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CARTILHA FECOMÉRCIO — A SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA DO ICMS SOBRE OPERAÇÕES SUBSEQUENTES COM MERCADORIAS 1) CONCEITOS BÁSICOS

CARTILHA FECOMÉRCIO — A SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA DO ICMS SOBRE OPERAÇÕES SUBSEQUENTES COM MERCADORIAS

1) CONCEITOS BÁSICOS

1.1) Substituição Tributária do ICMS: regime tributário em que a responsabilidade pelo recolhimento do imposto, devido em relação às operações subsequentes, que, presumidamente, serão praticadas, é atribuída a outro contribuinte — em geral, o

remetente. Em outras palavras, a lei elege uma terceira pessoa para cumprimento da obrigação tributária, em lugar do contribuinte natural.

O regime tem sido intensificado pelos Estados, como instrumento de política tributária para recuperação de receita do ICMS, mediante melhoria do controle fiscal. Não deve, contudo, elevar a carga tributária, onerando a cadeia e o consumidor final;

Assim, a Substituição Tributária em Operações Subsequentes aplica-se quando o recolhimento do imposto devido pelo adquirente ou destinatário da mercadoria, nas sucessivas operações até o consumidor final, ficar sob a responsabilidade do alienante ou remetente da mercadoria. Diz-se, comumente, substituição tributária "para frente".

1.2) Contribuinte do Imposto (Substituído): é o sujeito passivo da obrigação principal, titular do dever de pagar o tributo, quando tenha relação pessoal e direta com a situação

que constitui o respectivo fato gerador — ou seja, é quem pratica o fato gerador do ICMS, a circulação jurídica e econômica de mercadorias. Exemplos: o atacadista, o distribuidor e o varejista.

1.3) Responsável Tributário (Substituto): é o sujeito passivo da obrigação principal quando, sem se revestir da condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei — o contribuinte eleito por lei para antecipar o recolhimento do imposto devido pelas operações subsequentes, até que a mercadoria chegue ao consumidor final. Exemplos: fabricante, importador e estabelecimento que receba mercadorias de fora do Estado sem a retenção e recolhimento do imposto.

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CARTILHA FECOMÉRCIO — A SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA DO ICMS SOBRE OPERAÇÕES SUBSEQUENTES COM MERCADORIAS 1) CONCEITOS BÁSICOS
1.4) Fiscalização: essa forma de tributação e arrecadação centraliza o recolhimento do imposto devido por terceiros

1.4) Fiscalização: essa forma de tributação e arrecadação centraliza o recolhimento do imposto devido por terceiros no contribuinte substituto, facilita a fiscalização e estimula a igualdade na tributação, impedindo a concorrência desleal entre contribuintes que recolhem e os que não recolhem regularmente seus tributos.

Com o ICMS/ST, as operações comerciais ganham agilidade e simplicidade na emissão de documentos fiscais e escrituração dos livros, além de atenuar distorções concorrenciais entre contribuintes do mesmo ramo de atividades.

Logo, a substituição tributária se configura em técnica de tributação mais eficiente, que possibilita racionalizar a fiscalização do cumprimento das obrigações tributárias pelos contribuintes, constituindo-se em uma importante ferramenta utilizada pelo Estado para ampliar sua base de arrecadação, mediante melhoria do controle fiscal, diminuindo a sonegação de impostos e, consequentemente, gerando receitas em benefício da sociedade.

2) RESPONSABILIDADE POR SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA

A responsabilidade por substituição tributária poderá ser atribuída em relação ao imposto incidente sobre uma ou mais operações/prestações, sejam antecedentes, concomitantes ou subsequentes (mais comum), inclusive em relação ao valor decorrente da diferença entre alíquota interna e interestadual, no caso de aquisição de mercadorias oriundas de outros Estados e destinadas a uso e consumo do contribuinte destinatário.

Vejamos o seguinte esquema, para facilitar a compreensão da sistemática em análise:

Produtor Importador (Substituto)
Produtor
Importador
(Substituto)

ICMS

(próprio

e ST)

Atacadista (substituído)
Atacadista
(substituído)

0%

(imposto

antecipado

anteriormente)

1.4) Fiscalização: essa forma de tributação e arrecadação centraliza o recolhimento do imposto devido por terceiros
1.4) Fiscalização: essa forma de tributação e arrecadação centraliza o recolhimento do imposto devido por terceiros
0% Varejista (imposto (substituído) antecipado anteriormente)
0%
Varejista
(imposto
(substituído)
antecipado
anteriormente)
Consumidor Final
Consumidor
Final

2.1) Operações Internas: Atribuição da Responsabilidade

Em geral, a responsabilidade por substituição tributária, nas operações internas, será atribuída aos seguintes contribuintes:

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1.4) Fiscalização: essa forma de tributação e arrecadação centraliza o recolhimento do imposto devido por terceiros
2.1.1) estabelecimento industrializador das mercadorias sujeitas ao regime ; 2.1.2) estabelecimento que recebeu as mercadorias oriundas

2.1.1) estabelecimento industrializador das mercadorias sujeitas ao regime;

2.1.2) estabelecimento que recebeu as mercadorias oriundas de outra unidade da Federação, salvo se tiverem sido recebidas com o recolhimento do ICMS/ST;

2.1.3) contribuinte gaúcho (inclusive varejista), destinatário de mercadoria sujeita à ST, em operação interna ou interestadual, quando a responsabilidade for atribuída ao alienante ou ao remetente e este não efetuar a retenção ou efetuar retenção a menor do imposto;

2.1.4) estabelecimento que importou as mercadorias do exterior;

2.1.5) estabelecimento que adquiriu mercadorias importadas do exterior, apreendidas ou abandonadas; e, ainda, ao

2.1.6) estabelecimento distribuidor das mercadorias, quando se tratar de produtos farmacêuticos relacionados no Apêndice II, Seção III, item VI.

2.2) Operações Interestaduais: Atribuição da Responsabilidade

2.2.1) Responsabilidade do Contribuinte Remetente: a responsabilidade por substituição tributária, nas operações interestaduais envolvendo Estados signatários de Protocolos ou Convênios, será, em regra, atribuída ao remetente, mesmo que o imposto já tenha sido retido anteriormente.

2.2.2) Necessidade de Protocolo ou Convênio. Observância da Legislação de Destino: o fornecedor remetente, na condição de sujeito passivo por substituição, seja ele industrial ou comercial, atacadista ou varejista, optante do Simples Nacional ou não, observará as normas da legislação da unidade da Federação de destino da mercadoria, devendo reter e recolher o ICMS, por substituição tributária, desde que esteja situado em Estado com o qual o Rio Grande do Sul tenha celebrado Protocolo ou Convênio para a instituição do regime de substituição tributária, por ocasião da saída da mercadoria.

Ademais, a responsabilidade do contribuinte remetente pelo imposto devido pelo contribuinte destinatário pode alcançar também as operações de entrada de mercadorias em operações interestaduais, destinadas a uso, consumo ou ativo permanente do

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2.1.1) estabelecimento industrializador das mercadorias sujeitas ao regime ; 2.1.2) estabelecimento que recebeu as mercadorias oriundas
destinatário, quando assim houver previsão nos respectivos Protocolos ou Convênios firmados entre os Estados envolvidos. 2.2.3)

destinatário, quando assim houver previsão nos respectivos Protocolos ou Convênios firmados entre os Estados envolvidos.

2.2.3) Decorrências Lógicas das Operações Interestaduais com Mercadorias Sujeitas à ST:

  • a) nas vendas para contribuintes localizados em Estados signatários de Protocolos ou

Convênios, de mercadorias recebidas anteriormente com ST, deverá ser recolhido o ICMS/ST, tendo-se direito à restituição do imposto pago ao RS, já que o fato gerador presumido não ocorreu no âmbito de nosso Estado;

  • b) nas compras ou vendas para contribuintes de Estados não signatários de Protocolos ou

Convênios, será destacado e recolhido apenas o “ICMS próprio”, calculado de acordo com a alíquota interestadual, conforme o Estado destinatário. O destinatário será o responsável pelo ICMS/ST na entrada das mercadorias, sujeitas ao regime no âmbito interno de seu Estado. Nesse caso, pode acordar o recolhimento, em seu nome, pelo fornecedor, a cada operação, para que a guia acompanhe o transporte e evite problemas nas barreiras fiscais;

  • c) poderá ser requerido Regime Especial para que o pagamento do ICMS/ST não precise

ser efetuado na fronteira do RS, mas sim, no dia 09 do mês subsequente ao da entrada da mercadoria no Estado, conforme possibilita o art. 53-E, Livro III - RICMS/RS.

  • d) nas vendas para consumidor final, não há em que se falar em ICMS/ST, mas somente

no “ICMS próprio”, que deverá ser calculado com base na alíquota interna.

3) HIPÓTESES DE INAPLICABILIDADE DO REGIME

A substituição tributária não será aplicada nas seguintes hipóteses:

3.1) Transferências para outro estabelecimento: não se aplica a ST nas transferências entre estabelecimentos da empresa fabricante ou importadora, exceto se o estabelecimento recebedor for varejista ou atacadista de empresa que não possua

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destinatário, quando assim houver previsão nos respectivos Protocolos ou Convênios firmados entre os Estados envolvidos. 2.2.3)
estabelecimento industrial no ramo de fumo no RS, nas operações com cigarros e outros produtos derivados

estabelecimento industrial no ramo de fumo no RS, nas operações com cigarros e outros produtos derivados do fumo; e

3.2) Destinatário sujeito passivo por substituição da mesma mercadoria: a ST não será aplicada às operações que destinem mercadorias a estabelecimento importador ou industrial, definido pela legislação tributária do RS como substituto tributário nas operações internas com as mercadorias remetidas.

Nesses casos, a substituição tributária caberá ao estabelecimento destinatário que promover a saída subseqüente da mercadoria para a) contribuinte deste Estado, quando se tratar de saída interna; ou b) estabelecimento de terceiros ou varejista da mesma empresa, quando se tratar de saída interestadual.

4) BASE DE CÁLCULO DO ICMS/ST

Em geral, a base de cálculo do ICMS, na sistemática da substituição tributária, em relação às operações subsequentes, levará em conta os seguintes elementos, de acordo com as determinações legais dispostas para cada tipo de mercadoria: (i) o preço de venda a consumidor constante de tabela estabelecida por órgão competente, acrescido do valor do frete; ou, em sua falta, (ii) o preço praticado pelo remetente, acrescido dos valores correspondentes a frete, seguro, impostos e outros encargos transferíveis ou cobrados do destinatário, adicionado da parcela resultante da aplicação sobre o referido montante do percentual de margem de valor agregado (MVA) estabelecido para cada mercadoria, de acordo com as disposições do RICMS/RS.

Assim, a base de cálculo do ICMS/ST deverá ser analisada caso a caso, tendo em vista que a legislação estadual (RICMS/RS) determina bases de cálculo diversas, de acordo com cada mercadoria sujeita a esse regime de tributação.

5) CÁLCULO DO ICMS/ST — EMPRESAS DA CATEGORIA GERAL E EMPRESAS DO SIMPLES NACIONAL

O ICMS/ST a ser retido e, recolhido, tanto para as empresas do Simples Nacional quanto para aquelas da categoria geral, será o valor resultante da diferença entre o imposto calculado mediante aplicação da alíquota estabelecida para as operações internas sobre a

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estabelecimento industrial no ramo de fumo no RS, nas operações com cigarros e outros produtos derivados
base de cálculo definida para a substituição e o devido pela operação própria do contribuinte remetente.

base de cálculo

definida para a substituição e o devido pela operação própria do

contribuinte remetente. Vejamos abaixo alguns exemplos de cálculos, considerando-se hipotéticos os dados:

Operação Interestadual com Contribuinte Localizado em Estado Signatário de Protocolo com o Rio Grande do Sul — Mercadoria Sujeita à Substituição Tributária

 

Exemplo: “Contribuinte de SP vende para Contribuinte do RS”

a) Valor da Operação

 

R$ 1.000,00

b)

Crédito

de

ICMS

(operação

própria

do

R$ 120,00 (1.000,00 * 12%)

fornecedor/remetente)

 

c) Base de Cálculo da ST (valor da operação + despesas cobradas do adquirente + MVA).

R$ 1.745,16

Obs.: MVA interestadual: 45,43%

 

{(1.000,00 + 200,00 * 1,4543)}

d) Cálculo

do

ICMS/ST

{(BC

ST

x

alíquota

{(1.745,16 x 17%) - 120}

interna) - ICMS próprio do fornecedor }

296,68 - 120,00 = R$ 176,68

e) Valor Total da NF do fornecedor/remetente

(a + d = 1.000,00 + 176,68)

(sujeito passivo por substituição)

R$ 1.176,68

 

Operação Interestadual com Contribuinte Localizado em Estado Não Signatário de Protocolo — Mercadoria Sujeita à Substituição Tributária Apenas no Âmbito Interno do RS

Exemplo: “Contribuinte de SC vende para Contribuinte do RS (apenas com ICMS próprio), sendo o ICMS/ST devido pelo Destinatário, em regra, na Entrada

do Território ”

a) Valor da Operação

R$ 1.000,00

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base de cálculo definida para a substituição e o devido pela operação própria do contribuinte remetente.
b) Crédito de ICMS (operação própria do R$ 120,00 (1.000,00 * 12%) fornecedor/remetente) c) Base de
  • b) Crédito

de

ICMS

(operação

própria

do

R$ 120,00 (1.000,00 * 12%)

fornecedor/remetente)

 
  • c) Base de Cálculo

da ST

(valor da operação + R$ 1.745, 16

despesas cobradas do adquirente + MVA).

 
 

{(1.000,00 + 200,00) * 1,4543}

Obs.: MVA interestadual: 45,43%

 
  • d) Cálculo

do

ICMS/ST

{(BC

ST

x

alíquota

{(1.745, 16 x 17% ) – 120,00}

interna) - ICMS próprio do fornecedor }

296,68 - 120,00 = R$ 176,68

  • e) Valor Total da NF do fornecedor/remetente

(a + d = 1.000,00 + 176,68)

(sujeito passivo por substituição)

 

R$ 1.176,68

 

Operação Interna com Mercadoria Sujeita à Substituição Tributária Exemplo: “Contribuinte do RS vende para Contribuinte do RS”

  • a) Valor da Operação

 

R$ 1.000,00

  • b) Crédito

de

ICMS

(operação

própria

do

R$ 170,00 (1.000,00 * 17%)

fornecedor/remetente

 
  • c) Base de Cálculo

da ST

(valor da operação +

R$ 1.646,04

despesas cobradas do adquirente + MVA).

 
 

{(1.000,00 + 200,00) * 1,3717}

Obs.: MVA interna: 37,17%

 
  • d) Cálculo

do

ICMS/ST

{(BC

ST

x

alíquota

{( 1.646,04 x 17% ) – 170,00}

interna) - ICMS próprio do fornecedor }

279,83 - 170,00 = R$ 109,83

  • e) Valor Total da NF do fornecedor/remetente

(a + d = 1.000,00 + 109,83)

(sujeito passivo por substituição)

 

R$ 1.109,83

 

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b) Crédito de ICMS (operação própria do R$ 120,00 (1.000,00 * 12%) fornecedor/remetente) c) Base de
6) OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS – EMISSÃO DE NOTA FISCAL 6.1) Contribuinte Substituto: O responsável pela retenção e

6) OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS – EMISSÃO DE NOTA FISCAL

6.1) Contribuinte Substituto:

O responsável pela retenção e recolhimento do ICMS/ST deverá indicar, nos campos próprios da nota fiscal emitida, além dos demais requisitos exigidos:

  • a) a base de cálculo do ICMS retido por substituição tributária. No caso do contribuinte

substituto optante pelo Simples Nacional, o documento fiscal deverá ser emitido na forma indicada pela legislação própria, inutilizando os campos relativos à base de cálculo e ICMS da operação própria e apondo-se as informações necessárias para demonstrar a apuração do ICMS/ST no campo "Base de Cálculo ICMS Substituição" e no campo "Valor ICMS substituição" respectivamente ou, em sua falta, no quadro “Informações Complementares” do documento fiscal (vide Resolução CGSN nº 10/07);

  • b) o valor do imposto retido;

  • c) o seu número de inscrição no Cadastro de Contribuintes do ICMS deste Estado (caso

seja inscrito, para fins de recolhimento em data determinada, substituindo a GNRE por operação), se situado em outra unidade da Federação.

6.2) Contribuinte Substituído:

O contribuinte substituído deverá indicar, nos campos próprios da nota fiscal emitida para acobertar a operação por ele promovida, sem destaque do imposto, além dos demais requisitos exigidos:

  • a) no campo "Informações Complementares" da nota fiscal, a declaração "Imposto retido

por substituição tributária - Convênio ou Protocolo nº

...

;

  • b) quando a operação for realizada entre contribuintes e a título de informação ao

destinatário, além dos requisitos acima, o valor que serviu de base para cálculo do

ICMS/ST e o valor do imposto que incidiu sobre a respectiva base de cálculo;

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6) OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS – EMISSÃO DE NOTA FISCAL 6.1) Contribuinte Substituto: O responsável pela retenção e
7) MERCADORIAS SUJEITAS AO REGIME DE ST NO RS A descrição detalhada das mercadorias sujeitas à

7) MERCADORIAS SUJEITAS AO REGIME DE ST NO RS

A descrição detalhada das mercadorias sujeitas à substituição tributária deve ser verificada no Apêndice II do RICMS/RS, que utiliza a nomenclatura e técnica e codificação regulamentada pela Tabela do IPI (TIPI, aprovada pelo decreto 6.006/06.

Segue abaixo a relação da maioria dos segmentos sujeitos à ST no RS:

  • - Bolos, Cucas 1 e Pães;

  • - Carne e Outros Produtos Comestíveis de Gado Vacum, Ovino e Bufalino;

  • - Piscinas de fibra de vidro;

  • - Arroz beneficiado;

  • - Bebidas (ex.: cerveja, chope, refrigerante, água mineral e outros);

  • - Cigarro e outros produtos do fumo;

  • - Cimento de qualquer espécie;

  • - Pneumáticos, Câmaras de Ar e Protetores de Borracha;

  • - Produtos Farmacêuticos;

  • - Telhas, cumeeiras e caixas d’água;

  • - Tintas, vernizes e outros produtos químicos;

  • - Veículos;

  • - Combustíveis e Lubrificantes;

  • - Discos fonográficos;

1 As “cucas” não constam mais expressamente dentre o rol de mercadorias sujeitas à ST em nosso Estado. Contudo, de acordo com a classificação da mercadoria, esse item poderá ser enquadrado em outros tipos de produtos.

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7) MERCADORIAS SUJEITAS AO REGIME DE ST NO RS A descrição detalhada das mercadorias sujeitas à
  • - Filmes e slides;

  • - Lâminas de barbear e isqueiros;

  • - Lâmpadas;

  • - Pilhas e baterias;

- Filmes e slides; - Lâminas de barbear e isqueiros; - Lâmpadas; - Pilhas e baterias;
  • - Sorvetes e preparados para a fabricação de sorvete em máquina;

  • - Energia elétrica não destinada à comercialização ou à industrialização;

  • - Aparelhos celulares;

  • - Rações tipo pet;

  • - Autopeças;

  • - Colchoaria;

  • - Cosméticos, perfumaria, artigos de higiene pessoal e toucador;

  • - Sucos de frutas e outras bebidas não alcoólicas;

  • - Bicicletas;

  • - Brinquedos;

  • - Ferramentas;

  • - Material de limpeza;

  • - Produtos Alimentícios (ex.; chocolates,

iogurte, manteiga, condimentos, barra de

cereais, chá e alguns tipos de bolos e pães, dentre outros);

  • - Materiais de Construção;

  • - Artefatos de uso doméstico;

  • - Materiais elétricos;

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- Filmes e slides; - Lâminas de barbear e isqueiros; - Lâmpadas; - Pilhas e baterias;
- Bebidas quentes (ex.: champagnes, vinhos, conhaques, licores e etc.) - Artigos de papelaria * -
  • - Bebidas quentes (ex.: champagnes, vinhos, conhaques, licores e etc.)

  • - Artigos de papelaria*

  • - Instrumentos Musicais*

  • - Produtos Eletrônicos, Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos*

* Produtos que estão previstos para entrar no regime da ST a partir de 01/11/09, de acordo com o Despacho CONFAZ 278/09 e notícias da SEFAZ/RS.

8) COBRANÇA DO ICMS/ST SOBRE MERCADORIAS EM ESTOQUE

Ao inserir mercadorias na sistemática da substituição tributária, o Estado determina que as empresas inventariem seus estoques para que haja o recolhimento do ICMS/ST sobre as vendas futuras desses produtos, de forma a equalizar o tratamento tributário de mercadorias antes recebidas sem ST, que passaram a ser enquadradas no regime.

Para tanto, o Governo do Estado concede prazos de carência e formas de parcelamento, geralmente negociados com os representantes de cada setor.

8.1) Cálculo do ICMS/ST sobre os Estoques: as regras para o cálculo do imposto sobre os estoques estão dispostas na Instrução Normativa DRP 74/2009, que varia de acordo com cada mercadoria e com o regime de tributação da empresa (Regime Geral ou Simples Nacional). Importante frisar que essa IN foi publicada em 31/08/2009, passando a produzir efeitos a partir de 01/09/2009.

8.1.1) Regra Geral:

Mercadorias que possuírem preços de pauta fixados: quando a legislação estadual estabelecer como base de cálculo do ICMS/ST, para determinada mercadoria, o preço final a consumidor fixado por órgão público competente ou o preço final a consumidor marcado ou, ainda, o valor fixado em Protocolo celebrado com outras unidades da Federação, a base de cálculo do ICMS/ST sobre os estoques será o resultado da multiplicação da quantidade de mercadorias em estoque pelo respectivo preço ou valor.

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- Bebidas quentes (ex.: champagnes, vinhos, conhaques, licores e etc.) - Artigos de papelaria * -

Exemplo 1:

Exemplo 1: a) Quantidade de mercadorias em estoque 500 b) Preço de pauta fixado R$ 20,00
a) Quantidade de mercadorias em estoque 500 b) Preço de pauta fixado R$ 20,00 c) Base
a)
Quantidade de mercadorias em estoque
500
b)
Preço de pauta fixado
R$ 20,00
c) Base de cálculo do ICMS/ST p/ estoques
R$ 10.000,00 (500 * 20)
∑∑∑∑ Mercadorias que possuírem MVA´s fixadas: na falta dos preços ou do valor referido
no item anterior, a base de cálculo do ICMS/ST sobre os estoques será o resultado da
multiplicação da quantidade da mercadoria em estoque pelo preço de aquisição mais
recente, acrescido de frete, seguro, impostos e de outros encargos transferíveis ou
cobrados do destinatário, adicionado da parcela resultante da aplicação sobre o referido
montante do percentual de MVA estabelecido para as operações internas com a
mercadoria.
Exemplo 2:
a)
Quantidade de mercadorias em estoque
500
b)
Preço de aquisição mais recente
R$ 20,00
c)
Frete,
seguro,
impostos
e
outros
encargos
transferíveis ao destinatário

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Exemplo 1: a) Quantidade de mercadorias em estoque 500 b) Preço de pauta fixado R$ 20,00
R$ 250,00 d) MVA interna 37,17% e) Base de cálculo do ICMS/ST p/ estoques (500 *
 

R$ 250,00

d) MVA interna

37,17%

 

e) Base de cálculo do ICMS/ST p/ estoques

(500 * 20) + 250 = 10.250,00 10.250,00 * 1,3717= 14.060,00

R$ 14.060,00

Observação Importante: também será considerada, nos cálculos acima expostos, a mercadoria cuja saída do estabelecimento remetente tenha ocorrido até o dia anterior ao da mudança do regime de tributação, sem a retenção ou recolhimento do imposto a título de substituição tributária, e o recebimento pelo destinatário tenha ocorrido após essa data. Ex.: A ST para determinado produto entrou em vigor em 01/09/09, e o estabelecimento recebeu uma mercadoria em 02/09/09, sendo que a mesma havia sido remetida em

29/08/09.

8.1.2) Empresas do Regime Geral: Em se tratando de estabelecimento inscrito no CGC/TE na Categoria Geral, o contribuinte deverá calcular o débito do imposto (ICMS/ST) sobre os estoques aplicando a alíquota interna sobre o valor do estoque apurado conforme as regras gerais acima expostas.

Exemplo 3:

* Quando houver preço de pauta fixado para a mercadoria (levando em conta os valores do Exemplo 1)

 

(R$ 10.000,00 * 17% 2 )

a) Valor do ICMS/ST sobre os estoques

R$ 1.700,00

 

2 Será utilizada a alíquota de 17% quando não houver alíquota interna específica para a mercadoria.

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R$ 250,00 d) MVA interna 37,17% e) Base de cálculo do ICMS/ST p/ estoques (500 *

Exemplo 4:

Exemplo 4: * Quando houver MVA interna fixada para a mercadoria (levando em conta os valores

* Quando houver MVA interna fixada para a mercadoria (levando em conta os valores do Exemplo 2)

 

(R$ 14.060,00 * 17%)

  • a) Valor do ICMS/ST sobre os estoques

 

R$ 2.390,20

8.1.3) Empresas do Simples Nacional: Em se tratando de estabelecimento optante pelo Simples Nacional, o contribuinte deverá calcular o débito do imposto (ICMS/ST) sobre os estoques aplicando a alíquota prevista para o estabelecimento no Anexo I da LC 123/2006 sobre o valor do estoque apurado conforme as regras gerais acima expostas.

Exemplo 5:

* Quando houver preço de pauta fixado para a mercadoria (levando em conta os valores do Exemplo 1)

 

(R$ 10.000,00 * 3,95 3 %)

  • a) Valor do ICMS/ST sobre os estoques

 

R$ 395,00

Exemplo 6:

* Quando houver MVA interna fixada para a mercadoria (levando em conta os valores do Exemplo 2)

 

(R$ 14.060,00 * 3,95%)

  • a) Valor do ICMS/ST sobre os estoques

R$ 555,37

3 Esse é a maior alíquota prevista para o ICMS no Anexo I da LC 123/2006, aplicável às empresas que possuem receita bruta anual de R$ 2.280.000,01 a 2.400.000,00.

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Exemplo 4: * Quando houver MVA interna fixada para a mercadoria (levando em conta os valores
Para o cálculo do ICMS/ST sobre os estoques, será levado em conta o enquadramento da empresa

Para o cálculo do ICMS/ST sobre os estoques, será levado em conta o enquadramento da empresa no primeiro dia do novo regime de tributação, ou seja, no dia em que entrar em vigor a substituição tributária para determinada mercadoria.

O contribuinte deverá observar a legislação específica relativa à mercadoria envolvida, de acordo, outrossim, com as características da operação efetivamente realizada, analisando o caso concreto para aplicação da correta tributação.

8.2) Histórico dos prazos concedidos para o pagamento do ICMS/ST sobre os estoques, bem como do valor mínimo de cada parcela, de acordo com as mercadorias inseridas na ST em nosso Estado:

- Piscinas de fibra de vidro – Decreto 44.684/2006;

Carência: 01 mês Número de parcelas: 03 Parcela Mínima: o Decreto não menciona este dado

- Arroz beneficiado – Decreto 45.533/08 ;

Carência: 01 mês – Categoria Geral; 01 mês e 15 dias – Simples Nacional

Número de parcelas: 06 – Categoria Geral; 06 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 100,00

-

Bebidas

(ex.:

cerveja,

chope,

refrigerante,

água

mineral

e

outros)

Decreto

42.902/2004;

 

Carência: 02 meses Número de parcelas: 03 Parcela Mínima: o Decreto não menciona este dado

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Para o cálculo do ICMS/ST sobre os estoques, será levado em conta o enquadramento da empresa
- Tintas, vernizes e outros produtos químicos – Decreto 46.087/08; Carência: 04 meses – Categoria Geral;
  • - Tintas, vernizes e outros produtos químicos – Decreto 46.087/08;

Carência: 04 meses – Categoria Geral; 04 meses e 15 dias – Simples Nacional

Número de parcelas: 06 – Categoria Geral; 06 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00

  • - Combustíveis e Lubrificantes – Decreto 45.228/2007;

Carência: 10 dias Parcelamento: o Decreto não menciona este dado Parcela Mínima: o Decreto não menciona este dado

  • - Aparelhos celulares - Decreto 45.302/07;

Carência: 01 mês – Categoria Geral; 01 mês e 21 dias – Simples Nacional

Número de parcelas: 04 – Categoria Geral; 06 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 500,00

  • - Rações tipo pet – Decreto 45.390/07; Carência: 02 mês – Categoria Geral; 02 meses e 15 dias – Simples Nacional Número de parcelas: 06 – Categoria Geral; 06 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00

__________________________________________________________________________________

- Tintas, vernizes e outros produtos químicos – Decreto 46.087/08; Carência: 04 meses – Categoria Geral;
- Autopeças – Decreto 45.603/08 ; Carência: 04 meses – Categoria Geral; 04 meses e 15
  • - Autopeças – Decreto 45.603/08 4 ; Carência: 04 meses – Categoria Geral; 04 meses e 15 dias – Simples Nacional Número de parcelas: 30 – Categoria Geral; 30 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00

  • - Colchoaria – Decreto 45.603/08;

Carência: 02 meses – Categoria Geral; 02 meses e 15 dias – Simples Nacional

Número de parcelas: 06 – Categoria Geral; 06 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00

  • - Cosméticos, perfumaria, artigos de higiene pessoal e toucador – Decreto 45.632/08;

Carência: 03 meses – Categoria Geral; 03 meses e 15 dias – Simples Nacional

Número de parcelas: 18 – Categoria Geral; 18 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00

  • - Sucos de frutas e outras bebidas não alcoólicas – Decreto 46.429/09 ;

Carência: 02 meses – Categoria Geral; 02 meses e 15 dias – Simples Nacional

Número de parcelas: 06 – Categoria Geral; 06 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00

4 Ver outras disposições específicas no Livro V do RICMS/RS.

__________________________________________________________________________________

- Autopeças – Decreto 45.603/08 ; Carência: 04 meses – Categoria Geral; 04 meses e 15
  • - Bicicletas – IN DRP 80/09;

- Bicicletas – IN DRP 80/09; Carência: 05 meses – Categoria Geral; 05 meses e 20

Carência: 05 meses – Categoria Geral; 05 meses e 20 dias – Simples Nacional

Número de parcelas: 12 – Categoria Geral; 12 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00

  • - Brinquedos – IN DRP 80/2009;

Carência: 05 meses – Categoria Geral; 05 meses e 20 dias – Simples Nacional

Número de parcelas: 18 – Categoria Geral; 18 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00

  • - Ferramentas – IN DRP 80/09;

Carência: 06 meses – Categoria Geral; 06 meses e 20 dias – Simples Nacional

Número de parcelas: 30 – Categoria Geral; 30 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00

  • - Material de limpeza – IN DRP 80/09;

Carência: 05 meses – Categoria Geral; 05 meses e 20 dias – Simples Nacional

Número de parcelas: 12 – Categoria Geral; 12 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00

  • - Produtos Alimentícios (ex.; chocolates, iogurte, manteiga, condimentos, barra de cereais, chá, dentre outros); IN DRP 80/09;

Carência: 05 meses – Categoria Geral; 05 meses e 20 dias – Simples Nacional

__________________________________________________________________________________

- Bicicletas – IN DRP 80/09; Carência: 05 meses – Categoria Geral; 05 meses e 20
Número de parcelas: 12 – Categoria Geral; 12 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00 -

Número de parcelas: 12 – Categoria Geral; 12 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00

  • - Materiais de Construção - IN DRP 80/09;

Carência: 06 meses – Categoria Geral; 06 meses e 20 dias – Simples Nacional

Número de parcelas: 30 – Categoria Geral; 30 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00

  • - Artefatos de uso doméstico – IN DRP 80/09;

Carência: 05 meses – Categoria Geral; 05 meses e 20 dias – Simples Nacional

Número de parcelas: 18 – Categoria Geral; 18 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00

  • - Materiais elétricos - IN DRP 80/09;

Carência: 06 meses – Categoria Geral; 06 meses e 20 dias – Simples Nacional

Número de parcelas: 30 – Categoria Geral; 30 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00

  • - Bebidas quentes (ex.: champagnes, vinhos, conhaques, licores e etc.) - IN DRP 80/09;

Carência: 05 meses – Categoria Geral; 05 meses e 20 dias – Simples Nacional

Número de parcelas: 12 – Categoria Geral; 12 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00

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Número de parcelas: 12 – Categoria Geral; 12 – Simples Nacional Parcela Mínima: R$ 300,00 -
  • - Discos fonográficos – Decreto 39.647/99;

- Discos fonográficos – Decreto 39.647/99; Carência: 02 meses Número de parcelas: 08 Parcela Mínima: o

Carência: 02 meses Número de parcelas: 08 Parcela Mínima: o Decreto não menciona este dado

  • - Discos fonográficos – Decreto 39.647/99 5 ; Carência: 02 meses Número de parcelas: 08 Parcela Mínima: o Decreto não menciona este dado

  • - Filmes e slides - Decreto 39.647/99;

Carência: 02 meses Número de parcelas: 08 Parcela Mínima: o Decreto não menciona este dado

  • - Lâminas de barbear e isqueiros - Decreto 39.647/99;

Carência: 02 meses Número de parcelas: 08 Parcela Mínima: o Decreto não menciona este dado

5 Ver também o Decreto 44.656/06.

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- Discos fonográficos – Decreto 39.647/99; Carência: 02 meses Número de parcelas: 08 Parcela Mínima: o
  • - Lâmpadas - Decreto 39.647/99;

- Lâmpadas - Decreto 39.647/99; Carência: 02 meses Número de parcelas: 08 Parcela Mínima: o Decreto

Carência: 02 meses Número de parcelas: 08 Parcela Mínima: o Decreto não menciona este dado

  • - Pilhas e baterias - Decreto 39.647/99;

Carência: 02 meses Número de parcelas: 08 Parcela Mínima: o Decreto não menciona este dado

  • - Sorvetes e preparados para a fabricação de sorvete em máquina - Decreto 39.647/99;

Carência: 02 meses Número de parcelas: 08 Parcela Mínima: o Decreto não menciona este dado

  • - Artigos de papelaria, Instrumentos Musicais e Produtos Eletrônicos, Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos

Carência: 06 meses Número de parcelas: 18 Parcela Mínima: R$ 300,00

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- Lâmpadas - Decreto 39.647/99; Carência: 02 meses Número de parcelas: 08 Parcela Mínima: o Decreto

- Regras Gerais dispostas na IN DRP 74/09;

- Regras Gerais dispostas na IN DRP 74/09; Carência: Categoria Geral = último dia do mês

Carência: Categoria Geral = último dia do mês subsequente ao do início da vigência do

novo regime de tributação; Simples Nacional = dia 20 do segundo mês subsequente ao do

início da vigência do novo regime de tributação

Número de parcelas: 06 – Categoria Geral; 06 – Simples Nacional

Parcela Mínima: R$ 300,00

9) FUNDAMENTOS LEGAIS

Constituição Federal, art. 150, § 7º;

Lei Complementar nº 87/96 (Lei Kandir), arts. 6º a 10;

Código Tributário Nacional (CTN), art. 121 e 128;

Lei Estadual nº 8.820/89, arts. 29 a 37;

Convênio ICMS nº 81/93 (estabelece normas gerais a serem aplicadas a regimes de

substituição tributária, instituídos por Convênios ou Protocolos firmados entre os

Estados e o Distrito Federal);

Protocolos ICMS, referentes à substituição tributária;

Instrução Regulamento Normativa do ICMS/RS DRP nº 45/98 (Decreto Título nº 37.699/97) I, Capítulo – Livro IX. III;

10)

PERGUNTAS

FREQUENTES

SOBRE

A

SUBSTITUIÇÃO

TRIBUTÁRIA

DO

ICMS

Abaixo, constam algumas perguntas e respostas contidas no site da SEFAZ/RS, bem

como outras questões importantes sobre o tema.

1) A substituição tributária onera a cadeia de comercialização das mercadorias e

serviços?

Resposta - Não. O regime de substituição tributária tende à neutralidade em relação à

sistemática normal de tributação, no sentido de que ele não aumenta nem diminui a

carga tributária correspondente, afetando apenas a sujeição passiva das operações que

alcança, retirando-a daquele(s) que efetivamente a(s) promove(m), para imputá-la ao

contribuinte substituto. Com efeito, a base de cálculo da substituição tributária, por ser

__________________________________________________________________________________

- Regras Gerais dispostas na IN DRP 74/09; Carência: Categoria Geral = último dia do mês
uma aproximação mais ou menos exata do preço pago pelo consumidor final pelas mercadorias e serviços

uma aproximação mais ou menos exata do preço pago pelo consumidor final pelas

mercadorias e serviços por ele demandados, seu valor consequentemente emula os

ganhos diferenciais agregados e apropriados pelos comerciantes/contribuintes

intermediários ao longo da cadeia de comercialização, a contar da etapa/operação em

que ocorre a substituição tributária, de tal modo que a carga tributária daí resultante seja

aproximadamente igual a que seria acumulada ao longo daquela.

2) Em que circunstâncias a Receita Estadual implementa a substituição tributária

progressiva (conhecida como ST “para a frente”)?

Resposta - Nos casos em que o foco da fiscalização sobre certas e determinadas

mercadorias e serviços, ou sobre tipos particulares de operação industrial e comercial, se

mostra mais problemático e custoso, ou mais urgente e oportuno que o usual, como seja

nas operações com bens de consumo que apresentam reduzido valor unitário, porém

demanda massiva e inelástica, sendo comercializados em um mercado pulverizado por

uma ampla e territorialmente disseminada coletividade de contribuintes, e nas operações

em que se verifica um forte incentivo à evasão devido aos altos valores envolvidos, que

aumentam a perspectiva de “ganhos” e diluem a percepção dos riscos, envolvendo bens

de consumo de grande valor unitário, produção concentrada de caráter monopolista ou

cartelizado, e mercado restrito.

3) Quais são os efeitos da substituição tributária progressiva sobre a arrecadação?

Resposta - Em consequência da aplicação do regime de substituição tributária

progressiva, ocorre uma antecipação da receita do ICMS relativa a fatos geradores

presumidos (futuros), a serem promovidos pelos contribuintes que estão situados “à

frente” na cadeia de circulação das mercadorias e serviços, mediante concentração da

arrecadação no substituto tributário (industrial, importador), relativamente às operações

subsequentes, a contar da sua própria.

__________________________________________________________________________________

uma aproximação mais ou menos exata do preço pago pelo consumidor final pelas mercadorias e serviços

4) Há vantagem também para os contribuintes?

4) Há vantagem também para os contribuintes? Resposta - Sim, sem dúvida a substituição tributária é

Resposta - Sim, sem dúvida a substituição tributária é vantajosa para a generalidade dos

contribuintes, na medida em que estimula a igualdade na tributação, impedindo a

concorrência desleal imposta por aqueles contribuintes que descumprem

sistematicamente seus deveres tributários. Além disso, é prática usual a aplicação de uma

leve “depreciação” ou “desconto” da base de cálculo utilizada no regime, em decorrência

de redutores que são aplicados sobre os próprios levantamentos estatísticos, índices e

médias em que se baseiam as estimativas das respectivas margens de valor agregado

praticadas na cadeia circulatória das mercadorias e serviços alcançados pelo regime,

justamente visando à absorção de eventuais desvios de estimativa, fato este que se traduz

em redução algo significativa da pressão tributária sobre tais mercadorias e serviços.

Deve ser mencionado o ganho discreto, mas real, que o regime proporciona aos

contribuintes substituídos, por conta de certa simplificação na sistemática de escrituração

das operações por ele abrangidas, aspecto que se torna bastante relevante no caso dos

produtores primários, cuja grande maioria está dispensada de manter quaisquer livros

fiscais do ICMS graças à substituição tributária regressiva.

5) Como a Receita Estadual elege as mercadorias e serviços que serão alcançadas pela

substituição tributária?

Resposta - Paralelamente ao acompanhamento da arrecadação das diferentes espécies de

mercadorias e serviços, são efetuados estudos e análises de conjuntura, a cargo de grupos

técnicos permanentes, locais e nacionais, estes últimos constituídos por representantes de

todos os Estados, do que resulta a acumulação de informações sobre perfis e tendências

mercadológicas de certas e determinadas operações de circulação de mercadorias e

prestação de serviços, com ênfase nas suas principais características do ponto de vista do

fenômeno tributário, como a formação dos preços, a distribuição das margens de valor

agregado pelas diferentes etapas/operações em que se desdobra a cadeia circulatória, os

graus de monopolização e de cartelização do mercado em que se inserem, o nível de

incidência da elisão e da evasão tributárias, etc., fatores estes que orientam o

administrador tributário da Receita Estadual quanto à conveniência e à necessidade da

adoção do regime de substituição tributária. Decidida a sua implementação, passa-se à

fase de modelagem da base normativa, que fornece a hipótese de incidência (fato gerador

hipotético) a partir do dispositivo descritor do tipo tributário, além dos dispositivos que

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4) Há vantagem também para os contribuintes? Resposta - Sim, sem dúvida a substituição tributária é
especificam e detalham os meios para a satisfação da obrigação (o quê, o quem, o como,

especificam e detalham os meios para a satisfação da obrigação (o quê, o quem, o como, o

quando, etc.).

6) Qual o âmbito de aplicação da substituição tributária?

Resposta - A substituição tributária alcança as operações internas e interestaduais

promovidas com determinadas mercadorias e serviços, na forma como dispõem os

Convênios e Protocolos celebrados entre os Estados. O regime também é aplicável,

mesmo na ausência de convênio ou protocolo, em relação a operações que ocorram no

âmbito interno de cada Estado, condicionada a sua efetiva adoção à existência de

dispositivos específicos na legislação estadual designando mercadorias e serviços que a

ele podem ser sujeitados.

7) Qual é o significado da expressão "ST interna"?

Resposta - Embora não seja empregada nos textos normativos, a expressão "ST interna" é

extensamente utilizada quando se aborda a substituição tributária progressiva,

designando duas situações distintas em que se aplica o respectivo regime em operações

internas, ou seja, em operações realizadas no âmbito intra-estadual, entre contribuintes

aqui situados (com estabelecimentos inscritos ou não-inscritos, localizados no território

gaúcho): a) com mercadorias listadas na Seção III, do Apêndice II, do RICMS, ou seja,

com produtos mencionados em acordos celebrados com outros Estados, como, por

exemplo, pneumáticos, produtos farmacêuticos, tintas, etc.; e b) com mercadorias e

serviços não-previstos em Convênio ou Protocolo, como pães, bolos, cucas e piscinas de

fibra de vidro (lista completa na Seção II, do Apêndice II, do RICMS).

8) Qual é o significado da expressão “ST interestadual”?

Resposta - A expressão “ST interestadual” designa as operações com substituição

tributária que impliquem no ingresso no território gaúcho de mercadorias provenientes

de outras unidades da Federação listadas na Seção III, do Apêndice II, do RICMS, ou seja,

produtos mencionados em acordos celebrados com outros Estados.

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especificam e detalham os meios para a satisfação da obrigação (o quê, o quem, o como,
9) O contribuinte, enquadrado como ME ou EPP, optante pelo Simples Nacional, estabelecido fora do Estado

9) O contribuinte, enquadrado como ME ou EPP, optante pelo Simples Nacional,

estabelecido fora do Estado do RS, deverá observar as regras relativas à ST?

Resposta - Sim, uma vez que a substituição tributária relaciona-se à operação com

determinadas mercadorias e não ao regime de recolhimento do contribuinte. É

importante frisar que o Simples Nacional não abarca o imposto devido a título de

substituição tributária, hipótese em que será observada a legislação aplicável ás demais

pessoas jurídicas, conforme disposto no art. 13, § 1º, inciso XIII, alínea "a" da Lei

Complementar nº 123/06.

10) Como o contribuinte gaúcho deverá proceder ao adquirir mercadoria de outro

Estado, sujeita à ST apenas âmbito interno do RS?

Resposta - O contribuinte gaúcho, inclusive o varejista, quando for destinatário de

mercadoria oriunda de outro Estado, porém, sujeita à ST apenas no RS, por falta de

acordo (Convênio ou Protocolo) firmado entre os Estados, será responsável pela

apuração e pelo recolhimento do imposto devido ao RS, situação em que o prazo de

recolhimento se dará até o momento da entrada da mercadoria no território 6 , uma vez

que, nesse caso, a responsabilidade não foi atribuída ao alienante ou ao remetente.

11) Como deverá ser efetuado o cálculo do ICMS/ST, quando houver benefício para a

operação subsequente, como redução da base de cálculo?

Resposta - Após a composição da base de cálculo da ST, aplica-se o benefício da redução,

devendo-se observar em cada caso, as condições para fruição do benefício, como a

proporcionalidade do crédito da operação própria.

6 Podendo ser concedido Regime Especial para que o pagamento seja efetuado em momento posterior, conforme mencionado no item 2.2.3 desta cartilha.

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9) O contribuinte, enquadrado como ME ou EPP, optante pelo Simples Nacional, estabelecido fora do Estado
12) Como é realizado o cálculo do ICMS/ST para as empresas do Simples Nacional? Resposta -

12) Como é realizado o cálculo do ICMS/ST para as empresas do Simples Nacional?

Resposta - Nas operações com mercadorias sujeitas à ST, o substituto tributário optante

pelo regime deverá recolher, à parte do Simples Nacional, o ICMS devido por

substituição. O ICMS próprio, por sua vez, deverá ser recolhido dentro do Simples

Nacional. O valor do ICMS devido por substituição tributária corresponderá à diferença

entre:

I – o valor resultante da aplicação da alíquota interna do RS sobre o preço máximo de

venda a varejo fixado pela autoridade competente ou sugerido pelo fabricante, ou sobre

o preço a consumidor usualmente praticado; e

II - o valor resultante da aplicação da alíquota interna ou interestadual sobre o valor da

operação ou prestação própria do substituto tributário. (Resolução CGSN 51/2008)

13)

Será

cobrado

o

“Diferencial

de

substituição tributária?

Alíquotas

do

ICMS”

dentro

do

regime

de

Resposta – No RS, quando uma mercadoria é inserida no regime da ST, não há mais que

se falar no pagamento do diferencial de alíquotas, tendo em vista que o RICMS/RS

dispõe que as mercadorias sujeitas à ST não estão incluídas no rol dos produtos

submetidos ao recolhimento antecipado do ICMS. Vejamos:

RICMS/RS - Livro I, art. 46, § 4º

§ 4º - Na hipótese de estabelecimento que comercialize mercadorias

receber de outra unidade da Federação mercadoria classificada nos

Capítulos 01 a 97 da NBM/SH-NCM, exceto as relacionadas no Apêndice II,

Seções II e III (referem-se, respectivamente, à ST interna e interestadual),

parte do imposto relativo à operação subseqüente, calculada na forma

das notas 02 ou 03, é devida no momento da entrada da mercadoria no

território deste Estado, devendo ser paga: ( )” ...

Outra questão diz respeito ao diferencial de alíquotas, na ST interestadual, na hipótese

em que uma empresa adquire mercadorias para uso e consumo. Nesse caso, a

responsabilidade pelo

pagamento

do

imposto

poderá

ser

atribuída

ao

substituto

__________________________________________________________________________________

12) Como é realizado o cálculo do ICMS/ST para as empresas do Simples Nacional? Resposta -
tributário, a exemplo dos últimos protocolos celebrados entre o RS, SP e MG (claúsula primeira, §

tributário, a exemplo dos últimos protocolos celebrados entre o RS, SP e MG (claúsula

primeira, § único dos protocolos), nos moldes da LC 87/96:

“Art. 6 o Lei estadual poderá atribuir a contribuinte do imposto ou a

depositário a qualquer título a responsabilidade pelo seu pagamento,

hipótese em que assumirá a condição de substituto tributário.

§ 1º A responsabilidade poderá ser atribuída em relação ao imposto

incidente sobre uma ou mais operações ou prestações, sejam

antecedentes, concomitantes ou subsequentes, inclusive ao valor

decorrente da diferença entre alíquotas interna e interestadual nas operações e

prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro

Estado, que seja contribuinte do imposto.”

14) O que se expressa com a sigla MVA?

Resposta - A MVA ou Margem de Valor Agregado é um percentual utilizado no regime

de substituição tributária para exprimir a evolução/majoração dos preços das

mercadorias e serviços à medida que percorrem as diversas etapas/operações usuais de

circulação no mercado, contando da etapa/operação em que se dá a transferência de

responsabilidade, representando uma projeção elaborada pela Receita Estadual a respeito

do comportamento do mercado no que se refere à composição dos lucros brutos

agregados pelos diversos partícipes da cadeia de comercialização, de tal modo que,

dados o preço praticado pelo substituto e a MVA, é possível estimar com muito boa

precisão o preço final a consumidor que alcançará aquela mercadoria ou serviço. Ainda,

nas operações interestaduais há a estipulação de uma “MVA ajustada”, que tem por

objetivo equalizar as operações entre os Estados com o objetivo de elidir a “guerra fiscal”

entre os Estados, eis que não há o recolhimento do diferencial de alíquotas na sistemática

da ST.

15) Como será o destaque do ICMS/ST nas Notas Fiscais?

Resposta – A empresa optante pelo Simples Nacional, na condição de substituta

tributária, deverá indicar (e não destacar) na Nota Fiscal a base de cálculo e o imposto

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tributário, a exemplo dos últimos protocolos celebrados entre o RS, SP e MG (claúsula primeira, §
retido a título de substituição tributária (no campo “Informações Complementares”), com base no art. 2º, §

retido a título de substituição tributária (no campo “Informações Complementares”),

com base no art. 2º, § 4º da Resolução CGSN nº 10/07:

“Art. 2º As ME e as EPP optantes pelo Simples Nacional utilizarão,

conforme as operações e prestações que realizarem, os documentos fiscais,

inclusive os emitidos por meio eletrônico, autorizados pelos entes federativos

onde possuírem estabelecimento.

( ) ...

§ 4º Quando a ME ou a EPP revestir-se da condição de responsável,

inclusive de substituto tributário, fará a indicação alusiva à base de cálculo e

ao imposto retido no campo próprio ou, em sua falta, no corpo do documento

fiscal utilizado na operação ou prestação.”

No caso das empresas enquadradas na Categoria Geral, nas operações com

mercadorias sujeitas à ST, poderá ser emitida uma única Nota Fiscal para documentar

operações sujeitas e não-sujeitas ao regime de ST, devendo o substituto tributário

indicar, separadamente, no campo "Informações Complementares", a base de cálculo e

o respectivo débito fiscal próprio, relativos a cada regime de tributação.

A Nota Fiscal emitida pelo substituto tributário deverá conter, no campo

"INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES", o valor unitário de venda no varejo já

tributado, discriminado por espécie de mercadoria perfeitamente identificada.

O contribuinte substituído, por sua vez, na operação que realizar com mercadoria

recebida com o imposto já retido, emitirá Nota Fiscal, sem destaque do imposto,

contendo, no campo "INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES":

a) a declaração "Imposto retido por substituição tributária - Convênio ou Protocolo nº

.....

"; e

b) nas saídas das quais decorrerem entrada de mercadoria com direito a crédito ao

destinatário, o valor unitário de venda no varejo já tributado, discriminado por espécie

de mercadoria perfeitamente identificada, constante na Nota Fiscal de aquisição,

devendo este preço ser adotado de acordo com a ordem de entrada das mercadorias no

estabelecimento do contribuinte substituído.

__________________________________________________________________________________

retido a título de substituição tributária (no campo “Informações Complementares”), com base no art. 2º, §