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ÉTICA E COMPLIANCE

GUSTAVO PUPPI
Engenheiro Naval
Especialista em Gestão Pública em Governo Local
Especialista Engenharia Sanitária e Ambiental
Segundo Tenente Fuzileiro Naval
.

Engenheiro Especialista da COMLURB (25 anos)

Membro do programa desenvolvimento de Gestores da PCRJ


(Líderes Cariocas) de 2012 a 2016.

Colaborador da FJG nas áreas de: Ética, Compliance,


Ferramentas de Gestão, Liderança, Tomada de decisão, entre
outros.

http://percolado.blogspot.com/
GUSTAVO PUPPI
Profissional em Compliance Anticorrupção "CPC-A" certificado pela LEC Certification Board
Certificado em Regulatory Compliance pela University of Pennsylvania através da plataforma Coursera.
Objetivos do Módulo “Ética e Compliance”

1. Refletir sobre os conceitos de Ética e conformidade (Compliance)


2. Assegurar que as atividades executadas pelas gerências cumpram
as imposições da área responsável da empresa seguindo os padrões
de exigências éticas da administração pública;
3. Identificar e lidar com as mais variadas situações de assédio moral,
caso ocorram no ambiente de trabalho.
1. Ética
ÉTICA E COMPLIANCE
2. Moral
3. O Público e o Privado
4. Compliance
5. Legislação
6. Integridade Carioca
7. Lei das Estatais
8. Compliance Digital
9. Conformidade de Gestão
10.Assédio
ÉTICA E COMPLIANCE
Capítulo I

Ética
Preocupação ética
Vem crescendo no nosso dia a dia uma forte
preocupação com o que é

certo ou errado,

digno ou indigno,

honesto ou desonesto,
principalmente na relação entre público e
privado no exercício de funções públicas

https://br.blastingnews.com/sociedade-opiniao/2016/11/a-preocupacao-com-a-etica-e-a-moral-
nos-dias-atuais-001229971.html
Ethos como morada
A palavra “ética” é proveniente do grego “ethos”, que significa,
literalmente, “morada”, “habitat”, “refúgio”, ou seja, o lugar onde
as pessoas habitam.

O ethos é a morada humana construída com conhecimento


acumulado há muitas gerações, fruto da experiência pessoal
e coletiva refletidas racionalmente.

Algo próprio de todo ser humano que constrói seu bem estar
de forma racional, não instintiva como os demais animais
Ethos como caráter
O termo “ethos” também se refere a “modo de ser”,
“caráter”, “índole”, “natureza”.

Conjunto de valores que orientam o comportamento do


homem em relação aos outros homens na sociedade em que
vive como forma de garantir o “bem-estar social”.

Investiga e explica as normas morais, pois leva o homem


a agir não só por tradição, educação ou hábito, mas
principalmente por convicção e inteligência.
“Quando em Roma, faça como os romanos”
Cada grupo organizado que pertencemos tem um conjunto de

normas e valores consolidados por uma tradição, educação ou

hábito, que visam guiar a conduta dos seus membros.

O problema é que existem diferentes normas e valores fruto de

diferentes tradições. Como saber qual o modo certo de agir se há

tantas tradições diferentes?


Valores são relativos?

UNIVERSALISMO PLURALISMO RELATIVISMO


A ética como própria da natureza humana
O ser humano necessita participar de uma sociedade para se
realizar como indivíduo.

Somos dotados de razão, ou seja, temos a liberdade de escolher


entre opções de forma consciente.

A melhor opção será aquela que melhor conduzir felicidade, ou


seja, da realização das potencialidades do indivíduo vivendo em Aristóteles viveu no século IV
a. C. na Grécia e foi discípulo
sociedade. de Platão.
A ética como própria da natureza humana
A felicidade está na sabedoria, ou seja, agir racionalmente do
modo certo na situação adequada.

Agir racionalmente implica discernimento e lucidez, que são os


maiores bens que as pessoas deveriam buscar.

A pessoa mais feliz, mais realizada, é a pessoa mais virtuosa, que


Aristóteles viveu no século IV
mostra na prática uma forma sábia de viver, com discernimento e a. C. na Grécia e foi discípulo
lucidez, e não a rica, mais alegre ou famosa. de Platão.
A ética como própria da natureza humana
Em geral, o modo correto de agir é o que evita extremos, por
exemplo, o virtuoso não é nem o covarde, que tem medo excessivo de
se expor, nem o temerário, que se expõe demais, mas o corajoso, que
enfrenta o perigo de forma ativa, mas com prudência.

A sabedoria está em encontrar a justa medida para cada ação, de


modo a se poder avaliar que aquela foi eticamente correta.
Aristóteles viveu no século IV a.
C. na Grécia e foi discípulo de
Platão.
Fazer o que deve ser feito
A melhor ação é aquela movida exclusivamente por uma boa intenção
com a livre consciência do que deve ser feito, agir com base no
dever

O indivíduo só é livre para fazer o que deve ser feito quando não se
submete a nenhuma condição externa à sua própria vontade.

Para Kant, agir eticamente é agir por dever e seu motivo é a


Immanuel Kant foi um filósofo de
realização do bem geral e não da vantagem de um indivíduo ou de língua alemã que viveu no século
XVIII
um grupo particular.
Liberdade para fazer o certo
Uma ação é eticamente correta quando existe a vontade livre de agir
conforme o que manda a consciência incondicionalmente, e não permitir
que nada além daquilo que sabemos ser racionalmente correto interfira
em nossa conduta.

Assim, quando mentimos sabemos que isso é eticamente errado, mas o


fazemos porque somos movidos por algum impulso que se sobrepõe à
razão, como o medo ou o desejo de levar alguma vantagem. Nossa ação
nesse caso não foi livre, porque não fomos capazes de fazer o que Immanuel Kant foi um filósofo de
língua alemã que viveu no século
sabíamos ser certo.
XVIII
Imperativo Categórico
Para se avaliar se uma ação é correta devemos usar o critério de
imaginar se sua ação seria boa se todos a praticassem.

Critério chamado de "imperativo categórico", pois se tratava de um


mandamento (imperativo) e que deveria ser obedecido de forma
incondicional (de forma categórica e não hipotética, como se
dependesse de alguma condição).

"Aja de modo tal que a regra específica da sua ação concreta


possa ser tomada como lei universal para todos“
Consequências da ação
Uma conduta só pode ser avaliada como boa se sua consequência fizer
bem ao maior número possível de pessoas e mal ao menor número
possível.

Cada indivíduo deve agir não conforme seu próprio prazer pessoal, mas
levando em conta a felicidade do maior número.
Stuart Mill foi um filósofo
inglês do século XIX,

Nenhum indivíduo pode ser feliz se a coletividade da qual ele faz parte é
infeliz, ou seja, o bem comum é condição para a plenitude do bem
individual.
Ação Ética
O indivíduo que age livremente
conforme sua vontade de fazer o que
deve ser feito em prol do bem geral,
beneficiando o maior número possível
de indivíduos, tomando suas decisões
com discernimento, lucidez e sem
extremos estará agindo eticamente.
ÉTICA E COMPLIANCE
Capítulo II

Moral
Mores
Moral tem sua origem no latim, que vem de “mores”, significando
costumes.

A moral é a conduta baseada em somente em


tradição, educação ou hábito, sem levar em
consideração sua justificativa racional, representa um
conjunto de regras, proibições e tabus que são cultivados ou
impostos pela política, costumes sociais, religiões ou
ideologias.

https://www.estudopratico.com.br/qual-diferenca-entre-etica-e-moral/
https://www.stoodi.com.br/blog/2016/07/08/qual-diferenca-entre-etica-e-moral/
https://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/patologia/ANTONIOCARLOSALESSI/etica_e_moral.pdf
“Explica, mas não justifica”
A Ética indica com a justificação racional o modo como as
pessoas devem agir e não busca explicar como as pessoas
de fato agem ou de como as coisas acontecem
frequentemente.

Ética se refere ao tipo de conduta racionalmente


justificável que se espera de um conjunto de indivíduos.

Uma conduta que pode coincidir ou não com a moral de fato


vigente entre a maioria das pessoas que pertencem a essa
categoria, ou seja, com o modo pelo qual, de fato, se
comportam as pessoas.
A ética é o controle de qualidade da moral.
Ética implica em reflexão teórica sobre
moral e revisões racionais e críticas sobre a
validade da conduta humana, sendo o estudo
geral do que é bom ou mau, correto ou
incorreto, justo ou injusto, adequado ou
inadequado, independentemente das
práticas culturais.
Conduta eticamente aceitável
É irracional agir contrariamente ao que se
Coerência afirmou anteriormente ser a conduta certa.

Se tomo meu ato como uma exceção, que eu


Universalização não concordaria que fosse repetido por outras
pessoas, então tenho aqui um claro sinal de que
se trata de um ato injustificável.
Coerência e Universalização
Conflito de valores
O julgamento ético através dos princípios da Coerência e da
Universalização nem sempre permite uma conclusão clara
sobre a correção da conduta quando existe um conflito de
valores.

Nesses casos, devemos julgar qual a melhor maneira de agir


hierarquizando os valores envolvidos no conflito,
combinando a avaliação ética com valores e normas presentes
na Política e no Direito.
Ética, Política e Direito
Tanto a Ética, a Política e o Direito dizem respeito ao que
é considerado um bem.

Política, em relação a Ética, pode ser entendida como a


ação de uma coletividade em vista de um fim que não
pode ser alcançado por um único indivíduo.

Direito, em relação a Ética, é o conjunto de normas e leis


positivas vigentes num país, que têm força coercitiva e
que garante que os indivíduos possam agir conjuntamente.
Segundo o prefeito da cidade de Tuchín:

"Se impusermos uma sanção econômica, a


grande maioria não terá como pagá-la, mas se
recorrermos a essas práticas típicas de sua
cultura, as estamos fazendo com que
cumpram as leis e mantenham vivas suas
tradições”

O "castigo" não era aplicado há anos, mas está


previsto em lei e faz parte da tradição do povo
indígena Zenú, povo originário da região.

https://odia.ig.com.br/mundo-e-ciencia/2020/04/5896746-meia-hora-com-os-pes-amarrados-em-praca-publica--o--castigo--a-quem-furar-a-quarentena-na-colombia.html
ÉTICA E COMPLIANCE
Capítulo III

O Público e o Privado
O Estado Moderno
Feudo Medieval Estado Moderno

• associações • instituições
pessoais familiares impessoais e
• guiadas pela especializadas
tradição • regidas por
padrões de
racionalidade.
Absolutismo Monárquico
Junto com a centralização do poder político em torno

do soberano absoluto, o Estado Moderno criou uma

estrutura política e jurídica formal e um conjunto das

instituições destinada a administrar a vida pública,

possibilitando a consecução de objetivos não só sociais e

políticos (segurança e resolução de conflitos), mas

também econômicos.
Democracia Moderna
Absolutismo Democracia moderna
monárquico

• império das • império da lei


pessoas • vontade popular.
• centralização do • participação do
poder político cidadão
• Privado • Público
Patrimonialismo
O Estado privatizado em benefício dos mais
poderosos.

O poder do Estado está na mão de


determinadas pessoas, que se servem dos
recursos públicos como se fossem sua
propriedade privada e exercem o poder não
com base na lei, mas no próprio interesse de
grupos dominantes.
Clientelismo
verbas, lotes,
licenças,
votos e suporte em
contratos,
períodos eleitorais.
empregos, funções
no Estado

Modo de relacionamento entre o poderoso e os que dele dependem, os seus clientes.


Relações clientelistas se mantêm na troca de favores entre o político e os que o
apoiam.

Trata-se de um fenômeno de personalização do poder, ou seja, o Estado é tomado


como parte do patrimônio pessoal do político e não como coisa pública, um caso de
confusão entre a esfera pública e a esfera privada.
Corrupção
Falta de separação entre a esfera pública e a privada.

ESFERA PÚBLICA ESFERA PRIVADA

• funcionário público age de modo • é a promessa, oferecimento,


diferente da lei ou adultera as pagamento ou autorização de
características originais de algo, pagamento ou qualquer coisa de
tomando os recursos do Estado valor a funcionário público, direta
como se fossem seus ou do ou indiretamente com a
grupo ao qual está ligado. finalidade de obter ou manter
negócios, garantir uma vantagem
indevida ou obter favorecimentos
Índice de Percepção da Corrupção
Países em que se opera regimes

autoritários, em que não há


transparência dos dados públicos e
controle social, os níveis de corrupção
são mais perceptíveis

Se comparado aos índices globais de


desenvolvimento humano, os países
cuja corrupção é menos perceptível,
possuem maior IDH.

https://ipc2018.transparenciainternacional.org.br
/
Código Penal
DECRETO-LEI Nº 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940.

TÍTULO XI - DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

CAPÍTULO I - Dos crimes praticados por funcionário público contra A


administração em geral

Corrupção passiva: Artigo 317, Código Penal: “Solicitar ou receber, para


si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes
de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de
tal vantagem”. Pena de 02 a 12 anos e multa

CAPÍTULO II - Dos crimes praticados por particular contra A administração em


geral

Corrupção Ativa: Artigo 333, Código Penal: “Oferecer ou prometer


vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir
ou retardar ato de ofício”. Pena de 02 a 12 anos e multa
Peculato
TÍTULO XI - DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA

CAPÍTULO I - Dos Crimes Praticados Por Funcionário Público Contra


A Administração Em Geral

Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público


de dinheiro, valor ou qualquer outro bem
móvel, público ou particular, de que tem a
posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em
proveito próprio ou alheio:

Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.

https://www.politize.com.br/peculato-o-que-e/
Nepotismo - favoritismo em relação a parentes
Patronagem
Favoritismo em que a pessoa é selecionada,
independentemente de suas qualificações, mérito ou
direito, a um emprego ou benefício, devido a afiliações
ou conexões.

Mecanismo de troca particularista entre patrões, que


Instrumento de recompensa a redes
oferecem recursos públicos ou o acesso a eles, e
de apoiadores e como estratégia
redes de clientes, que em troca têm a oferecer sua para a formação e manutenção de
coalizões.
militância ou, ao menos, seu voto.

https://percolado.blogspot.com/2018/11/o-fenomeno-da-patronagem-partidaria.html
Define-se por oferecer, prometer, dar, aceitar ou solicitar vantagem como
Suborno forma de induzir uma ação, que é ilegal, antiética ou uma quebra de
confiança por deixar de agir. Pode ser uma vantagem indevida, financeira ou
em espécie, que pode ser paga diretamente ou através de intermediários.

Propinas são subornos realizados para um cliente depois que uma empresa recebeu um
Propinas contrato. Eles ocorrem nos departamentos de compras, contratação ou outros
responsáveis por decisões de concessão de contratos

Tratam-se de pagamentos normalmente pequenos feitos para garantir ou acelerar o


Pagamentos de
desempenho de uma rotina ou ação necessária a que o pagador tem direito, legalmente
facilitação ou não.

Doações políticas e
beneficentes, patrocínio, Essas são atividades legítimas para entidades, mas pode haver abuso por serem usadas
viagens e despesas como subterfúgio para o suborno.
promocionais

http://ibdee.org.br/wp-content/uploads/2016/02/Guia-de-Avaliac%CC%A7a%CC%83o-de-Risco-de-Corrupc%CC%A7a%CC%83o.pdf
Conluio é um ajuste ou combinação maliciosa ajustada entre duas ou
Conluio mais pessoas, com o objetivo de enganarem uma terceira pessoa, ou
de se furtarem ao cumprimento da lei

A forma como concorrentes conspiram para elevar preços efetivamente em situações em que os
Manipulação de compradores adquirem bens e serviços aliciando as propostas concorrentes. Essencialmente, os
propostas concorrentes acordam antecipadamente sobre quem enviará a proposta vencedora para um contrato
estabelecido através do processo de licitação competitiva.

Acordo secreto ou conluio entre empresas para cometer ações ilícitas ou fraude. Normalmente, os
Cartéis cartéis envolvem fixação de preço, compartilhamento de informações ou manipulação de mercado
através de definição de cotas de produção e fornecimento.

Acordo entre concorrentes para elevar, fixar ou manter o preço de venda de bens e serviços. Não é
necessário que os concorrentes concordem em cobrar exatamente o mesmo preço nem que todos os
Fixação de preços concorrentes de uma determinada indústria juntem-se ao conluio. A fixação de preços pode assumir várias
formas e qualquer acordo que restrinja a concorrência de preços pode violar as leis de concorrência
aplicáveis.

http://ibdee.org.br/wp-content/uploads/2016/02/Guia-de-Avaliac%CC%A7a%CC%83o-de-Risco-de-Corrupc%CC%A7a%CC%83o.pdf
Outras praticas indevidas

Um conflito de interesses ocorre quando uma pessoa ou entidade com uma obrigação
Conflito de com a empresa tem um interesse, obrigação ou compromisso conflitante. A existência
interesses de um conflito de interesses não caracteriza, por si só, corrupção, mas ela pode surgir
quando um diretor, funcionário ou terceira parte contratada violar sua
obrigação com a entidade, agindo em favor de outros interesses.

Trata-se de corrupção ligada ao movimento de funcionários de alto nível de


cargos do setor público para cargos do setor privado e vice-versa. As principais
Porta giratória preocupações são relativas à forma como a prática de uma empresa pode comprometer
a imparcialidade e integridade do cargo público. Para empresas, pode haver riscos ao
discutir ou prometer emprego futuro para funcionários públicos ou usar antigos
funcionários públicos como membros de conselho, funcionários e consultores.

http://ibdee.org.br/wp-content/uploads/2016/02/Guia-de-Avaliac%CC%A7a%CC%83o-de-Risco-de-Corrupc%CC%A7a%CC%83o.pdf
Outras praticas indevidas

Agenciamento de Trata-se do agenciamento de informações corporativas confidenciais obtidas através de


informação ilegal métodos ilegais.

Uso de informações Transação de títulos feita quando a pessoa por trás da negociação tem conhecimento de
informações substanciais não públicas e está, então, violando sua obrigação de manter
privilegiadas
confidencialidade de tal conhecimento.

Não pagamento de imposto para o governo de uma jurisdição onde o referido imposto é
Evasão fiscal devido por pessoa, empresa ou fundo fiduciário que deve ser contribuinte naquela
jurisdição.

http://ibdee.org.br/wp-content/uploads/2016/02/Guia-de-Avaliac%CC%A7a%CC%83o-de-Risco-de-Corrupc%CC%A7a%CC%83o.pdf
ÉTICA E COMPLIANCE
Capítulo IV

Compliance
Compliance x Ética
O termo compliance tem origem no verbo em inglês to

comply, que significa agir de acordo com uma regra.

Compliance pode ser entendido como os esforços adotados

para garantir o cumprimento das exigências legais e

regulamentadoras de uma determinada atividade

empresarial, observando os princípios da ética, da

transparência e da integridade corporativa.


Foreign Corrupt Practices Act – FCPA

O conceito empresarial de compliance se solidifica com o

advento da lei norte-americana Foreign Corrupt Practices

Act – FCPA (Lei sobre Práticas de Corrupção no Exterior),

promulgada em 1977, com o objetivo de combater as

práticas de corrupção de empresas Norte Americanas fora

dos Estados Unidos.


Compliance na Administração Pública
Dimensão Conformidade:

A Instituição está respeitando normas e


regulamentos?

Dimensão Integridade:

Há garantias da lisura no exercício da atividade


pública?

Dimensão Governança:

Os Gestores adotam boas praticas da


Administração Pública?
Compliance

Processos e atividades desenvolvidos para


prevenir, detectar e corrigir a ocorrência de
falhas na conformidade legal, na integridade
dos empregados ou na governança corporativa,
que venham a ter impacto negativo no
cumprimento dos objetivos da organização
Programa de Compliance
 Criar uma cultura que encoraje uma conduta ética e aderência ao compliance;

 Identificar os riscos do mercado e os riscos específicos relacionados ao negócio da empresa;

 Prevenir e detectar condutas ilícitas existentes ou potenciais;

 Ajudar os colaboradores a cumprir a legislação, o código de ética e políticas internas através

de regras claras, divulgadas e acessíveis, tais como intranet e sistemas de aprovação, e de

controles legais e contábeis fortalecidos; e

 Proteger a empresa em caso de falhas no programa de compliance, o que poderá servir como

evidência para redução de multas

https://www.allianceforintegrity.org/wAssets/docs/publications/Own-Publications/20161215_Compliance-Handbook-Brazil.pdf
Pilares de um programa de Compliance
1. Suporte da alta administração
2. Avaliação de riscos
3. Código de conduta e políticas de compliance
4. Controles internos
5. Treinamento e comunicação
6. Canais de denúncia
7. Investigações internas
8. Investigações externas - Due diligence
9. Auditoria e monitoramento

https://lec.com.br/blog/os-9-pilares-de-um-programa-de-compliance/
Suporte da Alta Administração
Tone at the top

Os diretores da empresa devem apoiar e se


envolver no planejamento e na execução das ações.

É preciso contar com um profissional especializado


em compliance, próximo ou integrante da Alta
Administração, que será o responsável pela
implantação de todo o projeto.
Avaliação de Riscos (Risk Assessment)
A avaliação de riscos se faz necessária para identificar os riscos os
quais a empresa está exposta, bem como quais locais são mais
suscetíveis à violação de leis e necessitam de melhorias em seus
sistemas de controle.

A avaliação de riscos tem como objetivo identificar:

 As atividades e setores que estão expostos a riscos de violação


de leis e das normas internas da empresa;
 A probabilidade de ocorrência de cada risco; e
 O impacto financeiro e de reputação de cada ocorrência.
Gestão de Riscos (Risk Management)
Gestão de riscos é a identificação e a mensuração ameaças aos valores de uma
organização, sejam estes econômicos, de reputação, legais ou regulatórios,
mercadológicos ou operacionais, com a finalidade de definir qual a estratégia
será utilizada pela companhia para lidar com cada uma das ameaças

A partir dos riscos detectados e suas origens, a Gestão de Riscos tem a


finalidade de:

 Adequar a companhia aos seus riscos;


 Atualização das normas internas da empresa (políticas, procedimentos,
código de conduta);
 Ajustar os controles internos para mitigar os riscos;
 Fortalecer a comunicação e os treinamentos;
 Propor modificações em processos operacionais, etc.
Código de Conduta
É a principal norma interna da empresa.

O Código de Conduta visa não apenas para manter a conformidade


com as leis, como também garantir uma cultura de integridade e
valorização de comportamentos éticos como forma de auxiliar
na mitigação dos riscos de compliance.

O Código é de Conduta e não de ética, pois é mais importante


orientar e reforçar a manifestação do indivíduo visando uma sua
conduta íntegra na Companhia, e não somente descrever no
documento os valores morais e ideais do comportamento humano
na sociedade.
Políticas e Procedimentos Internos
Estabelece procedimentos de due diligences para contratação de consultores e ex-
Anticorrupção
funcionários de fornecedores.
Responsabiliza o empregado pelo reporte tempestivo e o que deve ser reportado e o que
Conflitos de interesses
deve ser aprovado.
Viagens, presentes e
Definem os parâmetros de custo, frequência, razoabilidade cultural e social e os processos
entretenimento;
de aprovação para dúvidas e exceções
doações e patrocínios
Assegura a confidencialidade e proteção contra retaliação e determina a obrigação de
Canal de denúncias e
reporte; Determina o dever de investigar quando houver reporte e assegura a
investigações internas;
independência da investigação;
Detalha e complementa a política de conflito de interesses focada em um determinado
Uso de informação
grupo de empregados de escalão mais alto e/ou que possuam conhecimento de
privilegiada
informações estratégicas.
Proíbe tais práticas dentro da empresa; Estabelece sanções;
Discriminação e assédio
Assegura o reporte, inclusive anônimo; e Assegura a proteção contra retaliação.
Proíbe a prática de cartel, favorecimentos e direcionamento de editais (públicos e
Competição leal
privados).
Controles Internos
Mecanismos de controle verificam se as transações estão sendo
feitas de forma correta e de acordo com as normas internas para
assegurar que os riscos sejam minimizados.

Controles preventivos
Previnem a ocorrência da irregularidade, ou ainda reduzem a
ocorrência atuando sobre suas causas
Controles internos necessitam de
sistema para guarda e arquivo
Controles detectivos
dos documentos que suportam
Identificam a ocorrência da irregularidade e conduzem à ação as transações realizadas pela
corretiva, independentemente da causa. empresa.
Comunicação e Treinamento
Canais de Denúncias
Os canais de denúncia são as formas de comunicação à
disposição dos colaboradores para que possam alertar sobre
violações ao Código de conduta, políticas e
procedimentos.

Os canais de denúncias são peças-chave para monitoramento do


programa de compliance, bem como para auxiliar na prevenção e
detecção de condutas impróprias.

Além disso, é importante que a empresa possua um canal de


relacionamento que possa ser utilizado para dúvidas e
orientações sobre suas normas internas e eventuais situações
de conflito.
Investigações Internas
Após a implementação do canais de denúncias a
empresa consegue ficar ciente de diversas situações
que podem por em risco a empresa e questionar a
efetividade do programa de compliance.

É importante investigar toda e qualquer informação


que é transmitida pelos canais de denúncias a fim de
constatar a sua veracidade, tomar as providências
necessárias, promover correções dos processos e,
conforme o caso, aplicar sanções disciplinares.
Investigações Internas

• Auditoria interna
• Auditoria externa
• Entrevistas de desligamento
• Questões judiciais
• Investigações do governo
• Notícias publicadas na mídia
Investigação Externa – Due Diligence
É importante avaliar o histórico de fornecedores, representantes,
distribuidores, consultores, patrocínios e outros parceiros antes de se
estabelecer uma relação contratual.

Ao conduzir uma due diligence nos seus terceiros, a empresa reduz o


risco de conduta indevida dos empregados que irão se relacionar
institucionalmente com os contratados. Também é uma forma de
reduzir o risco de problemas contratuais e exposição a problemas em
sua reputação.

A due diligence pode ser utilizada como uma forma de monitoramento do


fornecedor e deve ser realizada periodicamente e não apenas no
momento de contratação
Auditoria e Monitoramento
Um programa de compliance robusto possui um plano de auditoria e
monitoramento contínuo para:

 Verificar a capacidade e a efetividade de seus controles internos e


procedimentos,
 Verificar o comprometimento das pessoas com as normas
 Possibilitar a identificação de pontos falhos que possam expor a
empresa.
 Aperfeiçoamento dos procedimentos internos.
 Resposta rápida a novos riscos aos quais a empresa tenha se tornado
exposta.

A auditoria do programa de compliance deverá ser conduzida por auditores


treinados e experientes, capazes de confrontar a realidade com os padrões
estabelecidos nas políticas e normas internas, visando melhorar os
procedimentos e controles existentes, ainda que não sejam identificados
desvios de conformidade
ÉTICA E COMPLIANCE
Capítulo V

Legislação
Código Penal
DECRETO-LEI Nº 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940.

TÍTULO XI - DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

CAPÍTULO I - Dos crimes praticados por funcionário público contra A


administração em geral

Corrupção passiva: Artigo 317, Código Penal: “Solicitar ou receber, para


si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes
de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de
tal vantagem”. Pena de 02 a 12 anos e multa

CAPÍTULO II - Dos crimes praticados por particular contra A administração em


geral

Corrupção Ativa: Artigo 333, Código Penal: “Oferecer ou prometer


vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir
ou retardar ato de ofício”. Pena de 02 a 12 anos e multa
Década de 90
LEI DA SONEGAÇÃO FISCAL
Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990. Define crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as
relações de consumo, e dá outras providências.

LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA


Lei nº 8.429, de 02 de junho de 1992. Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de
enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta,
indireta ou fundacional e dá outras providências.

LEI DE LICITAÇÕES
Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui
normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências.

LEI LAVAGEM DE DINHEIRO


Lei nº 9.613, de 03 de março se 1998. Dispõe sobre os crimes de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos
e valores; a prevenção da utilização do sistema financeiro para os ilícitos previstos nesta Lei; cria o Conselho
de Controle de Atividades Financeiras - COAF, e dá outras providências.
Escândalos...
1992 – Anões do Orçamento

1999 - Sudam

2005 – Mensalão

2006 – Sanguessuga

2008 - Doleiro Alberto Youssef

2014 – Lava Jato


Transparência e Ficha Limpa
LEI DA TRANSPARÊNCIA
Lei Complementar nº 131, de 27 de maio de 2009. Acrescenta dispositivos à Lei
Complementar no 101, de 4 de maio de 2000, que estabelece normas de finanças
públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras
providências, a fim de determinar a disponibilização, em tempo real, de
informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

LEI DA FICHA LIMPA


Lei Complementar nº 135, de 04 de junho de 2010. Altera a Lei Complementar nº
64, de 18 de maio de 1990, que estabelece, de acordo com o § 9º do art. 14 da
Constituição Federal, casos de inelegibilidade, prazos de cessação e determina
outras providências, para incluir hipóteses de inelegibilidade que visam a proteger
a probidade administrativa e a moralidade no exercício do mandato.
Acesso a Informação e Defesa da Concorrência
LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO
Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011. Regula o acesso a informações
previsto no inciso XXXIII do Art. 5º, no inciso II do §3º do Art. 37 e no §2º
do Art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro
de 1990; revoga a Lei nº 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei nº
8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências.

LEI DO CADE
Lei nº 12.529, de 30 de novembro de 2011. Estrutura o Sistema Brasileiro de
Defesa da Concorrência; dispõe sobre a prevenção e repressão às infrações
contra a ordem econômica; altera a Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de
1990, o Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 - Código de Processo
Penal, e a Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985; revoga dispositivos da Lei nº
8.884, de 11 de junho de 1994, e a Lei nº 9.781, de 19 de janeiro de 1999; e dá
outras providências.
Lavagem de Dinheiro e Conflito de Interesses
PREVENÇÃO À “LAVAGEM DE DINHEIRO”
Lei nº 12.683, de 09 de julho de 2012. Altera a Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998,
para tornar mais eficiente a persecução penal dos crimes de lavagem de
dinheiro.
O artigo 1º desta lei determina que “ocultar ou dissimular a natureza, origem,
localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou
valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal” é punível
com pena de 03 a 10 anos e multa.

LEI DE CONFLITO DE INTERESSES


Lei nº 12.813, de 16 de maio de 2013. Dispõe sobre o conflito de interesses no
exercício de cargo ou emprego do Poder Executivo federal e impedimentos
posteriores ao exercício do cargo ou emprego; e revoga dispositivos da Lei nº 9.986,
de 18 de julho de 2000, e das Medidas Provisórias nºs 2.216-37, de 31 de agosto de
2001, e 2.225-45, de 4 de setembro de 2001.
Lei Anticorrupção
Lei nº 12.846, de 01 de agosto de 2013. Dispõe sobre a
responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas
pela prática de atos contra a administração pública,
nacional ou estrangeira, e dá outras providências.

Semelhante a Lei estadunidense sobre Práticas de


Corrupção no Exterior (Foreign Corrupt Practices Act
FCPA) de 1.977

Responsabilidade Objetiva
As autoridades não analisarão se a empresa teve dolo
ou culpa na atuação do ato lesivo contra a
administração pública.
https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/lei-anticorrupcao-comentarios-e-questoes/
Lei da Empresa Limpa
 Aplicação a qualquer pessoa jurídica que tenham sede, filial ou representação no território
brasileiro, constituídas de fato ou de direito, ainda que temporariamente;
 Julgamento do ato lesivo através do Processo Administrativo De Responsabilização – PAR;
 Possibilidade de celebração de acordos de leniência;
 Incentivo para a implementação de programas de compliance.
 Responsabilização solidária entre as entidades do grupo econômico;
 Responsabilização sucessória nas reorganizações societárias;
 Extensão dos atos lesivos contra a administração para atos ilícitos também em licitações;
 Cadastro das empresas condenadas no cadastro nacional de empresas inidôneas e suspensas – CEIS
e cadastro nacional de empresas punidas – CNEP
Penalidades
Na esfera administrativa, as penalidades são:

 multa: de 0,1 a 20% do faturamento bruto do último exercício ao


início do PAR ou de R$ 6.000 a R$ 60.000.000, caso não seja possível utilizar o
critério do faturamento bruto; e
 publicação extraordinária da decisão condenatória a expensas da pessoa
jurídica.

Na esfera judicial, as penalidades são:

 perdimento dos bens, direitos ou valores que representem vantagens ou


proveitos, direta ou indiretamente, obtidos da infração;
 proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, doações ou
empréstimos públicos pelo prazo de 01 a 05 anos;
 suspensão ou interdição parcial de suas atividades; e
 dissolução compulsória da pessoa jurídica.
Agravantes
Agravante Multa
Continuidade dos atos lesivos no tempo 1% - 2,5%

Tolerância ou ciência de pessoas do corpo diretivo ou gerencial da pessoa jurídica 1% - 2,5%

Interrupção no fornecimento de serviço público ou na execução de obra contratada 1% - 4%


Apresentação de índice de solvência geral e de liquidez geral superiores a um e de
1%
lucro líquido no último exercício anterior ao da ocorrência do ato lesivo
Reincidência 5%

Existência de contratos mantidos ou pretendidos com a administração pública 1% - 5%

O índice de Solvência Geral (ILG) expressa o grau de garantia que a empresa dispõe em Ativos
(totais), para pagamento do total de suas dívidas. Envolve além dos recursos líquidos, também
os permanentes.

Índice de Liquidez Geral (ILG) indica quanto a empresa possui em disponibilidades, bens e
direitos realizáveis no curso do exercício seguinte para liquidar suas obrigações, com
vencimento neste mesmo período
Atenuantes
Atenuante Multa
Não consumação da infração 1%

Comprovação de ressarcimentos dos danos 1,5%

Grau de colaboração (independentemente do acordo de leniência) 1% - 1,5%

Comunicação espontânea da pessoa jurídica para instauração do PAR 2%

Existência de um programa de compliance 1% - 4%

DECRETO Nº 8.420, DE 18 DE MARÇO DE 2015


Regulamenta a Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013, que dispõe sobre a
responsabilização administrativa de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a
administração pública, nacional ou estrangeira e dá outras providências
Pessoa física
Art. 30. A aplicação das sanções previstas nesta Lei não
afeta os processos de responsabilização e aplicação de
penalidades decorrentes de:

I - ato de improbidade administrativa nos termos da Lei nº


8.429, de 2 de junho de 1992; e

II - atos ilícitos alcançados pela Lei nº 8.666, de 21 de


junho de 1993, ou outras normas de licitações e contratos
da administração pública, inclusive no tocante ao Regime
Diferenciado de Contratações Públicas - RDC instituído pela
Lei nº 12.462, de 4 de agosto de 2011.
ÉTICA E COMPLIANCE
Capítulo VI

Integridade Carioca
DECRETO RIO Nº 45.385, de 23 de Novembro de 2018.
Implantação e desenvolvimento de atividades sistêmicas de compliance
e de atividades sistêmicas de gestão de riscos e de controles da
Administração Municipal

Iniciativa “Rio Responsável e Transparente”, da Dimensão Governança e


Área de Resultado “Governança para os Cidadãos”, estabelecida no
Plano Estratégico da Cidade do Rio de Janeiro 2017 – 2020.
.

 Integridade Carioca - Sistema de Integridade Pública


Responsável e Transparente
 Compliance Carioca - Sistema de Compliance do Poder Executivo

http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/8777878/4225507/Decreto45385SistemadeIntegridadePublicaeSistemadeCompliance.pdf
DECRETO RIO Nº 45.385, de 23 de Novembro de 2018.

Integridade
Regulamenta Carioca

Comissão de Compliance
Executa Integridade Carioca Avalia

http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/8777878/4225507/Decreto45385SistemadeIntegridadePublicaeSistemadeCompliance.pdf
DECRETO RIO Nº 45.385, de 23 de Novembro de 2018.
EIXOS TEMÁTICOS

I. Governança Pública Sustentável e Engajamento da Alta Administração


II. Alinhamento Organizacional
III.Ambiente Ético e de Prevenção a Atos Ímprobos
IV. Detecção, Controle e Responsabilização de Atos Ímprobos
V. Eixo de Avaliação Sistemática da Capacidade da Gestão
.
VI. Eixo de Prestação de Contas
VII.Gestão de Riscos
VIII.Controles Internos
IX. Aperfeiçoamento Contínuo dos Serviços Prestados aos Usuários
X. Transparência Municipal
XI. Controle Social e Participação Cidadã

http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/8777878/4225507/Decreto45385SistemadeIntegridadePublicaeSistemadeCompliance.pdf
COMITÊ CENTRAL DE INTEGRIDADE

Comitê Central
de Integridade

Controladoria Secretaria Secretaria Procuradoria-


Geral do Municipal da Municipal de Geral do
Município - CGM Casa Civil - CVL Fazenda – SMF Município – PGM
.

Comissão “Comissão Interna de Integridade, composta por, pelo


Interna de menos, três servidores, que contarão com o apoio da
Integridade Alta Administração do órgão para execução de suas
atividades”.

http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/8777878/4225507/Decreto45385SistemadeIntegridadePublicaeSistemadeCompliance.pdf
COMISSÃO INTERNA DE INTEGRIDADE
Cabe à Comissão Interna de Integridade a elaboração de Planos de Ação
para implementação das fases descritas nos artigos 6º a 13, que deverão
detalhar todas as etapas, prazos, recursos necessários, setores e agentes
responsáveis pelas ações previstas, de acordo com a legislação
estruturante prevista no artigo 14 e alinhados com os dispositivos do
instrumento definido no §4º do artigo 14.
.

Após a implementação de cada uma das fases descritas, as respectivas


Comissões Internas de Integridade designadas deverão monitorar
continuamente as ações e proceder às avaliações anuais dos resultados
alcançados.

http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/8777878/4225507/Decreto45385SistemadeIntegridadePublicaeSistemadeCompliance.pdf
Desdobramento do Decreto Rio nº 45.385/18
DECRETO RIO Nº 46195 DE 05 DE JULHO DE 2019
Estabelece procedimentos para a responsabilização administrativa e civil de
colaboradores externos-pessoas jurídicas pela prática de atos contra a
Administração Pública Municipal, com base na Lei Federal nº 12.846, de 1º de agosto de
2013, e em atendimento ao Subeixo IV.6 do Eixo IV, do Decreto Rio nº 45.385, de 23
de novembro de 2018, e dá outras providências.

http://smaonline.rio.rj.gov.br/legis_consulta/58748DECRETO%20RIO%2046195_2019.pdf
Desdobramento do Decreto Rio nº 45.385/18
DECRETO RIO Nº 46998 DE 12 DE DEZEMBRO DE 2019
Estabelece as normas conceituais e norteadoras para implantação do Eixo I - Governança Pública
Sustentável e Engajamento da Alta Administração Municipal do Sistema de Integridade Pública
Responsável e Transparente - Integridade Carioca

DECRETO RIO Nº 46999 DE 12 DE DEZEMBRO DE 2019


Estabelece as normas conceituais e norteadoras para implantação, desenvolvimento e manutenção do Eixo
III - Ambiente Ético e de Prevenção a Atos Ímprobos, e seus subeixos, do Sistema de Integridade
Pública Responsável e Transparente - Integridade Carioca.

DECRETO RIO Nº 47000 DE 12 DE DEZEMBRO DE 2019


Estabelece as normas conceituais e norteadoras para implantação, desenvolvimento e manutenção do Eixo
IV - Detecção, Controle e Responsabilização de Atos Ímprobos, e seus subeixos, do Sistema de
Integridade Pública Responsável e Transparente – Integridade Carioca
Desdobramento do Decreto Rio nº 45.385/18
DECRETO RIO Nº 47086 DE 08 DE JANEIRO DE 2020
Estabelece as diretrizes gerais para implantação do Subeixo II.1 – Alinhamento Estratégico, do Eixo II -
Alinhamento Organizacional, do Sistema de Integridade Pública Responsável e Transparente - Integridade
Carioca

DECRETO RIO Nº 47087 DE 08 DE JANEIRO DE 2020


Estabelece as normas conceituais e norteadoras para a Implantação do Subeixo II.2 que versa sobre
Alinhamento Institucional

DECRETO RIO Nº 47088 DE 08 DE JANEIRO DE 2020


Estabelece as normas conceituais e norteadoras para a Implantação do Subeixo II.3 que versa sobre
Alinhamento Sistêmico

DECRETO RIO Nº 47089 DE 08 DE JANEIRO DE 2020


Estabelece as normas conceituais e norteadoras para a Implantação do Subeixo II.4 que versa sobre
Alinhamento Normativo
ÉTICA E COMPLIANCE
Capítulo VII

Lei das Estatais


Vinte Anos!
Emenda constitucional 19/1998
• Lei estabelece o estatuto jurídico da
empresa pública.

Lei 13303 de 01 de julho de 2016


• Vigência Imediata com adaptação em 24
meses.

Decreto Rio 44698 de 29 de junho


de 2018
• Publicado no final do prazo de adaptação.
Emenda Constitucional 19/1998
Art. 173. § 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia
mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens
ou de prestação de serviços, dispondo sobre:

I - sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade;


II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários;
III - licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da
administração pública;
IV - a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal, com a participação de
acionistas minoritários
V - os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores
Lei 13.303 01 de julho de 2016 - Lei das Estatais
Dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de
suas subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios

Com o advento da Lei n. 13.303/2016, o legislador brasileiro passou a exigir das empresas
estatais a implementação de um efetivo Programa de Compliance, inclusive com critérios mais
específicos do que aqueles previstos na Lei Anticorrupção e suas regulamentações.

 Regras de Integridade
 Transparência
 Programa de Compliance
 Controles internos, gestão de risco e conformidade
 Licitações e Contratos Administrativos
Decreto RIO Nº 44.698 29 de junho de 2018
Dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas
subsidiárias, no âmbito do Município do Rio de Janeiro, nos termos da Lei Federal nº 13.303, de 30
de junho de 2016 e dá outras providências.

Art. 1º § 1º Não se aplica à empresa pública e sociedade de economia mista que


tiver, em conjunto com suas respectivas subsidiárias, no exercício social anterior,
receita operacional bruta inferior a R$ 90.000.000,00 (noventa milhões de reais)
o disposto no inciso IV do art. 10, nas
. alíneas a, b e c do inciso III e inciso V do
art. 14, nos arts. 17, 18 e 19, no art. 20, no § 2º do art. 21, no art. 23, nos §§ 1º,
2º e 3º e caput do art. 27 e nos arts. 28 e 29.

RESOLUÇÃO CGM Nº 1617 DE 03 DE MARÇO DE 2020


Empresa Municipal de Informática – Iplanrio – R$ 3.873.469,42

http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/8777878/4225507/Decreto45385SistemadeIntegridadePublicaeSistemadeCompliance.pdf
https://jus.com.br/artigos/60407/aplicacao-da-lei-n-12-846-de-1-de-agosto-de-2013-lei-anticorrupcao-as-empresas-estatais-brasileiras
Decreto Rio 44.698/18 – Título I
DO TRATAMENTO DIFERENCIADO PARA EMPRESAS ESTATAIS DE MENOR PORTE

Art. 36. O Conselho de Administração da empresa pública e da sociedade de


economia mista de que trata este capítulo será composto pelo número mínimo de
três e máximo de cinco membros, com mandato de dois anos, sendo permitidas, no
máximo, 3 (três) reconduções consecutivas.

Art. 37. A Controladoria Geral do Município deverá verificar a conformidade do


processo de indicação de membros para o Conselho de Administração, Conselho
fiscal e Diretoria, inclusive Diretor-Presidente da empresa pública e sociedade de
economia mista de que trata este capítulo, com base nos requisitos e vedações
estabelecidos no presente decreto e na legislação aplicável ao tema.
Decreto Rio 44.698/18 – Título I
Art. 16. Parágrafo único. Consideram-se administradores da empresa pública e da
sociedade de economia mista os membros do Conselho de Administração e da Diretoria
inclusive o Diretor-Presidente.

Art. 17. Requisitos para os membros do Conselho de Administração e da Diretoria,


inclusive o Diretor-Presidente.

Art. 18. Vedações para a indicação, para o Conselho de Administração e para a Diretoria,
inclusive para a posição de Diretor-Presidente:

LEI Nº 6314 DE 03 DE JANEIRO DE 2018


Fixa normas para nomeação do cargo de administrador de empresa pública e de sociedade
de economia mista no âmbito do Município do Rio de Janeiro, e dá outras providências
Decreto Rio 44.698/18 – Título I
Art. 10. A empresa pública e a sociedade de economia mista adotarão regras de estruturas e práticas de

compliance, de gestão de riscos e de controles internos que abranjam:

I - ação dos administradores e empregados, por meio da implementação cotidiana de práticas de


gestão de riscos e controle interno;

II - área responsável pela verificação de cumprimento de obrigações e de gestão de riscos;

III - auditoria interna;

IV - Comitê de Auditoria Estatutário.


Decreto Rio 44.698/18 – Título I
Seção VI Do Conselho de Administração

Art. 25. Compete ao Conselho de Administração:

I- discutir, aprovar e monitorar decisões envolvendo práticas de governança corporativa,


relacionamento com partes interessadas, política de gestão de pessoas e código de conduta dos
agentes;

II- implementar e supervisionar os sistemas de gestão de riscos e de controle interno

III- estabelecer política de porta-vozes

IV- avaliar os diretores nos termos do inciso III do art. 14, podendo contar com apoio
metodológico e procedimental do comitê de auditoria estatutário, se houver.

• Licitude e eficácia da ação administrativa


• Contribuição para o resultado
• Consecução dos objetivos estabelecidos no plano de negócios
• Atendimento à estratégia de longo prazo
Decreto Rio 44.698/18 – Título I
Art. 12. As áreas de compliance, de gestão de riscos e de controles internos terão suas
atribuições previstas no estatuto social, com mecanismos que assegurem atuação

independente, e deverá ser vinculada diretamente ao diretor-presidente, podendo ser


conduzida por ele próprio ou por diretor estatutário.

Parágrafo único. A área de compliance poderá se reportar diretamente ao Conselho de


Administração em situações nas quais se suspeite do envolvimento do diretor-presidente
em irregularidades ou quando este se furtar à obrigação de adotar medidas necessárias em
relação à ocorrência a ele relatada, devendo o estatuto social prever essa prerrogativa
Decreto Rio 44.698/18 – Título I

Plano
Estratégic Controles
o Internos
Decreto Rio 44.698/18 – Título I
Controles Internos
Decreto Rio 44.698/18 – Título I
Art. 7º deverão observar, no mínimo, os seguintes requisitos de transparência

• Carta anual Conselho de Administração com a explicitação dos compromissos de consecução de


objetivos de políticas públicas
• Carta anual de governança corporativa com a divulgação tempestiva e atualizada de informações
relevantes, em especial as relativas a atividades desenvolvidas, estrutura de controle, fatores de
risco, dados econômico-financeiros, comentários dos administradores sobre o desempenho, políticas
e práticas de governança corporativa e descrição da composição e da remuneração da administração;
• Política de divulgação de informações
• Divulgação, em nota explicativa às demonstrações financeiras, dos dados operacionais e
financeiros das atividades relacionadas à consecução dos fins de relevante interesse coletivo
• Relatório integrado ou de sustentabilidade.

DECRETO RIO Nº 44745 DE 19 DE JULHO DE 2018


Consolida, em âmbito municipal, a legislação referente à Lei de Acesso às Informações - Lei Federal nº
12.527, de 18 de novembro de 2011, e dá outras providências.
Decreto Rio 44.698/18 – Título II
O TÍTULO II consolida dispositivos de várias leis sobre Licitações e Contratos

Lei 12.462/2011
Institui o Regime Diferenciado de
Contratações Públicas - RDC. TÍTULO I
Governança DISPOSIÇÕES APLICÁVEIS ÀS
Lei 10.520/2002
Institui no âmbito da União, EMPRESAS PÚBLICAS, ÀS SOCIEDADES
Estados, Distrito Federal e
Municípios, a modalidade de DE ECONOMIA MISTA E ÀS SUAS
licitação denominada pregão TÍTULO II SUBSIDIÁRIAS QUE EXPLOREM
Licitações e ATIVIDADE ECONÔMICA DE PRODUÇÃO
Lei 11.079/2004
Institui normas gerais para Contratos OU COMERCIALIZAÇÃO DE BENS OU DE
licitação e contratação de
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, AINDA QUE
parceria público-privada no
âmbito da administração pública. A ATIVIDADE ECONÔMICA SEJA DE
TÍTULO III
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS.
Lei 8.666/1993 Transição
que institui normas para
licitações e contratos da
Administração Pública

Lei 13.303/16 - Art. 41. Aplicam-se às licitações e contratos regidos por esta Lei as normas Artigo 51
de direito penal contidas nos arts. 89 a 99 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993 .
Decreto Rio 44.698/18 – Título II
Art 38 - Separa Empresas dos outros órgãos públicos

§ 5º As licitações promovidas pela sociedade de economia mista como forma de apoio técnico às
contratações de terceiros referidas no caput deste artigo das Secretarias, Fundações e Autarquias
deverão observar a Lei nº 8.666/93 e a Lei nº 10.520/2002.

§ 6º As licitações cujo objeto é a constituição de Ata de Registro de Preços para atender às


necessidades da sociedade de economia mista deverão ser SEGREGADAS das Secretarias, Fundações
e Autarquias, visando atender aos regimes previstos na Lei nº 13.303/2016, regulamentada por este
decreto e as Leis nº 8666/93 e nº 10.520/2002, respectivamente.
Decreto Rio 44.698/18 – Título II Decreto Rio 45.069 - 19/9/2018
Art 39. Dispensa de Licitação Decreto Rio 46.997 - 13/12/2019
Estabelece Limites e condições

I - para obras e serviços de engenharia de valor até R$ 100.000,00 (cem mil reais),
desde que não se refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda a obras e
serviços de mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e
concomitantemente;

II - para outros serviços e compras de valor até R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) e
para alienações, nos casos previstos neste Decreto, desde que não se refiram a parcelas de
um mesmo serviço, compra ou alienação de maior vulto que possa ser1 realizado de uma só
vez;.

http://smaonline.rio.rj.gov.br/legis_consulta/57120Dec%2045069_2018.pdf
http://smaonline.rio.rj.gov.br/legis_consulta/59949DECRETO%20RIO%2046997_2019.pdf
Decreto Rio 44.698/18 – Título II
Determina a publicação de Regulamento Interno de Licitações e Contratos

Art. 50. As empresas públicas e as sociedades de economia mista DEVERÃO PUBLICAR na sua página
oficial na internet e manter atualizado regulamento interno de licitações e contratos, compatível com o
disposto neste Decreto, contendo, no mínimo:

I - glossário de expressões técnicas;


II - cadastro de seus fornecedores, que devem estar vinculados ao sistema corporativo;
III - minutas-padrão de editais e contratos, que devem observar as minutas padrão da PGM, no que couber;
IV - procedimentos de licitação e contratação direta;
V - tramitação de recursos;
VI - formalização de contratos;
VII - gestão e fiscalização de contratos;
VIII - aplicação de penalidades;
IX - recebimento do objeto do contrato.
Decreto Rio 44.698/18 – Título II
Itens de destaque para Licitações e Contratos

• Ciclo de vida do objeto

• Obrigatoriedade do pregão

• Sigilo do valor estimado

• Matriz de riscos contratuais


Decreto Rio 44.698/18 – Título II
Itens de destaque para Licitações e Contratos

• Indicação de marca e modelo

• Remuneração variável

• Prazo contratual de cinco anos

• Novos critérios de julgamento

• Possibilidade de negociação
Decreto Rio 44.698/18 – Título II
Itens de destaque para Licitações e Contratos

• Manifestação de interesse privado

• Pré qualificação

• Preceitos do direito privado

• Fim das clausulas não exorbitantes


ÉTICA E COMPLIANCE
Capítulo VIII

Compliance Digital
Compliance Digital
Em um mundo amplamente interconectado, os dados corporativos podem
estar armazenados em qualquer lugar: no servidor dentro da companhia, no
smartphone particular do executivo ou em uma plataforma qualquer de
computação em nuvem.

As ferramentas de comunicação particulares e corporativas não são mais


segregadas e aplicações de troca de mensagens instantâneas como
WhatsApp e Telegram são utilizadas para tratar de negócios.

É muito provável que a prática de condutas irregulares seja registrada


por alguma ferramenta tecnológica
Controle Tecnológico
O monitoramento tecnológico contínuo é de extrema
utilidade como mecanismo de controle capaz de
detectar desvios, fraudes e irregularidades

O monitoramento dos e-mails corporativos e os logs


das operações contábeis são exemplos claros de
mecanismos que podem acompanhar a integridade
dos empregados e detectar a prática de atos
lesivos em tempo real.
Monitoramento Digital

Empregador Empregado

• Direito de propriedade • Garantido o direito à sua


sobre os equipamentos e privacidade (constituição federal,
informações corporativas art. 5º, X)
(constituição federal, art. 5º, XXII) • Garantido o direito a
• Responde objetivamente inviolabilidade das suas
por atos do empregado comunicações de dados
(código civil, art. 932, iii) (constituição federal, art. 5º, XII.)
• Goza do poder de dirigir a
atividade laboral (CLT, art. 2º.)
Tribunal Superior do Trabalho
“o empregado, ao receber uma caixa de "e-mail" de seu empregador para uso corporativo,
mediante ciência prévia de que nele somente podem transitar mensagens profissionais, não
tem razoável expectativa de privacidade quanto a esta, como se vem entendendo no Direito
Comparado (EUA e Reino Unido). Pode o empregador monitorar e rastrear a atividade do
empregado no ambiente de trabalho, em "email" corporativo, isto é, checar suas mensagens,
tanto do ponto de vista formal quanto sob o ângulo material ou de conteúdo. Não é ilícita a prova
assim obtida (...)”.

acórdão do Recurso de Revista n.º 613/2000013-10-00, prolatado aos 18.05.2005, pelo Tribunal
Superior do Trabalho
Protocolo de Monitoramento Digital
Tribunal Superior do Trabalho, que acabou pacificando a seguinte linha de entendimento.

 O empregador deve implementar regra interna que informe ao trabalhador a existência do


procedimento de monitoramento de ferramentas tecnológicas de forma clara e transparente
 O trabalhador deve ter ciência inequívoca de que o procedimento de monitoramento é realizado,
a fim de afastar eventual expectativa de privacidade
 O monitoramento somente pode ser realizado na conta de e-mail corporativa e demais ferramentas
que sejam de propriedade do empregador, pois ostentam natureza de ferramenta de trabalho
 É vedado o monitoramento de contas de e-mail e demais aplicações particulares, ainda que
acessadas a partir da rede do empregador, pois em relação a estas os empregados gozam de
expectativa de privacidade
Privacidade
No Brasil, o entendimento consolidado é que o
ambiente eletrônico é uma extensão do mundo real,
consistente apenas em uma ferramenta para a prática
de atos jurídicos. Portanto, as leis já existentes são
perfeitamente aplicáveis ao mundo virtual.

Porém, não se pode perder de vista que os programas


de integridade serão aplicados aos empregados,
situação que necessariamente passa por questões
trabalhistas. Nesse aspecto, a privacidade do
trabalhador é ponto de extrema sensibilidade.
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)
LEI Nº 13.709, DE 14 DE AGOSTO DE 2018.

LGPD - LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS


Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Dispõe sobre a
proteção de dados pessoais e altera a Lei nº 12.965, de 23
de abril de 2014 (Marco Civil da Internet).

LGPD - LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS - Alteração


Lei nº 13.853, de 08 de julho de 2019019. Altera a Lei nº
13.709, de 14 de agosto de 2018, para dispor sobre a
proteção de dados pessoais e para criar a Autoridade
Nacional de Proteção de Dados; e dá outras providências.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13709.htm
Titularidade dos dados
LEI Nº 13.709, DE 14 DE AGOSTO DE 2018.
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD):

 Estabelece as condições nas quais os dados pessoais podem ser tratados,


 Define um conjunto de direitos para os titulares dos dados,
 Gera obrigações específicas para os controladores dos dados e
 Cria uma série de procedimentos e normas para que haja maior cuidado com o tratamento de dados
pessoais e compartilhamento com terceiros.

aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais no Brasil, trouxe a questão da privacidade e da
proteção de dados à tona, criando todo um modelo protetivo ao titular dos dados e limites às empresas que
os tratam.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13709.htm
Dados pessoais e sensíveis
LEI Nº 13.709, DE 14 DE AGOSTO DE 2018.

Prevendo que todos os dados pessoais e dados sensíveis só possam ser


coletados com a autorização do usuário, a LGPD traz maior segurança e
privacidade para consumidores.

Dados pessoais: é qualquer informação que possa identificar uma


pessoa, ou seja, qualquer dado com os quais seja possível encontrá-la e
entrar em contato com ela. Nome; RG; CPF; número de telefone, e-mail ou
endereço são exemplos de dados pessoais

Dados pessoais sensíveis: esses dados são aqueles que dizem respeito aos
valores e convicções de cada um, como orientação sexual; etnia; opinião
política; convicção religiosa, crenças filosóficas e informações de saúde.
Todas essas informações podem originar discriminação e preconceito, e por
isso são consideradas sensíveis

https://www.totvs.com/blog/negocios/lgpd-o-manual-para-compreender-a-lei-geral-de-protecao-de-dados/
Quais são os direitos do titular dos dados pessoais?
LEI Nº 13.709, DE 14 DE AGOSTO DE 2018.

Os dados pessoais e sensíveis não pertencem às empresas que os coletam, mas sim somente aos seus
titulares exigindo novos controles e procedimentos que garantam a privacidade e direitos do titular.

Em seu artigo 18, a LGPD traz os direitos dos titulares de dados pessoais. Os titulares poderão solicitar,
a qualquer momento:

• Confirmação da existência de tratamento.


• Acesso aos seus dados.
• Correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados.
• Anonimização, bloqueio ou eliminação de dados tratados em desconformidade com a LGPD.
• Portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto.
• Eliminação dos dados pessoais tratados.
• Informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso
compartilhado de dados.
• Informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências
da negativa.
• Revogação do consentimento.
• Revisão por pessoa natural de decisões automatizadas.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_Geral_de_Prote%C3%A7%C3%A3o_de_Dados_Pessoais
Quais as implicações para uma organização??
LEI Nº 13.709, DE 14 DE AGOSTO DE 2018.
Ficar em compliance com as regras, principalmente no que tange a necessidade de mapeamento e revisão
de processos, atualização de soluções tecnológicas, melhoria da governança dos dados pessoais e
mudança de cultura.

Não se trata de um projeto em que basta ter conhecimento de TI ou de segurança de dados, mas que,
além disso, requer conhecimento jurídico, dos fluxos de negócios, procedimentos e gestão de riscos de
compliance.

• Governança da Privacidade,
• Vazamento e Segurança de Dados, Data Protection
• Privacy by Design, Officer
• Relatório de Impacto à Proteção de Dados Art. 41. O controlador
• Consentimento e Aviso de Privacidade, deverá indicar
• Direitos do Titular, encarregado pelo
• Gestão de Terceiros,
tratamento de dados
• Histórico de Tratamento,
pessoais.
• Minimização e Retenção de Dados.

https://periciacomputacional.com/ripd-e-dpia-o-que-sao-e-quando-usar/
Quando o menos é mais!
LEI Nº 13.709, DE 14 DE AGOSTO DE 2018.

Nossa Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD exige que a privacidade


seja o padrão de qualquer processo, produto ou serviço que envolve
tratamento de dados.

A organização deve definir os parâmetros de coleta limitados ao objetivo


do tratamento de dados pessoais;

A empresa deve limitar a utilização de dados pessoais aos objetivos pelos


quais foram coletados e garantir que eles estejam sendo tratados dentro
de alguma das dez bases legais previstas na LGPD;

É fundamental restringir o acesso dos dados pessoais coletados às partes


que necessitem saber e de acordo com sua função dentro da organização.
Na prática, é o escalonamento dos perfis de acesso;

O controladores não podem esquecer de estabelecer rígidos períodos de


conservação dos dados pessoais.

https://www.linkedin.com/pulse/lgpd-voc%C3%AA-sabe-o-que-%C3%A9-privacidade-por-desenho-uma-para-n%C3%B3brega/
Princípios para tratamento de dados
Compliance Digital na Prefeitura
DECRETO RIO Nº 44276 DE 01 DE MARÇO DE 2018
Estabelece a Política de Segurança da Informação da Prefeitura da Cidade do
Rio de Janeiro – PCRJ.

DECRETO RIO Nº 44745 19 DE JULHO DE 2018


Consolida, em âmbito municipal, a legislação referente à Lei de Acesso às
Informações – Lei Federal nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, e dá outras
providências.
ÉTICA E COMPLIANCE
Capítulo IX

Conformidade de gestão
Lei do Gérson
Na cultura midiática brasileira, a Lei de Gérson é um princípio
em que determinada pessoa ou empresa obtém vantagens de
forma indiscriminada, sem se importar com questões éticas ou
morais.

Infelizmente, algumas condutas indevidas já são tão


recorrentes, principalmente nas empresas, que acabam sendo
ignorados por boa parte das pessoas

O tão conhecido “jeitinho brasileiro” passa a ser visto como


aceitável e até valorizado por aqueles que acreditam se tratar
de esperteza, o que na verdade é uma má conduta.
https://lec.com.br/blog/comportamento-antietico-saiba-como-identificar-e-o-que-fazer/
A vida como ela é!
• Difundir informações mentirosas ou difamatórias sobre um colega;
• Ofender alguém a respeito da religião, gênero, cor, etnia, orientação sexual etc.;
• Não honrar contratos, pagamentos e entregas nas relações com clientes e fornecedores;
• Trocar influência por favores;
• Procrastinar na realização e na entrega das tarefas;
• Furtar dinheiro ou materiais da empresa, até mesmo uma simples caneta;
• Vestir-se de maneira inapropriada ou debochar de alguém pela sua aparência;
• Adulterar mercadorias, preços e prazos de validade;
• Fazer propaganda enganosa e divulgar resultados falsos da empresa;
• Cobrar por serviços desnecessários;
• Jogar lixo em local inapropriado e não contribuir para a manutenção da limpeza do ambiente;
• Chegar atrasado ou pedir alguém para assinar o ponto por você ou assinar pelo outro;
• Sonegar impostos, fraudar documentos ou de qualquer forma infringir a lei; entre tantos outros.

https://lec.com.br/blog/comportamento-antietico-saiba-como-identificar-e-o-que-fazer/
Instituto de Pesquisa do
Risco Comportamental (IPRC),

46% tendência a sucumbir a desvios ou a não denunciar colegas que desviam bens da empresa

manipulariam ou aceitariam que colegas manipulassem relatórios de despesas pagas pela


48%
companhia com o intuito de ganhar um mais.

66% demonstraram ter tendência a realizar pagamentos indevidos para beneficiar fornecedores

29% percebem que pagamentos indevidos a terceiros são uma modalidade de fraude.

https://valor.globo.com/carreira/noticia/2020/01/06/brasileiros-tendem-a-aceitar-acoes-antieticas.ghtml
Triângulo da Fraude (1953)

Donald Cressey, Ph.D. em


criminologia pela
Universidade de Indiana e
grande estudioso dos
crimes financeiros nos
Estados Unidos

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1519-70772018000100060&script=sci_arttext&tlng=pt
https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/por-que-nivel-de-fraude-varia-por-pais/
Conformidade da Gestão
Normas e regulamentos são criados para levar o negócio à
máxima eficiência, mas, principalmente, manter o respeito e a A distinção entre público e
colaboração entre os profissionais. privado, entre o corporativo e o
individual, é fundamental para
se entender melhor a aplicação
Assim, em uma empresa, é preciso observar de perto qualquer da ética ao campo de atuação
comportamento indevido que, mesmo comumente aceito, possa profissional.
colocar em risco a convivência e o funcionamento da organização.

Mentiras, fofocas, boatos, preconceitos, assédio sexual e moral


são apenas algumas manifestações negativas que colocam em risco
a organização.

https://valor.globo.com/carreira/noticia/2020/01/06/brasileiros-tendem-a-aceitar-acoes-antieticas.ghtml
Atitude Profissional
A atitude profissional é mais do que o exercício talentoso de uma
função. Há valores em jogo e uma conduta adequada a seguir. Para
além do compromisso ético com o bem comum, uma atitude
profissional exige, entre outras qualidades:

Imparcialidade:
Gostos e preferências pessoais não podem interferir no que deve
ser feito.

Objetividade:
Uma abordagem razoavelmente distanciada e serena do trabalho
a fazer

Excelência:
A busca incessante melhor forma de fazer o que deve ser feito.

Civilidade:
Uma disposição para tornar as relações sociais mais fluentes ou
menos ásperas.
O Estado somos nós!
O decoro, a probidade e a integridade são características
pessoais imediatamente transferidos à "personalidade" do
Estado.

Decoro:
Postura que une a disposição interna para agir
corretamente com a aparência desse agir.
Uma administração proba,
Probidade: íntegra e atenta ao decoro é
qualidade de quem é probo e significa retidão, função direta da probidade,
honradez, brio e observância rigorosa dos deveres da integridade e honestidade
justiça e da ética. de seus funcionários.
Integridade:
qualidade atribuída a uma pessoa honesta,
incorruptível, cujos atos são irrepreensíveis.
Ética Institucional
Ética Institucional está presente em todo comportamento ou
conduta integra que evita prejuízo ao resultado estratégico,
tático ou operacional da Companhia ao mesmo tempo que
garante um bom ambiente de trabalho e benefício para a
Sociedade.

A Ética Institucional não é construída por medo de sanção a


um código de conduta e integridade, por exemplo, nem por
busca de um bônus de algum acordo de resultados. É
construída por um sentimento de responsabilidade traduzida
em uma conduta profissional íntegra.

http://percolado.blogspot.com/2018/11/etica-institucional.html
Regras de Conduta
O essencial da conduta íntegra é a atitude
profissional que o empregado dá a suas ações.

Além disso, as regras de conduta ajudam o


profissional a escolher a melhor maneira de
agir em cada situação e decida pelas ações
eticamente corretas e politicamente justas.
Decreto Rio 44.698/18 – Título I
Art. 11. Deverá ser elaborado e divulgado Código de Conduta e Integridade, que disponha sobre :

I- princípios, valores e missão da empresa pública e da sociedade de economia mista, bem como orientações
sobre a prevenção de conflito de interesses e vedação de atos de corrupção e fraude;

II- instâncias internas responsáveis pela atualização e aplicação do Código de Conduta e


Integridade;

III- canal de denúncias que possibilite o recebimento de denúncias internas e externas relativas ao
descumprimento do Código de Conduta e Integridade e das demais normas internas de ética e
obrigacionais;

IV- mecanismos de proteção que impeçam qualquer espécie de retaliação a pessoa que utilize o
canal de denúncias;

V- sanções aplicáveis em caso de violação às regras do Código de Conduta e Integridade;

VI- previsão de treinamento periódico, no mínimo anual, sobre Código de Conduta e Integridade, a
empregados e administradores, e sobre a política de gestão de riscos, a administradores.
Códigos de Conduta e Integridade
É um padrão que serve de guia para a conduta de um determinado grupo. É um
conjunto de princípios, assumidos publicamente, que orientam determinadas
atividades, de acordo com os anseios sociais por honestidade, solidariedade e
correção.

O código tenta capturar um aspecto que escapa, em geral, à legislação e ao


legislador: pode-se cumprir perfeitamente a lei e, ainda assim, prejudicar
alguém

Exige-se ética na vida pública porque as pessoas não apenas desejam o


cumprimento da lei, mas sim o seu bom cumprimento. Incorporar essa
dimensão do bom cumprimento da lei é uma tarefa difícil, mas que cabe
perfeitamente a um código de conduta e integridade
O que significa um Código de Conduta e Integridade?
O que é um código?
É um documento que reúne uma série de regras de uma atividade.

O que é conduta?
É modo de agir de uma pessoa, de se portar, maneira que alguém se comporta

O que é integridade?
É a qualidade de uma pessoa que tem comportamento exemplar, honrado, correto, honesto.

Código de Conduta e Integridade é um documento


que estabelece como o empregado deve conduzir o
exercício de suas atividades profissionais de forma
de garantir um comportamento exemplar, honrado,
correto, honesto.
Para que serve o Código de Conduta e Integridade?

Estabelecer as normas e condutas que deverão


orientar o comportamento de todos que estão
profissionalmente vinculados à instituição de
forma a criar um relacionamento de integridade
da Empresa com seu público interno, externo e com
a sociedade.
Para que serve o Código de Conduta e Integridade?
Minimizar a possibilidade de conflito entre o interesse
privado e o dever funcional de administradores, funcionários
e colaboradores.
Para que serve o Código de Conduta e Integridade?
Criar mecanismo para
esclarecer dúvidas quanto à
conduta ética, bem como de
denúncias, especialmente,
sobre padrão de conduta e
integridade.

Aplicar sanções aos administradores, funcionários e


colaboradores que comprovadamente praticarem atos que
caracterizam desvios de conduta, conflito de interesses ou
corrupção e fraude.
ÉTICA E COMPLIANCE
Capítulo X

Assédio
O que é assédio Moral?
É uma conduta abusiva, frequente e repetitiva que se
manifesta por meio de palavras, atos, gestos,
comportamentos ou de forma escrita.

O agressor humilha, constrange e desqualifica a


pessoa ou um grupo, atingindo sua dignidade e saúde
física e mental, desestabilizando a relação da
vítima com o ambiente de trabalho e a
organização, afetando sua vida profissional e pessoal

Pode ocorrer de maneira sutil, dissimuladas e não


declarada ou abertamente.
Quem pratica?
O chefe quando constrange, Criticar o trabalho feito de
humilha e destrata o forma injusta ou demasiada, ou
funcionário. reduzir a importância das
atividades realizadas.

A equipe de trabalho quando é Impedir o acesso ou retirar os


intolerante com o colega. instrumentos de trabalho
necessários

O grupo de trabalho quando Suprimir documentos ou


sabota o chefe sonegando informações importantes para a
informações realização do trabalho.
Evidências de Assédio
 Gestos, condutas abusivas e constrangedoras,

 Inferiorizar, amedrontar, menosprezar ou desprezar, ironizar, difamar,


ridicularizar,

 Risinhos, suspiros, piadas jocosas relacionadas ao sexo, ser indiferente à presença


do outro, censurar os adoecidos no trabalho, colocá-los em situações vexatórias,

 Falar baixinho acerca da pessoa, olhar e não ver ou ignorar sua presença,

 Rir daquele que apresenta dificuldades, não cumprimentar,

 Sugerir que peçam demissão,

 Dar tarefas sem sentido ou que jamais serão utilizadas ou mesmo irão para o lixo,
dar tarefas através de terceiros.

 Controlar o tempo de idas ao banheiro,

 Tornar público algo íntimo do subordinado,

 Não explicar a causa de problemas disciplinares.


Saúde do Trabalhador
O Assédio Moral é uma das formas mais poderosa de violência sutil nas relações
organizacionais, sendo mais frequente com as mulheres e adoecidos.

São atitudes que reforçam o medo individual ao mesmo tempo em que aumenta a
submissão coletiva construída e alicerçada no medo. Por medo, passam a produzir acima
de suas forças, ocultando suas queixas e evitando, simultaneamente, serem humilhados e
demitidos.

Passam a conviver com depressão, palpitações, tremores, distúrbios do sono,


hipertensão, distúrbios digestivos, dores generalizadas, alteração da libido e
pensamentos ou tentativas de suicídios que configuram um cotidiano sofrido.
Saúde do Trabalhador
Alterações comportamentais, comprometimentos psicossomáticos e psicopatológicos podem afetar a
vida de quem sofre a violência. Repercutem também nas demais esferas da vida e da sociedade,
atingindo a todos que direta e indiretamente estiverem envolvidos com o trabalhador.
Psicopatológica Psicossomática Comportamental
Ansiedade Hipertensão arterial Agressividade contra si e contra outros
Apatia Ataques de asma Aumento do consumo de álcool e drogas
Insegurança Taquicardia Aumento do consumo de cigarros
Depressão e Melancolia Doenças coronarianas Disfunções sexuais
Pânico e fobias Dermatites Isolamento social
Irritação Cefaleia Desordens de apetite
Insônia e Pesadelos Dores musculares
Mudança de Humor Gastrite
Saúde do Trabalhador
Sintomas Mulheres Homens
Crises de choro 100 -
Dores generalizadas 80 80
Palpitações, tremores 80 40
Sentimento de inutilidade 72 40

Insônia ou sonolência excessiva 69,6 63,6

Depressão 60 70
Diminuição da libido 60 15
Sede de vingança 50 100
Aumento da pressão arterial 40 51,6
Dor de cabeça 40 33,2
Distúrbios digestivos 40 15
Tonturas 22,3 3,2
Idéia de suicídio 16,2 100
Falta de apetite 13,6 2,1
Falta de ar 10 30
Passa a beber 5 63
Tentativa de suicídio - 18,3
Fonte: Barreto, M. Uma Jornada
de Humilhações. 2000 PUC/SP
Saúde da Instituição
O assédio moral pode trazer consequências para a organização como um todo. São prejuízos
financeiros ou administrativos gerados pelo clima organizacional.

Queda da produtividade;
Alta rotatividade;
Aumento de acidentes e incidentes;
Aumento do absenteísmo e afastamentos;
Aposentadoria precoce;
Ambiente de trabalho hostil;
Exposição do nome da Empresa;
Passivos trabalhistas;
Multas administrativas.
Como evitar a violência no trabalho?
 O desafio institucional para evitar a violência no
trabalho se encontra em promover ambientes que
favoreçam o diálogo, a participação, a transparência, a
ética, a valorização do trabalhador e o respeito à
diversidade, objetivando a saúde dos trabalhadores;

 Aos gestores compete promover um ambiente onde


aconteça o diálogo permanente entre a equipe e que a
comunicação não esteja restrita aos encontros sociais
ou comemorativos.
Nem todo conflito é Assédio Moral
 As divergências podem gerar situações de
conflitos, que nem sempre devem ser
encaradas de forma negativa.

 Discutir de forma acalorada com colegas ou chefia, por


causa de um projeto ou atividades de trabalho não
configura assédio moral.

 Mediação e diálogo franco e aberto são fundamentais


para evitar os conflitos
Nem todo conflito é Assédio Moral
CONFLITOS ASSÉDIO MORAL
As divergências de visões entre os profissionais são deixadas às
Agressões podem ser difusas e implícitas
claras

Profissionais envolvidos têm consciência da divergência Interação confusa e indefinida; nega-se a existência do assédio

Comunicação direta e franca entre profissionais que possuem Comunicação se dá de forma evasiva, dissimulada ou há recusa ao
opiniões diferentes diálogo

Não altera permanentemente o clima organizacional Clima organizacional conturbado

Há relacionamento profissional direto entre divergentes, ainda


que resolvam interromper o diálogo acerca de um tema Pode haver recusa à interação, isolamento
específico
Confrontos e divergências ocasionais Práticas antiéticas duradouras e frequentes

Não objetiva prejudicar ou afastar da organização o profissional Objetiva prejudicar a situação do trabalhador na organização,
com visão podendo levar à demissão ou exoneração

Pode provocar antagonismo entre grupos e sofrimento O assediado pode ser o único alvo (o que não descarta o assédio
compartilhado moral coletivo)
O que fazer em caso de Assédio Moral?
 Caso esteja vivenciando uma situação de assédio, não se submeta!
 Anote a situação vivenciada com detalhes : dia, hora e mês, nome do agressor e conteúdo da conversa,
testemunhas e tudo o que você lembrar;
 Evite conversar com o agressor sem testemunhas;
 Mantenha uma cópia da documentação que possa comprovar a agressão;
 Exija, quando pertinente, as instruções por escrito. Mesmo que seja por e-mail. Reunir provas sobre o assédio
é fundamental!
 Dê visibilidade ao problema: Busque apoio no Setor de Recursos Humanos da Empresa e de colegas que
testemunharam o caso;
 Converse com familiares e amigos! O apoio e a solidariedade são fundamentais para manter a autoestima, a
dignidade e a confiança.
Campanha de Prevenção ao Assédio Moral
Gustavo Puppi
gustavo.puppi@comlurb.rio.rj.gov.br
gustavopuppi@yahoo.com

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