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Paralisia Braquial Obstétrica

Lesão do plexo braquial pode ocorrer durante o parto devido a tração excessiva na cabeça ou ombros do bebê, resultando em paralisia parcial ou completa do braço. Isso pode afetar os músculos do ombro, cotovelo e punho, deixando o braço frouxo. O diagnóstico é clínico, avaliando a função muscular e sensibilidade afetadas. A reabilitação precoce é importante para melhorar o resultado funcional.

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Lesão do plexo braquial pode ocorrer durante o parto devido a tração excessiva na cabeça ou ombros do bebê, resultando em paralisia parcial ou completa do braço. Isso pode afetar os músculos do ombro, cotovelo e punho, deixando o braço frouxo. O diagnóstico é clínico, avaliando a função muscular e sensibilidade afetadas. A reabilitação precoce é importante para melhorar o resultado funcional.

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Fisioterapia em Condições Neurológicas 1

1º Problema

Paralisia Braquial Obstétrica


A lesão nervosa mais grave que acomete o membro superior é a lesão do plexo
braquial. Esta pode ser resultante de qualquer trauma com energia suficiente para
tracionar, romper ou até avulsionar as raízes nervosas diretamente da coluna cervical.
(Silva, Silva, & Gazzalle, 2010)

Ela pode ser classificada em 3 tipos ou categorias (Payton, Amundsen, &


Campbell, 1991):

• Lesão Erb ou superior – Ocorre uma tração dos troncos superiores C5 e C6,
geralmente por uma força de tração afastando a cabeça do ombro (Payton,
Amundsen, & Campbell, 1991). Afeta os músculos que rodeiam o ombro e os
flexores do cotovelo (Downie, 1997);
• Lesão Klumpke ou inferior - Ocorre uma tração nos troncos C8 e T1, devido
a uma força de estiramento do braço em abdução (Payton, Amundsen, &
Campbell, 1991). Afeta os longos flexores do punho e dedos e os pequenos
músculos da mão (Downie, 1997);
• Lesão do tipo Erb-Klumbke ou completa - Afeta todos os troncos do plexo
braquial (C5 a T1), sendo ocasionado por lesões traumáticas e obstétricas
durante o parto (Payton, Amundsen, & Campbell, 1991). Todos os músculos
do membro superior estão afetados, exceto o trapézio e há anestesia total com
a exceção de uma pequena área no lado medial do braço que é inervada pela
raiz T2 (Downie, 1997)

A localização exata da lesão é muitas vezes difícil, no entanto, muitas crianças


demonstram um tipo misto superior e inferior. O envolvimento geralmente é unilateral e
os resultados da lesão são, na maioria dos casos, imediatamente reconhecíveis. (Payton,
Amundsen, & Campbell, 1991)

Várias alterações podem ser provocadas ao recém-nascido como consequência


da lesão, entre as quais: o membro superior está flácido e rodado internamente, o
antebraço em pronação e o ombro não abduz ativamente, o cotovelo encontra-se em
extensão completa ou ligeiramente fletido, o punho pode estar fletido. O membro toma
uma atitude de imobilidade junto ao tronco e quando solto cai ao longo do corpo. O
reflexo de Moro está assimétrico, o bicipital ausente e o de preensão palmar preservado.
A sensibilidade tátil e dolorosa é normal no antebraço e mão, e não há rubor na

Grupo Tutorial 3
Fisioterapia em Condições Neurológicas 1
1º Problema

extremidade. Não há manifestações respiratórias ou a ele relacionadas visto que o nervo


frénico não faz parte do plexo braquial (Shepherd, 1996).

A lesão no plexo braquial ocorre mais


frequentemente em resultado de um parto difícil.
Existem vários fatores que podem levar à lesão:
peso elevado ao nascimento, trabalho de parto
prolongado, criança sedada, mãe fortemente
sedada, tração num parto de apresentação pélvica
ou rotação da cabeça numa apresentação cefálica Figura 1 Distensão do Plexo Braquial no parto
com apresentação cefálica
ou numa extração cesariana difícil. (Payton,
Amundsen, & Campbell, 1991)

Durante o nascimento, o trauma que lesiona o plexo pode também lesionar o


nervo facial, causando uma leve paralisia facial. Outras complicações incluem fraturas
da clavícula ou do úmero, subluxação do ombro e torcicolo. O nervo frénico (C4)
também pode ser afetado, causando uma hemiparalisia ipsilateral do diafragma.
(Payton, Amundsen, & Campbell, 1991)

Um trauma direto sobre o ombro pode também resultar numa lesão do plexo,
mas não é tão comum. (Payton, Amundsen, & Campbell, 1991)

O plexo inferior pode ser lesado como resultado de anomalias congénitas, tais
como: costela cervical, vertebras torácicas anormais ou músculo escaleno anterior
encurtado. (Payton, Amundsen, & Campbell, 1991)

Referências Bibliográficas
Downie, P. A. (1997). Neurologia para fisioterapeutas. Editorial médica panamericana.

Payton, O., Amundsen, L., & Campbell, S. (1991). Clinics in Physical Therapy.
Churchill Livingstone Inc.
Shepherd, R. B. (1996). Fisioterapia em Pediatria. São Paulo: Santos Editora
Silva, J., Silva, P., & Gazzalle, A. (2010). Lesões do plexo braquial. Revista da
AMRIGS, pp. 344-349.

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