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TÍTULO I CAPÍTULO II
CLAUSULADO GERAL Admissão, classificação
e carreira profissional
LEGISLAÇÃO/CONSTRUÇÃO/AECOPS
Versão: 2019/07/29
Publicado no BTE n.º 26 de 15 de julho de 2017, CCT / 1
com as alterações do BTE n.º 28 de 29 de julho de 2019
Contrato Coletivo de Trabalho
b) Aos trabalhadores que demonstrem já ter desempe- a indicação do período normal de trabalho diário e
nhado funções correspondentes às de qualquer das semanal com referência comparativa ao trabalho a
profissões previstas nos anexos ao presente contra- tempo completo.
to.
5 - O contrato de trabalho será elaborado em duplica-
4 - O contrato de trabalho será obrigatoriamente escrito do, destinando-se um exemplar ao empregador e outro
e assinado por ambas as partes, devendo dele constar: ao trabalhador. Tratando-se de trabalhador estrangeiro,
aplicar-se-ão as disposições específicas constantes na
a) Identificação das partes, nomeadamente, sendo so- cláusula 63ª.
ciedade, a existência de uma relação de coligação
societária, de participações recíprocas, de domínio 6 - No ato de admissão, deverão ainda ser fornecidos
ou de grupo; aos trabalhadores os seguintes documentos:
b) O local de trabalho ou, não havendo um fixo ou pre-
dominante, a indicação de que o trabalho é prestado a) Regulamento interno, se o houver;
em várias localizações; b) Outros regulamentos específicos da empresa, tais
c) A sede ou o domicílio do empregador; como regulamento de segurança, regulamento de
d) A categoria do trabalhador, incluindo a respetiva regalias sociais e outros, caso existam.
classe, escalão ou grau, e a caracterização sumária
do seu conteúdo; 7 - No ato da admissão, será ainda prestada informação
e) A data de celebração do contrato e a do início dos ao trabalhador relativamente:
seus efeitos;
f) A duração das férias ou, se não for possível conhe- a) Aos riscos para a segurança e saúde, bem como as
cer essa duração, os critérios para a sua determina- medidas de proteção e de prevenção e a forma como
ção; se aplicam, relativos, quer ao posto de trabalho ou
g) Os prazos de aviso prévio a observar pelo emprega- função, quer, em geral, à empresa, estabelecimento
dor e pelo trabalhador para a cessação do contrato ou serviço;
ou, se não for possível conhecer essa duração, os b) As medidas e as instruções a adotar em caso de pe-
critérios para a sua determinação; rigo grave e iminente;
h) O valor e a periodicidade da retribuição; c) As medidas de primeiros socorros, de combate a in-
i) O período normal de trabalho diário e semanal, es- cêndios e de evacuação dos trabalhadores em caso
pecificando os casos em que é definido em termos de sinistro, bem como os trabalhadores ou serviços
médios; encarregados de as pôr em prática.
j) O instrumento de regulamentação coletiva de traba-
lho aplicável; 8 - Nas empresas com mais de cinquenta trabalhadores,
l) Dispensa do período experimental, se a houver; os empregadores deverão, em igualdade de qualifica-
m) O número da apólice de seguro de acidentes de tra- ção, dar preferência à admissão de trabalhadores com
balho e a identificação da entidade seguradora; capacidade de trabalho reduzida, com deficiência ou
n) O número de identificação da segurança social do doença crónica, caso existam postos de trabalho que a
empregador; possibilitem.
o) Condições específicas da prestação de trabalho, se
as houver; 9 - Para o preenchimento de postos de trabalho, o em-
p) Tratando-se de contrato de trabalho a termo, a in- pregador deverá dar preferência aos trabalhadores que
dicação do motivo justificativo, bem como da data na empresa já prestem serviço e possuam as qualifica-
da respetiva cessação, no caso de termo certo, ou da ções requeridas.
sua duração previsível, no caso de termo incerto;
q) Tratando-se de contrato de trabalho a tempo parcial,
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Contrato Coletivo de Trabalho
b) Se a média das horas de trabalho semanal presta- 10 - Sem prejuízo da laboração normal, as empresas de-
das no período de referência, for inferior ao perío- vem conceder, no primeiro período de trabalho diário, o
do normal de trabalho previsto nos n.os 1 e 2, por tempo mínimo necessário à tomada de uma refeição li-
razões imputáveis ao empregador, será saldado em geira, normalmente designada por «bucha», em moldes
favor do trabalhador o período de horas de trabalho a regulamentar pelo empregador.
não prestado;
c) Durante o período de prestação de trabalho no regi-
me de adaptabilidade disposto no presente número, Cláusula 9ª - Banco de horas
o trabalhador pode solicitar a utilização da totali-
dade ou parte do crédito de horas já constituído, 1 - Por acordo escrito entre o empregador e o trabalha-
conforme as suas necessidades e por acordo com o dor, pode ser instituído um regime de banco de horas,
empregador; em que a organização do tempo de trabalho obedece ao
d) Cessando o contrato de trabalho, o trabalhador e disposto nos números seguintes.
o empregador têm o direito de receber, com base
no valor da hora normal, o montante resultante do 2 - A necessidade de prestação de trabalho em acrésci-
crédito de horas que, respetivamente, exista a seu mo é comunicada pelo empregador ao trabalhador com
favor. uma antecedência mínima de cinco dias, salvo se outra
for acordada ou em caso de força maior.
5 - Compete ao empregador estabelecer os horários de
trabalho, bem como eventuais alterações aos mesmos, 3 - O período normal de trabalho pode ser aumentado
nos termos da legislação em vigor e da presente regu- até 2 horas diárias e 50 horas semanais, tendo o acrésci-
lamentação. mo por limite 180 horas por ano.
6 - Em todos os locais de trabalho deve ser afixado, em 4 - A compensação do trabalho prestado em acréscimo é
lugar bem visível, um mapa de horário de trabalho ela- feita mediante a redução equivalente do tempo de traba-
borado pelo empregador. lho, a utilizar no decurso do mesmo ano civil, devendo
o empregador avisar o trabalhador com cinco dias de
7 - O empregador deve manter um registo que permita antecedência, salvo caso de força maior devidamente
apurar o número de horas de trabalho prestadas pelo tra- justificado.
balhador, por dia e por semana, com indicação da hora
de início e termo do trabalho, o qual, em caso de pres- 5 - A utilização da redução do tempo de trabalho para
tação de trabalho em regime de adaptabilidade, deverá compensar o trabalho prestado em acréscimo pode ser
conter indicação expressa de tal facto. requerida pelo trabalhador ao empregador, por escrito,
com uma antecedência mínima de cinco dias.
8 - O período de trabalho diário deve ser interrompi-
do, em regra, sem prejuízo do número seguinte, por um 6 - O empregador só pode recusar o pedido de utilização
período de descanso que não poderá ser inferior a uma da redução do tempo de trabalho referido no número
hora nem superior a duas, de modo a que os trabalhado- anterior, por motivo de força maior devidamente justi-
res não prestem mais de cinco horas de trabalho conse- ficado.
cutivo, ou quatro horas e meia, tratando-se de trabalha-
dores menores ou motoristas de pesados. 7 - Na impossibilidade de utilização da redução do tem-
po de trabalho no ano civil a que respeita, pode sê-lo até
9 - Salvo tratando-se de trabalhadores menores ou mo- ao termo do 1.º trimestre do ano civil seguinte ou ser
toristas de pesados, a prestação de trabalho poderá ser retribuída com acréscimo de 100 %.
alargada até seis horas consecutivas e o intervalo de
descanso diário ser reduzido a meia hora.
1 - Por acordo escrito, pode ser isento de horário de tra- 6 - O acordo de isenção de horário de trabalho cessará
balho o trabalhador que se encontre numa das seguintes nos precisos termos e condições em que deixarem de
situações: subsistir os fundamentos que lhe deram origem, caso
em que o mesmo poderá cessar mediante comunicação
a) Exercício de cargos de administração, de direção, escrita dirigida ao outro contraente, com uma antece-
de chefia, de chefias intermédias, de confiança, de dência não inferior a 30 dias.
fiscalização ou de apoio aos titulares desses cargos;
b) Execução de trabalhos preparatórios ou comple-
mentares que, pela sua natureza, só possam ser Cláusula 11ª - Trabalho suplementar
efetuados fora dos limites dos horários normais de
trabalho; 1 - Considera-se trabalho suplementar todo aquele que é
c) Exercício regular da atividade fora do estabeleci- prestado fora do horário de trabalho.
mento, sem controlo imediato da hierarquia;
d) Exercício da atividade de vigilância, de transporte e 2 - Considera-se ainda trabalho suplementar:
de vendas.
a) Nos casos de isenção de horário de trabalho esta-
2 - A isenção de horário de trabalho pode compreender belecida na alínea a), do n.º 2 da cláusula anterior,
as seguintes modalidades: o trabalho prestado nos dias de descanso semanal,
obrigatório ou complementar e feriados;
a) Não sujeição aos limites máximos dos períodos nor- b) Nos casos de isenção de horário de trabalho estabe-
mais de trabalho; lecida na alínea b), do n.º 2 da cláusula anterior, o
b) Possibilidade de alargamento da prestação a um de- trabalho que seja prestado fora desse período;
terminado número de horas, por dia ou por semana; c) Nos casos de isenção de horário de trabalho estabe-
c) A observância dos períodos normais de trabalho lecida na alínea c), do n.º 2 da cláusula anterior, o
acordados. trabalho prestado que exceda a duração do período
normal de trabalho diário ou semanal.
3 - O trabalhador abrangido pela isenção de horário de
trabalho tem direito a uma retribuição especial corres- 3 - Não se compreende na noção de trabalho suplemen-
pondente a: tar:
a) 22% da retribuição base, tratando-se das modalida- a) O trabalho prestado para compensar suspensões de
des previstas nas alíneas a) e b) do número anterior; atividade, independentemente da causa, de duração
b) Duas horas de trabalho suplementar por semana, não superior a 48 horas seguidas ou interpoladas por
tratando-se da modalidade prevista na alínea c) do um dia de descanso ou feriado, quando haja acordo
número anterior. entre o empregador e os trabalhadores;
b) A tolerância de quinze minutos para as transações,
4 - A retribuição especial devida em caso de isenção de operações e serviços começados e não acabados na
horário de trabalho é considerada para efeito de férias, hora estabelecida para o termo do período normal
subsídio de férias e subsídio de Natal, estando igual- de trabalho diário, não sendo, porém, de admitir que
mente sujeita a todos os impostos e descontos legais. tal tolerância deixe de revestir caráter excecional,
devendo o acréscimo de trabalho ser pago como
5 - A retribuição especial devida em caso de isenção de retribuição normal quando perfizer quatro horas ou
horário de trabalho, não é considerada para efeitos de no termo do ano civil ou, por troca, mediante acor-
cálculo de pagamento de trabalho suplementar, trabalho do, para compensar atrasos diários que não podem
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exceder a tolerância diária prevista nem as quatro d) Os pais que hajam gozado licença de paternidade
horas mensais; nos casos de incapacidade física ou psíquica da
c) A formação profissional, ainda que realizada fora do mãe, morte da mãe ou decisão conjunta dos pais até
horário de trabalho. os filhos perfazerem os 12 meses;
e) Os trabalhadores estudantes, exceto nas situações
4 - O trabalho suplementar pode ser prestado quando as previstas no n. º 5 da cláusula 11ª.
empresas tenham de fazer face a acréscimos eventuais e
transitórios de trabalho, que não justifiquem a admissão 3 - É proibida a prestação de trabalho suplementar por
de trabalhadores com caráter permanente ou em regime trabalhadores menores.
de contrato a termo, observando-se, no entanto, o des-
canso intercorrente de onze horas entre as jornadas.
Cláusula 13ª - Número máximo de horas de
5 - O trabalho suplementar pode ainda ser prestado em trabalho suplementar
casos de força maior ou quando se torne indispensável
para prevenir ou reparar prejuízos graves para a empre- 1 - O trabalho suplementar fica sujeito, por trabalhador,
sa, bem como para assegurar o cumprimento de prazos aos seguintes limites:
contratualmente estabelecidos para conclusão de obras
ou fases das mesmas. a) Duzentas horas de trabalho por ano;
b) Duas horas por dia normal de trabalho;
6 - A prestação de trabalho suplementar tem de ser pré- c) Um número de horas igual ao período normal de
via e expressamente determinada pelo empregador, sob trabalho nos dias de descanso semanal, obrigatório
pena de não ser exigível o respetivo pagamento. ou complementar, e nos feriados.
7 - O empregador deve registar o trabalho suplemen- 2 - A prestação de trabalho suplementar prevista no n.º
tar em suporte documental adequado, nos termos legal- 5 da cláusula 11ª, não fica sujeita aos limites do núme-
mente previstos. ro anterior, não devendo, contudo, a duração média do
trabalho semanal exceder 48 horas num período de re-
ferência de 12 meses. No cálculo da média, os dias de
Cláusula 12ª - Obrigatoriedade e dispensa férias são subtraídos ao período de referência em que
da prestação de trabalho são gozados.
suplementar
3 - Os dias de ausência por doença, bem como os dias
1 - Os trabalhadores estão obrigados à prestação de de licença por maternidade e paternidade e de licença
trabalho suplementar, salvo quando, havendo motivos especial do pai ou da mãe para assistência a pessoa com
atendíveis, devidamente comprovados, nomeadamente deficiência e a doente crónico são considerados, para
assistência inadiável ao agregado familiar, expressa- efeitos do número anterior, com base no correspondente
mente solicitem a sua dispensa. período normal de trabalho.
2 - Não estão sujeitos à obrigação estabelecida no nú- 4 - O limite anual de horas de trabalho suplementar apli-
mero anterior: cável a trabalhador a tempo parcial é de 80 horas por
ano ou o correspondente à proporção entre o período
a) Os trabalhadores com deficiências ou com doença normal de trabalho e o de trabalhador a tempo completo
crónica; em situação comparável, quando superior.
b) As trabalhadoras grávidas;
c) As trabalhadoras e os trabalhadores com filhos de 5 - Mediante acordo escrito, o limite referido no número
idade inferior a 12 meses; anterior pode ser elevado até 200 horas por ano.
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te os dias de descanso semanal, descanso semanal com- Cláusula 20ª - Prestação temporária de funções
plementar e feriados, não confere direito a remuneração não compreendidas no objeto do
para além dos 40% constantes no n.º 2. contrato de trabalho
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Cláusula 22ª - Substituições temporárias 4 - O empregador que pretenda, nos termos do n.º 1, ce-
der um trabalhador a outra empresa, associada ou não,
1 - Sempre que um trabalhador substitua outro de cate- com ou sem representantes legais comuns, entregará
goria e retribuição superiores, terá o direito de receber àquele documento assinado pelas duas empresas inte-
uma remuneração correspondente à categoria do substi- ressadas, do qual conste:
tuído, durante o tempo que essa substituição durar.
a) Identificação, assinaturas e domicílio ou sede das
2 - Se a substituição durar mais de um ano, o substituto partes;
manterá o direito à retribuição quando finda a substitui- b) Identificação do trabalhador cedido;
ção, regressar à sua anterior função, salvo tratando-se c) Indicação da atividade a prestar pelo trabalhador;
de substituições em cargos de chefia. d) Local de trabalho onde o trabalhador prestará servi-
ço;
3 - Terminado o impedimento do trabalhador substituído e) Condições especiais em que o trabalhador é cedido,
e se nos 30 dias subsequentes ao termo do impedimento se as houver;
não se verificar o seu regresso ao lugar, o trabalhador f) Salvaguarda de todos os direitos, regalias e garan-
que durante mais de um ano o tiver substituído será pro- tias do trabalhador;
movido à categoria profissional daquele, com efeitos g) Responsabilização solidária do empregador a quem
desde a data em que houver tido lugar a substituição. é cedido o trabalhador pelos créditos deste;
h) Data do seu início e indicação do tempo previsível
da respetiva duração.
Cláusula 23ª - Cedência ocasional
de trabalhadores 5 - Do acordo de cedência ocasional celebrado entre a
empresa cedente e cessionária deverá constar ainda a
1 - A cedência ocasional de trabalhadores consiste na declaração de concordância do trabalhador cedido.
disponibilização temporária e eventual do trabalhador
do quadro de pessoal próprio de um empregador para 6 - O documento a que se refere o n.º 4 da presente cláu-
outra empresa, a cujo poder de direção o trabalhador sula será entregue com a antecedência de:
fica sujeito, sem prejuízo da manutenção do vínculo
contratual inicial. a) Três dias úteis, no caso de o novo local de trabalho
permitir o regresso diário à residência habitual do
2 - A cedência ocasional de um trabalhador de uma em- trabalhador;
presa para outra só será permitida desde que: b) Duas semanas, quando não permitir tal regresso.
4 - No prazo de sete dias a contar do início da presta- a) Local habitual de trabalho fixo;
ção do trabalho junto da entidade cessionária, pode o b) Local habitual de trabalho não fixo, exercendo o tra-
trabalhador reassumir o seu cargo ao serviço da entida- balhador a sua atividade indistintamente em diver-
de cedente, revogando o acordo referido no n.º 1 desta sos lugares ou obras.
cláusula.
5 - O disposto na presente cláusula não prejudica a fa- Cláusula 27ª - Trabalhadores com local
culdade de o empregador admitir o trabalhador nos ter- de trabalho não fixo
mos de outras disposições aplicáveis deste contrato.
1 - Os trabalhadores com local de trabalho não fixo têm
direito, nos termos a acordar com o empregador, no
Cláusula 25ª - Comissão de Serviços momento da admissão ou posteriormente a esta, ao pa-
gamento das seguintes despesas diretamente impostas
Para além das situações previstas na legislação em vi- pelo exercício da atividade:
gor, podem ser exercidas em regime de comissão de ser-
viço as funções correspondentes às seguintes categorias a) Despesas com transporte;
profissionais: b) Despesas com alimentação;
c) Despesas de alojamento.
a) Diretor de Serviço;
b) Técnico de grau III; 2 - As despesas com alimentação e alojamento poderão
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ser custeadas através da atribuição de ajudas de custo, lecido para as transferências com regresso diário à re-
nos termos e com os condicionalismos previstos na lei. sidência.
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1 - Para além de outras situações previstas no contrato 1 - A retribuição mensal integra o que, nos termos da lei
de trabalho, o empregador pode transferir o trabalhador e do presente contrato, o trabalhador tem o direito de
para outro local de trabalho, a título definitivo, nas se- receber como contrapartida do seu trabalho.
guintes situações:
2 - A retribuição mensal engloba a retribuição base e to-
a) As transferências motivadas pela mudança ou por das as outras prestações regulares e periódicas, nomea-
encerramento total ou parcial do estabelecimento ou damente a retribuição especial por isenção de horário de
obra; trabalho e o complemento de retribuição pela prestação
b) Transferência motivada por interesse do emprega- de trabalho em regime de turnos.
dor ou do trabalhador nas situações previstas na le-
gislação em vigor e no contrato de trabalho. 3 - Considera-se retribuição mínima as constantes do
anexo III do presente contrato.
2 - As condições da transferência prevista na alínea b)
do n.º 1 devem constar de documento assinado por am- 4 - Considera-se retribuição base a retribuição mínima
bas as partes. efetivamente paga por cada empregador quando supe-
rior aos valores da tabela.
3 - O empregador deve custear as despesas do trabalha-
dor impostas pela transferência motivada pela mudança 5 - Até prova em contrário, presume-se constituir retri-
ou por encerramento total ou parcial do estabelecimen- buição toda e qualquer outra prestação do empregador
to ou obra ou por interesse da empresa, decorrentes do ao trabalhador.
acréscimo de custos de transporte, alimentação e resul-
tantes de mudança de residência.
Cláusula 38ª - Retribuição horária
4 - Salvo motivo imprevisível, a decisão de transferên-
cia definitiva de local de trabalho tem de ser comunica- O valor da remuneração horária será calculado segundo
da ao trabalhador com 10 dias de antecedência. a seguinte fórmula:
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4 - O subsídio de refeição previsto nesta cláusula não é Aos trabalhadores que, mediante acordo prévio, se des-
devido aos trabalhadores ao serviço do empregador que loquem em viatura própria ao serviço da empresa, será
forneçam integralmente refeições ou nelas compartici- pago, por cada quilómetro percorrido e conforme a na-
pem com montantes não inferiores aos valores mencio- tureza do veículo, a percentagem que se indica do preço
nados no número 1. em vigor do litro da gasolina sem chumbo 98:
3 - Sempre que possível, o empregador deve proporcio- Cláusula 46ª - Véspera de Natal
nar aos trabalhadores que pertençam ao mesmo agrega-
do familiar o descanso semanal e o descanso semanal A véspera de Natal (24 de dezembro), será dia de não
complementar nos mesmos dias. prestação de trabalho para todos os trabalhadores, sem
perda de remuneração.
4 - Aos trabalhadores em regime de turnos será assegu-
rado, no mínimo de seis em seis semanas, o descanso
semanal coincidente com o Sábado e o Domingo. SECÇÃO II
Faltas
Cláusula 45ª - Feriados
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antes de expirado o prazo de um mês, a partir do mo- adoção e licença parental complementar em qualquer
mento em que haja a certeza ou se preveja com segu- das suas modalidades, bem como as faltas dadas por
rança que o impedimento terá duração superior àquele trabalhadores legalmente eleitos para as estruturas de
prazo. representação coletiva ou representação nos domínios
da segurança e saúde no trabalho, não afetam o aumento
4 - O contrato caducará, porém, no momento em que se da duração do período anual de férias previsto no n.º 2.
torne certo que o impedimento é definitivo.
5 - Para efeitos da aquisição do bónus de férias previsto
5 - No dia imediato ao da cessação do impedimento, no n.º 2, só será considerada a assiduidade registada no
o trabalhador deve apresentar-se ao empregador, para ano civil subsequente ao ano da admissão, excetuando
retomar a atividade, sob pena de incorrer em faltas in- as admissões ocorridas no dia 1 de janeiro.
justificadas, salvo se existirem motivos atendíveis que
impeçam a comparência do trabalhador no prazo con- 6 - No ano da contratação, o trabalhador tem direito,
siderado. após seis meses completos de execução do contrato, a
gozar 2 dias úteis de férias por cada mês de duração do
contrato nesse ano, até ao máximo de 20 dias úteis.
SECÇÃO III
7 - No caso de sobrevir o termo do ano civil antes de
Férias decorrido o prazo referido no número anterior ou antes
de gozado o direito a férias, pode o trabalhador usufruí-
lo até 30 de junho do ano civil subsequente.
Cláusula 49ª - Duração do período de férias
8 - Da aplicação do disposto nos nºs 6 e 7 não pode
1 - O período anual de férias tem a duração mínima de
resultar para o trabalhador o direito ao gozo de um pe-
22 dias úteis.
ríodo de férias, no mesmo ano civil, superior a 30 dias
úteis.
2 - A duração do período de férias é aumentada no caso
de o trabalhador não ter faltado ou na eventualidade de
9 - No caso de a duração do contrato de trabalho ser in-
ter apenas faltas justificadas, no ano a que as férias se
ferior a seis meses, o trabalhador tem o direito de gozar
reportam, nos seguintes termos:
2 dias úteis de férias por cada mês completo de duração
do contrato, contando-se para o efeito todos os dias, se-
a) Três dias de férias, até ao máximo de uma falta ou
guidos ou interpolados, de prestação de trabalho.
dois meios dias de faltas;
b) Dois dias de férias, até duas faltas ou quatro meios
10 - Aos efeitos da suspensão do contrato de trabalho
dias de faltas;
por impedimento prolongado, respeitante ao trabalha-
c) Um dia de férias, até ao máximo de três faltas ou
dor, sobre o direito a férias, aplica-se a legislação em
seis meios dias de faltas.
vigor.
13 - Para efeitos de férias, a contagem dos dias úteis exceder cinco dias úteis consecutivos.
compreende os dias de semana de segunda a sexta-feira,
com exclusão dos feriados. 2 - Salvo o disposto no número seguinte, o encerramen-
to da empresa ou estabelecimento, não prejudica o gozo
14 - O trabalhador pode renunciar parcialmente ao di- efetivo do período efetivo de férias a que o trabalhador
reito a férias, recebendo a retribuição e o subsídio res- tenha direito.
petivos, sem prejuízo de ser assegurado o gozo efetivo
de 20 dias úteis de férias. 3 - Os trabalhadores que tenham direito a um período
de férias superior ao do encerramento, podem optar por
receber a retribuição e o subsídio de férias correspon-
Cláusula 50ª - Marcação do período de férias dentes à diferença, sem prejuízo de ser sempre salva-
guardado o gozo efetivo de 20 dias úteis de férias, ou
1 - O período de férias é marcado por acordo entre o por gozar, no todo ou em parte, o período excedente de
empregador e o trabalhador. férias prévia ou posteriormente ao encerramento.
4 - O mapa de férias, com indicação do início e termo Cláusula 53ª - Retribuição durante as férias
dos períodos de férias de cada trabalhador, deve ser ela-
borado até 15 de abril de cada ano e afixado nos locais 1 - A retribuição correspondente ao período de férias
de trabalho entre essa data e 31 de outubro. não pode ser inferior à que os trabalhadores receberiam
se estivessem em serviço efetivo.
1 - O contrato de trabalho a termo pode ser celebrado Cláusula 56ª - Período experimental
para a execução, direção ou fiscalização de trabalhos
de construção civil, obras públicas, montagens e re- Nos contratos de trabalho a termo, o período experi-
parações industriais, em regime de empreitada ou em mental tem a seguinte duração:
administração direta, nas obras a cargo do empregador,
incluindo os respetivos projetos e propostas bem como a) Trinta dias para contratos de duração igual ou supe-
outras atividades complementares de controlo e acom- rior a seis meses;
panhamento, nomeadamente de natureza técnica ou ad- b) Quinze dias nos contratos a termo certo de duração
ministrativa, sem prejuízo de outras situações previstas inferior a seis meses e nos contratos a termo incerto
na lei ou em contrato de trabalho. cuja duração se preveja não vir a ser superior àquele
limite.
2 - É admitida a celebração de contrato por prazo infe-
rior a seis meses nos casos referidos no número anterior.
Cláusula 57ª - Duração e renovação
3 - Desde que o contrato seja justificado ao abrigo do n.º dos contratos a termo certo
1 da presente cláusula, podem ser celebrados contratos
a termo certo, tendo em vista o desempenho da ativida- 1 - O contrato de trabalho a termo certo pode ser reno-
de do trabalhador em diversas obras a cargo do empre- vado até três vezes e a sua duração não pode exceder
gador, desde que o trabalhador em causa permaneça em três anos, exceto nos casos previstos nas alíneas a) e b)
cada obra por períodos que não ultrapassem oito meses do nº 1 do artigo 148º do Código do Trabalho.
consecutivos, sem necessidade de estabelecer relação
entre a justificação invocada e o termo estipulado e, 2 - O contrato a termo incerto não pode ter duração su-
bem assim, sem necessidade de identificação concreta perior a seis anos.
das obras.
3 - A renovação de contrato de trabalho a termo certo
está sujeita à verificação dos fundamentos que justifi-
Cláusula 55ª - Formalidades caram a sua celebração, bem como à forma escrita, no
caso de as partes estipularem prazo diferente do inicial
1 - Para além das formalidades expressas na cláusula 3ª, ou renovado, considerando-se como um único contrato
deve constar do contrato a indicação do motivo justifi- aquele que seja objeto de renovação.
cativo da aposição do termo, com menção expressa dos
factos que o integram, devendo estabelecer-se a relação
entre a justificação invocada e o termo estipulado, com Cláusula 58ª - Contratos sucessivos
exceção do previsto no n.º 3 da cláusula anterior.
1 - A cessação, por motivo não imputável ao trabalha-
2 - Tratando-se de contrato de trabalho a termo certo, as dor, de contrato de trabalho a termo, impede nova ad-
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2 - Em anexo ao contrato deve ainda constar a identi- 1 - O empregador deve proporcionar ao menor condi-
ficação e domicílio da pessoa ou pessoas beneficiárias ções de trabalho adequadas à respetiva idade, que pro-
de pensão em caso de morte resultante de acidente de tejam a sua segurança, saúde, desenvolvimento físico,
trabalho ou doença profissional. psíquico e moral, bem como a sua educação e formação,
respeitando a legislação em vigor relativa às atividades,
3 - O exemplar do contrato que ficar com o empregador processos e condições de trabalho condicionados e proi-
deve ter apensos documentos comprovativos do cum- bidos a menores.
primento das obrigações legais relativas à entrada e à
permanência ou residência do cidadão estrangeiro ou 2 - O empregador deve avaliar os riscos relacionados
apátrida em Portugal, sendo apensas cópias dos mesmos com o trabalho antes de o menor começar a trabalhar e
documentos ao outro exemplar. sempre que haja qualquer alteração importante das con-
dições de trabalho, nos termos da lei aplicável.
4 - O disposto na presente cláusula não é aplicável a
contrato de trabalho de cidadão nacional de país mem-
bro do Espaço Económico Europeu ou de outro Estado, Cláusula 67ª - Celebração do contrato
que consagre a igualdade de tratamento com cidadão de trabalho
nacional em matéria de livre exercício de atividade pro-
fissional, sem prejuízo do cumprimento das regras do 1 - É válido o contrato de trabalho celebrado diretamen-
ingresso e permanência de estrangeiros em Portugal. te com o menor que tenha completado 16 anos de ida-
de, concluído a escolaridade obrigatória e disponha de
capacidades físicas e psíquicas adequadas ao posto de
Cláusula 65ª - Comunicação da celebração e trabalho, salvo oposição escrita dos seus representantes
cessação dos contratos legais.
em vigor aplicável.
2 - O trabalhador deve comparecer e participar de modo
diligente nas ações de formação profissional que lhe se- 2 - Através dos serviços mencionados no número an-
jam proporcionadas. terior, devem ser tomadas as providências necessárias
para prevenir os riscos profissionais e promover a saúde
dos trabalhadores, garantindo-se, entre outras legalmen-
te consignadas, as seguintes medidas:
CAPÍTULO XIII
Cessação do contrato de trabalho a) Identificação, avaliação e controlo, com o conse-
quente registo, dos riscos para a segurança e saúde
nos locais de trabalho incluindo dos riscos resultan-
Cláusula 73ª - Indemnização por cessação do tes da exposição a agentes químicos, físicos e bioló-
contrato de trabalho gicos;
b) Promoção e vigilância da saúde, bem como a orga-
1 - O montante da indemnização é de 30 dias de retri- nização e manutenção dos registos clínicos e outros
buição base, por cada ano completo de antiguidade, sen- elementos informativos de saúde relativos a cada
do proporcional em caso de fração de ano, nas seguintes trabalhador;
situações de cessação contratual: c) Elaboração de relatórios sobre acidentes de trabalho
que tenham ocasionado ausência por incapacidade
a) Resolução do contrato de trabalho, incluindo os ce- superior a três dias;
lebrados a termo, por iniciativa do trabalhador com d) Informação e formação sobre os riscos para a segu-
invocação de justa causa, aceite pelo empregador ou rança e saúde, bem como sobre as medidas de pre-
declarada judicialmente; venção e de proteção;
b) Despedimento declarado ilícito; e) Organização, implementação e controlo da utiliza-
c) Em caso de procedência da oposição do empregador ção dos meios destinados à prevenção e proteção,
à reintegração do trabalhador. coletiva e individual, e coordenação das medidas a
adotar em caso de emergência e de perigo grave e
2 - Nas situações previstas nas alíneas do número ante- iminente, bem como organização para minimizar as
rior, o montante da indemnização não pode ser inferior consequências dos acidentes;
a três meses da retribuição base. f) Afixação da sinalização de segurança nos locais de
trabalho;
g) Fornecer o vestuário especial e demais equipamen-
CAPÍTULO XIV to de proteção individual adequado à execução das
tarefas cometidas aos trabalhadores quando a natu-
Segurança e saúde no trabalho reza particular do trabalho a prestar o exija, sendo
encargo do empregador a substituição por deteriora-
ção desse vestuário e demais equipamento, por ele
Cláusula 74ª - Organização de serviços fornecidos, ocasionada, sem culpa do trabalhador,
e obrigações gerais por acidente ou uso normal, mas inerente à ativida-
do empregador de prestada;
h) Dotar, na medida do possível, os locais de trabalho
1 - Independentemente do número de trabalhadores que de vestiários, lavabos, chuveiros e equipamento sa-
se encontrem ao seu serviço, o empregador deve organi- nitário, tendo em atenção as normas de higiene sa-
zar serviços de segurança e saúde, visando a prevenção nitária em vigor.
de riscos profissionais e a promoção da saúde dos tra-
balhadores, de acordo com o estabelecido na legislação 3 - Os representantes dos trabalhadores ou, na sua falta,
os próprios trabalhadores, devem ser consultados, por segurança e saúde no local de trabalho;
escrito, sobre as matérias legalmente consignadas no e) Colaborar com o empregador em matéria de segu-
domínio da segurança e saúde no trabalho, nos seguin- rança e saúde no trabalho e comunicar prontamente
tes termos: ao superior hierárquico ou aos trabalhadores que
desempenhem funções específicas nos domínios da
a) A consulta deve ser realizada duas vezes por ano e segurança e saúde no local de trabalho, qualquer de-
registada em livro próprio organizado pelo empre- ficiência existente.
gador;
b) O parecer dos representantes dos trabalhadores ou,
na sua falta, dos próprios trabalhadores, deve ser Cláusula 76ª - Medidas de segurança e proteção
emitido por escrito no prazo de 15 dias;
c) Decorrido o prazo referido na alínea anterior sem 1 - No desenvolvimento dos trabalhos devem ser obser-
que o parecer tenha sido entregue ao empregador, vados os preceitos legais gerais, assim como as prescri-
considera-se satisfeita a exigência da consulta. ções específicas para o setor, no que se refere à seguran-
ça e saúde no trabalho.
4 - Os profissionais que integram os serviços de segu-
rança e saúde do trabalho exercem as respetivas ativida- 2 - Os trabalhos têm de decorrer em condições de se-
des com autonomia técnica relativamente ao emprega- gurança adequadas, devendo as situações de risco ser
dor e aos trabalhadores. avaliadas, durante as fases de projeto e planeamento,
tendo em vista a integração de medidas de prevenção,
por forma a otimizar os índices de segurança nas fases
Cláusula 75ª - Obrigações gerais de execução e exploração.
do trabalhador
3 – Os riscos remanescentes das medidas implementa-
Constituem obrigações dos trabalhadores, de entre ou- das de acordo com o número anterior, devem ser avalia-
tras previstas na lei: dos e consequentemente adotadas as medidas adequa-
das para prevenir tais riscos.
a) Cumprir as prescrições de segurança e saúde no tra-
balho estabelecidas nas disposições legais em vigor 4 - As medidas de segurança adotadas deverão privile-
aplicáveis, bem como as instruções determinadas giar a proteção coletiva face à individual e responder
com esse fim pelo empregador; adequadamente aos riscos específicos que ocorram nas
b) Zelar pela sua segurança e saúde, bem como pela diferentes fases de execução dos trabalhos, exceto nos
segurança de terceiros que possam ser afetados pe- casos de impossibilidade técnica.
las suas ações ou omissões no trabalho;
c) Utilizar corretamente, e segundo as instruções 5 - O estado de conservação e operacionalidade dos sis-
transmitidas pelo empregador, máquinas, aparelhos, temas de proteção deve ser garantido, mediante contro-
instrumentos, substâncias perigosas e outros equi- lo periódico.
pamentos e meios postos à sua disposição, desig-
nadamente os equipamentos de proteção coletiva e 6 - Nos trabalhos que envolvam riscos especiais, dever-
individual, bem como cumprir os procedimentos de se-á proporcionar informação e formação específica,
trabalho estabelecidos; bem como adotar os respetivos procedimentos de se-
d) Adotar as medidas e instruções estabelecidas para gurança.
os casos de perigo grave e iminente, quando não
seja possível estabelecer contato imediato com o
superior hierárquico ou com os trabalhadores que
desempenhem funções específicas nos domínios da
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2 - Pode ser criada uma comissão de segurança e saúde 4 - O estabelecimento de medidas de controlo de alco-
no trabalho de composição paritária. olemia, será sempre precedido de ações de informação
e sensibilização promovidas pelo empregador e, caso
3 - Os representantes dos trabalhadores não poderão ex- estejam legalmente eleitos, organizadas conjuntamente
ceder: com os representantes dos trabalhadores nos domínios
da segurança e saúde no trabalho.
a) Empresas com menos de 51 trabalhadores – um re-
presentante; 5 - O controlo de alcoolemia será efetuado:
b) Empresas de 51 a 150 trabalhadores – dois repre-
sentantes; a) Com caráter aleatório, entre os trabalhadores que
c) Empresas de 151 a 300 trabalhadores – três repre- prestem serviço nos estaleiros de obra ou de apoio,
sentantes; em oficinas, na condução de viaturas na via pública
d) Empresas de 301 a 500 trabalhadores – quatro re- e em demais frentes de trabalho em que possa estar
presentantes; em causa o risco para a saúde e segurança do traba-
e) Empresas de 501 a 1000 trabalhadores – cinco re- lhador ou de terceiros;
presentantes; b) Aos trabalhadores que indiciem estado de embria-
f) Empresas de 1001 a 1500 trabalhadores – seis re- guez;
presentantes; c) Após acidente de trabalho;
g) Empresas com mais de 1500 trabalhadores – sete d) Em local reservado, sem a presença de terceiros.
representantes.
6 - O equipamento de medida de concentração de álcool
deverá ser constituído por um analisador quantitativo
Cláusula 78ª - Prevenção e controlo com as características exigidas por lei, devidamente
de alcoolemia aferido e certificado, e por bucais higienizados de uti-
lização individual.
1 - Não é permitida a realização de qualquer trabalho
sob o efeito do álcool, designadamente a condução de 7 - Os exames de pesquisa de álcool no ar expirado (teste
máquinas, trabalhos em altura e trabalhos em valas. de sopro), serão inseridos no âmbito da organização da
segurança e saúde no trabalho, estando sujeitos a sigilo.
2 - Para efeitos de aplicação da presente cláusula, en- No caso de o médico do trabalho não participar direta-
tende-se por “Taxa de Alcoolemia no Sangue”(TAS) a mente na execução dos exames, os serviços de saúde
concentração de álcool igual ou superior a 0,5 g por litro deverão ter conhecimento prévio da realização dos mes-
de sangue, ou outra que venha a ser fixada em virtude mos, nomeadamente tendo em vista o consignado no n.º
de revisão legal. 14 da presente cláusula, salvo impossibilidade prática
de o fazer, atendendo à urgência da sua realização, em
3 - Considera-se estar sob o efeito do álcool e conse- virtude de os mesmos se justificarem pela necessidade
de salvaguardar a proteção da saúde do próprio traba- nas condições referidas no n.º 3, deverá ser imediata-
lhador ou de terceiros, situação em que a sua realização mente impedido de prestar serviço durante o restante
e o respetivo resultado deverá ser comunicada poste- período de trabalho diário, com a correspondente perda
riormente ao serviço de saúde no trabalho, para registo da remuneração.
e arquivo no processo clínico do trabalhador.
14 - O trabalhador que apresente TAS igual ou supe-
8 - Os resultados dos testes serão registados e arquiva- rior à prevista no n.º 2 da presente cláusula, deverá ser
dos no processo clínico do trabalhador, sendo-lhe entre- alvo de aconselhamento médico por parte do serviço de
gue cópia, emitindo os serviços de segurança e saúde medicina do trabalho, não se podendo recusar a exame
um documento, dirigido aos serviços competentes do médico do trabalho para avaliação e encaminhamento
empregador, para arquivo no processo individual do da sua situação.
trabalhador, mencionando apenas o facto de o mesmo
reunir ou não condições para a prestação de trabalho. 15 - A TAS prevista no n.º 2 poderá ser alterada para va-
lor inferior desde que seja previamente determinada no
9 - Ao trabalhador sujeito a exame, é sempre possível Plano de Segurança e Saúde em projeto e quando, nas
requerer a assistência de uma testemunha, dispondo frentes de trabalho inseridas em unidades em laboração,
de quinze minutos para o efeito, não podendo contudo o Dono de Obra, em função da análise de risco, tenha
deixar de se efetuar o teste caso não seja viável a sua estipulado e pratique com os seus colaboradores, valor
apresentação. igualmente inferior.
10 - Assiste sempre ao trabalhador submetido ao teste, 16 - As partes outorgantes do presente CCT constituirão
o direito à contraprova, realizando-se, neste caso, um uma comissão de acompanhamento permanente para
segundo exame nos dez minutos imediatamente subse- fiscalizar a aplicabilidade das matérias que integram
quentes ao primeiro. a presente cláusula, constituída por seis membros, de-
signados pelos representantes que integram a comissão
11 - A realização do teste de alcoolemia, de acordo com paritária, três em representação de cada uma das partes.
os requisitos de aplicação consignados na presente cláu-
sula, é obrigatória para todos os trabalhadores indicados 17 - Sempre que as empresas desenvolvam ações de
nos termos do n.º 5 da presente cláusula, sendo que em prevenção e controlo de alcoolemia de acordo com as
caso de recusa, o trabalhador será impedido de prestar disposições previstas na presente cláusula, não se torna
serviço durante o restante período de trabalho diário, necessária a elaboração de regulamento interno para o
com a correspondente perda da remuneração, ficando efeito.
sujeito ao poder disciplinar do empregador.
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às condições de trabalho.
CAPÍTULO XVII
2 - O empregador não pode praticar qualquer discrimi-
nação, direta ou indireta, baseada, nomeadamente, na Interpretação, integração e aplicação
ascendência, idade, sexo, orientação sexual, estado ci- do contrato
vil, situação familiar, património genético, capacidade
de trabalho reduzida, deficiência ou doença crónica,
nacionalidade, origem étnica, religião, convicções po- Cláusula 82ª - Comissão paritária
líticas ou ideológicas e filiação sindical.
1 - As partes outorgantes constituirão uma comissão
paritária, composta de oito membros, quatro em re-
CAPÍTULO XVI presentação de cada uma delas, com competência para
interpretar as disposições deste contrato, integrar casos
Ferramentas e outros instrumentos omissos e alterar matéria vigente, nos termos da decla-
de trabalho ração relativa à comissão paritária, publicada juntamen-
te ao presente CCT.
Cláusula 80ª - Utilização de ferramentas 2 - Cada uma das partes pode fazer-se acompanhar de
assessores.
1 - O empregador obriga-se a colocar à disposição dos
trabalhadores as ferramentas indispensáveis ao exercí- 3 - Para efeito da respetiva constituição, cada uma das
cio das respetivas funções. partes indicará à outra e ao ministério responsável pela
área laboral, no prazo de 30 dias, após a publicação des-
2 - O trabalhador obriga-se a manter em bom estado te contrato, a identificação dos seus representantes.
de conservação a ferramenta que lhe foi atribuída, res-
peitando os prazos de durabilidade estabelecidos pela 4 - A substituição de representantes é lícita a todo o tem-
empresa, sendo que qualquer dano que não resulte da po, mas só produz efeitos 15 dias após as comunicações
normal utilização da mesma, ou perda, será da sua res- referidas no número anterior.
ponsabilidade.
5 - No primeiro dia de reunião, as partes estipularão o
regimento interno da comissão, observando-se, todavia,
Cláusula 81ª - Devolução de ferramentas e as seguintes regras:
outros instrumentos de trabalho
a) As resoluções serão tomadas por acordo das partes,
Cessando o contrato, o trabalhador deve devolver ime- sendo enviadas ao ministério responsável pela área
diatamente ao empregador os instrumentos de trabalho laboral para publicação nos prazos seguintes:
e quaisquer outros objetos que sejam pertença deste, Matéria relativa a interpretação de disposições vi-
sob pena de incorrer em responsabilidade civil pelos gentes e integração de casos omissos - imediata-
danos causados. mente após o seu acordo;
Matéria relativa à alteração de matéria vigente - jun-
tamente com o próximo CCT (revisão geral).
b) Essas resoluções, uma vez publicadas, terão efeito a
partir de:
Matéria interpretativa - desde a data de entrada em
vigor do presente CCT;
Matéria integradora - no dia 1 do mês seguinte ao da
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2 - Os cobradores de 2ª classe serão obrigatoriamente idade igual ou superior a 18 anos serão classificados em
promovidos à 1ª classe após 5 anos de serviço efetivo categoria superior a praticante.
na categoria.
2 - Os praticantes de caixeiro serão promovidos a cai-
xeiro-ajudante logo que completem 2 anos ao serviço
Cláusula 87ª - Período experimental - efetivo ou 18 anos de idade.
- trabalhadores efetivos
3 - O praticante de armazém será promovido a uma das
O período experimental dos cobradores será de 90 dias. categorias profissionais superiores, compatível com os
serviços desempenhados durante o tempo de prática,
logo que complete 2 anos de serviço efetivo ou 18 anos
SECÇÃO II de idade.
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referidos no n.º 2 da cláusula 106.ª deste contrato. 5 - Os pré-oficiais do 2º ano que ao longo da sua car-
reira não tenham adquirido conhecimentos técnicos que
4 - Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, as lhes permitam desempenhar a totalidade ou a maioria
empresas só poderão admitir trabalhadores eletricistas das tarefas previstas para o oficial eletricista, poderão
portadores de respetiva habilitação profissional devida- requerer a sua passagem a auxiliar técnico. O emprega-
mente legalizada e atualizada nos averbamentos, salvo dor poderá condicionar essa passagem à efetivação de
no início da aprendizagem. um exame nos moldes previstos na cláusula seguinte.
O número total de aprendizes não poderá exceder meta- Sempre que no exercício da sua profissão, o trabalha-
de do total de oficiais. dor eletricista corra o risco de eletrocussão, não poderá
trabalhar sem ser acompanhado por outro trabalhador.
O período experimental dos eletricistas terá a seguinte 1 - Para o exercício da profissão de eletricista nos graus
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profissionais definidos na cláusula 110.ª, é necessário ao bom prosseguimento dos trabalhos da sua profissão.
certificado profissional.
3 - MONTADOR-REPARADOR DE ELEVADORES -
2 - Os certificados profissionais são emitidos em con- É o trabalhador que instala, conserva, repara, regula e
formidade com as normas legais vigentes, mediante de- ensaia circuitos elétricos de elevadores, monta-cargas,
claração passada pelas empresas, na qual conste um dos escadas rolantes e outros aparelhos similares em fábri-
graus profissionais definidos na cláusula 110ª. ca, oficina ou nos locais de utilização, tais como cir-
cuitos de força motriz de comando, de encravamento,
de chamada, de proteção, de segurança, de alarme, de
Cláusula 113ª - Especialidade do certificado sinalização e de iluminação; interpreta planos de mon-
profissional tagem, esquemas elétricos e outras especificações técni-
cas; monta condutores e efetua as necessárias ligações,
1 - ELETRICISTA BOBINADOR - É o trabalhador que isolamentos e proteções; utiliza aparelhos elétricos de
monta, desmonta repara e ensaia diversos tipos de bo- medida e ensaio; cumpre e faz cumprir o Regulamento
binagem de aparelhos elétricos de corrente contínua e de Segurança de Elevadores Elétricos.
alterna, de baixa e alta tensão, mono e trifásicos, em Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho com
fábrica, oficina ou lugar de utilização, tais como gera- a execução de outras tarefas simples mas indispensável
dores transformadores, motores e outros aparelhos elé- ao bom prosseguimento dos trabalhos da sua profissão.
tricos bobinados, efetua os isolamentos necessários, as
ligações e proteções de enrolamentos, monta escovas, 4 - MONTADOR DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE
coletores ou anéis coletores, terminais e arma qualquer ALTA E BAIXA TENSÃO - É o trabalhador que efetua
tipo de núcleo magnético; utiliza aparelhagem de dete- trabalhos de montagem, conservação e reparação de
ção e medida; interpreta esquemas de bobinagem e ou- equipamentos e circuitos elétricos de AT/BT. Execu-
tras especificações técnicas; consulta normalmente lite- ta montagens de equipamentos e instalações de refri-
ratura da especialidade. Pode, se necessário, modificar geração e climatização, máquinas elétricas estáticas e
as características de determinado enrolamento. móveis, aparelhagem de comando, deteção, proteção,
Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho com controlo, sinalização, encravamento, corte e manobra,
a execução de outras tarefas simples mas indispensáveis podendo por vezes orientar estas operações. Efetua a
ao bom prosseguimento dos trabalhos da sua profissão. pesquisa e reparação de avarias e afinações nos equi-
pamentos e circuitos elétricos utilizando aparelhagem
2 - MONTADOR-REPARADOR DE APARELHOS DE elétrica de medida e ensaio; lê e interpreta desenhos ou
REFRIGERAÇÃO E CLIMATIZAÇÃO - É o trabalhador esquemas e especificações técnicas; zela pelo cumpri-
que monta, instala, conserva, repara e ensaia circuitos mento das normas de segurança das instalações elétri-
elétricos de aparelhos de refrigeração e climatização, cas AT/BT. Cumpre e faz cumprir os Regulamentos de
bem como os dispositivos de comando automático, de Segurança aplicáveis à especialidade.
controlo, proteção e segurança de aparelhos elétricos, Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho com
tais como queimadores, eletrobomba, unidades de re- a execução de outras tarefas simples mas indispensáveis
frigeração e aquecimento, condensadores, evaporado- ao bom prosseguimento dos trabalhos da sua profissão.
res, compressores, frigoríficos e outros; determina as
posições, coloca os condutores, efetua as necessárias 5 - MONTADOR DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE
ligações, isolamentos e proteções; utiliza aparelhos de BAIXA TENSÃO - É o trabalhador que instala, conserva,
deteção e medida; cumpre e providencia para que sejam repara e ensaia circuitos e aparelhagem elétrica em esta-
cumpridas as normas de segurança das instalações elé- belecimentos industriais, comerciais, particulares ou em
tricas de baixa tensão. outros locais de utilização, tais como circuitos de força
Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho com motriz, aquecimentos, de iluminação, de sinalização, de
a execução de outras tarefas simples mas indispensáveis sonorização, de antenas e outros; determina a posição
de órgãos elétricos, tais como portinholas, caixas de decotar ramos de árvores ou eliminar quaisquer outros
coluna, tubos ou calhas, quadros, caixas de derivação objetos que possam interferir com o traçado; guia fre-
e ligação e de aparelhos elétricos, tais como contado- quentemente a sua atividade por esquemas de traçados
res, disjuntores, contactores, interruptores, tomadas e e utiliza aparelhos de medida para deteção de avarias.
outros; coloca os condutores e efetua as necessárias Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho com
ligações, isolamentos e proteções; utiliza aparelhos elé- a execução de outras tarefas simples mas indispensáveis
tricos de deteção e medida e interpretação de esquemas ao bom prosseguimento dos trabalhos da sua profissão.
de circuitos elétricos e outras especificações técnicas;
cumpre e providencia para que sejam cumpridas as nor- 8 - INSTRUMENTISTA (MONTADOR-REPARADOR
mas de segurança das instalações elétricas de baixa ten- DE INSTRUMENTOS DE MEDIDA E CONTROLO
são. INDUSTRIAL) - É o trabalhador que deteta e repara
Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho com avarias em circuitos elétricos, eletrónicos, pneumáticos
a execução de outras tarefas simples mas indispensáveis e hidráulicos, com desmontagem, reparação e monta-
ao bom prosseguimento dos trabalhos da sua profissão. gem de aparelhos de regulação, controlo, medida, prote-
ção, manobra, sinalização, alarme, vigilância ou outros;
6 - MONTADOR-REPARADOR DE INSTALAÇÕES realiza ensaios de equipamentos em serviço ou no la-
ELÉTRICAS DE ALTA TENSÃO - É o trabalhador que boratório com verificação das respetivas características,
monta, modifica, conserva, repara e ensaia circuitos e seu funcionamento normal e procede à sua aferição se
aparelhagem elétrica de alta tensão em fábrica, ofici- necessário, interpreta incidentes de exploração; execu-
na, ou lugar de utilização, tais como transformadores, ta relatórios informativos sobre os trabalhos realizados,
disjuntores, seccionadores, para-raios, barramentos interpreta gráficos, tabelas, esquemas e desenhos neces-
isoladores e respetivos circuitos de comando, medida, sários ao exercício da função.
contagem e sinalização; procede às necessárias ligações Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho com
de cabos condutores, sua proteção e isolamento; utili- a execução de outras tarefas simples mas indispensáveis
za aparelhos elétricos de deteção e medida; interpreta ao bom prosseguimento dos trabalhos da sua profissão.
esquemas de circuitos elétricos e outras especificações
técnicas; cumpre e faz cumprir o Regulamento de Se-
gurança de subestações e Postos de Transformação e SECÇÃO VI
Seccionamento.
Poderá por vezes complementarizar o seu trabalho com
Enfermeiros
a execução de outras tarefas simples mas indispensáveis
ao bom prosseguimento dos trabalhos da sua profissão.
Cláusula 114ª - Condições específicas
de admissão
7 - MONTADOR DE REDES AT/BT E TELECOMUNI-
CAÇÕES - É o trabalhador que monta, regula, conser-
Nas categorias profissionais de enfermagem só podem
va, repara, ensaia e vigia redes aéreas ou subterrâneas
ser admitidos trabalhadores que possuam carteira pro-
de transporte e distribuição de energia elétrica de alta e
fissional.
baixa tensão, bem como redes de telecomunicações; eri-
ge e estabiliza postes, torres e outros suportes de linhas
elétricas; executa a montagem de caixas de derivação,
Cláusula 115ª - Densidades
juntação ou terminais de cabos em valas, pórticos ou su-
bestações, monta diversa aparelhagem, tal como isola-
Existirá um enfermeiro-coordenador sempre que exis-
dores, para-raios, separadores, fusíveis, amortecedores;
tam mais de três trabalhadores de enfermagem no mes-
sonda as instalações e traçados das redes para verifica-
mo local de trabalho.
ção do estado de conservação do material; orienta a lim-
peza da faixa de proteção das linhas, podendo por vezes
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1 - Na categoria profissional prevista na presente sec- Nas categorias profissionais a que se refere esta secção,
ção, só poderão ser admitidos trabalhadores de idade só podem ser admitidos trabalhadores nas seguintes
não inferior a 18 anos e com a escolaridade mínima condições:
obrigatória nos termos previstos na alínea b), do n.º 2,
da cláusula 3ª. a) Terem idade mínima de 16 anos;
b) Possuírem carteira profissional ou, caso a não pos-
2 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, as em- suam e seja obrigatória para o exercício da respetiva
presas só poderão admitir trabalhadores fogueiros por- profissão, possuírem as habilitações mínimas exigi-
tadores da respetiva carteira profissional. das por lei ou pelo regulamento da carteira profis-
sional.
O período experimental dos fogueiros terá a duração de Em igualdade de condições, têm preferência na admis-
90 dias. são:
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Despenseiro e empregado de balcão e ecónomo: de três anos, findo o qual será promovido a técnico de
Categoria única; recuperação (grau I).
Estagiário;
Aprendiz. 2 - O técnico de recuperação de grau I terá acesso aos
graus superiores, a seu pedido e mediante prova presta-
Encarregado de refeitório, empregado de refeitório,
da no desempenho de funções, ou por proposta da em-
lavador e roupeiro:
presa.
Categoria única.
a) 18 anos para todas as categorias profissionais em 1 - O período de tirocínio do praticante é de seis meses
que não haja aprendizagem; ou dois anos, conforme as profissões constem ou não da
b) 16 anos para todas as outras categorias. cláusula 142ª, findo o qual será promovido a pré-oficial.
2 - Só podem ser admitidos como técnico de recupe- 2 - Igualmente para efeitos do disposto no n.º 1, contar-
ração estagiário ou técnico de recuperação, os traba- se-á o tempo de tirocínio na mesma profissão em em-
lhadores habilitados com o respetivo curso ou os que presa diferente daquela em que se encontra o praticante,
demonstrem já ter desempenhado funções correspon- sendo a prova desse tempo de tirocínio, quando exigida
dentes às dessa profissão. pelo empregador, feita através de declaração passada
pelo empregador anterior, a qual poderá ser confirmada
pelo novo empregador pelos mapas enviados aos orga-
Cláusula 135ª - Estágio nismos oficiais.
1 - O período de estágio do técnico de recuperação é 3 - A idade mínima dos praticantes é de 18 anos, sal-
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vo para os que tenham os cursos referidos no n.º 4 da - 90 dias, para aprendizes, praticantes, pré-oficiais e
cláusula 136ª e para os admitidos em profissões que não oficiais de 1ª e 2ª;
exijam aprendizagem. - 180 dias, para encarregados.
Não poderá haver mais de metade de aprendizes em re- As categorias profissionais de embalador e operador de
lação ao número total de trabalhadores do conjunto das máquina de juntar folha, com ou sem guilhotina, admi-
profissões para as quais se prevê a aprendizagem. tem apenas um período de prática de seis meses.
Cláusula 146ª - Promoções obrigatórias 3 - Só podem ser admitidos como técnico de recupe-
ração estagiário ou técnico de recuperação, os traba-
1 - Os trabalhadores com a categoria de oficial de 2ª, lhadores habilitados com o respetivo curso ou os que
logo que completem quatro anos de permanência no demonstrem já ter desempenhado funções correspon-
exercício da mesma profissão, serão promovidos a ofi- dentes às dessa profissão.
cial de 1ª, salvo se o empregador comprovar por escrito
a inaptidão do trabalhador. 4 - Só podem ser admitidos como técnico de gás, os
trabalhadores habilitados com formação escolar míni-
2 - Os trabalhadores com a categoria de praticante de ma ao nível de 12º ano de escolaridade, que tenham
britador/operador de britadeira, ascenderão à categoria frequentado, com aproveitamento, cursos de formação
respetiva ao fim de dois anos de prática, salvo se o em- adequados à especialidade e que possuam a respetiva
pregador comprovar por escrito a inaptidão do traba- licença, emitida por um dos organismos reconhecidos
lhador. pela DGE.
3 - No caso de o trabalhador não aceitar a prova apre- 5 - Só podem ser admitidos como instalador de redes de
sentada pelo empregador, nos termos dos números ante- gás os trabalhadores habilitados com formação escolar
riores, terá o direito de exigir um exame técnico-profis- mínima ao nível do 9º ano de escolaridade, que tenham
sional, a efetuar no seu posto normal de trabalho. frequentado, com aproveitamento, cursos de formação
adequados à especialidade e que possuam a respetiva
licença, emitida por um dos organismos reconhecidos
SECÇÃO XIII pela DGE.
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SECÇÃO XV
Cláusula 159ª - Promoções obrigatórias
Químicos
1 - Os trabalhadores com a categoria de analista de 2ª
que completem três anos de permanência na mesma em-
Cláusula 157ª - Condições específicas
presa no exercício da mesma profissão, serão promovi-
de admissão
dos a analistas de 1ª, salvo se o empregador comprovar
por escrito a inaptidão do trabalhador.
1 - Nas categorias profissionais a que se refere a presen-
te secção, só podem ser admitidos trabalhadores com a
2 - No caso de o trabalhador não aceitar a prova apresen-
idade mínima de 16 anos.
tada pelo empregador, nos termos do número anterior,
terá o direito de exigir um exame técnico-profissional, a
2 - As habilitações mínimas para a admissão dos traba-
efetuar no seu posto normal de trabalho.
lhadores a que se refere esta secção são:
Auxiliar de laboratório:
Estagiário.
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SECÇÃO XVII
Cláusula 167ª - Condições específicas
Técnicos
de admissão
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Telefonistas
2 - Serão dispensados das exigências referidas no nú-
mero anterior os técnicos de topografia que, à data da
entrada em vigor do presente contrato, desempenhem
Cláusula 171ª - Condições específicas
funções que correspondam a qualquer das categorias
de admissão
previstas nesta secção.
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PROSPETOR DE VENDAS - É o trabalhador que ve- APONTADOR - É o trabalhador que executa folhas de
rifica as possibilidades do mercado nos seus vários as- ponto e de ordenados e salários da obra, o registo de
petos e preferências, poder aquisitivo e solvabilidade, entradas, consumos e saídas de materiais, ferramentas
estuda os meios eficazes de publicidade de acordo com e máquinas e, bem assim, o registo de quaisquer ou-
as características do público a que os produtos se des- tras operações efetuadas nos estaleiros das obras ou em
tinam, observa os produtos quanto à sua aceitação pelo qualquer estaleiro da empresa.
público e a melhor maneira de os vender. Pode eventu-
almente organizar exposições. ARMADOR DE FERRO - É o trabalhador que, exclu-
siva ou predominantemente, executa e coloca as arma-
VENDEDOR - É o trabalhador que, predominantemente duras para betão armado a partir da leitura do respetivo
fora do estabelecimento, solicita encomendas, promo- desenho em estruturas de pequena dimensão.
ve e vende mercadorias por conta da entidade patronal.
Transmite as encomendas ao escritório central ou de- ARVORADO - É o trabalhador que, possuindo conheci-
legações a que se encontre adstrito e envia relatórios mentos técnicos de mais do que uma profissão comuns
sobre as transações comerciais que efetuou. Pode ser à atividade de construção civil, chefia e coordena em
designado de: pequenas obras, várias equipas da mesma ou diferen-
tes profissões. Na atividade em obra procede à leitura
a) VIAJANTE - Quando exerce a sua atividade numa e interpretação de desenhos e às respetivas marcações,
zona geográfica determinada fora da área definida sendo igualmente responsável pelo aprovisionamento
para o caixeiro de praça; da mesma.
b) PRACISTA - Quando exerce a sua atividade na área
onde está instalada a sede da entidade patronal e ASSENTADOR DE AGLOMERADOS DE CORTIÇA -
concelhos limítrofes; É o trabalhador que, exclusiva ou predominantemente,
c) CAIXEIRO DE MAR - Quando se ocupa do forneci- assenta revestimentos de cortiça e seus derivados.
mento para navios.
ASSENTADOR DE ISOLAMENTOS TÉRMICOS E
VENDEDOR ESPECIALIZADO OU TÉCNICO DE ACÚSTICOS - É o trabalhador que executa a montagem
VENDAS - É o trabalhador que vende mercadorias cujas em edifícios e outras instalações de materiais isolantes
características e ou funcionamento exijam conhecimen- com o fim de regularizar temperaturas e eliminar ruídos.
tos especiais.
ASSENTADOR DE REVESTIMENTOS - É o trabalha-
dor que assenta revestimentos diversos, tais como pa-
C – Construção civil e obras públicas pel, alcatifas, plásticos e equiparados.
que, exclusiva ou predominantemente, realiza traba- de betão armado, incluindo, se necessário, as respetivas
lhos de desmonte e preparação de pedras nas pedreiras cofragens, as armaduras de ferro e manipulação de vi-
e nas obras. bradores. Eventualmente, pode manobrar equipamentos
relacionados com o desempenho da sua função.
CALCETEIRO - É o trabalhador que, exclusiva ou pre-
dominantemente, procede ao revestimento e reparação CONDUTOR MANOBRADOR DE EQUIPAMENTO
de pavimentos, justapondo e assentando paralelepípe- DE MARCAÇÃO DE ESTRADAS - É o trabalhador
dos, cubos ou outros sólidos de pedra, utilizando as fer- que a partir da leitura de desenhos/plantas, determina
ramentas apropriadas para o efeito. os locais a pintar e procede à respetiva pré-marcação.
Pode ainda formar motivos decorativos, por assenta- Conduz e opera o equipamento acionando e regulando
mento e justaposições de pedra, de vária natureza, tais o mesmo, de modo a efetuar corretamente os trabalhos
como: caravelas, flores, etc. Estuda os desenhos e pro- de sinalização horizontal de estradas ou pistas.
cede aos alinhamentos e marcações necessários para en-
quadramento do molde. CONTROLADOR - É o trabalhador que tem a seu cargo
o controlo de rendimento da sua produção e compara-
CANTEIRO - É o trabalhador que, exclusiva ou predo- ção deste com o previsto, devendo saber interpretar de-
minantemente, executa e assenta cantarias nas obras ou senhos e fazer medições em obras.
oficinas.
CONTROLADOR DE QUALIDADE - É o trabalha-
CAPATAZ - É o trabalhador designado de um grupo de dor que dá assistência técnica na oficina às operações
indiferenciados para dirigir os mesmos. de pré-fabricação de elementos de alvenaria ou outros,
realiza inspeções versando sobre a qualidade do traba-
CARPINTEIRO DE LIMPOS - É o trabalhador que lho executado e controla a produtividade atingida; in-
predominantemente trabalha em madeiras, incluindo os terpreta desenhos e outras especificações referentes aos
respetivos acabamentos no banco de oficina ou na obra. elementos de que se ocupa; submete-os a exames minu-
ciosos em determinados momentos do ciclo de fabrico,
CARPINTEIRO DE TOSCO OU COFRAGEM - É o tra- servindo-se de instrumentos de verificação e medida
balhador que, exclusiva ou predominantemente, execu- ou observando a forma de cumprimento das normas de
ta e monta estruturas de madeira em moldes para fundir produção da empresa; regista e transmite superiormente
betão. todas as anomalias constatadas, a fim de se efetivarem
correções ou apurarem responsabilidades.
CARREGADOR-CATALOGADOR - É o trabalhador
que predominantemente colabora no levantamento, ENCARREGADO DE 1ª - É o trabalhador que além
transporte e arrumação de peças fabricadas e cataloga- de possuir conhecimentos técnicos de todas as tarefas
as; procede ao carregamento e descarregamento de via- comuns às profissões do setor, detém conhecimentos
turas e informa das respetivas posições. genéricos de atividades extra construção civil, nome-
adamente sobre instalações especiais. Além das tare-
CHEFE DE EQUIPA - É o profissional que, executan- fas inerentes à categoria de Encarregado de 2ª, exerce
do tarefas da sua especialidade, quando incumbido para o controle de trabalhos a mais e a menos e controla a
tal, chefia um conjunto de trabalhadores da mesma pro- qualidade e quantidade das atividades próprias e de su-
fissão e outros indiferenciados. bempreiteiros.
CHEFE DE OFICINA - É o trabalhador que exerce fun- ENCARREGADO DE 2ª - É o trabalhador que, possuin-
ções de direção e chefia das oficinas da empresa. do conhecimentos de todas as tarefas comuns à ativi-
dade de construção civil, chefia uma frente de trabalho
CIMENTEIRO - É o trabalhador que executa trabalhos ou obra de pequena dimensão e reduzida complexidade
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técnica. No decurso da obra, procede à leitura e inter- que, exclusiva ou predominantemente, executa assen-
pretação de desenhos e às respetivas marcações, bem tamentos de ladrilhos, mosaicos, azulejos ou similares.
como ao aprovisionamento da mesma. Responsabiliza-
se pela organização de estaleiros de obra e pela gestão MARMORITADOR - É o trabalhador que, exclusiva ou
de equipamentos. Controla o fabrico de materiais em predominantemente, executa revestimentos com mar-
obra e a qualidade dos materiais de construção. morite.
ENCARREGADO GERAL - É o trabalhador que, pos- MINEIRO - É o trabalhador que predominantemente re-
suindo conhecimentos técnicos sobre atividades extra e aliza trabalhos de abertura de poços ou galerias.
comuns à atividade de construção civil, chefia uma obra
de grande dimensão e complexidade, ou coordena si- MONTADOR DE ANDAIMES - É o trabalhador qua-
multaneamente várias obras. Além das tarefas inerentes lificado, capaz de efetuar, de forma autónoma e com
à categoria profissional de Encarregado de 1ª, é respon- competência, todos os trabalhos relativos à montagem,
sável pelo planeamento, gestão e controle de obras. modificação e desmontagem de andaimes em tubos me-
tálicos e outros andaimes homologados em estaleiros ou
ENFORMADOR DE PRÉ-FABRICADOS - É o traba- edifícios.
lhador que obtém elementos de alvenaria, tais como Participa na organização do estaleiro e na sua seguran-
paredes, lajes e componentes para escadas por molda- ça.
ção em cofragens metálicas, onde dispõe argamassas, Participa nos trabalhos de medição e de planificação das
tijolos, outros materiais e vários acessórios, segundo as operações para a montagem, a modificação e desmon-
especificações técnicas recebidas. tagem dos andaimes. Controla o equipamento e escolhe
elementos de montagem, tubos e guarnições e outros
ENTIVADOR - É o trabalhador que exclusiva ou pre- elementos auxiliares e materiais. Desenha esboços sim-
dominantemente executa entivações e escoramentos de ples e lê planos de construção. Efetua trabalhos, a fim
terrenos, quer em céu aberto quer em galerias ou poços. de assegurar um apoio e uma ancorarem de andaimes de
trabalhos, de proteção e de suporte. Monta, modifica e
ESPALHADOR DE BETUMINOSOS - É o trabalhador desmonta andaimes de trabalho, de proteção e de supor-
que, exclusiva ou predominantemente, rega ou espalha te, recorrendo a elementos de montagem, tubos e guar-
betuminosos. nições. Monta, modifica e desmonta andaimes “cantile-
ver”, andaimes de teto, suspensos e outros sistemas de
ESTUCADOR - É o trabalhador que trabalha em esbo- andaimes homologados. Monta e desmonta aparelhos
ços, estuques, lambris e respetivos acabamentos. de elevação.
Coloca, fixa e retira revestimentos de proteção nos an-
FINGIDOR - É o trabalhador que, exclusiva ou predo- daimes. Opera e efetua a manutenção dos elementos do
minantemente, imita com tintas madeira ou pedra. andaime, das ferramentas e aparelhos utilizados. Regis-
ta os dados técnicos e relata sobre o desenrolar do traba-
IMPERMEABILIZADOR - É o trabalhador que, exclu- lho e os resultados do mesmo.
siva ou predominantemente, executa trabalhos especia-
lizados de impermeabilização, procedendo também ao MONTADOR DE CAIXILHARIA - É o trabalhador que
fecho das juntas. executa unicamente trabalhos relacionados com a mon-
tagem de caixilhos, janelas e portas em madeira, alu-
LADRILHADOR OU AZULEJADOR - É o trabalhador mínio ou PVC, sem que tenha de proceder a qualquer
modificação nos elementos, com exceção de pequenos nutenção de infra estruturas ferroviárias, assegurando,
acertos. sempre que necessário, a vigilância da mesma e a pro-
teção dos trabalhos. Dá ainda apoio na operação das
MONTADOR DE CASAS PRÉ-FABRICADAS - É o máquinas pesadas de via. Poderá executar as tarefas de
trabalhador que procede à montagem de casas pré-fa- «piloto de via interdita».
bricadas e aos trabalhos inerentes à sua implantação e
execução integral. OFICIAL PRINCIPAL - É o trabalhador que executa ta-
refas inerentes à sua profissão, a quem se reconhece um
MONTADOR DE COFRAGENS - É o trabalhador que nível de conhecimentos e polivalência superior às exi-
em obra efetua operações de manobra, acerto, aprumo gíveis para o oficial de 1ª, podendo, em obras de peque-
e ajuste de moldes de outros elementos que constituirão na dimensão, ter a seu cargo um ou mais trabalhadores
as cofragens metálicas, de madeira ou mistas recuperá- indiferenciados.
veis e estandardizadas, onde vai ser fundida a alvenaria
de betão, utilizando ferramentas manuais e mecânicas. PEDREIRO - É o trabalhador que, exclusiva ou predo-
minantemente, aparelha pedra em grosso e executa al-
MONTADOR DE ELEMENTOS PRÉ-FABRICADOS venarias de tijolo, pedra ou blocos; pode também fazer
- É o trabalhador que colabora na deposição, nivela, assentamentos de manilhas, tubos ou cantarias, rebocos
apruma, implanta e torna solidários por amarração e be- e outros similares ou complementares.
tumagem os vários elementos pré-fabricados com que
erige edificações, para o que utiliza esteios, níveis, pru- PINTOR - É o trabalhador que, predominantemente,
mos e pilões. prepara e executa qualquer trabalho de pintura em ofici-
na e nas obras, podendo eventualmente assentar vidros.
MONTADOR DE ESTORES - É o trabalhador que, ex-
clusiva ou predominantemente, procede à montagem de PINTOR DECORADOR - É o trabalhador que, exclusi-
estores. va ou predominantemente, executa decorações de tinta
sobre paredes ou tetos de qualquer espécie.
MONTADOR DE MATERIAL DE FIBROCIMENTO -
É o trabalhador que, exclusiva ou predominantemente, SONDADOR - É o trabalhador que, exclusiva ou predo-
independemente ou em grupo, prepara e aplica, quer minantemente, manobra sondas e faz recolha de amos-
tubos quer chapas de fibrocimento, regendo-se pelas tras.
diretrizes que lhe são transmitidas e pela leitura de de-
senhos. Executa os trabalhos inerentes à montagem de TÉCNICO ADMINISTRATIVO DE PRODUÇÃO - É
material de fibrocimento e seus acessórios e orienta o o trabalhador que, para além das tarefas próprias dos
pessoal de serventia. Apontadores, executa outras tarefas, de caráter admi-
nistrativo, que variam consoante a natureza e importân-
MONTADOR DE PRÉ-ESFORÇADOS - É o trabalha- cia da obra ou estabelecimento onde trabalha, nomea-
dor que arma e instala, em construções civis ou obras damente: redige relatórios, cartas e outros documentos
públicas, vigas, asnas e outros elementos estruturais relativos à obra ou estabelecimento, manualmente ou à
de betão armado, aplicando-lhes, por meio de cabos de máquina, dando-lhes o seguimento apropriado; exami-
aço, as tensões previamente especificadas, para o que na a correspondência recebida, classifica-a e compila os
utiliza equipamento apropriado. dados necessários para as respostas; organiza ficheiros
de guias de remessa de materiais, máquinas e ou equi-
OFICIAL DE VIAS FÉRREAS - É o trabalhador que, pamentos, para posterior conferência e classificação
manuseando os equipamentos ligeiros e as ferramentas das respetivas faturas; prepara e codifica elementos de
adequadas, executa, manual ou mecanicamente, todas “input” para tratamento informático; participa na confe-
as tarefas específicas da atividade de construção e ma- rência e análise de “outputs”, podendo elaborar dados
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prescritos; dá assistência técnica a outros técnicos mais dernos de encargos, orienta os trabalhos numa ou mais
qualificados. obras, interpretando as diretivas e adotando-as aos con-
dicionalismos e circunstâncias próprias de cada obra, de
Grau II - É o profissional que utiliza a técnica corrente harmonia com o projeto e com o programa de realização
para a resolução de problemas; as decisões situam-se, estabelecido; pode colaborar em ações de organização
em regra, dentro da orientação estabelecida pela entida- no âmbito da sua atividade.
de diretiva; pode dirigir e verificar o trabalho de outros
profissionais; o seu trabalho não é normalmente super- AUXILIAR DE MONTAGENS - É o trabalhador que,
visionado em pormenor. para além das tarefas inerentes à categoria de Servente,
colabora com os profissionais Eletricistas, nomeada-
Grau III - É o profissional que executa trabalhos de mente subindo a postes, torres ou pórticos de subesta-
responsabilidade e participa em planeamento e coorde- ções a fim de colocar isoladores, ferragens ou outros
nação; toma decisões de responsabilidade; orienta, pro- acessórios; ajuda na moldagem e montagem de tubos,
grama, controla, organiza, distribui e delineia trabalho. calhas ou esteiras; efetua a pintura das torres; coadjuva
Revê e fiscaliza trabalho e orienta outros profissionais. os Eletricistas Montadores na execução e estabilização
Faz recomendações geralmente revistas quanto ao va- dos postes e torres AT e BT, e na passagem de cabos-
lor dos pareceres, mas aceites quanto ao rigor técnico e guia ou condutores ou cabos de guarda às roldanas. Pro-
exequibilidade; os trabalhos são-lhe entregues com sim- cede à preparação de massa isolante e faz o respetivo
ples indicação do seu objetivo de prioridades relativas e enchimento das caixas subterrâneas; efetua tarefas de
de interferências com outras realizações. Dá indicações desrame e desmatação na faixa de proteção às linhas
em problemas técnicos; responsabiliza-se por outros aéreas; pode proceder a trabalhos menos complexos de
profissionais. desenrolamento.
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AUXILIAR DE ENFERMAGEM - É o trabalhador que, CAIXA - É