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Consumidores podem pedir indenização por atraso na entrega de obra

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Consumidores podem pedir indenização por atraso na entrega de obra

Prazo para propor ação que vise indenização pelo atraso na entrega da obra é de até cinco anos, de modo que prédios prontos que foram entregues em atraso podem gerar indenização aos consumidores. 26/03/10 - Muitos imóveis são vendidos na planta, com prazos de entrega pré-determinados em contrato. De acordo com ranking do Procon, porém, o atraso na entrega do imóvel é uma das principais reclamações no setor de habitação. “O número de reclamações quanto a atraso na entrega de imóveis aumentou muito nos últimos meses. Há construtoras com mais de dois anos de atraso na entrega das obras e o consumidor que comprou um imóvel para se ver livre do aluguel ou para investir, fica no prejuízo”, diz José Geraldo Tardin, presidente do Ibedec (Instituto de Defesa do Consumidor). Tardin destaca que “a maioria dos contratos de venda de imóvel na planta prevê cláusula de carência para a entrega da obra, sem que a construtora comprove qualquer fato. Isto coloca o consumidor em uma situação de completo desequilíbrio em relação à construtora, o que o CDC proíbe e a Justiça tem declarado nula este tipo de cláusula”. Para Tardin, pleitear uma indenização nos casos de atraso é um direito que assiste aos consumidores e normalmente é fixado pela Justiça em 0,5 a 1% do valor de mercado do imóvel multiplicado pelos meses de atraso na entrega. Outra opção para o consumidor é buscar a rescisão do contrato pela inadimplência da construtora, onde teria direito a receber de volta 100% dos valores que pagou e ainda pleitear indenização pelo desfazimento do contrato. O consumidor José Mendonça, de Brasília (DF), comprou um imóvel na planta com prazo de entrega para 30 de setembro de 2006. Porém a entrega só foi feita em 24 de abril de 2007. Orientado pelo Ibedec, ele recorreu ao Judiciário e em sentença da 11ª Vara Cível de Brasília, obteve a indenização de 0,8% ao mês do valor de mercado do imóvel pelo período em que a construtora atrasou o pagamento. O Ibedec orienta que os consumidores que se encontram nesta situação podem recorrer à Justiça de duas formas: individual ou coletivamente. Para recorrer sozinho o consumidor movimentará um processo mostrando o contrato e a publicidade onde conste a promessa do prazo de entrega e confrontará tal prazo com o estágio atual da obra a data da efetiva entrega. Coletivamente, o Ibedec pode representar os consumidores de um mesmo prédio ou condomínio através de uma única ação. As vantagens são que os consumidores não precisarão adiantar custas e nem honorários periciais caso seja necessário. O prazo para propor ação que vise indenização pelo atraso na entrega da obra é de até cinco anos contados do atraso. Mais informações: (61) 3345-2492

Entrega de imóvel fora do prazo poderá gerar indenização ao comprador
A Comissão de Desenvolvimento Urbano aprovou, na última quarta-feira (6), o Projeto de Lei 3.019/08, que estipula indenização para compradores de imóveis que tenham atraso na entrega. As construtoras terão de pagar aos clientes valor equivalente ao aluguel de uma unidade similar à adquirida por mês de atraso. Para o relator do projeto, deputado Carlos Brandão (PSDB-MA), a exceção só cabe para os atrasos motivados por caso fortuito ou de força maior. Contudo, ele concorda com os argumentos do autor do projeto, deputado Antonio Bulhões (PMDB-SP), para quem o descumprimento de prazos significa prejuízos ao consumidor. "Na maioria das vezes, o adquirente limita-se a assumir o prejuízo, pois ir à Justiça em busca de

indenização pode implicar uma longa via crucis, visto que não há um direito objetivo assegurado", disse o relator, segundo a Agência Câmara. O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pelas Comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e Cidadania, sem necessidade de seguir ao Plenário.

ABC paulista
De acordo com levantamento feito pela Cadmesp (Consultoria em Defesa dos Mutuários), cerca de 30% dos imóveis financiados diretamente com as construtoras na região do ABC paulista não são entregues ou atrasam ao menos um ano. A Cadmesp estima que aproximadamente 30 mil pessoas tenham sido prejudicadas por cooperativas ilegais na região e alerta que os mutuários devem exigir reparação financeira, em caso de atrasos. Além disso, eles chamam a atenção para a necessidade de checar o histórico da construtora nos órgãos de defesa do consumidor, bem como para se ter uma conversa com outros mutuários de outros empreendimentos da empresa, antes de fechar o negócio.

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COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA - CONSTRUÇÃO CIVIL - OBRA - BEM IMÓVEL - RELAÇÃO DE CONSUMO - LEI 8078 90 - ART 159 CC INDENIZAÇÃO - TUTELA ANTECIPADA - ART 273 CPC - FINANCIAMENTO PAGAMENTO - PRAZO DE ENTREGA - POUPANÇA - ART 186 NCC - LEI 10406 02 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DESTA CAPITAL.

................, brasileiro, casado, motorista autônomo, portador da cédula de identidade RG n.º ............., inscrito no CPF/MF sob o n.º ..................., residente e domiciliado na Rua ................, Bairro ............., nesta Capital, por sua advogada e procuradora adiante assinada, conforme instrumento procuratório incluso (doc. ....), com escritório profissional abaixo impresso, onde recebe notificações e intimações, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, propor a presente AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL C/C RESSARCIMENTO DE PERDAS E DANOS, com pedido de CONCESSÃO ANTECIPADA DOS EFEITOS PARCIAIS DA TUTELA FINAL, com fulcro nos artigos 145, inciso II, 158 e 159 do Código Civil; Lei 8.078/90 (CDC), artigo 273, inciso I do Código de Processo Civil, bem como os demais dispositivos aplicáveis à matéria, contra ................, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob n.º ..............., com sede na ................., Bairro ..............., nesta Capital, na pessoa de seu

)..... .. como se comprova através da juntada das cópias dos comprovantes de pagamento em anexo (doc. do Empreendimento Residencial ..m2. respectivamente.... área de uso comum de . parcelas iguais.... pelas razões de fato e de direito a seguir aduzidas: 1...... descumprindo cláusula contratual resolutiva.........) e Proposta de Reserva n..PADRÃO . o prazo da entrega do imóvel do bloco 02 seria para ...... e ..: Apto . Desta forma.. ....... totalizando . (doc.... conforme Quadro Resumo em anexo (doc.. de .. DO CONTRATO Em data de ........ até o mês de . e ...PADRÃO ...........).. com área privativa de ....... .. .m2.. DO ANDAMENTO DA OBRA A construção dos referidos imóveis.....m2. área de uso comum de .m2..... e do imóvel do bloco ..... situado na Rua .......m2..... em ambos os contratos..Tipo . bem como não haver previsão para a efetiva entrega.... ........ com área privativa de ....). DOS PAGAMENTOS EFETUADOS O requerente pagou a poupança de ambos os imóveis.... Contrato n.... conforme planilha de cálculo em anexo (doc........ o requerente firmou com a requerida Contrato Particular de Compromisso de Compra e Venda (doc..). em ..). seria para ........ ..." e ". área de uso comum de ..... pertencentes aos blocos "....Módulo ." sequer iniciou e a obra composta de vários blocos encontra-se totalmente atrasada....... 2. DO PRAZO DE ENTREGA DO IMÓVEL De acordo com o estabelecido na cláusula Décima Primeira dos referidos contratos (doc.................m2....... ou PADRÃO .... e .. ..Tipo .... que computou entrada e financiamento em valores atualizados e corrigidos monetariamente.. do bloco ....... do corrente ano as parcelas dos referidos imóveis encontra-se em dia.)..m2.) ........... senão abandonada.. situado na Rua .......Tipo ....representante legal... totalizando . deve haver a rescisão contratual em razão da requerida não ter entregue os imóveis nos prazos estipulados. cada apartamento...... de . . ou PADRÃO ... de ..... área de uso comum de ..... . do Empreendimento Residencial ...... (Cód......m2. com tolerância de atraso ou antecipação.. acrescido de um total de ........ .. totalizando .......... com área privativa de ... de .m2.... a título de poupança e o saldo devedor financiado em .... 3.. pois somente um dos blocos está em fase de acabamento e um outro ainda no início..... ......... a ......... totalizando .m2.. e ..... e . como podemos observar pelas fotos e respectivos negativos ..... 5. ..... dias.. de ..... o que prorrogaria a entrega da obra para ........ e .... de ..... .. .m2..m2...... DO VALOR E DO FINANCIAMENTO DOS IMÓVEIS O preço total dos imóveis adquiridos à época do financiamento era de R$ . do bloco ......... parcelas no valor de R$ .).. 4.......... .. que fala do "DO PRAZO DA ENTREGA" e ainda no item 13 do Quadro Resumo (doc.......Módulo .. ...... (cód. tendo com objeto os seguintes bens imóveis: Contrato n... em ....... sendo R$ . . Apto.... com área privativa de ... Portanto. .Tipo ...

.. causando-lhe prejuízo financeiro considerável... não consta em momento algum a incorporação da respectiva obra. 9.." Passamos hoje . a ..... através do seu inadimplemento.. deu motivo para sua rescisão. ou impossível. levando-se em conta a tolerância de . nos seguintes termos: ". que foi em . no prazo improrrogável de 30 ( trinta ) dias... Analisando-se mais profundamente o contrato firmado entre as partes./..Quando for ilícito.... e . onde as cláusulas foram previamente estipuladas. O Código Civil determina em seu artigo 145. da não entrega dos imóveis no prazo estipulado no contrato. DA NOTIFICAÇÃO Como o prazo da entrega da obra já se expirou....... contados a partir do recebimento desta.... . o seu objeto. .. o imóvel tem sua origem na Matrícula n... DO INADIMPLEMENTO POR PARTE DA RÉ A ré.. não permitindo ao requerente interferir de qualquer modo na sua confecção. DA MATRÍCULA DO IMÓVEL Conforme Quadro Resumo em anexo (doc. Como podemos observar pela inclusa certidão atualizada da respectiva matrícula e nas demais que foram abertas (doc. conforme documento em anexo (doc./... o contrato é padrão..inclusos à presente (doc.na pessoa de seu representante legal. 8. . ou seja. e .. que é anexo ao contrato firmado.ª Circunscrição Imobiliária desta Capital.)....).. ).. . o que motivou a propositura da presente ação. 6.. conferindo ao .. notificando-a... em resumo... ou seja.. não houve por parte da requerida qualquer contato ou tentativa de acordo no sentido de rescindir extrajudicialmente o contrato firmado entre as partes.... verifica-se que o mesmo está repleto de cláusulas leoninas e abusivas. o requerente procedeu a NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL da requerida.. para... uma vez que o requerente não tem mais interesse em continuar pagando por algo que não sabe se vai receber no futuro..tem a presente a finalidade de NOTIFICAR a empresa .. pois teme que os imóveis não venham a ser construídos... com a devolução dos valores pagos a título de adiantamento pelos respectivos imóveis. .. sendo preenchidos somente espaços vazios nos itens constantes do Quadro Resumo (doc... tendo em vista não haver a mínima possibilidade da entrega dos imóveis em tempo hábil.. ou assinava como se encontrava ou não firmava o negócio... .... providencie a rescisão contratual....).. ... dias de atraso. .. DO CONTRATO DE ADESÃO O contrato firmado entre as partes é de adesão.. 7. e ..). É nulo o ato jurídico: II . da .. inciso II: Artigo 145. meses após o recebimento da referida notificação. .. com a devolução dos valores pagos a título de adiantamento do respectivo imóvel.. uma vez que já pagou o valor atualizado de R$ . Como pode ser verificar no documento de n. sendo que nenhum deles referem aos imóveis adquiridos pelo requerente.

. bem como deve ser considerada nula parte da cláusula 16ª.ª.estabeleçam obrigações consideradas iníquas.. O cálculo atualizado se encontra na planilha em anexo (doc.. isto para se garantir a isomania e equilíbrio contratuais. abusivas.São nulas de pleno direito.078/90 ( CDC ) determina: "Artigo 6º . parágrafo quarto. o requerente tem direito a ser ressarcido de todos os valores pagos até o presente momento para a requerida.." "Artigo 51 . A Lei 8. toda e qualquer cláusula que confere direitos somente à requerida. não confere às duas partes os mesmos direitos..). sendo que tal numerário corresponde aos valores pagos como entrada (poupança). que varia de 20 (vinte) a 60% (sessenta por cento)... enquanto à requerida cabem direitos e privilégios..requerente somente deveres e sanções. que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada. . proporcional às parcelas pagas pelo mesmo. letra "C". que obriga o requerente a renunciar expressamente a multa contratual (compensatória). não há equilíbrio entre as partes. uma vez que a requerida já usufruiu de todo o numerário pago pelo requerente e desta forma se locupletaria com a devolução da forma indicada no contrato.. com o índice e juros de mora legais. isto é... O presente contrato não é recíproco. prevista no art. ou sejam incompatíveis com a boa .subtraiam ao consumidor a opção do reembolso da quantia já paga (grifo nosso). letra "..fé ou a equidade (grifo nosso).. antecipação de parcelas e . II. Diante disso. também deverá conferir em relação ao requerente. 10.. exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos ou impliquem renúncia ou disposição de direitos (grifos nossos).impossibilitem.a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais (grifo nosso) ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. o requerente já pagou para a requerida o valor de R$ . mas que nada estabelece em caso de rescisão motivada pela requerida...." Com fundamento nos artigos acima citados.... que fala em devolução dos valores pagos em tantas parcelas quantas foram pagas.. Prova robusta desta iniquidade é a cláusula . parcelas de financiamento.. inclusive porque já pagou um percentual significativo do saldo devedor existente na época da assinatura do contrato.. DA DEVOLUÇÃO DE VALORES Além de requerer a rescisão contratual. entre outras. que estabelece uma multa em caso de inadimplemento contratual do comprador. .. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: I . IV . deve ser considerada nula a cláusula 15ª..".. inciso .. 924 do Código Civil.São direitos básicos do consumidor: V . Em valores atuais. nos casos previstos neste Código.

Pelo equilíbrio e igualmente entre as partes. no contrato firmado entre as partes. 11. violar direito. devidamente corrigido até o efetivo pagamento.. serão indenizadas com o equivalente.. 20% (vinte por cento ).). ou imprudência... fica obrigado a reparar o dano. ESTABELECE-SE QUE A DEVOLUÇÃO DAS PARCELAS ..ª. "Aquele que. nos termos dos itens acima da presente ação.. uma vez que pagou entre 60 a 100% do valor dos imóveis em cada um dos contratos. estabeleceu-se uma multa em caso de rescisão contratual (cláusula ..OBEDECERÁ O SEGUINTE CRITÉRIO: Percentual Pago Percentual de Devolução Multa 10% 40% 60% 10 a 40% 50% 50% 40a 60% 70% 30% 60a 100% 80% 20% Desta forma. valor este equivalente a 70% (setenta por cento) do saldo devedor à época do financiamento (item . em que antes dele se achavam.. negligência. o requerente já despendeu uma quantia razoavelmente grande pelo incerto imóvel. e .ª. inciso . 159.. do Quadro Resumo). isto para se evitar uma locupletação sem causa e benesse da mesma.. como já mencionado." 12. DA MULTA CONTRATUAL Conforme narrado acima. o mesmo teria retirado 20% ( vinte por cento ) do valor pago a título de multa contratual. . DA NOTA PROMISSÓRIA DADA EM GARANTIA DO CONTRATO .. A cláusula ..ª que trata das "CONSEQUÊNCIAS DO INADIMPLEMENTO CONTRATUAL DO COMPRADOR". o mesmo percentual de multa. Estabelece o Código Civil.. Como se pode verificar.. por ação ou omissão voluntária.. ou causar prejuízo a outrem. Na cláusula .EM CASO DE INADIMPLEMENTO . em seu Título II .... restituir-se-ão as partes ao estado. cabe a multa a qualquer parte que dê motivo à rescisão.. sendo que...." Desta forma. deve a requerida ser condenada a devolver todo o valor pago pelo requerente.A cópia dos comprovantes de pagamento igualmente estão juntados à presente (doc."). . fala do inadimplemento ou descumprimento de quaisquer obrigação por parte do "comprador". se houvesse inadimplemento por parte do requerente neste momento. proporcional às parcelas pagas pelo requerente. letra ". e não sendo possível restituí-las. a requerida deve acrescer ao ressarcimento que o requerente tem a receber. O artigo 158 do Código Civil determina: "Anulado o ato. que trata "DA RESCISÃO".DOS ATOS ILÍCITOS: Art.. ou seja..

Se por ventura o requerido assinou tais notas promissórias. o que geralmente ocorre em casos similares. bem como de grande parte de empresas do setor das mesmas. requerente. Tem-se que levar em conta. para que se evite o envio dos mesmos para protesto. DO PEDIDO Diante dos fatos acima expostos. para determinar-se a inexigibilidade do contrato em litígio. corre o risco da requerida indicar a protesto os títulos por ele. se houverem. mister se faz que Vossa Excelência conceda parcialmente os efeitos da tutela jurisdicional. E. DA NECESSIDADE DA ANTECIPAÇÃO PARCIAL DA TUTELA O artigo 273 do CPC prevê a possibilidade de antecipação total ou parcial da tutela jurisdicional caso haja prova inequívoca de que o demandante corre risco de dano irreparável ou de difícil reparação. Ademais. eventualmente assinados em branco. com a abstenção da requerida de fazer qualquer inscrição do nome do requerente em cadastros restritivos de crédito face ao contrato em litígio. e no intuito de impedir que o requerente sofre maiores prejuízos.O requerente quando firmou contrato com a requerida assinou alguns documentos e não lembra precisamente se entre eles estavam notas promissórias referentes ao valor financiado dos imóveis. O presente pedido de antecipação de tutela visa evitar que a requerida deixe de ressarcir o requerente dos valores pagos pelos imóveis. 13. Que seja determinada à requerida que se abstenha de enviar as Notas Promissórias a Cartório de Protesto. sendo que os representantes das mesmas acabam se locupletando com o patrimônio e economia alheias. se houverem tais títulos. se houverem tais títulos sob sua posse. os títulos devem ser juntados nos autos. pelo estado em que se encontra atualmente. inscrever seu nome em cadastros de inadimplentes e por fim executarem judicialmente o contrato em questão. que enquanto se discute o litígio que ora se instaura. como lhe permite a lei. vindo logo à frente perder todo o investimento feito. enquanto se discute o mérito da presente ação. para que a requerida tenha garantia do negócio efetivado. as mesmas devem ser consideradas nulas. para fim de liminarmente declarar a cessação da exigibilidade contratual e por conseqüência determinar a juntada das notas promissórias mencionadas. 14. uma vez que o próprio contrato firmado entre as partes garante-se por si mesmo. Tais pressupostos estão demonstrados acima. A obra iniciada pela requerida tem pouca ou nenhuma chance de ser construída. e o requerente simplesmente deixar de pagar as parcelas a que se obrigou da assinatura do contrato. lesando inúmeras pessoas que muitas vezes aplicam todas as suas economias na compra de um imóvel. o deferimento da antecipação da tutela. é pública e notória a situação econômica-financeira precária da requerida. de inscrever o nome . uma vez que o requerente parou de pagar o financiamento. Desta forma. requer-se: Preliminarmente e inaudita altera para. ainda.

. Advogado Ementa .. A condenação da requerida a devolver ao requerente todos os valores pagos como entrada (poupança)..... oitiva de testemunhas. A nulidade de toda e qualquer cláusula que confere direitos somente à requerida....... para todos os efeitos legais.... Sejam consideradas nulas Notas Promissórias que por ventura estiverem vinculadas ao presente contrato.. Pede deferimento. no valor R$ . sob pena de revelia.. especialmente o depoimento pessoal do representante legal da requerida.. na pessoa de seu representante legal....... devendo conferir direitos iguais em relação ao requerente. Dá-se à causa o valor de R$ ... para que conteste a presente ação... conforme planilha em anexo.. valor este atualizado monetariamente e com juros de mora legais até o efetivo pagamento......... de .)..... da presente peça.. valor este devidamente corrigido até o efetivo pagamento... de . isto para se garantir a isonomia e o equilíbrio contratuais.... .. juntada de documentos. referente à multa rescional...... A condenação da requerida no pagamento das custas processuais e honorários advocatícios.do requerente em cadastros de inadimplentes ou propor ações de execução/cobrança..... A condenação da requerida a pagar ao requerente o valor de R$ .. face a rescisão provocada pela mesma............ A citação da requerida.. rescindindo-se em definitivo o contrato firmado entre as partes. se necessário for.. antecipações e parcelas. estes na proporção de 20% (vinte por cento) do valor dado à presente..(. . no endereço antes mencionado... . No mérito requer-se: Seja o presente pedido julgado PROCEDENTE. nos termos do item 12 deste petitório...... Termos em que. nos termos do item .. Protesta-se pela produção de todos os meios de prova em direito admitidos.. bem como seja a requerida compelida a juntar aos outros os títulos originais.. entre outras......

caracterizada pelo descumprimento do termo da avença. DO CDC . V .ATRASO NA ENTREGA DE APARTAMENTO EM CONSTRUÇAO . mas. não apresenta esse cronograma ao consumidor. de que o consumidor recebeu o apartamento em agosto de 2005. que deixa claro que a construtora prometeu ao mercado de consumo a entrega dos apartamentos. não é suficiente para desconstituir a robusta prova produzida em sentido contrário.RECURSO DESPROVIDO. APENAS REMETENDO AO CRONOGRAMA DA OBRA. nos termos dos incisos IV e IX. FRENTE OS INCISOS IV E IX DO ART. ESTIPULANDO O MESMO PRAZO . VII . Não bastasse isso. A preliminar suscitada não é campo adequado para o enfrentamento dessas questões.INDENIZAÇÕES DEVIDAS . com a locação de outro imóvel e a guarda e depósito do mobiliário adquirido para guarnecer o novo apartamento. no mais tardar. Assim.PROMESSA VERBAL DE QUE O IMÓVEL SERIA ENTREGUE EM ABRIL DE 2005 . O argumento. na hipótese vertente. não obstante o consumidor já tenha pago a maior parte do imóvel. podendo então modificá-lo a qualquer tempo. o que é corroborado por fotografias.APELAÇAO CÍVEL . por vários meses.ALUGUEL DE OUTRO IMÓVEL E ARMAZENAGEM DE MOBILIÁRIO JÁ ADQUIRIDO . do artigo 51. está intrinsecamente relacionada com o mérito da lide. o consumidor havia feito a entrega do apartamento onde residia à construtora.MORA DA CONSTRUTORA EVIDENCIADA .NAO CONHECIDA . ficou evidente a mora da requerida. I . para o mês de abril de 2005. no sentido de que os apartamentos só foram entregues em condições de habitação em março de 2006. simplesmente.A alegação da construtora.Ponderando a boa-fé demonstrada pelo consumidor. Atraso na entrega de imóvel poderá ter indenização mensal .CONTRATO QUE NAO ESTIPULA PRAZO PARA ENTREGA DO IMÓVEL. do Código de Defesa do Consumidor. sendo forçado a morar num outro apartamento. há a contundente declaração firmada pelo síndico do condomínio instalado no edifício construído. IV .RESPONSABILIDADE PELAS DESPESAS EFETUADAS PELO CONSUMIDOR NO PERÍODO DE ATRASO . fazendo até mesmo a entrega do apartamento em que habitava. e o forte conjunto probatório.já que deduzido após a contestação . muito além da espécie de cognição hodiernamente utilizada para aferição das condições da ação. além de extemporâneo . 51.ABUSIVIDADE DO CONTRATO.está em conflito com essa peça de defesa. VI .CONTRATOS FIRMADOS COM TERCEIROS. Realmente é muito cômoda a posição da construtora.A discussão em torno da data avençada para a entrega do imóvel. restou caracterizado.AÇAO INDENIZATÓRIA . a patente abusividade do contrato.IMÓVEL ENTREGUE EM CONDIÇÕES DE HABITAÇAO SOMENTE EM MARÇO DE 2006 . que promete a entrega do apartamento "de acordo com o cronograma da obra".AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇAO PREMONITÓRIA . Recurso desprovido. deixando ao alvedrio desta a conclusão do contrato.INADIMPLEMENTO CONTRATUAL . já que além da frustração de não receber no prazo combinado o imóvel adquirido por quantia considerável. que carecem de profundo exame do substrato probatório.PROMESSA DE COMPRA E VENDA FIRMADA ENTRE PARTICULAR E CONSTRUTORA . indiscutível o dever de indenizar o consumidor pelos prejuízos materiais sofridos. pois estabelece vantagem abusiva em favor da empresa construtora. onde se debaterá também eventual responsabilidade da vendedora pelos prejuízos alegados pelo consumidor. vez que o tema versado se confunde com o mérito da lide. QUE NAO FOI ENTREGUE AO CONSUMIDOR . alugado. onde alegou-se que o prazo para conclusão do imóvel seria em abril de 2006.MÉRITO .Preliminar de ausência de notificação premonitória .A promessa de compra e venda firmada entre as partes está eivada por abusividade.RELAÇAO DE CONSUMO . que se detém apenas nas assertivas da inicial.COMPRADOR QUE JÁ HAVIA ENTREGUE À CONSTRUTORA O APARTAMENTO EM QUE RESIDIA.O dano moral.PRELIMINAR .QUESTAO QUE SE CONFUNDE COM O MÉRITO DA LIDE . COMO PARTE DO PAGAMENTO PELO NOVO IMÓVEL .não conhecida. e a conseqüente mora da construtora. II .DANO MORAL CARACTERIZADO FRUSTRAÇAO COM O LONGO ATRASO DA CONCLUSAO DA OBRA .

agora seguindo para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. em caráter conclusivo. em valor correspondente ao do aluguel calculado para a unidade adquirida. autor do substitutivo aprovado. acrescentando que as situações consideradas como "caso fortuito" ou "de força maior" extinguiriam o dever de indenizar. Para os contratos de compra e venda. novembro) na Câmara Federal pela Comissão de Defesa do Consumidor. com patamar mínimo preestabelecido". já aprovado (quarta-feira. é de autoria do deputado Antonio Bulhões (PRB-SP). A proposta em análise tem o mérito de desburocratizar a reparação do comprador de imóveis. Alterações rejeitadas . criando uma justa indenização automática. deputado Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB). valor a ser pago pelas construtoras terá como parâmetro a média de preço na região de localização da unidade. Desburocratização . 18. O PL 3019/08. Construtoras e incorporadoras serão obrigadas a indenizar o comprador que não receber o imóvel no prazo estabelecido em contrato. diante do elevado significado social da habitação própria e pelo destacado papel que o segmento imobiliário ocupa como investimento e fonte de geração de renda e emprego". e incorporou sugestões de Celso Russomanno (PP-SP) e de Carlos Sampaio (PSDBSP). 27 DE NOVEMBRO DE 2009 17:55 Mercado Imobiliário Fonte: Imovelweb Penalidade se estende às obras não concluídas. "a incorporação tem riscos consideráveis. ao aprovar o PL. Pela proposta. a Comissão de Desenvolvimento Urbano. a orientação do PL é incluir cláusula preventiva a atrasos excessivos das obras. O relator da Comissão de Defesa do Consumidor para o PL 3019/08. discordou das mudanças feitas pela comissão anterior. .Anteriormente. afirma Rêgo Filho. Em casos de inadimplência no pagamento das indenizações. O cálculo para a indenização terá como parâmetro a média de mercado da localidade em que se situa o imóvel. incluiu mudanças no texto original. É o que determina o Projeto de Lei (PL) 3019/08.Rêgo Filho destaca que "a aquisição de imóveis tem importância singular. atrasos ou paralisação de obra sem justificativa serão objetos de indenização mensal. No entender do deputado.. o texto do PL inclui autorização para a transferência do empreendimento a outra incorporadora ou construtora. Igualmente ocorrerá em casos de edifícios não concluídos. aprovado na forma do substitutivo de Rêgo Filho. pois representa a alienação de um bem ainda a ser construído. acrescentando que essa indenização por atrasos na entrega não acarretará prejuízo da ação de responsabilidade civil. e apresentou uma complementação de voto.

br E. o que o CDC proíbe.” A indenização é um direito que assiste aos consumidores em caso de entrega de obra. totalizando 17 meses de atraso. Bloco “C”. no Distrito Federal. Isto coloca o consumidor em uma situação de completo desequilíbrio em relação à construtora.Asa Sul – Brasília/DF Fone: 3345. explicou que “a maioria dos contratos de imóvel na planta prevê cláusula de carência para a entrega da obra.2492/9994. A obra prometida para junho de 2004 só fora entregue em dezembro de 2005. mas nenhum prevê prazo de carência para atraso no pagamento das prestações. José Geraldo Tardin.Atraso na entrega de apartamento gera indenização (7/10/2008) IBEDEC Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo CLS Quadra 414. O consumidor recorreu ao Justiça de Brasília e obteve uma indenização corresponde ao aluguel do imóvel pelo prazo do atraso.0518 Site www. . entabulou um contrato de compra de apartamento em construção em Águas Claras. presidente do IBEDEC. A cooperativa não deu qualquer compensação financeira ao consumidor e nem sequer postergou as obrigações contratuais.org. com uma construtora que posteriormente cedeu os contratos à uma cooperativa. A sentença é do Juiz da 7ª Vara Cível do Distrito Federal.ibedec. além de multa contratual. Loja 27 . O consumidor e associado do IBEDEC.br ATRASO NA ENTREGA DE APARTAMENTO GERA INDENIZAÇÃO.org.mail tardin@ibedec. José Willys Lopes Godinho.

000. Construtora deve indenizar cliente por atraso em entrega de apartamento Da Redação . Para isto. Maiores informações pelo fone 61 3345-2492 com José Geraldo Tardin.250 prestações do grupo de compromitentes . deu provimento ao recurso interposto por um cliente da Logitec Engenharia LTDA. É o que decidiu a 6ª Câmara Cível do TJ-MT (Tribunal de Justiça de Mato Grosso) que. Dois anos depois De acordo com informações da ação.18h09 Uma construtora de Mato Grosso que não entregou um apartamento na data prevista foi condenada a indenizar o comprador do imóvel em R$ 28 mil. O comprador alegou que a empresa deveria entregar os imóveis nos termos dos contratos. fixados em R$ 2. além de R$ 10 mil de indenização por danos morais No recurso. 90 dias após o recebimento de 1. Ele também havia sido condenado ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios. basta se associarem ao IBEDEC e fornecerem a documentação que comprova o atraso”. o autor celebrou contratos de compra e venda de dois apartamentos com a construtora em 1996. podem movimentar uma única ação prevista no CDC como Ação Coletiva e obter a indenização pelo atraso.Tardin ainda destaca que “os consumidores de um mesmo prédio que teve a obra entregue em atraso. A empresa ainda pode recorrer da decisão O comprador deve receber R$ 18 mil de indenização por danos materiais — referente aos lucros com aluguel que ele deixou de receber pelo atraso —. por unanimidade. o comprador buscou reverter decisão proferida em 1ª instância que julgou improcedente a ação de indenização por danos materiais e morais com pedido de liminar de constituição de capital assecuratório.11/02/2008 .

qual seja. Em relação aos danos materiais. portanto. mediante entrada à força por parte do autor e demais condôminos. o causador dos danos nos lucros cessantes deve ser condenado. Segundo a relatora do recurso. suficiente a ensejar a condenação em danos morais e o dever de indenizar. Recurso de Apelação Cível 77524/2007. mas sim enormes frustrações e angústias. a não entrega do imóvel objeto do contrato celebrado”. é perfeitamente aplicável as normas insertas no Código de Defesa do Consumidor nas relações de compra e venda de imóvel envolvendo empresas de construção e incorporação. Os R$ 18 mil de indenização por dano material referem-se aos 30 meses de aluguel perdido. que realmente o autor deixou de auferir os rendimentos com a locação do seu imóvel. já que em sua contestação. a entrega efetiva do bem deveria ter sido realizada em 15 de janeiro de 1998. mas só foi concretizada em novembro de 2000. sendo imperioso consignar que não pode ele ser prejudicado por culpa exclusiva do ato pela construtora.compradores. diz a magistrada. Ainda segundo o autor. até o momento. A magistrada também considerou que o excessivo prazo na entrega de imóvel gera não apenas meros aborrecimentos ou pequenos dissabores. A magistrada explicou que se a parte autora comprova a existência dos prejuízos materialmente sofridos e se não existir desconstituição da prova produzida. a construtora afirmou que todas as unidades foram concluídas e entregues aos adquirentes em junho de 2000. a juíza afirmou em decisão que “encontra-se estampado no bojo dos autos. . Ela salientou ainda que restaram demonstrados o inadimplemento contratual e a culpa exclusiva da requerida. A reportagem de Última Instância não encontrou. Diante disso. no valor mensal de R$ 600. juíza Juanita Cruz da Silva Clait Duarte. “Restou efetivamente demonstrada a quebra do contrato por parte da requerida que deixou de proceder a entrega do bem no tempo aprazado”. nenhum responsável pela construtora. o autor apresentou provas quanto aos prejuízos sofridos pela não locação do seu imóvel.

Recurso provido. Os danos materiais restaram comprovados. Compromisso de compra e venda. 234) Seguindo precedentes da Corte. Vejamos: "Direito civil.751-RJ REL. Cabimento. sr." (STJ/SJU de 25/11/02. relator o ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Esta Corte já decidiu no sentido de que cabe indenização em razão de atraso na entrega de imóvel. .º 445.Cabimento da indenização. CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO 1. Afirma que os danos materiais não foram comprovados. Imóvel não entregue. Esta Corte já decidiu no sentido de que cabe indenização em razão do atraso na entrega de imóvel. Doutrina. Lucros cessantes.Atraso na entrega do imóvel. objeto do contrato de compra e venda. que o atraso na entrega de imóvel objeto de compra e venda justifica a indenização por lucros cessantes. Responsabilidade civil. Agravo regimental desprovido. "AGRG NO AGRAVO DE INSTRUMENTO N. Compra e venda. no presente regimental. contra a determinação de pagamento de indenização pelos danos materiais decorrentes do descumprimento de contrato de compra e venda de imóvel a ser construído. decidiu a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça. 2.01/02/2003 às 16:30:00 .Atualizado em 19/07/2008 às 15:27:14 Civil. pág. estando a condenação imposta pelo Tribunal em harmonia com o posicionamento desta Corte. objeto do contrato de compra e venda.: MIN. Precedentes. Insurge-se a agravante. Consta do voto do relator: O Exmo. hipótese desses autos. ministro Carlos Alberto Menezes Direito: O inconformismo não prospera.

ao invés de um buraco para as fundações.ª Turma. 1. existindo no local um monte de areia.. ou seja.A expressão "o que razoavelmente deixou de lucrar".175/DF.ª Turma. o Acórdão recorrido. relator o senhor ministro Waldemar Zveiter. de forma expressa. se antes entender o recorrido de efetivar o pagamento que lhe fora imposto.417/RJ. mas a obrigação desse pagamento era contra entrega das chaves (fls. constante do art.Declaratórios acolhidos.I . II ." (REsp n. porque a autora comprovou que todas as prestações contratadas (fls.Devidos. relator o senhor ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira. afirmou que os danos materiais restaram comprovados. deve ser interpretado no sentido de que. "Processual civil.º 151. ou seja. existindo a presunção de que os fatos se desenrolariam dentro do seu curso normal. sem sequer ter sido iniciada. não há pagamento algum em atraso. só faltando a parte que seria financiada. os lucros cessantes pelo descompromisso do prazo acertado para a entrega de imóvel. na espécie. Efeito integrativo ao julgado. Anote-se: "(. item 3. tendo em vista os antecedentes. *** . 3. Promessa de venda e compra de imóvel. e 13. 14. *** Quanto à alegada inadimplência da autora apelada. objeto de compromisso de compra e venda.059 do Código Civil.. DJ de 01/8/2000).REsp n. o período que vai desde a data do inadimplemento até o trânsito em julgado da decisão ou a data do pagamento do quantum devido. na apuração do referido lucro. e não é crível que entre fevereiro de 1999 e maio de 2000 (mesmo que se adote a contagem de prazo feita pelo apelante) ela conseguiria erigir desde as fundações um edifício de mais de dez andares para poder entregar um apartamento pronto à apelada."(EDel. se admite que o credor haveria de lucrar aquilo que o bom senso diz que obteria. até prova em contrário. Declaratórios.Tocante ao lucro cessante. 23/68. ela não existe. levando-se em conta os valores já pagos e tendo como parâmetro os alugueres do imóvel prometido à venda que não lhe foi entregue. DJ de 20/5/02). Demanda resolutória. I .º 320. alcançando. 4. 14) foram pagas (fls. item II) e como as chaves não foram entregues. II . a proporcionalidade é estabelecida. Além disso.) conforme atestam as fotos de fls. 79 e 80 (não impugnadas nem desmentidas pela apelante) em 24/6/1998 e em 15/2/1999 a obra estava no mesmo estado. Lucros cessantes.

27 de fevereiro de 2008. decisão equivocada.Contrato não cumprido . um dano material que o juiz mandou indenizar também com razoabilidade.Indenização por ausência de entrega do Imovel no prazo contratual COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA – IMÓVEL NÃO ENTREGUE NO PRAZO CONTRATUAL – DEVER DE INDENIZAR (TJSP) BDI ACÓRDÃO nº 6 ano:2009 (Jurisprudência) Compromisso de compra e venda – Obrigação de entregar o imóvel conforme contrato . ou seja. que. Ação improcedente. sustentou oralmente o Dr. Jurisprudencia . em que é apelante Antonio Pereira de Magalhães.Dever de indenizar. que integra este acórdão. assim. Autorizada compensação entre o valor da indenização e o saldo do preço do imóvel. a sentença também merece reparos. Houve. que não erigiu o edifício. proferir a seguinte decisão: “Deram provimento ao recurso. fosse ela qualquer uma. Everaldo Rosental Alves. O vendedor é obrigado a reparar as perdas e danos pelo tempo que o comprador deixou de usufruir do imóvel não entregue no prazo avençado. estando a condenação imposta pelo Tribunal em harmonia com o posicionamento desta Corte. mas o fez com um objetivo certo: ou para morar nele (e alugar o que atualmente mora ou se livrar do pagamento do aluguel) ou para alugá-lo (e auferir com isso renda compatível com o investimento feito). de conformidade com o voto do Relator. V. Nego provimento ao agravo regimental.U. Antônio de Pádua Ribeiro e Ari Pangendler. Recurso provido. os danos materiais restaram comprovados. acabou frustrada pela mora da ré apelante. São Paulo. Indenização equivalente a um valor locativo. Havendo decisão definitiva sobre a validade do contrato e a obrigação de entregar o imóvel. nesse particular. Honorários advocatícios fixados em 20% sobre o valor da condenação. com a renda de um imóvel equivalente durante apenas trinta meses.Quanto à concessão de indenização por danos materiais. computados juros e correção monetária. como quem compra um sorvete. votando com o relator os ministros Nancy Andrighi. em Oitava Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. relatados e discutidos estes autos de Apelação Cível com revisão nº 346. não merecendo qualquer reparo a sentença. devidamente atualizado. conforme já demonstrado nos precedentes acima. 20. e no caso a expectativa da autora. sendo apelado espólio de Joaquim Mazza (representado por sua inventariante): (voto nº 18. discute-se apenas o critério da reparação.387-4/3-00.629) Acordam. § 3º do CPC. . Castro Filho. ao contrário do alegado pela recorrente. Inteligência do art. Decisão por unanimidade. Vistos. da Comarca de São Paulo.”. Vê-se. pois o dano material efetivamente ocorreu: quem compra um imóvel não o faz por mero deleite. 157/158). portanto. O julgamento teve a participação dos Desembargadores Caetano Lagrasta (presidente) e Joaquim Garcia."(fls.

datado de 06/08/1974. Recurso processado. suspendeu os pagamentos das parcelas relativas ao saldo. A sentença é equivocada. que o pagamento integral não era condição para o cumprimento da obrigação ora pleiteada e albergada pela r. 197). os réus. ato ilícito. 349). Fundamentos. indenização por danos materiais. não foram conhecidos (fl. Em 09. respondido e preparado (folhas 261/263. aos apelados era vedado rediscutir a questão e ao magistrado sentenciante não cabia examinar e decidir sobre o nexo causal. honrarem o pactuado entregando as chaves do imóvel” (fl. por seus antecessores. O último recibo relativo ao pagamento de parcelas da entrada é o de folha 15. 205). sob o fundamento de que não foi demonstrado o nexo causal relativo ao dano por ilícito extracontratual.2007 esta Câmara. 272/289). Relativamente a este último.Silvio RELATÓRIO Marques Neto. Como se verifica. sentença. Consta o compromisso de entregar o imóvel no prazo de sessenta dias após a complementação da entrada. Relator.05.05. Menos verdade não é. Em primeiro lugar. O V. no entanto. Ar. 307). Tal decisão foi confirmada pelo Acórdão de folha 46 do qual se extrai o seguinte trecho: “Nem se há de invocar que há saldo do preço a ser satisfeito. 348) transitando em julgado em 06. Na mesma linha a argumentação dos apelados que até beiram a má-fé processual. etc. ou seja. foram julgados e acolhidos os Embargos de Declaração de ALICE MAZZA. deveriam os promitentes-vendedores. não pediu a indenização por danos morais. Em 03.2007 (fl. por votação unânime. pois quando os vendedores não cumpriram o que antes estavam obrigados. Em ação anterior.2007. Isso é verdade. pela Serventia. cujo Acórdão foi publicado no Diário Oficial em 22. 212). Pelo “Recibo de Sinal e Princípio de Pagamento” de folha 13. Não estavam os promitentes-compradores obrigados à satisfação do saldo ainda pendente. A prova é exclusivamente documental e com base nela basta mandar avaliar e apurar o valor locativo do imóvel e fazer o cálculo atualizado do saldo devido pelo autor. Na contestação e na resposta a esta apelação continuam a insistir na mesma tecla: o autor não pagou o sinal conforme avençado. porque.10. pois foi omitido seu nome quando da publicação da sessão. No prazo apela o vencido alegando em preliminar que a sentença é nula porque houve cerceamento de defesa com o julgamento antecipado da lide. Acórdão foi publicado em 22. a sentença de folha 42 decidiu que a entrada estava paga e o imóvel tinha que ser entregue. por votação unânime (fl. 50). 313) e de Alice Mazza (fl. Opostos Embargos de Declaração (fl. autorizando-se a compensação de referidos valores. Durante anos os réus deixaram de cumprir essa obrigação e resistiram por todos os meios. do Espólio-apelado (fl. sentença cujo relatório fica adotado julgou improcedente a presente Ação de Reparação de Danos promovida por Antonio Pereira de Magalhães contra o Espólio de Joaquim Mazza. No mérito afirmou que a sentença é equivocada e também por isso nula. nem se admite a indenização fundada em lucro cessante por ato não vinculado à atividade laboral (fl. dando a impressão de que julgou outra causa. Diante desses fatos é forçoso concluir que não estão presentes as nulidades invocadas pelo apelante. 305) . Tem razão o recorrente. 322). mas apenas lucros cessantes. alegou-se que o seu patrono não foi devidamente intimado da data designada para a realização do julgamento da apelação. cabe aos interessados buscar eventuais direitos nas vias próprias. 345/347). Foram interpostos Embargos de Declaração por parte do Apelante (fl. Também irrelevante se entre vendedores e compradores existia na época dessa venda alguma sociedade ou outros negócios.10. antes disso. deu provimento ao recurso (folhas 299/303). Houve a certificação. 343). Nesta ação o autor veio pleitear a reparação patrimonial pelo tempo que deixou de usufruir do imóvel.2007 (fl. da falha ocorrida (fl. depois foi proferida com base em provas que não existem nos autos (fl.2007 (fl. e prejudicados os demais. nem integralizou o preço do imóvel. Ao mesmo tempo pediu que se fizesse a compensação com os valores que ainda tem a pagar. 208). .11. prometeram a venda ao autor do imóvel lá descrito. ora apelantes. danos morais.

Para tanto. Logo. Isto posto. feita a compensação de créditos já mencionada. Observe-se quanto ao cálculo dos juros o importe de 0. No pedido. Como foram os vendedores que deram causa à suspensão dos pagamentos e nunca exigiram a liquidação do débito. com as devidas atualizações (correção monetária). ou o locaram. Por simples cálculo será apurado o saldo devedor do preço do imóvel. no todo ou em parte a terceiros. deve incidir sobre o valor da condenação efetivamente imposta aos réus. Irrelevante se os réus ocuparam pessoalmente todo o imóvel durante esse período. No juízo de origem deve ser determinada a realização da perícia avaliatória. a reparação das perdas e danos deve ser contada desde 06/10/1974 até a efetiva imissão de posse em dezembro de 1995. bem como indenização por lucros cessantes . dou provimento ao recurso. data em que teve início o dano.Pelo compromissado no recibo de folha 13 os vendedores tinham sessenta dias a contar dessa data para a entrega do imóvel. 406 do CC/02). e a partir de então 1% ao mês (art. O que importa é que o autor não pôde dele fazer qualquer uso como era seu direito. devidamente atualizadas e acrescidas de juros. pretendeu a resolução de escritura de promessa de compra e venda. § 3º do CPC. Silva impetrou uma ação contra a empresa pelo atraso na entrega da obra de imóvel adquirido por ele. invertem-se os ônus da sucumbência e bem assim os honorários advocatícios.Superior Tribunal de Justiça A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão que condenou a empresa Carvalho Hosken S/A Engenharia e Construções a extinguir o contrato realizado entre ela e o consumidor Carlos Alberto da Silva e sua esposa. bem como a devolver as parcelas já pagas e a indenizá-los por lucros cessantes pelo valor locativo do imóvel. Invertido o julgamento. fixados em 20% sobre o valor da condenação. com a conseqüente devolução das parcelas pagas. No caso. fixa-se o termo inicial em 06/10/1974. com a impossibilidade de fruição do imóvel pelo autor. pelo meu voto. Construtora deve indenizar consumidor por atraso na entrega de imóvel 30/ago/2005 Fonte: STJ . a qual não pode ser entendida senão como o valor que tiverem que pagar ao autor. computados correção monetária e juros.5% aos mês até janeiro de 2003. Nesse caso as perdas e danos devem ser equivalentes a um valor locativo mensal durante todo esse período. 20. não existem juros ou multa a considerar. que a teor do art.

sendo julgados procedentes os pedidos de extinção do contrato e de devolução das parcelas pagas. . razão pela qual a alegação de violação a artigos esbarra no teor das Súmulas 5 e 7 desta Corte". ressaltou que o caso não permite a aplicação. os ônus daí advindos são exclusivamente da construtora. a empresa recorreu ao STJ alegando violação do Código Civil e do Código de Defesa do Consumidor. a culpa da empresa pelo atraso na entrega da obra foi reconhecida.pelo valor locativo do imóvel a contar do término do prazo de entrega da obra até o ajuizamento da ação. "A resolução jurídica da lide foi equacionada pelo acórdão recorrido diretamente a partir dos fatos e provas colhidas nos autos. a ministra Nancy Andrighi destacou que esse foi o índice ajustado no contrato firmado entre as partes. Quanto à adoção do INCC. não houve reciprocidade da culpa. se cumprida parte da obrigação. "No caso. Até porque as partes envolvidas retornam ao estágio anterior à concretização do negócio". Além disso. relatora do processo. Na apelação. diante da condenação à restituição da integralidade das parcelas pagas. Em primeiro grau. explicitou. Assim. a ministra Nancy Andrighi. e também porque os juros moratórios deveriam incidir somente a partir da citação e não do 16º dia da notificação da empresa por Silva. a resolução do contrato foi decretada por inadimplência da construtora por descumprimento de prazo na entrega da obra. o juiz poderá reduzir proporcionalmente a pena estipulada para o caso de mora e inadimplemento) na hipótese de extinção de contrato de compra e venda de imóvel por culpa da empresa. mas julgou improcedente o pedido de indenização por lucros cessantes. Inconformada. sustentou que a correção monetária das parcelas pagas não poderia ser feita pelo Índice Setorial da Construção Civil (INCC). o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deu parcial provimento ao pedido de Silva para incluir na condenação a indenização. ante o descumprimento da entrega. afirmou a relatora. Ao analisar a questão quanto à aplicação do artigo 924 do Código Civil (prevê que. mas sim pela UFIR.

"Com a inexecução do contrato pela recorrente. Fonte: STJ . além do dano emergente. concluiu a ministra Nancy Andrighi.A ministra considerou correta a indenização por lucros cessantes nos termos do artigo 335 do Código de Processo Civil.Superior Tribunal de Justiça . é mais do que óbvio terem os recorridos sofrido lucros cessantes a título de alugueres que poderia o imóvel ter rendido se tivesse sido entregue na data contratada. figurado nos valores das parcelas pagas. pois esta seria a situação econômica em que se encontrariam se a prestação da recorrente tivesse sido tempestivamente cumprida".

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