Consumidores podem pedir indenização por atraso na entrega de obra

Prazo para propor ação que vise indenização pelo atraso na entrega da obra é de até cinco anos, de modo que prédios prontos que foram entregues em atraso podem gerar indenização aos consumidores. 26/03/10 - Muitos imóveis são vendidos na planta, com prazos de entrega pré-determinados em contrato. De acordo com ranking do Procon, porém, o atraso na entrega do imóvel é uma das principais reclamações no setor de habitação. “O número de reclamações quanto a atraso na entrega de imóveis aumentou muito nos últimos meses. Há construtoras com mais de dois anos de atraso na entrega das obras e o consumidor que comprou um imóvel para se ver livre do aluguel ou para investir, fica no prejuízo”, diz José Geraldo Tardin, presidente do Ibedec (Instituto de Defesa do Consumidor). Tardin destaca que “a maioria dos contratos de venda de imóvel na planta prevê cláusula de carência para a entrega da obra, sem que a construtora comprove qualquer fato. Isto coloca o consumidor em uma situação de completo desequilíbrio em relação à construtora, o que o CDC proíbe e a Justiça tem declarado nula este tipo de cláusula”. Para Tardin, pleitear uma indenização nos casos de atraso é um direito que assiste aos consumidores e normalmente é fixado pela Justiça em 0,5 a 1% do valor de mercado do imóvel multiplicado pelos meses de atraso na entrega. Outra opção para o consumidor é buscar a rescisão do contrato pela inadimplência da construtora, onde teria direito a receber de volta 100% dos valores que pagou e ainda pleitear indenização pelo desfazimento do contrato. O consumidor José Mendonça, de Brasília (DF), comprou um imóvel na planta com prazo de entrega para 30 de setembro de 2006. Porém a entrega só foi feita em 24 de abril de 2007. Orientado pelo Ibedec, ele recorreu ao Judiciário e em sentença da 11ª Vara Cível de Brasília, obteve a indenização de 0,8% ao mês do valor de mercado do imóvel pelo período em que a construtora atrasou o pagamento. O Ibedec orienta que os consumidores que se encontram nesta situação podem recorrer à Justiça de duas formas: individual ou coletivamente. Para recorrer sozinho o consumidor movimentará um processo mostrando o contrato e a publicidade onde conste a promessa do prazo de entrega e confrontará tal prazo com o estágio atual da obra a data da efetiva entrega. Coletivamente, o Ibedec pode representar os consumidores de um mesmo prédio ou condomínio através de uma única ação. As vantagens são que os consumidores não precisarão adiantar custas e nem honorários periciais caso seja necessário. O prazo para propor ação que vise indenização pelo atraso na entrega da obra é de até cinco anos contados do atraso. Mais informações: (61) 3345-2492

Entrega de imóvel fora do prazo poderá gerar indenização ao comprador
A Comissão de Desenvolvimento Urbano aprovou, na última quarta-feira (6), o Projeto de Lei 3.019/08, que estipula indenização para compradores de imóveis que tenham atraso na entrega. As construtoras terão de pagar aos clientes valor equivalente ao aluguel de uma unidade similar à adquirida por mês de atraso. Para o relator do projeto, deputado Carlos Brandão (PSDB-MA), a exceção só cabe para os atrasos motivados por caso fortuito ou de força maior. Contudo, ele concorda com os argumentos do autor do projeto, deputado Antonio Bulhões (PMDB-SP), para quem o descumprimento de prazos significa prejuízos ao consumidor. "Na maioria das vezes, o adquirente limita-se a assumir o prejuízo, pois ir à Justiça em busca de

indenização pode implicar uma longa via crucis, visto que não há um direito objetivo assegurado", disse o relator, segundo a Agência Câmara. O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pelas Comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e Cidadania, sem necessidade de seguir ao Plenário.

ABC paulista
De acordo com levantamento feito pela Cadmesp (Consultoria em Defesa dos Mutuários), cerca de 30% dos imóveis financiados diretamente com as construtoras na região do ABC paulista não são entregues ou atrasam ao menos um ano. A Cadmesp estima que aproximadamente 30 mil pessoas tenham sido prejudicadas por cooperativas ilegais na região e alerta que os mutuários devem exigir reparação financeira, em caso de atrasos. Além disso, eles chamam a atenção para a necessidade de checar o histórico da construtora nos órgãos de defesa do consumidor, bem como para se ter uma conversa com outros mutuários de outros empreendimentos da empresa, antes de fechar o negócio.

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COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA - CONSTRUÇÃO CIVIL - OBRA - BEM IMÓVEL - RELAÇÃO DE CONSUMO - LEI 8078 90 - ART 159 CC INDENIZAÇÃO - TUTELA ANTECIPADA - ART 273 CPC - FINANCIAMENTO PAGAMENTO - PRAZO DE ENTREGA - POUPANÇA - ART 186 NCC - LEI 10406 02 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DESTA CAPITAL.

................, brasileiro, casado, motorista autônomo, portador da cédula de identidade RG n.º ............., inscrito no CPF/MF sob o n.º ..................., residente e domiciliado na Rua ................, Bairro ............., nesta Capital, por sua advogada e procuradora adiante assinada, conforme instrumento procuratório incluso (doc. ....), com escritório profissional abaixo impresso, onde recebe notificações e intimações, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, propor a presente AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL C/C RESSARCIMENTO DE PERDAS E DANOS, com pedido de CONCESSÃO ANTECIPADA DOS EFEITOS PARCIAIS DA TUTELA FINAL, com fulcro nos artigos 145, inciso II, 158 e 159 do Código Civil; Lei 8.078/90 (CDC), artigo 273, inciso I do Código de Processo Civil, bem como os demais dispositivos aplicáveis à matéria, contra ................, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob n.º ..............., com sede na ................., Bairro ..............., nesta Capital, na pessoa de seu

... de ......) . ou PADRÃO . .......... (cód....... o requerente firmou com a requerida Contrato Particular de Compromisso de Compra e Venda (doc.. pelas razões de fato e de direito a seguir aduzidas: 1.).......... o que prorrogaria a entrega da obra para ........" e "... de .. ....... como se comprova através da juntada das cópias dos comprovantes de pagamento em anexo (doc." sequer iniciou e a obra composta de vários blocos encontra-se totalmente atrasada.. totalizando ....Tipo ...m2.m2.... totalizando .m2... ............. em . parcelas no valor de R$ . com área privativa de ..... de . deve haver a rescisão contratual em razão da requerida não ter entregue os imóveis nos prazos estipulados.. do Empreendimento Residencial . acrescido de um total de ...... de . e .... bem como não haver previsão para a efetiva entrega........ DO CONTRATO Em data de ..... respectivamente....... com área privativa de ...: Apto ... com tolerância de atraso ou antecipação......... Contrato n.... ..... 4..........m2.. o prazo da entrega do imóvel do bloco 02 seria para ....m2..... ... de .. .).Tipo ... DO VALOR E DO FINANCIAMENTO DOS IMÓVEIS O preço total dos imóveis adquiridos à época do financiamento era de R$ . senão abandonada..... em ... situado na Rua ......... ou PADRÃO .... até o mês de .... de ...m2....... DO ANDAMENTO DA OBRA A construção dos referidos imóveis. a título de poupança e o saldo devedor financiado em .. Desta forma.... como podemos observar pelas fotos e respectivos negativos .Tipo . cada apartamento.... DOS PAGAMENTOS EFETUADOS O requerente pagou a poupança de ambos os imóveis. . .... do bloco ............ pois somente um dos blocos está em fase de acabamento e um outro ainda no início. .Módulo .... ..... conforme planilha de cálculo em anexo (doc..... área de uso comum de ....... que fala do "DO PRAZO DA ENTREGA" e ainda no item 13 do Quadro Resumo (doc.... . e .......m2.......... com área privativa de . Portanto..... e ....... com área privativa de .. e do imóvel do bloco .. e .. parcelas iguais............).. sendo R$ .Tipo .m2..... 5. seria para . em ambos os contratos.)..... . a ... área de uso comum de . área de uso comum de ... totalizando .. 3..).PADRÃO ... ..) e Proposta de Reserva n..)..PADRÃO ... tendo com objeto os seguintes bens imóveis: Contrato n.. (doc...............representante legal. .. dias.. e ..m2. conforme Quadro Resumo em anexo (doc..Módulo .... 2.... (Cód..)......... . .... DO PRAZO DE ENTREGA DO IMÓVEL De acordo com o estabelecido na cláusula Décima Primeira dos referidos contratos (doc. do Empreendimento Residencial ... pertencentes aos blocos "..... do corrente ano as parcelas dos referidos imóveis encontra-se em dia....... situado na Rua ....... . Apto... totalizando ..m2..... do bloco ...m2..... ......... que computou entrada e financiamento em valores atualizados e corrigidos monetariamente......m2......... área de uso comum de . e . descumprindo cláusula contratual resolutiva.

. tendo em vista não haver a mínima possibilidade da entrega dos imóveis em tempo hábil. uma vez que o requerente não tem mais interesse em continuar pagando por algo que não sabe se vai receber no futuro. 9.. sendo que nenhum deles referem aos imóveis adquiridos pelo requerente.. inciso II: Artigo 145. verifica-se que o mesmo está repleto de cláusulas leoninas e abusivas... notificando-a.. e .. o seu objeto..... levando-se em conta a tolerância de . .tem a presente a finalidade de NOTIFICAR a empresa ....)..... Como pode ser verificar no documento de n. DO CONTRATO DE ADESÃO O contrato firmado entre as partes é de adesão....na pessoa de seu representante legal. O Código Civil determina em seu artigo 145. o requerente procedeu a NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL da requerida.. o imóvel tem sua origem na Matrícula n. e ... 6....... para... ou seja.. Como podemos observar pela inclusa certidão atualizada da respectiva matrícula e nas demais que foram abertas (doc. o contrato é padrão../. com a devolução dos valores pagos a título de adiantamento do respectivo imóvel./. meses após o recebimento da referida notificação..... onde as cláusulas foram previamente estipuladas.Quando for ilícito. uma vez que já pagou o valor atualizado de R$ .. ou seja. não consta em momento algum a incorporação da respectiva obra. que é anexo ao contrato firmado.. DO INADIMPLEMENTO POR PARTE DA RÉ A ré. conforme documento em anexo (doc.. deu motivo para sua rescisão...... sendo preenchidos somente espaços vazios nos itens constantes do Quadro Resumo (doc. ). não houve por parte da requerida qualquer contato ou tentativa de acordo no sentido de rescindir extrajudicialmente o contrato firmado entre as partes....... 8.. . 7.)..ª Circunscrição Imobiliária desta Capital. dias de atraso. através do seu inadimplemento.inclusos à presente (doc. que foi em . . . conferindo ao ...... não permitindo ao requerente interferir de qualquer modo na sua confecção......" Passamos hoje . da não entrega dos imóveis no prazo estipulado no contrato... ou assinava como se encontrava ou não firmava o negócio... em resumo. É nulo o ato jurídico: II ... a . no prazo improrrogável de 30 ( trinta ) dias. . . pois teme que os imóveis não venham a ser construídos. DA NOTIFICAÇÃO Como o prazo da entrega da obra já se expirou. nos seguintes termos: ".. providencie a rescisão contratual. causando-lhe prejuízo financeiro considerável. . da .. .. DA MATRÍCULA DO IMÓVEL Conforme Quadro Resumo em anexo (doc. e .. o que motivou a propositura da presente ação. contados a partir do recebimento desta.).). ou impossível. Analisando-se mais profundamente o contrato firmado entre as partes.... com a devolução dos valores pagos a título de adiantamento pelos respectivos imóveis.

parágrafo quarto. toda e qualquer cláusula que confere direitos somente à requerida. que fala em devolução dos valores pagos em tantas parcelas quantas foram pagas. 924 do Código Civil. letra ". parcelas de financiamento.. II. Diante disso.. O cálculo atualizado se encontra na planilha em anexo (doc..... 10... A Lei 8.. não há equilíbrio entre as partes.. enquanto à requerida cabem direitos e privilégios. antecipação de parcelas e ..impossibilitem..São nulas de pleno direito. que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada..".. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: I . não confere às duas partes os mesmos direitos..São direitos básicos do consumidor: V . . inciso . DA DEVOLUÇÃO DE VALORES Além de requerer a rescisão contratual. com o índice e juros de mora legais...fé ou a equidade (grifo nosso). letra "C".078/90 ( CDC ) determina: "Artigo 6º .. também deverá conferir em relação ao requerente. entre outras.. Em valores atuais. ou sejam incompatíveis com a boa . Prova robusta desta iniquidade é a cláusula . uma vez que a requerida já usufruiu de todo o numerário pago pelo requerente e desta forma se locupletaria com a devolução da forma indicada no contrato. que estabelece uma multa em caso de inadimplemento contratual do comprador.. IV . mas que nada estabelece em caso de rescisão motivada pela requerida.. o requerente tem direito a ser ressarcido de todos os valores pagos até o presente momento para a requerida..requerente somente deveres e sanções.. abusivas. que varia de 20 (vinte) a 60% (sessenta por cento). prevista no art. deve ser considerada nula a cláusula 15ª.. o requerente já pagou para a requerida o valor de R$ . proporcional às parcelas pagas pelo mesmo. bem como deve ser considerada nula parte da cláusula 16ª. . exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos ou impliquem renúncia ou disposição de direitos (grifos nossos). O presente contrato não é recíproco.. isto é. nos casos previstos neste Código.ª.subtraiam ao consumidor a opção do reembolso da quantia já paga (grifo nosso).).a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais (grifo nosso) ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. isto para se garantir a isomania e equilíbrio contratuais.. sendo que tal numerário corresponde aos valores pagos como entrada (poupança).estabeleçam obrigações consideradas iníquas. inclusive porque já pagou um percentual significativo do saldo devedor existente na época da assinatura do contrato.." Com fundamento nos artigos acima citados. que obriga o requerente a renunciar expressamente a multa contratual (compensatória)." "Artigo 51 .

o requerente já despendeu uma quantia razoavelmente grande pelo incerto imóvel.. serão indenizadas com o equivalente. no contrato firmado entre as partes. A cláusula . por ação ou omissão voluntária. 20% (vinte por cento ). ..ª que trata das "CONSEQUÊNCIAS DO INADIMPLEMENTO CONTRATUAL DO COMPRADOR".. cabe a multa a qualquer parte que dê motivo à rescisão... que trata "DA RESCISÃO". nos termos dos itens acima da presente ação. fala do inadimplemento ou descumprimento de quaisquer obrigação por parte do "comprador"... isto para se evitar uma locupletação sem causa e benesse da mesma. fica obrigado a reparar o dano. 11.ª. . o mesmo teria retirado 20% ( vinte por cento ) do valor pago a título de multa contratual.ª. e .. inciso ... O artigo 158 do Código Civil determina: "Anulado o ato... violar direito. deve a requerida ser condenada a devolver todo o valor pago pelo requerente.. ou causar prejuízo a outrem.. estabeleceu-se uma multa em caso de rescisão contratual (cláusula . 159. DA MULTA CONTRATUAL Conforme narrado acima. "Aquele que.OBEDECERÁ O SEGUINTE CRITÉRIO: Percentual Pago Percentual de Devolução Multa 10% 40% 60% 10 a 40% 50% 50% 40a 60% 70% 30% 60a 100% 80% 20% Desta forma. em seu Título II . DA NOTA PROMISSÓRIA DADA EM GARANTIA DO CONTRATO . se houvesse inadimplemento por parte do requerente neste momento. sendo que.. proporcional às parcelas pagas pelo requerente.... o mesmo percentual de multa. e não sendo possível restituí-las.EM CASO DE INADIMPLEMENTO ." Desta forma. devidamente corrigido até o efetivo pagamento. Estabelece o Código Civil. Como se pode verificar. uma vez que pagou entre 60 a 100% do valor dos imóveis em cada um dos contratos. a requerida deve acrescer ao ressarcimento que o requerente tem a receber. do Quadro Resumo).").DOS ATOS ILÍCITOS: Art.A cópia dos comprovantes de pagamento igualmente estão juntados à presente (doc. valor este equivalente a 70% (setenta por cento) do saldo devedor à época do financiamento (item . Pelo equilíbrio e igualmente entre as partes. ou seja.. letra ". ESTABELECE-SE QUE A DEVOLUÇÃO DAS PARCELAS .. restituir-se-ão as partes ao estado..." 12.). negligência... ou imprudência. em que antes dele se achavam. como já mencionado. Na cláusula .

Se por ventura o requerido assinou tais notas promissórias. Desta forma. os títulos devem ser juntados nos autos. O presente pedido de antecipação de tutela visa evitar que a requerida deixe de ressarcir o requerente dos valores pagos pelos imóveis. lesando inúmeras pessoas que muitas vezes aplicam todas as suas economias na compra de um imóvel. E. inscrever seu nome em cadastros de inadimplentes e por fim executarem judicialmente o contrato em questão. Que seja determinada à requerida que se abstenha de enviar as Notas Promissórias a Cartório de Protesto. para fim de liminarmente declarar a cessação da exigibilidade contratual e por conseqüência determinar a juntada das notas promissórias mencionadas. 13. A obra iniciada pela requerida tem pouca ou nenhuma chance de ser construída. de inscrever o nome . com a abstenção da requerida de fazer qualquer inscrição do nome do requerente em cadastros restritivos de crédito face ao contrato em litígio. é pública e notória a situação econômica-financeira precária da requerida. o que geralmente ocorre em casos similares. 14. e o requerente simplesmente deixar de pagar as parcelas a que se obrigou da assinatura do contrato. se houverem tais títulos sob sua posse. o deferimento da antecipação da tutela. DO PEDIDO Diante dos fatos acima expostos. sendo que os representantes das mesmas acabam se locupletando com o patrimônio e economia alheias. mister se faz que Vossa Excelência conceda parcialmente os efeitos da tutela jurisdicional. ainda. as mesmas devem ser consideradas nulas. DA NECESSIDADE DA ANTECIPAÇÃO PARCIAL DA TUTELA O artigo 273 do CPC prevê a possibilidade de antecipação total ou parcial da tutela jurisdicional caso haja prova inequívoca de que o demandante corre risco de dano irreparável ou de difícil reparação. Tais pressupostos estão demonstrados acima. requer-se: Preliminarmente e inaudita altera para. para que a requerida tenha garantia do negócio efetivado. Ademais. como lhe permite a lei. que enquanto se discute o litígio que ora se instaura. pelo estado em que se encontra atualmente. Tem-se que levar em conta.O requerente quando firmou contrato com a requerida assinou alguns documentos e não lembra precisamente se entre eles estavam notas promissórias referentes ao valor financiado dos imóveis. enquanto se discute o mérito da presente ação. vindo logo à frente perder todo o investimento feito. uma vez que o próprio contrato firmado entre as partes garante-se por si mesmo. para que se evite o envio dos mesmos para protesto. e no intuito de impedir que o requerente sofre maiores prejuízos. se houverem tais títulos. para determinar-se a inexigibilidade do contrato em litígio. bem como de grande parte de empresas do setor das mesmas. corre o risco da requerida indicar a protesto os títulos por ele. se houverem. requerente. eventualmente assinados em branco. uma vez que o requerente parou de pagar o financiamento.

....(.......... A condenação da requerida a pagar ao requerente o valor de R$ ... .... no endereço antes mencionado.... No mérito requer-se: Seja o presente pedido julgado PROCEDENTE. A condenação da requerida a devolver ao requerente todos os valores pagos como entrada (poupança).. referente à multa rescional. conforme planilha em anexo.. A citação da requerida... na pessoa de seu representante legal... Termos em que. Pede deferimento. de .... valor este devidamente corrigido até o efetivo pagamento... . nos termos do item . face a rescisão provocada pela mesma... Sejam consideradas nulas Notas Promissórias que por ventura estiverem vinculadas ao presente contrato.. valor este atualizado monetariamente e com juros de mora legais até o efetivo pagamento. entre outras. Advogado Ementa . devendo conferir direitos iguais em relação ao requerente. no valor R$ ...do requerente em cadastros de inadimplentes ou propor ações de execução/cobrança..... isto para se garantir a isonomia e o equilíbrio contratuais....... sob pena de revelia...... para que conteste a presente ação.......... A nulidade de toda e qualquer cláusula que confere direitos somente à requerida. de ... Dá-se à causa o valor de R$ . oitiva de testemunhas... antecipações e parcelas... para todos os efeitos legais. .)... estes na proporção de 20% (vinte por cento) do valor dado à presente. bem como seja a requerida compelida a juntar aos outros os títulos originais. especialmente o depoimento pessoal do representante legal da requerida... da presente peça.. juntada de documentos..... rescindindo-se em definitivo o contrato firmado entre as partes. A condenação da requerida no pagamento das custas processuais e honorários advocatícios.. nos termos do item 12 deste petitório... Protesta-se pela produção de todos os meios de prova em direito admitidos........ se necessário for..

não conhecida. II . ficou evidente a mora da requerida. QUE NAO FOI ENTREGUE AO CONSUMIDOR . DO CDC .INADIMPLEMENTO CONTRATUAL . O argumento. e a conseqüente mora da construtora.NAO CONHECIDA . ESTIPULANDO O MESMO PRAZO . Realmente é muito cômoda a posição da construtora. muito além da espécie de cognição hodiernamente utilizada para aferição das condições da ação. vez que o tema versado se confunde com o mérito da lide. para o mês de abril de 2005.ATRASO NA ENTREGA DE APARTAMENTO EM CONSTRUÇAO .A discussão em torno da data avençada para a entrega do imóvel.MORA DA CONSTRUTORA EVIDENCIADA . I . nos termos dos incisos IV e IX. A preliminar suscitada não é campo adequado para o enfrentamento dessas questões. no mais tardar.COMPRADOR QUE JÁ HAVIA ENTREGUE À CONSTRUTORA O APARTAMENTO EM QUE RESIDIA. que deixa claro que a construtora prometeu ao mercado de consumo a entrega dos apartamentos. fazendo até mesmo a entrega do apartamento em que habitava.PROMESSA VERBAL DE QUE O IMÓVEL SERIA ENTREGUE EM ABRIL DE 2005 . indiscutível o dever de indenizar o consumidor pelos prejuízos materiais sofridos. COMO PARTE DO PAGAMENTO PELO NOVO IMÓVEL . APENAS REMETENDO AO CRONOGRAMA DA OBRA. que carecem de profundo exame do substrato probatório. há a contundente declaração firmada pelo síndico do condomínio instalado no edifício construído. não obstante o consumidor já tenha pago a maior parte do imóvel.RECURSO DESPROVIDO.já que deduzido após a contestação .PRELIMINAR . Não bastasse isso. além de extemporâneo . na hipótese vertente. não apresenta esse cronograma ao consumidor. está intrinsecamente relacionada com o mérito da lide. onde alegou-se que o prazo para conclusão do imóvel seria em abril de 2006. 51. Assim. pois estabelece vantagem abusiva em favor da empresa construtora. alugado.MÉRITO .AÇAO INDENIZATÓRIA . V . podendo então modificá-lo a qualquer tempo. mas.Preliminar de ausência de notificação premonitória .DANO MORAL CARACTERIZADO FRUSTRAÇAO COM O LONGO ATRASO DA CONCLUSAO DA OBRA .IMÓVEL ENTREGUE EM CONDIÇÕES DE HABITAÇAO SOMENTE EM MARÇO DE 2006 . deixando ao alvedrio desta a conclusão do contrato.RELAÇAO DE CONSUMO .está em conflito com essa peça de defesa. simplesmente. por vários meses. onde se debaterá também eventual responsabilidade da vendedora pelos prejuízos alegados pelo consumidor. não é suficiente para desconstituir a robusta prova produzida em sentido contrário. no sentido de que os apartamentos só foram entregues em condições de habitação em março de 2006. FRENTE OS INCISOS IV E IX DO ART.RESPONSABILIDADE PELAS DESPESAS EFETUADAS PELO CONSUMIDOR NO PERÍODO DE ATRASO .AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇAO PREMONITÓRIA . Atraso na entrega de imóvel poderá ter indenização mensal . que se detém apenas nas assertivas da inicial. VI .O dano moral. que promete a entrega do apartamento "de acordo com o cronograma da obra". o que é corroborado por fotografias.ABUSIVIDADE DO CONTRATO.PROMESSA DE COMPRA E VENDA FIRMADA ENTRE PARTICULAR E CONSTRUTORA .CONTRATOS FIRMADOS COM TERCEIROS. Recurso desprovido.CONTRATO QUE NAO ESTIPULA PRAZO PARA ENTREGA DO IMÓVEL. caracterizada pelo descumprimento do termo da avença.A alegação da construtora. com a locação de outro imóvel e a guarda e depósito do mobiliário adquirido para guarnecer o novo apartamento.ALUGUEL DE OUTRO IMÓVEL E ARMAZENAGEM DE MOBILIÁRIO JÁ ADQUIRIDO . do artigo 51. já que além da frustração de não receber no prazo combinado o imóvel adquirido por quantia considerável.INDENIZAÇÕES DEVIDAS .QUESTAO QUE SE CONFUNDE COM O MÉRITO DA LIDE . o consumidor havia feito a entrega do apartamento onde residia à construtora. IV .A promessa de compra e venda firmada entre as partes está eivada por abusividade. do Código de Defesa do Consumidor. a patente abusividade do contrato. restou caracterizado.Ponderando a boa-fé demonstrada pelo consumidor. e o forte conjunto probatório. VII .APELAÇAO CÍVEL . de que o consumidor recebeu o apartamento em agosto de 2005. sendo forçado a morar num outro apartamento.

valor a ser pago pelas construtoras terá como parâmetro a média de preço na região de localização da unidade. já aprovado (quarta-feira. O cálculo para a indenização terá como parâmetro a média de mercado da localidade em que se situa o imóvel. em valor correspondente ao do aluguel calculado para a unidade adquirida. O PL 3019/08. 18. ao aprovar o PL. e apresentou uma complementação de voto. discordou das mudanças feitas pela comissão anterior. atrasos ou paralisação de obra sem justificativa serão objetos de indenização mensal. aprovado na forma do substitutivo de Rêgo Filho. a Comissão de Desenvolvimento Urbano. Igualmente ocorrerá em casos de edifícios não concluídos. "a incorporação tem riscos consideráveis. Construtoras e incorporadoras serão obrigadas a indenizar o comprador que não receber o imóvel no prazo estabelecido em contrato. é de autoria do deputado Antonio Bulhões (PRB-SP). No entender do deputado. . Pela proposta. O relator da Comissão de Defesa do Consumidor para o PL 3019/08. É o que determina o Projeto de Lei (PL) 3019/08. diante do elevado significado social da habitação própria e pelo destacado papel que o segmento imobiliário ocupa como investimento e fonte de geração de renda e emprego". em caráter conclusivo. autor do substitutivo aprovado.Anteriormente. e incorporou sugestões de Celso Russomanno (PP-SP) e de Carlos Sampaio (PSDBSP). A proposta em análise tem o mérito de desburocratizar a reparação do comprador de imóveis.. o texto do PL inclui autorização para a transferência do empreendimento a outra incorporadora ou construtora. a orientação do PL é incluir cláusula preventiva a atrasos excessivos das obras. acrescentando que essa indenização por atrasos na entrega não acarretará prejuízo da ação de responsabilidade civil. acrescentando que as situações consideradas como "caso fortuito" ou "de força maior" extinguiriam o dever de indenizar. Alterações rejeitadas . criando uma justa indenização automática.Rêgo Filho destaca que "a aquisição de imóveis tem importância singular. com patamar mínimo preestabelecido". agora seguindo para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em casos de inadimplência no pagamento das indenizações. deputado Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB). Para os contratos de compra e venda. pois representa a alienação de um bem ainda a ser construído. afirma Rêgo Filho. novembro) na Câmara Federal pela Comissão de Defesa do Consumidor. 27 DE NOVEMBRO DE 2009 17:55 Mercado Imobiliário Fonte: Imovelweb Penalidade se estende às obras não concluídas. Desburocratização . incluiu mudanças no texto original.

entabulou um contrato de compra de apartamento em construção em Águas Claras. o que o CDC proíbe.2492/9994.org. mas nenhum prevê prazo de carência para atraso no pagamento das prestações.” A indenização é um direito que assiste aos consumidores em caso de entrega de obra. no Distrito Federal.0518 Site www.org. Loja 27 .ibedec.Atraso na entrega de apartamento gera indenização (7/10/2008) IBEDEC Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo CLS Quadra 414. A cooperativa não deu qualquer compensação financeira ao consumidor e nem sequer postergou as obrigações contratuais. além de multa contratual. O consumidor recorreu ao Justiça de Brasília e obteve uma indenização corresponde ao aluguel do imóvel pelo prazo do atraso. Bloco “C”.Asa Sul – Brasília/DF Fone: 3345.br ATRASO NA ENTREGA DE APARTAMENTO GERA INDENIZAÇÃO.mail tardin@ibedec. A sentença é do Juiz da 7ª Vara Cível do Distrito Federal.br E. José Geraldo Tardin. totalizando 17 meses de atraso. José Willys Lopes Godinho. presidente do IBEDEC. com uma construtora que posteriormente cedeu os contratos à uma cooperativa. . O consumidor e associado do IBEDEC. explicou que “a maioria dos contratos de imóvel na planta prevê cláusula de carência para a entrega da obra. A obra prometida para junho de 2004 só fora entregue em dezembro de 2005. Isto coloca o consumidor em uma situação de completo desequilíbrio em relação à construtora.

250 prestações do grupo de compromitentes . além de R$ 10 mil de indenização por danos morais No recurso. 90 dias após o recebimento de 1. o comprador buscou reverter decisão proferida em 1ª instância que julgou improcedente a ação de indenização por danos materiais e morais com pedido de liminar de constituição de capital assecuratório.000. podem movimentar uma única ação prevista no CDC como Ação Coletiva e obter a indenização pelo atraso. Maiores informações pelo fone 61 3345-2492 com José Geraldo Tardin. Para isto. basta se associarem ao IBEDEC e fornecerem a documentação que comprova o atraso”. por unanimidade.11/02/2008 .Tardin ainda destaca que “os consumidores de um mesmo prédio que teve a obra entregue em atraso.18h09 Uma construtora de Mato Grosso que não entregou um apartamento na data prevista foi condenada a indenizar o comprador do imóvel em R$ 28 mil. O comprador alegou que a empresa deveria entregar os imóveis nos termos dos contratos. Ele também havia sido condenado ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios. A empresa ainda pode recorrer da decisão O comprador deve receber R$ 18 mil de indenização por danos materiais — referente aos lucros com aluguel que ele deixou de receber pelo atraso —. o autor celebrou contratos de compra e venda de dois apartamentos com a construtora em 1996. deu provimento ao recurso interposto por um cliente da Logitec Engenharia LTDA. Dois anos depois De acordo com informações da ação. fixados em R$ 2. Construtora deve indenizar cliente por atraso em entrega de apartamento Da Redação . É o que decidiu a 6ª Câmara Cível do TJ-MT (Tribunal de Justiça de Mato Grosso) que.

é perfeitamente aplicável as normas insertas no Código de Defesa do Consumidor nas relações de compra e venda de imóvel envolvendo empresas de construção e incorporação. que realmente o autor deixou de auferir os rendimentos com a locação do seu imóvel. o causador dos danos nos lucros cessantes deve ser condenado. Diante disso. a juíza afirmou em decisão que “encontra-se estampado no bojo dos autos. A magistrada explicou que se a parte autora comprova a existência dos prejuízos materialmente sofridos e se não existir desconstituição da prova produzida. o autor apresentou provas quanto aos prejuízos sofridos pela não locação do seu imóvel. A reportagem de Última Instância não encontrou. até o momento. Ela salientou ainda que restaram demonstrados o inadimplemento contratual e a culpa exclusiva da requerida. qual seja. nenhum responsável pela construtora. já que em sua contestação. . diz a magistrada. “Restou efetivamente demonstrada a quebra do contrato por parte da requerida que deixou de proceder a entrega do bem no tempo aprazado”. juíza Juanita Cruz da Silva Clait Duarte. a entrega efetiva do bem deveria ter sido realizada em 15 de janeiro de 1998. Recurso de Apelação Cível 77524/2007. Segundo a relatora do recurso. A magistrada também considerou que o excessivo prazo na entrega de imóvel gera não apenas meros aborrecimentos ou pequenos dissabores. mas sim enormes frustrações e angústias. Ainda segundo o autor. a não entrega do imóvel objeto do contrato celebrado”. sendo imperioso consignar que não pode ele ser prejudicado por culpa exclusiva do ato pela construtora. a construtora afirmou que todas as unidades foram concluídas e entregues aos adquirentes em junho de 2000.compradores. suficiente a ensejar a condenação em danos morais e o dever de indenizar. mediante entrada à força por parte do autor e demais condôminos. portanto. no valor mensal de R$ 600. Em relação aos danos materiais. Os R$ 18 mil de indenização por dano material referem-se aos 30 meses de aluguel perdido. mas só foi concretizada em novembro de 2000.

234) Seguindo precedentes da Corte. objeto do contrato de compra e venda. que o atraso na entrega de imóvel objeto de compra e venda justifica a indenização por lucros cessantes. no presente regimental.01/02/2003 às 16:30:00 . Os danos materiais restaram comprovados. 2.Atraso na entrega do imóvel. Precedentes. Doutrina. pág. estando a condenação imposta pelo Tribunal em harmonia com o posicionamento desta Corte. Esta Corte já decidiu no sentido de que cabe indenização em razão de atraso na entrega de imóvel. hipótese desses autos." (STJ/SJU de 25/11/02.: MIN.751-RJ REL. "AGRG NO AGRAVO DE INSTRUMENTO N. Imóvel não entregue. Cabimento. Vejamos: "Direito civil. . Compra e venda. relator o ministro Carlos Alberto Menezes Direito.º 445. Consta do voto do relator: O Exmo. Recurso provido.Atualizado em 19/07/2008 às 15:27:14 Civil. Lucros cessantes. Agravo regimental desprovido. Insurge-se a agravante. decidiu a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça. CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO 1. sr. Esta Corte já decidiu no sentido de que cabe indenização em razão do atraso na entrega de imóvel. Afirma que os danos materiais não foram comprovados. objeto do contrato de compra e venda. contra a determinação de pagamento de indenização pelos danos materiais decorrentes do descumprimento de contrato de compra e venda de imóvel a ser construído. ministro Carlos Alberto Menezes Direito: O inconformismo não prospera. Responsabilidade civil.Cabimento da indenização. Compromisso de compra e venda.

objeto de compromisso de compra e venda. e 13."(EDel.º 151. Demanda resolutória. os lucros cessantes pelo descompromisso do prazo acertado para a entrega de imóvel. tendo em vista os antecedentes. o Acórdão recorrido. não há pagamento algum em atraso.175/DF. levando-se em conta os valores já pagos e tendo como parâmetro os alugueres do imóvel prometido à venda que não lhe foi entregue.Tocante ao lucro cessante.) conforme atestam as fotos de fls.I . relator o senhor ministro Waldemar Zveiter. II . existindo no local um monte de areia. ou seja.º 320. item II) e como as chaves não foram entregues. DJ de 20/5/02). "Processual civil. 4. até prova em contrário. ao invés de um buraco para as fundações. I . *** Quanto à alegada inadimplência da autora apelada. Declaratórios. item 3. *** . se admite que o credor haveria de lucrar aquilo que o bom senso diz que obteria.417/RJ.ª Turma. sem sequer ter sido iniciada. deve ser interpretado no sentido de que. e não é crível que entre fevereiro de 1999 e maio de 2000 (mesmo que se adote a contagem de prazo feita pelo apelante) ela conseguiria erigir desde as fundações um edifício de mais de dez andares para poder entregar um apartamento pronto à apelada. porque a autora comprovou que todas as prestações contratadas (fls.. Além disso. Efeito integrativo ao julgado. a proporcionalidade é estabelecida. 3. 14) foram pagas (fls.ª Turma.Devidos. ou seja. relator o senhor ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira. existindo a presunção de que os fatos se desenrolariam dentro do seu curso normal. Promessa de venda e compra de imóvel. afirmou que os danos materiais restaram comprovados.A expressão "o que razoavelmente deixou de lucrar".REsp n. 14. na apuração do referido lucro. de forma expressa. 79 e 80 (não impugnadas nem desmentidas pela apelante) em 24/6/1998 e em 15/2/1999 a obra estava no mesmo estado.Declaratórios acolhidos. DJ de 01/8/2000).. 1. 23/68." (REsp n. Anote-se: "(. alcançando. mas a obrigação desse pagamento era contra entrega das chaves (fls. Lucros cessantes. o período que vai desde a data do inadimplemento até o trânsito em julgado da decisão ou a data do pagamento do quantum devido. II . na espécie. só faltando a parte que seria financiada. se antes entender o recorrido de efetivar o pagamento que lhe fora imposto. ela não existe.059 do Código Civil. constante do art.

sendo apelado espólio de Joaquim Mazza (representado por sua inventariante): (voto nº 18. como quem compra um sorvete. O julgamento teve a participação dos Desembargadores Caetano Lagrasta (presidente) e Joaquim Garcia. votando com o relator os ministros Nancy Andrighi.Quanto à concessão de indenização por danos materiais. nesse particular. discute-se apenas o critério da reparação. conforme já demonstrado nos precedentes acima. relatados e discutidos estes autos de Apelação Cível com revisão nº 346. pois o dano material efetivamente ocorreu: quem compra um imóvel não o faz por mero deleite. fosse ela qualquer uma.387-4/3-00. Vistos. Everaldo Rosental Alves. que. a sentença também merece reparos.U. proferir a seguinte decisão: “Deram provimento ao recurso. que integra este acórdão. decisão equivocada. São Paulo. Inteligência do art. computados juros e correção monetária."(fls.”.Contrato não cumprido .Dever de indenizar. em que é apelante Antonio Pereira de Magalhães. em Oitava Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 20. um dano material que o juiz mandou indenizar também com razoabilidade. assim. ou seja. que não erigiu o edifício. . Houve. Honorários advocatícios fixados em 20% sobre o valor da condenação. Havendo decisão definitiva sobre a validade do contrato e a obrigação de entregar o imóvel. estando a condenação imposta pelo Tribunal em harmonia com o posicionamento desta Corte. V. Antônio de Pádua Ribeiro e Ari Pangendler. da Comarca de São Paulo. não merecendo qualquer reparo a sentença. Recurso provido. Decisão por unanimidade. acabou frustrada pela mora da ré apelante. ao contrário do alegado pela recorrente. § 3º do CPC. Vê-se. sustentou oralmente o Dr. 27 de fevereiro de 2008. O vendedor é obrigado a reparar as perdas e danos pelo tempo que o comprador deixou de usufruir do imóvel não entregue no prazo avençado. Nego provimento ao agravo regimental.629) Acordam. os danos materiais restaram comprovados. devidamente atualizado. e no caso a expectativa da autora. Autorizada compensação entre o valor da indenização e o saldo do preço do imóvel. com a renda de um imóvel equivalente durante apenas trinta meses. Jurisprudencia . Ação improcedente. Indenização equivalente a um valor locativo. Castro Filho. 157/158). mas o fez com um objetivo certo: ou para morar nele (e alugar o que atualmente mora ou se livrar do pagamento do aluguel) ou para alugá-lo (e auferir com isso renda compatível com o investimento feito). portanto. de conformidade com o voto do Relator.Indenização por ausência de entrega do Imovel no prazo contratual COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA – IMÓVEL NÃO ENTREGUE NO PRAZO CONTRATUAL – DEVER DE INDENIZAR (TJSP) BDI ACÓRDÃO nº 6 ano:2009 (Jurisprudência) Compromisso de compra e venda – Obrigação de entregar o imóvel conforme contrato .

dando a impressão de que julgou outra causa. pois foi omitido seu nome quando da publicação da sessão. os réus. 212). prometeram a venda ao autor do imóvel lá descrito. A sentença é equivocada. Nesta ação o autor veio pleitear a reparação patrimonial pelo tempo que deixou de usufruir do imóvel. Pelo “Recibo de Sinal e Princípio de Pagamento” de folha 13.2007. ou seja. Relativamente a este último. Houve a certificação. Foram interpostos Embargos de Declaração por parte do Apelante (fl.2007 (fl. Menos verdade não é. datado de 06/08/1974. Tal decisão foi confirmada pelo Acórdão de folha 46 do qual se extrai o seguinte trecho: “Nem se há de invocar que há saldo do preço a ser satisfeito. Fundamentos. honrarem o pactuado entregando as chaves do imóvel” (fl. . Opostos Embargos de Declaração (fl. suspendeu os pagamentos das parcelas relativas ao saldo. e prejudicados os demais. do Espólio-apelado (fl. sentença. Recurso processado. 50). 345/347). Tem razão o recorrente. indenização por danos materiais.05. O V. 208). 305) . Consta o compromisso de entregar o imóvel no prazo de sessenta dias após a complementação da entrada.2007 (fl. nem integralizou o preço do imóvel.Silvio RELATÓRIO Marques Neto. pela Serventia.05. danos morais. 313) e de Alice Mazza (fl. Isso é verdade. depois foi proferida com base em provas que não existem nos autos (fl. cabe aos interessados buscar eventuais direitos nas vias próprias. A prova é exclusivamente documental e com base nela basta mandar avaliar e apurar o valor locativo do imóvel e fazer o cálculo atualizado do saldo devido pelo autor. 348) transitando em julgado em 06. Como se verifica. 307). Diante desses fatos é forçoso concluir que não estão presentes as nulidades invocadas pelo apelante. O último recibo relativo ao pagamento de parcelas da entrada é o de folha 15. ora apelantes. por votação unânime (fl. Relator. 349). Em 03.10. antes disso. Não estavam os promitentes-compradores obrigados à satisfação do saldo ainda pendente. respondido e preparado (folhas 261/263. porque. foram julgados e acolhidos os Embargos de Declaração de ALICE MAZZA. deveriam os promitentes-vendedores. cujo Acórdão foi publicado no Diário Oficial em 22. que o pagamento integral não era condição para o cumprimento da obrigação ora pleiteada e albergada pela r. Durante anos os réus deixaram de cumprir essa obrigação e resistiram por todos os meios.2007 (fl. Na contestação e na resposta a esta apelação continuam a insistir na mesma tecla: o autor não pagou o sinal conforme avençado. a sentença de folha 42 decidiu que a entrada estava paga e o imóvel tinha que ser entregue. Também irrelevante se entre vendedores e compradores existia na época dessa venda alguma sociedade ou outros negócios. não pediu a indenização por danos morais. autorizando-se a compensação de referidos valores. 205). Em ação anterior. alegou-se que o seu patrono não foi devidamente intimado da data designada para a realização do julgamento da apelação. nem se admite a indenização fundada em lucro cessante por ato não vinculado à atividade laboral (fl. 272/289). Em primeiro lugar. no entanto. No prazo apela o vencido alegando em preliminar que a sentença é nula porque houve cerceamento de defesa com o julgamento antecipado da lide.10. 343). Ao mesmo tempo pediu que se fizesse a compensação com os valores que ainda tem a pagar. sentença cujo relatório fica adotado julgou improcedente a presente Ação de Reparação de Danos promovida por Antonio Pereira de Magalhães contra o Espólio de Joaquim Mazza.2007 esta Câmara. deu provimento ao recurso (folhas 299/303). da falha ocorrida (fl. mas apenas lucros cessantes. Acórdão foi publicado em 22. ato ilícito. Em 09. por votação unânime. 197).11. 322). por seus antecessores. No mérito afirmou que a sentença é equivocada e também por isso nula. pois quando os vendedores não cumpriram o que antes estavam obrigados. aos apelados era vedado rediscutir a questão e ao magistrado sentenciante não cabia examinar e decidir sobre o nexo causal. etc. sob o fundamento de que não foi demonstrado o nexo causal relativo ao dano por ilícito extracontratual. Na mesma linha a argumentação dos apelados que até beiram a má-fé processual. Ar. não foram conhecidos (fl.

ou o locaram. dou provimento ao recurso. No juízo de origem deve ser determinada a realização da perícia avaliatória. 406 do CC/02). No pedido. a reparação das perdas e danos deve ser contada desde 06/10/1974 até a efetiva imissão de posse em dezembro de 1995. deve incidir sobre o valor da condenação efetivamente imposta aos réus. bem como a devolver as parcelas já pagas e a indenizá-los por lucros cessantes pelo valor locativo do imóvel. § 3º do CPC. com a conseqüente devolução das parcelas pagas. Irrelevante se os réus ocuparam pessoalmente todo o imóvel durante esse período. Nesse caso as perdas e danos devem ser equivalentes a um valor locativo mensal durante todo esse período. Logo.Superior Tribunal de Justiça A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão que condenou a empresa Carvalho Hosken S/A Engenharia e Construções a extinguir o contrato realizado entre ela e o consumidor Carlos Alberto da Silva e sua esposa. Por simples cálculo será apurado o saldo devedor do preço do imóvel. pretendeu a resolução de escritura de promessa de compra e venda. pelo meu voto. a qual não pode ser entendida senão como o valor que tiverem que pagar ao autor. e a partir de então 1% ao mês (art.Pelo compromissado no recibo de folha 13 os vendedores tinham sessenta dias a contar dessa data para a entrega do imóvel. com as devidas atualizações (correção monetária). Isto posto.5% aos mês até janeiro de 2003. devidamente atualizadas e acrescidas de juros. Construtora deve indenizar consumidor por atraso na entrega de imóvel 30/ago/2005 Fonte: STJ . não existem juros ou multa a considerar. invertem-se os ônus da sucumbência e bem assim os honorários advocatícios. no todo ou em parte a terceiros. No caso. Como foram os vendedores que deram causa à suspensão dos pagamentos e nunca exigiram a liquidação do débito. bem como indenização por lucros cessantes . fixados em 20% sobre o valor da condenação. Silva impetrou uma ação contra a empresa pelo atraso na entrega da obra de imóvel adquirido por ele. computados correção monetária e juros. feita a compensação de créditos já mencionada. Observe-se quanto ao cálculo dos juros o importe de 0. fixa-se o termo inicial em 06/10/1974. Invertido o julgamento. Para tanto. com a impossibilidade de fruição do imóvel pelo autor. 20. que a teor do art. O que importa é que o autor não pôde dele fazer qualquer uso como era seu direito. data em que teve início o dano.

Inconformada.pelo valor locativo do imóvel a contar do término do prazo de entrega da obra até o ajuizamento da ação. ressaltou que o caso não permite a aplicação. o juiz poderá reduzir proporcionalmente a pena estipulada para o caso de mora e inadimplemento) na hipótese de extinção de contrato de compra e venda de imóvel por culpa da empresa. a culpa da empresa pelo atraso na entrega da obra foi reconhecida. Ao analisar a questão quanto à aplicação do artigo 924 do Código Civil (prevê que. mas sim pela UFIR. relatora do processo. a resolução do contrato foi decretada por inadimplência da construtora por descumprimento de prazo na entrega da obra. Assim. razão pela qual a alegação de violação a artigos esbarra no teor das Súmulas 5 e 7 desta Corte". diante da condenação à restituição da integralidade das parcelas pagas. a ministra Nancy Andrighi destacou que esse foi o índice ajustado no contrato firmado entre as partes. . não houve reciprocidade da culpa. "A resolução jurídica da lide foi equacionada pelo acórdão recorrido diretamente a partir dos fatos e provas colhidas nos autos. se cumprida parte da obrigação. Até porque as partes envolvidas retornam ao estágio anterior à concretização do negócio". afirmou a relatora. o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deu parcial provimento ao pedido de Silva para incluir na condenação a indenização. explicitou. "No caso. sustentou que a correção monetária das parcelas pagas não poderia ser feita pelo Índice Setorial da Construção Civil (INCC). os ônus daí advindos são exclusivamente da construtora. e também porque os juros moratórios deveriam incidir somente a partir da citação e não do 16º dia da notificação da empresa por Silva. sendo julgados procedentes os pedidos de extinção do contrato e de devolução das parcelas pagas. a empresa recorreu ao STJ alegando violação do Código Civil e do Código de Defesa do Consumidor. Além disso. Na apelação. a ministra Nancy Andrighi. mas julgou improcedente o pedido de indenização por lucros cessantes. Quanto à adoção do INCC. ante o descumprimento da entrega. Em primeiro grau.

figurado nos valores das parcelas pagas. é mais do que óbvio terem os recorridos sofrido lucros cessantes a título de alugueres que poderia o imóvel ter rendido se tivesse sido entregue na data contratada. "Com a inexecução do contrato pela recorrente. Fonte: STJ . concluiu a ministra Nancy Andrighi. além do dano emergente.A ministra considerou correta a indenização por lucros cessantes nos termos do artigo 335 do Código de Processo Civil. pois esta seria a situação econômica em que se encontrariam se a prestação da recorrente tivesse sido tempestivamente cumprida".Superior Tribunal de Justiça .

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