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Título: SEM MATEMÁTICA NÃO EXISTE LOGÍSTICA

Publicação: Newslog
Data: 09/07/2007
Autor: Roberto Lübeck (é pseudônimo de Mauro Roberto Schlüter)

SEM MATEMÁTICA NÃO EXISTE LOGÍSTICA

A gestão da logística empresarial deve obrigatoriamente estar voltada


para os seus objetivos de fazer melhor e mais barato, tendo com amplitude o
sistema empresarial ou a cadeia de suprimentos, se esta estiver devidamente
implementada. Além disso, deve estar comprometida com as ações
mercadológicas na conquista e defesa de mercados. Para alcançar os objetivos
no ambiente de gestão, existe a necessidade de se aplicar métodos, técnicas e
ferramentas adequados e que proporcionem sinergia com os indicadores de
desempenho. Isso pressupõe a utilização de ferramentas quantitativas (ou
matemáticas), principalmente de custos e de otimização, que possibilitem a
medição do desempenho maior do sistema. O fato de que o sistema logístico é
um ambiente excessivamente complexo, sugere aos profissionais que atuam no
ambiente logístico que os modelos matemáticos que devem ser aplicados sejam
igualmente complexos. Ocorre que nem sempre existe afinidade entre o
profissional de logística e respectiva a assimilação de modelos matemáticos,
principalmente aqueles de elevada complexidade como os de otimização por
exemplo, isso sem mencionar as aplicações de algoritmos de inteligência
artificial.
A maior parte dos profissionais de logística possui uma interface empírica
construída ao longo da sua vida profissional, mesmo que sejam anteriores ao
surgimento e implementação da logística como mais uma função empresarial.
Esses profissionais buscam aperfeiçoar a sua qualificação através de cursos
focados na logística, principalmente de curta duração ou meramente
informativos. Ainda são poucos os profissionais que buscam cursos de pós-
graduação e menos ainda os cursos que proporcionam currículos adequados
que privilegiem o ensino de métodos quantitativos aplicados a logística.
Também pudera, pois o ensino da matemática exige elevada capacitação do
corpo docente na construção de conhecimento junto aos alunos e necessita de
uma boa dedicação de tempo dos alunos na prática de exercícios e perfeita
assimilação desse conhecimento. Além desses problemas, existe um que é o
elemento gerador de todos os demais apontados acima: a pouca afinidade que
a maior parte dos profissionais de logística possuem com o trato da Lógica
Quantitativa.
O contexto aponta para um problema pouco mencionado nos encontros
de profissionais da área e que deve ser tratado o mais rápido possível. O ensino
da logística deve possuir uma abordagem quantitativa robusta e precisa ser
executado por profissionais do ensino altamente qualificados, tanto em logística
quanto em matemática avançada. A logística precisa ser planejada, executada e
medida com ferramentas matemáticas robustas. São raros os cursos de pós-
graduação que abordam as questões de lógica quantitativa e o motivo desse
fato encontra-se na falta de professores qualificados para tanto, bem como na
relativa rejeição que cursos com interface quantitativa possuem junto aos
potenciais alunos.
Não é mais possível executar a gestão da logística nas empresas
somente com a utilização do empirismo, pois em cenários de elevada
complexidade ele se torna traiçoeiro. É necessária a aplicação de métodos
quantitativos com a utilização de modelos adequados. Sem isso a boa gestão
logística pode ficar comprometida.

Por:
Roberto Lübeck