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© 1992 by Gilberto Mendonça Teles GILBERTO


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Editora Vozes Ltda. Professor Titular da Pontij(cia
Rua Frei Luís, 100
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25689,900 Petrópolis, RJ
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MODERNISMO
ACHA TÉCNICA DA VOZES
BRASILEIRO
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Gilbeno M.S. Piscitelli, OFM

DIRETOR EDffORIAL
Apresentação dos principais poemas,
AvelinoGrassi manifestos, prefácios ·e conferências
vanguardistas, de 1857 a 1972 ·
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EDfTOR
Udio Peretti

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14' Edição
DIRETOR lNDUSfRIAL
José Luiz Castro

EDffOR DE AKIE
Ornar Santos .
C§ C'-,
EDfTORAÇÃO
Supervisão gráfica: Vnlderes Rodrigues .â ~
Capa: Paulo de Oliveira
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(IJ EDITORA
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' ISBN 85.326:0797-7
i Y VOZES
Petrópolis
I
II ~~~ 1997

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ARTE MODERNA'

cPela estrada de rodagem da via-láctea, os .automó-


veis dos 'planetas correm vertiginosamente. Bela, o
Cordeiro do Zodíaco, perseguido p·ela Ursa Maior,
toda dentada de astros. As estrelas tocam o 'jazz
band' .de luz, ·ritmando a dança harmônica das es-
feras. O céu parece um imenso cartaz elétrico, que
Deus arrumou ·no alto, para fazer o eterno reclamo
da sua onipotência e da sua glórial'.
Este é o estilo que de nós esperam os passadistas, ·
para enforcar-nos, um a um, nos finos baraços dos
assobias das suas vaias. Para eles nós somos um bando
de bolchevistas da estética, correndo a 80 H.P.: rumo
da paranóia. Somos o escândalo com duas pernas, o
cabotinismo organizado- em escola. julgam-nos uns can-
gaceiros da prosa, do verso, da escultura, ·da pintura,
da coreografia, da música, amotinados na jagunçada
do Canudos literário da Paulicéia: Desvairada ...
Que enganai Nada mais ordeir.o e pacifico que este
bando de· vanguarda, liberto do totemismo tradiciona-
lista, atualizado na vida policiada, violenta e ameri-
cana. de hoje. Ninguém resPeita mais o <casse-tête,. do
gÜarda-cívico da esquina que esse pugilo de facínoras
aparente~, ainda com as. mãos fUmegantes do sangue
de Homero, Virgilio, Dante, Camões, Victor Hugo,
sobretudo Zola e os ·n:eogregos, com Heredia à
frente ...
1. Confer!ncla de Menottl del Plcchla, em- 15--2-22, na segunda
noite da Semana de Arte Moderna. Bstl. _publicada em O Curu-
pira ·e o c~rao. Slq Paulo, Bdltorlat H~Uós Limitada, 1927.

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dos que ainda esperam ver erguer-se o -sol atrás do


É qUe, se assassinamos, sem pena, papões inatuais, . Partenon em rufnas.
lhes· beijamos, com reverência, os túmulos, amando- Queremos luz, ar, ventiladores, aeroplarlos, reivindi-
os com a alma localizada na data dos epitáfios das cações obreiras, idealismos, motores, chaminé de fá-
suas carneiras. bricas, sangue, velocidade, sonho, na nossa Arte! .E
Aos nossos olhos riscados pela velocidade dos bondes que o rufo de um automóvel, nos trilhos de dois ver-
elétricos. e dos aviões, choca a visão das múmias· eter- sos, espante da poesia o último deus homérico, que
nizadas pela arte dos ·embalsamadores. Cultivar o hele- ficQu, anacronicamente, a dormir e sonhar, na era do
nismo como força dinâmica de uma poética do· século .rjazz-band» e do cinema, com a flauta dos pastores
é colo~ar o corpo ·seco, enrolado em bendas (sic), de da Arcádia e os seios _divirtas de Helena!
um Ramsés ou de um Annésis, a governar uma repú-
blica democrática, onde há fraudes eleitorais e greves •••
anarquistas.
Aos discóbulos de Sparta, opomos friedenreich e Car- No século das descobertas, que foi o. pasSado, o gêp,io
pentier. À derrocada de lllion, a resistência de Verdun insone das reformas trabalhava na obi'a de Cézanne,
ou uma batalha de quemalistas. Às princésas de ba- Rodin, Rimbaud e Wagner. No ·séculO da construção
ladas dos castelos roqueiros, preferimos a datilógrafa e aproveitamento dessas descobertas, encartamo-nos no
garota. Não queremos fantasmas I Estamos num tempo formidável movimento de fixação basilar de uma nova
de realidades e violências. estética, no qual seremos, futuramente, os neoclássi-
cos. O exotismo torturado dos .obreiros da nossa di-
••• retriz artístiCa não é mais que a poeira de ouro de
uma gránde nebulosa que dará à luz um novo mundo.
A nossa estética é de reação. Como tal, é guerreira. Não vos espante o dadaísmo, o tatilismo, o cubismo,
O termo futUrista, com que erradamente -a etiquetaram,. o futurismo, o bolchevismo, o erostrastismo: são ingre-
aceitamo-lo porque era um cartel de desafio. Na geleira dientes mágicos e efêmeros da alquimia ,tlumana, pre-
de mármore de Carrara do parnasianismo dominante, parando o novo molde mental sobre o qual se repe-
a ponta agressiva dessa proa verbal estilhaçava como tirão, secularmente, os futuros acadêmicos, os deca-
.. um aríete. Não somos, nem nunca fomos duturistas:ro. dentes. e os passadistas. Nós so_mos o IAlfa do novo
Eu, pessoalmente, abomino o dogmatismo e- a liturgia ciclo. Queremos esfarelar apenas os últimos destroços
da- escola de Marinetti. Seu chefe é, para nós, um do Omega do ciclo morto, para desenvolvermos a

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precursor iiUmihado, que veneramos como um general autonomia vibrante da nossa maneira de ser no tempo
da grande batalha da Reforma, que alarga seu dronb e no espaço.
~I ehi todo o mundo. No Brasil não há, porém, razão
lógica· e social para o futurismo ortodoxo, porque o
prestígiO do seu passado não é de molde a tolher a
liberdade da sua maneira de ser futura. Demais, ao Que é a nossa arte?
nosso individualismo estético, repugna a jaula de uma Senhoras, chorai a morte da mulher .rleitmotiV> das
escola. Procuramos, cada um,. atuar de acordo com jeremiadas líricas.
nosso temperamento, dentro da mais arrojada sin- Até ontem, poetas cabeludos, falsos como brilhantes
ceridade. pingo-dágua, só descant.avam ELA. Ela era ·o que Ma-
O que nos agrega não é uma força centrípeta de rinetti chamava a mulher fatal. Para _eles - idiotas!
identidade técnica ou artística. As diversidades das - não havia automóveis, corsos, sapateiros martelan-
nossas maneiras as verificareis na complexidade das do solas, mini.stros vendendo pátrias a varejo no balcão
formas por nós praticadas. O que nos agrupa é a internacional de conferências e tribunais de ·arbitragem.
idéia geral de libertação contra o faquirismo estag- Ela era omniinônada. Fazia carn!voros pensantes ·deg..
nado e contemplativo, que anula a capacidade criadota
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pencarem do viaduto di:> Chá em doopings> impre- E a mulher? Fora a mulher-fetiche, a mulher-cocalna,
vistos. Cismavam debaixo ·das salgueiros, em Qutonos a mulher-monomania, l' eternelle Madame.l
preparados pelos jardineiros do Sr. Firmiano Pinto. Queremos uma Eva ativa, bela, prática, útil no lar e
Picavam· o braço com injeções de cocaína, que as na rua, dançando o tango e datilografando uma conta
faziam granar uns olhõ'es românticos e coruscantes correntej aplaudindo uma noitada futurista e vaiando
como dois faróis de cvoiturettes>. os tremelicantes e · ridiculos poetaços de frases inçadas
E choravam, choravam guedelhudos, inúteis, parvos, de termos raros como o porca:..espinho de cerdas.
inatuais, necessitados de Institutos disciplinares a ablu- Morra a· mulher tuberculosa lírica! No acampamento
ções de água de colônia .•. da nossa civilização pragmatista, a mulher é ·colabo-
Quando o recheio das empadinhas poéticas, qUe são· radora inteligente e solerte da batalha diutu·rna, e voa
os sonetos, não era um rabo de saia, lá vinham, fa- no aeroplano, que reafirma a vitória brasileira de San-
tal~ente, guizados com . acepipes verbais parnasianos, tos Dumont, e cria o me.cãnico de amanhã, que desco-
os truculentos deuses de Homero. ELA ou Júpiter. A brirá o aparelho destinado à conquista dos astros I
p9esia cifrava-se rtesse dilema: Elvira ou o Olimpo.
E - enquanto a engenharia moderna fazia cócegas •••
nas estrelas ccim a unha de aço dos pára-raios dos
arranha-céus, e na pauta dos fios telefônicos a sinto- · Só isso? Não. Não nos limitamos somente a banir
nia dos telégrafos orquestrava revOluções bolchevistas, da gaiola das rimas o fetiche <femina>, nem á recha-
trucidAções de armênios, a descoberta de novos tipos çar para a montanha a tropa otímpica dos deuses.
:::· Queremos libertar a poesia do presidia canoro das
de hélices, - eles, com os olhos cravados na Grécia
caricatllral do rei Constantino, caritavam as estroinices fórmulas acadêmicas, dar el'asticidade e amplitude aos
de Vêhus, a saturnal sórdida dos deuses, precursores processos técnicos, para que a idéia se transubstancie,
obscen(>s do Maxim's e do· Apollo, onde até ontem sintética e livre, na carne fresca do Verbó, sem deitá-
zuniam roletas! la, antes, no leito de Procusto dos tratados de ver-
júpitér' poderá entrar na nossa Arte, mas não o ad- sificação. Queremos exprimir nossa mais livre espon-
mitiremos nu, inatual, · cabeludo, como o aceitam os taneidade dentro da mais espontânea liberdade. Ser,
parnasianos. Não queremos saber de escândalos, nem como somos, sinceros, sem artificialismos, sem contor-
de ter que ajustar contas com a p·olfcia. O pai dos cionismos, sem escolas. Sonorizar no ritmo original e
deuses, para transitar nas nossas ruas, é mister que profundo tudo o que reboe nas nossas almas de sino,
vá, antes, ao barbeiro, vista ufna sóbria sobrecasaca, cnrrilhonando as aleluias das nossas intimas páscoas,
deixe em casa o perigoso revólver olímpico, que era dobrando a angí1stia dos nossos lutos.
a caixinha dos raios, e, burguês e pacifico, tal qual Dar à prosa e ao verso o que ainda lhes falta entre
o pintou André . O ide, se anule na vida comum, . na nós: ·ossos, múscu!Qs, nervos. Podar, com a coragem
tragédia comum dos outros homens. de um jeca que desbal5ta à foice uma· .Capoeira, a
Basta de se exaltar artimanhas de Ulisses, num <selva áspera e forte» da adjeti.vação. frondosa, far-
século em que o conto do vigário atingiu a perfeição falhuda, incompatível com um século de economia, onde
da obra-prima. Basta de se descrever as correrias o minuto é ouro. Matar Verlaine, esse desalentado
dos sátiros caprinos atrás ..das ninfas Ievipedes e es- Wilde, esse psicopata Zola, esse açogueiro Farrére,
guias: a Babilônia paulistá está cheia de faunos ur- esse Ohnet de casaca, Oeraldy, esse almofadinha ...
banos e as ninfas modernas dançam maxixe ao som Nada de postiço, meloso, artificial, arrevezado, pre-
do cjazn, sem temer mais egipãs da República ... cioso: queremos escrever com- sangue - que é huma-
Morra a Héladel Organizaremos um zé-pereira cana- nidade; com eletricidade - que é. movimento, expres-
lha- para dar uma vaia definitiva e formidável nos são dinâmica do século; violência - que é energia
deuses do· Parnasol bandeirante.

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Assim nascerá uma arte genuinamente brasileira, filha Tudo isso - e o automóvel, os fios elétrico_s, as usi-
do céu e da terra, do Homem e do mistério. nas, os aeroplanos, a arte - tudo isso forma os nos-
sos elementos da estética moderna, fragmentos de pe-
Neste palco, há mese~, quem tinha . uma casaca para dra com que construiremos, dia a dia, a- Babel do
se sentar· num poltrona, ou 20$000 para se encara- nosso· Sonho, no nosso desespero de ·exilados de Um
pitar nas torrinhas, assistiu a esta coisa inaudita: céu que fulge lá em cima, para o qual galgamos na
quarto ato de Mefistófeles de Baita. Fausto e Mefisto ânsia devoradora de tocar com as mãos as· estrelas.
vão ao. Olimpo à ·procura de D. Helena, uma senhora
bonita e desonesta:, que fugiu de Menelau, seu pre- (In O curupira e o car6o. Slo Paulo,
destinado marid!), e fez Cassandra dizer profecias, Editorial Héllos Limitada, 1927.)
Ulisses inventar o Cavalo de Tróia, Enéias fugir com
o velho Anquisses para o Lácio. - Aos requebros
da batuta de Marinuzzi apareceram em cena os deu- NOTAS
ses da Grécia! Quem ·eram? Júpiter, Marte, Mercúrio,
Vulcano, Plutão, Netuno ... Claro que, no palco, .eram O artigo de Menotti, acima, vem precedido das se-
comparsas, gigantes latagões italianos, de pernas fel- guintes observações: <~:Na famosa Semana de· Arte Mo-
!~ pudas, gestos de pantomima. derna, realizada no Teatro Municipal de· São Paulo,
t~ Na cabeça, por coroas reais, tinham pedaços de lata. por um grupo de 4novos', entãO denominados _1jutu-
~ O ouro de suas túnicas de ganga era feito com ristas', na noite' de 17 de fevereiro de '1922, Menotti
1:;
~;
papel pintado: O espadagão de Marte era de estanho. del Picchia, 'liderandO' a ·segunda noitada, Pronunciou
~ Os raios de Zeus, de ferro batido ... a conferên-cia abaixo.
Pois bem, essa ridícula comparsaria gaiata lembrou- As dUas outras conferências 'liders' do movimento fi-
me todo o parnasianismo, com seus heróis de papelão, caram a carlJO de Graça . Aranha- e Ronpld de Car-
' valho. Como eSse trabalho inaugurou, por cOnter ima-
~:~1 com seus deuses de fancaria, com seus menestréis
de gravura. nentes as idéias centrais, o movimento çiljo esplrit'o
Hoje que, em Rio Preto, o «cow-boy~ nacional n~pro­ se encerra neste livro, essa conferência 'tem o valor
duz, no seu cavalo chita, a epopéia eqüestre dos Ro- documental de demonstrar a unidade e· a contínuidade
landos furibundos; que o industrial de visão aquilina da orientação 'verdamarela'"·
amontoa milhões mais vistosos do que os. de Creso;
que Edu Chaves reproduz com audácia paulista o so-
nho de Icaro, por que não atualizamos nossa arte,
cantando essas lliadas brasileiras? Por que preferimos
u~a Atenas cujos destroços de Acrópole já estão pon-
tilh.ados de balas de metralhadoras?
Não! Paremos diante da tragédia hodierna. A cidade
tentacular radica seus gânglios numa área territorial
que abriga 600.000 almas. Há na angústia e na glória
da sua luta odisséias mais formidáveis que as que
cantou o aedo cego: a do operário reivindicando seus
direitos;. a. do burguês defendendo sua arca; a dos
funcionários deslizando nos trilh0s dos regulamentos;
a do industrial combatendo o combate. da concorrên·
cia; a do aristocrata exibindo o seu fausto; a do
polftico assegurando a sua escalada; a da mulher que-
brando as algemas da sua escravidão secular nos gi-
neceus eventrados pelas idéias libertárias post-bellum ...

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