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PEDAGOGIA

GABRIELLE FIGUEIREDO DE QUEIROZ

PEDAGOGIA HOSPITALAR

Itaúna
2020
GABRIELLE FIGUEIREDO DE QUEIROZ

PEDAGOGIA HOSPITALAR

Trabalho de Pedagogia apresentado como requisito


parcial para a obtenção de média bimestral na disciplina
de atividade interdisciplinar.

Orientador: Prof. Rosana Cardoso Moraes Oliveira

Itaúna
2020
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................3
2 DESENVOLVIMENTo............................................................................................4
2.1.1 A RELEVÂNCIA DA ATUAÇÃO DO PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO
ESCOLARES.................................................................................................................4
2.1.2 AS PARTICULARIDADES PRESENTES NA PEDAGOGIA HOSPITALAR..4
2.1.3 O PAPEL DA LEITURA PARA CRIANÇAS HOSPITALIZADAS...................6
3 projeto de leitura..................................................................................................7
4 CONCLUSÃO......................................................................................................10
REFERÊNCIAS...........................................................................................................11
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382019000300403
.....................................................................................................................................11
https://iparadigma.org.br/wp-content/uploads/Ed-incluisva-10.pdf.............................11
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1 INTRODUÇÃO

Com o objetivo de verificar quais são as metas e os desafios


enfrentados pelos profissionais em pedagogia hospitalar, observou-se a
necessidade da realização de um estudo acerca da atuação do pedagogo, em
conjunto com a equipe multidisciplinar, na garantia à continuidade dos estudos de
crianças e adolescentes hospitalizados. Assim como no ambiente escolar, o
professor deve ser a ponte entre o conhecimento e o aluno, pois cabe a ele levar o
aprendizado onde se faz necessário. Para especificar uma das diferentes situações,
o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente assegura o prosseguimento do
currículo escolar, recreação, programas de educação e saúde durante a internação
e/ou tratamento nos hospitais. O objetivo geral é compreender o papel do pedagogo
em ambiente não escolar e sua importância ao atuar na Pedagogia Hospitalar.
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2 DESENVOLVIMENTO

2.1.1 A RELEVÂNCIA DA ATUAÇÃO DO PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO


ESCOLARES

A pedagogia é a ciência da aprendizagem e do ensino, e tem como


objetivo o estudo da educação. O profissional graduado em pedagogia lida com a
formação de sujeitos de maneira integral, focalizando sua aprendizagem. Com as
constantes mudanças no mundo, fez-se necessário um novo conceito de educação,
que não é apenas encontrado dentro da escola, podemos encontrar também na
sociedade, na empresa, em espaços formais ou não formais, escolares ou não
escolares, estamos constantemente aprendendo e ensinando. Assim, como não há
forma única nem modelo exclusivo de educação, a escola não é o único em que ela
acontece e, talvez, nem seja o mais importante. As transformações contemporâneas
contribuíram para consolidar o entendimento da educação como fenômeno
multifacetado, que ocorre em muitos lugares, institucionais ou não, sob várias
modalidades. Mas não se pode abolir o papel fundamental do pedagogo de ser
mediador no processo de ensino-aprendizagem, seja ele no espaço escolar ou não,
pois esse profissional tem competências, atitudes e habilidades, trazendo princípios
éticos e políticos que ajudam na formação integral do ser humano. Na escola, pode
atuar como profissional da rede pública ou privada, coordenador pedagógico,
administrador escolar, supervisor e diretor de escola. Na extraescolar, pode
trabalhar com formação, órgãos públicos e privados, assim como Organizações não-
governamentais (ONGs), museus, empresas, hospitais, instituições religiosas.

2.1.2 AS PARTICULARIDADES PRESENTES NA PEDAGOGIA HOSPITALAR

A pedagogia hospitalar tem papel fundamental dentro da educação


pois tem como finalidade acompanhar a criança ou adolescente no período de
ausência escolar, internados em instituições hospitalares. Esse trabalho existe, mas
deveria ter mais atenção para que fossem criados classes hospitalares em todos os
locais da saúde, assim como atendimento especializados na modalidade de
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educação especial caracterizado pela realização de diferentes atividades e por


atender crianças e adolescentes internados, recuperando a criança em um processo
de inclusão, oferecendo condições de aprendizagem.
Com a pedagogia hospitalar podemos oferecer à criança a vivência
escolar, neste caso professor precisa ter um planejamento estruturado e flexível. O
ambiente da classe hospitalar deve ser acolhedor, um espaço pedagógico alegre e
aconchegante fazendo com que a criança enferma melhore emocional, mental e
fisicamente. É possível atuar nas unidades de internação ou na ala de recreação do
hospital. Esta nova prática pedagógica ameniza o sofrimento da criança internada no
hospital, o paciente se envolve em atividades pedagógicas planejadas pelos
profissionais voltados a área da educação. É um modo de ensino da Educação
Especial que visa a ação do educador no ambiente hospitalar, no qual atende
crianças com necessidades educativas especiais transitórias, ou seja, crianças que
por motivo de doença precisam de atendimento escolar diferenciado e
especializado. Este novo espaço de atuação do Pedagogo vem sendo estudado
como uma nova visão de ensinar, dando oportunidade as crianças afastadas da
escola por motivos de saúde, também ajuda nos transtornos emocionais causados
pela internação, como a raiva, insegurança, incapacidades e frustrações que podem
prejudicar na recuperação do paciente. A pedagogia hospitalar é um desafio, para o
pedagogo que desenvolve um trabalho humanizado ajudando pacientes
prejudicados na sua escolarização, proporcionando conhecimento e qualidade de
vida ao paciente.
No hospital a criança está longe do seu cotidiano voltado pelos
amigos, brincadeiras e escola entrando em contato com integrantes do hospital
enfermeiras, médicos além da família, por isso e fundamental a atenção do
educador em articular atividades para a aceitação do paciente, na situação de
internação no hospital. O professor deve se adaptar à realidade em que a criança se
encontra no hospital como a área disponível para a realização das atividades lúdicas
pedagógicas, recreativas. A brinquedoteca é uma ótima opção para realizações de
atividades pois como é um espaço destinado à brincadeiras, a criança pode brincar
sossegada, sem cobrança e sem sentir que está perdendo tempo, estimulando sua
autoestima e o processo sociocognitivo.
Sendo assim, as classes hospitalares possuem uma pedagogia
caracterizada pela educação sistematizada, no qual a planejamento no ensino,
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avaliação, encontro e socialização das crianças e professores, no hospital deve


proporcionar um espaço onde as crianças possam expor seus trabalhos, lugar para
guardar lápis, papéis, cadernos, etc. O local deve ser lúdico e recreativo tendo jogos
e brincadeiras, realizadas de acordo com o estado do paciente, com o intuito de
expressar a partir de uma linguagem simbólica, medos, sentimentos e ideias que
ajudem no enfrentamento da doença e do ambiente.
O trabalho do pedagogo hospitalar também tem como proposta a
intervenção terapêutica procurando resgatar seu espaço sadio, provocando a
criatividade, as manifestações de alegria, os laços sociais e a diminuição de
barreiras e preconceitos da doença e da hospitalização, a metodologia deve ser
variada mudando a rotina da criança no qual permanece no hospital. Uma das
didáticas utilizadas é a utilização de atividades nas áreas de linguagem, como por
exemplo narrativa de histórias, problematizações, leitura de imagem, comunicação
através de atividades lúdicas, estas atividades podem auxiliar numa prática
humanizada no atendimento.

2.1.3 O PAPEL DA LEITURA PARA CRIANÇAS HOSPITALIZADAS.

Quando pensamos no papel da literatura infantil inserida nos


hospitais podemos citar como suas funções essenciais: entreter, instruir, divertir e
educar as crianças através de uma linguagem fácil e de belas imagens. Ela
consegue proporcionar tanto às crianças, como aos adolescentes, momentos muito
prazerosos e permite que eles tenham acesso ao mundo de ficção, poesia, arte e
imaginação. A leitura pode ser para crianças e adolescentes um transporte para um
outro universo no qual possam, como leitores, se transformarem em parte da vida de
um outro, e passar a ser alguém que não é no mundo cotidiano. Esse é um dos
motivos que tem levado à literatura infantil para dentro das escolas nos hospitais,
podendo ser utilizada como terapêutica, lúdica, educativa e de formação pessoal e
intelectual. Os projetos de leitura desenvolvidos nos hospitais vêm se expandindo e
promovendo um bem enorme para quem ouve e para quem conta uma história,
tornando a humanização do ambiente hospitalar possível através deste atendimento.
A Literatura Infantil nos hospitais reconstitui um espaço de vitalidade,
de preservação e de desenvolvimento psíquica da criança internada. Com a leitura
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dos livros é possível integrar as crianças com a família e funcionários promovendo


estímulos para o processo de cura da criança. O contar histórias, não é uma função
específica do Pedagogo, todos podem e devem participar: pais, mães, tios, avós, só
é preciso ter o entusiasmo e a vontade de se contar histórias, procurando dar ao
paciente um novo significado de vida e ajudar na recuperação saudável e com toda
a qualidade que seja possível.
A literatura é também muito importante para que a criança possa
desenvolver sua criatividade. As histórias inventadas também são ótimas, pois as
crianças precisam diferenciar o real do imaginário. A criança também consegue
expressar o que sente, isto é um procedimento muito bom para conhecer melhor o
que se passa com cada criança como medo, curiosidade, dor, perda, e vários outros
assuntos que poderão ser vistos e entendidos mais claramente.
A literatura pode servir como um elemento terapêutico, nutri o
indivíduo de esperança, alegria, descontração, bom humor, elementos que são
fundamentais para a manutenção, recuperação da saúde e prevenção de doenças.

3 PROJETO DE LEITURA

3.1.1 PROJETO PEQUENOS LEITORES

Proposta
Tema Pequenos leitores
A construção da leitura e da escrita de crianças entre 6 e 10
Justificativa
anos com o projeto.
Compreender como as mediações pedagógicas desenvolvidas
Objetivo geral no projeto colaboram para a construção da escrita e leitura de
crianças de 6 a 10 anos.
- Identificar as mediações pedagógicas produzidas no projeto.
Objetivos
- Reconhecer as construções infantis produzidas a partir do
específicos
projeto.
Metodologia -Reunião com os professores para apresentação do projeto e
explicação detalhada;
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-Aquisição do acervo necessário para que todos os alunos se


envolvam no projeto.
- Preparo de ambientes estimuladores à leitura.
- Estabelecimento do “Dia da Leitura” que deverá acontecer
toda semana. Nesse dia, poderá ser lido e debatido com os
alunos textos de revistas, jornais, notícias, textos do livro
didático de Língua Portuguesa. É um exercício para as leituras
que serão feitas individualmente e estimulação para as ideias
que serão colocadas nas fichas de leitura.
- Confecção de murais sobre o projeto, organização de
oficinas de leitura e feiras literárias.
-Separação do acervo na biblioteca da escola e organização
dos livros, por ano (que poderá ser até na sala de aula, em
caixas organizadoras).
- Realizar o “Lançamento do Projeto” convidando um contador
de histórias ou preparando um teatro.
-Um painel deverá ser colocado em sala de aula, seguindo a
sequência das fichas de leitura até o número 40. Nele, o
professor colocará o nome de cada aluno para dar ritmo ao
projeto e cumprir o número de fichas por bimestre. Além de
ser uma forma de o aluno se auto avaliar, servirá de reflexão e
ação para o professor diante da leitura de 40 livros
paradidáticos, atingido por aluno, durante o ano letivo que
lançar o projeto.
- O aluno deve escolher um livro para ler durante a semana.
Tem que ser da caixa de livros da sala de aula ou do acervo
selecionado na biblioteca.
- O aluno deverá participar das gincanas que o professor irá
propor. Sua atuação será um desafio e pode ser uma forma de
motivação para as leituras.
-No final do ano, após todos lerem os 40 livros, juntamente
com a equipe pedagógica, entregar o certificado, podendo
convidar os pais para esta cerimônia e oferecer uma
comemoração podendo ser em uma sorveteria, noite do leitor
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e autor, um filme com pipocas, alugar brinquedos ou outro tipo


de recreação para premiação de todos os que participaram da
gincana.
-Recursos humanos: disponibilizaremos para a realização do
plano de ação a participação ativa dos alunos, da colaboração
Recursos didáticos da direção e de toda a equipe pedagógica.
-Recursos materiais: textos diversos, livros, revistas, jornais,
cartolina, papel sulfite, papel color set, fantasias, tinta, etc.
Será avaliado a leitura e escrita de cada aluno, a criatividade e
a disposição e empenho ao realizar as atividades propostas.
Avaliação Será avaliado também se o aluno cumpriu a meta de ler os 40
livros durante o ano e as fichas que os alunos fizeram de cada
livro.
Referências Me inspirei no projeto da escola que trabalhei a um ano atrás.
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1 CONCLUSÃO

A educação não deve se limitar aos aspectos pedagógicos e


sistemáticos proporcionados pela educação formal, mas sim, deve ser mais
abrangente, no sentido de servir com um instrumento capaz de possibilitar o
desenvolvimento global do ser humano, seja na esfera afetiva, social, psicológica,
motora e cognitiva, bem como, deve atuar como uma maneira de suprir as
necessidades específicas de cada grupo de sujeitos, condições estas possibilitadas
pela educação não-formal. Pensando sobre essa questão, as crianças e
adolescentes hospitalizadas, não poderiam ser privadas desse bem tão precioso,
pois estaríamos excluindo-as de uma sociedade que tanto se fala em inclusão e
igualdade. Percebemos então a grande importância da educação não-formal, um de
seus principais objetivos é suprir as necessidades específicas de cada grupo de
indivíduos, como é o caso das crianças e adolescentes hospitalizadas. São muitos
os benefícios da ação socioeducativa na vida e na recuperação clínica das crianças
e adolescentes hospitalizadas, desde a continuidade ao desenvolvimento global e
aos estudos até sua contribuição para a recuperação do quadro clínico dos mesmos.
A atuação do pedagogo inserido nesse contexto, pode oferecer para
essas crianças, além da continuidade de seu desenvolvimento e estudos, momentos
de bem-estar e descontração. Sem esquecer o trabalho social deste profissional da
educação para com o ambiente hospitalar como um todo, pois ele também contribui
para o processo de humanização.
É possível pensar no hospital como um espaço de educação para as
crianças e adolescentes internadas, sendo o pedagogo, um profissional com
sensibilidade suficiente para contribuir para a ressignificação deste espaço, fazendo
com que se torne um ambiente alegre, de afetividade, de encontros e
transformações.
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REFERÊNCIAS

file:///C:/Users/Recep%C3%A7%C3%A3o%202/Downloads/4481-Texto%20do
%20artigo-17563-1-10-20121205%20(3).pdf

http://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_EV056_MD
1_SA4_ID8361_12082016111655.pdf

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382019000300403

https://iparadigma.org.br/wp-content/uploads/Ed-incluisva-10.pdf

https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/pedagogia-hospitalar-leitura-
nutrindo-alma.htm

https://www.kickante.com.br/campanhas/leitura-para-criancas-hospitalizadas