História

Professor

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada – 04
7º ano | 4° Bimestre

Disciplina

Curso

Bimestre

Ano

História

Ensino Fundamental II

Habilidades Associadas
1. Compreender as relações político-administrativas no período colonial.
2. Entender o processo de ocupação do território colonial.
3. Identificar elementos da cultura brasileira atual relacionando-os ao processo histórico de
formação da nossa sociedade.

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Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o
envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

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Caro Tutor,
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 4° Bimestre do Currículo Mínimo de História da 7º ano
do Ensino Fundamenta. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período
de um mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
Neste Caderno de Atividades, seguindo os parâmetros do Currículo Mínimo, os
alunos conhecerão melhor a abordagem de um conteúdo, a América Lusitana, fase da
história do Brasil e da América onde os europeus, especificamente os portugueses,
empreenderam domínio dos territórios onde hoje é o Brasil assim como a exploração
das suas riquezas naturais e culturais. Conhecendo as bases da administração
portuguesa e os elementos que constituíram aspectos importantes da construção da
sociedade e da economia brasileira.
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o
Professor Tutor. Este documento apresenta 3 (três) aulas. As aulas podem ser
compostas por uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as
principais ideias relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em
questão, e atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida,
resolver as Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas.
Para reforçar a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o
assunto.
Um abraço e bom trabalho!
Equipe de Elaboração

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Sumário

Introdução ..............................................................................................

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Objetivos Gerais .....................................................................................

06

Materiais de Apoio Pedagógico .............................................................

06

Orientação Didático-Pedagógica ...........................................................

07

Aula 1: A política na colonização lusitana ...............................................

08

Aula 2: A ocupação territorial .................................................................

12

Aula 3: A formação social e a cultura brasileira ......................................

16

Avaliação ................................................................................................

21

Pesquisa ...................................................................................................

24

Referências .............................................................................................

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Objetivos Gerais

Neste Caderno de Atividades para o 4° bimestre do 7° ano, o Currículo Mínimo
estabeleceu como proposta a abordagem de um conteúdo, a América Portuguesa, o
tema pretende trabalhar com o domínio e a exploração do período colonial português
até o século XVIII, voltando-se para os aspectos administrativos, econômicos, sociais
da dominação portuguesa em solo brasileiro. Ao compreender as relações políticoadministrativas no período colonial que processualmente constituíram base para o
modelo político atual, ampliamos historicamente a cultura do exercício do poder no
Brasil. Modelo que pode explicar muito das nossas características como sociedade,
preferências políticas e econômicas e entender o processo de ocupação do território
colonial como consequência dos interesses lusitanos no empreendimento colonial
brasileiro.

Materiais de Apoio Pedagógico

No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais
que podem auxiliá-los. Você pode acessar os materiais listados abaixo através do link:
http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/cm_materia_periodo.asp?M=10&P=6A

─ Orientações Pedagógicas – 4° Bimestre
Orientações

─ Recursos Digitais – 4° Bimestre

Pedagógicas do CM

─ Orientações Metodológicas - Autonomia – 4° Bimestre

Teleaulas

─ Tele aula n° 04 do Ensino Médio

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Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula,
sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo
sem o auxílio de um professor.
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3.
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual
ou em dupla.
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o.
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base.
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas
ATIVIDADES.
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

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Aula 1: A política na colonização lusitana

Alô galera que pensa a nossa história, nessa aula vamos descobrir juntos a
maneira pela qual os portugueses organizaram sua colonização em nossas terras.
Como o Brasil se tornou a colônia mais importante da coroa portuguesa em função da
sua grandeza em recursos naturais e extensão territorial, e também, aspectos dessa
administração colonial que ainda interferem nas nossas vidas nos dias de hoje. Agora
você, brilhante pensador(a) de história, pode se perguntar: acho que há exagero, como
pode algo que aconteceu há tanto tempo interferir na minha vida hoje? Pode sim!

As ordenações do Reino Português
http://pt.scribd.com/doc/16317956/Epoca-das-Ordenacoes-do-Reino-de-Portugal-Carlos-FerreiraSantos-e-Patricia-Estevao

Certamente, mesmo que não saiba explicar corretamente, já ouviu falar no
processo do “mensalão” lá no STF (Supremo Tribunal Federal), instância máxima de
decisão e julgamento no Brasil. O que é julgado e decidido lá não cabe mais recurso,
ou seja, passa a ser decisão para que seja cumprido. No processo chamado de
“mensalão”, na sua fase final os advogados dos réus apelaram para algo que é
conhecido como “Embargos infringentes” que são recursos que só podem ser
utilizados pela defesa nos casos de condenação não unânime, dos ministros do STF

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quando uma parte decide por uma sentença e a outra parte por algo diferente, cabe
recurso pela defesa pelos “embargos infringentes”. Calma, não se preocupe porque
não vamos aprofundar essa questão, o que nos interessa saber é que esses “embargos
infringentes” são consequentes da colonização portuguesa no Brasil. Justo ou não, não
nos interessa nesse momento a polêmica sobre os “embargos infringentes”, porém,
sobre a nossa sociedade atual e a história que a constituiu, vale a reflexão: por que só
a elite conta com todo o amparo de recursos e advogados para julgamentos onde são
eles os réus? Por que a maior parte da sociedade brasileira, o chamado “povão” não
tem a maioria das suas necessidades jurídicas, ou injustiças, atendidas pelo poder
judiciário? Quantos brasileiros e brasileiras que são pobres estão agora simplesmente
esquecidos nas prisões por terem roubado “galinha”? O elitismo no poder, ainda
presente nos dias de hoje, também é um aspecto importante da formação da nossa
sociedade, assim como está relacionado à forma pela qual o Brasil foi dominado e
colonizado pelos portugueses, algo que alguns especialistas chamam de “colonialidade
do saber”.

Mapa de fundação da primeira capital brasileira
http://www.seuhistory.com/era-3/1549-3-29/image/29-03-salvador-fundacao-bahiahoje-na-historia-history-channel-brasil.gif

O “achamento” do Brasil aconteceu em 1500, mas somente três décadas
depois, efetivamente, Portugal ocupa o território que hoje chamamos de maneira
afetiva de Brasil. Importante, porém, considerar ou relembrar de acordo com as aulas
anteriores que as intenções dos portugueses eram de colonização e exploração. Por

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isso, inicialmente a colônia brasileira, na medida em que não apresentou de imediato
lucro fácil ao não encontrarem metais preciosos, foi deixada em segundo plano. O
mais interessante, economicamente pensando, era ainda o comércio com as “índias
orientais” na circunavegação pelo continente africano. Somente quando o lucro com a
perda do monopólio desse comércio foi diminuindo que, proporcionalmente,
aumentava o interesse na exploração das terras brasileiras. E ainda, a mesma
preocupação de perda do domínio ou monopólio na rota marítima, alternativa para as
índias, acontecia em relação ao controle sobre o Brasil que era constante alvo de
corsários europeus.
Complicado dizer que havia invasões estrangeiras no Brasil ao pensarmos na
tentativa de outras nações europeias de colonizá-lo. Os portugueses também não
eram invasores? De qualquer maneira essas “invasões” também contribuíram para a
necessária intervenção lusitana no território brasileiro.

http://www.apoioescolar24horas.com.br/salaaula/estudos/historia/563_invasoes_estrangeiras/fotos/t
ordesilhas_envelhecido_final.jpg

Inicialmente a coroa portuguesa buscou experimentar no Brasil tentativas bem
sucedidas em algumas colônias portuguesas na África como as capitanias hereditárias.
Doação em regime de concessão de terras para a indispensável ocupação. Ao contrário
da situação na África, no Brasil não alcançou sucesso. Somente duas das capitanias
tiveram relativo êxito: São Vicente e Pernambuco. O fracasso das demais podemos

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explicar, entre outras razões, pela grande distância entre as capitanias e falta de
recursos da coroa para investimentos em mão de obra e agricultura.
É justamente porque encontraram um produto, o açúcar com boa aceitação no
continente europeu, as capitanias iniciaram o processo de colonização.

http://api.ning.com/files/aLHIEODnsRLmUFdFLL0HF75BlObnQMvnfUZQAkKyHjJbn3xrcEwBngn7vt83NKg0glQRhbKErfyfEXBQYN392
J5Qqkn5SAY/COLONIALISMOCAPITANIASHEREDITRIAS.jpg

Sem êxito e agravada a situação pelas “invasões” de demais nações europeias,
a Coroa lusitana, então, muda sua estratégia de ocupação. Em 1548, o rei D. João III
nomeou Tomé de Sousa como governador-geral do Brasil, que centralizou o poder
político no sistema de Governo Geral onde seria oficialmente o representante do
poder metropolitano na colônia. A primeira capital da colônia foi Salvador na Bahia e o
Governador-Geral era auxiliado principalmente pelo Capitão-mor (defesa), Ouvidormor (justiça) e Provedor-mor (finanças e administração). Toda a administração era
ocupada, exclusivamente, pela indicação direta do Rei de Portugal, pelo GovernadorGeral ou pelos fidalgos (filhos de alguém) da confiança da Coroa. Evidentemente que
somente elementos da elite faziam parte da política colonial portuguesa. Somente os
senhores de engenho e proprietários de terras tinham acesso aos representantes do

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poder político sendo protegidos por eles e, por sua vez, essa elite defendia o sistema
que os beneficiava. Evidentemente que existiram conflitos entre a elite colonial
brasileira e a metrópole, mas isso já é assunto para a próxima aula.

Atividade Comentada 1

1. Sobre a implantação do sistema de capitanias hereditárias, responda:
a) O Brasil foi o primeiro local onde Portugal implementou as capitanias hereditárias?
Justifique a sua resposta.
Não. Antes de adotar esse sistema em terras brasileiras, Portugal já havia
experimentado a organização das capitanias hereditárias nas ilhas atlânticas,
também colonizadas pela Coroa.
b) Explique uma das razões que levaram Portugal a adotar o sistema de capitanias
hereditárias no Brasil.
Entre as razões que justificam o sistema de capitanias hereditárias, podemos
destacar que Portugal buscava resolver os constantes problemas sofridos com a
invasão dos corsários estrangeiros no litoral brasileiro. De tal forma, o sistema de
capitanias aparecia como uma solução para que o território fosse ocupado e os
invasores fossem devidamente combatidos.

2. Com relação aos capitães donatários, responda:
a) Quem eram os capitães donatários e como os mesmos eram escolhidos?
Os capitães donatários eram as pessoas escolhidas para administrar cada uma das
capitanias hereditárias. Geralmente, a Coroa Portuguesa buscava um donatário entre
os funcionários, nobres e comerciantes que tivessem boas relações com o governo.
Com isso, Portugal visava à escolha de um sujeito que pudesse trabalhar em prol dos
interesses do Estado Lusitano.

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Aula 2: A ocupação territorial
Tratados territoriais entre as coroas Ibéricas

http://photos/6162/4054/1600/tordesilhas2a.1.jpg

A coroa portuguesa foi a pioneira na unificação do seu território e na expansão
marítima, sendo logo seguida pela Espanha. Como estavam disputando o domínio da
América, precisaram fazer um acordo de ocupação: o tratado de Tordesilhas. Após
algumas tentativas frustradas de acordo, as coroas Ibéricas (da península Ibérica)
concordaram com a divisão do território do continente americano. Mas, e os demais
Estados Nacionais, concordaram com o acordo? Alguns países, como já estudamos,
não eram mais católicos, portanto, não respeitavam mais a autoridade do papa.
Assinado o acordo, a ocupação do território brasileiro foi realizado inicialmente
pelo litoral, já estudamos que nesse começo o interesse dos portugueses no Brasil era
relativamente pequeno. De qualquer forma, a colonização começou com um sistema
de ocupação que contava muito com a participação de iniciativas particulares como no
caso das capitanias hereditárias que acabamos de estudar na aula anterior. O Estado
Moderno português estava em crise econômica pela perda da alta lucratividade com o
fim do exclusivismo no comércio com as índias. Era fundamental ocupar, colonizar e
fazer com que a colônia garantisse algum lucro. Com poucos ou sem recursos para

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empreender a colonização, a coroa degredava, ou seja, condenava os portugueses a
cumprir penas no Brasil. Primeiro vieram as pessoas que partiam para a aventura da
ocupação e depois do território dominado e ocupado, chegavam os representantes da
coroa. A exploração se iniciou com a extração do pau-brasil extraído do litoral que era
matéria-prima para a tintura de roupas na cor que era usada pelos nobres à época,
iniciando um pequeno, porém, insatisfatório interesse da coroa pelas terras brasileiras.
Embora o engenho de açúcar, a agricultura e a pecuária tenham ajudado
significativamente a ocupação e a exploração do território português, o sonho de
muitos fidalgos que viviam na colônia portuguesa era encontrar e explorar metais
preciosos. Tanto a produção agrícola como o engenho eram custosos e a sua
administração necessitava de mão de obra, instrumentos de trabalho, além de outros
recursos que não se limitavam à posse da terra. Mesmo a posse não era simples.
Diversas etnias nativas de “índios” resistiram muito a dominação e não se submetiam
à exploração. De 1580 a 1640, em função da morte do Rei D. Sebastião que não deixou
herdeiros em Portugal, o trono ficou vago. O rei da Espanha, Felipe II reclamou a
legitimidade da União das coroas Ibéricas por ser o parente mais próximo. Assim
funcionou o período da União Ibérica que trouxe consequências importantes para o
Brasil.

http://image.slidesharecdn.com/unioibrica-121104160558-phpapp02/95/slide-1-638.jpg?1352066803

Uma vez as duas coroas unidas não tinha mais sentido o “respeito” aos limites
do tratado de Tordesilhas, facilitando as incursões e a busca pelas drogas do sertão
assim como a busca por metais precisos. Encontraram? Vamos estudar essa
importante e interessante fase no ano que vem...

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Atividade Comentada 2

1. A ocupação do território colonial português ocorreu a partir de algumas localidades
do litoral rumo ao interior do continente. Indique qual das alternativas
é incorreta em relação a este processo histórico.
a. A partir do litoral nordestino, seguindo o curso do rio São Francisco.
b. A partir do litoral paulista, alcançado a região de Minas Gerais e do atual CentroOeste brasileiro.
c. A partir do litoral paulista, alcançando a atual Região Sul do Brasil.
d. A partir do litoral nordestino, alcançando a atual Região Sul do Brasil.

Gabarito d. A ocupação originada no litoral do Nordeste não chegou a alcançar a região
Sul do Brasil, limitando-se à região da caatinga e ao litoral norte da região.

http://www.padogeo.com/formacao-do-brasil-r.html

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2. Quais as atividades econômicas iniciaram a ocupação do Brasil no início do séc. XVI?
Exploração do pau-brasil e cana-de-açúcar

3. O que as setas amarelas no mapa anterior estão indicando?
O sentido de ocupação para o interior, dentro das terras de Portugal, mas também para
além do Tratado de Tordesilhas.

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Aula 3: A formação social e a cultura brasileira

Verificamos nas aulas anteriores que quando os europeus chegaram na América
encontraram diversas civilizações que foram dominando através de acordos com
algumas etnias nativas, submetendo à força outras e, entre essa ou aquela maneira,
prevalecia o conjunto cultural europeu no processo colonizador.

http://portalyah.com/facj/files/2011/10/charge-planisf%C3%A9rio.jpg

O etnocentrismo europeu (não custa relembrar: valorização da própria cultura
em detrimento da cultura do outro) era a regra nas relações estabelecidas entre os
grupos sociais formadores da sociedade brasileira. Como já afirmamos também, seria
impossível o domínio sobre as terras que hoje chamamos de Brasil sem a colaboração
de grupos nativos que se aproveitavam do apoio dos portugueses para garantir a
expulsão de etnias rivais.

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Primeira missa no Brasil
http://s1.static.brasilescola.com/img/2012/12/primeira-missa-no-brasil.jpg

A cultura católica cristã passou a ser o referencial para a sociedade em formação
e por mais que a força de cada grupo social subjugado tenha resistido como resistiram
diversos grupos ou etnias africanas e nativas, por exemplo, a Igreja Católica passou a ser
o principal instrumento intelectual de dominação. Não é verdadeira a explicação de que
os índios nativos resistiam à escravidão e o africano não. Há diversos exemplos de
resistência como os quilombos criados no Brasil colonial onde a finalidade era a
tentativa de reproduzir no Brasil o que era vivido no continente africano.

Capoeira e resistência à escravidão
http://www.brasilescola.com/upload/e/Resitencia-escravos-BRASILESCOLA(1).jpg

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A resistência também foi vivida a partir do sincretismo religioso (o senhor de
origem europeia mandava o negro escravizado rezar para o Santo católico “X” e havia
uma falsa obediência. Rezavam para a imagem de um Santo permitido pelo senhor,
porém vibravam pelo Orixá “Y”, assim, mantinha suas crenças ao enganar seu senhor.
Não seria possível saber exatamente o que um africano escravizado cultuava através dos
ritos, preces e orações. Outro exemplo de resistência foi realizado pela capoeira, um
jogo para enganar o senhor de escravos. O senhor “dono” dos escravizados acreditava
que os negros estavam dançando nas senzalas, mas o que eles faziam era treinar
técnicas de defesa e ataque, úteis para uma fuga para um quilombo por exemplo. A
reação da Igreja católica foi, por todo o período colonial, a tentativa de associar
qualquer cultura diferente da católica como a errada ou demonizada. Tudo que não
fosse católico estava errado e passível de punição.

http://www.essaseoutras.xpg.com.br/wp-content/uploads/2012/03/estrutura-de-um-engenho.jpg

Essa cultura baseada na fé católica promoveu uma sociedade patriarcal (o pai
como chefe máximo e a autoridade na família), escravocrata (o trabalho deveria ser
realizado pelos escravizados) e racista. Os nativos (índios), os mestiços e os negros
tinham o senhor branco como referência de superior autoridade tanto pelas razões
econômicas, pois era dono da fazenda ou engenho, como cultural e religiosa.

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Atividade Comentada 3

1. Os primitivos habitantes do Brasil foram vítimas do processo colonizador. O europeu,
com visão de mundo calcada em preconceitos, menosprezou o indígena e sua cultura.
Ao acreditar nos viajantes e missionários, a partir de meados do século XVI, há um
decréscimo da população indígena, que se agrava nos séculos seguintes. Os fatores que
mais contribuíram para o citado decréscimo foram:
a) a captura e a venda do índio para o trabalho nas minas de prata do Potosí.
b) as guerras permanentes entre as tribos indígenas e entre índios e brancos.
c) o canibalismo, o sentido mítico das práticas rituais, o espírito sanguinário, cruel e
vingativo dos naturais.
d) as missões jesuíticas do vale amazônico e a exploração do trabalho indígena na
extração da borracha.
e) as epidemias introduzidas pelo invasor europeu e a escravidão dos índios.
Gabarito E – as doenças e os trabalhos forçados desarticulavam o modo de vida dos
nativos, comprometendo a existência de variadas etnias que sem proteção de
doenças, por exemplo, levadas pelo europeu foram quase extintos.

2. "(...) meu coração estremece de infinita alegria por ver que a terra onde nasci em
breve não será pisada por um pé escravo. (...) Quando a humanidade jazia no
obscurantismo, a escravidão era apanágio dos tiranos; hoje, que a civilização tem aberto
brecha nas muralhas da ignorância e preconceitos, a liberdade desses infelizes é um
emblema sublime (...). Esta festa é a precursora de uma conquista da luz contra as
trevas, da verdade contra a mentira, da liberdade contra a escravidão." (ESTRELLA,
Maria Augusta Generoso e Oliveira. "Discurso na Sessão Magna do Clube Abolicionista",
1872, Arquivo Público Estadual, Recife-PE.)
A escravidão está associada às diversas formas de exploração e de violência contra a
população escrava. Essa situação, embora característica dos regimes escravocratas,
registra inúmeros momentos de rebeldia. Em suas manifestações e ações cotidianas,
homens e mulheres escravizados reagiram a esta condição, proporcionando formas de
resistência que resultaram em processos sociais e políticos que, a médio e longo prazos,

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influíram na superação dessa modalidade de trabalho.
Cite duas formas de resistência dos negros contra o regime da escravidão
ocorridas no Brasil.

GABARITO: Uma forma de resistência era a fuga e a posterior organização em
quilombos; outra era a resistência cultural como o sincretismo religioso entre outras
formas alternativas de manter culto original africano em suas religiosidades.

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Avaliação

1) Quais eram os direitos e deveres oferecidos aos capitães donatários?
Os donatários deveriam expandir as atividades econômicas, proteger o território e
pagar devidamente os tributos devidos a Portugal. Em contrapartida, o donatário
poderia nomear as autoridades que o auxiliariam na organização da capitania,
escravizar índios, fundar novas vilas e doar grandes lotes de terra que eram
conhecidas como sesmarias.

2) Volte para o seu Lar – Composição: Arnaldo Antunes
(...) Aqui nessa tribo
Ninguém quer a sua catequização
Falamos a sua língua,
Mas não entendemos o seu sermão
(...) Volte para o seu lar
Volte para lá
Essa canção:
a) faz referência ao indígena que resiste ao contato com o estrangeiro
b) enaltece a cultura indígena.
c) faz referência ao resultado do contato dos índios com o europeu.
d) exalta a cultura europeia.
Gabarito: A – Assim como os escravizados de origem africana, diversas etnias nativas
também resistiram à colonização e aos trabalhos forçados pela escravidão.

3) O continente americano, a partir do século XVI, passou a receber povos africanos
que eram trazidos para serem empregados como mão de obra escrava nas grandes
plantações e nas minas. Sobre a presença do africano nos primeiros anos da conquista
portuguesa no Brasil é CORRETO afirmar que:

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a) Tiveram muito contato com os nativos.
b) Foram levados para todas as regiões do país.
c) Sofreram preconceito por não se adaptarem ao Brasil.
d) Foram classificados como atrasados e inferiores.
Gabarito: D – Embora toda a economia colonial da América portuguesa, assim como
o Império brasileiro e grande parte da República tenha a mão de obra negra como
decisiva e os africanos terem contribuído muito para a cultura brasileira como o
samba e diversas culinárias, ainda hoje, há muito preconceito sobre elementos de
cultura de matriz africana como as religiões que a ignorância insiste em demonizar.

4) Veja a imagem. Ela ironiza uma das situações decorrentes da colonização
portuguesa no Brasil.

http://veja.abril.com.br/saladeaula/280905/imagens/brasil.gif

Sobre a colonização portuguesa no Brasil podemos AFIRMAR:
a) Garantiu a liberdade religiosa na colônia.
b) Baseou-se no respeito à diversidade cultural da região.
c) Estabeleceu uma submissão política e um monopólio colonial.
d) Favoreceu o escoamento do excedente demográfico europeu.
Gabarito: C – O tipo de colonização desenvolvido no Brasil foi de exploração,
extraindo tudo que fosse interessante à Coroa lusitana.

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5.

A abordagem apresentada no texto foi desenvolvida a partir do início do século XX e
originou uma nova perspectiva das ciências sociais em relação ao estudo das culturas.
O Relativismo. Quando acreditamos que a nossa cultura é superior às demais estamos
com um pensamento:

(A) civilizado
(B) materialista
(C) evolucionista
(D) etnocêntrico
Resposta: D – Como foi afirmado por Boaz, não existem culturas superiores ou
inferiores ou corremos no etnocentrismo.

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Pesquisa

Caro aluno, agora que já estudamos alguns dos principais assuntos relativos ao
4° bimestre, é hora de discutir um pouco sobre a importância deles na nossa vida.
JORNAL O GLOBO
CADERNO “O PAÍS”
18/09/2013
Celso de Mello acolhe embargos infringentes e pede que STF anule ‘paixões
exacerbadas’

Ministro Celso de Mello dará o voto de Minerva. André Coelho / O Globo

(Adaptado) RIO e BRASÍLIA — O ministro Celso de Mello, decano do
Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor da aceitação dos embargos infringentes
no processo do mensalão e elevou o placar da Corte a 6 votos a 5 em favor desse tipo
de recurso, que vai dar um novo julgamento a 12 dos 25 condenados na ação penal
470. Na linha do voto que proferi em 2 de agosto de 2012, ainda subsistem no âmbito do STF,
nas ações penais originárias, os embargos infringentes — disse ele. — (O artigo 333 do
Regimento Interino do Supremo) não sofreu, no ponto, derrogação tácita ou indireta pela lei
8.038, de 1990. Em uma de suas primeiras falas, diante de um plenário praticamente

lotado, Celso de Mello destacou: — Ninguém. Absolutamente ninguém pode ser
privado (de seu direito de defesa) ainda que se revele antagônico o sentimento da
coletividade (...).
FONTE: http://oglobo.globo.com/pais/celso-de-mello-acolhe-embargos-infringentespede-que-stf-anule-paixoes-exacerbadas-10012031

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Pesquise mais sobre o processo chamado de “mensalão”, e principalmente,
sobre os “embargos infringentes” que são heranças da colonização portuguesa no
Brasil. Procure conhecer mais sobre a cultura do poder judiciário no Brasil pesquisando
sobre as Ordenações Afonsinas, Manuelinas e Filipinas. Compare a reportagem e as
razões apresentadas nas pesquisas e redija um texto após as pesquisas sobre esses
assuntos com o seguinte título: “Todos são iguais perante a lei?”
Então, vamos lá?
Mãos à obra!
Resposta Pessoal

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Referências

[1] BEZERRA, Holien Gonçalves. Ensino de História: conteúdos e conceitos básicos. In:
KARNAL, Leandro (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. 5 ed.
São Paulo: Contexto, 2008.
[2] CARDOSO, Ciro Flamarion & VAIFAS, Ronaldo (org.). Novos domínios da história.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.
[3] FAUSTO, Boris. História concisa do Brasil. 2 ed. São Paulo: Edusp, 2006.
[4] LE GOFF, Jacques. História e memória. Campinas: Editora da Unicamp, 1996.
[5] PINSKY, Jaime. Escravidão no Brasil. São Paulo: Contexto, 2006.
[6] TEXEIRA JÚNIOR, Luiz Alexandre. O engenho colonial. 23 ed. São Paulo: Ática, 2003.
[7] THOMPSON, Edward. Tempo, disciplina do trabalho e capitalismo industrial. In:
Costumes em Comum: estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo:
Companhia das Letras, 1998. p.267-304.

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Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO
Diretoria de Articulação Curricular
Adriana Tavares Maurício Lessa
Coordenação de Áreas do Conhecimento
Bianca Neuberger Leda
Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Marília Silva
PROFESSORES ELABORADORES
Daniel de Oliveira Gomes
Danielle Cristina Barreto
Erica Patricia Di Carlantonio Teixeira
Renata Figueiredo Moraes
Sabrina Machado Campos

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