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SUMÁRIO

1 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL ........................................... 3

2 PRINCIPAIS TÉCNICAS COGNITIVO COMPORTAMENTAIS .................. 5

2.1 Terapia cognitiva .................................................................................. 7

2.2 Técnicas cognitivas .............................................................................. 9

2.3 Parada do Pensamento ...................................................................... 11

2.4 Autoinstrução ..................................................................................... 12

2.5 Inoculação do estresse....................................................................... 13

2.6 Solução de problemas ........................................................................ 14

2.7 Exposição ........................................................................................... 14

2.8 Exposição interoceptiva...................................................................... 15

2.9 Flecha Descendente........................................................................... 16

2.10 Exame das Evidências .................................................................... 17

2.11 Reatribuição .................................................................................... 18

2.12 Desenvolvimento de novos padrões e pressupostos bem adaptados


........................................................................................................ 19

2.13 Tarefa de Casa ............................................................................... 20

2.14 Registros de Pensamentos Disfuncionais ....................................... 21

2.15 Experimentos Comportamentais ..................................................... 22

2.16 Reestruturação Cognitiva ................................................................ 23

2.17 Questionamento Socrático .............................................................. 24

2.18 Técnica semântica .......................................................................... 26

3 TERAPIA COMPORTAMENTAL .............................................................. 27

4 TÉCNICAS COMPORTAMENTAIS .......................................................... 29

4.1 Técnicas de Relaxamento .................................................................. 29

4.2 Planejamento de atividades diárias .................................................... 29

4.3 A prevenção de recaídas.................................................................... 30


4.4 Treino em habilidades sociais ............................................................ 30

4.5 Ensaio comportamental ...................................................................... 31

4.6 Treino de assertividade ...................................................................... 31

4.7 Dessensibilização sistemática ............................................................ 31

4.8 Role-playing ....................................................................................... 32

4.9 Feedback e reforçamento................................................................... 33

4.10 Outras técnicas ............................................................................... 33

5 ALGUNS DOS CONCEITOS UTILIZADOS AO LONGO DAS SESSÕES


PSICOTERÁPICAS ................................................................................................... 35

5.1 A relação terapêutica.......................................................................... 35

5.2 Modelo da relação entre pensamentos, estados de humor,


comportamentos, reações físicas e ambiente........................................................ 37

6 O PAPEL DO TERAPEUTA ...................................................................... 37

BIBLIOGRAFIA ............................................................................................... 39
1 TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL

Fonte: br.pinterest.com

“Psicoterapia cognitivo-comportamental é uma prática de ajuda psicológica que


se baseia em uma ciência e uma filosofia do comportamento caracterizada por uma
concepção naturalista e determinista do comportamento humano, pela adesão a um
empirismo e a uma metodologia experimental como suporte do conhecimento e por
uma atitude pragmática quanto aos problemas psicológicos” (RANGÉ, 2001a, p.35).
A denominada "revolução cognitiva", como coloca CABALLO (1996), iniciada
dentre outros, com Mahoney e Beck, constituiu um grande marco na terapia compor-
tamental, o que pode-se dizer por sua vez, que deu início à Terapia Cognitiva Com-
portamental (TCC), em certo sentido, uma junção entre a Terapia Comportamental e
a Terapia Cognitiva. Desde seu surgimento, a TCC evoluiu muito e, atualmente en-
contra-se como uma das abordagens centrais em diversas áreas de atuação da Psi-
cologia, tendo conquistado sua aceitação e admiração pelas práticas e resultados que
produz, e pela singularidade de seu enfoque.
Fonte: pt.slideshare.net

Basicamente a terapia cognitiva visa a identificação de pensamentos distorci-


dos, sua averiguação na realidade e a correção dos mesmos com um objetivo de
maior magnitude, ou seja, a mudança de crenças disfuncionais que se encontram
subjacentes a estes pensamentos distorcidos. Para isto ela utiliza-se de diversas téc-
nicas cognitivas, como a reestruturação cognitiva, distração, parada do pensamento,
etc. Já a terapia comportamental faz uso de princípios de aprendizagem, estabeleci-
dos experimentalmente, para enfraquecer e eliminar comportamentos inapropriados e
mal adaptativos. Diversas técnicas comportamentais são utilizadas, tais como, a ex-
posição ao vivo, dessensibilização sistemática, exposição e prevenção de resposta,
etc.
Utiliza-se a expressão terapia cognitivo-comportamental (TCC), para se desig-
nar a junção da terapia cognitiva e da terapia comportamental. Segundo o modelo
cognitivo-comportamental, a psicoterapia deverá atuar sobre os pensamentos defla-
grados por uma dada situação estimulante, uma vez que tais pensamentos geram os
sentimentos e os comportamentos que caracterizam a relação do indivíduo com o
ambiente que o cerca.
2 PRINCIPAIS TÉCNICAS COGNITIVO COMPORTAMENTAIS

Fonte: julianafisch.blogspot.com.br

Para Guimarães (2001), o terapeuta e o paciente trabalham juntos para identi-


ficar crenças que a pessoa tem de si e utilizam técnicas que incluem:
Identificar pensamentos ou cognições disfuncionais, automonitoração de pen-
samentos, identificação da relação entre pensamentos e crenças e sentimentos sub-
jacentes, identificar e aprender padrões de pensamentos funcionais e adaptativos,
teste de realidade dos pressupostos básico mantidos pela pessoa sobre si mesma, o
mundo e o futuro. Segue as principais técnicas utilizadas sob o enfoque comporta-
mental cognitivo.
O modelo cognitivo de Beck atesta para o fato de que há uma intrínseca cone-
xão entre o que um sujeito pensa sobre si mesmo (assim como sobre seu meio e seu
futuro), e seus sentimentos, motivações e conduta (Beck, 1997). Um modo de pensar
distorcido contribui para que o indivíduo crie uma realidade interna equivocada e faci-
lite uma determinada sintomatologia depressiva ou ansiosa, assim como também a
ocorrência de diversos transtornos clínicos. Contudo, não são os pensamentos a ori-
gem dos transtornos, embora eles gerenciem e sustentem as emoções disfuncionais
(knapp, 2003)
A realidade interna criada por uma pessoa ansiosa ou depressiva é em grande
parte consequência de distorções no processamento de informações, que propiciam
uma visão negativa de si mesma, do mundo e do futuro. Segundo Beck, para apreen-
der o caráter de um episódio ou inquietação emocional, é imprescindível concentrar-
se no teor cognitivo da reação do sujeito ao evento ou linha de pensamento perturba-
dora (DeRubeis, 2006).
Uma minuciosa investigação das experiências emocionais contraproducentes
irá conduzir o terapeuta e o paciente a identificar seus padrões de pensamento. Essa
investigação conduzirá a um entendimento de como o paciente representa a realidade
em que ele está inserido (Caminha, 2003). O produto desse entendimento são os es-
quemas. Os esquemas são padrões cognitivos relativamente constantes que dese-
nham o alicerce para regular as interpretações de um grupo característico de circuns-
tâncias ou acontecimentos (Caminha apud Beck, 1997).
Os principais elementos dos esquemas são os pensamentos automáticos, cren-
ças intermediárias e crenças centrais. Pensamentos automáticos são um padrão glo-
bal de pensamentos, são espontâneos, autônomos e fluem na mente das pessoas
sem que haja uma crítica sobre eles. Por serem normalmente acessíveis à nossa
consciência, com treino podem ser monitorados e modificados. Eles podem surgir
tanto na forma de pensamento como de imagem (Knapp, 2003).
Afirmações do tipo “Se…, então”, se referem às crenças intermediárias das
pessoas. Esse nível de pensamento acontece no formato de pressupostos e regras
menos acessíveis à consciência, mas ainda sim mais flexíveis do que as crenças cen-
trais. Já as crenças centrais são uma instância mais inacessível ao sujeito, e são ava-
liadas pelas pessoas como verdades absolutas e inabaláveis (Knapp, 2003).
As informações do meio que chegam até as pessoas (eventos cotidianos) são
canalizadas através dos pensamentos automáticos (será que ela não gosta mais de
mim?) e depois analisadas de acordo com os pressupostos adjacentes (crenças inter-
mediárias / se ela não gosta mais de mim então eu sou um fracasso total). Esses
pressupostos estão atrelados ao esquema pessoal do indivíduo, que pode reforçar
negativamente sua crença pessoal negativa, confirmando e reforçando sua desconfi-
ança nas intenções das pessoas (Leahy, 2003).
Há um grande número de eficazes técnicas cognitivas que se bem aplicadas
na clínica ajudam a identificar, avaliar e modificar vários tipos de pensamento.
2.1 Terapia cognitiva

Fonte: sicologaticianaraujo.wordpress.com

A Cognição é um termo amplo que se refere ao conteúdo dos pensamentos e


aos processos envolvidos no ato de pensar. Assim, são aspectos da cognição as ma-
neiras de perceber e processar as informações, os mecanismos e conteúdo de me-
mórias e lembranças, estratégicas e atitudes na resolução de problemas. A Terapia
Cognitiva tem suas origens em correntes filosóficas e religiões antigas como o estoi-
cismo grego, taoísmo, budismo que postulavam a influência das ideias sobre as emo-
ções. Assim, a terapia Cognitiva baseia-se no pressuposto teórico de que os afetos e
os comportamentos de um indivíduo são determinados em grande medida pelo seu
modo de estruturar o mundo. Isto quer dizer que a visão do mundo possuída por uma
pessoa, influencia a forma como pensa, sente e age.
RANGÉ (2001a) atenta para o fato de que, historicamente a Terapia Cognitiva
teve como precursora a terapia racional-emotiva de Ellis, mas foi justamente Aaron T.
Beck que lhe deu os contornos atuais. Conforme BECK et al. (1997a), nossos pensa-
mentos agem diretamente na forma como nos sentimos e agimos, sendo assim, uma
das formas de melhorarmos nosso estado de humor é controlarmos nossos pensa-
mentos, no sentido de que exerçam um efeito realista sobre a forma como nos senti-
mentos perante a nós mesmos, ao mundo e a nosso futuro (tríade cognitiva).
A forma como percebemos e avaliamos os acontecimentos externos e internos
a nós, irá determinar a forma como iremos nos sentir e consequentemente agir perante
esses acontecimentos. Observando e descrevendo as emoções que sentimos, e fa-
zendo uma conexão entre o que sentimos, e o que previamente a esses sentimentos,
pensamos, podemos buscar fazer uma avaliação realística de nossos pensamentos,
para que assim confrontemos nossos pensamentos distorcidos e sentimentos desa-
gradáveis gratuitos, e os substituímos por pensamentos condizentes com a realidade.
A forma de enxergarmos o mundo irá determinar a forma que nos sentimos e
agimos. Pensamentos distorcidos devem ser corrigidos e controlados, e pensamentos
realistas que acarretam em sentimentos desagradáveis devem ser submetidos a uma
busca por solução de problemas. Nossas crenças, principais sistemas de avaliação
da tríade cognitiva, e mais profundamente arraigadas e previamente estabelecidas
mediante aprendizado, determinam nossos pensamentos automáticos, pensamentos
estes a quais não fazemos nenhum tipo de avaliação realista, simplesmente os sen-
tindo quando nos remetemos a algum estímulo que de algum modo faça parte do
modelo em que aprendemos previamente e estabelecemos a crença.
"Não nos apercebemos dos pensamentos que direcionam nosso comporta-
mento, porque nossas ações tornaram-se rotina. Entretanto, quando decidimos mudar
ou aprender um novo comportamento, os pensamentos podem determinar se e como
essa mudança ocorrerá" (GREENBERGER & PADESKY, 1999, P.25). As técnicas
psicoterápicas da Terapia Cognitiva auxiliam a identificar, avaliar, controlar e a modi-
ficar as crenças que comandam a visão de mundo e que podem ser disfuncionais.
Crenças são "certezas" que o indivíduo constrói através da experiência e algumas
podem condicionar sua vida, como por exemplo: Tenho que ser perfeito; sou um inca-
paz; O mundo é perigoso.
"A forma como compreendemos nossos problemas tem um efeito em como li-
damos com eles" (GREENBERGER & PADESKY, 1999, P.13). A Terapia cognitiva,
conforme bem coloca RANGÉ (2001a), é uma abordagem ativa, diretiva e estruturada,
de prazo limitado, orientada para o problema, caracterizada pela aplicação de uma
variedade de procedimentos clínicos como introspecção, insight, teste de realidade e
aprendizagem visando aperfeiçoar discriminações e corrigir concepções equivocadas
que se supõe basearem comportamentos, sentimentos e atitudes perturbadas. Na te-
rapia cognitiva, terapeuta e paciente, em conjunto, estabelecem os objetivos da tera-
pia, os sintomas-alvo a serem atacados, etc. Ainda para GREENBERGER & PA-
DESKY (1999), o terapeuta cognitivo deve fazer perguntas a respeito de cinco aspec-
tos da vida do paciente: pensamentos (crenças, imagens, lembranças), estados de
humor, comportamentos, reações físicas e ambiente (passado e presente), visto que
as cinco áreas estão interligadas, onde cada aspecto diferente da vida de uma pessoa
influencia todos os outros. Pequenas mudanças em qualquer área podem acarretar
mudanças nas demais.

2.2 Técnicas cognitivas

Fonte: lcpsicologos.com

Conforme coloca Rangé (2001b), as técnicas cognitivas, consistem em identi-


ficar, testar na realidade, e corrigir crenças e pensamentos automáticos negativos. O
paciente aprende a detectar pensamentos automáticos, buscando enxergar distor-
ções nos mesmos, onde passa então a questioná-los para obter interpretações mais
realistas dos fatos a sua volta.
A psicoterapia cognitiva começou a ser desenvolvida por Aaron Beck no início
da década de 60, a partir de insatisfações com as formulações psicodinâmicas sobre
a depressão. Seus estudos verificaram uma tendência de pacientes em interpretar os
acontecimentos de forma negativista e demonstraram que alguns apresentaram me-
lhora em resposta a experiências bem-sucedidas construiu o modelo cognitivo da de-
pressão, estendendo a outros transtornos. Foi influenciado por várias abordagens,
como a abordagem cognitiva de Ellis -1962 -, estudos sobre modelação e auto eficácia
de Bandura -1977 - e pesquisas sobre o controle cognitivo de Mahoney - 1974.
Para o modelo cognitivo os transtornos psicológicos decorrem de um modo dis-
torcido ou disfuncional de perceber os acontecimentos, influenciando afeto e compor-
tamento. Sua prática terapêutica visa à mudança dos processos cognitivos, como pen-
samentos e emoções. São identificados três níveis de pensamento:
1. Pensamentos automáticos: são os espontâneos, a partir de acontecimentos
do dia-a-dia;
2. Crenças intermediárias: ocorre sob a forma de suposições ou regras; refle-
tem ideias ou entendimentos mais profundos e são mais resistentes à mudança;
3. Crenças centrais: nível mais profundo da estrutura, compostas por ideias
absolutistas, rígidas e globais sobre si mesmo, os outros e o mundo. Desenvolvem-se
na infância e, a partir de circunstâncias traumáticas ou de experiências frequentes,
tornam-se convincentes na vida adulta. Também conhecidas como esquemas. Os três
níveis estão interligados no funcionamento cognitivo de uma pessoa com transtorno
psicológico. O objetivo da terapia cognitiva é produzir mudanças no pensamento e no
sistema de crenças, para que ajam mudanças emocionais e comportamentais dura-
douras.
É uma técnica breve, estruturada, educativa e orientada para o presente. Es-
tratégias comportamentais são utilizadas pela terapia cognitiva por produzirem mu-
danças cognitivas.
2.3 Parada do Pensamento

Fonte: slideshare.net

Essa técnica de autocontrole, consiste em formular um pensamento indesejado


e com um comando de “pare” em voz alta, impedir a evolução do pensamento. Outras
palavras ou imagens também podem ser usadas, como visualizar uma placa, escrito
“Pare”. Essa técnica é muito útil porque a presença de pensamentos incômodos favo-
rece a ocorrência de comportamentos indesejáveis. Muito utilizada no tratamento do
estresse pós-traumático.
2.4 Autoinstrução

Fonte: slideplayer.com.br

O Treinamento auto instrucional trata-se de uma técnica cognitiva de mudança


de comportamento na qual se modificam as autoverbalizações (verbalizações internas
ou pensamentos) que um sujeito efetua ante qualquer tarefa ou problema, substi-
tuindo-as por outras que, em geral, são mais úteis para realizar a tarefa.
O objetivo é que o sujeito introduza, inicialmente, uma mudança em sua au-
toverbalizações para que finalmente modifique seu comportamento manifesto, isto é,
para que alcance uma melhora em seu nível de autocontrole de seu comportamento,
ou chegue à solução de um problema.
Utilizada para modificar cognições com o objetivo de mudar comportamentos,
ensinando o paciente a desenvolver pensamentos adequados e realísticos à situação
temida. Aplicada principalmente no tratamento da ansiedade, impulsividade e hipera-
tividade infantil.
2.5 Inoculação do estresse

Fonte:slideplayer.com.br

Consiste em treinar o paciente na vivência de uma situação estressante, para


que ele desenvolva recursos de enfrentamento a serem utilizados na situação temida
real. Muito utilizada no tratamento do pânico, fobias específicas, transtorno do es-
tresse pós-traumático, ansiedade generalizada, alcoolismo, entre outros.
2.6 Solução de problemas

Fonte: arolinabernardo.com.br

A técnica consiste em ensinar o paciente, maneiras adequadas de enfrentar


situações da vida real. Deverá aprender a manejar e adaptar procedimentos e estra-
tégias aprendidos na terapia, por meio de modelagem de habilidades, em sua vida.
Situações são simuladas durante as sessões. A técnica pode ser aplicada no trata-
mento da depressão, terapia de casal, transtorno de conduta, hiperatividade e déficit
de atenção.

2.7 Exposição

Consiste em expor o paciente, repetidamente, ao vivo ou na imaginação, dire-


tamente a situação temida, que são evitadas por desencadearem ansiedade. Muito
apropriada para tratamento de fobias.
As situações são enfrentadas geralmente na companhia do terapeuta, até que
possa ocorrer a habituação da ansiedade no item da hierarquia que está sendo con-
frontado. Após a exposição repetida e prolongada, que deve durar por aproximada-
mente 50 minutos, e quando a situação não eliciar mais altos níveis de ansiedade e
desconforto, passa-se ao próximo item da lista de situações problemáticas. O pro-
cesso continua até o paciente poder enfrentar todos os itens da hierarquia com signi-
ficativa redução da ansiedade e do desconforto. É importante que o paciente para
avançar na hierarquia, sinta-se seguro, confiante e com o controle das situações an-
teriores, mantendo desta maneira, a crença de que pode conseguir seu objetivo final.

2.8 Exposição interoceptiva

Fonte: socerj.org.br

Técnica de exposição mais provocação de respostas fisiológicas, como ton-


teira, taquicardia, tensão muscular, por meio de exercícios e técnicas específicas. Uti-
lizada no tratamento da síndrome do pânico, com o objetivo de diminuir ou romper a
associação entre indicadores fisiológicos e reações de pânico. Para Beck et al. (2005),
no tratamento dos transtornos de personalidade algumas técnicas cognitivas e com-
portamentais são úteis, como:
“Sondagem Cognitiva” – utilizada para aliciar e avaliar pensamentos automáti-
cos.
Confrontando os Esquemas deve-se tratar de todos os esquemas: cognitivos,
comportamentais e afetivos. As distorções cognitivas do paciente apontam para os
esquemas e o terapeuta o ajuda na identificação de regras disfuncionais que domi-
nam sua vida e trabalha com ele para realizar as alterações necessárias a um funcio-
namento mais adaptativo.
Tomando decisões ajuda o paciente a aprender a tomar decisões importantes.
Revivendo experiências da infância situações da infância podem levar ao en-
tendimento das origens dos padrões desadaptativos. Recriando certas situações o
paciente tem a oportunidade de reestruturar atitudes formadas naquele período e su-
avizar atitudes em relação a si mesmo.
Uso da imaginação permite que o paciente, reviva eventos traumáticos passa-
dos, possa reestruturar a experiência e suas atitudes decorrentes. Sudak (2008)
aponta a importância da colaboração no relacionamento entre terapeuta e paciente.
O paciente deve tornar-se coinvestigador e uma aliança terapêutica forte é essencial
para bons resultados.

2.9 Flecha Descendente

Esta técnica visa identificar a situação problema e as emoções desagradáveis


sentidas nas situações. Não raro, os pensamentos relatados pelos pacientes são
apresentados de forma pouco produtiva (Derubeis, 2006).
Através da técnica da flecha descendente, cada pensamento apresentado pelo
paciente será investigado através de um questionamento sobre o significado pessoal
daquele pensamento e das inferências feitas por ele sobre aquele pensamento (De-
rubeis, 2006).
Através de flechas apontadas para baixo ajuda-se o paciente compreender a
lógica e a continuação de seu entendimento de determinada situação (Caminha,
2003). Um dos objetivos dessa técnica é chegar às crenças intermediárias (medos
subjacentes) dos quais os pacientes não estão conscientes (Leahy, 2003). Contudo,
para que isso seja possível a primeira etapa é precisar o pensamento automático que
pode estar conectado a uma crença importante (Knapp, 2003) e então perguntar ao
paciente:
1-caso o pensamento fosse verdadeiro o que isso significaria?
2-O que ele pensaria?
3-O que isso diria a respeito do caráter do paciente?
4-O que poderia acontecer a seguir?
5-O que haveria de tão ruim no que pudesse acontecer?
Essa linha de questionamento deve ser repetida até que seja viável formular
uma afirmativa que apreenda não somente a situação problema, mas também outras
circunstâncias em que o mesmo preceito problemático se faz operante (Caminha,
2003).

2.10 Exame das Evidências

Fonte: slideplayer.com.br

Trata-se de questionar que evidencias reais o paciente possui que corroborem


com seu relato dos fatos (Caminha, 2003). O paciente deve ser estimulado e orientado
para produzir o maior número de questionamentos possíveis que o ajudem a produzir
um maior número de respostas diferentes e mais adaptadas aos pensamentos auto-
máticos.
Também é bastante útil receitar para o paciente a tarefa de listar as evidencias
contra e a favor dos pensamentos automáticos. Se o sujeito foi acometido por um
pensamento automático recorrente de que ele é um fracasso, ele pode listar numa
tabela (na sessão terapêutica ou em casa como tarefa), todas as evidências possíveis
contra e favor desse pensamento (Leahy, 2003).
É importante ressaltar que esse exercício só trará benefícios se o paciente com-
preender seu objetivo assim como também se o paciente estiver familiarizado com o
modelo cognitivo. Por essa razão, é importante que o terapeuta seja claro e eficaz na
hora de receitar essa atividade, esclarecendo ao paciente que a lista deve ser elabo-
rada com pensamentos relacionados a fatos que ele crê que são verdades, evitando
afirmações que remetam à sentimentos (Leahy, 2003). Um exemplo de uma afirmação
útil nesse caso é: “Sou um fracasso”, “Sou incompetente”, “Ninguém gosta de mim”,
“Eu erro sempre”. Exemplos que não são apropriados para esse exercício são: “Estou
triste o tempo todo”, “Estou deprimido”, “Sempre fico com muita raiva”.

2.11 Reatribuição

O objetivo desta técnica é que o paciente seja capaz de distribuir de forma co-
erente e adequada as responsabilidades e afugente a ideia de que somente um indi-
víduo seja responsável por tudo (Caminha, 2003).
Os pacientes deprimidos, especialmente, são predispostos a autoincriminação
oriunda das implicações negativas de acontecimentos fora do seu domínio (Beck,
1997).
Ao aplicar essa técnica uma série de perguntas a serem feitas ao paciente são
sugeridas a seguir:
1- O que uma outra pessoa pensaria sobre esse fato que aconteceu
com você?
2- Você está superestimando o grau de controle que você tem sobre
esses acontecimentos?
3- Você tinha todas as informações sobre o caso para que fosse o único
responsável por ele?
O terapeuta deve também listar os problemas que afligem o paciente. A busca
por soluções alternativas visa pesquisar outras saídas e/ou interpretações dos proble-
mas dos pacientes. Através de cautelosa definição de seus problemas, o paciente
pode prontamente chegar a conclusões para seus problemas que anteriormente ele
avaliava como impossíveis. É preciso cuidado nesse momento para não se deixar
conduzir pelas declarações do paciente de que ele tentou todas as soluções possíveis.
Isso por que alguns pacientes especialmente os com humor deprimido acreditam com
ferozmente que já exploraram todas as possibilidades (Beck, 1997)
2.12 Desenvolvimento de novos padrões e pressupostos bem adaptados

Fonte: slideplayer.com.br

Geralmente relutamos em abandonar nossas crenças, a menos que encontre-


mos uma crença alternativa que funcione melhor. Os padrões mal adaptados normal-
mente envolvem implicações do tipo tudo ou nada: “Devo ter sucesso sempre’’ e são
seguidos por autocrítica ou julgamento dos outros. (As palavras sempre e nunca são
pistas claras deste tipo de afirmação).
Os novos padrões, valores e pressupostos podem ser flexíveis, diferenciados
e orientados para a ação, enfatizando aprendizagem, crescimento e aceitação, ao in-
vés de julgamento, rejeição e desistência – por exemplo: ‘’Quando eu encontrar obs-
táculo, posso agir de maneira produtiva para superá-lo’’. As novas crenças podem ser
examinadas em termos de custos e benefícios, evidências de utilidade e aplicabilidade
aos outros. (‘’ Como você se sentiria se aplicássemos essa regra em vez dos antigos
pressupostos rígidos aos outros?’’).
Intervenção: Em grande parte do tempo, nutrimos pressupostos e nos agarra-
mos a regras que simplesmente não podem ser cumpridas – regras como: ‘’ Devo ter
sucesso sempre’’ ou ‘’ Preciso que todo mundo me aprove’’. Essas regras rígidas difi-
cultam sua vida. Agora, vamos criar algumas regras e pressupostos novos, mais rea-
listas, mais flexíveis e mais orientados para o crescimento. Por exemplo, - vamos
substituir a regra - ‘’ Devo sempre me sair extremamente bem’’ por um novo padrão
ou valor: - ‘’ Gosto de me sair bem, mas também posso aprender com os erros e posso
assumir o crédito por aquilo que valorizo em vez de me comparar com padrões irrea-
listas’’. Ao trabalhar com um paciente excessivamente focado em obter aprovação de
todos, foi pedido que ele avaliasse os custos e os benefícios de um novo pressuposto.
Ele fez a seguinte lista: Novo pressuposto: ‘’ Tenho valor independente do que os
outros pensem de mim’’ Custos: Ficar presunçoso e afastar pessoas Benefícios: Au-
toconfiança, poder assumir riscos, não ficar envergonhado, não depender dos outros,
ser mais assertivo.

Fonte: www.borkenhagen.net

2.13 Tarefa de Casa

Fonte: www.borkenhagen.net
Um aspecto central da terapia cognitivo-comportamental é o terapeuta fornecer
tarefas de casa para o paciente, visando que o mesmo utilize o tempo fora das ses-
sões para novas experiências e exercícios corretivos de suas crenças disfuncionais
(RANGÉ, 2001b). Algumas tarefas podem estar relacionadas ao Registro diário de
pensamentos disfuncionais, Plano Semanal de Atividades Diárias, etc.
Instrua o paciente a identificar quaisquer regras e pressupostos mal adaptados
e depois criar alternativas mais razoáveis. A orientação para as novas formulações é
a seguinte: “A nova regra ou pressuposto deve ser mais adaptada, mais flexível, mais
justa, mais realista e positiva. Ela deve focar em justiça, crescimento, aceitação e ob-
jetivos positivos. Deve ser o tipo de regra que você usaria para alguém que ama e
com quem se importa muito”. O paciente deve avaliar a nova regra ou pressuposto e
propor comportamentos.
Possíveis Problemas Como em qualquer objeção ao perfeccionismo, o paciente
pode acreditar que regras mais razoáveis são tolerantes demais e que ele corre o risco
de se tornar indulgente, preguiçoso. Estas ideias perfeccionistas podem ser contesta-
das, por meio do exame das evidências contra e a favor, do duplo padrão ou da reali-
zação de um experimento comportamental com novas regras.

2.14 Registros de Pensamentos Disfuncionais

Fonte: slideplayer.com.br

É usado para auxiliar a rastrear os pensamentos que foram ativados pela situ-
ação estimuladora a que geraram a emoção e o comportamento subsequentes. Este
exercício pode capacitar os pacientes a descobrir, esclarecer e alterar os significados
que atribuíram a eventos perturbadores e compor uma resposta alternativa ou racio-
nal.
O paciente deve ser orientado à:
1) Desenhar três colunas em uma folha de papel e escrever em cada uma
delas “situação”, “pensamentos automáticos” e “emoções”.
2) Depois pedir que ele se relembre de uma situação recente (ou uma lem-
brança de um evento) que pareceu mexer com suas emoções, como ansiedade, raiva,
tristeza, tensão física ou alegria.
3) Pedir que tentasse se imaginar estando de volta na situação, exatamente
como aconteceu.
4) Perguntar quais foram os pensamentos automáticos que ocorreram na
situação relatada. Orientar o paciente a escrever na folha a situação, os pensamentos
automáticos e as emoções nas colunas do registro de pensamentos disfuncionais.
(Knapp,2008).

2.15 Experimentos Comportamentais

Um paciente com a distorção cognitiva “eu serei rejeitado” pode durante a se-
mana, fazer contato com 10 pessoas e verificar o resultado.
Evidentemente, a dupla paciente e terapeuta, na sessão anterior, treinará para
que o paciente na sua profecia auto confirmatória, não aborde as pessoas de forma a
ser rejeitado.
E, possivelmente, já terá treinado habilidades sociais em sessões anteriores.
Quais as vantagens e desvantagens de manter um pressuposto? Por exemplo,
“Se eu não agradar alguém, então eu não tenho valor.” Essa frase é colocada no alto
de uma folha de papel e através do questionamento socrático, o paciente vai escre-
vendo todas as vantagens e desvantagens de sempre agradar aos outros. Perguntas
do tipo: “Quais os custos de dar menos importância ao que os outros pensam/sentem
a seu respeito? “E quais os benefícios de dar menos importância ao que os outros
pensam/sentem a seu respeito? “O que você seria capaz de fazer, pensar, sentir e
comunicar se desse menos importância ao fato de os outros gostarem de você?
2.16 Reestruturação Cognitiva

Fonte: wwwfabishimabukuro.blogspot.com.br

Inicia-se pela identificação e pelo registro de pensamentos automáticos e cren-


ças disfuncionais.
Subsequentemente, é feita uma análise dos “erros de lógica” inerentes às in-
terpretações catastróficas. Para isso é importante que o paciente considere tais pen-
samentos como meras hipóteses, e não como fatos.
A forma mais usual de corrigir esses erros de lógica é o Questionamento So-
crático. Nessa técnica, o paciente, juntamente com o terapeuta, faz um exame das
evidências que apoiam o seu pensamento e das evidências que são contrárias, a fim
de descobrir formas alternativas de interpretar suas sensações físicas.
Após a análise das probabilidades, elaboram-se novas alternativas que são
chamadas de “lembrete” (por ex: estou tendo um ataque que não mata nem enlou-
quece).
2.17 Questionamento Socrático

Fonte: slideplayer.com.br

O questionamento socrático é um dos procedimentos mais utilizados para au-


xiliar o paciente a realizar descobertas sobre a estrutura do seu pensamento, para
flexibilizá-los e mudar crenças rígidas sobre si mesmo, os outros e o ambiente. Na Te-
rapia Cognitiva, o terapeuta não tenta convencer o paciente de que os pensamentos
estão incorretos. O terapeuta, através de questionamentos, conduz o paciente para
que ele mesmo faça esta descoberta (Descoberta Guiada), buscando explorar os con-
ceitos através dos quais a situação é interpretada bem como as evidências que
apoiam e desconfirmam os conteúdos cognitivos.
Por meio de simples questionamentos – perguntas com respostas abertas,
como era o método de Sócrates – o terapeuta vai permitindo a possibilidade de flexi-
bilização. Neste método, o terapeuta faz-se de certa forma de ignorante sobre o as-
sunto e o cliente é instigado a investigar o seu próprio pensamento, como um cientista
que testa e refuta hipóteses, que pensa sobre o pensar. O pensamento é considerado
uma hipótese a ser testada. No seu processo de explicação e investigação, o cliente
acaba transmitindo pontos de vista específicos, crenças, distorções cognitivas, pen-
samentos automáticos disfuncionais, podendo identificá-los e avalia-los de maneira
mais pragmática.
A paciente diz:” sinto que não sou uma boa mãe, pois gritei com o meu filho
quando ele não estava se comportando muito bem”. O terapeuta pode usar algumas
das alternativas abaixo para auxiliá-la a descobrir se esta afirmação é verdadeira ou
não.
O que é ser uma boa mãe? Destas características enumeradas por você, quais
você possui? Quem você considera uma boa mãe e porquê? O que uma boa mãe faz
após ter gritado com o filho e sentido mal com isto? O que você acha que estava
sentindo antes de gritar com seu filho? O que você acha que estava pensando antes
de gritar com seu filho? As habilidades que uma pessoa necessita para ser uma boa
mãe já nascem com ela ou podem ser aprendidas?
Diferentes tipos de perguntas podem ser utilizadas nos questionamentos so-
cráticos, de acordo com o tipo de necessidade que se apresenta na Terapia.
Perguntas para esclarecer: O que você quer dizer com isto? Me dê um exemplo
disto que você está me dizendo? Me explique isto de uma outra maneira.
Perguntas sobre pressupostos e evidências: Como você pode ter certeza disto?
Há alguma outra explicação? Quando você fala isto, o que parece estar por trás desta
afirmação? O que levou você a dizer isto?
Um bom terapeuta cognitivo não corrige pensamentos. Ele atua com o objetivo
de ajudar o paciente a identificar conteúdos cognitivos rígidos e inflexíveis, colocando-
os como hipóteses e não verdades absolutas.
2.18 Técnica semântica

Fonte: rodrigovitorino.com.br

Para examinar e contestar os pensamentos, temos que saber qual é o sentido


do termo em questão para o paciente. Se você se rotula como “fracasso” precisamos
saber o que FRACASSO significa para você.

2.18.1.1 Possíveis definições de fracasso:

Não ter sucesso; Não ser capaz de obter recompensas, prêmios; Ser inferior a
quase todos em tudo Se o paciente for propício à autocrítica e à depressão:  não se
sair tão bem quanto gostaria; dar menos de 100% de si mesmo; não se sair tão bem
quanto outra pessoa; fazer mal determinada tarefa.
CONCLUSÃO: desta forma, descobriremos qual é a definição de fracasso do
paciente. Temos que saber qual é o sentido do termo em questão para o paciente.
TERAPEUTA: Você disse que se sente um fracasso desde que o Beto a dei-
xou. Como você define fracasso?
PACIENTE: Bem, meu casamento não deu certo.
TERAPEUTA: Então, você acredita que o casamento não deu certo porque
você, como pessoa, é um fracasso?
PACIENTE: Se tivesse dado certo, ele ainda estaria comigo.
TERAPEUTA: Então, podemos concluir que as pessoas cujos casamentos não
dão certo são todas fracassadas?
PACIENTE: Não, acho que eu não iria assim tão longe.
TERAPEUTA: Porque não? Devemos ter uma definição de fracasso para você
e outra para o restante das pessoas?
O exemplo ilustra como o simples fato de extrair definições negativas e extre-
mas dos pacientes pode ajudá-los a compreender o quão irracional é sua perspectiva.
Como você definiria as coisas que estão te incomodando? Por exemplo, como
saberíamos que alguém não tem valor, é bem sucedido, é um fracasso, e assim por
diante? Como saberíamos que alguém não é alguma coisa dessas? Dê uma definição
detalhada.
VARIAÇÃO DA TÉCNICA SEMÂNTICA: além de investigar juntamente com o
paciente a sua interpretação do termo em questão (“fracasso”), pode-se perguntar ao
paciente como os outros definem sucesso ou fracasso.

3 TERAPIA COMPORTAMENTAL

Fonte: www.incursos.net

A Terapia Comportamental converteu-se em um movimento visível no princípio


dos anos 60. É composta por diferentes conceitos teóricos, estratégias e técnicas,
tendo seu início sustentado por muitos trabalhos como, por exemplo, os de Pavlov
sobre o condicionamento clássico, os de Watson sobre o comportamentalismo, os
trabalhos de Thorndike sobre a aprendizagem e, obviamente, os de Skinner sobre o
condicionamento operante (CABALLO, 1996). O pressuposto central da Teoria Com-
portamental é o de que um comportamento disfuncional foi aprendido e que pode ser
desencadeado por sinais internos e externos associados a ele. A Terapia Comporta-
mental auxilia o indivíduo a modificar a relação entre a situação que está criando difi-
culdade e a habitual reação emocional e comportamental que ele tem naquela cir-
cunstância, mediante a aprendizagem de uma nova modalidade de reação.
A nova aprendizagem é conseguida através de técnicas apropriadas a cada
caso. Conforme cita CABALLO (1996, p.11), Kazdin (1978) já havia destacado há
mais de uma década que as características mais sobressalentes dos terapeutas com-
portamentais são:
1) Uma ênfase nos determinantes atuais do comportamento, em vez de nos
determinantes históricos;
2) Uma ênfase na mudança do comportamento manifesto como o principal cri-
tério pelo qual se avalia o tratamento;
3) Especificação do tratamento em termos objetivos, de modo que seja possível
a réplica do mesmo;
4) Confiança na investigação básica em Psicologia, com o objetivo de gerar
hipóteses gerais sobre o tratamento e as técnicas terapêuticas específicas;
5) Especificidade nas definições e explicações no tratamento e na medição.
Contemporaneamente, pode-se dizer que a Terapia Comportamental vai além
da sua associação aos termos "estímulo" e "resposta" (E-R), visto que atualmente ela
combina procedimentos verbais e de ação, assim como não faz uso de abordagens
únicas, e sim, emprega métodos multidimensionais, enfatizando a responsabilidade
tanto do terapeuta, como a do paciente.
A Terapia Comportamental coloca sua ênfase nos determinantes atuais, em-
bora de maneira alguma descarte os determinantes históricos, refletindo um enfoque
de tratamento da disfunção clínica e do comportamento desadaptativo. Ela é um en-
foque de solução de problemas, caracterizada por ser válida e confiável, visto que se
baseia na ciência e nas investigações de laboratório, e, onde a mescla entre avaliação
e intervenção possibilita seu progresso. É aplicável a todas as classes de transtornos
de indivíduos, de situações ou lugares, mas não se pode considerar, de maneira al-
guma, que ela seja tida como um remédio total. (CABALLO, 1996).
4 TÉCNICAS COMPORTAMENTAIS

Conforme CORDIOLI (2004), uma forma de modificar crenças é desafiá-las em


situações práticas. Nesse exercício, a crença é considerada uma hipótese, onde o
paciente rejeita ou confirma, conforme testado na prática, em situações reais. Através
de testes comportamentais, pode-se pedir, por exemplo, que um paciente que possua
crenças do tipo: “Nada do que falar em grupo será interessante”, teste na prática essa
sua crença, observando a resposta de outras pessoas às suas falas. Caso observe
que algumas pessoas respondem às suas falas, a crença será questionada, na me-
dida em que a fala foi interessante para a outra pessoa.

4.1 Técnicas de Relaxamento

A ansiedade é uma resposta de proteção, que prepara o organismo para atacar


ou fugir de perigos reais ou não. Substancias são liberadas pelo organismo nessa
situação que promovem alterações fisiológicas, que viabilizam respostas de luta ou
fuga.
O relaxamento é um processo psicofisiológico, de aprendizagem das respostas
biológicas de relaxamento e inclui:
Exercícios de respiração: treino em padrões de baixas taxas de respiração,
inspiração- expiração profundas e amplas e respirações diafragmáticas. Esse treino
distrai o paciente dando-lhe sensação de controle sobre o organismo.
Treino em relaxamento: tensionar e relaxar diferentes grupos musculares para
obtenção de um estado de conforto e bem estar.
Relaxamento muscular progressivo: essa técnica deve ser feita num ambi-
ente adequado e o paciente posicionado confortavelmente.

4.2 Planejamento de atividades diárias

Para RANGÉ (2001b) o planejamento de atividades diárias é feito geralmente


semanalmente, e consiste em desenvolver junto com o cliente um programa diário de
atividades que aumente o seu nível de ação, a probabilidade de reforçamento e a
possibilidade de refutação de suas crenças negativas, o que torna a técnica muito
eficaz no combate contra a depressão.
4.3 A prevenção de recaídas

A Prevenção de Recaídas representa uma extensão e variação importantes


dos procedimentos de autocontrole, como bem aponta CABALLO (1996), visto que a
recaída seria uma crise ou um retrocesso das tentativas do paciente em mudar ou
manter as mudanças do seu comportamento. Os procedimentos de prevenção de re-
caídas, embora mais amplamente utilizados nos programas de tratamento da droga-
dição, podem ser utilizados nos programas de mudança de comportamento geral.
Através da autovigilância, os pacientes devem prestar atenção ao seu comportamento
e, inibir o comportamento habitual, identificando situações de alto risco onde a recaída
é provável.
Habilidades de afrontamento também são importantes, na medida em que os
pacientes as podem utilizar nas situações de alto risco para eles, onde sentem que
podem perder o controle. Procedimentos de manipulação do stress e de treinamento
em relaxamento também são utilizados na Prevenção de recaídas. A reestruturação
cognitiva também deve ser usada, para evitar reações de pacientes que recaem, tais
como: sentimento de perda, culpa e fracasso.

4.4 Treino em habilidades sociais

“Uma tentativa direta e sistemática de ensinar estratégias e habilidades inter-


pessoais aos indivíduos, com a intenção de melhorar sua competência interpessoal e
individual nos tipos específicos de situações sociais”. De modo geral, concentra-se na
aprendizagem de um novo repertório de respostas.
Através de um Treinamento em Habilidades, empregam-se procedimentos tais
como as instruções, a modelação, o ensaio comportamental, a retroalimentação e o
reforçamento. Busca-se também realizar a redução da ansiedade em situações soci-
ais problemáticas, realizar uma reestruturação cognitiva e fazer um treinamento em
solução de problemas (CABALLO, 1996).
O objetivo da técnica é capacitar o paciente a emitir respostas adequadas a
situações específicas. Pode ser usada no tratamento de grupos especiais como por-
tadores de transtornos de personalidade evitativa e esquizofrenia.
4.5 Ensaio comportamental

Conforme CABALLO(1996) coloca, nesse procedimento representam-se ma-


neiras apropriadas e efetivas de enfrentar as situações da vida real que são proble-
máticas para o paciente. Consiste no aprendizado de novas respostas que substituirão
respostas não adaptativas. Diferentemente do psicodrama, o ensaio comportamental
concentra-se na mudança de comportamento, e não na identificação e expressão de
supostos conflitos. O ensaio comportamental, segundo Rangé (2001b), focaliza a mo-
delagem de estratégias que o indivíduo pode empregar numa situação em particular.

4.6 Treino de assertividade

É feito orientando-se o paciente a emitir respostas adequadas em situações


específicas ou pelo ensaio comportamental (procedimento para o treino da assertivi-
dade). Técnica eficaz no tratamento da fobia e da ansiedade social.
A mudança de crenças irracionais envolve a sua identificação, disputa ou inter-
rupção das mesmas e posterior adoção de uma crença nova ou substituição por uma
mais adaptativa. O treino assertivo tem início com a identificação das áreas em que
existe déficit assertivo analisa os fatores que impedem o indivíduo de se expressar de
forma adequada (e.g., desconhecimento dos direitos de afirmação, crenças irracio-
nais) e opera sobre esses fatores.
O treino assertivo tem como principal objetivo mudar a forma como o indivíduo
se vê a si próprio, aumentar a sua capacidade de afirmação, permitir que este ex-
presse de forma adequada os seus sentimentos e pensamentos e, posteriormente,
estabelecer a autoconfiança.

4.7 Dessensibilização sistemática

Conforme Turner em CABALLO (1996), a dessensibilização sistemática (DS) é


uma intervenção terapêutica desenvolvida para, dentre outras coisas, eliminar as sín-
dromes de evitação. A estagiária utilizou esse procedimento no caso I, para que a
paciente, com ansiedade social, fosse se aproximando de forma gradual das situações
sociais (estímulo provocador de medo) consideradas ansiogênicas. A exposição aos
estímulos sociais, pôde ser concretizada através da imaginação, ensaios comporta-
mentais e nas situações reais. A DS consta de quatro passos principais: a) Treina-
mento no emprego da escala “SUDS”; b) Uma completa análise comportamental e o
desenvolvimento de uma hierarquia de medos; c) Treinamento do relaxamento mus-
cular profundo ou algum outro procedimento de relaxamento; d) A combinação da ex-
posição, na imaginação, à hierarquia de medos junto com o estabelecimento de uma
resposta de relaxamento profundo no paciente “a dessensibilização propriamente
dita”.
Através da Escala de Unidades Subjetivas de Ansiedade (SUDS) busca-se que
o paciente faça discriminações precisas de seus medos, colocando, por exemplo,
numa escala de 0 a 100 situações consideradas mais aterradoras até aquelas que lhe
proporciona tranquilidade. A estagiária utilizou esse procedimento no caso I (embora
numa escala de menor amplitude). Conforme coloca RANGÉ (2001b), à medida que
o paciente passa a não mais reagir com ansiedade à apresentação de um determi-
nado nível de estímulos, atinge-se 35 o critério para apresentar o estímulo seguinte
da lista hierarquizada. Os estímulos dessensibilizados em consultório tendem a se
generalizar para as situações reais.
Consiste em remover ou enfraquecer a ansiedade por meio da inibição recí-
proca, que se chama supressão condicionada (estabelecer uma resposta antagonista
à ansiedade na presença do estímulo provocador da ansiedade, que é o relaxamento).
Utiliza-se o treino em técnicas de relaxamento e o paciente deve ser capaz de visua-
lizar as situações temidas. Uma das principais técnicas utilizadas no tratamento da
fobia social e específica e síndrome do pânico.

4.8 Role-playing

Terapeuta e cliente se comportam imitando o comportamento de alguma pes-


soa relevante no ambiente natural do sujeito ou fazendo uma representação do com-
portamento 34 do próprio sujeito em alguma situação social. Serve para treinar o pa-
ciente a interagir adequadamente em situações sociais (RANGÈ, 2001b).
Nesta técnica, a pessoa "atua" seus conflitos internos ou pode dramatizar o
papel de alguém com quem esteja em conflito desempenhar os papeis dos outros e
observem os diferentes comportamentos sociais. É possível fazer este exercício sozi-
nho ou com o terapeuta. Adapte o exercício usando sua criatividade. Técnica bastante
usada pela terapia cognitivo-comportamental, mas pode ser aplicada por outras linhas
da psicologia.

4.9 Feedback e reforçamento

O reforçamento, presente nas sessões, serve para que o paciente adquira no-
vos comportamentos e aumente aqueles considerados adaptativos, onde o terapeuta
recompensará as aproximações sucessivas do paciente. O feedback por sua vez, pro-
porciona informação específica ao sujeito, buscando que o mesmo desenvolva e me-
lhore uma habilidade.
Reforço positivo: qualquer consequência que apresentada em seguida a um
comportamento fortalece esse comportamento.
Feedback: funciona como regulagem de comportamento, à medida que o indi-
víduo percebe como está se comportando e como esse comportamento afeta o inter-
locutor.

4.10 Outras técnicas

4.10.1.1 Avaliação de pressupostos e regras


• Desafio às afirmações do tipo “deveria”
• Identificação das regras condicionais
• Exame do sistema de valores
• Uso da recaída como aprendizado
• Uso da conceitualização de casos
• Fortalecimento do desafio, da curiosidade e do crescimento ao invés da per-
feição
• Declaração de direitos.

4.10.1.2 Avaliação e contestação dos pensamentos


• Análise de Custo-Benefício
• Exame das evidências e Exame das Qualidades das Evidências
• Advogado de Defesa
• Dramatização de ambos os lados do pensamento
• Distinção entre comportamentos e pessoas.
• Exame da variação de comportamentos em diferentes situações
• Uso do comportamento para resolver o pensamento negativo.

4.10.1.3 Técnicas de processamento emocional


• Acesso às emoções
• Ventilação escrita
• Identificação dos pontos de tensão
• Identificação dos Esquemas Emocionais
• Ampliação do processamento emocional
• Reformulação de imagens mentais

4.10.1.4 Técnicas para mudança de perspectiva


• Colocação das coisas em perspectiva
• Gráfico em forma de torta
• Continuum
• Duplo-padrão
• Observações a partir da sacada
• Construção de alternativas
• Estabelecimento do ponto zero para avaliação
• Despolarização das comparações
• Observação da forma como os outros lidam com as coisas
• Diversificação dos critérios
• Subtração de tudo
• Exame das oportunidades e dos novos significados que derivam de perdas
ou conflitos
Um bom terapeuta precisa desenvolver a arte e a ciência de uma boa relação
terapêutica. Todas as técnicas comportamentais e cognitivas que, agora, conhecemos
não substituem o aprendizado, através da leitura e supervisão que o próprio profissi-
onal necessita desenvolver a fim de se tornar um bom Terapeuta Cognitivo-compor-
tamental.
5 ALGUNS DOS CONCEITOS UTILIZADOS AO LONGO DAS SESSÕES PSICO-
TERÁPICAS

5.1 A relação terapêutica

Quando falamos de psicoterapia, implícito está a referência a uma preparação


técnica e uma assimilação de conhecimentos teóricos e pessoais, específicos de cada
terapeuta e de cada cliente. A partir de tal preparação, terapeuta e cliente estão pron-
tos para, juntos, reconstituírem as vivências do último, bem como reconstruírem cog-
nitiva e emocionalmente a sua história pessoal. Já no que diz respeito aos seus obje-
tivos, esses podem ser organizados da seguinte maneira:
1) ajudar a pessoa que busca psicoterapia a desenvolver um conhecimento
abrangente e realista de si mesmo;
2) ajudar o cliente a desenvolver uma congruência ou coerência entre seus
sentimentos, crenças e comportamentos;
3) ajudar e incentivar o cliente a enfrentar suas dificuldades, estimulando o a
persistir em seus esforços de enfrentamento;
4) ajudar o cliente a perceber suas alternativas de funcionamento, as quais de-
pendem de uma escolha pessoal.
Situamos a Relação Terapêutica como o meio onde tais objetivos se realizam,
ou seja, ao nos propormos como psicoterapeutas a atingir tais objetivos, estaremos
tomando parte de um processo cujo contexto é eminentemente social. E é através do
relacionamento com o terapeuta que o cliente pode perceber e experienciar uma opor-
tunidade de poder expressar seus sentimentos, valores e crenças. Genericamente
podemos dizer que o terapeuta nesse relacionamento assume diversos papéis, entre
os quais podemos citar o de reforçador, o de modelo, além do seu papel pedagógico,
o qual, por sua vez, implica num domínio teórico e numa percepção apurada na utili-
zação das diversas técnicas. Mais especificamente, podemos dizer que a Relação
Terapêutica tem como suas principais características:
a) Uma atitude calorosa do terapeuta que facilite a correção de distorções per-
ceptivas e cognitivas do cliente, assim como permita a este último se sentir uma pes-
soa aceita a despeito de suas dificuldades e, até mesmo, contrária à forma distorcida
com que o cliente se percebe;
b) Uma percepção precisa e, ao mesmo tempo, compreensiva das expectativas
e motivações do cliente;
c) Uma atitude verdadeiramente autêntica do terapeuta, a partir da qual o ele
possa transmitir para o cliente uma visão de sua situação, ao mesmo tempo realista,
confiável e aceitadora;
d) Uma cooperação por parte de cliente e terapeuta para que os objetivos que
foram estabelecidos possam ser atingidos de forma eficaz;
e) Estabelecimento de limites claros, firmes e razoáveis de modo a facilitar ao
terapeuta o controle da relação e, consequentemente da terapia.
CABALLO (1996) coloca que alguns dos fatores que contribuem para o sucesso
da terapia estão relacionados às variáveis do paciente:
a) A forma com que o paciente percebe o terapeuta, com status, credibilidade,
valores similares e com os recursos que o paciente necessita;
b) A forma de o paciente ver o terapeuta como confidente, profissional, com-
preendendo, aceitando e animando-o à independência;
c) Momentos na terapia onde a qualidade da voz do paciente caracteriza-se
por atividade, energia, expressividade, vivacidade e riqueza das palavras utilizadas; e
d) Envolvimento do paciente e sua participação ativa no processo de terapia (gosto
por se comunicar, o compromisso para mudar, a confiança no terapeuta, o reconheci-
mento da responsabilidade de si próprio para realizar a mudança, o prazer de se re-
lacionar com o terapeuta e o reconhecer sentimentos e comportamentos).
Os bons momentos em terapia, ainda conforme CABALLO (1996) tendem a
mostrar:
a) Comunicação expressiva, concreta e não excessivamente racional; pacien-
tes falando sobre si mesmos de uma forma pessoal; pacientes com algumas relações
fluidas com seus terapeutas;
b) Quando os pacientes evidenciam maneiras de ser e atuar, que geralmente
são aceitas como sadias, ajustadas ou normais;
c) Pacientes que evidenciam ou portam comportamentos que os juízes consi-
deram maduros;
d) Comportamento defensivo reduzido;
e) Altos níveis de cooperação, coincidência e cumplicidade; e
f) Elevada consciência, entendimento, reconhecimento e reexame de construc-
tos superiores de ordem pessoal, relativos à resolução de situações problemáticas e
abertos a opções de vida.

5.2 Modelo da relação entre pensamentos, estados de humor, comportamen-


tos, reações físicas e ambiente.

Conforme já mencionado, GREENBERGER & PADESKY (1999), colocam que


o terapeuta cognitivo deve fazer perguntas a respeito dos cinco aspectos da vida do
paciente que se encontram interligados: pensamentos, estados de humor, comporta-
mentos, reações físicas e ambiente.
Pequenas mudanças em qualquer área podem acarretar mudanças nas de-
mais. Utilizar esse modelo de relação durante as sessões, é uma forma de fornecer
informação necessária para os pacientes sobre seus modos de funcionamento, sobre
seus transtornos e sobre a possibilidade de que, ao mudarem um dos aspectos do
modelo, estarão mudando todos os demais.
Ao perceberem a relação entre, principalmente pensamento e estados de hu-
mor (sentimentos), os pacientes se tornam mais receptivos para questionarem seus
pensamentos, buscando substituí-los por outros mais adaptativos.

6 O PAPEL DO TERAPEUTA

É importante que o terapeuta se comporte de forma a minimizar o sofrimento


do cliente. Para isso é necessário que ele se apresente como uma audiência não-
punitiva e como um agente não-reforçador, trazendo um aumento da tolerância do
cliente para a exposição a emoções aversivas e maximizando as chances do cliente
aceitar as interpretações, seguir instruções e atentar quaisquer intervenções que o
terapeuta possa fazer.
Na TCC os terapeutas:
Encorajam o reconhecimento e a identificação de pensamentos patológicos em
dois níveis de processamento de informações relativamente autônomos que são os
pensamentos automáticos e as crenças centrais;
Ensinam os pacientes a utilizar técnicas para “pensar sobre o pensamento” a
fim de atingir a meta de trazer as cognições autônomas à atenção e ao controle cons-
ciente.
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