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Perguntas Sobre Processo Civil Declarativo para orais 1

processo civil I (Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa)

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PERGUNTAS SOBRE PROCESSO CIVIL DECLARATIVO 2020/2021

1. O que entende por Direito Processual Civil? É aquele que visa integrar o direito civil e
comercial, ou seja, visa garantir o exercício dos direitos subjetivos dos particulares, nas relações
reguladas pelo direito substantivo. No sentido estrito é o esquema organizado de atos tendentes
à obtenção de uma sentença proferida pelo tribunal que é a entidade independente competente.

2. O Direito Processual Civil constitui um ramo de Direito público ou privado?


Justifique. Art.º 1º É um ramo do direito público, a justiça é assegurada pelo estado, sendo
proibido a autodefesa, exceto nos casos previstos na lei. Visa integrar dois ramos do direito
privado, mas prossegue um fim público.

3. O Código do Processo Civil adotou um sistema de justiça pública ou privada? Art.º


1º sistema de justiça pública, a ninguém é lícito o recurso à força para fazer valer os seus
direitos, exceto nos casos previstos na lei (Art.º 336º, 337º e 339º do CC, art.º 362º CPC Proc.
cautelares. Art.º 2, n.º 2 e art.º 202º da CRP, a função jurisdicional pertence aos tribunais.

4. Por que se afirma que o Direito Processual Civil constitui um ramo de direito
instrumental ou adjetivo? O Processo Civil constitui um instrumento para se alcançar a solução
concreta do caso ou para se dar realização efetiva ao direito violado regulando os meios através dos
quais os particulares podem fazer valer os seus direitos substantivos, quando violados.

5. Indique quais são os princípios fundamentais do Processo civil. São 9

6. O que entende por princípio do dispositivo? Art.º 5º e 3º O ónus do impulso processual


pertence às partes, ou seja, ao autor cabe definir o objeto do litígio e ao réu contestar. Princípio
que está presente em toda a ação declarativa. Ainda que o juiz, pelo reforço dos seus poderes,
possa considerar os factos por si investigados no n.º 2 do artigo.

7. O que entende por princípio do inquisitório? Art.º 411º é o princípio que confere ao juiz
poderes discricionários, com os limites impostos pelo princípio do dispositivo, sendo que o art.º 5º

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determina que cabe às partes o dever de impulso processual, mas também diz quais são as
matérias de que o juiz pode conhecer por iniciativa sua.

8. O que entende por princípio da gestão processual? Art.º 6º

9. O que entende por princípio da adequação formal e do inquisitório? Art.º 411 e

10. O que entende por princípio da Igualdade das partes? Art.º 4 Reflete a paridade das
partes no processo, intimamente ligado com o princípio do contraditório. As partes tem igual
oportunidade de expor as suas razões e pronunciar-se sobre cada um atos pertinentes.

11. O que entende por princípio do contraditório? Art.º 3º Faculdade de contestar e


controlar a atividade toda da outra parte no processo. Para que a sentença só seja proferida
depois de ter sido possibilitada a pronuncia as partes. À parte contra quem é formulado um pedido
deve ser sempre dada a oportunidade de se pronunciar sobre o mesmo, tendo assim a possibilidade
de se defender- cf. arts.º 584º, 585º, 3º n.º4 do CPC; A cada uma das partes no processo é facultada
a possibilidade de intervir nos atos de produção de prova da outra parte, bem como a de se
pronunciar sobre aquilo que a parte contrária requerer no processo – cf. arts.º 423 n.º 1e 424º do
CPC; Nas questões de direito, o princípio exige que, antes da prolação da sentença, seja facultada às
partes a discussão efetiva de todos os fundamentos de direito em que a decisão se baseie – cf. art.º
3º, n.º 3 do CPC.

12. O que entende por princípio da celeridade processual e da ponderação da justiça?

13. O que entende por princípio da verdade material? A decisão que o juiz toma deve ser
uma decisão justa, equitativa. Não se limitar à verdade formal.

14. O que entende por princípio da submissão do processo a limites impostos pelo
direito substantivo e indique disposições legais que o preveja?

15. O que entende por princípio da economia processual e utilidade dos atos
processuais?

16. O que entende por princípio da cooperação, da boa-fé e da recíproca correção

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17. O que entende por princípio da economia processual e utilidade dos atos
processuais

18. Das perguntas 5 a 18 indique disposições legais onde constam estes princípios

19. Identifique os tipos de ações constantes no CPC.

20. Distinga ações declarativas de ações executivas.

21. Quanto ao fim as ações declarativas podem assumir uma de três formas. Quais?

22. As ações constitutivas são na grande generalidade dos casos o instrumento


processual adequado ao exercício de certos direitos. Quais? Pretende-se obter um efeito
jurídico novo, que vai produzir efeitos na esfera jurídica da outra parte, independentemente da
sua vontade. Podem ser constitutivas, modificativas ou extintivas.

23. Tendo em conta o efeito jurídico pretendido pelo autor, a ação constitutiva pode
subdividir-se em 3 classes. Identifique-as. Art.º 10º, n.º 3 Podem ser constitutivas,
modificativas ou extintivas.

24. Quais as formas de processo declarativo que existem? Art.º 546º forma comum e
forma especial.

25. Exemplifique uma ação que siga a forma de processo comum e outra que siga a
forma especial.

26. Quais são os elementos essenciais da causa? Art.º 260º e 564º b). Os elementos
essenciais são: Pedido, causa de pedir e os sujeitos.

27. O que entende por causa de pedir? A causa de pedir é constituída pelos factos
essenciais expostos na PI.

28. No processo civil as partes assumem designações diferentes consoante a natureza e


a fase do processo. Como se designam as partes na ação declarativa, na ação executiva,
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nos procedimentos cautelares e nos recursos? Autor/réu, Exequente/executado,


Requerente/requerido, recorrente/recorrido.
29. Deve atender-se ao valor da causa para que efeitos? Art.º 296º Determinar a
competência do tribunal. A forma do processo aplicável. A relação da causa com a alçada do tribunal.
E para efeitos de custas judiciais.

30. Distinga processos de jurisdição contenciosa de voluntária. Em regra, os processos


são de jurisdição contenciosa, são aqueles em que existe um verdadeiro litígio, em que o juiz
exerce a sua função verdadeiramente jurisdicional e que lhe compete dirimir uma questão
controvertida. Os processos de jurisdição voluntária são uma categoria de processos especiais,
são processos em que a atividade é essencialmente administrativa. Contencioso tem de se cingir,
em regra, aos factos alegados pelas partes (art.º 5 princípio do dispositivo), no voluntário o juiz
faz uso da sua iniciativa de gestão processual e do inquisitório investigando livremente os factos
(986º). No contencioso o juiz esgota os seus poderes com a decisão, com as exceções previstas
(613º) e depois de transitar em julgado, também não pode, no voluntário as resoluções podem
ser alteradas, sem prejuízos dos efeitos já produzidos. Em termos de impugnação das decisões,
o contencioso em regra pode chegar ao STJ, ao passo que na jurisdição voluntária apenas pode
impugnar até à relação (art.º 988º).

31. Distinga ação de procedimento cautelar. A ação visa uma resolução definitiva de uma
questão controvertida, a providência cautelar visa uma medida provisória que assegura um
determinado direito até à prolação da decisão do processo contencioso e que é dependente
deste.

32. Qual a finalidade da providência cautelar? A finalidade das providencias tem por objeto
a garantia de um direito, a regulação provisória de uma situação jurídica ou a antecipação
provisória de um efeito jurídico.

33. Indique as espécies de procedimentos cautelares existentes no nosso CPC. Comum


ou não especificado (362º), especificado ou nominado (377º)

34. Indique um procedimento cautelar especificado. Art.º 377, 380, 384, 388, 391, 397,
403.

35. O que entende por inversão do contencioso e em que caso(s) tal é admissível?

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36. No procedimento cautelar indique um caso em que é preterido o princípio do


contraditório e justifique tal solução? Art.º 378º Restituição provisória da posse. Nos termos
do art.º 1279º do CC, direito substantivo, estar determinado que se o possuidor for esbulhado
com violência, é-lhe restituída a posse provisoriamente sem audição do esbulhador.

37. Distinga arresto de penhora e de penhor. Art.º 666º CC, a noção de penhor diz-nos que
se trata de uma garantia real das obrigações e que pode incidir sobre coisas moveis ou direitos,
em regra, produz efeitos com a entrega da coisa ou do documento que titula o direito. O arresto é
uma garantia geral das obrigações e que consiste na apreensão judicial de bens ou direitos com
valor suficiente para assegurar o cumprimento da obrigação por sério receio de perda de garantia
patrimonial, constitui nessa medida um procedimento cautelar nos termos da lei do processo,
procede-se neste sentido quando ainda o devedor não incumpriu (619º CC e 391ºCPC). A
penhora, por sua vez, sendo também uma apreensão judicial de bens, mas num momento é que
o devedor já incumpriu. A penhora pode converte-se em penhor caso exista acordo entre as
partes no processo executivo. O arresto, caso a ação principal seja julga procedente e o réu não
cumpra a sentença, converte-se em penhora com a data daquele, para efeito de prioridade (art.º
762º CPC).

38. Distinga prazo perentório de dilatório. Art.º 139º Dilatório é aquele que difere para certo
momento a possibilidade de realização de um ato ou o início da contagem de outro prazo, o
prazo perentório é aquele que pelo decurso extingue um direito de praticar o ato.

39. Pode a contagem de prazos iniciar-se num sábado, domingo ou feriado? Art.º 138º.
Sim, regra da continuidade dos prazos, nos termos do art.º 279º do CC não conta o dia do ato,
iniciando-se no dia seguinte, independentemente do dia da semana, apenas se suspende se for
férias judiciais, nos processos em que se suspendam os prazos nesses períodos.

40. Pode a citação ocorrer durante as férias judiciais? Art.º 137º Sim

41. Supondo que o réu foi citado para a ação no dia 20 de dezembro, diga qual o
primeiro e o último dia do prazo para apresentar a sua contestação. Art.º 138º continuidade
dos prazos, 279º CC não conta o dia do ato, ferias judiciais Art.º 28 LOSJ. O primeiro dia é o 21
de dezembro, suspende-se a contagem pelas ferias judiciais, desde 22-12 a 3-1, reiniciando-se a
4-1, termina a 1-2.

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42. E se a citação ocorreu no dia 27 de dezembro, qual o primeiro e o último dia do


prazo? Art.º 138º continuidade dos prazos, 279º CC não conta o dia do ato, ferias judiciais Art.º
28 LOSJ. O primeiro dia é o 04-01 por começar na suspensão da contagem pelas ferias judiciais,
desde 22-12 a 3-1, iniciando-se a 4-1, termina a 2-2.

43. O que entende por pressupostos processuais? São os requisitos mínimos necessários
para garantir uma decisão útil da causa. A falta de qualquer um destes implica que o juiz não
conheça do mérito da causa.
44. Quais são os pressupostos processuais gerais ou comuns que conhece? São
pressupostos processuais os seguintes:
• • Personalidade Judiciária
• • Capacidade Judiciária
• • Legitimidade das Partes e interesse Processual
• • Patrocínio Judiciário
• • Competência do tribunal

45. Quem tem personalidade judiciária e no que consiste? Art.º 11º n.º 2. Quem tem
capacidade jurídica. Consiste na suscetibilidade de ser parte.

46. Quais são as consequências da falta de personalidade judiciária? Art.º 278º n.º 1 al.
c) absolvição do réu da instância. Por se tratar da falta de um pressuposto processual. É
insanável como exceção das sucursais art.º 14º

47. Qual a consequência normal da verificação da falta deste pressuposto processual?


E, pode esta falta ser sanável? Art.º 278º. absolvição do réu da instância. Sim, art.º 6º n.º 2.

48. Quem tem capacidade judiciária e no que consiste? Art.º 15º do CPC e 67º do CC
Tem por medida a da capacidade de exercício de direitos. Consiste em estar por si em juízo.

49. Quais as consequências da falta de capacidade judiciária? Art.º 27º e 28º A falta é
suprida por intervenção do representante do incapaz, oficiosamente pelo juiz.

50. Por regra, os pressupostos processuais são ou não do conhecimento oficioso? Art.º
6 n.º 2 e 590º São, o juiz tem o dever de direção, de impulso, simplificação e agilização.

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51. Distinga absolvição da instância de absolvição do pedido? Art.º 278º A absolvição da


instância o juiz não conhece do mérito da causa, produzindo efeitos apenas dentro do processo,
podendo o autor repetir a ação com os mesmos elementos. Na absolvição do pedido o juiz
conhece do mérito da causa, resultando numa sentença que produz efeitos dentro e fora do
processo.

52. O que entende por patrocínio judiciário? Art.º 40º, o patrocínio judiciário consiste na
nomeação de um advogado ou solicitador, com vista à assistência técnica às partes por
profissionais do foro.

53. Quais as consequências da falta de patrocínio judiciário? Art.º 41º Nos termos deste
artigo, nas causas em que é obrigatória a constituição de advogado, a parte constitui-se em falta
relativamente a este pressuposto processual, o juiz oficiosamente ou a pedido da parte contrária
notifica a parte para regularizar num determinado prazo, caso não o faça se a falta for do autor
absolve-se o réu da instância, se for do réu não tem seguimento o recurso ou a defesa fica sem
efeito.

54. Em que situação pode um solicitador patrocinar no âmbito de uma ação declarativa?
Nos processos em que não seja obrigatória a constituição de advogado, nomeadamente dos
processos inferiores à alçada de 1ª instância e que não seja passível de recurso ordinário e nos
processos de jurisdição voluntária.

55. Pode um solicitador apresentar um rol de testemunhas numa ação declarativa com o
valor de 80.000 euros? Pode, se tiver procuração conjunta, por não se tratar de uma questão
de direito.

56. O que entende por alçada do tribunal? Art.º 40 LOSJ Alçada é o valor pelo qual não é
admitido recurso ordinário naquele tribunal.

57. Distinga competência absoluta de relativa? A competência absoluta versa sobre as


regras mais importantes relativas a este pressuposto processual, competência em razão da
matéria, da hierarquia e das regras internacionais., a competência relativa é relativa às partes e
diz respeito às regras de competência em razão do valor da causa, da forma de processo
aplicável e das regras de competência territorial ou de convenção.

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58. Quais as consequências de o tribunal ser absolutamente incompetente? Art.º 96º


razão da incompetência absoluta, em razão da matéria, da hierarquia e da competência
internacional, as consequências (art.º 99º) absolvição do réu da instância ou indeferimento em
despacho liminar. Podem os articulados ser aproveitados nos casos previstos neste artigo.

59. Quais as consequências de o tribunal ser relativamente incompetente? Art.º 105º n.º
3 se for julgada procedente o processo é remetido para o tribunal competente.

60. Qual tem legitimidade para arguir a incompetência absoluta e relativa? Art.º 97º
Absoluta qualquer uma das partes e oficiosamente, relativa 103º pode ser arguida pelo réu e em
regra não é de conhecimento oficioso, mas pode o tribunal conhecer oficiosamente se tiver
elementos para isso.

61. Em que casos é que o tribunal não pode conhecer da incompetência relativa? Art.º
104º

62. O que entende por legitimidade processual? Art.º 30º é o interesse em demandar ou
contradizer.

63. Distinga litisconsórcio de coligação. Qualquer uma das figuras significa a existência
de uma pluralidade de partes pelo menos num dos lados.

64. Distinga litisconsórcio voluntário de necessário. Exemplifique.

65. Quais as consequências da ilegitimidade processual num caso de litisconsórcio


necessário?

66. Distinga processo comum de processo especial. Art.º 546º Processo especial é
nominado e típico, comum todos os que não estão previstos como especiais.

67. Quais os articulados que conhece? Petição inicial, contestação e réplica.

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68. O que entende por distribuição e qual a finalidade? Art.º 203º A distribuição designa a
secção, a instância, o tribunal onde vai correr e o juiz relator, e é a divisão equitativa de
processos pelos juízos.

69. Quais os requisitos obrigatórios que devem constar da petição inicial? Art.º 552º

70. Pode o autor formular pedidos alternativos? Art.º 553 Pode e o réu pode cumprir por
qualquer uma delas à sua escolha.

71. Pode o autor formular pedidos subsidiários? Art.º 554º Pode, ainda que se oponham,
sendo que o segundo só se irá aplicar se o primeiro não for julgado procedente.

72. Exemplifique uma situação em que o autor pode cumular pedidos? Art.º 555º Desde
que sejam compatíveis e não impeçam a coligação.

73. Em que situação pode a secretaria recusar receber uma petição inicial? Art.º 558º nos
casos taxativamente previstos neste artigo.

74. De que forma pode o autor reagir face à recusa no recebimento da petição inicial?
Art.º 559º, pode reclamar para o juiz, e caso de manter, pode recorrer para a relação.

75. Distinga citação de notificação? Art.º 219º n.º 1 é o ato pelo qual se chama o réu pela
1ª vez ao processo. 219º n.º 2 são todas as comunicações posteriores com as partes e todos os
outros intervenientes no processo.

76. Quais os efeitos da citação ao nível do direito processual e substantivo? Art.º 564º
Constituir o devedor de uma obrigação pura em mora, fazer cessar a boa-fé e estabilizar os
elementos essenciais da ação, os sujeitos, o pedido e a causa de pedir.

77. Pode um solicitador estagiário proceder a uma citação? Nesse título não.

78. Qual o prazo que o réu tem para contestar? Art.º 569º 30 dias.

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79. Distinga revelia absoluta de revelia relativa? Art.º 566º revelia absoluta, o réu foi citado
e não fez nada no processo, art.º 567º o réu foi citado e procedeu a algum ato, mas não
contestou.

80. Distinga revelia operante de inoperante? Art.º 567º a primeira, independentemente de


absoluta ou relativa, consideram-se confessados os fatos e o processo prossegue os seus
tramites, a segunda está prevista no art.º 568º

81. Quais os meios de defesa que o réu pode utilizar? Art.º 571º O réu pode contestar, por
via da impugnação ou da exceção.

82. Distinga exceção dilatória de perentória. Art.º 576º Dilatória é aquela pela qual se
invoca irregularidade processual, por exemplo a falta de pressupostos processuais.
Importam a absolvição da instância ou a remessa do processo para outro tribunal. A
perentória ataca diretamente

83. Distinga caso julgado de litispendência. Art.º 580º dois processos com os mesmos
elementos essenciais.

84. Distinga caso julgado formal de material. O primeiro só produz efeitos dentro do
processo e o segundo produz fora, para todos e para todas as autoridades.

85. Quando é admissível a formulação de um pedido reconvencional? Art.º 583º Junto


com a contestação.

86. Em que casos é admissível a réplica? Art.º 584º Quando há pedido reconvencional.

87. O que são articulados supervenientes e quando são admissíveis? Art.º 588º São
articulados posteriores aos 3 iniciais e são admissíveis nos termos do art.º 588º

88. Identifique os despachos liminares que o juiz pode proferir. Art.º 186º n.º 1 ineptidão
da petição inicial.

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89. Qual a finalidade da audiência prévia e quando tem lugar? Art.º 591º as finalidades
são as descritas neste artigo. Tem lugar depois de findos os articulados e de proferido o
despacho pré-saneador, em 30 dias o juiz marca a audiência prévia.

90. Em que caso é que não há lugar à audiência prévia? Art.º 592º e 593º.

91. Qual a finalidade do despacho saneador? Art.º 595º Destina-se a conhecer das
exceções dilatórias, nulidades processuais. Conhecer imediatamente do mérito da causa

92. Em que momento deve o autor apresentar os seus meios de prova? Art.º 423º Junto
com a PI. E 597º aditamento.

93. O que entende por tema da prova? Art.º 596º e 410º constitui a delimitação do âmbito
da causa de pedir que da atividade instrutória terá como objeto os factos em discussão e que
incidirá o juízo probatório.

94. O que entende por fase da instrução? Art.º 410º e ss tem por fim a produção e recolha
dos elementos de prova sobre os factos que tem interesse para a caus e não tenha sido tratados
anteriormente.

95. Quantas testemunhas pode o autor e o réu apresentar numa ação de valor superior a
100.000 euros? Art.º 511º 10 testemunhas

96. E se a ação tiver o valor de 250 euros? Art.º 511º 5 testemunhas

97. Distinga factos essenciais de factos instrumentais. Art.º 5 os factos essenciais tem que
ser alegados pelas partes, enquanto os factos instrumentais também podem ser mas podem
resultar da instrução da causa. Os primeiros são os dizem respeito à causa de pedir, os segundo
são acessórios e que podem ajudar a compreender melhor os essenciais.

98. Exemplifique factos que não carecem de alegação ou de prova? Art.º 412º

99. Qual o valor das provas apresentadas em juízo? Pleníssima, plena e de livre
apreciação

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100. Identifique uma situação em que a prova apresentada faz prova plena. Prova plena é a
que cede perante prova do contrário. Não basta a neutralização feita através da contraprova.
Produzida a prova plena é irrelevante a situação de dúvida que se procurou gerar no espírito do
julgador. Torna-se necessário convencer o juiz da existência do facto contrário. Art.º 347º CC

101. Identifique uma situação em que a prova apresentada faz prova pleníssima. A prova
pleníssima é aquela que não admite sequer prova do contrário. Por exemplo Art.º 1260º nº3 do
CC: A posse adquirida por violência é sempre considerada de má fé, mesmo quando seja titulada

102. Em que consiste a prova por inspeção? Art.º 490º e ss. Consiste na inspeção de

103. O que entende por contradita? Art.º 521º Não se trata de contraditar o testemunho em
si, mas de atacar a credibilidade da testemunha ou da ciência que sustentou o seu testemunho.

104. O que entende por acareação? Art.º 523º Pode acontecer oficiosamente ou a
requerimento das partes. Quando existe oposição direta nos depoimentos das testemunhas ou
das partes, sendo que não podem ser acareadas as partes.

105. A audiência final decorre perante um juiz singular ou coletivo? Art.º 559º juiz singular.

106. Pode o juiz na audiência final tentar conciliar as partes? Art.º 604º, n.º 1 Sim, se a
causa estiver na disposição das partes.

107. Pode qualquer pessoa assistir a um julgamento? Art.º 606º Pode, com as exceções
previstas no artigo.

108. Pode o juiz condenar o réu num valor superior ao pedido pelo autor? Art.º 609º Não
é permitido ao juiz condenar em quantidade superior ou em objeto diverso do que se pedir.

109. Distinga recurso ordinário de extraordinário e de reclamação? Art.º 627º Recurso


ordinário pode ser de apelação ou de revista, extraordinário pode ser para uniformização de
jurisprudência e de revisão. O critério da distinção entre estes dois recursos é o transito em
julgado, ordinário é aquele que se interpõe antes do transito em julgado e que devolve ao tribunal
de recurso a possibilidade anular, revogar, ou modificar a decisão. Extraordinário é aquele que se

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intenta depois do transito em julgado e visa, por um lado uniformização de jurisprudência (art.º
688º), ou por outro o recurso de revisão que é decidido pelo próprio tribunal que proferiu a
decisão (696º). Reclamação

110. O que deve constar da sentença? Art.º 607º Identificação das partes e o objeto do litígio,
enunciar as questões que cumpre decidir. Depois os fundamentos e os factos provados e não
provados.

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