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Apostila Contabilidade Tributária

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Contabilidade Tributária

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA
Deduções da Receita Bruta: (+) Faturamento Bruto (-) IPI s/ faturamento (-) ICMS Substituição Tributária (=) Receita Bruta (-) Vendas Canceladas (as vendas canceladas de resultados anteriores deverão ser registradas em despesas de venda (despesas operacionais)). (-) Descontos Incondicionais (valores de desconto explicito na nota fiscal de venda) (-) Abatimentos de Vendas (descontos concedido devido a avarias ou defeitos após a venda) (-) ICMS (-) ISS (-) COFINS (-) PIS (-) I.E (imposto de exportação) (=) Receita Líquida OBS: I.I (imposto de importação) deve ser incluído no custo das mercadorias visto que não e recuperável fiscalmente; Desconto condicionais - são descontos concedidos após a venda em virtude de antecipação de pagamento pelo cliente de duplicatas são registrados como Despesa Financeira; IPI - É imposto não-cumulativo compensando-se com o valor pago na aquisição de mercadorias, é seletivo. No caso de venda pela indústria para empresas comerciais o imposto fará parte do estoque das mercadorias na empresa comercial. O IPI não integra a Receita Bruta; ICMS - É imposto não-cumulativo, pode ser seletivo, o ICMS será calculado em cima do valor do IPI quando a venda se destine a consumidor final ou ativo fixo, quando o produto for destinado a industrialização ou comercialização o ICMS não será calculado em cima do IPI. O ICMS integra a Receita Bruta.

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1 - COFINS - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social PIS - Programa de Integração Social 1.1 - FATO GERADOR PIS/PASEP e COFINS: I – na hipótese do PIS/Pasep: a) o auferimento de receita pela pessoa jurídica de direito privado; b) a folha de salários das entidades relacionadas a seguir: I – templos de qualquer culto; II – partidos políticos; III – instituições de educação e de assistência social que preencham as condições e requisitos do art. 12 da Lei no 9.532, de 10 de dezembro de 1997; IV – instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural, científico e as associações, que preencham as condições e requisitos do art. 15 da Lei nº 9.532, de 1997; V – sindicatos, federações e confederações; VI – serviços sociais autônomos, criados ou autorizados por lei; VII – conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas; VIII – fundações de direito privado; IX – condomínios de proprietários de imóveis residenciais ou comerciais; e X – Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e as Organizações Estaduais de Cooperativas previstas no art. 105 e seu § 1º da Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971. c) a partir de 1º de agosto de 2004, as importações de bens e serviços. II – na hipótese da Cofins: a) o auferimento de receita pela pessoa jurídica de direito privado. b) a partir de 1º de agosto de 2004, as importações de bens e serviços. Para efeito do disposto na alínea "a" do inciso I e no inciso II, compreende-se como receita a totalidade das receitas auferidas, independentemente da atividade exercida pela pessoa jurídica e da classificação contábil adotada para sua escrituração. Obs: No dia 09/11/2005, o STF considerou inconstitucional a ampliação da base de cálculo das duas contribuições introduzida pela Lei 9.718/98. O entendimento dos Ministros que votaram a inconstitucionalidade é de que o faturamento compreende somente a receita obtida com a venda de mercadorias ou prestação de serviços e que EC nº 20, promulgada após a entrada em vigor da Lei 9.719/98, não convalidou-a no sentido de torná-la constitucional. Entende-se ainda que para ampliar a base de cálculo da PIS e da COFINS em data anterior a EC nº 20 seria necessária Lei Complementar.

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As bases de cálculos da PIS e da COFINS na sistemática não cumulativa já estão amparadas pela EC nº 20, não estando viciadas de inconstitucionalidade. Contudo, como a decisão do Plenário não foi em ADIN, o julgamento só é aproveitado aos contribuintes que entraram com ações, os quais aproveitando a decisão de inconstitucionalidade não precisam pagar Pis e Cofins sobre outras receitas não compreendidas na receita bruta, tais como receitas financeiras, doações recebidas, variação monetária etc. Já os demais contribuintes aguardam que o Senado emita Resolução para retirar a vigência do art. 3º da lei nº 9.718/98, ou que o STF amplie os efeitos da decisão. Lei 9.718/98 art. 2° As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. Art. 3º O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. § 1º Entende-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. 1.2 - REGIME DE INCIDÊNCIA: De acordo com o analisado anteriormente, em resumo, há três hipóteses de incidência dessas contribuições:  Folha de salários (somente do PIS);  Receita bruta; e  Importações. 1.3 PIS SOBRE A FOLHA DE PAGAMENTO: Sobre a folha de pagamento das entidades citadas anteriormente incidirá PIS a alíquota de 1% (um por cento). 1.4 PIS E COFINS SOBRE O FATURAMENTO: Há duas modalidades de incidência sobre o faturamento para essas contribuições:  Cumulativa; e  Não Cumulativa. Na incidência cumulativa, as contribuições são devidas em cada fase do processo de produção, sendo que não é permitido aos contribuintes recuperarem a contribuição paga em etapas anteriores.

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4. cooperativas de crédito. bancos de investimentos. somente poderá ser deduzido quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário. de 20 de novembro de 1997. empresas de seguros privados e de capitalização.102. o imposto sobre produtos industrializados – IPI e o o imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte interestadual. EXCLUSÕES E ALÍQUOTAS As contribuições para o PIS e COFINS serão calculadas com base no seu faturamento. e financeiros. sociedades de crédito imobiliário. III – a operadoras de planos de assistência à saúde. entidades de previdência complementar abertas e fechadas e associações de poupança e empréstimo. agentes autônomos de seguros privados e de crédito. intermunicipal e de comunicação onerosa . IV . Sendo que o faturamento corresponde à receita bruta da pessoa jurídica.514. Entende-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas. bancos de desenvolvimento. Excluem-se da Base de Cálculo:  as vendas canceladas. Josué Vieira . de 20 de junho de 1983. (ainda que a devolução ocorra no mês ou meses subseqüentes ao da venda ou receita) os descontos incondicionais concedidos. exceto de produção agropecuária e as de consumo. caixas econômicas.1 BASE DE CÁLCULO. 1. V – pessoas jurídicas imunes de impostos. que não representem ingresso de novas receitas. sendo irrelevante o tipo de atividade e a classificação contábil adotadas para as receitas. sociedades corretoras. II – a pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de créditos imobiliários. nos termos da Lei nº 9.a empresas particulares que explorem serviços de vigilância e transporte de valores na forma da Lei nº 7. financiamento e investimento. distribuidoras de títulos e valores mobiliários. empresas de arrendamento mercantil.  as reversões de provisões operacionais e recuperações de créditos baixados como perda.ICMS. sociedades de crédito. VI – sociedades cooperativas.Contabilidade Tributária Já na incidência Não cumulativa é permitida a recuperação da contribuição paga em fases anteriores.1 PIS E COFINS – INCIDÊNCIA CUMULATIVA São CONTRIBUINTES as empresas tributadas com base no lucro presumido ou arbitrado e os optantes pelo SIMPLES e as seguintes pessoas jurídicas: I – a bancos comerciais. 4 Prof.4.1. 1.

637/02.65% para todas as pessoas jurídicas. Assim a pessoa jurídica poderá recuperar o valor do PIS e da COFINS pago na compra de produtos fabricados por terceiros que venham ser utilizados na produção e comercialização de bens e serviços.000 R$20.Contabilidade Tributária  o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo método de equivalência patrimonial. observada as normas regulamentadas expedidas pelo Poder Executivo.400. tenham sido transferidas para outra pessoa jurídica.000 R$200.000 R$380. São CONTRIBUINTES as empresas tributadas com base no Lucro Real e as empresas não incluídas na sistemática Cumulativa. que tenham sido computados como receita. 5 Prof.000 R$30.000 R$15.  os valores que.000 R$100. sistemática semelhante ao ICMS e ao IPI.000 R$50.4.  as receitas decorrentes da venda de bens do ativo permanente.000 R$100.  os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo método de custo de aquisição. computados como receita.000 R$200. 1) Calcule o COFINS e PIS e faça a sua contabilização: Faturamento Operacional Bruto(IPI incluso) Descontos Incondicionais Devoluções de Vendas IPI no faturamento Variação Monetária Ativa Receita de Aluguel do Ativo Permanente Ganhos de capital na venda de imobilizado Resultado positivo na equivalência patrimonial Receita de Dividendos método de custo Receitas de Juros Desconto Financeiros obtidos Abatimentos sobre Vendas Desconto Financeiro concedido R$4.000 R$100. A alíquota da PIS é de 0. A do COFINS é de 3% para as pessoas jurídicas em geral e de 4% para instituições financeiras.000 1. Josué Vieira .2 – PIS E COFINS – INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA Na incidência Não cumulativa há a instituição de créditos fiscais sobre a aquisição de insumos.000 R$20.000 R$150. definidos na Lei 10.

A alíquota da PIS e da COFINS. contudo essa redução não alcança os juros sobre o capital próprio. na condição de substituição tributaria.  o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo método de equivalência patrimonial. respectivamente. OBS:  O Decreto 5.  As vendas canceladas ou devoluções de vendas NÂO são excluídas da receita bruta no regime não cumulativo.4. Sendo que o faturamento corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. EXCLUSÕES E ALÍQUOTAS: A seguir é apresentado o esquema básico de cálculo das contribuições não cumulativas: (+) Base de cálculo (x) Alíquota PIS ou COFINS (=) Valor bruto apurado (-) Créditos fiscais a compensar (-) Contribuições retidas na fonte (=) Valor a recolher As contribuições para o PIS e COFINS serão calculadas com base no seu faturamento. na revenda de mercadorias em relação às quais as contribuições sejam exigidas da empresa vendedora. sendo irrelevante o tipo de atividade e a classificação contábil adotadas para as receitas. 1.6%.1 BASE DE CÁLCULO. que tenham sido computados como receita. e  receitas de vendas de álcool para fins carburantes. na incidência Não Cumulativa. Excluem-se da Base de Cálculo:  os descontos incondicionais concedidos.65% e 7. Entende-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas.4.2 CRÉDITOS FISCAIS PIS e COFINS: 6 Prof.164/04 reduziu a zero as alíquotas do PIS e COFINS sobre as Receitas Financeiras na sistemática Não Cumulativa.2.Contabilidade Tributária 1.  receitas auferidas pela pessoa jurídica revendedora.  as receitas não operacionais decorrentes da venda de bens do ativo permanente. que não representem ingresso de novas receitas.  as reversões de provisões operacionais e recuperações de créditos baixados como perda.  os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo método de custo de aquisição. é de 1. Josué Vieira .2. porém geram direito a créditos fiscais.

c) edificações e benfeitorias em imóveis de terceiros.6%. utilizados como insumos. incorridos no mês. b) outros bens incorporados ao ativo imobilizado. inclusive de mão-deobra. relativos a: a) máquinas e equipamentos adquiridos para utilização na fabricação de produtos destinados à venda.2. utilizados nas atividades da empresa. b) de bens e serviços. tenha sido suportado pela locatária. as mercadorias sujeitas à substituição tributária das contribuições. quando recuperável.65% e 7. exceto quando esta for optante pelo Simples. no mês. Josué Vieira . § 2º O crédito não aproveitado em determinado mês pode ser utilizado nos meses subseqüentes. quando o custo. e tenha sido tributada anteriormente. utilizados como insumos na prestação de serviços e na fabricação ou produção de bens ou produtos destinados à venda. cuja receita de venda tenha integrado o faturamento do mês ou de mês anterior. relativos: a) à energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica. 1. pagos à pessoa jurídica.Contabilidade Tributária Os créditos do PIS e da COFINS devem ser determinados. inclusive combustíveis e lubrificantes. exceto o álcool para fins carburantes. b) a aluguéis de prédios.dos encargos de depreciação e amortização. § 1º Não gera direito ao crédito o valor da mão-de-obra paga a pessoa física. respectivamente. II – das despesas e custos incorridos no mês. § 3º O IPI incidente na aquisição.000 7 Prof.4.3 CONTABILIZAÇÃO DOS CRÉDITOS Segundo a interpretação técnica do IBRACON. máquinas e equipamentos. c) a contraprestação de operações de arrendamento mercantil pagas a pessoa jurídica. e IV – relativos aos bens recebidos em devolução. mediante a aplicação das alíquotas de 1. para efeitos do disposto no inciso I. III . os créditos representam valores a recuperar e devem ser registrados em conta de ativo: Exemplo: Compra de mercadoria no mês $100. não integra o custo dos bens. sobre os valores: I – das aquisições efetuadas no mês: a) de bens para revenda.

conforme quadro a seguir.120 7.000 2.789.000 50.000 x 7.000 40.600 = $1.000 10.000 Prof.520 2) Com base nos dados a seguir efetue o cálculo da PIS e COFINS a recolher no mês na sistemática não cumulativa:       Receita de vendas Devolução no mês Compra de mercadoria no mês Despesa de arrendamento mercantil Receitas financeiras Despesas financeiras s/ empréstimos 400.000 x 1.600 1.520 = $1.6% 20.650 = $330 = $7.000 20.000 litros de gasolina para a distribuidora petrobrás que repassou para a distribuidora gama que por sua vez repassou para o posto de gasolina que vendeu ao consumidor final.200.6% Contabilização: Db Pis a recuperar Cr Estoque mercadoria Cr Despesa de aluguel Db Cofins a recuperar Cr Estoque de mercadoria Cr Despesa de aluguel 1. Josué Vieira .478.Contabilidade Tributária Despesa de aluguel $20.000 x 1.624.000 Exercícios complementares: 3) A refinaria REDUC refinou petróleo importado e comercializou 1.000 2. Sabendo-se que a tributação é feita pela sistemática monofásica faça o que se pede: Rede de distribuição Refinaria REDUC Petrobrás distribuidora Distribuidora gama Rede de postos de gasolina Consumidor final 8 Valor da operação 2.65% 20.65% 100.333.650 330 9.000 180.000 2.980 1.000 x 7.000 Valor dos créditos: 100.000 2.

20 580. Importação de $100.680 546.00 e R$ 7.PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS A partir de 01.299.843.65% e Cofins 7.600. atacadistas e varejistas).650.2004. de modo a contemplar a carga tributária incidente sobre toda a cadeia produtiva e. ditos monofásicos) de recolher o PIS/COFINS à uma alíquota diferenciada e majorada.760. medicamentos.865/2004. basicamente: na atribuição da responsabilidade tributária ao fabricante ou importador de certos produtos (combustíveis.20 133. 1. automóveis.516.882.471.40 118. autopeças.05.20 125.855.080% O valor total suportado pelos consumidores finais da gasolina a titulo de COFINS é de: a) b) c) d) e) 515.00. incide PIS e COFINS na importação de bens e serviços. Pelo registro do valor das contribuições devidas na importação: 9 Prof.6%. por outro lado.40 111. Josué Vieira .Contabilidade Tributária O regime monofásico consiste.065. a fixação de alíquota zero de PIS/COFINS sobre a receita auferida com a venda daqueles produtos pelos demais participantes da cadeia produtiva (distribuidores.681. por força da Lei 10.20 615.000 alíquota Pis = 1. respectivamente.60 653. bastará contabilizar tais valores em conta transitória do Ativo Circulante.60 O valor total suportado pelos consumidores finais da gasolina a titulo de PIS é de: a) b) c) d) e) 171.00 PIS E COFINS NA IMPORTAÇÃO . até sua compensação com o PIS e COFINS devidos. O procedimento a ser adotado para tais contribuições é a seguinte: PIS e COFINS RECUPERÁVEIS (NÃO CUMULATIVA): Na hipótese do importador valer-se do crédito.440% e PIS 5. Informações adicionais: Alíquota de COFINS e PIS sobre derivados de petróleo: COFINS 23. nos valores de R$ 1. Exemplo: PIS e COFINS devidos na importação.

4.600.3 – CONTRIBUIÇÃO DE INTERVENÇÃO DO DOMÍNIO ECONÕMICO (CIDE) Há duas modalidades de contribuições para intervenção do domínio econômico (CIDE):  Para o Programa de estímulo à interação Universidade-Empresa.650. respectivamente.00 2. PIS a Recuperar (Ativo Circulante) C.00 e D. creditados. Movimento (Ativo Circulante) R$ 1.250.Contabilidade Tributária D.00 1. Josué Vieira .incide.00 C – PIS Importação a Recolher (Passivo Circulante) R$ 1.00.650. cujo objetivo principal é estimular o desenvolvimento tecnológico brasileiro através de pesquisa de cunho científico-tecnológico feitas em parceria entre universidades e centros de pesquisa e o setor produtivo. Caixa/Bancos Cta. Caixa/Bancos Cta. a titulo de remuneração 10 Prof. PIS Importação a Recolher (Passivo Circulante) C.600.650. Pelo pagamento das contribuições: D. empregados ou remetidos a residentes ou domiciliados no exterior. a alíquota de 10% sobre os valores pagos.00 C – COFINS Importação a Recolher (Passivo Circulante) R$ 7. tais valores devem constituir acréscimo no custo de aquisição das mercadorias ou serviços. Exemplo: PIS e COFINS na importação de mercadorias para revenda.650.00 e R$ 7. criada através da Lei nº 10. COFINS Importação a Recolher (Passivo Circulante) R$ 7.00 e D.600. entregues. Movimento (Ativo Circulante) R$ 7. nos valores de R$ 1.600. cujo regime de tributação (lucro presumido) não permitirá a compensação pelo contribuinte: D – Importações em Andamento (Estoques . COFINS Importação a Recolher (Passivo Circulante) C.168/00. PIS Importação a Recolher (Passivo Circulante) R$ 1. A CIDE .Ativo Circulante) R$ 9.00 PIS e COFINS NÃO RECUPERÁVEIS: (CUMULATIVA) Quando o pagamento do PIS e COFINS na importação não for recuperável pelo contribuinte. COFINS a Recuperar (Ativo Circulante) C.

e álcool etílico combustível. PERÍODO DE INCIDÊNCIA: 11 Prof.Contabilidade Tributária decorrente das seguintes atividades: royalties. e álcool etílico combustível. gás e seus derivados. fornecimento ou transferência de tecnologia.00 por metro cúbico. 43). Josué Vieira . óleos combustíveis (fuel-oil). óleos combustíveis com alto e baixo teor de enxofre. gás liquefeito de petróleo. querosene de aviação e outros querosenes.336/01. apenas potencialidade de adquiri-la.00 por metro cúbico. incide sobre a importação e comercialização de petróleo e seus derivados. gás liquefeito de petróleo. inclusive o derivado de gás natural e de nafta e álcool etílico combustível. OBS: As alíquotas da CIDE – combustíveis estão reduzidas a zero quando aplicadas a: querosene de aviação. valores e/ou títulos por uma pessoa física ou jurídica.combustíveis são: I – R$ 280. contratos de exploração ou uso de marcas. não se cogita a sua incidência se houver. no caso de gasolinas.  Sobre a importação e comercialização de petróleo e seus derivados. pessoa física ou jurídica de: a) b) c) d) e) f) gasolinas e suas correntes. 2 – IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA JURÍDICA: FATO GERADOR: O fato gerador do imposto sobre a renda é aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica da renda ou proventos de qualquer natureza (CTN art. no caso do diesel. inclusive o derivado de gás natural e de nafta. as alíquotas máximas da CIDE. II – R$ 70. demais querosenes. criada através da lei nº 10. diesel e suas correntes. A CIDE tem como fatos geradores as operações de importação e de comercialização no mercado interno pelo produtor ou importador. prestação de assistência técnica e licenças de uso. passiveis de serem transformados ou convertidos em numerário. A partir de 10/05/2004.  A expressão “aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica da renda” significa a obtenção de um conjunto de bens. Para ser tributado pelo IR a disponibilidade deve ser efetivamente adquirida.

é o LUCRO REAL.000 = $20. que deve ser determinada segundo a legislação vigente na data da ocorrência do fato gerador. ALÍQUOTA: Para fatos geradores a partir de 1/01/1996. Josué Vieira . no segundo trimestre.000 = 4. LUCRO PRESUMIDO ou LUCRO ARBITRADO.000 12 Prof.000 x 3 meses 3 .  rendimentos líquidos em aplicações financeiras de renda fixa e variável.0000) x 10% Total  60. BASE DE CÁLCULO: A base de cálculo do imposto. 30 de setembro e 31 de dezembro. Imposto: 100. Exemplo: A empresa XPTO apresentou lucro real. e conseqüentemente. 30 de junho. há a incidência de um adicional de 10% sobre a parcela do lucro real.Contabilidade Tributária A partir de 01/01/1997 o período de apuração do imposto de renda passou a ser o trimestre. o imposto de renda das pessoas jurídicas que. a ser aplicada sobre a base de cálculo. presume o lucro a ser tributado. a alíquota do imposto sobre a renda das pessoas jurídicas é de 15%. ADICIONAL: Além do imposto cobrado à alíquota de 15%. Considera-se lucro presumido o total resultante da soma dos seguintes valores:  resultado apurado pela aplicação dos percentuais específicos do lucro presumido sobre a receita bruta auferida nas atividades.LUCRO PRESUMIDO É uma modalidade optativa de apurar o lucro.000 pelo número de meses do respectivo período de apuração.000 – 60. presumido ou arbitrado que exceder o valor resultante da multiplicação de R$20. = 15. correspondente ao período de apuração. no valor de $100.  ganhos de capital das demais receitas e resultados positivos.000.000 x 15% Adicional: (100.  juros relativos a remuneração do capital próprio. considerando-se como tal os encerramentos nos dias 31 de março.000 = 19. partindo dos valores globais da receita.

Contabilidade Tributária Poderão optar pela tributação no lucro presumido as empresas cuja receita bruta total tenha sido inferior a R$48.000. o produto intermediário e o material de embalagem tenham fornecidos por quem encomendou a industrialização b) prestação de serviços hospitalares e de 8% transporte de cargas c) demais serviços de transporte 16% d) de prestação de serviços.000. atividades rural e da 8% industrialização de produtos em que a matéria prima. Josué Vieira . Vale ressaltar que essa dispensa de escrituração é apenas para fins da legislação do imposto de renda. NECESSIDADE DE ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL: A pessoa jurídica habilitada à opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido deverá manter escrituração contábil nos termos da legislação comercial (regime de competência). de profissões que dependam de habilitação 32% legalmente regulamentada e) de intermediação de negócios (corretagem 13 Prof. e as atividades de loteamento de terrenos. Independentemente de utilizar o regime de competência ou caixa a empresa deverá escriturar o Livro de Registro de Inventário. A empresa deverá apurar.00 no ano calendário anterior. incorporação imobiliária. o lucro presumido. o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia. trimestralmente. no decorrer do anocalendário. cuja receita remunere essencialmente o exercício pessoal por parte dos sócios. BASE DE CÁLCULO: A receita bruta total compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria. manter Livro Caixa (regime de caixa) escriturado com toda a movimentação financeira. e que não estejam obrigadas à tributação com base no Lucro Real. Poderá ficar dispensada da escrituração contábil a pessoa jurídica que. descontos incondicionais e IPI. aplicando sobre sua receita bruta os percentuais a seguir especificados. deduzido das vendas canceladas. RECEITA BRUTA DAS ATIVIDADES PERCENTUAL a) comerciais e industriais em geral. para opção a ser exercida a partir de 2003. venda de imóveis construídos ou adquiridos para revenda.

álcool etílico carburante e gás natural 32% 32% 32% 1.  prestação de serviço em geral. a partir de 2003 a base de cálculo da contribuição social corresponde à 32% da receita bruta trimestral. aplicando o percentual correspondente. para a determinação da base de calculo do imposto. A parcela do lucro presumido apurada trimestralmente.000.00. estará sujeita à incidência do adicional de imposto de renda calculado à alíquota de 10%. No caso de pessoas jurídicas que exercem as atividades relacionadas a seguir. o percentual de 16%. Josué Vieira .  intermediação de negócios. locação ou cessão de bens imóveis. mencionados nas letras “e” até “g” cuja receita bruta anual seja de até R$120. mais os ganhos de capital e mais as demais receitas de resultado positivo que terá a aplicação da alíquota de 9% em relação à base de cálculo. ATIVIDADES DIVERSIFICADAS: Nas empresas que possuem atividades diversificadas a receita bruta deverá ser apurada por atividade.000. móveis e direitos de qualquer natureza f) construção por administração ou empreitada unicamente de mão de obra g) de prestação de serviço em geral. imóveis). CONTRIBUIÇÃO SOCIAL: A base de cálculo da contribuição social corresponde à: 12% da receita bruta trimestral. administração. A base de calculo será o somatório das atividades. quando no trimestre exceder a receita bruta de R$120. O valor do imposto será determinado mediante à aplicação da alíquota de 15% sobre a base de calculo correspondente.00. que exceder a R$60.  factoring.  administração.6% As empresas exclusivamente prestadoras de serviços em geral. exceto os citados na letra b e c h) revenda para consumo de combustível derivado de petróleo. DEDUÇÕES DO IMPOSTO DEVIDO: Poderá ser deduzido do imposto devido o valor do imposto retido na fonte sobre aplicações financeiras e receitas na prestação de serviços. mais ganhos em aplicações financeiras. locação ou cessão de bens imóveis. móveis e direitos de qualquer 14 Prof.Contabilidade Tributária seguros.00 poderão utilizar. porém ficará sujeita ao pagamento da diferença do imposto do trimestre anterior.000.

.....000 Variação Monetária Ativa ................000 Ganhos de capital na venda de bens.................. (C) considera o resultado líquido do período de apuração... (D) serve de base para cálculo de benefícios fiscais de isenção ou redução do IRPJ.............................................000 De prestação de serviços em geral.........000 Rendimentos operações financeiras renda fixa............ (B) estima o lucro a ser tributado a partir de valores globais da receita...R$2...........500..000 Na Receita de prestação de serviço....... ajustado por adições......R$ 10...................................R$ 12..................000.......... (E) corresponde ao produto da diferença com perdas de ativos ou com constituição de obrigações cujo fato gerador 15 Prof.................R$ 4................................. sem o imposto de renda.........R$2..........R$1.............R$6.....000 Total..... dispensando a escrituração contábil.......................... Josué Vieira .. observados determinados limites e condições.....R$500..............................500 5) Lucro Presumido é uma modalidade optativa de apurar o lucro que: (A) estima o pagamento mensal do IRPJ apurando a base de cálculo em 31 de dezembro do ano-calendário ou na data de encerramento de atividades e efetua o ajuste entre os dois valores na declaração de rendimentos correspondentes................000 Imposto retido na fonte: Rendimento de renda fixa..000 Juros ativos e descontos ativos ... exclusões e compensações determinadas pela legislação tributária................................ exceto a do livro registro de inventário e do livro caixa.....................................................R$ 20.....Contabilidade Tributária Exercício: 4) Com base nos dados a seguir calcule o imposto de renda e a contribuição social através do lucro presumido: Dados relativos ao quarto trimestre de 2006 (não acumulado) Receita Bruta: De revendas de mercadorias .

ou o Livro Caixa.o contribuinte. obrigado à tributação com base no lucro real. 247 do RIR/99 o lucro Real é o resultado (lucro contábil ou prejuízo contábil) do período de apuração (antes de computar a provisão para imposto de renda). erros ou deficiências que a tornem imprestável para: a) identificar a efetiva movimentação financeira. ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal.o contribuinte não mantiver.o contribuinte optar indevidamente pela tributação com base no lucro presumido. II . caráter estimativo. em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas. exclusões e compensações prescritas e autorizadas pela legislação do imposto de renda. portanto. Josué Vieira . Livro Razão ou fichas utilizados para resumir e totalizar. inclusive bancária.LUCRO REAL Segundo o art. VI . tendo. quando ocorre as seguintes situações: I . os lançamentos efetuados no Diário.o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal. quando couber e 9% em relação a contribuição social sobre o lucro.Contabilidade Tributária contábil já tenha ocorrido. 4 – LUCRO ARBITRADO: O imposto. IV . ajustado pelas adições.o comissário ou representante da pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro da sua atividade separadamente do lucro do comitente residente ou domiciliado no exterior.a escrituração a que estiver obrigado o contribuinte revelar evidentes indícios de fraudes ou contiver vícios. no decorrer do ano-calendário. III . A base de cálculo a ser arbitrada será determinada com base nos percentuais definidos em lei e sobre essa base de cálculo será aplicado o percentual de 15% mais o adicional. V . 16 Prof. 5 . não podendo ser medidas com exatidão. ou b) determinar o lucro real. devido trimestralmente. será determinado com base nos critérios do lucro arbitrado. não mantiver escrituração na forma das leis comerciais e fiscais. por conta ou subconta.

248 do RIR/99 o lucro líquido do período de apuração é a soma algébrica do lucro operacional.000 (200. de acordo com a legislação tributária não sejam dedutíveis na determinação do lucro Real. participações e quaisquer outros valores deduzidos na apuração do lucro líquido que. Compensações: tem for finalidade diminuir a base de cálculo do imposto e representam:  os prejuízos fiscais (também chamados de reais ou tributários). Sendo assim.  os resultados. dos resultados não operacionais. encargos. Josué Vieira .000) $1. não sejam computados no lucro Real. Adições são despesas contabilizadas.Contabilidade Tributária Segundo o art. Quadro simplificado: Resultado do período (lucro ou prejuízo) (+) Adições (-) Exclusões (-) Compensações (=) Lucro Real ou Prejuízo Real $1. despesas. mas não aceitas pelo Fisco e receitas não contabilizadas.). mas não exigidas pelo Fisco e despesas não contabilizadas. mas aceitas pelo Fisco. de acordo com a legislação tributária. receitas e quaisquer outros valores incluídos na apuração do lucro líquido que. receitas e quaisquer outros valores não incluídos na apuração do lucro líquido que.000. e das participações. rendimentos. Exclusões são receitas contabilizadas.000) (100. Exclusões: são ajustes facultativos que tem por finalidade diminuir a base de cálculo do imposto e representam:  os valores cuja dedução seja autorizada pela legislação tributária e que não tenham sido computados na apuração do lucro líquido do período de apuração (depreciação acelerada incentivada. de acordo com a legislação tributária.200. e deverá ser determinado com observância dos preceitos da lei comercial. 17 Prof.000 Adições (temporárias e permanentes ou definitivas): são ajustes obrigatórios que têm por finalidade aumentar a base de cálculo do imposto e representam:  os custos. provisões. rendimentos. Sendo assim.000 500. devem ser computadas na determinação do lucro Real. perdas.  os resultados. etc. mas exigidas imediatamente pelo Fisco.

o qual será preenchido em períodos seguintes. Josué Vieira . porém não compõe o lucro fiscal.00. caixas econômicas. Sendo assim. por não configurar despesa necessária (na opinião da legislação) para a manutenção da atividade produtiva. a provisão para perdas em um processo fiscal é uma despesa não aceita pelo Fisco. quando o processo for encerrado a despesa se tornará dedutível. Com a receita. Por exemplo. sociedade de crédito imobiliário. quando inferior a doze meses. de desenvolvimento. 5. distribuidoras de títulos e valores mobiliários. de investimento. Porém. seja superior ao limite de R$48.  cujas atividades sejam de bancos comerciais. Quando ocorrer o registro na contabilidade. rendimentos e ganhos de capital oriundos do exterior. a partir de 01-01-03. 18 Prof. sendo que esta será adicionada ao lucro contábil. gerando com isso um ajuste extracontábil no LALUR. esta receita que integra o lucro contábil. o entendimento é o mesmo. ou proporcional ao número de meses do período. representará uma redução antecipada do imposto de renda devido. é considerada como adição temporária.000. Já uma despesa que o Fisco aceita como dedutível para fins de apuração do tributo antes de seu reconhecimento contábil. deverá ser excluída. nem será num período futuro. esta despesa não será aceita pelo Fisco. por não preencher determinado requisito. sendo considerada uma exclusão permanente. não sendo agora por determinação da legislação. sociedades corretoras de títulos. Como por exemplo. tornando-se assim uma exclusão temporária. os dividendos recebidos de empresas controladas e coligadas não representam base para a tributação sobre o lucro. Já uma despesa que não é aceita pelo Fisco num período.000. sociedade de crédito. não são aceitas como dedução as despesas com brindes. empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta. no ano-calendário anterior. pelo fato de este resultado já ter sofrido tributação na empresa de origem. empresas de arrendamento mercantil. Como por exemplo.Contabilidade Tributária Adições e exclusões (temporárias e permanentes ou definitivas): Uma despesa que não é aceita agora. é considerada uma adição permanente. cooperativas de crédito. financiamento e investimento.1 PESSOAS JURÍDICAS OBRIGADAS AO LUCRO REAL: Estão obrigadas à tributação com base no Lucro Real.  que tiverem lucros. Esta despesa será dedutível nos próximos períodos. valores mobiliários e câmbio. portanto aceita pelo fisco. reduzindo o lucro tributável. uma vez que já foi considerada dedutível no período anterior. as pessoas jurídicas:  cuja receita total.

Estão obrigadas à escrituração do LALUR todas as pessoas jurídicas contribuintes do Imposto de Renda com base no lucro Real.transcrever a demonstração do lucro real. Josué Vieira . Segundo o art.) obedecendo ao princípio da competência. a pessoa jurídica deverá: I . Quando da tributação pelo Lucro Real a pessoa jurídica deve proceder toda à escrituração comercial (Diário.  Parte B. no decorrer do ano-calendário.  que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia. autorizadas pela legislação tributária. usufruam de benefícios fiscais relativos à isenção ou redução de imposto. administração de contas a pagar e a receber. tenham efetuado pagamento mensal por estimativa ou tenham reduzido ou suspendido o pagamento mensal por estimativa. por ocasião do pagamento do imposto correspondente ao primeiro trimestre do ano calendário em vigor. mediante levantamento de balanço ou balancete específico para este fim.000.lançar os ajustes do lucro líquido do período de apuração. gestão de crédito. ao controle dos valores que não constem da escrituração comercial. destinado aos lançamentos de ajuste: adições.00 no mês. destinada. III . pela tributação com base no Lucro Presumido. exclusões e compensações.manter os registros de controle dos valores excedentes a serem utilizados no cálculo das deduções nos períodos de apuração subseqüentes. bem como dos demais valores que devam influenciar a determinação do lucro real de períodos de apuração futuros e não constem da escrituração comercial.Contabilidade Tributária  que. Razão. As pessoas jurídicas que não se enquadrarem nas hipóteses acima poderão optar.manter os registros de controle de prejuízos fiscais a compensar em períodos de apuração subseqüentes. mercadológica. deve ser apurado extracontabilmente no LALUR . 19 Prof. da depreciação acelerada incentivada. vale-transporte e outros.livro de apuração do Lucro Real. da exaustão mineral. II . seleção de riscos. dos dispêndios com programa de alimentação ao trabalhador. compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou prestação de serviços (factoring).  que. IV . Inventário. do lucro inflacionário a realizar. mas que devem influenciar a determinação do Lucro real de períodos de apuração futuros. que é composto de 2 (duas) partes:  Parte A. etc. O Lucro Real a ser tributado à alíquota de 15% mais acréscimo de adicional de 10% do lucro real que exceder a R$20. com base na receita bruta. exclusivamente. 262 do RIR/99 no LALUR.

Provisão para Riscos Fiscais. Provisão para Contingência. Provisão para Gratificação de Empregados. a Demonstração de Resultado do Período de apuração e a Demonstração dos lucros e prejuízos acumulados deverão ser transcritas no Livro Diário ou no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR).01. Poderão ainda constituir Provisão para perda de Estoques (dedutível do IRPJ e da CSSL) as empresas que exerçam as atividades de: Editor (reprodução de livros).Refere-se a despesas com perdas de ativos ou com a constituição de obrigações que. Provisão para Perdas Prováveis na Alienação de investimentos. 274 do RIR/99 o Balanço Patrimonial. Esta provisão poderá ser constituída até 1/3 do valor do estoque existente. Josué Vieira . Provisões Dedutíveis: A partir de 01. caráter estimativo. portanto. não podem ser medidas com exatidão e têm. são dedutíveis as Provisões Técnicas das Operadoras de Planos de Assistência à Saúde. Provisão para Licença-Prêmio. 6 – PROVISÕES: Provisão .          Provisão para Gratificação a Administradores. Provisões Indedutíveis: As provisões a seguir devem ser adicionadas ao Lucro Real quando da sua constituição e caso haja reversão das mesmas devem ser excluídas do LALUR pois não são tributáveis quando da sua reversão. Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa. 7 . embora já tenham seu fato gerador contábil ocorrido. Provisão para Resgate de Partes Beneficiárias.  Provisões técnicas de companhias de seguros. Distribuidor (compra e venda de livros por atacado) e Livreiro (representante comercial de venda de livros).  Provisão para Décimo Terceiro Salário. Provisão para Ajuste de Bens ao valor de mercado. Para fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/2002.97 somente são dedutíveis para apuração do Lucro Real as:  Provisões de Férias.DESPESAS INDEDUTÍVEIS e DEDUTÍVEIS A seguir serão apresentadas algumas das principais adições permanentes e temporárias referentes a apuração do Lucro Real: 20 Prof.Contabilidade Tributária OBS: Segundo o art.

furto ou apropriação indébita. desde que fique claramente demonstrado a natureza da despesa. a quantidade e o valor da operação. (excepcionalmente a legislação aceita a falta de comprovação para despesas de alimentação em viagem até o limite de R$16. exceto os emitidos por equipamento emissor de cupom fiscal – ECF que conste no mínimo a data e valor da operação. brindes e jantares de congraçamento para clientes. descrição dos bens ou serviços e a inscrição no CNPJ da pessoa jurídica compradora. Somente serão dedutíveis as perdas com desfalque. Josué Vieira . PASSAGENS AÉREAS E HOSPEDAGENS São indedutíveis as despesas por liberalidade.Contabilidade Tributária DOCUMENTOS COMPROBATÓRIOS DE DESPESAS Não representam documentos hábeis para comprovar despesas realizadas por pessoas jurídicas na apuração do lucro real: Nota fiscal simplificada. (inidônea são as empresas desativadas. DESPESAS COM VIAGEM Não são dedutíveis as despesas sem comprovação. Caso aqueles valores estejam segurados. nota fiscal. pacotes turísticos. FURTO OU APROPRIAÇÃO INDÉBITA PRATICADOS POR EMPREGADO OU TERCEIROS. cupons de máquina. BRINDES Não é permitida a dedutibilidade de despesas com brindes ou presentes a funcionários tanto para fins de imposto de renda como para a contribuição social. recibo. somente será dedutível o valor que ultrapassar o valor segurado reembolsado. PREJUÍZOS POR DESFALQUE. quando o dispêndio não se caracterize como usais normais e necessárias à atividade da empresa. e a empresa que teve a dívida perdoada terá a receita tributada. MULTAS POR INFRAÇÕES FISCAIS São dedutíveis as multas de natureza compensatória (multas referentes a atraso de impostos devidos e também o não cumprimento de obrigações acessórias que não resultar imposto 21 Prof. hospedagens. PERDÃO DE DÍVIDA Por constituir liberalidade. a identidade do beneficiário. As pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real podem comprovar despesas através de documentação hábil e idônea como por exemplo: fatura. DESPESAS COM ALIMENTAÇÃO Não são dedutíveis do imposto de renda e da contribuição social as despesas com alimentação de sócios. tais como as representadas por passagem aérea.57 por dia). praticados por funcionários ou terceiros no caso em que houver inquérito nos termos da legislação trabalhista ou queixa policial. CARTÃO DE CRÉDITO Não são dedutíveis as despesas com gastos pessoais efetuados com cartão de crédito fornecido pela empresa a seus funcionários. o perdão de uma dívida não é dedutível como despesa. extintas ou baixadas no órgão de competência). acionistas e administradores.

TRIBUTOS QUESTIONADOS NA JUSTIÇA Não são dedutíveis os tributos (provisões) e suas respectivas atualizações quando estes estejam sendo questionados na justiça. poderão ser registrados como perda dedutível. RESULTADO NEGATIVO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Não é dedutível a despesa do resultado negativo de equivalência patrimonial. tais como multas de trânsito. as multas impostos pelo instituto de pesos e medidas e órgãos similares. (na base de cálculo da CSSL todas as participações são dedutíveis). debêntures e contribuições para a previdência ou assistência dos empregados são dedutíveis para fins de apuração do imposto de renda. PARTICIPAÇÕES NOS LUCROS PAGAS A ADMINISTRADORES E PARTES BENEFICIÁRIAS. 22 Prof.430/96. PERDAS NOS RECEBIMENTOS DE CRÉDITOS Para fins da legislação fiscal. tanto para fins de imposto de renda como contribuição social. MULTAS POR INFRAÇÕES DE NATUREZA NÃO TRIBUTÁRIAS São totalmente indedutíves as multas por infrações a normas não tributárias. Lei 9.000. porém serão para fins de apuração da contribuição social. tanto para fins de imposto de renda como para contribuição social. tanto no IR como na CSSL.Contabilidade Tributária devido). vencidos há mais de seis meses. Cabe destacar que as participações no lucro de empregados. independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu recebimento. os créditos:  Em relação aos quais tenha havido a declaração de insolvência do devedor. porém são totalmente indedutíveis as multas impostos por infrações fiscais das quais resultaram insuficiência de imposto.  Sem garantia de valor: a) Até R$ 5. porém será para fins de apuração da contribuição social. mediante sentença emanada do Poder Judiciário. Josué Vieira . AMORTIZAÇÃO DE ÁGIO NA AQUISIÇÃO DE INVESTIMENTOS A despesa de amortização do ágio que foi apurado na aquisição de investimentos não é dedutível para fins de imposto de renda. Como por exemplo as multas decorrentes de autos de infração. Sua indedutibilidade decorre do princípio geral que não são despesas necessárias à atividade da empresa e a manutenção da respectiva fonte produtora. por operação. mesmo que a empresa esteja efetuando o depósito judicial das importâncias questionadas. As participações no lucro de administradores e partes beneficiárias não são dedutíveis para fins de imposto de renda.

mas reserva-se a propriedade da coisa até que se realize ou implemente determinada condição (geralmente o pagamento integral da divida) Alienação Fiduciária: Negocio jurídico pelo qual o devedor adquire a propriedade de um bem com o financiamento de uma instituição financeira. relativamente à parcela que exceder o valor que esta tenha se comprometido a pagar. vencidos há mais de um ano. que é integrada na contabilidade da empresa. Considera-se credito com garantia o proveniente de vendas com reserva de domínio.5) Taxa acelerada 20% ao ano (para turno de 24 horas coeficiente igual a 2. Em função do numero de horas diárias aplica-se o coeficiente de depreciação acelerada sobre a taxa de depreciação normal utilizada. esta também poderá ser deduzida como perda. coeficiente igual a 1.0) DEPRECIAÇÃO ACELERADA INCENTIVADA Diferentemente da depreciação acelerada em função do uso intensivo do equipamento. vencidos há mais de dois anos.000 até R$ 30. c) Superior a de R$ 30. obrigando-se a devolvê-lo ao financiador caso ocorra falta do pagamento do valor financiado.000. Caso a pessoa jurídica concordatária não honre o compromisso do pagamento de parcela do crédito. como por exemplo: Bem: Equipamento Taxa normal: 10% ao ano.  Com garantia. vencidos há mais de um ano.(para turno de 8 horas. independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu recebimento. desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento.000. por operação. DEPRECIAÇÃO ACELERADA São dedutíveis a depreciação acelerada quando haja desgaste do bem pelo uso em regime de operação superior ao normal.0) Taxa acelerada 15% ao ano (para turno de 16 horas coeficiente igual a 1. Reserva de Domínio: Ocorre nos contratos de compra e venda quando o credor transfere a posse do bem. por corresponder efetivamente a um maior 23 Prof. alienação fiduciária em garantia. Josué Vieira . observadas as condições gerais para dedução das perdas (IN SRF nº 93/97).  Contra devedor declarado falido ou pessoa jurídica declarada concordatária. desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento ou o arresto das garantias. porém mantida a cobrança administrativa.Contabilidade Tributária b) Acima de R$ 5.

constitui incentivo fiscal registrado e controlado exclusivamente no LALUR.000) (10. há entretanto poucas exceções como:  As receitas relativas a dividendos recebidos. tanto para fins de imposto de renda como para fins de contribuição social.000 10. no primeiro momento.000 10.000 10.000) (10. a Depreciação Acelerada Incentiva. Consiste na adoção de uma taxa adicional de depreciação. (avaliação pelo método do custo) tanto para fins de imposto de renda como contribuição social. A partir do mês ou ano em que esse valor for atingido. a depreciação normal registrada na contabilidade deverá.000 10.Contabilidade Tributária desgaste do bem. EX: Equipamento adquirido por $100. O total da depreciação acumulada (registrada na contabilidade) e a acelerada (registrada no LALUR) não poderá ultrapassar ao custo de aquisição do bem. além daquela registra na contabilidade.000 10.000 com taxa de depreciação normal de 10% ao ano.000 10.000) (10. exceto quando a legislação se pronunciar pela não tributação. Sendo controlado o valor da depreciação incentivada na parte B do LALUR.000) 10. a regra geral é de que toda as receitas são tributáveis.000) (10.000 $100. uma vez que para fins fiscais o bem foi totalmente depreciado.000 10.000 10.000 10. 24 Prof.000 $LALUR (10.  O resultado positivo de equivalência patrimonial.A princípio todas as receitas são tributáveis. ser adicionada no LALUR e baixada da parte B do LALUR. que constituirá. Receitas Não Tributáveis .000 10. uma exclusão no LALUR.000 10.000 10. Josué Vieira .000 10. reduzindo o lucro real e favorecendo a empresa com um imposto de renda a menor. em um segundo momento.RECEITAS TRIBUTÁVEIS E NÃO TRIBUTÁVEIS Receita Tributável . Ano 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º Total $ Depreciação Contabilidade 10.000 0 Situação/LALUR Exclusão Exclusão Exclusão Exclusão Exclusão Adição Adição Adição Adição Adição 8 .Como vimos anteriormente.

entre a data da apuração e da compensação houver ocorrido. o qual não é tributável para fins de cálculo de imposto de renda. isso no caso da opção anual e caso opte pelo pagamento em abril se sujeitará a apuração trimestral. conforme quadro a seguir):  Dos ganhos de capital e demais receitas e resultados positivos de outras atividades desenvolvidas pela empresa. com base nas receitas. sendo irretratável para todo o ano-calendário. 9 . 10 –PAGAMENTO MENSAL POR ESTIMATIVA E APURAÇÃO ANUAL DO LUCRO REAL A pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real. ou através do lucro real. proíbe a compensação de prejuízo fiscais quando.Contabilidade Tributária  A receita de amortização do deságio apurado na aquisição de investimentos.  A receita proveniente da reversão de provisão indedutível. A opção pela apuração trimestral ou anual da base de cálculo será manifestada com o pagamento do imposto correspondente ao mês de janeiro ou ao de inicio da atividade. modificação do controle societário e do ramo da atividade da empresa. Josué Vieira . RECEITA BRUTA DAS ATIVIDADES PERCENTUAL a) comerciais e industriais em geral.COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS Os prejuízos fiscais apurados pelas empresas poderão ser compensados com lucros fiscais futuros. pelos balancetes de suspensão ou redução. 1. porém é tributável para fins de cálculo de contribuição social. cumulativamente. O art. a compensação é aplicável tanto ao imposto de renda como a contribuição social. os prejuízos fiscais serão compensados nos lucros futuros com limitação de 30% sobre o lucro em questão.BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO POR ESTIMATIVA A base de cálculo do imposto por estimativa corresponderá a soma:  Do lucro estimado. (aplicando-se os percentuais sobre a receita bruta mensal. não havendo prazo para compensação. estes prejuízos são controlados na parte B do LALUR. 513 do RIR/99. poderá optar pelo pagamento mensal do imposto por estimativa e determinar o lucro real apenas em 31 de dezembro do ano-calendário. e as atividades de loteamento de terrenos. A partir de 1996. alternativamente à sistemática de sua apuração trimestral. incorporação imobiliária. conforme a lei 9249/95. devendo a empresa baixar os prejuízos compensados do LALUR. 10. A antecipação pode ser feita de duas formas: por estimativa.. venda de imóveis construídos ou 25 Prof.

valores mobiliários e câmbio. g) de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia. financiamento e investimento. porém ficará sujeita ao pagamento da diferença do imposto postergado. empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta. seleção de riscos. o percentual de 16%. mercadológica. apurada em relação a cada mês transcorrido. h) de prestação de serviço em geral. mencionados nas letras “e” até “h” cuja receita bruta anual seja de até R$120. para a determinação da base de calculo do imposto. de investimento. o produto intermediário e o material de embalagem tenham fornecidos por quem encomendou a industrialização b) prestação de serviços hospitalares e de transporte de cargas c) demais serviços de transporte d) de prestação de serviços. gestão de crédito. administração. cuja receita remunere essencialmente o exercício pessoal por parte dos sócios. cooperativas de crédito.Contabilidade Tributária adquiridos para revenda. caixas econômicas. i) de bancos comerciais. de profissões que dependam de habilitação legalmente regulamentada e) de intermediação de negócios (corretagem seguros. atividades rural e da industrialização de produtos em que a matéria prima. sociedade de crédito. empresas de arrendamento mercantil.6% As empresas exclusivamente prestadoras de serviços em geral. exceto os citados na letra b e c. de desenvolvimento. álcool etílico carburante e gás natural 8% 8% 16% 32% 32% 32% 32% 32% 16% 1. 26 Prof. imóveis).00 poderão utilizar.000. compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou prestação de serviços (factoring). sociedade de crédito imobiliário. Josué Vieira . distribuidoras de títulos e valores mobiliários. sociedades corretoras de títulos. móveis e direitos de qualquer natureza f) construção por administração ou empreitada unicamente de mão de obra e atividade gráfica como prestação de serviços. administração de contas a pagar e a receber. j) revenda para consumo de combustível derivado de petróleo. locação ou cessão de bens imóveis.

 O imposto de renda pago ou retido na fonte sobre receitas que integraram a base de cálculo do imposto devido. posso suspender o imposto de renda. Os descontos e abatimentos incondicionais concedidos. A pessoa jurídica que optar pelo pagamento mensal do imposto por estimativa poderá com base em balanço ou balancete periódico (mensal).  Lucros. às atividades Culturais ou Artísticas e Atividades Audiovisual ou FUNCINES. levantado com observância da legislação comercial e fiscal (art.  Juros sobre o capital próprio recebidos.Contabilidade Tributária NÃO INTEGRAM A RECEITA BRUTA: O IPI. dividendos e resultado positivos decorrentes de avaliação de investimentos pelo método de equivalência patrimonial. for igual ou inferior a soma do imposto pago correspondente aos meses anteriores do mesmo ano – calendário. posso reduzir o imposto 27 Prof. Rendimentos de aplicação financeira. no mercado de renda fixa e variável. às Doações as Fundos da Criança e do Adolescente. correspondente aos meses anteriores do mesmo ano – calendário.      DEDUÇÕES DO IMPOSTO POR ESTIMATIVA Para efeito de pagamento poderá deduzir do imposto apurado no mês:  O valor dos incentivos fiscais relativos ao Programa de Alimentação do trabalhador. 10. 230 RIR/99)  Suspender o pagamento do imposto relativo ao mês que levantar o balanço ou balancete.  Reduzir o valor do imposto a pagar ao montante correspondente a diferença positiva entre o imposto devido sobre o lucro real do ano – calendário em curso até o mês em que levantar o balanço ou balancete. até esse mês. As vendas canceladas e devoluções de vendas. calculado com base no lucro real do ano – calendário em curso. quando o valor do imposto devido. quando o imposto devido sobre o lucro real acumulado for menor ou igual ao somatório dos impostos pagos mensalmente. e a soma do imposto pago. ou seja. O ICMS por substituição tributária. ou seja.REDUÇÃ OU SUSPENSÃO DOS PAGAMENTOS MENSAIS COM BASE EM BALANÇO OU BALANCETE. observados os limites da legislação.2 . Josué Vieira . exceto no caso de instituições financeiras e assemelhadas. onde tais rendimentos integrarão a receita bruta.  O imposto de renda pago indevidamente ou a maior em períodos anteriores.

000 25.500 37.500 37.500. Exemplo : Suponhamos que a Cia XPTO tenha incorrido nos seguintes valores de lucro real mensal apurado através de balancete mensal e para simplificar utilizaremos uma alíquota de imposto de renda de 25% .500 MAIO 40.500 MARÇO (80.500 37.000 37. A pessoa jurídica que determinar o imposto de renda mensal a ser pago com base em balanços ou balancetes levantados para fins de suspensão ou redução.500 e o imposto pago acumulado ser de 37.000 32.500 37. IR S/ LUCRO REAL ACUM IR PAGO ACUMULADO JANEIRO 100. sem considerar a faixa do adicional.Contabilidade Tributária mensal pela diferença entre o imposto devido pelo lucro acumulado real e o somatório dos impostos pagos mensalmente. os ganhos de capital na alienação de bens do ativo permanente e mais as demais receitas de resultado positivo que terá a aplicação da alíquota de 9% em relação à base de cálculo.CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – CSLL A pessoa jurídica optante pelo pagamento do IRPJ por estimativa deverá recolher a CSLL.000 17. mais os juros ativos e descontos financeiros obtidos. deverá efetuar o pagamento da CSSL (contribuição social sobre o lucro líquido) com base no lucro líquido ajustado.000 12. 28 Prof.000) 70.000 pois temos a (redução) do imposto em função do imposto devido acumulado sobre o lucro real ser de 42.000 15. haverá a redução do imposto pagando–se 5.000 25. 10.000* 130. o valor da Contribuição Social sobre o lucro líquido será indedutível na apuração da base de cálculo do imposto de renda.000 (suspende) devido ao acumulado pago ser superior ao acumulado devido. nesta hipótese. Josué Vieira .500 150. apurado nos referidos balanços ou balancetes com aplicação da alíquota de 9% sobre a base de calculo (lucro ajustado). os rendimentos e ganhos em aplicações financeiras. também por esta sistemática através de percentuais sobre as receitas ou através de balanço ou balancetes de suspensão ou redução do lucro.3 . por estimativa da receita.000** 170.500 ABRIL 60.000 FEVEREIRO 50.000.000 de imposto de renda e sim haverá o pagamento de 5. ** Não haverá o pagamento de 10. sendo assim. com base em balanço ou balancete levantado nesse mês apurar prejuízo fiscal. É importante destacar que. A base de cálculo da contribuição social.500 * Não se paga o imposto de renda de 15.000 10.500) e não os 10.000 25.500 – 37.000 100.  Suspender o pagamento do imposto devido no mês de janeiro se.000 (42.000 42. corresponde à: 12% da receita bruta mensal . então temos: MESES LUCRO REAL MENSAL IR A PAGAR (PAGO) LUCRO REAL ACUMUL.

000. Josué Vieira .500 29 Prof.000.  intermediação de negócios. apenas do IRPJ.00 Amortização de Ágio referente a investimento avaliado por equivalência patrimonial R$20. no mês de janeiro.00 Multas de trânsito R$20. móveis e direitos de qualquer natureza.000.000.000.00 Prejuízos fiscais acumulados em dezembro/06 R$1.000.000 $25. XPTO. pela sistemática dos balancetes de suspensão e redução do lucro.Contabilidade Tributária Observe que ao contrário da base de cálculo estimada do IRPJ a da CSLL inclui os rendimentos nominais de aplicação financeiras.00 Provisão para contingências trabalhistas R$250.000. Exercícios: 6) Calcular o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro liquido da Cia. locação ou cessão de bens imóveis.000.000.000.00 Pagamento de multa por atraso no recolhimento de impostos R$2.000 $6.000.  prestação de serviço em geral.00 Pagamento a administradores sobre participação nos lucros R$300.00 7) Com base nos dados a seguir relativos ao mês de dezembro de 2006 faça o que se pede: DADOS: Receita bruta comercial em geral Lucro na venda do imobilizado Receita de aluguel de imóveis Rendimentos de aplicação financeira $200.  factoring.000.00 Receita de equivalência patrimonial R$50.  administração.00 Perdão de dívida R$10.00 Provisão de férias constituída no mês R$200.00 Provisão para devedores duvidosos R$50.00 Perdas no inventário do ativo permanente devido desfalques de terceiros (não houve queixa a polícia) R$30. No caso de pessoas jurídicas que exercem as atividades relacionadas a seguir. já que não há retenção na fonte da CSLL. a partir de 2003 a base de cálculo da contribuição social corresponde à 32% da receita bruta mensal. Dados: Lucro de janeiro/2007 R$3.000.000.000.00 Depósito judicial de tributos questionados na justiça R$100.000 $1.

475 7.780 4.000 7. Josué Vieira .000 47.050 34.125 7. apurando o lucro real anualmente.520 6.Contabilidade Tributária 7.000 300.000 30 Prof. optou pelo pagamento do imposto mensal por estimativa.500 48.000 150.900 55.3 A base de calculo da CSLL por estimativa é de: a) b) c) d) e) 232.085 8.000 31.4 O valor devido da CSLL por estimativa é de: a) b) c) d) e) 5.000 16.400 8) A rede unida de postos de gasolina submetida a tributação com base no lucro real.500 27.750 8.200. Em agosto de 2005 apresentou as seguintes informações:  Revenda de gasolina  Revenda de mercadorias  Serviços de lavagem $1.500 56.2 O valor do imposto mensal por estimativa a ser pago pela pessoa jurídica será: a) b) c) d) e) 9.500 231.1 A base de calculo do imposto de renda mensal pago por estimativa corresponde a: a) b) c) d) e) 48.685 4.000 7.650 10.

508 24.140 32.Contabilidade Tributária ICMS: Revenda de gasolina (alíquota de 30%) Revenda de mercadorias (alíquota 19%) ISS (alíquota de 5%) Vendas canceladas (gasolina) Descontos incondicionais (gasolina) Ganho na venda do imobilizado Informações adicionais: Atividades Comercio e industria Revenda de combustíveis derivados de petróleo e álcool inclusive gás natural Prestação de serviço em geral Base para IRPJ 8% 1.500 38.000 57.000 Alíquotas incidentes sobre a base de calculo: Imposto de renda: Normal 15% Adicional 10% Contribuição Social 9% O valor do imposto de renda no mês de agosto de 2005 calculado por estimativa é de: a) b) c) d) e) 19.000 7.284 20.570.6% 32% Base CSSL 12% 12% 32% 380.543 31 Prof.40 19.500 33.500 6.800 179.625 O valor da contribuição social no mês de agosto de 2005 calculada por estimativa é de: a) b) c) d) e) 11.284 30. Josué Vieira .088 23.140 121.

000 A companhia no ano calendário de 2006 apurou um lucro real de: a) b) c) d) e) 70. em caso de prejuízo mensalmente em caso de lucro ou prejuízo anualmente em caso de lucro ou prejuízo 11) Dados da cia ABC em 31/12/2006: Prejuízo contábil $50. a partir do ano calendário de 1996 é: a) b) c) d) e) 27.2% 15% 4.000 280. em caso de lucro mensalmente apenas.5% 19% 1.000 32 Prof.000 zero 140.Contabilidade Tributária 9) A alíquota aplicável sobre a base de calculo apurada na forma do lucro real. Josué Vieira . os lançamentos no LALUR devem ser feitos: a) b) c) d) e) anualmente apenas.000 (10. presumido ou arbitrado para determinar o imposto de renda devido pela pessoa jurídica em cada período base.000) 12) Em 31/12/2006 a cia ABC apresentou os seguintes dados extraídos do LALUR: Prejuízo fiscal a compensar Lucro liquido antes do IR Adições no LALUR Exclusões no LALUR 130.000 50.000 110.8% 10) Levando em consideração que o regime de tributação adotado pelo contribuinte é o lucro real com levantamento mensal de balanços ou balancetes para fins de suspensão ou redução do imposto de renda.000 Adição no LALUR 280.000 Exclusões no LALUR 30.000 Prejuízo fiscal em 31/12/2005 210.000 400. em caso de lucro anualmente apenas.

000 240.000 113. ou em forma de juros remuneratório do capital próprio.500 108. Josué Vieira .000 4.000 17.000 460.000 13) Dados a cia ABC referente ao 4º trimestre de 2006: Lucro liquido do período Depreciação acelerada incentivada Receita de dividendos Provisões para riscos fiscais Rendimentos do exterior (lucro da filial) Multas de transito Receita de equivalência patrimonial Realização de reserva de reavaliação Lucro inflacionário realizado Reversão de provisão para riscos fiscais O lucro real do período foi de: a) b) c) d) e) 82.000 14. Uma observação importante é que o lucro do exercício não é computado na base de cálculo.500 8. Base de Cálculo: A base de cálculo dos juros sobre o capital próprio é o valor do Patrimônio líquido diminuído do valor da Reserva de Reavaliação.000 322.100 32.500 11.Contabilidade Tributária Qual foi o lucro real da cia ABC em 31/12/2006: a) b) c) d) e) 400.000 330.000 zero 106.000 25.600 100.000 13. Taxa a Utilizar: 33 Prof.000 6.500 11 – JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO Os acionistas das companhias podem receber suas remunerações do capital investido em forma de dividendos.

000 x 50% = 250.000. Exemplo: Capital Social Reserva de Capital Reserva Lucros Lucros Acumulados Total do PL 1.000 x 10% = 200. Tributação: Os juros sobre o capital próprio são tributados na fonte a alíquota de 15% no momento do pagamento aos acionistas. Josué Vieira . o lucro ou prejuízo do exercício.000 100.000 Reserva de Lucros mais Lucros Acumulados = 500.000 Solução: Juros = 2.000 x 50% = 140. Contabilização: 34 Prof. a 50% (cinqüenta por cento) do maior valor entre os seguintes valores: a) Do Lucro Líquido do exercício (lucro antes da dedução dos juros e do imposto de renda) b) Dos saldos de Lucros Acumulados e Reservas de Lucros de períodos anteriores.000 Limite de Dedutibilidade: Lucro do exercício 280.000 100.000 Como os juros calculados são inferiores ao maior limite. o valor de $200. não poderá exceder. item “b”.000 2. OBS: Vale ressaltar que quando do cálculo da dedutibilidade no saldo de lucros acumulados. para efeito de dedutibilidade do IRPJ e da CSSL como Despesa Financeira.Contabilidade Tributária Qualquer taxa desde que não exceda a TJLP (Taxa de Juros a Longo Prazo) Limite de Dedutibilidade: O valor dos juros pagos ou creditados. neste caso. não é considerado dentro do saldo de lucros acumulados.000 400.000 TJLP = 10% ao ano Lucro do exercício = 280.400.000 será dedutível do IRPJ e CSSL.000.

Contabilidade Tributária D Despesas Financeiras C Juros s/ Capital a pagar C IRRF s/ juros CVM nº 207/96: 200. todavia a instrução CVM nº 207/96 determina que as companhias de capital aberto devem registrar os juros sobre o capital próprio a débito da conta de Lucros Acumulados.000 400. Para compatibilizar esses procedimentos conflitantes deve a companhia proceder à reversão dos juros na escrituração em linha antes do lucro ou prejuízo liquido do período e depois do cálculo do IR e CSSL.100. Josué Vieira . Contudo. Alíquota de Imposto de Renda 15% 12 – ATIVOS E PASSIVOS FISCAIS DIFERIDOS De acordo com o princípio da competência as despesas e receitas devem ser registradas no período em que ocorreram.000) 70.000) (200.000 450.000 170.000 4. sem transitar pelo resultado do exercício.100.000 Exercício: 14) Calcular os juros sobre o capital próprio da companhia XPTO. algumas receitas e despesas inseridas no lucro contábil serão tributáveis ou 35 Prof.000 (100.000 Para fins de dedutibilidade na determinação do lucro real e na base de cálculo da CSSL os juros pagos ou creditados. ainda que imputado aos dividendos deverão ser registrados como despesa financeira. como segue: (+) Lucro Bruto (-) Despesas Operacionais (-) Juros s/ capital próprio (Desp.000 150.000 (30.000 500.000 TJLP = 10% ao ano. utilizando os seguintes dados abaixo e fazer sua contabilização: Capital Social Reserva de Capital Reserva de Reavaliação Reserva de Lucros Lucros Acumulados Lucro do Exercício Total do PL 2. independentemente de seu pagamento ou recebimento.000 200.000 270.000 500.000) 100. Financeira) (=) Lucro Operacional (-) IR e CSSL (30%) (=) Lucro antes da reversão (+) Reversão dos juros (=) Lucro líquido do exercício 400.000 30.

 Receitas tributadas que só serão reconhecidas contabilmente em períodos futuros. 002 A contabilização de um ativo ou passivo enseja que a recuperação ou liquidação de seus valores possa produzir alterações nas futuras apurações de imposto de renda e contribuição social. mas ainda não recebidas relativas a contrato de longo prazo de construção por empreitada quando celebrados com o governo. Seu aspecto principal é a contabilização das conseqüências fiscais atuais e futuras decorrentes de: a) recuperação ou liquidação futura do valor contábil de ativos ou passivos reconhecidos no balanço patrimonial da entidade. b) transações e outros eventos do período que são reconhecidos nas demonstrações contábeis da entidade. Josué Vieira . Já os ativos fiscais diferidos serão resultantes de diferenças temporárias dedutíveis e compensação de prejuízos fiscais. os passivos fiscais diferidos serão resultantes de diferenças temporárias tributáveis.  Ganhos de capital de venda do imobilizado recebidos a longo prazo. DELIBERAÇÃO CVM 273/98 PRONUNCIAMENTO DO IBRACON SOBRE CONTABILIZAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS APLICÁVEIS 001 Este pronunciamento tem por objetivo normatizar o tratamento contábil do imposto de renda e da contribuição social das entidades. outros passivos contingentes.Contabilidade Tributária dedutíveis em períodos diferentes de sua contabilização. Com o intuito de adequar a despesas de IR/CSLL ao regime de competência. Nessa circunstância.  Reavaliação de ativos. através da sua dedutibilidade ou tributação.  Prejuízos fiscais. Entre as situações que podem gerar um ativo fiscal diferido podemos citar:  Provisão para riscos fiscais. uma vez que a despesa de IR/CSLL deve ser reconhecida no momento da contabilização das receitas e despesas. este pronunciamento determina que a entidade 36 Prof. provisão para perda de investimento permanente. Provisão para crédito de liquidação duvidosa. Em geral. Entre as situações que podem gerar um passivo fiscal diferido podemos citar:  Depreciação acelerada. surge os ativos e passivos fiscais diferidos.  Receitas contabilizadas. que somente serão dedutíveis quando de sua realização.

009 Despesas ou Receitas de Imposto de Renda e da Contribuição Social é o valor total incluído na determinação do lucro líquido ou prejuízo do período. o imposto de renda compreende tanto o imposto do próprio país como os impostos de outros países a que a entidade estiver sujeita. Josué Vieira . com certas exceções. coligada ou "joint venture" sobre as distribuições feitas para a entidade. 004 O ativo fiscal diferido decorrente de prejuízos fiscais de imposto de renda e bases negativas de contribuição social deve ser reconhecido. sempre que baseados em resultados tributáveis. a contabilização dos efeitos fiscais também será no patrimônio líquido. O imposto de renda compreende também os impostos que. calculado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades fiscais. 011 Obrigações Fiscais Diferidas são os valores do imposto de renda e da contribuição social a pagar em períodos futuros. 006 Este pronunciamento não especifica quando ou como a entidade deve contabilizar os efeitos fiscais de dividendos. 010 Imposto de Renda e Contribuição Social Correntes é o montante do imposto de renda e da contribuição social a pagar ou recuperar com relação ao resultado tributável do período. Este pronunciamento trata também do reconhecimento de ativos fiscais diferidos decorrentes de prejuízos ou créditos fiscais não utilizados. total ou parcialmente. antes da dedução ou acréscimo das despesas ou receitas de imposto de renda e da contribuição social. todos os efeitos fiscais correspondentes também serão reconhecidos na demonstração do resultado. Quando contabilizados diretamente no patrimônio líquido. da apresentação do imposto de renda e da contribuição social nas demonstrações contábeis e da divulgação de informações sobre tais impostos. tal como o imposto retido na fonte. com relação a diferenças temporárias tributáveis. desde que a entidade tenha histórico de rentabilidade. Adicionalmente. DEFINIÇÕES 007 Resultado Contábil antes do Imposto de Renda é o lucro líquido ou prejuízo de um período. acompanhado da expectativa fundamentada dessa rentabilidade por prazo que considere o limite máximo de compensação permitido pela legislação. no período em que tais diferenças surgirem. 008 Resultado Tributável é o lucro ou prejuízo de um período. 003 Este pronunciamento determina que a entidade registre contabilmente os efeitos fiscais de suas transações e outros eventos no mesmo período contábil que registrar essas transações e os outros eventos. e sobre o qual são devidos ou recuperáveis o imposto de renda e a contribuição social. abrangendo os valores correntes e diferidos. quando as transações e outros eventos forem reconhecidos na demonstração do resultado. 005 Para os fins deste pronunciamento. As movimentações no patrimônio líquido para atendimento de procedimentos específicos determinados por órgãos regulamentadores serão objeto de pronunciamentos futuros. são recolhidos por uma controlada. esse impacto fiscal através da contabilização de um passivo ou ativo fiscal diferido. 012 Ativos Fiscais Diferidos são os valores do imposto de renda e da contribuição 37 Prof.Contabilidade Tributária reconheça. no tocante a tal imposto e contribuição.

ou seja. mesmo que a entidade não pretenda alienar o ativo. mas ainda não recebida. Se essa diferença reverter-se ao longo do tempo. quando celebrados com o governo ou entidades do governo. A diferença entre o valor contábil de um ativo reavaliado e sua base fiscal constitui uma diferença temporária e dá origem a obrigação fiscal diferida. Josué Vieira . b) receita contabilizada. contudo. A seguir. 016 A reavaliação de ativos é permitida em certas condições. Surge. relativa a contratos de longo prazo de construção por empreitada ou de fornecimento de bens ou serviços. que resultarão em valores a serem adicionados no cálculo do resultado tributável de períodos futuros. b) dedutíveis. Assim. então. teremos uma diferença temporária. apresentam-se exemplos de diferenças desse tipo que são diferenças temporárias tributáveis e.Contabilidade Tributária social a recuperar em períodos futuros. que resultarão em valores a serem deduzidos no cálculo do resultado tributável de períodos futuros. quando o valor contábil do ativo ou passivo for recuperado ou liquidado. 014 Base Fiscal de um ativo ou passivo é o valor atribuído a um ativo ou passivo para fins tributários. portanto. o valor contábil reavaliado é o que será recuperado através da depreciação ou exaustão. permitidas pela legislação fiscal. uma receita tributável correspondente ao excesso de depreciação contábil em relação àquela permitida para fins fiscais. 013 Diferenças Temporárias são as diferenças que impactam ou podem impactar a apuração do imposto de renda e da contribuição social decorrentes de diferenças temporárias entre a base fiscal de um ativo ou passivo e seu valor contábil no balanço patrimonial. ou seja. c) ganhos de capital registrados contabilmente e decorrentes de vendas de bens do ativo imobilizado. cujo recebimento e tributação dar-se-ão a longo prazo. a base fiscal do ativo não é ajustada. uma aceleração da depreciação para fins contábeis resulta em um ativo fiscal diferido. b) compensação futura de prejuízos fiscais não utilizados. que é o custo do ativo menos as correspondentes depreciações acumuladas. portanto. 38 Prof. uma diferença entre o valor líquido contábil do ativo e sua base fiscal. e no resultado tributável em período diferente. Uma aceleração da depreciação para fins fiscais resulta em uma obrigação fiscal diferida. resultam em obrigações fiscais diferidas: a) a depreciação considerada na determinação do resultado tributável pode ser diferente daquela que é considerada na determinação do resultado contábil. quando o valor contábil do ativo ou passivo for recuperado ou liquidado. gerando. EMBASAMENTO TÉCNICO-CONTÁBI DIFERENÇAS TEMPORÁRIAS TRIBUTÁVEIS 015 Algumas diferenças temporárias surgem quando se inclui receita ou despesa no resultado contábil em um período. porém não afeta o resultado tributável no período em que ocorre. Elas podem ser: a) tributáveis. com relação a: a) diferenças temporárias dedutíveis. Por outro lado.

ou valor de recuperação. mas dedutível para fins fiscais somente quando realizada. c) provisão para riscos fiscais e outros passivos contingentes. apenas quando estes forem efetivamente realizados. Por outro lado. DIFERENÇAS TEMPORÁRIAS DEDUTÍVEIS 018 A seguir são dados exemplos de diferenças temporárias dedutíveis que resultam em ativo fiscal diferido: a) provisão para garantia de produtos. 39 Prof. a existência de dúvidas quanto à continuidade operacional demonstra que não é procedente o lançamento contábil dos ativos fiscais diferidos. no momento do registro da reavaliação. A ocorrência de prejuízos recorrentes constitui uma dúvida sobre a recuperabilidade do ativo diferido. Precisa ser claramente entendida a vinculação entre o reconhecimento de ativo fiscal diferido e a avaliação da continuidade operacional da entidade efetuada para a aplicação de princípios contábeis aplicáveis a entidades em liquidação. A diferença temporária dedutível surge se a base fiscal do ativo exceder seu valor contábil ajustado ao valor de mercado (reavaliação negativa). são evidências mais concretas ou melhor administráveis do que pressupostos que envolvem terceiros ou uma situação de mercado (por exemplo. Josué Vieira . apesar de não existir dúvida sobre continuidade. h) certos ativos podem ser reavaliados. que envolvem providências internas da administração. ATIVO FISCAL DIFERIDO 019 Deve-se reconhecer o ativo fiscal diferido com relação a prejuízos fiscais à medida que for provável que no futuro haverá lucro tributável suficiente para compensar esses prejuízos. mediante a utilização de conta retificadora da reserva de reavaliação. os pressupostos utilizados para a avaliação da probabilidade de ocorrência de lucros tributáveis futuros. Certamente. f) receitas tributadas em determinado período. poderão existir circunstâncias em que não seja procedente o registro do ativo fiscal diferido. sem que se faça um ajuste equivalente para fins tributários. tal como a provisão para créditos duvidosos ou em liquidação. integralmente provisionado. para atender ao Princípio da Competência. deduzida. g) amortização contábil de ágio que somente será dedutível por ocasião de sua realização por alienação ou baixa. registrada na contabilidade no período de sua venda. cujos excessos sejam recuperáveis fiscalmente no futuro. e) provisão para perdas permanentes em investimentos. 020 Nesse contexto.Contabilidade Tributária 017 Nesse caso. nos termos deste pronunciamento. o montante dos impostos e contribuições relativo à diferença entre o valor contábil e sua correspondente base fiscal deve ser. A avaliação dessa situação é de responsabilidade da administração da entidade e requer julgamento das evidências existentes. b) provisão para gastos com manutenção e reparo de equipamentos. para fins fiscais. d) provisões contabilizadas acima dos limites permitidos pela legislação fiscal. que somente serão reconhecidas contabilmente em período ou períodos futuros.

021 A entidade. demonstrada em planos e projeções da administração. 023 O imposto de renda e a contribuição social correntes. 025 Um ativo fiscal diferido deve ser reconhecido para todas as diferenças temporárias dedutíveis. DIFERENÇAS TEMPORÁRIAS 022 O imposto de renda e a contribuição social correntes. quando satisfizer uma das seguintes condições: a) haja expectativa de geração de lucro tributável no futuro. respeitados os princípios fundamentais de contabilidade. ao avaliar a probabilidade de lucro tributável futuro contra o qual possa utilizar os prejuízos fiscais. MENSURAÇÃO INICIAL 026 O ativo e o passivo fiscais diferidos devem ser reconhecidos às alíquotas aplicáveis ao período em que o ativo será realizado ou o passivo liquidado. b) se é provável que terá lucros tributáveis antes de prescrever o direito à compensação dos prejuízos fiscais. exceto se decorrente da compra de ativo não dedutível. o excedente. Se não for provável que haverá lucro tributável para compensar os prejuízos fiscais. devem ser reconhecidos pelo valor que. Se o montante já pago. que resultem em valores tributáveis contra os quais esses prejuízos fiscais possam ser utilizados antes que prescrevam. Ao aumentar esse período. se espera pagar ou recuperar. Também. diminui a capacidade da administração em elaborar suas melhores estimativas. à medida que são devidos. exceder o montante considerado devido. relativos ao exercício que se está reportando. referentes aos períodos corrente e anteriores. caso seja recuperável. devem ser reconhecidos como obrigação. 027 Quando se aplicam diferentes alíquotas às diversas faixas de lucro tributável. ou b) exista obrigação fiscal diferida em montante e em período de realização que possibilite a compensação do ativo fiscal diferido. Josué Vieira . referente aos períodos corrente e anteriores. o ativo e o passivo fiscais devem ser reconhecidos às taxas médias que se espera aplicar ao lucro tributável ou ao prejuízo fiscal dos períodos em que se prevê a 40 Prof. às alíquotas aplicáveis. c) se os prejuízos fiscais resultam de causa identificada que provavelmente não ocorrerá novamente.Contabilidade Tributária significativo aumento das vendas ou dependência de preço de " commodities" ). contra o qual se possa utilizar essas diferenças. os pressupostos se tornam mais imprecisos na medida em que o período das projeções aumenta. deve ser reconhecido como ativo. relativas à mesma autoridade fiscal. o ativo fiscal diferido não deve ser reconhecido. 024 A obrigação fiscal diferida deve ser reconhecida com relação a todas as diferenças temporárias tributáveis. que possa gerar lucro tributável no período em que os prejuízos possam ser compensados. d) se há oportunidade identificada de planejamento tributário. deve considerar os seguintes critérios: a) se existem diferenças temporárias tributáveis suficientes.

deve ser reconhecido integralmente como despesa ou receita no resultado do período. b) reconsideração da possibilidade de recuperação do ativo fiscal diferido. A contrapartida desse diferimento deve ser reconhecida na demonstração do resultado. MENSURAÇÕES POSTERIORES 028 A entidade. ser revisto periodicamente e a entidade deve reduzi-lo ou extingui-lo à medida que não for provável que haverá lucro tributável suficiente para permitir a utilização total ou parcial do ativo fiscal diferido. como detalhado a seguir. 032 A maioria dos passivos e ativos fiscais diferidos surge da inclusão de despesa ou receita no lucro contábil em um período diferente daquele em que é tributável ou dedutível. RECONHECIMENTO DE IMPOSTOS CORRENTE E DIFERIDO 030 A contabilização de efeitos fiscais correntes e diferidos de uma transação ou outro evento deve ser condizente e acompanhar a contabilização da própria transação ou evento. o valor contábil de um ativo fiscal diferido deve. mesmo que não se altere o valor das diferenças temporárias correlatas. Isso pode ocorrer como resultado do seguinte: a) mudanças nas alíquotas ou na legislação fiscal. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO 031 O montante dos impostos corrente e diferido. deve reanalisar o ativo fiscal diferido não reconhecido e reconhecê-lo à medida que se tornar provável que no futuro haverá lucro tributável capaz de permitir a recuperação desse ativo. O imposto de renda resultante é reconhecido na demonstração do resultado. diretamente no patrimônio líquido. LANÇAMENTOS DIRETOS NO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 034 Os impostos corrente e diferido devem ser registrados diretamente no patrimônio líquido. atendendo assim aos critérios de reconhecimento de ativo fiscal diferido. pode ter-se tornado provável que no futuro a entidade venha a gerar lucro tributável. salvo quando se relacionar com itens anteriormente debitados ou creditados no patrimônio líquido. também. com a melhoria das condições de negócios. observado o disposto no item 34.Contabilidade Tributária reversão das diferenças temporárias. periodicamente. 033 O valor contábil dos passivos e ativos fiscais diferidos pode mudar. por 41 Prof. apurados na forma deste pronunciamento. quando se relacionarem a itens também registrados. Por exemplo. 029 Por outro lado. c) mudança na maneira pela qual se espera recuperar um ativo. Josué Vieira . Essa redução ou extinção deve ser revertida à medida que se torne novamente provável a disponibilidade de lucro tributável suficiente. no mesmo período ou em período diferente. como.

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exemplo: a) mudança no valor contábil do imobilizado decorrente de reavaliação; b) ajustes de exercícios anteriores. APRESENTAÇÃO ATIVOS E PASSIVOS FISCAIS 035 No balanço patrimonial, o ativo e o passivo fiscais devem ser apresentados separadamente de outros ativos e passivos, e o ativo e o passivo fiscais diferidos devem distinguir-se dos correntes. 036 O passivo fiscal corrente deve ser classificado no passivo circulante. O ativo ou passivo fiscal diferido deve ser classificado destacadamente no realizável ou exigível a longo prazo e transferido para o circulante no momento apropriado, mas sempre evidenciando tratar-se de item fiscal diferido. COMPENSAÇÃO 037 A entidade só deve compensar ativo e passivo fiscais se, tendo direito legal para tanto, pretender quitá-los em bases líquidas, ou simultaneamente realizar o ativo e liquidar a obrigação. DESPESA OU RECEITA DE IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O RESULTADO DO EXERCÍCIO 038 A despesa ou receita tributária sobre os resultados das atividades ordinárias do exercício deve ser apresentada na demonstração do resultado, em conta destacada após o resultado contábil antes do imposto de renda e da contribuição social, e antes de apurar o lucro líquido ou prejuízo do exercício. 039 A despesa ou receita tributária sobre resultados extraordinários deve ser apresentada como componente de tais resultados. DIVULGAÇÃO 040 As demonstrações contábeis e/ou as notas explicativas devem conter, quando relevantes, informações evidenciando: a) montante dos impostos corrente e diferido registrados no resultado, patrimônio líquido, ativo e passivo; b) natureza, fundamento e expectativa de prazo para realização de cada ativo e obrigação fiscais diferidos; c) efeitos no ativo, passivo, resultado e patrimônio líquido decorrentes de ajustes por alteração de alíquotas ou por mudança na expectativa de realização ou liquidação dos ativos ou passivos diferidos; d) montante das diferenças temporárias e dos prejuízos fiscais não utilizados para os quais não se reconheceu contabilmente um ativo fiscal diferido, com a indicação do valor dos tributos que não se qualificaram para esse reconhecimento; e) conciliação entre o valor debitado ou creditado ao resultado de imposto de
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renda e contribuição social e o produto do resultado contábil antes do imposto de renda multiplicado pelas alíquotas aplicáveis, divulgando-se também tais alíquotas e suas bases de cálculo; f) natureza e montante de ativos cuja base fiscal seja inferior a seu valor contábil. DATA DA VIGÊNCIA 041 Este pronunciamento passa a vigorar para demonstrações contábeis relativas aos períodos iniciados em ou após 1º de janeiro de 1999, sendo incentivada a sua aplicação antecipada. DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS 042 Os ajustes decorrentes da implementação deste pronunciamento deverão ser efetuados como ajustes de exercícios anteriores. DISPOSIÇÕES ANTERIORES 043 Este pronunciamento revoga as disposições anteriores em contrário, especialmente o pronunciamento do IBRACON "XX - Imposto de Renda Diferido" INSTRUÇÃO CVM No 371, DE 27 DE JUNHO DE 2002 Dispõe sobre o registro contábil do ativo fiscal diferido decorrente de diferenças temporárias e de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social. Art. 1o O registro contábil do Ativo Fiscal Diferido, pelas companhias abertas, decorrente de diferenças temporárias e de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social sobre o lucro líquido, bem como a manutenção desse registro, deverão observar, além do disposto na Deliberação CVM no 273, de 20 de agosto de 1998, as disposições contidas nesta Instrução. Art. 2o Para fins de reconhecimento inicial do Ativo Fiscal Diferido, a companhia deverá atender, cumulativamente, às seguintes condições: I - apresentar histórico de rentabilidade; II - apresentar expectativa de geração de lucros tributáveis futuros, fundamentada em estudo técnico de viabilidade, que permitam a realização do ativo fiscal diferido em um prazo máximo de dez anos; e III – os lucros futuros referidos no inciso anterior deverão ser trazidos a valor presente com base no prazo total estimado para sua realização. Parágrafo único. O disposto no inciso I deste artigo não se aplica às companhias recém-constituídas ou em processo de reestruturação operacional e
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reorganização societária, cujo histórico de prejuízos sejam decorrentes de sua fase anterior. Art. 3o Presume-se não haver histórico de rentabilidade na companhia que não obteve lucro tributável em, pelo menos, 3 (três) dos cinco últimos exercícios sociais. Parágrafo único. A presunção de que trata o caput deste artigo poderá ser afastada caso a companhia divulgue, em nota explicativa às demonstrações financeiras, justificativa fundamentada das ações que estiverem sendo implementadas, objetivando a geração de lucro tributário. Art. 4o O estudo técnico a que se refere o inciso II do art. 2o deve ser examinado pelo conselho fiscal e aprovado pelos órgãos da administração da companhia, devendo, ainda, ser revisado a cada exercício, ajustando-se o valor do ativo fiscal diferido sempre que houver alteração na expectativa da sua realização. Art. 5o O auditor independente, ao emitir a sua opinião sobre as demonstrações contábeis, deve avaliar a adequação dos procedimentos para a constituição e a manutenção do ativo e do passivo fiscal diferido, inclusive no que se refere às premissas utilizadas para a elaboração e atualização do estudo técnico de viabilidade referido nesta Instrução. Art. 6o As companhias abertas deverão manter em boa ordem, pelo prazo mínimo de 5 (cinco) anos, ou enquanto perdurar a tramitação de processo administrativo instaurado pela CVM, toda a documentação e memórias de cálculo relativas à elaboração do estudo técnico de viabilidade referido nesta Instrução. Art. 7o Além das informações requeridas no pronunciamento do IBRACON aprovado pela Deliberação CVM no 273/98, e sem prejuízo do parágrafo único do art. 3o desta Instrução, as companhias abertas deverão divulgar, em nota explicativa: I - estimativa das parcelas de realização do ativo fiscal diferido, discriminadas ano a ano para os primeiros 5 (cinco) anos e, a partir daí, agrupadas em períodos máximos de 3 (três) anos, inclusive para a parcela do ativo fiscal diferido não registrada que ultrapassar o prazo de realização de 10 (dez) anos referido no inciso II do art. 2o; II - efeitos decorrentes de eventual alteração na expectativa de realização do ativo fiscal diferido e respectivos fundamentos, consoante o disposto no art.4o; e III - no caso de companhias recém-constituídas, ou em processo de reestruturação operacional ou reorganização societária, descrição das ações administrativas que contribuirão para a realização futura do ativo fiscal diferido. Art. 8o As companhias abertas, enquanto não se adaptarem às disposições
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Art. que esta despesa somente será aceita em período futuro. qualquer novo ativo fiscal diferido. a empresa constatou que pagará IR+CSL sobre despesa de PDD (Provisão para Devedores Duvidosos). ainda. Josué Vieira . Com base nos dados anteriores registre o passivo fiscal diferido. 16) A cia ABC em 2006 e 2007 obteve um lucro liquido de $1. sendo que excluiu no LALUR em 2006 a depreciação acelerada incentiva que só foi adicionada em 2007 no valor de 300. sendo que adicionou no LALUR em 2006 uma provisão para contingência fiscal que só foi dedutível em 2007 pelo pagamento no valor de 400. (B) crédito o produto das alíquotas aplicadas sobre a despesa não dedutível como “crédito tributário a recuperar” como conta redutora de Impostos a Pagar do Passivo Circulante ou Exigível a Longo Prazo.000.Contabilidade Tributária contidas nos art. Utilize a alíquota de 25% para o IR. Com base nos dados anteriores registre o ativo fiscal diferido. EXERCÍCIOS: 15) A cia ABC em 2006 e 2007 obteve um lucro liquido de $2. Sendo assim. 17) Ao apurar seu Lucro Real na parte A do LALUR.000. deverá lançar a: (A) crédito o produto das alíquotas aplicadas sobre a despesa de devedores duvidosos não dedutível como “débito tributário diferido” no Passivo Circulante ou Exigível a Longo Prazo. estão impedidas de reconhecer. pois integrou as Adições para chegar ao Lucro Real e.000.000.000. Utilize a alíquota de 25% para o IR. (C) crédito o produto das alíquotas aplicadas sobre a despesa não dedutível como “débito tributário diferido” no Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo. (E) débito no Patrimônio Líquido como redutor do Lucro do Exercício a fim de que não ocorra distribuição dos lucros de forma distorcida em relação ao Lucro Real. 2o e 4o desta Instrução. em suas demonstrações contábeis. 9o Esta Instrução entra em vigor na data da sua publicação. 13 – REAVALIAÇÃO 45 Prof.000. (D) débito o produto das alíquotas aplicadas sobre a despesa de devedores duvidosos como “crédito tributário diferido” no Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo.

Todavia. gerando o seguinte lançamento: Db Reserva de Reavaliação Cr Lucros ou Prejuízos Acumulados No caso da reserva ser baixada para a conta de lucros ou prejuízos acumulados a mesma deverá ser adicionada no LALUR para fins de tributação.desde que haja reserva de reavaliação anterior ainda não realizada. só se admite reavaliação para a maior.as modificações no seu custo de aquisição. Deliberação CVM nº 183/95). .o novo valor do bem reavaliado (valor de mercado. caso existam. longo prazo e permanente). para as companhias abertas. todavia pela legislação do imposto de renda RIR/99. para as companhias abertas a Deliberação CVM nº 183/95 limita a reavaliação aos bens tangíveis do imobilizado No caso das companhias fechadas admite-se pela lei 6. . como segue: Db Ativo Reavaliado Cr Reserva de Reavaliação A lei 6. poderá ser computado como lucro para efeito de distribuição de dividendos e participação no lucro. registrado como reserva de reavaliação. O laudo deverá conter: . é admitida reavaliação para menor. Após a aprovação do laudo pela Assembléia Geral a companhia poderá proceder a contabilização. O aumento do ativo em virtude de novas avaliações. tal reavaliação deverá ser tributada com uma adição ao LALUR como se fosse uma receita. . por concessão da CVM. ou quando o bem for baixado.Contabilidade Tributária Serão classificadas como reserva de reavaliação as contrapartidas de aumento do valor atribuídos a elementos do ativo em virtude de novas avaliações com base em laudo elaborado por três peritos ou empresa especializada nomeados pela Assembléia Geral. No entanto. . depreciação. Em princípio.a nova taxa de depreciação com base na nova vida útil do bem. somente depois de realizado. No caso de reavaliação do imobilizado tangível a reserva somente será tributada quando da realização da mesma através de alienação.404 a reavaliação para os bens do circulante e realizável a longo prazo. Após registrada a Reavaliação do Ativo a Deliberação A CVM 183/95 determina que se faça a reavaliação anualmente para os bens que sofrem grande oscilação no valor de mercado e a cada 4 (quatro) anos para os bens que possuem menor oscilação Tributos Diferidos sobre a Reavaliação: 46 Prof. A CVM proíbe para as companhias abertas a contabilização da reavaliação pelo valor presente dos benefícios futuros gerados pelo ativo. admitindo somente a reavaliação pelo custo de reposição.a data de aquisição do bem reavaliado.404/76 admite a reavaliação em quaisquer bens do ativo (circulante. Josué Vieira .o bem reavaliado. ou seja custo de reposição.

tanto para fins de apuração do IRPJ como da CSLL. Todavia. subgrupo Imobilizado. segregada do valor da equivalência patrimonial.000 e a nova vida útil para fins de depreciação é de 5 anos. não afetando o Lucro Real.000 e uma Depreciação Acumulada de $400. contudo só será adicionada no Lucro Real da investidora. superior a seu valor contábil líquido. O laudo encaminhado pelos peritos e aprovado pela Assembléia Geral informa que o valor de mercado do equipamento é de $800. pelo custo de aquisição de $1. Nessa situação. tal valor deverá ser creditado a conta de reserva de reavaliação no patrimônio líquido da investidora e não como conta de resultado de equivalência patrimonial na DRE. Josué Vieira .000. a contrapartida do acréscimo da conta de investimento não deve ser na conta de reserva de reavaliação.000. caso a coligada ou controlada contabilize efetivamente a reavaliação dos bens que gerou o ágio na investidora. Caso a investidora tiver adquirido o investimento com ágio oriundo de valor de mercado dos bens do ativo da coligada ou controlada. terá de registrar em seu patrimônio líquido uma reserva de reavaliação e logicamente a investidora deverá registrar um acréscimo no seu investimento em função dessa reavaliação. tal ágio estará na investidora em subconta à parte do investimento. Sabendo-se que a Reavaliação foi feita em 1/01/19x0 e a 47 Prof. A administração da companhia acredita que o bem está subavaliado e após autorização da Assembléia Geral foi nomeado 3 peritos para avaliarem o imóvel. Sendo assim deveremos efetuar ainda os seguintes lançamentos: a) Quando da contabilização da reserva: (alíquota do IR/CSSL multiplicado pela reserva de reavaliação) Db Tributos sobre Reavaliação (retificadora da Reserva de Reavaliação) Cr Tributos Diferidos (PELP) b) Pela realização da reserva de reavaliação: (proporcionalmente ao percentual realizado) Db Tributos Diferidos (PELP) Cr Imposto de renda e CSSL a pagar (PC) Db Lucros Acumulados Cr Tributos sobre Reavaliação Quando a coligada ou controlada efetuar a contabilização de uma reavaliação de seus bens.Contabilidade Tributária A CVM nº 183/95 determina para as companhias abertas a contabilização do imposto de renda e contribuição social diferidos sobre o valor da reserva de reavaliação. 18) O Equipamento da Cia. ABC/SA está contabilizado em seu Ativo Permanente. Esta reavaliação deverá ser transferida para lucros acumulados na investidora conforme for sendo realizada na investida. quando da alienação do investimento. mas uma baixa (crédito) na conta do ágio correspondente.

Incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. No caso de cisão parcial. A responsabilidade alcança os créditos tributários definitivamente constituídos ou em curso de constituição na data dos atos e também os constituídos posteriormente. sendo que a parcela dos prejuízos fiscais proporcionalmente transferida na cisão deverá ser baixada na parte B do LALUR.1 Aspectos Tributários As pessoas jurídicas sucessoras das sociedades incorporadas.1. de capital e industria e em comandita simples) para sociedade anônima S/A. 14 .1 Prejuízos Fiscais A empresa sucessora (após o fato) nos casos de incorporação. observando o limite de 30%.BUSINESS COMBINATION – INCORPORAÇÃO. fusão e cisão total não pode compensar os prejuízos fiscais apurados pelas empresas sucedidas (antes do fato). 14. Fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar uma sociedade nova. 14. Cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. Transformação: É a operação pela qual a sociedade passa.  Transformação de sociedade anônima para qualquer sociedade mercantil. nos casos de incorporação ou de cisão parcial possa continuar compensando seus próprios prejuízos. de um tipo para outro. cindidas e transformadas respondem pelo imposto devido pelas sucedidas. o mesmo tratamento tributário que teriam na sucedida. FUSÃO E CISÃO Esses tipos de transações denominadas internacionalmente de business combination ou combinação de negócios. Como por exemplo:  Transformação de qualquer sociedade (sociedade por quotas de responsabilidade limitada.2 Reavaliação As reservas de reavaliação transferidas por ocasião da incorporação.1. na sucessora. 14. independentemente de dissolução e liquidação. em nome coletivo ou solidário. Nos caso de fusão não há essa hipótese porque a sucessora é uma empresa nova. correspondem a incorporação. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. fusão e cisão terão. 48 Prof. fusão e cisão de entidades. que lhe sucede em todos os direitos e obrigações. desde que relativos a obrigações tributárias surgidas antes da referida data. Porém nada impede que a empresa sucessora.Contabilidade Tributária companhia somente deprecia o bem em 31/12/19x0 faça as contabilizações devidas em janeiro e dezembro de 19x0. a pessoa jurídica cindida poderá compensar os seus próprios prejuízos fiscais proporcionalmente à parcela remanescente do patrimônio liquido. extinguindo-se a companhia cindida se houver a transferência de todo o seu patrimônio. Josué Vieira . fusionadas.

quando ocorre um processo de reorganização societária (incorporação. amortizável no prazo máximo de dez anos. não havendo necessidade de adição ou exclusão no LALUR. 14. que deverá ser contabilizado no ativo diferido. incorporação e cisão Nos casos de incorporação. poderá ser amortizado em conta de resultado à razão.  Quando deságio. O contribuinte poderá diferir a tributação sobre a parte do ganho do capital em bens do ativo permanente. fusão e cisão deverá proceder da seguinte maneira: a) Quando o fundamento econômico tiver sido a diferença entre o valor de mercado dos bens e seu valor contábil deverá ser demonstrado na conta representativa dos bens que lhes deu origem. em caso de ágio será demonstrado numa conta de Ativo Diferido. o ágio que foi transferido para a sucessora passará a ser dedutível. dentro das regras estabelecidas e o deságio passará a ser tributável.Contabilidade Tributária 14.1. Contudo. Exceção ao caso de ágio cujo fundamento econômico tenha sido o de fundo do comércio. A amortização do ágio ou do deságio é não dedutível ou não tributável conforme visto anteriormente.3 Tratamento do ágio ou deságio Quanto ao tratamento do ágio ou deságio na incorporação. bens intangíveis e outras razões econômicas. Josué Vieira . não sendo amortizado. poderá ser amortizado em conta de resultado à razão. pode ocorrer que haja diferença entre o valor contábil da participação da sucessora e o acervo liquido que recebeu da sucedida. fusão e cisão em que a sucessora participa do capital da sucedida. Na situação de ágio ou deságio com fundamento na expectativa de rentabilidade futura terá o seguinte tratamento:  Quando ágio. até que este seja realizado. 49 Prof. fusão e cisão). Se o valor da participação (investimento na investidora) for maior que o acervo líquido (patrimônio liquido da investida) haverá uma perda de capital dedutível na apuração do lucro real e a critério do contribuinte poderá optar por tratar a perda como ativo diferido. registrado no ativo diferido. de 1/60 avos para cada mês do período de apuração. e em caso de deságio será demonstrado em conta especifica de Resultados de Exercícios Futuros. pelo valor líquido. registrado em resultado de exercícios futuros. com extinção do investimento anteriormente existente. de 1/60 avos para cada mês do período de apuração.1. se o valor do investimento for menor que o patrimônio liquido haverá um ganho de capital. Na situação de ágio ou deságio com fundamento na diferença entre o valor de mercado dos bens e seu valor contábil como estes valores integrarão o custo do bem que lhes deu origem sua transferência para resultado se dará pela depreciação ou baixa do bem e neste caso a parcela do ágio ou deságio relacionada ao valor da depreciação ou baixa passa a ser dedutível ou tributável pelo IRPJ e pela CSLL. no máximo. b) Quando o fundamento econômico tiver sido a expectativa de rentabilidade futura. no mínimo.4 Participação extinta em fusão.

(E) Uma das condições para diferimento da tributação do ganho de capital em razão de participação extinta por incorporação.Segundo o art. a parcela correspondente da reserva mantida na sociedade cindida terá o mesmo tratamento tributário que antes da cisão. fusionadas ou cindidas alcança. fusão ou cisão total de empresas serão integralmente computadas no lucro real da sucessora e. (D) Os prejuízos fiscais da sucedida.1 – IRRF 15.5% (um e meio por cento). proporcionalmente à parcela remanescente do patrimônio líquido.Contabilidade Tributária Esses ganhos ou perdas de capital na extinção da participação societária somente podem ocorrer em casos de investimentos não relevantes avaliados pelo custo de aquisição.1 . fusão e cisão. CSSL. administração de bens ou negócios em geral (exceto consórcios ou fundos mútuos para aquisição de bens). nos casos de incorporação. 647 do RIR/99 estão sujeitas à incidência do imposto na fonte. civis ou mercantis. Josué Vieira . fusão e cisão total. (C) As reservas de reavaliação transferidas por ocasião da incorporação. não serão compensáveis na sucessora e. Exercício: 19) A respeito dos aspectos tributáveis relativos a incorporação. à alíquota de 1. (A) A responsabilidade tributária das pessoas jurídicas sucessoras de sociedades incorporadas.1. a pessoa jurídica cindida poderá compensar seus próprios prejuízos. inclusive. caso a cisão seja parcial. caso a cisão seja parcial. (B) A diferença positiva entre o valor contábil do investimento na sucessora e o acervo líquido recebido da sucedida é considerada perda de capital e será dedutível na apuração do lucro real da sucessora. fusão ou cisão é o controle da parcela não tributada na Parte "B" do LALUR. COFINS E PIS) 15. pela prestação de serviços caracterizadamente de natureza profissional 1º Compreendem-se nas disposições deste artigo os serviços a seguir indicados: 1. 50 Prof. assinale a afirmativa INCORRETA. créditos tributários constituídos por autos de infração decorrentes do não-cumprimento da obrigação tributária por parte da sucedida relativos a eventos ocorridos em data anterior à sucessão. 15 – RETENÇÕES NA FONTE (IRRF. as importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas.

27. 35. 12. estatística. Segurança. 7. 29. 39. economia. química. hospital e pronto-socorro). 18. veterinária. 25. 17. relações públicas.1. planejamento. 15. 10. odontologia. pesquisa em geral. 24. 16. engenharia (exceto construção de estradas. 19. medicina (exceto a prestada por ambulatório. 4. biologia e biomedicina. arquitetura. 34. pontes. 36. serviço de despachante. casa de recuperação ou repouso sob orientação médica. 5.Serviços de Limpeza. fisioterapia. fonoaudiologia. 33. congressos. Conservação. leilão. 20. análise clínica laboratorial. 30. análises técnicas. 13. contabilidade. elaboração de projetos. 26. consultoria. urbanismo. organização de feiras de amostras. tradução ou interpretação comercial. 28. radiologia e radioterapia. 22. 6. 8. Josué Vieira . prótese. cálculo em geral. prédios e obras assemelhadas). 31. 40. 3. 38. 37. assessoria e consultoria técnica (exceto o serviço de assistência técnica prestado a terceiros e concernente a ramo de indústria ou comércio explorado pelo prestador do serviço). 9. desenho técnico. 14. 11. avaliação e perícia. seminários. advocacia. 21. simpósios e congêneres. programação. ensino e treinamento.Contabilidade Tributária 2. psicologia e psicanálise. terapêutica ocupacional. banco de sangue. casa de saúde. 32. nutricionismo e dietética. 15.2 . auditoria. assistência social. Vigilância e Locação de Mãode-obra 51 Prof. 23. geologia.

Contabilidade Tributária Segundo o art. da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP.65% para o PIS No caso de pessoa jurídica beneficiária de isenção. pela prestação de serviços de limpeza. COFINS e PIS Reditos na Fonte Segundo o art 30. seleção e riscos. 649 do RIR/99 estão sujeitos à incidência do imposto na fonte à alíquota de 1% (um por cento) os rendimentos pagos ou creditados por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas civis ou mercantis pela prestação de serviços de limpeza. vigilância e por locação de mão-de-obra O imposto retido na fonte constitui antecipação do imposto devido e poderá ser compensado por ocasião do encerramento do período de apuração. pela prestação de serviços de assessoria creditícia.500 Contabilização na Prestadora do Serviço: Db Banco c/ Movimento 98. na forma da legislação específica. 647 do RIR/99) estão sujeitos a retenção na fonte da CSLL. do percentual de 4. de uma ou mais das contribuições. será determinado mediante a aplicação. vigilância. Exemplo: Receita de Prestação de Serviço IRRF sobre a receita (1.65% correspondente à soma das alíquotas de:  1% para CSLL. O valor da CSLL. manutenção. segurança. da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP.500 98. gestão de crédito. bem como pela remuneração de serviços profissionais (listados no art. mercadológica.  3% para COFINS. de que trata o art. administração de contas a pagar e a receber. os pagamentos efetuados pelas pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas de direito privado. a retenção dar-se-á mediante a aplicação da alíquota específica correspondente às contribuições não alcançadas pela isenção. sendo assim é contabilizado como direito em conta de Ativo Circulante e não como despesa. transporte de valores e locação de mão-de-obra.500 Cr Receita de Prestação de Serviço 100.2 CSLL.500 Db IRRF a compensar 1. 30. Lei 10. conservação. sobre o montante a ser pago.000 $1.000 Contabilização na Contratante do Serviço: Db Despesa do Serviço Cr IRRF a pagar Cr Duplicata a pagar 100.500 15.5%) $100.  0.833/03.000 1. segurança. 52 Prof. Josué Vieira . conservação.

000 650 100. Josué Vieira .000 Contabilização na Contrante do Serviço: Db Despesa de Vigilância Cr CSLL a pagar Cr COFINS a pagar Cr PIS a pagar Cr Duplicata a pagar 16 . retenção de 4. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: 100. A União.000 650 95.000.Contabilidade Tributária A lei nº 10.925/04 estabeleceu que:  é dispensada a retenção para pagamentos de valor igual ou inferior a R$ 5.000 1.350 1.00 Os valores retidos serão considerados como antecipação do que for devido pela empresa que sofreu a retenção e poderão ser compensados pelo contribuinte. Exemplo: Serviços de vigilância no valor de $100. com o imposto e contribuições de mesma espécie.350 53 Prof.65%.CONSTITUIÇÃO FEDERAL TÍTULO VI Da Tributação e do Orçamento CAPÍTULO I DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL Seção I DOS PRINCÍPIOS GERAIS Art. Contabilização na Prestadora do Serviço: Db Banco c/ Movimento Db CSLL a compensar Db COFINS a compensar Db PIS a compensar Cr Receita de Vigilância 95.000 3.000 3.000 em janeiro de 2007. 145. os Estados.

o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos pertencentes aos respectivos entes federados será imediata. o Distrito Federal e os Municípios. especialmente para conferir efetividade a esses objetivos. entre a União. Art. II . identificar. III .12. em matéria tributária. crédito. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. A lei complementar de que trata o inciso III. do Distrito Federal e dos Municípios. de 19. também poderá instituir um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União. d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte. de 19. c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado.será opcional para o contribuinte. I e §§ 12 e 13.impostos. bases de cálculo e contribuintes. dos Estados.estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária.2003) Parágrafo único.12. efetiva ou potencial. facultado à administração tributária. 239. b) obrigação. de 19. de 19.Contabilidade Tributária I .12. II .2003) I . Cabe à lei complementar: I . III . em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. § 1º . o patrimônio.2003) 54 Prof. II.regular as limitações constitucionais ao poder de tributar.contribuição de melhoria. os Estados. 146. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. de serviços públicos específicos e divisíveis. 155. respeitados os direitos individuais e nos termos da lei. os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42.Sempre que possível. os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte.2003) II . das contribuições previstas no art. em relação aos impostos discriminados nesta Constituição. Josué Vieira .taxas.dispor sobre conflitos de competência. § 2º . observado que: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. de 19.12. inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. lançamento.2003) III . d. e da contribuição a que se refere o art. vedada qualquer retenção ou condicionamento. 195. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. decorrente de obras públicas. a dos respectivos fatos geradores. especialmente sobre: a) definição de tributos e de suas espécies. prescrição e decadência tributários. bem como.As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.12.

III. 147. para o custeio. 149. observado o disposto no art.12. ao Distrito Federal cabem os impostos municipais.Contabilidade Tributária IV . em Território Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União. 146. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição. sem prejuízo da competência de a União. de 2001) II . I e III. observado o disposto nos arts. 19.não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação. de 2001) II . 146-A. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir contribuição. cobrada de seus servidores. Competem à União. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. estabelecer normas de igual objetivo. gás natural e seus derivados e álcool combustível.12. de guerra externa ou sua iminência. em benefício destes. § 1º Os Estados. de sistemas de previdência e assistência social. de 19.2003) III . A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas. Art. III. § 6º. com o objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência.poderão incidir sobre a importação de petróleo e seus derivados. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. em benefício destes. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. de 2001) I . (Parágrafo Renumerado pela Emenda Constitucional nº 33. por lei.12. e sem prejuízo do previsto no art.2003) Art. relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. decorrentes de calamidade pública. do regime previdenciário de que trata o art. de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. 148. II . 195. 40. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais.12. para o custeio. poderá instituir empréstimos compulsórios: I . cobrada de seus servidores.poderão ter alíquotas: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. 150. de 19. mediante lei complementar.incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços. adotado cadastro nacional único de contribuintes.para atender a despesas extraordinárias. Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de tributação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42.no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. Art. se o Território não for dividido em Municípios. os impostos estaduais e. de 19. Parágrafo único.a arrecadação.2003) Art. "b". de 2001) 55 Prof. A União. e 150. a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes federados.2003) >§ 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o caput deste artigo: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. os impostos municipais. Josué Vieira . de 2001) § 1º Os Estados. cumulativamente.

o valor aduaneiro. renda ou serviços. III . VI . 149-A Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição. por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais. títulos ou direitos. observado o disposto no art. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. É facultada a cobrança da contribuição a que se refere o caput. de 2002) Parágrafo único.estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens. de 2001) Art. para o custeio do serviço de iluminação pública. de 2001) § 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão uma única vez. 150. na forma da lei. de 2002) Seção II DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR Art. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. é vedado à União. de 2001) § 3º A pessoa natural destinatária das operações de importação poderá ser equiparada a pessoa jurídica. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. 56 Prof.instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. observado o disposto na alínea b. tendo por base o faturamento. ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público. II .cobrar tributos: a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. de 19. no caso de importação. V . aos Estados. a receita bruta ou o valor da operação e.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 39. tendo por base a unidade de medida adotada. I e III. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.2003) IV .instituir impostos sobre: a) patrimônio. ao Distrito Federal e aos Municípios: I . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 39. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. de 2001) b) específica.Contabilidade Tributária a) ad valorem. uns dos outros.utilizar tributo com efeito de confisco. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.12. na forma das respectivas leis. 150. na fatura de consumo de energia elétrica.exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. Josué Vieira .

a renda e os serviços.2003) § 2º .(Incluído pela Emenda Constitucional nº 3. 151.As vedações expressas no inciso VI. Josué Vieira . II. redução de base de cálculo. não se aplica aos tributos previstos nos arts. no que se refere ao patrimônio. c) patrimônio. "b". renda ou serviços dos partidos políticos. e 156. que envolva matéria tributária ou previdenciária.º. relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados. em detrimento de outro. jornais. III. à renda e aos serviços. é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. não se aplica aos impostos previstos nos arts. § 1º . IV e V. nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. II.Qualquer anistia ou remissão. 57 Prof. e 154. II. alíneas "b" e "c". caso não se realize o fato gerador presumido. sem fins lucrativos. I. só poderá ser concedido mediante lei específica. I. atendidos os requisitos da lei. não se aplica aos tributos previstos nos arts. nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel. e 154. só poderá ser concedida através de lei específica. vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. § 4º . I. e a vedação do inciso III. federal. "a". e 154. I. e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio. b. sem prejuízo do disposto no art. IV e V. ao Distrito Federal ou a Município. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42. de 19. 155. II. taxas ou contribuições. ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário.instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado. periódicos e o papel destinado a sua impressão. I. III e V. estadual ou municipal. I.º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição. "a". XII.A vedação do inciso III. § 6. inclusive suas fundações. 153. de 1993) Art. compreendem somente o patrimônio.Contabilidade Tributária b) templos de qualquer culto. II. § 6º . c. 155. § 2. federal. à renda e aos serviços. § 3º . § 1º A vedação do inciso III. relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas. 148. anistia ou remissão. II. estadual ou municipal. das entidades sindicais dos trabalhadores.12. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. É vedado à União: I .As vedações do inciso VI. g. 153. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. § 5º .º Qualquer subsídio ou isenção. relativos a impostos. 153. 148. concessão de crédito presumido.A vedação do inciso VI. de 1993) § 7. d) livros.A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços. das instituições de educação e de assistência social. admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do País.

tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados.instituir isenções de tributos da competência dos Estados. Compete à União instituir impostos sobre: I . de produtos nacionais ou nacionalizados. IV e V. pagos pela previdência social da União.não incidirá.exportação.operações de crédito. cuja renda total seja constituída. II . compensando-se o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores.É facultado ao Poder Executivo. II . Seção III DOS IMPOSTOS DA UNIÃO Art. do Distrito Federal ou dos Municípios. de 1998) § 3º . VI . É vedado aos Estados.renda e proventos de qualquer natureza.não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior.O imposto previsto no inciso III: I . § 1º . 152. § 2º . câmbio e seguro. em função da essencialidade do produto. para o exterior. 58 Prof. do Distrito Federal e dos Municípios. na forma da lei.Contabilidade Tributária II . III . atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. V .O imposto previsto no inciso IV: I . alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I. bem como a remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos. VII . de qualquer natureza. nos termos de lei complementar. III .importação de produtos estrangeiros. ou relativas a títulos ou valores mobiliários.grandes fortunas. II. II . III . (Revogado pela Emenda Constitucional nº 20. IV .será não-cumulativo. exclusivamente. da universalidade e da progressividade. nos termos e limites fixados em lei. ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços. 153. em níveis superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus agentes. em razão de sua procedência ou destino.produtos industrializados. a pessoa com idade superior a sessenta e cinco anos.será seletivo. Josué Vieira .será informado pelos critérios da generalidade. de rendimentos do trabalho. do Distrito Federal e dos Municípios. sobre rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão. Art. dos Estados.propriedade territorial rural.

adicional de até cinco por cento do que for pago à União por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas nos respectivos territórios. Josué Vieira . 155. devido na operação de origem.Contabilidade Tributária IV . quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel. na forma da lei.mediante lei complementar. só ou com sua família.não incidirá sobre pequenas glebas rurais.O imposto previsto no inciso VI terá suas alíquotas fixadas de forma a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas e não incidirá sobre pequenas glebas rurais. quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial. definidas em lei. A União poderá instituir: I .12. de 19. definidas em lei. Seção IV DOS IMPOSTOS DOS ESTADOS E DO DISTRITO FEDERAL Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir: I impostos sobre: a) transmissão causa mortis e doação. de 19. de 19. o proprietário que não possua outro imóvel.2003) II .trinta por cento para o Estado. § 4º O imposto previsto no inciso VI do caput:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42.será fiscalizado e cobrado pelos Municípios que assim optarem. II . de quaisquer bens ou direitos.2003) § 4º . ganhos e rendimentos de capital. conforme a origem. desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição.2003) (Regulamento) § 5º . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42.12. a alíquota mínima será de um por cento. desde que não implique redução do imposto ou qualquer outra forma de renúncia fiscal. Art. 154. quando as explore. c) propriedade de veículos automotores II .(Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. na forma da lei.O ouro. compreendidos ou não em sua competência tributária.2003) III . 59 Prof. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. assegurada a transferência do montante da arrecadação nos seguintes termos: I . impostos extraordinários. III. b) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. a título do imposto previsto no art. incidente sobre lucros. cessadas as causas de sua criação. gradativamente.12. 153.12.2003) I . os quais serão suprimidos.12.setenta por cento para o Município de origem. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. impostos não previstos no artigo anterior.terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de capital pelo contribuinte do imposto. II . de 19. sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto de que trata o inciso V do "caput" deste artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42.será progressivo e terá suas alíquotas fixadas de forma a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas. Art. o Distrito Federal ou o Território.na iminência ou no caso de guerra externa. de 19.

de 1993) I . ou tiver domicílio o doador. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3.O imposto previsto no inciso I. II . compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal. III .será não-cumulativo. 60 Prof. de 1993) II . b. era residente ou domiciliado ou teve o seu inventário processado no exterior. b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores. ou ao Distrito Federal. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior.operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. compete ao Estado onde se processar o inventário ou arrolamento. de 1993) I . de 1993) § 1º O imposto previsto no inciso I. Josué Vieira .º O imposto previsto no inciso I: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. de 1993) III .Contabilidade Tributária Art.propriedade de veículos automotores. títulos e créditos. de quaisquer bens ou direitos.transmissão causa mortis e doação.relativamente a bens móveis. salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes. § 2º . atenderá ao seguinte: § 2.relativamente a bens imóveis e respectivos direitos. a § 1.poderá ser seletivo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. ou ao Distrito Federal II . em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços.terá competência para sua instituição regulada por lei complementar: a) se o doador tiver domicilio ou residência no exterior. III . Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. 155. de 1993) I .º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3.a isenção ou não-incidência. b) se o de cujus possuía bens. compete ao Estado da situação do bem. IV .terá suas alíquotas máximas fixadas pelo Senado Federal.

não incidirá: a) sobre operações que destinem ao exterior produtos industrializados. VII . ainda que não seja contribuinte habitual do imposto. as alíquotas internas.em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. "g".2003) 61 Prof.é facultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas. assim como sobre serviço prestado no exterior. a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior. V . b) a alíquota interna. mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros.na hipótese da alínea "a" do inciso anterior.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33. quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios. nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior. cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o estabelecimento destinatário da mercadoria ou do serviço. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42. adotar-se-á: a) a alíquota interestadual. quando o destinatário não for contribuinte dele. interestaduais e de exportação.salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal. X . VIII . aprovada pela maioria absoluta de seus membros. de iniciativa do Presidente da República ou de um terço dos Senadores.12. mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros. não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais. excluídos os semielaborados definidos em lei complementar. ainda quando se tratar de bem destinado a consumo ou ativo fixo do estabelecimento. de 19.incidirá também: a) sobre a entrada de mercadoria importada do exterior. b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados. assim como sobre o serviço prestado no exterior. VI . caberá ao Estado da localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual.resolução do Senado Federal. de 2001) b) sobre o valor total da operação. quando o destinatário for contribuinte do imposto. qualquer que seja a sua finalidade. IX . a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica. estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações.Contabilidade Tributária IV . assegurada a manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores. nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços. Josué Vieira . bem ou serviço. cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria. nos termos do disposto no inciso XII.

de 1993) § 3º À exceção dos impostos de que tratam o inciso II do caput deste artigo e o art. "a" f) prever casos de manutenção de crédito. isenções.º À exceção dos impostos de que tratam o inciso II do caput deste artigo e o art. quando a operação. I e II. nenhum outro tributo incidirá sobre operações relativas a energia elétrica. do "caput" deste artigo e o art. o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá uma única vez. de 2001) § 3º À exceção dos impostos de que tratam o inciso I. de 19. 153. de modo que o montante do imposto a integre. inclusive lubrificantes. I e II. lubrificantes e minerais do País. em sua base de cálculo. g) regular a forma como. combustíveis e minerais do País. I e II. c) sobre o ouro. b) dispor sobre substituição tributária. d) fixar. relativamente à remessa para outro Estado e exportação para o exterior.não compreenderá. também na importação do exterior de bem. combustíveis e minerais do País. nenhum outro tributo poderá incidir sobre operações relativas a energia elétrica.12. d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita. 153. e energia elétrica. e) excluir da incidência do imposto. qualquer que seja a sua finalidade. nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações relativas a energia elétrica. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. de 2001) i) fixar a base de cálculo. 153. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização. c) disciplinar o regime de compensação do imposto. mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal. serviços de telecomunicações. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. de 2001) 62 Prof.2003) XI . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33. combustíveis líquidos e gasosos.Contabilidade Tributária b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo. nas hipóteses definidas no art. para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável. serviços de telecomunicações. de serviços e de mercadorias. § 5º. Josué Vieira . configure fato gerador dos dois impostos. incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados. serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X. 153. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso X. derivados de petróleo. derivados de petróleo. nas exportações para o exterior. § 3. o montante do imposto sobre produtos industrializados. XII . mercadoria ou serviço. b. b.cabe à lei complementar: a) definir seus contribuintes.

nos termos do § 2º. por unidade de medida adotada. de 2001) § 6º O imposto previsto no inciso III: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42.nas operações interestaduais. g. observar-se-á o seguinte: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. e lubrificantes e combustíveis não incluídos no inciso I deste parágrafo. de bens imóveis. Josué Vieira . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33.12. II . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. por ato oneroso.2003) II .poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo e utilização. a qualquer título. podendo ser diferenciadas por produto. com gás natural e seus derivados. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I .terá alíquotas mínimas fixadas pelo Senado Federal. de 19.2003) I .Contabilidade Tributária § 4º Na hipótese do inciso XII. o imposto será repartido entre os Estados de origem e de destino. o imposto caberá ao Estado onde ocorrer o consumo. de 2001) III . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. bem como cessão de direitos a sua aquisição. III. de 2001) c) poderão ser reduzidas e restabelecidas. b. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. de 19. por natureza ou acessão física. de 2001) b) poderão ser específicas. serão estabelecidas mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. exceto os de garantia.transmissão "inter vivos". 150. nos termos do § 2º. de 2001) a) serão uniformes em todo o território nacional. mantendo-se a mesma proporcionalidade que ocorre nas operações com as demais mercadorias. de 2001) II . e de direitos reais sobre imóveis. destinadas a não contribuinte. h. entre contribuintes. 63 Prof. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. o imposto caberá ao Estado de origem.12. inclusive as relativas à apuração e à destinação do imposto. de 2001) I . de 19. de 2001) IV .nas operações com os lubrificantes e combustíveis derivados de petróleo. não se lhes aplicando o disposto no art. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. observando-se o seguinte: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33.12. XII.propriedade predial e territorial urbana.2003) Seção V DOS IMPOSTOS DOS MUNICÍPIOS Art.as alíquotas do imposto serão definidas mediante deliberação dos Estados e Distrito Federal. g. de 2001) § 5º As regras necessárias à aplicação do disposto no § 4º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. 156. e lubrificantes e combustíveis não incluídos no inciso I deste parágrafo. XII. incidindo sobre o valor da operação ou sobre o preço que o produto ou seu similar alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência. ou ad valorem.nas operações interestaduais com gás natural e seus derivados.

(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 37. b. cabe à lei complementar: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. definidos em lei complementar. de 2000) II .(Incluído pela Emenda Constitucional nº 37. de 1993) 64 Prof. não exclui a incidência do imposto estadual previsto no 155.excluir da sua incidência exportações de serviços para o exterior. de 2002) II . salvo se. § 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art.º Em relação ao imposto previsto no inciso III. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 3.Contabilidade Tributária III . de 2002) § 4º Cabe à lei complementar: I . de 2002) I . de 2000) § 2º .serviços de qualquer natureza. § 3º Em relação ao imposto previsto no inciso III do caput deste artigo. de 1993) III . definidos em lei complementar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 3. sobre a mesma operação. nos termos de lei municipal.O imposto previsto no inciso II: I . 155. exceto óleo diesel. de 1993) art. de 2000) I .fixar as suas alíquotas máximas e mínimas. nesses casos. incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados. § 3.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. 155. não compreendidos no art. (Revogado pela Emenda Constitucional nº 3.serviços de qualquer natureza. o imposto previsto no inciso I poderá:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29. de 1993) I . Josué Vieira .compete ao Município da situação do bem. a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos.fixar as alíquotas máximas dos impostos previstos nos incisos III e IV.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 29. § 3º O imposto previsto no inciso III. II . § 4º. b. não compreendidos no art. I. locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil.vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos. cabe à lei complementar:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 37. cisão ou extinção de pessoa jurídica.não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital.ser progressivo em razão do valor do imóvel. I. III . de forma a assegurar o cumprimento da função social da propriedade.fixar as suas alíquotas máximas. inciso II. nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrente de fusão. e (Incluído pela Emenda Constitucional nº 29.ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel.O imposto previsto no inciso I poderá ser progressivo. de 1993) § 1º . II . II. 182.excluir da incidência do imposto previsto no inciso IV exportações de serviços para o exterior. (Revogado pela Emenda Constitucional nº 3.regular a forma e as condições como isenções. de 1993) IV . incorporação.

de 19. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42. na proporção do valor adicionado nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços. por eles. de acordo com o que dispuser lei estadual ou. suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem.Contabilidade Tributária Seção VI DA REPARTIÇÃO DAS RECEITAS TRIBUTÁRIAS Art. Pertencem aos Estados e ao Distrito Federal: I . II . realizadas em seus territórios.2003) III .12.até um quarto.cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre a propriedade territorial rural. a qualquer título. 157. As parcelas de receita pertencentes aos Municípios. relativamente aos imóveis neles situados. no mínimo. sobre rendimentos pagos. Parágrafo único. de 2007) a) vinte e um inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal.o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza. sobre rendimentos pagos. serão creditadas conforme os seguintes critérios: I . 65 Prof. 159. 158. Pertencem aos Municípios: I . suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem.cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre a propriedade territorial rural.cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre a propriedade de veículos automotores licenciados em seus territórios. incidente na fonte.vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. no caso dos Territórios. I. mencionadas no inciso IV.vinte por cento do produto da arrecadação do imposto que a União instituir no exercício da competência que lhe é atribuída pelo art. 154. quarenta e sete por cento na seguinte forma: I . A União entregará: I . § 4º. Art. cabendo a totalidade na hipótese da opção a que se refere o art. III. a qualquer título.o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza. IV . 153.do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados quarenta e oito por cento na seguinte forma: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 55. lei federal. incidente na fonte. II .três quartos. relativamente aos imóveis neles situados.do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados. II . II . Josué Vieira . por eles. Art.

160. c. É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos atribuídos. Josué Vieira . § 4º. na forma que a lei estabelecer. ao Distrito Federal e aos Municípios. § 3º . inclusive de suas autarquias. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. de acordo com os planos regionais de desenvolvimento. Parágrafo único. d) um por cento ao Fundo de Participação dos Municípios.Os Estados entregarão aos respectivos Municípios vinte e cinco por cento dos recursos que receberem nos termos do inciso II. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42.A nenhuma unidade federada poderá ser destinada parcela superior a vinte por cento do montante a que se refere o inciso II.Contabilidade Tributária b) vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de Participação dos Municípios. 158. 177. III . I.do produto da arrecadação da contribuição de intervenção no domínio econômico prevista no art. 29% (vinte e nove por cento) para os Estados e o Distrito Federal. Essa vedação não impede a União de condicionar a entrega de recursos ao pagamento de seus créditos. nesta seção. distribuídos na forma da lei. de 19. e 158. vinte e cinco por cento serão destinados aos seus Municípios.12. em relação a esses. nos termos do disposto nos arts. observada a destinação a que se refere o inciso II. A vedação prevista neste artigo não impede a União e os Estados de condicionarem a entrega de recursos ao pagamento de seus créditos. parágrafo único. I.do produto da arrecadação da contribuição de intervenção no domínio econômico prevista no art. § 2º . 177. para aplicação em programas de financiamento ao setor produtivo das Regiões Norte. observados os critérios estabelecidos no art. I e II. Nordeste e Centro-Oeste.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 44. proporcionalmente ao valor das respectivas exportações de produtos industrializados. na forma da lei a que se refere o mencionado inciso. Parágrafo único. de 2000) 66 Prof. de 2007) II .2003) Art. distribuídos na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. aos Estados. ficando assegurada ao semiárido do Nordeste a metade dos recursos destinados à Região. através de suas instituições financeiras de caráter regional. A vedação prevista neste artigo não impede a União e os Estados de condicionarem a entrega de recursos:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29. do referido parágrafo. que será entregue no primeiro decêndio do mês de dezembro de cada ano. excluir-se-á a parcela da arrecadação do imposto de renda e proventos de qualquer natureza pertencente aos Estados. 157. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 55.do produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados. devendo o eventual excedente ser distribuído entre os demais participantes. observada a destinação a que refere o inciso II. neles compreendidos adicionais e acréscimos relativos a impostos. o critério de partilha nele estabelecido.Para efeito de cálculo da entrega a ser efetuada de acordo com o previsto no inciso I. dez por cento aos Estados e ao Distrito Federal. de 1993) Parágrafo único. c. de 2004) § 1º . c) três por cento. vinte e cinco por cento para os Estados e o Distrito Federal. ao Distrito Federal e aos Municípios. do referido parágrafo. § 4º Do montante de recursos de que trata o inciso III que cabe a cada Estado. § 4º. mantido. de 2003) III .

º O imposto incide sobre: I . 161.ao pagamento de seus créditos. 67 Prof. Cabe à lei complementar: I . restaurantes e estabelecimentos similares. Josué Vieira . ainda que a operação ou a prestação se inicie no exterior.REGULAMENTO DO ICMS – Decreto nº 27. até o último dia do mês subseqüente ao da arrecadação. 17 . os Estados. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 29. A União. parágrafo único. 2. O Tribunal de Contas da União efetuará o cálculo das quotas referentes aos fundos de participação a que alude o inciso II.operações relativas à circulação de mercadorias.427/00 LIVRO I DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL TÍTULO I DO FATO GERADOR Art. os dos Estados. Parágrafo único. Art. II . 158 e 159.ICMS tem como fato gerador a operação relativa à circulação de mercadoria e à prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. 198.ao cumprimento do disposto no art. os recursos recebidos.dispor sobre o acompanhamento. 158. incisos II e III.estabelecer normas sobre a entrega dos recursos de que trata o art. de 2000) Art. inclusive fornecimento de alimentação e bebida em bares. por Município. 159. pelos beneficiários.Contabilidade Tributária I . inclusive de suas autarquias. o Distrito Federal e os Municípios divulgarão.º O imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação . Parágrafo único. 162. 157. § 2º. especialmente sobre os critérios de rateio dos fundos previstos em seu inciso I. III .(Incluído pela Emenda Constitucional nº 29. do cálculo das quotas e da liberação das participações previstas nos arts. objetivando promover o equilíbrio sócio-econômico entre Estados e entre Municípios. Os dados divulgados pela União serão discriminados por Estado e por Município. Art.definir valor adicionado para fins do disposto no art. 1. de 2000) II . I. os montantes de cada um dos tributos arrecadados. os valores de origem tributária entregues e a entregar e a expressão numérica dos critérios de rateio.

III . ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. do Livro I. nas regiões Norte. a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica. IV . a recepção. mercadorias ou valores. de competência dos municípios. de petróleo.fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na competência tributária dos municípios. 2. II . [redação(ões) anterior(es) ou original] 2. {redação do inciso VI. a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza. Centro-Oeste e no Estado do Espírito Santo: 7% (sete por cento).02.O imposto incide também sobre: 1.2004 }. o serviço prestado no exterior. por qualquer via.prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. 68 Prof. quando não destinados à comercialização ou à industrialização.Contabilidade Tributária II . 3. quando a legislação aplicável expressamente o sujeitar à incidência do imposto estadual. do Parágrafo único. de pessoas.761/2004.º. {redação do item 1. inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. a transmissão. vigente a partir de 28. qualquer que seja sua finalidade.em operação ou prestação interestadual quando o destinatário for contribuinte do imposto localizado: 1.2001}. TÍTULO III DA ALÍQUOTA Art. A alíquota do imposto é: I .em operação ou prestação interna: 18% (dezoito por cento). vigente a partir de 03. decorrente de operações interestaduais. alterado pelo Decreto Estadual n. acrescentado pelo Decreto n.fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao imposto sobre serviços.º. Parágrafo único . V .º 30.em operação ou prestação interestadual que destine bem ou serviço a consumidor final não contribuinte: 18% (dezoito por cento). bens. do Artigo 2. ainda que não seja contribuinte habitual do imposto. do Livro I. a entrada. Josué Vieira . e de energia elétrica.prestações onerosas de serviços de comunicação por qualquer meio. nas demais regiões: 12% (doze por cento). do Artigo 2.364/2001. Nordeste. III . no território do Estado. VI – operação de extração de petróleo. inclusive a geração.12. a emissão. 14.º 34. a retransmissão.

{redação do item 1. uniformemente aplicada sobre todo o consumo verificado. a diferença entre a alíquota interna deste Estado e a interestadual. qualquer que seja sua finalidade. o produtor e o extrator. física ou jurídica. deste artigo. do § 1. 5. Josué Vieira . com ressalva de incidência do imposto de competência estadual definida em lei complementar. o industrializador.º Incluem-se entre os contribuintes do imposto: 1. Contribuinte é qualquer pessoa.em operação de importação.º. o comerciante.º 34. § 1.02. VI . do Livro I.761/2004. observado o disposto no § 2. o importador ou qualquer pessoa. física ou jurídica. o prestador de serviço não compreendido na competência tributária dos municípios e que envolva fornecimento de mercadoria.º. quando acima do consumo estabelecido no item anterior. o fornecedor de alimentação.nas operações com energia elétrica: 1. na prestação de serviço que se inicie no exterior ou quando o serviço seja prestado no exterior: 18% (dezoito por cento). do Artigo 15.2004 }. operação de circulação de mercadoria ou prestação de serviços descritas como fato gerador do imposto. 4. alterado pelo Decreto n. que promova importação de mercadoria ou bem do exterior. [redação(ões) anterior(es) ou original] 2. 25% (vinte e cinco por cento).. vigente a partir de 03.no caso dos incisos VI e VII. o prestador de serviço compreendido na competência tributária dos municípios e que envolva fornecimento de mercadoria. no retorno da mercadoria ao estabelecimento do encomendante. 15. TÍTULO IV DA SUJEIÇÃO PASSIVA CAPÍTULO I DO CONTRIBUINTE Art.Contabilidade Tributária IV . o industrial. do artigo 3.º. até o consumo de 300 quilowatts/hora mensais. de direito público ou privado. que realize. 2. 6. 3. V . 69 Prof. 18% (dezoito por cento). bebida ou outra mercadoria em qualquer estabelecimento. com habitualidade ou em volume que caracterize intuito comercial. inclusive de petróleo.

Contabilidade Tributária {redação do item 6. mercadoria que. 9.º. a cooperativa. de comunicação e de energia elétrica. o contribuinte será jurisdicionado no município em que estiver localizada a sua sede. inclusive de energia. 15.2001}. adquira bem ou serviço em operação ou prestação interestadual. a empresa pública federal. que adquira em licitação mercadoria ou bem apreendidos ou abandonados. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. a sociedade civil de fim econômico. § 2. 12. para esse fim. ainda que apenas a comprador de determinada categoria profissional ou funcional. Art. o destinatário de serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. na qualidade de consumidor final. do § 1. extrator. [redação(ões) anterior(es) ou original] 7. de produção agropecuária. do Artigo 15.º As pessoas físicas ou jurídicas indicadas nos itens 6. o adquirente de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e energia elétrica oriundos de outro Estado. 8. adquirirem ou produzirem. a sociedade civil de fim não econômico que explore estabelecimento de extração de substância mineral ou fóssil. estadual ou municipal e a fundação instituída e mantida pelo Poder Público que vendam. o órgão da administração pública direta. 17. a concessionária ou permissionária de serviço público de transporte. importador ou prestador de serviço de transporte e de comunicação do mesmo contribuinte. Art. 16. 8 e 17 do parágrafo anterior são contribuintes do imposto independentemente da habitualidade com que pratiquem as operações ou prestações neles descritas. Parágrafo único Equipara-se a estabelecimento autônomo o veículo utilizado no comércio ambulante e na captura de pescado. alterado pelo Decreto Estadual n. ainda que as atividades sejam integradas e desenvolvidas no mesmo local. qualquer pessoa indicada nos itens anteriores que. a autarquia. 13. vigente a partir de 28. industrial.364/2001. gerador. 16. 7. física ou jurídica. Considera-se contribuinte autônomo cada estabelecimento produtor. 70 Prof.º 30. 11. o prestador de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. o arrematante ou qualquer pessoa. 10. Na hipótese de imóvel rural situado em território de mais de um município. industrial ou que comercialize mercadorias que para esse fim adquira ou produza. do Livro I.12. 17. a instituição financeira e a seguradora. comercial. 14. Josué Vieira . de direito público ou privado.

deverá observar às disposições da legislação paulista. da Lei Complementar 87/1996). margem de valor agregado e demais normas aplicáveis ao recolhimento do ICMS da substituição tributária. Exemplo: empresa situada no estado do PR.Contabilidade Tributária REGIME DA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA DO ICMS ASPECTOS GERAIS A Substituição Tributária (ST) é o regime pelo qual a responsabilidade pelo ICMS devido em relação às operações ou prestações de serviços é atribuída a outro contribuinte. 6º. 1. base de cálculo. O contribuinte substituto para cálculo e recolhimento do ICMS da substituição tributária observará as normas da legislação da unidade da Federação de destino da mercadoria. no que se refere à alíquota. e não àquele que esteja realizando a 71 Prof. Nesta espécie se encontra o diferimento do lançamento do imposto. Josué Vieira . a legislação atribui a determinado contribuinte a responsabilidade pelo pagamento do ICMS em relação às operações anteriores. parágrafo 1º. o fabricante ou importador) pelo pagamento do valor do ICMS incidente nas subsequentes operações com a mercadoria. remetendo mercadorias sujeitas à substituição tributária para SP. até sua saída destinada a consumidor ou usuário final (art.2 – Operações concomitantes Esta espécie de Substituição Tributária caracteriza-se pela atribuição da responsabilidade pelo pagamento do imposto a outro contribuinte. ESPÉCIES DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA NO ICMS 1 – Sobre Mercadorias 1.2 – Operações subsequentes A ST em relação às operações subsequentes caracteriza-se pela atribuição a determinado contribuinte (normalmente o primeiro na cadeia de comercialização. 1. Dependência de Convênio e Aplicação A adoção do regime de substituição tributária em operações interestaduais dependerá de acordo específico celebrado pelos Estados interessados.1 – Operações anteriores Nesta hipótese de substituição tributária.

de dentro ou de fora do Estado. Contribuinte Substituído É aquele que tem o imposto devido relativo às operações e prestações de serviços pago pelo contribuinte substituto.Contabilidade Tributária operação ou prestação de serviço. sem que tenha sido feita a retenção total na operação anterior. Nesta espécie se encontra a Substituição Tributária dos serviços de transportes de cargas. b) – ao destinatário da mercadoria. Considerando este fato. 2 – Sobre serviço de transportes O ICMS sobre o serviço de transporte é devido ao local do início da prestação. exceto se produtor rural ou microempresa. concomitantes ou subsequentes. a responsabilidade pelo pagamento do ICMS devido poderá ser atribuída : a) – ao alienante ou remetente da mercadoria. exceto se produtor rural ou microempresa. inclusive do valor decorrente da diferença entre as alíquotas interna e interestadual nas operações e prestações de destinem mercadorias e serviços a consumidor final. o imposto devido pelas referidas operações ou prestações será pago pelo responsável quando: 72 Prof. Responsável O contribuinte que receber. por ocasião da prestação de serviço de transporte de carga por transportador autônomo ou por empresa transportadora de outra Unidade da Federação não inscrita no cadastro de contribuintes do Estado de início da prestação. quando contribuinte do ICMS. Na hipótese de responsabilidade tributária em relação às operações ou prestações antecedentes. fica solidariamente responsável pelo recolhimento do imposto que deveria ter sido retido. Josué Vieira . c) – ao depositário da mercadoria a qualquer título. na prestação interna. quando contribuinte do ICMS. na saída da mercadoria ou bem depositado por pessoa física ou jurídica. Em regra geral será o fabricante ou importador no que se refere às operações subsequentes . por intermédio do Convênio ICMS nº 25/90. as Unidades da Federação. mercadoria sujeita à substituição tributária. concomitantemente à ocorrência do fato gerador. estabeleceram que. CONTRIBUINTES Contribuinte Substituto É o responsável pela retenção e recolhimento do imposto incidente em operações ou prestações antecedentes.

salvo se a operação for interestadual e o destinatário contribuinte do ICMS. Ressalte-se que. ou seja. ainda que isenta ou não-tributada. uma vez que. Josué Vieira . parágrafo 2º. – da saída subsequente por ele promovida. do sujeito passivo por substituição. nas operações interestaduais. (Arts. em relação a algumas mercadorias. também. exceto varejista. a sujeição ocorre. c) – ocorrer qualquer saída ou evento que impossibilite a ocorrência do fato determinante do pagamento do imposto. alguns Protocolos/Convênios que dispõe sobre o regime da Substituição Tributária atribuem a responsabilidade ao remetente em relação à entrada para uso e consumo ou ativo imobilizado. na base de cálculo do regime da ST. como me referi no subitem acima. Ex. quanto às entradas para uso e consumo ou ativo imobilizado desde que o destinatário das mercadorias seja contribuinte do ICMS e nestes casos não incidirá na operação a margem presumida. d) – à operação que destinar mercadoria para utilização em processo de industrialização. hipótese em que a responsabilidade pela retenção e recolhimento do imposto recairá sobre o estabelecimento que promover a saída da mercadoria com destino a empresa diversa.: saída de fabricante de lâmpada para outra indústria de lâmpada. MERCADORIAS SUJEITAS Entre as mercadorias cuja sujeição nas operações foi determinada por Convênios/Protocolos subscritos por todos os Estados e/ou por uma maioria podemos citar: 73 Prof. APLICAÇÃO O regime da sujeição passiva por substituição tributária aplica-se nas operações internas e interestaduais em relação às operações subsequentes a serem realizadas pelos contribuintes substituídos. da Lei Complementar 87/1996) INAPLICABILIDADE Não se aplica a Substituição Tributária: a) – às operações que destinem mercadorias a sujeito passivo por substituição da mesma mercadoria. 6º e 9º. c) – na saída para consumidor final.Contabilidade Tributária a) b) – da entrada ou recebimento da mercadoria ou serviço. pré-definida pelo Governo. (No caso específico de lâmpadas os Estados de BA e PR não exigem a Substituição Tributária mesmo se o destinatário for contribuinte do ICMS). em relação ao diferencial de alíquotas. b) – às transferências para outro estabelecimento.

– cervejas. bem como a parcela resultante da aplicação (sobre esse total) do percentual de valor agregado (margem de lucro). – cosméticos. – automóveis. BC = (Valor mercadoria + frete + IPI + outras despesas) x margem de lucro 74 Prof. – material elétrico. – tintas e vernizes. – pilhas. chope. água e gelo. refrigerantes. – cimento.Contabilidade Tributária a) b) c) d) e) f) g) h) i) – fumo. BASE DE CÁLCULO (BC) A Lei Complementar 87/1996 em seu artigo 8º. ao tratar do regime de sujeição passiva por substituição. – lâminas de barbear. – bateria. determina que a base de cálculo será o valor correspondente ao preço de venda a consumidor acrescido do valor do frete. Esse percentual é estabelecido em cada caso de acordo com as peculiaridades de cada mercadoria. – motocicletas. mercadorias que foram objetos de Protocolo subscrito apenas por algumas Unidades da Federação que estão sujeitas ao regime da substituição tributária apenas em operações interestaduais: a) b) c) d) e) f) – discos e fitas virgens e gravadas. – pneumáticos. também. Existem. – combustíveis e lubrificantes. – materiais de construção. Josué Vieira . IPI e demais despesas debitadas ao estabelecimento destinatário.

610.00 = R$ 115.Contabilidade Tributária Margem de valor agregado A margem de valor agregado será determinada com base em preços usualmente praticados no mercado.00 R$ 1. teremos: ICMS da operação própria – R$ 1. 75 Prof.000.000. trata-se de um valor a ser cobrado do adquirente. o valor do imposto substituição será a diferença entre o calculado de acordo com o estabelecido no subitem “Base de cálculo” e o devido pela operação normal do estabelecimento que efetuar a substituição tributária. de conformidade com o citado. cujo valor da venda é de R$ 1.000. Valor do ICMS Substituto O imposto a ser pago por substituição tributária corresponderá à diferença entre o valor resultante da aplicação da alíquota prevista para as operações ou prestações internas do Estado de destino sobre a respectiva base de cálculo e o valor do imposto devido pela operação ou prestação própria do substituto.90 – R$ 190. paga o ICMS em relação aos fatos geradores futuros praticados pelos contribuintes substituídos.00 e com IPI calculado a uma alíquota de 15%. Forma de cálculo Como o contribuinte substituto pratica o fato gerador ao promover a saída das mercadorias de seu estabelecimento e. adotando-se a média ponderada dos preços coletados.90 Como. obtidos por levantamento. sabemos que este terá: a) b) – o ICMS da operação própria. Josué Vieira .00 (IPI) + 40% (margem de valor agregado) = R$ 1. – o ICMS das operações subsequentes. uma operação realizada por um fabricante de lâmpadas estabelecido no Estado do Rio de Janeiro com destino a um cliente localizado no Estado do Rio de Janeiro. para fins de exemplificação.00 + R$ 150.90. ainda que por amostragem ou através de informações e outros elementos fornecidos por entidades representativas dos setores.00 x 19% (origem RJ destino RJ) = R$ 190.610. pela sistemática do regime. teremos : R$ 305. Portanto. A mercadoria submetida ao regime de substituição tributária em operação interestadual terá a margem de valor agregado estabelecida em Convênio ou Protocolo. junto com o valor das mercadorias ou serviços faturados. Consideramos.00 Base cálculo da ST – R$ 1. Este valor será somado na fatura/duplicata.00 x 19% (alíquota interna praticada no Estado do RJ) = R$ 305.

gerador. as posteriores operações e prestações internas realizadas pelos contribuintes substituídos não mais terão recolhimento do ICMS. Josué Vieira .CAPÍTULO I DO CONTRIBUINTE SUBSTITUTO Art. inclusive de energia. extrator. IV . em razão da sistemática substitutiva do ICMS.poderá ser atribuída. comerciante ou transportador. Observe que.º A qualidade de contribuinte substituto .ao industrial. pelo pagamento do imposto devido nas operações ou prestações subseqüentes. III . Também não cabe restituição ou cobrança complementar do imposto quando a operação ou a prestação subseqüente à cobrança do ICMS se realizar com valor inferior ou superior àquele estabelecido – desde que a operação seja realizado dentro do próprio estado do contribuinte substituído. comerciante ou outra categoria de contribuinte.ao depositário.Contabilidade Tributária Tributação Única Em relação às operações subseqüentes. nas hipóteses e condições definidas pela legislação tributária: I . distribuidor. em relação a mercadoria depositada por contribuinte.desde que o Estado destinatário das mercadorias exija tal procedimento. LIVRO II DA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA TÍTULO I DO CONTRIBUINTE SUBSTITUTO E DO RESPONSÁVEL .ao contratante de serviço ou terceiro que participe da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. se a mercadoria for objeto de nova saída interestadual. inclusive do valor decorrente da diferença entre as alíquotas interna e interestadual nas operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado que seja contribuinte do imposto . a qualquer título.ao produtor. haverá necessidade de calcular novamente o ICMS substituição . industrial. encerrando-se o ciclo de tributação.responsável pela retenção e recolhimento do imposto incidente em operações ou prestações antecedentes. II . 76 Prof. pelo pagamento do imposto devido em operações ou prestações anteriores. concomitantes ou subseqüentes. 1. importador.

º Fica atribuída ao industrial a responsabilidade pela retenção do imposto devido nas operações subseqüentes com as mercadorias de que trata este Título. relativamente ao ICMS incidente sobre as operações internas com combustíveis e lubrificantes. do Artigo 1. [redação(ões) anterior(es) ou original] § 2. [redação(ões) anterior(es) ou original] § 3.º. estas últimas quando determinado em ato específico pela Secretaria de Estado de Fazenda.º. alterado pelo Decreto Estadual n.º É atribuída às refinarias de petróleo estabelecidas no Estado do Rio de Janeiro ou às distribuidoras de combustíveis. Nota . do Livro IV.No caso do inciso II deste artigo.º O remetente de combustível estabelecido em outra unidade da Federação fará a retenção do imposto.TRR. § 1. do Artigo 1. relativo às operações ou prestações subseqüentes.CAPÍTULO I DA RESPONSABILIDADE Art. até a com o consumidor final. vigente a partir de 30. {redação do caput e do § 1.09. {redação do § 3. quando efetuar remessa das mercadorias referidas neste artigo para o Estado do Rio de Janeiro.º. ao óleo combustível. a partir da operação que estiverem realizando.º Em relação ao álcool etílico hidratado combustível. LIVRO IV DO REGIME DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA APLICÁVEL ÀS OPERAÇÕES COM COMBUSTÍVEL E LUBRIFICANTE TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS .07. do Livro IV.596/2002. a responsabilidade pela retenção do imposto quando.Contabilidade Tributária Parágrafo único .Fica atribuída ao Transportador Revendedor Retalhista . a responsabilidade pela retenção do imposto é atribuída à distribuidora de combustíveis como tal definida por órgão federal competente. do Livro IV. vigente a partir de 09. ao querosene e ao querosene de aviação.2002}.º 31. observado o disposto no artigo 23.º.º.º 31. alterado pelo Decreto Estadual n.674/2001. tão logo a mercadoria seja posta em circulação ou o serviço seja iniciado pelo contribuinte substituto. na condição de contribuinte substituto. considera-se ocorrido o fato gerador. acrescentado pelo Decreto Estadual n. por qualquer motivo. Josué Vieira . vigente a partir de 29.2001}. derivados ou não de petróleo. como tal definido por órgão federal competente. ao gás natural veicular.2002}. do Artigo 1.06. 77 Prof.º 28. {redação do § 2.812/2002. 1. não tiver havido a retenção na operação anterior. quando as receber para utilização em processo industrial. a condição de contribuinte substituto.º.

do Livro IV. quando não destinados à industrialização ou à comercialização pelo destinatário. a produto sujeito a tributação. § 1. motores e veículos. fluidos. do Artigo 2. adicionados. máquinas. III .674/2001.º 6.º Na falta do preço a que se refere o caput. do Artigo 2.92 da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias . ou.2002}. todos para uso em aparelhos. contribuições e outros encargos transferíveis ou cobrados do destinatário. Parágrafo único .Contabilidade Tributária Art. a base de cálculo será o montante formado pelo preço estabelecido por autoridade competente para o substituto.às operações realizadas com aditivos. com efeitos a partir de 22. Josué Vieira . em caso de inexistência deste. alterado pelo Decreto Estadual n.º 28. do Artigo 5. bem como com aguarrás mineral. do Livro IV. com efeitos a partir de 22.na entrada de combustíveis e lubrificantes derivados de petróleo. graxas.º. em ambos os casos.º. do valor resultante da aplicação dos percentuais de margem de valor agregado a serem divulgados em Ato do Secretário de Estado de Fazenda. acrescentado pelo Decreto Estadual n.11. seguro. desengraxantes.Sistema Harmonizado .377/2001).º 30.NBM/SH. [redação(ões) anterior(es) ou original] (Nota: Veja a Resolução SEF n. equipamentos. ainda que não derivados de petróleo. classificada no código 2710. quando destinado ao consumo e o adquirente for contribuinte do imposto. 78 Prof.00. 2 – ao remetente.º.674/2001.2000}. alterado pelo Decreto Estadual n. {redação do Inciso I. [redação(ões) anterior(es) ou original] II . 5.em relação ao diferencial de alíquota. CAPÍTULO II DO CÁLCULO DO IMPOSTO RETIDO E DO MOMENTO DO PAGAMENTO Art. nas operações interestaduais. do Livro IV. tributos.º O regime de substituição tributária também se aplica: I . {redação do parágrafo único.01.º A base de cálculo é o preço máximo ou único de venda a consumidor fixado por autoridade competente. 2. calculados com base na legislação em vigor.11. {redação do § 1. o valor da operação acrescido dos valores correspondentes a frete. ainda. protetivos e para transformadores. e óleos de têmpera.363/2001. anticorrosivos. com efeitos a partir de 01.2000}.º.º 28.A responsabilidade pela retenção do ICMS relativo às operações com as mercadorias relacionadas no inciso I é atribuída: 1 – ao fabricante. nas operações internas.

ainda.2002}.º 30. [redação(ões) anterior(es) ou original] Parágrafo único . [redação(ões) anterior(es) ou original] (Nota: Veja a Resolução SEF n. com efeitos a partir de 01.º. 6. se for o caso. com efeitos a partir de 01.377/2001). com efeitos a partir de 01.01.º 30.º 30. a crédito do Estado do Rio de Janeiro.363/2001. do Livro IV. frete.º Relativamente à mercadoria importada.363/2001.01. 79 Prof. deduzido o débito próprio.º. inclusive o ICMS devido pela importação. do Livro II. a base de cálculo é o valor da operação. que não poderá ser inferior ao valor que serviu de base de cálculo para o Imposto de Importação.º. do artigo 22 da Lei n. adicionado. {redação do caput. acrescido dos valores correspondentes a tributos.º.º Em substituição ao disposto nos §§ 1º e 2º. 7.Contabilidade Tributária § 2.º.º. do Artigo 5. alterado pelo Decreto Estadual n. alterado pelo Decreto Estadual n. do Livro IV. o imposto retido deverá ser recolhido até o 10º (décimo) dia subseqüente ao término do período de apuração em que tiver ocorrido a retenção. {redação do § 3. a base de cálculo em relação às operações ou prestações subseqüentes poderá ser. do Livro IV.377/2001).º Ressalvada a hipótese de que trata o artigo 4. seguro e outros encargos devidos pelo importador.º Na hipótese de a mercadoria não se destinar à comercialização. em conta especial. Art. contribuições. será atribuída ao TRR a responsabilidade pelo pagamento do imposto devido sobre esta parcela.363/2001. § 4. do Artigo 5. a base de cálculo será o montante formado pelo valor da mercadoria constante no documento de importação. alterado pelo Decreto Estadual n.º 6.Na hipótese de operação interestadual.657. inexistindo o preço a que se refere o caput. como tal entendido o preço de aquisição do destinatário. o contribuinte substituto efetuará o recolhimento em agente arrecadador autorizado localizada na praça do estabelecimento remetente. [redação(ões) anterior(es) ou original] (Nota: Veja a Resolução SEF n. nos termos do § 6º. e divulgado em Ato do Secretário de Estado de Fazenda.01.º 2.2002}. Josué Vieira . do Artigo 7. apurado de acordo com as regras estabelecidas no Capítulo II. § 3. de 26 de dezembro de 1996.º Na impossibilidade de inclusão na base de cálculo do Transportador Revendedor Retalhista (TRR) do valor equivalente ao custo do transporte por este cobrado na venda do produto em operações internas.2002}.º O valor do imposto retido é o resultante da aplicação da alíquota interna sobre a base de cálculo a que se refere o artigo anterior. do valor resultante da aplicação dos percentuais de margem de valor agregado referidos no parágrafo anterior: {redação do § 2. em condições de livre concorrência. do Título II.º 6. § 5. o preço a consumidor final usualmente praticado no mercado do Estado do Rio de Janeiro. Art.

000 199.120.000 198.000.000 197. Considerando que existe uma alíquota de imposto de renda específica para este tipo de serviço. no rio de janeiro.Contabilidade Tributária EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES: 20)A petrobrás contratou os serviços de profissionais da limpa tudo ltda por meio de concorrência pública para execução de serviços de limpeza.000 80 Prof. A limpa tudo apresentou a nota fiscal de serviços no valor total de $200.520 200. cobrada pelo fornecedor frete cobrado pelo fornecedor seguro cobrado pelo fornecedor desconto incondicional concedido pelo fornecedor $1. nas seguintes condições: valor da mercadoria. adquiriu mercadorias para sua rede de lojas de conveniência.000 21) O posto de gasolina dois amigos ltda sob bandeira da Petrobrás. Josué Vieira . o valor líquido a ser pago pela petrobrás a limpa tudo é de: a) b) c) d) e) 170.000 12.000 60.000 112.

para fins de substituição tributaria é de 30%. adquiriu matéria-prima do exterior. sendo R$ 330. A cia São Caetano vendeu biscoitos para a cia Diadema por $2.800 205.00 (B) 1. IPI. PIS e COFINS e R$ 70.00 de tributos sobre a importação. cada dólar estava valendo R$ 2.00 (C) 1.00 de Imposto sobre Importação e Taxas Alfandegárias.00 129.520 22) A cia São Caetano é uma industria de biscoito localizada na cidade do Rio de janeiro e vende seus produtos para a cia Diadema que é uma empresa comercial varejista localizada no mesmo estado.000.600. quinze dias após o pagamento. ao final desta operação.00 (D) 1. no estado do rio de janeiro é de 20% e que a margem de lucro definida em lei.200 202.Contabilidade Tributária Considerando que o posto dois amigos esta sujeito à alíquota básica de ICMS de 19%.00 23 .00 81 Prof. Na entrada da mercadoria em território brasileiro.00 por dólar no instante do fechamento do contrato de compra. adotado no Estado do rio de janeiro.920 193.750.10 e a empresa pagou ainda mais R$ 400. O ICMS substituição tributaria que será recolhido pela cia São Caetano referente à venda para a cia Diadema será de: a) b) c) d) e) 117. o valor do ICMS nesta operação suportado pelo posto dois amigos é de: a) b) c) d) e) 212.680. será: (A) 1.Determinada empresa industrial. pagando US$ 800.00 132. Sabe-se que a alíquota de ICMS para o biscoito. além da inclusão do ICMS substituição tributaria. tributada pelo lucro real. com um desconto incondicional de $50. mais um frete de $200. em reais. Josué Vieira . sendo que a paridade cambial era R$ 2.00 142. O débito no grupo de estoques.000.00 (E) 2.00 120.670.800 191.00 de ICMS.

Alterada pela IN RFB nº 791.833. de 29 de dezembro de 2003. Josué Vieira . a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição para o PIS/Pasep sobre os pagamentos que efetuarem às pessoas jurídicas. a empresa pública deverá efetuar a retenção na fonte de: (A) 1. Alterada a partir de 1º de julho de 2007 pela IN RFB nº 765.Contabilidade Tributária 24 . de 27 de dezembro de 1996. 0. 79. 209 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal.6% de COFINS (C) 4.65% de PIS/PASEP e 3% de COFINS (D) 4. 1º Os órgãos da administração federal direta.65% de PIS/PASEP e 3% de COFINS Instrução Normativa SRF nº 480.8% de IR.8% de IR. de 2 de agosto de 2007. de 10 de dezembro de 2007. O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL. de 15 de dezembro de 2004 DOU de 29. 0.6% de COFINS (E) 4. de 25 de abril de 2005. pág.430.8% de IR. o Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).2004 Dispõe sobre a retenção de tributos e contribuições nos pagamentos efetuados pelas pessoas jurídicas que menciona a outras pessoas jurídicas pelo fornecimento de bens e serviços. 1% de CSLL. 1% de CSLL. as sociedades de economia mista e as demais entidades em que a União.5% de IR. No pagamento. as fundações federais. no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art. Alterada pela IN SRF nº 539. resolve: Disposições Preliminares Art.65% de PIS/PASEP e 3% de COFINS (B) 1. e o art. 1. inclusive obras. a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). ANEXO I – TABELA DE RETENÇÕES 82 Prof.Uma empresa pública contratou os serviços de uma empresa cujo objeto social é manutenção de ar condicionado e que é tributada pelo lucro real. e tendo em vista o disposto no art. 1% de CSLL. direta ou indiretamente detenha a maioria do capital social sujeito a voto. pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços em geral.65% de PIS/PASEP e 7. as autarquias. 64 da Lei nº 9. 1% de CSLL. 1. sendo submetida ao método não cumulativo para fins de PIS/PASEP e COFINS.5% de IR.12. Seção 1. Retificada no DOU de 31/12/2004. aprovado pela Portaria MF nº 259. 34 da Lei nº 10.88% de CSLL. 2. de 9 de janeiro de 2007. Alterada pela IN SRF nº 706. 0. as empresas públicas.65% de PIS/PASEP e 7. na fonte. observados os procedimentos previstos nesta Instrução Normativa. de 24 de agosto de 2001. e que recebam recursos do Tesouro Nacional e estejam obrigadas a registrar sua execução orçamentária e financeira no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) reterão.

de 2000. Máquinas. Pneus novos de borracha e Câmaras-de-ar de borracha.65 4.0 0.0 3. IR (02) PIS/PASEP (05) 1.147. gás liquefeito de petróleo (GLP) e querosene de aviação (QAV) adquiridos de produtor ou importador. importador. Transporte de cargas.Contabilidade Tributária ALÍQUOTAS CSLL COFINS (03) (04) PERCENTUAL A SER APLICADO (06) CÓDIGO DA RECEITA (07) NATUREZA DO BEM FORNECIDO OU DO SERVIÇO PRESTADO (01) • • • • • • • • • Alimentação. Demais combustíveis derivados de petróleo e gás natural. e álcool para fins carburantes quando adquirido.0 0. adquiridos de atacadistas e varejistas. exclusivamente.0 0. de 3 de julho de 2002. óleo diesel. adquiridos de atacadistas e varejistas. Mercadorias e bens em geral.485. Gasolina.02 da TIPI. Energia elétrica. Medicamentos.548. de comerciante varejista. conversão e reparo de embarcações préregistradas ou registradas no REB. Gasolina.0 3. 1º da Lei nº 10. Serviços prestados com emprego de materiais. óleo diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP) e querosene de aviação adquiridos de distribuidores e comerciantes varejistas. de 2002. adquiridos de produtor.11 e 40. Josué Vieira . Álcool etílico hidratado para fins carburantes.0 0. classificados nas posições 40.24 8739 • • • • • 1. de 08 de janeiro de 1997.13 da TIPI. e dos demais produtos derivados de petróleo.89 9060 • • 0.2 8767 • • • 83 Prof.0 0.0 1.2 1. Serviços hospitalares.24 1. refrigerante e cerveja sem álcool.01 e 22. da Lei nº 10.85 6147 0. Estaleiros navais brasileiros nas atividades de Construção. produtos de perfumaria. com a redação dada pela Lei nº 10. Outros produtos ou serviços beneficiados com isenção. adquirido diretamente do distribuidor. não incidência ou alíquotas zero da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep. Transporte internacional de cargas efetuado por empresas nacionais. Água. Aquisição de livros no mercado interno. exceto os relacionados no código 8767. exceto gasolina de aviação.2 1. classificados nos códigos 22.65 5. veículos e tratores de que trata o caput do art 20 desta IN e autopeças constantes do Anexo I e II. conservação.0 0. adquiridos de atacadistas ou varejistas. modernização. distribuidor ou varejista. de toucador e de higiene pessoal a que se refere o art.0 2. Construção Civil por empreitada com emprego de materiais.432. adquiridos de atacadistas e varejistas. instituído pela Lei nº 9.24 1.

empresas de seguros privados e de capitalização e entidades abertas de previdência complementar. 2o .00 e resultado positivo no quarto trimestre de R$ 200. segue transcrição dos artigos 228 e 250 do RIR/99.0 3. de 1996.430. Josué Vieira .40 0.0 0. Obteve lucro tributável de R$ 300. Vigilância. A parcela da base de cálculo.000. sociedades de crédito.40 1. que exceder a vinte mil reais ficará sujeita à incidência de adicional do imposto à alíquota de dez por cento (Lei no 9.40 1. cooperativas de crédito. bancos de investimento.45 6190 25 . Locação de mão de obra. Serviços prestados por profissionais ou assemelhadas. Transporte internacional de efetuado por empresas nacionais.65 7. 2o . apresentou prejuízo fiscal no terceiro trimestre de R$ 100.000. Serviços de abastecimento de água.05 6175 • • • 2.05 6188 • • • • • • • • • • 4. Parágrafo único. sobre a base de cálculo.65 7. exceto as relacionadas no código 8850. Factoring.Uma empresa tributada pelo lucro real fez a opção do pagamento trimestral para o ano de 2006.0 0. e câmbio. Administração. § 2o).0 0. Telefone. poderão 84 Prof. financiamento e investimento.65 8850 8863 Serviços prestados por bancos comerciais. 250. Na determinação do lucro real. Intermediação de negócios.40 4.000. sociedades de crédito imobiliário.0 3. passageiros associações 2. móveis e direitos de qualquer natureza.00. 228.000. empresas de arrendamento mercantil. rodoviárias e demais serviços de transporte de passageiros.00 no primeiro trimestre.0 1.65 9. Correio e telégrafos. Demais serviços. art.0 0. Assim.80 1.00 no segundo trimestre.Contabilidade Tributária • Passagens aéreas. de 1996. 2. O imposto a ser pago mensalmente na forma desta Seção será determinado mediante a aplicação.000. locação ou cessão de bens imóveis. caixas econômicas.65 3. terminou o ano com um resultado fiscal de R$ 550. “Art.0 1.430. bancos de desenvolvimento.0 3.” Art.0 0.0 0. Limpeza. distribuidoras de títulos e valores mobiliários. § 1o). art. Para fins de cálculo do Imposto de Renda. de R$ 150. da alíquota de quinze por cento (Lei no 9.00.0 3. apurada mensalmente.

.Contabilidade Tributária ser excluídos do lucro líquido do período de apuração (Decreto-Lei n o 1.500. qual deve ser controlada na Parte B do LALUR? (A) Brindes. o total de Imposto de Renda a ser pago pela empresa.. Josué Vieira . em reais. (B) tem limitação de 4% do valor do Imposto de Renda devido. observado o disposto nos arts. reduzindo diretamente o Imposto de Renda. 15 e parágrafo único). de 1995. como incentivo fiscal. desde que a pessoa jurídica mantenha os livros e documentos. Considerando os artigos citados e as informações fornecidas. de 1977. sem considerar 85 Prof.500. 27 . sendo que o resultado positivo entre o valor incentivado e o limite de 4% poderá ser utilizado nos dois anos-calendário subseqüentes. referente ao ano de 2006.500. (C) Multas não dedutíveis.o prejuízo fiscal apurado em períodos de apuração anteriores.00 (E) 147. art. comprobatórios do prejuízo fiscal utilizado para compensação. § 3o): I e II .incentivo fiscal relativo ao Programa de Alimentação ao Trabalhador se caracteriza pela dedução integral da despesa nas bases de IR e CSLL e pela dedução. art. de parte dos gastos com alimentação dos empregados. incluindo alíquota básica e adicional. (D) Doações não dedutíveis.00 (D) 141.598.065.. exigidos pela legislação fiscal.00 26 . limitada a compensação a trinta por cento do lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas neste Decreto. 6o.Dentre as adições ao lucro líquido.00 (B) 129.000.500. III . será: (A) 119.00 (C) 137. considerando apenas alíquota básica. 509 a 515 (Lei no 9. (E) Provisão para perdas em processos trabalhistas. Essa redução: (A) tem limitação de 4% do valor do Imposto de Renda devido. (B) Resultado negativo de participações em empresas controladas.

à alíquota de 15%. sendo que o resultado positivo entre o valor incentivado e o limite de 4% poderá ser utilizado nos dois anos-calendário subseqüentes.  A redução do imposto não poderá ser superior a 4% do imposto devido.99 Valor Incentivo: 15% de R$1. Exemplo: Imposto devido no período (IR 15%) Despesa com custeio PAT Nº refeições no período Valor Maximo incentivo 1. (C) tem limitação de 4% do valor do adicional do Imposto de Renda de 10%.990 298.50 400 298.701. sendo que o resultado positivo entre o valor incentivado e o limite de 4% poderá ser utilizado nos dois anos-calendário subseqüentes. sem considerar a alíquota básica. (D) tem limitação de 4% do valor do adicional do Imposto de Renda de 10%.50 = 9.50 10.PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR . (E) não tem limitação percentual.000 x 1. Sobre o adicional de 10% não cabe qualquer dedução a titulo de incentivo fiscal.000 5. Josué Vieira . sendo que o resultado positivo entre o valor incentivado e o limite de 4% não poderá ser utilizado em períodos seguintes. sendo o incentivo uma redução a mais. Cabe ressaltar que as despesas de custeio com a alimentação são totalmente dedutíveis. podendo ser utilizada a alíquota do IR (15%) sobre as despesas com o PAT.99. sem considerar a alíquota básica.000 Valor a titulo de dedução do imposto devido IR a pagar: 10.000 – 298. INCENTIVOS FISCAIS DE REDUÇÃO DO IMPOSTO A base de calculo dos limites para incentivos fiscais de dedução é o imposto devido. sobre o lucro real.Contabilidade Tributária o adicional.50 86 Prof. sendo que o eventual excesso poderá ser aproveitado em até dois anos-calendário após a apuração.000 1.990 Limite: 4% de R$10.000 1.PAT  O valor máximo mensal do beneficio será calculado com base no número de refeições fornecidas no mês multiplicado por R$1. 1.

Josué Vieira .500 600 450 1.600 10.000 5. O limite do incentivo fiscal é de 4% do imposto devido. A parcela a ser deduzida será calculada aplicando87 Prof. a empresa poderá também reduzir o imposto devido com o incentivo.000 Excesso IR a pagar: 10.Contabilidade Tributária 2 – PROGRAMA DESENVOLVIMENTO TECNOLOGICO INDUSTRIAL (PDTI) E AGROPECUARIO (PDTA) A empresa poderá deduzir imposto devido no valor equivalente ao resultado da aplicação da alíquota de 15% sobre o total de dispêndios nessas atividades (PDTI/PDTA). A redução do imposto não poderá ser superior a 4% do imposto devido. poderá deduzir do imposto devido os seguintes valores: Até 40% das Doações. Até 30% dos Patrocínios Cabe ressaltar que além de abater integralmente o valor das doações e patrocínios no lucro real.000 Excesso IR a pagar: 10.050 400 650 4 – FUNDO DE FINANCIAMENTO DA INDUSTRIA CINEMATOGRAFICA NACIONAL – FUNCINES Até o período de apuração relativo ao ano-calendário de 2010.000 – 400 = 9.500 1. Imposto devido no período Doações Patrocínio Calculo Incentivo: 40% Doação 30% Patrocínio Total Limite: 4% de R$10.000 1. inclusive. as empresas poderão deduzir do imposto devido parcela do valor correspondente às quantias aplicadas na aquisição de quotas dos FUNCINES.000 750 400 350 3 – ATIVIDADE DE CARÁTER CULTURAL E ARTISTICO A empresa que tiver efetuado doações e patrocínios aos projetos culturais previstos em lei. sendo que o eventual excesso poderá ser aproveitado em até dois anos-calendário após a apuração Imposto devido no período Dispêndio com PDTI/PDTA Valor Incentivo: 15% de R$5. O excesso não poderá ser aproveitado em períodos futuros.000 Limite: 4% de R$10.000 – 400 = 9.600 10.

Contabilidade Tributária

se o percentual de 34% (15% + 10% + 9%) sobre o valor da aquisição das quotas, limitado a 3% do imposto devido. Os valores que excederem o limite não poderão ser utilizados em períodos futuros. Lucro real IR 15% Adicional (100.000 – 60.000) x 10% IR total Investimento em quotas FUNCINES (x) 34% (Incentivo) Limite: 3% 15.000 Excesso IR a pagar 19.000 – 450 = 18.550 100.000 15.000 4.000 19.000 4.000 1.360 450 910

Além do incentivo de dedução no IR devido, o valor integral sobre a aquisição das quotas do FUNCINES poderá ser excluído no lucro real e na base da CSSL, nos seguintes percentuais: 100% nos anos calendário de 2002 a 2005; 50% nos anos calendário de 2006 a 2008; 25% nos anos calendário de 2009 a 2010. 5 – FUNDO DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE As empresas podem deduzir, até o limite de 1% do imposto devido, o valor total das doações realizadas ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente. O excesso não é compensado em períodos futuros, e ainda as despesas correspondentes a essas doações são indedutiveis na apuração do lucro real. Imposto devido no período Doação Limite: 1% de R$10.000 Excesso IR a pagar: 10.000 – 100 = 9.900 10.000 500 100 400

LIMITE GLOBAL DOS INCENTIVOS FISCAIS: quando do uso cumulativo dos incentivos fiscais os mesmos estarão limitados conforme tabela a seguir: Incentivos: PAT + PDTI/PDTA Limite Global: 4% do imposto devido

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28 - A Cia. X procedeu à incorporação de sua controlada Cia. Y. A Cia. X apresentava em seu Ativo Permanente, subgrupo Investimentos, um deságio que foi originado pela expectativa de resultado negativo da Cia. Y. Esse deságio será tributado na base do Imposto de Renda: (A) integralmente no momento da incorporação. (B) nos primeiros doze meses após a incorporação. (C) no prazo máximo de sessenta meses, com o mínimo de 1/60 avos por mês. (D) no prazo mínimo de sessenta meses, com o máximo de 1/60 avos por mês. (E) no prazo mínimo de cinco anos e máximo de dez anos. 29 - Analise as afirmações a seguir em relação a aspectos tributários relativos ao imposto de renda das pessoas jurídicas. I – Em uma operação de incorporação de empresas, o prejuízo fiscal da empresa incorporada não poderá ser compensado pela incorporadora. II – Na parte B do LALUR devem ser registradas adições temporárias que poderão afetar períodos fiscais futuros da empresa, por exemplo, as provisões não dedutíveis. III – As empresas tributadas pelo lucro real podem calcular o imposto de renda anualmente, sendo obrigadas, no entanto, a recolhimento trimestral. Está(ão) correta (s) apenas a (s) afirmação(ões): (A) I (B) II (C) I e II (D) I e III (E) II e III 30 - A Cia. Bola iniciou suas atividades em 2003, sendo tributada pelo lucro real. Apresentou nesse ano um lucro contábil de R$ 1.500,00, porém um prejuízo fiscal de R$ 2.500,00. Em 2004, a empresa passou a ser tributada pelo lucro presumido, retornando ao lucro real em 2005, quando obteve um lucro, antes do cálculo do IR, de R$ 9.000,00. Neste resultado estão incluídas despesas não dedutíveis no valor de R$ 1.000,00. Com base na legislação tributária vigente, o imposto de renda devido (alíquota de 15%) em 2005 pela Cia. Bola será, em reais: (A) 840,00 (B) 1.050,00 (C) 1.125,00 (D) 1.200,00 (E) 1.500,00
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31 - Uma empresa apresentou, no final do exercício de 2005, um lucro antes do cálculo de Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no valor de R$ 10.000.00. O contador analisou detalhadamente este resultado, destacando os seguintes ajustes necessários para calcular, pagar e registrar os dois tributos: Provisão para créditos de liquidação duvidosa $3.000,00 Despesas de Brindes não Dedutíveis $1.000,00 Resultado positivo de equivalência patrimonial $2.000,00 Além dos três itens acima, que estão incluídos no resultado antes dos tributos, a empresa possui também uma máquina, adquirida em janeiro de 2005, por R$ 10.000,00. Esta máquina goza do incentivo fiscal (depreciação acelerada incentivada) de dedução para fins de imposto de renda em cinco anos, metade do seu prazo original de vida útil. As alíquotas vigentes para os dois tributos são: 15% para o IR e 9% para a CSLL. Com base nas informações apresentadas e seguindo os Princípios Fundamentais da Contabilidade, o lucro líquido da empresa, após o cálculo dos tributos sobre o lucro, será, em reais: (A) 6.840,00 (B) 7.270,00 (C) 7.360,00 (D) 7.600,00 (E) 7.840,00

32 - Em 2007, a Cia. Zarca S/A, tributada pelo lucro real, antes de fazer a sua declaração anual do Imposto de Renda ano base 2006, fez as seguintes anotações de despesas incluídas na apuração do resultado do exercício, em reais, evidenciadas na Demonstração do Resultado, encerrado em 31/12/06: Despesa de: Brindes ....................................................... 10.000,00 Provisão para Devedores Duvidosos ou Créditos de Liquidação Duvidosa.................... 50.000,00 Provisão para Perdas em Processos Trabalhistas .................................................. 20.000,00 Considerando-se os aspectos técnicos conceituais e a legislação tributária do Imposto de Renda, o valor
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000. apurado por estimativa. Zelote e a legislação tributária do Imposto de Renda.. Zelote e a legislação tributária do Imposto de Renda.00 Considere as informações abaixo para responder às questões de nos 33 e 34. a ser incluído no LALUR....00 (B) 46... Josué Vieira . em reais...000........00 (C) 60...000. em reais..00 (D) 70. 10. o valor da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL).00 Ganhos de capital.....000... 120.....00 34 .. apurado por estimativa....600..00 33 ......00 (B) 19...00 (C) 21.Considerando-se as informações parciais recebidas da Cia.. o valor do Imposto de Renda...... em reais...000.00 Receita de aplicações financeiras..00 (C) 47....00 (B) 30...800....000....940......140.500.00 91 Prof.00 (D) 54..........000..140...000....00 (D) 30.240. é (A) 13.Contabilidade Tributária de adições temporárias...... em janeiro.....00 (E) 58.. aplicável à apuração do Imposto de Renda por estimativa (antecipações mensais em bases estimadas).00 Ganho de equivalência patrimonial.00 (E) 80.000.... para determinação do lucro real.000..00 IR na Fonte s/aplicações financeiras.. A Zelote S/A apresentou as seguintes informações parciais..Considerando-se as informações parciais recebidas da Cia. 50. no mês de janeiro.440. é (A) 20... 80.... referentes ao mês de janeiro de 2006: Receita de vendas..100... aplicável à apuração da contribuição social sobre o Lucro Líquido por estimativa (antecipações mensais em bases estimadas)..00 (E) 31. em reais...... 1........ é (A) 21.000..000..

b) na parte A. Sabendo-se que as bases de imposto de renda e contribuição social são iguais. são controladas todas as adições e exclusões definitivas. está o controle do resultado operacional e na parte B o do não operacional. c) na parte A. que devem ser apurados pelas empresas. o aumento no Patrimônio liquido da Cia Roma. são apresentados os ajustes efetuados pela legislação fiscal para transformar o resultado apurado na contabilidade no resultado exigido pelo fisco. em jul 2005.600 e) 3.400. a contribuição social sobre o lucro (alíquota de 9%) devida. 92 Prof. será de: a) 216 b) 360 c) 1.240 37 .500 Valor de mercado 700 800 500 900 2. Em relação a esta estrutura.Determinada empresa apresentou em 2004 imposto de renda a pagar (alíquota de 15%) de $2.000 2.440 d) 1. compõe-se de duas partes: A e B. é correto afirmar que: a) na parte A. O laudo pericial apresentou os seguintes valores em reais: Bens Imóvel – RJ – terrenos Imóvel – RJ – edificações Imóvel – SP – terrenos Imóvel – SP – edificações Total Valor contábil 500 500 500 1. deve ser apresentado o valor pago de IR e eventuais créditos tributários por pagamentos a maior.A Cia Roma é uma empresa de capital aberto que solicitou laudo pericial para a reavaliação de seus dois imóveis.900 A alíquota combinada de imposto de renda e contribuição social é de 30%.Contabilidade Tributária 35 . Com base neste laudo.O livro de apuração do Lucro Real – LALUR. d) na parte B. Josué Vieira . além dos prejuízos fiscais não compensados. e seguindo as determinações da Deliberação CVM 183/95. em jul 2005 por ocasião da reavaliação do ativo será de: a) b) c) d) e) 280 340 350 400 410 36 .

além de ter $100.Determinada empresa industrial vende mercadorias a prazo para uma empresa comercial por $1. registrados na parte B do LALUR e apresenta no ano.000 de estoque inicial.600 8. a COFINS devida pelo Supermercado Capixaba referente ao mês de janeiro de 2005 é: a) b) c) d) e) 7.000 incluindo resultado positivo de equivalência patrimonial no valor de $200.000.Contabilidade Tributária e) as duas partes se complementam.000 12. A receita de revenda de mercadorias montou $400.360 12. sendo a parte A para registro das apurações mensais em bases estimadas e a parte B para apuração anual definitiva.950 93 Prof.Uma empresa possui saldo de prejuízos fiscais de $1. Sendo assim o imposto de renda (15%) atendendo a legislação fiscal será de: a) b) c) d) e) 270 294 300 315 375 39 . Sabendo-se que a alíquota da COFINS é de 7. Em janeiro. pelo lucro presumido.000 em mercadorias.000. um lucro antes do IR de $3. mais $100 de frete. Josué Vieira . com desconto de $50.6% para o método não cumulativo e de 3% para o método cumulativo. adquiriu $200.000 no mês com o supermercado obtendo ainda receitas financeiras no valor de $10.O supermercado Capixaba é uma empresa que fez a opção em 2005.300 14. Sabendo-se que a alíquota de ICMS é de 20% e que a empresa industrial não possui créditos do imposto. caso o pagamento se realize em até 30 dias. 38 . o ICMS nesta operação será: a) b) c) d) e) 290 300 310 320 330 40 .500.

sem qualquer ajuste de adições ou exclusões. Sabendo-se que a taxa de juros a longo prazo (TJLP) é de 12%. com participação em controladas. Capital social integralizado de 50% e Lucros Acumulados de 10%. será obrigada a utilizar em 2005 o lucro real como forma de tributação sobre o lucro. em reais.000 2.Analise as afirmações a seguir.000 94 Prof.000 24.Uma empresa com receita total no valor de 50 milhões de reais.000 14. será: a) b) c) d) e) 12.A empresa que vender seus produtos ao exterior. III . o valor de juros sobre o capital próprio.Contabilidade Tributária 41 . obrigada ao lucro real. mesmo que a receita total fique abaixo de 48 milhões de reais no ano.Observe os seguintes fatos apurados na empresa MSG ltda em 31/12/2006. tinha um Ativo total de $200. ainda que através de empresa comercial exportadora. estará automaticamente.000.000 43 . em relação às formas de tributação sobre o lucro: I . No encerramento do exercício foi apurado um lucro liquido de $8. em 2004. Josué Vieira .500 5.000 e a seguinte situação de suas fontes de capital: Capital de terceiros de 40%.000 50. Está (ao) correta (s) apenas a(s) afirmação (ões): a) b) c) d) e) I II I e II I e III II e III 42 – A companhia XYZ antes do encerramento do exercício social.400 20. II .000 14. o prejuízo fiscal apurado poderá ser compensado nos anos seguintes mas com limitação de 30% da soma algébrica de receitas e despesas apuradas na contabilidade. sendo 5% oriunda de resultado positivo. em reais: Provisões indedutiveis Resultado positivo de equivalência Despesa com brindes Lucro liquido em 31/12/2006 7.No lucro real. estando impedida de utilizar o lucro presumido em 2005. qualquer que seja sua receita total no ano anterior.

500 e 41. Josué Vieira . IR PUBLICAÇÕES LTDA.000 Com as informações acima o Lucro Ajustado antes das compensações e a base de cálculo da CSLL respectivamente são: a) b) c) d) e) 48.  Livro: CONTABILIDADE AVANÇADA – ANTÔNIO CESAR.500 e 53.A pessoa jurídica sucessora por incorporação. 18 – BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:  Livro: CURSO PRÁTICO DE IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURIDICA – SILVERIO DAS NEVES E PAULO VICECONTI. Ed.500 e 38. Esta regra é usada sobre a (s) seguinte(s) forma (s) de tributação: a) b) c) d) e) lucro real presumido e arbitrado lucro real presumido.000 6. Edição 2007. FRASE. HIROMI HIGUCHI E CELSO HIGUCHI. Ed. se sujeita á incidência de adicional de imposto de renda à alíquota de dez por cento.000 e 45. apenas lucro presumido e arbitrado lucro real e arbitrado lucro real 45 . Ed.300 49.  Livro: IMPOSTO DE RENDA DAS EMPRESAS – INTERPRETAÇÃO E PRATICA .A parcela do lucro que exceder o valor resultante da multiplicação de vinte mil reais pelo numero de meses do respectivo período de apuração.Contabilidade Tributária Base negativa de CSLL em 31/12/2005 Provisões dedutíveis 24.300 44 . CAMPUS Edição 2005. 95 Prof.300 53.150 60.800 54. fusão e cisão total: a) pode compensar 100% do prejuízo fiscal da sucedida b) pode compensar 30% do prejuízo fiscal da sucedida c) pode compensar 100% do prejuízo fiscal da sucedida até o limite de 30% do prejuízo fiscal da sucessora d) não pode compensar o prejuízo fiscal da sucedida e) pode compensar o prejuízo fiscal da sucedida até o limite de 50% do prejuízo fiscal da sucessora. Edição 2008.500 e 42.

Josué Vieira .PAULO PEGAS 96 Prof.Contabilidade Tributária  Livro: MANUAL DE CONTAB ILIDADE TRIBUTÁRIA .

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