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Universidade de Fortaleza

Análise Experimental do comportamento


Profª Isabelle Cacau
Equipe: Guilherme da Silva Nascimento, Sâmara Oliveira e Ani Sibeli Junqueira
Turma: M6CD

Introdução

Os comportamentos presentes no repertório comportamental de um sujeito pode ter sua


freqüência modificada em relação as conseqüências que este gera. Já nascemos com
uma série de comportamentos inatos que darão base para o surgimento de novos
comportamentos e constituição de um novo repertório comportamental. Ao deixar de ser
reforçado, um comportamento tende a diminuir a sua freqüência, o que conssie em um
processo de extinção. Essa extinção levará o sujeito a variar sua topografia
comportamental, gerando assim novos comportamentos. Todo esse procedimento de
reforço e extinção de comportamentos é que denomina-se de modelagem
comportamental.
A modelagem consiste no reforçamento diferencial de aproximações sucessivas
graduais do comportamento-alvo. O reforçamento diferencial envolve reforçar
determinadas respostas que seguem determinando critério enquanto não reforça-se
comportamentos que fujam desse critério. Aproximações sucessivas gradualmente pois
criasse um grupo de comportamentos que são próximos ao comportamento-alvo de
modo a seguir uma hierarquia de aproximação. Há 3 principais aspectos a serem
considerados na realização desse procedimento, são eles: 1) A imediaticidade do
reforço; 2) O não reforço demasiado de respostas em cada passo intermediário e 3)
Graduação dos passos intermediários. Esses 3 fatores são essenciais ao se planejar um
processo de modelagem que atinja com sucesso a obtenção do comportamento-alvo.
Este trabalho da disciplina de análise experimental do comportamento tem como
objetivo aplicar os conceitos visto na teoria sobre modelagem utilizando como sujeito
experimental o camundongo do programa Sniffy. Foram executadas as atividades de
prática laboratorial e registros básicos de habilidades feitos em uma planilha e, a partir
desses dados, concluímos algumas falhas em nosso procedimento o qual traremos no
decorrer do nosso relatório. Foi usado neste ato emparelhamento de estímulos e
modelagem.
Materiais
Os experimentos foram realizados pelos alunos do curso de psicologia da Universidade
de Fortaleza ( Unifor). Foi utilizado o software Sniffy-Pro 2.0 instalados no computador
do laboratório de informática, as planilhas contidas no manual de prática, lápis e
cronômetro.

Procedimento

Iniciamos com a primeira fase: Observação do Nível Operante de Resposta. Para isso
observamos durante 10 minutos se o sniff olhava para a barra. Se ele aproximava o
focinho da barra, ou se o sniff tocava ou pressionava a barra, registrando na folha.

Segunda fase: Treino ao Comedouro.


Nesta fase, durante um período de 15 min iniciamos a modelação por aproximação.
Cada vez que o sniffy se aproximava da barra era liberado comida reforçando o
comportamento dele tocar na barra. Para isso cada vez que o sniffy se aproximava da
barra havia a liberação manual do reforço. Registramos a liberação do reforço imediato
e o imediato consumo, a liberação manual do reforço e assinalamos os minutos em que
não houve respostas relevantes.

Resultados e discussão.

A primeira etapa do procedimento consistiu exclusivamente em observar os


comportamentos do Sniffy por 10min para assim determinar a linha base do
experimento. Essa linha base (ou nível operante) é a frequência com que os
comportamentos já presentes no repertorio comportamental do Sniffy são apresentados
antes da realização do experimento, Não foi realizado qualquer reforçamento
relacionado a liberação de comida. Os dados obtidos encontram-se na tabela 1.0. A
segunda etapa, que consistia no treino ao comedouro ( modelagem do Sniffy em
relacionar o som a disponibilidade de comida) não foi concluída com sucesso.
A modelagem consiste no reforçamento diferencial de aproximações sucessivas do
comportamento-alvo (tocar a barra). Há 3 principais aspectos a serem considerados na
realização desse procedimento, são eles: 1) A imediaticidade do reforço; 2) O não
reforço demasiado de respostas em cada passo intermediário e 3) Graduação dos passos
intermediários. Alguns fatores necessitam ser avaliados como possíveis motivos pelo
qual não houve a modelagem. Primeiramente, por se tratar de uma aula laboratorial,
houve uma restrição no tempo disponível para a realização do experimento. Logo, seria
necessário mais tempo do que aquele disponível para realização dessa etapa. Um fator
associado ao tempo é a falta de experiência da equipe em manusear o programa Sniffy e
no processo de modelagem em si. Outro fator que aponta para a falha no procedimento é
a imediaticidade do reforço. Em alguns momentos o reforço foi apresentado de forma
atrasada ou quando o Sniffy estava realizando comportamentos fora da hierarquia de
graduação. Essas falhas acarretaram em quedas da barra de associação e,
consequentemente, em atraso no processo e modelagem.

A partir disso verificamos a necessidade de realização de um novo processo de


modelagem com maior rigor e atenção as etapas intermediarias assim como um treino
inicial no manuseio do programa.
Perguntas:
1ª Fase: Observação do nível Operante de Resposta
1. O que é o nível Operante de uma resposta?
O nível operante de uma resposta é onível em que o sujeito responde ao ambiente antes
que qualquer experiência ou manipulação seja realizada. Pode ser chamada de nível pré-
experencial ou linha base.

2. Para que serve a medição do Nível Operante e como ele pode ser utilizado em
outros experimentos.
O nível operante apresenta que comportamentos são apresentados em determinada
situação. A partir dessa noção, é possível realizar mudanças no ambiente e comparar os
resultados com esse nível operante, gerando um parâmetro mais confiável de relação
entre mudança e surgimento ou alteração nos níveis de comportamentos.

3.Qual a taxa de resposta de pressão (RPB)? Por que este é um indicador


importante?
RPB: 0,1 Rs\min,

Relatório: Treino ao comedouro


1. Quantas vezes o reforço foi liberado
61 vezes
2. Em quanto tempo o sniffy se condicionou?
O experimento teve a duração de 15min, tempo no qual não foi possível realizar o
condicionamento do Sniffy

3. Qual o objetivo dessa fase ( treino ao comedouro)?


Realizar a modelagem do Sniffy por aproximação dos comportamentos relacionados ao
comportamento de pressão da barra.

4. Quais os comportamentos que você achou importante para reforçar o Sniffy à


fazer associação som-barra?
Olhar para a barra e levantar-se quando estava próximo a barra.
5.Explique o experimento “treino ao comedouro” e qual a relação com o
experimento “Nível operante”?
O experimento treino ao comedouro envolve o emparelhamento do estimulo sonoro a
liberação da comida. Essa fase envolve eliciar de novas respostas no repertório
comportamental do Sniffy. O nível operante apresenta a freqüência com que os
comportamentos do sniffy ocorrem antes do experimento. Essa fase, ao ser comparada
com a freqüência com que os comportamentos ocorrem após o experimento,
demonstram se houve ou não mudanças na freqüência de comportamentos do Sniffy.

6. Qual a relação entre o treino ao comedouro, a teoria de Pavlov sobre o


emparelhamento de estímulo e o conceito de condicionamento operante?
A teoria do condicionamento pavloviano, ou condicionamento clássico, envolve a
aprendizagem de novos reflexos através da associação de estímulos neutros com
estímulos que já eliciam uma resposta inata do organismo( estímulo incondicionado).
O condicionamento operante é um método de aprendizado no qual ocorre a associação
entre um estímulo e uma determinada resposta. Essa associação se dá através do
emparelhamento de estímulos. Nesse caso, temos um estímulo neutro que não elicia
uma determinada resposta no organismo. Esse estímulo é então pareado com um
estímulo incondicionado que elicia a uma determinada resposta incondicionada, A partir
desse emparelhamento, a estímulo que antes era neutro passa a agir como estímulo
condicionado, ou seja, passa a eliciar uma resposta condicionada bastante similar a
resposta obtida pelo estímulo incondicionado. Nesse caso temos o som (estímulo
neutro) sendo emparelhado com a comida (estímulo incondicionado). O esperado ao
final do treino ao comedouro é que o Sniffy associe à disponibilidade de comida.

7. Defina o conceito de comportamento respondente e comportamento operante.


O Comportamento Respondente é um tipo de interação em que a resposta é emanada
imediatamente após a apresentação do estímulo Trata-se de um comportamento que
ocorre de modo involuntário e, comumente, envolve uma mudança no ambiente que
acarreta nesse comportamento específico. Ex: Mudança de temperatura, presença de
comida, um corte. Já o comportamento operante é um comportamento voluntário e que
opera nas contingências. Podemos dizer que o Comportamento Operante é aquele
comportamento (R) que gera uma consequência (S) e essa consequência reforça ou
enfraquece o comportamento que o gerou.