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Tema: “a importância da contabilidade gerencial como ferramenta no processo de

tomada de decisão”.

Resumo

Este trabalho é resultado de uma pesquisa realizada na área de Contabilidade Gerencial,


com o propósito de enfatizar a importância dessa ferramenta para o processo de tomada
de decisão. A contabilidade é parte integrante do cotidiano das organizações e devido às
transformações no mundo empresarial, torna-se necessário a presença do profissional
contábil para agregar o gerenciamento das decisões por meio da disponibilização de
informações sobre diversas áreas da empresa. Esta pesquisa ressalta que a contabilidade
gerencial proporciona informações de cunho económico almejando suprir as
necessidades dos gestores. Trata-se de um estudo exploratório e bibliográfico, cujos
levantamentos realizados possibilitaram concluir que a contabilidade gerencial é
importante ferramenta empresarial para todo o processo decisório, seja em grande
relevância ou não, posto que a bibliografia consultada é clara e unânime em declarar
que a contabilidade, como geradora de informação, auxilia e fornece aos usuários de
informações económicas e patrimoniais a respaldar suas decisões.

Palavras-chave: Contabilidade Gerencial. Informações. Decisão.


1. Introdução

As grandes mudanças que as empresas vêm enfrentando devida à globalização da


informação e às crises mundiais, trouxeram dificuldades há muitos empresários no que
diz respeito a como tomar suas decisões gerenciais. O padrão decisório desenvolvido
pelo gestor leva em conta sentidos de acção futuros e o contador gerencial capta as
informações e os dados necessários, para ajudar o administrador, utilizando os relatórios
contábeis.

A contabilidade gerencial é fundamental em todo o campo de exercício da instituição.


Assim, informações e dados sobre situações pretéritas ou actuais somente poderão ser
elementos de valor para o padrão decisório, na proporção em que o que ocorreu e o que
está ocorrendo sejam apreciadores válidos daquilo que poderá ocorrer posteriormente,
situações semelhantes às já vivenciadas. Portanto, a contabilidade gerencial é
fundamental para a sobrevivência da empresa, ou seja, ela é imprescindível
continuidade da própria instituição, o que se comprova na afirmação do SEBRAE de
que de cada dez empresas existentes e operando hoje no país, oito estão prestes a fechar,
exactamente porque as mesmas não tem o contador como aliado. Ressalte-se que o
contabilista da actualidade deixou de ser aquele profissional que cuida exclusivamente
de livros, tributos ou registro, coisas que qualquer contador antigamente fazia, passando
a ser a peça principal para auxiliar qualquer administrador na tomada de decisões
gerenciais.

1.1. Contextualização

Diante de um mercado cada vez mais competitivo, as organizações buscam, a qualquer


custo, o máximo de informações possíveis e relevantes para se chegar a uma decisão
precisa frente a seus negócios. Desse modo, a partir do momento que se compreende o
papel das informações no sistema de gestão organizacional de uma empresa, amplia-se a
capacidade na tomada de decisão de forma mais precisa e segura. A contabilidade tem o
potencial de gerar diversos tipos de dados que contribuem para decisões importantes na
empresa. Actualmente, nas grandes empresas, os gerenciadores podem, facilmente,
elaborar e traçar planos estratégicos no momento da tomada de decisão, e as
informações podem ser colectadas de diversas fontes internas interligadas à plenitude do
processo de gerenciamento da organização.
1.2. Problema de pesquisa

As organizações se deparam com constantes mudanças e, dessa forma, são carentes de


informações que evidenciem sua situação financeira, no sentido de ajustar as próprias
operações às novas situações de mercado. Assim, todas as informações tornam-se
ferramentas de valor para que os administradores identifiquem ameaças que o cenário
económico possa apresentar. Por outro lado, caso as organizações não estejam
preparadas para avaliar possíveis causas e efeitos que a falta de informações pode
provocar em um processo de tomada de decisão, isso gerará um problema de relevante
prejuízo aos seus negócios. A esse respeito, exemplifica-se com o fato de que, na
formação de um determinado custo de um produto, uma despesa extra, um imposto não
pago ou uma prestação de conta não realizada são factores que afectam, directamente,
em o resultado e a diminuição do lucro de uma empresa; bem como na falta de
prestação de conta, além de dano financeiro por multas e penalidades. Em um futuro
próximo, então, a empresa fica susceptível a ser fiscalizada e, não menos, a interromper
suas actividades.

Dessa maneira, qualquer decisão que venha por ventura a ser tomada, qualquer que seja
o campo de actuação do representante por ela, encontrará nos dados contábeis
gerenciais o fundamento primordial para que a escolha seja a mais vantajosa para
entidade.Com base no exposto, a pesquisa foi elaborada acerca da Contabilidade
Gerencial. A definição do tema foi motivada pela grande necessidade de se destacar a
importância da contabilidade gerencial e de sua finalidade em processar informações
vantajosas aos usuários da ciência contábil, para o procedimento de tomada de decisão,
e de ressaltar a contabilidade gerencial como vital à administração das empresas. Por
meio da necessidade de se descrever o que se pretendia na pesquisa, foi elaborada a
seguinte problemática: 

“Qual a importância da contabilidade gerencial para o processo de tomada de


decisões empresariais?”

1.3. Objectivos
1.3.1. Objectivo Geral
 Analisar e Compreender a Importância da contabilidade gerencial no processo
de tomada de decisões e os benefícios que podemos esperar nas empresas
utilizando os sistemas de informação contabilística.

1.3.2. Objectivos Específicos


 Contextualizar a Contabilidade gerencial como instrumento para fornecer
informações aos seus usuários para facilitar à tomada de decisões
 Compreender a importância dos sistemas informáticos de contabilidade e sua
ligação com as demonstrações contabilísticas.
 Compreender os diversos usuários relevantes a informação financeira da
empresa;

1.4. Hipóteses
1.4.1. Hipótese Primária
A contabilidade gerencial serve como ferramenta de informações económicas, estando
uma a serviço dos clientes internos e a outra à disposição dos clientes externos, de tal
modo que ambas são capazes de demonstrar a situação financeira da empresa, embora
cada uma atenda a públicos diferentes.

1.4.2. Hipótese Secundária


A contabilidade gerencial actua como um medidor de desempenho e é a principal
ferramenta de elaboração no processo decisório, é empregada como instrumento
relevante na elaboração e interpretação de resultados que elevam a estratégia
operacional e financeira da empresa.

1.5. Justificativa
A pesquisa é relevante, porque seu resultado mostrará para a sociedade outro meio de
resolver conflitos, com flexibilidade estimulando o diálogo e o bom senso entre as
partes; economia em relação aos custos de um processo longo; trata-se, pois de novo
ciclo de mercado para contabilistas, no qual reforça a necessidade de actuação do
contabilista, já que este procedimento é desconhecido por muitos, constituindo-se uma
possibilidade de valorização do profissional contábil e uma possibilidade de ampliação
de conhecimento na área das ciências sociais aplicadas.
2. Revisão da Literatura
2.1. Contabilidade gerencial

Para os administradores que procuram a excelência de suas empresas, uma informação,


ou um dado, ainda que seja muito útil, somente serão desejáveis se conquistados por um
custo baixo e interessante para a instituição. É preciso balancear a interacção entre
custo/ beneficio, ou seja, a informação não pode ser muito onerosa a ponto de ser
insuportável para a entidade.

Para IUDÍCIBUS (1998, p. 23), um profissional contabilístico que actua com a


contabilidade gerencial dever ser: o componente com formação bastante vasta, com
noção, no mínimo das metas ou resultados que podem ser alcançados com métodos
quantitativos.

Conforme CREPALDI (2008, p. 14), o ponto fundamental da contabilidade gerencial é


uso da informação contábil como ferramenta para a administração. É o processo de
produzir informação operacional financeira para funcionários e administradores. Deve
ser direccionado pelas necessidades informacionais dos indivíduos internos da empresa.

2.2. Características da Informação Contabilística


No cenário actual a necessidade de se conseguir informações adequadas e de simples
compreensão e acesso dentro das instituições empresariais recebe ampla importância.
Segundo CREPALDI (2008, p. 15), as informações devem ser construídas para atender
a esses consumidores e não para atender aos contadores. O contador gerencial deve
fazer um estudo básico das necessidades de informação contábil gerencial.

As informações criadas pela contabilidade devem dá aos seus usuários uma base
confiável às suas decisões, pelo entendimento da fase que a empresa passa como o seu
desempenho, desenvolvimento, oportunidades e riscos.

Para que a informação seja apropriada a fim de adequar os benefícios aos usuários, é
necessário atender a algumas particularidades principais que garantem a sua difusão e
credibilidade.

a) Confiabilidade: é atributo que faz com que o usuário acolha a informação


contábil e a aproveite como apoio nas decisões, configurando, pois, componente
efectivo na afinidade entre aquele e a própria informação, fundamentando-se na
verdade, amplitude e atribuição do seu teor.
b) Tempestividade: refere-se ao evento de que a informação contábil deve chegar
à noção do usufrutuário em tempo adequado, a fim de que este possa aproveitá-
la para seus fins.
c) Compreensibilidade: concerne à clareza e objectividade com que a informação
contábil é divulgada, abrangendo desde elementos de natureza formal, como a
organização espacial e recursos gráficos empregados, até a redacção e técnica de
exposição utilizada.
d) Comparabilidade: deve possibilitar ao usuário o conhecimento da evolução
entre determinada informação ao longo do tempo, numa mesma entidade ou em
diversas entidades, ou a situação destas num momento dado, com vista a
possibilitar o conhecimento das suas posições relativas.
2.3. Contabilidade Gerencial como Sistema de Informação Contabilístico

Conforme CREPALDI (2008, p. 11), a contabilidade gerencial está sofrendo mudanças


importantes para reflectir o novo ambiente desafiador que as empresas enfrentam.
Informações precisas, oportunas e pertinentes sobre a economia e o desempenho das
empresas são cruciais. Diante das conjecturas básicas para informação gerencial, o
contador analisa que o percurso a ser seguido para contabilidade é que ela tenha que se
transformar em instrumento de acção administrativa e se torne ferramenta gerencial.
O sistema de informação contabilística (SIC) é a peça que capta, processa e transforma
os dados em informações na forma de demonstrativos contábeis com destino à gestão,
ao governo e aos demais usuários externos a que se interessarem.

Um software da contabilidade bem aparelhado e gerido é primordial no processo de


controle e no procedimento decisório de uma instituição, por possibilitar a emissão de
demonstrativos contábeis em tempo real e oportuno e com uma margem de segurança
alta em relação às informações geradas.

Conforme CREPALDI (2008, p 11), para que se possa implementar um Sistema de


informações gerenciais deve-se considerar os seguintes pontos:

 As informações que os sistemas deverão possuir para alcançar o controle


económico e financeiro da empresa;
 O que levar em consideração na decisão entre comprar pronto e desenvolver um
sistema próprio;
 Como a controladora pode ser mais eficaz pela utilização de um sistema de
informação contábil abrangente;
 O diálogo com os Sistemas Integrado de Gestão ( ERP);
 Os requisitos necessários para se implantar um sistema de informações contábeis
voltado para o usuário.

Para Padovese (2000 p. 45), o Sistema de informações é um conjunto de recursos


humanos, materiais, tecnológicos e financeiros agregados segundo uma sequência
lógica para o processamento dos dados e tradução em informações para, com seu
produto, permitir às organizações o cumprimento de seus objectivos principais.”

Os Sistemas de Informações e a Contabilidade são peças que unidas, auxiliam para a


criação de informações que ajudam no processo da administração empresarial. Por meio
da parametrização do sistema de informação, a contabilidade oferece as informações
segundo a necessidade dos administradores, nos vários planos da administração, com
isso, cada sector, departamento, ou qualquer célula da empresa, através dos usuários das
informações da contabilidade, podem beneficiar o procedimento de tomada de decisão,
uma vez que as informações correspondem com mais fidelidade à real situação da
organização.

2.3.1. Sistemas de Informação de Apoio à Decisão  (SAD)


O sistema de apoio à decisão (SAD) consiste num um sistema de dados informatizados
que agrega os dados e informações em uma tentativa de sanar os problemas
semiestruturados e outros não estruturados, com grande envolvimento através do
usuário.

Existem sistemas próprios, elaborados pra ajudar directamente os administradores em


suas decisões de gerenciamento. Isto concebe afinação dos sistemas de apoio à gestão.
São chamados de sistema de auxílio à decisão e de sistema de informações executivas.
Utilizam-se dos dados de sistemas operacionais e dos de apoio à administração. Seu
objectivo é promover mudanças de informações não estruturadas para tomada de
decisão. (PADOVEZE, 2004, p. 51).

Padoveze (2004, p 54.55), dissertou sobre os três atributos principais para que um
sistema de informação contábil possua respaldo interno em uma empresa independente
do porte.

Esses atributos estão relacionados a seguir:

 Operacionalidade: as informações devem ser apanhadas, estocadas e


processadas de forma operacional. São atributos simples de operacionalidade de
demonstrativos coerentes, formados de acordo com as necessidades dos
usuários, colectados de informações não subjectivas e de imediata compreensão
pelo usuário que não permitam que exista uma única duvida, com manipulação
correcta e apresentação visual.
 Navegabilidade e integração dos dados: é considerado um sistema de
informação contabilístico (SIC) como interligado quando todos os seus espaços
fundamentais para o gerenciamento de informação da contabilidade estão
abarcadas por um único sistema de informação contábil, ou seja, todos devem
utilizar-se de um só sistema de informação.
 Custo da informação: o sistema de informação contábil deve mostrar uma
situação de custo abaixo dos benefícios que proporciona à empresa. Com a
incorporação definitiva dos recursos computacionais, da informática na
administração das empresas, compreende-se que qualquer empresa, da pequena
empresa até às grandes empresas, tem meios de manter um sistema de
informação contábil que lhe seja benéfico e vantajoso.
É importante analisar e compreender as características dos sistemas de apoio à decisão
dentro da empresa, tais características são:

 Possibilitar a evolução rápida, inclusive com a participação do usuário


activamente em todo o processo;

 Uma imensa facilidade de incorporação de novas ferramentas de apoio a


decisão, como por exemplo, novos aplicativos e várias informações;

 Bastante flexível na procura e no manuseio das informações;

 Orientação e individualização para os usuários que tomam as decisões, com boa


adaptação à maneira particular de tomada de decisão do usuário;

 Verdadeira adequação ao procedimento de tomada de decisão, auxiliando o


usuário a decidir por meio de subsídios verídicos;

 Usabilidade, ou seja, grande facilidade para que o usuário compreenda,


transforme e use de forma participativa.

2.3.2. Sistema Integrado de Gestão Empresarial (Enterprise Resource


Planning –  ERP)

Segundo PADOVEZE (2004, p. 51) são chamados sistemas de informações gerenciais


os sistemas que têm como meta primordial a consolidação e junção das informações
necessárias para a gestão do sistema na empresa. Os sistemas de Apoio à Decisão e de
Informações administrativas agregam todos os subsistemas elementos dos sistemas
operacionais e dos sistemas de apoio à gestão, por meio de soluções da tecnologia de
informações, de maneira que todos os processos de interesses da companhia possam ser
vislumbrados em termos de um fluxo activo de informação, que transcorrem todas as
funções e os departamentos.

Ainda conforme PADOVEZE (2004, p. 51), esses sistemas possibilitam um olhar de


processo e horizontal, em aversão à visão clássica verticalizada da hierarquia funcional
das corporações, sejam elas pequenas ou grandes. O Sistema de informação contábil
deverá estar integralmente conectado ao sistema de gestão empresarial.

Os sistemas de informação integrados são obtidos na maneira mais comum, ou seja, na


forma de pacotes comerciais, para tolerar a maioria das operações internas de uma
corporação. Almejam atender à exigências gerais da maior quantidade possível de
instituições empresariais, adequando os padrões de procedimentos de negociações
alcançadas pelo conhecimento acumulado de vendedores, consultorias e pesquisa nos
procedimentos de benchmarking.

Conforme HABERKORN (1999), o ERP é um conjunto de peças que tem por meta
responder à necessidade de automatizar procedimentos e prover informação correcta e
actualizada, procurando diminuir significativamente a taxa de erros e assessorar
respostas inteligentes para a administração da empresa.

Segundo FIGUEIREDO (1997, p. 32-33), o procedimento de gerenciamento da empresa


leva em conta que as actividades executadas na instituição empresarial buscam atingir
metas e soluções específicas. O processo de gestão serve de auxílio ao processo de
tomada de decisão gerencial e efectivar-se-á por intermédio dos seguintes passos:
planeamento estratégico, planeamento operacional, programação, controle e execução.

2.4. Objectivos da Contabilidade Gerencial

JIAMBALVO (2002, p. 2) julga que todos os gestores precisam não só planejar e


controlar suas transacções, porém devem tomar uma série de decisões:

 A meta da contabilidade gerencial é viabilizar as informações de que necessitam


para o planeamento, a direcção e a tomada de decisão. Se o objectivo é ser um
administrador eficaz, é substancial um conhecimento profundo de contabilidade
gerencial.

 O controle das empresas é logrado pela avaliação do desempenho dos gestores e


das tramitações pelas quais eles são responsáveis.
 Os gerentes são examinados para determinar como seu desempenho deve ser
retribuído ou penalizado motivando-os a ter resultados de auto nível.

FIGUEIREDO (1997, p.27) entende que o profissional da contabilidade tem por


objectivo garantir informação condizente ao processo, almejando êxito na
administração, entre esse procedimento afirma que o planeamento determina e conserva
um plano compartilhado para as transacções coerentes com os objectivos e metas da
organização, a longo e a curto prazo, que deverá ser averiguado e revisado
regularmente, informando aos diversos níveis de gerência através de um adequado meio
de comunicação.

Pode se dizer então que a contabilidade gerencial participa de todos os trâmites de uma
organização, sendo assim constitui-se como uma ferramenta importante nos processos
de tomada de decisão de uma companhia. Portanto seu objectivo é oferecer suporte ao
gestor com suas informações confiáveis, garantindo então a saúde da empresa, para que
a mesma alcance seus objectivos.

2.5. Demonstrações Financeiras Fundamentais

2.5.1. O Balanço Patrimonial

Segundo Marion (2005, p. 42) o balanço patrimonial é uma ferramenta de sustentação


da demonstração contábil, que reflecte a situação financeira em determinado período,
geralmente no fim do ano ou de um período pré – estabelecido.

O balanço patrimonial é construído segundo os princípios da contabilidade geralmente


aceitos, não obstante, internamente, é possível que se construa balanço com preceitos de
avaliação alternativa. Entre tantos ensinadores, alguns sustentam que alguns critérios de
avaliação são inconcebíveis nos dias actuais, dessa forma a informação do balanço fica
agravada, um exemplo seria a avaliação de estoques a preço médio, quando, na opinião
desses críticos a avaliação deveria ser a preço de venda, ou então, pelo menos a preço de
custo de reposição.
O processo da Tomada de Decisão

Para Peleias (2002, p. 63, 64) fazer escolhas está presente em diversos momentos da
vida. Decisões são acções dirigidas, deliberações que afectam rotineiramente um curso
de funcionamento. Porém o trâmite de tomada de decisão envolve um processo de
pensamento e acção, atingindo um acto de escolha:

 O tomador de decisões: é o elemento ou grupo que selecciona as estratégias


disponíveis; na empresa, são os gestores, em vários níveis hierárquicos;
 Os objectivos da decisão: são as metas a serem atingidas pelas acções dos
gestores, conquistas de mercados, lançamento de produtos, novas metodologias
de produção, dentre outros; esses objectivos podem incluir horizontes de curto,
médio e longo prazo, que na empresa devem estar suportados por um sistema de
informação que permita aos gestores avaliar os efeitos de suas escolhas;
 O sistema de valores ou de preferências do tomador de decisão: os critérios que
o gestor utiliza para realizar as escolhas; os valores podem ser economicamente
representados ou estar influenciado por julgamentos pessoais;
 As estratégicas ou alternativas do tomador de decisão: são os diferentes cursos
alternativos de acção, dos quais se escolhem um, na hipótese de serem
mutuamente excludentes; baseiam-se nos recursos sob controle do tomador de
decisões, por exemplo, compra de insumos de produção no mercado nacional ou
importado, ou utilização de uma mistura de ambos;
 O momento da decisão: é o ponto do tempo em que a decisão ocorre; algumas
situações podem requerer pouco tempo para a resolução de um problema,
impactando directamente a quantidade e qualidade das informações utilizadas e
o resultado obtido; outras permitem que o gestor disponha de tempo suficiente
para identificar e estruturar vários caminhos para resolver o problema;
 O objecto da decisão: é o problema a ser resolvido, a oportunidade a ser
aproveitada, a crise a ser enfrentada ou objectivo a ser atingido;
 O estímulo para a decisão: é o factor percebido pelo tomador de decisões, que
afecta o processo decisório; os gestores podem ser estimulados a resolver
problemas, como a reacção às situações emergenciais, ou podem melhorar
alguma coisa já existente no conjunto de objectivos a serem atingidos;
 O processo decisório: é um conjunto de etapas ou fases pela quais passa o
tomador de decisões na efectivação de sua escolha; seu produto final é a decisão,
e poderá ser mais ou menos estruturados, de acordo com o problema
apresentado, o ambiente no qual ocorre o estilo do gestor.

Figueiredo (1997, p. 33,34) julga que o processo de tomada de decisão é uma


combinação de fases que demonstram a habilidade pela qual os administradores
desenvolvem para benefício da organização.

Para Jiambalvo (2002, p.3) a tomada de decisão é parte complementar do processo de


funcionamento, ou seja, plano e controle; as decisões são providenciadas para
recompensar ou punir os gestores e para transformar as transacções ou reavaliar o
planeamento. O que a companhia deve fazer? Essa indagação designa decisões que as
empresas encaram.

Ainda assim, para que os gerentes sejam eficazes no processo de tomada de decisão, as
tarefas relacionadas ao planeamento e controle efectuadas na organização devem ter
fundamentos estáveis e verdadeiros.

Portanto, os administradores precisam analisar internamente a empresa se suas decisões


impactaram positivamente, podendo delinear o resultado económico futuro e
principalmente, sua estabilidade

Aspecto Financeiro na Tomada Decisão

A contabilidade no processo de tomada de decisão para eventuais situações e operações


é estruturação categórica do procedimento, abalizada em princípios, definições e ações
que se propõem a auxiliar os gestores na escolha das excelentes alternativas.
Figueiredo (1997, p. 56,57) define que a contabilidade de custos são basicamente
valores pecuniários dos esforços com os quais uma companhia tem que assumir a fim de
alcançar suas metas. Evidentemente, é parte imprescindível no processo decisório. Por
esse motivo o contador gerente obriga-se a colectar os custos, que são absorvidos com
intuito de:

 Assistir decisões de planeamento, tais como determinação de quais produtos


fabricarem, as quantidades que devem ser produzidas e a que preços devem ser
vendidos os produtos. Visto que o planeamento é orientado para o futuro, para
este objectivo é interessante ter conhecimento dos custos futuros. Custos
históricos têm utilidade somente por serem indicadores confiáveis dos custos
futuros.

 Auxiliar o controle das operações pela manutenção e aprimoramento da


eficiência com que os recursos são empregados. O controle envolve comparação
do custo real das operações correntes com os custos planejados. Isso demonstra
que, já que os custos reais representam a expressão monetária dos recursos que
foram consumidos nas operações correntes, existe interesse na reposição desses
recursos. Para esta proposta são usados custos de reposição. O processo de
controle ajuda a manter os custos correntes alinhados com os custos planejados,
pela evidenciação de ineficiências. Também pode conduzir a uma revisão dos
custos planeados.

 Auxiliar na mensuração de resultados e ainda auxiliar na decisão do mix de


produção.

Hendriksem (1999, p. 160) afirma ainda que os aspectos financeiros da contabilidade


são todas as decisões relativas à política contábil, o que deve ter consequências
económicas. Isso por que, caso não tivessem, não haveria propósitos para a preocupação
com essa política, considerando que as decisões que envolvem valores económicos
conduzem a uma segurança ou a uma diminuição dos custos de colectas de informações.

O gestor contábil, instruído na área financeira e na contabilidade de custos, tem


capacidade de analisar contradições nestes departamentos, podendo fornecer
informações confiáveis para o processo de tomada de decisão. A administração
organizacional carece de informações sólidas que possibilitem verificar se os objectivos
estão sendo atingidos e nesse momento o contador gerencial se torna imprescindível
com sua habilidade de interpretar situações e oscilações nas demonstrações contábeis
dentro da companhia.

Portanto, os contadores que gerenciam os processos contábeis, têm também outras


competências, como auxiliar no projecto do plano e controle das transacções, revelando
seu legítimo valor no processo de tomada de decisão. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante o trabalho de pesquisa pôde-se perceber a importância da contabilidade


gerencial como ferramenta no processo de tomada de decisão. A peculiaridade presente
no profissional contábil é sua solícita compulsão em dar suporte ao gestor para que a
organização possa atingir seus objectivos. A contabilidade não transmite apenas
informações de cunho financeiro, económica e patrimonial, porém objectiva atender as
necessidades de seus usuários no processo decisório.

Em conformidade com os autores estudados, as informações oferecidas pelo contador,


passaram a ser primordiais para a tomada de decisão, uma vez que significativas
mutações estão ocorrendo à medida que as empresas disputam entre si.
Mediante as informações do contador gerencial, as companhias estão alterando a
maneira de gerenciar, fundamentando-se, gradualmente, em relatórios contábeis, para
solidificar suas decisões.

Cada vez que a contabilidade gerencial auxilia os gestores nos trâmites de decisões a
escolherem por uma opção confiável e cabível em determinado período, ela mesma é
valorizada. A pesquisa destacou aspectos importantes que podem agregar benefícios aos
seus usuários.

Por outro lado, a contabilidade gerencial experimenta ainda uma relutância por parte de
algumas instituições empresariais que precisam dessa informação gerencial para o
processo de tomada decisão até mesmo em tempo real.

METODOLOGIA
REFERÊNCIAS

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