, o artigo definido pode
Chegou muito cedo. (advérbio)
indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem.
Joana é muito bela. (adjetivo)
No caso de nomes próprios personativos, denotando
De repente correram para a rua. (verbo) a ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso
Usam-se, de preferência, as formas mais bem e mais do artigo: Marcela é a mais extrovertida das irmãs. / O
mal antes de adjetivos ou de verbos no particípio:
LÍNGUA PORTUGUESA

Pedro é o xodó da família.


Essa matéria é mais bem interessante que aquela. No caso de os nomes próprios personativos estarem
Nosso aluno foi o mais bem colocado no concurso! no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias,
O numeral “primeiro”, ao modificar o verbo, é advér- os Incas, Os Astecas...
bio: Cheguei primeiro. Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a)
para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (do
artigo), o pronome assume a noção de “qualquer”.

21
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) 2. Classificação da Conjunção
Toda classe possui alunos interessados e desinteressa-
dos. (qualquer classe) De acordo com o tipo de relação que estabelecem, as
Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é fa- conjunções podem ser classificadas em coordenativas e
cultativo: Preparei o meu curso. Preparei meu curso. subordinativas. No primeiro caso, os elementos ligados
A utilização do artigo indefinido pode indicar uma pela conjunção podem ser isolados um do outro. Esse
ideia de aproximação numérica: O máximo que ele deve isolamento, no entanto, não acarreta perda da unidade de
ter é uns vinte anos. sentido que cada um dos elementos possui. Já no segun-
O artigo também é usado para substantivar palavras do caso, cada um dos elementos ligados pela conjunção
pertencentes a outras classes gramaticais: Não sei o por- depende da existência do outro. Veja:
quê de tudo isso. / O bem vence o mal. Estudei muito, mas ainda não compreendi o conteúdo.
Podemos separá-las por ponto:
2. Há casos em que o artigo definido não pode ser Estudei muito. Ainda não compreendi o conteúdo.
usado:
Antes de nomes de cidade (topônimo) e de pessoas Temos acima um exemplo de conjunção (e, conse-
quentemente, orações coordenadas) coordenativa –
conhecidas: O professor visitará Roma.
“mas”. Já em:
Espero que eu seja aprovada no concurso!
Mas, se o nome apresentar um caracterizador, a pre-
Não conseguimos separar uma oração da outra, pois
sença do artigo será obrigatória: O professor visitará a a segunda “completa” o sentido da primeira (da oração
bela Roma. principal): Espero o quê? Ser aprovada. Nesse período te-
mos uma oração subordinada substantiva objetiva direta
Antes de pronomes de tratamento: Vossa Senhoria (ela exerce a função de objeto direto do verbo da oração
sairá agora? principal).
Exceção: O senhor vai à festa?
3. Conjunções Coordenativas
Após o pronome relativo “cujo” e suas variações: Esse
é o concurso cujas provas foram anuladas?/ Este é o can- São aquelas que ligam orações de sentido completo
didato cuja nota foi a mais alta. e independente ou termos da oração que têm a mesma
função gramatical. Subdividem-se em:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce- A) Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São ideia de acréscimo ou adição. São elas: e, nem (= e
Paulo: Saraiva, 2010. não), não só... mas também, não só... como também,
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- bem como, não só... mas ainda.
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.SAC- A sua pesquisa é clara e objetiva.
CONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. Não só dança, mas também canta.
30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce- B) Adversativas: ligam duas orações ou palavras, ex-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São pressando ideia de contraste ou compensação. São
Paulo: Saraiva, 2010. elas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no
entanto, não obstante.
SITE Tentei chegar mais cedo, porém não consegui.
http://www.brasilescola.com/gramatica/artigo.htm
C) Alternativas: ligam orações ou palavras, expres-
sando ideia de alternância ou escolha, indicando
fatos que se realizam separadamente. São elas: ou,
Conjunção ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, tal-
vez... talvez.
Além da preposição, há outra palavra também inva- Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário.
riável que, na frase, é usada como elemento de ligação:
a conjunção. Ela serve para ligar duas orações ou duas D) Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração
palavras de mesma função em uma oração: que expressa ideia de conclusão ou consequência.
O concurso será realizado nas cidades de Campinas e São elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por
São Paulo. conseguinte, por isso, assim.
A prova não será fácil, por isso estou estudando muito. Marta estava bem preparada para o teste, portanto
LÍNGUA PORTUGUESA

não ficou nervosa.


1. Morfossintaxe da Conjunção Você nos ajudou muito; terá, pois, nossa gratidão.

As conjunções, a exemplo das preposições, não exer- E) Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração
cem propriamente uma função sintática: são conectivos. que a explica, que justifica a ideia nela contida. São
elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.
Não demore, que o filme já vai começar.
Falei muito, pois não gosto do silêncio!

22
4. Conjunções Subordinativas
#FicaDica
São aquelas que ligam duas orações, sendo uma de-
las dependente da outra. A oração dependente, intro- Você deve ter percebido que a conjunção con-
duzida pelas conjunções subordinativas, recebe o nome dicional “se” também é conjunção integrante.
de oração subordinada. Veja o exemplo: O baile já tinha A diferença é clara ao ler as orações que são
introduzidas por ela. Acima, ela nos dá a ideia
começado quando ela chegou.
da condição para que recebamos um telefo-
O baile já tinha começado: oração principal
nema (se for preciso ajuda). Já na oração: Não
quando: conjunção subordinativa (adverbial tem-
sei se farei o concurso. Não há ideia de
poral)
condição alguma, há? Outra coisa: o verbo da
ela chegou: oração subordinada
oração principal (sei) pede complemento (ob-
jeto direto, já que “quem não sabe, não sabe
As conjunções subordinativas subdividem-se em in-
algo”). Portanto, a oração em destaque exerce
tegrantes e adverbiais: a função de objeto direto da oração principal,
sendo classificada como oração subordinada
Integrantes - Indicam que a oração subordinada por substantiva objetiva direta.
elas introduzida completa ou integra o sentido da prin-
cipal. Introduzem orações que equivalem a substantivos,
ou seja, as orações subordinadas substantivas. São elas:
que, se. D) Conformativas: introduzem uma oração que ex-
Quero que você volte. (Quero sua volta) prime a conformidade de um fato com outro. São
elas: conforme, como (= conforme), segundo, con-
Adverbiais - Indicam que a oração subordinada soante, etc.
exerce a função de adjunto adverbial da principal. De O passeio ocorreu como havíamos planejado.
acordo com a circunstância que expressam, classificam-
-se em: E) Finais: introduzem uma oração que expressa a fi-
nalidade ou o objetivo com que se realiza a oração
A) Causais: introduzem uma oração que é causa da principal. São elas: para que, a fim de que, que, por-
ocorrência da oração principal. São elas: porque, que (= para que), que, etc.
que, como (= porque, no início da frase), pois que, Toque o sinal para que todos entrem no salão.
visto que, uma vez que, porquanto, já que, desde
que, etc. F) Proporcionais: introduzem uma oração que ex-
Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios. pressa um fato relacionado proporcionalmente à
ocorrência do expresso na principal. São elas: à
B) Concessivas: introduzem uma oração que expres- medida que, à proporção que, ao passo que e as
sa ideia contrária à da principal, sem, no entanto, combinações quanto mais... (mais), quanto me-
impedir sua realização. São elas: embora, ainda nos... (menos), quanto menos... (mais), quanto me-
que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por nos... (menos), etc.
O preço fica mais caro à medida que os produtos es-
mais que, posto que, conquanto, etc.
casseiam.
Embora fosse tarde, fomos visitá-lo.
Observação:
C) Condicionais: introduzem uma oração que indica
São incorretas as locuções proporcionais à medida
a hipótese ou a condição para ocorrência da prin-
em que, na medida que e na medida em que.
cipal. São elas: se, caso, contanto que, salvo se, a
não ser que, desde que, a menos que, sem que, etc.
G) Temporais: introduzem uma oração que acrescen-
Se precisar de minha ajuda, telefone-me.
ta uma circunstância de tempo ao fato expresso na
oração principal. São elas: quando, enquanto, antes
que, depois que, logo que, todas as vezes que, desde
que, sempre que, assim que, agora que, mal (= as-
sim que), etc.
A briga começou assim que saímos da festa.

H) Comparativas: introduzem uma oração que ex-


LÍNGUA PORTUGUESA

pressa ideia de comparação com referência à ora-


ção principal. São elas: como, assim como, tal como,
como se, (tão)... como, tanto como, tanto quanto, do
que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (com-
binado com menos ou mais), etc.
O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem.

23
I) Consecutivas: introduzem uma oração que expressa As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
a consequência da principal. São elas: de sorte que,
de modo que, sem que (= que não), de forma que, A) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo ale-
de jeito que, que (tendo como antecedente na oração gria, tristeza, dor, etc.: Ah, deve ser muito interes-
principal uma palavra como tal, tão, cada, tanto, ta- sante!
manho), etc. B) Sintetizar uma frase apelativa: Cuidado! Saia da mi-
Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do nha frente.
exame.
As interjeições podem ser formadas por:
FIQUE ATENTO!  simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô
 palavras: Oba! Olá! Claro!
Muitas conjunções não têm classificação
 grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu
única, imutável, devendo, portanto, ser clas-
Deus! Ora bolas!
sificadas de acordo com o sentido que apre-
sentam no contexto (destaque da Zê!). 1. Classificação das Interjeições

Comumente, as interjeições expressam sentido de:


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A) Advertência: Cuidado! Devagar! Calma! Sentido!
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Atenção! Olha! Alerta!
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. B) Afugentamento: Fora! Passa! Rua!
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce- C) Alegria ou Satisfação: Oh! Ah! Eh! Oba! Viva!
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São D) Alívio: Arre! Uf! Ufa! Ah!
Paulo: Saraiva, 2010. E) Animação ou Estímulo: Vamos! Força! Coragem!
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- Ânimo! Adiante!
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. F) Aplauso ou Aprovação: Bravo! Bis! Apoiado! Viva!
G) Concordância: Claro! Sim! Pois não! Tá!
SITE H) Repulsa ou Desaprovação: Credo! Ih! Francamen-
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf84. te! Essa não! Chega! Basta!
php I) Desejo ou Intenção: Pudera! Tomara! Oxalá! Quei-
ra Deus!
Interjeição J) Desculpa: Perdão!
K) Dor ou Tristeza: Ai! Ui! Ai de mim! Que pena!
Interjeição é a palavra invariável que exprime emo- L) Dúvida ou Incredulidade: Que nada! Qual o quê!
ções, sensações, estados de espírito. É um recurso da M) Espanto ou Admiração: Oh! Ah! Uai! Puxa! Céus!
linguagem afetiva, em que não há uma ideia organizada Quê! Caramba! Opa! Nossa! Hein? Cruz! Putz!
de maneira lógica, como são as sentenças da língua, mas N) Impaciência ou Contrariedade: Hum! Raios!
sim a manifestação de um suspiro, um estado da alma de- Puxa! Pô! Ora!
corrente de uma situação particular, um momento ou um O) Pedido de Auxílio: Socorro! Aqui! Piedade!
contexto específico. Exemplos: P) Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!
Ah, como eu queria voltar a ser criança! Viva! Olá! Alô! Tchau! Psiu! Socorro! Valha-me,
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição Deus!
Hum! Esse pudim estava maravilhoso! Q) Silêncio: Psiu! Silêncio!
hum: expressão de um pensamento súbito = interjei- R) Terror ou Medo: Credo! Cruzes! Minha nossa!
ção
O significado das interjeições está vinculado à maneira Saiba que:
como elas são proferidas. O tom da fala é que dita o senti- As interjeições são palavras invariáveis, isto é, não so-
do que a expressão vai adquirir em cada contexto em que frem variação em gênero, número e grau como os no-
for utilizada. Exemplos: mes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e
voz como os verbos. No entanto, em uso específico, al-
Psiu! gumas interjeições sofrem variação em grau. Não se trata
contexto: alguém pronunciando esta expressão na rua; de um processo natural desta classe de palavra, mas tão
significado da interjeição (sugestão): “Estou te chamando! só uma variação que a linguagem afetiva permite. Exem-
Ei, espere!” plos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.

Psiu! 2. Locução Interjetiva


LÍNGUA PORTUGUESA

contexto: alguém pronunciando em um hospital; signi-


ficado da interjeição (sugestão): “Por favor, faça silêncio!” Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
expressão com sentido de interjeição: Ora bolas!, Virgem
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! Maria!, Meu Deus!, Ó de casa!, Ai de mim!, Graças a Deus!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia Toda frase mais ou menos breve dita em tom excla-
mativo torna-se uma locução interjetiva, dispensando
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte! análise dos termos que a compõem: Macacos me mor-
puxa: interjeição; tom da fala: decepção dam!, Valha-me Deus!, Quem me dera!

24
1. As interjeições são como frases resumidas, sinté-
ticas. Por exemplo: Ué! (= Eu não esperava por #FicaDica
essa!) / Perdão! (= Peço-lhe que me desculpe)
2. Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é As palavras anterior, posterior, último, antepe-
o seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras núltimo, final e penúltimo também indicam
classes gramaticais podem aparecer como inter- posição dos seres, mas são classificadas como
jeições. Por exemplo: Viva! Basta! (Verbos) / Fora! adjetivos, não ordinais.
Francamente! (Advérbios)
3. A interjeição pode ser considerada uma “palavra-
-frase” porque sozinha pode constituir uma men- C) Fracionários: indicam parte de uma quantidade,
sagem. Por exemplo: Socorro! Ajudem-me! Silêncio! ou seja, uma divisão dos seres: meio, terço, dois
Fique quieto! quintos, etc.
4. Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imi- D) Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação
tativas, que exprimem ruídos e vozes. Por exemplo: dos seres, indicando quantas vezes a quantidade
Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-ta- foi aumentada: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
que! Quá-quá-quá!, etc.
5. Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” 2. Flexão dos numerais
com a sua homônima “oh!”, que exprime admira-
ção, alegria, tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois Os numerais cardinais que variam em gênero são um/
do “oh!” exclamativo e não a fazemos depois do uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/
“ó” vocativo. Por exemplo: “Ó natureza! ó mãe pie- duzentas em diante: trezentos/trezentas, quatrocentos/
dosa e pura!” (Olavo Bilac) quatrocentas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão,
variam em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS cardinais são invariáveis.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português – Literatura, Produção de Textos & Gramá-
tica – volume único / Samira Yousseff Campedelli, Jésus primeiro segundo milésimo
Barbosa Souza. – 3. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2002. primeira segunda milésima

SITE primeiros segundos milésimos


http://www.sopor tugues.com.br/secoes/morf/ primeiras segundas milésimas
morf89.php
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando
NUMERAL atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do es-
forço e conseguiram o triplo de produção.
Numeral é a palavra variável que indica quantidade Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
numérica ou ordem; expressa a quantidade exata de pes- flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses
soas ou coisas ou o lugar que elas ocupam numa deter- triplas do medicamento.
minada sequência. Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e
número. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/
Os numerais traduzem, em palavras, o que os núme- duas terças partes.
ros indicam em relação aos seres. Assim, quando a ex-
pressão é colocada em números (1, 1.º, 1/3, etc.) não se Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma
trata de numerais, mas sim de algarismos. dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem É comum na linguagem coloquial a indicação de grau
a ideia expressa pelos números, existem mais algumas nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização
palavras consideradas numerais porque denotam quan- de sentido. É o que ocorre em frases como:
tidade, proporção ou ordenação. São alguns exemplos: “Me empresta duzentinho...”
década, dúzia, par, ambos(as), novena. É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (=
1. Classificação dos Numerais
segunda divisão de futebol)
A) Cardinais: indicam quantidade exata ou determi-
3. Emprego e Leitura dos Numerais
LÍNGUA PORTUGUESA

nada de seres: um, dois, cem mil, etc. Alguns car-


dinais têm sentido coletivo, como por exemplo:
Os numerais são escritos em conjunto de três algaris-
século, par, dúzia, década, bimestre.
mos, contados da direita para a esquerda, em forma de
B) Ordinais: indicam a ordem, a posição que alguém
ou alguma coisa ocupa numa determinada se- centenas, dezenas e unidades, tendo cada conjunto uma
quência: primeiro, segundo, centésimo, etc. separação através de ponto ou espaço correspondente a
um ponto: 8.234.456 ou 8 234 456.

25
Em sentido figurado, usa-se o numeral para indicar exagero intencional, constituindo a figura de linguagem conhe-
cida como hipérbole: Já li esse texto mil vezes.
No português contemporâneo, não se usa a conjunção “e” após “mil”, seguido de centena: Nasci em mil novecentos
e noventa e dois.
Seu salário será de mil quinhentos e cinquenta reais.

Mas, se a centena começa por “zero” ou termina por dois zeros, usa-se o “e”: Seu salário será de mil e quinhentos
reais. (R$1.500,00)
Gastamos mil e quarenta reais. (R$1.040,00)

Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até dé-
cimo e, a partir daí, os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo;

Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)

Se o numeral aparece antes do substantivo, será lido como ordinal: XXX Feira do Bordado. (trigésima)

#FicaDica
Ordinal lembra ordem. Memorize assim, por associação. Ficará mais fácil!

Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)

Ambos/ambas = numeral dual, porque sempre se refere a dois seres. Significam “um e outro”, “os dois” (ou “uma
e outra”, “as duas”) e são largamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência. Sua uti-
lização exige a presença do artigo posposto: Ambos os concursos realizarão suas provas no mesmo dia. O artigo só é
dispensado caso haja um pronome demonstrativo: Ambos esses ministros falarão à imprensa.

Quadro de alguns numerais

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
LÍNGUA PORTUGUESA

nove nono nônuplo nono


dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos

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catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinqüenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo
ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf40.php

Preposição

Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, nor-
malmente há uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na
estrutura da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indispensáveis para a compreen-
LÍNGUA PORTUGUESA

são do texto.

1. Tipos de Preposição

A) Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, perante, após, até, com,
contra, de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
B) Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais que podem atuar como preposições, ou seja,
formadas por uma derivação imprópria: como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.

27
C) Locuções prepositivas: duas ou mais palavras va- Meio = passeio de barco.
lendo como uma preposição, sendo que a última Origem = Nós somos do Nordeste.
palavra é uma (preposição): abaixo de, acerca de, Conteúdo = frascos de perfume.
acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de, Preço = Essa roupa sai por cinquenta reais.
graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por
cima de, por trás de. Quanto à preposição “trás”: não se usa senão nas lo-
cuções adverbiais (para trás ou por trás) e na locução pre-
A preposição é invariável e, no entanto, pode unir-se positiva por trás de.
a outras palavras e, assim, estabelecer concordância em
gênero ou em número. Exemplo: por + o = pelo / por + REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
a = pela. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Essa concordância não é característica da preposição, Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
mas das palavras às quais ela se une. Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
Esse processo de junção de uma preposição com ou- reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
tra palavra pode se dar a partir dos processos de: Paulo: Saraiva, 2010.
 Combinação: união da preposição “a” com o ar- Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
tigo “o”(s), ou com o advérbio “onde”: ao, aonde, ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
aos. Os vocábulos não sofrem alteração.
 Contração: união de uma preposição com outra SITE
palavra, ocorrendo perda ou transformação de fo- http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/
nema: de + o = do, em + a = na, per + os = pelos,
de + aquele = daquele, em + isso = nisso. Substantivo
 Crase: é a fusão de vogais idênticas: à (“a” preposi-
ção + “a” artigo), àquilo (“a” preposição + 1.ª vogal Substantivo é a classe gramatical de palavras variá-
do pronome “aquilo”). veis, as quais denominam todos os seres que existem,
sejam reais ou imaginários. Além de objetos, pessoas e
fenômenos, os substantivos também nomeiam:
#FicaDica  lugares: Alemanha, Portugal
 sentimentos: amor, saudade
O “a” pode funcionar como preposição, prono-  estados: alegria, tristeza
me pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-  qualidades: honestidade, sinceridade
-los? Caso o “a” seja um artigo, virá preceden-  ações: corrida, pescaria
do um substantivo, servindo para determiná-lo
como um substantivo singular e feminino: A 1. Morfossintaxe do substantivo
matéria que estudei é fácil!
Nas orações, geralmente o substantivo exerce fun-
ções diretamente relacionadas com o verbo: atua como
núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto di-
Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois reto ou indireto) e do agente da passiva, podendo, ainda,
termos e estabelece relação de subordinação entre eles. funcionar como núcleo do complemento nominal ou do
Irei à festa sozinha. aposto, como núcleo do predicativo do sujeito, do obje-
Entregamos a flor à professora! = o primeiro “a” é ar- to ou como núcleo do vocativo. Também encontramos
tigo; o segundo, preposição. substantivos como núcleos de adjuntos adnominais e de
Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o adjuntos adverbiais - quando essas funções são desem-
lugar e/ou a função de um substantivo: Nós trouxemos a penhadas por grupos de palavras.
apostila. = Nós a trouxemos.
2. Classificação dos Substantivos
2. Relações semânticas (= de sentido) estabeleci-
das por meio das preposições: A) Substantivos Comuns e Próprios
Observe a definição:
Destino = Irei a Salvador.
Modo = Saiu aos prantos. Cidade: s.f. 1. Povoação maior que vila, com muitas
Lugar = Sempre a seu lado. casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil,
Assunto = Falemos sobre futebol. toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma
LÍNGUA PORTUGUESA

Tempo = Chegarei em instantes. cidade (em oposição aos bairros).


Causa = Chorei de saudade. Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas
Fim ou finalidade = Vim para ficar. e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada
Instrumento = Escreveu a lápis. cidade. Isso significa que a palavra cidade é um substan-
Posse = Vi as roupas da mamãe. tivo comum.
Autoria = livro de Machado de Assis Substantivo Comum é aquele que designa os seres de
Companhia = Estarei com ele amanhã. uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino,
Matéria = copo de cristal. homem, mulher, país, cachorro.

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Estamos voando para Barcelona. batalhão soldados
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da cardume peixes
espécie cidade. Barcelona é um substantivo próprio – caravana viajantes peregrinos
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de
forma particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil. cacho frutas
cancioneiro canções, poesias líricas
B) Substantivos Concretos e Abstratos colmeia abelhas
B.1 Substantivo Concreto: é aquele que designa o
ser que existe, independentemente de outros seres. concílio bispos
congresso parlamentares, cientistas
Observação:
Os substantivos concretos designam seres do mundo elenco atores de uma peça ou filme
real e do mundo imaginário. esquadra navios de guerra
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, enxoval roupas
Brasília.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma. falange soldados, anjos
fauna animais de uma região
B.2 Substantivo Abstrato: é aquele que designa se-
res que dependem de outros para se manifestarem ou feixe lenha, capim
existirem. Por exemplo: a beleza não existe por si só, flora vegetais de uma região
não pode ser observada. Só podemos observar a beleza
frota navios mercantes, ônibus
numa pessoa ou coisa que seja bela. A beleza depende
de outro ser para se manifestar. Portanto, a palavra bele- girândola fogos de artifício
za é um substantivo abstrato. horda bandidos, invasores
Os substantivos abstratos designam estados, quali-
dades, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem junta médicos, bois, credores, exa-
ser abstraídos, e sem os quais não podem existir: vida minadores
(estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade júri jurados
(sentimento).
legião soldados, anjos, demônios
 Substantivos Coletivos leva presos, recrutas
malta malfeitores ou desordeiros
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha,
outra abelha, mais outra abelha. manada búfalos, bois, elefantes,
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. matilha cães de raça
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
molho chaves, verduras
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi ne- multidão pessoas em geral
cessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, nuvem insetos (gafanhotos, mosqui-
mais outra abelha. No segundo caso, utilizaram-se duas tos, etc.)
palavras no plural. No terceiro, empregou-se um subs-
tantivo no singular (enxame) para designar um conjunto penca bananas, chaves
de seres da mesma espécie (abelhas). pinacoteca pinturas, quadros
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
quadrilha ladrões, bandidos
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que,
mesmo estando no singular, designa um conjunto de se- ramalhete flores
res da mesma espécie. rebanho ovelhas
repertório peças teatrais, obras musicais
Substantivo coletivo Conjunto de:
réstia alhos ou cebolas
assembleia pessoas reunidas
romanceiro poesias narrativas
alcateia lobos
revoada pássaros
acervo livros
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sínodo párocos
antologia trechos literários selecionados
talha lenha
arquipélago ilhas
tropa muares, soldados
banda músicos
turma estudantes, trabalhadores
bando desordeiros ou malfeitores
vara porcos
banca examinadores

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3. Formação dos Substantivos A) Epicenos: referentes a animais. A distinção de sexo
se faz mediante a utilização das palavras “macho”
A) Substantivos Simples e Compostos e “fêmea”: a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra. macho e o jacaré fêmea.
O substantivo chuva é formado por um único ele- B) Sobrecomuns: substantivos uniformes referentes
mento ou radical. É um substantivo simples. a pessoas de ambos os sexos: a criança, a teste-
A.1 Substantivo Simples: é aquele formado por um munha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, o in-
único elemento. divíduo.
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja C) Comuns de Dois ou Comum de Dois Gêneros:
agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois ele- indicam o sexo das pessoas por meio do artigo: o
mentos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto. colega e a colega, o doente e a doente, o artista e
A.2 Substantivo Composto: é aquele formado por a artista.
dois ou mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, pas-
satempo. Substantivos de origem grega terminados em ema
ou oma são masculinos: o fonema, o poema, o sistema, o
sintoma, o teorema.
B) Substantivos Primitivos e Derivados  Existem certos substantivos que, variando de
B.1 Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva gênero, variam em seu significado:
de nenhuma outra palavra da própria língua por- o águia (vigarista) e a águia (ave; perspicaz); o cabeça
tuguesa. (líder) e a cabeça (parte do corpo); o capital (dinheiro) e
B.2 Substantivo Derivado: é aquele que se origi- a capital (cidade); o coma (sono mórbido) e a coma (ca-
na de outra palavra. O substantivo limoeiro, por beleira, juba); o lente (professor) e a lente (vidro de au-
exemplo, é derivado, pois se originou a partir da mento); o moral (estado de espírito) e a moral (ética; con-
palavra limão. clusão); o praça (soldado raso) e a praça (área pública);
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora).
4. Flexão dos substantivos
6. Formação do Feminino dos Substantivos Bifor-
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variá- mes
vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por
exemplo, pode sofrer variações para indicar: Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno
Plural: meninos / Feminino: menina / Aumentativo: - aluna.
meninão / Diminutivo: menininho  Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a
ao masculino: freguês - freguesa
A) Flexão de Gênero  Substantivos terminados em -ão: fazem o femini-
Gênero é um princípio puramente linguístico, não de- no de três formas:
vendo ser confundido com “sexo”. O gênero diz respeito 1. troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
a todos os substantivos de nossa língua, quer se refiram 2. troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
a seres animais providos de sexo, quer designem apenas 3. troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
“coisas”: o gato/a gata; o banco, a casa. Exceções: barão – baronesa, ladrão - ladra, sultão -
Na língua portuguesa, há dois gêneros: masculino e sultana
feminino. Pertencem ao gênero masculino os substanti-
vos que podem vir precedidos dos artigos o, os, um, uns.  Substantivos terminados em -or:
Veja estes títulos de filmes: acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
O velho e o mar troca-se -or por -triz: = imperador – imperatriz
Um Natal inesquecível  Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:
Os reis da praia cônsul - consulesa / abade - abadessa / poeta - poe-
tisa / duque - duquesa / conde - condessa / profeta
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que - profetisa
podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:  Substantivos que formam o feminino trocando o
A história sem fim -e final por -a: elefante - elefanta
Uma cidade sem passado  Substantivos que têm radicais diferentes no mas-
As tartarugas ninjas culino e no feminino: bode – cabra / boi - vaca
 Substantivos que formam o feminino de maneira
5. Substantivos Biformes e Substantivos Unifor- especial, isto é, não seguem nenhuma das regras
LÍNGUA PORTUGUESA

mes anteriores: czar – czarina, réu - ré

1. Substantivos Biformes (= duas formas): apresen- 7. Formação do Feminino dos Substantivos Uni-
tam uma forma para cada gênero: gato – gata, ho- formes
mem – mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
2. Substantivos Uniformes: apresentam uma única Epicenos:
forma, que serve tanto para o masculino quanto Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
para o feminino. Classificam-se em:

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Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
Isso ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma
forma para indicar o masculino e o feminino. Gênero dos Nomes de Cidades - Com raras exce-
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para ções, nomes de cidades são femininos: A histórica Ouro
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de Preto. / A dinâmica São Paulo. / A acolhedora Porto Ale-
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessida- gre. / Uma Londres imensa e triste.
de de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea. Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
A cobra macho picou o marinheiro.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira. 10. Gênero e Significação

8. Sobrecomuns: Muitos substantivos, como já mencionado anterior-


Entregue as crianças à natureza. mente, têm uma significação no masculino e outra no fe-
minino. Observe: o baliza (soldado que à frente da tropa,
A palavra crianças se refere tanto a seres do sexo mas- indica os movimentos que se deve realizar em conjunto; o
culino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem que vai à frente de um bloco carnavalesco, manejando um
o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o bastão), a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite
sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja: ou proibição de trânsito), o cabeça (chefe), a cabeça (par-
A criança chorona chamava-se João. te do corpo), o cisma (separação religiosa, dissidência), a
A criança chorona chamava-se Maria. cisma (ato de cismar, desconfiança), o cinza (a cor cinzen-
ta), a cinza (resíduos de combustão), o capital (dinheiro),
Outros substantivos sobrecomuns: a capital (cidade), o coma (perda dos sentidos), a coma
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma (cabeleira), o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro),
boa criatura. a coral (cobra venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de na administração da crisma e de outros sacramentos), a
Marcela faleceu crisma (sacramento da confirmação), o cura (pároco), a
cura (ato de curar), o estepe (pneu sobressalente), a estepe
9. Comuns de Dois Gêneros: (vasta planície de vegetação), o guia (pessoa que guia ou-
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois. tras), a guia (documento, pena grande das asas das aves),
o grama (unidade de peso), a grama (relva), o caixa (fun-
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
cionário da caixa), a caixa (recipiente, setor de pagamen-
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma
tos), o lente (professor), a lente (vidro de aumento), o mo-
vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme.
ral (ânimo), a moral (honestidade, bons costumes, ética),
A distinção de gênero pode ser feita através da análi-
o nascente (lado onde nasce o Sol), a nascente (a fonte),
se do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o subs-
o maria-fumaça (trem como locomotiva a vapor), maria-
tantivo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante;
-fumaça (locomotiva movida a vapor), o pala (poncho), a
um jovem - uma jovem; artista famoso - artista famosa;
repórter francês - repórter francesa. pala (parte anterior do boné ou quepe, anteparo), o rádio
(aparelho receptor), a rádio (emissora), o voga (remador),
A palavra personagem é usada indistintamente nos a voga (moda).
dois gêneros. Entre os escritores modernos nota-se acen-
tuada preferência pelo masculino: O menino descobriu B) Flexão de Número do Substantivo
nas nuvens os personagens dos contos de carochinha.
Com referência à mulher, deve-se preferir o feminino: Em português, há dois números gramaticais: o singu-
O problema está nas mulheres de mais idade, que não lar, que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural,
aceitam a personagem. que indica mais de um ser ou grupo de seres. A caracte-
rística do plural é o “s” final.
Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
fotográfico Ana Belmonte. 11. Plural dos Substantivos Simples

Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e


)pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o “n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã –
maracajá, o clã, o herpes, o pijama, o suéter, o soprano, o ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural).
proclama, o pernoite, o púbis. Exceção: cânon - cânones.
Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata, Os substantivos terminados em “m” fazem o plural
a cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a em “ns”: homem - homens.
LÍNGUA PORTUGUESA

libido, a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa). Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o
plural pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz
São geralmente masculinos os substantivos de ori- - raízes.
gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo-
grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o Atenção:
telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema, O plural de caráter é caracteres.
o eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o tra-
coma, o hematoma.

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Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexio- B) Flexiona-se somente o segundo elemento,
nam-se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quin- quando formados de:
tais; caracol – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
males, cônsul e cônsules. palavra invariável + palavra variável = alto-falante e
Os substantivos terminados em “il” fazem o plural alto-falantes
de duas maneiras: palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-
1. Quando oxítonos, em “is”: canil - canis -recos
2. Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
C) Flexiona-se somente o primeiro elemento,
Observação: quando formados de:
A palavra réptil pode formar seu plural de duas ma- substantivo + preposição clara + substantivo = água-
neiras: répteis ou reptis (pouco usada). -de-colônia e águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = ca-
Os substantivos terminados em “s” fazem o plural valo-vapor e cavalos-vapor
de duas maneiras: substantivo + substantivo que funciona como deter-
1. Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o minante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o
acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses tipo do termo anterior: palavra-chave - palavras-chave,
2. Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam in- bomba-relógio - bombas-relógio, homem-rã - homens-
variáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus. -rã, peixe-espada - peixes-espada.

Os substantivos terminados em “ão” fazem o plural D) Permanecem invariáveis, quando formados de:
de três maneiras. verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
1. substituindo o -ão por -ões: ação - ações verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os
2. substituindo o -ão por -ães: cão - cães saca-rolhas
3. substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
13. Casos Especiais
Observação:
Muitos substantivos terminados em “ão” apresen- o louva-a-deus e os louva-a-deus
tam dois – e até três – plurais:
aldeão – aldeões/aldeães/aldeãos an- o bem-te-vi e os bem-te-vis
cião – anciões/anciães/anciãos o bem-me-quer e os bem-me-queres
charlatão – charlatões/charlatães cor-
rimão – corrimãos/corrimões o joão-ninguém e os joões-ninguém.
guardião – guardiões/guardiães vilão
– vilãos/vilões/vilães 14. Plural das Palavras Substantivadas

Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras
o látex - os látex. classes gramaticais usadas como substantivo apresen-
tam, no plural, as flexões próprias dos substantivos.
12. Plural dos Substantivos Compostos Pese bem os prós e os contras.
O aluno errou na prova dos noves.
A formação do plural dos substantivos compostos Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
depende da forma como são grafados, do tipo de pa-
lavras que formam o composto e da relação que esta- Observação:
belecem entre si. Aqueles que são grafados sem hífen Numerais substantivados terminados em “s” ou “z”
comportam-se como os substantivos simples: aguar- não variam no plural: Nas provas mensais consegui mui-
dente/aguardentes, girassol/girassóis, pontapé/ponta- tos seis e alguns dez.
pés, malmequer/malmequeres.
O plural dos substantivos compostos cujos elemen- 15. Plural dos Diminutivos
tos são ligados por hífen costuma provocar muitas dú-
vidas e discussões. Algumas orientações são dadas a Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” fi-
seguir: nal e acrescenta-se o sufixo diminutivo.
A) Flexionam-se os dois elementos, quando for-
mados de: pãe(s) + zinhos = pãezinhos
LÍNGUA PORTUGUESA

substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores


animai(s) + zinhos = animaizinhos
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-per-
feitos botõe(s) + zinhos = botõezinhos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-ho- chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
mens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras farói(s) + zinhos = faroizinhos
tren(s) + zinhos = trenzinhos

32
colhere(s) + zinhas = colherezinhas Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços,
bolsos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, so-
flore(s) + zinhas = florezinhas ros, etc.
mão(s) + zinhas = mãozinhas
Observação:
papéi(s) + zinhos = papeizinhos Distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas molho (ó) = feixe (molho de lenha).
funi(s) + zinhos = funizinhos
Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o
túnei(s) + zinhos = tuneizinhos norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
pai(s) + zinhos = paizinhos
Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsa-
pé(s) + zinhos = pezinhos mes, as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes.
pé(s) + zitos = pezitos Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do
singular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probida-
16. Plural dos Nomes Próprios Personativos de, bom nome) e honras (homenagem, títulos).
Usamos, às vezes, os substantivos no singular, mas
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas com sentido de plural:
sempre que a terminação preste-se à flexão. Aqui morreu muito negro.
Os Napoleões também são derrotados. Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em cape-
As Raquéis e Esteres. las improvisadas.

17. Plural dos Substantivos Estrangeiros C) Flexão de Grau do Substantivo

Substantivos ainda não aportuguesados devem ser Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir
escritos como na língua original, acrescentando-se “s” as variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
(exceto quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os 1. Grau Normal - Indica um ser de tamanho consi-
shorts, os jazz. derado normal. Por exemplo: casa
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de 2. Grau Aumentativo - Indica o aumento do tama-
acordo com as regras de nossa língua: os clubes, os cho- nho do ser. Classifica-se em:
pes, os jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, Analítico = o substantivo é acompanhado de um
os réquiens. adjetivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Observe o exemplo: Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo in-
Este jogador faz gols toda vez que joga. dicador de aumento. Por exemplo: casarão.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
3. Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tama-
18. Plural com Mudança de Timbre nho do ser. Pode ser:
Analítico = substantivo acompanhado de um adje-
Certos substantivos formam o plural com mudança tivo que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
de timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo in-
fato fonético chamado metafonia (plural metafônico). dicador de diminuição. Por exemplo: casinha.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Singular Plural
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
corpo (ô) corpos (ó) Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
esforço esforços reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
fogo fogos CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
forno fornos Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição –
fosso fossos
São Paulo: Saraiva, 2002.
imposto impostos
olho olhos SITE
http://www.sopor tugues.com.br/secoes/morf/
osso (ô) ossos (ó)
LÍNGUA PORTUGUESA

morf12.php
ovo ovos
poço poços Pronome
porto portos
posto postos Pronome é a palavra variável que substitui ou acom-
panha um substantivo (nome), qualificando-o de alguma
tijolo tijolos forma.

33
O homem julga que é superior à natureza, por isso o tima a principal flexão, uma vez que marca a pessoa do
homem destrói a natureza... discurso. Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é
Utilizando pronomes, teremos: O homem julga que é assim configurado:
superior à natureza, por isso ele a destrói... 1.ª pessoa do singular: eu
Ficou melhor, sem a repetição desnecessária de ter- 2.ª pessoa do singular: tu
mos (homem e natureza). 3.ª pessoa do singular: ele, ela
Grande parte dos pronomes não possuem significa- 1.ª pessoa do plural: nós
dos fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação 2.ª pessoa do plural: vós
dentro de um contexto, o qual nos permite recuperar a 3.ª pessoa do plural: eles, elas
referência exata daquilo que está sendo colocado por
meio dos pronomes no ato da comunicação. Com ex- Esses pronomes não costumam ser usados como
ceção dos pronomes interrogativos e indefinidos, os de- complementos verbais na língua-padrão. Frases como
mais pronomes têm por função principal apontar para as “Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu
pessoas do discurso ou a elas se relacionar, indicando- até aqui”- comuns na língua oral cotidiana - devem ser
-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua for-
dessa característica, os pronomes apresentam uma for- mal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspon-
ma específica para cada pessoa do discurso. dentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram-
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. -me até aqui”.
[minha/eu: pronomes de 1.ª pessoa = aquele que fala] Frequentemente observamos a omissão do pronome
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias
[tua/tu: pronomes de 2.ª pessoa = aquele a quem se fala] formas verbais marcam, através de suas desinências, as
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto: Fizemos
[dela/ela: pronomes de 3.ª pessoa = aquele de quem boa viagem. (Nós)
se fala]
B) Pronome Oblíquo
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em núme- sentença, exerce a função de complemento verbal
ro (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência (objeto direto ou indireto): Ofertaram-nos flores. (ob-
através do pronome seja coerente em termos de gênero jeto indireto)
e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto,
mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado. Observação:
O pronome oblíquo é uma forma variante do prono-
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da
me pessoal do caso reto. Essa variação indica a função
nossa escola neste ano.
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordân-
marca o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o
cia adequada]
complemento da oração. Os pronomes oblíquos sofrem
[neste: pronome que determina “ano” = concordância
variação de acordo com a acentuação tônica que pos-
adequada]
suem, podendo ser átonos ou tônicos.
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = con-
cordância inadequada]
2. Pronome Oblíquo Átono
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, são precedidos de preposição. Possuem acentuação tô-
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. nica fraca: Ele me deu um presente.
Lista dos pronomes oblíquos átonos
1. Pronomes Pessoais 1.ª pessoa do singular (eu): me
2.ª pessoa do singular (tu): te
São aqueles que substituem os substantivos, indi- 3.ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
cando diretamente as pessoas do discurso. Quem fala 1.ª pessoa do plural (nós): nos
ou escreve assume os pronomes “eu” ou “nós”; usa-se 2.ª pessoa do plural (vós): vos
os pronomes “tu”, “vós”, “você” ou “vocês” para designar 3.ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
a quem se dirige, e “ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer
referência à pessoa ou às pessoas de quem se fala.
Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun-
ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto
LÍNGUA PORTUGUESA

ou do caso oblíquo.

A) Pronome Reto
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sen-
tença, exerce a função de sujeito: Nós lhe ofertamos
flores.
Os pronomes retos apresentam flexão de número,
gênero (apenas na 3.ª pessoa) e pessoa, sendo essa úl-

34
A combinação da preposição “com” e alguns prono-
FIQUE ATENTO! mes originou as formas especiais comigo, contigo, consi-
Os pronomes o, os, a, as assumem formas es- go, conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
peciais depois de certas terminações verbais: frequentemente exercem a função de adjunto adverbial
1. Quando o verbo termina em -z, -s ou -r, o de companhia: Ele carregava o documento consigo.
pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao A preposição “até” exige as formas oblíquas tônicas:
mesmo tempo que a terminação verbal é su- Ela veio até mim, mas nada falou.
primida. Por exemplo: Mas, se “até” for palavra denotativa (com o sentido de
fiz + o = fi-lo inclusão), usaremos as formas retas: Todos foram bem na
fazeis + o = fazei-lo prova, até eu! (= inclusive eu)
dizer + a = dizê-la
As formas “conosco” e “convosco” são substituídas
2. Quando o verbo termina em som nasal, o por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pes-
pronome assume as formas no, nos, na, nas. soais são reforçados por palavras como outros, mesmos,
Por exemplo: próprios, todos, ambos ou algum numeral.
viram + o: viram-no Você terá de viajar com nós todos.
repõe + os = repõe-nos Estávamos com vós outros quando chegaram as más
retém + a: retém-na notícias.
tem + as = tem-nas Ele disse que iria com nós três.

3. Pronome Reflexivo
B.2 Pronome Oblíquo Tônico São pronomes pessoais oblíquos que, embora fun-
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos cionem como objetos direto ou indireto, referem-se ao
por preposições, em geral as preposições a, para, de e com. sujeito da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe
Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função de a ação expressa pelo verbo.
objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte. Lista dos pronomes reflexivos:
Lista dos pronomes oblíquos tônicos: 1.ª pessoa do singular (eu): me, mim = Eu não me
1.ª pessoa do singular (eu): mim, comigo lembro disso.
2.ª pessoa do singular (tu): ti, contigo 2.ª pessoa do singular (tu): te, ti = Conhece a ti mesmo.
3.ª pessoa do singular (ele, ela): si, consigo, ele, ela 3.ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo = Gui-
1.ª pessoa do plural (nós): nós, conosco lherme já se preparou.
2.ª pessoa do plural (vós): vós, convosco Ela deu a si um presente.
3.ª pessoa do plural (eles, elas): si, consigo, eles, elas Antônio conversou consigo mesmo.

Observe que as únicas formas próprias do pronome tô- 1.ª pessoa do plural (nós): nos = Lavamo-nos no rio.
nico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As 2.ª pessoa do plural (vós): vos = Vós vos beneficiastes
demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto. com esta conquista.
3.ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo = Eles se
As preposições essenciais introduzem sempre pronomes conheceram. / Elas deram a si um dia de folga.
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal,
os pronomes costumam ser usados desta forma: #FicaDica
Não há mais nada entre mim e ti.
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. O pronome é reflexivo quando se refere à mes-
Não há nenhuma acusação contra mim. ma pessoa do pronome subjetivo (sujeito): Eu
Não vá sem mim. me arrumei e saí.
É pronome recíproco quando indica recipro-
Há construções em que a preposição, apesar de surgir cidade de ação: Nós nos amamos. / Olhamo-
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração -nos calados.
cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter O “se” pode ser usado como palavra expletiva
sujeito expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ou partícula de realce, sem ser rigorosamente
ser do caso reto. necessária e sem função sintática: Os explora-
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar. dores riam-se de suas tentativas. / Será que eles
Não vá sem eu mandar. se foram?
LÍNGUA PORTUGUESA

A frase: “Foi fácil para mim resolver aquela questão!”


está correta, já que “para mim” é complemento de “fá- C) Pronomes de Tratamento
cil”. A ordem direta seria: Resolver aquela questão foi fácil São pronomes utilizados no tratamento formal, ceri-
para mim! monioso. Apesar de indicarem nosso interlocutor (por-
tanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira
pessoa. Alguns exemplos:

35
Vossa Alteza (V. A.) = príncipes, duques ou
Vossa Eminência (V. E.ma) = cardeais
Vossa Reverendíssima (V. Ver.ma) = sacerdotes e religio- Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
sos em geral teus cabelos. (correto) = segunda pessoa do singular
Vossa Excelência (V. Ex.ª) = oficiais de patente superior
à de coronel, senadores, deputados, embaixadores, profes- 4. Pronomes Possessivos
sores de curso superior, ministros de Estado e de Tribunais,
governadores, secretários de Estado, presidente da Repúbli- São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
ca (sempre por extenso) (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo
Vossa Magnificência (V. Mag.ª) = reitores de universidades (coisa possuída).
Vossa Majestade (V. M.) = reis, rainhas e imperadores Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1.ª pessoa do
Vossa Senhoria (V. S.a) = comerciantes em geral, oficiais singular)
até a patente de coronel, chefes de seção e funcionários de
igual categoria
Vossa Meretíssima (sempre por extenso) = para juízes NÚMERO PESSOA PRONOME
de direito singular primeira meu(s), minha(s)
Vossa Santidade (sempre por extenso) = tratamento ce-
singular segunda teu(s), tua(s)
rimonioso
Vossa Onipotência (sempre por extenso) = Deus singular terceira seu(s), sua(s)
Também são pronomes de tratamento o senhor, a se- plural primeira nosso(s), nossa(s)
nhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empre-
gados no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tra- plural segunda vosso(s), vossa(s)
tamento familiar. Você e vocês são largamente empregados plural terceira seu(s), sua(s)
no português do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é
de uso frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma Note que:
vós tem uso restrito à linguagem litúrgica, ultraformal ou A forma do possessivo depende da pessoa gramatical
literária. a que se refere; o gênero e o número concordam com o
objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua contribuição
Observações: naquele momento difícil.
1. Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes de
tratamento que possuem “Vossa(s)” são empregados Observações:
em relação à pessoa com quem falamos: Espero que 1. A forma “seu” não é um possessivo quando resul-
V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro. tar da alteração fonética da palavra senhor: Muito
2. Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da
obrigado, seu José.
pessoa: Todos os membros da C.P.I. afirmaram que
2. Os pronomes possessivos nem sempre indicam
Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu
posse. Podem ter outros empregos, como:
com propriedade.
A) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha.
3. Os pronomes de tratamento representam uma forma
B) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores.
anos.
Ao tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por
exemplo, estamos nos endereçando à excelência que C) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem
esse deputado supostamente tem para poder ocupar lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
o cargo que ocupa. 3. Em frases onde se usam pronomes de tratamento,
4. Embora os pronomes de tratamento dirijam-se à 2.ª o pronome possessivo fica na 3.ª pessoa: Vossa Ex-
pessoa, toda a concordância deve ser feita com a celência trouxe sua mensagem?
3.ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessi- 4. Referindo-se a mais de um substantivo, o possessi-
vos e os pronomes oblíquos empregados em relação vo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus
a eles devem ficar na 3.ª pessoa. livros e anotações.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promes- 5. Em algumas construções, os pronomes pessoais
sas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos. oblíquos átonos assumem valor de possessivo: Vou
5. Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos)
ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, 6. O adjetivo “respectivo” equivale a “devido, seu, pró-
ao longo do texto, a pessoa do tratamento escolhi- prio”, por isso não se deve usar “seus” ao utilizá-lo,
da inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos para que não ocorra redundância: Coloque tudo
a chamar alguém de “você”, não poderemos usar nos respectivos lugares.
LÍNGUA PORTUGUESA

“te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo na


terceira pessoa. 5. Pronomes Demonstrativos

Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos São utilizados para explicitar a posição de certa pa-
teus cabelos. (errado) lavra em relação a outras ou ao contexto. Essa relação
pode ser de espaço, de tempo ou em relação ao discurso.
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos
seus cabelos. (correto) = terceira pessoa do singular

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A) Em relação ao espaço:  o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que”
Este(s), esta(s) e isto = indicam o que está perto da e puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s),
pessoa que fala: aquilo.
Este material é meu. Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Essa rua não é a que te indiquei. (não é aquela que te
Esse(s), essa(s) e isso = indicam o que está perto da indiquei.)
pessoa com quem se fala:
Esse material em sua carteira é seu?  mesmo(s), mesma(s), próprio(s), própria(s): va-
riam em gênero quando têm caráter reforçativo:
Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam o que está Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
distante tanto da pessoa que fala como da pessoa com Eu mesma refiz os exercícios.
quem se fala: Elas mesmas fizeram isso.
Aquele material não é nosso. Eles próprios cozinharam.
Vejam aquele prédio! Os próprios alunos resolveram o problema.

B) Em relação ao tempo:  semelhante(s): Não tenha semelhante atitude.


Este(s), esta(s) e isto = indicam o tempo presente em  tal, tais: Tal absurdo eu não cometeria.
relação à pessoa que fala: 1. Em frases como: O referido deputado e o Dr. Alcides
Esta manhã farei a prova do concurso! eram amigos íntimos; aquele casado, solteiro este.
(ou então: este solteiro, aquele casado) - este se re-
Esse(s), essa(s) e isso = indicam o tempo passado, po- fere à pessoa mencionada em último lugar; aquele,
rém relativamente próximo à época em que se situa a à mencionada em primeiro lugar.
pessoa que fala: 2. O pronome demonstrativo tal pode ter conotação
Essa noite dormi mal; só pensava no concurso! irônica: A menina foi a tal que ameaçou o professor?
Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam um afastamen- 3. Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em
to no tempo, referido de modo vago ou como tempo com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste,
remoto: desta, disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que esta-
Naquele tempo, os professores eram valorizados. va vendo. (no = naquilo)

C) Em relação ao falado ou escrito (ou ao que se 6. Pronomes Indefinidos


falará ou escreverá):
Este(s), esta(s) e isto = empregados quando se quer São palavras que se referem à 3.ª pessoa do discur-
fazer referência a alguma coisa sobre a qual ainda se fa- so, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando
lará: quantidade indeterminada.
Serão estes os conteúdos da prova: análise sintática, Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
ortografia, concordância. -plantadas.
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa
Esse(s), essa(s) e isso = utilizados quando se pretende de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
fazer referência a alguma coisa sobre a qual já se falou: imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser
Sua aprovação no concurso, isso é o que mais deseja- humano que seguramente existe, mas cuja identidade é
mos! desconhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em:

Este e aquele são empregados quando se quer fazer A) Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o
referência a termos já mencionados; aquele se refere ao lugar do ser ou da quantidade aproximada de seres
termo referido em primeiro lugar e este para o referido na frase. São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, bel-
por último: trano, nada, ninguém, outrem, quem, tudo.
Algo o incomoda?
Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Pau- Quem avisa amigo é.
lo; este está mais bem colocado que aquele. (= este [São
Paulo], aquele [Palmeiras]) B) Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um
ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção de
ou quantidade aproximada. São eles: cada, certo(s),
certa(s).
Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Pau- Cada povo tem seus costumes.
LÍNGUA PORTUGUESA

lo; aquele está mais bem colocado que este. (= este [São Certas pessoas exercem várias profissões.
Paulo], aquele [Palmeiras])
Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou Note que:
invariáveis, observe: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora pro-
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), nomes indefinidos adjetivos:
aquela(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
Também aparecem como pronomes demonstrativos:

37
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer, quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Menos palavras e mais ações.
Alguns se contentam pouco.

Os pronomes indefinidos podem ser divididos em variáveis e invariáveis. Observe:


 Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pou-
ca, vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer*, alguns, nenhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros,
quantos, algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
 Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo, cada.

*Qualquer é composto de qual + quer (do verbo querer), por isso seu plural é quaisquer (única palavra cujo plural é
feito em seu interior).
Todo e toda no singular e junto de artigo significa inteiro; sem artigo, equivale a qualquer ou a todas as:
Toda a cidade está enfeitada. (= a cidade inteira)
Toda cidade está enfeitada. (= todas as cidades)
Trabalho todo o dia. (= o dia inteiro)
Trabalho todo dia. (= todos os dias)

São locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja
quem for, seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
Cada um escolheu o vinho desejado.

7. Pronomes Relativos

São aqueles que representam nomes já mencionados anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as
orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = oração subordinada adjetiva).

O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra
“sistema” é antecedente do pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome demonstrativo o, a, os, as.
Não sei o que você está querendo dizer.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem expresso.
Quem casa, quer casa.
Observe:
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas,
quantas.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.

Note que:
O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego, sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substi-
tuído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for um substantivo.
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)

O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente pronomes relativos, por isso são utilizados didaticamente
para verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter várias classificações) são pronomes relativos.
Todos eles são usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza ou depois de determinadas preposições:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado. O uso de “que”, neste caso, geraria
LÍNGUA PORTUGUESA

ambiguidade. Veja: Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, que me deixou encantado (quem me deixou
encantado: o sítio ou minha tia?).
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (com preposições de duas ou mais sílabas utiliza-se
o qual / a qual)

O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas deixou
de ser poeta, que era a sua vocação natural.

38
O pronome “cujo”: exprime posse; não concorda com o seu antecedente (o ser possuidor), mas com o consequente
(o ser possuído, com o qual concorda em gênero e número); não se usa artigo depois deste pronome; “cujo” equivale
a do qual, da qual, dos quais, das quais.
Existem pessoas cujas ações são nobres.
(antecedente) (consequente)

Se o verbo exigir preposição, esta virá antes do pronome: O autor, a cujo livro você se referiu, está aqui! (referiu-se a)

“Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo:

Emprestei tantos quantos foram necessários.


(antecedente)

Ele fez tudo quanto havia falado.


(antecedente)
O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre precedido de preposição.

É um professor a quem muito devemos.


(preposição)

“Onde”, como pronome relativo, sempre possui antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar: A casa
onde morava foi assaltada.

Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em que: Sinto saudades da época em que (quando) morávamos
no exterior.

Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:


 como (= pelo qual) – desde que precedida das palavras modo, maneira ou forma:
Não me parece correto o modo como você agiu semana passada.

 quando (= em que) – desde que tenha como antecedente um nome que dê ideia de tempo:
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.

Os pronomes relativos permitem reunir duas orações numa só frase.


O futebol é um esporte. / O povo gosta muito deste esporte.
= O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.

Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de gente
que conversava, (que) ria, observava.

8. Pronomes Interrogativos

São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos,
referem-se à 3.ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual (e variações),
quanto (e variações).
Com quem andas?
Qual seu nome?
Diz-me com quem andas, que te direi quem és.

O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo
quando desempenha função de complemento.
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia lhe ajudar.
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso
LÍNGUA PORTUGUESA

reto. Já na segunda oração, o pronome “lhe” exerce função de complemento (objeto), ou seja, caso oblíquo.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso. O pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para
a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia ajudar... Ajudar quem? Você (lhe).
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição, di-
ferentemente dos segundos, que são sempre precedidos de preposição.
A) Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu estava fazendo.
B) Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que eu estava fazendo.

39
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Quando o verbo estiver no futuro do presente ou fu-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa turo do pretérito, contanto que esses verbos não estejam
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. precedidos de palavras que exijam a próclise. Exemplos:
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce- Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento em
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São prol da paz no mundo.
Paulo: Saraiva, 2010. Repare que o pronome está “no meio” do verbo “reali-
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- zará”: realizar – SE – á. Se houvesse na oração alguma pa-
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. lavra que justificasse o uso da próclise, esta prevaleceria.
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura, Veja: Não se realizará...
Não fossem os meus compromissos, acompanhar-te-ia
Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
nessa viagem.
Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – (com presença de palavra que justifique o uso de pró-
São Paulo: Saraiva, 2002. clise: Não fossem os meus compromissos, EU te acompa-
nharia nessa viagem).
SITE
http://www.sopor tugues.com.br/secoes/morf/ Ênclise = É a colocação pronominal depois do verbo.
morf42.php A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não
forem possíveis:
9. Colocação Pronominal  Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo:
Quando eu avisar, silenciem-se todos.
Colocação Pronominal trata da correta colocação dos  Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal:
pronomes oblíquos átonos na frase. Não era minha intenção machucá-la.
 Quando o verbo iniciar a oração. (até porque não
se inicia período com pronome oblíquo).
#FicaDica Vou-me embora agora mesmo.
Levanto-me às 6h.
Pronome Oblíquo é aquele que exerce a fun-  Quando houver pausa antes do verbo: Se eu passo
ção de complemento verbal (objeto). Por isso, no concurso, mudo-me hoje mesmo!
memorize:  Quando o verbo estiver no gerúndio: Recusou a
OBlíquo = OBjeto! proposta fazendo-se de desentendida.

10. Colocação pronominal nas locuções verbais


Embora na linguagem falada a colocação dos prono-
mes não seja rigorosamente seguida, algumas normas  Após verbo no particípio = pronome depois do
devem ser observadas na linguagem escrita. verbo auxiliar (e não depois do particípio):
Tenho me deliciado com a leitura!
Próclise = É a colocação pronominal antes do verbo. Eu tenho me deliciado com a leitura!
A próclise é usada: Eu me tenho deliciado com a leitura!
 Não convém usar hífen nos tempos compostos e
 Quando o verbo estiver precedido de palavras nas locuções verbais:
que atraem o pronome para antes do verbo. São elas: Vamos nos unir!
Iremos nos manifestar.
A) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém,  Quando há um fator para próclise nos tempos
jamais, etc.: Não se desespere! compostos ou locuções verbais: opção pelo uso
B) Advérbios: Agora se negam a depor. do pronome oblíquo “solto” entre os verbos = Não
C) Conjunções subordinativas: Espero que me expli- vamos nos preocupar (e não: “não nos vamos preo-
cupar”).
quem tudo!
D) Pronomes relativos: Venceu o concurseiro que se 11. Emprego de o, a, os, as
esforçou.
E) Pronomes indefinidos: Poucos te deram a oportu-  Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral,
nidade. os pronomes: o, a, os, as não se alteram.
F) Pronomes demonstrativos: Isso me magoa muito. Chame-o agora.
 Orações iniciadas por palavras interrogativas: Deixei-a mais tranquila.
Quem lhe disse isso?
 Orações iniciadas por palavras exclamativas:  Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoan-
Quanto se ofendem! tes finais alteram-se para lo, la, los, las. Exemplos:
LÍNGUA PORTUGUESA

 Orações que exprimem desejo (orações optativas): (Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho.
Que Deus o ajude. (Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa.
 A próclise é obrigatória quando se utiliza o pro-
nome reto ou sujeito expresso: Eu lhe entregarei o  Em verbos terminados em ditongos nasais (am,
material amanhã. / Tu sabes cantar? em, ão, õe), os pronomes o, a, os, as alteram-se para
no, na, nos, nas.
Mesóclise = É a colocação pronominal no meio do Chamem-no agora.
verbo. A mesóclise é usada: Põe-na sobre a mesa.

40
FIQUE ATENTO!
#FicaDica
O verbo pôr, assim como seus derivados (com-
Dica da Zê! por, repor, depor), pertencem à 2.ª conjugação,
Próclise – pró lembra pré; pré é prefixo que sig- pois a forma arcaica do verbo pôr era poer.
nifica “antes”! Pronome antes do verbo! A vogal “e”, apesar de haver desaparecido do
Ênclise – “en” lembra, pelo “som”, /Ənd/ (end, infinitivo, revela-se em algumas formas do
em Inglês – que significa “fim, final!). Pronome verbo: põe, pões, põem, etc.
depois do verbo!
Mesóclise – pronome oblíquo no Meio do ver-
bo 2. Formas Rizotônicas e Arrizotônicas

Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acen-
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. to tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, amo,
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce- por exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São não cai no radical, mas sim na terminação verbal (fora do
Paulo: Saraiva, 2010. radical): opinei, aprenderão, amaríamos.

SITE 3. Classificação dos Verbos


http://www.portugues.com.br/gramatica/colocacao-
-pronominal-.html Classificam-se em:
A) Regulares: são aqueles que apresentam o radi-
Observação: Não foram encontradas questões cal inalterado durante a conjugação e desinências
abrangendo tal conteúdo. idênticas às de todos os verbos regulares da mes-
ma conjugação. Por exemplo: comparemos os ver-
VERBO bos “cantar” e “falar”, conjugados no presente do
Modo Indicativo:
Verbo é a palavra que se flexiona em pessoa, número,
tempo e modo. A estes tipos de flexão verbal dá-se o canto falo
nome de conjugação (por isso também se diz que verbo
é a palavra que pode ser conjugada). Pode indicar, entre cantas falas
outros processos: ação (amarrar), estado (sou), fenôme- canta falas
no (choverá); ocorrência (nascer); desejo (querer).
cantamos falamos
1. Estrutura das Formas Verbais cantais falais
cantam falam
Do ponto de vista estrutural, o verbo pode apresentar
os seguintes elementos:
A) Radical: é a parte invariável, que expressa o signi- #FicaDica
ficado essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-
-ava; fal-am. (radical fal-) Observe que, retirando os radicais, as desi-
B) Tema: é o radical seguido da vogal temática que nências modo-temporal e número-pessoal
indica a conjugação a que pertence o verbo. Por mantiveram-se idênticas. Tente fazer com
exemplo: fala-r. São três as conjugações: outro verbo e perceberá que se repetirá o
1.ª - Vogal Temática - A - (falar), 2.ª - Vogal Temática fato (desde que o verbo seja da primeira
- E - (vender), 3.ª - Vogal Temática - I - (partir). conjugação e regular!). Faça com o verbo
C) Desinência modo-temporal: é o elemento que “andar”, por exemplo. Substitua o radical
designa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo: “cant” e coloque o “and” (radical do verbo
falávamos (indica o pretérito imperfeito do indicativo) andar). Viu? Fácil!
/ falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo)
D) Desinência número-pessoal: é o elemento que B) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações
designa a pessoa do discurso (1.ª, 2.ª ou 3.ª) e o no radical ou nas desinências: faço, fiz, farei, fizesse.
LÍNGUA PORTUGUESA

número (singular ou plural):


falamos (indica a 1.ª pessoa do plural.) / falavam Observação:
(indica a 3.ª pessoa do plural.) Alguns verbos sofrem alteração no radical apenas
para que seja mantida a sonoridade. É o caso de: corrigir/
corrijo, fingir/finjo, tocar/toquei, por exemplo. Tais altera-
ções não caracterizam irregularidade, porque o fonema
permanece inalterado.

41
C) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação completa. Os principais são adequar, precaver, compu-
tar, reaver, abolir, falir.
D) Impessoais: são os verbos que não têm sujeito e, normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os
principais verbos impessoais são:

1. Haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se ou fazer (em orações temporais).
Havia muitos candidatos no dia da prova. (Havia = Existiam)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá debates hoje. (Haverá = Realizar-se-ão)
Viajei a Madri há muitos anos. (há = faz)

2. Fazer, ser e estar (quando indicam tempo)


Faz invernos rigorosos na Europa.
Era primavera quando o conheci.
Estava frio naquele dia.

3. Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, ama-
nhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci cansado”, usa-se o verbo “amanhecer” em sentido
figurado. Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado, deixa de ser impessoal para ser pessoal,
ou seja, terá conjugação completa.
Amanheci cansado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)

4. O verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo: Já passa das seis.

5. Os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição “de”, indicando suficiência:


Basta de tolices.
Chega de promessas.
6. Os verbos estar e ficar em orações como “Está bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal”, sem referência
a sujeito expresso anteriormente (por exemplo: “ele está mal”). Podemos, nesse caso, classificar o sujeito como
hipotético, tornando-se, tais verbos, pessoais.

7. O verbo dar + para da língua popular, equivalente de “ser possível”. Por exemplo:
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uma apostila?

E) Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
São unipessoais os verbos constar, convir, ser (= preciso, necessário) e todos os que indicam vozes de animais
(cacarejar, cricrilar, miar, latir, piar).

Os verbos unipessoais podem ser usados como verbos pessoais na linguagem figurada:
Teu irmão amadureceu bastante.
O que é que aquela garota está cacarejando?

Principais verbos unipessoais:

 Cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser (preciso, necessário):


Cumpre estudarmos bastante. (Sujeito: estudarmos bastante)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova)

 Fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da conjunção que.
Faz dez anos que viajei à Europa. (Sujeito: que viajei à Europa)
LÍNGUA PORTUGUESA

Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não a vejo. (Sujeito: que não a vejo)

F) Abundantes: são aqueles que possuem duas ou mais formas equivalentes, geralmente no particípio, em que,
além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas (particípio irregular).
O particípio regular (terminado em “–do”) é utilizado na voz ativa, ou seja, com os verbos ter e haver; o irregular é
empregado na voz passiva, ou seja, com os verbos ser, ficar e estar. Observe:

42
Infinitivo Particípio Regular Particípio Irregular
Aceitar Aceitado Aceito
Acender Acendido Aceso
Anexar Anexado Anexo
Benzer Benzido Bento
Corrigir Corrigido Correto
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Inserir Inserido Inserto
Limpar Limpado Limpo
Matar Matado Morto
Misturar Misturado Misto
Morrer Morrido Morto
Murchar Murchado Murcho
Pegar Pegado Pego
Romper Rompido Roto
Soltar Soltado Solto
Suspender Suspendido Suspenso
Tingir Tingido Tinto
Vagar Vagado Vago

FIQUE ATENTO!
Estes verbos e seus derivados possuem, apenas, o particípio irregular: abrir/aberto, cobrir/coberto, dizer/
dito, escrever/escrito, pôr/posto, ver/visto, vir/vindo.

G) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Existem apenas dois: ser (sou, sois,
fui) e ir (fui, ia, vades).

H) Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo prin-
cipal (aquele que exprime a ideia fundamental, mais importante), quando acompanhado de verbo auxiliar, é
expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.

Vou espantar todos!


(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora!


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Observação:
Os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.
LÍNGUA PORTUGUESA

43
4. Conjugação dos Verbos Auxiliares

4.1. SER - Modo Indicativo

Presente Pret.Perfeito Pret. Imp. Pret.mais-que-perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito


sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

4.2. SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

4.3. SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês
4.4. SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles
4.5. ESTAR - Modo Indicativo

Presente Pret. perf. Pret. Imp. Pret.mais-q-perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.


LÍNGUA PORTUGUESA

estou estive estava estivera estarei estaria


estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

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4.6. ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

4.7. ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

4.8. HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Pret.Mais-Q-Perf. Fut.do Pres. Fut.doPreté.


hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

4.9. HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


ja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

4.10. HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


LÍNGUA PORTUGUESA

haver haver havendo havido


haveres
haver
havermos
haverdes
Haverem

45
4.11. TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Preté.mais-q-perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

4.12. TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
Tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

I) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na
mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já
implícita no próprio sentido do verbo (pronominais essenciais). Veja:
 Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos:
abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a refle-
xibilidade já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.

A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela
mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula
integrante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço
da ideia reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respec-
tivos pronomes):
Eu me arrependo, Tu te arrependes, Ele se arrepende, Nós nos arrependemos, Vós vos arrependeis, Eles se arrependem.
 Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto re-
presentado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele
mesmo. Em geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os
pronomes mencionados, formando o que se chama voz reflexiva. Por exemplo: A garota se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser exercida também sobre outra pessoa: A garota pen-
teou-me.

Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
sintática.
Há verbos que também são acompanhados de pronomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente prono-
minais - são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à
do sujeito, exercem funções sintáticas. Por exemplo:
Eu me feri. = Eu (sujeito) – 1.ª pessoa do singular; me (objeto direto) – 1.ª pessoa do singular.

5. Modos Verbais
LÍNGUA PORTUGUESA

Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo verbo na expressão de um fato certo, real, verdadeiro.
Existem três modos:
A) Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu estudo para o concurso.
B) Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Talvez eu estude amanhã.
C) Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estude, colega!

46
6. Formas Nominais

Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas que podem exercer funções de nomes (substantivo, adje-
tivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. Observe:

A) Infinitivo
A.1 Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de subs-
tantivo. Por exemplo:
Viver é lutar. (= vida é luta)
É indispensável combater a corrupção. (= combate à)

O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta). Por exem-
plo:
É preciso ler este livro.
Era preciso ter lido este livro.

A.2 Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na 1.ª e 3.ª pessoas do singular, não
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:
2.ª pessoa do singular: Radical + ES = teres (tu)
1.ª pessoa do plural: Radical + MOS = termos (nós)
2.ª pessoa do plural: Radical + DES = terdes (vós)
3.ª pessoa do plural: Radical + EM = terem (eles)
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.

B) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio. Por exemplo:


Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de advérbio)
Água fervendo, pele ardendo. (função de adjetivo)

Na forma simples (1), o gerúndio expressa uma ação em curso; na forma composta (2), uma ação concluída:
Trabalhando (1), aprenderás o valor do dinheiro.
Tendo trabalhado (2), aprendeu o valor do dinheiro.

Quando o gerúndio é vício de linguagem (gerundismo), ou seja, uso exagerado e inadequado do gerúndio:
1. Enquanto você vai ao mercado, vou estar jogando futebol.
2. – Sim, senhora! Vou estar verificando!
Em 1, a locução “vou estar” + gerúndio é adequada, pois transmite a ideia de uma ação que ocorre no momento da
outra; em 2, essa ideia não ocorre, já que a locução verbal “vou estar verificando” refere-se a um futuro em andamento,
exigindo, no caso, a construção “verificarei” ou “vou verificar”.
C) Particípio: quando não é empregado na formação dos tempos compostos, o particípio indica, geralmente, o re-
sultado de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau. Por exemplo: Terminados os exames,
os candidatos saíram.

Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação temporal, assume verdadeiramente a função
de adjetivo. Por exemplo: Ela é a aluna escolhida pela turma.

(Ziraldo)
8. Tempos Verbais
LÍNGUA PORTUGUESA

Tomando-se como referência o momento em que se fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos
tempos.

A) Tempos do Modo Indicativo


Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste colégio.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi completamente
terminado: Ele estudava as lições quando foi interrompido.

47
Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado: Ele
estudou as lições ontem à noite.
Pretérito-mais-que-perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já estudara as
lições quando os amigos chegaram. (forma simples).
Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual: Ele
estudará as lições amanhã.
Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato passado: Se ele
pudesse, estudaria um pouco mais.

B) Tempos do Modo Subjuntivo


Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual: É conveniente que estudes para o exame.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele vencesse
o jogo.
Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele
vier à loja, levará as encomendas.

FIQUE ATENTO!
Há casos em que formas verbais de um determinado tempo podem ser utilizadas para indicar outro.
Em 1500, Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil.
descobre = forma do presente indicando passado ( = descobrira/descobriu)

No próximo final de semana, faço a prova!


faço = forma do presente indicando futuro ( = farei)

Tabelas das Conjugações Verbais

1. Modo Indicativo

1.1. Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

1.2. Pretérito Perfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
LÍNGUA PORTUGUESA

cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS


cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

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1.3. Pretérito mais-que-perfeito

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal
1.ª/2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

1.4. Pretérito Imperfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3ª. conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

1.5. Futuro do Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

1.6. Futuro do Pretérito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
LÍNGUA PORTUGUESA

cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS


cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

49
1.7. Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1.ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2.ª e 3.ª conjugação).

1.ª conjug. 2.ª conjug. 3.ª conju. Desinên. pessoal Des. temporal Des.temporal
1.ª conj. 2.ª/3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

1.8. Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de
número e pessoa correspondente.

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

1.9. Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número
e pessoa correspondente.

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
LÍNGUA PORTUGUESA

cantaREM vendeREM partiREM R EM

50
C) Modo Imperativo

1. Imperativo Afirmativo

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2.ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo


Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

2. Imperativo Negativo

Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo

Que eu cante ---


Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles

 No modo imperativo não faz sentido usar na 3.ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem,
pedido ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
 O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).
3. Infinitivo Pessoal

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

 O verbo parecer admite duas construções:


Elas parecem gostar de você. (forma uma locução verbal)
Elas parece gostarem de você. (verbo com sujeito oracional, correspondendo à construção: parece gostarem de você).
LÍNGUA PORTUGUESA

 O verbo pegar possui dois particípios (regular e irregular):


Elvis tinha pegado minhas apostilas.
Minhas apostilas foram pegas.

51
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf54.php

VOZES DO VERBO

Dá-se o nome de voz à maneira como se apresenta a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito, indicando
se este é paciente ou agente da ação. Importante lembrar que voz verbal não é flexão, mas aspecto verbal. São três as
vozes verbais:

A) Ativa = quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo:
Ele fez o trabalho.
sujeito agente ação objeto (paciente)

B) Passiva = quando o sujeito é paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo:


O trabalho foi feito por ele.
sujeito paciente ação agente da passiva

C) Reflexiva = quando o sujeito é, ao mesmo tempo, agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação:
O menino feriu-se.

#FicaDica
Não confundir o emprego reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade:
Os lutadores feriram-se. (um ao outro)
Nós nos amamos. (um ama o outro)

1. Formação da Voz Passiva

A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico e sintético.
A) Voz Passiva Analítica = Constrói-se da seguinte maneira:
Verbo SER + particípio do verbo principal. Por exemplo:
A escola será pintada pelos alunos. (na ativa teríamos: os alunos pintarão a escola)
O trabalho é feito por ele. (na ativa: ele faz o trabalho)

Observações:
 O agente da passiva geralmente é acompanhado da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a pre-
posição de. Por exemplo: A casa ficou cercada de soldados.
 Pode acontecer de o agente da passiva não estar explícito na frase: A exposição será aberta amanhã.
 A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a transformação
das frases seguintes:

Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do Indicativo)


O trabalho foi feito por ele. (verbo ser no pretérito perfeito do Indicativo, assim como o verbo principal da voz ativa)

Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)


O trabalho é feito por ele. (ser no presente do indicativo)
LÍNGUA PORTUGUESA

Ele fará o trabalho. (futuro do presente)


O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)

 Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa.
Observe a transformação da frase seguinte:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)

52
B) Voz Passiva Sintética = A voz passiva sintética - Mantêm-se adequados o emprego de tempos e modos
ou pronominal - constrói-se com o verbo na 3.ª pessoa, verbais e a correlação entre eles, ao se substituírem os
seguido do pronome apassivador “se”. Por exemplo: elementos sublinhados na frase acima, na ordem dada,
Abriram-se as inscrições para o concurso. por:
Destruiu-se o velho prédio da escola. a) tivessem acrescentado − trariam − contribuírem
b) acrescentassem − têm trazido − contribuírem
Observação: c) tinham acrescentado − trarão − contribuiriam
O agente não costuma vir expresso na voz passiva d) acrescentariam − trariam− contribuíram
sintética. e) tenham acrescentado − trouxeram − Contribuíram

1.1 Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva Resposta: Letra E.


Questão que envolve correlação verbal. Realizando as
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar alterações solicitadas, segue como ficariam (em des-
substancialmente o sentido da frase. taque):
O concurseiro comprou a apostila. (Voz Ativa) Em “a”: tivessem acrescentado – trariam − contribui-
Sujeito da Ativa objeto Direto riam
Em “b”: acrescentassem – trariam − contribuiriam
A apostila foi comprada pelo concurseiro. Em “c”: tinham acrescentado – trouxeram − contri-
(Voz Passiva) buíram
Sujeito da Passiva Agente da Passiva Em “d”: acrescentassem – trariam − contribuíram
Em “e”: tenham acrescentado – trouxeram − Contri-
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva; buíram = correta
o sujeito da ativa passará a agente da passiva, e o verbo
ativo assumirá a forma passiva, conservando o mesmo
2. (TST – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA APOIO
tempo.
ESPECIALIZADO – ESPECIALIDADE MEDICINA DO
Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos.
TRABALHO – FCC – 2012) Está inadequado o emprego
Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos
do elemento sublinhado na seguinte frase:
mestres.
a) Sou ateu e peço que me deem tratamento similar ao
Eu o acompanharei.
que dispenso aos homens religiosos.
Ele será acompanhado por mim.
Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não b) A intolerância religiosa baseia-se em preconceitos de
haverá complemento agente na passiva. Por exemplo: que deveriam desviar-se todos os homens verdadei-
Prejudicaram-me. / Fui prejudicado. ramente virtuosos.
Com os verbos neutros (nascer, viver, morrer, dormir, c) A tolerância é uma virtude na qual não podem pres-
acordar, sonhar, etc.) não há voz ativa, passiva ou reflexiva, cindir os que se dizem homens de fé.
porque o sujeito não pode ser visto como agente, pacien- d) O ateu desperta a ira dos fanáticos, a despeito de
te ou agente paciente. nada fazer que possa injuriá-los ou desrespeitá-los.
e) Respeito os homens de fé, a menos que deixem de
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS fazer o mesmo com aqueles que não a têm.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Resposta: Letra C.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce- Corrigindo o inadequado:
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Em “a”: Sou ateu e peço que me deem tratamento
Paulo: Saraiva, 2010. similar ao que dispenso aos homens religiosos.
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- Em “b”: A intolerância religiosa baseia-se em precon-
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. ceitos de que deveriam desviar-se todos os homens
verdadeiramente virtuosos.
SITE Em “c”: A tolerância é uma virtude na qual (de que)
http://www.sopor tugues.com.br/secoes/morf/ não podem prescindir os que se dizem homens de fé.
morf54.php Em “d”: O ateu desperta a ira dos fanáticos, a despeito
de nada fazer que possa injuriá-los ou desrespeitá-
-los.
Em “e”: Respeito os homens de fé, a menos que dei-
EXERCÍCIOS COMENTADOS
LÍNGUA PORTUGUESA

xem de fazer o mesmo com aqueles que não a têm.

1. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINIS- 3. (TST – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA APOIO
TRATIVA – FCC – 2012) As vitórias no jogo interior talvez ESPECIALIZADO – ESPECIALIDADE MEDICINA DO
não acrescentem novos troféus, mas elas trazem recom- TRABALHO – FCC – 2012)
pensas valiosas, [...] que contribuem de forma significativa Transpondo-se para a voz passiva a construção Os ateus
para nosso sucesso posterior, tanto na quadra como fora despertariam a ira de qualquer fanático, a forma ver-
dela. bal obtida será:

53
a) seria despertada. c) Aos governantes mais responsáveis não...... (ocorrer)
b) teria sido despertada. tomar decisões sem medir suas consequências.
c) despertar-se-á. d) A toda decisão tomada precipitadamente...... (cos-
d) fora despertada. tumar) sobrevir consequências imprevistas e injustas.
e) teriam despertado. e) Diante de uma escolha,...... (ganhar) prioridade, reco-
menda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor
Resposta: Letra A. humana.
Os ateus despertariam a ira de qualquer fanático
Fazendo a transposição para a voz passiva, temos: A Resposta: Letra C.
ira de qualquer fanático seria despertada pelos ateus. Flexões em destaque e sublinhei os termos que esta-
belecem concordância:
4. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINIS- Em “a”: A nenhuma de nossas escolhas podem deixar
TRATIVA – ESPECIALIDADE SEGURANÇA JUDICIÁ- de corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
RIA – FCC – 2012) Em “b”: Não se poupam os que governam de refletir
...ela nunca alcançava a musa. sobre o peso de suas mais graves decisões.
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma Em “c”: Aos governantes mais responsáveis não ocor-
verbal resultante será: re tomar decisões sem medir suas consequências. =
Isso não ocorre aos governantes – uma oração exerce
a) alcança-se. a função de sujeito (subjetiva)
b) foi alcançada. Em “d”: A toda decisão tomada precipitadamente cos-
c) fora alcançada. tumam sobrevir consequências imprevistas e injustas.
d) seria alcançada. Em “e”: Diante de uma escolha, ganham prioridade,
e) era alcançada. recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta
a dor humana.
Resposta: Letra E.
Temos um verbo na voz ativa, então teremos dois
7. (TRT 23.ª REGIÃO-MT – ANALISTA JUDICIÁRIO –
na passiva (auxiliar + o verbo da oração da ativa, no
ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC – 2016 ) ... para quem
mesmo tempo verbal, forma particípio): A musa nun-
Manoel de Barros era comparável a São Francisco de As-
ca era alcançada por ela. O verbo “alcançava” está no
sis...
pretérito imperfeito, por isso o auxiliar tem que estar
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o da
também (é = presente, foi = pretérito perfeito, era =
frase acima está em:
imperfeito, fora = mais que perfeito, será = futuro do
presente, seria = futuro do pretérito).
a) Dizia-se um “vedor de cinema”...
5. (TST – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA APOIO b) Porque não seria certo ficar pregando moscas no es-
ESPECIALIZADO – ESPECIALIDADE MEDICINA DO paço...
TRABALHO – FCC – 2012) Aos poucos, contudo, fui che- c) Na juventude, apaixonou-se por Arthur Rimbaud e
gando à constatação de que todo perfil de rede social é um Charles Baudelaire.
retrato ideal de nós mesmos. d) Quase meio século separa a estreia de Manoel de Bar-
Mantendo-se a correção e a lógica, sem que outra al- ros na literatura...
teração seja feita na frase, o elemento grifado pode ser e) ... para depois casá-las...
substituído por:
a) ademais. Resposta: Letra A.
b) conquanto. “Era” = verbo “ser” no pretérito imperfeito do Indicati-
c) porquanto. vo. Procuremos nos itens:
d) entretanto. Em “a”: Dizia-se = pretérito imperfeito do Indicativo
e) apesar. Em “b”: Porque não seria = futuro do pretérito do In-
dicativo
RESPOSTA: Letra D. Em “c”: Na juventude, apaixonou-se = pretérito perfei-
Contudo é uma conjunção adversativa (expressa opo- to do Indicativo
sição). A substituição deve utilizar outra de mesma Em “d”: Quase meio século separa = presente do Indi-
classificação, para que se mantenha a ideia do perío- cativo
do. A correta é entretanto. Em “e”: para depois casá-las = Infinitivo pessoal (casar
elas)
6. (TST – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINIS-
LÍNGUA PORTUGUESA

TRATIVA – FCC – 2012) O verbo indicado entre parên- 8. (TRT 20.ª REGIÃO-SE – ANALISTA JUDICIÁRIO –
teses deverá flexionar-se no singular para preencher ade- ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC – 2016) Aí conheci o
quadamente a lacuna da frase: escritor e historiador de sua gente, meu saudoso amigo
Alcino Alves Costa. E foi dele que ouvi oralmente a his-
a) A nenhuma de nossas escolhas...... (poder) deixar de tória de Zé de Julião. Considerando-se a norma-padrão
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. da língua, ao reescrever-se o trecho acima em um único
b) Não se...... (poupar) os que governam de refletir sobre período, o segmento destacado deverá ser antecedido
o peso de suas mais graves decisões. de vírgula e substituído por

54
a) perante ao qual c) [...] país que transformou a infância numa bilionária in-
b) de cujo dústria de consumo...
c) o qual d) E, mesmo que se esforcem muito [...]
d) frente à quem e) Hoje há algo novo nesse cenário.
e) de quem
RESPOSTA: Letra D.
Resposta: Letra E. que nos ajude = presente do Subjuntivo
Voltemos ao trecho: ... meu saudoso amigo Alcino Alves Em “a”: que conseguissem = pretérito do Subjuntivo
Costa. E foi dele que ouvi oralmente... = a única alter- Em “b”: que proliferaram = pretérito perfeito (e também
nativa que substitui corretamente o trecho destacado é mais-que-perfeito) do Indicativo
“de quem ouvi oralmente”. Em “c”: que transformou = pretérito perfeito do Indicativo
Em “d”: que se esforcem = presente do Subjuntivo
9. (TRT 14.ª REGIÃO-RO E AC – TÉCNICO JUDICIÁ- Em “e”: há algo novo nesse cenário = presente do Indi-
RIO – FCC – 2016) “Isto pode despertar a atenção de ou- cativo
tras pessoas que tenham documentos em casa e se dis-
ponham a trazer para a Academia, que é a guardiã desse 12. (TRT 23.ª REGIÃO-MT – TÉCNICO JUDICIÁRIO –
tipo de acervo, que é muito difícil de ser guardado em FCC – 2016) O modelo ainda dominante nas discussões
casa, pois o tempo destrói e aqui temos a melhor técnica ecológicas privilegia, em escala, o Estado e o mundo...
de conservação de documentos”, disse Cavalcanti. Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma
O termo sublinhado faz referência a verbal resultante será:

a) pessoas. a) é privilegiado.
b) acervo. b) sendo privilegiadas.
c) Academia. c) são privilegiados.
d) tempo. d) foi privilegiado.
e) são privilegiadas.
e) casa.
Resposta: Letra C.
Resposta: Letra B.
Há um verbo na ativa, então teremos dois na passiva
Ao trecho: a guardiã desse tipo de acervo, que (o qual)
(auxiliar + o particípio de “privilegia”) = O Estado e o
é muito difícil de ser guardado...
mundo são privilegiados pelo modelo ainda dominante.
10. (TRT 14.ª REGIÃO-RO E AC – TÉCNICO JUDICIÁ-
13. (TRT 23.ª REGIÃO-MT – TÉCNICO JUDICIÁRIO
RIO – FCC – 2016) O marechal organizou o acervo... – FCC – 2016) Empregam-se todas as formas verbais de
A forma verbal está corretamente transposta para a voz acordo com a norma culta na seguinte frase:
passiva em:
a) Para que se mantesse sua autenticidade, o documento
a) estava organizando não poderia receber qualquer tipo de retificação.
b) tinha organizado b) Os documentos com assinatura digital disporam de al-
c) organizando-se goritmos de criptografia que os protegeram.
d) foi organizado c) Arquivados eletronicamente, os documentos poderam
e) está organizado contar com a proteção de uma assinatura digital.
d) Quem se propor a alterar um documento criptografado
Resposta: Letra D. deve saber que comprometerá sua integridade.
Temos: sujeito (o marechal), verbo na ativa (organizou) e) Não é possível fazer as alterações que convierem sem
e objeto (o acervo). Como há um verbo na ativa, ao comprometer a integridade dos documentos.
passarmos para a passiva teremos dois (o auxiliar no
mesmo tempo que o verbo da ativa + o particípio do Resposta: Letra E.
verbo da voz ativa = organizado). O objeto exercerá Em “a”: Para que se mantesse (mantivesse) sua autenti-
a função de sujeito paciente, e o sujeito da ativa será cidade, o documento não poderia receber qualquer tipo
o agente da passiva (ufa!). A frase ficará: O acervo foi de retificação.
organizado pelo marechal. Em “b”: Os documentos com assinatura digital dispo-
ram (dispuseram) de algoritmos de criptografia que os
protegeram.
11. (TRT 20.ª REGIÃO-SE – TÉCNICO JUDICIÁRIO – Em “c”: Arquivados eletronicamente, os documentos
LÍNGUA PORTUGUESA

FCC – 2016) Precisamos de um treinador que nos ajude poderam (puderam) contar com a proteção de uma as-
a comer... sinatura digital.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o Em “d”: Quem se propor (propuser) a alterar um docu-
sublinhado acima está também sublinhado em: mento criptografado deve saber que comprometerá sua
integridade.
a) [...] assim que conseguissem se virar sem as mães ou Em “e”: Não é possível fazer as alterações que convie-
as amas... rem sem comprometer a integridade dos documentos
b) Não é por acaso que proliferaram os coaches. = correta

55
14. (TRT 21.ª REGIÃO-RN – TÉCNICO JUDICIÁRIO – c) prolonga o processo de morrer procurando distanciar
FCC – 2017) Sessenta anos de história marcam, assim, a a morte.
trajetória da utopia no país. d) Ela é proibida por lei no Brasil,...
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma e) E como seria a verdadeira boa morte?
verbal resultante será:
Resposta: Letra E.
a) foram marcados. Em “a”: Existe grande confusão = substantivo
b) foi marcado. Em “b”: o médico ou alguém causa ativamente a mor-
c) são marcados. te = pronome
d) foi marcada. Em “c”: prolonga o processo de morrer procurando
e) é marcada. distanciar a morte = substantivo
Em “d”: Ela é proibida por lei no Brasil = substantivo
Resposta: Letra E. Em “e”: E como seria a verdadeira boa morte? = ad-
Temos um verbo (no tempo presente) na ativa, então jetivo
teremos dois na passiva (auxiliar [no tempo presente]
+ particípio de “marcam”) = Assim, a trajetória da uto- 17. (PC-SP – ESCRIVÃO DE POLÍCIA – VUNESP –
pia do país é marcada pelos sessenta anos de história. 2014) As formas verbais conjugadas no modo impera-
tivo, expressando ordem, instrução ou comando, estão
15. (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO destacadas em
– SOLDADO PM 2.ª CLASSE – VUNESP – 2017) Consi-
dere as seguintes frases: a) Mas há outros cujas marcas acabam ficando bem ní-
Primeiro, associe suas memórias com objetos físicos. tidas na memória: são aqueles donos de qualidades
Segundo, não memorize apenas por repetição. incomuns.
Terceiro, rabisque! b) Voltei uns cinquenta minutos depois, cauteloso, e
Um verbo flexionado no mesmo modo que o dos verbos quase não acreditei no que ouvi.
empregados nessas frases está em destaque em: c) – Ei rapaz, deixe ligado o microfone, largue isso aí, vá
pro estúdio e ponha a rádio no ar.
a) [...] o acesso rápido e a quantidade de textos fazem d) Bem, o fato é que eu era o técnico de som do horário,
com que o cérebro humano não considere útil gravar precisava “passar” a transmissão lá para a câmara, e
esses dados [...] o locutor não chegava para os textos de abertura, pu-
b) Na internet, basta um clique para vasculhar um sem- blicidade, chamadas.
-número de informações. e) ... estremecíamos quando ele nos chamava para qual-
c) [...] após discar e fazer a ligação, não precisamos mais quer coisa, fazendo-nos entrar na sua sala imensa, já
dele... suando frio e atentos às suas finas e cortantes pala-
d) Pense rápido: qual o número de telefone da casa em vras.
que morou quando era criança?
e) É o que mostra também uma pesquisa recente condu- Resposta: Letra C.
zida pela empresa de segurança digital Kaspersky [...] Aos itens:
Em “a”: há = presente / acabam = presente / são =
Resposta: Letra D. presente
Os verbos das frases citadas estão no Modo Imperati- Em “b”: Voltei = pretérito perfeito / acreditei = preté-
vo (expressam ordem). Vamos aos itens: rito perfeito
Em “a”: ... o acesso rápido e a quantidade de textos Em “c”: deixe / largue / vá / ponha = verbos no modo
fazem = presente do Indicativo imperativo afirmativo (ordens)
Em “b”: Na internet, basta um clique = presente do Em “d”: era = pretérito imperfeito / precisava = preté-
Indicativo rito imperfeito / chegava = pretérito imperfeito
Em “c”: ... após discar e fazer a ligação, não precisamos Em “e”: fazendo-nos = gerúndio / suando = gerúndio
= presente do Indicativo
Em “d”: Pense rápido: = Imperativo 18. (PC-SP – AGENTE DE POLÍCIA – VUNESP – 2013)
Em “e”: É o que mostra também uma pesquisa = pre- Em – O destino me prestava esse pequeno favor: com-
sente do Indicativo pletava minha identificação com o resto da humanida-
de, que tem sempre para contar uma história de objeto
achado; – o pronome em destaque retoma a seguinte
LÍNGUA PORTUGUESA

16. (PC-SP – ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLI-


CIAL – VUNESP – 2014) Assinale a alternativa em que a palavra/expressão:
palavra em destaque na frase pertence à classe dos adje-
tivos (palavra que qualifica um substantivo). a) o resto da humanidade.
b) esse pequeno favor.
a) Existe grande confusão entre os diversos tipos de eu- c) minha identificação.
tanásia... d) O destino.
b)... o médico ou alguém causa ativamente a morte... e) completava.

56
Resposta: Letra A. Resposta: Letra E.
Completava minha identificação com o resto da huma- Há quem acredite que alcançará o sucesso profissio-
nidade, que (a qual) tem sempre para contar uma his- nal quando obtiver um diploma de mestrado, mas há
tória de objeto achado = pronome relativo que retoma aqueles que divergem de opinião e procuram investir
o resto da humanidade. em cursos profissionalizantes.

19. (PC-SP – AGENTE DE POLÍCIA – VUNESP – 2013) 22. (PC-SP – AUXILIAR DE NECROPSIA – VUNESP –
Considere o trecho a seguir. 2014) Considerando que o adjetivo é uma palavra que
É comum que objetos ____________ esquecidos em locais modifica o substantivo, com ele concordando em gênero
públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados e número, assinale a alternativa em que a palavra desta-
se as pessoas __________ a atenção voltada para seus per- cada é um adjetivo.
tences, conservando-os junto ao corpo.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectiva- a) ... um câncer de boca horroroso, ...
mente, as lacunas do texto. b) Ele tem dezesseis anos...
c) Eu queria que ele morresse logo, ...
a) sejam ... mantesse d) ... com a crueldade adicional de dar esperança às fa-
b) sejam ... mantém mílias.
c) sejam ... mantivessem e) E o inferno não atinge só os terminais.
d) seja ... mantivessem
e) seja ... mantêm Resposta: Letra A.
Em “a”: um câncer de boca horroroso = adjetivo
Resposta: Letra C. Em “b”: Ele tem dezesseis anos = numeral
Completemos as lacunas e depois busquemos o item Em “c”: Eu queria que ele morresse logo = advérbio
correspondente. A pegadinha aqui é a conjugação do Em “d”: com a crueldade adicional de dar esperança
verbo “manter”, no presente do Subjuntivo (mantiver): às famílias = substantivo
É comum que objetos sejam esquecidos em locais pú- Em “e”: E o inferno não atinge só os terminais = subs-
blicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados tantivo
se as pessoas mantivessem a atenção voltada para
seus pertences, conservando-os junto ao corpo.
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL.
20. (PC-SP – ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLI-
CIAL – VUNESP – 2013) Nas frases – Não vou mais à
escola!… – e – Hoje estão na moda os métodos audiovi- Os concurseiros estão apreensivos.
suais. – as palavras em destaque expressam, correta e Concurseiros apreensivos.
respectivamente, circunstâncias de
No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra na
a) dúvida e modo. terceira pessoa do plural, concordando com o seu su-
b) dúvida e tempo. jeito, os concurseiros. No segundo exemplo, o adjetivo
c) modo e afirmação. “apreensivos” está concordando em gênero (masculino)
d) negação e lugar. e número (plural) com o substantivo a que se refere: con-
e) negação e tempo. curseiros. Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa,
número e gênero se correspondem. A correspondência
Resposta: Letra E. de flexão entre dois termos é a concordância, que pode
“não” – advérbio de negação / “hoje” – advérbio de ser verbal ou nominal.
tempo. 1. Concordância Verbal

21. (PC-SP – ESCRIVÃO DE POLÍCIA – VUNESP – É a flexão que se faz para que o verbo concorde com
2013) Assinale a alternativa que completa respectiva- seu sujeito.
mente as lacunas, em conformidade com a norma-pa-
drão de conjugação verbal. 1.1. Sujeito Simples - Regra Geral
Há quem acredite que alcançará o sucesso profissional O sujeito, sendo simples, com ele concordará o verbo
quando __________ um diploma de mestrado, mas há em número e pessoa. Veja os exemplos:
LÍNGUA PORTUGUESA

aqueles que _________ de opinião e procuram investir em


cursos profissionalizantes. A prova para ambos os cargos será aplicada às 13h.
3.ª p. Singular 3.ª p. Singular
a) obtiver … divirgem
b) obter … divergem Os candidatos à vaga chegarão às 12h.
c) obtesse … devirgem 3.ª p. Plural 3.ª p. Plural
d) obter … divirgem
e) obtiver … divergem

57
1.1.1. Casos Particulares mos”, ele está se incluindo no grupo dos omissos. Isso
não ocorre ao dizer ou escrever “Alguns de nós sabiam de
A) Quando o sujeito é formado por uma expressão tudo e nada fizeram”, frase que soa como uma denúncia.
partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de, Nos casos em que o interrogativo ou indefinido esti-
metade de, a maioria de, a maior parte de, grande ver no singular, o verbo ficará no singular.
parte de...) seguida de um substantivo ou pronome Qual de nós é capaz?
no plural, o verbo pode ficar no singular ou no Algum de vós fez isso.
plural.
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia. E) Quando o sujeito é formado por uma expressão
Metade dos candidatos não apresentou / apresenta- que indica porcentagem seguida de substantivo, o
ram proposta. verbo deve concordar com o substantivo.
25% do orçamento do país será destinado à Educação.
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos 85% dos entrevistados não aprovam a administração
dos coletivos, quando especificados: Um bando de vân- do prefeito.
dalos destruiu / destruíram o monumento. 1% do eleitorado aceita a mudança.
Observação: 1% dos alunos faltaram à prova.
Nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a  Quando a expressão que indica porcentagem não
unidade do conjunto; já a forma plural confere destaque é seguida de substantivo, o verbo deve concordar
aos elementos que formam esse conjunto. com o número.
25% querem a mudança.
B) Quando o sujeito é formado por expressão que 1% conhece o assunto.
indica quantidade aproximada (cerca de, mais de,
menos de, perto de...) seguida de numeral e subs-  Se o número percentual estiver determinado por
tantivo, o verbo concorda com o substantivo. artigo ou pronome adjetivo, a concordância far-se-
-á com eles:
Cerca de mil pessoas participaram do concurso.
Os 30% da produção de soja serão exportados.
Perto de quinhentos alunos compareceram à solenida-
Esses 2% da prova serão questionados.
de.
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últi-
F) O pronome “que” não interfere na concordância;
mas Olimpíadas.
já o “quem” exige que o verbo fique na 3.ª pessoa
do singular.
Observação: Fui eu que paguei a conta.
Quando a expressão “mais de um” se associar a ver- Fomos nós que pintamos o muro.
bos que exprimem reciprocidade, o plural é obrigatório: És tu que me fazes ver o sentido da vida.
Mais de um colega se ofenderam na discussão. (ofende- Sou eu quem faz a prova.
ram um ao outro) Não serão eles quem será aprovado.
C) Quando se trata de nomes que só existem no G) Com a expressão “um dos que”, o verbo deve as-
plural, a concordância deve ser feita levando-se sumir a forma plural.
em conta a ausência ou presença de artigo. Sem Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encan-
artigo, o verbo deve ficar no singular; com artigo taram os poetas.
no plural, o verbo deve ficar o plural. Este candidato é um dos que mais estudaram!
Os Estados Unidos possuem grandes universidades.
Estados Unidos possui grandes universidades.  Se a expressão for de sentido contrário – nenhum
Alagoas impressiona pela beleza das praias. dos que, nem um dos que -, não aceita o verbo no
As Minas Gerais são inesquecíveis. singular:
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira. Nenhum dos que foram aprovados assumirá a vaga.
Nem uma das que me escreveram mora aqui.
D) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou
indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos,  Quando “um dos que” vem entremeada de subs-
muitos, quaisquer, vários) seguido por “de nós” ou tantivo, o verbo pode:
“de vós”, o verbo pode concordar com o primeiro
pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o 1. ficar no singular – O Tietê é um dos rios que atraves-
pronome pessoal. sa o Estado de São Paulo. ( já que não há outro rio
Quais de nós são / somos capazes? que faça o mesmo).
LÍNGUA PORTUGUESA

Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso? 2. ir para o plural – O Tietê é um dos rios que estão po-
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões ino- luídos (noção de que existem outros rios na mesma
vadoras. condição).

Observação: H) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o


Veja que a opção por uma ou outra forma indica a verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural.
inclusão ou a exclusão do emissor. Quando alguém diz Vossa Excelência está cansado?
ou escreve “Alguns de nós sabíamos de tudo e nada fize- Vossas Excelências renunciarão?

58
I) A concordância dos verbos bater, dar e soar faz-se D) Quando ocorre ideia de reciprocidade, a concor-
de acordo com o numeral. dância é feita no plural. Observe:
Deu uma hora no relógio da sala. Abraçaram-se vencedor e vencido.
Deram cinco horas no relógio da sala. Ofenderam-se o jogador e o árbitro.
Soam dezenove horas no relógio da praça.
Baterão doze horas daqui a pouco. 1.2.1. Casos Particulares

Observação:  Quando o sujeito composto é formado por núcleos


Caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino, sinônimos ou quase sinônimos, o verbo fica no singular.
torre, etc., o verbo concordará com esse sujeito. Descaso e desprezo marca seu comportamento.
O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas. A coragem e o destemor fez dele um herói.
Soa quinze horas o relógio da matriz.
 Quando o sujeito composto é formado por nú-
cleos dispostos em gradação, verbo no singular:
J) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum
Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um se-
sujeito, são usados sempre na 3.ª pessoa do sin-
gundo me satisfaz.
gular. São verbos impessoais: Haver no sentido de
 Quando os núcleos do sujeito composto são
existir; Fazer indicando tempo; Aqueles que indi-
unidos por “ou” ou “nem”, o verbo deverá ficar no plural,
cam fenômenos da natureza. Exemplos: de acordo com o valor semântico das conjunções:
Havia muitas garotas na festa. Drummond ou Bandeira representam a essência da
Faz dois meses que não vejo meu pai. poesia brasileira.
Chovia ontem à tarde. Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta.
Em ambas as orações, as conjunções dão ideia de
1.2. Sujeito Composto “adição”. Já em:
Juca ou Pedro será contratado.
A) Quando o sujeito é composto e anteposto ao ver- Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima Olimpíada.
bo, a concordância se faz no plural:
Pai e filho conversavam longamente. Temos ideia de exclusão, por isso os verbos ficam
Sujeito no singular.

Pais e filhos devem conversar com frequência.  Com as expressões “um ou outro” e “nem um
Sujeito nem outro”, a concordância costuma ser feita no singular.
Um ou outro compareceu à festa.
B) Nos sujeitos compostos formados por pessoas Nem um nem outro saiu do colégio.
gramaticais diferentes, a concordância ocorre da seguin-
te maneira: a primeira pessoa do plural (nós) prevalece  Com “um e outro”, o verbo pode ficar no plural
sobre a segunda pessoa (vós) que, por sua vez, prevalece ou no singular: Um e outro farão/fará a prova.
sobre a terceira (eles). Veja:
Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão.  Quando os núcleos do sujeito são unidos por
Primeira Pessoa do Plural (Nós) “com”, o verbo fica no plural. Nesse caso, os núcleos re-
cebem um mesmo grau de importância e a palavra “com”
Tu e teus irmãos tomareis a decisão. tem sentido muito próximo ao de “e”.
O pai com o filho montaram o brinquedo.
Segunda Pessoa do Plural (Vós)
O governador com o secretariado traçaram os planos
para o próximo semestre.
Pais e filhos precisam respeitar-se.
O professor com o aluno questionaram as regras.
Terceira Pessoa do Plural (Eles)
Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se
Observação: a ideia é enfatizar o primeiro elemento.
Quando o sujeito é composto, formado por um ele- O pai com o filho montou o brinquedo.
mento da segunda pessoa (tu) e um da terceira (ele), é O governador com o secretariado traçou os planos
possível empregar o verbo na terceira pessoa do plural para o próximo semestre.
(eles): “Tu e teus irmãos tomarão a decisão.” – no lugar O professor com o aluno questionou as regras.
de “tomaríeis”.
C) No caso do sujeito composto posposto ao verbo, Com o verbo no singular, não se pode falar em sujeito
LÍNGUA PORTUGUESA

passa a existir uma nova possibilidade de concordância: composto. O sujeito é simples, uma vez que as expres-
em vez de concordar no plural com a totalidade do sujei- sões “com o filho” e “com o secretariado” são adjuntos
to, o verbo pode estabelecer concordância com o núcleo adverbiais de companhia. Na verdade, é como se hou-
do sujeito mais próximo. vesse uma inversão da ordem. Veja:
Faltaram coragem e competência. “O pai montou o brinquedo com o filho.”
Faltou coragem e competência. “O governador traçou os planos para o próximo semestre
Compareceram todos os candidatos e o banca. com o secretariado.”
Compareceu o banca e todos os candidatos. “O professor questionou as regras com o aluno.”

59
Casos em que se usa o verbo no singular: O Verbo “Ser”
Café com leite é uma delícia!
O frango com quiabo foi receita da vovó. A concordância verbal dá-se sempre entre o verbo e o
sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa concordân-
Quando os núcleos do sujeito são unidos por expres- cia pode ocorrer também entre o verbo e o predicativo
sões correlativas como: “não só... mas ainda”, “não somen- do sujeito.
te”..., “não apenas... mas também”, “tanto...quanto”, o verbo
ficará no plural. Quando o sujeito ou o predicativo for:
Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o
Nordeste. A) Nome de pessoa ou pronome pessoal – o verbo
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a notícia. SER concorda com a pessoa gramatical:
Quando os elementos de um sujeito composto são re- Ele é forte, mas não é dois.
sumidos por um aposto recapitulativo, a concordância é Fernando Pessoa era vários poetas.
feita com esse termo resumidor. A esperança dos pais são eles, os filhos.
Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia.
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante B) nome de coisa e um estiver no singular e o outro
na vida das pessoas. no plural, o verbo SER concordará, preferencial-
mente, com o que estiver no plural:
1.2.2 Outros Casos Os livros são minha paixão!
Minha paixão são os livros!
O Verbo e a Palavra “SE”
Dentre as diversas funções exercidas pelo “se”, há duas Quando o verbo SER indicar
de particular interesse para a concordância verbal:
A) quando é índice de indeterminação do sujeito;  horas e distâncias, concordará com a expressão
B) quando é partícula apassivadora.
numérica:
É uma hora.
Quando índice de indeterminação do sujeito, o “se”
São quatro horas.
acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos e
Daqui até a escola é um quilômetro / são dois quilô-
de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na tercei-
metros.
ra pessoa do singular:
Precisa-se de funcionários.
 datas, concordará com a palavra dia(s), que pode
Confia-se em teses absurdas.
estar expressa ou subentendida:
Quando pronome apassivador, o “se” acompanha ver-
bos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e indiretos Hoje é dia 26 de agosto.
(VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o Hoje são 26 de agosto.
verbo deve concordar com o sujeito da oração. Exemplos:
Construiu-se um posto de saúde.  Quando o sujeito indicar peso, medida, quantida-
Construíram-se novos postos de saúde. de e for seguido de palavras ou expressões como
Aqui não se cometem equívocos pouco, muito, menos de, mais de, etc., o verbo SER
Alugam-se casas. fica no singular:
Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso.
Três metros de tecido é pouco para fazer seu vestido.
#FicaDica Duas semanas de férias é muito para mim.
Para saber se o “se” é partícula apassivadora
ou índice de indeterminação do sujeito, tente  Quando um dos elementos (sujeito ou predica-
transformar a frase para a voz passiva. Se a fra- tivo) for pronome pessoal do caso reto, com este
se construída for “compreensível”, estaremos concordará o verbo.
diante de uma partícula apassivadora; se não, o No meu setor, eu sou a única mulher.
“se” será índice de indeterminação. Veja: Aqui os adultos somos nós.
Precisa-se de funcionários qualificados.
Tentemos a voz passiva: Observação:
Funcionários qualificados são precisados (ou Sendo ambos os termos (sujeito e predicativo) repre-
precisos)? Não há lógica. Portanto, o “se” des- sentados por pronomes pessoais, o verbo concorda com
tacado é índice de indeterminação do sujeito. o pronome sujeito.
LÍNGUA PORTUGUESA

Agora: Eu não sou ela.


Vendem-se casas. Ela não é eu.
Voz passiva: Casas são vendidas. Construção
correta! Então, aqui, o “se” é partícula apassi-  Quando o sujeito for uma expressão de sentido
vadora. (Dá para eu passar para a voz passiva. partitivo ou coletivo e o predicativo estiver no plu-
Repare em meu destaque. Percebeu semelhan- ral, o verbo SER concordará com o predicativo.
ça? Agora é só memorizar!) A grande maioria no protesto eram jovens.
O resto foram atitudes imaturas.

60
O Verbo “Parecer” Observação:
O verbo parecer, quando é auxiliar em uma locução Os dois últimos exemplos apresentam maior clareza,
verbal (é seguido de infinitivo), admite duas concordân- pois indicam que o adjetivo efetivamente se refere aos
cias: dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado
 Ocorre variação do verbo PARECER e não se fle- no plural masculino, que é o gênero predominante quan-
xiona o infinitivo: As crianças parecem gostar do do há substantivos de gêneros diferentes.
desenho. Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o ad-
 A variação do verbo parecer não ocorre e o infini- jetivo fica no singular ou plural.
tivo sofre flexão: A beleza e a inteligência feminina(s).
As crianças parece gostarem do desenho. O carro e o iate novo(s).
(essa frase equivale a: Parece gostarem do desenho
aas crianças) C) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo:
O adjetivo fica no masculino singular, se o substanti-
vo não for acompanhado de nenhum modificador:
FIQUE ATENTO! Água é bom para saúde.
Com orações desenvolvidas, o verbo PARE- O adjetivo concorda com o substantivo, se este for
CER fica no singular. Por exemplo: As pare- modificado por um artigo ou qualquer outro determinati-
des parece que têm ouvidos. (Parece que as vo: Esta água é boa para saúde.
paredes têm ouvidos = oração subordinada
substantiva subjetiva). D) O adjetivo concorda em gênero e número com os
pronomes pessoais a que se refere: Juliana encon-
trou-as muito felizes.
Concordância Nominal E) Nas expressões formadas por pronome indefinido
neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição DE
A concordância nominal se baseia na relação entre no- + adjetivo, este último geralmente é usado no mas-
mes (substantivo, pronome) e as palavras que a eles se culino singular: Os jovens tinham algo de misterioso.
ligam para caracterizá-los (artigos, adjetivos, pronomes F) A palavra “só”, quando equivale a “sozinho”, tem
adjetivos, numerais adjetivos e particípios). Lembre-se: função adjetiva e concorda normalmente com o
nome a que se refere:
normalmente, o substantivo funciona como núcleo de um
Cristina saiu só.
termo da oração, e o adjetivo, como adjunto adnominal.
Cristina e Débora saíram sós.
A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as
seguintes regras gerais:
Observação:
Quando a palavra “só” equivale a “somente” ou “ape-
A) O adjetivo concorda em gênero e número quando
nas”, tem função adverbial, ficando, portanto, invariável:
se refere a um único substantivo: As mãos trêmulas
Eles só desejam ganhar presentes.
denunciavam o que sentia.

B) Quando o adjetivo refere-se a vários substantivos, #FicaDica


a concordância pode variar. Podemos sistematizar
essa flexão nos seguintes casos: Substitua o “só” por “apenas” ou “sozinho”.
Se a frase ficar coerente com o primeiro,
 Adjetivo anteposto aos substantivos: trata-se de advérbio, portanto, invariável; se
O adjetivo concorda em gênero e número com o houver coerência com o segundo, função de
substantivo mais próximo. adjetivo, então varia:
Encontramos caídas as roupas e os prendedores. Ela está só. (ela está sozinha) – adjetivo
Encontramos caída a roupa e os prendedores. Ele está só descansando. (apenas descansan-
Encontramos caído o prendedor e a roupa. do) - advérbio
Mas cuidado! Se colocarmos uma vírgula
Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de depois de “só”, haverá, novamente, um ad-
parentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural. jetivo:
As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar. Ele está só, descansando. (ele está sozinho e
Encontrei os divertidos primos e primas na festa. descansando)

 Adjetivo posposto aos substantivos: G) Quando um único substantivo é modificado por


LÍNGUA PORTUGUESA

O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo dois ou mais adjetivos no singular, podem ser usa-
ou com todos eles (assumindo a forma masculina das as construções:
plural se houver substantivo feminino e masculi-  O substantivo permanece no singular e coloca-se
no). o artigo antes do último adjetivo: Admiro a cultura
A indústria oferece localização e atendimento perfeito. espanhola e a portuguesa.
A indústria oferece atendimento e localização perfeita.  O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo
A indústria oferece localização e atendimento perfeitos. antes do adjetivo: Admiro as culturas espanhola e
A indústria oferece atendimento e localização perfeitos. portuguesa.

61
1. Casos Particulares Alerta - Menos

É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É per- Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem
mitido sempre invariáveis.
Os concurseiros estão sempre alerta.
 Estas expressões, formadas por um verbo mais um Não queira menos matéria!
adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a que se
referem possuir sentido genérico (não vier prece- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
dido de artigo). Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce-
É proibido entrada de crianças. reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Em certos momentos, é necessário atenção. Paulo: Saraiva, 2010.
No verão, melancia é bom. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
É preciso cidadania. Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Não é permitido saída pelas portas laterais. Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
 Quando o sujeito destas expressões estiver deter-
minado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto SITE
o verbo como o adjetivo concordam com ele. http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint49.php
É proibida a entrada de crianças.
Esta salada é ótima.
A educação é necessária.
São precisas várias medidas na educação. EXERCÍCIOS COMENTADOS

Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso - 1. (POLÍCIA FEDERAL – ESCRIVÃO DE POLÍCIA FE-
Quite DERAL – CESPE – 2013) Formas de tratamento como
Vossa Excelência e Vossa Senhoria, ainda que sejam em-
Estas palavras adjetivas concordam em gênero e nú- pregadas sempre na segunda pessoa do plural e no femi-
mero com o substantivo ou pronome a que se referem. nino, exigem flexão verbal de terceira pessoa; além disso,
Seguem anexas as documentações requeridas. o pronome possessivo que faz referência ao pronome
A menina agradeceu: - Muito obrigada. de tratamento também deve ser o de terceira pessoa, e
Muito obrigadas, disseram as senhoras. o adjetivo que remete ao pronome de tratamento deve
Seguem inclusos os papéis solicitados. concordar em gênero e número com a pessoa — e não
Estamos quites com nossos credores. com o pronome — a que se refere.

Bastante - Caro - Barato - Longe ( ) CERTO ( ) ERRADO

Estas palavras são invariáveis quando funcionam Resposta: Certo. Afirmações corretas. As concordân-
como advérbios. Concordam com o nome a que se refe- cias verbal e nominal ao se utilizar pronome de trata-
rem quando funcionam como adjetivos, pronomes adje- mento devem ser na terceira pessoa e concordar em
tivos, ou numerais. gênero (masculino ou feminino) com a pessoa a quem
As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio) se dirige: “Vossa Excelência está cansada(o)?” – con-
Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. cordará com quem está se falando: uma mulher ou um
(pronome adjetivo) homem / “Vossa Santidade trouxe seus pertences?” /
Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio) “Vossas Senhorias gostariam de um café?”.
As casas estão caras. (adjetivo)
Achei barato este casaco. (advérbio) 2. (PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA – CONHECIMEN-
Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo) TOS BÁSICOS CARGOS DE TÉCNICO MUNICIPAL –
NÍVEL MÉDIO – CESPE – 2017)
Meio - Meia
Texto CB3A2BBB
A palavra “meio”, quando empregada como adjetivo,
concorda normalmente com o nome a que se refere: Pedi O reconhecimento e a proteção dos direitos humanos
meia porção de polentas. estão na base das Constituições democráticas modernas.
Quando empregada como advérbio permanece inva- A paz, por sua vez, é o pressuposto necessário para o re-
LÍNGUA PORTUGUESA

riável: A candidata está meio nervosa. conhecimento e a efetiva proteção dos direitos humanos
em cada Estado e no sistema internacional. Ao mesmo
#FicaDica tempo, o processo de democratização do sistema in-
ternacional, que é o caminho obrigatório para a busca
Dá para eu substituir por “um pouco”, assim do ideal da paz perpétua, não pode avançar sem uma
saberei que se trata de um advérbio, não gradativa ampliação do reconhecimento e da proteção
de adjetivo: “A candidata está um pouco dos direitos humanos, acima de cada Estado. Direitos
nervosa”. humanos, democracia e paz são três elementos funda-

62
mentais do mesmo movimento histórico: sem direitos A forma verbal “surge” poderia, sem prejuízo gramati-
humanos reconhecidos e protegidos, não há democra- cal para o texto, ser flexionada no plural, para concordar
cia; sem democracia, não existem as condições mínimas com “velocidade, persistência, relevância, precisão e fle-
para a solução pacífica dos conflitos. Em outras palavras, xibilidade”
a democracia é a sociedade dos cidadãos, e os súditos se
tornam cidadãos quando lhes são reconhecidos alguns ( ) CERTO ( ) ERRADO
direitos fundamentais; haverá paz estável, uma paz que
não tenha a guerra como alternativa, somente quando Resposta: Errado. O verbo está concordando com o
existirem cidadãos não mais apenas deste ou daquele termo “combinação”, por isso deve ficar no singular.
Estado, mas do mundo.
Norberto Bobbio. A era dos direitos. Trad. Carlos Nelson 5. (TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL-
Coutinho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 1 (com adapta- -DF – CONHECIMENTOS BÁSICOS – ANALISTA DE
ções). ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – ARQUIVOLOGIA –
CESPE – 2014 – ADAPTADA) (...) Há décadas, países
Preservando-se a correção gramatical do texto CB3A- como China e Índia têm enviado estudantes para países
2BBB, os termos “não há” e “não existem” poderiam ser centrais, com resultados muito positivos.(...)
substituídos, respectivamente, por A forma verbal “Há” poderia ser corretamente substituída
por Fazem.
a) não existe e não têm.
b) não existe e inexiste. ( ) CERTO ( ) ERRADO
c) inexiste e não há.
d) inexiste e não acontece. Resposta: Errado. O verbo “fazer”, quando empre-
e) não tem e não têm. gado no sentido de tempo passado, não sofre flexão.
Portanto, sua forma correta seria: “faz décadas”
Resposta: Letra C.
Busquemos o contexto:
- sem direitos humanos reconhecidos e protegidos, não
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL.
há democracia = poderíamos substituir por “não exis-
te”, inexiste (verbo “haver” empregado com o sentido
de “existir”)
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação
- sem democracia, não existem as condições mínimas
que ocorre entre um verbo (regência verbal) ou um nome
para a solução pacífica dos conflitos = sentido de “exis-
(regência nominal) e seus complementos.
tir”. Poderíamos substituir por inexiste, mas no plural, já
que devemos concordar com “as condições mínimas”.
1. Regência Verbal = Termo Regente: VERBO
A única “troca” adequada seria o verbo “haver” – que
pode ser utilizado com o sentido de “existir”. Teríamos:
sem direitos humanos reconhecidos e protegidos, ine- A regência verbal estuda a relação que se estabele-
xiste democracia; sem democracia, não há as condições ce entre os verbos e os termos que os complementam
mínimas para a solução pacífica dos conflitos. (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (ad-
juntos adverbiais). Há verbos que admitem mais de uma
3. (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚS- regência, o que corresponde à diversidade de significa-
TRIA E COMÉRCIO EXTERIOR – ANALISTA TÉCNICO dos que estes verbos podem adquirir dependendo do
ADMINISTRATIVO – CESPE – 2014) Em “Vossa Exce- contexto em que forem empregados.
lência deve estar satisfeita com os resultados das nego- A mãe agrada o filho = agradar significa acariciar,
ciações”, o adjetivo estará corretamente empregado se contentar.
dirigido a ministro de Estado do sexo masculino, pois o A mãe agrada ao filho = agradar significa “causar
termo “satisfeita” deve concordar com a locução prono- agrado ou prazer”, satisfazer.
minal de tratamento “Vossa Excelência”. Conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
“agradar a alguém”.
( ) CERTO ( ) ERRADO O conhecimento do uso adequado das preposições
é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência
Resposta: Errado. Se a pessoa, no caso o ministro, for verbal (e também nominal). As preposições são capazes
do sexo feminino (ministra), o adjetivo está correto; de modificar completamente o sentido daquilo que está
mas, se for do sexo masculino, o adjetivo sofrerá fle- sendo dito.
xão de gênero: satisfeito. O pronome de tratamento Cheguei ao metrô.
LÍNGUA PORTUGUESA

é apenas a maneira como tratar a autoridade, não re- Cheguei no metrô.


gendo as demais concordâncias. No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no
segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado.
4. (ABIN – AGENTE TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA –
CESPE – 2010 – ADAPTADA) (...) Da combinação entre A voluntária distribuía leite às crianças.
velocidade, persistência, relevância, precisão e flexibilida- A voluntária distribuía leite com as crianças.
de surge a noção contemporânea de agilidade, transfor- Na primeira frase, o verbo “distribuir” foi empregado
mada em principal característica de nosso tempo. como transitivo direto (objeto direto: leite) e indireto (ob-

63
jeto indireto: às crianças); na segunda, como transitivo C) Verbos Transitivos Indiretos
direto (objeto direto: crianças; com as crianças: adjunto Os verbos transitivos indiretos são complementados
adverbial). por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos uma preposição para o estabelecimento da relação de re-
de acordo com sua transitividade. Esta, porém, não é um gência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira
fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes pessoa que podem atuar como objetos indiretos são o “lhe”,
formas em frases distintas. o “lhes”, para substituir pessoas. Não se utilizam os prono-
mes o, os, a, as como complementos de verbos transitivos
A) Verbos Intransitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não representam
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É pessoas, usam-se pronomes oblíquos tônicos de terceira
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos lhe, lhes.
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
Chegar, Ir Consistir - Tem complemento introduzido pela prepo-
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adver- sição “em”: A modernidade verdadeira consiste em direitos
biais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para iguais para todos.
indicar destino ou direção são: a, para.
Obedecer e Desobedecer - Possuem seus comple-
Fui ao teatro. mentos introduzidos pela preposição “a”:
Adjunto Adverbial de Lugar Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
Eles desobedeceram às leis do trânsito.
Ricardo foi para a Espanha.
Adjunto Adverbial de Lugar Responder - Tem complemento introduzido pela pre-
posição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a
quem” ou “ao que” se responde.
Comparecer
Respondi ao meu patrão.
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por
Respondemos às perguntas.
em ou a.
Respondeu-lhe à altura.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o
último jogo.
Observação:
O verbo responder, apesar de transitivo indireto quan-
B) Verbos Transitivos Diretos
do exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva
Os verbos transitivos diretos são complementados por analítica:
objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição O questionário foi respondido corretamente.
para o estabelecimento da relação de regência. Ao empre- Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
gar esses verbos, lembre-se de que os pronomes oblíquos
o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses pronomes Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complemen-
podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas ver- tos introduzidos pela preposição “com”.
bais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após Antipatizo com aquela apresentadora.
formas verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e Simpatizo com os que condenam os políticos que gover-
lhes são, quando complementos verbais, objetos indiretos. nam para uma minoria privilegiada.
São verbos transitivos diretos, dentre outros: aban-
donar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, D) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
admirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxi-
liar, castigar, condenar, conhecer, conservar, convidar, de- Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompa-
fender, eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, nhados de um objeto direto e um indireto. Merecem des-
prezar, proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar. taque, nesse grupo: agradecer, perdoar e pagar. São ver-
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente bos que apresentam objeto direto relacionado a coisas e
como o verbo amar: objeto indireto relacionado a pessoas.
Amo aquele rapaz. / Amo-o. Agradeço aos ouvintes a audiência.
Amo aquela moça. / Amo-a. Objeto Indireto Objeto Direto
Amam aquele rapaz. / Amam-no.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. Paguei o débito ao cobrador.
Objeto Direto Objeto Indireto
Observação:
LÍNGUA PORTUGUESA

Os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito
para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos com particular cuidado:
adnominais): Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua car- Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
reira) Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau hu- Paguei minhas contas. / Paguei-as.
mor) Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.

64
Informar curso linguístico muito importante, pois além de permitir
Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto a correta interpretação de passagens escritas, oferece
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. Dentre
Informe os novos preços aos clientes. os principais, estão:
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os no-
vos preços) Agradar
Na utilização de pronomes como complementos, veja Agradar é transitivo direto no sentido de fazer cari-
as construções: nhos, acariciar, fazer as vontades de.
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos pre- Sempre agrada o filho quando.
ços. Aquele comerciante agrada os clientes.
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou
sobre eles) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar
agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento
Observação: introduzido pela preposição “a”.
A mesma regência do verbo informar é usada para os O cantor não agradou aos presentes.
seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir. O cantor não lhes agradou.

Comparar O antônimo “desagradar” é sempre transitivo indire-


Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite to: O cantor desagradou à plateia.
as preposições “a” ou “com” para introduzir o comple-
mento indireto: Comparei seu comportamento ao (ou com Aspirar
o) de uma criança. Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, ins-
pirar (o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
Pedir Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente como ambição: Aspirávamos a um emprego melhor. (As-
na forma de oração subordinada substantiva) e indireto pirávamos a ele)
de pessoa. Como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pes-
soa, as formas pronominais átonas “lhe” e “lhes” não são
utilizadas, mas, sim, as formas tônicas “a ele(s)”, “a ela(s)”.
Pedi-lhe favores.
Veja o exemplo: Aspiravam a uma existência melhor. (=
Objeto Indireto Objeto Direto
Aspiravam a ela)

Assistir
Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, pres-
Objeto Indireto Oração Subordinada Subs-
tar assistência a, auxiliar.
tantiva Objetiva Direta As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
A construção “pedir para”, muito comum na lingua-
gem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na lín- Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presen-
gua culta. No entanto, é considerada correta quando a ciar, estar presente, caber, pertencer.
palavra licença estiver subentendida. Assistimos ao documentário.
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa. Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino.
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz
uma oração subordinada adverbial final reduzida de infini- No sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é in-
tivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa). transitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de
Preferir lugar introduzido pela preposição “em”: Assistimos numa
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto in- conturbada cidade.
direto introduzido pela preposição “a”:
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. Chamar
Prefiro trem a ônibus. Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, so-
licitar a atenção ou a presença de.
Observação: Por gentileza, vá chamar a polícia. / Por favor, vá chamá-la.
Na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil vezes, Chamar no sentido de denominar, apelidar pode
LÍNGUA PORTUGUESA

um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere pre-
existente no próprio verbo (pre). dicativo preposicionado ou não.
A torcida chamou o jogador mercenário.
Mudança de Transitividade - Mudança de Signifi- A torcida chamou ao jogador mercenário.
cado A torcida chamou o jogador de mercenário.
Há verbos que, de acordo com a mudança de transiti- A torcida chamou ao jogador de mercenário.
vidade, apresentam mudança de significado. O conheci- Chamar com o sentido de ter por nome é pronominal:
mento das diferentes regências desses verbos é um re- Como você se chama? Eu me chamo Zenaide.

65
Custar Querer
Custar é intransitivo no sentido de ter determinado Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter
valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adver- vontade de, cobiçar.
bial: Frutas e verduras não deveriam custar muito. Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.
No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo
ou transitivo indireto, tendo como sujeito uma oração re- Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição,
duzida de infinitivo. estimar, amar: Quero muito aos meus amigos.

Muito custa viver tão longe da família. Visar


Verbo Intransitivo Oração Subordinada Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mi-
Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo rar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
O homem visou o alvo.
Custou-me (a mim) crer nisso. O gerente não quis visar o cheque.
Objeto Indireto Oração Subordinada Subs-
tantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como
objetivo é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
A Gramática Normativa condena as construções que O ensino deve sempre visar ao progresso social.
atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-
pessoa: Custei para entender o problema. -estar público.
= Forma correta: Custou-me entender o problema.
Esquecer – Lembrar
Implicar Lembrar algo – esquecer algo
Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos: Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (prono-
A) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes
minal)
implicavam um firme propósito.
B) ter como consequência, trazer como consequência,
No 1.º caso, os verbos são transitivos diretos, ou
acarretar, provocar: Uma ação implica reação.
seja, exigem complemento sem preposição: Ele esque-
ceu o livro.
Como transitivo direto e indireto, significa compro-
No 2.º caso, os verbos são pronominais (-se, -me,
meter, envolver: Implicaram aquele jornalista em questões
etc) e exigem complemento com a preposição “de”. São,
econômicas.
No sentido de antipatizar, ter implicância, é transiti- portanto, transitivos indiretos:
vo indireto e rege com preposição “com”: Implicava com Ele se esqueceu do caderno.
quem não trabalhasse arduamente. Eu me esqueci da chave.
Eles se esqueceram da prova.
Namorar Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.
Sempre tansitivo direto: Luísa namora Carlos há dois
anos. Há uma construção em que a coisa esquecida ou
lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre
Obedecer - Desobedecer leve alteração de sentido. É uma construção muito rara
Sempre transitivo indireto: na língua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la
Todos obedeceram às regras. em textos clássicos tanto brasileiros como portugueses.
Ninguém desobedece às leis. Machado de Assis, por exemplo, fez uso dessa constru-
ção várias vezes.
Quando o objeto é “coisa”, não se utiliza “lhe” nem Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
“lhes”: As leis são essas, mas todos desobedecem a elas. Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
Não lhe lembram os bons momentos da infância? (=
Proceder momentos é sujeito)
Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter
cabimento, ter fundamento ou comportar-se, agir. Nessa Simpatizar - Antipatizar
segunda acepção, vem sempre acompanhado de adjunto São transitivos indiretos e exigem a preposição
adverbial de modo. “com”:
As afirmações da testemunha procediam, não havia Não simpatizei com os jurados.
como refutá-las. Simpatizei com os alunos.
LÍNGUA PORTUGUESA

Você procede muito mal.


A norma culta exige que os verbos e expressões que
Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a prepo- dão ideia de movimento sejam usados com a preposi-
sição “de”) e fazer, executar (rege complemento introdu- ção “a”:
zido pela preposição “a”) é transitivo indireto. Chegamos a São Paulo e fomos direto ao hotel.
O avião procede de Maceió. Cláudia desceu ao segundo andar.
Procedeu-se aos exames. Hoje, com esta chuva, ninguém sairá à rua.
O delegado procederá ao inquérito.

66
2 Regência Nominal

É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse
nome. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em
conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de
um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os
nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos pela preposição a. Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.

Se uma oração completar o sentido de um nome, ou seja, exercer a função de complemento nominal, ela será
completiva nominal (subordinada substantiva).

Regência de Alguns Nomes

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação:
Os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a.

67
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce- COLOCAÇÃO PRONOMINAL.
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa “Prezado Candidato, o tópico acima foi abordado em:
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, pro-
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- nome, verbo, advérbio, preposição e conjunção: emprego
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. e sentido que imprimem às relações que estabelecem”

SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61. CRASE.
php

A crase se caracteriza como a fusão de duas vogais


idênticas, relacionadas ao emprego da preposição “a”
EXERCÍCIO COMENTADO com o artigo feminino a(s), com o “a” inicial referente aos
pronomes demonstrativos – aquela(s), aquele(s), aquilo e
1. (POLÍCIA FEDERAL – AGENTE DE POLÍCIA FEDE- com o “a” pertencente ao pronome relativo a qual (as
RAL – CESPE – 2014 – ADAPTADA) quais). Casos estes em que tal fusão encontra-se demar-
O uso indevido de drogas constitui, na atualidade, sé- cada pelo acento grave ( ` ): à(s), àquela, àquele, àquilo,
ria e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade à qual, às quais.
das estruturas e valores políticos, econômicos, sociais e O uso do acento indicativo de crase está condiciona-
culturais de todos os Estados e sociedades. Suas con- do aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal
sequências infligem considerável prejuízo às nações do e nominal, mais precisamente ao termo regente e termo
mundo inteiro, e não são detidas por fronteiras: avançam regido. Ou seja, o termo regente é o verbo - ou nome -
por todos os cantos da sociedade e por todos os espaços que exige complemento regido pela preposição “a”, e o
geográficos, afetando homens e mulheres de diferen- termo regido é aquele que completa o sentido do termo
tes grupos étnicos, independentemente de classe social regente, admitindo a anteposição do artigo a(s).
e econômica ou mesmo de idade. Questão de relevân- Refiro-me a (a) funcionária antiga, e não a (a)quela
cia na discussão dos efeitos adversos do uso indevido
contratada recentemente.
de drogas é a associação do tráfico de drogas ilícitas e
Após a junção da preposição com o artigo (destaca-
dos crimes conexos — geralmente de caráter transna-
dos entre parênteses), temos:
cional — com a criminalidade e a violência. Esses fato-
Refiro-me à funcionária antiga, e não àquela contrata-
res ameaçam a soberania nacional e afetam a estrutura
da recentemente.
social e econômica interna, devendo o governo adotar
uma postura firme de combate ao tráfico de drogas, ar-
O verbo referir, de acordo com sua transitividade,
ticulando-se internamente e com a sociedade, de forma
classifica-se como transitivo indireto, pois sempre nos re-
a aperfeiçoar e otimizar seus mecanismos de prevenção
e repressão e garantir o envolvimento e a aprovação dos ferimos a alguém ou a algo. Houve a fusão da preposição
cidadãos. a + o artigo feminino (à) e com o artigo feminino a + o
Internet: <www.direitoshumanos.usp.br>. pronome demonstrativo aquela (àquela).

Observações importantes:
Nas linhas 12 e 13, o emprego da preposição “com”, em Alguns recursos servem de ajuda para que possamos
“com a criminalidade e a violência”, deve-se à regência confirmar a ocorrência ou não da crase. Eis alguns:
do vocábulo “conexos”.  Substitui-se a palavra feminina por uma masculina
equivalente. Caso ocorra a combinação a + o(s), a
( ) CERTO ( ) ERRADO crase está confirmada.
Os dados foram solicitados à diretora.
Resposta: Errado. Ao texto: (...) Questão de relevância Os dados foram solicitados ao diretor.
na discussão dos efeitos adversos do uso indevido de
drogas é a associação do tráfico de drogas ilícitas e dos  No caso de nomes próprios geográficos, substi-
crimes conexos — geralmente de caráter transnacional tui-se o verbo da frase pelo verbo voltar. Caso re-
— com a criminalidade e a violência. sulte na expressão “voltar da”, há a confirmação da
crase.
LÍNGUA PORTUGUESA

O termo está se referindo à associação – associação do Faremos uma visita à Bahia.


tráfico de drogas e crimes conexos (1) com a criminalidade Faz dois dias que voltamos da Bahia. (crase confirmada)
(2) (associação daquilo [1] com isso [2])
Não me esqueço da viagem a Roma.
Ao voltar de Roma, relembrarei os belos momentos ja-
mais vividos.

68
Nas situações em que o nome geográfico se apresen-  Constata-se o uso da crase se as locuções prepo-
tar modificado por um adjunto adnominal, a crase está sitivas à moda de, à maneira de apresentarem-se
confirmada. implícitas, mesmo diante de nomes masculinos:
Atendo-me à bela Fortaleza, senti saudades de suas Tenho compulsão por comprar sapatos à Luis XV. (à
praias. moda de Luís XV)
 Não se efetiva o uso da crase diante da locução
adverbial “a distância”: Na praia de Copacabana,
#FicaDica observamos a queima de fogos a distância.
Entretanto, se o termo vier determinado, teremos
Use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou uma locução prepositiva, aí sim, ocorrerá crase: O pedes-
A volto DE, crase PRA QUÊ?” Exemplo: Vou a tre foi arremessado à distância de cem metros.
Campinas. = Volto de Campinas. (crase pra  De modo a evitar o duplo sentido – a ambiguidade
quê?) -, faz-se necessário o emprego da crase.
Vou à praia. = Volto da praia. (crase há!) Ensino à distância.
Ensino a distância.
 Em locuções adverbiais formadas por palavras re-
Quando o nome de lugar estiver especificado, ocor- petidas, não há ocorrência da crase.
rerá crase. Veja: Ela ficou frente a frente com o agressor.
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo Eu o seguirei passo a passo.
que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Irei à Salvador de Jorge Amado. Casos em que não se admite o emprego da crase:

A letra “a” dos pronomes demonstrativos aquele(s), Antes de vocábulos masculinos.


aquela(s) e aquilo receberão o acento grave se o termo As produções escritas a lápis não serão corrigidas.
regente exigir complemento regido da preposição “a”. Esta caneta pertence a Pedro.
Entregamos a encomenda àquela menina.
(preposição + pronome demonstrativo) Antes de verbos no infinitivo.
Ele estava a cantar.
Iremos àquela reunião. Começou a chover.
(preposição + pronome demonstrativo)
Antes de numeral.
Sua história é semelhante às que eu ouvia quando O número de aprovados chegou a cem.
criança. (àquelas que eu ouvia quando criança) Faremos uma visita a dez países.
(preposição + pronome demonstrativo)
Observações:
A letra “a” que acompanha locuções femininas (ad-  Nos casos em que o numeral indicar horas – fun-
verbiais, prepositivas e conjuntivas) recebem o acento cionando como uma locução adverbial feminina –
grave: ocorrerá crase: Os passageiros partirão às dezenove
 locuções adverbiais: às vezes, à tarde, à noite, às horas.
pressas, à vontade...  Diante de numerais ordinais femininos a crase está
 locuções prepositivas: à frente, à espera de, à pro- confirmada, visto que estes não podem ser empre-
cura de... gados sem o artigo: As saudações foram direciona-
 locuções conjuntivas: à proporção que, à medida das à primeira aluna da classe.
que.  Não ocorrerá crase antes da palavra casa, quando
essa não se apresentar determinada: Chegamos to-
Cuidado: quando as expressões acima não exercerem dos exaustos a casa.
a função de locuções não ocorrerá crase. Repare: Entretanto, se vier acompanhada de um adjunto
Eu adoro a noite! adnominal, a crase estará confirmada: Chegamos todos
exaustos à casa de Marcela.
Adoro o quê? Adoro quem? O verbo “adoro” requer  Não há crase antes da palavra “terra”, quando essa
objeto direto, no caso, a noite. Aqui, o “a” é artigo, não indicar chão firme: Quando os navegantes regressa-
preposição. ram a terra, já era noite.
Contudo, se o termo estiver precedido por um de-
Casos passíveis de nota: terminante ou referir-se ao planeta Terra, ocorrerá crase.
LÍNGUA PORTUGUESA

Paulo viajou rumo à sua terra natal.


 A crase é facultativa diante de nomes próprios fe- O astronauta voltou à Terra.
mininos: Entreguei o caderno a (à) Eliza.
 Também é facultativa diante de pronomes posses-  Não ocorre crase antes de pronomes que reque-
sivos femininos: O diretor fez referência a (à) sua rem o uso do artigo.
empresa. Os livros foram entregues a mim.
 Facultativa em locução prepositiva “até a”: A loja Dei a ela a merecida recompensa.
ficará aberta até as (às) dezoito horas.

69
 Pelo fato de os pronomes de tratamento relativos quando entrou em vigor a LRF, esses estados, como os
à senhora, senhorita e madame admitirem artigo, o demais, estão sujeitos a regras precisas para a gestão do
uso da crase está confirmado no “a” que os antece- dinheiro público, para a criação de despesas e, em par-
de, no caso de o termo regente exigir a preposição. ticular, para os gastos com pessoal. Por que, tendo des-
Todos os méritos foram conferidos à senhorita Patrícia. cumprido algumas dessas regras, estariam interessados
 Não ocorre crase antes de nome feminino utiliza- em torná-las ainda mais rigorosas?
do em sentido genérico ou indeterminado: Não foi a lei que não funcionou, mas os responsáveis
Estamos sujeitos a críticas. pelo dinheiro público que, por alguma razão, não a cum-
Refiro-me a conversas paralelas. priram. De que adiantaria, então, tornar a lei mais rigoro-
sa, se nem nas condições atuais esses responsáveis estão
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS sendo capazes de cumpri-la? O problema não está na
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa lei. Mudá-la pode ser o pretexto não para torná-la mais
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. rigorosa, mas para atribuir-lhe alguma flexibilidade que
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce- a desfigure. O verdadeiro problema é a dificuldade do
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São setor público de adaptar suas despesas às receitas em
Paulo: Saraiva, 2010. queda por causa da crise.

SITE Internet: <http://opiniao.estadao.com.br> (com adapta-


http://www.portugues.com.br/gramatica/o-uso-cra- ções).
se-.html
O emprego do acento grave em “às receitas” decorre da
regência do verbo “adaptar” e da presença do artigo de-
finido feminino determinando o substantivo “receitas”.
EXERCÍCIOS COMENTADOS
( ) CERTO ( ) ERRADO
1. (POLÍCIA FEDERAL – AGENTE DE POLÍCIA FEDE-
Resposta: Certo. Texto: O verdadeiro problema é a di-
RAL – CESPE – 2014 – ADAPTADA) O acento indicativo
ficuldade do setor público de adaptar suas despesas às
de crase em “à humanidade e à estabilidade” é de uso
receitas em queda por causa da crise = quem adapta,
facultativo, razão por que sua supressão não prejudicaria
adapta algo/alguém A algo/alguém.
a correção gramatical do texto.
3. (FNDE – TÉCNICO EM FINANCIAMENTO E EXE-
( ) CERTO ( ) ERRADO
CUÇÃO DE PROGRAMAS E PROJETOS EDUCACIO-
NAIS – CESPE – 2012) O emprego do sinal indicativo de
RESPOSTA: Errado. Retomemos o contexto: (...) O
crase em “adequando os objetivos às necessidades” justi-
uso indevido de drogas constitui, na atualidade, séria e fica-se pela regência do verbo adequar, que exige com-
persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das plemento regido pela preposição “a”, e pela presença de
estruturas e valores políticos (...). artigo definido feminino antes de “necessidades”.
O uso do acento indicativo de crase é obrigatório, já
que os termos “humanidade” e “estabilidade” comple- ( ) CERTO ( ) ERRADO
mentam o nome “ameaça” – “ameaça a quê? a quem?”
= a regência nominal pede preposição. RESPOSTA: Certo. Adequar o quê? – os objetivos
(objeto direto) – adequar o quê a quê? – a + as (=às)
2. (TCE-PA – CONHECIMENTOS BÁSICOS – AUDI- necessidades – objeto indireto. A explicação do enun-
TOR DE CONTROLE EXTERNO – EDUCACIONAL – ciado está correta.
CESPE – 2016)
4. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA-SE – TÉCNICO JUDICIÁ-
Texto CB1A1BBB RIO – CESPE – 2014 – ADAPTADA) No trecho “deu
início à sua caminhada cósmica”, o emprego do acento
Estranhamente, governos estaduais cujas despesas com grave indicativo de crase é obrigatório.
o funcionalismo já alcançaram nível preocupante ou que
estouraram o limite de gastos com pessoal fixado pela ( ) CERTO ( ) ERRADO
Lei Complementar n.º 101/2000, denominada Lei de Res-
ponsabilidade Fiscal (LRF), estão elaborando sua própria RESPOSTA: Errado. “deu início à sua caminhada cós-
LÍNGUA PORTUGUESA

legislação destinada a assegurar, como alegam, maior ri- mica” – o uso do acento indicativo de crase, neste
gor na gestão de suas finanças. Querem uma nova lei de caso, é facultativo (antes de pronome possessivo).
responsabilidade fiscal para, segundo argumentam, for-
talecer a estrutura legal que protege o dinheiro público
do mau uso por gestores irresponsáveis.
Examinando-se a situação financeira dos estados que
preparam sua versão da lei de responsabilidade fiscal,
fica difícil aceitar a argumentação. Desde maio de 2000,

70
c) a dispersão e a menor capacidade de conservar con-
teúdos.
HORA DE PRATICAR! d) a distração e a possibilidade de haver colaboração de
colegas e chefes.
(TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉDIO
e) o isolamento na realização das tarefas e a vigilância
- VUNESP – 2017 - ADAPTADA) Leia o texto, para res-
constante dos chefes.
ponder às questões de 1 a 7.
2. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ-
Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos
no setor de tecnologia já tinham feito – ele transferiu sua DIO - VUNESP – 2017) Assinale a alternativa em que a
equipe para um chamado escritório aberto, sem paredes nova redação dada ao seguinte trecho do primeiro pará-
e divisórias. grafo apresenta concordância de acordo com a norma-
Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele -padrão: Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos
queria que todos estivessem juntos, para se conectarem executivos no setor de tecnologia já tinham feito.
e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco tempo fi-
cou claro que Nagele tinha cometido um grande erro. a) Muitos executivos já havia transferido suas equipes
Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove para o chamado escritório aberto, como feito por Ch-
empregados estavam insatisfeitos, sem falar do próprio ris Nagele.
chefe. b) Mais de um executivo já tinham transferido suas equi-
Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para pes para escritórios abertos, o que só aconteceu com
o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa para um Chris Nagele fazem mais de quatro anos.
espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio es- c) O que muitos executivos fizeram, transferindo suas
paço, com portas e tudo. equipes para escritórios abertos, também foi feito por
Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório Chris Nagele, faz cerca de quatro anos.
aberto – cerca de 70% dos escritórios nos Estados Uni- d) Devem fazer uns quatro anos que Chris Nagele trans-
dos são assim – e até onde se sabe poucos retornaram feriu sua equipe para escritórios abertos, tais como foi
ao modelo de espaços tradicionais com salas e portas. transferido por muitos executivos.
Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até e) Faz exatamente quatro anos que Chris Nagele fez o
15% da produtividade, desenvolver problemas graves que já tinham sido feitos por outros executivos do se-
de concentração e até ter o dobro de chances de ficar tor.
doentes em espaços de trabalho abertos – fatores que
estão contribuindo para uma reação contra esse tipo de 3. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ-
organização. DIO - VUNESP – 2017) É correto afirmar que a expressão
Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele – até então –, em destaque no início do segundo pará-
já ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem sentir grafo, expressa um limite, com referência
falta do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita
gente concorda – simplesmente não aguentam o escri- a) temporal ao momento em que se deu a transferência
tório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e é da equipe de Nagele para o escritório aberto.
preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele. b) espacial aos escritórios fechados onde trabalhava a
É improvável que o conceito de escritório aberto caia em equipe de Nagele antes da mudança para locais aber-
desuso, mas algumas firmas estão seguindo o exemplo tos.
de Nagele e voltando aos espaços privados. c) temporal ao dia em que Nagele decidiu seguir o exem-
Há uma boa razão que explica por que todos adoram um plo de outros executivos, e espacial ao tipo de escritó-
espaço com quatro paredes e uma porta: foco. A verdade rio que adotou.
é que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo d) espacial ao caso de sucesso de outros executivos do
tempo, e pequenas distrações podem desviar nosso foco setor de tecnologia que aboliram paredes e divisórias.
por até 20 minutos. e) espacial ao novo tipo de ambiente de trabalho, e tem-
Retemos mais informações quando nos sentamos em um poral às mudanças favoráveis à integração.
local fixo, afirma Sally Augustin, psicóloga ambiental e
design de interiores. 4. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ-
(Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem ser ruins DIO - VUNESP – 2017) É correto afirmar que a expressão
para funcionários.” Disponível em:<www1.folha.uol.com.br>. Aces- – contudo –, destacada no quinto parágrafo, estabelece
so em: 04.04.2017. Adaptado) uma relação de sentido com o parágrafo
1. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ- a) anterior, confirmando com estatísticas o sucesso das
DIO - VUNESP – 2017) Segundo o texto, são aspectos
LÍNGUA PORTUGUESA

empresas que adotaram o modelo de escritórios aber-


desfavoráveis ao trabalho em espaços abertos compar- tos.
tilhados
b) posterior, expondo argumentos favoráveis à adoção
do modelo de escritórios abertos.
a) a impossibilidade de cumprir várias tarefas e a restri-
c) anterior, atestando a eficiência do modelo aberto com
ção à criatividade.
base em resultados de pesquisas.
b) a dificuldade de propor soluções tecnológicas e a
d) anterior, introduzindo informações que se contrapõem
transferência de atividades para o lar.
à visão positiva acerca dos escritórios abertos.

71
e) posterior, contestando com dados estatísticos o for- patinadores, maracatus, big bands, corredores evangéli-
mato tradicional de escritório fechado. cos, góticos satanistas, praticantes de ioga, dançarinos
de tango, barraquinhas de yakissoba e barris de cerveja
5. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ- artesanal.
DIO - VUNESP – 2017) Assinale a frase do texto em que Tenho estado atento às agruras e oportunidades da ci-
se identifica expressão do ponto de vista do próprio au- dade porque, depois de cinco anos vivendo na Granja
tor acerca do assunto de que trata. Viana, vim morar em Higienópolis. Lá em Cotia, no fim da
tarde, eu corria em volta de um lago, desviando de patos
a) “Nunca se consegue terminar as coisas e é preciso levar e assustando jacus. Agora, aos domingos, corro pela Pau-
mais trabalho para casa”, diz ele. (6.º parágrafo). lista ou Minhocão e, durante a semana, venho testando
b) Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório diferentes percursos.
aberto... (4.º parágrafo). Corri em volta do parque Buenos Aires e do cemitério
c) Retemos mais informações quando nos sentamos em da Consolação, ziguezagueei por Santa Cecília e pelas
um local fixo, afirma Sally Augustin... (último parágra- encostas do Sumaré, até que, na última terça, sem que-
fo). rer, descobri um insuspeito parque noturno com bastan-
d) Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas te gente, quase nenhum carro e propício a todo tipo de
ele queria que todos estivessem juntos... (2.º parágra- atividades: o estacionamento do estádio do Pacaembu.
fo). (Antonio Prata. “O paulistano não é de jogar a toalha. Prefere esten-
e) É improvável que o conceito de escritório aberto caia dê-la e deitar em cima.” Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.
em desuso... (7.º parágrafo). br/colunas>. Acesso em: 13.04.2017. Adaptado)

6. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ- É correto afirmar que, do ponto de vista do autor, o pau-
DIO - VUNESP – 2017) Na frase – É improvável que o listano
conceito de escritório aberto caia em desuso... (7.º pará-
grafo) – a expressão em destaque tem o sentido de a) busca em Ipanema o contato com a natureza exube-
rante que não consegue achar em sua cidade.
a) sofra censura. b) sabe como vencer a rudeza da paisagem de São Paulo,
b) torne-se obsoleto. encontrando nesta espaços para o lazer.
c) mostre-se alterado. c) se vê impedido de realizar atividades esportivas, no
d) mereça sanção. mar de asfalto que é São Paulo.
e) seja substituído. d) tem feito críticas à cidade, porque ela não oferece ati-
vidades recreativas a seus habitantes.
7. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ- e) toma Ipanema como um símbolo daquilo que se pode
DIO - VUNESP – 2017) O trecho destacado na passagem alcançar, apesar de muito andar e andar.
– Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove
empregados estavam insatisfeitos, sem falar do próprio 9. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ-
chefe.– tem sentido de: DIO - VUNESP – 2015)

a) até mesmo o próprio chefe. Ser gentil é um ato de rebeldia. Você sai às ruas e insis-
b) apesar do próprio chefe. te, briga, luta para se manter gentil. O motorista quase
c) exceto o próprio chefe. te mata de susto buzinando e te xingando porque você
d) diante do próprio chefe. usou a faixa de pedestres quando o sinal estava fechado
e) portanto o próprio chefe. para ele. Você posta um pensamento gentil nas redes so-
ciais apesar de ler dezenas de comentários xenofóbicos,
8. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ- homofóbicos, irônicos e maldosos sobre tudo e todos.
DIO - VUNESP – 2017) Inclusive você. Afinal, você é obviamente um idiota gentil.
O problema de São Paulo, dizia o Vinicius, “é que você Há teorias evolucionistas que defendem que as socieda-
anda, anda, anda e nunca chega a Ipanema”. Se tomar- des com maior número de pessoas altruístas sobrevive-
mos “Ipanema” ao pé da letra, a frase é absurda e cômi- ram por mais tempo por serem mais capazes de manter
ca. Tomando “Ipanema” como um símbolo, no entanto, a coesão. Pesquisadores da atualidade dizem, baseados
como um exemplo de alívio, promessa de alegria em em estudos, que gestos de gentileza liberam substâncias
meio à vida dura da cidade, a frase passa a ser de um tris- que proporcionam prazer e felicidade.
te realismo: o problema de São Paulo é que você anda, Mas gentileza virou fraqueza. É preciso ser macho pacas
anda, anda e nunca chega a alívio algum. O Ibirapuera, o para ser gentil nos dias de hoje. Só consigo associar a
LÍNGUA PORTUGUESA

parque do Estado, o Jardim da Luz são uns raros respiros aversão à gentileza à profunda necessidade de ser – ou
perdidos entre o mar de asfalto, a floresta de lajes bati- parecer ser – invencível e bem-sucedido. Nossas fragili-
das e os Corcovados de concreto armado. dades seriam uma vergonha social. Um empecilho à car-
O paulistano, contudo, não é de jogar a toalha – prefere reira, ao acúmulo de dinheiro.
estendê-la e se deitar em cima, caso lhe concedam dois Não ter tempo para gentilezas é bonito. É justificável
metros quadrados de chão. É o que vemos nas aveni- diante da eterna ambivalência humana: queremos ser
das abertas aos pedestres, nos fins de semana: basta li- bons, mas temos medo. Não dizer bom-dia significa que
berarem um pedacinho do cinza e surgem revoadas de você é muito importante. Ou muito ocupado. Humilhar

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os que não concordam com suas ideias é coisa de gente a) Talvez ele seje um caso de sucesso empresarial.
forte. E que está do lado certo. Como se houvesse um b) A paralização da equipe técnica demorou bastante.
lado errado. Porque, se nenhum de nós abrir a boca, nin- c) O funcionário reinvindicou suas horas extras.
guém vai reparar que no nosso modelo de felicidade tem d) Deve-se expor com clareza a pretenção salarial.
alguém chorando ali no canto. Porque ser gentil abala e) O assessor de imprensa recebeu o jornalista.
sua autonomia. Enfim, ser gentil está fora de moda. Estou
sempre fora de moda. Querendo falar de gentileza, ima- 13. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL
ginem vocês! Pura rebeldia. Sair por aí exibindo minhas I – CESGRANRIO-2018) O grupo em que todas as pala-
vulnerabilidades e, em ato de pura desobediência civil, vras estão grafadas de acordo com a norma-padrão da
esperar alguma cumplicidade. Deve ser a idade. língua portuguesa é:
(Ana Paula Padrão, Gentileza virou fraqueza. Disponível em:
<http://www.istoe.com.br>. Acesso em: 27 jan 2015. Adaptado) a) admissão, infração, renovação
b) diversão, excessão, sucessão
É correto inferir que, do ponto de vista da autora, a gen- c) extenção, eleição, informação
tileza d) introdução, repreção, intenção
e) transmissão, conceção, omissão
a) é prerrogativa dos que querem ter sua importância re-
conhecida socialmente. 14. (MPE-AL - TÉCNICO DO MINISTÉRIO PÚBLICO –
b) é uma via de mão dupla, por isso não deve ser pratica- FGV-2018) “A crise não trouxe apenas danos sociais e
da se não houver reciprocidade. econômicos”; se juntarmos os adjetivos sublinhados em
c) representa um hábito primitivo, que pouco afeta as re- um só vocábulo, a forma adequada será
lações interpessoais. a) sociais-econômicos.
d) restringe-se ao gênero masculino, pois este representa b) social-econômicos.
os mais fortes. c) sociais-econômico.
d) socioeconômicos.
e) é uma qualidade desvalorizada em nossa sociedade
e) socioseconômicos.
nos dias atuais.
15. (IBGE – ANALISTA CENSITÁRIO – AGRONOMIA –
10. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ-
FGV-2017) “É preciso levar em conta questões econômi-
DIO - VUNESP – 2015) No final do último parágrafo, a
cas e sociais”; se juntássemos os adjetivos sublinhados
autora caracteriza a gentileza como “ato de pura desobe-
em forma de adjetivo composto, a forma correta, no con-
diência civil”; isso permite deduzir que
texto, seria:
a) assumir a prática da gentileza é rebelar-se contra có- a) econômicas-sociais;
digos de comportamento vigentes, mesmo que não b) econômico-social;
declarados. c) econômica-social;
b) é inviável, em qualquer época, opor-se às práticas e d) econômico-sociais;
aos protocolos sociais de relacionamento humano. e) econômicas-social.
c) é possível ao sujeito aderir às ideias dos mais fortes,
sem medo de ver atingida sua individualidade, no 6. (PC-RS – ESCRIVÃO E INSPETOR DE POLÍCIA – FUN-
contexto geral. DATEC-2018 - ADAPTADA) Sobre os vocábulos expan-
d) há, nas sociedades modernas, a constatação de que sível, fácil, considerável, artificial, multiplicável e acessível,
a vulnerabilidade de alguns está em ver a felicidade afirma-se que:
como ato de rebeldia.
e) obedecer às normas sociais gera prazer, ainda que isso I. Todos são flexionados da mesma forma quando no plu-
signifique seguir rituais de incivilidade e praticar a in- ral.
tolerância. II. Apenas um assume forma diferente dos demais quan-
do flexionado no plural.
11. (EBSERH – ANALISTA ADMINISTRATIVO – ESTA- III. Todos devem ser acentuados em sua forma plural.
TÍSTICA – AOCP-2015) Assinale a alternativa correta em Quais estão corretas?
relação à ortografia dos pares.
a) Apenas I.
a) Atenção – atenciozo. b) Apenas II.
b) Aprender – aprendizajem. c) Apenas III.
c) Simples – simplissidade. d) Apenas I e II.
LÍNGUA PORTUGUESA

d) Fúria – furiozo. e) Apenas II e III.


e) Sensação – sensacional.
17. (ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DO BARRO
12. (BADESC – TÉCNICO DE FOMENTO A – FGV-2010) BRANCO-SP – TECNÓLOGO DE ADMINISTRAÇÃO PO-
As palavras jeitinho, pesquisa e intrínseco apresentam LICIAL MILITAR – VUNESP-2010)
diferentes graus de dificuldade ortográfica e estão corre-
tamente grafadas. Assinale a alternativa em que a grafia __________ moro fora do Brasil. Sou baiana e, cada vez que
da palavra sublinhada está igualmente correta. volto a Salvador, fico chocada, constrangida e enojada

73
com essa prática _________ e, _________ não dizer, machista dos meus conterrâneos – não se veem mulheres fazendo
xixi na rua. Mas, antes de prender os___________, tente encontrar um banheiro público em Salvador. Se encontrar, tente
entrar – normalmente estão trancados –, e tente então não passar __________. Vamos copiar a Europa na proibição, mas
também na infraestrutura.
(Seção “Leitor”, Veja, 14.07.2010. Adaptado)

Os espaços do texto devem ser preenchidos, correta e respectivamente, com:

a) A dez anos … sub-desenvolvida … por quê … cidadões … mau


b) Há dez anos … subdesenvolvida … por que … cidadãos … mal
c) Fazem dez anos que … subdesenvolvida … porque … cidadões … mau
d) São dez anos que … sub desenvolvida … porquê … cidadãos … mal
e) Faz dez anos que … sub-desenvolvida … porque … cidadães … mau
18. (PM-SP - TECNÓLOGO DE ADMINISTRAÇÃO POLICIAL MILITAR – VUNESP-2014) Leia a tira de Hagar, por Chris
Browne, e assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas, em conformidade com as regras
de ortografia.

(Folha de S.Paulo, 08.02.2014, http://zip.net/bdmBgf)

a) porque ... por que ... porque ... atraz


b) por que ... por quê ... por que ... atraz
c) por que ... por que ... porque ... atráz
d) porque ... porquê ... por que ... atrás
e) por que ... por quê ... porque ... atrás

19. (TJ-AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FGV-2018)

A frase do menino na charge – “naum eh verdade” – mostra uma característica da linguagem escrita de internautas que
é:
LÍNGUA PORTUGUESA

a) a sintetização exagerada;
b) o desrespeito total pela norma culta;
c) a criação de um vocabulário novo;
d) a tentativa de copiar a fala;
e) a grafia sem acentos ou sinais gráficos.

74
20. (TJ-SP – ADVOGADO - VUNESP/2013) a) artigo e pronome.
A Polícia Militar prendeu, nesta semana, um homem de b) artigo e preposição.
37 anos, acusado de ____________ de drogas e ____________ c) preposição e artigo.
à avó de 74 anos de idade. Ele foi preso em __________ d) pronome e artigo.
com uma pequena quantidade de drogas no bairro Ira- e) preposição e pronome.
puá II, em Floriano, após várias denúncias de vizinhos.
De acordo com o Comandante do 3.º BPM, o acusado 24. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO – ADMINISTRATIVO
era conhecido na região pela atuação no crime. – FGV-2017)
(www.cidadeverde.com/floriano. Acesso em 23.06.2013. Adaptado)
Texto 1 - “A democracia reclama um jornalismo vigoroso
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, e independente. A agenda pública é determinada pela
as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectiva- imprensa tradicional. Não há um único assunto relevan-
te que não tenha nascido numa pauta do jornalismo de
mente, com:
qualidade. Alguns formadores de opinião utilizam as
redes sociais para reverberar, multiplicar e cumprem as-
a) tráfico … mal-tratos … flagrante
sim relevante papel mobilizador. Mas o pontapé inicial é
b) tráfego … maltratos … fragrante
sempre das empresas de conteúdo independentes”.
c) tráfego … maus-trato … flagrante (O Estado de São Paulo, 10/04/2017)
d) tráfico … maus-tratos … flagrante O texto 1, do Estado de São Paulo, mostra um conjunto
e) tráfico … mau-trato … fragrante de adjetivos sublinhados que poderiam ser substituídos
por locuções; a substituição abaixo que está adequada é:
21. (CAMAR - CURSO DE ADAPTAÇÃO DE MÉDICOS
DA AERONÁUTICA PARA O ANO DE 2016) De acordo a) independente = com dependência;
com seu significado, o conjunto de características for- b) pública = de publicidade;
mais e sua posição estrutural no interior da oração, as c) relevante = de relevância;
palavras podem pertencer à mesma classe de palavras d) sociais = de associados;
ou não. Estabeleça a relação correta entre as colunas a e) mobilizador = de motivação.
seguir considerando tais aspectos (considere as palavras
em destaque). 25. (PC-SP - AUXILIAR DE NECROPSIA – VUNESP-2014)
Considerando que o adjetivo é uma palavra que modifica
(1) advérbio o substantivo, com ele concordando em gênero e núme-
(2) pronome ro, assinale a alternativa em que a palavra destacada é
(3) conjunção um adjetivo.
(4) substantivo
a) ... um câncer de boca horroroso, ...
( ) “Não há prisão pior [...]” b) Ele tem dezesseis anos...
( ) “O lugar de estudo era isso.” c) Eu queria que ele morresse logo, ...
( ) “E o olho sem se mexer [...]” d) ... com a crueldade adicional de dar esperança às fa-
( ) “Ora, se eles enxergavam coisas tão distantes, [...]” mílias.
( ) “Emília respondeu com uma pergunta que me espan- e) E o inferno não atinge só os terminais.
tou.”
26. (TRE-AC – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMI-
A sequência está correta em NISTRATIVA – AOCP-2015) Assinale a alternativa cujo
“que” em destaque funciona como pronome relativo.
a) 1 – 4 – 2 – 3 – 2
b) 2 – 1 – 3 – 3 – 4 a) «É uma maneira de expressar a vontade que a gente
c) 3 – 4 – 1 – 3 – 2 tem. Acho que um voto pode fazer a diferença”.
d) 4 – 2 – 4 – 1 – 3 b) “Ele diz que vota desde os 18...”.
c) “Acho que um voto pode fazer a diferença”.
22. (EBSERH – TÉCNICO EM FARMÁCIA- AOCP-2015) d) “... e acreditam que um voto consciente agora pode
Assinale a alternativa em que o termo destacado é um influenciar futuramente na vida de seus filhos e netos”.
pronome indefinido. e) “O idoso afirma que sempre incentivou sua família a
votar”.
a) “Ele não exige fatos...”.
b) “Era um ídolo para mim.”. 27. (TRF-1.ª Região – ANALISTA JUDICIÁRIO – INFOR-
LÍNGUA PORTUGUESA

c) “Discordo dele.”. MÁTICA – FCC- 2014-ADAPTADA) No período O livro


d) “... espécie de carinho consigo mesmo.”. explica os espíritos chamados ‘xapiris’, que os ianomâmis
e) “O bom humor está disponível a todos...”. creem serem os únicos capazes de cuidar das pessoas e
das coisas, a palavra grifada tem a função de pronome
23. (EBSERH – TÉCNICO EM FARMÁCIA- AOCP-2015) relativo, retomando um termo anterior. Do mesmo modo
Em “Mas o bom humor de ambos os tornava parecidos.”, como ocorre em:
os termos destacados são, respectivamente,

75
a) Os ianomâmis acreditam que os xamãs recebem dos Um neurocientista de uma equipe que pesquisa esse as-
espíritos chamados “xapiris” a capacidade de cura. sunto afirma que se busca reforçar a ideia de que a me-
b) Eu queria escrever para os não indígenas não acharem mória não pode ser considerada um papel carbono, ou
que índio não sabe nada. seja, de que ela não reproduz fielmente um acontecimen-
c) O branco está preocupado que não chove mais em to. “Nossa esperança é que, ao propor uma explicação
alguns lugares. neural para o processo de geração das falsas memórias,
d) Gravou 15 fitas em que narrou também sua própria haja aplicações práticas nas cortes de justiça, por exem-
trajetória. plo”, diz o cientista. “Jurados e magistrados precisam de
e) Não sabia o que me atrapalhava o sono. evidências de que, por mais real que aparente ser, um
fato recordado por uma testemunha pode não ser verda-
28. (PETROBRAS – ENGENHEIRO(A) DE MEIO AM- deiro. A memória humana não é como uma memória de
BIENTE JÚNIOR – CESGRANRIO-2018) De acordo com computador, não está certa o tempo todo.”
as normas da linguagem padrão, a colocação pronominal O neurocientista relatou que quase três quartos dos pri-
está INCORRETA em: meiros 250 americanos que tiveram suas condenações
penais anuladas graças ao exame de DNA haviam sido
a) Virgínia encontrava-se acamada há semanas. vítimas de falso testemunho ocular. Um psicólogo entre-
b) A ferida não se curava com os remédios. vistado afirmou que, dependendo de como se conduz
c) A benzedeira usava uma peruca que não favorecia-a. uma acareação, ela pode confundir a pessoa interrogada.
d) Imediatamente lhe deram uma caneta-tinteiro verme- Correio Braziliense, 26/7/2013 (com adaptações).
lha.
e) Enquanto se rezavam Ave-Marias, a ferida era circun- O trecho “a memória não pode ser considerada um papel
dada. carbono” poderia ser corretamente reescrita da seguinte
forma: não pode-se considerá-la papel carbono.
29. (BANESTES – TÉCNICO BANCÁRIO – FGV-2018) A
frase em que se deveria usar a forma EU em lugar de ( ) CERTO ( ) ERRADO
MIM é:
32. (PC-MS – DELEGADO DE POLÍCIA – FAPEMS-2017)
a) Um desejo de minha avó fez de mim um artista; De acordo com os padrões da língua portuguesa, assina-
b) Há muitas diferenças entre mim e a minha futura mu- le a alternativa correta.
lher;
c) Para mim, ver filmes antigos é a maior diversão; a) A frase: “Ela lhe ama” está correta visto que “amar”
d) Entre mim viajar ou descansar, prefiro o descanso; se classifica como verbo transitivo direto, pois quem
e) Separamo-nos, mas sempre de mim se lembra. ama, ama alguém.
b) Em: “Sou te fiel”, o pronome oblíquo átono desem-
30. (CÂMARA DE SALVADOR-BA – ASSISTENTE LE- penha função sintática de complemento nominal por
GISLATIVO MUNICIPAL – FGV-2018-ADAPTADA) O complementar o sentido de adjetivos, advérbios ou
segmento em que a substituição do termo sublinhado substantivos abstratos, além de constituir emprego de
por um pronome pessoal foi feita de forma adequada é: ênclise.
c) No exemplo: “Demos a ele todas as oportunidades”, o
a) “deixou de ser uma ferramenta de sobrevivência” / dei- termo em destaque pode ser substituído por “Demo
xou de ser-lhe; lhes” todas as oportunidades”, tendo em vista o em-
b) “podemos definir violência” / podemos defini-la; prego do pronome oblíquo como complemento do
c) “Hoje, esse termo denota, além de agressão física, di- verbo.
versos tipos de imposição” / denota-los; d) Em: “Não me ..incomodo com esse tipo de barulho”,
d) “Consideremos o surgimento das desigualdades” / te.mos.um clássico emprego de mesóclise.
consideremos-lo; e) Na frase: “Alunos, aquietem-se! “, o termo destacado
e) “ao nos referirmos à violência” / ao nos referirmo-la. exemplifica o uso de próclise.

31. (MPU – Conhecimentos Básicos para os Cargos de 33. (PC-SP - INVESTIGADOR DE POLÍCIA – VU-
11 a 26 – CESPE-2013) NESP-2014)
Recordar algo nunca ocorrido é comum e pode aconte-
cer com pessoas de qualquer idade. Muitos indivíduos Compras de Natal
sequer percebem que determinadas lembranças foram
LÍNGUA PORTUGUESA

criadas, pois as cenas e até os sons evocados pelo cé- A cidade deseja ser diferente, escapar às suas fatalidades.
rebro surgem com a mesma nitidez e o mesmo grau de __________ de brilhos e cores; sinos que não tocam, balões
detalhamento das memórias reais. que não sobem, anjos e santos que não __________ , estre-
De acordo com alguns neurocientistas, quando a pessoa las que jamais estiveram no céu.
se recorda de uma sequência de eventos, o cérebro re- As lojas querem ser diferentes, fugir à realidade do ano
constrói o passado juntando os “tijolos” de dados, mas inteiro: enfeitam-se com fitas e flores, neve de algodão
somente o ato de acessar as lembranças já modifica e de vidro, fios de ouro e prata, cetins, luzes, todas as coi-
distorce a realidade. sas que possam representar beleza e excelência.

76
Tudo isso para celebrar um Meninozinho envolto em po- 37. (TRE-PR – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMI-
bres panos, deitado numas palhas, há cerca de dois mil NISTRATIVA – FCC-2017) A substituição do elemento
anos, num abrigo de animais, em Belém. sublinhado pelo pronome correspondente, com os ne-
(Cecília Meireles, Quatro Vozes. Adaptado) cessários ajustes no segmento, foi realizada de acordo
com a norma padrão em:
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e a) quem considera o amor abstrato = quem lhe consi-
respectivamente, com: dera abstrato
b) consideram o amor algo ingênuo e pueril = conside-
a) Se enche … movem-se ram-lhe algo ingênuo e pueril
b) Se enchem … se movem c) parece que inviabiliza o amor = parece que inviabili-
c) Enchem-se … se move za-lhe
d) Enche-se … move-se d) o ressentimento é cego ao amor = o ressentimento
e) Enche-se … se movem lhe é cego
e) o amor não vê a hipocrisia = o amor não lhe vê
34. (PC-SP - AGENTE DE POLÍCIA – VUNESP-2013)
Assinale a alternativa correta quanto à colocação pro- 38. (CÂMARA DE SALVADOR-BA – ASSISTENTE LE-
nominal, de acordo com a norma-padrão da língua por- GISLATIVO MUNICIPAL – FGV-2018)
tuguesa.
Texto 1 – Guerra civil
a) O passageiro ao lado jamais imaginou-se na situação Renato Casagrande, O Globo, 23/11/2017
de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida.
b) O homem se indignou quando propuseram-lhe que O 11.º Relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pú-
blica, mostrando o crescimento das mortes violentas no
abrisse a bolsa que encontrara.
Brasil em 2016, mais uma vez assustou a todos. Foram
c) Nos sentimos impotentes quando não conseguimos
61.619 pessoas que perderam a vida devido à violência.
restituir um objeto à pessoa que o perdeu.
Outro dado relevante é o crescimento da violência em
d) Para que se evite perder objetos, recomenda-se que
alguns estados do Sul e do Sudeste.
eles sejam sempre trazidos junto ao corpo.
Na verdade, todos os anos a imprensa nacional destaca
e) Em tratando-se de objetos encontrados, há uma ten-
os inaceitáveis números da violência no país. Todos se
dência natural das pessoas em devolvê-los a seus do-
assustam, o tempo passa, e pouca ação ocorre de fato.
nos.
Tem sido assim com o governo federal e boa parte das
demais unidades da Federação. Agora, com a crise, o ar-
35. (CONCURSO INTERNO DE SELEÇÃO PARA O CUR- gumento é a incapacidade de investimento, mas, mesmo
SO DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS - PM/2014) A em períodos de economia mais forte, pouco se viu da im-
frase – Sem nada ver, o amigo remordia-se no seu canto. plementação de programas estruturantes com o objetivo
– está corretamente reescrita quanto à flexão verbal, à de enfrentar o crime. Contratação de policiais, aquisição
pontuação e à colocação pronominal em: de equipamentos, viaturas e novas tecnologias são me-
a) Se remordia, o amigo, no seu canto, sem que nada didas essenciais, mas é preciso ir muito além. Definir me-
visse. tas e alcançá-las, utilizando um bom método de traba-
b) O amigo, sem que nada vesse, se remordia no seu lho, deve ser parte de um programa bem articulado, que
canto. permita o acompanhamento das ações e que incentive o
c) Remordia-se, no seu canto, o amigo, sem que nada trabalho integrado entre as forças policiais do estado, da
visse. União e das guardas municipais.
d) Se remordia no seu canto o amigo, sem que nada
vesse. O segmento do texto 1 em que a conjunção E tem valor
adversativo (oposição) e NÃO aditivo (adição) é:
36. (PM-SP - SOLDADO DE 2.ª CLASSE – VU-
NESP-2017- ADAPTADA) Assinale a alternativa em que a) “...crescimento da violência em alguns estados do Sul
o trecho está reescrito conforme a norma-padrão da lín- e do Sudeste”;
gua portuguesa, com a expressão destacada substituída b) “Todos se assustam, o tempo passa, e pouca ação de-
pelo pronome correspondente. corre de fato”;
c) “Tem sido assim com o governo federal e boa parte
a) ... o prazer de contar aquelas histórias... → ... o prazer das demais unidades da Federação”;
LÍNGUA PORTUGUESA

de contar-nas... d) “...viaturas e novas tecnologias”;


b) ... meio século sem escrever livros. → ... meio século e) “Definir metas e alcançá-las...”.
sem escrevê-los.
c) ... puxo a mesinha... → ... puxo-lhe... 39. (ALERJ-RJ – ESPECIALISTA LEGISLATIVO – AR-
d) ... livro que reúne entrevistas e textos de Ernest He- QUITETURA – FGV-2017) “... implica poder decifrar as
mingway... → ... livro que reúne-as... referências cristãs...”; a forma reduzida sublinhada fica
e) O médico que atendia pacientes... → O médico que convenientemente substituída por uma oração em forma
lhe atendia... desenvolvida na seguinte opção:

77
a) a possibilidade de decifrar as referências cristãs; Instituída por Getúlio Vargas para outro Brasil — ainda
b) a possibilidade de decifração das referências cristãs; agrário, com indústria e serviços incipientes —, a CLT tem
c) que se pudessem decifrar as referências cristãs; sido defendida por sindicatos em nome da “preservação
d) que possamos decifrar as referências cristãs; dos direitos do trabalhador”.
e) a possibilidade de que decifrássemos as referências Na vida real, longe das ideologias, a CLT, em função dos
cristãs. custos que impõe ao empregador, é, na verdade, eficien-
te instrumento de precarização do próprio trabalhador.
40. (COMPESA-PE – ANALISTA DE GESTÃO – ADMI- O Globo, Editorial, 22/8/2013 (com adaptações).
NISTRADOR – FGV-2018) “... mas já conhecem a brutal
realidade dos desaventurados cuja sina é cruzar fronteiras A conjunção “se” tem valor condicional na oração em que
para sobreviver.” A forma reduzida de “para sobreviver” está inserida.
pode ser nominalizada de forma conveniente na seguinte
alternativa: ( ) CERTO ( ) ERRADO

a) para que sobrevivam. 43. (PC-RS – DELEGADO DE POLÍCIA – FUNDA-


b) a fim de que sobrevivessem. TEC-2018 - ADAPTADA) Observe a frase: “com o gover-
c) para sua sobrevida. no criando leis e começando a punir quem agride o meio
d) no intuito de sobreviverem. ambiente” e avalie as afirmações seguintes:
e) para sua sobrevivência.
I. O sujeito das formas verbais criando e começando é
o mesmo.
41. (MPU – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA O CAR- II. O sujeito de punir é inexistente.
GO 33 – TÉCNICO ÁREA ADMINISTRATIVA - NÍVEL III. O sujeito de agride é representado pelo pronome in-
MÉDIO – CESPE-2013) definido, portanto, classifica-se como indeterminado.
O Ministério Público é fruto do desenvolvimento do es-
tado brasileiro e da democracia. A sua história é marcada Quais estão corretas?
por processos que culminaram na sua formalização insti-
tucional e na ampliação de sua área de atuação. a) Apenas I.
No período colonial, o Brasil foi orientado pelo direito b) Apenas II.
lusitano. Não havia o Ministério Público como instituição. c) Apenas III.
Mas as Ordenações Manuelinas de 1521 e as Ordena- d) Apenas I e II.
ções Filipinas de 1603 já faziam menção aos promotores e) Apenas II e III.
de justiça, atribuindo a eles o papel de fiscalizar a lei e
de promover a acusação criminal. Existiam os cargos de 44. (PROCESSO SELETIVO INTERNO DA SECRETARIA
procurador dos feitos da Coroa (defensor da Coroa) e de DE DEFESA SOCIAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO-PE
procurador da Fazenda (defensor do fisco). – SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR - FM-2010) A frase:
A Constituição de 1988 faz referência expressa ao Minis- “Começa vacinação contra gripe A.”, só não está correta-
tério Público no capítulo Das Funções Essenciais à Justiça. mente analisada em:
Define as funções institucionais, as garantias e as veda-
ções de seus membros. Isso deu evidência à instituição, a) O sujeito é classificado como simples
tornando-a uma espécie de ouvidoria da sociedade bra- b) O núcleo do sujeito é vacinação.
sileira. c) O verbo é classificado como intransitivo.
Internet: <www.mpu.mp.br> (com adaptações). d) Vacinação é um substantivo abstrato.
e) O objeto direto é vacinação contra gripe A.
No período “A sua história é marcada por processos que
culminaram”, o termo “que” introduz oração de natureza 45. (TRF-4.ª REGIÃO – TÉCNICO ADMINISTRATIVO –
restritiva. ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC-2014)

( ) CERTO ( ) ERRADO No campo da técnica e da ciência, nossa época produz


milagres todos os dias. Mas o progresso moderno tem
42. (MPU – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA O CAR- amiúde um custo destrutivo, por exemplo, em danos irre-
GO 33 – TÉCNICO ÁREA ADMINISTRATIVA - NÍVEL paráveis à natureza, e nem sempre contribui para reduzir
MÉDIO – CESPE-2013) a pobreza.
LÍNGUA PORTUGUESA

Uma legislação que tenha hoje 70 anos de vigência en- A pós-modernidade destruiu o mito de que as humani-
trou em vigor muito antes do lançamento do primeiro dades humanizam. Não é indubitável aquilo em que acre-
computador pessoal e do início da histórica revolução ditam tantos filósofos otimistas, ou seja, que uma educa-
imposta pela tecnologia digital. Isso não seria proble- ção liberal, ao alcance de todos, garantiria um futuro de
ma se esse não fosse o caso da Consolidação das Leis liberdade e igualdade de oportunidades nas democracias
do Trabalho (CLT), destinada a regular um dos universos modernas. George Steiner, por exemplo, afirma que “bi-
mais impactados por esta revolução, o das relações tra- bliotecas, museus, universidades, centros de investigação
balhistas. por meio dos quais se transmitem as humanidades e as

78
ciências podem prosperar nas proximidades dos campos veram-se de tal forma a adequarem-se às necessidades
de concentração”. “O que o elevado humanismo fez de e vontades humanas. Contudo, o homem não mediu as
bom para as massas oprimidas da comunidade? Que uti- possíveis consequências que tal desenvolvimento pudes-
lidade teve a cultura quando chegou a barbárie?” se causar de modo a provocar o desequilíbrio ao meio
Numerosos trabalhos procuraram definir as característi- ambiente e a própria ameaça à vida humana.
cas da cultura no contexto da globalização e da extraordi- Desse modo, a preocupação com o meio ambiente é
nária revolução tecnológica. Um deles é o de Gilles Lipo- questionada, sendo centro de tomada de decisões, dian-
vetski e Jean Serroy, A cultura-mundo. Nele, defende-se te da grave problemática que ameaça romper com o equi-
a ideia de uma cultura global − a cultura-mundo − que líbrio ecológico do Planeta. E não apenas nos tradicionais
vem criando, pela primeira vez na história, denominado- meios de comunicação, tais como jornais impressos, rádio,
res culturais dos quais participam indivíduos dos cinco televisão, revistas, dentre outros, como também nos espa-
continentes, aproximando-os e igualando-os apesar das ços virtuais de interatividade, por meio das novas mídias,
diferentes tradições e línguas que lhes são próprias. as quais representam novos meios de comunicação, tem-
Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio da ima- -se o debate sobre a problemática ambiental.
gem e do som sobre a palavra, ou seja, com a tela. A in- O capitalismo foi reestruturado e a partir das transforma-
dústria cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, ções científicas e tecnológicas deu-se origem a um novo
“globaliza” os filmes, levando-os a todos os países, a to- estabelecimento social, em que por meio de redes e da
das as camadas sociais. Esse processo se acelerou com a cultura da virtualidade, configura-se a chamada socieda-
criação das redes sociais e a universalização da internet. de informacional, na qual a comunicação e a informação
Tal cultura planetária teria, ainda, desenvolvido um indivi- constituem-se ferramentas essenciais da Era Digital.
dualismo extremo em todo o globo. Contudo, a publici- As novas mídias, por meio da utilização da Internet, estão
dade e as modas que lançam e impõem os produtos cul- sendo consideradas como novos instrumentos de prote-
turais em nossos tempos são um obstáculo a indivíduos ção do meio ambiente, na medida em que proporcionam
independentes. a expansão da informação ambiental, de práticas susten-
O que não está claro é se essa cultura-mundo é cultura táveis, de reivindicações e ensejo de decisões em prol do
em sentido estrito, ou se nos referimos a coisas comple- meio ambiente.
tamente diferentes quando falamos, por um lado, de uma No ciberespaço, devido à conectividade em tempo real, é
ópera de Wagner e, por outro, dos filmes de Hitchcock e possível promover debates de inúmeras questões como a
de John Ford. construção da hidrelétrica de Belo Monte, o Novo Código
A meu ver, a diferença essencial entre a cultura do passa- Florestal, Barra Grande, dentre outras, as quais ensejam por
do e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela tomada de decisões políticas, jurídicas e sociais. [...]
pretendiam transcender o tempo presente, continuar vi- Vislumbra-se que a Internet é um meio que aproxima pes-
vos nas gerações futuras, ao passo que os produtos deste soas e distâncias, sendo utilizada por um número ilimitado
são fabricados para serem consumidos no momento e de pessoas, a custo razoável e em tempo real. De fato, a
desaparecer. Cultura é diversão, e o que não é divertido Internet proporciona benefícios, pois, além de promover a
não é cultura. circulação de informações, a curto espaço de tempo, mui-
(Adaptado de: VARGAS LLOSA, M. A civilização do espetáculo. Rio de tos debates virtuais produzem manifestações sociais. Assim
Janeiro, Objetiva, 2013, formato ebook) sendo, tem-se a democratização das informações através
dos espaços virtuais, como blogs, websites, redes sociais, jor-
Possuem os mesmos tipos de complemento os verbos nais virtuais, sites especializados, sites oficiais, dentre outros,
grifados em: de modo a expandir conhecimentos, promover discussões e,
por vezes, influenciando nas tomadas de decisões dos go-
a) ... nossa época produz milagres todos os dias. // ... o vernantes e na proliferação de movimentos sociais. Desse
mito de que as humanidades humanizam. modo, os cidadãos acabam participando e exercendo a ci-
b) Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio... // dadania de forma democrática no ciberespaço. [...]
Um deles é o de Gilles Lipovetski... Faz-se necessária a execução de ações concretas em prol
c) A pós-modernidade destruiu o mito de que... // ... nos- do meio ambiente, com adaptação e intermédio do novo
sa época produz milagres todos os dias. padrão de democracia participativa fomentado pelas novas
d) Essa cultura de massas nasce com o predomínio... // ... mídias, a fim de enfrentar a gestão dos riscos ambientais,
e nem sempre contribui para... dentre outras questões socioambientais. Ainda, são ne-
e) ... as ciências podem prosperar nas proximidades... // A cessárias discussões aprofundadas sobre a complexidade
pós-modernidade destruiu o mito de que... ambiental, agregando a interdisciplinaridade para escolhas
sustentáveis e na difusão do conhecimento. E, embora haja
46. (TRF-2.ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA inúmeros desafios a percorrer com a utilização das tecno-
ADMINISTRATIVA – CONSULPLAN-2017) logias de comunicação e informação (novas TIC’s), enten-
LÍNGUA PORTUGUESA

de-se que a atuação das novas mídias é de suma impor-


Internet e as novas mídias: contribuições para a proteção tância, pois possibilita a expansão da informação, a práxis
do meio ambiente no ciberespaço ambiental, o debate e as aspirações dos cidadãos, contri-
buindo, dessa forma, para a proteção do meio ambiente.
A sociedade passou por profundas transformações em (SILVA NUNES, Denise. Internet e as novas mídias: contribuições para
que a realidade socioeconômica modificou-se com ra- a proteção do meio ambiente no ciberespaço. In: Âmbito Jurídico, Rio
pidez junto ao desenvolvimento incessante das econo- Grande, XVI, n. 115, ago. 2013. Disponível em: http://ambito - juridico.
com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=13051&revis-
mias de massas. Os mecanismos de produção desenvol- ta_caderno=17. Acesso em: jan. 2017. Adaptado.)

79
Analise os trechos a seguir. a) A conexão é feita por meio de uma plataforma especí-
fica, e os conteúdos, podem ser acessados pelos dis-
I. “[...] adequarem-se às necessidades e vontades huma- positivos móveis dos passageiros.
nas.” (1º§) b) O mercado brasileiro de automóveis, ainda é muito
II. “Contudo, o homem não mediu as possíveis consequên- grande, porém não é capaz de absorver uma presença
cias [...]” (1º§) maior de produtos vindos do exterior.
III. “Desse modo, a preocupação com o meio ambiente é c) Depois de chegarem às telas dos computadores e ce-
questionada, [...]” (2º§) lulares, as notícias estarão disponíveis em voos inter-
IV. “[...] por meio das novas mídias, as quais representam nacionais.
novos meios de comunicação, [...]” (2º§) d) Os últimos dados mostram que, muitas economias
apresentam crescimento e inflação baixa, fazendo com
Os verbos que, no contexto, exigem o mesmo tipo de que os juros cresçam pouco.
complemento verbal, foram empregados em apenas e) Pode ser que haja uma grande procura de carros im-
portados, mas as montadoras vão fazer os cálculos e
a) I e II. ver, se a importação vale a pena.
b) I, III e IV.
c) II e IV. 50. (MPU – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE-2010)
d) II, III e IV. Para a maioria das pessoas, os assaltantes, assassinos e
47. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL traficantes que possam ser encontrados em uma rua es-
I – CESGRANRIO-2018) O sinal de dois-pontos (:) está cura da cidade são o cerne do problema criminal. Mas os
empregado de acordo com a norma-padrão da língua danos que tais criminosos causam são minúsculos quan-
portuguesa em: do comparados com os de criminosos respeitáveis, que
vestem colarinho branco e trabalham para as organiza-
a) A diferença entre notícias falsas e verdadeiras é maior ções mais poderosas. Estima-se que as perdas provoca-
no campo da política: é menor nas publicações rela- das por violações das leis antitrust — apenas um item de
cionadas às catástrofes naturais. uma longa lista dos principais crimes do colarinho bran-
b) A explicação para a difusão de notícias falsas é que co — sejam maiores que todas as perdas causadas pelos
os usuários compartilham informações com as quais crimes notificados à polícia em mais de uma década, e
concordam: pois não verificam as fontes antes. as relativas a danos e mortes provocadas por esse crime
c) As informações enganosas são mais difundidas do que apresentam índices ainda maiores. A ocultação, pela in-
as verdadeiras: de acordo com estudo recente feito dústria do asbesto (amianto), dos perigos representados
por um instituto de pesquisa. por seus produtos provavelmente custou tantas vidas
d) As notícias falsas podem ser desmascaradas com o quanto as destruídas por todos os assassinatos ocorridos
uso do bom senso: mas esperar isso de todo mundo é nos Estados Unidos da América durante uma década in-
quase impossível. teira; e outros produtos perigosos, como o cigarro, tam-
e) As revistas especializadas dão alguns conselhos: não bém provocam, a cada ano, mais mortes do que essas.
entre em sites desconhecidos e não compartilhe notí- James William Coleman. A elite do crime. 5.ª ed., São Paulo: Manole,
cias sem fonte confiável.
2005, p. 1 (com adaptações).

48. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL


Não haveria prejuízo para o sentido original do texto
I – CESGRANRIO-2018) A vírgula está empregada cor-
nem para a correção gramatical caso a expressão “a cada
retamente em:
ano” fosse deslocada, com as vírgulas que a isolam, para
imediatamente depois de “e”.
a) A divulgação de histórias falsas pode ter consequên-
cias reais desastrosas: prejuízos, financeiros e cons-
( ) CERTO ( ) ERRADO
trangimentos às empresas.
b) As novas tecnologias, criaram um abismo ao separar
quem está conectado de quem não faz parte do mun- 51. (PC-SP - AUXILIAR DE NECROPSIA – VU-
do digital. NESP-2014) Assinale a alternativa cuja frase está correta
c) As pessoas tendem a aceitar apenas as declarações que quanto à pontuação.
confirmam aquilo que corresponde, às suas crenças.
d) Os jornalistas devem verificar as fontes citadas, cruzar a) O médico, solidário e comovido, apertou minha mão e
dados e checar se as informações refletem a realidade. entendeu o pedido de minha mãe.
e) Os consumidores de notícias não agem como cientis- b) A diferença entre parada cardíaca e morte, não é ensi-
nada, aos médicos nas faculdades.
LÍNGUA PORTUGUESA

tas porque não estão preocupados em conferir, pon-


tos de vista alternativos. c) Prof. Alvariz, chefe da clínica sabia qual a diferença en-
tre, parada cardíaca e morte.
49. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – CES- d) O aborto de fetos anencéfalos motivo de muita revol-
GRANRIO-2018) A vírgula foi plenamente empregada ta, foi bastante contestado.
de acordo com as exigências da norma-padrão da língua e) Iniciei assim que o velhinho teve uma parada cardíaca,
portuguesa em: os processos de reanimação.

80
52. (TRF-4.ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA a) Separar o aposto.
ADMINISTRATIVA – FCC-2014) Quanto à pontuação, a b) Delimitar o sujeito.
frase inteiramente correta é: c) Delimitar uma nova oração.
d) Separar o vocativo.
a) Para Edward Said, a linguagem, é o terreno de onde e) Marcar uma pausa forte.
partem os humanistas uma vez que, é nela, que se
estabelecem não apenas as relações de sentido, mas 56. (MPU – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA O CAR-
também o desafio de o leitor divisar e compartilhar, as GO 33 – NÍVEL MÉDIO – CESPE-2013)
escolhas produzidas pelo escritor. O Ministério Público é fruto do desenvolvimento do es-
b) Para Edward Said, a linguagem é o terreno de onde tado brasileiro e da democracia. A sua história é marcada
partem os humanistas uma vez que é nela, que se por processos que culminaram na sua formalização insti-
estabelecem não apenas as relações de sentido, mas tucional e na ampliação de sua área de atuação.
também o desafio, de o leitor divisar e compartilhar, as No período colonial, o Brasil foi orientado pelo direito
escolhas produzidas pelo escritor. lusitano. Não havia o Ministério Público como instituição.
c) Para Edward Said, a linguagem, é o terreno de onde Mas as Ordenações Manuelinas de 1521 e as Ordena-
partem os humanistas, uma vez que é nela que se es- ções Filipinas de 1603 já faziam menção aos promotores
tabelecem, não apenas as relações de sentido, mas de justiça, atribuindo a eles o papel de fiscalizar a lei e
também o desafio de o leitor divisar e compartilhar as de promover a acusação criminal. Existiam os cargos de
escolhas produzidas pelo escritor. procurador dos feitos da Coroa (defensor da Coroa) e de
d) Para Edward Said a linguagem é o terreno, de onde procurador da Fazenda (defensor do fisco).
partem os humanistas, uma vez que é nela que se A Constituição de 1988 faz referência expressa ao Minis-
estabelecem não apenas as relações de sentido mas, tério Público no capítulo Das Funções Essenciais à Justiça.
também, o desafio de o leitor divisar, e compartilhar as Define as funções institucionais, as garantias e as veda-
escolhas produzidas pelo escritor. ções de seus membros. Isso deu evidência à instituição,
e) Para Edward Said, a linguagem é o terreno de onde
tornando-a uma espécie de ouvidoria da sociedade bra-
partem os humanistas, uma vez que é nela que se
sileira.
estabelecem não apenas as relações de sentido, mas
Internet: <www.mpu.mp.br> (com adaptações).
também o desafio de o leitor divisar e compartilhar as
escolhas produzidas pelo escritor.
Em “No período colonial, o Brasil foi orientado”, a vírgula
após “colonial” é utilizada para isolar aposto.
53. (TRF-3.ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA
ADMINISTRATIVA – FCC-2016-ADAPTADA) Sem que
se altere o sentido da frase, todas as vírgulas podem ser ( ) CERTO ( ) ERRADO
substituídas por travessão, EXCETO em:
57. (CAMAR - CURSO DE ADAPTAÇÃO DE MÉDICOS
a) Não se trata de defender a tradição, família ou pro- DA AERONÁUTICA PARA O ANO DE 2016) “Os astrô-
priedade... nomos eram formidáveis. Eu, pobre de mim, não desven-
b) Fiquei um pouco desconcertado pela atitude do meu daria os segredos do céu. Preso à terra, sensibilizar-me-ia
amigo, um homem... com histórias tristes [...]”. Nas alternativas a seguir, os vo-
c) Mas, como eu ia dizendo, estava voltando da Europa... cábulos acentuados do trecho anterior foram colocados
d) ... como precipitada, entre nós, de que estaria morto... em pares com palavras também acentuadas graficamen-
e) Mas a música brasileira, ao contrário de outras artes, te. Dentre os pares formados, indique o que apresenta
já traz... igual justificativa para tal evento.

54. (TRF-1.ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – INFOR- a) céu / avô


MÁTICA – FCC-2014-ADAPTADA) b) astrônomos / álibi
... a resposta a um problema que sempre atormentou ad- c) histórias / balaústre
ministradores: o recrutamento e a retenção de talentos. d) formidáveis / ínterim
O segmento introduzido pelos dois-pontos apresenta
sentido 58. (MINISTÉRIO DA DEFESA COMANDO DA AERO-
NÁUTICA ESCOLA DE ESPECIALISTAS DE AERONÁU-
a) restritivo. TICA EXAME DE ADMISSÃO AO CFS-B 1-2/2014) Rela-
b) explicativo. cione as colunas quanto às regras de acentuação gráfica,
c) conclusivo. sabendo que haverá repetição de números. Em seguida,
d) comparativo. assinale a alternativa com a sequência correta.
LÍNGUA PORTUGUESA

e) alternativo.
(1) Põe-se acento agudo no i e no u tônicos que formam
55. (PROCESSO SELETIVO INTERNO DA SECRETARIA hiato com a vogal anterior.
DE DEFESA SOCIAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO- (2) Acentua-se paroxítona terminada em i ou u seguidos
-PE - SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR - FM-2010 - ou não de s.
ADAPTADA) “– Mas não é minha cabeça que eles querem (3) Todas as proparoxítonas devem ser acentuadas.
degolar a cada jogo, François.” O uso da vírgula destacada (4) Oxítona terminada em e ou o, seguidos ou não de s,
neste trecho tem a função de: é acentuada.

81
( ) íris 63. (PC-RS – ESCRIVÃO E INSPETOR DE POLÍCIA –
( ) saída FUNDATEC-2018 - ADAPTADA) Relacione a Coluna 1
( ) compraríamos e a Coluna 2, associando os vocábulos às respectivas re-
( ) vendê-lo gras de acentuação gráfica.
( ) bônus
( ) viúvo Coluna 1
( ) bisavôs 1. Monossílabo tônico terminado em -o, -e, -a, seguidos
ou não de s.
a) 2 – 1 – 3 – 4 – 2 – 1 – 4 2. Proparoxítona.
b) 1 – 2 – 3 – 4 – 1 – 1 – 4 3. Oxítona terminada em -o, -e, -a, -em, seguidos ou não
c) 4 – 1 – 1 – 2 – 2 – 3 – 2 de s.
d) 2 – 2 – 3 – 4 – 2 – 1 – 3 4. Regra do hiato.
59. (TRANSPETRO – TÉCNICO AMBIENTAL JÚNIOR –
CESGRANRIO-2018) Em conformidade com o Acordo Coluna 2
Ortográfico da Língua Portuguesa vigente, atendem às ( ) Atrás.
regras de acentuação todas as palavras em: ( ) Último.
( ) Irá.
a) andróide, odisseia, residência ( ) Três.
b) arguição, refém, mausoléu ( ) Também.
c) desbloqueio, pêlo, escarcéu ( ) Está.
d) feiúra, enjoo, maniqueísmo ( ) Conteúdo.
e) sutil, assembléia, arremesso
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de
60. (ALERJ-RJ – ESPECIALISTA LEGISLATIVO – ARQUI- cima para baixo, é:
TETURA – FGV-2017-ADAPTADA) Entre as palavras
abaixo, retiradas dos textos 1 e 2, aquela que só existe a) 1 – 2 – 3 – 4 – 1 – 2 – 2.
com acento gráfico é: b) 3 – 1 – 2 – 3 – 4 – 3 – 2.
c) 1 – 2 – 2 – 1 – 1 – 4 – 1.
a) história; d) 3 – 3 – 1 – 1 – 4 – 3 – 4.
b) evidência; e) 3 – 2 – 3 – 1 – 3 – 3 – 4.
c) até;
64. (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR-PI – CURSO DE
d) país;
OFICIAIS – ENGENHEIRO CIVIL – NUCEPE-2014-A-
e) humanitárias.
DAPTADA) No trecho: “material altamente inflamável e
tóxico”, as palavras destacadas recebem acento gráfico.
61. (MPU – TÉCNICO – SEGURANÇA INSTITUCIONAL
Também devem receber esse acento as palavras:
E TRANSPORTE – CESPE-2015) A palavra “cível” recebe
acento gráfico em decorrência da mesma regra que de-
a) tórax e rúbrica.
termina o emprego de acento em amável e útil.
b) revólver e púdico.
c) alí e cadáver.
( ) CERTO ( ) ERRADO d) cajú e cálice.
e) bíceps e fétido.
62. (PC-RS – DELEGADO DE POLÍCIA – FUNDA-
TEC-2018 - ADAPTADA) Sobre acentuação gráfica de 65. (TJ-MG – OFICIAL JUDICIÁRIO – COMISSÁRIO DA
palavras, afirma-se que: INFÂNCIA E DA JUVENTUDE – CONSULPLAN-2017) A
sequência de vocábulos: “Islâmico, vitória, até, público”
I. sustentável, climáticas e reciclá-los são acentuados pode ser empregada para demonstrar exemplos de três
em virtude da mesma regra. regras de acentuação gráfica diferentes. Indique a seguir
II. A regra que determina o acento gráfico em país e con- o grupo de palavras que apresenta palavras cuja acen-
tribuído é diferente da que justifica o acento gráfico em tuação tenha as mesmas justificativas das palavras do
resíduos e início. grupo anteriormente apresentado (considere a mesma
III. O vocábulo viés é acentuado por ser um monossílabo ordem da sequência apresentada).
tônico terminado em e – acrescido de s.
a) atípica, aparência, é, vítimas
LÍNGUA PORTUGUESA

Quais estão corretas? b) típico, província, será, Nínive


c) famílias, público, diários, várias
a) Apenas I. d) violência, próprios, já, violência
b) Apenas II.
c) Apenas III. 66. (TJ-AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FGV-2018-ADAP-
d) Apenas I e II. TADA) Duas palavras que obedecem à mesma regra de
e) Apenas II e III. acentuação gráfica são:

82
a) indébita / também; 70. (BADESC – TÉCNICO DE FOMENTO A – FGV-2010)
b) história / veículo; De acordo com as regras gramaticais, no trecho “a exor-
c) crônicas / atribuídos; bitante carga tributária a que estão submetidas as empre-
d) coíba / já; sas”, não se deve empregar acento indicativo de crase,
e) calúnia / plágio. devendo ocorrer o mesmo na frase:

67. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – a) Entregue o currículo as assistentes do diretor.


VUNESP/2013) Assinale a alternativa com as palavras b) Recorra a esta empresa sempre que precisar.
acentuadas segundo as regras de acentuação, respecti- c) Avise aquela colega que chegou sua correspondência.
vamente, de intercâmbio e antropológico. d) Refira-se positivamente a proposta filosófica da com-
panhia.
a) Distúrbio e acórdão. e) Transmita confiança aqueles que observam seu de-
b) Máquina e jiló. sempenho.
c) Alvará e Vândalo.
d) Consciência e características. 71. (BANCO DA AMAZÔNIA – TÉCNICO BANCÁRIO –
e) Órgão e órfãs. CESGRANRIO-2018) De acordo com a norma-padrão da
língua portuguesa, o sinal grave indicativo da crase deve
68. (FUNDASUS-MG – ANALISTA EM SERVIÇO PÚBLI- ser empregado na palavra destacada em:
CO DE SAÚDE - ANALISTA DE SISTEMA – AOCP-2015)
Observe o excerto: “Entre os fatores ligados à relação do a) A intenção da entrevista com o diretor estava relacio-
aluno com a instituição e com os colegas, gostar de ir à nada a programação que a empresa pretende desen-
escola (...)” e assinale a alternativa correta com relação volver.
ao emprego do acento utilizado nos termos destacados. b) As ações destinadas a atrair um número maior de
clientes são importantes para garantir a saúde finan-
a) Trata-se do acento grave, empregado para indicar a ceira das instituições.
supressão do advérbio “a” com o pronome feminino c) As instituições financeiras deveriam oferecer condições
“a” que acompanha os substantivos “relação” e “es- mais favoráveis de empréstimo a quem está fora do
cola”. mercado formal de trabalho.
b) Trata-se do acento agudo, empregado para indicar a d) As pessoas interessadas em ampliar suas reservas fi-
nasalidade da vogal “a” que acompanha os substanti- nanceiras consideram que vale a pena investir na nova
vos “relação” e “escola”. moeda virtual.
c) Trata-se do acento circunflexo, empregado para assi- e) Os participantes do seminário sobre mercado financei-
nalar a vogal aberta “a” que acompanha os substanti- ro foram convidados a comparar as importações e as
vos “relação” e “escola”. exportações em 2017.
d) Trata-se do acento agudo, empregado para indicar a
supressão da preposição “a” com o artigo feminino 72. (LIQUIGÁS – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO –
“a” que acompanha os substantivos “relação” e “es- CESGRANRIO-2018) O emprego do acento indicativo
cola”. de crase está de acordo com a norma-padrão em:
e) Trata-se do acento grave, empregado para indicar a
junção da preposição “a” com o artigo feminino “a” a) O escritor de novelas não escolhe seus personagens
que acompanha os substantivos “relação” e “escola”. à esmo.
b) A audiência de uma novela se constrói no dia à dia.
69. (BADESC – ANALISTA DE SISTEMA – BANCO DE c) Uma boa história pode ser escrita imediatamente ou
DADOS – FGV-2010) Na frase “é ingênuo creditar a à prazo.
postura brasileira apenas à ausência de educação ade- d) Devido à interferências do público, pode haver mu-
quada” foi corretamente empregado o acento indicativo danças na trama.
de crase. e) O novelista ficou aliviado quando entregou a sinopse
Assinale a alternativa em que o acento indicativo de cra- à emissora.
se está corretamente empregado.
73. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – CES-
a) O memorando refere-se à documentos enviados na GRANRIO-2018) De acordo com a norma- -padrão
semana passada. da língua portuguesa, o acento grave indicativo da crase
b) Dirijo-me à Vossa Senhoria para solicitar uma audiên- deve ser empregado na palavra destacada em:
LÍNGUA PORTUGUESA

cia urgente.
c) Prefiro montar uma equipe de novatos à trabalhar a) Os novos lançamentos de smartphones apresentam,
com pessoas já desestimuladas. em geral, pequena variação de funções quando com-
d) O antropólogo falará apenas àquele aluno cujo nome parados a versões anteriores.
consta na lista. b) Estudantes do ensino médio fizeram uma pesquisa
e) Quanto à meus funcionários, afirmo que têm horário junto a crianças do ensino fundamental para ver como
flexível e são responsáveis. elas se comportam no ambiente virtual.

83
c) O acesso dos jovens a redes sociais tem causado enor- 77. (TRF-4.ª REGIÃO – TÉCNICO ADMINISTRATIVO
mes prejuízos ao seu desempenho escolar, conforme – ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC-2014-ADAPTADA)
o depoimento de professores. Substituindo-se o elemento grifado pelo que se encon-
d) Os consumidores compulsivos sujeitam-se a ficar ho- tra entre parênteses, o sinal indicativo de crase deverá
ras na fila para serem os primeiros que comprarão os ser acrescentado em:
novos lançamentos.
e) As pessoas precisam ficar atentas a fatura do cartão a) ... que uma educação liberal, ao alcance de todos...
de crédito para não serem surpreendidas com valores (dispor de todos)
muito altos. b) ... por meio dos quais se transmitem as humanida-
des... − (ciências humanas)
74. (PC-SP - INVESTIGADOR DE POLÍCIA – VU- c) ... a todas as camadas sociais. − (qualquer classe so-
NESP-2014) cial)
A cada ano, ocorrem cerca de 40 mil mortes; segundo d) ... se nos referimos a coisas completamente diferen-
especialistas, quase metade delas está associada _____ tes... − (uma coisa completamente diferente)
bebidas alcoólicas. Isso revela a necessidade de um com- e) ... são um obstáculo a indivíduos independentes. (cria-
bate efetivo _____ embriaguez ao volante. ção de indivíduos independentes)
As lacunas do trecho devem ser preenchidas, correta e 78. (BANCO DO BRASIL – ESCRITURÁRIO – CESGRAN-
respectivamente, com: RIO-2018) De acordo com as exigências da norma-pa-
drão da língua portuguesa, o verbo destacado está cor-
a) às … a retamente empregado em:
b) as … à
c) à … à a) No mundo moderno, conferem-se às grandes me-
d) às … à trópoles importante papel no desenvolvimento da
e) à … a economia e da geopolítica mundiais, por estarem no
topo da hierarquia urbana.
75. (PC-SP - AGENTE DE POLÍCIA – VUNESP-2013) b) Conforme o grau de influência e importância interna-
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, cional, classificou-se as 50 maiores cidades em três
o acento indicativo de crase está corretamente empre- diferentes classes, a maior parte delas na Europa.
gado em:
c) Há quase duzentos anos, atribuem-se às cidades a
responsabilidade de motor propulsor do desenvol-
a) A população, de um modo geral, está à espera de que,
vimento e a condição de lugar privilegiado para os
com o novo texto, a lei seca possa coibir os acidentes.
negócios e a cultura.
b) A nova lei chega para obrigar os motoristas à repensa-
d) Em centros com grandes aglomerações populacionais,
rem a sua postura.
realiza-se negócios nacionais e internacionais, além
c) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à puni-
de um atendimento bastante diversificado, como jor-
ções muito mais severas.
d) À ninguém é dado o direito de colocar em risco a vida nais, teatros, cinemas, entre outros.
dos demais motoristas e de pedestres. e) Em todos os estudos geopolíticos, considera-se as ci-
e) Cabe à todos na sociedade zelar pelo cumprimento da dades globais como verdadeiros polos de influência
nova lei para que ela possa funcionar. internacional, devido à presença de sedes de grandes
empresas transnacionais e importantes centros de
76. (PM-SP - SOLDADO DE 2.ª CLASSE – VUNESP-2017) pesquisas.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectiva-
mente, as lacunas do texto a seguir. 79. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL
I – CESGRANRIO-2018) A palavra destacada atende às
Quase 30 anos depois de iniciar um trabalho de atendi- exigências de concordância da norma-padrão da língua
mento _____ presos da Casa de Detenção, em São Paulo, portuguesa em:
o médico oncologista Drauzio Varella chega ao fim de
uma trilogia com o livro “Prisioneiras”. Depois de “Es- a) Atualmente, causa impacto nas eleições de vários paí-
tação Carandiru” (1999), que mostra ________ entranhas ses as notícias falsas.
daquela que foi ________maior prisão da América Latina, b) A recomendação de testar a veracidade das notícias
e de “Carcereiros” (2012), sobre os funcionários que tra- precisam ser seguidas, para não prejudicar as pes-
balham no sistema prisional, Varella agora faz um retrato soas.
das detentas da Penitenciária Feminina da Capital, tam- c) O propósito de conferir grandes volumes de dados
bém na capital paulista, onde cumprem pena mais de resultaram na criação de serviços especializados.
LÍNGUA PORTUGUESA

duas mil mulheres. d) Os boatos causam efeito mais forte do que as notícias
(https://oglobo.globo.com. Adaptado) reais porque vem acompanhados de títulos chama-
tivos.
a) à … às … a e) Os resultados de pesquisas recentes mostram que
b) a … as … a 67% das pessoas consultam os jornais diariamente.
c) a … às … a
d) à … às … à
e) a … as … à

84
80. (PETROBRAS – ENGENHEIRO(A) DE MEIO AM-
BIENTE JÚNIOR – CESGRANRIO-2018)
GABARITO
Texto I
1 C
Portugueses no Rio de Janeiro
2 C
O Rio de Janeiro é o grande centro da imigração por- 3 A
tuguesa até meados dos anos cinquenta do século pas-
4 D
sado, quando chega a ser a “terceira cidade portuguesa
do mundo”, possuindo 196 mil portugueses — um déci- 5 E
mo de sua população urbana. Ali, os portugueses dedi- 6 B
cam-se ao comércio, sobretudo na área dos comestíveis,
7 A
como os cafés, as panificações, as leitarias, os talhos,
além de outros ramos, como os das papelarias e lojas 8 B
de vestuários. Fora do comércio, podem exercer as mais 9 E
variadas profissões, como atividades domésticas ou as de
barbeiros e alfaiates. Há, de igual forma, entre os mais 10 A
afortunados, aqueles ligados à indústria, voltados para 11 E
construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico de 12 E
bebidas.
A sua distribuição pela cidade, apesar da não formação 13 A
de guetos, denota uma tendência para a sua concentra- 14 D
ção em determinados bairros, escolhidos, muitas das ve- 15 D
zes, pela proximidade da zona de trabalho. No Centro da
cidade, próximo ao grande comércio, temos um grupo 16 B
significativo de patrícios e algumas associações de por- 17 B
te, como o Real Gabinete Português de Leitura e o Liceu 18 E
Literário Português. Nos bairros da Cidade Nova, Estácio
de Sá, Catumbi e Tijuca, outro ponto de concentração 19 E
da colônia, se localizam outras associações portuguesas, 20 D
como a Casa de Portugal e um grande número de casas
21 A
regionais. Há, ainda, pequenas concentrações nos bairros
periféricos da cidade, como Jacarepaguá, originalmente 22 E
formado por quintas de pequenos lavradores; nos subúr- 23 A
bios, como Méier e Engenho Novo; e nas zonas mais pri-
24 C
vilegiadas, como Botafogo e restante da zona sul carioca,
área nobre da cidade a partir da década de cinquenta, 25 A
preferida pelos mais abastados. 26 A
PAULO, Heloísa. Portugueses no Rio de Janeiro: salaza-
ristas e opositores em manifestação na cidade. In: ALVES, 27 D
Ida et alii. 450 Anos de Portugueses no Rio de Janeiro. Rio 28 C
de Janeiro: Ofi cina Raquel, 2017, pp. 260-1. Adaptado. 29 D
O texto emprega duas vezes o verbo “haver”. Ambos es-
tão na 3.ª pessoa do singular, pois são impessoais. Esse 30 B
papel gramatical está repetido corretamente em: 31 Errado
32 B
a) Ninguém disse que os portugueses havia de saírem
da cidade. 33 E
b) Se houvessem mais oportunidades, os imigrantes fi- 34 D
cariam ricos.
35 C
c) Haveriam de haver imigrantes de outras procedências
na cidade. 36 B
d) Os imigrantes vieram de Lisboa porque lá não haviam 37 D
LÍNGUA PORTUGUESA

empregos.
38 B
e) Os portugueses gostariam de que houvesse mais ofer-
tas de trabalho. 39 D
40 E
41 Certo
42 Certo

85
43 A ANOTAÇÕES
44 E
45 C
46 C ________________________________________________

47 E _________________________________________________
48 D _________________________________________________
49 C
_________________________________________________
50 Certo
51 A _________________________________________________
52 E _________________________________________________
53 A
_________________________________________________
54 B
_________________________________________________
55 D
56 Errado _________________________________________________
57 B _________________________________________________
58 A
_________________________________________________
59 B
60 E _________________________________________________

61 Certo _________________________________________________
62 B _________________________________________________
63 E
_________________________________________________
64 E
65 B _________________________________________________
66 E _________________________________________________
67 D
_________________________________________________
68 E
_________________________________________________
69 D
70 B _________________________________________________
71 A _________________________________________________
72 E
_________________________________________________
73 E
74 D _________________________________________________
75 A _________________________________________________
76 B _________________________________________________
77 E
_________________________________________________
78 C
79 E _________________________________________________
80 E _________________________________________________

_________________________________________________
LÍNGUA PORTUGUESA

_________________________________________________

_________________________________________________

_________________________________________________

_________________________________________________

_________________________________________________

86
ÍNDICE

MATEMÁTICA
Resolução de situações-problema, envolvendo: adição, subtração,multiplicação, divisão, potenciação ou radiciação com núme-
ros racionais, nas suas representações fracionária ou decimal ............................................................................................................................01
Mínimo múltiplo comum; Máximo divisor comum ...................................................................................................................................................09
Porcentagem ............................................................................................................................................................................................................................11
Razão e proporção .................................................................................................................................................................................................................13
Regra de três simples ou composta ................................................................................................................................................................................16
Equações do 1.º ou do 2.º graus; Sistema de equações do 1.º grau .................................................................................................................19
Grandezas e medidas – quantidade, tempo, comprimento, superfície, capacidade e massa ..................................................................32
Relação entre grandezas – tabela ou gráfico;Tratamento da informação – média aritmética simples.................................................36
Noções de Geometria – forma, ângulos, área, perímetro, volume, Teoremas de Pitágoras ou de Tales. ............................................53
Raciocínio Lógico ....................................................................................................................................................................................................................79
Juros Simples e Composto ..................................................................................................................................................................................................97
1.2. Propriedades da Adição de Números Racio-
RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA, nais
ENVOLVENDO: ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO,
MULTIPLICAÇÃO, DIVISÃO, POTENCIA- O conjunto é fechado para a operação de adição,
ÇÃO OU RADICIAÇÃO COM NÚMEROS isto é, a soma de dois números racionais resulta em um
RACIONAIS, NAS SUAS REPRESENTAÇÕES número racional.
- Associativa: Para todos em : a + ( b + c ) = ( a + b ) + c
FRACIONÁRIA OU DECIMAL.
- Comutativa: Para todos em : a + b = b + a
- Elemento neutro: Existe em , que adicionado a todo
em , proporciona o próprio , isto é: q + 0 = q
NÚMEROS RACIONAIS: FRAÇÕES, NÚMEROS - Elemento oposto: Para todo q em Q, existe -q em Q,
DECIMAIS E SUAS OPERAÇÕES tal que q + (–q) = 0

1. Números Racionais 1.3. Subtração de Números Racionais

Um número racional é o que pode ser escrito na for- A subtração de dois números racionais e é a própria
m operação de adição do número com o oposto de q, isto
ma n , onde m e n são números inteiros, sendo que n é: p – q = p + (–q)
deve ser diferente de zero. Frequentemente usamos m
para significar a divisão de m por n . n
1.4. Multiplicação (Produto) de Números Racio-
Como podemos observar, números racionais podem ser nais
obtidos através da razão entre dois números inteiros, razão
pela qual, o conjunto de todos os números racionais é de- Como todo número racional é uma fração ou pode
notado por Q. Assim, é comum encontrarmos na literatura ser escrito na forma de umaa fração,
c
definimos o produto
a notação: de dois números racionais b e d , da mesma forma que o
produto de frações, através de:
Q = { m : m e n em Z,n diferente de zero} a c a�c
n � =
No conjunto Q destacamos os seguintes subconjun-
b d b� d
tos: O produto dos números racionais a e b também pode
ser indicado por a × b, a.b ou ainda ab sem nenhum sinal

• 𝑄 = conjunto dos racionais não nulos; entre as letras.
• 𝑄+ = conjunto dos racionais não negativos; Para realizar a multiplicação de números racionais,
• 𝑄+∗
= conjunto dos racionais positivos; devemos obedecer à mesma regra de sinais que vale em
• 𝑄− = conjunto dos racionais não positivos; toda a Matemática:
• 𝑄−∗ = conjunto dos racionais negativos. (+1)�(+1) = (+1) – Positivo Positivo = Positivo
(+1)�(-1) = (-1) - Positivo Negativo = Negativo
(-1)�(+1) = (-1) - Negativo Positivo = Negativo
Módulo ou valor absoluto: É a distância do ponto
(-1)� (-1) = (+1) – Negativo Negativo = Positivo
que representa esse número ao ponto de abscissa zero.
3 3 3 3
Exemplo: Módulo de - 2 é 2 . Indica-se − =
2 2 #FicaDica
Módulo de+ 3 é 3 . Indica-se 3 3
= O produto de dois números com o mesmo
2 2 2 2
sinal é positivo, mas o produto de dois nú-
3 3 meros com sinais diferentes é negativo.
Números Opostos: Dizemos que− 2 e 2 são núme-
ros racionais opostos ou simétricos e cada um deles é
o oposto do outro. As distâncias dos pontos− 3 e 3 ao 1.5. Propriedades da Multiplicação de Números
2 2
ponto zero da reta são iguais. Racionais

1.1. Soma (Adição) de Números Racionais O conjunto Q é fechado para a multiplicação, isto é, o
produto de dois números racionais resultaem um número
Como todo número racional é uma fração ou pode ser racional.
escrito na forma de uma fração, definimos a adição entre - Associativa: Para todos a,b,c em Q: a ∙ ( b ∙ c ) = ( a ∙ b) ∙ c
a c
os números racionais e , , da mesma forma que a soma - Comutativa: Para todos a,b em Q: a ∙ b = b ∙ a
b d - Elemento neutro: Existe 1 em Q, que multiplicado
de frações, através de: por todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é:
q∙1=q
a c a�d+b�c
MATEMÁTICA

b
+ = - Elemento inverso: Para todo q = b em Q,
a
a di-
q−1 =
b d b�d
ferente de zero, existe em Q: q � q−1 = 1, ou seja,
a b
b
×a =1

1
- Distributiva: Para todos a,b,c em Q: a ∙ ( b + c ) = ( a - Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo
∙ b ) + ( a∙ c ) sinal da base.

1.6. Divisão de Números Racionais 3


2 2 2 2 8
  =   .  .   =
A divisão de dois números racionais p e q é a própria  3   3   3   3  27
operação de multiplicação do número p pelo inverso de
q, isto é: p ÷ q = p × q-1 - Toda potência com expoente par é um número po-
De maneira prática costuma-se dizer que em uma di- sitivo.
visão de duas frações, conserva-se a primeira fração e
multiplica-se pelo inverso da segunda:  1  1  1
2
1
Observação: É possível encontrar divisão de frações −  = −  .−  =
a  5   5   5  25
da seguinte forma: b
c .
. O procedimento de cálculo é o
mesmo.
d
- Produto de potências de mesma base. Para reduzir
1.7. Potenciação de Números Racionais um produto de potências de mesma base a uma
𝐧
só potência, conservamos a base e somamos os
A potência q do número racional é um produto expoentes.
de fatores iguais. O número é denominado a base e o
número é o expoente. 2 3 2+3 5
 2  2  2 2 2 2 2  2 2
n
q = q � q � q � q � . . .� q, (q aparece n vezes)   .   =  . . . .  =   = 
 5  5 5 55 5 5 5 5
Exs: - Quociente de potências de mesma base. Para re-
duzir um quociente de potências de mesma base
a)  2  =  2  .  2  .  2  =
3
8
a uma só potência, conservamos a base e subtraí-
125
5 3 5 5 5 mos os expoentes.
b)  − 1  =  − 1  .  − 1  .  − 1  = 1
  − 3 3 3 3 3
 2  2  2  2 8 5 . . . . 2 5− 2 3
c) (– 5)² = (– 5) � ( – 5) = 25 3 3 2 2 2 2 2 3 3
:
    = =   =  
2 2 3 3 2 2
d) (+5)² = (+5) � (+5) = 25 .
2 2
- Potência de Potência. Para reduzir uma potência de
1.8. Propriedades da Potenciação aplicadas a nú- potência a uma potência de um só expoente, con-
meros racionais servamos a base e multiplicamos os expoentes.

- Toda potência com expoente 0 é igual a 1. 3


 1  2   1  2  1  2  1  2  1  2+ 2+ 2  1  3+ 2  1  6
0    =   .  .  =   =  = 
 2  2    2   2   2   2  2 2
+  = 1
 5
1.9. Radiciação de Números Racionais
- Toda potência com expoente 1 é igual à própria
base. Se um número representa um produto de dois ou
mais fatores iguais, então cada fator é chamado raiz do
 9 9
1
número. Vejamos alguns exemplos:
−  =−
 4 4 Ex:
4 Representa o produto 2. 2 ou 22. Logo, 2 é a raiz
- Toda potência com expoente negativo de um nú- quadrada de 4. Indica-se 4 = 2.
mero racional diferente de zero é igual a outra
potência que tem a base igual ao inverso da base Ex:
anterior e o expoente igual ao oposto do expoente 1 1 1 1 1
2
anterior. Representa o produto . ou   .Logo, é a
9 3 3 3 3
MATEMÁTICA

 3  5 25
−2 2
1 1 1
−  = −  = raiz quadrada de .Indica-se =
 5  3 9 9 9 3

2
Ex: 3
0,216 Representa o produto 0,6 � 0,6 � 0,6 ou (0,6)3 . Logo, 0,6 é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se 0,216 = 0,6 .

Assim, podemos construir o diagrama:

FIQUE ATENTO!
Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá o número zero ou um número racional positivo.
Logo, os números racionais negativos não têm raiz quadrada em Q.

100
O número − não tem raiz quadrada em Q, pois tanto − 10 como + 10 , quando elevados ao quadrado, dão 100 .
9 3 3 9
Um número racional positivo só tem raiz quadrada no conjunto dos números racionais se ele for um quadrado
perfeito.
O número 2 não tem raiz quadrada em Q, pois não existe número racional que elevado ao quadrado dê 2 .
3 3
1.10. Frações
x
Frações são representações de partes iguais de um todo. São expressas como um quociente de dois números ,
sendo x o numerador e y o denominador da fração, com y ≠ 0 . y

1.10.1 Frações Equivalentes

São frações que, embora diferentes, representam a mesma parte do mesmo todo. Uma fração é equivalente a outra
quando pode ser obtida multiplicando o numerador e o denominador da primeira fração pelo mesmo número.

Ex: 3 e 6 .
5 10
A segunda fração pode ser obtida multiplicando o numerador e denominador de 3 por 2:
5
3�2 6
=
5 � 2 10
6
Assim, diz-se que é uma fração equivalente a 3
10 5

OPERAÇÕES COM FRAÇÕES

1. Adição e Subtração

Frações com denominadores iguais:

Ex:
Jorge comeu 3 de um tablete de chocolate e Miguel 2 desse mesmo tablete. Qual a fração do tablete de chocolate
8 8

que Jorge e Miguel comeram juntos?


MATEMÁTICA

A figura abaixo representa o tablete de chocolate. Nela também estão representadas as frações do tablete que
Jorge e Miguel comeram:

3
Representa 4/5 do conteúdo da caixa
3 2 5
Observe que = =
8 8 8
5
Portanto, Jorge e Miguel comeram juntos do table-
8
te de chocolate.

Na adição e subtração de duas ou mais frações que


têm denominadores iguais, conservamos o denominador Representa 2/3 de 4/5 do conteúdo da caixa.
comum e somamos ou subtraímos os numeradores. Repare que o problema proposto consiste em calcular
2
o valor de de 4 que, de acordo com a figura, equivale
Outro Exemplo: 3 5
a 8
do total de frutas. De acordo com a tabela acima, 2
15 3
3 5 7 3+5−7 1 2 4
de 4 equivale a � . Assim sendo:
+ − = = 5 3 5
2 2 2 2 2
2 4 8
� =
3 5 15
Frações com denominadores diferentes:
Ou seja:
3 5
Calcular o valor de + Inicialmente, devemos 2 de 4 2 4 2�4 8
8 6 = � = =
reduzir as frações ao mesmo denominador comum. Para 3 5 3 5 3�5 15
isso, encontramos o mínimo múltiplo comum (MMC) entre
O produto de duas ou mais frações é uma fração cujo
os dois (ou mais, se houver) denominadores e, em seguida,
numerador é o produto dos numeradores e cujo denomi-
encontramos as frações equivalentes com o novo deno-
nador é o produto dos denominadores das frações dadas.
minador:
3 5 9 20
mmc (8,6) = 24 = = = Outro exemplo:
2 4 7 2�4�7
� � = =
56
8 6 24 24 3 5 9 3 � 5 � 9 135

24 ∶ 8 � 3 = 9 #FicaDica
24 ∶ 6 � 5 = 20
Sempre que possível, antes de efetuar
Devemos proceder, agora, como no primeiro caso, a multiplicação, podemos simplificar as
simplificando o resultado, quando possível: frações entre si, dividindo os numeradores
e os denominadores por um fator comum.
9 20 29 Esse processo de simplificação recebe o
+ = nome de cancelamento.
24 24 24

3 5 9 20 29
Portanto: + = + =
8 6 24 24 24
3. Divisão

Duas frações são inversas ou recíprocas quando o nu-


#FicaDica merador de uma é o denominador da outra e vice-versa.
Na adição e subtração de duas ou mais fra- Exemplo
ções que têm os denominadores diferentes,
reduzimos inicialmente as frações ao menor 2 é a fração inversa de 3
denominador comum, após o que procede- 3 2
mos como no primeiro caso. 5 ou 5 é a fração inversa de 1
1 5

Considere a seguinte situação:


2. Multiplicação
Lúcia recebeu de seu pai os 4 dos chocolates con-
MATEMÁTICA

Ex: 5
tidos em uma caixa. Do total de chocolates recebidos,
De uma caixa de frutas, 4 são bananas. Do total de Lúcia deu a terça parte para o seu namorado. Que fração
2 5
bananas, estão estragadas. Qual é a fração de frutas dos chocolates contidos na caixa recebeu o namorado
3 de Lúcia?
da caixa que estão estragadas?

4
4
A solução do problema consiste em dividir o total de chocolates que Lúcia recebeu de seu pai por 3, ou seja, 5 : 3

Por outro lado, dividir algo por 3 significa calcular 1 desse algo.
3
4 1
Portanto: : 3 = de 4
5 3 5
1 4 1 4 4 1 4 4 3 4 1
Como de =
5 3

5
=
5

3
, resulta que : 3 = : = �
3 5 5 1 5 3
3 1
Observando que as frações e são frações inversas, podemos afirmar que:
1 3
Para dividir uma fração por outra, multiplicamos a primeira pelo inverso da segunda.
4 4 3 4 1 4
Portanto 5 : 3 = 5 ∶ 1 = 5 � 3 = 15
4
Ou seja, o namorado de Lúcia recebeu do total de chocolates contidos na caixa.
15
1
4 8 4 5 5
Outro exemplo: : = . =
3 5 3 82 6

Observação:

Note a expressão: . Ela é equivalente à expressão 3 1


:
2 5

Portanto

4. Números Decimais

De maneira direta, números decimais são números que possuem vírgula. Alguns exemplos: 1,47; 2,1; 4,9587; 0,004;
etc.

OPERAÇÕES COM NÚMEROS DECIMAIS

1. Adição e Subtração

Vamos calcular o valor da seguinte soma:


5,32 + 12,5 + 0, 034

Transformaremos, inicialmente, os números decimais em frações decimais:

532 125 34 5320 12500 34 17854


5,32 + 12,5 + 0,034 = 100 + 10
+ = + + = = 17,854
1000 1000 1000 1000 1000

Portanto: 5,32 + 12,5 + 0, 034 = 17, 854

Na prática, a adição e a subtração de números decimais são obtidas de acordo com a seguinte regra:
- Igualamos o número de casas decimais, acrescentando zeros.
- Colocamos os números um abaixo do outro, deixando vírgula embaixo de vírgula.
- Somamos ou subtraímos os números decimais como se eles fossem números naturais.
- Na resposta colocamos a vírgula alinhada com a vírgula dos números dados.

Exemplo
MATEMÁTICA

2,35 + 14,3 + 0, 0075 + 5

5
Disposição prática:
2,3500
14,3000
+ 0,0075
5,0000
21,6575

Multiplicação

Vamos calcular o valor do seguinte produto: 2,58 � 3,4 .


Transformaremos, inicialmente, os números decimais em frações decimais:

258 34 8772
2,58 � 3,4 = � = = 8,772
100 100 1000

Portanto 2,58 � 3,4 = 8,772

#FicaDica
Na prática, a multiplicação de números decimais é obtida de acordo com as seguintes regras:
- Multiplicamos os números decimais como se eles fossem números naturais.
- No resultado, colocamos tantas casas decimais quantas forem as do primeiro fator somadas às do
segundo fator.

Exemplo:
Disposição prática:
652,2  1 casa decimal

X 2,03  2 casas decimais


19 566

1 304 4

1 323,966  1 + 2 = 3 casas decimais

Divisão

Vamos, por exemplo, efetuar a seguinte divisão: 24 ∶ 0,5


MATEMÁTICA

Inicialmente, multiplicaremos o dividendo e o divisor da divisão dada por 10.

24 ∶ 0,5 = (24 � 10) ∶ (0,5 � 10) = 240 ∶ 5

6
A vantagem de tal procedimento foi a de transformar- Ex: 2 ∶ 16
mos em número natural o número decimal que aparecia
na divisão. Com isso, a divisão entre números decimais
se transforma numa equivalente com números naturais.

Portanto: 24 ∶ 0,5 = 240 ∶ 5 = 48

#FicaDica
Representação Decimal das Frações
Na prática, a divisão entre números deci- p
mais é obtida de acordo com as seguin- Tomemos um número racional q tal que não seja
tes regras: múltiplo de . Para escrevê-lo na forma decimal, basta efe-
- Igualamos o número de casas decimais tuar a divisão do numerador pelo denominador.
do dividendo e do divisor. Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
- Cortamos as vírgulas e efetuamos a di-
visão como se os números fossem natu- 1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula,
rais. um número finito de algarismos. Decimais Exatos:

2
Ex: 24 ∶ 0,5 = 240 ∶ 5 = 48 = 0,4
5
1
Disposição prática: = 0,25
4
35
= 8,75
4
153
= 3,06
50
Nesse caso, o resto da divisão é igual à zero. Assim
sendo, a divisão é chamada de divisão exata e o quocien- 2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula,
te é exato. infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se pe-
riodicamente. Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
Ex: 9,775 ∶ 4,25
1
= 0,333 …
Disposição prática: 3

1
= 0,04545 …
22

Nesse caso, o resto da divisão é diferente de zero. 167


= 2,53030 …
Assim sendo, a divisão é chamada de divisão aproximada 66
e o quociente é aproximado.

Se quisermos continuar uma divisão aproximada, de- FIQUE ATENTO!


vemos acrescentar zeros aos restos e prosseguir dividin- Se após as vírgulas os algarismos não são
do cada número obtido pelo divisor. Ao mesmo tempo periódicos, então esse número decimal
em que colocamos o primeiro zero no primeiro resto, não está contido no conjunto dos números
colocamos uma vírgula no quociente. racionais.

Representação Fracionária dos Números Decimais

Trata-se do problema inverso: estando o número ra-


cional escrito na forma decimal, procuremos escrevê-lo
na forma de fração. Temos dois casos:

1º) Transformamos o número em uma fração cujo


numerador é o número decimal sem a vírgula e o
MATEMÁTICA

Ex: 0,14 ∶ 28 denominador é composto pelo numeral 1, seguido


de tantos zeros quantas forem as casas decimais
do número decimal dado:

7
9
0,9 =
10

57
5,7 =
10

76
0,76 =
100

348
3,48 =
100

5 1
0,005 = =
1000 200

2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada; para tanto, vamos apresentar o procedimento através de al-
guns exemplos:

Ex:
Seja a dízima 0,333...

Façamos e multipliquemos ambos os membros por 10:


10x = 0,333

Subtraindo, membro a membro, a primeira igualdade da segunda:


3
10x – x = 3,333 … – 0,333. . . 9x = 3 x =
9
3
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração .
9
Ex:
Seja a dízima 5,1717...

Façamos x = 5,1717. . . e 100x = 517,1717. . .


Subtraindo membro a membro, temos:

99x = 512 x = 512⁄99


512
Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração .
99
Ex:

Seja a dízima 1,23434...


Façamos x = 1,23434 … ;10x = 12,3434 …; 1000x = 1234,34 …

Subtraindo membro a membro, temos:


1222
990x = 1234,34. . . – 12,34 … 990x = 1222 x =
990
MATEMÁTICA

611
Simplificando, obtemos x = , a fração geratriz da dízima 1,23434...
495

8
Analisando todos os exemplos, nota-se que a idéia consiste em deixar após a vírgula somente a parte periódica (que
se repete) de cada igualdade para, após a subtração membro a membro, ambas se cancelarem.

EXERCÍCIO COMENTADO
1. (EBSERH – Médico – IBFC/2016) Mara leu 1/5 das páginas de um livro numa semana. Na segunda semana, leu mais
2/3 de páginas. Se ainda faltam ler 60 (sessenta) páginas do livro, então o total de páginas do livro é de:

a) 300
b) 360
c) 400
d) 450
e) 480
13 15−13 2
Resposta: Letra D. Mara leu 1 2 3+10 13 do livro. Logo, ainda falta 1 − 15 = = 15 para ser
+ = = 15
5 3 15 15
lido. Essa fração que falta ser lida equivale a 60 páginas
2 1
Assim:  60 páginas. Portanto,  30 páginas.
15 15
Logo o livro todo (15/15) possui: 15∙30=450 páginas

MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM; MÁXIMO DIVISOR COMUM

O máximo divisor comum e o mínimo múltiplo comum são ferramentas extremamente importantes na matemática.
Através deles, podemos resolver alguns problemas simples, além de utilizar seus conceitos em outros temas, como
frações, simplicação de fatoriais, etc.
Porém, antes de iniciarmos a apresentar esta teoria, é importante conhecermos primeiramente uma classe de nú-
meros muito importante: Os números primos.

Números primos

Um número natural é definido como primo se ele tem exatamente dois divisores: o número um e ele mesmo. Já nos
inteiros, p ∈ ℤ é um primo se ele tem exatamente quatro divisores: ±1 e ±𝑝 .

FIQUE ATENTO!
Por definição, 0, 1 e − 1 não são números primos.

Existem infinitos números primos, como demonstrado por Euclides por volta de 300 a.C.. A propriedade de ser um
primo é chamada “primalidade”, e a palavra “primo” também são utilizadas como substantivo ou adjetivo. Como “dois”
é o único número primo par, o termo “primo ímpar” refere-se a todo primo maior do que dois.
O conceito de número primo é muito importante na teoria dos números. Um dos resultados da teoria dos números
é o Teorema Fundamental da Aritmética, que afirma que qualquer número natural diferente de 1 pode ser escrito de
forma única (desconsiderando a ordem) como um produto de números primos (chamados fatores primos): este pro-
cesso se chama decomposição em fatores primos (fatoração). É exatamente este conceito que utilizaremos no MDC e
MMC. Para caráter de memorização, seguem os 100 primeiros números primos positivos. Recomenda-se que memori-
zem ao menos os 10 primeiros para MDC e MMC:

2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41, 43, 47, 53, 59, 61, 67, 71, 73, 79, 83, 89, 97, 101, 103, 107, 109, 113, 127, 1
31, 137, 139, 149, 151, 157, 163, 167, 173, 179, 181, 191, 193, 197, 199, 211, 223, 227, 229, 233, 239, 241, 251, 257, 263,
269, 271, 277, 281, 283, 293, 307, 311, 313, 317, 331, 337, 347, 349, 353, 359, 367, 373, 379, 383, 389, 397, 401, 409, 419,
421, 431, 433, 439, 443, 449, 457, 461, 463, 467, 479, 487, 491, 499, 503, 509, 521, 523, 541
MATEMÁTICA

Múltiplos e Divisores

Diz-se que um número natural a é múltiplo de outro natural b, se existe um número natural k tal que:

9
Outra técnica para o cálculo do MDC:
𝑎 = 𝑘. 𝑏
Ex. 15 é múltiplo de 5, pois 15=3 x 5 Decomposição em fatores primos: Para obter o
MDC de dois ou mais números por esse processo, pro-
Quando a=k.b, segue que a é múltiplo de b, mas tam- cede-se da seguinte maneira:
bém, a é múltiplo de k, como é o caso do número 35 que
é múltiplo de 5 e de 7, pois: 35 = 7 x 5. Decompõe-se cada número dado em fatores primos.
Quando a = k.b, então a é múltiplo de b e se conhe- O MDC é o produto dos fatores comuns obtidos,
cemos b e queremos obter todos os seus múltiplos, basta cada um deles elevado ao seu menor expoente.
fazer k assumir todos os números naturais possíveis.
Exemplo: Achar o MDC entre 300 e 504.
Ex. Para obter os múltiplos de dois, isto é, os números
da forma a = k x 2, k seria substituído por todos os nú- Fatorando os dois números:
meros naturais possíveis.

FIQUE ATENTO!
Um número b é sempre múltiplo dele mesmo.
a = 1 x b ↔ a = b.

A definição de divisor está relacionada com a de múl-


tiplo. Temos que:

Um número natural b é divisor do número natural a, 300 = 22.3 .52


se a é múltiplo de b. 504 = 23.32 .7

Ex. 3 é divisor de 15, pois , logo 15 é múltiplo de 3 e O MDC será os fatores comuns com seus menores
também é múltiplo de 5. expoentes:

mdc (300,504)= 22.3 = 4 .3=12


#FicaDica MMC
Um número natural tem uma quantidade fi-
nita de divisores. Por exemplo, o número 6 O mínimo múltiplo comum de dois ou mais números
poderá ter no máximo 6 divisores, pois tra- é o menor número positivo que é múltiplo comum de
balhando no conjunto dos números natu- todos os números dados. Consideremos:
rais não podemos dividir 6 por um número
maior do que ele. Os divisores naturais de Ex. Encontrar o MMC entre 8 e 6
6 são os números 1, 2, 3, 6, o que significa Múltiplos positivos de 6: M(6) =
que o número 6 tem 4 divisores. {6,12,18,24,30,36,42,48,54,...}

Múltiplos positivos de 8: M(8) =


MDC {8,16,24,32,40,48,56,64,...}

Agora que sabemos o que são números primos, múl- Podem-se escrever, agora, os múltiplos positivos
tiplos e divisores, vamos ao MDC. O máximo divisor co- comuns: M(6)∩M(8) = {24,48,72,...}
mum de dois ou mais números é o maior número que é
divisor comum de todos os números dados. Observando os múltiplos comuns, pode-se identificar
o mínimo múltiplo comum dos números 6 e 8, ou seja:
Ex. Encontrar o MDC entre 18 e 24.
Outra técnica para o cálculo do MMC:
Divisores naturais de 18: D(18) = {1,2,3,6,9,18}.
Decomposição isolada em fatores primos: Para
Divisores naturais de 24: D(24) = {1,2,3,4,6,8,12,24}. obter o MMC de dois ou mais números por esse proces-
so, procedemos da seguinte maneira:
Pode-se escrever, agora, os divisores comuns a 18 e
MATEMÁTICA

24: D(18)∩ D (24) = {1,2,3,6}. - Decompomos cada número dado em fatores pri-
mos.
Observando os divisores comuns, podemos identifi- - O MMC é o produto dos fatores comuns e não-co-
car o maior divisor comum dos números 18 e 24, ou seja: muns, cada um deles elevado ao seu maior expo-
MDC (18,24) = 6. ente.

10
A porcentagem nada mais é do que uma razão, que
Ex. Achar o MMC entre 18 e 120. representa uma “parte” e um “todo” a qual referimos
como 100%. Assim, de uma maneira geral, temos que:
Fatorando os números: 𝑝
𝐴= .𝑉
100
Onde A, é a parte, p é o valor da porcentagem e V é o
todo (100%). Assim, os problemas básicos de porcenta-
gem se resumem a três tipos:

Cálculo da parte (Conheço p e V e quero achar A):


Para calcularmos uma porcentagem de um valor V, bas-
𝑝
ta multiplicarmos a fração correspondente, ou seja, 100
por V. Assim: 𝑝
Temos que: P% de V =A= 100 .V

18 = 2 .32 Ex. 23% de 240 = 23 .240 = 55,2


120 = 23.3 .5 100
Ex. Em uma pesquisa de mercado, constatou-se que
O MMC será os fatores comuns com seus maiores ex- 67% de uma amostra assistem a certo programa de TV.
poentes: Se a população é de 56.000 habitantes, quantas pessoas
assistem ao tal programa?
mmc (18,120) = 23.32.5 = 8 .9 .5 = 360 Aqui, queremos saber a “parte” da população que as-
siste ao programa de TV, como temos a porcentagem e
o total, basta realizarmos a multiplicação:
EXERCÍCIOS COMENTADOS 67% de 56000=A=
67
56000=37520
100
1. (FEPESE-2016) João trabalha 5 dias e folga 1, enquan- Resp. 37 520 pessoas.
to Maria trabalha 3 dias e folga 1. Se João e Maria folgam
no mesmo dia, então quantos dias, no mínimo, passarão Cálculo da porcentagem (conheço A e V e quero
para que eles folguem no mesmo dia novamente? achar p): Utilizaremos a mesma relação para achar o va-
lor de p e apenas precisamos rearranjar a mesma:
a) 8
b) 10 𝑝 𝐴
𝐴= . 𝑉 → 𝑝 = . 100
c) 12 100 𝑉
d) 15 Ex. Um time de basquete venceu 10 de seus 16 jogos.
e) 24 Qual foi sua porcentagem de vitórias?
Neste caso, o exercício quer saber qual a porcenta-
Resposta: Letra C. O período em que João trabalha gem de vitórias que esse time obteve, assim:
e folga corresponde a 6 dias enquanto o mesmo pe-
ríodo, para Maria, corresponde a 4 dias. Assim, o pro- 𝐴 10
blema consiste em encontrar o mmc entre 6 e 4. Logo, 𝑝= . 100 = . 100 = 62,5%
𝑉 16
eles folgarão no mesmo dia novamente após 12 dias
pois mmc(6,4)=12. Resp: O time venceu 62,5% de seus jogos.
Ex. Em uma prova de concurso, o candidato acertou
48 de 80 questões. Se para ser aprovado é necessário
PORCENTAGEM acertar 55% das questões, o candidato foi ou não foi
aprovado?
Para sabermos se o candidato passou, é necessário
Definição calcular sua porcentagem de acertos:

A definição de porcentagem passa pelo seu próprio 𝐴 48


𝑝= . 100 = . 100 = 60% > 55%
nome, pois é uma fração de denominador centesimal, ou 𝑉 80
seja, é uma fração de denominador 100. Representamos Logo, o candidato foi aprovado.
porcentagem pelo% e lê-se: “por cento”.
50 Calculo do todo (conheço p e A e quero achar V):
MATEMÁTICA

Deste modo, a fração 100 ou qualquer uma equivalente No terceiro caso, temos interesse em achar o total (Nosso
a ela é uma porcentagem que podemos representar por 100%) e para isso basta rearranjar a equação novamente:
50%.

11
𝑝 𝐴 𝐴 Neste caso, o problema deu o valor de e gostaria de
𝐴= . 𝑉 → 𝑝 = . 100 → 𝑉 = . 100 saber o valor de V, assim:
100 𝑉 𝑝 p
Ex. Um atirador tem taxa de acerto de 75% de seus VA = ( 1 + 100 ).V
tiros ao alvo. Se em um treinamento ele acertou 15 tiros, 40
quantos tiros ele deu no total? 3500 = ( 1 + ).V
100
Neste caso, o problema gostaria de saber quanto vale
o “todo”, assim: 3500 =(1+0,4).V
𝐴 15
𝑉= . 100 = . 100 = 0,2.100 = 20 𝑡𝑖𝑟𝑜𝑠 3500 =1,4.V
𝑝 75
3500
Forma Decimal: Outra forma de representação de porcen- V= =2500
1,4
tagens é através de números decimais, pois todos eles perten-
cem à mesma classe de números, que são os números racio- Resp. R$ 2 500,00
nais. Assim, para cada porcentagem, há um numero decimal
equivalente. Por exemplo, 35% na forma decimal seriam repre- Ex. Uma loja entra em liquidação e pretende abaixar
sentados por 0,35. A conversão é muito simples: basta fazer a em 20% o valor de seus produtos. Se o preço de um de-
divisão por 100 que está representada na forma de fração: les é de R$ 250,00, qual será seu preço na liquidação?
Aqui, basta calcular o valor de VD :
75
75% = = 0,75 p
100 VD = (1 – ) .V
100
Aumento e desconto percentual 20
VD = (1 – ) .250,00
100
Outra classe de problemas bem comuns sobre por-
centagem está relacionada ao aumento e a redução per- VD = (1 –0,2) .250,00
centual de um determinado valor. Usaremos as defini-
ções apresentadas anteriormente para mostrar a teoria VD = (0,8) .250,00
envolvida
VD = 200,00
Aumento Percentual: Consideremos um valor inicial Resp. R$ 200,00
V que deve sofrer um aumento de de seu valor. Chame-
mos de VA o valor após o aumento. Assim:
FIQUE ATENTO!
p Em alguns problemas de porcentagem são
VA = V + .V
100 necessários cálculos sucessivos de aumen-
Fatorando: tos ou descontos percentuais. Nesses ca-
sos é necessário ter atenção ao problema,
p pois erros costumeiros ocorrem quando se
VA = ( 1 + ) .V
100 calcula a porcentagens do valor inicial para
Em que (1 + p ) será definido como fator de au- obter todos os valores finais com descon-
100 tos ou aumentos. Na verdade, esse cálculo
mento, que pode estar representado tanto na forma de só pode ser feito quando o problema diz
fração ou decimal. que TODOS os descontos ou aumentos
são dados a uma porcentagem do valor
Desconto Percentual: Consideremos um valor inicial inicial. Mas em geral, os cálculos são feitos
V que deve sofrer um desconto de p% de seu valor. Cha- como mostrado no texto a seguir.
memos de VD o valor após o desconto.
p Aumentos e Descontos Sucessivos: Consideremos
VD = V – .V
100 um valor inicial V, e vamos considerar que ele irá sofrer
dois aumentos sucessivos de p1% e p2%. Sendo V1 o valor
Fatorando:
após o primeiro aumento, temos:
p
VD = (1 – ) .V 𝑝1
100 V1 = V .(1 + )
p 100
Em que (1 – ) será definido como fator de des-
Sendo V2 o valor após o segundo aumento, ou seja,
conto, que pode 100
estar representado tanto na forma de
após já ter aumentado uma vez, temos que:
fração ou decimal.
𝑝2
MATEMÁTICA

V2 = V1 .(1 + )
Ex. Uma empresa admite um funcionário no mês de 100
janeiro sabendo que, já em março, ele terá 40% de au-
Como temos também uma expressão para V1, basta
mento. Se a empresa deseja que o salário desse funcio-
substituir:
nário, a partir de março, seja R$ 3 500,00, com que salário
deve admiti-lo?

12
𝑝1 𝑝2 96
V2 = V .(1 + ) .(1 + ) V2 = 0,96.V= V=96% de V
100 100 100
Assim, para cada aumento, temos um fator corres- Ou seja, o valor final corresponde a 96% de V e não
pondente e basta ir multiplicando os fatores para chegar 100%, assim, eles não são iguais, portanto deve-se assi-
ao resultado final. nalar a opção ERRADO

No caso de desconto, temos o mesmo caso, sendo V


um valor inicial, vamos considerar que ele irá sofrer dois
descontos sucessivos de p1% e p2%. EXERCÍCIOS COMENTADOS

Sendo V1 o valor após o primeiro desconto, temos: 1. (UNESP) Suponhamos que, para uma dada eleição,
uma cidade tivesse 18.500 eleitores inscritos. Suponha-
𝑝1
V1 = V.(1 – ) mos ainda que, para essa eleição, no caso de se verificar
100 um índice de abstenções de 6% entre os homens e de 9%
Sendo V2 o valor após o segundo desconto, ou seja, entre as mulheres, o número de votantes do sexo mas-
após já ter descontado uma vez, temos que: culino será exatamente igual ao número de votantes do
𝑝2 sexo feminino. Determine o número de eleitores de cada
V2 = V_1 .(1 – ) sexo.
100
Como temos também uma expressão para , basta Resposta: Denotamos o número de eleitores do sexo
substituir: femininos de F e de votantes masculinos de M. Pelo
𝑝1 𝑝2 enunciado do exercícios, F+M = 18500. Além disso, o
V2 = V .(1 – ) .(1 – ) índice de abstenções entre os homens foi de 6% e
100 100 de 9% entre as mulheres, ou seja, 94% dos homens
Além disso, essa formulação também funciona para e 91% das mulheres compareceram a votação, onde
aumentos e descontos em sequência, bastando apenas 94%M = 91%F ou 0,94M = 0,91F. Assim, para deter-
a identificação dos seus fatores multiplicativos. Sendo V minar o número de eleitores de cada sexo temos os
um valor inicial, vamos considerar que ele irá sofrer um seguinte sistema para resolver:
aumento de p1% e, sucessivamente, um desconto de p2%. F + M = 18500
Sendo V1 o valor após o aumento, temos: �
0,94M = 0,91F
𝑝1
V1 = V .(1+ ) 0,91
100 Da segunda equação, temos que M = 0,94 F . Agora,
Sendo V2 o valor após o desconto, temos que: substituindo M na primeira equação do sistema en-
𝑝2 contra-se F = 9400 e por fim determina-se M = 9100.
V2 = V_1 .(1 – )
100
Como temos uma expressão para , basta substituir: RAZÃO E PROPORÇÃO
𝑝1 𝑝2
V2 = V .(1+ ) .(1 – )
100 100 Razão
Ex. Um produto sofreu um aumento de 20% e depois
sofreu uma redução de 20%. Isso significa que ele voltará Quando se utiliza a matemática na resolução de pro-
ao seu valor original. blemas, os números precisam ser relacionados para se
obter uma resposta. Uma das maneiras de se relacionar
( ) Certo ( ) Errado os números é através da razão. Sejam dois números reais
a e b, com b ≠ 0,define-se razão entre a e b (nessa or-
𝑎
Este problema clássico tem como finalidade concei- dem) o quociente a ÷ b, ou .
𝑏
tuar esta parte de aumento e redução percentual e evitar
o erro do leitor ao achar que aumentando p% e dimi- A razão basicamente é uma fração, e como sabem,
nuindo p%, volta-se ao valor original. Se usarmos o que frações são números racionais. Entretanto, a leitura des-
aprendemos, temos que: te número é diferente, justamente para diferenciarmos
𝑝1 𝑝2
quando estamos falando de fração ou de razão.
V2 = V . 1+ . 1– 3
100 100
𝐴𝑢𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑟𝑒𝑑𝑢çã𝑜
a) Quando temos o número 5 e estamos tratando de
20 20 fração, lê-se: “três quintos”.
MATEMÁTICA

V2 = V .(1+ ) .(1 – )
100 100 3
b) Quando temos o número e estamos tratando
V2 = V .(1+0,2) .(1 – 0,2 ) de razão, lê-se: “3 para 5”.
5

V2 = V .(1,2) .(0,8)

13
Além disso, a nomenclatura dos termos também é Ex. Uma sala tem 8 m de comprimento. Esse compri-
diferente: mento é representado num desenho por 20 cm. Qual é a
razão entre o comprimento representado no desenho e
O número 3 é numerador o comprimento real?
Convertendo o comprimento real para cm, temos
3
a) Na fração 5
que:
20 𝑐𝑚 1
𝑒= =
O número 5 é denominador 800 𝑐𝑚 40

O número 3 é antecedente
#FicaDica
3
b) Na razão
5 A razão entre um comprimento no desenho
e o correspondente comprimento real, cha-
O número 5 é consequente
ma-se escala
20 2
Ex. A razão entre 20 e 50 é = 5 já a razão entre 50
50 5 50
e 20 é = . Ou seja, deve-se sempre indicar o antece- Razão entre grandezas de espécies diferentes: É
20 2
dente e o consequente para sabermos qual a ordem de possível também relacionar espécies diferentes e isto
montarmos a razão. está normalmente relacionado a unidades utilizadas na
física:
Ex.Numa classe de 36 alunos há 15 rapazes e 21 mo-
ças. A razão entre o número de rapazes e o número de Ex. Considere um carro que às 9 horas passa pelo qui-
moças é 15 , se simplificarmos, temos que a fração equi- lômetro 30 de uma estrada e, às 11 horas, pelo quilô-
5
21 metro 170. Qual a razão entre a distância percorrida e o
valente 7 , o que significa que para “cada 5 rapazes há 7 tempo gasto no translado?
moças”. Por outro lado, a razão entre o número de rapa- Para montarmos a razão, precisamos obter as infor-
zes e o total de alunos é dada por 15 = 5 , o que equivale mações:
36 12
a dizer que “de cada 12 alunos na classe, 5 são rapazes”.
Razão entre grandezas de mesma espécie: A razão Distância percorrida: 170 km – 30 km = 140 km
entre duas grandezas de mesma espécie é o quociente Tempo gasto: 11h – 9h = 2h
dos números que expressam as medidas dessas grande- Calculamos a razão entre a distância percorrida e o
zas numa mesma unidade. tempo gasto para isso:
Ex. Um automóvel necessita percorrer uma estrada de 140 𝑘𝑚 70
360 km. Se ele já percorreu 240 km, qual a razão entre a 𝑣= = = 70 𝑘 𝑚 ⁄ℎ
distância percorrida em relação ao total? 2ℎ 1
Como os dois números são da mesma espécie (dis- Como são duas espécies diferentes, a razão entre elas
tância) e estão na mesma unidade (km), basta fazer a ra- será uma espécie totalmente diferente das outras duas.
zão:

𝑟=
240 𝑘𝑚 2
= #FicaDica
360 𝑘𝑚 3
A razão entre uma distância e uma medida
No caso de mesma espécie, porém em unidades di- de tempo é chamada de velocidade.
ferentes, deve-se escolher uma das unidades e converter
a outra.

Ex. Uma maratona possui aproximadamente 42 km de Ex. A Região Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais,
extensão. Um corredor percorreu 36000 metros. Qual a Rio de Janeiro e São Paulo) tem uma área aproximada de
razão entre o que falta para percorrer em relação à ex- 927 286 km2 e uma população de 66 288 000 habitantes,
tensão da prova? aproximadamente, segundo estimativas projetadas pelo
Veja que agora estamos tentando relacionar metros Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o
com quilômetros. Para isso, deve-se converter uma das ano de 1995. Qual a razão entre o número de habitantes
unidades, vamos utilizar “km”: e a área total?

36000 m=36 km Dividindo-se o número de habitantes pela área, obte-


remos o número de habitantes por km2 (hab./km2):
Como é pedida a razão entre o que falta em relação 66288000 ℎ𝑎𝑏 ℎ𝑎𝑏
ao total, temos que: 𝑑= = 71,5
927286 𝑘𝑚² 𝑘𝑚2
MATEMÁTICA

42 𝑘𝑚 − 36 𝑘𝑚 6 𝑘𝑚 1
𝑟= = =
42 𝑘𝑚 42 𝑘𝑚 7

14
#FicaDica 105
𝑥= 3
A razão entre o número de habitantes e a
x=35 gotas
área deste local é denominada densidade
demográfica.
Ou seja, para uma criança de 30 kg, deve-se ministrar
35 gotas do remédio, atendendo a proporção.
Ex. Um carro percorreu, na cidade, 83,76 km com 8 L
de gasolina. Dividindo-se o número de quilômetros per- Outro jeito de ver a proporção: Já vimos que uma
corridos pelo número de litros de combustível consumi- proporção é verdadeira quando realizamos a multiplica-
dos, teremos o número de quilômetros que esse carro ção em cruz e encontramos o mesmo valor nos dois pro-
percorre com um litro de gasolina: dutos. Outra maneira de verificar a proporção é verificar
83,76 𝑘𝑚 𝑘𝑚 se a duas razões que estão sendo igualadas são frações
𝑐= = 10,47 equivalentes. Lembra deste conceito?
8𝑙 𝑙

#FicaDica FIQUE ATENTO!


Uma fração é equivalente a outra quando
A razão entre a distância percorrida em rela- podemos multiplicar (ou dividir) o nume-
ção a uma quantidade de combustível é de- rador e o denominador da fração por um
finida como “consumo médio” mesmo número, chegando ao numerador e
denominador da outra fração.
Proporção
4 12
A definição de proporção é muito simples, pois se tra- Ex. e são frações equivalentes, pois:
ta apenas da igualdade de razões. 3 9

3 6
4x=12 →x=3
Na proporção = (lê-se: “3 está para 5 assim 3x=9 →x=3
5 10
como 6 está para 10”). 4
Ou seja, o numerador e o denominador de quan-
Observemos que o produto 3 x 10=30 é igual ao pro- 3
do multiplicados pelo mesmo número (3), chega ao nu-
duto 5 x 6=30, o que caracteriza a propriedade funda-
merador e denominador da outra fração, logo, elas são
mental das proporções
equivalentes e consequentemente, proporcionais.
Agora vamos apresentar algumas propriedades da
#FicaDica proporção:
Se multiplicarmos em cruz (ou em x), tere- a) Soma dos termos: Quando duas razões são pro-
mos que os produtos entre o numeradores porcionais, podemos criar outra proporção somando os
e os denominadores da outra razão serão numeradores com os denominadores e dividindo pelos
iguais. numeradores (ou denominadores) das razões originais:
5 10 5 + 2 10 + 4 7 14
2 6 = → = → =
Ex. Na igualdade = , temos 2 x 9=3 x 6=18, logo, 2 4 5 10 5 10
3 9
temos uma proporção. ou
5 10 5 + 2 10 + 4 7 14
Ex. Na bula de um remédio pediátrico recomenda-se = → = → =
a seguinte dosagem: 7 gotas para cada 3 kg do “peso” da 2 4 2 4 2 4
criança. Se uma criança tem 15 kg, qual será a dosagem
correta? b) Diferença dos termos: Analogamente a soma,
Como temos que seguir a receita, temos que atender temos também que se realizarmos a diferença entre os
a proporção, assim, chamaremos de x a quantidade de termos, também chegaremos em outras proporções:
gotas a serem ministradas:
4 8 4−3 8−6 1 2
7 𝑔𝑜𝑡𝑎𝑠 𝑥 𝑔𝑜𝑡𝑎𝑠 = → = → =
= 3 6 4 8 4 8
3 𝑘𝑔 15 𝑘𝑔
ou
Logo, para atendermos a proporção, precisaremos
MATEMÁTICA

encontrar qual o número que atenderá a proporção. 4 8 4−3 8−6 1 2


Multiplicando em cruz, temos que: = → = → =
3 6 3 6 3 6
3x=105

15
c) Soma dos antecedentes e consequentes: A soma 3.(CELESC – Assistente Administrativo – FEPESE/2016)
dos antecedentes está para a soma dos consequentes as- Dois amigos decidem fazer um investimento conjunto
sim como cada antecedente está para o seu consequen- por um prazo determinado. Um investe R$ 9.000 e o ou-
te: tro R$ 16.000. Ao final do prazo estipulado obtêm um
lucro de R$ 2.222 e decidem dividir o lucro de maneira
12 3 12 + 3 15 12 3 proporcional ao investimento inicial de cada um. Portan-
= → = = = to o amigo que investiu a menor quantia obtém com o
8 2 8+2 10 8 2 investimento um lucro:

a) Maior que R$ 810,00


d) Diferença dos antecedentes e consequentes: b) Maior que R$ 805,00 e menor que R$ 810,00
A soma dos antecedentes está para a soma dos conse- c) Maior que R$ 800,00 e menor que R$ 805,00
quentes assim como cada antecedente está para o seu d) Maior que R$ 795,00 e menor que R$ 800,00
consequente: e) Menor que R$ 795,00
12 3 12 − 3 9 12 3
= → = = = Resposta : Letra D.
8 2 8−2 6 8 2
Ambos aplicaram R$ 9000,00+R$ 16000,00=R$
25000,00 e o lucro de R$ 2222,00 foi sobre este valor.
FIQUE ATENTO! Assim, constrói-se uma proporção entre o valor apli-
Usamos razão para fazer comparação entre cado (neste caso, R$ 9000,00 , pois o exercício quer o
duas grandezas. Assim, quando dividimos lucro de quem aplicou menos) e seu respectivo lucro:
uma grandeza pela outra estamos compa-
rando a primeira com a segunda. Enquanto 9000 25000
proporção é a igualdade entre duas razões. = → 25x = 19998 → x = R$ 799,92
x 2222

EXERCÍCIOS COMENTADOS REGRA DE TRÊS SIMPLES OU COMPOSTA

1. O estado de Tocantins ocupa uma área aproximada de Os problemas que envolvem duas grandezas direta-
278.500 km². De acordo com o Censo/2000 o Tocantins mente ou inversamente proporcionais podem ser resol-
tinha uma população de aproximadamente 1.156.000 ha- vidos através de um processo prático, chamado regra de
bitantes. Qual é a densidade demográfica do estado de três simples.
Tocantins?
Ex: Um carro faz 180 km com 15L de álcool. Quantos
Resposta : litros de álcool esse carro gastaria para percorrer 210 km?
A densidade demográfica é definida como a razão en-
tre o número de habitantes e a área ocupada: Solução:
1 156 000 hab. O problema envolve duas grandezas: distância e litros
d= = 4,15 ha b⁄k m²
278 500 km² de álcool.
Indiquemos por x o número de litros de álcool a ser
consumido.
2. Se a área de um retângulo (A1 ) mede 300 cm² e a Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma
área de um outro retângulo (A2 ) mede 100 cm², qual é o mesma coluna e as grandezas de espécies diferentes que
valor da razão entre as áreas (A1 ) e (A2 ) ? se correspondem em uma mesma linha:
Resposta : Ao fazermos a razão das áreas, temos: Distância (km) Litros de álcool
A1 300 180 15
= =3 210 x
A2 100

Na coluna em que aparece a variável x (“litros de ál-


Então, isso significa que a área do retângulo 1 é 3 ve- cool”), vamos colocar uma flecha:
zes maior que a área do retângulo 2.
Distância (km) Litros de álcool
180 15
MATEMÁTICA

210 x

Observe que, se duplicarmos a distância, o consumo


de álcool também duplica. Então, as grandezas distância
e litros de álcool são diretamente proporcionais. No

16
esquema que estamos montando, indicamos esse fato Velocidade (km/h) Tempo (h)
colocando uma flecha na coluna “distância” no mesmo 60 4
sentido da flecha da coluna “litros de álcool”: 80 x

Distância (km) Litros de álcool sentidos contrários


180 15
210 x Na montagem da proporção devemos seguir o senti-
do das flechas. Assim, temos:

mesmo sentido

Armando a proporção pela orientação das flechas,


temos:

Resposta: Farei esse percurso em 3 h.

EXERCÍCIOS COMENTADOS
Resposta: O carro gastaria 17,5 L de álcool.
1. (CBTU – ASSISTENTE OPERACIONAL – FU-
MARC/2016) Dona Geralda comprou 4 m de tecido im-
portado a R$ 12,00 o metro linear. No entanto, o metro
#FicaDica linear do lojista media 2 cm a mais. A quantia que o lojis-
ta deixou de ganhar com a venda do tecido foi:
Procure manter essa linha de raciocínio nos
diversos problemas que envolvem regra de a) R$ 0,69
três simples ! Identifique as variáveis, verifi- b) R$ 0,96
que qual é a relação de proporcionalidade e c) R$ 1,08
siga este exemplo ! d) R$ 1,20

Resposta: Letra B. As grandezas (comprimento e pre-


Ex: Viajando de automóvel, à velocidade de 60 km/h, ço) são diretamente proporcionais. Assim, a regra de
eu gastaria 4 h para fazer certo percurso. Aumentando três é direta:
a velocidade para 80 km/h, em quanto tempo farei esse
percurso? Metros Preço
Solução: Indicando por x o número de horas e colo-
cando as grandezas de mesma espécie em uma mesma 1 12
coluna e as grandezas de espécies diferentes que se cor- 0,02 x
respondem em uma mesma linha, temos:
1 � x = 0,02 � 12 → x = R$ 0,24
Velocidade (km/h) Tempo (h) Note que foi necessário passar 2 cm para metros, para
60 4 que as unidades de comprimento fiquei iguais. Assim,
80 x cada 2 cm custaram R$ 0,24 para o vendedor. Como
Na coluna em que aparece a variável x (“tempo”), va- ele vendeu 4 m de tecido, esses 2 cm não foram con-
mos colocar uma flecha: siderados quatro vezes. Assim, ele deixou de ganhar
Velocidade (km/h) Tempo (h) 2. Para se construir um muro de 17m² são necessários 3
60 4 trabalhadores. Quantos trabalhadores serão necessários
80 x para construir um muro de 51m²?
Observe que, se duplicarmos a velocidade, o tempo Resposta: 9 trabalhadores.
fica reduzido à metade. Isso significa que as grandezas As grandezas (área e trabalhadores) são diretamente
velocidade e tempo são inversamente proporcionais. proporcionais. Assim, a regra de três é direta:
No nosso esquema, esse fato é indicado colocando-se na
MATEMÁTICA

coluna “velocidade” uma flecha em sentido contrário ao


da flecha da coluna “tempo”: Área N Trabalhadores
17 3
51 x

17
17 � x = 51 � 3 → x = 9 trabalhadores
FIQUE ATENTO!
Repare que a regra de três composta, em-
Regra de Três Composta bora tenha formulação próxima à regra de
três simples, é conceitualmente distinta de-
O processo usado para resolver problemas que en- vido à presença de mais de duas grandezas
volvem mais de duas grandezas, diretamente ou inver- proporcionais.
samente proporcionais, é chamado regra de três com-
posta.

Ex: Em 4 dias 8 máquinas produziram 160 peças. Em


quanto tempo 6 máquinas iguais às primeiras produzi- EXERCÍCIOS COMENTADOS
riam 300 dessas peças?
Solução: Indiquemos o número de dias por x. Co- 1. (SEDUC-SP - ANALISTA DE TECNOLOGIA DA IN-
loquemos as grandezas de mesma espécie em uma só FORMAÇÃO – VUNESP/2014) Quarenta digitadores
coluna e as grandezas de espécies diferentes que se preenchem 2 400 formulários de 12 linhas, em 2,5 ho-
correspondem em uma mesma linha. Na coluna em que ras. Para preencher 5 616 formulários de 18 linhas, em 3
aparece a variável x (“dias”), coloquemos uma flecha: horas, e admitindo-se que o ritmo de trabalho dos digi-
tadores seja o mesmo, o número de digitadores neces-
Máquinas Peças Dias sários será:
8 160 4
6 300 x a) 105
b) 117
Comparemos cada grandeza com aquela em que está c) 123
o x. d) 131
e) 149
As grandezas peças e dias são diretamente propor-
cionais. No nosso esquema isso será indicado colocan- Resposta: Letra B. A tabela com os dados do enun-
do-se na coluna “peças” uma flecha no mesmo sentido ciado fica:
da flecha da coluna “dias”:
Digitadores Formulários Linhas Horas
Máquinas Peças Dias
8 160 4 40 2400 12 2,5
6 300 x x 5616 18 3
Mesmo sentido Comparando-se as grandezas duas a duas, nota-se
que:
As grandezas máquinas e dias são inversamente pro- Digitadores e formulários são diretamente propor-
porcionais (duplicando o número de máquinas, o número cionais, pois se o número de digitadores aumenta, a
de dias fica reduzido à metade). No nosso esquema isso quantidade de formulários que pode ser digitada tam-
será indicado colocando-se na coluna (máquinas) uma bém aumenta.
flecha no sentido contrário ao da flecha da coluna “dias”: Digitadores e linhas são diretamente proporcionais,
pois se a quantidade de digitadores aumenta, o núme-
Máquinas Peças Dias ro de linhas que pode ser digitado também aumenta.
8 160 4 Digitadores e horas são inversamente proporcionais,
6 300 x pois se o número de horas trabalhadas aumenta, en-
tão são necessários menos digitadores para o serviço
Sentidos contrários e, portanto, a quantidade de digitadores diminui.
Agora vamos montar a proporção, igualando a razão
que contém o x, que é 4 , com o produto das outras ra- A regra de três fica:
x
zões, obtidas segundo a orientação das flechas 6 160
� :
8 300
40 2400 12 3
= � �
x 5616 18 2,5
40 86400
→ =
x 252720
→ 86500x = 10108800
MATEMÁTICA

→ x = 117 digitadores

Resposta: Em 10 dias.

18
2. Em uma fábrica de brinquedos, 8 homens montam 20
carrinhos em 5 dias. Quantos carrinhos serão montados FIQUE ATENTO!
por 4 homens em 16 dias? Há diversas formas de equações do primeiro
grau e a seguir serão apresentados alguns
Resposta: deles. Antes, há uma lista de “regras” para a
solução de equações do primeiro grau:
Homens Carrinhos Dias
8 20 5 Regra 1 – Eliminar os parênteses
4 x 16 Regra 2 – Igualar os denominadores de todos os
termos caso haja frações
Observe que, aumentando o número de homens, a Regra 3 – Transferir todos os termos que conte-
produção de carrinhos aumenta. Portanto a relação nham incógnitas para o 1º membro
é diretamente proporcional (não precisamos inverter Regra 4 – Transferir todos os termos que conte-
a razão). nham somente números para o 2º membro
Aumentando o número de dias, a produção de carri- Regra 5 – Simplificar as expressões em ambos os
nhos aumenta. Portanto a relação também é direta- membros
mente proporcional (não precisamos inverter a razão). Regra 5 – Isolar a incógnita no 1º membro
Devemos igualar a razão que contém o termo x com o
produto das outras razões. Exemplo: Resolva a equação 5x − 4 = 2x + 8
Montando a proporção e resolvendo a equação, te-
mos: As regras 1 e 2 não se aplicam pois não há parênteses,
nem frações. Aplicando a regra 3, transfere-se o termo
20 8 5 “2x” para o 1º membro. Para fazer isso, basta colocá-lo
= � no 1º membro com o sinal trocado:
π 4 16
5x − 4 − 2x = 8
EQUAÇÕES DO 1º OU DO 2º GRAUS; Aplicando a regra 4, transfere-se o termo “-4” para o
2º membro. Para fazer isso, basta colocá-lo no 1º mem-
SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU;
bro com o sinal trocado:
5x − 2x = 8 + 4
Equação do 1º Grau

Uma equação é uma igualdade na qual uma ou mais Aplicando a regra 5, simplifica-se as expressões em
variáveis, conhecidas por incógnitas, são desconhecidas. ambos os membros. Simplificar significa “juntar” todos
Resolver uma equação significa encontrar o valor das in- os termos com incógnitas em um único termo no 1º
cógnitas. Equações do primeiro grau são equações onde membro e fazer o mesmo com todos os temos que con-
há somente uma incógnita a ser encontrada e seu ex- tenham somente números no 2º membro:
poente é igual a 1. A forma geral de uma equação do 3x = 12
primeiro grau é:
ax + b = 0 Aplicando a regra 6, isola-se a incógnita no 1º mem-
bro. Para isso, divide-se ambos os lados da equação por
Onde a e b são números reais. 3, fazendo com que no 1º membro reste apenas :

O “lado esquerdo” da equação é denominado 1º 3x 12 12


membro enquanto o “lado direito” é denominado 2º = →x= → x = 4 → S = {4�
3 3 3
membro.
2x
Exemplo: Resolva a equação +2 x−4 = x+1
3
#FicaDica
Aplicando a regra 1, eliminam-se os parênteses. Para
Para resolver uma equação do primeiro grau, isso, aplica-se a distributiva no termo com parênteses:
costuma-se concentrar todos os termos que 2x
contenham incógnitas no 1º membro e to- + 2x − 8 = x + 1
3
dos os termos que contenham somente nú-
meros no 2º membro.
MATEMÁTICA

Aplicando a regra 2, igualam-se os denominadores


de todos os termos. Nessa equação, o denominador co-
mum é “3”:

19
2x 6x 24 3x 3 2. Encontre o valor de x que satisfaz a equação
+ − = +
3 3 3 3 3 3x + 24 = −5x

Como há o mesmo denominador em todos os ter- Resposta:


mos, eles podem ser “cortados”:
3x + 24 = −5x
2x + 6x − 24 = 3x + 3
⟹ 3x + 5x + 24 = 0 − 5x + 5x
⟹ 8x = −24
Aplicando a regra 3, transfere-se o termo “3x” para o
1º membro: ⟹ x = −3

2x + 6x − 3x − 24 = 3
Equação do 2º Grau

Aplicando a regra 4, transfere-se o termo “-24” para Equações do segundo grau são equações nas quais
o 2º membro: o maior expoente de é igual a 2. Sua forma geral é ex-
pressa por:
2x + 6x − 3x = 24 + 3
Aplicando a regra 5, simplificam-se as expressões em ax 2 + bx + c = 0
ambos os membros:
5x = 27 Onde e são números reais e . Os números a, b e c são
chamados coeficientes da equação:
- a é sempre o coeficiente do termo em x².
Por fim, aplicando a regra 6, isola-se a incógnita no - b é sempre o coeficiente do termo em x.
1º membro: - c é sempre o coeficiente ou termo independente.
27 27
x= →S= Equação completa e incompleta
5 5
- Quando b ≠ e c ≠ , a equação do 2º grau se diz
completa.
EXERCÍCIOS COMENTADOS Exs:
2

1. Calcule: 5x – 8x + 3 = 0 é uma equação completa (a = 5, b = – 8, c = 3).


2
y + 12y + 20 = 0 é uma equação completa (a = 1, b = 12, c = 20).
a) −3x – 5 = 25
1 Quando b=0 ou c=0 ou b=c=0, a equação do 2º grau
b) 2x − =3 se diz incompleta.
2
Exs:
Resposta: 2
x – 81 = 0 é uma equação incompleta (a = 1, b = 0 e c = – 81).
2

a) −3x – 5 = 25 10t + 2t = 0 é uma equação incompleta (a = 10, b = 2 e c = 0).


2
5y = 0 é uma equação incompleta (a = 5, b = 0 e c = 0).
⟹ −3x − 5 + 5 = 25 + 5
⟹ −3x = 30
Todas essas equações estão escritas na forma
−3x 30 ax 2 + bx + c = 0 , que é denominada forma
⟹ = ⟹ x = −10
−3 −3 normal ou forma reduzida de uma equação do 2º grau
com uma incógnita.
Há, porém, algumas equações do 2º grau que não
b) 1
2x –
=3 estão escritas na forma ax 2 + bx + c = 0 ; por meio
2 de transformações convenientes, em que aplicamos o
1 1 1
⟹ 2x − + = 3 + princípio aditivo para reduzi-las a essa forma.
2 2 2
Ex:
7 2x 7 Dada a equação: 2x 2 – 7x + 4 = 1 – x 2 , vamos es-
⟹ 2x = ⟹ =
2 2 4 crevê-la na forma normal ou reduzida.
MATEMÁTICA

7
⟹x=
4
2x 2 – 7x + 4 – 1 + x 2 = 0
2x 2 + x 2 – 7x + 4 – 1 = 0
3x 2 – 7x + 3 = 0

20
Resolução de Equações do 2º Grau: Fórmula de Bháskara

Para encontras as soluções de equações do segundo grau, é necessário conhecer seu discriminante, representado
pela letra grega Δ (delta).
Δ = b2 − 4 � a � c

FIQUE ATENTO!
O discriminante fornece importantes informações de uma equação do 2ª grau:
Se Δ > 0 → A equação possui duas raízes reais e distintas
Se Δ = 0 → A equação possui duas raízes reais e idênticas
Se Δ < 0 → A equação não possui raízes reais

A solução é dada pela Fórmula de Bháskara: −b ± Δ , válida para os casos onde Δ > 0 ou .
x= Δ=0
2a

#FicaDica
Para utilizar a Fórmula de Bháskara a equação deve estar obrigatoriamente no formato ax 2 + bx + c = 0
. Caso não esteja, é necessário colocar a equação nesse formato para, em seguida, aplicar a fórmula!

Quando b=0 diz-se que as raízes das equações são simétricas.

As regras para solução de uma equação do 2º grau são as seguintes:


Regra 1 – Identificar os números e
Regra 2 – Calcular o discriminante
Regra 3 – Caso o discriminante não seja negativo, utilizar a Fórmula de Bháskara

Exemplo: Resolva a equação


Aplicando a regra 1, identifica-se: , e
Aplicando a regra 2, calcula-se o discriminante:

Como o discriminante não é negativo, aplica-se a regra 3, que consiste em utilizar a fórmula de Bháskara:

Assim,
2
Exemplo: Resolva a equação x − x − 6 = 0
Aplicando a regra 1, identifica-se: a=1, b=-1 e c=-6
Aplicando a regra 2, calcula-se o discriminante:
Δ = b2 − 4 � a � c = −1 2
− 4 � 1 � −6 = 1 + 24 = 25

Como o discriminante não é negativo, aplica-se a regra 3, que consiste em utilizar a fórmula de Bháskara:

Assim, S= {2}
Note que, como o discriminante é nulo, a equação possui duas raízes reais e idênticas iguais a 2.
MATEMÁTICA

Exemplo: Resolva a equação x 2 − 4x + 4 = 0


Aplicando a regra 1, identifica-se: a=1, b=2 e c=3
Aplicando a regra 2, calcula-se o discriminante:
Δ = b2 − 4 � a � c = 2 2
− 4 � 1 � 3 = 4 − 12 = −8

21
Como o discriminante é negativo, a equação não pos- Neste modelo esquemático, temos o conjunto A
sui raízes reais. sendo representado a esquerda e o conjunto B sendo
Assim, S= ∅ (solução vazia). representado a direita, mostrando a relação de função
entre eles. A partir destas definições, podemos definir 3
conceitos fundamentais das funções: Domínio, Contra-
domínio e Imagem.
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Domínio
1. Determine os valores de x que satisfazem: O domínio da função, ou domínio de f(x), é o conjun-
2 to de todos os valores que podem ser atribuídos a x, ou
x − 2x − 5 = 0 seja, todos os elementos do conjunto A.

Resposta: Contradomínio

x ′ = 1 − 6 e x′′ = 1 + 6. O contradomínio da função, ou contradomínio de f(x),


são todos os valores possíveis que podem ser atribuídos
2
a y, ou seja, trata-se do conjunto B,
x − 2x − 5 = 0
Δ = −2 2 − 4 � −5 � 1 = 4 + 20 = 24 Imagem

x=
− −2 ± 24
=
2±2 6
=1± 6 A imagem de uma função, ou imagem de f(x), é um
2�1 2 subconjunto do contradomínio que contém apenas os
Assim, as raízes x′ e x′′ são: valores de y que tiveram algum elemento de x associado.
x′ = 1 − 6 e x′′ = 1 + 6
Usando o diagrama esquemático representado ante-
riormente, podemos descrever as 3 definições nele:
Domínio: Todos os valores de A: f(x):Dom={2,4,7,10}
2. Determine os valores de x que satisfazem:
Contradomínio: Todos os valores de B: f(x):Contra-
Dom= {0,4,8,10,12,16}
x 2 − 2x + 5 = 0 Imagem: Todos os valores de B que tiveram associa-
ção com A: f(x):Imagem={0,4,10,16}
Resposta: Não existe solução em R.
Observe que o elemento “8” do conjunto B não per-
tence a imagem, pois não há nenhum valor do conjunto
Função do 1˚ Grau A associado a ele.

Conceitos Fundamentais sobre Funções


FIQUE ATENTO!
Uma função é uma relação entre dois conjuntos A e Nem sempre a imagem e o contradomínio
B de modo que cada elemento do conjunto A está as- terão o mesmo tamanho!
sociado a um único elemento de B. Sua representação
matemática é bem simples:
Função crescente: A função f(x), num determinado
y=f(x):A→B intervalo, é crescente se, para quaisquer x1 e x2 pertencen-
tes a este intervalo, com com x1<x2, tivermos f(x1 )<f(x2 ).
Onde y são os elementos do conjunto B e x são os
elementos do conjunto A. f(x) é a chamada “função de
x”, que basicamente é uma expressão matemática que
quantifica o valor de y, dado um valor de x. Outra manei-
ra de representarmos uma função é através de um mo-
delo esquemático:

Função decrescente: Função f(x), num determinado


intervalo, é decrescente se, para quaisquer x1 e x2 perten-
cente a este intervalo, com x1<x2, tivermos f(x1 )>f(x2 ).
MATEMÁTICA

22
Função do 1º Grau

As funções de 1° grau, conhecidas também como


funções lineares, são expressões matemáticas onde a va-
riável independente x possui grau igual a 1 e não está no
denominador, em outras palavras, a forma geral de uma
função de primeiro grau é a seguinte:

f(x)=ax+b a≠0

Onde “a” e “b” são números reais e são denomina-


dos respectivamente de coeficientes angular e linear. Nas
Função constante: A função f(x), num determinado funções de primeiro grau, tanto o domínio, contradomí-
intervalo, é constante se, para quaisquer x1<x2 , tivermos nio e imagem são todos os números reais, uma vez que
f(x1) = f(x2). não há nenhum tipo de restrição de valor nas mesmas.

Zeros da Função do 1º grau:

Chama-se zero ou raiz da função do 1º grau y = ax +


b o valor de x que anula a função, isto é, o valor de x para
que y seja igual à zero.
Assim, para achar o zero da função y = ax + b, basta
resolver a equação ax + b = 0

Ex:
Determinar o zero da função: y = 2x – 4.

Representação Gráfica

A função f(x) pode ser representada no plano carte-


siano, através de um par ordenado (x,y). O lugar geo-
métrico dos pares ordenados para os quais x∈Dom e
y∈Imagem formam, no plano cartesiano, o gráfico da O zero da função y = 2x – 4 é 2.
função. Um exemplo de plano cartesiano é apresentado
abaixo:
Gráfico da Função do 1º Grau

A forma desta função, como o próprio nome diz, será


linear ou uma reta, e terá três tipos:

a) Crescente: a> 0
Quando o coeficiente angular da função for positi-
vo, os valores de y aumentarão quando o valor de
x também aumentar. A representação gráfica dos
três posicionamentos desta reta, em função do va-
lor de b, está abaixo:

#FicaDica
A apresentação de uma função por meio de
MATEMÁTICA

seu gráfico é muito importante, não só na


Matemática como nos diversos ramos dos
estudos científicos.

23
b) Decrescente:
A representação gráfica dos três posicionamentos
desta reta, em função do valor de b, está abaixo:

Estudo do sinal da função do 1º grau

Estudar o sinal da função do 1º grau


é determinar os valores reais de x para que:
- A função se anule (y = 0);
- A função seja positiva (y > 0);
- A função seja negativa (y < 0).

Ex:
Estudar o sinal da função .

a) Qual o valor de x que anula a função?

c) Constante:
Algumas referências não tratam a função constante A função se anula para .
como uma função linear e na teoria, realmente ela não
MATEMÁTICA

é. Entretanto, como sua forma também é uma reta e tra-


ta-se de um caso específico do valor de a, colocamos
nesta seção para ficar de maneira mais didática ao leitor.
A representação gráfica dos três posicionamentos desta
reta, em função do valor de b, está abaixo:

24
b) Quais valores de x tornam positiva a função?
EXERCÍCIO COMENTADO

1. Determine o domínio das funções reais apresentadas


abaixo.

a)

b)

c)
A função é positiva para todo x real maior que 2.

c) Quais valores de x tornam negativa a função? Resposta:

a) Domínio =

b) Domínio =

c) Domínio =

Função do 2˚ Grau

Chama-se função do 2º grau ou função quadrática


toda função de em definida por um polinômio
A função é negativa para todo x real menor que 2. do 2º grau da forma com a , b e
c reais e . O gráfico de uma função do 2º grau é
Podemos também estudar o sinal da função por meio uma parábola.
de seu gráfico:
Exs:

1. Zeros da Função do 2º grau

As raízes ou zeros da função quadrática


são os valores de x reais tais
que e, portanto, as soluções da equação do
- 2º grau.

A resolução de uma equação do 2º grau é feita utili-


zando a fórmula de Bháskara como já visto.
- Para x = 2 temos y = 0;
- Para x > 2 temos y > 0; FIQUE ATENTO!
- Para x < 2 temos y < 0. As raízes (quando são reais), o vértice e a
intersecção com o eixo y são fundamentais
para traçarmos um esboço do gráfico de
uma função do 2º grau.
MATEMÁTICA

Concavidade da Parábola

No caso das funções do 2º grau, a parábola pode ter


sua concavidade voltada para cima (a > 0) ou voltada
para baixo (a < 0).

25
Cálculo da abscissa do vértice:

Cálculo da ordenada do vértice:


Substituindo x por 4 na função dada:

Logo, o ponto V, vértice dessa parábola, é dado por


a> 0 a<0 V.

Coordenadas do vértice da parábola


#FicaDica
A parábola que representa graficamente a função do
2º grau apresenta como eixo de simetria uma reta vertical Como observado, a ordenada do vértice (
que intercepta o gráfico num ponto chamado de vértice. ) pode ser calculada de duas formas distintas:
As coordenadas do vértice são: substituindo o valor de na função ou usan-
do a fórmula dada anteriormente
e . Costuma-se utilizar a primeira forma (apre-
sentada no exemplo) por exigir menos cálcu-
los e com isso ganha-se tempo na prova. Mas
fica a cargo do aluno qual forma utilizar. Para
fins ilustrativos, vamos encontrar o utilizan-
do a fórmula:

que é idêntico
(como não poderia deixar de ser) ao valor
encontrado anteriormente.

Domínio e Imagem da função do 2º grau


Vértice (V)
O domínio de uma função do 2º grau é o conjunto
O Conjunto Imagem de uma função do 2º grau está dos números reais, ou seja Dom=
associado ao seu ponto extremo, ou seja, à ordenada do Como visto acima, a imagem de uma função do 2º
vértice grau está diretamente relacionada à ordenada do vértice
( ).
( ).
Para a > 0 → Im = y ∈ ℝ y ≥ yV}
Para a < 0 → Im = y ∈ ℝ y ≤ yV }

Representação gráfica – diferentes casos

Para sabermos a posição e orientação desta parábola,


precisaremos além de analisar o sinal do discriminante,
teremos que analisar também o sinal do coeficiente “a”.
Vejam os casos:

a) a > 0 e Δ > 0 : Neste caso, teremos a “boca”


da parábola apontada para cima, e como temos
duas raízes distintas, a mesma cruza duas vezes no
MATEMÁTICA

Ex: eixo x. Além disso, o vértice da parábola caracteri-


Vamos determinar as coordenadas do vértice da pará- za-se pelo ponto de mínimo da mesma. Seguem
bola da seguinte função quadrática: . as representações para duas raízes positivas, uma
positiva e outra negativa, e as duas negativas, res-
pectivamente:

26
b) a < 0 e Δ > 0 : Neste caso, temos a “boca” da parábola apontada para baixo, e como temos duas raízes dis-
tintas, a mesma cruza duas vezes no eixo x. Além disso, o vértice da parábola caracteriza o ponto de máximo da
mesma. Seguem as representações para as duas raízes positivas, uma positiva e outra negativa, e as duas nega-
tivas, respectivamente:

c) a > 0 e Δ = 0 : Neste caso, a “boca” da parábola segue apontada para cima, mas a mesma toca o eixo x apenas
uma vez, já que a raízes são idênticas. Além disso, o vértice desta parábola é exatamente o ponto de tangência,
a figura a seguir apresenta os casos para a raiz positiva e negativa respectivamente:

d) a < 0 e Δ = 0 : Neste caso, a “boca” da parábola segue apontada para baixo, mas a mesma toca o eixo x
apenas uma vez, já que a raízes são idênticas. Além disso, o vértice desta parábola é exatamente o ponto de
tangência, a figura a seguir apresenta os casos para a raiz positiva e negativa respectivamente:
MATEMÁTICA

27
e) a > 0 e Δ = 0 : Neste caso, não há raízes (a pa- Valor máximo e valor mínimo da função do 2º grau
rábola não toca e nem cruza o eixo x). A “boca”
da parábola segue para cima e as figuras a seguir - Se a > 0, o vértice é o ponto da parábola que tem
apresentam os gráficos para vértices com coorde- ordenada mínima. Nesse caso, o vértice é chamado
nada x positiva e negativa respectivamente: ponto de mínimo e a ordenada do vértice é cha-
mada valor mínimo da função;
- Se a < 0, o vértice é o ponto da parábola que tem
ordenada máxima. Nesse caso, o vértice é ponto
de máximo e a ordenada do vértice é chamada va-
lor máximo da função.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. Dada a função parabólica a < 0 e Δ = 0 , determine


as coordenadas do vértice, V.

Resposta: As coordenadas do seu vértice podem ser


encontradas através de:
xv = – b
2a
yv = – Δ
4a
Logo,
−1 1
xv = − =
2�1 2
−1 2 − 4 � 1 � 0 1
yv = − =−
a < 0 e Δ = 0 : Neste caso, não há raízes (a pa- 4�1 4
f)
rábola não toca e nem cruza o eixo x). A “boca” Portanto:
da parábola segue para baixo e as figuras a seguir 1 1
apresentam os gráficos para vértices com coorde- V= ,− .
2 4
nada x positiva e negativa respectivamente:

2. (UFSCAR–SP) Uma bola, ao ser chutada num tiro de


meta por um goleiro, numa partida de futebol, teve sua
trajetória descrita pela equação h(t) = – 2t² + 8t (t ≥0) ,
onde t é o tempo medido em segundo e h(t) é a altura
em metros da bola no instante t. Determine, apos o chu-
te:

a) o instante em que a bola retornará ao solo.


b) a altura atingida pela bola.

Resposta: a) Houve dois momentos em que a bola


tocou o chão: o primeiro foi antes de ela ser chutada
e o segundo foi quando ela terminou sua trajetória e
retornou para o chão. Em ambos os momentos a altu-
ra h(t) era igual a zero, sendo assim:
h(t) = – 2t² + 8t
0 = – 2t² + 8t
2t² – 8t = 0
2t.(t – 4) = 0
t’ = 0
t’’ – 4 = 0
t’’ = 4
MATEMÁTICA

Portanto, o segundo momento em que a bola tocou


no chão foi no instante de quatro segundos.
b) A altura máxima atingida pela bola é dada pelo vér-
tice da parábola. As coordenadas do seu vértice po-
dem ser encontradas através de:

28
xv = – b Equações exponenciais
2a
yv = – Δ As equações exponenciais são funções exponenciais
4a relacionadas a números ou expressões. O princípio fun-
damental para a resolução das mesmas é lembrar que
No caso apresentado, é interessante encontrar ape- dois expoentes serão iguais se as respectivas bases tam-
nas yv: bém forem iguais, sigam os exemplos abaixo:
Ex:
yv = – Δ Resolva 3x = 27
4a Resolução: Seguindo o princípio que bases iguais te-
yv = – (b² – 4ac) rão expoentes iguais, temos que lembrar que 27 = 33 ,
4a assim:
yv = – (8² – 4 (–2)0)
4 (– 2) 3x = 33
yv = – (64 – 0) x=3
–8 S = {3}
yv = 8

Portanto, a altura máxima atingida pela bola foi de 8


metros.
EXERCÍCIOS COMENTADOS

Função Exponencial 1. Resolva 22x = 1024

A função exponencial, como o nome mostra, é uma Resposta:


função onde a variável independente é um expoente: Utilizando as propriedades de potenciação, tem-se:
𝟐𝟐𝐱 = 𝟐𝟏𝟎
Com “a” sendo um número real. Possui dois tipos
𝟐𝐱 = 𝟏𝟎
básicos, quando a > 1 (crescente) e 0 < a < 1 (de-
crescente). Portanto, a solução da equação exponencial é x=5.
As figuras a seguir apresentam seus respectivos grá-
ficos:
2.(CONED-2016) Qual a soma das raízes ou zeros da
função exponencial abaixo:
22x−3 − 3 � 2x−1 + 4 = 0
a) 5
b) 4
c) 6
d) 8
e) -6

Resposta: Letra A.

22x−3 − 3 � 2x−1 + 4 = 0
22x 3 � 2x
− +4 = 0
23 2
2x 2 3 � 2x
− +4 = 0
23 2
Faz-se a substituição 2x = y pra obter uma equação
de segundo grau
y 2 3y
− +4=0
#FicaDica 8 2
É importante ressaltar que o gráfico da Multiplicando a equação por 8
função exponencial (na forma que foi
y 2 − 12y + 32 = 0
MATEMÁTICA

apresentado) não toca o eixo , pois a


função com é sempre positiva. Resolvendo a equação do segundo grau:

29
Δ = −12 2
− 4 � 1 � 32 = 144 − 128 = 16 Equações Logarítmicas

As equações logarítmicas adotarão um princípio se-


melhante as equações exponenciais. Para se achar o mes-
mo logaritmando, dois logaritmos deverão ter a mesma
base ou vice-versa. Ressalta-se apenas que as condições
de existência de um logaritmo devem ser respeitadas.
Veja o exemplo:
2x = 4 → 2x = 22 → x = 2
Assim, � x 1 Ex:
2 = 8 → 2x = 23 → x2 = 3 Resolva log2 x − 2 = 4
Portanto, a soma das raízes é igual a 2+3=5. Primeiramente, será importante transformar o núme-
ro 4 em um log. Como a base do log que contém x é dois,
vamos transformar 4 em um log na base 2 da seguinte
Função Logarítmica forma:
log 2 16 = 4
As funções logarítmicas tem como base o operador
matemático log: Igualando isso a equação:
log 2 x − 2 = log 2 16
f x = log a x , com a > 0, a ≠ 1 e x > 0

#FicaDica
FIQUE ATENTO! Bases iguais, logaritmandos iguais:
Observe que há restrições importantes para
os valores de (logaritmando) e (base) e será 4x + 2 = 3x + 3
essas restrições que poderá determinar o → 4x − 3x = 3 − 2
conjunto solução das equações logarítmicas.
→x=1

O gráfico da função logarítmica terá dois formatos,


baseado nos possíveis valores de a. Será crescente quan-
do e decrescente quando :
EXERCÍCIO COMENTADO

1. (FUNDEP-2014) O conjunto solução da equação


log 4x + 2 = log 3x + 3 é:
a) S={1}
b) S= {2}
c) S= {3}
d) S= {4}
e) S= {5}

Resposta: Letra A. Como as bases são iguais, os lo-


garitmandos devem ser iguais. Portanto, pode-se es-
crever:

4x + 2 = 3x + 3
→ 4x − 3x = 3 − 2
→x=1

Função Modular

Módulo

As funções modulares são desenvolvidas através de


MATEMÁTICA

um operador matemático chamado de “Módulo”. Sua


definição está apresentada abaixo:
𝑥, 𝑠𝑒 𝑥 ≥ 0
x = �
−𝑥, 𝑠𝑒 𝑥 ≤ 0

30
Sua representação é através de duas barras verticais e
lê-se “Módulo de x”.

#FicaDica
Módulo também conhecido como valor ab-
soluto pode ser entendido como uma dis-
tância e por isso |x|<0 não existe para todo x.
Ex: |3| = 3 e |-3| = 3.

Função Modular

A função modular, segue a mesma representação,


trocando apenas x por f(x):

𝑓 x , 𝑠𝑒 𝑓 x ≥ 0
f(x) = �
−𝑓 x , 𝑠𝑒 𝑓 x ≤ 0

FIQUE ATENTO! Equações modulares


A representação gráfica será feita através
de duas retas, dependendo de como é a As equações modulares são funções modulares igua-
forma de f (x). ladas a algum número ou expressão. Ela será resolvida
decompondo a mesma em dois casos, com domínios
pré-determinados. Este tipo de solução é apresentada
Abaixo segue alguns exemplos: no Exercício Comentado 1, a seguir:

Ex:
Desenhar o gráfico de f x = |x|
Resolução: O gráfico de f x = |x| forma uma ponta EXERCÍCIO COMENTADO
na origem e segue uma reta espelhada tanto para o sen-
tido positivo quanto para o negativo:
1. Resolva x − 3 = 7

Reposta: Conforme foi mencionado, vamos resolver


dois casos, usando a definição de módulo:
x − 3 = 7 , para x − 3 ≥ 0
− x − 3 = 7 , para x − 3 ≤ 0
Resolvendo:
x = 7 + 3 = 10, para x ≥ 3
– x + 3 = 7 ⇔ x = −4, para x ≤ 3
Observe que as duas soluções estão dentro dos domí-
Ex: nios pré-estabelecidos, assim: S={-4,10}
Desenhar o gráfico de f x = |x − a
Resolução: Quando há um termo subtraindo o valor
de x dentro do módulo, o gráfico original acima se des-
loca, com a “ponta” se movendo para a coordenada “a”.
Seguem os dois casos, para a > 0 e a < 0 respectiva-
mente:
MATEMÁTICA

31
2. (PREF. OSASCO-SP – ATENDENTE – FGV/2014) Assinale a única função, dentre as opções seguintes, que pode
estar representada no gráfico a seguir:

a) y = 1 – |x – 1|;
b) y = 1 – |x + 1|;
c) y = 1 + |x – 1|;
d) y = 1 + |x + 1|;
e) y = |x – 1| + |x + 1|.

Resposta: Letra A. Pelo gráfico se x = 0 implica em y = 0, se x = 2 implica em y = 0 e se x = 1 implica em y=1. Ana-


lisando o itens acima, verifica-se que essas condições são satisfeitas se y = 1 – |x – 1|. Logo, a resposta correto é a
letra a.

GRANDEZAS E MEDIDAS – QUANTIDADE, TEMPO, COMPRIMENTO, SUPERFÍCIE, CAPACIDA-


DE E MASSA;

O sistema de medidas e unidades existe para quantificar dimensões. Como a variação das mesmas pode ser gigan-
tesca, existem conversões entre unidades para melhor leitura.

Medidas de Comprimento

A unidade principal (utilizada no sistema internacional de medidas) de comprimento é o metro. Para medir dimen-
sões muito maiores ou muito menores que essa referência, surgiram seis unidades adicionais:

km hm dam m dm cm mm
(kilômetro) (hectômetro) (decâmetro) (metro) (decímetro) (centímetro) (milímetro)

A conversão de unidades de comprimento segue potências de 10. Para saber o quanto se deve multiplicar (ou dividir),
utiliza-se a regra do , onde c é o número de casas que se andou na tabela acima. Adicionalmente, se você andou para a
direita, o número deverá ser multiplicado, se andou para a esquerda, será dividido. As figuras a seguir exemplificam as
conversões:
Ex: Conversão de 2,3 metros para centímetros
MATEMÁTICA

32
Ex: Conversão de 125 000 mm para decâmetro:

Medidas de Área (Superfície)

As medidas de área seguem as mesmas referências que as medidas de comprimento. A unidade principal é o metro
quadrado e as outras seis unidades são apresentadas a seguir:

km² hm² dam² m² dm² cm² mm²


(kilômetro (hectômetro (decâmetro (metro qua- (decímetro (centímetro (milímetro
quadrado) quadrado) quadrado) drado) quadrado) quadrado) quadrado)

A conversão de unidades segue com potências de 10. A diferença agora é que ao invés da regra de , utiliza-se a regra
de , ou seja, o número de casas que se andou deve ser multiplicado por 2. A definição se multiplica ou divide segue a
mesma regra: Andou para a direita, multiplica, andou para a esquerda, divide. Sigam os exemplos:
Ex: Conversão de 2 km² para m²
MATEMÁTICA

33
Ex: Conversão de 20 mm² para cm²

Medidas de Volume(Capacidade)

As medidas de volume seguem as mesmas referências que as medidas de comprimento. A unidade principal é o
metro cúbico e as outras seis unidades são apresentadas a seguir:

km³ hm³ dam³ m³ dm³ cm³ mm³


(kilômetro (hectômetro- (decâmetro- (metro- (decímetro- (centímetro- (milímetro-
cúbico) cúbico) cúbico) cúbico) cúbico) cúbico) cúbico)

A conversão de unidades segue com potências de 10. A diferença agora é que ao invés da regra de , utiliza-se a re-
gra de , ou seja, o número de casas que se andou deve ser multiplicado por 3. A definição se multiplica ou divide segue
a mesma regra: Andou para a direita, multiplica, andou para a esquerda, divide. Sigam os exemplos:
Ex: Conversão de 3,7 m³ para cm³
MATEMÁTICA

34
Ex: Conversão de 50000 dm³ para m³

kL hL dam³ m³ dm³ cm³ mm³


(quilolitro) (hectolitro) (decalitro) (litro) (decilitro) (centilitro) (mililitro)

Para essa tabela, o roteiro para converter unidades de medidas é o mesmo utilizado para as medidas anteriores. A
diferença é que para cada unidade à direita multiplica-se por 10 e para cada unidade à esquerda divide-se por 10 (igual
para unidades de comprimento).

Medidas de Massa

As medidas de massa segue a base 10, como as medidas de comprimento. A unidade principal é o grama (g) e suas
seis unidades complementares estão apresentadas a seguir:

kg hg dag g dg cg mg
(kilograma) (hectograma) (decagrama) (grama) (decígrama) (centígrama) (milígrama)

Os passos para conversão de unidades segue o mesmo das medidas de comprimento. Utiliza-se a regra do , multi-
plicando se caminha para a direita e divide quando caminha para a esquerda.

FIQUE ATENTO!
Outras unidades importantes:
• Massa: A tonelada, sendo que 1 tonelada vale 1000 kg.
• Volume : O litro (l) que vale 1 decímetro cúbico (dm³) e o mililitro, que vale 1 cm³.
• Área: O hectare (ha) que vale 1 hectômetro quadrado (ou 10000 m²) e o alqueire, (varia de região para
região e normalmente a conversão desejada é dada na prova).

Medidas de Tempo

Desse grupo, o sistema hora – minuto – segundo, que mede intervalos de tempo, é o mais conhecido.
MATEMÁTICA

2h = 2 ∙ 60min = 120 min = 120 ∙ 60s = 7 200s


Para passar de uma unidade para a menor seguinte, multiplica-se por 60.
0,3h não indica 30 minutos nem 3 minutos; como 1 décimo de hora corresponde a 6 minutos, conclui-se que 0,3h =
18min.

35
Para medir ângulos, também temos um sistema não 3. Passe 50 dm2 para hectômetros quadrados.
decimal. Nesse caso, a unidade básica é o grau. Na as-
tronomia, na cartografia e na navegação são necessárias Resposta: 0, 00005 hm². Para passarmos de decíme-
medidas inferiores a 1º. Temos, então: tros quadrados para hectômetros quadrados, passare-
1 grau equivale a 60 minutos (1º = 60’) mos três níveis à esquerda.
1 minuto equivale a 60 segundos (1’ = 60”) Dividiremos então por 100 três vezes:
50dm2:100:100:100 ⟹ 0,00005hm2
Os minutos e os segundos dos ângulos não são, é Isto equivale a passar a vírgula seis casas para a esquer-
claro, os mesmos do sistema hora – minuto – segundo. da.
Há uma coincidência de nomes, mas até os símbolos que Portanto, 50 dm² é igual a 0, 00005 hm².
os indicam são diferentes:
4. Passe 5.200 gramas para quilogramas.
1h32min24s é um intervalo de tempo ou um instante
do dia. Resposta: 5,2 kg. Para passarmos 5.200 gra-
1º 32’ 24” é a medida de um ângulo. mas para quilogramas, devemos dividir (por-
que na tabela grama está à direita de quilogra-
ma) 5.200 por 10 três vezes, pois para passarmos
#FicaDica de gramas para quilogramas saltamos três níveis à
esquerda.
Por motivos óbvios, cálculos no sistema Primeiro passamos de grama para decagrama, depois
hora – minuto – segundo são similares a de decagrama para hectograma e finalmente de hec-
cálculos no sistema grau – minuto – se- tograma para quilograma:
gundo, embora esses sistemas correspon- 5200g:10:10:10 ⟹ 5,2Kg
dam a grandezas distintas. Isto equivale a passar a vírgula três casas para a esquer-
da.
Portanto, 5.200 g são iguais a 5,2 kg.

5. Converta 2,5 metros em centímetros.


EXERCÍCIOS COMENTADOS
Resposta: 250 cm. Para convertermos 2,5 me-
1. Raquel saiu de casa às 13h 45min, caminhando até o tros em centímetros, devemos multiplicar (por-
curso de inglês que fica a 15 minutos de sua casa, e che- que na tabela metro está à esquerda de centíme-
gou na hora da aula cuja duração é de uma hora e meia. tro) 2,5 por 10 duas vezes, pois para passarmos
A que horas terminará a aula de inglês? de metros para centímetros saltamos dois níveis à
direita.
a) 14h Primeiro passamos de metros para decímetros e de-
b) 14h 30min pois de decímetros para centímetros:
c) 15h 15min 2,5m∙10∙10 ⟹ 250cm
d) 15h 30min Isto equivale a passar a vírgula duas casas para a di-
e) 15h 45min reita.
Logo, 2,5 m é igual a 250 cm.
Resposta: Letra D. Basta somarmos todos os valores
mencionados no enunciado do teste, ou seja:
13h 45min + 15 min + 1h 30 min = 15h 30min RELAÇÃO ENTRE GRANDEZAS – TABELA
Logo, a questão correta é a letra D. OU GRÁFICO; TRATAMENTO DA INFOR-
MAÇÃO – MÉDIA ARITMÉTICA SIMPLES;
2. 348 mm3 equivalem a quantos decilitros?

Resposta: “0, 00348 dl”. Como 1 cm3 equivale a 1 ml, Estatística


é melhor dividirmos 348 mm3 por mil, para obtermos
o seu equivalente em centímetros cúbicos: 0,348 cm3. Definições Básicas
Logo 348 mm3 equivalem a 0, 348 ml, já que cm3 e ml se
equivalem. Estatística: ciência que tem como objetivo auxiliar na
Neste ponto já convertemos de uma unidade de me- tomada de decisões por meio da obtenção, análise, orga-
dida de volume, para uma unidade de medida de ca- nização e interpretação de dados.
pacidade. População: conjunto de entidades (pessoas, obje-
Falta-nos passarmos de mililitros para decilitros, quan- tos, cidades, países, classes de trabalhadores, etc.) que
MATEMÁTICA

do então passaremos dois níveis à esquerda. Dividire- apresentem no mínimo uma característica em comum.
mos então por 10 duas vezes: Exemplos: pessoas de uma determinada cidade, preços
0,348ml:10:100,00348dl de um produto, médicos de um hospital, estudantes que
Logo, 348 mm³ equivalem a 0, 00348 dl. prestam determinado concurso, etc.

36
Amostra: É uma parte da população que será objeto do estudo. Como em muitos casos não é possível estudar a
população inteira, estuda-se uma amostra de tamanho significativo (há métodos para determinar isso) que retrate o
comportamento da população. Exemplo: pesquisa de intenção de votos de uma eleição. Algumas pessoas são entre-
vistadas e a pesquisa retrata a intenção de votos da população.
Variável: é o dado a ser analisado. Aqui, será chamado de e cada valor desse dado será chamado de . Essa variável
pode ser quantitativa (assume valores) ou qualitativa (assume características ou propriedades).

Medidas de tendência central

São medidas que auxiliam na análise e interpretação de dados para a tomada de decisões. As três medidas de ten-
dência central são:

Média aritmética simples: razão entre a soma de todos os valores de uma mostra e o número de elementos da
amostra. Expressa por . Calculada por:
∑xi
x� =
n
Média aritmética ponderada: muito parecida com média aritmética simples, porém aqui cada variável tem um
peso diferente que é levado em conta no cálculo da média.
∑xi pi
x� =
∑pi

Mediana: valor que divide a amostra na metade. Em caso de número para de elementos, a mediana é a média entre
os elementos intermediários

Moda: valor que aparece mais vezes dentro de uma amostra.


Ex: Dada a amostra {1,3,1,2,5,7,8,7,6,5,4,1,3,2} calcule a média, a mediana e a moda.
Solução
Média:
1 + 3 + 1 + 2 + 5 + 7 + 8 + 7 + 6 + 5 + 4 + 1 + 3 + 2 55
x� = = = 3,92
14 14
Mediana:
Inicialmente coloca-se os valores em ordem crescente:
{1,1,1,2,2,3,3,4,5,5,6,7,7,8}

Como a amostra tem 14 valores (número par), os elementos intermediários são os 7º e 8º elementos. Nesse exem-
3+4 7
plo, são os números 3 e 4. Portanto, a mediana é a média entre eles: = = 3,5
2 2
Moda:
O número que aparece mais vezes é o número 1 e, portanto, é a moda da amostra nesse exemplo.
Ex: Dada a amostra {2,4,8,10,15,6,9,11,7,4,15,15,11,6,10} calcule a média, a mediana e a moda.
Solução:
Média:
2 + 4 + 8 + 10 + 15 + 6 + 9 + 11 + 7 + 4 + 15 + 15 + 11 + 6 + 10 133
x� = = = 8,867
15 14

Mediana:
Inicialmente coloca-se os valores em ordem crescente
{2,4,4,6,6,7,8,9,10,10,11,11,15,15,15}
Como a amostra tem 15 valores (número par), o elemento intermediário é o 8º elemento. Logo, a mediana é igual
a 9.

Moda:
MATEMÁTICA

O número que aparece mais vezes é o número 15 e, portanto, é a moda da amostra nesse exemplo.
Ex: A média de uma disciplina é calculada por meio da média ponderada de três provas. A primeira tem peso 3, a
segunda tem peso 4 e a terceira tem peso 5. Calcule a média de um aluno que obteve nota 8 na primeira prova, 5 na
segunda e 6 na terceira.

37
Solução:
Trata-se de um caso de média aritmética ponderada.
∑xi pi 3 ∙ 8 + 4 ∙ 5 + 5 ∙ 6 74
x� = = = = 6,167
∑pi 3+4+5 12

Tabelas e Gráficos

Tabelas
Tabelas podem ser utilizadas para expressar os mais diversos tipos de dados. O mais importante é saber interpretá-
-las e para isso é conveniente saber como uma tabela é estruturada. Toda tabela possui um título que indica sobre o
que se trata a tabela. Toda tabela é dividida em linhas e colunas onde, no começo de uma linha ou de uma coluna, está
indicado qual o tipo de dado que aquela linha/coluna exibe.
Ex:
Tabela 1 - Número de estudantes da Universidade ALFA divididos por curso

Curso Número de Estudantes


Administração 2000
Arquitetura 1450
Direito 2500
Economia 1800
Enfermagem 800
Engenharia 3500
Letras 750
Medicina 1500
Psicologia 1000
TOTAL 15300

Nesse caso, as colunas são: curso e número de estudantes e cada linha corresponde a um dos cursos da Universi-
dade com o respectivo número de alunos de cada curso.

Tabela 2 - Número de estudantes da Universidade ALFA divididos por curso e gênero

Curso Gênero Número de Estudantes


Administra- Homem 1200
ção Mulher 800
Homem 850
Arquitetura
Mulher 600
Homem 1600
Direito
Mulher 900
Homem 800
Economia
Mulher 1000
Enferma- Homem 350
gem Mulher 450
Homem 2500
Engenharia
Mulher 1000
Homem 200
Letras
Mulher 550
Homem 700
Medicina
MATEMÁTICA

Mulher 800
Homem 400
Psicologia
Mulher 600
TOTAL 15300

38
Nesse caso, as colunas são: curso, gênero e número de estudantes e cada linha corresponde a um dos cursos da
Universidade com o respectivo número de alunos de cada curso separados por gênero.

#FicaDica
Acima foram exibidas duas tabelas como exemplos. Há uma infinidade de tabelas cada uma com sua par-
ticularidade o que torna impossível exibir todos os tipos de tabelas aqui. Porém em todas será necessário
identificar linhas, colunas e o que cada valor exibido representa.

Gráficos

Para falar de gráficos em estatística é importante apresentar o conceito de frequência.

Frequência: Quantifica a repetição de valores de uma variável estatística.

Tipos de frequência
Absoluta: mede a quantidade de repetições.
Ex. Dos 30 alunos, seis tiraram nota 6,0. Essa nota possui freqüência absoluta:
fi = 4

Relativa: Relaciona a quantidade de repetições com o total (expresso em porcentagem)


Ex. Dos 30 alunos, seis tiraram nota 6,0. Essa nota possui freqüência relativa:
6
fr = ∙ 100 = 20%
30

Tipos de Gráficos

Gráficos de coluna: gráficos que têm como objetivo atribuir quantidades a certos tipos de grupos. Na horizontal
são apresentados os grupos (dados qualitativos) dos quais deseja-se apresentar dados enquanto na vertical são apre-
sentados os valores referentes a cada grupo (dados quantitativos ou frequências absolutas)

Ex: A Universidade ALFA recebe estudantes do mundo todo. A seguir há um gráfico que mostra a quantidade de
estudantes separados pelos seus continentes de origem:

Estudantes da Universidade ALFA


700

600

500

400

300

200

100

0
América do América do América Europa Ásia África Oceania
Norte Sul Central

Gráficos de barras: gráficos bastante similares aos de colunas, porém, nesse tipo de gráfico, na horizontal são apre-
sentados os valores referentes a cada grupo (dados quantitativos) enquanto na vertical são apresentados os grupos
(dados qualitativos)

Ex: A Universidade ALFA recebe estudantes do mundo todo. A seguir há um gráfico que mostra a quantidade de
MATEMÁTICA

estudantes separados pelos seus continentes de origem:

39
Ex: Foi feito um levantamento do idioma falado
Estudantes da Universidade ALFA pelos alunos de um curso da Universidade ALFA.
Oceania Frequências absolutas:
África

Ásia

Europa

América Central

América do Sul

América do Norte

0 100 200 300 400 500 600 700

Gráficos de linhas: gráficos nos quais são exibidas


séries históricas de dados e mostram a evolução dessas
séries ao longo do tempo.

Ex: A Universidade ALFA tem 10 anos de existências


e seu reitor apresentou um gráfico mostrando o número
de alunos da Universidade ao longo desses 10 anos. Frequências relativas:

Estudantes da Universidade ALFA ao longo de 10 anos

2500

2000

1500

1000

500

0
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Gráficos em pizzas: gráficos nos quais são expressas


relações entre grandezas em relação a um todo. Nesse
gráfico é possível visualizar a relação de proporcionalida-
de entre as grandezas. Recebe esse nome pois lembram
uma pizza pelo formato redondo com seus pedaços (fre-
quências relativas).
EXERCÍCIO COMENTADO
Ex: A Universidade ALFA recebe estudantes do mundo
todo. A seguir há um gráfico que mostra a distribuição de 1. (SEGEP-MA - Técnico da Receita Estadual –
estudantes de acordo com seus continentes de origem FCC/2016) Três funcionários do Serviço de Atendimento
ao Cliente de uma loja foram avaliados pelos clientes que
atribuíram uma nota (1; 2; 3; 4; 5) para o atendimento
recebido. A tabela mostra as notas recebidas por esses
Estudantes da Universidade ALFA
funcionários em um determinado dia.
30

150

260 630

440
MATEMÁTICA

150
520 Considerando a totalidade das 95 avaliações desse dia,
é correto afirmar que a média das notas dista da moda
dessas mesmas notas um valor absoluto, aproximada-
América do Norte América do Sul América Central Europa Ásia África Oceania mente, igual a:

40
a) 0,33
25 ∙ Me = 210 – 30
b) 0,83
c) 0,65 25 ∙ Me = 180
d) 0,16
e) 0,21 Me = 7,2

Resposta: Letra C Trata-se de um caso de média arit- Portanto, a média aritmética das notas das meninas
mética ponderada. Considerando as 95 avaliações, o é 7,2. A alternativa correta é a letra b.
peso de cada uma das notas é igual ao total de pesso-
as que atribuiu a nota. Analisando a tabela
8 pessoas atribuíram nota 1
18 pessoas atribuíram nota 2
21 pessoas atribuíram nota 3
29 pessoas atribuíram nota 4
19 pessoas atribuíram nota 5
Assim, a média das 95 avaliações é calculada por:
8 ∙ 1 + 18 ∙ 2 + 21 ∙ 3 + 29 ∙ 4 + 19 ∙ 5 318 Então, logo:
x� = = = 3,34
8 + 18 + 21 + 29 + 19 95 P A1 ∪ A2 ∪ ⋯ ∪ An = P A1 + P A2 + ⋯ + P(An )

P A1 ∪ A2 ∪ ⋯ An = P S = 1
2. (UFC - 2016) A média aritmética das notas dos alunos
de uma turma formada por 25 meninas e 5 meninos é Portanto:
igual a 7. Se a média aritmética das notas dos meninos
é igual a 6, a média aritmética das notas das meninas é P(A1 ) + P(A2 ) + P(A3 ) + . . . + P(An ) = 1
igual a:

a) 6,5 Probabilidade Condicionada


b) 7,2
c) 7,4 Considere dois eventos A e B de um espaço amostral
d) 7,8 S, finito e não vazio. A probabilidade de B condicionada a
e) 8,0 A é dada pela probabilidade de ocorrência de B sabendo
que já ocorreu A. É representada por P(B/A).
Resposta: Letra B. Primeiramente, será identificada a
soma das notas dos meninos por x e a da nota das n(A ∩ B)
Veja: P(B/A) =
meninas por y. Se a turma tem 5 meninos e a média n(A)
aritmética de suas notas é igual a 6, então a soma das
notas dos meninos (x) dividida pela quantidade de
meninos (5) deve ser igual a 6, isto é:
x
= 6
5
x = 6 ∙ 5
x = 30
Do mesmo modo, se a turma tem 25 meninas
(Me é a média aritmética de suas notas), o quociente
da soma das notas das meninas (y) e a quantidade de
meninas (25) deve ser igual a Me, isto é:
(x + y)/(25+5) = 7 Eventos Independentes
y = 25∙Me
Para calcular a média da turma, devemos somar as no- Considere dois eventos A e B de um espaço amostral
tas dos meninos (30) às notas das meninas (y) e dividir S, finito e não vazio. Estes serão independentes somente
pela quantidade de alunos (25 + 5 = 30). O resultado quando:
deverá ser 7. Sendo assim, temos:
P(A/B) = P(A)
x + y P(B/A) = P(B)
= 7
25 + 5
Intersecção de Eventos
MATEMÁTICA

30 + 25 ∙ Me
= 7
30
Considerando A e B como dois eventos de um espaço
30 + 25 ∙ Me = 7 • 30 amostral S, finito e não vazio, logo:

30 + 25 ∙ Me = 210

41
Resposta: Letra E. Para sabermos o tamanho do es-
n(A ∩ B) n A ∩ B + n(S) P(A ∩ B) paço amostral, basta calcularmos a combinação dos
P(B/A) = = =
n(A) n A + n(S) P(A) 5 elementos tomados 2 a 2 (a ordem não impor-
ta, pois a ordem dos fatores não altera o produto):
n(A ∩ B) n A ∩ B + n(S) P(A ∩ B)
5! 5 ∙ 4 .
P(A/B) = = =
n(B) n B + n(S) P(B) C5,2 = = = 10
2! 3! 2

Para o produto ser par, os dois números escolhidos


Assim sendo: deverão ser par ou um deles é par. O único caso onde
o produto não dá par é quando os dois números são
P(A ∩ B) = P(A) ∙ P(B/A) ímpares. Assim, apenas o produto 3 5 não pode ser
P A ∩ B = P B ∙ P(A/B) escolhido. Logo, se 1/10 = 10% não terá produto par,
os outros 90% terão.
Considerando A e B como eventos independentes,
logo P(B/A) = P(B), P(A/B) = P(A), sendo assim: P(A ∩ B)
= P(A)∙ P(B). Para saber se os eventos A e B são indepen- GRÁFICOS E TABELAS
dentes, podemos utilizar a definição ou calcular a proba-
bilidade de A ∩ B. Veja a representação: Os gráficos e tabelas apresentam o cruzamento entre
dois dados relacionados entre si.
A e B independentes ↔ P(A/B) = P(A) ou A escolha do tipo e a forma de apresentação sempre
A e B independentes ↔ P(A ∩ B) = P(A) ∙ P(B) vão depender do contexto, mas de uma maneira geral
um bom gráfico deve:
-Mostrar a informação de modo tão acurado quanto
FIQUE ATENTO! possível.
Um exercício de probabilidade pode envol- -Utilizar títulos, rótulos, legendas, etc. para tornar cla-
ver aspectos relativos à análise combinató- ro o contexto, o conteúdo e a mensagem.
ria. É importante ter em mente a diferença -Complementar ou melhorar a visualização sobre as-
conceitual que existe entre ambos. pectos descritos ou mostrados numericamente através
de tabelas.
-Utilizar escalas adequadas.
-Mostrar claramente as tendências existentes nos da-
dos.
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Tipos de gráficos
1.Uma bola será retirada de uma sacola contendo 5 bolas
verdes e 7 bolas amarelas. Qual a probabilidade desta Barras- utilizam retângulos para mostrar a quantida-
bola ser verde? de.

Resposta: 5/12. Neste exercício o espaço amostral Barra vertical


possui 12 elementos, que é o número total de bolas,
portanto a probabilidade de ser retirada uma bola ver-
de está na razão de 5 para 12.
Sendo S o espaço amostral e E o evento da retirada de
uma bola verde, matematicamente podemos repre-
sentar a resolução assim:
n E
P E =
n S
5
P E =
12
Logo, a probabilidade desta bola ser verde é 5/12.

2. (IBGE – Analista Censitário – FGV/2017) Entre os cin-


co números 2, 3, 4, 5 e 6, dois deles são escolhidos ao
acaso e o produto deles dois é calculado. A probabilida-
de desse produto ser um número par é: Fonte: tecnologia.umcomo.com.br
MATEMÁTICA

a) 60%
b) 75%
c) 80%
d) 85%
e) 90%

42
Barra horizontal

Fonte: educador.brasilescola.uol.com.br

Linhas- É um gráfico de grande utilidade e muito co-


mum na representação de tendências e relacionamentos
de variáveis

Fonte: mundoeducacao.bol.uol.com.br

Histogramas

São gráfico de barra que mostram a frequência de


uma variável específica e um detalhe importante que são
faixas de valores em x.

Pictogramas – são imagens ilustrativas para tornar


mais fácil a compreensão de todos sobre um tema.

Da mesma forma, as tabelas ajudam na melhor visua-


lização de dados e muitas vezes é através dela que va-
mos fazer os tipos de gráficos vistos anteriormente.

Setor ou pizza- Muito útil quando temos um total e Podem ser tabelas simples:
queremos demonstrar cada parte, separando cada peda-
ço como numa pizza. Quantos aparelhos tecnológicos você tem na sua
casa?
aparelho quantidade
MATEMÁTICA

televisão 3
celular 4
Geladeira 1

43
Até as tabelas que vimos nos exercícios de raciocínio Resposta: Letra D
lógico 81+27=108
108 ônibus somam 60%(100-35-5)
108-----60
EXERCÍCIOS COMENTADOS x--------100
x=10800/60=180
1. (TJ/RS - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FAURGS/2017)
Na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Con-
tínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
3. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO - VU-
Estatística (IBGE), foram obtidos os dados da taxa de
NESP/2017) O gráfico mostra o número de carros ven-
desocupação da população em idade para trabalhar. Es-
didos por uma concessionária nos cinco dias subsequen-
ses dados, em porcentagem, encontram-se indicados na
tes à veiculação de um anúncio promocional.
apresentação gráfica abaixo, ao longo de trimestres de
2014 a 2017.

Dentre as alternativas abaixo, assinale a que apresenta a


O número médio de carros vendidos por dia nesse
melhor aproximação para o aumento percentual da taxa
período foi igual a
de desocupação do primeiro trimestre de 2017 em re-
a) 10.
lação à taxa de desocupação do primeiro trimestre de
b) 9.
2014.
c) 8.
a) 15%.
d) 7.
b) 25%.
e) 6.
c) 50%.
d) 75%.
Resposta: Letra C.
e) 90%.

Resposta: Letra E. 13,7/7,2=1,90


Houve um aumento de 90%.
4. (CRBIO – Auxiliar Administrativo – VUNESP/2017)
2. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO - VU-
Uma professora elaborou um gráfico de setores para
NESP/2017) A tabela seguinte, incompleta, mostra a
representar a distribuição, em porcentagem, dos cinco
distribuição, percentual e quantitativa, da frota de uma
conceitos nos quais foram agrupadas as notas obtidas
empresa de ônibus urbanos, de acordo com o tempo de
pelos alunos de uma determinada classe em uma prova
uso destes.
de matemática. Observe que, nesse gráfico, as porcenta-
gens referentes a cada conceito foram substituídas por x
ou por múltiplos e submúltiplos de x.

O número total de ônibus dessa empresa é

a) 270.
b) 250.
MATEMÁTICA

c) 220
d) 180.
e) 120.

44
Analisando o gráfico, é correto afirmar que a medida do Resposta: Letra B. Analisando o primeiro quadrimestre,
ângulo interno correspondente ao setor circular que re- observamos que os dois primeiros meses de receita di-
presenta o conceito BOM é igual a minuem e os dois meses seguintes aumentam, o mesmo
acontece com a despesa.
a) 144º.
b) 135º.
c) 126º
d) 117º
e) 108º.

Resposta: Letra A.
X+0,5x+4x+3x+1,5x=360
10x=360
X=36
Como o conceito bom corresponde a 4x: 4x36=144°

5. (TCE/PR – CONHECIMENTOS BÁSICOS – CES-


PE/2016) 6. (BRDE – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – FUN-
DATEC/2015) Assinale a alternativa que representa a
nomenclatura dos três gráficos abaixo, respectivamente.

Tendo como referência o gráfico precedente, que mostra


os valores, em bilhões de reais, relativos à arrecadação
de receitas e aos gastos com despesas do estado do Pa-
raná nos doze meses do ano de 2015, assinale a opção
correta.

a) No ano considerado, o segundo trimestre caracteri-


zou-se por uma queda contínua na arrecadação de
receitas, situação que se repetiu no trimestre seguinte.
b) No primeiro quadrimestre de 2015, houve um período
de queda simultânea dos gastos com despesas e da
arrecadação de receitas e dois períodos de aumento
simultâneo de gastos e de arrecadação.
c) No último bimestre do ano de 2015, foram registrados
tanto o maior gasto com despesas quanto a maior ar-
recadação de receitas.
d) No ano em questão, janeiro e dezembro foram os úni-
cos meses em que a arrecadação de receitas foi ultra-
passada por gastos com despesas.
e) A menor arrecadação mensal de receitas e o menor gas-
to mensal com despesas foram verificados, respectiva-
MATEMÁTICA

mente, no primeiro e no segundo semestre do ano de


2015.

45
a) Gráfico de Setores – Gráfico de Barras – Gráfico de 8. (TJ/SP – ESTATÍSTICO JUDICIÁRIO – VU-
Linha. NESP/2015) Considere a tabela de distribuição de fre-
c) Gráfico de Pareto – Gráfico de Pizza – Gráfico de Ten- quência seguinte, em que xi é a variável estudada e fi é a
dência. frequência absoluta dos dados.
c) Gráfico de Barras – Gráfico de Setores – Gráfico de Li-
nha. xi fi
d) Gráfico de Linhas – Gráfico de Pizza – Gráfico de Bar-
ras. 30-35 4
e) Gráfico de Tendência – Gráfico de Setores – Gráfico 35-40 12
de Linha.
40-45 10
Resposta: Letra C. Como foi visto na teoria, gráfico de 45-50 8
barras, de setores ou pizza e de linha 50-55 6

7. (TJ/SP – ESTATÍSTICO JUDICIÁRIO – VU- TOTAL 40


NESP/2015) A distribuição de salários de uma empresa
com 30 funcionários é dada na tabela seguinte. Assinale a alternativa em que o histograma é o que me-
lhor representa a distribuição de frequência da tabela.

Salário (em salários mínimos) Funcionários


1,8 10
2,5 8
3,0 5
5,0 4 a)
8,0 2
15,0 1
b)
Pode-se concluir que

a) o total da folha de pagamentos é de 35,3 salários.


b) 60% dos trabalhadores ganham mais ou igual a 3 sa-
lários.
c) 10% dos trabalhadores ganham mais de 10 salários. c)
d) 20% dos trabalhadores detêm mais de 40% da renda
total.
e) 60% dos trabalhadores detêm menos de 30% da renda
total.

Resposta: Letra D. a) 1,8x10+2,5x8+3,0x5+5,0x4+8,0x d)


2+15,0x1=104 salários
b) 60% de 30=18 funcionários e se juntarmos quem
ganha mais de 3 salários (5+4+2+1=12)
c)10% de 30=0,1x30=3 funcionários
E apenas 1 pessoa ganha
d) 40% de 104=0,4x104= 41,6
20% de 30=0,2x30=6
5x3+8x2+15x1=46, que já é maior. e)
e) 60% de 30=0,6x30=18
30% de 104=0,3x104=31,20da renda: 31,20 Resposta: Letra A. Colocando em ordem crescente:
30-35, 50-55, 45-50, 40-45, 35-40,
MATEMÁTICA

46
9. (DEPEN – AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL – CESPE/2015)

Ministério da Justiça — Departamento Penitenciário Nacional — Sistema Integrado de Informações Penitenciárias –


InfoPen, Relatório Estatístico Sintético do Sistema Prisional Brasileiro, dez./2013 Internet:<www.justica.gov.br> (com
adaptações)
A tabela mostrada apresenta a quantidade de detentos no sistema penitenciário brasileiro por região em 2013. Nesse
ano, o déficit relativo de vagas — que se define pela razão entre o déficit de vagas no sistema penitenciário e a quan-
tidade de detentos no sistema penitenciário — registrado em todo o Brasil foi superior a 38,7%, e, na média nacional,
havia 277,5 detentos por 100 mil habitantes.
Com base nessas informações e na tabela apresentada, julgue o item a seguir.
Em 2013, mais de 55% da população carcerária no Brasil se encontrava na região Sudeste.

( ) CERTO ( ) ERRADO
Resposta: Certo
555----100%
x----55%
x=305,25
Está correta, pois a região sudeste tem 306 pessoas.

Estatística Descritiva

Teste de Hipóteses

Definição: Processo que usa estatísticas amostrais para testar a afirmação sobre o valor de um parâmetro popula-
cional.

Para testar um parâmetro populacional, você deve afirmar cuidadosamente um par de hipóteses – uma que repre-
sente a afirmação e outra, seu complemento. Quando uma é falsa, a outra é verdadeira.
Uma hipótese nula H0 é uma hipótese estatística que contém uma afirmação de igualdade, tal como ≤, =, ≥
A hipótese alternativa Ha é o complemento da hipótese nula. Se H0 for falsa, Ha deve ser verdadeira, e contém afir-
mação de desigualdade, como <, ≠, >.

Vamos ver como montar essas hipóteses


Um caso bem simples.

Assim, fica fácil, se H0 for falsa, Ha é verdadeira


Há uma regrinha para formular essas hipóteses
MATEMÁTICA

47
Formulação verbal H0 Formulação Matemática Formulação verbal Ha
A média é A média é
...maior ou igual a k. ...menor que k
....pelo menos k. ... abaixo de k
...não menos que k. ...menos que k.
...menor ou igual a k. ..maior que k
....no máximo k. ... acima de k
...não mais que k. ...mais do que k.
... igual a k. ... não igual a k.
.... k. .... diferente de k.
...exatamente k. ...não k.

Exemplo: Um fabricante de torneiras anuncia que o índice médio de fluxo de água de certo tipo de torneira é menor
que 2,5 galões por minuto.

Referências
Larson, Ron. Estatística Aplicada. 4ed – São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010.
Frequências

A primeira fase de um estudo estatístico consiste em recolher, contar e classificar os dados pesquisados sobre uma
população estatística ou sobre uma amostra dessa população.

1. Frequência Absoluta

É o número de vezes que a variável estatística assume um valor.

1.1. Frequência Relativa

É o quociente entre a frequência absoluta e o número de elementos da amostra.


Na tabela a seguir, temos exemplo dos dois tipos:

1.2. Distribuição de frequência sem intervalos de classe:

É a simples condensação dos dados conforme as repetições de seu valores. Para um ROL de tamanho razoável esta
distribuição de frequência é inconveniente, já que exige muito espaço. Veja exemplo abaixo:

Dados Frequência
41 3
42 2
43 1
44 1
MATEMÁTICA

45 1
46 2
50 2

48
51 1
52 1
54 1
2.2. Mediana (Md)
57 1
58 2 Sejam os valores escritos em rol:
60 2
Total 20
Sendo n ímpar, chama-se mediana o termo tal que
o número de termos da sequência que precedem é
Distribuição de frequência com intervalos de clas- igual ao número de termos que o sucedem, isto é, é
se: termo médio da sequência ( ) em rol.
Sendo n par, chama-se mediana o valor obtido pela
Quando o tamanho da amostra é elevado é mais ra- média aritmética entre os termos e , tais que o nú-
cional efetuar o agrupamento dos valores em vários in- mero de termos que precedem é igual ao número de
tervalos de classe. termos que sucedem , isto é, a mediana é a média
aritmética entre os termos centrais da sequência ( ) em
Classes Frequências rol.
41 |------- 45 7 Exemplo 1:
45 |------- 49 3 Determinar a mediana do conjunto de dados:
{12, 3, 7, 10, 21, 18, 23}
49 |------- 53 4
53 |------- 57 1 Solução:
57 |------- 61 5 Escrevendo os elementos do conjunto em rol, tem-se:
(3, 7, 10, 12, 18, 21, 23). A mediana é o termo médio des-
Total 20 se rol. Logo: Md=12
Resposta: Md=12.
2. Média aritmética
Exemplo 2:
Média aritmética de um conjunto de números é o va- Determinar a mediana do conjunto de dados:
lor que se obtém dividindo a soma dos elementos pelo {10, 12, 3, 7, 18, 23, 21, 25}.
número de elementos do conjunto.
Representemos a média aritmética por . Solução:
A média pode ser calculada apenas se a variável en- Escrevendo-se os elementos do conjunto em rol,
volvida na pesquisa for quantitativa. Não faz sentido cal- tem-se:
cular a média aritmética para variáveis quantitativas. (3, 7, 10, 12, 18, 21, 23, 25). A mediana é a média arit-
Na realização de uma mesma pesquisa estatística mética entre os dois termos centrais do rol.
entre diferentes grupos, se for possível calcular a média,
ficará mais fácil estabelecer uma comparação entre esses Logo:
grupos e perceber tendências.
Considerando uma equipe de basquete, a soma das Resposta: Md=15
alturas dos jogadores é:
3. Moda (Mo)
Num conjunto de números: , chama-se
moda aquele valor que ocorre com maior frequência.
Se dividirmos esse valor pelo número total de joga- Observação:
dores, obteremos a média aritmética das alturas: A moda pode não existir e, se existir, pode não ser
única.

Exemplo 1:
O conjunto de dados 3, 3, 8, 8, 8, 6, 9, 31 tem moda
A média aritmética das alturas dos jogadores é 2,02m. igual a 8, isto é, Mo=8.
2.1. Média Ponderada
MATEMÁTICA

Exemplo 2:
O conjunto de dados 1, 2, 9, 6, 3, 5 não tem moda.
A média dos elementos do conjunto numérico A re-
lativa à adição e na qual cada elemento tem um “deter-
minado peso” é chamada média aritmética ponderada.

49
4. Medidas de dispersão b) A variância é:

Duas distribuições de frequência com medidas de


tendência central semelhantes podem apresentar ca-
racterísticas diversas. Necessita-se de outros índices
numéricas que informem sobre o grau de dispersão ou
variação dos dados em torno da média ou de qualquer
outro valor de concentração. Esses índices são chamados Desvio médio
medidas de dispersão.
Definição
Variância
Medida da dispersão dos dados em relação à média
Há um índice que mede a “dispersão” dos elemen- de uma sequência. Esta medida representa a média das
tos de um conjunto de números em relação à sua média distâncias entre cada elemento da amostra e seu valor
aritmética, e que é chamado de variância. Esse índice é médio.
assim definido:
Seja o conjunto de números , tal que
é sua média aritmética. Chama-se variância desse con-
junto, e indica-se por , o número: Desvio padrão

Definição
Seja o conjunto de números , tal que
Isto é: é sua média aritmética. Chama-se desvio padrão desse
conjunto, e indica-se por , o número:

E para amostra

Isto é:

Exemplo 1:
Em oito jogos, o jogador A, de bola ao cesto, apresen-
tou o seguinte desempenho, descrito na tabela abaixo:

Jogo Número de pontos Exemplo:


As estaturas dos jogadores de uma equipe de bas-
1 22 quetebol são: 2,00 m; 1,95 m; 2,10 m; 1,90 m e 2,05 m.
2 18 Calcular:
a) A estatura média desses jogadores.
3 13 b) O desvio padrão desse conjunto de estaturas.
4 24
Solução:
5 26
6 20 Sendo a estatura média, temos:
7 19
8 18

a) Qual a média de pontos por jogo? Sendo o desvio padrão, tem-se:


b) Qual a variância do conjunto de pontos?

Solução:

a) A média de pontos por jogo é:


MATEMÁTICA

50
Resposta: Letra B.
EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. (CRBIO – AUXILIAR ADMINISTRATIVO – VU-


NESP/2017) Uma empresa tem 120 funcionários no to- 3. (PREF. GUARULHOS/SP – ASSISTENTE DE GES-
tal: 70 possuem curso superior e 50 não possuem curso TÃO ESCOLAR – VUNESP/2016) Certa escola tem 15
superior. Sabe-se que a média salarial de toda a empresa classes no período matutino e 10 classes no período ves-
é de R$ 5.000,00, e que a média salarial somente dos fun- pertino. O número médio de alunos por classe no perío-
cionários que possuem curso superior é de R$ 6.000,00. do matutino é 20, e, no período vespertino, é 25. Consi-
Desse modo, é correto afirmar que a média salarial dos derando os dois períodos citados, a média aritmética do
funcionários dessa empresa que não possuem curso su- número de alunos por classe é
perior é de
a) 24,5.
a) R$ 4.000,00. b) 23.
b) R$ 3.900,00. c) 22,5.
c) R$ 3.800,00. d) 22.
d) R$ 3.700,00. e) 21.
e) R$ 3.600,00.
Resposta: Letra D.
Resposta: Letra E. S=cursam superior
M=não tem curso superior

M=300

S+M=600000

V=250

S=420000
M=600000-420000=180000

4. (SEGEP/MA – TÉCNICO DA RECEITA ESTADUAL


– FCC/2016) Para responder à questão, considere as in-
formações abaixo.
Três funcionários do Serviço de Atendimento ao Cliente
2. (TJM/SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – de uma loja foram avaliados pelos clientes que atribuí-
VUNESP/2017) Leia o enunciado a seguir para respon- ram uma nota (1; 2; 3; 4; 5) para o atendimento recebido.
der a questão. A tabela mostra as notas recebidas por esses funcioná-
A tabela apresenta o número de acertos dos 600 can- rios em um determinado dia.
didatos que realizaram a prova da segunda fase de um
concurso, que continha 5 questões de múltipla escolha

Número de acer- Número de candidatos


tos
5 204
4 132 Considerando a avaliação média individual de cada fun-
cionário nesse dia, a diferença entre as médias mais pró-
3 96
ximas é igual a
2 78
1 66 a) 0,32.
b) 0,21.
0 24 c) 0,35.
d) 0,18.
A média de acertos por prova foi de e) 0,24.
MATEMÁTICA

a) 3,57.
b) 3,43
c) 3,32.
d) 3,25.
e) 3,19.

51
Resposta: Letra B. 6. (UFAL – AUXILIAR DE BIBLIOTECA – COPE-
VE/2016) A tabela apresenta o número de empréstimos
de livros de uma biblioteca setorial de um Instituto Fede-
ral, no primeiro semestre de 2016.

Mës Empréstimos
Janeiro 15
Fevereiro 25
Março 22
3,36-3,15=0,21 Abril 30
Maio 28
5. (UFES – ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO –
Junho 15
UFES/2017) Considere n números x1, x2, … , xn, em que
x1 ≤ x2 ≤ ⋯ ≤ xn . A mediana desses números é igual a
x(n + 1)/2, se n for ímpar, e é igual à média aritmética Dadas as afirmativas,
de xn ⁄ 2 e x(n + 2)/2, se n for par. Uma prova composta I. A biblioteca emprestou, em média, 22,5 livros por mês.
por 5 questões foi aplicada a uma turma de 24 alunos. A II. A mediana da série de valores é igual a 26.
tabela seguinte relaciona o número de acertos obtidos III. A moda da série de valores é igual a 15.
na prova com o número de alunos que obtiveram esse Verifica-se que está(ão) correta(s)
número de acertos. a) II, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
Número de acertos Número de alunos
d) I e III, apenas.
0 4 e) I, II e III.
1 5
2 4 Resposta: Letra D.
3 3
4 5
5 3
Mediana
A penúltima linha da tabela acima, por exemplo, indica Vamos colocar os números em ordem crescente
que 5 alunos tiveram, cada um, um total de 4 acertos na
prova. A mediana dos números de acertos é igual a 15,15,22,25,28,30

a) 1,5
b) 2
c) 2,5 Moda é o número que mais aparece, no caso o 15.
d) 3
e) 3,5 7. (COSANPA - QUÍMICO – FADESP/2017) Algumas
Determinações do teor de sódio em água (em mg L-1)
Resposta: Letra B. Como 24 é um número par, deve- foram executadas (em triplicata) paralelamente por qua-
mos fazer a segunda regra: tro laboratórios e os resultados são mostrados na tabela
abaixo.

Replicatas Laboratório
1 2 3 4
1 30,3 30,9 30,3 30,5
2 30,4 30,8 30,7 30,4
3 30,0 30,6 30,4 30,7
Média 30,20 30,77 30,47 30,53
Desvio 0,20 0,15 0,21 0,15
MATEMÁTICA

Padrão

Utilize essa tabela para responder à questão.

52
O laboratório que apresenta o maior erro padrão é o de 25974+2,1y=15∙2013
número 2,1y=30195-25974
2,1y=4221
a) 1. Y=2010
b) 2.
c) 3. 10. (PREF. DE NITERÓI – AGENTE FAZENDÁRIO –
d) 4. FGV/2015) Os 12 funcionários de uma repartição da
prefeitura foram submetidos a um teste de avaliação de
Resposta: Letra C. Como o desvio padrão é maior no conhecimentos de computação e a pontuação deles, em
3, o erro padrão é proporcional, portanto também é uma escala de 0 a 100, está no quadro abaixo.
maior em 3.
50 55 55 55 55 60
8. (ANAC – ANALISTA ADMINISTRATIVO- 62 63 65 90 90 100
ESAF/2016) Os valores a seguir representam uma amos-
tra O número de funcionários com pontuação acima da mé-
dia é:
331546248
a) 3;
Então, a variância dessa amostra é igual a b) 4;
c) 5;
a) 4,0 d) 6;
b) 2,5. e) 7.
c) 4,5.
d) 5,5 Resposta: Letra A.
e) 3,0

Resposta: Letra C.

M=66,67
Apenas 3 funcionários estão acima da média.

NOÇÕES DE GEOMETRIA – FORMA, ÂNGU-


LOS, ÁREA, PERÍMETRO, VOLUME, TEORE-
MAS DE PITÁGORAS OU DE TALES

9. (MPE/SP – OFICIAL DE PROMOTORIA I – VU- Introdução a Geometria Plana


NESP/2016) A média de salários dos 13 funcionários de
uma empresa é de R$ 1.998,00. Dois novos funcionários Ponto, Reta e Plano
foram contratados, um com o salário 10% maior que o A definição dos entes primitivos ponto, reta e pla-
do outro, e a média salarial dos 15 funcionários passou a no é quase impossível, o que se sabe muito bem e aqui
ser R$ 2.013,00. O menor salário, dentre esses dois novos será o mais importante é sua representação geométrica
funcionários, é igual a e espacial.

a) R$ 2.002,00. Representação, (notação)


b) R$ 2.006,00. → Pontos serão representados por letras latinas
c) R$ 2.010,00. maiúsculas; ex: A, B, C,…
→ Retas serão representados por letras latinas minús-
d) R$ 2.004,00.
culas; ex: a, b, c,…
e) R$ 2.008,00. → Planos serão representados por letras gregas mi-
núsculas; ex: β,∞,α,...
Resposta: Letra C. Vamos chamar de x a soma dos
salários dos 13 funcionários Representação gráfica
x/13=1998
X=13.1998
X=25974
MATEMÁTICA

Vamos chamar de y o funcionário contratado com me-


nor valor e, portanto, 1,1y o com 10% de salário maior,
pois ele ganha y+10% de y
Y+0,1y=1,1y
(x+y+1,1y)/15=2013

53
Postulados primitivos da geometria, qualquer postu- Observe que r ∩ s = {H} . Sendo que H está contido
lado ou axioma é aceito sem que seja necessária a prova, na reta r e na reta s.
contanto que não exista a contraprova.
Um plano é um subconjunto do espaço R³ de tal modo
- Numa reta bem como fora dela há infinitos pontos que quaisquer dois pontos desse conjunto podem ser li-
distintos. gados por um segmento de reta inteiramente contida no
conjunto.
- Dois pontos determinam uma única reta (uma e so-
mente uma reta).
Um plano no espaço R³ pode ser determinado por
qualquer uma das situações:
- Três pontos não colineares (não pertencentes à mes-
ma reta);
- Um ponto e uma reta que não contem o ponto;
- Um ponto e um segmento de reta que não contem
o ponto;
- Duas retas paralelas que não se sobrepõe;
- Pontos colineares pertencem à mesma reta. - Dois segmentos de reta paralelos que não se sobrepõe;
- Duas retas concorrentes;
- Dois segmentos de reta concorrentes.

Duas retas (segmentos de reta) no espaço R³ podem


ser: paralelas, concorrentes ou reversas.

Duas retas são ditas reversas quando uma não tem


interseção com a outra e elas não são paralelas. Pode-se
pensar de uma reta r desenhada no chão de uma casa e
uma reta s desenhada no teto dessa mesma casa.
- Três pontos determinam um único plano.

Uma reta é perpendicular a um plano no espaço R³, se


ela intersecta o plano em um ponto P e todo segmento
de reta contido no plano que tem P como uma de suas
extremidades é perpendicular à reta.

- Se uma reta contém dois pontos de um plano, esta


reta está contida neste plano.

Uma reta r é paralela a um plano no espaço R³, se existe uma


reta s inteiramente contida no plano que é paralela à reta dada.
Seja P um ponto localizado fora de um plano. A dis-
tância do ponto ao plano é a medida do segmento de
reta perpendicular ao plano em que uma extremidade é o
ponto P e a outra extremidade é o ponto que é a interse-
- Duas retas são concorrentes se tiverem apenas um ção entre o plano e o segmento.
ponto em comum. Se o ponto P estiver no plano, a distância é nula.
MATEMÁTICA

54
Planos concorrentes no espaço R³ são planos cuja in-
terseção é uma reta. Feixe de Retas Paralelas
Planos paralelos no espaço R³ são planos que não
tem interseção. Um conjunto de três ou mais retas paralelas num pla-
Quando dois planos são concorrentes, dizemos que no é chamado feixe de retas paralelas. A reta que inter-
tais planos formam um diedro e o ângulo formado en- cepta as retas do feixe é chamada de reta transversal. As
tre estes dois planos é denominado ângulo diedral. Para retas a, b, c e d que aparecem no desenho anexado, for-
obter este ângulo diedral, basta tomar o ângulo forma- mam um feixe de retas paralelas enquanto que as retas s
do por quaisquer duas retas perpendiculares aos planos e t são retas transversais.
concorrentes.

Planos normais são aqueles cujo ângulo diedral é um


ângulo reto (90°).

Razão entre Segmentos de Reta

Segmento de reta é o conjunto de todos os pontos


de uma reta que estão limitados por dois pontos que são Teorema de Tales: Um feixe de retas paralelas de-
as extremidades do segmento, sendo um deles o ponto termina sobre duas transversais quaisquer, segmentos
inicial e o outro o ponto final. Denotamos um segmento
proporcionais. A figura abaixo representa uma situação
por duas letras como, por exemplo, AB, sendo A o início
onde aparece um feixe de três retas paralelas cortadas
e B o final do segmento.
por duas retas transversais.
Ex: AB é um segmento de reta que denotamos por AB.

Segmentos Proporcionais

Proporção é a igualdade entre duas razões equiva-


lentes. De forma semelhante aos que já estudamos com
números racionais, é possível estabelecer a proporcio-
nalidade entre segmentos de reta, através das medidas
desse segmentos.
Vamos considerar primeiramente um caso particular
com quatro segmentos de reta com suas medidas apre-
sentadas na tabela a seguir: Identificamos na sequência algumas proporções:

A B⁄B C = DE⁄E F
m(AB) = 2cm m(PQ) =4 cm B C⁄ A B = EF ⁄D E
m(CD) = 3cm m(RS) = 6cm A B⁄D E = B C⁄ E F
D E⁄ A B = E F ⁄B C
A razão entre os segmentos AB e CD e a razão entre
os segmentos PQ e RS e , são dadas por frações equivalen- Ex: Consideremos a figura ao lado com um feixe de
tes, isto é A B⁄C D = 2⁄3; PQ/RS = 4/6 e como 2/3 = 4/6, retas paralelas, sendo as medidas dos segmentos indica-
segue a existência de uma proporção entre esses quatro das em centímetros.
segmentos de reta. Isto nos conduz à definição de seg-
mentos proporcionais.
Diremos que quatro segmentos de reta, AB, BC, CD e DE
, nesta ordem, são proporcionais se: A B⁄B C = C D⁄D E .
Os segmentos AB e DE são os segmentos extremos e
os segmentos BC e CD e são os segmentos meios.
A proporcionalidade acima é garantida pelo fato que
existe uma proporção entre os números reais que repre-
MATEMÁTICA

sentam as medidas dos segmentos:


m (AB) m (CD)
=
m (BC) m (DE)

55
Assim: Ângulo Circunscrito: É o ângulo, cujo vértice não
B C⁄A B = E F⁄D E pertence à circunferência e os lados são tangentes à ela.
A B⁄D E = B C⁄E F
D E⁄A B = E F⁄B C

#FicaDica
Uma proporção entre segmentos pode ser
formulada de várias maneiras. Se um dos
segmentos do feixe de paralelas for desco-
nhecido, a sua dimensão pode ser determi- Ângulo Inscrito: É o ângulo cujo vértice pertence a
nada com o uso de razões proporcionais. uma circunferência e seus lados são secantes a ela.

Ângulos

Ângulo: Do latim - angulu (canto, esquina), do grego


- gonas; reunião de duas semi-retas de mesma origem
não colineares.

Ângulo Obtuso: É o ângulo cuja medida é maior do


que 90º.

Ângulo Agudo: É o ângulo, cuja medida é menor do


que 90º.

Ângulo Raso:

- É o ângulo cuja medida é 180º;

- É aquele, cujos lados são semi-retas opostas.


Ângulo Central

a) Da circunferência: é o ângulo cujo vértice é o centro


da circunferência; Ângulo Reto:
b) Do polígono: é o ângulo, cujo vértice é o centro
do polígono regular e cujos lados passam por vértices - É o ângulo cuja medida é 90º;
consecutivos do polígono. - É aquele cujos lados se apóiam em retas perpendi-
culares.
MATEMÁTICA

56
Ângulos Complementares: Dois ângulos são com- Ângulos formados por duas retas paralelas com
plementares se a soma das suas medidas é 900. uma transversal

Lembre-se: Retas paralelas são retas que estão no


mesmo plano e não possuem ponto em comum.
Vamos observar a figura abaixo:

Ângulos Congruentes: São ângulos que possuem a


mesma medida.

Todos esses ângulos possuem relações entre si, e elas


estão descritas a seguir:

Ângulos colaterais internos: O termo colateral sig-


nifica “mesmo lado” e sua propriedade é que a soma des-
tes ângulos será sempre 180°

Ângulos Opostos pelo Vértice: Dois ângulos são


opostos pelo vértice se os lados de um são as respectivas
semi-retas opostas aos lados do outro.

Ângulos Suplementares: Dois ângulos são ditos su-


plementares se a soma das suas medidas de dois ângulos
é 180º.

Assim a soma dos ângulos 4 e 5 é 180° e a soma dos


ângulos 3 e 6 também será 180°

Grau: (º): Do latim - gradu; dividindo a circunferência


em 360 partes iguais, cada arco unitário que corresponde
a 1/360 da circunferência denominamos de grau.
MATEMÁTICA

57
Ângulos colaterais externos: O termo colateral sig- Ângulos alternos externos: O termo alterno signifi-
nifica “mesmo lado” e sua propriedade é que a soma des- ca lados diferentes e sua propriedade é que eles sempre
tes ângulos será sempre 180° serão congruentes

Assim, o ângulo 1 é igual ao ângulo 7 e o ângulo 2 é


Assim a soma dos ângulos 2 e 7 é 180° e a soma dos igual ao ângulo 8
ângulos 1 e 8 também será 180°
Ângulos correspondentes: São ângulos que ocupam
Ângulos alternos internos: O termo alterno signifi- uma mesma posição na reta transversal, um na região
ca lados diferentes e sua propriedade é que eles sempre interna e o outro na região externa.
serão congruentes

Assim, o ângulo 1 é igual ao ângulo 5, o ângulo 2 é


igual ao ângulo 6, o ângulo 3 é igual ao ângulo 7 e o
ângulo 4 é igual ao ângulo 8.
Assim, o ângulo 4 é igual ao ângulo 6 e o ângulo 3 é
igual ao ângulo 5
FIQUE ATENTO!
Há cinco classificações distintas para os ân-
MATEMÁTICA

gulos formados por duas retas paralelas que


intersectam uma transversal. Então, procure
visualizar bem as imagens para associá-las a
cada classificação existente.

58
EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. (CS-UFG-2016) Considere que a figura abaixo representa um relógio analógico cujos ponteiros das horas (menor)
e dos minutos (maior) indicam 3 h e 40 min. Nestas condições, a medida do menor ângulo, em graus, formado pelos
ponteiros deste relógio, é:

a) 120°
b) 126°
c) 135°
d) 150°

Resposta: Letra B. Considerando que cada hora equivale a um ângulo de 30° (360/12 = 30) e que a cada 15 min o
ponteiro da hora percorre 7,5°. Assim, as 3h e 40 min indica um ângulo de aproximadamente 126°.

2. Na imagem a seguir, as retas u, r e s são paralelas e cortadas por uma reta transversal. Determine o valor dos ângu-
los x e y.

Resposta: x = 50° e y = 130°


Facilmente observamos que os ângulos x e 50° são opostos pelo vértice, logo, x = 50°. Podemos constatar também
que y e 50° são suplementares, ou seja:

50° + y = 180°
y = 180° – 50°
y = 130°
Portanto,os ângulos procurados são y = 130° e x = 50°.
MATEMÁTICA

59
Polígonos

Um polígono é uma figura geométrica plana limitada por uma linha poligonal fechada. A palavra “polígono” advém
do grego e quer dizer muitos (poly) e ângulos (gon).

Linhas poligonais e polígonos

Linha poligonal é uma sucessão de segmentos consecutivos e não-colineares, dois a dois. Classificam-se em:

Linha poligonal fechada simples:

Linha poligonal fechada não-simples:

Linha poligonal aberta simples:

Linha poligonal aberta não-simples:

FIQUE ATENTO!
Polígono é uma linha fechada simples. Um polígono divide o plano em que se encontra em duas regiões
(a interior e a exterior), sem pontos comuns.

Elementos de um polígono
MATEMÁTICA

60
Um polígono possui os seguintes elementos:
Lados: Cada um dos segmentos de reta que une vértices consecutivos: AB, BC, CD, DE, EA.
Vértices: Ponto de encontro de dois lados consecutivos: A, B, C, D, E
Diagonais: Segmentos que unem dois vértices não consecutivos: AC, AD, BD, BE, CE
Ângulos internos: Ângulos formados por dois lados consecutivos: a� , b� , c� , d
� , e� .

Ângulos externos: Ângulos formados por um lado e pelo prolongamento do lado a ele consecutivo: a�1 , b1 , c1, d1 , e1

Classificação dos polígonos quanto ao número de lados

Nome Número de lados Nome Número de lados


triângulo 3 quadrilátero 4
pentágono 5 hexágono 6
heptágono 7 octógono 8
eneágono 9 decágono 10
hendecágono 11 dodecágono 12
tridecágono 13 tetradecágono 14
pentadecágono 15 hexadecágono 16
heptadecágono 17 octodecágono 18
eneadecágono 19 icoságono 20

A classificação dos polígonos pode ser ilustrada pela seguinte árvore:

Um polígono é denominado simples se ele for descrito por uma fronteira simples e que não se cruza (daí divide o
plano em uma região interna e externa), caso o contrário é denominado complexo.
Um polígono simples é denominado convexo se não tiver nenhum ângulo interno cuja medida é maior que 180°,
caso o contrário é denominado côncavo.
Um polígono convexo é denominado circunscrito a uma circunferência ou polígono circunscrito se todos os vértices
pertencerem a uma mesma circunferência.
Um polígono inscritível é denominado regular se todos os seus lados e todos os seus ângulos forem congruentes.

Alguns polígonos regulares:

a) triângulo equilátero
b) quadrado
c) pentágono regular
d) hexágono regular
MATEMÁTICA

61
Propriedades dos polígonos

De cada vértice de um polígono de n lados, saem EXERCÍCIOS COMENTADOS


dv = n – 3
1. (PREF. DE POÁ-SP – ENGENHEIRO DE SEGURAN-
O número de diagonais de um polígono é dado por: ÇA DE TRABALHO – VUNESP/2015) A figura ilustra
n n−3 um octógono regular de lado cm.
d=
2
Onde n é o número de lados do polígono.

A soma das medidas dos ângulos internos de um po-


lígono de n lados (Si) é dada por:
Si = n − 2 � 180°

A soma das medidas dos ângulos externos de um po-


lígono de n lados (Se) é igual a:
360°
Se =
n
Sendo a altura do trapézio ABCD igual a 1 cm, a área do
triângulo retângulo ADE vale, em cm²
Em um polígono convexo de n lados, o número de
triângulos formados por diagonais que saem de cada a) 5
vértice é dado por n - 2.
b) 4
c) 5
A medida do ângulo interno de um polígono regular
d) 2 + 1
de n lados (ai ) é dada por:
e) 2
n − 2 � 180°
ai = Resposta: Letra D.
n

A medida do ângulo externo de um polígono regular


de n lados (ae ) é dada por:
360°
ae =
n

A soma das medidas dos ângulos centrais de um po-


lígono regular de n lados (Sc ) é igual a 360º. COMENTÁRIO:

A medida do ângulo central de um polígono regular Como a altura do trapézio mede 1 cm, temos um trian-
de n lados () é dada por: gulo isósceles de hipotenusa AB, assim, o segmento
AD = 2 + 2 . Assim, a área de ADE é:
360°
ac = 2+2 2 2 2 2
n A= = + =1+ 2
2 2 2
Polígonos regulares
2. (UNIFESP - 2003) Pentágonos regulares congruen-
Os polígonos regulares são aqueles que possuem to- tes podem ser conectados lado a lado, formando uma
dos os lados congruentes e todos os ângulos congruentes. estrela de cinco pontas, conforme destacado na figura
Todas as propriedades anteriores são válidas para os polí- a seguir
gonos regulares, a diferença é que todos os valores são dis-
tribuídos uniformemente, ou seja, todos os ângulos terão
o mesmo valor e todas as medidas terão o mesmo valor.

#FicaDica
MATEMÁTICA

Polígonos regulares são formas de polígonos


mais estudadas e cobradas em questões de
concursos.

62
Nessas condições, o ângulo θ mede: Paralelogramo

a) 108°.
b) 72°.
c) 54°.
d) 36°.
e) 18°.

Resposta: Letra D. Na ponta da estrela onde está desta-


cado o ângulo θ, temos o encontro de três ângulos inter-
nos de pentágonos regulares. Para descobrir a medida de
cada um desses ângulos, basta calcular a soma dos ângu-
los internos do pentágono e dividir por 5.
Características:
Possuem lados paralelos, dois a dois, ou seja:
AB // DC e AD // BC .
Além de paralelos, os lados paralelos possuem a mes-
ma medida, ou seja: AB = DC e AD = BC
A altura é medida em relação a distância entre os seg-
mentos paralelos, ou seja: BG: altura = h
A base é justamente a medida dos lados que se me-
diu a altura: AD: base = b
A área é calculada como o produto da base pela al-
tura: Área= b∙h
O perímetro é calculado como a soma das medidas
de todos os quatro lados: AB + BC + CD + DA

Retângulo

A fórmula para calcular a soma dos ângulos internos


de um polígono é: S = (n – 2) · 180

*n é o número de lados do polígono. No caso desse


exercício:

S = (5 – 2) · 180 Retângulo
S = 3 · 180
S = 540 Características:
Possuem lados paralelos, dois a dois, ou seja:
Dividindo a soma dos ângulos internos por 5, pois AB // DC e AD // BC
um pentágono possui cinco ângulos internos, encontra- Além de paralelos, os lados paralelos possuem a mes-
remos 108° como medida de cada ângulo interno. ma medida, ou seja: AB = DC e AD = BC
Observe na imagem anterior que a soma de três ân- Diferentemente do paralelogramo, todos os ângulos
gulos internos do pentágono com o ângulo θ tem como do retângulo medem 90°: A �=B � = C� = D
� = 90°
resultado 360°. No retângulo, um par de lados paralelos
será a base e o outro será a altura, no desenho:
108 + 108 + 108 + θ = 360 AB: altura = h e AD: base = b
324 + θ = 360 A área é calculada como o produto da base pela al-
tura: Área= b∙h
θ = 360 – 324
θ = 36° O perímetro é calculado como a soma das medidas
de todos os quatro lados:
Perímetro = AB + BC + CD + DA = 2b + 2h
Quadriláteros, Circunferência e Círculo

Quadriláteros
MATEMÁTICA

São figuras que possuem quatro lados dentre os


quais temos os seguintes subgrupos

63
Losango Trapézio

Características:
Características: Possuirá apenas um par de lados paralelos que serão
Possuem lados paralelos, dois a dois, ou seja: chamados de bases maior e menor:
AB // DC e AD // BC AD// BC, AB: base maior = B e CD: base menor = b
Possuem os quatro lados com medidas iguais: A altura será definida como a distância entre as bases:
AB = DC = AD = BC BG: altura = h
No losango, definem-se diagonais como a distância A área é calculada em função das bases e da altura:
entre vértices opostos, assim: B+b
Área = �h
BD: diagonal maior = D e AC: diagonal menor = d 2
A área é Dcalculada
�d
a partir das diagonais e não dos O perímetro é calculado como a soma das medidas
lados: Área = 2 de todos os quatro lados: AB + BC + CD + DA
O perímetro é calculado como a soma das medidas
de todos os quatro lados: AB + BC + CD + DA Circunferência e Círculo

Quadrado Uma circunferência é definida como o conjunto de


pontos cuja distância de um ponto, denominado de cen-
tro, O é igual a R, definido como raio.

Características:
Possuem lados paralelos, dois a dois, ou seja:
AB // DC e AD // BC
Possuem os quatro lados com medidas iguais: Já um círculo é definido como um conjunto de pontos
AB = DC = AD = BC cuja distância de O é menor ou igual a R.
Diferentemente do losango, todos os ângulos do
quadrado medem 90°: A �=B � = C� = D
� = 90°
Seguindo a lógica do retângulo, temos o valor da base
e da altura iguais neste caso: BC: lado = L e AB: lado =
A área é calculada de maneira simples: Área = L2
O perímetro é calculado como a soma
das medidas de todos os quatro lados:
Perímetro = AB + BC + CD + DA = 4L
MATEMÁTICA

64
Características: Características:
A medida relevante da circunferência é o raio (R) que A Área do Setor Circular (para α em radianos):
é a distância de qualquer ponto da circunferência em re- R2
lação ao centro C. A= α − sen α
2
A área é calculada em função do raio: Área = πR2
O perímetro, também chamado de comprimento da Posições Relativas entre Retas e Circunferências
circunferência, é calculado em função do raio também:
Perímetro = 2πR Dado uma circunferência de raio R e uma reta ‘r’ cuja
distância ao centro da circunferência é ‘d’, temos as se-
Setor Circular guintes posições relativas:

Um Setor Circular é uma região de um círculo com-


preendida entre dois segmentos de reta que se iniciam Reta Tangente: Reta e circunferência possuem ape-
no centro e vão até a circunferência. nas um ponto em comum (dOP = R)

#FicaDica
Em termos práticos, um setor circular é um
“pedaço” de um círculo.

Reta Exterior: Reta e circunferência não possuem


pontos em comum (dOP > R)

Características:
O ângulo α é definido como ângulo central απR2
Área do Setor Circular (para α em graus): A =
360
Área
αR2
do Setor Circular (para α em radianos):
A=
2

Segmento Circular

Um Segmento Circular é uma região de um círculo


compreendida entre um segmento que liga os pontos de
cruzamento dos segmentos de reta com a circunferência,
ao qual definimos como corda AB e a circunferência.
Reta Secante: Reta e circunferência possuem dois
pontos em comum (dOP < R)
MATEMÁTICA

65
Resposta: Aplicando as relações geométricas referen-
tes ao losango, tem-se:

x = 15
y = 20
AC = 20 + 20 = 40
BD = 15 + 15 = 30
BMC = 15 + 20 + 25 = 60

Triângulos e Teorema de Pitágoras

Definição

Triângulo é um polígono de três lados. É o polígono


EXERCÍCIOS COMENTADOS que possui o menor número de lados. Talvez seja o polí-
gono mais importante que existe. Todo triângulo possui
1.(SEEDUC-RJ – Professor – CEPERJ/2015) O quadrado alguns elementos e os principais são: vértices, lados, ân-
MNPQ abaixo tem lado igual a 12cm. Considere que as gulos, alturas, medianas e bissetrizes.
curvas MQ e QP representem semicircunferências de diâ-
metros respectivamente iguais aos segmentos MQ e QP. Apresentaremos agora alguns objetos com detalhes
sobre os mesmos.

a) Vértices: A,B,C.
b) Lados: AB,BC e AC.
A área sombreada, em cm2, corresponde a: c) Ângulos internos: a, b e c.

a) 30 Altura: É um segmento de reta traçada a partir de


b) 36 um vértice de forma a encontrar o lado oposto ao vértice
c) 3 46π − 2 formando um ângulo reto. BH é uma altura do triângulo.
d) 6(36π − 1)
e) 2(6π − 1)

Resposta: Letra B. Aplicando a fórmula do segmen-


to circular, encontra-se a área de intersecção dos dois
círculos. Subtraindo esse valor da área do semicírculo,
chega-se ao resultado.

2. A figura abaixo é um losango. Determine o valor Mediana: É o segmento que une um vértice ao ponto
de x e y, a medida da diagonal AC , da diagonal BD e médio do lado oposto. BM é uma mediana.
o perímetro do triângulo BMC.

Bissetriz: É a semi-reta que divide um ângulo em


MATEMÁTICA

duas partes iguais. O ângulo B está dividido ao meio e


neste caso Ê = Ô.

66
Ângulo Interno: É formado por dois lados do triân- Triângulo Obtusângulo: Um ângulo interno é obtu-
gulo. Todo triângulo possui três ângulos internos. so, isto é, possui um ângulo com medida maior do que
Ângulo Externo: É formado por um dos lados do 90º.
triângulo e pelo prolongamento do lado adjacente (ao
lado).

Triângulo Retângulo: Possui um ângulo interno reto


(90 graus). Atenção a esse tipo de triângulo pois ele é
muito cobrado!

Classificação dos triângulos quanto ao número de


lados

Triângulo Equilátero: Os três lados têm medidas


iguais. .
m(AB) = m(BC) = m(CA)
Medidas dos Ângulos de um Triângulo

Ângulos Internos: Consideremos o triângulo ABC. Po-


deremos identificar com as letras a, b e c as medidas dos
ângulos internos desse triângulo.

#FicaDica
Triângulo Isósceles: Dois lados têm medidas iguais.
Em alguns locais escrevemos as letras
m(AB) = m(AC).
maiúsculas, acompanhadas de acento ()
para representar os ângulos.

Triângulo Escaleno: Todos os três lados têm medidas


diferentes.

Seguindo a regra dos polígonos, a soma dos ângu-


los internos de qualquer triângulo é sempre igual a 180
graus, isto é: a + b + c = 180°

Ex: Considerando
o triângulo abai-
xo, podemos achar o
valor de x, escrevendo:
Classificação dos triângulos quanto às medidas 70º + 60º + x = 180º e dessa forma, obtemos
dos ângulos x = 180º − 70º − 60º = 50º
MATEMÁTICA

Triângulo Acutângulo: Todos os ângulos internos


são agudos, isto é, as medidas dos ângulos são menores
do que 90º.

67
FIQUE ATENTO!
Dois triângulos são congruentes, se os seus
elementos correspondentes são ordenada-
mente congruentes, isto é, os três lados e
os três ângulos de cada triângulo têm res-
Ângulos Externos: Consideremos o triângulo ABC. pectivamente as mesmas medidas. Deste
Como observamos no desenho, as letras minúsculas modo, para verificar se um triângulo é con-
representam os ângulos internos e as respectivas letras gruente a outro, não é necessário saber a
maiúsculas os ângulos externos. medida de todos os seis elementos, basta
conhecerem três elementos, entre os quais
esteja presente pelo menos um lado. Para
facilitar o estudo, indicaremos os lados cor-
respondentes congruentes marcados com
símbolos gráficos iguais.

Todo ângulo externo de um triângulo é igual à soma


dos dois ângulos internos não adjacentes a esse ângulo Casos de Congruência de Triângulos
externo. Assim: A = b + c, B = a + c, C = a + b
LLL (Lado, Lado, Lado): Os três lados são conheci-
Ex: No triângulo desenhado, podemos achar dos. Dois triângulos são congruentes quando têm, res-
a medida do ângulo externo x, escrevendo: pectivamente, os três lados congruentes. Observe que os
x = 50º + 80º = 130°. elementos congruentes têm a mesma marca.

Congruência de Triângulos LAL (Lado, Ângulo, Lado): Dados dois lados e um


ângulo. Dois triângulos são congruentes quando têm
Duas figuras planas são congruentes quando têm a dois lados congruentes e os ângulos formados por eles
mesma forma e as mesmas dimensões, isto é, o mesmo também são congruentes.
tamanho. Para escrever que dois triângulos ABC e DEF
são congruentes, usaremos a notação: ABC ~ DEF
Para os triângulos das figuras abaixo, existe a congruên-
cia entre os lados, tal que: AB ~ RS, BC ~ ST, CA ~ T e
entre os ângulos:

ALA (Ângulo, Lado, Ângulo): Dados dois ângulos e


um lado. Dois triângulos são congruentes quando têm
um lado e dois ângulos adjacentes a esse lado, respecti-
vamente, congruentes.

Se o triângulo ABC é congruente ao triângulo RST,


escrevemos: A�~R � , B� ~ S� , C� ~ �T

LAAo (Lado, Ângulo, Ângulo oposto): Conhecido


um lado, um ângulo e um ângulo oposto ao lado. Dois
triângulos são congruentes quando têm um lado, um ân-
MATEMÁTICA

gulo, um ângulo adjacente e um ângulo oposto a esse


lado respectivamente congruente.

68
Semelhança de Triângulos

Duas figuras são semelhantes quando têm a mesma forma, mas não necessariamente o mesmo tamanho. Se duas
figuras R e S são semelhantes, denotamos: .

Ex: As ampliações e as reduções fotográficas são figuras semelhantes. Para os triângulos:

Os três ângulos são respectivamente congruentes, isto é: A~R, B~S, C~T

Casos de Semelhança de Triângulos

Dois ângulos congruentes: Se dois triângulos tem dois ângulos correspondentes congruentes, então os triângulos
são semelhantes.

Se A~D e C~F então: ABC =


� DEF

Dois lados proporcionais: Se dois triângulos tem dois lados correspondentes proporcionais e os ângulos formados
por esses lados também são congruentes, então os triângulos são semelhantes.

Como m(AB) ⁄ m(EF) = m(BC) ⁄ m(FG) = 2 ,

então ABC =
� EFG
Ex: Na figura abaixo, observamos que um triângulo pode ser “rodado” sobre o outro para gerar dois triângulos se-
melhantes e o valor de x será igual a 8.
MATEMÁTICA

69
Três lados proporcionais: Se dois triângulos têm os três lados correspondentes proporcionais, então os triângulos
são semelhantes.

Teorema de Pitágoras

Dizem que Pitágoras, filósofo e matemático grego que viveu na cidade de Samos no século VI a. C., teve a intuição
do seu famoso teorema observando um mosaico como o da ilustração a seguir.

Observando o quadro, podemos estabelecer a seguinte tabela:

Triângulo Triângulo Triângulo


ABC A`B`C` A``B``C``
Área do quadrado construído 4 8 16
sobre a hipotenusa
Área do quadrado construído 2 4 8
sobre um cateto
Área do quadrado construído 2 4 9
sobre o outro cateto

Como 4 = 2 + 2 � 8 = 4 + 4 � 16 = 8 + 8 , Pitágoras observou que a área do quadrado construído sobre


a hipotenusa é igual à soma das áreas dos quadrados construídos sobre os catetos.

A descoberta feita por Pitágoras estava restrita a um triângulo particular: o triângulo retângulo isósceles. Estudos
realizados posteriormente permitiram provar que a relação métrica descoberta por Pitágoras era válida para todos os
triângulos retângulos. Os lados do triângulo retângulo são identificados a partir a figura a seguir:
MATEMÁTICA

70
l= medida do lado
h= medida da altura

No triângulo equilátero, a altura e a mediana coin-


cidem. Logo, é ponto médio do lado BC. No triângulo
retângulo AHC, é ângulo reto. De acordo com o teorema
de Pitágoras, podemos escrever:

Onde os catetos são os segmentos que formam o ân-


gulo de 90° e a hipotenusa é o lado oposto a esse ângu-
lo. Chamando de “a” e “b” as medidas dos catetos e “c” a
medida da hipotenusa, define-se um dos teoremas mais
conhecidos da matemática, o Teorema de Pitágoras:
c 2 = a2 + b2
Onde a soma das medidas dos quadrados dos catetos
é igual ao quadrado da hipotenusa.
3l2
Teorema de Pitágoras no quadrado h² =
4
Aplicando o teorema de Pitágoras, podemos estabe-
lecer uma relação importante entre a medida d da diago- l 3
nal e a medida l do lado de um quadrado. h=
2

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1.(TJ-SP – ESCREVENTE JUDICIÁRIO – VUNESP/2017)


A figura seguinte, cujas dimensões estão indicadas em
metros, mostra as regiões R e R , e , ambas com for-
1 2
mato de triângulos retângulos, situadas em uma praça e
destinadas a atividades de recreação infantil para faixas
etárias distintas.

d= medida da diagonal
l= medida do lado

Aplicando o teorema de Pitágoras no triângulo retân-


gulo ABC, temos:

d² = l² + l²
d = √2l²
d=l 2
Teorema de Pitágoras no triângulo equilátero
Se a área de R eé R
1
54 ,m², então o perímetro
2
e R 2 , é, em
R1de
Aplicando o teorema de Pitágoras, podemos estabe- metros, igual a:
lecer uma relação importante entre a medida h da altura
e a medida l do lado de um triângulo equilátero. a) 54
b) 48
c) 36
d) 40
e) 42

Resposta: Letra B. Esse problema se resolve tanto por


semelhança de triângulos, quanto pela área de . Em
MATEMÁTICA

ambos os casos, encontraremos x = 12 m. Após isso,


pelo teorema de Pitágoras, achamos a hipotenusa do
R1 e R 2 , , que será 20 m. Assim, o perímetro será
triângulo
12+16+20 = 48 m.

71
2. (PM SP 2014 – VUNESP). Duas estacas de madeira, perpendiculares ao solo e de alturas diferentes, estão distan-
tes uma da outra, 1,5 m. Será colocada entre elas uma outra estaca de 1,7 m de comprimento, que ficará apoiada nos
pontos A e B, conforme mostra a figura.

A diferença entre a altura da maior estaca e a altura da menor estaca, nessa ordem, em cm, é:

a) 95.
b) 75.
c) 85.
d) 80.
e) 90.

Resposta: Letra D. Note que x é exatamente a diferença que queremos, e podemos calculá-lo através do Teorema
de Pitágoras:
1,72 = 1,52 + x 2
2,89 = 2,25 + x 2
x 2 = 2,89 – 2,25
x² = 0,64x = 0,8 m ou 80 cm

LEI DOS SENOS E LEI DOS COSSENOS

Lei dos Senos

A Lei dos senos relaciona os senos dos ângulos de um triângulo qualquer (não precisa necessariamente ser retângu-
lo) com os seus respectivos lados opostos. Além disso, há uma relação direta com o raio da circunferência circunscrita
neste triângulo:

a b c
= = = 2R
sen A sen B sen C�
� �
MATEMÁTICA

Lei dos Cossenos

A lei dos cossenos é considerada uma generalização do teorema de Pitágoras, onde para qualquer triângulo, conse-
guimos relacionar seus lados com a subtração de um termo que possui o ângulo oposto do lado de referência.

72

a2 = b2 + c 2 − 2 � b � c � cos A
2 2 2
b = a + c − 2 � a � c � cos B �
c = a + b − 2 � a � b � cos C�
2 2 2

FIQUE ATENTO!
Há três formas distintas de utilizar a Lei dos Cossenos. Quando for utilizá-la, tenha cuidado ao expres-
sar os termos conhecidos e a incógnita em uma das três equações propostas. Note que o termo à
esquerda do sinal de igual é o lado oposto ao ângulo que deve aparecer na equação.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. Calcule a medida de x:

Resposta: Aplicando a lei dos senos, lembrando que temos que aplicar ao ângulo oposto ao lado que iremos usar.
� como oposto, e ele mede 30°, dado as medidas dos outros ângulos,
Assim, o lado de medida 100 possui o ângulo A
assim:
x 100
=
sen 45° sen 30°

x 100
=
2/2 1/2

x = 100 2
MATEMÁTICA

73
2.Calcule a medida de x:

Resposta: Aplicando a lei dos senos, lembrando que ela se relaciona com a circunferência circunscrita ao triângulo:

x
= 2R
sen 60°

x
=2 3
3/2

x=3

Geometria Espacial

Poliedros

Poliedros são sólidos compostos por faces, arestas e vértices. As faces de um poliedro são polígonos. Quando as
faces do poliedro são polígonos regulares e todas as faces possuem o mesmo número de arestas, temos um poliedro
regular. Há 5 tipos de poliedros regulares, a saber:

Tetraedro: poliedro de quatro faces


Hexaedro: poliedro de seis faces (cubo)
Octaedro: poliedro de oito faces
Dodecaedro: poliedro de doze faces
Icosaedro: poliedro de vinte faces

Já poliedros não regulares são sólidos cujas faces ou são polígonos não regulares ou não possuem o mesmo nú-
mero de arestas. Os exemplos mais usuais são pirâmides (com exceção do tetraedro) e prismas (com exceção do cubo).
Relação de Euler: relação entre o número de arestas (A), faces (F) e vértices (V) de um poliedro convexo. É dada por:

V− A+F = 2

Prismas
Prisma é um sólido geométrico delimitado por faces planas, no qual as bases se situam em planos paralelos. Quanto
à inclinação das arestas laterais, os prismas podem ser retos ou oblíquos.
MATEMÁTICA

Prisma reto
As arestas laterais têm o mesmo comprimento.
As arestas laterais são perpendiculares ao plano da base.
As faces laterais são retangulares.

74
Prisma oblíquo
As arestas laterais têm o mesmo comprimento.
As arestas laterais são oblíquas (formam um ângulo diferente de um ângulo reto) ao plano da base.
As faces laterais não são retangulares.

Bases: regiões poligonais congruentes

Altura: distância entre as bases

Arestas laterais paralelas: mesmas


medidas

Faces laterais: paralelogramos

Prisma reto Aspectos comuns Prisma oblíquo

Prismas regulares: prismas que possuem como base, polígonos regulares (todos os lados iguais).

Sendo AB , a área da base, ou seja, a área do polígono correspondente e AL , a área lateral, caracterizada pela
soma das áreas dos retângulos formados entre as duas bases, temos que:

Área total: AT = AL + 2 � AB

Volume: V = AB . h , onde h é a altura, caracterizada pela distância entre as duas bases

Cilindros

São sólidos parecidos com prismas, que apresentam bases circulares e também podem ser retos ou oblíquos.

Sendo R o raio da base, a altura do cilindro, temos que:


Área da base: AB = πR2
Área lateral: AL = 2πRh
Área total: AT = AL + 2AB
MATEMÁTICA

Volume: V = AB � h

75
Pirâmides

As pirâmides possuem somente uma base e as faces


laterais são triângulos. A distância do vértice de encontro
dos triângulos com a base é o que determina a altura da
pirâmide (h).

2
Área da Superfície Esférica: A = 4πR
3
4πR
Volume: V =
3

#FicaDica
Na área total dos prismas e cilindros, mul-
tiplicamos a área da base por 2 pois temos
duas bases formando o sólido. Já no caso
das pirâmides e dos cones isto não ocorre,
pois há apenas uma base em ambos.
Sendo a área da base, determinada pelo polígono
que forma a base, a área lateral, determinada pela soma
das áreas dos triângulos laterais, temos que:

Área total: AT = AL + AB EXERCÍCIO COMENTADO


AB � h
Volume: V = 1. (TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO –
3 VUNESP/2017) As figuras seguintes mostram os blocos
Cones de madeira A, B e C, sendo A e B de formato cúbico e
Os cones são sólidos possuem uma única base (cír- C com formato de paralelepípedo reto retângulo, cujos
culo). A distância do vértice à circunferência (contorno respectivos volumes, em cm³, são representados por VA,
da base) é chamada de geratriz (g) e a distância entre o VB e VC.
vértice e o centro do círculo é a altura do cone (h).

Se VA + VB = 1/2 VC , então a medida da altura do blo-


co C, indicada por h na figura, é, em centímetros, igual a:
Geratriz: g 2 = R2 + h2
Área da Base: AB = πR2 a) 15,5
Área Lateral: AL = πgR b) 11
Área Total: AT = AL + AB c) 12,5
d) 14
AB � h
Volume: V = e) 16
3
Esfera Resposta : Letra C.
VA = 53 = 125 cm³
A esfera é o conjunto de pontos nos quais a distância
VB = 103 = 1000 cm³
MATEMÁTICA

em relação a um centro é menor ou igual ao raio da es-


V
fera R. A esfera é popularmente conhecida como “bola” Logo: 2C = VA + VB = 125 + 1000
pois seu formato é o mesmo de uma bola de futebol, por
VC
exemplo. → = 1125 → VC = 2250 cm³
2

76
2250
Portanto, VC = 18 � 10 � h = 2250 → h = 180
= 12,5 cm V4 = V1 + 3r
→ V1 + 3 � 8 = 86,5
2. (PEDAGOGO – IF/2016) Uma lata de óleo de soja de → V1 + 24 = 86,5
1 litro, com formato cilíndrico, possui 8 cm de diâmetro → V1 = 62,5 cm
interno. Assim, a sua altura é de aproximadamente: (Con- Como
sidere π = 3,14 )
4 3
a) 20 cm
V= πR
3
b) 25 cm 4
c) 201 cm → � 3 � R3 = 62,5
3
d) 200 cm 62,5
e) 24 cm → R3 =
4
→ R3 = 15,625
Resposta: Letra A.
1L = 1dm3 = 1000 cm³
→ R = 2,5 cm
Volume da lata(cilindro): Como o exercício pediu o diâmetro, D = 2.2,5 = 5 cm
VC = πR2h → 3,14 � 42 � h = 1000 → h ≅ 20 cm
Obs: Como o diâmetro é igual a 8cm o raio é igual a
4cm. ESCALAS

3. (PREF. ITAPEMA-SC – TÉCNICO CONTÁBIL – MS Em linhas gerais, escala é a relação matemática en-
CONCURSOS/2016) O volume de um cone circular reto, tre a distância medida em um mapa (ou desenho, planta,
cuja altura é 39 cm, é 30% maior do que o volume de etc.) e a dimensão real do objeto (local) representado por
um cilindro circular reto. Sabendo que o raio da base do esse mapa (ou desenho, planta, etc.). Quando se observa
cone é o triplo do raio da base do cilindro, a altura do um mapa e lê-se que ele foi feito em escala 1:500 cm,
cilindro é: significa que 1 cm medido no mapa equivale a 500 cm
na realidade.
a) 9 cm
b) 30 cm Tipos de Escala
c) 60 cm
d) 90 cm Considerando a forma de apresentação, há dois tipos
de escala, a saber:
Resposta: Letra D. Gráfica: a escala gráfica é aquela na qual a distância
Volume do cone: VC a ser medida no mapa e sua equivalência são apresenta-
Volume do cilindro: Vcil das por unidade. Geralmente estão na parte inferior do
Do enunciado: VC = 1,3. Vcil (30% maior). mapa, como no exemplo abaixo:

4. (CÂMARA DE ARACRUZ-ES – AGENTE ADMINIS-


TRATIVO E LEGISLATIVO – IDECAN/2016) João pos-
sui cinco esferas as quais, quando colocadas em certa
ordem, seus volumes formam uma progressão aritméti-
ca. Sabendo que a diferença do volume da maior esfera
para a menor é 32 cm³ e que o volume da segunda maior
esfera é 86,5 cm³, então o diâmetro da menor esfera é:
(Considere: π = 3) Fonte: brasilescola.uol.com.br/geografia/escalas.htm

a) 2 cm Medindo com uma régua a distância entre 0 e 50 me-


b) 2,5 cm tros, por exemplo, significa que a medida dessa distância
c) 4,25 cm no mapa equivale a 50 metros na realidade.
d) 5 cm
Numérica: a escala numérica é apresentada como
Resposta: Letra D. uma relação e estabelece diretamente qual é a relação
Sendo a P.A. (V1 , V2 , V3, V4 , V5), (, o enunciado fornece: entre distâncias no mapa e real, sem a necessidade de
Do termo geral da P.A., sabe-se que medições com régua como na escala gráfica. Um exem-
V5 = V1 + 5 − 1 � r = V1 + 4r plo de escala numérica:
MATEMÁTICA

onde r é a razão da P.A. 1:50.000

Assim, V1 + 4r − V1 = 32 → 4r = 32 → r = 8 Isso significa que 1 cm no mapa equivale a 50.000 cm


Como na realidade.

77
Considerando o tamanho da representação de deter- Determine, em quilômetros, a distância entre as cidades
minado mapa ou desenho, a escala pode ser classificada do Rio de Janeiro e Vitória, e de Belo Horizonte a Vitória.
de três formas:
Resposta: 385 km e 346,5 km. Começando pela dis-
Natural: a escala natural é aquela na qual o tamanho tância entre Rio de Janeiro e Vitória.
do desenho coincide com o tamanho do objeto real. Pela definição de escala:
Reduzida: a escala reduzida é aquela na qual o de- 𝑑 1 5
senho é menor do que a realidade. É a escala na qual a 𝐸= → = → 𝐷 = 5 ∙ 7.700.000 = 38.500.00 𝑐𝑚
𝐷 7.700.000 𝐷
maioria dos mapas é feita.
Ampliada: a escala ampliada é aquela na qual o de- Logo, a distância em quilômetros é igual a: 385 km
senho é maior do que a realidade. Figuras obtidas com Entre Belo Horizonte e Vitória.
auxílio de microscópios, por exemplo, estão em escala Pela definição de escala:
ampliada. 𝑑 1 4
𝐸= → = → 𝐷 = 4,5 ∙ 7.700.000 = 34.650.00 𝑐𝑚
𝐷 7.700.000 𝐷
Cálculo de Escala
Logo, a distância em quilômetros é igual a: 346,5 km
A escala (E) pode ser expressa como:
2. (NOVA CONCURSOS - 2018) Em uma cidade duas
𝑑 atrações turísticas distam 4 km. Sabe-se que no mapa
𝐸=
𝐷 dessa cidade, esses pontos estão distantes 20 cm um do
outro. Qual é a escala do mapa?
onde d é a distância medida no desenho (mapa) e D