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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

RIO GRANDE DO NORTE

AULA 08
SOBERANIA POPULAR E
SEPARAÇÃO DE PODERES

Prof. Msc. Arlley Andrade de Sousa


“ É uma experiência eterna de
que todos os homens com poder
são tentados a abusar.”

Charles-Louisde de Secondat
Barão de Montesquieu
Nascido18 Janeiro 1689 em La Brede
Falecido10 Fevereiro 1755 em Parigi
NacionalidadeFrancesa
Profissão:Jurista, Historiador, Filósofo e Polítco.
1. CONCEITO DE PODER

Poder. Poder é o direito de deliberar, agir, mandar e,


dependendo do contexto, exercer sua autoridade, soberania, a posse
de um domínio, da influência ou da força. Trata-se de expressão que se
originou a partir do latim possum, que significa “ser capaz de”, e é uma
palavra que pode ser aplicada em diversas definições e áreas.

Segundo a sociologia, poder é a habilidade de impor a sua vontade


sobre os outros, e existem diversos tipos de poder: o poder social, o poder
econômico, o poder militar, o poder político, entre outros.

Fonte: https://www.significados.com.br/poder/
1. CONCEITO DE PODER

Nas palavras de José Afonso da Silva:

“Poder é ... um fenômeno cultural, um fenômeno que ocorre


em qualquer sociedade, porque, ao se associar, ao se inserir num
grupo organizado, a pessoa sabe que esse grupo, como um todo, pode
impor restrições, limitações à atuação de seus membros; pode exigir
certos tipos de condutas, em função dos fins sociais do grupo; e, se
pode é porque tem tal faculdade, tem um poder, é porque tem a
capacidade de coordenar e impor decisões ao grupo todo à vista de
determinados fins, que assim se conceitua o Poder.”
2. SEPARAÇÃO DOS PODERES

Sabe-se que a sociedade, organizada num Estado,


tem um Poder especial, qualificado como Poder político,
que é manifestação interna da soberania estatal, e, como
tal, detém algumas características, como a de unidade, de
indivisibilidade e de indelegabilidade.

Por isso, toda vez que se fala em divisão ou


separação de poderes, sempre surge a indagação: em que
sentido se deve tomar a expressão para que se harmonize
com a ideia de indivisibilidade do poder?
2. SEPARAÇÃO DE PODERES
Temos, por aí, a compreensão de que o poder político, o
poder estatal, desenvolve três funções fundamentais: a legislativa,
a executiva e a jurisdicional, que podem ser exercidas por um órgão
só, quando se fala de concentração de poderes, ou por mais de um
órgão, quando faz sentido usar a expressão divisão ou separação de
poderes.

Para que se verifique a separação de poderes, no sentido


posto por Montesquieu, são necessários dois elementos:
especialização funcional e a independência orgânica.

Pela primeira, as funções especializadas (legislativa,


executiva e jurisdicional) são entregues a órgãos separados,
enquanto a segunda garante autonomia a esses órgãos separados
(daí, falar-se em separação de poderes).
2. SEPARAÇÃO DE PODERES
Nesse sentido, diz a Constituição Federal:

“Art. 2º São Poderes da União, independentes e


harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.”

Ou seja, quando a Constituição diz são Poderes da União,


entenda-se, “São órgãos dos poderes da União”.

Quando se fala em funções do Poder Legislativo, está-se


pensando nas funções que se atribuem aos órgãos desse Poder.

Esquematicamente, diz-se que as funções do Poder


Legislativo são a de representação, a de legislação, a de legitimação
da ação governamental, a de controle, a de juízo político e a
constituinte.
3. FUNÇÃO LEGISLATIVA
ORDENAMENTO JURÍDICO
3. FUNÇÃO LEGISLATIVA
FUNDAMENTOS DE VALIDADE DAS NORMAS
3. FUNÇÃO LEGISLATIVA
HIERARQUIA MODERNA DAS ESPÉCIES NORMATIVAS
4. SOBERANIA POPULAR
Diz a Constituição Federal de 1988 que :

Art. 1º.

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o


exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos
desta Constituição.

Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio


universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e,
nos termos da lei, mediante:

I - plebiscito;
II – referendo;
III - iniciativa popular.
4. SOBERANIA POPULAR

CONCEITO.

Soberania popular é a doutrina pela qual o Estado


é criado e sujeito à vontade das pessoas, que são a fonte
de todo o poder político.

Está intimamente associada aos filósofos


contratualistas, dentre eles Thomas Hobbes, John Locke,
Jean-Jacques Rousseau, Voltaire e Barão de Montesquieu.

Soberania é o poder absoluto e perpétuo de um Estado,


não sendo limitada por nenhum outro poder interno ou externo.
Se o Estado é Democrático de Direito, a soberania deve estar
sempre no povo.
4. SOBERANIA POPULAR

Considerando a separação de poderes (das funções do estado) já tratada acima,


sempre que um dos órgãos do respectivo poder (judiciário, legislativo ou executivo) age,
manifestando a vontade do Estado, na verdade, está agindo com base no poder que lhe foi
delegado pelo povo.

Por isso que é imperativo que ao atuarem para concretizar a vontade do povo (a
qual é difusa no seio da sociedade, e por isso difícil consenso ou unanimidade), devem fazê-
lo com base em instrumentos escritos como a Constituição e Leis, pois estes documentos
representam a tradução do consenso possível entre o complexo de vontades e ideologias
que existem nos vários grupos sociais que formam o povo.

O Legislativo, em tese, é o poder mais legitimado para traduzir a vontade do


povo. Todavia, tendo vista sua omissão em alguns temas relevantes, que decorrem de
ordens da Constituição, o Judiciário tem sido cada vez mais chamado a dar solução a tais
problemas, resultando no que se chama de protagonismo do Judiciário.
OBRIGADO PELA ATENÇÃO!

FIM