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WAYNE T.

ADAMS
Ex-Grão-Mestre da Grand Lodge of Maine (Anciente, Free and Accepted Masons), USA.

O MANUAL DE HIRAM

Um Guia para o Venerável Mestre

Tradução e Anotação do original “Hiram’s Handbook – A Presiding Master’s Ready Reference”


por
Antonio Conehero Júnior

2005

SUMÁRIO DESTA OBRA 


(PÁGINAS 191/197) 
 
NOTA PRELIMINAR

Navegando pelos websites das Grandes Lojas dos Estados Unidos da América verifiquei a
preocupação de muitas delas no sentido de capacitar e habilitar aqueles Irmãos que pretendem
assumir a direção de Lojas Maçônicas. As Obediências Norte-Americanas têm plena convicção
de que cabe a elas cuidar para que suas Lojas sejam conduzidas por Maçons bem preparados para
o difícil exercício do cargo de Venerável Mestre. Assim, além de exigir dos candidatos a
Venerável Mestre conhecimento maçônico e domínio do ritual e da legislação, as Obediências
promovem cursos e editam manuais visando a dar noções básicas de liderança, gerenciamento,
organização financeira, e a apresentar modelos e exemplos práticos de como manter os Irmãos
motivados e fazer com que a Loja seja não apenas um local agradável de convivência fraterna,
mas também um importante núcleo de atividades em benefício das comunidades onde estão
inseridas.
É com essa finalidade que a Grande Loja do Maine (A. F. & A. M.) mantém disponível em seu
website o presente manual escrito pelo Respeitável Irmão Wayne T. Adams, ex-Grão-Mestre
daquela Grande Loja. “Hiram’s Handbook – A Presiding Master’s Ready Reference” foi feito
para os Maçons daquela Grande Loja, mas fornece preciosas lições aplicáveis a qualquer Loja
Maçônica do Mundo. Na literatura maçônica brasileira não existem muitas obras sobre esse
importante assunto, de modo que os Irmãos que assumem o primeiro malhete em suas Oficinas
quase sempre exercem o cargo baseados em pura intuição, tendo muitas vezes como únicos
parâmetros para suas decisões somente as próprias experiências pessoais e a experiência
daqueles que os antecederam. Tamanha dose de empirismo nem sempre produz resultados
satisfatórios. Quase nunca há o estabelecimento de objetivos e metas para as Lojas. Dificilmente
se vê a elaboração prévia de um calendário de eventos, a aplicação de regras básicas de
administração e de controle de qualidade, e não há planejamento financeiro consistente. Falta
comunicação. Muitos Oficiais e membros das Comissões, por não receberem instruções
adequadas que levem ao conhecimento de seus deveres, simplesmente deixam de atuar, ou atuam
mal e falham na execução de suas funções. Muitas Lojas sofrem quando são mal geridas. Uma
Loja pode até mesmo abater colunas por não suportar uma prolongada sucessão de Veneráveis
Mestres despreparados.
Vendo esse triste quadro decidi traduzir o Manual do Irmão Wayne Adams. Fui prontamente
atendido pelo Irmão Hollis Dixon, Eminente Grande Secretário da Grande Loja do Maine, que
me colocou em contato com o autor, o Irmão Wayne Adams. Este se mostrou muito interessado
na possibilidade de uma edição brasileira de seu livro e não apenas concedeu imediatamente a
permissão para a tradução e edição de seu Manual, como também redigiu o prefácio da edição
brasileira que o leitor encontrará logo à frente.
No trabalho de tradução procurei preservar ao máximo as expressões e a forma de construção do
pensamento do autor. Sempre que julguei necessário dar alguma explicação ou informação
adicional, o fiz por meio das notas de rodapé. Portanto, todas as notas de rodapé existentes ao
longo do texto são notas do tradutor. Assim agi tanto para não incorrer na crítica muitas vezes
dirigida aos tradutores – ​traduttore, traditore​ (tradutor, traidor) – quanto para fazer com que o
Manual de Hiram, além de cumprir a missão para a qual foi originariamente escrito, também
proporcionasse ao Maçom brasileiro uma visão da Maçonaria nos Estados Unidos da América.
Sinceramente esperamos que “O Manual de Hiram – Um Guia Para o Venerável Mestre” possa
ser uma ferramenta útil aos Irmãos brasileiros, que nos ajude a melhorar nossas Lojas e que
desperte o interesse pela busca do conhecimento da Maçonaria nos inúmeros países nos quais ela
pode ser encontrada na atualidade.

Antonio Conehero Júnior Tradutor.


PREFÁCIO DA EDIÇÃO BRASILEIRA

Festa de São João


Junho de 2005

Irmãos,

Há muitos anos eu via a necessidade de um livro de consulta simples que fornecesse aos
Veneráveis Mestres das Lojas a informação básica de que precisavam para dar resposta rápida e
efetiva às situações que certamente enfrentariam durante seu mandato. “O Manual de Hiram” foi
desenhado para lhes dizer como fazer muitas das coisas que eles deveriam executar para
melhorar a administração de suas Lojas.
Este simples manual foi distribuído aos Veneráveis Mestres de cada uma das 193 Lojas do
Estado do Maine. Ele foi bem recebido, e nosso Grão-Mestre, subseqüentemente, decidiu que o
manual todo seria posto no ​website​ de nossa Grande Loja, para que estivesse disponível a todos.
Eu fiquei surpreso e um pouco lisonjeado quando o Irmão Antonio Conehero pediu permissão
para traduzir “O Manual de Hiram” para o Português. A permissão, prontamente concedida, foi
seguida de uma animada troca de correspondência, por meio da qual o Irmão Conehero se
empenhava para compreender o alcance de muitos dos termos e costumes que são específicos de
nossa Constituição do Maine, e se esforçava para adaptá-los e torná-los relevantes para a
Maçonaria Brasileira.
Agradeço ao Irmão Conehero por seu trabalho e espero que sua tradução e adaptação possam ser
úteis aos Veneráveis Mestres das Lojas Brasileiras, em seus esforços para conduzir homens bons
das trevas para a luz.
Sempre a serviço da Arte Real,

Wayne T. Adams
Ex-Grão-Mestre dos Maçons no Maine
“O MANUAL DE HIRAM – Um Guia para o Venerável Mestre”

Ir. Wayne T. Adams


Loja Arundel n. 76
1997

AGRADECIMENTOS

Gostaria de agradecer a todas as pessoas que me ajudaram na preparação deste Manual. Algumas
seções como “Como Manter Novos Membros Envolvidos” são somente minhas. Outras seções
vieram inteiramente de outros, como a carta para as esposas de novos Maçons que foi escrita
pelo Ir. Alan J. Morgan. Todos esses itens estão adaptados para o Maine e para nosso uso, mais
particularmente a série de itens escrita pelo Ir. Thomas Ard da Grande Loja da Califórnia.
Agradeço aos Irs. Walter Macdougall, Brian Paradis e Norris Dwyer por suas sugestões que
muito melhoraram este manual. E finalmente, eu agradeço a minha secretária, Karen Schiegel,
que silenciosamente vai se instruindo sobre a Maçonaria no Maine.

INTRODUÇÃO
Este Manual é parte de um projeto do Comitê de Educação Maçônica e Serviço das Lojas para
disponibilizar à Ordem tanto novos materiais quanto materiais que foram publicados no passado,
mas se tornaram obsoletos. “O MANUAL DE HIRAM – Um Guia para o Venerável Mestre” é
um complemento para “O BOLETIM DE HIRAM DRUMMOND”. O “Boletim” é um guia de
planejamento para os Primeiros Vigilantes se prepararem para seu ano no Oriente. Este livro, por
sua vez, é uma ferramenta especialmente preparada para o Venerável Mestre que pretende ser
um líder inspirado e um eficiente administrador. Uma vez que cada Loja é diferente e que cada
Venerável Mestre é único, o material aqui apresentado não foi projetado como um modelo a ser
imposto, mas como uma sugestão para consideração e adaptação, estudo e reflexão.
Compartilhe-o com seus Oficiais. Mantenha-o sempre à mão em sua pasta de documentos.

CONTEÚDO

Seção 1​ – Como ser um bom líder


Seção 2 ​– Como estabelecer suas metas e objetivos
Seção 3​ – Como organizar os recursos financeiros de sua Loja
Seção 4​ – Como preparar o orçamento de sua Loja
Seção 5​ – Como formar uma equipe
Seção 6 – Como fazer para que seus Oficiais trabalhem com instruções adequadas (Sugestões de deveres para os
Oficiais da Loja)
Seção 7​ – Como ter novos membros envolvidos em sua Loja
Seção 8​ – Como se comunicar de modo eficiente
Seção 9​ – Como escrever uma boa carta
Seção 10​ – Como tornar seu boletim mais interessante
Seção 11​ – Como montar um plano de alerta telefônico
Seção 12​ – Como fazer uma boa reunião
Seção 13​ – Como receber o Delegado Distrital
Seção 14​ – Como preparar programas interessantes
Seção 15​ – Como organizar as atividades da Loja
Seção 16​ – Como realizar um bom evento
Seção 17​ – Como organizar uma “Noite da Amizade”
Seção 18​ – Como recorrer à Fundação Maçônica de Auxílio
Seção 19​ – Como conduzir pompas fúnebres maçônicas
APÊNDICES

A​ – As Regras de Ordem de Robert


B ​– Lista de checagem
C​ – Recursos para programas
D​ – Modelo de orçamento

SEÇÃO 1

COMO SER UM BOM LÍDER

INTRODUÇÃO

“Eu agora declaro devidamente instalados os Oficiais da Loja Boaz n. 59”. As palavras da
cerimônia de instalação ainda soam em seus ouvidos. Você terá dito que a honra, reputação e
utilidade de sua Loja dependem de sua habilidade para administrá-la. Você está preparado? Nos
anos seguintes sua fotografia na sala dos passos perdidos trará à mente o trabalho de um líder ou
a memória de um incompetente zelador?
Você tem uma oportunidade de deixar um exemplo para outros seguirem. A escolha é sua. Tenha
em mente que sua Loja não é governada por um manual de instruções: somente o Venerável
Mestre possui tal autoridade e essa pessoa é você. Faça valer cada momento e que todos a seu
redor tenham sucesso. Este é o seu ano. Como ele será lembrado?

PRINCÍPIOS DE ADMINISTRAÇÃO

Organizações grandes e pequenas, governamentais e privadas, fraternais e corporativas, operam


com sucesso tão somente porque dão atenção às necessidades, aspirações e interesses das
pessoas. Organizações bem sucedidas, sejam fraternais ou corporativas, trilham seu sucesso de
forma diretamente proporcional à quantidade de interesse que demonstram pelas pessoas a quem
servem.
Quando foi a última vez que você voltou a um restaurante que tenha proporcionado um serviço
ruim ou servido uma refeição abaixo do padrão, considerando o alto preço que você pagou?
Você voltaria a um estabelecimento comercial que tenha demonstrado falta de interesse por seu
negócio ou lhe vendido um produto de qualidade inferior? O mesmo vale para sua Loja. A
atenção que você dará ao “cliente” – os Irmãos, suas famílias e a comunidade –, irá dizer se sua
gestão será um sucesso ou um fracasso.

1. Suas refeições são bem preparadas, atrativas e servidas pontualmente?


2. Sua Loja é limpa e arrumada, e reflete a beleza que nosso ritual prescreve?
3. Cada Irmão e sua família são recebidos de um modo que reflita o amor fraterno que deve
imperar em nossa Ordem?
- Você e sua Loja estão preenchendo as necessidades e aspirações de cada Irmão?

Se a resposta é não, então você não está cuidando daquele importante aspecto de toda
organização bem-sucedida – o “serviço ao cliente”. Você agora é o proprietário de um negócio
há muito constituído. Pense por um momento – quais serviços você e sua empresa podem
proporcionar para atrair atuais e futuros clientes de volta a seu estabelecimento comercial?
Muitas vezes nos esquecemos de que as pessoas fazem as organizações. Não são os trabalhos
escritos, o bonito ritual, a apresentação de gráficos caprichados, ou elaborados organogramas. Os
princípios de administração deste capítulo auxiliarão você a administrar sua Loja com adequado
gerenciamento de pessoas.

AUTORIDADE ​vs.​ LIDERANÇA

Há somente um Venerável Mestre numa Loja, somente uma autoridade e somente um líder. A
Constituição e regulamentos da Grande Loja do Maine expressamente delegam plena autoridade
ao Venerável Mestre para governar a Loja de acordo com as Leis. Noutras palavras, meu Irmão,
você é o chefe, o líder e o gerente. Mas espere!
Nossa Constituição e regulamentos, e nossos usos e costumes, integram nossa estrutura de
liderança. Pela Lei Maçônica e pelos costumes nós outorgamos ao Venerável Mestre especial
autoridade e grande respeito. O Venerável Mestre sensato não deixará que isto lhe suba à cabeça.
Ele sabe que não pode usar seu malhete de forma arbitrária, mas deve trabalhar constantemente
para inspirar e encorajar sua equipe, unindo-a em torno de uma meta, e ajudando-a a atingi-la.
A liderança existe em toda Loja. Em alguns casos a liderança é exercida pelo Venerável Mestre.
Noutros, ao contrário, o Venerável Mestre recua e não exerce sua liderança, permitindo que
outros, como os Ex-Veneráveis ou Secretários, empunhem um malhete invisível. Em Lojas
bem-sucedidas o Venerável Mestre faz sua parte. Nas Lojas malsucedidas, outros preenchem o
vácuo. Como será durante seu ano? Você fará sua parte ou se sentará regiamente no Oriente,
apenas empunhando o malhete e permitindo que outros assumam a legítima autoridade que você
abandonou? O símbolo do poder está em suas mãos. Empunhe-o com discrição, cortesia, e acima
de tudo, com amor fraterno. Nunca se esqueça de que você tem em suas mãos a oportunidade de
liderar os Irmãos de sua Loja e de administrar os negócios desta. A forma como você aproveitará
essa oportunidade determinará o sucesso ou fracasso de seu ano no Oriente. E é indesculpável
que permita que um vácuo de liderança venha a ocorrer.

A RESPONSABILIDADE É TODA SUA

Harry S. Truman 1​​ , ex-Grão-Mestre do Missouri, orgulhosamente exibia uma placa em sua mesa
no Escritório Oval que de modo sucinto descrevia o termo ‘responsabilidade’. Nela se lia “a
responsabilidade para aqui” 2​​ . Aquela placa mundialmente famosa é, de forma simbólica,
permanentemente exibida a todos os Irmãos, silenciosamente postada sobre o ​podium​ do
Venerável Mestre, em frente ao Trono de Salomão. Você não pode fugir dela; ela não pode ser
jogada fora; ela não pode ser destruída, ou posta nas mãos de qualquer outro Irmão. Não importa
que você se esforce muito para se livrar dela, “a responsabilidade para aqui” é aquela sombra
proverbial que nunca desaparecerá. Ela é sua e somente sua.
Muitos se dispõem a receber o mérito por aumentar o número de membros, por uma ritualística
excelente, uma bela Loja e uma boa participação dos Irmãos em todas as atividades. Porém,
poucos partilharão a responsabilidade pelas falhas. Você, como Venerável Mestre, não poderá
fugir da responsabilidade por aquilo que ocorrer durante seu ano. Os Irmãos sabem disso. Eles
têm ouvido o Venerável Mestre dizer: “Eu gostaria de agradecer aos Irmãos pela confiança que
depositaram em mim. A autoridade do primeiro malhete está em minhas mãos durante este ano
Maçônico. Eu assumo total responsabilidade pela liderança e gerenciamento desta Loja. Eu
recebo o crédito para as coisas que virão, e eu levarei o peso da culpa por tudo aquilo que não
correr bem. Meus Irmãos, eu sei que ‘a responsabilidade para aqui’ ”.

MONTANDO SUA EQUIPE

“Dar aos Oficiais instruções adequadas para o trabalho”. Quantas vezes você escutou esse dever
essencial do Venerável Mestre ser proclamado na abertura e no encerramento de cada sessão? 3​
Aquelas não são meras palavras vazias exigidas pelo ritual. Elas descrevem uma função de
liderança essencial para o sucesso de sua Loja.
Nenhum homem pode, sozinho, executar cada tarefa necessária à construção de uma Loja
vibrante e progressista. A montagem da equipe é o processo em que você, como Venerável
Mestre, monta, molda e dirige um grupo de participantes trabalhando em diferentes tarefas que
visam a uma meta comum e bem definida.
Os Oficiais da Loja e os demais membros do Quadro são sua equipe. Muitos membros estão em
casa, na condição de reserva inativa. Outros membros integram a reserva ativa, sentada nas
linhas laterais, aguardando, prontos para se envolver no trabalho. Os Oficiais, sua “linha de
frente”, estão na trincheira do dia a dia. A equipe bem-sucedida emprega cada uma dessas
categorias de participantes de forma plena. Os times malsucedidos deixam de lado muitos
jogadores e, assim, não importa quão hábil seja o atacante, sofrem as conseqüências. Revise sua
equipe, enumere os serviços que são necessários, e peça a cada um de seus membros para se
desincumbir de uma atribuição. Então, dê a eles “instruções adequadas para o trabalho” e
deixe-os prosseguir em suas tarefas.
Cada jogador e cada membro da reserva ativa, e mesmo aqueles da reserva inativa, devem estar
completamente informados sobre o que é preciso fazer (cruzar a linha do gol); como será feito (o
jogo); e como será o trabalho (quem bloqueia e quem conduz a bola). Para que o jogo seja um
sucesso, cada participante deve conhecer o objetivo, concorrer para se atingir a meta e ter ciência
dos deveres e responsabilidades de cada membro da equipe.
Como atacante você pode fazer muitos gols, mas nunca se esqueça de, simbolicamente, levar
seus reservas para jantar e de mostrar a eles seu apreço por seus esforços. As fotos dos reservas
poderão nunca chegar às capas das revistas de esportes, mas eles ficarão satisfeitos com seu
sucesso e estarão sempre prontos a contribuir com mais.

COMO DELEGAR

A delegação de autoridade e responsabilidade para completar tarefas é um princípio de


administração que assegura que todas as tarefas, grandes ou pequenas, serão concluídas de
acordo com o planejamento. Como Venerável Mestre você deve utilizar ao máximo os recursos
humanos disponíveis: a reserva inativa, a reserva ativa e a linha de frente.
A perfeita e eterna frase “Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos abrirão” é a que
melhor expressa o princípio da delegação. Peça a um Irmão que cumpra uma tarefa; dê a ele a
autoridade e os recursos necessários para cumprir sua missão, faça-o se sentir responsável por
um bom resultado e mantenha supervisão constante para ter certeza de que ele está no caminho
certo. Se ele procede conforme o plano, deixe-o sozinho. Se ele não está realizando a tarefa, dê a
ele alguma ajuda ou encontre outra pessoa para conduzir a bola.
Aqui vão alguns elementos essenciais para serem lembrados quando você delegar:
A – Você pode delegar autoridade, mas, como Venerável Mestre, será o responsável pelo
produto final. Você não pode apontar o dedo e dizer “mas eu pedi a ele para fazer isso”. Os
Irmãos da reserva ativa simplesmente balançarão suas cabeças. Eles sabem quem é o responsável
e quem não cuidou dos detalhes.
B – Seja breve e facilite as coisas: Explique em termos simples o que precisa ser feito. Talvez
você possa dar algumas idéias, mas respeite a habilidade dos outros para o trabalho. As pessoas
podem se ressentir quando recebem uma tarefa e lhes dizem exatamente como deve ser
executada. Logo estarão pensando “se queria que fosse feito do seu jeito, por que não fez ele
mesmo”.
C – Discuta o projeto e suas especificações para determinar quais recursos humanos, materiais e
financeiros serão necessários para completar adequadamente a tarefa. Cada tarefa a ser executada
exige recursos. Alguns trabalhos não poderão ser executados sem ferramentas adequadas. Então,
converse com sua equipe, providencie as ferramentas apropriadas, e coloque-a para trabalhar.
D – Estabeleça limites de tempo realistas para cada fase da tarefa. Você não deve esperar que
tarefas complexas sejam concluídas “ontem”, mas também não pode permitir que o trabalho se
estenda indefinidamente. Lembre-se de que o trabalho deve ser executado conforme o tempo
disponível. Então seja razoável, mas também firme, com a quantidade de tempo que você
reservará para uma tarefa. A natureza humana exige o estabelecimento de prazos finais. De outro
modo a procrastinação o levará às dificuldades de última hora e à possibilidade de falha.
E – Supervisione continuamente a execução da tarefa delegada para verificar seu progresso ou
eventuais problemas que possam surgir. Se esperar até o último dia você corre o risco de se ver
sem tempo para completar a tarefa de forma adequada.
Elogie e dê reconhecimento público a todos aqueles que tenham completado com sucesso as
tarefas que lhes foram designadas. Não importa que se trate de uma tarefa pequena. Todos
gostam de ser reconhecidos por sua contribuição. Os que receberem reconhecimento adequado
logo serão voluntários novamente, e aqueles que presenciaram os elogios desejarão um pouco de
ação. Lembre-se: o mel, não o vinagre, atrai as abelhas operárias.

SUPERVISÃO

Como Venerável Mestre você desenvolverá metas e objetivos, formulará planos e delegará sua
execução a outros. Entretanto, exercer controle sobre esses esforços é indispensável para garantir
sucesso. As pessoas a quem você delega tarefas são como um grupo de cavalos puxando uma
carroça cheia de coisas. Se todo o projeto for levado somente por aqueles que puxam a carroça,
sua carga (as metas) pode chegar a um destino diferente, sofrer atrasos ou jamais deixar a
cocheira onde os cavalos permaneceram comendo aveia. Todo projeto requer um líder (o
Venerável Mestre) que segure as rédeas, use a espora, e faça a carroça virar à esquerda, à direita,
ou parar quando necessário. O Venerável Mestre deve, continuamente, verificar se os cavalos são
fortes o bastante e se estão em número suficiente para puxar a carga. Além disso, quando os
problemas surgirem, ele deve saber quando desmontar, colocar seus ombros na roda e ajudar a
empurrar a carroça pelo morro íngreme.
Cada projeto exige um líder que use seu prestígio e autoridade, quando necessário, para manter a
carroça na trilha. As rédeas estão em suas mãos. Use-as somente quando necessário. Se seu
projeto tem problemas ou desviou-se da trilha, puxe suavemente as rédeas levando-o de volta à
estrada. Nunca use seu chicote ou empurre de modo áspero, pois sua equipe pode se frustrar e
interromper a marcha. Expedir instruções apropriadas no início e regularmente supervisionar por
contato pessoal ou por telefone, é tudo o que você precisa para controlar sua equipe e determinar
se você tem bons cavalos e se eles são fortes o bastante para levar a carga.

TREINANDO SEUS OFICIAIS

“Ontem eu não sabia soletrar ‘Venerável Mestre’ e hoje o Venerável sou eu”. Esta simples
afirmação lamentavelmente ilustra o dilema em que muitas Lojas se encontram quando o líder
eleito negligencia ou falha ao expor e treinar os Oficiais mais novos no que diz respeito aos
deveres e responsabilidades que terão quando chegar a hora de cada um deles assumir o primeiro
malhete. A Maçonaria atrai “homens bons de todos os níveis sociais”, “o alto e o baixo, o rico e
o pobre”. De um lado, as diferentes origens de nossos membros proporcionam uma rica mistura
de diversas experiências e opiniões. De outro, poucos, sem prévio treinamento e orientação,
possuem conhecimento e experiência para ter sucesso no Trono de Salomão.
Enfrentando a crítica realidade de que poucos de nós estão previamente qualificados para ocupar
o cargo de Venerável Mestre, devemos dar a oportunidade de se iniciar o longo processo de
preparação, treinamento e orientação, necessário para qualificar nossos Oficiais para a liderança
futura.
“Eu me sinto como um cogumelo! Mantido no escuro com bastante fertilizante”. Esta atitude
comum, que tem prevalecido entre nossos Oficiais mais novos, você deve entender, atacar e
eliminar. Cada Loja e todos os membros devem considerar o fato de que, entre os que ingressam
na linha de sucessão​4 não há quem se encontre totalmente preparado para assumir o primeiro
malhete.
Um bom Venerável Mestre treinará seus Oficiais tanto para a liderança quanto para a ritualística.
A frase sempre repetida – “quando você finalmente aprender o trabalho, seu ano como Venerável
Mestre terá terminado” – deve ser retirada de uso. Os benefícios desse treinamento serão
substanciais para você e sua Loja.
Como em toda profissão, aqueles que são adequadamente treinados executam suas tarefas num
nível crescente de competência, resultando em desenvolvimento da Loja e satisfação dos Irmãos.
Além disso, o treinamento adequado pode encorajar alguns reservas a fazer uma transição,
passando das linhas laterais para as cadeiras dos Oficiais.
De quem é a responsabilidade? Não é da Grande Loja. Também não é responsabilidade do
Delegado Distrital​5 ou dos ex-Veneráveis. Cada Venerável Mestre é inteira, total e
completamente responsável por assegurar que os Oficiais serão preparados para assumir com
competência os deveres e responsabilidades dos cargos que ocuparão, antes de serem instalados
no Trono. Em termos simples, você e seus Oficiais deverão estar em forma para o momento em
que a primeira bola for arremessada.
Seguem algumas sugestões úteis para um programa de treinamento dos Oficiais:
1. Prepare e distribua aos Oficiais a descrição dos deveres e responsabilidades de cada cargo.
Marque datas limites para que cada Oficial desempenhe suas funções com proficiência.
2. Faça, com freqüência, reuniões com os Oficiais, informando os métodos e as razões de todas
as suas decisões e ações, e peça o apoio deles.
3. Use a tática do “Big Brother” ou “Mentor”, delegando a cada Oficial a responsabilidade de
treinar nos deveres de seu cargo aquele que o ocupará no próximo ano.
4. Peça a cada Oficial, aos presidentes de comissões, ao Tesoureiro e ao Secretário que
expliquem as funções de seu cargo e o modo como eles executam suas tarefas.
5. Permita que cada Oficial efetivamente exerça os deveres de seu próximo cargo 6​ quando
estiver qualificado.
6. Obtenha, distribua e discuta o material de instrução disponibilizado pela Grande Loja e faça
com que seus Oficiais freqüentem as aulas de treinamento da Academia de Liderança e do
Comitê de Educação Maçônica 7​​ .
7. Organize uma visita dos Oficiais e demais membros do Quadro à sede da Grande Loja. Se sua
Loja ficar a uma distância razoável, use o dia não somente para ver o bonito templo, mas
também para conhecer os amplos recursos disponíveis, que podem ser usados por você, seus
Oficiais e sua Loja. Se você vem de muito longe, aproveite a ocasião da Reunião Anual 8​ para
essa experiência educativa. Os funcionários são amigáveis, corteses, e sempre dispostos a ajudar
você de toda maneira possível.
8. Prepare seus Oficiais para ocupar o próximo cargo não somente no tocante à ritualística, mas
também nas demais responsabilidades.
9. Dê conhecimento de seu programa de treinamento de Oficiais aos demais membros do
Quadro. Um Irmão que de outra forma poderia estar relutante em assumir uma posição de
liderança pode dar um passo à frente ao ver que há um programa para melhorar suas habilidades,
e que não estará sozinho se assumir maiores responsabilidades. Lembre-se sempre daqueles
importantes princípios que nós previamente apontamos. Planejar, organizar, informar, delegar e
supervisionar são vitais na implementação de um programa de treinamento de Oficiais.

FAÇA SUA LOJA SER CONHECIDA

“Os Maçons se reconhecem por certos...”


Internamente, nós temos um conjunto muito bom de sinais de reconhecimento, alfinetes de
lapela, anéis, etc. Entretanto, não temos feito um bom trabalho para nos tornar conhecidos nas
comunidades onde vivemos. Durante nossos melhores anos, entre 1940 e 1950 9​​ , isso era fácil. A
maior parte dos líderes cívicos, profissionais e de negócios eram membros de nossa fraternidade.
Lamentavelmente, este não é mais o caso. Devemos fazer um esforço sólido e concentrado para
divulgar nossos princípios e pontos de vista nas comunidades onde vivemos. Ninguém fará isso
por nós. Cada comunidade é única e, portanto, diferentes estratégias devem ser empregadas.
Simplesmente não há desculpa por nos isolarmos em nossos templos enquanto a comunidade
rodopia a nossa volta.
Uma de suas metas deve ser a de melhorar o conhecimento público acerca de sua Loja e da
fraternidade Maçônica. Os meios de que você dispõe para alcançar essa meta são limitados
apenas por sua imaginação. Veja o calendário de sua comunidade e decida como você e sua Loja
poderão se tornar parte vital das atividades planejadas. Sua única limitação consiste em solicitar
à comunidade fundos para uso interno da Loja. Barracas de informações em festivais,
participação em desfiles, comparecimento em igrejas locais, grupos comunitários e clubes de
serviço são apropriados. Cada vez que você for a um desses locais, convide alguém para vir à
Loja como visitante ou para fazer uma palestra. Estes são apenas alguns exemplos dentre
milhares de possibilidades. Sua primeira tarefa será fazer sua equipe pensar e trabalhar num
programa para aumentar o conhecimento público a nosso respeito.

GERENCIANDO SEU ATIVO MAIS VALIOSO: O TEMPO

Agora o chapéu está bem firme em sua cabeça 10​​ , o malhete em sua mão, e você está pronto para
governar a Loja durante seu ano Maçônico 11​ ​ . 365 dias, 8760 horas e 585.600 minutos estão
disponíveis para seu uso. Suas comissões estão formadas, a programação preparada e os Oficiais
e membros aguardando no Templo. A questão persiste: “Como poderei completar tudo aquilo
que necessariamente deve ser feito no curto espaço de tempo de um ano?”. O tempo, seu mais
valioso recurso, pode ser desperdiçado sem esperança de recuperação, ou administrado
eficientemente e efetivamente usado.
Se de um lado é necessário tempo para completar as tarefas de seu mandato Maçônico, ​i.é​, as
sessões da Loja, as iniciações, elevações, exaltações, etc, de outro você pode exercer pleno
controle sobre seu tempo. Tenha em mente que a cada hora desperdiçada você tem uma hora a
menos para atingir suas metas. E cada hora efetivamente utilizada é um degrau a mais para
melhorar sua Loja. A escolha é sua. Como você administrará seu recurso mais valioso?

A. Seja Mestre de sua agenda

Tenha em vista que é o seu tempo que você está gastando, e que você tanto pode mandar nele
quanto deixar que ele mande em você. Seu ano poderá ser uma experiência gratificante, ou uma
exaustiva provação. A diferença está no modo como você administrará seu tempo. A seguir
temos algumas idéias úteis que o ajudarão a transformar seu tempo e a concluir suas metas com
êxito.

B. Economizadores de tempo

Cada um de nós tem compromissos valiosos com a família e o trabalho, e que devem ser
previamente satisfeitos de modo a restar tempo para a Loja. Para tirar plena vantagem de cada
hora é essencial que você avalie suas rotinas de trabalho e elimine aquelas atividades que são
improdutivas e desperdiçam seu valioso tempo. Elimine os desperdícios de tempo e utilize as
dicas seguintes para incrementar sua produtividade.
1. Reserve uma parte de cada dia estritamente para tratar dos negócios da Loja. Nessas horas
previamente agendadas você produzirá mais do que em horas aleatoriamente empregadas.
2. Escolha um lugar tranqüilo para trabalhar e não atenda a telefonemas, não receba visitas, nem
permita outros tipos de interrupção. Peça a sua mulher que mantenha as crianças em silêncio, que
atenda o telefone e anote os recados. Proteja seu tempo.
3. Informe a seus Oficiais e aos membros da Loja sobre sua agenda, para que não o incomodem
quando estiver ocupado. Eles também poderão cooperar reduzindo o potencial de interrupções
durante seu período de trabalho.
4. Reserve um dia para listar as tarefas importantes num bloco de anotações do tipo “coisas para
fazer hoje”, que pode ser comprado em qualquer papelaria. Durante aquele horário diário que
você reservou, comece pela tarefa número 1 e concentre-se nela até que tenha terminado. Revise
suas prioridades e então inicie a tarefa número 2. Faça disso um hábito de trabalho diário e você
atingirá metas que pareciam fora de seu alcance, e ainda terá tempo extra para outras importantes
tarefas.
5. Todos os seus telefonemas devem ser breves; vá direto ao ponto, e trate exclusivamente de
negócios. Use outro tempo para conversar com os amigos ao telefone. Sua agenda prescreve
somente trabalho para esse período.
6. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. Aqueles que habitualmente procrastinam
estão propensos a interrupções. Pegue uma tarefa difícil, estabeleça as prioridades e o limite de
tempo, e mantenha o foco no problema até que ele esteja resolvido.
7. Não seja perfeccionista: se esperar até que esteja absolutamente seguro sobre todos os
aspectos, você nunca terminará coisa alguma.
8. Aprenda a dizer não. Você não pode fazer tudo para todos. Muitas atividades estão na
categoria “boas de fazer, mas não essenciais”. Não perca tempo em esforços estranhos a seus
objetivos. É muito mais fácil dizer apenas ​não do que desperdiçar tempo em atividades
improdutivas.
9. Decida! Adiar uma decisão não facilitará a solução. Enfrente o problema, tome sua decisão e
parta para outro assunto. Não perca tempo relutando em tomar uma decisão.
10. Uma atitude do tipo “eu mesmo faço isso” levará você a perder tempo em tarefas menores,
que poderiam ser bem executadas por outros. Decida o que é importante que você faça e o que
pode ser delegado a outros. Como Venerável Mestre não perca tempo com coisas menos
relevantes. As coisas importantes serão suficientes para você.
11. Preserve os compromissos. Não permita que reuniões não agendadas ocorram durante o
tempo que você tem para confraternizar com os Irmãos. Esses momentos devem ser usados para
relaxar e cultivar a amizade, e não para tratar de negócios. Se você se sentir pressionado,
simplesmente reconheça que o Irmão tem uma questão importante e marque uma reunião para,
juntos, tratar do assunto, ou apenas converse com ele depois, por telefone. Isso fará com que ele
se sinta prestigiado, e você não perderá o tempo que havia destinado aos outros.

12. Avalie constantemente seu modo de usar o tempo. A maioria dos especialistas em
administração de tempo recomenda a manutenção de um registro das atividades para que se
possa avaliar exatamente como seu tempo vem sendo usado, e então promover os ajustes
necessários a um aumento da produtividade. Seus hábitos atuais devem se amoldar a suas novas
responsabilidades, pois do contrário você nunca terá tempo suficiente para cumprir
adequadamente as tarefas que lhe serão exigidas.
​ eloqüentemente aponta a importância da administração do tempo. “Devemos
Nosso ritual 12​
empregar oito horas para servir a Deus e a um digno Irmão angustiado, oito horas para nossas
atividades profissionais, e oito horas para o lazer e o descanso”. Essa a instrução dada ao neófito.
Siga esse exemplo, distribuindo seu tempo em benefício de sua Loja e de seus Irmãos. Você
pode fazer com que seu trabalho consuma tempo e seja extremamente difícil, ou que ele seja leve
e agradável. Tudo vai depender da maneira como você administrará seu tempo.
SEÇÃO 2

COMO ESTABELECER SUAS METAS E OBJETIVOS

Nenhuma organização, seja fraternal ou privada, pode ter sucesso a longo prazo sem estabelecer
metas e objetivos bem definidos, que direcionem seus membros. As metas concebidas e
executadas com a participação e o apoio dos membros são alcançadas com sucesso. É da
natureza humana se esforçar somente para atingir a meta que for bem definida, compreendida e
aceita. Ninguém se esforçará se não tiver idéia da finalidade de seu trabalho. Uma Loja sem
metas definidas e aceitas será uma Loja desprovida de membros empenhados e entusiasmados.
Definir metas para sua Loja deve ser um processo coletivo que envolva todo o Quadro.
Naturalmente, alguns membros, como seus Oficiais, são mais importantes e devem integrar o
processo desde o início, com participação, idéias e suporte final. Outros, da reserva ativa e da
inativa, devem ser informados dos resultados de seu trabalho e convidados a contribuir. Assim,
todos estarão cientes dos problemas existentes e da maneira pela qual eles são resolvidos. O que
nós vamos fazer, quando será feito e como será executado. Inicie o processo de estabelecer metas
para sua Loja seguindo este simples procedimento coletivo:
A. ​Reúna seus Oficiais, e talvez alguns outros membros interessados, num local apropriado, que
ofereça bem-estar e conforto. Utilize um quadro grande e uma porção de canetas coloridas.
Também providencie alguma coisa para comer e beber, de modo a manter a disposição dos
Irmãos.
B. ​Designe alguém para fazer as anotações no quadro e comece perguntando a cada um,
individualmente, qual é, no seu ponto de vista, o maior problema existente na Loja. Permitindo
que cada participante dê apenas uma resposta por vez, prossiga até que todos tenham respondido.
Repita a operação quantas vezes for necessário, até que todos os problemas apontados tenham
sido anotados na lista. Lembre-se de que as pessoas são diferentes e que cada uma tem uma visão
particular sobre quais, realmente, são os problemas. Todas as respostas devem ser respeitadas.
Ridicularizar o ponto de vista de alguém resultará em seu definitivo afastamento do processo e
garantirá sua definitiva oposição.
C. Listados todos os problemas o grupo deverá rever o trabalho e começar a organizar a lista por
ordem de prioridade. Feito isso, você terá uma lista dos problemas presentes em sua Loja.
Alguns problemas menores podem ser facilmente resolvidos por decisões imediatas. Outros
podem ser maiores, exigindo planejamento e trabalho para serem solucionados.
D. As soluções para a lista de problemas poderá ser a base para as metas finais que serão
estabelecidas pela liderança de sua Loja. Permita que seu grupo renove os problemas e
estabeleça algumas metas que possam ser atingidas com êxito, a curto e a longo prazo. Então
informe suas metas e planos de ação aos demais membros do Quadro, para que os aprovem e
também colaborem.
E. Permaneça na trilha, mantenha a informação sobre suas metas, e anuncie todo progresso e/ou
problemas que possam ser encontrados.
O que você terá feito até então? Pense por um momento. Você montou uma equipe, informou-a
por meio de um processo coletivo, esboçou o necessário para executar e concluir com êxito um
“pacote” para as lideranças e para os membros do Quadro, do presente e do futuro. Todos agora
sabem, por escrito, qual direção você e os futuros Veneráveis Mestres de sua Loja estarão
trilhando. E mais, eles estarão cientes do que terão de fazer para concluir as presentes tarefas.
A seguir você encontrará um exemplo de como ajustar adequadamente as metas e objetivos para
sua Loja: durante suas reuniões, você e sua equipe concluíram que a base financeira para sua
Loja foi corroída nos últimos anos e a equipe está determinada a fazer algo para corrigir essa
deficiência. Então, em grupo, você fixou a seguinte ​meta​: incrementar os recursos financeiros da
Loja em $ 10.000 em três anos.
Objetivo A – Rever as despesas atuais para garantir que todos os recursos serão agora
empregados de modo eficiente.
Objetivo B – Revisar o padrão histórico de receitas e despesas para apurar como se chegou aos
níveis atuais.
Objetivo C – Verificar todas as fontes de receitas de sua Loja: mensalidades, doações,
rendimentos, jantares, eventos sociais, etc.
Objetivo D – Determinar qual despesa atual pode ser reduzida para ajudar a atingir a meta.
Objetivo E – Determinar quais taxas podem ser elevadas e a que níveis, para alcançar a meta.
Objetivo F – Informar as conquistas de sua equipe aos demais Irmãos, por meio do boletim da
Loja, por informativos especiais, e em todas as sessões.
Objetivo G – Desenvolver um plano de ação com prazos específicos para implantar aumentos na
mensalidade e/ou redução das despesas que possam levar à meta que sua equipe fixou.
Objetivo H – Submeter a meta e os objetivos à Loja para ampla discussão e aprovação pelo voto
dos Irmãos. O trabalho de sua equipe agora é uma meta oficial da Loja, totalmente aprovada, e
aguardando implementação.
Objetivo I – Revisar continuamente o plano de ação e atualizá-lo segundo as necessidades
surgidas, certificando-se de que você e os futuros líderes estão cumprindo as metas de sua Loja.
Demos acima apenas um exemplo dentre as muitas metas e objetivos que sua Loja pode desejar
adotar. A importante lição a ser aprendida é que sua Loja e seus Irmãos necessitam de uma
direção específica para que sejam interessados e ativos. Não vacile: faça o que deve ser feito.

PLANEJAMENTO: A CHAVE DO SEU SUCESSO

O magnífico templo construído pelo Rei Salomão não foi concluído sem planos detalhados e
precisos, com o esboço de todas as tarefas necessárias, quando o construiriam e quem faria o
trabalho. Planejamento apropriado leva a uma execução concisa, resulta num melhor
desempenho, e, em última análise, em satisfação do destinatário do trabalho. Por isso é
indispensável que você elabore um plano geral para todo o seu mandato, que inclua, em
separado, planos detalhados para cada uma das atividades e programas.
O processo de planejamento pode ser visto como desnecessário, uma perda de tempo. Essa, no
entanto, é uma visão limitada, que em muitos casos resultará em severo declínio da qualidade do
“serviço ao cliente” fornecido por uma Loja. Temos toda sorte de planos: alguns se referem a
períodos curtos, como a programação para uma noite específica, e outros, a períodos mais
longos, que podem se estender por alguns anos. O importante é que você e sua Loja tenham
planos específicos para cada atividade, tanto de longo quanto de curto prazos. A montagem da
equipe e o estabelecimento de metas e objetivos na forma acima esboçada constituem o início do
processo de planejamento. Agora você tem seus Oficiais e os demais Irmãos reciprocamente
informados do propósito de melhorar sua Loja. Chegou a hora de dar início ao processo de
preparação dos planos que serão executados.
Antes de se aventurar em alguma tarefa, sabia primeiro onde você está. Então, e somente então,
planeje quais as estradas que você tomará e com que veículo você chegará ao destino desejado. É
fácil se reunir, discutir problemas e estabelecer algumas metas e objetivos. A parte dura do
processo consiste em efetivar esses objetivos e metas. Você pode falar um dia inteiro sobre a
viagem que fará. As dificuldades começarão quando chegar a hora de decidir aonde ir, como ir, e
quanto isso lhe custará. Os resultados das reuniões com seus Oficiais para compartilhar
problemas e estabelecer metas são o ponto de partida para o processo de planejamento.

DIREÇÃO

A direção é mais que fixar metas e objetivos ou desenvolver extensos planos. A direção é uma
combinação disso com liderança específica na consecução de tarefas e na supervisão do trabalho.
Leve em consideração nossa sociedade atual e o fato de que uma Loja é um conjunto de
voluntários, e que nela a direção deve ser exercida com cuidado. É fácil gritar ordens de modo
autoritário. Todavia, desse modo pouco será realizado, porque os Irmãos logo voltarão para suas
casas e encontrarão algo mais agradável para fazer. De outro lado, a falta de direção pode criar
um vácuo de liderança e absolutamente nada será feito.
Cada tarefa numa Loja exige direção adequada para que o trabalho seja concluído conforme o
planejado. Quando der uma tarefa a um Irmão diga a ele, de forma despretensiosa e afável, o que
você deseja que seja feito. Solicite sua cooperação, decida qual o caminho a seguir e acertem o
que deve ser feito. Se um desentendimento surgir a respeito desse processo, elogie as idéias dele,
mas sustente o modo como você gostaria que a tarefa fosse executada. Use palavras como “É
uma grande idéia, mas se você não se importar eu realmente gostaria que fosse feito de outro
modo”. Em todo caso, quando exercer a direção, pense sobre a melhor maneira de se abordar um
Irmão e obter sua ajuda. Cortesia e boas maneiras são “o mel que atrai as abelhas operárias”.
A direção também pode se efetivar por meio de uma detalhada explanação sobre quais são os
deveres de cada cargo numa Loja. Você deu a seus Oficiais e aos presidentes das comissões uma
descrição dos deveres e responsabilidades de seus cargos? Descrições verbais muitas vezes são
insuficientes para proporcionar direção adequada. Marque uma reunião com sua equipe e reveja
cada uma das tarefas da Loja, apontando a quem cabe sua execução. A Seção 6 deste Manual
contém excelentes exemplos de descrição das funções dos Oficiais e comissões. Use-as quando
for apropriado, ou modifique-as para que reflitam as tradições de sua Loja, mas acima de tudo,
consigne por escrito as rotinas e deveres exigidos de cada oficial e de cada membro das
comissões. Finalmente, distribua esse material a todos os envolvidos, assegurando-se de que
compreenderam o que será exigido deles.

SEÇÃO 3

COMO ORGANIZAR OS RECURSOS FINANCEIROS DE SUA LOJA

Toda organização necessita de um adequado fluxo de fundos para viabilizar suas metas e
objetivos. Sua Loja está em paz com a demanda financeira, as expectativas da vida moderna e a
inflação? Suas instalações são um local confortável para os líderes de nossas comunidades se
reunirem em atividades sociais? Seus eventos sociais são organizados de modo a assegurar a
qualidade que deve distinguir a fraternidade Maçônica das demais organizações? Infelizmente, a
resposta a estas importantes questões, na grande maioria das Lojas, é ​não​.
Olhe de modo realista para você, sua Loja, suas metas e objetivos. Você pode alcançar todos os
itens de sua lista de metas e objetivos prioritários com os recursos atualmente disponíveis?
Provavelmente não. Sendo assim, é hora de agir. A demora no estabelecimento de um sólido
alicerce financeiro apenas agravará a situação, criando um grande problema para os próximos
anos. Você pode estar pensando, “Eu não quero ficar conhecido como o Venerável Mestre que
aumentou as contribuições” ou “Nós temos o suficiente para este ano, e ​alguém terá de fazer
algo para o próximo”. Sendo esta a situação em sua Loja, decida que você deve ser parte da
solução e não parte do problema.
Uma abordagem positiva visando ao estabelecimento de uma sólida base financeira produzirá um
resultado também positivo. Orgulhe-se do fato de que você e seus Oficiais enxergaram o
problema, estudaram as alternativas, fixaram metas financeiras e se moveram em busca de uma
solução. Os Maçons são generosos e amoldáveis por natureza. Se eles têm os fatos e um plano de
ação, responderão de modo positivo.
Sempre haverá quem reclame do mais insignificante aumento de qualquer taxa. Porém, se sua
lição de casa foi bem feita, os descontentes serão silenciados pelo amplo apoio que você terá
angariado entre seus Oficiais e demais Irmãos. Você deve se orgulhar pela honra de ter levado
sua Loja à trilha da estabilidade financeira.
A expressão “Você pode guiá-los até a água, mas não pode fazê-los beber” é apropriada neste
caso. Seu trabalho é guiar o membros de sua Loja até a água. Se você não fizer, quem o fará?
Chegando à fonte, explique a importância da água. Se forem espertos, como são em sua maioria,
logo aproveitarão para um mergulho. Se não forem, logo conhecerão a alternativa. De qualquer
maneira, você teve a coragem e a percepção para levá-los na direção certa.

A. A NECESSIDADE DE UM ORÇAMENTO

Uma das mais conhecidas e respeitadas regras de ação em matéria de administração é a


preparação de um orçamento. Pense em um orçamento como seu mapa rodoviário para planejar a
programação e atividades de sua Loja para o ano todo. Como Venerável Mestre, esqueça as
facilidades financeiras disponíveis em seu orçamento pessoal. O orçamento de uma Loja não
inclui cartões de crédito ou a possibilidade de saques a descoberto. Ainda que todas as suas
transações possam ser feitas por meio de cheques, o princípio é muito simples: somente o
dinheiro que entra pode sair. Você só pode gastar o que tiver obtido. Assim funciona um
orçamento.
A preparação de um orçamento para a Loja é um processo simples. Não importa a existência ou
não de orçamento anterior em sua Loja. O processo do orçamento deve ser iniciado com
​ se você pretende, efetivamente, administrar de forma adequada os fundos de sua
antecedência 13
Loja. Ele começa não com uma revisão das finanças da Loja, mas com metas e objetivos.

1. O orçamento e a Comissão de Finanças


O orçamento que é submetido à aprovação dos membros da Loja deve ser mais que um simples
documento preparado pelo Venerável Mestre para sua gestão. Para obter amplo apoio para seu
plano de despesas é preciso que você envolva um número apropriado de Irmãos respeitados e
cultos, assegurando que os diversos interesses da Loja sejam levados em conta. Uma ativa
Comissão de Finanças e Orçamento, que conte com a participação de seus Oficiais e de Irmãos
adequadamente escolhidos, lhe proporcionará uma valiosa força adicional, bem como
informações para a tomada de decisões sobre o orçamento que serão aceitas e apoiadas pelos
demais Irmãos.

2. Envolvendo os Irmãos
O orçamento, documento ajustado para refletir as receitas, despesas e economias, deve ser
publicado no boletim de sua Loja para ampla informação aos Irmãos. Em sua primeira sessão,
distribua cópias adicionais a todos os presentes e promova uma discussão completa sobre o
assunto. Responda às questões eventualmente surgidas de forma franca e honesta. Quando o
orçamento é aprovado pela Loja, ele passa a ser o plano de despesas dela, e não seu. O que
importa é que todos tenham a oportunidade de discutir esse plano e que compreendam
plenamente quais são os recursos necessários para sua implementação.

B. COMO CUMPRIR O ORÇAMENTO

A monitoração dos gastos para verificar se as despesas estão dentro dos limites previstos é vital
para a integridade de seu orçamento. Se você pode adicionar, subtrair, e dizer “​não​”, você
efetivamente controla o orçamento da Loja. No início de sua gestão peça ao Secretário e ao
Tesoureiro que lhe encaminhem, antes do início de cada sessão, um balanço atualizado do
montante de receitas obtidas e uma lista de todas as despesas, segundo as categorias previstas no
orçamento. Comparando-os com o orçamento aprovado você terá um quadro atual de sua
situação financeira. Se estiver no vermelho, você deve dizer ​não aos gastos adicionais. Se o
saldo é positivo, então é possível continuar implementando seu plano de despesas. É simples.

1. Planeje os gastos futuros


Seja extremamente cuidadoso para não se entusiasmar se você encontrar um superávit
orçamentário logo no início do ano. Saiba que o que pode parecer um excesso de receitas no
início do ano se deve ao recebimento antecipado das contribuições dos membros. Não faça
despesas extras contando com tal superávit. Planeje para o futuro e siga seu sistema de gastos
ordinários que assim você se manterá solvente durante toda sua gestão.

2. Lidando com despesas inesperadas


Durante cada ano sempre surgirão algumas novas despesas que não foram previstas, e que se
mostram vitais para a Loja, de modo que não podem ser adiadas. Quando isso ocorrer, e se
ocorrer, seja extremamente cauteloso, assegurando-se de que a despesa inesperada está de acordo
tanto com seu plano de gastos quanto com as expectativas dos membros da Loja.
A primeira coisa a ser feita é reunir sua Comissão de Finanças e revisar as receitas e despesas
para preparar um parecer para a Loja. Se a nova despesa puder ser atendida com o uso de algum
saldo decorrente de contas que tenham ficado aquém do previsto, ou com o uso de eventuais
receitas excedentes, a comissão deve recomendar à Loja que se faça uma retificação no
orçamento.

3. Limites orçamentários
Cada item dentro do orçamento deve, necessariamente, ter um limite. Alguns ajustes podem ser
feitos entre categorias que apresentem despesas efetivas inferiores às inicialmente previstas, e
aquelas categorias que se mostrem deficitárias em decorrência de despesas extraordinárias ou
circunstâncias imprevistas. Assegure-se de que os limites estabelecidos são razoáveis, além de
cuidadosamente monitorados.

4. Despesas autorizadas
Assegure-se de que seu plano de despesas obedece tanto às exigências da Grande Loja quanto ao
orçamento aprovado por sua Loja. Cada Venerável Mestre deve cuidar para que a Loja gaste
somente aquilo que foi autorizado.
Reveja a Constituição da Grande Loja, seu Regulamento, e o Regimento Interno de sua própria
Loja para garantir que as despesas que pretende realizar estão conforme a letra e o espírito da lei.

5. Contribuições e arrecadação
Agora que você já decidiu como gastar o dinheiro de sua Loja, é hora de determinar o valor das
contribuições devidas pelos membros e o modo como serão arrecadadas.

C. AUMENTO NAS CONTRIBUIÇÕES – COMO VENDER ESSA IDÉIA


As mensalidades ou anuidades são, na maioria das Lojas, a única fonte de receita. Daí a
importância de se estabelecer, com alta prioridade, um programa de aumento do valor daquelas
contribuições, se necessário. As sugestões seguintes o ajudarão nessa importante tarefa:

a. A Comissão de Finanças e Orçamento


Cuide para que a Comissão de Finanças seja composta por Irmãos respeitados pela Loja por sua
integridade e responsabilidade. Seus relatórios e recomendações serão submetidos aos Irmãos
para ratificação. Se os Irmãos acreditam que a Comissão está observando fielmente os melhores
interesses da Loja, a proposta provavelmente será acolhida.

b. Comunicação com os Irmãos


Mantenha os Irmãos informados sobre a situação financeira da Loja. Se todas as categorias de
despesas foram cuidadosamente monitoradas e se as fontes de renda disponíveis foram
consideradas, e houver a necessidade de um aumento no valor das contribuições, você deverá ser
franco e informar esse fato aos Irmãos.
Exponha continuamente essa questão nas sessões da Loja e também em seu boletim. Informe os
Irmãos sobre a situação financeira da Loja e obtenha o apoio deles. Você pode ouvir alguma
reclamação, mas com informação correta e amplamente distribuída, os Irmãos vão entender e
cooperar.
Lembre-se de que o aumento no valor das contribuições exige que se emende o Regimento
​ , e também requer a aprovação do Grão-Mestre 15​
Interno de sua Loja 14​ ​ . Notifique por escrito os
membros da Loja acerca de sua intenção, enviando pelo correio uma mensagem pessoal a cada
um deles.

c. Os Oficiais
Obtenha a ajuda e o apoio dos Oficiais da Loja, especialmente daqueles que ocupam cargos na
​ , para essa importante empreitada. Se os Oficiais apoiarem seu esforço e se
linha de sucessão 16​
dispuserem a auxiliá-lo com os Irmãos, será muito difícil para estes não levar em conta o
impacto dessa ação conjunta.

D. DETERMINANDO A TAXA DE INICIAÇÃO

A taxa de iniciação, devida pelo privilégio de se tornar um Maçom, tem sido uma fonte de
recursos excessivamente negligenciada pela maioria das Lojas. Muitas Lojas mantêm taxas de
iniciação que não levam em conta o verdadeiro valor de se tornar um Maçom ou os custos atuais
decorrentes da sessão de iniciação e do suporte administrativo ao novo membro. Veja as
seguintes importantes questões:
1. Há quanto tempo nossa taxa de iniciação está no nível atual?
2. O que ela representa hoje, considerando o impacto da inflação desde a última revisão?
3. Qual é o custo atual de uma iniciação, i.é, o uso do Templo (energia elétrica), avental,
exemplares do ritual, Constituição e legislação entregues ao novo Irmão, presentes, etc?
4. De que modo um aumento na taxa ajudará a equilibrar nosso orçamento ou melhorar a
qualidade dos programas e serviços?
5. O que o mercado razoavelmente suportaria?
Muitas vezes nos esquecemos de que aquilo que é barato não é respeitado. Reveja suas taxas, e
se um aumento for apropriado, prepare-se para alterar o Regimento Interno da Loja, de modo a
refletir o aumento dos custos e o verdadeiro valor de ser recebido Maçom.

1. Determinando o montante das contribuições


O valor das contribuições devidas à Loja depende inteiramente dos membros e do nível de gastos
que você precisa efetuar. Uma Loja rica, como são algumas, pode não precisar de uma grande
quantia para atender a seus programas porque suas receitas são suficientes para suas
necessidades. A maioria das Lojas, contudo, não tem grandes recursos financeiros, e as
contribuições pagas pelos membros constituem a única categoria de receita. Nestes casos,
quando as contribuições são pequenas, a programação e os serviços prestados aos membros
refletem a situação daquelas receitas. Para determinar contribuições apropriadas considere o
seguinte:
O primeiro passo é tomar seu plano de atividades e os custos da Loja, e compará-los com os
recursos financeiros que são necessários para sua implementação. O orçamento resume seus
planos para as atividades que você pretende executar durante sua gestão. Nada mais, nada
menos. Reúna sua Comissão de Finanças e Orçamento e revisem cada categoria de receitas e
despesas. Cada um deve entender como o dinheiro entra, como ele sai e o que é preciso fazer
para economizar.
Agora, analise este importante passo para as metas deste e dos anos futuros. A resposta à
próxima questão pode ser dura. Nós podemos pagar por isso? Se existem fundos suficientes não
há problema. E se os fundos não são suficientes, você tem apenas quatro alternativas:
1. Eliminar ou reduzir a extensão do plano.
2. Reduzir outras despesas.
3. Elevar os fundos para cobrir custos adicionais.
4. Combinar as alternativas anteriores.
A escolha cabe a você e à sua equipe. Qual plano financeiro você apresentará a sua Loja? Não é
preciso ser um experiente administrador de orçamentos para se concluir, por exemplo, que uma
meta de aumento de 10 membros da Loja por ano resultará em maiores despesas. Isso se deve à
maior ocupação do Templo, aventais adicionais, boletins, etc, etc. Tudo tem um custo. Seu
orçamento deve, portanto, ser ajustado para comportar suas atividades e programas, seja pela
redução de despesas ou por um incremento das receitas.
Após a equipe ter decido sobre o dinheiro necessário para cada categoria de despesas do
orçamento, segundo suas metas para o ano, você deve dar atenção à aplicação das receitas.
“Como vamos pagar por isso?”. As receitas devem ser superiores às despesas em um mínimo de
10 a 15%. O excedente é necessário para formar uma reserva de emergência e uma proteção
contra a inflação. Receitas no mesmo valor das despesas geram perda de dinheiro a longo prazo.
As contribuições devem ser fixadas num patamar suficiente para pagar sua programação.

2. Modos de cobrar contribuições vencidas


A falta de pagamento de contribuições é um problema permanente do Venerável Mestre e
​ . Para
certamente do Secretário, que responde pelo “recebimento de todo dinheiro dos Irmãos” 17​
amenizar o problema da falta de pagamento, considere o seguinte:
a. Certifique-se de que cada Irmão tenha sido notificado, em tempo hábil, de sua
responsabilidade pelo pagamento da anuidade 18​​ . Cuide para que a notificação seja enviada à
residência de cada irmão no máximo até Novembro de cada ano. Não fique esperando os Irmãos
se lembrarem de pagar suas anuidades à Loja. Muitos deles pagam suas contas mensalmente, e
podem não se lembrar dessa obrigação anual. Portanto, envie a conta a cada um deles. A grande
maioria dos Irmãos pagará prontamente.
b. Cada Loja precisa de uma Comissão para cuidar das contribuições atrasadas, revendo a cada
trimestre o volume das entradas, arrolando aqueles que ainda não pagaram e notificando o
Secretário 19​​ , que remeterá o aviso de falta de pagamento aos devedores. Não se intimide ao ter
de notificar um Irmão que não cumpre suas obrigações. Muitos apenas se esqueceram ou fizeram
vista grossa para suas responsabilidades. Certifique-se de que a carta seja um simples lembrete,
sem ser abrupta ou ríspida.
c. Antes de notificar um Irmão sobre a possibilidade de sua suspensão por falta de pagamento,
faça um contato pessoal, verificando se ele enfrenta ou não alguma dificuldade. O aviso de
suspensão por falta de pagamento pode ser muito perturbador para quem o recebe. Então, seja
especialmente cuidadoso e faça o contato pessoal antes de iniciar o procedimento de suspensão.

E. INVESTIMENTOS E MAXIMIZAÇÃO DE RECURSOS

Você tem a obrigação de assegurar à Loja e aos Irmãos que o dinheiro arrecadado obterá o
máximo retorno em benefício da Loja. É comum que as Lojas deixem seus fundos onde é mais
conveniente e fácil, em vez deixá-los onde possam produzir rendimentos. A Comissão de
Finanças e o Tesoureiro devem rever como estão sendo investidos os fundos e qual a taxa de
retorno. Veja estas sugestões:
1. Em conta corrente mantenha apenas os fundos necessários ao pagamento das obrigações
mensais. Assegure-se de que a conta tenha o maior benefício, ou menor custo, dentre as opções
disponíveis em sua cidade.
2. Numa aplicação com liquidez diária, mantenha valores suficientes para cobrir despesas de
emergência.
3. Invista o restante dos fundos em aplicações que proporcionem o melhor retorno do modo mais
seguro possível.
SEÇÃO 4

COMO PREPARAR O ORÇAMENTO DE SUA LOJA

Toda Loja Maçônica deve ter seu orçamento. Você pode não ter pensado sobre isso, mas todos
nós usamos orçamentos de um jeito ou de outro. Isso é verdadeiro em cada aspecto da vida,
desde o atleta que poupa energia para usar nos minutos finais do jogo, até o motorista que reduz
a velocidade do veículo para poder alcançar o posto de gasolina antes que seu tanque fique vazio.
Usar um orçamento é essencial para alcançar suas metas e para manter seus planos no campo da
realidade. Isso requer uma avaliação sistemática das receitas estimadas e das despesas, avaliando
os fundos que estarão disponíveis para seus programas, atividades, e para a manutenção do
prédio.

A. RECURSOS

O primeiro passo na elaboração de um orçamento é estimar as receitas que a Loja obterá. Todos
os orçamentos devem indicar os recursos ou receitas disponíveis. Estes recursos são
determinados pelo perfil dos membros da Loja, pelo montante dos rendimentos dos
investimentos, e outras fontes. Todavia, este não é, como veremos mais tarde, o aspecto mais
importante do processo de elaboração do orçamento. Os recursos das Lojas normalmente
correspondem a um ou mais dos seguintes:
1) Contribuições
2) Juros e dividendos
3) Venda de ações ou debêntures
4) Receitas de aluguéis
5) Doações
6) Outros
Consulte seu Secretário e Tesoureiro para saber quanto dinheiro há disponível em todas as contas
mantidas pela Loja, e determine o montante das receitas anuais que pode ser esperado em cada
conta. Os fundos disponíveis para sua Loja podem ser estimados pelo preenchimento do
formulário de orçamento contido no Apêndice D.

B. CUSTOS FIXOS OU DESPESAS NÃO-DISCRICIONÁRIAS

O segundo passo consiste em determinar os custos relativos à Loja, sem os quais ela não pode
funcionar. Estes são os custos fixos, e devem ser relacionados em separado dos custos flutuantes
ou despesas discricionárias. Custos fixos incluem o seguinte:
1) Aluguel e/ou manutenção
2) Utilidades
3) Salários e encargos
4) Impressão e postagem de boletim
5) Telefone
6) ​Per capita
Esta lista é apenas uma sugestão. Os itens que verdadeiramente compõem o custo fixo somente
podem ser determinados a partir da situação específica de cada Loja.

C. DESPESAS FLUTUANTES OU DISCRICIONÁRIAS

Identificados e catalogados os recursos e as despesas fixas, tem início a elaboração do orçamento


propriamente dita. Depois da identificação de todas as receitas e apuração dos totais, você terá
uma boa idéia do montante de dinheiro disponível para seus programas especiais. Este é o ponto
em que os sonhos se tornam realidade; aqui suas idéias para Loja começam a tomar a forma de
programas reais.

D. SELEÇÃO DE PROJETOS E PROGRAMAS

Após apurar o que seu orçamento permite fazer, você poderá selecionar projetos e programas.
Estes tanto podem ser muito caros quanto de custo irrisório. Tudo depende de quais são seus
planos e como os executará. O custo dos vários projetos e programas deve ser cuidadosamente
estimado se você pretende elaborar um orçamento que reflita a realidade. Os itens seguintes
podem ser considerados em sua estimativa:
1) Custos de impressão (boletins, folhetos especiais, programas, ingressos, etc.)
2) Postagem
3) Custos de entretenimentos (músicos, artistas, cenários e objetos para uma apresentação, etc.)
4) Decoração
5) Refeições
Você pode não ter todos os detalhes para cada um de seus programas, mas quanto mais detalhada
for a estimativa, melhor será seu orçamento.

E. COMBINANDO OS CUSTOS E RECURSOS DISPONÍVEIS

Tão logo tenha determinado o que seu orçamento permite, e quanto custarão os projetos e
programas propostos, tome a dura decisão sobre quais são os programas viáveis e quais serão
descartados. Os benefícios de possíveis programas não são facilmente avaliados, mas podem ser
considerados se você oferecer à sua Loja um interessante plano de atividades. É preciso que a
escolha recaia sobre programas que possam ser aproveitados pela maioria dos membros e que
possam ser bem prestigiados. Os pontos seguintes poderão ajudá-lo no processo de decisão:
1) É provável que ocorra o comparecimento da maioria dos membros? (A maior parte dos Irmãos
tem interesse nesse tipo de programa ou ele é muito específico. O que despertaria maior
interesse, um torneio de bilhar ou um torneio de cartas, por exemplo?).
2) As pessoas que comparecerem pagarão alguma quantia adicional? (Se o custo está além das
possibilidades da média dos membros de sua Loja você não deve esperar um comparecimento
muito bom. Além disso, pessoas com mais idade quase sempre têm renda limitada, e seus
recursos não permitem que participem de eventos caros).
3) O local do evento fica muito longe para a maioria dos Irmãos? (Um ônibus ou outro transporte
pode ser providenciado?).
4) O evento será muito tarde para a maioria dos Irmãos? (Pessoas de idade mais avançada podem
não gostar de ir a eventos no final da noite, mas podem estar dispostos a comparecer a atividades
realizadas em dias úteis).
5) O local onde o evento será realizado tem acesso difícil? (terreno acidentado ou grande número
de degraus podem estragar a diversão dos membros mais idosos ou incapacitados).
Finalmente, você deve estimar o valor ou benefício que o programa proposto trará aos Irmãos, e
relacioná-lo com o custo do programa. O benefício relativo de um programa deve ser avaliado à
luz do custo deste. Os melhores programas são aqueles que rendem o maior benefício pelo menor
custo para sua Loja.

F. RECURSOS ALTERNATIVOS PARA OS PROGRAMAS

Nem todos os programas devem depender inteiramente das receitas da Loja. Uma parte
significativa dos custos relacionados a alguns tipos de programas pode ser suportada por aqueles
que deles participarão. Por exemplo, num programa noturno para a família que envolva um jantar
com a apresentação de um mágico, aqueles que comparecerem podem fazer uma doação tanto
​ . Nestes casos é recomendável que a quantia com a qual
para o jantar quanto para todo o evento 20​
a Loja contribuirá para o programa seja previamente fixada, e que a parte do custo a ser coberta
pelos participantes seja informada com antecedência por meio do boletim da Loja. Determine
que os interessados façam reservas, fixando data limite para recebê-las. Também pode ser
necessário exigir algum depósito no ato da reserva. Isso terá o efeito de reduzir o número de
ausências e ainda proporcionará capital de giro para o evento. Em muitos casos os programas
podem ter custos baixos e ainda serão de grande interesse. Exemplos desses incluem passeios a
prédio público ou privado, como uma grande barragem ou usina elétrica, um moinho ou fábrica,
um museu histórico, um museu de trens ou de automóveis, ou... Olhe ao redor em sua região e
use sua imaginação. A Associação Comercial de sua cidade pode ser uma grande fonte para
pesquisar locais apropriados em sua região.
Há, também, escritórios de relações públicas em muitas empresas e agências públicas, que têm
por função tornar conhecidos seus serviços e estabelecer bom relacionamento com o público em
geral. Eles costumam receber bem para visitas guiadas. Aproveitar as vantagens desses serviços
pode reduzir os custos de seus programas e ao mesmo tempo proporcionar um evento
interessante. Em alguns casos eles podem proporcionar, acima de tudo, um bom programa. Um
excelente programa não precisa ser caro.

G. FINALIZANDO O PLANO

Vá agora para a melhor parte do processo de elaboração do orçamento. O processo de avaliação


do projeto ou programa foi concluído e você tem conhecimento dos recursos disponíveis para
cada item. Em alguns casos você determinou que, em razão dos benefícios que pode garantir, um
programa em particular será totalmente coberto pelos fundos da Loja. Noutros, os participantes
responderão integral ou parcialmente pelos custos do programa. Para outros, ainda, você pode ter
decidido que a Loja atualmente não tem os recursos necessários, acolhendo a idéia de um dos
Vigilantes no sentido de deixar aquele programa para ocasião futura. Agora você está pronto
para finalizar seu plano e correlacionar o orçamento a seu calendário anual de eventos. Sua
proposta preliminar de orçamento e seu calendário de eventos devem ser levados à Comissão de
Finanças e Orçamento para revisão e parecer.
A proposta final de orçamento será preparada pela Comissão de Finanças e, após, analisada e
aprovada pela Loja. Depois da aprovação do orçamento pela Loja, seu plano está pronto para ser
implementado.
Lembre-se​, seu orçamento é um plano e como tal está sujeito a mudanças. Não hesite em
fazê-las, com aprovação da Loja, quando for necessário.

EXEMPLO DE ORÇAMENTO DA LOJA

LOJA BOAZ n. 59, M. L. A. & A.


02 de janeiro de 1997

PARECER DA COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO PARA 1997


A Comissão de Finanças e Orçamento reunida em 31 de Dezembro de 1996 para preparar a
Proposta de Orçamento para 1997, recomenda o seguinte:

Orçamento proposto para 1997


1996 1997
RECEITAS ESTIMADAS
Contribuições 7.410,00 7.410,00
Receitas de jantares 2.240,00 2.000,00
Lucros de investimentos 300,00 300,00
Juros em conta remunerada 15,00 10,00
Diversas 320,00 0,00
$ 10.285,00 $ 9.860,00
DESPESAS PROPOSTAS
Despesas de Secretaria 1.100,00 1.175,00
Aluguel 4.200,00 4.200,00
Aventais 150,00 180,00
Correio 385,00 400,00
Água/esgoto 300,00 425,00
Energia elétrica 485,00 500,00
Salários 800,00 800,00
Per capita 1.852,50 1.852,50
$ 9.272,50 $ 9.532,50

Resumo das considerações da Comissão na preparação da proposta do orçamento de 1997:

Contribuições $ 7.410,00. As contribuições foram estimadas com base em 247 membros


obrigados ao pagamento de $ 30,00.

Taxas de iniciação e filiação. Seguindo a política estabelecida há muitos anos, não contamos com
as receitas incertas dessas taxas na elaboração do orçamento da Loja.
Despesas de Secretaria e impressos $ 1.175,00. Estes montantes foram estimados como segue:
Boletins 240,00
Salário da secretária 500,00
Suprimentos e envelopes 200,00
Cartões p/ membros 150,00
Diversos 85,00
TOTAL $ 1.175,00

Aventais $ 180,00. Foi estimado que compraremos seis aventais para os candidatos.

Correio $ 400,00. As despesas postais foram estimadas como segue:


Guias postais 60,00
Boletins 250,00
Cartões de aniversário 50,00
Diversos 40,00
TOTAL $ 400,00

Per capita $ 1.852,50. A taxa per capita total foi calculada em $ 7,50 para cada um dos 247
membros.

Respeitosamente submete a exame, a


COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO

SEÇÃO 5

COMO FORMAR UMA EQUIPE

A decisão mais importante a ser tomada por um Venerável Mestre para sua gestão é a seleção
das pessoas que vão ajudá-lo durante o ano. Em muitos casos a decisão é tomada sem muito
cuidado, resultando numa performance inferior. O Venerável Mestre bem-sucedido seleciona e
designa somente aqueles que estão dispostos a sacrificar o tempo e a energia necessários para se
atingir as metas estabelecidas pela Loja. De outro lado, o Venerável Mestre mal sucedido
geralmente mantém as designações do último ano com pequena reflexão quanto aos resultados
​ .
anteriores 21​
Considere suas próprias experiências profissionais e então estabeleça os requisitos para a escolha
daqueles que exercerão os cargos na Loja. A montagem da equipe de uma corporação ou
companhia privada não se faz ao acaso. As posições são criadas, as descrições das tarefas de
cada função são formuladas, padrões de emprego são escritos, e então as pessoas são recrutadas
segundo suas habilidades para cumprir os requisitos apontados. Há alguma razão para se
proceder de forma diversa em relação aos vários cargos em sua Loja?
​ e os
O Venerável Mestre deve ser prudente ao designar todos os presidentes das comissões 22​
membros destas, bem como os Oficiais que ocuparão os cargos que independem de eleição. Use
esse poder com sensatez e leve em consideração aquilo que você deseja realizar durante sua
gestão. Simplesmente copiar quem o antecedeu será um desserviço a você, a sua Loja e a seus
Irmãos. É a sua vez de impregnar sua Loja com novas idéias e renovado entusiasmo.

A. OFICIAIS

Ao designar Oficiais você essencialmente determina quem herdará as posições de liderança na


Loja nos anos seguintes 23​​ . Com o apoio dos atuais Oficiais da Loja, discuta amplamente as
capacidades de cada candidato em potencial para cumprir os requisitos de seus cargos, atuais ou
futuros.
Examine amplamente com cada candidato em potencial quais serão, exatamente, seus deveres e a
magnitude do compromisso que se espera deles e de suas famílias, agora e no futuro. Finalmente,
tome cada decisão cuidadosamente e com plena consideração dos requisitos obrigatórios para a
direção bem sucedida da Loja durante os anos seguintes. Seria muito melhor deixar uma posição
vaga do que designar alguém incapaz de se desincumbir dos importantes deveres que aguardam
aqueles que ascendem ao Oriente.

B. RECRUTAMENTO

Muitos acreditam que é difícil encontrar Irmãos que preencham os requisitos para os cargos e
que um Irmão qualquer é melhor que nenhum. Tenha em mente que você oferecerá ao candidato
a um cargo a dupla oportunidade, de aperfeiçoamento e de servir à sua Loja. As organizações
atingem o sucesso em decorrência de diligente atenção aos requisitos para o preenchimento de
cargos. Você deve fazer o mesmo para construir uma Loja bem-sucedida. Seguem algumas
sugestões úteis para o recrutamento de Oficiais:
1. Avalie continuamente todos os membros da Loja, procurando identificar aqueles que
apresentam potencial de liderança.
2. Discuta previamente o assunto com aqueles que compartilham sua visão para o futuro da Loja.
3. Envolva-os nas reuniões em que serão fixadas as metas e objetivos da Loja.
4. Solicite a ajuda deles na solução dos vários problemas que podem ser identificados na Loja.
Eles já sabem quais são os problemas, então apenas conversem sobre como podem ser
resolvidos.
5. Crie expectativa sobre as perspectivas de sua gestão e do futuro da Loja. Instile entre os
Irmãos que você pretende recrutar o desejo de ser parte de sua equipe vencedora, e, finalmente,
transforme-se no técnico dessa equipe. O ser humano, lamentavelmente, só apóia os vencedores.
Então, não perca isso de vista ao escolher sua equipe, fixar suas metas, e preparar um time
vencedor para esta temporada e para os próximos anos.
6. Mantenha uma atitude positiva sobre todos os aspectos da liderança da Loja. Uma atitude do
tipo “eu posso fazer e farei”, em vez de “não posso fazer e não farei”, atrai muitos interessados.
Todos querem fazer parte de um time vencedor e ninguém gosta de um perdedor.
7. Exponha, em termos concretos, o que será realizado durante o próximo ano e qual o papel de
cada um na obtenção do sucesso. Saliente que a construção de uma Loja bem-sucedida não é um
processo para um único ano, e que vai requerer excelente liderança nos anos seguintes. Restarão
muitos projetos interessantes para serem desenvolvidos nas próximas gestões.
8. Se eles concordarem em se juntar a sua equipe, comprometa-se a ajudá-los a alcançar as metas
e objetivos que traçarão para a Loja quando, no futuro, vierem a ocupar o Trono de Salomão. O
recrutamento para sua equipe começa com a designação para linha progressiva de Oficiais. Se
esperar até o último momento, você colocará em campo um time de substitutos em vez da
necessária primeira linha.

C. COMISSÕES

Comece com uma lousa limpa. Decida quais comissões serão necessárias para implementar seu
programa para o ano 24​ ​ . Fale com os Irmãos sobre as qualidades que são necessárias para a
realização das tarefas projetadas. Selecione os Irmãos que manifestarem interesse, designando-os
para as comissões. Faça um resumo dos requisitos exigidos para cada cargo nas comissões. Uma
vez selecionadas as equipes para as diferentes comissões, descreva por escrito os deveres e
responsabilidades de cada comissão, e apresente um modelo preliminar do tempo que você
considera razoável para a execução das tarefas atribuídas a cada uma delas.

D. A FAMÍLIA MAÇÔNICA

Uma fonte inesgotável de recursos humanos em muitas Lojas é a Família Maçônica, ​i. e.​, as
esposas e os filhos dos Irmãos, aos quais devem ser somados os integrantes dos Corpos Anexos e
Concordantes 25​​ . Desenvolva relações positivas com toda sua família Maçônica e use seus
recursos para desenvolver não apenas sua Loja, mas a Família Maçônica como um todo. Você
necessita dela e, o que é mais importante, ela necessita de uma Loja bem-sucedida para que
possa crescer e atingir suas metas. Uma coisa é certa: quanto mais pessoas se envolverem em
suas atividades, maior será o sucesso de sua Loja.
Verifique quais são os Corpos Anexos e Concordantes de sua região para incluí-los em seu
processo de planejamento. Faça reuniões freqüentes com as lideranças desses Corpos e
envolva-as, bem como a seus membros, na realização das metas e objetivos de sua Loja. É muito
melhor pedir que eles participem e colaborem do que ignorar seus problemas específicos e criar
ressentimento.

SEÇÃO 6
COMO FAZER PARA QUE SEUS OFICIAIS TRABALHEM COM
INSTRUÇÕES ADEQUADAS (sugestões de deveres para os Oficiais da Loja)

A. INTRODUÇÃO

Por suas condutas, trajes, frequência, entusiasmo, proficiência no trabalho, e por suas atitudes, os
Oficiais ditam o tom de todo o funcionamento da Loja. Cada Oficial pode transmitir aos
candidatos e a todos os Irmãos a seriedade, a beleza e a honradez da Maçonaria, bem como a
diversão e a amizade. Os deveres contidos nas páginas seguintes fornecem as linhas de conduta
para se atingir estas metas.

B. LINHAS GERAIS

​ .
Os tópicos seguintes se aplicam à operação de todas as Lojas 26​

1. O PONTO

Somente um dos presentes a uma sessão de iniciação, elevação ou exaltação deve estar
autorizado a funcionar como ponto 27​​ . A presença de vários membros atuando como ponto,
mesmo que bem intencionados, resultará em confusão, estragando o efeito do ritual. O Oficial
encarregado deverá atuar como ponto ou indicar alguém para fazê-lo. Todos os demais deverão
permanecer quietos. O Oficial encarregado de atuar como ponto deve ser designado juntamente
com os Oficiais da linha progressiva. Se o Instrutor de Ritualística estiver presente, ele deverá
ser o ponto.

2. DEVERES ESPECIAIS DAS LUZES DA LOJA

Estes deveres são referentes ao Venerável Mestre, nos casos de sessões ordinárias e das
exaltações; ao Primeiro Vigilante para a elevação ao segundo Grau; e ao Segundo Vigilante para
​ . Cada um deles deve tomar todos os cuidados para as sessões a seu cargo,
as iniciações 28​
respondendo pessoalmente pelo seguinte:

a. Preparar uma lista dos Irmãos designados para ocupar cada cargo durante a sessão.
Informá-los com antecedência acerca da função que desempenharão, dando-lhes tempo para
revisar o ritual antes da sessão.
b. Ver se o Cobridor domina o ritual e sabe o nome do candidato, para que esteja adequadamente
informado quando receber visitantes.
c. Ser responsável, tanto dentro quanto fora do Templo, pelo decoro, pelo conforto dos visitantes
e pelas apresentações.
d. Se um visitante for trabalhar durante a sessão, certificar-se de que ele é razoavelmente
proficiente na função que ocupará.
e. Quando se preparar para fechar a Loja, cuide para que os Irmãos que não dominam a
ritualística do encerramento sejam removidos das posições que ocuparam durante a sessão, para
que não fiquem embaraçados 29​​ .

C. PROMOÇÃO

A preparação dos Oficiais para avançar para o próximo cargo na linha de sucessão deve ser feita
até a metade do ano. A linha de sucessão nas Lojas não é oficial. Assim, cada membro com
direito a voto também pode ser eleito Oficial de uma Loja. No entanto, muitas Lojas estabelecem
uma linha de sucessão a ser seguida pelos Oficiais em seu progresso de um cargo a outro. Os
deveres dos Oficiais da Loja esboçados neste capítulo são baseados na seguinte linha de
sucessão: Segundo Mordomo – Primeiro Mordomo – Segundo Diácono – Primeiro Diácono –
Segundo Vigilante – Primeiro Vigilante – Venerável Mestre 30​​ .
Essa linha de progressão e os respectivos deveres em cada posição vão preparar o Oficial para a
posição administrativa de Venerável Mestre, se ele evoluir completamente por toda a linha. Cada
Oficial terá deveres que proporcionarão desafios e experiências, preparando-o para o cargo de
Venerável Mestre.
Todo Oficial tem o potencial de servir sua Loja como Venerável Mestre. Assim, é muito
importante que você não convide para servir como Oficial um Maçom do qual você não se
orgulhará de tê-lo com seu Venerável Mestre. Os deveres abaixo poderão ser modificados e
adaptados por cada Loja, como o Venerável Mestre entender melhor. Devem ser usados apenas
como um esboço e uma sugestão para a operação de uma Loja.

D. SUGESTÃO DE DEVERES PARA OS OFICIAIS DA LOJA

Uma sugestão, somente isso e nada mais. Um Venerável Mestre tem um amplo horizonte para
distribuir deveres. Na distribuição de deveres entre seus Oficiais você deverá ter em mente
algumas limitações: (a) O interesse de nossa Grande Loja 31​ ; (b) O Regimento Interno de sua
Loja; e (c) A especial utilidade de cada um de seus Oficiais.
O que segue é um modelo, como sugestão. Ele precisará ser adaptado para atender às
necessidades específicas de sua loja e as diferentes habilidades de cada Oficial. Seu valor está na
utilidade que ele terá para cada Oficial.

SUGESTÃO DE DEVERES PARA O VENERÁVEL MESTRE

O Venerável Mestre tem poderes para:


A. Convocar a Loja quando julgar necessário;
B. Publicar, ou determinar que se publique, toda convocação ou notícia que possa ser necessária;
C. Desempenhar todas as funções executivas da Loja; e,
D. Praticar todos os atos, segundo os antigos usos de seu cargo, permitidos pela Constituição e
Regulamentos da Grande Loja.

Deveres gerais
São deveres do Venerável Mestre:
A. Presidir todas as reuniões da Loja;
B. Conferir ou fazer conferir todos os Graus em estrita conformidade com o ritual aprovado pela
Grande Loja;
C. Dar as preleções relativas a cada Grau, a tempo de que sejam conferidos conforme o ritual;
D. Indicar os Oficiais, como estipulado pelo Regimento;
E. Autenticar, em cada sessão da Loja, todas as atas ou registros de procedimentos na forma
como aprovados em tais reuniões da Loja;
F. Supervisionar os atos de todos os Oficiais de sua Loja e cuidar para que seus respectivos
deveres sejam desempenhados de forma adequada;
G. Cuidadosamente prevenir qualquer infração, pelos membros de sua Loja, ao Regimento
Interno ou à Constituição e Regulamentos da Grande Loja;
H. Preparar-se para a eleição de seu sucessor.

Deveres específicos
1. Preparar a Programação Anual da Loja.
2. Preparar o Orçamento Anual da Loja.
3. Preparar os artigos do Venerável Mestre para o Boletim.
4. Agendar a data para a visita Oficial do Delegado Distrital​32​.
5. Nomear os Irmãos da comissão de investigação 33​​ como exigido.
6. Ser responsável por todas as comissões da Loja.
7. Comparecer à Grande Loja e votar as recomendações de sua Loja nas resoluções 34​​ .
8. Preparar a ordem do dia para cada sessão.
9. Designar os membros das seguintes comissões para a Loja:

Comissões 35​
1. Orçamento e finanças
2. Edifício
3. Telefone
4. Boas vindas
5. Cuidados e Participação
6. Educação Maçônica
7. Prêmio do Grão-Mestre
8. Prêmio Raymond Rideout
9. História da Loja

Quanto ao Ritual em geral


Estar qualificado para os trabalhos e para dar, ou cuidar para que sejam dadas, as preleções do
Primeiro, Segundo e Terceiro Graus 36​​ ; e ser completamente proficiente quanto aos tópicos da
Constituição e Regulamentos da Grande Loja que estão relacionados ao governo de uma Loja.

Quanto ao Ritual em particular


1. Dominar o ritual para condução de sessões ordinárias;
2. Dominar o ritual para a recepção de representantes da Grande Loja (Grão-Mestre, Delegado
Distrital, etc.);
3. Conduzir serviços de pompas fúnebres;
4. Conduzir práticas dos Graus para todos os Oficiais da Loja;
5. Notificar o Secretário acerca da data de iniciação dos candidatos;
6. Responsabilizar-se por todo o trabalho do Terceiro Grau;
7. Comparecer às reuniões de instrução 37​​ ;
8. Providenciar para que os novos Mestres Maçons apresentem trabalhos em Loja aberta.

SUGESTÃO DE DEVERES PARA O PRIMEIRO VIGILANTE

Deveres gerais
É dever do Primeiro Vigilante auxiliar o Venerável Mestre no cumprimento de seus deveres, e se
desincumbir de todos os deveres que os antigos costumes atribuem a seu cargo. Substituir o
Venerável Mestre na ausência deste, respondendo por todos os seus poderes e obrigações.

Deveres específicos
1. Preparar os itens do Boletim da Loja que lhe sejam atribuídos pelo Venerável Mestre;
2. Presidir a Comissão de Orçamento 38​​ ;
3. Preparar o calendário para seu futuro ano como Venerável Mestre;
4. Preparar uma estimativa de orçamento para seu futuro ano como Venerável Mestre (baseada
no calendário acima referido);
5. Analisar Irmãos que possam ser designados para a linha de sucessão durante seu ano como
Venerável Mestre, perguntando-lhes se gostariam ou não de exercer cargos. Discuta possíveis
escolhas com o atual Venerável Mestre e com o Segundo Vigilante;
6. Analisar Irmãos para designá-los como presidentes e membros das comissões durante seu
futuro ano como Venerável Mestre, consultando-os a esse respeito;
7. Comparecer à Reunião Anual da Grande Loja;
8. Comparecer a todas as atividades da Loja (Sessões ordinárias e especiais, eventos com as
famílias, etc.);
9. Planejar sua instalação como Venerável Mestre;
10. Comparecer às reuniões da Associação Distrital de Oficiais;
11. Comparecer às reuniões de instrução.

Quanto ao Ritual em geral


1. Estar qualificado para o trabalho e as preleções do Primeiro e Segundo Graus;
2. Estar instruído acerca dos dispositivos da Constituição e Regulamentos da Grande Loja
relativos ao governo de uma Loja.

Quanto ao Ritual em particular


1. Dominar o trabalho e preleção do Terceiro Grau, se possível, e o ritual exigido para se
qualificar como Venerável Mestre;
2. Estar qualificado para o trabalho como Primeiro Vigilante no Terceiro Grau;
3. Ser responsável por todo o trabalho do Segundo Grau;
4. Comparecer a todos os trabalhos dos graus conforme designação do Venerável Mestre;
5. Examinar todos os candidatos, para ver se estão adequadamente preparados;
6. Revisar com os candidatos ao Segundo e Terceiro Graus, antes do início dos trabalhos, todos
os sinais, toques e palavras dos graus antecedentes.

SUGESTÃO DE DEVERES PARA O SEGUNDO VIGILANTE


Deveres gerais
1. Auxiliar o Venerável Mestre no cumprimento de seus deveres, e se desincumbir de todos os
deveres que os antigos costumes atribuem a seu cargo. Substituir o Venerável Mestre na ausência
deste e do Primeiro Vigilante, respondendo por todos os seus poderes e obrigações.
2. Intentar processo contra Maçom acusado de conduta antimaçônica 39​​ .

Deveres específicos
​ ;
1. Ser responsável por todos os jantares realizados na Loja 40​
2. Manter registradas as despesas e receitas dos jantares;
3. Manter registro de presença dos Irmãos aos jantares;
4. Trabalhar com os Mordomos 41​ ​ em todas as funções dos jantares;
5. Preparar um sumário das contas mensais e apresentá-lo ao Secretário ao menos uma semana
antes da sessão ordinária;
6. Funcionar como presidente da Comissão de Cuidados e Participação;
7. Preparar os artigos do Segundo Vigilante para o Boletim da Loja, como solicitado pelo
Venerável Mestre;
8. Atuar como membro da Comissão de Orçamento;
9. Comparecer a todas as atividades da Loja (Sessões ordinárias e especiais, eventos com as
famílias, etc.);
10. Comparecer à Reunião Anual da Grande Loja;
11. Dar início ao planejamento do calendário para seu futuro ano como Venerável Mestre;
12. Começar a considerar Irmãos para designá-los para a linha de sucessão em seu futuro ano
como Venerável Mestre;
13. Iniciar a coleta de artigos e informações para usar em seu Boletim durante o futuro ano como
Venerável Mestre;
14. Comparecer às reuniões de instrução;
11. Comparecer às reuniões da Associação Distrital de Oficiais.

Quanto ao Ritual em geral


Estar qualificado para o trabalho e preleções do Primeiro Grau.

Quanto ao Ritual em particular


1. Dominar o trabalho e preleções do Segundo Grau e o ritual exigido para se qualificar como
Primeiro Vigilante;
2. Estar qualificado para o trabalho como Segundo Vigilante no Segundo Grau;
3. Estar qualificado para o trabalho como Segundo Vigilante no Terceiro Grau;
4. Ser responsável por todo o Primeiro Grau;
5. Comparecer a todos os trabalhos dos graus conforme designação do Venerável Mestre.

SUGESTÃO DE DEVERES PARA O TESOUREIRO

Deveres gerais
1. Receber e manter em segurança o dinheiro, propriedades e todos os outros ativos da Loja.
Despender ou transferir os recursos, sob ordem do Venerável Mestre, devidamente atestado pelo
Secretário, com a aprovação da Loja;
2. Manter um livro, ou livros, em que as contas de todas as receitas e despesas sejam correta e
detalhadamente indicadas, computadas por fontes de receitas e despesas;
3. Apresentar relatório na Reunião Anual, na forma prescrita pela Grande Loja;
4. Executar outros deveres, concernentes a seu cargo, segundo o Regimento Interno ou
determinação da Loja.

Deveres específicos
​ ;
1. Atuar na Comissão de Orçamento 42​
2. Comparecer a todas as atividades da Loja.

Quanto ao Ritual em particular


1. Estar qualificado para o trabalho do Tesoureiro no Primeiro Grau;
2. Comparecer às reuniões de instrução.

SUGESTÃO DE DEVERES PARA O SECRETÁRIO

Deveres gerais
A. Registrar, por escrito, todos os procedimentos de cada sessão, sob direção do Venerável
Mestre, e transcrevê-los num livro de atas, e, na sessão seguinte, proceder à leitura da ata em
Loja, e após aprovada, apresentá-la ao Venerável Mestre para sua assinatura;
B. Preparar e transmitir uma cópia de tais registros, ou de parte deles, para a Grande Loja,
quando requisitado;
C. Coletar e receber todo dinheiro devido à Loja e repassá-lo ao Tesoureiro;
D. Manter o selo da Loja e lançá-lo com sua assinatura em todo papel emitido sob sua autoridade
ou em obediência às exigências da Constituição e Regulamentos da Grande Loja 43​ ​ ;
E. Transmitir ao Grande Secretário um Certificado de Eleição, com os nomes dos novos Oficiais,
imediatamente após cada eleição na Loja;
F. Enviar relatório mensal e anual ao Grande Secretário, na forma prescrita;
G. Enviar ao Grande Secretário relatório anual com os nomes, datas de iniciação, elevação e
exaltação, e datas do óbito de todos os membros permanentes da Grande Loja;
H. Relatar ao Grande Secretário, imediatamente após sua ocorrência, todas as rejeições para os
Graus, expulsões, suspensões, e regularizações, na forma prescrita;
I. Prontamente notificar por escrito um candidato rejeitado, e restituir todas as taxas e
contribuições pagas à Loja;
​ ;
J. Remeter as notificações relativas à falta de pagamento de contribuições 44​
K. Manter, na forma estabelecida, os seguintes livros da Loja:
1. Um livro de atas, para registrar por escrito todas as atividades da Loja em suas sessões;
2. Um livro para as assinaturas dos membros, segundo a ordem de sua admissão, cuidando para
que cada membro assine seu nome por extenso;
3. Um livro para o rol dos Irmãos, no qual registrará em páginas dispostas em ordem alfabética:
a. O nome completo de todos os membros da Loja,
b. Datas de iniciação, elevação, exaltação ou filiação, com o nome, número e endereço das Lojas
de onde vieram;
c. Idade e ocupação na data em que foram admitidos na Loja;
d. Datas de retirada, expulsão, suspensão, morte ou regularização;
4. Um conjunto de livros de contas 45​​ necessário para apresentar com clareza:
a. As contas de cada membro com a Loja;
b. As receitas da secretaria, proporcionando um registro claro e permanente de todo dinheiro
recebido e sua origem;
c. Seus pagamentos ao Tesoureiro;

Deveres específicos
​ ;
1. Atuar na Comissão de Orçamento 46​
2. Comparecer a todas as atividades da Loja;
3. Comparecer às reuniões de instrução para secretários, agendadas pelo Grande Secretário.

Quanto ao Ritual em particular


1. Estar qualificado para o trabalho do Secretário no Primeiro Grau;
2. Comparecer às reuniões de instrução.

SUGESTÃO DE DEVERES PARA O PRIMEIRO DIÁCONO

Deveres gerais
Exercer os deveres conforme os usos da Ordem e pertinentes ao cargo de Primeiro Diácono, tal
como especificado pelo Regimento ou determinado pelo Venerável Mestre.

Deveres específicos
1. Pessoalmente recepcionar os visitantes e introduzí-los no Templo;
2. Atuar como presidente da Comissão de Exame de Visitantes 47​​ ;
3. Atuar na Comissão de Educação Maçônica;
4. Atuar na Comissão de Orçamento;
5. Comparecer a todas as atividades da Loja;
6. Comparecer às reuniões da Associação Distrital de Oficiais.

Quanto ao Ritual em geral


1. Estar qualificado para o trabalho como Primeiro Diácono em todos os Graus e para a preleção
do Segundo Grau;
2. Dominar o trabalho ritualístico do Venerável Mestre no Primeiro Grau;
3. Estar qualificado para o trabalho como Segundo Vigilante na primeira parte do Primeiro Grau;
4. Estar qualificado para o trabalho como Segundo Vigilante na primeira parte do Segundo Grau;
5. Estar qualificado para o trabalho como Segundo Vigilante na primeira e segunda partes do
Terceiro Grau;
6. Comparecer a todos os trabalhos dos graus agendados pelo Venerável Mestre.

SUGESTÃO DE DEVERES PARA O INSTRUTOR DE CANDIDATOS 48​

Não há, oficialmente, o cargo de “instrutor de candidatos”. O Primeiro Vigilante tem a


responsabilidade de instruir todos os candidatos, porém ele pode designar outro Irmão para
exercer essa função; daí a razão para o título “instrutor de candidatos”. Todavia, mesmo
atribuindo a tarefa a outro Irmão, o Primeiro Vigilante não afasta sua responsabilidade pessoal.

Deveres Gerais
1. Manter uma lista de todos os candidatos, registrar o progresso de cada um no aprendizado em
todos os graus, e informar a esse respeito o Primeiro Vigilante e o Venerável Mestre;
2. Cuidar para que cada candidato seja assessorado por um Irmão mais experiente;
3. Cuidar para que os Irmãos mais experientes que acompanharão os candidatos possuam um
exemplar do Manual do Instrutor;
4. Certificar-se de que todos os candidatos estão qualificados em suas lições antes de levá-los à
exame em Loja aberta;
5. Estar qualificado para dar ao candidato lições em todos os Graus.
6. Estar preparado para examinar os candidatos em Loja aberta.

SEÇÃO 7

COMO MANTER NOVOS MEMBROS ENVOLVIDOS EM SUA LOJA

Para que nossos novos membros tomem parte ativa na vida da Loja devemos dar a eles, no
mínimo, uma introdução à Maçonaria. O Ritual, não importa quão bom ele seja, não é suficiente
tornar o Maçom um instruído membro ativo da Loja. Para obtermos um homem que acredita na
Maçonaria, um homem que seja um membro ativo, temos que usar nosso tempo para mostrar,
ensinar e guiar o novo Irmão a um claro entendimento acerca dos princípios de sua vida como
Maçom. Em resumo, nós não podemos apenas iniciar um candidato e em seguida abandoná-lo.
Devemos começar fazendo com que nós mesmos tenhamos uma atitude positiva. A Maçonaria
tem muito a oferecer. Ela tem sido uma fonte de sabedoria e satisfação pessoal para milhões de
bons homens. Hoje em dia, seus princípios e seus benefícios estão tão disponíveis e são tão
oportunos quanto sempre foram. Mas somos confrontados por essa questão: Por que os jovens de
hoje estão cada vez menos interessados em se unir a nós e participar de nossa fraternidade?
Muitos acreditam que os candidatos que nós queremos são ativamente orientados. Nós queremos,
preferivelmente, aqueles que “farão”, e não aqueles que simplesmente “serão”. Olhemos para
algumas das atividades da comunidade que disputam o tempo dos jovens. Os clubes de serviço
estão crescendo. Eles expõem seus projetos comunitários e como levantarão dinheiro para
custeá-los. São hábeis em exibir um empenhado grupo de pessoas fazendo algo com impacto
positivo em suas comunidades. Mostram aos jovens a finalidade de suas atividades. Mostram
seus equipamentos e programas de treinamento, e exibem um empenhado grupo de membros
absorto a fazer algo para aperfeiçoar suas habilidades. Clubes sociais, geralmente centrados em
esportes como o golfe, tênis, caça ou pesca, não têm problemas para manter seus membros. São
hábeis em mostrar às pessoas suas instalações, suas agendas de eventos e atividades. Também
são peritos em mostra um grupo de apaixonados por seu esporte fazendo algo para melhorar sua
performance.
Novos membros têm se juntado às Lojas porque querem fazer algo. Querem se tornar mais
efetivos naquilo que fazem. Querem se envolver com outros, tomar parte em seus esforços, e
compartilhar metas.
O que a Maçonaria lhes oferece? Devemos começar com a amizade fraterna, a solidariedade e a
verdade. Os elementos da amizade fraterna são nossos pontos perfeitos: a obrigação de
deixarmos nosso próprio caminho para servir a um Irmão merecedor; a obrigação de sempre nos
lembrarmos de nosso Irmão em nossas meditações; a obrigação de manter o sigilo; a obrigação
de ajudar um Irmão e de proteger seu bom nome; e, finalmente, a obrigação de prevenir um
Irmão da presença de um perigo. Nós oferecemos essa obrigação moral àquele que estiver
disposto a manter reciprocidade.
A solidariedade não corresponde, necessariamente, à ajuda material. Ela pode ser uma mãozinha
ou um ouvido amigo, um favor ou uma palavra encorajadora. O compromisso subjacente é o de
uma disposição de ajudar a outro Maçom, ou sua família, com o mesmo nível de consideração
que seria demonstrado em relação a um irmão natural. Nós podemos oferecer esse compromisso
àquele disposto a manter reciprocidade.
A verdade é um valor e uma medida de valores que nos é confiada. Cada um dos três graus da
Maçonaria Simbólica ensina, por preceitos, alegorias e símbolos, as virtudes da justiça,
fidelidade, temperança, coragem, e prudência, tudo o que temos para sermos verdadeiros –
verdadeiros hoje, verdadeiros ontem, e verdadeiros amanhã. Nós estamos dispostos a
compartilhar as lendas, e as alegorias e símbolos que as ilustram, com aqueles que estiverem
dispostos a praticar as virtudes que elas representam.
Amizade fraterna, solidariedade e verdade exigem atividade e compromisso pessoal. Temos que
fazer algo para colocá-las em prática. A Maçonaria pode dar aos homens uma oportunidade de
fazer algo para melhorar a si mesmos na busca daquelas verdades.
Nossas lendas nos ensinam que antigamente os aprendizes e companheiros aprendiam a melhorar
suas habilidades sob a direção e tutela dos Mestres. Isso era verdadeiro na Maçonaria Operativa.
E pode se tornar verdadeiro em sua Loja. Não permita que um candidato simplesmente receba os
três graus. Devemos demonstrar-lhe que os princípios maçônicos oferecem um modo de pensar e
um modo de viver. Aqui vai um plano de aprendizado com doze pontos, para manter novos
membros envolvidos, para dar-lhes algo para fazer; doze tarefas que estão intimamente
relacionadas com os princípios de nossa atividade como Maçom.

Primeiro, vamos considerar a ​Amizade Fraterna​. O novo membro precisa conhecer seus novos
Irmãos. Veja o que um Venerável Mestre pode fazer:

Tarefa 1. Faça com que o padrinho do novo membro o apresente a todos Irmãos na noite em que
ele for iniciado. Temos visto com freqüência um novo Irmão sentado sozinho numa sala, onde
um grupo de Maçons está conversando, sem que alguém o tenha apresentado aos demais ou
tenha o cuidado de se apresentar a ele.

Tarefa 2. Solicite que o candidato e seu padrinho permaneçam na porta recebendo os Irmãos nas
noites de sua elevação e exaltação. É uma boa oportunidade para que ele converse com os Irmãos
que já conhece, e para se encontrar com outros membros que compareçam naquelas noites.
Tarefa 3. Convide o novo Irmão para ajudar nos três primeiros jantares após sua iniciação.
Lembre-se, ele se tornou membro da Loja porque queria fazer algo. Envolvê-lo nas atividades da
Loja fará com que ele se sinta parte dela.

Vejamos agora a ​Solidariedade​. Cada novo Maçom precisa conhecer logo alguns dos aspectos
da solidariedade Maçônica.

Tarefa 4. Convide o novo Maçom para trabalhar na primeira atividade para as mulheres que for
realizada imediatamente após sua iniciação, e deixe que ele receba pessoalmente várias delas.

Tarefa 5. Nas datas comemorativas, inclua o novo Maçom na equipe que entregará flores, cestas
ou outro objeto que a Loja possa preparar para as viúvas e Irmãos idosos.

Tarefa 6. Convide-o para acompanhá-lo numa visita a um Irmão que se encontre hospitalizado,
ou a um Irmão doente.

Tarefa 7. Convoque-o para comparecer ao primeiro serviço de pompa fúnebre Maçônica que
ocorrer após sua iniciação, para testemunhar a consideração que nossa fraternidade tem em
relação à família de um Irmão falecido.

Nosso terceiro princípio é a ​Verdade​. O novo Maçom espera obter uma familiaridade básica
com as lendas e símbolos que ilustram as verdades que nós valorizamos.

Tarefa 8. Faça com que o novo Irmão tire proveito das quatro sessões de instrução contidas em
nosso Manual do Instrutor. Você estará enganando seriamente alguém se torná-lo membro de sua
Loja, mas falhar em dar-lhe um conhecimento básico do ritual, que é o coração de nossa
fraternidade.

Tarefa 9. Faça com que o novo Irmão visite outra Loja, por três vezes, durante sua jornada do
Primeiro ao Terceiro Grau, cada uma das vezes para assistir a uma sessão do grau colado
recentemente. Isso dará a ele um melhor entendimento acerca do grau. E também mostrará que
ele é parte de uma ampla fraternidade, com a qual poderá contar em qualquer lugar aonde vá.
Além disso, deverá estar acompanhado de seu padrinho ou de Irmãos que ele conheça bem.

Tarefa 10. Convide o novo Maçom a exercer um cargo que não exija conhecimento do ritual,
durante um mês ou dois, ou mesmo por uma única sessão, após sua exaltação. Pode ser que ele
nunca mais queira fazer isso novamente, mas é importante que exerça um cargo pelo menos uma
vez, tendo a oportunidade de tomar parte da sessão.

Tarefa 11. Providencie para que o novo Irmão receba sua instrução do Terceiro Grau, sozinho ou
com outros Irmãos que tenham ingressado recentemente na Ordem, dentro do tempo
estabelecido. Temos muitos Maçons novos que sentem que falharam em relação a algo que
deveriam ter feito. Eles não falharam. Você falhou se disse a eles que esperava que fizessem
alguma coisa, mas nunca os supervisionou. Amizade fraterna, solidariedade e verdade são os
princípios de nossa vida como Maçons. Outra característica dos Maçons é serem tão antigos
​ . Cada comunidade neste país é o melhor lugar para se viver
quanto a história de nosso país 49​
devido ao trabalho dos Maçons que, por centenas de modos, fazem suas comunidades e seu país
progredirem. Eles colaboram atuando como bombeiros voluntários, membros de esquadrões de
resgate, técnicos de times, diáconos nas igrejas e professores em escolas dominicais, como
membros dos quadros de hospitais e bibliotecas, e de muitas outras maneiras. Os Maçons são o
alicerce de cada comunidade neste país.

Tarefa 12. Diga a cada novo Irmão que você gostaria de vê-lo envolvido em alguma atividade
cívica, da comunidade ou da igreja, onde ele possa aplicar algumas das lições que aprendeu em
sua Loja.

Doze pontos. Você ainda pode dizer àquele que tenha revelado interesse pela Maçonaria o que se
espera que ele faça ao se tornar um Maçom. Você poderia dar-lhe um panfleto contendo este
plano de aprendizado, e ele entenderia antecipadamente o que é, os motivos de suas palavras, e
como isso o beneficiará. Isso poderia desencorajar uns poucos que simplesmente querem ser
conhecidos como Maçons; mas, aqueles que realmente querem fazer algo são atraídos por
organizações que manifestam claramente seus princípios, que os convidam a assumir um
compromisso, e que relacionam aqueles princípios com um plano específico de atividades. Você,
como Venerável Mestre, pode prestar um grande serviço à Maçonaria, a sua Loja, e aos novos
Irmãos: basta dar a cada um destes algo para fazer.

Nós somos a maior fraternidade do Mundo, fundada nos mais nobres princípios. Mas não se
esqueça de que isto não é o bastante para formar um Maçom. Nossa fraternidade crescerá de
modo proveitoso, nossas Lojas prosperarão, e nossos Irmãos crescerão como bons Maçons,
somente se nós focarmos nossos pensamentos e esforços, e os pensamentos e esforços dos novos
membros, na Maçonaria como uma filosofia e modo de vida, em que a fraternidade é o caminho,
a missão e a meta.

SEÇÃO 8

COMO SE COMUNICAR DE MODO EFICIENTE

Quantas vezes você já ouviu a velha desculpa dos ex-veneráveis: “Bem, se eles leram o boletim,
estão sabendo disso”, ou “Eu coloquei isso no boletim e ainda anunciei em nossa última sessão”.
Na sociedade atual, você deve se comunicar de modo eficiente se pretende atingir os objetivos e
metas que estabeleceu para você mesmo e para sua Loja. A confiança em técnicas tradicionais e
apenas parcialmente bem-sucedidas deixará você com uma Loja vazia e com Irmãos que não se
empenham.
Você deve se comunicar de modo eficiente com os membros da Loja se sua meta é a de construir
uma Loja ativa e progressista. Há muitos tipos de comunicação: verbal, escrita, corporal, da
aparência e da escuta. Cada uma é importante para a comunicação dos três principais pontos da
Maçonaria: amizade fraterna, solidariedade e verdade.

A. COMUNICAÇÃO VERBAL

Falar em público de modo eficiente é uma necessidade para o Venerável Mestre e seus Oficiais,
para promover comunicação adequada com os Irmãos e suas famílias. Muitos Veneráveis
Mestres negligenciam o desenvolvimento dessa importante habilidade, e quando são postos em
frente ao público, falham na comunicação de suas metas e programas. Eles falham em
reconhecer que a liderança requer comunicação verbal eficiente e persuasiva. Você seguiria um
líder cujas palavras não o inspirassem para um grande esforço? O que você pensaria de um
Venerável Mestre que gagueja e murmura quando está em frente a um grupo de pessoas? A
resposta é óbvia. Você balançaria sua cabeça com pena, e aguardaria a próxima gestão. Não
deixe que aquela pessoa seja você.
Recitar o ritual durante nossas sessões ajudará você a desenvolver algumas habilidades de
oratória. No entanto, o ritual é apenas um exercício de memorização, treinado em sua própria
mente, e repetido durante os trabalhos dos graus. Falar em público exige habilidades diferentes
que podem ser desenvolvidas com treinamento e prática.
Pouquíssimos no mundo podem ser classificados como oradores natos. Em quase todas as vezes
em que ouvimos alguém falar em público de forma efetiva, essa pessoa gastou tempo e energia
para se preparar para se comunicar de modo eficiente.
Lembre-se de que todos começam por baixo, cada um tem seus problemas com o ato de falar em
público, e todos podem se beneficiar com a prática e a instrução. Você pode não vir a ser o
melhor orador, mas certamente se aperfeiçoará. Prepare seu tempo e se esforce para desenvolver
suas idéias, para anotar, rascunhar e pensar sobre isso até que tenha encontrado as palavras
certas. Você nunca se arrependerá do tempo e esforço despendidos, e seus Irmãos, colaboradores
e amigos certamente apreciarão sua nova habilidade.

B. COMUNICAÇÃO ESCRITA

Pode não ser possível se comunicar verbalmente com todos os membros da Loja. Conte com a
escrita para dar sua mensagem e ser entendido por aqueles que você deseja alcançar. A qualidade
e o estilo de sua comunicação escrita determinará se suas mensagens serão ou não realmente
lidas.

1. O boletim da Loja

Reflita sobre os anos anteriores. Você lia o boletim mensal da Loja? Se não, por que não? O que
é relevante para as atividades atuais de sua Loja? Pare para rever as matérias que atualmente são
incluídas no boletim. Elas são necessárias? Os conteúdos são interessantes e estimulam a leitura?
Se a resposta é “não”, então você deve fazer algo sobre isso, porque a resposta dos demais
Irmãos será a mesma. Seguem algumas sugestões úteis para a publicação de um boletim mais
interessante.
1. Elimine o excesso. Algumas informações não precisam ser repetidas mês a mês, ano após ano.
Selecione apenas as matérias que as pessoas realmente apreciarão.
2. Escolha um formato que possa atrair o interesse do leitor. Letras miúdas, de leitura difícil,
podem reduzir o custo de impressão, mas também garantirão que o boletim rapidamente
encontrará seu destino final, junto com a correspondência imprestável, no cesto de lixo mais
próximo.

3. Quando possível, utilize recursos gráficos para atrair a atenção do leitor e para acentuar o
propósito do autor do texto.

4. Dê destaque ao que é positivo! Todas as mensagens e artigos podem levar o leitor a querer
tomar parte dos bons tempos pelos quais sua Loja está passando. Fale de modo positivo sobre as
atividades já realizadas, sobre aquelas que estão em andamento, e sobre as futuras. Ninguém
quer se juntar ou tomar parte de uma Loja mal conduzida.

5. Verifique o produto final. Papel, gráficos e produção de baixa qualidade o levarão direto à
cesta de lixo.

6. Planeje seu ciclo de produção mensal para assegurar que os leitores terão o material em mãos
no mínimo duas semanas antes do próximo evento programado. Um boletim que chega atrasado
é o mesmo que boletim nenhum.

7. Peça aos Irmãos que enviem artigos para publicação, em diferentes áreas de interesse.

2. Correspondência especial

O boletim pode não ser um veículo adequado para aquelas informações que devem, realmente,
ser lidas e compreendidas pelos membros da Loja. Veja os exemplos de meios alternativos de
comunicação escrita que você pode empregar:

a. Eventos especiais
Visitas do Grão-Mestre, recepções, eventos para arrecadação de fundos, comemorações, etc.,
exigem um tipo especial de notificação para os Irmãos. Um folheto especial com gráficos
divertidos atrairá atenção para seu evento social ou de arrecadação de fundos, que de outro modo
poderia ficar esquecido se informado apenas num boletim publicado há algum tempo.

b. Metas e Objetivos
Utilize uma correspondência especial, que inclua todo o pacote de resultados dos esforços de sua
equipe, para fazer com que cada membro seja informado sobre as metas e objetivos estabelecidos
para a Loja. Os Irmãos poderão ler um material bem produzido, em forma de carta.

c. Placas e Cartazes
Todos que entrarem em sua Loja devem se deparar imediatamente com placas ou cartazes
anunciando algum acontecimento especial já agendado ou eventos sociais planejados pela Loja.
Não desperdice uma oportunidade. Lembretes publicados no boletim da Loja, cartas e cartazes
efetivamente promoverão suas atividades e ajudarão na obtenção do sucesso, não só para sua
Loja, mas para você como Venerável Mestre.

C. COMUNICAÇÃO PESSOAL

Toda pessoa também envia mensagens a outras pelo modo como se veste, por seus atos e por sua
aparência. Tenha o cuidado de verificar se você está transmitindo a mensagem correta àqueles
que deseja influenciar. Aproveite estas dicas úteis:

1. Verbalmente

A natureza humana garante que cada Irmão será sempre informado, positiva ou negativamente,
sobre suas ações como Venerável Mestre. A arte está em “acentuar o que é positivo”, por meio
da comunicação. Agindo assim você prepara o clima para que outros façam o mesmo.
Em toda Loja e toda organização sempre haverá uma parcela de membros que não têm nada a
dizer. Se você der ouvidos àqueles que demonstram uma atitude negativa, também será
contaminado com esse comportamento e toda a Loja sofrerá com isso. Primeiro, dissemos a você
que discuta os problemas da Loja e, ao mesmo tempo, queremos que você “acentue o que é
positivo”. Estas duas diretrizes são compatíveis ? Na maioria das vezes certamente que sim.
A discussão de problemas põe todas as coisas na mesa. Não há uma necessidade maior de
discutir os aspectos negativos de sua Loja. Basta a discussão sobre suas metas e objetivos,
juntamente com seus planos de ação. Procurar soluções para seus problemas é o melhor caminho
para “acentuar o que é positivo”. Se você se comunicar de forma positiva, encontrará todos os
Irmãos falando dos aspectos positivos de sua Loja.
Pensar positivamente leva outros a uma atitude positiva. Mesmo aqueles que não freqüentam a
Loja regularmente ficarão orgulhosos de suas realizações. Nossa fraternidade é, essencialmente,
uma organização social destinada a promover a felicidade e a amizade fraterna. Se o pensamento
negativo surgir em sua Loja, elimine-o. Uma Loja bem-sucedida é uma Loja positiva, que segue
adiante. Aja imediatamente, e faça com que toda comunicação verbal seja positiva.

2. A comunicação corporal

A comunicação vai além da palavra escrita ou falada. Muitas vezes nossa aparência e nossos atos
dizem muito sobre nós. Emoções como irritação, desapontamento e frustração, tomarão conta da
atmosfera da Loja se forem notadas pelos Irmãos nas mensagens que você transmite com seu
corpo e expressões faciais. Igualmente, se você transmite por seus atos confiança, satisfação, e
fraterna amizade, estas emoções positivas também tomarão conta dos Irmãos. Quem seguiria um
líder cujas palavras mandam avançar, mas cuja aparência e comportamento indicam que está
batendo em retirada?
É fácil dizer que vai mudar sua linguagem corporal. Difícil é fazer isso. Para se sair bem, você
deve considerar continuamente o modo pelo qual suas atitudes e ações afetarão seus Irmãos.
Todo Venerável Mestre tem problemas e frustrações. O fato é que sua carga se tornará mais
pesada, e a resposta dos Irmãos diminuirá, se você transmitir desapontamento e frustrações.
Se vai levar as tropas para fora das trincheiras e morro acima, você deve informar a elas que está
no comando e que o morro não é assim tão alto. Ao liderar considere o seguinte:
a. Deixe sua tristeza em casa
Suas dificuldades e frustrações devem ficar com você. Ao se preparar para ir à Loja, sente-se
sozinho por alguns minutos, dispersando todos os seus problemas, e concentrando-se em tudo o
que há de positivo em sua Loja. Pense sobre como você receberá seus Irmãos e sobre as coisas
boas que tem para dizer. É importante que você se prepare emocionalmente antes de entrar em
qualquer reunião de sua Loja.

b. Abra um sorriso
Quando você estiver dirigindo até a Loja, adote uma atitude positiva e harmoniosa. Estacione seu
carro, apanhe sua pasta, anime-se, coloque uma expressão de felicidade no rosto e, apressando
seu passo, cumprimente seus Irmãos com alegria e amizade fraterna. Você pode até estar infeliz,
mas esse mal não contaminará os demais.

c. Cumprimente cada um pessoalmente


Cada pessoa que entrar pela porta da frente deve sentir que sua presença e participação são vitais
para o sucesso da Loja. Cada Oficial e cada Irmão deve cumprimentar os demais com alegria e
entusiasmo. Um Irmão que não é cumprimentado e bem recebido se sentirá desprezado e
indesejado, e esta é a pior emoção possível.
Como Venerável Mestre, deixe para outros a preparação rotineira da sessão e permaneça em
frente à porta, cumprimentando pessoalmente àqueles que entrarem. Se um novo membro ou
visitante chegar, tenha alguém pronto para pessoalmente apresentá-lo aos demais. Faça com que
todos se sintam em casa.

d. A ‘panelinha’ inclui todos


Todos devem se sentir bem-vindos a participar e atuar em cada evento da Loja. O ser humano
tem necessidade de participar de um grupo social organizado, tal como uma Loja Maçônica, no
qual cada membro ou cada visitante possa se sentir parte integrante daquele grupo. Nunca deixe
alguém se sentir um estranho em sua Loja. Seja verdadeiro em seus convites, não somente por
suas palavras, mas por suas ações.
Não importa o evento, se em Loja ou talvez uma reunião seguida de uma conferência, convide a
todos para participar. Muito provavelmente nem todos os convidados virão, mas não se sentirão
excluídos. E podem ser levados a participar mais. Lembre-se do que sentiu quando foi excluído
de um grupo importante para você. Os excluídos vão procurar um outro lugar. E os incluídos
retornarão.

3. Aparência

Sua aparência pessoal e a de seus Oficiais informa a maneira como você dirige a Loja. Olhe com
calma para você e seus Oficiais. Você está, por sua aparência e modo de se vestir,
silenciosamente transmitindo aos Irmãos a mensagem de um estilo de liderança que reflete sua
Loja e a fraternidade Maçônica? A linguagem corporal da roupa e da aparência tem sido sempre
importante para todas as organizações bem-sucedidas. O velho ditado “Se isso se parece com um
pato, anda como um pato e grasna como um pato, então isso realmente deve ser um pato”, é
absolutamente verdadeiro. Se quiser ser um líder, você deve agir, falar, e ter a aparência de um
líder. Os Irmãos não aceitarão nada menos que isso. As tradições históricas da Maçonaria
determinam que nossas reuniões e nosso ritual sejam executados de modo digno e formal. Você e
sua Loja preservam esse padrão de excelência ou fazem sua maneira de vestir refletir o padrão
dos clubes e organizações menos formais? Os Irmãos apreciarão o visual e a sensação de um
distinto corpo de Oficiais, e reagirão do mesmo modo. Uma aparência descuidada resultará em
liderança e ritualística também descuidadas. Lembre-se da mensagem que você deseja transmitir
aos Irmãos: liderança e competência.

4. Ouvir

Comunicar-se sem fazer uso da palavra é, às vezes, a mais eficiente habilidade que um
Venerável Mestre pode utilizar para atingir suas metas. Uma comunicação positiva somente se
dá quando duas ou mais pessoas são capazes de trocar, de forma honesta e completa, seus pontos
de vista sobre alguma coisa. Quantas vezes em sua vida privada ou profissional você encontrou
alguém que “gosta de gritar ordens, mas se recusa a ouvir”? Seja aberto, paciente e
compreensivo com seus Irmãos.
Esteja pronto para continuamente falar com os Irmãos, e não apenas falar para os Irmãos. Todos
sentirão que você tem a mente aberta e ouvirão suas idéias ou queixas. Seja paciente e use seu
tempo para ouví-los até o fim. Se um problema pode ser facilmente resolvido, resolva-o. Se não,
explique as razões pelas quais você não pode resolvê-lo. O importante é que você ouça e
comunique sua decisão. Todos podem deixar uma discussão sentindo-se bem pela troca de idéias
e pela compreensão da posição dos demais.
Se a visão de um Irmão é oposta a suas metas e objetivos, tente resumir para ele a direção que
você e seus Oficiais estabeleceram e peça sua colaboração. Em toda Loja haverá alguma
resistência. Seu desafio é alcançar suas metas e tentar, por meio de contínua persuasão, trazer os
opositores de volta ao rebanho. Pode ser que você nunca conclua essa tarefa. Alguns poderão
ficar na beira da estrada; mas outros, que estão sentados na cerca, ficarão impressionados com
sua abordagem e oferecerão ajuda.

SEÇÃO 9
COMO ESCREVER UMA BOA CARTA

Você não precisa ser um escritor para redigir uma boa carta. Basta usar alguns modelos, como os
apresentados neste capítulo, que podem ser postos num editor de textos e modificados em dois
ou três minutos, por você, seu Secretário ou outro Irmão disposto a ajudar.
O pouco tempo despendido com estas correspondências acrescentará um toque muito pessoal, e
tornará claros seus desejos e expectativas.
Estes são os modelos de cartas que você pode adaptar para sua Loja:
1. Comissão de sindicância
2. Secretário para o candidato aprovado
3. Venerável Mestre para o candidato aprovado
4. Venerável Mestre para a esposa do candidato
5. Venerável Mestre para o novo Aprendiz
6. Venerável Mestre para a esposa do novo Aprendiz
7. Venerável Mestre para o novo Companheiro
8. Venerável Mestre para o novo Mestre Maçom
9. Segundo Vigilante para o novo Mestre Maçom
10. Venerável Mestre para o novo filiado à Loja
11. Secretário para o novo filiado à Loja
12. Secretário para o novo filiado, que não deixará a Loja anterior
13. Venerável Mestre para membro em atraso com suas contribuições
14. Venerável Mestre para a viúva de um Irmão

MODELO DE CARTA n. 1: COMISSÃO DE SINDICÂNCIA 50​

LOJA BOAZ, n. 59
02 de Janeiro de 1997
Resp. Ir. Jones:

Aqueles que requerem ingresso numa Loja Maçônica, tanto para iniciação quanto para filiação,
devem ser cuidadosamente selecionados. Como Venerável Mestre da Loja Boaz, nomeei você,
Donaldo Gardner e Robert Damon, como membros da Comissão de Sindicância para o
requerente indicado na proposta em anexo. Você deverá completar sua investigação em 20 dias,
devolvendo seu relatório ao Ir. Secretário, em envelope fechado
Para concluir adequadamente a investigação, você deverá entrevistar o requerente em sua casa,
na presença da esposa dele, de modo que cada um possa ficar completamente ciente do tempo
que será exigido dele em sua vida maçônica, na progressão pelos três graus, no cumprimento dos
requisitos de proficiência e nas sessões de orientação Maçônica com a Comissão de Educação da
Loja. Eles devem ser encorajados a perguntar sobre a Maçonaria, e suas dúvidas devem ser
esclarecidas, desde que as resposta sejam aquelas que um Maçom pode dar a um profano. Por
favor, reveja os inclusos livretos “O que um Maçom pode dizer a um profano” e “Investigação
de candidatos”.
O proponente e outras fontes de referências também devem ser contactados, para que você fique
familiarizado com o candidato e possa avaliá-lo melhor.
Como nenhuma outra ação pode ser tomada em relação a um requerimento ou proposta até que
os relatórios da Comissão de Sindicância tenham retornado, é imperativo que você complete a
investigação na forma requerida. Se não está em condições de fazê-lo, avise-me imediatamente.
A sindicância de um candidato é uma das mais importantes funções na Maçonaria, e é crucial
para a operação da Loja que ela seja feita de forma rápida, eficiente, e cuidadosa. Espero ouví-lo
em breve sobre este assunto.
Fraternalmente,
Hiram Drummond
Venerável Mestre

MODELO DE CARTA n. 2: SECRETÁRIO PARA O CANDIDATO APROVADO

LOJA BOAZ, n. 59
Prezado Sr. Greenleaf:

Como o Sr. deve saber agora, os Irmão da Loja Boaz votaram unanimemente por seu ingresso na
Maçonaria. O Sr. será avisado quando uma data especial for agendada, e receberá de antemão
outras informações.
Enquanto isso, nós providenciaremos para bem recebê-lo em nossa fraternidade.
Atenciosamente,
John Anagnostis
Secretário

MODELO DE CARTA n. 3: VENERÁVEL MESTRE PARA O CANDIDATO


APROVADO

LOJA BOAZ, n. 59
Prezado Sr. Greenleaf:

É com prazer que lhe envio, juntamente com a notificação oficial do Secretário, esta carta
pessoal de congratulações por sua aprovação para ingressar na Maçonaria. Ao longo do tempo,
os homens livres de todo lugar têm aspirado se tornar membros desta grande ordem fraternal, e
os mistérios da Maçonaria somente têm se revelado depois que eles compreendem totalmente a
honra que lhes foi conferida.
O espírito com que receber sua experiência Maçônica determinará o que isso significará para
você. Uma busca egoísta por recompensa material lhe proporcionará pouco benefício. Já com
“um sincero desejo de servir a seus semelhantes”, como expresso em seu requerimento – “assim
ingressando com a intenção de me entregar ao serviço, sacrifício e amizade” – certamente você
colherá cem vezes mais.
Venha para sua iniciação preparado para uma cerimônia tradicional e memorável. Tire de sua
mente qualquer daquelas piadas inócuas que você deve ter ouvido sobre “montar num bode” 51​​ e
outras do gênero. Ao bater à porta desta venerável Instituição, entre apenas com uma prece em
seu coração, aquela que achar digna.
Por favor, convide qualquer parente ou amigo que saiba ser Mestre Maçom para assistir a sua
Iniciação. Eles serão afetuosamente acolhidos. Na Maçonaria se considera uma honra estar
presente quando algum conhecido recebe um dos graus.
Eu desejo que o Sr. tenha sucesso em seu trabalho Maçônico, e verdadeira felicidade em seus
novos relacionamentos. Como estaremos juntos na estreita amizade da Loja, sinta-se livre para
me ligar a qualquer hora para alguma informação ou ajuda que eu possa lhe dar.
Em nome de todos os Oficiais e membros da Loja Boaz, lhe estendo cordiais boas vindas e todos
os bons votos.
Atenciosamente,
Hiram Drummond
Venerável Mestre

MODELO DE CARTA n. 4: VENERÁVEL MESTRE PARA A ESPOSA DO


CANDIDATO

LOJA BOAZ, n. 59
Prezada Sra. Greenleaf:

Nós sabemos que a Sra. pode ter algum receio quanto à intenção de seu marido de se juntar à
nossa fraternidade. Ao se tornar um membro ele terá de se ausentar de casa nas noites de reunião.
A Sra. deve ter refletido sobre esse novo interesse de seu marido. Talvez existam algumas
questões não respondidas sobre a Maçonaria. Nós compreendemos seus sentimentos e podemos
ajudá-la sob esse aspecto. Um dos ideais da Maçonaria é fazer com que sua influência sobre seus
membros possa torná-los mais afetuosos, atenciosos e bondosos com aqueles em sua casa e em
sua comunidade. Aqueles que respondem à influência da Maçonaria provavelmente crescerão
nas qualidades que as esposas apreciam. Esse crescimento não pode ser garantido, mas é nosso
objetivo.
Sinceramente esperamos que a Sra. possa trocar uma ausência noturna ocasional por um marido
cada vez mais devotado, em razão de sua filiação à Maçonaria. Também esperamos que, no
futuro, tenhamos o prazer de sua companhia em nossas sessões públicas e noutros programas da
Loja especialmente planejados para as esposas dos Maçons. Sempre que precisar de ajuda, nós
esperamos que a Sra. se lembre de que aqui há um grupo de Maçons de prontidão.
Em breve marcaremos uma reunião para dar à Sra. e a seu marido uma visão geral da Maçonaria
e dos três graus que ele receberá. A Sra. será muito bem-vinda a essa reunião e nós aguardamos
ansiosamente sua presença.
Atenciosamente,
Hiram Drummond
Venerável Mestre

MODELO DE CARTA n. 5: VENERÁVEL MESTRE PARA O NOVO APRENDIZ 52​

LOJA BOAZ, n. 59
Prezado Ir. Greenleaf:

Agora que você foi iniciado Aprendiz Maçom, eu o cumprimento por ter dado o primeiro passo
em direção à plenitude como membro da Loja Boaz. Por ser uma nova experiência para você, a
seguinte lista de cinco pontos pode ser interessante e útil.
1. Você participou de uma cerimônia tradicional, o ritual Maçônico do Primeiro Grau. Espero
que tenha compreendido a completa e obrigatória exigência de total segredo no tocante ao nosso
ritual. Ainda que tenhamos sinais, palavras e toques secretos, que usamos como meio de
reconhecimento, não somos uma sociedade secreta. O local de nossas Lojas pode ser encontrado
na lista telefônica. Muitos de nossos membros usam símbolos maçônicos abertamente, indicando
que são Maçons e que pertencem a uma Loja Maçônica. Nem é secreta a filosofia que nós
defendemos – Amizade Fraterna, Solidariedade e Verdade; e a irmandade dos homens.
2. Antes de ser elevado ao Grau de Companheiro, você deve primeiro empenhar-se em
memorizar uma parte das preleções do Primeiro Grau. Não se atrase nesse trabalho. Não é uma
tarefa tão difícil, mas quanto mais esperar, mais duro será o aprendizado. Além disso, a agenda
dos Graus da Loja presume que você prosseguirá rapidamente para o próximo degrau.
3. Lembre-se de que os ensinamentos Maçônicos têm sido transmitidos ao longo do tempo
verbalmente, com a ajuda de uma cifra 53​​ . Seu Irmão Sênior 54​​ é um Maçom dedicado, que
voluntariamente lhe comunicará essas lições, para que você trabalhe para progredir. Ele é
responsável por ajudá-lo a se tornar proficiente na preleção do Grau de Aprendiz Maçom e a se
preparar para ser examinado antes chegar ao grau seguinte.
4. Seu Irmão Sênior é o Irmão John P. Jones (Rua Principal, 111, Centerville, Maine 04046,
207-943-2331). Entre em contato com ele se tiver alguma pergunta ou precisar de ajuda em sua
lição.
5. Seus direitos e privilégios na Loja são limitados até que se torne um Mestre Maçom. Como
Aprendiz Maçom você não poderá freqüentar a sessão da primeira quinta-feira de cada mês,
porque as sessões ordinárias são abertas no Terceiro Grau, o de Mestre Maçom 55​​ . Será
bem-vindo a todas as atividades da Loja não restritas aos Mestres Maçons. Você não pode visitar
qualquer outra Loja, salvo para assistir a uma Iniciação. Sua presença será aguardada em nossa
Loja sempre que houver uma Iniciação, mas não quando houver sessões do Segundo ou Terceiro
Graus. Leia o boletim da Loja que lhe será enviado, e compareça pontualmente nas datas
apropriadas.
6. Como já sugeri anteriormente, lembre-se de convidar amigos e parentes que saiba serem
Mestres Maçons para visitar a Loja Boaz, especialmente nas noites em que você colará um grau.
Nós recebemos cordialmente os visitantes, e todo Maçom considera uma cortesia ser convidado
quando alguém que ele conhece vai colar um grau.
7. Finalmente, entenda que todas as regras e regulamentos, tal como as que me referi, foram
estabelecidas com uma finalidade, e que todos os Maçons que o antecederam se sujeitaram aos
mesmos procedimentos. Não hesite em fazer as perguntas que possam surgir – a seu Irmão
Sênior, a qualquer Oficial ou a qualquer membro da Loja – mas, acima de tudo, lembre-se de que
estou a seu lado, no telefone mais próximo, e sempre disponível para consultas e conselhos.
8. Muito em breve você será convidado para comparecer a uma revisão e discussão informal
sobre seu Grau. Por favor, sinta-se à vontade na reunião para levantar qualquer questão sobre a
Maçonaria ou sobre o Grau de Aprendiz Maçom.
Boa sorte em seu progresso no trabalho Maçônico. Aguardo ansiosamente a ocasião em que
poderei apertar sua mão como um Mestre Maçom, e recebê-lo como membro pleno da Loja
Boaz.
Fraternalmente,
Hiram Drummond
Venerável Mestre

MODELO DE CARTA n. 6: VENERÁVEL MESTRE PARA A ESPOSA DO NOVO


APRENDIZ

LOJA BOAZ, n. 59
Prezada Senhora Greenleaf:

Seu marido recebeu seu Primeiro Grau na Fraternidade Maçônica. Agora ele é um Aprendiz
Maçom e a Sra. a mulher de um Maçom. Ainda que a Sra., pessoalmente, não seja parte de nossa
organização, aqui estão certas informações que poderão ser úteis no futuro. Ao mesmo tempo,
são assuntos de interesse geral sobre a Maçonaria, e pensamos que gostaria de ser informada
sobre eles.
QUANDO E COMO COMEÇOU?
A Fraternidade dos Maçons Livres e Aceitos é a mais antiga, maior e mais amplamente
conhecida organização fraternal do mundo. Ela tem suas raízes na antiguidade e é descendente
direta das associações dos “maçons operativos”, os construtores das catedrais da Idade Média,
que viajavam pela Europa empregando suas habilidades em sua arte. A organização, tal como a
conhecemos hoje, teve início na Inglaterra, em 1717, quando a construção de catedrais estava em
declínio e os “maçons operativos”, ou “pedreiros livres”, como são conhecidos, passaram a
aceitar membros que não exerciam o ofício de pedreiro, chamando-os de “maçons especulativos”
ou “maçons aceitos”.
A Maçonaria foi trazida para os Estados Unidos por nossos primeiros colonizadores 56​​ . Hoje,
existem 194 Lojas Maçônicas no Maine, com um total de 28.000 membros. Ao redor do mundo
são aproximadamente cinco milhões de Maçons, sendo que perto de três milhões deles se
encontram nos Estados Unidos.
QUAL É O PROPÓSITO DA MAÇONARIA?
O propósito básico é “tornar ainda melhores os homens bons”; melhores pais, melhores maridos,
melhores irmãos e filhos. Tentamos dar ênfase ao indivíduo pelo fortalecimento de seu caráter,
melhorando sua perspectiva moral e espiritual, e ampliando seus horizontes. Tentamos construir
um mundo melhor, construindo homens melhores para trabalhar em suas comunidades.
O ingresso está limitado aos homens adultos que possam reunir reconhecidas qualificações e
padrões de caráter e reputação.
A MAÇONARIA É UMA ORGANIZAÇÃO SECRETA OU UMA RELIGIÃO?
A resposta é ​não​. Uma organização secreta é aquela que oculta seus membros, que se reúne em
locais secretos, e que esconde do público sua organização e seus princípios. Essa descrição não
se aplica à Maçonaria. Nossos segredos são muito poucos e dizem respeito a métodos de
reconhecimento pessoal, alguns detalhes de nossos Graus, e à privacidade do voto de cada
membro.
A Maçonaria não é uma religião, ainda que tenha algum caráter religioso. Cada candidato ao
ingresso na Maçonaria deve expressar sua crença e f’é em Deus. A Maçonaria não toma o lugar
da religião. Ela acentua o compromisso pessoal e o envolvimento de cada membro na
comunidade religiosa escolhida por cada um.
O QUE SÃO OS GRAUS?
A lições na Maçonaria são dadas em nossas Lojas Maçônicas em três estágios separados. Os
Graus, em ordem, são: Aprendiz Maçom (primeiro grau), Companheiro Maçom (segundo grau),
e Mestre Maçom (terceiro grau). Cada um deles contém a moral e a filosofia Maçônicas numa
lição única, incomparável, planejada para produzir forte impacto e influência no homem que
recebe o grau.
O QUE SÃO OS AVENTAIS MAÇÔNICOS?
O avental simbólico era usado pelos maçons operativos para protegê-los das pedras ásperas e das
ferramentas. Atualmente ele é um emblema de distinção fraternal. Ele representa a pele branca
do cordeiro, um símbolo da inocência. O avental pode ser decorado, designando um cargo ou
reconhecimento especial. Todos são, no entanto, uma honrosa demonstração de que seu portador
é membro de nossa Fraternidade mundial.
O QUE SIGNIFICAM OS SÍMBOLOS MAÇÔNICOS?
O símbolo Maçônico mais amplamente conhecido é aquele formado por um esquadro e um
compasso sobrepostos, com uma letra G no centro. O Maçom o usa para se lembrar de sua
obrigação em relação às lições aprendidas em sua Loja, e para demonstrar sua condição a outros
Maçons e a todas as pessoas. Os símbolos Maçônicos têm vários significados, alguns
diretamente relacionados às ferramentas usadas pelos Maçons Operativos e outros, representam a
​ , o Supremo Arquiteto do
necessidade de ordem e direção na vida. A letra G representa Deus 57​
Universo.
QUANDO TÊM LUGAR AS REUNIÕES?
As Lojas se reúnem em sessões mensais regulares, chamadas sessões “ordinárias” ou
“econômicas”, e em outros dias em que seja necessário para a condução de seus negócios. Ainda
que a presença de cada Maçom seja seriamente solicitada, nada é planejado de modo que a Loja
possa interferir em seu trabalho ou em suas obrigações para com sua família ou sua religião.
Seu marido investiu tempo e dinheiro para se juntar à nossa Fraternidade. Ele terá o melhor com
a participação freqüente em nossas deliberações e eventos.
Esperamos que a Sra. aprove e o encoraje a comparecer regularmente, e esperamos ainda que
também se junte a nós, sempre que possível, para as atividades abertas aos convidados.
EU POSSO CONTATAR ALGUÉM SE MEU MARIDO ESTIVER DOENTE OU
HOSPITALIZADO?
Se algum membro de nossa Loja adoecer, nós queremos ficar sabendo. A Sra. pode telefonar
para o Venerável Mestre ou para o Secretário desta Loja. Seu marido integra uma organização
que quer ajudá-lo, e a Sra. também, quando for necessário, e nós precisamos de sua colaboração
para fazer isso.
COMO POSSO PARTICIPAR?
São muitas as oportunidades de participação ativa e de associação a qualquer das numerosas
organizações femininas ligadas à Maçonaria. A Sra. será encorajada a participar de muitas
atividades da Loja. Amigos e familiares não ligados à Maçonaria também podem participar de
muitos de nossos programas.
Esperamos que se sinta orgulhosa por seu marido ter se tornado um membro da mais antiga e
melhor fraternidade mundial. Seja bem-vinda como “Senhora de um Maçom” 58​​ .
Sinceramente,
Hiram Drummond
Venerável Mestre

MODELO DE CARTA n. 7: VENERÁVEL MESTRE PARA O NOVO COMPANHEIRO


LOJA BOAZ, n. 59
Prezado Ir. Greenleaf:

Agora que foi elevado ao grau de Companheiro Maçom, novamente tenho o prazer de
cumprimentá-lo por seu progresso na Maçonaria. Somente mais um passo será necessário até que
você atinja a plenitude como membro da Loja Boaz.
Como você sabe, nosso instrutor de candidatos é o Ir.: John P. Jones. Entre em contato com ele e
agende já sua instrução do Segundo Grau, aliviando-o assim da responsabilidade de cuidar que
você se envolva com esse necessário trabalho.
Com respeito à freqüência, você está convidado, agora, para comparecer à Loja em todas as
sessões do Primeiro e do Segundo Graus. Não ainda, é claro, para as sessões do Terceiro Grau.
Você será bem-vindo às sessões ordinárias quando receber o Grau de Mestre Maçom. Espero que
aproveite cada uma dessas ocasiões para se familiarizar com os membros de nossa Loja.
Lembre-se de minhas sugestões sobre convidar parentes, colegas de trabalho e amigos que saiba
serem Mestres Maçons, especialmente na noite em que receberá o Terceiro Grau. Será um fato
marcante para seus convidados, e no futuro, quando olhar para trás, significará muito para você.
Por fim, deixe-me salientar que o Primeiro e o Segundo Graus, ainda que impressionantes,
simplesmente ajudam a prepará-lo para o grande passo – a cerimônia em que será elevado ao
Sublime Grau de Mestre Maçom. Aguardamos, juntos, essa memorável ocasião.
Fraternalmente,
Hiram Drummond
Venerável Mestre

MODELO DE CARTA n. 8: VENERÁVEL MESTRE PARA O NOVO MESTRE


MAÇOM

LOJA BOAZ, n. 59
Prezado Ir. Greenleaf:

Esta é a última da série de cartas que eu remeto a cada novo Irmão por seu progresso através dos
graus Maçônicos. Novamente lhe ofereço minhas congratulações e lhe dou boas-vindas como
Mestre Maçom e membro da Loja Boaz.
Agora é hora de considerar o futuro de suas ações na Maçonaria. Como você sabe, a Maçonaria é
uma ciência progressiva, que lhe reserva muitas outras lições inspiradas, que serão reveladas ao
longo dos anos de sua atividade na Loja. O privilégio de servir como Venerável Mestre me
trouxe novas experiências, e com elas um profundo conhecimento da Maçonaria. Esta é uma
contínua e enriquecedora filosofia.
Primeiro, é claro, prepare-se para seu exame final de proficiência no Grau de Mestre Maçom.
Sugiro que inicie logo a memorização do trabalho do grau, o que é mais fácil de se fazer
enquanto ele está fresco em sua mente.
Em segundo lugar, dê uma olhada nos muitos caminhos que levam à participação nas atividades
da Loja Boaz, encontrando as áreas que mais lhe agradam.
Aqui estão muitos dos meios de servir e ajudar: um período de trabalho na Comissão dos
Mordomos, servindo os Irmãos que serviram você; aprendendo a participar dos vários aspectos
dos trabalhos dos graus; ajudando a Loja com sua freqüência às sessões ordinárias e especiais;
visitando um Irmão doente; trazendo sua esposa, familiares e amigos a nossas atividades sociais;
estudando e pesquisando sobre a Maçonaria; e, o que é de especial importância, compartilhando
a boa amizade entre os Irmãos, proporcionada pela Loja.
Espero que marque sua carreira Maçônica com sabedoria e humildade, e que possa experimentar
as recompensas que merecer.
Fraternalmente,
Hiram Drummond
Venerável Mestre

MODELO DE CARTA n. 9: SEGUNDO VIGILANTE PARA O NOVO MESTRE


MAÇOM

LOJA BOAZ, n. 59
Prezado Ir. Greenleaf:

Gostaria de cumprimentá-lo novamente, por ter se tornado Mestre Maçom. Como você já sabe,
em nossa Loja isso o coloca automaticamente na Comissão do Segundo Vigilante. Não se trata
apenas de uma obrigação, mas de uma oportunidade. Por seu trabalho nessa Comissão você se
familiarizará com os membros da Loja, e estes o conhecerão melhor.
Assim que três novos Irmãos se tornarem Mestres Maçons você deixará a Comissão. Imagino
que tenha outras obrigações e que nem sempre estará disponível. Gostaria que me telefonasse
nessas ocasiões, e em especial, nas noites das sessões da Loja, onde contamos com sua presença.
Espero vê-lo sempre.
Fraternalmente,
Reddy Meals
Segundo Vigilante

MODELO DE CARTA n. 10: VENERÁVEL MESTRE PARA O NOVO MESTRE


FILIADO À LOJA

LOJA BOAZ, n. 59
Prezado Ir. Curtis:

É com sincero prazer que lhe dou boas-vindas à família da Loja Boaz, como novo filiado. Com
esta carta lhe estendo a mão da amizade e o convido a tomar parte de todos os negócios e
atividades de sua nova Loja.
Como já deve ter descoberto, a Loja Boaz é forte pelos laços entre seus membros, e sei que você
encontrará muitas recompensas por sua participação, tanto no Templo quanto fora dele.
Sinta-se sempre à vontade para me ligar por alguma ajuda que eu possa lhe dar, e espero que não
hesite em me oferecer qualquer conselho ou sugestão. A Loja cresce pela contribuição pessoal de
cada membro.
Novamente, em nome dos Oficiais e membros, seja bem-vindo.
Fraternalmente,
Hiram Drummond
Venerável Mestre

MODELO DE CARTA n. 11: SECRETÁRIO PARA O NOVO MESTRE FILIADO À


LOJA

LOJA BOAZ, n. 59
Prezado Ir. Curtis:

Tenho a satisfação de informá-lo que seu requerimento de filiação foi deferido pela Loja Boaz n.
59, em sessão ordinária do dia 13 de maio de 1997. O próximo passo consiste em sua assinatura
em nosso Regimento Interno. Assim que isso ocorrer você será oficialmente um membro da Loja
Boaz, e receberá o cartão das taxas do corrente ano. Nossa próxima sessão será no dia 10 de
junho de 1997, às 19:30 horas. Nessa oportunidade você poderá subscrever o Regimento Interno.
Eu, então, enviarei a carta de demissão à Loja Retângulo n. 73, de Niantic, Connecticut.
A Loja Boaz realiza suas sessões econômicas na segunda quinta-feira de cada mês, exceto em
julho e agosto. Mais uma vez, seja bem-vindo, e realmente espero que aproveite a vida de nossa
Loja.
Sinceramente,
John Anagnostis
Secretário

MODELO DE CARTA n. 12: SECRETÁRIO PARA O NOVO MESTRE FILIADO, QUE


NÃO DEIXARÁ A LOJA ANTERIOR

LOJA BOAZ, n. 59
Prezado Ir. Ridlon:

Tenho a satisfação de informá-lo que seu requerimento de filiação foi deferido pela Loja Boaz n.
59, em sessão ordinária do dia 13 de maio de 1997. O próximo passo consiste em sua assinatura
em nosso Regimento Interno. Assim que isso ocorrer você será oficialmente um membro da Loja
Boaz, e receberá o cartão das taxas do corrente ano. Nossa próxima sessão ocorrerá no dia 10 de
junho de 1997, às 19:30 horas. Nessa oportunidade você poderá subscrever o Regimento Interno.
A Loja Boaz realiza suas sessões econômicas na segunda quinta-feira de cada mês, exceto em
julho e agosto. Mais uma vez, seja bem-vindo, e realmente espero que aproveite a vida de nossa
Loja.
Sinceramente,
John Anagnostis
Secretário

MODELO DE CARTA n. 13: VENERÁVEL MESTRE PARA MEMBRO EM ATRASO


COM SUAS CONTRIBUIÇÕES

LOJA BOAZ, n. 59
Prezado Ir. Oweing:
Nosso Secretário me comunicou que suas contribuições para 1995 e 1996 estão em atraso.
Preciso falar com você sobre isso. A falta de pagamento das contribuições cria um problema para
nossa Loja.
Espero que não tenha perdido o interesse. Nós o valorizamos como Irmão e como membro da
Loja Boaz. Se estiver em dificuldade, nós podemos discutir o assunto. Por favor, entre em
contato comigo.
Fraternalmente,
Hiram Drummond
Venerável Mestre

MODELO DE CARTA n. 14: VENERÁVEL MESTRE PARA A VIÚVA DE UM IRMÃO

LOJA BOAZ, n. 59
Prezada Sra. Greenleaf:

Escrevo para lhe agradecer por ter pedido aos Irmãos da Loja Boaz que conduzissem o funeral de
nosso Irmão Simon. Seu marido foi um valoroso membro em nossa Loja. Seu chamado para o
funeral teve grande significado. Queremos que saiba que a Sra. estará sempre em nosso
pensamento nas próximas semanas e meses. Se pudermos fazer alguma coisa pela Sra., sinta-se à
vontade para me telefonar.
Sinceramente,
Hiram Drummond
Venerável Mestre
SEÇÃO 10

COMO TORNAR SEU BOLETIM MAIS INTERESSANTE

A comunicação é necessária para uma vida bem-sucedida e para uma Loja bem-sucedida. Para
ser efetivo, um empregador deve se comunicar claramente com seus empregados, um pai com
suas crianças, e um Venerável Mestre com seus Oficiais e membros de sua Loja. O boletim é a
ferramenta de comunicação essencial para o Venerável Mestre. Ele atinge 100% dos membros,
tanto aqueles que são ativos e participam das atividades da Loja, quanto aqueles que não
comparecem a qualquer das atividades. Para muitos membros é o ​único​ contato que eles têm
com sua Loja e que os faz se sentir como membros ativos.

A. A APARÊNCIA DO BOLETIM

O boletim projeta a imagem da Loja a seus membros e, talvez o que possa ser mais importante,
àqueles que não integram seu quadro de Irmãos. Nunca se sabe quem pegará uma cópia de seu
último boletim, e após lê-lo, seguirá com uma impressão da Maçonaria e de sua Loja. Essa
impressão pode ser favorável ou desfavorável, dependendo da qualidade dos textos e da
aparência geral do boletim.
Como é o visual de seu boletim? Como ele pode ser melhorado? Lance um olhar crítico a seu
boletim atual. Ele é grande ou pequeno? Ter um boletim grande significa que mais coisas podem
ser colocadas nele. Mas, ao mesmo tempo, o conteúdo dos artigos fica prejudicado quando se
tem de preencher aqueles grandes espaços. De outro lado, um formato grande dá a oportunidade
de usar letras maiores – o que facilita a leitura para seus Irmãos mais velhos. Gostaria de usar
fotografias no boletim? Isso custa mais dinheiro, mas há o velho ditado: “uma imagem vale mais
que mil palavras”. Qualquer que seja sua decisão faça com que seu boletim tenha apelo visual e
não se esqueça de que ele projeta a imagem de sua Loja. Conserve-o bem escrito.

B. IDÉIAS PARA ARTIGOS

Existem muitas fontes disponíveis – quase em todo lugar para onde você olhar! Boletins
anteriores de sua própria Loja ou de outras; algum periódico ou o boletim de sua Obediência;
revistas; seleções de ​Reader’s Digest​; jornais locais; e outras, que podem fornecer inspiração.
Publicações dos Corpos Anexos e Concordantes, como a Jurisdição Norte do Rito Escocês
​ , ou os Cavaleiros Templários do Rito de York, etc., também são excelentes
Antigo e Aceito 59​
fontes de idéias. Livros Maçônicos de sua biblioteca pessoal, da biblioteca local ou da biblioteca
da Grande Loja são outras fontes possíveis. Além destas, há, ainda, as Lojas de Pesquisas, que
todo mês publicam muito material em livros que você pode comprar ou emprestar, e que podem
ser usados sempre. As anotações que você pode fazer durante suas atividades maçônicas e
não-maçônicas são uma fonte menos óbvia. Olhe a sua volta que certamente encontrará muitas
​ .
outras fontes 60​
Para copiar um artigo ou parte dele você deve obter permissão do autor, e em muitos casos
também do editor. Provavelmente você terá facilidade para obter permissão de autores Maçons.
Mesmo assim, peça a permissão deles. E se isso não for possível? Bem, você não precisa usar o
artigo diretamente. Ao invés disso, use a idéia do artigo. Não é necessário ter permissão para
usar a mesma idéia quando você o faz com suas próprias palavras. Então, reescreva o artigo
usando apenas a idéia nele contida. Este método pode ser usada de muitas maneiras. Use sua
imaginação. Lembre-se: para usar citações diretas ​você deve ter permissão​; para usar suas
próprias palavras, não.

C. QUANDO COMEÇAR A COLECIONAR IDÉIAS

Quando você deve começar a colecionar artigos e idéias para seu boletim? O mais rápido
possível. Inicie quando você for Segundo Vigilante, ou antes. Por que? Alguns artigos que você
pode querer usar costumam ser publicados em épocas certas. Podem surgir muito tempo após a
data em que você precisou deles. Por exemplo, artigos sobre o aniversário de George
Washington​61​ normalmente aparecem somente uma vez por ano, em fevereiro. Se você esperar
até o ponto de precisar desse artigo, ele não será publicado em seu boletim de fevereiro, que
deverá ser escrito e enviado ao editor do boletim no mês de janeiro. Colecione antecipadamente e
tenha o cuidado de juntar duas ou três vezes a quantidade que você realmente usará. Algumas
idéias não lhe parecerão tão boas quando forem revistas.

D. ORGANIZAÇÃO

O melhor caminho para organizar os itens para os artigos de seu boletim é recortar e colar os
artigos de jornais e revistas em fichas. Para os livros ou revistas que você não quer ou não pode
recortar, primeiro faça uma cópia, e então a recorte e cole na ficha. Se levar algumas fichas
quando for a uma atividade maçônica, tome notas diretamente nelas, e poderá usar essas notas
quando voltar para casa.
Arquive suas fichas por tópicos ou por temas. Por exemplo, o aniversário de George
Washington, Dia dos Namorados, Dia da Independência, Ordem Paramaçônica para jovens,
artigos de educação Maçônica, etc. Logo após a Reunião Anual da Grande Loja, quando você
tiver completado seu planejamento anual como Primeiro Vigilante, comece a preparar suas idéias
para os artigos dos próximos boletins.
Separe os artigos e idéias que você colecionou em arquivos mensais, montados conforme os
temas mensais estabelecidos em seu plano anual. Por exemplo, se para o mês de fevereiro você
planejou um jantar dançante, artigos ou idéias sobre os namorados podem ser publicados no
boletim daquele mês. Em maio, se você decidiu homenagear os fundadores, artigos sobre a
história da Loja ou da cidade podem ser apropriados. Se em junho haverá uma ida a um estádio
de futebol e você não é um cronista esportivo, será uma boa hora para usar artigos sobre
Educação Maçônica – tais como “de onde veio a expressão ‘encontre-me no nível’”, ou “’porque
o Venerável Mestre usa um chapéu alto’”​62​ ? E ter uma boa idéia que não estava nos planos
também ajudará na escolha de seus artigos.
Quando terminar de escolher os artigos e idéias que colecionou, você terá muito mais do que
precisa. Passe os arquivos excedentes a seu Segundo Vigilante ou Segundo Diácono. Estes
artigos o ajudarão a dar início a sua própria coleção, e em pouco tempo a Loja possuirá um
expressivo arquivo de pesquisas.

E. A MENSAGEM DO VENERÁVEL MESTRE

Os Veneráveis Mestres tem dado diferentes prioridades à redação da “Mensagem do


Venerável”​63​. Alguns a encaram como uma oportunidade de manter contato com os membros da
Loja e de lhes apresentar suas idéias. Outros sentem que isso é a pior coisa que lhes poderia ter
acontecido, e passam a tarefa de escrever seus artigos ao Secretário da Loja ou a outro Irmão.
Não há nada de errado em usar um Editor ou uma Comissão para editar e escrever o boletim,
mas o Venerável Mestre deve escrever pessoalmente sua coluna​. Essa tarefa não pode ser
delegada. O Venerável Mestre tem a obrigação de se comunicar com sua Loja.
Então, se não há outro jeito, o que você pode fazer para facilitar as coisas? O parágrafo acima –
Organização – já lhe deu algumas idéias que podem ser usadas para tornar mais fácil seu
trabalho. Seguem algumas idéias adicionais:
1. Para o primeiro boletim use seu planejamento anual. Mostre seus planos para o próximo ano.
Deixe todos verem o que você planejou, até mesmo as datas marcadas. Use seu planejamento
anual, também, para obter novas idéias para o mês, como sugerido acima.
2. Você pode escrever sobre importantes eventos que a Loja realizará, como uma noite em
homenagem às mulheres, ou sobre o “Prêmio Maçom do Ano” 64​ ​ . Ou, ainda, sobre a homenagem
aos ex-Veneráveis. Mas deixe para outros a narrativa dos eventos mensais da Loja.
3. Homenageie Irmãos que prestam serviços comunitários, por exemplo, aquele que foi líder dos
escoteiros por muitos anos, o presidente do Rotary Club local, ou o Irmão que lidera a Ordem do
Arco Íris ou a Ordem DeMolay.
4. Preste homenagem aos jovens líderes da Ordem DeMolay ou da Ordem do Arco Íris.
Apresente uma biografia dos líderes e uma história daquele grupo de jovens.
5. Esclareça os Irmãos com alguma educação Maçônica. Escreva um artigo do tipo “O que é
isso?”, ou “De onde veio isso?”. Por exemplo, de onde vem o “azul” na expressão “Loja Azul”?
As possibilidades são infinitas.
6. Use artigos apropriados para a época. Por exemplo, o aniversário de George Washington, o
Dia da Independência, Dia dos Namorados, Dia das Mães, ou as Eleições (Você não deve falar
sobre quem está concorrendo, mas pode encorajar os leitores a votar. Lembre-os de que votar é
um privilégio e uma obrigação). Mas, em tudo o que escrever, seja otimista, entusiasta e
informativo. Não há um caminho mais rápido para espantar os Irmãos do que bombardeá-los mês
a mês, com uma nota de culpa pela falta de frequência à Loja. Diz o velho ditado, “O mel atrai
mais abelhas do que qualquer vinagre”.

F. COLABORADORES PARA O BOLETIM


Como Venerável Mestre você pode escrever sozinho todo o boletim, mas estaria melhor se
recrutasse alguma ajuda. Dois auxiliares naturais são o Primeiro e o Segundo Vigilantes. É uma
boa experiência que lhes dará alguma preparação para quando chegar a vez deles de dirigir a
Loja. Cuide para que suas atribuições sejam claras: não será se cada um deles escrever sobre o
mesmo tópico.
O Primeiro Vigilante pode escrever sobre os graus que serão conferidos no próximo mês ou dar
uma descrição resumida do mais novo Mestre Maçom. O Segundo vigilante pode escrever sobre
a programação do mês anterior, dando uma breve visão geral dos eventos e mencionando como
foi bom poder dar boas-vindas novamente àqueles Irmãos (cujos nomes deve mencionar) que
estavam um pouco ausentes da Loja. Também pode falar sobre a programação do próximo mês,
no tocante às festividades ou aos jantares.
Se os Vigilantes também atuarem como presidentes de alguma Comissão, é uma boa
oportunidade para relatar a todos os Irmãos o que sua comissão tem feito.
O Secretário também pode escrever alguns artigos relativos aos membros, obrigações
pecuniárias, e informações a título de lembretes. Ele também pode escrever uma “coluna do
Secretário”, falando sobre os membros da Loja que se mudaram para outras localidades ou estão
viajando.
Também valem artigos variados sobre saúde, obituários, calendário mensal de eventos, uma
descrição resumida de seus Oficiais (somente uma vez, por favor), e uma relação semestral de
suas atividades. Esta lista de artigos é interminável.

G. DETERMINAÇÃO DE DATA LIMITE PARA A IMPRESSÃO

Este é um ponto crítico para que o boletim chegue aos membros da Loja no tempo certo. Se
chegar após os eventos terem ocorrido você frustrará os leitores e terá desperdiçado tempo,
esforços e dinheiro valiosos. Fixar data limite é uma forma de garantir a chegada oportuna de seu
boletim. Veja aqui o desenvolvimento de um cronograma:
1. Relacione as tarefas envolvidas na produção e distribuição do boletim. Estas tarefas podem
incluir a redação dos artigos, organização do conteúdo, impressão, preparação para remessa ao
correio, e a entrega do boletim pelo correio aos destinatários em tempo de ser lido antes das
atividades nele referidas.
2. A seguir, determine quantos dias cada tarefa exigirá. Então, comece com a primeira sessão do
próximo mês, e trabalhe retroagindo. Por exemplo, se a primeira sessão do mês seguinte ocorrerá
no dia 6 de março, o cronograma terá esse dia como data final, e você deverá contar
retroativamente os dias no mês de fevereiro.
3. Demarque os dias que cada tarefa exigirá, começando pela última, indo até a primeira. No
exemplo acima, poderá ser necessário iniciar a redação dos artigos do boletim no dia 3 de
fevereiro. Todos os artigos deverão estar terminados e prontos para serem organizados até 10 de
fevereiro, e assim sucessivamente com a demais tarefas. Você, é claro, deve estabelecer seu
próprio cronograma.
SEÇÃO 11

COMO MONTAR UM PLANO DE ALERTA TELEFÔNICO

Muitas vezes o Venerável Mestre precisa se comunicar rápida e diretamente com os membros da
Loja. Essas ocasiões incluem funerais, um jantar público, ou algum outro evento da Loja sobre o
qual ele gostaria de informar pessoalmente cada Irmão. Pode não ser possível manter contato
pessoal com cada membro, mas com um bom plano de alerta telefônico ele poderá fazê-lo. Estes
são os passos:
Primeiro, identifique os membros que residem na cidade, que gostariam de ser chamados e que
têm condições de comparecer aos eventos.
Segundo, escolha um presidente para a comissão de alerta telefônico.
Terceiro, relacione um membro da comissão para cada dez Irmãos que você gostaria que fossem
contatados.
Quarto, dê a cada membro da comissão de alerta uma lista dos dez Irmãos a quem deverá
telefonar. Cada membro deverá manter essa lista em sua carteira.
Veja o esquema do plano:
Venerável Mestre
|
presidente da comissão
|
____________________________________
||||
membro membro membro membro
||||
10 nomes 10 nomes 10 nomes 10 nomes

Como forma de controle, para verificar se cada membro da comissão está fazendo seu trabalho
regularmente, mantenha um dos oficiais ou Irmão com freqüência regular na lista de cada
membro da comissão. Se ele não receber seu telefonema em tempo, poderá avisar o Venerável
Mestre ou o presidente da comissão de alerta telefônico.
O Venerável Mestre recebe dados de seus Vigilantes, Secretário e dos presidentes das várias
comissões da Loja, e a partir deles determina o que será informado por telefone. Ele passa essa
informação ao presidente da comissão de alerta telefônico, que ligará para cada membro da
comissão; estes, por sua vez, telefonarão aos Irmãos de sua lista.
Informações dos Irmãos, tais como uma doença, a necessidade de transporte para uma reunião,
futura mudança de endereço, etc., podem ser dadas ao presidente da comissão, que a repassará ao
Venerável Mestre ou ao Secretário.
O esquema do plano acima pode ser ampliado ou reduzido conforme o tamanho de sua Loja. O
presidente da comissão de alerta telefônico pode ser um dos oficiais da Loja.

SEÇÃO 12

COMO FAZER UMA BOA REUNIÃO

Reuniões, reuniões e mais reuniões, isso é tudo o que tenho de fazer como Venerável Mestre? É
função primária do Venerável Mestre solicitar o apoio e a deliberação de seus Oficiais e demais
Irmãos, numa reunião adequadamente administrada. Não é necessário dizer que sua efetividade
no Oriente será muito intensificada se você gerenciar suas reuniões de forma apropriada. Ao
contrário, sua Loja sofrerá se você falhar na execução desse importante elemento de sua
responsabilidade como líder.
São muitos os tipos de reuniões. Algumas pequenas, com pessoas ou comissões, e outras
grandes, como as sessões econômicas (ou ordinárias) e as sessões magnas dos graus. Os
princípios de gerenciamento de reuniões, entretanto, não variam. Comece na hora marcada,
prepare e siga uma agenda, seja imparcial e tome as decisões necessárias, conforme a
Constituição, o Regimento de sua Loja, e as regras de ordem, e finalmente, sempre termine na
hora prevista. Uma reunião adequadamente planejada e executada produz boa participação. Uma
reunião que não preencha esses requisitos levará ao resultado oposto. Para o propósito desta
discussão, as reuniões serão divididas em três categorias: sessões econômicas (ou ordinárias),
sessões magnas para a colação dos graus, e reuniões das comissões.

A. SESSÕES ECONÔMICAS 65​

A sessão econômica é o fórum primário para a condução dos negócios da Maçonaria. Você pode
tomar decisões, as comissões podem se reunir e deliberar sobre determinado assunto, mas nada
estará definitivamente resolvido até que seja apreciado e votado pelos Irmãos numa sessão
econômica. Então, e somente então, é que as decisões podem ser consideradas como política e
prática da Loja. Um Venerável Mestre inteligente conseguirá exergar os limites de sua
autoridade e buscará aprovação, pelo voto dos membros da Loja, ante de proceder a qualquer
nova política ou prática. Mesmo que se trate de um assunto insignificante, os Irmãos se sentirão
ofendidos se não forem consultados. Suas sessões econômicas são de suma importância. Se
usá-las a seu favor, você será bem-sucedido.

1. A Sessão Econômica como um Evento


Uma simples linha no boletim, “Sessão Econômica – Quinta-feira, 6 de julho, às 19:30 hs”, é
totalmente inadequada para inspirar os Irmãos a comparecer e participar. Cada sessão econômica
deve ser promovida como um evento que não será esquecido. Algo importante, interessante e
excitante são os ingredientes para um bom programa noturno. Planeje e desenvolva noites
interessantes e as promova amplamente. Você pode pensar em designar um presidente e uma
pequena comissão para cada sessão econômica. Isso dará a outros um senso de envolvimento e,
se a incumbência couber a um dos Oficiais mais novos, isso lhe dará treinamento e experiência
vitais.
Comece com um jantar para os Irmãos, suas famílias e mesmo algum convidado 66​ ​ . Uma boa
refeição a um preço razoável sempre atrai mais membros. Complete seu jantar com um programa
de atividades, por exemplo, palestrantes convidados, prêmios, etc. Sempre haverá algum
programa que atrairá o interesse ou encorajará outros a sentirem a obrigação de comparecer.
Todos sentirão que devem comparecer, não se esquecerão e não deixarão de tomar parte de
alguma coisa importante. Prossiga com seu programa, passe para o Templo, mas providencie
atividades adicionais para as mulheres e convidados que ficaram no salão de festas.

2. Planejando uma Sessão Econômica


Antes de cada sessão econômica, planeje sua agenda para os assuntos que serão tratados. Não
deixe o planejamento da agenda para outros, como o Secretário por exemplo. As sessões
econômicas são suas e devem ser planejadas e executadas por você, pessoalmente, com o auxílio
de outros. Delegar essa responsabilidade permitirá que outros estabeleçam as prioridades dos
negócios, reduzindo severamente sua autoridade. Você é o chefe.
Organizada a agenda, publique os tópicos dos assuntos da próxima sessão no boletim, para atrair
o interesse dos Irmãos. Deixe que conheçam os assuntos que serão tratados, quais decisões serão
tomadas, e talvez, isso desperte interesse e os faça comparecer. Outro importante item a ser
considerado: deixe cópias de sua agenda na entrada do Templo para que cada Irmão tenha uma
para referência. Todos agora estão informados da ordem dos trabalhos e podem se sentir
envolvidos.

3. Comece na hora marcada e termine no tempo certo


O Regimento de sua Loja estabelece o horário de início das sessões econômicas. O horário de
início é específico. Uma reunião não deve ser iniciada nem antes nem depois do horário
marcado. Reuniões que começam na hora certa terminam em tempo. Reuniões que começam
com atraso, também terminam atrasadas ou os assuntos são apressada e pobremente discutidos.
Se as reuniões começarem com atrasos, você pode contar com um declínio na freqüência.
Quando o relógio indica a hora marcada, o malhete deve soar.

4. Não abandone a agenda


A ordem dos trabalhos está claramente esboçada no Manual dos Oficiais 67​​ – siga-a. Conduza
seus assuntos na seqüência fixada, e verá que as decisões serão tomadas e ainda sobrará tempo
para um convívio informal após a reunião. Os Irmãos poderão ir embora num tempo razoável.
Uma reunião que demore aproximadamente uma hora pode ser suficiente para se tratar dos
​ . Qualquer coisa prolongada, de forma rotineira, resultará em redução na
assuntos pendentes 68​
participação.

B. SESSÕES MAGNAS

As sessões magnas de iniciação, elevação e exaltação têm vital importância para o sucesso ou
fracasso de sua Loja. A primeira impressão que você e sua Loja deixam a um candidato é aquela
que decorre do modo pelo qual são conferidos os graus da Maçonaria. Ante os propósitos desta
publicação, não nos estenderemos sobre o ritual. Contudo, você bem sabe da importância da
execução apropriada do ritual para dar uma primeira impressão positiva e permanente. Essa
primeira impressão durável pode ser enormente ampliada pela proficiente organização,
planejamento e execução daquelas sessões de sua Loja:

1. Orientação
A orientação de um novo Maçom começa após sua iniciação em nossa fraternidade. Uma
simples carta ou uma conversa é suficiente para dar a ele e sua família as informações
necessárias sobre o que se espera dele durante o processo em que se tornará um membro pleno
de sua Loja. Após a aprovação e antes de sua iniciação, marque uma reunião com o candidato e
sua família para discutir exatamente o que vai acontecer com ele e quais são as expectativas de
sua Loja.
Ele deverá ser inteiramente informado sobre o processo, seus requisitos de proficiência, e a
conduta e vestimenta adequadas para a Loja. Um candidato embarassado por um erro trivial é um
candidato que pode jamais retornar. Após a reunião inicial e depois da cerimônia de iniciação, o
treinador do candidato deverá instruí-lo, completando a educação do novo membro. Há muita
informação disponível na Grande Loja para auxiliá-lo nesse esforço. Use-a.

2. Agendamento consistente
Freqüentar a Loja é um dever que precisa estar entranhado nos Irmãos. A constância no
agendamento de datas para as sessões magnas é desejável, havendo candidatos disponíveis, ou,
ao menos uma prática, em dias selecionados, se não houver tantos candidatos. “Se é quinta-feira,
deve haver uma sessão”. Esse deve ser o sistema de agendamento em cada Loja. Marcar sessões
em noites e prazos diferentes confundirá os Irmãos e resultará em menor freqüência. Estabeleça
um sistema e não o abandone, exceto em circunstâncias especiais. Seja sempre consistente!
Ainda que nem sempre seja possível adotá-lo em todas as Lojas, segue um exemplo desse
sistema:
Primeira quinta-feira, Sessão Econômica
Segunda quinta-feira, Iniciação
Terceira quinta-feira, Elevação
Quarta quinta-feira, Exaltação
Se para determinado grau não houver sessão agendada para um mês em particular, deixe a noite
​ . Se houver necessidade de realizar mais de uma sessão
vaga ou agende uma atividade adicional 69​
em algum grau, utilize a noite vaga. Mantenha sua agenda e os membros de sua Loja saberão o
que esperar.

3. Desempenhe seu papel em conjunto


A primeira coisa a ser acertada com seus Oficiais a respeito das sessões magnas é que eles
deverão lhe informar com antecedência, sempre que não puderem comparecer a uma sessão
específica. Para a Loja é indesculpável quando o candidato já está aguardando e não estão
presentes todos os Oficiais necessários para conferir adequadamente um grau. Montar
rapidamente uma equipe para conferir um grau, imediatamente antes da sessão, certamente fará o
candidato duvidar da qualidade de sua organização.
Os Oficiais não poderão estar presentes em todas as sessões. Reconheça esse fato da vida e se
prepare para o inevitável. Mantenha uma lista de Irmãos que possam executar o ritual em cada
​ . Telefone antes de cada sessão e confirme pessoalmente com os Irmãos de sua
cargo da Loja 70​
lista se estarão presentes e prontos para participar.
Os Oficiais deverão comparecer sempre e somente o avisarão quando isso não for possível. Você
precisa manter uma lista dos membros que podem trabalhar no ritual em cada grau. Se ocorrer
uma ausência, preencha-a com sua lista. Execute essa tarefa sempre antes de chegar à Loja.

4. Acolha seu novo Irmão


Um cuidado especial deve ser tomado para garantir que o novo membro será pessoalmente
recebido e apresentado a cada Irmão que estiver presente. Delegue essa tarefa de modo
permanente a um de seus Oficiais. Seu Instrutor de Candidatos pode ser uma boa escolha para
essa tarefa. O novo membro deve se sentir entre irmãos, e não no meio de estranhos.

5. Não se esqueça da família


O dia da iniciação também é uma excelente oportunidade para a mulher do candidato se
encontrar com os demais integrantes da Família Maçônica à qual estão se juntando. Faça dessa
ocasião um evento completo, promovendo, noutro local, uma reunião com as mulheres de todos
os Irmãos. Após a sessão, convide os Irmãos para irem até aquele local, para que eles também
possam se encontrar e confraternizar com o novo membro e sua mulher. Eles poderão apreciar os
novos amigos e, o mais importante, aprender as práticas e costumes da Loja e da Família
Maçônica. Tente – tanto você quanto o novo membro e a mulher dele ficarão satisfeitos com os
resultados.

6. Cumpra sua agenda


As sessões magnas podem ser tão curtas quanto previsto no ritual, ou longas, se você permitir
que se arrastem cansativamente. O segredo para uma sessão magna bem-sucedida é (de novo)
começar na hora marcada. Em segundo lugar, faça com que as pausas previstas no ritual sejam
curtas, mas adequadas, para que os Irmãos possam descansar e conversar brevemente.
Finalmente, mantenha os comentários, ao final da sessão, pertinentes à situação. Alguns
comentários devem ser deixados para o salão de festas, durante o jantar. Se você fizer uma
sessão magna ordenada e eficiente, os Irmãos a apreciarão, e a freqüência refletirá seus esforços.

7. Providencie um jantar
Use o tempo e esforços necessários para fazer com que o jantar, ou alguma refeição mais rápida,
seja uma ocasião agradável. Jantares pobremente preparados, com uma apresentação desleixada,
num ambiente desordenado, proporcionam uma impressão negativa ao novo membro e também
aos demais Irmãos. Não há desculpa para um jantar de qualidade inferior. O Segundo Vigilante
tem responsabilidade específica para essa tarefa 71​​ . Ele deve fazer seu trabalho. Se não o fizer,
cabe a você corrigir essa situação. No mínimo deverão estar presentes os seguintes padrões:
a. As mesas devem ser postas de maneira organizada, com toalhas, arrumadas e prontas para o
uso.
b. Os Mordomos ou a Comissão de Banquetes deverão ser dispensados antes de se fechar a Loja,
para que o jantar esteja servido, aguardando a chegada dos Irmãos.
c. Os Mordomos ou a Comissão de Banquetes aguardarão para atender às necessidades dos
presentes. Não deverão tomar assento até que todos tenham se servido e nenhuma outra tarefa
seja necessária.
d. Conduza um programa curto: apresentações, comentários, etc. Seja breve e vá direto ao ponto,
para que os Irmãos possam ir embora em tempo oportuno.

8. Acompanhamento imediato
A noite da iniciação não terá terminado até que o novo membro tenha sido apresentado a seu
instrutor e providências tenham sido tomadas para instruí-lo na preleção do candidato 72​​ . O
instrutor designado deve comparecer à sessão magna e, antes do final da programação da noite,
deve tratar de estabelecer dia e lugar para sua primeira lição de proficiência. Comece
imediatamente e suas chances de sucesso serão enormemente intensificadas.

C. REUNIÕES COM COMISSÕES OU COM OFICIAIS

Seguem algumas idéias úteis para o planejamento e a condução de suas reuniões com as
Comissões ou com os Oficiais.

1. Agendamento
No planejamento de seu mandato a preparação de um calendário de eventos para o ano todo é
fundamental para o adequado agendamento e informação aos membros sobre suas atividades.
Antes do início de seu ano você terá formado as comissões e escolhido os presidentes destas,
bem como designado os Oficiais da Loja. Agora é a hora apropriada para agendar datas e
horários para suas reuniões com cada comissão. Certamente é mais fácil cancelar uma reunião
pré-agendada do que convocar os Irmãos, apressadamente, para uma reunião que não tenha sido
previamente agendada ou programada.
Algumas comissões devem se reunir frequentemente, enquanto que outras não. Determine
antecipadamente a freqüência que você deseja que cada comissão se reúna e designe, para todo o
ano, as datas e horários em sua agenda. Notifique os membros de cada comissão, por escrito,
acerca das datas, hora e local de cada reunião agendada. Nunca se esqueça de que um
agendamento de última hora resultará em baixo comparecimento, pequeno interesse e resultado
pobre. É importante que as reuniões das comissões entrem o mais rápido possível no calendário
dos membros, antes que eles se comprometam com outras atividades.

2. Notificação
Lamentavelmente, as pessoas se esquecem, outras perdem seus calendários, e poucas tem
habilidade para criar as maiores desculpas do mundo para justificar sua ausência a uma reunião.
Você não pode garantir presença total em suas reuniões, mas certamente pode aumentar a
diferença a seu favor utilizando o seguinte sistema de lembretes:
a. Publique as reuniões das comissões no Boletim da Loja, juntamente com os demais eventos.
b. Rotineiramente publique pequenos artigos no Boletim com os resultados das reuniões
anteriores e os itens atualmente em discussão.
c. Providencie e forneça a cada presidente de comissão uma quantidade de cartas pré-impressas e
selos, para que eles apenas preencham os espaços em branco com as datas e horários das
reuniões. Delegue a eles a responsabilidade pela postagem das cartas a cada membro da
comissão, com pelo menos duas semanas de antecedência.
d. Um acompanhamento por telefone, pelo presidente da comissão, no final de semana anterior à
data da reunião, reforçará a importância da participação dos membros. Você terá feito, assim,
tudo o que é possível para garantir que todos participem. Se não obtiver sucesso, a única
alternativa será substituir aqueles que não compareceram por outros que se disponham a tanto.
Um membro de comissão que não comparece não é útil à sua administração.

3. Procedimentos para as reuniões das comissões


As reuniões das comissões podem ser breves, diretas ao ponto, e muito produtivas se seus
presidentes seguirem umas poucas regras simples. Faça um planejamento de reuniões com cada
presidente de comissão e discuta o modo pelo qual todas as reuniões deverão ser conduzidas.
Troque idéias seguindo o conteúdo deste capítulo e cuide para que todos eles sigam o mesmo
procedimento. Os presidentes das comissões deverão, no mínimo, cumprir o seguinte:
a. Estar familiarizado com suas metas e objetivos para as comissões. Reunir-se com você poucos
dias antes da reunião da comissão e preparar uma agenda do trabalho a ser desenvolvido.
b. Chegue com 45 minutos de antecedência. Arrume a mesa e os móveis, distribua a pauta, ligue
a cafeteira, e fique pronto para receber os Irmãos e começar sua reunião. Não desperdice o
valioso tempo da comissão com assuntos estranhos ao objeto da reunião.
c. Comece no horário marcado. A espera por retardatários certamente incomodará aqueles que
chegaram em tempo. A mensagem tácita que a espera transmite é a de que não é necessário
chegar em tempo porque as reuniões nunca começam na hora marcada. Se atrasos são admitidos,
eles passarão a integrar as futuras reuniões.
d. Inicie cada reunião com uma rápida visão geral da pauta, de quais assuntos gostaria de tratar e
as metas que deseja atingir ao final da reunião.
e. Designe um Irmão para redigir a ata da reunião e preparar o relatório com as conclusões que
serão apresentadas à Loja, para deliberação desta, quando necessário.
f. Siga a agenda. Não permita qualquer discussão paralela até que todos os assuntos da pauta
tenham sido discutidos.
g. Observe as “Regras de Ordem”. (Uma breve apresentação das regras de ordem pode ser
encontrada no Apêndice A)
h. Se o tempo foi insuficiente para apreciar todos os assuntos você tem três opções: suspender a
discussão até a próxima reunião já agendada; marcar uma reunião extra; ou prolongar a reunião
por um tempo específico. Se isso ocorrer (e não ocorrerá se você fizer seu trabalho direito), veja
a vontade e a disposição da comissão e acate a decisão da maioria.

SEÇÃO 13
COMO RECEBER O DELEGADO DISTRITAL 73​

Seu Delegado Distrital vai visitá-lo várias vezes durante seu mandato. Em suas visitas não
oficiais, pergunte previamente a ele se gostaria de sentar-se a seu lado no Oriente. Muitos
Delegados declinam dessa prerrogativa em visitas não oficiais. E seria bom se mais Delegados
Distritais aceitassem esse convite, pois as visitas não oficiais muitas vezes têm feito os
Veneráveis se sentirem menos confortáveis do que nas visitas oficiais.
É sempre importante apresentar ou reconhecer um Delegado Distrital quando ele faz uma visita
não oficial. Muitos Delegados declinam de grandes honras quando fazem visitas não oficiais,
porém, em muitos Distritos há o costume de se receber com todas as formalidades o novo
Delegado Distrital em sua primeira visita a uma Loja. A um Delegado Distrital deve ser dada a
oportunidade de falar por último, mesmo nas visitas não oficiais, exceto quando o Grão-Mestre
ou o Delegado do Grão-Mestre também estiverem presentes.
Para uma visita oficial ou inspeção é exigida formalidade muito maior. Apresento aqui um
protocolo para recepção 74​​ do Delegado Distrital. Você poderá pedir a atuação do Grande Mestre
de Cerimônias 75​​ antes da reunião, se o Delegado Distrital não fizer alguma mudança no formato
seguinte:
Abra sua Loja até o ponto em que o Segundo Diácono informa que a Loja está coberta e o
Venerável Mestre diz “Obrigado Irmão Segundo Diácono.”
(O Grande Mestre de Cerimônias bate à porta do Templo).
V.M.: “Ir. Primeiro Diácono (este se levanta e saúda o Venerável) “verifique quem bate”.
P.D.: (com seu bastão, vai até a porta, bate como Aprendiz, abre a porta e diz) “Quem está aí?”
Gr. M. CCerim.: “O Grande Mestre de Cerimônias com uma comunicação.”
P.D.: (vai até o altar, saúda e diz) “Venerável Mestre, o Grande Mestre de Cerimônias aguarda
com uma comunicação.”
V.M.: “Ir. P.D. informe ao Grande Mestre de Cerimônias que ele tem permissão para entrar.”
P.D.: (faz a saudação, volta à porta do Templo, e abrindo-a e diz) “Ir. Gr. M. CCerm. Você tem
permissão para entrar.” (P. D. permanece na porta)
Gr. M. CCcerm.: (vai até o altar, faz a saudação e diz) “Venerável Mestre, o Mui Venerável
Delegado Distrital do Grão-Mestre para o 19.o Distrito Maçônico e sua comitiva aguardam para
ser recebidos.”
V.M.: “Ir. Gr. M. CCerim., podeis informar ao Mui Venerável Delegado Distrital do
Grão-Mestre que uma comissão está aguardando por ele.
(O Gr. M. CCerim. saúda e deixa o Templo. O P.D. abre e fecha a porta e volta a seu lugar).
V.M.: “Ir. M. CCerm., forme uma comissão composta pelo Primeiro e Segundo Mordomos e
pelo Primeiro e Segundo Diáconos, e dê ingresso a nosso Mui Venerável Delegado Distrital do
Grão-Mestre e sua comitiva.
(A comissão deixa o Templo. O M.CCerim., P. e S. Mordomos e P. e S. Diáconos formam em
frente à comitiva).
(O cortejo ingressa no Templo. O M. CCerim. da Loja avança o suficiente para deixar espaço
para os Mordomos e Diáconos. Entram os Mordomos, parando antes do M. CCerim., abrindo à
esquerda e à direita, e cruzando seus bastões ao alto. Os Diáconos param ao lado dos Mordomos
Gr. M. CCerim.: “O Mui Venerável Delegado Distrital do Grão-Mestre.”
V.M.: (dá as pancadas com o malhete, se levanta e retira seu chapéu)
O Gr. M. CCerim.: (conduz o Delegado Distrital até o altar, saúda e diz) “Venerável Mestre,
tenho o prazer de lhe apresentar o Venerável Irmão James Smith, Mui Venerável Delegado
Distrital do Grão-Mestre para o 19.o Distrito Maçônico do Maine.”
V.M.: “Ir. Gr. M. CCerim., podeis acompanhar o Mui Venerável Delegado Distrital do
Grão-Mestre ao Oriente.”
(Venerável Mestre desce ao piso do Oriente. A comissão para e os integrantes vão diretamente a
seus lugares).
V.M.: “Mui Ven. Ir. Smith, em nome dos oficiais, membros e convidados desta Loja, eu lhe dou
boas vindas. Você gostaria de ocupar o Oriente?”
“Irmãos, tenho o prazer de lhes apresentar o Ir. James Smith, Mui Venerável Delegado Distrital
do Grão-Mestre para o 19.o Distrito Maçônico do Maine. Juntem-se a mim para conceder-lhe a
grande honra. (A Loja se levanta, com o sinal de ordem). E agora, Mui Venerável Ir., tenho o
prazer de lhe entregar o malhete da Loja Boaz, para que possa prosseguir apresentando sua
comitiva.
(Del. Dist. passa a apresentar sua comitiva e, depois, devolve o malhete ao V.M.)
V.M.: “Mui Ven. Ir. Smith, convido-o a tomar assento no Oriente.”
(V.M. dá uma pancada, para que os Irmãos voltem a se sentar, e então retoma a abertura da
Loja).

SEÇÃO 14

COMO PREPARAR PROGRAMAS INTERESSANTES

Apresento aqui um procedimento passo a passo que pode lhe servir de ajuda na preparação de
um programa para sua Loja. Esse procedimento pode ser usado para qualquer evento. Usei como
exemplo o programa “Maçom do Ano” 76​​ . Fale com os vários Grandes Secretários para que o
ajudem com qualquer programa que você queira aplicar em sua Loja. Muitos deles têm
programas planejados que podem se ajustar a sua necessidade.

A. Forme uma comissão para o evento. A comissão pode ser uma das já existentes. Por exemplo
– a comissão de confraternização – pode preparar um jantar dançante, enquanto que a comissão
de beneficência poderia planejar uma noite dos veteranos. Para o propósito deste exemplo,
convencionamos que a Comissão “Maçom do Ano” já escolheu o candidato e uma outra
comissão foi designada para planejar e executar o programa.

B. Passe à comissão algumas tarefas específicas que você deseja executar. Por exemplo, você
pode determinar à comissão de confraternização que planeje um programa para, numa data
específica, trazer as viúvas da Loja, homenageá-las e apresentar algum entretenimento que possa
interessar a todos os membros.

C. Deixe que a comissão planeje o evento. Os planos da comissão deverão estar concluídos em
60 ou 90 dias antes da data do evento e deverão incluir o seguinte:
1. LOCAL. Se o salão de festas de sua Loja é muito pequeno para receber as pessoas que
deverão comparecer ao evento, não hesite em procurar um lugar maior. No entanto, uma das
vantagens de realizar o programa na Loja consiste em poder receber convidados e apresentar o
local àqueles que não conheçam a Maçonaria ou sua Loja em particular. Isso lhe dará uma
excelente oportunidade de mostrar sua Loja a convidados profanos.
2. MENU. O cardápio para um evento especial, como o do “Prêmio Maçom do Ano”, deve ser
especial, mas sem perder de vista seu custo. Se o jantar for muito caro, você pode ter alguns
membros que gostariam de participar, mas que não poderão por causa do preço.
3. PUBLICIDADE. Artigos poderão ser inseridos no Boletim da Loja a partir de dois meses
antes do evento. Além disso, especialmente para um grande evento, a comissão poderá publicar
um artigo no jornal local (Peça modelos de artigos à Comissão de Relações Públicas da Grande
Loja e solicite ajuda para essa publicidade). Para qualquer programa em homenagem a um
membro de sua Loja, tal como o “Prêmio Maçom do Ano”, uma medalha de 50 anos ou outros,
leve em conta todo relacionamento do homenageado com pessoas que não pertençam à
Maçonaria, convidando-as para o evento.
4. FOTOGRAFIAS. Um fotógrafo experiente deve ser contratado para o programa. Ele deverá
fotografar as atividades no salão de festas. Cópias das fotos devem ser dadas ou postas à
disposição do homenageado. Fotos com um bom contraste em preto e branco podem ser enviadas
ao jornal local e à revista da Grande Loja, com um pequeno artigo sobre o homenageado e seu
prêmio.
5. ENTRETENIMENTO. O principal evento do programa “Maçom do Ano” é a entrega do
prêmio ao homenageado. No entanto, você poderá preparar previamente alguns Irmãos ou
amigos do candidato para falarem sobre ele. Dependendo do tempo em que ele está na
comunidade ou integra o quadro da Loja, separe os oradores para falar sobre épocas distintas,
como o tempo em que o homenageado era estudante, recordações de seus primeiros dias como
Mestre Maçom, seu envolvimento com sua profissão, suas atividades em favor dos jovens, suas
atividades em sua igreja ou sinagoga, e, é claro, aquilo que ele tem feito pela Loja. Diga a cada
orador que fale somente por cinco minutos. É muito chato ficar ouvindo alguém que não para de
falar sobre coisas do passado. Às vezes, é claro, pode ser interessante dar mais tempo a um
orador dinâmico e engraçado.
6. MESTRE DE CERIMÔNIAS. O mestre de cerimônias 77​ ​ deve ser dinâmico e divertido, além
de ser alguém que os membros da Loja admirem. Se possível, ele deverá conhecer pessoalmente
o homenageado, para que possa comentar as histórias contadas pelos oradores.
7. DECORAÇÃO. O salão de festas e o prédio da Loja devem ser decorados para o evento. Essa
atividade representa uma oportunidade para envolver no programa outros membros e suas
esposas. (Se os oradores foram divididos para falar sobre épocas distintas da vida do
homenageado, você pode usar elementos decorativos que lembrem aqueles vários períodos).
8. ARRUMAÇÃO E LIMPEZA. A comissão dos Mordomos pode ser usada na arrumação, e,
após o evento, na limpeza das mesas e do salão de festas. Isso fará os membros da comissão
sentir que estão ajudando a Loja, e também levará outras comissões a fazerem alguma coisa.
9. GARÇONS. Chame os jovens de alguma organização paramaçônica para ajudar a servir o
jantar. Eles também se sentirão parte do programa. Os Mordomos deverão supervisionar o
serviço.
10. RESERVAS. Sugiro que as reservas para o jantar sejam feitas até uma semana antes do
evento. Desse modo você poderá planejar adequadamente o jantar, e os membros da Loja
assumirão o compromisso de comparecer ao evento. Se não marcar uma data limite para as
reservas, você não saberá para quantas pessoas preparar o jantar. Pior ainda, se surgir algum
programa melhor – um show na TV ou uma partida de futebol – os Irmãos não se sentirão
comprometidos com o programa da Loja e provavelmente ficarão em casa ou irão ao jogo. As
reservas poderão ser recebidas pelo Primeiro Mordomo.
11. CERTIFICADO DO “PRÊMIO MAÇOM DO ANO”. A comissão de seleção do prêmio
deverá providenciar um certificado, placa, ou cartão de metal.
12. ROTEIRO. A comissão deverá preparar um roteiro para o evento, esquematizando-o passo a
passo, desde a entrada dos oficiais da Loja antes do jantar até a apresentação do prêmio. Segue
um modelo de roteiro 78​​ :
a) 18:30 – Entrada dos Oficiais da Loja no salão de festas.
b) 18:35 – O Venerável Mestre põe todos de pé e pede ao Capelão que faça uma invocação.
c) 18:40 – O jantar é servido (A mesa principal primeiro. Nela estarão o homenageado, o
Venerável Mestre, o Mestre de Cerimônias, alguma autoridade visitante e o Capelão. Os
Vigilantes e outros oficiais também poderão ocupar essa mesa se o tamanho do salão permitir).
d) 19:30 – O Venerável Mestre apresenta as pessoas da mesa principal e os oficiais da Loja. (Isso
pode ser feito logo após a sobremesa. Se desejar poderá apresentar, também, os ex-veneráveis
presentes).
e) 19:40 – O Venerável Mestre convida a todos para se dirigirem até o Templo, onde o restante
do evento será realizado.
f) 20:00 – O Mestre de Cerimônias passa a palavra ao Venerável Mestre, que dará as boas vindas
aos membros e seus amigos. (Se for usar um sistema de microfones, verifique antes se estão
funcionando adequadamente).
g) 20:05 – O Mestre de Cerimônias pede que a bandeira americana seja conduzida até o altar.
Este é outro bom momento para envolver os jovens das organizações paramaçônicas. A bandeira
é então levada até seu lugar no Oriente.
h) 20:10 – O Mestre de Cerimônias apresenta, individualmente, cada um dos oradores da noite e,
conforme são apresentados, convida-os a fazer uso da palavra. (Seis oradores, no máximo, são
suficientes. Mais que isso pode comprometer o programa).
i) 20:30 – O Mestre de Cerimônias apresenta o representante da Grande Loja.
j) 21:00 – O representante da Grande Loja entrega o certificado ao Venerável Mestre que fará a
apresentação e entrega ao homenageado. Após a entrega do certificado ao homenageado, o
Venerável Mestre pede a todos os ganhadores anteriores do prêmio que se levantem para serem
saudados.
k) 21:10 – O Venerável Mestre pergunta ao homenageado se tem alguma observação a fazer.
l) 21:30 – Após as palavras do homenageado, o Venerável Mestre agradece a todas as comissões
que tornaram possível a realização do evento, e a todos os presentes, e pede ao Capelão que dê
uma benção, com o que o programa é encerrado.
Este procedimento pode ser adaptado para a preparação de qualquer tipo de programa que você
queira realizar. Substitua os oradores por outro tipo de entretenimento. Para deixar a noite menos
formal, não faça as apresentações dos Oficiais da Loja e da bandeira, ou prepare uma refeição
trivial em vez de um jantar especial. Em qualquer hipótese lembre-se dos cinco “P”s: ​Planejar
Previamente Previne Performance Pobre​.

SEÇÃO 15

COMO ORGANIZAR AS ATIVIDADES DA LOJA

A. ATOS VITAIS

As atividades são o coração de uma Loja bem-sucedida. Se um membro acha que ir à Loja é
interessante e agradável, ninguém precisará solicitar sua presença. Ele virá. Os profanos devem
ser encorajados a comparecer às atividades e sessões públicas da Loja. Os programas devem ser
planejados de modo a atrair tanto os Maçons quanto as pessoas que não pertencem à Maçonaria.
Cada reunião de sua Loja deve ser vista como uma atividade, seja uma sessão econômica, uma
sessão magna, uma instalação, iniciação, uma visita de outra Loja ou de um membro da Grande
Loja, ou algum outro programa especial.

B. EDUCAÇÃO MAÇÔNICA

Nossa Grande Loja incentiva a educação maçônica. O Venerável Mestre deve implementá-la
agendando programas educativos. Poucos homens aprendem algo sobre a Maçonaria pela
simples colação dos graus maçônicos. As Lojas de Pesquisas estão aptas a fornecer valiosa ajuda
a esse respeito. O que se deseja e espera é que as Lojas de Pesquisas possam estimular o
interesse pelo conhecimento entre os membros das Lojas de sua jurisdição. Pesquisa significa
educação, particularmente educação Maçônica, e você, como Venerável Mestre, deve promover
a educação Maçônica em sua Loja.

C. PLANEJANDO UMA ATIVIDADE

Não existem regras rígidas a serem seguidas ao se considerar e planejar uma atividade. Por
exemplo, sua Loja pode desejar promover uma atividade restrita aos Mestres Maçons; ou receber
familiares e amigos que não sejam Maçons.
Reuniões e atividades produzem melhores resultados quando planejadas e agendadas com
antecedência, encorajando os membros a convidar seus amigos e vizinhos. Informe a
programação com antecedência para que as pessoas possam planejar suas agendas e incluir as
atividades da Loja. Crie interesse sobre os eventos futuros usando seu Boletim, cartas, cartazes,
comunicados nas sessões, e seu plano de alerta por telefone. Infelizmente muitos membros não
lêem muito bem o Boletim, de modo que você deve dar destaque às principais atrações dos
próximos eventos para chamar a atenção sobre eles.
Nem todas as atividades precisam ser desenvolvidas na Loja. Algumas atividades importantes
são executadas noutros locais – uma viagem de trem ou ônibus, uma noite para as mulheres num
restaurante, ou um almoço no campo. Há muito mais. Seja criativo! A associação comercial local
provavelmente poderá sugerir muitas atividades que você nunca imaginou.
Para programar atividades interessantes observe os interesses dos membros de sua Loja.
Verifique quais são seus hobbies e não faça vista grossa àqueles membros com interesses ou
profissões incomuns. Considere os seus próprios interesses também; se está interessado em
determinada coisa, são boas as chances de você promover com entusiasmo uma atividade
correlata. Lembre-se de que o entusiasmo é contagioso.

D. SUGESTÕES PARA PROGRAMAS

A lista seguinte contém algumas sugestões para programas. São categorias gerais apresentadas
como sugestões para favorecer o surgimento e desenvolvimento de novas idéias. É o que se
espera. Algumas destas sugestões podem ajudar sua Loja a aumentar o interesse e a freqüência;
outras servem para promover o contato de profanos com a Loja. Considere a possibilidade de
combinar idéias. Veja as sugestões:
Com os jovens – convide o Capítulo DeMolay local para uma partida de futebol.
Teatro – planeje uma ida ao teatro com as famílias e amigos, e levem também as viúvas.
Filmes – filmes de eventos ou viagens dos membros da Loja; slides; etc.
Grande Loja – convide um Oficial da Grande Loja para comparecer a uma de suas reuniões para
falar sobre algum assunto de que ele goste ou domine.
Visita a lugar histórico – promova uma visita à sede da Grande Loja, a um Museu Maçônico, ou
a algum outro lugar histórico.
Palestrante de Loja de Pesquisas – História maçônica, lojas clandestinas, mulheres na Maçonaria,
o desenvolvimento da Maçonaria em seu Estado, etc.
Eventos esportivos – partidas de futebol, baseball, basquete.
Festa de Natal ou Páscoa – comemore essas datas com as organizações paramaçônicas para
jovens, com crianças carentes ou internadas em hospitais.
Trabalho voluntário – escolha uma casa modesta, necessitando de uma limpeza e pintura (talvez
a casa da viúva de um Maçom); limpeza de um parque ou praça, etc.
Almoço no campo – incentive os Irmãos a levarem seus amigos e vizinhos.
Jantares triviais – promova-os antes de sua “noite da família” e convide seus amigos e vizinhos.
Jantares temáticos tornam a noite menos comum.
Viagem misteriosa – escolha um local e mantenha-o em segredo; se usar transporte público ou
fretado, não diga nada a ninguém até a chegada; usando veículos próprios, marque dois ou três
pontos de encontro onde o novo destino é informado em cada parada.
Torneio de golfe – incluindo as mulheres.
Para profanos – faça com que os Irmãos convidem seus amigos e vizinhos profanos, e dê a eles
ampla informação sobre a Maçonaria.
Prêmio Maçom do Ano – Aproveite também esta noite para convidar profanos.
Para a família:
Concerto ou apresentação de escola local.
Quartetos, bandas, cantores.
Reconhecimento público a pessoas que se destacam na comunidade.
Esperançosamente este capítulo trouxe algumas idéias para ajudá-lo a planejar seus programas.
São muitas as atividades possíveis; somente você poderá decidir quais delas melhor atendem às
necessidades de sua Loja. É evidente que um Manual como este não pode apresentar programas
completos e detalhados – nem deveria fazê-lo. Isso poderia limitar as Lojas a um conjunto
esteriotipado de atividades que tenderia a diluir a riqueza de qualidade, única em cada Loja.
Selecione e escolha, use as comissões de sua Grande Loja ou uma biblioteca para ter outras
idéias, mas acima de tudo, ​pense​ sobre programas que ajudarão a estimular a participação e a
aumentar o interesse pela Ordem.
Por fim, deixe que o Delegado Distrital e os Veneráveis de outras Lojas tomem conhecimento de
seu progresso. Se você tem outras idéias, ou se tentou algo que não deu certo, também deixe que
eles saibam para que possam se beneficiar com sua experiência.

SEÇÃO 16

COMO REALIZAR UM BOM EVENTO

I – O QUE É UM BOM EVENTO?

A. ELE ESTÁ VOLTADO ÀS SUAS METAS.


1. Para medir o sucesso de um evento, você deve ter uma meta, expressa ou implícita.
2. Para controlar um evento, você deve fixar a meta.

B. AS METAS DO VENERÁVEL MESTRE PODEM SER BOAS OU MÁS PARA A LOJA.


1. O Venerável Mestre pode querer apenas que o ano passe logo.
2. Ele pode promover um certo número de eventos com pouca qualidade ou efeito para a Loja.
3. Pode querer superar a programação do Venerável Mestre anterior, naquilo em que este não
tenha alcançado sucesso.
4. Pode querer se qualificar para o Prêmio de Realização do Grão-Mestre.
5. Pode pretender agradar membros e visitantes com:
a) Entretenimento de boa qualidade.
b) Ampla informação.
c) Variedade em relação aos anos anteriores.
6. Pode querer executar determinada atividade:
a) Lançamento de pedra fundamental.
b) Iniciações, elevações e exaltações.
c) Resgate de hipoteca.
7. Pode querer:
a) Homenagear as viúvas.
b) Premiar o Maçom do Ano.
c) Homenagear os ex-veneráveis.
d) Deixar que os Irmãos que não exercem cargos dirijam a Loja por uma sessão.
8. Pode querer aumentar a freqüência:
a) Nos eventos sociais.
b) Nas sessões econômicas e magnas.

II. PLANEJAMENTO

A. NENHUM EVENTO É BEM-SUCEDIDO POR ACASO.


1. ​Planejamento​ é o segredo.
2. ​P​lanejamento ​P​révio ​P​revine ​P​erformance ​P​obre.
3. Todo evento é especial.
4. O “sucesso” está nos detalhes.

B. COMO PREPARAR OS DETALHES DE SEU PROGRAMA?


1. Consulte os experientes ex-veneráveis.
2. Consulte o Delegado Distrital.
3. Leia o Manual dos Oficiais da Loja.
4. Peça ajuda às comissões da Grande Loja.

C. FORME UMA COMISSÃO PARA O EVENTO.


1. Escolha um presidente dinâmico, motivado e entusiasmado.
2. Ele pode presidir sempre ou apenas em certos eventos.
3. Trabalhe com o presidente na seleção dos membros da comissão.

D. DEFINA OS DEVERES DA COMISSÃO.


1. Esquematize seus propósitos e responsabilidades.
2. Estabeleça uma pauta específica.
3. Enfatize a importância e o valor de seu trabalho.
4. Dê instruções claras sobre o que você quer.

E. ESTABELEÇA PRAZOS FINAIS.


1. Fixe datas de conclusão para cada tarefa.

F. DIVULGUE.
1. Noticie amplamente em seu Boletim.
2. Pense num cartão ou bilhete para as reservas.
3. Use seu plano de alerta telefônico.

G. SUPERVISIONE.
1. Enquanto você, como Venerável Mestre, responde pelas falhas, deixe que sua comissão seja
reconhecida pelo sucesso.
2. Como Venerável Mestre você não pode delegar sua responsabilidade final.
3. Acompanhe cada detalhe e cada prazo final.
4. Exercite o autocontrole quando delegar:
a) Evite executar pessoalmente as tarefas.
b) Veja se encontra algum grande problema.
c) Elogie o progresso de sua comissão, mas acompanhe as tarefas ainda não concluídas.
d) Identifique aqueles que perderam os prazos limites, ou converse com eles reservadamente.

H. AVALIE O EVENTO APÓS SUA REALIZAÇÃO.


1. Pode ser útil para eventos futuros.
2. Pode ser útil para o planejamento dos futuros líderes.
3. Faça uma lista do que funcionou bem.
4. Faça uma lista do que não deu muito certo.
5. Enumere o que precisa ser melhorado ou modificado.
6. Enumere o que deve ser eliminado.
7. Enumere o que deve ser acrescentado.
Lembre-se de planejar seu trabalho e de trabalhar seu plano​.

III – ELEMENTOS BÁSICOS PARA EXECUTAR UM EVENTO

A. ELE DEVE SER PARTE DE SEU PLANO ANUAL.


1. Não pode ser feito casualmente.
2. Os programas devem ser distribuídos ao longo do ano.

B. COMECE E TERMINE NA HORA CERTA.


1. Um atraso de cinco ou dez minutos pode matar um programa.
2. Duas horas de duração também podem liquidar um bom programa.

C. O MESTRE DE CERIMÔNIAS DEVE SER EXPERIENTE.


1. Poucos Mestres são oradores experientes.
2. Qualquer um que esteja falando deve ser ​ouvido​.
3. Verifique o sistema de som antes do evento, e a tempo de corrigir problemas.
4. Fale ao microfone:
a) Nunca mova a cabeça quando estiver falando, a não ser que esteja usando um microfone
portátil.
b) Não permita que outros falem fora do microfone.
c) Defina um roteiro para o mestre de cerimônias seguir:
1) não inclua piadas.
2) não improvise com oradores inexperientes.
3) O mestre de cerimônias é um facilitador, que faz as coisas funcionarem.
4) O mestre de cerimônias deve saber que ele não é a atração da noite.

D. EVITE PRELIMINARES MAÇANTES.


1. Faça com que os agradecimentos aos colaboradores sejam breves e dirigidos somente a grupos
de pessoas.
2. Somente anúncios breves.
3. Seja objetivo ao apresentar os componentes da mesa principal:
a) Conheça o protocolo.
b) Controle os aplausos.
4. Limite o entretenimento que antecede um orador ou outra atração, a 20 minutos.
5. Se o entretenimento ​for​ o programa, limite-o a no máximo 40 minutos.

E. APRESENTAÇÃO DO ORADOR.
1. Pronuncie o nome do orador corretamente.
2. Anuncie o assunto de um modo interessante.
3. Ressalte as credenciais do orador:
a) Não leia uma biografia cansativa. Mesmo que o orador a apresente a você, selecione aquilo
que interessa à sua platéia.
b) Não seja redundante ou adulador.

F. EQUIPAMENTOS
1. Verifique a ventilação.
2. Verifique a iluminação. Evite qualquer luz que possa ofuscar a platéia.
3. Antes do programa verifique:
a) Projetor de slides ou filmes.
b) Videocassete, aparelhos de som, caixas acústicas, etc.
4. Em eventos da Grande Loja:
a) O espaço nas mesas deve ser suficiente para evitar que as cadeiras fiquem presas umas nas
outras.
b) Se o Grão-Mestre for andar pelo local, lembre-se de que quando as pessoas se levantam os
espaços entre as mesas desaparecem.

G. TERMINE EM TEMPO.
1. Não deixe o programa se arrastar.
2. Não repita os agradecimentos aos colaboradores; se desejar, faça isso com uma carta.
3. ​Quando o evento chega ao fim, acabou: deixe que seja assim​.

SEÇÃO 17

COMO ORGANIZAR UMA “NOITE DA AMIZADE”

Os homens são freqüentemente atraídos para a Maçonaria por uma pessoa da família ou por um
amigo, que é Maçom e a quem eles respeitam. Na maioria das vezes ingressam na Ordem
baseados somente naquela relação de amizade, acreditando que homens bons não pertenceriam a
uma instituição que não fosse digna.
Mas será que aqueles que não têm qualquer conexão familiar ou amigos maçons não deveriam
receber explicações sobre a Maçonaria e seus propósitos? Esta questão tem sido enfrentada por
muitos Veneráveis Mestres que sabem que muitos homens em sua comunidade poderiam ser
bons Maçons, e que poderiam ingressar na Ordem se soubessem mais sobre ela. Muitos Maçons
se sentem inseguros em falar sobre a Maçonaria para aqueles que não são maçons.
Respondendo a esse problema, o Grão-Mestre George Pulkkinen organizou uma série de “Noites
da Amizade” com o propósito de explicar Maçonaria a profanos. Durante certo tempo, ele e o
Mui Venerável Brian Paradis verificaram aquilo que despertava interesse nos profanos e
desenvolveram um formato que tem sido bem-sucedido em todo lugar onde é empregado. As
Lojas ou Distritos estão, é claro, livres para tentar algo diferente. Se você quer algo testado e
aprovado, e que produz resultados, siga a fórmula abaixo.

ONZE PASSOS SIMPLES (mas essenciais) PARA ASSEGURAR O CRESCIMENTO DA


FRATERNIDADE MAÇÔNICA PELO PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO DE UMA
BEM-SUCEDIDA NOITE DA AMIZADE.

1. Ajude os Irmãos a compreender que os candidatos são necessários para a sobrevivência da


Loja e para o crescimento e difusão do bom trabalho da Maçonaria (As Lojas devem aumentar o
número de membros em 5% a cada ano, para que em 20 anos tenham reposto os membros que
atualmente têm mais de 64 anos de idade).
2. Selecione um líder dos membros para a Loja. Ele deve ser um Irmão que entenda a
necessidade de se aumentar a base do Quadro da Loja em 5% ao ano. E também deve ser um
homem capaz de fazer as coisas.
3. Ajude cada Irmão a identificar dois amigos ou parentes com quem gostaria de compartilhar a
Maçonaria. Sugira que os Irmãos pensem a respeito de seus filhos, irmãos, genros, primos, seus
parceiros de pescarias, golfe ou boliche, ou alguém de sua igreja. Apenas dois nomes, porque os
Irmãos terão a responsabilidade de trazê-los como convidados para a reunião; e dois convidados
(mais suas mulheres) podem ser encontrados facilmente.
4. Escreva os nomes e endereços dos escolhidos numa ficha de convidados, entregando-a ao líder
dos membros da Loja.
5. Escolha uma data para a “Noite da Amizade” (que exige de 8 a 10 semanas para ser
adequadamente preparada!).
6. O líder dos membros da Loja deverá enviar convites aos nomes selecionados. Todos os
convites devem ser postados na mesma data, cerca de duas semanas antes do evento.
7. Três ou quatro dias após a remessa dos convites cada Irmão deverá entrar em contato com seus
convidados, dizendo a eles que irá buscá-los (e a suas esposas) às 18:00 horas. E realmente
deverão fazer isso. Nós estamos convidando profanos para uma noite de amizade. Estaríamos
fora da realidade se esperássemos que alguém viesse sozinho a um lugar estranho. E também não
seria uma conduta muito educada. Lembre-se, o convidado não saberá de quem partiu o convite
até receber o telefonema de seu amigo – nosso Irmão.
8. Dois ou três dias antes da data marcada, o Irmão deverá ligar novamente a seus convidados
para lembrá-los do evento e de que passará para levá-los.
9. As noites da amizade funcionam bem com um jantar servido às 18:30 horas, seguido da
reunião às 19:30 horas, com todos a caminho de casa às 21:00 horas.
10. O programa deve ser simples, com um foco firme. A mensagem deverá ser “Maçonaria: O
que é, o que ela faz, e por que”. É importante ter em mente que muitos dos nossos convidados
provavelmente nada sabem sobre nossa Fraternidade e sua estrutura, ou seus corpos anexos e
​ . Tente não falar sobre muitas coisas, evitando uma reunião confusa, com uma
concordantes 79​
mensagem truncada. Parte da grande beleza da Maçonaria é ser simples, com verdades eternas.
Haverá tempo suficiente para falar sobre outros assuntos mais tarde.
11. Lembre-se! A equipe de sua Grande Loja está pronta para ajudá-lo com sua Noite da
Amizade. Podemos lhe passar o programa completo se assim desejar. Outro fato importante: as
23 Noites da Amizade já realizadas pela equipe atingiram índice de sucesso entre 65 e 100%.
Isso significa que de 6 a 10 de cada 10 convidados solicitaram um formulário para o
requerimento de ingresso na Loja.

SEÇÃO 18

COMO RECORRER À FUNDAÇÃO MAÇÔNICA DE AUXÍLIO 80​

Durante seu ano como Venerável Mestre alguns membros de sua Loja, ou a viúva de algum
membro, podem precisar de ajuda. Você poderá solicitar auxílio financeiro, em quantias
moderadas, à Fundação de Caridade Maçônica 81​ ​ .
Como primeiro passo, obtenha o formulário do requerimento.
O segundo passo consiste em entrevistar o beneficiário de modo a obter as informações
necessárias para preencher o formulário.
Para avaliar e decidir sobre o nível apropriado da ajuda a ser dada, a Fundação observa o
seguinte:
1. Requerimento. Seu requerimento terá uma resposta rápida se você o enviar completamente
preenchido e com contas que reflitam as obrigações a pagar.
2. Uma narrativa. A Fundação não conta com meios independentes para avaliar um
requerimento. Assim, é sempre útil a inclusão de uma carta dando uma idéia da situação em que
se encontra o requerente.
3. Participação da Loja. Não é necessário, mas acrescenta credibilidade a um requerimento de
ajuda demonstrar o quanto a Loja tem feito para aliviar o infortúnio de um Irmão ou de pessoa de
sua família.
4. Negociação. Muitos requerimentos indicam obrigações que vão além das possibilidades de
ajuda da Fundação. Muitas Lojas exercem papel ativo na assistência ao Irmão para negociar ou
resolver suas obrigações. Num caso recente, um Irmão tinha despesas médicas excessivas, de
$41.000,00. O Irmão e sua Loja negociaram muito habilidosamente e reduziram a dívida em
mais de $6.000,00, de modo que ele, sua Loja e nossa Fundação puderam pagar todo o débito.
5. Alocação. Quando um requerimento está completo, acompanhado de informações sobre a
situação do requerente, todas as outras fontes esgotadas, e a obrigação reduzida ao nível mais
baixo possível, a Fundação dará resposta rápida, levando em consideração os fundos disponíveis
e as necessidades de outros requerentes.

SEÇÃO 19

COMO CONDUZIR POMPAS FÚNEBRES MAÇÔNICAS

Uma das maiores responsabilidades do Venerável Mestre surge na hipótese de morte de um


membro de sua Loja. O Venerável Mestre, como líder da Loja do Irmão falecido, tem certos
deveres, entre os quais se destacam:
1. Telefonar imediatamente à viúva ou à família do Irmão falecido, e expressar condolências pela
perda.
2. Oferecer a assistência dos Oficiais e Irmãos da Loja.
3. Verificar se a família do falecido deseja ou pretende a realização de serviço de pompas
fúnebres maçônicas.
4. Certificar-se de que você, ou outro Irmão plenamente qualificado, estará disponível para
executar o serviço de pompas fúnebres.
5. Providenciar o comparecimento de Oficiais e Irmãos ao serviço de pompas fúnebres.
6. Manter contato com a viúva, e dar toda assistência necessária durante o período de adaptação
após o funeral.
Tenha em mente os seguintes pontos relativos ao serviço de pompas fúnebres para assegurar o
respeito devido ao Irmão falecido, sua viúva, sua Loja e à Maçonaria em geral.
Primeiro, seja fiel no cumprimento dos deveres listados.
Segundo, providencie a melhor execução possível para o serviço de pompas fúnebres. Isso é
imperativo não apenas para confortar a família, mas também para o bom nome da Maçonaria, tal
como nas demais ocasiões públicas.
Terceiro, leve em consideração o serviço em si mesmo, mantendo continuidade ininterrupta do
início ao fim; atenda a qualquer pedido da família que seja razoável e não contrarie nossos
costumes e instruções; e coopere com qualquer sacerdote que esteja executando o funeral
religioso em conjunto com nosso serviço maçônico.
Quarto, cuide para que as instruções contidas no Manual Maçônico do Maine sejam seguidas na
íntegra.
Quinto, forme uma comissão encarregada de telefonar aos Irmãos para que compareçam. Uma
boa presença de membros da Loja é importante.
Sexto, tenha à mão um avental e ramos de acácia para o serviço, e aventais brancos, em número
suficiente para os Irmãos que comparecerem.
Sétimo, se um discurso em louvor do falecido foi solicitado pela família como parte do serviço
fúnebre, ou se for considerado apropriado, assegure-se de que o Irmão que fará o elogio esteja
bem preparado e informado para esse fim. Um discurso curto é apropriado, quando bem feito,
como parte de um serviço de pompas fúnebres maçônicas.
Oitavo, tenha em mente que existem dois tipos de serviço de pompas fúnebres maçônicas; são
eles (1) o Funeral Maçônico; e (2) a Sessão de Pompas Fúnebres. Esta última também pode ser
executada no momento do sepultamento. Observe as instruções para cada tipo de serviço. O
Funeral Maçônico é usado muito raramente e apenas quando solicitado pela família.
APÊNDICE A

AS REGRAS DE ORDEM DE ROBERT ​(Simplificadas)

A sociedade civilizada tem reconhecido, por mais de quinhentos anos, que a adoção de um
procedimento padronizado para a condução de negócios faz a diferença entre a ordem e o caos.
Por séculos, as sociedades têm criado regras para a condução de suas reuniões. Do Parlamento
Inglês vieram as regras de ordem que governaram nossa primeira assembléia. Após o
estabelecimento da Constituição dos Estados Unidos, o presidente do Senado, Vice-presidente
Thomas Jefferson, foi mais longe no refinamento das regras de ordem, escrevendo seu Manual
de Prática Parlamentar. Esse manual foi adotado por ambas as casas do Congresso e pelas
Assembléias Estaduais então existentes.
Em poucas décadas, a organização de sociedades de vários tipos – políticas, culturais, científicas,
beneficientes, religiosas e fraternais – fez surgir a necessidade de outras regras além daquelas
usadas pelos legisladores. Para atender a essa necessidade, Luther S. Cushing, um funcionário da
Casa de Representantes de Massachusetts, escreveu, em 1845, o Manual de Prática Parlamantar:
Regras Procedimentais para Debates em Assembléias Deliberativas. Em 1871, o Major Henry M.
Robert verificou que as sociedades, em todos os níveis, precisavam de um conjunto de regras.
Major Robert se convenceu da necessidade de um novo tipo de manual parlamentar, “baseado,
em princípios gerais, nas regras áridas praticadas pelo Congresso, e adaptadas em seus detalhes,
para o uso das sociedades comuns”. Em 1876 as Regras de Ordem de Robert foram impressas, e
a partir dessa data, edições revisadas tem sido o alicerce para o modo como nós conduzimos os
negócios das sociedades, incluindo a fraternidade Maçônica.
O propósito desta seção é rever brevemente as regras de ordem que você seguirá quando
conduzir os importantes negócios de sua Loja. Seria impossível, para o objetivo deste Manual,
tratar completamente de todo o conteúdo das 594 páginas das edições revisadas das Regras de
Robert. Entretanto, cada Loja deveria manter uma cópia no Oriente, e você deveria rever esse
material para se familiarizar com seu conteúdo e rapidamente localizar as seções aplicáveis
quando surgir uma necessidade.
Apresento uma breve explicação das razões básicas e dos princípios que regem a maneira como
você deverá governar sua Loja:

1. Proteção para os membros.


As regras de ordem se destinam a proteger os direitos da maioria, da minoria contra a maioria, de
cada membro individualmente, dos membros ausentes às reuniões, e de todos esses grupos em
conjunto.

2. Modelo de formalidade
Para assegurar a paz e harmonia entre os Irmãos, é de vital importância insistir para que todos os
membros da Loja, incluído o Venerável Mestre, observem as regras do seguinte modo formal de
tratamento e de comportamento:
a) Sempre insista no uso dos títulos formais e do termo “Irmão” para falar em Loja.
b) Todos os membros deverão dirigir suas palavras somente ao Venerável Mestre. Se a
manifestação disser respeito a outro Irmão, deverá ser conduzida a ele por intermédio do
Venerável Mestre.
c) Para falar, um membro deve se levantar, pedir a palavra ao Venerável Mestre e aguardar a
autorização deste.
d) Siga o padrão de ordem dos trabalhos contido em seu Manual.
e) Nunca permita que algum Irmão seja atingido por aquele que está falando. Cada Irmão deve
ser considerado honrado e seguidor dos melhores interesses da fraternidade.
Quando terminar com uma categoria de assunto, anuncie a seguinte para que os Irmãos possam
conhecer o fluxo da reunião. Você é o Venerável Mestre da Loja e o modelo de formalidade é
governado apenas pela maneira com que você maneja o malhete. Insista na manutenção do
decoro adequado e você aumentará a paz e harmonia que devem prevalecer dentro do Templo.

3. Fazendo uma moção.


É importante lembrar que os assuntos somente podem ser levados à apreciação dos membros em
forma de moção ou proposta, a não ser que se trate de uma tarefa rotineira tal como a leitura da
ata da sessão anterior. O processo de condução de um assunto em Loja é o seguinte:
a) Um Irmão deve se levantar e obter permissão do Venerável Mestre para falar. No caso de um
parecer de comissão, o Irmão será chamado pelo Venerável Mestre para ler o parecer.
b) O Irmão, então, fará a moção ou lerá o parecer da comissão e apresentará a moção desta. Em
seguida ele se senta. Moções longas ou complicadas podem ser feitas por escrito e
imediatamente enviadas ao Venerável Mestre. Do mesmo modo, umas poucas palavras
introdutórias podem ser ditas antes da apresentação de uma moção, mas não permita diálogos e
deixe os comentários para o debate.
c) Se uma moção estiver em desacordo com a ordem dos assuntos, o Venerável Mestre deverá
declarar: “eu declaro essa moção fora de ordem”. Nunca diga “você está fora de ordem” ou “sua
moção está fora de ordem”.
d) O propósito da exigência de um apoio é o de assegurar que não se perderá tempo quando
apenas um membro está interessado num determinado assunto. Um apoio a uma moção significa
que o assunto deve ser levado à Loja. Nenhuma autorização específica é necessária para se
declarar um apoio. E mais, um apoio apenas reflete a intenção de levar o assunto à Loja, e não
significa que outro Irmão já aderiu à proposta. Se nenhum apoio for declarado, descarte a moção
e prossiga com outros assuntos.
e) Quando surgir uma moção e um apoio, o Venerável Mestre colocará a moção em discussão.

4. Discussão ou Debate.
O assunto agora está em Loja para debate e decisão. Se nenhum Irmão se levantar para falar,
proceda à votação. Se um Irmão pedir a palavra, conduza o debate utilizando o procedimento
seguinte:
a) O Irmão autor da moção tem prioridade para usar da palavra.
b) Se dois ou mais Irmãos se levantarem, aquele que o fez primeiro tem o direito de falar. O
Irmão autorizado a falar não pode ser interrompido a não ser que ele viole as regras de ordem ou
o decoro. Ele mantém a palavra até se sentar. Ninguém poderá se levantar para falar antes que
aquele que tem a palavra tenha se sentado.
c) Se não houver alguma modificação à proposta, o Venerável Mestre deverá repetir a moção e
perguntar se há alguma questão a ser feita.
d) Nenhum Irmão, exceto aquele que tiver alguma pergunta, poderá falar a partir de então. Esta
regra poderá ser dispensada pelo Venerável Mestre se ele achar adequado.
e) Cada orador deverá restringir seus comentários ao mérito da moção. Ele dirigirá seus
comentários ao Venerável Mestre e não promoverá ataques pessoais, alusões aos motivos de
outrem, ou mencionará nomes.
f) O Venerável Mestre deve, a todo tempo, se manter distante e imparcial. Cuide para que todos
os lados sejam ouvidos e considerados, tanto quanto possível, proporcionando ampla
oportunidade a ambos os lados da questão, alternando-os, se necessário.
g) O Venerável Mestre pode falar a qualquer tempo. O Irmão que faz uso da palavra deverá ser
sentar enquanto o Venerável Mestre estiver falando, salvo se ele faz observações relacionadas
diretamente àquilo que o Irmão está dizendo. O Venerável Mestre não entrará no debate.
Entretanto, se surgir essa necessidade, ele deverá passar o comando da sessão a um Vigilante ou
ex-venerável, deixar o trono e fazer seus comentários.
h) O debate não pode ser encerrado ou a questão adiada, salvo havendo regra especial ou o voto
de 2/3 dos presentes, até que todos os membros tenham a oportunidade de falar.
i) Existem outras classes de moções que podem ser interpostas neste ponto para ajudar a tratar ou
dispor sobre a moção principal. Estas serão discutidas mais tarde neste capítulo.

5. Votação.
Após o final do debate, o Venerável Mestre novamente pergunta se há alguma questão a ser feita,
repete a moção e chama para a votação. Se houver alguma confusão ou dúvida sobre a moção, o
Venerável Mestre deverá explicá-la e descrever os efeitos de sua aprovação e de sua rejeição.
a) O procedimento de votação em Lojas Maçônicas é feito, usualmente, pelo erguer das mãos,
por declaração verbal, ou com os membros se levantando. Excetuam-se as votações no pedidos
de iniciação, filiação, regularização e nas objeções após a iniciação. Nesses casos há escrutínio
secreto, com uma urna. Também se excetuam as eleições dos oficiais com mais de um candidato,
quando votos por escrito poderão ser usados.
b) O Venerável Mestre colocará a proposta em votação dizendo que levantem a mão direita todos
aqueles que forem a favor da moção. Sempre coloque em votação, não importando quão
esmagador possa ser o resultado positivo. Nesse caso, o Venerável Mestre simplesmente anuncia
o resultado da votação.
c) Se um membro se levantar para requerer a repetição da votação acate o pedido, a menos que o
resultado da votação seja óbvio ou se a tática estiver sendo utilizada para atrasar a reunião.
d) Se uma votação não for conclusiva, então é conveniente repetí-la. Ao anunciar cada resultado,
informe o número de votos favoráveis e contrários.
e) A maioria simples vence salvo quando requerido outro quórum pela Constituição, Regimento
Interno, ou regras de ordem, como segue:
1. Uma votação de 2/3 é exigida para emendas ao Regimento Interno, para mudança do local de
reuniões, e para decidir sobre alguma objeção após uma iniciação.
2. Também se exige aprovação de 2/3 para a fusão de Lojas.
3. Votação unânime é necessária para a aprovação de pedido de providências ao Grão-Mestre.
f). O Venerável Mestre vota apenas em caso de empate (exceto no escrutínio de candidatos).
g) O voto não é definitivo e um membro pode mudar de idéia até que o Venerável Mestre
anuncie o resultado.
h) Certos assuntos, como a leitura de atas ou quando aparentemente houver unânime consenso,
podem ser resolvidos dizendo “Se não houver alguma objeção...”e “Não havendo, a moção está
adotada”.
i) Após anunciar o resultado da votação, passe para outro assunto.
A autoridade do Trono do Oriente está em suas mãos. A Grande Loja não espera que você seja
um expert, mas que tenha familiaridade com o procedimento parlamentar. Você deve saber, em
termos gerais, o procedimento adequado a ser utilizado e como usar o material de referência.

APÊNDICE B

LISTA DE CHECAGEM DA SESSÃO ECONÔMICA

I. Critério
A. Ela é organizada.
B. Ela é curta.
C. Ela é vale a pena.

II. Sessões Econômicas Organizadas


A. Prepare uma agenda antecipadamente.
B. Verifique antes da reunião quais comissões estão prontas para apresentar parecer e sobre o
que. Quando possível, obtenha pareceres escritos.
C. Verifique com o Secretário, antes da sessão, os assuntos que ele apresentará.
D. Planeje as atividades da Loja antes das reuniões e anuncie os preparativos. Não planeje os
detalhes de uma atividade durante uma sessão econômica.

III. Sessões econômicas curtas


A. Chegue cedo e verifique se o Templo está em ordem.
B. Comece no horário marcado.
C. Veja se a ata do Secretário é concisa, breve, e cobre todos os aspectos do debate.
D. Pareceres das comissões.
1. Devem ser breves, concisos e por escrito.
2. Devem dizer quando, onde, quem, por que, e quanto.
3. Devem apresentar todas as alternativas: prós e contras.
4. Os membros da comissão deverão estar preparados para responder a todas as questões.
E. Elimine a leitura da correspondência desnecessária, quando apropriado.
F. Vise a uma sessão econômica de 60 minutos.

IV. Sessões que valem a pena


A. Faça-as interessantes e amigáveis:
1. Acrescente um jantar.
2. Inclua familiares e convidados para o jantar.
3. Providencie algum entretenimento no salão de festas para os familiares e convidados durante a
sessão.
4. Use recepcionistas, na porta, na chegada e saída das pessoas. Ajude aqueles que precisem de
auxílio para sair e voltar a seus automóveis.
5. Todo mundo sorrindo! Faça cada um se sentir benvindo, particularmente visitantes, novos
membros e aqueles que não tenham vindo à Loja recentemente.
B. Educativas:
1. Todos os presentes podem aprender algo novo.
2. Tenha alguém para apresentar informações maçônicas por 5 minutos em cada sessão
econômica.

APÊNDICE C

Aqui estão alguns recursos que você pode usar para os programas de sua Loja.
I. CÍVICOS
Gabinete do Chefe da Polícia
Gabinete do Chefe dos Bombeiros
Associação Comercial
Companhias de gás, água e energia
Companhia telefônica
II. NEGÓCIOS
Escritórios de turismo e centros de convenções
Corretores de imóveis
Empresários
Agentes de viagens
Profissionais de aeroportos ou Iate Clube (sucessos e falhas); linhas aéreas e rotas marítimas
Lojas de departamentos
III. ESCOLAS
Coordenador pedagógico de Universidade
Administrador de escola
Diretor ou vice-diretor
IV. ESPORTES
Time ou atleta profissional
Relações públicas; diretor esportivo
Técnico; escritor esportivo
Atleta (colegial ou universitário)
V. ENTRETENIMENTO
Cantores
Mágicos; atores
Hipnotizador; quartetos musicais
Comediantes; grupos de dança
VI. ESPECIAL
Personalidades da TV ou rádio; editor de jornal
Fotógrafos ou clubes (filmes, slides); hobbies (trens, selos, moedas, pedras, etc);
Chefes de cozinha (demonstrações)
VII. MEDICINA
Especialista em administração hospitalar
Custos de cuidados com a saúde; programas de exercícios
Seguros ou planos de saúde
VIII. FRATERNIDADE
Noite para leigos; orador de Loja de Pesquisas
Orador de outros Ritos
APÊNDICE D

LOJA BOAZ N. 59
Caixa postal 356
Centerville, Maine

ORÇAMENTO ANUAL

1. RECEITAS ESTIMADAS
A. Mensalidades $
B. Taxas $
C. Jantares $
D. Outras $
TOTAL DAS RECEITAS ESTIMADAS $

2. DESPESAS ESTIMADAS
A. Taxa ‘per capita’ $
B. Suprimentos secretaria $
C. Despesas bancárias $
D. Taxas de secretaria/tesouraria $
E. Manutenção da Loja $
F. Eletricidade $
G. Telefone $
H. Seguro $
I. Correio $
J. Gráfica $
K. Outras $
TOTAL DAS DESPESAS ESTIMADAS $
SUPERAVIT (DEFICIT) $

SUMÁRIO 
 
 
Prefácio da Edição
Brasileira​............................................................................................................5
Agradecimentos​......................................................................................................
.......................................7
Introdução​..............................................................................................................
............................................8
Como ser um bom
líder​.........................................................................................................................
10
Introdução​..............................................................................................................
............................................10
Princípios de
Administração​.........................................................................................................
.......11
Autoridade ​Vs.
Liderança​................................................................................................................
.....12
A Responsabilidade é toda
sua​...........................................................................................................13
Montando sua
equipe​.....................................................................................................................
..............14
Como
delegar​....................................................................................................................
.................................16
Supervisão​..............................................................................................................
..............................................18
Treinando seus
Oficiais​....................................................................................................................
..........19
Faça sua Loja ser
conhecida​................................................................................................................
.23
Gerenciando seu ativo mais valioso: o
tempo​........................................................................25
A. seja mestre de sua
agenda​..............................................................................................................26
B. Economizadores de
tempo​...............................................................................................................26
Como estabelecer suas metas e
objetivos​...............................................................................30
Planejamento: a chave do seu
sucesso​........................................................................................34
Direção​....................................................................................................................
.................................................35
Como Organizar os recursos financeiros de sua Loja
..................................................37
A. A Necessidade de um
Orçamento​...............................................................................................39
1. O Orçamento e a Comissão de
Finanças​................................................................................39
2. Envolvendo os
Irmãos​....................................................................................................................
.......40
B. Como cumprir o
orçamento​...........................................................................................................40
1. Planeje os gastos
futuros​....................................................................................................................
41
2. Lidando com despesas
inesperadas​.........................................................................................41
3. Limites
orçamentários​.........................................................................................................
...............42
4. Despesas
autorizadas​.............................................................................................................
..............42

5. Contribuições e
arrecadação​........................................................................................................42
C. Aumento nas contribuições – como vender essa
idéia​..........................................43
A. A Comissão de Finanças e
Orçamento​....................................................................................43
B. Comunicação com os
irmãos​...........................................................................................................43
C. Os
Oficiais​....................................................................................................................
......................................44
D. Determinando a taxa de
iniciação​.................................................................................................44
1. Há quanto tempo nossa taxa de iniciação está no nível atual?
............................45
2. O que ela representa hoje, considerando o impacto da inflação desde a
última revisão?
................................................................................................................................
...................45
3. Qual é o custo atual de uma Iniciação, i.é, o uso do Templo (energia
elétrica), Avental, exemplares do Ritual, Constituição e legislação entregues
ao novo Irmão, presentes, etc?
...........................................................................................................45
4. De que modo um aumento na taxa ajudará a equilibrar nosso orçamento
ou melhorar a qualidade dos programas e serviços?
..............................................................45
5. O que o mercado razoavelmente suportaria?
....................................................................45
1. Determinando o montante das
contribuições​.......................................................................45
2. Modos de cobrar contribuições
vencidas​...............................................................................47
E. Investimentos e maximização de
recursos​............................................................................48
Como preparar o orçamento de sua Loja
....................................................................................50
A.
Recursos​.................................................................................................................
............................................51
1)
Contribuições​..........................................................................................................
.........................................51
2) Juros e
dividendos​..............................................................................................................
.......................51
3) Venda de ações ou
debêntures​.......................................................................................................51
4) Receitas de
aluguéis​..................................................................................................................
...............51
5)
Doações​..................................................................................................................
..............................................51
6)
Outros​.....................................................................................................................
................................................51
B. Custos Fixos ou despesas
não-discricionárias​...................................................................51
1) Aluguel e/ou
manutenção​............................................................................................................
...........51
2)
Utilidades​................................................................................................................
..........................................51
3) Salários e
encargos​.................................................................................................................
..................51
4) Impressão e postagem de
Boletim​................................................................................................51
5)
Telefone​..................................................................................................................
...............................................51
6) ​Per Capita
................................................................................................................................
..........................52
C. Despesas flutuantes ou
discricionárias​....................................................................................52
D. Seleção de projetos e
programas​.................................................................................................52
1) ​Custos de impressão (Boletins, Folhetos Especiais, Programas, Ingressos, Etc.) ..........52
2) Postagem
................................................................................................................................
...........................52
3) Custos De Entretenimentos (músicos, artistas, cenários e objetos para
uma apresentação, Etc.)
............................................................................................................................53
4)
Decoração​...............................................................................................................
...........................................53
5)
Refeições​.................................................................................................................
............................................53
E. Combinando os custos e recursos disponíveis
..................................................................53
F. Recursos alternativos para os
Programas​..............................................................................54
G. Finalizando o
Plano​.......................................................................................................................
................56
Exemplo de orçamento da
Loja​.................................................................................................................57
Como formar uma equipe
............................................................................................................................59
A.
Oficiais​....................................................................................................................
.................................................60
B.
Recrutamento​.........................................................................................................
...........................................61
C.
Comissões​...............................................................................................................
.............................................63
D. A Família
Maçônica​.................................................................................................................
......................63
Como fazer para que seus Oficiais trabalhem com instruções adequadas
(Sugestões de deveres para os Oficiais da Loja)
....................................................................65
A.
Introdução​..............................................................................................................
...............................................65
B. Linhas
gerais​......................................................................................................................
................................65
1. O Ponto
................................................................................................................................
.....................................65
2. Deveres especiais das luzes da
Loja​.............................................................................................66
C. Promoção
................................................................................................................................
............................67
D. Sugestão de deveres para os Oficiais da
Loja​.....................................................................68
Sugestão de deveres para o Venerável Mestre
......................................................................69
Deveres
gerais​......................................................................................................................
................................69
Deveres
específicos​..............................................................................................................
............................70
Comissões
................................................................................................................................
.................................71
Quanto ao Ritual em
geral​........................................................................................................................
.....71
Quanto ao Ritual em
particular​................................................................................................................
..71
Sugestão de deveres para o Primeiro
Vigilante​.........................................................................72
Deveres
gerais​......................................................................................................................
..................................72
Deveres
específicos​..............................................................................................................
.............................72
Quanto ao Ritual em
geral​........................................................................................................................
.....73
Quanto ao Ritual em
particular​................................................................................................................
.74
Sugestão de deveres para o Segundo
Vigilante​..........................................................................74
Deveres
gerais​......................................................................................................................
...................................74
Deveres
específicos​..............................................................................................................
..............................75
Quanto ao Ritual em geral
.........................................................................................................................76
Quanto ao Ritual em
particular​................................................................................................................
..76
Sugestão de deveres para o
Tesoureiro​............................................................................................76
Deveres
gerais​......................................................................................................................
....................................76
Deveres
específicos​..............................................................................................................
................................77
Quanto ao Ritual em
particular​................................................................................................................
...77
Sugestão de deveres para o
Secretário​............................................................................................77
Deveres
gerais​......................................................................................................................
....................................77
Deveres
específicos​..............................................................................................................
..............................79
Quanto ao Ritual em
particular​................................................................................................................
..80
Sugestão de deveres para o Primeiro
Diácono​...........................................................................80
Deveres
gerais​......................................................................................................................
...................................80
Deveres
específicos​..............................................................................................................
...............................80
Quanto ao Ritual em
geral​........................................................................................................................
.....80
Sugestão de deveres para o instrutor de
Candidatos​...........................................................81
Deveres
gerais​......................................................................................................................
....................................81
Como manter novos membros envolvidos em sua
Loja​.......................................................82
Como se comunicar de modo
eficiente​..............................................................................................90
A. Comunicação
verbal​......................................................................................................................
.................91
B. Comunicação
escrita​.....................................................................................................................
..............92
1. O Boletim da
Loja​.........................................................................................................................
......................92
2. Correspondência
especial​...................................................................................................................
.....94
A. Eventos
especiais​.................................................................................................................
............................94
B. Metas e
objetivos​.................................................................................................................
.............................94
C. Placas e cartazes
................................................................................................................................
.........94.
C. Comunicação
pessoal​....................................................................................................................
..............95
1.
Verbalmente​...........................................................................................................
...............................................95
2. A Comunicação
corporal​...................................................................................................................
........96
A. Deixe sua tristeza em
casa​......................................................................................................................9
7
B. Abra um
sorriso​.....................................................................................................................
...........................97
C. Cumprimente cada um
pessoalmente​..........................................................................................98
D. A ‘Panelinha’ inclui
todos​.......................................................................................................................
...98
3.
Aparência​................................................................................................................
...............................................99
4.
Ouvir​.......................................................................................................................
..................................................100
Como escrever uma boa
Prancha​........................................................................................................101

Modelos de
Prancha​...................................................................................................................
...................102

0 1. Comissão de
Sindicância​..............................................................................................................
......102
0 2. Secretário para o candidato
Aprovado​.................................................................................104
0 3. Venerável Mestre para o candidato
Aprovado​.................................................................104
0 4. Venerável Mestre para a Esposa do
Candidato​................................................................106
0 5. Venerável Mestre para o novo Aprendiz
...............................................................................107
0 6. Venerável Mestre para a Esposa do novo
Aprendiz​.....................................................110
0 7.Venerável Mestre para o novo
Companheiro​.......................................................................115
0 8.Venerável Mestre para o novo Mestre
Maçom​....................................................................116
0 9.Segundo Vigilante para o novo Mestre
Maçom​....................................................................117
10.Venerável mestre para o novo Mestre filiado à
Loja​.........................................................118
11.Secretário para o novo Mestre filiado à
Loja​............................................................................119
12.Secretário para o novo Mestre filiado, que não deixará a loja
anterior​.........120
13.Venerável Mestre para membro em atraso com suas contribuições
14. Venerável Mestre para a viúva de um
irmão​..........................................................................121
Como tornar seu Boletim mais
interessante​................................................................................123
A. A aparência do
Boletim​....................................................................................................................
..........123
B. Idéias para
artigos​.....................................................................................................................
....................124
C. Quando começar a colecionar
idéias​.............................................................................................125
D.
Organização​............................................................................................................
............................................126
E. A Mensagem do Venerável
Mestre​...................................................................................................127
F. Colaboradores para o
Boletim​...........................................................................................................129
G. Determinação de data limite para a
impressão​...................................................................131
Como montar um plano de alerta
telefônico​.................................................................................132
Como fazer uma boa
reunião​....................................................................................................................
.134
A. Sessões
Econômicas​.............................................................................................................
.......................135
1. A Sessão Econômica como um
evento​...........................................................................................136
2. Planejando uma Sessão
Econômica​.................................................................................................137
3. Comece na hora marcada e termine no tempo
certo​.....................................................137
4. Não abandone a
agenda​....................................................................................................................
........138
B. Sessões
Magnas​....................................................................................................................
..........................138
1. Orientação
................................................................................................................................
.............................139
2. Agendamento
consistente​.............................................................................................................
..........139
3. Desempenhe seu papel em
conjunto​...........................................................................................140
4. Acolha seu novo
Irmão​......................................................................................................................
.......141
5. Não se esqueça da
Família​....................................................................................................................
141
6. Cumpra sua
agenda​....................................................................................................................
................142
7. Providencie um
Jantar​......................................................................................................................
.......143
8. Acompanhamento
imediato​..................................................................................................................
143
C. Reuniões com comissões ou com
oficiais​...............................................................................144
1.
Agendamento​.........................................................................................................
..............................................144
2.
Notificação​..............................................................................................................
..............................................145
3. Procedimentos para as reuniões das
comissões​..............................................................146
Como receber o Delegado Distrital (​ procedimento não adotado pelo GOB)
...........................148
Como preparar programas
interessantes​.....................................................................................152
Como organizar as atividades da
Loja​................................................................................................158
A. Atos
vitais​.......................................................................................................................
......................................158
B. Educação
Maçônica​.................................................................................................................
......................159
C. Planejando uma
Atividade​.................................................................................................................
.......159
D. Sugestões para
Programas​..............................................................................................................
....160
Como realizar um bom
evento​...................................................................................................................1
63
I – O que é um bom evento?
.......................................................................................................................163
II.
Planejamento​..........................................................................................................
.............................................164
III – Elementos básicos para executar um
Evento​...................................................................166
Como organizar uma “Noite da Amizade”
.......................................................................................169
Como recorrer à Fundação Maçônica de Auxílio
.....................................................................173
Como conduzir Pompas Fúnebres
Maçônicas​.............................................................................175

Apêndice A

As Regras de Ordem de Robert (Simplificadas)


........................................................................178

1. Proteção para os
Membros​.................................................................................................................
....179
2. Modelo de
Formalidade​............................................................................................................
...................180
3. Fazendo uma
Moção​......................................................................................................................
...............180
4. Discussão ou
Debate​....................................................................................................................
................182
5.
Votação​...................................................................................................................
.................................................183

Apêndice B
Lista De Checagem Da Sessão
Econômica​......................................................................................186
I.
Critério​....................................................................................................................
.................................................186
II. Sessões Econômicas
Organizadas​...................................................................................................186
III. Sessões Econômicas
Curtas​................................................................................................................186
IV. Sessões Que Valem A
Pena​...................................................................................................................187

Apêndice C
I.
Cívicos​.....................................................................................................................
...................................................188
II.
Negócios​.................................................................................................................
................................................188
III.
Escolas​....................................................................................................................
................................................188
IV.
Esportes​..................................................................................................................
..............................................188
V.
Entretenimento​.......................................................................................................
..........................................188
VI.
Especial​...................................................................................................................
...............................................189
VII.
Medicina​..................................................................................................................
.............................................189
VIII.
Fraternidade​...........................................................................................................
........................................189

Apêndice D
Orçamento
Anual​.......................................................................................................................
............................190

1​ Harry Truman também foi presidente dos EUA.


2 “The buck stops here” era a expressão escrita na placa, em oposição a “to pass the buck”, que
pode ser entendida como “passar a responsabilidade a outra pessoa”.
3 Tanto o referido dever quanto a abertura e o encerramento ritualístico dizem respeito ao ritual
da Grande Loja do Maine.
4 A linha de sucessão é o meio empregado pela Maçonaria nos EUA para o provimento dos
cargos em Loja. A linha de sucessão começa pelo cargo de Segundo Mordomo, que representa
seu primeiro degrau, e termina no cargo de Venerável Mestre, passando pelos cargos de Primeiro
Mordomo, Segundo Diácono, Primeiro Diácono, Segundo Vigilante, e Primeiro Vigilante, nessa
ordem. Em geral, o Irmão que aceita o cargo de Segundo Mordomo passará ao cargo de Primeiro
Mordomo no próximo ano, e de ano em ano ocupará os cargos seguintes da linha de sucessão,
desde que se saia bem no desempenho do cargo anterior, até chegar a Venerável Mestre de sua
Loja. Não é comum haver disputa por cargos. Os cargos aqui mencionados são do “American
Rite”, uma variação do “Emulation Ritual”, adotado como rito único para as Lojas Simbólicas de
uma Grande Loja norte-americana.
5 A Grande Loja do Maine subdivide aquele Estado em Distritos Maçônicos, designando um
Delegado do Grão-Mestre (Delegado Distrital) para atuar em cada um deles. Há, ainda, um
Delegado Geral do Grão-Mestre com jurisdição sobre o todo o território da Grande Loja do
Maine.
6​ Segundo a linha de sucessão (v. nota supra).
7 Órgãos da Grande Loja do Maine que têm por finalidade treinar os Irmãos para bem
administrar suas Lojas, e incentivar o estudo da Maçonaria. As Obediências brasileiras já
deveriam ter notado a absoluta necessidade de se seguir esse exemplo.
8​ Reunião anual da Grande Loja.
9 Nesse período a Maçonaria nos EUA atingiu seu ápice em número de membros, registrando a
impressionante marca de 4.103.161 Obreiros ativos no ano de 1959. Atualmente há cerca de
2.000.000 de Maçons ativos nos EUA.
10 Nas Lojas Simbólicas dos EUA o Venerável Mestre sempre usa uma cartola de topo baixo ou
médio.
11​ O mandato do Venerável Mestre, nos EUA, é de um ano.
12​ O ritual da Grande Loja do Maine.
13 Nas Lojas do Grande Oriente do Brasil a proposta de orçamento para o ano seguinte deve ser
apresentada pelo Tesoureiro no mês de novembro de cada ano, para discussão e votação nesse
mesmo mês.
14​ Se no Regimento Interno houver a indicação expressa do valor da mensalidade ou anuidade.
15​ No caso específico da Grande Loja do Maine.
16​ Sobre a linha de sucessão, confira nota na Seção 1.
17 A situação diversa daquela a qual estamos acostumados. No Grande Oriente do Brasil, e nas
demais Obediências locais, o recebimento de dinheiro é tarefa do Tesoureiro da Loja.
18 Entre nós, com a cobrança mensal de contribuições, não há razão para essa notificação, salvo
para os membros inadimplentes.
19​ No caso das Lojas brasileiras uma comissão criada com essa finalidade enviaria seu relatório
ao Tesoureiro.
20 Entre nós tem sido cada vez mais freqüente a realização de eventos em que o custo é rateado
entre os participantes. São os chamados eventos “por adesão”, forma alternativa de realizar
programas sem onerar os fundos da Loja.
21 A despeito da existência da linha de sucessão, nada impede que um Oficial que não tenha
cumprido adequadamente suas obrigações seja substituído por outro Irmão.
22 No Grande Oriente do Brasil as comissões permanentes são presididas pelo membro mais
antigo entre aqueles que as integram.
23 Nas Grandes Lojas dos EUA não é comum – mas também não é proibido – haver disputa por
cargos nas eleições, pois em geral a linha de sucessão é respeitada. Contudo, o futuro Venerável
Mestre tem a liberdade de substituir os Irmãos da linha de sucessão por outros. A “herança” de
liderança apontada no texto também ocorre entre nós, pois, muitas vezes, os Vigilantes, o Orador
ou o Secretário, são vistos como candidatos naturais ao primeiro malhete para a próxima gestão.
24 Nas Lojas do Grande Oriente do Brasil são obrigatórias as comissões permanentes de: a)
Justiça; b) Finanças; c) Admissão e Graus; d) Beneficência; e) Ação Paramaçônica; e f)
Ritualística.
25 Os Altos Corpos do Rito Escocês Antigo e Aceito e do Rito de York, a “Antiga Ordem Árabe
Nobres do Santuário Místico”(“Shriners”), a “Ordem da Estrela do Oriente”, o “Santuário
Branco de Jerusalém”, a “Ordem do Amaranto”, a “Ordem Internacional DeMolay”, a “Ordem
Internacional Filhas de Jó”, e a “Ordem Internacional do Arco Íris” são alguns exemplos dos
chamados Corpos Anexos e Concordantes da Maçonaria nos EUA.
26​ Grande Loja do Maine.
27 Na maior parte das Grandes Lojas dos EUA é proibido o uso de rituais escritos durante as
sessões, exceto por um dos presentes, para funcionar como ponto de referência. Os demais
membros da Loja devem memorizar o ritual.
28 No Grande Oriente do Brasil, a instrução e o pedido de aumento de salário dos AAp. e
CComp. incumbem ao Primeiro e Segundo Vigilantes, respectivamente.
29​ Isso porque nas Lojas das Grandes Lojas dos EUA não são usados rituais escritos.
30 Os cargos mencionados são do “American Rite”, uma variação do “Emulation Ritual”,
adotado como rito único para as Lojas Simbólicas de uma Grande Loja norte-americana.
31 No Grande Oriente do Brasil, o Regulamento Geral da Federação estabelece os deveres do
Venerável, dos Vigilantes, do Orador, Secretário, Tesoureiro, Chanceler, e dos demais Oficiais.
Nada impede que deveres adicionais sejam fixados no Regimento Interno das Lojas.
32 Na Grande Loja do Maine, o Delegado Distrital do Grão-Mestre deve fazer uma visita oficial
por ano à cada Loja de seu Distrito.
33​ Essa comissão é encarregada das sindicâncias dos candidatos à iniciação.
34 Nas obediências constituídas sob a forma de Grande Loja Maçônica, o Venerável Mestre de
cada Loja é também membro da Grande Loja, onde tem direito a voto na reunião anual.
35​ São comissões existentes nas Lojas da Grande Loja do Maine.
36 As preleções constituem tópicos extensos dos rituais de iniciação, elevação e exaltação, e
devem ser inteiramente memorizadas, dada a vedação do uso de rituais escritos durante as
sessões.
37 Sem as reuniões de instrução, que são freqüentes, não seria possível a realização de sessões
litúrgicas sem o uso de rituais escritos.
38 No Grande Oriente do Brasil, por força de dispositivo constitucional, é incompatível o
exercício de qualquer dos cargos dentre aqueles que constituem as Dignidades da Loja, e o
exercício de outro cargo maçônico, em Loja ou fora dela.
39 No Grande Oriente do Brasil, por força de dispositivo constitucional, todo Maçom tem o
dever de comunicar à Loja qualquer comportamento irregular de Irmão, no mundo profano ou
maçônico. E compete ao Orador, como membro do Ministério Público Maçônico, promover
processo contra os infratores.
40 Na maioria das Lojas no Brasil, onde predomina o Rito Escocês Antigo e Aceito, a
responsabilidade pelos jantares e festividades é atribuída ao Mestre de Banquetes, ou a comissão
especialmente designada pelo Venerável Mestre.
41​ O Primeiro e Segundo Mordomos atuam como Mestres de Banquetes.
42 Segundo a Constituição do Grande Oriente do Brasil, o exercício do cargo de Tesoureiro é
incompatível com o exercício de cargo na Comissão de Finanças ou de Contas.
43 No Grande Oriente do Brasil o Chanceler da Loja é o responsável pela guarda do selo e do
timbre, lançando-os nos documentos expedidos pela Loja.
44 No Grande Oriente do Brasil, a cobrança de contribuições em atraso é atribuição do
Tesoureiro da Loja.
45 No Grande Oriente do Brasil, compete ao Tesoureiro a manutenção de escrituração contábil
da Loja.
46 Cargos incompatíveis nas Lojas do Grande Oriente do Brasil, por força de dispositivo da
Constituição desta Obediência.
47​ Que é uma Comissão de Telhamento.
48​ Aprendizes candidatos a Companheiro, e Companheiros candidatos a Mestres.
49​ O que é verdadeiro tanto em relação aos EUA quanto no tocante ao Brasil.
50 Nas Lojas da Grande Loja do Maine, o processo de sindicância dos candidatos à iniciação é
conduzido por uma comissão. Bem diferente do que ocorre entre nós, onde a tarefa é
desempenhada por sindicantes que atuam de modo independente, sem conhecer os nomes dos
demais Irmãos designados para a mesma tarefa.
51 Também nos EUA há a associação dos Maçons ao bode. Lá também se usa a expressão
“montar num bode” (riding the goat).
52 A remessa de uma carta semelhante esta aos novos Aprendizes me parece de extrema
utilidade, e a prática deveria ser adotada por nossas Obediências.
53 A maioria das Grandes Lojas dos EUA, entre elas a Grande Loja do Maine, adotam rituais
impressos cifrados. Alguns são inteiramente compostos por cifras – em geral representadas pela
primeira letra de cada palavra do texto, ou por até três letras de cada palavra – enquanto que
outros apresentam uma combinação de cifras e de palavras.
54​ Um Irmão mais experiente, designado para dar instruções ao Aprendiz.
55 Nos EUA as Lojas somente funcionam nos Graus de Aprendiz e Companheiro para as sessões
de iniciação e elevação. Os interstícios, contudo, são bastante breves.
56​ O mesmo ocorreu no Brasil.
57 Para ingleses e norte-americanos esse é o significado mais evidente da letra G. Todavia, esta
letra também tem outros significados, como Geometria, Gnose, etc.
58 Entre nós, por força de um costume que não existe nos EUA, as mulheres dos Maçons são
chamadas de “cunhadas”.
59 Nos EUA funcionam dois Supremos Conselhos do Rito Escocês Antigo e Aceito, o da
Jurisdição Norte e o da Jurisdição Sul.
60​ Experimente a internet e os websites maçônicos.
61​ O líder da independência dos EUA, e seu primeiro Presidente, também foi Maçom ativo.
62​ Nas Lojas Simbólicas dos EUA, o Venerável Mestre sempre usa chapéu.
63​ Coluna do boletim da Loja redigida pelo Venerável Mestre.
64​ Prêmio dado anualmente pelas Lojas da Grande Loja do Maine a um Irmão do Quadro.
65 A legislação maçônica e o vigente Ritual do Grande Oriente do Brasil falam em “sessão
ordinária”. Sobre o assunto refere José CASTELLANI: “Erro pior desse Ritual foi fazer
concessão à ‘enormidade’ que a Assembléia Federal Legislativa cometeu, de passar a denominar
‘ordinárias’ as Sessões Econômicas, já que este é o título tradicional, pois, nestas Sessões, as
Lojas tratam de sua economia interna, ou seja, de sua parte administrativo-financeira. Alguns
‘luminares’ legisladores, crendo numa demonstração de incomensurável ignorância, que
‘econômico’ refere-se apenas a metais, cometeram esse erro crasso. E o Ritual, lamentavelmente,
acompanhou.” (“Consultório Maçônico IX”, p. 137, Ed. A Trolha, 2004). Por ser tradicional na
Maçonaria brasileira, mantivemos na tradução a expressão “Sessões Econômicas”.
66 Os americanos, normalmente, jantam cedo. Assim, em muitas Lojas, há jantar antes do início
das sessões.
67​ No Brasil, com exceção do Emulation Ritual, a ordem dos trabalhos está prevista no ritual.
68 No dia-a-dia de nossas Lojas perdemos muito tempo com assuntos de menor interesse, meras
comunicações que poderiam ser feitas por escrito, através do boletim da Loja ou de uma
correspondência especial.
69 Nos EUA, em geral, cada Loja realiza uma única sessão econômica ou ordinária por mês. Nos
outros dias são realizadas as sessões magnas, e as reuniões de treinamento, indispensáveis, uma
vez que não usam rituais escritos durante os trabalhos das Lojas.
70 No Brasil temos os Oficiais adjuntos, o que nem sempre resolve o problema da ausência do
titular.
71 No Brasil, na maioria das Lojas e segundo o rito por elas adotado, essa responsabilidade é do
Mestre de Banquetes.
72​ Parte do ritual de Aprendiz do Rito Americano que deve ser memorizada pelo neófito.
73 A Grande Loja do Maine tem jurisdição sobre todo o território daquele Estado, e o divide em
Distritos Maçônicos, nomeando um Delegado Distrital para cada um deles. O presente capítulo
deste Manual, ao descrever uma parte do ritual das Lojas Simbólicas do Maine, nos dá uma
interessante visão ritualística, bastante diferente dos procedimentos com os quais estamos
acostumados.
74 Nas Lojas do Grande Oriente do Brasil as autoridades maçônicas são recebidas segundo as
regras do Protocolo de Recepção de Autoridades.
75​ O Grande Mestre de Cerimônias é um dos Oficiais da Grande Loja.
76 Prêmio dado anualmente pelas Lojas do Maine a um dos Irmãos de seu Quadro que tenha se
destacado por sua atividade maçônica.
77 O mestre de cerimônias do evento, que não precisa ser, necessariamente, o Mestre de
Cerimônias da Loja.
78 Os horários deste modelo indicam um programa noturno que se inicia muito antes dos
horários com que estamos acostumados no Brasil, pois seguem o costume americano de jantar
logo no início da noite.
79 Por exemplo, as Obediências Filosóficas, a Ação Paramaçônica Juvenil, a Ordem DeMolay, a
Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul, etc.
80​ Fundação Maçônica beneficente da Grande Loja do Maine.
81 A Maçonaria brasileira ainda tem muito a construir. Uma fundação maçônica como a referida
neste capítulo seria de grande utilidade.