Você está na página 1de 25

FURB – Universidade Regional de Blumenau

Disciplina: Planejamento e Projeto da Industria


Prof.: Atilano Antonio Vegini

EQUIPAMENTOS/PROCESSOS
ESPECIAIS: MICRO-ONDAS E
LIOFILIZAÇÃO

Acadêmico:
Jonatan John Boehringer
MICRO-ONDAS
▪ O calor gerado é transformado diretamente de energia
eletromagnética em energia cinética molecular;
▪ Ondas eletromagnéticas com frequências entre
300MHz e 300GHz;
▪ Comprimento das ondas entre 1m e 1mm;
▪ Calor gerado dentro do material a ser secado;
▪ Estão entre as ondas do rádio e infravermelho;
MICRO-ONDAS

➢ Três componentes principais constituem


os sistemas industriais:
▪ Unidade de fonte de micro-ondas;

▪ Aplicador, em que o material é submetido a


campos intensos de micro-ondas;

▪ Circuito de controle.
MICRO-ONDAS

Figura 1 – Sistema de aquecimento por micro-ondas


MICRO-ONDAS
▪ Energia elétrica é convertida por magnétrons a
baixas frequências, em campo eletromagnético
com centros de cargas positivas e negativas.

Figura 2 – Principio de funcionamento das micro-ondas.


MICRO-ONDAS

Figura 3 – Principio de funcionamento micro-ondas industrial.


MICRO-ONDAS

Figura 4 – Diagrama de blocos equipamento Industrial de Secagem por Microondas.


MICRO-ONDAS - APLICAÇÕES

Figura 5 - Secador microondas a vácuo. (Pueschner)


MICRO-ONDAS - APLICAÇÕES

Figura 6 - Secador microondas industrial (IMS).


MICRO-ONDAS
Micro-ondas versus Secagem em fase líquida

Vantagens:

- Aquecimento uniforme do material;


- Baixa temperatura de secagem;
- Maior velocidade de secagem e espaço requerido;
- Eficiência na conversão de energia;
- Aumento na qualidade do produto final em comparação a processos de secagem
convencionais;
MICRO-ONDAS
Micro-ondas versus Secagem em fase líquida

Desvantagens:

- Alto custo na instalação de uma planta para secagem;


MICRO-ONDAS
Micro-ondas versus Secagem em fase líquida

Quando utilizar o processo de micro-


ondas ?

- Produtos sensíveis ao calor;


- Produtos com elevado valor agregado, ou seja, que necessita de processos que
mantém inalterada as características do produto (quando alimentos);
- Produtos instáveis.
LIOFILIZAÇÃO
➢ Secagem de um produto já congelado
utilizando vácuo abaixo do ponto triplo;

Figura 7 – Representação do ponto triplo.


LIOFILIZAÇÃO
▪ Vácuo permite que o gelo passe diretamente para
a fase vapor, sem antes passar para a fase líquida.
Fenômeno denominado sublimação;
▪ Produto retém a maior parte de sua forma original:
cor, sabor e nutrientes.

Figura 8 – Representação do fenômeno de sublimação.


LIOFILIZAÇÃO
➢ Etapas para o processo de liofilização:
▪ Preparação;
▪ Congelamento – rápido ou devagar;
▪ Aplicação do vácuo;
▪ Sublimação;
▪ Secagem secundária ou retirada do material
liofilizador.
CICLO DE LIOFILIZAÇÃO
Acondicionamento Congelamento do
da matéria prima produto

Secagem Secagem primária


secundária

Armazenamento Re-Hidratação e
do produto seco utilização

Figura 9 – Diagrama de blocos ciclo de Liofilização.


LIOFILIZAÇÃO
➢ Transferência de Calor e de Massa
▪ Os perfis de temperatura e humidade no alimento, durante a liofilização, dependem

dos coeficientes de transferência de calor e de massa;

▪ O calor é transferido até à frente de sublimação (fronteira entre produto seco e

produto congelado) através da camada seca, da camada congelada ou de ambas,

dependo da fonte;
LIOFILIZAÇÃO
➢ Transferência de Calor e de Massa
▪ Quando ocorre a sublimação, o vapor de água é conduzido até à superfície por um

mecanismo de transferência de massa que depende da estrutura do produto

desidratado;

▪ O vapor de água é transferido desde a frente de sublimação, através do produto

seco, até à superfície e retirado através do vácuo.


LIOFILIZAÇÃO
Equipamentos de Liofilização

Componentes de um liofilizador:
▪ Sistemas de arrefecimento;
▪ Equipamento para produção de vácuo;
▪ Sistema de aquecimento do produto (condução ou
radiação);
▪ Condensador frigorifico para converter o vapor
produzido em gelo.
LIOFILIZAÇÃO

Figura 10 – Representação 3D de uma planta de processo de liofilização.


LIOFILIZAÇÃO
Liofilização versus Secagem em fase líquida

Vantagens:

- Produtos com estrutura inalterada, fáceis de transformar em pó e dissolver;


- Reduzidas alterações nos nutrientes, cor, aroma e gosto (quando alimentos);
- Mínima perda de atividade em materiais sensíveis ao calor (quando
microorganismos);
- Produto com melhor qualidade quando comparados aos mesmos produtos
desidratados por outros métodos;
- Processo não poluidor, água residual baixa (1 a 3%), fácil de armazenar e
transportar.
LIOFILIZAÇÃO
Liofilização versus Secagem em fase líquida

Desvantagens:

- Sistemas de equipamentos com maior custo em relação a outros métodos de


desidratação;
- Custo energético em torno de 2 a 3x mais custosos que outros métodos de
secagem.
LIOFILIZAÇÃO
Liofilização versus Secagem em fase líquida

Quando utilizar a Liofilização ?

- Produtos instáveis;
- Sensível ao calor;
- Quando a rápida e completa re-hidratação é requerida no processo;
- Produtos de elevado valor agregado;
- Minimização de peso;
- Não é aconselhável o armazenamento em refrigeração ou congelação.
REFERÊNCIAS
TAGLIARI, Cássio. Estudo da aplicação de microondas no processo de secagem
industrial de borracha sintética. 2012. 86 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Sistemas e
Processos Industriais, Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, 2012.
Disponível em: https://repositorio.unisc.br/jspui/bitstream/11624/412/1/CassioTagliari.pdf.
Acesso em: 04 mar. 2021.

FORTUNY, Montserrat. Principais aplicações das microondas na produção e refino de


petróleo. Quimica Nova, São Paulo, v. 31, n. 6, p. 150-210, jun. 2008. Anual. Disponível em:
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-
40422008000600046&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt. Acesso em: 04 mar. 2021.

FREEZE Drying CONRAD™ plants for the food and beverage industries. Dinamarca: Gea,
2016. Disponível em: https://www.gea.com/pt/binaries/GEA%20Conrad%20brochure_tcm38-
37504.pdf. Acesso em: 04 mar. 2021.
REFERÊNCIAS
DIAS, Leandro Gonçalves. Estudo do Processo de Secagem em Estufa e por Microondas
de Compósitos Cerâmicos de Argila e Resíduos de Esteatito. 2013. 111 f. Dissertação
(Mestrado) - Curso de Engenharia de Energia, Universidade Federal de São João del Rei, São
João del Rei, 2013. Disponível em: https://www.ufsj.edu.br/portal2-
repositorio/File/mestradoenergia/Dissertacoes/2010/Leandro%20Goncalves%20Dias.pdf.
Acesso em: 05 mar. 2021.
GEA. Lyophilization. Disponível em:
<http://www.gea.com/global/en/applications/pharma/liquid-dosage/lyophilization.jsp >Acesso
em: 05 mar. 2021.
PUESCHNER. Microwave Drying. Disponível em: <http://www.pueschner.com/en/microwave-
technology/microwave-drying> Acesso em: 06 mar. 2021.