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Questões sobre "Vidas Secas"

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LINGUA PORTUGUESA III

QUESTÕES SOBRE O LIVRO VIDAS SECAS, de Graciliano Ramos

Aluno: ___________________________________________________________ Turma: _______

1. Com base na leitura de Vidas secas, de Graciliano Ramos, é INCORRETO afirmar que
essa obra
a) tem uma dimensão psicológica importante, embora retrate, com vigor, a realidade exterior.
b) tem uma linguagem rude e seca, refletindo, assim, o universo das personagens retratadas.
c) representa um mundo em que as forças sociais são secundárias, não determinando o destino das
personagens.
d) retrata a sujeição das personagens às condições impostas pelo meio natural em que vivem.

2. Sobre o romance Vidas Secas, escrito por Graciliano Ramos, analise as afirmativas que se
seguem.
I. A obra retrata a vida de miséria de uma família de retirantes sertanejos.
II. A obra pertence à segunda fase modernista, conhecida como regionalista.
III. Na obra, apontam-se dois espaços: o ambiente rural e o urbano.
IV. Na narrativa, fica clara a inadequação de Fabiano ao ambiente rural.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas
a) I e II. b) II e III. c) III e IV. d) I, II e III.

3. No romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, o vaqueiro Fabiano encontra-se com o


patrão para receber o salário. Eis parte da cena:
1
Não se conformou: devia haver engano. (...) Com certeza havia um erro no papel do branco. Não
se descobriu o erro, 2e Fabiano perdeu os estribos. 3Passar a vida inteira assim no
toco, 4entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e
nunca arranjar carta de alforria?
O patrão zangou-se, repeliu a insolência, achou bom que o vaqueiro fosse procurar serviço noutra
fazenda.
5
Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. Bem, bem. Não era preciso barulho não.
Graciliano Ramos. Vidas Secas. 91a ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.
No fragmento transcrito, o padrão formal da linguagem convive com marcas de
regionalismo e de coloquialismo no vocabulário. Pertence à variedade do padrão formal da
linguagem o seguinte trecho:
a) "Não se conformou: devia haver engano" (ref. 1).
b) "e Fabiano perdeu os estribos" (ref. 2).
c) "Passar a vida inteira assim no toco" (ref. 3).
d) "entregando o que era dele de mão beijada!" (ref. 4).
e) "Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou" (ref. 5).

4. Sobre a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, todas as alternativas estão corretas,
EXCETO:
a) O romance focaliza uma família de retirantes, que vive numa espécie de mudez introspectiva, em
precárias condições físicas e num degradante estado de condição humana.
b) O relato dos fatos e a análise psicológica dos personagens articulam-se com grande coesão ao
longo da obra, colocando o narrador como decifrador dos comportamentos animalescos dos
personagens.
c) O ambiente seco e retorcido da caatinga é como um personagem presente em todos os momentos,
agindo de forma contínua sobre os seres vivos.
d) A narrativa faz-se em capítulos curtos, quase totalmente independentes e sem ligação
cronológica e o narrador é incisivo, direto, coerente com a realidade que fixou.
e) O narrador preocupa-se exclusivamente com a tragédia natural (a seca) e a descrição do espaço
não é minuciosa; pelo contrário, revela o espírito de síntese do autor.

5. Observe o quadro de Portinari e leia o fragmento textual de Graciliano Ramos.

Estabelecendo-se uma relação entre os traços expressionistas da pintura de Cândido Portinari e o


estilo seco e exato de Graciliano Ramos, é correto afirmar que o efeito da seca sobre os grupos
humanos é apresentado com
a) exatidão realista em Portinari.
b) maior dramaticidade em Graciliano.
c) igual intensidade pelo pintor e pelo escritor.
d) objetividade e indiferença nos dois trabalhos.

6. Texto I
Agora Fabiano conseguia arranjar as ideias. O que o segurava era a família. Vivia preso como um
novilho amarrado ao mourão, suportando ferro quente. Se não fosse isso, um soldado amarelo não
lhe pisava o pé não. (...) Tinha aqueles cambões pendurados ao pescoço. Deveria continuar a
arrastá-los? Sinhá Vitória dormia mal na cama de varas. Os meninos eram uns brutos, como o pai.
Quando crescessem, guardariam as reses de um patrão invisível, seriam pisados, maltratados,
machucados por um soldado amarelo.
Graciliano Ramos. Vidas Secas. São Paulo: Martins. 23ª- ed., 1969, p. 75.
Texto II
Para Graciliano, o roceiro pobre é um outro, enigmático, impermeável. Não há solução fácil para
uma tentativa de incorporação dessa figura no campo da ficção. É lidando com o impasse, ao invés
de fáceis soluções, que Graciliano vai criar Vidas Secas, elaborando uma linguagem, uma estrutura
romanesca, uma constituição de narrador em que narrador e criaturas se tocam, mas não se
identificam. Em grande medida, o debate acontece porque, para a intelectualidade brasileira naquele
momento, o pobre, a despeito de aparecer idealizado em certos aspectos, ainda é visto como um ser
humano de segunda categoria, simples demais, incapaz de ter pensamentos demasiadamente
complexos. O que Vidas Secas faz é, com pretenso não envolvimento da voz que controla a
narrativa, dar conta de uma riqueza humana de que essas pessoas seriam plenamente capazes.
Luís Bueno. Guimarães, Clarice e antes. In: Teresa. São Paulo: USP, nº- 2, 2001, p.54.
No texto II, verifica-se que o autor utiliza
a) linguagem predominantemente formal, para problematizar, na composição de Vidas Secas, a
relação entre o escritor e o personagem popular.
b) linguagem inovadora, visto que, sem abandonar a linguagem formal, dirige-se diretamente ao
leitor.
c) linguagem coloquial, para narrar coerentemente uma história que apresenta o roceiro pobre de
forma pitoresca.
d) linguagem formal com recursos retóricos próprios do texto literário em prosa, para analisar
determinado momento da literatura brasileira.
e) linguagem regionalista, para transmitir informações sobre literatura, valendo-se de
coloquialismo, para facilitar o entendimento do texto.

7. Leia o fragmento abaixo transcrito da obra Vidas Secas e responda à questão a seguir.
Vivia longe dos homens, só se dava bem com animais. Os seus pés duros quebravam espinhos e não
sentiam a quentura da terra. Montado confundia-se com o cavalo, grudava-se a ele. E falava uma
linguagem cantada, monossilábica e gutural, que o companheiro entendia. A pé, não se aguentava
bem. Pendia para um lado, para o outro lado, cambaio, torto e feio. Às vezes, utilizava nas relações
com as pessoas a mesma língua com que se dirigia aos brutos – exclamações, onomatopéias. Na
verdade falava pouco. Admira as palavras compridas e difíceis da gente da cidade, tentava
reproduzir algumas em vão, mas sabia que elas eram inúteis e talvez perigosas. (Graciliano Ramos)
O texto, no seu conjunto, enfatiza:
a) A pobreza física do personagem.
b) A falta de escolaridade do personagem.
c) A miséria moral do personagem.
d) A identificação do personagem com o mundo animal.
e) Nenhuma das alternativas.

8. Tinham deixado os caminhos, cheios de espinho e seixos, fazia horas que pisavam a margem do
rio, a lama seca e rachada que escaldava os pés. [...]
[Sinhá Vitória] distraiu-se olhando os xiquexiques e os mandacarus que avultavam na campina. Um
mormaço levanta-se da terra queimada.
Estremeceu, lembrando-se da seca, o rosto moreno desbotou, os olhos pretos arregalaram-se...
(Graciliano Ramos)
O texto é um trecho da obra de Vidas Secas (1938), que sobre a qual é INCORRETO afirmar
que:
a) Apesar de as personagens da história viverem no sertão nordestino, boa parte da trama se passa
em São Paulo, que é o destino da maioria dos retirantes.
b) Focaliza uma família de retirantes que vive numa espécie de mudez introspectiva, em precárias
condições físicas e num estado degradante de condição humana.
c) O autor descreve a realidade a partir da visão amarga do sertanejo, associando a psicologia das
personagens com as condições naturais e sociais em que estão inseridas.
d) É um “romance desmontável”, tendo em vista sua composição descontínua, feita de episódios
relativamente independentes e sequências parcialmente truncadas.
e) Algumas das personagens são: Sinhá Vitória, Fabiano, Baleia e o Soldado Amarelo

9. “Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham
caminhado o dia inteiro, estavam cansados e faminhos. Ordinariamente andavam pouco, mas como
haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas
que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos da
catinga rala.”
Considere as afirmações abaixo a respeito do romance Vidas Secas:
I - O fragmento - parágrafo inicial do romance – apresenta o cenário da seca, que obriga uma
família pobre do sertão a vagar triste e resignadamente em busca de um lugar onde possa
sobreviver.
II - Como um típico Romance de 30, Vidas Secas aborda a estrutura econômica, social e histórica
do Brasil daquela década, fazendo com que aspectos documentais estejam presentes na tessitura
narrativa.
III - O mundo injusto e opressivo retratado em Vidas Secas é decorrente do latifúndio nordestino,
responsável pela desigualdade social.
Quais são corretas?
a) Apenas I c) Apenas I e III e) I, II e III
b) Apenas I e II d) Apenas II e III

10. Baleia queria dormir. Acordaria feliz num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de
Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio
enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes. (Graciliano
Ramos)
Sobre o texto acima, é correto afirmar que:
a) há marcas próprias do chamado discurso direto através do qual são reproduzidas as falas das
personagens.
b) o narrador é observador, pois conta a história de fora dela, na terceira pessoa, sem participar das
ações, como quem observou objetivamente os acontecimentos.
c) quem conta a história é uma das personagens, que tem uma relação íntima com as outras
personagens, e, por isso, a maneira de contar é fortemente marcada por características subjetivas,
emocionais.
d) evidencia-se um conflito entre a protagonista Baleia e o antagonista Fabiano, pois este impede
que a cadela possa caçar os preás.
e) o narrador é onisciente, isto é, geralmente ele narra a história na terceira pessoa, sabe tudo sobre
o enredo e sobre as personagens, inclusive sobre suas emoções, pensamentos mais íntimos, às
vezes, até dimensões inconscientes.

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