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DIREITO

ELEITORAL
Alistamento Eleitoral

SISTEMA DE ENSINO

Livro Eletrônico
DIREITO ELEITORAL
Alistamento Eleitoral
Weslei Machado e Marco Carvalhedo

Alistamento Eleitoral . ..............................................................................................................4

1. Conceito e Natureza Jurídica . ................................................................................................4

2. Requisitos. ..............................................................................................................................5

3. Espécies . ................................................................................................................................5

3.1. Alistamento Obrigatório . ..................................................................................................6

3.2. Alistamento Facultativo . ..................................................................................................8

3.3. Alistamento Vedado ......................................................................................................... 11

4. Qualificação e Inscrição do Eleitor.................................................................................... 13

4.1. Procedimento.................................................................................................................... 13

5. Transferência Eleitoral . .................................................................................................... 20

5.1. Requisitos Legais para Requerer a Transferência Eleitoral . .......................................22

6. Comprovação da Quitação Eleitoral e Apresentação do Título Eleitoral . ...................25

6.1. Quitação Eleitoral . ...........................................................................................................25

6.2. Procedimento da Transferência Eleitoral . ....................................................................29

6.3. Cancelamento da Inscrição Eleitoral . ...........................................................................29

6.4. Infração aos Artigos 5º e 42 do Código Eleitoral ....................................................... 30

6.5. Ausência de Voto em Três Eleições Consecutivas . ......................................................36

6.6. Procedimento de Exclusão/Cancelamento do Eleitor do Cadastro . .........................37

7. Revisão de Eleitorado .........................................................................................................38

7.1. Aspectos Gerais . ..............................................................................................................39

7.2. Revisão de Eleitorado de Ofício ..................................................................................... 41

7.3. Revisão de Eleitorado Mediante Provocação ................................................................42

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Resumo . .................................................................................................................................. 48
Questões de Concurso . ...........................................................................................................52
Gabarito ....................................................................................................................................70
Gabarito Comentado .................................................................................................................71
Referências ............................................................................................................................ 105

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ALISTAMENTO ELEITORAL
Na aula de hoje, estudaremos, com detalhes, o procedimento denominado Alistamen-
to eleitoral.
Ao longo das aulas anteriores, pincelamos alguns dos tópicos que hoje estudaremos. To-
davia, esta aula será específica e vamos aprofundar o assunto.
O texto base de nosso estudo é a Res.-TSE n. 21.538/2003, sem embargo de incursões ao
texto constitucional e ao Código Eleitoral.
Sem demoras, vamos lá!

1. ConCeito e natureza JurídiCa

Para José Jairo Gomes (2015, p. 31) alistamento eleitoral é:

O procedimento administrativo-eleitoral pelo qual se qualificam e se inscrevem os eleitores. Nele


se verifica o preenchimento de requisitos constitucionais e legais indispensáveis à inscrição do
eleitor. Uma vez deferido, o indivíduo é integrado ao corpo de eleitores, podendo exercer direitos
políticos (...). Em outras palavras, adquire cidadania.

Consoante dispõe o art. 42 do CE o alistamento “se faz mediante a qualificação e inscrição


do eleitor” no cadastro da Justiça Eleitoral.
Assim, ao se inscrever no cadastro de eleitores, o indivíduo passa a existir para a Justi-
ça Eleitoral, sendo a partir do alistamento considerado cidadão. Cumpre requisito essencial
para aquisição da capacidade eleitoral ativa (direito de votar) e passiva (direito de ser vo-
tado). Evidentemente que o efetivo exercício dessas capacidades depende ainda de outros
requisitos legais. Saiba, contudo, que para usufruir desses direitos o alistamento eleitoral
é passo fundamental, porquanto constitui-se em procedimento de caráter constitutivo da
qualidade de cidadão.
Visto sob o enfoque da aquisição da capacidade eleitoral ativa, o alistamento eleitoral é
requisito essencial para o exercício do voto. Já sob o prisma da capacidade eleitoral passi-
va, se constitui em uma das condições de elegibilidade e, por conseguinte, pode ser definido
como um procedimento administrativo cartorário, realizado pela própria Justiça Eleitoral com

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o objetivo de atualizar o Cadastro Eleitoral, de caráter sigiloso, que serve de base à aferição
dessa condição de elegibilidade por ocasião do pedido de registro de candidatura (REspe n.
0601248-48/CE, rel. Min. Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, DJe de 11/12/2018).

2. requisitos
A Constituição Federal, em seu art. 14, § 1º enumera os requisitos necessários para o alis-
tamento eleitoral quais sejam: nacionalidade brasileira e idade mínima, que atualmente é de
16 anos. Basta preencher esses dois requisitos e a pessoa poderá requerer seu alistamento,
ou seja, ter o seu nome inscrito no cadastro de eleitores e adquirir a qualidade de cidadão.
No que se refere à idade mínima, para aqueles que tiverem entre 16 e 18 anos e para os
maiores de 70 anos, o requerimento para se alistar é facultativo.
Já em relação à nacionalidade, sublinhamos que não há distinção entre brasileiro nato e
naturalizado para fins de alistamento eleitoral.
Além disso, nos termos do art. 12, § 1º, da CF/1988, aos portugueses com residência per-
manente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos
inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos na Constituição, incluindo nesse rol o direito
ao alistamento eleitoral. Note, portanto, que o português é o único estrangeiro que poderá,
preenchidas as demais condições, se inscrever no cadastro eleitoral.
A residência permanente a que alude o artigo constitucional se encontra regulamentada
no art. 17, do Dec. 3.927/2001, que promulgou o Tratado de Amizade entre Brasil e Portugal.
Segundo esse dispositivo, o gozo dos direitos políticos por portugueses no Brasil só será
reconhecido aos que tiverem três anos de residência habitual e depende de requerimento à
autoridade competente.
Para finalizar, lembre-se que o gozo de direitos políticos no Estado de residência importa
na suspensão do exercício dos mesmos direitos no Estado da nacionalidade, ou seja, se um
brasileiro adquirir o direito de votar em Portugal, ele não poderá, durante esse período, votar
no Brasil. Esse mesmo raciocínio é válido para os cidadãos portugueses.

3. espéCies

De acordo com o art. 14, §§ 1º e 2º, da Constituição Federal, o alistamento eleitoral pode
ser classificado em: obrigatório, facultativo e vedado.

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3.1. alistamento obrigatório

Nos termos do art. 14 da CF/1988, o alistamento e o voto serão obrigatórios desde que
preenchidos os seguintes requisitos cumulativos:
• ser brasileiro;
• ter idade entre 18 e 70 anos;
• ser alfabetizado.

O brasileiro nato deve requerer seu alistamento até os 19 anos e o naturalizado, até um
ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira.
Caso não o façam nos prazos legais, ficam sujeitos à multa prevista no art. 8º do CE, cuja
cobrança no valor de 3 a 10 por cento do salário mínimo, será realizada no ato da inscrição.
Essa multa, todavia, não será aplicada ao não alistado que requerer sua inscrição eleitoral
até o centésimo quinquagésimo primeiro dia anterior à eleição subsequente à data em que
completar 19 anos, consoante dispõe o parágrafo único do art. 15 da Res.-TSE n. 21.538/2004.
Apresentamos um exemplo para espancar qualquer dúvida sobre esse ponto:

Exemplo: imagine que Antônio, brasileiro nato, morador do Distrito Federal, completou 19 anos
em 01.02.2015, vindo a solicitar sua inscrição eleitoral somente em 01.02.2018. Pela regra do
art. 8º do CE, o brasileiro nato deve se alistar até os 19 anos, sob pena de multa. Porém, nesse
caso, a Antônio não deve ser cominada nenhuma multa, visto que ele solicitou sua inscrição
antes do centésimo quinquagésimo primeiro dia anterior à eleição presidencial de 2018, que
é a subsequente ao seu aniversário, já que no DF não houve eleições em 2016 por se tratar de
uma eleição para cargos municipais e o DF não ter municípios. Se Antônio morasse em qual-
quer outra unidade da Federação, ele poderia se alistar, sem o pagamento de multa, somente
até o centésimo quinquagésimo primeiro dia anterior à eleições municipais de 2016.

Não realizado o ato de se inscrever como eleitor no prazo legal, além da multa aplicada,
a pessoa não adquire a qualidade de cidadão. Fica privada de exercer seus direitos políticos e
todos aqueles deles decorrentes, notadamente o direito ao voto. O não exercício do voto, por
sua vez, impede a obtenção da certidão de quitação eleitoral, documento imprescindível para

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o exercício de vários direitos cíveis. Assim, aquele que não se alistar também ficará sujeito às
restrições listadas no art. 7º, § 1º, do CE:

I – inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-se neles;
II – receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, au-
tárquico ou para estatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades
de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público
delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição;
III – participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos Estados, dos Territórios, do
Distrito Federal ou dos Municípios, ou das respectivas autarquias;
IV – obter empréstimos nas autarquias, sociedades de economia mista, caixas econômicas fede-
rais ou estaduais, nos institutos e caixas de previdência social, bem como em qualquer estabe-
lecimento de crédito mantido pelo governo, ou de cuja administração este participe, e com essas
entidades celebrar contratos;
V – obter passaporte ou carteira de identidade;
VI – renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;
VII – praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.

O alistamento e a obrigatoriedade do voto se estendem, em regra, às pessoas com defi-


ciência ou mobilidade reduzida. Contudo, dada a condição especial dessas pessoas, o juiz
eleitoral poderá, nos termos do art. 2º, caput, da Res.-TSE n. 21.920/2004, flexibilizar a regra
e expedir, a pedido, certidão de quitação eleitoral com prazo de validade indeterminado, desde
que comprovado que o alistamento e o voto são por demais onerosos em razão da limitação
que acomete a pessoa. Noutro falar, nessas condições especialíssimas, essas pessoas não
precisaram se alistar.
Também para os militares, à exceção dos conscritos, o alistamento eleitoral é obrigatório.
No que concerne aos indígenas integrados, dúvida não há quanto à obrigatoriedade do
alistamento eleitoral, considerados neste grupo aqueles índios que, nos termos do art. 4º, III,
da Lei n. 6.001/1973, estejam incorporados à comunhão nacional e reconhecidos no pleno
exercício dos direitos civis, ainda que conservem usos, costumes e tradições característicos
da sua cultura.
Quanto àqueles ainda não integrados, que se submetem ao regime tutelar, sob responsa-
bilidade da União, na prática exercido pela Fundação Nacional do Índio (Funai), o TSE assegu-
rou-lhes, em caráter facultativo, o direito ao alistamento e ao exercício do voto, observadas
apenas as exigências de natureza constitucional e eleitoral pertinentes à matéria (PA n. 1806-
81/PR, rel. Min. Nancy Andrighi, DJe de 8/3/2012).

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3.2. alistamento FaCultativo

Consoante dispõe o art. 14 da CF/1988, o alistamento será facultativo para pessoas nas
seguintes situações:
• maior de 16 anos e menor de 18 anos;
• maior de 70 anos;
• analfabeto.

Note, de pronto, que o art. 6º, I, a e c, do CE, que dispunha ser facultativo o alistamen-
to para os inválidos e para os que se encontrassem fora do País, não foi recepcionado pela
CF/1988.
Nos termos da Lei n. 13.146/2015, às pessoas com deficiência serão garantidos o direito
de votar e de serem votadas. Conforme já expusemos nesta aula, o alistamento e o voto são
obrigatórios para essas pessoas. Apenas em casos excepcionalíssimos quando a incapacida-
de torne impossível a pessoa exprimir sua vontade é que deve ser dispensado o alistamento.
Para os maiores de 70 anos, o alistamento e o voto são facultativos. A respeito, Gilmar
Mendes e Paulo Gustavo Gonet Branco afirmam que:

[...] o legislador constitucional, ao facultar [o alistamento e] o voto aos maiores de 70 anos, atentou,
certamente, para as prováveis limitações físicas decorrentes da sua idade, de modo a não trans-
formar o exercício do voto em transtorno ao seu bem-estar.

No mesmo compasso, a fundamentação da Res.-TSE n. 21.920/2004 consigna que “o


texto constitucional faculta aos maiores de 70 anos [o alistamento e] o exercício do voto, cer-
tamente com a finalidade de não causar transtorno ao seu bem-estar (CF, art. 14, § 1º, II, b).
Entretanto, há necessidade de avaliar a razão pela qual a Constituição Federal considera
o alistamento eleitoral facultativo para os maiores de 70 anos de idade. Com efeito, qual a
circunstância que singulariza essa classe de pessoas para que recebam um tratamento nor-
mativo diferenciado? Para Gilmar Mendes e Paulo Gustavo Gonet Branco,

[...] o legislador constitucional, ao facultar o voto aos maiores de 70 anos, atentou, certamente, para
as prováveis limitações físicas decorrentes da sua idade, de modo a não transformar o exercício do
voto em transtorno ao seu bem-estar.

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Você deve estar pensando que existe outra classe de pessoas que também possui li-
mitações físicas que podem tornar oneroso o exercício dos direitos políticos: as pessoas
com necessidades especiais (PNEs). O alistamento eleitoral é facultativo ou obrigatório
para as PNEs?
Os próprios autores Gilmar Mendes e Paulo Gustavo Gonet Branco respondem a essa
pergunta, baseados em um julgamento do Tribunal Superior Eleitoral, nos seguintes moldes:

Argumentou-se que algumas pessoas apresentam deficiências que praticamente tornam impos-
sível o exercício de suas obrigações eleitorais, tais como os tetraplégicos e os deficientes visuais
inabilitados para a leitura em braile. Todos eles poderiam, assim, encontrar-se em situação até
mais onerosa do que a dos idosos. Ressalte-se que nem todas as salas de seções de votação têm
acesso adequado para deficientes. Cuidar-se-ia de ‘lacuna’ suscetível de ser superada com base
nos próprios princípios estruturantes do sistema constitucional, suficientes a legitimar uma cláu-
sula implícita que justificasse outras exceções ao alistamento obrigatório, desde que compatível
com o ‘projeto’ fixado pelo texto constitucional. No caso, o próprio art. 5º, § 2º, da Constituição
Federal auto- rizaria a interpretação que legitimava a extensão do direito reconhecido aos idosos
às portadoras de deficiência grave.

Por sua vez, ao regulamentar a matéria, o TSE, na edição da Resolução-TSE n. 21.920/2004,


dispôs que o alistamento e o voto são obrigatórios para as pessoas com deficiência. Nada
obstante, as pessoas com deficiência para quem o exercício das obrigações eleitorais seja
excessivamente oneroso não estarão sujeitas às sanções decorrentes de não o praticarem.
Ou seja, para esta última classe de pessoas, o alistamento e o voto serão facultativos.
Aliás, a extensão da facultatividade do voto para os maiores de 70 anos foi expressa-
mente consignada na fundamentação dada pelo TSE para a edição da Resolução-TSE n.
21.920/2004. Senão vejamos:

Considerando a necessidade de garantia do princípio da dignidade da pessoa humana, princípio


fundamental do Estado democrático de direito,
Considerando que o texto constitucional faculta aos maiores de 70 anos o exercício do voto, certa-
mente com a finalidade de não causar transtorno ao seu bem-estar (CF, art. 14, § 1º, II, b),
Considerando que algumas pessoas apresentam deficiências que praticamente tornam impossível
ou extremamente oneroso o exercício de suas obrigações eleitorais,
Considerando que o art. 5º, § 2º, da Constituição Federal, legitima a extensão do direito assegurado
aos maiores de 70 anos às pessoas portadoras de deficiência nas condições referidas,
Considerando não haver razão para se aplicarem as sanções legais àqueles que se encontram na
situação acima descrita e que, por isso, deixam de exercer suas obrigações eleitorais,

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Veja o teor da disposição normativa dessa referida Resolução-TSE n. 21.920/2004:

Art. 1º O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para todas as pessoas portadoras de de-
ficiência.
Parágrafo único. Não estará sujeita a sanção a pessoa portadora de deficiência que torne impossí-
vel ou demasiadamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais, relativas ao alistamento
e ao exercício do voto.

Já em relação aos que se encontram fora do Brasil, o alistamento deverá ser realizado
pessoalmente no consulado ou na sede da embaixada brasileira, por meio do Requerimento
de Alistamento Eleitoral (RAE). O requerimento é, então, encaminhado ao Cartório Eleitoral
do Exterior, situado em Brasília, para apreciação do juiz eleitoral. Deferido, o título eleitoral é
encaminhado ao local do pedido e somente pode ser retirado por quem o requereu.
Voltando ao texto atual, temos que, a partir dos 16 anos, é facultado ao menor o direito de
expressar sua vontade política pelo exercício do voto.
A idade para votar é aferida na data do pleito. Logo, o art. 14 da Res.-TSE n. 21.538/2003
faculta o alistamento no ano em que se realizarem eleições do menor que completar 16 anos
até a data do pleito, inclusive. O requerimento de inscrição eleitoral deverá ser realizado até o
encerramento do prazo fixado no art. 91 da Lei n. 9.504/1997. Confira:

Art. 91. Nenhum requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido dentro dos
cento e cinquenta dias anteriores à data da eleição.

O título emitido nessas condições somente surtirá efeitos com o implemento da idade
de 16 anos.
Confira um exemplo de aplicação desse dispositivo regulamentar:

Exemplo: João nasceu em 3.10.2004 e pretende votar nas eleições de 2020, que será realiza-
da em 4.10.2020.
Para tanto, deverá no ano de 2020, mesmo sem ter ainda completado 16 anos, requerer seu
alistamento no prazo legal estabelecido no art. 91 da Lei n. 9.504/1997.
Deferido o alistamento, o título emitido não surtirá efeito algum até a data em que completar
16 anos, ou seja, em 3.10.2020.

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No dia seguinte ao seu aniversário, João poderá, então, votar no pleito que realizar-se-á
em 4.10.2020.

Para os analfabetos, o alistamento é facultativo, consoante dispõe o art. 14 da CF/1988,


regulamentado pela Res.-TSE n. 21.538/2004. Contudo, tão logo a pessoa se alfabetize surge
a obrigação de se inscrever como eleitor, não ficando, contudo, sujeita à multa de 3 a 10 por
cento do salário mínimo, prevista no art. 8º do CE.

Art. 16. O alistamento eleitoral do analfabeto é facultativo (Constituição Federal, art. 14, § 1º, II, a).
Parágrafo único. Se o analfabeto deixar de sê-lo, deverá requerer sua inscrição eleitoral, não fican-
do sujeito à multa prevista no art. 15 (Código Eleitoral, art. 8º).

3.3. alistamento vedado


A Constituição Federal proíbe o alistamento eleitoral para as seguintes pessoas:
Os conscritos, durante o período de serviço militar obrigatório (art. 14, § 2º, da CF/1988)
Os estrangeiros, com exceção do português e desde que haja reciprocidade em Portugal
do direito aqui concedido (art. 14, § 2º, da CF/1988)
Na doutrina de Jorge, Liberato e Rodrigues (2017, p. 96) conscrito é:

[...] é termo utilizado para se referir àqueles sujeitos que encontram prestando serviço militar
obrigatório [...].

O conscrito é inalistável. Não poderá ele requerer seu alistamento durante o período em
que estiver prestando serviço às forças armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica –, que
ocorre em regra no ano em que o indivíduo completa 18 anos.
Para fins de impedimento de alistamento eleitoral, a jurisprudência do TSE considera
“conscritos” (Cta n. 10.471, rel. Min. Roberto Ferreira Rosas, DJ de 21.11.1989):

Os médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários que não prestaram o serviço militar


obrigatório em virtude de adiamento de incorporação para a realização dos respectivos
cursos superiores e, uma vez concluídos os seus cursos de graduação, venham a pres-
tar o serviço militar obrigatório; alunos dos órgãos de formação de reserva, tais como o
Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) e o Núcleo de Preparação de Ofi-
ciais da Reserva (NPOR).

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Contudo, em razão desse requerimento ser permitido para aquele que completa 16 anos
até a data do pleito, é possível que, ao prestar o serviço militar obrigatório, o indivíduo já tenha
sido inscrito eleitor. Neste caso, sua inscrição permanecerá ativa no cadastro de eleitores,
ficando impedido de votar. Nesse sentido, confira a jurisprudência do TSE:

Alistamento eleitoral – impossibilidade de ser efetuado por aqueles que prestam o ser-
viço militar obrigatório – manutenção do impedimento ao exercício do voto pelos cons-
critos anteriormente alistados perante a Justiça Eleitoral, durante o período da conscri-
ção. (PA n. 1331-43/GO, rel. Min. Nilson Naves, DJ de 14.5.1998).

Sublinha-se que essa regra não alcança os demais militares. Assim, são alistáveis aque-
les que, uma vez cumprido o período militar obrigatório, decidiram continuar nas forças ar-
madas, além dos oficiais, aspirantes a oficiais, guardas-marinha, subtenentes ou suboficiais,
sargentos ou alunos das escolas militares de ensino superior para formação de oficiais.
A CF/1988 estabelece também que os estrangeiros são inalistáveis, ou seja, aqueles que
não forem brasileiros natos ou naturalizados, à exceção dos portugueses nos casos de reci-
procidade, não podem requerer o ingresso no cadastro de eleitores. Na verdade, o português
é o único estrangeiro, que, enquanto estrangeiro, pode se alistar no Brasil. A nenhum outro
estrangeiro, ainda que oriundo de países de língua portuguesa, será admissível o alistamento
eleitoral e o exercício de direitos políticos no Brasil.
O CE, em seu art. 5º, inciso II, prescreve ainda que o alistamento é vedado àqueles que
não saibam exprimir-se em língua nacional. Esse inciso está revogado. Veja o seguinte
julgado do TSE:

Consoante o § 2º do artigo 14 da CF, a não alistabilidade como eleitores somente é


imputada aos estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, aos cons-
critos, observada, naturalmente, a vedação que se impõe em face da incapacidade abso-
luta nos termos da lei civil.
Sendo o voto obrigatório para os brasileiros maiores de 18 anos, ressalvada a facultati-
vidade de que cuida o inciso II do § 1º do artigo 14 da CF, não há como entender recep-
cionado preceito de lei, mesmo de índole complementar à Carta Magna, que imponha
restrição ao que a norma superior hierárquica não estabelece.

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Vedado impor qualquer empecilho ao alistamento eleitoral que não esteja previsto na Lei Maior,
por caracterizar restrição indevida a direito político, há que afirmar a inexigibilidade de
fluência da língua pátria para que o indígena ainda sob tutela e o brasileiro possam alis-
tar-se eleitores.
Declarada a não recepção do art. 5º, inciso II, do Código Eleitoral pela Constituição Fede-
ral de 1988. (PA n. 19.840, rel. Min. Fernando Gonçalves, DJe de 20/8/2010).

Pronto. Finalizamos a primeira parte da aula, que cuidou de temas gerais acerca do alis-
tamento eleitoral.
Doravante, vamos, com base Res.-TSE n. 21.538/2003, detalhar o procedimento de alis-
tamento eleitoral.

4. qualiFiCação e insCrição do eleitor

O alistamento se faz por meio da qualificação e inscrição do eleitor. Somente com a rea-
lização dessas duas etapas ter-se-á sua consumação (art. 42, CE).
A qualificação se consubstancia na demonstração, perante a Justiça Eleitoral,
dos dados que habilitam o eleitor a integrar o corpo eleitoral.
A inscrição, por sua vez, é a introdução do nome do eleitor no corpo de eleitores, por meio
de decisão do juiz eleitoral após a verificação do preenchimento dos requisitos.

4.1. proCedimento

Vamos entender como se concretizam as duas etapas do alistamento eleitoral: a qualifi-


cação e a inscrição.

4.1.1. Do Pedido de Inscrição Eleitoral

Para realizar o pedido de alistamento, basta o pretenso eleitor dirigir-se ao cartório elei-
toral ou posto de alistamento de seu domicílio eleitoral, no prazo de até 151 dias anteriores à
data da eleição, conforme estabelece o art. 91, Lei n. 9.504/1997.

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Art. 91. Nenhum requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido dentro dos
cento e cinquenta dias anteriores à data da eleição.

Dentro dos 150 dias antes da data das eleições, haverá o chamado período de estabili-
zação do cadastro eleitoral. Essa definição do quadro de eleitores em período razoável antes
do pleito, é condição essencial para que a Justiça Eleitoral possa, a tempo e modo, alocar
recursos direcionados a montar a estrutura logística para a realização das eleições. Na linha
de previsibilidade adotada, cumpre informar que nesse período também não poderá haver
transferências eleitorais.
No momento de requerimento do alistamento eleitoral, o eleitor deverá apresentar um dos
seguintes documentos a fim de comprovar a nacionalidade brasileira, consoante dispõe o
art. 13, Res. n. TSE 21.538/2003:

Carteira de identidade ou carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal, controla-
dores do exercício profissional – segundo o TSE, no julgamento do PA n. 180681, facul-
ta-se aos indígenas que não disponham do documento de registro civil de nascimento a
apresentação do congênere administrativo expedido pela FUNAI;
Certidão de nascimento ou casamento, extraída do Registro Civil;
Instrumento público do qual se infira, por direito, ter o requerente a idade mínima de 16
anos e do qual constem, também, os demais elementos necessários à sua qualificação.
Certificado de quitação do serviço militar – Nos termos do parágrafo único do art. 13 da
Res.-TSE n. 21.538/2003 é obrigatória a apresentação desse documento para os maio-
res de 18 anos do sexo masculino. Esse documento é exigido inclusive dos indígenas do
sexo masculino maiores de 18 anos, no momento do alistamento eleitoral.
PROCESSO ADMINISTRATIVO. SOLICITAÇÃO. ALTERAÇÃO. NORMAS DE SERVIÇO. EXI-
GÊNCIA. APRESENTAÇÃO. COMPROVANTE. QUITAÇÃO MILITAR. INDÍGENAS “INTEGRA-
DOS”. GARANTIA. ALISTAMENTO ELEITORAL. DESINFLUÊNCIA. CATEGORIZAÇÃO. ATEN-
DIMENTO. PRECEITOS LEGAIS. APRESENTAÇÃO. DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA.
1. Os indígenas têm assegurado o direito de se alistar como eleitores e de votar, inde-
pendentemente de categorização prevista em legislação especial infraconstitucional,
a partir dos dezesseis anos, desde que atendidos os preceitos legais regulamentadores
da matéria, conforme orientação firmada por esta Corte Superior.

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2. Todo cidadão do sexo masculino, maior de dezoito anos, que comparece a unidade
eleitoral – cartório, posto ou central de atendimento – com a finalidade de se alistar elei-
tor, deve apresentar, entre outros documentos, comprovante de quitação das obrigações
militares, nos exatos termos do art. 44, II, do Código Eleitoral.
3. Tendo em conta a desinfluência da classificação conferida ao indígena para esta Jus-
tiça especializada e a garantia constitucional relativamente a sua organização social,
costumes, línguas, crenças e tradições (Constituição, art. 231), será solicitado, na hipó-
tese de requerer alistamento eleitoral, documento hábil obtido na unidade do serviço
militar do qual se infira sua regularidade com as obrigações correspondentes, seja pela
prestação, dispensa, isenção ou quaisquer outros motivos admitidos pela legislação de
regência da matéria, em conjunto ou não com o do órgão competente de assistência que
comprove a condição de indígena, ambos estranhos à órbita de atuação da Justiça Elei-
toral. (PA n. 1919-30/SP, rel. Min. João Otávio de Noronha, DJe de 10/2/2015).

Conquanto esse documento seja essencial para o alistamento eleitoral, o TSE já decidiu
que não o é para a formalização de pedidos de transferência eleitoral, revisão de dados e de
segunda via.
A regra é que basta apenas um dos documentos listados anteriormente. Entretanto, para
os maiores de 18 anos do sexo masculino, é obrigatória a apresentação do certificado de qui-
tação do serviço militar. Essa exceção foi recentemente objeto de concurso público e poderá
vir a ser, novamente, cobrada nos próximos.
Apresentada essa documentação no cartório eleitoral ou no posto de alistamento, o ser-
vidor da Justiça Eleitoral preencherá, na presença do eleitor, o Requerimento de Alistamento
Eleitoral – RAE ou digitará as informações no sistema de acordo com a documentação entre-
gue, complementando com outras informações pessoais do indivíduo, em conformidade com
as exigências do processamento de dados.
No momento da formalização do pedido, o requerente manifestará sua preferência sobre
local de votação, entre os estabelecidos para a zona eleitoral. Não poderá, portanto, escolher
local de votação pertencente a outra zona eleitoral.
Após o preenchimento do RAE e juntada dos documentos, encaminha-se o requerimento
para apreciação do juiz eleitoral.

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Antes, porém, de estudarmos a fase de análise do pedido, cumpre informar que o TSE
promoveu importantes acréscimos na Res.-TSE n. 21.538/2003, autorizando que travestis ou
transexuais se candidatem com o chamado “nome social”. Para que isso seja possível, a in-
clusão do nome social deve ser realizada, a tempo e modo, no cadastro eleitoral, razão pela
qual esta matéria será agora estudada.

Uso do Nome Social

O uso do nome social foi introduzido pelo TSE no PA n. 0600240-04, Dje de 2/4/2018, que
acrescentou o art. 9-A e seus parágrafos à Res.-TSE n. 21.538/2009.
Nos termos do art. 9-A, § 1º, da citada resolução, considera-se nome social a designação
pela qual a pessoa travesti ou transexual se identifica e é socialmente reconhecida, conside-
rando que a identidade de gênero como dimensão da identidade de uma pessoa diz respeito
à forma como a pessoa se relaciona com as representações de masculinidade e feminilidade
e como isso se traduz em sua prática social, sem guardar necessária relação com o sexo bio-
lógico atribuído ao nascimento.
Em respeito aos direitos dessas pessoas, elas podem, no momento do alistamento elei-
toral ou de atualização de seus dados no cadastro eleitoral, requerer que a inscrição eleitoral
seja realizada com o seu nome social e a sua identidade de gênero, desde que não seja ridí-
culo e não atente contra o pudor.
Uma vez deferida a inscrição eleitoral com o uso do nome social, o título eleitoral será
expedido com essa designação.
O nome social e a identidade de gênero constarão do cadastro eleitoral em campos pró-
prios, preservados os dados do registro civil.
Entretanto, apesar da manutenção dos dados do registro civil no cadastro eleitoral do ci-
dadão que tenha requerido a inscrição com o uso do nome social e da identidade de gênero,
a Justiça Eleitoral restringirá o acesso à divulgação dessas informações, com a finalidade de
preservar a intimidade e a vida privada da pessoa.
Nesse caso, no âmbito do registro de um cidadão que se habilita ao uso do nome social,
ter-se-á a seguinte situação:

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• internamente – nos sistemas internos da Justiça Eleitoral, haverá o registro do nome


civil e do nome social do cidadão;
• externamente – esse cidadão será reconhecido e denominado apenas pelo seu
nome social.

4.1.2. Da Análise do Pedido de Inscrição Eleitoral

Ao apreciar o requerimento de alistamento eleitoral, o juiz, se tiver dúvida quanto à iden-


tidade do requerente, comprovação de domicílio eleitoral na circunscrição ou sobre qualquer
outro requisito para o alistamento, poderá converter o requerimento em diligência para que o
solicitante esclareça ou complete a prova, fixando prazo razoável para tanto.
Esgotado o prazo da diligência, se houver, o juiz eleitoral decidirá sobre o pedido. Em se-
guida, viabilizará a publicidade dessa decisão por meio de edital publicado quinzenalmente
(dias 1º e 15º de cada mês). No edital constarão os pedidos deferidos, os indeferidos e os
convertidos em diligência.
Do despacho que indeferir o requerimento de inscrição, caberá recurso interposto pelo
alistando no prazo de cinco dias.
Do despacho que deferir, poderá recorrer qualquer delegado de partido político no prazo
de dez dias.
Ambos os prazos serão contados da colocação da mencionada listagem publicada por
meio de edital, nos dias 1º e 15 de cada mês, ou no primeiro dia útil seguinte, ainda que tenham
sido exibidas ao alistando antes dessas datas e mesmo que os partidos não as consultem.
Deferido o pedido, ao eleitor será atribuído um número de inscrição eleitoral composto por
12 dígitos, dentre os quais, parte dessa numeração, indica a unidade da federação em que foi
realizado o alistamento eleitoral.
Resta, então, entregar ao eleitor o documento que materializa a inscrição eleitoral: o
título eleitoral.

4.1.3. Da Entrega do Título Eleitoral

O título eleitoral é o documento oficial que comprova a cidadania brasileira. Todos os cida-
dãos, após serem inscritos, por determinação do juiz eleitoral, receberão esse título eleitoral.

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Em 2017, o TSE mudou as normas sobre a forma desse documento. Antes a Resolução-T-
SE n. 21.538/2003, de forma expressa, estabelecia os parâmetros a serem observados para a
impressão e produção desse comprovante da cidadania brasileira.
Não obstante, atualmente, segundo o art. 22 da Resolução do Alistamento Eleitoral, o tí-
tulo eleitoral será confeccionado com informações, características, formas e especificações
estabelecidas em um anexo da referida Resolução. Veja o novo modelo do Título Eleitoral:

Segundo o art. 4º da Resolução n. 23.562/2018, o modelo de título eleitoral impresso


com base nas regras anteriores às alterações promovidas por esta resolução e pela Res.-TSE
23538/2017 permanece válido e pode ser emitido enquanto houver disponibilidade de mate-
rial nas unidades da Justiça Eleitoral.
A data da emissão do título eleitoral não é a data de sua impressão, mas o dia em que o
eleitor fez o requerimento (preencheu o RAE), nos seguintes casos: alistamento, transferên-
cia, revisão e segunda via.
Em regra, os títulos eleitorais são emitidos sob a coordenação das zonas eleitorais e, nes-
sa situação, serão assinados pelo juiz eleitoral. Contudo, os TRE’s podem autorizar a emissão
online de títulos e, em situações excepcionais (revisão de eleitorado), recadastramento ou
rezoneamento, desde que haja um rígido controle, com a impressão da assinatura do presi-
dente do Órgão.
Só é possível a emissão de título eleitoral por computador. Essa é uma determinação legal.

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Após a impressão do título, deve-se proceder a sua entrega ao eleitor. Essa entrega será
sempre pessoal e, ainda, não é admitida a interferência de pessoas estranhas à Justiça Eleitoral.
Para a formalização da entrega, será emitido, juntamente com o título eleitoral, o Protoco-
lo de Entrega do Título Eleitoral – PETE. O PETE é um canhoto que, no ato da entrega, é desta-
cado pelo servidor da Justiça Eleitoral e deve ser assinado ou aposto com a digital do eleitor.
Finalizando o tema, dispõe o art. 26 da Res. TSE n. 21.538/2003 que o título eleitoral prova
a quitação para com a Justiça Eleitoral até a data de sua emissão. Isso quer dizer que o título
eleitoral só será emitido para o eleitor que estiver em dia com suas obrigações eleitorais. Caso
o cidadão não esteja quite, o Juiz Eleitoral abrirá a oportunidade para a solução da pendência.

4.1.4. Fiscalização dos Partidos Políticos do Procedimento de Inscrição


Eleitoral

Aos partidos políticos é dada a permissão legal de participar ativamente do processo de


inscrição eleitoral de eleitores (art. 66, CE).
Além da possibilidade de apresentar recurso aos pedidos deferidos de alistamento elei-
toral, os partidos políticos, por meio dos seus delegados, podem, nos termos do art. 27 da
Res.-TSE n. 21.538/2003, atuar ainda no início do processo de alistamento. Isso em face da
permissão dada a eles de acompanhar todos os processos de inscrição e examinar, sem per-
turbação, os documentos relativos ao alistamento eleitoral, podendo deles tirar cópias.
Esse acesso aos dados do solicitante permite aos partidos políticos comunicar irregula-
ridades e omissões no momento em que se procede ao pedido de alistamento, solicitando o
indeferimento de plano ou após realização de diligência que venha a confirmar eventual irre-
gularidade. Trata-se aqui de uma autêntica impugnação ao pedido de alistamento eleitoral.
Há, ainda, a possibilidade de os partidos políticos, por meio dos seus delegados, assumi-
rem a defesa do eleitor cuja inscrição esteja sendo questionada.
Para os fins do art. 27, os partidos políticos poderão manter até dois delegados perante
o TRE e até três delegados em cada zona eleitoral, que se revezarão, não sendo permitida a
atuação simultânea de mais de um delegado de cada partido.

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Na zona eleitoral, os delegados serão credenciados pelo juiz eleitoral. Os delegados creden-
ciados no TRE poderão representar o partido, na circunscrição, perante qualquer juízo eleitoral.

4.1.5. Segunda Via do Título Eleitoral

No caso de perda ou extravio do título, bem assim de sua inutilização ou dilaceração,


o eleitor deverá requerer pessoalmente ao juiz de seu domicílio eleitoral que lhe expeça se-
gunda via, consoante dispõe o art. 19 da Res.-TSE n. 21.538/2003.
Na hipótese de inutilização ou dilaceração, o requerimento será instruído com a primeira
via do título.
Em qualquer hipótese, no pedido de segunda via, o eleitor deverá apor a assinatura ou a
impressão digital do polegar, se não souber assinar, na presença do servidor da Justiça Eleito-
ral, que deverá atestar a satisfação dessa exigência, após comprovada a identidade do eleitor.
Em ano eleitoral, admite-se a apresentação de pedido de emissão de segunda via do título
eleitoral, desde que observados os seguintes prazos:
a) Até 10 dias antes do 1º turno da eleição, no Cartório Eleitoral da inscrição.
b) Até 60 dias antes do 1º turno da eleição, em qualquer Cartório Eleitoral, se o eleitor es-
tiver fora do seu domicílio.

5. transFerênCia eleitoral

A transferência eleitoral consiste na renovação do procedimento de inscrição do eleitor a


ser realizado perante o juiz eleitoral de seu novo domicílio.
A ideia da transferência eleitoral é facilitar o exercício dos direitos políticos do cidadão, em
razão da mudança/aquisição de um novo domicílio eleitoral, muito embora nada o obrigue a
requerer a transferência. Não é incomum que o cidadão mude sua residência para outra cidade
de forma definitiva, mas, em razão dos laços familiares, econômicos etc., mantenha sua ins-
crição eleitoral na antiga localidade e, nas eleições, retorne a ela para votar. Esse procedimento
tem amparo legal, tendo em vista que é possível ter a possibilidade de escolha entre vários
domicílios eleitorais ao mesmo tempo, seja por motivos familiares, econômicos, políticos etc.

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De qualquer forma, uma vez definido o domicílio eleitoral, torna-se único e somente por meio
do procedimento da transferência eleitoral será possível a mudança do domicílio eleitoral.
Para fins de alistamento eleitoral, a definição legal de domicílio eleitoral está hospedada
no art. 42, parágrafo único, do CE:

Parágrafo único. Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou moradia
do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á domicílio qualquer delas.

Muito embora a legislação faça referência a residência ou moradia, a jurisprudência cui-


dou de alargar bastante esse conceito.
No âmbito eleitoral, está assentado que esse conceito “é mais elástico do que no Direito
Civil e se satisfaz com a demonstração de vínculos políticos, econômicos, sociais ou fami-
liares” (REspe 374-81, rel. Min. Marco Aurélio, red. para o acórdão Ministro Dias Toffoli, DJe
de 4/8/2014).
Nesse sentido, confira um julgado que reconheceu o domicílio eleitoral com base em la-
ços políticos do cidadão:

RECURSO ESPECIAL. TRANSFERÊNCIA DE DOMICÍLIO ELEITORAL. VÍNCULO POLÍTICO.


SUFICIÊNCIA. PROVIMENTO.
1. A jurisprudência desta Corte se fixou no sentido de que a demonstração do vínculo
político é suficiente, por si só, para atrair o domicílio eleitoral, cujo conceito é mais elás-
tico que o domicílio no Direito Civil
2. Recurso especial provido. (REspe n. 85-51/CE, rel. Min. Luciana Lóssio, Dje de
7/5/2014).

No mesmo sentido, confira julgado em que reconhecido o domicílio eleitoral decorrente de


vínculo familiar:

AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. DOMICÍLIO ELEITORAL. CONCEITO


ELÁSTICO. TRANSFERÊNCIA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PREVISTOS NO ART.
55, § 1º, III, DO CÓDIGO ELEITORAL. NÃO PROVIMENTO.
1. Na espécie, a declaração subscrita por delegado de polícia constitui requisito sufi-
ciente para comprovação da residência do agravado e autoriza a transferência de seu
domicílio eleitoral, nos termos do art. 55, § 1º, III, do CE.

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2. O TSE já decidiu que o conceito de domicílio no Direito Eleitoral é mais elástico do que
no Direito Civil e satisfaz-se com a demonstração de vínculo político, social ou afetivo.
No caso, o agravado demonstrou vínculo familiar com o Município de Barra de Santana/
PB, pois seu filho reside naquele município. (AgR/AI n. 72-86/PB, rel. Min. Nancy Andri-
ghi, DJe de 14/3/2013).

Conquanto se possa ter vários domicílios eleitorais, somente é admitida uma única inscri-
ção eleitoral ativa, devendo o cidadão escolher, entre eles, qual se inscreverá.
A transferência pode ocorrer nas seguintes hipóteses:
• de um local de votação para outro, em município diverso do seu, mesmo que dentro da
mesma zona eleitoral;
• de um município para outro dentro do mesmo Estado;
• de um estado para outro dentro do país;
• do exterior para o Brasil;
• do Brasil para o exterior (sob a responsabilidade da 1ª Zona do Distrito Federal);
• de uma zona do exterior para outra também no exterior (sob a responsabilidade da 1ª
Zona do distrito Federal).

5.1. requisitos legais para requerer a transFerênCia eleitoral


A transferência somente será admitida se satisfeitas as exigências contidas no art. 18 da
Res.-TSE n. 21.538/2003:
• recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido
pela legislação vigente;
• residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo
próprio eleitor;
• transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência;
• prova de quitação eleitoral.

5.1.1. Recebimento do Pedido de Transferência Eleitoral no Cartório do Novo


Domicílio no Prazo Legal

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O primeiro requisito diz respeito à necessidade de o pedido ser dirigido ao juiz eleitoral do
novo domicílio, no prazo de até 151 dias anteriores à data da eleição, conforme estabelece o
art. 91, Lei n. 9.504/1997.), estando revogado o prazo de até 100 dias, constante no art. 55,
§ 1º, I, CE.

5.1.2. Domicílio Mínimo de Três Meses no Local

Muito embora a lei remeta à necessidade de o cidadão possuir residência mínima de 3


meses no novo domicílio, a exigência se refere ao domicílio eleitoral que, como já vimos, pode
ser obtido mesmo que o cidadão não resida na localidade.
O art. 53, § 1º, III, do CE dispõe que o cumprimento dessa exigência pode ser atestado pela
autoridade policial ou provada por outros meios convincentes.
Logo, para comprovar esse requisito é aceita, dentre outras provas, a declaração firma-
da pelo próprio interessado, conforme autoriza o art. 1º da Lei n. 7.115/1983. Segundo esse
dispositivo legal a declaração destinada a fazer prova de vida, residência, pobreza, depen-
dência econômica, homonímia ou bons antecedentes, quando firmada pelo próprio inte-
ressado ou por procurador bastante, e sob as penas da lei, presume-se verdadeira. O TSE
afastou qualquer dúvida a respeito da aplicação desta lei, ao apreciar o PA n. 107-46/CE.
No acórdão assentou que as regras de direito probatório da Lei n. 7.115/1983 se aplicam ao
processo eleitoral.
Malgrado seja aceita a declaração de próprio punho, o juiz eleitoral, na dúvida, pode re-
querer prova documental ou mesmo determinar que sejam feitas diligências por oficial de
justiça para se certificar da veracidade das informações prestadas à Justiça Eleitoral.
Consoante dispõe o art. 18, § 1º, da Res.-TSE, a exigência de residência por, pelo menos,
3 meses no novo domicílio não se aplica à transferência de título eleitoral de servidor público
civil, militar, autárquico ou de membro de sua família, por motivo de remoção ou transferência,
no interesse da Administração.

Exemplo: imagine que Antônio, servidor público federal, seja removido, no interesse da Admi-
nistração, da cidade de Brasília para a cidade de Belo Horizonte. Em razão disso, Antônio e
sua esposa, Maria, providenciam sua mudança para a nova cidade.

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Passados um mês da mudança, Maria se dirige ao cartório eleitoral em Belo Horizonte e requer
a transferência eleitoral do seu título de eleitor.
Mesmo não sendo servidora pública, o juiz eleitoral deferirá o pedido, sob o fundamento de
que a mudança de domicílio de Maria decorreu da remoção de seu marido para Brasília, na
condição de servidor público.

Sublinho que não se aplica essa exceção se a transferência do servidor público ocorrer
por ato de vontade própria, devendo neste caso serem observados os prazos mínimos para
requerer a transferência da inscrição eleitoral. Nesse sentido:

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. NULIDADE DA DECISÃO


MONOCRÁTICA. INOCORRÊNCIA. ALISTAMENTO ELEITORAL. TRANSFERÊNCIA DE
DOMICÍLIO ELEITORAL. ART. 55, § 2º, DO CÓDIGO ELEITORAL. SERVIDOR PÚBLICO.
REMOÇÃO. EXCEÇÃO NÃO CARACTERIZADA. INAPLICABILIDADE. DECISÃO MANTIDA
PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. DESPROVIMENTO.
1. O servidor público transferido para outro domicílio eleitoral, por ato de sua vontade
própria, não o isenta do preenchimento dos requisitos previstos no art. 55, I, II e III, do
Código Eleitoral, sob pena de grave ofensa ao princípio da isonomia, por conceder a uma
categoria de trabalhadores benesses não oferecidas aos demais eleitores.
3. In casu, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, ao examinar o conjunto probató-
rio dos autos, assentou que “o recorrente não comprovou que a sua transferência tenha
sido determinada no interesse da Administração, pressuposto para ser beneficiário da
benesse legal”. (REspe n. 124-17/AM, rel. Min. Luiz Fux, Dje de 8/9/2016).

5.1.3. Decurso de Prazo de Pelo Menos Um Ano do Alistamento ou da Última


Transferência

O terceiro requisito se refere à necessidade de ser observado o decurso de prazo de pelo


menos 1 ano do alistamento ou da última transferência do solicitante.
Esse requisito também não é exigido do servidor público civil, militar, autárquico ou de
membro de sua família, por motivo de remoção ou transferência, no interesse da Administra-
ção. Se a transferência ocorrer por vontade própria do servidor, ele terá que observar o prazo
mínimo estabelecido.

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6. Comprovação da quitação eleitoral e apresentação do título


eleitoral
O quarto e último requisito exige a necessidade de o cidadão, o ato do requerimento de
transferência, comprovar que está quite com a Justiça Eleitoral, entregando seu título de elei-
tor e provando está quite com a Justiça Eleitoral.

6.1. quitação eleitoral


A quitação eleitoral é comprovada com a apresentação da certidão de quitação eleitoral.
O conteúdo dessa certidão está descrito no art. 11, § 7º, da Lei n. 9.504/1997:

Art. 11, § 7º A certidão de quitação eleitoral abrangerá exclusivamente a plenitude do gozo dos di-
reitos políticos, o regular exercício do voto, o atendimento a convocações da Justiça Eleitoral para
auxiliar os trabalhos relativos ao pleito, a inexistência de multas aplicadas, em caráter definitivo,
pela Justiça Eleitoral e não remitidas, e a apresentação de contas de campanha eleitoral.

Não terá direito à certidão de quitação eleitoral aquele que não comprovar o regular exer-
cício do voto, que, como se sabe, é obrigatório no Brasil, bem como, aquele que não atender à
convocação da Justiça eleitoral para auxiliar os trabalhos relativos ao pleito, como, por exem-
plo, ser mesário no dia das eleições.
De igual modo, deverá ser negada a entrega do documento para aquele que tiver em aber-
to multas eleitorais/administrativas aplicadas pela Justiça Eleitoral.
No que concerne à apresentação de contas de campanha como requisito para obtenção
da certidão de quitação eleitoral, temos que antes da edição da Lei n. 12.034/2009, que alte-
rou o art. 11, § 7º, da Lei n. 9.504/1997, somente estava quite com a Justiça Eleitoral aquele
que candidato que tinha as suas contas aprovadas.
Com a novel legislação, basta o candidato apresentar as contas de campanha para estar
quite com a Justiça Eleitoral, ainda que elas venham a ser julgadas desaprovadas. Nesse sen-
tido, confira a Súmula 57 do TSE:

Súmula n. 57
A apresentação das contas de campanha é suficiente para a obtenção da quitação elei-
toral, nos termos da nova redação conferida ao art. 11, § 7º, da Lei n. 9.504/1997, pela
Lei n. 12.034/2009.

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Quando o candidato não apresentar suas contas, ficará impedido de obter a certidão de
quitação eleitoral pelo período correspondente ao mandato pelo qual concorreu, persistindo
esses efeitos, após esse período, até a efetiva apresentação das contas. É o teor da Súmula
n. 42 do TSE:

Súmula n. 42
A decisão que julga não prestadas as contas de campanha impede o candidato de obter a
certidão de quitação eleitoral durante o curso do mandato ao qual concorreu, persistindo
esses efeitos, após esse período, até a efetiva apresentação das contas.

Saliento que, uma vez assentado o trânsito em julgado da decisão de não prestação de
contas, o candidato ficará impedido de obter a certidão de quitação eleitoral durante todo o
mandato pelo qual concorreu, ainda que entre o trânsito em julgado das contas e o final do
mandato apresente as contas.

ELEIÇÕES 2016. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. REGISTRO DE CANDIDA-


TURA. VEREADOR. QUITAÇÃO ELEITORAL. AUSÊNCIA. CONTAS DE CAMPANHA NÃO
PRESTADAS.
1. A conclusão do Tribunal Regional Eleitoral, ao manter o indeferimento do registro do
candidato, está em consonância com a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral no
sentido de que a apresentação das contas de campanha após o trânsito em julgado da
decisão que as julgou não prestadas não afasta a ausência da condição de elegibilidade
referente à quitação eleitoral, pois a apresentação somente será considerada no final da
legislatura, para a regularização do cadastro eleitoral.
2. A Súmula 42 do Tribunal Superior Eleitoral dispõe que “a decisão que julga não presta-
das as contas de campanha impede o candidato de obter a certidão de quitação eleito-
ral durante o curso do mandato ao qual concorreu, persistindo esses efeitos, após esse
período, até a efetiva apresentação das contas”.
Agravo regimental a que se nega provimento. (REspe n. 459-96/, rel. Min. Henrique Neves
da Silva, DJe de 18/10/2016).

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Por evidente, se o candidato apresentar suas contas, ainda que após o trânsito em julga-
do da decisão de não apresentação de contas, ao final do mandato estará, em relação a este
item, quite com a Justiça Eleitoral.
Contudo, se o candidato persistir no desinteresse em apresentar as contas, a vedação à
obtenção da certidão de quitação eleitoral irá persistir pelo tempo correspondente à omissão.
É o que afirma a parte final da Súmula 42 do TSE.
Para não restar qualquer dúvida, vamos a um exemplo:

Exemplo: se um candidato a deputado federal participou das eleições de 2018 e não prestou
contas, tendo essa decisão transitada em julgado, ficará sem quitação eleitoral até o fim do
ano de 2022.
Se após o trânsito em julgado da decisão que assentou a não prestação de contas, ele tenha
apresentado as contas, ficará sem quitação até o final de 2022, momento em que, automati-
camente, estará autorizado a obter a certidão de quitação eleitoral.

Se após o trânsito em julgado da decisão que assentou a não prestação de contas permane-

ceu omisso, a vedação à obtenção da certidão de quitação eleitoral não findará com o término

do mandato pelo qual concorreu, ou seja, em 2022. A omissão continuará produzindo seus

efeitos até que ele apresente as contas.

Por último, não fará jus ao documento de quitação eleitoral aquele que estiver tiver perdi-
do ou suspenso seus direitos políticos.
Haverá a perda ou a suspensão dos direitos políticos, nas hipóteses estão listadas no
art. 15 da CF/1988:

Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos ca-
sos de:
I – cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;
II – incapacidade civil absoluta;
III – condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
IV – recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do
art. 5º, VIII;
V – improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º.

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Segundo a doutrina majoritária, ocorre a suspensão dos direitos políticos nas seguintes
hipóteses:
• incapacidade civil absoluta;
• condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
• improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º, da CF/1988;
• recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação social alternativa.

Entre as hipóteses elencadas no art. 15 da CF/1988, a doutrina majoritária elenca como


causa de perda dos direitos políticos o cancelamento da naturalização por sentença transi-
tada em julgado.
Nos termos do art. 51 da Res.-TSE n. 21.538/2003, tomando conhecimento de fato en-
sejador de inelegibilidade ou de suspensão de inscrição por motivo de suspensão de direitos
políticos ou de impedimento ao exercício do voto, a autoridade judiciária eleitoral determinará
a imediata atualização do cadastro, ou sendo a notícia referente a eleitor inscrito em zona
eleitoral diversa, comunicará o fato ao juiz eleitoral responsável pela zona eleitoral do inscrito
para assim proceder.
Quando se tratar de pessoa não inscrita perante a Justiça Eleitoral ou com inscrição can-
celada no cadastro, o registro será feito diretamente na base de perda e suspensão de direitos
políticos pela Corregedoria Regional Eleitoral que primeiro tomar conhecimento do fato.
Comunicada a perda de direitos políticos pelo Ministério da Justiça, a Corregedoria-Geral
providenciará a imediata atualização da situação das inscrições no cadastro e na base de
perda e suspensão de direitos políticos.
Já no art. 52 da multicitada resolução do TSE, a regularização de situação eleitoral de
pessoa com restrição de direitos políticos somente será possível mediante comprovação de
haver cessado o impedimento.
São considerados pelo texto regulamentar documentos comprobatórios de reaquisição
ou restabelecimento de direitos políticos:

I – Nos casos de perda:


decreto ou portaria;
comunicação do Ministério da Justiça.

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II – Nos casos de suspensão:


para interditos ou condenados: sentença judicial, certidão do juízo competente ou outro documento;
para conscritos ou pessoas que se recusaram à prestação do serviço militar obrigatório: Certifica-
do de Reservista, Certificado de Isenção, Certificado de Dispensa de Incorporação, Certificado do
Cumprimento de Prestação Alternativa ao Serviço Militar Obrigatório, Certificado de Conclusão do
Curso de Formação de Sargentos, Certificado de Conclusão de Curso em Órgão de Formação da
Reserva ou similares;
para beneficiários do Estatuto da Igualdade: comunicação do Ministério da Justiça ou de reparti-
ção consular ou missão diplomática competente, a respeito da cessação do gozo de direitos polí-
ticos em Portugal, na forma da lei.

Por fim, para fechar esse tópico, cumpre informar que não comprovada a condição de elei-
tor, com a entrega do título eleitoral, ou a quitação para com a Justiça Eleitoral, o juiz eleitoral
arbitrará, desde logo, o valor da multa a ser paga.

6.2. proCedimento da transFerênCia eleitoral

Após a entrega a comprovação dos requisitos e entrega da documentação da documen-


tação exigida, o juiz eleitoral despachará o pedido de transferência eleitoral. Na sequência,
o cartório colocará à disposição dos partidos políticos, nos dias 1º e 15 de cada mês, ou no
primeiro dia útil seguinte, ainda que tenham sido exibidas ao requerente antes dessas datas
e mesmo que os partidos não as consultem, relação de inscrições atualizadas no cadastro,
com os respectivos endereços, para fins de impugnação.
Do despacho que indeferir o requerimento de transferência, caberá recurso interposto pelo
eleitor no prazo de cinco dias e, do que deferir, poderá recorrer qualquer delegado de partido
político no prazo de dez dias, contados da publicação pelo cartório eleitoral da mencionada
relação de inscrições atualizadas no cadastro eleitoral, consoante disposto no art. 18, §§ 4º
e 5º, da Res.-TSE n. 21.538/2003.

6.3. CanCelamento da insCrição eleitoral

As inscrições eleitorais têm caráter de definitividade. Não obstante, existem algumas si-
tuações que podem ensejar o cancelamento da inscrição do eleitor. Essas hipóteses estão
previstas no art. 71 do Código Eleitoral.

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6.4. inFração aos artigos 5º e 42 do Código eleitoral

Essa hipótese de cancelamento da inscrição eleitoral, inscrita no art. 71, I, do CE, alcan-
ça o eleitor que se alistou fora do seu domicílio (art. 42, CE), bem como aquele que violou o
art. 5º do CE.
O art. 5º do CE estabelece:

Art. 5º Não podem alistar-se eleitores:


I – os analfabetos; (Vide art. 14, § 1º, II, “a”, da Constituição/1988)
II – os que não saibam exprimir-se na língua nacional;
III – os que estejam privados, temporária ou definitivamente dos direitos políticos.

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Lembro que os incisos I e II deste artigo não foram recepcionados pela CF/1988. Quanto
ao primeiro inciso, relativo aos analfabetos, cito a ementa do leading case:

Agravo regimental. Candidata. Analfabetismo. Inelegibilidade. Adoção. Procedimento.


Previsão.
Art. 28, § 4º, da Res.-TSE n. 21.608. Impossibilidade. Reexame de prova. Não-recepção.
Art. 5º, inciso I, do Código Eleitoral. Alistamento e voto. Facultativo. Analfabeto. Art. 14,
§ 1º, inciso II, alínea a, da CF/1988.
1- O art. 5º, inciso I, do Código Eleitoral não foi recepcionado pela Constituição Federal
de 1988, na medida em que resta consagrado no art. 14, § 1º, inciso II, alínea a, do texto
constitucional, que o alistamento e o voto dos analfabetos são facultativos.
Agravo regimental desprovido. (REspe n. 23291/GO, rel. Min. Caputo Bastos, PSESS DE
4.10.2004).

Já em relação ao inciso II, sobre os que não saibam exprimir-se em língua nacional, eis o
precedente do TSE:

CONSULTA. RECEBIDA COMO PROCESSO ADMINISTRATIVO. JUIZ ELEITORAL. TRE/AM.


RECEPÇÃO. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ARTIGO 5º, INCISO II, DO CÓDIGO ELEITORAL.
- Consoante o § 2º do artigo 14 da CF, a não alistabilidade como eleitores somente é
imputada aos estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, aos cons-
critos, observada, naturalmente, a vedação que se impõe em face da incapacidade abso-
luta nos termos da lei civil.
- Sendo o voto obrigatório para os brasileiros maiores de 18 anos, ressalvada a faculta-
tividade de que cuida o inciso II do § 1º do artigo 14 da CF, não há como entender recep-
cionado preceito de lei, mesmo de índole complementar à Carta Magna, que imponha
restrição ao que a norma superior hierárquica não estabelece.
- Vedado impor qualquer empecilho ao alistamento eleitoral que não esteja previsto na
Lei Maior, por caracterizar restrição indevida a direito político, há que afirmar a inexigi-
bilidade de fluência da língua pátria para que o indígena ainda sob tutela e o brasileiro
possam alistar-se eleitores.
- Declarada a não recepção do art. 5º, inciso II, do Código Eleitoral pela Constituição
Federal de 1988.

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Em relação à hipótese do inciso III do art. 5º do CE, atinente aos os que estejam privados,
temporária ou definitivamente dos direitos políticos, tal situação já está contemplada expres-
samente, como causa de cancelamento de inscrição eleitoral, no art. 71, II do CE.
Com efeito, neste tópico, temos como causa de cancelamento: i) o alistamento fora do
domicílio eleitoral (art. 42 do CE) e ii) ainda que sobreposta com o art. 71, II, do CE, a perda ou
suspensão dos direitos políticos (art. 5º do CE).

6.4.1. Perda ou Suspensão dos Direitos Políticos

A segunda hipótese de cancelamento de inscrição eleitoral se relaciona com os casos de


perda ou suspensão dos direitos políticos, elencados no art. 15 da CF/1988, tais como a inca-
pacidade civil absoluta (art. 15, II, CF), a condenação criminal transitada em julgado (art. 15,
III, CF), a recusa em cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa (art. 15, IV,
CF) e a condenação por ato de improbidade administrativa (art. 15, V, CF). Em havendo perda
ou suspensão de direitos políticos, têm-se, como consequência jurídica, o cancelamento da
inscrição (art. 71, CE).
Neste ponto, faz-se oportuno uma observação. A doutrina majoritária e até mesmo a Res.
n. TSE 21.538/2003, no seu art. 51, entende que, nos casos de suspensão de direitos, opera-se
a suspensão da inscrição eleitoral e não o seu cancelamento. Todavia, as bancas de concurso,
como CESPE, FCC e outras, vêm cobrando a literalidade do art. 71 do Código Eleitoral. Assim,
nesses casos, para fins de concurso público, opera-se o cancelamento da inscrição eleitoral.

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6.4.2. Pluralidade de Inscrições Eleitorais

Outra hipótese de cancelamento da inscrição do eleitor ocorre quando se verifica que este
possui mais de uma inscrição eleitoral.
A verificação dessa irregularidade com o objetivo de expurgar possíveis duplicidades ou
pluralidades de inscrição se dá por meio do procedimento de batimento ou cruzamento das
informações cadastrais, realizado pelo TSE, em âmbito nacional, nos termos do art. 33, Res.
TSE n. 21.538/2003:

Art. 33. O batimento ou cruzamento das informações constantes do cadastro eleitoral terá como
objetivos expurgar possíveis duplicidades ou pluralidades de inscrições eleitorais e identificar situ-
ações que exijam averiguação e será realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral, em âmbito nacional.
§ 1º As operações de alistamento, transferência e revisão somente serão incluídas no cadastro ou
efetivadas após submetidas a batimento.
§ 2º Inscrição agrupada em duplicidade ou pluralidade ficará sujeita a apreciação e de- cisão de
autoridade judiciária.
§ 3º Em um mesmo grupo, serão sempre consideradas não liberadas as inscrições mais recentes,
excetuadas as inscrições atribuídas a gêmeos, que serão identificadas em situação liberada.
§ 4º Em caso de agrupamento de inscrição de gêmeo com inscrição para a qual não foi indicada
aquela condição, essa última será considerada não liberada.

Como produto desse procedimento de conferência, podem ser reveladas situações de du-
plicidade ou pluralidade de inscrições. A competência administrativa para regularização des-
sas pendências tem previsão legal no art. 41 da Res.-TSE n. 51.538/2003.
Nos termos desse dispositivo, detectada uma duplicidade de inscrição eleitoral, a com-
petência para a solução da irregularidade, na esfera administrativa, é do juiz eleitoral da zona
em que efetuada a inscrição mais recente.
Se o caso for de pluralidade de inscrições, a competência, na esfera administrativa, é de-
finida da seguinte forma:
• detectada a pluralidade de inscrições em uma mesma zona eleitoral, a competência
para solucionar a pendência, na esfera administrativa, é do juiz eleitoral da respectiva
Zona. Aliás, não afasta a competência do juiz eleitoral para processar e julgar requeri-
mento de cancelamento de inscrição eleitoral o fato de, no curso da ação, ser requerida
a transferência da inscrição para outra circunscrição. (AG n. 7179/SP, rel. Min. Caputo
Bastos, DJ de 31.10.2006);

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• detectada a pluralidade em inscrições de zonas eleitorais diversas de uma mesma circuns-


crição (mesmo Estado), a competência desloca-se para a Corregedoria Regional Eleitoral;
• detectada a pluralidade em zonas eleitorais de circunscrições diversas (Estados dife-
rentes), a competência é da Corregedoria-Geral Eleitoral.

No procedimento de regularização de duplicidades/pluralidades de inscrição eleitoral,


a autoridade competente realizará o cancelamento de uma ou mais delas, na seguinte ordem
de preferência, estabelecida no art. 40, da Res.-TSE n. 21.538/2003:

A primeira inscrição a ser cancelada não é a mais antiga. Ao contrário, cancela-se a ins-
crição mais recente, efetuada em afronta às normas do alistamento.
Da decisão da autoridade competente acerca das duplicidades/pluralidades de inscrição
eleitoral caberá, no prazo de 3 dias, recurso para as corregedorias regional e nacional, obser-
vado o seguinte:
DECISÃO RECURSO
JUIZ ELEITORAL DE SUA CIRCUNSCRIÇÃO AO CORREGEDOR REGIONAL ELEITORAL
CORREGEDOR REGIONAL ELEITORAL AO CORREGEDOR-GERAL ELEITORAL

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Confirmada ao final a existência de duas ou mais inscrições a um mesmo eleitor, além da


correção administrativa, os autos deverão ser remetidos pela autoridade judiciária competen-
te ao Ministério Público Eleitoral, para averiguação de ilícito na esfera penal, excetuados os
casos de evidente falha dos serviços eleitorais.
Não sendo cogitada a ocorrência de ilícito penal eleitoral a ser apurado, os autos deverão
ser arquivados na zona eleitoral onde o eleitor possui inscrição regular.
Manifestando-se o Ministério Público Eleitoral pela existência de indício de ilícito penal
eleitoral a ser apurado, o processo deverá ser remetido à Polícia Federal – autoridade compe-
tente para investigação de crimes eleitorais – para instauração de inquérito policial.
Concluído o inquérito policial, este deverá ser encaminhado, pela autoridade policial que o
presidir, ao juiz eleitoral da zona eleitoral onde foi efetuada a inscrição mais recente, que é a
autoridade competente para decidir o caso, nos termos do art. 44 da Res. n. TSE 21.538/2003.

Art. 44. A competência para decidir a respeito das duplicidades e pluralidades, na esfera penal, será
sempre do juiz eleitoral da zona onde foi efetuada a inscrição mais recente.

6.4.3. Falecimento do Eleitor

Ainda sobre as hipóteses de cancelamento da inscrição eleitoral, temos o falecimento do


eleitor, cuja ocorrência importa, por óbvio, no cancelamento da sua inscrição eleitoral.
Na prática, os oficiais de Registro Civil, sob pena de cometer o crime de perturbar ou im-
pedir de qualquer forma o alistamento, que tem pena de detenção de 15 dias a seis meses ou
pagamento de 30 a 60 dias-multa, enviarão, até o dia 15 de cada mês, ao juiz eleitoral da zona
em que oficiarem, comunicação dos óbitos de cidadãos alistáveis, ocorridos no mês anterior,
para cancelamento das inscrições.
A depuração do cadastro, com a finalidade de excluir inscrições atribuídas a pessoas fale-
cidas, deverá ser promovida em procedimentos específicos a partir das comunicações men-
sais de óbitos a que estão obrigados os cartórios de registro civil ou deflagrada de ofício pela
Corregedoria-Geral, observados, em qualquer caso, o contraditório e a ampla defesa (RP n.
649/RS, rel. Min. Francisco Peçanha Martins, DJ de 18.3.2005).

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6.5. ausênCia de voto em três eleições ConseCutivas

Por fim, trazemos a hipótese de cancelamento relacionada à situação em que o eleitor


deixar de votar em três eleições consecutivas.
O Código Eleitoral prevê, em seu art. 71, que o eleitor que deixar de votar em três eleições
consecutivas terá a sua inscrição eleitoral cancelada. Trata-se de hipótese de cancelamento
que tem a finalidade de manter atualizado o cadastro de eleitores da Justiça Eleitoral.
Na linha do que propugnado no art. 2º da Res.-TSE n. 23.594/2018, para fins de cômputo
das eleições, serão consideradas as eleições com data fixada pela Constituição, ou seja, as elei-
ções ordinárias, bem como aquelas suplementares marcada pela Justiça Eleitoral ou mesmo
referendos e plebiscitos. Exclui-se, contudo, aqueles pleitos que tenham sido anulados.
Essa hipótese de cancelamento não se aplica às inscrições atribuídas a eleitores cujo exercí-
cio do voto, por prerrogativa constitucional, é facultativo, consoante estabelece o art. 1º, §1º, da
Res.-TSE n. 23.594/2018 (RP n. 649/RS, rel. Min. Francisco Peçanha Martins, DJ de 18.3.2005).
Também não serão canceladas as inscrições atribuídas a pessoas portadoras de defici-
ência que torne impossível ou extremamente oneroso o cumprimento das obrigações eleito-
rais, no § 2º do art. 1º da mencionada resolução do TSE.
Outra forma de evitar o cancelamento da inscrição eleitoral por ausência do exercício do
voto nas em três eleições consecutivas é justificar a ausência ocorrida ou, não realizando
esse procedimento, pagar a multa correspondente.
Considerando a importância do procedimento de justificação para fins de concurso públi-
co, vamos estudá-lo com mais detalhes.

6.5.1. Procedimento de Justificação Eleitoral e da Multa

O procedimento de justificação eleitoral consiste basicamente na apresentação de ele-


mentos de prova que fundamentem o não exercício do voto pelo eleitor, podendo ser realizado
quantas vezes for necessário.
Para os eleitores que estiverem no país na data das eleições, a justificação deverá ocorrer
até 60 dias após a realização do pleito. Para os que estiverem no exterior, o prazo é de 30 dias
contados do seu retorno ao país.

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O procedimento de justificação está detalhado nos artigos 80 e seguintes da Res.-TSE n.


21.538/2003, observando a sequência a seguir.
A justificação será formalizada em impresso próprio fornecido pela Justiça Eleitoral ou, na
falta do impresso, digitado ou manuscrito.
O pedido de justificação será sempre dirigido ao juiz eleitoral da zona de inscrição, po-
dendo ser formulado na zona eleitoral em que se encontrar o eleitor, a qual providenciará sua
remessa ao juízo competente.
O encarregado do atendimento entregará ao eleitor o comprovante, que valerá como prova
da justificação, para todos os efeitos legais (Lei n. 6.091/1974, art. 16 e parágrafos).
Caso a justificativa seja recusada pelo juiz eleitoral ou o eleitor perca o prazo para rea-
lizá-la, poderá, para fins de evitar o cancelamento da sua inscrição eleitoral, pagar a multa
perante o juízo da zona em que estiver.
O eleitor que não votar e não pagar a multa, caso se encontre fora de sua zona e necessite
prova de quitação com a Justiça Eleitoral, poderá efetuar o pagamento perante o juízo da zona
em que estiver (Código Eleitoral, art. 11).
Efetuado o pagamento, o juiz que recolheu a multa fornecerá certidão de quitação e deter-
minará o registro da informação no cadastro.
Finalmente, o alistando ou o eleitor que comprovar, na forma da lei, seu estado de pobre-
za, perante qualquer juízo eleitoral, ficará isento do pagamento da multa (Código Eleitoral,
art. 367, § 3º).

6.6. proCedimento de exClusão/CanCelamento do eleitor do Cadastro

A exclusão é o procedimento administrativo desenvolvido pela Justiça Eleitoral para a


efetivação do cancelamento da inscrição do eleitor. Por se tratar de exercício de função ad-
ministrativa, o juiz eleitoral poderá instaurá-lo de ofício sempre que tiver notícia da existência
de uma das hipóteses de cancelamento da inscrição eleitoral.
Qualquer irregularidade determinante do cancelamento da inscrição do eleitor do cadastro
eleitoral será comunicada por escrito e por iniciativa de qualquer interessado ao juiz eleitoral,
O juiz eleitoral, na forma do art. 77 do CE, processará a exclusão pela forma seguinte:

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I – mandará autuar a petição ou representação com os documentos que a instruírem:


II – fará publicar edital com prazo de 10 (dez) dias para ciência dos interessados, que poderão
contestar dentro de 5 (cinco) dias;
III – concederá dilação probatória de 5 (cinco) a 10 (dez) dias, se requerida;
IV – decidirá no prazo de 5 (cinco) dias.

Destaque-se que, durante a tramitação do processo de exclusão, o eleitor poderá votar


validamente. Entretanto, uma vez determinado o cancelamento da inscrição do eleitor, ainda
que haja a interposição de recurso, o nome do eleitor é retirado da folha de votação, ou seja,
o recurso contra decisão que determina o cancelamento da inscrição eleitoral não possui
efeito suspensivo.
Além disso, o eleitor tem o direito à ampla defesa, sendo intimado para que possa produzir
provas e, se for o caso, apresentar as razões pelas quais a sua inscrição não deve ser cance-
lada. Nesse ponto, a defesa do eleitor poderá ser promovida: a) por ele mesmo; b) por outro
eleitor; ou c) por partido político, por um de seus delegados.
Caso o pedido seja acolhido, o juiz eleitoral determinará, por sentença, o cancelamento.
Dessa decisão do juiz eleitoral, seja de determinação do cancelamento da inscrição elei-
toral ou de seu indeferimento, caberá recurso no prazo de três dias, para o Tribunal Regional,
interposto pelo excluendo, por delegado de partido ou pelo Ministério Público Eleitoral.
Cessada a causa do cancelamento, poderá o interessado requerer novamente a sua qua-
lificação e inscrição, por meio do procedimento de restabelecimento dos direitos políticos.

7. revisão de eleitorado

Como já foi estudado, o alistamento eleitoral é obrigatório para o brasileiro, nato ou na-
turalizado, alfabetizado, que tenha entre 18 e 70 anos, devendo ser realizado uma única vez.
Contudo, ao longo do tempo, podem ocorrer situações que modifiquem os dados informados
por ele à Justiça Eleitoral no momento de sua inscrição no cadastro de eleitores, as quais po-
dem ter impacto na sua condição de cidadão, tais como condenações criminais transitadas
em julgado, falecimento, fraudes em alistamento etc. Para que seus dados sejam atualizados,
é necessário submeter-se ao procedimento denominado revisão de eleitorado.
Na lição de José Jairo Gomes (2017, p. 173), revisão de eleitorado:

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É o procedimento administrativo pelo qual se verifica se os eleitores que figuram no cadastro elei-
toral de determinada zona ou município encontram-se efetivamente neles domiciliados.

Na ADPF n. 541, o Ministro relator Luis Roberto Barroso assim a definiu:

A revisão eleitoral é o procedimento administrativo pelo qual se verifica se os eleitores


que figuram no cadastro eleitoral de determinada zona ou município encontram-se efe-
tivamente nele domiciliados e se seus títulos são regulares. Ela tem por principal obje-
tivo manter a atualidade do alistamento eleitoral, tal como exigido pela própria Consti-
tuição. (STF, ADPF n. 541, rel. Min. Luis Roberto Barroso, DJe de 31/5/2019).

7.1. aspeCtos gerais

Nos termos dos artigos 58 a 76 da Res.-TSE n. 21.538/2003, a revisão eleitoral é precedida


de ampla divulgação e da publicação de edital dando ciência aos eleitores da necessidade de
se submeter ao procedimento de atualização de seus dados no cadastro da Justiça Eleitoral.
É realizada pelo juiz eleitoral responsável pela zona eleitoral submetida ao procedimento,
o qual deverá dar início ao procedimento, no prazo máximo de 30 dias, a contar da data da
determinação, que poderá ser do TRE ou do TSE, conforme veremos mais adiante.
Convocado o alistamento eleitoral, os eleitores devem comparecer ao cartório eleitoral ou
aos postos de revisão, momento em que deverá comprovar a sua identidade e o seu domicílio
eleitoral. A prova da identidade só será admitida se feita pelo próprio eleitor mediante apre-
sentação de um ou mais dos documentos:

a) carteira de identidade ou carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal, controladores do
exercício profissional;
b) certidão de nascimento ou casamento, extraída do Registro Civil;
c) instrumento público do qual se infira, por direito, ter o requerente a idade mínima de 16 anos e do
qual constem, também, os demais elementos necessários à sua qualificação.

Por sua vez, a comprovação de domicílio poderá ser feita mediante um ou mais docu-
mentos dos quais se infira ser o eleitor residente ou ter vínculo profissional, patrimonial ou
comunitário no município a abonar a residência exigida.

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Nessa situação, se a prova de domicílio feita mediante apresentação de contas de luz,


água ou telefone, nota fiscal ou envelopes de correspondência, estes deverão ter sido, res-
pectivamente, emitidos ou expedidos nos 3 (três) meses anteriores ao preenchimento do RAE.
Em qualquer caso, ainda que apresentada a prova do domicílio eleitoral, o juiz poderá,
caso não tenha formado convicção, determinar a realização de diligências com a finalidade
de instruir o procedimento. A esse respeito, veja a redação do art. 65, § 4º da Resolução-TSE
n. 21.238/2003:

Art. 65. A comprovação de domicílio poderá ser feita mediante um ou mais documentos dos quais
se infira ser o eleitor residente ou ter vínculo profissional, patrimonial ou comunitário no município
a abonar a residência exigida.
§ 4º Subsistindo dúvida quanto à idoneidade do comprovante de domicílio apresentado ou ocorren-
do a impossibilidade de apresentação de documento que indique o domicílio do eleitor, declarando
este, sob as penas da lei, que tem domicílio no município, o juiz eleitoral decidirá de plano ou deter-
minará as providências necessárias à obtenção da prova, inclusive por meio de verificação in loco.

A fiscalização do procedimento deverá ser realizada pelo membro do Ministério Público


que oficiar no juízo, sem prejuízo da atuação dos partidos políticos, consoante dispõem os
artigos 66 e 67 da resolução de regência.
A Lei n. 7.444/1985, que dispõe sobre a implantação e o processamento de dados para
alistamento eleitoral e revisão de eleitorado, prevê, em seu art. 4º, o cancelamento dos títulos
do cidadão que não comparecerem à revisão.
Antes, porém, o juiz eleitoral deve ouvir o Ministério Público e, após, determinará o can-
celamento das inscrições eleitorais. Esse cancelamento somente será efetivado no sistema
de dados após a homologação do procedimento de revisão de eleitorado pelo TRE do res-
pectivo estado.
Eventuais decisões de cancelamento de títulos eleitorais são passíveis de recurso, no
prazo de três dias, ao TRE.
Não haverá revisão de eleitorado em ano eleitoral, salvo situações excepcionais, como,
por exemplo, a existência de indícios de fraude no cadastro de eleitores, e desde que autoriza-
das pelo TSE, conforme adverte o art. 58, §2º, da multicitada resolução do TSE. Mesmo nes-
sas situações excepcionais, a revisão deverá ser finalizada antes do fechamento do cadastro

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eleitoral, que ocorre 150 dias antes do pleito eleitoral conforme art. 91 da Lei n. 9.504/1997.
Confira o precedente:

PEDIDO DE REVISÃO DE ELEITORADO. REALIZAÇÃO EM ANO ELEITORAL. INDÍCIOS


DE FRAUDE IDENTIFICADOS EM PRÉVIA CORREIÇÃO, HOMOLOGADA PELO TRIBUNAL
REGIONAL ELEITORAL. ART. 58, § 2º, DA RES.-TSE 21.538/2003. LAPSO TEMPORAL
ULTRAPASSADO. ART. 91 DA LEI 9.504/97. ART. 21 DA RES.-TSE 23.335/2011.
1. A realização de revisão de eleitorado em ano eleitoral, com fundamento na existência
de fraude em cadastro eleitoral deve observar os limites temporais fixados pela legisla-
ção de regência. Precedente.
2. Autorização negada. (RVE n. 13064/AM, rel. Nancy Andrighi, Dje de 28/5/2012).

As revisões de eleitorado são iniciadas:


• de ofício, por determinação do TSE, preenchidas determinadas condições; ou
• mediante provocação, por meio de denúncia ao TRE.

7.2. revisão de eleitorado de oFíCio


A revisão de eleitoral de ofício somente pode ser determinada pelo TSE, desde que preen-
chidos os seguintes requisitos:
• quando o total de transferência de eleitores ocorridas no ano em curso seja 10% supe-
rior ao do ano anterior;
• quando o eleitorado for superior ao dobro da população entre 10 e 15 anos, somada à
de idade superior a 70 anos do território do Município. Para aplicação dessa disposi-
ção, deve-se pegar o número de pessoas que possuam entre 10 e 15 anos de idade e
somar ao número de pessoas que possuam mais de 70 anos de idade. Se o número de
eleitores for maior que o dobro dessa soma, faz-se revisão de eleitorado de ofício;
• quando o eleitorado for superior a 65% da população projetada para aquele ano
pelo IBGE.

Nos termos do art. 9º, da Res.-TSE n. 23.440/2015, essas revisões de ofício determinadas
pelo TSE serão realizadas em municípios previamente indicados pelos tribunais regionais

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eleitorais, que tenham preenchido, isolada ou cumulativamente, um dos requisitos do art. 92


da Lei n. 9.504/1997. Com efeito, basta o preenchimento de uma das hipóteses legais e a
indicação do TRE para que o TSE determine a execução do procedimento em determinado
município. Confira o dispositivo legal:

Art. 9º As revisões de eleitorado de ofício determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral serão exe-
cutadas em municípios previamente indicados pelos tribunais regionais eleitorais, que tenham pre-
enchido, isolada ou cumulativamente, os requisitos do art. 92 da Lei no 9.504, de 30 de setembro
de 1997, os prazos estabelecidos em normas específicas, a disponibilidade orçamentária e, no que
forem aplicáveis, as demais disposições da Res.-TSE n. 21.538, de 14 de outubro de 2003.

7.3. revisão de eleitorado mediante provoCação


Se houver denúncia fundamentada de fraude no alistamento de uma zona ou municí-
pio endereçada ao TRE, este pode, determinar a realização de correição – ou seja, de uma
averiguação preliminar – e, constatada fraude comprometedora, ordenar o procedimento de
revisão, comunicando a decisão ao TSE. Confira o dispositivo regulamentar de regência hos-
pedado no art. 58, § 4º, da Res.-TSE n. 21.538/2003:

§ 4º Quando houver denúncia fundamentada de fraude no alistamento de uma zona ou município,


o Tribunal Regional Eleitoral poderá determinar a realização de correição e, provada a fraude em
proporção comprometedora, ordenará, comunicando a decisão ao Tribunal Superior Eleitoral, a re-
visão do eleitorado, obedecidas as instruções contidas nesta resolução e as recomendações que
subsidiariamente baixar, com o cancelamento de ofício das inscrições correspondentes aos títulos
que não forem apresentados à revisão.

Não há a necessidade de homologação, pelo TSE, da decisão do TRE que determina a


revisão de eleitorado. No caso a seguir, o relator assentou expressamente a desnecessidade
dessa homologação, no entanto, como a Corte Regional tinha submetido a decisão ao TSE,
acabou por homologá-la. Confira:

Nos termos do art. 58, caput, da Resolução-TSE n. 21.538/2003, a competência da


realização de revisão do eleitorado é do Tribunal Regional Eleitoral (Resolução-TSE n.
21.754, de 13.5.2004, rel. Min. Ellen Gracie), que apenas comunicará a sua decisão ao
TSE. Assim, a competência para determinar a revisão, no caso, é exclusiva e originária
do Tribunal Regional Eleitoral do Pará.

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Entretanto, como o Tribunal a quo submeteu a matéria à apreciação desta Corte, homo-
logo a decisão (Resolução-TSE n. 21.558, de 11.11.2003, rei. Min. Peçanha Martins).
(RVE n. 482/PA, rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 8.9.2004).

Vamos resumir, passo a passo, o procedimento:


• denúncia fundamentada de fraude no alistamento eleitoral – não é qualquer denúncia
que viabiliza a revisão do eleitorado, mas deve haver um mínimo de provas a embasar
a informação trazida ao TRE;
• essa denúncia deve ser apresentada ao TRE do Estado em que se constatou a fraude;
• o TRE determina a realização de uma correição para aferir a gravidade da fraude;
• constatada a fraude e sendo ela comprometedora, o TRE determina a realização da re-
visão de eleitoral, após comunicação endereçada ao TSE.

Procedimento da Revisão de Eleitorado

Como já informado, cabe ao juiz eleitoral realizar a revisão de eleitorado, com a fiscaliza-
ção 0do Ministério Público e dos partidos políticos, tudo sem prejuízo do trabalho de inspeção
das Corregedorias regionais eleitorais.
O juiz eleitoral dará início aos procedimentos revisionais no prazo máximo de 30 dias,
contados da aprovação da revisão pelo Tribunal competente.
A revisão deverá ser precedida de ampla divulgação, destinada a orientar o eleitor quanto
aos locais e horários em que deverá se apresentar, e processada em período estipulado pelo
Tribunal Regional Eleitoral, não inferior a 30 dias (Lei n. 7.444/1985, art. 3º, § 1º).
A prorrogação do prazo estabelecido no edital para a realização da revisão, se necessária,
deverá ser requerida pelo juiz eleitoral, em ofício fundamentado, dirigido à presidência do Tri-
bunal Regional Eleitoral, com antecedência mínima de cinco dias da data do encerramento do
período estipulado no edital.
De posse da listagem e do caderno de revisão, providenciado pela Secretária de Informáti-
ca do TRE, cabe ao juiz eleitoral publicar, com antecedência mínima de cinco dias do início do
processo revisional, edital para dar conhecimento da revisão aos eleitores cadastrados no(s)

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município(s) ou zona(s), convocando-os a se apresentarem, pessoalmente, no cartório ou nos


postos criados, em datas previamente especificadas, para que se proceda a revisão de suas
inscrições eleitorais.
Esse edital que será publicado pelo juiz eleitoral precisa:
• dar ciência aos eleitores de que: estarão obrigados a comparecer à revisão para confir-
marem seu domicílio, sob pena de cancelamento da inscrição, sem prejuízo das sanções
cabíveis, se constatada irregularidade e, para tanto, deverão se apresentar munidos de
documento de identidade, comprovante de domicílio e título eleitoral ou documento
comprobatório da condição de eleitor ou de terem requerido inscrição ou transferência
para o município ou zona; estabelecer a data do início e do término da revisão, o pe-
ríodo e a área abrangidos, e dias e locais onde serão instalados os postos de revisão;
• ser disponibilizado no fórum da comarca, nos cartórios eleitorais, repartições públi-
cas e locais de acesso ao público em geral, dele se fazendo ampla divulgação, por um
mínimo de três dias consecutivos, por meio da imprensa escrita, falada e televisada,
se houver, e por quaisquer outros meios que possibilitem seu pleno conhecimento por
todos os interessados, o que deverá ser feito sem ônus para a Justiça Eleitoral.

Da mesma forma que o alistamento eleitoral somente poderá ser feito pessoalmente pelo
eleitor, exige-se o comparecimento do próprio eleitor na revisão de eleitorado, o qual deverá
apresentar documentos relativos a sua qualificação e comprovação do seu domicílio eleitoral.
A comprovação do domicílio eleitoral poderá ser feita mediante um ou mais documentos
dos quais se infira ser o eleitor residente ou ter vínculo profissional, patrimonial ou comunitá-
rio no município a abonar a residência exigida. Na hipótese de a prova de domicílio ser reali-
zada mediante a apresentação de contas de luz, água ou telefone, nota fiscal ou envelopes de
correspondência, tais documentos devem ser referir ao período compreendido entre os 12 e 3
meses anteriores ao início do processo revisional.
Por sua vez, se a prova de domicílio for feita mediante apresentação de cheque bancário,
este só poderá ser aceito se dele constar o endereço do correntista.
Em ambas as situações, se o juiz eleitoral julgar necessário, poderá exigir o reforço,
por outros meios de convencimento, da prova de domicílio quando produzida pelos docu-
mentos mencionados.

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Por fim, é possível a verificação in loco, pelo juiz eleitoral, desde que haja dúvida da ido-
neidade do comprovante de domicílio apresentado ou ocorrendo a impossibilidade de apre-
sentação de documento que indique o domicílio do eleitor, declarando este, sob as penas da
lei, que tem domicílio no município.
Após os trabalhos de revisão, o juiz eleitoral deve ouvir o Ministério Público e, após, deter-
minará o cancelamento das inscrições eleitorais. Esse cancelamento dependerá de homolo-
gação pelo TRE do respectivo estado.
A sentença de cancelamento deverá ser específica para cada município abrangido pela
revisão e prolatada no prazo máximo de dez dias contados da data do retorno dos autos do
Ministério Público, podendo o Tribunal Regional Eleitoral fixar prazo inferior.
Contra a sentença a que se refere este artigo, caberá, no prazo de três dias, contados da
publicidade.
Transcorrido o prazo recursal, o juiz eleitoral fará minucioso relatório dos trabalhos
desenvolvidos, que encaminhará, com os autos do processo de revisão, à Corregedoria
Regional Eleitoral.

Biometria

Com base no exercício do seu poder regulamentar, amparado pela Lei n. 7.444/1985 e
pelo CE, o TSE editou, ainda no ano de 2007, a primeira resolução acerca da sistemática de
identificação do eleitor, por meio da incorporação de dados biométricos, a ser utilizado nas
revisões de eleitorado – Res.-TSE 22.688/2007. Posteriormente se seguiram as Resoluções
n. 23.061/2009 e n. 23.335/2011 e a atual n. 23.440/2015.
A biometria vem sendo implantada há 12 anos. Ao longo de todo esse período realizaram-
-se revisões eleitorais e cancelamentos de títulos de forma contínua e sistemática. Hoje é o
modelo utilizado nas revisões de eleitorado.
Não há dúvida quanto à legalidade de cancelamento de inscrição eleitoral daquele que
comparecer ao recadastramento biométrico. Recentemente, o STF, na ADPF 541, foi instado a
se manifestar sobre esse assunto e assentou a seguinte tese:

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É válido o cancelamento do título do eleitor que, convocado por edital, não compare-
cer ao processo de revisão eleitoral, em virtude do que dispõe o art. 14, caput e §1º, da
Constituição de 1988. (ADPF n. 541, rel. Min. Luis Roberto Barroso, DJe de 31/5/2019).

Cadastro Eleitoral

O alistamento, nunca é demais lembrar, é obrigatório para os maiores de 18 anos e facul-


tativos para analfabetos e para quem tem idade entre 16 e 18 anos, ou superior a 70 anos.
Uma vez inscrito, as informações dos eleitores passam a compor o chamado cadastro eleito-
ral, cuja organização e manutenção é atribuição do TSE.
Nesse banco de dados, constam informações pessoais do cidadão e outras de natureza
diversa que repercutem no exercício de sua cidadania, tais como condenações criminais, con-
denações eleitorais, anotações de situações geradoras de inelegibilidades, multas eleitorais
não pagas etc.
Nos termos do art. 29 da Res.-TSE n. 21.538/2003, as informações do cadastro eleitoral
são, em regra, públicas, acessíveis às instituições públicas e privadas e às pessoas físicas.
Para evitar afronta à inviolabilidade da intimidade e à vida privada dos cidadãos, são si-
gilosos os dados de caráter personalizado, tais como, filiação, data de nascimento, profissão,
estado civil, escolaridade, telefone e endereço.
Esses dados pessoais, contudo, podem ser acessados sem obstáculos por:
• eleitor relativo a seus dados pessoais;
• por autoridade judicial, órgão do Ministério Público e, desde que haja expressa autori-
zação legal para acesso aos dados mantidos pela Justiça Eleitoral, órgãos e agentes
públicos ou outras entidades, vinculada a utilização das informações obtidas às res-
pectivas atividades funcionais, exclusivamente;
• por órgãos públicos, desde que signatários de convênios com o Tribunal Superior Elei-
toral – TSE, cujos objetos estejam alinhados às respectivas missões institucionais,
e de Termo de Compromisso e Manutenção de Sigilo – TCMS, na forma prevista pelo
art. 18, parágrafo único, do Decreto n. 7.845/2012.

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Ainda sobre o acesso ao cadastro, saliento que, nos termos do art. 19, §§ 3º e 4º, os ór-
gãos de direção nacional e estaduais dos partidos políticos terão pleno acesso às informa-
ções de seus filiados constantes do cadastro eleitoral. Esse acesso inclui informações rela-
cionadas a seu nome completo, sexo, número do título de eleitor e de inscrição no Cadastro
de Pessoa Física (CPF), endereço, telefones, entre outras. Confira o dispositivo legal:

§ 3º Os órgãos de direção nacional dos partidos políticos terão pleno acesso às informações de
seus filiados constantes do cadastro eleitoral. (Incluído pela Lei n. 12.034, de 2009).
§ 4º A Justiça Eleitoral disponibilizará eletronicamente aos órgãos nacional e estaduais dos parti-
dos políticos, conforme sua circunscrição eleitoral, acesso a todas as informações de seus filiados
constantes do cadastro eleitoral, incluídas as relacionadas a seu nome completo, sexo, número
do título de eleitor e de inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF), endereço, telefones, entre
outras. (Incluído pela Lei n. 13.877, de 2019).

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RESUMO
Conceito

Alistamento eleitoral é procedimento administrativo-eleitoral pelo qual o eleitor se inscre-


ve no cadastro eleitoral após preencher os requisitos legais e constitucionais exigidos.

Requisitos Constitucionais

Nacionalidade brasileira e idade mínima, que atualmente é de 16 anos.


De acordo com o art. 14, §§ 1º e 2º, da Constituição Federal, o alistamento eleitoral pode
ser classificado em: obrigatório, facultativo e vedado.

Alistamento Obrigatório

Nos termos do art. 14 da CF/1988, o alistamento é obrigatório para o brasileiro, alfabeti-


zado, entre 18 e 70 anos.
O alistamento e a obrigatoriedade do voto se estendem, em regra, às pessoas com defici-
ência ou mobilidade reduzida.
Também para os militares, à exceção dos conscritos, o alistamento eleitoral é obrigatório.
O alistamento eleitoral é obrigatório para o indígena integrado, ou seja, aquele que, nos
termos do art. 4, III, da Lei n. 6.001/1973, esteja incorporado à comunhão nacional e reco-
nhecido no pleno exercício dos direitos civis, ainda que conserve usos, costumes e tradições
característicos da sua cultura.
Para o indígena não integrado que se submete ao regime tutelar, sob responsabilidade
da União, exercido, na prática, pela Fundação Nacional do Índio (Funai), o TSE assegurou-lhe,
em caráter facultativo, o direito ao alistamento e ao exercício do voto, observadas apenas as
exigências de natureza constitucional e eleitoral pertinentes à matéria.

Alistamento Facultativo

Nos termos do art. 14, da CF/1988, o alistamento é facultativo para: i) maior de 16 e menor
de 18 anos; ii) maior de 70 anos; iii) analfabeto.

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É facultado o alistamento no ano em que se realizarem eleições do menor que completar


16 anos até a data do pleito, inclusive.

Alistamento Vedado

A Constituição Federal proíbe o alistamento eleitoral para as seguintes pessoas: i) os


conscritos e; ii) os estrangeiros, com exceção do português e desde que haja reciprocidade
em Portugal do direito aqui concedido.
Caso o conscrito já tenha se inscrito, uma vez que se admite a inscrição a partir de 16
anos, sua inscrição permanecerá ativa no cadastro de eleitores, ficando impedido de votar.
São alistáveis aqueles que, uma vez cumprido o período militar obrigatório, decidiram
continuar nas forças armadas, além dos oficiais, aspirantes a oficiais, guardas-marinha, sub-
tenentes ou suboficiais, sargentos ou alunos das escolas militares de ensino superior para
formação de oficiais.

Qualificação e Inscrição do Eleitor

A qualificação se consubstancia na demonstração, perante a Justiça Eleitoral, dos dados


que habilitam o eleitor a integrar o corpo eleitoral.
A inscrição, por sua vez, é a introdução do nome do eleitor no corpo de eleitores, por meio
de decisão do juiz eleitoral após a verificação do preenchimento dos requisitos.
O pedido deverá ser realizado perante o juiz eleitoral do seu domicílio, no prazo de até 151
dias anteriores.
O eleitor deverá apresentar um dos seguintes documentos a fim de comprovar a nacio-
nalidade brasileira: i) Carteira de identidade ou carteira emitida pelos órgãos criados por lei
federal, controladores do exercício profissional; ii) Certidão de nascimento ou casamento, ex-
traída do Registro Civil; iii) Instrumento público do qual se infira, por direito, ter o requerente
a idade mínima de 16 anos e do qual constem, também, os demais elementos necessários à
sua qualificação; iv) Certificado de quitação do serviço militar.
Para os maiores de 18 anos do sexo masculino, é obrigatória a apresentação do certifica-
do de quitação do serviço militar.

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Nome social é a designação pela qual o travesti ou transexual se identifica e é socialmen-


te reconhecida.
No momento do alistamento eleitoral ou de atualização de seus dados no cadastro eleito-
ral, o cidadão pode requerer que a inscrição eleitoral seja realizada com o seu nome social e a
sua identidade de gênero, desde que não seja ridículo e não atente contra o pudor.
O nome social e a identidade de gênero constarão do cadastro eleitoral em campos pró-
prios, preservados os dados do registro civil.
Do despacho que indeferir o requerimento de inscrição, caberá recurso interposto pelo
alistando no prazo de cinco dias.
Do despacho que deferir, poderá recorrer qualquer delegado de partido político no prazo
de dez dias.

Revisão de Eleitorado

A revisão eleitoral é o procedimento administrativo pelo qual se verifica se os eleitores que


figuram no cadastro eleitoral de determinada zona ou município encontram-se efetivamente
nele domiciliados e se seus títulos são regulares. Ela tem por principal objetivo manter a atu-
alidade do alistamento eleitoral, tal como exigido pela própria Constituição.
A revisão de eleitorado é realizada pelo juiz eleitoral por determinação do TRE ou do TSE.
A Lei n. 7.444/1985, que dispõe sobre a implantação e o processamento de dados para
alistamento eleitoral e revisão de eleitorado, prevê, em seu art. 4º, o cancelamento dos títulos
dos cidadãos que não comparecerem à revisão.
Antes de o juiz cancelar as inscrições irregulares deve ouvir o Ministério Público e aguar-
dar a homologação, pelo TRE, do procedimento de revisão de eleitorado.
Das decisões de cancelamento de títulos eleitorais são passíveis de recurso, no prazo de
três dias, ao TRE.
Não haverá revisão de eleitorado em ano eleitoral, salvo situações excepcionais, como,
por exemplo, a existência de indícios de fraude no cadastro de eleitores, e desde que autori-
zadas pelo TSE, conforme adverte o art. 58, §2º, da multicitada resolução do TSE.
Mesmo em situações excepcionais em que possível a realização de revisão de eleitorado
em ano eleitoral, a revisão deverá ser finalizada antes do fechamento do cadastro eleitoral,
que ocorre 150 dias antes do pleito eleitoral conforme art. 91 da Lei n. 9.504/1997.

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As revisões de eleitorado podem ser de ofício, por determinação do TSE, ou mediante pro-
vocação, por meio do TRE.
A revisão de eleitoral de ofício somente pode ser determinada pelo TSE, desde que pre-
enchidas os seguintes requisitos: i) quando o total de transferência de eleitores ocorridas no
ano seja 10% superior ao do ano anterior; ii) quando o eleitorado for superior ao dobro da po-
pulação entre 10 e 15 anos, somada à de idade superior a 70 anos do território do Município.
Para aplicação dessa disposição, deve-se pegar o número de pessoas que possuam entre 10
e 15 anos de idade e somar ao número de pessoas que possuam mais de 70 anos de idade;
iii) quando o eleitorado for superior a 65% da população projetada para aquele ano pelo IBGE.
Se houver denúncia fundamentada de fraude no alistamento de uma zona ou município
endereçada ao TRE, este pode determinar a realização de correição, ou seja, averiguar pre-
liminarmente o ocorrido, e, constatada fraude comprometedora, ordenar o procedimento de
revisão, comunicando a decisão ao TSE.
Não há dúvida quanto à legalidade de cancelamento de inscrição eleitoral daquele que
comparecer ao recadastramento biométrico, conforme decidido pelo STF na ADPF 541.
O cadastro eleitoral é o banco de dados, sob responsabilidade do TSE, que contém infor-
mações dos eleitores do país.
Nos termos do art. 29 da Res.-TSE n. 21.538/2003, as informações do cadastro eleitoral
são, em regra, públicas, acessíveis às instituições públicas e privadas e às pessoas físicas.
Em razão de parte das informações constantes no cadastro eleitoral estarem relacionadas
à intimidade e vida privada do cidadão, existem limites e restrições de acesso a esses dados.
Tais restrições decorrem da proteção constitucional à intimidade e à vida privada das pessoas.
Nos termos do art. 19, §§ 3º e 4º, os órgãos de direção nacional dos partidos políticos
terão pleno acesso às informações de seus filiados constantes do cadastro eleitoral. Esse
acesso inclui informações relacionadas a seu nome completo, sexo, número do título de elei-
tor e de inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF), endereço, telefones, entre outras.

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QUESTÕES DE CONCURSO
(FCC/MPE-MT/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2019) Em relação ao
alistamento, ao voto e à obrigatoriedade de seu exercício, é correto afirmar que
a) não podem alistar-se como eleitores somente os analfabetos e os que não saibam expri-
mir-se na língua nacional.
b) sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou de que se jus-
tificou devidamente, não poderá o eleitor obter passaporte ou carteira de identidade, entre
outras restrições.
c) o eleitor que deixar de votar e não se justificar perante o juiz eleitoral até 45 dias após a
realização da eleição, incorrerá em multa de cinco a dez por cento sobre o salário mínimo da
região, imposta pelo juiz eleitoral.
d) o alistamento é obrigatório para todos os brasileiros, salvo apenas para os maiores de
sessenta anos, pois já enquadrados no Estatuto do Idoso.
e) o voto não é obrigatório para os militares.

Assinale a opção que indica uma causa legalmente amparada para o cancela-
mento do alistamento eleitoral.
a) incapacidade comprovada de o eleitor se expressar no idioma nacional.
b) não comparecimento do eleitor em três eleições consecutivas.
c) residência principal do eleitor localizar-se fora da área do domicílio eleitoral.
d) aquisição de outra nacionalidade pelo eleitor.

(VUNESP/PC-BA/DELEGADO/2018)É correto afirmar que a Resolução TSE no


21.538/2003 prevê que
a) o número de inscrição do eleitor poderá contar com até 12 (doze) dígitos, sendo que os
dígitos nas posições nove e dez corresponderão ao Estado da Federação de origem, sendo a
Bahia representada pelo código 05.
b) o eleitor poderá escolher local de votação pertencente a uma zona eleitoral diversa da-
quela em que tem domicílio, desde que fundamente seu pedido, com circunstâncias como
residência de parentes na zona eleitoral em que pretende votar.

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c) o brasileiro nato que não se alistar até os 18 anos ou o naturalizado que não se alistar até
um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá em multa imposta pelo juiz
eleitoral e cobrada no ato da inscrição.
d) os homônimos consistem no agrupamento pelo batimento de duas ou mais inscrições ou
registros que apresentem dados iguais ou semelhantes, segundo critérios previamente defi-
nidos pelo Tribunal Superior Eleitoral.
e) para fins de alistamento, o certificado de quitação do serviço militar não é considerado
documento hábil a comprovar a nacionalidade brasileira, sendo, todavia, aceita a carteira emi-
tida pelos órgãos criados por lei federal, controladores do exercício profissional.

(CESPE/TRE-TO/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Para o deferimento de requeri-


mento de transferência de domicílio eleitoral, exige-se
a) exercício de função pública.
b) produção de relatórios qualitativos de requerimentos anteriores.
c) prova de nacionalidade brasileira.
d) alcance da maioridade civil.
e) prova de quitação com a justiça eleitoral.

(CESPE/TRE-TO/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) O Código Eleitoral prevê exceção


ao alistamento eleitoral obrigatório no Brasil aos cidadãos:
a) servidores públicos civis.
b) enfermos.
c) que se encontrem fora do país.
d) maiores de sessenta e cinco anos de idade.
e) que sejam militares na reserva.

(FCC/TRE-TO/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Carmem fará 16 anos no dia das


eleições para escolha de Prefeito e Vereador que ocorrerão no próximo ano; José tem 16 anos
completos; e Frederico, tem 35 anos e acabou de se alfabetizar, mas não deseja votar nas elei-
ções que ocorrerão no próximo ano. Nesses casos, observados os prazos legais e de acordo
com a Resolução TSE n.21.538/2003, o alistamento de

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a) Carmen é facultativo, o de José facultativo e o de Frederico obrigatório.


b) Carmen é obrigatório, o de José facultativo e o de Frederico obrigatório.
c) Carmen é facultativo, o de José obrigatório e o de Frederico obrigatório.
d) Carmen, de José e de Frederico são facultativos.
e) Carmen, de José e de Frederico são obrigatórios.

(FCC/TRE-PR/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Silvaneide está com sua inscrição


eleitoral suspensa em virtude da suspensão de seus direitos políticos por decisão transitada
em julgado, enquanto que seu marido, Renato, está com sua inscrição eleitoral cancelada
por ter perdido seus direitos políticos. O casal resolveu mudar de Estado a fim de conseguir
melhores condições de vida. Nesse caso, de acordo com a Resolução do TSE 21.538/2003,
a transferência do número de inscrição é
a) permitida apenas no caso de Silvaneide.
b) permitida tanto no caso de Silvaneide como no de Renato.
c) vedada tanto no caso da Silvaneide como no de Renato.
d) permitida apenas no caso de Renato.
e) permitida apenas no caso de Silvaneide, desde que comprove que já não teve sua inscri-
ção cancelada nos últimos 8 anos.

(CESPE/TRE-BA/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) De acordo com a Resolução do


TSE n. 21.538/2003, os requisitos para o eleitor obter a transferência de seu domicílio eleito-
ral incluem, entre outros,
a) a prova de residência por, no mínimo, seis meses no novo domicílio.
b) a prova de quitação com a justiça eleitoral.
c) a apresentação de declaração homologada pelo juízo do antigo domicílio eleitoral.
d) a apresentação do(s) comprovante(s) impresso(s) da última eleição.
e) o transcurso de, pelo menos, quatro anos do alistamento ou da última transferência.

(CESPE/TRE-BA/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Os delegados indicados pelos


partidos políticos e credenciados no TRE são responsáveis, entre as funções estabelecidas
no Código Eleitoral, pelo(a)

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I – acompanhamento dos processos de inscrição.


II – exclusão de eleitor inscrito ilegalmente, desde que o encaminhe para o cartório eleito-
ral para que este faça sua defesa pessoal em relação à referida sanção.
III – exame, sem perturbação do serviço e em presença dos servidores designados, dos do-
cumentos relativos ao alistamento eleitoral, podendo deles tirar cópias ou fotocópias.
IV – requerimento aos juízes eleitorais do registro de delegado auxiliar para acompanhar os
processos de inscrição.

Assinale a opção correta.


a) Apenas os itens I e II estão certos.
b) Apenas os itens I e III estão certos.
c) Apenas os itens II e IV estão certos.
d) Apenas os itens III e IV estão certos.
e) Todos os itens estão certos.

(CESPE/TRE-PE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Considerando as regras do TSE


para a administração e a manutenção do cadastro eleitoral e assuntos correlatos, assinale a
opção correta.
a) Via de regra, a revisão de eleitorado ocorre em ano eleitoral.
b) As relações de eleitores constantes do cadastro eleitoral, com dados como filiação e esta-
do civil, serão acessíveis às instituições públicas e privadas, ressalvada a privacidade quanto
ao endereço e telefone.
c) A outorga a brasileiro do gozo de direitos políticos em Portugal importará a perda desses
mesmos direitos no Brasil.
d) Comunicada a perda de direitos políticos pelo Ministério da Justiça, a corregedoria regio-
nal atualizará a situação das inscrições na Base de Perda e Suspensão de Direitos Políticos.
e) A regularização da situação eleitoral de pessoa com restrição de direitos políticos não
ocorre simultaneamente à cessação do impedimento.

(CESPE/TRE-PE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Considerando as regras do TSE


para o alistamento eleitoral e a transferência de domicílio eleitoral, assinale a opção correta.

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a) Para comprovar o tempo de residência no novo local, o eleitor deve instruir o pedido de
transferência de domicílio eleitoral com contas de luz ou outro documento equivalente.
b) Em ano de eleição, o menor que completar dezesseis anos de idade até a data do pleito
poderá optar por alistar-se.
c) Estará sujeito a multa eleitoral o brasileiro naturalizado que não se alistar até um ano an-
tes da data prevista para eleição.
d) O alistamento do analfabeto é facultativo, mas, uma vez que ele se aliste, seu voto será
obrigatório.
e) Qualquer delegado de partido político pode recorrer do despacho que indeferir a transfe-
rência de determinado eleitor.

(FCC/TRE-SP/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Patrick, com 20 anos, naturalizou-


-se brasileiro em março de 2015 e, até hoje, ainda não realizou seu alistamento eleitoral. Des-
sa forma, em conformidade com a Resolução n. 21.538/2003, Patrick
a) não incorrerá em multa, pois o prazo de alistamento eleitoral, no caso, é até três anos de-
pois de adquirida a nacionalidade brasileira.
b) incorrerá em multa imposta pelo juiz federal e cobrada até a antevéspera do pleito, pois
o alistamento do brasileiro naturalizado deve ocorrer até seis meses depois de adquirida a
nacionalidade brasileira.
c) incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada quarenta e oito horas após a
inscrição e, ainda, perderá o direito de alistar-se, pois o prazo para o alistamento findou-se
quinze dias após a aquisição da nacionalidade.
d) poderá alistar-se a qualquer tempo, sem incorrer em multa, já que referido alistamento é
obrigatório apenas aos brasileiros natos.
e) incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da inscrição, pois o alis-
tamento do brasileiro naturalizado deve ocorrer até um ano depois de adquirida a naciona-
lidade brasileira.

(FCC/TRE-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Segundo o Código Eleitoral brasilei-


ro, realizado o alistamento eleitoral pelo processo eletrônico de dados, será cancelada a ins-
crição do eleitor que não votar em

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a) três eleições consecutivas ou não se justificar no prazo de dois meses, a contar da data
da última eleição a que deveria ter comparecido, independentemente do pagamento de multa.
b) duas eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de dois me-
ses, a contar da data da última eleição a que deveria ter comparecido.
c) duas eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de três meses,
a contar da data da última eleição a que deveria ter comparecido.
d) duas eleições consecutivas, não se justificar no prazo de três meses, a contar da data da
última eleição a que deveria ter comparecido, independentemente do pagamento da multa.
e) três eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de seis meses,
a contar da data da última eleição a que deveria ter comparecido.

(FCC/TRE-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) A Albino, brasileiro nato, residente


e domiciliado atualmente em Portugal, foi outorgado o gozo dos direitos políticos no país
em que vive no momento, outorga esta devidamente comunicada ao Tribunal Superior Elei-
toral. Referido gozo dos direitos políticos em Portugal, em conformidade com a Resolução
n. 21.538/2003,
a) importará a suspensão desses mesmos direitos de Albino no Brasil.
b) importará a perda desses mesmos direitos de Albino no Brasil.
c) não implicará a perda ou suspensão desses mesmos direitos de Albino no Brasil.
d) implicará, no Brasil, a inelegibilidade de Albino, mantendo-se obrigatório, porém, o exercí-
cio do voto.
e) implicará, no Brasil, o impedimento do exercício de voto de Albino, permitindo-se, porém,
que seja eleito.

(FCC/TRE-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Lineu completará dezesseis anos


um dia antes da realização das eleições. Preenchidos os demais requisitos, de acordo com
a Resolução n. 21.538/2003 do Tribunal Superior Eleitoral, o alistamento eleitoral de Lineu é
a) facultativo, podendo ser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento
de inscrição eleitoral ou transferência, sendo que o título surtirá efeitos na data do pedido,
mesmo não tendo completado dezesseis anos.

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b) obrigatório, devendo ser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento
de inscrição eleitoral ou transferência, sendo que o título somente surtirá efeitos com o im-
plemento da idade de dezesseis anos.
c) proibido, sendo considerado inalistável em razão da idade inferior a dezesseis anos.
d) facultativo, podendo ser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento
de inscrição eleitoral ou transferência, sendo que o título somente surtirá efeitos com o im-
plemento da idade de dezesseis anos.
e) obrigatório, podendo ser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento
de inscrição eleitoral ou transferência, sendo que o título surtirá efeitos na data do pedido,
mesmo não tendo completado dezesseis anos.

(FCC/TRE-SP/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Em virtude da má situação finan-


ceira pela qual estava passando, Arnaldo, corretor de seguros, mudou-se de cidade, onde vo-
tou nas duas últimas eleições, há um mês. Deseja transferir, ainda nesta semana, o seu título
de eleitor para seu novo domicílio. Considerando apenas os dados fornecidos na questão, em
conformidade com a Resolução n. 21.538/2003, a transferência de Arnaldo
a) não será admitida, pois não está satisfeita a exigência da residência mínima de três me-
ses no novo domicílio, declarada pelo próprio eleitor.
b) não será admitida, pois não está satisfeita a exigência da residência mínima de um ano no
novo domicílio, declarada pelo próprio eleitor.
c) será admitida a qualquer tempo a partir da declaração do novo domicílio pelo próprio eleitor.
d) será admitida a qualquer tempo a partir da declaração do novo domicílio pelo juiz eleitoral
da circunscrição.
e) não será admitida, pois não está satisfeita a exigência da residência mínima de um ano no
novo domicílio, declarada pelo juiz eleitoral da circunscrição.

(CESPE/PC-GO/DELEGADO DE POLÍCIA/2017) A respeito do alistamento eleito-


ral, assinale a opção correta à luz da Resolução TSE n. 21.538/2003.
a) Apesar da facultatividade do alistamento eleitoral do analfabeto, a partir do momento em
que se alfabetizar, o indivíduo deverá requerer a sua inscrição eleitoral, mas, por se tratar de
ato extemporâneo, ficará sujeito a multa eleitoral.

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b) Contra decisão que indeferir pedido de inscrição eleitoral caberá recurso, a ser interposto
mediante a anuência de delegado de partido político.
c) Aplica-se multa ao brasileiro nato que não se alistar até os dezenove anos de idade, caso
ele não requeira a sua inscrição eleitoral até o centésimo quinquagésimo primeiro dia anterior
à eleição subsequente à data em que completar citada idade.
d) A carteira de identidade e a certidão de nascimento são os únicos documentos válidos
para fins de comprovação da nacionalidade no ato de alistamento eleitoral.
e) A justiça eleitoral deverá, após a apresentação dos documentos pelo eleitor, preencher
ou digitar o requerimento de alistamento eleitoral, indicando o local de votação, determinado
automaticamente, sem direito de escolha, conforme o domicílio do eleitor.

(CESPE/PC-PE/DELEGADO/2016) Com relação a acesso às informações cons-


tantes de cadastro, restrição de direitos políticos, revisão do eleitorado e justificação do não
comparecimento à eleição, assinale a opção correta à luz da Resolução n. 21.538/2003 do TSE.
a) No caso de perda dos direitos políticos, serão considerados documentos hábeis para
comprovar a reaquisição ou o restabelecimento de direitos políticos o decreto ou a portaria.
b) Informações de caráter personalizado constantes do cadastro eleitoral poderão ser for-
necidas a qualquer cidadão, em razão do princípio eleitoral da publicidade das inscrições
dos eleitores.
c) No caso de fraude no alistamento dos eleitores de determinada zona eleitoral de um mu-
nicípio, caberá ao juiz presidente da junta eleitoral da comarca, em razão da sua competência,
a realização de correição e revisão do eleitorado.
d) O juiz eleitoral deverá, em regra, realizar a revisão do eleitorado do município ou da zona
de sua competência, no ano de realização do processo eleitoral, para garantir maior seguran-
ça jurídica ao pleito.
e) O eleitor que deixar de votar devido ao fato de estar residindo, no dia do pleito, no exterior
deverá justificar a sua ausência, dentro do prazo legal, perante a embaixada do Brasil estabe-
lecida no país onde se encontrar, sob pena de incidência de multa eleitoral.

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(CESPE/PC-PE/DELEGADO/2016) Com relação ao alistamento eleitoral, à trans-


ferência de domicílio eleitoral, à segunda via da inscrição e ao título eleitoral, assinale a opção
correta à luz da Resolução n. 21.538/2003 do TSE.
a) Caso o título de eleitor seja inutilizado ou dilacerado, o eleitor poderá, pessoalmente ou
por meio de procurador nomeado, requerer junto ao cartório eleitoral competente a expedição
de segunda via.
b) Requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência não será recebido no prazo de
cento e cinquenta dias que antecedem a data da eleição.
c) Nas hipóteses de transferência, de revisão ou de emissão de segunda via do título elei-
toral, a data de emissão do título será a data de inscrição originária do alistamento do eleitor
junto ao cartório eleitoral competente.
d) A pena de multa será aplicada a não alistado maior de dezoito anos que tenha requerido
sua inscrição eleitoral após completar a referida idade.
e) Caso o juiz eleitoral defira o pedido de transferência de domicílio eleitoral de determinado
eleitor, o MP Eleitoral terá competência exclusiva para recorrer junto ao tribunal regional elei-
toral, no prazo legal, após a sua intimação.

(CESPE/PC-PE/DELEGADO/2016) Com relação ao alistamento eleitoral, assina-


le a opção correta à luz do Código Eleitoral.
a) Em razão do princípio da competência privativa dos juízes eleitorais e do princípio da vin-
culação do processo eleitoral, no caso de perda ou extravio do título de eleitor, a sua segunda
via deverá ser requerida junto ao juiz da zona eleitoral em que o eleitor estiver inscrito.
b) Caso o eleitor mude de domicílio, ele poderá requerer a transferência de seu título, desde
que observado o tempo mínimo de residência no novo domicílio e o cumprimento da exigên-
cia de ter votado em, pelo menos, uma eleição, no caso de inscrição primitiva.
c) O código eleitoral elenca as causas de cancelamento da inscrição eleitoral; a ocorrência
de uma dessas causas gerará a exclusão do eleitor, que poderá votar de forma válida até que
se processe a sua exclusão.
d) No alistamento eleitoral, será considerado o domicílio eleitoral do cidadão qualificado e
inscrito o lugar onde sua residência tiver sido estabelecida com ânimo definitivo.
e) O eleitor ficará vinculado permanentemente à seção eleitoral indicada no seu título.

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(VUNESP/PREFEITURA DE ROSANA-SP/PROCURADOR/2016) Sobre o alista-


mento eleitoral, é correto afirmar que
a) podem alistar-se os eleitores que estejam privados temporariamente dos direitos polí-
ticos, os analfabetos, os maiores de setenta anos e os maiores de dezesseis e menores de
dezoito anos.
b) para efeito da inscrição do eleitor considera-se domicílio eleitoral o lugar de residência
ou moradia do requerente e verificando-se ter o alistando mais de uma, considera-se como
domicílio somente uma delas.
c) não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros podendo, entretanto, os conscritos
durante o período do serviço militar obrigatório.
d) os partidos políticos, por seus delegados, podem promover a exclusão de qualquer eleitor
inscrito ilegalmente, vedada a defesa do eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida.
e) a suspensão ou perda dos direitos políticos e a pluralidade de inscrição acarretaram a
exclusão do eleitor e podem ser promovidas ex officio, a requerimento de delegado de partido
ou de qualquer eleitor.

(CESPE/TRE-PI/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2016) Considerando as normas que re-


gem o processo eleitoral, assinale a opção correta.
a) Por ocasião do alistamento, é indispensável a definição do domicílio do eleitor, faculdade
pertencente à justiça eleitoral quando o cidadão informar mais de um endereço residencial.
Nesse caso, a justiça eleitoral atribuirá ao eleitor o domicílio eleitoral cujo imóvel represente
maior valor venal.
b) O alistamento eleitoral não pode ser objeto de indeferimento, devendo o técnico judiciário,
a quem compete expedi-lo, requerer ao analista judiciário ou à autoridade superior da justiça
eleitoral a utilização do instituto da diligência em casos de dúvidas materiais.
c) Embora o alistamento eleitoral seja facultativo para os menores de dezoito anos de idade
e maiores de dezesseis anos de idade, no caso dos menores emancipados em razão do exer-
cício de atividade empresarial ou de casamento civil, a faculdade transmuta-se em obrigação
perante a justiça eleitoral.

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d) Constitui causa para o cancelamento do título eleitoral de cidadãos maiores de dezoito


anos de idade e menores de setenta anos de idade a situação de irregularidade perante a
justiça eleitoral, decorrente de inadimplência relativa a pagamento de multa por não terem
votado nem justificado a ausência em três eleições consecutivas.
e) Cancelado o título eleitoral, o cidadão deve aguardar o prazo mínimo de cinco anos para
requerer nova inscrição à justiça eleitoral, ainda que cessadas as causas que geraram o res-
pectivo cancelamento.

(CESPE/TRE-PI/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2016) Com base no disposto na Resolu-


ção n. 21.538/2003, assinale a opção correta.
a) Em caso de perda ou extravio de título eleitoral, o eleitor deve registrar ocorrência po-
licial para que a autoridade policial comunique o fato à respectiva junta eleitoral, a qual,
automaticamente, enviará nova via do documento ao endereço cadastrado pelo eleitor no
sistema eletrônico.
b) O alistamento eleitoral por meio do sistema eletrônico de dados restringe-se às capitais
brasileiras.
c) Eleitor facultativo, com mais de oitenta e cinco anos de idade, que tenha permanecido
regularmente inscrito perante a justiça eleitoral, durante o prazo legal, poderá exercer o seu
direito ao sufrágio universal.
d) No momento do pedido de alistamento, caberá à justiça eleitoral definir, por meio do sis-
tema eletrônico de processamento de dados, o local definitivo de votação do eleitor.
e) É autorizada a transferência informatizada do número de inscrição eleitoral de qualquer
pessoa natural interessada.

(CESPE/TRE-PI/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2016) O eleitor que, por qualquer motivo,


extraviar a via do seu título eleitoral poderá requerer às juntas eleitorais a expedição de novo
documento, desde que o faça até quarenta e oito horas antes do pleito.

(CESPE/TRE-PI/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2016) É obrigatório o alistamento eleito-


ral dos analfabetos, visto que todos são iguais perante a lei, conforme a Constituição Federal
de 1988.

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(CESPE/TRE-RS/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) O voto e o alistamento eleitoral


são obrigatórios a todo cidadão brasileiro alfabetizado, em pleno gozo de saúde física e men-
tal, que se encontre em seu domicílio eleitoral.

(CESPE/TRE-MT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Serão recebidos requerimentos


de inscrição ou de transferência eleitoral nos trinta dias anteriores à data de eleição.

(CESPE/TRE-MT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Conforme o disposto no Código


Eleitoral (CE) e na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) n. 21.538/2003, a exclusão
do eleitor do cadastro eleitoral poderá ser promovida em decorrência de
a) processo judicial de execução fiscal.
b) ausência do eleitor na última votação.
c) decisão de juiz, promovida de ofício ou mediante requerimento de delegado de um partido
político ou de qualquer eleitor.
d) pedido de cidadão, maior de dezoito anos de idade que apresente a inscrição em partido
político com representação no Congresso Nacional.
e) ausência de defesa apresentada por fiscal da mesa receptora.

(CESPE/TRE-MT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) De acordo com a legislação re-


ferente ao alistamento eleitoral, ao voto e aos delegados dos partidos políticos, assinale a
opção correta.
a) Na revisão do eleitorado, em cada zona eleitoral, que deve ocorrer no momento da mi-
gração para o alistamento eleitoral mediante processamento eletrônico de dados, devem ser
anistiados eventuais débitos dos eleitores por falta com a justiça eleitoral.
b) No ano em que se realizarem eleições, deve ocorrer o alistamento facultativo dos menores
que completarem dezesseis anos de idade até o primeiro dia do ano eleitoral.
c) O eleitor no exterior que não tiver votado na última eleição nem efetuado o pagamento da
multa devida fica impedido de renovar o passaporte até que realize o pagamento dessa multa.
d) Os delegados nomeados por cada partido têm as atribuições de acompanhar os proces-
sos de alistamento eleitoral e de instruir os membros das mesas receptoras sobre as suas
funções.

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e) No processo de alistamento eleitoral, se seu pedido de inscrição for indeferido, o alistando


pode interpor recurso e, se este for deferido, qualquer eleitor que houver comprovadamente
observado irregularidades no ato de inscrição tem legitimidade para recorrer do deferimento.

(CESPE/TRE-MT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Situação hipotética: Jair, anal-


fabeto, assim que completou dezoito anos de idade, foi a um cartório eleitoral para saber
como poderia se registrar como eleitor. Lá, foi atendido por uma servidora, Lúcia. Assertiva:
Nessa situação, Lúcia deverá informar a Jair que, como ele já tem dezoito anos de idade, seu
alistamento eleitoral será obrigatório.

(FCC/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2015) A transferência de domicílio eleitoral


a) cabe ser objeto de recurso por qualquer Delegado de partido, caso deferida pelo juiz eleitoral.
b) deve ser requerida ao Cartório Eleitoral do novo domicílio, para ser admitida, até cento e
vinte dias antes da data da eleição.
c) não cabe ser indeferida ou denegada caso o eleitor não esteja quite com a Justiça Eleitoral.
d) tem como requisito para ser deferida a comprovação de residência mínima de seis meses
no novo domicílio, inclusive nos casos de transferência de título eleitoral de servidor público
civil, militar, autárquico, ou de membro de sua família, por motivo de remoção ou transferência.
e) tem como requisito para ser deferida a comprovação de residência mínima de seis meses
no novo domicílio, exceto nos casos de transferência de título eleitoral de servidor público ci-
vil, militar, autárquico, ou de membro de sua família, por motivo de remoção ou transferência.

(FCC/TRE-PB/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) Brutus completou dezoito anos de


idade e formalizou requerimento de inscrição eleitoral, que foi deferido pelo Juiz Eleitoral.
Dessa decisão
a) cabe recurso de qualquer delegado de partido político.
b) não cabe recurso.
c) cabe recurso de qualquer eleitor.
d) cabe recurso de qualquer candidato.
e) cabe recurso de qualquer ocupante de cargo eletivo.

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(FCC/TRE-SE/ANALISTA JUDICIÁRIO) Considere:


I – Prova de quitação com a Justiça Eleitoral.
II – Transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência.
III – Residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei,
pelo próprio eleitor.

Aplica-se à transferência de título eleitoral de funcionário público civil estadual que foi remo-
vido para outro domicílio o disposto APENAS em
a) II – I – e II.
b) I – e III.
c) II – e III.
d) II e III.
e) I.

(CONESUL/TRE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO/2010) Não é considerada exigência


prevista pela Resolução do Tribunal Superior Eleitoral n. 21.538/2003, a transferência do eleitor:
a) a prova de quitação com a Justiça Eleitoral.
b) a residência mínima de seis meses no novo domicílio eleitoral.
c) o transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência.
d) recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicilio no prazo estabelecido pela
legislação vigente.
e) residência mínima de três meses no novo domicilio, declarada, sob as penas da lei, pelo
próprio eleitor.

(IESES/TRE-MA/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Em relação ao alistamento elei-


toral assinale a alternativa INCORRETA:
a) Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou moradia do reque-
rente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á domicílio qualquer delas.
b) O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor.
c) O alistamento eleitoral obrigatório é previsto na legislação, sendo que estão nesta catego-
ria os maiores de 18 e menores de 70.

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d) O alistamento eleitoral facultativo é previsto na legislação, sendo que estão nesta catego-
ria os maiores de 16 e menores de 18, os maiores de 70, os analfabetos e os conscritos.

(IESES/TRE-MA/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) O empregado mediante comuni-


cação com ____________ horas de antecedência, poderá deixar de comparecer ao serviço, sem
prejuízo do salário e por tempo não excedente a ____________, para o fim de se alistar eleitor
ou requerer transferência.
a) 24 (vinte e quatro) / 2 (dois) dias.
b) 24 (vinte e quatro) / 1 (um) dia.
c) 48 (quarenta e oito) / 2 (dois) dias.
d) 48 (quarenta e oito) / 1 (um) dia.

(IESES/TRE-MA/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) Tício é servidor público civil e resi-


dia em São Luís, cidade onde votava. Contudo, foi transferido para a cidade de Imperatriz. Para
ser admitida a transferência de título eleitoral, Tício deve satisfazer a(s) seguinte(s) exigência(s):
a) Recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela
legislação vigente; transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transfe-
rência; residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei,
pelo próprio eleitor.
b) Recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela
legislação vigente e prova de quitação com a Justiça Eleitoral.
c) Transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência; residência
mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor.
d) Prova de quitação com a Justiça Eleitoral; recebimento do pedido no cartório eleitoral do
novo domicílio no prazo estabelecido pela legislação vigente; transcurso de, pelo menos, um
ano do alistamento ou da última transferência; residência mínima de três meses no novo do-
micílio, declarada, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor.

(AOCP/TRE-AC/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) O conceito de domicílio para o Di-


reito Eleitoral coincide com o de domicílio para o Direito Civil.

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(AOCP/TRE-AC/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) O conceito de domicílio para o Di-


reito Eleitoral é mais restrito do que o de domicílio para o Direito Civil.

(AOCP/TRE-AC/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) São exigências para a transferên-


cia de título eleitoral (excluídos os casos de transferência ou remoção de servidor público
civil, militar, autárquico ou de membro de sua família), EXCETO:
a) o recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela
legislação vigente.
b) o transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência.
c) a residência mínima de três meses no novo domicilio, declarada, sob as penas da lei, pelo
próprio eleitor.
d) não ter faltado, sem justificativa, à convocação de mesário nas últimas duas eleições.
e) a prova de quitação com a Justiça Eleitoral.

(VUNESP/TJ-MS/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2015) Nos termos da interpre-


tação do Tribunal Superior Eleitoral, referente ao alistamento eleitoral, não podem alistar-se
a) os alunos das escolas militares de ensino superior para formação de oficiais.
b) os analfabetos.
c) os conscritos, durante o serviço militar obrigatório.
d) os índios não integrados.
e) os que não saibam exprimir-se na língua nacional.

(CONSULPLAN/TRE-MG/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) Nos termos da Resolu-


ção TSE n. 21.538/2003 incorrerá em multa imposta pelo Juiz Eleitoral e cobrada no ato da
inscrição, o brasileiro nato que não se alistar até os
a) 16 anos.
b) 17 anos.
c) 18 anos.
d) 19 anos.

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(CESPE/TRE-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Segundo a jurisprudência do


Tribunal Superior Eleitoral, o domicílio eleitoral não se confunde, necessariamente, com o do-
micílio civil. A circunstância de o eleitor residir em determinado município não constitui obs-
táculo para que ele concorra, como candidato, a cargo eletivo em outra localidade, se nela for
inscrito e mantiver vínculos políticos e econômicos.

(CESPE/TRE-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Diante de notícia fundamenta-


da em irregularidade no cadastro e comprovada fraude eleitoral, o tribunal regional eleitoral
deve terminar a realização de revisão do eleitorado, processo mediante o qual pode ocorrer a
exclusão de eleitor por ofício, por requerimento de delegado de partido ou de qualquer eleitor,
sendo dispensável o comparecimento pessoal do eleitor para confirmar a sua inscrição.

(CESPE/TRE-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Julgue o item seguinte, referente


ao alistamento eleitoral, ao cancelamento da inscrição eleitoral e exclusão do eleitor do ca-
dastro nacional de eleitores.
Alistamento eleitoral é o ato jurídico pelo qual a pessoa natural adquire, perante a justiça elei-
toral, capacidade eleitoral ativa e passa a integrar o corpo de eleitores de determinada zona
e seção eleitoral.

(CESPE/TRE-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Julgue o item seguinte, referente


ao alistamento eleitoral, ao cancelamento da inscrição eleitoral e exclusão do eleitor do ca-
dastro nacional de eleitores.
As únicas hipóteses de cancelamento da inscrição e a consequente exclusão do eleitor do
cadastro nacional são: suspensão dos direitos políticos, falecimento do eleitor, pluralidade de
inscrições e o fato de o eleitor deixar de votar em três eleições consecutivas.

(FCC/TRE-RR/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) De acordo com a Resolução TSE


21.538/2003, as decisões das duplicidades e pluralidades de inscrições, agrupadas ou não
pelo batimento, inclusive quanto à inscrição de pessoas que estão com os direitos políticos
suspensos, na esfera administrativa, caberá, no tocante às pluralidades, ao

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a) Tribunal Regional Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas eleito-
rais de circunscrições diversas.
b) Tribunal Superior Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas eleitorais
da mesma circunscrição.
c) Juiz da zona eleitoral quando envolverem inscrições efetuadas em uma mesma zona eleitoral.
d) Corregedor Regional Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas elei-
torais de circunscrições diversas.
e) Corregedor Geral Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas eleitorais
da mesma circunscrição.

(CESPE/TRE-GO/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) O eleitor que, nos termos da le-


gislação eleitoral, seja obrigado a votar e não o faça estará sujeito a multa caso não se justi-
fique perante o juiz eleitoral competente até sessenta dias após a realização da eleição.

(MPE-MS/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2014) Em regra, não há revi-


são do eleitorado em ano eleitoral, podendo o Tribunal Superior Eleitoral, entretanto, excep-
cionalmente, autorizar este procedimento, nos moldes do artigo 58, parágrafo 2º, da Resolu-
ção/TSE n. 21.538/2003, caso haja motivos justificadores para tanto.

(FGV/TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR/ASSESSORIA LEGISLATIVA/2014) O alista-


mento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito anos e facultativos para
os analfabetos, maiores de setenta anos e para os maiores de dezesseis anos e menores de
dezoito anos.

(FGV/TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR/ASSESSORIA LEGISLATIVA/2014) Não po-


dem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obriga-
tório, os conscritos.

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GABARITO
1. b 18. a 35. d
2. b 19. b 36. c
3. a 20. c 37. b
4. e 21. e 38. E
5. c 22. d 39. E
6. a 23. c 40. d
7. c 24. E 41. c
8. b 25. E 42. d
9. b 26. E 43. C
10. e 27. E 44. E
11. b 28. c 45. C
12. e 29. a 46. E
13. e 30. E 47. c
14. a 31. a 48. C
15. d 32. a 49. C
16. a 33. e 50. C
17. c 34. b 51. C

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GABARITO COMENTADO
(FCC/MPE-MT/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2019) Em relação ao
alistamento, ao voto e à obrigatoriedade de seu exercício, é correto afirmar que
a) não podem alistar-se como eleitores somente os analfabetos e os que não saibam expri-
mir-se na língua nacional.
b) sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou de que se jus-
tificou devidamente, não poderá o eleitor obter passaporte ou carteira de identidade, entre
outras restrições.
c) o eleitor que deixar de votar e não se justificar perante o juiz eleitoral até 45 dias após a
realização da eleição, incorrerá em multa de cinco a dez por cento sobre o salário mínimo da
região, imposta pelo juiz eleitoral.
d) o alistamento é obrigatório para todos os brasileiros, salvo apenas para os maiores de
sessenta anos, pois já enquadrados no Estatuto do Idoso.
e) o voto não é obrigatório para os militares.

Letra b.
b) Certa. Aos eleitores cujo exercício do direito ao voto for obrigatório, exige-se, em caso de
ausência às urnas, a apresentação de justificativa eleitoral. Dessa forma, para o eleitor fal-
toso, enquanto não estiver quite com a Justiça Eleitoral, haverá a imposição de uma série de
sanções: a) inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou
empossar-se neles; b) receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou
emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como fundações governamentais, empre-
sas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo
ou que exerçam serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente
ao da eleição; c) participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos estados,
dos territórios, do Distrito Federal ou dos municípios, ou das respectivas autarquias; d) obter
empréstimos nas autarquias, sociedades de economia mista, caixas econômicas federais ou
estaduais, nos institutos e caixas de previdência social, bem como em qualquer estabeleci-
mento de crédito mantido pelo governo, ou de cuja administração este participe, e com essas
entidades celebrar contratos; e) obter passaporte ou carteira de identidade.

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a) Errada. A proibição ao alistamento dos analfabetos e dos que não saibam exprimir-se em
língua nacional foi revogada pela Constituição Federal, sendo, para eles, o alistamento eleito-
ral e o voto, facultativos.
c) Errada. Em caso de ausência às eleições, o eleitor deverá apresentar sua justificativa elei-
toral no seguinte prazo: a) sessenta dias, a contar da data da eleição, se estiver em território
nacional; ou b) em trinta dias, se estiver no exterior, a contar da data do retorno.
d) Errada. A condição de idoso não interfere na definição da obrigatoriedade ou facultativida-
de do alistamento e do voto. Na verdade, o alistamento eleitoral e o voto serão facultativos
aos maiores de setenta anos.
e) Errada. O voto é obrigatório para os maiores de 18 e menores de 70 anos, desde que alfa-
betizado, sendo, desse modo, obrigatório o voto para os militares que se encontrarem nessa
condição.

Assinale a opção que indica uma causa legalmente amparada para o cancela-
mento do alistamento eleitoral.
a) incapacidade comprovada de o eleitor se expressar no idioma nacional.
b) não comparecimento do eleitor em três eleições consecutivas.
c) residência principal do eleitor localizar-se fora da área do domicílio eleitoral.
d) aquisição de outra nacionalidade pelo eleitor.

Letra b.
De acordo com o art. 71 do CE, dentre as causas de cancelamento da inscrição eleitoral,
tem-se as seguintes situações: a) suspensão ou perda dos direitos políticos; b) duplicidade
ou pluralidade de alistamento eleitoral; c) falecimento de eleitor; d) inscrição eleitoral de ina-
listáveis; e) inscrição em violação às regras de domicílio eleitoral; e f) deixar de votar em três
eleições consecutivas.

(VUNESP/PC-BA/DELEGADO/2018)É correto afirmar que a Resolução TSE n.


21.538/2003 prevê que
a) o número de inscrição do eleitor poderá contar com até 12 (doze) dígitos, sendo que os
dígitos nas posições nove e dez corresponderão ao Estado da Federação de origem, sendo a
Bahia representada pelo código 05.

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b) o eleitor poderá escolher local de votação pertencente a uma zona eleitoral diversa da-
quela em que tem domicílio, desde que fundamente seu pedido, com circunstâncias como
residência de parentes na zona eleitoral em que pretende votar.
c) o brasileiro nato que não se alistar até os 18 anos ou o naturalizado que não se alistar até
um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá em multa imposta pelo juiz
eleitoral e cobrada no ato da inscrição.
d) os homônimos consistem no agrupamento pelo batimento de duas ou mais inscrições ou
registros que apresentem dados iguais ou semelhantes, segundo critérios previamente defi-
nidos pelo Tribunal Superior Eleitoral.
e) para fins de alistamento, o certificado de quitação do serviço militar não é considerado
documento hábil a comprovar a nacionalidade brasileira, sendo, todavia, aceita a carteira emi-
tida pelos órgãos criados por lei federal, controladores do exercício profissional.

Letra a.
Conforme o art. 12, parágrafo único da Res.-TSE n. 21.538/2003, o número de inscrição eleito-
ral compor-se-á de até doze algarismos, por unidade da Federação, observadas as seguintes
normas: a) os oito primeiros algarismos serão sequenciados, desprezando-se, na emissão,
os zeros à esquerda; b) os dois algarismos seguintes serão representativos da unidade da Fe-
deração de origem da inscrição, conforme códigos constantes da seguinte tabela: 05 – Bahia;
e c) os dois últimos algarismos constituirão dígitos verificadores, determinados com base no
módulo 11, sendo o primeiro calculado sobre o número sequencial e o último sobre o código
da unidade da Federação seguido do primeiro dígito verificador.
b) Errada. A escolha do local de votação pelo eleitor deve se dar dentre aqueles disponíveis
para a zona eleitoral em que inscrito.
c) Errada. Com a finalidade de evitar a imposição de sanção eleitoral, o brasileiro nato deve
se alistar até os 19 anos ou o naturalizado até um ano depois de adquirida a nacionalidade
brasileira.
d) Errada. A coincidência ocorrerá pelo agrupamento pelo batimento de duas ou mais inscri-
ções ou registros que apresentem dados iguais ou semelhantes, segundo critérios previa-
mente definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral.

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e) Errada. O certificado de quitação do serviço militar constitui um dos documentos aptos a


comprovar a nacionalidade brasileira.

(CESPE/TRE-TO/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Para o deferimento de requeri-


mento de transferência de domicílio eleitoral, exige-se
a) exercício de função pública.
b) produção de relatórios qualitativos de requerimentos anteriores.
c) prova de nacionalidade brasileira.
d) alcance da maioridade civil.
e) prova de quitação com a justiça eleitoral.

Letra e.
A transferência eleitoral somente será admitida desde que satisfeitas as seguintes condições:
a) recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela
legislação vigente; b) transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transfe-
rência; c) residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei,
pelo próprio eleitor; e d) prova de quitação com a Justiça Eleitoral.

(CESPE/TRE-TO/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) O Código Eleitoral prevê exceção


ao alistamento eleitoral obrigatório no Brasil aos cidadãos:
a) servidores públicos civis.
b) enfermos.
c) que se encontrem fora do país.
d) maiores de sessenta e cinco anos de idade.
e) que sejam militares na reserva.

Letra c.
Segundo o Código Eleitoral, o alistamento eleitoral não será obrigatório para: a) os inválidos;
b) os maiores de setenta anos; e c) os que se encontrem fora do país (art. 6º, I do Código Elei-
toral).
Lembre-se que, de acordo com a Constituição Federal, o alistamento eleitoral e o voto serão
facultativos para: a) os maiores de 16 e menores de 18 anos; b) os maiores de 70 anos; e c)
os analfabetos.

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(FCC/TRE-TO/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Carmem fará 16 anos no dia das


eleições para escolha de Prefeito e Vereador que ocorrerão no próximo ano; José tem 16 anos
completos; e Frederico, tem 35 anos e acabou de se alfabetizar, mas não deseja votar nas elei-
ções que ocorrerão no próximo ano. Nesses casos, observados os prazos legais e de acordo
com a Resolução TSE n.21.538/2003, o alistamento de
a) Carmen é facultativo, o de José facultativo e o de Frederico obrigatório.
b) Carmen é obrigatório, o de José facultativo e o de Frederico obrigatório.
c) Carmen é facultativo, o de José obrigatório e o de Frederico obrigatório.
d) Carmen, de José e de Frederico são facultativos.
e) Carmen, de José e de Frederico são obrigatórios.

Letra a.
Vamos à análise das situações:
I – O alistamento para quem, no ano das eleições, completará dezesseis anos de idade, é con-
siderado facultativo. Assim, o alistamento de Carmem será facultativo;
II – O alistamento eleitoral dos maiores de dezesseis e menores de dezoito anos é facultativo.
Logo, o alistamento eleitoral de José é facultativo.
III – O alistamento dos maiores de dezoito anos e alfabetizados é obrigatório. Logo, o alista-
mento eleitoral de Frederico é obrigatório.
A partir da análise dessas situações, conclui-se que a alternativa correta é a letra A.

(FCC/TRE-PR/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Silvaneide está com sua inscrição


eleitoral suspensa em virtude da suspensão de seus direitos políticos por decisão transitada
em julgado, enquanto que seu marido, Renato, está com sua inscrição eleitoral cancelada
por ter perdido seus direitos políticos. O casal resolveu mudar de Estado a fim de conseguir
melhores condições de vida. Nesse caso, de acordo com a Resolução do TSE 21.538/2003,
a transferência do número de inscrição é
a) permitida apenas no caso de Silvaneide.
b) permitida tanto no caso de Silvaneide como no de Renato.
c) vedada tanto no caso da Silvaneide como no de Renato.

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d) permitida apenas no caso de Renato.


e) permitida apenas no caso de Silvaneide, desde que comprove que já não teve sua inscri-
ção cancelada nos últimos 8 anos.

Letra c.
A transferência eleitoral somente poderá ser deferida se, dentre outros requisitos, o eleitoral
estiver quite com a Justiça Eleitoral. Essa quitação eleitoral engloba a plenitude do gozo dos
direitos políticos, o regular exercício do voto, o atendimento a convocações da Justiça Eleitoral
para auxiliar os trabalhos relativos ao pleito, a inexistência de multas aplicadas, em caráter defi-
nitivo, pela Justiça Eleitoral e não remitidas, e a apresentação de contas de campanha eleitoral.
No caso, Silvaneide e Renato incidiram em situações fáticas geradoras de perda e suspensão
dos direitos políticos, motivo pelo qual não estão no pleno gozo de seus direitos políticos.
Sem a plenitude da cidadania, Silvaneide e Renato não possuem quitação eleitoral e não po-
dem obter o deferimento de seu pedido de transferência eleitoral.
Por essa razão a alternativa correta é a letra C.

(CESPE/TRE-BA/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) De acordo com a Resolução do


TSE n. 21.538/2003, os requisitos para o eleitor obter a transferência de seu domicílio eleito-
ral incluem, entre outros,
a) a prova de residência por, no mínimo, seis meses no novo domicílio.
b) a prova de quitação com a justiça eleitoral.
c) a apresentação de declaração homologada pelo juízo do antigo domicílio eleitoral.
d) a apresentação do(s) comprovante(s) impresso(s) da última eleição.
e) o transcurso de, pelo menos, quatro anos do alistamento ou da última transferência.

Letra b.
A transferência eleitoral depende do preenchimento dos seguintes requisitos:
 a) recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela
legislação vigente; b) transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transfe-
rência; c) residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei,
pelo próprio eleitor; e d) prova de quitação com a Justiça Eleitoral.

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(CESPE/TRE-BA/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Os delegados indicados pelos


partidos políticos e credenciados no TRE são responsáveis, entre as funções estabelecidas
no Código Eleitoral, pelo(a)
I – acompanhamento dos processos de inscrição.
II – exclusão de eleitor inscrito ilegalmente, desde que o encaminhe para o cartório eleito-
ral para que este faça sua defesa pessoal em relação à referida sanção.
III – exame, sem perturbação do serviço e em presença dos servidores designados, dos do-
cumentos relativos ao alistamento eleitoral, podendo deles tirar cópias ou fotocópias.
IV – requerimento aos juízes eleitorais do registro de delegado auxiliar para acompanhar os
processos de inscrição.

Assinale a opção correta.


a) Apenas os itens I e II estão certos.
b) Apenas os itens I e III estão certos.
c) Apenas os itens II e IV estão certos.
d) Apenas os itens III e IV estão certos.
e) Todos os itens estão certos.

Letra b.
Nos termos do art. 27 da Resolução-TSE n. 21.538/2003, os delegados dos partidos políticos
exercem um papel de fiscalização do alistamento eleitoral e poderão:
• acompanhar os pedidos de alistamento, transferência, revisão, segunda via e quaisquer
outros, até mesmo emissão e entrega de títulos eleitorais, previstos nesta resolução;
• requerer a exclusão de qualquer eleitor inscrito ilegalmente e assumir a defesa do elei-
tor cuja exclusão esteja sendo promovida;
• examinar, sem perturbação dos serviços e na presença dos servidores designados,
os documentos relativos aos pedidos de alistamento, transferência, revisão, segunda
via e revisão de eleitorado, deles podendo requerer, de forma fundamentada, cópia, sem
ônus para a Justiça Eleitoral.
Com base nessa disposição regulamentar, vamos à análise das assertivas:

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I – essa assertiva está correta;


II – os delegados dos partidos políticos podem requerer a exclusão ou assumir a defesa
do eleitor;
III – essa assertiva está correta;
IV – o cadastro de delegado de partido político deve ser feito pela agremiação partidária, não
existindo a figura de delegado auxiliar.
Com base nessa análise, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra B.

(CESPE/TRE-PE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Considerando as regras do TSE


para a administração e a manutenção do cadastro eleitoral e assuntos correlatos, assinale a
opção correta.
a) Via de regra, a revisão de eleitorado ocorre em ano eleitoral.
b) As relações de eleitores constantes do cadastro eleitoral, com dados como filiação e esta-
do civil, serão acessíveis às instituições públicas e privadas, ressalvada a privacidade quanto
ao endereço e telefone.
c) A outorga a brasileiro do gozo de direitos políticos em Portugal importará a perda desses
mesmos direitos no Brasil.
d) Comunicada a perda de direitos políticos pelo Ministério da Justiça, a corregedoria-regio-
nal atualizará a situação das inscrições na Base de Perda e Suspensão de Direitos Políticos.
e) A regularização da situação eleitoral de pessoa com restrição de direitos políticos não
ocorre simultaneamente à cessação do impedimento.

Letra e.
A cessação da hipótese geradora do cancelamento da inscrição eleitoral não tem como efeito
o seu restabelecimento automático, mas depende de pedido do eleitor e da comprovação da
cessação do impedimento.
a) Errada. Não será realizada revisão de eleitorado em ano eleitoral, salvo em situações ex-
cepcionais, quando autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral.
b) Errada. As informações personalizadas dos eleitores não serão acessíveis às instituições
públicas e privadas.

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c) Errada. A outorga a brasileiros do gozo dos direitos políticos em Portugal, devidamente comu-
nicada ao Tribunal Superior Eleitoral, importará suspensão desses mesmos direitos no Brasil.
d) Errada. Comunicada a perda de direitos políticos pelo Ministério da Justiça, a Corregedo-
ria-Geral providenciará a imediata atualização da situação das inscrições no cadastro e na
base de perda e suspensão de direitos políticos.

(CESPE/TRE-PE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Considerando as regras do TSE


para o alistamento eleitoral e a transferência de domicílio eleitoral, assinale a opção correta.
a) Para comprovar o tempo de residência no novo local, o eleitor deve instruir o pedido de
transferência de domicílio eleitoral com contas de luz ou outro documento equivalente.
b) Em ano de eleição, o menor que completar dezesseis anos de idade até a data do pleito
poderá optar por alistar-se.
c) Estará sujeito a multa eleitoral o brasileiro naturalizado que não se alistar até um ano an-
tes da data prevista para eleição.
d) O alistamento do analfabeto é facultativo, mas, uma vez que ele se aliste, seu voto será
obrigatório.
e) Qualquer delegado de partido político pode recorrer do despacho que indeferir a transfe-
rência de determinado eleitor.

Letra b.
Nos termos do art. 14 da Resolução-TSE n. 21.538/2003, é facultado o alistamento, no ano
em que se realizarem eleições, do menor que completar 16 anos até a data do pleito, inclusive.
a) Errada. No processo de transferência eleitoral, o tempo de residência no novo domicílio
será demonstrado, além da apresentação de um documento (conta de luz, água, telefone etc.),
pela declaração feita pelo próprio eleitor, sob as penas da lei.
c) Errada. O brasileiro naturalizado deve, no prazo de até um ano após a aquisição da nacio-
nalidade brasileira, requerer o seu alistamento eleitoral, sob pena de multa eleitoral.
d) Errada. O alistamento e o voto são facultativos para o analfabeto. Assim, ainda que se alis-
te, o analfabeto não será obrigado a votar.

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e) Errada. O delegado de partido político somente poderá recorrer da decisão que defere o
alistamento, não tendo legitimidade recursar isolada para impugnar a decisão que indefere o
pedido de inscrição eleitoral.

(FCC/TRE-SP/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Patrick, com 20 anos, naturalizou-


-se brasileiro em março de 2015 e, até hoje, ainda não realizou seu alistamento eleitoral. Des-
sa forma, em conformidade com a Resolução n. 21.538/2003, Patrick
a) não incorrerá em multa, pois o prazo de alistamento eleitoral, no caso, é até três anos de-
pois de adquirida a nacionalidade brasileira.
b) incorrerá em multa imposta pelo juiz federal e cobrada até a antevéspera do pleito, pois
o alistamento do brasileiro naturalizado deve ocorrer até seis meses depois de adquirida a
nacionalidade brasileira.
c) incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada quarenta e oito horas após a
inscrição e, ainda, perderá o direito de alistar-se, pois o prazo para o alistamento findou-se
quinze dias após a aquisição da nacionalidade.
d) poderá alistar-se a qualquer tempo, sem incorrer em multa, já que referido alistamento é
obrigatório apenas aos brasileiros natos.
e) incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da inscrição, pois o alis-
tamento do brasileiro naturalizado deve ocorrer até um ano depois de adquirida a naciona-
lidade brasileira.

Letra e.
Conforme o art. 15 da Resolução TSE n. 21.538/2003, o brasileiro nato que não se alistar até
os 19 anos ou o naturalizado que não se alistar até um ano depois de adquirida a nacionali-
dade brasileira incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da inscrição.
Dessa forma, Patrick, em razão de ter adquirido a nacionalidade brasileira sem ter apresen-
tado o pedido de alistamento eleitoral no prazo de até um ano, incorrerá em multa eleitoral.
Logo, a alternativa correta é a letra E.

(FCC/TRE-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Segundo o Código Eleitoral brasilei-


ro, realizado o alistamento eleitoral pelo processo eletrônico de dados, será cancelada a ins-
crição do eleitor que não votar em

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a) três eleições consecutivas ou não se justificar no prazo de dois meses, a contar da data
da última eleição a que deveria ter comparecido, independentemente do pagamento de multa.
b) duas eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de dois me-
ses, a contar da data da última eleição a que deveria ter comparecido.
c) duas eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de três meses,
a contar da data da última eleição a que deveria ter comparecido.
d) duas eleições consecutivas, não se justificar no prazo de três meses, a contar da data da
última eleição a que deveria ter comparecido, independentemente do pagamento da multa.
e) três eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de seis meses,
a contar da data da última eleição a que deveria ter comparecido.

Letra e.
Constitui hipótese de cancelamento da inscrição eleitoral o fato de o eleitor não votar em três elei-
ções consecutivas. Sobre essa situação fática, o art. 7º, § 3º do Código Eleitoral, prescreve que:

Art. 7º, § 3º Realizado o alistamento eleitoral pelo processo eletrônico de dados, será cancelada a
inscrição do eleitor que não votar em 3 (três) eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se
justificar no prazo de 6 (seis) meses, a contar da data da última eleição a que deveria ter compa-
recido.

Dessa forma, a alternativa correta é a letra E.

(FCC/TRE-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) A Albino, brasileiro nato, residente


e domiciliado atualmente em Portugal, foi outorgado o gozo dos direitos políticos no país
em que vive no momento, outorga esta devidamente comunicada ao Tribunal Superior Elei-
toral. Referido gozo dos direitos políticos em Portugal, em conformidade com a Resolução
n. 21.538/2003,
a) importará a suspensão desses mesmos direitos de Albino no Brasil.
b) importará a perda desses mesmos direitos de Albino no Brasil.
c) não implicará a perda ou suspensão desses mesmos direitos de Albino no Brasil.
d) implicará, no Brasil, a inelegibilidade de Albino, mantendo-se obrigatório, porém, o exercí-
cio do voto.
e) implicará, no Brasil, o impedimento do exercício de voto de Albino, permitindo-se, porém,
que seja eleito.

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Letra a.
Nos termos do art. 51, § 4º da Resolução TSE n. 21.538/2003, a outorga a brasileiros do gozo
dos direitos políticos em Portugal, devidamente comunicada ao Tribunal Superior Eleitoral,
importará suspensão desses mesmos direitos no Brasil (Decreto n. 70.391, de 12.4.72 – Tra-
tado da Amizade).
Assim, em razão de Patrick ter obtido o gozo de direitos políticos em Portugal, a consequência
será a suspensão de sua cidadania brasileira, motivo pelo qual a alternativa correta é a letra A.

(FCC/TRE-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Lineu completará dezesseis anos


um dia antes da realização das eleições. Preenchidos os demais requisitos, de acordo com
a Resolução n. 21.538/2003 do Tribunal Superior Eleitoral, o alistamento eleitoral de Lineu é
a) facultativo, podendo ser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento
de inscrição eleitoral ou transferência, sendo que o título surtirá efeitos na data do pedido,
mesmo não tendo completado dezesseis anos.
b) obrigatório, devendo ser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento
de inscrição eleitoral ou transferência, sendo que o título somente surtirá efeitos com o im-
plemento da idade de dezesseis anos.
c) proibido, sendo considerado inalistável em razão da idade inferior a dezesseis anos.
d) facultativo, podendo ser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento
de inscrição eleitoral ou transferência, sendo que o título somente surtirá efeitos com o im-
plemento da idade de dezesseis anos.
e) obrigatório, podendo ser solicitado até o encerramento do prazo fixado para requerimento
de inscrição eleitoral ou transferência, sendo que o título surtirá efeitos na data do pedido,
mesmo não tendo completado dezesseis anos.

Letra d.
Admite-se o alistamento eleitoral do menor de dezesseis anos, desde que preenchidos os
seguintes requisitos: a) seja ano eleitoral; b) complete dezesseis anos até a data da eleição; e
c) o pedido seja apresentado até a data limite para o fechamento do cadastro eleitoral.
De qualquer forma, o título eleitoral emitido nessas condições somente surtirá efeitos após
o implemento da idade de dezesseis anos, nos termos do art. 14, § 2º da Resolução TSE n.
21.538/2003.

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(FCC/TRE-SP/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017) Em virtude da má situação finan-


ceira pela qual estava passando, Arnaldo, corretor de seguros, mudou-se de cidade, onde vo-
tou nas duas últimas eleições, há um mês. Deseja transferir, ainda nesta semana, o seu título
de eleitor para seu novo domicílio. Considerando apenas os dados fornecidos na questão, em
conformidade com a Resolução n. 21.538/2003, a transferência de Arnaldo
a) não será admitida, pois não está satisfeita a exigência da residência mínima de três me-
ses no novo domicílio, declarada pelo próprio eleitor.
b) não será admitida, pois não está satisfeita a exigência da residência mínima de um ano no
novo domicílio, declarada pelo próprio eleitor.
c) será admitida a qualquer tempo a partir da declaração do novo domicílio pelo próprio eleitor.
d) será admitida a qualquer tempo a partir da declaração do novo domicílio pelo juiz eleitoral
da circunscrição.
e) não será admitida, pois não está satisfeita a exigência da residência mínima de um ano no
novo domicílio, declarada pelo juiz eleitoral da circunscrição.

Letra a.
A transferência eleitoral somente será deferida se preenchidos os seguintes requisitos, de for-
ma cumulativa: a) apresentação do pedido antes da data limite para o encerramento do cadas-
tro eleitoral; b) transcurso de, pelo menos, um ano da última transferência ou do alistamento
originário; c) três meses de residência no novo domicílio; e d) prova de quitação eleitoral.
No caso, Arnaldo mudou seu domicílio para o novo município há menos de três meses, motivo
pelo qual seu pedido de transferência eleitoral deve ser indeferido.
Logo, a alternativa correta é a letra A.

(CESPE/PC-GO/DELEGADO DE POLÍCIA/2017) A respeito do alistamento eleito-


ral, assinale a opção correta à luz da Resolução TSE n. 21.538/2003.
a) Apesar da facultatividade do alistamento eleitoral do analfabeto, a partir do momento em
que se alfabetizar, o indivíduo deverá requerer a sua inscrição eleitoral, mas, por se tratar de
ato extemporâneo, ficará sujeito a multa eleitoral.
b) Contra decisão que indeferir pedido de inscrição eleitoral caberá recurso, a ser interposto
mediante a anuência de delegado de partido político.

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c) Aplica-se multa ao brasileiro nato que não se alistar até os dezenove anos de idade, caso
ele não requeira a sua inscrição eleitoral até o centésimo quinquagésimo primeiro dia anterior
à eleição subsequente à data em que completar citada idade.
d) A carteira de identidade e a certidão de nascimento são os únicos documentos válidos
para fins de comprovação da nacionalidade no ato de alistamento eleitoral.
e) A justiça eleitoral deverá, após a apresentação dos documentos pelo eleitor, preencher
ou digitar o requerimento de alistamento eleitoral, indicando o local de votação, determinado
automaticamente, sem direito de escolha, conforme o domicílio do eleitor.

Letra c.
O brasileiro nato deve se alistar até completar dezenove anos, sob pena de incidir em multa
eleitoral e nas demais consequências decorrentes do não alistamento eleitoral obrigatório.
Entretanto, não se aplicará a pena ao não alistado que requerer sua inscrição eleitoral até o
centésimo quinquagésimo primeiro dia anterior à eleição subsequente à data em que com-
pletar 19 anos.
a) Errada. Se o analfabeto deixar de sê-lo, deverá requerer sua inscrição eleitoral, não ficando
sujeito à multa eleitoral.
b) Errada. Os delegados partidários não possuem legitimidade para interpor recurso contra a
decisão que indefere o pedido de alistamento eleitoral.
d) Errada. Para o alistamento eleitoral, admite-se a apresentação de um dos seguintes docu-
mentos dos quais se infira a nacionalidade brasileira: a) carteira de identidade ou carteira emi-
tida pelos órgãos criados por lei federal, controladores do exercício profissional; b) certificado
de quitação do serviço militar; c) certidão de nascimento ou casamento, extraída do Registro
Civil; e d) instrumento público do qual se infira, por direito, ter o requerente a idade mínima de
16 anos e do qual constem, também, os demais elementos necessários à sua qualificação.
e) Errada. O local de votação é escolhido pelo eleitor dentre os estabelecidos para a zona
eleitoral.

(CESPE/PC-PE/DELEGADO/2016) Com relação a acesso às informações cons-


tantes de cadastro, restrição de direitos políticos, revisão do eleitorado e justificação do não
comparecimento à eleição, assinale a opção correta à luz da Resolução n. 21.538/2003 do TSE.

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a) No caso de perda dos direitos políticos, serão considerados documentos hábeis para
comprovar a reaquisição ou o restabelecimento de direitos políticos o decreto ou a portaria.
b) Informações de caráter personalizado constantes do cadastro eleitoral poderão ser for-
necidas a qualquer cidadão, em razão do princípio eleitoral da publicidade das inscrições
dos eleitores.
c) No caso de fraude no alistamento dos eleitores de determinada zona eleitoral de um mu-
nicípio, caberá ao juiz presidente da junta eleitoral da comarca, em razão da sua competência,
a realização de correição e revisão do eleitorado.
d) O juiz eleitoral deverá, em regra, realizar a revisão do eleitorado do município ou da zona
de sua competência, no ano de realização do processo eleitoral, para garantir maior seguran-
ça jurídica ao pleito.
e) O eleitor que deixar de votar devido ao fato de estar residindo, no dia do pleito, no exterior
deverá justificar a sua ausência, dentro do prazo legal, perante a embaixada do Brasil estabe-
lecida no país onde se encontrar, sob pena de incidência de multa eleitoral.

Letra a.
Em caso de restrição dos direitos políticos, a regularização de sua situação eleitoral somente
será possível mediante a comprovação da cessação do impedimento, sendo que, na situação
de perda dos direitos políticos, são considerados documentos comprobatórios de requisição
ou de restabelecimento de direitos políticos: a) decreto ou portaria; b) comunicação do Minis-
tério Justiça.
b) Errada. A proteção da intimidade e da privacidade impede o fornecimento de informações
de caráter personalizado dos eleitores constantes no cadastro eleitoral.
c) Errada. Quando houver denúncia fundamentada de fraude no alistamento de uma zona ou
município, o Tribunal Regional Eleitoral poderá determinar a realização de correição e, provada
a fraude em proporção comprometedora, ordenará, comunicando a decisão ao Tribunal Supe-
rior Eleitoral, a revisão do eleitorado.
d) Errada. Não será realizada revisão de eleitorado em ano eleitoral, salvo em situações ex-
cepcionais, quando autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral.

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e) Errada. Para eleitor que se encontrar no exterior na data do pleito, o prazo para a apresen-
tação de justificativa eleitoral será de 30 dias, contados do seu retorno ao país.

(CESPE/PC-PE/DELEGADO/2016) Com relação ao alistamento eleitoral, à trans-


ferência de domicílio eleitoral, à segunda via da inscrição e ao título eleitoral, assinale a opção
correta à luz da Resolução n. 21.538/2003 do TSE.
a) Caso o título de eleitor seja inutilizado ou dilacerado, o eleitor poderá, pessoalmente ou
por meio de procurador nomeado, requerer junto ao cartório eleitoral competente a expedição
de segunda via.
b) Requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência não será recebido no prazo de
cento e cinquenta dias que antecedem a data da eleição.
c) Nas hipóteses de transferência, de revisão ou de emissão de segunda via do título elei-
toral, a data de emissão do título será a data de inscrição originária do alistamento do eleitor
junto ao cartório eleitoral competente.
d) A pena de multa será aplicada a não alistado maior de dezoito anos que tenha requerido
sua inscrição eleitoral após completar a referida idade.
e) Caso o juiz eleitoral defira o pedido de transferência de domicílio eleitoral de determinado
eleitor, o MP Eleitoral terá competência exclusiva para recorrer junto ao tribunal regional elei-
toral, no prazo legal, após a sua intimação.

Letra b.
Nenhum requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido dentro dos
cento e cinquenta dias anteriores à data da eleição.
a) Errada. Não se admite a apresentação de pedido de emissão de segunda via por meio
de procurador.
c) Errada. Nas hipóteses de alistamento, transferência, revisão e segunda via, a data da emis-
são do título será a de preenchimento do requerimento.
d) Errada. O brasileiro nato que não se alistar até os 19 anos ou o naturalizado que não se
alistar até um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá em multa imposta
pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da inscrição.

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e) Errada. Em caso de deferimento de pedido de alistamento eleitoral, o recurso poderá ser


interposto por qualquer delegado de partido ou pelo membro do Ministério Público Eleitoral.

(CESPE/PC-PE/DELEGADO/2016) Com relação ao alistamento eleitoral, assina-


le a opção correta à luz do Código Eleitoral.
a) Em razão do princípio da competência privativa dos juízes eleitorais e do princípio da vin-
culação do processo eleitoral, no caso de perda ou extravio do título de eleitor, a sua segunda
via deverá ser requerida junto ao juiz da zona eleitoral em que o eleitor estiver inscrito.
b) Caso o eleitor mude de domicílio, ele poderá requerer a transferência de seu título, desde
que observado o tempo mínimo de residência no novo domicílio e o cumprimento da exigên-
cia de ter votado em, pelo menos, uma eleição, no caso de inscrição primitiva.
c) O código eleitoral elenca as causas de cancelamento da inscrição eleitoral; a ocorrência
de uma dessas causas gerará a exclusão do eleitor, que poderá votar de forma válida até que
se processe a sua exclusão.
d) No alistamento eleitoral, será considerado o domicílio eleitoral do cidadão qualificado e
inscrito o lugar onde sua residência tiver sido estabelecida com ânimo definitivo.
e) O eleitor ficará vinculado permanentemente à seção eleitoral indicada no seu título.

Letra c.
O art. 71 do Código Eleitoral dispõe sobre as hipóteses de cancelamento da inscrição eleitoral,
sendo que, verificada qualquer uma delas, deve-se instaurar o processo de exclusão para a
constatação de sua ocorrência e determinação de cancelamento da inscrição eleitoral.
Durante a tramitação do processo eleitoral, o eleitor poderá votar validamente.
a) Errada. A apresentação do pedido de segunda via poderá ser feita perante qualquer juiz
eleitoral, ainda que não seja aquele com competência na zona eleitoral em que o eleitor pos-
sui domicílio eleitoral.
b) Errada. Para o deferimento do pedido de transferência eleitoral não é exigível que o eleitor
tenha votado, mas apenas que tenha transcorrido, pelo menos, um ano da última transferên-
cia ou do alistamento eleitoral originário.
d) Errada. O conceito de domicílio eleitoral é mais elástico do que o do Direito Civil, satisfazen-
do-se com vínculos de natureza política, econômica, social e familiar.

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e) Errada. Admite-se a modificação do local de votação pelo eleitor por meio do procedimento
denominado de revisão, podendo, nesse caso, ser escolhido em que local o eleitor que votar.

(VUNESP/PREFEITURA DE ROSANA-SP/PROCURADOR/2016) Sobre o alista-


mento eleitoral, é correto afirmar que
a) podem alistar-se os eleitores que estejam privados temporariamente dos direitos polí-
ticos, os analfabetos, os maiores de setenta anos e os maiores de dezesseis e menores de
dezoito anos.
b) para efeito da inscrição do eleitor considera-se domicílio eleitoral o lugar de residência
ou moradia do requerente e verificando-se ter o alistando mais de uma, considera-se como
domicílio somente uma delas.
c) não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros podendo, entretanto, os conscritos
durante o período do serviço militar obrigatório.
d) os partidos políticos, por seus delegados, podem promover a exclusão de qualquer eleitor
inscrito ilegalmente, vedada a defesa do eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida.
e) a suspensão ou perda dos direitos políticos e a pluralidade de inscrição acarretaram a
exclusão do eleitor e podem ser promovidas ex officio, a requerimento de delegado de partido
ou de qualquer eleitor.

Letra e.
Entre as hipóteses de cancelamento da inscrição eleitoral, tem-se a perda ou a suspensão
dos direitos políticos e a pluralidade de inscrição eleitoral. Ocorridas essas situações, o juiz
eleitoral pode iniciar de ofício o processo de exclusão, ou a requerimento de delegado de par-
tido ou de qualquer eleitor.
a) Errada. Aqueles que estejam privados temporariamente dos direitos políticos não podem
alistar-se eleitores.
b) Errada. Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou moradia do
requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á domicílio qualquer delas.
c) Errada. Os conscritos, durante o período do serviço militar obrigatório, não podem se alistar
eleitores.

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d) Errada. No caso de exclusão, a defesa pode ser feita pelo interessado, por outro eleitor ou
por delegado de partido.

(CESPE/TRE-PI/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2016) Considerando as normas que re-


gem o processo eleitoral, assinale a opção correta.
a) Por ocasião do alistamento, é indispensável a definição do domicílio do eleitor, faculdade
pertencente à justiça eleitoral quando o cidadão informar mais de um endereço residencial.
Nesse caso, a justiça eleitoral atribuirá ao eleitor o domicílio eleitoral cujo imóvel represente
maior valor venal.
b) O alistamento eleitoral não pode ser objeto de indeferimento, devendo o técnico judiciário,
a quem compete expedi-lo, requerer ao analista judiciário ou à autoridade superior da justiça
eleitoral a utilização do instituto da diligência em casos de dúvidas materiais.
c) Embora o alistamento eleitoral seja facultativo para os menores de dezoito anos de idade
e maiores de dezesseis anos de idade, no caso dos menores emancipados em razão do exer-
cício de atividade empresarial ou de casamento civil, a faculdade transmuta-se em obrigação
perante a justiça eleitoral.
d) Constitui causa para o cancelamento do título eleitoral de cidadãos maiores de dezoito
anos de idade e menores de setenta anos de idade a situação de irregularidade perante a
justiça eleitoral, decorrente de inadimplência relativa a pagamento de multa por não terem
votado nem justificado a ausência em três eleições consecutivas.
e) Cancelado o título eleitoral, o cidadão deve aguardar o prazo mínimo de cinco anos para
requerer nova inscrição à justiça eleitoral, ainda que cessadas as causas que geraram o res-
pectivo cancelamento.

Letra d.
A ausência em três eleições consecutivas constitui hipótese geradora do cancelamento da
inscrição eleitoral, desde que, além da ausência, o eleitor não justifique nem pague a multa
eleitoral. De qualquer forma, essa hipótese de cancelamento da inscrição eleitoral somente é
aplicável aos eleitores cujo alistamento e voto sejam obrigatórios.
a) Errada. Nas hipóteses em que o eleitor tiver mais de uma moradia ou residência, caberá a
ele a escolha do seu domicílio eleitoral.

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b) Errada. Se o eleitor não preencher os requisitos (nacionalidade e idade mínima) para o alis-
tamento eleitoral, o seu pedido de inscrição deverá ser indeferido.
c) Errada. A emancipação civil não produz qualquer consequência jurídico-eleitoral. Assim,
a definição da obrigatoriedade ou facultatividade do alistamento e do voto não possuem
qualquer relação com a teoria das capacidades do direito civil.
 e) Errada.Nas situações em que o eleitor tenha sofrido o cancelamento de sua inscrição elei-
toral, o restabelecimento de sua inscrição depende apenas da demonstração da cessação da
hipótese geradora do início do processo de exclusão.

(CESPE/TRE-PI/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2016) Com base no disposto na Resolu-


ção n. 21.538/2003, assinale a opção correta.
a) Em caso de perda ou extravio de título eleitoral, o eleitor deve registrar ocorrência policial para
que a autoridade policial comunique o fato à respectiva junta eleitoral, a qual, automaticamente,
enviará nova via do documento ao endereço cadastrado pelo eleitor no sistema eletrônico.
b) O alistamento eleitoral por meio do sistema eletrônico de dados restringe-se às capitais
brasileiras.
c) Eleitor facultativo, com mais de oitenta e cinco anos de idade, que tenha permanecido
regularmente inscrito perante a justiça eleitoral, durante o prazo legal, poderá exercer o seu
direito ao sufrágio universal.
d) No momento do pedido de alistamento, caberá à justiça eleitoral definir, por meio do sis-
tema eletrônico de processamento de dados, o local definitivo de votação do eleitor.
e) É autorizada a transferência informatizada do número de inscrição eleitoral de qualquer
pessoa natural interessada.

Letra c.
Para os eleitores cujo alistamento é facultativo, não se admite o cancelamento da inscrição
eleitoral como forma de garantia da depuração do cadastro eleitoral. Assim, ainda que deixem
de votar em mais de três eleições consecutivas, não se admitirá qualquer restrição em sua
cidadania e eles poderão votar validamente.
a) Errada. Em caso de perda ou extravio do título eleitoral, o eleitor deverá apresentar o pedido
de emissão de segunda via ao juiz eleitoral, independentemente de registro da ocorrência na
Delegacia de Polícia.

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b) Errada. O alistamento eleitoral deve ser feito por meio da utilização de sistema eletrônico
desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral, nos termos da Lei n. 7.444/1985.
d) Errada. O eleitor deve escolher o local de votação, no momento do alistamento, dentre os
disponíveis na zona eleitoral.
 e) Errada.A transferência eleitoral depende da demonstração do preenchimento de todos os
requisitos, após a apresentação de pedido do eleitor à Justiça Eleitoral.

(CESPE/TRE-PI/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2016) O eleitor que, por qualquer motivo,


extraviar a via do seu título eleitoral poderá requerer às juntas eleitorais a expedição de novo
documento, desde que o faça até quarenta e oito horas antes do pleito.

Errado.
 No caso de perda ou extravio do título, bem assim de sua inutilização ou dilaceração, o eleitor
deverá requerer pessoalmente ao juiz de seu domicílio eleitoral que lhe expeça segunda via.
Caso o eleitor apresente o pedido ao juízo de sua zona eleitoral, o requerimento poderá ser
efetuado em até dez dias da data das eleições; se em zona eleitoral diversa do domicílio elei-
toral, em até sessenta dias antes da data das eleições.

(CESPE/TRE-PI/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2016) É obrigatório o alistamento eleito-


ral dos analfabetos, visto que todos são iguais perante a lei, conforme a Constituição Federal
de 1988.

Errado.
 O alistamento eleitoral e o voto são facultativos para os analfabetos.

(CESPE/TRE-RS/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) O voto e o alistamento eleitoral


são obrigatórios a todo cidadão brasileiro alfabetizado, em pleno gozo de saúde física e men-
tal, que se encontre em seu domicílio eleitoral.

Errado.
 O voto e o alistamento eleitoral serão considerados obrigatórios para os maiores de 18, me-
nores de 70 anos, desde que alfabetizados.

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(CESPE/TRE-MT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Serão recebidos requerimentos


de inscrição ou de transferência eleitoral nos trinta dias anteriores à data de eleição.

Errado.
 Conforme o art. 91 da Lei n. 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição eleitoral ou de
transferência será recebido dentro dos cento e cinquenta dias anteriores à data da eleição.

(CESPE/TRE-MT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Conforme o disposto no Código


Eleitoral (CE) e na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) n. 21.538/2003, a exclusão
do eleitor do cadastro eleitoral poderá ser promovida em decorrência de
a) processo judicial de execução fiscal.
b) ausência do eleitor na última votação.
c) decisão de juiz, promovida de ofício ou mediante requerimento de delegado de um partido
político ou de qualquer eleitor.
d) pedido de cidadão, maior de dezoito anos de idade que apresente a inscrição em partido
político com representação no Congresso Nacional.
e) ausência de defesa apresentada por fiscal da mesa receptora.

Letra c.
A ocorrência de qualquer das hipóteses de cancelamento da inscrição eleitoral autoriza o
início do processo de exclusão de ofício pelo juiz eleitoral ou a requerimento de delegado de
partido político ou de qualquer eleitor, nos termos do art. 71, § 1º do Código Eleitoral.
 Assim, a alternativa correta é a letra C.

(CESPE/TRE-MT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) De acordo com a legislação re-


ferente ao alistamento eleitoral, ao voto e aos delegados dos partidos políticos, assinale a
opção correta.
a) Na revisão do eleitorado, em cada zona eleitoral, que deve ocorrer no momento da mi-
gração para o alistamento eleitoral mediante processamento eletrônico de dados, devem ser
anistiados eventuais débitos dos eleitores por falta com a justiça eleitoral.

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b) No ano em que se realizarem eleições, deve ocorrer o alistamento facultativo dos menores
que completarem dezesseis anos de idade até o primeiro dia do ano eleitoral.
c) O eleitor no exterior que não tiver votado na última eleição nem efetuado o pagamento da
multa devida fica impedido de renovar o passaporte até que realize o pagamento dessa multa.
d) Os delegados nomeados por cada partido têm as atribuições de acompanhar os processos
de alistamento eleitoral e de instruir os membros das mesas receptoras sobre as suas funções.
e) No processo de alistamento eleitoral, se seu pedido de inscrição for indeferido, o alistando
pode interpor recurso e, se este for deferido, qualquer eleitor que houver comprovadamente
observado irregularidades no ato de inscrição tem legitimidade para recorrer do deferimento.

Letra a.
No momento da implantação do sistema eletrônico de votação, a Justiça Eleitoral procederá,
em cada Zona, à revisão dos eleitores inscritos, bem como à conferência e à atualização dos
respectivos registros, que constituirão, a seguir, cadastros mantidos em computador.
Ao proceder-se à revisão, ficam anistiados os débitos dos eleitores inscritos na Zona, em falta
para com a Justiça Eleitoral.
b) Errada. É facultado o alistamento, no ano em que se realizarem eleições, do menor que
completar 16 anos até a data do pleito, inclusive.
c) Errada. O eleitor no exterior, ainda que não esteja quite com a Justiça Eleitoral, não sofrerá
o impedimento de emissão de novo passaporte para sua identificação e retorno ao país.
d) Errada. A instrução de membros da mesa receptora de votos sobre as suas funções deve
ser feita por membros da Justiça Eleitoral e não por delegados de partidos políticos.
 e) Errada. Contra a decisão que defere o pedido de inscrição, será cabível a interposição de
recurso por qualquer delegado de partido e pelo membro do Ministério Público Eleitoral.

(CESPE/TRE-MT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Situação hipotética: Jair, anal-


fabeto, assim que completou dezoito anos de idade, foi a um cartório eleitoral para saber
como poderia se registrar como eleitor. Lá, foi atendido por uma servidora, Lúcia. Assertiva:
Nessa situação, Lúcia deverá informar a Jair que, como ele já tem dezoito anos de idade, seu
alistamento eleitoral será obrigatório.

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Alistamento Eleitoral
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Errado.
 O alistamento eleitoral e o voto serão considerados facultativos para os analfabetos de qual-
quer idade, motivo pelo qual, para Jair, analfabeto, ainda que com dezoito anos de idade,
o alistamento eleitoral será facultativo.

(FCC/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2015) A transferência de domicílio eleitoral


a) cabe ser objeto de recurso por qualquer Delegado de partido, caso deferida pelo juiz eleitoral.
b) deve ser requerida ao Cartório Eleitoral do novo domicílio, para ser admitida, até cento e
vinte dias antes da data da eleição.
c) não cabe ser indeferida ou denegada caso o eleitor não esteja quite com a Justiça Eleitoral.
d) tem como requisito para ser deferida a comprovação de residência mínima de seis meses no
novo domicílio, inclusive nos casos de transferência de título eleitoral de servidor público civil, mili-
tar, autárquico, ou de membro de sua família, por motivo de remoção ou transferência.
e) tem como requisito para ser deferida a comprovação de residência mínima de seis meses
no novo domicílio, exceto nos casos de transferência de título eleitoral de servidor público ci-
vil, militar, autárquico, ou de membro de sua família, por motivo de remoção ou transferência.

Letra a.
Da decisão que deferir o pedido de inscrição eleitoral, caberá recurso interposto pelo Ministé-
rio Público e por qualquer delegado de partido no prazo de dez dias.
b) Errada. Não se admite a apresentação de pedido de transferência eleitoral dentro dos cento
e cinquenta dias antes da data das eleições.
c) Errada. O deferimento do pedido de transferência eleitoral depende do preenchimento, de
forma cumulativa, dos seguintes requisitos: a) recebimento do pedido no cartório eleitoral do
novo domicílio no prazo estabelecido pela legislação vigente; b) transcurso de, pelo menos,
um ano do alistamento ou da última transferência; c) residência mínima de três meses no
novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor; e d) prova de quitação com
a Justiça Eleitoral
 d/e) Erradas. Nos casos de transferência eleitoral de servidor público removido e dos mem-
bros de sua família, somente será exigível, para a transferência eleitoral, a quitação eleitoral e
a apresentação do pedido no prazo de até 151 dias antes da data das eleições.

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(FCC/TRE-PB/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) Brutus completou dezoito anos de


idade e formalizou requerimento de inscrição eleitoral, que foi deferido pelo Juiz Eleitoral.
Dessa decisão
a) cabe recurso de qualquer delegado de partido político.
b) não cabe recurso.
c) cabe recurso de qualquer eleitor.
d) cabe recurso de qualquer candidato.
e) cabe recurso de qualquer ocupante de cargo eletivo.

Letra a.
Da decisão que deferir o pedido de alistamento eleitoral será cabível a interposição de recurso
por qualquer delegado de partido político, no prazo de dez dias.
 Logo, a alternativa correta é a letra A.

(FCC/TRE-SE/ANALISTA JUDICIÁRIO) Considere:


I – Prova de quitação com a Justiça Eleitoral.
II – Transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência.
III – Residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei,
pelo próprio eleitor.

Aplica-se à transferência de título eleitoral de funcionário público civil estadual que foi remo-
vido para outro domicílio o disposto APENAS em
a) II – I – e II.
b) I – e III.
c) II – e III.
d) II e III.
e) I.

Letra e.
Dos servidores públicos removidos para outro domicílio, o pedido de transferência eleitoral
será deferido, desde que preenchidos os seguintes requisitos: a) prova de quitação eleitoral; e
b) apresentação do pedido antes do prazo de estabilização do cadastro eleitoral.

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(CONESUL/TRE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO/2010) Não é considerada exigência


prevista pela Resolução do Tribunal Superior Eleitoral n. 21.538/2003, a transferência do eleitor:
a) a prova de quitação com a Justiça Eleitoral.
b) a residência mínima de seis meses no novo domicílio eleitoral.
c) o transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência.
d) recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicilio no prazo estabelecido pela
legislação vigente.
e) residência mínima de três meses no novo domicilio, declarada, sob as penas da lei, pelo
próprio eleitor.

Letra b.
A transferência do eleitor só será admitida se satisfeitas as seguintes exigências:
I – recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela
legislação vigente;
II – transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência;
III – residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo
próprio eleitor (Lei n. 6.996/1982, art. 8º);
IV – prova de quitação com a Justiça Eleitoral.
 Dessa forma, a alternativa correta é a letra B.

(IESES/TRE-MA/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Em relação ao alistamento elei-


toral assinale a alternativa INCORRETA:
a) Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou moradia do reque-
rente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á domicílio qualquer delas.
b) O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor.
c) O alistamento eleitoral obrigatório é previsto na legislação, sendo que estão nesta catego-
ria os maiores de 18 e menores de 70.
d) O alistamento eleitoral facultativo é previsto na legislação, sendo que estão nesta catego-
ria os maiores de 16 e menores de 18, os maiores de 70, os analfabetos e os conscritos.

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Letra d.
Nos termos do art. 14, § 2º, da Constituição Federal, o alistamento eleitoral e o voto são proi-
bidos para os estrangeiros e para os conscritos, durante o período do serviço militar obriga-
tório.
 Logo, a alternativa incorreta é a letra d.

(IESES/TRE-MA/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) O empregado mediante comuni-


cação com ____________ horas de antecedência, poderá deixar de comparecer ao serviço, sem
prejuízo do salário e por tempo não excedente a ____________, para o fim de se alistar eleitor
ou requerer transferência.
a) 24 (vinte e quatro) / 2 (dois) dias.
b) 24 (vinte e quatro) / 1 (um) dia.
c) 48 (quarenta e oito) / 2 (dois) dias.
d) 48 (quarenta e oito) / 1 (um) dia.

Letra c.
Nos termos do art. 48 do Código Eleitoral, o empregado mediante comunicação com 48
(quarenta e oito) horas de antecedência, poderá deixar de comparecer ao serviço, sem pre-
juízo do salário e por tempo não excedente a 2 (dois) dias, para o fim de se alistar eleitor ou
requerer transferência.
 Desse modo, a alternativa correta é a letra C.

(IESES/TRE-MA/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) Tício é servidor público civil e resi-


dia em São Luís, cidade onde votava. Contudo, foi transferido para a cidade de Imperatriz. Para
ser admitida a transferência de título eleitoral, Tício deve satisfazer a(s) seguinte(s) exigência(s):
a) Recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela
legislação vigente; transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transfe-
rência; residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei,
pelo próprio eleitor.
b) Recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela
legislação vigente e prova de quitação com a Justiça Eleitoral.

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c) Transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência; residência


mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor.
d) Prova de quitação com a Justiça Eleitoral; recebimento do pedido no cartório eleitoral do
novo domicílio no prazo estabelecido pela legislação vigente; transcurso de, pelo menos, um
ano do alistamento ou da última transferência; residência mínima de três meses no novo do-
micílio, declarada, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor.

Letra b.
A transferência eleitoral dos servidores públicos removidos ou transferidos depende do pre-
enchimento dos seguintes requisitos: a) prova de quitação eleitoral; e b) apresentação do
pedido no prazo de até cento e cinquenta e um dia antes da data das eleições.
 Logo, a alternativa correta é a letra b.

(AOCP/TRE-AC/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) O conceito de domicílio para o Di-


reito Eleitoral coincide com o de domicílio para o Direito Civil.

Errado.
Conforme entendimento jurisprudencial firmado pelo Tribunal Superior Eleitoral, no julgamen-
to do RESPE n. 374-81, o conceito de domicílio eleitoral é mais elástico do que o do Direito
Civil, satisfazendo-se com vínculos de natureza política, econômica, social e familiar.
 Assim, a assertiva está incorreta.

(AOCP/TRE-AC/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) O conceito de domicílio para o Di-


reito Eleitoral é mais restrito do que o de domicílio para o Direito Civil.

Errado.
Conforme entendimento jurisprudencial firmado pelo Tribunal Superior Eleitoral, no julgamen-
to do RESPE n. 374-81, o conceito de domicílio eleitoral é mais elástico do que o do Direito
Civil, satisfazendo-se com vínculos de natureza política, econômica, social e familiar.
 Assim, a assertiva está incorreta.

(AOCP/TRE-AC/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) São exigências para a transferên-


cia de título eleitoral (excluídos os casos de transferência ou remoção de servidor público
civil, militar, autárquico ou de membro de sua família), EXCETO:

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a) o recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela


legislação vigente.
b) o transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência.
c) a residência mínima de três meses no novo domicilio, declarada, sob as penas da lei, pelo
próprio eleitor.
d) não ter faltado, sem justificativa, à convocação de mesário nas últimas duas eleições.
e) a prova de quitação com a Justiça Eleitoral.

Letra d.
A transferência do eleitor só será admitida se satisfeitas as seguintes exigências:
I – recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela
legislação vigente;
II – transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência;
III – residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo
próprio eleitor (Lei n. 6.996/1982, art. 8º);
IV – prova de quitação com a Justiça Eleitoral.
A
 ssim, a alternativa que indica um requisito não exigido para a transferência eleitoral é a letra D.

(VUNESP/TJ-MS/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2015) Nos termos da interpre-


tação do Tribunal Superior Eleitoral, referente ao alistamento eleitoral, não podem alistar-se
a) os alunos das escolas militares de ensino superior para formação de oficiais.
b) os analfabetos.
c) os conscritos, durante o serviço militar obrigatório.
d) os índios não integrados.
e) os que não saibam exprimir-se na língua nacional.

Letra c.
De acordo com o art. 14, § 2º da Constituição Federal, consideram-se inalistáveis os estran-
geiros e os conscritos, durante o período do serviço militar obrigatório.
 Logo, a alternativa correta é a letra C.

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(CONSULPLAN/TRE-MG/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) Nos termos da Resolu-


ção TSE n. 21.538/2003 incorrerá em multa imposta pelo Juiz Eleitoral e cobrada no ato da
inscrição, o brasileiro nato que não se alistar até os
a) 16 anos.
b) 17 anos.
c) 18 anos.
d) 19 anos.

Letra d.
O brasileiro nato que não se alistar até os 19 anos ou o naturalizado que não se alistar até
um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá em multa imposta pelo juiz
eleitoral e cobrada no ato da inscrição.
 Logo, a alternativa correta é a letra D.

(CESPE/TRE-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Segundo a jurisprudência do


Tribunal Superior Eleitoral, o domicílio eleitoral não se confunde, necessariamente, com o do-
micílio civil. A circunstância de o eleitor residir em determinado município não constitui obs-
táculo para que ele concorra, como candidato, a cargo eletivo em outra localidade, se nela for
inscrito e mantiver vínculos políticos e econômicos.

Certo.
No âmbito eleitoral, está assentado que o conceito de domicílio eleitoral “é mais elástico
do que no Direito Civil e se satisfaz com a demonstração de vínculos políticos, econômicos,
sociais ou familiares” (REspe 374-81, rel. Min. Marco Aurélio, red. para o acórdão Ministro
Dias Toffoli, DJe de 4/8/2014).
 Logo, a assertiva está correta.

(CESPE/TRE-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Diante de notícia fundamenta-


da em irregularidade no cadastro e comprovada fraude eleitoral, o tribunal regional eleitoral
deve terminar a realização de revisão do eleitorado, processo mediante o qual pode ocorrer a
exclusão de eleitor por ofício, por requerimento de delegado de partido ou de qualquer eleitor,
sendo dispensável o comparecimento pessoal do eleitor para confirmar a sua inscrição.

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Errado.
Caso haja a convocação de revisão eleitoral, os eleitores serão convocados para, pessoal-
mente, comprovarem, por meio de documentos, o seu domicílio eleitoral. Apenas em caso de
não comparecimento do eleitor, haverá o cancelamento da inscrição eleitoral.
 Assim, a assertiva está incorreta.

(CESPE/TRE-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Julgue o item seguinte, referen-


tes ao alistamento eleitoral, ao cancelamento da inscrição eleitoral e exclusão do eleitor do
cadastro nacional de eleitores.
Alistamento eleitoral é o ato jurídico pelo qual a pessoa natural adquire, perante a justiça elei-
toral, capacidade eleitoral ativa e passa a integrar o corpo de eleitores de determinada zona
e seção eleitoral.

Certo.
O alistamento eleitoral é o procedimento administrativo desenvolvido perante a Justiça Elei-
toral a partir do qual o eleitor adquire a capacidade eleitoral ativa e é inserido no cadastro
eleitoral, vinculado à zona eleitoral de seu domicílio eleitoral e na seção eleitoral do local de
votação que escolheu.
 Assim, a assertiva está correta.

(CESPE/TRE-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Julgue o item seguinte, referen-


tes ao alistamento eleitoral, ao cancelamento da inscrição eleitoral e exclusão do eleitor do
cadastro nacional de eleitores.
As únicas hipóteses de cancelamento da inscrição e a consequente exclusão do eleitor do
cadastro nacional são: suspensão dos direitos políticos, falecimento do eleitor, pluralidade de
inscrições e o fato de o eleitor deixar de votar em três eleições consecutivas.

Errado.
Nos termos do art. 71 do Código Eleitoral, constituem hipóteses de cancelamento da inscri-
ção eleitoral: a) inscrição eleitoral de inalistável; b) inscrição eleitoral em zona eleitoral di-
versa daquela em que o eleitor possui domicílio eleitoral; c) perda ou suspensão dos direitos

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políticos; d) pluralidade de inscrição eleitoral; e) falecimento de eleitor; e f) deixar de votar em


três eleições consecutivas.
 Desse modo, a assertiva está incorreta.

(FCC/TRE-RR/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) De acordo com a Resolução TSE


21.538/2003, as decisões das duplicidades e pluralidades de inscrições, agrupadas ou não
pelo batimento, inclusive quanto à inscrição de pessoas que estão com os direitos políticos
suspensos, na esfera administrativa, caberá, no tocante às pluralidades, ao
a) Tribunal Regional Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas eleito-
rais de circunscrições diversas.
b) Tribunal Superior Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas eleitorais
da mesma circunscrição.
c) Juiz da zona eleitoral quando envolverem inscrições efetuadas em uma mesma zona eleitoral.
d) Corregedor Regional Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas elei-
torais de circunscrições diversas.
e) Corregedor Geral Eleitoral, quando envolverem inscrições efetuadas entre zonas eleitorais
da mesma circunscrição.

Letra c.
A decisão das duplicidades e pluralidades de inscrições, agrupadas ou não pelo batimento,
inclusive quanto às inscrições de pessoas que estão com seus direitos políticos suspensos,
na esfera administrativa, caberá, no tocante às pluralidades:
 a)ao juiz da zona eleitoral, quando envolver inscrições efetuadas em uma mesma zona elei-
toral (Tipo 1P);
 b) ao corregedor regional eleitoral, quando envolver inscrições efetuadas entre zonas eleito-
rais de uma mesma circunscrição (Tipo 2P);
 c)ao corregedor-geral, quando envolver inscrições efetuadas em zonas eleitorais de circuns-
crições diversas (Tipo 3P).
 Dessa forma, verifica-se que a alternativa correta é a letra C.

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(CESPE/TRE-GO/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) O eleitor que, nos termos da le-


gislação eleitoral, seja obrigado a votar e não o faça estará sujeito a multa caso não se justi-
fique perante o juiz eleitoral competente até sessenta dias após a realização da eleição.

Certo.
O eleitor, cujo alistamento e voto sejam obrigatórios, que deixar de votar e não se justificar
perante o juiz eleitoral até 60 dias após a realização da eleição incorrerá em multa imposta
pelo juiz eleitoral.
 Logo, a assertiva está correta.

(MPE-MS/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2014) Em regra, não há revi-


são do eleitorado em ano eleitoral, podendo o Tribunal Superior Eleitoral, entretanto, excep-
cionalmente, autorizar este procedimento, nos moldes do artigo 58, parágrafo 2º, da Resolu-
ção/TSE n. 21.538/2003, caso haja motivos justificadores para tanto.

Certo.
Não será realizada revisão de eleitorado em ano eleitoral, salvo em situações excepcionais,
quando autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral.
 Dessa forma, essa assertiva está correta.

(FGV/TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR/ASSESSORIA LEGISLATIVA/2014) O alista-


mento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito anos e facultativos para
os analfabetos, maiores de setenta anos e para os maiores de dezesseis anos e menores de
dezoito anos.

Certo.
O alistamento eleitoral e o voto são:
I – obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
II – facultativos para:
 a) os analfabetos;
 b)os maiores de setenta anos;

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c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.


 Desse modo, a assertiva está correta.

(FGV/TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR/ASSESSORIA LEGISLATIVA/2014) Não po-


dem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obriga-
tório, os conscritos.

Certo.
São considerados inalistáveis: a) os estrangeiros; e b) os conscritos, durante o período do
serviço militar obrigatório.
 Logo, essa assertiva está correta.

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REFERÊNCIAS

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BARROS, Francisco Dirceu. Direito Eleitoral: teoria, jurisprudência e mais de 1000 questões
comentadas. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

CÂNDIDO, Joel J. Direito Eleitoral Brasileiro. 12. ed. rev., atual. e ampl. Bauru: Edipro, 2006.

CERQUEIRA, Thales Tácito Pontes Luz de Pádua. CERQUEIRA, Camila Medeiros de Albuquer-
que Pontes Luz de Pádua. Tratado de Direito Eleitoral. São Paulo: Premier Máxima, 2008.

COÊLHO, Marcus Vinicius Furtado. Direito Eleitoral e Processo Eleitoral – Direito Penal Eleitoral
e Direito Político. Rio de Janeiro: Renovar, 2008.

COSTA, Adriano Soares da. Instituições de Direito Eleitoral. 7. ed. rev., atual. e ampl. Rio de Ja-
neiro: Lumen Juris, 2008.

DIDIER JR., Fredie. CUNHA, Leonardo José Carneiro da. Curso de Direito Pro- cessual Civil:
Meios de Impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. 5. ed. rev., atual. e ampl.
Salvador: JusPodivm, 2008.

GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 3. ed. rev. e atual. Belo Horizonte: Del Rey, 2008.

RAMAYANA, Marcos. Direito Eleitoral. 8. ed. rev., atual. e ampl. Rio de Janeiro: Impetus, 2008.

VELLOSO, Carlos Mário da Silva. AGRA, Walber de Moura. Elementos de Direito Eleitoral. São
Paulo: Saraiva, 2009.

ZILIO, Rodrigo López. Direito Eleitoral: noções Preliminares, elegibilidade e inelegibilidade,


processo eleitoral (da convenção à prestação de contas), ações eleitorais. Porto Alegre: Verbo
Jurídico, 2008.

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Weslei Machado
Weslei Machado é Promotor de Justiça Substituto no Ministério Público do Estado do Amazonas e
Promotor Eleitoral da 38ª Zona Eleitoral do Estado do Amazonas, Especialista em Direito Constitucional
– IDP, foi Analista Judiciário – Área Judiciária do TSE (2007/2017); foi Assessor de Desembargador no
TJDFT (2016/2017; professor de diversos cursos preparatórios para concursos em Brasília; professor e
foi Assessor do curso de Direito da Universidade Católica de Brasília.

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