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Levinás. Teoria da intuição em Husserl.

Intenção de significação p. 93-97.

O mero apontar, indicar algo, sem ver, sem intermédio de imagens mentais.

Logos, atos de expressão diferentes de atos signitivos.

Diferença entre apontar e alcançar na intuição. Só aqui o objeto é dado.

Aclarar um objeto mediante atos meramente signitivos = mera indentidade.

Atos significativos na percepção, na intenção categorial, (pensamento no amplo sentido)


intenção por algo que não está dado, embora não precise se completar.

O objeto dos atos é o mesmo, o que muda é seu modo de dar-se.

Conhecimento: ato signitivo + ato intuitivo. (ambos são intencionais e imanentes, são atos da
consciência).

Intuição p. 97-102

Percepção, imaginação,memória: não no sentido de imediato e anterior a qualquer trabalho


do espírito (?). o que caracteriza a intuição é que nela o objeto se dá a si mesmo, está
presente.

Sensações e representações/fantasmas: mistura, conteúdo intuitivo do ato. Graus de


plenitude.

p. 100: indica onde ver matéria e qualidade (sentido e tese).

Um ato signitivo precisa de uma base intuitiva que o desperte.

Forma de representação: representante e matéria do ato intuitivo (passagem difícil).

Verdade p. 102-104

Objetos e matérias idênticos

Preenchimento a partir da plenitude. Variação da plenitude, variação do preenchimento.

Percepção adequada.

Toda discordância, não preenchimento, se dá sobre a base de um preenchimento parcial.


Mesmo a dicordancia é conhecimento..

Evidencia como consciência da relaização ou não do preenchimento.

Definição de evidência: uma intencionalidade em que o que era meramente significativo se dá


na intuição no modo como era significado. (critério de verdade, verdade como concordância
ainda).

Evidência é acesso ao ser, não há nada por trás...daí a solução de Husserl de que duas pessoas
não podem ter evidências distintas.

Estado de coisas e categorias. 104-106.

O que é intencionado pelo juízo, seu objeto intencional, contendo elementos categoriais.
A forma categorial é indiferente a matéria que ela enforma: a casa é a azul. O é não tem
nenhuma relação com o objeto casa azul. Não é nem o predicado real do objeto, nem o
resultado de uma reflexão sobre a consciência. Ela é a estrutura ideal do objeto.

Diferença de formas categoriais e essências.

Intuição categorial. p. 107-112

Há formas categorais meramente intencionadas e outras que se dão intuitivamente,


preenchendo as primeiras.

Intuição: sensibilidade (percepção sensível, intuição sensível) + entendimento (intuição


categorial).

O caráter simples da intuição sensível.

O caráter fundado da intuição categorial ( que inclui em si os objetos do ato sobre o qual se
baseia).

O caráter fundado da intuição eidética (que não inclui em si os objetos do ato sensível sobre o
qual se baseia).

Uma nova objetividade, que não estava no sensível e que não afeta a primeira.

Intuição- história da verdade. 113 /14.

A questão da adequação, a solição kantiana: os princípios do juízo são os mesmos do ser, só


assim pode haver concordância entre juízo e coisa. o seu âmbito transcendental.

Correspodência e intuição como sua base p.118/9

p. 121-123...

o ser em Husserl, nem idealismo, nem realismo...

matéria do ato (investigações) é núcleo do noema (em ideias)

noema: modo de dar-se do abjeto e de aparecer.

Qualidade do ato, modo em que ele dá o objeto, como imaginado, percebido etc.

84-85, qualidade.

Matéria é representação em investigações lógicas.


Texto em inglês: intencionality

Tese do caráter objeto-independente do ato intencional

Tese do caráter concepção-dependencia do ato intencional.

O que faz um ato mental ser intencional é seu conteúdo, não seu objeto.

Conteúdo= matéria +qualidade.

Matéria: referência e sentido. (o quê e o como).

Página 9.

É a matéria, e não seu objeto, que dá ao ato, seu caráter intencional, o caráter de ser sobre
algo....mas como?

Noesis/noesis (PL) – parte interpretativa, doadora de sentido de um ato.

Noema/noemata (PL) - sentido do objeto

Ambos são conteúdos dos atos. Nenhum é o objeto.

Conteúdo real de um ato: seus componentes particulares e irrepetíveis? Tem qualidade e


matéria.

Conteúdo intencional: a estrutura ideal que pode ser compartilhada por vários atos. Tem
qualidade e matéria

Noesis – conteúdo real.Tem qualidade (caráter tético, define o tipo de ato). Matéria –
componente doador de sentido.

Noema – conteúdo intencional. Tem qualidade (caráter tético, define o tipo de ato).
Componente sentido (qual objeto/como), entidade ideal.

Em Husserl, a referencialidade da linguagem não depende de objetos e sim de sentido.

4 características do sentido noemático em comparação com o sentido linguísitco. É o sentido


de um ato que lhe dá seu caráter intencional, assim como é o sentido de um termo que lhe
permite fazer referência a algo. Um ato é intencional porque a noesis do ato dá a ele um
sentido, um sentido-noemático. É o sentido que permite o ato ou o termo referir-se
presisamente aquele objeto e não a outro. O sentido é independente do objeto, mesmo que
este não exista, o termo continua tendo referência e o ato continua sendo sobre algo.
Diferentes sentidos podem determinar o mesmo referente de diversos modos.

A diferença: expressões linguísticas não podem dar sentido a si mesmas. Nós é que damos.

No caso dos atos, o sentido é dado desde dentro, pela noesis.