1. Identificação: Da sociedade agrária para a urbano-industrial / Capítulo 7 / Unidade II 2. Resumo por tópico 2.1. A Industrialização retardatária 2.1.1.

A primeira Revolução Industrial no Brasil  O período que compreende o século XVIII e o início do século XIX é caracterizado pela economia brasileira como atividade complementar à metrópole, com a presença de barreiras ao seu desenvolvimento industrial.  Medidas de protecionismo alfandegário, como a isenção dos direitos aduaneiros às matérias-primas necessárias às fábricas nacionais em 1786, impulsionaram um desenvolvimento industrial bastante modesto até por volta de 1850, em vista da concorrência dos produtos ingleses e dos obstáculos colocados pelos proprietários rurais.  Visando primeiramente suprir dificuldades financeiras do Tesouro Público e não um desenvolvimento industrial, decretaram-se medidas como a Lei Alves Branco (taxava as importações entre 20% ou 60%, dependendo da existência de um similar nacional para o produto), os incentivos tributários à indústria têxtil em 1846, e a isenção do pagamento de taxas alfandegárias sobre as matérias primas necessárias às indústrias nacionais.  O fraco desempenho industrial brasileiro justificava-se pelas relações escravagistas de trabalho responsáveis por um pequeno mercado interno; por um Estado alheio à industrialização e dominado por uma aristocracia agroexportadora; o objetivo de expandir a produção de café, riqueza das elites brasileiras; e as forças produtivas pouco desenvolvidas, compostas pelos meios de produção e força de trabalho.  O Brasil chega ao início do século XX como um exportador de produtos primários, e não como um país em processo de industrialização. Aliado à chegada de contingentes mais numerosos de imigrantes, o processo de transformação da mão-de-obra escrava em assalariada consolidar-se-ia a partir de 1988, propiciando o aumento do mercado interno de consumo que promoveria um maior crescimento industrial no final do século.  As bases financeiras dos trinta primeiros anos do século XX tem origem no café, responsável também pela criação da infraestrutura de transporte (destaque ao ferroviário no Rio de Janeiro e São Paulo), essencial à industrialização através da expansão urbana e do setor de serviços. Ocorrei um aumento expressivo no contingente operário.  O Brasil tornou-se vítima dos países “centrais” do sistema capitalista devido à sua industrialização tardia (cerca de 100 anos após a industrialização inglesa), o que se reflete no atraso econômico, político e social em nossa sociedade.  Os setores da indústria entre 1880 e 1930 concentram-se nos bens de consumos não-duráveis ou indústria leve. Tais setores exigiam pouco investimento de

enquanto o Brasil ainda dava os primeiros passos para entrar na Primeira. não havia uma legislação trabalhista que regulamentasse as relações de trabalho.1 Período de 1930 a 1955  Período marcado por uma ainda incipiente inserção do Brasil em sua Segunda Revolução Industrial. A concentração espacial do crescimento industrial até 1930 beneficiou a região Sudeste. Tendo sua hegemonia comercial e financeira dominada pela Inglaterra. (1956-1980) – implantação da indústria de bens de consumo duráveis. além do incentivo à pesquisa científica e tecnológica e da formação de mão-de-obra especializada. d as quais se originaram os sindicatos de trabalhadores no Brasil. e cada empresário determinava as regras em sua empresa. Até então. o que perduraria por muitas décadas. os EUA e a França na primeira metade do século XIX. imprescindível ao desenvolvimento econômico de um país. iniciavam sua Segunda Revolução Industrial. Criaram-se vilas e bairros operários que separavam nitidamente patrões e empregados. Esse novo desenvolvimento industrial e urbano determinou duas novas classes sociais no país: a burguesia industrial e o operariado. Em 1930. .2 A Segunda Revolução Industrial no Brasil  Inglaterra. infraestrutura adequada em uma rede bancária e comercial e numa rede ferroviária eficiente.2.1.  A inserção do Brasil na Segunda – pode ser dividida em 2 períodos: (1930-1955) – restrita a setores da indústria de bens de consumo. devido a fatores como a disponibilidade de capitais oriundos da cafeicultura. além do maior contingente de mão-de-obra e do maior centro consumidor do país. As máquinas utilizadas na indústria leve eram importadas. exteriorizando os conflitos e as relações entre o capital e o trabalho. Faz-se necessário ressaltar que até 1930 a concentração urbano-industrial no Sudeste ainda se dava num Brasil essencialmente agrícola. Tal indústria confere autonomia e mesmo soberania quando implantada em uma nação.1. o Brasil vê o capitalismo dos Estados Unidos conquistar seu mercado e de outros países latino-americanos com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). voltando-se às necessidades imediatas da população.  Redução das importações de produtos manufaturados (crise do capitalismo). devido à predominância das antigas relações de trabalho da sociedade escravista. onde o trabalho braçal era desprezado. pois não ocorreu um investimento na indústria de bens de capital ou de produção. As manifestações operárias eram ignoradas e silenciadas pela classe dominante. que criou condições internas favoráveis à industrialização. esta última já possuía um grau de organização com as ligas operárias desde 1970.      capitais e tecnologias simples. 2. 2.

criando algumas empresas estatais no setor de produção. o afrouxamento dos laços de dominação econômica da Inglaterra e dos EUA favoreceu o desenvolvimento autônomo ou independente de nosso país. Segunda Guerra Mundial. produção de matéria-prima nacional. Vargas conseguiu tecnologia e financiamento dos EUA para a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).            A política nacionalista do Governo de Getúlio Vargas – base industrial. A guerra trouxe dificuldades de importação de importação de certas matériasprimas. 1941: depois de muitas negociações. Até a década de 1930. A incipiência no período de 1930-1955 deveu-se sobretudo a inexistência de uma indústria de base. com a participação de setores mais sofisticados do ponto de vista tecnológico. as exportações de minério de ferro trouxeram divisas para o país. o Brasil dispunha de grandes reservas de moeda estrangeira (divisas). estimulou o processo conhecido como substituição de importações. 1950 – a escassez de energia elétrica. vários ramos da atividade industrial foram afetados. Segundo uma das teorias do desenvolvimento econômico-social. vários setores industriais do país foram reequipados e cresceram. Brasil não possuía ainda indústrias de base para suprir o mercado nacional . Grande parte do período foi constituída pela chamada era Vargas (1930 – 1945). nossa atividade industrial esteve limitada à produção de bens de consumo. os países envolvidos no conflito reduziram as exportações de minério de ferro trouxeram divisas para o país. o valor das exportações brasileiras superara o das importações. . 1945 – término da Segunda Guerra Mundial e a queda de Vargas. após 1940 ela passou a abranger a de bens de capital. A Segunda Guerra Mundial. Período em que. a baixa produção de petróleo e a rede de transportes e comunicações deficiente representavam seios obstáculos ao desenvolvimento industrial no Brasil. mas estimulou o aparecimento e desenvolvimento de vários tipos de indústrias. marco importante para a industrialização do Brasil. explorar e exportar minério de ferro de Minas Gerais. resultando num certo retrocesso industrial brasileiro logo no início da guerra. Período foi constituído pela chamada era Vargas (1930-1945) caracterizado pelo intervencionismo estatal na economia pela indústria de base. 1941 – Vargas conseguiu tecnologia e financiamento dos Estados Unidos para a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). 1942 – Companhia Vale do Rio Doce. caracterizado pelo intervencionismo estatal na economia. apesar dos desperdícios com uma importação indiscriminada.

para superar o subdesenvolvimento do Brasil e resolver os problemas sociais.1. como nos anos anteriores. etc.3 De 1956 a 1961 Período correspondente ao mandato de Juscelino Kubitscheck. oferecidos pelo governo federal. administrativa. colocando-nos cada vez mais no espectro da chamada sociedade de consumo.2. os interesses de grupos nacionais e estrangeiros.2 Período de 1956 a 1980  Dividido em: 1956-1961/ 1962-1964/ 1964 aos dias atuais. destacando o enfrentamento dos obstáculos à industrialização do país tornou maior vigor. o projeto de Vargas. baseada no processo de substituição de importações.). Esses investimentos estrangeiros digiram-se para vários setores industriais. que para derrubar o seu governo. Na década de 1920. da perda da hegemonia comercial e financeira sobre o Brasil. Crescimento industrial – bens de consumo 63% e bens de produção 370%. O desenvolvimento industrial de 1956 a 1961 foi calcado na forte participação do capital estrangeiro. eleitoral.1. impuseram à população brasileira necessidades de consumo própria de seus países de origem. adotou um modelo de desenvolvimento associado ao capital estrangeiro. que permitia aos empresários importar máquinas e equipamentos sem terem de depositar os dólares correspondentes à transação no Banco do Brasil. A maior parte dos investimentos que entrou no período veio dos EUA. O período JK representou.4 De 1962 a 1964  1961: renúncia do novo presidente Jânio Quadros a seu mandato. Participação de empresas multinacionais e transnacionais. Contribuiu de forma decisiva na industrialização desse período a Instrução 113 da Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC). 2.1. 2. Seu sucessor foi João Goulart. de certa forma. conciliando. que ocorreu em maior escala a internacionalização da economia brasileira. As propostas de João Goulart iam contra os interesses da burguesia nacional e estrangeira. Ele dedicou mais de dois terços dos recursos orçamentários do país para estimular os setores de energia e transporte. A instalação de empresas estrangeiras no Brasil provocou o aumento dos encargos exteriores do país. dirigido para o desenvolvimento da indústria de base.2. aglutinaram-se em várias             . Através de um marketing agressivo. assim. Período conhecido como desenvolvimentista.2. Além disso. Essas medidas configuraram um alinha nitidamente nacionalista de governo.2. que implantou reformas de base (agrária. A industrialização no período em estudo esteve.

Diversas empresas. subsidiou a exportação dos produtos de consumo das classes media e alta de outros países. Os capitais estrangeiros mudam sua destinação após 1974. diminuição da taxa de lucros. O financiamento para o crescimento industrial no país foi feito pelo endividamento no exterior. Formulação do projeto “Brasil-Potência” devido ao grande crescimento econômico de mais de 10% nos anos entre 1967 e 1974. vendendo-os a taxas de juros elevadas por causa da enorme dívida interna que possuía. Década de 1980: hiperinflação. João Goulart foi derrubado em 1964. graças á abundância de dólares no mercado internacional gerados pela exportação de petróleo no Oriente Médio. Passaram a ser destinados ao pagamento da dívida externa. Supressão da liberdade.5 De 1964 até os dias atuais              Adoção de um modelo econômico fortemente associado ao capitalismo mundial e dependente. Os empréstimos tomados no exterior provocaram uma baixa na atividade econômica. causando uma queda no PIB.2. promover melhorias no setor social.1. tais como o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e o IPES (Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais). e não mais ao investimento nos setores produtivos da economia. Em troca. “Década perdida”: o peso dos juros onerou a economia brasileira e o Estado deixou de realizar investimentos sociais. a população foi impedida de questionar ou de reclamar da política econômica do governo. A dívida brasileira crescia a cada ano que passava numa velocidade surpreendente. Isso resultou em grandes ganhos . Retirada de subsídios de produtos de consumo alimentar da população. Houve um desenvolvimento significativo das indústrias de bens de produção. Política econômica recessiva: queda da produção. Elevação do preço dos alimentos -> pauperização da população de baixa renda. e a dívida só crescia. tanto nacionais como estrangeiras apoiavam financeiramente essas organizações. no entanto. em vista da diminuição dos investimentos nacionais e estrangeiros na produção. crescimento dos índices de falências e concordatas. 2. Estado assumiu a função de órgão supervisor das relações econômicas e adotou políticas que favorecessem o crescimento industrial. aumento do desemprego. sem. O governo tinha que emitir títulos. organizações apartidárias. por meio de um golpe militar. A política de elevação da taxa de juros adotada pelos EUA a partir de 1970 teve conseqüências catastróficas para países devedores. Abertura do país ao capital estrangeiro. Aumento da capacidade aquisitiva das classes média e alta e estimulo á exportação de produtos manufaturados mediante incentivos governamentais.

mas não foi repartido entre a população. redemocratização do país. A tecnologia e a mão-de-obra especializada têm importância fundamental. 1985: termino do ciclo militar. Década de 1990: economia permanece com baixo desempenho. A economia cresceu. Quanto á redistribuição do poder. com a participação cada vez maior de empresas transnacionais. no comércio e na prestação de serviços. Entre 1980 a 1991. Destaque á agropecuária. com base em um regime político autoritário e ditatorial. O capitalismo dependente. Ao contrario da redistribuição da propriedade agrária. associado e excludente se esgotou. na pecuária.3. no período da Guerra Fria. Busca de novas tecnologias e a formação de mão-de-obra especializada. 2. redistribuição da propriedade e a redistribuição do poder. Indústria: período de modernização e de ganhos de competitividade. houve a repartição do controle do Estado.3 A Terceira Revolução Industrial    O economista Ernest Mandel afirma que a Terceira Revolução Industrial teve início na II Guerra Mundial. 1994: Implantação do Plano Real. Coréia do Sul: política agressiva de investimento em educação e em pesquisa cientifica ~ desenvolvimento econômico e social. 2. resultando na redistribuição da renda. em que o conhecimento ou o saber se torna o grande diferencial da economia mundial. A expressão Terceira Revolução Industrial abrange também os progressos na agricultura. tornando-se responsável pelos superávits comerciais do mercado externo. Fragilidade externa do Brasil: comprometimento do crescimento por causa da nossa grande dependência do investimento estrangeiro. Os grandes avanços tecnológicos se originaram nos laboratórios da indústria da guerra. A redistribuição de renda não ocorreu. Atualmente estamos vivendo o período técnico-científico informacional. combate á inflação e no aumento do consumo da população.1.1 A difícil inserção do Brasil na Terceira Revolução Industrial ou Tecnológica . a renda per capita declinou e houve um aumento da pobreza e da massa de excluídos da sociedade brasileira.              para as instituições bancárias. ou a busca por ela. o que ocorreu foi a reafirmação da grande propriedade rural. A alta especulação financeira resultou no quase sucateamento de maquinas e instalações das indústrias.1.

pois o conhecimento constrói o bem social. além de alterar as práticas políticas como o clientelismo. Na década de 1980 houve um crescimento na indústria informática nacional. As Universidades de São Paulo começaram a desenvolver polos industriais que repassam tecnologias para as empresas de todo o território nacional. matemática e de biotecnologia são realizadas junto às universidades e centros de pesquisas espalhados pelo Brasil. e dinamizam outros setores da economia. e tecnológica.    . nos Estados Unidos. sendo que 11% desse total estão ligados a empresas de caráter particular. A verdadeira saída para o Brasil se encontra na revisão do sistema educacional. 2.2. 2. Cidades como Rio de Janeiro e São Paulo desenvolveram grandes polos tecnológicos de informática.  Os pólos tecnológicos concentram atividades industriais e de serviços. Temos destinado 0. física. Franca.2 Os polos tecnológicos  Um pólo tecnológico corresponde à concentração de instituições de ensino e pesquisa envolvidas no estudo e aplicação de novas tecnologias. As pesquisas de bioquímica.  Países como Reino Unido. são problemas que o Brasil enfrenta para que faca sua plena inserção na Terceira Revolução Industrial.  Os pólos tecnológicos começaram a surgir no início da década de 1950. No Brasil soma-se cerca de 80 mil pesquisadores científicos.1 Os polos tecnológicos brasileiros      Escassos recursos financeiros foi um dos problemas que o Brasil enfrentou internamente para desenvolver alguns de seus polos tecnológicos. e é a oportunidade de superação de uma economia baseada na tecnologia clássica e com baixa competitividade tecnológica. O primeiro pólo industrial do Brasil começou a se formar na década de 1950.  Mau uso do dinheiro público e falta de uma política científica.8% do PIB a pesquisas científicas e tecnológicas (enquanto os países avançados aplicam de cerca de 3% ou mais). Alemanha e Itália investem e incentivam os pólos tecnológicos até hoje. mas não foi significativo no setor e os produtos que chegavam ao consumidor eram muito caros. Só conseguiremos dias melhores para o desenvolvimento para o Brasil se invertemos adequadamente em pesquisas.

tornam-se também primordiais aos primeiros passos na formação da sociedade urbano-industrial brasileira. A região Sudeste. o aumento da produção de petróleo foi considerável e houve o investimento na energia elétrica e no transporte rodoviário. construindo uma sociedade brasileira voltada ao consumo. Fatores como os recursos financeiros gerados pelo café – responsável por uma infraestrutura urbana e de transportes. focado na produção de bens de consumo. . proporcionando condições mais sólidas ao desenvolvimento industrial. criou-se uma infraestrutura imprescindível ao processo industrial: os setores de energia e de transportes receberam recursos. O Brasil conquistou uma atuação destacável nas indústrias de base. foi adotado um modelo de economia associada ao capital estrangeiro. promovendo a internacionalização da economia brasileira. beneficiou-se dos capitais disponibilizados pela cafeicultura. Esta proporcionou bases para a criação de um mercado interno. nesse período também conhecido como desenvolvimentista.  Deve-se notar o valor do mandato de Juscelino Kubitscheck (1956-1961) para o desenvolvimento da economia brasileira. especialmente o Rio de Janeiro e São Paulo. Além disso. Aspectos relevantes do texto  Faz-se necessário destacar a importância da abolição da escravidão para o desenvolvimento industrial brasileiro em sua fase inicial. Idéias principais do texto  A industrialização retardatária  A Primeira Revolução Industrial no Brasil  A Segunda Revolução Industrial no Brasil  Período de 1930 a 1955  Período de 1956 a 1980  De 1956 a 1961  De 1962 a 1964  De 1964 até os dias atuais  A Terceira Revolução Industrial  A difícil inserção do Brasil na Terceira Revolução Industrial ou Tecnológica  Os polos tecnológicos  Os polos tecnológicos brasileiros 4.  O crescimento industrial até 1930 desempenhou um papel crucial na organização do espaço geográfico brasileiro. Empresas transnacionais beneficiavam-se da infraestrutura promovida pelo governo e instalavam sua tecnologia no Brasil. tendo o processo de industrialização se consolidado nos trinta primeiros anos do século XX.3. além do desenvolvimento no setor de serviços. de um sistema bancário e de transportes eficiente para a época e principalmente do maior centro consumidor do país. tornando-se a principal área de atração populacional do espaço brasileiro. Nesse período.

Estas investiam tecnologia no Brasil e inseriam a população no título de sociedade de consumo. julgamos necessário analisar a difícil inserção do Brasil na Terceira Revolução Industrial ou Tecnológica. a falta de uma política científica e tecnológica e a crise monetária e financeira internacional dos anos 1970 justificam a ausência de investimentos de caráter técnico-científico informacional. Utilizando-se do intervencionismo estatal na economia para cumprir tal objetivo. Fez-se essencial o processo de abolição da escravidão. buscou estimular os setores de energia e transportes. que foi oferecida às empresas transnacionais. Conclusão Analisando os fatos mencionados na pesquisa. Esse modelo baseado no desenvolvimento associado ao capital estrangeiro gerou um crescimento notável em diversos setores industriais brasileiros. como a criação de uma infraestrutura de transporte e o desenvolvimento do setor de serviços. . minimizou a dependência tecnológica de nosso país em relação aos mais industrializados e incrementou nossa indústria de bens de consumo. político e social para os primeiros anos do desenvolvimento industrial brasileiro. como o automobilístico. Apontamos como saída para tal situação de atraso mudanças sérias e eficazes em nossa questão educacional. O governo de Juscelino Kubitscheck. econômico. portanto. que proporcionou um aumento significativo do mercado interno de consumo. Por fim. representando mais um passo importante na jornada industrial brasileira. A criação de tal infraestrutura possibilitou o processo da internacionalização da economia brasileira. O crescimento da indústria de bens de produção gerou uma autonomia econômica até então não existente. É de imprescindível necessidade destacar os governos de Getúlio Vargas (19301945 e 1951-1954) e de Juscelino Kubitscheck (1956-1961) para a consolidação da Segunda Revolução Industrial brasileira. O primeiro teve por principal objetivo o desenvolvimento da indústria de base no Brasil. pudemos verificar a importância da formação de um contexto histórico. o Brasil deve procurá-lo para superar a condição de um país com baixa competitividade tecnológica e dependente da tecnologia clássica. metalúrgico e siderúrgico. Fatores como a dívida interna e externa do país. Os recursos financeiros proporcionados pela cafeicultura. o mau uso dos recursos públicos. O conhecimento constrói o bem social.5. além de reafirmar as metas traçadas por Getúlio Vargas. como o petróleo e as rodovias. exerceram um papel primordial para o início do crescimento da indústria brasileira de bens de consumo.

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