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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ

Trabalho sobre prescrição penal – Direito Penal Parte Geral II
Prof. Andrea Melatti
Valor 3,0
1. Jane, 24 anos de idade e Nilson, 20 anos de idade, foram surpreendidos
transportando 10 tabletes de cocaína no trajeto Ponta Porã/MS – Dourados/MS,
fato este ocorrido no dia 10.9.2006, ocasião em que foram presos em flagrante.
Uma vez denunciados por crime de tráfico, denúncia esta recebida no dia
18.9.2006, após regular tramitação do processo, foram ambos condenados pelo
juízo criminal a uma pena (para ambos) de 5 anos de reclusão, mais 500
dias/multa, sentença esta publicada no dia 10.12.2010. A acusação (Promotoria)
não recorreu. A defesa recorreu da sentença condenatória, isso no dia
14.12.2010, sendo que o TJMS manteve a condenação em relação à ré Jane,
mas entendeu que Nilson foi mero partícipe (art. 29, parág. 1º., CP), reduzindo a
pena do mesmo em 1/3. Pergunto: tal decisão gerou a favor do mesmo algum
tipo de prescrição? Se sim, de qual espécie? Explique e fundamente no código;
2. Pascácio, 19 anos na data do fato, foi condenado apenas à pena de multa,
fixada em 500 dias-multa, à razão de 1/30 do salário-mínimo, pelo crime previsto
no art. 137 CP. O crime ocorreu no dia 3.5.2009. A denúncia-crime foi recebida
em 10.7.2009. A sentença condenatória foi publicada em 11.8.2010. Contudo,
apesar de o juízo “a quo” ter condenado o réu apenas na multa, em sua
sentença reconheceu a condição de reincidente do mesmo. O advogado
defensor do réu recorreu alegando prescrição. A Promotoria não recorreu da
sentença, mas ofertou contrarrazões ao recurso da Defesa, sustentando que
Pascácio não fez jus à prescrição penal, uma vez que, por ter o juízo
sentenciante reconhecido a condição de reincidência do mesmo, com fulcro no
caput do art. 110 CP, in fine, haveria acréscimo de 1/3. Pergunto: quem tem
razão em seu recurso? Explique e fundamente a sua resposta;
3. Imagine um Inquérito Policial pelo cometimento do crime previsto no artigo
132 CP, crime este que em tese teria sido praticado por réu primário, com bons
antecedentes e que tinha apenas 19 anos de idade na data dos fatos. Esse
inquérito está parado há mais de 3 anos na delegacia de policia local, tendo sido
este suposto delito cometido antes do advento da Lei n. 12.234 de 5.5.2010. O
Ministério Publicou recebeu esse inquérito, exatamente na data de hoje.
Pergunto: deve o Parquet propor a ação penal contra o acusado? Poderia alegar
uma suposta prescrição antecipada a favor do mesmo? Ou até mesmo uma
prescrição pela pena em abstrato? Explique e fundamente;
4. (FGV – VI EXAME DE ORDEM UNIFICAD/2012) No dia 18/10/2005,

que objetivava sua absolvição. o Ministério Público denuncia Jonas Fabres. a inicial acusatória foi recebida. por sua vez. pela prática do delito previsto no art. saída de moeda para o exterior no período entre 08/05/2010 e 08/09/2010. Transita em julgado a sentença para o Ministério Público. A denúncia é recebida em 21/09/2014. o Magistrado condena Jonas a 2 anos de reclusão e 60 diasmulta no valor de 10 salários mínimos o dia-multa. com base na situação apresentada.492/1986. não houve trânsito em julgado final. sendo superior. cuja pena é de 1 a 8 anos e multa. Levando-se em conta as datas descritas e sabendo-se que. Deveria o Magistrado extinguir a punibilidade de Jonas. 109. O processo teve regular seguimento e. de acordo com o art. incisos III e V. §único.Eratóstenes praticou um crime de corrupção ativa em transação comercial internacional (Art. o magistrado sentenciou Eratóstenes. Devidamente investigado. é correto afirmar que houve prescrição? Qual? Explique. sem autorização legal. ao final. O Ministério Público não interpôs recurso. em virtude da prescrição? Fundamente. 337-B do CP). . A defesa de Eratóstenes. 33 anos. do Código Penal. a prescrição. antes de transitar em julgado a sentença final. Na sentença. Até o dia 15/5/2011. 5. em 20/1/2006. verifica-se em 12 (doze) anos se o máximo da pena é superior a quatro e não excede a oito anos e em 4 (quatro) anos se o máximo da pena é igual a um ano ou. 22. não exceda a dois. da Lei 7. em 23/09/2017. condenando-o à pena de 1 ano de reclusão e ao pagamento de dez dias-multa. o processo ainda não havia tido seu definitivo julgamento. ou seja. transitado em julgado para a acusação. Eratóstenes foi denunciado e. por promover. A sentença foi publicada em 7/4/2007. interpôs sucessivos recursos. Em 14/09/2014. tendo. tal sentença.