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UNIVERSIDADE ESTACIO DE SÁ
PROFESSOR FELIPE FRAGA
ENGENHARIA CIVIL

ALADINO MELO PEREIRA


MAT : 201603395083

MOBILIDADE E SISTEMA DE TRANPORTES

SISTEMA DE TRANPORTES
FERROVIÁRIO , AÉREO E DUTOVIÁRIO

CABO FRIO
2019
1.0 - Transporte Ferroviário 
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1.1 - Introdução

O Transporte Ferroviário é aquele realizado por veículos que percorrem


linhas de ferro, composta por carris, por exemplo os trens. Eles são indicados para
transportar cargas pesadas (minérios, produtos agrícolas, siderúrgicos, alimentares)
e pessoas a médias e longas distâncias, sendo um transporte pouco utilizado do
Brasil.

1.2 – Resumo Histórico

Concentrada nas regiões sul e sudeste, sobretudo para o transporte de


cargas, a primeira ferrovia do Brasil, foi inaugurada em 1854. A Estrada de Ferro
Mauá, tinha cerca de 16 km de extensão e ligava os portos das cidades cariocas de
Mauá e Fragoso e atualmente o trecho entre Piabetá e Vila Inhomirim está ativo. Por
conseguinte, no século XIX, outras Companhias Ferroviárias foram inauguradas em
diversos estados do país, a saber:

Estrada de Ferro Recife ao São Francisco: inaugurada em 1858 no estado


do Pernambuco, possuía extensão aproximada de 30 km

Estrada de Ferro Bahia São Francisco: primeira ferrovia do estado da Bahia,


inaugurada em 1860 com extensão aproximada de 120 km

São Paulo Railway: primeira ferrovia do estado de São Paulo, inaugurada


em 1867, ligava o planalto paulista ao litoral

Estrada de Ferro de Baturité: primeira ferrovia do estado do Ceará,


inaugurada em 1873, ligava o centro de Fortaleza ao bairro de Parangaba

Estrada de Ferro Leopoldina: primeira ferrovia do estado de Minas Gerais,


inaugurada em 1874, ligava os estados de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo
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Estrada de Ferro Campos a Carangola: inaugurada em 1879, no estado do Espírito


Santo

Esse momento do desenvolvimento ferroviário ficou conhecido como a “Era


das Ferrovias” que durou de 1870 a 1920.

1.3 - Estações e pátios

São instalações para recepção e despacho de passageiros e cargas.

Estação é uma instalação de parada em cidade ou vila. Pode ser


classificada como abrigo (zona rural), parada (de pequeno movimento), estação
padrão (com cabine de controle, plataforma, sala de espera e sala de chefia),
estação específica para passageiros ou para cargas, estação de integração ou
estação central (terminal). Pode ter tanque de água, tanque de armazenamento de
combustível e subestação elétrica.

Terminal é um local com instalações e equipamentos para armazenamento,


carga e descarga de mercadorias, embarque e desembarque de passageiros e
manutenção de trens.

Pátio ferroviário é um conjunto de vias férreas e instalações em espaço


delimitado, que serve para a formação ou desmembramento de trens,
abastecimento, vistoria e reparo.

1.4 - Partes de uma ferrovia

1.4.1. Via férrea

Formada por infraestrutura e superestrutura ferroviária.

1.5 - Infraestrutura ferroviária

– obras de terraplenagem, obras de arte corrente (sarjetas, valetas, drenos)


e obras de arte especiais (pontes, viadutos, túneis, linhas de energia e
comunicação)

1.5.1 - Superestrutura ferroviária

– plataforma ferroviária e via permanente


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1.5.2 - Plataforma ferroviária

É a área aberta para uma ferrovia, que depende da bitola adotada no


projeto. Bitola é distância entre as faces internas das duas filas de trilhos. No Brasil,
são comuns a bitola larga (1,60 m) e a bitola estreita (1,00 m), que, apesar de ter
menor capacidade de tráfego, tem custo de construção menor.

1.5.3 - Via permanente

É o conjunto de lastro (superfície de assentamento formada por terra, areia,


cascalho ou pedra britada), dormentes e trilhos. 

1.6- Aparelhos de via

São equipamentos ou instalações para a transferência de veículos


ferroviários de uma linha a outra.

1.6.1 Aparelho de mudança de via comum

É formado por trilhos de ligação e aparelho de manobra, também chamado


de chave ou alavanca.

1.6.2 - Aparelho de mudança de via especial

Pode ser um girador ou um carretão.

1.6.3 - Girador

É uma bandeja rotatória que pode direcionar os veículos ferroviários para


linhas que saem em várias direções a partir do centro do aparelho.

Girador em Jaguariúna com locomotiva a vapor Schwartzkopff de 1927 –


ABPF (Foto de Lucas M. Rosa)

1.6.4 - Carretão

É uma espécie de prancha montada sobre trilhos que se desloca


lateralmente e assim permite transferir veículos ferroviários entre linhas paralelas.
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1.6.5 -Triângulo de reversão

É um conjunto de três desvios de linha, interligados em forma de triângulo,


que permite inverter o sentido de tráfego de um trem.

1.6.6 - Cruzamento

É um aparelho de via que permite a passagem de um trem cruzando outra


linha que atravessa seu trajeto. Pode ser reto ou oblíquo e só é instalado em pátios
ferroviários.

1.7 - Material rodante

É todo veículo ferroviário, aquele capaz de se deslocar sobre uma via férrea.

Material de tração são as locomotivas e tratores de linha.

Material de transporte com autopropulsão são as automotrizes e os carros


de controle.

Material de transporte rebocado são os carros para passageiros e serviços


(restaurante, correio, etc.). São também os vagões, de vários tipos (fechados ou
abertos), para transporte de cargas.
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Carro de passageiros HV – 1884

Carro de passageiros tipo Pullman CBC – 1891

1.8 - Equipamentos de sinalização

São placas, sinais luminosos e sonoros.

1.9 - Equipamentos de comunicação

São telégrafos, rádios, telefones e equipamentos de controle de tráfego.

1.10 – Cargas Tipicas transportadas por ferrovias

Os principais produtos que são carregados pelo transporte ferroviário no


Brasil são: o minério de ferro, a soja, o açúcar, o carvão mineral, os grãos, o milho, o
farelo de soja, o óleo diesel, a celulose, os produtos siderúrgicos e o ferro-gusa.
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1.11 - Vantagens e Desvantagens do sistema ferroviário

Embora os investimentos para a construção e implementação das linhas


férreas sejam altos, os transportes ferroviários são mais seguros, de baixo impacto
ambiental e possuem um custo operacional e de manutenção baixos, em relação à
quantidade de carga que eles transportam. Nesse sentido, é um transporte
vantajoso pois possui maior capacidade de carga (em relação aos transportes
rodoviários e aéreos), além de percorrer grandes distâncias com baixo consumo de
energia.

A despeito de não haver problemas de congestionamentos (como ocorre no


transporte rodoviário, por exemplo), há transportes ferroviários lentos, o que leva a
maior utilização de outros que sejam mais rápidos. Ademais, os transportes
ferroviários apresentam baixa flexibilidade pela rigidez dos horários bem como das
limitações das extensões da malha férrea, ou seja, não tem possibilidade de
percorrer outros caminhos.

2.0 – Sistema de Transporte aéreo

O Transporte Aéreo é uma modalidade de transporte realizado pelo ar,


através de veículos como os aviões, helicópteros, balões, dirigíveis, teleféricos,
dentre outros. Esse tipo de transporte é utilizado para transportar cargas e pessoas,
sendo considerado um dos transportes mais seguros. Seu uso foi intensificado após
a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), e atualmente é um dos transportes mais
utilizados no mundo.

2.1 - Características do transporte aéreo

O transporte aéreo possui uma maior rapidez, sendo ideal para transportar
mercadorias de urgência. Além disso, é apropriado para cargas de pouco
peso/volume e de alto valor.
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2.2 - Tipos de cargas do sistema aéreo

No transporte aéreo é permitido transportar qualquer tipo de mercadoria,


desde que não ofereça risco à aeronave, aos passageiros, aos operadores, às
cargas, ou a quaisquer outros envolvidos.

2.3 – Vantagens do sistema aéreo

Dentre as vantagens desta modalidade de transporte destacam-se a


velocidade, confiabilidade e a eficiência. Apesar de percorrer grandes distâncias
(nacionais e internacionais) em tempo reduzido, o transporte aéreo não é muito
indicado para transportar grandes cargas. De tal modo, é indicado para transportar
cargas pouco volumosas, sendo utilizado geralmente para transportes de produtos
perecíveis, cargas urgentes e objetos valiosos.Outra desvantagem do transporte
aéreo são os altos custos de manutenção, implementação, fretes e combustíveis em
relação aos outros meios de transportes. Além disso, o crescimento das empresas
de transportes aéreos no mundo, a competitividade entre elas e a modernização dos
aviões, tem levado ao aumento do trânsito aéreo bem como a superlotação de
muitos aeroportos. Note que essa modalidade de transporte depende
essencialmente das condições climáticas e atmosféricas.

Além de todas as desvantagens apontadas acima, o transporte aéreo


apresenta grande impacto ambiental desde poluição atmosférica e sonora. Por sua
vez, os transportes aéreos tem sido um dos mais utilizados atualmente mesmo
tendo custos elevados, na medida em que transportam centenas de passageiros de
uma só vez, são rápidos, cômodos, pontuais e seguros, além de possuírem grande
liberdade de movimento.

2.4 - Aerovias

O transporte aeroviário tem suas vias calculadas, constituindo-se em rotas,


localizadas através de satélites geo-estacionários.

As regras de operação são discutidas e implementadas pela Organização da


Aviação Civil Internacional – OACI, complementadas pelos regulamentos internos
dos países, que organizam e disciplinam a utilização de seu
espaço aéreo.

Nas rotas muito frequentadas, regras mais restritas de navegação foram


impostas, com determinação de horários, altura de voo e faixas de largura bem
delimitada, constituindo as chamadas aerovias, com igual procedimento na
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aproximação dos aeroportos, formando-se verdadeiros cilindros virtuais de


aeronaves em espera de aterrissagem.

2.5 - Aeronaves

As aeronaves são propriedades de empresas comerciais de aviação,


organismos governamentais, pessoas físicas ou jurídicas.

Constituem território do país em que estão registradas. Sua passagem e


aterrissagem por outras nações, no caso de aeronaves comerciais, obedecem à
Convenção de Chicago. E podem ser de uso militar, geral e comercial.

2.6 - Histórico da aviação no Brasil

A aviação iniciou-se no Brasil com um voo de Edmond Plauchut, em 22 de


outubro de 1911. O aviador, que fora mecânico de Santos Dumont em Paris,
decolou da Praça Mauá, voou sobre a avenida central e caiu no mar, da altura de 80
(oitenta) metros, ao chegar à Ilha do Governador.

Em 17 de junho de 1922, os portugueses, Gago Coutinho e Sacadura Cabral


chegaram ao Brasil, concluindo seu voo pioneiro, da Europa para a América do Sul.
E em 1927 seria terminada com êxito, a travessia do Atlântico, pelos aviadores
brasileiros, João Ribeiro de Barros e Newton Braga, no avião “Jaú”, hoje recolhido
ao Museu Ipiranga.

A aviação comercial brasileira teve início em 1927. A primeira empresa no


Brasil a transportar passageiros foi a “Condor Syndikat”, no hidroavião “Atlântico”.

Segundo a professora Maria Bernadete Miranda, A extensão do país e a


precariedade de outros meios de transportes fizeram com que a aviação comercial
tivesse uma expansão excepcional no Brasil.

Dessa forma, em 1960, o país tinha a maior rede comercial do mundo em


volume de tráfego depois dos Estados Unidos.

2.7 – Conceitos e definições

Hangar – Um  hangar  é um grande galpão, situado em


um aeroporto ou heliporto, no qual estacionam-se as aeronaves para manutenção e
preparação para os próximos voos. Podem ser construídos
em madeira, aço ou concreto.

Caixa preta – (Black – Box ) – nome popular do sistema de registro de voz e


dados existente noas aviões
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transponder - O transponder (amálgama de transmitter-responder) é um
dispositivo de comunicação eletrônico complementar de automação e cujo objetivo é
receber, amplificar e retransmitir um sinal em uma frequência diferente ou transmitir
de uma fonte uma mensagem pré-determinada em resposta à outra pré-definida “de
outra fonte”.[1] Eles são usados também na codificação de TV via satélite.

Feeder – são assim chamados os serviços , ou empresas , normalmente


regionais , que , com seus passageiros , alimentam vôos operados por aeronaves de
maior capacidade .

3.0 - Transporte Dutoviarios

O Transporte Dutoviário (ou Transporte Tubular) é aquele realizado por meio


de Dutovias, ou seja, de tubulações. Note que o termo “duto” significa tubos e
corresponde ao local para transportar óleos, gases e produtos químicos através da
gravidade ou da pressão.

3.1- Tipos de classificação


Segundo a localização de construção dos dutos, eles podem ser:

Subterrâneos: dutos não visíveis, de modo que estão localizados abaixo da


terra.

Aparentes: dutos visíveis, encontrados geralmente nas estações de


abastecimento.

Aéreos: dutos construídos suspensos no ar nos terrenos que apresentam


relevo acidentado, bem como para atravessar um rio ou um vale.

Submarinos: dutos submersos no fundo do mar, geralmente utilizados para


o transporte de petróleo nas plataformas marítimas.
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3.2 – Conceitos Básicos/Operação

O transporte Dutoviário pode ser dividido em:

- Oleodutos, cujos produtos transportados são, em sua maioria: petróleo, óleo


combustível, gasolina, diesel, álcool, GLP, querosene e nafta, e outros.

- Gasodutos, cujo produto transportado é o gás natural.

- Minerodutos, cujos produtos transportados são: Sal-gema, Minério de ferro e


Concentrado Fosfático.

3.3 Vantagens e Desvantagens

Além de diminuir o tráfego de substâncias perigosas e a incidência de


desastres ecológicos, o sistema dutoviário é bastante seguro e pode transportar
grande quantidade de carga (embora transporte pouca variedade de produtos) por
longas distâncias.

Na maior parte dos casos, não necessita de embalagens para o transporte


desses produtos. Curioso notar que os dutos apresentam serviços continuados, ou
seja, funcionam 24 horas por dia. Outra vantagem do sistema dutoviário é a
diminuição de roubos e furtos de produtos, de forma que muitos tubos estão imersos
no solo.

Outras vantagens desse tipo de transporte é que ele apresenta fácil


implementação e além disso, é bem econômico uma vez que apresenta baixo custo
operacional de transporte e de energia.
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Por outro lado, as desvantagens do transporte dutoviário são: considerado


um transporte lento (com velocidade de 2 a 8 km/h) em relação aos outros, além de
apresentar pouca flexibilidade de destinos e de produtos.

Referências

Aspectos Históricos da Aviação Civil Brasileira – Maria Bernadete Miranda


UTFPR: Apostila de sistemas de transportes – Márcia de Andrade Pereira, Eloá
Lendzion (org.)

https://portogente.com.br/portopedia/79169-infraestrutura-do-transporte-
ferroviario

https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal