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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Inteligência emocional é um conceito da psicologia que caracteriza o indivíduo que é capaz de


identificar seus sentimentos e suas emoções com mais facilidade.

Para que alguém seja bem-sucedido acadêmica e profissionalmente, faz-se necessária uma boa
dose de dedicação, esforço e disciplina — disso, a maioria das pessoas sabe. O que muitos
ignoram é o fato de que desenvolver inteligência emocional (IE) auxilia não só nesses
processos intelectuais, mas em todos os âmbitos da vida.

Saber como agir em momentos de dificuldade e melhorar os relacionamentos interpessoais


depende de como os pensamentos, os sentimentos e as atitudes são gerenciados.

Essa é uma habilidade que pode ser desenvolvida ao longo de nossa existência.

Contudo, para que a inteligência emocional seja desenvolvida, é preciso adquirir


conhecimentos específicos sobre si e os outros à sua volta.

Por isso, trouxemos para você algumas dicas de como desenvolver inteligência emocional para
alcançar o equilíbrio entre a razão e a emoção, mantendo as relações mais saudáveis e
crescendo como pessoa. Acompanhe!

O que é a inteligência emocional?


Como foi dito, “Inteligência emocional é um conceito da Psicologia que caracteriza o indivíduo
capaz de identificar seus sentimentos e suas emoções com mais facilidade.”

O termo foi difundido com mais ênfase pelo psicólogo norte-americano Daniel Goleman, autor
do livro homônimo.

É possível lidar com as pessoas e suas emoções, assim como compreender os próprios
sentimentos, por meio do desenvolvimento de habilidades.

Diferentemente do quociente de inteligência (QI), a inteligência emocional não trata de


conhecimentos de cunho intelectual, científico ou acadêmico, mas de saber reconhecer e lidar
com sentimentos e emoções, visando ao desenvolvimento pessoal e profissional.

A inteligência emocional é uma habilidade que pode ser desenvolvida

A inteligência emocional é uma habilidade que pode ser desenvolvida

Essa habilidade, quando bem trabalhada, favorece o bom relacionamento entre as pessoas,
permitindo um maior entendimento nas relações pessoais, e a melhor interação (e
comunicação) no trabalho. Portanto, há vantagens nos dois setores.

Além disso, a IE influencia, de forma positiva, a saúde física e mental. Ela previne transtornos
psicológicos, como ansiedade e depressão, bem como distúrbios psicossomáticos.
A ciência já comprovou que doenças cardíacas, câncer e diabetes, entre outras, têm relação
com sentimentos não trabalhados corretamente pelo paciente.

Outro exemplo é o herpes labial, cujo surgimento é comum em algumas pessoas que passam
por momentos de estresse.

Indivíduos que conseguem desenvolver inteligência emocional são cada vez mais valorizados.
Isso porque reconhecer suas próprias limitações e trabalhar para ser indulgente com as falhas
dos outros são capacidades acessíveis apenas àqueles que estão em permanente estado de
vigilância na busca pela excelência.

Dicas sobre como desenvolver a inteligência emocional

No trabalho, na escola, na faculdade, em casa ou em qualquer ambiente, é preciso lidar


frequentemente com as pessoas, suas culturas, suas formas de pensar, suas atitudes etc. Além
disso, precisamos gerenciar a nós mesmos e às cobranças internas ou externas.

A inteligência emocional pode ser desenvolvida em todas essas situações, ou seja, nas
diferentes áreas da nossa vida.

No entanto, para descobrir como fazer isso, é preciso tomar consciência de si e vigiar-se para
lidar com as adversidades da melhor maneira possível.

Abaixo, listamos algumas técnicas que podem ajudar a desenvolver a IE. Confere com a gente!

1. Observe e analise seu próprio comportamento

Para explorar seu próprio comportamento, é necessário avaliar-se duplamente: em alguns


momentos, a observação deve ocorrer quando as situações se colocarem diante de você,
independentemente de serem boas ou ruins.

Observe quais são as reações da mente e do corpo, além das sensações e dos pensamentos
que foram instigados.

Em um segundo momento, a análise deve ocorrer após a chegada dos sentimentos (sejam eles
positivos, sejam eles negativos). Pode-se tentar descobrir o que desencadeou tais reações
físicas e mentais.

A IE está na avaliação das atitudes e das sensações e no entendimento de como elas impactam
o cotidiano e as relações. Isso proporciona uma mudança quando há a percepção de que os
resultados foram negativos.

2. Domine suas emoções

Existem pessoas com o comportamento enérgico e outras que são mais tranquilas. Entretanto,
ninguém está livre de cometer atos precipitados, no calor do momento.

Agir sem pensar é natural do ser humano, pois, desde os tempos primórdios, isso serve como
forma de defesa, sendo que tal forma de reação está gravada em nosso subconsciente.
O cérebro humano precisa se adaptar à sua nova realidade evolutiva e reconhecer que
atitudes impetuosas podem gerar desconforto nas relações (ou pior: consequências difíceis de
serem contornadas).

A impulsividade não é uma boa aliada na maioria das situações.

Portanto, o ideal é dominar os impulsos e as emoções antes de tomar decisões ou dizer


alguma coisa. Tente recobrar a calma e a razão em vez de simplesmente deixar o instinto
atuar. Alguns exercícios podem ajudar nesse processo:

respiração;

meditação;

caminhada;

corrida;

pilates;

prática regular de atividades físicas no geral.

Manter o autocontrole é uma virtude que garante a contenção de excessos. Todavia, é


importante lembrar que o objetivo deve ser o equilíbrio: não a supressão das emoções, mas
sim o controle delas.

3. Aprenda a trabalhar as emoções negativas

Para que o bem-estar próprio seja garantido, é necessário manter as emoções que nos afligem
sob controle. Afinal, o fato de lidarmos com emoções negativas é um mal inevitável.

Quando elas nos acometem de forma intensa e permanecem em nosso interior por um longo
tempo, acabam com nossa estabilidade.

A Inteligência Emocional é uma ferramenta poderosa, que nos apresenta um ponto de vista
mais equilibrado sobre a vida, proporcionando uma autorregulação dos nossos sentimentos.
Não temos apenas bons momentos e bons sentimentos.

Quando as emoções negativas (raiva, medo, insegurança e tristeza, por exemplo) aparecem, é
preciso dominá-las e não permitir que elas nos controlem. Nesse ponto, se houver
dificuldades, a intervenção de um bom profissional da Psicologia pode ajudar.

4. Aumente a sua autoconfiança

Saber o que deseja, definir até onde se quer chegar e alcançar seus objetivos nem sempre são
etapas fáceis. Para tanto, é necessário reconhecer seus pontos fracos e fortes, trabalhando
para modificá-los ou aprimorá-los. E esse desafio só pode ser vencido por meio da
autoconfiança.
O cérebro humano é dotado de uma potencialidade enorme. A questão é que a maioria das
pessoas não tem consciência disso e desacredita de si mesma ao enfrentar obstáculos que
julga serem intransponíveis.

Por isso, acreditar no seu potencial e em suas habilidades fortalece a ideia de que você tem a
capacidade necessária para gerenciar os momentos de crise e superar as dificuldades.

Acreditar em si e ressaltar suas qualidades ou seus talentos são ações que funcionam como
combustíveis para alavancar carreiras e melhorar a qualidade de vida.

5. Aprenda a lidar com a pressão

O estilo de vida atual exige muito dos indivíduos. São várias as questões para lidar no dia a dia
que, não raro, pedem soluções rápidas. A pressão pode ser externa, vinda de chefes ou
pessoas a quem devemos prestar contas, ou interna, pois nós mesmos acabamos por nos
cobrar resultados.

Contudo, devemos aprender a priorizar o que é mais importante. Assim, não sucumbimos às
exigências ou deixamos que a ansiedade domine a situação.

Alguns mecanismos podem ser criados para gerenciar isso, como elaborar uma lista com os
afazeres, elencando os mais e os menos urgentes.

Cuidar da saúde, ter momentos de lazer e respeitar seus limites são ações que podem auxiliar
na aquisição de mais segurança (o que, consequentemente, facilitará no controle dos
sentimentos negativos gerados pela pressão).

Quanto mais a inteligência emocional for aprimorada, mais confortável e seguro o indivíduo se
sentirá para resolver seus problemas.

6. Não tenha medo de se expressar

Como já dissemos, não deixar a emoção dominar a situação não é o mesmo de não demonstrá-
la. Expor o que sente e expressar sua opinião é fundamental para que o equilíbrio seja
mantido.

Você certamente já interpretou de forma errada a ideia de algum colega e só conseguiu


compreendê-la depois de uma explicação, não é?

Situações como a descrita acima são normais, sendo que a melhor forma de evitar um conflito
é se expressando. A IE está na maneira como o pensamento é racionalizado — e o mesmo vale
para as emoções mais íntimas: é preciso falar sobre os sentimentos na relação e expressar o
carinho, o amor ou, até mesmo, a carência.

A fala é o caminho mais seguro para entender e trabalhar as impressões internas. Por meio do
diálogo, esclarecemos os pontos de vista e debatemos sobre questões complexas para que
possamos resolvê-las, não permitindo que fiquem obscuras caso não haja uma conversa
sincera e madura.
7. Desenvolva o sentimento de empatia

Há algo em comum entre os maiores líderes do mundo: a empatia. Geralmente, pessoas que
ocupam tais postos e são bem-sucedidas preocupam-se com suas equipes de forma genuína.

Elas sabem seus nomes, reconhecem suas histórias e são solidárias quando necessário.

Ter empatia ajuda no desenvolvimento da inteligência emocional

Ter empatia ajuda no desenvolvimento da inteligência emocional

Colocar-se no lugar do outro não é um ato praticado apenas por seres humanos — sequer é
privilégio dos adultos. Pesquisas realizadas com animais (cachorros, chimpanzés etc.) e com
crianças demostraram que eles também são dotados do sentimento de solidariedade.

Nada melhor para compreender o outro do que colocar-se na pele dele. Isso ajuda a pessoa a
entender suas atitudes e a ser mais tolerante e compreensiva.

Como resultado, haverá a constatação de que os indivíduos ao seu redor têm necessidades,
limitações e falhas, mas que também talentos e qualidades, assim como você. O respeito
mútuo surgirá naturalmente, como consequência desse exercício.

Segundo Goleman, o conhecimento de si mesmo alimenta a empatia. Isso porque, quanto mais
conscientes somos acerca de nossos próprios sentimentos, mais conseguimos entender a
emoção alheia.

8. Coloque em prática a resiliência

Situações difíceis podem surgir na vida de qualquer um. O que diferencia as pessoas é como
elas reagem a tais eventos. A resiliência está em receber os impactos da rotina e ter a
capacidade de absorvê-los, mantendo-se firme e focado, aprendendo com os próprios erros e
lidando, de maneira inteligente, com os fatos.

Ser resiliente envolve administrar os sentimentos mesmo quando o controle das situações está
fora do seu alcance.

Trata-se de saber reconhecer as emoções e o efeito que elas causam na sua mente e no seu
corpo. Assim, o indivíduo poderá canalizar seu potencial e aumentar seu desenvolvimento.

9. Formule uma “resposta” em vez de “reagir”

Outra teoria criada por Goleman é que nós, seres humanos, somo guiados por dois cérebros: o
emocional e o pensante. O cérebro emocional é o primeiro a ser afetado pelos
acontecimentos. Sendo assim, a pessoa que reage é aquela que se deixa levar
inconscientemente pelo seu lado emocional e impulsivo.

Estamos falando do mais puro efeito de ação e reação. Basta que alguma coisa aconteça para
que o indivíduo sem muita inteligência emocional deixe essa parte de seu cérebro reagir
instantaneamente.
Já o cérebro pensante é aquele responsável pelo ato de responder. Em vez de apenas agir por
instinto, quem se deixa levar pelo cérebro pensante analisa toda a situação ao seu redor e
decide qual é a melhor forma de se comportar naquele momento.

Não deixe seu corpo reagir no modo automático. Use seu cérebro pensante e seja mais
racional!

10. Conheça os seus limites

Seus limites serão descobertos à medida que você avançar no autoconhecimento, por isso é
tão importante conhecer-se cada dia mais.

Além de ter plena certeza de quais são os seus defeitos e as suas qualidades, é preciso
reconhecer que você tem, sim, alguns limites. Infelizmente, muitas pessoas enxergam as
limitações como incapacidades (e, por isso, aquele que reconhece e respeita seus limites é
visto erroneamente como fraco).

Partimos do ponto de que ter fraquezas não é motivo para sentir vergonha: todos temos
nossos pontos fracos e isso é mais do que normal.

Somos seres dotados de sentimentos e erramos muitas vezes, mas também estamos em
constante aprendizado. Antes de reconhecer seus limites, você precisa aceitar que não é
perfeito, mas sim uma pessoa como qualquer outra.

Em seguida, observe tudo em sua volta. Quantas vezes você concordou em fazer algo mesmo
sabendo que não podia ou não queria? Parte do fato de conhecer suas limitações está ligada à
ideia de dizer “não” sem sentir culpa e de aceitar que há coisas as quais você não é capaz de
fazer.

Lembre-se do mais importante: conhecer seus limites significa respeitar a si mesmo. O lado
bom de respeitar suas próprias limitações é poder proteger sua saúde emocional, deixando de
fazer aquilo que poderia causar algum mal ou trauma.

Quais são os benefícios do desenvolvimento pessoal por meio da IE?

O foco da inteligência emocional é desenvolver a habilidade de potencializar cada emoção e


redirecioná-la de modo que sejam alcançados resultados positivos nos diversos âmbitos da
vida.

A IE traz melhorias para os relacionamentos interpessoais e para as competências


profissionais, além de aumentar a qualidade de vida.

Essa é uma abordagem que deveria ser ensinada nas escolas, pois assim educaríamos pessoas
mais competentes, felizes e seguras. A consciência emocional melhora a realidade pessoal e
social. Vejamos alguns exemplos disso a seguir.

Uso do pensamento e do raciocínio

A IE aumenta a clareza da mente e facilita as tomadas de decisões, assim como o raciocínio. Ao


administrar as emoções, o sujeito “abre” espaço em seu pensamento para que as ideias fluam
de forma mais ordenada, possibilitando, assim, a resolução dos problemas de maneira mais
objetiva e menos impulsiva.

Compreensão das emoções

Compreender as próprias emoções é o primeiro passo para adquirir a IE. Só assim podemos
trabalhar do modo mais adequado com cada um dos nossos sentimentos.

É preciso estar no controle, pois apenas nós mesmos somos responsáveis por nossas emoções.
Entendendo-as, temos domínio sobre nossas respostas e decisões — atitude que resulta em
um estado de espírito mais otimista e sereno.

Controle das emoções próprias e alheias

Existe uma técnica para apaziguar ou evitar discussões que é muito difundida na Psicologia e
até no meio popular. Bem simples, ela consiste em diminuir o tom de voz sempre que o
interlocutor aumentar o dele.

Outro método é simplesmente calar-se diante de alguém visivelmente nervoso. Por mais que
essas técnicas possam parecer simples, é preciso muito controle emocional para colocá-las em
prática.

A IE permite a utilização de competências sociais, o que produz a habilidade de interação com


outras pessoas e a capacidade de gerir suas emoções. Esses fatores são os pilares que
sustentam a popularidade, a liderança e a eficácia interpessoal.

Autoconhecimento

Nada do que dissemos neste artigo pode ser realizado se não houver o autoconhecimento.
Para ter IE, é necessário entender o que se está sentindo: saber reconhecer suas capacidades
e, também, seus limites.

Autoconhecimento é fundamental para a inteligência emocional

Quando existe consciência das próprias habilidades e competências, a pessoa é capaz de traçar
metas e objetivos, transformando sonhos em realidade.

Conhecer sua essência é transformador e traz um entendimento maior das ferramentas que se
tem para realizar o que deseja. Desenvolver inteligência emocional é algo gradativo, pois esse
conceito é maleável e pode ser modificado ao longo da vida.

O cérebro pode ser treinado para ter comportamentos emocionalmente inteligentes e


transformá-los em hábitos. No entanto, é preciso fazer isso com cautela, pois sentir emoções
(e não neutralizá-las) é o que torna nossa existência mais rica.

A inteligência emocional tornou-se uma questão bastante discutida nos dias de hoje
justamente devido ao aumento absurdo do número de pacientes que sofrem com doenças
psicológicas como depressão, ansiedade e síndrome do pânico.
Tudo o que foi citado neste artigo tem o poder de fortalecer o lado emocional do ser humano
e, assim, torná-lo um pouco mais resistente às patologias citadas.

Reforçamos, então, que as práticas para desenvolver a inteligência emocional devem se tornar
hábitos para que os resultados apareçam.

Referência:

Goleman, Daniel. O cérebro e a inteligência emocional: novas perspectivas. Objetiva, 2012.

Goleman, Daniel, Richard Boyatzis, and Annie McKEE. “O poder da inteligência emocional.” Rio
de Janeiro: Campus (2002).

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