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Central de Material e
Esterilização – CME
Parte - I
Prof. Fernanda Coelho

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A Central de Material e Esterilização (CME) é a unidade funcional


destinada ao processamento de produtos para a saúde dos serviços de
saúde. Ou seja:

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CME é uma unidade de apoio técnico a todas as unidades assistenciais.

Recepção e limpeza; estocagem; desinfecção;


Processamento esterilização; guarda; distribuição.

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Segundo a ANVISA, uma central de material de esterilização deve


possuir uma cadeia de gestão.
Na figura abaixo, observamos a estrutura proposta pela ANVISA em
relação à dimensão do serviço dentro de uma CME:

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Estrutura Física:

Recursos Humanos (especialização, capacitação, atribuições e segurança);

Equipamentos (aquisição, qualificação, calibração, manutenção);

Insumos (aquisição do material, qualidade da água e dos saneantes);

Gerenciamento dos processos de CME (rastreabilidade, protocolos, POPs,


barreiras);

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Gerenciamento de processos correlatos (resíduos).

Monitoramento (do processo de CME, dos equipamentos, externo a CME);

avaliação da preparo e esterilização;


Armazena-
integridade e acondiona-
recepção; limpeza; secagem; mento e
da funciona- mento dos
distribuição
lidade; produtos; desinfecção;

Fonte: Adaptado da SOBECC, 2017 e RDC 15.

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De acordo com a Resolução de Diretoria Colegiada - RDC 50/2002, a


CME é composta de:
Área para recepção, descontaminação e área de preparo de materiais e roupa
separação de materiais; limpa;

área de lavagem de materiais; área de esterilização;

área de armazenamento e distribuição


área de recepção de roupa limpa;
de materiais e roupas esterilizados.

RDC 50/2002: Dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento,


programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos
assistenciais de saúde.

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De acordo com a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) n°


15/2012 e a RDC nº 307/2002, as CME classe I e II devem possuir
minimamente:

 recepção e limpeza;
 preparo e esterilização;
 desinfecção química, quando aplicável;
 local para monitoramento do processo de esterilização;
 armazenamento e distribuição de materiais esterilizados.

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Note que são os mesmos ambientes nos dois tipos de CME. A


principal diferença é que a CME Classe I deve possuir, no mínimo, barreira
técnica entre o setor sujo e os setores limpos; enquanto que, na CME Classe
II e empresa processadora, é obrigatória a separação física da área de
recepção e limpeza dos produtos para saúde das demais áreas.

Barreira técnica: conjunto de medidas comportamentais dos profissionais de saúde


visando à prevenção de contaminação cruzada entre o ambiente sujo e o ambiente
limpo, na ausência de barreiras físicas;

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1. (UFSM-RS/2013) Considerando a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC)


nº 15/2012 - ANVISA, assinale a alternativa correta quanto a Central de
Material e Esterilização.
a) Deve ser composta de área comum para separação de materiais, recepção
e lavagem e descontaminação.
b) Quando pertencente a estabelecimentos de saúde que não realizam
atividades cirúrgicas, necessita de área de tratamento de gás.
c) Na área de descontaminação, não há necessidade de barreira física como
nas demais áreas.

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1. (UFSM-RS/2013)
d) Na área de estocagem, o acesso deve ser ilimitado.
e) Pode ficar localizada fora do estabelecimento de assistência à saúde.

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(Residência Multiprofissional/HUB/CESPE|CEBRASPE/2017) Acerca dos


requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para a
saúde em vigor, julgue os próximos itens à luz da regulação brasileira
pertinente. Nesse sentido, considere que a sigla CME, sempre que
utilizada, se refere a centros de material e esterilização.

2. Em qualquer tipo de CME, é obrigatório haver área exclusiva para a


recepção e conferência de instrumental cirúrgico.

Art. 50 No CME Classe II, que recebe para processamento


instrumental cirúrgico e produtos consignados, deve existir uma
área exclusiva, dimensionada de acordo com o volume de trabalho
desenvolvido, para recepção, conferência e devolução destes.

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Segundo a RDC nº15/2012, que dispõe sobre os requisitos de boas


práticas para o processamento de produtos para a saúde, a CME pode ser
classificada em dois tipos, conforme definições abaixo:
é aquela que realiza o processamento de produtos para a
CME saúde não críticos, semicríticos e críticos de
Classe I CONFORMAÇÃO NÃO COMPLEXA, passíveis de
processamento.
é aquela que realiza o processamento de produtos para a
CME saúde não críticos, semicríticos e críticos de
Classe II CONFORMAÇÃO COMPLEXA e NÃO COMPLEXA, passíveis
de processamento.

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(Residência Multiprofissional/HUB/CESPE|CEBRASPE/2017) Acerca dos


requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para a
saúde em vigor, julgue os próximos itens à luz da regulação brasileira
pertinente. Nesse sentido, considere que a sigla CME, sempre que
utilizada, se refere a centros de material e esterilização.

3. Das duas classes de CME existentes, apenas uma pode processar


produtos críticos para a saúde cuja conformação seja complexa, como
produtos com reentrâncias ou válvulas e espaços internos inacessíveis
para a fricção direta.

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4. (Pref. de Duque de Caxias-RJ/IDECAN/2014) De acordo com a Resolução


RDC nº 15/2012 - ANVISA, o CME (Centro de Material e Esterilização) que
realiza o processamento de produtos para a saúde não críticos, semicríticos
e críticos de conformação não complexa, passíveis de processamento, é o
a) primário.
b) da classe I.
c) da classe II.
d) secundário.
e) de nível básico.

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Produtos para a saúde Produtos para a saúde de


de conformação complexa conformação não complexa
Produtos para saúde cujas superfícies:
Produtos para saúde que possuam:
- internas e externas podem ser
- lúmem inferior a cinco milímetros
atingidas por escovação durante o
ou com fundo cego;
processo de limpeza;
- espaços internos inacessíveis para a
- e tenham diâmetro superiores a
fricção direta;
cinco milímetros nas estruturas
- reentrâncias ou válvulas.
tubulares.

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ATENÇÃO

Existem algumas diferenças com relação à CME classe I e II. Para uma CME
Classe II, existe a obrigatoriedade de separar fisicamente a área de recepção
e a área de limpeza dos produtos para a saúde das demais áreas, possuir
lavadora ultrassônica com conector para canulados, dispor de água
purificada, possuir secadora para os produtos para a saúde, pistolas de ar
comprimido, seladoras de embalagem etc. (SOBECC, 2017).

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Central de Material e
Esterilização – CME
Parte - II
Prof. Fernanda Coelho

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De acordo com a definição clássica de Spaulding, esses produtos


para saúde são conhecidos como artigos médico-hospitalares e,
didaticamente, podem ser classificados em:

• aquele utilizado em procedimentos de alto risco para


desenvolvimento de infecções ou que penetra tecidos ou órgãos;
Artigo
• requer esterilização para uso;
crítico • Exemplos: instrumental cirúrgico, agulhas hipodérmicas, cateteres
vasculares, pinças de biópsia.

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• aquele que entra em contato com a pele não íntegra ou com


mucosa;
Artigo
• requer desinfecção de alto nível ou esterilizado para uso;
semicrítico • exemplos: equipamentos de terapia respiratória e de anestesia,
endoscopia.

• utilizado em procedimentos com baixíssimo risco de


desenvolvimento de infecções associadas ou que entra em
contato apenas com pele íntegra;
• requer limpeza apenas ou desinfecção de baixo ou médio nível,
Artigo não
dependendo do risco de transmissão secundária de
crítico microrganismos de importância epidemiológica;
• exemplos: roupas de cama e banho, mobiliário de paciente,
paredes e pisos, termômetro axilar, diafragma de estetoscópio,
esfigmomanômetro.

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Lembre-se: o termo artigo médico-hospitalar foi substituído por


Produto para a Saúde (PPS) de acordo com a RDC nº 15/2012.
Apesar de os produtos para saúde classificados como semicríticos
serem submetidos, no mínimo, ao processo de desinfecção de alto nível,
após a limpeza, temos algumas exceções que podem ser submetidos, no
mínimo, ao processo desinfecção de nível intermediário.
Nesse sentido, os produtos para saúde semicríticos utilizados na
assistência ventilatória, anestesia e inaloterapia devem ser submetidos
à limpeza e, no mínimo, à desinfecção de nível intermediário, com
produtos saneantes em conformidade com a normatização sanitária, ou
por processo físico de termodesinfecção, antes da utilização em outro
paciente (RDC nº 15/2012).

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5. (HUGG-UNIRIO/EBSERH/IBFC/2017) Assinale a alternativa correta que


contemple um exemplo de artigo considerado crítico.
a) Inaladores
b) Peças de mão de motores
c) Termômetro
d) Comadres
e) Baldes

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Fonte: Brasil, 2001.

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6. (HUAC-UFCG/COMPROV/2014) Sobre os requisitos de boas práticas para


o processamento de produtos para saúde, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Produtos para saúde classificados como semicríticos devem ser
submetidos, no mínimo, ao processo de desinfecção de alto nível, após a
limpeza.
b) São considerados produtos para saúde semicríticos: produtos que entram
em contato com pele não íntegra ou mucosas íntegras colonizadas.
c) O monitoramento do processo de esterilização com indicadores físicos
deve ser registrado a cada ciclo de esterilização.

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6. (HUAC-UFCG/COMPROV/2014)
d) Produtos para saúde utilizados na assistência ventilatória e inaloterapia
poderão ser submetidos à desinfecção por métodos de imersão química
líquida com a utilização de saneantes a base de aldeídos.
e) As leitoras de indicadores biológicos e as seladoras térmicas devem ser
calibradas, no mínimo, anualmente.

Art. 13 - Produtos para saúde utilizados na assistência ventilatória e


inaloterapia, não poderão ser submetidos à desinfecção por métodos de
imersão química líquida com a utilização de saneantes a base de aldeídos.

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7. (Prefeitura de João Pessoa/PB/AOCP/2018) A Resolução - RDC nº 15,


de 15 de março de 2012, dispõe sobre requisitos de boas práticas para o
processamento de produtos para saúde. Para efeito desse regulamento
técnico, como se definem produtos para saúde semicríticos?

a) São produtos para a saúde utilizados em procedimentos invasivos com


penetração de pele e mucosas adjacentes, tecidos subepteliais e sistema
vascular.

b) São produtos que entram em contato com pele não íntegra ou


mucosas íntegras colonizadas.

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7. (Prefeitura de João Pessoa/PB/AOCP/2018)

c) São produtos que entram em contato com pele íntegra ou não entram
em contato com o paciente.

d) Incluem todos os produtos para saúde que estejam diretamente


conectados com os sistemas vascular e urinário.

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8. (Prefeitura de João Pessoa/PB/AOCP/2018) Sobre o processamento


de produtos para saúde, a Resolução - RDC nº 15, de 15 de março de
2012 estabelece que

a) produtos para saúde classificados como críticos devem ser submetidos


ao processo de esterilização, após a limpeza e demais etapas do
processo.

b) produtos para saúde classificados como semicríticos devem ser


submetidos ao processo de desinfecção de nível baixo, após a limpeza.

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8. (Prefeitura de João Pessoa/PB/AOCP/2018)

c) produtos para saúde semicríticos utilizados na assistência ventilatória e


inaloterapia devem ser submetidos à desinfecção por métodos de
imersão química líquida com a utilização de saneantes à base de aldeídos.

d) produtos para saúde classificados como não críticos devem ser


submetidos ao processo de esterilização.

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Artigos hospitalares
Artigos críticos Artigos semicríticos Artigos não críticos

Esterilização Desinfecção de alto


Limpeza ou desinfecção
(penetrantes). nível ou esterilização
de baixo e médio nível
(pele não íntegra ou
(pele íntegra).
mucosa).

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Ambientes hospitalares

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Ambientes hospitalares
* Onde se realiza procedimentos de risco com ou sem pacientes; onde se encontram
pacientes imunodeprimidos. Ex.: bloco cirúrgico, UTI, unidade de diálise e transplante,
laboratório, banco de sangue, CME, farmácia e área suja da lavanderia.
**Ocupados por pacientes com doenças infecciosas de baixa transmissibilidade e com
doenças não infecciosas. Ex.: enfermaria, apartamentos, ambulatórios, banheiros, posto
de enfermagem, elevadores e corredores.
*** Áreas não ocupadas por pacientes e que não se realizam procedimentos de risco. Ex.:
vestiário, copa, área administrativa e almoxarifado.

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9. (Pref. Fortaleza/CE/IJF/IMPARH/2016) Um enfermeiro responsável


pelo Centro de Material e Esterilização (CME) recebeu várias lâminas de
laringoscópio. Acerca da classificação dos artigos hospitalares e
procedimento correto para sua esterilização, assinale o item correto.

a) Por ser considerado artigo semicrítico, deve-se realizar a limpeza e,


em seguida, a desinfecção de alto nível, pois destrói a maioria dos
microrganismos, inclusive microbactérias e fungos, exceto o número
elevado de esporos bacterianos. A solução escolhida para a desinfecção
química é o ácido peracético.

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9. (Pref. Fortaleza/CE/IJF/IMPARH/2016)

b) Por ser considerado artigo semicrítico, deve-se realizar a limpeza e,


em seguida, a desinfecção de nível intermediário, pois elimina, além das
bactérias e microbactérias, com exceção das esporuladas, a maioria dos
vírus e fungos. A solução escolhida é o ácido peracético.

c) Por ser considerado artigo não crítico, deve-se realizar a limpeza e,


em seguida, a desinfecção de baixo nível, pois destrói microrganismos
patogênicos na forma vegetativa, microbactérias, a maioria dos vírus e
dos fungos, de objetos inanimados e superfícies. A solução escolhida é
o álcool a 70%.

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9. (Pref. Fortaleza/CE/IJF/IMPARH/2016)

d) Por ser considerado artigo semicrítico, deve-se realizar a limpeza e,


em seguida, a desinfecção de nível intermediário, pois destrói
microrganismos patogênicos na forma vegetativa, microbactérias, a
maioria dos vírus e dos fungos, de objetos inanimados e superfícies. A
solução escolhida é o hipoclorito de sódio.

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Central de Material e
Esterilização – CME
Parte - III
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A Anvisa normatiza a infraestrutura das CME de acordo com a


classe: CME Classe I e CME Classe II.
A CME Classe I deve possuir, minimamente, os seguintes ambientes:

III – SALA de desinfecção


I – ÁREA de recepção e II – ÁREA de preparo e
química, quando
limpeza (setor sujo); esterilização (setor limpo);
aplicável (setor limpo);

IV – ÁREA DE V – ÁREA DE
MONITORAMENTO do ARMAZENAMENTO e
processo de esterilização distribuição de materiais
(setor limpo); esterilizados (setor limpo).

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A CME Classe II e a empresa processadora devem possuir,


minimamente, os seguintes ambientes:

III – SALA de desinfecção


I – ÁREA de recepção e II – ÁREA de preparo e
química, quando
limpeza (setor sujo); esterilização (setor limpo);
aplicável (setor limpo);

IV – ÁREA DE V – ÁREA DE
MONITORAMENTO do ARMAZENAMENTO e
processo de esterilização distribuição de materiais
(setor limpo); esterilizados (setor limpo).

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Observe que são os mesmos ambientes nos dois tipos de CME. A


principal diferença é que a CME Classe I deve possuir, no mínimo, barreira
técnica entre o setor sujo e os setores limpos; enquanto que, na CME
Classe II e na empresa processadora, é obrigatória a separação física da
área de recepção e limpeza dos produtos para saúde das demais áreas.

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10. (HU-UFGD/EBSERH/Instituto AOCP/2014) No Centro de Material e


Esterilização, o conjunto de medidas comportamentais dos profissionais de
saúde visando à prevenção de contaminação cruzada entre o ambiente sujo
e o ambiente limpo, na ausência de barreiras físicas, é chamado de:
a) barreira técnica.
b) procedimento operacional.
c) área semicrítica.
d) comportamento crítico.
e) padrão de área

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(Residência Multiprofissional/CESPE/HUB/2018) De acordo com o


regulamento técnico de boas práticas para o processamento de produtos
para saúde atualmente em vigor, julgue os itens subsecutivos.

11. As salas dos Centros de Material e Esterilização (CME) Classe II e das


empresas processadoras devem possuir sistemas de climatização que
permitem o controle da temperatura.

RDC 15/2012. Art 52º

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(Residência Multiprofissional/CESPE/HUB/2018) De acordo com o


regulamento técnico de boas práticas para o processamento de produtos
para saúde atualmente em vigor, julgue os itens subsecutivos.

12. Segundo resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, apenas


os Centros de Material e Esterilização (CME) de Classe II podem processar
produtos para a saúde críticos.

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13. (Multiprofissional/COREMU/UFG/2018) Considerando as boas


práticas para o processamento de produtos para saúde, o responsável
técnico deve saber que:
a) os produtos para saúde oriundos de procedimentos realizados em
animais, incluindo cirurgias experimentais, podem ser processados tanto
pelo centro de material e esterilização quanto pela empresa processadora
destinada à assistência humana.
b) os produtos para saúde, classificados como semicríticos, utilizados na
assistência ventilatória, anestesia e inaloterapia devem ser submetidos à
limpeza e, no mínimo, à desinfecção de alto nível, com produtos
saneantesou por processo físico de termodesinfecção.

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13. (Residência Multiprofissional/COREMU/UFG/2018)


c) os produtos para saúde, da classe dos semicríticos, utilizados na
assistência ventilatória e inaloterapia, podem ser submetidos à
desinfecção por métodos de imersão química líquida, com utilização de
saneantes à base de aldeídos.
d) os produtos para saúde recebidos pela empresa processadora e que não
forem aceitos para o processamento devem ser listados com a indicação
do motivo da não aceitação e devolvidos para o serviço de saúde de
origem.

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14. (HUGG-UNIRIO/EBSERH/IBFC/2017) Assinale a alternativa correta que


contemple um item que o sistema de climatização da área de limpeza do
Centro de Material de Esterilização Classe II e da empresa processadora
devem atender, além do disposto nas normatizações pertinentes.
a) Garantir vazão mínima de ar total de 18,00 m³/h/m².
b) Manter temperatura ambiente entre 22° e 28 °C.
c) Manter um diferencial de pressão positiva entre os ambientes adjacentes,
com pressão diferencial mínima de 4,5 Pa.
d) Não permitir exaustão forçada de todo ar da sala com descarga para o
exterior da edificação.
e) O ar de reposição não pode ser proveniente dos ambientes vizinhos.

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Processamento do Material

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Central de Material e
Esterilização – CME
Parte - IV
Prof. Fernanda Coelho

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Métodos de limpeza, desinfecção e esterilização

é a remoção mecânica de sujidade em objetos inanimados


Limpeza ou superfícies, imprescindível antes da execução de
processos de desinfecção e/ou esterilização.

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Limpeza Manual

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Limpeza Automatizada

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15. (CESPE/2015) Entre as etapas de inspeção de limpeza de produtos para


saúde inclui-se a avaliação visual a olho nu.

Art. 76 A limpeza dos produtos para saúde, seja manual ou automatizada, deve ser
avaliada por meio da inspeção visual, com o auxílio de lentes intensificadoras de
imagem, de no mínimo oito vezes de aumento, complementada, quando indicado, por
testes químicos disponíveis no mercado.

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16. (CESPE/2015) Equipamentos automatizados de limpeza e de


esterilização deverão ser submetidos à requalificação de processo sempre
que forem deslocados.
Art. 37 Deve ser realizada qualificação de instalação, qualificação de operação e
qualificação de desempenho, para os equipamentos utilizados na limpeza automatizada e
na esterilização de produtos para saúde, com periodicidade mínima anual.

Art. 41 Todos os equipamentos de limpeza automatizada e esterilização devem ter seu


processo requalificado após mudança de local de instalação, mau funcionamento, reparos
em partes do equipamento ou suspeita de falhas no processo de esterilização.

Na requalificação dos equipamentos de esterilização deve-se incluir o uso de indicadores


biológicos e químicos.

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Qualificação da instalação: evidência documentada, fornecida pelo


fabricante ou distribuidor, de que o equipamento foi entregue e instalado de
acordo com as suas especificações;

qualificação de operação: evidência documentada, fornecida pelo fabricante


ou distribuidor, de que o equipamento, após a qualificação da instalação,
opera dentro dos parâmetros originais de fabricação;
qualificação de desempenho: evidência documentada de que o
equipamento, após as qualificações de instalação e operação, apresenta
desempenho consistente por no mínimo 03 ciclos sucessivos do processo,
com parâmetros idênticos, utilizando-se pelo menos a carga de maior
desafio, determinada pelo serviço de saúde;

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Métodos de limpeza, desinfecção e esterilização

é o processo físico ou químico que elimina a maioria dos


microrganismos patogênicos de objetos inanimados e
Desinfecção superfícies, com exceção de esporos bacterianos, podendo
ser de baixo, médio ou alto nível.

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A desinfecção é classificada conforme seu espectro de ação contra


os microorganismos, em alto nível, intermediário (médio) nível e baixo
nível. Vejamos esquema gráfico, conforme informações da SOBECC
(2017):

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elimina apenas bactérias vegetativas, vírus, lipídicos,


alguns vírus não lipídicos e alguns fungos;
Baixo Nível
não elimina micobactérias nem esporos.
Desinfecção

destrói todas as bactérias vegetativas, bacilo da


tuberculose, fungos e vírus lipídicos e alguns não
Intermediário lipídicos
Nível
mas não elimina esporos.

destrói todos os microrganismos na forma vegetativa;


Alto Nível
e alguns esporos.

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De forma complementar, de acordo com a RDC n° 15/2012, temos o


seguinte:
 desinfecção de nível intermediário: destrói microrganismos patogênicos
na forma vegetativa, micobactérias, a maioria dos vírus e dos fungos, de
objetos inanimados e superfícies.
 desinfecção de alto nível: destrói a maioria dos microrganismos de
artigos semicríticos, inclusive micobactérias e fungos, exceto um número
elevado de esporos.
Não há referência nesta RDC sobre a desinfeção de baixo nível.
Fique atento(a), pois esses conceitos podem ser cobrados de forma
detalhada ou resumida nas provas de concursos e residências em
Enfermagem.

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17. (HC-FMB–UNESP/CAIPIMES/2013) Escolha a frase correta sobre a


desinfecção.
a) Consiste em um processo de eliminação de microrganismos presentes em
superfícies e produtos para saúde, porém não destrói todas as formas de
vida microbiana, principalmente os esporos.
b) É o processo que utiliza agentes químicos, físicos ou físico-químicos para
destruir todas as formas de vida microbiana e aplica-se especificamente a
objetos inanimados.
c) É a remoção de sujidade de um material, preparando-o para a
esterilização.

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17. (HC-FMB–UNESP/CAIPIMES/2013)
d) É a remoção completa de microrganismos, sendo o processo que mantém
materiais e líquidos livres de pirogênios.

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18. (HUCAM-UFES/EBSERH/Instituto AOCP/2014) O processo físico ou


químico que destrói a maioria dos microrganismos de artigos semicríticos,
inclusive micobactérias e fungos, exceto um número elevado de esporos
bacterianos é chamado de:
a) esterilização.
b) assepsia.
c) descontaminação.
d) desinfecção de alto nível.
e) limpeza terminal.

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Tipos de desinfecção

ação térmica, ex.: lavadora termodesinfectadora,


Físicos
pasteurizador, lavadoras de descarga;

Químicos desinfetantes químicos;

Físico- associam agente químicos a parâmetros físicos em


Químicos processos automatizados, ex.: água eletrolisada.

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Tipos de desinfecção

Primeira escolha entre os métodos de desinfecção. Há a


Desinfecção
etapa da limpeza, enxágue, temperatura e tempo para a
Física
desinfecção.

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Tipos de desinfecção
Vantagens

- Realiza desinfecção de ↑ nível;


- Permite padronização e reprodutividade do procedimento;
- Favorece monitoração e registro do processo;
- Minimiza erros humanos, não deixa resíduos no material;
- Não tóxica para o paciente ou meio ambiente;
- ↓ risco ocupacional, ↓ custo operacional.

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Lavadoras Termodesinfectadoras

 Limpeza e desinfecção de uma gama de materiais;


 Agem por meio de jatos de água sob pressão e turbilhonamento
associados a detergentes não espumantes.

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Lavadoras Termodesinfectadoras

- Pré- lavagem e lavagem (jatos de água fria ou morna com detergente);


- Enxague;
- Desinfecção térmica: água quente ou vapor;
- Secagem.

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Lavadoras Termodesinfectadoras

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Tipos de desinfecção

Deve ser a última opção para processamento de produtos


Desinfecção termossensíveis em razão da complexidade do processo de
Química desinfecção manual por imersão e da toxicidade dos
desinfetantes.

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Desinfetantes mais utilizados em ambiente hospitalar:

 A base de aldeídos, ácido peracético, soluções cloradas e álcool.

 Ainda: produtos a base de quaternário de amônia, peróxido de


hidrogênio, água eletrolizada e soluções iodadas.

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Fatores que interferem na eficácia do desinfetante:

 Natureza do item a ser desinfetado;


 Número de microorganismos presentes no artigo;
 Resistência intrínseca dos microorganismos;
 Quantidade de matéria orgânica e inorgânica presente;
 Tipo e concentração do germicida utilizado;
 Tempo e temperatura da exposição
 Outros fatores: Ph da solução, dureza da água, presença de resíduos
de detergente.

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19. (Residência Multiprofissional/UNIRIO/HUGG/2018) Para realizar o


curativo das feridas, o enfermeiro pode lançar mão de artigos que
necessitem ser submetidos a processos de esterilização, desinfecção ou,
apenas, limpeza. Silva e cols (2011) abordam os procedimentos que
devem ser utilizados com esses artigos. A forma adequada de execução
desses processos é a seguinte:
a) A desinfecção de alto nível destrói todas as bactérias vegetativas,
microbactérias, fungos e vírus e parte dos esporos. É realizada com cloro
de alta concentração e iodóforos.

b) Esterilização por vapor saturado sob pressão elimina a maioria (80%)


dos esporos existentes nos artigos.

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19. (Residência Multiprofissional/UNIRIO/HUGG/2018)

d) Esterilização por plasma de peróxido de hidrogênio tem ação


bactericida, esporicida, fungicida e virucida.

e) A esterilização físico-química utiliza o glutaraldeído para eliminar


bactérias e esporos.

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ATENÇÃO

Para os materiais de inaloterapia e assistência ventilatória, devem ser


priorizados os métodos físicos de desinfecção!

Independente do método ou nível de desinfecção adotado, a garantia


de adequada limpeza do produto é imprescindível, seguindo os POPs
escritos, atualizados e em local acessível à equipe (SOBECC, 2017).

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Central de Material e
Esterilização – CME
Parte - V
Prof. Fernanda Coelho

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Esterilização

É o processo de destruição de todas as formas de vida


microbiana, ou seja, bactérias na forma vegetativa e
Esterilização
esporuladas, fungos e vírus, mediante a aplicação de
agentes físicos e químicos.

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Tipos de esterilização

Métodos físicos vapor saturado sob pressão/calor úmido e calor seco;

Por meio de raios gama (produzidos pela radiação emitida


Radiação
pelo elemento cobalto 60) e por meio de feixe de elétrons;

esterilização a baixa temperatura: gás óxido de etileno, gás


Métodos
plasma de peróxido de hidrogênio, vapor a baixa
físico-químicos
temperatura e formaldeído e ozônio.

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Importante
Os processos de esterilização por calor úmido (autoclaves) e calor seco
(estufas) + cobrados em provas de concursos

Calor Úmido Autoclaves

 Destrói os microrganismos coagulação e desnaturação irreversíveis →


enzimas e proteínas estruturais;
 Gravitacional - O vapor é injetado forçando a saída do ar;
 Alto vácuo - Introduz vapor na câmara interna sob ↑ pressão com
ambiente em vácuo.

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20. (UNESP/VUNESP/2015) Considere os processos de preparo,


acondicionamento e esterilização de materiais utilizados na assistência de
enfermagem. De acordo com o determinado pelo Ministério da Saúde, é
correto afirmar que:
a) o uso de embalagens de papel Kraft está aprovado para o
acondicionamento de gazes, com até 20 unidades por pacote.
Art. 79 Não é permitido o uso de embalagens de papel Kraft, papel toalha, papel
manilha, papel jornal e lâminas de alumínio, assim como as embalagens tipo envelope
de plástico transparente não destinadas ao uso em equipamentos de esterilização.

b) é obrigatória a realização de teste Bowie & Dick para avaliar o


desempenho do sistema de remoção de ar da autoclave assistida por bomba
de vácuo, no primeiro ciclo do dia.

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20. (UNESP/VUNESP/2015)
c) para a esterilização de instrumental em estufa, devem ser utilizadas caixas
metálicas de aço inoxidável, sem furos.
Art. 81 Não é permitido o uso de caixas metálicas sem furos para esterilização de
produtos para saúde.
d) o monitoramento do processo de esterilização com indicadores físicos
deve ser registrado a cada três dias.
e) o rótulo de identificação da embalagem deve conter, no mínimo, o nome
do produto e a data da esterilização.

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Monitoramento do processo de esterilização:


em cada carga em pacote teste desafio com integradores químicos (classes 5 ou 6),
segundo rotina definida pelo próprio CME ou pela empresa processadora.

com indicadores físicos deve ser registrado a cada ciclo de esterilização.

produtos para saúde implantáveis deve ser adicionado um indicador biológico, a cada
carga. A carga só deve ser liberada para utilização após leitura negativa do indicador
biológico.
O monitoramento do processo de esterilização com indicador biológico deve ser feito
diariamente, em pacote desafio disponível comercialmente ou construído pelo CME ou
pela empresa processadora, que deve ser posicionado no ponto de maior desafio ao
processo de esterilização, definido durante os estudos térmicos na qualificação de
desempenho do equipamento de esterilização.

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Princípio básico de esterilização por calor úmido


Transferência do calor latente contido no vapor de água → ao
contato com pacotes frios dispostos nas prateleiras → condensa para a
forma líquida → libera ↑ quantidade de calor em torno dos pacotes
(calor sensível).

O Contato do artigo a ser esterilizado com o vapor é essencial para o


sucesso na esterilização.

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Vantagens e desvantagens do calor úmido

Vantagens

- Rápido aquecimento e a penetração do calor em artigos têxteis;


- Destruição dos esporos em curto período de exposição;
- Processo econômico;
- Fácil controle de qualidade;
- Não deixa resíduos tóxicos nos materiais.

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Vantagens e desvantagens do calor úmido

Desvantagem

- Efeito deletério sobre alguns materiais (sensíveis ao calor).

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Calor Seco Estufas ou no forno de Pasteur

 Promove um aquecimento rápido, controlado e uniforme dentro da


câmara;
 Deve se restringir a artigos que não possam ser esterilizados pelo vapor
saturado sob pressão;
 Esterilizar materiais ¨secos¨, como vidraria, seringas, agulhas,
instrumentos cortantes etc.

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Vantagens e desvantagens do calor seco


Desvantagens

 Requer altas temperaturas (160 a 170°) por tempos prolongados;


 Apenas frascos de vidro e caixas metálicas são compatíveis com esse
processo;

Indicação
Esterilização de óleos e pós.
A ANVISA NÃO RECOMENDA A UTILIZAÇÃO DE ESTUFAS EM SERVIÇOS DE SAÚDE!

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Esterilização por Radiação Ionizante

Método a ↓ temperatura, pode ser utilizado em materiais


termossensíveis;

Por razões econômicas → normalmente utilizada em escala industrial;

Pasteurização de alimentos, esterilização de produtos para saúde;

Tratamento de resíduos, etc.

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Esterilização a baixa temperatura (físico-químico)


A esterilização de materiais termossensíveis requer métodos de
esterilização a baixa temperatura;

Mais indicados os que, além da ação do princípio ativo químico


germicida, contém componentes físicos (temperatura, pressão e às vezes
umidade);

Como coadjuvantes para a eficácia da esterilização, o que justifica tais


métodos serem classificados como físico-químicos.

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Esterilização a baixa temperatura (físico-químico)


Óxido de Etileno (ETO)

 Tradicionalmente indicado esterilização de materiais termossensíveis;


Vantagens

 Compatibilidade com diversas matérias primas e a capacidade de


penetração em materiais com lúmens longos, estreitos, e de fundo
cego.

Mais sobre o ETO: Portaria nº 482/1999.

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Esterilização a baixa temperatura (físico-químico)


Esterilização por vapor a baixa temperatura e formaldeído (VBTF)

 Gás incolor → agente desinfetante e esterilizante, no estado líquido ou


gasoso.
 Geralmente → disponibilizado na forma líquida → formalina na
concentração de 37%.
 Vantagens: Uso imediato dos materiais, o equipamento pode ser
alocado na CME.
 Desvantagens: Controle de resíduos, validação da esterilização em
produtos com grandes lúmens.

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Esterilização a baixa temperatura (físico-químico)


Esterilização por gás de plasma e peróxido de hidrogênio (GPPH)

 Agente bactericida, virucida, esporicida e fungicida em ↓ concentrações


e temperaturas.
 Plasma → quarto estado da matéria.
 Vantagens: Ciclos rápidos, uso imediato dos materiais.
 Desvantagens: Custo com ampolas de peróxido de hidrogênio, requer
ambiente climatizado.

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Esterilização a baixa temperatura (físico-químico)


Esterilização por ozônio

 Compatível com uma gama de materiais utilizados na assistência à


saúde → não disponível no Brasil.

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Esterilização pelo método químico: Líquidos


Imersão Manual

 Estiveram por um longo tempo à disposição dos serviços de saúde para


esterilização de materiais críticos.
 Métodos automatizados → + mais seguros quando feita a comparação.
 Pelo ↑ controle que pode exercer sobre os erros humanos nos métodos
automatizados.

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Esterilização pelo método químico: Líquidos


 Todos os materiais críticos termoresistentes devem ser esterilizados por
vapor saturado sob pressão (calor úmido).
 Em decorrência das vantagens que apresenta: ciclo de curta duração,
fácil de controlar e monitorar, ação microbiocida extremamente rápida,
pouco afetado por matéria orgânica, etc.

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Segundo informe técnico da Anvisa, quanto ao esclarecimento da RDC


nº 33/2010.
(...) Proibido o registro de agente “Esterilizante”, para aplicação sob a
forma de imersão, sejam eles à base de glutaraldeído, ácido peracético, ou
qualquer outro ativo. As únicas exceções são o registro de esterilizantes
para uso exclusivo em dialisadores e linhas de hemodiálise e aqueles para
uso exclusivo em equipamentos que realizam esterilização por ação físico-
química, ambos devidamente registrados na Anvisa.

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Um dos requisitos da RDC nº 35/10 é que os Esterilizantes e os


Desinfetantes de Alto Nível tenham eficácia comprovada frente a diversos
microrganismos, incluindo-se Micobacterium massiliense. Como alguns
produtos não demostraram eficácia frente a este último, os respectivos
registros foram cancelados, de acordo com o previsto no Art. 4º da RDC nº
33/2010.

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21. (Pref. Fortaleza/CE/IJF/IMPARH/2016) Acerca dos procedimentos de


desinfecção e esterilização, escreva V para verdadeiro e F para falso e
assinale a alternativa correta.

( ) Ao proceder à esterilização por autoclave, deve-se preencher a


câmara do equipamento em sua capacidade máxima para obter maior
aproveitamento, redução de custos e garantir a sustentabilidade.

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 A câmara do equipamento deve ser preenchida, no máximo com


até 80% de sua capacidade total, sem que os materiais encostem
nas paredes, a fim de que haja circulação do vapor na câmara
interna.

 Para o alcance de proporção em relação a temperatura/tempo e


consequente esterilização os pacotes devem atender aos limites de
tamanho, peso; os pacotes maiores devem ficar embaixo; artigos
côncavo-convexos devem ficar em posição vertical e artigos como
jarras e frascos com a abertura para baixo.

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21. (Pref. Fortaleza/CE/IJF/IMPARH/2016)


( ) Não é obrigatória a esterilização de comadres (aparadeiras), pois
trata-se de artigo semicrítico.
( ) A desinfecção é indicada para materiais semicríticos e não críticos. O
glutaraldeído 2% é um exemplo de desinfetante químico, que possui
como vantagem poder ser utilizado para materiais de assistência
ventilatória por não causar irritação das vias aéreas.
Uma das desvantagens do uso do gluteraldeído é a propriedade de fixar na matéria
orgânica dos materiais (importância da limpeza).

Toxicidade – colites (colonoscopias); lesão ocular (oftalmologia) – atentar para


enxague adequado.

Causa irritação das vias aéreas e, por esse motivo não deve ser utilizado na
desinfecção de materiais de assistência ventilatória
CURSO COMPLETO DE ENFERMAGEM PARA CONCURSOS

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21. (Pref. Fortaleza/CE/IJF/IMPARH/2016)

( ) O empacotamento de artigos para esterilização pode ser feito por


meio de embalagens diversas como de algodão tecido, papel de grau
cirúrgico, papel crepado, sendo as duas últimas descartáveis. O papel de
grau cirúrgico e o papel crepado não podem ser utilizados na esterilização
por peróxido de hidrogênio.

SOBECC, 2013

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21. (Pref. Fortaleza/CE/IJF/IMPARH/2016)

a) V, V, F, F.

b) V, F, V, F.

c) F, F, V, V.

d) F, F, F, V.

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(Residência Multiprofissional/CESPE/HUB/2018) De acordo com o


regulamento técnico de boas práticas para o processamento de produtos
para saúde atualmente em vigor, julgue os itens subsecutivos.

22. Tanto os produtos para a saúde classificados como críticos bem


como os classificados como semicríticos devem ser, obrigatoriamente,
submetidos ao processo de esterilização.

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23. (Pref. Fortaleza/CE/IJF/IMPARH/2016) Monitorar o processo de


esterilização requer a observação da qualificação operacional dos
equipamentos, por meio de testes biológicos, químicos e físicos. Leia as
afirmações abaixo e assinale a alternativa correta.

I. Os testes químicos podem ser realizados com tiras de papel que


mudam de cor (termocrômicas) ou tiras de papel impregnadas com
substâncias termotrópicas.
Podem indicar falha potencial no ciclo de esterilização pela
mudança na coloração dos indicadores.

Atualmente dispõe-se de seis classes de IQ.

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23. (Pref. Fortaleza/CE/IJF/IMPARH/2016)

II. As classes inerentes ao teste físico são seis que podem variar de
indicadores de processo a indicadores simuladores.
Consiste em verificar se a autoclave atinge os parâmetros físicos de TEMPO/
TEMPERATURA e PRESSÃO de acordo com o ciclo e modelo de cada equipamento.

III. Os testes biológicos podem se caracterizar por um preparado de


esporos bacterianos autocontidos em ampolas separadas dos meios de
cultura, havendo mudança de cor, caso haja crescimento bacteriano.
É a monitorização mais confiável, pois é feita com microrganismos tecnicamente
preparados para demonstrar a esterilização.

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23. (Pref. Fortaleza/CE/IJF/IMPARH/2016)

IV. O teste de Bowie e Dick, teste químico, deve ser colocado no centro
dos pacotes, objetivando monitorar a presença de vapor neste ponto.
O teste B&D deverá ser colocado perto da porta e sobre o dreno, com a câmara
vazia. O ciclo próprio para esse teste é de 3,5 a 4 minutos a 134 °C

V. O monitoramento do processo de esterilização com indicadores físicos


deve ser registrado a cada dois ciclos de esterilização.

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23. (Pref. Fortaleza/CE/IJF/IMPARH/2016)

a) Somente os itens I, II e III são verdadeiros.

b) Somente os itens I e III são verdadeiros.

c) Somente o item II é verdadeiro.

d) Somente os itens II e IV são verdadeiros.

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24. (Conjunto Hospitalar Sorocaba-CHS/CETRO/2014) Em relação aos


conhecimentos de enfermagem na Central de Material e Esterilização (CME)
e a RDC nº 15/2012, analise as assertivas abaixo.
I. Na sala de desinfecção química, o enxágue dos materiais deve ser
realizado com água que atenda aos padrões de potabilidade definidos em
normatização específica.
II. O CME deve realizar a monitorização dos parâmetros indicadores de
efetividade dos desinfetantes para artigo semicrítico, como concentração,
pH ou outros, no
nomínimo
mínimo 1uma vez
vez ao por
dia, semana.
antes do inicio das atividades.
III. É proibido o uso de autoclave gravitacional de capacidade superior a 100
litros.

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24. (Conjunto Hospitalar Sorocaba-CHS/CETRO/2014)


IV. É permitido alteração dos parâmetros estabelecidos na qualificação de
operação e de desempenho de qualquer ciclo dos equipamentos de
esterilização sob supervisão técnica.

Art. 94 Não é permitido à alteração dos parâmetros estabelecidos na qualificação de


operação e de desempenho de qualquer ciclo dos equipamentos de esterilização.

V. O monitoramento do processo de esterilização com indicadores físicos


deve ser registrado a cada ciclo de esterilização.

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24. (Conjunto Hospitalar Sorocaba-CHS/CETRO/2014)


É correto o que se afirma em:
a) II e IV, apenas.
b) I, III e V, apenas.
c) II, IV e V, apenas.
d) I e V, apenas.
e) II e V, apenas.

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25. (HUAC-UFCG/EBSERH/AOCP/2017 – Técnico de Enfermagem) O


Formaldeído é um agente com ação desinfetante/esterilizante e tem como
desvantagem:
a) não ser esporicida e não possuir ação residual, causando ressecamento e
descamação da pele.
b) não ser fungicida e ser corrosivo para artigos que contenham, em sua
matéria-prima, aço e latão.
c) ser tóxico, carcinogênico, corrosivo, irritante de vias aéreas e requer uso
de EPI.
d) não ser bactericida e ser neutralizado na presença de matéria orgânica e
presença de luz.

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25. (HUAC-UFCG/EBSERH/AOCP/2017 – Técnico de Enfermagem)


e) ser um agente causador de manchas amareladas em contato com o tecido
orgânico.

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1 BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Coordenação Geral das Unidades
Hospitalares Próprias do Rio de Janeiro. Orientações Gerais para Central de Esterilização. Ministério da
Saúde, Secretaria de Assistência à Saúde, Coordenação Geral das Unidades Hospitalares Próprias do Rio de
Janeiro. Brasília: Ministério da Saúde, 2001. 56p. il. - (Série A. Normas e Manuais Técnicos: n. 108).

Ministério da Saúde
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
RESOLUÇÃO - RDC Nº 15, DE 15 DE MARÇO DE 2012
Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras
providências.

Ministério da Saúde
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
RESOLUÇÃO-RDC Nº 50, DE 21 DE FEVEREIRO DE 2002
Dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos
físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.

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GABARITO

1-E 6-D 11 - CERTO 16 - CERTO 21 - D


2 - ERRADO 7-B 12 - ERRADO 17 - A 22 - ERRADO
3 - CERTO 8-A 13 - D 18 - D 23 - B
4-B 9-A 14 - A 19 - D 24 - B
5-B 10 - A 15 - ERRADO 20 - B 25 - C

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