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DISCIPLINA: Direito Penal

PROFESSOR: Felipe Novaes


MATÉRIA: Teoria do Crime

Indicações de bibliográficas:
 Código Penal

Leis e artigos importantes:



 Art. 13 CP;
 Art. 22 CP;
 Art. 23 CP;
 Art. 24 CP;
 Art. 26 CP;
 Art. 27 CP;
 Art. 28 CP. 

Palavras-chave:
 Teoria, crime, fato, típico, conduta, humana, ação, omissão.

TEMA: TEORIA DO CRIME

PROFESSOR: FELIPE NOVAES

 Teoria do Crime

 Conceito: (analítico) - Crime é o fato típico, antijurídico (ilícito) e culpável. (Welzel)

Fato Típico Antijurídico (ilícito) Culpável

Conduta - ação ou Excludentes de ilicitude A culpabilidade é um


omissão humana juízo de reprovação que
voluntária (de modo a) Gerais – (art. 23 CP) recai sobre o Homem.
consciente) dolosa ou - Estado de necessidade –
culposa. (art. 24 CP); Imputabilidade-
- Legítima defesa – (art. 25 Capacidade penal; se o
CP); agente era capaz de
- Estrito cumprimento do compreender o caráter
Resultado naturalístico - dever legal; ilícito e de
- Exercício regular de autodeterminação.
alteração produzida no bem
direito. (Arts. 26, 27 e 28, CP).
tutelado como consequência

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da conduta.
b) Específicas: Potencial consciência
- Aborto da ilicitude - se é
possível que o agente
Ex: (art. 128 CP) – Não se pudesse agir de outra
Nexo causal - liame entre a pune aborto praticado por forma.
conduta e o resultado. médico quando para salvar - Erro de proibição: (art.
Relação de causa e a vida da gestante. 21 CP).
consequência entre a c) Supralegal – não está na
conduta e o resultado. lei.
(Art. 13, caput e §1º CP). - Consentimento do Exigibilidade de conduta
ofendido.
diversa – excludentes no
(art. 22 CP);

Tipicidade:
- Coação moral irresistível;

a) Formal – previsão em lei


- Obediência hierárquica.
como crime;
b) Material – verifica a
tipicidade material (lesão ou
perigo de lesão ao bem
jurídico tutelado).

 Conduta: é uma ação ou omissão, humana, voluntaria dolosa ou culposa.

Obs: Quem determina a conduta do crime é uma ação (fazer alguma coisa) ou omissão
(deixar de fazer alguma coisa), através do verbo que descreve o crime no seu tipo penal,
que define qual é a conduta daquele crime.

Ex: Estelionato (art. 171 CP) – “verbo Obter”

 Ação ou Omissão - O tipo penal que prevê a conduta.

 Ação – comissivo

Ex: Matar alguém é uma AÇÃO, então um crime COMISSIVO. (art. 121 CP);

 Crime comissivo – é praticado com uma conduta positiva, ou seja, com uma ação
comissiva do agente.

Ex: estupro

 Omissão – omissivo próprio (omissão é a conduta normal para o crime)

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 Crime omissivo – é realizado por meio de uma ação negativa, ou seja, com uma
abstenção do sujeito ativo.

Ex: omissão de socorro (art. 135 do CP).

Art. 135 – Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à
criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em
grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública;

Parágrafo único. A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de


natureza grave, e triplicada, se resulta a morte.

 A omissão pode ser: omissão própria e omissão imprópria;

 Omissão própria – o sujeito ativo podia agir para evitar a produção do resultado;

 Omissão imprópria – o sujeito ativo podia e devia agir para evitar a produção do
resultado.

Obs: Somente se configura quando se tem o dever e possibilidade real de impedir o


resultado.

Art. 13 CP - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a


quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não
teria ocorrido.

Superveniência de causa independente


§1.º A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando,
por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretando, imputam-se a quem os
praticou.
Relevância da omissão
§ 2.º A omissão é penalmente relevante quando o emitente devia e podia agir para evitar o
resultado. O dever de agir incumbe a quem:
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; (voluntária)
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.

 Conduta Humana - (vontade) - A ação ou omissão tem que ser humana, uma vez que ela
deve ser dolosa ou culposa, já que essas condutas são relativas à vontade e só o ser
humano tem vontade.

Obs: a Pessoa Jurídica não pratica crime, porque ela não pratica conduta;

 Exceção - Os crimes contra o meio ambiente, podendo a pessoa jurídica ser denunciada
sozinha contra o crime, independente da pessoa física. Contudo, a responsabilidade da
pessoa física não é excluída. (art. 225, §3º, CF e art. 3º Lei 9.605/98).

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Art. 3º - O número de empregados contratados nos termos do art. 1.º desta Lei observará o
limite estabelecido no instrumento decorrente da negociação coletiva, não podendo
ultrapassar os seguintes percentuais, que serão aplicados cumulativamente.

I – 50 % (cinquenta por cento) do número de trabalhadores, para a parcela inferior a


cinquenta empregados;
II – 35 % (trinta e cinco por cento) do número de trabalhadores, para a parcela entre 50
(cinquenta) e 199 (cento e noventa e nove) empregados, e
III – 20 % (vinte por cento) do número de trabalhadores, para a parcela acima de 200
(duzentos) empregados.

Obs: O Parágrafo único da Lei. 9.605/98 diz que – As parcelas referidas nos incisos deste
artigo serão calculadas sobre a média aritmética mensal do número de empregados
contratados por prazo indeterminado do estabelecimento, nos 6 (seis) meses
imediatamente anteriores ao da data de publicação desta Lei.

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