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Farmacologia

Homeopática
PROCESSO
SAÚDE X DOENÇA
VITALISMO

• Vitalismo para a homeopatia é uma forma de explicar a


origem e como é a vida.

• Os seres vivos possuem uma força particular que os


mantém atuantes,

• O princípio ou força vital, distinta das propriedades


físico-químicas do corpo.
FORÇA VITAL
• Mantém o equilíbrio orgânico

• A origem das doenças, vem de uma perturbação da força


vital

• “É a força vital que mantém o organismo em harmonia.

• Sem ela, o organismo não age, não sente, e se desintegra,

• A força vital é responsável pela integração dos diversos


níveis dinâmicos da realidade humana (físico, emocional e
mental).”
FORÇA VITAL
• Saúde = Equilíbrio

• Doença = força vital tentando restabelecer o equilíbrio

• Força vital é como se fosse nossa “alma”, que abandona


o corpo físico na morte.

• Experimentos comprovam que a força vital existe.


NÍVEIS DINÂMICOS
• MENTAL

• EMOCIONAL

• FÍSICO

• A homeopatia atua em todos os níveis, não trata


apenas a doença.
NÍVEIS DINÂMICOS
•Doença pode começar como algo emocional e se manifestar
bem depois com uma lesão orgânica (doença).

•Quando um órgão nobre é atingido, a força vital transfere o


problema para um nível mais periférico.

•Exemplo: bronquite se manifesta com tosse, mas o problema


pode se manifestar pela pele.
NÍVEIS DINÂMICOS
Nível Físico
É tudo o que está representado em nosso corpo: células,
tecidos, órgãos e sistemas.
É o nosso corpo propriamente dito e onde se manifestam
os sintomas de desordem na nossa integridade e
funcionalidade biológica.
NÍVEIS DINÂMICOS
Nível Emocional
É tudo o que diz respeito ao que manifestamos através da
nossa vontade, afetividade, sentimento e emoção, como o
amor, a paixão, a tristeza, a raiva, o ciúme, o medo, as atitudes
e comportamentos pertinentes ao relacionamento com o nosso
semelhante, conosco e com o habitat em que vivemos.
São reações provocadas por aquilo que sentimos e àquilo
que nos provoca a sentir.
NÍVEIS DINÂMICOS

Nível Mental
É tudo o que diz respeito ao nosso sistema de
automatização, tanto biológica como intelectual.
É no nível mental que um indivíduo pensa, imagina, critica,
compara, calcula, classifica, cria, sintetiza, conjectura, visualiza,
planeja, descreve, comunica-se etc.
PROCESSO DE CURA
• Febre causada pela infecção

• Temperatura alta  dificulta o desenvolvimento de


microrganismos responsáveis pela infecção

• Tentativa do organismo de restabelecer o equilíbrio

• Antitérmicos

• Homeopatas atuam na causa, estimulando o sistema de


defesa do organismo
PROCESSO DE CURA

• Medicamento homeopático  elimina a causa da doença

• Para escolher este, identificam-se os sintomas

• Sintomas se manifestam diferentes em cada paciente.

• “HOMEOPATIA TRATA DE DOENTES E NÃO DE


DOENÇAS.”
LEIS DE CURA DE HERING
Após o diagnóstico e correta administração do similimum
(medicamento mais semelhante possível ao sujeito) o médico
precisa avaliar se está ou não ocorrendo a verdadeira cura.

Para Hahnemann, cura é restabelecimento da “saúde de


maneira rápida, suave permanente” (parágrafo 2 do Organon) e
só ocorre se houver “restabelecimento integral da energia vital”
(par. 12) que por ser imaterial só pode ser influenciada por uma
força também imaterial (no caso, a energia do medicamento
apropriado).
LEIS DE CURA DE HERING
O médico Constatine Hering, um discípulo de Hahnemann,
observou quais são os passos desse “restabelecimento” da
energia vital.

Tais passos da cura são denominados Leis de Hering.

Possuem grande valor na prática médica e ajudam a interpretar


os diversos fenômenos que ocorrem com o paciente e
possibilitam avaliar erros e acertos no tratamento.

Não é a ação direta do remédio que promove a cura.


LEIS DE CURA DE HERING
A Homeopatia não quer simplesmente atuar nos sintomas, mas
atua na energia vital.

Após ser estimulada, essa energia vital deve voltar a “governar”


a saúde (parágrafo 9, Organon).

O remédio homeopático coloca o indivíduo doente no caminho


natural de cura, estimulando a força defensiva natural do
organismo ("vis medicatrix naturae", como fora nomeado por
Hipócrates).
LEIS DE CURA DE HERING
Hering, dois anos após a morte de Hahnemann, enuncia seus
achados nestes termos:
1. A cura se processa na direção centrífuga dos sintomas, de
dentro para fora.
2. O desaparecimento dos sintomas ocorre de cima para baixo.
Iniciando da cabeça para o resto do corpo.
3. A cura se processa dos órgãos mais nobres para os menos
nobres. Chegando às mucosas e à pele no final.
4. O desaparecimento dos sintomas ocorre na ordem inversa
do seu aparecimento, podendo haver o reaparecimento de
sintomas antigos.
LEIS DE CURA DE HERING
Primeiro desaparece os sintomas mais recentes, seguindo os
mais antigos, até sumirem os primeiros sinais da doença.

As Leis de cura nos mostram se o tratamento está sendo


benéfico e útil ao paciente, bem como nos orienta na sua
evolução.
LEI DE HERING –RESUMO!!!

De dentro para fora (direção centrífuga dos sintomas);


De cima para baixo (do alto do corpo para baixo);
Dos órgãos mais nobres para os menos nobres;
Na ordem inversa a de seu aparecimento (reaparecimento de
sintomas antigos).
CONSULTA HOMEOPÁTICA

IDENTIFICAÇÃO DE TODOS OS SINTOMAS

REPERTÓRIO

MATÉRIA MÉDICA

SIMILLIMUM
CLASSIFICAÇÃO DAS
DOENÇAS
• Alopatia  agudas e crônicas

• Homeopatia  casos agudos que podem


ser crônicos (ocultos)

• Avaliar todos os sintomas.


DOENÇA AGUDA –

Definição Afecção que sobrevém bruscamente em


indivíduo com boa saúde aparente, geralmente de etiologia
conhecida, com evolução acelerada, que termina em cura
– com ou sem seqüelas, ou em depauperamento
completo.
DOENÇA AGUDA –

O retorno à saúde se caracteriza por reequilíbrio fisiológico


tendendo ao normal, que não é mais o mesmo anterior ....
em decorrência das diversas reações reflexas imunitárias,
ou outras que o organismo assumiu .. ... e que deixam
sempre memória biológica nova.
DOENÇAS AGUDAS.
Aspectos clínicos.
A doença aguda mascara as doenças crônicas.
Apresenta dois tipos de sintomas:

I – Sintomas antigos ou crônicos MODIFICADOS (mentais,


gerais, locais)

II – Sintomas novos PATOGNOMÔNICOS (mentais, gerais,


locais) e COMUNS ( mentais, gerais, locais)
DOENÇAS AGUDAS

Na doença aguda os sintomas são mais evidentes, mais


chamativos e mais numerosos, facilitando a identificação do
medicamento adequado à emergência atual.
Doenças agudas – Grupamento sob critério convencional.

NOSOLOGIA é a ciência que trata da classificação das doenças.


MIASMAS
•Teoria para explicar as doenças crônicas

•Miasmas ou diáteses crônicas são as predisposições do


organismo a apresentar determinadas enfermidades.

•Fatores genéticos e hereditários

•Estado crônico patológico individual


TIPOS DE MIASMAS
•PSORA: esgotamento das defesas, manifesta-se por alergias,
afecções da pele.

•SICOSE: ocorre geralmente quando ocorre um bloqueio do


primeiro miasma.Instala-se quando o organismo altera a
quantidade ou qualidade das eliminações ou bloqueia as toxinas
em órgãos ou regiões. Ex: uma ferida de pele, que foi tratada
superficial. Manifesta-se por verrugas, tumores.

•SÍFILIS: última tentativa do organismo de se livrar das toxinas ou


adaptar-se ao estresse persistente, comprometendo os próprios
tecidos. (Úlceras, fístulas, etc)
•SUPRESSÃO E EXONERAÇÃO

•Os fenômenos vitais apresentam naturalmente o sentido


centrífugo, chamado de exonerativo.

•Quando essa “exoneração” é impedida falamos em


“supressão”.

•Exoneração é o caminho centrífugo natural que a doença


segue no seu processo de cura.
•SUPRESSÃO E EXONERAÇÃO
• Supressão é o inverso da exoneração, é o caminho
centrípeto da doença.

• Supressão é o aprofundamento da doença que teve seu


percurso natural obstruído, impedido por algum
procedimento.

• As observações de Hering a respeito do caminho de


cura foram completadas por outro médico discípulo de
Hahnemann, o Dr. James Tyler Kent.

• Esse homeopata percebeu que as diferentes


enfermidades que uma pessoa sofre, ao longo da vida,
se curam na ordem inversa de sua aparição.
•SUPRESSÃO E EXONERAÇÃO
•À medida que os sintomas atuais vão desaparecendo
(respeitando as leis de cura de Hering), pode ser
observado outro fenômeno orgânico denominado de
"retorno dos sintomas antigos.“
• Este fenômeno é a cura dos problemas antigos.
•O paciente estará revisitando suas doenças e
recuperando a sua saúde.
•O animal superará estes problemas com muito mais
tranquilidade e menos sofrimento que na primeira vez.
•SUPRESSÃO E EXONERAÇÃO

Não devemos interromper o processo com outros


medicamentos ou com uma nova dose.

O organismo está resolvendo as suas doenças e não


apenas armazenando-as.
SINTOMAS NOVOS

•Pode também acontecer que, após correta indicação e


administração do medicamento homeopático, o paciente
manifeste sintomas que nunca havia apresentado.
SINTOMAS NOVOS

•Se afastarmos a possibilidade desse novo sintoma ser


parte do processo de exoneração, ou seja, do caminho
centrífugo da cura, podemos dizer que se trata de uma
experimentação da droga em uma pessoa doente e muito
sensível ao medicamento.
AGRAVAÇÃO

•Hahnemann fala da agravação homeopática desde o


início de seus estudos, no artigo “Ensaio sobre um novo
princípio para descobrir as virtudes curativas dos
medicamentos, no qual define agravação como:

"O aumento de todos os sintomas importantes da


enfermidade, que se segue à administração do remédio
específico, com agravação tanto mais aparente quanto
maior semelhança haja com o medicamento eleito."
AGRAVAÇÃO

• Ele volta a comentar o assunto no "Organon" e no livro


Doenças Crônicas .

• Assim devemos respeitar a agravação homeopática.

• Uma interferência nesse processo constitui um obstáculo à cura


e é encarada como uma supressão.
AGRAVAÇÃO

• Kent diz: “a agravação verdadeiramente homeopática é aquela


em que pioram os sintomas e, apesar disso, o paciente sente-se
melhor”.

•Em pouco tempo os sintomas diminuirão gradativamente até


sumirem.
AGRAVAÇÃO
•Foi Kent quem estruturou e transmitiu o assunto de forma
didática e clara os vários aspectos das agravações.
•Suas considerações referem-se à evolução clínica com a
utilização de dinamizações centesimais.
• Em seu livro, Kent divide as agravações em dois tipos:
A) Reações Favoráveis
Agravação reativa favorável ou agravação dos sintomas da
enfermidade, a doença medicamentosa é mais forte que a
natural.
Reação favorável ou exoneração, relacionada à manifestação
de limpeza do organismo, como se fosse o resultado da volta à
ordem, é a reação da força vital, na qual é o organismo que faz
a reação e não o medicamento.

Podem ocorrer vômitos, diarreia, expectorações, formação de


abscessos ou supuração ganglionar, sempre sem colocar em
riscos a vida do paciente.
•Reação favorável por causa do restabelecimento de uma
função suspensa (no caso de membros paralisados:
formigamentos, espasmos, adormecimentos, etc).
AGRAVAÇÃO:

Observações:

I. Uma enfermidade de longa duração não cede sem uma


agravação importante.
II. Não se deve intervir nos sintomas reativos da força vital.
AGRAVAÇÃO:

B) Reações Desfavoráveis:O que é isso

•Agravações patogenéticas pela repetição excessiva de


diluições muitos baixas.
•Agravações patogenéticas em pacientes hipersensíveis.
•Na agravação homeopática observamos o grau de lesão
orgânica do paciente.
AGRAVAÇÃO:

B) Reações Desfavoráveis:

•Funcional: melhora sem agravação, com recuperação


suave, progressiva e sensação subjetiva de bem estar
geral(SSBEG).
•Lesional leve: agravação curta e forte, seguida de rápida
melhora com SSBEG, com melhora dos sintomas mentais,
gerais, raros, peculiares e característicos.
AGRAVAÇÃO:

B) Reações Desfavoráveis:

•Lesional grave: agravação prolongada, seguida de lenta


recuperação, sempre com SSBEG e melhora dos sintomas
mentais, gerais, raros, peculiares e característicos.

•Incurável: paliação dos sintomas; não existe agravação,


porque não há possibilidade de cura; a agravação marca a
possibilidade de cura.
RELAÇÃO ENTRE POTÊNCIA E NÍVEIS ENERGÉTICOS
NO TRATAMENTO HOMEOPÁTICO:

Potência 6CH:
Trata os desequilíbrios nos três níveis energéticos e nas
desordens agudas, mudando, segundo o caso, a frequência
com que será administrada.

Potência 9CH:
Trata os desequilíbrios nos três níveis energéticos, sendo
muito utilizado nas desordens crônicas.
RELAÇÃO ENTRE POTÊNCIA E NÍVEIS ENERGÉTICOS

Potência 12CH:
Trata os desequilíbrios nos três níveis energéticos, mas,
principalmente, quando as emoções reprimidas ou suprimidas
perturbam os outros níveis energéticos (físico e ou mental).
Farmacologia homeopática
Sintomas =

manifestações da ENERGIA VITAL em desarmonia, e é


um mecanismo de defesa do organismo frente a uma
noxa*.

Poluição Microrganismos Conflitos


Farmacologia homeopática
*Noxas: todo agente que pode ser hostil à vida que pode
alterar a forma original da doença natural: microrganismos,
temperatura, emoções, agentes químicos, poluição
atmosférica, alimentação incorreta.

Noxas psicológicos: traumas, conflitos.

Poluição Microrganismos Conflitos


EFEITO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO
Uma substância só tem efeito sobre o estado do organismo
se for capaz de atuar sobre a energia vital.

EFEITO OU AÇÃO PRIMÁRIA DA DROGA:

 É a capacidade dos medicamentos de alterar o estado do


organismo por um determinado período de tempo.

 Durante essa ação primária, a energia vital está receptiva,


ou seja, passível de ser afetada.
EFEITO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO

EFEITO OU AÇÃO PRIMÁRIA DA DROGA:

 É uma ação de curta duração.

 Os fenômenos primários são dependentes de


quantidades ponderáveis da droga.
EFEITO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO

EFEITO OU AÇÃO PRIMÁRIA DA DROGA:

Efeito primário

modificação causada por toda substância na saúde do individuo.

Ex: tomou uma cafeína, um estimulante, deixa a pessoa mais


“ligada”. Ficar mais acordada é a ação primária do organismo.
EFEITO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO
EFEITO OU AÇÃO SECUNDÁRIA DA DROGA
•Em seguida, a energia vital reage, se opondo à ação
primária. Essa reação da energia vital é chamada de
EFEITO SECUNDÁRIO, de duração prolongada.

A reação (efeito secundário) ocorre de forma exatamente


oposta ao efeito primário ou neutralizando esse efeito.
EFEITO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO
EFEITO OU AÇÃO SECUNDÁRIA DA DROGA:
a homeopatia utiliza essa ação secundária do organismo
como reação terapêutica, estimulando o organismo a
reagir contra a própria doença.

O efeito secundário só torna a substância curativa


quando estiver condicionada à correlação de similitude
sintomática de determinado indivíduo.
EFEITO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO
 Esse fenômeno de ação-reação ocorre em qualquer tipo
de terapêutica.

 Ex. uso de substâncias laxativas, cujo efeito primário é


a diarréia e o efeito secundário (ou a reação) é a piora
da constipação, ou seja, o intestino só passa a
funcionar quando tomar laxante.
EFEITO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO
 Ex: ADRENALINA

 Efeito primário – vasoconstrição, aumento pressão


sanguínea e batimento cardíaco.

 Efeito secundário – organismo produz acetilcolina:


vasodilatação, diminuição da pressão sanguínea e do
batimento cardíaco
EFEITO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO

CAFEÍNA
 Efeito primário – estimulante
 Efeito secundário – sonolência e desânimo

 Viciado em café: quanto mais estimulado, mais sonolento


após eliminação da cafeína.

 Estado de vigília– ingerir mais café


(Círculo vicioso)
EFEITO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO

Os efeitos primários e secundários são observados


quando se administram drogas em doses ponderais
(doses com ação química), como os medicamentos
utilizados na medicina convencional.
EFEITO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO
ALOPATIA:
O efeito primário é que determina a ação do
medicamento;
o efeito secundário é chamado de efeito rebote.
EFEITO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO
ALOPATIA:
 Suspensão abrupta de um tratamento com drogas em
doses ponderais os sintomas iniciais se intensificam.

 Ex: antihipertensivos, hipolipemiantes.

Este efeito rebote é a reação da energia vital (segundo


Hahnemann).
DROGA INDICAÇÃO EFEITO REBOTE
TERAPÊUTICA

Bloqueadores beta- Arritmia ventricular Batimentos cardíacos


adrenérgicos (atenolol, rápidos ou irregulares,
propranolol, timolol, taquicardia ventricular
etc) por interrupção
brusca
Barbitúricos Ansiedade, tensão Ansiedade,
e apreensão nervosismo,
inquietude
Levodopa Mal de Parkinson Movimentos
corporais não
habituais e
incontrolados
Codeína Tratamento da dor Dores generalizadas
Corticosteróides via Estados alérgicos e Congestão nasal
nasal inflamatórios nasais contínua,aumento
(dexametasona) (rinites) secura ou irritação
no interior do nariz
EFEITO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO
O medicamento homeopático, por ser dinamizado
(ultradiluído e agitado), só produz efeito primário nas
pessoas sensíveis, porém o efeito secundário ocorre no
doente apenas em um grau suficiente para produzir a cura.

Na Homeopatia a cura não se dá pela ação direta do


remédio, mas sim pela reação da energia vital (efeito
secundário) provocada por ele.
EFEITO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO
 Para evitar agravação dos sintomas, os medicamentos
são diluídos e potencializados (dinamizados).

O Medicamento Dinamizado semelhante à enfermidade faz


o efeito primário passar desapercebido;

 entretanto, desperta o efeito secundário do organismo, ou


seja a reação vital para a cura.
Ação primária e ação secundária
Parágrafo 63 do Organon:
“ Toda força que atua sobre a vida, todo o medicamento afeta,
em maior ou menor escala, a força vital,

causando certa alteração no estado de saúde do homem por


um período de tempo maior ou menor.

A isto se chama ação primária.


Ação primária e ação secundária
Parágrafo 63 do Organon:

Nossa força vital se esforça para opor sua própria energia.

Tal ação oposta faz parte da nossa força de conservação,

constituindo uma atividade automática da mesma, chamada ação


secundária ou reação.”
Ação primária e ação secundária
 Nas doses habituais, a ação primária é imediatamente

sentida, sendo que a partir do momento em que a


substância é eliminada, se faz notar a reação secundária,
de intensidade proporcional à dose administrada.
Ação primária e ação secundária

 Com doses mínimas, a ocorrência de sintomas


primários dificilmente acontece, pois praticamente o
princípio ativo é inexistente ou inexiste em potências muito
elevadas.
Ação primária e ação secundária
Conclui-se que as DOSES MÍNIMAS, pelo seu potencial
energético, despertam a energia vital reativa do
organismo.

Ex. Café na dose habitual: estimulante (muita cafeína)

Café em doses mínimas: sonífero e tranqüilizante.


EFEITO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO
Isopatia - aplica este princípio, utilizando o mesmo
agente/produto causal como medicamento, em doses
mínimas.

Homeopatia - aplica indiretamente este princípio, utilizando


outra substância capaz de causar as mesmas alterações
orgânicas E NÃO O AGENTE ETIOLÓGICO
PROPRIAMENTE DITO.
Lei de Arndt-Schultz

 Hugo Schultz e Rudolf Arndt enunciaram leis


biológicas que confirmam a existência das ações
primárias e efeitos secundários dos medicamentos.
Lei de Arndt-Schultz
Hugo Schultz (1920): farmacologista.

Fazendo experiência com leveduras, constatou que o


crescimento delas estava na dependência direta da dose
forte ou mínima de determinadas substâncias tóxicas.
Lei de Arndt-Schultz
Hugo Schultz:

Subst. Tóxicas em DIMIMUI DIMINUI


DOSE ALTA  função fisiológica crescimento
leveduras

Subst. Tóxicas em AUMENTA AUMENTA


DOSE MINIMA  função fisiológica crescimento
leveduras
Lei de Arndt-Schultz
 Rudolf Arndt (1920): fisiologista- Baseado na Lei de
Schultz enunciou:

Excitações fracas despertam a atividade vital

Excitações médias aumentam a atividade vital

Excitações fortes deprimem a atividade vital

Excitações exageradas anulam a atividade vital

 Ocorre uma ação inversa do medicamento em relação à


dose.
Modo de ação do
medicamento
MODE DE AÇÃO DO MEDICAMENTO

Hipótese molecular:
 Alterações estruturais nas moléculas do solvente (tamanho e
ângulo), empregando técnicas de ressonância nuclear magnética
(Demangeat et al. 1992).

ou

 Modificações na auto-organização das moléculas do


solvente (pontes de hidrogênio) - Giudice(1988) e
Lobyshev(1999).
MODE DE AÇÃO DO MEDICAMENTO
Sobre a hipótese molecular, tem-se que:

 Foi proposta a existência dos clusters*

 O cluster se estrutura como uma gaiola de moléculas de


água, formados por ligações de hidrogênio, e de moléculas
livres de água .
MODE DE AÇÃO DO MEDICAMENTO

 *Cluster–agrupamento de água com


capacidade de armazenar informação, ou seja,
manter a memória de um soluto que esteve presente
nela.
MODE DE AÇÃO DO MEDICAMENTO

Fórmula do cluster:

 (H2O)n para a água, como solvente

 n indica o número das moléculas de água que


participam de um agrupamento (cluster).

 O valor médio de n muda para cada soluto e para


cada diluição.
MODE DE AÇÃO DO MEDICAMENTO
 Mesmo quando não há mais soluto numa quantidade
significativa numa solução, os agrupamentos de água
continuam existindo.

 Esses agrupamentos são capazes de manter


características na solução semelhantes, como se o soluto
ainda estivesse presente.

 Para cada substância há um agrupamento de água


específico.
MODE DE AÇÃO DO MEDICAMENTO
Assim como os agrupamentos de água formados por
substâncias em baixas concentrações são capazes de
dispararem seus respectivos receptores;

Os mesmos agrupamentos de água em diluições extremas


(infinitesimais) são capazes de agir.
MODE DE AÇÃO DO MEDICAMENTO

 O fato da substância (soluto) não estar mais presente no


solvente não invalida a hipótese de que ela tenha uma
ação sobre o seu receptor,

 O soluto forma agrupamentos específicos no solvente,


que permanecem estáveis, mesmo quando o soluto não
está mais presente.
MODE DE AÇÃO DO MEDICAMENTO

Emilio Del Giudice, pesquisador do Departamento de


Física Nuclear da Universidade de Milão, analisou as
modificações de natureza eletromagnética da água
pela “teoria quântica da super-radiância” (Teixeira,
2006).
MODE DE AÇÃO DO MEDICAMENTO

Assim, utilizando modelos matemáticos, concluíram


que os campos magnéticos produzidos por uma
substância numa solução geravam alterações
específicas na água.

Seria como uma ‘‘ impressão digital’’ que a substância


deixou na água.
MODE DE AÇÃO DO MEDICAMENTO

Emilio Del Giudice concluiu que:

Os clusters dessa forma seriam consequência de


fenômenos eletromagnéticos desencadeados pelo processo
de dinamização.

Sua proposta tornou uma das bases para a teoria da


memória da água .
Antídotos e
complementares,
drenagens
MEDICAMENTOS COMPLEMENTARES
 São aqueles que suprem as deficiências de um outro.

 Na ausência de um similimum, capaz de cobrir sozinho um


quadro mórbido, há como se justificar a prescrição de um
complementar.

O medicamento complementar completaria a cura


iniciada por outro.

 Isto seria feito por experiência clínica do prescritor, já que


não há experimentos clínicos demonstrando isso
cientificamente.
MEDICAMENTOS AGUDOS OU
CRÔNICOS
Medicamentos agudos são aqueles preparados a partir da
droga que proporcionam quadros violentos agudos durante o
experimento patogenético.

Não se deve classificar medicamentos homeopáticos como


agudo ou crônico, pois o mesmo medicamento pode atuar
como um ou outro, dependendo da potência.
MEDICAMENTOS AGUDOS OU
CRÔNICOS
Ex. Medicamentos como Belladona(- Ronca, range dentes,
fala. Sonhos de queda, Desmaio SÚBITO. Ataque violento.
Febre alta.) E Apis mellifera (Deprimido, choroso.
Sexualizado e ciumento, após picada de abelha) dão
reações farmacodinâmicas violentas no organismo.

São prescritos nos casos agudos em baixa ou média


potência, mas podem ter indicação como um similimum
crônico em potência mais elevada.
ANTIDOTISMO NA HOMEOPATIA
Antídoto na alopatia:
 substância capaz de impedir as manifestações de um
agente tóxico;
com ação específica e antagônica a este veneno.
ANTIDOTISMO NA HOMEOPATIA
Antídoto na homeopatia: medicamento capaz de atenuar
ou remover agravações produzidas por outro medicamento
homeopático.
Sua patogenesia deve cobrir aqueles sintomas exagerados

que precisam ser removidos, através de uma


complementaridade recíproca.
 Não há antagonismo de ações.

GRANIER, apoiado por KENT, propuseram substituir o

termo por homeodoto.


Antidotismo em homeopatia
Auto-antidotismo –

 emprego do próprio medicamento em potências


diferentes (normalmente mais elevadas), visando a diminuir a
agravação por ele mesmo produzida.
Drenagem
Drenagem na alopatia:

 escoamento de material purulento de ferida ou de uma


coleção líquida, serosa ou hemorrágica, relacionada a
procedimentos cirúrgicos.
Drenagem

Drenagem em homeopatia:
Procedimento que visa eliminar toxinas;
 Vinculada às vias de drenagem (emunctórios);
Vinculada às toxinas e aos medicamentos.
DRENAGEM
Emunctórios
Do latim, emunctoria = órgão.
Designa o órgão, canal ou abertura por onde se eliminam
produtos nocivos. São as vias de drenagem. Exemplos:
 Aparelho  Glândulas (mamária, salivar e lacrimal)
Digestivo  Útero
 Rins  Vias extraordinárias:
 Pele  Epistaxe (hemorragia nasal),
 Pulmões  Hemoptise (expectoração de sangue),
 Fígado  sangrias e ventosas.
 Vesícula Biliar
Drenagem
Leon Vannier (1880-1963) iniciou esta prática.

A finalidade era a eliminação regular de toxinas do organismo,


que representam um obstáculo à cura do mesmo.
Drenagem
Esquema terapêutico de drenagem:

1. Medicamento de fundo –para mobilizar as toxinas do


indivíduo.

2. Medicamento de drenagem – exercer ação seletiva


sobre um órgão ou tecido, estimulando o seu
funcionamento, direcionando a eliminação das
substâncias tóxicas.
Drenagem
Drenadores:
 Drenadores de fígado ou vesícula biliar: Carduus
marianus, etc.

 Drenadores de rins: Berberis vulgaris etc.

Acúmulo de toxinas:
 Mobilização e excreção de ácido úrico: Urtica urens.
Drenagem
Vantagens da drenagem:

Resguardar o paciente de provável agravação causada


por altas potências, onde pode haver eliminação de
toxinas.
DRENAGEM
Desvantagens da drenagem:
Estimula o pluralismo medicamentoso.
Impossibilita distinguir o medicamento que realmente
atuou
Tratamento prolongado, pois a cura é mais rápida com o
similimum.
Pode induzir agravações.
CLASSIFICAÇÃO QUANTO À RELAÇÃO
ENTRE OS MEDICAMENTOS
MEDICAMENTO ANTÍDOTO

Aquele que anula os sintomas da agravação provocada


por outro medicamento.

Neutralizam o efeito produzindo novos sintomas.


MEDICAMENTO ANTÍDOTO

São utilizados para os seguintes casos:


Semelhança patogenética:
Para anular os efeitos causados é necessário outro
medicamento que produza os mesmos sintomas.
MEDICAMENTO ANTÍDOTO

São utilizados para os seguintes casos:

Sintomas decorrentes da ação violenta do


medicamento.

Para anular os efeitos causados é necessário usar o


mesmo medicamento porém numa potência menor.
MEDICAMENTO ANTÍDOTO

Substâncias como a cânfora, a menta e perfumes fortes


anulam a maioria dos medicamentos homeopáticos.
MEDICAMENTO INCOMPATÍVEL

É aquele que interfere na ação de outro,pois apresenta


em sua patogenesia sintomas opostos.

Não podem ser utilizados juntos


MEDICAMENTO COMPLEMENTAR

Escola pluralista.
É o medicamento que supre a deficiência patogenética
de outro.
Seu uso deve ser restrito.
É frequente no casos agudos.
MEDICAMENTO AGUDO

São os medicamentos preparados a partir de drogas


que proporcionam quadros agudos violentos durante o
experimento patogenético.

Utilizados para aliviar sintomas agudos.

EX:Belladona, Aconitum, Cantharis.


MEDICAMENTO DE FUNDO

São os medicamentos relacionados aos estados


crônicos.
Utilizados para aliviar sintomas crônicos.
São também chamados de medicamentos de terreno.
EX:Phosphorus
Silicea
Calcarea carbonica
MEDICAMENTO PLACEBO

Definida como substância inerte administrada com


finalidade de agir terapeuticamente por meio de
sugestão;
MEDICAMENTO PLACEBO

•São utilizados para interromper dependência


medicamentosa antes do uso do simillimum;
•Satisfazer impulsos hipocondríacos;
•Nas provas duplo-cego durante a experimentação
patogenética;
IDENTIFICAÇÃO DO
MEDICAMENTO PLACEBO
Nome do medicamento,potência, escala e método
acrescido do número 0(zero), de uma barra(/) e do
volume ou peso a ser dispensado.
Exemplos:
Aconitum6CH 0/20mL- para líquidos;
Argentum nitricum 6ch 0/15g- glóbulos, comprimidos e
tabletes
IDENTIFICAÇÃO DO
MEDICAMENTO PLACEBO
Quando a prescrição for de medicamento e preparação
inerte, o número antes da barra indicará o papel que
deverá conter o medicamento.
Phosphorus 30CH 1/10 papeis
Phosphorus 30CH 1,5,9,13,17,20 papéis
Conteúdo dos Rótulos
• Já impresso:
– Nome do estabelecimento, endereço completo, telefone,
CNPJ;
– Número da licença da farmácia;
– Nome do farmacêutico responsável e CRF;
– Farmacopéia utilizada;
• Para ser digitado:
– Nome do medicamento, potência, escala, método, forma
farmacêutica, quantidade e unidade, lote, data de
fabricação e prazo de validade.
– Nome do paciente e do prescritor para as preparações
magistrais
Referências Bibliográficas
 CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 21ª edição. São
Paulo. Teixeira, 1981.
 MARINS, G. R. Homeopatia, o que é e o que não é. São
Paulo. Ed. Nacional, 1986.
 SCHEMBRI, J. De. Conheça a Homeopatia. 3ª ed. Z.A
Schembri: Belo Horizonte
 SOARES, A A D. Farmácia Homeopática, 1ª ed. São Paulo:
Ed Andrei,1997.
 www.homeozulian.med.br
 www.fcm.unicamp.br/biblioteca
 www.homeopatia.med.br
 www.batello.med.br