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Consequências da Violência Intrafamiliar

O artigo discute as consequências da violência intrafamiliar e as estratégias cognitivo-comportamentais para tratamento. A violência intrafamiliar pode assumir formas como física, psicológica e sexual, causando transtornos mentais. As intervenções mais eficazes envolvem psicoterapia individual cognitivo-comportamental.

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Consequências da Violência Intrafamiliar

O artigo discute as consequências da violência intrafamiliar e as estratégias cognitivo-comportamentais para tratamento. A violência intrafamiliar pode assumir formas como física, psicológica e sexual, causando transtornos mentais. As intervenções mais eficazes envolvem psicoterapia individual cognitivo-comportamental.

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AS CONSEQUÊNCIAS DA VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR E AS ESTRATÉGIAS

COGNITIVO-COMPORTAMENTAIS PARA TRATAMENTO

CAMPOS, Rosangela Santos.1


LISTON, Angela Regina Urio.2

RESUMO

O presente artigo discorrerá sobre as consequências da violência intrafamiliar e as estratégias cognitivo-


comportamentais para tratamento. A violência intrafamiliar acontece no âmbito da família, sendo cometida pelos
indivíduos do próprio grupo. Pode assumir formas diferentes como: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. As
consequências são inúmeras, independente se a violência intrafamiliar for precoce, crônica ou recorrente, podendo levar
ao desenvolvimento de transtornos mentais. As conseqüências devido à exposição à violência intrafamiliar não são
limitadas a infância e a adolescência, podendo afetar o funcionamento psicológico, social e ocupacional na vida adulta.
As intervenções com maior aplicabilidade e eficiência envolvem psicoterapia individual, sendo que no presente artigo
se abordará o tratamento sob a perspectiva cognitivo-comportamental. São notórios os resultados alcançados por meio
do processo psicoterapêutico às vítimas de violência intrafamiliar, inclusive, estudos confirmam que as técnicas
cognitivo-comportamentais são eficazes no tratamento dos transtornos causados pela violência, como também daqueles
que advém de outras situações e contextos.

Palavra-chave: violência intrafamiliar, consequências, terapia cognitivo-comportamental.

1. INTRODUÇÃO
O presente artigo se propõe a relatar sobre o conceito de violência, suas diferentes formas, as
conseqüências da violência intrafamiliar e a psicoterapia cognitivo-comportamental como forma de
tratamento. Sob esse prisma, a violência foi estabelecida pela Organização Mundial da Saúde
(OMS, 2002) como o “uso intencional da força ou poder em uma forma de ameaça ou efetivamente,
contra si mesmo, outra pessoa ou grupo ou comunidade, que ocasiona ou tem grandes
probabilidades de ocasionar lesão, morte, dano psíquico, alterações do desenvolvimento ou
privações”.
Segundo Lintz (1987), a violência prejudica a saúde e a vida, causando: enfermidades,
ferimentos, prejuízos psicológicos e no desenvolvimento, podendo levar o indivíduo a morte.
Qualquer ato que tenha como objetivo causar dano a outrem é considerado violência.

1Campos, Rosangela Santos – Acadêmica de psicologia do Centro Universitário FAG


2Liston, Angela Regina Urio. – Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, possui certificação internacional
em Terapia Racional-Emotiva Comportamental pelo Albert Ellis Institute de Nova York, docente do curso de psicologia
no Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz. E-mail: angelaliston@[Link].

1
Segundo Rangé (2011), a violência nas suas várias formas, física, emocional ou psicológica
está presente no âmbito familiar e pode causar transtornos psicológicos para os indivíduos. A
violência é todo ato violento intencional ou não, cometido pelo indivíduo (agressor) que causa
lesões físicas, sofrimento emocional ou psicológico a outra pessoa (vítima).
De acordo com Adorno (1998), a violência intrafamiliar nega os valores e direitos universais
de liberdade, igualdade, e a própria vida. É um modelo de relacionamento social, no qual as pessoas
produzem e reproduzem situações sociais de vivência. Neste contexto, as crianças, adolescentes e as
mulheres são as que mais sofrem com atos abusivos e de maus-tratos, devido à maior
vulnerabilidade e dependência. Trata-se de um modo de afirmação de poder que instaura uma luta
desigual ao escolher como alvos elementos debilitados. É no contexto das relações familiares que os
atos de violência mais se manifestam.
Estudos mostram que a terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem técnicas de tratamento
para transtornos mentais com índices proeminentes de eficácia (BECK, 2005; BECK, 2007; FOA,
2006), tendo seu foco de trabalho os fatores cognitivos mal adaptativos ou disfuncionais presentes
na psicopatologia. A TCC visa proporcionar estratégias eficazes na correção desses conceitos
idiossincráticos, particularidade psíquica de um indivíduo (BAHLS & NAVOLAR, 2004).

O presente artigo enquadra-se como uma pesquisa bibliográfica, sendo o objetivo principal
apresentar, a partir da consulta a literatura científica, a descrição das consequências da violência e
as estratégias cognitivo-comportamentais de tratamento psicoterapêutico. Inicialmente são
apresentadas as definições gerais do tema, abrangendo violência e seus tipos bem como a
caracterização da terapia cognitivo-comportamental, com posterior detalhamento das consequências
da violência e descrição das intervenções na abordagem cognitivo-comportamental.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 VIOLÊNCIA
A violência é uma mazela social que atinge as populações. Uma vez que, por ser uma questão
social não é objeto próprio de nenhum setor específico. Logo, a mesma está em constante
modificação, e vários comportamentos e atitudes passaram a ser enquadrados como formas de
violência (DAMÁSIO, 2015).

2
Segundo Minayo (2006), a violência na sua origem é um fato sócio-histórico e acompanha
toda a experiência dos seres humanos. Sendo assim, não em si, um problema de saúde pública. A
violência acomete a saúde individual e coletiva e demanda, para sua prevenção e confrontação, a
elaboração de políticas públicas específicas.

A violência foi estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2002) como o “uso
intencional da força ou poder em uma forma de ameaça ou efetivamente, contra si mesmo, outra
pessoa ou grupo ou comunidade, que ocasiona ou tem grandes probabilidades de ocasionar lesão,
morte, dano psíquico, alterações do desenvolvimento ou privações”. Para MINAYO (2006), a
violência afeta vigorosamente a saúde, podendo inclusive levar à morte. Pode causar lesões,
traumas físicos, mentais e emocionais prejudicando a qualidade de vida. Sob esse prisma, além de
ser uma questão de saúde pública ou problema médico, envolve a qualidade de vida e a saúde de
forma integral. Segundo a OMS (2002), a violência é classificada pelo setor de saúde sob a
perspectiva operacional a partir de indícios de experiências de vida: violência contra si mesma,
violência interpessoal (intrafamiliar e comunitária) e violência coletiva.

Entre as formas de violências pode-se destacar a violência intrafamiliar, a qual se dá por meio
de atitudes e comportamentos dos próprios membros da família, e pode assumir formas diferentes:
física, sexual, psicológica, patrimonial e moral (BRASIL, 2012). É inegável que a violência física
seja uma das violências mais conhecidas. Esse tipo de violência consiste em qualquer ato de outrem
com a intenção de deteriorar fisicamente a vítima. Por exemplo, a violência contra a mulher, tende a
ocorrer quando o agressor repara que não está conseguindo ter um controle da relação, e, por
conseguinte, o controle da mulher. E para mostrar que detém o poder da relação se apropria da
agressão física (BRASIL, 2012).

Ademais, a agressão ocorre também quando o indivíduo se sente contrariado, e por isso, quer
mostrar para a vítima quem tem o poder naquele âmbito. Consoante a isso, a agressão pode ocorrer
de diferentes modos: bater, espancar, atirar objetos, estrangular, chutar, usar algum tipo de arma,
entre outros (BRASIL, 2012).

O objetivo da agressão física segundo Hirigoyen (2006) é anular o outro por meio da
imposição da força e do poder. Além do mais, a violência física pode ocorrer várias vezes na
mesma relação. Caso a vítima venha a denunciar o agressor, o ciclo da violência pode ser
interrompido, ou seja, não terá mais continuidade. Porém, caso a vítima não denuncie, a violência

3
pode vir a aumentar e ser mais intensa e frequente, colocando a vítima em uma situação de extrema
vulnerabilidade.

A violência psicológica é caracterizada pela forma mais subjetiva de agressão contra a


mulher. Logo, o agressor vê o outro como objeto e subtrai a vontade do outro, fazendo com que a
vítima seja submissa e garanta sua posição de poder na relação (HIRIGOYEN, 2006). A violência
psicológica é designada pela Lei em vigor como “[...] qualquer conduta que lhe cause danos
emocionais e diminuição da auto-estima, ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento
[...]” (BRASIL, 2006, p. 3).

Nesse tipo de violência a vítima internaliza aquilo que o agressor diz a respeito dela, e diante
disso ela interpreta que é merecedora das agressões, acreditando que é natural a forma pela qual é
tratada pelo agressor. Portanto, é um tipo de agressão que as vítimas demoram a perceber como
violência (HIRIGOYEN, 2006; PIMENTEL, 2011).

A violência sexual de acordo com o art. 7° da Lei nº 11.340/2006 (BRASIL, 2006), conhecida
como Lei Maria da Penha, é definida como qualquer comportamento que a vítima tenha que manter
ou participar de relação sexual não desejada, recorrente de ameaças, uso de força ou intimidação.
Inclui qualquer comportamento que induza mulher a utilizar ou comercializar a sua sexualidade.

Além disso, neste tipo de violência a vítima é coagida a manter relações sexuais com o
agressor, sendo através de ameaça, uso de força ou chantagem. É notório que esse tipo de violência
tem consequências psicológicas, pois a vítima é humilhada, rebaixada e dominada (HIRIGOYEN,
2006).

O primeiro grupo que o indivíduo se relaciona é a família. Dattilio e Padesky (1995)


consideram que esta tem influência significativa em como a pessoa se comunica e nas crenças que
trás consigo. De modo geral, é comum ouvirmos frases como: “Meus pais dizem que nossa família
não leva desaforo para casa.” “Aprendi isso com minha mãe.” ou “Roupa suja se lava em casa.”
Entender como a família ou os pais, exercem influência no nosso modo pensar e agir é muito
importante para que haja mudanças.

São várias as formas de manifestação da violência intrafamiliar: abuso sexual, psicológico,


agressão física, negligência, abandono, maus tratos e outros. Esse tipo de violência, pode ser

4
exercida por pessoas da família, parentes próximos, ou alguém que a vítima tenha alguma relação
de afetividade, numa relação de poder real ou sob ameaça (BRASIL, 2001).

Segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV, 2010), são vários os motivos que
influenciam a pessoa a continuar em um ambiente ou relação de violência, podendo ser por: medo
de represália, dificuldade ou dependência econômica, dependência emocional, falta de ajuda/apoio
familiar, influência social/cultural, religiosa, falta de conhecimento dos direitos legais, medo da
solidão, de ficar sem os filhos, acreditar que o agressor poderá mudar seu comportamento hostil e
agressivo.

Segundo Sinclair (1985), devido à crença de que o lar é um lugar seguro, sagrado e o que
acontece nesse ambiente deve ficar em família, a violência é perpetuada, fazendo com que esse
lugar seja de medo e dor. As principais vítimas são as mulheres e crianças, sendo por vezes mantida
em segredo a violência.

2.2 PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL


No início da década de 1960, Aaron Beck desenvolveu um formato de psicoterapia
denominado originalmente de Terapia Cognitiva, o que atualmente é dito como Terapia Cognitivo-
Comportamental (TCC). O tratamento pauta-se a partir de uma conceituação de cada paciente,
sendo identificadas crenças específicas e padrões de comportamento. O terapeuta visa produzir
formas de modificação do pensamentos disfuncionais e consequentemente mudança emocional e
comportamental (BECK, 2013).

Segundo Knapp e Beck (2008), o objetivo da Terapia Cognitiva é corrigir as distorções do


pensamento. Para que as mudanças aconteçam, é preciso ir além da mudança dos erros cognitivos
associados a uma síndrome específica. Somente por meio da análise e correção das crenças mais
arraigadas, alterando-se a organização dessas crenças, é que a reestruturação cognitiva pode ser
realizada.

A terapia cognitivo-comportamental identifica e trabalha com três níveis de cognição:


pensamentos automáticos; pressupostos subjacentes e crenças nucleares. Todos nós temos crenças,
pressupostos e pensamentos automáticos, tanto positivos quanto negativos, mas, normalmente,
quando falamos nesses conceitos, estamos nos referindo aos tipos disfuncionais (KNAPP, 2004).

5
A TCC começa sua avaliação realizando uma anamnese completa, a partir da qual é feito um
levantamento do histórico do paciente. Deve-se ainda ressaltar a importância da aliança terapêutica
nas primeiras fases, e o fato do terapeuta se colocar no lugar do paciente para desenvolver empatia
pelo que o paciente está passando, entender o que ele está sentindo e perceber o mundo através de
seus olhos, obtendo-se a partir disso um bom prognóstico de resultados (KNAPP, 2004, apud
HENRY, SCHAT e STRUPP, 1990).

A conceitualização cognitiva é uma técnica de compreensão do caso e de adesão ao


tratamento por parte do cliente. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), conceitualizar o
caso significa traçar um panorama de como o cliente funciona e a partir disso, propor a forma mais
eficaz de intervenção. Portanto, é preciso que o terapeuta investigue o diagnóstico clínico, os
problemas atuais, predisposição genética e os familiares, seus pensamentos automáticos (PAs), suas
crenças subjacentes ou intermediárias, e suas crenças centrais ou nucleares (KNAPP, 2004; KNAPP
& ROCHA, 2003; WRIGHT et al., 2008).

Assim sendo, a conceitualização é uma forma de conexão da avaliação ao tratamento e as


intervenções, ou seja, é a ligação entre os dados coletados da avaliação e a estratégia de tratamento.
Conceitualizar um paciente em termos cognitivos é primordial na escolha do trajeto mais eficiente e
efetivo para a realização do tratamento, pois auxiliará na escolha dos objetivos que serão
trabalhados e das intervenções terapêuticas a serem realizadas (KNAPP & A. BECK, 2008).

3. METODOLOGIA

O presente artigo foi realizado por meio de pesquisa bibliográfica com a consulta de artigos
científicos em bases de dados (scielo, pepsic). Com a finalidade de identificar parte da produção
científica sobre o tema estudado, foi selecionado o levantamento bibliográfico em artigos
publicados na base eletrônica de dados Scielo e no portal de Periódicos Eletrônicos de Psicologia
(Pepsic). A busca pelos artigos ocorreu a partir da seleção dos sites acima citados, por meio das
palavras chaves, relacionadas ao tema. Procedeu-se à leitura dos sumários das revistas selecionadas
e considerou-se o título do artigo que, de alguma forma, estivesse relacionado à questão da

6
violência intrafamiliar, suas conseqüências e a psicoterapia cognitivo-comportamental como
tratamento.

4. ANÁLISES E DISCUSSÕES

4.1 AS CONSEQUÊNCIAS DA VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR

De modo geral, uma das possíveis conseqüências da violência doméstica em crianças,


segundo Miller (2002), é a ansiedade, que pode desencadear sintomas físicos, como dores de
cabeça, úlceras, erupções cutâneas ou ainda problemas de audição e fala; dificuldades de
aprendizagem; preocupação excessiva; dificuldades de concentração; medo de acidentes;
sentimento de culpa por não ter como cessar a violência e por sentir afeto (amor e ódio) pelo
agressor; medo de separar-se da mãe para ir à escola ou a outras atividades cotidianas; baixa auto-
estima; depressão e suicídio; comportamentos delinqüentes (fuga de casa, uso de drogas, álcool
etc.); problemas psiquiátricos.

A violência intrafamiliar, também pode levar a um maior risco de acidentes. Pode ocorrer o
uso de medicamentos em excesso, principalmente antibióticos e antinflamatórios, e podem estar
presentes em muitos casos sentimentos de aniquilação, tristeza, desânimo, solidão, estresse, baixa
auto-estima, incapacidade, impotência, ódio, inutilidade, insegurança, raiva, falta de motivação,
dificuldades de relacionamento, desejo de sair do trabalho e dificuldades de relacionamento familiar
(NETTO, MOURA, QUEIROZ, et al, 2014).

Ainda, segundo os autores acima, as vítimas poderão apresentar distúrbios do sono e repouso,
desgaste físico, sensação constante de cansaço, alimentação inadequada, fraqueza, falta de energia e
distúrbios do trato intestinal. Também são mais propensas a desenvolver respostas inflamatórias e
imunológicas, sentirem dores pelo corpo, obesidade, síndrome do pânico, crises de gastrite e úlcera.
Os sentimentos de culpa podem ser frequentes entre os indivíduos que sofreram abuso
prolongado, independente do grau de participação (PERRONE & NANNINI, 1998). A atitude do
agressor de, na maioria vezes, apontar a vítima como co-responsável pelos abusos pode levá-la a
sentir-se ainda mais culpada.
Além disso, a violência sofrida poderá estar associada a problemas sociais preocupantes como
desemprego, marginalização, desigualdades sociais, uso de álcool e drogas. As vítimas podem ser
7
mais predispostas a terem problemas de saúde, aumentando assim, os custos com cuidados à saúde
e recorrentes faltas na escola e no trabalho.
É dever da família, segundo Nery (2010), proteger, cuidar e proporcionar segurança à criança
e ao adolescente. No entanto, quando há muitos conflitos, esse ambiente familiar pode se tornar um
lugar que acondiciona o silêncio da violência, nas suas diferentes formas, podendo trazer como
resultado conseqüências gravíssimas. Sani (2007) averiguou que se uma criança estiver em um
ambiente de violência interparental pode desenvolver crenças distorcidas em relação à violência,
sentimento de culpa e ameaça, tendo uma visão mais negativa sobre os conflitos entre seus pais,
podendo trazer prejuízos em nível psicológico.
Os efeitos que poderão surgir pela exposição à violência intrafamiliar infantil, podem ser
observados nas funções cognitivas e emocionais, na dinâmica escolar e social (PEREIRA, SANTOS
& WILLIAMS, 2009). Os sintomas mais frequentes são: falta de motivação, isolamento, ansiedade,
comportamento agressivo, depressão, baixo desempenho e evasão escolar, dificuldade de
aprendizagem, pouco aproveitamento, repetência e necessidade de educação especial
(BRANCALHONE, FOGO & WILLIAMS, 2004). Os prejuízos podem surgir como danos
imediatos: pesadelos repetitivos, raiva, culpa, vergonha, medo do agressor e de pessoa do mesmo
sexo que este, quadros fóbico-ansiosos e depressivos agudos, queixas psicossomáticas, isolamento
social e sentimentos de estigmatização. Podem também acontecer como danos tardios: aumento
significativo na incidência de transtornos psiquiátricos, dissociação afetiva, pensamentos invasivos,
ideação suicida, fobias mais agudas, níveis intensos de ansiedade, medo, depressão, isolamento,
raiva, hostilidade e culpa, cognição distorcida, tais como sensação crônica de perigo e confusão,
pensamento ilógico, imagens distorcidas do mundo e dificuldade de perceber a realidade, redução
na compreensão de papéis complexos e dificuldade para resolver problemas interpessoais (DAY,
TELLES, ZORATTO, AZAMBUJA, MACHADO, SILVEIRA, DEBIAGGI, CARDOSO,
BLANK, 2003).

Ainda, de acordo com Sidman (1989/2003), em casa, o abuso físico e verbal pode, realmente,
manter filhos e cônjuges submissos. Pais podem expressar desgosto com crianças e parceiros uns
com os outros, batendo neles ou isolando-os, retirando posses e privilégios, ou deixando de se
comunicar. Todas estas formas de coerção familiar tornam o lar um local do qual é melhor fugir.
Dentre as consequências deste tipo de relação, poderão surgir divórcio, abandono, doença mental e
suicídio.

8
No entanto, não é possível generalizar ou delimitar perfeitamente os impactos da violência,
uma vez que a gravidade e a extensão das consequências dependem de particularidades da
experiência de cada indivíduo. Dentro desta perspectiva, é importante pensar o assunto sob a ótica
da singularidade de cada pessoa, para não cair em num reducionismo ou generalismo da questão.
Cada indivíduo que sofre abuso ou violência é uma potencial vítima de uma ou mais consequências
descritas anteriormente.

4.2. TÉCNICAS COGNITIVO-COMPORTAMENTAIS

Segundo J. Beck (2013) as intervenções psicoterápicas em TCC podem variar muito de


paciente para paciente, no entanto, a estrutura das sessões é bem parecida para os vários transtornos.
Ao iniciar uma sessão, o psicólogo deve estabelecer a aliança terapêutica, checar o humor, os
sintomas e experiências que o paciente vivenciou durante a semana, e elencar os problemas que
deseja ajuda para resolver. É necessário também verificar as tarefas de casa. Em seguida, discute-se
o problema, conceituando cognitivamente as dificuldades do paciente, através de perguntas sobre os
seus pensamentos, emoções e comportamentos relacionados ao problema e o terapeuta juntamente
com o paciente planeja uma estratégia. Geralmente, a estratégia é uma solução objetiva e direta do
problema, avaliação do pensamento negativo relacionado ao problema, ou mudança no
comportamento.

Distorções cognitivas e identificação:

Como uma das finalidades da TCC é promover a reestruturação das cognições disfuncionais,
sua aplicação permite que o indivíduo aprenda a compreender como seu comportamento se associa
com sua maneira de pensar e sua reação emocional e como isto contribui para um desajuste em seus
relacionamentos (BECK, 2011; BECK, 1989).

O RPD (Registro de Pensamento Disfuncional) é útil nesta atividade, pois, além de ajudar o
paciente na identificação das distorções do pensamento, também auxilia no desenvolvimento de
habilidades para a redução, freqüência e intensidade destes pensamentos (WRIGHT, BASCO, &
THASE, 2006). Depois da identificação de cognições distorcidas, busca-se explicações alternativas
racionais para o ocorrido, bem como reavaliação dos estilos de pensamentos. Nesse momento, o

9
questionamento socrático é importante, pois as questões vão além da obtenção de dados e detalhes
de um fato (ABREU & GUILHARD, 2004; WRIGHT et al., 2006).

A abordagem cognitivo-comportamental aborda a percepção de si, do outro, e do mundo,


produz a avaliação dos relacionamentos, da atribuição das causas, crenças, valores, atitudes e
expectativas, com o intuito de melhor compreender as demandas relacionadas aos conflitos
intrafamiliares (MACHADO, 2007). Segundo McMullin (2000), a identificação das crenças
centrais do paciente é imprescindível na terapia, pois, no geral, está agregado a problemas
emocionais.

Após a identificação de cognições distorcidas, procura-se explicações alternativas plausíveis


para o evento, e uma reavaliação das formas de pensamentos. O questionamento socrático é
importante nessa etapa, pois as questões vão além do propósito da aquisição de dados e
minuciosidades de um fato (ABREU & GUILHARD, 2004; WRIGHT et AL., 2006).

A análise correta é essencial. As crenças centrais são intrínsecas e inflexíveis sobre si


mesmo, em geral, elaboradas desde a infância. Já as intermediárias são hipóteses criadas pela
pessoa sobre determinado fato, se baseando em maneiras e normas não diretamente às
circunstâncias (ABREU & GUILHARDI, 2004).

A seguir são descritas algumas das principais técnicas cognitivo-comportamentais. São


diversas as possibilidades entre as estratégias da TCC, sendo que para a seleção da técnica adequada
deve-se partir da conceitualização cognitiva que feita caso a caso.

A descoberta guiada e o questionamento socrático tem o objetivo de guiar o paciente em um


questionamento consciente que permitirá que este tenha um insight sobre seu pensamento
distorcido. Todo o questionamento deve basear-se em dados objetivos (BECK et al, 1997). O
Registro de Pensamento Disfunconal (RPD) é utilizado para rastrear os pensamentos que foram
ativados pela situação estimuladora e que geraram a emoção e o comportamento subseqüente. Este
exercício pode capacitar o paciente a descobrir, esclarecer e alterar os significados que atribuiu a
eventos perturbadores e compor uma resposta alternativa ou racional (KNAPP, 2008).

Pode-se ainda assinalar como relevante estratégia o treinamento em relaxamento, que tem
por objetivo aliviar os sintomas ligados ao componente fisiológico da ansiedade, visando à
interrupção da associação aprendida entre hiperexcitabilidade autonômica e preocupação (KNAPP,

10
2008). Soma-se ao relaxamento a respiração diafragmática, que visa estimular o sistema nervoso
autônomo parassimpático para propiciar uma sensação de relaxamento. Deve-se explicar como
proceder à respiração, diferenciando-a da respiração torácica, bem como orientar o paciente a
praticar essa técnica diariamente e em situações que se sinta ansioso (KNAPP, 2008).
Há ainda as técnicas imaginativas como imaginar-se numa situação confortável ou
visualização, que objetiva proporcionar ao paciente bem estar por meio da imaginação, com
pensamentos positivos. As visualizações ou as impressões sensoriais mentais conscientemente
criadas podem treinar o corpo, permitindo que ele relaxe e ignore o estresse (DAVIS, 1996).

4.3 A TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL NO TRATAMENTO DAS


CONSEQUÊNCIAS DA VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR
Como violência intrafamiliar compreende-se todos os tipos de violências cometidas no
âmbito familiar: violência física, sexual, psicológica, patrimonial e negligência. É importante
identificar as crenças específicas de cada indivíduo para compreender os bloqueios nos
atendimentos e acompanhamentos.
As pesquisas realizadas mostram que os prejuízos causados pelo uso da violência intrafamiliar
ao desenvolvimento físico, emocional e cognitivo das vítimas são inúmeros. No entanto, é
necessário ter o cuidado de não generalizá-los nem naturaliza-los, pois as conseqüências
apresentadas podem variar conforme a gravidade e o modo de experienciação da pessoa às situações
de violência.

A variação dessas conseqüências está diretamente relacionada ao apoio dispensado à vítima e


para ela disponibilizados após o incidente do ato violento. Tal circunstância não alivia a gravidade e
a complexidade do fenômeno da violência, mas revela que a rede de apoio social e afetiva pode
amenizar as conseqüências da violência para as vítimas.

Durante o processo terapêutico há revelação, exposição de sentimentos, explanação da


ambigüidade de sentimentos, típica das situações de violência intrafamiliar. Também são realizadas
reflexões sobre as marcas deixadas pela violência e a aceitação de sua história, o que permite a
aceitação da existência da situação de violência. Conforme NYNMAN (1998), as experiências
difíceis não podem ser totalmente esquecidas, mas devem ser transformadas e aceitas.

De acordo com Rangé (2001), a técnica mais pertinente e excelente de tratamento deve
encarregar-se de atender aos objetivos terapêuticos, e que seja bem executada, que obtenha
11
resultados que reduzam o sofrimento do paciente. A escolha da técnica deve acontecer após uma
avaliação sensata, pormenorizada e bem embasada.

De acordo com J. Beck (1997), as crenças centrais ou nucleares são desenvolvidas na


infância através das interações do indivíduo com outras pessoas significativas e da vivência de
muitas situações que fortaleçam essa idéia. As crenças centrais podem ser relacionadas ao próprio
indivíduo, às outras pessoas ou ao mundo. Geralmente, essas crenças são globais, excessivamente
generalizáveis e absolutistas. Beck et al. (1997) ressaltam ainda que as crenças centrais representam
os mecanismos desenvolvidos pelas pessoas para lidar com as situações cotidianas, ou seja, a
maneira como os indivíduos percebem a si mesmos, aos outros e ao mundo, e ao futuro, sendo esta
percepção chamada de tríade cognitiva.

Segundo Knapp e Beck (2008), o objetivo da TCC é corrigir as distorções do pensamento.


Para que as mudanças aconteçam, é preciso ir além da mudança dos erros cognitivos associados a
uma síndrome específica. Somente por meio da análise e correção das crenças mais arraigadas,
alterando-se a organização dessas crenças, é que a reestruturação cognitiva pode ser realizada. O
terapeuta juntamente com o paciente planeja uma estratégia. Geralmente, a estratégia é uma solução
objetiva e direta do problema, com uma avaliação do pensamento negativo relacionado ao
problema, para que a partir da compreensão, avaliação, haja uma mudança no comportamento.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

No decorrer da elaboração do artigo, por meio da consulta a artigos científicos e livros


técnicos, observou-se que a violência intrafamiliar causa inúmeras conseqüências em várias áreas
da vida do indivíduo, podendo levar ao desenvolvimento de transtornos mentais graves e até a
morte. As vítimas além de danos físicos, carregam consigo marcas muito profundas da violência,
traumas que poderão causar sofrimento durante a vida toda. Em muitos casos, tendo suas estruturas
emocionais completamente devastadas.

Dentre as consequências enfrentadas por crianças expostas à violência entre parceiros


íntimos pode estar o desenvolvimento de quadros de depressão, agressividade, isolamento, baixa
auto-estima e, de uma forma geral, problemas em seu desenvolvimento comportamental, social,
emocional, cognitivo e físico (BRANCALHONE et al., 2004). Também possuem um aumento no

12
risco de suicídio, ansiedade, abuso de substâncias, comportamentos inapropriados na escola e
problemas acadêmicos, dentre outros (ROTHMAN, MANDEL, & SILVERMAN, 2007).

Diante do exposto, concluiu-se que a violência intrafamiliar e doméstica ainda é um tema


pouco debatido em nossa sociedade, apesar das inúmeras iniciativas existentes. Trata-se de um
assunto polêmico e delicado, por envolver pessoas muito próximas das vítimas, sendo este um dos
principais motivos de ser um assunto muitas vezes escondido nos limites do lar, o que ocasiona
ignorância e desconhecimento da sociedade.

Compreende-se que a psicoterapia individual, por meio de técnicas cognitivo-


comportamentais têm se mostrado bastante eficiente no tratamento dos danos decorrentes da
violência. O tratamento psicoterápico pode proporcionar alívio dos sintomas e até mesmo a
remissão total. O paciente aprende estratégias de enfrentamento, resolução de problemas, tornando-
se mais assertivo, com comportamentos mais funcionais, tendo autoconhecimento de suas emoções
e por fim conquistando mais saúde e bem-estar. .

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6. REFERÊNCIAS

ABREU, C. N., & GUILHARD, H. J. (Orgs.). (2004). Terapia comportamental e cognitivo-


comportamental: práticas clínicas. São Paulo: Roca.
APAV- Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (2010). Manual Alcipe. Para o Atendimento de
Mulheres Vítimas de Violência. Lisboa: APAV.

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