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AULA 3

Vós, poderoso Rei, cujo alto Império

O Sol, logo em nascendo, vê primeiro;

Vê-o também no meio do Hemisfério,

E quando desce o deixa derradeiro;

Aqui o autor, a partir do uso figurativo das posições solares no céu, nos faz
compreender a extensão do império português. A colonização do extremo oriente por
Portugal faz com que o império veja primeiro o Sol ao nascer, sendo nessas as terras
distantes que o próprio Camões escreveu parte de suas obras. Esse império também vê
o Sol no meio do hemisfério já que Portugal e diversas colônias portuguesas se
encontram em semelhante longitude, devido as colônias portuguesas na África e as
ilhas do Atlântico. Já as colônias nas Américas são aquelas que acompanham o astro-
rei quando esse desce e o deixa derradeiro. A partir desse processo, o poeta louva a
grandeza do império português com a conquista de suas colônias.

Vós, que esperamos jugo e vitupério

Do torpe Ismaelita cavaleiro,

Do Turco oriental, e do Gentio,

Que inda bebe o licor do santo rio;

Aqui observamos o desejo de Camões que o Rei, encabeçando a pátria portuguesa,


conquiste e subjugue “o torpe ismaelita cavaleiro”, ou seja, o muçulmano. O adjetivo
“torpe” vai nos antecipar a relação antagônica entre cristãos e muçulmanos que
encontraremos durante toda a obra. O uso do epíteto “ismaelita” dá tom pejorativo aos
muçulmanos, já que remete a Ismael, filho de Abraão com a escrava Agar. Camões
segue a tradição judaico-cristã, que crê que os povos árabes são descendentes de
Ismael, filho bastardo de Abraão com a escrava egípcia, enquanto que o verdadeiro
fruto do casal Abraão e Sara, Isaque, daria continuidade a linhagem com seu filho Jacó.
Dos filhos de Jacó viriam as doze tribos de Israel. É, portanto, ressaltando uma origem
bastarda dos povos árabes que Camões inicia sua descrição pejorativa desses povos.

O turco oriental, que têm origem otomana, que também não partilha da fé em Cristo, é
colocado como se conquistado e subjugado por Camões. Por último, Camões espera que
o império português domine “o gentio que inda bebe o licor do santo rio”, ou seja, os
hindus, que julgam a água do rio Ganges como purificadora ao bebê-la. A esses povos
Camões exorta o rei D. Sebastião a subjuga-los, expandindo o império luso e
espalhando a mensagem de Cristo.

Observemos, à guisa de comparação, os termos que Camões utiliza na sua elegia “À


paixão de Cristo Nosso Senhor” ao tratar de outras religiões em relação à fé católica:

Assi, Senhora, toda a criatura


que vive e viverá, que não conhece
a Lei do vosso Filho, santa e pura;

o falsíssimo herege, que carece


da graça, e com danado e falso esprito
perturba a Santa Igreja, que florece;

o povo pertinaz, no antigo rito,


que só o desterro seu, que tanto dura,
lhe diz que é pena igual ao seu delito;

o torpe Ismaelita, que mistura


as leis, e com preceitos viciosos
na terra estende a seita falsa, impura;

os idólatras maus, supersticiosos,


vários de opiniões e de costume,
levados de conceitos fabulosos;

as mais remotas gentes, onde o lume


da nossa fé não chega, nem que tenham
religiãoalgüa se presume;

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Vereis amor da pátria, não movido

De prémio vil, mas alto e quase eterno:

Nessa estância, que confirma o amor do poeta à pátria, Camões justifica ao rei quais são
os motivos que o fizeram compor o poema: não é recompensa em dinheiro que o poeta
busca, não está movido por interesses baixos em busca de um prémio vil, mas de algo
superior e quase eterno.

Que não é prémio vil ser conhecido

Por um pregão do ninho meu paterno.

A glória do reconhecimento dos conterrâneos é o que busca. Louvar os portugueses


para ser louvado por estes: eis o objetivo do poeta. Não podemos entender esse “ser
conhecido” que diz Camões a partir da fama que hoje em dia vemos em autores
contemporâneos. Quando Camões fala em “ser conhecido”, quer dizer “em ser
reconhecido como aquele que fez um poema à altura da nobre pátria portuguesa”.

Ouvi: vereis o nome engrandecido

Daqueles de quem sois senhor superno,

E julgareis qual é mais excelente,

Se ser do mundo Rei, se de tal gente.

Diz, finalmente que o rei verá engrandecido o nome do povo português, de quem o rei é
o senhor, e que o rei, ao fim e ao cabo, poderá julgar o que é ser maior: ser rei do
mundo ou rei dos portugueses, o povo que conquistou novos mundos.
A partir da estância 11, Camões descreve ao rei os grandes feitos portugueses e
estabelece um comparativo entre os feitos portugueses e outros feitos antigos.

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Ouvi, que não vereis com vãs façanhas,

Fantásticas, fingidas, mentirosas,

Louvar os vossos, como nas estranhas

Musas, de engrandecer-se desejosas:

As verdadeiras vossas são tamanhas,

Que excedem as sonhadas, fabulosas;

Aqui afirma ao rei que as histórias que contará foram verdadeiras, o que as torna
melhores e mais admiráveis do que aquelas inventadas pelo gênio humano.

Que excedem Rodamonte, e o vão Rugeiro,

E Orlando, inda que fora verdadeiro,

Aqui Camões faz um comparativo entre os feitos militares portugueses em relação ao


ciclo carolíngio de canções de gesta. Nessas canções, destaca-se o personagem Rolando
(ou sua variação Orlando), que serviu de protagonista para duas grandes obras da
Renascença Italiana: Orlando Enamorado, de Matteo Maria Boiardo, e Orlando
Furioso, de Ludovico Ariosto. Tanto a forma épica burilada por esses dois poetas
quando a temática das invasões muçulmanas na Europa serviram de inspiração para
Camões (essa temática é tão rica e complexa que necessitará de apenas uma aula a ser
tratada mais à frente).

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Por estes vos darei um Nuno fero,

Que fez ao Rei o ao Reino tal serviço,

Trata-se de Nuno Álvares Pereira, Condestável de Portugal, chefe militar português e


líder do exército na Batalha de Aljubarrota, no fim do século XIV. Esse é o serviço pelo
qual Camões se refere, e que será retomado pelo poeta com mais detalhes na descrição
da história de Portugal no Canto IV.

Um Egas, e um D. Fuas, que de Homero

A cítara para eles só cobiço.

Egas Moniz, o primeiro citado nessa terceira rima, é uma figura histórica de enorme
importância para a consolidação do reino português: foi aio de D. Afonso Henriques,
primeiro rei de Portugal. Sobre os feitos desse herói, o canto III entra em maiores
detalhes sobre a vida e os feitos de Egas. O segundo a ser citado, é D. FuasRoupinho,
guerreiro e capitão da armada de D. Afonso Henriques. Sua importância também é
simbólica nos Lusíadas, já que D. Fuas obteve a primeira de muitas vitórias navais do
incipiente reino português.

Mais uma vez é citado um instrumento musical, dessa vez a cítara, utilizada no mundo
antigo para acompanhar o canto. Em outras obras, como em algumas éclogas, Camões
utiliza a cítara para simbolizar os cantos dos heróis imortalizados por Homero e
Virgílio.

Pois pelos doze Pares dar-vos quero

Os doze de Inglaterra, e o seu Magriço;

Citado no canto VI, os Doze Pares de Inglaterra faz parte de um ciclo de histórias
medievais que será retomado por Camões para expor a excelência dos ideais de nobreza
e valentia dos cavaleiros portugueses.

Dou-vos também aquele ilustre Gama,

Que para si de Eneias toma a fama.

Em mais um elemento de comparação, aqui Camões assemelha o valente navegador


Vasco da Gama ao herói troiano Eneias. Ambos saíram de suas pátrias para alcançar a
glória em outras terras, vencendo os perigos dos mares e as batalhas em terra. Ambos
também serão ajudados por Vênus e Marte nas intrigas e joguetes dos deuses do
Olimpo com os homens.

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Pois se a troco de Carlos, Rei de França,

Ou de César, quereis igual memória,

Vede o primeiro Afonso, cuja lança

Escura faz qualquer estranha glória;

Passados os nomes dos principais guerreiros portugueses, Camões estabelece a relação


entre Carlos Magno, o “Carlos, Rei de França” que fala, e Júlio César com D. Afonso
Henriques, o primeiro Afonso, primeiro rei de Portugal.

E aquele que a seu Reino a segurança

Deixou com a grande e próspera vitória;

Outro Joane, invicto cavaleiro,

O quarto e quinto Afonsos, e o terceiro.

Nessas últimas rimas Camões cita mais quatro reis de grande importância e feitos
notáveis para Portugal: D. João I, D. Afonso III, D. Afonso IV e D. Afonso V.

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E enquanto eu estes canto, e a vós não posso,


Sublime Rei, que não me atrevo a tanto,

Tomai as rédeas vós do Reino vosso:

Dareis matéria a nunca ouvido canto.

Nessas primeiras três rimas, Camões afirma não se atrever a cantar as glórias de D.
Sebastião, restringindo-se a apenas cantar os feitos portugueses para honra do rei
português.

Comecem a sentir o peso grosso

(Que pelo mundo todo faça espanto)

De exércitos e feitos singulares,

De África as terras, e do Oriente os mares

E afirma que o rei dará matéria, ou seja, alcançará feitos que inspirarão cantos jamais
imaginados para louvar a sua futura glória. E que nas terras da África e nos mares do
Oriente suas conquistas serão inigualáveis.

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Em vós os olhos tem o Mouro frio,

Em quem vê seu exício afigurado;

Mais uma vez o poeta retoma o antagonismo entre cristãos e muçulmanos, afirmando
que estes veem na figura do Rei o seu exício, ou seja, sua ruína, sua própria morte.

Só com vos ver o bárbaro Gentio

Mostra o pescoço ao jugo já inclinado;

E que os árabes, com a simples aparição do rei já inclinam seu pescoço em sinal de
obediência e inferioridade.

Tethys todo o cerúleo senhorio

Tem para vós por dote aparelhado;

Que afeiçoada ao gesto belo e tenro,

Deseja de comprar-vos para genro.

Aqui aparece uma das principais divindades da obra: Tetyhs, ninfa do mar, esposa de
Oceano e divindade das águas, oferece o mar, o cerúleo senhorio, para aquele que for
seu genro. Para o poeta, o rei português é quem deve desempenhar esse papel de
senhor dos mares.

Narração
Como vimos na primeira aula desse módulo, a narração é a característica principal da
epopeia em relação aos modos. A tragédia e a comédia compõem o modo dramático,
enquanto que na epopeia o modo narrativo possibilita a esse gênero literário algumas
características: a narração permite que a obra se estenda ou encolha ao bel-prazer do
narrador, que também pode organizar do seu modoa cronologia dos fatos narrados ou
os diversos pontos de vista a serem tratados. É importante tocar nesse ponto porque
de agora em diante o narrador pode dar voz às personagens, como ocorre com Vasco e
Paulo da Gama ou com o marinheiro Fernão Veloso.

De agora em diante a história se centra na navegação da frota liderada por Vasco da


Gama a caminho da Índia, sendo interrompida a narração desses fatos por narrações de
outras histórias e principalmente pelas interferências divinas que ocorrem na trama.

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Já no largo Oceano navegavam,

As inquietas ondas apartando;

Os ventos brandamente respiravam,

Das naus as velas côncavas inchando;

Da branca escuma os mares se mostravam

Cobertos, onde as proas vão cortando

As marítimas águas consagradas,

Que do gado de Próteo são cortadas

Essa estância tem como função ligar o fim da dedicatória ao rei D. Sebastião na estância
18 ao concílio dos deuses na estância seguinte. Para isso, Camões se utiliza da descrição
dos navios portugueses, que cortam as ondas, das velas infladas pelos ventos e da
espuma que cobre o mar. Ao tratar do gado de Próteo (ou na forma mais conhecida
Proteu), Camões fala da vida marinha. Por ser filho de Netuno, deus dos mares, Proteué
o guardião dos peixes e de outras vidas marinhas. Essa divindade tinha a capacidade de
mudar de forma e é citado em alguns momentos em que o mar é o cenário das ações
transcorridas.

Nesse trecho, que vai da estância 20 até a 41, analisaremos o trecho do canto que ficou
conhecido como Concílio dos Deuses, ou seja, a reunião de deuses da cultura greco-
romana para avaliar as ações dos portugueses. É de extrema importância a presença da
mitologia greco-romana na condução narrativa, uma vez que abrilhanta e enriquece
ainda mais sua coesão, como afirma António José Saraiva:

“Formalmente, a unidade d’Os Lusíadas é estabelecida pela intriga dos deuses. Baco,
Vênus, Júpiter, Netuno, estão em cena desde o princípio ao fim do poema (descontando
a introdução e o fecho), o qual abre com o concílio dos deuses e termina na Ilha dos
Amores.”

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Quando os Deuses no Olimpo luminoso,

Onde o governo está da humana gente,

Se ajuntam em concílio glorioso

Sobre as cousas futuras do Oriente.

Começa a descrição do concílio com adjetivos como “luminoso” e “glorioso”, indicando


a beleza e maravilha da cena a seguir. Logo sabemos qual é a causa desse concílio: “as
cousas futuras do Oriente” as possíveis conquistas dos portugueses em terras asiáticas.
Aqui se começa perceber as interposições das ações humanas nas coisas divinas, e,
veremos adiante, as ações divinas nas coisas humanas.

Pisando o cristalino Céu formoso,

Vêm pela Via-Láctea juntamente,

Convocados da parte do Tonante,

Pelo neto gentil do velho Atlante.

Percebemos pelo uso do verbo “vêm”, acentuado, indicando sujeito plural, que os
deuses, dispersos pelo cosmo, ajuntam-se a partir da convocação feita por Mercúrio
(importante lembrar Mercúrio, filho de Maia e Júpiter e neto por parte de mãe de
Atlante (ou Atlas),é o mensageiro dos deuses, e aqui exerce esse papel informando aos
deuses a necessidade urgente de reunião), seguindo a ordem do Tonante, ou seja, de
Júpiter, o maior dos deuses.

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Deixam dos sete Céus o regimento,

Utilizando-se do seu conhecimento astronômico, Camões relata que dos sete céus
vieram os deuses. A teoria astronômica do século XVI, baseada no sistema ptolomaico,
descrevia a existência de onze céus. Esse sistema consiste na Terra como centro do
sistema cósmico, com cada céu como uma esfera com características e velocidade
próprias, que formavam esferas concêntricas. Ou seja, o primeiro céu envolve a Terra, o
segundo envolve a Terra e o primeiro céu, o terceiro envolve a Terra, o primeiro e o
segundo céu, e assim por diante. Esses sete primeiros céus citados por Camões dizem
respeito aos céus ocupados por sete planetas. São eles em ordem de proximidade com a
Terra: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno.

Que do poder mais alto lhe foi dado,

Alto poder, que só co'opensamento

Governa o Céu, a Terra, e o Mar irado.

É tão grande o poder de Júpiter que um simples pensamento do maior dos deuses faz
com que ordene os quatro elementos que formam o cosmo.

Ali se acharam juntos num momento


Os que habitam o Arcturo congelado,

E os que o Austro tem, e as partes onde

A Aurora nasce, e o claro Sol se esconde.

É de tão grande importância o concílio que dos quatro pontos cardeais vêm deuses para
discutir a empreitada portuguesa pelos mares: do Arcturo, a estrela mais brilhante da
constelação do Boieiro e aqui serve como metonímia para o pólo Norte pela sua
proximidade com esse pólo. O Austro representa o ponto cardeal sul, enquanto que
onde a aurora nasce e o Sol se esconde são, respectivamente, o Oriente e o Ocidente.

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Estava o Padre ali sublime e dino,

Que vibra os feros raios de Vulcano,

Num assento de estrelas cristalino,

Com gesto alto, severo e soberano.

Do rosto respirava um ar divino,

Que divino tornara um corpo humano;

Com uma coroa e ceptro rutilante,

De outra pedra mais clara que diamante

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Em luzentes assentos, marchetados

De ouro e de perlas, mais abaixo estavam

Os outros Deuses todos assentados,

Como a razão e a ordem concertavam:

Precedem os antíguos mais honrados;

Mais abaixo os menores se assentavam;

Quando Júpiter alto, assim dizendo,

C'um tom de voz começa, grave e horrendo:

Nessas duas estâncias, o poeta prepara a fala de Júpiter (o padre) sobre o concílio.
Mostra seu poder ao vibrar os seus raios, forjados por Vulcano, seu filho e deus do fogo.
Vemos que para dar vivacidade e realismo à cena Camões não poupa adjetivos:
Cristalino, alto, severo, soberano, divino, rutilante. Todos eles indicam a seriedade de
Júpiter para decidir junto aos deuses o destino dos feitos portugueses. De certa forma,
a seriedade de Zeus no momento de sua fala serve como índice para vermos como
magnânimo o feito os portugueses a ponto de reunir todos os deuses para tomarem um
importante de difícil decisão: auxiliar ou não auxiliar os portugueses.

1. Dentre os povos enfrentados pelos portugueses e antecipado na estância 8, qual


deles recebe tons mais pejorativos pelo poeta?
a) Turcos otomanos
b) Árabes muçulmanos
c) Hindus
d) Africanos gentios

2. Podemos afirmar na estância 11:


a) Que o poeta considera as façanhas dos portugueses superiores às outras
porque são mais atuais em relação aos feitos do mundo greco-romano.
b) Que o poeta considera os feitos portugueses inferiores aos do mundo greco-
romano porque na antiguidade esses feitos eram executados por heróis,
enquanto que as navegações dos lusitanos eram empreendidas pela gente
comum de Portugal.
c) Que o poeta considera os feitos portugueses superiores aos do mundo
antigos porque são reais, enquanto que as façanhas do mundo antigo são
fantasiosas.
d) Os feitos portugueses estão em pé de igualdade aos feitos greco-romanos. A
única diferença é que os feitos daqueles foram verídicos, enquanto que o
feito destes foi fruto do gênio poético.

3. A transição do fim da dedicatória ao rei para o início da narração se dá:


a) Com o concílio dos deuses para decidir do futuro dos portugueses.
b) Com a descrição da conjuntura celeste no momento em que os portugueses
passam o Cabo da Boa Esperança.
c) Com a descrição detalhada das naus cortando os mares.
d) Com a descrição da costa moçambicana pela qual os portugueses navegavam

4. Quanto a descrição do concílio dos deuses:


a) O poeta utiliza-se de diversos adjetivos para descrever o esplendor das
imagens mitológicas.
b) Camões utiliza de uma linguagem econômica e direta para descrever os
deuses.
c) O poeta se utiliza de inúmeros verbos, indicando diversas ações simultâneas
para dar dinamicidade à ação.
d) O poeta utiliza de substantivos abstratos para passar ao leitor a ideia de que
o Olimpo é um lugar irreal e, portanto, inalcançável.

BIBLIOGRAFIA

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