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Anais do congresso da AJB

Experiências Anômalas e Sincronicidade

Gelson Luis Roberto

Atualmente, inúmeras pesquisas e trabalhos tem surgido em relação às


experiências anômalas. São experiências incomuns ou que, embora vivenciada por uma
quantidade considerável da população acredita-se que se desviem da experiência
comum ou das explicações da realidade que são comumente aceitas. São experiências
que mesmo únicas e transitórias têm grande impacto sobre aqueles que vivenciaram,
pois muitas dessas provocam mudanças de valores. James McClenon se refere como
“eventos maravilhosos”, sugerindo que elas estimulariam o desenvolvimento de
ideologias religosas; Daniel Heklminiak chamou de “experiências humanas
excepcionais”, pelo potencial transformador na vida das pessoas. Jung chama de
“experiência do numinoso”, referindo ao caráter emocional e significativo que
transcende ao ego.
Importa considerar antes de tudo uma diferença entre crença e experiência.
Crença são informações cognitivas sobre a existência de um fenômeno às quais um
indivíduo adere. Já experiências se referem à “vivência” de eventos ou de fenômenos e
envolvem todo o mundo fenomenológico de um indivíduo. Estamos lidando com
experiências que podem ou não serem acolhidas pelas crenças individuais e que muitas
vezes mesmo até se opõem as crenças aceitas pelos indivíduos que viveram essas
experiências.
Outro aspecto importante é que as experiências anômalas se diferenciam da
meditação, hipnose e estados alterados de consciência, mesmo que essas possam
ocorrer em estado alterados de consciência.
Para compreender e explicar as experiências anômalas, um ramo da psicologia
surgiu denominado de Psicologia Anomalística. Ela levanta uma série de experiências
que podem ser denominadas como anômalas: experiências alucinatórias; sonhar lúcido,
que é o ato de sonhar com lucidez; experiências fora do corpo, do inglês OBE, out-of-
body experience, é a experiência de sentir a consciência desprendida do corpo físico;
experiências relacionadas a psi, ou simplesmente experiências psi, referem-se a
vivências referentes a alguma modalidade de percepção extrassensorial. As experiências
psi incluem relatos de telepatia: comunicação direta mente a mente; clarividência:
conhecimento de eventos distantes; precognição: conhecimento de eventos que ainda
ocorrerão no futuro; ou psicocinesia: ação da mente sobre a matéria.
Além dessas, temos como experiência anômalas as experiências de abdução por
alienígenas, caracterizado por lembranças reais de ter sido levado de forma secreta e/ou
contra a vontade por entidades aparentemente não humanas, para uma nave espacial,
de onde são submetidos a complexos procedimentos físicos e psicológicos, com uma
finalidade determinada; experiências de vidas passadas, consiste na nítida impressão de
já ter sido outra pessoa em outra vida sem que isso anule sua identidade na vida atual;
experiências de quase morte, assim chamadas as EQMs, ocorrem principalmente em
indivíduos que se encontram em situação de perigo físico ou emocional intenso, ou que
estejam próximos da morte do corpo físico, experienciando conteúdos transcendentais
ou místicos, onde a situação de pertencimento não é sob o ponto de vista do ego
pessoal, mas sim de um princípio divino ou superior; experiências de curas anômalas, é
quando se vivencia a cura de uma doença sem que seja atribuído a isso algum
tratamento médico convencional ou que seja surpreendente pelo quadro clínico
apresentado pelo doente; experiência mística, vivência de caráter transcendental que
diverge de modo fundamental da consciência ordinária, envolvendo o indivíduo num
sentimento intuitivo do universo, de unidade com o cosmos, com uma forte impressão
de encontro com uma realidade superior, diferente da realidade do cotidiano.
A Psicologia Anomalística busca ser uma disciplina complementar ao campo da
psicopatologia, ajudando a esclarecer em que medida uma experiência é ou não
patológica, bem como sua função na organização mental do indivíduo. Para isso recorre
à metodologia científica e aos conhecimentos da psicologia em geral, com foco nas
experiências em si e não na validade que o senso comum e científico dá a elas. Muitas
questões a respeito da natureza da realidade e da consciência humana são levantadas
(Cardeña, 2003). Qual é a relação entre nossa experiência consciente e o que nós
chamamos de mundo físico? Como ocorrem as curas? Quais as fronteiras entre o sonho
e a vigília? Há provas confiáveis de que os pensamentos afetam o mundo material ou
que possam ser transmitidos por meios extrassensoriais? A consciência persiste depois
da morte? O que as experiências místicas têm a nos dizer sobre a natureza da realidade?
Além dessas questões, Cardeña levanta uma série de razões para o estudo da
experiência anômala: 1) conforme W. James, a Psicologia não pode se dizer abrangente
se falhar em dar conta das variedades das experiências distintas daquelas consideradas
normais; 2) O interesse na Psicologia Evolutiva deveria nos fazer suspeitar que a
variedade das experiências, assim como dos comportamentos, deve ser esperado; 3) É
pertinente ser capaz de distinguir entre o que é meramente anômalo e o que é
patológico; 4) Do ponto de vista do desenvolvimento, é possível que algumas
experiências anômalas precedam experiências mais comuns, como a prevalência de
fenômenos sinestésicos na infância sugere; 5) Fenômenos anômalos podem elucidar a
importância e os limites das variáveis socioculturais na experiência humana; 6) algumas
experiências anômalas sugerem que as experiências ordinárias carecem de aspectos que
podem aumentar nossa apreciação da vida; 7)Em alguns casos, como nas experiências
relacionadas a psi, os resultados dos experimentos controlados desafiam princípios
muito difundidos a respeito da relação entre a consciência e as restrições de tempo-
espaço.
Infelizmente, muito das pesquisas feitas e divulgadas não tem em Jung um
Alguns autores compararam o sonhar lúcido à técnica da imaginação ativa de Jung ao
explicarem que quando o ego onírico assume uma atitude de respeito ao símbolo, pode
ocorrer algo de transformador na psique do indivíduo (HALL E BRYLOWSKI apud
CARDEÑA E OUTROS, 2013, p. 128).
Uma das dificuldades encontradas no estudo das experiências anômalas são
estabelecer categorias válidas para o estudo dos fenômenos. Nesse sentido, busca-se
um esforço em integrar os estudos das pesquisas dentro de um referencial
genuinamente junguiano e com isso estabelecer um diálogo com o corpus mais amplo
da Psicologia. Até o momento, dentro as relações estabelecidas entre a psicologia de
Jung e os fenômenos anômalos, foram levantados onze aspectos que podem servir de
entendimento e categorias para o estudo dos mesmos:
1) A teoria da sincronicidade e o papel do arquétipo psicóide;
2) Acontecimentos arquetípicos;
3) O tempo qualitativo;
4) A noção do conhecimento objetivo ou absoluto através do inconsciente coletivo;
5) O significado como força geradora dos processos acausais;
6 e 7) A emoção como fator determinante nos fenômenos sincronísticos e os efeito
numinoso da experiência;
8) Estrutura ou padrão psíquicos de certos indivíduos ou ligações que estabeleçam uma
unidade psicofísica ou psíquica baseada numa forte relação;
9) A atitude da consciência;
10) A força da imagem e da imaginação como esse reino intermediário entre o espírito
e a matéria;
11) A ideia de um corpo onírico, chamado por Jung como o corpo que sonha.
Dos elementos citados, muitos estão diretamente ou indiretamente associados
ao conceito de sincronicidade. Assim, um dos aspectos fundamentais do estudo das
experiências anômalas é o seu entendimento dentro do âmbito da sincronicidade.
Conforme nos coloca Jung em inúmeros momentos de seus trabalhos,
experiências de percepções extra-sensoriais, telepatia, sonhos premonitóritos ou
proféticos, intuições, são formas de ocorrer a sincronicidade. Em todo caso, parece
haver uma espécie de conhecimento ou “presença” a priori de acontecimentos.
Jung (1984) define a sincronicidade, em sentido estrito, como um caso especial de
organização geral: coincidências significativas entre um evento psíquico (sonho ou
pensamento) e um evento no mundo físico. Nesta categoria, estão os atos de criação no
tempo. Quando esses atos ocorrem, aquilo que é um processo psíquico se associa
momentaneamente a processos externos, assumindo uma espécie de ordem. Assim, o
arquétipo e o evento sincronístico que o revela é a forma introspectivamente
reconhecível de um ordenamento a priori.
Em uma definição ampla, Jung (Ibid.) entende as sincronicidades como um caso
especial de organização acausal geral no mundo, sem qualquer referência especial à
psique humana. Este enunciado converteu-se no princípio cosmológico de Jung . Neste
caso, postula a sincronicidade como creatio continua (criação contínua de padrões que
se repetem na eternidade), ou seja, “eterna presença de um ato criativo que não pode
ser deduzido a partir de antecedentes conhecidos”( Ibid, § 957).
Os fenômenos sincronísticos, nos coloca Jaffé (1988), aparecem mais vezes em torno de
acontecimentos arquetípicos, como morte, irrupção de alienação mental, crises, etc. O
fator mais importante a possibilitar o surgimento dos fenômenos sincronísticos é a
emoção. Todo estado emocional opera uma mudança na consciência, mudança que
Janet (apud Jung, 1984) chamou de abaixamento do nível mental. Para Jung (1984)
existe um certo estreitamento da consciência e de um fortalecimento simultâneo do
inconsciente. O tônus do inconsciente como se eleva, criando facilmente um declive em
que o mesmo pode fluir para a consciência.
Os fenômenos sincronísticos levaram Jung (1984) a deduzir um significado que é
apriorístico em relação à consciência humana e aparentemente exterior ao homem.
Jaffé (1988), comentando sobre o assunto, também faz referência a um significado
transcendental independente da consciência: um conhecimento que não é obtido pelos
órgãos dos sentidos e de um significado que subsiste por si mesmo. Para a autora,
considerada do ponto de vista da concepção da organização não-causal a
Sincronicidade é apenas uma instância especial de uma organização geral, que subsiste
da mesma forma nas ciências naturais, e engloba exterior e interior, cosmo e espírito,
conhecedor e conhecido. O conceito de “significado” permanece tão característico dos
fenômenos sincronísticos quanto antes, mas agora se reveste uma vez mais da
qualidade de algo criado pelo homem: a organização que vem à luz nos acontecimentos
não-causais pode ser experimentada como significativa, ou então excluída como puro
acaso, e, portanto, sem significado. (Jaffé, 1988)
Eventos sincronísticos são definidos por Jung então como atos de criação. Ele
acreditava numa creatio continua, onde deve haver no mundo um lugar, onde de
tempos em tempos, coisas são criadas. Se alguém, despido de todas as ilusões e de tudo
o que constitui o mundo do ego ordinário, mergulha em si mesmo com suprema
sinceridade, esse alguém chega nesse orifício central onde ocorre a criação, mesmo no
cosmo.
Cambray (2013) refere que a ideia da sincronicidade em termos de
simultaneidade é problemática já que Jung cita vários exemplos que violam essa
definição quando apresenta sonhos e fenômenos precognitivos. Então temos que
entender que essa simultaneidade do tempo não é formal ou cronológica mas sim uma
simultaneidade no tempo de dois estado psíquicos diferentes e de um tempo que é um
valor de alma mais do que uma grandeza quantitativa, os números e o tempo assumem
um caráter simbólico, ou seja, não só quantidade mais também qualidades psíquicas.
Na relação do tempo com o psicóide, temos o significado-conexão como agente
primário que produz o tempo como agente secundário.
Podemos concluir que o fator de sintonia mencionado anteriormente é fruto do
encontro entre as fortes tensões energéticas do fator ”mana” existente e da experiência
numênica, contida no ato sagrado e misterioso do processo. Mais a postura dos
participantes através de uma abertura para o “sentido”. Tudo isso possibilita criar esse
abaixamento da consciência, formando um campo, onde a sincronicidade pode
acontecer, despertando conteúdos arquetípicos e ordenadores do inconsciente.
Na relação da Sincronicidade com os fenômenos anômalos podemos estabelecer
vários planos de configuração conforme abaixo:
Plano das tensões convergentes ou constelações: Emoções,
Plano auto-regulador: do Significado ou sentido.
Plano da Manifestação: Símbolo e eventos paralelos que se encontram.
Asssim, temos em todo esse campo dinâmico um processo que abarca um
Campo formador e ordenador com os seguintes aspectos envolvidos: Arquétipo
Psicóide; antinomia e transgressividade do arquétipo. Paralelismo entre ocorrências
físicas e psíquicas. Deve-se entender o tempo como um fluxo de ocorrências cheio de
qualidades.
Talvez a psique devesse ser encarada como intensidade inextensa e não como
um corpo movendo-se no tempo. Poder-se-ia admitir que a psique gradualmente passa
de extensão mínima a intensidade infinita, transcendendo por exemplo a velocidade da
luz e, portanto, tornando o corpo irreal...
A partir dessa concepção, o cérebro seria uma estação transformadora, na qual a
relativa tensão infinita de intensidade da psique propriamente dita é transformada em
freqüências perceptivas ou extensões. Reciprocamente, para Franz (1990) a diminuição
da percepção introspectiva do corpo decorreria de uma gradual “psiquificação”, isto é,
intensificação em detrimento de extensão. Psique = intensidade máxima no mínimo
espaço.
Podemos entender essa multidimensionalidade não só como corpo consciencial
em níveis mais sutis ou grosseiros de corpo, mas entender também essa
multidimensionalidade como corpo psíquico multidimensional onde a imagem também
é um corpo atravessado por várias possibilidades de significado, podemos encontrar um
dimensão mais concreta e literal até uma mais simbólica e polissêmica. Avens coloca
que “A função da imaginação é tornar palpável o fato de que a matéria, em seu aspecto
subjetivo (expressivo) é espírito e o espírito, considerado objetivamente, é o mundo
material” (1993, p.40). A imagem fica na fronteira entre o meramente subjetivo (o
interior) e o meramente objetivo (o exterior).
Podemos pensar num aspecto mais abrangente e entender a
multidimensionalidade dos corpos como um campo exemplar de múltiplos níveis de
realidade, isso abarca tanto os aspecto consciente como inconscientes da realidade
onde consciência seria como unidade de expressões com autonomia no campo do
descontínuo e a psique objetiva seria o continuo, pegando a idéia dos complexos de
Jung. Como podemos construir essa idéia dos vários níveis que estão numa relação
complexa que vai domais sutil (ultraviolera) até o mais concreto (infravermelho) mas
sem perder um plano de interação que abarque a alma do mundo. Poderíamos pensar
nesse nível de onda como o nível das probabilidades onde tudo está num único campo
de máxima intensidade e mínima extensidade? Que quando entra no horizonte dos
eventos começa a se organizar em diversos vetores, em planos que abarcam eixos
horizontais e outros verticais e assim, no movimento de desses eixos vai formando várias
espirais onde em um ponto é um nível de expressão de uma realidade, ou seja de um
múltiploencontro mas que pode ser sentido ou percebido tanto num nível fragmentado
como num nível da integralidade (unidade). A sincronicidade seria formado pelos
aspectos emergentes, no plano da expressão, dos elementos mais carregados de
energia, que constelam conforme a atitude consciencial daquele que vive essa
realidade.
Segundo Jaffé (1988) nosso modo científico causalista de ver o mundo dispõe tudo
em ocorrências separadas, tratando de isolá-las cuidadosamente de todas as outras
ocorrências paralelas. É verdade que essa procedimento é imprescindível para a
obtenção de um conhecimento fidedigno, mas tem a desvantagem, do ponto de vista
filosófico, de debilitar a coesão universal dos eventos, tornando-a não perceptível, o que
impede progressivamente o reconhecimento das grandes coesões, isto é, da unidade do
mundo. No entanto, tudo o que acontece se passa no mesmo e único mundo e faz parte
dele. Por essa razão, os eventos devem ter um aspecto priorístico unitário.
Se estabelecermos esta noção de sintonia dos curandeiros (necessária ao
processo de cura) e de tempo não-linear, um tempo não causal, chegamos aos conceitos
de transferência e sincronicidade proposto por Jung. Segundo ele (1984), os
acontecimentos sincronísticos repousam na simultaneidade de dois estados psíquicos
diferentes, sendo que um não pode ser derivado casualmente do outro. Ou seja, existe
uma conexão entre os estados, determinando uma coincidência significativa ligada pela
simultaneidade e pelo significado. Lemos em Jung
Um conteúdo inesperado, que está ligado direta ou
indiretamente a um acontecimento objetivo exterior, coincide
com o estado psíquico ordinário; isto o que eu chamo de
sicronicidade, e sou de opinião que se trata exatamente da
mesma categoria de eventos, não importando que sua
objetividade apareça separada da minha consciência no espaço
ou no tempo. (§ 855, 1984)
Experiências de percepções extra-sensoriais, telepatia, sonhos premonitóritos
ou proféticos, intuições, são formas de ocorrer a sincronicidade. Em todo caso, parece
haver uma
Podemos reconhecer que a Sincronicidade é um conceito que possui os seguintes
elementos chaves que estão implicados e também podem explicar:
Como um princípio de conexões acausais. A lógica do cisne negro do ensaísta e
pesquisador libanês radicado nos Estados Unidos da América, Nassim Taleb. Diz
respeito a um acontecimento improvável e tenham a consciência e aceitem que esses
eventos, uma hora ou outra, acontecerão já aquilo que conhecemos é muito menor em
relação ao que não conhecemos A obra possui tal título em analogia à crença até 1697,
dos europeus que acreditavam na existência apenas de cisnes brancos, quando neste
ano avistaram pela primeira vez, um cisne negro na Austrália.
O significado como elemento catalisador, coincidências significativas;
A numinosidade;
Uma implicação direta com o conceito de psicóide e arquétipo; unus mundus, um
mundo unitário e de relações antes que de objetos. Ou seja, “contemplam a
interconectividade de todas as coisas, em que processos interativos aparecem como
mais fundamentais do que partículas discretas” (Cambray, 2013, p.37)
A relação entre mente e corpo psique e matéria; psique como entranhada com na
substância do mundo.
Relação numa dimensão pessoal e transpessoal e também uma ressonância entre o Self
e o Outro (Self).
Uma cosmologia, onde temos uma dinâmica relacional, num universo interconectado;
onde temos a ideia de ressonância, campo, complexidade, emergência e a
experimentação do que podemos chamar de simpatia objetiva. Incluindo aí as
sincronicidade culturais. Correspondência, complementariedade e compensação
operam dentro do campo sincronistíco.
A proposta de uma ciência do sagrado; indicação que o universo é permeado pela
psique, incluindo aí o espaço, o tempo e a matéria. A sincronicidade oferece sinais de
um estado indiferenciado onde a psique é um dos potenciais (fatores essenciais)
inerentes à singularidade. A psique como um princípio ordenador e organizador que
levou a Jung a dizer no seu trabalho sobre sincronicidade: “o que acontece
sucessivamente no tempo é simultâneo na mente de Deus” (Jung, § 957, nota 149,
1988).
Uma convergência do tempo e o tempo como uma grandeza qualitativa; momento de
complexidade, de uma coincidência no tempo como uma qualidade de um momento do
tempo. Sincronicidade como um ato de criação no tempo.
Base dos fenômenos parapsicológicos ou experiências anômalas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AVENS, Roberts. Imaginação é realidade. Petrópolis: Vozes, 1993
CAMBRAY, Joseph. Sincronicidade. Natureza e psique num universo interconectado.
Petrópolis: Vozes, 2013.
CARDEÑA, LYNN & KRIPPNER. Variedades da Experiência anômala. Análise de Evidências
Científicas. São Paulo: Editora Atheneu, 2013.
FRANZ, Marie-Louise von. Adivinhação e Sincronicidade. 3. ed. Trad. Álvaro Cabral. São
Paulo: Cultrix, 1991.
JAFFÉ, Aniela. Ensaios sobre a psicologia de C.G. Jung, p. 24-47. Trad. Margit Martincic.
São Paulo: Cultrix, 1988.
JUNG, Carl G. A Dinâmica do Inconsciente. OC vol. VIII. ed. Trad. Pe. Dom Mateus
Ramalho. Petrópolis: Vozes, 1994.