Você está na página 1de 53

Estudo 7

Revisão
1. Que livro é esse?

Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar a seus
servos os acontecimentos que ocorrerão em breve. Ele enviou um
anjo para apresentá-la a seu servo João, que relatou fielmente
tudo que viu.
Este é seu relato da palavra de Deus e do testemunho de Jesus
Cristo.
Feliz é aquele que lê as palavras desta profecia, e felizes são
aqueles que ouvem sua mensagem e obedecem ao que ela diz,
pois o tempo está próximo.
Apocalipse 1:1-3
1. Que livro é esse?

• O nome do livro tem a ver com a palavra “Revelação”. No


grego, temos apokalupsis, que diz respeito ao ato de “tirar o
véu”, expor algo ou tornar conhecidas coisas anteriormente
desconhecidas.

• Essas revelações são feitas por Jesus, dada por Deus sobre a
história humana e seu desfecho.

• A revelação foi comunicada pela mediação de um anjo.


2. Contexto do livro

Eu, João, escrevo às sete igrejas na província da Ásia. Graça e paz a


vocês da parte daquele que é, que era e que ainda virá, dos sete
espíritos que estão diante de seu trono, e de Jesus Cristo.

Ele é a testemunha fiel destas coisas, o primeiro a ressuscitar dos


mortos e o governante de todos os reis da terra. Toda a glória seja
àquele que nos ama e nos libertou de nossos pecados por meio de
seu sangue.

Apocalipse 1:4,5
2. Contexto do livro

• Entendemos tratar-se do apóstolo de Jesus Cristo.

• Originalmente, o Apocalipse foi escrito para os servos de Deus


das sete igrejas da Ásia (Ap 1:1,4,11)
• Foi assim para que as sete escolhidas servissem de
representantes da igreja toda.

• “Sete” é um número simbólico, que se repete várias vezes no


livro (mais de cinquenta vezes). Representa perfeição, plenitude
ou totalidade. Isso nos leva a entender que, apesar de os
destinatários originais serem sete igrejas reais da Ásia, sua
mensagem é para os cristãos de todas as épocas.
2. Contexto do livro

O número 7:

“Não há nenhuma indicação nas sete igrejas que elas representem


sete períodos sucessivos da história da igreja. Mas sete era um dos
números favoritos de João, e parece ter sido o símbolo de
plenitude, estar completo. João escolheu estas sete igrejas que ele
conhecia bem para que elas servissem a igreja toda. Sete não é um
número sagrado. O Anticristo tinha sete cabeças e sete coroas
(13:1). O significado aqui é diversidade dentro da unidade básica.
Desta forma João indicou que apesar de endereçado a sete igrejas
conhecidas dele o Apocalipse era para toda a igreja.”

(LADD, George Eldon. Tradução de Hans Udo Fuchs. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1980,
p.21).
3. O dia do Senhor

• Acreditamos ser o Sábado, o dia indicado como dia do Senhor


em apocalipse.

• Existem várias interpretações entre os estudiosos da bíblia

 Como dia escatológico


 O dia do imperador
 Dia literal
 Domingo (*dia da ressurreição de Cristo)
 Sábado (dia do descanso semanal)
4. A visão de Cristo
Em Apocalipse 1:10-16, uma voz lhe dá uma ordem para anotar as
visões e enviar às sete igrejas. Quando ele se volta para ver que
voz era essa, tem a visão do Cristo.

CRISTO COMO HOMEM (v. 13a)

CRISTO COMO JUIZ (v. 13b)

CRISTO GLORIFICADO (v. 14-16)


5. A missão da Igreja

João diz que Jesus anda no meio de sua igreja. Os versículos 12-
13a descrevem essa cena: “... ao voltar-me, vi sete candeeiros de
ouro, e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de
homem”.

Os sete candeeiros, aqui, são símbolos das sete igrejas.

Qual a função do candeeiro?


Qual a MISSÃO da Igreja?
Aplicação pessoal

Julgue-se bem-aventurado, por poder conhecer a mensagem do


Apocalipse.

João diz que são “bem aventurados”, isto é, felizes, os que leem
e os que ouvem as palavras desta profecia (Ap 1:3a).

É possível que o Apocalipse tenha sido lido em voz alta, nas


igrejas que o receberam originalmente. Era isso que acontecia
com o material que as igrejas recebiam dos apóstolos. Então,
João diz que, tanto os que tivessem o privilégio de ler quanto os
que ouviriam o conteúdo do livro, eram bem-aventurados.

Nós, também, podemos nos considerar assim.


Aplicação pessoal

Julgue-se bem-aventurado, por poder viver a mensagem do


Apocalipse.

João diz que também são bem-aventurados os que guardam as


coisas que nela estão escritas, porque o tempo está próximo (Ap
1:3b)

O Apocalipse “contém muitas exortações à fé, paciência,


obediência, oração e vigilância”.

Você está disposto a fazer isso?


Aplicação pessoal

Mesmo com toda a perseguição à igreja, confiemos no poder


do Cristo glorificado. Não nos esqueçamos de que nada pode
nos separar de Deus, por causa do seu amor em Cristo Jesus
(Rm 8:38-39).

Foi ele quem disse que estaria com seus discípulos, todos os
dias, até o fim dos tempos (Mt 28:20).

Portanto, não há o que temer. Por ser onipresente, o Senhor


está em todos os lugares, ao mesmo tempo.

Ele caminha com os cristãos, edifica a igreja, mantém-na em sua


caminhada, e assim será, para todo sempre.
Cartas ás sete Igrejas da Ásia

O que vês escreve em livro e manda às sete


igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes,
Filadélfia e Laodiceia. (Ap 1:11)
Estudo 2

Cartas ás sete Igrejas da Ásia


Cartas ás sete Igrejas da Ásia

Estrutura das cartas

• Apresenta-se

• Quando possível algum elogio

• Repreende

• Ameaça
 
• Faz promessas
Cartas ás sete Igrejas da Ásia

Primeiro grupo de Igrejas

Esfriamento
Cartas ás sete Igrejas da Ásia

Igreja de Éfeso

Igreja de Sardes

Igreja de Laodicéia
Eféso, cap. 2:1-7, Sardes, cap. 3:1-6 e Laodicéia, cap. 3:14-22
Cartas ás sete Igrejas da Ásia

Segundo grupo de Igrejas

Esfriamento
3. O dia do Senhor

Pérgamo

Tiatira

 Pérgamo, cap. 2: 12-17, Tiatira, cap. 2: 18-29


Cartas ás sete Igrejas da Ásia

Terceiro grupo de Igrejas

Perseguição
Cartas ás sete Igrejas da Ásia

Esmirna

Filadélfia

Esmirna, cap. 2: 8-11 e Filadélfia, cap. 3: 7-13


Estudo 3

A Visão do Trono e o Livro selado


A Visão do Trono e o Livro selado

Quem comanda a Igreja?

Quem comanda a história da


humanidade?
A Visão do Trono

1. O Soberano

O trono de Deus:
“Como em Isaías 6, Deus está no centro da cena. (...) (thonos, trono) é uma das
ênfases principais do livro, contrapondo o “trono de Deus” ao “trono” de Satanás
([Ap] 12.5 contra 13.2; cf. 2.13; 16.10) e, provavelmente nesse capítulo, com o
trono de César também. O termo ocorre treze vezes somentenesse breve
capítulo. Originalmente designado como uma cadeira para convidados
especiais, o ‘trono’ se tornou um símbolo da majestade soberana do rei. Ele
significada tanto governo como julgamento (...).” (OSBORNE, Grant R. Apocalipse:
comentário exegético. Tradução de Robinson Malkomes e Tiago Abdalla T. Neto. São

Paulo: Vida Nova, p.251). 


A Visão do Trono

2. Os vinte e quatro anciãos


3. Os quatro seres viventes

Os seres viventes:
“(...) ‘seres viventes’ como estes foram vistos pelo profeta Ezequiel durante a
primeira e extraordinária visão que teve (Ez 1). Embora as seis asas de cada
ser vivente lembrassem muito a visão que Isaías teve dos serafins (Is 6), a
maior parte da visão de João corresponde aos seres vistos por Ezequiel, os
quais ele chama de querubins (Ez 10:20). Os querubins da Bíblia estão
muito longe de ser os anjinhos de asas e covinhas, dos quadros que
conhecemos. São criaturas que impões respeito, indicações visíveis da
presença de Deus.” (WILCOOK, Michael. A mensagem de Apocalipse. Tradução: Alexandros
Meimaridis et all. São Paulo: ABU Editora, 2003, pp.41-42).
O Livro selado

4. O livro da história
5. A autoridade de Cristo
A importância da morte de Cristo:
“A vitória final de Cristo como Leão de Judá – O Messias conquistador
– só é possível porque antes ele sofreu como Cordeiro. Aqui nos
deparamos como um grande mistério, algo que o Novo Testamento
afirma mas não explica, porque envolve realidades inexprimíveis em
palavras no ponto em que o mundo espiritual de Deus corta o mundo
histórico do homem. A dignidade e capacidade de Cristo de abrir os
selos do rolo da história e destino da humanidade dependem da
vitória que ele obteve em sua vida encarnada. Se ELe não tivesse vindo
em humildade, como Salvador sofredor, não poderia vir como Messias
conquistador.” (LADD, George Eldon. Apocalipse: introdução e comentário. Tradução de Hans Udo
Fuchs. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1980, p.67).
O Livro selado

6. A adoração ao Cordeiro
Os sete chifres e os sete olhos de Cristo:
“Os sete chifres representam a plenitude de poder que o Cordeiro
possui. No Antigo Testamento o chifre é símbolo comum de força,
aparecendo pela primeira vez em Dt 33:17, e frequentemente nos
Salmos (Sl 18:2; 112:9). Jesus, depois de ressuscitar, afirmou: ‘Toda
autoridade me foi dada no céu e na terra’ (Mt 28:18). O Cordeiro
também tem sete olhos; isto indica sua onisciência, que ele pode ver
tudo. Pano de fundo para isto é Zc 4:10, onde as sete lâmpadas na
visão do profeta ‘são os sete olhos do Cordeiro; eles são identificados
também como os sete espíritos de Deus enviados por toda a terra.
Assim João retrata de maneira simbólica o relacionamento entre
Cristo e o Espírito Santo com Deus-Pai.” (Ibidem, p.67).
Estudo 4

Os sete Selos
Os sete Selos
Os sete selos descrevem movimentos que caracterizarão a era
ou dispensação inteira, desde a ascensão até o regresso
glorioso de Cristo. São visões de paz e de guerra, de fome e de
morte, de perseguição à igreja e do juízo de Deus sobre os
seus inimigos.
À medida que os selos são abertos no céu, efeitos tremendos
acontecem na terra. O céu comanda a terra. Jesus abre os
selos. Está encarregado de todo o programa. A história está em
suas mãos. Nos primeiros quatro selos vemos a ira de Deus
misturada com graça. Mas a partir do sexto selo, há o
derramamento da ira sem mistura de Deus. É o dia do juízo.
Apocalipse 6 é como um texto paralelo de Mateus 24: Guerras
fomes (Mt 24:7b); perseguições
(Mt 24:6 e 7a); (Mt 24:9-25); abalos do
mundo (Mt 24:29); segunda vinda (Mt 24:30-31).
Os sete Selos

Sete selos, quatro Cavaleiros


1. Branco
2. Vermelho
3. Preto
4. Amarelo
Primeiro Selo

1. O Cavalo branco

O Cristo Vencedor
em todo Apocalipse o branco simboliza justiça; coroas e vitórias pertencem a
Cristo; e em 19.11-15 o cavalo branco é chamado ‘Fiel e Verdadeiro’, ‘a Palavra
de Deus’ e até ‘Rei dos reis e Senhor dos senhores’. Assim, estamos certos que,
antes de outros cavaleiros disseminarem os horrores da guerra, fome e morte,
Cristo cavalga primeiro como o cabeça da cavalgada, decidido a ganhar as
nações pelo evangelho.”

(STOTT, John. O incomparável Cristo. Tradução de Lucy Hiromi Kono Yamakami. São Paulo: ABU, 2006, pp.200-201).
Primeiro Selo
Razões para crermos que esse cavaleiro se trata de Cristo:
 
1. Sempre que Cristo aparece, Satanás se agita e assim as provas para os filhos
de Deus são iminentes

2. As palavras só podem aplicar-se a Cristo: BRANCO + COROA + SAIU


VENCENDO E PARA VENCER. Cabelos brancos (1:14), pedrinha branca
(2:17), roupas brancas (3:4,5,18), nuvem branca (14:14), cavalos brancos
(19:11,14), trono branco (20:11).

3. Branco não pode ser usado nem para o diabo nem para o anticristo. Esse
primeiro selo não traz nenhuma maldição.

4. Este texto está de acordo com o tema geral do livro que a vitória de Cristo.
Ele é o Leão da Tribo de Judá que venceu (5:5).

5. A espada do cavaleiro do Cavalo branco está de acordo com Mateus 10:34.


Cristo vence com a Palavra. Vence com o evangelho.
O segundo Selo
O Cavalo Vermelho, uma figura da perseguição
religiosa e da guerra - v. 4
 
1. Esse cavaleiro do cavalo vermelho representa a
perseguição ao povo de Deus ao longo dos séculos

2. Esse cavaleiro tinha uma grande espada

3. A paz foi tirada da terra para que os homens se matassem


uns aos outros
O terceiro Selo
O Cavalo Preto, uma figura da pobreza,
escassez e da fome - v. 5-6
 
Esse cavalo preto representa fome, pobreza,
opressão e exploração
 
Essa pobreza é proveniente dos crentes não fazerem
concessões
 
A pobreza não atinge a todos
O Quarto Selo

O Cavalo Amarelo, uma figura da morte - v. 7-8


 
A figura da morte e do inferno são pleonásticas,
apresentam uma única realidade

A morte e o hades não podem fazer o que querem


O Quarto Selo
A morte usa 4 instrumentos para sacrificar suas vítimas
1) A espada - Aqui trata-se da morte provocada pela
guerra.
2) A fome - A fome é subproduto da guerra, cidades
sitiadas, falta de transporte com alimentos.
3) Pestilência ou mortandades - As pragas, as pestilências
crescem com a pobreza, a fome, as guerras.
4) As bestas feras da terra - despedaçam e devoram tudo
que encontram.
O Quinto Selo
O CLAMOR NO CÉU - V. 9-11

“...as almas dos que tinham sido mortos por causa da


palavra de Deus e por causa do testemunho que deram” (Ap
6:9) pedem que Deus faça justiça na terra, julgando aqueles
que os perseguiram.

Não podemos entender esse texto literalmente, como se os


cristãos possuíssem uma “alma” incorpórea, que, depois da
morte, vai para o céu e permanece lá, consciente, de alguma
forma.
O Quinto Selo
O CLAMOR NO CÉU - V. 9-11

Devemos entender esse texto de maneira figurada, não


literal. Sim, João vê as almas dos mártires debaixo do
altar, mas se trata tão somente de “uma maneira vívida
de mostrar que eles foram martirizados pelo nome do
seu Deus”. A ideia, aqui, é que a “memória” desses
mártires clama diante de Deus (Hb 11:4; Ml 3:16).
Esse quinto selo faz referência à perseguição que leva
os cristãos ao martírio. Cada cristão é, em sua essência,
um mártir, pois deve estar disposto a morrer por Jesus
(Mt 10:38).
O Sexto Selo
O clamor sobre a terra - o juízo chegou - v. 12-17
 
Quando o Cordeiro abriu o sexto selo, João viu fenômenos e
acontecimentos catastróficos nunca antes vistos: ... houve
um grande terremoto; e o sol tornou se negro como saco de
cilício, e a lua toda tornou-se como sangue (Ap 6:12). Esses
eventos acontecerão num curto período, antes da volta de
Jesus. O sexto selo é muito importante, pois narra fatos que
nos levarão ao limiar do retorno de Cristo, ao grande dia da
ira do Cordeiro sobre aqueles que permaneceram rebeldes.
Esse curto período que antecede a vinda de Jesus, a que o
sexto selo faz referência, é chamado de a grande tribulação,
que começa a ser descrita.
O Sexto Selo
O clamor sobre a terra - o juízo chegou - v. 12-17
 
O juízo chegou: os homens estão em profundo desespero - v. 15-17
• Há seis classes de pessoas descritas: reis, grandes,
comandantes, ricos, poderosos, escravo e livre.

• Os homens estão buscando um lugar para se esconder

• De que estão fugindo?

• Eles buscam a morte, mas não os pode esconder da ira do


Cordeiro

• Posição, riqueza, poder político


O Sexto Selo

Depois de todos esses acontecimentos da


GRANDE TRIBULAÇÃO, narrados na abertura
do sexto selo, João, antes de passar a descrever
a abertura do sétimo selo, apresenta duas
cenas que trazem consolo aos crentes, frente
aos terríveis sofrimentos pelos quais o mundo
passará. Essas duas cenas são: os cento e
quarenta e quatro mil selados e a grande
multidão.
Estudo 5

OS 144 MIL,
A VISÃO DOS GLORIFICADOS E O SÉTIMO SELO
OS 144 mil Selados

Como vimos, o sexto selo descreveu, em linhas gerais, os


eventos da grande tribulação.

As sete trombetas, assunto deste estudo, apresentam


alguns desses eventos.
As sete trombetas narram a primeira parte da grande
tribulação, conforme veremos.

Porém, antes de passar a descrever a abertura do sétimo


selo, apresenta duas cenas que trazem consolo aos
crentes, frente aos terríveis sofrimentos pelos quais o
mundo passará. Essas duas cenas são: os cento e quarenta
e quatro mil selados e a grande multidão.
Os 144 mil

Alguns dizem
Alguns dizem que
que os
os 144
144 mil
mil representam
representam oo povo
povo dede Israel
Israel
convertido ou
convertido ou oo número
número de de judeus
judeus que
que sese converterão
converterão aa
Cristo, durante
Cristo, durante aa grande
grande tribulação.
tribulação. Entretanto,
Entretanto, isso
isso não
não faz
faz
sentido, pois
sentido, pois de
de acordo
acordo com
com oo texto,
texto, eles
eles são
são selados
selados para
para
proteção,não
proteção, nãopara
parasalvação.
salvação.
  
Issosignifica
Isso significaque
quejájásão
sãosalvos;
salvos;não
nãose
seconverterão
converterãodurante
duranteaa
grandetribulação,
grande tribulação,masmasserão
serãoprotegidos
protegidosnela.
nela.
A grande multidão
Perceba que os cento e quarenta e quatro mil foram selados para
passar pela grande tribulação, e, agora, o texto diz que essa grande
multidão já passou pela grande tribulação. Isso quer dizer que os cento
e quarenta e quatro mil selados e a grande multidão representam o
mesmo povo. É como se João nos mostrasse a igreja em dois
momentos: antes e depois da grande tribulação.

Essa grande multidão pode ser interpretada também de maneira mais


universal e abrangente, como a representação de todos sofreram por
Cristo, no decorrer de toda a história, bem como os que vieram da
grande tribulação dos últimos dias. cf Ap. 21:4
Essas duas cenas têm o objetivo de trazer conforto e esperança a todos
os cristãos que sofrem perseguição, ao dizer que serão protegidos da
ira de Deus, na grande tribulação, e que, depois de passarem por ela,
desfrutarão das bênçãos da eternidade, quando Deus lhes enxugará dos
olhos toda a lágrima (Ap 7:16-17).
A grande multidão

Essa grande
Essa grande multidão
multidão pode
pode ser
ser interpretada
interpretada também
também de de
maneira mais
maneira mais universal
universal ee abrangente,
abrangente, comocomo aa
representação de
representação de todos
todos sofreram
sofreram porpor Cristo,
Cristo, no
no decorrer
decorrer
de toda
de toda aa história,
história, bem
bem como
como osos que
que vieram
vieram dada grande
grande
tribulação dos
tribulação dos últimos
últimosdias.
dias.cf
cfAp.
Ap.21:4
21:4
Estudo 6

A mulher e a tríade do mal e as sete trombetas


O Sétimo Selo
O sétimo selo:
Como vimos, o sexto selo descreveu, em linhas gerais, os
eventos da grande tribulação. O sétimo selo seria o
detalhamento dos eventos narrados no sexto selo.
Agora, sete trombetas narram em detalhe a primeira parte
da grande tribulação. Nas Escrituras, as
trombetas são utilizadas para anunciar intervenções de
Deus. Aqui, servem para anunciar o juízo de Deus sobre os
ímpios.
No período inicial da grande tribulação. Antes de esses
anjos se prepararem para tocar as trombetas, somos
informados de que esses toques vêm como resposta às
orações dos santos (Ap 8:3-5). Por causa das orações dos
santos, os anjos preparam-se para tocar as trombetas
(Ap 8:6).
O Sétimo Selo
Combates ferrenhos:
Apocalipse 12 pode ser chamado de “o capítulo dos combates”.
Mostra o Dragão em suas tentativas fracassadas de frustrar os
planos divinos. Como não consegue, este fica cada vez mais feroz e
mais limitado em sua área de atuação. Temos, ao menos, três
combates descritos: a luta do Dragão contra Cristo (Ap 12:1-6),
contra os anjos (vv.7-12) e contra a igreja (vv.13-18). João diz ter
visto um grande sinal no céu: uma mulher, descrita de modo
majestoso. Esta mulher está grávida e sofre para dar à luz. Ela é uma
representação do povo de Deus de todas as épocas, que sofreu
inúmeras perseguições e angústias para dar à luz a era messiânica e
trazer o Messias (o filho da mulher). Quem a perseguiu? João vê
outro sinal no céu: um dragão vermelho poderoso com a terça parte
das estrelas do céu. Trata-se do próprio Satanás e dos anjos que o
acompanharam em sua rebelião contra Deus. Eles sempre quiseram
destruir Cristo e seu povo.
A luta histórica
O Sétimo Selo

Adversários perigosos:
Na sequência do livro do Apocalipse, João mostra que o
diabo não está sozinho em suas investidas contra a
igreja. Em primeiro lugar, o apóstolo apresenta a besta
que subiu do mar (Ap 13:1-10), uma referência a povos
e nações (Ap 17:5). Além disso, diz que essa besta é
semelhante a um leopardo: ... seus pés eram como os
de um urso, e sua boca, como a de um leão. Ele
também diz que o dragão deu-lhe poder, seu trono e
grande autoridade (Ap 13:2). Uma visão parecida é
mencionada em Daniel 7:3-6. Esses elementos
representam impérios mundiais, no livro do profeta.
A mulher e a tríade do mal
O sétimo selo

5ª Trombeta / 1º Ai
O quinto anjo toca a sua trombeta:
João vê a estrela que haviam caído do
céu para a terra (Ap 9:1)

6ª Trombeta / 2º Ai
Quando o sexto anjo toca a sua
trombeta. João ouve uma voz que
vem do altar de ouro, diante de Deus
(Ap 9:13-14)