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CAPÍTULO 1 - ANÁLISE DA DOUTRINA DE JESUS CRISTO

TÓPICO 1 - QUEM É JESUS CRISTO?

1 - INTRODUÇÃO: O estudo que trata dos atributos de Jesus Cristo, gerado e não criado;
100% Deus e 100% Homem; englobando a análise do relacionamento das duas naturezas em
questão, é denominado Cristologia. Ser cristão significa estar fundamentalmente ligado à
pessoa de Jesus Cristo, mantendo um relacionamento pessoal com Ele. O Senhor Jesus, em
essência una com o Pai e com o Espírito Santo, é Deus Triúno (Três Pessoas com natureza
trina) e Eterno, por conseguinte, infinito em sua pessoalidade. O resgate da humanidade só
poderia ser efetivado mediante o amor do Pai Eterno, o Deus Altíssimo, através de Seu Filho
Unigênito "O Messias” prometido nas Escrituras, Jesus Cristo nosso Senhor (Jo. 3:16). O
texto de Jo. 10:10, nos remete à expressão de perfeita e plena autoridade com que Jesus se
refere à plenitude da verdade revelada: Jesus Cristo é o Homem de Deus que veio ao mundo
Cristo, pois, é a fonte inesgotável para a vida humana.

2 - A PESSOA DE JESUS: A pessoa de Jesus, o Messias prometido, está expressa em vários


textos das Escrituras, a saber: Gênesis 3:15, a primeira promessa messiânica onde está
registrado que, a semente da mulher (e não a semente do Á homem) Cristo, esmagará e
derrotará Satanás completa e eternamente (SI, 72:9; Rm. 16:20; GI. 3:13,22; Ef. 2:14-18; Cl.
2:15; Hb. 2:14; 1Jo. 3:8; Ap.11:15; 12:7-12; 19:11; 20:10).

Jesus, nome mediante o qual é designada a existência,bem como a Pessoa do Messias, o Filho
do Deus Altíssimo que se fez homem no Planeta Terra, objetivando o resgate da humanidade
pecadora.

O nome de "Jesus” é a forma como os homens O invocam de modo pessoal e íntimo,


representando o Salvador e Senhor que veio ao mundo para redimi-los do pecado e da morte
eterna. "Senhor” designa a Sua divindade.

Seu nome Jesus Cristo é formado pelo prenome "Jesus"e pelo seu título "Cristo"e, desta
maneira, assume o significado: O Filho de Deus, o Salvador do mundo.

O "Messias", do hebraico "mashiach” significando "Ungido", era aguardado por todo o povo
israelita para salvar o seu povo.

Ademais, além dos supramencionados títulos, estão registrados no Novo Testamento: "Cristo
Jesus"(1 Tim. 1:15); "Senhor dos Senhores"(Ap.19:16); "Senhor de todos"(At.10:36); "Senhor
e Salvador Jesus Cristo"(2 Pe. 2:20) entre muitos outros. A preexistência eterna de Cristo é
provada tanto no A.T. quanto no N.T., a saber: Pelo Antigo Testamento: Sua existência por
toda a eternidade é claramente afirmada nas Escrituras (SI. 90:2; 93:2; Pv. 8:22-31; Mq. 5:2;
SI 45:6, 7). Pelo Novo Testamento: O próprio Jesus asseverou que "antes que Abraão existisse
Eu sou"(Jo. 8:58), ou seja, já existia. O apóstolo Paulo afirma que "Ele é antes de todas as
coisas. Nele, tudo subsiste"(Cl. 1:17). Os textos de 1Jo. 1:1-3, conforme Jo. 1 concernem à
preexistência de Cristo. A eternidade de Jesus é revelada em Hb. 1:8-12 e, no texto de Hb.
13:8, estão configuradas as eternas dimensões de Sua existência. Digno de nota é que, nas
Escrituras Sagradas, em todos os tempos, está dito que "Ele é o Deus Eterno". Ele existe antes
de toda a criação do universo (Jo. 17:5, 24b), textos nos quais Jesus fala da sua glória e (no
v.3), em sua "oração sacerdotal", traduz a vida eterna como: o conhecimento do Pai na
intimidade, "o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste". Jesus Cristo foi
escolhido pelo Pai para cumprir sua missão messiânica que conduz à salvação, por causa da
sua Santidade Superior (Hb. 1:9). Em nossa própria transformação segundo a sua imagem, a
Santidade inerente a sua Pessoa, vai sendo produzida em nós, mediante o Poder do Espírito
Santo de Deus.

TÓPICO 2 - JESUS CRISTO: DIVINO E HUMANO

1 INTRODUÇÃO: A Pessoa de Jesus, expondo à vista Sua divindade e humanidade em


unidade indissolúvel, a par de seu caráter pleno de excelência, são realidades historicamente
comprovadas.

"Conforme afirma com muita propriedade, HERBERT SPENCER, "Data of ethics, pág
279" - "É impossível a coexistência entre o homem perfeito e a sociedade imperfeita; os
dois poderiam coexistir se a conduta resultante não fornecesse o padrão ético
procurado". Assim sendo, somente Jesus Cristo nos concede o exemplo único de homem
perfeito.

2 A DEIDADE (DIVINDADE) DE CRISTO: A divindade de Cristo Jesus, é muitas vezes


afirmada e testemunhada na Palavra de Deus. Sua divindade como Messias e "Filho de
Yahweh” está afirmada em Jo. 1:1-3, 14, 33, 34,49; 3:13-20; 5:23, 26; 6:51, 62; 8:58;
13:31,32; 20:28, 31.

2.1 O TESTEMUNHO DA DIVINDADE DE CRISTO

Sua divindade é testemunhada a saber:

(a) Pelo Pai (Jo. 5:32-37; 8:18) - (b) Pelo Filho (Jo. 8:14; 18:37)

(c) Pelo Espírito Santo (Jo. 15:26; 16:13-15) - (d) Pela Palavra (Jo. 1:45; 5:39-46)

(e) Pelas obras (Jo. 5:17, 33; 10:25; 14:11; 15:24) - (f) Pelos discípulos (Jo. 15:27; 19:35;
21:24)

2.2 A DIVINDADE PROVADA

A divindade de Cristo é provada pelos seus nomes:

(a) Deus (Hb. 1:8) - ( b) Filho de Deus (Mt. 16:16; 26:61-642)

(c) Senhor (Mt. 22:43-45) - (d) Rei dos Reis e Senhor dos Senhores (Ap.19:16)

ATRIBUTOS DA SUA DIVINDADE

Atributos são qualidades. Sua divindade é provada por seus atributos divinos. São estas as
características:
• Onipotência (Mt. 28:18) • Onisciência (Jo. 1:48)

• Onipresença (Mt.18:20) • Vida (Jo. 1:4; 5:26)

Verdade (Jo. 14; 6) • Imutabilidade (Hb. 13:8)

2.4 A MANIFESTAÇÃO DA SUA DIVINDADE

Sua divindade é provada por suas obras:

(a) Criação (Jo. 1:3) – ( b)Sustentação (Cl. 1:17) – (c) Perdão de pecados (Lc. 7:48)

(d) Ressurreição dos mortos (Jo. 5:25) (e) Julgamento (Jo. 5:27) (f) Envio do Espírito Santo
(Jo. 15:26)

2.4.1 O TESTEMUNHO DA ADORAÇÃO A CRISTO

Sua divindade é provada pela adoração a Ele oferecida:

(a) Por anjos (Hb. 1:6) – (b) Por homens (Mt. 14:33) - (c) Por todos (Fp. 2:10)

2.4.2 DIVINDADE DE CRISTO ATESTADA NA TRINDADE

Sua divindade é provada por Igualdade na Trindade:

(a) Com o Pai (Jo. 10:30; 14:23)

( b) Com o Pai e o Espírito Santo (Mt. 28:19; 2Cor. 13:13)

3 A HUMANIDADE DE JESUS: Concretizada através da sua "encarnação", cujo


significado é "estar em carne", a humanidade de Jesus Cristo foi efetivada mediante o poder
do Espírito Santo de Deus, acarretando o seu nascimento virginal. Este evento sobrenatural, já
havia sido profetizado há cerca de 700 anos pelo Profeta Isaías (Is. 7:14).

Ao humanizar-se Jesus adquiriu triplicidade, ou seja, foi formado por espírito, alma e corpo.
Ele referiu-se a esta formação humana e também falou sobre o sofrimento que enfrentaria,
seguido de sua morte física.

Deus Pai em seu Plano de Salvação, não pretendeu redimir o ser humano mediante sacrifícios
de animais. Ele trouxe-nos a Redenção através de um sacrifício humano, perfeito e pleno,
suficiente por todos os homens. Ademais, Ele criou um corpo para Jesus "o logos eterno", que
adquiriu humanidade e, cumprindo a vontade do Pai Eterno, veio para morrer pelos pecados
do mundo (Hb. 10:7-10; GI. 1:4; 1 Pe. 2:24).

Ao ressurgir dos mortos, o Senhor Jesus se fez reconhecer com corpo, isto é, foi ressuscitado
corporalmente para viver num corpo glorificado e está vivo para todo o sempre (Lc. 24:5, 25-
27, 33- 40).

4 AS RAZÕES DA ENCARNAÇÃO DE JESUS CRISTO

As razões da encarnação de Jesus são: a)- A revelação de Deus aos homens (Jo. 1:18) b)- A
provisão de um exemplo de vida (1 Pe. 2:21) c)- A efetivação de um perfeito sacrifício pelo
pecado (Hb. 10:1-10) d)- Proceder a destruição das obras do diabo (lio. 3:8) e)- Exercer o
Sumo Sacerdócio misericordioso (Hb. 5:1, 2), ou seja, agir compassivamente, com
moderação; suportar cada pessoa segundo a sua ignorância, fraquezas e circunstâncias; ter
comiseração e não impingir culpa sendo propício a perdoar; se houver necessidade de
punição, saber administrar cada caso com terna disciplina. f)- Proceder ao cumprimento da
Aliança Davídica (Lc. 1:31-33) g)- Ser soberanamente exaltado (Fp. 2:9)

5 DEMONSTRAÇÃO DA HUMANIDADE DE CRISTO: A humanidade de Jesus foi


demonstrada ainda, a saber:

5.1 O CORPO FÍSICO DE JESUS: Jesus tinha um corpo humano, comprovado através de
diversos atributos, tais como:

a) Foi concebido, gerado e nascido de mulher (Gl. 4:4)

b) Seu corpo humano era sujeito ao devido crescimento (Lc. 2:52)

c) Foi exaustivamente visto e tocado por homens (1Jo. 1:1; Mt. 26:12)

d) Jesus foi revestido de humanidade, todavia, com significativa diferença, Ele não tinha
pecado (Hb. 4:15)

5.2 SUA ALMA: Jesus possuía alma e espírito humanos (Mt. 26:38; Lc. 23; 46)

5.3 LIMITAÇÕES DA SUJEIÇÃO À HUMANIDADE: Ele se sujeitou às limitações da


Humanidade, tais como:

a) Jesus sentiu fome (Mt. 4:2)

b)Jesus sentiu sede (Jo 19:28)

c) Jesus chorou (Jo. 11:35)

d) Jesus viveu as emoções da alegria e da tristeza (Lc. 10:21; Jo. 12:27)

e) Jesus foi tentado (Hb. 4:15)

f) Jesus dormiu (Mt. 8:24)

g) Jesus cansou-se (Jo. 4:6)

h) Jesus sofreu dor corporal e agonia (Lc 22:44; 63-65; 23:33, 34- 49)

i) Jesus desejou compreensão (Mt. 26:36-40)

5.4 SEUS NOMES: Jesus recebeu nomes humanos, tais como:

a) "Filho do Homem"(Lc. 19:10)


b) "Jesus” (Mt. 1:21)

c) "EMANUEL", que traduzido é "Deus conosco” (Mt. 1:23)

d) "Filho de Davi” (Mc. 10:47)

e) "Homem” (1s. 53:3)

f)"Jesus Cristo, Homem"(1Tm. 2:5)

5.5 SUA MORTE: Jesus morreu por nossos pecados (Hb. 5:9). Na condição de homem, isto
é, Filho encarnado, O Senhor Jesus aprendeu a obedecer, de tal forma que, apesar de não
haver tido em nenhuma oportunidade, a falta de obediência, Ele resistiu a toda a sorte de e as
venceu, cose assim a fonte da "Redenção Eterna".

TÓPICO 3 – A PREGAÇÃO DE JESUS

1 INTRODUÇÃO: Examinando os textos bíblicos, pode-se constatar que o objetivo da


pregação concerne a uma proclamação pública, cuja conotação contida no A.T. é "proclamar
como um arauto". Vale lembrar que, naquele contexto antigo, o arauto detinha a função de
transmitir ao povo, o conteúdo das exigências contidas nos editos reais e as correspondentes
informações oficiais. Neste tópico veremos os aspectos da pregação e do ensino de Jesus.

2 PREGAÇÃO: Conforme afirma Wycliff, (2006) “A pregação, no sentido de instrução e


exortação, pode ser traçada até Esdras, que lia as Escrituras e, em seguida, expressava uma
livre interpretação para que as pessoas pudessem entender (Nee. 8:8)”.

Jesus proclamou sua pregação em Nazaré registrada em Lc. 4:16ss, em sinal de respeito a
Deus e à Sua Palavra, conforme o costume, em pé. Foi então, que a natureza humana de Jesus
atingiu o crescimento desejado pelo Pai, possibilitando o exercício de Seu ministério.

O Evangelho de Jesus Cristo nos oferece um panorama da intensa guerra sobrenatural que
estava ocorrendo na vida terrena do Senhor Jesus. Essa batalha cósmica nos remete ao texto
de Lc.4:1-13, que nos apresenta a Cristo no deserto "como o Filho de Deus", combatendo e
vencendo Satanás, numa luta aberta.

Este episódio nos demonstra que, em que pese a humanidade do Senhor Jesus, porquanto Ele
estava sujeito as mesmas tentações que incidem aos homens, podemos visualizar a Sua
perfeição ao vencer todas as investidas tentadoras satânicas. Sua vida sem pecado propiciou o
poder necessário para enfrentar e derrotar o inimigo.

No decurso de Seu ministério exercido na Galiléia, temos o desafio demoníaco a Cristo, o


qual com toda a tranquilidade ordena a retirada do demônio.

3 O ENSINO: É importante salientar a evidente diferença entre o método de ensino de Jesus,


em contraposição ao dos rabinos os quais, utilizavam elaboradas citações dos religiosos
eruditos antigos, nas quais embasavam suas interpretações das Escrituras.

Diferentemente, Jesus aplicava seus ensinamentos extraídos diretamente dos textos das
Escrituras, à vivência diária de seus ouvintes, transmitindo-lhes princípios de vida
imprescindíveis e inalienáveis. O crescimento e a edificação dos cristãos é um processo
paulatino, ou seja, gradual, desenvolvido passo a passo de maneira natural. O engajamento
genuíno e convicto aos ensinamentos de Jesus e sua aplicabilidade constante e ininterrupta,
traz aos que se consagram em verdadeiro comprometimento a Ele, transformações
substanciais no que concerne aos valores espirituais, morais, éticos, familiares e relacionais do
ser humano.

TÓPICO 4 - O SISTEMA DE VALORES DE JESUS CRISTO

1 INTRODUÇÃO: O sistema de valores do Novo Testamento é normalmente considerado


como perfeito, porquanto ele extrapola de forma grandiosa a quaisquer outros sistemas em
vigência ou seguidos pelo homem. Neste tópico estudaremos as diferenças entre os sistemas
de valores humanos e os de Cristo.

2 AS DIFERENÇAS: Necessário se faz alinhar significativas diferenças e determinadas


características ímpares, tais como:

2.1 NAS REGRAS DE CONDUTA:

Em suas regras de conduta, todos os deveres dos homens estão registrados de eira que não há
margem de dúvidas quanto a compreensão dos mesmos. No que diz respeito aos vícios, não
são admitidos quaisquer deles. Conforme bem o diz A.H. STRONG, "o budismo considera a
vida familiar como pecaminosa". “Entre os espartanos, o furto era louvável; somente quando
eram apanhados roubando considerava-se crime". "Os tempos clássicos desprezavam a
humildade". THOMAS que "o cristianismo cultivava o espírito de um bajulador” e JOHN
STUART MILL afirmava que "Cristo ignorava os deveres para com o Estado". No entanto,
Paulo assevera que o Estado é uma instituição de Deus em Rm 13:1 que nos afirma:

“Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não
venha de Deus e as autoridades foram ordenadas por Deus".

2.2 NA ESPIRITUALIDADE: Quanto a espiritualidade, não se conformar com os justos


preceitos apenas exteriormente, mas ao contrário, proceder ao julgamento de toda a ação
mediante os motivos e os pensamentos através dos quais a ação tem sua origem. É importante
ressaltar que, Jesus no Sermão do Monte (Mt. 5:1-7:29), pronuncia as bem-aventuranças,
referindo-se somente a bênçãos concernentes ao estado interior da alma. Diferentemente, o
paganismo divorcia a ética da religião. O lugar da pureza de coração é tomado pelas
observâncias exteriores e cerimoniais.

2.3 NA SIMPLICIDADE: Cristo Jesus sempre primou pela simplicidade, apregoando


princípios ao invés de estabelecer regras. Esses princípios foram instituídos por Ele, de modo
a perfazer um sistema orgânico, em perfeita conexão com os preceitos religiosos, concentrado
na premissa: todo o dever estabelecido aos homens está atrelado a sua ordem do amor a Deus
sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
2.4 NA PRÁTICA: Quanto à praticabilidade das regras de conduta instituídas por Jesus,
mediante a aplicação de seus preceitos em sua própria vida. Cristo enfatiza a incapacidade do
ser humano em cumprir a lei, o que redunda na depravação do homem. Não obstante, o
próprio mestre Jesus nos abastece de fundamentos para nos conduzir à obediência e nos
fornece o precioso auxílio do Espírito Santo, possibilitando torná-la realizável, santificando a
vida do homem. Consoante bem afirma o estudioso Alister E. McGrath em sua obra "Uma
introdução à Espiritualidade Cristã", “O cristianismo é uma fé fortemente ética”. Entretanto,
isso não significa que ele se resuma' uma série de regras ou que os cristãos obedeçam
mecanicamente a um conjunto de instruções.

AUTOATIVIDADE CAPITULO 1
CAPÍTULO 2 - JESUS HISTÓRICO TÓPICO 1 - CARACTERÍSTICAS NA HISTÓRIA

1 INTRODUÇÃO: O texto de Isaías 7:14 afirma:"portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis
que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel". Jesus consubstanciou o
cumprimento desta profecia, porquanto é "Deus conosco"em seu mais amplo significado. O Filho de
Deus veio para compartilhar da natureza e das condições humanas (João.1:14), a fim de que o homem
pudesse compartilhar de sua natureza e condição divinas.

2 EMANUEL: Esse é o significado do nome Emanuel: a atribuição deste nome, cujo significado é
"Deus está conosco", objetivou convencer o rei Acaz de que Deus podia livrá-lo de seus inimigos. "Se
Deus é por nós, quem será contra nós?"(Rm.8:31) ' Emanuel é a transliteração grega da palavra
hebraica "Immanuel", ou seja, "Deus conosco", registrada em Mateus1:23, onde está consignado o
anúncio profético do virginal nascimento humano de Cristo Jesus.

3 CARACTERÍSTICAS NA HISTÓRIA: A história de Jesus demonstra aos seus seguidores a


significação de uma vida pautada na verdadeira obediência a Deus. Assim, devemos tomá-lo como
nosso modelo perfeito na mais plena acepção de virtudes, atributos e atitudes exemplares. Nossa fé
aponta para o “modus vivendi” de Jesus, nosso melhor paradigma, sendo nosso propulsor, inspirador e
perene mentor. Jesus não é apenas um personagem ideológico, mas, um grandioso marco na história da
humanidade.

TÓPICO 2 — ENTENDENDO JESUS

1 INTRODUÇÃO: estudaremos a respeito de Jesus Cristo, buscando entende-lo a partir de aspectos


fundamentais.

2 JESUS REVELA O PAI: Deus Pai revelou-se (tirou o véu) ao seu povo, mediante a sua Palavra
manifesta expressamente no Senhor Jesus Cristo (Jo. 1:18). Este versículo nos remete para a palavra
grega "horao” traduzida como "visto” significando "ver com os olhos e também com a mente". Para
entender e conhecer completamente a Deus é necessário parafrasear o v. em pauta, a saber: "nenhum
homem jamais compreendeu ou experimentou Deus em sua plenitude, a não ser o Seu Filho Unigênito
Jesus Cristo o qual o revelou para a humanidade". A Palavra de Deus persuade o ser humano a
conhecer o Senhor. Sua grandeza é incomensurável, isto é, extrapola os limites do raciocínio do ser
humano. Deus é transcendente a toda a matéria finita existente no universo.

O texto de Mt.11:25-27 nos demonstra cabalmente a auto-revelação do Pai em Jesus Cristo para a vida
eterna. Jesus é o único que detém o conhecimento perfeito e absoluto de Deus Pai. Este texto nos
remete a João 17:3 que registra o conhecimento místico de Deus, o qual abrange a comunhão, a fé, a
obediência e a adoração. Ademais, nos ensina a adquirir um viver em humildade na dependência de
Deus.

3 ENTENDENDO JESUS ATRAVÉS DA TRINDADE: Para entender Jesus, necessária se faz a


análise das Três Pessoas da Trindade. A Bíblia nos ensina que há um só Deus. É preciso salientar que,
o Pai, o Filho e o Espírito Santo são igualmente o mesmo Deus (hebr."YHWH",traduzido por
"IAVÉ"). Não se trata de três Deuses, mas, de um só Deus que subsiste em três Pessoas. O vocábulo
"pessoa” concerne ao consciente do homem que pensa, sente e decide; na verdade, constitui o caráter,
a identidade e a sua individualidade. Sendo assim, é preciso diferenciar a pessoa do homem, não
confundindo os atributos pertinentes a cada um, pois, no caso do homem, a sua pessoa é o seu "eu".
Pode-se até mesmo aventar a possibilidade da utilização alternativa de homem e pessoa como ser
humano individualmente, com personalidade, caráter. Todavia, jamais deve suceder isso quando o
tema abranger as três Pessoas da Trindade.
Para entender Jesus, constatamos que o próprio Deus que se manifestou a Moisés na sarça ardente
como "EU SOU O QUE SOU”, ou seja, "EU SOU O DEUS AUTO-EXISTENTE QUE SE
REVELA", elaborou o Plano de Salvação da humanidade enviando a sua própria essência Jesus, para
que revestido da humanidade cumprisse Sua tão sublime e Superior Aliança em missão perfeita e
completa, seguindo a trilha da obediência e do serviço em prol do Reino Celestial, culminando com
sua morte na cruz pelo pecado da humanidade. Sua morte vicária seguida da ressurreição, trouxe vida
abundante e eterna para a humanidade que nele crê, reconhece e obedece.