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Iporá, 22 a 24 de novembro de 2017

ISSN: 2238-8451

ANAIS

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Iporá, 22 a 24 de novembro de 2017
ISSN: 2238-8451

Catalogação na Fonte
Comissão Técnica do Sistema Integrado de Bibliotecas Regionais (SIBRE),
Universidade Estadual de Goiás

C882s
Congresso de Educação (7. : 2017 : Iporá, GO). Seminário de Estágio (8. : 2017 : Iporá, GO).
Encontro do PIBID (5. : 2017 : Iporá, GO).
Anais do 7 Congresso de Educação: Estado, diversidade e direitos humanos na educação.
/ Diego Tarley Ferreira Nascimento, Gustavo Augusto Moreira Guimarães, Flávia Damacena
Sousa Silva, Alex Batista Moreira Rios, organizadores. – Iporá, GO: Universidade Estadual de
Goiás, 2017.
882 p.
ISSN: 2238-8451
781. Educação – Congressos – Universidade Estadual
de Goiás. 2. Iniciação científica – Congressos. 3. Pesquisa – Congressos. 4.
Universidade Estadual de Goiás. I. Nascimento, Diego Tarley Ferreira. II. Guimarães,
Gustavo Augusto Moreira. III. Silva, Flávia Damacena Sousa. IV. Rios, Alex Batista
Moreira. VI. Título.
CDU 37

OBS: Todos os trabalhos deste caderno foram elaborados por


seus autores, não cabendo qualquer responsabilidade legal
sobre seu conteúdo à comissão organizadora do evento.

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APRESENTAÇÃO

O COSEMP – Congresso de Educação, Seminário de Estágio Supervisionado,


Encontro do Pibid - é um múltiplo evento no Oeste Goiano que congrega discussões
acerca do universo docente em seus diferentes níveis e contextos e se constitui por um
conjunto de atividades de caráter formativo, propositivo e divulgador/valorizador das
experiências do público alvo, cuja participação vem ampliando quantitativamente e
qualitativamente nos últimos anos.
Em 2016, no período de 23 a 25 de novembro, o objetivo do evento COSEMP –
6ª edição foi promover debates e reflexões a respeito do trabalho docente no Brasil
contemporâneo, (re) pensar a contribuição das licenciaturas no contexto do
desenvolvimento regional. O título do evento ‘A dialética do trabalho docente: diálogos
entre ética, ensino e práxis’ atende as reflexões que permeiam o cenário contemporâneo
da educação: Plano Nacional da Educação, Base Nacional Curricular Comum, Projetos
de Lei sobre “desidealização” do trabalho docente e dos conteúdos, Organizações Sociais,
Militarização das Escolas, Políticas da Escolas de Tempo Integral, reorientações no
Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – Pibid, ensino inclusivo e
estágio supervisionado. Assim reuniu cerca de 900 participantes inscritos e
aproximadamente 150 trabalhos apresentados entre os Espaços de Diálogos e Objetos
Educacionais.
Em 2017 o evento continua sua organização por meio da parceria entre as
instituições de ensino superior de Iporá que ofertam cursos de licenciaturas e pedagogia
na modalidade presencial – UEG, IF e FAI. A temática ESTADO, DIVERSIDADE E
DIREITOS HUMANOS NA EDUCAÇÃO continua o debate engendrado em 2016 e
procurará contextualizar os participantes sobre os mais recentes acontecimentos políticos
no Brasil que interferiram ou interferirão diretamente na profissão docente e refletirão
nos (re)encaminhamentos das políticas públicas de ensino.
Ao propormos a discussão a respeito dos direitos humanos, consideramos as
possíveis interfaces com as práticas educacionais e com a formação de profissionais que
atuarão na educação básica. A interface entre essas duas instâncias implica na
compreensão da realidade educacional enquanto lugar de discussão e promoção da
igualdade e da problematização dos estereótipos que atentam contra o respeito à
dignidade humana em sua diversidade étnica, cultural, de gênero, sexual, religiosa, etc.

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Em conformidade com o Programa Mundial de Educação em Direitos Humanos


(UNESCO, 2006), a discussão realizada pelo evento procura favorecer as práticas
educacionais para os direitos humanos através do estímulo às reflexões que permitam o
engendramento de novos espaços escolares mais inclusivos, problematizadores e menos
inclinados à reprodução das assimetrias, preconceitos e violências.
A escolha do tema levou em consideração os desdobramentos políticos e sociais
dos últimos anos e as carências de orientação oriundas desses processos. A onda de
preconceito provocada pelos episódios diaspóricos recentes, a violência no campo, as
ameaça às conquistas de minorias, o desrespeito à laicidade, etc. colocam em risco a
vigência plena dos direitos humanos ao mesmo tempo em que produzem leituras
simplificadora de processos sociais historicamente complexos. Esse quadro interpela a
imaginação pedagógica no sentido da elaboração de saberes e práticas que
simultaneamente problematizem os discursos hegemônicos e proponham um arranjo ético
humanista e inclusivo capaz de respeitar a dignidade e os direitos fundamentais de
mulheres e homens independente de suas condições sociais, étnicas, físicas, de gênero,
etc.
O tema está em afinidade com as dinâmicas educacionais da Universidade
Estadual de Goiás. Desde 2015, essa instituição incluiu em sua matriz curricular a
disciplina Diversidade, Cidadania e Direitos com o objetivo de formar sujeitos
conscientes dos dispositivos de poder que produziram diversos tipos de exclusão e que
sejam capazes de atuar em seus espaços profissionais enquanto promotores do respeito à
diversidade das identidades e modos de vida. Destarte, o tema contemplado pelo
COSEMP representa a solidificação e fortalecimento de iniciativas educacionais que
constituem o cotidiano intelectual e formativo da comunidade acadêmica.

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OBJETIVO GERAL
Contribuir na formação de profissionais da educação éticos a partir da análise
crítica sobre as reformas políticas e sociais recentes (2015, 2016...), implantadas ou em
fase de implantação no Brasil, que alteram a identidade docente, influenciam a dinâmica
pedagógica da educação básica, promovem a transformação das escolas e do perfil
discente do ensino básico e, logo, nos fazem (re)pensar os cursos de Formação de
Professores no Brasil.

PÚBLICO ALVO DO EVENTO


Alunos e professores dos Cursos de Licenciatura e dos Cursos Lato e Stricto Sensu
de formação de professores das Instituições de Ensino Superior – IES especialmente da
Universidade Estadual de Goiás – UEG, Instituto Federal Goiano, Faculdade de Iporá -
FAI, Universidade Paulista – Unip polo Iporá, Universidade do Paraná – Unopar polo
Iporá, os pesquisadores na área de educação, gestores das instituições escolares de todo o
Brasil e especialmente os professores e discentes do Ensino Médio das redes de ensino
público.

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PROGRAMAÇÃO

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DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES

✓ Conferência, Palestra e Mesas de Debates: Espaço em que especialistas,


pesquisadores e professores abordarão as temáticas. Pretende-se provocar reflexões
entre os participantes e a reelaboração e ou reafirmação de conceitos capazes de
intervir na dinâmica que compreende o trabalho docente.
✓ Grupos de Trabalho – GTs: Acolherão no mesmo espaço os professores e estudantes
da educação básica, graduandos, professores e pesquisadores. O objetivo que este
espaço seja o momento de diferentes atores que atuam ou discutem educação possam
ser colaboradores na construção de conhecimentos e na qualificação do trabalho
docente. Estes Gts são continuidades e desdobramentos dos Gts dos outros anos cujos
resultados foram os capítulos dos livros e interferências nos Projetos Pedagógicos dos
Cursos, propostas de estágios, extensão e pesquisa da UEG de Iporá.
✓ Grupo de discussão sobre formação docente e estágio (GDFDE): Reunir
coordenadores, orientadores, supervisores dos estágios supervisionados e Pibid e
gestores das escolas-campo para troca de experiências sobre propostas de iniciação á
docência e discussão sobre política de cooperações interinstitucionais locais para a
formação docente.
✓ Oficinas: São espaços em que os proponentes (professores da educação básica, das
IES e outros profissionais) sobre metodologias e práticas de ensino nas diferentes áreas
de saber. Serão ofertadas com no máximo 20 vagas cada oficina. O objetivo geral das
oficinas consiste em promover a partilha, intercâmbio e reflexão de experiências
pedagógicas que podem dinamizar e favorecer o processo de ensino-aprendizagem
sobre determinados eixos do conhecimento da educação básica e ao ensino superior.
✓ Espaços de Diálogos: Ambiente coletivo para os participantes compartilharem suas
reflexões e suas produções inscritas no evento: relatos de experiência de professores e
alunos da educação básica; resultados de estágio e PIBID (na forma de relato ou
desdobramentos da pesquisa); resultados dos trabalhos extensionistas e de pesquisa na
área educacional.
✓ Exposição de Objetos Educacionais: Exposição de objetos educacionais concretos
de todos os cursos e instituições participantes, incluindo professores e alunos da
educação básica e organizados por eixos temáticos. Visará a aproximação entre as
experiências educacionais da academia e prática dos docentes da rede básica de ensino.

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✓ Exposição de Pôsteres: Apresentação em espaço de exposição dos resultados de


pesquisas, relatos de experiências do Pibid e Estágio e práticas de ensino para que os
participantes interajam com os autores por meio da leitura e apreciação do material
impresso. Ficará em exposição durante todo o evento e será avaliado pela Comissão
Científica no último dia do evento
✓ Apresentações Culturais: Apresentação artística e cultural ao pública realizada por
membros da comunidade como momento de entretenimento e reflexão poética sobre
situações do cotidiano, especialmente aquelas que envolverão a temática do evento.

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MODALIDADES DE APRESENTAÇÃO DE TRABALHO:


Espaço de Diálogos – ED,
Apresentação de Pôster – AP;
Exposição de Objetos Educacionais – EOE

ÁREAS DO CONHECIMENTO
Ciências Biológicas
Geografia
História
Letras
Matemática
Pedagogia
Química
Outros (especificar)

EIXOS TEMÁTICOS
Avaliação e o trabalho docente
Políticas públicas educacionais
Formação de professores
A epistemologia da ciência educacional
Inclusão na perspectiva da educação especial
Metodologia e práticas de ensino
Educação do campo/para o campo
Gênero, sexualidade e educação
As abordagens da educação ambiental

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COORDENAÇÃO GERAL
Profa. Ma. Paula Junqueira da Silva (UEG Câmpus Iporá)
Prof. Me. Dylan Ávila Alves (IFGOIANO – Câmpus Iporá)

ORGANIZAÇÃO DOS ANAIS


Prof. Dr. Diego Tarley Ferreira Nascimento (UEG – Campus Iporá)
Profa. Ma. Flávia Damacena Sousa Silva (UEG – Campus Iporá)
Prof. Dr. Gustavo Augusto Moreira Guimarães (IFGOIANO – Campus Iporá)
Prof. Mestrando Alex Batista Moreira Rios (IFGOIANO – Campus Rio Verde)

MEMBROS DO COMITÊ CIENTÍFICO


Ciências Biológicas e Outros
Priscila Batista de Sousa
Flávia Damacena Sousa Silva
Ueslene Maria Ferreira Pontes
José Firmino de Oliveira Neto
Viviane de Leão Duarte Specian
Glenda Silva Santos Lara

Química
Aline Mendonça Pascoal
Geize Kelle Nunes Ribeiro
Erika Crispim Resende

Geografia
Cláudia do Carmo Rosa
Cleyton Normando da Fonseca
Daniel Mallmann Vallerius
Luan do Carmo da Silva
Manoel Victor Peres Araújo
Priscylla Karoline de Menezes
Régis Rodrigues de Almeida

História
Madalena Dias Silva Freitas
Leonardo Venícius Parreira Proto
João Paulo de Paula Silveira

Letras
Kaio José Silva Maluf Franco

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Cleisa Maria Coelho Braga


Márcia Aparecida Silva
Liliam de Oliveira

Matemática
Calebe Martes de Andrade
Aline Carvalho Queiroz
Claudimary Moreira da Silva Oliveira
Eliezer Pires Ferreira

Pedagogia
Elaine Regina da Silva
Dhego Ramon dos Santos
Ricardo Silvério Gomes Pinheiro
Vania Gomes Cardoso
Daniela Soares Rodrigues
Kenia Cristina Bueno
Maralinda Alves de Oliveira
Cleuza Helena Ferreira Alves Coelho
Wilcker Macc Fernandes

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SUMÁRIO

OFICINAS (RESUMOS)
Título Autores Página
EDUCAÇÃO, DEMOCRACIA E DIREITOS Saulo Ferreira Reis; Ludimila Lelis 26
HUMANOS: UMA HISTÓRICA DAS POLÍTICAS Ataídes
PÚBLICAS E DOS DIREITOS CIVIS
FORMANDO GUARDIÕES DE SEMENTES Estenio Moreira Alves; Lucas Jorge 27
CRIOULAS A PARTIR DE ESTUDANTES dos Santos; Jéssica Lorraine Sales
CAMPONESES Silva; Maristela Aparecida Dias;
Flavio Lopes Claudio
EDUCAÇÃO NUTRICIONAL: RESGATANDO A Vania Sardinha dos Santos Diniz; 28
CULTURA ALIMENTAR Adriane da Silveira Gomes
CURSINHOS POPULARES: DESAFIOS DA João Paulo Francisco de Souza 29
DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO EM GRUPOS
MARGINALIZADOS
EDUCAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL: RELAÇÕES Davillas Newton de Oliveira Chaves 30
ENTRE ESCOLA, MERCADO DE TRABALHO E
BEM-ESTAR SOCIAL
UM DIÁLOGO ENTRE A GEOMETRIA E A NASCIMENTO, W. L.; MELO, H.F.; 31
ÁLGEBRA POR MEIO DA GEOMETRIA OLIVEIRA, W.S.; SIQUEIRA,
FRACTAL G.R.F.; CAVALCANTE, I.
FORMAÇÃO DOCENTE EM QUÍMICA: Claudio Roberto Machado Benite; 32
ESTUDOS SOBRE A EXPERIMENTAÇÃO Gustavo Nobre Vargas.
NUMA PERSPECTIVA INCLUSIVA
ROBÓTICA EDUCACIONAL ALIADA AO Ricardo Silvério Gomes Pinheiro 33
ENSINO DE CIÊNCIAS
DISCUTINDO SOBRE EDUCAÇÃO Valdir Specian 34
AMBIENTAL: IDEOLOGIAS E AÇÕES
A EJA E SUAS RELAÇÕES COM A Elaine Regina da Silva; Wilian 35
UNIVERSIDADE Gomes Gonçalves
RECICLANDO MATERIAIS ESCOLARES: UMA Eliane Teodoro Coimbra Pareja 36
REFLEXÃO À PRÁTICA DOCENTE
QUE CONTRIBUIÇÕES PODEMOS Homeilton José Oliveira 37
ENCONTRAR NO MÉTODO DE TALES DE
MILETO E ALBERT EINSTEIN PARA O ENSINO
DE CIÊNCIA E MATEMÁTICA
SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA UMA PRÁTICA Elisa Regina da Cruz; Thiago Rocha; 38
EM CLIMATOLOGIA GEOGRÁFICA Washington Silva Alves
TÉCNICAS DE ESCRITA CIENTÍFICA Antônio dos Anjos 39
PRÁTICAS LABORATORIAIS NO ENSINO DE Jamira Dias Rocha; Beatriz Souza 40
BIOLOGIA Martins
ANÁLISE DE LIVROS DIDÁTICOS Silvaci Gonçalves Santiano 41
Rodrigues; Jackeline silva Alves;
Hyago Ernane Gonçalves Squiave;
Tatiane Rodrigues de Souza
O CONTEXTO SOCIAL DO BRASIL PÓS-GOLPE Tiago Basílio Donoso; Fernando 42
Lionel Quiroga
O USO DE JOGOS COMO RECURSO DIDÁTICO Liliam de Oliveira 43
PARA A MELHORA DA COMPETÊNCIA
COMUNICATIVA
CARTOGRAFIA TÁTIL: UMA PROPOSTA Diego Tarley Ferreira Nasciomento; 44
INCLUSIVA Karine da Mata Araújo

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GRUPOS DE TRABALHO (RESUMOS)


Título Autores Página
TRABALHO DOCENTE: ENTRE O PRESCRITO Núbia Cristina dos Santos Lemes 46
E O REAL
O PAPEL (DE)FORMATIVO DA EDUCAÇÃO Elaine Regina da Silva 47
PRISIONAL
FORMAÇÃO DE PROFESSORES E ATUAÇÃO Priscila Batista de Sousa; João Paulo 48
DOCENTE: UM DESAFIO PARA O SÉCULO XXI Francisco de Souza; Raissi Julliet
Alves de Oliveira; Elianna Morais de
Souza Valverde
O ENSINO DE CIÊNCIAS EM UMA Weldson L. Nascimento; Dylan Ávila 49
PERSPECTIVA EPISTEMOLÓGICA Alves
POLÍTICAS PÚLBICAS DE INCLUSÃO E O Flávia Junqueira da Silva 50
PAPEL DO PROFESSOR DE APOIO:
FORMAÇÃO E ATUAÇÃO
FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA Vanderlei Balbino da Costa; Juliana 51
PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA do Nascimento Farias; Jéssica Alves
da Costa; Lídia Carlos Caetano
Moraes
ESTADO, FAMÍLIA E ESCOLA: INTERAÇÃO Elizangela Vilela de Almeida Souza; 52
SOCIAL NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA Edna Maria Ferreira de Almeida;
Glenda Silva Santos Lara
UTILIZAÇÃO DE JOGOS PEDAGÓGICOS PARA Elisângela Leles Lamonier ; Mayara 53
ADAPTAÇÃO DE ATIVIDADE ESCOLAR Barroso Siqueira Miranda
O UNIVERSO DO AUTISTA Vilma Maria Soares Rodrigues 54
PRÁTICAS DE ENSINO DE QUÍMICA: AS Erika Crispim Resende; Alinne Nobre 55
ATIVIDADES INVESTIGATIVAS COMO da Silva; Geize Kelle Nunes Ribeiro
ESTRATÉGIAS PARA O ENSINO
APRENDIZAGEM
A IMPORTÂNCIA DA DIDÁTICA NO Eliane Teodoro Coimbra Pareja 56
PROCESSO ENSINO E APRENDIZAGEM
A GEOGRAFIA ESCOLAR E O Priscylla Karoline de Menezes; Bruno 57
DESENVOLVIMENTO DE DIDÁTICAS E Magnum Pereira
METODOLOGIAS DE ENSINO.
ESCRITA E PRODUÇÃO DE SENTIDOS: Antoniel Guimarães Tavares Silva; 58
CAMINHOS PARA O APRIMORAMENTO DA Cleisa Maria Coelho Braga
PRODUÇÃO TEXTUAL
METODOLOGIAS INVESTIGATIVAS PARA O Claudimary Moreira Silva Oliveira; 59
ENSINO-APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA Kliver Moreira Barros
EDUCAÇÃO NO/DO CAMPO: REALIDADES E Silvaci Gonçalves Santiano 60
PERSPECTIVAS Rodrigues; Jackeline Silva Alves;
Hyago Ernane Gonçalves Squiave;
Tatiane Rodrigues de Souza;
Edivirgem Gonçalves Santiane;
Warles Rodrigues.
GÊNERO, SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO: João Paulo de Paula Silveira; 61
DISCUSSÕES E POSSIBILIDADES EM TEMPO Jaqueline dos Santos Cunha
DE CRISE
DIÁLOGOS ENTRE A EDUCAÇÃO Vania Sardinha dos Santos Diniz; 62
AMBIENTAL E OS SABERES TRADICIONAIS: Adriane da Silveira Gomes
CONSCIÊNCIA AMBIENTAL ATRAVÉS DO
USO DE PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÃO-
CONVENCIONAIS (PANC) E MEDICINAIS
AS ABORDAGENS DA EDUCAÇÃO Jordana Rezende Souza Lima; 63
AMBIENTAL: OS DESAFIOS Josie Melissa Acelo Agricola; Juliana
SOCIOAMBIENTAIS DO SÉCULO XXI Freitas Silva; Mainara da
Costa Benincá.
CURRÍCULO E GESTÃO EDUCACIONAL Flávia Damacena Sousa Silva; 64
Ueslene Maria Ferreira Pontes.

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COMUNIDADES TRADICIONAIS E A Madalena Dias Silva Freitas; Maria 65


RECONFIGURAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO Geralda de A. Moreira.
OBJETOS EDUCACIONAIS
Título Autores Página
IMAGENS E CONCEITOS: BRINCANDO E Alex Batista Moreira Rios; Laura 67
APRENDENDO SOBRE ECOLOGIA Gabriela Pereira Mendes ; Lucas
Alvino Silva Pires; Nathália
Fernanda de Sousa Carvalho; Paula
Junqueira da Silva
A CONSTRUÇÃO DO MAPA TÁTIL NO ENSINO Samuel José da Silva; Jéssica Alves 69
DE GEOGRAFIA da Costa; MarluciaMarques
REUTILIZANDO COM ARTE: RELEITURA DA Wilian Gomes Gonçalves; Kálita 70
TÉCNICA DE GOIANDIRA DO COUTO E AS Cristina Cunha Silva; Keilla Reginna
CONTRIBUIÇÕES DO PIBID DE GEOGRAFIA Silveiro; Paula Junqueira da Silva
TRILHANDO OS ESTADOS BRASILEIROS Kálita Cristina Cunha Silva; Daniel 72
Marcos Nascimento Silva; Flaviane
Fagundes dos Santos; Bruno Alison
Teodoro Laginestra; Marilda de Lima
Oliveira Ferreira
AS VARIAÇÕES ÉTNICAS NO BRASIL E SUAS Jane Cleide Dantas Rodrigues; 74
CARACTERÍSTICAS Lucivaine Melo Silva; Lucinete Sousa
Ferreira
JOGOS E MATERIAIS LÚDICOS EM Claudimary Moreira Silva Oliveira; 76
ATIVIDADES DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO Klene Pereira da Silva; Carlos
DE MATEMÁTICA Henrique Paula Almeida; Irandy
Barbosa Sousa; Rafael Pereira
Gonçalves; Jairan Arantes Fernandes;
Karine Gabriely Batista Sousa;
Nathalia Gonçalves Freitas; Rhailainy
Gomes Sousa; Hiago Oliveira
Machado; Sara Cristina dos Santos
Cruvinel
MATEMÁTICA POR TRÊS VERBOS: Renato de Assis Ribeiro; Ályfe Kérix 78
CONSTRUIR, BRINCAR E APRENDER Gontijo Clemente; Júlia Karolyna
Almeida de Oliveira; Lucas Gabriel
Ferreira Martins; Renathany Kalita
Sousa Rosa; Gabrielly Ribeiro de
Oliveira Santos.
O JOGO DA AMARELINA NO ESTUDO DAS Klene Pereira da Silva; Hiago 80
POTÊNCIAS: O RELATO DE UMA Oliveira Machado; Claudimary
EXPERIÊNCIA DO PIBID Moreira Oliveira; Lívia da Silveira
Silva
REVISÃO E VISUALIZAÇÃO: INOVANDO O Evanya Karla Lemes Silva; Pablo 82
PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE Henrique Raieski Montijo; Bárbara
MATEMÁTICA Freitas Galdino; Rhailiny Gomes de
Souza
ABORDAGEM DA LEI Nº 11.645/08 SOBRE O Flávia Junqueira da Silva 84
ENSINO DA CULTURA INDÍGENA APLICADO
À EDUCAÇÃO INFANTIL
ROBÔ ENGENHEIRO: UMA PROPOSTA PARA Ricardo Silvério Gomes Pinheiro; 86
O ENSINO E APRENDIZAGEM Márlon Hérbert Flora Barbosa Soares;
COLABORATIVA E/OU COOPERATIVA DE Ueligton Barbosa de Souza;
QUÍMICA NO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL Guilhermy William Macedo de
Andrade ; João Bento Alves de Souza
Correia Neto; Rafael Silvério Gomes
Pinheiro ; Wender Vitor Martins dos
Santos; Elismar Martins Lourenço;
Wesley Vieira Alexandre Santos

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O PÊNDULO SIMPLES DE GALILEU: Carlos Henrique Paula Almeida; 88


EXPERIMENTO DE BAIXO CUSTO PARA O Jairan Arantes Fernandes; Klene
ENSINO DE CONCEITOS CIENTÍFICOS Pereira da Silva; Homeilton José
REFERENTES À ACELERAÇÃO Oliveira
GRAVITACIONAL NA SUPERFÍCIE DA TERRA
USO DO FOGUETE MOVIDO A ÁLCOOL NA Ester Sousa Bessa; Lauro Henrique 90
COMPREENSÃO DA TERCEIRA LEI DE Alcântara de Jesus; Jéssica Alves de
NEWTON Faria Silva; Homeilton José de
Oliveira.
ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
Título Autores Página
USO DA PLANTA MEDICINAL VERNONIA Andressa Ranielle Mendes Albado; 93
CONDENSATA (BOLDO- BAIANO) COMO Gleiciene Lourenço Soares; Flávia
MEDICAMENTO FITOTERÁPICO EM UMA Damacena Sousa Silva
ESCOLA PÚBLICA DE TEMPO INTEGRAL NA
CIDADE DE IPORÁ- GOIÁS
COMPREENSÃO DA COMPOSTAGEM DE Daisson Bruno Morais Bernardes; 94
RESÍDUOS ORGÂNICOS COMO MECANISMO Flávia Damacena Sousa Silva
DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO
FUNDAMENTAL
CONHECIMENTOS E CONCEPÇÕES SOBRE O Franciely Moura Mendes; Marcia 95
ENSINO DE ZOOLOGIA DE ALUNOS DE UM Pamela de Paula Carvalho; Flávia
CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS Damacena Sousa Silva.
BIOLÓGICAS
METODOLOGIAS DE ENSINO DE BOTÂNICA Laisa Lana Silva Machado; Jaíne 96
NA VISÃO DOS DOCENTES DE BIOLOGIA DE Aparecida da Silva Fagundes Soares;
ESCOLAS PÚBLICAS EM IPORÁ-GO Flávia Damacena Sousa Silva.
ENSINO DE ZOOLOGIA NO ENSINO MÉDIO: Loraine Oliveira Dias; Maria Luisa 97
ENTRE PRÁTICAS DE ENSINO POSSÍVEIS E Dias Batista; Flávia Damacena Sousa
PRÁTICAS DE ENSINO REALIZADAS Silva
USO DA PLANTA MEDICINAL Natane Morais de Castro; Francielly 98
ALTERNANTHERA BRASILIANA COMO Alves Ferreira; Flávia Damacena
MEDICAMENTO FITOTERÁPICO EM UMA Sousa Silva.
ESCOLA PÚBLICA DE TEMPO INTEGRAL NA
CIDADE DE IPORÁ, GOIÁS
HORTA MEDICINAL UMA EXPERIÊNCIA EM Ana Clara Andrade Silva; Talita 99
UMA ESCOLA PÚBLICA DE TEMPO INTEGRAL Lorraine Delfina Silva Sousa; Flávia
NA CIDADE DE IPORÁ-GO Damacena Sousa Silva.
ADOLESCÊNCIA, SEXUALIDADE E Andressa Rodrigues de Carvalho da 90
GRAVIDEZ: NA VISÃO DOS ALUNOS DO Silva; Flávia Damacena Sousa Silva;
ENSINO FUNDAMENTAL Ueslene Maria Ferreira Pontes
IMPORTÂNCIA DA UTILIZAÇÃO DE Ângela Mendes Serafim; Ueslene 101
PRÁTICAS SOBRE FUNGOS NO PROCESSO DE Maria Ferreira Pontes
ENSINO APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS
NATURAIS
BULLYING NA ESCOLA: BRINCADEIRA OU Bruna Rosa de Oliveira; Ueslene 102
VIOLÊNCIA Maria Ferreira Pontes
CIÊNCIA E EDUCAÇÃO: AULAS CAMPO NO Danilo Heechard da Silva Martins; 103
ENSINO DE BIOLOGIA EM ESCOLAS DE Ueslene Maria Ferreira Pontes
ENSINO MÉDIO DA REDE ESTADUAL EM
IPORÁ GOIÁS
EDUCAÇÃO INCLUSIVA: VISÃO DOS Dara Sardinha Nascimento Silva; 104
PROFESSORES DE APOIO EM RELAÇÃO AOS Ueslene Maria Ferreira Pontes
ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS NO
AMBIENTE ESCOLAR
OS ESTAGIÁRIOS DE BIOLOGIA SOB A Érika Cristina Soares Valadão, 105
PERSPECTIVA DE ALUNOS DE ENSINO Ueslene Maria Ferreira Pontes
MÉDIO EM UM COLÉGIO PÚBLICO DA REDE
ESTADUAL DE EDUCAÇÃO.

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ENSINO APRENDIZAGEM: PROCESSO DE John Cáliton Ferreira Martins; Flávia 106


AVALIAR E EXAMINAR NA CONCEPÇÃO DE Damacena Sousa; Ueslene Maria
PROFESSORES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO Ferreria Pontes
EM IPORÁ-GO
HÁBITOS ALIMENTARES DOS ALUNOS DA Letícia Mireli Malaquias Itacaramby; 107
ESCOLA CAMPO DO ESTÁGIO Ueslene Maria Ferreira Pontes
SUPERVISIONADO
PERCEPÇÃO DE CONHECIMENTO DOS Luana Santos de Carvalho; Ueslene 108
ALUNOS DO 6º ANO DO ENSINO Maria Ferreira Pontes
FUNDAMENTAL DE UMA ESCOLA PÚBLICA
DE IPORÁ SOBRE HIGIENE CORPORAL
AS DROGAS EM ANALISE NUMA ESCOLA DE Ruan Henrique Silveira Martins; 109
ENSINO FUNDAMENTAL II NA CIDADE DE Ueslene Maria Ferreria Pontes
IPORÁ.
A CONSTRUÇÃO DO MAPA TÁTIL NO ENSINO Samuel José da Silva; Jéssica Alves 110
DE GEOGRAFIA da Costa; Marlucia Marques
UTILIZAÇÃO DE INSTRUMENTOS DIDÁTICOS Gédina Cássia Martins Ribeiro, 111
NO ENSINO DE GEOGRAFIA. Marlucia Marques
O ENSINO DA REFORMA AGRÁRIA NO Sirléia Rodrigues Xavier; Meire 112
ENSINO FUNDAMENTAL II: VIVENCIADO EM Cristina Ribeiro Silva; Marlucia
UMA ESCOLA ESTADUAL DO MUNICÍPIO DE Marques
IPORÁ-GO
OFICINA ARTE COM SOLOS: UMA Patrícia Tavares dos Anjos; Serjane 113
EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO Maria dos Santos Peres; Marlucia
SUPERVISIONADO. Marques
INDISCIPLINA NA ESCOLA: DESAFIOS DA Vanúbia de Oliveira; Katyuce Silva; 114
PROFISSÃO DOCENTE Marlúcia Marques.
CAPOEIRA: DE PROIBIÇÕES AO Wilton de Oliveira 115
RECONHECIMENTO COMO PATRIMÔNIO
CULTURAL IMATERIAL DA HUMANIDADE
A LEITURA COMPARTILHADA COMO Ranieri Serrano da Silva; Maria 116
ALTERNATIVA PARA REPARAR DÉFICIT DE Piedade Feliciano Cardoso
LEITURA NO 9º ANO DA ESCOLA CAMPO
O TRABALHO COM GÊNERO TEXTUAL Laurianne Guimarães Mendes; Maria 117
PERMEADO POR FILME Piedade Feliciano Cardoso
A PRÁTICA DA ORALIDADE NA Daniela Cristine Alves Franco; Maria 118
CONSTITUIÇÃO DAS AULAS DE LÍNGUA Piedade Feliciano Cardoso
PORTUGUESA: ENFOQUE NO 8º ANO DO
ENSINO FUNDAMENTAL
O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA Milton Lopes de Souza Junior; Maria 119
ADULTOS ATRAVÉS DE QUESTÕES DE Piedade Feliciano Cardoso
CONCURSOS
IMPORTÂNCIA DA LITERATURA NO LIVRO Ana Paula Gomes Ataídes; Maria 120
DIDÁTICO PARA O INCENTIVO DA LEITURA Piedade Feliciano Cardoso
EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS NO ESTÁGIO Germana Lunara Fernandes Queiroz; 121
SUPERVISIONADO Edna Mª Ferreira de Almeida
DESINTERESSE NA LICENCIATURA: ANÁLISE Henrique Cardoso Goncalves; Marcos 122
DO ENSINO MÉDIO Antônio Souza de Oliveira; Edna Mª
Ferreira de Almeida
ENSINO DE GEOGRAFIA: PERCEPAÇÃO DOS Jéssica Queiroz Paranaíba; Lucas 123
ALUNOS DE ENSINO MÉDIO Bento da Silva; Edna Maria Ferreira
de Almeida.
A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO PROFESSOR- José Helder Ferreira; Luis Augusto 124
ALUNO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM Machado; Edna Mª Ferreira de
Almeida
COLABORAÇÃO DO ESTÁGIO Paula Patrícia da Silva Lopes, Edna 125
SUPERVISIONADO I NA FORMAÇÃO Mª Ferreira de Almeida
DOCENTE

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RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NA ESCOLA Daniella Santos Barbosa; Sara 126


DE EDUCAÇÃO BÁSICA: INFLUÊNCIAS NO Oliveira Borges; Edna Mª Ferreira de
PROCESSO DE APRENDIZAGEM Almeida
A IMPORTÂNCIA DO USO DE MATERIAIS Alekys de Assis Furtado; Aline 127
CONCRETOS PARA VISUALIZAÇÃO E Carvalho Queiroz
MANIPULAÇÃO NO ENSINO E
APRENDIZAGEM DE GEOMETRIA PLANA
CONSTRUÇÃO DE OBJETOS GEOMÉTRICOS Larissa Machado Ventura Fonseca; 128
COMO FORMA DE APRENDIZAGEM Aline Carvalho Queiroz
ANÁLISE DA APRENDIZAGEM NA Mariana Alexandre Souza Rodrigues; 129
CONSTRUÇÃO DO CONCEITO DE NÚMERO Aline Carvalho Queiroz
RACIONAL NA FORMA FRACIONÁRIA NO
ENSINO FUNDAMENTAL II
CONTRIBUIÇÕES DA MODELAGEM Nídia de Melo e Silva; Claudimary 130
MATEMÁTICA PARA O ENSINO DE Moreira Silva Oliveira; Aline
ESTATÍSTICA Carvalho Queiroz
CONTRIBUIÇÕES DO ESTÁGIO Klene Pereira da Silva; Carlos 131
SUPERVISIONADO NA FORMAÇÃO DOCENTE: Henrique Paula Almeida; Claudimary
A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE Moreira Oliveira
PROFISSIONAL
A AVALIAÇÃO DE MATEMÁTICA: COMO Jairan Arantes Fernandes; Karine 132
FAZER E PORQUE FAZER? Gabriely Batista Sousa;, Claudimary
Moreira Silva Oliveira
O LABORATÓRIO DE ENSINO DE Irandy Barbosa Sousa; Rafael Pereira 133
MATEMÁTICA: POTENCIALIDADES E Gonçalves; Claudimary Moreira Silva
POSSIBILIDADES PEDAGÓGICAS Oliveira
QUEM É O MATEMÁTICO E QUEM É O Nathalia Gonçalves Freitas; Rhailainy 134
EDUCADOR MATEMÁTICO? Gomes Sousa; Claudimary Moreira
Silva Oliveira
ATITUDES PEDAGÓGICAS NECESSÁRIAS Hiago Oliveira Machado; Sara 135
PARA A PROMOÇÃO DE EDUCAÇÃO Cristina dos Santos Cruvinel;
MATEMÁTICA Claudimary Moreira Silva Oliveira
LITERATURA E HISTÓRIA: DIÁLOGOS Eva Thais Oliveira Alves; Maria 136
POSSÍVEIS PARA O ENSINO DE HISTÓRIA Geralda Moreira
AFRO NAS ESCOLAS
A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL NA Gabriela Aparecida dos Santos Brito; 137
HISTORIOGRAFIA E NOS LIVROS DIDÁTICOS. Maria Geralda Moreira
ARQUITETURA INDÍGENA COMO UMA Thalia Stéfany Lima Correia; Maria 138
POSSIBILIDADE PARA O ENSINO DE Geralda Moreira
HISTÓRIA INDÍGENA NA EDUCAÇÃO BÁSICA.
CONSCIÊNCIA HISTÓRICA E ENSINO DE Luiza Melo Fortunato; Maria G. 139
HISTÓRIA Almeida Moreira
A MÚSICA COMO RECURSO DIDÁTICO: Marcius Dávila Miller Costa Leite; 140
ENSINANDO HISTÓRIA. Maria Geralda de Almeida Moreira
A TEMÁTICA GÊNERO NO CURRÍCULO Anayce Adya Azevedo Marques; 141
REFERÊNCIA Maria G. de Almeida Moreira
DIVERSIDADE RELIGIOSA E A Francielly Nunes Silva; Maria G. de 142
CONSTITUIÇÃO DA CONSCIÊNCIA Almeida Moreira
HISTÓRICA NO ENSINO FUNDAMENTAL
GRAFISMO E PINTURA CORPORAL: MÉTODO Lucivaine Melo Silva; Maria G. 143
E PESRPECTIVA NO ENSINO DE HISTÓRIA Almeida Moreira
INDÍGENA
O USO DE DIFERENTES FONTES E Vilma de Sousa Santos; Maria 144
LINGUAGENS COMO RECURSO DIDÁTICO Geralda de Almeida Moreira
PARA O ENSINO DE HISTÓRIA
AS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA NOS Dioene Elias Da Silveira; Maria G. de 145
LIVROS DIDÁTICOS, NO CURRÍCULO Almeida Moreira
REFERÊNCIA DO ESTADO DE GOIÁS E SUA

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CONTRIBUIÇÃO PARA AMPLIAÇÃO DA


CONSCIÊNCIA HISTÓRICA DOS ESTUDANTES.
O ENSINO DE HISTÓRIA: OS QUADRINHOS Santiago Pereira Teles; Maria Geralda 146
COMO RECURSO DIDÁTICO de Almeida Moreira
RACISMO NA ESCOLA: UM DESAFIO PARA O Danieli Almeida Xavier; Maria 147
ENSINO DE HISTÓRIA Geralda de A. Moreira
EDUCAÇÃO LIBERTADORA COMO Daniel Ferreira de Moura; Kelli 148
METODOLOGIA PARA SUSCITAR O SENSO Cristina Alves de Sousa
CRÍTICO DOS ALUNOS
HISTÓRIA E CINEMA: ANÁLISE DO USO DE Edvânia Cavalcante dos Santos Silva; 149
FILMES EM AULA PARA O ENSINO DE Zilda Aparecida Ferreira, Kelli
HISTÓRIA Cristina Alves de Sousa
OS DESAFIOS DO ENSINO DE HISTÓRIA NO Joelma Gonçalves Marçal; Kerilene 150
SÉCULO XXI Nogueira Sousa; Kelli Cristina Alves
de Sousa
O ENSINO DE HISTÓRIA INDÍGENA NA SALA Lídia Priscila Pereira Silva Souza, 151
DE AULA Kelli Cristina Alves de Sousa
A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DOS Neriany Gomes Costa; Kelli Cristina 152
PAIS NAS REUNIÕES ESCOLARES Alves de Sousa
CIDADANIA NA ESCOLA SUBTITULO: Rauane Freire Rodrigues; Kelli 153
FORMAÇÃO DO CIDADÃO NA ESCOLA Cristina Alves de Sousa
PÚBLICA DO ENSINO MÉDIO
COMO DESENVOLVER O INPUT E O OUTPUT Laurianne Guimarães Mendes; 154
EM SALA DE AULA Angela Maria Leonel Ferreira Moura
A UTILIZAÇÃO DA CHARGE COMO RECURSO Milton Lopes de Souza Junior; 155
METODOLÓGICO PARA O ENSINO DE Angela Maria Leonel Ferreira Moura
LÍNGUA INGLESA
A CORREÇÃO DE ERROS EM AULAS DE Daniela Cristine Alves Franco; 156
LÍNGUA INGLESA: ENFOQUE NA PRODUÇÃO Angela Maria Leonel Ferreira Moura
ORAL
ASPECTOS AFETIVOS NO Ranieri Serrano da Silva; Angela 157
DESENVOLVIMENTO DO PROCESSO ENSINO- Maria Leonel Ferreira Moura
APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA
A IMPORTANCIA DO ESTÁGIO Flávio Martins da Silva; Hiálida 158
SUPERVISIONADO PARA A CARREIRA Fernandes Inacio; Divino José Lemes
DOCENTE. de Oliveira
AS CONTRIBUIÇÕES DA PRÁTICA Elvis Santos Neves; Aline Conceição 159
PEDAGÓGICA NO ESTÁGIO Guimarães; Divino José Lemes de
SUPERVISIONADO Oliveira
RELATÓRIO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO Bruno Nascimento Duarte; Divino 160
SUPERVISIONADO NO CENTRO DE ENSINO José Lemes de Oliveira; Mateus
ESPECIAL Gouveia Alves
ESTÁGIO SUPEVISIONADO E SUA Camila dos Anjos da Silva; Vinicius 161
CONTRIBUIÇÃO PARA FORMAÇÃO Bueno; Divino José Lemes de
PROFISSIONAL Oliveira
O ESTÁGIO NA FORMAÇÃO DOCENTE Natália Martins Queiroz; Thais 162
Cristina Alves Borges; Divino José
Lemes de Oliveira
A CONTRIBUIÇÃO DO ESTÁGIO Maria Valdenir dos Santos; Vanercy 163
SUPERVISIONADO PARA A FORMAÇÃO da silva Gloria Gonçalves; Cleisa
DOCENTE DE LÍNGUA PORTUGUESA Maria Coelho Braga
A IMPORTÂNCIA DA CORREÇÃO DE TEXTOS Bárbara Ninária Miranda Machado 164
DISSERTATIVOS ARGUMENTATIVOS PARA O Menezes; Cleisa Maria Coelho Braga;
APRENDIZADO DOS ALUNOS Débora Ferreira Amorim; Ludymyla
Maria Silva Borges Morais
A RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO E SUA Alline Franciele Bento De Souza; 165
INFLUÊNCIA NO PROCESSO DE Daiany Ferreira Da Silva; Rayka
APRENDIZAGEM DOS ALUNOS DE ESCOLA Belliny Barbacena da Silva; Cleisa
PÚBLICA Maria Coelho Braga

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CORREÇÃO DE TEXTOS COMO PRÁTICA DE Eduardo Dias; Jane Cleide Dantas; 166
ESTÁGIO: POSSÍVEIS CONTRIBUIÇÕES PARA Raquel Pereira Gonçalves; Cleisa
A FORMAÇÃO DO ESTAGIÁRIO DO CURSO DE Maria Coelho Braga
LETRAS
O MATERIAL DIDÁTICO COMO IMPORTANTE Flavianne Alecrim de Souza; Haloana 167
FATOR NA PRODUÇÃO DE MINICONTOS Moreira Costa; Jarlene Ramos Soares
Souza; Cleisa Maria Coelho Braga.
RESUMOS EXPANDIDOS
Título Autores Página
BRIÓFITAS E EDUCAÇÃO: CONSIDERAÇÕES Rafael Cardoso Lourenço dos Anjos; 169
SOBRE COMO A BRIOFLORA É ABORDADA Alex Batista Moreira Rios
NA COLEÇÃO DIDÁTICA DE CIÊNCIAS
UTILIZADA PELAS ESCOLAS PÚBLICAS DO
MUNICÍPIO DE IPORÁ-GO
PROJETO ADOLESSER: CONSTRUINDO Flávia Damacena Sousa Silva; 175
EXPERIÊNCIAS SOBRE TEMÁTICAS DA Amanda Rodrigues de Araujo; Ana
ADOLESCÊNCIA Paula Silva Machado; Cálita Souza
Guimarães; Gleiciene Lourenço
Soares; Handressa Sobrinho Sousa;
Jaine Aparecida Fagundes da Silva
Soares; Laisa Lana Silva Machado;
Lara Karolina Alves Tavares; Millena
Oliveira Duarte; Talita Lorraine
Delfina Silva Sousa; Vanessa Veloso
Machado
O ENSINO DA REFORMA AGRÁRIA NO Sirléia Rodrigues Xavier; Meire 181
ENSINO FUNDAMENTAL II EM UMA ESCOLA Cristina Ribeiro Silva
ESTADUAL DO MUNICÍPIO DE IPORÁ-GO
AGROTÓXICO E MEIO AMBIENTE: Gleida Gutielle da Silva Melo; Murilo 185
REFLEXÃO-AÇÃO-FORMAÇÃO A PARTIR DOS Mendonça Oliveira de Souza.
IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS DOS
PRODUTOS AGROQUÍMICOS NO CERRADO
A MÚSICA COMO RECURSO DIDÁTICO NAS Lindavane da Silva Miranda; 191
AULAS DE GEOGRAFIA Priscylla Karoline de Menezes
CONTRIBUIÇÕES E DESAFIOS DO/NO Daniella Santos Barbosa; Katyuce 196
PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE Silva; Vinicius Bueno Magalhães;
PROFESSORES DE GEOGRAFIA EM IPORÁ: Paula Junqueira da Silva
UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE EX-
BOLSISTAS PIBID
LITERATURA E HISTÓRIA: DIÁLOGOS Eva Thais Oliveira Alves; Maria 204
POSSÍVEIS PARA O ENSINO DE HISTÓRIA Geralda Moreira
AFRICANA NAS ESCOLAS
UMA BREVE ANÁLISE HISTÓRICA E Juliana de Sousa Ávila Miwa; 209
CULTURAL DA FESTA DE NOSSA SENHORA Cezamar Martins; Alberany Euclênio
AUXILIADORA EM IPORÁ-GO E da Silva; Pedro Cláudio Rosa
VALORIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO NO ENSINO
EM IPORÁ
O LUGAR DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE Alessandra Daielle de Ávila Silva 214
ENSINO-APRENDIZAGEM: REFLEXÕES A Ribeiro; Maressa Carolina Lopes
PARTIR DO CENTRO DE ENSINO EM PERÍODO Faria; Regiane Cândido da Silva
INTEGRAL OSÓRIO RAIMUNDO DE LIMA Barbosa; Vânia Moreira da Silva.
(IPORÁ, GOIÁS).
O ENSINO DE HISTÓRIA: OS QUADRINHOS Santiago Pereira Teles; Maria Geralda 218
COMO RECURSO DIDÁTICO Moreira
A BENZEÇÃO COMO PATRIMÔNIO Aline Beatriz Xavier dos Santos; 224
CULTURAL Divino Tayrone Alves Ribeiro;
Lorena da Penha Ribeiro Oliveira;
Tânia Estêvão Aguiar

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A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DA LIBRAS Amanda Vasconcelos Santos; Vânia 228


UTILIZANDO JOGOS dos Santos Lemes
ESTÁGIO E DOCÊNCIA NO ÂMBITO DA Bárbara Ninária M. M. Menezes, 231
LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS Cleisa Maria C. Braga. Maria
DISSERTATIVOS Valdenir dos Santos
JORNAL DA ESCOLA Paula Marina Xavier de Rezende 236
ESTUDO DE FUNÇÕES EM CONTEXTOS Weldson Luiz Nascimento; Ravenna 240
INTERDISCIPLINARES NA ÁREA DE CIÊNCIAS Resende Novais Souza; Rafaella
EM MEIO À REALIDADE DAS TURMAS DE 2ª e Karolliny Ferreira de Andrade
3ª SÉRIES DO ENSINO MÉDIO DO IF GOIANO –
CAMPUS IPORÁ
EFEITOS DA MÍDIA DIGITAL INTERNET NO Caroline FranciellyVitorina Silva; 244
COMPORTAMENTO ADOLESCENTE Andressa Beatriz Xavier Morais;
Gabriel Azevedo Alves; Kelly Naiara
do Nascimento; Samara Correia de
Figueiredo Costa.
ENSINO DE HIDROLOGIA: TÉCNICAS E Jefferson Eduardo Silveira Miranda; 249
ABORDAGENS Rennio César de Sousa Carvalho;
Jonas Assis de Morais
UEG LEVA PROSA E POESIA GOIANA ATÉ A Cleisa Maria Coelho Braga; Bárbara 254
ESCOLA Ninária Miranda Machado Menezes;
Cleia Lima de Almeida Freitas;
Daianne de Oliveira Rodrigues;
Débora Ferreira Amorim; Flaviane
Fagundes dos Santos; Joseleide Alves
Pinto; Ludymyla Maria Silva Borges
Morais; Maria Valdenir dos Santos;
Mirian Lorena Marques Silva;
Monalisa Alves Domingues; Ruber
Paulo Silva Pinheiro.
O PERFIL PROFISSIONAL NA EDUCAÇÃO Kênia Cristina Bueno; Elivane Bispo 259
INFANTIL Neves; Francyara Alves da Rocha;
Karoline Moreira de Almeida;
Karolyne Cassimiro Duarte da Cruz
O PROCESSO DE INCLUSÃO E Ana Paula Ferreira; Hilton Ferreira da 263
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DOS Silva; Maria Elionete de Jesus
EDUCANDOS COM NECESSIDADES Itacaramby
EDUCACIONAIS ESPECIAISEM GOIÁS
JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO Cláudia Pereira Oliveira; Eva Sousa 268
INFANTIL NA PRÉ-ESCOLA Parente; Juliene Silva Oliveira.
FORMAÇÃO DOS PROFESSORES: A Devani Bueno Fernandes Souza 274
EXPANSAO DO ENSINO SUPERIOR NO
BRASIL
APLICAÇÃO DE UM JOGO ENVOLVENDO A Carolline Rodrigues Almeida; Erika 278
VOLUMETRIA ÁCIDO BASE Crispim Resende
ATENÇÃO!!! SIGA UM LIVRO. Eliene Félix Duarte Menezes ; Suzi 283
Darley da Costa Miranda Silva
TRABALHOS COMPLETOS
Título Autores Página
USO DA PLANTA MEDICINAL Natane Morais de Castro; Francielly 288
ALTERNANTHERA BRASILIANA COMO Alves Ferreira; Flávia Damacena
MEDICAMENTO FITOTERÁPICO EM UMA Sousa Silva
ESCOLA PÚBLICA DE TEMPO INTEGRAL NA
CIDADE DE IPORÁ, GOIÁS
IMPORTÂNCIA DA UTILIZAÇÃO DE Ângela Mendes Serafim; Ueslene 298
PRÁTICAS SOBRE FUNGOS NO PROCESSO DE Maria Ferreira Pontes.
ENSINO APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS
NATURAIS

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ENSINO DE ZOOLOGIA NO ENSINO MÉDIO: Loraine Oliveira Dias; Maria Luisa 307
ENTRE PRÁTICAS DE ENSINO POSSÍVEIS E Dias Batista; Flávia Damacena Sousa
PRÁTICAS DE ENSINO REALIZADAS Silva.
ADOLESCÊNCIA, SEXUALIDADE E GRAVIDEZ Andressa Rodrigues de Carvalho da 316
NA VISÃO DOS ALUNOS DO ENSINO Silva; Flávia Damacena Sousa Silva;
FUNDAMENTAL Ueslene Maria Ferreira Pontes.
OS ESTAGIÁRIOS DE BIOLOGIA SOB A Érika Cristina Soares Valadão; 327
PERSPECTIVA DE ALUNOS DE ENSINO Ueslene Maria Ferreira Pontes
MÉDIO EM UM COLÉGIO PÚBLICO DA REDE
ESTADUAL DE EDUCAÇÃO.
VIVA BEM, VIVA LEVE Maria Luisa Dias Batista; Loraine 337
Oliveira Dias; Amanda Rodrigues
Araújo; Mauricio Costa Pereira
Menezes; Flávia Damacena Sousa
Silva; Juliane Pereira de Santana
Peres.
COMO SE DÁ RELAÇÃO DO PROFESSOR Ana Paula Ferreira Vieira; 345
REGENTE, PROFESSOR DE APOIO E ALUNO Ramonielly Malaquias de Deus;
COM DEFICIÊNCIA Marlucia Marques
UTILIZAÇÃO DE INSTRUMENTOS DIDÁTICOS Gédina Cássia Martins Ribeiro. 354
NO ENSINO DE GEOGRAFIA.
INDISCIPLINA NA ESCOLA: DESAFIOS DA Vanúbia de Oliveira; Katyuce Silva; 361
PROFISSÃO DOCENTE Marlúcia Marques.
A ARTE NA CONSTRUÇÃO CRÍTICA DA Ana Paula Saragossa Corrêa 369
EDUCAÇÃO AMBIENTAL: EXPERIENCIAS E
EXPERIMENTAÇÕES
ESTÁGIO SUPERVISIONADO E SUA Camila dos Anjos da Silva; Vinicius 378
CONTRIBUIÇAO PARA FORMAÇÃO Bueno(s); Divino José Lemes de
PROFISSIONAL Oliveira
RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NA ESCOLA Daniella Santos Barbosa; Sara 386
DE EDUCAÇÃO BÁSICA: INFLUÊNCIAS NO Oliveira Borges; Edna Mª Ferreira de
PROCESSO DE APRENDIZAGEM Almeida
Storytelling NA educação ambiental O caso do filme João Batista da Silva Oliveira 394
avatar
PIBID GEOGRAFIA: EXPERIÊNCIA DE Leidiane Critina Monteiro Silva, 405
FORTALECIMENTO DA FORMAÇÃO Luana Cândido de Sousa
DOCENTE
O JOVEM DO CAMPO E AS MÚLTIPLAS Priscylla Karoline de Menezes 416
CONDIÇÕES DE ENSINAR GEOGRAFIA
A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO DE Aline Dias Cabral; Deborah Luiza 424
ENSINO APRENDIZAGEM ESCOLAR Silva; Renan Costa Pereira; Renata
Martins de Almeida Santana; Yasmin
Francielly da Silva Barbosa;
Orientadora Paula Junqueira da Silva
APLICAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE Thiago Rocha, Gustavo Zen de 433
AVALIAÇÃO RÁPIDA (PAR): UMA PROPOSTA Figueiredo Neves, Daiane Ferreira
DE ATIVIDADE DE ENSINO E PESQUISA Batista, Valdir Specian
CONTRIBUIÇÕES E DESAFIOS DO/NO Daniella Santos Barbosa; Katyuce 444
PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE Silva; Vinicius Bueno Magalhães;
PROFESSORES DE GEOGRAFIA EM IPORÁ: Patrícia Tavares dos Anjos; Paula
UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE EX- Junqueira da Silva
BOLSISTAS PIBID
PROJETO REUTILIZAR BRINCANDO: Adriana Alves de Souza Lopes; 452
PRODUZINDO BRINQUEDOS E CUIDANDO DO Andressa Oliveira Silva; Yasminy
MEIO AMBIENTE Carolina Araújo de Souza; Paula
Junqueira da Silva
PROJETO JORNAL E A PERSPECTIVA DA Jéssica Queiroz Paranaiba; Deíse 463
QUALIDADE DA ESCOLA DE TEMPO Vilela Bueno; Paula Junqueira da
INTEGRAL EM IPORÁ Silva, Suellen Marçal

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FEIRA LIVRE: UMA PROPOSTA Gizelle dos Santos Galdino; Adriano 468
METODOLÓGICA PARA O ENSINO DE de Sousa; Geovana Fernandes
GEOGRAFIA Macêdo; Mônica Iarina Fabiano
Lacerda; Paula Junqueira da Silva
O USO DE MAPAS MENTAIS NA CONCEPÇÃO Mainara da Costa Benincá; Hyago 478
DE CAMPO COM ALUNOS DO COLÉGIO Ernane Gonçalves Squiave
MILITAR DE GOIÁS NESTÓRIO RIBEIRO
O USO DE MAPAS MENTAIS NA CONCEPÇÃO Hyago Ernane Gonçalves Squiave; 488
DE CAMPO COM ALUNOS DO COLÉGIO Mainara da Costa Benincá
ESTADUAL MARIA BARRETO
ECONOMIA SOLIDARIA UMA REALIDADE DA Juliana Anastacio Silva Guerra; Dalva 499
SOCIEDADE IPORAENSE Conceição da Silva; Renato Cardoso
Castro; Neivan Souza Muniz; Sabrina
Carlindo Silva
DESCOLONIZANDO IDEIAS: O SUBPROJETO Maria Geralda de Almeida Moreira 506
DO PIBID DE HISTÓRIA E A TEMÁTICA
INDÍGENA
PELAS LENTES DA MICRO-HISTÓRIA: A Mayke Rogerio Ferreira Leite 515
SIMBOLOGIA DOS PORCOS NA IDADE MÉDIA
CORREÇÃO DE TEXTOS COMO PRÁTICA DE Eduardo Dias; Jane Cleide Dantas; 526
ESTÁGIO: POSSÍVEIS CONTRIBUIÇÕES PARA Raquel Pereira Gonçalves; Cleisa
A FORMAÇÃO DO ESTAGIÁRIO DO CURSO DE Maria Coelho Braga
LETRAS
COMO DESENVOLVER O INPUT E O OUTPUT Laurianne Guimarães Mendes; 535
EM SALA DE AULA Angela Maria Leonel Ferreira Moura
O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA Milton Lopes de Souza Júnior; Maria 543
ADULTOS ATRAVÉS DE QUESTÕES DE Piedade Feliciano Cardoso
CONCURSOS
A CORREÇÃO DE ERROS EM AULAS DE Daniela Cristine Alves Franco; 549
LÍNGUA INGLESA: ENFOQUE NA PRODUÇÃO Angela Maria Leonel Ferreira Moura
ORAL
A LEITURA COMPARTILHADA COMO Ranieri Serrano da Silva; Maria 559
ALTERNATIVA PARA REPARAR DÉFICIT DE Piedade Feliciano Cardoso;
LEITURA NO 9º ANO DA ESCOLA CAMPO
A IMPORTÂNCIA DA CORREÇÃO DE TEXTOS Bárbara Ninária Miranda Machado 566
DISSERTATIVOS ARGUMENTATIVOS PARA O Menezes; Cleisa Maria Coelho Braga;
APRENDIZADO DOS ALUNOS Débora Ferreira Amorim; Ludymyla
Maria Silva Borges Morais
A RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO E SUA Alline Franciele Bento De Souza; 574
INFLUÊNCIA NO PROCESSO DE Daiany Ferreira Da Silva; Rayka
APRENDIZAGEM DOS ALUNOS DE ESCOLA Belliny Barbacena da Silva; Cleisa
PÚBLICA Maria Coelho Braga
O MATERIAL DIDÁTICO COMO IMPORTANTE Flavianne Alecrim de Souza; Haloana 584
FATOR NA PRODUÇÃO DE MINICONTOS Moreira Costa; Jarlene Ramos Soares
Souza; Cleisa Maria Coelho Braga.
CONTRIBUIÇÕES DA MODELAGEM Nídia de Melo e Silva; Claudimary 592
MATEMÁTICA PARA O ENSINO DE Moreira Silva Oliveira; Aline
ESTATÍSTICA Carvalho Queiroz
O LABORATÓRIO DE ENSINO DE Irandy Barbosa Sousa; Rafael Pereira 603
MATEMÁTICA: POTENCIALIDADES E Gonçalves; Claudimary Moreira Silva
POSSIBILIDADES PEDAGÓGICAS Oliveira.
A MATEMÁTICA DO TEMPO PERDIDO Raiane Silva Lemes; Hellen Xavier 609
da Silva
CONTRIBUIÇÕES DO ESTÁGIO Klene Pereira da Silva; Carlos 621
SUPERVISIONADO NA FORMAÇÃO DOCENTE: Henrique Paula Almeida; Claudimary
A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE Moreira Oliveira
PROFISSIONAL
HISTÓRIA DA MATEMÁTICA NO PROCESSO Evanya Karla Lemes Silva, Sara Paes 632
DE ENSINO/APRENDIZAGEM DE Nascimento da Silva, Claudimary
MATEMÁTICA

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Moreira Silva Oliveira, Lívia da


Silveira Silva.
A INFLUÊNCIA DAS POLÍTICAS NEOLIBERAIS Vinicius Batista da Silva 643
NO CONTEXTO DAS REFORMAS
EDUCACIONAIS ATUAIS E EM CURSO NO
BRASIL
POLÍTICA EDUCACIONAL BRASILEIRA E Cláudia Miranda Martins 652
EDUCAÇÃO BÁSICA NO INÍCIO DO SÉCULO
XXI
SEMIFORMAÇÃO E A INDÚSTRIA CULTURAL Vânia Gomes Cardoso; Luis César de 664
Souza
A CONDIÇÃO DE TRABALHO NA EDUCAÇÃO Elizangela Vilela de Almeida Souza; 674
ESPECIAL NA FALA DAS PROFESSORAS DAS Maria Marta Lopes Flores.
SRM DO ESTADO DE GOIÁS
PROJETO MEMORIAL PADRE ONESTO COSTA Luís Henrique Guimarães 685
E A INTERDISCIPLINARIDADE NO ENSINO
MÉDIO E EJA PLANEJAMENTO E SEQUÊNCIA
DIDÁTICA
O SOLO COMO TEMA GERADOR PARA A Daniely Santos Barros; Juliano da 695
ABORDAGEM DOS CONCEITOS DE ÁCIDOS E Silva Martins Almeida;Jordana
BASES Goulart Felicio.
SOLO, ENSINO DE QUÍMICA E MEIO Jordana Goulart Felicio; Juliano da 704
AMBIENTE: CONTRIBUIÇÕES A Silva Martins Almeida; Daniely
SUSTENTABILIDADE Santos Barros
CONCEPÇÕES E DIFICULDADES DOS Ana Paula Ribeiro Silva; Laís 715
DISCENTES DE LICENCIATURA EM QUÍMICA Clemente Rodrigues; Vinicius
DO IFGOIANO, CAMPUS IPORÁ: UM ESTUDO Barreto Ataíde; Juliano da Silva
SOBRE LIGAÇÕES QUÍMICAS. Martins Almeida; Geize Kelle Nunes
Ribeiro.
DIFICULDADES NA ATUAÇÃO DOCENTE E OS Amanda de Oliveira Souza; Juliano 725
SABERES ESSENCIAIS À PRÁTICA: da Silva Martins Almeida
CONCEPÇÕES DOS EGRESSOS DO CURSO DE
LICENCIATURA EM QUÍMICA DO IFGOIANO,
CAMPUS IPORÁ
O PERFIL DO EGRESSO DO CURSO DE Cássio Alves Oliveira; Amanda de 735
LICENCIATURA EM QUÍMICA DO IF- GOIANO, Oliveira Souza; Juliano da Silva
CAMPUS IPORÁ: ATUAÇÃO E FORMAÇÃO Martins de Almeida
QUÍMICA FORENSE: UTILIZAÇÃO DO Anne Caroline da Silva Duarte 745
SERIADO CSI COMO FERRAMENTA DE Oliveira
ENSINO
TABULEIRO PERIÓDICO: O USO DE Jéssica Alves de Faria Silva; Lauro 753
ATIVIDADES LÚDICAS NO ENSINO DE Henrique Alcântara de Jesus; Ester
QUÍMICA Sousa Bessa; André Luis da Silva
Mota; Jéssica Alves Machado;
Juliano da Silva Martins de Almeida;
Geize Kelle Nunes Ribeiro.
AVALIAÇÃO DA CONCEPÇÃO DOS ALUNOS Gustavo de Azevedo Alves; Isabella 763
DO 1° ANO DO ENSINO MÉDIO DO IF GOIANO Quezia de Moura Oliveira; Marcos
– CAMPUS IPORÁ, SOBRE MODELOS Aurélio ereira dos Anjos; Rafael
ATÔMICOS Alves de Souza; Juliano da Silva
Martins de Almeida; Geize Kelle
Nunes Ribeiro.
ENSINO DE QUÍMICA E AS DIFICULDADES Paula Vieira de Oliveira Souza; Joice 772
DOS LICENCIADOS EM QUÍMICA DO Cristiele Campos Cordeiro; Jessica
IFGOIANO, CAMPUS IPORÁ, EM RELAÇÃO AO Maria Carvalho Santos; Karine
CONTEÚDO DE ELETROQUÍMICA Siqueira Pinheiro;Jorjulio Daniel
Gonçalves Sousa;, Juliano da Silva de
Almeida Martins; Geize Kelle Ribeiro
Nunes.

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VISITA TÉCNICA NA ESTAÇÃO DE Larissa Liz Sousa Lara; Juliano da 781


TRATAMENTO DE ÁGUA DE IPORÁ-GO: Silva Martins Almeida
CONTRIBUIÇÕES PARA O ENSINO DE
QUÍMICA
O QUE ESSE SILÊNCIO TEM A ME DIZER? Dayana Gomes Pereira 792

A EDUCAÇÃO E O MODO DE PRODUÇÃO Ludmila Jayme Borges; Jacqueline 801


CAPITALISTA Rodrigues do Carmo Cavalcante

MARCOS HISTÓRICOS, EDUCACIONAIS E Elisãngela Leles Lamonier; Ana 812


SOCIAIS SOBRE AS PESSOAS COM Paula Aparecida de Morais Terra
DEFICIÊNCIA E COM NECESSIDADES Cunha; Mayara Barroso Siqueira;
EDUCACIONAIS ESPECÍFICAS Rosely Ribeiro Lima

FORMAÇÃO CONTINUADA NA ESCOLA Juliana Dutra Ferreira; Giselle de 822


ESTADUAL PADRE ONESTO COSTA: Paiva Silva; Izaias de Lacerda
REFLEXÃO SOBRE A TEORIA E A PRÁTICA Pereira; Luís Henrique Guimarães

DO TRABALHO DE ENSINO AO ENSINO COMO Núbia Cristina dos Santos Lemes 832
TRABALHO

REUTILIZANDO COM ARTE: RELEITURA DA Wilian Gomes Gonçalves; Kálita 843


TÉCNICA DE GOIANDIRA DO COUTO E AS Cristina Cunha Silva; Keilla Reginna
CONTRIBUIÇOES DO PIBID DE GEOGRAFIA Silveiro; Paula Junqueira da Silva

CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROJETO Laura Gabriela Pereira Mendes; 852


“PRODUÇÃO DE MUDAS NATIVAS” COMO Lucas Alvino Silva Pires; Nathália
UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Fernanda de Sousa Carvalho; Rafael
PARA OS CURSOS DE LICENCIATURA DA Cardoso Lourenço dos Anjos;
UEG CÂMPUS IPORÁ Vinícius Mendes Ribeiro; Alex
Batista Moreira Rios; Viviane de
Leão Duarte Specian
PERFIL DOS PROFESSORES DE APOIO A Rosângela Lopes Borges; Marcos 863
ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA EM Fernandes Sobrinho
ESCOLAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DA REGIÃO
CENTRO-OESTE

A PRODUÇÃO CIENTÍFICA ACERCA DA BASE Eduardo de Lima Cunha. 872


NACINAL COMUM CURRICULAR NO
PERÍODO (2008 – 2017).

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EDUCAÇÃO, DEMOCRACIA E DIREITOS HUMANOS: UMA HISTÓRICA


DAS POLÍTICAS PÚBLICAS E DOS DIREITOS CIVIS

Saulo Ferreira Reis¹; Ludimila Lelis Ataídes²


¹Comissão Pastoral da Terra Regional Goiás, saulofreis@gmail.com; ²Mestranda do Instituto de Estudos
Sócio-Ambientais da Universidade Federal de Goiás, ludimila86@gmail.com

RESUMO

A formulação e desenvolvimento das políticas públicas, enquanto ação do


Estado, possui uma relação direta com a construção de valores e antivalores constituídos
de acordo com os interesses dos governos, da elite nacional, do mercado internacional ou
das manifestações populares da sociedade organizada. Dando visibilidade as relações de
poder estabelecidas no Brasil e que são resultado do processo histórico de exploração e
expropriação das classes sociais mais abastadas em relação as mais empobrecidas,
produzindo e reproduzindo a noção de Estado Submisso aos interesses internacionais em
detrimento do fortalecimento do Estado Nação. Dessa forma, a democracia e os direitos
humanos estão subjulgados a esta correlação de forças que irá determinar a
intencionalidade das ações do Estado. Neste sentido, esta oficina pretende fazer uma
abordagem histórica quanto ao desenvolvimento das políticas públicas em seu contexto
político, social e econômicos e seus efeitos na sociedade, evidenciando dessa forma, a sua
influência para o fortalecimento ou enfraquecimento da Democracia e da garantia dos
direitos da pessoa humana. Para tanto, serão utilizados dados primários e secundários que
serão apresentados de forma contextualizada historicamente, para motivar o debate acerca
do tema proposto.

Palavras-Chave: Estado; Relações de Poder; Valores Sociais.

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FORMANDO GUARDIÕES DE SEMENTES CRIOULAS A PARTIR


DE ESTUDANTES CAMPONESES
Estenio Moreira Alves1; Lucas Jorge dos Santos2; Jéssica Lorraine Sales Silva3;
Maristela Aparecida Dias4; Flavio Lopes Claudio5
¹Instituto Federal Goiano, Campus Iporá, estenio.moreira@ifgoiano.edu.br; 2 Instituto Federal Goiano,
Campus Iporá, lucas.jsantos@hotmail.com; 3 Instituto Federal Goiano, Campus Iporá, jessicalorraine-
ss@hotmail.com; 4Instituto Federal Goiano, Campus Iporá, maristela.dias@ifgoiano.edu.br; 5Instituto
Federal Goiano, Campus Iporá, flavio.claudio@ifgoiano.edu.br

RESUMO

O emprego de técnicas de reprodução controlada de plantas é fundamental


para a formação de estudantes capazes de promover a preservação de sementes
tradicionais ou crioulas nas regiões e comunidades que estejam inseridos. Portanto,
metodologias capazes de socializar conhecimentos aos estudantes camponeses podem
fomentar o desenvolvimento socioeconômico do município de Iporá e região, composta
principalmente por entes familiares e praticantes da agricultura familiar. Assim, objetiva-
se demonstrar de forma prática e didática como realizar a polinização manual controlada
de cucurbitáceas com vista a sua conservação na região como uma possibilidade de prática
docente em potencial para a comunidade campesina. A oficina será realizada com plantas
de pepineiro (Cucumis sativo) cv. ‘Caipira’ e abobreira (Cucurbita moschata) cv.
‘Menina Rajada’. Durante a oficina será realizado a caracterização das estruturas de
reprodução (Flores femininas e masculinas), bem como do momento adequado para
emprego das técnicas de polinização manual controlada. Utilizar-se-á sacos de papel,
barbantes, canivete, pinça, flores masculinas e flores femininas no estágio de pré-antese,
em antese e pós-antese. Embora a temática da oficina contemple conteúdos e conceitos
das Ciências Biológicas, a abordagem dos mesmos ocorrerá de forma interdisciplinar, o
que permitirá a interação e diálogo com as diversas disciplinas e áreas do conhecimento.
Ressalta-se o quanto as sementes contam a história dos povos, evolução, origens,
tradições socioculturais e podem significar a soberania de uma nação. A conservação de
espécies da família das cucurbitáceas na região significa preservar plantas de valor
medicinal, econômico, cultural, biológico, histórico e culinário de importância para a
região como o melão croá, a bucha, o jamelão, a cabaça, o caxi-moringa, a abóbora, a
moranga, o maxixe, o pepino e a melancia. Portanto, espera-se que o uso prático de
conhecimentos sobre a polinização de cucurbitáceas possa contribuir para formação
docente dos estudantes de licenciatura que participarão da oficina. Do mesmo modo,
almeja-se que os futuros licenciados utilizem esses conhecimentos na abordagem de
diversos contextos e áreas do saber como a reprodução de plantas; contos regionais;
distribuição geográfica de cultivares/espécies; geração de divisas; diferenças químicas
entre produtos; e receitas históricas regionais.

Palavras-chave: Educação; Cucurbitáceas; Conservação; Germoplasma; Soberania.

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ISSN: 2238-8451

EDUCAÇÃO NUTRICIONAL: RESGATANDO A CULTURA


ALIMENTAR
Vania Sardinha dos Santos Diniz¹; Adriane da Silveira Gomes2
¹Instituto Federal Goiano, Campus Iporá; e-mail: vania.diniz@ifgoiano.edu.br; ²Instituto Federal Goiano,
Campus Iporá; e-mail: adriane.gomes@ifgoiano.edu.br

RESUMO

Existe diferença entre comida e alimento, consta-se que comida é identidade,


enquanto que o alimento é a necessidade do corpo. O ser humano inicia o processo de
escolha alimentar em função do que está disponível na natureza, que está relacionado com
o clima, o solo e a ocupação do território. Hoje a escolha do alimento se baseia
principalmente no que a indústria alimentícia oferece. O Brasil apresenta uma das maiores
biodiversidades do Planeta, no entanto, a nossa alimentação se restringe a menos de 20
espécies, as mesmas descobertas pelos nossos ancestrais no Neolítico, por isso a nossa
alimentação é considerada “monótona”. A presente oficina tem por objetivo apresentar
os fatores históricos na escolha do alimento, principalmente a alimentação brasileira, e
mostrar a importância do conhecimento tradicional na manutenção da agrobiodiversidade
alimentar. No primeiro momento, será feita uma dinâmica com os participantes da oficina
para resgatar o conhecimento sobre plantas alimentícias regionais. Em seguida, será
realizada uma breve explanação acerca da história da alimentação humana, desde o
homem caçador até o surgimento dos transgênicos, apresentando algumas plantas
alimentícias não convencionais (PANC) e alguns chás utilizados pela população do oeste
goiano, bem como será ressaltado como esse conhecimento poderá ser trabalhado em sala
de aula. Também, haverá uma mesa para exposição de PANC e plantas utilizadas como
chás e serão oferecidos alimentos feitos com PANC, além de chás e “suchás”, sempre
valorizando as espécies locais, para que os participantes possam degustar e realizar a
análise sensorial. Espera-se com a presente oficina mostrar a importância do resgate do
conhecimento tradicional a respeito de plantas alimentícias e como esse tema pode ser
trabalhado em sala de aula a fim de construir uma educação alimentar baseada em um
cardápio diversificado respeitando o meio ambiente e a agrobiodiversidade regional.

Palavras-chave: PANC; Chás; Agrobiodiversidade; Soberania alimentar.

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CURSINHOS POPULARES: DESAFIOS DA DEMOCRATIZAÇÃO


DO ENSINO EM GRUPOS MARGINALIZADOS
João Paulo Francisco de Souza
¹Universidade Estadual de Goiás e Cursinho PreparaTrans. Email: souzajpf@gmail.com

RESUMO

O acesso de grupos populares como negros, indígenas, presidiários, LGBTT


e pessoas com necessidades especiais ao Ensino Superior ainda permanece modesto em
muitos estados e municípios brasileiros. Apesar das políticas públicas implementadas
para alterar essa realidade na última década, grande parte desses sujeitos continuam
excluídos do meio acadêmico, sendo consequentemente marginalizados pela limitação de
acesso à cultura, saúde, trabalho e mesmo moradia. Desta forma, é imperativo elaborar e
propor iniciativas que contribuam para que os grupos marginalizados tenham condições
de se inserir no meio universitário com autonomia. Nesse contexto, essa oficina tem por
objetivos: a) estimular nos participantes pensamentos humanísticos e críticos sobre a
prática docente num contexto do gênero e sexualidade e; b) contribuir para que os
ouvintes possam exercer a docência que atenda à diversidade. Para alcançar esses
objetivos, será discutido sobre os anseios e desafios da inclusão de grupos marginalizados
por questões de gênero e sexualidade na educação, sob a perspectiva da educação popular;
apresentarei algumas possibilidades de ensino que já foram desenvolvidas para trabalhar
com sujeitos marginalizados que buscam ingressar na universidade. Em seguida, será
solicitado que os ouvintes elaborem uma proposta de ensino para trabalhar um conteúdo
voltado para sujeitos vítimas de discriminação e violência na sociedade. Espera-se que,
em geral, a oficina auxilie numa formação crítico- humanística dos sujeitos participantes
da mesma, no que se refere à capacidade de propor e promover ações educativas e
inclusivas que atendam as aspirações e necessidades dos grupos marginalizados.

Palavras-chave: Inclusão; Ensino popular; LGBTT, Raça, Linguagem, Corporeidade.

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EDUCAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL: RELAÇÕES ENTRE


ESCOLA, MERCADO DE TRABALHO E BEM-ESTAR SOCIAL
Davillas Newton de Oliveira Chaves
Instituto Federal Goiano – Campus Iporá; davillas.chaves@ifgoiano.edu.br

RESUMO

O presente trabalho tem como objetivos apontar, debater e refletir sobre os principais
caminhos a serem percorridos pelos profissionais da educação e pelas instituições de
ensino básico e superior brasileiras, como forma de contribuir com a formação de novos
docentes centrados em seus papeis socioeconômicos e políticos dentro do contexto
regional ao qual estão inseridos, oportunizando aos mesmos uma análise sobre políticas
públicas, teorias pedagógicas e projetos políticos na luta contra o subdesenvolvimento e
na formação cidadã idealizada pelos defensores do progresso econômico associado aos
investimentos nas áreas da educação, ciência e cultura. Para isso, serão abordados fatos
históricos que servirão como elementos norteadores do modelo aqui apresentado. Espera-
se contribuir de forma reflexiva com a formação de futuros profissionais da educação que
atuarão no âmbito da região do Oeste Goiano e proximidades, dando enfoque a
possibilidades e caminhos já percorridos ao longo do processo histórico empírico e teórico
em busca de melhorias na vida dos cidadãos.

Palavras-chave: Educação, Cidadania, Desenvolvimento, Cultura, Economia

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UM DIÁLOGO ENTRE A GEOMETRIA E A ÁLGEBRA POR


MEIO DA GEOMETRIA FRACTAL
NASCIMENTO, W. L.1; MELO, H.F.2; OLIVEIRA, W.S.3; SIQUEIRA, G.R.F.4;
CAVALCANTE, I.5

¹Instituto Federal Goiano – Campus Iporá; weldson.nascimento@ifgoiano.edu.br; ²Instituto Federal


Goiano – Campus Iporá; hyarafdemelo@gmail.com; ³Instituto Federal Goiano – Campus Iporá;
weriklys1002@gmail.com; 4Instituto Federal Goiano – Campus Iporá; gabriellrfs@gmail.com; 5Instituto
Federal Goiano – Campus Iporá; izadoracavalcantecangerana@gmail.com.

RESUMO

A Geometria Fractal é uma derivação da matemática que objetiva estudar as


características e o comportamento dos fractais. Por sua vez, os fractais são estruturas que,
por uma concepção intuitiva, consistem em um conjunto de cópias reduzidas de si próprio
e que são aplicadas em ciência, tecnologia e arte geradas por computador. Os fractais
remontam às tentativas de medir o tamanho de objetos para os quais as definições
tradicionais baseadas na geometria euclidiana falham. São utilizados para explicar o que
a geometria clássica não explica com tanta clareza, haja vista que a natureza apresenta
várias formas geométricas. Assim sendo, a Geometria Fractal é uma ferramenta muito
versátil que nos ajuda a lidar com os fenômenos caóticos e imprevisíveis e de dimensões
fracionadas. É uma forma de ajudar os homens a verem o mesmo velho mundo
diferentemente (MANDELBROT). Em meio a esse entendimento, essa oficina se propõe
apresentar outra forma de se ver e interpretar o mundo físico, associando-o à matemática.
Para tanto, pretende- se por meio da construção do Floco de Neve Koch e do Triângulo de
Sierpinski sistematizar cálculos de áreas e de perímetros por meio de generalizações
algébricas, fazendo assim a associação entre a geometria de objetos não convencionais e
modelos matemáticos. De uma forma geral, a Geometria Fractal consegue estabelecer
conexões entre a Geometria, a Matemática discreta e a Análise Infinitesimal, envolvendo
padrões geométricos e numéricos, os conceitos de medida, sucessões, interação e limites,
ao mesmo tempo em que se adicionam novas ideias como a auto semelhança e a dimensão
fractal (SILVA). Para tanto, far-se-á inicialmente uma apresentação em power-point
acerca da definição, propriedades e contextos de aplicação da Geometria Fractal; em
seguida os participantes construirão os objetos citados utilizando-se de régua, transferidor
e dobraduras; e finalizarão as atividades observando e calculando elementos dos objetos
construídos, para na sequência, completar tabela que associará esses elementos com
generalizações algébricas de perímetros e de áreas de figuras planas. Ao seu término,
almeja-se que os participantes possam fazer a associação desejada entre a Geometria e a
Álgebra.

Palavras-chave: Matemática; Atividades de Ensino; Contextualização.

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FORMAÇÃO DOCENTE EM QUÍMICA: ESTUDOS SOBRE A


EXPERIMENTAÇÃO NUMA PERSPECTIVA INCLUSIVA
¹Claudio Roberto Machado Benite; ²Gustavo Nobre Vargas.
¹Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão – LPEQI, Instituto de Química da
Universidade Federal de Goiás. claudiobenite@gmail.com; 2gustavohaha@gmail.com

RESUMO

O desenvolvimento de pesquisas em parceria colaborativa universidade-


escola envolvendo o atendimento educacional especializado podem gerar pressupostos
que contribuam para a formação de professores numa perspectiva inclusiva nos cursos de
licenciatura. Em aula de apoio de química para deficientes visuais, a experimentação com
materiais do cotidiano pode ser usada como estratégia para abordagem dos conceitos.
Pautados na teoria da ação mediada, desenvolvemos e utilizamos tecnologia assistiva
como ferramenta cultural para a coleta de dados nos experimentos além de considerando
os sentidos remanescentes dos alunos. Baseados numa dinâmica teórica e experimental
esse trabalho sinaliza alguns conhecimentos necessários para a formação do professor de
química para atuar no âmbito da inclusão a partir da reflexão teórica da prática docente
pautada na formação pela pesquisa.

Palavras-chave: Formação de professores. Tecnologia assistiva. experimentação.

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ROBÓTICA EDUCACIONAL ALIADA AO ENSINO DE CIÊNCIAS


Ricardo Silvério Gomes Pinheiro
Faculdade de Iporá, ricardosilveriogp@hotmail.com

RESUMO

Esta oficina abordará aspectos básicos sobre robótica, com foco na sua
aplicação educacional por meio da tecnologia do Arduíno. Apresentaremos o conceito de
robôs, sua classificação, pesquisas em robótica educacional no Ensino de Ciências e os
kits robóticos. O principal objetivo desta oficina é apresentar os conhecimentos de
robótica, bem como aqueles relacionados à eletrônica, para que os participantes possam
confeccionar circuitos simples utilizando kit arduíno, sendo esses circuitos relacionados
ao Ensino de Ciências. Apresentaremos a robótica educacional baseada na aprendizagem
colaborativa e cooperativa, numa perspectiva piagetiana. Adotaremos o procedimento
metodológico teórico-prático, onde no início serão apresentados os conceitos, kits,
pesquisas e as orientações básicas para confecção de um robô. A segunda etapa se dará
com a confecção do robô pelos participantes sob orientação dos oficineiros. Utilizaremos
dois kits robóticos, devendo a turma ser dividida em dois grupos. Cada grupo vai
confeccionar um robô que possibilite o ensino de conceitos da Química, Biologia, Física
e Matemática, portanto os grupos serão divididos de forma que tenham profissionais de
todas as áreas citadas em ambos. Terminado o robô, cada grupo vai apresentar o seu e
explicar quais conhecimentos podem ser abordados em sala de aula por meio do objeto
confeccionado. Buscaremos estimular os grupos a confeccionarem um robô onde os
conceitos possam ser abordados de forma interdisciplinar. A formação dos grupos ainda
faz jus ao que se denomina por aprendizagem colaborativa, isto é, o trabalho em conjunto
de forma que todos contribuam igualmente e participem simultaneamente na confecção
de todas as partes. Esperamos com essa oficina estimular os professores em atuação e
aqueles em formação a buscarem por métodos diferentes que motivem os alunos no ensino
das Ciências e possam assim promover a aprendizagem dos mesmos. A robótica
educacional será apresentada como recurso tecnológico de baixo custo aliado ao ensino,
e que é de fácil montagem, acesso e uso em sala de aula.

Palavras-chave: Robô; Arduíno; Aprendizagem colaborativa; Ciências.

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DISCUTINDO SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL: IDEOLOGIAS


E AÇÕES
Valdir Specian
Universidade Estadual de Goiás – Câmpus Iporá; valdir.specian@ueg.br

RESUMO

A Educação Ambiental (EA) foi introduzida na Educação Formal no Brasil


através dos Parâmetros Curriculares Nacionais (1997), antes disso existe um vasto
histórico sobre a participação do Brasil neste processo, desde a conferência de Estocolmo
(1972). Apesar de todo um aparado documental que ganhou força com a Conferência das
Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) a EA continuou
sendo apenas um anexo na educação. “Existem ao menos duas concepções de EA bem
definidas meio acadêmico e por conseqüência no sistema de educação formal e não formal.
A primeira dessas realidades é formada por aqueles que olham a Educação Ambiental na
perspectiva do preservacionismo utópico, aliado, nos casos de alguns cursos, com uma
tentativa de ensinar biologia e ecologia pura, desconsiderando o homem e suas relações
sociais. A segunda é formada por um grupo que encara a Educação Ambiental como
forma de ensinar as pessoas a ter um bom “comportamento social”, geralmente não
praticado. Por exemplo: não lançar papel nas ruas. Neste segundo grupo ainda estão
aqueles que combinam essa “pedagogia ambiental” com cursos de artesanato e
reciclagem, além de ações comunitárias em bairros.” Apesar de ter passado 25 anos da
ECO/92, continuamos distantes de um planeta em que o termo sustentabilidade ambiental
foi de fato conquistado. O objetivo desta oficina é fazer uma crítica ao processo formal
de EA e apresentar uma discussão sustentabilidade ambiental. O tema da oficina será
trabalhado através de textos que tratam da temática da oficina e com a apresentação de
aspectos de nosso cotidiano que confrontam nosso sistema econômico e a possibilidade
de preservação dos recursos naturais.

Palavras Chave: Formação; Sistema Econômico; Sustentabilidade Ambiental.

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A EJA E SUAS RELAÇÕES COM A UNIVERSIDADE


¹Elaine Regina da Silva; ²Wilian Gomes Gonçalves
¹FAI, CEJA Dom Bosco, Escola Mun. Valdivino Silva Ferreira, elaineacena@hotmail.com; ²Colégio de
Aplicação, wilianfest@hotmail.com

RESUMO

A OFICINA 12 – da 7º edição do COSEMP (A Dialética do Trabalho Docente, Estado,


Diversidade e Direitos Humano na Educação), intitulada “A EJA e suas Relações com a
Universidade”, foi pensada a partir da experiência de 18 anos na Educação de Jovens e
Adultos do CEJA Dom Bosco na cidade de Iporá-Go, bem como na ligação estabelecida
com ex-alunos que saindo desta modalidade adentraram em uma universidade e hoje
atuam em diversos setores, incluindo a Educação. Os aportes teóricos contam com Freire
(1979, 1987, 1992), Mészáros (2004), Marx (1978), Morin (2000), Arroyo (2007) e
Bourdieu (2012). Compreender a educação como direito a todos de forma universal nem
sempre reverbera em proporcionar a todos de forma igualitária seu acesso. A Educação
de Jovens e Adultos, ramo da Educação Popular, de certa maneira proporciona àqueles
que na idade indicada aos estudos ou não tiveram acesso ou não quiseram concluir a etapa
da educação básica, retornando aos bancos escolares já em outra fase da vida. Discutir o
papel que essa educação ocupa na sociedade, tanto no acesso ao mundo do trabalho, na
produtividade do ócio quanto no ingresso à universidade torna-se pauta nas formações de
professores, uma vez que vale refletir a potencialidade ou não da modalidade educacional
na engrenagem socioeconômica e cultural da sociedade. Para além dos itens já elencados
a reflexão da tessitura abordada nas obras de Paulo Freire enquanto defensor de uma
educação libertadora que possa despertar no oprimido a ideia de liberdade a partir da
libertação do opressor e assim a sua própria corrobora com a apreensão de que a prática
só será repleta de teoria a partir a práxis. Mas como chegam e saem esses sujeitos da EJA
que vislumbram a universidade, e como vivenciam o mundo após a entrada nesse universo
superior é um movimento que precisa estar na roda em constante movimentação para não
constituir apenas uma pseudoformação.

Palavras-chave: educação, jovens, adultos, trabalho, pseudoformação, mancipação.

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RECICLANDO MATERIAIS ESCOLARES: UMA REFLEXÃO À


PRÁTICA DOCENTE
Eliane Teodoro Coimbra Pareja
Núcleo Estratégico Pedagógico da Faculdade de Iporá; eliane@fai.edu.br.

RESUMO
Dentre os problemas urbanos das últimas décadas, pode-se considerar que o
“lixo” tem se destacado com o aumento dos resíduos sólidos e orgânicos, que todos os
dias são descartados pelos moradores da cidade. O lixo é um problema relativamente
recente, uma vez que algumas décadas era basicamente constituído por resíduos orgânicos
que retornando ao solo se decompunham naturalmente integrando novamente ao ciclo da
vida. Mas, com o desenvolvimento dos produtos industrializados, com o surgimento das
embalagens descartáveis e a mudança no habito do ser humano e isso ocorre também no
ambiente escolar. E a produção de lixo vem aumentado dialeticamente. Pensando nesta
questão, a presente oficina tem como objetivo: Leva-los a refletir sobre pontos
importantes como desperdício, consumo desenfreado, reaproveitamento, e principalmente
a Reciclagem de alguns Materiais Escolares. Que destino dar a estes materiais? Assim,
pretende-se mostrar aos docentes que é possível transformar lixo em utilidades para o
ambiente escolar, levando-os a refletir e partir para a ação, reciclando materiais escolares,
buscando a melhor forma de descartá-lo e disseminando estes conhecimentos para a
comunidade. Espera-se que após essa oficina o docente poderá realizar uma análise dos
materiais que podem ser reciclados no âmbito escolar. Diante do exposto, essa oficina
quer proporcionar a comunidade docente das escolas municipais, escolas estaduais de
Iporá e região, uma breve analise e reflexão sobre os benefícios que a separação do
material reciclável pode trazer a comunidade. Tendo como especificidades orientar sobre
a pratica seletiva do lixo, oferecendo a comunidade escolar um melhor conhecimento
sobre a reciclagem e reutilização de resíduos sólidos e orgânicos, que são diferentes em
suas composições infelizmente tem mesmo destino o aterro sanitário.

Palavras-chave: Lixo; Reciclagem; Escolas; Docentes; Reflexão.

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QUE CONTRIBUIÇÕES PODEMOS ENCONTRAR NO MÉTODO


DE TALES DE MILETO E ALBERT EINSTEIN PARA O ENSINO
DE CIÊNCIA E MATEMÁTICA
Homeilton José Oliveira
Universidade Estadual de Goiás - Campus Iporá. E-mail: homeilton.oliveira@ueg.br

RESUMO

O conhecimento é uma construção humana que se forma em determinados


períodos históricos. O método e a linguagem científica que busca compreender o mundo
fenomênico, em alguns momentos, surge em consequência da observação da natureza e,
de experiências mentais, em outros. Nesta perspectiva, o objetivo desta oficina é refletir
quanto aos paradigmas que influenciaram a elaboração de conceitos, teoremas e leis, que
hoje constituem o pensamento científico e, em consequência, verificar a possibilidade de
que essa compreensão possa contribuir para a prática docente em ciência e matemática.
Primeiramente é necessário sintonizar-se à época, entender as influências, identificar o
olhar filosófico e “científico” de Tales de Mileto (623-546 a.C), para com o mundo e o
seu tempo e, então, compreender o método formalizado para a construção do
conhecimento. Consequentemente estabelecer um salto histórico e epistemológico até
Albert Einstein (1879-1955), verificar sua época, as influências sofridas, conhecer o
método por ele utilizado o qual possibilitou que o mesmo produzisse as teorias que mais
revolucionaram o pensamento e a tecnologia em toda a história que, por fim,
proporcionou, como afirma Khun (1957) a maior revolução científica de todos os tempos.
É de fundamental importância o ensino de ciência por meio de experimentos, entretanto,
não se pode esquecer, como afirma Bachelard (1996), que o pensamento científico
moderno, a partir do início do século XX, começa na imaginação e se realiza nas
experiências mentais. Por fim, acredita-se que, compreendendo o método utilizado por
diferentes cientistas em diferentes épocas na construção do conhecimento científico esse
contribuirá de forma significativa na prática docente relacionada ao ensino e a
aprendizagem de ciência e matemática.

Palavras-chave: Metodologia; Docência; Conhecimento; Ensino; Aprendizagem.

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SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA UMA PRÁTICA EM


CLIMATOLOGIA GEOGRÁFICA
Elisa Regina da Cruz¹; Thiago Rocha²; Washington Silva Alves³
¹Mestra em Geografia e Professora da Rede Municipal de Educação de Jataí-GO.
elisa_gyn@hotmail.com; ²Mestrando em Geografia/UFG/Jataí-GO. thiago1rocha@hotmail.com;
³Doutorando em Geografia e Professor de Nível Superior na UEG/Campus de Iporá-GO.
washington.alves@ueg.br

RESUMO

De acordo com os PCNs (1998) é proposto que o professor trabalhe o


conhecimento empírico, o clima do lugar onde vive, ditos populares, conhecimento das
estações do ano e sua importância, dando valor para os fenômenos naturais do clima,
como catástrofes naturais (furações, tornados, tempestades, inundações e fortes nevascas).
Também explicar o surgimento de fenômenos naturais e os antrópicos (aqueles que são
agravados em consequência do modo de vida da sociedade). A compreensão das leis que
regulam a dinâmica do tempo, as estações do ano favorecem uma compreensão para
entender as diferentes paisagens e o sistema hidrológico das bacias hidrográficas. Para os
PCN’s (1998, p. 62), “[...] é fundamental relacionar o clima e a vegetação, os solos e o
relevo, ou ainda como clima, solos e relevo se interrelacionam. Isso pode ser proposto por
meio de estudos de caso, de temas de relevância local, a partir da realidade dos alunos”.
A aplicação desta Sequência Didática (SD) tem como o público alvo os alunos do ensino
fundamental. Seu objetivo é apresentar um recursos tecnológico audiovisual para o ensino
das estações do ano, com os professores e discente de Geografia. A sequência está
adaptada com a expectativa curricular do fundamental nos anos finais e permite
desenvolver a compreensão das zonas térmicas e do movimento de rotação e translação,
noções básicas das estações do ano, a partir da utilização do jogo “movimentos e estações
do ano do capitão Tormenta”. Foi consultada no site do MEC, no portal do professor
uma relação com as estações do ano. Serão trabalhadas as estações do ano mostrando as
características e o fenômeno que dará origem a cada uma das estações. Esta sequência
didática é composta: a) fixação dos conteúdos trabalhados em sala de aula (dia e a noite,
movimento de rotação e translação – Os solstícios e equinócios; b) o jogo Paco em
estações do ano, o recursos do vídeo Capitão Tormenta e Paco em estações do ano
encontra-se disponível no Portal dos professores:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html; c) O uso da música como recurso para
entender a época de pequi e relacionar com o cotidiano do aluno. Nesta atividade
sugerimos a utilização do pequi, pois é um fruto típico do cerrado, a fim de identificar o
período de sua floração e produção do seu fruto, para uma relação com as estações do
ano.

Palavras-chave: Ensino; Geografia; Climatologia; Aprendizagem.

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TÉCNICAS DE ESCRITA CIENTÍFICA


Antônio dos Anjos
Universidade Estadual de Goiás; antonio.anjos@ueg.br

RESUMO

A produção de texto científico é uma importante ferramenta do trabalho


docente, seja para produzir projetos e relatórios de pesquisa ou para a produção de textos
para publicação. A oficina tem o objetivo de ensinar os participantes a escreverem um
artigo científico. Conteúdo: diferenças entre artigo regular e artigo de revisão literária;
estruturação das partes de um artigo; cuidados com o estilo de escrita na comunicação
científica; pontuação; escolha do título; sequência de autores; escrita e tradução do
resumo; estrutura interna dos parágrafos; escrita e revisão do texto pelo autor; finalização,
revisão e submissão ao periódico. Espera-se que a oficina ajude os participantes a
compreender esses elementos da escrita científica para que consigam melhorar sua
capacidade de produção textual.

Palavras-chave: Produção textual. Escrita científica. Artigo científico.

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PRÁTICAS LABORATORIAIS NO ENSINO DE BIOLOGIA


Jamira Dias Rocha¹; Beatriz Souza Martins²
¹Especialista em Ordenamento Ambiental e Desenvolvimento Sustentável (UEG-Iporá).Graduada em
Licenciatura em Ciências Biológicas (UEG-Iporá). E-mail: jamiradias@gmail.com; ²Especialista em
Ordenamento Ambiental e Desenvolvimento Sustentável (UEG-Iporá).Graduada em Licenciatura em
Ciências Biológicas (UEG-Iporá). E-mail: beatiz.s.martins@gmail.com

RESUMO

A ciência é uma das formas de produção de conhecimento, neste sentido a


incorporação de experimentações em laboratórios de Biologia e/ou de ciências, pode ser
utilizada como ferramenta para despertar o interesse por parte dos alunos, permitindo uma
maior motivação com relação ao aprendizado dos conceitos a serem apresentados, criando
assim possibilidades de desmistificação da Biologia como disciplina de difícil
memorização por possuir diferentes tipos de termos técnicos e científicos. Neste sentido
o objetivo desta oficina é de estimular e incentivar alunos e professores de ciências e
biologia à inclusão e à melhoria de práticas laboratoriais na formação superior e no ensino
regular. A metodologia utilizada será inicialmente baseada em uma aula expositiva a
cerca do tema para elencar a importância e as possibilidades das práticas laboratoriais na
aquisição do conhecimento e no incentivo à pesquisa científica para alunos do ensino
regular e superior. Em seguida será feita uma exposição de materiais e realização de
algumas práticas laboratoriais. Deste modo, espera-se contribuir para um aprofundamento
teórico/metodológico e a renovação dos conteúdos a partir de práticas laboratoriais que
possam auxiliar alunos e professores a compor uma massa crítica voltada à ciência, de
modo a inspirar e incentivar estes a realizar intervenções comprometidas com trabalhos
didáticos e investigativos, voltados para pesquisa à produção de conhecimento técnico e
científico.

Palavras-Chave: Ciência; Formação Técnica; Experimentação; Conhecimento


Científico.

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ANÁLISE DE LIVROS DIDÁTICOS


¹Silvaci Gonçalves Santiano Rodrigues ;²Jackeline silva Alves; 3Hyago Ernane
Gonçalves Squiave; 4Tatiane Rodrigues de Souza
1
Universidade Federal de Goiás, Regional Jataí – silvacisantiano@gmail.com; 2Universidade Federal de
São Carlos - (UFSCar) - jackgeo17@gmail.com; 3Universidade Federal de Goiás, Regional Jataí -
hiagoernane@gmail.com ; 4Universidade Federal de Goiás, Regional Jataí - tati87souza@gmail.com

RESUMO

Os livros didáticos são instrumentos pedagógicos de suma importância no


processo de ensino-aprendizagem. Para Sampaio (2014, p. 144) […] O livro é um dos
recursos mais disponibilizados nas escolas públicas brasileiras[…]. Ademais, sabemos
que por vezes ele é a única fonte de informação aos alunos e, em alguns lugares pode ser
o único material utilizado pelo professor na preparação de suas aulas. Acreditamos que
esta realidade não tende a reverter, pois o Estado é o maior comprador de livros didáticos
no mercado editorial brasileiro, portanto a importância econômica estimula a ampliação
da produção e consequentemente o uso destes materiais. Sampaio (2014) chama atenção
para a importância econômica. Ela afirma que, “[...] para as editoras, o livro didático tem
grande valia no mercado livreiro [...]” SAMPAIO (2014, P. 173). Juntamente, Estado e
empresas privadas movimentam um mercado altamente lucrativo. Assim, se não há
perspectivas de mudança no sentido de reduzir o uso do livro didático, o que podemos
fazer é utilizá-lo da melhor maneira possível. Bom seria se todos, professores e alunos
tivessem acesso às diversas fontes de informação e conhecimento, mas se isso não é
possível devemos fazer com que o livro se torne um instrumento didático pedagógico
realmente útil no processo de formação, tanto do professor quanto do aluno. Uma das
maneiras de tornar isso concreto é fazer a análise destes materiais e não apenas reproduzi-
lo como geralmente ocorre. Assim, o objetivo da oficina é analisar imagens contidas nos
livros didáticos e também comparar os conteúdos apresentados no material didático
adotado pela rede pública e privada. Serão selecionados Livros/apostilas do 6º ano
(Ensino Fundamental), utilizados pela rede pública de ensino e também aqueles utilizados
pela rede privada, buscando analisar como são apresentados conteúdos apontados como
(interdisciplinares/transversais). O percurso metodológico para o desenvolvimento da
proposta, dar- se-á inicialmente através de uma abordagem sobre o didático, enfatizando
a importância de uma análise atenta sobre os conteúdos apresentados. A partir de uma
ficha de apreciação que será entregue aos participantes os livros deverão ser analisados
observando sempre as orientações estabelecidas para apreciação. O Currículo de
Referência da Rede Estadual de Educação do Estado de Goiás, que orienta os
conteúdos/habilidade e competências as serem desenvolvidas na séria em questão,
também deverá ser observado. Posteriormente à realização das análises, os resultados
alcançados deverão ser socializados para o grupo. Esperamos assim, contribuir com o
processo formativo dos acadêmicos.

Palavras-chave: Educação; Material didático; Ensino - aprendizagem; Instrumentos


pedagógicos

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ISSN: 2238-8451

O CONTEXTO SOCIAL DO BRASIL PÓS-GOLPE


¹Tiago Basílio Donoso; ²Fernando Lionel Quiroga
¹Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP; tiagobdonoso@gmail.com; ²Universidade Estadual de
Goiás – UEG; fernando.quiroga@gmail.com

RESUMO
Em um primeiro momento, percebe-se com alguma facilidade que o golpe
executado no Brasil tinha como finalidade impor à força a agenda neoliberal. Sem que
essa constatação deixe de ser verdadeira, ela, no entanto, encobre outra perspectiva, talvez
mais frutífera para o entendimento do país. Aliás, não é incorreto dizer que a agenda
econômica do PT, no poder por três mandatos consecutivos, também teve seu viés
neoliberal - o que desde o início demonstra a fragilidade de nossa premissa, a de um golpe
para o neoliberalismo, sem que contudo ele seja falso: apenas uma das faces de um
problema muito mais sério e invisível. E o que teria ocorrido? Qual a finalidade de uma
crise fabricada, desejada, se a alardeada meta era um país mais economicamente eficiente,
afim ao mercado como instância salvadora da sociedade? A mesma questão se impõe,
quando o pesquisador se detém sobre a ditadura de 1964-1985, em que pese o argumento
de que foi levada a cabo para acalmar o ânimo político e afogar a iminente revolução
socialista. Mas, mais uma vez, os argumentos não condizem com a realidade: o Brasil não
era, como não é, em suas bases, tendente ao socialismo; basta lembrar que, quando o
governo Geisel lançou o II PND, um plano de autonomia estatal e nacional na cadeia de
petróleo, O Estado de São Paulo chegou ao absurdo de declarar que o governo militar
tinha planos de instauração de uma "república socialista soviética do Brasil" (SOUZA,
2017). O que estaria por trás do argumento parcialmente verdadeiro, por um lado, da ânsia
neoliberal e, do outro, do temor "socialista", "comunista" ou "bolivariano"? O que a
leitura do sociólogo Jessé Souza, aliada à empiria da situação brasileira pós-golpe, pode
nos clarear é que temos uma sociedade escravocrata, na qual a elite financeira, que não
está necessariamente no estado mas o alicia sempre, firma-se por um pacto com as classes
médias, dando-lhe alguns privilégios em uma sociedade de escravos. Nossa leitura será
uma forma de debate e problematização dessa questão crucial e invisível, que nos toca a
todos visceralmente, para que possamos mudar os rumos de nosso ideal de nação.

Palavras-chave: contexto social. Brasil pós-golpe. Neoliberalismo.

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O USO DE JOGOS COMO RECURSO DIDÁTICO PARA A


MELHORA DA COMPETÊNCIA COMUNICATIVA
Liliam de Oliveira
Universidade Estadual de Goiás/Instituto de Pesquisas Linguísticas “Sedes Sapientiae” para Estudos de
Português-Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Email: liliam.oliveira@ueg.br

RESUMO

Esta oficina propõe o uso de jogos como ferramentas lúdicas que envolvam
os educandos nas atividades de língua portuguesa em sala de aula e os auxiliem no
processo de ensino e de aprendizagem no que concerne à apreensão das competências
comunicativas e seus descritores referentes à série em que se encontram. Nossa tarefa
aqui é discutir formas de abordar o ensino tanto da gramática, quanto da leitura e
interpretação de textos. Assim, examinamos relevantes aportes teórico-metodológicos,
motivados por estudos na área da leitura e produção de sentido, com o foco no letramento
linguístico, a partir da transposição didática. Para tal, torna-se relevante ressaltar o papel
fundamental do docente na elaboração de dinâmicas, jogos e atividades de raciocínio para
que eles os alunos possam, seja individualmente, seja em grupo, pensar, repensar e
problematizar conceitos presentes nos conteúdos propostos. Dessa forma, propomos o
uso de atividades lúdicas que envolvam cada um e, depois toda a turma e estimulem o
desafio intelectual de todos, auxiliando não somente a aprendizagem, como também a
socialização dos alunos. Com efeito, nos baseamos nos estudos de Palma; Turazza (2014),
para tratar da competência comunicativa; Kato (1986) para letramento e alfabetização;
Solé (1998) e Kleiman (2004) nos que se refere aos estudos sobre leitura e produção de
sentidos. Por fim, procuramos promover a reflexão a respeito da importância do ensino
de língua portuguesa e da sua contribuição para as demais disciplinas, por meio de jogos
e atividades lúdicas.

Palavras-chave: Língua Portuguesa; Letramento; Educação Linguística.

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CARTOGRAFIA TÁTIL: UMA PROPOSTA INCLUSIVA


Diego Tarley Ferreira Nasciomento¹; Karine da Mata Araújo²
¹Universidade Estadual de Goiás – Campus Iporá. E-mail: diego.tarley@gmail.com; ²Universidade
Estadual de Goiás – Campus Iporá. E-mail: karine_damata@hotmail.com

RESUMO

No Brasil existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual,


sendo cerca de 500 mil sem visão e 6 milhões com baixa visão, segundo dados do Censo
Demográfico de 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Para essa parcela da população, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
– LDB (Brasil, 1996), em seu art. 58, institui a educação especial, uma modalidade de
educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino para educandos
portadores de necessidades especiais. Para esse público, o ensino de Geografia pode ser
mediado por meio da chamada “Cartografia Tátil”, que busca desenvolver representações
voltadas aos educandos com deficiência visual, estando diretamente voltada a interação
dos estudantes aos mapas táteis como ferramenta de aprendizagem e independência. Para
a elaboração de mapas táteis, ao invés das consagradas variáveis visuais (cor, forma,
textura, padrão etc.), são empregados outros tipos de variáveis, as variáveis táteis, como
“a textura, o tamanho, a forma e a altura”. Nesse sentido, a presente oficina pretende
apresentar um panorama sobre a linguagem cartográfica voltada a educação inclusiva de
portadores de deficiência visual, através de práticas de colagem de materiais com
diferentes texturas em mapas em branco, com o intuito de permitir que a informação
temática possa ser “lida” por meio do tato. Como material de insumo, se faz necessário a
fotocópia de mapas do Brasil (Regiões e Biomas), cola branca e materiais como
barbantes, milho de pipoca, arroz, macarrão, arroz e farinha.

Palavras-chave: Cartografia, Educação, Inclusão.

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GT 01 – Avaliação e o trabalho docente

TRABALHO DOCENTE: ENTRE O PRESCRITO E O REAL


Núbia Cristina dos Santos Lemes
Doutoranda em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, bolsista
CAPES. Professora de Matemática na Universidade Estadual de Goiás, Campus Iporá e na rede Estadual
de Ensino Básico de Goiás. Email:nubia.lemes@ueg.br

O trabalho docente comporta enigmas e uma complexidade de difícil


descrição, sendo possível de execução graças aos investimentos do trabalhador professor,
e à sua experiência, única em termos do estilo individual e carregada de domínios comuns,
no sentido do gênero docente. Esse contexto servirá de norte para a discussão do GT cujo
fundamento direcionador do debate tem base francófona e se assenta na análise do
trabalho docente em seus campos prescrito e real, e na condução da reflexão desta
atividade na tentativa de compreendê-la em suas nuances enquanto atividade dirigida. A
dinâmica inicial solicitará dos participantes a realização de instruções ao seu sósia
(CLOT, 2006) com o propósito de que percebem o quão carregado de ressignificações
dos prescritos é o trabalho de cada professor, tanto que mesmo se fosse filmado por algum
momento, esse registro não abarcaria tudo que o trabalho docente demanda para
acontecer. Nessa direção, diante das reflexões feitas pelos participantes, conduziremos à
distinção entre o trabalho prescrito e o trabalho real, perpassando a noção de atividade,
normatizações, regulações, intensificação, controle, responsabilização, função
psicológica do trabalho, condições organizacionais e ambientais de trabalho a partir de
referenciais do texto gerador do GT, o qual chamará a atenção para a valoração do
trabalho do outro, de modo a evitar julgamentos de valor que em sua maioria, visualizam
apenas o que é prescrito ao exercício do trabalho docente. Clot (2006) e Schwartz (2000)
subsidiam o texto gerador do GT, assim como a metodologia dos debates que se
direcionarão para a percepção de que o trabalho do professor é uma atividade dirigida,
transversa a vida do docente e, portanto, carregado de significados no “uso de si por si e
por outros” (SCHWARTZ, 2000).

Palavras-chave: Ressignificação; Normas; Experiência; Atividade.

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GT 02 – Políticas Públicas Educacionais

O PAPEL (DE)FORMATIVO DA EDUCAÇÃO PRISIONAL


Elaine Regina da Silva
Faculdade de Iporá, CEJA Dom Bosco, Escola Municipal Valdivino Silva Ferreira,
elaineacena@hotmail.com

O Grupo de Trabalho (GT) 02 – Políticas Públicas Educacionais – da 7º


edição do COSEMP (A Dialética do Trabalho Docente, Estado, Diversidade e Direitos
Humano na Educação), intitulado “O papel (de)formativo da educação prisional”, foi
criado com intuito de debater esse eixo da educação, que acontece na cidade de Iporá-Go
em sala de extensão do CEJA Dom Bosco na Unidade Prisional desde o ano de 2010.
Propor a reflexão acerca de uma educação voltada à apenados requer um enfrentamento
direto com o significado epistemológico e crítico de EDUCAÇÃO enquanto aporte para
a emancipação, conceito que aqui é central na discussão. A Teoria Crítica da Sociedade
e seus autores basilares como Adorno e Horkheimer (2010), compõem a orientação
teórica, que também está vinculada aos pressupostos de Freud (2012), Foucault (1999),
Crochik (1997), Freire (1987), Elias (1994), Hobsbawm (1962, 1975, 1987) entre outros
que, também, discutem o indivíduo, a sociedade e as relações de preconceito, violência,
formação, deformação, emancipação na era do capital que corroborou para a volta do
sujeito para o objeto, objetificando, assim, as relações produtivas. Uma breve introdução
sobre o sistema prisional como norte à discussão desse local onde a vida de sujeitos
acontece e, na maioria das vezes, nos é imputado apenas o papel de juiz, apontando culpas
e condenando sem o devido “olhar” para as mazelas do sistema capitalista. Compreender
o papel da educação para esses sujeitos e para a sociedade que os receberá e/ou excluirá
perpetuando as cenas de final do feudalismo início de capitalismo quando a prisão era
uma saída tanto para esconder os dejetos da sociedade que não se enquadrava na nova
ordem social quanto para garantir mão-de-obra escrava com rigidez disciplinar
infringindo o corpo e a alma com a “intenção” de purificação e redenção da infração
cometida. Refletir a precarização do sistema prisional, nos dias atuais, e a estratificação
midiática que apregoa a máxima “bandido bom é bandido morto”. Diante da conjectura
estrutural social que papel tem a educação nessa formação ou deformação? Auschwitz
ainda dissemina seu ranço?

Palavras-chave: preconceito, violência, formação, deformação, emancipação.

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GT 03 – Formação de Professores

FORMAÇÃO DE PROFESSORES E ATUAÇÃO DOCENTE: UM


DESAFIO PARA O SÉCULO XXI
Priscila Batista de Sousa¹; João Paulo Francisco de Souza²; Raissi Julliet Alves de
Oliveira³; Elianna Morais de Souza Valverde4

¹Universidade Estadual de Goiás, priscila13.bs@gmail.com; ² Universidade Estadual de Goiás,


souzajpf@gmail.com; ³Instituto Federal Goiano, rayssi-alves17@hotmail.com; 4Universidade Paulista,
eliannamsv@hotmail.com

A formação de professores é um tema de destaque dentre as políticas públicas


para a educação, e os desafios enfrentados atualmente exigem das escolas um trabalho
educativo diferente ao existente hoje. Além da formação inicial consistente, que ainda
não passou por transformações, é necessário oportunizar aos professores a formação
continuada, que se centra nas necessidades e situações vividas por esses profissionais.
Nessa perspectiva, surgem as problemáticas que irão nortear as discussões no Grupo de
Trabalho (GT): Qual o papel do professor na educação da atualidade? Como vem
ocorrendo a formação continuada? Qual o perfil docente ideal para formar cidadãos
críticos e conhecedores da sua importância política e social?. O GT tem como objetivos,
apresentar e promover reflexões sobre a relação e importância da formação inicial e
continuada; e propor um exercício de reflexão sobre o real papel docente, formação inicial
e continuada e desafios para o século XXI. Para isso, inicialmente será realizado uma
breve exposição sobre a formação inicial, formação continuada e os desafios enfrentados
pelos professores na contemporaneidade. Em seguida, os participantes serão orientados a
se reunir em grupos e serão entregues fragmentos de textos científicos sobre a temática
abordada, a fim de gerar reflexões e discussões em grupos e coletivas sobre a formação
inicial e continuada; socializar as experiências de professores que atuam no atual contexto
educacional, destacando principalmente suas principais dificuldades; e traçar juntamente
com os participantes, qual seria o perfil do professor para atuar no século XXI, levando
em consideração o atual contexto brasileiro, a multiculturalidade, avanços tecnológicos e
etc.

Palavras-chaves: Formação inicial; Formação continuada; Educação; Legislação;


Reformas educacionais.

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GT 04 – A epistemologia da ciência educacional

O ENSINO DE CIÊNCIAS EM UMA PERSPECTIVA


EPISTEMOLÓGICA
Weldson L. Nascimento1; Dylan Ávila Alves2
¹Instituto Federal Goiano – Campus Iporá – GO; weldson.nascimento@ifgoiano.edu.br; 2Instituto Federal
Goiano – Campus Iporá – GO; dylan.alves@ifgoiano.edu.br.

A crise contemporânea do Ensino de Ciências é evidenciada pelos altos


índices de “analfabetismo científico”, evasão de professores e alunos das aulas de ciências
contribuem para se ter uma maior atenção acerca das abordagens contextuais no Ensino
de Ciências. Neste cenário, vários documentos acerca das reformas curriculares no Brasil,
têm dado destaque nas últimas décadas à compreensão da Natureza da Ciência como uma
componente central da alfabetização científica. Estes documentos buscam afastar-se de
propostas curriculares de Ciências que se resumem a apresentarem os resultados finais da
pesquisa científica, sem dar a devida atenção aos processos de construção do
conhecimento científico, nem outras dimensões de ordem históricas e filosóficas. Nessa
perspectiva, há o fortalecimento do professor como um dos principais responsáveis pelo
sucesso ou fracasso de projetos curriculares. Sempre que se ensina Ciências, de alguma
forma, a Filosofia é também ensinada e isso ocorre, no mínimo, por meio da concepção
da epistemologia do professor, ou sua concepção de Ciência que é reproduzida aos alunos,
determinando a visão de Ciência que se constrói em sala de aula. Neste sentido, os
professores não podem ignorar as complexas relações entre a construção do conhecimento
científico e suas relações com as demais áreas do conhecimento. É necessária uma
compreensão da natureza da ciência de sua área de atuação, de suas possibilidades e
limitações, ou seja, do conhecimento epistemológico que as envolve, assim como da
influência dos contextos sociais, culturais e políticos que envolvem suas práticas. Essa
compreensão epistemológica consoante aos outros contextos citados é essencial para uma
tomada de decisões em suas vidas profissionais. No tocante aos professores de ciências,
percebe-se que eles geralmente reproduzem o mesmo que os currículos e os livros
didáticos, sem as devidas críticas à determinadas posições epistemológicas. Esse GT
propõe discussões epistemológicas sobre Ciências, pois ela é imprescindível para
qualquer currículo na área de ciências. É decorrente dela significativa parte da concepção
de ciência que é ensinada. Para tanto, contextualizar-se-á essas discussões ao se promover
análises dos obstáculos epistemológicos de Bachelard que podem ser reproduzidos nos
livros didáticos e na sala de aula. Reconhece-se que o estudo desses obstáculos requer um
maior aprofundamento no sentido de se construir uma análise substanciada acerca da
construção do conhecimento científico. Acredita-se que a proposta do GT possa
contribuir para uma iniciação acerca da necessidade de estudar tais concepções e a partir
delas construir-se novas propostas de ensino a partir de mudanças conceituais.

Palavras-chave: Epistemologia; Natureza da Ciência; Obstáculos Epistemológicos.

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GT 05 – Educação especial numa perspectiva inclusiva

POLÍTICAS PÚLBICAS DE INCLUSÃO E O PAPEL DO


PROFESSOR DE APOIO: FORMAÇÃO E ATUAÇÃO
Flávia Junqueira da Silva
Universidade Federal de Uberlândia, flaviajusilva@hotmail.com

Abordaremos neste GT sobre os avanços nas políticas públicas que se


nortearam para as práticas de inclusão na modalidade da Educação Especial
considerando, neste sentido, as evoluções destas políticas para a atuação dos professores
de apoio para o atendimento aos estudantes com deficiência nas práticas em sala de aula
do ensino regular. O objetivo é analisar durante as discussões do GT a perspectiva de
como foi constituída sua formação e preparação profissional na contribuição ou não com
o processo de inclusão escolar dos estudantes com deficiência. Utilizaremos como base
teórica os estudos de Garcia (2013), Sanches e Teodoro (2007), Montoan (2010), Silva
(2012). E sob a ótica da análise do discurso que abordará a temática deste GT nos
concentraremos nos estudos de Foucault (1984, 1996, 2005, 2013, 2016) para a
sustentação das discussões. Como base legal este GT utilizará a Constituição Federal
Brasileira de 1988, a LDB nº 9394/96, a Política Nacional de Educação Especial na
Perspectiva da Educação Inclusiva, a Nota Técnica nº 19/2010 MEC/SEESP/GAB, a Lei
nº 12764/12, a Lei nº 13005/2014, a Lei nº 13146/15, Resolução CNE/CP nº2/2015. A
discussão se apoiará nas seguintes questões norteadoras: Quais as circunstâncias em que
o professor de apoio na perspectiva das políticas públicas pode ser um colaborador à
inclusão dos estudantes com deficiência ou não? Como são direcionadas as formas de
atuação pedagógica e legal deste docente: nos cursos de formação de professores? Como
se perpassa a atuação do professor de apoio nos processos de decisões das práticas
pedagógicas na abrangência de sua inclusão/exclusão? Como as universidades podem
contribuir para que as práticas de inclusão escolar entre os profissionais da escola em
parceria com o professor de apoio ocorram? Para que estas reflexões sejam instigadas no
GT, apresentaremos as emancipações legais que marcam a trajetória do serviço de apoio
agregado à Educação Especial com análise do discurso a respeito das políticas públicas
apresentadas durante a discussão no GT partindo dos trabalhos de GT anteriores que
iniciaram as reflexões sobre a relação entre professor de apoio e professor regente no
COSEMP 2015 bem como a trajetória do contexto educacional inclusivo das pessoas
púbico da educação especial discutidos no GT do COSEMP em 2016. Ao final do trabalho
apresentaremos síntese das principais reflexões obtidas pelos participantes, considerando
o perfil de atuação acadêmica e profissional dos mesmos.

Palavras-chave: Educação Especial. Discurso. Legislação. Diferenças Humanas. Formação de


Professores

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GT 05 – Educação especial numa perspectiva inclusiva

FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA PERSPECTIVA DA


EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Vanderlei Balbino da Costa¹; Juliana do Nascimento Farias²; Jéssica Alves da
Costa³; Lídia Carlos Caetano Moraes4
¹ Universidade Federal de Goiás, vanderleibalbino@gmail.com; ² Instituto Federal Goiano,
juliana.farias@ifgoiano.edu.br; ³ Universidade Estadual de Goiás, jessica_alvescosta@hotmail.com;
4
Universidade Estadual de Goiás, lidiacaettano@gmail.com

A formação docente vem passando por diversas transformações, na medida


em que há hoje no cenário educacional brasileiro a necessidade de habilitar, preparar e
qualificar professores para a tarefa de mediar oconhecimento científico, o saber elaborado
e a troca de experiênciasentre diferentes seguimentos da escola. Sabemos que há no
sistema educacional brasileiro uma veemente necessidade de formar professores que
possam atuar nas diferentes áreas do saber, uma vez que há hoje matriculados na escola
diferentes sujeitos, com diversas expectativas, de que a educação na era da diversidade
consiga promover sua emancipação social em todos os níveis,graus e modalidades.A
presente reflexão, refere-se a promoção de um encontro de formaçãode professores cuja
intenção é discutir como a formação de professoresprecisa ocupar um lugar no cenário
educacional, de modo que possamospromover a inclusão dos estudantes com deficiência
na escola comum, semexcluir e marginalizar. Os objetivos desse encontro serão:
compreender como vem ocorrendo aformação dos professores para atuar na educação
básica, quando nessaregistra-se matrícula de estudantes com deficiência; discutir com
osdiversos professores quais são as principais limitações que estamosencontrando no
processo de formação nas licenciaturas; avaliar se aformação que estamos recebendo nos
cursos de formação de professores vemdando conta de promover a inclusão escolar das
pessoas com deficiência,transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades e
superdotação; apontar, à luz da literatura, quais serão os caminhos a serem tomados
paraque possamos formar professores com qualidade para atuar na escola,quando nessa
há matrícula de estudantes com deficiência e ou mobilidadereduzida.Os referenciais
teóricos, nos quais baseamos nessa reflexão teóricase consubstanciaram em autores que
discutem a formação docente naperspectiva da inclusão como: Mendes (2006), Mantoan
(2003), Rodrigues(2006), Costa (2012, 2014), dentre outros que atuam na formação
deprofessores para a inclusão escolar das pessoas com deficiência.Os resultados que
esperamos alcançar nesse encontro, são os que ao final possamos consolidar uma proposta
de formação que faça reflexão sobre como ensinar e mediar a educação das pessoas com
deficiência na escola comum, lugar legítimo onde essas deverão estar. Nossas
considerações não conclusivas nos fazem refletir sobre a veemente necessidade de se
investir na formação inicial e continuada dos novos docentes que atuam ou vão atuar na
escola comum, em especial, quando nessa há matriculados estudantes com deficiência.

Palavras-chave: Formação docente; inclusão escolar; escola comum.

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GT 05 – Educação especial numa perspectiva inclusiva

ESTADO, FAMÍLIA E ESCOLA: INTERAÇÃO SOCIAL NA


EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Elizangela Vilela de Almeida Souza¹; Edna Maria Ferreira de Almeida²; Glenda
Silva Santos Lara³
¹elizangelatanasio@gmail.com; ²glenda.santos@ueg.br; Universidade Estadual de Goiás;
³edna.almeida@ueg.br; Universidade Estadual de Goiás

As transformações nos aspectos que sedimentam a sociedade global como o


econômico, o político, o tecnológico, ambiental e o cultural tem levado o indivíduo a
busca da garantia de seus direitos humanos e sociais. Diante disso, o Estado, a Família a
comunidade escolar e toda a sociedade ficam responsáveis pela promoção da educação
da criança com deficiência, Transtorno Global do Desenvolvimento e Altas
Habilidade/Superdotação, além de mediadores da interação da criança com o ambiente
em que ela interage. Em uma perspectiva sócio-interacionista é que nos dispusemos a
debater com os participantes as seguintes questões: Como tem sido a relação da escola
com a família do aluno Público Alvo da Educação Especial na Microrregião de Educação
de Iporá? Como tem sido a participação do Estado e da Escola na promoção do
empoderamento da família de crianças com deficiência? A partir dessa incógnita
analisaremos as práticas educativas e o regime de colaboração na fala dos (as) professores
(as) da Educação Especial na Perspectiva Inclusiva. Pretendemos especificamente,
levantar pontos que demonstrem a interação família/professor para construir ideias que
possam contribuir com as práticas educativas com o aluno Público Alvo da Educação
Especial. Além disso, pensar estratégias que possam contribuir com a interação entre
Escola, Família e Estado para que sejam desenvolvidas as habilidades e as potencialidades
internalizadas em cada um. Para tanto, a metodologia utilizada será a de natureza
qualitativa utilizando o método da pesquisa-ação-colaborativa. Para fundamentar nosso
debate nos orientaremos em: Arioza (2017), Souza (2017), Campos (2009); Silva e
Mendes (2008); Jesus (2006); Vygotsky (1996).

Palavras-Chave: Educação Inclusiva; Interação Social; Goiás

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UTILIZAÇÃO DE JOGOS PEDAGÓGICOS PARA ADAPTAÇÃO DE


ATIVIDADE ESCOLAR

Elisângela Leles Lamonier 1; Mayara Barroso Siqueira Miranda2

¹Instituto Federal Goiano – Campus Iporá – GO; elisangela.leles@ifgoiano.edu.br; 2Instituto Federal


Goiano – Campus Iporá – GO; mayara.miranda@ifgoiano.edu.br

O presente trabalho pretende dialogar sobre a importância da utilização de


jogos pedagógicos para adaptação de atividade escolar para alunos com deficiência e/ou
dificuldade de aprendizagem. Para isso será destacado o conhecimento prévio dos
participantes em relação ao uso de jogos pedagógicos no contexto escolar, sua utilização
no processo de ensino aprendizagem e a contribuição desses jogos na construção do
conhecimento. Objetivando uma atividade prática, será apresentado diversos jogos
lúdicos, e em seguida será proposto adaptações de conteúdos com o uso desses jogos
atendendo às necessidades específicas dos alunos. Para Kishimoto (2011) o uso de jogos
educativos com fins pedagógicos, nos leva para situações de ensino-aprendizagem visto
que a criança aprende de forma prazerosa e participativa. Voltando para o aspecto
cognitivo, para Macedo, Petty e Passo (2005), o jogo contribui para que a criança adquira
conhecimento e desenvolva habilidades e competências. Após a interação dos
participantes, troca de experiências, e construção de adptações espera-se ser construído
resultados através da junção entre teoria e prática.

Palavras-chave: Inclusão; Jogos pedagógicos; Adaptação

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GT 05 - EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA INCLUSIVA

O UNIVERSO DO AUTISTA
Vilma Maria Soares Rodrigues
Faculdade de Iporá, soares.vilma@outlook.com

O autismo, também chamado de Transtorno do Espectro Autista, é um


Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) suas características principais são
dificuldades significativas na comunicação e na interação social, como também alterações
de comportamento, mostradas principalmente na repetição de movimentos, como
balançar o corpo, rodar uma caneta, apegar-se a objetos ou enfileirá-los de maneira
estereotipada. Todas essas alterações aparecem antes dos 3 anos de idade, em sua maioria,
em crianças do sexo masculino. Em questões voltadas para relacionamento com outras
pessoas costuma não despertar interesse. O contato visual com o outro é ausente ou pouco
frequente e a fala, usada com dificuldade, havendo repetição de algumas falas dessa forma
a comunicação acaba se dando, principalmente, por gestos. De acordo com o Centro de
Controle e Prevenção de Doenças (CDC), são existentes 3 tipos de Autismo: Síndrome de
Asperger; Transtorno Invasivo do Desenvolvimento; Transtorno Autista. Outros 2 tipos
também são anexados a esses, pelo Manual de Diagnóstico e Estatística de Doenças
Mentais: Síndrome de Rett; Transtorno Desintegrativo da Infância. Além desses tipos
apresentados, o Transtorno do Espectro Autista também é dividido em graus: Nível 1,
Nível 2 e Nível 3. Para o diagnostico não existe nenhum exame específico, como o
Autismo é um transtorno que afeta a linguagem e a interação social, a criança precisa ser
analisada por uma equipe multidisciplinar de pessoas e profissionais que convivem com
ela – incluindo pediatras, psicólogos, professores e os pais. Mesmo existindo diversas
pesquisas referentes ao Autismo, ainda não há um medicamento específico para o seu
tratamento, bem como uma cura, porém, há diversas maneiras para se tratar as funções
cognitivas e funcionais da criança desde o momento em que foi diagnosticada, para isso,
uma equipe multidisciplinar é importante, pois cada especialista irá trabalhar em um certo
tipo de desenvolvimento. O Mini-curso sobre O Universo do Autista possui como objetivo
apresentar o que é o autismo, os elementos que envolvem o Espectro Autista, as principais
características, os tipos de autismo, o diagnostico e o tratamento, a inclusão do aluno
autista, como trabalhar com esse aluno em sala de aula, os desafios de se educar uma
criança autista, como funciona o relacionamento entre uma pessoa “normal” e um autista,
fechamento com um depoimento de uma mãe com filho autista.

Palavras Chaves: Autista; Diagnóstico; Educação.

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GT 06 – Metodologias e práticas de ensino

PRÁTICAS DE ENSINO DE QUÍMICA: AS ATIVIDADES


INVESTIGATIVAS COMO ESTRATÉGIAS PARA O ENSINO
APRENDIZAGEM
Erika Crispim Resende1; Alinne Nobre da Silva2; Geize Kelle Nunes Ribeiro3
¹Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Iporá; erika.resende@ifgoiano.edu.br1;
nara.silva@ifgoiano.edu.br2, geize.ribeiro@ifgoiano.edu.br3

As atividades investigativas é uma das estratégias de ensino aprendizagem


que vem ganhado espaço no ensino de ciências. Nesta, o aluno é desafiado a um processo
em que os conhecimentos prévios são identificados, hipóteses são levantadas, e a partir
de pesquisa e estudos direcionados são construídos novos conhecimentos. Considera-se
atividade de investigação aquela na qual o aluno é desafiado a utilizar conhecimentos em
situações contextualizadas e diversificadas, não se resumindo a aplicação de fórmulas, e
que a mesma não se resume a atividades experimentais de laboratório, o caráter
investigativo abrange o questionamento, a problematização, e o diálogo. Logo, são
atividades que necessitam de uma participação ativa do educando. Diante deste contexto,
o grupo de trabalho (GT) “Práticas de ensino de química: as atividades investigativas
como estratégias para o ensino aprendizagem” propõe uma sala de discussão sobre as
diferentes possibilidades de se ministrar um conteúdo de química. Serão abordados os
conceitos de 1)” Atividades Demonstrativas-Investigativas”; 2) “Experiências
investigativas”; 3)” Simulações em computadores”; 4) “Vídeos e filmes”; 5)” Visitas
planejadas” e 6)” Estudos de espaços sociais e resgate de saberes populares”. A proposta
do GT será abordar três momentos: o primeiro com a apresentação conceitual; o segundo
com a demonstração de relatos de atividades desenvolvidas e vivenciadas pelas
palestrantes. O terceiro momento será interativo com os participantes. Serão dados temas
os quais os participantes deverão elaborar uma atividade ou sugestões de práticas
investigativas nas quais mais se adequarão na temática proposta. Assim, dentro de
“Experiências Investigativas” serão desenvolvidas em 6 etapas: 1) proposta de um
problema; 2) identificação e exploração das ideias; 3) elaboração de possíveis planos de
ação; 4) experimentação do que foi planejado; 5) análise dos dados coletados e 6) resposta
à pergunta inicial. Posteriormente será aberto o momento de discussão/ diálogo como os
participantes do grupo para que seja dada a oportunidade de apresentarem as
metodologias/experiências/ realidades vivenciadas por eles.

Palavras-chave: Ensino-aprendizagem, ensino de química, atividades investigativas.

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GT 06 – Metodologias e práticas de ensino

A IMPORTÂNCIA DA DIDÁTICA NO PROCESSO ENSINO E


APRENDIZAGEM
Eliane Teodoro Coimbra Pareja
Faculdade de Iporá, li.pareja@hotmail.com

Este trabalho resulta de analises, estudos e reflexões da prática docente


referente a importância da Didática. Tendo como fundamental objetivo apresentar a
importância da Didática no processo ensino e aprendizagem para educadores e futuros
educadores das escolas públicas de Iporá e região, pois conhecer é a melhor maneira de
refletir a problematização do nosso efetivo papel, consequentemente o papel da escola.
Este tema se justifica pela vivencia profissional em que percebeu-se a contribuição da
“arte de ensinar” e a diferença que ela apresenta no processo de ensino e
consequentemente de aprendizagem, devendo ultrapassar os rituais repetitivos
apresentados por alguns profissionais da educação, buscando qualidade na educação.
Nessa construção de conhecimentos teve como principais autores: CANDAU (2013), pós
doutora em Educação, suas principais áreas de atuação é educação multi/intercultural, cotidiano
escolar, didática, educação em direitos humanos e formação de educadores. LIBÂNEO (1994)
Dr. em Educação, acreditava na reforma educacional como objeto de transformação e
crescimento e por isso mesmo ficou conhecido como um dos maiores pensadores do nosso
país, contribuindo para a consolidação de uma escola pública de “qualidade” e FREIRE
(1996) foi um educador, pedagogo e filósofo brasileiro, sendo considerado um dos
pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial. A metodologia faz opção
pelo método dialético, pois busca transformações e procura contextualizar os fatos,
mesmo que de maneira sucinta. Neste sentido, as contribuições pretendidas, vão se
construindo com a participação dos envolvidos nesse processo, pois o processo ensino e
aprendizagem é continuo. Com a finalidade de incentivar saber e conhecer mais sobre a
contribuição da Didática.

Palavras-chave: Educadores; Educandos; Ensinar; Contribuições.

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GT 06 – Metodologias e práticas de ensino

A GEOGRAFIA ESCOLAR E O DESENVOLVIMENTO DE


DIDÁTICAS E METODOLOGIAS DE ENSINO.
Priscylla Karoline de Menezes1; Bruno Magnum Pereira 2
¹Universidade Estadual de Goiás – Câmpus Iporá, priscylla.menezes@ueg.br; 2 Universidade Estadual de
Goiás – Câmpus Iporá, bruno.pereira@ueg.br

A relação dos saberes pedagógicos, curriculares e metodológicos no processo


de ensino-aprendizagem da didática de Geografia articulado aos saberes da prática
docente e a diversidade educacional nos espaços escolares e não escolares, resulta em um
caminho genuinamente aberto à construção de conhecimentos e significados. Nós
docentes constituímos uma parte nodal desse processo, pois ao utilizar diferentes
linguagens de ensino, viabilizamos o processo de aprendizagem em aula. Para
Sacramento (2012) ao selecionar, equilibrar e combinar as variadas perspectivas dos
conteúdos e construir diferentes práticas educativas e propostas didático-metodológicas,
possibilitamos a articulação entre os saberes dos professores e o saber trazido pelo aluno,
de suas experiências vivenciadas, a qual dará verdadeiro significado àquilo que é
discutido. Desse modo, é proposta desse Grupo de Trabalho contemplar, no âmbito da
discussão, possibilidades de discutir o Ensino de Geografia a partir do desenvolvimento
de didáticas e metodologias de ensino, que servem de estímulo e auxílio aos alunos em
sua leitura de mundo. Haja vista que a utilização de recursos didático-pedagógicos
alternativos, como as atividades lúdicas, o uso de recursos audiovisuais, a construção de
mapas, a literatura e os quadrinhos constituem-se numa poderosa ferramenta, que permite
trabalhar os conteúdos geográficos de modo crítico e criativo. Sendo assim, a educação
geográfica deve estar atenta ao desenvolvimento de didáticas e metodologias de ensino
para compreender as diferentes leituras presentes nas escolas e também aos diferentes
contextos em que ela se apresenta; despertando entre os alunos o interesse pelos temas
geográficos; além de possibilitar a obtenção de informações e dados para a compreensão
dos fenômenos espaciais e construção de uma aprendizagem significativa.

Palavras-chave: Ensino de Geografia. Aprendizagem significativa. Educação Básica.

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GT 06 – Metodologias e práticas de ensino

ESCRITA E PRODUÇÃO DE SENTIDOS: CAMINHOS PARA O


APRIMORAMENTO DA PRODUÇÃO TEXTUAL
Antoniel Guimarães Tavares Silva1; Cleisa Maria Coelho Braga2

¹Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano- Câmpus Iporá,


antoniel.silva@ifgoiano.edu.br;2Universidade Estadual de Goiás – Câmpus Iporá,Cleisa.maria@ueg.br

Este trabalho propõe pensar sobre a relação entre docente e discente no que
se refere ao ensino de língua materna, especialmente, sobre a produção de textos com
finalidades específicas. Neste sentido, tange neste trabalho a dificuldade de muitos
docentes no processo de correção de textos produzidos por alunos das modalidades de
Ensino Fundamental e Médio, pois trabalhar com a noção de “erro” no processo de escrita
requer um cuidado especial, principalmente na devolutiva ao aluno. Desta forma,
objetiva-se apresentar recursos para uma abordagem pedagógica de produção e correção
textual que contribua para sanar esses problemas supracitados. Para tanto, valer-se-á dos
pressupostos teóricos do campo da Análise do Discurso de linha francesa (AD),
especialmente os trabalhos de Mikhail Bakhtin (1986;1992), em interface com a área da
Linguística Textual (LT), apresentada por Koch (2009), Marcuschi (2005;2012) e
Therezo (2005). O percurso metodológico que norteia a discussão se baseia em apresentar
brevemente o arcabouço teórico-metodológico da AD e da LT, aplicar tais conhecimentos
adquiridos em formato de estudo de caso e realizar um feedback conjuntamente. Assim,
as ideias tratam de compreender a função social, cultural e política de determinados
gêneros do discurso bem como as relações existentes com a constituição da materialidade
do texto, tais como os elementos de formalidade gramatical, tema, organização de ideias,
coesão textual, propostas de intervenção, entre outras.

Palavras-chave: Análise do Discurso; Linguística Textual; Correção; Professor-


interlocutor.

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GT 06 – Metodologias e práticas de ensino

METODOLOGIAS INVESTIGATIVAS PARA O ENSINO-


APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA
Claudimary Moreira Silva Oliveira1; Kliver Moreira Barros²
1
Profª. Universidade Estadual de Goiás, clau.moreira@ueg.br; 2Prof. Universidade de Rio Verde,
kliver@unirv.edu.br

Diante dos resultados desfavoráveis relacionados à aprendizagem em


Matemática, nas últimas décadas surgiram novas propostas metodológicas para o ensino
desta disciplina que tomam como base a investigação Matemática. Nesta perspectiva o
Grupo de Trabalho (GT) proposto se realizar no Congresso de Educação, Seminário de
Estágio Supervisionado, Encontro do Pibid (COSEMP) com o tema “Metodologias
investigativas para o ensino-aprendizagem de matemática” busca responder a seguinte
pergunta: Quais as contribuições, as possibilidades e os desafios pedagógicos do uso das
metodologias investigativas em sala de aula com vistas à construção do conhecimento
matemático? O objetivo é identificar contribuições, possibilidades e desafios pedagógicos
no uso das metodologias investigativas com vistas à construção do conhecimento e
autonomia para resolução de problemas matemáticos. Trata-se de um trabalho de
argumentação qualitativa que analisa as linhas de investigativas para o ensino de
matemática: Investigação Matemática de Ponte, Brocardo e Oliveira (2013), A
Modelagem Matemática proposta por Biembengut e Hein (2007), a Resolução de
Problemas de Polya (2003) e a Teoria do Ensino Desenvolvimental de Davydov (1993).
Os participantes do GT são professores da Educação Básica de escolas públicas da região
de Iporá GO. A metodologia de trabalho se divide em três etapas. Primeiramente será
proposta uma atividade com características investigativas para ser desenvolvida pelo
grupo participante. Em seguida se fará a identificação das etapas da resolução de
problemas e/ou da aprendizagem em algumas metodologias investigativas e finalmente
será aberto para debate entre os participantes sobre as possibilidades de uso destas
metodologias em sala de aula. Por meio das atividades e do debate espera-se identificar
os desafios e possibilidades de se utilizar as metodologias investigativas em sala de aula
bem como as contribuições das atividades investigativas na aprendizagem matemática.

Palavras-chave: Metodologias investigativas; Ensino/aprendizagem de Matemática;


Construção do conhecimento.

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GT 07 – Educação do campo/para o campo

EDUCAÇÃO NO/DO CAMPO: REALIDADES E PERSPECTIVAS

Silvaci Gonçalves Santiano Rodrigues; Jackeline Silva Alves; Hyago Ernane


Gonçalves Squiave; Tatiane Rodrigues de Souza; Edivirgem Gonçalves Santiane;
Warles Rodrigues.
Universidade Federal de Goiás, Regional Jataí – silvacisantiano@gmail.com; Universidade Federal de
São Carlos -(UFSCar) - jackgeo17@gmail.com; Universidade Federal de Goiás, Regional Jataí -
hiagoernane@gmail.com ; Universidade Federal de Goiás, Regional Jataí – tati87souza@gmail.com;
edivirgem34@yahoo.com.br; warles.geografia@hotmail.com

Educação do Campo está entre os temas recentes e atuais discutidos por parte
de nossa sociedade. As universidades brasileiras têm buscado abordar a temática por meio
de cursos de licenciatura em Educação do Campo, eventos científicos, disciplinas etc.
Pensar a Educação do Campo significa pensar também, o campo brasileiro e o país como
um todo. O uso do termo “do campo” remete a propostas que não se trata de mera
educação urbana no campo. Vai além, pois, esta advém das reivindicações dos
movimentos sociais. Assim, se trata de uma proposta educacional pensada de baixo para
cima e não o oposto. Sabemos que tal educação deve ser pensada a partir das necessidades
dos sujeitos que alí vivem, de maneira a respeitar sua cultura e modo de vida. Contudo, o
campo apresenta perdas acentuadas de escolas nos últimos decênios, em virtude da
ausência e/ou ineficácia das políticas públicas, pois, tanto a educação como a escola no/do
campo apresenta gritantes desigualdades, quando comparados à cidade. Na maioria das
escolas localizadas na zona rural, não há investimentos e valorização, ademais, a maioria
das unidades escolares está localizada em locais de difícil acesso, sendo, portanto, uma
justificativa para o baixo atendimento na oferta de ensino no campo. Assim, buscamos
questionar: Qual é a realidade educacional dos povos do campo? Temos uma Educação
no/do campo que valoriza os sujeitos que alí vivem? Como e quais as ações que estão
sendo implementadas? Por quê ainda temos uma Educação precária no campo? Qual será
o futuro das escolas e Educação no/do Campo? Para estas e demais indagações que
eventualmente surjam propõe-se a discussão com base em autores como: (ARROYO
1999, CALDART 2000, FERNANDES 2004, LEITE 2003, MOLINA 2012, MUNARIM
2010). Assim, encaminhamos a proposta de discussão intitulada EDUCAÇÃO NO/DO
CAMPO: Realidades e perspectivas, a qual visa discutir a temática no GT 07 - Educação
do Campo para o Campo. Para este GT foram convidados 6 participantes que auxiliarão
na coordenação. Inicialmente faremos uma breve contextualização sobre a temática de
maneira mais generalizada, em seguida, a turma será organizada em três ou mais grupos
para refletir sobre algumas questões que balizarão as discussões. Disponibilizaremos um
texto científico para que os participantes possam dialogar em grupo sobre a temática
central. Ao final cada grupo compartilhará suas reflexões. Como resultado, esperamos
que os participantes possam compreender sobre a realidade e perspectivas da Educação
no/do Campo e encaminhar proposições.

Palavras-chave: Educação: Educação no/do Campo; Povos do Campo; Grupo de


Trabalho

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GT 08 – Gênero, sexualidade e educação

GÊNERO, SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO: DISCUSSÕES E


POSSIBILIDADES EM TEMPO DE CRISE
João Paulo de Paula Silveira¹; Jaqueline dos Santos Cunha2.
1
Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Iporá; joao.paulo@ueg.br; 2Universidade Estadual de Goiás,
Câmpus Iporá; Jaqueline.cunha@ueg.br

Esse GT procura agremiar estudantes, professoras/es pesquisadoras/es e


demais membros da comunidade que discutem as identidades de gênero. Tratam-se de
discussões academicamente orientadas que se debruçam sobre as identidades de gênero a
partir das Humanidades. Essas discussões estão direcionadas para o lugar das identidades
de gênero na realidade educacional e por esse motivo serão considerados, além da
bibliografia especializadas, os relatos de experiência que possam enriquecer a discussão
e favorecer a tessitura de etnografias escolares sobre o tema debatido. Igualmente, um
conjunto de possibilidades de atividades formadoras na educação básica serão
consideradas enquanto recurso formador do sujeito aprendiz. O GT procura ainda aclarar
o debate a fim de evitar o perpetuamento das narrativas responsáveis pela simplificação
do tema e pela produção de “Pânico Moral” (COHEN, 2011). Para isso, serão discutidos
conceitos fundamentais que constituem a reflexão a respeito das identidades de gênero.

Palavras-Chave: Educação, Crise, Gênero

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GT 09 – As abordagens da educação ambiental

DIÁLOGOS ENTRE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E OS SABERES


TRADICIONAIS: CONSCIÊNCIA AMBIENTAL ATRAVÉS DO
USO DE PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÃO-CONVENCIONAIS
(PANC) E MEDICINAIS
Vania Sardinha dos Santos Diniz¹; Adriane da Silveira Gomes2

¹Instituto Federal Goiano, Campus Iporá; e-mail: vania.diniz@ifgoiano.edu.br; 2Instituto Federal Goiano,
Campus Iporá; e-mail: adriane.gomes@ifgoiano.edu.br

Ao longo dos séculos, gerações de agricultores desenvolveram sistemas


agrícolas complexos, diversificados e localmente adaptados. As espécies e a diversidade
genética dos sistemas de agricultura tradicional são frutos de um processo evolutivo
complexo e combinam um elevado número de espécies e exploram todo o conjunto de
microambientes. Nesse contexto, destacam-se as Plantas Alimentícias Não
Convencionais (PANC) e as espécies de usos medicinais, que são, na sua maioria,
espécies que crescem espontaneamente em áreas antropizadas, florestas, cerrados e
campos, dispensam o preparo convencional do solo e o uso de agrotóxicos, já que são
adaptadas ao ambiente no qual estão inseridas. O presente Grupo de Trabalho (GT) tem
por objetivo pensar as formas de se fazer educação ambiental e como o conhecimento
tradicional, as PANC e espécies medicinais podem contribuir nessa discussão. No
primeiro momento, será realizada uma dinâmica para conhecermos as experiências em
educação ambiental dos participantes. Após a troca de experiências, será feita uma
abordagem sobre a importância dos saberes tradicionais na preservação da
biodiversidade. Em seguida, serão apresentados relatos de como o uso de PANC e
espécies medicinais podem contribuir para a preservação ambiental e como o resgate do
conhecimento popular e a participação da comunidade nas várias etapas dos projetos
podem ser ferramentas importantes na consolidação da educação ambiental.

Palavras-chave: Agrobiodiversidade, sustentabilidade, espécies espontâneas.

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GT 09 – As abordagens da educação ambiental

AS ABORDAGENS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: OS DESAFIOS


SOCIOAMBIENTAIS DO SÉCULO XXI
Jordana Rezende Souza Lima1; Josie Melissa Acelo Agricola2; Juliana Freitas
Silva3; Mainara da Costa Benincá4.
¹ Universidade Federal de Goiás, jojosouzalima@gmail.com; 2 Universidade Federal de Goiás,
josiemelissa@hotmail.com; 3 Universidade Federal de Goiás, jufreitassilva@yahoo.com.br; 4
Universidade Federal de Goiás; mainaracosta@gmail.com

A relação entre sociedade e natureza tem sido deturpada de maneira acelerada,


e uma grande contribuição é dada pelo sistema econômico dominante, o capitalismo. Os
conceitos pré-estabelecidos na sociedade devem ser questionados, e essa relação precisa
ser repensada, para que surjam novos espaços de aprendizagens visando a renovação
permanente das práticas cotidianas. Carvalho (2006) defende que é necessário ser capaz
de compreender a natureza como ambiente, ou seja, lugar das interações entre a base física
e cultural da vida. A educação ambiental desempenha um papel importante na formação
do cidadão, contribuindo para a construção do saber, dos valores, habilidades e atitudes
coerentes com uma vida sustentável. Para Loureiro (2011) a educação ambiental é uma
práxis educativa e social que tem por finalidade a construção de valores, conceitos,
habilidades e atitudes que possibilitem o entendimento da realidade da vida. Partindo
desses pressupostos o grupo de trabalho intitulado “As abordagens da educação
ambiental: os desafios socioambientais do século XXI” têm como objetivo promover
discussões e reflexões entre os participantes em torno da temática subdividida em: o
contexto ambiental na área da saúde, a educação ambiental empresarial, os problemas
ambientais no campo brasileiro e as alternativas sustentáveis para a produção de
alimentos. Faz-se necessário inicialmente um embasamento conceitual, enfatizando
autores como: Carvalho (2006), Ehlers (1999), Dupas (2008), Loureiro (2011), Sachs
(2008), entre outros, para posterior relação com as práticas e experiências das áreas
diversas. Os participantes serão divididos conforme afinidades em grupos de até sete
pessoas, sendo as equipes dirigidas por cada professor responsável por uma das temáticas
elencadas, de acordo com sua especialização. Busca-se dessa forma, a discussão e a
elaboração de propostas relacionadas à contribuição da educação ambiental para as áreas
acima descritas, pensando em um nova educação

Palavras-chave: Capitalismo; Problemas Ambientais; Meio Ambiente.

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GT 10 – Currículo e gestão educacional

CURRÍCULO E GESTÃO EDUCACIONAL


Flávia Damacena Sousa Silva¹; Ueslene Maria Ferreira Pontes2.
1
Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Iporá; flavia.damacena@ueg.br; 2Universidade Estadual de
Goiás, Câmpus Iporá; uesleneferreira@hotmail.com

O currículo, parte do sistema educacional, que compõem a prática pedagógica


dos docentes, de forma direta e sistemática. Entretanto, muitas vezes os docentes não se
sentem participantes da construção deste, mesmo que o processo diga que o mesmo foi
construído com a participação da escola e dos professores. Recentemente no Brasil, as
intervenções no currículo, as propostas de alterações curriculares tem se intensificado.
Exemplo disto é a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a “Reforma do Ensino
Médio”. Está arraigado nas concepções governamentais, que mudanças curriculares são
a solução de grande parte dos problemas educacionais. Mas, para além disso, deve-se
observar que essas mudanças possuem cunho ideológico, conforme diz Apple (2002, p.
61) “por trás das justificativas educacionais para um currículo e um sistema de avaliação
nacionais, está uma perigosíssima investida ideológica”. Pode-se observar que tais
mudanças são idealizadas para obtenção de melhores resultados quantitativos, pois as
políticas educacionais costumam fazer a gestão do currículo em função das políticas
educativas transnacionais orientadas para a prestação de contas (PACHECO, 2016). Mas
como seria se os docentes construíssem o currículo, com base na realidade vivenciada no
“chão da escola”, na construção cotidiana da sala de aula? Este GT traz uma proposta de
construção curricular, na visão dos participantes, que, em sua maioria serão docentes da
Rede Pública Estadual de Goiás, na cidade de Iporá, GO. Primeiramente, será realizado
uma exposição/dialogada de cunho teórico com os participantes, sobre construção
curricular no Brasil e na atualidade. Serão trabalhados fragmentos selecionados de textos
do livro “Didática e Currículo: Impactos dos organismos internacionais na escola e no
trabalho docente” (Orgs: LIBÂNEO; SUANNO e ROSA, 2016). Também será feita uma
explanação sobre a BNCC e “Reforma do Ensino Médio”, de maneira crítica e
contextualizada. Posteriormente, os participantes, divididos em grupos, receberão uma
parte do Currículo Referência do Estado de Goiás (CR - 1° e 2° Bimestres), contemplando
as áreas de Ciências/Biologia, Português, Matemática, Geografia e História e outras que
possam estar representadas por participantes. A proposta é que os participantes analisem
o CR, fazendo propostas ou mudanças neste. As propostas e construções dos participantes
sobre o Currículo serão sistematizadas em um texto (documento) que será encaminhado
para a SEDUCE (Secretaria Estadual de Educação), podendo servir como contribuição
para a próxima versão do CR. Para finalizar, haverá compartilhamento com o restante do
grupo sobre o currículo, seu conteúdo, a forma como o mesmo é dividido e organizado e
o que cada grupo propõe como mudanças.

Palavras-chave: Currículo; Construção; Políticas Educacionais.

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GT 11 – Diversidade, étnico racial e cultural

COMUNIDADES TRADICIONAIS E A RECONFIGURAÇÃO DO


ESTADO BRASILEIRO
Madalena Dias Silva Freitas¹; Maria Geralda de A. Moreira².
¹Universidade Estadual de Goiás; Madalena.dias@ueg.br; ²Universidade Estadual de Goiás
geraldamoreira44@gmail.com

O Brasil atualmente é reconhecido e se reconhece como um país


multicultural, todavia, esse discurso que valoriza as diferenças de povos e culturas que
formam a ‘nação brasileira’ é recente, uma vez que, até inícios do século XX buscou-se
por meio de políticas públicas o ‘apagamento’ das minorias, principalmente indígenas e
negras, não somente das narrativas oficiais, mas efetivamente por meio da assimilação e
da integração cultural destes povos. O reconhecimento e a valorização das diversidades é
muito recente, não chegou a consolidar-se de forma a proporcionar a descolonização de
ideias, ações e, a consequente valorização dos representantes dessa diversidade, embora,
em termos legais avanços significativos tenham sido alçados. O momento atual se
apresenta como de desmonte de políticas públicas que asseguravam direitos mínimos as
minorias. É nesse contexto de embates, que propomos um espaço de diálogo sobre as
Comunidades Tradicionais, tendo como recorte as comunidades remanescentes de
quilombolas e os povos indígenas, pois estes dois segmentos são diretamente afetados
pela disputa, atualmente, mediada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a tese do marco
temporal. O marco temporal, não leva em consideração os processos históricos
vivenciados pelos subalternos, ignora a dívida histórica que o Brasil tem com estes
sujeitos que foram marginalizados e violentados, tanto no período colonial como pós-
colonial. Essa tese, não considera a legislação anterior a Constituição de 1988 para
reconhecer os direitos territoriais das minorias, nesse sentido, se aprovada, representa um
retrocesso e, uma grave ameaça, a seguridade ambiental e a diversidade cultural destes
povos. “[...] Ao invés de serem vistos como um peso para o Estado ou um obstáculo para
o desenvolvimento nacional, suas contribuições para a sociedade brasileira deveriam ser
amplamente reconhecidas e, devidamente apreciadas e celebradas” afirma o relatório da
missão ao Brasil da Relatora Especial sobre direitos dos Povos Indígenas da ONU (2016,
p. 20).

Palavras-chave: Marco Temporal; Comunidades Tradicionais; Embates.

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IMAGENS E CONCEITOS: BRINCANDO E APRENDENDO


SOBRE ECOLOGIA
Alex Batista Moreira Rios¹; Laura Gabriela Pereira Mendes²; Lucas Alvino Silva
Pires³; Nathália Fernanda de Sousa Carvalho4; Paula Junqueira da Silva5
¹Instituto Federal Goiano - Campus Rio Verde, alexriosbio1991@gmail.com; ²Universidade Estadual de
Goiás Câmpus Iporá, lauragabrielapereiramendes@gmail.com; ³Universidade Estadual de Goiás Câmpus
Iporá, lucasalvinosilva@gmail.com; 4Universidade Estadual de Goiás Câmpus Iporá,
nathaliafcarvalho@outlook.com; 5Universidade Estadual de Goiás Câmpus Iporá,
paula.junqueira@ueg.br

Apesar de sua relevância para promover transformações na forma de pensar,


ser e agir dos sujeitos, o ensino de conceitos sobre Ecologia no Ensino Fundamental vem
ocorrendo de forma fragmentada e descontextualizada. Na maioria das escolas, o
professor dispõe apenas do livro didático para tratar das informações sobre os
ecossistemas e a biodiversidade, sendo que as informações e ilustrações apresentadas
nesse material didático geralmente se referem a realidades totalmente distintas dos
estudantes que o utilizam. Outro agravante é o fato de que a maioria dos docentes estar
com sobrecarga de trabalho e não dispor de recursos e incentivos estatais para produzir
materiais que lhes possibilitem abordar a Ecologia de forma significativa e apropriada
para que os alunos desse nível de ensino possam ter acesso aos conhecimentos dessa
ciência de forma crítica e relacioná-los com seu cotidiano. Como forma de viabilizar a
abordagem de conceitos atinentes à teia alimentar, relações entre os seres vivos,
componentes dos ecossistemas e alguns impactos ambientais existentes na região do
Cerrado, elaborou-se um jogo de tabuleiro para relacionar conceitos de ecologia e
imagens contextualizadas à realidade desse domínio morfoclimático, no qual os usuários
do jogo estão inseridos. Esse jogo foi elaborado para sistematizar a explicação desses
conteúdos, sendo que é necessário utilizar uma aula de 40 a 45 minutos para ser jogado e
ao menos cinco cópias dele devem ser confeccionadas para que todos os alunos da sala
possam jogar. Cada tabuleiro é feito em folha de papel branco A4 plastificado e contém
25 informações que precisam ser relacionadas com 25 imagens de paisagens, seres vivos
e problemas ambientais registrados em áreas de Cerrado. Um grupo de quatro a seis
estudantes deve selecionar a imagem que represente cada enunciado do tabuleiro. Quando
todos os grupos concluírem a relação entre imagem e informação, o professor faz uma
verificação de acertos e erros dos grupos de forma oral ou projetando o jogo na lousa ou
parede da sala para fazer a relação junto com os discentes. O uso desse objeto educacional
durante os anos de 2013 e 2015 em turmas do 6ª e 9ª anos tornou a introdução à Ecologia
menos abstrata e mais próxima da vivência dos alunos, podendo ser considerado um
instrumento didático alternativo para ser utilizado no ambiente escolar.

Palavras-chave: Cerrado; Ensino; Jogo.

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Figura 1. Jogo de tabuleiro sobre imagens e conceitos de Ecologia.


Autor da imagem: Alex Batista Moreira Rios, 2016.

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A CONSTRUÇÃO DO MAPA TÁTIL NO ENSINO DE GEOGRAFIA


Samuel José da Silva¹; Jéssica Alves da Costa²; MarluciaMarques³
¹Universidade Estadual de Goiás, samuelsilvageo@gmail.com; ²Universidade Estadual de Goiás,
jessica.alves@ueg.br;³Universidade Estadual de Goiás, marlucia.marques@yahoo.com.br

Os mapas táteis são representações gráficas em textura, sendo utilizadas pelas


pessoas cegas ou deficientes visuais (LOCH, 2008), possibilitando o conhecimento da
localização e orientação regional ou espacial. Este material didático pode ser trabalhado
com todos os alunos cegos e/ou não cegos, além de possibilitar a compreensão dos
conhecimentos geográficos. Diante disto, surgiu a iniciativa em oferecer uma oficina em
Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) trabalhando os estados brasileiros, tendo como
produção final a elaboração de mapa tátil. Desse modo, a realização da oficina de
LIBRAS com a temática “Estados Brasileiros” em uma turma do 2º ano do Ensino Médio
de uma escola pública estadual do município goiano de Diorama, tem o objetivo
ensinarem LIBRAS o nome dos estados que compõe as Unidades da Federação, suas
localizações e elaboração de um mapa tátil para facilitar a compreensão de alunos com
baixa visão ou cegos. Foram utilizadas variáveis táteis como arroz, feijão, macarrão,
serragem, cola de relevo, outros tipos de sementes, além de cola branca e mapa em branco,
onde os materiais são colados, possibilitando a ‘leitura’ por meio do tato. Essa ferramenta
pedagógica proporciona o processo inclusivo dos portadores de deficiência visual e se
observou que contribui na aprendizagem de alunos que não apresentam nenhum tipo de
deficiência. Além disso, este objeto educacional possibilita despertar a criatividade,
motivar os alunos e professores, e reforça a importância do processo inclusivo na escola
e na sala de aula.

Palavras-chave: Representações gráficas; Textura; Processo inclusivo.

Figura 1. Objeto Educacional confeccionado para trabalhar a localização dos estados brasileiros
utilizando o tato. A e B-Mapa Tátil. Fonte: Samuel José da Silva (2017).

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REUTILIZANDO COM ARTE: RELEITURA DA TÉCNICA DE


GOIANDIRA DO COUTO E AS CONTRIBUIÇÕES DO PIBID DE
GEOGRAFIA
Wilian Gomes Gonçalves¹; Kálita Cristina Cunha Silva2; Keilla Reginna Silveiro2; Paula
Junqueira da Silva2

¹Centro de Ensino em Período Integral de Aplicação, wilianfest@hotmail.com; 2Universidade Estadual de


Goiás Câmpus Iporá, kalitacristina123@hotmail.com; 2Universidade Estadual de Goiás Câmpus Iporá,
keillasilveiro@Gmail.com; 2Universidade Estadual de Goiás Câmpus Iporá, paula.junqueira@ueg.br

A arte como área do conhecimento, compreende suas relações com as culturas


dos povos por meio de manifestações que se expressam de diversas formas. Essas
manifestações são reveladoras de códigos e sentidos específicos e múltiplos, que os
diferentes grupos de pessoas e civilizações expressam. Desenvolver essas capacidades
estimula a autoexpressão (livre crítica, criatividade), a autovalorização (reconhecimento
da própria dignidade), a responsabilidade (iniciativa, participação, colaboração), a
curiosidade e a autonomia na construção do conhecimento. Este trabalho teve como
objetivo no decorrer do I semestre deste ano, na forma de disciplina eletiva no Centro de
Ensino em Período Integral CEPI de Aplicação a produção de obras de arte, utilizando-
se da linguagem do desenho, retratando casarios históricos da cidade de Goiás, através da
pintura com areia colorida no verso de mapas pedagógicos desatualizados. A metodologia
usada foi o uso do retroprojetor para transferência dos desenhos, para os mapas
pedagógicos impermeabilizados e produção da areia colorida através de pigmentação. E
por fim a releitura da técnica da pintora goiana Goiandira do Couto, esta artista da cidade
de Goiás, utilizava-se de areias distintas da região, para a confecção de obras de arte,
retratando a cultura, a paisagem e o cotidiano do local. O resultado foi exposto no evento
de culminância, através de stand com alunos monitores, no final do primeiro semestre
letivo de 2017 que prevê a exposição de todos os trabalhos pedagógicos realizados pela
comunidade escolar a partir dos componentes curriculares, permanecendo depois disso
na unidade a disposição dos professores como objetos educacionais de uso concreto.
Assim as contribuições adquiridas nas atividades pedagógicas vêm paulatinamente
ajudando os alunos a despertarem um interesse por arte e educação ambiental, quebrando
paradigmas e mostrando que se têm métodos que buscam a interdisciplinaridade entre as
matérias. Queremos enfatizar ainda que vivenciar cada experiência dessas nos fez, refletir
sobre qual profissional deverá nos tornar diante de uma sociedade que está diariamente
em constantes mudanças, e nos propusemos a estar sempre dispostos a ensinar de forma
certa cada sujeito para o mundo.

Palavras-chave: Artes; Educação ambiental; Pintura com areia; Geografia; Reaproveitamento.

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Figura 1. (A) Impermeabilização dos mapas; (B) Uso do retroprojetor para transferência de
desenhos; (C) Produção de areia colorida; (D) Processo de criação da obra casario; (E) Obra do
casario concluída. Produção sob a orientação do professor responsável e Pibid. Fonte: Pibid
Geografia UEG Iporá, março a junho, 2017.

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TRILHANDO OS ESTADOS BRASILEIROS

Kálita Cristina Cunha Silva¹; Daniel Marcos Nascimento Silva²; Flaviane


Fagundes dos Santos³; Bruno Alison Teodoro Laginestra4; Marilda de Lima
Oliveira Ferreira 5
¹Discente do curso de licenciatura em Geografia – Universidade Estadual de Goiás- Câmpus Iporá- GO,
kallitacristinago@gmail.com; ²discente do curso de licenciatura em Geografia – Universidade Estadual de
Goiás- Câmpus Iporá- GO, danielmarcos9850@gmail.com; ³discente do curso de licenciatura em Letras –
Universidade Estadual de Goiás - Câmpus Iporá- GO, flaviane.fagundes66@gmail.com; 4discente do
curso de licenciatura em História– Universidade Estadual de Goiás- Câmpus,
brunohistoria2017@gmail.com; 5Professora Ma. Orientadora – Universidade Estadual de Goiás Câmpus
Iporá- GO, marilda.lima@ueg.br

O jogo educacional “Trilhando os estados brasileiros” está relacionado com a região


de cada estado, permitindo ao educando um conhecimento de patrimônios naturais e culturais. O
jogo é um tabuleiro, confeccionado por acrílico e um adesivo na estrutura superior cobrindo-o, e
possui cartas que caracterizam alguns aspectos culturais e físicos dos estados. Esse jogo
educacional é recomendado a alunos do 5°ao 9°ano, como também a qualquer estudante, que
queira aprimorar o seu conhecimento. O jogo tem o objetivo de possibilitar aos discentes o contato
com algumas características específicas e as particularidades dos estados brasileiros, sendo
possível que os mesmos, com auxílio do professor, façam uma abordagem geral de diversas áreas
do conhecimento ligadas a temática abordada no jogo. O tabuleiro e as cartas do jogo estão
relacionados com algumas disciplinas como a Geografia, História, Língua Portuguesa. Os
estudantes irão jogar o tabuleiro, com auxílio de dois dados, sendo um numérico e outro indicando
a cor correspondente (sendo que estado possui uma cor diferente) dessa maneira, esses dados irão
auxiliar o discente a responder sobre algumas peculiaridades dos estados brasileiros. Durante o
percurso irão encontrar as regiões brasileiras, separadas por cores diferentes e em cada uma delas
os estados que as compõem. Em cada estado, poderão analisar as principais características como
clima, vegetação, cultura, variações linguísticas e culinárias. Também podem ser orientados pela
legenda fixada no tabuleiro. Cada estado estará em uma carta do jogo, contendo todas as
características citadas anteriormente. Todos os itens desse jogo podem contribuir para que o
estudante amplie seus conhecimentos de uma maneira dinâmica e inovadora, tornando oportuno
que os alunos fixem o conteúdo e aprendam de forma divertida. Na disciplina de Língua
Portuguesa, o principal intuito é possibilitar que os alunos compreendam as variações linguísticas.
Na disciplina de História, ele pode contribuir para que os estudantes possam aprofundar seus
conhecimentos culturais, a respeito do patrimônio imaterial, e também conhecer alguns aspectos
da culinária e da cultura de todas as regiões brasileiras. Já para a disciplina de Geografia, favorece
a análise do território ou da paisagem, sendo que, no próprio jogo os estudantes podem explorar
a vegetação e o clima.

Palavras-chave: características específicas; fixar o conteúdo; disciplinas diversas; aprimorar o


conhecimento.

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Figura 1. Jogo educacional. A. Tabuleiro. B. Cartas do jogo educacional. Fonte da imagem: A.


Kálita Cristina Cunha Silva, 06 de outubro de 2017. B, Kálita Cristina Cunha Silva, 14 de
novembro de 2017.

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AS VARIAÇÕES ÉTNICAS NO BRASIL E SUAS


CARACTERÍSTICAS
Jane Cleide Dantas Rodrigues 1; Lucivaine Melo Silva2; Lucinete Sousa Ferreira³
Estudante do curso de Letras Português/Inglês, 5º período – Universidade Estadual de Goiás – Câmpus
1

Iporá – GO, janecleiide34@gmail.com; 2 Estudante do curso de História, 5º período – Universidade


Estadual de Goiás – Câmpus Iporá – GO, lucivainemelo53@gmail.com; 3 Estudante do curso de Letras
Português/Inglês, 1º período – Universidade Estadual de Goiás – Câmpus Iporá – GO,
lucinetesouzaferreira@gmail.com

Diante da importância e necessidade de realizações de estudos sobre as


variações étnicas e suas características existentes no Brasil, foi desenvolvido um objeto
educacional que pretende trabalhar, de maneira interdisciplinar, a temática diversidade
étnica, com o intuito de promover o processo de ensino-aprendizagem dos alunos por
meio das especificidades culturais de alguns grupos indígenas como o Karajá (macaco
grande), Pataxó (a água batendo na terra), Guarani-Kaiowá (povo da floresta), Ashaninka
(meu povo), Katukina (gente verdadeira), Avá-Canoeiro (cara preta), Potiguara
(comedores de camarão), Assurini (vermelho), Krikate (aldeia grande), Cinta Larga
(nossa gente) e Tapuias (povo que não fala tupi). Para tanto, o objeto educacional
apresentado tem como objetivo propor aos estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental
até o 3º ano do Ensino Médio uma compreensão não homogênea sobre a cultura indígena,
mas de forma específica a cada grupo, pois toda etnia tem sua própria representação
cultural quanto aos costumes, a exemplo dos ritos de passagens dentre outros. O objeto
educacional consta de um jogo da memória com 11 etnias e 11(onze) instrumentos que
caracterizam a tradição de cada grupo, sendo composto, portanto, por dois jogos da
memória feitos de papel Couchê 300g. Assim, o primeiro jogo possui 11 pares de
imagens, sendo que cada par é constituído por uma peça que apresenta a imagem da tribo
com seu nome escrito no idioma nativo e outra contendo a mesma imagem com o nome
da tribo na língua portuguesa. O segundo jogo contém a mesma quantidade de pares de
cartas do jogo anterior. Por outro lado, as imagens representam alguns artefatos
produzidos por cada grupo, com seus respectivos nomes locais e na língua portuguesa.
Como o principal objetivo é de trabalhar a interdisciplinaridade, confeccionamos um
mapa do Brasil em lona, que exibe outros grupos étnicos localizados em todas as regiões
brasileiras, além das imagens dos grupos que estarão nas cartas. Desta forma, ao
apresentar para os alunos as imagens distintas dessas culturas como recurso didático,
esperamos que esse material produzido possa estimular ações cognitivas de memorização
e interação entre os discentes. Além de ser uma atividade lúdica feita com os alunos,
também pode proporcionar o conhecimento e entendimento dos diversos tipos de culturas
indígenas que existem em nosso país. Os elementod desse objeto também possibilita
promover a interdisciplinaridade, pois possibilita abordar a questão linguística, histórica,
geográfica e a forma gráfica.

Palavras-chave: Ensino-aprendizagem; Diversidade Cultural; Recurso Didático.

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Figura 1. Objeto educacional construído para abordar algumas das variações étnicas do Brasil.
A. Mapa do Brasil com diversidade indígena. B. Jogo de memória sobre os nomes de 11 tribos
indígenas brasileiras. C. Jogo da Memória sobre artefatos indígenas. Artes de Saulo Nunes Cintra,
17 de outubro de 2017.

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JOGOS E MATERIAIS LÚDICOS EM ATIVIDADES DE ESTÁGIO


SUPERVISIONADO DE MATEMÁTICA
Claudimary Moreira Silva Oliveira ¹; Klene Pereira da Silva²; Carlos Henrique
Paula Almeida³; Irandy Barbosa Sousa4; Rafael Pereira Gonçalves 5; Jairan
Arantes Fernandes6; Karine Gabriely Batista Sousa7; Nathalia Gonçalves Freitas8;
Rhailainy Gomes Sousa9; Hiago Oliveira Machado10; Sara Cristina dos Santos
Cruvinel11

¹Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Iporá, clau.moreira@ueg.br; ²Universidade Estadual de Goiás,


Câmpus Iporá, klenepereira@hotmail.com; ³Estadual de Goiás, Câmpus Iporá, carlosh.ueg@gmail.com;
4
Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Iporá, irandyms7@hotmail.com; 5Universidade Estadual de
Goiás, Câmpus Iporá, rafael.angel980@gmail.com; 6Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Iporá,
jairanarantesfernandes@gmail.com; 7Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Iporá,
kgabriely@gmail.com; 8Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Iporá, nathalia.freitas@rcanet.com.br;
9
Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Iporá, rhailainy@hotmail.com; 10Universidade Estadual de
Goiás, Câmpus Iporá, hiagooliveiramachado08@gmail.com; 11Universidade Estadual de Goiás, Câmpus
Iporá, cruvinelsaracristina.1@gmail.com

Os objetos educacionais mostrados neste trabalho são produtos das atividades


desenvolvidas por estagiários do quinto e sexto períodos do Curso de Licenciatura em Matemática
da Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Iporá, realizadas em escolas públicas de Ensino
Fundamental e Médio no ano de 2017. O objetivo foi potencializar o ensino de conteúdos
matemáticos nas escolas campo, por meio de atividades lúdicas com utilização de jogos e
materiais manipuláveis construídos pelos estagiários. Nas escolas os acadêmicos desenvolveram
pequenos projetos e/ou atividades experimentais por meio de ações diferenciadas com a promoção
de aulas de reforço/complementação de conteúdo e oficinas de conteúdos básicos de matemática.
Nestas atividades utilizou-se de instrumentos pedagógicos variados que se transformaram em
produtos do Estágio Supervisionado desta turma. Os objetos pedagógicos que serão expostos para
visitação são os materiais manipuláveis e jogos construídos: “o bingo matemático” para o ensino
das quatro operações básicas da matemática (adição, subtração, multiplicação e divisão); “o
tangran” para explorar área e perímetro de regiões planas, a “balança das equações” e o “o plano
cartesiano ecológico para o estudo das funções do primeiro e segundo grau; o “mapa em quebra-
cabeças” para ensinar escalas e localização espacial; a “corrida da geometria” para explorar
conceitos geométricos, áreas e perímetros; “jogo Eu tenho? Quem tem?” para ensinar tabuada e
linguagem matemática, a “multiplicação chinesa com canudinhos” para ensinar tabuada de
multiplicação. Os resultados mostram que o uso dos materiais manipuláveis e jogos se apresentam
como bons recursos didáticos capazes de promover contribuições para modificar positivamente o
ensino da matemática visto que auxiliam no desenvolvimento do senso crítico, possibilita o estudo
investigativo e auxilia na compreensão e entendimento de alguns conteúdos. Entretanto é
necessário que se tenha muito claro os objetivos para cada jogo escolhido. É preciso verificar se
é adequado às estratégias e metodologias que se irá usar, se está de acordo com a faixa etária, se
é desafiador para que sirva essencialmente para desencadear aprendizagens referente aos
conteúdos trabalhados.

Palavras-chave: Formação de professores; Materiais manipuláveis; Aprendizagem matemática.

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Figura 01. Objetos educacionais do estágio produzidos nos meses de maio e junho de 2017. A.
A “balança das equações”. B. O “bingo Matemático”. C. O “plano cartesiano ecológico. D. O
“jogo corrida da geometria”. E. O “tangran”. F. O “jogo Eu tenho? Quem tem. G. O quebra-
cabeças espacial”. H. A “multiplicação chinesa com canudinhos”. Imagens registradas pelos
autores do trabalho durante o ano de 2017.

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MATEMÁTICA POR TRÊS VERBOS: CONSTRUIR, BRINCAR E


APRENDER
Renato de Assis Ribeiro1; Ályfe Kérix Gontijo Clemente2; Júlia Karolyna Almeida
de Oliveira3; Lucas Gabriel Ferreira Martins4; Renathany Kalita Sousa Rosa5;
Gabrielly Ribeiro de Oliveira Santos6.
¹Instituto Federal Goiano, renato.ribeiro@ifgoiano.edu.br; 2Instituto Federal Goiano,
kerixalyfe@gmail.com; 3Instituto Federal Goiano, julia_karolyna@hotmail.com; 4Instituto Federal
Goiano, lucas_gfm1@hotmail.com; 5Instituto Federal Goiano, renathanykalita100@gmail.com; 6Instituto
Federal Goiano, gabrielly_ribeiro13@hotmail.com.

Nos últimos tempos, as crianças e consequentemente os estudantes vem


perdendo duas de suas principais características dentro dos cenários de diversão e
aprendizagem: o gosto pelas brincadeiras e também o gosto pela Matemática. Nesse
sentido o projeto pretende resgatar esses dois predicados que acreditamos ser
fundamentais para o desenvolvimento dos aspectos social, cognitivo e cultural. Assim, o
intuito é mostrar que é possível, simultaneamente, aprender Matemática construindo os
próprios brinquedos e com as próprias brincadeiras. O objetivo é buscar na construção de
alguns brinquedos e jogos, bem como no ato de brincar e jogar, formas de aprender
Matemática de forma espontânea e divertida, evidenciando o entusiasmo pelo processo
de aprendizagem da Matemática partindo do contexto sociocultural dos estudantes. É
importante salientar que na confecção dos brinquedos houve sempre uma prioridade pelo
reaproveitamento de materiais ou materiais de baixo custo, e os mesmos deverão ser
construídos para que possam proporcionar uma aprendizagem Matemática significativa,
especialmente na geometria e no raciocínio lógico dedutivo. Primeiramente foram
realizadas orientações do professor aos alunos mostrando os objetivos e perspectivas do
projeto – construir, brincar e aprender. Em um segundo momento foram feitas
investigações e seleção dos brinquedos e jogos que seriam confeccionados de maneira
que os mesmos contemplassem os três verbos: construir, brincar e aprender. Na fase de
construção dos brinquedos e jogos foi possível perceber nas etapas e montagem dos
protótipos uma aprendizagem significativa e diversas relações com conceitos
matemáticos. Posteriormente, no verbo ápice do projeto – brincar, os estudantes
observaram a evidente relação entre os atos de brincar e jogar com o processo de ensino
e aprendizagem Matemática. Envoltos nesse cenário de diversão, investigação e
competição os estudantes estiveram motivados, solidários, desenvolvendo o senso crítico
e criativo, descobrindo novos conceitos e aumentando expressivamente a transmissão e
assimilação dos temas matemáticos. Entretanto, a proposta é também trazer essas
atividades de construções, brincadeiras e aprendizagem para a conjunção familiar dos
estudantes, e quem sabe com isso, aproximar pais e filhos dentro desse processo de brincar
e aprender. Contudo, deslumbra-se uma perspectiva de recuperar aspectos culturais das
brincadeiras e também das famílias, apresentando aos estudantes a possibilidade de
diversão e aprendizagem Matemática além do ambiente tecnológico que, em regra,
estamos inseridos.

Palavras-chave: Brinquedos; Construção; Aprendizagem.

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Figura 1. A. Jogo da Velha. B. Hexágonol. C. Operações com Copos. D. Pinball. E. Sinuca. F.


Pebolin. G. Plano Cartesiano. H. Spinner Matemático. I. Futebol de Botão. Fonte: os autores, 20
de outubro de 2017.

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O JOGO DA AMARELINA NO ESTUDO DAS POTÊNCIAS: O


RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA DO PIBID
1
Klene Pereira da Silva; 2Hiago Oliveira Machado; 3Claudimary Moreira Oliveira; 4Lívia
da Silveira Silva

¹Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Iporá, klenepereira@hotmail.com; ²Universidade Estadual de


Goiás, Câmpus Iporá hiagooliveiramachado08@gmail.com; ³Universidade Estadual de Goiás, Câmpus
Iporá clau.moreira@ueg.br; 4Escola Estadual Israel Amorim, liviacassio@hotmail.com

O jogo faz a conexão entre momentos de diversão, de competição e/ou cooperação


e de aprendizagem, propiciando interpretações diferenciadas relativas ao conteúdo por meio do
fazer dos próprios alunos. Os reflexos desse movimento levam a busca do conhecimento pelo
estímulo ao raciocínio lógico que propicia rapidez na ação e estímulo à aprendizagem dos
conteúdos matemáticos. Nesta perspectiva, este projeto se desenvolveu durante as atividades dos
bolsistas em um dos subprojetos do Programa de Incentivo à Docência (PIBID) do curso de
Licenciatura em Matemática da Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Iporá em 2017. O
objetivo foi identificar algumas contribuições do uso de jogos pedagógicos para o
ensino/aprendizagem do conteúdo de potência. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com
embasamento teórico bibliográfico em Crepaldi (2010), Grando (2000) e Golbert (1997). As
atividades experimentais se deram em sala de aula com a utilização do jogo da Amarelinha das
Potências para motivar o interesse, estimular o raciocínio lógico e o cálculo mental e assim
facilitar a aprendizagem dos alunos. Os resultados obtidos mostram que as atividades
desenvolvidas com o jogo contagiaram os alunos despertando-os para o desejo de vencer cada
desafio proposto, estimulou o cálculo mental por meio dos problemas e da competição servindo
como facilitador da aprendizagem dos cálculos e propriedades das potências. Por meio da
brincadeira, foi possível manter a atenção do aluno durante as atividades desenvolvidas. As
principais contribuições do jogo foram o despertar do interesse pelo tema e a motivação na busca
de respostas para os desafios. Possibilitou também a participação ativa dos alunos que construíram
conhecimentos pela sua própria ação que despertou o “querer aprender” que potencializou as
aprendizagens.

Palavras-chave: Jogo matemático; Ensino de matemática; Lúdico.

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Figura 01. O jogo “Amarelinha das potências produzido em abril de 2017. Imagens registradas
pelos autores no ano de 2017.

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REVISÃO E VISUALIZAÇÃO: INOVANDO O PROCESSO DE


ENSINO-APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA
Evanya Karla Lemes Silva¹; Pablo Henrique Raieski Montijo2; Bárbara Freitas
Galdino3; Rhailiny Gomes de Souza4
¹Universidade Estadual de Goiás – Câmpus Iporá, evanya.karla@gmail.com; 2Universidade Estadual de
Goiás – Câmpus Iporá, pablohrm.21@gmail.com; 3Universidade Estadual de Goiás – Câmpus Iporá,
barbarafgaldino@gmail.com; 4Universidade Estadual de Goiás – Câmpus Iporá,
gomesrhailiny@gmail.com.

O processo de Ensino-Aprendizagem tem se tornado cada vez mais


complicado, principalmente na área da Matemática, devido à grande dificuldade dos
alunos com os cálculos. Sabe-se que para aprender os conteúdos matemáticos é necessária
uma repetição contínua de exercícios, pois, geralmente, muitos alunos conseguem
aprender com resolução de exercícios e atividades práticas. E buscar métodos de aula
menos cansativos e mais eficazes é uma tarefa árdua que o educador tem enfrentado.
Neste sentido, o principal objetivo deste trabalho é apresentar dois objetos que podem ser
utilizados para tornar as aulas de matemática mais interessantes, para que os alunos
tenham um melhor desempenho tanto nas aulas, como em seu cotidiano. O primeiro é
denominado Caça Operações, um jogo confeccionado de forma simples e que se podem
utilizar outros objetos para confeccioná-lo, de acordo com a criatividade e intenção do
educador. Foram utilizados pedacinhos de madeira e uma chapa maior para serem
colocadas operações matemáticas básicas que serão trabalhadas. A ideia é revisar as
quatro operações básicas que são necessárias em qualquer conteúdo de matemática, pois
existe muita dificuldade dos alunos em resolvê-las, principalmente na divisão e
multiplicação. O segundo objeto é uma maquete montável, confeccionada com papel-
cartão. Pode ser utilizada para demonstrar cálculos de área ou volume e também para
visualização das formas geométricas nas construções e em toda parte, para que os alunos
possam visualizar e aprender de forma mais dinâmica e criativa. Ambos podem ser
utilizados no Ensino Fundamental II, sendo possível modificá-los de acordo com a
necessidade do professor. Dinamizar uma aula de matemática possibilita um processo de
ensino-aprendizagem eficaz e a utilização de Objetos Educacionais auxilia o aluno na
visualização do que deve ser feito, podendo contribuir na eficácia desse processo.

Palavras-chave: Dinâmica; Criatividade; Eficaz; Métodos.

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Figura 1. Objetos Educacionais construídos. A. Caça Operações. B. Maquete Montável. Imagens


registradas pelos autores do trabalho durante o mês de Junho.

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ABORDAGEM DA LEI Nº 11.645/08 SOBRE O ENSINO DA


CULTURA INDÍGENA APLICADO À EDUCAÇÃO INFANTIL
Flávia Junqueira da Silva

Escola Municipal de Educação Infantil Maria Aparecida da Silva, Secretaria Municipal de Educação de
Uberlândia, flaviajusilva@hotmail.com

Embora a obrigatoriedade da Lei nº 11645/08 não se aplique à etapa da Educação


Infantil, consideramos que a abordagem da diversidade cultural é uma das questões que no
cotidiano escolar está presente nas relações sociais das crianças pequenas. E na educação infantil
as relações entre os pares e mesmo com as relações entre os adultos e crianças se manifestam de
diferentes formas e não são despercebidas entre as crianças. No universo infantil estas
manifestações instigam a curiosidade do que não se conhece, do que é diferente. E neste contexto,
a diversidade cultural se abrange no universo da aprendizagem, constituindo a criança enquanto
sujeito. Este trabalho visa contemplar o ensino da cultura indígena de forma multidisciplinar nos
cumprimentos da Lei nº 11645/08, enriquecendo de forma didática os conteúdos curriculares da
educação infantil para as demandas das aulas dos componentes curriculares de Música, Artes
Visuais, Culturas Regionais e Locais, com a articulação destes eixos de trabalho da Educação
Infantil aos projetos institucionais previstos no projeto político pedagógico (PPP) da EMEI Maria
Aparecida da Silva para as turmas de Berçário, GI e GII. Neste sentido, na exploração dos
conteúdos que se expressam no campo de artes, linguagens, conhecimentos de mundo,
destacamos a confecção de objetos com recursos de sucatas voltados para a cultura indígena, quais
sejam: o cocar como adorno de manifestação de liderança, feito de caixa de papelão e papel
filipinho e pintado com tinta guache pelas crianças, com recursos de canudinhos colados para
adorno como o colar e circunferência aberta para exposição do rosto dos alunos no material; os
recursos naturais, meio de transporte (a canoa) e habitat (índios aldeados, neste contexto) foram
explorados com a confecção da lagoa pintada em papel crafte e criação dos indiozinhos com
rolinhos de papel higiênicos explorando vestuários e adornos indígenas; a moradia indígena feita
com cones de salgadinhos e serragens de ponta de lápis de cores; garrafinhas pet vazias e grãos
de feijão feitos ora em duplas ora de forma individual para confecção de chocalhos enquanto
instrumentos musicais e galões de produtos de limpeza decorados com durex colorido para
simbolizar os tambores indígenas utilizados nas festividades e rituais indígenas. A participação
das turmas em suas diferentes faixas etárias (0 a 3 anos) proporcionou alcance dos objetivos do
projeto denominado “Poeminhas da Terra”, que teve como referência de denominação e base
textual a obra literária de Marcia Leite, da editora Pulo do Gato. As crianças são capazes de
identificar moradia, adornos e instrumentos como chocalhos e tambores na percepção coerente ao
ritmo de aprendizagem de cada faixa etária. Demonstram empenho e entusiasmo com a utilização
destes recursos pedagógicos na manifestação de sua utilidade e manuseio.

Palavras-chave: Diversidade cultural; multidisciplinaridade; currículo; trabalho pedagógico.

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Figura 1. Materiais utilizados no projeto “Poeminhas da Terra. Imagens de Flávia Junqueira da


Silva, agosto de 2017.

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ROBÔ ENGENHEIRO: UMA PROPOSTA PARA O ENSINO E


APRENDIZAGEM COLABORATIVA E/OU COOPERATIVA DE
QUÍMICA NO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL
Ricardo Silvério Gomes Pinheiro1; Márlon Hérbert Flora Barbosa Soares2 ;
Ueligton Barbosa de Souza3; Guilhermy William Macedo de Andrade4 ; João
Bento Alves de Souza Correia Neto5 ; Rafael Silvério Gomes Pinheiro6 ; Wender
Vitor Martins dos Santos7 ; Elismar Martins Lourenço8 ; Wesley Vieira Alexandre
Santos9
1
Faculdade de Iporá (FAI), ricardosilveriogp@hotmail.com; 2Universidade Federal de Goiás (UFG),
marlon@ufg.br; 3Faculdade de Iporá (FAI), ugb14ugb@hotmail.com; 4Instituto Federal Goiano – Campus
Iporá (IF-Goiano), gui200L@hotmail.com; 5Faculdade de Iporá (FAI), ueligton14ugb@gmail.com;
6
Instituto Federal Goiano – Campus Iporá (IF-Goiano), rr147440@gmail.com; 7Faculdade de Iporá (FAI),
wendervictor3@gmail.com; 8Faculdade de Iporá (FAI), elismar222_@hotmail.com; 9Faculdade de Iporá
(FAI), wesleycpa2008@gmail.com

O conceito que a sociedade tem sobre os robôs geralmente é muito restrito a


algumas características divulgadas pelos meios de comunicação. Dessa forma, no
primeiro momento é necessário compreender que um robô pode ser móvel ou fixo e pode
ter qualquer formato. Pode estar presente nas escolas também, e não somente em
indústrias. O robô apresentado neste trabalho foi uma ideia proposta a alunos do curso de
Engenharia Civil da Faculdade de Iporá (FAI, sendo construído com reciclagem de
materiais eletrônicos e com um kit arduíno. O objetivo foi criar um objeto para auxiliar o
trabalho do engenheiro civil e promover a aprendizagem dos alunos em Eletrônica,
Química, Engenharia, Software e Mecânica. No planejamento do robô o professor pode
ensinar através das próprias dúvidas e sugestões dos alunos durante as discussões em
grupo. Esse é o processo denominado por aprendizagem colaborativa, onde todos
contribuem de forma a compartilhar o conhecimento e construí-lo em conjunto. Na
confecção do robô houve aprendizagem cooperativa por ser necessária a divisão de
tarefas, como a montagem das partes mecânicas, do software e dos circuitos. O robô
construído foi denominado por Robô Engenheiro por ter como finalidade realizar
medições que vão determinar se há corrosão eletroquímica em estruturas metálicas de
concreto armado. O objeto apresenta mobilidade por meio de esteiras com correntes de
bicicleta, tem comandos através de sinal Wi-Fi que é recebido por uma placa arduína e
enviado para realização de medidas de resistividade elétrica, temperatura e regularidade
do concreto, sendo utilizado para isso sensores específicos. O processo educacional por
trás desse robô pode ser identificado em duas ocasiões: no planejamento e confecção,
onde os alunos precisaram se apropriar de conhecimentos diversos além daqueles de
Química, e também na sua aplicação para identificar estruturas com patologias que podem
contribuir para o trabalho do profissional da Engenharia. De toda forma, para
confeccionar, utilizar ou manusear o robô, é necessária a compreensão de conhecimentos
por trás do funcionamento do mesmo. A utilização da robótica como método de ensino
buscou levar aos alunos o conhecimento de forma interdisciplinar por envolver diferentes
áreas do conhecimento. O robô é fruto de processos de ensino e aprendizagem que foram
parte colaborativos e parte cooperativos, e se trata de um objeto que pode ser utilizado
para ensino e aprendizagem em sala de aula.

Palavras-chave: Robótica; Colaboração; Arduíno.

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ISSN: 2238-8451

Figura 1. Robô Engenheiro. Por: Guilhermy William Macedo de Andrade, em 24 de outubro de


2017

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ISSN: 2238-8451

O PÊNDULO SIMPLES DE GALILEU: EXPERIMENTO DE BAIXO


CUSTO PARA O ENSINO DE CONCEITOS CIENTÍFICOS
REFERENTES À ACELERAÇÃO GRAVITACIONAL NA
SUPERFÍCIE DA TERRA
Carlos Henrique Paula Almeida1; Jairan Arantes Fernandes2; Klene Pereira da Silva3;
Homeilton José Oliveira4

¹Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Iporá, carlosh.ueg@gmail.com; ²Universidade Estadual de


Goiás, Câmpus Iporá, jairanarantesfernandes@gmail.com; ³Universidade Estadual de Goiás, Câmpus
Iporá, klenepereira@hotmail.com; 4Universidade Estadual de Goiás, Campus Iporá,
homeilton.oliveira@ueg.br.

O pêndulo simples foi uma das primeiras ferramentas utilizadas na história da ciência
moderna. Foi usado pelo cientista italiano Galileu Galilei (1564-1642) como meio de
interpretação e demonstração experimental e quantitativa da aceleração da gravidade na superfície
da Terra, entre os séculos XVI-XVII. Na atualidade, grande parte dos estudantes têm dificuldades
para entender o conteúdo que trata da aceleração da gravidade, pois este costuma ser abordado
apenas de forma teórica. O aprendizado torna-se significativo aos estudantes quando o professor
além de abordar conhecimentos teóricos, trazer comprovações que justifiquem o que está sendo
apresentado, ou seja, com o auxílio de recursos como os objetos educacionais. Construímos um
objeto educacional com o propósito de apresentar o valor da aceleração da gravidade. Ele consiste
numa adaptação do pêndulo de Galileu, confeccionado com materiais de baixo custo que podem
ser acessíveis para professores e estudantes. O pêndulo foi construído com o uso de materiais
reutilizáveis como: barbante, massa de aço, suporte de metal e uma base de madeira como suporte.
Tem a capacidade de contribuir para que medições referentes à gravidade na superfície da Terra
possam ser realizadas em sala de aula. Sem o auxílio desse objeto, os estudantes podem receber
basicamente explicações abstratas, encontrando assim maiores dificuldades para compreender o
fenômeno. Acreditamos que esse material didático pode contribuir de forma positiva para que
ocorra um ensino mais dinâmico, questionador e com características de pesquisa. Desta forma, de
acordo com Pedro Demo (2007), propostas com essa perspectiva podem contribuir para que haja
a superação daquela escola que repassa conhecimento, atrapalhando o estudante que se torna
objeto de ensino e instrução, nada mais. O objeto construído juntamente com a orientação do
professor traz a possibilidade de proporcionar maior capacidade de ensinar e compreender
conhecimentos e conceitos científicos, uma vez que este pode ser utilizado em sala de aula,
organizando pequenos grupos, construindo tabelas com medidas de período, determinando
médias aritméticas e, por fim, analisando os resultados.

Palavras-chave: Experimento Físico; Pêndulo; Movimento Harmônico.

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ISSN: 2238-8451

Figura 1. Pêndulo simples produzido em outubro de 2017. A. Base de madeira retangular como
suporte. B. Suporte de metal. C. Barbante. D. Massa de aço. Imagem registrada pelos autores.

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USO DO FOGUETE MOVIDO A ÁLCOOL NA COMPREENSÃO


DA TERCEIRA LEI DE NEWTON
Ester Sousa Bessa1; Lauro Henrique Alcântara de Jesus2; Jéssica Alves de Faria
Silva3; Homeilton José de Oliveira4.
1
Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia Goiano - Campus Iporá,
esterbessa1999@hotmail.com; 2Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia Goiano - Campus
Iporá, laurohenrique.ipo@gmail.com; 3Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia Goiano -
Campus Iporá, jessicaalves.2095@gmail.com; 4Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia
Goiano - Campus Iporá, homeilton.oliveira@ifgoiano.edu.br.

Observa-se que o processo de ensino-aprendizagem exige, diariamente,


constantes mudanças. A educação tradicional fundamenta como um princípio de ensinar
o conteúdo através da aula do professor, frequentemente expositiva pelo quadro e
predeterminada, enfatizando apenas a resolução de exercícios com exigências de
memorização. Essa condição precisa ser substituída por propostas de ensino capazes de
cativar o estudante a buscar cada vez mais conhecimento e de fato compreender a matéria
com uma metodologia diversificada, como o uso de experimentos e jogos que estimulem
seu censo crítico. Dessa forma, o desenvolvimento de novas práticas de ensino pode
despertar o interesse dos estudantes pela ciência e para se tornar um profissional de algum
seguimento da área. A confecção do foguete movido a álcool iniciou com o objetivo de
fabricar uma ferramenta didática construída a partir do reaproveitamento de materiais de
fácil aquisição e de baixo custo, e ao mesmo tempo capaz de despertar a atenção e a
curiosidade científica dos estudantes do ensino médio, fazendo com que eles
desenvolvam a “experiência” fora do ambiente expositivo e predeterminado, e então
compreender de forma clara as aplicações da terceira lei de Newton que descreve o
resultado da interação entre duas forças. Ela pode ser enunciada da seguinte maneira: para
toda ação (força) sobre um objeto, em reposta à interação com outro objeto, existirá uma
reação (força) de mesmo valor e direção, mas com sentindo oposto. O objeto foi
confeccionado utilizando garrafa pet, barbante, cola quente, pequenas argolas de metal,
álcool etílico 70% e isqueiro. De início, furamos a tampa com aproximadamente 1cm de
diâmetro e em seguida acrescentamos álcool dentro da garrafa presa ao barbante. Logo,
ao pressionar a garrafa o seu interior se encheu de ar e com a chama do isqueiro próximo
ao furo da garrafa ocorreu uma explosão em decorrência da reação de combustão,
provocando consequentemente o deslocamento dos gases em um sentido e a garrafa em
outro. O experimento demonstra reações químicas que possibilitam seu deslocamento, de
forma que através desse movimento pode-se compreender a aplicação da terceira Lei de
Newton. O experimento é criativo, dinâmico e capaz de descrever conceitos científicos
tanto físicos quanto químicos. Nesta perspectiva acreditamos disponibilizar aos docentes
um material didático capaz de contribuir positivamente para uma nova prática de ensino.
Portanto esse material constitui um recurso didático que pode favorecer o ensino de Física
em sala de aula.

Palavras-chaves: interdisciplinar; objeto lúdico; ferramenta didática; ensino de Física.

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Figura 1. O Foguete movido a álcool confeccionado com os seguintes materiais: (A) garrafa pet;
(B) barbante; (C) álcool etílico 70%; (D) isqueiro; (E) cola quente; (F) argola de metal. Autor da
imagem: Lauro Henrique Alcântara de Jesus, 18 de outubro de 2017.

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Eixo Temático: Metodologias e Práticas de Ensino


Área do Conhecimento: Ciências Biológicas

USO DA PLANTA MEDICINAL VERNONIA CONDENSATA


(BOLDO- BAIANO) COMO MEDICAMENTO FITOTERÁPICO EM
UMA ESCOLA PÚBLICA DE TEMPO INTEGRAL NA CIDADE DE
IPORÁ- GOIÁS
Andressa Ranielle Mendes Albado; Gleiciene Lourenço Soares; Flávia Damacena
Sousa Silva

No inicio da Pré - História os primeiros humanos descobriram o grande papel


que as plantas medicinais têm na vida humana e assim começaram a utilizá-las como
medicamentos, para tratamentos diversos, como dores de cabeças e outras enfermidades.
A Vernonia condensata, conhecida popularmente como boldo-baiano, é de origem
africana e pertence a família Asteracea, tendo composição química que é documentada
pela presença de saponinas e glicosídeo. A V. condensata é usada através de chá ou de
suco para tratamentos de fígado, dor de cabeça e dor no estômago. O tema deste trabalho
foi pensado a partir do estágio, no desenvolvimento de atividades junto ao projeto de
Iniciação Científica com temática de “plantas medicinais”, em um Colégio de Tempo
Integral na cidade de Iporá Goiás. A pesquisa tem abordagem qualitativa, que é um
processo de reflexão e análise de realidade através da utilização de métodos e técnicas
para compreensão detalhada do objeto de estudo. Coletou-se os dados por meio de um
questionário aplicado junto aos alunos da escola que participaram do desenvolvimento do
projeto de iniciação científica. Assim, um total de 24 alunos responderam o questionário.
Com a investigação realizada neste trabalho, buscou- se a valorização do conhecimento
dos alunos participantes da Iniciação Científica no Colégio de Tempo Integral na Cidade
de Iporá - Goiás. Além disso, percebeu-se que os alunos aprenderam sobre plantas
medicinais, que conhecem a V. condensata e tem costume de fazer uso desta. Mas,
principalmente, este estudo demonstra a importância do desenvolvimento de atividades
como essa de iniciação científica com os alunos, proporcionando experiências de
construção de aprendizagem e linguagem científica.

Palavras-chave: Vernonia Condensata; Iniciação Científica; Utilização; Iniciação


Científica.

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Eixo temático: As abordagens da Educação Ambiental


Área do conhecimento: Ciências Biológicas

COMPREENSÃO DA COMPOSTAGEM DE RESÍDUOS


ORGÂNICOS COMO MECANISMO DE EDUCAÇÃO
AMBIENTAL NO ENSINO FUNDAMENTAL
Daisson Bruno Morais Bernardes; Flávia Damacena Sousa Silva.

Na eminência de se ter a escola como campo desenvolvedor de


potencialidades para a criação do conhecimento LINS (2003), as Ciências da Natureza
juntamente com a Biologia tornam-se, mecanismos pontificadores entre indivíduo e meio,
de forma a despertar para a compreensão do seu papel diante de fatores eco ambientais
que o cercam GOIÁS (2012). Neste tocante, a compreensão sobre matéria orgânica e sua
plasticidade cíclica na natureza se faz necessária para que haja forma consciente de lidar
com o orgânico, e seus resquícios residuais, gerado pelo próprio homem no seu convívio
social citadino. Com isso, buscou-se desenvolver uma pesquisa com abordagem mista
(quantitativo e qualitativo), SAMPIERRE (2013), via questionário objetivo (instrumento
para coleta de dados). Os sujeitos da pesquisa foram docentes de Ciências e Biologia
lotados em um Colégio Estadual de Ensino Integral (CEPI) na cidade de Iporá Goiás. O
questionário visou levantar o entendimento e a compreensão dos docentes a respeito de
se reutilizar a matéria orgânica descartada naquele espaço físico, não só por razões de
sustentabilidade, mas como ferramenta educacional, uma vez que a instituição desenvolve
um trabalho com hortação que requer adubação frequente, procedimento este, possível
ser desenvolvido no próprio local utilizando dos conhecimentos pertinentes ao conteúdo
ecologia, em que se encontram os decompositores, sendo estes proporcionadores de
adubo natural, a medida em que são trabalhados de forma adequada, como no caso da
compostagem produzida em local ideal, NETO (2007). Tal pesquisa intentou estabelecer
um diálogo entre educador, conteúdo, ferramenta pedagógica (compostagem no ambiente
de escolar) e despertar para a sustentabilidade, de modo a compreender o fenômeno da
relação entre ambos dentro da instituição locus da pesquisa, LAKATUS (2001). Dos
resultados obtidos, pôde-se perceber, na maioria das respostas dadas aos questionamentos
levantados, que estas foram condizentes com a relevância de se utilizar e trabalhar a
compostagem como forma didático-pedagógica, a fim de se instigar o despertar para uma
consciência sustentável, de forma a dar suporte não só ao ambiente da própria escola em
questão, mas como também, para a vida em meio social.

Palavras-chave: Compostagem; Resíduos; Orgânico; Ferramenta pedagógica.

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Eixo temático: Metodologias e Práticas de Ensino


Área do conhecimento: Ciências Biológicas

CONHECIMENTOS E CONCEPÇÕES SOBRE O ENSINO DE


ZOOLOGIA DE ALUNOS DE UM CURSO DE LICENCIATURA
EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
Franciely Moura Mendes; Marcia Pamela de Paula Carvalho; Flávia Damacena
Sousa Silva.

Esta pesquisa objetivou levantar conhecimentos e concepções sobre o ensino


de Zoologia na visão dos alunos de um curso de licenciatura em Ciências Biológicas.
Diversos autores tem estudado a importância da forma como se dá o ensino, ou seja, as
metodologias utilizadas no processo ensino aprendizagem, influenciam diretamente na
aprendizagem. “As estratégias didáticas ou procedimentos de ensino se destacam como
uma forma de intervenção que contribui para o professor colocar o aluno em contato com
os fatos ou fenômenos que lhes possibilitem mudar sua conduta” (HAIDT, 1999 apud
CAVALCANTE NETO, 2011, p. 04). A análise e leitura dos dados se deram numa
abordagem qualitativa e quantitativa. A abordagem qualitativa, segundo Bardin (2000),
envolve um conjunto de técnicas de análise das comunicações entre os homens, dentre
elas, a da linguagem escrita, por que estas são mais estáveis e constituem um material
objetivo o qual podemos consultar quantas vezes forem necessárias. Com o intuito de
coletar os dados, foi aplicado junto aos alunos do 6ª período e 4°ano, um questionário,
com 7 perguntas objetivas, sendo algumas com solicitação de justificativa e 2 discursivas.
Ao todo, responderam o questionário 22 acadêmicos do curso Ciência Biológicas, sendo
12 pertencentes ao 6ª período e 9 do 8ª período. Os resultados mostraram que, na
Universidade, os acadêmicos veem diferentes possibilidades de ensino nas aulas de
Zoologia e que se espelham nessas aulas para sua futura prática docente. Dentre as
metodologias citadas pelos alunos, como positivas e que utilizariam em suas aulas, para
o ensino de Zoologia, estão aulas expositivas a partir do diálogo e do uso de livro didático,
Datashow, quadro negro, citando também que é importante diversificar com as aulas
práticas e aulas campo para melhor a compreensão do conteúdo aplicado em sala.

Palavras-chave: Metodologias; Acadêmicos; Zoologia; Diversificar.

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Eixo temático: Metodologias e Práticas de Ensino


Área do conhecimento: Ciências Biológicas

METODOLOGIAS DE ENSINO DE BOTÂNICA NA VISÃO DOS


DOCENTES DE BIOLOGIA DE ESCOLAS PÚBLICAS EM IPORÁ-
GO
Laisa Lana Silva Machado; Jaíne Aparecida da Silva Fagundes Soares; Flávia
Damacena Sousa Silva.

A Biologia pode ser destacada como uma das disciplinas mais pertinentes,
relevantes e merecedoras da atenção dos docentes, ou uma das mais insignificantes,
dependendo do que o educador ensina e da forma que ele ensina, de acordo com
Krasilchik (2005). Alguns autores entraram em consenso, inclusive Krasilchik (2005),
afirmando que o conteúdo e a metodologia estão profundamente relacionados, tanto para
o ensino quanto para a aprendizagem. Uma das finalidades do sistema educacional é
oferecer aos futuros cidadãos capacidades de aprender, para que sejam aprendizes mais
flexíveis e autônomos (POZO, 2003). Dentro da Biologia como conteúdo escolar, a
Botânica é uma das áreas que começam a ser trabalhadas a partir do 2°ano do Ensino
Médio, de acordo com o Currículo Referência do Estado de Goiás (GOIÁS, 2012 p. 357).
Assim, pode-se dizer que o uso de metodologias como ferramentas na disciplina de
Biologia em relação ao conteúdo de Botânica é muito importante para a construção na
aprendizagem dos alunos. O presente trabalho propôs uma análise qualitativa, das
metodologias de ensino utilizadas por professores, bem como suas concepções, no ensino
de Botânica, em três escolas da Rede Pública de Iporá GO. Para tanto, o instrumento de
coleta de dados foi um questionário aplicado a esses professores. Muitas vezes o professor
tem oportunidades de diversificar as metodologias de ensino deste conteúdo, mas, por
motivos diversos não o fazem ou até mesmo por falta de materiais pedagógicos ou por
recursos que a escola não tem condições de fornecer. A principal característica que pôde
ser observada nos resultados, sendo ressaltada pelos professores são as dificuldades
encontradas de ministrar os conteúdos, de forma mais diversificada, por causa da baixa
quantidade de aulas que o professor tem para ministrar uma grande quantidade de
conteúdo durante o ano letivo. Entretanto, a maioria dos professores afirmou sempre
buscar estratégias e alternativas didáticas para ministrar os conteúdos de forma que os
alunos consigam aprender a maior parte do que foi ensinado.

Palavras-chave: Metodologias de ensino; Alunos; Docentes; Ensino; Botânica.

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Eixo Temático: Metodologias e práticas de ensino


Área do Conhecimento: Ciências Biológicas

ENSINO DE ZOOLOGIA NO ENSINO MÉDIO: ENTRE PRÁTICAS


DE ENSINO POSSÍVEIS E PRÁTICAS DE ENSINO REALIZADAS
Loraine Oliveira Dias; Maria Luisa Dias Batista; Flávia Damacena Sousa Silva.

As práticas de ensino são de suma importância para a aprendizagem do aluno.


No Brasil a sociedade brasileira para o progresso de ciências (SBPC), defende que
Biologia deve ser ensinada os conteúdos mais relevantes, de acordo com a realidade dos
alunos, e que contribuem para melhorar a qualidade de vida (KRASILCHIK, 1983).
Dentro da disciplina de Biologia, existem muitos métodos que podem e devem ser
utilizados. O ensino de Biologia é fundamental para o desenvolvimento intelectual da
sociedade, segundo Caldeira (2009, p.92), “A Biologia contempla a relação cognição,
motivação, interação, o que torna imprescindível para uma longevidade da
aprendizagem”. Nos conteúdos trabalhados em Biologia, temos a Zoologia (ramo da
Biologia que estuda os animais) que é uma área fragilizada com relação a pesquisas sobre
o ensino da mesma (JÚNIOR, 2013). Por este motivo a pesquisa fez um levantamento das
práticas e métodos de ensino em Zoologia, que os professores realizam e as práticas de
ensino que poderiam ser realizadas. Também buscou-se entender os diferentes métodos
para fixação do conteúdo, e dar significado destes ao aluno. O instrumento de coleta de
dados foi o questionário, em que foi aplicado aos professores da segunda série do Ensino
médio. Após a aplicação dos questionários, os resultados obtidos foram organizados e
tabulados, para análise. Esta pesquisa se deu em três escolas públicas Estaduais na cidade
de Iporá, Jussara e Israelândia. Os sujeitos da pesquisa foram os professores de Biologia
da segunda série do Ensino Médio. Como resultados, foi possível perceber que a maioria
dos métodos utilizados pelos professores são métodos tradicionais de ensino e que uma
das maiores dificuldades encontradas por estes é a falta de recursos. Porém, ressalta-se
que é possível utilizar métodos alternativos e que a formação continuada pode ser uma
boa alternativa para atualização dos métodos de ensino, principalmente na área de
Zoologia onde abarca poucos estudos sobre métodos de ensino.

Palavras-chave: Professor; Metodologia; Importância; Formação.

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Eixo temático: Metodologias e práticas de ensino


Área do conhecimento: Ciências Biológicas

USO DA PLANTA MEDICINAL ALTERNANTHERA BRASILIANA


COMO MEDICAMENTO FITOTERÁPICO EM UMA ESCOLA
PÚBLICA DE TEMPO INTEGRAL NA CIDADE DE IPORÁ, GOIÁS
Natane Morais de Castro; Francielly Alves Ferreira; Flávia Damacena Sousa
Silva.

O trabalho em questão procurou saber como (e se) tem sido implementada a


Alternanthera brasiliana, vulgar terramicina, no projeto de Iniciação Científica (IC) de
uma escola pública de tempo integral da cidade de Iporá, e como essa planta era
trabalhada com os alunos. Assim, buscou-se, investigar o conhecimento prévio que os
alunos têm sobre a planta, seu uso, benefícios e malefícios, além de averiguar o
conhecimento científico adquirido por eles por meio da Iniciação Científica e se essa
planta era usada como medicamento fitoterápico no ambiente escolar. Desde a
antiguidade, a humanidade sofre com enfermidades. Os índios e os europeus, associando
seus conhecimentos descobriram nas plantas medicinais uma grande arma para tratar os
males de seus povos (BRAGA, 2011). Tal prática persiste até os dias atuais, onde se
tornou um meio alternativo, mais barato e com menos efeitos colaterais. Dentre as
inúmeras plantas medicinais existentes, a Alternanthera brasiliana, da família
Amaranthaceae (SIQUEIRA, 2002), mais popularmente conhecida como terramicina,
penicilina ou doril (DELAPORTE et al., 2002; LORENZI, 2008), é uma planta que está
presente em quase todas as áreas abertas do Brasil, principalmente regiões litorâneas e na
Amazônia (LORENZI, 2008; SENNA, 2006). Suas finalidades medicinais são bem
amplas e as formas de utilização da mesma também. A iniciação científica desenvolve
projetos na escola, com temas que envolvem alunos, professores e a comunidade. A
abordagem metodológica utilizada foi qualitativa, fazendo uso de questionários aplicados
junto à professora de IC, à auxiliar de pátio e aos alunos, para a coleta de dados. Após a
aplicação dos questionários, tabulou-se os dados para posterior análise conforme
literatura que trata sobre a planta A. brasiliana. Como resultados obtidos, percebeu-se que
a terramicina, juntamente com demais plantas medicinais, são usadas na unidade escolar
para os mais variados tipos de enfermidades. A terramicina é usada através de chás para
tratar dores de cabeça e infecções. É administrada por profissionais que lidam diretamente
com os alunos. Conclui-se, que apesar de não ser tão conhecida como outras plantas
medicinais, a terramicina é uma alternativa de uso medicinal de excelente qualidade, uma
vez que são inúmeros seus benefícios e sua acessibilidade a torna de fácil cultivo e
utilização.

Palavras-chave: Alternanthera brasiliana; Utilização; Iniciação Científica; Escola;


Conhecimento.

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Eixo temático: Metodologias e práticas de ensino


Área do conhecimento: Ciências Biológicas

HORTA MEDICINAL UMA EXPERIÊNCIA EM UMA ESCOLA


PÚBLICA DE TEMPO INTEGRAL NA CIDADE DE IPORÁ-GO
Ana Clara Andrade Silva; Talita Lorraine Delfina Silva Sousa; Flávia Damacena
Sousa Silva.

A utilização de produtos naturais, com fins medicinais, nasceu com a


humanidade. Indícios do uso de plantas medicinais foram encontrados nas civilizações
mais antigas, sendo uma das práticas mais utilizadas pelo homem para cura, prevenção e
tratamento de doença (ANDRADE; CARDOSO; BASTOS, 2007). O uso dessas plantas
é grande, principalmente em virtude do custo. É possível perceber que o chá das plantas
medicinais é simples e ajuda a resolver incômodos como dores de cabeça, dor de
estômago, mal-estar, enjôos entre outros sintomas. As plantas medicinais sempre foram
objeto de estudo, buscando novas fontes para obtenção de princípios ativos, responsáveis
por sua ação farmacológica ou terapêutica. No entanto, ainda é um campo pouco
estudado, apesar da riqueza da flora brasileira (NABUCO, 2017). É comum as pessoas
terem em casa plantas para uso medicinal. A proposta desta pesquisa partiu do
desenvolvimento do estágio supervisionado em um Colégio de Tempo Integral na cidade
de Iporá. A atividade em questão foi a participação no projeto de iniciação científica com
o tema “plantas medicinais”. Este fazia uso, das plantas da horta medicinal da escola,
como forma de pesquisa para os alunos do Ensino Fundamental. As plantas também são
usadas como medicamento com os alunos, em problemas como náuseas, dores de cabeça
e estômago. Assim, o objetivo do trabalho foi compreender como se deu o processo de
implantação e utilização da horta medicinal como fonte de medicamento e como fonte
para o projeto de iniciação científica. Além disso, procurou-se compreender a importância
da temática de iniciação científica para a escola e alunos. A pesquisa teve abordagem
qualitativa e os dados foram coletados por meio de entrevista com a idealizadora da horta
medicinal e com a professora do projeto de iniciação científica. Os resultados mostraram
que o uso das plantas medicinais tem sido positivo para a escola, porém, é difícil manter
a horta, pois demanda recursos financeiros e humanos. Sobre o projeto de iniciação
científica, percebeu-se que os alunos aprenderam muito sobre plantas medicinais, seu uso,
além de conhecer de maneira científica as informações que antes tinham de forma
popular. Destaca-se que projetos como esse são importantes para o desenvolvimento
científico do aluno, para que o mesmo desenvolva a linguagem científica e seja capaz de
compreender cientificamente como se dá as relações do homem natureza no cotidiano.

Palavras-chave: Plantas Medicinais; Tratamento; Conhecimento; Terapêuticos.

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Eixo Temático: Metodologias e Práticas de Ensino


Área do Conhecimento: Ciências Biológicas

ADOLESCÊNCIA, SEXUALIDADE E GRAVIDEZ: NA VISÃO DOS


ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Andressa Rodrigues de Carvalho da Silva; Flávia Damacena Sousa Silva; Ueslene
Maria Ferreira Pontes

A adolescência é um estágio de transição entre a infância e a vida adulta. Na


adolescência a vivência da sexualidade é bem mais intensa e ao mesmo tempo confusa. Na maioria
das vezes é manifestada pelas práticas inseguras, podendo assim, trazer doenças, engravidar e
acarretar vários outros problemas. O presente trabalho tem como objetivo investigar o
conhecimento dos adolescentes sobre sexualidade, gravidez, doenças sexualmente transmissíveis.
Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que tem como meta relatar as experiências, história de vida
desses adolescentes através de um questionário formado por questões de múltipla escolha e
abertas aplicado aos alunos do Ensino Fundamental de uma escola pública. Neste estudo
preliminar, apresenta-se o resultado dos questionários apresentados aos alunos do EF. A pesquisa
foi realizada com 34 adolescentes, com idades variadas de 12 a 16 anos. A maioria tinha 13 e 14
anos. Do total 19 (56%) eram meninas e 15 (44,1%) meninos. Foi possível observar que a maioria
dos alunos são informados quanto ao uso do preservativo, porém, ainda possuem várias dúvidas
quando se trata da diferença entre sexo e sexualidade, o que é a adolescência, o que é a puberdade.
Foi demonstrado então que os alunos carecem de informações tanto em casa como no ambiente
escolar.

Palavras-chave: Gravidez; Escola; Adolescentes.

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ISSN: 2238-8451

Eixo Temático: Metodologias e Práticas de Ensino


Área do Conhecimento: Ciências Biológicas

IMPORTÂNCIA DA UTILIZAÇÃO DE PRÁTICAS SOBRE


FUNGOS NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DE
CIÊNCIAS NATURAIS
Ângela Mendes Serafim; Ueslene Maria Ferreira Pontes

O presente trabalho tem por objetivo relatar a importância ecológica e das aulas
práticas sobre Fungos no Ensino de Ciências Naturais, realizado através do Estágio
Supervisionado II. O projeto foi desenvolvido com alunos de 7º ano de uma Escola Campo
localizada na cidade de Iporá-GO, sendo assim realizado em 5 etapas tanto teóricas como aulas
práticas. Cada etapa obteve duração de 40 minutos, as três primeiras voltadas para aulas teóricas
e as duas últimas voltadas para as práticas, observações no pátio da escola campo e observações
de fungos por meio da lupa . A metodologia adotada como forma de avaliação da aprendizagem
dos alunos foi uma atividade na qual estes expressaram por meio de desenhos ou relataram o
conhecimento em relação ao Reino Fungi, esta feita em dois momentos do projeto antes de iniciar
o conteúdo como ao término do mesmo. A análise desta atividade foi feita por comparações das
atividades realizadas antes e depois do projeto, e assim comparando o conhecimento de cada aluno
sobre o assunto. Ao analisar percebe-se que o conhecimento dos alunos sobre a importância
ecológica dos fungos antes de iniciar o projeto eram precários e após a realização do mesmo
percebe-se que tanto as aulas teóricas e práticas foram essenciais para o conhecimento.

Palavras-chave: Estágio; Fungos; Aula prática.

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ISSN: 2238-8451

Eixo Temático: Formação de Professores


Área do Conhecimento: Ciências Biológicas

BULLYING NA ESCOLA: BRINCADEIRA OU VIOLÊNCIA


Bruna Rosa de Oliveira; Ueslene Maria Ferreira Pontes

No Estágio percebe-se o que ocorre dentro das escolas, em relação aos professores e
os alunos. Um dos fatores que estão acontecendo em quase todas as escolas e o Bullying, que são
violências físicas e verbais. A realidade é que nas escolas e cada vez mais frequente a pratica
entre os alunos, e um fato tão relevante, que existem pessoas que não sabe identificar, pois um
aluno faz um xingamento ao um colega e pensa que e uma brincadeira de jovens, mas na verdade
é Bullying. A presente pesquisa visa saber se existem casos na escola e identificar o que leva as
crianças a praticarem o Bullying. Um dos princípios da pratica pode estar relacionado com o
convívio familiar, de como é sua criação, se tem limites ou não, se sabe receber um não ou se os
pais só falam sim para os filhos. São muitos os fatores que levam à prática de violências. O
objetivo principal deste trabalho é identificar agressores, vítimas, vítima-agressor e se acontecem
apenas brincadeiras ou não. Foi aplicado um questionário de quinze (15) questões todas referentes
ao Bullying. A pesquisa foi feita com trinta (30) adolescentes sendo quinze (15) de cada escola
uma escola do Ensino Fundamental com alunos do 6º ano e a outra de uma escola do Ensino
Médio com os alunos do 3º ano. Por meio dos questionários percebeu-se que todos os alunos
já tiveram contato com o bullying direta ou indiretamente isso mostra que os alunos estão
cada vez mais envolvidos, e encontramos dificuldade em distinguir, pois para muitos é só
uma brincadeira de crianças e adolescentes. Uma forma de se prevenir contra as
consequências e evidências seria informar mais as crianças , adolescentes e jovens, os
professores, coordenadores e diretores conversar mais com a seus alunos saber o que está
incomodando para buscar uma saída e sempre comunicar os pais.

Palavras-chave: Bullying; violência; alunos.

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ISSN: 2238-8451

Eixo Temático: Metodologias e Práticas de Ensino


Área do Conhecimento: Ciências Biológicas

CIÊNCIA E EDUCAÇÃO: AULAS CAMPO NO ENSINO DE


BIOLOGIA EM ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO DA REDE
ESTADUAL EM IPORÁ GOIÁS
Danilo Heechard da Silva Martins; Ueslene Maria Ferreira Pontes

O presente trabalho consistiu em avaliar alguns indicadores sobre se as aulas campo


vem sendo utilizadas por parte das escolas como complementação do ensino dos alunos e ou
aplicação dos conteúdos. Se não, buscar descobrir os motivos geradores e buscar possíveis
soluções para esses problemas. No sentido de descobrir os problemas enfrentados pela escola em
relação às aulas campo, as perguntas que devem ser respondidas: quantas aulas campos por ano
são realizadas, em média, nas escolas de ensino médio em Iporá Goiás? E caso não aconteçam
com muita frequência, quais os problemas enfrentados pelas mesmas para que venham a ser
realizadas? E qual a posição dessas instituições quanto a esses problemas e quais medidas
tomaram para resolvê-los? A finalidade deste trabalho é descobrir os problemas enfrentados pelas
escolas para a realização das aulas campo como instrumento didático e também as medidas
mitigadoras para sanar ou então minimizar tais problemas. A pesquisa foi desenvolvida em três
etapas. A primeira, já realizada, foi feito um estudo bibliográfico qualitativo sobre a importância
das aulas campos como instrumento didático e aproximação entre aluno e professor. Na segunda
etapa, foi passado um questionário para os professores de biologias das escolas. Na terceira será
elaborado um artigo sobre a pesquisa feita e os resultados obtidos para posteriormente ser
apresentado no Congresso de Educação. Espera-se com a pesquisa, descobrir os problemas que
impedem a realização dessas aulas e que todos os objetivos sejam alcançados sem maiores
dificuldades.

Palavras-chave: Aulas campo. Ensino médio. Aproximação aluno-professor. Aluno


sujeito ativo.

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Eixo Temático: Educação Inclusiva


Área do Conhecimento: Ciências Biológicas

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: VISÃO DOS PROFESSORES DE APOIO


EM RELAÇÃO AOS ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS
NO AMBIENTE ESCOLAR
Dara Sardinha Nascimento Silva; Ueslene Maria Ferreira Pontes

No século XIX, iniciou-se no Brasil a Educação Inclusiva, no momento em que os


serviços destinados a esse segmento da população, motivados por tentativas norte-americanas e
europeias, no qual foram trazidos por alguns brasileiros que se disponibilizaram a organizar e a
executar ações isoladas e particulares para atender a pessoas com deficiências físicas, mentais e
sensoriais. A inclusão trata-se de uma possibilidade para o melhoramento da educação escolar
para que todos os alunos com ou sem deficiência sejam beneficiados e tenham direito a
aprendizagem. A presente pesquisa teve como foco a escola, as ações inclusivas praticadas pelos
sujeitos atores do processo de inclusão e em especial buscou conhecer o pensamento e percepções
dos docentes de apoio das escolas. Para coletar os dados, foi usado o questionário. Pôde-se
perceber que os docentes compreendem que a inclusão é um processo complexo, que necessita de
investimento em ações e projetos para que os alunos tenham a possibilidade de ter uma educação
de qualidade. Os docentes também demonstraram que a formação inicial e continuada é necessária
para atuar nessa área e manifestaram interesse em fazer cursos voltados para inclusão.

Palavras-Chave: Professores de apoio; Inclusão; Educação.

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Eixo Temático: Formação de Professores


Área do Conhecimento: Ciências Biológicas

OS ESTAGIÁRIOS DE BIOLOGIA SOB A PERSPECTIVA DE


ALUNOS DE ENSINO MÉDIO EM UM COLÉGIO PÚBLICO DA
REDE ESTADUAL DE EDUCAÇÃO.
Érika Cristina Soares Valadão, Ueslene Maria Ferreira Pontes

O trabalho aqui apresentado trata-se de uma pesquisa qualitativa, pois permite


analisar os dados de forma mais ampla e complexa levando em consideração os mais variados
aspectos. Essa pesquisa tem como objetivo principal identificar a “imagem” dos estagiários de
Biologia sob a perspectiva de alunos do Ensino Médio, em um Colégio público da rede Estadual
de ensino em Goiás. Ainda nesse contexto buscou-se compreender como era delineada tal
concepção pelos alunos. A pesquisa teve como público alvo 65 alunos que cursam o Ensino Médio
com faixa etária de 15 á 21 anos. A metodologia utilizada para a obtenção dos dados deu-se por
meio da aplicação de um questionário, sendo este composto por 7 questões onde 4 eram objetivas
e 3 discursivas. Porém as questões objetivas ainda podiam ser em partes discursivas pois exigiam
uma justificativa. Como parte dos resultados encontrados pode se dizer que os estagiários são
vistos pelos alunos com uma expectativa muito grande em relação a aulas diferenciadas e além
do mais são vistos também como um apoio em que os alunos podem contar para tirar dúvidas,
etc. Porém, também foram identificados pontos negativos tais como o nervosismo que grande
parte dos estagiários apresenta. No entanto a realização dessa pesquisa foi de grande valia para a
aprendizagem e a compreensão de como os alunos enxergam os estagiários quando estes chegam
nas escolas.

Palavras-chave: Imagem; Estágio; Ensino Médio

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Eixo Temático: Metodologias e Práticas de Ensino


Área do Conhecimento: Ciências Biológicas

ENSINO APRENDIZAGEM: PROCESSO DE AVALIAR E


EXAMINAR NA CONCEPÇÃO DE PROFESSORES DA REDE
PÚBLICA DE ENSINO EM IPORÁ-GO
John Cáliton Ferreira Martins; Flávia Damacena Sousa; Ueslene Maria Ferreria
Pontes

A prática de avaliação, é uma atividade utilizada em todos os lugares em


nosso dia-a-dia, faz parte da nossa vida cotidiana, é uma atividade tão antiga quanto o
surgimento da consciência humana. À medida que os homens começaram a se comunicar,
para produzir e garantir a sobrevivência começou, simultaneamente, a se avaliar, a se
analisar e se julgar. Na educação a avaliação é um meio de investigar a qualidade do seu
objeto de estudo e, se necessário, intervir no processo da aprendizagem, tendo como
suporte o ensino, na perspectiva de construir os resultados desejados. Este texto tem
como objetivo analisar a concepção de professores, destacando-se os conceitos e as
diferenças entre o ato de avaliar e examinar. Inicialmente foi realizado uma ampla
pesquisa bibliográfica tendo em vista levantar conhecimentos a respeito do tema,
posteriormente, foi realizada uma pesquisa com quatro professores, sendo eles de escolas
diferentes, mas todas da Rede Pública Estadual de Ensino (RPEE), no ano de 2015, as
escolas estudadas localiza-se na cidade de Iporá-Goiás e não será identificada nesse
trabalho. Como instrumento de coleta de dados, foi utilizado um questionário, que foi
aplicado individualmente a cada professor. As questões de 1 a 2 referiam-se a dados de
formação inicial. Observou-se que os docentes são licenciados na área de atuação. As
questões (Q 3) à (Q 7) referiam-se ao tema avaliar e examinar. Com a pesquisa foi
possível chegar a um resultado já esperado, concluindo que é necessário diferenciar o ato
de examinar e de avaliar em um contexto escolar em que alunos e professores são reféns
de práticas avaliativas .

PALAVRAS-CHAVE: Avaliar, Examinar, Professores.

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Eixo Temático: Metodologias e Práticas de Ensino


Área do Conhecimento: Ciências Biológicas

HÁBITOS ALIMENTARES DOS ALUNOS DA ESCOLA CAMPO


DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO
Letícia Mireli Malaquias Itacaramby; Ueslene Maria Ferreira Pontes

A escola necessita supervisionar os alimentos oferecidos, pois no período que


os alunos estão em formação intelectual e o momento em que se desenvolve e cresce, mas
também descobre novos hábitos alimentares, podendo ser influenciados pelos pais e a
escola. Tendo em vista que a escola tem um importante papel na alimentação dos alunos,
pois devem oferecer refeições saudáveis para prevenir doenças em crianças. Dessa forma
e necessário que a escola incentive seus alunos a praticar atividades físicas e ter bons
hábitos alimentares na sua própria casa, devido ter um acréscimo no número da população
infantil que está acima do peso. Este estudo tem objetivo de analisar e mostrar se a escola
serve refeições com baixo teor em calorias, mas também observando a prevalência do
sobrepeso na escola. A metodologia utilizada no estudo se baseia através de pesquisa
quantitativa com objetivo concreto dos resultados utilizando questionário com questões
simples, relacionando alimentos, frequência da ingestão, se praticam atividades físicas, e
se apresentam doenças. Foram aplicados para os alunos do ensino fundamental durante o
Estágio Supervisionado. Evidenciamos que ao investigar os alunos, consideram que a
alimentação inadequada dos estudantes, apontando assim a necessidade de intervenção
da escola e pais em seus hábitos alimentares.

Palavras-chave: Alimentação; Escola; Saúde.

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Eixo Temático: Metodologias e Práticas de Ensino


Área do Conhecimento: Ciências Biológicas

PERCEPÇÃO DE CONHECIMENTO DOS ALUNOS DO 6º ANO


DO ENSINO FUNDAMENTAL DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE
IPORÁ SOBRE HIGIENE CORPORAL
Luana Santos de Carvalho; Ueslene Maria Ferreira Pontes

O presente trabalho foi realizado a partir das observações feitas no período de


Estágio Supervisionado II na escola campo, com os alunos do 6 º ano do Ensino Fundamental,
percebendo-se que os alunos não obtinham conhecimento sobre higiene corporal. É de suma
importância que o professor trate com os alunos sobre sua higiene até para que o aluno tenha um
bom rendimento na sala de aula e fique livre de doenças parasitarias. Sabe-se que a escola é um
dos lugares mais frequentados pelos alunos, é na escola que passam a maior parte do seu tempo,
por isso a importância de trabalhar com eles, incentivando-os a cuidarem de seu corpo. O objetivo
deste trabalho é analisar se os alunos das turmas do 6º ano do ensino fundamental, tem
conhecimento sobre higiene corporal, e se a escola os orienta a respeito do assunto. A metodologia
utilizada foi aplicação de um questionário contendo cinco perguntas, após os dados foram
analisados por meio de uma tabela. Conclui-se que os alunos têm conhecimento sobre o que é
higiene corporal e a maioria dos alunos responderam que não recebem orientações na escola.

Palavras-chave: Estágio; higiene corporal; alunos.

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Eixo Temático: Metodologias e Práticas de Ensino


Área do Conhecimento: Ciências Biológicas

AS DROGAS EM ANALISE NUMA ESCOLA DE ENSINO


FUNDAMENTAL II NA CIDADE DE IPORÁ.
Ruan Henrique Silveira Martins; Ueslene Maria Ferreria Pontes

Este trabalho tem como objetivo estimular e conscientizar os alunos a não usarem
substâncias químicas lícitas ou ilícitas, e rever os conhecimentos dos alunos de uma escola de
ensino fundamental em Iporá Goiás sobre o que eles sabem sobre as drogas, e desenvolver
projetos onde estes alunos possam ver que o uso de tais substâncias só trazem prejuízos. Abordou
a importância do diálogo com os pais sobre tal assunto para não usarem. Pode se concluir com a
pesquisa, que os alunos têm grande conhecimento sobre o assunto e percebe-se que estão a favor
do não uso das drogas, tendo assim uma boa educação para que não convívio com as substancias
químicas, percebe-se que durante o decorrer do trabalho houve participação dos alunos com seus
conhecimentos empíricos sobre o assunto tendo em vista que drogas so leva a falência, e citam
que não se deve levar em influencia por amizades que usam. Obteve-se um resultado satisfatório
onde todos os alunos demonstram ter conhecimento e citam que o uso destes não trazem futuro
nenhum. Sabendo assim quais são os riscos que pode ocasionar ao ser humano e seus familiares
com uso de drogas. Este estudo teve uma abordagem qualitativa-descritiva, podendo analisar
informações da realidade que está estudando, sendo feito por coleta de dados sendo analisado por
teoria de bases. Sendo desenvolvido por aula expositiva com uso de mídias e logo após as aulas
uso de questionário para ver o conhecimento dos alunos.

Palavras-chave: Substâncias Químicas; Drogas; Diálogo.

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Eixo temático dos GTs: Educação Especial na perspectiva Inclusiva


Área do conhecimento: Geografia

A CONSTRUÇÃO DO MAPA TÁTIL NO ENSINO DE GEOGRAFIA


Samuel José da Silva; Jéssica Alves da Costa; Marlucia Marques

Os mapas táteis são representações gráficas em textura, sendo utilizadas pelas


pessoas cegas ou deficientes visuais (LOCH, 2008), possibilitando o conhecimento da
localização e orientação regional ou espacial. Este material didático pode ser trabalhado
com todos os alunos cegos e/ou não cegos, além de possibilitar a compreensão dos
conhecimentos geográficos. Diante disto, surgiu a iniciativa em oferecer uma oficina em
Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) trabalhando os estados brasileiros, tendo como
produção final a elaboração de mapa tátil. Desse modo, a realização da oficina de
LIBRAS com a temática “Estados Brasileiros” em uma turma do 2º ano do Ensino Médio
de uma escola pública estadual do município goiano de Diorama, tem o objetivo
ensinarem LIBRAS o nome dos estados que compõe as Unidades da Federação, suas
localizações e elaboração de um mapa tátil para facilitar a compreensão de alunos com
baixa visão ou cegos. Foram utilizadas variáveis táteis como arroz, feijão, macarrão,
serragem, cola de relevo, outros tipos de sementes, além de cola branca e mapa em branco,
onde os materiais são colados, possibilitando a „leitura‟ por meio do tato. Essa ferramenta
pedagógica proporciona o processo inclusivo dos portadores de deficiência visual e
observou-se que contribui na aprendizagem de alunos que não apresentam nenhum tipo
de deficiência. Além disso, este objeto educacional possibilita despertar a criatividade,
motivar os alunos e professores, e reforça a importância do processo inclusivo na escola
e na sala de aula.

Palavras-chave: Representações gráficas; Textura; Processo inclusivo.

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Eixo temático: Metodologia e práticas de ensino


Área do conhecimento: Geografia

UTILIZAÇÃO DE INSTRUMENTOS DIDÁTICOS NO ENSINO DE


GEOGRAFIA.
Gédina Cássia Martins Ribeiro, Marlucia Marques

O propósito desse trabalho é descrever uma pesquisa sobre os meios didáticos


como instrumento para o ensino de Geografia usado por professores em suas aulas. Para
obter os dados foi feito pesquisa e questionário dirigidos a professora regente da escola
campo pesquisada, onde no questionário do tipo fechado tinha questões relativas aos
instrumentos oferecidos pela escola para os professores de geografia, com intuito de
avaliar se esses instrumentos didáticos oferecidos aos professores e usados de maneira
atrativa e correta em suas aulas são de grande relevância e interesse em despertar a
curiosidade dos alunos em aprender e participar das aulas de Geografia. A pesquisa
realizada ocorreu entre os anos de 2016 e 2017 no período de observação e regência do
Estágio Supervisionado que ocorreu em uma escola pública da cidade de Iporá, no estado
de Goiás, esse trabalho se desenvolveu no 6º ano do ensino fundamental, para o
desenvolvimento deste, foi necessário fazer uma análise de como é ministrada as aulas de
Geografia, e a diferença notada na aprendizagem dos alunos perante aulas rotineiras com
o uso apenas do livro didático e de aulas dinâmicas onde são usados os instrumentos
didáticos. Então podemos concluir que o uso de meios metodológicos, através dos
instrumentos didáticos em aulas de Geografia contribui de forma positiva e é de grande
importância para a participação dos alunos e de maior interesse, pois, a iniciativa em
aprender parte deles próprios, pois os instrumentos didáticos auxilia na compreensão dos
alunos perante os conteúdos de Geografia. Basta que o professor se esforce para poder
saber manusear alguns desses aparelhos, e busque entender a forma mais facilitadora na
qual os alunos mostrem interesse em buscar cada dia mais conhecimento geográfico, pois
assim teremos uma dinâmica no trabalho escolar entre professores e alunos.

Palavras- chave: Aulas Dinâmicas. Meios Didáticos. Professores de Geografia.

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Eixo temático: Metodologia e práticas de ensino


Área do conhecimento: Geografia

O ENSINO DA REFORMA AGRÁRIA NO ENSINO


FUNDAMENTAL II: VIVENCIADO EM UMA ESCOLA
ESTADUAL DO MUNICÍPIO DE IPORÁ-GO
Sirléia Rodrigues Xavier; Meire Cristina Ribeiro Silva; Marlucia Marques

O Movimento dos Trabalhadores Sem-terra – MST foi fundado em 1984, mas


o processo de gestão começou cinco anos antes, onde a luta pela terra é uma luta popular
e a Reforma Agrária é uma política pública de competência do estado, foi apenas em 1964
que houve o primeiro documento sobre a reforma agrária, de 1985 a 1990 foi os anos que
ocorreram as primeiras ocupações no estado de Goiás. O ensino de geografia nesses
últimos anos tem sofrido transformações, no entanto a Reforma Agrária também sofreu
inúmeras mudanças com o passar dos anos, onde cada dia que passa os acampados
promovem mais e mais manifestações para conseguirem a terra. Os objetivos desse
trabalho são: ampliar conhecimentos dos alunos do ensino fundamental para com a
Reforma Agrária; colocando em questão os mitos e verdades sobre os acampados e
assentados; estreitando suas dúvidas sobre o assunto; conscientizando e tentando fazer
com que os alunos se interessassem pelo que foi ministrado. Muitos autores falam sobre
a relação entre o conhecimento dos alunos na escola são eles: Amaro (2006); Coll (1996);
Freire (1996, 2002); Craidy (2001); Cavalcanti (2008); Umbelino (2010); Furtado (2008);
Fernandes (2001) e Laranjeira. Abordou-se a importância da Reforma Agrária no Brasil
e consequentemente as condutas importantes para a vida em sociedade, não significa ler
por ler e sim por no papel seu entendimento, interpretação, visão de mundo e o
sentimento. O presente trabalho foi realizado por meio de pesquisas qualitativas,
entrevistas com o corpo docente e alunos de uma escola pública de ensino fundamental
da cidade de Iporá-Go, mediante os questionários. Foram feitas pesquisas bibliográficas
a respeito do tema escolhido, pesquisas na internet, sob orientações com a professora da
disciplina de Estágio Supervisionado I da UEG unidade de Iporá. Para desenvolver um
bom trabalho de geografia com o conteúdo escolhido, o professor precisa descobrir quais
são os interesses vivenciais em sala de aula, modos de conhecimento e prática de vida de
seus alunos.

Palavras-chave: Educação; Geografia; Sociedade; Terras.

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Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino


Área do Conhecimento: Geografia

OFICINA ARTE COM SOLOS: UMA EXPERIÊNCIA DO


ESTÁGIO SUPERVISIONADO.
Patrícia Tavares dos Anjos; Serjane Maria dos Santos Peres; Marlucia Marques

O presente trabalho visa compartilhar a experiência do Estágio


Supervisionado em Geografia entre os anos de 2016 e 2017, onde executou-se o projeto
de intervenção intitulado Oficina Arte com Solos. A temática busca enfatizar um ensino
significativo e interdisciplinar sobre o tema, tendo em vista que o solo é um recurso
natural que leva milhões de anos para ser formado e resultante da decomposição da rocha
matriz que sofre processo do intemperismo, através da ação do clima, vento, chuva,
processos físicos e químicos, sendo composto pela matéria orgânica em decomposição,
microrganismos vivos e sedimentos transportados pelos rios. Segundo a Organização das
Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, 2015), 33% dos solos no planeta
já estão degradados, sendo o processo de perda contínuo, perdendose 50 mil quilômetros
quadrados de solos por ano. O projeto foi desenvolvido com alunos do 6° ano do Ensino
Fundamental de uma escola pública do município de Iporá-GO, tendo como objetivo
mostrar a importância da preservação e uso correto do solo. Trabalhou-se com os alunos
tanto a sua criticidade quanto a sua conscientização quanto ao uso e a preservação do
meio ambiente e do espaço em que ele vive. A oficina proporcionou aos alunos uma
aprendizagem significativa, pois foi possível discutir conceitos voltados para realidade na
qual os alunos estão inseridos.

Palavras-chave: aprendizagem significativa; trabalho interdisciplinar; pintura.

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Eixo Temático: Formação de professores.


Área do Conhecimento: Geografia.

INDISCIPLINA NA ESCOLA: DESAFIOS DA PROFISSÃO


DOCENTE
Vanúbia de Oliveira; Katyuce Silva; Marlúcia Marques.

O tema indisciplina tem se tornado algo bastante debatido em muitas escolas


brasileiras, o fato é que a rebeldia dos alunos prejudica o rendimento escolar, além de
causar mal-estar no ambiente educacional. Diante desta problemática foi importante
buscar compreender porque os educandos têm agido de forma inadequada durante as
aulas de Geografia, quando estão em sala de aula causando inúmeros problemas. Assim
sendo, este trabalho buscou analisar quais eram os motivos pelos quais os alunos do
sétimo e oitavo ano, de uma escola municipal na cidade de Iporá-GO, apresentaram sérios
problemas de indisciplina, fato que foi evidenciado durante o primeiro período de Estágio
Supervisionado, observação e semi-regência. Após a identificação da problemática na
qual se encontrava os alunos com significativas adversidades de comportamentos
indisciplinados, as estagiarias propuseram um projeto de intervenção a fim de tentar
amenizar os transtornos gerados pela falta de comportamento dos alunos. A realização do
projeto mostrou que eles têm consciência do mau comportamento, entretanto pôde ser
notado que os alunos obtiveram uma significativa mudança com a troca da professora, e
ainda houve o comprometimento de que iriam mudar. É nítida a importância e a precisão
de se dar prosseguimento, em projetos que; trabalhem esse tipo de problema, ainda por
possibilitar aos estudantes refletir sobre suas ações e consequências.

Palavras chave: Problemas; Educação; Desafio docente.

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Área do Conhecimento: História


Eixo temático: Diversidade, étnico racial e cultural

CAPOEIRA: DE PROIBIÇÕES AO RECONHECIMENTO COMO


PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL DA HUMANIDADE
Wilton de Oliveira
¹Universidade Estadual de Goiás – Câmpus Iporá.; wiltonbarbosa@gmail.com

Marcando profundamente a cultura brasileira, a capoeira passou de uma


manifestação escrava (africanos e crioulos) para uma manifestação cultural no Brasil. A
capoeira é entendida como uma arte baseada em um dialogo corporal (VIEIRA, 2004).
Com a chegada de D. João em 1.808, os primeiros “capoeiras” foram perseguidos,
vigiados e punidos, sobretudo, com a criação repressora da Guarda Real de Polícia, criada
em 13 de maio de 1.809, via decreto. E, que durante o império, a capoeira foi proibida
por diversas legislações, denominada Decisões, para proibir tais praticas. Mas, que não
foram capazes de repelir os capoeiristas. Que a própria policia contratava capoeiras para
combater outros capoeiras (VIEIRA 2004). Durante a Republica, o Código Penal da
Republica dos Estados Unidos do Brasil considerou a capoeira como uma contravenção
penal. Segundo Vieira (2004), “de 15 de novembro de 1.889 a 13 de janeiro de 1.890
foram presos pelo menos 110 capoeiras”. Nesse bojo histórico, surgiram os
Conservadores, os Nacionalistas e os Vanguardistas que discutiam o papel da educação
brasileira e, que assim a capoeira tornou-se um objeto de “esportivização”. Foi então a
partir de diversas discussões sobre a capoeira, que o Presidente Getulio Vargas, em 14 de
abril de 1941, via Decreto 3.199 e, por força do Comitê Olímpico Internacional, entendeu
e estabeleceu a capoeira como uma luta. Sendo este ato, o primeiro reconhecimento oficial
brasileiro da capoeira como pratica esportiva (VIEIRA, 2004). A Confederação Brasileira
do Pugilismo em parceria com o exercito realizou e reconheceu a capoeira como pratica
esportiva aconteceu em dois principais simpósios: um 1.967 de ordem política e, o outro
em 1.969 de ordem técnica, mas que não resultaram em grandes avanços. E, o terceiro
reconhecimento, desta promovida pelo Conselho Nacional de Desportos, se deve a
organização de diversas federações. Em 1992, a capoeira passa a pertencer a
Confederação Brasileira da Capoeira, desmembrando do Pugilismo. Que segundo o
IPHAN, a capoeira esta presente em quase 150 países, em as suas variadas modalidades
(angola e regional). E, que em 26/11/2014, durante a 9ª Sessão do Comitê
Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, a roda de capoeira foi
declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Palavras-chave: Capoeira, Patrimônio Imaterial, História.

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Eixo Temático: Leitura


Área do Conhecimento: Letras

A LEITURA COMPARTILHADA COMO ALTERNATIVA PARA


REPARAR DÉFICIT DE LEITURA NO 9º ANO DA ESCOLA
CAMPO
Ranieri Serrano da Silva; Maria Piedade Feliciano Cardoso

O presente estudo é resultado de atividades utilizando a técnica de Leitura


Compartilhada as quais foram realizadas durante o estágio supervisionado de Língua
Portuguesa em uma turma de 9° ano do ensino fundamental. O objetivo desse trabalho é
divulgar os resultados obtidos com a utilização da técnica de Leitura Compartilha, bem
como sua relevância para o incentivo à leitura. O trabalho foi dividido em três partes:
observação da turma; leitura dos textos utilizando a Leitura Compartilhada; e a análise
dos resultados. A fundamentação teórica teve como suporte GROSSI (2008), MARTINS
(1994), NEVES (2007), MORAIS (1996), BENTHER (2013) e SOLÉ (1998). O resultado
da análise feita a partir das experiências na escola campo mostra que a hipótese levantada
no início desse trabalho de que Leitura Compartilhada iria propiciar um ambiente que
faça o aluno ter interesse em participar da leitura foi comprovada, pois com o uso dessa
técnica os problemas apresentados no período de observação da turma e nos primeiros
momentos de leitura não voltaram a acontecer.
Palavras-chave: Leitura Compartilhada; Compreensão Textual; Ensino Fundamental.

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Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino


Área do Conhecimento: Letras

O TRABALHO COM GÊNERO TEXTUAL PERMEADO POR


FILME
Laurianne Guimarães Mendes; Maria Piedade Feliciano Cardoso

A leitura deve ser vista como uma competência indispensável à vida


sociocultural, uma vez que, muitas vezes a cultura de uma determinada região é
disseminada por intermédio de textos escritos, o que acaba por convencionar que as
pessoas que têm acesso a essas informações de forma crítico-reflexiva conseguem uma
melhor colocação social. Essa competência pode ser desenvolvida com base em práticas
distintas, estruturadas no currículo da educação básica e, principalmente, no
planejamento individual do professor, uma vez que é por meio da inserção dessa
competência no cotidiano da escola e em sua presença na prática docente em todos os
seguimentos do ensino que os alunos irão conseguir desenvolver sua leitura
interpretativa e reflexiva. Percebe-se que durante a produção textual consegue se
perceber o nível de desenvolvimento dos mesmos em relação ao letramento e as suas
competências gramaticais. Assim, cabe se pensar que ao se interpelar o ensino da escrita
e da leitura com as práticas sociais em que essas emergem por meio de filmes, a
probabilidade do sujeito tornar-se mais suscetível a lançar um olhar crítico e reflexivo
durante a leitura de um texto e, nomeadamente, ao realizar a escrita de um texto. Ao se
escrever um texto, independentemente do gênero textual, é necessário agregar o
conhecimento de mundo à argumentação, pois, somente assim o sujeito conseguirá
elaborar uma discussão acerca de um ponto de vista. Desse modo, objetiva-se com esse
texto uma análise acerca de como o trabalho com filmes influencia o trabalho com
gêneros textuais em uma sala de 8° ano do Ensino Fundamental de uma escola
particular.

Palavras-chave: Letramento. Filme. Produção Textual.

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Eixo Temático: Ensino de Língua


Área do Conhecimento: Letras

A PRÁTICA DA ORALIDADE NA CONSTITUIÇÃO DAS AULAS


DE LÍNGUA PORTUGUESA: ENFOQUE NO 8º ANO DO ENSINO
FUNDAMENTAL
Daniela Cristine Alves Franco; Maria Piedade Feliciano Cardoso

Nas orientações para ensino de Língua Portuguesa contidas no PCN


(BRASIL, 1998), bem como em guias didáticas como o PNLD 2011 (BRASIL, 2010),
percebe-se uma preocupação relacionada ao desenvolvimento da expressão/produção oral
dos alunos nas aulas de Língua Portuguesa. Diante disso, objetivamos pensar como a
oralidade tem sido tratada no decorrer do ensino das aulas desta disciplina, em uma escola
particular em Iporá-Goiás. Assim, neste artigo, visamos verificar como o tratamento da
oralidade se manifesta no decorrer da constituição do ensino da língua e qual o tratamento
e crenças do professor de língua portuguesa. Nesse sentido, ancoramo-nos nos estudos de
ANDRADE (2010), ANTUNES (2003), CASTILHO (2004), FERRAREZI JR. (2014),
MARCUSCHI (2010) e PCN (BRASIL, 1998), os quais abordam a relação entre
oralidade e aulas de Língua Portuguesa para uma aprendizagem efetiva, assim como as
habilidades de leitura, produção de texto e análise linguística.

Palavras-chave: Oralidade. Ensino. Língua Portuguesa.

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Iporá, 22 a 24 de novembro de 2017
ISSN: 2238-8451

Eixo Temático: Ensino de Língua


Área do Conhecimento: Letras

O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA ADULTOS


ATRAVÉS DE QUESTÕES DE CONCURSOS
Milton Lopes de Souza Junior; Maria Piedade Feliciano Cardoso

Essa pesquisa apresenta-se como resultado das atividades do Estágio


Supervisionado de Língua Portuguesa 2017, e foi desenvolvido com o objetivo de
verificar a aprendizagem de língua portuguesa, para adultos, em uma Instituição de
Ensino Pública, em Iporá, Goiás. Visou também a verificar se a utilização de textos e
questões de concurso tornava a aula mais atrativa, resultando numa aprendizagem efetiva.
Nesse sentido, os instrumentos utilizados para atingir os objetivos propostos nas aulas
verificaram que, trazer atividades de concurso e explicar a partir delas, era eficaz. E,
também, foi aplicado um questionário aos alunos, para registrar como eles viam a
utilização de exercícios de concursos em sala de aula. Além disso, foram empreendidos
estudos teóricos, especialmente em Bezerra (2007); Leal, Albuquerque & Morais (2010);
Rojo & Moura (2012); Soares (2009); entre outros. A utilização de questões de concurso
nas aulas com adultos foi de extrema valia e um momento de muita inteiração entre os
alunos, muitos por almejarem fazer concursos utilizou das aulas para terem uma noção
de como são as questões. Com essa pesquisa, constatou-se que o uso de exercícios de
concurso no ensino de língua portuguesa torna-se atrativo, dinâmico e interativo para o
aluno, sendo que a construção de suas aprendizagens ocorre de forma natural e prazerosa.

Palavras-chave: Língua portuguesa; aprendizagens; exercícios.

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ISSN: 2238-8451

Eixo Temático: Ensino de Língua


Área do Conhecimento: Letras

IMPORTÂNCIA DA LITERATURA NO LIVRO DIDÁTICO PARA


O INCENTIVO DA LEITURA
Ana Paula Gomes Ataídes; Maria Piedade Feliciano Cardoso

Esse trabalho apresenta, do ponto de vista da didática, a importância da


literatura no livro didático para as aulas de Língua Portuguesa. A partir das aulas
realizadas, procuramos descrever como ocorreu o envolvimento com a leitura por meio
de textos no livro didático. Assim, os alunos acompanharam as aulas participando de todo
o processo do projeto, que resultou em seminários feitos ao fim de cada bimestre. Dessa
forma, analisaremos a importância do livro didático no ambiente escolar, contribuindo
para o desenvolvimento das aulas. Assim temos como objetivo divulgar o sucesso das
aulas, buscando a melhoria na qualidade de ensino. Com efeito, justificamos que enfatizar
a importância das leituras no livro didático a fim de sempre melhorar a qualidade da aula,
é relevante. Dessa maneira, o presente trabalho apresenta fundamentos guiados pelos
autores, CONTENTE, GIL, GUIMARÃES, KLEIMAN, TZVETAN TODOROV.
Teóricos estes que explicam a importância da leitura em recursos utilizados no dia a dia,
como o livro didático. Nessa perspectiva este projeto buscou evidenciar as atividades de
estágio de Língua Portuguesa da UEG, Campus-Iporá.
Palavras-chave: Livro didático; Leitura; Ensino de Língua.

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ISSN: 2238-8451

Eixo temático dos GTs: Formação Docente


Área do conhecimento: Geografia

EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS NO ESTÁGIO


SUPERVISIONADO
Germana Lunara Fernandes Queiroz; Edna Mª Ferreira de Almeida

A presente pesquisa foi realizada a partir de experiências vivenciadas durante


o Estágio Supervisionado no Ensino Fundamental, em uma escola municipal na cidade
de Iporá-Go. As observações aconteceram nas aulas de Geografia nos 6º, 7ºe 8º anos. O
estágio é um momento muito marcante para os alunos de licenciatura, pois ele nos prepara
para o exercício da docência. Durante o período de estágio, os alunos têm o seu primeiro
contato com a prática em sala de aula. Esta pesquisa teve como objetivo refletir sobre
importância do Estágio Supervisionado nos cursos de licenciatura. O conhecimento
adquirido com as teorias estudadas na universidade, auxilia os alunos estagiários a
desenvolverem na prática, o que aprendeu na teoria, e assim enriquecendo sua prática
docente. Para o desenvolvimento da pesquisa, foi adotado o seguinte encaminhamento
metodológico: Levantamento e revisão de fontes bibliográficas que versam sobre o tema
em pauta, e observações a partir do estágio. Trabalhamos com Pimenta (1999), Cavalcanti
(2002) dentre outros. Concluímos que o Estágio é de suma importância para o formando
em licenciatura, pois permite o aluno o contato com prática a partir do convívio na escola
campo. E que essas reflexões nos auxilie a pensar em melhores condições de ensino
para os educando e tendo assim, uma educação de excelente qualidade.

Palavras-chave: Estágio, prática e ensino.

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Eixo temático dos GTs: Formação de Professor


Área do conhecimento: Geografia

DESINTERESSE NA LICENCIATURA: ANÁLISE DO ENSINO


MÉDIO
Henrique Cardoso Goncalves; Marcos Antônio Souza de Oliveira; Edna
Mª Ferreira de Almeida

A presente pesquisa retrata a situação dos cursos de licenciatura na


sociedade atual. Vemos na mídia inúmeras reportagens que retratam o
contexto educacional brasileiro, mostrando inumeros profissionais licenciados
que não estão em sala de aula. Percebemos a falta de interesse desses
profissionais em relação a docência. Observamos que as escolas públicas
encontram com inúmeros problemas, com falta de infraestrutura, dentre
outros. Outra questão a ser discutida é a questão financeira, que é um dilema
enfrentado pelos professores como mal remuneração, e a precariedade na
formação docente. O professor deve ter sua remuneração compatível de
acordo com a sua importância para a humanidade. Ressaltamos também, a
falta de atualização das escolas com as novas tecnologias atuais, e isso requer
do professor a necessidade de trabalhar metodologias que visam interligar os
conteúdos do livro muitas vezes defasado com as notícias que ocorrem no
mundo. A falta dos recursos tecnológicos e mal remuneração muitas vezes
deixa o aluno de licenciatura sem estimulos para seguir carreira docente. É
possível obter várias reflexão através da coleta dos dados, e notamos que esses
problemas citados, contribui com o baixa demanda dos cursos de licenciatura.
Este pesquisa teve como objetivo verificar a escolha profissional dos alunos
do Ensino Médio de uma determinada escola localizada no município de Iporá
Goiás. O foco principal foi analisar a escolha profissional desses alunos ,
verificar e compreender os motivos do desinteresse pelos cursos de
licenciatura. Para o desenvolvimento da pesquisa, foi adotado o seguinte
encaminhamento metodológico: Levantamento e revisão de fontes
bibliográficas que versam sobre o tema em pauta, e aplicação de questionários
com alunos do Ensino Médio.Concluimos que nos últimos anos, tem reduzido
a demanda pelos cursos de licenciatura, e observamos também que os
principais motivos tem sido a falta infraestrutura nas escolas, mal remuneração
e de certa forma a desvalorização do professor.

Palavras chave: Licenciatura, Professor, demanda , formação.

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Eixo temático: Prática de ensino


Área do conhecimento: Geografia

ENSINO DE GEOGRAFIA: PERCEPAÇÃO DOS ALUNOS DE


ENSINO MÉDIO
Jéssica Queiroz Paranaíba; Lucas Bento da Silva; Edna Maria Ferreira de
Almeida.

O ensino de Geografia permite o aluno entender o meio em que vivemos, e a


interação do homem com a natureza e sociedade. A partir das observações realizadas
durante o estágio, percebemos o desinteresse dos alunos durante a realização das
atividades da disciplina de Geografia. A presente pesquisa teve como objetivo entender
como os alunos veem a disciplina de Geografia durante as aulas. A pesquisa foi realizada
nos 1º e 3º anos do Ensino Médio em um colégio Estadual da cidade de Iporá-Go. Com
intuito de entender o porquê dos alunos estarem desmotivados em relação às aulas, foi
realizado um questionário buscando entender a problemática. O questionário visou
entender o interesse no conteúdo de Geografia e a forma trabalhada do conteúdo o que
eles pensam sobre o livro didático, metodologias de ensino entre outras. A pesquisa é de
abordagem qualitativa. Para o desenvolvimento da pesquisa, foi adotado o seguinte
encaminhamento metodológico: Levantamento e revisão de fontes bibliográficas que
versam sobre o tema em pauta, observações a partir do estágio e aplicação de
questionários. Com a pesquisa concluímos que a maioria dos alunos gostam do conteúdo
de Geografia, mas ainda encontram dificuldades na forma de como o conteúdo é
trabalhado pelo professor. Com isso, percebemos a necessidade do professor de Geografia
refletir sobre sua prática pedagógica, trabalhando o conteúdo de forma dinâmica, e
sempre valorizando o cotidiano do aluno.

Palavras chaves: Ensino de Geografia; Metodologia; Prática pedagógica.

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Eixo temático dos GTs: Metodologia e Práticas de Ensino


Área do conhecimento: Geografia

A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NO


PROCESSO DE APRENDIZAGEM
José Helder Ferreira; Luis Augusto Machado; Edna Mª Ferreira de Almeida

Sabemos que a relação professor-aluno é importante para que haja uma boa
convivência entre ambos, e assim, seja possível desenvolver uma aprendizagem
significativa. Para que isso aconteça, é necessário que o professor esteja em constante
reflexão sobre o que ensinar aos seus alunos, levando em conta a realidade vivida de cada
um. A pesquisa tem como objetivo discutir a importância do bom relacionamento entre
professor e aluno no processo de ensino - aprendizagem. As reflexões apresentadas se dão
a partir de observações realizadas durante o Estágio Supervisionado. O texto é de
abordagem qualitativa. Para o desenvolvimento da pesquisa, foi adotado o seguinte
encaminhamento metodológico: Levantamento e revisão de fontes bibliográficas que
versam sobre o tema em pauta, e observações a partir do estágio. Podemos afirmar que a
relação professor-aluno está elencada com a forma que o professor relaciona com os
alunos. Importante sempre buscar uma melhor aprendizagem aos alunos no contexto
escolar. Com base nas leituras e observações durante o estágio, concluímos que a falta
de interação entre professor e aluno interfere diretamente na formação do educando.
Diante disso, entendemos que o professor que mantém uma boa relação com seus alunos,
consegue obter sucesso no desenvolvimento do seu trabalho em sala de aula.

Palavras – Chave: Relação Professor – Aluno; Prática docente; Ensino de Geografia.

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Eixo temático dos GTs: Formação de professores


Área do conhecimento: Geografia

COLABORAÇÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO I NA


FORMAÇÃO DOCENTE
Paula Patrícia da Silva Lopes, Edna Mª Ferreira de Almeida

A escolha profissional nem sempre está clara, temos afinidades com algumas
áreas do conhecimento, porém escolher o que se vai fazer o resto da vida é desafiador. Na
profissão docente o dilema se torna mais complexo, nesse caso ainda existe o fato de
estarmos lidando com vários várias pessoas , com diferentes bagagem social e
psicológica. Por isso, o Estágio Supervisionado é um importante estimulador para os
educadores, já que é nele que se tem o primeiro contato com a sala de aula na ótica de um
professor/educador. Neste período é definida a identidade profissional do formando em
licenciatura, e assim, as primeiras experiências. Diante disso, a teoria que foi passada
durante os primeiros anos da graduação está sendo aplicada na prática. Esse embate entre
teoria e prática causa estranheza no início, porém se torna necessário quando observamos
a precarização da educação no país. Esta pesquisa teve como objetivo reforçar a
importância do Estágio Supervisionado na formação docente do aluno. Para o
desenvolvimento da pesquisa, foi adotado o seguinte encaminhamento metodológico:
Levantamento e revisão de fontes bibliográficas que versam sobre o tema em pauta, e
observações durante o desenvolvimento do estágio. Nesse âmbito temos a certeza de que
estamos no caminho certo quando vemos a educação transformando a realidade de
pessoas. Assim, reforçamos a importância do Estágio nos cursos de licenciatura, pois o
mesmo permite o contato do aluno com a teoria e prática, e consequentemente uma
formação docente de qualidade.

Palavras-chave: Estágio Supervionado. Importância do Estágio. Formação Docente.

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Área do conhecimento: Geografia


Eixo temático dos GTs: Metodologia e práticas de ensino

RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NA ESCOLA DE EDUCAÇÃO


BÁSICA: INFLUÊNCIAS NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM
Daniella Santos Barbosa; Sara Oliveira Borges; Edna Mª Ferreira de Almeida

O presente artigo tem como objetivo discutir e reforçar a importância do bom


relacionamento entre professor - aluno no processo de ensino - aprendizagem. O texto
aborda, de forma qualitativa, uma reflexão apresentada a partir de observações em sala
de aula do Ensino Fundamental, na fase do estágio obrigatório do curso de licenciatura
realizado na UEG (Universidade Estadual de Goiás- Campus Iporá), cuja observação foi
realizada em uma escola Estadual no município de Iporá/ GO. Este trabalho se faz
importante pela influência direta de professores e alunos, de modo que estes contribuam
para uma melhor formação de cidadãos com conhecimentos críticos e significativos,
através de uma boa conduta e formação, em que cabe aos professores terem metodologias
capazes de atrair e motivar os educandos no processo de ensino-aprendizagem. As leituras
e observações durante o estágio mostram o importante papel que o professor possui na
vida do aluno, influenciando neste amplo processo de aprendizagem que acarretará,
também, nas suas escolhas futuras. A metodologia apresentada neste trabalho trata-se de
uma abordagem meramente qualitativa, tendo como centralidade observações diretas
realizadas por meio da prática pedagógica apresentada na fase de estágio, tendo como
embasamento teórico os autores Libâneo (1994); Morales (1998); Saltini (2008).

Palavras Chave: prática, processo, aprendizagem.

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Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino


Área do Conhecimento: Matemática

A IMPORTÂNCIA DO USO DE MATERIAIS CONCRETOS


PARA VISUALIZAÇÃO E MANIPULAÇÃO NO ENSINO E
APRENDIZAGEM DE GEOMETRIA PLANA
Alekys de Assis Furtado; Aline Carvalho Queiroz

Essa pesquisa originou-se da preocupação em trabalhar o conteúdo de


geometria plana de forma menos abstrata, buscando potencializar o ensino-aprendizagem
com o implemento da visualização e manipulação de objetos concretos. Nesse cenário, a
problemática é: Qual a importância do uso de materiais concretos e utilização de
softwares matemáticos para visualização no ensino-aprendizagem de geometria plana?
Em consonância, o tema: “Perímetro e áreas de formas geométricas planas que podem ser
formadas com uso do Tangram”. Assim, em consequência da problemática e tema
propostos, temos como objetivos principais: aprensentar os conceitos de área e perímetro
de forma lúdica e contextualizar o ensino de matemática ao cotidiano dos alunos por meio
da construção de materiais concretos. Como objetivos específicos procuramos introduzir
o conceito primitivo de área e perímetro, compreender a história do Tangram, utilizar o
software matemático Geogebra para formação dos conceitos iniciais, apresentar peças do
Tangram e identificar figuras geométricas planas que o compõem, definir, diferenciar e
calcular áreas e perímetros, despertando o senso crítico dentro e fora da sala de aula.
Dessa forma, essa proposta tem como local de pesquisa o município de Iporá,
contemplando uma escola estadual de Ensino Fundamental II, os sujeitos da pesquisa são
todos os alunos do 7º ano. Este trabalho apresenta caráter qualitativo, utiliza levantamento
bibliográfico, análise de documentos e atividades realizadas pelos alunos, fotos e pesquisa
campo com metodologia sugerida por Ludke e André (1986), Fonseca (2002) e Gil
(2006), tendo como maiores referenciais teóricos Polya (1995) para resolução de
problemas e técnicas de ação, Freire (2011) sobre os objetivos da educação e a
conscientização dos alunos, Saviani (2009) sob o enfoque das perspectivas das políticas
educacionais, PCNs (1997) e sua contribuição com parâmetros curriculares, e o psicólogo
Gardner (1994) sobre o impacto na educação de sua Teoria das Inteligências Múltiplas.
Essa atividade foi considerada pelos próprios alunos divertida e de aprendizagem
significativa pois a matemática funcionou como ferramenta, aguçando habilidades como
destreza, raciocínio lógico-matemático e abstrato, despertando a criatividade e
estimulando a paciência. Percebe-se que esse conteúdo possui diversas aplicações em
nosso cotidiano e tal perspectiva garante aos alunos a contextualização do conhecimento
matemático, desenvolvendo habilidades para interpretar e analisar situações e problemas,
em busca da solução mais eficiente por meio da estratégia mais eficaz. Espera-se que
surjam novas contribuições no ensino-aprendizagem da matemática, em especial, na área
de geometria plana, faz-se necessário acompanhar o desenvolvimento da sociedade e das
demais áreas do saber.

Palavras-chave: Geometria plana; ensino-aprendizagem; aplicação e contextualização;


Tangram; Educação matemática.

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Eixo temático dos GTs: Metodologias e práticas de ensino


Área do conhecimento: Matemática

CONSTRUÇÃO DE OBJETOS GEOMÉTRICOS COMO FORMA


DE APRENDIZAGEM
Larissa Machado Ventura Fonseca; Aline Carvalho Queiroz

O Laboratório de Ensino de Geometria (LEG) tem sido uma ferramenta


fundamental desenvolvida para complementar a aprendizagem dos estudantes do ensino
fundamental e é um projeto que visa levar uma abordagem diferente a fim de contribuir
com sua formação. Este projeto se desenvolveu durante as atividades de estágio do ano
de 2017 buscando obter resultados que contribuirão para que acadêmicos concluam o
curso de licenciatura em matemática experientes e com ideias que inovarão uma simples
aula de geometria, utilizando recursos básicos, econômicos e fáceis de manipular, visto
que precisamos otimizar ao máximo o rendimento da aula. Isso nos leva a pensar e
questionar de que forma podemos inserir a aprendizagem, sabendo que os alunos possuem
dificuldade em compreender o conteúdo, principalmente quando se trata de imaginar,
descrever e interpretar os desenhos geométricos? Por meio de aula expositiva,
objetivamos levar a geometria e os principais conceitos matemáticos a alunos de ensino
fundamental, visando aprimorar os conhecimentos na educação matemática e preparar
estes alunos para dominar os conteúdos posteriores da matemática. Esta pesquisa foi
embasada através das obras de D’Ambrósio (1996), Kaleff (2012), Fiorentini e Lorenzato
(2012) e Rêgo e Rêgo (2012), que desenvolveram pesquisas que tratam diretamente do
assunto de laboratório de ensino de Geometria e ensino de matemática. O presente
trabalho é de caráter qualitativo, em que foi realizado um plano de aula, sendo que o
projeto foi composto por doze aulas que variaram da teoria à construção de sólidos. Os
instrumentos de pesquisa foram a observação participante e o desenvolvimento do plano
de ensino. Concluímos que após a realização do projeto, foi desmistificado que a
matemática existe apenas de forma concreta, além de inserir um novo contexto com
propósito otimizador das aulas e o rendimento dos acadêmicos envolvidos no projeto.

Palavras-chave: Educação Matemática; Geometria; Conceitos matemáticos;


Construção.

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Eixo temático dos GTs: Metodologias e práticas de ensino


Área do conhecimento: Matemática

ANÁLISE DA APRENDIZAGEM NA CONSTRUÇÃO DO


CONCEITO DE NÚMERO RACIONAL NA FORMA
FRACIONÁRIA NO ENSINO FUNDAMENTAL II
Mariana Alexandre Souza Rodrigues; Aline Carvalho Queiroz

Todas as nossas experiências de vida estão cercadas por números, a


Matemática está presente em nosso cotidiano, no simples número de um telefone, medida
de algum ingrediente, distância entre duas cidades, no documento de identidade, conta
bancaria, enfim, somos reconhecidos por algum número como também números
determinam parte da nossa vida. A presente pesquisa visa analisar a construção da
aprendizagem do conceito de números racionais, entendendo que é necessária a
compreensão desses números tão presentes em nossa vida. Diante das dificuldades
enfrentadas por professores e alunos buscaram-se meios de como materiais manipulativos
e jogos para facilitar a construção deste conhecimento. Foi feita uma revisão da literatura
sobre o tema, para assim construir e desenvolver uma proposta de ensino para o 6° ano
do ensino fundamental de uma escola municipal da cidade de Iporá. Essa proposta se
apoia em uma pesquisa construtivista de ensino (Piaget). A coleta de dados se deu por
meio de diário de campo, cadernos dos alunos e uma entrevista feita com o professor da
turma. Os resultados da pesquisa são que os alunos assimilaram de forma efetiva os
conceitos de fração, desde o número, a parte, o todo, o quociente, a comparação de frações
com denominadores e/ou numeradores iguais, bem como a adição e a subtração de frações
com denominadores iguais. Dificuldades foram evidenciadas no cálculo multiplicativo de
frações com denominadores diferentes e na aplicação da equivalência para comparar
frações com denominadores diferentes. A análise indica que a proposta de ensino
contribuiu efetivamente para a aprendizagem de boa parte dos conceitos ensinados.

Palavras-chave: Construção. Aprendizagem. Números Racionais.

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Eixo Temático: 6 - Metodologia e práticas de ensino


Área do Conhecimento: Matemática

CONTRIBUIÇÕES DA MODELAGEM MATEMÁTICA PARA O


ENSINO DE ESTATÍSTICA
Nídia de Melo e Silva; Claudimary Moreira Silva Oliveira; Aline Carvalho
Queiroz

Historicamente a matemática foi, e continua sendo, desenvolvida a partir da


necessidade dos indivíduos que vivem em sociedade, para resolverem seus problemas;
Os modelos matemáticos podem assumir várias formas, incluindo sistemas dinâmicos,
modelos estatísticos, entre outros tipos de modelos que podem se sobrepor, com um
determinado modelo envolvendo uma variedade de estruturas abstratas. Tendo esta ótica
como base, esta pesquisa busca responder à seguinte pergunta: que contribuições a
Modelagem Matemática pode trazer para o ensino/aprendizagem de Estatística para o
Ensino Médio, em uma perspectiva de formação crítica? O objetivo foi identificar
contribuições do uso da metodologia de Modelagem Matemática no ensino de Estatística,
na perspectiva de formação crítica para uma turma de terceiro ano do Ensino Médio. A
metodologia da pesquisa terá abordagem qualitativa, cujos instrumentos metodológicos
serão as observações, o diário de campo e as atividades desenvolvidas pelos alunos
durante uma atividade experimental desenvolvida nos meses de maio e junho, em um
grupo de dezoito alunos do terceiro ano do Ensino Médio, de uma escola pública de Iporá.
Tem embasamento teórico em Biembengut, Hein (2007) e Bassanesi (2009) e destaca-se
a aplicação da modelagem matemática enquanto recurso metodológico, utilizando o tema
aberto “O jeitinho brasileiro e as pequenas corrupções”. Por meio das fases aplicadas na
Modelagem Matemática, foram abordados conteúdos como o planejamento de uma
pesquisa, o levantamento dos dados, utilização dos conceitos matemáticos da estatística
e tratamento de informações. por meio dos dados levantados e dos gráficos construídos,
nota-se que houve a solução da situação problema em estudo e sua validação diante da
comunidade escolar e da sociedade iporaense. Os resultados mostram que as
contribuições da modelagem para o ensino e aprendizagem dos alunos foram: a formação
crítica em que o aluno aprendeu por meio de sua própria ação, a construírem tabelas e
gráficos, calcularam porcentagens, reconheceram as consequências das pequenas
corrupções e os efeitos legais para quem comete esse tipo de delito.

Palavras-chave: Modelagem Matemática. Estatística. Pequenas corrupções.

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Eixo temático dos GT: 3 - Formação de professores


Área do conhecimento: Matemática

CONTRIBUIÇÕES DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA


FORMAÇÃO DOCENTE: A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE
PROFISSIONAL
Klene Pereira da Silva; Carlos Henrique Paula Almeida; Claudimary Moreira
Oliveira

A escola e a sala de aula são lugares cheios de desafios que contribuem na


construção da identidade profissional docente. Com base em estudos teóricos e/ou por
meio da sua própria prática o professor revela-se em papéis importantes e desenvolve a
capacidade de se reconhecer em sua própria identidade profissional. A identidade
profissional é o que faz o profissional ser diferenciado no seu campo de trabalho, a partir
de suas habilidades e ações reflexivas. Nesta perspectiva o trabalho realizado como
pesquisa no Estágio Supervisionado do Curso de Licenciatura em Matemática da UEG,
Iporá no ano de 2017, buscou resposta para a questão: como o Estágio Supervisionado
contribui na construção da identidade do professor em formação? O objetivo foi
identificar contribuições do Estágio Supervisionado na construção da identidade
profissional durante a formação inicial do professor. Trata-se de uma pesquisa qualitativa
com embasamento teórico em Pimenta (2012), Pimenta e Lima (2008) e Arroyo (2010).
Para responder a questão proposta fez-se a leitura bibliográfica das obras enquanto em
paralelo se deu o trabalho como estagiários na escola campo que foi espaço de coleta de
dados. O principal instrumento de pesquisa foi o diário de campo do estagiário onde foram
registrados os acontecimentos importantes da escola e da sala de aula que se apresentaram
com características da formação da identidade docente verificados durante a realização
dos estudos e das atividades na escola. Desta forma o período de estágio serviu como
espaço para coleta de dados e como objeto de pesquisa. Os resultados mostram que
professor quando inicia sua carreira profissional ainda não está formado. A sua própria
identidade de professor carrega características que adquiriu a partir de modelos de
diversos profissionais com os quais teve contato em seu longo trajeto como aluno e agrega
características adquiridas no decorrer da sua formação acadêmica e da sua carreira
docente. Tal construção ocorre por meio de experiências vivenciadas em trajetórias de
vida pessoal e profissional, sendo assim, o estágio supervisionado é uma parte importante
na formação do profissional, uma vez que proporciona uma reflexão a partir da sua
experiência prática e conhecimentos teóricos adquiridos ao longo dos estudos. Tem
contribuições significativas na construção da identidade docente uma vez que o professor
em formação procura agir com base em análise e nos conhecimentos de teorias e práticas
estudadas ao longo do tempo na sua área de formação profissional associados com a
realidade vivenciada na escola e/ou fora dela.

Palavras-chave: Formação docente. Identidade. Capacitação.

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Eixo temático dos GTs: 1 - Avaliação e o trabalho docente


Área do conhecimento: Matemática

A AVALIAÇÃO DE MATEMÁTICA: COMO FAZER E PORQUE


FAZER?
Jairan Arantes Fernandes; Karine Gabriely Batista Sousa;, Claudimary Moreira
Silva Oliveira

A avaliação faz parte do cotidiano das pessoas que a cada dia são obrigadas a
tomar decisões, sejam elas no âmbito pessoal, profissional ou em comunidade. Ou seja,
avaliar o que acontece ao seu redor para tomar as decisões que julgarem corretas sobre os
problemas a serem resolvido no dia a dia tendo como base critérios construídos no decorrer
da vida. Isto não difere muito da avaliação do professor sobre a aprendizagem do aluno
que deve ser criteriosa e planejada tendo como finalidade a tomada de decisões sobre o
trabalho docente realizado. Nesta ideia o presente trabalho de Estágio Supervisionado I do
curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Iporá,
no ano de 2017 busca resposta para o seguinte problema: quais são os critérios que devem
ser utilizados pelos professores para uma avaliação de matemática? O objetivo é identificar
quais critérios o professor de matemática deve utilizar para uma boa avaliação de
matemática. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com embasamento teórico em
Vasconcellos (2007), Luckesi (1999) e Kenski (2005). A coleta de dados se deu por meio
da construção de um diário de campo feito durante a observação presencial na realização
de algumas avaliações matemáticas de alunos do Ensino Fundamental (segunda fase) e
Ensino Médio e em análise de avaliações aplicadas pelo professor no decorrer do primeiro
semestre de 2017 em escolas públicas do município de Iporá-GO e do município de Montes
Claros de Goiás-GO. Os resultados mostram que dentre os critério a serem utilizados pelo
professor de matemática, assim como de outras disciplinas deve estar a elaboração de uma
avaliação clara, ou seja, mostrando aos alunos como seriam os pontos da aprendizagem a
serem avaliados. Deve ser contínua, bem planejada, respeitar o nível e o tempo de
aprendizagem individual dos alunos. Precisa ainda ter como objetivo a avaliação do
trabalho do professor e do aprender dos estudantes de forma global e não somente medir
com uma nota o número de erros e acertos em uma prova ou teste. É necessário também
se lançar mão de variados instrumentos avaliativos para que se dê oportunidade de analisar
formas diferentes de produção dos alunos.

Palavras-chave: Avaliação em Matemática. Ensino/aprendizagem. Critérios de


avaliação.

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ISSN: 2238-8451

Eixo temático dos GTs: 3 - Formação de professores


Área do conhecimento: Matemática

O LABORATÓRIO DE ENSINO DE MATEMÁTICA:


POTENCIALIDADES E POSSIBILIDADES PEDAGÓGICAS
Irandy Barbosa Sousa; Rafael Pereira Gonçalves; Claudimary Moreira Silva
Oliveira

Este trabalho busca identificar potencialidades do Laboratório de Ensino de


Matemática como facilitador de aprendizagem, com enfoque no ensino da matemática.
Este projeto tem sua origem de pesquisa no estágio, no ano de 2017. A questão norteadora
é: quais são potencialidades do laboratório no ensino da matemática para a aprendizagem
dos alunos? O objetivo foi identificar algumas possibilidades pedagógicas para o uso
Laboratório de Matemática como recurso e ensino aprendizagem. Para responder à
questão norteadora, primeiramente fez-se a leitura bibliográfica das obras, em seguida
identificaram-se as ideias dos teóricos relacionando e analisando-as frente as informações
colhidas durante às atividades do Estágio Supervisionado. Os instrumentos de pesquisa
foram o diário de campo do estagiário onde foram registrados os acontecimentos
importantes que se apresentam com potencialidades do Laboratório de ensino de
matemática realizada durante os estudos e as atividades na escola campo no espaço da
Universidade. Desta forma o Estágio Supervisionado serviu como espaço para coleta de
dados e como objeto de pesquisa. Esta pesquisa é qualitativa e se amparou em Lorenzato
(2012) e Borba e Penteado (2012). Os resultados mostram que o Laboratório de Ensino
de Matemática e um local notável para o desenvolvimento dos professores e alunos por
se apresentar como um local que gera várias possibilidades pedagógicas de ensino de
matemática. É um espaço para ser utilizado na realização de atividades para uso das
tecnologias, de jogos, atividades lúdicas, atividades investigativas e de grupo dentre
outras, servindo como espaço para se desenvolver habilidades matemáticas, produzir
conhecimentos, promover interdisciplinaridade e difundir tecnologias.

Palavras-chave: Laboratório de Ensino de Matemática; Ensino Aprendizagem;


potencialidades.

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Iporá, 22 a 24 de novembro de 2017
ISSN: 2238-8451

Eixo temático dos GTs: 3 - Formação de professores


Área do conhecimento: Matemática

QUEM É O MATEMÁTICO E QUEM É O EDUCADOR


MATEMÁTICO?
Nathalia Gonçalves Freitas; Rhailainy Gomes Sousa; Claudimary Moreira Silva
Oliveira

Quando se ministra aulas de matemática como algumas outras disciplinas, o


professor que ensina pode ter objetivos que priorizem mais o ensino formal do conteúdo
ou ter objetivos que priorizem mais a formação social do aluno por meio do ensino da
disciplina. É preciso que se tenha claro qual o tipo de formação se quer dar aos alunos,
visto que há diferenças entre ensinar matemática e educar matematicamente. Nesta ideia
o presente trabalho teve sua origem e se desenvolveu durante o Estágio Supervisionado I
do curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Estadual de Goiás, Campus
Iporá do ano de 2017. A Questão da pesquisa foi: o que diferencia o matemático do
educador matemático? O objetivo foi identificar características que formam o perfil do
educador matemático e características que são essencialmente do matemático. O
embasamento teórico se deu Fiorentini e Lorenzato (2009) e Lorenzato (2010). A coleta
de dados se deu por meio de fichamento e resumos das obras e por meio das anotações
feitas em um diário de campo durante o Estágio Supervisionado de observação e
semiregência realizados em uma escola pública da cidade de Iporá-GO. Os resultados
mostram que em geral o matemático visualiza a matemática em sua complexidade como
uma ciência que tem “um fim em si mesma”, dá maior importância aos processos de
formação intelectual e prioriza os conteúdos formais. O Educador Matemático assume a
matemática como meio ou instrumento de formação intelectual e social dos alunos
priorizando conteúdos relevantes para a vida.

Palavras-chave: Educador Matemático. Matemático. Ensino/aprendizagem.

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ISSN: 2238-8451

Eixo temático dos GTs: 3 - Formação de professores


Área do conhecimento: Matemática

ATITUDES PEDAGÓGICAS NECESSÁRIAS PARA A


PROMOÇÃO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
Hiago Oliveira Machado; Sara Cristina dos Santos Cruvinel; Claudimary Moreira
Silva Oliveira

Este projeto tem sua origem de pesquisa no Estágio Supervisionado, no ano


de 2017 e buscou respostas para seguinte questão: que ações o professor pode fazer em
relação a sua formação e às metodologias de ensino que utiliza para ocorra a promoção
da educação matemática? O objetivo foi identificar atitudes que podem ser tomadas pelo
professor em relação a sua formação e a sua metodologia de ensino que possam promover
Educação Matemática com vistas a formação intelectual e social do aluno. Esta pesquisa
é de cunho qualitativo sendo que estamos com embasamento teórico em Lorenzato
(2010), Cardoso (2002) e no documento do governo PCN (1997). O principal instrumento
de coleta de dados o diário de campo com anotações que continham acontecimentos
vivenciados nas salas de aula onde os estagiários se encontravam. A coleta de
informações se deu durante as monitorias em sala de aula com participação ativa em
monitorias para auxílio aos alunos. O espaço da sala de aula serviu como o local ideal
para coleta de dados e para que se pudesse responder à problemática. A conclusão se deu
a partir da análise dos dados contidos nas anotações e da observação na pratica do estágio.
Os resultados mostraram que deve ser atitude do professor se formar continuamente por
meio de cursos de aperfeiçoamento, especializações, mestrados e doutorados. Em relação
ao seu perfil deve-se assumir o perfil de educador matemático que se preocupa com a
formação intelectual e social dos alunos e não somente com o ensino formal dos
conteúdos. Sobre as metodologias de ensino para a promoção da educação matemática
deve-se dentre outras atitudes ser preocupar em utilizar didática diversificada baseada na
ação do aluno ativo e instrumentos pedagógicos variados para a concretização do
aprendizado.

Palavras-Chaves: Educação Matemática; Metodologias de ensino; Atitudes


educacionais.

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Eixo Temático: Diversidade étnico racial e cultural


Área do conhecimento: História

LITERATURA E HISTÓRIA: DIÁLOGOS POSSÍVEIS PARA O


ENSINO DE HISTÓRIA AFRO NAS ESCOLAS
Eva Thais Oliveira Alves; Maria Geralda Moreira

O presente trabalho tem como objetivo analisar as possibilidades de utilizar a


literatura como recurso didático no ensino de história, partindo da aprovação da Lei n°
10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana
no currículo oficial da Educação Básica. A missão de estimular o ensino de história
através de novas ferramentas e materiais se faz, não somente possível, mas necessária.
Essa mudança supera os resquícios de um ensino forçado, no qual o aluno estava sujeito
ao sucesso na avaliação e não na construção do conhecimento histórico. Diante das varias
obras literárias que podem sem utilizadas na fundamentação deste trabalho, darei ênfase
na obra de Conceição Evaristo, Olhos D´Água, com intuito de descrever as varias
alternativas de aplicar o conto no ensino de história, contribuindo na construção de
interpretação diversas do conteúdo, por parte dos alunos. Por meio deste livro o professor
terá a possibilidade de ir além dos livros didática. Embora o livro não trate da cultura,
mas tenha o foco central a mulher negra e os problemas sociais, em alguns momentos e
possível perceber aspectos da resistência cultura, sendo primordial para abrir diferentes
debates em sala de aula, contribuindo na visão critica dos alunos. No livro a autora utiliza
uma linguagem sutil e poética para retratar questões da existência humana da população
Afro-brasileira, descreve, principalmente, a luta da mulher negra, a pobreza, a exclusão e
a violência que a acometem, sem grandes sentimentalismos, mostrando, por meio de uma
textura poética e cheia de ficções, a dura realidade dessas mulheres que se reinventam a
cada instante. A obra escolhida tem como foco central a mulher negra, ao representar a
trajetória delas por meio das personagens ficcionais a autora reforça a importância de seu
papel na sociedade, impulsionando a visão critica sobre a condição humana, vivenciada
pela comunidade negra/afro-brasileira atualmente.

Palavras-chave: Ensino. História. Lei n°10.639/2003. Literatura.

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Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino


Área do conhecimento: História

A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL NA HISTORIOGRAFIA E NOS


LIVROS DIDÁTICOS.
Gabriela Aparecida dos Santos Brito; Maria Geralda Moreira

O presente estudo analisa a Independência do Brasil, na historiografia e nos


livros didáticos, por meio de uma pesquisa bibliográfica de caráter qualitativa. Tento
como norte entender como as narrativas contidas nestes dois elementos – historiografia e
livros didáticos – representam a Independência do Brasil. Para nossa análise,
selecionamos o livro didático do Ensino Médio para os anos de 2016-2017. Os autores
que embasaram nossa análise do tema nos livros didáticos foram: Ana Tereza de Souza e
Castro da Purificação (2002) com o trabalho: (Re)criando interpretações sobre a
Independência do Brasil: um estudo das mediações entre memória e história nos livros
didáticos; Luciana Fernandes de Aquino (2015) com o texto: Independência do Brasil
para crianças: um estudo de manuais didáticos entre as décadas de 1970 e 2000. A
análise da Independência na historiografia foi realizada a partir de dois autores: Isabel
Lustosa (2006) e a obra D. Pedro I: um herói sem nenhum caráter; Jurandir Malerba
(2005) e a obra As independências do Brasil: ponderações teóricas em perspectiva
historiográfica relata novos questionamentos sobre como se deu a Independência. Tendo
como resultados iniciais dados que indicam uma proximidade em relação ao livro didático
analisado e os trabalhos da Purificação e Aquino. Nestes trabalhos, bem como no livro
didático aparece à glorificação dos feitos de D. Pedro I, a saída da família real portuguesa,
a exploração de pinturas representativas deste momento tais como, o quadro:
Independência ou Morte de Pedro Américo, o quadro de François-Moreaux, Proclamação
da Independência. No livro didático do Ensino Médio para os anos de 2016-2017
encontramos um novo formato, pois neste, o ponto de partida da análise é a saída da
família real portuguesa, não a mais a glorificação dos atos de D. Pedro I, embora, o quadro
de Pedro Américo continue. Outros acontecimentos, como o papel da Inglaterra no
território brasileiro, o incentivo a arte e a cultura com a implantação da Biblioteca Real,
da Escola de Belas Artes e a revolução de 1817, fazem parte do debate, demonstrando,
assim, que a análise presente no livro didático se aproxima das produções historiográficas
atuais.

Palavras-chave: Historiografia. Livro Didático. Independência do Brasil.

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Eixo Temático: Diversidade étnico racial e cultural


Área do conhecimento: História

ARQUITETURA INDÍGENA COMO UMA POSSIBILIDADE PARA


O ENSINO DE HISTÓRIA INDÍGENA NA EDUCAÇÃO BÁSICA.
Thalia Stéfany Lima Correia; Maria Geralda Moreira

O presente trabalho tem como objetivo estudar a arquitetura indígena e as


possibilidades de uso dessa temática para o ensino de História Indígena na Educação
Básica, contribuindo, assim, com a implementação da lei n°11.645/20 que tornou
obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Indígena nas escolas. Esta lei
é uma tentativa de romper com a invisibilidade dos povos indígenas no contexto escolar,
quanto para alterar os espaços ocupados pela história desses povos na escola. Dessa
forma, propõe-se analisar a arquitetura usada por diferentes grupos indígenas para
construírem suas moradias. Dentre muitas etnias localizadas em todo o Brasil, encontra-
se uma diversidade entre cada povo e a arquitetura da construção de suas moradias é um
desses aspectos que diferenciam uns dos outros. No texto a seguir propomos analisar as
moradias das etnias Kamaiurá e Yanomani, desconstruindo a ideia única de casa,
apresentando as diversas possibilidades com que esses povos podem organizar sua
moradia. A arquitetura das moradias indígenas é diferenciada devido a fatores como:
cosmologia, tipo de ocupação da casa e vegetação disponível no local. A casa é carregada
de significado, simbologia e desempenha um papel importante na construção do ser
humano em sua noção de espaço. Sendo assim, a organização social é responsável por
definir a forma comportamental dos cidadãos dentro de determinado grupo. Desse modo
busca-se romper com a generalização construída sobre a cultura indígena brasileira,
abordando de forma explicativa as diferentes organizações de moradias possíveis,
destacando as particularidades que cada grupo possui. Para tanto, foi utilizada pesquisa
bibliográfica, com leituras e pesquisas de livros e artigos acadêmicos. O referido estudo
se caracteriza por ser de caráter qualitativo, de modo que possa contribuir para ampliação
de conhecimentos. Em suma, acerca da pesquisa realizada sobre a arquitetura indígena se
expõe a intenção de ajudar a desenvolver um conhecimento a mais sobre os povos
indígenas, rompendo com estereótipos, com generalizações extremamente negativas,
eurocêntricas sobre estes povos, enriquecendo o currículo escolar com conhecimentos
sobre a diversidade de povos e culturas que compõem o país e, certamente, contribuindo
para que perspectivas positivas sobre estes povos sejam construídas a partir da aquisição
de conhecimento histórica e da ampliação da consciência histórica.

Palavras-chave: Arquitetura. Casa. Povos Indígenas. Diversidade.

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Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino


Área do conhecimento: História

CONSCIÊNCIA HISTÓRICA E ENSINO DE HISTÓRIA


Luiza Melo Fortunato; Maria G. Almeida Moreira

O presente trabalho propõe-se a analisar os fundamentos da consciência


histórica por meio de questões relacionadas ao aprendizado da disciplina História, e,
consequentemente, compreender problemas que se encontram arraigados na aplicação da
disciplina na prática escolar. O objetivo do texto é compreender o processo de consciência
histórica e a sua influência no processo de aprendizagem da disciplina História, para que
seja possível elaborar um diagnóstico referente aos problemas encontrados pela disciplina
em sala de aula. Existem impasses no que se refere à percepção das dificuldades do ensino
de História, por isso, os autores Jörn Rüsen (2010) e Luis Fernando Cerri (2010) são
usados como base para entender melhor essa questão que não possui tanto espaço de
discussão no âmbito de estudos acadêmicos. Para tal, o termo Consciência Histórica é
explorado dentro da pesquisa, uma vez que se propõe a compreender e diagnosticar o
quadro das superações a serem efetivadas para que o ensino da disciplina alcance
excelência. Para desenvolvimento do trabalho, os autores citados foram estudados e
houve uma união das ideias principais dos mesmos com o estudo sobre o ensino de
História em sala de aula. Uma vez que o conteúdo trabalhado em uma sala não será
absorvido por todos os (as) alunos (as) da mesma forma, pelo motivo de que cada um
deles já traz consigo suas particularidades, que influenciarão diretamente na forma como
processarão o conteúdo trabalhado pelo professor, percebe-se então que esta consciência
histórica funciona como fator de orientação da vida presente, que já é uma característica
própria do ser humano, mas, além disso, promove a compreensão da sua realidade
mediante os acontecimentos passados e perspectivas futuras. A partir da compreensão da
consciência histórica percebe-se que a disciplina História deve voltar-se ao trabalho com
questões de caráter social e político, relacionando o conteúdo disciplinar com a vida
prática do educando, para que possa, assim, contribuir para a sua formação identitária e,
ao mesmo tempo, ampliar sua capacidade de compreensão das distintas realidades que
vivencia. O papel do professor e da escola em relação à forma de tratamento com os (as)
alunos (as) tornam-se essencial para que a consciência histórica possa ser desenvolvida a
partir do aprendizado de História.

Palavras-chave: Aprendizado. Ensino de História. Consciência Histórica.

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Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino


Área do conhecimento: História

A MÚSICA COMO RECURSO DIDÁTICO: ENSINANDO


HISTÓRIA.
Marcius Dávila Miller Costa Leite; Maria Geralda de Almeida Moreira

O objetivo desse texto constitui-se em analisar a música como recurso


didático para o ensino de História. No início do século XX, com os Annales, ocorreu uma
drástica mudança documental, e novas fontes emergiram-se tornando parte de um campo
de conhecimento nunca imaginado, o histórico. Esta nova fase da história possibilitou ir
mais longe quanto a compreensão da história, e a música passou a ser não apenas ouvida
superficialmente, mas esquadrinhada em seus aspectos mais profundos. Quando analisada
criticamente, é possível visualizar o que está completamente implícito, e a partir desta
pormenorização (análise interna e externa), a música passa a ser compreendida como um
documento histórico. Através desse olhar microscópico, ela se torna uma das profícuas
ferramentas fomentadoras do desenvolvimento da consciência histórica, corroborando na
construção de pessoas críticas e reivindicadoras, algo que é um grande desafio
atualmente. Esse trabalho está organizado de uma maneira prática e concisa e,
fundamentou-se em vários teóricos, dentre eles: Luís Fernando Cerri (2011) e Célia Maria
Davi (2006). De modo geral os textos que embasaram a discussão, concentram em alguns
pontos relevantes tais como: O momento em que a música tornou-se um documento
histórico; como inseri-la como recurso didático e, por fim, como a música pode auxiliar
o ensino de História. Tais questionamentos nortearam o trabalho quanto à relação entre a
música e o ensino-aprendizagem de História, algo que é de suma importância quando
percebe-se que a música, de certo modo, acompanha as pessoas no seu cotidiano e,
também, suscita os seus mais variados sentimentos, nesse sentido, a música se torna uma
ferramenta didática importante, pois está diretamente ligada ao cotidiano dos estudantes
e a sua subjetividade. Por ser lúdica, o educador pode utilizar a música e deixar fluir a
criatividade dos (as) alunos (as), tornando as aulas mais dinâmicas e dialógicas. Assim,
partindo de uma metodologia definida, a qual deve envolver uma análise da música em
seus diferentes aspectos, o professor pode fazer bom uso dessa linguagem. A música que
analisamos no texto é, Mais uma Vez, produção de Renato Russo e Flávio Venturini,
gravada em 1987 e, posteriormente, regravada em 2003.

Palavras-chave: Música. Consciência histórica. Ensino.

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Eixo Temático: Gênero, Sexualidade e Educação


Área do conhecimento: História

A TEMÁTICA GÊNERO NO CURRÍCULO REFERÊNCIA


Anayce Adya Azevedo Marques; Maria G. de Almeida Moreira;

O objetivo desse texto é analisar a temática gênero no Currículo Referência


da Rede Estadual de Educação do Estado de Goiás, juntamente com a abordagem do tema
em livros didáticos, para desenvolver uma pesquisa no âmbito educacional, no seu
tratamento no ensino básico, trazendo a significância do seu questionamento no ensino,
tentando promover a desconstrução da ideia de que a garota é frágil, delicada, e mais lenta
que o garoto. Assim sendo, gênero, segundo Carvalho (2010), é determinado por toda a
organização de como o sujeito se insere na sua sexualidade e como ele se vê na sociedade.
Para tal análise, usar-se-á como referencial teórico os autores Carvalho (2010), Louro
(1997), Bento (2006), Machado (2000) e Altmann (2001) que discutem relações de
gênero e sua relação no âmbito escolar. Para a metodologia de pesquisa, utilizou-se no
projeto métodos qualitativos desenvolvidos a partir do Currículo Referência da Rede
Estadual de Educação de Goiás e em livros didáticos. Por sua vez, o Currículo Referência
da Rede Estadual de Educação de Goiás (versão experimental) construído no ano de 2012,
por meio de vários debates em toda a rede estadual de educação. O Currículo Referência
surgiu, então, da necessidade de fornecer um apoio norteador para todos os professores
da rede estadual de educação. O Currículo Referência se organiza por áreas de
conhecimento, os eixos temáticos, expectativas de aprendizagens e os conteúdos a serem
abordados no Ensino Fundamental e Ensino Médio. Aqui, a análise que norteia o projeto
é do 6° ao 9° ano, perpassando por sua exposição e por seus percalços ao se trabalhar o
tema, trazendo ativamente a urgência para o desenvolvimento de estudos sobre gêneros e
como inseri-los na escola. Consegue-se, assim, encontrar várias oportunidades de debate
que visam igualdade de gêneros na matriz, podendo o professor desenvolver dinâmicas
educativas em torno da temática proposta. Apesar de poucas, as expectativas de
aprendizagem presentes no Currículo Referência, reafirmam a compreensão de gênero no
tempo e no espaço, identificando a ausência de narrativas históricas femininas e, por fim,
a possibilidade de se trabalhar para que haja a mudança de comportamento dos (as) alunos
(as) e compreensão para o desenvolvendo de atitudes contrárias a qualquer forma de
discriminação.

Palavras-chave: Gênero. Diversidade. Currículo.

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Eixo Temático: Diversidade étnico racial e cultural


Área do conhecimento: História

DIVERSIDADE RELIGIOSA E A CONSTITUIÇÃO DA


CONSCIÊNCIA HISTÓRICA NO ENSINO FUNDAMENTAL
Francielly Nunes Silva; Maria G. de Almeida Moreira

O presente resumo visa analisar e compreender como a diversidade religiosa


é abordada no Currículo Referência da Rede Estadual de Educação de Goiás do Ensino
Fundamental, 6º ao 9º ano, e se as concepções propostas contribuem para a consciência
histórica acerca das religiões e a tolerância da mesma quando é encontrada no âmbito
social. No estudo proposto, atingindo vários pontos norteadores da vida prática humana,
a diversidade religiosa será, por meio da disciplina História, pensada como uma
construção do tempo passado e presente e das mediações adquiridas ao longo da formação
da consciência histórica. Dessa forma, considerando de extrema importância introduzir
novas formas de pensar e agir quando há o contato com assuntos de grande
representatividade social, como a religião, utilizar-se-á autores como Araújo, Silva,
Antunes, Lima e Araújo (2016), Rüsen (2010), Cecchetti (2012) e Kadlubitski (2012)
para discorrer sobre o ensino de diversidade religiosa e como ela está presente na
consciência de cada indivíduo. A metodologia do projeto, recorrendo à André (1995),
dar-se-á por meio do desenvolvimento de pesquisa bibliográfica e documental, com
abordagem qualitativa e quantitativa a partir de leituras de artigos e da análise do
Currículo Referência da educação básica da Rede Estadual de Goiás. O Currículo
Referência foi apresentado às Unidades Educacionais como proposta de bimestralização
dos conteúdos para facilitar o uso do currículo em sala de aula e para sua utilização como
instrumento pedagógico para orientar aspectos que não podem desaparecer do processo
ensino-aprendizagem. A análise do Currículo Referência delimita-se às séries finais do
Ensino Fundamental (6° ao 9° ano). Ao todo, foram identificadas treze (13) expectativas
de aprendizagem do 6º ao 9º ano que abordam de forma direta ou indireta a temática. As
poucas expectativas de aprendizagem ligadas à diversidade religiosa têm como objetivo
vincular à História o papel de formar indivíduos perante a sociedade, sendo ativos e
conscientes no meio em que vivem, podendo discorrer sobre o assunto sem ferir o outro.
Apesar da tentativa de o Currículo analisar a trajetória dos movimentos relacionados à
religião ao longo do tempo, percebe-se que ainda é pouca a contribuição do mesmo para
a ampliação da consciência histórica dos (as) alunos (as) e assim desenvolver uma cultura
de respeito às diferenças.

Palavras-chave: Diversidade religiosa. Currículo Referência. Consciência histórica.

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Eixo Temático: Diversidade étnico racial e cultural


Área do conhecimento: História

GRAFISMO E PINTURA CORPORAL: MÉTODO E


PESRPECTIVA NO ENSINO DE HISTÓRIA INDÍGENA
Lucivaine Melo Silva; Maria G. Almeida Moreira

O século XX foi o período da consolidação do espaço escolar, sendo o ensino


da história indígena difundido ao final deste século, abordado nos livros didáticos de
História em uma leitura ainda carregada de estereótipos sobre a figura do “índio” presente
no imaginário dos indivíduos. Com a chegada dos europeus que estigmatizaram os
indígenas, o que prevalecendo por um longo tempo, levou-os a ficarem à margem da
construção histórica do Estado Nacional. Recentemente os movimentos indigenistas,
novas perspectivas teórico-metodológicas impulsionaram a elaboração de novas
narrativas com a temática, desenvolvendo a valorização e a visibilidade das lutas dos
grupos étnicos e suas identidades. O trabalho com a diversidade cultural no ensino básico
ganhou novo norte com a promulgação da Lei 11.645/2008, que tornou obrigatório, o
ensino de História e Cultura afro-brasileira e Indígena em toda educação básica. Nesse
trabalho, nosso objetivo é apresentar o grafismo e a pintura corporal indígena como
recurso à prática do ensino-aprendizagem dessa temática, para essa análise optou-se duas
etnias de distintas regiões do país: a Karajá - localizada nos estados de Goiás, Tocantins,
Mato Grosso e Pará - e a Pataxó, situada em Porto Seguro na Bahia. O grafismo e a pintura
corporal indígena se utilizam do corpo como suporte para essa manifestação cultural,
sendo que, cada etnia possui particularidades simbólicas na produção dos desenhos,
geralmente associados à cosmologia do grupo, ao espaço natural que habita. A pintura
corporal é produzida diariamente e não possui muitas regras; já o grafismo - possui traços
geométricos mais elaborados - é usado nos momentos de festividade, nos Ritos de
Passagem e tem função de identificação, de marcar o pertencimento. Abordar a temática
étnico-racial em sala de aula conscientizará os (as) alunos (as) a terem uma relação mais
positiva com a diversidade cultural dos grupos étnicos, reconhecendo-os como sujeitos
históricos e a sua importância na História do Brasil, compreendendo que cada uma das
305 etnias existentes no Brasil possui uma especificidade. Promover o conhecimento dos
grupos étnicos é condição necessária para romper com a invisibilidade destas minorias,
com a exclusão e garantir direitos. Nesse sentido, o ensino de História tem função
importante, pois pode, por meio da inserção da temática indígena, contribuir com a
ampliação da consciência histórica dos estudantes acerca desse tema.

Palavras-chave: Ensino. História indígena. Grafismo.

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Eixo Temático: Metodologia e práticas de Ensino


Área do conhecimento: História

O USO DE DIFERENTES FONTES E LINGUAGENS COMO


RECURSO DIDÁTICO PARA O ENSINO DE HISTÓRIA
Vilma de Sousa Santos; Maria Geralda de Almeida Moreira

O presente trabalho propõe-se a analisar a utilização de diferentes fontes e


linguagens como recurso didático para o ensino de História em sala de aula. O objetivo
do texto é entender como esses novos recursos didáticos podem contribuir para o processo
de ensino-aprendizagem e qual seria a real influência destes na vida dos (as) alunos (as)
dentro e fora da sala de aula. Os autores utilizados para discutir o assunto e ampliar os
conhecimentos a respeito do uso de novos recursos foram Bittencourt (2008), Napolitano
(2008) e Fonseca (2003). Como método de trabalho, foram realizadas análises de livros e
artigos acadêmicos que pudessem apresentar e ampliar a discussão sobre o uso de novas
fontes no âmbito escolar. O movimento dos Annales foi extremamente importante para o
reconhecimento e inclusão de diferentes métodos e fontes que pudessem ser incluídos em
sala de aula. Antes, a metodologia positivista deixava o ensino limitado ao estudo de um
conteúdo engessado, porém, com a Nova História, a interdisciplinaridade e uso de novas
fontes foram vistos como fator importante para que o ensino pudesse acontecer de forma
efetiva para a vida do aluno, tanto dentro quanto fora da sala de aula. Portanto, esse novo
movimento ampliou o conceito de fonte historiográfica, permitindo que novos recursos
pudessem ser considerados dentro do âmbito escolar e, posteriormente, o ensino de
História foi beneficiado, uma vez que novos recursos e linguagens permitiram que a
disciplina fugisse do método sistemático e decorador de conteúdo, como nomes de
personalidades, datas e eventos específicos. Desta forma, percebe-se que a utilização de
diferentes recursos que fujam ao método tradicional tende a contribuir para o melhor
aproveitamento dos (as) alunos (as) a respeito do conteúdo apresentado pelo professor. A
efetividade em relação ao uso destas fontes alternativas está no fato de que o educando
consegue se interessar mais por qualquer metodologia que fuja ao tradicional uso do livro
didático de forma enfadonha e que não possui qualquer vínculo com sua realidade. Porém,
os cuidados que devem ser tomados em relação ao uso destas fontes estão no fato de que
é algo ainda recente e que cada material que fuja ao método tradicional precisa utilizar
uma linguagem diferente e deve estar essencialmente vinculado ao tema a ser abordado
em sala de aula. O não conhecimento de fontes alternativas por parte dos professores
torna-se um desafio que precisa ser superado quando se busca um método que seja mais
interessante para os (as) alunos (as).

Palavras-chave: Novas Linguagens. Ensino. História.

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Eixo Temático: Diversidade étnico racial e cultural


Área do conhecimento: História

AS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA NOS LIVROS


DIDÁTICOS, NO CURRÍCULO REFERÊNCIA DO ESTADO DE
GOIÁS E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA AMPLIAÇÃO DA
CONSCIÊNCIA HISTÓRICA DOS ESTUDANTES.
Dioene Elias Da Silveira; Maria G. de Almeida Moreira

O objetivo desta pesquisa é analisar como as religiões de matriz africana são


abordadas no Currículo Referência do Estado de Goiás e nos Livros Didáticos de História
da 2ª série do Ensino Médio. Considerando que o livro didático é a principal ferramenta
didática do professor e do estudante, nossa análise, buscou compreender como esse
documento apresenta aos estudantes esse tema. A partir desse exame buscamos
compreender se há uma invisibilidade das religiões de matriz africana neste material. Para
analisar a relação entre ensino de história, com foco nas religiões de matriz africana, a
promoção da consciência histórica dos estudantes, partiu-se do aporte teórico de Jorn
Rüsen (2010) que analisa a relação entre ensino de história e a consciência histórica. Essa
pesquisa possui caráter qualitativo e se desenvolveu em duas etapas: a primeira consistiu
na identificação de autores que dialogam com o ensino de história das religiões de matriz
africana na sala de aula e sobre o ensino de história e a consciência histórica. A segunda
consistiu na análise de dois Livros Didáticos do Ensino Médio e do Currículo Referência
do Estado de Goiás. Ao averiguar o Currículo Referencia da Rede Estadual de Educação
de Goiás, na disciplina de História percebe-se que existem conteúdos que trabalham o
continente Africano, a compreensão acerca da participação do negro na história do Brasil,
com foco na luta contra o preconceito, o racismo e a intolerância, porém, nada específico
sobre as religiões de matriz africana. Na análise dos dois livros didáticos, obtiveram-se
os seguintes resultados: o primeiro livro didático, do ano de 1993, intitulado: História
Geral, de Florival Cáceres, ao trabalhar a História Colonial, não apresentou nenhuma
representação das religiões de matriz africana. O segundo livro analisado, do ano de 2011,
intitulado: História em Movimento, de Gislaine Azevedo, apresentou um resultado
diferente. O livro expõe, de forma tímida, mas já representa um avanço, uma religião de
matriz africana: O candomblé. Contudo, este resultado mostra de forma positiva a
importância dos livros didáticos abordarem as religiões de matriz africana nos conteúdos,
promovendo o conhecimento destas religiosidades e, assim, contribuindo com a
compreensão dessa realidade pelos estudantes.

Palavras-chave: Intolerância. História. Consciência.

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Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino


Área do conhecimento: História

O ENSINO DE HISTÓRIA: OS QUADRINHOS COMO RECURSO


DIDÁTICO
Santiago Pereira Teles; Maria Geralda de Almeida Moreira

O seguinte resumo propõe analisar o uso das histórias em quadrinhos como


ferramenta didática, para isso é colocado em pauta o uso de novas mídias para a
dinamização e melhoria das práticas de ensino, aqui especificamente as histórias em
quadrinhos (HQ’S), por meio de análise de textos, artigos acadêmicos e a leitura e análise
de histórias em quadrinhos. O uso dessas novas linguagens é mais atrativo para a nova
geração de alunos (as) no mundo globalizado, então, esse trabalho visa analisar as
possibilidades de inserção das histórias em quadrinhos no âmbito escolar, transformando-
as em um eficiente recurso didático para auxiliar no ensino de história. Para tanto,
analisaremos a obra de um autor japonês que apresenta um determinado recorte de fatos
ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial na perspectiva da população civil, ou seja,
o cotidiano dos japoneses não envolvidos diretamente na guerra. Essa análise se mostra
relevante, pois além de colaborar na dinamização das práticas do ensino, permite a
abordagem de temas referentes à História do Cotidiano. A obra em questão é Hadashi no
Gen ou Gen: pés descalços (tradução para língua portuguesa) do autor Shinji Nakazawa,
aborda de forma autobiográfica a vida dos habitantes de Hiroshima antes da explosão da
bomba nuclear nessa cidade japonesa. A obra apresenta um olhar diferenciado sobre esse
momento histórico, uma análise a partir do cotidiano de quem viveu nessa cidade antes,
durante e após o referido episódio, proporcionando ao leitor o contato com narrativas de
quem viveu a experiência. Propõe-se nessa análise, ainda, a discussão acerca dos métodos
utilizados para o uso dos quadrinhos em sala de aula. Para desenvolver essas análises,
partiremos de autores como: Sônia Bybe-Lyuten (1985) que apresenta a trajetória da
história em quadrinhos; autores como Palhares (2009) e Marcelo Fronza (2011), os quais
discutem o uso do quadrinho como ferramenta didática em sala de aula. A partir dessas
leituras podemos ter uma ideia sobre o método de aplicação da HQ no ensino de História,
cabendo ao profissional (seja ele pesquisador ou docente) o recorte dessas fontes, o uso e
abordagem dessas fontes relacionadas a determinados temas, recorte temporal e a
problemática a qual se pretende abordar.

Palavras-chave: Ensino. História. HQ.

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Eixo Temático: Diversidade étnico racial e cultural


Área do conhecimento: História

RACISMO NA ESCOLA: UM DESAFIO PARA O ENSINO DE


HISTÓRIA
Danieli Almeida Xavier; Maria Geralda de A. Moreira

Não é um tema novo, se arrasta há séculos, no entanto, a partir do século XX,


com os movimentos de comunidades negras, começou a haver uma ressignificação quanto
ao que é ser negro. Nesse sentido, constitui-se em objetivo deste texto analisar a
discriminação do negro no contexto escolar apontando a importância do ensino de história
na ampliação da consciência histórica dos estudantes e, consequentemente, no
rompimento desse ciclo de violência contra a população negra. O presente trabalho
constitui-se de uma pesquisa bibliográfica valendo-se de um aporte teórico, dentre ele
está Munanga (1998) e Rüsen (2010). Ainda hoje o negro encontra grande dificuldade de
inserção no meio social e no âmbito escolar e, de se estabelecer em uma sociedade que
julga o outro através de estereótipos. Para combater o racismo leis foram criadas a partir
da década de 70, devido a pressões do Movimento Negro e de adeptos a causa que passam
a exigir os direitos dessa minoria. O Movimento Negro contribuiu, ainda, para a
valorização pessoal do negro que a partir de então começa a ter orgulho de sua cor. A
recuperação da auto estima que há muito foi tirada por uma imposição social e política,
assim, a identidade começa a ser valorizada. Diversas leis foram promulgadas, mas o
negro continua encontrando dificuldade de se incorporar a esse sistema. A
obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas
públicas e privadas, estabelecido pela lei 10.639/03 constitui-se em um avanço que
precisa de continuidade e ampliação, pois medidas como essa modifica a educação e
rompe, certamente, com atitudes racistas praticadas no espaço escolar. O ensino da
história torna-se um auxílio bastante satisfatório para a recuperação da história do negro,
tendo por base o desenvolvimento do raciocínio crítico e histórico, procurando recuperar
o passado do negro, para servir no presente, ao definir que ele é agente da formação do
Brasil. Constitui-se em condição necessária para o acesso e permanência de estudantes
negros no espaço educacional, desenvolver uma cultura de respeito à todos (as)
indistintamente, de valorização da diversidade cultural, étnica e racial no ambiente
educacional.

Palavras-chave: Racismo. Ensino. História.

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Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino


Área do conhecimento: História

EDUCAÇÃO LIBERTADORA COMO METODOLOGIA PARA


SUSCITAR O SENSO CRÍTICO DOS ALUNOS
Daniel Ferreira de Moura; Kelli Cristina Alves de Sousa

O artigo permeia pelos estudos de Lev Seminovich Vygotsky e Paulo Reglus


Neves Freire com intuito de mostrar a importância da metodologia progressista e
construtivista, para a formação de alunos possuidores de criticidade. Os dois autores
principalmente Vygotsky defende a ideia de que o indivíduo e desenvolvido de acordo
com o meio em que está inserido, seja o grupo familiar, o meio social em que está inserido
ou as instituições em que frequenta. Surgindo a problematização de que o aluno acaba
tornando-se acrítico pelo o fato de estar arraigado a uma sociedade condescendente e
apolítica, na qual o sistema educacional tanto o público como o particular, estão
fomentados em um sistema arcaico, o qual e reproduzido desde o período imperialista
brasileiro, a metodologia positivista, a qual induz a compartimentalização das
informações sem analisar e questionar as mesmas, desvirtuando assim o ato de raciocinar
do ser humano, ou seja, limita o pensamento não somente do aluno como do ser humano,
o fator decisivo de acordo com a ciência. Por este motivo a razão do estudo sobre a
Educação Libertadora, acreditando que esta seria uma metodologia interativa entre o
professor e o aluno, visando a produção de conhecimento e do senso crítico. Com isto a
realização deste artigo visa mostrar a importância desta abordagem para a formação de
cidadãos críticos-reflexivos e atuantes no meio social, como na construção de sua
identidade intelectual, política e social. Para a realização deste será utilizado de início as
produções de Freire (1994), Coelho; Pisoni (2012), Petroni e Souza (2009), Marques;
Marques (2006). Utilizando como metodologia pesquisa e revisão das referências citadas
e possivelmente mais adiante à realização de entrevistas com professores e alunos sobre
o tema proposto para obtenção de dados, como as possíveis melhorias com a implantação
destas metodologias, assim como saber sobre as limitações para a aplicação da mesma. A
relevância do artigo se deu ao observar o meio educacional atual, notando a falta de
interesse dos alunos em absorver o conhecimento, os quais têm a preocupação apenas
com as notas conquistadas com os meios avaliativos, não provocando neles a curiosidade
epistemológica por trás da história, outro fator que embasa a importância deste, é o fato
da educação atual deixar a desejar em seus deveres, previsto pela LDB/96 nos artigos 22º,
32º e 35º do capítulo II. Os quais defende que a educação tem por finalidade a formação
comum para o exercício da cidadania, desenvolvimento da compreensão do ambiente
social, do sistema político, da autonomia intelectual e do pensamento crítico.

Palavras-chave: Criticidade. Educação. Libertadora. Construtivista.

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Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino


Área do conhecimento: História

HISTÓRIA E CINEMA: ANÁLISE DO USO DE FILMES EM AULA


PARA O ENSINO DE HISTÓRIA
Edvânia Cavalcante dos Santos Silva; Zilda Aparecida Ferreira, Kelli Cristina
Alves de Sousa

O presente trabalho procura fazer um discursão teórica acerca utilização de


filmes comerciais (ficção) pensando na possibilidade de trabalho escolar em aulas de
História, não os vídeos educativos que já são produzidos com uma linguagem didática e
direcionados a escola, com interesses voltados ao espaço escolar. Nele, problematizamos
o modo pelo qual o professor conduz o filme em sala de aula no ensino fundamental.
Partindo da premissa em questionar o método utilizado pelo educador, com objetivo de
compreender a maneira que o filme pode ser usado, levando em consideração os critérios
utilizados durante a seleção dos filmes a serem utilizados como um documento.
Entretanto, para o desenvolvimento dessa pesquisa foi utilizado como referência teórica
as obras Cinema e História (1992), Marc Ferro; Como usar o cinema na sala de aula
(2008), Marcos Napolitano; Apologia de relação cinema-história (s/d), Jorge Nóvoa, que
auxiliou no desenvolvimento do projeto intervenção e no desenvolvimento do
questionário para realização . Quanto à metodologia utilizada foi analise teórica das obras
já mencionada, observação realizada durante a aplicação do projeto em sala de aula e o
questionário com ponto de vista do aluno em relação ao uso do filme em sala de aula.
Sendo assim, os primeiros resultados encontrados em relação compreensão do trabalho,
foi à maneira que o professor pode se apropriar de um recurso rico, com finalidades de
trabalhar o cinema como um trabalho escola, porém o mesmo ainda é visto como uma
ferramenta ilustrativa por parte da escola, entretanto no ponto de vista do aluno é
considerado como um recurso que auxilia o desenvolvimento de sua formação e desperta
o interesse pela disciplina. Nesse sentido, esta pesquisa teve como relevância, refletir
diante dos métodos a ser utilizados em sala de aula, que envolve o uso do cinema, visando
melhor aprendizado e absorção desse recurso rico, mais que requer habilidades por parte
do professor, para que seja devidamente utilizado.

Palavras-chave: Imagens. Cinema e História. Planejamento.

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Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino


Área do conhecimento: História

OS DESAFIOS DO ENSINO DE HISTÓRIA NO SÉCULO XXI


Joelma Gonçalves Marçal; Kerilene Nogueira Sousa; Kelli Cristina Alves de Sousa

O presente trabalho vem analisar as dificuldades enfrentadas pelos


professores de história do ensino fundamental assim discutir as experiências do Estágio
Supervisionado I e II com foco na disciplina de História e seus problemas presente em
sala de aula. Este trabalho é resultado das pesquisas e leituras realizadas no estágio de
2016 e que se finalizara no ano 2017. Considerado fatores políticos, social escultural
observou-se o problema partir da análise sobre a realidade da escola campo, que existe
uma dificuldade do professor em conseguir atrair a atenção de seus alunos e em despertar
o interesse pela disciplina. Fazer com que desenvolvam um senso crítico e analítico do
ensino de história não é tarefa fácil. O objetivo desta pesquisa é analisar a falta de
interesse em relação a disciplina, verificar quais métodos são utilizados para estimula-los
e se estes são eficazes. Diante desta percepção, o presente trabalho poderá contribuir para
a reflexão sobre a realidade do ensino de História no Ensino fundamental, repensar a
prática educativa e levar a uma busca por possibilidades que permitam um melhor
aproveitamento da disciplina na sala de aula. Pois, mesmo diante de tantas dificuldades o
Ensino de História é primordial para a formação de um cidadão crítico e atuante,
principalmente no Ensino Fundamental onde os alunos ainda estão em processo de
formação, amadurecimento e precisam receber estímulos que os levem a desenvolver
habilidades futuras. Para a realização deste artigo foram usados questionários para
professor e aluno levantamento teórico e os resultados do projeto de intervenção.

Palavras-chave: Educação, Ensino, História

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Eixo Temático: Diversidade étnico racial e cultura


Área do conhecimento: História

O ENSINO DE HISTÓRIA INDÍGENA NA SALA DE AULA


Lídia Priscila Pereira Silva Souza, Kelli Cristina Alves de Sousa

Este presente artigo se fez com base na lei 11.645/2008 que determina o
ensino da temática indígena dentro da sala de aula, também inclusa na LDB 2014 (Lei de
Diretrizes e Bases da Educação), no artigo 26, inciso I e II. O objetivo da lei é trazer para
o espaço escolar a ideia da diversidade e pluralidade da cultura indígena e afro-brasileira.
O ensino de história indígena é um dos temas que foi e ainda é pouco abordado no meio
acadêmico, assim como no âmbito escolar, porém vem ganhando força na discussão do
estudo indígena para desmistificação dos estereótipos da história e cultura indígena. Essa
é a base de nossa problematização: de acordo com a Lei 11.645 o ensino de História
indígena realizado em sala de aula pelo professor com auxílio do livro didático está
adequado segundo a lei? O objetivo e discutir a importância da história indígena no
contexto escolar, procurando entender as formas de representação histórica no livro
didático do sétimo ano da segunda fase do Ensino Fundamental. A metodologia a ser
trabalhada durante o desenvolvimento do projeto se deu através de levantamento de dados
usando fontes primarias, como o livro didático referente ao sétimo ano, e textos de autores
referente a temática, fazendo assim uma pesquisa qualitativa. Utilizando como fonte a
LDB (2014), Moreira (2013), Alves (2015), Bergamaschi & Gome (2012), Guimaraes
(2008), discutem o modo que é ministrado o ensino de história indígena em sala de aula,
tendo como foco principal a lei 11. 645/2008, assim procuram discutir a forma que o
professor se baseando na lei e nos livros didáticos, procurando trazer para a discussão um
olha diferente da educação para que se possa trabalhar de forma coerente com a
legislação, será realizado uma análise dos livros didáticos do 6° ano (2011 a 2013, e 2014
a 2016) o livro didático do 7° ano (2014 a 2016), procurando trazer a forma que é
abordada a história indígena nos mesmos. Com esse projeto espera-se como resultado
mostrar que a história indígena não está sendo ensinada aos alunos de uma maneira coesa,
e que a falta de informação diante da história indígena acaba acarretando problemas futuro
no déficit de conhecimento sobre o assunto.

Palavras-chave: História Indígena. Ensino e representação. Educação.

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Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino


Área do conhecimento: História

A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NAS REUNIÕES


ESCOLARES
Neriany Gomes Costa; Kelli Cristina Alves de Sousa

Este presente artigo pretende analisar a participação dos pais na vida escolar
dos filhos, visto que, é algo determinante para o desempenho do aluno na escola, já que,
a família deve ser parceira contribuindo no processo de ensino- aprendizagem e dessa
forma colaborar para uma educação de qualidade. Essa parceria entre família e escola
torna-se essencial para a formação do indivíduo. Este trabalho visa analisar se há
contribuições nesta participação dos pais em relação ao desempenho escolar de seus
filhos. É extremamente necessária a criação de mais projetos que visem à participação
dos pais em reuniões escolares, entrega de boletins ou mesmo em eventos nos quais a
escola proporciona já que essa participação muitas vezes não ocorre de forma voluntária,
para haver de fato essa integração entre família e escola, tão saudável no desenvolvimento
da criança.Tendo como objetivo descrever a importância da participação dos pais nas
reuniões escolares e as contribuições no desenvolvimento acadêmico, percebendo e se ela
contribui para o avanço da escola e alunos de maneira efetiva ou não. Os referenciais
teóricos utilizados para o desenvolvimento deste trabalho é uma pesquisa bibliográfica,
teórica e prática, realizada em artigos, livros, internet e análise de dados coletados para
compreender o tema e dessa maneira buscar um posicionamento sobre a importância da
participação dos pais no âmbito escolar. Utilizando três autores principais Freitas,
Maimoni & Siqueira, (1994) e de Maimoni & Miranda, (1999), Orsolon (2003), Paro
(2000). Os instrumentos utilizados serão leituras teóricas de autores que também discutem
sobre o tema e artigos que foram desenvolvidos sobre essa temática e a aplicação de um
questionário destinado aos pais, para que se desenvolva a análise dos resultados. Então,
em uma análise ainda parcial, pode-se avaliar que a participação dos pais na vida escolar
de seus filhos traz melhoria no desempenho acadêmico, ajudando no comportamento
deles perante colegas e professores e contribuindo também para a realização frequente
das atividades escolares. A relevância desse trabalho é colaborar para a percepção dos
responsáveis, em seu envolvimento no espaço escolar mostrando o quanto isso poderá
auxiliar no desenvolvimento de seu filho, pesando de maneira positiva na própria
formação do indivíduo como um ser social. Deixando claro aos pais que essa parceira e
contato com a escola promovem uma educação eficiente, já que, pode-se vê os problemas
causados pela ausência escolar de familiares e o quanto isso afeta o desenvolvimento da
criança.

Palavras-chave: Ensino. Pais. Reuniões Escolares. Educação. Desenvolvimento.

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Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino


Área do conhecimento: História

CIDADANIA NA ESCOLA SUBTITULO: FORMAÇÃO DO


CIDADÃO NA ESCOLA PÚBLICA DO ENSINO MÉDIO
Rauane Freire Rodrigues; Kelli Cristina Alves de Sousa

Para começar qualquer estudo é preciso primeiro saber o significado do que


se trabalha e principalmente do que se pretende mudar ou aperfeiçoar, com isto deve-se
entender o conceito de cidadania, o que é? Qual o significado? O que isto pode acrescentar
para o aluno? E o que os autores falam a respeito do tema cidadania na escola? Quando
se entende o conceito, pode-se afirmar que o tema acrescenta e muito não só na vida
escolar, mas principalmente na formação do mesmo, pois um aluno bem formado torna-
se um cidadão coerente as suas escolhas e atuante perante a sociedade. Os objetivos deste
trabalho são: Demonstrar que as instituições escolares estão abaixo do que se espera no
que diz respeito á cidadania; Destacar a importância do tema em sala de aula;
Conscientizar os alunos e o corpo docente escolar da importância de se conhecer os
direitos e deveres do cidadão com compromisso e respeito; Trabalhar a formação de ter
consciência dos valores éticos e morais; Informar e identificar de forma coerente o que é
cidadania; Proporcionar uma relação melhor entre a comunidade, a escola e a família
como um todo; Elaborar atividades em sala integrando a cidadania. Muitos autores falam
sobre a relação entre a cidadania e a escola. São eles: Paulo Freire (FREIRE, Paulo.
Política e Educação, Cortez, 1993.); Arantes e Araújo (ARANTES, 2007, p. 9) (
ARAÚJO, 2007, p. 21). Dentre outros. O presente trabalho foi realizado por meio de
pesquisas qualitativas e quantitativas, por meio de questionários aplicados tanto para
professores quanto para alunos da mesma escola. Foram feitas pesquisas bibliográficas a
respeito do tema escolhido, pesquisas na internet, orientações com a professora da
disciplina Metodologia da Pesquisa Histórica II da UEG unidade de Iporá, com
professores de História da mesma Unidade e com a professora de Estágio Supervisionado
I e II.

Palavras chave: História; Ensino; Cidadania.

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Eixo Temático: Metodologia e Praticas de Ensino


Área do Conhecimento: Letras

COMO DESENVOLVER O INPUT E O OUTPUT EM SALA DE


AULA
Laurianne Guimarães Mendes; Angela Maria Leonel Ferreira Moura

Em um primeiro momento, é necessário compreender a concepção de input e


output no ensino de Línguas. Muitos teóricos compreendem que se obtém o input a partir
do momento em que o aprendiz escuta ou lê alguma informação em inglês e essa é
armazenada na memória e, no momento da escrita ou da fala, retoma-se esta. Assim,
concebe-se o output como as sentenças que um aprendiz irá produzir, seja escrita ou
falada, ou seja, toda a produção estabelecida na Língua Inglesa. Já o output ocorre quando
o sujeito deseja escrever ou dizer algo em inglês e o seu cérebro, de modo inconsciente,
irá buscar por alguma palavra ou frase ao qual ele foi exposto para encaixar em seu
discurso com o sentido que ele quer expressar. Desta forma, entende-se que o principal
objetivo das aulas de Língua Inglesa é proporcionar aos alunos sentido e um objetivo para
que os mesmos consigam assimilar e apreender conteúdos para efetivar sua aprendizagem
da língua. Percebe-se que os alunos estão em contato durante boa parte do tempo com o
inglês, afinal, com o processo da globalização, essa língua se expandiu e se tornou
“mundial” e, ademais, as informações adquiriram uma fluidez instantânea e rápida.
Afinal, ao longo dos anos a preocupação a respeito de como melhorar o aprendizado de
Línguas permeou o universo acadêmico. Contudo, qual a diferença entre aprender uma
língua e adquirir? E, principalmente, como o input pode contribuir para a aprendizagem
de uma nova língua? Desse modo, é relevante explorar as noções propostas por Yokota
(2005) em uma releitura da teoria de Krashen (1985).

Palavras-chave: Input; Output; Ensino de Línguas.

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Eixo Temático: Metodologia e Praticas de Ensino


Área do Conhecimento: Letras

A UTILIZAÇÃO DA CHARGE COMO RECURSO


METODOLÓGICO PARA O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA
Milton Lopes de Souza Junior; Angela Maria Leonel Ferreira Moura

Este trabalho apresenta-se como resultado de pesquisa empreendida durante


o desenvolvimento do Estágio Supervisionado de Língua Inglesa II, do Curso de Letras
da UEG-Câmpus de Iporá, no ano de 2017. O objetivo foi identificar a importância ou
não da utilização de charges no ensino de Língua Inglesa, bem como verificar se essa
prática colabora para tornar as aulas mais dinâmicas, interativas e atrativas, estimulando
a participação efetiva dos alunos com vistas a uma aprendizagem significativa. Nesse
sentido, além dos estudos teóricos, especialmente em Barbosa; Vergueiro (2004) e Ramos
(2004), também foi realizada pesquisa em uma turma de 8º ano do Ensino Fundamental
com a utilização de questionários para registrar a opinião dos alunos sobre a utilização de
charges nas aulas de Língua Inglesa, o que apontou que quando o professor ministra os
conteúdos planejados por meio de charges, esse ensino torna-se mais prazeroso para os
alunos, resultando, naturalmente, numa maior participação dos mesmos e na construção
de aprendizagens significativas, isso porque os alunos poderão acessar outras charges, em
ambiente extra sala de aula por meios virtuais, reforçando assim o que foi visto em sala
de aula. Por conseguinte, nota-se a possibilidade de se trabalhar charges de forma
interdisciplinar, por haver espaço para o desenvolvimento de habilidades artísticas além
do ensino de uma nova língua.

Palavras-chave: Ensino; aprendizagem; língua inglesa; charge

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Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino


Área do Conhecimento: Letras

A CORREÇÃO DE ERROS EM AULAS DE LÍNGUA INGLESA:


ENFOQUE NA PRODUÇÃO ORAL
Daniela Cristine Alves Franco; Angela Maria Leonel Ferreira Moura

A correção de erros tem um significado complexo, no entanto, é muito


importante para a tomada de consciência, tanto de professores quanto de alunos, no
processo ensino-aprendizagem de língua inglesa. No que se refere à produção oral, os
erros devem ser vistos como algo positivo e significativo para o aluno, de modo a deixá-
lo à vontade para se manifestar na língua que está aprendendo. Por essa razão, esse estudo
objetiva verificar como o aprendiz percebe seu erro oral em língua inglesa e como
apreende a correção de erros, bem como verificar a crença do professor quanto à produção
de erros de seus alunos e analisar o tratamento do professor em relação à correção destes.
Tendo como grupo observado o 1º ano do Ensino Médio de um Colégio Particular, em
Iporá Goiás. Nesse sentido, buscou-se, especificamente, identificar os erros na produção
oral dos alunos, observando a interação oral deles em sala de aula e verificando as atitudes
do professor, concernentes à correção dos erros. Assim, esse trabalho se fundamenta nas
contribuições teóricas de Carazzai e Santin (2007), Figueiredo (2015), Gomes e Rios
(2000), Pessoa (2000) e Silva (2000). Essa pesquisa apresenta-se como qualitativa, além
da pesquisa campo e bibliográfica, de modo a identificar como o erro oral é tratado em
sala de aula e como tem oportunizado a aprendizagem da Língua Inglesa dos alunos. Os
resultados sinalizaram a crença do professor de que a correção é positiva, o qual considera
os aspectos individuais dos alunos no momento dessa estratégia.

Palavras-chave: Correção de erros. Produção Oral. Língua Inglesa.

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Eixo Temático:
Área do Conhecimento: Letras

ASPECTOS AFETIVOS NO DESENVOLVIMENTO DO


PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA
Ranieri Serrano da Silva; Angela Maria Leonel Ferreira Moura

Este trabalho é resultado de pesquisa realizada em uma Escola Municipal na


cidade de Iporá-Goiás, no decorrer do Estágio Supervisionado de Língua Inglesa I e II,
do Curso de Letras da UEG, Câmpus de Iporá, nos anos de 2016 e 2017. O objetivo dessa
pesquisa foi identificar como se desenvolve a afetividade entre professor/aluno e os
aspectos inerentes a essa relação. A pesquisa contou com embasamento teórico e também
com a observação das aulas de Língua Inglesa da professora da turma do 9º ano do Ensino
Fundamental, de uma escola da rede municipal. Além disso, foram aplicados
questionários aos alunos e professora sobre questões como: o que faz você ter interesse
nas aulas de Língua Inglês? O que o professor de Língua Inglesa pode fazer para tornar
as aulas mais interessantes? Essas perguntas foram direcionadas aos alunos. Para a
professora foi proposta a questão: O que você tem feito para tornar suas aulas
interessantes? A hipótese levantada foi que a dimensão afetiva não era levada em
consideração na sala observada. Nesse sentido, o respaldo teórico veio de Bezerra (2013),
Corrêa (2008), Piaget (1964), Vygotsky (2008), entre outros. Essa pesquisa tornou-se
importante para a prática educativa de Língua Inglesa, na medida em que identificar os
aspectos relativos à afetividade conduzem os professores a refletirem sobre o assunto.
Além disso, permitiu aos alunos a se manifestarem sobre aspectos da prática educativa
das quais não gostam e as mudanças esperadas.

Palavras-chave: Afetividade; Língua Inglesa; Aprendizagem

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Eixo temático dos GTs: Formação de professor


Área do conhecimento: Geografia

A IMPORTANCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO PARA A


CARREIRA DOCENTE.

Flávio Martins da Silva; Hiálida Fernandes Inacio; Divino José Lemes de Oliveira

Esse trabalho (pesquisa) é um relato de experiência advindo do estágio


supervisionado, onde visa mostrar a importância do estágio supervisionado para a
formação docente, e as experiências obtidas pelos estagiários do curso de geografia da
Universidade Estadual de Goiás Câmpus Iporá. O estágio é um momento crucial na
formação acadêmica, pois através do mesmo é possível vivenciar o cotidiano escolar; o
que permite ao acadêmico estagiário obter contato com seu futuro ambiente de trabalho;
o estágio viabiliza uma melhor qualificação e preparação do aluno, fazendo com que se
tornem profissionais qualificados e experientes com sua profissão. Nós como acadêmicos
de geografia, durante o decorrer do curso, ouvimos e discutimos diferentes situações que
poderemos encontrar na pratica da docência; refletimos sobre as situações prováveis que
podem acorrer quando formos atuar em sala de aula; de tal maneira somos incentivados
a colocar em pratica tudo que foi aprendido no decorrer (na formação) do curso de
licenciatura. Essa pesquisa e de caráter qualitativo onde se embasa nos resultados de
observações e relatos de experiências vivenciadas no cotidiano escolar. O estágio foi
realizado em três escolas, duas localizadas em Iporá/GO, e em uma escola de
Amorinópolis/GO, para que assim fossem vivenciadas diferentes realidades escolares. No
decorrer do estágio fizemos observações em sala de aula em todas as escolas, mas em
uma auxiliamos os professores a elaborarem atividades extra sala (aula recreativa), e ouve
um acompanhamento em um trabalho de campo; foram diversas experiências adquiridas
no decorrer deste período, convivemos com três direções escolares que gerem totalmente
diferente as escolas; essas experiências nos proporcionaram variadas situações que
auxiliaram de forma direta para nossa formação docente. Durante esse período
percebemos que há alguns pontos positivos e negativos no cotidiano da vida escolar;
existem muitas dificuldades como: alunos desinteressados, poucos recursos e materiais
didáticos para trabalhar, salas superlotadas, falta de infraestrutura, descaso com a
profissão; e ouve também outros como: a retribuição dos alunos em sala de aula, a
importância que o professor dá ao planejamento das aulas e, também, a relação professor-
aluno que melhor proporciona aprendizado. Para este trabalho utilizamos diversos
referenciais teóricos, porém destacamos entre eles, (JANUARIO, 2008), (OLIVEIRA e
CUNHA, 2016 apud MOURA e outros, 2016), (STAINBACK, 1999 apud SILVA e
outros, 2016) e (MULLER, 2002). Sendo assim, durante essa vivência de estágio
supervisionado foi possível fazer inúmeras criticas e reflexões, onde aprendemos muito,
percebemos que a carreira docente é muito importante, e assim o estágio contribui
significativamente para o desenvolvimento e formação acadêmica.

Palavras-chave : Experiência, formação, licenciatura

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Área do conhecimento: Geografia


Eixo temático dos GTs: Formação de professor

AS CONTRIBUIÇÕES DA PRÁTICA PEDAGÓGICA NO ESTÁGIO


SUPERVISIONADO
Elvis Santos Neves; Aline Conceição Guimarães; Divino José Lemes de Oliveira

Por meio desta pesquisa veremos que o papel do professor é importantíssimo,


a educação constitui-se na prática social no qual o objetivo é a humanização e a plena
realização que envolve, não somente a ética do educador, mas também a construção de
novas relações com cada educando. E é sempre necessário que haja a prática para que
cada licenciando possa ter contato com o Campo, onde, ele futuramente irá exercer seu
papel como educador, o período do Estágio Supervisionado é fundamental para que possa
ter um contato direto com o professor e os alunos, e partir deste momento tornaremos
profissionais capacitados para o cargo. Para melhor estruturação desse trabalho
realizamos levantamento bibliográfico, pesquisação participativa de campo,
levantamento de dados; ainda utilizamos de recursos cartográficos. Essa pesquisa tem
cunho qualitativo, pois buscou dialogar fundamentos já estabelecidos e apresentados por
pesquisadores diversos; também buscou abordar experiências vivenciadas através do
estágio supervisionado, a referida abordagem, ocorreu à luz de embasamento teórico e
pratico oriundo de diversas pesquisas e obras literárias do ensino de geografia. Para
realização da referida pesquisa nos respaldamos em autores como, Santos (2001), Pimenta
e Lima (2004), Januario (2008), Araújo e Yoshida (2017), Scalabrin e Molinari (2017).

Palavras-Chave: Escola. Campo. Estágio Supervisionado.

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ISSN: 2238-8451

Área do conhecimento: Geografia


Eixo temático dos GTs: Formação de professores

RELATÓRIO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO


NO CENTRO DE ENSINO ESPECIAL
Bruno Nascimento Duarte; Divino José Lemes de Oliveira; Mateus Gouveia Alves

Nessa pesquisa será mostrada a importância do estágio em um curso de


licenciatura; pois sem o estágio o universitário teria dificuldade em entender a
importância do mesmo e que este é um agente contribuidor na formação do professor. O
Estágio é caracterizando como objeto de estudo e reflexão. O acadêmico ao estagiar, passa
a enxergar a educação com outro olhar, passa a procurar entender a realidade da escola e
o comportamento dos alunos que a compõem. Essa pesquisa objetiva-se ainda mostrar
que o estágio bem sucedido pode transformar ou impulsionar o acadêmico a ser um
professor crítico, reflexivo e muitas vezes até marxista. A metodologia utilizada foi à
dialética. O loco de estudo foi realizado em um centro de ensino especial, para alunos
com deficiências que não podem ser acompanhadas por uma escola de ensino regular. O
ponto de vista abordado nessa pesquisa foi que a escola precisa mais de professores na
perspectiva marxista ou mais críticos reflexivos. Professores que não só eduquem mais
ensine também. A escolha do tema foi por causa da quantidade de professores nesse
centro de ensino especial que não estavam ali somente no para ensinar, mais para educar
também. O objetivo dessa pesquisa é mostrar aos leitores que ainda existem professores
marxistas que estão preocupados com a formação de seus alunos.

Palavras-chave: Estágio; Formação do Professor; Marxista; Curso de Licenciatura.

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Área do Conhecimento: Geografia


Eixo Temático: Formação de professores

ESTÁGIO SUPEVISIONADO E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA


FORMAÇÃO PROFISSIONAL
Camila dos Anjos da Silva; Vinicius Bueno; Divino José Lemes de Oliveira

O estágio supervisando na licenciatura constitui o início da vida profissional,


é a oportunidade do primeiro contato como professor, na sala de aula de Educação Básica;
é também um momento de desafio, superações e de afirmação da escolha profissional.
Através do estágio é possível ampliar o conhecimento, desenvolver metodologias e
trabalhar em equipe; Definitivamente é o início da formação da identidade do futuro
profissional; o mesmo contribui ainda de forma significativa para a formação do
acadêmico (estagiário) do curso de licenciatura. Com efeito, destacam-se os seguintes
objetivos desta pesquisa: discorrer sobre o papel do estágio supervisionado e relatar a
experiência vivida em três escolas do município de Iporá-Goiás; sendo duas municipais
e uma Estadual. Para o estagiário a observação e semi regência, vivenciado através de
atividades como: análise de documentos, visitas de observação, o auxílio ao professor em
sala de aula, observação quanto ao funcionamento da escola, participação em atividades
de interação desenvolvidas pela escola, dentre outros, é um momento fundamental de
reflexão sobre a importância do professor, sobre a relevância dessa função para a
sociedade; além de ser um momento de formação para compreender as possibilidades de
como superar as dificuldades que a realidade e o trabalho com a educação lhes impõem.

Palavras-chave: Estágio; Desafios; Projeto.

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Área de Conhecimento: Geografia


Eixo temático: Formação de professores

O ESTÁGIO NA FORMAÇÃO DOCENTE


Natália Martins Queiroz; Thais Cristina Alves Borges; Divino José Lemes de
Oliveira

Essa pesquisa possibilitou discutir várias questões que são se suma


importância no processo de formação de professores. O mesmo possibilitou abordagem
de temáticas e experiências vivenciadas através do estágio supervisionado do Curso de
geografia; permitiu vivenciar e relacionar a pratica relacionada à teoria aprendida
(estudada) em sala de aula. Buscou-se ainda abordar a importância que o professor
regente deve ter na formação do acadêmico estagiário; pois, os vemos como espelho, onde
temos a oportunidade de aprender vendo a forma com que eles ensinam e atuam no
cotidiano vivenciado em sala de aula. O estágio é o momento de transição aluno professor,
por isso é tão necessário que os alunos da graduação vivenciem essa experiência. Essa
pesquisa tem como objetivo principal relatar as experiências vivenciadas pelo acadêmico
estagiário através estágio supervisionado e discutir brevemente conceitos que se
relacionem a formação docente; salientamos que a referida pesquisa se limita as fases de
observação e semirregência, porém, são relatos da nossa própria experiência; em outro
momento futuro poderá ainda ser feito outra pesquisa com relatos aprofundados da a partir
da regência; uma vez que ainda realizemos essa fase. Essa pesquisa se respalda a partir
de revisão bibliográfica e trabalho de campo; ainda utilizamos brevemente de recursos
oriundos da cartografia. Dentre as principais referencias destacamos, Libânio (1998),
Pimenta e Lima (2012), Civardi (2015), Moura, Cardoso e Silva (2016), dentre outros.

Palavras Chave: Estágio supervisionado; Docência; Professor regente.

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Área do Conhecimento: Letras


Eixo Temático: Formação de professores

A CONTRIBUIÇÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO PARA A


FORMAÇÃO DOCENTE DE LÍNGUA PORTUGUESA
Maria Valdenir dos Santos; Vanercy da silva Gloria Gonçalves; Cleisa Maria
Coelho Braga

É necessário compreender a contribuição do estágio para a formação inicial


de professores no sentido de estabelecer relação entre seus aspectos teóricos,
metodológicos, práticos, e as experiências adquiridas pelos estagiários nas salas de aula
da escola campo. Os resultados desses ensinamentos evidenciam um processo de
formação apropriado para o estagiário, levando-o a vincular teoria e prática, tornando-os
mais qualificados para a docência. Este artigo tem por objetivo refletir sobre a
importância do estágio supervisionado para a formação inicial de professores, prática
desenvolvida obrigatoriamente nos cursos de licenciatura, a partir deste processo é
possível trabalhar aspectos fundamentais para a construção da identidade do professor,
percebendo a importância da relação teoria e prática, já que um bom professor não se faz
com apenas teoria, pois a prática é indispensável para formar um profissional crítico
reflexivo, bem como a vivência com a realidade torna possível refletir suas práticas
educacionais, assim com a devida formação durante a licenciatura o professor poderá
contribuir para formação da consciência política e social de seus alunos. A realização
desta pesquisa foi de caráter bibliográfico, através de estudo de caso teórico em que foram
utilizados métodos de análise e por meio de observação da escola campos, baseado nos
estudos de Pimenta & Lima (2012), Barreiro & Gebran (2006), como os principais
autores.

Palavras-chave: estágio supervisionado, formação de professores, práticas de ensino.

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Área do Conhecimento: Letras


Eixo Temático: Avaliação e o trabalho docente

A IMPORTÂNCIA DA CORREÇÃO DE TEXTOS


DISSERTATIVOS ARGUMENTATIVOS PARA O APRENDIZADO
DOS ALUNOS
Bárbara Ninária Miranda Machado Menezes; Cleisa Maria Coelho Braga;
Débora Ferreira Amorim; Ludymyla Maria Silva Borges Morais

O objetivo deste estudo é apresentar uma reflexão centrada acerca da importância da


correção de textos dissertativo-argumentativos para o aprendizado dos alunos durante as aulas
regulares de Língua Portuguesa, no Ensino Médio. Neste sentido, a metodologia usada consistiu
na ministração de aulas explanatórias e aplicação de diagnósticos de produção escrita, modelo
ENEM, o qual aborda o gênero dissertativo argumentativo. Portanto, a correção dos textos
propriamente dita é o enfoque científico deste trabalho, uma vez que busca compreender a eficácia
e relevância deste método para a construção de melhorias expressivas nas produções textuais dos
alunos, intuindo interação produtiva entre prática e escrita e o desenvolvimento de sua
competência discursiva.

Palavras-chave: Escrita, Correção, Aprendizagem.

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Área do Conhecimento: Letras


Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino

A RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO E SUA INFLUÊNCIA NO


PROCESSO DE APRENDIZAGEM DOS ALUNOS DE ESCOLA
PÚBLICA
Alline Franciele Bento De Souza; Daiany Ferreira Da Silva; Rayka Belliny
Barbacena da Silva; Cleisa Maria Coelho Braga

Este trabalho visa a reflexão acerca da nova abordagem profissional no


âmbito docente. Percebe-se com o tempo, que o professor deixa de ser apenas um
professor e torna-se educador, com caráter humanitário e com olhar voltado para o
desenvolvimento integral e humano de seu aluno. Para realizar esta pesquisa, foram
assistidas aulas do Ensino Fundamental II de uma escola estadual da cidade de Iporá,
Goiás, além de um extenso acompanhamento dessas turmas em todo o período letivo. A
partir da convivência com os alunos, nos sentimos provocados a pesquisar sobre a
metodologia que os professores utilizavam para chegar até aquele aluno e então o alcançar
e o despertar para o processo de sua aprendizagem. Assim sendo, pesquisou-se a base
teórica sobre o assunto, além de uma atenção especial voltada para os argumentos dos
alunos que se sentiam próximos de seus professores. Fizemos uma pesquisa exploratória
e qualitativa, pois foram aplicados questionários aos alunos e professores da rede estadual
a fim de obtermos informações sobre a humana docência na visão destes. Por fim,
analisamos os dados obtidos e percebemos, em consonância com o referencial teórico
estudado, que a prática docente ainda é um terreno instável, passível de mudanças e que
os professores estão, felizmente, refletindo sobre sua prática docente e buscando melhorar
seu ensino através do contato direto com seus alunos.

Palavras-chave: Integração; Docência; Aprendizagem.

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Área do Conhecimento: Letras


Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino

CORREÇÃO DE TEXTOS COMO PRÁTICA DE ESTÁGIO:


POSSÍVEIS CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DO
ESTAGIÁRIO DO CURSO DE LETRAS
Eduardo Dias; Jane Cleide Dantas; Raquel Pereira Gonçalves; Cleisa Maria
Coelho Braga

O presente artigo teve como objetivo analisar as possíveis contribuições da


prática de correção de textos para a formação do aluno estagiário do curso de Letras.
Essas correções foram feitas como parte do projeto “Produção de Sentidos e Escrita: o
texto/discurso dissertativo argumentativo”, desenvolvido pelos estagiários de Letras do
5º e 6º período com alunos do Ensino Médio de uma escola da rede pública federal. Além
disso, tais correções foram realizadas em uma perspectiva formativa, com o intuito de
desenvolver a habilidade textual dos alunos, especialmente a argumentativa. Para realizar
a análise, nos valemos das nossas experiências como estagiários na prática de correção
de textos e de questionários respondidos por nossos colegas de turma a respeito das
experiências deles também, ressaltando a importância do acompanhamento da professora
orientadora durante o processo. Embasamo-nos, ainda, teoricamente nos estudos de Ruiz
(1998), que contribuiu significativamente ao apresentar os tipos de correção: indicativa,
corretiva, classificatória e a interativa, sendo esta última a mais relevante para o nosso
trabalho; Nascimento & Anselmo (2012) e Pimenta & Lima (2012), ajudaram a pensar a
formação de professores; e Conceição (2004), a qual dialoga com Ruiz (1998),
apresentando os desafios enfrentados por professores de português na correção de textos.

Palavras-chave: Correção de textos; Estágio; Língua Portuguesa; Formação de professores.

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Área do Conhecimento: Letras


Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino

O MATERIAL DIDÁTICO COMO IMPORTANTE FATOR NA


PRODUÇÃO DE MINICONTOS
Flavianne Alecrim de Souza; Haloana Moreira Costa; Jarlene Ramos Soares
Souza; Cleisa Maria Coelho Braga.

O presente trabalho trata-se de uma pesquisa de âmbito bibliográfico e


qualitativo, baseado em leituras de textos relativos a material didático (FREITAS, 2007),
gêneros discursivos (BAKHTIN, 2001) e em experiência enquanto professor-estagiário
na aplicação de um projeto de leitura, interpretação e produção de Minicontos em turmas
de sextos anos, onde foi encontrada dificuldade na preparação de material didático
relativo a esse gênero textual. Esse gênero foi escolhido por ser um gênero textual pouco
trabalhado, apesar de sua importância, uma vez que se trata de um texto completo em
pequenas estruturas. Assim, aqui se busca discorrer sobre o gênero Minicontos, além de
definir o que é material didático e analisar a importância de este ser bem preparado,
adequando-se às necessidades do aluno e à faixa etária do mesmo, objetivando uma
melhor aprendizagem do conteúdo. Essa temática foi escolhida com base nesses
empecilhos enfrentados pelas professoras-estagiárias mediante a produção do material
didático, durante a realização da prática de estágio, sendo também parte desta pesquisa
discorrer sobre essa dificuldade. E como resultados, pôde-se observar que por meio de
uma boa orientação do estágio as dificuldades na preparação de material didático de
qualidade podem ser superadas e com isso os alunos obtiveram um melhor resultado na
compreensão do conteúdo.

Palavras-chave: Material Didático; Ensino-Aprendizagem; Minicontos.

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Área do Conhecimento: Ciências Biológicas


Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino

BRIÓFITAS E EDUCAÇÃO: CONSIDERAÇÕES SOBRE COMO A


BRIOFLORA É ABORDADA NA COLEÇÃO DIDÁTICA DE
CIÊNCIAS UTILIZADA PELAS ESCOLAS PÚBLICAS DO
MUNICÍPIO DE IPORÁ-GO
Rafael Cardoso Lourenço dos Anjos¹; Alex Batista Moreira Rios
Universidade Estadual de Goiás Câmpus Iporá, rc0753421@gmail.com; Instituto Federal Goiano campus
Rio Verde, alexriosbio1991@gmail.com

INTRODUÇÃO
As briófitas são plantas que apresentam características estruturais e
fisiológicas menos complexas quando comparadas às fanerógamas, sendo consideradas
o primeiro grupo vegetal a colonizar o ambiente terrestre, cuja diversidade de espécies
está distribuída em três divisões: Anthocerotophyta (antóceros), Marchantiophyta
(hepáticas) e Bryophyta (musgos) (RAVEN et al., 1996; GOFFINET e SHAW, 2009).
Apresentam pequeno porte e um ciclo de vida regido pela alternância de gerações, onde
a fase gametofítica é maior e dominante e a esporofítica é menor e nutricionalmente
dependente desta primeira (CHOW, 2007; BASTOS, 2008).
Por não apresentar tecidos de condução de água, minerais e compostos
fotossintetizantes, a absorção e transporte dessas substâncias no corpo dessas plantas
costuma ocorrer por osmose entre as células do corpo vegetativo ou gametótifo (BRITO
e PÔRTO, 2000). Desta forma, são encontradas preferencialmente em habitats que lhes
ofertem umidade e relativa proteção contra à radiação solar (MICHEL, 2001). Muitas
espécies possuem a capacidade de resistir longos períodos de seca, cessando suas
atividades metabólicas até serem reidratadas (BRITO e PÔRTO, 2000).
Embora constitua o segundo maior grupo de plantas do planeta, a brioflora é
pouco estudada na maioria das regiões. No Brasil, embora possua 1 524 espécies
catalogadas (COSTA e PERALTA, 2015), pouco se conhece a respeito da real
distribuição, aspectos reprodutivos e ecológicos da maioria dos táxons registrados. A
lacuna dessas informações dificulta, por exemplo, a elaboração e desenvolvimento de
iniciativas que visam preservar esse grupo vegetal (COSTA e SANTOS, 2009).
A popularização do conhecimento existente sobre a brioflora pode constituir
em uma alternativa que estimule a sociedade para que tenha apreço à essas plantas e se
mobilize para propor ações de proteção. Nesse contexto, o livro didático pode
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representar um importante meio de divulgação de informações a respeito das briófitas,


uma vez que é acessível para todas as faixas etárias e ainda é um dos recursos didáticos
mais utilizados nas escolas públicas do país (BATISTA et al., 2010; BERGMANN e
DOMINGUINI, 2015).
Por outro lado, é necessário verificar como a transposição de conhecimentos
resultantes dos estudos realizados sobre musgos, hepáticas e antóceros está sendo
realizada nos livros didáticos. Será que as informações apresentadas nesses livros
contribuem para que seus leitores possam ao menos conhecer minimamente a
morfologia, atividade de vida e ecologia dessas plantas? E, ainda, esse instrumento
pedogógico contribui para sensibilizar os estudantes sobre a importância de se proteger
briófitas?
Considerando essas indagações e as informações apresentadas acima,
investigamos como a brioflora é abordada na coletânea de livros didáticos de Ciências
adotada para uso nas quatro séries finais do Ensino Fundamental das escolas públicas
da rede estadual existentes no município goiano de Iporá, o qual está inserido no interior
do Cerrado, domínio morfoclimático que possui 433 espécies de briófitas e sofre
intenso processo de destruição em decorrência das ações antrópicas (MACHADO et
al., 2004; COSTA e PERALTA, 2015).

MATERIAL E MÉTODO
A investigação desse estudo se fundamenta na pedagogia
problematizadora/conscientizadora freiriana que considera a teoria e a prática educativa
crítica como um conjunto desencadeador do diálogo, da reflexão e ação dos sujeitos, que
ao ter consciência se sua condição histórica e social, podem transformar a realidade em
que vivem (FREIRE, 1996).
Realizou-se uma leitura minuciosa dos capítulos dos livros didáticos Ciências
da coleção Universos: ciências da natureza (OLIVEIRA, 2015) que foi adotada para uso
durante o triênio 2017-2019. Os itens analisados foram: a) localização do conteúdo sobre
briófitas em cada livro; b) tipo de informação apresentada sobre a brioflora e sua
relevância para promover abordagem crítica dessas plantas de forma contextualizada; c)
como as briófitas são representadas nas imagens e ilustrações; e d) como a brioflora é
abordada nos exercícios.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

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Embora o ensino de Ciências deva ser realizado de forma cada vez mais
dialógica com outras áreas do conhecimento e os conteúdos serem abordados de forma
contextualizada (DEMO, 2007; CACHAPUZ et al., 2011), a coletânea analisada,
considerando o conteúdo sobre a brioflora, contribui para que o acesso e a compreensão
do conhecimento científico permaneça fragmentado, reducionista e distante da realidade
dos estudantes.
As briófitas são abordadas apenas no livro do sétimo ano, que
tradicionalmente concentra os conteúdos relacionados aos seres vivos de uma forma geral
para as séries finais do Ensino Fundamental. As informações apresentadas são bastante
suscintas, sendo que algumas contradizem com dados oriundos de pesquisas realizadas
na atualidade, como o número de espécies de briófitas registradas para o Brasil. Na
compilação realizada por Costa e Peralta (2015) existem 1 524 espécies identificadas no
país, enquanto no livro didático analisado esse valor se aproxima de 3 000 espécies.
Em relação as características, apenas os aspectos morfológicos, anatômicos,
fisiológicos e reprodutivos são parcialmente descritos, porém com ênfase nas estruturas
que costumam ser encontradas nos musgos, enquanto as particularidades das hepáticas e
antóceros são desconsideradas. Um dos trechos do livro se afirma que as briófitas são
encontradas apenas em locais úmidos, enquanto na realidade já se conhecem espécies
tolerantes a maior aridez (PÔRTO et al., 1994; BRITO e PÔRTO, 2000).
Informações sobre a ecologia das briófitas é restrita a menção da capacidade
que muitas espécies conseguem tolerar os períodos de seca devido as mudanças em seu
metabolismo. Por outro lado, muitos estudos atestam a importância que essas plantas
possuem para os ecossistemas em que estão inseridos e para o ser humano
(HALLINGBÄCK e HODGETTS, 2000; HESPANHOL, 2008).
Os textos e as imagens fazem referência à brioflora existente na Mata
Atlântica. Considerando que a coletânea analisada nesse estudo está sendo utilizada por
estudantes e professores de escolas públicas do município de Iporá-GO, localizado no
interior do domínio morfoclimático do Cerrado, torna-se evidente esse instrumento
pedagógico não contribui de maneira alguma para promover o ensino desse grupo vegetal
de forma contextualizada.
Não foi encontrado nenhum exercício que remetesse aos conteúdos
explanados sobre às briófitas no livro didático. Ao final do capítulo que abordou sobre
esses vegetais, foi sugerida o desenvolvimento de uma atividade prática para observar o
desenvolvimento de um musgo. Porém, considerando o tempo necessário para realizar o

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experimento e as atuais condições de trabalho que os professores estão submetidos, tais


como a sobrecarga de atribuições, desvalorização da carreira e a precarização da oferta
de recursos para elaborar e desenvolver atividades estimulantes e dinâmicas, a proposta
sugerida no livro não será realizada.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A coletânea de livros didáticos de Ciências analisada apresenta poucos
recursos textuais e imagens que possibilitem abordar a brioflora de forma contextualizada
e que estimule nos discentes o interesse em conhecer esse grupo vegetal e a ter apreço
para considerá-lo importante para a manutenção dos ecossistemas nos quais o ser humano
pode estar ou não inserido.
Para que o ensino da brioflora possa ser significativo, os docentes precisam
utilizar outros instrumentos pedagógicos como imagens e amostras de musgos, hepáticas
e antóceros encontradas no Cerrado. No contexto de Iporá, considerando a existência de
um curso de licenciatura em Ciências Biológicas no Câmpus local da Universidade
Estadual de Goiás e a ocorrência de uma espécie de musgo endêmica do município
(PERALTA et al., 2015), materiais didáticos com foco nas briófitas do Cerrado poderiam
ser elaborados.

REFERÊNCIAS
BASTOS, Cid José Passos. Padrões de reprodução vegetativa em espécies de
Lejeuneaceae (Marchantiophyta) e seu significado taxonômico e ecológico. Revista
Brasileira de Botânica, São Paulo, Sociedade Botânica de São Paulo, v. 31, n. 2, p. 309-
315, abr./jun. 2008.
BATISTA, Marcos Vinicius de Aragão.; CUNHA, Marlécio Maknamra da Silva;
CÂNDIDO, Alexandre Luna. Análise do tema virologia em livros didáticos de
Biologia do ensino médio. Revista Ensaio, Belo Horizonte, Fundação Cesgranrio, v. 12,
n. 1, p. 145-158, jan./abr. 2010.
BERGMANN, Alex Giordano; DOMINGUINI, Lucas. Análise do Conteúdo Serpentes
nos Livros Didáticos de Ciências do 7º Ano do Município de Blumenau. Revista
Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, Associação Brasileira de Pesquisa em
Educação e Ciências, v. 15, n. 2, p. 259-273, 2015.
BRITO, Ana Emília Ramos de Matos; PÔRTO, Kátia Cavalcante. Guia de estudos de
Briófitas, briófitas do Ceará. Fortaleza: EUFC, 2000. 68 p.

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CACHAPUZ, Antonio; GIL-PÉREZ, Daniel; CARVALHO, Anna Maria Pessoa de;


PRAIA, João; VILCHES, Amparo. A necessária renovação do ensino das ciências. 3ª
ed. São Paulo: Cortez, 2011.
CHOW, Fungyi. Introdução a Biologia das Criptógamas. São Paulo: Instituto de
Biociências da Universidade de São Paulo, Departamento de Botânica, 2007. 184 p.
COSTA, Denise Pinheiro da; PERALTA, Denilson Fernandes. Bryophytes diversity in
Brazil. Rodriguésia, Jardim Botânico do Rio de Janeiro, v. 66, n. 4, p. 1063-1071. 2015.
COSTA, Denise Pinheiro da; SANTOS, Nivea Dias dos. Conservação de hepáticas na
Mata Atlântica do sudeste do Brasil: uma análise regional no estado do Rio de Janeiro.
Acta Botanica Brasilica, Belo Horizonte, Sociedade Botânica do Brasil, v. 23, n. 4, p.
913-922. 2009.
DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 8ª edição. Campinas: Autores Associados, 2007.
130 p.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 30ª
ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1996. 163p.
GOFFINET, Berndard; SHAW, Jonathan. Bryophyte Biology. 2° ed. New York:
Cambridge University Press, 2009. 565 p.
HALLINGBÄCK, Tomas; HODGETTS, Nick. (Compilers). Mosses, Liverworts, and
Hornworts. Status Survey and Conservation Action Plan for Bryophytes. IUCN/SSC
Bryophyte Specialist Group. IUCN, Gland, Switzerland and Cambridge, UK., 2000.
106p.
HESPANHOL, Helena; VIEIRA, Cristina Costa; SÉNECA, Ana Briófitas. Porto:
Vertigem, 2008. 36 p.
MACHADO, Ricardo B.; RAMOS NETO, Mário B.; PEREIRA, Paulo Gustavo P.;
CALDAS, Eduardo F.; GONÇALVES, Demerval A.; SANTOS, Nazareno S.; TABOR,
Karin; STEININGER, Marc. Estimativas de perda da área do Cerrado brasileiro.
Brasília: Conservação Internacional, 2004. 23 p.
OLIVEIRA, M. M. A. (org.). Universos: ciências da natureza: anos finais: ensino
fundamental. 3ª ed. São Paulo: Edições SM. 2015.
PERALTA, Denilson Fernandes.; RIOS, Alex Batista Moreira; GOFFINET, Berndard.
Archidium oblongifolium (Archidiaceae, subg. Archidiella), a new species from Brazil.
Cryptogamie, Bryologie, v. 36, n. 3, p. 211-215. 2015.
PÔRTO, Kátia Cavalcanti; SILVEIRA, Maria de Fátima Galdino; SÁ, Patrícia Sheyla de
Almeida. Briófitas da Caatinga l. Estação Experimental do Ipa, Caruaru - PE. Acta

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Botanica Brasilica, Belo Horizonte, Sociedade Botânica do Brasil, v. 8, n. 1, p. 77-85, jul.


1994.
RAVEN, Peter. H.; EVERT, Ray F.; EICHHORN, Susan E. Biologia vegetal. 5ª ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan. 1996. 738 p.

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Área do Conhecimento: Ciências Biológicas


Eixo Temático: Metodologias E Práticas De Ensino

PROJETO ADOLESSER: CONSTRUINDO EXPERIÊNCIAS


SOBRE TEMÁTICAS DA ADOLESCÊNCIA
1FláviaDamacena Sousa Silva; 2Amanda Rodrigues de Araujo; 3Ana Paula Silva
Machado; 4Cálita Souza Guimarães; 5Gleiciene Lourenço Soares; 6Handressa
Sobrinho Sousa; 7Jaine Aparecida Fagundes da Silva Soares; 8Laisa Lana Silva
Machado; 9Lara Karolina Alves Tavares; 10Millena Oliveira Duarte; 11Talita
Lorraine Delfina Silva Sousa; 12Vanessa Veloso Machado.
1
Universidade Estadual de Goiás; flavia.damacena@ueg.br; 2Universidade Estadual de Goiás;
amandaraujo1998@gmail.com; 3Universidade Estadual de Goiás; anapaulasilvam@yahoo.com.br;
4
Universidade Estadual de Goiás; calitak1@gmail.com; 5Universidade Estadual de Goiás;
gleicienelourenco@gmail.com; 6Universidade Estadual de Goiás; handressa1999@gmail.com;
7
Universidade Estadual de Goiás; jainenana2015@gmail.com; 8Universidade Estadual de Goiás;
laisalana2015@gmail.com; 9Universidade Estadual de Goiás; laraueg2015@gmail.com; 10Universidade
Estadual de Goiás; milleninhajulia16@gmail.com; 11Universidade Estadual de Goiás;
tldsilva.12@hotmail.com; 12Universidade Estadual de Goiás; vanessamachado062@gmail.com.

INTRODUÇÃO
A adolescência é uma fase citada por muitos como complicada e cheia de
conflitos. Com relação a faixa etária, a adolescência no Brasil é definida no Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA), Lei 8.069, de 1990, como a faixa etária de 12 a 18
anos de idade (artigo 2°), e, em casos excepcionais e quando disposto na lei, o estatuto
é aplicável até os 21 anos de idade (Parágrafo único).
Pode-se definir a adolescência como
período de transição entre a infância e a vida adulta, caracterizado pelos
impulsos do desenvolvimento físico, mental, emocional, sexual e social
e pelos esforços do indivíduo em alcançar os objetivos relacionados às
expectativas culturais da sociedade em que vive (EISENSTEIN, p. 1,
2005).

A escola é um lugar onde se concentra crianças e adolescentes. Na Educação


Básica, especificamente no Ensino Fundamental II (EFII), é comum os alunos
iniciarem os estudos aos 10-11 anos, sendo então pré-adolescentes no 6° ano e já no
9ªano estão em plena adolescência com seus 14-15 anos. Desta forma, existe uma
confluência de relações e conflitos vividos pelos indivíduos em transição para
adolescência, pelos adolescentes em desenvolvimento e também gestores e professores
que lidam diretamente com esses alunos.

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Dessa forma, o desenvolvimento de ações com temáticas específicas, que


visem atingir alunos pré-adolescentes ou adolescentes, encontra na escola um lugar
propício para alcançar resultados, desde que o trabalho seja contextualizado, dinâmico
e atrativo para os alunos.
O projeto de extensão AdolesSer, desenvolve ações com pré adolescentes do
6°ano do EFII, sobre temáticas referentes a autoestima, bullying, relação com a família,
na escola, drogas, puberdade, gravidez na adolescência, desenvolvimento do corpo na
adolescência e mudanças relacionadas a esta, DSTs (doenças sexualmente
transmissíveis). Algumas dessas temáticas estão previstas no Currículo Referência da
Rede Estadual de Educação do Estado de Goiás, na disciplina de Ciências. Dessa forma,
as atividades são desenvolvidas nas aulas de Ciências.
Este trabalho visa demonstrar o desenvolvimento de uma das atividades do
projeto, que se refere a relação do adolescente com a família e com os amigos e colegas,
tratando-se de um relato de experiência e também da apresentação e análise de dados
obtidos com a aplicação de questionário. A atividade é uma experiência com a
utilização de um filme como gerador para temática e discussão em sala de aula.

METODOLOGIA DE PESQUISA
Este trabalho tem o intuito de relatar e discorrer sobre parte do projeto de
extensão AdolesSer. Apresenta-se aqui, o desenvolvimento da atividade relacionada a
aplicação do filme “Divertida Mente” como forma de abordar temáticas relativas a
adolescência e relacionamentos interpessoais na família e escola. A atividade foi
desenvolvida com alunos do 6°ano (três turmas, totalizando em média 95 alunos no
total) do EF de uma escola pública da Rede Estadual de Educação da cidade de Iporá.
Os alunos tinham em média de 11 a 13 anos.
A metodologia escolhida é o relato de experiência. Dessa forma, num
primeiro momento serão apresentadas as etapas do desenvolvimento das atividades
junto aos alunos.
Também aplicou-se um questionário aos alunos. De acordo com Kauark,
Manhães e Medeiros (p.58, 2010) “O Questionário, numa pesquisa, é um instrumento
ou programa de coleta de dados. A confecção é feita pelo pesquisador; o preenchimento
é realizado pelo informante”.
Para melhor entendimento, abaixo explicamos as etapas da aplicação da
atividade e logo depois explicamos sobre o questionário.

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A primeira etapa consistiu em dialogar com os alunos sobre a adolescência.


Nessa etapa, observou-se o que os alunos tinham de informações sobre a adolescência,
suas idades, suas dúvidas.
Logo a seguir, passou-se o filme “Divertida Mente”. O filme retrata uma
garota que está em transição da infância para a adolescência, passando por conflitos
relacionados a suas emoções, decisões e relacionamento familiar.
Posterior a esta etapa, discutiu-se o filme com os alunos e se eles
conseguiram identificar os conflitos vividos pela garota do filme.
Dando prosseguimento, aplicou-se um questionário aos alunos, com quatro
perguntas abertas, sobre relacionamento com a família, na escola, com os amigos e se
sentem que houve mudanças em sua forma de pensar e agir com o início da transição
para adolescência. Com base na literatura da área, realizou-se a discussão dos dados. O
questionário foi aplicado em uma amostra de 35 alunos.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS


Relato da experiência: O filme “Divertida Mente” como forma de abordagem de
temáticas da adolescência
O diálogo com os alunos no início do desenvolvimento das atividades foi
muito produtivo. Os mesmos foram muito receptivos e participativos, demonstrando
interesse na temática “adolescência”, por ser uma fase na qual estavam entrando.
Observou-se que os alunos tinham muitas dúvidas a serem sanadas sobre a temática.
Optou-se por exibir o filme “Divertida Mente” para os alunos, por ser um filme
que trata da história de uma garota que está na transição da infância para a adolescência,
passando por muitas emoções, conflitos e dúvidas. Durante a atividade de discussão
sobre o filme, foi perceptível que os alunos gostaram muito do filme e manifestaram
que se identificaram com algumas situações do mesmo. Foi muito mencionado pelos
alunos as mudanças de comportamento que ocorreram na transição da garota do filme
para a adolescência e a mudança na relação com os pais, demonstrando identificação
com essas situações.
No filme, também há uma situação em que a garota passa por um momento
constrangedor na escola. Os alunos demonstraram que já passaram por situações assim
e que isso os afeta muito.
O que os alunos disseram no questionário

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Perguntou-se aos alunos se com o a transição que estavam vivendo para a


adolescência, notaram que mudaram sua forma de agir, de pensar. Muitos disseram que
sim, que agem diferente, as brincadeiras, a forma de pensar. Mas, outros disseram que
não.
Prosseguindo, perguntou-se se tinham (e qual) dificuldade de se relacionar
com pessoas da sua idade. A maioria respondeu que não tem dificuldade. Mas um
grande número disse que tem. As justificativas foram: timidez, dificuldade em fazer
amigos, preconceito, bullying, críticas referentes a aparência. Nota-se aí, que estes que
tem dificuldades, ficam retraídos por não serem aceitos no grupo, sofrendo
emocionalmente por isso.
Vale ressaltar que na escola, encontramos um ambiente em que muitos
meninos e meninas passam por situações vexatórias repetidas vezes, ocasionando danos
nos seus relacionamentos interpessoais e na sua autoestima. Dessa forma, esse assunto
deve fazer parte das discussões entre gestão e professores, para minimizar os problemas
e as ocorrências:
Tão importante quanto a indisciplina na escola, as situações de
violência que atingem os pares urgem por uma melhor compreensão de
suas características para que se possam apontar possibilidades de
soluções que ajudem meninos e meninas, crianças e adolescentes a
superar um problema em suas relações interpessoais, mas cuja essência
está intrincada nas relações intrapessoais. Falamos do bullying, uma
faceta da violência que machuca, mas que para muitos educadores se
encontra longe de ser entendida e mesmo legitimada como uma forma
de violência. [...] À revelia, crianças e adolescentes são intimidados,
menosprezados, diminuídos, ameaçados por seus pares sem que as
autoridades na escola queiram sequer perceber que há um problema,
ainda que não lhes afete diretamente (TOGNETTA e VINHA, p.450,
2010).
A próxima pergunta do questionário, indagou sobre a relação com os pais ou
responsáveis. Foi observado que alguns alunos não vivem com os pais, mas com os
avós ou tios. Muitos disseram ter uma boa relação com seus pais ou responsáveis. Isto
é muito positivo, pois a família é para o pré-adolescente e adolescente um âmbito de
segurança e apoio emocional.
“O grupo familiar tem um papel fundamental na constituição dos indivíduos,
sendo importante na determinação e na organização da personalidade, além de

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influenciar significativamente no comportamento individual através das ações e


medidas educativas tomadas no âmbito familiar” (DRUMMOND e DRUMMOND
FILHO, 1998 apud PRATTA e SANTOS, 2007, p. 248).
A última pergunta foi sobre como eles se relacionavam no ambiente escolar.
A maioria disse que se relaciona bem, que brinca muito. Mas alguns disseram
novamente se sentir incomodados pelos colegas os tratarem com preconceito ou na
forma de apelidos que os ferem, reforçando assim, que ações na escola de prevenção
ao bullying e de promoção ao respeito mútuo é indispensável.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O desenvolvimento da atividade com o filme permitiu que os alunos se
identificassem com a personagem, visualizando problemáticas comuns na transição da
infância para a adolescência. Foi notório que os mesmos aproveitaram os momentos de
discussão para expor suas ideias e mudanças pessoais, bem como perguntar e esclarecer
dúvidas.
Com o questionário, pôde-se visualizar que a família é um núcleo em que os
pré-adolescentes e adolescentes sentem-se seguros e amados. Já na escola, sentem-se
por vezes introvertidos e sofrem preconceito e/ou bullying. Assim, é necessária atenção
dos professores e gestores escolares, para o desenvolvimento de ações que promovam
o respeito às diferenças e a consideração ao próximo, minimizando danos emocionais
que este tipo de comportamento causa em quem é vítima deles.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei 8.069, de 13 de Julho de 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente.
Brasília: Ministério da Justiça, 1990.
EISENSTEIN, Evelyn. Adolescência: definições, conceitos e critérios . Adolesc
Saúde. 2005;2(2) : 6-7 Disponível em:
˂http://adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=167˃ Acesso em 20 de outubro
de 2017.
KAUARK, Fabiana. Metodologia da pesquisa: guia prático / Fabiana Kauark, Fernanda
Castro Manhães e Carlos Henrique Medeiros. – Ita- buna : Via Litterarum, 2010. 88p.
PRATTA, Elisângela Maria Machado; SANTOS, Manoel Antonio dos. Família e
adolescência: a influência do contexto familiar no desenvolvimento psicológico de seus
membros. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 12, n. 2, p. 247-256, maio/ago. 2007.

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Disponível em: ˂http://www.scielo.br/pdf/pe/v12n2/v12n2a05˃ Acesso em: 21 de


outubro de 2017.
TOGNETTA, Luciene Regina Paulino; VINHA, Telma Pileggi. Até quando? Bullying
na escola que prega a inclusão social. Educação. Revista do Centro de Educação [en
linea] 2010, 35 (Septiembre-Diciembre). ISSN 0101-9031. Disponível em:
<http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=117116968007> Acesso em 24 de outubro de
2017.

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Eixo temático dos GTs:


Área do conhecimento: Geografia

O ENSINO DA REFORMA AGRÁRIA NO ENSINO


FUNDAMENTAL II EM UMA ESCOLA ESTADUAL DO
MUNICÍPIO DE IPORÁ-GO
Sirléia Rodrigues Xavier; Meire Cristina Ribeiro Silva
Universidade Estadual de Goiás - sirleiarodriguesxavier@outlook.com; meirecris05@gmail.com

RESUMO: Esta perspectiva busca viabilizar relações possíveis entre uma dada realidade
empírica que é mais que uma política pública, porque é também obra da luta de milhares
Famílias camponesas. O Movimento dos Trabalhadores Sem-terra – MST foi fundado em
1984, mas o processo de gestão começou cinco anos antes, onde a luta pela terra é uma
luta popular e a Reforma Agrária é uma política pública de competência do estado, foi
apenas em 1964 que houve o primeiro documento sobre a reforma agrária, de 1985 a 1990
foi os anos que ocorreram as primeiras ocupações no estado de Goiás. Esse projeto tem
como proposta identificar valores na sociedade e catalisar os conhecimentos na educação
dos estudantes, envolvendo além dos conteúdos programáticos, as modalidades de
Geografia juntamente com o tema Reforma Agrária, na conscientização de
conhecimentos sobre as questões agrárias no Brasil. Para desenvolver um bom trabalho
de geografia com o conteúdo escolhido, o professor precisa descobrir quais são os
interesses vivenciais em sala de aula, modos de conhecimento e prática de vida de seus
alunos. Conhecer os estudantes na sua relação imprescindível para um trabalho de
educação escolar em geografia que realmente mobilize uma assimilação e uma apreensão
de informações na área agrária. O ensino de geografia nesses últimos anos tem sofrido
transformações, no entanto a Reforma Agrária também sofreu inúmeras mudanças com o
passar dos anos, onde cada dia que passa os acampados promovem mais e mais
manifestações para conseguirem a terra. Os objetivos desse trabalho são: ampliar
conhecimentos dos alunos do ensino fundamental para com a Reforma Agrária; colocar
em questão os mitos e verdades sobre os acampados e assentados; estreitar suas dúvidas
sobre o assunto; conscientizar e tentar fazer com que os alunos se interessem com o que
vai ser ministrado. Muitos autores falam sobre a relação entre o conhecimento dos alunos
na escola são eles: Amaro (2006); Coll (1996); Freire (1996, 2002); Craidy (2001);
Cavalcanti (2008), dentre outros. O presente trabalho será realizado por meio de pesquisas
qualitativas, por meio de entrevistas com o corpo docente e alunos de uma escola pública
de ensino fundamental da cidade de Iporá-Go, mediante os questionários. Serão feitas
pesquisas bibliográficas a respeito do tema escolhido, pesquisas na internet, sob
orientações com a professora da disciplina de Estágio Supervisionado I da UEG unidade
de Iporá.
Palavras-chave: Educação; Geografia; Sociedade; Terras.

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INTRODUÇÃO
Essa pesquisa aconteceu através da experiência como acadêmica do curso de
Licenciatura em Geografia que está participando do Estágio Supervisionado, no ano de
2016, em uma escola de Ensino Fundamental da cidade de Iporá-Go. A participação no
projeto de Geografia tem como objetivo possibilitar a acadêmica, observar e executar
atividades, utilizando o princípio do aprender a aprender na prática. Possibilitando o
contato direto com situações reais que tem permitido planejar, orientar e avaliar o
processo de ensino e aprendizagem na educação básica, proporcionando segurança e
desempenho das atividades profissionais, contribuindo com uma formação
transformadora da ação docente da graduanda de licenciatura em Geografia e construindo
possibilidades de experiências em sala de aula, com práticas educativas que proporcionará
conhecimentos em sua área de formação e futura atuação profissional. A ideia é
importante, pois usa de diversas metodologias de ensino para chamar a atenção do aluno
e consequentemente melhorar seu desempenho nas questões que envolvem socialização,
aprendizagem.
O projeto de ensino elaborado explanará sobre o trabalho da Questão Agrária na
Educação Fundamental e relacionar a realidade dos alunos com o tema proposto. A ideia
é importante, pois usa de diversas metodologias de ensino para chamar a atenção do aluno
e consequentemente melhorar seu desempenho nas questões que envolvem socialização,
aprendizagem. Vejo que o projeto se relaciona com as temáticas do curso, pois, vemos o
tempo todo como lidar com as crianças da melhor maneira possível, usando das imagens,
e do lúdico para melhorar a aprendizagem. Contribuindo assim para o crescimento pessoal
e profissional, já que ajudará a manter um maior tempo de relação entre professor, aluno
e pais.
Vem com a ideia de realizar uma mostra de trabalhos realizados através da
confecção de cartazes dos alunos do ensino Fundamental II, de forma que todos percebam
que é possível associar o processo de aprender ao prazer, fortalecendo, ao mesmo tempo,
laços de afetividade e criticidade. E assim perceber como foi e continua sendo o
desenvolvimento da reforma agrária no país.
E também com o intuito de conhecer as raízes históricas da concentração de terras
no Brasil; reconhecer a luta camponesa pela terra; saber sobre a história do MST (ou de
qualquer movimento social rural); conhecer outros movimentos sociais; refletir sobre o
teor das notícias, ou melhor, a intencionalidade delas.

METODOLOGIA DE PESQUISA
A escola precisa resgatar e trabalhar esses valores morais para que o cidadão do
futuro seja melhor sempre respeitando as individualidades e a diversidade de
conhecimento de cada um e dentro de um contexto promover o processo ensino-
aprendizagem.
Abordar a importância da reforma agrária no Brasil e consequentemente as
condutas importantes para a vida em sociedade, não significa ler por ler e sim por no
papel seu entendimento, interpretação, visão de mundo e o sentimento. Por isso há a

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necessidade de um trabalho objetivado e bem fundamentado, além de professores


capacitados para que o processo realmente ocorra.
Analisar em cada etapa do projeto se o aluno se manteve empenhado mostrando
se interessados pelo assunto e o mais importante se conseguiram perceber que a Questão
Agrária no Brasil é importante para a vida de estudante e para o desenvolvimento da
economia no país. A avaliação deverá ser contínua, através de observação e registro da
participação e envolvimento de cada aluno na confecção dos cartazes e apresentações dos
mesmos.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS


Mediante essas experiências que esse projeto propôs, permitiu entender o real
papel de um docente em sua trajetória no caminho do conhecimento e descobertas feitas
na unidade escolar, procurando sempre utilizar os conhecimentos prévios dos alunos para
depois contextualizá-los em conteúdos específicos fazendo uma ponte entre teoria e
prática e ao mesmo tempo oportunizando experiências didáticas pedagógicas aos
discentes, permitindo o contato com o conhecimento desenvolvido, cujo objetivo maior é
incentivar a formação de professores para a educação básica e a elevação da qualidade do
ensino nas escolas públicas.
A Universidade Estadual de Goiás, através do Câmpus de Iporá tem propiciado
debates e reflexões sobre a formação docente e a importância da relação estagiário/aluno
e sua atuação na escola campo, visando à melhoria de sua prática docente e construindo
sua identidade profissional. Acredita-se que:
[...] o estágio supervisionado apresenta-se como atividade teórica
instrumentalizadora da práxis docente, de transformação da realidade com a finalidade de
possibilitar ao estagiário uma aproximação à realidade na qual irá atuar, priorizando a
reflexão do contexto encontrado/vivenciado (PIMENTA, LIMA, p.45,2004).
Educar é uma das práticas mais antigas do mundo e tanto a educação quanto o
ensino de Geografia tem passado por grandes desafios, a partir de tais reflexões busca-se
aproveitar os momentos de atividades do estágio e como formadores de práxis.
Isso pode ser confirmado por Cavalcanti (2008, p.86), no que diz respeito à
formação docente é importante superar a dicotomia existente entre a teoria e a prática, em
que, a teoria é vista como algo que contribui para entender a realidade e a prática é a sua
aplicação.
Dentro da formação como docente, percebe-se que essas metodologias voltadas
para a melhoria da qualidade de ensino e aprendizagem da educação básica surgem como
uma forma de diminuir as necessidades e dificuldades enfrentadas ao longo do dia-a-dia,
vivenciado por docente e discente nas escolas públicas e, nessa lógica o Estágio
Supervisionado dá oportunidades de descobrir que no ensino e aprendizagem que a
Geografia desenvolve, busca-se alcançar uma educação facilitadora, necessária para uma
aprendizagem de transformação de alunos, em função de melhorias para cada aluno que
irão disciplinar.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Hoje nota-se claramente que os valores morais, as virtudes estão fora de questão.
No mundo ressalta o que é mais fácil de fazer, pois a preguiça impera, não permitindo o
ser humano de pensar, evoluir, ir à busca mesmo que o caminho seja difícil e longo.
A escola precisa resgatar e trabalhar esses valores morais para que o cidadão do
futuro seja melhor sempre respeitando as individualidades e a diversidade de
conhecimento de cada um e dentro de um contexto promover o processo ensino-
aprendizagem.
Abordar a importância da reforma agrária no Brasil e consequentemente as
condutas importantes para a vida em sociedade, não significa ler por ler e sim por no
papel seu entendimento, interpretação, visão de mundo e o sentimento. Por isso há a
necessidade de um trabalho objetivado e bem fundamentado, além de professores
capacitados para que o processo realmente ocorra.
A geografia é um importante meio educativo, pois procura através das tendências
sociais encaminharem a formação do interesse do ser político, critico, além de estimular
a inteligência e contribuir para a formação da personalidade do indivíduo. A educação é
uma das ações que definem a racionalidade, o ser humano, recria, compreende, ensina,
reelabora, aprende, pois, a busca do homem desde sempre é transcender o conhecimento.

REFERÊNCIAS
AMARO, Deigles Giacomelli. Educação Inclusiva, aprendizagem e cotidiano escolar.
São Paulo. Casa do Psicólogo, 2006. (Coleção Psicologia e Educação/ dirigida por Lino
de Macedo.
CRAIDY, Carmem Maria; KAERCHER, Gladis Elise P. da Silva (org). Educação Infantil
: Pra que te quero? Porto Alegre: Artmed, 2001, p.13
COLL, C. et al. O construtivismo na sala de aula. São Paulo: Ática, 1996.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.
Editora Ega, 1996.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.

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Área do Conhecimento: Geografia


Eixo Temático: As abordagens da educação ambiental

AGROTÓXICO E MEIO AMBIENTE: REFLEXÃO-AÇÃO-


FORMAÇÃO A PARTIR DOS IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS
DOS PRODUTOS AGROQUÍMICOS NO CERRADO

Gleida Gutielle da Silva Melo¹; Murilo Mendonça Oliveira de Souza².


¹Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Geografia pela Universidade Federal de Goiás/ Reg. Jataí
e integrante do Núcleo de Agroecologia e Educação do Campo (GWATÁ) - UEG/Campus Cora Coralina,
gleidagutielle@hotmail.com; ²Docente do curso de Geografia na Universidade Estadual de Goiás/Campus
Cora Coralina e Coordenador do Núcleo de Agroecologia e Educação do Campo (GWATÁ) -
UEG/Campus Cora Coralina, murilosouza@hotmail.com

INTRODUÇÃO

A formação do território brasileiro ocorreu em um contexto de exclusão da


população autóctone. Isto ocorreu nas bases do latifúndio e da monocultura. Portanto,
com base no controle por uma pequena elite estrangeira sobre a terra e o processo
produtivo que nosso território foi forjado. Esta relação gerou, ao mesmo tempo, uma
massa de agricultores camponeses, aos quais, a posse da terra foi historicamente
negada. Este grande grupo sobreviveu, via de regra, nas franjas do latifúndio, buscando
se territorializar nas terras de fronteira, onde o controle sobre a terra ainda não havia se
consolidado. Este domínio sobre a terra e o processo produtivo, no território brasileiro
de forma geral, se manteve em toda a nossa história.

Em cada momento este processo de dominação ocorreu com base em


parâmetros específicos. Até a década de 1930, este controle ocorreu, basicamente, com
base no poder dos Coronéis, que pela força expulsou milhares de camponeses de suas
terras. Milhares de camponeses foram, neste processo, desterritorializados. A partir
deste período, o campo brasileiro inicia um processo gradativo de modernização, que
depois da II Guerra Mundial irá se consolidar. Esta modernização teve o “pacote
tecnológico” como destaque apresentado pela Revolução Verde a partir da aliança
Estado brasileiro-Política-Ideologia com os NorteAmericanos, a difusão das
tecnologias e práticas constituintes de tal pacote se multiplicaram rapidamente.

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No Brasil este processo se consolidou ao longo dos anos 1970,


concomitantemente a constituição de um parque industrial de insumos para a
agricultura, resultante da política de substituição de importações. No caso da indústria
de agrotóxicos, foi de fundamental importância a criação em 1975 do Programa
Nacional de Defensivos Agrícolas, no âmbito do II Plano Nacional de
Desenvolvimento, que proporcionou recursos financeiros para a criação de empresas
nacionais e a instalação de subsidiárias de empresas transnacionais no país. Outro fator
importante foi a oferta de crédito de custeio, necessário à criação de uma demanda em
larga escala de insumos para a agricultura, viabilizado pela criação do Sistema Nacional
de Crédito Rural em 1965.

A consolidação da Revolução Verde como modelo a ser seguido pela


agricultura brasileira permitiu que algumas empresas de capital estrangeiro
controlassem, de forma ampla, as relações sociais, políticas e econômicas no campo
brasileiro. Este domínio, nas últimas décadas, atingiu perspectivas jamais imaginadas.
Empresas agroquímicas como a Monsanto, Bayer, Cargill, entre outras, tem controlado,
majoritariamente, o mercado agrícola brasileiro. Este controle, além de promover a
exclusão dos camponeses da terra, tem sido baseado na apologia da utilização de
agrotóxicos na produção agrícola.

A agricultura brasileira está, a cada dia, mais dependente das empresas do


agronegócio e da utilização desenfreada de agrotóxicos. Para termos uma ideia,
enquanto nos últimos 10 anos o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, o
mercado brasileiro cresceu 190%. Com isto, em 2008, de acordo com Carneiro et al
(2012), o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e assumiu o posto de maior mercado
mundial de agrotóxicos. Somente em 2010, o mercado brasileiro movimentou cerca de
US$ 7,3 bilhões, o que representa 19% do mercado mundial. Portanto, existe um
crescimento exponencial da produção, comercialização e utilização de agrotóxicos no
país.

No entanto, também de forma intensa tem crescido os impactos


socioambientais causados pela utilização de tais produtos. Entre estes impactos,
destacamos a expropriação de camponeses em função do crescimento das áreas
plantadas por grandes representantes do agronegócio, ligados ao mercado de
agrotóxicos; a contaminação de águas superficiais e dos aquíferos; contaminação de
alimentos consumidos pela população de forma geral (consumimos em média 5 litros

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de agrotóxicos por ano); entre vários outros impactos. Logo, o estado de Goiás tem sido
um dos líderes na utilização de agrotóxicos. Há uma intensa propaganda que situa a
agricultura baseada em agroquímicos como a única alternativa para a produção de
alimentos no estado, enquanto, majoritariamente, não é o agronegócio que produz
alimentos, mas a agricultura camponesa. Estes agricultores, inseridos no contexto
agroquímico da agricultura brasileira, acabam utilizando também produtos agrotóxicos.

Os casos de contaminação de agricultores e trabalhadores da indústria de


agrotóxicos tem se multiplicado no estado goiano. Também os casos de intoxicação
alimentar pelo excesso de produtos agroquímicos tem sido recorrentes. Em várias
regiões do estado, como no Noroeste do estado (lavouras de laranja), a pulverização
aérea de agrotóxicos tem causado intoxicações de trabalhadores rurais e a
contaminação da produção de alimentos.

A partir deste contexto, a proposta do projeto PROEXT 2015 surge das


discussões/vivencias/anseios dos integrantes do Núcleo de Agroecologia e Educação
do Campo (GWATÁ) e das entidades parceiras na Campanha Permanente Contra os
Agrotóxicos e Pela Vida, principalmente a Comissão Pastoral da Terra. O projeto tem
como objetivo geral promover um processo de reflexão-ação-formação sobre a
produção/comercialização/utilização de agrotóxicos na agricultura e discutir os
impactos socioambientais ocasionados pela matriz tecnológica baseada na indústria
agroquímica, tendo como área de abrangência o estado de Goiás. Além de produzir
conhecimentos sobre os agrotóxicos, esclarecer e formar agricultores camponeses nas
diversas perspectivas que envolvam a utilização destes produtos, consolidando assim
um espaço estadual de debate e ação em torno dos impactos resultantes da
produção/comercialização/utilização dos agrotóxicos.

O projeto pretende alcançar de forma direta um público equivalente a 160


pessoas e de forma indireta em média 640 pessoas, englobando representantes de
diversificados grupos sociais, como: Público interno da UEG, Instituições
Governamentais Federais, Estaduais e Municipais – principalmente a comunidade
escolar - Movimentos Sociais, ONGs, Organizações Sindicais, Grupos Comunitários e
outros. O estudo/pesquisa proposto, será realizado em diferentes municípios de Goiás,
sendo estes definidos a partir das Regiões de Planejamento Secretaria de Planejamento
do Estado de Goiás (SEGPLAN/GO) e principalmente, levando em consideração as
características da dinâmica de ocupação do espaço agrário regional. Esperamos assim,

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consolidar um espaço de reflexão e ação que possa incentivar o combate da utilização


de agrotóxicos e a busca de alternativas socialmente justas e ambientalmente
sustentáveis.

METODOLOGIA DE PESQUISA OU MATERIAL E MÉTODO

O estabelecimento de uma metodologia e um processo avaliativo sólido é


imprescindível para o sucesso de qualquer proposta de extensão. Nesse sentido,
entendemos ser importante destacar, em primeiro lugar, a compreensão de extensão da
presente proposta, o que, por sua vez, definirá de forma geral nossa atuação.

Partindo das concepções formuladas por Paulo Freire (1979), destacamos o


processo de 'extensão', não apenas nos limites desta palavra, ou seja, no sentido de
“extender” um conhecimento de alguém que o detém (Universidade) para outro que
não possui conhecimento (Camponeses). Entendemos as ações extensionistas como um
processo dialético de 'comunicação', onde é estabelecido um ambiente de troca de
conhecimentos, entre extensionistas e público alvo. Portanto, pretendemos criar um
contexto de aprendizagem onde seja possibilitada a troca de conhecimentos entre os
membros da equipe executora, os parceiros e o público alvo de forma geral.

Considerando a perspectiva de método, seguiremos a proposição da Pesquisa


Participante (BRANDÃO, 1999), desde que os membros do projeto têm como objetivo
central em suas ações promover um processo ativo de reflexão político/ideológica em
torno da questão dos agrotóxicos. A Pesquisa Participante está inserida em uma
perspectiva que, a partir da década de 1970, contrapôs os procedimentos positivistas e
“neutros” da ciência, desenvolvendo uma nova forma de pensar e agir na investigação
científica, buscando a participação ativa de seus sujeitos, valorizando, como destacam
Carvalho e Souza (2009), sua palavra e a compreensão do mundo em que vivem e
convivem.

Especificamente, como instrumento metodológico para o estudo/pesquisa a


ser realizado, utilizaremos roteiros de entrevistas semiestruturados, além de técnicas de
DRP (Diagnóstico Rural Participativo). O DRP, de acordo com Souza e Pessôa (2009)
pode fornecer técnicas que possibilitam uma pesquisa que valoriza o processo como
parte integrante dos resultados, pois as informações primárias são coletadas a partir de
atividades que promovem, ao mesmo tempo, um debate sobre a realidade concreta dos

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sujeitos da pesquisa. São diversas as técnicas do DRP, mas podem ser destacados o
Mapeamento Participativo, a Caminhada Transversal e o Diagrama de Venn. A partir
destas e de outras técnicas além de coletar uma grande quantidade de informações
podemos promover um processo intenso de reflexão sobre a realidade cotidiana.

Serão levantadas, também, informações em fontes secundárias (IBGE,


INCRA, ANDEF, SINDAG, SINDIVEG, ANVISA, SUVISA, ANA, CPT, PARA,
ABRASCO, Instituto Mauro Borges, Ministério da Saúde, Ministério da Agricultura,
Ministério do Desenvolvimento Agrário etc.) que indiquem a amplitude do mercado de
agrotóxicos no país, assim como, seus impactos para a sociedade goiana de forma geral.
Assim, esperamos congregar informações quantitativas com qualitativas, o que
fortalecerá a ação de extensão e transformação social almejada.

Nos processos de formação realizaremos atividades teóricas conectadas com


visualização de experiências práticas sobre os impactos socioambientais dos
agrotóxicos, buscando estabelecer um processo construtivista na produção do
conhecimento; A avaliação das metodologias utilizadas será realizada durante todo o
processo de formação. Após cada uma das etapas realizadas será estabelecido espaço
de avaliação das técnicas e metodologias utilizadas, com contribuições dos executores
e participantes do projeto.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É necessário, portanto, consolidar um processo de luta contra a utilização


desenfreada de agrotóxicos no estado de Goiás. Tem sido organizado, há quase dois anos,
o Comitê Goiano Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, conectado ao Comitê Nacional da
Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. As discussões deste comitê, contudo, tem
tido dificuldade para atingir a amplitude de discussão e conscientização necessária para
que seja feito o embate com a indústria de agrotóxicos. Esperamos com a realização de
tal proposta, neste sentido, construir um espaço sólido de debate e construção de
conhecimento que faça o embate ao modelo que apresenta a indústria agroquímica como
única alternativa para promover o desenvolvimento rural no país e, especificamente, no
estado de Goiás.

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REFERÊNCIAS
BRANDÃO, Carlos. Rodrigues. (Org.). Pesquisa participante. 8 ed. São Paulo:
Brasiliense, 1999.
CARNEIRO, F F.; Pignati, W; Rigotto, R M; Augusto, L. G. S.; Rizollo, A; Muller, N
M; Alexandre, V P. Friedrich, K; Mello, M S C. Dossiê ABRASCO – Um alerta sobre
os impactos dos agrotóxicos na saúde. ABRASCO, Rio de Janeiro, abril de 2012. 1ª
Parte. 98p.
CARVALHO, N. D.; SOUZA, M. M. O. A pesquisa participante no contexto da
geografia agrária: pressupostos teóricos e possibilidades práticas. In: RAMIRES, J.
C. L.; PESSÔA, V. L. S. (Org.). Geografia e pesquisa qualitativa: nas trilhas da
investigação. Uberlândia: Editora Assis, 2009. p. 139162.
FREIRE, Paulo. Extensão ou Comunicação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
SOUZA, Murilo. Mendonça. Oliveira de.; PESSÔA, V. L. S. Diagnóstico Rural
Participativo (DRP): um instrumento metodológico qualitativo em geografia In:
RAMIRES, J. C. L.; PESSÔA, V. L. S. (Org.). Geografia e pesquisa qualitativa: nas
trilhas da investigação. Uberlândia: Editora Assis, 2009.

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Área do Conhecimento: Geografia


Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino

A MÚSICA COMO RECURSO DIDÁTICO NAS AULAS DE


GEOGRAFIA

Lindavane da Silva Miranda; Priscylla Karoline de Menezes

Universidade Estadual de Goiás – Câmpus Minaçu.

INTRODUÇÃO

Nesse artigo apresentamos o delineamento teórico metodológico e alguns


resultados obtidos a partir do projeto iniciado na disciplina de Estágio Supervisionado de
Geografia, que ao longo do ano de 2017 teve suas discussões ampliadas, a fim de debater
a importância da música nas aulas de Geografia e assim construir o trabalho de conclusão
de curso, a ser apresentado no mesmo ano ao colegiado do curso de Geografia de Minaçu.
Com o objetivo de estimular os alunos a pensar o espaço local e a sociedade em
que estão inseridos – de maneira crítica, dinâmica, interativa e associada aos conceitos
geográficos – utilizando a música como recurso didático; esta pesquisa dedicou-se,
inicialmente, a refletir o espaço escolar e em como é possível realizar aulas de geografia
mais dinâmicas e interativas, com a música como recurso didático.
Sabe-se que o ensino é um processo de construção do conhecimento e os
professores são mediadores do processo de ensino-aprendizagem, capazes de estimular
seus alunos a utilizar as informações presentes em seu meio social na articulação com os
conceitos geográficos. Ao trabalhar com a música nas aulas de geografia é possível levar
alunos e professores a uma discussão de diferentes contextos, fenômenos e assuntos, que
contribuem para um ensino mais próximo dos conhecimentos prévios trazidos pelos
alunos.

METODOLOGIA DE PESQUISA OU MATERIAL E MÉTODO

O procedimento metodológico escolhido para construir este artigo fundamenta-


se nas orientações para a realização de uma pesquisa exploratória, de cunho qualitativo.
Assim, por meio de exploração bibliográfica que, se baseia em publicações já realizadas

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acerca da temática; realização de pesquisa campo (observação das aulas de geografia


Colégio Estadual Ministro Santiago Dantas); realização de entrevistas e aplicação de
atividades com alunos do 3 ano do Ensino Médio, por fim, análise dos dados e a
construção textual.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Discute-se há um bom tempo a importância do professor de geografia se


apropriar de variadas linguagens de ensino e distintos recursos didáticos disponíveis para
dinamizar o aprendizados dos alunos (CAVALCANTI, 2002; LIBÂNEO, 1994). Como a
escola é uma das formas de acesso a informação e construção do conhecimento, é comum
cobrar que esta seja um espaço onde acontece discussões e aplicações tecnológica, que
propiciem a formação de indivíduos capazes de refletir a sociedade que estão inseridos e
ainda saibam lidar com o que há de mais moderno. Como ressaltado por Libâneo (1994,
p. 91) “As crianças vão às escolas para dominarem conhecimentos e habilidades e
desenvolverem operações mentais, tendo em vista a preparação para a vida social”.
Nesse sentido, trabalhar com a música como recurso didático é uma forma de
preparar o indivíduo a dominar seus conhecimentos e relacioná-los com questões
cotidianas. A música, que é um recurso de baixo custo – haja vista que só depende de
aparelho de som – possibilita professores trabalharem de maneira interdisciplinar, com o
uso da interpretação textual, da análise do contexto histórico e ainda a discussão do espaço
e/ou fenômeno ali descrito. É comum que músicas escutadas pelos alunos cotidianamente,
tratem de temas como a migração, questões sociais e climáticas e ainda refletir diferentes
realidades; que ao ser trabalhado pelo professor pode aflorar diferentes interpretações e
fomentar discussões trazidas pelos conteúdos trabalhados.
Aprender Geografia faz parte da vida escolar, com: leituras de mapas, orientação,
localização e representação, aprendizagem que o aluno desenvolve ao longo de sua
formação. A falta da utilização de diferentes metodologias, buscando formas críticas e
criativas de ensinar, trazendo diferentes linguagens, pode desestimular os alunos e tornar
a aula desagradável. Como destacou Cavalcanti (2002), é preciso preocupar com a
geografia escolar e com seu papel de contribuir para o desenvolvimento intelectual, social
e afetivo do aluno, pois o aluno precisa pensar o espaço para haver um movimento
dialético e compreender que faz parte do espaço assim como o espaço faz parte de seu
cotidiano.

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Diante o desafio de transformar as aulas de geografia em um instrumento capaz


de despertar o censo crítico dos alunos e promover uma formação cidadã, os professores
frequentemente encontram grandes dificuldades em despertar a atenção dos alunos para
as discussões de temas considerados enfadonhos e maçantes (OLIVEIRA et. al., 2000).
Dessa forma, é preciso que o aluno se entenda como portador de conhecimento
geográfico, independente da geografia que estuda na escola, mas articulado à cidade que
vive, ao bairro que circula e mesmo à música que escuta.
A produção do conhecimento acontece, também, a partir da vivência pessoal dos
alunos. Ao trabalhar na sala de aula com recursos didáticos que aproximem o conteúdo
da realidade dos alunos, o professor que é o elemento responsável pela mediação no
processo de ensino-aprendizagem, faz com que o aluno tenha uma compreensão da
disciplina; um desenvolvimento da capacidade intelectual da turma e estimula
conhecimentos e processos de reflexões críticas em meio à sociedade no mundo atual.
Ao utilizar a música, o professor traz para a sala de aula uma caixa de som e
torna sua aula mais dinâmica e interativa, além de estimular a participação para o
aprendizado. Como ressaltaram Santos e Chiapetti (2011, p. 173):
Muitas vezes nossos alunos não se sentem estimulados a aprender e as
dificuldades tendem a aumentar [...] mais o certo é que como professores temos
o poder de deixar marcas, e devemos ter o compromisso subtrair as marcas
ruins e multiplicar as boas, entendendo os alunos com participação da
reconstrução do espaço geográfico e motivando-os na busca do conhecimento.

Para a construção do conhecimento é necessário uma relação do aluno com o


professor, e nesse sentido não existem mais espaços para aulas centradas apenas no
quadro negro ou branco e no livro didático (SANTOS e CHIAPETTI, 2011). Assim, a
utilização de recursos didático-pedagógicos alternativos, como a música, constitui-se uma
poderosa ferramenta que permite trabalhar os conteúdos geográficos de modo crítico e
criativo.
Trazer os alunos para reflexão sobre o conteúdo de geografia não é uma tarefa
fácil, requer muito do professor. Se a geografia é importante à nossa prática social e à
prática espacial, faz-se necessário que os professores busquem mais iteração com os
alunos trazendo para dentro da sala de aula recursos que o auxiliem nesse processo de
ensino-aprendizagem. No entanto, é importante destacar que a utilização de recursos
didáticos deve ser planejada de forma consciente a não servir apenas como uma forma de
passar o tempo, ou de diversão. Deve servir como base para desenvolver o conhecimento

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em meio a sociedade, haja vista que “a prática musical estimula a percepção, a memória
e a inteligência desenvolvendo no ser a capacidade de assimilação de conteúdos por meio
da sensibilidade” (FÉLIX et al., 2014, p.21).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A proposta apresentada constitui-se na análise da música como recurso


didático de grande importância para se ensinar Geografia. No período de estágio do
terceiro e quarto ano da Universidade ocorrido no Colégio Estadual Ministro Santiago
Dantas, foi observado o dia a dia do professor dentro da sala de aula. Nessa observação
foi possível verificar que o educador utilizava apenas a leitura do livro didático adotado
pela escola para a mediação do conteúdo, o que provocava grande desânimo entre os
alunos com relação as aulas e a Geografia.
Ao iniciar as atividades propostas pela pesquisa: observar as aulas de
geografia (na escola campo); buscar referenciais teóricos que auxiliassem a discussão
e orientassem possíveis intervenções; realizar entrevistas e questionários com os
estudantes do 3 ano do Ensino Médio e professor regente e, por fim propor e aplicar
atividades de intervenção pedagógica; foi possível propor a utilização de uma música
e a realização de atividades na turma.
Ao utilizar a música “Faroeste Caboclo” da banda Legião Urbana, para
trabalhar o conteúdo proposto pelo livro didático – a construção de Brasília, os
processos migratórios e a espacialização da capital – foi possível interagir com a turma
e discutir os conteúdos geográficos com maior ênfase. A música mostrou-se um recurso
didático capaz de aproximar o conteúdo geográfico ao imaginário dos alunos, tornando
a aula satisfatória para o aluno – que consegue associar a discussão aos seus
conhecimentos prévios – e para o professor que consegue identificar na turma o
aprendizado e desenvolvimento de um raciocínio geográfico, desenvolver um trabalho
interdisciplinar e promover uma formação crítica e intelectualmente emancipada de
seus alunos, que podem analisar temas de seu cotidiano.

REFERÊNCIAS

CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e práticas de ensino. Goiânia:


Alternativa, 2002.

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FÉLIX, Geisa Ferreira Ribeiro; SANTANA, Hélio Renato Góes; OLIVEIRA JÚNIOR,
Wilson. A música como recurso didático na construção do conhecimento. Cairu em
Revista. Jul/Ago 2014, Ano 03, n° 04, p. 1 7-28. Disponível em: < http://www.cairu.br/
revista/arquivos/artigos/2014_2/02_A_MUSICA_RECURSO_DIDATICO.pdf>
Acesso em: 12 jun. 2017.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
OLIVEIRA, Hélio Carlos Miranda de; SILVA, Marcelo Gonçalves da; TEOBALDO
NETO, Aristóteles; VLACH, Vânia Rubia Farias. A música como um recurso
alternativo nas práticas educativas em geografia: Algumas Reflexões. Caminhos da
Geografia. (Revista Online). Edição 15. nº 8, junho, p.73-81, 2005. Disponível em: <
file:///C:/Users/prisc/Desktop/15389-58165-1-PB.pdf> Acesso em: 12 jun. 2017.
SANTOS, Rita de Cássia Evangelista; CHIAPETTI, Rita Jaqueline Nogueira. Uma
investigação sobre o uso das diversas linguagens no ensino de Geografia: uma interface
teoria e prática. Geografia Ensino & Pesquisa, v. 15, n.3, set./dez. 2011. Disponível
em: < file:///C:/Users/prisc/Desktop/7353-32362-1-PB.pdf> Acesso em: 12 jun. 2017.

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Eixo temático: Formação de professores

Área do conhecimento: Geografia

CONTRIBUIÇÕES E DESAFIOS DO/NO PROGRAMA DE


FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA EM IPORÁ:
UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE EX-BOLSISTAS PIBID
Daniella Santos Barbosa; Katyuce Silva; Vinicius Bueno Magalhães; Paula
Junqueira da Silva
1
Universidade Estadual de Goiás – Campus Iporá; e-mail: danielaipora@hotmail.com;

Resumo: Para se tornar significativa e contextualizada, o ensino necessita de novos


métodos e instrumentos que possam se inter-relacionar de diversas maneiras de aprender
e ensinar, certificando uma educação eficiente e de qualidade. Como experiência para tais
formas de ensinar citamos a contribuição do Pibid (Programa Institucional de Bolsa de
Iniciação à Docência) como espaço de vivência e experimentação de metodologias na
escola nas diversas área do conhecimento. Anexo a esta proposta, o presente trabalho tem
como objetivo, salientar um relato de experiência dos licenciados em Geografia, ex-
participantes do Pibid desde o ano de 2015, a participação dos bolsistas nos movimentos
sociais (Luta pelos direitos dos trabalhadores da educação pública brasileira). Expondo a
importância dos conhecimentos adquiridos, durante a participação do subprojeto na
formação dos futuros docentes. Desta maneira pretende-se: 1- Abordar a importância do
Pibid e sua contribuição na formação de professores; 2- explanar sobre as principais
dificuldades encontradas pelos docentes no ambiente escolar. Já que o presente trabalho
teve como resultado final a construção do vídeo produzido pelos bolsistas. A experiência
relatada origina-se, a partir das atividades desenvolvidas no CEATII (Colégio Estadual
de Aplicação de Tempo Integral de Iporá/ GO), por meio do subprojeto “Qualidade
Ambiental: Espaço, Paisagem e Percepções da Escola pela Comunidade”. O método
escolhido para o desenvolvimento do trabalho foi qualitativo. Cujo os principais autores
que se destacam nos referenciais teóricos são: Freire (2008), Khaoule e Souza (2013).
Palavras-chave: Pibid; Formação Docente; Dificuldades Encontradas.

INTRODUÇÃO
Sabe-se que, ao proporcionar aos graduandos dos cursos de formação de
professores, convivência em uma instituição escolar de ensino básico, é de extrema
relevância para prepara-los antecipadamente para o exercício da docência.
A experiência prática antes do término da graduação se constitui em uma
formação construtiva de um educador experiente e fundamental para a qualidade do
processo de ensino e aprendizagem dos seus futuros alunos na escola. Deste modo, tal
prática lhe proporciona, novas experiência e grandes aprendizados que contextualizam e
dão significado aos conhecimentos adquiridos nos cursos de Licenciatura, como:
conhecimentos científicos e atividades práticas.

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A presença do acadêmico no campo escolar durante seu processo de formação


para professor, possibilita o mesmo estar enfatizando a “relação teoria e prática” na
formação de sua identidade enquanto educador.
Os programas referentes a formação de professores, juntamente com instituições
de ensino superior, destinam-se em cooperar com a disponibilização de tempo, pois o
lecionado acaba por passar mais tempo na universidade e na escola campo que atua, assim
acarretando a melhoraria da aprendizagem de práticas pedagógicas por meio da
convivência escolar, assegurando que o professor-aluno mantenha suas atividades no
curso de formação em dias.
A proposta deste trabalho parte da perspectiva de relatar as experiências obtidas
pelos licenciandos em Geografia durante a participação no Pibid (Programa Institucional
de Bolsa de Iniciação à Docência), desde o ano de 2015, que conta com o apoio da CAPES
(Coordenação de Apoio de Pessoal de Nível Superior).
O projeto realizou-se no CEATII (Colégio Estadual de Aplicação de Tempo
Integral de Iporá/ GO) no município de Iporá-Go. O Pibid incentiva os bolsistas a prática
docente no intuito de formar profissionais qualificados para assim serem inseridos no
mercado de trabalho, neste contexto o Pibid geografia proporciona a saída da teoria para
a pratica.

ORGANIZANDO O RELATO DE EXPERIÊNCIA

Para o desenvolvimento deste trabalho teve como ponto de partida as


experiências obtidas nos anos de 2015 e 2016, através das constantes participações em
movimentos sociais e participação semanal no CEATII, a partir das realizações dos
projetos na escola. Além da compreensão da formação da identidade dos futuros
professores.
A referente discussão aqui apresentada, é de natureza qualitativa e tem como
objetivo geral de apresentar as experiências vivenciadas pelos ex-bolsistas Pibid no
âmbito escolar e a participação em movimentos sociais de professores em prol da
manutenção dos direitos da categoria.
Realizamos uma revisão bibliográficas por meio de consultas eletrônicas em
artigos, livros e dissertações que aborda a temática formação de professores que contribui
significativamente na construção deste relato de experiência. Os principais autores que

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embasam o referido trabalho são: Freire(2008), Khaoule e Souza(2013) e Borges et


al,(2015).
Contudo, abordando também o papel da Universidade enquanto formadora de
cidadãos críticos e reflexivos capazes de lutar pelos seus direitos, assim como o papel dos
cidadãos em tempos de luta.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

CONTRIBUIÇÃO DO PIBID PARA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Esta forma de iniciação à docência permite haver uma melhor interação entre a
universidade e a escola básica, consequentemente promove o contato dos licenciandos
com as demandas da carreira profissional docente e estimulam os bolsistas a de dedicarem
à melhoria da qualidade e atuação de professores nas escolas públicas. A partir do
momento que temos o contato com a classe, o cenário psicológico de atuar em sala de
aula muda.
O dever e a responsabilidade de lecionar buscando contribuir com a melhoria da
educação básica se torna fundamental. Nossa permanência na universidade passa a ter o
objetivo de participar e promover uma melhoria na formação de professores por meio do
contato prévio com a escola campo, antes mesmo de chegar à etapa do Estágio
Supervisionado Obrigatório, conforme previsto nas Diretrizes Curriculares para os cursos
de Licenciaturas no Brasil. Esta experiência, ajudou dessa maneira a compreender às
dificuldades do professor em ensinar os conteúdos, planejar múltiplas aulas, desenvolver
projetos dinâmicos e em ter a responsabilidade de administrar uma sala de aula.
Portanto, a introdução de projetos educacionais em escolas públicas estimula o
convívio, dessa maneira progredindo o ensino-aprendizagem, onde ocorrem trocas de
saberes, entre os bolsistas, professores regentes com os bolsistas, bolsistas e alunos, assim
resultando em novas descobertas para ambos, ou seja, a grande dificuldade encontrada é
o primeiro contato com a sala de aula, onde os acadêmicos ficaram receosos em tomar
algumas atitudes e assustados com a realidade encontrada. Essas complicações delineiam,
em sua maioria, a partir das necessidades surgidas no espaço escolar, resultado da prática
cotidiana. Assim,
A metodologia, em forma de projetos de ensino, vinculada ao PIBID, tem
potencialidades para elevar a qualidade das ações acadêmicas voltadas para a

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formação inicial nos cursos de licenciatura e para a melhoria da qualidade da


educação básica ao possibilitar o desenvolvimento de projetos de cooperação,
além de contribuir para a valorização do docente. (KLAOULE, SOUZA, 2013,
p.103).

É necessário ressaltar que os estudantes universitários em cursos ofertados no


período noturno enfrentam muitas dificuldades em dar seguimento em seus estudos de
forma integral e estabilizada, por se tratar, muitas vezes, por um público de alunos
trabalhadores, ou seja que precisam trabalhar durante o dia para manutenção da renda
familiar.
Os cursos de Licenciatura são exemplos desta realidade, pois os mesmos são
compostos por um amplo público de estudantes que administra carga horária duplas (ou
tripla) trabalhando durante o dia e a tarde, e estudando à noite podendo prejudicar assim
o seu aprendizado.
Como auxílio financeiro, a bolsa contribui aos licenciados que continuem
frequentando as atividades do curso e sejam incentivados a nele permanecer e concluir
seus estudos. Neste sentido, programas de bolsas de estudo nas instituições de ensino
superior, auxiliam na permanência deste jovem na universidade, fornecendo-lhe a
melhoria de sua rotina escolar, aperfeiçoando seus conhecimentos.
Ao compararem um aluno bolsista Pibid e um aluno que frequenta a universidade
apenas no horário letivo, pode-se perceber de forma nítida, que haverá uma diferenciação
em conhecimentos em relação a dinâmica escolar, pois além de frequentar a universidade,
o bolsista participa semanalmente de grupos de estudos onde discute temas sobre
educação, estágio, política, e entre outros, com intuito de apresentarem seminários, tendo
assim o privilégio de participarem de eventos regionais e nacionais, no qual proporciona
inúmeras experiências (culturais, sociais, políticas). Nessa perspectiva o Pibid contribui
para formação docente ao;
Incentivar a formação de docentes em nível superior para a educação básica;
contribuir para a valorização do magistério; elevar a qualidade da formação
inicial de professores nos cursos de licenciatura, promovendo a integração
entre educação superior e educação básica; inserir os licenciados no cotidiano
de escolas da rede pública de educação, proporcionando-lhes oportunidades de
criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas
docentes de caráter inovador e interdisciplinar que busquem a superação de
problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem;(CAPES, 2012).

Deste modo, ao tornar-se bolsista, compreende-se a responsabilidade que um


professor exerce, uma vez que desperta a noção de que o mesmo já não é mais um aluno
de ensino médio, e sim um futuro professor, que seu papel é contribuir com a escola, no

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intuito de construir uma aprendizagem mais significativa, formando assim alunos com
pensamentos críticos, que possam ter suas próprias autonomias e que se sintam
pertencentes ao espaço vivido.
Contudo, a experiência da prática em sala de aula permite observar quais as
dificuldades encontradas e qual o melhor jeito de resolve-las.
O Pibid tem uma enorme contribuição para nossa formação educacional e
profissional, uma vez que, por meio dele estamos sempre pensando novas metodologias,
e desenvolvendo novas maneiras de ensinar relacionando a teoria e a prática (práxis).
Colocando mesmo a estar no convívio de grupos de estudo, participação em eventos, e
fortalecendo a relação acadêmica com a educação básica.

DESAFIOS PARA PERMANECER NO PROGRAMA


Apesar de todos os resultados obtidos com o Pibid o programa vem desde junho
de 2015 passando por algumas reformas, uma delas foi o corte dos bolsistas com mais de
24 meses, acarretando assim muitas incertezas, tendo em vista que mediante reformas,
permaneceram poucos bolsistas para desenvolverem os projetos na escola, ocasionando à
redução dos projetos que eram desenvolvidos, levando os bolsistas a não assumirem
compromisso com a escola como era realizado nos anos anteriores.
Mediante as dúvidas da permanecia do programa, os bolsistas tiveram que se
readequar e ir à busca dos seus direitos. Deste modo, foi realizado a escrita de artigo, cujo
o tema foi: CONSIDERAÇÕES SOBRE O PIBID NA FORMAÇÃO INICIAL E
CONTINUADA DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA EM IPORÁ-GO, apresentado
XVIII ENCONTRO NACIONAL de Geógrafos, cuja tema era, “A construção do Brasil
geografia ação política e democrática”, realizada no dia 24 a 30 de julho de 2016, em São
Luís do Maranhão.
Outro artigo relevante nesse momento foi: A FORMAÇÃO INICIAL E
CONTINUADA DOS BOLSISTAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA EM GEOGRAFIA
DA UEG/IPORÁ, publicado e apresentado no “III Congresso de Ensino, Pesquisa e
Extensão da UEG (CEPE)” realizado no dia 19 a 21 de outubro 2016, Pirenópolis- Goiás
Nessa perspectiva, os bolsistas participaram assiduamente de movimentos
sociais, como: A paralisação nacional do servidor público, e greve geral, ocorrido nos
dias; 08 e 15 de março, 10 de agosto, 22 de setembro e 05 de outubro de 2016, em Goiânia
na Assembleia Legislativa, contra a PEC 241, o congelamento do piso salarial, o aumento

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da jornada do trabalho, terceirização das escolas públicas, reforma do ensino médio e


previdência. Além, dessas ações em Goiânia, os bolsistas também estiveram presentes
nas manifestações ocorridas na cidade local (Iporá Go), no dia 13 de setembro, na Praça
dos Trabalhadores e no dia 15 de outubro de 2016, na UEG- Universidade Estadual de
Goiás Campus Iporá, organizada pelos acadêmicos da instituição. Deste modo, as
manifestações nas ruas fizeram jus a seguinte frase, do autor Paulo Freire na qual ele diz
SER PROFESSOR E NÃO LUTAR É UMA CONTRADIÇÃO PEDAGÓGICA,
como futuros professores precisaram nos posicionar e lutar por nossos direitos. (Figuras
01, 02, 03).

Figuras 01,02 e 03: Manifestações sociais ocorridas em Goiânia.


Fonte: Bolsistas Pibid.

Desde a primeira manifestação em função da não terceirização das escolas


públicas de Goiás em 2016, sempre contamos com o apoio dos alunos da UEG-
Universidade Estadual de Goiás/ Sindicatos dos Trabalhadores CUT (Central Única dos
Trabalhadores) e SINTEGO (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás).
O objetivo de estarmos presentes nestas manifestações, era nos tornar sujeitos
sociais capazes de pensar na atual realidade que o país vem passando, que são as reformas
trabalhistas, terceirização das escolas e desmontes na educação pública brasileira.

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O Pibid de Geografia em Iporá vem trabalhando na perspectiva de tornar


sujeitos críticos capazes de lutar pelos seus direitos, capazes de construir sua própria
história. Desta maneira concordamos com o pensamento de Freire, onde diz que:
Não podemos esquecer que a libertação dos oprimidos é libertação de
homens e não de ‘’ coisas’’. Por isto, se não é autolibertação- ninguém se
liberta sozinho-, também não é libertação de uns feita por outros
(FREIRE, 2008, P. 60).

As participações dos pibidianos nas manifestações, promoveram aos bolsistas a


autonomia para serem sujeitos e não indivíduos, pois somos capazes de lutar junto com a
sociedade pelos nossos direitos, principalmente pelo direito de se ter: escolas públicas de
qualidade para todos, e condições digna de trabalho para todas as classes trabalhadoras e
operárias.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Deste modo, o projeto Pibid proporciona por suas principais características de
ser sensato, eficiente, dinâmico e vasto, no qual possui um atributo primordial ao juntar-
se a teoria com a prática. Assim desenvolvem o senso crítico de tal modo que o aluno
bolsista consiga perceber e reconhecer a situação atual do professor e a identificação de
limites, que demonstram muito das dificuldades que os futuros docentes enfrentam ao
chegar à escola para o exercício da prática, ou seja, com o Pibid temos uma valiosa
ferramenta de aprendizado onde nos acadêmicos encontramos nossas verdadeiras
identidades na sala de aula.
No período em tivemos a oportunidade de fazer parte deste programa, podemos
perceber, o tanto que tais estímulos, tem transformado, a realidade de milhares de
estudantes através desta oportunidade, os incentivando a darem continuidade em seus
estudos, priorizando uma educação de qualidade.
Outra finalidade bastante significativa que o programa proporciona, é de
preparar o aluno para o estágio, pois ao chegarem nesta etapa do curso, já estão mais
confiantes em si mesmos e menos apreensivos, pois já vivenciaram o âmbito escolar
durante a bolsa.
O programa se caracteriza como uma oportunidade de valorizar a identidade do
aluno, por meio de novas aprendizagens, tendo como característica de sempre somar na
formação do acadêmico e consecutivamente fornecendo ao aluno novas experiência e
oportunidade no campo escolar.

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Os bolsistas têm consciência dos diversos obstáculos que irão encarar por isso o
programa incentiva que os mesmos necessitam identificar a grandiosidade de uma
formação inicial, e que, uma educação de qualidade depende de uma boa formação, essa
que ocorre no período inicial do curso.

REFERÊNCIAS
BORGES, G. F., SILVA, P. J., PERES, T. F.C. Novos paradigmas de ensino: adaptações
curriculares e o direito ao saber. Goiânia: Ed. Da PUC Goiás, 2015.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Ed 47ª. São Paulo. Editora: PAZ E TERRA S/A,
2008.
MEC/CAPES/FNDE. Ministério da Educação/Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior/Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID. Disponível em:
http://www.capes.gov.br/educacao-basica/capespibid/pibid . Acesso em: 15 de Julho de
2017. PASSONI, L. C.;
KHAOULE, Anna Maria Kovacs.,SOUZA, Vanilton Camilo de. Desafios atuais em
relação à formação do professor de geografia. In: SILVA.E.I.D., PIRES. L. M. Desafios
da didática de geografia. Goiânia: Ed. Da PUC Goiás, 2013. p. 87-105.

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ISSN: 2238-8451

Área do Conhecimento: História


Eixo temático: Diversidade, étnico racial e cultural

LITERATURA E HISTÓRIA: DIÁLOGOS POSSÍVEIS PARA O


ENSINO DE HISTÓRIA AFRICANA NAS ESCOLAS
Eva Thais Oliveira Alves; Maria Geralda Moreira

¹;²Universidade Estadual de Goiás- Campus Iporá; evathaisoliveiraalves21@gmail.com¹

INTRODUÇÃO

O ensino de História Africana e Afro- Brasileira começou a ser discutido a partir


da valorização da cultura Africana, ao longo do século XX, e ganhou destaque através do
movimento negro, cujo objetivo era implantar uma política antirracismo e fazer com que
o negro tivesse um espaço na sociedade. No ano de 2001, o Estado Brasileiro se
comprometeu a eliminar qualquer forma de racismo existente, tomando como providência
a alteração da Lei n° 9394/96, por meio da inserção dos artigos 26-A e 79-B, referido na
Lei n° 10.639/2003, tornando obrigatório o ensino de História e cultura Afro-Brasileira e
Africana no currículo oficial da Educação Básica (SCARAMAL, 2008).
Partindo desta concepção, o presente trabalho tem como objetivo analisar as
possibilidades de utilizar a literatura como um recurso didático para o ensino de história
e cultura afro-brasileira e africana nas escolas. A missão de estimular o ensino de história
através de novas ferramentas e materiais se faz, não somente possível, mas necessária.
Essa mudança supera os resquícios de um ensino forçado, no qual o aluno estava sujeito
ao sucesso na avalição e não na construção do conhecimento histórico (TAYAR, 2017).

METODOLOGIA DE PESQUISA

Esta pesquisa de caráter qualitativo terá como fonte a obra de Conceição


Evaristo, Olhos D´Água e a análise dessa obra será embasada na leitura de artigos
disponíveis online que discutem o uso da literatura no ensino de história sendo, portanto,
uma pesquisa bibliográfica e documental. O estudo inicial embasará as demais etapas do
trabalho com o objetivo de analisar a referida obra de Conceição Evaristo e, a partir da

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análise, compreender as possibilidades de uso de sua obra para abordar a temática do


negro na sala de aula.
Ao inserirmos a literatura no ambiente escolar para o ensino de história,
proporcionamos uma visão reflexiva que contribui para a formação pessoal dos alunos,
formando assim leitores que saberão questionar o conteúdo e valorizem a intensidade da
obra. A partir da valorização da literatura no ensino de história, houve um crescimento de
trabalhos que analisam o uso da literatura como fonte para história, sendo impossível
negar que através dela podemos envolver a imaginação e, claro, proporcionar aos alunos
o trabalho com essa literatura como fonte histórica (SANTOS, 2014).
Dentre os vários documentos históricos que estão disponíveis em nossa
sociedade, a literatura é vista como uma oportunidade de representar diferentes fatos
históricos, este aspecto constitui um tema central para a compreensão de uma nova
história cultural, que tem como objetivo resgatar a trajetória do homem ao longo do
tempo, construindo uma representação coletiva que ajuda as pessoas a verem o mundo
por si só (PASAVENTO, 2004).
Assim, estudar literatura negra no espaço escolar vai muito além de uma questão
de pele, mas sim estimular os discentes a terem um sentimento de nacionalidade que está
enraizado na própria história do Africano no Brasil e sua descendência com a África
(SOUZA, 2005)

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Diante das várias obras literárias que podem ser utilizadas para trabalhar o ensino
de história Afro-brasileira e Africana, daremos ênfase à obra de Conceição Evaristo
(Olhos D´Água). Evaristo é uma mulher negra, que nasceu na favela da zona Sul de Belo
Horizonte. Como a maioria das mulheres negras do início do século XX, teve que
trabalhar de doméstica até concluir seus estudos iniciais, aos vinte e cinco anos. Após
concluir a primeira fase de seus estudos, mudou-se para o Rio de Janeiro, começando sua
trajetória de militante em movimentos negros. Cursou letras na Universidade Federal do
Rio de Janeiro e fez mestrado em Literatura Brasileira pela Pontifícia Universidade
Federal Fluminense (MACHADO, 2013).
A referida autora participou, na década de 1980, do grupo Negrícia - Poesia e
arte de Crioulo - atuando por meio de projetos literários, em favelas, presídios, bibliotecas
públicas. Participava, ainda, nas organizações de encontros nacionais de escritores

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negros, tendo seu primeiro trabalho publicado em 1990 no Caderno Negro. A partir daí
sua carreira deslanchou, publicou diversos poemas, contos, além de dois romances (2003;
2006), uma coletânea de poemas (2008) e um livro de contos (2012).
A obra de Evaristo (Olhos D´Água), publicada no ano de 2014, é uma coedição
da Fundação Biblioteca Nacional e da editora Pallas. O livro traz quinze contos, suas
narrativas ou “escrevivências”, como a própria autora costuma dizer, trata-se da “Escrita
de um corpo, de uma condição de uma experiência negra no Brasil” (EVARISTO, 2007,
p. 20). Embora não fuja do modelo do conto, retrata questões culturais afro-brasileiras
que foram silenciadas ao longo do tempo. O livro foi ganhador do premio Jabuti 2015,
embora alguns dos contos da obra já tenham sido publicados anteriormente no Caderno
Negro, a obra foi alvo de críticas positivas por se tratar de um mosaico de histórias, com
conteúdos emblemáticos, retratando a cultura afro-brasileira e Africana por meio de uma
linguagem fácil e agradável, comovendo os leitores (SOARES, 2017).
No livro a autora utiliza uma linguagem sutil e poética para retratar questões
da existência humana da população Afro-brasileira, descreve, principalmente, a luta da
mulher negra, a pobreza, a exclusão e a violência que a acometem, sem grandes
sentimentalismos, mostrando, por meio de uma textura poética e cheia de ficções, a dura
realidade dessas mulheres que se reinventam a cada instante (FARIAS, 2016).
A obra escolhida tem como foco central a mulher negra, ao representar a
trajetória delas por meio das personagens ficcionais a autora reforça a importância de
seu papel na sociedade, impulsionando a visão critica sobre a condição humana,
vivenciada pela comunidade negra/afro-Brasileira atualmente, como podemos perceber
nessa passagem do conto Olhos D´Água.
Um dia, brincando de pentear boneca, alegria que a mãe nos dava quanto,
deixando por uns momentos o lava-lava, o passa-passa das roupagens alheias
e se tornava uma grande boneca negra para as filhas, descobrimos uma bolinha
escondida bem no couro cabeludo dela. Pensamos que fosse carrapato. A mãe
cochilava e uma de minhas irmãs, aflita, querendo livrar a boneca mãe daquele
padecer, puxou rápido o bichinho. A mãe e nós rimos e rimos e rimos de nosso
engano. A mãe riu tanto, das lágrimas escorreram. Mas de que cor eram os
olhos dela? (EVARISTO, 2016.p.16).
Em outra passagem do conto Maria, ela reforça novamente a luta pela
sobrevivência, diante de uma realidade de exclusão, miséria, violência. Maria, uma
doméstica/diarista, moradora do morro, que busca com seu trabalho sustentar, sozinha, a
casa e o filho. Sua realidade é a de muitas mulheres, de muitas Marias que, invisíveis,
seguem na resistência cotidiana. A citação a seguir, do referido conto, apresenta-nos essa
realidade.

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[...] Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da


passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada.
No dia anterior no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para
casa os restos. O osso do pernil e as frutas que tinham enfeitado a mesa.
Ganhara as frutas e uma gorjeta. O osso, a patroa ia jogar fora. Estava feliz,
apesar do cansaço (EVARISTO, 2016, p 39).
Embora o tema central seja a condição da população afro-brasileira na sociedade,
a autora também traz pontos de resistência cultural. Ao trazer a imagem dos olhos desde
o titulo do livro, a autora fixa um centro de poeticidade e significação para os contos,
reforçado principalmente no primeiro conto Olhos D´Água, cujo título é o mesmo do
livro, que significa Água da Mamãe Oxum, o que constitui numa representação acerca da
vontade de voltar ao passado e resgatar sua (s) identidade (s) cultural (is). Ao relacionar
questões de ordem social, cultural e religiosa em seus contos, a autora descreve um pouco
de sua cultura, representada por meio de sua relação com orixás, com as Yabás 1(PONGE,
GODOY, 2014).
O Toque prenúncio de samba ou de macumba estava a dizer que tudo estava
bem. Tudo em paz, na medida do possível. Um toque diferente, de batidas
apressadas dizia de algo mau, ruim, danoso no ar. O toque que ela ouvira antes
não prenunciava desgraça alguma. Se era assim, onde andava o seu, já que os
das outras estavam ali? Por onde andava o seu homem? Por que Davenga não
estava ali? ( EVARISTO, 2016.p. 21-22).

Portanto, ao utilizar o conto como recurso didático no ensino de história, o


professor terá a oportunidade de ir além dos livros didáticos, inserindo questões ligadas
ao cotidiano que são fundamentais na construção de alunos conscientes e críticos, capazes
de saber a realidade sobre a formação cultural do nosso país.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho ainda está em fase inicial. Embora não esteja completo, é
possível perceber a relevância de inserir a literatura no ensino de história. Ao utilizar esta
metodologia, o professor possibilita um novo olhar sobre a cultura e a realidade social da
população Afro-brasileira, reforçando questões sobre a identidade negra e sua
ancestralidade. Assim sendo, obra de Evaristo contribui com esse debate sobre exclusão,
violência e resistência da população negra no Brasil.

1
Yabás - divindade feminina ou construída de energia predominantemente feminina. Informações
disponível em < http://wwworixas.blogspot.com.br/2012/01/as-iabas-e-agua.html> . Acesso em 25 de
setembro. 2017.

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REFERÊNCIAS
FELIPE, D.A. Representações do docente de História sobre o ensino de História e
cultura Afro-brasileira na Educação Básica. História e Ensino, Londrina, v.21, n.2,
p.51-71,Jan/Jun 2016. Disponível
LOUREANO, M.A. O Ensino de História da África. Ciênc. Let.,n.44.p.333-349.
Jul./dez.2008. Disponível em: http://www.fapa.com.br/cienciaseletras . Acesso em: 18
abril. 2017.
PESAVENTO, S.J. História e história cultural. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
SANTOS, A. F. A literatura no ensino de história: 30 anos de pesquisa. Disponível
em: < www.uel.br/eventos/sepech/sepech08/arqtxt/resumo-anais/AdemarFSanos.Acesso
em: 18 abril. 2017.
SOUZA,F. Afro-descendência em Cadernos Negros e Jornal do MNU. Belo
Horizonte:Autêntica,2005.Disponívelem:<www.palmares.gov.br/sites/000/2/download/r
evista2/revista2-j64.pdf>. Acesso em: 18 abril. 2017.
SCARAMAL, E. (Orgs). Para estudar história da África (Projeto Abá estudos
africanos para qualificação de professores do Sistema básico de Ensino/Coordenação
Geral/ Projeto Abá: Léo Carrer Nogueira). Anápolis: Núcleo de Seleção-UEG,2008.
TAYAR, R.M. A literatura no Ensino de História: o documento, os cuidados e a
Prática. 3° Simpósio eletrônico internacional de Ensino de História. Abril. 2017.
Disponível em:< http://simpohis2017.blogspot.com.br/>. Acesso em: 18 abril. 2017.
PONGE; GODOY. Ancestralidade e identidade em “Olhos D´Agua” de Conceição
Evaristo. Anais do VIII colóquio de estudos literários. Londrina (PR).Agosto de 2014.
Disponível em:< http://www.uel.br/eventos/estudosliterarios/pages/arquivos>.Acesso
em: 18 abril. 2017.
SOARES, C.S. As representações literárias e o ensino de história: discutindo história
pela literatura. V Colóquio de história perspectivas históricas. Novembro. 2011.
Disponível em:http://www.unicap.br/coloquiodehistoria/wp-
content/uploads/2013/11/5Col-p.795-800.pdf Acesso em: 18 abril. 2017.
MACHADO, B. A. Caminhos editoriais na trajetória intelectual de Conceição
Evaristo. XXVII Simpósio nacional de história, conhecimento histórico e dialogo social.
Julho, 2013. Disponível em:<www.snh2013.anpuh.org/resources/> Acesso em: 18 abril.
2017.
EVARISTO, Conceição. Da grafia-desenho da minha mãe, um dos lugares de
nascimento de minha escrita. In: ALEXANDRE, Marcos Antônio (Org.).
Representações performáticas brasileiras: teorias, práticas e suas interfaces. Belo
Horizonte: Mazza Edições, 2007.
SOARES, C. Olhos D’água. Leia Mulheres, Janeiro, 2017. Disponível em:<
https://leiamulheres.com.br/2017/01/olhos-dagua/. Acesso em 24, setembro, 2017.
FARIAS, L. Poesia na Alma, Fevereiro, 2016. Disponível em:<
http://www.poesianaalma.com.br> . Acesso em 24, setembro, 2017.
OBRA
EVARISTO, C. Olho d´água. Ed 1. Rio de Janeiro: Pallas: Fundação Biblioteca
Nacional, 2016. . Disponível em:< https://books.google.com.br>. Acesso em: 15 maio.
2017.

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Área do Conhecimento: História


Eixo temático: Metodologia e práticas de ensino

UMA BREVE ANÁLISE HISTÓRICA E CULTURAL DA FESTA DE


NOSSA SENHORA AUXILIADORA EM IPORÁ-GO E
VALORIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO NO ENSINO EM IPORÁ
Juliana de Sousa Ávila Miwa; Cezamar Martins; Alberany Euclênio da Silva;
Pedro Cláudio Rosa
1
Universidade Estadual de Goiás – Campus Iporá-Goiás; miwacomprometida@yahoo.com.br;
2
Universidade Estadual de Goiás – Campus Iporá-Goiás; cezamar.Martins@yahoo.com.br; 3Universidade
Estadual de Goiás – Campus Iporá-Goiás; alberanyeuclenio@gmail.com; 4Universidade Estadual de
Goiás – Campus Iporá-Goiás; radialistapedro@gmail.com.

INTRODUÇÃO

Indubitavelmente, nos últimos decênios os estudos sobre Patrimônio têm


ganhado cada vez mais espaço no interior dos debates acadêmicos, apresentando novos
eixos temáticos que contribuem para com o resgate da historicidade e identidade dos
povos.
Pensando nos saberes teóricos que envolvem a temática do Patrimônio é que
fazemos ao longo do nosso trabalho uma breve análise histórica e cultural da Festa de
Nossa Senhora Auxiliadora de Iporá-Goiás, visando atender as exigências estabelecidas
pela disciplina de Cultura e Aspectos dos Patrimônios Material e Imaterial da Pós-
Graduação em Lato Sensu em História da Universidade Estadual de Goiás.
Na oportunidade, iniciamos a nossa reflexão demonstrando que de acordo com
Iphan (1937) o Patrimônio pode ser definido como um bem material, natural ou imóvel
que possui significado e importância artística, cultural, religiosa, documental ou estética
para a sociedade. Estes patrimônios foram construídos ou produzidos pelas sociedades
passadas e por isso são importantes fontes de pesquisas.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconhece
como patrimônio imaterial: “as práticas, representações, expressões,
conhecimentos e técnicas - junto com os instrumentos, objetos, artefatos e
lugares culturais que lhes são associados - que as comunidades, os grupos (...)
reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural” (IPHAN, s.d.).
Portanto, a Festa de Nossa Senhora Auxiliadora de Iporá-Goiás, apresenta
elementos do patrimônio imaterial e contribui para a visibilidade da cultura da

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comunidade Iporaense, estabelecendo uma identidade local e regional que remonta a sua
história, as relações pessoais, os valores, as regras e os saberes-fazeres.
Somos seres simbólicos criadores de teias, tramas, redes e sistemas de
regras de relações, de códigos de conduta, de gramáticas de
relacionamentos, assim como de contos, cantos, mitos, poemas, ideias,
ideologias, visões de mundo, religiões (Brandão, 2009, p 717).

A luz disso é que pensamos que a valorização do patrimônio no Ensino de Iporá


permitirá o despertar de uma consciência da preservação, ao mesmo tempo, invoca a
memória e impede que acontecimentos do passado sejam esquecidos (ZANIRATO,
RIBEIRO, 2006).

METODOLOGIA DE PESQUISA OU MATERIAL E MÉTODO

A produção deste trabalho é resultado das discussões e orientações realizadas


pela disciplina de Cultura e Aspectos dos Patrimônios Material e Imaterial da Pós-
Graduação em Lato Sensu em História da Universidade Estadual de Goiás – Câmpus
Iporá-Goiás.
Para maior compreensão será realizada uma pesquisa documental - descritiva,
com o objetivo de descrever a tradição, o comportamento, outras características da
comunidade iporaense mediante a festividade de Nossa Senhora Auxiliadora.
A pesquisa documental recorre a fontes mais diversificadas e dispersas, sem
tratamento analítico, tais como: jornais, revistas, relatórios, documentos
oficiais, cartas, filmes, fotografias, pinturas, tapeçarias, relatórios de empresas,
vídeos de programas de televisão, etc. (FONSECA, 2002, p. 32).
Neste sentido, os pesquisadores têm como meta aprofundar os elementos que
envolvem a temática através da exposição fílmica de duração de 12 minutos e 54
segundos.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Segundo aponta a documentação da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de


1970, a festa em louvor a Nossa Senhora Auxiliadora ou Festa de Maio, como é
popularmente conhecida, por ocasião do mês em que é realizada, teve suas origens bem
antes da emancipação da cidade em 1948. Teve suas raízes na antiga Itajubá, nome que
Iporá recebera em 1938, quando foi transferido o Distrito de Rio Claro para as margens
do Córrego Tamanduá.

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O Distrito de Rio Claro se originou do antigo Arraial de Pilões fundado na época


da mineração pelos irmãos Felisberto e Joaquim Caldeira Brant, onde tudo começou com
uma igreja, sede da Paróquia do Senhor Jesus do Bonfim.
Em 1833, Pilões passa a ser distrito de Vila Boa de Goiás e a se chamar Rio
Claro, e a igreja teve seu nome mudado para a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário.
Em 1938, Rio Claro é transferido para Itajubá, hoje atual Iporá.
As instituições que haviam sido transferidas sem formalidades legais, como a
subprefeitura, subdelegacia, cartório de Registro Civil, etc., passaram a funcionar
oficialmente no novo distrito. A mudança da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário só
ocorreu mais tarde pelo Padre Henrique Maria Ciocci, quando o distrito foi emancipado
em 1948. Sendo construída apenas uma capela, que teve como padroeira Nossa Senhora
Auxiliadora. Essa consagração se deve ao fato dessa padroeira ser a “protetora” da Ordem
de Francisco de Sales (salesianos), à qual pertenciam os padres Henrique e José
Besseman, que residiam em Araguaiana e eram responsáveis pela assistência paroquial
da região.
A realização dessa festa é fruto do empenho da Igreja, que trabalha meses antes
de sua realização com a divulgação nas comunidades rurais e cidades circunvizinhas,
atraindo assim muitas pessoas.
Nos primeiros anos da festa religiosa, realizava-se as novenas (nove noites de
celebrações) no pátio da igreja, havendo posteriormente a realização de leilões com
prendas doadas pela comunidade. Os objetivos dessas novenas eram a evangelização
junto ás famílias, assim como uma fonte de renda para a igreja.
De 1955 até os dias atuais, a Festa de Nossa Senhora Auxiliadora tem a
finalidade de enfatizar a evangelização através da peregrinação pelas ruas da cidade,
contando com cânticos e ladainhas com uma posterior celebração da missa solene de
encerramento na igreja matriz.
Subjaz a isso, a escritora Sandra C.A. Pelegrini sinalizando o quanto o
patrimônio material e imaterial são importantes para com o entendimento da dinâmica
social-cultural de qualquer sociedade, de forma que as músicas, danças e os objetos da
cultura deveriam ser preservados com maior rigidez pelos órgãos competentes,
reconhecendo que no Brasil a preservação e proteção cultural têm muito a caminhar.
Para tanto, a autora Pelegrini (2007), relata que
Do seu ponto de vista, eventos e manifestações relacionadas à cultura popular
como as músicas, danças, e os objetos da cultura material não erudita também
deveria manter-se sob a guarda estatal [...] vale ressaltar que a preservação dos

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bens culturais é ainda uma preocupação muito recente no Brasil (PELEGRINI,


2007. pag.79).
Na oportunidade, também é válido salientar que o patrimônio cultural tanto
material e imaterial tem trabalhado com os saberes populares, ampliando e prestigiando
a diversidade cultural étnica e religiosa no Brasil.
Segundo Iphan (1937) o conceito de Patrimônio Histórico e Artístico deve ser
reconhecido como Patrimônio Cultural, uma vez que tem-se a necessidade de se incluir
as contribuições dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira. Essa mudança
incorpora o conceito de referência cultural e significa uma ampliação importante dos
patrimônios passíveis de reconhecimento.
Portanto, Cruz (2012) relata que:
Considerando-se a cultura “uma condição de produção e reprodução da
sociedade” (Meneses,1996), não há patrimônio, seja ele material ou imaterial,
que não seja cultural. Todavia, a cultura “diz respeito a valores” e valores são
definidos no complexo jogo de forças presente no interior de uma sociedade.
Daí gestar-se, no âmago da cultura, a invenção, histórica e socialmente
construída, de “patrimônio cultural”, como uma espécie de dimensão aurática
da herança material e imaterial transmitida de geração em geração. (CRUZ,
2012, pag. 95).
Pensando nisso, é que acredita-se que a partir da valorização do Patrimônio no
Ensino de Iporá, é que contribuiremos para que os indivíduos façam a “(...) leitura do
mundo que o rodeia, levando-o a compreensão do universo sociocultural e da trajetória
histórico-temporal em que está inserido (...) leva ao reforço da auto-estima dos indivíduos
e comunidade e a valorização da cultura (...)” (HORTA; GRUNBERG; MONTEIRO,
2006, p. 6).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nosso breve trabalho foi importante para conhecer e valorizar a tradição de um


povo na região Oeste de Goiás conseguimos perceber que a fé é um fio condutor para a
religiosidade popular, costumes e crenças no transcendente.
Percebemos que, este, como outros eventos culturais tradicionais trazem grande
importância para o ensino, principalmente a educação básica para que nunca se perca de
vista a memória coletiva as futuras gerações.

REFERÊNCIAS
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Vocação de criar: anotações sobre a cultura e as culturas
populares. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 39, n. 138, p. 717-746, set./dez. 2009.

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CRUZ, Rita De Cassia Ariza Da. “Patrimonialização do Patrimônio”: Ensaio Sobre a


Relação Entre Turismo, “Patrimônio Cultural” e Produção do Espaço. GEOUSP – Espaço
e Tempo. São Paulo, N° 31, 2012.
FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. Apostila.
HORTA, Maria de Lourdes Parreira; GRUNBERG, Evelina; MONTEIRO, Adriane
Queiroz. Guia básico de educação patrimonial. Brasília: IPHAN: Museu Imperial,
2006.
IPHAN. Programa Nacional do Patrimônio Imaterial. Brasília: Departamento do
Patrimônio Imaterial, [s.d.].
PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO. Documentação oficial. Acessada em
21 de Outubro de 2017 às 17:50.
PELEGRINI, Sandra C. A. História, Memória e Patrimônio. In: Historicidades Locais:
Interfaces Entre As Políticas Públicas de Preservação do Patrimônio Imaterial e Da
Cultura Material.
ROSA, Pedro Cláudio. Programa Pela Palavra de Deus. Iporá-Go. Rádio Rio Claro de
Iporá, 03 de Maio de 1989. Entrevista realizada com o Padre Wiro.
ZANIRATO, Silvia Helena; RIBEIRO, Wagner Costa. Patrimônio cultural: a
percepção da natureza como um bem não renovável. Revista Brasileira de História, São
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http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
01882006000100012&lng=en&nrm=iso – Acessado dia 20/10/2017 às 23:50.

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Área do Conhecimento: História


Eixo Temático: Currículo e Gestão Educacional

O LUGAR DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE ENSINO-


APRENDIZAGEM: REFLEXÕES A PARTIR DO CENTRO DE
ENSINO EM PERÍODO INTEGRAL OSÓRIO RAIMUNDO DE
LIMA (IPORÁ, GOIÁS).
Alessandra Daielle de Ávila Silva Ribeiro; Maressa Carolina Lopes Faria;
Regiane Cândido da Silva Barbosa; Vânia Moreira da Silva.
¹Centro de Ensino em Período Integral Colégio Osório Raimundo de Lima;
alessandradaielle@yahoo.com.br; ²Centro de Ensino em Período Integral Colégio Osório Raimundo de
Lima; maressacarol@yahoo.com.br; ³Centro de Ensino em Período Integral Colégio Osório Raimundo de
Lima; regiane.silva@seduc.go.gov.br; 4Centro de Ensino em Período Integral Colégio Osório Raimundo
de Lima; vania.moreira@ymail.com.

INTRODUÇÃO

Esse estudo discute o lugar da família no processo de ensino e aprendizagem.


Partimos da realidade experimentada pelo Centro de Ensino em Período Integral Osório
Raimundo de Lima, CEPI Osório, como é conhecido. Trata-se de uma escola pública de
tempo integral localizada na cidade de Iporá, Goiás. Empreendemos essa discussão a
partir do contato com a realidade escolar no primeiro bimestre de 2015, onde pudemos
avaliar os procedimentos e dinâmicas educacionais. Sabedoras de que o processo de
aprendizagem é complexo, isto é, se situa além da questão propriamente escolar e
institucional, nossa discussão está em afinidade as observações de Polonia e Dessen, que
afirma: “mesmo quando a instituição escolar planeja e implementa um bom programa
curricular, a aprendizagem do aluno só é evidenciada quando este é cercado de atenção
da família e da comunidade” (POLONIA; DESSEN, 2005, p.305).
Esse trabalho propõe uma etnografia das relações escolares que contempla a
interação entre família e escola. A principal inquietação que nos conduziu à essa reflexão
foi o insucesso que verificamos em alguns casos em que o aprendizado do alunado não
era satisfatório, a despeito de todo o planejamento realizado na escola de tempo integral.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A necessidade do aumento do desempenho escolar faz os professores,


coordenadores e diretores refletirem sobre a influência da família no desenvolvimento

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cognitivo, social e afetivo dos alunos. Percebe-se que o discernimento entre os papéis de
cada agente que faz parte do processo é importante para a melhoria desse relacionamento.
De acordo com Imbernon (apud POLONIA; DESSEN2005), o reconhecimento de que a
escola não educa sozinha e que a família tem sua parcela de responsabilidade é condição
para uma educação integral de qualidade. Nesse mesmo sentido, Moll (apud POLONIA;
DESSEN, 2005) enfatiza a necessidade do compartilhamento de responsabilidades na
tarefa de educar integralmente.
Na escola onde realizamos essa pesquisa, no primeiro semestre de 2015, 50% dos
pais participam de reuniões. Por bimestre, a taxa de evasão e/ou transferência é de 10%.
O índice na Avaliação Diagnóstica da SEDUC (Secretaria de Estado da Educação de
Goiás) cresceu em 10% em relação aos anos anteriores. Atribuímos esse crescimento,
pelo menos em parte, ao estreitamento das relações entre a comunidade dos pais e a
comunidade escolar.
O tipos e condições de relacionamento entre essas duas comunidades merecem
nossa atenção em virtude de sua diversidade. Em Epstein (apud POLONIA; DESSEN
(2005), encontramos alguns indicativos interessantes dessa diversidade de
relacionamentos: a) obrigações essenciais dos pais enquanto educadores no espaço
familiar; b) obrigações essenciais compartilhadas pelos pais e pela escola no tocante às
atividades que impactam no processo de aprendizagem; c) participação dos pais no
Projeto Político da escola. Esses indicativos sinalizam, ao nosso ver, a possibilidade de
uma educação integral verdadeiramente efetiva.
Segundo verificamos, a equipe pedagógica do CEPI Osório considera que é
responsabilidade da família estimular a aprendizagem escolar através do
acompanhamento de tarefas escolares e da criação de hábitos de estudo. Conforme os
resultados do Conselho de Classe do primeiro bimestre de 2015, verificou-se, de forma
geral, alguma dificuldade entre os pais para assumirem a responsabilidade de
acompanhamento dos filhos. Os filhos desses pais foram alguns que não lograram o
sucesso esperado nas atividades de aprendizagem.
A partir de conversas informais com a coordenação pedagógica, a assumência foi
novamente verificada na recusa às convocações referentes às questões particulares no
desconhecimento do histórico escolar do filho. A escola realiza também reuniões
coletivas para informar os pais sobre as premissas da instituição, suas normas, o modelo
pedagógico e discussões para novas deliberações, o que nem sempre contava com a
participação da família. Quanto ao envolvimento dos pais em atividades colaborativas, de

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acordo com considerações feitas pelo grupo gestor, observa-se um nível de participação
bastante restrito. Segundo fomos informadas, grande parte não disponibiliza seu tempo
para estabelecer a parceria necessária para o sucesso da inciativa projetada pela escola.
Quando questionados sobre a participação, alguns pais declaram que a participação ocorre
de forma representativa através do conselho escolar.
Quanto à questão da frequência, a equipe escolar aponta que alguns pais não
conseguem garantir a presença regular dos filhos mesmo com a insistência da escola em
mostrar a importância dessa regularidade na formação integral do jovem. Esse quadro é
certamente o mais delicado já que revela, pelo menos em alguns casos, situações de crise
de autoridade familiar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para o sucesso do processo de aprendizagem é necessário a efetivação da parceria


entre família e escola. Cada modalidade de participação abrange tanto o ambiente
domiciliar quanto o escolar. A integridade do processo de ensino e aprendizagem exige a
colaboração dessas duas instâncias.
Constatou-se que a família não consegue se envolver com as atividades escolares
da forma esperada. Igualmente, constatamos alguma dificuldade por parte da equipe
escolar em criar mecanismos mais eficientes para o envolvimento entre as duas instâncias
formativas. Trata-se, certamente, de um caminho a ser melhor construído.
Compete-nos mencionar que compreendemos a dificuldade da participação
familiar também enquanto resultado de dinâmicas sociais mais amplas. Longas jornadas
de trabalho, divisão do trabalho familiar (a mãe cuida da educação dos filhos sem o
envolvimento do pai), falta de escolaridade e conflitos familiares são realidades que
dificultam ainda mais a aproximação eficiente entre escola e família.
.
REFERÊNCIAS
LOBATO, Iolene Mesquita; CARVALHO, Dhione Vieira. Família e Escola de Tempo
Integral: Um diálogo necessário na formação do sujeito. Revista Ibero-Americana de
Estudo em Educação. v.8, n. 4, p.861-872,2013.
POLONIA, Ana da Costa; DESSEN, Maria Auxiliadora. Em busca de uma compreensão
das relações entre família e escola. Psicologia Escolar e Educacional. Campinas, v.9, n.
2, p. 303-312, dez.2005.

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SILVA, Bruno Adriano R..Os Pioneiros da Educação Nova, O Manifesto de 1932 e a


Construção de um Novo Bloco Histórico. [s.d.]. Disponível em
<http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/jornada/jornada7/_GT2%20PDF/OS
%20PIONEIROS%20DA%20EDUCA%C7%C3O%20NOVA,%20O%20MANIFESTO
%20DE%201932%20E%20A%20CONSTRU%C7%C3O%20DE%20UM%20NOVO%
20BLOCO%20HIST%D3RICO..pdf>. Acesso em: 29 jun.2015.
MOLL, Jaqueline. Caminhos da Educação Integral no Brasil: direito a outros tempos
e espaços educativos. Porto Alegre – 2009.

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Área do Conhecimento: História


Eixo temático: Metodologia e práticas de ensino

O ENSINO DE HISTÓRIA: OS QUADRINHOS COMO RECURSO


DIDÁTICO
Santiago Pereira Teles; Maria Geralda Moreira
¹Universidade Estadual de Goiás – Campus Iporá; e-mail: santeles0@gmail.com; ²Universidade Estadual
de Goiás – Câmpus Iporá; e-mail: geraldamoreira44@gmail.com

INTRODUÇÃO

Este texto tem como objetivo analisar as possibilidades de uso das histórias em
quadrinhos no ensino de história, e como essas mídias podem ser empregadas em sala de
aula, assim como em pesquisas acadêmicas, visando a responder algumas perguntas
como: Quais os possíveis usos e abordagem dessa fonte no ensino de história? Como se
trabalhar com este tipo de fonte? Qual a sua relevância para o ensino nos dias de hoje?
Visando a responder estas perguntas, trago uma análise da obra Gen: Pés descalços do
autor Shinji Nakazawa, e obras de autores pesquisadores sobre o uso das histórias em
quadrinhos no ensino e aprendizado histórico.

METODOLOGIA DE PESQUISA

O método utilizado para a elaboração do trabalho ora apresentado desenvolveu-


se a partir de pesquisa bibliográfica, com a identificação de obras que abordam histórias
em quadrinhos, leitura e análise. Essa investigação caracteriza-se por ser uma pesquisa
qualitativa, que objetiva contribuir para ampliar o conhecimento acerca da cultura dos
quadrinhos e dialogar acerca das possibilidades de seu uso como fonte histórica e material
didático.

REFERENCIAL TEÓRICO

Primeiramente, é necessário se inserir no mundo dos quadrinhos, essa arte que


popularizou no século XX e vem ganhando cada vez mais espaço no cenário popular nos

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dias atuais teve seu início por volta do fim do século XIX, oficialmente com Yellow Kid
(Richard Outcault), chamadas de diárias por serem publicadas nos jornais americanos
diariamente, e se popularizou durante o período da segunda guerra mundial, por
incentivar o sentimento nacionalista, principalmente nos EUA, com o uso dos super-
heróis como forma de motivar seus moradores e os colocarem a favor do governo. Assim,
figuras como Superman e Capitão América são exemplos desse movimento, porém não
os únicos, sendo que até o carismático Mickey Mouse da Disney foi alvo de campanhas
durante a guerra. Vemos então como uma mídia tão “simples”, de linguagem tão acessível
e de fácil compreensão conseguiu ganhar espaço nas sociedades e, após esses períodos,
em meio a crises e ascensões, a Hq chega a um novo patamar, atingindo os mais variados
públicos desde então, agora com a produção sendo gerenciada pelos syndicates,
(empresas que trabalhavam na distribuição dos quadrinhos produzidos) e sua produção
“profissional” e distribuídos em massa, o Comic americano passa a adotar um modelo
que viria a ser seguido pelo resto do mundo segundo Bybe-Lyuten(1985).

No Brasil, esse movimento conta com alguns ícones conhecidos por grande
parcela da população como Ziraldo e Maurício de Souza que possuem obras voltadas para
o público infantil e jovem como Turma do Pererê, Menino Maluquinho, Turma da
Mônica e inúmeras outras. Contudo, devemos também lembrar os saudosos quadrinhos
Underground, que abordavam temas de cunho mais social e retratavam, muitas vezes, as
diferentes realidades sociais das camadas mais baixas da sociedade brasileiras e de outros
países como as obras do brasileiro Shiko, Robert Crumb, Gilbert Shelton, Bill Griffith,
como formas de protesto durante a segunda metade do século XX e, desde então, esses
movimentos perduram até os dias atuais e contribuem para que o universo dos quadrinhos
se torne mais rico e vasto, permitindo análises nas mais diferentes áreas.

O uso dessa linguagem (HQ) no ambiente escolar dinamiza o ensino e permite a


abordagem de diversas temáticas, Palhares (2008) vê o uso dos quadrinhos como algo
situacional, depende da mediação do professor a fim de dar o devido recorte temporal à
problemática a ser abordada; segundo a autora, o quadrinho possui um formato mais
atraente para os jovens, quebrando a ditadura do ensino tradicional devido ao formato
mais imersivo das HQ’S, com imagens e textos mesclados, e essa imersão proporciona
um melhor ambiente para se promover discussões acerca de um determinado tema, como
relatada por Palhares em sua experiência em sala de aula com ensino básico, e
Fronza(2011) com seu experimento no ensino superior.

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DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A partir do plano proposto no pré-projeto de estágio, foi sugerida uma análise de


uma HQ específica. Trataremos aqui então de fazer a análise de uma das obras mais
vendidas e comentadas do século XX, por todo mundo, Gen: Pés descalços, do autor
Keiji Nakazawa, um sobrevivente da bomba atômica que atingiu o Japão em 1945 em
Hiroshima que conta, de forma autobiográfica, os horrores sofridos durante a guerra, antes
durante e após a queda das bombas atômicas.

A obra de Nakazawa foi divulgada no Brasil pela editora Conrad e distribuída


em 4 volumes, cada fascículo contendo em média 300 páginas, e sendo a obra original
publicada no Japão na segunda metade do século XX. A tradução para as demais línguas
ocorreu de forma voluntária e foi batizada de Projeto Gen e distribuída em diversas
línguas por todo mundo. Nakazawa afirma, em algumas entrevistas, a resistência em criar
a sua obra, que é de fato um depoimento de todos os acontecimentos vivenciados pelo
autor e que nos traz todo o contexto vivido pelos civis.

No prefácio, o autor Art Spiegleman retrata o impacto de Gen, na sua visão como
leitor, sendo ele mais um consumidor desse material, relata seu espanto perante o tamanho
choque que ele tem ao ler a obra de Nakazawa e a criação de uma falsa memória devido
a essa imersão que os quadrinhos nos trazem. Segundo ele, a linguagem acessível de Gen
traz ao leitor, nos seus traços exagerados, o sentimento de empatia para com o
personagem, faz com que o leitor tenha a sensação de que esteve em tal fato, e mesmo
com as ilustrações amenizadas, a imagem de atos de proporção tão catastrófica traz ao
leitor essa experiência.

Nakazawa utiliza Gen, o protagonista, como seu álter ego retratando a própria
realidade e a dos moradores de uma sociedade alienada e oprimida pelo poder político do
imperador japonês, transformando o conflito em uma espécie de “guerra santa” contra os
“demônios” americanos e fazendo com que os cidadãos passassem pelos mais diversos
problemas, desde a obrigatoriedade em trabalhar a favor da guerra até a fome e miséria.
Gen aborda os mais diversos temas e relata detalhadamente, embora que de forma
cartunesca e mais “aliviada” devido aos seus traços, os horrores da guerra. Devido a isso

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o tema é mais adequado para alunos do ensino médio e a abordagem podendo variar entre
geopolítica, direitos humanos, temas transversais e historiografia do século XX.

Analisando Gen em seu contexto histórico, o nacionalismo exacerbado é


percebido como um sentimento comumente enaltecido e incentivado pelos governantes e
elite dos países que participaram da segunda guerra mundial, e sempre levando os
cidadãos a crerem que a guerra seria a solução para os problemas sofridos.

Em Gen esse sentimento nacionalista é refletido no cotidiano do cidadão, este


possuía obrigação com seu país para com a guerra, seja sua função servir as forças
armadas ou produzir suprimentos para o exército nas fábricas ou até mesmo na defesa de
suas próprias cidades contra os norte-americanos, sendo a oposição à guerra algo
considerado traição à pátria. O pai do personagem é contra o conflito devido a não
encontrar motivos para o mesmo continuar, começa a sofrer perseguição das autoridades
e dos próprios vizinhos, logo toda sua família era perseguida com frequência e sofrendo
diversas violências no decorrer da trama, como podemos perceber na sequência de
diálogos a seguir.

Imagem 1 – Questionamentos do pai de Gen.


Fonte: https://lasqueihqonline.com/2017/02/24/gen-pes-descalcos/. Revista Gen, p. 34.

Esta análise se mostra pertinente e passível de discussão, principalmente no


contexto social contemporâneo, em que se vive na eminência de um novo confronto
bélico desde a metade do século XX e Gen, com uma linguagem mais imersiva, traz ao
leitor uma experiência de “vida na guerra” e dos males que ela traz, principalmente aos
civis, evento esse que é muitas vezes romantizado e tratado de forma apologética pelo
senso comum, no qual a dualidade entre “herói e vilão” se torna algo bem mais presente
quando o assunto é o conflito armado. Desta forma, o foco desse trabalho então é
apresentar a influência política exercida sobre os cidadãos japoneses durante a guerra.

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Imagem 2 – a honradez da morte

Fonte: https://lasqueihqonline.com/2017/02/24/gen-pes-descalcos/. Revista Gen, p. 109.

Na tradição japonesa, a morte é considerada, pelo imperador, uma atitude


honrosa e preferível a serem capturados pelos inimigos, por isso inúmeros suicídios
aconteceram, inclusive pelos civis, o que é retratado na imagem acima.

O autor questiona, em diversos quadros, até onde o governo deve influenciar na


autonomia do cidadão, algo que no quadrinho é relatado como se a autoridade militar
perpassasse qualquer limite da vida privada, sendo que é incentivado até mesmo entre os
próprios civis que agem de forma discriminatória perante aos considerados “traidores” da
pátria, então o impacto na vida civil age de forma que aliena o pensamento do senso
comum que se volta a um ideal, no caso, a vitória sobre os inimigos americanos, ou
trazendo para o contexto atual mobilizar e incentivar o ódio aos muçulmanos perante os
ataques de grupos terroristas; logo, a mensagem que a obra quer transmitir é justamente
a desvantagem da guerra para ambos os lados, e como ela afeta principalmente o cidadão
comum.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao analisar uma ferramenta tão rica em artifícios de linguagem e comunicação


e como esta transmite sua mensagem de forma mais atrativa para certos públicos, o
trabalho com as histórias em quadrinhos se divide em duas etapas, primeiramente
compreender o que é uma HQ, e segundo saber como essa age enquanto uma ferramenta
transmissora de uma determinada mensagem ao leitor, histórias como Gen, quebram a
barreira que é imposta aos quadrinhos como algo infantilizado, que perde seu valor ao
abordar apenas temas fictícios, e demonstra então a força dessa mídia tão popular e, ao
mesmo tempo, tão esquecida pelo ensino.

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REFERÊNCIAS

BIBE-LUYTEN, Sonia M. O que é história em quadrinhos. 1 Ed. São Paulo:


Brasiliense, 1985

FRONZA, Marcelo. As histórias em quadrinhos e as ideias de jovens estudantes sobre a


conquista da América a partir do conflito entre europeus e indígenas. In:BUENO, André;
CREAM, Everton; ESTACHESKI, Dulceli; NETO, José Maria (orgs.). Canteiros de
História: textos sobre aprendizagens históricas. Ebook. Rio de Janeiro/ União da
vitória. 2017. p. 154-169.

PALHARES, Marjory Cristiane. Histórias em quadrinhos: Uma ferramenta pedagógica


para o ensino de História. 2008. Disponível em:
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2262-8.pdf. Acesso em: 02
de maio de 2017.

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Área do Conhecimento: História


Eixo Temático: Diversidade, étnico racial e cultural

A BENZEÇÃO COMO PATRIMÔNIO CULTURAL


Aline Beatriz Xavier dos Santos; Divino Tayrone Alves Ribeiro; Lorena da Penha
Ribeiro Oliveira; Tânia Estêvão Aguiar
1
Universidade Estadual de Goiás – Câmpus Iporá; e-mail: alinebeatrizxs@gmail.com; 2Universidade
Estadual de Goiás – Câmpus Iporá; e-mail: tayrone-ribeiro@hotmail.com; 3Universidade Estadual de
Goiás – Câmpus Iporá; e-mail: lorenaoli30@gmail.com; 4Universidade Estadual de Goiás – Câmpus
Iporá; e-mail: nina_stvao@hotmail.com;

INTRODUÇÃO

Esse trabalho tem como intuito conhecer e compreender as práticas das


benzeções e inscrevê-las no âmbito do patrimônio imaterial Através dos expedientes
metodológicos da entrevista oral, abordamos as práticas das benzedeiras operadas por
pessoas simples, de pouca escolaridade e pertencentes às classes menos privilegiadas na
cidade de Iporá. Essas pessoas são responsáveis pela preservação do legado religioso
popular transmitido pelas antepassadas. Veremos que essa prática diz respeito à
religiosidade popular que plasmou a identidade da mulher e do homem sertanejo. Sua
existência em nossos dias se restringe a um pequeno número de pessoas, em especial
mulheres, que nem sempre encontram as condições para a transmissão de suas tradições.

METODOLOGIA DE PESQUISA OU MATERIAL E MÉTODO

Metodologicamente, procuramos compreender as práticas da benzeção


como movimento de fé e cura. Problematizamos a realidade dessas práticas na
contemporaneidade, com ênfase nos desafios da transmissão das práticas e tradições
ligadas a esse ofício religioso. Recorremos à entrevista através do audiovisual como
estratégia de análise do ofício da benzedeira na cidade de Iporá, locus desse trabalho.
A partir de Funari e Pelegrini (2006), compreendemos as práticas culturais
tradições como parte do patrimônio material e imaterial do povo goiano. A relevância
de nossa empresa se deve à necessidade de conhecimento e valorização cultural de
práticas que tendem ao esquecimento em tempos de crise das identidades regionais.

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DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Para pensar Cultura, Identidades e Territorialidades é necessário pensar


também em Patrimônio. O termo “patrimônio” surgiu da necessidade de se delimitar
espaços, territórios como bens materiais. Nesse sentido, inicialmente, patrimônio era algo
que pertencia a alguém e que deveria ser preservado, algo com valor monetário, e que
pudesse ser transmitido em herança de família.
Como toda ação humana e, sobretudo, ações em sociedade vão se
modificando historicamente, a definição de Patrimônio foi se modificando e abarcando
elementos culturais, materiais e imateriais, antes não considerados na categoria de
patrimônio. Funari e Pelegrini (2006) traçam um panorama contextualizando o
desenvolvimento do conceito de Patrimônio na História. Passando por momentos
importantes num contexto mundial desde a Idade Média e o advento do cristianismo,
passando pelo Renascimento, Nacionalismo, Revolução Francesa, e por fim, o período
pós-guerra, o conceito de patrimônio tal qual conhecemos hoje começa a se estruturar.
O período pós guerra suscitou um efervescente número de manifestações e
movimentos sociais afim de enfraquecer as ideias nacionalistas de um povo com um
unidade social e cultural. A manifestação da diversidade cultural, o nascimento do
feminismo, a preocupação com a natureza, a luta por direitos civis, enfim, todos esses
movimentos foram significativos para a ampliação da noção de patrimônio, incluindo a
cultura e também o meio ambiente. A partir daí, surge o pensamento da imaterialidade
como patrimônio e sua importância para a humanidade. Tudo a que se atribui significado
humano, sendo imbuído de cultura e sentido, torna-se patrimônio cultural imaterial, pois
Uma paisagem não é apenas um conjunto de árvores, montanhas e
riachos, mas sim uma apropriação humana dessa materialidade. Assim,
compõem o patrimônio cultural não apenas as fantasias de carnaval,
como também as melodias, os ritmos e o modo de sambar, que são bens
imateriais. (FUNARI; PELEGRINI, 2006, p. 25)

Em âmbito mundial, o marco do patrimônio imaterial se deu por ocasião da


primeira convenção referente ao patrimônio mundial, cultural e natural. Em conferência
adotada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a
Cultura) em 1972, elencou-se uma lista de elementos que passaram a constituir o
patrimônio mundial da humanidade, entre eles, monumentos naturais. O evento abriu
precedentes para o alargamento das noções de patrimônio. (FUNARI; PELEGRINI,
2006)

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No Brasil, as ações em prol da preservação do patrimônio cultural ficam a


cargo do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), tendo como
função também o registro e promoção dos bens patrimoniais. Assegurada pela
Constituição de 1988, os bens culturais imateriais ganham destaque nas políticas de
proteção e valorização da cultura. Saberes, ofícios, o fazer e criar cultura, estão entre os
bens patrimoniais. Elementos da cultura popular como a música, a dança, as festas
tradicionais ligadas a religiosidade, as artes em geral, estão listados como patrimônio
imaterial.
As religiões populares no Brasil possuem uma riqueza cultural imensurável.
Sendo uma ressignificação das religiões oficiais, ela expressa e representa a tradição, a
identidade e particularidades de um povo. São imbuídas de sentimentos de luta e
resistência de uma classe oprimida, que através das narrativas orais, revelam contextos e
relações de poder. São flexíveis, agregando elementos religiosos de diversos segmentos,
como num mosaico, onde o elemento principal é a fé. Não há muito o que distinguir entre
o que é santo e o que é profano, há histórias reais e irreais, mas com representatividade
de tradições que são transmitidas de geração a geração. A memória e a oralidade são os
instrumentos de difusão de seus saberes. (BRANDÃO, 2007)
O ofício de benzedeira, inserido no contexto de cultura popular, é um exemplo
valioso da religião popular. Não é reconhecido como parte da instituição católica, sendo
uma releitura de rezadeira, a benzeção é uma prática transmitida pela memória e
oralidade. O ato de benzer, dar a benção está em todas as religiões.
De um modo ou de outro, todos benzem. Há poucos atos de fé tão
comuns entre os especialistas do sagrado como a prática de algum tipo
de benção. [...]. Os agentes de igreja, de seita ou de movimento
repartem, com estilos diferentes, o mesmo gesto de convocar as forças
do bem que expulsam as do mal do fiel ou do doente, tornando-os puros
e livres do pecado, doença e da ameaça. (BRANDÃO, 2007, P. 279)

O ato de abençoar, ou benzer, é uma representação ímpar da religiosidade


popular tal qual nos apresenta Brandão (2007), sendo um elemento ao mesmo tempo
pertencente a todos os segmentos religiosos, e tão particular em si. Não está restrito a
católicos. Pessoas de diversos segmentos procuram os serviços de uma benzedeira, bem
como pessoas de todas as classes sociais.
O conhecimento e valorização de tal prática como patrimônio imaterial é de
extrema importância para a História. Usando como instrumento a oralidade e a memória,
obtém-se uma fonte histórica única.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que o patrimônio é aquele que permanece ao longo das gerações,


que define identidades. No caso da tradição das benzedeiras, é possível perceber
claramente a tradição inscrita no âmbito da memória e da transmissão oral. Mesmo sendo
uma manifestação antiga, ela se transformou dentro de suas próprias condições culturais,
vivemos em um pais rico em manifestações culturais, repleto na diversidade de gêneros
que estão em todos os lugares e assim representado o meio em vivem.
Essa pesquisa teve como objetivo geral compreender a tradição da benzeção
como processo natural histórico de pertença de uma determinada localidade e seus
subterfúgios para sua sobrevivência. Estamos falando de uma geração onde parte da
população constrói e desconstrói valores culturais e assim perceber como objetivo
especifico a necessidade da valorização da prática da benzeção enquanto sentimento de
pertença tradicional que sofreu e ainda sofre releituras para sua sobrevivência e
adequação diante do preconceito e da crescente globalização.
Contudo, conclui-se que a benzeção pode ser sim determinado como
patrimônio imaterial, diante das manifestações culturais adquiridas diante da oralidade,
ou seja, trata-se de uma construção patrimonial a partir dos modos de vida que pode ser
determinante diante da vida indivíduo enquanto pertencente ao meio em que vive. E assim
não se pode afirmar que esta cultura é ou está estagnada, pelo contrário ela se adapta e se
movimenta de acordo com as suas necessidades locais.

REFERÊNCIAS

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Os deuses do povo: um estudo sobre a religião popular.


Uberlândia: EDUFU, 2007.
FUNARI, Pedro Paulo; PELEGRINI, Sandra C. A. Patrimônio histórico e cultural.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2006.

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Área do Conhecimento: Letras


Eixo Temático: Educação especial na perspectiva inclusiva

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DA LIBRAS UTILIZANDO JOGOS


Amanda Vasconcelos Santos; Vânia dos Santos Lemes
Universidade Estadual de Goiás- Campus- Iporá, vasconcelosamanda2016@gmail.com¹;
vania.lemes@ueg.br²

INTRODUÇÃO

Como objetivo de falar sobre a importância de aprender Libras e,


consequentemente propiciar um ensino da mesma, para que seja trabalhada o ensino da
Libras na sala de aula. Os conteúdos poderão ser variados, assim como na Língua
Portuguesa, seguindo os conteúdos programáticos. Sabendo que Libras é o segundo
idioma do Brasil, Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é de importância para todos
aqueles que usam a linguagem de sinais para se comunicarem, especificamente as pessoas
surdas e de acordo com o DECRETO N ° 5.626, 22 DE DEZEMBRO DE 2005, que
regulamenta a Libras como a primeira língua das pessoas surdas no Brasil.
O que é Libras? LIBRAS é uma sigla que significa Língua Brasileira de Sinais.
Esta pertence às comunidades surdas e que envolve a linguagem gestual, facial e corporal,
baseados em um estudo linguístico. Segundo Ramos, (2011, p. 13), “Essas Línguas, com
regras morfológicas, sintáticas, semânticas e pragmáticas próprias, possibilitam o
desenvolvimento cognitivo da pessoa surda, favorecendo o acesso desta aos conceitos e
aos conhecimentos existentes na sociedade”. Com base em gestos e expressões faciais e
corporais o surdo está se comunicando com as pessoas, surdas e ou ouvintes, caso algumas
pessoas não tem o acesso a esta aprendizagem não ocorrerá esta comunicação entre surdo
com pessoas ouvintes.

Nas escolas ainda não há o ensino da língua, porém há algumas escolas que
ministram oficinas uma vez por semana quando há alunos surdos na escola. Pensando no
ensino, uma forma de facilitação do mesmo, é a utilização de jogos para o ensino da
linguagem, que se torna mais fácil, atrativo e divertido, em que se aprende “brincando”.
O foco central é chamar a atenção dos alunos para esta língua com o intuito também não
ficar somente em uma aula expositiva, cansativa e sim, uma aula dinâmica e atrativa.

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METODOLOGIA DE PESQUISA OU MATERIAL E MÉTODO

Para a realização deste trabalho foi utilizada pesquisas a respeito da língua


que é de suma importância que haja nas escolas, e uns dos materiais a serem utilizados
é o “jogo da memória” de fácil acesso e também fácil confecção para que o professor
possa estar trabalhando com seus alunos na sala de aulas. Com este jogo o aluno estará
aprendendo, se incluindo ao meio, desenvolvendo sua língua e também a aprendizagem
do Português e se divertindo. O mesmo também possibilita uma aproximação uns com
os outros, que também é uma forma de inclusão dos sujeitos que possuem alguma
deficiência. Este objeto pedagógico pode ser utilizado depois de uma aula teórica
baseado nos conteúdos ensinados pelo professor, aplicando-o como uma prática de
fixação, uma verificação de aprendizagem e pode ser também um novo método de
ensinar.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A partir desse método de ensino haverá uma diferença significante na vida


escolar dos alunos, assim obtendo uma aula teórica e depois uma aula prática, dinâmica
que requer bons resultados porque às vezes o aluno não está aprendendo algo que o
professor está ensinando porque o educador está utilizando sempre o mesmo método,
não procura uma forma diferente de ensinar os conteúdos propostos na grade curricular.
Então, cabe ao professor desempenhar um ensino diferente aos alunos. A disciplina de
Língua Espanhola e Língua Inglesa têm o seu ensino nas escolas sendo que as duas são
linguagens estrangeiras e vive-se no Brasil, mas mesmo assim elas são ensinadas nas
escolas. Então a Libras envolve uma grande parte da sociedade brasileira, em que há
um grande número de pessoas que precisam se comunicar por meio dessa linguagem
de gestos e para que haja a comunicação e a sociedade deveria aprendê-la para incluir
estas na sociedade que prega tanto a inclusão de pessoas com deficiência.
É preciso que haja o ensino da Libras nas escolas para que se propague a língua
de sinais e também ser utilizada não só no espaço escolar e sim, em todos os lugares
que tenham sujeitado surdos. Por isso que a Libras deve ser mais valorizada no âmbito
escolar e disseminada. Com a utilização de jogos para o ensino de Libras como objeto
pedagógico oferecerá mais aprendizagens para os alunos e também uma inclusão, em
que o ideal é incluir a todos, assim ninguém se sentirá inferiorizado em aprender sua
língua.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando os estudos teóricos apresentados no texto podemos concluir que


haja a inclusão dos alunos surdos, mas não somente para os mesmo, mas sim para todos
os alunos em geral, que não tenha muralhas que impeçam eles a estarem tendo um
ensino de boa qualidade em relação o ensino da Libras.

A proposta do objeto pedagógico é fundamental, pois são umas das práticas


que os professores possam estar utilizando na sua sala de aulas. Para isso ser realizado
todo o educador deve estar batalhando para que aconteça a disciplina de Libras oficial
em todas as escolas públicas.

REFERÊNCIAS

Livros: BRASIL. Decreto nº. 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a lei


n. 10.436, de 24 de abril de 2002. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil,
Brasília, DF. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-
2006/2005/decreto/d5626.htm> Acesso em: 10. out. 2017.
RAMOS, Eliane Orlando Monteiro. O papel da libras no aprendizado da língua
portuguesa pelo o aluno surdo não oralizado. Brasília, 2011. p. 46> Acesso em
10.out.2017

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Área do Conhecimento: Letras


Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino

ESTÁGIO E DOCÊNCIA NO ÂMBITO DA LEITURA E


PRODUÇÃO DE TEXTOS DISSERTATIVOS
Bárbara Ninária Miranda Machado Menzes; Cleisa Maria Coelho Braga; Maria
Valdenir dos Santos
Universidade Estadual de Goiás (www.ueg.br ), Bárbara Ninária Miranda Machado Menezes¹ ; Cleisa
Maria C. Braga² ; Maria Valdenir dos Santos³

INTRODUÇÃO

Este trabalho surgiu a partir da implementação do projeto de extensão


“Produção de Sentidos e Escrita: o texto/discurso dissertativo-argumentativo” do
Instituto Federal – Campus Iporá, que se fez relevante dada à necessidade de se melhor
trabalhar a área de Língua Portuguesa com alguns alunos do primeiro ano do Ensino
Médio do IF Goiano, campus Iporá. Tais alunos ingressam ao Ensino Médio com uma
defasagem de conhecimento técnico de produção textual suficiente para o efetivo
desenvolvimento na área. Para sanar, ou ao menos amenizar tal deficiência, pensou-se
em promover uma oficina de produção textual que focasse aos alunos com tais
dificuldades. A isto posto, surgiu, a partir de discussões para melhor atender os alunos
deficitários a ideia de unir-se à disciplina de Estágio Supervisionado de Língua
Portuguesa, vigente ao Curso de Licenciatura Plena em Letras - Português/Inglês e suas
respectivas Literaturas, pela Universidade Estadual de Goiás - Unidade de Iporá.
Surgiu, ademais, a partir de discussões, dentre os docentes da área, para melhor atender
os alunos deficitários.
De acordo com Marcuschi (2008), é um consenso de que o ensino de língua
deve dar-se por meio de textos, uma vez que essa é a orientação dada pelos Parâmetros
Curriculares Nacionais (PCNs). A partir deste pressuposto se embasa o projeto, por
hora apresentado. E se fundamenta na expectativa da interação autor-leitor. Para isso,
a proposta será sanar ou, no mínimo, amenizar as deficiências perante a produção
textual. Propõe-se que o aluno-produtor passe à posição de leitor-comentarista do
texto, através da refacção, a possibilidade de retornos, alterações ou mudanças tanto
estruturais como argumentativas no texto.
O projeto é realizado com alunos dos 1º anos do Ensino Médio do Instituto

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Federal Goiano - Campus Iporá, mediante indicação do professor-regente das turmas,


alunos estes com menor índice de eficácia na produção textual. As aulas-oficinas
oportunizam aos alunos elevar seus conhecimentos sobre a Língua Portuguesa, em
destaque na produção textual.
Com a finalidade de formar alunos capazes de usar adequadamente a língua
materna em suas modalidades escrita e oral, e refletir criticamente sobre o que leem e
escrevem, o IF Goiano – Campus Iporá, em parceria com os acadêmicos do 5º período
de Letras da UEG – unidade de Iporá trabalha em especial com os gêneros dissertativos-
argumentativos, a fim de que os alunos possam ver a leitura não apenas como uma
tarefa escolar ou algo similar, mas perceber a leitura/produção como um hábito
cotidiano e prazeroso.
Koch, 2009 salienta que a linguagem se manifesta por meio de textos, sendo
assim, a comunicação se torna um fenômeno linguístico no discurso. Para tanto, o texto
é assegurado de palavras e frases que formam argumentações determinantes do
discurso. Pode-se dizer que as aulas/oficinas é um auxílio no desenvolvimento de
habilidades de leitura e escrita, para o domínio da norma padrão da língua portuguesa.

METODOLOGIA DE PESQUIA OU MATERIAL E MÉTODO

O projeto é desenvolvido em forma de aulas-oficina, ministradas uma vez por


semana, com carga horária de 01 horas e 40 minutos/aula, somando-se ao final 60h/a.
Este projeto teve início em maio com término previsto para setembro.
Cada encontro tem uma abordagem textual diferente. É proposto um diagnóstico
mensal (produção textual). Os textos são lidos e corrigidos criteriosamente e devolvidos
ao seu produtor, pontuando as melhorias necessárias. A partir daí, é proposto, aos
oficineiros, a reescrita dos textos, mediante as observações feitas.
Ao final do projeto serão escolhidos os melhores textos e feito a publicação de uma
coletânea, em formato de livreto. A coletânea será distribuída a cada participante do
projeto e algumas edições serão divulgadas na sociedade. Far-se-á também um banner
com o resultado do projeto para propor como exposição e apresentação na Semana
Nacional de Ciências e Tecnologias. A coletânea, bem como o banner serão apresentados
no Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão da UEG, CEPE/UEG – CAMPUS
PIRENÓPOLIS, em outubro de 2017 e Evento científico COSEMP/UEG, no final do ano.
As aulas-oficina acontecem todas as quartas-feiras no Instituto Federal Goiano-

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Campus Iporá., no período vacante dos alunos participantes da oficina. Sendo estas
executadas conforme os passos descritos abaixo:
Oficinas de preparação dos acadêmicos, na UEG ( 40h/a)
Aula inaugural/ apresentação do projeto.
Apresentação do ENEM 2015/16- Estatística.
Diagnóstico de escrita – prova modelo ENEM (somam-se 4 diagnósticos )
Competências exigidas na prova do ENEM.
Aulas temáticas (Diversificadas).
Reescritas dos textos com ampliação do tema.
Refacção orientada individualmente.
Produção da coletânea textual.
Participação: CEPE/UEG, CONSEMP/UEG e na Semana Nacional de Ciências e
Tecnologias.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

O projeto é desenvolvido da seguinte forma:


1º. Os acadêmicos foram preparados para regência na oficina de redação e treinados para
fazerem as correções, segundo as competências do ENEM. (na UEG)
2º. Foi feito o cronograma, contendo todos os conteúdos, datas e monitores para
ministração das aulas;
3º. Escolhas dos temas para proposta dos diagnósticos.
4º. Os oficineiros recebem a proposta de redação seguindo os critérios do ENEM e
escrevem em sala;
5° Os acadêmicos de Letras fazem as correções e a devolutiva das redações aos alunos,
junto à professora orientadora;
6° Nas aulas-oficinas são trabalhados conteúdo de Língua Portuguesa, referente a sentido
e escrita: Texto/discurso dissertativo-argumentativo.
7° Quinze dias após a aulas-oficinas é feita a devolutiva, são feitas discussões e
ampliações sobre a proposta trabalhada naquela redação, para que o aluno melhore o
conhecimento sobre a temática, os mesmos são estimulados a fazer a reescrita, em casa e
entregá-las na semana seguinte.
O projeto é uma extensão voluntária, que abrange grande parte dos estudantes do
primeiro ano/ensino médio do IF Goiano, com contribuição da UEG- Campus Iporá, para

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o aprimoramento da produção/escrita, o qual se desenvolverão a competência linguística


em textos discursivos.
Espera-se também que os participantes desenvolvam melhores habilidades e
competências na leitura e escrita de textos dissertativo-argumentativos, igualmente a
análise/interpretação textual, argumentação entre outros aspectos que são propostos pela
leitura e produção.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A produção textual escrita tem representado um desafio para o professor de língua


portuguesa, sobretudo quando há a exigência de adequação à modalidade formal de
escrita. Como componente agravador desse trabalho surge, justamente, os
enfrentamentos para pensar o diálogo na produção escrita na escola.

Através das observações feitas, percebemos o desfalque na produção escrita em redações,


por isso, possibilitamos a ideia de desempenhar o papel aos estudantes de língua
portuguesa, para a necessidade de escrever corretamente em produções textuais. É
relevante a carência do ensino de produção de texto nas escolas, então, resolvemos
abraçar a causa e fazer desses alunos candidatos excelentes, a quais se destinarão ao
ENEM.

Este projeto viabiliza trabalhar as habilidades competentes à produção de sentidos e


escrita do texto dissertativo-argumentativo com os alunos do primeiro ano dos cursos
técnicos integrados. Especificamente, articula a leitura e interpretação dos sentidos a
partir da finalidade do gênero textual-discursivo, reconhecendo as caraterísticas do
gênero textual-discursivo texto dissertativo-argumentativo e os elementos gramaticais e
semânticos no processo de escrita do texto.

REFERÊNCIAS

KOCH, I; ELIAS, V. M. Ler e escrever: estratégias de produção textual. São Paulo:


Contexto, 2009
_________________ Coesão textual. 22 ed. São Paulo: Contexto, 2014.
_________________. Desvendando os segredos do texto. 6 ed. São Paulo: Contexto,
2009.
MARCUSCHI, L. A; XAVIER, A. C. (org.). Hipertexto e gêneros digitais: novas
formas de construção do sentido. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.

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_________________ Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo:


Parábola Editorial, 2008.
_________________ Linguística de texto: o que é e como se faz? São Paulo: Parábola
Editorial, 2012.

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Área do Conhecimento: Língua Portuguesa


Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino

JORNAL DA ESCOLA
Paula Marina Xavier de Rezende
¹Centro de Ensino em Período Integral de Aplicação, paulamarinaspfc@hotmail.com; ²Universidade
Estadual de Goiás.

INTRODUÇÃO

O Jornal é um importante meio de comunicação, esse veículo conquistou grande


influência na sociedade e é responsável pelo grande volume de informações que são
lançadas pelo mundo a todo instante. A partir desse potencial é possível pensá-lo como
recurso pedagógico, tornando-o assim, um jornal escolar que articula aproximar a
escola da vida e dos interesses dos alunos e que se mobiliza para promover a
comunicação engajada à crítica e criatividade dos estudantes.
A pedagogia de Freinet enfatiza a formação de seres críticos e autônomos:
[...] surgiu para atender a necessidades vital da criança: chegar ao seu
pleno desabrochar como um indivíduo autônomo, um ser social
responsável, co-detentor e co-edificador de uma cultura. Sua proposta
pedagógica é humanista e liberal e busca educar a criança para ser um
homem livre e crítico, fazendo com que ela se aproprie da vida por
completo e assimile a cultura que a cerca e a cidadania, o que é
primordial para qualquer ser humano. (FREINET, 1991, p.164).

O projeto intitulado “Jornal da escola” é um trabalho relacionado à área de


Língua Portuguesa, pensando principalmente na leitura, numa concepção mais
prazerosa que não objetive avaliação. Segundo Kleiman (2000), esse tipo de prática
desmotiva o interesse do aluno pela leitura, deixando-os inibidos, já que a leitura para
avaliar pode distanciar o educando da contrução do gosto pela leitura.
O jornal da escola será desenvolvido nas aulas de eletivas no período de Agosto
à Dezembro no ano de 2017, visando abordar a formação de equipes de jornalismo que
abordem diferentes temas (cultura, beleza, esporte e informação) na própria unidade.
Envolver os alunos na produção do jornal, contribuirá para o enriquecimento do
processo de escrita e criticidade destes, tendo como resultado a produção do jornal
impresso bimestralmente e a publicação virtual na página do Facebook da instituição
registrando todas as ações do grupo.
Expor os trabalhos dos alunos é uma forma de motivá-los a produzir, porque eles
sentem que sua produção será valorizada. Nessa perspectiva, é relevante dizer que este

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Iporá, 22 a 24 de novembro de 2017
ISSN: 2238-8451

plano de trabalho prioriza desenvolver atividades que ampliam as habilidades dos


estudantes na participação da produção do jornal, além de pretender motivar o aluno a:
pesquisar, ler, interpretar, sugerir, criticar, escrever, produzir e corrigir. Desse modo,
envolvendo os alunos em pesquisas e entrevistas para coleta de informações, pretende-
se criar um ambiente na sala em que eles se sintam produtores do jornal, editores,
redatores, ou seja, verdadeiros jornalistas.

METODOLOGIA DE PESQUISA OU MATERIAL E MÉTODO

Antes de iniciarmos propriamente a criação do Jornal, teremos momentos de


estudo e discussões sobre técnicas de entrevista, gravação de vídeos, fotografia e
gêneros jornalísticos. Em seguida, será proposto aos alunos o estudo dos elementos
constitutivos do jornal impresso. Após esse primeiro contato de grande importância
com a ferramenta de estudo, orientar na leitura e análise de alguns gêneros textuais
jornalísticos, para exemplificar o modelo de texto que os alunos irão utilizar para
produzir seus textos para publicação.
O jornal escolar funcionará como uma ferramenta democrática,
incentivando os educandos a serem críticos, produzindo materiais relevantes para o
meio escolar, “a democracia do amanhã prepara-se pela democracia da escola. Um
regime autoritário na escola não seria capaz de formar cidadãos democratas” (Freinet,
1969, p.187).
Para o funcionamento adequado do jornal serão divididas funções
específicas para cada aluno, de forma que se contemple os trabalhos produzidos nas
diferentes ferramentas do jornal: blog, face e jornal impresso.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A primeira etapa do desenvolvimento da eletiva de jornal no Colégio Estadual


Aplicação de Tempo integral, foi marcada pelo estudo dos departamentos que
compõem um jornal (cultura, esporte, passatempos, arte). Em seguida foi definido
conjuntamente o nome e formato que levaria o “jornal da escola”.
Desta forma aos poucos o jornal foi sendo produzido. A cada quinzena os alunos
estudavam gêneros presentes em um jornal (notícia, crônica, História em quadrinhos)
e produziam seus trabalhos priorizando os assuntos escolares, já que um dos objetivo
deste é informar a comunidade sobre os assuntos internos. Os trabalhos dos alunos

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foram selecionados para publicação obedecendo alguns critérios como: organização,


adequação a proposta e criatividade.
Desta forma possibilitou-se aos educandos a capacidade de exercer o
conhecimento adquirido de uma forma autônoma, onde o professor não atua como
transmissor de conhecimento. Conforme Freire 1996 ensinar não é simplesmente
transferir conteúdo, mas oferecer possibilidades para a produção ou a própria
construção desse saber.
Os alunos vivenciaram a experiência de ver o produto de seu próprio esforço se
materializar em um produto denominado jornal da escola. Podendo assim avaliar seu
próprio crescimento de forma crítica estabelecendo relação com o mundo. “Escrever
no jornal permite que a criança construa a consciência de si, em sua relação com o
mundo” (Raviolo 2012, p.9)
Além do jornal impresso a proposta da eletiva de jornal priorizou o estudo de
técnicas de fotografia e gravação de roteiros de vídeos que ajudarão na divulgação da
culminância das eletivas que ocorrem a cada semestre. Cumprindo a missão deste
veículo jornalístico far-se-á a divulgação desse evento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante o desenvolvimento desse trabalho foi possível perceber a mudança de


postura dos alunos que muitas vezes esboçam certa rejeição a eletiva por encarar o jornal
como algo chato e engessado. Logo ao iniciar as produções estes perceberam que havia
espaço para criatividade e se deslumbraram com o produto final sendo eles os autores.
Com relação a proposto desta eletiva entende-se as limitações escolares, já que
não contamos com muitos recursos tecnológicos. No entanto o formato optado para o
jornal auxilio na superação desse obstáculo material. Este veículo assumiu uma
roupagem mais manual, de forma que a maioria do material foi escaneado, dando a cara
dos autores ao jornal, já que esses são crianças e o mesmo foi pensado para ser um jornal
infantil.
O produto final superou as expectativas, tornando-se algo palpável e que
realmente faz sentido aos educandos.

REFERÊNCIAS

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FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São


Paulo-SP. Paz e Terra – Coleção leitura, 1996.

KLEIMAN, Ângela. A concepção escolar da leitura. In: Oficina de leitura. Teoria e


Prática. 7ª ed. Campinas: Pontes, 2000.

FREINET, Célestin. O Jornal Escolar. Ed. Estampa, 1926.

RAVIOLO, Daniel. Jornal Escolar, disponível em: <http://www.jornalescolar.org.br>

Acesso em 18 de Janeiro de 2017.

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Área do Conhecimento: Matemática


Eixo Temático: Metodologias e Práticas de Ensino

ESTUDO DE FUNÇÕES EM CONTEXTOS


INTERDISCIPLINARES NA ÁREA DE CIÊNCIAS EM MEIO À
REALIDADE DAS TURMAS DE 2ª e 3ª SÉRIES DO ENSINO
MÉDIO DO IF GOIANO – CAMPUS IPORÁ
Weldson Luiz Nascimento¹; Ravenna Resende Novais Souza²; Rafaella
Karolliny Ferreira de Andrade³
¹Instituto Federal Goiano–Campus Iporá–GO, weldson.nascimento@ifgoiano.edu.br; 2Instituto Federal
Goiano – Campus Iporá–GO, ravennaresendegta@gmail.com; 3Instituto Federal Goiano – Campus Iporá–
GO, rafaellakarol2@gmail.com.

INTRODUÇÃO

Verifica-se nas turmas de 2ª e 3ª séries do Ensino do IF Goiano – Campus Iporá


que os índices de reprovação nas disciplinas de matemática, de física, de química e de
biologia são elevados. Ao analisar o currículo da instituição, percebe-se que o conteúdo
Funções é comum a essas disciplinas. Ele contém mais da metade dos conteúdos a serem
ministrados nas disciplinas de matemática e de física. É, também, comum escutar de
estudantes a afirmação que conseguiram aprender os conteúdos de física, mas não
conseguiram os de matemática, e vice-versa. Essa situação nos provocou um
estranhamento. Afinal de contas, como conseguiram aprender conteúdo de uma
disciplina, mas não da outra, se o estudo de funções é comum a essas disciplinas?
Em meio a esses pressupostos, realizamos um projeto de iniciação científica PIBIC JR,
no período de 2016 a 2017, que continha o mesmo título desse trabalho e que é uma continuação
de outro projeto PIBIC JR, realizado no período de 2015 a 2016. Esse projeto tinha o mesmo
título, apresentava objetivos semelhantes, entretanto o objeto de pesquisa se direcionava apenas
às turmas de 1ª série.
O presente trabalho é uma apresentação do referido projeto de iniciação
científica. Esse projeto objetivou estudar alternativas para o ensino de funções e que
fossem, especificamente, condizentes aos conteúdos da base comum. É um projeto de
caráter interdisciplinar e que tentou construir um diálogo entre essas disciplinas.
Finalizou-se com a elaboração de um material didático que contém atividades que

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Iporá, 22 a 24 de novembro de 2017
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tentam ser interdisciplinares e contextualizadas, bem como condizentes com as ementas


de cada uma dessas disciplinas e com os PPCs da instituição.

METODOLOGIA DE PESQUISA OU MATERIAL E MÉTODO

Respeitada as etapas estabelecidas no cronograma do projeto, primeiro foram


estudados os Projetos Pedagógicos (PPC) da instituição. Ao perceber que a instituição
tem um PPC para cada curso integrado ao ensino médio: Informática, Agropecuária e
Química (PPC que foi criado no ano de 2016, com a abertura do curso no campus), foi
realizado um estudo de cada um deles. Neste estudo fez-se, também, o levantamento
dos conteúdos das disciplinas de matemática, de física, de biologia e de química das
turmas de 2ª e 3ª séries do Ensino Médio do IF Goiano-Campus Iporá que envolvem o
estudo de funções. Nesse levantamento foram analisados os conteúdos apresentados
nos PPCs e comparados com os conteúdos encontrados nos livros didáticos, respectivos
a cada disciplina, adotados pela instituição.
Na sequência, realizou-se estudos sobre esses conteúdos e, paralelamente,
iniciou-se pesquisas em outros livros, em outros materiais impressos e digitalizados, e
na internet sobre atividades que envolvessem, de forma interdisciplinar, esses
conteúdos e o tema função. A tentativa foi a de se elaborar atividades contextualizadas,
diferentes das atividades apresentadas nos livros didáticos e que pudessem contribuir
para o ensino dessas disciplinas, por meio do tema funções. Essas atividades foram
sistematizadas em um material didático estabelecido inicialmente no projeto.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Verificou-se no levantamento realizado que o termo interdisciplinaridade é


raramente citado. O termo aparece nas ementas da disciplina de história dos PPCs dos
Cursos Técnicos em Agropecuária e Química Integrado ao Ensino Médio. Nos itens 6.5,
7.1 e 8.5 dos Projetos Pedagógicos dos Cursos Técnicos em Informática, Química e
Agropecuária destacam os temas transversais que defendem a flexibilização curricular.
Após o estudo dos PPC, procurou-se diretamente os professores de cada
disciplina para discutir as ementas e fazer o levantamento dos conteúdos que envolvem
Funções.

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Nas disciplinas de matemática e de física a lista que compõem esses conteúdos


é extensa. Entretanto em química, Função é trabalhado apenas na 2ª série no estudo de
Potencial Hidrogeniônico (pH) e Potencial Hidroxiliônico (pOH). Em biologia não foi
encontrado nenhum conteúdo associado ao tema. Nessa disciplina, quase não são
trabalhados conteúdos matemáticos.
Em seguida, foram analisados os livros didáticos adotados no instituto. A
intenção era verificar se eles estão condizentes com que defendia os PPCs. As emendas
da disciplina de física, referentes às turmas de 2ª e 3ª séries, reproduzem de início ao fim
a sequência dos livros didáticos. Em Matemática, os conteúdos de função exponencial e
função logarítmica, que são ministradas na 2ª série estão nos livros da 1ª série.
Entendemos que essa constatação dificulta a prática pedagógica. Apesar de os professores
da área preferirem essa opção metodológica, essa opção pode também dificultar o
trabalho dos docentes e dos alunos, pois esses conteúdos são trabalhados apenas no
quadro e/ou com a aquisição de materiais impressos.
Foi percebida outra dificuldade. Imagine que em um determinado conteúdo de
física, de biologia ou de química, que são estudados na 1ª série, precisasse dos conceitos
de função logarítmica ou de função exponencial. Sendo assim, os professores teriam
dificuldades de trabalhar esses conteúdos com os alunos, pois além de ensinarem a parte
teórica de sua matéria precisariam também ensinar o conteúdo de função.
Na disciplina de química percebeu-se que os professores têm maior
familiaridade com o tema funções, a se comparar com os professores de biologia.
Ressalta-se, também, que na instituição há diferença em relação ao ano e a
determinados conteúdos ministrados em matemática e em biologia, ao se comparar com
outras escolas. Por exemplo, o conteúdo de Genética é trabalhado nas turmas de 2ª
série, aqui na instituição, no entanto, em outras escolas é ministrado nas turmas de 1ª
série. Na disciplina de matemática ocorre o mesmo com os conteúdos de funções
exponenciais e logarítmicas.
Essas diferenças sugerem, então, que se deve haver um planejamento dos
conteúdos a serem ministrados nessas disciplinas. Esse diálogo entre elas objetivam a
melhoria de seus ensinos.
Paralelamente às atividades desenvolvidas, deu-se início à construção do
material didático planejado. Logo no seu início foram encontradas algumas dificuldades,
por exemplo, como iniciá-lo e qual seria a sequência didática a ser adotada. Para tanto,
foi necessário realizar muito mais pesquisas e discussões do que imaginávamos.

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Nesse momento foi possível comparar esse material didático que estava sendo
desenvolvido com o respectivo material didático produzido no primeiro projeto.
Percebeu-se que os conteúdos das disciplinas de biologia e de química da 1ª série que
envolvem funções, também são escassos. Nessas disciplinas, a quantidade de atividades
elaboradas foi muito pequena. Foram poucos os conteúdos que podem ser associados ao
conteúdo de funções.
Apesar das dificuldades encontradas em sua elaboração, o material didático
apresenta atividades que podem sim ajudar os professores dessas disciplinas a
enriquecerem suas aulas e melhorar o ensino de alguns conteúdos.
Em meio às dificuldades encontradas e as superações construídas, o material
pedagógico ficou com qualidade além das nossas expectativas. Buscamos construir
conjuntamente um material que além de ser baseado em várias pesquisas, ele fosse
didático e também objetivo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Observou-se, no decorrer do trabalho, que o tema Função associa vários


conteúdos das disciplinas pesquisadas, principalmente conteúdos de matemática e de
física. O material elaborado corrobora essa pretensão inicial. Apesar de esse material ficar
com qualidade inferior ao objetivo inicial, especificamente no tocante às atividades
relacionadas às disciplinas de biologia e de química, o material final sinalizou que o tema
pode sim promover um diálogo entre as disciplinas e ser trabalhado de forma
interdisciplinar. Para tanto, sugere-se que haja mais planejamentos entre os professores
dessas áreas. Desta forma, conseguirão melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem
de suas disciplinas. Nessa perspectiva, os alunos encontrarão mais sentido na realização
de suas atividades, ao perceberem diferentes contextos e aproximação entre as disciplinas.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica.
Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: Ministério da Educação,
2002a.
MORIN, E. A Cabeça Bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. 7. ed.
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002a.
VIGOTSKI, L. S. Psicologia Pedagógica. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

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Área do Conhecimento: Outros


Eixo Temático: Diversidade, étnico racial e cultural

EFEITOS DA MÍDIA DIGITAL INTERNET NO


COMPORTAMENTO ADOLESCENTE
Caroline FranciellyVitorina Silva; Andressa Beatriz Xavier Morais; Gabriel
Azevedo Alves; Kelly Naiara do Nascimento; Samara Correia de Figueiredo Costa.
1
CEPI Colégio Estadual Osório Raimundo de Lima; caroline.francielly@gmail.com. 2 CEPI Colégio
Estadual Osório Raimundo de Lima; andressabeatrizxm@gmail.com; 3 CEPI Colégio Estadual Osório
Raimundo de Lima; gabriel_ipo@hotmail.com; 4 CEPI Colégio Estadual Osório Raimundo de Lima;
kellynaiara00@hotmail.com; 5 CEPI Colégio Estadual Osório Raimundo de Lima;
samaracosta045@gmail.com

INTRODUÇÃO

De acordo com Silva e Santos (2007), “A mídia exerce um papel muito importante
na sociedade, estabelecendo veladamente normas e formas nas culturas; gerando um
grande número de espectadores para suas lentes e seus vieses”. Para Miranda (2007),
entender a evolução da mídia leva à compreensão do comportamento humano. Sua
evolução sempre esteve ligada diretamente ao desenvolvimento social e econômico. Os
textos impressos foram os principais fatores contribuintes para as grandes modificações
políticas e sociais. Tais coisas mudaram o que hoje é a sociedade, mudando
consequentemente também a cultura. A sociedade foi transformada por livros, revistas,
jornais, até a criação dos computadores e celulares, os quais hoje estão presentes na vida
de qualquer indivíduo bem atualizado.
Para Pacheco (2009), nem mesmo as crianças escapam da grande quantidade de
informação imposta pelas mídias, permanecendo grande parte do seu tempo assistindo
televisão, sendo que o uso deste veículo midiático sem o acompanhamento dos pais pode
contribuir, de forma positiva ou negativa, no desenvolvimento social e emocional desta
criança. Partindo deste pensamento, pode-se compreender o quanto um indivíduo sofre
influência das mídias ao longo de sua vida, determinando comportamentos introjetados,
até mesmo inconscientemente. Aproveitando desta interação midiática precoce, as
mesmas alimentam a necessidade de consumo, impondo padrões de belezas, vestimentas,
estilos musicais e o que mais devem possuir para se encaixarem em determinado grupo
ou padrão esperado. Neste contexto, o presente estudo realizou uma análise e reflexão de
como as mídias, em especial, as virtuais e televisivas, causam efeitos influenciadores
sobre os adolescentes.

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METODOLOGIA DE PESQUISA

Durante o estudo, foi realizada uma pesquisa de caráter exploratório descritivo,


com uma abordagem qualitativa e quantitativa de dados. De acordo com Gil (1999), como
processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico, com o intuito de
analisar e refletir como as mídias, em especial a internet, influenciam no comportamento
dos adolescentes. A pesquisa foi desenvolvida na unidade escolar CEPI -Colégio Estadual
Osório Raimundo de Lima- Iporá/ Goiás- durante as aulas de iniciação científica
(letramento).
O corpo discente do CEPI- Colégio Estadual Osorio Raimundo de Lima, foi a base
para a realização desta pesquisa, na qual 24 alunos dos 220 do colégio participaram, sendo
estes 3 alunos de cada uma das 8 turmas que a unidade possui e o único critério utilizado
para selecionar os participantes da pesquisa foi que os mesmos deveriam estar em contato
com as redes sociais frequentemente no último mês.
Para a realização da pesquisa foram aplicados dois questionários para os alunos
participantes durante as atividades de convivência hábitos higiênicos e alimentar. Com os
participantes reunidos em uma única sala foi exibido um vídeo, no qual há um tatuador
punindo um ladrão com uma técnica de tortura, marcando permanentemente em sua testa
a frase: “Eu sou ladrão e vacilão”, após a apresentação do vídeo questionou-se a opinião
dos alunos em relação ao que foi exibido, se os mesmos se mostravam a favor ou contra
a ação do tatuador.
Logo após, os mesmos foram organizados em dois grupos de acordo com as
respostas do questionário, grupo A, pertencente aos que acharam que a atitude do tatuador
foi correta e grupo B, aos que acharam um exagero à punição dada pelo tatuador, sendo
subdivididos em salas diferentes.
Diante desta nova formação, para os alunos pertencentes ao grupo A, foram
apresentados 03 vídeos contrários à opinião dos mesmos, sendo eles: um depoimento da
mãe do tatuador, a opinião da jornalista Rachel Sherazade e por fim a edição do programa
Fantástico exibido (18/06/2017). Para os alunos participantes do grupo B foram exibidos
dois vídeos no quais relatam o quanto o sistema e falho em relação à proteção do cidadão,
sendo que primeiro vídeo exibia um ladrão espancando uma jovem enquanto tentava
roubar seu celular e no segundo um ladrão roubando o celular de um cadeirante que
vendia balas no sinal.

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Após a execução dos vídeos os alunos foram questionados novamente sobre sua
opinião diante do exposto e se os mesmos ainda se mostravam a favor ou contra a ação
do tatuador relatada anteriormente, porém desta vez os estudantes teriam de justificarem
suas opiniões. Desta forma a pesquisa baseia-se em analisar a que ponto a manipulação
da mídia afeta a opinião do indivíduo.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Para Martins (2013) as mídias contemporâneas transmitem informações recentes


sobre vários assuntos em pouquíssimos intervalos de tempo. Assim as informações
repassadas por veículos midiáticos, como a internet, podem se tornarem fragmentadas por
não possuírem uma contextualização ou fundamentação confiável. Partindo destas
declarações o indivíduo que não possuir um conhecimento próprio acerca de fatos
divulgados na internet, pode ficar preso a opinião vinculada à notícia recebida, não
conseguindo se posicionar livre e criticamente sobre a mesma.
Piesco (2015) afirma que a internet é uma ferramenta que permite a transmissão
interativa de vários conteúdos como imagens, textos e vídeos. O autor afirma ainda que a
população brasileira é a segunda maior consumidora de internet no mundo. A internet tem
se tornado local de estudo, trabalho e encontro, por ser uma ferramenta extraordinária no
que se refere ao de informações, na qual muitos jovens utilizam os temas apresentados
nas redes como elementares em suas vidas. Basmage (2010) ressalta que a internet tem
ocupado grande parte do tempo dos adolescentes, influenciando a forma de os mesmos
enxergarem e vivenciarem o mundo. Moldando a formação de suas opiniões e
modificando a forma de agir.
No início da pesquisa, foi questionado aos alunos de ambos os grupos se eles se
mostravam a favor ou contra a ação do tatuador exibido no vídeo “Eu sou ladrão e
vacilão”, dos 23 alunos participantes, oito se manifestaram a favor, e quinze contra. Após
a apresentação dos vídeos pôde-se constatar que quatro pessoas (englobando os dois
grupos) mudaram de opinião, sendo que três pertencentes ao grupo que eram a favor se
tornaram contra e uma pessoa que era contra se tornou a favor. Deste modo fica
evidenciado que mesmo em percentual pequeno a mídia exerce sim um papel de
influência sobre os adolescentes.
Pensando no número de usuários da internet o percentual que a princípio parece
ser pequeno pode tornar-se bem representativo, pois como afirma Basmage (2010) para

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os adolescentes a interação na internet tem um caráter expressivo, a ponto de influenciar


sua identidade. Esse fato se deve ao imediatismo característico desta fase. Assim este
recurso midiático pode contribuir tanto para consolidação de amizades e estudos como
também para a sua formação intelectual.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A internet é o meio de comunicação mais democratizado da atualidade, pois todos


que tem acesso a ela podem expressar suas opiniões, e pessoas de opiniões distintas
acabam por promover debates e discussões das mais diversas áreas, como: religião,
sexualidade, política, esportes e até gosto musical; o que acaba por torná-la o meio mais
fácil e de maior manipulação. De fato é perceptível a influência da mídia sobre os
comportamentos da sociedade em geral, um exemplo disso é o jogo “Blue Whale”, ou
“Baleia Azul” que, por meio de redes sociais conseguiu influenciar jovens a cometerem
atos suicidas e de autoflagelação.
Deve-se ser considerado também que a mídia exerce um papel fundamental na
sociedade atual, pois com a sua evolução veio também à rapidez na troca de informações,
que é uma das mais marcantes características do meio contemporâneo, sendo notória a
influência exercida por ela na vida dos adolescentes, tal resultado é muito importante para
discussões futuras. Considerando que o contato com a internet atualmente ocorra de forma
precoce, torna-se essencial repensar em formas de proteção ao senso crítico e a identidade
de crianças e adolescentes.

REFERÊNCIAS

BASMAGE, D. de F. do A. T. A construção do sujeito adolescente e as apropriações


da internet: Uma análise histórico cultural. Campo Grande. 2010. Disponível em
<file:///C:/Users/Carol/Downloads/Denise%20F%20A%20T%20%20Basmage%20-
%20Disserta%C3%A7%C3%A3o.pdf> Data de acesso: 25/10/2017.

GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo. Atlas, 1999.

MARTINS, C. C. de O. Uma análise sobre a influência da internet na socialização e


formação escolar dos jovens: pistas para repensar o ensino de história. Simpósio
nacional de história. Natal. Julho de 2013. Disponível em
<http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1364952180_ARQUIVO_Trabalho
degraduandoCinthia.pdf> Data de acesso: 25/10/2017.

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MIRANDA, G. L. de. A história da evolução da mídia no Brasil e no mundo.


Disponível em
<http://repositorio.uniceub.br/bitstream/123456789/1265/2/20266495.pdf > Data de
acesso: 23/08/2017

PACHECO, Elza. Infância, cotidiano e imaginário no terceiro milênio: Dos folguedos


infantis à diversão digitalizada. In: Televisão, criança, imaginário e educação. 5.ed.
Campinas: Papirus, 2009. p.29-38.

PIESCO, J. Impactos da Internet sobre os hábitos culturais da população jovem em


São Paulo: centro de pesquisa e formação. São Paulo. Nº 1. Pg: 99 a 116. Novembro de
2015. Disponível em: <https://www.sescsp.org.br/files/artigo/83bd6870-6012-4560-
9ffa-e3feb7ff71d2.pdf> Data de acesso 25/10/2017.

SILVA, E. F. G. da; SANTOS, S. E. de B. O impacto e a influência da mídia sobre a


produção da subjetividade. Disponível <
http://www.abrapso.org.br/siteprincipal/images/Anais_XVENABRAPSO/447.%20o%2
0impacto%20e%20a%20influ%CAncia%20da%20m%CDdia.pdf> Data de acesso
25/10/2017.

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Área do Conhecimento: Outros – Engenharia


Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino

ENSINO DE HIDROLOGIA: TÉCNICAS E ABORDAGENS


Jefferson Eduardo Silveira Miranda; Rennio César de Sousa Carvalho; Jonas
Assis de Morais
¹Faculdade de Iporá – FAI; jefferson.jesm@gmail.com; 2Faculdade de Iporá – FAI;
renniocesar@hotmail.com; 3Faculdade de Iporá – FAI; jonasmorais199818@gmail.com

INTRODUÇÃO

A água é componente fundamental na dinâmica do meio ambiente, sustenta a


vida e impulsiona diversos ciclos naturais, além de atuar como solvente universal
(TUNDISI 2003). A ciência responsável por estudar os fenômenos hidrológicos com a
vida e atividades antrópicas é a hidrologia (GARCEZ & ALVAREZ 2014). Estudar a
hidrologia é importante na tomada de decisões para prevenir e minimizar efeitos
provocados por desastres (VESTENA 2009).
O comportamento da água no planeta, quanto à sua ocorrência e
transformações é caracterizado como ciclo da água, ou ciclo hidrológico (GARCEZ &
ALVAREZ 2014). Diversos fatores impulsionam esse ciclo, como energia solar, força
dos ventos e força da gravidade (TUNDISI 2003). É importante compreender o ciclo
hidrológico pois, segundo Carvalho et al. (2012), é um processo responsável pela
recarga do sistema freático. Além disso, chamam a atenção para a importância do
planejamento ambiental para evitar problemas como perdas econômicas.
Para isso pode-se usar a bacia hidrográfica como unidade de planejamento
ambiental, como mencionada em diversos trabalhos (CARVALHO 2014). Uma bacia
hidrográfica pode ser considerada unidade sistêmica, responsável por realizar entrada
e saída de água, pela chuva e exutório respectivamente (PORTO & PORTO 2008).
Nesse sentido, é necessário que o conceito e relevância dessas unidades sejam fixados
por alunos que futuramente poderão trabalhar de maneira direta com projetos
envolvendo esses recursos, como é o caso de acadêmicos da engenharia civil.
Por isso o tema ‘água’ deve estar presente não apenas no contexto formal da
educação desses alunos, mas também de maneira não-formal, focando a ética e
trabalhando a formação cidadã (BACCI & PATACA 2008). As mudanças sociais
cobram uma mudança no perfil docente nesse sentido, de diversificar os saberes

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transpondo a racionalidade técnica para uma ressignificação do ensino, construindo


conhecimento com uma postura reflexiva, investigativa e crítica (DIESEL ET AL.
2017).
Sendo assim, o presente trabalho teve por objetivo analisar o desenvolvimento
de alunos do ensino superior diante de atividades práticas na disciplina de hidrologia.

MATERIAL E MÉTODO

O presente trabalho analisou o conhecimento e interação de alunos diante de


atividades não formais de ensino através de observação e discussão com os mesmos.
As atividades ocorreram entre 2016 e 2017. Para analisar como os alunos se
comportavam e absorviam o conhecimento utilizou como objeto de estudo seis turmas
de engenharia civil, durante a disciplina de hidrologia.
Foram desenvolvidas quatro tipos de atividades: discussão de estudos de caso,
representação do ciclo hidrológico em diversos ambientes, confecção de material
envolvendo bacias hidrográficas e infiltração de água no solo. Todas foram realizadas
com a supervisão do professor da disciplina.
Para a discussão de estudos de caso foram utilizados artigos científicos. Dessa
maneira, as turmas eram dividas em grupos que deveriam marcar os principais pontos
e discutir com a turma, sempre com base no conteúdo teórico aplicado anteriormente.
A simples exposição das ideias era refutada pelo professor, uma vez que se pretendia
discutir métodos ou situações. Todas as seis turmas praticaram essa atividade.
A representação do ciclo hidrológico foi realizado por apenas duas turmas. Os
alunos foram divididos em quatro grupos e cada um deveria representar o ciclo da água
em situações estabelecidas pelo professor. Sendo elas: (1) em ambiente natural; (2) em
ambiente de agropecuária; (3) em ambiente urbano sem planejamento; e (4) em
ambiente urbano planejado. As réplicas, em forma de maquete, foram expostas para
alunos e a comunidade, tendo os integrantes do grupo que explicar os processos em
cada situação.
A confecção de material para explicação de infiltração de água no solo foi
realizada por todas as turmas. Os acadêmicos construíram com a ajuda do professor um
sistema dentro de garrafas pet que representasse a infiltração da água no solo. Para isso
utilizou-se diversos tipos de solo, de forma que as camadas fossem representadas.
Confecção estrutural de bacias hidrográficas foi realizada apenas por duas

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turmas. Nesse método o professor dividiu as turmas em quatro grupos e entregou mapas
representando a delimitação de duas bacias hidrográficas e o relevo das mesmas. A
partir daí os alunos fizeram a representação utilizando uma base de papelão, sabonete
ralado, cola branca e tinta. O material foi exposto para outros acadêmicos e professores.
Em todos os casos a teoria foi aplicada antes das atividades. Dessa forma foi
possível conversar com os acadêmicos e compreender os pontos de dúvidas antes e
depois da realização de cada prática. Além disso, atividades sobre o tema foram
aplicadas posteriormente à realização das práticas. Assim, foi possível avaliar as
lacunas no conhecimento adquirido pelos alunos.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

O primeiro método, que envolveu o trabalho com estudos de caso, consistiu


em analisar artigos científicos com os acadêmicos após a teoria ser apresentada em sala
de aula. Os acadêmicos mostraram interesse e desenvoltura para trabalhar o método.
De modo geral, todos participaram das discussões e, como esperado, as apresentações
não foram simples monólogos.
Esse método ajudou os alunos a problematizarem o meio em que vivem e
refletir sobre ações como futuros profissionais. Dessa forma a educação se torna mais
útil para a vida do aluno, de modo que articulam o conhecimento construído (DIESEL
ET AL. 2017). A tática metodológica permitiu que os alunos discutissem entre si, e não
ficassem passivamente assistindo aulas expositivas (GEWEHR ET AL. 2016).
Na representação do ciclo hidrológico foi perceptível a compreensão dos
processos e interferências antrópicas sofridas pelo sistema. Durante a apresentação
todos os alunos mostraram domínio do tema, expandido o diálogo para o cotidiano
através de exemplos atuais. Com isso, é possível dizer que o resultado do processo de
ensino-aprendizagem foi positivo.
O mesmo ocorreu para a confecção de materiais envolvendo bacias
hidrográficas e infiltração de água no solo. Em ambos as turmas mostraram interesse e
dedicação. Todos os alunos participaram da confecção do material e discussão dos
temas.
Para bacias hidrográficas foi importante, pois alguns alunos mostraram
dificuldade em assimilar o conteúdo antes da prática, com dificuldade em compreender
o conceito de bacia hidrográfica. Após a confecção houve maior compreensão, com os

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alunos assimilando a importância do relevo e tipo de solo na formação de bacias


hidrográficas.
Algo semelhante ocorreu na prática de infiltração: os acadêmicos entenderam
melhor o processo de infiltração no solo após a construção do material e visualização
do processo em pequena escala. Perceberam a importância da infiltração da água no
solo, principalmente para abastecimento de águas subterrâneas e os impactos que uma
obra civil pode provocar,
Trabalhos como esses, envolvendo a representação de sistemas feitos
inteiramente pelos alunos, ajudam no processo de compreensão do conteúdo.
Aproximam o conhecimento científico do conhecimento escolar e vivência do aluno,
um processo que, segundo Dominguini (2008), é necessário para garantir a
acessibilidade ao conhecimento científico de origem. Assim, a transposição didática
vai além do grande desafio que é conhecer os conteúdo e transformá-los de forma a
superar os entraves ideológicos da educação (BATISTA-FILHO ET AL. 2013).
É necessário dizer que a escolha por um método de trabalho por si só não é a
solução de todos os problemas didáticos, tendo em vista que não seja garantia da
eficácia da aula (DIESEL ET AL. 2017). É preciso que, conforme o presente trabalho
demonstrou, haja consonância entre as partes atuantes na sala de aula.
Dentre os fatores que influenciam a tomada de decisão do professor quanto ao
método de trabalho, está a formação durante o estágio inicial, bem como da formação
continuada do profissional. Desse modo o professor se torna um profissional mais
reflexivo e desenvolvedor de competências que o levem a compreender a realidade em
que está atuando (FELÍCIO & OLIVEIRA 2008). Esses foram fatores fundamentais
para o bom desenvolvimento das práticas desse trabalho.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ressalta-se a importância da prática em suas diversas nuances, bem como a


capacidade e interesse do docente em elaborar aulas que motivem os discentes à
reflexão e assimilação da teoria ao cotidiano. Por isso, interagir com os acadêmicos e
desenvolver aulas diversificadas é fundamental para compreensão científica dos temas
abordados em sala.
Encontrou no presente estudo facilidade dos acadêmicos em assimilar os
conteúdos com atividades do cotidiano. Além disso, as práticas de construção do

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conhecimento foram fundamentais para o processo de comunicação entre os indivíduos


dos grupos.
Por fim, encorajamos o uso de atividades diversificadas em sala de aula. É
preciso que o docente rompa a barreira entre conhecimento científico e a prática do
cotidiano.

REFERÊNCIAS
BACCI, Denise de La Corte; PATACA, Ermelinda Moutinho. Educação para a água.
Estudos avançados, v. 22, n.63, 2008.
BATISTA-FILHO, Agdo Régis; GOMES, Edilson Barroso; TERÁN, Augusto Fachín.
Transposição didática no ensino de ciências na escola do campo. Revista Eletrônica
de Ciências da Educação, Campo Largo, v. 12, n.1, 2013.
CARVALHO, Ana Paula Vilela; BRUMATTI, Dayane Valentina; DIAS, Herly Carlos
Teixeira. Importância do manejo da bacia hidrográfica e da determinação de
processos hidrológicos. Revista Brasileira de Agropecuária Sustentável (RBAS), v.2,
n.2., p.148-156, 2012.
CARVALHO, Rodrigo Guimarães. As bacias hidrográficas enquanto unidades de
planejamento e zoneamento ambiental no Brasil. Caderno Prudentino de Geografia,
Presidente Prudente, n.36, Volume Especial, p. 26-43, 2014
DIESEL, Aline; BALDEZ, Alda Leila Santos; MARTINS, Silvana Neumann. Os
princípios das metodologias ativas de ensino: uma abordagem teórica. Revista
Thema, v. 14, n. 1, 2017.
DOMINGUINI, Lucas. A transposição didática como intermediadora entre o
conhecimento científico e o conhecimento escolar. Revista Eletrônica de Ciências da
Educação, Campo Largo, v. 7, n. 2, 2008.
FELÍCIO, Helena Maria dos Santos; OLIVEIRA, Ronaldo Alexandre de. A formação
prática de professores no estágio curricular. Educar, Curitiba, n. 32, p. 215-232,
2008.
GARCEZ, Lucas Nogueira. Hidrologia. Editora Edgard Blucher Ltda. 2ª edição -1988,
9ª reimpressão – 2014.
GEWEHR, Diógenes; STROHSCHOEN, Andreia Aparecida Guimarães; MARCHI,
Miriam Ines; MARTINS, Silvana Neumann; SCHUCK, Rogério José. Metodologias
ativas de ensino e de aprendizagem: uma abordagem de iniciação à pesquisa. Revista
Ensino & Pesquisa, v.14 n.01 p.225-246, 2016
PORTO, Monica F. A.; PORTO, Rubem La Laina. Gestão das bacias hidrográficas.
Estudos avançados. v.22, n.63, São Paulo, 2008.
VESTENA, Leandro Redin. A importância da hidrologia na prevenção e mitigação
de desastres naturais. Ambiência, V.4, n.1, P 151-162, 2008.
TUNDISI, José Galizia. Gestão das águas. Ciência e cultura, v.55, n.4, São Paulo,
2003.
TUNDISI, José Galizia. Recursos hídricos no futuro: problemas e soluções. Estudos
Avançados, v 22, n 63, 2008.

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Área do Conhecimento: Projeto de Extensão


Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino

UEG LEVA PROSA E POESIA GOIANA ATÉ A ESCOLA


Cleisa Maria Coelho Braga; Bárbara Ninária Miranda Machado Menezes; Cleia
Lima de Almeida Freitas; Daianne de Oliveira Rodrigues; Débora Ferreira
Amorim; Flaviane Fagundes dos Santos; Joseleide Alves Pinto; Ludymyla Maria
Silva Borges Morais; Maria Valdenir dos Santos; Mirian Lorena Marques Silva;
Monalisa Alves Domingues; Ruber Paulo Silva Pinheiro.
Universidade Estadual de Goiás- Câmpus Iporá; cleisamcb@hotmail.com;
barbaraninaria@gmail.com; cleialdaf@gmail.com; Abreuday.isaac.rog@gmail.com;
Flaviane.fagundes66@gmail.com; deboraferreira281@gmail.com; josyleyd@hotmail.com;
ludymylaborges@gmail.com; ; valdenirsantosrv@gmail.com; mirianlorena380@gmail.com;
mlisaa2796@gmail.com; ruberpauloipora@hotmail.com

INTRODUÇÃO

É visível o distanciamento da Literatura de Goiás com seu leitor. Pouco ou nada


se traz nos livros didáticos, das escolas de Goiás, sobre a Literatura do próprio estado. É
preciso que tanto História quanto Literatura construa elos, por meio do entrelaçar das
narrativas de modo que uma faça parte vital da outra. No intuito de levar essa riquíssima
história literária até a escola, do goiano, propôs-se o projeto de extensão “Nos caminhos
de Anhanguera, a prosa e a poesia vão à escola”, o qual surgiu da necessidade de estudar
a narrativa histórica e atual da literatura goiana e pretencia esta escrita apresentar o
percurso deste projeto.
O presente trabalho fora realizado em uma escola Estadual, no ensino Fundamental com
o objetivo maior de aproximar o público goiano (alunos e professores) à história que é nossa. Os
objetivos específicos giraram em torno das seguintes considerações: analisar e refletir a
cerca da importância da literatura no Estado de Goiás; propiciar momentos para a leitura de
maneira a estimular que esta se torne um hábito; criar situações de discussão a fim de promover
a reflexão sobre a produção literária e não apenas uma “análise” mecânica do texto.
Por meio das ações dialógicas, de estudos temáticos, seminários, encenações e
oficinas literárias, o literário goiano fez parte do aluno e a lacuna existente na arte literária
goiana, entre obra e estudo literário, se não sanada foi ao menos amenizada.
Para a comunidade social a relevância da execução do trabalho se deu,
principalmente, pelo fato de oportunizar, aos envolvidos e interessados no
desenvolvimento do projeto, estudos de conhecimentos teóricos da nossa Literatura
Goiana. E para a comunidade acadêmica a interação dos alunos da Universidade com os

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alunos da comunidade não só serviu para o que se propôs o projeto - conhecer a literatura
goiana - como também para aproximar os graduandos das situações com as quais irão se
deparar em sala de aula.
No que concerne aos gêneros literários, optamos por focalizar o conto e a poesia
goiana, escolha feita devido à possibilidade em realizar um volume maior de leituras no
tempo do projeto, o que oportunizou que os alunos conhecessem alguns contos, de autores
variados e poesias de Cora Coralina, a poeta escolhida para o estudo deste trabalho.
Para o estudo do conto e da poesia o trabalho embasou-se, teoricamente nos estudos
desenvolvidos por, Nádia Battella Gotlib ( 1995), Vera Maria Tietzmann Silva ( 1993),
Darcy França Denófrio ( 1993) e Gilberto Mendonça Teles (1985) e para as demais
tipologias textuais apoiou-se em Mikhail Bakhtin (1993). Buscaram-se outras fontes
teóricas relacionadas, tal como Almeida, Silva, que tematizaram sobre a literatura em
Goiás.
Não pretenciou com este trabalho fazer aulas teóricas, suprir deficiências
curriculares, mas instigar o valor da literatura goiana e apresentar algumas riquezas
literárias que fazem parte de nossos versos e prosas.

METODOLOGIA DE PESQUISA OU MATERIAL E MÉTODO

A proposta incluiu, entre outras ações: organização de momentos para a


capacitação de monitores; realização de um levantamento das expectativas dos
participantes, mediante a proposta de trabalho apresentada; apresentação da proposta de
leitura que seria trabalhada durante a execução do projeto e entrega de um cronograma
das atividades planejadas para cada encontro.
Primamos por ministrar aulas/conversas literárias com duração de 2h/a
semanais em turmas diferentes. O projeto fora executado na Escola Estadual Edmo
Teixeira, na cidade de Iporá-Goiás. No total, somado à carga horária preparatória e os
estudos em campo, o projeto totalizou mais de 60h semanais.
Na instituição de ensino parceira foram apresentados e discutidos os textos de
abordagem temática e enriquecidos, sempre que possível, com a parte visual e oralizados
pelos participantes, a fim de que brote um estudo reflexivo a cerca da literatura goiana
enquanto registro histórico de nossa cultura e o poder desta na atualidade.
Propomos também um panorama histórico literário que perpassou desde os
primórdios da história de Goiás até a atualidade, com o intuito de que o aluno aprendiz

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tivesse uma ampla “tropa” carregada de prosas e poesias goiana. A poesia em Goiás é
bastante diversificada e mesmo suscitando tardiamente, como menciona Teles (1983),
incorpora nomes de destaque no cenário nacional, tais como Cora Coralina, Bernardo
Élis, Hugo de Carvalho Ramos, todos estes apresentados aos alunos, na escola parceira.
O público alvo desta proposta foram 3 turmas de sextos anos e 3 turmas de
sétimos anos, envolvendo os turnos matutinos e vespertinos, somando-se ao total 162
alunos participantes e 60h/a ministradas, além da carga horária de preparo dos alunos
monitores. O projeto contou com a monitoria de dez acadêmicos do curso de Letras da
UEG- Câmpus Iporá, a coordenadora do projeto, a parceria da escola (direção,
coordenação, professores, equipe da merenda, secretaria, enfim todos os envolvidos no
fazer pedagógico) e principalmente com os alunos das turmas que se dedicaram
bravamente a este projeto, com muito estudo, preparo e compromisso, além do credo dado
a UEG, na aceitação deste projeto.
Como culminância realizar-se-á, pois o projeto ainda executará mais uma aula
e o encerramento, um momento cultural, com apresentações de jograis, declamações
poéticas, danças, teatro e também uma deliciosa degustação de comidas típicas,
originadas do milho, para ilustrar o poema Oração do Milho – de Cora Coralina, transcrita
do livro Poemas dos becos de Goiás e estórias mais, poema este que retrata parte do nosso
regionalismo, culturas e misturas populares.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Foi notória a curiosidade dos alunos em conhecerem as obras goianas. Eles


saborearam os “causos” de nossa terra, adentraram sertão a fora nos versos
apresentados ao longo do projeto e, depois destas, outras. Além disso, o trabalho
realizado contribuiu para a formação dos acadêmicos, propiciando momentos didáticos
já no inicio de sua formação acadêmica, propiciou a interação dos alunos da
Universidade com os alunos da comunidade, bem como o conhecimento da literatura
goiana.
A importância de se trabalhar a literatura goiana na escola implica em apresentar
aos alunos valores, conhecimentos e cultura, estes por sua vez ausentes dos livros
didáticos e, mesmo após a Capital Federal, hoje Brasília, se situar dentro do estado de
Goiás o regionalismo literário ainda está ausente das salas de aula. Gilberto Mendonça
Teles que

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um fator positivo para o conhecimento de nosso Estado. Mas, o certo é que,


por muito tempo ainda, serão os intelectuais do Rio de Janeiro e São Paulo que
continuarão a informar o pensamento nacional. Ali estão as fontes (grandes
arquivos e bibliotecas) e as raízes econômicas dos grandes empreendimentos
editorias. (1995, p.42)
É de fundamental relevância para nós goianos conhecermos a Literatura Goiana,
que é a literatura em nosso Estado, é de grande importância, pelo fato de ser por meio
dela que descobrimos vários pontos sobre nossa cultura, de uma forma geral, e até mesmo
fatos históricos, muitas vezes relatados de formas alegóricas por alguns autores em suas
obras,
Nas primeiras aulas os alunos leram poesias com o acompanhamento dos
monitores; estas foram trabalhadas seguidas de reflexões e instigamentos literário; por
terem temáticas agradáveis, refletirem o cotidiano e adotarem uma linguagem mais leve,
possibilitou um trabalho mais dinâmico. Outras, porém, por densidade temática e
linguística, ocuparam maior tempo das aulas, principalmente as que retratavam o nosso
regionalismo. Muitos alunos até se identificavam com as histórias relatadas, a exemplo o
texto As cocadas, de Cora Coralina.
Para alguns críticos parte da literatura de nosso Estado está inserida na chamada
literatura regional, com autores regionais. E explicando o que seria esse escritor
regional, Nelly Alves de Almeida diz:
o escritor regional [...] lança mão de maneira clara para expor suas
ideias e de linguagem fácil de se expressar.
[...]
a linguagem é o mais belo dom do homem; ele o reconhece [...] fala a
língua de seu meio, de sua profissão. (1985, p. 24)

Como já mencionado, o escritor regional fala do meio em que vive, nessa


conjetura o estado de Goiás, expondo pontos que são fundamentais para o seu próprio
reconhecimento e, também, para o daqueles que as leem, os leitores das obras e estudiosos
da área em geral. Gilberto Mendonça Teles (1995) também ressalta sobre a importância
da nossa literatura e do nosso regionalismo, Teles afirma que as riquezas do nosso Estado
são adentradas composições afora.
Assim sendo, os resultados atingidos com este trabalho, além do enriquecimento
literário conferiu-se também o quão importante foi levar a literatura de Goiás até a sala de aula.
Esta certeza se revela quando diante da aula o aluno se manifesta agradecido: “ ... estou
apaixonado por uma menina chamada Cora Coralina, obrigada por me apresentar ela...”
Manifestações assim fazem com que de alguma maneira a Literatura Goiana precisa fazer parte
do currículo escolar.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Fica perceptível a aprendizagem e o carisma dos alunos pela Literatura


Goiana. Acreditamos que a sementinha já fora lançada e que esta germinará. Sabemos
que muito ainda precisa ser trabalhado, mas a pretensão de dialogar, com a literatura
que é nossa, foi obtida e o resultado atestado visivelmente por meio das amostragens
dos alunos, dos relatos das professoras e demais parceiros da escola.
Portanto, efetivamos o objetivo maior do projeto, o instigar de nossas poesias
e prosas aos alunos da instituição parceira, levar a literatura que nossa para os alunos
do nosso Estado.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Nelly Alves de. Estudos sobre quatro regionalistas. 2ed. Goiânia: editor
UFG, 1985.
BAKHTIN, Mikhail. Questões de literatura e de estética: a teoria do romance.
Tradução de Aurora F. Bernardino et al. São Paulo: Editora da UNESP,
1993.
CATELAN & GOYANO. Súmula da Literatura Goiana. 1° Ed. Goiânia: Editora
livraria Brasil Central, 1968.
CORALINA, Cora. Vintém de cobre: meias confissões de Aninha. São Paulo:
Global, 2001.
___________. O tesouro da casa velha da ponte. São Paulo: Global. 2000.
___________. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. São Paulo: Global, 2001
___________. Melhores Poemas. São Paulo: Global, 2004.
DENÓFRIO, Darcy França, Org. Antologia do conto Goiano I: dos anos dez aos
sessenta, organizado por Darcy França Denófrio e Vera M. Tiestzman Silva. 2. Ed.
Ver. Goiânia, CEGRAF/UFG, 1993.
GOTLIB, Nádia Battella. A Teoria do conto. São Paulo: Ática, 1995.
SILVA, Vera Maria Tiestzman, org.. Antologia do conto Goiano II: O conto
contemporâneo/organizada por Vera M. Tiestzman Silva e Maria Zaira Turchi. 2. Ed.
Ver. Goiânia, CEGRAF/UFG, 1994.
TELES, Gilberto Mendonça. Estudos Goianos I: A poesia em Goiás. Goiânia:
editora UFG, 1983.
__________. Estudos Goianos II: A crítica e o principio do prazer. Goiânia: editora
UFG, 1995.

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O PERFIL PROFISSIONAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL


Kênia Cristina Bueno; Elivane Bispo Neves; Francyara Alves da Rocha;
Karoline Moreira de Almeida; Karolyne Cassimiro Duarte da Cruz
Faculdade de Iporá – FAI; kcristinabueno@hotmail.com, elivanebneves@gmail.com,
francyaraalvesrocha@hotmail.com, karolinemoreira-almeida@outlook.com

INTRODUÇÃO

Este trabalho é fruto de observações realizadas durante o estágio


supervisionado do curso de licenciatura em Pedagogia da Faculdade de Iporá – FAI. O
objetivo foi identificar algumas falhas de conduta e métodos utilizados por
profissionais que atuam na Educação Infantil. Esta pesquisa tem como embasamento
teórico em, Dinello (2012), Garanhani (2010), Felipe (1998), Montenegro (2005),
Freire (1996).

De acordo com DINELLO (2012), criador da Pedagogia da Expressão “O


difícil da educação é formar o professor na mesma velocidade que evolui a sociedade.
Construir as escolas é fácil, o complicado é formar o mestre. A dificuldade hoje está
além do ensinar, está no educar”.

Sabemos que grande parte dos professores de Educação Infantil escolheram


esta profissão simplesmente por gostar de crianças, porém a prática educativa vai muito
além do fato de gostar, pois o mesmo necessita de formação adequada, para que não
fique somente no senso comum.

A legislação prescreve na LDB, como deve ser esta formação, conforme seu
Artigo 62:

A formação dos docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível


superior, em curso de graduação plena, em universidades e institutos
superiores de educação, admitida como formação mínima para o exercício do
magistério na Educação Infantil e nos cinco primeiros anos do ensino
fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade normal. (BRASIL,
1996, p. 36)

Portanto, mesmo que o professor tenha apenas uma formação inicial, não
significa que ele deverá ser um profissional ruim, pois a formação do mesmo é
complementada no serviço contínuo, possibilitando assim uma ampliação de seu
conhecimento, uma reflexão sobre suas ações, e um redimensionamento de sua prática

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educativa, tornando-a de muita qualidade.

METODOLOGIA DE PESQUISA

O presente trabalho teve como fonte de pesquisa, três Núcleos Infantis na


cidade de Iporá – GO, onde foram identificados em ambos, a falta de profissionais com
perfil adequado para atuar nesta etapa da Educação. Segundo GARANHANI (2010)

[...] Ser docente na Educação Infantil, com base no perfil apresentado, é ter
sempre uma atitude investigativa da própria prática e, consequentemente,
fazer a sua elaboração por meio de um processo contínuo de formação. É ter
compromisso com a profissão escolhida e consciência de que suas intenções
e ações contribuem na formação humana de nossas crianças ainda pequenas.
(GARANHANI, 2010, p. 196)

Os dados apontados foram coletados durante observações realizadas e


registrados através de relatórios diários, por um grupo de estagiárias inseridas nas
instituições, para assim conhecer e analisar as práticas educativas vivenciadas no
cotidiano das crianças.

Através de nossas pesquisas e de acordo com Saviani (2009), podemos


afirmar que a competência profissional está diretamente relacionada à aptidão, a
formação, e a melhoria no desempenho das atividades profissionais.

Enfim, cabe a nós futuros educadores, a tarefa de ampliar as experiências das


crianças, respeitar a expressão de suas ideias, saber conciliar as funções de cuidar-
educar e buscar sempre a qualificação profissional para somente assim garantir um
bom processo de ensino-aprendizagem.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Através destas observações e experiências vivenciadas em tais Instituições,


percebemos a desqualificação profissional de alguns educadores. Isto se deve por
diversos fatores, uns por falta de formação adequada, outros por descaso com a
profissão e outros até mesmo por questões salariais.

Montenegro (2005) ressalta que, em uma cultura marcada por uma concepção

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assistencialista de atendimento à criança pequena, as mulheres são vistas como


naturalmente habilitadas para cuidar e educar, negando com isso a necessidade de
treinamento específico para o desempenho de tais tarefas.

Isto é, além de possuir um curso de nível superior, o professor de Educação


Infantil precisa ter perfil para trabalhar com esta faixa etária, caso contrário o mesmo
retornará ao assistencialismo, não conciliando o cuidado ao educar, tornando assim um
trabalho vago e cansativo, tanto para o docente e mais ainda para as crianças. Quanto a
esta formação do professor, FREIRE (1996) salienta que:

O professor que não leve a sério sua formação, que não estude, que não se
esforce para estar à altura de sua tarefa não tem força moral para coordenar
as atividades de sua classe. Isso não significa, porém, que a opção e a prática
democrática do professor ou da professora sejam determinadas por sua
competência científica [...] O que quero dizer é que a incompetência
profissional desqualifica a autoridade do professor (FREIRE, 1996, p. 92).

Ressaltamos ainda que, além da graduação o ideal é que este profissional


possuísse também uma formação específica para se trabalhar com esta faixa etária.

Vale destacar que a prática pedagógica está diretamente interligada ao perfil e


formação em serviço, pois através desta, o professor aprimora seus conhecimentos,
proporcionando às crianças, novas possibilidades de aprendizagem, uma vez que são de
suma importância por ser a educação infantil primeira etapa da Educação básica, a qual
visa o desenvolvimento integral da criança.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com base nos dados adquiridos podemos afirmar que estes profissionais,
apesar de não se enquadrar no perfil para trabalhar com crianças pequenas, os mesmos
possuem formação de nível superior, alguns até especialização na área, porém quando
se trata da prática pedagógica deixa muito a desejar.

É evidente que este problema identificado através da observação é realmente


grave, pois o mesmo poderá prejudicar o desenvolvimento das crianças, acarretando
assim futuras dificuldades de aprendizagem na vida escolar e social das crianças.

Portanto, é importante salientar ainda que, apesar de identificar esse modelo


de profissionais em todas as três instituições analisadas, também é notável a atuação de

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outros, os quais desempenham seu trabalho de forma eficaz com coerência com o que
determina a legislação vigente, reconhecendo a criança sujeito de direitos e esse direito
remete ao perfil desse profissional, as aprendizagens significativas e o desenvolvimento
pleno das crianças em todos os âmbitos, físicos, sociais, intelectuais e culturais.

REFERÊNCIAS:

ARCE, A.; MARTINS, L. M. (orgs) Ensinando aos pequenos de zero a três anos.
Campinas: Alínea, 2009.
BRASIL. Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional.Brasília. 1996. 11ª edição.
p. 36
DINELO, Raimundo Angel. Pedagogia da Expressão: Movimento Ludocriativo.
Dialogo em Marau. Uberaba, 2010. Disponível em:
<http://ludocriatividade.blogspot.com.br>. Acesso em: 15 de set. de 2017.
FELIPE, J. Aspectos gerais do desenvolvimento infantil. IN CRAIDY, C. M.
Convivendo com crianças de 0 a 6 anos. Porto Alegre: Mediação, 1998. P. 7 – 17.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa.
São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GALVÃO, Afonso Celso Tanus. Desafios do Ensino na Educação Infantil: Perspectiva
de Professores. V. 61, n. 1 (2009). Disponível em:
<http://ser.psicologia.ufrj.br/index.php/abp/article/view/323/293>. Acesso em: 22 de set.
de 2017.
GARANHANI, M. C. A Docência da Educação Infantil. IN: SOUZA, G. de. (org)
Educar na Infância: Perspectivas históricos-sociais. São Paulo: Contexto, 2010. p.
187-200.
SAVIANI, D. Formação de professores: aspectos históricos e teóricos do problema
no contexto brasileiro.Revista brasileira de Educação, v. 14, n. 40, p. 14

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O PROCESSO DE INCLUSÃO E DESENVOLVIMENTO


COGNITIVO DOS EDUCANDOS COM NECESSIDADES
EDUCACIONAIS ESPECIAIS EM GOIÁS
Ana Paula Ferreira¹; Hilton Ferreira da Silva²; Maria Elionete de Jesus
Itacaramby³

¹Faculdade de Iporá, anapaula.ferreira@go.senac.br; ²Faculdade de Iporá, hiltonferreiras@hotmail.com;


³Faculdade de Iporá, elioneteitacaramby@hotmail.com

INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem por finalidade identificar e analisar as diversas vertentes


que envolvem a inclusão e o processo de desenvolvimento cognitivo das pessoas com
necessidades educacionais especiais no estado de Goiás. A escolha desta temática de
trabalho baseia-se na relevância e no imenso valor que o conhecimento tem na vida dos
educandos.
Montoan (1997) discorre que a educação inclusiva instituída nas escolas goianas
tem contemplado imensas transformações, fundamentando uma busca de
aperfeiçoamento de técnicas e métodos de ensino, fatores que cooperam para que a
sociedade reconheça seu valor e atraiam para seu meio, inúmeros educandos, os quais
preconizam a sua ascensão social, cultural e profissional. Fatores que colaboram para que
o nível médio de escolarização brasileira alcance considerável qualificação.
O processo de desenvolvimento cognitivo das pessoas com necessidades
educacionais especiais se embasa em não perder de vista o educando como um todo, em
perceber suas necessidades de vivenciar situações de aprendizagem significativas, bem
como, ampliar seus recursos intelectuais. No espaço escolar todas as situações de
aprendizagem devem estar voltadas a auxiliar na aquisição do conhecimento. Assim
sendo, a aprendizagem deve ser embasada por planejamento e ações pedagógicas
consistentes, considerando nesse processo a realidade escolar e a vivência do educando.
Salienta-se que a relevância desta temática está no amplo valor que o educar tem
na vida das crianças portadoras de necessidades educacionais especiais. Evidenciar-se-à
por meio do estudo, as características vivenciadas no âmbito das instituições escolares
goianas. O estudo sobre desenvolvimento cognitivo das pessoas com necessidades
educacionais especiais no Estado de Goiás visa instituir novos estudos e pesquisa, ações
que fundamente as transformações necessárias à reedificação do processo educativo das

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crianças portadoras de necessidades educacionais especiais, suprimindode vez a ideia de


que as escolas são na atualidade instituições assistencialistas e não espaços educacionais.
Segundo a Constituição Federal de 1988 e Lei de Diretrizes e Bases da Educação
de 1996 a inclusão sociocultural dos educandos portadores de necessidades educacionais
especiaisé um processo que se fundamenta em viabilizar a inclusão dos segmentos em
vulnerabilidade social, destacando a cidade, a escola, o emprego e a assistência
social.Assim sendo esse procedimento é um grande desafio a ser enfrentado pela escola
pública goiana, visto que ela só se transformará em escola inclusiva quando garantir a
universalidade, a diversidade e a qualidade do ensino aprendizagem. Consequentemente,
a escola como aparelhamento social precisa estar ciente das diferentes formas de
manifestação da exclusão social, como as demandas de violência, ações discriminatórias,
reprovações e evasão escolar desses educandos.
Salienta-se que o processo ensino aprendizagem é uma etapa significativa para o
desenvolvimento das crianças com necessidades educacionais especiais, visto que é nesta
fase de sua infância que elas desenvolverão suas habilidades cognitivas fundamentais.
Instituir um trabalho pedagógico de qualidade com essas crianças é essencial, pois, ainda
nos dias atuais muitos indivíduos tem a concepção de que as crianças frequentam as
escolas das redes regulares somente para se socializarem, contudo, ressalta-se que, essa é
somente uma das funções das instituições escolares, conjuntamente a esta função,
atualmente escolas possuem também um olhar pedagógico.
A educação inclusiva é uma das modalidades de ensino da educação nacional
ondetranscorre o sistema educacional brasileiro em todos os níveis efases de ensino.
Segundo Sassaki (1999) a educação inclusiva é habitualmente oferecida na educação
básica de Goiás a partir de uma conjuntura de serviços e recursos especializados para
complementar o processo de ensino aprendizagem dos estudantes com necessidades
educacionais especiais, permanentese\ou transitórias, de maneira a assegurar o
desenvolvimento de suas características sociopolíticas, psicológicas, criadoras e
produtivas para a sua formação cidadã. O desígnio da educação inclusiva em Goiás é criar
mecanismos pedagógicos para que o educando com necessidades educacionais especiais
obtenha uma aprendizagem significativa, e, consigacontinuar nos estudos podendo
também progredir no trabalho.Assim, foicriadas lei e resoluções que instituem o respeito
às características individuais e igualdade de direitos entre todos os seres humanos, como
estabelece a Resolução do Conselho Estadual da Educação, nº. 07/2006 (GOIÁS/CEE,
2006).

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METODOLOGIA DE PESQUISA OU MATERIAL E MÉTODO

Buscar-se-á no decorrer da pesquisa de explicitar e sugerir por intermédio da


investigação bibliográfica, as características do desenvolvimento da educação inclusiva no
Estado de Goiás fomentando análises mais racionais sobre essa abordagem.A abordagem
principal terá como fundamento, esclarecer à classe acadêmica como está estruturada
educação para alunos incluso no Estado de Goiás, bem como, evidenciar os conflitos
existentes, e buscar através desta análise, formas para amenizar esta situação.
Elaborar e coletar dados estatísticos confiáveis, relevantes para se evidenciar e
traduzir a realidade do sistema educacional goiano é uma tarefa bastante complexa, esse
processo requer uma transmutação em seu âmago, empenho e vontade política para que o
processo seja executado de forma correta.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Santos (2008) relata que Goiás o programa de inclusão foi inserido em 1999
tendo como objetivo instituir, uma política educacional inclusiva, de maneira a atender a
diversidade das pessoas. Sua sustentação teórica embasa-se na perspectiva
sociocultural\interacionista defendida por Vigotsky (1998) que afirma ser o processo
ensino aprendizagem uma ação decorrente das relações interpessoais, e\ou um
acontecimento social e histórico.No âmbito escolar para que os profissionais da educação
implementem um trabalho satisfatório no campo da inclusão é necessário que esse
trabalho seja executado em equipe. Neste contexto, todos os envolvidos no processo de
inclusão dos portadores de necessidades educacionais especiais são responsáveis pelo
processo de ensino aprendizagem e pelos resultados das ações pedagógicas efetivadas na
escola. Assim disserta-se que as escolas goianas tem um papel de suma importância na
inclusão destes estudantes, os professores, os gestores, a comunidade escolar e a família,
bem como, as redes de apoio precisam manter um tênue dialogo que possibilite o pleno
desenvolvimento e a aprendizagem desses educandos.
Segundo Montoan (1997) todos os indivíduos com necessidades especiais
carecem de interação social, a como é primordial para seu crescimento cognitivo a sua
inserção ao mundo da cultura, fatores que propiciam relacionamentos saudáveis e
conflitos fundamentais para seu desenvolvimento sociocultural. Essa interação quando
realizada de modo adequado, influencia a constituição e aprimoramento dos processos
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mentais superiores, o pensamento, a linguagem e o comportamento, e, por conseguinte


ajusta a suas relações interpessoais e culturais no meio em que se encontra inserido.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A escola efetivará um processo educativo de inclusão consistente na medida em


que organizar e estruturar currículos e metodologias de aprendizagem, que propiciem a
edificação de relações de conhecimento, de reflexão e de inserção sociocultural. Em
suma, percebemos que a educação inclusiva é um aparato de fundamental importância,
que desenvolve da consciência, a dignidade humana, em fim, transforma relações e
estrutura novos meios de postura social. A educação produz o deslocamento cultural e
por meio dele à transfiguração da raça humana, e a melhoria da sociedade em que vivem.
A prática pedagógica em escolas de educação inclusiva goianas, porém, requer
mudanças significativas em suas estruturas, seu funcionamento, na formação humana dos
professores e nas relações família-escola. Com força transformadora, a educação
inclusiva aponta para uma sociedade inclusiva.
A inclusão não significa tornar todos iguais, mas respeitar as diferenças. Isto
exige a utilização de diferentes métodos pedagógicos e sociais para se responder às
diferentes necessidades, capacidades e níveis de desenvolvimento individuais.
A transformação do sistema educacional goiano e brasileiro e o desafio da
inserção da inclusão demanda de uma mudança global na organização e no
funcionamento da escola, que necessita adaptar-se e reelaborar seus paradigmas
psicológicos, didáticos, socioculturais e administrativos para assegurar a todos os seus
alunos as melhores condições de desenvolvimento e aprendizagem.
O processo educacional brasileiro tem nos últimos anos passados por relevantes
transformações, tornando-se um subsidio notório para se entender as transformações e
desigualdades sociais, políticas e econômicas, por meio da educação inclusiva é fácil
observar a ação humana na transformação e interação em seu meio, bem como, a inserção
das pessoas com deficiência no meio escolar.
O sistema educacional é um instrumento transformador e orientador de
mudanças no meio social, para tanto não deve ser compreendido como uma fórmula de
mudança sociocultural isolada, este mecanismo precisa ser concebido como um projeto
mediador de aprendizagem e de aquisição de cultura. Assim também se deve proceder
com a inclusão, ela não deve ser concebida como uma formula estruturadora de mudança

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sociocultural, mas como um mecanismo mediador de inserção de todos os seres humanos.


O processo educativo e de inclusão como elemento formador de consciência é um
instrumento de suma importância para se estruturar a humanidade, assim se destaca a
relevância do papel da educação inclusiva frente ao contexto ensino aprendizagem. Até
porque o padrão de aprendizagem nos dias atuais encontra-se pautado em uma ação
humana contextualizada, reflexiva, criativa, embasada no conhecimento e na maturidade
emocional e social.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Imprensa Oficial,


1988.
BRASIL. Congresso Nacional. Lei Federal nº 9.394. Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional. 20 de dezembro de 1996.
CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO CONSELHO PLENO RESOLUÇÃO CEE
N. 07, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2006, Disponível em:
http://www.sgc.goias.gov.br/upload/arquivos/2016,02/res__cee_nr_07_de_15_dezembr
o_2006.pdf, acesso em 06 de outubro de 2017.
MONTOAN, M.nT. E. A integração de pessoas com deficiências – contribuições
para uma reflexão sobre o tema. São Paulo: Memnon. 1997
MARTINS, J. S.Exclusão Social e hora desigualdade. MEC - Ministério da Educação
e Cultura. São Paulo: Paulus 1997.
SANTOS. M. C. D. Educação inclusiva: direito inquestionável.SEE/MEC. Inclusão
Revista da Educação Especial. V. 4 n°2 Julho/outubro, 2008.
SASSAKI, R. K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. 5ª edição. Rio de
Janeiro: Editora WVA, 1999.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente – o desenvolvimento dosprocessos
psíquicos superiores. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998

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JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL NA PRÉ-


ESCOLA
Cláudia Pereira Oliveira; Eva Sousa Parente; Juliene Silva Oliveira.
FAI - Faculdade de Iporá; claud.pereira@hotmail.com; pedagogiaeducadoras.56@gmail.com

RESUMO: A utilização dos jogos é como uma ferramenta de aprendizagem, presentes


na educação refere-se as características e as diferenças formas de jogos tradicionais,
trazendo a importância e a influência do folclore e suas cantigas de rodas. Esses métodos
de aprendizagem é bom para poder ter uma estabilidade e proporciona a melhora da auto
estima de conhecimento e interação ao meio sociocultural. Os jogos e brincadeira são de
fato os principais responsáveis por desenvolver a capacidade motora, linguística e
cognitiva. O ato de brincar auxilia a criança o desenvolvimento cotidiano como no
aspecto físico, afetivo, moral, intelectual e sócio –cultural. Baseando-se também no
lúdico com temas de histórias e músicas de rodas. Por meio de uma ação pedagógica
cabe ao professor ensinar com cautela esse meio de ação linear na pratica aplicada na
sala de aula ou espaço escolar, sendo de modo qualificado para as crianças respeitando
a interação de cada um. Como na lateralidade, coordenação na linguagem e como se
expressa compreende e se organiza dentro de cada regra e melhorando o raciocínio
lógico. A criança desenvolve atitudes de alteridade e de respeito pelo outro, percebendo
diferenças e individualidades culturais, que favorecem a sua autonomia no
desenvolvimento da imaginação, da memória ao observar assim associando a alegria que
proporciona a tal da ludicidade. Assim as brincadeiras e jogos favorece o equilíbrio
emocional para apropriação de signos sociais, isso ocorre virtudes de comunicação
interpessoal que se envolve por meio de interação.

Palavras- chave: Conhecimento; Aprendizagem; Criatividade; Desenvolvimento.

INTRODUÇÃO

O objetivo dessa pesquisa é que os jogos e brincadeiras possibilita a melhoria


do desenvolvimento cognitivo, coordenação motora, trabalha a lateralidade e a
psicomotora, em geral traz o benefício para o melhor conhecimento de aprendizagem.
O vivenciar e uma forma expressiva e continua na ação pedagógica que se vê o brincar
com uma metáfora viva, e se expressa no simbólico. A brincadeira identifica seus
aspectos de transformação, neste sentido a história e a cultura se funde dialeticamente
fornecendo informações na aprendizagem, ou melhor, símbolos culturais com as quais
a criança se identifica com sua cultura.
Assim aprimora na aprendizagem de tarefas e no desenvolvimento de
habilidades sociais, ludicidades necessárias as crianças para sua própria autonomia.
Isso também trás a melhor forma de conhecimento de aprendizagem oral,
trabalhando no desenvolvimento da oralidade.

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“Considerado como parte da cultura popular, o jogo tradicional guarda a


produção cultural de um povo em certo período histórico”. (KISHIMOTO, 1993, p.15)
Essa cultura não oficial, desenvolvida, sobretudo pela oralidade, não fica cristalizada.
Está sempre em transformação incorporando criações anônimas das gerações que vão
se sucedendo. Por ser elemento folclórico, o jogo tradicional assume características de
anonimato, tradicionalidade, transmissão oral, conservação, mudança e universalidade.
Não se conhece a origem desses jogos, a tradicionalidade e universalidade dos
jogos assentam-se no fato de que povos distintos e artigos como os da Grécia e Oriente
brincaram de amarelinha, de empinar papagaios, jogos pedrinhas, e até hoje as crianças
o fazem quase da mesma forma. (KISHIMOTO, 1993, p.15)
Kishimoto (1993), ele fala o exemplo da pipa, conhecida também como
papagaio ou arraia, teve sua origem em terras asiáticas.
Assim, entendemos que todas as melhorias e capacidades intelectuais, afetivas
e emocionais são construídas ao longo da vida do indivíduo pelo processo de interação
do ser com o meio. Isto significa que a criança cria vínculo e laços de respeito e sobre
suas ações, e afetividade no mundo que está a sua volta.
Portanto, podemos perceber que por meio do trabalho pedagógico no lúdico,
o professor terá uma interação bem desenvolvida com as crianças. E a criança terá seu
desenvolvimento linear, que conduz o seu desempenho na sua aprendizagem.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A ação do indivíduo se guia por sinais, vivências, marcas emocionais de


acontecimentos e símbolos de uma melhor desenvolvimento da aprendizagem, na
educação das crianças. Para isso o educador assegura a possibilidade de garantir as
intervenções pedagógicas no processo de educação, para garantir o melhor
desenvolvimento de aprendizagem. Cabe ao professor se integrar nas atividades
proposta ao aluno, para ter um melhor meio da interação, um olhar respeitável que
envolve sentidos e significado no mundo social, veste pela criança.
A ação do educador é voltada para o lado pedagógico, como um objetivo
desenvolvido no ponto de vista pedagógico do brincar, assim introduz a criação de uma
situação imaginaria, o lado lúdico pode ser considerado um meio para desenvolver a
mente o pensamento abstrato.

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O brincar é um meio físico social, que se interage de forma de series de


aprendizagem coletiva realizadas de variações de brincadeiras diferenciadas. A criança
se identifica ao brincar o qual se abre para o mundo imaginário em que se desloca da
realidade e voa para a fantasia um caminho metodológico assim criando um mundo
mais prazeroso e colorido nas brincadeiras.
Nessa ênfase se dá como uma metáfora que favorece o mundo complexo por
um mais simples, na compreensão da realidade em que se vive. A criança desenvolve
atitudes de alteridade e de respeito pelo outro, percebendo diferenças e individualidades
culturais, que favorecem a sua autonomia no desenvolvimento da imaginação, da
memória ao observar assim associando a alegria que proporciona a tal da ludicidade.
E muito importante na educação infantil, que tanto o pedagogo quanto a
criança se interage e se prima por seguir uma ação pratica intercultural e
interdisciplinar, dando valores nas diferenças, fortalecendo os processos interativos e
enriquecer a cultura infantil.

MÉTODOS E ATIVIDADES PEDAGÓGICAS NO JOGO E BRINCADEIRAS

O método é uma aprendizagem espontânea, que organiza e favorece os


conhecimento lógico, dando ações correspondentes e objetivos que se realizam no
conhecimento prático.
As atividades consistem no trabalho pedagógico, correspondendo uma
situação de reconstrução e aplicação desse conhecimento. Dando atividades que se
referem ações correspondentes aos jogos e brincadeiras na pré-escola, para serem
alcançados os objetivos propostos nas atividades elaboradas. O pedagogo deve ser
correspondentes aos jogos e brincadeiras para serem alcançados os objetivos propostos
nas atividades elaboradas.
O pedagogo ao atuar na pré-escola, deve corresponder a vários tipos de
classificação ao elaborar as atividades como, informação e compreensão, aplicação,
analise avaliação para poder ter uma boa realização aos jogos e brincadeiras. O jogo
deve ser proposto com organização, regras e diálogos, assim ensinando a criança que é
importante ter esses conhecimentos para obter uma melhor aprendizagem de
colaboração e respeito mútuo.
Também a realização do método com a prática esclarece seu encaminhamento
para que se realizem as técnicas (procedimentos, estratégias) e atividades como ações,

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exercícios físicos nesse caso é muito bom ter o desenvolvimento estrutural para o
benefício da saúde e do conhecimento de aprendizagem de diversas qualificações.
Para isso o pedagogo tem que ter uma boa autonomia de aprendizagem de
conhecimento (pesquisador), alguns dos princípios dessa pesquisa, orienta sua pratica,
a indissociabilidade entre ensino e pesquisa o conceito de um pedagogo com
pesquisador, isso estimula o conhecimento de um bom trabalho na pratica, trazendo um
benefício aos seus alunos. Ao brincar a diversas possibilidades de ações e
desenvolvimento no afeto, motricidade, linguagem, percepção, representação, memória
e outras funções cognitivas.
Assim as brincadeiras e jogos favorece o equilíbrio emocional para
apropriação de signos sociais, isso ocorre virtudes de comunicação interpessoal que se
envolve por meio de interação. Ao brincar, a ação criativa e automaticamente e
atividade pelo processo proximal, a qual cria a imaginação que depende da variedade
de experiência previa e se envolve especialmente por meio de brincadeiras simbólicas.
A criatividade e fundamental para series de desenvolvimento de aprendizagem, a
imaginação é uma forma de reflexões que da forma material aos seus frutos aos
conhecimentos. As crianças com uma boa interação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os jogos e brincadeiras são importantes no aprendizado da criança, com isso


a cultura são exemplos apropriados para os ensinamentos e os conhecimentos históricos
e a tradicionalidade. Com a ação pedagógica os jogos e brincadeiras tradicionais,
ressalta a sua importância no estudo da cultura com a criança, ao longo do texto busca-
se relacionar os jogos com os conceitos e influências da cultura e o bem estar da criança
em sua interação social e sua autonomia no aprendizado.

REFERÊNCIAS
OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos. Livro; Educador infantil Fundamentos e
Métodos 7 edição, Editora Cortez, 2011.
KISHIMOTO, Tizuko MorchidaI. O brinquedo na educação: considerações
históricas. Ideias, o cotidiano da pré-escola. São Paulo, n.7, p.39-45, 1990.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Fundação para o Desenvolvimento da Educação.
Jogos Infantis: o jogo, a criança e a educação. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 1993.

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ISSN: 2238-8451

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O Jogo e a Educação Infantil. p.15.Petrópolis: Vozes,


1996. KISHIMOTO, Tizuko Morchida O brincar e suas teorias. p.15.São Paulo:
Pioneira Thomson Learning, 2002.
ALVARO Marcel Palomo Alves A história dos jogos e a constituição da cultura
lúdica
https://www.google.com.brsearch?q=artigo+Historia+dos+jogos+e+brincadeiras+da+cu
ltura+ludica+de+Alvaro+macel+palomo&oq=artigo+Historia+dos+jogos+e+brincadeira
s+da+cultura+ludica+de+Alvaro+macel+palomo&gs_l=psy-
ab.12...4643.6970.0.8420.0.0.0.0.0.0.0.0..0.0....0...1.1.64.psyab..0.0.0....0.SDfYaKQ5v
Gwfile:///D:/Documentos/Downloads/1203-2010-1-PB.pdf : Data da pesquisa
16/09/2017 as; 14:33.

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FORMAÇÃO DOS PROFESSORES: A EXPANSAO DO ENSINO


SUPERIOR NO BRASIL
Devani Bueno Fernandes Souza
Faculdade de Iporá- FAI, Campus Iporá; devani1456@gmail.com

INTRODUÇÃO

O processo de desenvolvimento do Ensino Superior no Brasil em termos de


expansão ocorreu de forma paulatina. Num passado não muito longínquo, os brasileiros
conviveram com grandes dificuldades para o ingresso nas universidades públicas ou
privadas, fato que se deve tanto em relação à escassa oferta do ensino, quanto às próprias
condições financeiras da sociedade em poder arcar com os custos, deste modo, o acesso
ao ensino superior estava mais direcionado para a elite brasileira.

O desenvolvimento deste estudo é de crucial importância por possibilitar


estabelecer um paralelo do ensino superior no passadoe na atualidade no que tange à
oferta do ensino principalmente em face da iniciativa governamental. O estudo é
realizado partindo do estudo bibliográfico com ênfase na pesquisa qualitativa, buscando
colocar em evidências aspectos que marcaram a oferta do ensino superior no Brasil tanto
no passado como no presente, interpretar dados apresentados pelo INEP a fim de
compreender se houve avanço ou retrocesso no numero de matrículas em cursos
universitários.

É notório que o acesso ao ensino superior carrega consigo um histórico no qual o


mesmo fora relegado à sociedade brasileira e ainda hoje mesmo sabendo-se que há um numero
significativo de universitários, esta modalidade de ensino ainda necessita ser mais bem
expandida, sendo consciente, portanto de que o governo sempre esteve fechado para o incentivo
ao desenvolvimento intelectual para poder continuar mantendo o status quo, se faz necessário
entender melhor este cenário.

Autores como Martins (2002), Brasil (2010) Koche (1997) e Sguissardi (2006)
contribuíram de forma elementar para a compreensão e conclusão das discussões aqui propostas.

Ter acesso direto ao ensino superior representa para o individuo não somente
crescimento pessoal, mas e principalmente representa a possibilidade de intervir na realidade
desigual na qual, os brasileiros se encontram imersos. Configura-se também como a mais real
possibilidade de desenvolver o pensamento crítico que desde o processo de escolarização básica
tem sido aniquilado em prol da alienação do pensamento.

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MATERIAL E MÉTODO

O desenvolvimento deste estudo e deu por meio da pesquisa bibliográfica de


caráter qualitativo, a escolha para tais métodos tem por fundamento o fato de que para
estabelecer um paralelo da expansão do ensino superior no Brasil nas últimas décadas
necessário se faz analisar dados já coletados e que servirão de ponto de partida para o
alcance dos objetivos pré-determinados.

Koche (1997, p. 122) afirma que a pesquisa bibliográfica pode ser realizada
com diferentes fins:

a) para ampliar o grau de conhecimentos em uma determinada área,


capacitando o investigador a compreender ou delimitar melhor um problema
de pesquisa;
b) para dominar o conhecimento disponível e utilizá-lo como base ou
fundamentação na construção de um modelo teórico explicativo de um
problema, isto é, como instrumento auxiliar para a construção e
fundamentação de hipóteses; c) para descrever ou sistematizar o estado da
arte, daquele momento, pertinente a um determinado tema ou problema.

Nessa perspectiva, foram escolhidos três autores que dissertam sobre a


temática aqui abordada, a partir dos quais, se realizou leitura, interpretação e análise de
dados apresentados pelos mesmos e que foram relevantes por darem consistência
teórica necessária para a compreensão à qual se chegou.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Quando se busca na literatura dados referentes ao número de professores


formados no Brasil no passado, raros dados são encontrados e quando são, são
marcados pela superficialidade. Isso se deve ao fato de que o acesso ao ensino superior
no Brasil era privilégio de poucos que pertenciam à elite. Do ponto de vista histórico,
Martins (2002) pontua que o marco do ensino superior no país foi a chegada da família
real portuguesa no ano de 1808 com a criação das:

“escolas de Cirurgia e Anatomia em Salvador (hoje Faculdade de Medicina


da Universidade Federal da Bahia), a de Anatomia e Cirurgia, no Rio de
Janeiro (atual Faculdade de Medicina da UFRJ) e a Academia da Guarda
Marinha, também no Rio. Dois anos após, foi fundada a Academia Real
Militar (atual Escola Nacional de Engenharia da UFRJ)”.(MARTINS,
2002, p. 01)

Entre 1808 e 1933, o cenário do ensino superior permanece praticamente

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inalterado, surgiram outras escolas inclusive na rede particular de ensino, mas o caráter
deste ainda se centrava no elitismo. Foi então, a partir de 1933 que se emerge os
primeiros dados estatísticos que permitem desenhar o seguinte contexto:

[...] o setor privado respondia por 64,4% dos estabelecimentos e 43,7% das
matrículas do ensino superior, proporções que não se modificaram de maneira
substantiva até a década de 1960 porque a expansão do ensino privado foi
contrabalançado pela criação das universidades estaduais e pela federalização
com anexação de instituições privadas. (MARTINS, 2002, p. 01).

Nos anos de 1960 o número de universitários matriculados alcança uma marca


de 226.218, onde 93.202 pertenciam ao ensino privado e 104.288 no ensino público,
entretanto, o número de excedentes é de 28.728, o que permite compreender que o ensino
público não tinha condições de receber todos os universitários aprovados. (MARTINS,
2002).

De certa forma esse número de excedentes teve grande importância por


estimular o processo de expansão do ensino superior e em virtude disso, entre os anos 60 e
80 do século passado, o número de matricula cresce de forma esporádica:

[...] saltando de aproximadamente 200.000 para 1,4 milhão, ¾ partes do


acréscimo atendidas pelo iniciativa privada. Em finais da década de 1970 o
setor privado já respondia por 62,3% das matrículas, e em 1994 por 69%.

As mudanças mais significativas tem ênfase maior a partir do ano de 2001 onde
se verifica o alavancamento onde chega a triplicar o numero de matrículas no Ensino
Superior entre os anos de 2001 a 2010, conforme pode-se verificar no quadro abaixo:

Evolução das matrículas na educação superior, no período 2001-2010


Públicas Privada
Ano Total
Total % Fed. % Est. % Mun. % Total %

2001 3.036.113 944.584 31,1 504.797 16,6 360.537 11,9 79.25 2,6 2.091.529 68,9
0

2002 3.520.627 1.085.977 30,8 543.958 15,4 437.927 12,4 104.4 3,0 2.434.650 69,2
52

2003 3.963.933 1.176.174 29,9 583.633 14,8 465.978 11,8 126.5 3,2 2.760.759 70,1
63

2004 4.223.344 1.214.317 28,8 592.705 14,0 489.529 11,6 132.0 3,1 3.009.027 71,2
83

2005 4.567.798 1.246.704 27,3 595.327 13,0 514,726 11,3 136.6 3,0 3.321.094. 72,7
51

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2006 4.883.852 1.251.365 25,6 607,180 12,4 502.826 10,3 141.3 2,9 3.632.487 74,4
59

2007 5.250.147 1.335.177 25,4 641.094 12,2 550.089 10,5 143.3 2,7 3.914.970 74,6
59

2008 5.808.017 1.552.953 26,7 698.319 12,0 710.175 12,2 144.4 2,5 4.255.064 73,3
59

2009 5.954.021 1.523.953 25,6 839.397 14,1 566.204 9,5 118.2 2,0 4.430.157 74,4
63

2010 6.379.299 1.643.298 25,8 938.656 14,7 601.112 9,4 103.5 1,6 4.736.001 74,2
30

Fonte: INEP. Censo da Educação superior, 2010.

É bem nítido o crescimento do numero de matrículas pois, em 2001 haviam 3.036.113


matrículas, em 2010 o número de universitários chega a ser três vezes maior, chegando a somar
6.379,299 acadêmicos.

Muita embora tenha ocorrido esse salto, há que se considerar que a acanhada expansão
do setor público e o grande crescimento do setor privado explicam-se, em grande medida, pela
drástica redução do financiamento às IFES e pelas facilidades de criação de IES privadas,
especialmente com finalidade de lucro. (SGUISSARDI, 2006). Mas há também que se
considerar que o fator do desenvolvimento tecnológico que possibilitou a expansão do ensino
ofertado através do ensino à distância também contribuiu significativamente para o crescimento.
Mas também, há que se enfatizar que o governo reforça o crescimento do ensino nas instituições
privadas pelo processo de oferta de bolsas universitárias ou ainda através de programas como o
FIES.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Analisando os dados já assinalados e estabelecendo um paralelo entre a


expansão do Ensino Superior no Brasil, verifica-se que no passado era somente a elite
quem gozava do privilégio de ter acesso aos cursos universitários, e que na atual alidade
embora haja uma disparidade no que tange à oferta em rede publicas/privadas, a
realidade na qual o país se insere recai-se na rede privada com maior concentração.

Embora o poder público tenha mesmo que indiretamente estimulado a expansão


do ensino universitário, seja pela concessão de bolsas, seja pelo desencadeamento de
programas de financiamento, ainda há muito por fazer, tendo em vista que há uma grande
parcela da sociedade que ainda se vê exclusa dos bancos universitários.

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REFERÊNCIAS

BRASIL. INEP. Censos Escolares da Educação Superior 2001-2010.Brasília, DF:


Ministério da Educação/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira. Disponíveis em: <http://portal.inep.gov.br/superior-censosuperior-sinopse>.
(Acesso em: 16/10/2017).

KÖCHE, J. C. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e prática da


pesquisa.
15. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.

MARTINS, Antonio Carlos Pereira. Ensino superior no Brasil: da descoberta aos dias
atuais. Acta Cir. Bras. [online]. 2002, vol.17, suppl.3, pp.04-06. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-86502002000900001
(Acesso em: 16/10/2017)

SGUISSARDI, V. Reforma universitária no Brasil – 1995-2006: precária trajetória e


incerto futuro. Campinas, Educ. & Soc., v. 27, n. 96 - Especial, p. 1021-1056, out., 2006.

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Área do Conhecimento: Química


Eixo Temático: Metodologias e práticas de ensino.

APLICAÇÃO DE UM JOGO ENVOLVENDO A VOLUMETRIA


ÁCIDO BASE
Carolline Rodrigues Almeida¹; Erika Crispim Resende².

¹Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano Campus – Iporá,


carollinerodriguesalmeida@gmail.com; ²Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano
Campus – Iporá. erika.resende@ifgoiano.edu.br

INTRODUÇÃO

O ensino de química tem sido algo desafiador para os docentes da área, tanto para
os que se encontram no exercício da profissão quanto para os que estão ingressando na
carreira. Por ser uma disciplina abstrata e considerada complexa pela maioria dos
estudantes, a química não é muito atrativa e prazerosa para os alunos (REGINALDO,
2012).
Diante desse contexto, foram desenvolvidas algumas metodologias alternativas
para chamar a atenção dos alunos e tornar a disciplina de química mais atrativa e prazerosa
para os mesmos. Uma dessas metodologias foi o uso de jogos ou atividades lúdicas que
buscam relacionar o educativo e o lúdico a fim de trazer o aprendizado de forma prazerosa
(SOARES, 2004). O jogo pode ser usado também como forma de avaliação, pois o aluno
de diverte e nem percebe que está sendo avaliado (REZENDE e SOARES, 2011).
A avaliação prévia ou avaliação diagnóstica é utilizada com a finalidade de se
avaliar o conhecimento prévio dos alunos. A utilização do jogo para fazer a avaliação
prévia dos alunos, pode ajudar a avaliar realmente o conhecimento já adquirido por eles,
pois não será reconhecido pelos alunos como avaliação, tornando as respostas mais
espontâneas (REZENDE e SOARES, 2011).
O jogo também pode contribuir para quebrar a barreira inicial existente entre o
aluno e um novo professor, fazendo com que a relação entre eles se dê de uma forma mais
dinâmica.
Uma das vantagens dos jogos é possibilitar que o aluno tenha uma aprendizagem.
A construção de uma aprendizagem significativa está associada com a capacidade do
indivíduo de relacionar o que já está formado com um novo conhecimento, construindo e
reconstruindo conceitos para que se efetive a aprendizagem (MOREIRA, 2002). Outra

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alternativa para buscar o aprendizado efetivo é a experimentação problematizadora.


A experimentação problematizadora é outra metodologia alternativa para o ensino
de química, ela se baseia em uma das etapas do método de Paulo Freire na educação de
jovens e adultos, onde segundo Freire (1987, p.57), “no processo de busca da temática
significativa, já deve estar à preocupação pela problematização dos próprios temas”.
Desde o planejamento, a problematização já deve ser uma preocupação para os
professores.
De acordo com Gonçalves (2014) a experimentação problematizadora se divide
em três momentos: problematização inicial, onde se verifica os conhecimentos prévios
dos alunos, organização do conhecimento, onde o conteúdo é trabalhado de forma
problematizadora, e o terceiro momento que se caracteriza pela aplicação do
conhecimento.
Como tema central do trabalho foi escolhido o método de titulação ácido-base, que
segundo o Currículo Referência da Rede Estadual de Educação de Goiás deve ser
trabalhado no segundo semestre para as turmas do segundo ano do ensino médio.
Diante deste contexto, o objetivo deste trabalho foi visando utilizar a
experimentação problematizadora como ferramenta no processo de ensino-aprendizagem
de temas relacionados à titulação.

METODOLOGIA DE PESQUISA OU MATERIAL E MÉTODO

O projeto foi desenvolvido no Instituto Federal Goiano Campus Iporá, na turma


do 2º C na forma de seis aulas. Nas duas primeiras aulas foi realizado um jogo
constituído por duas etapas, na primeira etapa os alunos foram divididos em grupos e
cada grupo respondia uma pergunta referente aos conteúdos que estão relacionados ao
tema de titulação, tais como: reação e equação química, estequiometria, soluções,
ácidos e bases.
Na segunda etapa os alunos deveriam desenhar um sistema de titulação,
nomeando as vidrarias e reagentes utilizados especificando suas funções, além de
descrever todo o processo da titulação.
Nas outras quatro aulas foi realizada uma prática de titulação no laboratório com
todos os alunos da turma. Durante essas aulas foram abordados conteúdos teóricos
juntamente com a prática. A avaliação da aprendizagem dos alunos foi feita a partir de
análise das filmagens das aulas e das questões respondidas pelos alunos no roteiro de

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aula.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Durante a aplicação do jogo, para verificação do conhecimento prévio dos alunos,


foi possível notar que os mesmos já haviam construído um conhecimento a respeito da
titulação. Na segunda etapa do jogo, na qual os alunos deveriam construir e explicar um
sistema de titulação, houve demonstração do domínio do conteúdo e todos os grupos
participantes conseguiram explicar de forma clara e objetiva os procedimentos de uma
prática de titulação.
No entanto, no primeiro momento do jogo, no qual os alunos deveriam responder
perguntas de conteúdo considerados pré-requisitos para a titulação, observou-se
dificuldade em formular conceitos e responder a perguntas conceituais, tais como:
definição de ácidos e bases e a realização de cálculo para a determinação da concentração
comum de uma solução.
Esperava-se que um resultado diferente, já que os alunos, de uma forma geral,
apresentaram ter domínio de um conteúdo com um nível maior de dificuldade e não
demonstraram conhecimentos em conteúdos considerados básicos. Isso pode estar
relacionado ao fato dessa turma ser uma turma do técnico em química integrado ao ensino
médio, tendo assim um maior contato com a titulação em disciplinas específicas.
Por ser um conteúdo prático e muito realizado pelos alunos dessa turma o
conteúdo de titulação pode ter se tornado mais fácil que os demais conteúdos, que
comumente são trabalhados de forma teórica e expositiva.
O que normalmente acontece é trabalhar apenas um conteúdo por vez, sem
relaciona-lo aos conteúdos já trabalhados, ou seja, durante as aulas de titulação não são
feitas associações aos demais conteúdos.
Essas lacunas nos conteúdos básicos da química apresentadas pela maioria dos
alunos dessa turma, podem estar relacionadas com a forma que esses conteúdos foram
trabalhados nas séries anteriores, não permitindo aos alunos uma aprendizagem
significativa.
Como os alunos apresentaram um conhecimento satisfatório do conteúdo de
titulação, a prática foi utilizada para trabalhar os conteúdos que os alunos demonstraram
ter maior dificuldade.
O roteiro foi construído com questões iniciais que relacionavam conteúdos como

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coeficiente de solubilidade, concentração e diluição, estequiometria e balanceamento.


Não foi dado aos alunos um roteiro pronto. Durante a aula, alunos e o professor
construíram os procedimentos e os materiais e métodos, dessa forma o aluno pode
entender melhor o motivo da realização de cada etapa podendo ter um maior aprendizado.
As questões iniciais fazem parte da primeira etapa da experimentação
problematizadora, a problematização inicial, através da qual é possível perceber o
conhecimento dos alunos e ao mesmo tempo sanar dúvidas que eles possam apresentar.
Ao responder as questões iniciais juntamente com os alunos e relacionar esses conteúdos
com a titulação, que é um conteúdo que eles já haviam atribuído significado, pode tornar
a aprendizagem mais fácil por conseguir relacionar os conhecimentos.
Analisando as respostas finais do roteiro, podemos perceber que a maioria dos
alunos conseguiu relacionar alguns conteúdos com a prática da titulação, por exemplo,
explicando as reações que ocorrem durante a titulação, os alunos relacionam a prática de
titulação com os conteúdos de reação e equação química, ácidos e bases e pH.
Foi possível perceber também que os alunos não compreendiam alguns fenômenos
que acontecem na titulação, por exemplo, como funciona um indicador, eles não tinham
o conhecimento que isso está relacionado com o equilíbrio químico.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
As metodologias alternativas podem auxiliar o professor tanto na aplicação do
conteúdo quanto na avaliação. A utilização da experimentação auxiliou os alunos na
construção de uma aprendizagem mais significativa, se tornando base para a construção
de novos conhecimentos a partir da interação com o que já foi construído.

REFERÊNCIAS

GONÇALVES, F. P.; Experimentação na educação em química: fundamentos


propostas e reflexões. A experimentação e o problema da aprendizagem: propostas para
a educação superior em química, Ed. 1, Editora UFSC. 2014

MOREIRA, M. A. O que é afinal aprendizagem significativa? Qurriculum, La


Laguna, Espanha, 2012.

REGINALDO, C. C.; SHEID, N. J.; GÜLLICH, R. I. C.; O ensino de ciências e a


experimentação. IX Seminário de Pesquisa em Educação da Região Sul, 2012.

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REZENDE, M. P. D. de; SOARES, M. H. F. B. A construção de jogos como forma de


avaliar o aprendizado em ecologia com alunos de 3° ano do ensino médio. Dissertação
de mestrado. Programa de Mestrado em Educação em Ciência e Matemática. UFG. 2011.

SOARES, M. H. F. B. O Lúdico em Química: Jogos e Atividades Aplicadas ao Ensino


de Química. 2004. 218 f. Tese (Doutor em ciências, área de concentração: Química)-
Universidade Federal de São Carlos, São Paulo, 2004.

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ATENÇÃO!!! SIGA UM LIVRO.


Eliene Félix Duarte Menezes ; Suzi Darley da Costa Miranda Silva.
Centro de Ensino em Período Integral de Aplicação- Iporá GO.email: 52027104@seduc.go.gov.br.

INTRODUÇÃO
Os seres humanos desde os primórdios apresentaram necessidade de se deslocar
de um lugar ao outro, no início na fase nômade o fazia a pé, no entanto com o passar dos
anos e chegando a era contemporânea com a utilização de automóveis variados, essa
necessidade tornou-se um dilema, para a vida de todos os cidadãos.
Ao mesmo tempo em que os meios de transportes trouxeram benesses a
sociedade agilizando serviços essenciais por outro lado a utilização em massa de
automóveis tornou-se um bem de consumo desejável por muitos, o resultado é um trânsito
caótico, poluição ambiental e pessoas sedentárias. E somando a todo esse grande número
de veículos nasvias, estão os acidentes que tem deixado sequelas na vida de muitos jovens
principalmente.
Estudos realizados por órgãos nacionais (CINETRAN) têm demonstrado que o
trânsito no Brasil tem ceifado mais vidas do que em determinadas guerras. Daívem o
questionamento: Por que um bem quefoi desenvolvido para a melhoria da vida tem trazido
consigo males a sociedade?
Pensando neste questionamento, que a Unidade Escolar CEPI de Aplicação
durante há alguns anos tem desenvolvido ações de reflexão a respeito do tema na Semana
Nacional do Trânsito, amparada por políticas públicas que visam uma Educação para o
trânsito, a qual deve ser iniciada desde cedo com os alunos, para que os futuros condutores
sejam mais conscientes do que os que estão dirigindo atualmente.
Este ano letivo partimos de situações vivenciada no trânsito de Iporá, pelo fato
de os nossos alunos residirem e transitarem pelas ruas desta cidade, assim diante do
númeroelevado e gradual de acidentes ocorridos envolvendo motoristas, motociclista e
pedestres., escolhemos o trânsito de Iporá como objeto de estudo deste projeto.

METODOLOGIA DE PESQUISA

Por acreditar no papel emancipador da Educação e a influência que esta deve


exercer sobre a sociedade,a unidade escolarCEPI de Aplicação, busca oferecer

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Educação Integral em Tempo Integral, valorizando ações que incentivam e promovam


debates, reflexões a respeito de cidadania, assim dentro deste contexto, neste projeto
salientamos como metodologia a pesquisa, o debate, a análise de dados e a reflexão de
ações que visam mudanças de atitudes no que diz respeito ao trânsito nesta cidade
somado a leitura de gêneros variados e produções textuais.

Ao denominar o projeto com o nome: “Atenção!!! Siga um livro!”, enfatizamos


além da realidade de trânsito vivenciada pelos alunos, a leitura, pois a partir de
exemplos positivos existentes no país, que trata temas atuais para estimular a leitura
fluente, bem como a reflexão sobre o que lê, pois a partirde umainformação trazida
pelos alunos é possível com a agregação de leituras variadas construir o conhecimento
eficaz, conforme já citado por Perrenoud( ¨... A Escola não constrói a partir do zero,
nem o aprendiz não é uma tábula rasa, ele sabe, ao contrário, muitas coisas....”),em As
Dez Competências para Ensinar, p. 28.

No intuito de contribuir efetivamente no incentivo a leitura e produção


reflexivas de nossos alunos,durante o período de 04 a 22 de setembro algumas ações
foram realizadas, entre elas a sensibilização tanto dos alunos quanto dos professores
para o tema abordado pelo projeto; palestras com o superintendente da SMTU da
cidade para falar sobre o que tem sido feito para amenizar a situação do trânsito na
cidade; palestra sobre Inclusão e acessibilidade da pessoa com deficiência que transita
pela cidade de Iporá; análise de dados sobre número de acidentes ocorridos na cidade
no mesmo período porém em anos distintos; produção de notícias, paródias e
desenhos com o tema abordado bem como reconto de causos e histórias na “Tenda da
leitura” montada no pátio da escola.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS


Durante a realização de cada ação, contamos com a parceria de todos os
servidores da unidade escolar que ao longo do período de execução foramreavaliando
os objetivos alcançados ou em alguns casos se seria necessário mudança de rota para
que a aprendizagem proposta ocorresse de fato.
Além do envolvimento do grupo docente, contamos com a colaboração de
amigos da escola, como a escritora Ironita Mota, que esteve presente na unidade escolar
para falarsobre o ato de escrever, já que muitos alunos tinham em mente que um(a)

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escritora era alguém muito velho ou que já havia morrido como Monteiro Lobato. Essa
presença foi fundamental para incentivar os alunos a lerem e a produzir, já que eles
também são escritores de suas próprias histórias, e entre suas histórias está sua conduta
no trânsito a partir de tanta informação que obtiveram durante os dias 04 a 22 de
setembro.
Trabalhar virtudes como: paciência, tolerância, responsabilidade, coleguismo,
humildade e saber ouvir com atenção foram objetivos específicos do projeto, pois todos
esses valores são fundamentais para uma vida em sociedade e principalmente no que diz
respeito as vias de tráfego.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao concluir o projeto: “Atenção!!! Siga um livro!”, foi possível constatar um
aprendizado significante na vida e convivência dos alunos no que diz respeito a relação
de cidadania no trânsito, se tornando críticos e observadores quanto as ações de
motoristas e pedestres nas vias, outro ponto a salientar foram quanto ao estímulo a
leitura, produção e reconto de histórias, entre as turmas envolvidas tivemos o destaque
do 4º Ano A, que na “Tenda de Leitura” recontou causos, as histórias Menina Bonita
do Laço de Fita de Ana Maria Machado, e Colchas de retalhos de Conceil Corrêa da
Silva, demonstrando boa memorização e expressão corporal.
A música foi outro ponto abordado pelos alunos do 6º Ano, que através da
paródia, expuseram o que sentiam e aprenderam sobre a educação no trânsito tão
necessária, além de entrevistas, filmes e carta ao leitor produzidopelos demais alunos da
segunda fase do ensino fundamental.

REFERÊNCIAS

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Área do Conhecimento: Ciências Biológicas


Eixo Temático: Metodologia e Práticas de Ensino

USO DA PLANTA MEDICINAL ALTERNANTHERA BRASILIANA


COMO MEDICAMENTO FITOTERÁPICO EM UMA ESCOLA
PÚBLICA DE TEMPO INTEGRAL NA CIDADE DE IPORÁ,
GOIÁS
Natane Morais de Castro; Francielly Alves Ferreira; Flávia Damacena Sousa
Silva
Universidade Estadual de Goiás, Campus Iporá; natanemcastro@gmail.com; Universidade Estadual de
Goiás, Campus Iporá; falvesf27@gmail.com; Universidade Estadual de Goiás, Campus Iporá;
flavia.damacena@ueg.br

Resumo: Desde a antiguidade, a humanidade sofre com enfermidades. Os índios e os europeus,


associando seus conhecimentos descobriram nas plantas medicinais uma grande arma para tratar
os males de seus povos. Tal prática persiste até os dias atuais, onde se tornou um meio
alternativo, mais barato e com menos efeitos colaterais. Dentre as inúmeras plantas medicinais
existentes, a Alternanthera brasiliana, da família Amaranthaceae, mais popularmente conhecida
como terramicina, penicilina ou doril, é uma planta que está presente em quase todas as áreas
abertas do Brasil, principalmente regiões litorâneas e na Amazônia. Suas finalidades medicinais
são bem amplas e as formas de utilização da mesma também. A iniciação científica desenvolve
projetos na escola, com temas que envolvem alunos, professores e a comunidade. Assim, o
presente trabalho buscou, através de questionários, analisar se a terramicina era utilizada em uma
escola de tempo integral de Iporá enquanto medicamento fitoterápico. Como resultados obtidos,
percebeu-se que a terramicina, juntamente com demais plantas medicinais, são usadas na
unidade escolar para os mais variados tipos de enfermidades. A terramicina é usada através de
chás para tratar dores de cabeça e infecções. É administrada por profissionais que lidam
diretamente com os alunos. Conclui-se, que apesar de não ser tão conhecida como outras plantas
medicinais, a terramicina é uma alternativa de uso medicinal de excelente qualidade, uma vez
que são inúmeros seus benefícios e sua acessibilidade a torna de fácil cultivo e utilização.

Palavras-chave: Alternanthera brasiliana; Utilização; Iniciação Científica; Escola;


Conhecimento.

INTRODUÇÃO

Os índios sempre tiveram uma relação próxima com a natureza e dispunham dela
para diversas necessidades como, por exemplo, na vestimenta, alimentação, moradia e
finalidades medicinais (ALMEIDA, 2011).
A utilização de plantas medicinais vem desde os primórdios da humanidade.
Logo que chegaram ao Brasil, os europeus se depararam com a grande quantidade dessas
plantas e como as mesmas eram fortemente utilizadas pelos índios na cura e prevenção
de doenças. Associados os conhecimentos de ambos, índios e europeus, desenvolveu-se

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a fitoterapia, um ramo que resultou uma relação que foi de suma importância para o
aproveitamento correto e total da planta (BRAGA, 2011).
De acordo com ALVIM et al (2006, p.2),
O homem primitivo buscou na natureza as soluções para os diversos males que
o assolava, fossem esses de ordem espiritual ou física. Aos feiticeiros,
considerados intermediários entre os homens e os deuses cabia a tarefa de curar
os doentes, unindo-se, desse modo, magia e religião ao saber empírico das
práticas de saúde, a exemplo do emprego de plantas medicinais. A era antiga
inaugurou outro enfoque, quando, a partir do pensamento hipocrático, que
estabelecia relação entre ambiente e estilo de vida das pessoas, os processos de
cura deixaram de ser vistos apenas com enfoque espiritual e místico.

As plantas medicinais eram vistas como “armas” que eram capazes de curar.
Ainda nos dias atuais, elas não deixaram esse posto. Diferentemente de outros remédios,
os que têm como base essas plantas costumam causar menos efeitos colaterais e são mais
baratos.
O uso das plantas medicinais como um recurso terapêutico atinge, cada vez mais,
um público maior. Um fato preocupante em relação a esse dado, é a utilização
indiscriminada dessas plantas sem qualquer conhecimento fitoquímico, farmacológico e
toxicológico (ALICE et al., 1995). A pesquisa com plantas medicinais contribui para o
melhor uso destes recursos pela população (AMOROZO & GÉLY, 1988), assim:
O grande uso de medicamentos à base de plantas medicinais e o próprio
conhecimento popular traz consigo a necessidade de pesquisas para o
esclarecimento e confirmação de informações sobre as ações das plantas,
visando a minimização de efeitos colaterais e toxicológicos, haja vista esse uso
deve ser confiável e seguro (FIRMO et al., 2011, p.94).

A família Amaranthaceae compreende subarbustos, ervas e trepadeiras, com


ciclo de vida anual ou perene, predominantemente tropical a subtropical. Possui 65
gêneros e cerca de 1000 espécies. No Brasil, essa família é representada por 15 gêneros
e cerca de 100 espécies, que ocorrem em áreas de cerrado, matas de galerias, formações
florestais alteradas, terrenos baldios e cultivados (SIQUEIRA, 2002).
O gênero Alternanthera possui cerca de 80 espécies, distribuídas pela América
do Sul, sendo que 30 delas ocorrem no Brasil (SIQUEIRA, 2002). Por apresentar
atividade terapêutica proporcionada por compostos bioativos, algumas espécies desse
gênero são utilizadas na medicina popular (ALVES et al., 2013). A espécie
Alternanthera brasiliana é uma de muitas plantas utilizada como medicamento,
geralmente cultivada em canteiros domésticos (SENNA, GIULIETTI & RAPINI 2006).
A Alternanthera brasiliana é uma espécie herbácea, de base lenhosa, perene,
ereta e muito ramificada, que apresenta 60-120 centímetros de altura e caule cilíndrico,

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sendo nativa de áreas abertas de quase todo o Brasil, principalmente da região litorânea
e Amazônia (LORENZI, 2008; SENNA, 2006). As folhas da A. brasiliana apresentam
diversos padrões de coloração que vão desde o verde à púrpura (DELAPORTE et al.,
2002).
Essa espécie é conhecida popularmente por penicilina, terramicina e perpétua-
do-mato (DELAPORTE et al., 2002), sempre-viva, caaponga, carrapichinho,
carrapichinho-do-mato, perpétua-do-brasil, quebra-panela, cabeça-branca, acônito-do-
mato, ervanço, nateira, infalível e doril (LORENZI, 2008).
A planta A. brasiliana é indicada para problemas de garganta, para febre,
enxaqueca e gripe, e em acidentes com ofídios e aranha, agindo como antibiótico e anti-
inflamatório, analgésico e anti-infeccioso, respectivamente (BARROS et al., 2007).
Quando as folhas dessa planta são utilizadas na forma de infusão ou decocto, são
consideras béquicas (NIHEI, DIAS & PEREIRA, 2001 apud LORENZI, 2008), além
disso, a infusão de suas folhas também é considerada diurética, digestiva, depurativa,
sendo usada para moléstia do fígado e bexiga (MORS, RIZZINI & PEREIRA, 2000
apud LORENZI, 2008). O seu extrato obtido com solventes orgânicos apresenta
atividade antitumoral (NIHEI, DIAS & PEREIRA, 2001 apud LORENZI, 2008). Nas
Guianas, nativos e indígenas, usam as folhas dessa planta como adstringente e
antidiarreico, e o macerado da planta inteira contra prisão-de-ventre (GRENAND,
MORETTI & JACQUEMIN, 1987 apud LORENZI, 2008).
Este trabalho é parte integrante do Estágio Supervisionado em Ciências e a
temática nele trabalhada se enquadra no projeto de Iniciação Científica de uma escola
pública de tempo integral na cidade de Iporá, Goiás, que tem como tema as plantas
medicinais e o seu uso popular como medicamento fitoterápico. Neste sentido, a
pergunta que dá origem a este trabalho é: Como (e se) tem sido implementada a
Alternanthera brasiliana, vulgar terramicina, no projeto de Iniciação Científica da
escola e como é trabalhada com os alunos. Assim, pretende-se, investigar o
conhecimento prévio que os alunos têm sobre a planta, seu uso, benefícios e malefícios,
além de averiguar o conhecimento científico adquirido por eles por meio da Iniciação
Científica e se essa planta é usada como medicamento fitoterápico no ambiente escolar.

METODOLOGIA DE PESQUISA OU MATERIAL E MÉTODO

A abordagem metodológica escolhida foi qualitativa, pois se deu no ambiente

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escolar, onde o mesmo é constituído por indivíduos que participam ativamente nesse
contexto educacional. A abordagem qualitativa consiste no reconhecimento e na análise
de diferentes perspectivas dos sujeitos envolvidos a respeito do objeto em estudo,
partindo dos significados sociais e subjetivos a ele relacionados (FLICK, 2009).
A pesquisa deu-se em uma escola pública de tempo integral da cidade de Iporá,
Goiás. Foram sujeitos da pesquisa os alunos do 6º e 7º ano do EF que participaram do
projeto de Iniciação Científica/Letramento, professora responsável e auxiliar de pátio.
O instrumento de coleta de dados utilizado foi o questionário. Esse instrumento de coleta
foi escolhido porque permite uma maior ampliação do campo de pesquisa, devido à
possibilidade de participação de um maior número de pessoas, consequentemente um
maior levantamento de informações, e por ser um método mais preciso na análise e
quantificação dos dados (OLIVEIRA, 2012). Foram elaborados três tipos de
questionários, um que foi aplicado junto à professora responsável pelo projeto de
Iniciação Científica, um junto à auxiliar de pátio da instituição e outro para os alunos.
Após a aplicação dos questionários, os resultados obtidos foram organizados e
tabulados, para análise conforme literatura que trata sobre a Alternanthera brasiliana.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Os resultados apresentados tratam-se dos conhecimentos dos sujeitos


pesquisados sobre a planta Alternanthera brasiliana e como é feita sua utilização dentro
do contexto escolar. Participaram da pesquisa uma professora, uma assistente de pátio e
vinte e dois alunos, sendo todos de escola pública estadual de tempo integral.
Primeiramente, foram analisadas as informações obtidas dos alunos em relação
à pesquisa realizada com estes. Os alunos compreendiam uma faixa etária de 11, 12 e
13 anos, sendo 11 do sexo feminino e 11 do sexo masculino. O questionário aplicado
junto aos alunos era composto por 10 questões, apresentando subtópicos em algumas
delas.
Inicialmente, perguntou-se aos alunos se estes conheciam algum tipo de planta
de uso medicinal, se já utilizaram/utilizam plantas medicinais para curar enfermidades
e, se a resposta fosse positiva, com que frequência usam plantas com fins medicinais.
Questionou-se, também, se os alunos possuem quintal em casa e, caso a resposta fosse
positiva, se existe alguma planta medicinal nele. Todos os alunos disseram conhecer
algum tipo de planta de uso medicinal. A maioria, 14 alunos, afirmou que já
utilizou/utiliza plantas medicinais para curar enfermidades, 7 alunos afirmaram que às

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vezes utilizam e 1 aluno nunca utilizou. Referente à frequência com que usam plantas
com fins medicinais, 16 alunos afirmaram que raramente usa, sendo que somente 6
alunos usam frequentemente. Quando questionados se possuem quintal em casa e se
existe alguma planta medicinal, 15 alunos afirmaram ter quintal em casa e algum tipo
de planta medicinal nele, 6 alunos afirmaram ter quintal em casa, mas não ter planta
medicinal nele e 1 aluno afirmou não ter quintal em casa.
Em um estudo do consumo de plantas medicinais no Rio de Janeiro, Veiga Junior
(2007), afirma que as plantas medicinais são utilizadas quando há algum tipo
indisposição ou problema de saúde, ou em casos mais simples, como gripes e pequenas
infecções. Ainda, segundo ele:
A urbanização das cidades e a migração da população rural para a área urbana
levam à perda do conhecimento sobre as plantas medicinais. Seja em função
do distanciamento das plantas (nas áreas urbanas os quintais com jardins, onde
as plantas possam ser reconhecidas e coletadas, são cada vez menos
frequentes) ou da falta de interesse no aprendizado de suas propriedades, as
novas gerações parecem estar perdendo este conhecimento, acumulado pelos
seus antepassados (VEIGA JUNIOR, 2007, p.310).

Quando questionados se conheciam a planta A. brasiliana, vulgar terramicina, a


maioria respondeu que sim e alguns (8 alunos) responderam que não. Acredita-se que
isso se deve ao fato de que os alunos que disseram não conhecer a planta, não
participavam do projeto de Iniciação Científica com os demais que afirmaram conhecer
quando essa planta foi trabalhada no projeto. Caso a pergunta anterior fosse positiva, os
alunos deveriam responder se eles ou alguém da família já haviam utilizado alguma vez
a terramicina. A maioria dos alunos afirmaram que eles ou alguém da família, como
pais, avós e tios, já haviam utilizado a planta.
Porém, percebeu-se que alguns que afirmaram não conhecer a planta também
afirmaram que já utilizaram ou que alguém da família já utilizou. Isso leva a concluir
que os alunos não entenderam a questão e relacionaram-na com a questão anterior que
procurava saber se já utilizaram plantas medicinais, assim como para as demais questões
posteriores que questionava sobre o uso e obtenção de informações sobre a terramicina.
A seguir, perguntou-se aos alunos qual parte da planta A. brasiliana já usaram.
Afirmaram que já utilizaram raiz, folhas, flores, sementes, planta inteira e casca.
Posteriormente, foram questionados de que forma utilizaram as partes da planta. A
maioria que disse utilizar as folhas e raiz, utilizou em forma de chá ou garrafada, quando
citada a planta inteira e a casca, também afirmaram utilizar na forma de chá. Além disso,
disseram utilizar em forma de pomada. Como a terramicina não possui a flor em si e sim

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inflorescência, que é o agrupamento de flores, acredita-se que, também, os alunos que


citaram utilizar essa parte da planta, a tenha relacionado com outra planta medicinal da
qual faz ou fez uso. Questionados para qual finalidade utilizam a terramicina, citaram
enxaqueca/dor de cabeça, gripe, estômago, problemas de garganta, febre e diarreia.
De acordo com a literatura existente, devido à suas propriedades medicinais, a
Alternanthera brasiliana é indicada para problemas de garganta, agindo como
antibiótico e anti-inflamatório, para febre, enxaqueca e gripe, agindo como analgésico,
e em acidentes com ofídios e aranha, agindo como anti-infeccioso (BARROS et al.,
2007). Suas folhas quando ingeridas na forma de infusão ou decocto são consideradas
béquicas, (NIHEI, DIAS & PEREIRA, 2001 apud LORENZI, 2008). Mors, Rizzini e
Pereira (2000 apud LORENZI, 2008), mostram que a infusão de suas folhas é
considerada diurética, digestiva, depurativa, sendo empregada para moléstia do fígado e
da bexiga.
A infusão das inflorescências preparada com 1 colher (sobremesa) desse material
picado para um litro de água, é considerada béquica, devendo ser ingerido na dose de 3-
4 xícaras (chá) ao dia (RODRIGUES & CARVALHO, 2001). E um estudo realizado
por Grenand, Moretti e Jacquemin (1987 apud LORENZI, 2008) nas Guianas com
nativos e indígenas, mostrou que essas populações usam as folhas de A. brasiliana como
adstringente e antidiarreico, já o macerado da planta inteira é usado contra prisão-de-
ventre.
Em seguida, indagou-se se os alunos concordavam que a A.
brasiliana/terramicina tem eficiência para o tratamento de doenças, se, de acordo com a
opinião desses alunos, a planta traz benefícios ou malefícios à saúde, de que forma
obtiveram informações sobre essa planta, e, caso utilizaram a planta alguma vez, com
quem aprenderam a utilizá-la.
Em relação à eficiência de A. brasiliana/terramicina no tratamento de doenças, somente
três alunos discordaram, sendo que a maioria concordou que essa planta tem eficácia no
tratamento de enfermidades. O mesmo ocorreu para a questão referente aos benefícios
ou malefícios da planta, onde a maioria concordou que esta traz benefícios para a saúde
e apenas um afirmou trazer malefícios. Com isso, percebe-se que alguns alunos não
possuem informações suficientes sobre a A. brasiliana, já que, como mostrado
anteriormente, essa planta possui inúmeras propriedades medicinais que ajudam na cura
de enfermidades e indisposições.
Quanto a forma de obtenção de informações sobre essa planta, muitos

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responderam que é através de conversas, também por meio da família, livros, revistas,
internet e TV, palestras e aulas de Iniciação Científica. Daí a importância do projeto
realizado na escola. Já como aprenderam a utilizar a terramicina, a maioria afirmou ter
aprendido com os pais e amigos e alguns com os avós. Assim, percebe-se que:
Em sociedades tradicionais, a comunicação oral é o principal meio pelo qual o
conhecimento é transmitido, e, para que essa transmissão ocorra, é necessário
o contato intenso e prolongado dos membros mais velhos com os mais novos.
Isto acontece normalmente em sociedades rurais ou indígenas, nas quais o
aprendizado é feito pela socialização, no interior do próprio grupo doméstico
e de parentesco, sem necessidade de instituições mediadoras (BRASILEIRO
et al., 2008, p.629).

Procurando saber a contribuição do projeto de Iniciação Científica para o acúmulo


de informações sobre a planta em estudo na formação dos alunos, questionou-se, por
último, o que eles achavam sobre a terramicina e sua utilidade antes da participação no
projeto. Assim, 8 alunos afirmaram que já conheciam os benefícios da planta para a saúde
humana, 10 alunos afirmaram não conhecer a planta antes do projeto, 2 alunos afirmaram
achar que essa planta era usada em fins veterinários e 1 aluno afirmou não ter estudado a
planta no projeto. Ações como o projeto de Iniciação Científica são importantes para a
divulgação do conhecimento popular e também para a alfabetização científica dos alunos,
já que, através desses conhecimentos adquiridos, o aluno tem capacidade de escolher o
que é melhor para saúde e de atuar como divulgador e promotor desse conhecimento para
amigos e parentes que não possuem tal conhecimento.
Em um segundo momento, foi analisado os questionários da professora e da
auxiliar de pátio. Sendo que estes apresentavam as mesmas questões iniciais dos
questionários dos alunos. O questionário aplicado junto à professora era composto por 8
questões, apresentando subtópicos em algumas delas. A professora inicialmente foi
questionada sobre seu conhecimento relacionado a plantas medicinais e seus usos. A
primeira pergunta era sobre conhecer ou não alguma planta medicinal e, para esta, obteve-
se resposta positiva. A segunda pergunta era se a docente já havia feito o uso de plantas
medicinais para o tratamento de enfermidades e sua frequência utilizada. Foi respondido
que há conhecimento e que o uso é feito raramente. Enquanto as duas seguintes questões
já foram mais incisivas, questionando sobre o tema do artigo e o seu uso. A professora
alegou conhecer a terramicina e que ela é usada para enxaqueca/dor de cabeça.
Na quarta questão foi feita uma afirmação referente se a terramicina era eficiente
no tratamento de doenças e a professora concordou com a afirmação. A quinta pergunta
quis saber se a terramicina foi um dos assuntos abordados no Projeto de Iniciação

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Científica com os alunos do 6º e 7º ano do EF e obteve-se resposta positiva. Na questão


seguinte, foi pedido que fosse descrito como foi trabalhado o uso da terramicina como
medicamento fitoterápico no projeto. A professora enfatizou que a terramicina não foi
trabalhada especificamente no projeto e seu nome veio à tona devido as pesquisas teóricas
realizadas pelos alunos na escola e na comunidade.
As perguntas seguintes foram relacionadas ao ambiente escolar e ao uso da
terramicina. Quando questionada se a planta medicinal era usada na escola para curar
enfermidades, a professora disse que sim e que a mesma tinha a finalidade de tratar
infecções e era administrada pela auxiliar de pátio e pela vice-diretora da unidade escolar.
Na última questão, indagou-se a opinião da professora a respeito do conhecimento
adquirido pelos alunos no projeto de Iniciação Científica sobre plantas medicinais, se este
trouxe algum benefício para a vida diária dos alunos e se colaborou com o projeto. Em
resposta, a docente enfatizou a importância da Iniciação Científica, uma vez que a
professora alega que os alunos têm, através da Iniciação Cientifica, mais oportunidades e
tem despertado o interesse pelo fato de quererem buscar e interpretar cientificamente. Isso
vai de acordo com o que foi proposto no trabalho de Pinzan e Lima (2014, p. 2), onde é
evidenciado a relevância da Iniciação Científica como uma oportunidade de
aprendizagem que vai além do livro didático, incentivando e oferecendo opções e suporte
para pesquisas cientificas.
Posterior à análise do questionário da professora, analisou-se o questionário
aplicado junto à auxiliar de pátio. Este era composto por 5 questões, que apresentavam
subtópicos. Primeiramente, foi questionada sobre seu conhecimento, utilização e
frequência de uso de plantas medicinais. Como resposta, foi obtido que há um
conhecimento das plantas medicinais e que as mesmas são usadas raramente.
Na questão número três, de uma forma mais direta, foi perguntado se era do
conhecimento da auxiliar de pátio a planta terramicina, caso a resposta fosse positiva,
dentre várias alternativas, foi pedido que indicasse as finalidades medicinais da mesma
mediante o que foi trabalhado na escola. A resposta obtida foi positiva. As opções
marcadas foram problemas de garganta, febre, enxaqueca/dor de cabeça. A terramicina é
amplamente utilizada para diversas patologias e possui várias finalidades, incluindo ações
anti-inflamatórias, analgésicas, dentre outras (BARROS et al., 2007).
Na quarta pergunta, ainda sobre a terramicina, a auxiliar de pátio foi indagada se
a planta tem eficiência no tratamento de doenças. A resposta foi positiva. Posteriormente,
as perguntas foram ainda mais diretas ao tema em estudo. Foi questionado se a terramicina

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é usada como medicamento fitoterápico na escola para curar enfermidades dos alunos.
Em caso de resposta positiva, mais três perguntas foram feitas para obtenção de respostas
mais detalhadas. Qual a finalidade, por quem era administrada e de que forma era usada.
A resposta inicialmente foi positiva. Como finalidade da planta medicinal terramicina, foi
ressaltado o tratamento de infecções e o seu uso para dores de cabeça. A mesma era
administrada pela própria auxiliar de pátio em forma de chá ou com as folhas amassadas
juntamente com água.
Assim, a planta em estudo é administrada como medicamento na escola, para
tratamento de infecções, inflamações e dores dos alunos, o que está de acordo com a
literatura científica da área, referente a esta planta.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Alternanthera brasiliana, vulgar terramicina, se constitui um importante


fitoterápico para a medicina popular, uma vez que é eficiente no tratamento de diversos
problemas de saúde e incômodos que acometem o homem. Assim se faz importante o
conhecimento dessa planta por parte da população, além disso é um medicamento
acessível a todos, podendo ser cultivado em casa. Neste sentido, é de extrema
importância que ações realizadas nas escolas trabalhem esse tema, pois, além de
despertar o interesse dos alunos em conhecer a planta, sua forma de utilização e seus
benefícios para a saúde, é uma forma de propagar conhecimento aos alunos e estes para
a comunidade.

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ISSN: 2238-8451

Área do Conhecimento: Ciências Biológicas


Eixo Temático: Metodologias e práticas de ensino

IMPORTÂNCIA DA UTILIZAÇÃO DE PRÁTICAS SOBRE


FUNGOS NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DE
CIÊNCIAS NATURAIS
Ângela Mendes Serafim; Ueslene Maria Ferreira Pontes.
1
Universidade Estadual de Goiás; angelamendes1517@gmail.com; 2Universidade Estadual de Goiás;
uesleneferreira@hotmail.com

Resumo: O presente trabalho tem por objetivo relatar a importância ecológica e das aulas
práticas sobre Fungos no Ensino de Ciências Naturais, realizado através do Estágio
Supervisionado II. O projeto foi desenvolvido com alunos de 7º ano de uma Escola Campo
localizada na cidade de Iporá-GO, sendo assim realizado em 5 etapas tanto teóricas como aulas
práticas. Cada etapa obteve duração de 40 minutos, as três primeiras voltadas para aulas teóricas
e as duas últimas voltadas para as práticas, observações no pátio da escola campo e observações
de fungos por meio da lupa. A metodologia adotada como forma de avaliação da aprendizagem
dos alunos foi uma atividade na quais estes expressaram por meio de desenhos ou relataram o
conhecimento em relação ao Reino Fungi, esta feita em dois momentos do projeto antes de
iniciar o conteúdo como ao término do mesmo. A análise desta atividade foi feita por
comparações das atividades realizadas antes e depois do projeto, e assim comparando o
conhecimento de cada aluno sobre o assunto. Ao analisar percebe-se que o conhecimento dos
alunos sobre a importância ecológica dos fungos antes de iniciar o projeto eram precários e após
a realização do mesmo percebe-se que tanto as aulas teóricas e práticas foram essenciais para o
conhecimento.

Palavras-chave: Estágio; Fungos; Aula prática.

INTRODUÇÃO

Os fungos são organismos unicelulares ou pluricelulares, pertencentes ao Reino


Fungi, podem ser de vida livre ou não. Possuem células dotadas de parede celular, são
heterótrofos por absorção e geralmente armazenam glicogênio. As células dos fungos
formam um emaranhado e são chamadas de hifas (MARTIUS et.al., 2009).
Segundo Cavalier-Smith (1998) apud Johan et.al. (2014, p.799) O Reino Fungi
faz parte do Domínio Eukarya e neste grupo estão incluídas espécies que produzem
estruturas reprodutivas visíveis a olho desarmado como os cogumelos, mas também
muitas formas de vida microscópicas como bolores e leveduras (RAVEN et al., 2007).
Juntamente com as bactérias, os fungos vêm a ser os seres encarregados da
decomposição na biosfera, sendo suas atividades tão necessárias á existência permanente
do mundo que conhecemos quanto as dos seres produtores de alimento (BOSSOLAN,

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2002). Estes são extremamente importante devido por exercerem atividades fundamentais
no equilíbrio ambiental, atuando como seres decompositores na cadeia alimentar.
De acordo com Chassot (2006) apud Souza et.al. (2015, p. 2) a relevância dos
fungos para o planeta e seus habitantes é notória, assim percebe-se a importância de
discussões sobre esses organismos para próximo dos alunos, pois quando o cidadão é
capaz de dominar os conhecimentos científicos e tecnológicos necessários para
desenvolver-se na vida diária, este pode ser considerado alfabetizado cientificamente. A
Educação em Ciência deve dar prioridade à formação de cidadãos cientificamente cultos,
capazes de participar ativa e responsavelmente na sociedade, além de serem capazes de
compreender os fenômenos naturais, entender e controlar o ambiente natural
(DELIZOICOV et al., 2011; CHASSOT, 2006).
Segundo Silva et al.; (2009),
a forma como o tema Reino Fungi vem sendo tratado pelos professores nas
aulas de ciências assumem uma abordagem exclusivamente expositivas, com
supervalorização dos conteúdos conceituais, enfocando classificação,
morfologia, reprodução, dentre outros. Nessa perspectiva identificamos neste
contexto de ensino-aprendizagem alguns problemas referentes à associação
deste tema ao contexto no qual os alunos associam os fungos apenas às doenças
por eles causadas, esquecendo-se da sua importância econômica (cogumelos
comestíveis, aplicação na produção de alimentos e bebidas), ecológica
(decompositores e bioindicadores de qualidade ambiental) e de suas relações
com os outros seres vivos.

Diante do exposto é preciso inovar e ousar para permitir que o aluno construa seus
saberes, com alegria e prazer, possibilitando a criatividade, o relacionamento e o pensar
criticamente no que faz (BALBINOT, 2004).
As aulas práticas lúdicas possibilita uma interação dos alunos, deixando-os
entusiasmados a aprender diversos conceitos, como por exemplo sobre os fungos. Leva-
os a ter uma visão e facilidade de observar na natureza os diversos fungos, e deixando de
ter somente uma aprendizagem teórica, aquela que deixa o aluno limitado ao
conhecimento e ao saber se os fungos estão no próprio ambiente em que vivem, se existe
benefícios ou malefícios na natureza. Portanto a prática deste conteúdo permite essa
interação e aproximação com a natureza.

MATERIAL E MÉTODO

O presente trabalho trata-se de um relato de experiência que busca relatar o


conhecimento dos alunos sobre importância ecologia e também mostrar a importância das aulas
práticas para a aprendizagem do conteúdo sobre o reino fungi. Neste contexto este trabalho foi

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destinado aos alunos do 7º ano A do período matutino do Ensino Fundamental (EF) das
séries finais da Escola Campo, localizada no município de Iporá Goiás região Oeste do
Estado, projeto realizado na presença do Estágio Supervisionado II. O estudo situa-se na
disciplina de Ciências naturais, com enfoque na importância ecológica e das aulas práticas
sobre fungos.
O projeto foi realizado por intervenção de aulas teóricas e práticas, totalizando 5
etapas de 40 minutos. Para possível análise referente ao conteúdo distribuiu folhas
chamex para os alunos exporem seu conhecimento em forma de desenho ou que
discorressem, cujo método para esta realização ficou a critério dos alunos. Ao término do
projeto a análise foi baseada por comparações tanto antes de se iniciar o projeto como
após a conclusão do mesmo, esta comparação foi realizada por meio de observações das
atividades dos mesmos indivíduos realizadas pré e pós-projeto.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

AULA TEÓRICA

O projeto com total enfoque sobre a importância ecológica e as práticas sobre os


fungos foi realizado em 5 etapas, cada etapa com duração de 40 minutos (1 aula). Para a
análise da aprendizagem dos alunos, fora necessário que desenhassem ou discorressem
em folha chamex seu conhecimento referente ao assunto, este processo para a avaliação
se efetivou em dois momentos tanto antes como depois de ministrar o conteúdo.
A aplicação destas duas formas de atividades (desenho e escrita) foi uma maneira de
ajudar os alunos a expressar melhor o conhecimento conforme sua dificuldade como diz Petrolino
(2007) O professor deve transmitir à criança confiança e compreensão e evitar transmitir aflição
e agonia diante das dificuldades que o aluno apresenta. Devido a essa questão Lima-barbosa;
carvalho (2008) explica a importância dos desenhos: as crianças desenham que sabem a respeito
dos objetos. Então, podemos afirmar que representam seus pensamentos, seus conhecimentos e/ou
suas interpretações sobre uma dada situação vivida ou imaginada.
Brooks (2009) diz que as atividades de desenho propiciam às crianças a
oportunidade de se expressarem enquanto às opiniões, sentimentos e visões de mundo já
que raramente são capazes de usar as palavras para se expressarem com eficácia. Ainda
para a autora, o ato de desenhar envolve observação, experiência, imaginação e memória.
Outra forma de avaliação da aprendizagem dos alunos foi a escrita, utilizada por aqueles
alunos que tinham facilidade em escrever.

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Na primeira etapa do projeto, conforme o exigido os alunos desenharam ou


discorreram o seu conhecimento em relação aos fungos, no decorrer da atividade foi
notório perceber que alguns tinham dificuldade.
Após concluírem a atividade foram feitos questionamentos com intuito de instigar
e saber o que estes sabiam do respectivo assunto a ser trabalhado. Percebe-se que ao
dialogar com os alunos, os que se faziam presentes disseram conhecer o cogumelo como
fungo e apenas dois relataram conhecer fungo como algo prejudicial a saúde, como citado
por estes “ Aquele negócio preto que dá na unha ”. Sabiam algo sobre o assunto, mas não
da diversidade, da importância ecológica e de sua importância econômica.
Posteriormente para que entendessem a prática, fez se necessário mostrar a
história dos fungos, um assunto bastante importante, interessante e ao mesmo tempo
curioso, simplesmente por estar muito próximo e não saber da real importância que estes
oferecem a natureza e para os seres humanos como da mesma forma oferecendo
benefícios, mas também malefícios.
Na segunda etapa deu-se continuidade ao conteúdo introdutório da história dos
fungos, neste percebe-se que de acordo que discutíamos havia uma interação e vontade
de participação, para exporem suas experiências. Ao término desta segunda fase não
concluindo a aula teórica, devido por obtermos muitos comentários e participações a
respeito do assunto os alunos mostraram-se interessados e entusiasmados, gerando mais
diálogo e mostrando ser uma aula bastante produtiva.
Assim, na terceira etapa deu-se continuidade, abordando sobre sua importância
econômica e ecológica. Ressaltamos bastante a importância ecológica dos fungos para o
meio ambiente, pois são extremamente importantes para a decomposição da matéria
orgânica, do lixo que acumulam ao longo do tempo.
Esta ação decompositora é indispensável para o equilíbrio biológico nos diversos
ecossistemas da Terra, sendo essencial para a reciclagem de toda matéria na natureza,
(BARROS e PAULINO, 2010). Exemplos nítidos, como imagens, reportagens de casos
relacionados ao assunto foram mencionados aos alunos levando-os a se interessar,
participar e mostrar onde estes estão inseridos no dia-a-dia tornando algo curioso.

AULA PRÁTICA

As aulas práticas foram realizadas na quarta e na quinta etapa, tanto com


observações de fungos macroscópicos no pátio da escola e de fungos microscópicos

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levados pela estagiária sendo visualizado com auxilio da lupa em sala de aula.
Após concluirmos os processos teóricos iniciamos as práticas, momento no qual
os alunos mostram o que aprenderam e o momento de unificar estes nos assuntos do dia-
a-dia no qual estão inseridos, pois para que os alunos conheçam e compreendam a prática
também é necessária a teoria, havendo assim uma conexão e complementação. Segundo
Freire (1997), para compreender a teoria é preciso experienciá-la, deste modo obter aulas
práticas são fatores importantes na aprendizagem.
Nos dias atuais pode-se destacar a dificuldade dos alunos em relacionar a teoria
desenvolvida em sala com a realidade a sua volta, devido pela falta de práticas, não
havendo estas acabam se tornando fatores que distanciam o conteúdo do dia-a-dia.
Reginaldo et al. (2012) diz que pode-se inferir que o aluno que não reconhece o
conhecimento científico em situações do seu cotidiano, não foi capaz de compreender a
teoria.
Diante do exposto, e do real motivo do projeto voltado para as aulas práticas e
importância ecológica, os alunos com uma bagagem teórica a partir das aulas ministradas
demonstraram aptos para assim começarmos as práticas.
Na quarta etapa começando as práticas os alunos foram orientados que aquele
momento seria para observações de fungos no pátio da escola e caso encontrassem algo
que anotassem. Durante as buscas pelos fungos mostraram bastantes interessados em
encontrar o que foi proposto, esta observação durando em torno de 15 minutos. Ao
voltarmos para a sala percebemos a vontade de mencionar algumas das diversidades
encontradas. E assim por realizar as aulas em um período seco para o desenvolvimento e
proliferação dos fungos, pouco se encontrou.
Mencionaram encontrar orelha-de-pau, liquens e folhas com presenças de fungos
que já se encontrava em estágio de decomposição, além de citar levaram para a sala
gerando comentários e interação entre os alunos.
Logo em seguida, foi mostrada para os alunos uma caixinha com uma diversidade
de fungos como várias espécies de orelha-de-pau, líquen e cogumelo como mostra a
seguir.

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Figura 1: Orelha-de-pau.

Figura 2: Líquen, cogumelo e orelha-de-pau.

Figura 3: Líquen, orelha-de-pau e cogumelo.

Concluindo a quarta etapa os alunos ficaram bastante interessados e animados ao


analisar de uma forma mas prazerosa.
Já na quinta e última etapa os alunos observaram outra diversidade de fungo,
sendo microscópico e observado através de lupa. O material para observação foi um pão
com presença de bolores com várias colorações, neste podemos observar que o material
encontra-se em um estágio avançado de decomposição. Como mostra a figura seguir.

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Figura 5: Imagem ampliada do bolor visualizado pelos alunos


Fonte:Google imagens

Ao observarem na lupa o pão com a presença do bolor os alunos ficaram


maravilhados com a imagem obtida, com uma coloração que chamou bastante a atenção.
Ao concluir a prática os alunos realizaram a atividade para obtenção de
conhecimento da aprendizagem referente ao projeto. Estes desenharam ou discorreram
seu conhecimento em relação ao conteúdo após a estagiária desenvolver as propostas no
projeto, os alunos mostraram uma agilidade e rapidez na conclusão da atividade.
5.3 Análise de atividade
Ao obter as atividades pré e pós-projeto, foi bastante gratificante ao analisar e
perceber que o desenvolvimento do projeto não foi em vão.
Analisando as atividades pré-projeto, dos 27 alunos matriculados 25 realizaram a
atividade, a maioria dos alunos demonstraram bastante dificuldade em realizá-la, por não
conhecer o assunto alguns escreveram não ter nenhum conhecimento, a maioria

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desenharam cogumelo, apenas um diz conhecer fungo como algo prejudicial à saúde
como aparência preta na unha e outros desenharam orelha-de-pau, mostraram muito
desenho e pouca escrita das características do Reino, sem comentários da importância
econômica e ecológica dos fungos.
Analisando as atividades pós-projeto, dos 27 alunos matriculados 21 realizaram a
atividade, demonstraram bastante agilidade ao concluí-la, e o mais importante
demonstraram conhecimento, apesar de poucos alunos realizarem, todos discorreram e
desenharam de seu jeito as características, o ambiente que estes se desenvolvem, quem
são os fungos, muitos citaram a importância econômica, ecológica (decomposição), as
doenças que estes podem acarretar, alguns disseram que não imaginava que o cogumelo
seria uma espécie de fungo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante da realização deste trabalho foi notório perceber que o objetivo foi
alcançado. Os alunos mostraram-se interessados e com isso tornou as aulas mais
participativas e prazerosas, foi um momento de bastante aprendizagem, pois as aulas
ministradas teóricas e práticas corresponderam os objetivos de conhecer a importância
ecológica dos fungos e das aulas práticas.

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BARROS, Carlos.; PAULINO, Wilson. Ciências: Os seres vivos. 4. ed. São Paulo: Ática,
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DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J.; PERNAMBUCO, M.; Ensino de ciências:


fundamentos e métodos. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

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fungos por meio de atividades práticas. Ciência e natura. 2014; p. 799.

LIMA-BARBOSA, M. C.; CARVALHO, A. M. P. O desenho infantil como instrumento


de avaliação da construção do conhecimento físico. Revista Electrónica de Enseñanza
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PETRONILO, A. P. S. Dificuldade de aprendizagem na leitura e na escrita. 2007.


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RAVEN, P. H.; EVERT, R. F.; CURTIS, H. Biologia vegetal. 2º ed. Rio de Janeiro:
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REGINALDO, C. C.; SHEID, N. J.; GULLICH, R. I. C. O ensino de ciências e a


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W. M. S.; OLIVEIRA, G. F.; ARAÚJO, M. L. F. Estudando fungos a partir de uma
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SOUZA, N. C. P.; BATISTA, D. E.; NASCIMENTO, L. M.; CAMAROTTI, M. F.


Fungos: uma estratégia de intervenção didática no ensino de biologia. 2015.

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Área do Conhecimento: Ciências Biológicas


Eixo Temático: Metodologias e práticas de ensino

ENSINO DE ZOOLOGIA NO ENSINO MÉDIO: ENTRE


PRÁTICAS DE ENSINO POSSÍVEIS E PRÁTICAS DE ENSINO
REALIZADAS
Loraine Oliveira Dias; Maria Luisa Dias Batista; Flávia Damacena Sousa Silva.

¹Universidade Estadual de Goiás,Campus Iporá;loraine.dias.lo@gmail.com; 2Universidade Estadual de


Goiás,Campus Iporá; marialuisad687@gmail.com; 3Universidade Estadual de Goiás, Campus Iporá;
flavia.damacena@ueg.br.

Resumo:
As práticas de ensino são de suma importância para a aprendizagem do aluno. No Brasil
a sociedade brasileira para o progresso de ciências (SBPC), defende que Biologia deve
ser ensinada os conteúdos mais relevantes, de acordo com a realidade dos alunos, e que
contribuem para melhorar a qualidade de vida. Dentro da disciplina de Biologia, existem
muitos métodos que podem e devem ser utilizados. Nos conteúdos trabalhados em
Biologia, temos a Zoologia (ramo da Biologia que estuda os animais) que é uma área
fragilizada com relação a pesquisas sobre o ensino da mesma. Por este motivo a pesquisa
fez um levantamento das práticas e métodos de ensino em Zoologia, que os professores
realizam e as práticas de ensino que poderiam ser realizadas. Também buscou-se entender
os diferentes métodos para fixação do conteúdo, e dar significado destes ao aluno. O
instrumento de coleta de dados foi o questionário, em que foi aplicado aos professores da
segunda série do Ensino médio. Após a aplicação dos questionários, os resultados obtidos
foram organizados e tabulados, para análise. Esta pesquisa se deu em três escolas públicas
Estaduais na cidade de Iporá, Jussara e Israelândia. Os sujeitos da pesquisa foram os
professores de Biologia da segunda série do Ensino Médio. Como resultados, foi possível
perceber que a maioria dos métodos utilizados pelos professores são métodos tradicionais
de ensino e que uma das maiores dificuldades encontradas por estes é a falta de recursos.
Porém, ressalta-se que é possível utilizar métodos alternativos e que a formação
continuada pode ser uma boa alternativa para atualização dos métodos de ensino,
principalmente na área de Zoologia onde abarca poucos estudos sobre métodos de ensino.

Palavras-chave: Professor; Metodologia; Importância; Formação;

INTRODUÇÃO

A educação é fundamental para formação de indivíduos, pois irá influenciar no


desenvolvimento social (LIBÂNEO, 1999). Assim, para o desenvolvimento do indivíduo,
é importante o acesso à escola, à educação, para que o mesmo tenha oportunidade de
desenvolvimento social e científico.
No Brasil, a educação escolar é norteada pela LDB – Lei de Diretrizes e Bases (BRASIL,
1998). Nesta, descreve-se o objetivo do Ensino Fundamental (EF) como sendo a formação

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básica do cidadão, através do desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, da


aquisição de conhecimentos, habilidades e da formação de atitudes e valores. Assim, a
escola tem papel fundamental na formação de pessoas críticas, com conhecimentos sobre
diversas áreas e também como cidadãos conscientes sobre questões essenciais para viver
em sociedade.
Para que o ensino se efetue, existem as práticas de ensino, que são constituídas
por metodologias ou estratégias de ensino/aprendizagem, bem como de avaliação da
aprendizagem. Existem diversas formas de práticas de ensino e dentre elas podemos citar:
elaboração de projetos, jogos, aula campo, dinâmicas, uso de laboratório, esquemas e o
método tradicional usado em sala de aula. Estes diferentes métodos de ensino serão
adaptados de acordo com a necessidade do aluno (JÚNIOR, 2013).
Dentro do Currículo da Educação Básica, constam diferentes disciplinas, cada qual com
sua importância e estrutura própria. Dentre elas, está a Biologia, que estuda os seres vivos
em suas múltiplas formas, suas relações com o meio ambiente e também entre si.
O ensino de Biologia é fundamental para o desenvolvimento intelectual da sociedade,
segundo Caldeira (2009, p.92), “A Biologia contempla a relação cognição, motivação,
interação, o que torna imprescindível para uma longevidade da aprendizagem”. Ainda de
acordo com Caldeira (2009, p.92), ‘‘a Biologia tem sido ensinada com um conjunto de
fatos, descrição de fenômenos, enunciados e conceitos a decorar, sendo a característica
predominante desse ensino a passividade física e intelectual dos alunos ’’.
Nesse contexto, à construção do conhecimento terá fundamentos sólidos, se forem
embasados em conceitos próprios de cada indivíduo.
Para desenvolver a capacidade intelectual nos parâmetros biológicos, é necessário o
conhecimento através da investigação, assim as informações serão independentes,
(KRASILCHIK, 1983). Ou seja, é impossível o desenvolvimento intelectual sem que o
sujeito esteja instigado pela procura de novas informações, para acrescentar em seu
progresso educacional.
No Brasil a sociedade brasileira para o progresso de ciências (SBPC), defende que
Biologia deve ser ensinada os conteúdos mais relevantes, de acordo com a realidade dos
alunos, e que contribuem para melhorar a qualidade de vida (KRASILCHIK, 1983).
Á uma grande dificuldade por parte dos alunos terem compreensão quanto à
disciplina de Biologia, porque, quando os professores passam muitas informações
oralmente sem que esse aluno tenha projeções do que esta sendo discutido, o mesmo não
consegue entender, essa delimitação ocorre devido ao ‘‘excesso de vocabulário técnico

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que o professor usa em suas aulas leva muitos alunos a pensar que Biologia é só um
conjunto de nomes e que devem ser memorizados’’(KRASILCHIK, 1983, p. 31).
Os conteúdos de Biologia devem ser passadas de forma clara, e mostrando a
importância de ser estudado tanto no contexto quanto no vocabulário, muitas vezes o
profissional da área esta preocupado com o vocabulário técnico, que acaba esquecendo-
se de como essa informação será apreendida e assimilada nas ocasiões.
Existem hoje diversos métodos de ensino, transmitidos por vários meios de
comunicação. Ainda de acordo com Krasilchik (1983), os métodos de ensino se dão por:
Informações visuais (recursos audiovisuais, quadro-negro, retroprojetor, filmes),
comunicação escrita (livros didáticos, manual de laboratório, guia do professor).
Dentro dos conteúdos trabalhados em Biologia, temos a Zoologia (ramo da
Biologia que estuda os animais) que é uma área fragilizada com relação a pesquisas sobre
o ensino da mesma (JÚNIOR, 2013). Há uma grande preocupação em levantamento
bibliográfico relacionado à área de Zoologia, tendo em vista que para aprofundar
especificamente nessa área, as buscas são insatisfatórias, uma vez que não tem matérias
que abrangem exclusivamente nesse campo.
O ensino de Zoologia é aplicado de forma fragmentada, mas poderia ser ensinada
de forma integrada, uma vez que animais e evolução estão situados no mesmo contexto,
nessa forma os conteúdos poderiam ser mais apreciados (PEREIRA, 2012). Tendo em
vista que o ensino na forma geral em todos os aspectos, já é rotineiro essa forma
fragmentada se fosse estudadas juntos seriam assimilados duas vezes mais; primeiro, o
conteúdo curricular obrigatório, nesse caso evolução, e em segundo momento, os animais
de âmbito completo, mas que está situada nesse mesmo contexto.
De acordo com Krasilchik (1983, p. 28),
O conteúdo é apresentado dividido em compartimentos estanques, sem propiciar aos alunos oportunidades
de sintetizar e dar coerência ao conjunto, o que se faria mostrando- lhes as ligações entre os fatos,
fenômenos, conceitos e processos aprendidos.

No ensino de Biologia estas práticas podem ser ainda mais ampliadas, no caso do
laboratório será usado como uma alternativa para aulas teóricas (JÚNIOR, 2013). Dessa
forma os alunos poderão perceber as conexões do estudo científico com o mundo a sua,
volta. Por este motivo a pesquisa buscou fazer um levantamento das práticas e métodos
de ensinos de Zoologia, entre as práticas de ensino que os professores realizam e as
práticas de ensino que podem ser realizadas. Também entender os diferentes métodos
para fixação do conteúdo, e dar significado destes ao aluno.

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METODOLOGIA DE PESQUISA

A abordagem metodológica foi quali-quanti (qualitativa, quantitativa), pois


analisamos a heterogeneidade dos dados e as formas de realizaçãodas práticas de ensino
em Zoologia. Segundo Creswell (2007), a pesquisa quali- quanti decorrem da necessidade
de reunir dados quantitativos e qualitativos na coleta e análise de dados em um
determinado estudo. O processo de coleta de dados, a partir de procedimentos mistos
(quali-quantitativos), envolve dados numéricos ou estatísticos, bem como informações
textuais.
O método de analise foi o materialismo-histórico-dialético, que foi desenvolvida
por Marx, é um método de interpretação da realidade, visão de mundo e práxis. Sendo
que o conceito de práxis de Marx pode ser entendido como prática articulada à teoria- é
prática invada de teoria (PIRES, 1997).
Com relação aos objetivos ela foi exploratória, este tipo de pesquisa tem como
objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais
explícito ou a construir hipóteses. A grande maioria dessas pesquisas envolve: (a)
levantamento bibliográfico; (b) entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas
com o problema pesquisado; e (c) análise de exemplos que estimulem a compreensão
(GIL, 2007).
O estudo procedeu em etapas, que juntas abrangeram e complementam os
resultados obtidos. Primeiramente e ao longo do desenvolvido foi feito uma revisão
bibliográfica a respeito do tema de estudo, visando levantar o máximo de conhecimento
a respeito do mesmo, relacionando assim referenciais teóricos para analise dos dados.
Como instrumento para coletar os dados, foi utilizado questionário. A escolha deste
instrumento se deu pela agilidade na coleta dos dados. Para Gerhardt& Silveira, (2009, P.
69), este pode ser definido como:
Questionário, um instrumento de coleta de dados constituído por uma série ordenada de perguntas que
devem ser respondidas por escrito pelo informante, sem a presença do pesquisador. Objetiva levantar
opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas. A linguagem utilizada no
questionário deve ser simples e direta, para que quem vá responder compreenda com clareza o que está
sendo perguntado.

Foi elaborado apenas um tipo de questionário, em que foi aplicado aos professores
da segunda série do Ensino médio. Após a aplicação dos questionários, os resultados
obtidos foram organizados e tabulados, para análise.
Esta pesquisa se deu em três escolas públicas Estaduais na cidade de Iporá, Jussara
e Israelândia. Os sujeitos da pesquisa foram os professores de Biologia da segunda série
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do Ensino Médio.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Foram aplicados três questionários iguais para três colégios de rede pública de
diferentes municípios Jussara, Iporá e Israelândia, sendo dois professores de rede pública
divididas em turnos e outro de tempo integral, CEPI (Centro de ensino em período
integral).
Dos três professores que responderam o questionário todos trabalham
exclusivamente em instituições da rede pública. Dois destes profissionais estão inseridos
na docência há um tempo médios de 5 a 10 anos e um a mais de 20 anos.
Todos eles já realizaram curso de formação continuada pós-graduação lato sensu
eram citadas especializações em: gestão escolar, ciências da religião e em técnicas e
métodos de ensino, Ciências e Biologia.
Os profissionais da rede pública de ensino possuem uma jornada média de
trabalho de 55 horas semanais. Todos os profissionais entrevistados são licenciados e
graduados em Ciências Biológicas.
Guandalini, (2013) relata a importância da formação continuada, os profissionais
que se qualificam , alcançam um nível satisfatório no ensino, e, além disso, à formação
continuada deveria ser uma obrigatoriedade do docente, pois o professor deve estar
atualizado em informações tanto na área educacional quanto social.
Frente a essas considerações, percebe a necessidade da qualificação contínua dos
profissionais da área de educação, para exercer a forma plena da profissão deve ir além
do curso de graduação, para isso é preciso requerer muita dedicação, reciclagem,
inspiração, vontade, reciprocidade, o conhecimento deve estar sempre em construção.
Quando questionados sobre a participação em encontros, congressos, seminários
relacionados à área educacional, nem todos responderam positivamente, dois deles
disseram que sim e um disse que não.
Sendo assim cabe destacar a importâncias destes profissionais na participação de
congressos e eventos para formação destes, sendo que somente na participação oferece
mais conhecimentos, atualidades e contribui para formação dos professores.
Para Marchiori, et al, (2006), os eventos ou encontros científicos reúnem,
comumente, profissionais, especialistas, estudantes e outros grupos interessados em
compartilhar e obter conhecimentos sobre uma determinada área. As referidas autoras

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citam como principais funções desses eventos: criar oportunidades para a troca de
experiências entre os pesquisadores; atualização sobre os progressos recentes de uma
área; sistematizar os avanços mais recentes em uma área; divulgar novos conhecimentos;
e, traçar diretrizes e metas para os futuros empreendimentos numa determinada área do
saber.
Com relação às metodologias alternativas de ensino de Zoologia, a maioria, citou
aulas praticas imagens, leituras, pesquisas, slides e vídeos, 100% dos entrevistados
alegaram que todas as metodologias são úteis e interessantes, depende do conteúdo, a
metodologia pode ser adaptada à temática ensinada com relação ao ensino de Zoologia e
alem disso acrescentaram que o recurso mais usado por eles são data show, quadro ou
lousa e o livro didático.
Todos responderam que não possuem capacitação para o ensino de Zoologia e que
entre as maiores dificuldades encontradas em ensinar Zoologia está à falta de recursos e
a falta de interesse dos alunos.
Cabe ao professor criar métodos de ensino que envolva os alunos, e que torne as
aulas mais interessantes, entre esses métodos temos as metodologias alternativas que pode
servir como solução: prática da modelagem (biscuit, massa de modelar, massa caseira,
papel reciclável), matérias do cotidiano; caixa entomológica; uso de fotografia, imagens;
aulas em torno do ambiente escolar, todos os materiais que estiverem ao acesso do
professor, podem e devem ser transformados em materiais educacionais para enriquecer
a aula de Zoologia.
Para os professores a melhor maneira para introduzir o conteúdo é fazer perguntas
dos conhecimentos prévios dos alunos, sair da sala de aula ao ar livre para observar as
diversidades existentes e aulas práticas, mas que tudo vai depender da criatividade e do
conteúdo trabalhado.
Com isso temos que todas as tecnologias usadas no ensino e aprendizagem é
vantagem para os alunos ampliar o conhecimento, mas para os professores há um vasto
espaço, como Farias (2004, p. 2) descreve, “o professor mostra receio a usar essas novas
ferramentas”. Mas na verdade não são novas tecnologias, como ela mesma afirma, essas
tecnologias estão no mercado desde década de 70. Apesar de estar disponível á uma
dificuldade do docente em adequar essas ferramentas, e ainda com a falta de estrutura nas
escolas, a limitação impede que o professor habitue-se em utilizar as mesmas. Isso
permite que a maioria dos profissionais permaneça em uma zona de conforto.
Contudo sabemos que existem professores que ficam presos aos métodos

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tradicionais, segundo Saviani (1991), o método tradicional ainda predomina hoje nas
escolas que se constituíram apos a revolução industrial e implantou nos chamados
sistemas nacionais de ensino, a escola tradicional sendo redentora da humanidade,
universal, gratuita e obrigatória como um instrumento de consolidação da ordem
democrática.
Quando os professores foram indagados sobre quais as principais metodologias
utilizadas, os docentes da rede pública dividida em períodos utilizam um número maior
de aulas expositivas onde o professor realiza o diálogo, o quadro negro e livros didáticos,
intercalando-as com aulas práticas quando possível e somente às vezes se utilizam de
outros métodos de ensino como: recursos midiáticos com imagens (uso de Datashow,
computador, som), jogos didáticos, uso de materiais manipulados (massa de modelar,
caixas entomológicas) ou construção de maquetes e com maior dificuldade o uso aula
campo.
Ao relacionar com o professor questionado de Colégio de tempo integral,
percebeu-se que todas as semanas os alunos participam de aulas prática sendo assim a
cada conteúdo uma aula pratica é realizada no ensino de Biologia.
Em geral no ensino de Biologia trabalha-se com muitas palavras diferenciadas,
daí a importância de aulas práticas que além de chamar a atenção dos alunos para o
conteúdo facilita na aprendizagem proporcionando o contato com o que esta sendo
estudado. Hofstein e Lunetta (1982, p. 203) destacam que as aulas práticas no ensino das
Ciências/Biologia têm as funções de despertar e manter o interesse dos alunos,
envolverem os estudantes em investigações científicas, desenvolver habilidades e
capacidade de resolver problemas e compreender conceitos básicos.
Todos os profissionais da pesquisa acreditam na diversificação metodológica
expressando uma melhor compreensão e fixação dos conteúdos trabalhados em sala e que
é através das metodologias que se pode chegar a uma aprendizagem significativa.
Dessa forma, é evidente que a grande maioria dos docentes estãoa par das metodologias
existentes que podem ser diversificadas e dar uma aprendizagem eficaz e de qualidade.
Porém, é preciso destacar que na realidade do dia a dia da sala de aula, poucos docentes
dispõem de recursos, tempo e interesse dos alunos que lhes permitam colocar em prática
as metodologias necessárias.
Contudo como citado acima será muito importante que o professor crie estratégias
de ensino para chamar a atenção destes alunos e promover um ensino em Zoologia
poderoso.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante do que foi apresentado percebemos que as práticas realizadas pelos
professores são métodos tradicionais de ensino que são justificadas por falta de recursos
e interesse dos alunos, mas é possível superar estes obstáculos com a participação de
eventos para formação continua criatividade e recursos alternativos.
Após as analises de referenciais teóricos e das discussões dos resultados, ficaram
em evidencias que há muitos métodos que podem dar direcionamentode varias formas ao
ensino na área de zoologiae para os professores esses métodos podem servir de
embasamento para desenvolverem novos métodos, que por sua vez não precisa ser caro,
nem muito investimento da escola, mas para isso e necessário, o professor ter estimula
ter perspectiva e anseio em melhorar a educação e ficar alerta quanto a essa, também
devem ficar alerta quanta a importância da reciclagem, entrando assim a importância da
formação continuada.
Dessa forma será perceptível a mudança do ensino e aprendizagem já que como
discutido e colocado pelos professores a metodologia utilizada faz toda diferença na
aprendizagem do aluno podendo funcionar como um motor para o ensino e aprendizagem.

REFERÊNCIAS

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possibilidade de unir motivação, cognição e interação. Editora UNESP, AMA. Org.
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Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Avaliado por SciELO Books .

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Editora da UFRGS, 2009.

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da Formação Continuada no Desempenho dos Professores de Língua Estrangeira
(Inglês). Brasília: Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução, Universidade de
Brasília, 2013, 128f. P 26-27.

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Construtivista de Ensino no Processo de Aprendizagem. Uma investigação com os
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Área do Conhecimento: Ciências Biológicas


Eixo Temático: Gênero, sexualidade e educação

ADOLESCÊNCIA, SEXUALIDADE E GRAVIDEZ NA VISÃO DOS


ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Andressa Rodrigues de Carvalho da Silva; Flávia Damacena Sousa Silva;
Ueslene Maria Ferreira Pontes.
Universidade Estadual de Goiás; andressarodrigues.c222@gmail.com; flavia.damacena@ueg.br;
ueslene.pontes@ueg.br.

Resumo: A adolescência é um estágio de transição entre a infância e a vida adulta. Na


adolescência a vivência da sexualidade é bem mais intensa e ao mesmo tempo confusa. Na
maioria das vezes é manifestada pelas práticas inseguras, podendo assim, trazer doenças,
engravidar e acarretar vários outros problemas. O presente trabalho tem como objetivo investigar
o conhecimento dos adolescentes sobre sexualidade, gravidez, doenças sexualmente
transmissíveis. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que tem como meta relatar as experiências,
história de vida desses adolescentes através de um questionário formado por questões de múltipla
escolha e abertas aplicado aos alunos do Ensino Fundamental de uma escola pública. Neste
estudo preliminar, apresenta-se o resultado dos questionários apresentados aos alunos do EF. A
pesquisa foi realizada com 34 adolescentes, com idades variadas de 12 a 16 anos. A maioria
tinha 13 e 14 anos. Do total 19 (56%) eram meninas e 15 (44,1%) meninos. Foi possível observar
que a maioria dos alunos são informados quanto ao uso do preservativo, porém, ainda possuem
várias dúvidas quando se trata da diferença entre sexo e sexualidade, o que é a adolescência, o
que é a puberdade. Foi demonstrado então que os alunos carecem de informações tanto em casa
como no ambiente escolar.

Palavras-chave: Gravidez; Escola; Adolescentes.

INTRODUÇÃO

A adolescência é uma fase onde ocorrem várias modificações no corpo humano,


ocorrendo a famosa transição para a maturidade, além de ocorrer também mudanças
psicológicas, relacionadas a transformação corporal no adolescente.
Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Pan-
americana de Saúde (OPS) a adolescência se constitui um processo
biológico e vivências orgânicas, no qual se aceleram o desenvolvimento
cognitivo e a estruturação da personalidade, abrangendo a pré-
adolescência (entre 10 e 14 anos) e a adolescência (dos 15 aos 19 anos)
(DAVIM et al, 2009, p.132).

No período da adolescência, há muitos acontecimentos como: [...] mudança da


composição corporal, eclosão hormonal, envolvendo hormônios sexuais e evolução da
maturidade sexual, acompanhada pelo desenvolvimento de caracteres sexuais
secundários masculinos e femininos (CAMARGO E FERRARI, 2009, p. 938).
Por consequências dessas mudanças corporais, hormonais, psicológicas a

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atividade sexual cada vez mais, tem se iniciado antecipadamente. Segundo Romero et al
(2007), estudos nos anos 90 mostravam que a média de idade da primeira relação sexual
do sexo feminino era de 16 anos, e que 70% das adolescentes com 19 anos tiveram pelo
menos uma relação sexual. Em 2000, no Brasil, a média de idade da primeira relação
sexual em meninas foi de 15 anos. Informações como estas são, de certa forma,
preocupantes, pois os adolescentes iniciam sua vida sexual sem muitos conhecimentos
dos riscos que correm, consequências advindas e o real motivo de estarem vivendo essas
relações sexuais, podem variar conforme o grupo que estão inseridos, podendo ser
simplesmente para se sentirem parte deste.
As transformações dessa fase da vida fazem com que o adolescente viva
intensamente sua sexualidade, manifestando-a muitas vezes através de
práticas sexuais desprotegidas, podendo se tornar um problema devido
à falta de informação, de comunicação entre os familiares, tabus ou
mesmo pelo fato de ter medo de assumi-la (CAMARGO E FERRARI,
2009, p. 938).

Assim, ao abordar temáticas relacionadas à adolescência, mudanças no corpo,


sexualidade, etc, é importante que isso seja feito de maneira a gerar mudanças de
comportamento e que permita aos alunos enxergarem de maneira crítica os assuntos
abordados
Segundo Davim et al (2009,p.132) “o período da adolescência é vulnerável,
assim, a experiência do adolescer vai exigir da família, dos profissionais de saúde e da
educação uma atenção especial para esse adolescente, ajudando-o a lidar com situações e
problemas que possam provocar danos e agravos à saúde”.
Percebe-se que no meio educacional ainda há resistência às abordagens que tratam
sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e drogas, temas que envolvem a
educação e saúde (LAGES & CAMAROTTI, 2016).
A importância dessa pesquisa é conhecer a realidade dos adolescentes sobre
sexualidade, gravidez, doenças sexualmente transmissíveis, abordar o tema de maneira
que possa contribuir no aprendizado, no futuro do aluno.

METODOLOGIA DE PESQUISA OU MATERIAL E MÉTODO

Este estudo trata se de uma pesquisa qualitativa, pois, é um tipo de pesquisa que
permite lidar com ideias, concepções, conhecimentos e conceitos de pessoas, sendo
que[...] Na pesquisa qualitativa os pesquisadores se preocupam mais com o procedimento
da pesquisa do que com o resultado (GODOY,1995). A pesquisa qualitativa não se

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preocupa com representatividade numérica, mas, sim, com o aprofundamento da


compreensão de um grupo social, de uma organização (SILVEIRA & CÓRDOVA, 2009).
A pesquisa aconteceu no município de Iporá, que segundo IBGE (Instituto de
Geografia e Estatística) conta com 31.274 habitantes, deste total 3,294 (10,5%) são
adolescentes, 28,4% são de faixa etária de 10-14 anos e 71,6% na faixa etária de 15-19
anos, não diferenciando os sexos (IBGE, 2017). A pesquisa qualitativa relatou
experiências, histórias de vida, e neste caso, obteve os dados através de um questionário
aplicado aos alunos do 8° ano do Ensino Fundamental de uma escola pública da Educação
Básica de Iporá. A amostra estudada constitui- se por 34 alunos das turmas matutinas,
sendo duas turmas de 8° anos.
Para a coleta dos dados, aplicou-se um questionário formado por questões de
múltipla escolha e abertas, para obter os dados necessários para a análise do estudo,
buscando dados como idade e sexo dos alunos adolescentes e questões relacionados a
adolescência como: puberdade, sexualidade, adolescência, DSTs, gravidez, métodos
contraceptivos. Os questionários foram aplicados antes e depois das aulas ministradas
sobre a temática. O questionário 1 (Aplicado antes das aulas) teve como intuito verificar
se os adolescentes têm conhecimentos básicos sobre sexualidade, prevenção de DSTs e
gravidez, bem como de onde advém os conhecimentos que eles possuem sobre estas
questões. O questionário 2, teve caráter mais profundo, buscando saber se os alunos
aprenderam o que foi ensinado nas aulas, ou seja, se houve construção de conhecimentos
científicos sobre as temáticas estudadas. Após a aplicação dos questionários, os mesmos
foram tabulados e os dados foram analisados e discutidos conforme literatura da área.
Nas aulas, utilizou-se metodologias de ensino diversificadas, buscando a atenção
dos alunos e alcançando um significado para os mesmos. O planejamento das aulas
encontra-se no apêndice 2.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

O primeiro questionário - Conhecimentos dos alunos

Após a obtenção das respostas dos alunos, com a aplicação do primeiro


questionário, os dados foram tabulados e analisados com base na literatura da área. A
maioria das perguntas do questionário se deu por múltipla escolha, sendo que em quatro
questões poderiam ser marcadas mais de uma alternativa. Havia apenas uma pergunta
aberta.

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A pesquisa foi realizada com 34 adolescentes, com idades variadas de 12 a 16


anos. A maioria tinha 13 e 14 anos. Do total 19 (56%) eram meninas e 15 (44,1%)
meninos.
A primeira pergunta pretendia identificar se os alunos sabem como prevenir DSTs.
Assim, inicialmente, apresenta-se uma análise descritiva observando se os alunos
possuem o conhecimento sobre os métodos preventivos e contraceptivos que confere
proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis. Observou-se que 97% dos alunos
responderam corretamente, pois o único método que protege contra DSTs é a camisinha,
tanto feminina quanto a masculina. Porém, 3% dos alunos não acertaram, percebe-se que
a maioria dos alunos possuem informações sobre o modo de prevenção das DSTs. Esses
dados nos mostram que de certa forma, os alunos possuem informações suficientes para
se protegerem de DSTs.
O gráfico 1 mostra com quem os adolescentes buscam informações quando tem
dúvidas sobre sexualidade. Conforme a pesquisa, 53% dos adolescentes buscam
informações com os pais ou responsáveis, seguindo de 24% que buscam em livros e
internet, 13% se informam com professores e por último 10% tiram dúvidas com amigos.
Os dados mostram-se bastante interessantes, pois a maioria busca informações com os
pais ou responsáveis, o que é bom, pois são as pessoas de referência e que podem orientá-
los com responsabilidade e afeto. Logo a seguir aparece a internet e livros, isso revela que
os adolescentes também são bastante independentes, buscando por si só informações.
Mas, de certa forma isso pode ser perigoso, principalmente em relação a internet, que
nem sempre é confiável e pode representar riscos a segurança dos jovens, cabendo aí o
auxílio e atenção dos pais ou responsáveis, ao sempre verificar o que os adolescentes
fazem na internet.

Gráfico 1- com quem os adolescentes buscam informações quando tem dúvidas sobre sexualidade

AMIGOS

13% 10% PAIS OU


RESPONSÁVEIS
24%
INTERNET/LIVROS
53%
PROFESSORES

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Procuramos desvendar se os adolescentes se consideram informados sobre os


riscos que a gravidez causa. Assim, as respostas do questionário a esta questão mostraram
o seguinte: 91,2% responderam que sim, se consideram informados E disseram se
informar com os pais, televisão, palestras e na escola. Outros alunos responderam que
sim, se consideram informados, pois sabem os riscos que a gravidez pode causar,
conhecem adolescentes que já são mães e sabem que eles não possuem condições
psicológicas, físicas, financeiras e principalmente não tem idade para ser pais.
Outros 8,8% dos alunos responderam que “não”, não são informados, todavia,
pode se perceber que na verdade sabem sim o risco, pois eles próprios ao justificar as
respostas, falaram que não possuem condições de ter filhos.
Seguindo com as perguntas do questionário, perguntou-se se os pais ou
responsáveis conversam com eles, os orientam sobre assuntos relacionados à
sexualidade/sexo/prevenção. De acordo com as respostas obtidas, 70,6% dos adolescentes
disseram que sim, conversam, porém, 29,4% disseram que seus pais ou responsáveis não
conversam com eles sobre esses assuntos. Interessante notar que a maioria dos
adolescentes respondeu que seus pais ou responsáveis dialogam com eles sobre estas
temáticas, isso é positivo, pois cria laços de confiança e pode ajudar os adolescentes a não
se envolverem em situações de risco.
Entretanto, sabe-se que ainda que os pais conversem com os adolescentes, muitos
ainda se sentem constrangidos sobre certas questões, deixando muitas vezes assuntos
importantes sem serem tratados. Existe ainda o fato de que os pais nem sempre detém
conhecimentos científicos sobre sexualidade, DSTs, diferentes possibilidades de métodos
contraceptivos etc. Assim, é importante que na escola os conhecimentos sejam tratados
de forma científica, para construir conceitos e formar novos comportamentos.
O gráfico 2 relata onde os adolescentes obtiveram a maioria das informações
relacionadas a sexualidade/ sexo, que foi questionado na questão sete do questionário.
Dos respondentes, 55% disseram que se informaram na escola, 22% com pais ou
responsáveis, 13% na internet, 7% com amigos e 3% obtiveram informações com outros,
ou seja, somente um adolescente respondeu outros, pois não se lembra onde aprendeu
sobre sexualidade/ sexo. A maioria dos alunos responderam que se informaram na escola
esta resposta é muito comum pois, a escola acaba tendo um papel fundamental na
aprendizagem sobre esses assuntos pois na maioria das vezes os pais ou responsáveis, não
sabem como lidar. Essa questão mostra que as informações que os adolescentes
consideram mais relevantes, provém da escola primeiramente e da família em segundo

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lugar. Existe, porém, uma preocupação, 13% dos adolescentes procuraram se informar na
internet, sendo um veículo perigoso, pois possuem sites que adolescentes não devem
entrar por serem de risco.

Gráfico 2- informações relacionadas a sexualidade/ sexo

Pais ou
13% responsáveis;
3% Amigos
22%

Na escola;
7%
Na internet;
55%
Outros

A seguir, foi questionado se os alunos estudaram anteriormente sobre temáticas


relacionadas a sexualidade. Como respostas, 88% dos alunos responderam que sim, já
estudaram temáticas relacionadas sobre sexualidade, 6% responderam que não estudaram
e 6% dos alunos não responderam. Foram especificadas algumas temáticas e perguntado
se eles conheciam, se já haviam estudado.
A seguir na tabela 1, mostramos as temáticas e as porcentagens de respostas
positivas, sinalizando que já estudaram:

RESPOSTAS PORCENTAGEM
DSTs (Doenças sexualmente transmissíveis) e formas de
prevenção 16
Gravidez precoce na adolescência 6
Métodos contraceptivos (anticoncepcionais) 3
Órgãos reprodutores masculino e feminino 34
Puberdade e desenvolvimento sexual do corpo na
adolescência 30
Reprodução humana 30

Tabela 1- Respostas dos alunos sobre as disciplinas que estudaram.

Por último no questionário, foi perguntado como foram trabalhadas as temáticas


relacionadas a sexualidade, DSTs, Gravidez, etc. Na questão dez relata as temáticas

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relacionadas a sexualidade e adolescência que os professores trabalharam, que tipo de


aula usaram para ensinar os conteúdos. Dos adolescentes correspondentes, 28% disseram
que os professores utilizaram aulas expositivas com slides e data show, 26% utilizaram
vídeos em suas aulas, 23% livro didático, 14% quadro negro, 6% fizeram aulas dinâmicas
e 2% dos alunos responderam que os professores passavam trabalhos para serem
realizados em sala de aula. Sabe-se que mudar o tipo de aula é muito importante, pois,
quanto mais a aula é interessante mais o aluno procura absorver mais sobre o conteúdo e
o aprendizado é mais produtivo. É muito comum ao tratar deste tipo de temática, o
professor utilizar de meios mais tradicionais, com aulas expositivas e Datashow para
mostrar imagens. Porém, existem diversas formas de trabalhar as temáticas que podem
chamar a atenção dos adolescentes, formando novos conceitos científicos.
Podemos citar alguns exemplos de formas diferentes de se trabalhar com os
alunos, que são baratas e acessíveis. Uma forma de se trabalhar é usar a técnica de
modelagem, com massa de biscuit, quando os alunos podem construir o sistema
reprodutor feminino e masculino, ou mesmo construir o óvulo ou o espermatozoide. Com
relação a gravidez, o professor pode elaborar uma dinâmica simulando uma “gravidez”,
em que os alunos cuidam de um pequeno boneco, que fica dentro de uma camisinha cheia
de água durante 9 dias. Ao final do período dá-se o parto e passa-se para a etapa do recém-
nascido. Os alunos produzem relatório diário sobre cada fase gestacional, de acordo com
pesquisa científica que farão. Dinâmicas assim mostram responsabilidade, consequências
e propiciam a construção de conhecimentos científicos de uma forma mais lúdica.
Segundo questionário – construção de conceitos sobre a temática
Inicialmente, os participantes foram indagados quanto ao conceito de
adolescência como é mostrado na tabela 1.
TABELA 1- RESPOSTAS DOS ALUNOS SOBRE CONCEITO DE ADOLESCÊNCIA.
RESPOSTAS PORCENTAGE
M
➢ Não responderam 23,3
➢ Adolescência começa quando ocorre as mudanças no 26,7
corpo
➢ Período que os adolescentes entram na puberdade 3,3
➢ São pessoas maiores de 18 anos 3,3
➢ É uma fase media da vida 3,3
➢ bAmadurecimento do corpo, para a vida adulta 16,7
➢ Amadurecimento dos órgãos sexuais 6,7

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➢ Sai da fase infantil e entra na adolescência, onde o 3,3


corpo começa a amadurecer
➢ É um período de vida que os órgãos sofre mudança 3,3
➢ É o período depois de ser criança 3,3
➢ Fase onde produz hormônios 6,7
Fonte: o autor

A próxima pergunta questionava sobre o que provoca as características sexuais na


puberdade e apresentava alternativas. Dos respondentes, 93% marcaram a resposta
correta, dizendo que hormônios sexuais são responsáveis pelas características sexuais
secundárias, porém, cerca de 3%, respectivamente, marcaram as duas alternativas que
diziam que era o peso do adolescente e a ansiedade do adolescente. Percebe-se que grande
parte dos alunos marcou a resposta correta, dessa forma pode-se concluir que houve
aprendizagem, pois, os mesmos conseguiram assimilar que são os hormônios que
provocam as mudanças no corpo do adolescente.
Em relação ao conceito de sexualidade, a maioria dos alunos (43,3%) não
responderam, apenas 33,3% responderam respectivamente que sexualidade compreende
os órgãos sexuais e outros responderam que é a definição do sexo feminino e masculino,
10,0% disseram que é o ato sexual, que sexualidade está relacionado a ser sexy, que é a
fase que o corpo está preparado para fazer sexo e 13,3% responderam que é um assunto
sobre sexo.
Seguindo à análise, partimos para a questão quatro e seis, que se referem ao
aparelho reprodutor masculino e feminino, assim respectivamente, 93% dos
entrevistaram acertaram as partes do aparelho reprodutor masculino e 6,7% erraram,
porém, 100% dos alunos acertaram as partes do aparelho reprodutor feminino.
Voltando a questão cinco do questionário, perguntou-se sobre a descamação do
endométrio, qual nome se dá a essa descamação mensalmente, 90%dos alunos acertaram,
3% erraram e 6,7% não responderam nada.
A seguir na tabela 2, a questão sete está relacionada aos métodos contraceptivos,
esta pergunta o aluno deveria marcar verdadeiro ou falso. A seguir, apresenta-se uma
tabela com o resultado obtido com as respostas:

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TABELA 2- RESPOSTAS DOS ALUNOS SOBRE MÉTODOS CONTRACEPTIVOS.


AFIRMATIVAS PORCENTAGENS
ACERTOS ERROS
a- A camisinha, além de prevenir uma gravidez não 100% 0%
planejada, protege o casal de todas as doenças
sexualmente transmissíveis.
b- Coito interrompido é o método de contracepção que 40% 60%
consiste na retirada do pênis da vagina antes da
ejaculação, a fim de impedir a deposição de sêmen no
interior da mesma.
c- Qualquer mulher pode usar a tabelinha 43,3% 56,7%
d - A laqueadura, em alguns casos, pode ser revertida. 43,3% 56,7%
e- Pílulas anticoncepcionais, além de prevenir a 60% 40%
gravidez, são também utilizadas no tratamento de acnes,
endometriose, cólica e síndrome dos ovários policísticos
Fonte: o autor

As questões oito, dez e onze tiveram como proposta que os participantes


analisassem algumas situações e se posicionassem mediante as respostas que marcassem.
A questão oito se refere a pílula anticoncepcional e apresentava um caso em que
uma pessoa “Sandra” usava somente a pílula e não precisa de usar outro método
anticoncepcional. Sabe-se que a pílula previne a gravidez, porém é ineficiente contra
DSTs. Como respostas, 53,3% dos alunos acertaram respondendo que ela está errada
porque poderá contrair uma DST, 46,7% erraram marcando outras alternativas.
A questão apresentou alternativas com ações que podem ajudar a diminuir a
gravidez indesejada na adolescência e uma das alternativas não tinha este objetivo em
específico. Dessa forma, os alunos precisavam analisar as respostas apresentadas e marcar
a alternativa errada. Um total de 16,7% não responderam, 10% responderam corretamente
e 73,3 erraram.
A última questão também esperava que os alunos interpretassem e analisassem as
respostas e marcassem a alternativa errada. A questão dizia que a gravidez pode estar
relacionada com diferentes contextos, e solicitava que marcassem, no que diz respeito a
família, al atitude que produz pouco resultado na diminuição dos casos de gravidez na
adolescência. Assim, 23,3% responderam corretamente, 56,7% erraram e 20% não

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responderam.
Voltando a questão nove, esta apresentou o desenho de nove métodos
contraceptivos e solicitou que os alunos os nomeassem. O total de acertos foi de 20%,
76,7% erraram e 3,3% não responderam.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Um olhar amplo sobre os dados colhidos neste trabalho mostra que embora os
adolescentes recebam muitas informações sobre sexo na escola, com os colegas e em
casa, nem sempre sabem tanto quanto aparentam saber, além disso, existem poucas
orientações mais consistentes sobre o assunto.
Pode-se perceber que a maior parte dos entrevistados receberam orientações na
escola e com seus responsáveis, porém, sabe-se que os pais possuem maiores
dificuldades, pois não sabem como responder algumas questões ou até mesmo não
sabem como conversar com os filhos, pois os adolescentes têm vergonha de conversar
com seus pais e tirar dúvidas.

REFERÊNCIAS

BARBOSA DAVIM, Rejane Marie et al. Adolescente/adolescência: revisão teórica


sobre uma fase crítica da vida. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste, v. 10, n.
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oficinas de prevenção. Ciência & Saúde
Coletiva, Jun 2009, Volume 14 Nº 3 Páginas 937 – 946
http://www.scielosp.org/pdf/csc/v14n3/30.pdf acesso em: 04/ 01/ 2017;

ROMERO, Kelencristina T.; MEDEIROS, Élide Helena G. R.; VITALLE, Maria Sylvia
S.; WEHBA, Jamal. O conhecimento das adolescentes sobre questões relacionadas ao
sexo. Revista da Associação Médica Brasileira, Fev 2007, Volume 53 Nº 1 Páginas 14 –
19. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/ramb/v53n1/12.pdf> acesso em:
04/01/2017;

LAGES, Laérgia Mirelly Porpino & CAMAROTTI, Maria de Fátima. OFICINAS


PEDAGÓGICAS COMO ALTERNATIVAS METODOLÓGICAS PARA O
ENSINO DE CIÊNCIAS: CONHECENDO AS DST. 2016. Disponível em:
http://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_EV056_MD1
_SA18_ID1451_12082016105228.pdf> acesso em: 20/07/2017;

GODOY, A. S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. RAE v. 35. n.


2 .Mar./Abr. 1995;

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SILVEIRA, Denise Tolfo e CÓRDOVA, Fernanda Peixoto. Métodos de pesquisa .2009.


Disponível em:< http://www.ufrgs.br/cursopgdr/downloadsSerie/derad005.pdf > acesso
em:24/04/2017.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em:<


http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&codmun=521020&search=||infogr%E
1ficos:-informa%E7%F5es-completas > acesso em: 18/ 07/ 2017.

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Área do Conhecimento: Ciências Biológicas


Eixo Temático: Formação de Professores

OS ESTAGIÁRIOS DE BIOLOGIA SOB A PERSPECTIVA DE


ALUNOS DE ENSINO MÉDIO EM UM COLÉGIO PÚBLICO DA
REDE ESTADUAL DE EDUCAÇÃO.
Érika Cristina Soares Valadão¹; Ueslene Maria Ferreira Pontes².

¹Universidade Estadual de Goiás; erikavaladao54@gmail.com; ²Universidade Estadual de Goiás;


uesleneferreira@hotmail.com

Resumo: O trabalho aqui apresentado trata-se de uma pesquisa qualitativa, pois permite
analisar os dados de forma mais ampla e complexa levando em consideração os mais variados
aspectos. Essa pesquisa tem como objetivo principal identificar a “imagem” dos estagiários de
Biologia sob a perspectiva de alunos do Ensino Médio, em um Colégio público da rede Estadual
de ensino em Goiás. Ainda nesse contexto buscou-se compreender como era delineada tal
concepção pelos alunos. A pesquisa teve como público alvo 65 alunos que cursam o Ensino
Médio com faixa etária de 15 á 21 anos. A metodologia utilizada para a obtenção dos dados deu-
se por meio da aplicação de um questionário, sendo este composto por 7 questões onde 4 eram
objetivas e 3 discursivas. Porém as questões objetivas ainda podiam ser em partes discursivas
pois exigiam uma justificativa. Como parte dos resultados encontrados pode se dizer que os
estagiários são vistos pelos alunos com uma expectativa muito grande em relação a aulas
diferenciadas e além do mais são vistos também como um apoio em que os alunos podem contar
para tirar dúvidas, etc. Porém, também foram identificados pontos negativos tais como o
nervosismo que grande parte dos estagiários apresenta. No entanto a realização dessa pesquisa
foi de grande valia para a aprendizagem e a compreensão de como os alunos enxergam os
estagiários quando estes chegam nas escolas.

Palavras-chave: Imagem; Estágio; Ensino Médio.

INTRODUÇÃO

De acordo com a Resolução CNE/CP nº 2, de 1º de Julho de 2015 que define as


Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior e para a
formação continuada, os cursos de licenciatura têm por obrigatoriedade em seu currículo
o Estágio Curricular Supervisionado (CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO,
2015). Ou seja, o Estágio se faz parte indispensável na formação de professores o que
justifica sua obrigatoriedade nas diversas licenciaturas. E como destaca Pimenta e Lima
(2004) o estágio é o eixo central na formação de professores, pois é através dele que o
profissional conhece os aspectos indispensáveis para a formação da construção da
identidade e dos saberes do dia-a-dia.
Dessa forma, a prática do Estágio Supervisionado não deve ser vista de forma

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restrita e simplista, pois por meio dele podem e são desenvolvidos projetos educacionais
e de intervenção tendo como base com a realidade escolar. Porém para o sucesso do
mesmo se faz necessário o Estágio Supervisionado estar amparado a uma fundamentação
teórica, o que propiciará aos futuros professores um entendimento mais claro das
situações ocorridas no interior das escolas e, consequentemente, possibilitará uma
adequada intervenção da realidade (PELOZO, 2007).
O Estágio é também um canal de comunicação ligando as escolas de ensino
superior às escolas de ensino médio e fundamental, daí levando informações de suas
necessidades à universidade, que deve responder às escolas de nível primário e médio
com um influxo de novas ideias (KRASILCHIK, 2008). A troca constante de
conhecimento e vivências por parte dos estagiários e de alunos das escolas enriquece
gradativamente a formação do acadêmico de licenciatura. Como destaca Vasconcelos
(1993 apoud LINHARES, et al. 2014) o espaço da sala de aula é um ambiente privilegiado
de conhecimento:

[...] a sala de aula é o lugar em que há uma reunião de seres pensantes que
compartilham ideias, trocam experiências, contam histórias, enfrentam
desafios, rompem com o velho, buscam o novo, enfim, há pessoas que trazem
e carregam consigo saberes cotidianos que foram internalizados durante sua
trajetória de vida, saberes esses que precisam ser rompidos para dar lugar a
novos saberes (VASCONCELLOS, 1993 apoud LINHARES et al. 2014).

Levando em consideração, que o Ensino de Biologia nas escolas públicas muitas


vezes se encontra limitado por diversos fatores sendo um deles o próprio conteúdo que se
torna abstrato aos olhos dos alunos e distante da sua realidade. É necessário compreender
que a Biologia é uma disciplina extraordinária e que não se limita a famosa “decoreba de
conceitos e significados” e que é possível se ter uma aprendizagem relacionando
conteúdos biológicos com a realidade do aluno, sendo assim uma nova didática
educacional. Araújo e Pedrosa (2014) destacam que:

Embora reconheçamos que a educação não vá resolver os grandes problemas


ambientais do planeta, não há como negar que ela pode ser um caminho
interessante para a divulgação de ideias que visem contribuir para o alcance de
um mundo melhor e mais justo para todos, a partir de ações concretas que
procuremos realizar no planeta (ARAUJO e PEDROSA, 2014).

E nesse contexto relacionado ao Ensino de Biologia e ao Estágio Supervisionado


que se justifica essa pesquisa, tendo como objetivo geral identificar qual a “imagem” dos

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estagiários sob a perspectiva de alunos de Ensino Médio em sala de aula, além de buscar
compreender como é delineada tal concepção.

METODOLOGIA DE PESQUISA

O presente trabalho trata-se de uma pesquisa de caráter qualitativo, porém em


alguns momentos haverá análise qualitativa-quantitativa (quali-quanti). A abordagem
qualitativa baseia-se em processos de análise psicológica envolvendo reflexão,
conhecimento cientifico, teórico e social (FONSECA, 2002; GERHARDT & SILVEIRA,
2009). Marconi & Lakatos (2010) afirmam ainda que a abordagem qualitativa se trata de
uma pesquisa que tem como premissa, analisar e interpretar aspectos mais profundos,
descrevendo a complexidade do comportamento humano e ainda fornecendo análises
mais detalhadas sobre as investigações, atitudes e tendências de comportamento.
Dessa maneira, a obtenção dos dados pertinentes a pesquisa deu-se por meio da
aplicação de um questionário composto por questões objetivas e discursivas sobre o tema.
Como Gil (1999) destaca que a utilização de questionários pode ser definida como a
técnica de investigação composta por um número mais ou menos elevado de questões
apresentadas por escrito às pessoas, tendo por objetivo o conhecimento de opiniões,
crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas etc.
Levando em consideração tais colocações, a pesquisa foi realizada em um colégio
público da rede estadual situada no município de Iporá, Goiás. Na qual foi aplicado um
questionário composto por 7 questões sendo 5 objetivas e 2 discursivas. Abrangendo um
total de 65 alunos pertencentes ao nível médio de ensino com faixa etária de 15 a 21 anos.
Posteriormente os dados foram tabulados em planilhas eletrônicas (Excel 2013) e
analisados.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Os resultados foram obtidos por meio da análise do questionário, participaram da


pesquisa um total de 65 alunos que cursam o Ensino Médio em um Colégio Estadual da Rede
Pública de Educação, onde 22 alunos cursam a 1º série, 18 cursam a 2º série e 25 cursam a 3º
série. Segue dessa forma um relato referente aos resultados obtidos.
A questão (Q) 1 tratava-se de uma questão objetiva, onde buscou investigar a
aceitação ou não por parte dos alunos referente as aulas de Biologia, ou seja, se eles gostavam
ou não e a partir da resposta estes ainda deveriam justifica-las. Obteve-se de um modo geral
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que dos 65 alunos 84 % afirmaram gostar das aulas de Biologia e 16 % afirmaram não gostar.
Quanto as justificativas os alunos foram bem objetivos em suas respostas, sendo estas
apresentadas abaixo:

A1: Sim. Por que os professores nós despertam interesse e os assuntos sempre são bons.
A2: Sim. Porque a professora é legal.
A3: Sim. Acabo sabendo coisas que eu nunca pensei ser do jeito que é.
A4: Sim. Pois é interessante, prático e faz parte da nossa vida.
A5: Sim. Mas não tenho nenhum motivo específico, o conteúdo me chama a atenção, é
interessante saber como as coisas acontecem e o porquê.
A6: Sim. São interessantes pois cada matéria descubro coisas novas.
A7: Não. Porque é chato.
A8: Não. Por causa das dificuldades.

Percebe-se que dentre as justificativas que a ação do professor favoreceu a aceitação


das aulas pelos alunos e como Vaccari (2007) ressalta o professor, através de sua ação, pode
formar simpatias ou antipatias em relação a determinados conteúdos e isso depende, em
grande medida, da sua própria relação com o conteúdo que ensina.

Temas referentes ao Ensino de Biologia

Zoologia
2% Genetica
1%
3% 2% Citologia
Ecologia
14% Educaçao Ambiental
Histologia
18% Outro
Não respondeu
Nenhum
15% 35%

10%

Na Q2 procurou-se identificar quais temas eram mais relevantes e de maior


interesse pelos alunos e dando abertura ainda para que fosse adicionado algum assunto
que não tenha sido citado no questionário. Ressalto ainda que nesta questão o aluno
poderia marcar mais de um dos assuntos propostos no questionário, totalizando um total

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de 110 votos nos assuntos propostos. De forma sintetizada os resultados obtidos por meio
dessa questão estão representados no gráfico abaixo. Tendo predominância os assuntos
relacionados a Genética e Educação Ambiental.
Na Q3, tratava-se de uma questão discursiva com intuito de identificar qual a
expectativa dos alunos quando se tratava de aulas de Biologia. Na 1º serie foi notório
perceber que cerca de 50% dos alunos buscam nas aulas de Biologia atividades
relacionadas a experimentos científicos, aulas em laboratório existe ainda uma certa
associação de assuntos relacionados a Química.
Provavelmente essa assimilação se dá pelo fato de ainda no Ensino Fundamental
as disciplinas de química e física estarem agrupadas todas na disciplina de Ciências, e já
no Ensino Médio elas passam a ser trabalhadas de forma isolada.
Houve também por grande parte dos alunos tanto da 2º e 3º serie a questão de
aulas práticas, aulas campo e atividades que mudassem a rotina de aulas teóricas com
assuntos relacionados ao cotidiano dos alunos. Pois, como destaca Krasilchik (2004) o
Ensino de Biologia exerce uma função social devendo contribuir no cotidiano para
ampliar o entendimento que o indivíduo tem da sua própria organização biológica, do
lugar que ocupa na natureza e na sociedade, e na possibilidade de interferir na
dinamicidade dos mesmos, através de uma ação mais coletiva, visando a melhoria da
qualidade de vida.
A Q4, abordava diretamente sobre o contato de alunos e estagiários de Biologia,
tratava-se de uma questão objetiva com o objetivo de identificar quais alunos já haviam
tido algum contato com os estagiários. De modo geral dos 65 alunos, 63% deles
afirmaram ter tido algum tipo de contato, 36% afirmaram não ter e 1% não respondeu
esta questão.
Na Q5, fazia referência mais a afetividade, ou seja, qual sentimento os estagiários
passavam aos alunos durante a realização dos estágios. Foram propostos alguns
sentimentos no enunciado da questão, porém o aluno poderia marcar mais de uma
alternativa e justifica sua resposta. Os sentimentos propostos foram confiança,
insegurança, medo, nervosismo, carisma, atenção e os dados obtidos foram 27%, 11%,
1%, 14%, 11% e 30% respectivamente. Sendo que cerca de 5% não responderam esta
questão. Dentre as justificativas os alunos ressaltaram o seguinte:

A9: Porque a hora que precisamos eles vêm com atenção e explicam bem.
A10: São pessoas como que assim como nós estão aqui para aprender.
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A11: Porque não estão preparados o suficiente para encontrar o tanto de alunos.
A12: Pois as vezes chegam aqui no colégio tremendo, gaguejam, etc.
A13: Pois procuram fazer um ambiente positivo entre eles e os alunos.

Na Q6, buscou-se analisar como são as aulas ministradas pelos estagiários de


Biologia e quais perspectivas esses alunos tem sobre essas aulas. Foram identificadas nas
respostas a expectativa para aulas práticas em laboratórios e em ambientes fora da sala de
aula. Dessa forma quando os alunos estão pessoalmente envolvidos, aprendem mais,
retêm o conhecimento e desenvolvem habilidades de uma forma mais adequada
(PENICK, 1998, apoud, LIMA & GARCIA, 2011).
Fazer das aulas de Biologia uma forma diferente de aprender, aumenta a
expectativa, o interesse dos alunos e permite uma aprendizagem significativa. Mesmo
sem a existência de laboratórios, realidade de muitas escolas, o professor pode
proporcionar momentos de desafios e investigações (SOARES & BAIOTTO, 2015).
Seniciato & Cavassan (2004), expõem ainda que as aulas de Ciências e Biologia
desenvolvidas em ambientes naturais têm sido apontadas como uma metodologia eficaz
tanto por envolverem e motivarem crianças e jovens nas atividades educativas, quanto
por constituírem um instrumento de superação da fragmentação do conhecimento.
Identificou-se ainda perspectivas referentes a aulas como um apoio aos alunos, onde estes
possam sanar suas dúvidas.
Além disso alguns alunos afirmaram que já esperam que sejam aulas fracas e
precárias pois os estagiários ficam nervosos e não transmitem segurança em suas palavras,
alguns destacaram que sejam aulas bagunçadas por não haver um domínio de sala por
parte dos estagiários. Tal concepção dos alunos podem ser entendidas como um reflexo
da realidade acadêmica dos estagiários afetando assim diretamente seu desempenho.
Araújo e Souza (2009), apontam que nesse período de formação profissional do
estagiário de licenciatura ocorre o enfrentamento de muitas dificuldades presentes na
realidade das escolas hoje: falta de interesse dos alunos; superlotação das salas de aula;
falta de uma boa estrutura escolar; falta de experiência profissional; insegurança para lidar
com determinadas situações; falta de tempo para se dedicar mais ao trabalho e,
principalmente, indisciplina dos alunos. Dessa forma, tais dificuldades presentes no
ambiente escolar quanto se acumulam com outras atividades dos licenciados, estas podem
refletir negativamente em seu desempenho em salas de aula devido ao acumulo de
atividade exercidos pelos mesmos.
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Abaixo foram transcritas algumas dessas afirmações dos alunos referente a Q6:

A14: Que as aulas sejam melhorem e cheias de exemplo.


A15: Aulas diferenciadas com vídeos, aulas campo, olhar através do microscópio.
A16: Que as aulas serão bagunçadas, porque alguns alunos não respeitam os estagiários
só pelo fato deles não serem professores formados, alunos que não tem respeito ao
próximo.
A17: Que tenha um suporte dos estagiários para os alunos para tirar dúvidas que os
professores não tiram.
A18: Que eles como alunos se coloquem no nosso lugar e nos ajudem mais.

Em síntese, percebe-se que existe uma grande expectativa nos estagiários e eles
são vistos com um “ponto de apoio” para os alunos, auxiliando na realização de atividades
sendo atenciosos e inovadores em suas aulas buscando assim a atenção dos alunos. Porém
ainda a respeito da sala de aula se faz necessário no período de formação trabalhar pontos
importantes que o futuro docente encontrará por exemplo, o domínio não só de sala,
porém também de conteúdo, pois quando o estagiário transmite confiança ao ensinar um
conteúdo os alunos sentiram segurança no que aprender.
Carvalho (2001), ressalta que quanto mais o professor dominar os saberes conceituais e
metodológicos de seu conhecimento específico, mais facilmente ele será capaz de traduzi-
los e interpretá-los buscando os conceitos e estruturas fundamentais do conteúdo, visando
o ensino nas escolas fundamental e média.
Quanto a última questão Q7 se tratou de uma pergunta objetiva onde os alunos
classificavam as aulas ministradas por estagiários em três níveis: Ótima, Boa e Ruim. De
um modo geral dos 65 alunos, 68% dos alunos classificaram como Boas, 18%
classificaram como Ótimas e 9% classificaram como Ruim, sendo que 5% dos alunos não
responderam.

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Classificação das aulas de Biologia ministradas por estagiários

5%
9% 18%

Otima

Boa

Ruim

Ninguem

68%

Fonte: O Autor

Como pode ser observado no gráfico acima os resultados sintetatizado para


facilitar a compreensãoo dos dados obtidos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir da pesquisa realizada que tinha como objetivo geral traçar a imagem de
estagiários de Biologia sob a perspectiva de alunos de Ensino Médio, foi possível
confirmar várias expectativas que os alunos criam quando se fala em aulas de Biologia e
quais são os pontos que merecem mais atenção na preparação do estagiário para a carreira
docente. Compreender a imagem que o aluno tem permite que sejam adotadas medidas
para sanar pontos negativos e enaltecer os positivos para dessa forma contribuir com uma
ótima formação docente. Os resultados obtidos foram suficientes para a análise de dados.
Sendo assim trabalho realizado de grande valia para a aprendizagem e contribuiu
significativamente na formação docente do licenciando.

REFERÊNCIAS

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ciências na perspectiva da sustentabilidade: barreiras e dificuldades reveladas por
professores de biologia em formação. Educar em Revista. 2014. Curitiba, n.52, p. 305-
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ARAUJO, Maria Inêz Oliveira. SOUZA, Jobeane França de. A prática de ensino no
processo de formação profissional do professor de biologia. In: VII Encontro Nacional de
Pesquisa em Educação em Ciências, Florianópolis, 2009. Anais do VII ENPEC…, Belo
Horizonte: ABRAPEC, 2009.

CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. A influência das mudanças da legislação dos
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Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de
formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação
continuada. Resolução de nº 2, de 1º de Julho de 2015. Diário Oficial da União, Brasília,
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FONSECA, Joao José Saraiva da. Metodologia da Pesquisa Científica. Fortaleza: UEC,
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LAKATOS, Eva Maria. MARCONI, Marina de Andrade. Técnicas de pesquisa. 3. ed.


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LIMA, Daniela Bonzanini. GARCIA, Rosane Nunes. Uma investigação sobre a


importância das aulas práticas de Biologia no Ensino Médio. Cadernos do Aplicação,
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Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e
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Área do Conhecimento: Ciências Biológicas


Eixo Temático: Metodologia e práticas de ensino

VIVA BEM, VIVA LEVE


Maria Luisa Dias Batista 1; Loraine Oliveira Dias²; Amanda Rodrigues Araújo³;
Mauricio Costa Pereira Menezes; Flávia Damacena Sousa Silva5; Juliane Pereira
de Santana Peres6.
¹Estadual de Goiás, CampusIporá; marialuisad687@gmail.com; 2Universidade Universidade Estadual de
Goiás, CampusIporá; loraine.dias.lo@gmail.com; 3Universidade Estadual de Goiás, Campus Iporá;
amandaraujo1998@gmail.com; 4Universidade Estadual de Goiás, Campus Iporá;
Mauricio.costa2k16@gmail.com; 5Universidade Estadual de Goiás, Campus Iporá;
flavia.damacena@ueg.br; 6Universidade Estadual de Goiás, Campus Iporá; julianepsp@yahoo.com.br.

Resumo: A alimentação reflete sua imagem, não só no corpo, mas também na mente que se
desenvolve de acordo com a sua alimentação, por esse motivo é de extrema importância ter uma
alimentação saudável e adequada para cada fase do desenvolvimento humano, é um dos papeis
da escola passar isto para seus alunos quão importantes são hábitos saudáveis, de uma forma geral
pode-se dizer que qualidade de vida envolve boa alimentação, boa educação, boa moradia, prática
de exercícios físicos, relações harmoniosas com a família e amigos, diversão, enfim, o foco em
questão está relacionado à alimentação. Por este motivo foi desenvolvido o projeto “viva bem,
viva leve” que foi uma parceria entre os PIBIDANOS e a merenda escolar, para levar aos alunos
a importância de hábitos saudáveis na vida deles enquanto crianças e adolescentes. O projeto foi
divido em partes, para execução e melhor fixação do conteúdo, desde palestras, atividades de
fixação, produção de materiais de conscientização ate a produção de um lanche saudável, a partir
do projeto foi construído este relato de experiência. Foi muito importante cada procedimento
tomado no projeto, pois proporcionou a todos o aprendizado de algo novo e chamou a atenção
dos alunos para cuidarem melhor de sua saúde, com a produção da salada de frutas os alunos
puderam aprender o valor energético de cada fruta e sua importância para o corpo. Já que é papel
da escola segundo a Organização Panamericana de Saúde (OPAS, 2014), é importante as escolas
aderirem a programas nacionais de alimentação escolar e adotar normas que regulam a venda de
alimentos e bebidas, Por fim percebemos que projetos como esse enriquece nossa formação como
futuros docentes e a dos alunos onde conseguem transformar as suas vidas depois desta
experiência, onde esses resultados de uma boa alimentação influenciarão diretamente no futuro
de todos nós.

Palavras chaves: Cuidados; Exercícios Físicos; Alimentação; saudável

INTRODUÇÃO

Os hábitos alimentares de um indivíduo refletem sua imagem, não só o corpo, mas


também a mente que se desenvolve de acordo com a sua alimentação, por esse motivo é
de extrema importância ter uma alimentação saudável e adequada com cada fase do
desenvolvimento humano, para cada fase da vida, a alimentação tem uma importância
diferente, mas é essencial em todas elas. Desde a infância cada indivíduo já tem suas
preferências alimentares, cabendo à família e à escola incentivarem que estes sejam os

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mais saudáveis possíveis, pois fatores genéticos e hereditários interferem e muito nesses
hábitos (BRASIL, 1999; CONSEA, 2004).
Os índices de pessoas com obesidade estão aumentando cada vez mais em todo o
mundo. Isso se da pela má alimentação que as pessoas vêm tendo. A falta de tempo e a
correria da vida cotidiana são fatores responsáveis pelo consumo de alimentos que não
são benéficos a saúde humana. Comidas industrializadas estão como principal causa para
o aumento alarmante de casos de obesidade e outras doenças relacionadas aos hábitos
alimentares. A obesidade é uma doença crônica, que envolve fatores sociais,
comportamentais, ambientais, culturais, psicológicos, metabólicos e genéticos.
Caracteriza-se pelo acúmulo de gordura corporal resultante do desequilíbrio energético
prolongado, que pode ser causado pelo excesso de consumo de calorias e inatividade
física (OPAS, 2003).
Segundo o ministério da saúde, (BRASIL,2014), em parceria com o instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 60% dos alimentos consumidos
pela população brasileira possuem teor de gordura acima da média. O número de
brasileiros com sobrepeso vem crescendo cada vez mais e as doenças relacionadas,
também, pressão alta, obesidade e diabetes são alguns dos malefícios causados pelo
excesso de peso. Sendo então considerado um grave problema a saúde pública a
obesidade vem se tornando um assunto cada vez mais comum em escolas e lugares onde
as pessoas possam se conscientizar a melhorar seus hábitos alimentares para o
melhoramento da vida.
Visando a escola como um pilar para a construção e estimulação de ideias e
conceitos, a Secretária de Estado e Educação, Cultura e Esporte (SEDUCE), criou este
projeto para ser trabalhado com as crianças da rede pública de ensino. Este projeto tem
intuito de causar mudanças alimentares e de conscientizar não só as crianças, más também
os funcionários da instituição e a sociedade como um todo. Durante a execução deste,
foram coletados atividades e relatos de experiência oral dos alunos para ter certeza de que
eles estão aprendendo com as atividades propostas. Quando a criança sai do seu lar e
começa a frequentar ambientes diferentes como escola, creches, ela sofre uma intensa
influência de diversas formas, pois o contato com tantas pessoas diferentes tende a levar
os pequeninos a imitarem os comportamentos dos outros, tanto na questão social como
na alimentar, e isto pode trazer consequências tanto positivas como negativas.
Alimentação é um dos determinantes sociais que mais afetam a saúde sendo um
fator cada vez mais precoce na população infantil cuja nutrição alimentar numa fase

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inicial se torna importante para o crescimento, desenvolvimento e para o estabelecimento


de hábitos alimentares eficazes que promovam a saúde da criança alongo prazo (BRASIL,
2004). As crianças de hoje serão os adultos de amanhã e se elas aprenderem o quão
importante é ter um habito de vida saudável logo na infância, quando chegarem à fase
adulta será capaz de discernir e controlar uma boa alimentação e a praticar exercícios
físicos. A prática de atividades físicas vem sendo um costume cada vez menos comum
entre os brasileiros. O sedentarismo ocorre pela falta de nenhum tipo de movimentação
funcional do nosso corpo e junto com a má alimentação faz com que a saúde entre em
declínio e esteja mais suscetível ao surgimento de patologias.
Este projeto teve como finalidade a conscientização das crianças para com a
importância de se alimentarem bem. Foi trabalhada a capacidade das crianças saberem
identificar quais alimentos são saudáveis e quais não são. A importância da qualidade de
vida em nosso dia-a-dia é de extrema necessidade apesar da dificuldade de uma definição
específica que a caracterize, pois esse termo pode ter muitas definições de acordo com a
visão de cada pessoa. De uma forma geral pode-se dizer que qualidade de vida envolve
boa alimentação, boa educação, boa moradia, prática de exercícios físicos, relações
harmoniosas com a família e amigos, diversão, enfim, o foco em questão está relacionada
a alimentação. Não há dúvida que alimentação de qualidade é fundamental para garantir
uma boa qualidade de vida. Somos o que comemos e como comemos (MONTEIRO e
COSTA, 2004).
Neste intuito foi desenvolvido este projeto para melhorar a qualidade de vida dos
alunos, tratando a alimentação saudável e a obesidade como primordiais para a mesma.
Sendo assim o principal objetivo desde projeto foi levar informação sobre a alimentação
saudável, prática de exercícios e conscientização tudo co- relacionado para melhorar a
vida dos alunos.

METODOLOGIA DA PESQUISA

A metodologia deste trabalho trata-se da descrição do desenvolvimento de uma


experiência educacional no âmbito escolar, sendo um relato de experiência.
Inicialmente, realizou-se um levantamento teórico sobre alimentação saudável e também
um estudo e levantamento do projeto “Vivo bem Viva leve” proposto pela Secretaria do
Estado da Educação (SEDUCE), com o intuito de trabalhar com os alunos a importância
de uma alimentação saudável em seu dia a dia e a questão da obesidade.

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Também foi realizado com os alunos, um estudo sobre alimentação e preparo de


alimentos em diferentes ambientes, como sala de aula, pátio escolar e cozinha, tudo com
a supervisão dos PIBIDIANOS (Bolsistas do Programa de Bolsas de Iniciação a
Docência/PIBID), Professores, Gestão alimentar e Coordenadores.
O projeto desenvolvido na escola e aqui descrito trata-se de um estudo mais
profundo com os alunos de 7° ano, buscando explorar o máximo possível do tema “Viva
bem viva leve”. O plano contou com as três turmas sendo elas 7° A, B e C, igualando o
máximo o conhecimento passado, buscando ter uma visão crítica, pois cada uma delas
apresentava conhecimentos variados.
Usando a alimentação para estudo observou a extensão dessa área tendo inúmeros
procedimentos a se trabalhar no assunto. O projeto então abordou à forma como cada um
se alimenta e como se controla estes com atividades complementares em sala de aula e
discussões, foram ampliados e observados os dados ali adquiridos.
Antes de tudo, foi realizada uma reunião para desenvolver o cronograma do projeto,
levando em consideração as datas e suas respectivas atividades a ser desenvolvida com
os alunos para não interferir no desenvolver das aulas.
O projeto foi dividido em etapas, na primeira etapa ocorreu à realização de uma
palestra para o 7° ano com a nutricionista, seguindo o tema “alimentação saudável e
obesidade”. Após isso, foi realizada uma apresentação de um vídeo informativo e em
seguida uma breve discussão com os alunos analisando em detalhe o vídeo exposto. Com
o sucesso de ambas as atividades, foram desenvolvidas para os alunos uma lista de
exercícios para fixação do conteúdo.
Na segunda etapa foi proposto o desenvolvimento de trabalhos ilustrativos
referentes ao tema trabalhado, sendo produzidos com o material E.V.A. figuras de frutas,
verduras e debatendo sobre os valores nutricionais e sua importância para o corpo
humano.
Na terceira etapa foi finalizado os trabalhos ilustrativos e feito um feedback da
lista de exercícios para revisar o assunto trabalhado. No final foi solicitado aos alunos que
trouxessem frutas para próxima aula.
Devido ao tema abordar a obesidade, na quarta etapa foi realizado uma dinâmica
com a professora de educação física no Pátio escolar, com a supervisão de toda equipe
organizadora do projeto, essa etapa ocorreu de modo que todos participassem, com
diferentes tipos de atividades físicas.

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Na quinta e última etapa, foi realizado a apresentação sobre a função nutricional


das frutas pelos PIBIDIANOS, após isso um vídeo informativo foi passado com o intuito
de trazer informações que poderiam servir de base teórica para discussão que aconteceu
em seguida com os alunos. No final de tudo, nada melhor que apreciar uma alimentação
rica em nutrientes, por isso durante todo esse processo, alguns PIBIDIANOS junto com
a gestão alimentar preparava uma salada de frutas, pois é um prato que consiste na
combinação de frutas, rica principalmente em vitaminas.
O planejamento metodológico do projeto foi preparado dentro dos procedimentos
éticos e de segurança junto com toda equipe do PIBID, professores, gestão escolar e
coordenadores, visando o conhecimento que serviu de grande importância para uma
alimentação saudável no cotidiano, tanto para a vida dos alunos como a de quem
participou diretamente e indiretamente do projeto.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Como a primeira ação do projeto, houve a realização de palestras com uma


profissional da área de alimentação (nutricionista), acontecendo à passagem de
informações para os alunos, percebendo assim o interesse destes. Houve grande
participação dos mesmos, surgindo dúvidas, idéias e compartilhamento de informações
dos alunos com a profissional e os colegas. Mostrando dessa forma, a importância desse
tipo de ação por parte da escola.
Segundo a Organização Panamericana de Saúde (OPAS, 2014), é importante as
escolas aderirem a programas nacionais de alimentação escolar e adotar normas que
regulam a venda de alimentos e bebidas, bem como promover e fortalecer políticas e
programas escolares e de aprendizagem precoce, que aumentam a atividade física.
Com o intuito de levar informação e conscientizar sobre uma boa alimentação e a
práticas de exercícios, o projeto foi dividido em partes após a palestra foi desenvolvido
atividades com todos os alunos do 7°ano durante as aulas de Ciências para aprofundar e
dinamizar o assunto trabalhado, com isso os alunos puderam participar ativamente da
construção do seu próprio conhecimento, fazendo assim que se sentissem envolvidos e
úteis com todas as produtividades conquistadas por eles.
Com as atividades respondidas pelos alunos e depois corrigidas pelos PIBIDIANOS, os
alunos conseguiram testar os seus conhecimentos consequentemente fixando o conteúdo.
A maioria dos alunos soube responder as perguntas feitas na atividade.

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Com a produção de ilustrações de frutas feitas de E.V.A foramproduzidos


cartazes para exposição na escola , houve a participação ativa dos alunos e ainda o
surgimentos de muitas dúvidas que foram solucionadas pelos PIBIDANOS ali mesmo.
Na dinâmica realizada com a professora de educação física os alunos realizaram um
circuito onde varias tipos de exercícios foram apresentados e feitos pelos alunos ,neste
momento ouve animação por parte dos alunos e professores ,participação e muito
movimento do corpo os alunos gostaram muito.
De acordo com Guedes & Guedes (1993), a educação física escolar é decisivo na
prevenção de várias doenças relacionadas a obesidade, e que estão associadas a melhorias
de disposição e bem estar.
Na penúltima etapa do projeto, descrita acima, foi pedido que os alunos
trouxessem frutas para produção de uma gostosa salada de frutas, que seria produzida por
eles mesmos.
Por fim, com a produção da sala de frutas, foi explicado o valor nutricional de
cada fruta utilizada e sanado as duvidas que sugiram. Antes da hora de saborear a
deliciosa salada,foi apresentado um vídeo que relata como o alimento chega até as nossas
mesas,nesse momento foi perceptível o interesse e a curiosidade dos alunos .Com tudo
foi servido aos alunos a salada de fruta um alimento saudável (Figura 1) .
Figura1-Frutas da salada de fruta feita.

Fonte:https://www.facebook.com/photo.php?fbid=442134896182753&set=pcb.442155619514014&type
=3&theater.

A partir disto então foi perceptível a relação entre teoria e prática para melhor
fixação de nomes científicos e fixação de conceitos científicos. Já que O ensino

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experimental tem o papel de ser um recurso auxiliar, capaz de assegurar uma transmissão
eficaz do conhecimento científico. Ele supostamente iria promover a memorização dos
enunciados teóricos, e reforçaria a convicção dos alunos quanto à plausibilidade daqueles
conhecimentos que já haviam sido apresentados (BRAGA; LIMA; JUNIOR, 1999).
Em suma, foi enriquecedor tanto para os alunos quanto para os professores e
PIBIDIANOS, pois além de adquirirmos novas experiências e conhecimentos, a interação
professor e aluno deste contexto aumentaram bastante mostrando um envolvimento
(figura 2).

Figura2-Participantes do projeto “viva bem, viva leve”

Fonte:https://www.facebook.com/photophp?fbid=896815030482027&set=pcb.896816763815187&type=
3&theater.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tudo que foi desenvolvido nesse trabalho faz parte do redirecionamento


educacional no âmbito interdisciplinar. É importante considerar a forma trabalhada com
os alunos do Ensino Fundamental, de forma que atribui a participação integral de todos
os alunos. Foram perceptíveis e mostraram interesse, mudando assim as suas concepções
sobre o quão é importante a alimentação, pois se faz presente na educação, saúde e
ambiente. Foi importante ressaltar a necessidade de se alimentar bem e perceber também
o valor de conhecer os nutrientes alimentar, uma vez que contribui para o melhoramento
funcional fisiológico, posteriormente esses resultados influenciarão diretamente no
futuro.

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Com relação a nossa experiência na participação do projeto viva bem viva leve,
houve o envolvimento de todos os alunos do PIBID, foram de muita importância para o
desenvolvimento e direcionar a forma de pensar e agir sobre a formação docente, e
podendo ter maiores experiências com as praticas pedagógicas e assim melhorar na
qualidade do ensino. Conseguimos atingir todas as esferas, uma vez que abordamos um
tema não muito discutido no meio família, mas que envolve muito atenção tanto no meio
escolar como no meio social, saúde, e deve ser discutido.

REFERÊNCIA
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria n.º 710, de 10 de junho de
1999. Aprova a Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Diário Oficial da União,
Poder Executivo, Brasília, DF, 11 jun. 1999.
BRASIL. MINISTERIO DA SAUDE. Levantamento analisa hábitos alimentares dos
brasileiros.2014.Disponível em <
https://www.brasil.gov.br/saude/2014/12/levantamento-analisa-habitosalimentares-dos-
brasileiros>. Acesso em: 13/out/2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção
à Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Inquérito Domiciliar sobre Comportamentos
de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos não Transmissíveis. Rio de
Janeiro: INCA, 2004.
CONSEA. Alimentação e educação nutricional nas escolas e creches. In:
CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR,2. ed., 2004,
Olinda. Relatório final. Olinda, 2004. Disponível em: . Acesso em: 17de outubro de 2017.
GUEDES, D. P. & GUEDES, J. E. R. P. Subsídios para implementação de programas
direcionados à Promoção da Saúde através da Educação Física Escola. Revista APEF
Londrina. v. 8, n. 15, 1993.
LIMA, Maria E.C.C.; JUNIOR, Orlando G.A.; BRAGA, Selma A.M.; Aprender
Ciências: um mundo de materiais. Belo Horizonte: UFMG, 1999.
MONTEIRO, P.H.N., COSTA, R.B.L. Alimentação saudável e Escolas: possibilidades
e incoerências. In: ______Qualidade de vida – Boletim do Instituto de Saúde. P. 22.
Nº 32, Abril 2004. Disponível no site www.isaude.sp.gov.br - Acesso em 17/10/2017.
ORGANIZAÇÃO PANAMERICANA DE SAÙDE. Plano de Ação para Prevençãoda
Obesidadeem Crianças e Adolescentes, 2014. 66a Sessão do Comitê Regional da OMS,
p. 18 a 20. Washington, DC: OPS/OMS. 74 p, 2003.
OPAS. Organização Pan-Americana da Saúde. Doenças crô- nico-degenerativas e
obesidade: estratégia mundial sobre alimentação saudável, atividade física e saúde.
Brasília, DF; 2003.

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Área do conhecimento: Geografia


Eixo Temático: Educação Especial na perspectiva inclusiva

COMO SE DÁ RELAÇÃO DO PROFESSOR REGENTE,


PROFESSOR DE APOIO E ALUNO COM DEFICIÊNCIA
Ana Paula Ferreira Vieira; Ramonielly Malaquias de Deus; Marlucia Marques
¹Universidade Estadual de Goiás-Câmpus Iporá. annapaulafv@gmail.com; nielly-go@hotmail.com;
marlucia.marques@yahoo.com.br

Resumo: A pesquisa que teve início no terceiro ano do Estágio Supervisionado do ano
de 2016 e concluída em 2107, do Curso de Licenciatura em Geografia, analisa a relação
do professor regente, professor de apoio e aluno com deficiência, pois a cada dia são
inseridos na rede municipal e estadual de ensino um número cada vez maior de alunos
com deficiência que necessitam do apoio desses professores em sala de aula. A pesquisa
foi realizada em uma Escola Estadual de Iporá na segunda fase do ensino fundamental e
analisa se o plano de trabalho é coerente com as necessidades dos alunos com deficiência
e como é a relação dos alunos com deficiência com os demais alunos. Foi usado como
método de pesquisa qualitativo na perspectiva de observação e entrevistas com
questionários aberto, com a professora regente, professora de apoio, professora do AEE
(Atendimento Educacional Especializado) e com a mediadora da inclusão da
Subsecretaria de Educação. Ficou evidente que existe um plano de aula individualizado
para os alunos com deficiência, ele é elaborado pela professora de apoio após ser
disponibilizado pela professora regente o conteúdo que será ministrado na aula. Foi
possível perceber que os alunos com deficiência possuem uma boa relação com os demais
alunos e professores. Percebe-se que a educação inclusiva está acontecendo na escola,
porém se faz necessário mais cursos de capacitação para que esses profissionais possam
oferecer um atendimento ainda mais eficiente aos alunos com deficiência. O espaço físico
da unidade escolar necessita de algumas mudanças para que se torne acessível todos os
espaços da escola. Ficou constatado que os professores são muito importantes para o
aluno que possui alguma deficiência, sendo assim é essencial que tanto professor regente
como o professor de apoio procure métodos e estratégias para garantir uma melhor
evolução do aprendizado.

Palavras-chave: Aluno com Dificuldade; Educação Inclusiva; Professores.

INTRODUÇÃO

A pesquisa Como se dá a relação do professor regente, professor de apoio e aluno


com deficiência foi desenvolvida na segunda fase do ensino fundamental durante o
Estágio Supervisionado entre os anos de 2016 e 2017 na fase de observação, semi-
regência e regência em uma escola pública Estadual da cidade de Iporá –Go
Essa pesquisa foi desenvolvida com intuito de observar e compreender como se
dá o aprendizado do aluno com deficiência a partir das relações em sala de aula. Essa

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curiosidade foi alimentada durante o curso de Geografia com a experiência de ter um


aluno com deficiência em sala. Teve como objetivo observar como é a relação entre o
professor de apoio e o professor regente, do professor de apoio e os alunos com
deficiência, a interação do professor regente e os alunos com deficiência, e a relação
desses alunos com os demais, confirmando a existência de um plano de aula
individualizado que atenda às necessidades e limitações dos alunos.
Durante muito tempo pessoas que possuíam alguma deficiência eram excluídas
da sociedade, as crianças que nasciam com alguma deficiência eram vistas pelas famílias
e pelos demais como infortúnio ou castigo divino muitas das famílias sentiam vergonha
da condição dessas crianças por serem consideradas incapazes de realizar simples tarefas
do seu dia a dia, por esses motivos famílias acabavam abandonando ou eram escondidas
das demais pessoas (GARCIA, 2011).
Uma das principais causas desses abandonos era a ignorância e a falta de
informação que fez com que famílias abandonem seus filhos com alguma deficiência a
mercê da própria sorte (GARCIA, 2011). Com o tempo isso foi mudando as pessoas com
deficiência começaram a ter seu espaço na sociedade conseguindo estudar, trabalhar e ter
seus direitos, hoje em dia as pessoas que tem deficiência não vivem mais trancadas. A
educação foi umas das principais responsáveis pela abertura de portas para os deficientes.
A escola tem um papel fundamental para que a inclusão se efetive, ela tem que
estar preparada para receber alunos com deficiência assim como toda a sua equipe
pedagógica devem sempre buscar estratégia e fazer adaptações para que esses alunos
sejam inseridos em todos os momentos da escola. A escola e os professores devem dar
todo o suporte necessário para que eles desenvolvam suas capacidades de acordo com
suas limitações.
A educação é um passo fundamental para o desenvolvimento da criança e na sua
interação com a sociedade. A educação é um direito de todos e garantido na constituição
de 1988 no Art. 205. “A educação direito de todos e dever do estado e da família será
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para a cidadania e sua qualificação para o
trabalho”. Nenhuma escola pode recusar a receber nenhum aluno independente da sua
religião, cor, raça ou deficiência, a escola deve atender a todos sem discriminá-los.
A Lei N°7.853/89 Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência e
sua integração social. Define como crime recusar, suspender, adiar, cancelar ou extinguir
a matrícula de um estudante por causa de sua deficiência, em qualquer curso ou nível de

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ensino, seja ele público ou privado. A pena para o infrator pode variar de um a quatro
anos de prisão, mais multa.
Com a declaração de Salamanca um dos principais documentos que tem como
alvo a inclusão social, defende que a educação deve ser feito na rede regular de ensino e
que os governantes de cada país tenha uma política voltada para a inclusão e de todo o
suporte financeiro para o sistema de ensino a fim de garantir que todas as crianças estejam
na escola independente da sua deficiência.
Toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a
oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem. Toda
criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de
aprendizagem que são únicas. Sistemas educacionais deveriam ser designados
e programas educacionais deveriam ser implementados no sentido de se levar
em conta a vasta diversidade de tais características e necessidades. Aqueles
com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular,
que deveria acomodá-los dentro de uma Pedagogia centrada na criança, capaz
de satisfazer a tais necessidades. Escolas regulares que possuam tal orientação
inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes
discriminatórias criando-se comunidades acolhedoras, construindo uma
sociedade inclusiva e alcançando educação para todos; além disso, tais escolas
provê em uma educação efetiva à maioria das crianças e aprimoram a eficiência
e, em última instância, o custo da eficácia de todo o sistema educacional.
(BRASIL, 1994).
A inclusão de pessoas com deficiência na escola regular não é só tarefa do
professor de apoio, ou do professor regente, mas da escola, em um todo ela deve trabalhar
e pensar métodos para fazer com que a inclusão desses alunos com deficiência aconteça
(SOUZA E RODRIGUES, 2015). A escola deve sempre estar dialogando com os
professores, pais e a subsecretaria de educação sempre procurando melhores forma de
fazer com que esses alunos desenvolvam suas capacidades cognitivas.
A formação de professores para atender os alunos com deficiência que estão em
uma sala de aula é muito importante. Souza e Rodrigues (2015 p.121) falam que a
“Universidade deve preparar o licenciando para a prática educativa inclusiva, pois os
acadêmicos chegam a sala de aula para o estágio sem nenhum preparo para lidar com tal
situação.” A universidade deve dar uma base de apoio para os alunos, ela deve trabalhar
matérias específicas de inclusão de deficientes para quando chegarem no estágio e se
depararem com um aluno deficiente não fiquem sem saber o que fazer.
Para Martins (2012, p.35) “É imprescindível investir dentre outros fatores na
formação inicial dos profissionais de educação para atuação com a diversidade do
alunado, incluindo nesse contexto os educandos que apresentam deficiência, altas
habilidades/superdotação e transtornos globais e desenvolvimentos.”

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No Brasil embora existam várias leis como, Constituição de 1988, Declaração


de Salamanca, Lei N° 7.853/89 entre outras e decretos que garantem a inclusão de alunos
com deficiência, ainda existem algumas lacunas a serem preenchidas a esse respeito, pois
cria-se as leis mas não se criam condições para que a inclusão se efetive.

METODOLOGIA DE PESQUISA

A pesquisa se desenvolveu sob orientação da professora orientadora de Estágio


Supervisionado Marlucia Marques, inicialmente foi realizado estudos sobre o tema de
inclusão nas escolas e como as instituições de ensino vem se aperfeiçoando para atender
toda a demanda de alunos com deficiência. Logo depois foi elaborado o projeto de
pesquisa para analisar as questões sobre inclusão de alunos com deficiência. Foi usado
como coleta de dados anotações no diário de bordo e entrevistas, após a coleta dos dados
foram analisados para a conclusão do trabalho.
Foi usado como método de investigação a pesquisa qualitativa participante, esse
modo de pesquisa não leva em conta dados numéricos para dar relevância aos resultados
mais os investigar e o compreender (SILVEIRA E CÓRDOVA, 2009). A coleta de dados
se deu através de entrevistas semiestruturadas assim o investigador elabora um roteiro
sobre o assunto possibilitando que ele possa falar espontaneamente sobre novas questões
que vão aparecendo durante a entrevista (GERHARDT et al., 2009).
Houve entrevistas com a professora regente, professora de apoio, professora do
AEE e com a representante de apoio da inclusão na subsecretaria de Iporá. As entrevistas
foram realizados com questionário aberto recolhendo informações necessárias para a
conclusão deste trabalho, foi usado como complemento as anotações do diário de campo
com dados visíveis e relevantes do dia a dia dos alunos com deficiência na escola que
foram feitas durante o Estágio Supervisionado I e II.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A pesquisa “Como se dá a relação do professor regente professor de apoio e


alunos com deficiência” teve como intuito analisar a relação dos professores com os
alunos com deficiência, e como a subsecretaria dá suporte aos professores nas escolas. As
entrevistas foram realizadas com as professoras regente, professora de apoio, AEE, e com
a mediadora da inclusão.

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Foi perguntado a mediadora da inclusão como a subsecretaria dá suporte as


escolas?
“A subsecretaria recebe ordens da secretaria de Goiânia, ela fornece as
diretrizes e a forma que deve ser realizado o trabalho de inclusão nas escolas estaduais
a partir das políticas públicas que existem, a subsecretária leva as orientações que lhe
são repassada de Goiânia para a REAI (Rede de Apoio a Inclusão) da escola, auxiliar
com orientações pedagógicas, teóricas, metodológicas. A subsecretaria apoia os
diretores a escolher um profissional com perfil para atuar nas escolas, proporciona
capacitações mensais para os professores da REAI onde são trabalhados temas ligados
a inclusão, sobre as deficiência dos alunos, formas de trabalhar com os alunos e a cada
quinze dias são feitas visita às escolas.”
Quais são os alunos com deficiência que podem receber ajuda de um professor
de apoio e quantos alunos com deficiência podem ficar em uma sala de aula com uma
professora de apoio?
“Sala de aula que tem o professor de apoio, o aluno necessita ter uma
deficiência intelectual comprovada e esse professor não é exclusivo do aluno com
deficiência, ele está ali para auxiliar o professor regente. Alunos que possuem deficiência
visual, TDHA ((Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), dislexia, aluno
com deficiência auditiva não são alunos que necessitam de professor de apoio esses
alunos são atendidos pelo AEE. No caso do alunos com deficiência auditiva ele deve ser
acompanhando por um intérprete de libras. Pode acontecer de uma mesma sala de aula
ter um professor de apoio e o intérprete de libras, o número de alunos com deficiência
que podem ser modulados em uma sala de aula com uma professora pode ser até seis
alunos.”
Como deve ser o plano de aula dos alunos com deficiência?
“O professor regente e o professor de apoio devem trabalhar juntos, se
preocupando com o nível real do aluno, adaptando as atividades a partir do contexto da
aula do professor. Os alunos que não são modulados com deficiência mas possuem
TDHA, dislexia ou alguma dificuldade de aprendizado o professor regente deve
flexibilizar a aula e fazer atividades adaptadas para que esses alunos também avance.”
Foi perguntada a professor do AEE Como funciona o atendimento dos alunos
com deficiência no AEE?
“O atendimento funciona da seguinte maneira o aluno tem aula no turno regular
com a professora regente e a professora de apoio e no contra turno o aluno vai à escola

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para participar das aulas de atendimento educacional especializado com aulas


elaboradas a partir da necessidades de cada aluno. A partir do momento em que o aluno
é matriculado na escola ele traz uma documentação que dá o direito de ser atendido, às
vezes alunos que residem na zona rural tem menor número de atendimento, dependendo
da dificuldade do transporte os pais abre mão do atendimento por não ter como trazer o
aluno para a escola”.
Quantos alunos no ano de 2016 estavam sendo atendidos e como funciona?
“Estavam sendo atendidos 20 alunos sendo que 10 no período matutino e 10 no
período vespertino, de acordo com a necessidade do aluno é elaborado um plano de
atendimento com ações pedagógicas concretas desenvolvendo no aluno as habilidades
que ele possui. As atividades realizadas no atendimento educacional especializado não
são reforço escolar, as atividades são diferentes da sala de aula, são atividades que
trabalham o lúdico com material concreto de acordo com as suas limitações.”
Quais os alunos que são atendidos na escola?
“São alunos com diferentes necessidades alunos com transtorno global de
desenvolvimento, alunos com TDAH, com dificuldade de aprendizado, síndrome de Down
e deficiência intelectual, leve moderada e severa.”
Como a subsecretaria dá suporte à escola? E como é trabalhando essa
capacitação?
“Todo mês a equipe da REAI da subsecretaria de Iporá recebe uma capacitação
de Goiânia e é repassado para o REAI da escola, as vezes participa somente o professor
de AEE, as vezes participa a equipe da REAI da escola que são as professoras de apoio
e o professor de AEE. Nessa capacitação são trabalhados temas ligados a inclusão, sobre
as deficiências dos alunos, formas de trabalhar com os alunos e repasses que vem de
Goiânia. ”
Foi perguntado a professora de apoio e a professora regente como funcionava o
plano de aula dos alunos com deficiência?
“A escola possui um e-mail da inclusão que a cada quinze dias os professores
regentes encaminham para o e-mail da inclusão plano de aulas, atividades e as
avaliações que será realizado na sala de aula, a partir daí as professoras de apoio
elaboram o plano de aula, atividades e provas flexibilizadas para os alunos com
deficiência.” A professora de apoio disse que “Ainda não é possível na segunda fase do
ensino médio os professores elaborarem juntos os planos de aulas e atividades pois é
mais complicado os professores sentarem e discutirem sobre as metodologias a serem

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usadas com os alunos com deficiência ” Para a professora regente “Esse maneira de
realizar o plano de aula é diferente de outra instituição onde ela trabalhava quem
elaborava e adaptava as provas, trabalhos e outras atividades era o professor regente,
de acordo com a professora, quando o professor regente fica encarregado de fazer a
prova dos alunos com deficiência, é mais fácil para ela conhecer melhor os seus alunos
e como eles vem desenvolvendo seu intelectual .”
Quais são as maiores dificuldades em trabalhar com alunos com deficiência? A
professora de apoio diz-se que
“A maior dificuldade em trabalhar na inclusão foi conhecer qual a necessidade
de cada aluno e de encontrar maneiras para incentivar os alunos a aprenderem. Outra
dificuldade é que ainda existe uma minoria de professores que não disponibiliza no e-
mail quais os conteúdos serão trabalhados em sala de aula, essa barreira tem que ser
rompida.”
De acordo com a professora regente a maior dificuldade para se trabalhar com
alunos com deficiência
“É um impacto muito grande na hora que você entra em uma sala de aula e ali
possui um aluno que tem alguma deficiência, em um primeiro momento isso chega a
assustar, acaba gerando um medo por não saber como irá trabalhar os conteúdos com
eles e de que maneira eles irão conseguir desenvolver as suas habilidade. Muitas das
vezes alguns professores não dão atenção para os alunos e acabam isolando-os dos
demais alunos, deixando tudo por conta da professora de apoio como se somente ela
fosse responsável pelos alunos que possuem deficiência. O medo dos professores em
trabalhar com alunos com deficiência vêm da universidade, as instituições de ensino
superior possuem uma falha muito grande em não preparar os futuros professores para
a realidade das escolas que futuramente irão trabalhar e que tem alunos com
deficiência.”
Percebe-se que existe um plano de aula para os alunos com deficiência porém
ele não é realizado em conjunto pelos professores regente e apoio como determina a
Subsecretaria de Educação. O plano de trabalho dos alunos com deficiência é realizado
pelo professor de apoio depois que o professor regente disponibiliza no e-mail da inclusão
o que irão trabalhar em sala, os e-mails são disponibilizados a cada quinze dias para os
professores de apoio. A grande dificuldade dos professores regentes e professores de
apoio é a falta de tempo para sentarem e conversarem sobre como pode ser feito o plano

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de trabalho, quais os conteúdo e atividades serão trabalhados em sala de aula, como


realizar atividades que possam inserir os alunos com deficiência.
O principal motivo que não acontece a interação entre os professores terem
tempo de sentarem e discutirem sobre os alunos com deficiência de cada sala, é a carga
horária puxada dos docentes, muitos deles necessitam trabalhar em outras escolas para
melhorar a renda financeira. Outro motivo é que uma pequena minoria de professores
regentes ainda não aceitaram a ideia de que a escola possui alunos com deficiência que
necessitam de planos de aulas individualizados pois eles não conseguem seguir os demais.
Na escola na qual a pesquisa foi realizada a professora regente de Geografia
procura observar como os alunos estão se saindo, se estão fazendo as atividades que foram
flexibilizadas para eles e se estão conseguindo entender o conteúdo que está sendo
trabalhado. A professora regente, juntamente com a professora de apoio, tentam encontrar
maneiras que possibilitem que esses alunos desenvolvam suas habilidades e capacidades.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Foi possível perceber que após tantos anos e várias leis que vêm garantindo aos
alunos com deficiência o direito de estudar na rede regular de ensino e ter acesso à
educação que lhe é garantida ainda não são suficientes para que todos os alunos com
deficiência alcancem a igualdade e os seus direitos. Alguns professores não estão
preparados para atender esses alunos, muitas vezes esses docentes agem como se o aluno
com deficiência estivesse na escola apenas para passar o tempo e que eles não têm a
capacidade de desenvolver suas habilidades cognitivas.
Muitas escolas não foram construídas para receber esses alunos, faltando
inclusive estrutura física que possibilite ao aluno se deslocar por todos os espaços da
unidade fazendo-se necessário mudanças tantos nos espaços físicos como nas práticas de
ensino para que ocorra a inclusão dos alunos nas escolas.
Um dos grandes problemas dentro das escolas para que não ocorra as mudanças
necessárias é a falta de verba dos governos, fazer leis e não cumpri-las não adianta nada,
o estado garante em leis que a inclusão se efetive mas não disponibiliza meios para que
isso aconteça.
Os pais dos alunos com deficiência tem um papel fundamental na vida dessas
crianças, alguns professores reclamam que os pais não levam seus filhos para fazer os
tratamentos necessários, alguns deles não tem condição financeira para arcar com as

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despesas, outros por não aceitar a deficiência do seu filho e sem os tratamentos
necessários acaba dificultando o aprendizado deles dentro da sala de aula.
Conclui-se que a educação inclusiva não é uma tarefa fácil, existem muitas
dificuldades mas ela se faz necessária para que ocorra a grande transformação da escola
em um local para todos, que é um dos maiores desafios da educação, a inclusão escolar.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, DF: Senado Federal, 1988.
Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso
em: 15 abr. 2016.

BRASIL. Lei n° 7.853/89 de 24 de outubro de 1989. Brasil, 1989. Disponível em:


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7853.htm. Acesso em: 15 abr. 2016.

BRASIL. Declaração de salamanca e linha de ação sobre as necessidades educativas


especiais. Brasília: UNESCO, 1994. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf. Acesso em: 30 abr. 2016.

GARCIA, Vinicius Garpar. As pessoas com deficiência na história do mundo. Brasil,


2011. Disponível em: <http://www.bengalalegal.com/pcd-mundial>. Acesso em: 30 abr.
2016.

GERHARDT, Tatiana Engel; RAMOS, Ieda Cristina Alves; RIQUINHO, Deise Lisboa;
SANTOS, Daniel Labernarde dos. Estrutura do projeto de pesquisa. In: GERHARDT,
Tatiana Engel; SILVEIRA, Denise Tolfo. Métodos de Pesquisa. Porto Alegre: Editora
da UFGRS, 2009. Págs 65 a 87.

MARTINS, Lúcia de Araújo Ramos. Reflexões sobre a formação de professores com


vistas a educação inclusiva. In: MIRANDA, Therezinha Guimarães; FILHO, Teófilo
Alves Galvão O professor e a educação inclusiva Salvador: Editora da Universidade
Federal da Bahia, 2012. Págs 25 a 37.

PIMENTEL, Susano Couto. Formação de professores para a inclusão Salvador:


Saberes necessários e percursos formativos. In: MIRANDA, Therezinha Guimarães;
FILHO, Teófilo Alves Galvão O professor e a educação inclusiva. Editora da
Universidade Federal da Bahia, 2012. Págs 139 a 154.

SILVEIRA, Denise Tolfo, CÓRDOVA, Fernanda Peixoto. A pesquisa científica In:


GERHARDT, Tatiana Engel; SILVEIRA, Denise Tolfo Métodos de Pesquisa. Porto
Alegre: Editora da UFGRS, 2009. Págs 31 a 41.
SOUZA, Elizangela Vilela de Almeida; RODRIGUES, Silvaci Gonçalves Santiano.
Ensino-Aprendizagem na Educação Inclusiva: Como formar professores. In:
BORGES, Guilherme Figueira; SILVA, Paula Junqueira; PERES, Thalitta Fernandes de
Carvalho. Novos Paradigmas do ensino: adaptações curriculares e o direito ao saber
Goiânia: Editora da PUC Goiás, 2015. Págs 117 a 125.

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Área do conhecimento: Geografia


Eixo temático: Metodologias e práticas de ensino

UTILIZAÇÃO DE INSTRUMENTOS DIDÁTICOS NO ENSINO DE


GEOGRAFIA.

Gédina Cássia Martins Ribeiro.


Universidade Estadual de Goiás, gedina866@gmail.com

Resumo: O propósito desse trabalho é descrever uma pesquisa sobre os meios didáticos como
instrumento para o ensino de geografia usado por professores em suas aulas. Para obter os
dados foi feito pesquisa e questionário dirigidos a professora regente da escola campo
pesquisada, onde no questionário do tipo fechado tinha questões relativas aos instrumentos
oferecidos pela escola para os professores de geografia, com intuito de avaliar se esses
instrumentos didáticos oferecidos aos professores e usados de maneira atrativa e correta em
suas aulas e de grande relevância e interesse em despertar a curiosidade dos alunos em
aprender e participar das aulas de geografia. A pesquisa realizada ocorreu durante o ano de
2016 e 2017 no período de semiregência e regência do Estágio Supervisionado que ocorreu
em uma escola pública da cidade de Iporá, no estado de Goiás, esse trabalho se desenvolveu
no 6º ano do ensino fundamental, para o desenvolvimento deste foi necessário fazer uma
análise de como é ministrada as aulas de geografia, e a diferença notada na aprendizagem dos
alunos perante aulas rotineiras com o uso apenas do livro didático e de aulas dinâmicas onde
são usados os instrumentos didáticos. Então pode ser concluído que o uso de meios
metodológicos, através dos instrumentos didáticos usados em sala de aula em aulas de
geografia contribui de forma positiva e é de grande importância para a participação dos alunos
e de maior interesse, pois, a iniciativa em aprender parte deles próprios. Então podemos
concluir que os instrumentos didáticos e de grande importância e de grande auxílio na
compreensão dos alunos perante os conteúdos de geografia, basta que o professor se esforce
para poder saber manusear alguns desses aparelhos, e busque entender a forma mais
facilitadora na qual os alunos mostre interesse em buscar cada dia mais conhecimento na área
de estudo geográfica, pois assim teremos um dinâmica no trabalho escolar entre professores
e alunos.

Palavras- chave: (Ensino de geografia., Dinâmica., Meios Didáticos).

INTRODUÇÃO

Essa pesquisa e de grande relevância, pois, ela objetiva analisar os meios


didáticos que podem ser usados por professores para o ensino de geografia em sala de
aula, e averiguar se esses meios didáticos são relevantes para uma melhor compreensão
dos alunos ou não, então foi a partir dessas questões que se iniciou a pesquisa que possui
o intuito de analisar se os instrumentos didáticos são usados pelo os professores em aulas,
se a escola possui recursos que podem ser oferecidos aos professores, essa pesquisa tem
por objetivo identificar o uso de instrumentos didáticos utilizados para ensinar geografia
no Ensino Fundamental; esses são alguns dos objetivos que a pesquisa busca responder,

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a pesquisa se da pelo o fato do desinteresse dos alunos dentro da sala de aula, e por não
gostarem dos textos trazidos pelo os livros didáticos, esse trabalho sobre os instrumentos
didáticos oferecidos aos professores tem como referencia o trabalho de Mello (2014), que
trata do uso de recursos usados para ensinar geografia nas práticas pedagógicas, outro
autor que respalda sobre o tema e Lima (2008) que trata dos recursos pedagógicos no
contexto educacional; o tema desta pesquisa partiu das percepções obtidas através do
estágio de geografia na fase de regência, em buscar algumas respostas. Nas quais foi
possível observar e questionar através dos conteúdos ministrados pela professora regente,
a forma em que ela consegue adaptar, aos conteúdos que poderiam se tornar mais fáceis
para a aprendizagem dos alunos e dela mesma a partir do auxílio em que os instrumentos
possibilitam aos professores.
Para que pudéssemos ter resultados foram levantadas algumas questões; tais
como: Com que frequência a professora usa métodos e instrumentos para o ensino de
forma dinâmica? No ensino fundamental, quais são os pontos positivos e negativos na
forma de ensinar através dos recursos didáticos na geografia? E como os alunos avaliam
essa nova forma de receber o conhecimento?
A partir das respostas dessas questões que foram dirigidas a professora de
geografia da escola, foi possível detectar que os objetivos dessa pesquisa foram
alcançados; pois, assim podemos ver que os instrumentos podem facilitar na melhor
compreensão dos alunos; uma vez que sabemos que alunos de ensino fundamental por
serem crianças se deixam ser levadas por curiosidades possui a capacidade em aprender
com mais rapidez ainda mais, se o interesse partir deles próprios em buscar o
conhecimento, esse trabalho realizado é de forma qualitativa, pois foi analisada a
qualidade do ensino perante o uso de instrumentos didáticos, onde analisamos o ensino
que está sendo ministrada aos alunos, a qualidade do acesso para que eles possam
compreender o conteúdo introduzido pela professora, e da prática dos exercícios para
verificar se houve aprendizagem, para termos as respostas foi feito questionário e relatos
com professores e alunos em sala de aula, e também, sob as observações realizadas
durante o estágio, para o decorrer desse trabalho foi realizado estudos em diversos livros
que tratam da forma de ensinar dos profissionais e as diversas maneiras de si trabalharem
com ensino fundamental.
Os resultados obtidos foram possíveis a partir de criteriosa pesquisa campo,
realizadas em algumas salas de aula do ensino fundamental, em uma escola pública
situada no município de Iporá, estado de Goiás. Para a realização deste, o trabalho

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desenvolveu no ensino fundamental de uma escola estadual na cidade de Iporá, Goiás,


em três séries diferentes do 7°ano ao 9° em turmas com idades de 12 a 15 anos.
A importância em relatar o processo de ensino de geografia e a aprendizagem
dos alunos através de atividades dinâmicas implica na procura por fazer as aulas de
geografia mais atrativas, mais interativas e em despertar a participação dos alunos e de
que ela seja uma aula gostosa de ministrar e prazerosa de aprender.
Para isso, é necessário que o professor de geografia use metodologias diferentes,
através dos instrumentos e outros meios que são disponibilizados a eles em suas aulas,
para que ocorra a curiosidade dos alunos em participar e na melhoria das relações entre
as pessoas que vivenciam grande parte da vida juntos, professor e alunos.

METODOLOGIA DE PESQUISA

A pesquisa é de origem qualitativa, pois, com a pesquisa foi possível examinar


a diferença na aprendizagem dos alunos, usando apenas meios diversificados para
ministrar aulas, para o desenvolver da pesquisa foi realizado levantamentos bibliográficos
de autores que abordavam assuntos que seguiam a mesma linha de raciocínio deste
trabalho, como (Lima 2008), (D’ Ávila 2003), (Nunes 2004) e um dos mais importantes
trabalhos de (Moyles 2002), que escreveu seu trabalho relacionado á arte do brincar
através dos instrumentos didáticos, em seu livro (Só brincar? O papel do brincar na
educação infantil.) ela faz criticas do ato em que outros autores relatam que os
instrumentos não são capazes de realizar uma melhor compreensão dos alunos, esses
foram alguns dos autores escolhidos para a bibliografia do trabalho, pois, esses autores
tratam de assuntos do cotidiano e de rotina apresentadas em sala de aula por professores
com as mesmas aulas teóricas com auxilio de livros didáticos, sem o uso de instrumentos
facilitadores para o ensino de geografia, que ajudam na melhor compreensão dos alunos,
Não há como negar as diversas vantagens que os meios didáticos e os recursos trazem à
vida das pessoas, e de professores, no entanto se usados em sala de aulas de forma
coerentes e praticas.
Para termos resultados, só foi possível através do estágio, onde foi feito a
pesquisa em uma escola municipal da cidade de Iporá no estado de Goiás, tivemos a
participação de alunos do 6ºano, da professora de geografia regente da escola campo e
também das observações realizadas da estagiária no período de regência, para isso foi
elaborado e aplicado um questionário do tipo fechado para levantar informações junto à

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professora de Geografia, atuante no Ensino Fundamenta II, dentre elas podemos citar
algumas dessas perguntas como: Com que frequência a professora usa metodologias e
instrumentos para o ensino de forma dinâmica? Quais são os instrumentos oferecidos pela
escola? Qual é o interesse da professora em buscar aprender o manuseio de aparelhos de
mídias? Já que foi um ponto dela ressaltar não entender muito dos aparelhos midiáticos,
e a ultima pergunta respondida pela estagiária, em relação se há um melhor interação e
desempenho dos alunos em ter aulas mais dinâmicas e diversificadas? Já que foi um ponto
em que a estagiária no período de regência trabalhou em aulas dinâmicas com o uso de
brincadeiras e disputa entre eles próprios (quebra-cabeça dos mapas de relevos).
Quando perguntada sobre os instrumentos oferecidos na unidade escolar,
respondeu que possui computadores com internet no laboratório de informática, porém
somente dois computadores estão funcionando e que na escola também possui TV, caixa
de som, disponibilizados aos professores, e instrumentos que podem ser usados por eles
como mapas, porem apenas alguns como (Mapa Mundi, e Mapa do Brasil e um Atlas
Geográfico e um Globo terrestre).
Sobre as dificuldades encontradas pela professora, na utilização de instrumentos
didáticos, a professora respondeu que quase não tem utilizado esses instrumentos que são
apontados como brincadeiras, jogos, filmes, mapas, imagens de satélites, sites de
geoprocessamentos, data-show, computador, filmes, cartas topográficas, retroprojetor,
imagens de satélites, maquetes e bussolas, por não ter muitas habilidades para lidar com
todos esses.
A professora também informou não ser graduada na área de Geografia, e também
possui uma carga horária excessiva, dificultando ainda mais a preparação de aulas mais
dinâmicas onde ela poderia usar os instrumentos didáticos, e ainda respondeu que em suas
aulas ela usa com frequência a metodologia de aulas expositivas (imagens e slides) e o
uso do livro didático.
Para obtenção de resultados e dados foram feitas observações quanto aos
instrumentos que a professora usava e os recursos disponibilizados a ela, também foram
feitos questionários, com a professora regente e com alguns alunos.
Bom foi notável através do questionário e das observações que os instrumentos
didáticos sempre existiram, mas nem sempre foi usado por professores em sala de aula,
mas sabemos que esses instrumentos fazem somatória nas aulas dos professores, pois, são
de grande auxilio, para que conteúdos abordados na geografia como na parte física seja

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compreendido mais e fixado com o uso de imagens principalmente se associadas ao dia a


dia dos alunos.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A pesquisa busca analisar o modo dos professores em dar aulas usando os meios
didáticos, e assim através dos métodos usados para obter os resultados como que com o
questionário e as observações das aulas foram possíveis ter alguns resultados e fazer
alguns apontamentos como que o uso de meios didáticos através de recursos
metodológicos nas aulas de geografia contribui de forma positiva e é de grande
importância para a participação dos alunos e de maior interesse, pois, a iniciativa em
aprender parte deles próprios.
Podemos dizer que brincadeiras, jogos, e outros instrumentos não faziam parte
da rotina da professora em ministrar aulas, mas a partir de duas aulas que pudemos fazer
substituição da professora no período de estagio na fase de semi-regência, nos preparamos
e realizamos uma aula dinâmica com eles sobre as coordenadas geográficas, sendo usado
nessa aula brincadeira como (amarelinha), e foi perceptível um aprendizado do conteúdo
de forma na qual os alunos apresentaram interesse pela aula, e pela geografia, nesta aula
que foi ministrada usamos como base a obra de Moyles (2002), e assim pudemos trabalhar
de duas formas em uma só maneira, tendo em vista que essa pesquisa objetiva averiguar
a maneira dos professores trabalharem com instrumentos didáticos onde possam facilitar
e clarear o entendimento dos alunos em aprender conteúdos geográficos, e para que
pudéssemos ter resultados foi preciso trabalhar com questionários e observações,
podemos dizer que ser professor não e uma tarefa tão fácil requer um preparo do docente
e um esforço maior quando se quer preparar uma aula dinâmica que saia da rotina do dia
a dia, assim como Nunes(2004) traz em seu trabalho.
Saber ensinar Geografia é uma tarefa complexa, requer preparo
compromisso, envolvimento, criatividade e responsabilidade. O professor tem um
trabalho árduo diariamente para conseguir propor metodologias diferenciadas para
conseguir dessa forma obter resultados satisfatórios no ensino e aprendizagem dos
alunos( NUNES,2004,P.88).

A educação hoje não está em uma das suas melhores fases, mas assim como
Nunes (2004) trata o professor têm que se desdobrar para realizar aulas dinâmicas e usar
metodologias diferentes, os professores hoje para que estejam bem qualificados e
preparados tem que se adaptar ao meio da tecnologia e dos recursos destinados a eles.

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O ensino de geografia nas últimas décadas tem buscado se renovar, repensando


as práticas pedagógicas utilizadas nas unidades escolares e propondo metodologias de
ensino que possibilite ao educando, contextualizar os conteúdos estudados com a sua
realidade e não ficando assim preso ao livro didático, como D’Avila ressalta:
Acredita-se, entretanto, que a pouca participação dos professores no processo traz
dificuldades para a deliberação de um movimento capaz de promover mudanças
importantes no ensino-aprendizagem. O professor não deve ficar preso a única
metodologia ou recurso como, por exemplo, o livro, porque hoje já se faz uma crítica
em profundidade tanto em relação aos métodos de ensino, como a qualidade do livro
didático no contexto da prática de ensino. (D’AVILA, 2003, p.19).

Os docentes na busca por novos procedimentos metodológicos têm encontrado


grandes desafios, pois se adequar às tecnologias que os meios didáticos exige tem deixado
muitos professores frustrados pelas dificuldades em manusear esses recursos como fazer
slides, saber manusear o encaixe em data show, em caixas de som e em televisões, não e
tarefa fácil a todos os professores, ainda mais se não acontece o interesse de buscar
aprender.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não podemos deixar de concluir essa pesquisa, sem ressaltar e enfatizar os


resultados obtidos tais como que brincadeiras e jogos resultam em uma melhor
compreensão dos alunos em seu entendimento sem contar que são instrumentos
mediadores usados por professores contanto que esses podem auxiliar e facilitar no
planejamento e organização das aulas, pois se trabalhadas de acordo com conteúdos
podem contribuir de forma significante como aulas expositivas onde possui o uso de
instrumentos didáticos como ( TV, data show, caixa de som, etc...) sendo que o professor
use esses instrumentos em seu favor para tornar suas aulas mais dinâmicas e atraentes
usando assim (filmes, slides, peças teatrais), esses resultados puderam ser perceptíveis
através das aulas que ministramos onde tivemos o objetivo alcançado como que os alunos
apresentaram interesse pela a aula e pela a geografia, sendo eu nessa aula foi usado
brincadeira para o conteúdo de coordenadas geográficas (amarelinha).
A pesquisa busca analisar o modo dos professores em dar aulas usando os meios
didáticos, e assim através dos métodos usados para obter os resultados como que com o
questionário e as observações das aulas foram possíveis ter alguns resultados e fazer
alguns apontamentos como que o uso de meios didáticos através de recursos
metodológicos nas aulas de geografia contribui de forma positiva e é de grande

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importância para a participação dos alunos e de maior interesse, pois, a iniciativa em


aprender parte deles próprios.

REFERÊNCIAS

D’ AVILA, Vânia Virgínia Tilmann. O processo de construção e Reconstrução do


Conhecimento na Disciplina de Geografia no Ensino Médio: Análise de escolas no
Município de Itajai/SC/D’AVILA Vânia Virgínia Tilmann. Itajaí: [s.n.].,2003.
FRIGOTTO, G. A formação e profissionalização do educador frente aos novos
desafios. VIII ENDIPE, Florianópolis, 1996. Pp. 389-406.
LIMA, José. Milton Lima.O jogo como recurso pedagógico no contexto educacional /
José Milton Lima. – São Paulo: Cultura Acadêmica: Universidade Estadual Paulista, Pró-
Reitoriade Graduação, 2008.157p.
MATOS, Patrícia F.; PESSÔA, Vera L. S. Observação e entrevi