História

Professor

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada - 03
8º Ano | 3° Bimestre

Disciplina

Curso

Bimestre

Ano

História

Ensino Fundamental

Habilidades Associadas
1. Compreender os processos políticos do Primeiro Reinado, Regências e Segundo Reinado.
2. Entender o processo de elaboração da Constituição de 1824, a Lei de Terras de 1850, as leis
abolicionistas e participação popular nos processos político e econômico
3. Analisar a questão do trabalho escravo e a mão de obra livre.

Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o
envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

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Caro Tutor,
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 3° Bimestre do Currículo Mínimo de História da 8º ano
do Ensino Fundamental. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período
de um mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
Neste Caderno de Atividades, vamos analisar os processos políticos nos períodos
do Primeiro Reinado, Regências e Segundo Reinado. Vamos contextualizar a produção
da Constituição de 1824, Leis de Terras de 1850 e as leis abolicionistas.
Compreenderemos a participação da população na vida política da sociedade imperial
brasileira. Por fim, vamos entender a questão da mão de obra escrava e livre.
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o
Professor Tutor.
Este documento apresenta 03(três) aulas. As aulas podem ser compostas por
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto.
Um abraço e bom trabalho!
Equipe de Elaboração

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Sumário

Introdução ...............................................................................................

03

Objetivos Gerais ......................................................................................

05

Materiais de Apoio Pedagógico ..............................................................

05

Orientação Didático-Pedagógica ............................................................

05

Aula 1: Processos políticos da Monarquia Brasileira................................

07

Aula 2: Constituição, Lei de Terras e Abolição..........................................

11

Aula 3: Mão de obra escrava e livre no Brasil .........................................

14

Avaliação ..................................................................................................

17

Pesquisa ...................................................................................................

19

Referências ..............................................................................................

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Objetivos Gerais

Nesse caderno de atividades, vamos abordar alguns conteúdos do terceiro
bimestre do 8º ano do Ensino Fundamental. Aqui, discutiremos as questões
relacionadas à política nos períodos do Primeiro Reinado, Regências e Segundo
Reinado, propondo aos alunos análise sobre as diferentes vertentes políticas do
período. Vamos discutir o contexto em que a Constituição 1824, Leis de Terras de 1850
e as Leis Abolicionistas, estimulando os alunos à compreensão das forças políticas e
econômicas que as influenciaram. Além disso, analisaremos a participação popular nas
questões políticas e econômicas do império e, por fim, entenderemos a questão da
mão de obra escrava e livre.

Materiais de Apoio Pedagógico

No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns
materiais que podem auxiliá-los.
Você

pode

acessar

os

materiais

listados

abaixo

através

do

link:

http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/cm_materia_periodo.asp?M=10&P=6A

─ Orientações Pedagógicas – 3° Bimestre
Orientações

─ Recursos Digitais – 3° Bimestre

Pedagógicas do CM

─ Orientações Metodológicas - Autonomia – 3° Bimestre

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Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula,
sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo
sem o auxílio de um professor.
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3.
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual
ou em dupla.
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o.
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base.
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas
ATIVIDADES.
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

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Aula 1: Processos políticos da monarquia brasileira

Caro aluno, nesta aula, analisaremos como foi o processo político brasileiro no
século XIX, após a ruptura política com Portugal. A forma de governo que prevaleceu
no Brasil, depois da independência, foi a monarquia. Ao longo do século, a monarquia
brasileira passou por três diferentes momentos, que foram: o Primeiro Reinado, o
Período Regencial e o Segundo Reinado.
O Primeiro Reinado teve como governante D. Pedro I, que proclamou a
Independência (1822), estabeleceu o governo monárquico e recebeu o título de
imperador do Brasil. Essa fase foi marcada por diversas agitações políticas, pois havia o
receio de retorno do Brasil à condição de colônia de Portugal e, em função disso,
existia uma grande desconfiança de portugueses que ocupavam altos cargos no
governo. Essa questão dividiu grande parte dos grupos políticos do Brasil durante o
Primeiro Reinado.

Imagem: D. Pedro I.
Fonte: pt.wikipedia.org

Uma das primeiras medidas de Pedro I foi elaborar uma Constituição. No
entanto, a proposta apresentada não agradou ao imperador, pois limitava o seu
governo. Sendo assim, D. Pedro fechou com a Assembleia e formou outro grupo para
criar um novo documento que foi imposto à população. A Constituição de 1824

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possibilitava atuação do imperador, através do chamado poder Moderador, e dessa
forma, poderia governar de forma centralizada.
As medidas do imperador e mais outros problemas no país, como altos
impostos, desagradavam à população e aos grupos ligados à administração das
províncias (divisão administrativa do Brasil no Império), que desejavam maior
autonomia para controlá-las. Além disso, com a morte do rei de Portugal, houve
problemas na sucessão do trono e D. Pedro, como herdeiro, teve que resolvê-los.
Pressionado pelas elites brasileiras (grandes proprietários, altos funcionários públicos,
entre outros), que temiam o retorno da colonização, Pedro I renunciou ao trono
brasileiro em nome de seu filho, 1831, e retornou a Portugal. No entanto, Pedro filho
ainda era criança e, por isso, foi criado um governo de regentes (políticos que
assumiram o governo até que o príncipe completasse sua maioridade).

Províncias brasileiras em 1822.
Fonte: wikipedia.org/wiki/Provincias_no_Brasil.
Durante o Período Regencial (1831-1840), os governos das províncias tiveram
mais autonomia através de leis adicionadas à Constituição de 1824 e outras normas.
Porém, a instabilidade política continuou, ocorreram diversas revoltas pelo império,
sendo algumas separatistas e republicanas, como a Cabanagem, Sabinada, Balaiada e
Farroupilha. Diante das dificuldades, em 1840, decidiu-se pela coroação do jovem
Pedro, antecipando sua maioridade e iniciando o Segundo Reinado brasileiro,
governado por D. Pedro II.

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Imagem: D. Pedro II
Fonte: www.brasilescola.com

Algumas estruturas herdadas do período colonial permaneceram tanto no
Primeiro Reinado e Regências como no Segundo Reinado (1840-1889), por exemplo, a
escravidão e a produção agrícola voltada para a exportação (vender para outros
países). O grupo de grandes agricultores formou uma elite no país, que possuía grande
influência política.
Durante o Segundo Reinado, dois principais grupos políticos se destacaram, os
Conservadores e os Liberais, suas diferenças estavam principalmente ligadas à
centralização ou não do poder, mas essa tendência variava de acordo com os
interesses políticos. E a partir da década de 1870, ganhou força o grupo que defendia a
república.
Diversas questões políticas, sociais, militares e econômicas, como por exemplo,
a escravidão, influenciaram a crise que levou ao fim o Segundo Reinado e, com a
proclamação da República, em novembro de 1889, o fim da monarquia no Brasil.
Caro aluno, faremos agora as atividades para nos auxiliar na compreensão dos
assuntos discutidos.

Boa aula!

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Atividades Comentadas 1

1) Caro aluno, releia o texto com atenção e explique a relação entre a política
no primeiro reinado com a participação de portugueses nos altos cargos públicos.
Após a independência política de Portugal ainda havia grupos no Brasil
ligados ao governo da antiga metropóle, que desejavam o retorno das relações
coloniais, e muitos deles eram portugueses, por isso o receio das elites brasileiras
com portugueses ocupando altos cargos políticos no império, como ministérios, por
exemplo.

2) Com relação às Regências e ao Segundo Reinado, responda:
a) O que aconteceu durante o período Regencial para que se decidissem pela
antecipação da maioridade do príncipe e sua coroação, tornando-o D. Pedro II,
imperador do Brasil?
Durante o perído Regencial as províncias conseguiram certa autonomia em
relação ao governo central, principalmente, em questões administrativas e militares,
mas a grande instabilidade política e social, com as diversas revoltas que ocorreram
pelo Brasil, fez com que

houvesse um retorno a centralização do poder e a

antecipação da maioridade de D. Pedro II.

b) Quais eram os dois principais grupos políticos brasileiros no Segundo Reinado?
Os principais partidos políticos do Segundo Reinado eram o Conservador, que
defendia maior centralização do poder, e o Liberal que defendia mais autonomia
política. Mas essa ideologia poderia variar de acordo com os interesses políticos de

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cada grupo.

Aula 2: Constituição, Lei de Terras e Abolição

Caro aluno, nesta aula, entenderemos como ocorreu o processo de
estabelecimento de certas leis, durante o período monárquico brasileiro. Sendo assim,
analisaremos as implicações políticas, econômicas e sociais na elaboração da
Constituição de 1824, Lei de Terras de 1850 e Leis Abolicionistas.
Conforme estudamos na aula anterior, após a Independência política de
Portugal, a organização do Estado brasileiro começou a ser feita através da convocação
de uma assembleia, composta principalmente por pessoas que representavam os
interesses da elite brasileira (grandes proprietários de terras, altos funcionários do
governo e outros), para a elaboração da Constituição (conjunto de leis que define a
organização de um país). Porém, o projeto não agradou ao imperador porque as leis
propostas limitavam seu poder de governar.
Pedro I, então, ordenou o fechamento da Assembleia Constituinte e chamou
conselheiros para auxiliá-lo na elaboração das leis constitucionais. A primeira
Constituição Brasileira foi outorgada (imposta) em 1824 e estabelecia que o Brasil
seria governado através de quatro poderes: Legislativo (cria as leis); Executivo
(executa as leis); Judiciário (verifica o cumprimento das leis); e o quarto poder era o
Moderador, que dava ao imperador a possibilidade de controlar os outros poderes. Ou
seja, a Constituição de 1824 dava plenos poderes ao governante para centralizar as
decisões do império em suas mãos. Além disso, limitava a participação de maioria da
população, porque exigia uma alta renda para o direito ao voto (voto censitário).
Ao longo do século XIX, novas leis foram implementadas para atender aos
interesses políticos e econômicos do império. É o caso da Lei de Terras de 1850. A
partir dessa lei, a terra no Brasil deveria ser comprada e não mais concedida pelo
governo como ocorria desde o tempo colonial. A lei também dificultava o acesso de
grande parte dos trabalhadores livres pobres, mantendo a posse da terra concentrada

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numa aristocracia rural (ricos proprietários de terras).
Outra situação que exigiu a reformulação das leis no Brasil monárquico foi a
escravidão. A escravidão de africanos foi implantada no século XVI, tempo em que o
Brasil era colônia de Portugal, e a independência não terminou com esta forma de
trabalho (mão de obra escrava). No entanto, no século XIX, movimentações
econômicas e políticas que aconteciam no Brasil, como o fim do tráfico de negros
africanos e os movimentos pela abolição da escravatura, geraram cada vez mais
discussões sobre a questão escravista no Brasil. Além disso, também havia o medo de
uma revolta geral de escravos, que representavam uma grande parcela da população
brasileira na época.
Dessa forma, o governo procurando controlar o processo da abolição da
escravatura (fim da escravidão), estabeleceu leis que tinham a intenção de terminar
com a escravidão aos poucos. As leis foram: Lei do Ventre Livre (1871), que
determinava livre todos os filhos de escravos nascidos a partir desta data; Lei dos
Sexagenários (1885), que libertava os escravos com mais de 65 anos; e, por fim, a Lei
Áurea (1888), que abolia a escravidão em todo o Brasil. A Lei Áurea foi assinada pela
princesa Isabel, filha do imperador D. Pedro II.

Imagem: Reunião de pessoas no dia da assinatura da Lei Áurea – Rio de Janeiro, 1888.
Fonte: www.wikipedia.org/wiki/Lei_Áurea
A construção do Estado no Brasil esteve ligada a questões em que havia pouca,
ou nenhuma, participação das camadas populares da sociedade. Tanto na Constituição
de 1824 como na Lei de Terras de 1850, a maioria da população foi excluída, pois sua
grande parte era composta por escravos, negros libertos ou pessoas livres pobres, que
não tinham acesso à renda necessária para participar das decisões políticas do país, no
caso do voto censitário, ou possuíam propriedades.

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Caro aluno, façamos as atividades para aprofundarmos nossa compreensão
sobre o tema discutido.

Atividades Comentadas 2

1) Caro aluno, leia o texto com atenção e responda.
De acordo com a Constituição brasileira de 1824, havia participação de toda a
população no processo político no império? Justifique sua resposta.
Não. Porque na Constituição de 1824, o critério de participação política era
renda do cidadão, tanto para o voto como para torna-se candidato ao cargo público.
Isso excluía grande parte da população composta por escravos, negros libertos ou
pessoas livres pobres, que não tinham acesso à renda necessária para participar das
decisões políticas do país.

2) Segundo o texto, com relação ao fim da escravidão, o que mais ocorria no

Brasil, do século XIX, além da finalização do tráfico de escravos africanos e dos
movimentos abolicionistas?
Havia também o receio de uma grande revolta de escravos, que compunham
boa parte da sociedade brasileira do período.

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Aula 3: Mão de obra escrava e livre no Brasil

Fra --Caro aluno, nesta aula, discutiremos a questão das relações de trabalho escravo
e o trabalho livre no Brasil do século XIX.
O escravo era um ser humano que pertencia à outra pessoa (seu proprietário e
senhor), ou seja, o escravo era uma propriedade, uma mercadoria que tinha por
principal finalidade o trabalho, que era forçado e não remunerado (não recebia
pagamento). No século XIX, os serviços escravos estavam presentes em diversos
setores da sociedade brasileira, eles trabalhavam nas lavouras (plantações), nas
residências, no comércio, entre outros. Além disso, o escravo poderia receber castigos
físicos, caso contrariasse seu senhor.

Escravos trabalhando.
Fonte: www.mundoeducacao.com
No entanto, a partir da metade do século, algumas circunstâncias contribuíram
para a introdução na sociedade de outras relações de trabalho. O fim do tráfico de
negros africanos para o Brasil, em 1850, que era principal fonte de escravos, fez com
que diminuísse a oferta dessa mão de obra. Sendo assim, começaram as buscas por
alternativas para substituição do trabalho escravo, principalmente, nas lavouras de
café do oeste de São Paulo, onde havia uma grande necessidade de trabalhadores,
porque a plantação de café era a principal atividade geradora de riqueza do país e
estava crescendo naquela região.
Os grandes produtores de café (cafeicultores) do oeste paulista começaram a
investir na mão de obra imigrante (de outros países) e depois o governo assumiu
responsabilidade de estimular a vinda de imigrantes para o Brasil, que chegavam da
Europa, principalmente, Itália e Alemanha, e posteriormente, começaram a vir

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também da Ásia.
A chegada de trabalhadores estrangeiros contribuiu para a substituição, aos
poucos, da mão de obra escrava para a livre, nas fazendas cafeeiras de parte do
sudeste brasileiro. Mas, nem todos os produtores de café incentivaram o fim do
trabalho escravo. Muitos cafeicultores do Vale do Paraíba (região que fica no leste do
estado de São Paulo e sul do estado do Rio de janeiro) não possuíam recursos
financeiros para arcar com os custos da mão de obra imigrante, pois a lavoura cafeeira
nessa região estava em decadência. Por esta razão, a maioria dos fazendeiros do Vale
do Paraíba continuou defendendo a escravidão como forma produtiva.
No inicio das imigrações, os trabalhadores vinham para participar de um
sistema chamado de parceria, plantando na terra que pertencia ao fazendeiro,
entregando-lhe parte da produção e vendendo o restante. O problema era que os
imigrantes endividavam-se com os donos da terra por causa dos custos da viagem e da
moradia, que eram altos, e não conseguiam pagar. Isso fez com esse sistema não desse
certo.

Navio com imigrantes vindo para o Brasil.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Naviodeimigrantes.gif

Quando o governo começou a financiar parte dos custos da vinda dos
imigrantes, eles passaram a ser contratados pelos fazendeiros, através de outro
sistema chamado de colonato. No colonato, os trabalhadores cuidavam de uma
quantidade da produção de café por uma quantia fixa em dinheiro e recebiam outro
valor que dependia do que eles produzissem a mais.
Caro aluno, feita a análise do processo de transição do trabalho escravo para o
trabalho livre no Brasil, discutiremos nas atividades a seguir o tema da aula.
Boa aula!

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Atividades Comentadas 3

1) Onde trabalhavam os escravos na sociedade brasileira do século XIX?
Os escravos estavam presentes em diferentes áreas de trabalho na sociedade:
trabalhos domésticos, nas plantações de café e outras culturas, trabalhavam no
comércio, na prestação de serviços, entre outros.

2) Explique, de acordo com o texto, o sistema de colonato no Brasil.
No sistema de colonato, os imigrantes cuidavam de uma quantidade da
produção de café por uma quantia fixa em dinheiro e recebiam outro valor que
dependia do que eles produzissem a mais. Além disso, o trabalhador não tinha as
grandes dívidas de viagens com o dono da terra, porque havia contribuição do
governo imperial para incentivar a vinda de imigrantes para o Brasil.

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Avaliação

Questão 1
Durante o período Regencial no Brasil (1831-1840) as províncias possuíam mais
autonomia administrativa. No entanto, os grupos que decidiam os rumos da política no
país resolveram restabelecer o poder central, antecipando a maioridade do príncipe
Pedro. Por quê?
Os regentes não conseguiram acabar com as instabilidades e disputas
politicas que ocorriam no país, desde o Primeiro Reinado, e não conseguiram conter
as revoltas pelo Brasil. Por isso, decidiu-se pelo fortalecimento do poder central
como forma de tentar resolver os problemas.
Questão 2
Qual era a função do poder Moderador na Constituição Brasileira de 1824?
A função do poder Moderador era de controlar os outros três poderes,
possibilitando que o imperador governasse de forma centralizada.
Questão 3
D. Pedro II, com a intenção de acabar com a escravidão brasileira aos poucos e
de maneira controlada, estabeleceu, ao longo da segunda metade do século XIX,
algumas leis, tais como: Lei do Ventre Livre, Lei dos Sexagenários e Lei Áurea. Caro
aluno, responda qual destas leis aboliu a escravatura e explique por quê?
A Lei Áurea, em 1888, que aboliu a escravatura em todo o território brasileiro.

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Questão 4

Fonte: www.portaleducarbrasil.com.br
Caro aluno, observe a figura e explique qual era a principal função do escravo
na sociedade brasileira do século XIX.
A principal função do escravo na sociedade brasileira era trabalhar de forma
não remunerada.
Questão 5
Explique qual foi a solução encontrada para resolver o problema da mão de
obra no Brasil após o fim do tráfico de africanos no século XIX.
A solução que os cafeicultores do oeste paulista e o governo imperial
encontraram para o problema foi a contratação de mão de obra imigrante, que
contribuiu para a transição do trabalho escravo para o livre no Brasil.

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Pesquisa

Caro aluno, agora que já estudamos todos os principais assuntos relativos ao 3°
bimestre, inclusive, sobre a questão da mão de obra escrava no Brasil, faremos uma
pesquisa para aprofundar nosso conhecimento sobre o conceito de escravidão.

A escravidão é um sistema econômico e social em que um ser humano se
torna propriedade (escravo) de outro ser humano (proprietário ou senhor). A
condição de escravo, no caso do Brasil Escravista, ocorria por meio da força,
condicionando o ser escravizado a trabalhos forçados, a castigos físicos e ao
cativeiro.
No Brasil, a obtenção de escravos ocorria, na maioria das vezes, através da
compra, sendo o preço da “mercadoria” definido pelas condições físicas e
habilidades, pela origem, pela necessidade da mão de obra, entre outros. Sendo
assim, o ser humano, entendido como mercadoria, como propriedade, estava
condicionado à vontade e aos interesses de seu dono e senhor.

Fonte: www.wikipedia.org/wiki/Escravidão

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Referências

[1] CARDOSO, Oldimar. Tudo é História: História Contemporânea e História do Brasil
(séculos XIX e XX). São Paulo: Ática 2009.
[2] FAUSTO, Bóris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2004. 12.ed.
[3] VICENTINO, Cláudio. Viver a História: Ensino Fundamental. São Paulo: Scipione,
2002. Volume 3.
[4] VIOTTI, Emília da Costa. Da Monarquia à República. Momentos Decisivos. São
Paulo: Unesp, 1999. 7.ed.

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Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO
Diretoria de Articulação Curricular
Adriana Tavares Maurício Lessa
Coordenação de Áreas do Conhecimento
Bianca Neuberger Leda
Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Marília Silva
PROFESSORES ELABORADORES
Daniel de Oliveira Gomes
Danielle Cristina Barreto
Erica Patricia Di Carlantonio Teixeira
Renata Figueiredo Moraes
Sabrina Machado Campos

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