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Infecções Genitais (Vulvovaginites, cervicites, DIPA, HPV e úlceras)

Infecções Genitais (Vulvovaginites, cervicites, DIPA, HPV e úlceras)

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Seminário objetivo que aborda aspectos gerais, características clínicas, diagnóstico e tratamento de infecções genitais femininas (exceto por HIV)
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12/04/2014

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VULVOVAGINITES E CERVICITES DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA AGUDA INFECÇÃO PELO HPV

Hospital Barão de Lucena Rodízio de Ginecologia Interna: Naiara Malta

ÚLCERAS GENITAIS

INTRODUÇÃO
Corrimento genital é qualquer alteração na quantidade ou no aspecto físico do conteúdo vaginal, que se exterioriza pelos órgãos genitais externos. Causas mais comuns: VULVOVAGINITES CERVICITES • Vaginose bacteriana • Chlamydia trachomatis • Tricomaníase vaginal • Neisseria gonorrhoaea • Candidíase vaginal • Micoplasmose genital

VAGINOSE BACTERIANA
É uma Síndrome polimicrobiana caracterizada pelo desaparecimento dos Lactobacillus produtores de peróxido de hidrogênio (elevação do pH) e aumento maciço de Gardnerella vaginalis e germes anaeróbios como Mobiluncus e bacteróides.

VAGINOSE BACTERIANA CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS • Corrimento vaginal brancoacinzentado. que piora após o coito e no período perimenstrual • Eventualmente acompanhado de disúria. prurido e colpite discreta . dispareunia. de odor desagradável. as vezes bolhoso.

5.pH igual ou maior que 4.VAGINOSE BACTERIANA DIAGNÓSTICO Critérios de Amsel . .Teste de aminas positivo (odor “peixe podre”). .Presença de “Clue Cells”. .(?) .Corrimento vaginal branco-acinzentado em pequena quantidade.

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VAGINOSE BACTERIANA Critérios de Nugent Positivo se escore > 7 .

VAGINOSE BACTERIANA TRATAMENTO • Medidas gerais: 1. VO. dose única. 3. 2. Abstinência sexual Acidificação do meio vaginal Duchas vaginais com peróxido de hidrogênio 1. • Não tratar parceiro .5% • Metronidazol 2 g. • Metronidazol via vaginal por 7 dias.

TRICOMANÍASE VAGINAL • Agente infeccioso é o protozoário Trichomonas vaginalis • 10-15% dos corrimentos vaginais infecciosos. • Transmissão sexual • Associação importante de transmissão com o gonococo e flora anaeróbia Trichomonas vaginalis e células de epitélio vaginal .

disúria.TRICOMANÍASE VAGINAL CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS • Assintomática. • Colpite multifocal com pequenos pontos hemorrágicos. amarelo-esverdeado. dispareunia. • Associado a prurido. • Corrimento purulento. com odor fétido (70%). (colo em framboesa) .

7 • Teste da amina geralmente é positivo • Bacterioscopia pelo Gram: identificação do protozoário e aumento dos leucócitos. .TRICOMANÍASE VAGINAL DIAGNÓSTICO • Clínico e microscópico • Identificação do protozoário no exame a fresco através de sua motilidade característica • pH vaginal entre 5 .

TRICOMANÍASE VAGINAL TRATAMENTO • Abstinência sexual • Metronidazol 2g VO. A administração VO é mais resolutiva do que a vaginal. dose única A dose única é mais efetiva do que múltiplas doses e a aderência ao tratamento é maior. • Parceiro deve ser tratado Recidivas e resistência ao metronidazol: • Tinidazol 2g VO DU .

• • • • • • • • Transmissão sexual Gravidez Diabetes melitus ACHO de alta dosagem Imunodepressores Corticoterapia ATB de largo espectro Vestuária inadequada .CANDIDÍASE VULVOVAGINAL • 80-90% dos casos são por Candida albicans • 20% das mulheres saudáveis possuem o fungo • 20-25% dos corrimentos genitais infeciciosos • 75% das mulheres terão ao menos 1 episódio de infecção por Candida sp.

CANDIDÍASE VULVOVAGINAL CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS • Corrimento branco.5 . aspecto de “leite coalhado”. em placas aderidas às paredes vaginais e ao colo uterino • pH vaginal < 4. maceração e escoriações da vulva propiciando disúria e/ou dispareunia. aderente. • Conteúdo vaginal aumentado. em placas. prurido intenso que leva a hipermia.

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CANDIDÍASE VULVOVAGINAL DIAGNÓSTICO • Clínico e microscópico • Exame microscópico corado ou a fresco com KOH 10% identificandose pseudo-hifas e esporos (infecção ativa) • Lactobacilos e leucócitos numerosos .

Dose única • Tioconazol .8% .creme a 1% uma aplicação ao deitar durante 7 dias.5% ou óvulos vaginais de 300 mg. aplicação vaginal única • Isoconazol .CANDIDÍASE VULVOVAGINAL TRATAMENTO • Fluconazol 150mg VO.uma aplicação ao deitar durante 5 dias. • Terconazol .creme vaginal a 6. .creme vaginal a 0.

ACHO) • Alcalizinação do meio vaginal com Bicarbonato de Sódio ( 30-60g em 1L de água) • Embrocação vulvovaginal com violeta de genciana 1% .CANDIDÍASE VULVOVAGINAL TRATAMENTO Medidas gerais: • Evitar roupas justas ou sintéticas • Evitar duchas vaginais ou desodorantes íntimos • Corrigir fatores predisponentes (diabetes.

• Itraconazol 200 mg/dia por 2 semanas.000 U – uma aplicação vaginal ao deitar por 14 dias.CANDIDÍASE VULVOVAGINAL TRATAMENTO Casos recorrentes e de difícil controle: • Cetoconazol 100 mg – 2cp/dia por 5 dias. • Nistatina . . • Corticoesteróides tópicos de baixa potência • Terapia de supressão para o controle dos episódios de recorrência com Fluconazol 150 mg 1cp por semana durante um período de até 6 meses.creme vaginal 100.

Chlamydia trachomatis • Bactéria parasita intracelular obrigatória • Transmissão sexual ou contato com mucosa • Clínica assintomática com infecção significante (70%) • Afinidade pelas cél. do epitélio colunar endocérvice o principal Causa de: • Trabalho de parto prematuro. endometrite puerperal • DIPA • Esterilidade conjugal • Dor pélvica crônica .

Chlamydia trachomatis CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS • Infecção do TGI de evolução lenta e sintomatologia branda pode ascender ao TGS e provocar DIPA • Queixa comum de dispareunia e dor a mobilização do colo • Endocervicite hipertrófica erosiva com secreção mucopurulenta e sangramento endocervical • Presença de ectrópio (mácula rubra). .

Chlamydia trachomatis DIAGNÓSTICO • Padrão ouro: cultura com swab endocervical e ureteral • Imunoflurescência direta (ELISA) • PCR / Captura híbrida .

dose única. • Tratar parceiro (até 60 dias do início dos sintomas) • Busca ativa da infecção: prevenir complicações e sequelas e interromper cadeia epidemiológica . • Doxiciclina 100mg VO.Chlamydia trachomatis TRATAMENTO (presuntivo) • Azitromicina 01g VO.2x/dia por 7 dias. Possibilidade da presença de outras infecções concomitantes como Gonococo ou Trichomonas.

Neisseria gonorrhoeae • • • • • • Diplococo gram negativo Transmissão sexual Período de incubação 2.4 dias Acoplamento com espermatozóides Predileção pelo epitélio cilíndrico em pH alcalino Propaga-se no trato genital de forma ascendente e superficial acometendo: endocérvice  endométrio  túnica da mucosa da tuba uterina  pelviperitonite  peri-hepatite .

Neisseria gonorrhoeae CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS • Maioria dos casos assintomáticos na mulher • Cervicite mucopurulenta com corrimento ou sangramento vaginal no período intermenstrual • Sangramento pós-coito • Bartholinite ocasionalmente .

Neisseria gonorrhoeae DIAGNÓSTICO • Exame bacteriológico evidencia diplococos gramnegativos agrupados aos pares no interior dos leucócitos • Cultura Thayaer-Martin-VCN • PCR / Captura híbrida .

de 12/12 h. Trata-se o parceiro . por 7 dias + Tianfenicol 500mg. VO. dose única ou • Doxiciclina solúvel 100mg. por 7 dias. VO. VO. dose única + Ofloxacina 400mg. de 12/12 h.Neisseria gonorrhoeae TRATAMENTO • Azitromicina – 1g VO.

MICOPLASMOSE GENITAL • Denominação genérica para processo infeccioso provocado por Mycoplasma e Ureaplasma que acomete os trato urinário e genital inferiores • Os Mycoplasma hominis e o Ureaplasma urealitycum podem ser encontrados respectivamente em até 8% e 41% de mulheres assintomáticas sexualmente ativas. . • Estão claramente relacionados à atividade sexual e aos hormônios sexuais.

• Condição de risco para o agravo de infecção concomitante por Chlamydia.MICOPLASMOSE GENITAL CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS • Descarga uretral com caracteristicas purulentas. • Graus variados de cervicite. gonococo e Trichomonas com propagação a andares superiores do trato genital. levando à DIPA • Agravamento de infecções por HPV e HIV .

que é direcionado às células cervicais e vaginais : 4 PMN/campo em esfregaço uretral e 30 PMN/campo em esfregaço cervical. • PCR .MICOPLASMOSE GENITAL DIAGNÓSTICO: • Exame bacterioscópico citológico (método de Leishman).

Tetraciclina: 500 mg – 4x/dia por 7 dias. Eritromicina: 500 mg – 4x/dia por 7 dias.MICOPLASMOSE GENITAL TRATAMENTO: • Azitromincina: 1. Levofloxacina ou Ciprofloxacina: 500 mg/dia por 7 dias.0g. dose única • • • • ou 500 mg/dia por 5 dias. . Doxiciclina: 100mg – 2x/dia por 7 dias.

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secundários) . • Patologia polimicrobiana: 90% dos casos por Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorhoeae (ag. primários) podendo estar associados a flora vaginal e externos (ag.INTRODUÇÃO • Processo de agudo de infecção provocado pela ascensão de microorganismos do TGI para o TGS por via planimétrica principalmente ou por via linfática.

com múltiplos parceiros.INTRODUÇÃO • Provoca sequelas como obstrução tubária e aderências pélvicas que levam a infertilidade. maior chance de gravidez ectópica e dor pélvica crônica • Gravidade das sequelas está ligada a duração da moléstia • É mais comum em pacientes jovens. que não utilizam contraceptivos de barreira ou hormonais ou que utilizam DIU .

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
• A síndrome clássica inclui dor pélvica aguda, dor à mobilização cervical, à palpação dos anexos e febre. • Os sinais e sintomas podem ser sutis ou inespecíficos, como sangramento anormal, dispareunia e colo friável com secreção mucopurulenta.

CLASSIFICAÇÃO
• ESTADIO I  endometrite e salpingite • ESTADIO II  I + peritonite • ESTADIO III  salpingite aguda com abscesso tubo ovariano íntegro • ESTADIO IV  abscesso tubo ovariano roto com pus na cavidade

DIAGNÓSTICO
Critérios maiores:
• • • Dor no abdômen inferior Dor à palpação dos anexos Dor à mobilização do colo uterino

Critérios menores:
• • • • • • • Temperatura axilar maior que 37,8OC Secreção vaginal ou cervical anormal Massa pélvica Mais de 5 leucócitos por campo de imersão em secreção de endocérvice Hemograma infeccioso (leucocitose) Proteína C reativa ou velocidade de hemossedimentação elevada Comprovação laboratorial de infecção cervical pela Chlamydia e/ou gonococo

Critérios elaborados:
• • • Evidência histopatológica de endometrite Presença de abscesso tubo-ovariano em estudo de imagem Laparoscopia com evidências de DIP

Três critérios maiores e um critério menor; um critério elaborado

Aspecto normal dos orgãos pélvicos

Laparoscopic verification shows both pus-filled, dilated fallopian tubes (arrows).

abscesso tuboovariano ou choque. gravidez ectó-pica. torção de tumor ovariano). As emergências cirúrgicas não podem ser excluídas (apendicite aguda. Doença moderada ou grave com pelviperitonite. Houve falta de resposta ou intolerância ao tratamento oral. 3. 2.TRATAMENTO • DIPA leve a moderada sem formação de abscesso pode ser tratada em regime ambulatorial • Os critérios para internação hospitalar incluem os casos em que: 1. .

TRATAMENTO AMBULATORIAL: • Abstinência sexual e uso de sintomáticos • Esquema A (Diretrizes CDC 2006): Levofloxacino 500 mg 1X/dia ou Ofloxacina 400 mg 2X/dia com ou sem Metronidazol 500 mg 2X/dia. todos durante 14 dias • Esquema B (Diretrizes CDC 2006): Ceftriaxone 250 mg IM. ambos durante 14 dias • Após 3 dias verificar se houve melhora do quadro . dose única + Doxiciclina 100 mg 2X/dia com ou sem Metronidazol 500 mg por 2X/dia.

4X/dia) ou Metronidazol (500mg 2X/dia). a cada 8 horas • Para pacientes com abscesso tubo-ovariano associar clindamicina (450 mg. para cobertura mais efetiva contra anaeróbios.5 mg/kg. seguida por dose de manutenção de 1.TRATAMENTO HOSPITALAR: • Esquema A (Diretrizes CDC 2006): Cefoxitina 2 g via endovenosa a cada 6 horas + Doxiciclina 100 mg VO ou EV a cada 12 horas • Esquema B (Diretrizes CDC 2006): Clindamicina 900 mg EV a cada 8 horas + Gentamicina dose inicial EV de 2 mg/kg. .

• Critérios de melhora clínica: desaparecimento da febre. anexos e a mobilização do colo.TRATAMENTO • Após 48h de melhora clínica e laboratorial recomenda-se alta com complementação da antibioticoterapia via oral até completar-se 14 dias de tratamento. • Parceiro deve ser tratado . redução da dor abdominal e a palpação do útero.

TRATAMENTO CIRURGIA: • Dúvida diagnóstica • Tumor pélvico persistente e crescente • Drenagem de abscesso • Coleta de material para cultura • Lavagem de cavidade e manutenção da drenagem .

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vulva. 18 e 31 • Divididos em alto risco e baixo risco para câncer • Lesões benignas (condiloma) ou malignas (câncer de colo de útero. cada tipo afeta um local diferente (pele ou mucosa) • Subtipos mais encontrados são 16. vagina. anal e pênis) .HPV • Vírus DNA da família Papilomaviridae • Mais de 200 tipos identificados • Epiteliotrópicos.

HPV .

 Crista de cavalo  Verruga venérea . causadas pela infecção por HPV tipos 6 e 11.CONDILOMA ACUMINADO Lesões verrucóides tipo colve-flor em região genital.

• Sintomáticos quado presentes no colo uterino.CONDILOMA ACUMINADO CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS • Dependendo do tamanho e localização anatômica. . friáveis e/ou pruriginosos. • Lesões podem ser únicas mas freqüentemente são múltiplas. forma e localização variáveis. uretra e ânus. vagina. de tamanho. podem ser dolorosos.

condilomas cervicais.CONDILOMA ACUMINADO DIAGNÓSTICO • Clínico e ginetoscopia • Biopsia + histopalógico em casos não típicos. . vaginais e intra-anais.

Acrocordon Sífilis secundária Angrioqueratoma Molusco congatioso .

Verrugas vaginais e de meato uretral • Ácido tricloroacético 80-90%. .CONDILOMA ACUMINADO TRATAMENTO 1. Verrugas vulgares: • Resina de podofilina 10 a 25% • • Remoção cirúrgica / cirurgia de alta frequência Laser 2.

CONDILOMA ACUMINADO 3. • • • Verrugas cervicais: Excluir lesão intraepitelial escamosa de alto grau Tratamento destrutivo Cirurgia de alta frequência / laser  Parceiros devem ser avaliados quanto a presença de lesões para tratamento  Lesões podem regredir espontâneamente. permanecer inalteradas ou aumentar .

transplantes. etc. HIV. • Tratamento de coinfecções como as causadas por Chlamydia trachomatis. Herpes vírus. • Controle de doenças metabólicas imunossupressoras: Diabetes. . Lupus. • Restringir o número de parceiros sexuais. Trichomonas vaginalis. • Uso de camisinha????.CONDILOMA ACUMINADO PREVENÇÃO • Vacinas Quadrivalentes em pré-púberes e jovens. Neisseria gonorrhoeae.

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É importante para o diagnóstico analisar: localização.INTRODUÇÃO São lesões localizadas na vulva ou vagina que se caracterizam pela perda de integridade dos tecidos superficiais da pele. As principais DSTs que cursam com úlceras são: 1. secreção. Linfogranuloma venéreo 2. forma. Sífilis primária 4. fundo. Donovanose 3. Herpes genital 5. profundidade e dor. consistência. borda. Cancro mole .

.SÍFILIS Também chamada de lues. protossifiloma é uma doença infectocontagiosa. provocado pela espiroqueta Treponema pallidum com manifestações clínicas locais e sistêmicas de evolução crônica. cancro duro. por outros contatos íntimos ou por transmissão vertical intraútero ou pelo contato da criança com as lesões maternas durante o parto. ocorrendo por transmissão sexual.

. • Período de incubação de 21 a 30 dias. dependendo do número e virulência de bactérias infectantes e da resposta imunológica do hospedeiro.SÍFILIS • Estima-se que mais de 900 mil casos novos por ano ocorram no Brasil e no mundo mais de 12 milhões por ano. após contato infectante. podendo ir de 10 a 90 dias.

podendo ser acompanhada de linfoadenomegalia inguinal bilateral e indolor • Geralmente passa desapercebido por ser indolor e localizar-se no colo do útero ou paredes vaginais .SÍFILIS CARACTERÍTICAS CLÍNICAS • No local da inoculação surge uma lesão chamada de cancro duro descrita como uma exulceração de fundo limpo. com bordas endurecidas sobrelevadas. geramente única.

fazendo aparecer a fase exantemática (roséola) dispersa pelo corpo com lesões exantemáticas. • Segue-se a fase latente com ausência de manifestações clínicas durando de 20 – 30 anos e evolui para cura espontânea em 1/3 dos casos . na pele e/ou mucosas genitais ou bucais. maculares e populosas.SÍFILIS • Fase secundária ocorre após 2 – 6 meses: o treponema entra na circulação e multiplica-se.

SÍFILIS Fase secundária .

Roséola sifilítica generalizada .

nodosidades justa-articulares). cardiovasculares (aneurisma e insuficiência aórtica) e do sistema nervoso (afasias. ósseas. tabes dorsalis) . sifílides tuberosas.SÍFILIS • A progressão para sífilis tardia leva a manifestações tegumentares (gomas. oculares.

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O achado de espiroquetas vivas e móveis confirma o diagnóstico mas sua ausência não exclui. Realizada no momento da consulta. • Imunofluorescência .SÍFILIS DIAGNÓSTICO Sífilis recente (cancro duro e lesões mucocutâneas): • Pesquisa do treponema por bacterioscopia em campo escuro (padrão-ouro).

ápice na fase secundária e declínio nas fases latente e terciária. • Níveis detectáveis de 4 .teste de microfloculação que utiliza a cardiolipina como antígeno para os anticorpos presentes no soro do paciente.SÍFILIS DIAGNÓSTICO Testes sorológicos não treponêmicos: • PRP • VDRL .6 semanas após inoculação. .

mononucleose. • Falso positivo em títulos baixos devido a reações cruzadas (malária.SÍFILIS DIAGNÓSTICO • O VDRL reator com título ≥ 1/16 é entendido como doença e o paciente deve ser tratado. . hanseníase. • Falsos negativos principalmente na fase primária e na latente tardia e efeito prozona. gravidez e uso de drogas).

SÍFILIS DIAGNÓSTICO Testes treponêmicos: • Utilizam antígenos do treponema para identificação de anticorpos específicos sendo usados para confirmação diagnóstica • Não negativam após tratamento • FTA – ABS • MHA – TP • ELISA .

dose única.400.000 UI em cada região glútea).SÍFILIS TRATAMENTO Recente (primário-secundária) e latente (até um ano): • Penicilina G benzatina 2.000 UI IM por semana. Latente (com mais de um ano) e Tardia: • Penicilina G benzatina 2.000 UI IM (1.200.400. durante 3 semanas. Parceiro sexual deve ser testado e tratado .

• O esperado é a diminuição de um título por mês. . • Deverá ser feito um novo tratamento se a sorologia aumentar 4 títulos. 6 e 12 meses após o tratamento com queda de quatro títulos da sorologia ou sua negativação em 6 meses a 1 ano.SÍFILIS TRATAMENTO • Reação de Jerisch .Herxheimer Critérios de cura • VDRL 3.

HERPES GENITAL • DST de elevada prevalência e em ascensão. • Período de incubação 7 dias. • Transmissão sexual. orogenital e vertical • Maior prevalência no sexo feminino. • Chance de transmissão 6X maior do homem para mulher • Aumento de 2-3X do risco de transmissão do HIV . • Provocado pelos DNA vírus HSV-1 e HSV-2 (85%).

HERPES GENITAL CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS Vesículas agrupadas sobre base eritematosa localizadas em vulva e colo do útero .

.HERPES GENITAL CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS Após 2 dias as vesiculas rompem e originam úlceras rasas. com fundo limpo e limites irregulares. dolorosas.

HERPES GENITAL CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS • Pródomos. mialgia. cefaléias e dor abdominal. • Resolução do quadro após 2-3 semanas . ardor. presença de parestesia. • Reativação é mais branda porém. disúria e dor de intensidade variável • Primoinfecção pode vir acompanhada de febre. mal estar. prurido. ambas podem ser assintomáticas.

HERPES GENITAL DIAGNÓSTICO • Essencialmente clínico • PCR e cultura são úteis porém não são usados na prática .

Reativação: Aciclovir 400mg – VO 3X dia por 5 dias .HERPES GENITAL TRATAMENTO Objetivo: diminuir a frequência e a duração das manifestações 1. Infecção primária: Aciclovir 400mg – VO 3X dia por 7-10 dias 2.

• Facilita entrada de HIV. podem ter herpes ou sífilis concomitantemente.CANCRO MOLE • Agente responsável é o cocobacilo Haemophilus ducreyi • Pacientes jovens. HBV . com úlcera genital. sexualmente ativos.

• As complicações incluem estenose uretral. • Úlceras acometem epiderme e derme. úlceras.CANCRO MOLE CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS • Aparecem no local da inoculação com formação de lesões papulosas que evoluem para pústulas e depois. fístula uretral e destruição tecidual grave. sendo intensamente dolorosas e em espelho • Quadro associado de linfoadenomegalia inguinal dolorosa que pode fistulizar (bulbão). .

CANCRO MOLE .

pallidum no exsudato da úlcera no exame em campo escuro ou teste sorológico para sífilis após sete dias do aparecimento da úlcera • Testagem para HSV negativa no exsudato ulceroso .CANCRO MOLE DIAGNÓSTICO • A combinação de úlcera genital dolorosa com adenopatia supurativa inguinal sugere o diagnóstico • Confirmação com coloração de gram em raspado da borda da lesão ou aspirado do bubão • Presença de uma ou mais úlceras genitais dolorosas • Ausência de T.

CANCRO MOLE TRATAMENTO • Azitromicina 1. .0g VO (dose única) • Ceftriaxone 250mg IM (dose única) • Ciprofloxacina 500m VO 2 x dia. por 3 dias • Eritromicina 500mg VO 3 x dia por 7 dias Parceiro sexual deverá ser tratado caso tenha tido contacto sexual nos últimos 10 dias anteriores a manifestação do cancro ou caso apresente sintomas.

dolorosas e de consistência endurecida . raramente observável • Após 3 – 21 dias segue-se acometimento de linfonodos sendo a manifestação clínica que motiva a consulta médica • Linfoadenomegalia grandes.LINFOGRANULOMA VENÉREO • Doença de baixa incidência • Agente responsável é Chlamydia trachomatis • Forma-se úlcera fulgaz e indolor no local da inoculação.

LINFOGRANULOMA VENÉREO • Deixam sequelas após 1 – 6 meses com fístulas persistentes de secreção abundante e amarelada. cicatrizes hipertróficas na epiderme ou com retração em mucosas e fibroses que podem obstruir a drenagem linfática levando à elefantíase genital .

Repetir 10 dias após. de 6/6 h. . por 3 a 4 semanas. dose única.LINFOGRANULOMA VENÉREO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO • Clínico e sorológico com dosagem de AC por fixação de complemento. + se maior que 1:64 • Doxiciclina 100 mg de 12/12 h VO. • Eritromicina: 500 mg VO. por 2 a 4 semanas. • Azitromicina: 1 g VO.

DONOVANOSE • • • • No Brasil é a úlcera genital de menor incidência Agente responsável é a Klebsiella granulomatis Transmissão sexual. evolução lenta e sem acometimento linfonodal (Bife vermelho) . hipervascularizadas que sagram com facilidade. contato direto e vertical Apresenta lesões ulcerosas indolores.

via oral. .DONOVANOSE DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO • Dissociação entre o aspecto exuberante desagradável e a ausência de dor • Citologia do raspado profundo evidenciando corpúsculos de Donavan • Doxiciclina 100 mg. de 12/12h. por pelo menos 3 semanas e até que as lesões tenham curado completamente.

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