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SL-125JN-21

CÓD: 7908433200420

UBERLÂNDIA
CÂMARA MUNICIPAL DE UBERLÂNDIA
DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Oficial Legislativo
EDITAL Nº 01/2021, DE 20 DE JANEIRO DE 2021
DICA

Como passar em um concurso público?


Todos nós sabemos que é um grande desafio ser aprovado em concurso público, dessa maneira é muito importante o concurseiro
estar focado e determinado em seus estudos e na sua preparação.
É verdade que não existe uma fórmula mágica ou uma regra de como estudar para concursos públicos, é importante cada pessoa
encontrar a melhor maneira para estar otimizando sua preparação.
Algumas dicas podem sempre ajudar a elevar o nível dos estudos, criando uma motivação para estudar. Pensando nisso, a Solução
preparou este artigo com algumas dicas que irão fazer toda a diferença na sua preparação.

Então mãos à obra!

• Esteja focado em seu objetivo: É de extrema importância você estar focado em seu objetivo: a aprovação no concurso. Você vai ter
que colocar em sua mente que sua prioridade é dedicar-se para a realização de seu sonho.
• Não saia atirando para todos os lados: Procure dar atenção a um concurso de cada vez, a dificuldade é muito maior quando você
tenta focar em vários certames, pois as matérias das diversas áreas são diferentes. Desta forma, é importante que você defina uma
área e especializando-se nela. Se for possível realize todos os concursos que saírem que englobe a mesma área.
• Defina um local, dias e horários para estudar: Uma maneira de organizar seus estudos é transformando isso em um hábito,
determinado um local, os horários e dias específicos para estudar cada disciplina que irá compor o concurso. O local de estudo não
pode ter uma distração com interrupções constantes, é preciso ter concentração total.
• Organização: Como dissemos anteriormente, é preciso evitar qualquer distração, suas horas de estudos são inegociáveis. É
praticamente impossível passar em um concurso público se você não for uma pessoa organizada, é importante ter uma planilha
contendo sua rotina diária de atividades definindo o melhor horário de estudo.
• Método de estudo: Um grande aliado para facilitar seus estudos, são os resumos. Isso irá te ajudar na hora da revisão sobre o assunto
estudado. É fundamental que você inicie seus estudos antes mesmo de sair o edital, buscando editais de concursos anteriores. Busque
refazer a provas dos concursos anteriores, isso irá te ajudar na preparação.
• Invista nos materiais: É essencial que você tenha um bom material voltado para concursos públicos, completo e atualizado. Esses
materiais devem trazer toda a teoria do edital de uma forma didática e esquematizada, contendo exercícios para praticar. Quanto mais
exercícios você realizar, melhor será sua preparação para realizar a prova do certame.
• Cuide de sua preparação: Não são só os estudos que são importantes na sua preparação, evite perder sono, isso te deixará com uma
menor energia e um cérebro cansado. É preciso que você tenha uma boa noite de sono. Outro fator importante na sua preparação, é
tirar ao menos 1 (um) dia na semana para descanso e lazer, renovando as energias e evitando o estresse.

Se prepare para o concurso público


O concurseiro preparado não é aquele que passa o dia todo estudando, mas está com a cabeça nas nuvens, e sim aquele que se
planeja pesquisando sobre o concurso de interesse, conferindo editais e provas anteriores, participando de grupos com enquetes sobre
seu interesse, conversando com pessoas que já foram aprovadas, absorvendo dicas e experiências, e analisando a banca examinadora do
certame.
O Plano de Estudos é essencial na otimização dos estudos, ele deve ser simples, com fácil compreensão e personalizado com sua
rotina, vai ser seu triunfo para aprovação, sendo responsável pelo seu crescimento contínuo.
Além do plano de estudos, é importante ter um Plano de Revisão, ele que irá te ajudar na memorização dos conteúdos estudados até
o dia da prova, evitando a correria para fazer uma revisão de última hora.
Está em dúvida por qual matéria começar a estudar? Vai mais uma dica: comece por Língua Portuguesa, é a matéria com maior
requisição nos concursos, a base para uma boa interpretação, indo bem aqui você estará com um passo dado para ir melhor nas outras
disciplinas.

Vida Social
Sabemos que faz parte algumas abdicações na vida de quem estuda para concursos públicos, mas sempre que possível é importante
conciliar os estudos com os momentos de lazer e bem-estar. A vida de concurseiro é temporária, quem determina o tempo é você,
através da sua dedicação e empenho. Você terá que fazer um esforço para deixar de lado um pouco a vida social intensa, é importante
compreender que quando for aprovado verá que todo o esforço valeu a pena para realização do seu sonho.
Uma boa dica, é fazer exercícios físicos, uma simples corrida por exemplo é capaz de melhorar o funcionamento do Sistema Nervoso
Central, um dos fatores que são chaves para produção de neurônios nas regiões associadas à aprendizagem e memória.
DICA

Motivação
A motivação é a chave do sucesso na vida dos concurseiros. Compreendemos que nem sempre é fácil, e às vezes bate aquele desânimo
com vários fatores ao nosso redor. Porém tenha garra ao focar na sua aprovação no concurso público dos seus sonhos.
Caso você não seja aprovado de primeira, é primordial que você PERSISTA, com o tempo você irá adquirir conhecimento e experiência.
Então é preciso se motivar diariamente para seguir a busca da aprovação, algumas orientações importantes para conseguir motivação:
• Procure ler frases motivacionais, são ótimas para lembrar dos seus propósitos;
• Leia sempre os depoimentos dos candidatos aprovados nos concursos públicos;
• Procure estar sempre entrando em contato com os aprovados;
• Escreva o porquê que você deseja ser aprovado no concurso. Quando você sabe seus motivos, isso te da um ânimo maior para seguir
focado, tornando o processo mais prazeroso;
• Saiba o que realmente te impulsiona, o que te motiva. Dessa maneira será mais fácil vencer as adversidades que irão aparecer.
• Procure imaginar você exercendo a função da vaga pleiteada, sentir a emoção da aprovação e ver as pessoas que você gosta felizes
com seu sucesso.

Como dissemos no começo, não existe uma fórmula mágica, um método infalível. O que realmente existe é a sua garra, sua dedicação
e motivação para realizar o seu grande sonho de ser aprovado no concurso público. Acredite em você e no seu potencial.
A Solução tem ajudado, há mais de 36 anos, quem quer vencer a batalha do concurso público. Se você quer aumentar as suas chances
de passar, conheça os nossos materiais, acessando o nosso site: www.apostilasolucao.com.br

Vamos juntos!
ÍNDICE

Língua Portuguesa
1. Compreensão e interpretação de textos. Tipos e gêneros textuais. Coerência e coesão textual. Texto e discurso . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Formação e significação de palavras. Sinonímia, antonímia e polissemia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
3. Ortografia e acentuação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
4. Tipos de frases . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
5. Emprego dos sinais de pontuação e seus efeitos de sentido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
6. Morfologia: emprego e classificação das palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
7. Concordância verbal e concordância nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
8. Regência verbal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
9. Sintaxe: estrutura da oração e do período composto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32

Matemática
1. Conjunto dos números naturais: operações, divisibilidade, decomposição de um número natural nos seus fatores primos, múltiplos e
divisores, máximo divisor comum e mínimo múltiplo comum de dois ou mais números naturais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Conjunto dos números inteiros: operações. Conjunto dos números racionais: propriedades, operações, valor absoluto de um número,
potenciação e radiciação. O conjunto dos números reais: números irracionais, a reta real, intervalos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 09
3. Sistema de medida, sistema métrico decimal, unidade de comprimento, unidades usuais de tempo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
4. Razões, proporções, grandezas direta e inversamente proporcionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
5. Regra de três simples e composta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
6. Porcentagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
7. Juros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
8. Equações de 1º grau, sistema de equações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
9. Cálculo de área e perímetros de figuras planas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
10. Leitura e identificação de dados apresentados em gráficos de colunas e tabela . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
11. Análise combinatória e probabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62

Raciocínio Lógico
1. Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, coisas ou eventos fictícios; dedução de novas informações das
relações fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a estrutura destas relações. Conhecimentos de matemática
elementar necessários para resolver questões que envolvam estruturas lógicas, lógica de argumentação, lógica das proposições, uso
dos conectivos (e, ou, não, se... então), tabelas verdade, relações, gráficos e diagramas. Raciocínio lógico envolvendo problemas
aritméticos e geométricos com: Teoria dos Conjuntos (união e intersecção, diagrama de Venn) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Sequências numéricas; máximo divisor comum e mínimo múltiplo comum; análise combinatória ;estatística e probabilidade . . . . . . . . . 25

Legislação
1. Conhecimento da legislação do Município de Uberlândia, Lei Orgânica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Lei de Licitações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
3. Estatuto do Servidor Público . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
4. Entre outros atos normativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56

Atualidades
1. Atualidades e conhecimentos gerais do Município de Uberlândia, do Estado de Minas Gerais e do Brasil, estabelecendo conexões com
acontecimentos mundiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Conhecimentos relativos a aspectos históricos, geográficos, políticos, econômicos, culturais e sociais do Município de Uberlândia, do
Estado de Minas Gerais e do Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
ÍNDICE

Conhecimentos Específicos
Oficial Legislativo
1. Noções de Administração, fundamentos, funções, conceitos, princípios. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Estoques, gestão de estoques e almoxarifado. Atividades e conceitos correlatos. Inventário e práticas de inventário. Uso e conservação
de equipamentos. Compras, fundamentos da gestão de compras, atividades e conceitos correlatos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 03
3. Recursos humanos, fundamentos da gestão de pessoas, práticas de recursos humanos. Finanças, noções de finanças e finanças em-
presariais. Juros, capitalização e descontos. Empréstimos e financiamentos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
4. Noções de contabilidade, princípios e conceitos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
5. Registros. Escrituração. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
6. Demonstrativos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
7. Orçamento. Orçamento tradicional e orçamento moderno. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
8. Demonstrativos contábil-financeiros. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
9. Informática básica, conceitos e práticas fundamentais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
10. MS Office 2010. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
11. Correspondência Oficial. Redação Oficial. Redação de leis e decretos, técnica legislativa. Redação de atos normativos. Análise e re-
dação de documentos. Expedientes, sumários, requerimentos, requisições, formulários, relatórios, cartas comerciais, ofícios, circu-
lares, pareceres, atas, minutas, portarias, declarações, notificações, certidões, gráficos, mapas, empenhos, liquidações, demonstrati-
vos. Editais, procurações, protocolos, contratos, correspondência, mensagens eletrônicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
12. Atendimento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132
13. Arquivos, conceitos, sistemas e práticas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 144
14. Fundamentos da administração pública. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161
15. Contratos. Gestão de contratos. Licitações. Conceitos e práticas. Lei de licitações – Lei 8.666 de 1993. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 162
16. Comunicação. Comunicação na empresa. Conceitos e práticas. Treinamentos. Reuniões. Assembleias. Estudos. Previsões. Rotina e
trabalho. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173
17. Noções de Direito Administrativo. Natureza pública, agentes e integrantes da administração pública. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 192
18. Direito constitucional, noções e princípios. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 228
LÍNGUA PORTUGUESA
1. Compreensão e interpretação de textos. Tipos e gêneros textuais. Coerência e coesão textual. Texto e discurso . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Formação e significação de palavras. Sinonímia, antonímia e polissemia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
3. Ortografia e acentuação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
4. Tipos de frases . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
5. Emprego dos sinais de pontuação e seus efeitos de sentido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
6. Morfologia: emprego e classificação das palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
7. Concordância verbal e concordância nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
8. Regência verbal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
9. Sintaxe: estrutura da oração e do período composto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
LÍNGUA PORTUGUESA

COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS. TIPOS


E GÊNEROS TEXTUAIS. COERÊNCIA E COESÃO TEXTU-
AL. TEXTO E DISCURSO

Compreensão e interpretação de textos


Chegamos, agora, em um ponto muito importante para todo o
seu estudo: a interpretação de textos. Desenvolver essa habilidade
é essencial e pode ser um diferencial para a realização de uma boa
prova de qualquer área do conhecimento.
Mas você sabe a diferença entre compreensão e interpretação?
A compreensão é quando você entende o que o texto diz de
forma explícita, aquilo que está na superfície do texto.
Quando Jorge fumava, ele era infeliz.
Por meio dessa frase, podemos entender que houve um tempo
que Jorge era infeliz, devido ao cigarro.
A interpretação é quando você entende o que está implícito, Além de saber desses conceitos, é importante sabermos iden-
nas entrelinhas, aquilo que está de modo mais profundo no texto tificar quando um texto é baseado em outro. O nome que damos a
ou que faça com que você realize inferências. este processo é intertextualidade.
Quando Jorge fumava, ele era infeliz.
Já compreendemos que Jorge era infeliz quando fumava, mas Interpretação de Texto
podemos interpretar que Jorge parou de fumar e que agora é feliz. Interpretar um texto quer dizer dar sentido, inferir, chegar a
Percebeu a diferença? uma conclusão do que se lê. A interpretação é muito ligada ao su-
bentendido. Sendo assim, ela trabalha com o que se pode deduzir
Tipos de Linguagem de um texto.
Existem três tipos de linguagem que precisamos saber para que A interpretação implica a mobilização dos conhecimentos pré-
facilite a interpretação de textos. vios que cada pessoa possui antes da leitura de um determinado
• Linguagem Verbal é aquela que utiliza somente palavras. Ela texto, pressupõe que a aquisição do novo conteúdo lido estabeleça
pode ser escrita ou oral. uma relação com a informação já possuída, o que leva ao cresci-
mento do conhecimento do leitor, e espera que haja uma aprecia-
ção pessoal e crítica sobre a análise do novo conteúdo lido, afetan-
do de alguma forma o leitor.
Sendo assim, podemos dizer que existem diferentes tipos de
leitura: uma leitura prévia, uma leitura seletiva, uma leitura analíti-
ca e, por fim, uma leitura interpretativa.

É muito importante que você:


- Assista os mais diferenciados jornais sobre a sua cidade, esta-
do, país e mundo;
- Se possível, procure por jornais escritos para saber de notícias
(e também da estrutura das palavras para dar opiniões);
- Leia livros sobre diversos temas para sugar informações orto-
gráficas, gramaticais e interpretativas;
- Procure estar sempre informado sobre os assuntos mais po-
• Linguagem não-verbal é aquela que utiliza somente imagens, lêmicos;
fotos, gestos... não há presença de nenhuma palavra. - Procure debater ou conversar com diversas pessoas sobre
qualquer tema para presenciar opiniões diversas das suas.

Dicas para interpretar um texto:


– Leia lentamente o texto todo.
No primeiro contato com o texto, o mais importante é tentar
compreender o sentido global do texto e identificar o seu objetivo.

– Releia o texto quantas vezes forem necessárias.


Assim, será mais fácil identificar as ideias principais de cada pa-
rágrafo e compreender o desenvolvimento do texto.

– Sublinhe as ideias mais importantes.


Sublinhar apenas quando já se tiver uma boa noção da ideia
principal e das ideias secundárias do texto.
– Separe fatos de opiniões.
• Linguagem Mista (ou híbrida) é aquele que utiliza tanto as pa- O leitor precisa separar o que é um fato (verdadeiro, objetivo
lavras quanto as imagens. Ou seja, é a junção da linguagem verbal e comprovável) do que é uma opinião (pessoal, tendenciosa e mu-
com a não-verbal. tável).

1
LÍNGUA PORTUGUESA
– Retorne ao texto sempre que necessário. zade começou há uns 12 mil anos, no tempo em que as pessoas
Além disso, é importante entender com cuidado e atenção os precisavam caçar para se alimentar. Os cachorros perceberam que,
enunciados das questões. se não atacassem os humanos, podiam ficar perto deles e comer a
comida que sobrava. Já os homens descobriram que os cachorros
– Reescreva o conteúdo lido. podiam ajudar a caçar, a cuidar de rebanhos e a tomar conta da
Para uma melhor compreensão, podem ser feitos resumos, tó- casa, além de serem ótimos companheiros. Um colaborava com o
picos ou esquemas. outro e a parceria deu certo.

Além dessas dicas importantes, você também pode grifar pa- Ao ler apenas o título “Cachorros”, você deduziu sobre o pos-
lavras novas, e procurar seu significado para aumentar seu vocabu- sível assunto abordado no texto. Embora você imagine que o tex-
lário, fazer atividades como caça-palavras, ou cruzadinhas são uma to vai falar sobre cães, você ainda não sabia exatamente o que ele
distração, mas também um aprendizado. falaria sobre cães. Repare que temos várias informações ao longo
Não se esqueça, além da prática da leitura aprimorar a com- do texto: a hipótese dos zoólogos sobre a origem dos cães, a asso-
preensão do texto e ajudar a aprovação, ela também estimula nossa ciação entre eles e os seres humanos, a disseminação dos cães pelo
imaginação, distrai, relaxa, informa, educa, atualiza, melhora nos- mundo, as vantagens da convivência entre cães e homens.
so foco, cria perspectivas, nos torna reflexivos, pensantes, além de As informações que se relacionam com o tema chamamos de
melhorar nossa habilidade de fala, de escrita e de memória. subtemas (ou ideias secundárias). Essas informações se integram,
Um texto para ser compreendido deve apresentar ideias se- ou seja, todas elas caminham no sentido de estabelecer uma unida-
letas e organizadas, através dos parágrafos que é composto pela de de sentido. Portanto, pense: sobre o que exatamente esse texto
ideia central, argumentação e/ou desenvolvimento e a conclusão fala? Qual seu assunto, qual seu tema? Certamente você chegou à
do texto. conclusão de que o texto fala sobre a relação entre homens e cães.
O primeiro objetivo de uma interpretação de um texto é a iden- Se foi isso que você pensou, parabéns! Isso significa que você foi
tificação de sua ideia principal. A partir daí, localizam-se as ideias capaz de identificar o tema do texto!
secundárias, ou fundamentações, as argumentações, ou explica-
ções, que levem ao esclarecimento das questões apresentadas na Fonte: https://portuguesrapido.com/tema-ideia-central-e-ideias-
prova. -secundarias/
Compreendido tudo isso, interpretar significa extrair um signi-
ficado. Ou seja, a ideia está lá, às vezes escondida, e por isso o can- IDENTIFICAÇÃO DE EFEITOS DE IRONIA OU HUMOR EM
didato só precisa entendê-la – e não a complementar com algum TEXTOS VARIADOS
valor individual. Portanto, apegue-se tão somente ao texto, e nunca
extrapole a visão dele. Ironia
Ironia é o recurso pelo qual o emissor diz o contrário do que
IDENTIFICANDO O TEMA DE UM TEXTO está pensando ou sentindo (ou por pudor em relação a si próprio ou
O tema é a ideia principal do texto. É com base nessa ideia com intenção depreciativa e sarcástica em relação a outrem).
principal que o texto será desenvolvido. Para que você consiga A ironia consiste na utilização de determinada palavra ou ex-
identificar o tema de um texto, é necessário relacionar as diferen- pressão que, em um outro contexto diferente do usual, ganha um
tes informações de forma a construir o seu sentido global, ou seja, novo sentido, gerando um efeito de humor.
você precisa relacionar as múltiplas partes que compõem um todo Exemplo:
significativo, que é o texto.
Em muitas situações, por exemplo, você foi estimulado a ler um
texto por sentir-se atraído pela temática resumida no título. Pois o
título cumpre uma função importante: antecipar informações sobre
o assunto que será tratado no texto.
Em outras situações, você pode ter abandonado a leitura por-
que achou o título pouco atraente ou, ao contrário, sentiu-se atraí-
do pelo título de um livro ou de um filme, por exemplo. É muito
comum as pessoas se interessarem por temáticas diferentes, de-
pendendo do sexo, da idade, escolaridade, profissão, preferências
pessoais e experiência de mundo, entre outros fatores.
Mas, sobre que tema você gosta de ler? Esportes, namoro, se-
xualidade, tecnologia, ciências, jogos, novelas, moda, cuidados com
o corpo? Perceba, portanto, que as temáticas são praticamente in-
finitas e saber reconhecer o tema de um texto é condição essen-
cial para se tornar um leitor hábil. Vamos, então, começar nossos
estudos?
Propomos, inicialmente, que você acompanhe um exercício
bem simples, que, intuitivamente, todo leitor faz ao ler um texto:
reconhecer o seu tema. Vamos ler o texto a seguir?

CACHORROS

Os zoólogos acreditam que o cachorro se originou de uma


espécie de lobo que vivia na Ásia. Depois os cães se juntaram aos
seres humanos e se espalharam por quase todo o mundo. Essa ami-

2
LÍNGUA PORTUGUESA
Exemplo:

Na construção de um texto, ela pode aparecer em três modos:


ironia verbal, ironia de situação e ironia dramática (ou satírica).
ANÁLISE E A INTERPRETAÇÃO DO TEXTO SEGUNDO O GÊ-
Ironia verbal NERO EM QUE SE INSCREVE
Ocorre quando se diz algo pretendendo expressar outro sig- Compreender um texto trata da análise e decodificação do que
nificado, normalmente oposto ao sentido literal. A expressão e a de fato está escrito, seja das frases ou das ideias presentes. Inter-
intenção são diferentes. pretar um texto, está ligado às conclusões que se pode chegar ao
Exemplo: Você foi tão bem na prova! Tirou um zero incrível! conectar as ideias do texto com a realidade. Interpretação trabalha
com a subjetividade, com o que se entendeu sobre o texto.
Ironia de situação Interpretar um texto permite a compreensão de todo e qual-
A intenção e resultado da ação não estão alinhados, ou seja, o quer texto ou discurso e se amplia no entendimento da sua ideia
resultado é contrário ao que se espera ou que se planeja. principal. Compreender relações semânticas é uma competência
Exemplo: Quando num texto literário uma personagem planeja imprescindível no mercado de trabalho e nos estudos.
uma ação, mas os resultados não saem como o esperado. No li- Quando não se sabe interpretar corretamente um texto pode-
vro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, a -se criar vários problemas, afetando não só o desenvolvimento pro-
personagem título tem obsessão por ficar conhecida. Ao longo da fissional, mas também o desenvolvimento pessoal.
vida, tenta de muitas maneiras alcançar a notoriedade sem suces-
so. Após a morte, a personagem se torna conhecida. A ironia é que Busca de sentidos
planejou ficar famoso antes de morrer e se tornou famoso após a Para a busca de sentidos do texto, pode-se retirar do mesmo
morte. os tópicos frasais presentes em cada parágrafo. Isso auxiliará na
apreensão do conteúdo exposto.
Ironia dramática (ou satírica) Isso porque é ali que se fazem necessários, estabelecem uma
A ironia dramática é um dos efeitos de sentido que ocorre nos relação hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias já
textos literários quando a personagem tem a consciência de que citadas ou apresentando novos conceitos.
suas ações não serão bem-sucedidas ou que está entrando por um Por fim, concentre-se nas ideias que realmente foram explici-
caminho ruim, mas o leitor já tem essa consciência. tadas pelo autor. Textos argumentativos não costumam conceder
Exemplo: Em livros com narrador onisciente, que sabe tudo o espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas
que se passa na história com todas as personagens, é mais fácil apa- entrelinhas. Deve-seater às ideias do autor, o que não quer dizer
recer esse tipo de ironia. A peça como Romeu e Julieta, por exem- que o leitor precise ficar preso na superfície do texto, mas é fun-
plo, se inicia com a fala que relata que os protagonistas da história damental que não sejam criadas suposições vagas e inespecíficas.
irão morrer em decorrência do seu amor. As personagens agem ao
longo da peça esperando conseguir atingir seus objetivos, mas a Importância da interpretação
plateia já sabe que eles não serão bem-sucedidos. A prática da leitura, seja por prazer, para estudar ou para se
informar, aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a inter-
Humor pretação. A leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos
Nesse caso, é muito comum a utilização de situações que pare- específicos, aprimora a escrita.
çam cômicas ou surpreendentes para provocar o efeito de humor. Uma interpretação de texto assertiva depende de inúmeros fa-
Situações cômicas ou potencialmente humorísticas comparti- tores. Muitas vezes, apressados, descuidamo-nos dos detalhes pre-
lham da característica do efeito surpresa. O humor reside em ocor- sentes em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz sufi-
rer algo fora do esperado numa situação. ciente. Interpretar exige paciência e, por isso, sempre releia o texto,
Há diversas situações em que o humor pode aparecer. Há as ti- pois a segunda leitura pode apresentar aspectos surpreendentes
rinhas e charges, que aliam texto e imagem para criar efeito cômico; que não foram observados previamente. Para auxiliar na busca de
há anedotas ou pequenos contos; e há as crônicas, frequentemente sentidos do texto, pode-se também retirar dele os tópicos frasais
acessadas como forma de gerar o riso. presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na apreen-
Os textos com finalidade humorística podem ser divididos em são do conteúdo exposto. Lembre-se de que os parágrafos não es-
quatro categorias: anedotas, cartuns, tiras e charges. tão organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira aleató-
ria, se estão no lugar que estão, é porque ali se fazem necessários,
estabelecendo uma relação hierárquica do pensamento defendido,
retomando ideias já citadas ou apresentando novos conceitos.

3
LÍNGUA PORTUGUESA
Concentre-se nas ideias que de fato foram explicitadas pelo au- Receita: texto instrucional e injuntivo que tem como objetivo
tor: os textos argumentativos não costumam conceder espaço para de informar, aconselhar, ou seja, recomendam dando uma certa li-
divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas. berdade para quem recebe a informação.
Devemos nos ater às ideias do autor, isso não quer dizer que você
precise ficar preso na superfície do texto, mas é fundamental que DISTINÇÃO DE FATO E OPINIÃO SOBRE ESSE FATO
não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas.
Ler com atenção é um exercício que deve ser praticado à exaustão, Fato
assim como uma técnica, que fará de nós leitores proficientes. O fato é algo que aconteceu ou está acontecendo. A existência
do fato pode ser constatada de modo indiscutível. O fato pode é
Diferença entre compreensão e interpretação uma coisa que aconteceu e pode ser comprovado de alguma manei-
A compreensão de um texto é fazer uma análise objetiva do ra, através de algum documento, números, vídeo ou registro.
texto e verificar o que realmente está escrito nele. Já a interpreta- Exemplo de fato:
ção imagina o que as ideias do texto têm a ver com a realidade. O A mãe foi viajar.
leitor tira conclusões subjetivas do texto.
Interpretação
Gêneros Discursivos É o ato de dar sentido ao fato, de entendê-lo. Interpretamos
Romance: descrição longa de ações e sentimentos de perso- quando relacionamos fatos, os comparamos, buscamos suas cau-
nagens fictícios, podendo ser de comparação com a realidade ou sas, previmos suas consequências.
totalmente irreal. A diferença principal entre um romance e uma Entre o fato e sua interpretação há uma relação lógica: se apon-
novela é a extensão do texto, ou seja, o romance é mais longo. No tamos uma causa ou consequência, é necessário que seja plausível.
romance nós temos uma história central e várias histórias secun- Se comparamos fatos, é preciso que suas semelhanças ou diferen-
dárias. ças sejam detectáveis.

Conto: obra de ficção onde é criado seres e locais totalmente Exemplos de interpretação:
imaginário. Com linguagem linear e curta, envolve poucas perso- A mãe foi viajar porque considerou importante estudar em ou-
nagens, que geralmente se movimentam em torno de uma única tro país.
ação, dada em um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações A mãe foi viajar porque se preocupava mais com sua profissão
encaminham-se diretamente para um desfecho. do que com a filha.

Novela: muito parecida com o conto e o romance, diferencia- Opinião


do por sua extensão. Ela fica entre o conto e o romance, e tem a A opinião é a avaliação que se faz de um fato considerando um
história principal, mas também tem várias histórias secundárias. O juízo de valor. É um julgamento que tem como base a interpretação
que fazemos do fato.
tempo na novela é baseada no calendário. O tempo e local são de-
Nossas opiniões costumam ser avaliadas pelo grau de coerên-
finidos pelas histórias dos personagens. A história (enredo) tem um
cia que mantêm com a interpretação do fato. É uma interpretação
ritmo mais acelerado do que a do romance por ter um texto mais
do fato, ou seja, um modo particular de olhar o fato. Esta opinião
curto.
pode alterar de pessoa para pessoa devido a fatores socioculturais.
Crônica: texto que narra o cotidiano das pessoas, situações que
Exemplos de opiniões que podem decorrer das interpretações
nós mesmos já vivemos e normalmente é utilizado a ironia para
anteriores:
mostrar um outro lado da mesma história. Na crônica o tempo não A mãe foi viajar porque considerou importante estudar em ou-
é relevante e quando é citado, geralmente são pequenos intervalos tro país. Ela tomou uma decisão acertada.
como horas ou mesmo minutos. A mãe foi viajar porque se preocupava mais com sua profissão
do que com a filha. Ela foi egoísta.
Poesia: apresenta um trabalho voltado para o estudo da lin-
guagem, fazendo-o de maneira particular, refletindo o momento, Muitas vezes, a interpretação já traz implícita uma opinião.
a vida dos homens através de figuras que possibilitam a criação de Por exemplo, quando se mencionam com ênfase consequên-
imagens. cias negativas que podem advir de um fato, se enaltecem previsões
positivas ou se faz um comentário irônico na interpretação, já esta-
Editorial: texto dissertativo argumentativo onde expressa a mos expressando nosso julgamento.
opinião do editor através de argumentos e fatos sobre um assunto É muito importante saber a diferença entre o fato e opinião,
que está sendo muito comentado (polêmico). Sua intenção é con- principalmente quando debatemos um tema polêmico ou quando
vencer o leitor a concordar com ele. analisamos um texto dissertativo.

Entrevista: texto expositivo e é marcado pela conversa de um Exemplo:


entrevistador e um entrevistado para a obtenção de informações. A mãe viajou e deixou a filha só. Nem deve estar se importando
Tem como principal característica transmitir a opinião de pessoas com o sofrimento da filha.
de destaque sobre algum assunto de interesse.
ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO E DOS PARÁGRAFOS
Cantiga de roda: gênero empírico, que na escola se materiali- Uma boa redação é dividida em ideias relacionadas entre si
za em uma concretude da realidade. A cantiga de roda permite as ajustadas a uma ideia central que norteia todo o pensamento do
crianças terem mais sentido em relação a leitura e escrita, ajudando texto. Um dos maiores problemas nas redações é estruturar as
os professores a identificar o nível de alfabetização delas. ideias para fazer com que o leitor entenda o que foi dito no texto.
Fazer uma estrutura no texto para poder guiar o seu pensamento
e o do leitor.

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LÍNGUA PORTUGUESA
Parágrafo Língua escrita e língua falada
O parágrafo organizado em torno de uma ideia-núcleo, que é A língua escrita não é a simples reprodução gráfica da língua
desenvolvida por ideias secundárias. O parágrafo pode ser forma- falada, por que os sinais gráficos não conseguem registrar grande
do por uma ou mais frases, sendo seu tamanho variável. No texto parte dos elementos da fala, como o timbre da voz, a entonação, e
dissertativo-argumentativo, os parágrafos devem estar todos rela- ainda os gestos e a expressão facial. Na realidade a língua falada é
cionados com a tese ou ideia principal do texto, geralmente apre- mais descontraída, espontânea e informal, porque se manifesta na
sentada na introdução. conversação diária, na sensibilidade e na liberdade de expressão
do falante. Nessas situações informais, muitas regras determinadas
Embora existam diferentes formas de organização de parágra- pela língua padrão são quebradas em nome da naturalidade, da li-
fos, os textos dissertativo-argumentativos e alguns gêneros jornalís- berdade de expressão e da sensibilidade estilística do falante.
ticos apresentam uma estrutura-padrão. Essa estrutura consiste em
três partes: a ideia-núcleo, as ideias secundárias (que desenvolvem Linguagem popular e linguagem culta
a ideia-núcleo) e a conclusão (que reafirma a ideia-básica). Em pa- Podem valer-se tanto da linguagem popular quanto da lingua-
rágrafos curtos, é raro haver conclusão. gem culta. Obviamente a linguagem popular é mais usada na fala,
nas expressões orais cotidianas. Porém, nada impede que ela esteja
Introdução: faz uma rápida apresentação do assunto e já traz presente em poesias (o Movimento Modernista Brasileiro procurou
uma ideia da sua posição no texto, é normalmente aqui que você valorizar a linguagem popular), contos, crônicas e romances em que
irá identificar qual o problema do texto, o porque ele está sendo o diálogo é usado para representar a língua falada.
escrito. Normalmente o tema e o problema são dados pela própria
prova. Linguagem Popular ou Coloquial
Usada espontânea e fluentemente pelo povo. Mostra-se quase
Desenvolvimento: elabora melhor o tema com argumentos e sempre rebelde à norma gramatical e é carregada de vícios de lin-
ideias que apoiem o seu posicionamento sobre o assunto. É possí- guagem (solecismo – erros de regência e concordância; barbarismo
vel usar argumentos de várias formas, desde dados estatísticos até – erros de pronúncia, grafia e flexão; ambiguidade; cacofonia; pleo-
citações de pessoas que tenham autoridade no assunto. nasmo), expressões vulgares, gírias e preferência pela coordenação,
que ressalta o caráter oral e popular da língua. A linguagem popular
Conclusão: faz uma retomada breve de tudo que foi abordado está presente nas conversas familiares ou entre amigos, anedotas,
e conclui o texto. Esta última parte pode ser feita de várias maneiras irradiação de esportes, programas de TV e auditório, novelas, na
diferentes, é possível deixar o assunto ainda aberto criando uma expressão dos esta dos emocionais etc.
pergunta reflexiva, ou concluir o assunto com as suas próprias con-
clusões a partir das ideias e argumentos do desenvolvimento. A Linguagem Culta ou Padrão
É a ensinada nas escolas e serve de veículo às ciências em que
Outro aspecto que merece especial atenção são os conecto- se apresenta com terminologia especial. É usada pelas pessoas ins-
res. São responsáveis pela coesão do texto e tornam a leitura mais truídas das diferentes classes sociais e caracteriza-se pela obediên-
fluente, visando estabelecer um encadeamento lógico entre as cia às normas gramaticais. Mais comumente usada na linguagem
ideias e servem de ligação entre o parágrafo, ou no interior do pe- escrita e literária, reflete prestígio social e cultural. É mais artificial,
ríodo, e o tópico que o antecede. mais estável, menos sujeita a variações. Está presente nas aulas,
Saber usá-los com precisão, tanto no interior da frase, quanto conferências, sermões, discursos políticos, comunicações científi-
ao passar de um enunciado para outro, é uma exigência também cas, noticiários de TV, programas culturais etc.
para a clareza do texto.
Sem os conectores (pronomes relativos, conjunções, advér- Gíria
bios, preposições, palavras denotativas) as ideias não fluem, muitas A gíria relaciona-se ao cotidiano de certos grupos sociais como
vezes o pensamento não se completa, e o texto torna-se obscuro, arma de defesa contra as classes dominantes. Esses grupos utilizam
sem coerência. a gíria como meio de expressão do cotidiano, para que as mensa-
Esta estrutura é uma das mais utilizadas em textos argumenta- gens sejam decodificadas apenas por eles mesmos.
tivos, e por conta disso é mais fácil para os leitores. Assim a gíria é criada por determinados grupos que divulgam
Existem diversas formas de se estruturar cada etapa dessa es- o palavreado para outros grupos até chegar à mídia. Os meios de
trutura de texto, entretanto, apenas segui-la já leva ao pensamento comunicação de massa, como a televisão e o rádio, propagam os
mais direto. novos vocábulos, às vezes, também inventam alguns. A gíria pode
acabar incorporada pela língua oficial, permanecer no vocabulário
NÍVEIS DE LINGUAGEM de pequenos grupos ou cair em desuso.
Ex.: “chutar o pau da barraca”, “viajar na maionese”, “galera”,
Definição de linguagem “mina”, “tipo assim”.
Linguagem é qualquer meio sistemático de comunicar ideias
ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, gráficos, Linguagem vulgar
gestuais etc. A linguagem é individual e flexível e varia dependendo Existe uma linguagem vulgar relacionada aos que têm pouco
ou nenhum contato com centros civilizados. Na linguagem vulgar
da idade, cultura, posição social, profissão etc. A maneira de arti-
há estruturas com “nóis vai, lá”, “eu di um beijo”, “Ponhei sal na
cular as palavras, organizá-las na frase, no texto, determina nossa
comida”.
linguagem, nosso estilo (forma de expressão pessoal).
As inovações linguísticas, criadas pelo falante, provocam, com
Linguagem regional
o decorrer do tempo, mudanças na estrutura da língua, que só as
Regionalismos são variações geográficas do uso da língua pa-
incorpora muito lentamente, depois de aceitas por todo o grupo
drão, quanto às construções gramaticais e empregos de certas pala-
social. Muitas novidades criadas na linguagem não vingam na língua
vras e expressões. Há, no Brasil, por exemplo, os falares amazônico,
e caem em desuso.
nordestino, baiano, fluminense, mineiro, sulino.

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LÍNGUA PORTUGUESA
Tipos e genêros textuais Tipo textual expositivo
Os tipos textuais configuram-se como modelos fixos e abran- A dissertação é o ato de apresentar ideias, desenvolver racio-
gentes que objetivam a distinção e definição da estrutura, bem cínio, analisar contextos, dados e fatos, por meio de exposição,
como aspectos linguísticos de narração, dissertação, descrição e discussão, argumentação e defesa do que pensamos. A dissertação
explicação. Eles apresentam estrutura definida e tratam da forma pode ser expositiva ou argumentativa.
como um texto se apresenta e se organiza. Existem cinco tipos clás- A dissertação-expositiva é caracterizada por esclarecer um as-
sicos que aparecem em provas: descritivo, injuntivo, expositivo (ou sunto de maneira atemporal, com o objetivo de explicá-lo de ma-
dissertativo-expositivo) dissertativo e narrativo. Vejamos alguns neira clara, sem intenção de convencer o leitor ou criar debate.
exemplos e as principais características de cada um deles.
Características principais:
Tipo textual descritivo • Apresenta introdução, desenvolvimento e conclusão.
A descrição é uma modalidade de composição textual cujo • O objetivo não é persuadir, mas meramente explicar, infor-
objetivo é fazer um retrato por escrito (ou não) de um lugar, uma mar.
pessoa, um animal, um pensamento, um sentimento, um objeto, • Normalmente a marca da dissertação é o verbo no presente.
um movimento etc. • Amplia-se a ideia central, mas sem subjetividade ou defesa
Características principais: de ponto de vista.
• Os recursos formais mais encontrados são os de valor adje- • Apresenta linguagem clara e imparcial.
tivo (adjetivo, locução adjetiva e oração adjetiva), por sua função
caracterizadora. Exemplo:
• Há descrição objetiva e subjetiva, normalmente numa enu- O texto dissertativo consiste na ampliação, na discussão, no
meração. questionamento, na reflexão, na polemização, no debate, na ex-
• A noção temporal é normalmente estática. pressão de um ponto de vista, na explicação a respeito de um de-
• Normalmente usam-se verbos de ligação para abrir a defini- terminado tema.
ção. Existem dois tipos de dissertação bem conhecidos: a disserta-
• Normalmente aparece dentro de um texto narrativo. ção expositiva (ou informativa) e a argumentativa (ou opinativa).
• Os gêneros descritivos mais comuns são estes: manual, anún- Portanto, pode-se dissertar simplesmente explicando um as-
cio, propaganda, relatórios, biografia, tutorial. sunto, imparcialmente, ou discutindo-o, parcialmente.

Exemplo: Tipo textual dissertativo-argumentativo


Era uma casa muito engraçada Este tipo de texto — muito frequente nas provas de concur-
Não tinha teto, não tinha nada sos — apresenta posicionamentos pessoais e exposição de ideias
Ninguém podia entrar nela, não apresentadas de forma lógica. Com razoável grau de objetividade,
Porque na casa não tinha chão clareza, respeito pelo registro formal da língua e coerência, seu in-
Ninguém podia dormir na rede tuito é a defesa de um ponto de vista que convença o interlocutor
Porque na casa não tinha parede (leitor ou ouvinte).
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali Características principais:
Mas era feita com muito esmero • Presença de estrutura básica (introdução, desenvolvimento
Na rua dos bobos, número zero e conclusão): ideia principal do texto (tese); argumentos (estraté-
(Vinícius de Moraes) gias argumentativas: causa-efeito, dados estatísticos, testemunho
de autoridade, citações, confronto, comparação, fato, exemplo,
TIPO TEXTUAL INJUNTIVO enumeração...); conclusão (síntese dos pontos principais com su-
A injunção indica como realizar uma ação, aconselha, impõe, gestão/solução).
instrui o interlocutor. Chamado também de texto instrucional, o • Utiliza verbos na 1ª pessoa (normalmente nas argumentações
tipo de texto injuntivo é utilizado para predizer acontecimentos e informais) e na 3ª pessoa do presente do indicativo (normalmente
comportamentos, nas leis jurídicas. nas argumentações formais) para imprimir uma atemporalidade e
um caráter de verdade ao que está sendo dito.
Características principais: • Privilegiam-se as estruturas impessoais, com certas modali-
• Normalmente apresenta frases curtas e objetivas, com ver- zações discursivas (indicando noções de possibilidade, certeza ou
bos de comando, com tom imperativo; há também o uso do futuro probabilidade) em vez de juízos de valor ou sentimentos exaltados.
do presente (10 mandamentos bíblicos e leis diversas). • Há um cuidado com a progressão temática, isto é, com o de-
• Marcas de interlocução: vocativo, verbos e pronomes de 2ª senvolvimento coerente da ideia principal, evitando-se rodeios.
pessoa ou 1ª pessoa do plural, perguntas reflexivas etc.
Exemplo:
Exemplo: A maioria dos problemas existentes em um país em desenvol-
Impedidos do Alistamento Eleitoral (art. 5º do Código Eleito- vimento, como o nosso, podem ser resolvidos com uma eficiente
ral) – Não podem alistar-se eleitores: os que não saibam exprimir-se administração política (tese), porque a força governamental certa-
na língua nacional, e os que estejam privados, temporária ou defi- mente se sobrepõe a poderes paralelos, os quais – por negligência
nitivamente dos direitos políticos. Os militares são alistáveis, desde de nossos representantes – vêm aterrorizando as grandes metró-
que oficiais, aspirantes a oficiais, guardas-marinha, subtenentes ou poles. Isso ficou claro no confronto entre a força militar do RJ e os
suboficiais, sargentos ou alunos das escolas militares de ensino su- traficantes, o que comprovou uma verdade simples: se for do desejo
perior para formação de oficiais. dos políticos uma mudança radical visando o bem-estar da popula-
ção, isso é plenamente possível (estratégia argumentativa: fato-
-exemplo). É importante salientar, portanto, que não devemos ficar

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LÍNGUA PORTUGUESA
de mãos atadas à espera de uma atitude do governo só quando o Dissertativo-argumentativo Editorial Jornalístico
caos se estabelece; o povo tem e sempre terá de colaborar com uma Carta de opinião
cobrança efetiva (conclusão). Resenha
Artigo
Tipo textual narrativo Ensaio
O texto narrativo é uma modalidade textual em que se conta Monografia, dissertação de
um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e lu- mestrado e tese de doutorado
gar, envolvendo certos personagens. Toda narração tem um enredo,
personagens, tempo, espaço e narrador (ou foco narrativo). Narrativo Romance
Novela
Características principais: Crônica
• O tempo verbal predominante é o passado. Contos de Fada
• Foco narrativo com narrador de 1ª pessoa (participa da his- Fábula
tória – onipresente) ou de 3ª pessoa (não participa da história – Lendas
onisciente).
• Normalmente, nos concursos públicos, o texto aparece em Sintetizando: os tipos textuais são fixos, finitos e tratam da for-
prosa, não em verso. ma como o texto se apresenta. Os gêneros textuais são fluidos, infi-
nitos e mudam de acordo com a demanda social.
Exemplo:
Solidão INTERTEXTUALIDADE
João era solteiro, vivia só e era feliz. Na verdade, a solidão era A intertextualidade é um recurso realizado entre textos, ou
o que o tornava assim. Conheceu Maria, também solteira, só e fe- seja, é a influência e relação que um estabelece sobre o outro. As-
liz. Tão iguais, a afinidade logo se transforma em paixão. Casam-se. sim, determina o fenômeno relacionado ao processo de produção
Dura poucas semanas. Não havia mesmo como dar certo: ao se uni- de textos que faz referência (explícita ou implícita) aos elementos
rem, um tirou do outro a essência da felicidade. existentes em outro texto, seja a nível de conteúdo, forma ou de
Nelson S. Oliveira ambos: forma e conteúdo.
Fonte: https://www.recantodasletras.com.br/contossur- Grosso modo, a intertextualidade é o diálogo entre textos, de
reais/4835684 forma que essa relação pode ser estabelecida entre as produções
textuais que apresentem diversas linguagens (visual, auditiva, escri-
GÊNEROS TEXTUAIS ta), sendo expressa nas artes (literatura, pintura, escultura, música,
Já os gêneros textuais (ou discursivos) são formas diferentes dança, cinema), propagandas publicitárias, programas televisivos,
de expressão comunicativa. As muitas formas de elaboração de um provérbios, charges, dentre outros.
texto se tornam gêneros, de acordo com a intenção do seu pro-
dutor. Logo, os gêneros apresentam maior diversidade e exercem Tipos de Intertextualidade
funções sociais específicas, próprias do dia a dia. Ademais, são • Paródia: perversão do texto anterior que aparece geralmen-
passíveis de modificações ao longo do tempo, mesmo que preser- te, em forma de crítica irônica de caráter humorístico. Do grego (pa-
vando características preponderantes. Vejamos, agora, uma tabela rodès), a palavra “paródia” é formada pelos termos “para” (semelhan-
que apresenta alguns gêneros textuais classificados com os tipos te) e “odes” (canto), ou seja, “um canto (poesia) semelhante a outro”.
textuais que neles predominam. Esse recurso é muito utilizado pelos programas humorísticos.
• Paráfrase: recriação de um texto já existente mantendo a
mesma ideia contida no texto original, entretanto, com a utilização
Tipo Textual Predominante Gêneros Textuais
de outras palavras. O vocábulo “paráfrase”, do grego (paraphrasis),
Descritivo Diário significa a “repetição de uma sentença”.
Relatos (viagens, históricos, etc.) • Epígrafe: recurso bastante utilizado em obras e textos cientí-
Biografia e autobiografia ficos. Consiste no acréscimo de uma frase ou parágrafo que tenha
Notícia alguma relação com o que será discutido no texto. Do grego, o ter-
Currículo mo “epígrafhe” é formado pelos vocábulos “epi” (posição superior)
Lista de compras e “graphé” (escrita).
Cardápio • Citação: Acréscimo de partes de outras obras numa produção
Anúncios de classificados textual, de forma que dialoga com ele; geralmente vem expressa
Injuntivo Receita culinária entre aspas e itálico, já que se trata da enunciação de outro autor.
Bula de remédio Esse recurso é importante haja vista que sua apresentação sem re-
Manual de instruções lacionar a fonte utilizada é considerado “plágio”. Do Latim, o termo
Regulamento “citação” (citare) significa convocar.
Textos prescritivos • Alusão: Faz referência aos elementos presentes em outros
textos. Do Latim, o vocábulo “alusão” (alludere) é formado por dois
Expositivo Seminários termos: “ad” (a, para) e “ludere” (brincar).
Palestras • Outras formas de intertextualidade menos discutidas são o
Conferências pastiche, o sample, a tradução e a bricolagem.
Entrevistas
Trabalhos acadêmicos ARGUMENTAÇÃO
Enciclopédia O ato de comunicação não visa apenas transmitir uma informa-
Verbetes de dicionários ção a alguém. Quem comunica pretende criar uma imagem positiva
de si mesmo (por exemplo, a de um sujeito educado, ou inteligente,

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LÍNGUA PORTUGUESA
ou culto), quer ser aceito, deseja que o que diz seja admitido como instituição bancária e sua antiguidade, esta tem peso argumentati-
verdadeiro. Em síntese, tem a intenção de convencer, ou seja, tem vo na afirmação da confiabilidade de um banco. Portanto é provável
o desejo de que o ouvinte creia no que o texto diz e faça o que ele que se creia que um banco mais antigo seja mais confiável do que
propõe. outro fundado há dois ou três anos.
Se essa é a finalidade última de todo ato de comunicação, todo Enumerar todos os tipos de argumentos é uma tarefa quase
texto contém um componente argumentativo. A argumentação é o impossível, tantas são as formas de que nos valemos para fazer as
conjunto de recursos de natureza linguística destinados a persuadir pessoas preferirem uma coisa a outra. Por isso, é importante enten-
a pessoa a quem a comunicação se destina. Está presente em todo der bem como eles funcionam.
tipo de texto e visa a promover adesão às teses e aos pontos de Já vimos diversas características dos argumentos. É preciso
vista defendidos. acrescentar mais uma: o convencimento do interlocutor, o auditó-
As pessoas costumam pensar que o argumento seja apenas rio, que pode ser individual ou coletivo, será tanto mais fácil quanto
uma prova de verdade ou uma razão indiscutível para comprovar a mais os argumentos estiverem de acordo com suas crenças, suas
veracidade de um fato. O argumento é mais que isso: como se disse expectativas, seus valores. Não se pode convencer um auditório
acima, é um recurso de linguagem utilizado para levar o interlocu- pertencente a uma dada cultura enfatizando coisas que ele abomi-
tor a crer naquilo que está sendo dito, a aceitar como verdadeiro o na. Será mais fácil convencê-lo valorizando coisas que ele considera
que está sendo transmitido. A argumentação pertence ao domínio positivas. No Brasil, a publicidade da cerveja vem com frequência
da retórica, arte de persuadir as pessoas mediante o uso de recur- associada ao futebol, ao gol, à paixão nacional. Nos Estados Unidos,
sos de linguagem. essa associação certamente não surtiria efeito, porque lá o futebol
Para compreender claramente o que é um argumento, é bom não é valorizado da mesma forma que no Brasil. O poder persuasivo
voltar ao que diz Aristóteles, filósofo grego do século IV a.C., numa de um argumento está vinculado ao que é valorizado ou desvalori-
obra intitulada “Tópicos: os argumentos são úteis quando se tem de zado numa dada cultura.
escolher entre duas ou mais coisas”.
Se tivermos de escolher entre uma coisa vantajosa e uma des- Tipos de Argumento
vantajosa, como a saúde e a doença, não precisamos argumentar. Já verificamos que qualquer recurso linguístico destinado a fa-
Suponhamos, no entanto, que tenhamos de escolher entre duas zer o interlocutor dar preferência à tese do enunciador é um argu-
coisas igualmente vantajosas, a riqueza e a saúde. Nesse caso, pre- mento. Exemplo:
cisamos argumentar sobre qual das duas é mais desejável. O argu-
mento pode então ser definido como qualquer recurso que torna Argumento de Autoridade
uma coisa mais desejável que outra. Isso significa que ele atua no É a citação, no texto, de afirmações de pessoas reconhecidas
domínio do preferível. Ele é utilizado para fazer o interlocutor crer pelo auditório como autoridades em certo domínio do saber, para
que, entre duas teses, uma é mais provável que a outra, mais pos- servir de apoio àquilo que o enunciador está propondo. Esse recur-
sível que a outra, mais desejável que a outra, é preferível à outra. so produz dois efeitos distintos: revela o conhecimento do produtor
O objetivo da argumentação não é demonstrar a verdade de do texto a respeito do assunto de que está tratando; dá ao texto a
um fato, mas levar o ouvinte a admitir como verdadeiro o que o garantia do autor citado. É preciso, no entanto, não fazer do texto
enunciador está propondo. um amontoado de citações. A citação precisa ser pertinente e ver-
Há uma diferença entre o raciocínio lógico e a argumentação. dadeira. Exemplo:
O primeiro opera no domínio do necessário, ou seja, pretende “A imaginação é mais importante do que o conhecimento.”
demonstrar que uma conclusão deriva necessariamente das pre-
missas propostas, que se deduz obrigatoriamente dos postulados Quem disse a frase aí de cima não fui eu... Foi Einstein. Para
admitidos. No raciocínio lógico, as conclusões não dependem de ele, uma coisa vem antes da outra: sem imaginação, não há conhe-
crenças, de uma maneira de ver o mundo, mas apenas do encadea- cimento. Nunca o inverso.
mento de premissas e conclusões. Alex José Periscinoto.
Por exemplo, um raciocínio lógico é o seguinte encadeamento: In: Folha de S. Paulo, 30/8/1993, p. 5-2
A é igual a B.
A é igual a C. A tese defendida nesse texto é que a imaginação é mais impor-
Então: C é igual a A. tante do que o conhecimento. Para levar o auditório a aderir a ela,
o enunciador cita um dos mais célebres cientistas do mundo. Se
Admitidos os dois postulados, a conclusão é, obrigatoriamente, um físico de renome mundial disse isso, então as pessoas devem
que C é igual a A. acreditar que é verdade.
Outro exemplo:
Todo ruminante é um mamífero. Argumento de Quantidade
A vaca é um ruminante. É aquele que valoriza mais o que é apreciado pelo maior nú-
Logo, a vaca é um mamífero. mero de pessoas, o que existe em maior número, o que tem maior
duração, o que tem maior número de adeptos, etc. O fundamento
Admitidas como verdadeiras as duas premissas, a conclusão desse tipo de argumento é que mais = melhor. A publicidade faz
também será verdadeira. largo uso do argumento de quantidade.
No domínio da argumentação, as coisas são diferentes. Nele,
a conclusão não é necessária, não é obrigatória. Por isso, deve-se Argumento do Consenso
mostrar que ela é a mais desejável, a mais provável, a mais plau- É uma variante do argumento de quantidade. Fundamenta-se
sível. Se o Banco do Brasil fizer uma propaganda dizendo-se mais em afirmações que, numa determinada época, são aceitas como
confiável do que os concorrentes porque existe desde a chegada verdadeiras e, portanto, dispensam comprovações, a menos que o
da família real portuguesa ao Brasil, ele estará dizendo-nos que um objetivo do texto seja comprovar alguma delas. Parte da ideia de
banco com quase dois séculos de existência é sólido e, por isso, con- que o consenso, mesmo que equivocado, corresponde ao indiscu-
fiável. Embora não haja relação necessária entre a solidez de uma tível, ao verdadeiro e, portanto, é melhor do que aquilo que não

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LÍNGUA PORTUGUESA
desfruta dele. Em nossa época, são consensuais, por exemplo, as - Para conseguir fazer exames com mais cuidado e porque al-
afirmações de que o meio ambiente precisa ser protegido e de que guns deles são barrapesada, a gente botou o governador no hospi-
as condições de vida são piores nos países subdesenvolvidos. Ao tal por três dias.
confiar no consenso, porém, corre-se o risco de passar dos argu-
mentos válidos para os lugares comuns, os preconceitos e as frases Como dissemos antes, todo texto tem uma função argumen-
carentes de qualquer base científica. tativa, porque ninguém fala para não ser levado a sério, para ser
ridicularizado, para ser desmentido: em todo ato de comunicação
Argumento de Existência deseja-se influenciar alguém. Por mais neutro que pretenda ser, um
É aquele que se fundamenta no fato de que é mais fácil aceitar texto tem sempre uma orientação argumentativa.
aquilo que comprovadamente existe do que aquilo que é apenas A orientação argumentativa é uma certa direção que o falante
provável, que é apenas possível. A sabedoria popular enuncia o ar- traça para seu texto. Por exemplo, um jornalista, ao falar de um
gumento de existência no provérbio “Mais vale um pássaro na mão homem público, pode ter a intenção de criticá-lo, de ridicularizá-lo
do que dois voando”. ou, ao contrário, de mostrar sua grandeza.
Nesse tipo de argumento, incluem-se as provas documentais O enunciador cria a orientação argumentativa de seu texto
(fotos, estatísticas, depoimentos, gravações, etc.) ou provas concre- dando destaque a uns fatos e não a outros, omitindo certos episó-
tas, que tornam mais aceitável uma afirmação genérica. Durante dios e revelando outros, escolhendo determinadas palavras e não
a invasão do Iraque, por exemplo, os jornais diziam que o exérci- outras, etc. Veja:
to americano era muito mais poderoso do que o iraquiano. Essa “O clima da festa era tão pacífico que até sogras e noras troca-
afirmação, sem ser acompanhada de provas concretas, poderia ser vam abraços afetuosos.”
vista como propagandística. No entanto, quando documentada pela
comparação do número de canhões, de carros de combate, de na- O enunciador aí pretende ressaltar a ideia geral de que noras
vios, etc., ganhava credibilidade. e sogras não se toleram. Não fosse assim, não teria escolhido esse
Argumento quase lógico fato para ilustrar o clima da festa nem teria utilizado o termo até,
É aquele que opera com base nas relações lógicas, como causa que serve para incluir no argumento alguma coisa inesperada.
e efeito, analogia, implicação, identidade, etc. Esses raciocínios são Além dos defeitos de argumentação mencionados quando tra-
chamados quase lógicos porque, diversamente dos raciocínios lógi- tamos de alguns tipos de argumentação, vamos citar outros:
cos, eles não pretendem estabelecer relações necessárias entre os - Uso sem delimitação adequada de palavra de sentido tão am-
elementos, mas sim instituir relações prováveis, possíveis, plausí- plo, que serve de argumento para um ponto de vista e seu contrá-
veis. Por exemplo, quando se diz “A é igual a B”, “B é igual a C”, “en- rio. São noções confusas, como paz, que, paradoxalmente, pode ser
tão A é igual a C”, estabelece-se uma relação de identidade lógica. usada pelo agressor e pelo agredido. Essas palavras podem ter valor
Entretanto, quando se afirma “Amigo de amigo meu é meu amigo” positivo (paz, justiça, honestidade, democracia) ou vir carregadas
não se institui uma identidade lógica, mas uma identidade provável. de valor negativo (autoritarismo, degradação do meio ambiente,
Um texto coerente do ponto de vista lógico é mais facilmente injustiça, corrupção).
aceito do que um texto incoerente. Vários são os defeitos que con- - Uso de afirmações tão amplas, que podem ser derrubadas por
correm para desqualificar o texto do ponto de vista lógico: fugir do um único contra exemplo. Quando se diz “Todos os políticos são
tema proposto, cair em contradição, tirar conclusões que não se ladrões”, basta um único exemplo de político honesto para destruir
fundamentam nos dados apresentados, ilustrar afirmações gerais o argumento.
com fatos inadequados, narrar um fato e dele extrair generalizações - Emprego de noções científicas sem nenhum rigor, fora do con-
indevidas. texto adequado, sem o significado apropriado, vulgarizando-as e
atribuindo-lhes uma significação subjetiva e grosseira. É o caso, por
Argumento do Atributo exemplo, da frase “O imperialismo de certas indústrias não permite
É aquele que considera melhor o que tem propriedades típi- que outras crescam”, em que o termo imperialismo é descabido,
cas daquilo que é mais valorizado socialmente, por exemplo, o mais uma vez que, a rigor, significa “ação de um Estado visando a reduzir
raro é melhor que o comum, o que é mais refinado é melhor que o outros à sua dependência política e econômica”.
que é mais grosseiro, etc.
Por esse motivo, a publicidade usa, com muita frequência, cele- A boa argumentação é aquela que está de acordo com a situa-
bridades recomendando prédios residenciais, produtos de beleza, ali- ção concreta do texto, que leva em conta os componentes envolvi-
mentos estéticos, etc., com base no fato de que o consumidor tende dos na discussão (o tipo de pessoa a quem se dirige a comunicação,
a associar o produto anunciado com atributos da celebridade. o assunto, etc).
Uma variante do argumento de atributo é o argumento da Convém ainda alertar que não se convence ninguém com mani-
competência linguística. A utilização da variante culta e formal da festações de sinceridade do autor (como eu, que não costumo men-
língua que o produtor do texto conhece a norma linguística social- tir...) ou com declarações de certeza expressas em fórmulas feitas
mente mais valorizada e, por conseguinte, deve produzir um texto (como estou certo, creio firmemente, é claro, é óbvio, é evidente,
em que se pode confiar. Nesse sentido é que se diz que o modo de afirmo com toda a certeza, etc). Em vez de prometer, em seu texto,
dizer dá confiabilidade ao que se diz. sinceridade e certeza, autenticidade e verdade, o enunciador deve
Imagine-se que um médico deva falar sobre o estado de saúde construir um texto que revele isso. Em outros termos, essas quali-
de uma personalidade pública. Ele poderia fazê-lo das duas manei- dades não se prometem, manifestam-se na ação.
ras indicadas abaixo, mas a primeira seria infinitamente mais ade- A argumentação é a exploração de recursos para fazer parecer
quada para a persuasão do que a segunda, pois esta produziria certa verdadeiro aquilo que se diz num texto e, com isso, levar a pessoa a
estranheza e não criaria uma imagem de competência do médico: que texto é endereçado a crer naquilo que ele diz.
- Para aumentar a confiabilidade do diagnóstico e levando em Um texto dissertativo tem um assunto ou tema e expressa um
conta o caráter invasivo de alguns exames, a equipe médica houve ponto de vista, acompanhado de certa fundamentação, que inclui
por bem determinar o internamento do governador pelo período a argumentação, questionamento, com o objetivo de persuadir. Ar-
de três dias, a partir de hoje, 4 de fevereiro de 2001. gumentar é o processo pelo qual se estabelecem relações para che-

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LÍNGUA PORTUGUESA
gar à conclusão, com base em premissas. Persuadir é um processo - evidência;
de convencimento, por meio da argumentação, no qual procura-se - divisão ou análise;
convencer os outros, de modo a influenciar seu pensamento e seu - ordem ou dedução;
comportamento. - enumeração.
A persuasão pode ser válida e não válida. Na persuasão váli-
da, expõem-se com clareza os fundamentos de uma ideia ou pro- A enumeração pode apresentar dois tipos de falhas: a omissão
posição, e o interlocutor pode questionar cada passo do raciocínio e a incompreensão. Qualquer erro na enumeração pode quebrar o
empregado na argumentação. A persuasão não válida apoia-se em encadeamento das ideias, indispensável para o processo dedutivo.
argumentos subjetivos, apelos subliminares, chantagens sentimen- A forma de argumentação mais empregada na redação acadê-
tais, com o emprego de “apelações”, como a inflexão de voz, a mí- mica é o silogismo, raciocínio baseado nas regras cartesianas, que
mica e até o choro. contém três proposições: duas premissas, maior e menor, e a con-
Alguns autores classificam a dissertação em duas modalidades, clusão. As três proposições são encadeadas de tal forma, que a con-
expositiva e argumentativa. Esta, exige argumentação, razões a fa- clusão é deduzida da maior por intermédio da menor. A premissa
vor e contra uma ideia, ao passo que a outra é informativa, apresen- maior deve ser universal, emprega todo, nenhum, pois alguns não
ta dados sem a intenção de convencer. Na verdade, a escolha dos caracteriza a universalidade.
dados levantados, a maneira de expô-los no texto já revelam uma Há dois métodos fundamentais de raciocínio: a dedução (silo-
“tomada de posição”, a adoção de um ponto de vista na disserta- gística), que parte do geral para o particular, e a indução, que vai do
ção, ainda que sem a apresentação explícita de argumentos. Desse particular para o geral. A expressão formal do método dedutivo é o
ponto de vista, a dissertação pode ser definida como discussão, de- silogismo. A dedução é o caminho das consequências, baseia-se em
bate, questionamento, o que implica a liberdade de pensamento, a uma conexão descendente (do geral para o particular) que leva à
possibilidade de discordar ou concordar parcialmente. A liberdade conclusão. Segundo esse método, partindo-se de teorias gerais, de
de questionar é fundamental, mas não é suficiente para organizar verdades universais, pode-se chegar à previsão ou determinação de
um texto dissertativo. É necessária também a exposição dos fun- fenômenos particulares. O percurso do raciocínio vai da causa para
damentos, os motivos, os porquês da defesa de um ponto de vista. o efeito. Exemplo:
Pode-se dizer que o homem vive em permanente atitude argu-
mentativa. A argumentação está presente em qualquer tipo de dis- Todo homem é mortal (premissa maior = geral, universal)
curso, porém, é no texto dissertativo que ela melhor se evidencia. Fulano é homem (premissa menor = particular)
Para discutir um tema, para confrontar argumentos e posições, Logo, Fulano é mortal (conclusão)
é necessária a capacidade de conhecer outros pontos de vista e
seus respectivos argumentos. Uma discussão impõe, muitas ve- A indução percorre o caminho inverso ao da dedução, baseia-
zes, a análise de argumentos opostos, antagônicos. Como sempre, se em uma conexão ascendente, do particular para o geral. Nesse
essa capacidade aprende-se com a prática. Um bom exercício para caso, as constatações particulares levam às leis gerais, ou seja, par-
aprender a argumentar e contra-argumentar consiste em desenvol- te de fatos particulares conhecidos para os fatos gerais, desconheci-
ver as seguintes habilidades: dos. O percurso do raciocínio se faz do efeito para a causa. Exemplo:
- argumentação: anotar todos os argumentos a favor de uma O calor dilata o ferro (particular)
ideia ou fato; imaginar um interlocutor que adote a posição total- O calor dilata o bronze (particular)
mente contrária; O calor dilata o cobre (particular)
- contra-argumentação: imaginar um diálogo-debate e quais os O ferro, o bronze, o cobre são metais
argumentos que essa pessoa imaginária possivelmente apresenta- Logo, o calor dilata metais (geral, universal)
ria contra a argumentação proposta;
- refutação: argumentos e razões contra a argumentação oposta. Quanto a seus aspectos formais, o silogismo pode ser válido
e verdadeiro; a conclusão será verdadeira se as duas premissas
A argumentação tem a finalidade de persuadir, portanto, ar- também o forem. Se há erro ou equívoco na apreciação dos fatos,
gumentar consiste em estabelecer relações para tirar conclusões pode-se partir de premissas verdadeiras para chegar a uma conclu-
válidas, como se procede no método dialético. O método dialético são falsa. Tem-se, desse modo, o sofisma. Uma definição inexata,
não envolve apenas questões ideológicas, geradoras de polêmicas. uma divisão incompleta, a ignorância da causa, a falsa analogia são
Trata-se de um método de investigação da realidade pelo estudo de algumas causas do sofisma. O sofisma pressupõe má fé, intenção
sua ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno em ques- deliberada de enganar ou levar ao erro; quando o sofisma não tem
tão e da mudança dialética que ocorre na natureza e na sociedade. essas intenções propositais, costuma-se chamar esse processo de
Descartes (1596-1650), filósofo e pensador francês, criou o mé- argumentação de paralogismo. Encontra-se um exemplo simples de
todo de raciocínio silogístico, baseado na dedução, que parte do sofisma no seguinte diálogo:
simples para o complexo. Para ele, verdade e evidência são a mes- - Você concorda que possui uma coisa que não perdeu?
ma coisa, e pelo raciocínio torna-se possível chegar a conclusões - Lógico, concordo.
verdadeiras, desde que o assunto seja pesquisado em partes, co- - Você perdeu um brilhante de 40 quilates?
meçando-se pelas proposições mais simples até alcançar, por meio - Claro que não!
de deduções, a conclusão final. Para a linha de raciocínio cartesiana, - Então você possui um brilhante de 40 quilates...
é fundamental determinar o problema, dividi-lo em partes, ordenar
os conceitos, simplificando-os, enumerar todos os seus elementos Exemplos de sofismas:
e determinar o lugar de cada um no conjunto da dedução.
A lógica cartesiana, até os nossos dias, é fundamental para a Dedução
argumentação dos trabalhos acadêmicos. Descartes propôs quatro Todo professor tem um diploma (geral, universal)
regras básicas que constituem um conjunto de reflexos vitais, uma Fulano tem um diploma (particular)
série de movimentos sucessivos e contínuos do espírito em busca Logo, fulano é professor (geral – conclusão falsa)
da verdade:

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LÍNGUA PORTUGUESA
Indução nos arbitrário, em que os caracteres comuns e diferenciadores são
O Rio de Janeiro tem uma estátua do Cristo Redentor. (parti- empregados de modo mais ou menos convencional. A classificação,
cular) no reino animal, em ramos, classes, ordens, subordens, gêneros e
Taubaté (SP) tem uma estátua do Cristo Redentor. (particular) espécies, é um exemplo de classificação natural, pelas caracterís-
Rio de Janeiro e Taubaté são cidades. ticas comuns e diferenciadoras. A classificação dos variados itens
Logo, toda cidade tem uma estátua do Cristo Redentor. (geral integrantes de uma lista mais ou menos caótica é artificial.
– conclusão falsa)
Exemplo: aquecedor, automóvel, barbeador, batata, caminhão,
Nota-se que as premissas são verdadeiras, mas a conclusão canário, jipe, leite, ônibus, pão, pardal, pintassilgo, queijo, relógio,
pode ser falsa. Nem todas as pessoas que têm diploma são profes- sabiá, torradeira.
sores; nem todas as cidades têm uma estátua do Cristo Redentor. Aves: Canário, Pardal, Pintassilgo, Sabiá.
Comete-se erro quando se faz generalizações apressadas ou infun- Alimentos: Batata, Leite, Pão, Queijo.
dadas. A “simples inspeção” é a ausência de análise ou análise su- Mecanismos: Aquecedor, Barbeador, Relógio, Torradeira.
perficial dos fatos, que leva a pronunciamentos subjetivos, basea- Veículos: Automóvel, Caminhão, Jipe, Ônibus.
dos nos sentimentos não ditados pela razão.
Tem-se, ainda, outros métodos, subsidiários ou não fundamen- Os elementos desta lista foram classificados por ordem alfabé-
tais, que contribuem para a descoberta ou comprovação da verda- tica e pelas afinidades comuns entre eles. Estabelecer critérios de
de: análise, síntese, classificação e definição. Além desses, existem classificação das ideias e argumentos, pela ordem de importância, é
outros métodos particulares de algumas ciências, que adaptam os uma habilidade indispensável para elaborar o desenvolvimento de
processos de dedução e indução à natureza de uma realidade par- uma redação. Tanto faz que a ordem seja crescente, do fato mais
ticular. Pode-se afirmar que cada ciência tem seu método próprio importante para o menos importante, ou decrescente, primeiro
demonstrativo, comparativo, histórico etc. A análise, a síntese, a o menos importante e, no final, o impacto do mais importante; é
classificação a definição são chamadas métodos sistemáticos, por- indispensável que haja uma lógica na classificação. A elaboração
que pela organização e ordenação das ideias visam sistematizar a do plano compreende a classificação das partes e subdivisões, ou
pesquisa. seja, os elementos do plano devem obedecer a uma hierarquização.
Análise e síntese são dois processos opostos, mas interligados; (Garcia, 1973, p. 302304.)
a análise parte do todo para as partes, a síntese, das partes para o Para a clareza da dissertação, é indispensável que, logo na in-
todo. A análise precede a síntese, porém, de certo modo, uma de- trodução, os termos e conceitos sejam definidos, pois, para expres-
pende da outra. A análise decompõe o todo em partes, enquanto a sar um questionamento, deve-se, de antemão, expor clara e racio-
síntese recompõe o todo pela reunião das partes. Sabe-se, porém, nalmente as posições assumidas e os argumentos que as justificam.
que o todo não é uma simples justaposição das partes. Se alguém É muito importante deixar claro o campo da discussão e a posição
reunisse todas as peças de um relógio, não significa que reconstruiu adotada, isto é, esclarecer não só o assunto, mas também os pontos
o relógio, pois fez apenas um amontoado de partes. Só reconstruiria de vista sobre ele.
todo se as partes estivessem organizadas, devidamente combina- A definição tem por objetivo a exatidão no emprego da lingua-
das, seguida uma ordem de relações necessárias, funcionais, então, gem e consiste na enumeração das qualidades próprias de uma
o relógio estaria reconstruído. ideia, palavra ou objeto. Definir é classificar o elemento conforme a
Síntese, portanto, é o processo de reconstrução do todo por espécie a que pertence, demonstra: a característica que o diferen-
meio da integração das partes, reunidas e relacionadas num con- cia dos outros elementos dessa mesma espécie.
junto. Toda síntese, por ser uma reconstrução, pressupõe a análise, Entre os vários processos de exposição de ideias, a definição
que é a decomposição. A análise, no entanto, exige uma decompo- é um dos mais importantes, sobretudo no âmbito das ciências. A
sição organizada, é preciso saber como dividir o todo em partes. As definição científica ou didática é denotativa, ou seja, atribui às pa-
operações que se realizam na análise e na síntese podem ser assim lavras seu sentido usual ou consensual, enquanto a conotativa ou
relacionadas: metafórica emprega palavras de sentido figurado. Segundo a lógica
Análise: penetrar, decompor, separar, dividir. tradicional aristotélica, a definição consta de três elementos:
Síntese: integrar, recompor, juntar, reunir. - o termo a ser definido;
- o gênero ou espécie;
A análise tem importância vital no processo de coleta de ideias - a diferença específica.
a respeito do tema proposto, de seu desdobramento e da criação
de abordagens possíveis. A síntese também é importante na esco- O que distingue o termo definido de outros elementos da mes-
lha dos elementos que farão parte do texto. ma espécie. Exemplo:
Segundo Garcia (1973, p.300), a análise pode ser formal ou in-
formal. A análise formal pode ser científica ou experimental; é ca- Na frase: O homem é um animal racional classifica-se:
racterística das ciências matemáticas, físico-naturais e experimen-
tais. A análise informal é racional ou total, consiste em “discernir”
por vários atos distintos da atenção os elementos constitutivos de
um todo, os diferentes caracteres de um objeto ou fenômeno.
A análise decompõe o todo em partes, a classificação estabe- Elemento especiediferença
lece as necessárias relações de dependência e hierarquia entre as a ser definidoespecífica
partes. Análise e classificação ligam-se intimamente, a ponto de se
confundir uma com a outra, contudo são procedimentos diversos: É muito comum formular definições de maneira defeituosa,
análise é decomposição e classificação é hierarquisação. por exemplo: Análise é quando a gente decompõe o todo em par-
Nas ciências naturais, classificam-se os seres, fatos e fenôme- tes. Esse tipo de definição é gramaticalmente incorreto; quando é
nos por suas diferenças e semelhanças; fora das ciências naturais, a advérbio de tempo, não representa o gênero, a espécie, a gente é
classificação pode-se efetuar por meio de um processo mais ou me- forma coloquial não adequada à redação acadêmica. Tão importan-

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LÍNGUA PORTUGUESA
te é saber formular uma definição, que se recorre a Garcia (1973, ou melhor; nos testemunhos são comuns as expressões: conforme,
p.306), para determinar os “requisitos da definição denotativa”. segundo, na opinião de, no parecer de, consoante as ideias de, no
Para ser exata, a definição deve apresentar os seguintes requisitos: entender de, no pensamento de. A explicitação se faz também pela
- o termo deve realmente pertencer ao gênero ou classe em interpretação, em que são comuns as seguintes expressões: parece,
que está incluído: “mesa é um móvel” (classe em que ‘mesa’ está assim, desse ponto de vista.
realmente incluída) e não “mesa é um instrumento ou ferramenta Enumeração: Faz-se pela apresentação de uma sequência de
ou instalação”; elementos que comprovam uma opinião, tais como a enumeração
- o gênero deve ser suficientemente amplo para incluir todos os de pormenores, de fatos, em uma sequência de tempo, em que são
exemplos específicos da coisa definida, e suficientemente restrito frequentes as expressões: primeiro, segundo, por último, antes, de-
para que a diferença possa ser percebida sem dificuldade; pois, ainda, em seguida, então, presentemente, antigamente, de-
- deve ser obrigatoriamente afirmativa: não há, em verdade, pois de, antes de, atualmente, hoje, no passado, sucessivamente,
definição, quando se diz que o “triângulo não é um prisma”; respectivamente. Na enumeração de fatos em uma sequência de
- deve ser recíproca: “O homem é um ser vivo” não constitui espaço, empregam-se as seguintes expressões: cá, lá, acolá, ali, aí,
definição exata, porque a recíproca, “Todo ser vivo é um homem” além, adiante, perto de, ao redor de, no Estado tal, na capital, no
não é verdadeira (o gato é ser vivo e não é homem); interior, nas grandes cidades, no sul, no leste...
- deve ser breve (contida num só período). Quando a definição, Comparação: Analogia e contraste são as duas maneiras de
ou o que se pretenda como tal, é muito longa (séries de períodos se estabelecer a comparação, com a finalidade de comprovar uma
ou de parágrafos), chama-se explicação, e também definição expan- ideia ou opinião. Na analogia, são comuns as expressões: da mesma
dida;d forma, tal como, tanto quanto, assim como, igualmente. Para esta-
- deve ter uma estrutura gramatical rígida: sujeito (o termo) + belecer contraste, empregam-se as expressões: mais que, menos
cópula (verbo de ligação ser) + predicativo (o gênero) + adjuntos (as que, melhor que, pior que.
diferenças). Entre outros tipos de argumentos empregados para aumentar
o poder de persuasão de um texto dissertativo encontram-se:
As definições dos dicionários de língua são feitas por meio de Argumento de autoridade: O saber notório de uma autoridade
paráfrases definitórias, ou seja, uma operação metalinguística que reconhecida em certa área do conhecimento dá apoio a uma afir-
consiste em estabelecer uma relação de equivalência entre a pala- mação. Dessa maneira, procura-se trazer para o enunciado a credi-
vra e seus significados. bilidade da autoridade citada. Lembre-se que as citações literais no
A força do texto dissertativo está em sua fundamentação. Sem- corpo de um texto constituem argumentos de autoridade. Ao fazer
pre é fundamental procurar um porquê, uma razão verdadeira e uma citação, o enunciador situa os enunciados nela contidos na li-
necessária. A verdade de um ponto de vista deve ser demonstrada nha de raciocínio que ele considera mais adequada para explicar ou
com argumentos válidos. O ponto de vista mais lógico e racional do justificar um fato ou fenômeno. Esse tipo de argumento tem mais
mundo não tem valor, se não estiver acompanhado de uma funda- caráter confirmatório que comprobatório.
mentação coerente e adequada. Apoio na consensualidade: Certas afirmações dispensam expli-
Os métodos fundamentais de raciocínio segundo a lógica clás- cação ou comprovação, pois seu conteúdo é aceito como válido por
sica, que foram abordados anteriormente, auxiliam o julgamento consenso, pelo menos em determinado espaço sociocultural. Nesse
da validade dos fatos. Às vezes, a argumentação é clara e pode reco- caso, incluem-se
nhecer-se facilmente seus elementos e suas relações; outras vezes, - A declaração que expressa uma verdade universal (o homem,
as premissas e as conclusões organizam-se de modo livre, mistu- mortal, aspira à imortalidade);
rando-se na estrutura do argumento. Por isso, é preciso aprender a - A declaração que é evidente por si mesma (caso dos postula-
reconhecer os elementos que constituem um argumento: premis- dos e axiomas);
sas/conclusões. Depois de reconhecer, verificar se tais elementos - Quando escapam ao domínio intelectual, ou seja, é de nature-
são verdadeiros ou falsos; em seguida, avaliar se o argumento está za subjetiva ou sentimental (o amor tem razões que a própria razão
expresso corretamente; se há coerência e adequação entre seus desconhece); implica apreciação de ordem estética (gosto não se
elementos, ou se há contradição. Para isso é que se aprende os pro- discute); diz respeito a fé religiosa, aos dogmas (creio, ainda que
cessos de raciocínio por dedução e por indução. Admitindo-se que parece absurdo).
raciocinar é relacionar, conclui-se que o argumento é um tipo espe-
cífico de relação entre as premissas e a conclusão. Comprovação pela experiência ou observação: A verdade de
Procedimentos Argumentativos: Constituem os procedimentos um fato ou afirmação pode ser comprovada por meio de dados con-
argumentativos mais empregados para comprovar uma afirmação: cretos, estatísticos ou documentais.
exemplificação, explicitação, enumeração, comparação. Comprovação pela fundamentação lógica: A comprovação se
Exemplificação: Procura justificar os pontos de vista por meio realiza por meio de argumentos racionais, baseados na lógica: cau-
de exemplos, hierarquizar afirmações. São expressões comuns nes- sa/efeito; consequência/causa; condição/ocorrência.
se tipo de procedimento: mais importante que, superior a, de maior Fatos não se discutem; discutem-se opiniões. As declarações,
relevância que. Empregam-se também dados estatísticos, acompa- julgamento, pronunciamentos, apreciações que expressam opi-
nhados de expressões: considerando os dados; conforme os dados niões pessoais (não subjetivas) devem ter sua validade comprova-
apresentados. Faz-se a exemplificação, ainda, pela apresentação de da, e só os fatos provam. Em resumo toda afirmação ou juízo que
causas e consequências, usando-se comumente as expressões: por- expresse uma opinião pessoal só terá validade se fundamentada na
que, porquanto, pois que, uma vez que, visto que, por causa de, em evidência dos fatos, ou seja, se acompanhada de provas, validade
virtude de, em vista de, por motivo de. dos argumentos, porém, pode ser contestada por meio da contra-
Explicitação: O objetivo desse recurso argumentativo é expli- -argumentação ou refutação. São vários os processos de contra-ar-
car ou esclarecer os pontos de vista apresentados. Pode-se alcançar gumentação:
esse objetivo pela definição, pelo testemunho e pela interpreta- Refutação pelo absurdo: refuta-se uma afirmação demonstran-
ção. Na explicitação por definição, empregamse expressões como: do o absurdo da consequência. Exemplo clássico é a contraargu-
quer dizer, denomina-se, chama-se, na verdade, isto é, haja vista, mentação do cordeiro, na conhecida fábula “O lobo e o cordeiro”;

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LÍNGUA PORTUGUESA
Refutação por exclusão: consiste em propor várias hipóteses - analisar as condições atuais de vida nos grandes centros ur-
para eliminá-las, apresentando-se, então, aquela que se julga ver- banos;
dadeira; - como se poderia usar a ciência e a tecnologia para humanizar
Desqualificação do argumento: atribui-se o argumento à opi- mais a sociedade.
nião pessoal subjetiva do enunciador, restringindo-se a universali-
dade da afirmação; Conclusão
Ataque ao argumento pelo testemunho de autoridade: consis- - a tecnologia pode libertar ou escravizar: benefícios/conse-
te em refutar um argumento empregando os testemunhos de auto- quências maléficas;
ridade que contrariam a afirmação apresentada; - síntese interpretativa dos argumentos e contra-argumentos
Desqualificar dados concretos apresentados: consiste em de- apresentados.
sautorizar dados reais, demonstrando que o enunciador baseou-se
em dados corretos, mas tirou conclusões falsas ou inconsequentes. Naturalmente esse não é o único, nem o melhor plano de reda-
Por exemplo, se na argumentação afirmou-se, por meio de dados ção: é um dos possíveis.
estatísticos, que “o controle demográfico produz o desenvolvimen- Coesão e coerência fazem parte importante da elaboração de
to”, afirma-se que a conclusão é inconsequente, pois baseia-se em um texto com clareza. Ela diz respeito à maneira como as ideias são
uma relação de causa-feito difícil de ser comprovada. Para con- organizadas a fim de que o objetivo final seja alcançado: a com-
traargumentar, propõese uma relação inversa: “o desenvolvimento preensão textual. Na redação espera-se do autor capacidade de
é que gera o controle demográfico”. mobilizar conhecimentos e opiniões, argumentar de modo coeren-
Apresentam-se aqui sugestões, um dos roteiros possíveis para te, além de expressar-se com clareza, de forma correta e adequada.
desenvolver um tema, que podem ser analisadas e adaptadas ao
desenvolvimento de outros temas. Elege-se um tema, e, em segui- Coerência
da, sugerem-se os procedimentos que devem ser adotados para a É uma rede de sintonia entre as partes e o todo de um texto.
elaboração de um Plano de Redação. Conjunto de unidades sistematizadas numa adequada relação se-
mântica, que se manifesta na compatibilidade entre as ideias. (Na
Tema: O homem e a máquina: necessidade e riscos da evolução linguagem popular: “dizer coisa com coisa” ou “uma coisa bate com
tecnológica outra”).
- Questionar o tema, transformá-lo em interrogação, responder Coerência é a unidade de sentido resultante da relação que se
a interrogação (assumir um ponto de vista); dar o porquê da respos- estabelece entre as partes do texto. Uma ideia ajuda a compreen-
ta, justificar, criando um argumento básico; der a outra, produzindo um sentido global, à luz do qual cada uma
- Imaginar um ponto de vista oposto ao argumento básico e das partes ganha sentido. Coerência é a ligação em conjunto dos
construir uma contra-argumentação; pensar a forma de refutação elementos formativos de um texto.
que poderia ser feita ao argumento básico e tentar desqualificá-la A coerência não é apenas uma marca textual, mas diz respeito
(rever tipos de argumentação); aos conceitos e às relações semânticas que permitem a união dos
- Refletir sobre o contexto, ou seja, fazer uma coleta de ideias elementos textuais.
que estejam direta ou indiretamente ligadas ao tema (as ideias po- A coerência de um texto é facilmente deduzida por um falante
dem ser listadas livremente ou organizadas como causa e conse- de uma língua, quando não encontra sentido lógico entre as propo-
quência); sições de um enunciado oral ou escrito. É a competência linguística,
- Analisar as ideias anotadas, sua relação com o tema e com o tomada em sentido lato, que permite a esse falante reconhecer de
argumento básico; imediato a coerência de um discurso.
- Fazer uma seleção das ideias pertinentes, escolhendo as que
poderão ser aproveitadas no texto; essas ideias transformam-se em A coerência:
argumentos auxiliares, que explicam e corroboram a ideia do argu- - assenta-se no plano cognitivo, da inteligibilidade do texto;
mento básico; - situa-se na subjacência do texto; estabelece conexão concei-
- Fazer um esboço do Plano de Redação, organizando uma se- tual;
quência na apresentação das ideias selecionadas, obedecendo às - relaciona-se com a macroestrutura; trabalha com o todo, com
partes principais da estrutura do texto, que poderia ser mais ou o aspecto global do texto;
menos a seguinte: - estabelece relações de conteúdo entre palavras e frases.

Introdução Coesão
- função social da ciência e da tecnologia; É um conjunto de elementos posicionados ao longo do texto,
- definições de ciência e tecnologia; numa linha de sequência e com os quais se estabelece um víncu-
- indivíduo e sociedade perante o avanço tecnológico. lo ou conexão sequencial.Se o vínculo coesivo se faz via gramática,
fala-se em coesão gramatical. Se se faz por meio do vocabulário,
Desenvolvimento tem-se a coesão lexical.
- apresentação de aspectos positivos e negativos do desenvol- A coesão textual é a ligação, a relação, a conexão entre pala-
vimento tecnológico; vras, expressões ou frases do texto. Ela manifesta-se por elementos
- como o desenvolvimento científico-tecnológico modificou as gramaticais, que servem para estabelecer vínculos entre os compo-
condições de vida no mundo atual; nentes do texto.
- a tecnocracia: oposição entre uma sociedade tecnologica- Existem, em Língua Portuguesa, dois tipos de coesão: a lexical,
mente desenvolvida e a dependência tecnológica dos países sub- que é obtida pelas relações de sinônimos, hiperônimos, nomes ge-
desenvolvidos; néricos e formas elididas, e a gramatical, que é conseguida a partir
- enumerar e discutir os fatores de desenvolvimento social; do emprego adequado de artigo, pronome, adjetivo, determinados
- comparar a vida de hoje com os diversos tipos de vida do pas- advérbios e expressões adverbiais, conjunções e numerais.
sado; apontar semelhanças e diferenças; A coesão:

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LÍNGUA PORTUGUESA
- assenta-se no plano gramatical e no nível frasal; so há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca
- situa-se na superfície do texto, estabele conexão sequencial; pela verdade real, concebida através do raciocínio e da crítica. Os
- relaciona-se com a microestrutura, trabalha com as partes programas humorísticos fazem uso contínuo dessa arte, frequente-
componentes do texto; mente os discursos de políticos são abordados de maneira cômica
- Estabelece relações entre os vocábulos no interior das frases. e contestadora, provocando risos e também reflexão a respeito da
demagogia praticada pela classe dominante.
Intertextualidade é o nome dado à relação que se estabelece A Epígrafe é um recurso bastante utilizado em obras, textos
entre dois textos, quando um texto já criado exerce influência na científicos, desde artigos, resenhas, monografias, uma vez que con-
criação de um novo texto. Pode-se definir, então, a intertextualida- siste no acréscimo de uma frase ou parágrafo que tenha alguma re-
de como sendo a criação de um texto a partir de outro texto já exis- lação com o que será discutido no texto. Do grego, o termo “epígra-
tente. Dependendo da situação, a intertextualidade tem funções fhe” é formado pelos vocábulos “epi” (posição superior) e “graphé”
diferentes que dependem muito dos textos/contextos em que ela (escrita). Como exemplo podemos citar um artigo sobre Patrimônio
é inserida. Cultural e a epígrafe do filósofo Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.): “A
O diálogo pode ocorrer em diversas áreas do conhecimento, cultura é o melhor conforto para a velhice”.
não se restringindo única e exclusivamente a textos literários.
Em alguns casos pode-se dizer que a intertextualidade assume A Citação é o Acréscimo de partes de outras obras numa pro-
a função de não só persuadir o leitor como também de difundir a dução textual, de forma que dialoga com ele; geralmente vem ex-
cultura, uma vez que se trata de uma relação com a arte (pintura, pressa entre aspas e itálico, já que se trata da enunciação de outro
escultura, literatura etc). Intertextualidade é a relação entre dois autor. Esse recurso é importante haja vista que sua apresentação
textos caracterizada por um citar o outro. sem relacionar a fonte utilizada é considerado “plágio”. Do Latim, o
A intertextualidade é o diálogo entre textos. Ocorre quando um termo “citação” (citare) significa convocar.
texto (oral, escrito, verbal ou não verbal), de alguma maneira, se
utiliza de outro na elaboração de sua mensagem. Os dois textos – a A Alusão faz referência aos elementos presentes em outros
fonte e o que dialoga com ela – podem ser do mesmo gênero ou textos. Do Latim, o vocábulo “alusão” (alludere) é formado por dois
de gêneros distintos, terem a mesma finalidade ou propósitos di- termos: “ad” (a, para) e “ludere” (brincar).
ferentes. Assim, como você constatou, uma história em quadrinhos
pode utilizar algo de um texto científico, assim como um poema Pastiche é uma recorrência a um gênero.
pode valer-se de uma letra de música ou um artigo de opinião pode
mencionar um provérbio conhecido. A Tradução está no campo da intertextualidade porque implica
Há várias maneiras de um texto manter intertextualidade com a recriação de um texto.
outro, entre elas, ao citá-lo, ao resumi-lo, ao reproduzi-lo com ou-
tras palavras, ao traduzi-lo para outro idioma, ao ampliá-lo, ao to- Evidentemente, a intertextualidade está ligada ao “conheci-
má-lo como ponto de partida, ao defendê-lo, ao criticá-lo, ao ironi- mento de mundo”, que deve ser compartilhado, ou seja, comum ao
zá-lo ou ao compará-lo com outros. produtor e ao receptor de textos.
Os estudiosos afirmam que em todos os textos ocorre algum A intertextualidade pressupõe um universo cultural muito am-
grau de intertextualidade, pois quando falamos, escrevemos, de- plo e complexo, pois implica a identificação / o reconhecimento de
senhamos, pintamos, moldamos, ou seja, sempre que nos expres- remissões a obras ou a textos / trechos mais, ou menos conhecidos,
samos, estamos nos valendo de ideias e conceitos que já foram além de exigir do interlocutor a capacidade de interpretar a função
formulados por outros para reafirmá-los, ampliá-los ou mesmo con- daquela citação ou alusão em questão.
tradizê-los. Em outras palavras, não há textos absolutamente origi-
nais, pois eles sempre – de maneira explícita ou implícita – mantêm Intertextualidade explícita e intertextualidade implícita
alguma relação com algo que foi visto, ouvido ou lido. A intertextualidade pode ser caracterizada como explícita ou
implícita, de acordo com a relação estabelecida com o texto fonte,
Tipos de Intertextualidade ou seja, se mais direta ou se mais subentendida.
A intertextualidade acontece quando há uma referência ex-
plícita ou implícita de um texto em outro. Também pode ocorrer A intertextualidade explícita:
com outras formas além do texto, música, pintura, filme, novela etc. – é facilmente identificada pelos leitores;
Toda vez que uma obra fizer alusão à outra ocorre a intertextualida- – estabelece uma relação direta com o texto fonte;
de. Por isso é importante para o leitor o conhecimento de mundo, – apresenta elementos que identificam o texto fonte;
um saber prévio, para reconhecer e identificar quando há um diá- – não exige que haja dedução por parte do leitor;
logo entre os textos. A intertextualidade pode ocorrer afirmando as – apenas apela à compreensão do conteúdos.
mesmas ideias da obra citada ou contestando-as.
A intertextualidade implícita:
Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a ideia do texto – não é facilmente identificada pelos leitores;
é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre para atualizar, rea- – não estabelece uma relação direta com o texto fonte;
firmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer com – não apresenta elementos que identificam o texto fonte;
outras palavras o que já foi dito. – exige que haja dedução, inferência, atenção e análise por par-
te dos leitores;
A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros tex- – exige que os leitores recorram a conhecimentos prévios para
tos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por isso é objeto a compreensão do conteúdo.
de interesse para os estudiosos da língua e das artes. Ocorre, aqui,
um choque de interpretação, a voz do texto original é retomada Discurso direto
para transformar seu sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica É a fala da personagem reproduzida fielmente pelo narrador,
de suas verdades incontestadas anteriormente, com esse proces- ou seja, reproduzida nos termos em que foi expressa.

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LÍNGUA PORTUGUESA
— Bonito papel! Quase três da madrugada e os senhores com- — Que tal o carro?
pletamente bêbados, não é?
Foi aí que um dos bêbados pediu: Estilo 2:
— Sem bronca, minha senhora. Veja logo qual de nós quatro é João perguntou: “Que tal o carro?” (As aspas são optativas)
o seu marido que os outros querem ir para casa. Antônio respondeu: “horroroso” (As aspas são optativas)
(Stanislaw Ponte Preta)
Estilo 3:
Observe que, no exemplo dado, a fala da personagem é intro- Verbos de elocução no meio da fala:
duzida por um travessão, que deve estar alinhado dentro do pará- — Estou vendo, disse efusivamente João, que você adorou o
grafo. carro.
O narrador, ao reproduzir diretamente a fala das personagens, — Você, retrucou Antônio, está completamente enganado.
conserva características do linguajar de cada uma, como termos de
gíria, vícios de linguagem, palavrões, expressões regionais ou ca- Verbos de elocução no fim da fala:
coetes pessoais. — Estou vendo que você adorou o carro — disse efusivamente
O discurso direto geralmente apresenta verbos de elocução (ou João.
declarativos ou dicendi) que indicam quem está emitindo a mensa- — Você está completamente enganado — retrucou Antônio.
gem.
Os verbos declarativos ou de elocução mais comuns são: Os trechos que apresentam verbos de elocução podem vir com
acrescentar travessões ou com vírgulas. Observe os seguintes exemplos:
afirmar
concordar — Não posso, disse ela daí a alguns instantes, não deixo meu
consentir filho. (Machado de Assis)
contestar
continuar — Não vá sem eu lhe ensinar a minha filosofia da miséria, disse
declamar ele, escarrachando-se diante de mim. (Machado de Assis)
determinar
dizer — Vale cinquenta, ponderei; Sabina sabe que custou cinquenta
esclarecer e oito. (Machado de Assis)
exclamar
explicar — Ainda não, respondi secamente. (Machado de Assis)
gritar
indagar Verbos de elocução depois de orações interrogativas e excla-
insistir mativas:
interrogar — Nunca me viu? perguntou Virgília vendo que a encarava com
interromper insistência. (Machado de Assis)
intervir — Para quê? interrompeu Sabina. (Machado de Assis)
mandar — Isso nunca; não faço esmolas! disse ele. (Machado de Assis)
ordenar, pedir
perguntar Observe que os verbos de elocução aparecem em letras minús-
prosseguir culas depois dos pontos de exclamação e interrogação.
protestar
reclamar Discurso indireto
repetir No discurso indireto, o narrador exprime indiretamente a fala
replicar da personagem. O narrador funciona como testemunha auditiva e
responder passa para o leitor o que ouviu da personagem. Na transcrição, o
retrucar verbo aparece na terceira pessoa, sendo imprescindível a presen-
solicitar ça de verbos dicendi (dizer, responder, retrucar, replicar, perguntar,
pedir, exclamar, contestar, concordar, ordenar, gritar, indagar, de-
Os verbos declarativos podem, além de introduzir a fala, indicar clamar, afirmar, mandar etc.), seguidos dos conectivos que (dicendi
atitudes, estados interiores ou situações emocionais das persona- afirmativo) ou se (dicendi interrogativo) para introduzir a fala da
gens como, por exemplo, os verbos protestar, gritar, ordenar e ou- personagem na voz do narrador.
tros. Esse efeito pode ser também obtido com o uso de adjetivos ou
advérbios aliados aos verbos de elocução: falou calmamente, gritou A certo ponto da conversação, Glória me disse que desejava
histérica, respondeu irritada, explicou docemente. muito conhecer Carlota e perguntou por que não a levei comigo.
(Ciro dos Anjos)
Exemplo:
— O amor, prosseguiu sonhadora, é a grande realização de nos- Fui ter com ela, e perguntei se a mãe havia dito alguma coisa;
sas vidas. respondeu-me que não.
Ao utilizar o discurso direto – diálogos (com ou sem travessão) (Machado de Assis)
entre as personagens –, você deve optar por um dos três estilos a
seguir: Discurso indireto livre
Resultante da mistura dos discursos direto e indireto, existe
Estilo 1: uma terceira modalidade de técnica narrativa, o chamado discurso
João perguntou: indireto livre, processo de grande efeito estilístico. Por meio dele,

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LÍNGUA PORTUGUESA
o narrador pode, não apenas reproduzir indiretamente falas das Discurso Direto
personagens, mas também o que elas não falam, mas pensam, so-
nham, desejam etc. Neste caso, discurso indireto livre corresponde • Presente
ao monólogo interior das personagens, mas expresso pelo narrador. A enfermeira afirmou:
As orações do discurso indireto livre são, em regra, indepen- – É uma menina.
dentes, sem verbos dicendi, sem pontuação que marque a passa-
gem da fala do narrador para a da personagem, mas com transpo- • Pretérito perfeito
sições do tempo do verbo (pretérito imperfeito) e dos pronomes – Já esperei demais, retrucou com indignação.
(terceira pessoa). O foco narrativo deve ser de terceira pessoa. Esse
discurso é muito empregado na narrativa moderna, pela fluência e • Futuro do presente
ritmo que confere ao texto. Pedrinho gritou:
– Não sairei do carro.
Fabiano ouviu o relatório desconexo do bêbado, caiu numa in-
decisão dolorosa. Ele também dizia palavras sem sentido, conversa • Imperativo
à toa. Mas irou-se com a comparação, deu marradas na parede. Era Olhou-a e disse secamente:
bruto, sim senhor, nunca havia aprendido, não sabia explicar-se. – Deixe-me em paz.
Estava preso por isso? Como era? Então mete- se um homem na
cadeia por que ele não sabe falar direito? Outras alterações
(Graciliano Ramos) • Primeira ou segunda pessoa
Maria disse:
Observe que se o trecho “Era bruto, sim” estivesse um discur- – Não quero sair com Roberto hoje.
so direto, apresentaria a seguinte formulação: Sou bruto, sim; em
discurso indireto: Ele admitiu que era bruto; em discurso indireto • Vocativo
livre: Era bruto, sim. – Você quer café, João?, perguntou a prima.

Para produzir discurso indireto livre que exprima o mundo inte- • Objeto indireto na oração principal
rior da personagem (seus pensamentos, desejos, sonhos, fantasias A prima perguntou a João se ele queria café.
etc.), o narrador precisa ser onisciente. Observe que os pensamen-
tos da personagem aparecem, no trecho transcrito, principalmente • Forma interrogativa ou imperativa
nas orações interrogativas, entremeadas com o discurso do narra- Abriu o estojo, contou os lápis e depois perguntou ansiosa:
dor. – E o amarelo?

Transposição de discurso • Advérbios de lugar e de tempo


Na narração, para reconstituir a fala da personagem, utiliza-se aqui, daqui, agora, hoje, ontem, amanhã
a estrutura de um discurso direto ou de um discurso indireto. O • Pronomes demonstrativos e possessivos
domínio dessas estruturas é importante tanto para se empregar essa(s), esta(s)
corretamente os tipos de discurso na redação. esse(s), este(s)
Os sinais de pontuação (aspas, travessão, dois-pontos) e outros isso, isto
recursos como grifo ou itálico, presentes no discurso direto, não meu, minha
aparecem no discurso indireto, a não ser que se queira insistir na teu, tua
atribuição do enunciado à personagem, não ao narrador. Tal insis- nosso, nossa
tência, porém, é desnecessária e excessiva, pois, se o texto for bem
construído, a identificação do discurso indireto livre não oferece Discurso Indireto
dificuldade. • Pretérito imperfeito
A enfermeira afirmou que era uma menina.
• Futuro do pretérito
Pedrinho gritou que não sairia do carro.
• Pretérito mais-que-perfeito
Retrucou com indignação que já esperara (ou tinha espera-
do) demais.
• Pretérito imperfeito do subjuntivo
Olhou-a e disse secamente que o deixasse em paz.
Outras alterações
• Terceira pessoa
Maria disse que não queria sair com Roberto naquele dia.
• Objeto indireto na oração principal
A prima perguntou a João se ele queria café.
• Forma declarativa
Abriu o estojo, contou os lápis e depois perguntou ansiosa
pelo amarelo.
lá, dali, de lá, naquele momento, naquele dia, no dia an-
terior, na véspera, no dia seguinte, aquela(s), aquele(s), aquilo,
seu, sua (dele, dela), seu, sua (deles, delas)

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LÍNGUA PORTUGUESA
Afixos
FORMAÇÃO E SIGNIFICAÇÃO DE PALAVRAS. SINONÍ- Os afixos são elementos que se acrescentam antes ou depois
MIA, ANTONÍMIA E POLISSEMIA do radical de uma palavra para a formação de outra palavra. Divi-
dem-se em:
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS Prefixo: Partícula que se coloca antes do radical.
As palavras são formadas por estruturas menores, com signifi- Exemplos
cados próprios. Para isso, há vários processos que contribuem para DISpor, EMpobrecer, DESorganizar.
a formação das palavras.
Sufixo
Estrutura das palavras Afixo que se coloca depois do radical.
As palavras podem ser subdivididas em estruturas significativas Exemplos
menores - os morfemas, também chamados de elementos mórfi- contentaMENTO, reallDADE, enaltECER.
cos: Processos de formação das palavras
– radical e raiz; Composição: Formação de uma palavra nova por meio da jun-
– vogal temática; ção de dois ou mais vocábulos primitivos. Temos:
– tema;
– desinências; Justaposição: Formação de palavra composta sem alteração na
– afixos; estrutura fonética das primitivas.
– vogais e consoantes de ligação. Exemplos
Radical: Elemento que contém a base de significação do vocá- passa + tempo = passatempo
bulo. gira + sol = girassol
Exemplos
VENDer, PARTir, ALUNo, MAR. Aglutinação:Formação de palavra composta com alteração da
estrutura fonética das primitivas.
Desinências: Elementos que indicam as flexões dos vocábulos. Exemplos
em + boa + hora = embora
Dividem-se em: vossa + merce = você

Nominais Derivação:
Indicam flexões de gênero e número nos substantivos. Formação de uma nova palavra a partir de uma primitiva. Te-
Exemplos mos:
pequenO, pequenA, alunO, aluna.
pequenoS, pequenaS, alunoS, alunas. Prefixação: Formação de palavra derivada com acréscimo de
um prefixo ao radical da primitiva.
Verbais Exemplos
Indicam flexões de modo, tempo, pessoa e número nos verbos CONter, INapto, DESleal.
Exemplos
vendêSSEmos, entregáRAmos. (modo e tempo) Sufixação: Formação de palavra nova com acréscimo de um su-
vendesteS, entregásseIS. (pessoa e número) fixo ao radical da primitiva.
Exemplos
Indica, nos verbos, a conjugação a que pertencem. cafezAL, meninINHa, loucaMENTE.
Exemplos
1ª conjugação: – A – cantAr Parassíntese: Formação de palavra derivada com acréscimo de
2ª conjugação: – E – fazEr um prefixo e um sufixo ao radical da primitiva ao mesmo tempo.
3ª conjugação: – I – sumIr Exemplos
EMtardECER, DESanimADO, ENgravidAR.
Observação
Nos substantivos ocorre vogal temática quando ela não indica Derivação imprópria: Alteração da função de uma palavra pri-
oposição masculino/feminino. mitiva.
Exemplos Exemplo
livrO, dentE, paletó. Todos ficaram encantados com seu andar: verbo usado com
valor de substantivo.
Tema: União do radical e a vogal temática.
Exemplos Derivação regressiva: Ocorre a alteração da estrutura fonética
CANTAr, CORREr, CONSUMIr. de uma palavra primitiva para a formação de uma derivada. Em ge-
ral de um verbo para substantivo ou vice-versa.
Vogal e consoante de ligação: São os elementos que se inter- Exemplos
põem aos vocábulos por necessidade de eufonia. combater – o combate
Exemplos chorar – o choro
chaLeira, cafeZal.
Prefixos
Os prefixos existentes em Língua Portuguesa são divididos em:
vernáculos, latinos e gregos.

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LÍNGUA PORTUGUESA
Vernáculos: Prefixos latinos que sofreram modificações ou fo- arqui, arque, arce, arc – superioridade: arcebispo, arcanjo.
ram aportuguesados: a, além, ante, aquém, bem, des, em, entre, caco – mau: cacofonia.
mal, menos, sem, sob, sobre, soto. cata – de cima para baixo: cataclismo, catalepsia.
Nota-se o emprego desses prefixos em palavras como:abordar, deca – dez: decâmetro.
além-mar, bem-aventurado, desleal, engarrafar, maldição, menos- dia – através de, divisão: diáfano, diálogo.
prezar, sem-cerimônia, sopé, sobpor, sobre-humano, etc. dis – dualidade, mau: dissílabo, dispepsia.
en – sobre, dentro: encéfalo, energia.
Latinos: Prefixos que conservam até hoje a sua forma latina endo – para dentro: endocarpo.
original: epi – por cima: epiderme, epígrafe.
a, ab, abs – afastamento: aversão, abjurar. eu – bom: eufonia, eugênia, eupepsia.
a, ad – aproximação, direção: amontoar. hecto – cem: hectômetro.
ambi – dualidade: ambidestro. hemi – metade: hemistíquio, hemisfério.
bis, bin, bi – repetição, dualidade: bisneto, binário. hiper – superioridade: hipertensão, hipérbole.
centum – cem: centúnviro, centuplicar, centígrado. hipo – inferioridade: hipoglosso, hipótese, hipotermia.
circum, circun, circu – em volta de: circumpolar, circunstante. homo – semelhança, identidade: homônimo.
cis – aquem de: cisalpino, cisgangético. meta – união, mudança, além de: metacarpo, metáfase.
com, con, co – companhia, concomitância: combater, contem- míria – dez mil: miriâmetro.
porâneo. mono – um: monóculo, monoculista.
contra – oposição, posição inferior: contradizer. neo – novo, moderno: neologismo, neolatino.
de – movimento de cima para baixo, origem, afastamento: de- para – aproximação, oposição: paráfrase, paradoxo.
crescer, deportar. penta – cinco: pentágono.
des – negação, separação, ação contrária: desleal, desviar. peri – em volta de: perímetro.
dis, di – movimento para diversas partes, ideia contrária: dis- poli – muitos: polígono, polimorfo.
trair, dimanar. pro – antes de: prótese, prólogo, profeta.
entre – situação intermediaria, reciprocidade: entrelinha, en-
trevista. Sufixos
ex, es, e – movimento de dentro para fora, intensidade, priva- Os sufixos podem ser: nominais, verbais e adverbial.
ção, situação cessante: exportar, espalmar, ex-professor.
extra – fora de, além de, intensidade: extravasar, extraordiná- Nominais
rio. Coletivos: -aria, -ada, -edo, -al, -agem, -atro, -alha, -ama.
im, in, i – movimento para dentro; ideia contraria: importar, Aumentativos e diminutivos: -ão, -rão, -zão, -arrão, -aço, -as-
ingrato. tro, -az.
inter – no meio de: intervocálico, intercalado. Agentes: -dor, -nte, -ário, -eiro, -ista.
intra – movimento para dentro: intravenoso, intrometer. Lugar: -ário, -douro, -eiro, -ório.
justa – perto de: justapor. Estado: -eza, -idade, -ice, -ência, -ura, -ado, -ato.
multi – pluralidade: multiforme. Pátrios: -ense, -ista, -ano, -eiro, -ino, -io, -eno, -enho, -aico.
ob, o – oposição: obstar, opor, obstáculo. Origem, procedência: -estre, -este, -esco.
pene – quase: penúltimo, península.
per – movimento através de, acabamento de ação; ideia pejo- Verbais
rativa: percorrer. Comuns: -ar, -er, -ir.
post, pos – posteridade: postergar, pospor. Frequentativos: -açar, -ejar, -escer, -tear, -itar.
pre – anterioridade: predizer, preclaro. Incoativos: -escer, -ejar, -itar.
preter – anterioridade, para além: preterir, preternatural. Diminutivos: -inhar, -itar, -icar, -iscar.
pro – movimento para diante, a favor de, em vez de: prosseguir,
procurador, pronome. Adverbial = há apenas um
re – movimento para trás, ação reflexiva, intensidade, repeti- MENTE: mecanicamente, felizmente etc.
ção: regressar, revirar.
retro – movimento para trás: retroceder. Significação de palavras
satis – bastante: satisdar. As palavras podem ter diversos sentidos em uma comunicação.
sub, sob, so, sus – inferioridade: subdelegado, sobraçar, sopé. E isso também é estudado pela Gramática Normativa: quem cuida
subter – por baixo: subterfúgio. dessa parte é a Semântica, que se preocupa, justamente, com os
super, supra – posição superior, excesso: super-homem, super- significados das palavras. Veremos, então, cada um dos conteúdos
povoado. que compõem este estudo.
trans, tras, tra, tres – para além de, excesso: transpor.
tris, três, tri – três vezes: trisavô, tresdobro. Antônimo e Sinônimo
ultra – para além de, intensidade: ultrapassar, ultrabelo. Começaremos por esses dois, que já são famosos.
uni – um: unânime, unicelular.
O Antônimo são palavras que têm sentidos opostos a outras.
Grego: Os principais prefixos de origem grega são: Por exemplo, felicidade é o antônimo de tristeza, porque o signi-
a, an – privação, negação: ápode, anarquia. ficado de uma é o oposto da outra. Da mesma forma ocorre com
ana – inversão, parecença: anagrama, analogia. homem que é antônimo de mulher.
anfi – duplicidade, de um e de outro lado: anfíbio, anfiteatro.
anti – oposição: antipatia, antagonista.
apo – afastamento: apólogo, apogeu.

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LÍNGUA PORTUGUESA
Já o sinônimo são palavras que têm sentidos aproximados e que podem, inclusive, substituir a outra. O uso de sinônimos é muito im-
portante para produções textuais, porque evita que você fique repetindo a mesma palavra várias vezes. Utilizando os mesmos exemplos,
para ficar claro: felicidade é sinônimo de alegria/contentamento e homem é sinônimo de macho/varão.

Hipônimos e Hiperônimos
Estes conceitos são simples de entender: o hipônimo designa uma palavra de sentido mais específico, enquanto que o hiperônimo
designa uma palavra de sentido mais genérico. Por exemplo, cachorro e gato são hipônimos, pois têm sentido específico. E animais domés-
ticos é uma expressão hiperônima, pois indica um sentido mais genérico de animais. Atenção: não confunda hiperônimo com substantivo
coletivo. Hiperônimos estão no ramo dos sentidos das palavras, beleza?!?!

Outros conceitos que agem diretamente no sentido das palavras são os seguintes:

Conotação e Denotação
Observe as frases:
Amo pepino na salada.
Tenho um pepino para resolver.

As duas frases têm uma palavra em comum: pepino. Mas essa palavra tem o mesmo sentido nos dois enunciados? Isso mesmo, não!
Na primeira frase, pepino está no sentido denotativo, ou seja, a palavra está sendo usada no sentido próprio, comum, dicionarizado.
Já na segunda frase, a mesma palavra está no sentindo conotativo, pois ela está sendo usada no sentido figurado e depende do con-
texto para ser entendida.
Para facilitar: denotativo começa com D de dicionário e conotativo começa com C de contexto.

Por fim, vamos tratar de um recurso muito usado em propagandas:

Ambiguidade
Observe a propaganda abaixo:

https://redacaonocafe.wordpress.com/2012/05/22/ambiguidade-na-propaganda/

Perceba que há uma duplicidade de sentido nesta construção. Podemos interpretar que os móveis não durarão no estoque da loja, por
estarem com preço baixo; ou que por estarem muito barato, não têm qualidade e, por isso, terão vida útil curta.
Essa duplicidade acontece por causa da ambiguidade, que é justamente a duplicidade de sentidos que podem haver em uma palavra,
frase ou textos inteiros.

ORTOGRAFIA E ACENTUAÇÃO

ORTOGRAFIA OFICIAL
• Mudanças no alfabeto:O alfabeto tem 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y.
O alfabeto completo é o seguinte: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
• Trema: Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui,
que, qui.

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LÍNGUA PORTUGUESA
Regras de acentuação – Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, su-
– Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das persônico.
palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima – Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.
sílaba)
Observações:
• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra
Como era Como fica
iniciada por r: sub-região, sub-raça. Palavras iniciadas por h perdem
alcatéia alcateia essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.
apóia apoia • Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de pala-
vra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano.
apóio apoio • O prefixo co aglutina-se, em geral, com o segundo elemento,
mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, coope-
Atenção: essa regra só vale para as paroxítonas. As oxítonas rar, cooperação, cooptar, coocupante.
continuam com acento: Ex.: papéis, herói, heróis, troféu, troféus. • Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-al-
mirante.
– Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no • Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam
u tônicos quando vierem depois de um ditongo. a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva,
pontapé, paraquedas, paraquedista.
• Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró,
Como era Como fica
usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar,
baiúca baiuca recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
bocaiúva bocaiuva
Viu? Tudo muito tranquilo. Certeza que você já está dominando
muita coisa. Mas não podemos parar, não é mesmo?!?! Por isso
Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em
vamos passar para mais um ponto importante.
posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos:
tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
Acentuação é o modo de proferir um som ou grupo de sons
com mais relevo do que outros. Os sinais diacríticos servem para
– Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem
indicar, dentre outros aspectos, a pronúncia correta das palavras.
e ôo(s).
Vejamos um por um:

Como era Como fica Acento agudo: marca a posição da sílaba tônica e o timbre
aberto.
abençôo abençoo
Já cursei a Faculdade de História.
crêem creem Acento circunflexo: marca a posição da sílaba tônica e o timbre
fechado.
– Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/ Meu avô e meus três tios ainda são vivos.
para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera. Acento grave: marca o fenômeno da crase (estudaremos este
caso afundo mais à frente).
Atenção: Sou leal à mulher da minha vida.
• Permanece o acento diferencial em pôde/pode.
• Permanece o acento diferencial em pôr/por. As palavras podem ser:
• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural – Oxítonas: quando a sílaba tônica é a última (ca-fé, ma-ra-cu-
dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, -já, ra-paz, u-ru-bu...)
reter, conter, convir, intervir, advir etc.). – Paroxítonas:quando a sílaba tônica é a penúltima (me-sa, sa-
• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as -bo-ne-te, ré-gua...)
palavras forma/fôrma. – Proparoxítonas: quando a sílaba tônica é a antepenúltima
(sá-ba-do, tô-ni-ca, his-tó-ri-co…)
Uso de hífen
Regra básica: As regras de acentuação das palavras são simples. Vejamos:
Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-ho- • São acentuadas todas as palavras proparoxítonas (médico,
mem. íamos, Ângela, sânscrito, fôssemos...)
• São acentuadas as palavras paroxítonas terminadas em L, N,
Outros casos R, X, I(S), US, UM, UNS, OS,ÃO(S), Ã(S), EI(S) (amável, elétron, éter,
1. Prefixo terminado em vogal: fênix, júri, oásis, ônus, fórum, órfão...)
– Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo. • São acentuadas as palavras oxítonas terminadas em A(S),
– Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, E(S), O(S), EM, ENS, ÉU(S), ÉI(S), ÓI(S) (xarás, convéns, robô, Jô, céu,
semicírculo. dói, coronéis...)
– Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracis- • São acentuados os hiatos I e U, quando precedidos de vogais
mo, antissocial, ultrassom. (aí, faísca, baú, juízo, Luísa...)
– Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.
Viu que não é nenhum bicho de sete cabeças? Agora é só trei-
2. Prefixo terminado em consoante:
nar e fixar as regras.
– Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-
-bibliotecário.

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LÍNGUA PORTUGUESA
ACENTUAÇÃO • Período Composto: formado por mais de uma oração.
Acentuação é o modo de proferir um som ou grupo de sons O governo prometeu/ que serão criados novos empregos.
com mais relevo do que outros. Os sinais diacríticos servem para Bom, já está a clara a diferença entre frase, oração e período.
indicar, dentre outros aspectos, a pronúncia correta das palavras. Vamos, então, classificar os elementos que compõem uma oração:
Vejamos um por um: • Sujeito: Termo da oração do qual se declara alguma coisa.
O problema da violência preocupa os cidadãos.
Acento agudo: marca a posição da sílaba tônica e o timbre • Predicado: Tudo que se declara sobre o sujeito.
aberto. A tecnologia permitiu o resgate dos operários.
Já cursei a Faculdade de História. • Objeto Direto: Complemento que se liga ao verbo transitivo
Acento circunflexo: marca a posição da sílaba tônica e o timbre direto ou ao verbo transitivo direto e indireto sem o auxílio da pre-
fechado. posição.
Meu avô e meus três tios ainda são vivos. A tecnologia tem possibilitado avanços notáveis.
Acento grave: marca o fenômeno da crase (estudaremos este Os pais oferecem ajuda financeira ao filho.
caso afundo mais à frente). • Objeto Indireto: Complemento que se liga ao verbo transi-
Sou leal à mulher da minha vida. tivo indireto ou ao verbo transitivo direto e indireto por meio de
preposição.
As palavras podem ser: Os Estados Unidos resistem ao grave momento.
– Oxítonas: quando a sílaba tônica é a última (ca-fé, ma-ra-cu- João gosta de beterraba.
-já, ra-paz, u-ru-bu...) • Adjunto Adverbial: Termo modificador do verbo que exprime
– Paroxítonas:quando a sílaba tônica é a penúltima (me-sa, sa- determinada circunstância (tempo, lugar, modo etc.) ou intensifica
-bo-ne-te, ré-gua...) um verbo, adjetivo ou advérbio.
– Proparoxítonas: quando a sílaba tônica é a antepenúltima O ônibus saiu à noite quase cheio, com destino a Salvador.
(sá-ba-do, tô-ni-ca, his-tó-ri-co…) Vamos sair do mar.
• Agente da Passiva: Termo da oração que exprime quem prati-
As regras de acentuação das palavras são simples. Vejamos: ca a ação verbal quando o verbo está na voz passiva.
• São acentuadas todas as palavras proparoxítonas (médico, Raquel foi pedida em casamento por seu melhor amigo.
íamos, Ângela, sânscrito, fôssemos...) • Adjunto Adnominal: Termo da oração que modifica um subs-
• São acentuadas as palavras paroxítonas terminadas em L, N, tantivo, caracterizando-o ou determinando-o sem a intermediação
R, X, I(S), US, UM, UNS, OS,ÃO(S), Ã(S), EI(S) (amável, elétron, éter, de um verbo.
fênix, júri, oásis, ônus, fórum, órfão...) Um casal de médicos eram os novos moradores do meu pré-
• São acentuadas as palavras oxítonas terminadas em A(S), dio.
E(S), O(S), EM, ENS, ÉU(S), ÉI(S), ÓI(S) (xarás, convéns, robô, Jô, céu, • Complemento Nominal: Termo da oração que completa no-
dói, coronéis...) mes, isto é, substantivos, adjetivos e advérbios, e vem preposicio-
nado.
• São acentuados os hiatos I e U, quando precedidos de vogais A realização do torneio teve a aprovação de todos.
(aí, faísca, baú, juízo, Luísa...) • Predicativo do Sujeito: Termo que atribui característica ao su-
jeito da oração.
Viu que não é nenhum bicho de sete cabeças? Agora é só trei- A especulação imobiliária me parece um problema.
nar e fixar as regras. • Predicativo do Objeto: Termo que atribui características ao
objeto direto ou indireto da oração.
O médico considerou o paciente hipertenso.
• Aposto: Termo da oração que explica, esclarece, resume ou
TIPOS DE FRASES identifica o nome ao qual se refere (substantivo, pronome ou equi-
valentes). O aposto sempre está entre virgulas ou após dois-pontos.
Agora chegamos no assunto que causa mais temor em muitos A praia do Forte, lugar paradisíaco, atrai muitos turistas.
estudantes. Mas eu tenho uma boa notícia para te dar: o estudo • Vocativo: Termo da oração que se refere a um interlocutor a
da sintaxe é mais fácil do que parece e você vai ver que sabe muita quem se dirige a palavra.
coisa que nem imagina. Para começar, precisamos de classificar al- Senhora, peço aguardar mais um pouco.
gumas questões importantes:
Tipos de orações
• Frase:Enunciado que estabelece uma comunicação de senti- As partes de uma oração já está fresquinha aí na sua cabeça,
do completo. não é?!?! Estudar os tipos de orações que existem será moleza, mo-
Os jornais publicaram a notícia. leza. Vamos comigo!!!
Silêncio! Temos dois tipos de orações: as coordenadas, cuja as orações
de um período são independentes (não dependem uma da outra
• Oração: Enunciado que se forma com um verbo ou com uma para construir sentido completo); e as subordinadas, cuja as ora-
locução verbal. ções de um período são dependentes (dependem uma da outra
Este filme causou grande impacto entre o público. para construir sentido completo).
A inflação deve continuar sob controle. As orações coordenadas podem ser sindéticas (conectadas
uma a outra por uma conjunção) e assindéticas (que não precisam
• Período Simples: formado por uma única oração. da conjunção para estar conectadas. O serviço é feito pela vírgula).
O clima se alterou muito nos últimos dias.

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LÍNGUA PORTUGUESA
Tipos de orações coordenadas

Orações Coordenadas Sindéticas Orações Coordenadas Assindéticas

Aditivas Fomos para a escola e fizemos o exame final. • Lena estava triste, cansada, decepcionada.
Adversativas Pedro Henrique estuda muito, porém não passa •
no vestibular. • Ao chegar à escola conversamos, estudamos, lan-
chamos.
Alternativas Manuela ora quer comer hambúrguer, ora quer
comer pizza. Alfredo está chateado, pensando em se mudar.
Conclusivas Não gostamos do restaurante, portanto não
iremos mais lá. Precisamos estar com cabelos arrumados, unhas feitas.

Explicativas Marina não queria falar, ou seja, ela estava de João Carlos e Maria estão radiantes, alegria que dá inveja.
mau humor.

Tipos de orações subordinadas


As orações subordinadas podem ser substantivas, adjetivas e adverbiais. Cada uma delas tem suas subclassificações, que veremos
agora por meio do quadro seguinte.

Orações Subordinadas
Subjetivas É certo que ele trará os a sobremesa do jantar.
Exercem a função de sujeito
Completivas Nominal Estou convencida de que ele é solteiro.
Exercem a função de complemento nominal
Predicativas O problema é que ele não entregou a refeição
Exercem a função de predicativo no lugar.
Orações Subordinadas Substantivas
Apositivas Eu lhe disse apenas isso: que não se aborrecesse
Exercem a função de aposto com ela.
Objetivas Direta Lembrou-se da dívida que tem com ele.
Exercem a função de objeto direto
Objetivas Indireta Espero que você seja feliz.
Exercem a função de objeto indireto
Explicativas Os alunos, que foram mal na prova de quinta,
Explicam um termo dito anteriormente. terão aula de reforço.
SEMPRE serão acompanhadas por vírgula.
Orações Subordinadas Adjetivas Restritivas Os alunos que foram mal na prova de quinta
Restringem o sentido de um termo terão aula de reforço.
dito anteriormente. NUNCA serão
acompanhadas por vírgula.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Causais Estou vestida assim porque vou sair.


Assumem a função de advérbio de causa
Consecutivas Falou tanto que ficou rouca o resto do dia.
Assumem a função de advérbio de
consequência
Comparativas A menina comia como um adulto come.
Assumem a função de advérbio de
comparação
Condicionais Desde que ele participe, poderá entrar na
Assumem a função de advérbio de condição reunião.
Conformativas O shopping fechou, conforme havíamos
Assumem a função de advérbio de previsto.
Orações Subordinadas Adverbiais
conformidade
Concessivas Embora eu esteja triste, irei à festa mais tarde.
Assumem a função de advérbio de
concessão
Finais Vamos direcionar os esforços para que todos
Assumem a função de advérbio de tenham acesso aos benefícios.
finalidade
Proporcionais Quanto mais eu dormia, mais sono tinha.
Assumem a função de advérbio de
proporção
Temporais Quando a noite chega, os morcegos saem de
Assumem a função de advérbio de tempo suas casas.

Olha como esse quadro facilita a vida, não é?! Por meio dele, conseguimos ter uma visão geral das classificações e subclassificações
das orações, o que nos deixa mais tranquilos para estudá-las.

EMPREGO DOS SINAIS DE PONTUAÇÃO E SEUS EFEITOS DE SENTIDO

Pontuação
Com Nina Catach, entendemos por pontuação um “sistema de reforço da escrita, constituído de sinais sintáticos, destinados a organi-
zar as relações e a proporção das partes do discurso e das pausas orais e escritas. Estes sinais também participam de todas as funções da
sintaxe, gramaticais, entonacionais e semânticas”. (BECHARA, 2009, p. 514)
A partir da definição citada por Bechara podemos perceber a importância dos sinais de pontuação, que é constituída por alguns sinais
gráficos assim distribuídos:os separadores (vírgula [ , ], ponto e vírgula [ ; ], ponto final [ . ], ponto de exclamação [ ! ], reticências [ ... ]), e
os de comunicação ou “mensagem” (dois pontos [ : ], aspas simples [‘ ’], aspas duplas [ “ ” ], travessão simples [ – ], travessão duplo [ — ],
parênteses [ ( ) ], colchetes ou parênteses retos [ [ ] ], chave aberta [ { ], e chave fechada [ } ]).

Ponto ( . )
O ponto simples final, que é dos sinais o que denota maior pausa, serve para encerrar períodos que terminem por qualquer tipo de
oração que não seja a interrogativa direta, a exclamativa e as reticências.
Estaremos presentes na festa.

Ponto de interrogação ( ? )
Põe-se no fim da oração enunciada com entonação interrogativa ou de incerteza, real ou fingida, também chamada retórica.
Você vai à festa?

Ponto de exclamação ( ! )
Põe-se no fim da oração enunciada com entonação exclamativa.
Ex: Que bela festa!

Reticências ( ... )
Denotam interrupção ou incompletude do pensamento (ou porque se quer deixar em suspenso, ou porque os fatos se dão com breve
espaço de tempo intervalar, ou porque o nosso interlocutor nos toma a palavra), ou hesitação em enunciá-lo.
Ex: Essa festa... não sei não, viu.

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LÍNGUA PORTUGUESA
Dois-pontos ( : ) Perceba que, na frase acima, não há o uso de vírgula. Isso ocor-
Marcam uma supressão de voz em frase ainda não concluída. re por alguns motivos:
Em termos práticos, este sinal é usado para: Introduzir uma citação 1) NÃO se separa com vírgula o sujeito de seu predicado.
(discurso direto) e introduzir um aposto explicativo, enumerativo, 2) NÃO se separa com vírgula o verbo e seus complementos.
distributivo ou uma oração subordinada substantiva apositiva. 3) Não é aconselhável usar vírgula entre o complemento do
Ex: Uma bela festa: cheia de alegria e comida boa. verbo e o adjunto.

Ponto e vírgula ( ; ) Podemos estabelecer, então, que se a frase estiver na ordem


Representa uma pausa mais forte que a vírgula e menos que o comum (SVOAdj), não usaremos vírgula. Caso contrário, a vírgula
ponto, e é empregado num trecho longo, onde já existam vírgulas, é necessária:
para enunciar pausa mais forte, separar vários itens de uma enume- Ontem, Maria foi à padaria.
ração (frequente em leis), etc. Maria, ontem, foi à padaria.
Ex: Vi na festa os deputados, senadores e governador; vi tam- À padaria, Maria foi ontem.
bém uma linda decoração e bebidas caras.
Além disso, há outros casos em que o uso de vírgulas é neces-
Travessão ( — ) sário:
Não confundir o travessão com o traço de união ou hífen e com • Separa termos de mesma função sintática, numa enumera-
o traço de divisão empregado na partição de sílabas (ab-so-lu-ta- ção.
-men-te) e de palavras no fim de linha. O travessão pode substituir Simplicidade, clareza, objetividade, concisão são qualidades a
vírgulas, parênteses, colchetes, para assinalar uma expressão inter- serem observadas na redação oficial.
calada e pode indicar a mudança de interlocutor, na transcrição de • Separa aposto.
um diálogo, com ou sem aspas. Aristóteles, o grande filósofo, foi o criador da Lógica.
Ex: Estamos — eu e meu esposo — repletos de gratidão. • Separa vocativo.
Brasileiros, é chegada a hora de votar.
Parênteses e colchetes ( ) – [ ] • Separa termos repetidos.
Os parênteses assinalam um isolamento sintático e semântico Aquele aluno era esforçado, esforçado.
mais completo dentro do enunciado, além de estabelecer maior in-
timidade entre o autor e o seu leitor. Em geral, a inserção do parên- • Separa certas expressões explicativas, retificativas, exempli-
tese é assinalada por uma entonação especial. Intimamente ligados ficativas, como: isto é, ou seja, ademais, a saber, melhor dizendo,
aos parênteses pela sua função discursiva, os colchetes são utiliza- ou melhor, quer dizer, por exemplo, além disso, aliás, antes, com
dos quando já se acham empregados os parênteses, para introduzi- efeito, digo.
rem uma nova inserção. O político, a meu ver, deve sempre usar uma linguagem clara,
Ex: Vamos estar presentes na festa (aquela organizada pelo go- ou seja, de fácil compreensão.
vernador) • Marca a elipse de um verbo (às vezes, de seus complemen-
tos).
Aspas ( “ ” ) O decreto regulamenta os casos gerais; a portaria, os particula-
As aspas são empregadas para dar a certa expressão sentido res. (= ... a portaria regulamenta os casos particulares)
particular (na linguagem falada é em geral proferida com entoação
especial) para ressaltar uma expressão dentro do contexto ou para • Separa orações coordenadas assindéticas.
apontar uma palavra como estrangeirismo ou gíria. É utilizada, ain- Levantava-me de manhã, entrava no chuveiro, organizava as
da, para marcar o discurso direto e a citação breve. ideias na cabeça...
Ex: O “coffe break” da festa estava ótimo.
• Isola o nome do lugar nas datas.
Vírgula Rio de Janeiro, 21 de julho de 2006.
São várias as regras que norteiam o uso das vírgulas. Eviden-
ciaremos, aqui, os principais usos desse sinal de pontuação. Antes • Isolar conectivos, tais como: portanto, contudo, assim, dessa
disso, vamos desmistificar três coisas que ouvimos em relação à forma, entretanto, entre outras. E para isolar, também, expressões
vírgula: conectivas, como: em primeiro lugar, como supracitado, essas infor-
1º – A vírgula não é usada por inferência. Ou seja: não “senti- mações comprovam, etc.
mos” o momento certo de fazer uso dela. Fica claro, portanto, que ações devem ser tomadas para ame-
2º – A vírgula não é usada quando paramos para respirar. Em nizar o problema.
alguns contextos, quando, na leitura de um texto, há uma vírgula, o
leitor pode, sim, fazer uma pausa, mas isso não é uma regra. Afinal, A vírgula realmente tem uma quantidade maior de regras, mas
cada um tem seu tempo de respiração, não é mesmo?!?! nada impossível de saber, não é?!?! Bom, já vimos muita coisa até
3º – A vírgula tem sim grande importância na produção de tex- aqui e não vamos parar agora.
tos escritos. Não caia na conversa de algumas pessoas de que ela é
menos importante e que pode ser colocada depois.
Agora, precisamos saber que a língua portuguesa tem uma or-
dem comum de construção de suas frases, que é Sujeito > Verbo >
Objeto > Adjunto, ou seja, (SVOAdj).
Mariafoiàpadariaontem.
Sujeito VerboObjetoAdjunto

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LÍNGUA PORTUGUESA

MORFOLOGIA: EMPREGO E CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRAS

CLASSES GRAMATICAIS
As palavras costumam ser divididas em classes, segundo suas funções e formas. Palavras que se apresentam sempre com a mesma
forma chamam-se invariáveis; são variáveis, obviamente, as que apresentam flexão ou variação de forma.

Artigo
É a palavra que antecede os substantivos, de forma determinada (o, a, os, as) ou indeterminada (um, uma, uns, umas).

Classificação
Definidos: Determinam o substantivo de modo particular.
Ex.: Liguei para o advogado.

Indefinidos: Determinam o substantivo de modo geral.


Ex.: Liguei para um advogado.

Substantivo
É a palavra que nomeia o que existe, seja ele animado ou inanimado, real ou imaginário, concreto ou abstrato.

Classificação
Concreto: Dá nome ao ser de natureza independente, real ou imaginário.
Abstrato: Nomeia ação, estado, qualidade, sensação ou sentimento e todos os seres que não tem existência independente de outros.
Comum: Dá nome ao ser genericamente, como pertencente a uma determinada classe.
Ex.: cavalo, menino, rio, cidade.
Próprio: Dá nome ao ser particularmente, dentro de uma espécie.
Ex.: Pedro, Terra, Pacífico, Belo Horizonte.

Primitivo: É o que deriva uma série de palavras de mesma família etimológica; não se origina de nenhum
outro nome.
Ex.: pedra, pobre.

Derivado: Origina-se de um primitivo.


Ex.: pedrada, pobreza.

Simples: Apresenta apenas um radical.


Ex.: pedra, tempo, roupa.

Composto: Apresenta mais de um radical.


Ex.: pedra-sabão, guarda-chuva.

Coletivo: Embora no singular, expressa pluralidade.


Ex.: enxame, cardume, frota

Adjetivo
Palavra que modifica um substantivo, dando-lhe uma qualidade.

Exemplo:
Cadeira confortável

Locução adjetiva
Expressão formada de preposição mais substantivo com valor e emprego de adjetivo. A preposição faz com que um substantivo se
junte a outro para qualificá-lo:
menina (substantivo)de sorte (substantivo)
Menina de sorte
= sortuda (qualifica o substantivo)

Flexão do adjetivo - gênero


Uniformes: Uma forma única para ambos os gêneros.
Ex.: O livro comum – a receita comum

Biformes: Duas formas, para o masculino e outra para o feminino.


Ex.: homem mau – mulher má
Flexão do adjetivo - número

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LÍNGUA PORTUGUESA
Adjetivos simples: plural seguindo as mesmas regras dos substantivos simples.
Ex.: menino gentil – meninos gentis

Adjetivos compostos: plural com a flexão do último elemento.


Ex.: líquido doce-amargo – líquidos doce-amargos

Observações
Havendo a ideia de cor no adjetivo composto, far-se-á o plural mediante a análise morfológica dos elementos do composto:

– se o último elemento do adjetivo composto for adjetivo, haverá apenas a flexão desse último elemento.

Ex.: tecido verde-claro – tecidos verde-claros

– se o último elemento do adjetivo composto for substantivo, o adjetivo fica invariável.

Ex.: terno amarelo-canário – ternos amarelo-canário

Exceção
– azul-marinho (invariável):
carro azul-marinho – carros azul-marinho

Flexão do adjetivo -grau


Há dois graus: comparativo (indica se o ser é superior, inferior ou igual na qualificação) superlativo (uma qualidade é levada ao seu
mais alto grau de intensidade).

Comparativo de superioridade Superlativo absoluto


Adjetivo
Analítico Sintético Analítico Sintético
Bom mais bom melhor muito bom ótimo
Mau mais mau pior muito mau péssimo
Grande mais grande maior muito grande máximo
Pequeno mais pequeno menor muito pequeno mínimo
Alto mais alto superior muito alto supremo
Baixo mais baixo inferior muito baixo ínfimo

Numeral
Palavra que exprime quantidade, ordem, fração e multiplicação, em relação ao substantivo.

Classificação
Numeral cardinal: indica quantidade.

Exemplos
duas casas
dez anos

Numeral ordinal: indica ordem.

Exemplos
segunda rua
quadragésimo lugar

Numeral fracionário: indica fração.

Exemplos
um quinto da população
dois terços de água

Numeral multiplicativo: indica multiplicação.

Exemplos
o dobro da bebida
o triplo da dose

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LÍNGUA PORTUGUESA

Ordinal Cardinal Ordinal Cardinal


Um Primeiro Vinte Vigésimo
Dois Segundo Trinta Trigésimo
Três Terceiro Cinquenta Quinquagésimo
Quatro Quarto Sessenta Sexagésimo
Cinco Quinto Oitenta Octogésimo
Seis Sexto Cem Centésimo
Sete Sétimo Quinhentos Quingentésimo
Oito Oitavo Setecentos Setingentésimo
Nove Nono Novecentos Noningentésimo
Dez Décimo Mil Milésimo

Pronome
Palavra que designa os seres ou a eles se refere, indicando-os apenas como pessoas do discurso, isto é:
– 1ª pessoa, o emissor da mensagem (eu, nós);
– 2ª pessoa, o receptor da mensagem (tu, você, vós, vocês);
– 3ª pessoa, o referente da mensagem, (ele, eles, ela, elas).

O pronome pode acompanhar um substantivo, ou substitui-lo.

Pessoais

Pronomes Pessoais
Pronomes do caso reto Pronomes do caso oblíquo
(função de sujeito) (função de complemento)
átonos (sem preposição) tônicos (com preposição)
eu me mim, comigo
singular tu te ti, contigo
ele/ela o, a, lhe, se si, ele, ela, consigo
nós nos nós, conosco
plural vós vos vós, convosco
eles/elas os, as, lhes, se si, eles, elas, consigo

Tratamento (trato familiar, cortes, cerimonioso)


Você – tratamento familiar
O Senhor, a Senhora – tratamento cerimonioso
Vossa Alteza (V. A.) – príncipes, duques
Vossa Eminência (V. Ema.) – cardeais
Vossa Excelência (V. Exa.) – altas autoridades
Vossa Magnificência – reitores de universidades
Vossa Majestade (V. M.) – reis
Vossa Majestade Imperial (V. M. I.) – imperadores
Vossa Santidade (V. S.) – papas
Vossa Senhoria (V. Sa.) – tratamento geral cerimonioso
Vossa Reverendíssima (V. Revma.) – sacerdotes
Vossa Excelência Reverendíssima – bispos e arcebispos

Esses pronomes, embora usados no tratamento com o interlocutor (2ª pessoa), levam o verbo para a 3ª pessoa.
Quando se referem a 3ª pessoa, apresentam-se com a forma: Sua Senhoria (S. Sa.), Sua Excelência (S. Exa.), Sua Santidade (S. S.) etc.

Possessivos
Exprimem posse:

1.ªpessoa: meu(s), minha(s)


Singular 2.ªpessoa: teu(s), tua(s)
3.ª pessoa: seu(s), sua(s)

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LÍNGUA PORTUGUESA

1.ªpessoa: nosso(s), nossa(s) Palavra de sentido negativo: Não me falou a verdade.


Plural 2.ªpessoa: vosso(s), vossa(s) Advérbios sem pausa em relação ao verbo: Aqui te espero pa-
3.ª pessoa: seu(s), sua(s) cientemente.
Havendo pausa indicada por vírgula, recomenda-se a ênclise:
Ontem, encontrei-o no ponto do ônibus.
Observação: Dele, dela, deles, delas são considerados posses-
Pronomes indefinidos: Ninguém o chamou aqui.
sivos também.
Pronomes demonstrativos: Aquilo lhe desagrada.
Orações interrogativas: Quem lhe disse tal coisa?
Demonstrativos
Orações optativas (que exprimem desejo), com sujeito ante-
Indicam posição:
posto ao verbo: Deus lhe pague, Senhor!
1.ª pessoa: este(s), esta(s), isto, estoutro(a)(s).
Orações exclamativas: Quanta honra nos dá sua visita!
2.ª pessoa: esse(s), essa(s), isso, essoutro(a)(s).
Orações substantivas, adjetivas e adverbiais, desde que não se-
3.ª pessoa: aquele(s), aquela(s), aquilo, aqueloutro(a)(s).
jam reduzidas: Percebia que o observavam.
Verbo no gerúndio, regido de preposição em: Em se plantando,
Também são considerados demonstrativos os pronomes:
tudo dá.
– o, a, os, as
Verbo no infinitivo pessoal precedido de preposição: Seus in-
– mesmo(s), mesma(s)
tentos são para nos prejudicarem.
– próprio(s), própria(s)
– tal, tais
Ênclise
– semelhante(s)
Na ênclise, o pronome é colocado depois do verbo.
Relativos
Verbo no início da oração, desde que não esteja no futuro do
Os pronomes relativos ligam orações, retomam uma palavra já
indicativo: Trago-te flores.
expressa antes e exercem função sintática na oração que eles intro-
Verbo no imperativo afirmativo: Amigos, digam-me a verdade!
duzem.
Verbo no gerúndio, desde que não esteja precedido pela pre-
São relativos os pronomes que, o qual (e suas variações),
posição em: Saí, deixando-a aflita.
quem, cujo (e suas variações), onde (advérbio relativo com o senti-
Verbo no infinitivo impessoal regido da preposição a. Com
do de em que), quanto.
outras preposições é facultativo o emprego de ênclise ou próclise:
Apressei-me a convidá-los.
Indefinidos
Vagamente, referem-se à 3ª pessoa:
Mesóclise
todo(s), toda(s), tudo
Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo.
algum(ns), alguma(s), alguém, algo
nenhum(ns), nenhuma(s), ninguém, nada
É obrigatória somente com verbos no futuro do presente ou no
outro(s), outra(s), outrem
futuro do pretérito que iniciam a oração.
muito(s), muita(s), muito
Dir-lhe-ei toda a verdade.
pouco(s), pouca(s), pouco
Far-me-ias um favor?
mais, menos, bastante(s)
certo(s), certa(s)
Se o verbo no futuro vier precedido de pronome reto ou de
cada, qualquer, quaisquer
qualquer outro fator de atração, ocorrerá a próclise.
tanto(s), tanta(s)
Eu lhe direi toda a verdade.
os demais, as demais
Tu me farias um favor?
vários, várias
um, uma, uns, umas, que, quem
Colocação do pronome átono nas locuções verbais
Verbo principal no infinitivo ou gerúndio: Se a locução verbal
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
não vier precedida de um fator de próclise, o pronome átono deve-
A colocação do pronome átono está relacionada à harmonia da
rá ficar depois do auxiliar ou depois do verbo principal.
frase. A tendência do português falado no Brasil é o uso do prono-
Exemplos:
me antes do verbo – próclise. No entanto, há casos em que a norma
Devo-lhe dizer a verdade.
culta prescreve o emprego do pronome no meio – mesóclise – ou
Devo dizer-lhe a verdade.
após o verbo – ênclise.
De acordo com a norma culta, no português escrito não se ini-
Havendo fator de próclise, o pronome átono deverá ficar antes
cia um período com pronome oblíquo átono. Assim, se na lingua-
do auxiliar ou depois do principal.
gem falada diz-se “Me encontrei com ele”, já na linguagem escrita,
Exemplos:
formal, usa-se “Encontrei-me’’ com ele.
Não lhe devo dizer a verdade.
Sendo a próclise a tendência, é aconselhável que se fixem bem
Não devo dizer-lhe a verdade.
as poucas regras de mesóclise e ênclise. Assim, sempre que estas
não forem obrigatórias, deve-se usar a próclise, a menos que preju-
Verbo principal no particípio: Se não houver fator de próclise,
dique a eufonia da frase.
o pronome átono ficará depois do auxiliar.
Exemplo: Havia-lhe dito a verdade.
Próclise
Na próclise, o pronome é colocado antes do verbo.
Se houver fator de próclise, o pronome átono ficará antes do
auxiliar.
Exemplo: Não lhe havia dito a verdade.

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LÍNGUA PORTUGUESA
Haver de e ter de + infinitivo: Pronome átono deve ficar depois Exemplo
do infinitivo. Estude bastante.
Exemplos:
Hei de dizer-lhe a verdade. Formas nominais
Tenho de dizer-lhe a verdade. As três formas (gerúndio, particípio e infinitivo), além de seu
valor verbal, podem desempenhar função de substantivo.
Observação
Não se deve omitir o hífen nas seguintes construções: Exemplos
Devo-lhe dizer tudo. O andar do menino trazia alegria aos pais. (infinitivo com valor
Estava-lhe dizendo tudo. de substantivo).
Havia-lhe dito tudo. Mulher sabida (particípio com valor de adjetivo, qualificando o
substantivo mulher.
Verbo Recebemos uma proposta contendo o valor. (gerúndio com va-
Conjugação lor de adjetivo).
São três: As formas têm duplo estado: são verbos (indicam processos:
1ª conjugação: AR (cantar) andar, saber, conter; tem voz ativa ou passiva), mas ao mesmo tem-
2ª conjugação: ER (comer) po tem características e comportamentos dos nomes (flexão de gê-
3ª conjugação: IR (dormir) nero e número).

Observação: O verbo pôr (bem como seus derivados: compor, Advérbio


depor etc.) é considerado verbo da 2.ª conjugação, pois, no portu- O advérbio é uma palavra invariável que modifica o verbo, ad-
guês arcaico, era poer. jetivo, outro advérbio ou toda uma oração.

Número e pessoas Exemplos


Ele fala bem. (verbo)
Eu Ele fala muito bem. (advérbio)
Singular tu Ele é muito inteligente. (adjetivo)
ele / ela / você Realmente ele viajou. (oração)

nós Locução adverbial


Plural vós O advérbio também pode ser formado por mais de um vocábu-
eles / elas / vocês lo (normalmente expressa por preposição + substantivo), com valor
e emprego de advérbio.
Tempos verbais
Presente: pode indicar referência a fatos que se passam no Exemplos
momento em que falamos, uma verdade geral, sendo comum em às pressas, por prazer, sem dúvida, de graça, com carinho etc.
expressões proverbiais, pode também indicar um hábito. É comum,
empregarmos o presente ao invés do futuro para indicar a realiza- Classificação
ção próxima de uma ação. Tempo:hoje, amanhã, depois, já, ontem, sempre, nunca, ja-
Passado: que usamos em referência aos fatos que se passam mais, antes, cedo, tarde, etc.
antes do momento em que falamos. São eles: Lugar: acima, além, aquém, atrás, dentro, perto, etc.
Perfeito: (eu trabalhei), que indica uma ação concluída. Intensidade: muito, pouco, bastante, mais, menos, tão, meio,
Imperfeito: (eu trabalhava), se trata de uma ação anterior ao completamente, demais etc.
momento em que se fala, mas que tem uma certa duração no pas- Modo: bem, mal, assim, depressa, como, melhor, pior, calma-
sado. mente, apressadamente, etc.
Mais-que-perfeito simples e composto: (eu trabalhara ou tinha Afirmação: sim, certamente, deveras, realmente, efetivamente
trabalhado) que denota uma ação concluída antes de outra que já etc.
era passada, passado anterior a outro. Negação: não.
Futuro do presente: (eu trabalharei), refere-se ao momento Dúvida: talvez, quiçá, provavelmente etc.
que falamos. Interrogativo: onde (aonde, donde), quando, como, por que
Futuro do pretérito: (eu trabalharia) refere-se a um momento (nas interrogativas diretas e indiretas).
do passado.
Graus do advérbio
Modos verbais Alguns advérbios de modo, tempo, lugar e intensidade podem,
Indicativo: Exprime o que realmente aconteceu. algumas vezes, assim como os adjetivos e substantivos, sofrer a fle-
Exemplo xão gradual.
Eu estudei bastante.
Comparativo:
Subjuntivo: Exprime algo possível, provável. De igualdade: O homem falava tão alto quanto o irmão.
Exemplos De superioridade: O homem falava mais alto (do) que o irmão.
Se eu estudasse bastante. De inferioridade: O homem falava menos alto (do) que o ir-
mão.
Imperativo: Exprime ordem, pedido, instrução.

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LÍNGUA PORTUGUESA
Superlativo: oxalá! tomara! (desejo)
Absoluto analítico: O homem falava muito alto. perdão! (desculpa)
Absoluto sintético: O homem falava altíssimo. adeus! (saudação)
arre! (desagrado, alivio)
Preposição claro! pudera! ótimo! (assentimento)
Serve de conectivo de subordinação entre palavras e orações.
Vem antes da palavra por ela subordinada a outra. Locuções interjetivas
Expressões formadas por mais de um vocábulo, com valor e
Exemplos emprego de interjeição.
O carro de Ana é novo. (A preposição de subordina o substan-
tivo Ana ao substantivo carro; carro é subordinante e Ana, palavra Exemplos
subordinada.) Ora bolas!
Valha-me Deus!
O antecedente da preposição pode ser: Raios te partam!
- Substantivo: relógio de ouro; Nossa Senhora!
- Adjetivo: contente com a sorte;
- Pronome: quem de nós?; Conjunção
- Verbo: gosto de você. Conectivo de coordenação entre palavras e orações e o conec-
tivo de subordinação entre orações.
Locução prepositiva As locuções com valor e emprego de conjunção (para que, a
Geralmente formada de advérbio + preposição, com valor e fim de que, à proporção que, logo que, depois que) são chamadas
emprego de preposição: acima de, atrás de, através de, antes de, de locuções conjuntivas.
depois de, de acordo com, devido a, para com, a fim de, etc.
Classificação
Exemplo Conjunções coordenativas: Ligam termos oracionais ou orações
O senhor ficou atrás de mim. de igual valor ou função no período.

Classificação Aditivas (adição): e, nem, e as correlações entre não só, não


Essenciais: guardam, o valor de preposição. São seguidas de somente, não apenas, mas também, mas ainda, senão etc.
pronome obliquo: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, Adversativas (posição contrária): mas, porém, contudo, toda-
entre, para, perante, por, sem, sob, sobre. via, entretanto, no entanto, não obstante etc.
Acidentais: palavras essencialmente de outras classes gramati- Alternativas (alternância): ou… ou, ora… ora, quer… quer, já…
cais que, acidentalmente, funcionam como preposição: como, con- já etc.
forme, durante, exceto, feito, mediante, segundo, etc. Conclusivas (conclusão): logo, portanto, por conseguinte, pois
(posposto ao verbo).
Combinação e contração Explicativas (explicação): que, porque, por quanto, pois (ante-
As preposições a, de, per, em podem juntar-se com outras pa- posto ao verbo).
lavras. Então, teremos:
Conjunções subordinativas: Ligam uma oração principal a uma
Combinação: sem alteração fônica. oração subordinada com o verbo flexionado.

Exemplos Classificação
ao (a + o), aonde (a + onde) Integrantes (iniciam oração subordinada substantiva): que, se,
como (= que).
Contração: com alteração fônica. Temporais (tempo): quando, enquanto, logo que, mal, apenas,
sempre que, assim que, desde que, antes que etc.
Exemplos Finais (finalidade): para que, a fim de que, que (= para que),
à (a + a), àquele (a + aquele), do (de + o), donde (de + onde), porque (= para que).
no (em + o), naquele (em + aquele), pelo (per + o), coa (com + a). Proporcionais (proporcionalidade): à proporção que, à medida
que, quanto mais ... mais, quanto menos ... menos.
Interjeição Causais (causa): porque, como, porquanto, visto que, já que,
Palavra que exprime nossos estados emotivos. uma vez que etc.
Condicionais (condição): se, caso, contanto que, desde que, sal-
Exemplos: vo se, sem que (= se não) etc.
ah! (admiração) Comparativas (comparação): como, que, do que, quanto, que
viva! (exaltação) nem etc.
ufa! eh! (alivio) Conformativas (conformidade): como, conforme, segundo, con-
coragem! (animação) soante, etc.
bravo! (aplauso) Consecutivas (consequência): que (precedido dos termos in-
ai! (dor) tensivos: tal, tão, tanto, de tal forma etc.), de forma que etc.
bis! (repetição) Concessivas (concessão): embora, conquanto, ainda que, mes-
psiu! (silencio) mo que, posto que, por mais que, se bem que etc.
cuidado! atenção! (advertência)
vai! (desapontamento)

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LÍNGUA PORTUGUESA

CONCORDÂNCIA VERBAL E CONCORDÂNCIA NOMI- REGÊNCIA VERBAL


NAL
• Regência Nominal 
Concordância Nominal A regência nominal estuda os casos em que nomes (substan-
Os adjetivos, os pronomes adjetivos, os numerais e os artigos tivos, adjetivos e advérbios) exigem outra palavra para completar-
concordam em gênero e número com os substantivos aos quais se -lhes o sentido. Em geral a relação entre um nome e o seu comple-
referem. mento é estabelecida por uma preposição.
Os nossos primeiros contatos começaram de maneira amisto-
sa. • Regência Verbal
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre o
Casos Especiais de Concordância Nominal verbo (termo regente) e seu complemento (termo regido). 
• Menos e alerta são invariáveis na função de advérbio: Isto pertence a todos.
Colocou menos roupas na mala./ Os seguranças continuam
alerta.

• Pseudo e todo são invariáveis quando empregados na forma-


ção de palavras compostas:
Cuidado com os pseudoamigos./ Ele é o chefe todo-poderoso.

• Mesmo, próprio, anexo, incluso, quite e obrigado variam de


acordo com o substantivo a que se referem:
Elas mesmas cozinhavam./ Guardou as cópias anexas.

• Muito, pouco, bastante, meio, caro e barato variam quando


pronomes indefinidos adjetivos e numerais e são invariáveis quan-
do advérbios:
Muitas vezes comemos muito./ Chegou meio atrasada./
Usou meia dúzia de ovos.

• Só varia quando adjetivo e não varia quando advérbio:


Os dois andavam sós./ A respostas só eles sabem.

• É bom, é necessário, é preciso, é proibido variam quando o


substantivo estiver determinado por artigo:
É permitida a coleta de dados./ É permitido coleta de dados.

Concordância Verbal
O verbo concorda com seu sujeito em número e pessoa:
O público aplaudiu o ator de pé./ A sala e quarto eram enor-
mes.

Concordância ideológica ou silepse

• Silepse de gênero trata-se da concordância feita com o gêne-


ro gramatical (masculino ou feminino) que está subentendido no
contexto.
Vossa Excelência parece satisfeito com as pesquisas.
Blumenau estava repleta de turistas.
• Silepse de número trata-se da concordância feita com o nú-
mero gramatical (singular ou plural) que está subentendido no con-
texto.
O elenco voltou ao palco e [os atores] agradeceram os aplau-
sos.
• Silepse de pessoa trata-se da concordância feita com a pes-
soa gramatical que está subentendida no contexto.
O povo temos memória curta em relação às promessas dos po-
líticos.

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LÍNGUA PORTUGUESA
(B) Os dados ainda não são definitivos, mas tudo sugere
SINTAXE: ESTRUTURA DA ORAÇÃO E DO PERÍODO que serão confirmados. A entidade responsável pelo estudo
COMPOSTO foi a conhecida Comissão Econômica para a América Latina
(CEPAL).
Prezado candidato, o tema supracitado foi abordado em tópi- (C) Não há dúvida de que os números são bons, num momen-
cos anteriores. to em que atingimos um bom superávit em conta-corrente,
em que se revela queda no desemprego e até se anuncia a
ampliação de nossas reservas monetárias, além da descoberta
de novas fontes de petróleo.
EXERCÍCIOS (D) Mesmo assim, olhando-se para os vizinhos de continen-
te, percebe-se que nossa performance é inferior a que foi
1. 1. (VUNESP – TJ/SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – atribuída a Argentina (8,6%) e a alguns outros países com
2011) Assinale a alternativa em que a concordância verbal está cor- participação menor no conjunto dos bens produzidos pela
reta. América Latina.
(A) Haviam cooperativas de catadores na cidade de São Paulo. (E) Nem é preciso olhar os exemplos da China, Índia e Rússia,
(B) O lixo de casas e condomínios vão para aterros. com crescimento acima desses patamares. Ao conjunto inteiro
(C) O tratamento e a destinação corretos do lixo evitaria que da América Latina, o organismo internacional está atribuindo
35% deles fosse despejado em aterros. um crescimento médio, em 2007, de 5,6%, um pouco maior
(D) Fazem dois anos que a prefeitura adia a questão do lixo. do que o do Brasil.
(E) Somos nós quem paga a conta pelo descaso com a coleta
de lixo. 5. (FUNIVERSA – CEB – ADVOGADO – 2010) Assinale a alternati-
va em que todas as palavras são acentuadas pela mesma
2. (ESAF – CGU – ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – 2012) razão.
Assinale a opção que fornece a correta justificativa para as relações (A) “Brasília”, “prêmios”, “vitória”.
de concordância no texto abaixo. (B) “elétrica”, “hidráulica”, “responsáveis”.
O bom desempenho do lado real da economia proporcionou (C) “sérios”, “potência”, “após”.
um período de vigoroso crescimento da arrecadação. A maior lucra- (D) “Goiás”, “já”, “vários”.
tividade das empresas foi decisiva para os resultados fiscais favo- (E) “solidária”, “área”, “após”.
ráveis. Elevaram-se, de forma significativa e em valores reais, de-
flacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as 6. (CESGRANRIO – CMB – ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRA-
receitas do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), a Contribuição TIVO – 2012) Algumas palavras são acentuadas com o objetivo ex-
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), e a Contribuição para o Finan- clusivo de distingui-las de outras. Uma palavra acentuada com esse
ciamento da Seguridade Social (Cofins). O crescimento da massa de objetivo é a seguinte:
salários fez aumentar a arrecadação do Imposto de Renda Pessoa (A) pôr.
Física (IRPF) e a receita de tributação sobre a folha da previdência (B) ilhéu.
social. Não menos relevantes foram os elevados ganhos de capital, (C) sábio.
responsáveis pelo aumento da arrecadação do IRPF. (D) também.
(A) O uso do plural em “valores” é responsável pela flexão de (E) lâmpada.
plural em “deflacionados”.
(B) O plural em “resultados” é responsável pela flexão de 7. (ESAF – SRF – AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL – 2003)
plural em “Elevaram-se”. Indique o item em que todas as palavras estão corretamente em-
(C) Emprega-se o singular em “proporcionou” para respeitar pregadas e grafadas.
as regras de concordância com “economia”. (A) A pirâmide carcerária assegura um contexto em que o
(D) O singular em “a arrecadação” é responsável pela flexão poder de infringir punições legais a cidadãos aparece livre de
de singular em “fez aumentar”. qualquer excesso e violência.
(E) A flexão de plural em “foram” justifica-se pela concordân- (B) Nos presídios, os chefes e subchefes não devem ser exata-
cia com “relevantes”. mente nem juízes, nem professores, nem contramestres, nem
suboficiais, nem “pais”, porém avocam a si um pouco de tudo
3. (FCC – TRE/MG – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2005) As liberdades isso, num modo de intervenção específico.
...... se refere o autor dizem respeito a direitos ...... se ocupa a nossa (C) O carcerário, ao homogeinizar o poder legal de punir e o
Constituição. Preenchem de modo correto as lacunas da frase aci- poder técnico de disciplinar, ilide o que possa haver de violen-
ma, na ordem dada, as expressões: to em um e de arbitrário no outro, atenuando os efeitos de
(A) a que – de que; revolta que ambos possam suscitar.
(B) de que – com que; (D) No singular poder de punir, nada mais lembra o antigo p
(C) a cujas – de cujos; der do soberano iminente que vingava sua autoridade sobre o
(D) à que – em que; corpo dos supliciados.
(E) em que – aos quais. (E) A existência de uma proibição legal cria em torno dela um
campo de práticas ilegais, sob o qual se chega a exercer con-
4. (ESAF – CGU – ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – 2008) trole e aferir lucro ilícito, mas que se torna manejável por sua
Assinale o trecho que apresenta erro de regência. organização em delinqüência.
(A) Depois de um longo período em que apresentou taxas de
crescimento econômico que não iam além dos 3%, o Brasil
fecha o ano de 2007 com uma expansão de 5,3%, certamente
a maior taxa registrada na última década.

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LÍNGUA PORTUGUESA
8. (FCC – METRÔ/SP – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO JÚNIOR – 12. (CONSULPLAN – ANALISTA DE INFORMÁTICA (SDS-SC) –
2012) A frase que apresenta INCORREÇÕES quanto à ortografia é: 2008) A alternativa em que todas as palavras são formadas pelo
(A) Quando jovem, o compositor demonstrava uma capacidade mesmo processo de formação é:
extraordinária de imitar vários estilos musicais. (A) responsabilidade, musicalidade, defeituoso;
(B) Dizem que o músico era avesso à ideia de expressar senti- (B) cativeiro, incorruptíveis, desfazer;
mentos pessoais por meio de sua música. (C) deslealdade, colunista, incrível;
(C) Poucos estudiosos se despõem a discutir o empacto das (D) anoitecer, festeiro, infeliz;
composições do músico na cultura ocidental. (E) reeducação, dignidade, enriquecer.
(D) Salvo algumas exceções, a maioria das óperas do compo-
sitor termina em uma cena de reconciliação entre os personagens. 13. (IMA – PREF. BOA HORA/PI – PROCURADOR MUNICIPAL –
(E) Alguns acreditam que o valor da obra do compositor se 2010) No verso “Para desentristecer, leãozinho”, Caetano Veloso
deve mais à árdua dedicação do que a arroubos de inspiração. cria um neologismo. A opção que contém o processo de formação
utilizado para formar a palavra nova e o tipo de derivação que a
9. (CESGRANRIO – FINEP – TÉCNICO – 2011) A vírgula pode ser palavra primitiva foi formada respectivamente é:
retirada sem prejuízo para o significado e mantendo a norma pa- (A) derivação prefixal (des + entristecer); derivação parassinté-
drão na seguinte sentença: tica (en + trist + ecer);
(A) Mário, vem falar comigo depois do expediente. (B) derivação sufixal (desentriste + cer); derivação imprópria
(B) Amanhã, apresentaremos a proposta de trabalho. (en + triste + cer);
(C) Telefonei para o Tavares, meu antigo chefe. (C) derivação regressiva (des + entristecer); derivação paras-
(D) Encomendei canetas, blocos e crachás para a reunião. sintética (en + trist + ecer);
(E) Entrou na sala, cumprimentou a todos e iniciou o discurso. (D) derivação parassintética (en + trist + ecer); derivação prefi-
xal (des + entristecer);
10. (CESGRANRIO – PETROBRAS – TÉCNICO DE ENFERMAGEM (E) derivação prefixal (en + trist + ecer); derivação parassintéti-
DO TRABALHO – 2011) Há ERRO quanto ao emprego dos sinais de ca (des + entristecer).
pontuação em:
(A) Ao dizer tais palavras, levantou-se, despediu-se dos convi- 14. (IMA – PREF. BOA HORA/PI – PROCURADOR MUNICIPAL –
dados e retirou-se da sala: era o final da reunião. 2010) A palavra “Olhar” em (meu olhar) é um exemplo de palavra
(B) Quem disse que, hoje, enquanto eu dormia, ela saiu sorra- formada por derivação:
teiramente pela porta? (A) parassintética;
(C) Na infância, era levada e teimosa; na juventude, tornou-se (B) prefixal;
tímida e arredia; na velhice, estava sempre alheia a tudo. (C) sufixal;
(D) Perdida no tempo, vinham-lhe à lembrança a imagem (D) imprópria;
muito branca da mãe, as brincadeiras no quintal, à tarde, com (E) regressiva.
os irmãos e o mundo mágico dos brinquedos.
(E) Estava sempre dizendo coisas de que mais tarde se arre- 15. (CESGRANRIO – BNDES – ADVOGADO – 2004) No título do
penderia. Prometia a si própria que da próxima vez, tomaria artigo “A tal da demanda social”, a classe de palavra de “tal” é:
cuidado com as palavras, o que entretanto, não acontecia. (A) pronome;
(B) adjetivo;
11. (FCC – INFRAERO – ADMINISTRADOR – 2011) Está inteira- (C) advérbio;
mente correta a pontuação do seguinte período: (D) substantivo;
(A) Os personagens principais de uma história, responsáveis (E) preposição.
pelo sentido maior dela, dependem, muitas vezes, de peque-
nas providências que, tomadas por figurantes aparentemente 16. Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação
sem importância, ditam o rumo de toda a história. morfológica do pronome “alguém” (l. 44).
(B) Os personagens principais, de uma história, responsáveis (A) Pronome demonstrativo.
pelo sentido maior dela, dependem muitas vezes, de peque- (B) Pronome relativo.
nas providências que tomadas por figurantes, aparentemente (C) Pronome possessivo.
sem importância, ditam o rumo de toda a história. (D) Pronome pessoal.
(C) Os personagens principais de uma história, responsáveis (E) Pronome indefinido.
pelo sentido maior dela dependem muitas vezes de pequenas
providências, que, tomadas por figurantes aparentemente, 17. Em relação à classe e ao emprego de palavras no texto, na
sem importância, ditam o rumo de toda a história. oração “A abordagem social constitui-se em um processo de traba-
(D) Os personagens principais, de uma história, responsáveis lho planejado de aproximação” (linhas 1 e 2), os vocábulos subli-
pelo sentido maior dela, dependem, muitas vezes de peque- nhados classificam-se, respectivamente, em
nas providências, que tomadas por figurantes aparentemente (A) preposição, pronome, artigo, adjetivo e substantivo.
sem importância, ditam o rumo de toda a história. (B) pronome, preposição, artigo, substantivo e adjetivo.
(E) Os personagens principais de uma história, responsáveis, (C) conjunção, preposição, numeral, substantivo e pronome.
pelo sentido maior dela, dependem muitas vezes de pequenas (D) pronome, conjunção, artigo, adjetivo e adjetivo.
providências, que tomadas por figurantes, aparentemente, (E) conjunção, conjunção, numeral, substantivo e advérbio.
sem importância, ditam o rumo de toda a história.

33
LÍNGUA PORTUGUESA
18. (VUNESP – TJ/SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – (D) Mesmo assim, olhando-se para os vizinhos de continente,
2011) Assinale a alternativa em que a concordância verbal está cor- percebe-se que nossa performance é inferior a que foi atribu-
reta. ída a Argentina (8,6%) e a alguns outros países com partici-
(A) Haviam cooperativas de catadores na cidade de São Paulo. pação menor no conjunto dos bens produzidos pela América
(B) O lixo de casas e condomínios vão para aterros. Latina.
(C) O tratamento e a destinação corretos do lixo evitaria que (E) Nem é preciso olhar os exemplos da China, Índia e Rússia,
35% deles fosse despejado em aterros. com crescimento acima desses patamares. Ao conjunto inteiro
(D) Fazem dois anos que a prefeitura adia a questão do lixo. da América Latina, o organismo internacional está atribuindo
(E) Somos nós quem paga a conta pelo descaso com a coleta um crescimento médio, em 2007, de 5,6%, um pouco maior
de lixo. do que o do Brasil.

19. (ESAF – CGU – ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – 2012) 22. (FGV – SENADO FEDERAL – POLICIAL LEGISLATIVO FEDERAL
Assinale a opção que fornece a correta justificativa para as relações – 2008) Assinale a alternativa em que se tenha optado corretamen-
de concordância no texto abaixo. te por utilizar ou não o acento grave indicativo de crase.
O bom desempenho do lado real da economia proporcionou (A) Vou à Brasília dos meus sonhos.
um período de vigoroso crescimento da arrecadação. A maior lucra- (B) Nosso expediente é de segunda à sexta.
tividade das empresas foi decisiva para os resultados fiscais favo- (C) Pretendo viajar a Paraíba.
ráveis. Elevaram-se, de forma significativa e em valores reais, de- (D) Ele gosta de bife à cavalo.
flacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as
receitas do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), a Contribuição 23. (FDC – MAPA – ANALISTA DE SISTEMAS – 2010) Na oração
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), e a Contribuição para o Finan- “Eles nos deixaram À VONTADE” e no trecho “inviabilizando o ata-
ciamento da Seguridade Social (Cofins). O crescimento da massa de que, que, naturalmente, deveria ser feito À DISTÂNCIA”, observa-se
salários fez aumentar a arrecadação do Imposto de Renda Pessoa a ocorrência da crase nas locuções adverbiais em caixa-alta. Nas
Física (IRPF) e a receita de tributação sobre a folha da previdência locuções das frases abaixo também ocorre a crase, que deve ser
social. Não menos relevantes foram os elevados ganhos de capital, marcada com o acento, EXCETO em:
responsáveis pelo aumento da arrecadação do IRPF. (A) Todos estavam à espera de uma solução para o problema.
(A) O uso do plural em “valores” é responsável pela flexão de (B) À proporção que o tempo passava, maior era a angústia do
plural em “deflacionados”. eleitorado pelo resultado final.
(B) O plural em “resultados” é responsável pela flexão de (C) Um problema à toa emperrou o funcionamento do siste-
plural em “Elevaram-se”. ma.
(C) Emprega-se o singular em “proporcionou” para respeitar (D) Os técnicos estavam face à face com um problema insolú-
as regras de concordância com “economia”. vel.
(D) O singular em “a arrecadação” é responsável pela flexão (E) O Tribunal ficou à mercê dos hackers que invadiram o
de singular em “fez aumentar”. sistema.
(E) A flexão de plural em “foram” justifica-se pela concordân-
cia com “relevantes”. 24. Levando-se em consideração os conceitos de frase, oração
e período, é correto afirmar que o trecho abaixo é considerado um
20. (FCC – TRE/MG – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2005) As liberda- (a):
des ...... se refere o autor dizem respeito a direitos ...... se ocupa a “A expectativa é que o México, pressionado pelas mudanças
nossa Constituição. Preenchem de modo correto as lacunas da frase americanas, entre na fila.”
acima, na ordem dada, as expressões: (A) Frase, uma vez que é composta por orações coordenadas e
(A) a que – de que; subordinadas.
(B) de que – com que; (B) Período, composto por três orações.
(C) a cujas – de cujos; (C) Oração, pois possui sentido completo.
(D) à que – em que; (D) Período, pois é composto por frases e orações.
(E) em que – aos quais.
25. (AOCP – PREF. DE CATU/BA – MECÂNICO DE VEÍCULOS –
21. (ESAF – CGU – ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – 2008) 2007) Leia a seguinte sentença: Joana tomou um sonífero e não dor-
Assinale o trecho que apresenta erro de regência. miu. Assinale a alternativa que classifica corretamente a segunda
(A) Depois de um longo período em que apresentou taxas de oração.
crescimento econômico que não iam além dos 3%, o Brasil (A) Oração coordenada assindética aditiva.
fecha o ano de 2007 com uma expansão de 5,3%, certamente (B) Oração coordenada sindética aditiva.
a maior taxa registrada na última década. (C) Oração coordenada sindética adversativa.
(B) Os dados ainda não são definitivos, mas tudo sugere (D) Oração coordenada sindética explicativa.
que serão confirmados. A entidade responsável pelo estudo (E) Oração coordenada sindética alternativa.
foi a conhecida Comissão Econômica para a América Latina
(CEPAL). 26. (AOCP – PREF. DE CATU/BA – BIBLIOTECÁRIO – 2007) Leia
(C) Não há dúvida de que os números são bons, num momen- a seguinte sentença: Não precisaremos voltar ao médico nem fazer
to em que atingimos um bom superávit em conta-corrente, exames. Assinale a alternativa que classifica corretamente as duas
em que se revela queda no desemprego e até se anuncia a orações.
ampliação de nossas reservas monetárias, além da descoberta (A) Oração coordenada assindética e oração coordenada
de novas fontes de petróleo. adversativa.
(B) Oração principal e oração coordenada sindética aditiva.

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LÍNGUA PORTUGUESA
(C) Oração coordenada assindética e oração coordenada 32. (VUNESP – SEAP/SP – AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA
aditiva. PENITENCIÁRIA – 2012) No trecho – Para especialistas, fica uma
(D) Oração principal e oração subordinada adverbial consecu- questão: até que ponto essa exuberância econômica no Brasil é
tiva. sustentável ou é apenas mais uma bolha? – o termo em destaque
(E) Oração coordenada assindética e oração coordenada tem como antônimo:
adverbial consecutiva. (A) fortuna;
(B) opulência;
27. (EMPASIAL – TJ/SP – ESCREVENTE JUDICIÁRIO – 1999) Ana- (C) riqueza;
lise sintaticamente a oração em destaque: (D) escassez;
“Bem-aventurados os que ficam, porque eles serão recompen- (E) abundância.
sados” (Machado de Assis).
(A) oração subordinada substantiva completiva nominal. 33. (FEMPERJ – VALEC – JORNALISTA – 2012) Intertextualidade
(B) oração subordinada adverbial causal. é a presença de um texto em outro; o pensamento abaixo que NÃO
(C) oração subordinada adverbial temporal desenvolvida. se fundamenta em intertextualidade é:
(D) oração coordenada sindética conclusiva. (A) “Se tudo o que é bom dura pouco, eu já deveria ter morri-
(E) oração coordenada sindética explicativa. do há muito tempo.”
(B) “Nariz é essa parte do corpo que brilha, espirra, coça e se
28. (FGV – SENADO FEDERAL – TÉCNICO LEGISLATIVO – ADMI- mete onde não é chamada.”
NISTRAÇÃO – 2008) “Mas o fato é que transparência deixou de ser (C) “Une-te aos bons e será um deles. Ou fica aqui com a
um processo de observação cristalina para assumir um discurso de gente mesmo!”
políticas de averiguação de custos engessadas que pouco ou quase (D) “Vamos fazer o feijão com arroz. Se puder botar um ovo,
nada retratam as necessidades de populações distintas.”. tudo bem.”
A oração grifada no trecho acima classifica-se como: (E) “O Neymar é invendável, inegociável e imprestável.”
(A) subordinada substantiva predicativa;
(B) subordinada adjetiva restritiva; Atenção: Leia o texto abaixo para responder as questões.
(C) subordinada substantiva subjetiva; UM APÓLOGO
(D) subordinada substantiva objetiva direta; Machado de Assis.
(E) subordinada adjetiva explicativa. Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrola-
29. (FUNCAB – PREF. PORTO VELHO/RO – MÉDICO – 2009) No da, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?
trecho abaixo, as orações introduzidas pelos termos grifados são — Deixe-me, senhora.
classificadas, em relação às imediatamente anteriores, como: — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está
“Não há dúvida de que precisaremos curtir mais o dia a dia, com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me
mas nunca à custa de nossos filhos...” der na cabeça.
(A) subordinada substantiva objetiva indireta e coordenada — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha.
sindética adversativa; Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem
(B) subordinada adjetiva restritiva e coordenada sindética o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos
explicativa; outros.
(C) subordinada adverbial conformativa e subordinada adver- — Mas você é orgulhosa.
bial concessiva; — Decerto que sou.
(D) subordinada substantiva completiva nominal e coordenada — Mas por quê?
sindética adversativa; — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa
(E) subordinada adjetiva restritiva e subordinada adverbial ama, quem é que os cose, senão eu?
concessiva. — Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora
que quem os cose sou eu, e muito eu?
30. (ACEP – PREF. QUIXADÁ/CE – PSICÓLOGO – 2010) No pe- — Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pe-
ríodo “O essencial é o seguinte: //nunca antes neste país houve um daço ao outro, dou feição aos babados…
governo tão imbuído da ideia // de que veio // para recomeçar a — Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante,
história.”, a oração sublinhada é classificada como: puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e
(A) coordenada assindética; mando…
(B) subordinada substantiva completiva nominal; — Também os batedores vão adiante do imperador.
(C) subordinada substantiva objetiva indireta; — Você é imperador?
(D) subordinada substantiva apositiva. — Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel su-
balterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o
31. (CESGRANRIO – SEPLAG/BA – PROFESSOR PORTUGUÊS – trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto…
2010) Estabelece relação de hiperonímia/hiponímia, nessa ordem, Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa.
o seguinte par de palavras: Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que
(A) estrondo – ruído; tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a
(B) pescador – trabalhador; costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, en-
(C) pista – aeroporto; fiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando
(D) piloto – comissário; orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre
(E) aeronave – jatinho. os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a
isto uma cor poética. E dizia a agulha:

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LÍNGUA PORTUGUESA
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? (E) “- Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para
Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha
que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo de costura. Faze como eu, que não abro caminho para nin-
e acima… guém. Onde me espetam, fico.” (L.40-41)
A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela
agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe 35. O diminutivo, em Língua Portuguesa, pode expressar outros
o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha vendo que valores semânticos além da noção de dimensão, como afetividade,
ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era pejoratividade e intensidade. Nesse sentido, pode-se afirmar que
tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-pli- os valores semânticos utilizados nas formas diminutivas “unidi-
c-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a nha”(L.26) e “corpinho”(L.32), são, respectivamente, de:
costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até (A) dimensão e pejoratividade;
que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile. (B) afetividade e intensidade;
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que (C) afetividade e dimensão;
a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para (D) intensidade e dimensão;
dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da (E) pejoratividade e afetividade.
bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali,
alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, 36. Em um texto narrativo como “Um Apólogo”, é muito co-
perguntou-lhe: mum uso de linguagem denotativa e conotativa. Assinale a alterna-
— Ora agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da tiva cujo trecho retirado do texto é uma demonstração da expressi-
baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vidade dos termos “linha” e “agulha” em sentido figurado.
vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para (A) “- É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de
a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? nossa ama, quem é que os cose, senão eu?” (L.11)
Vamos, diga lá. (B) “- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agu-
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de ca- lha. Agulha não tem cabeça.” (L.06)
beça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: (C) “- Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é pedaço ao outro, dou feição aos babados...” (L.13)
que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze (D) “- Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordi-
como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, nária!” (L.43)
fico. (E) “- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pou-
Contei esta história a um professor de melancolia, que me dis- co?” (L.25)
se, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a
muita linha ordinária! 37. De acordo com a temática geral tratada no texto e, de modo
34. De acordo com o texto “Um Apólogo” de Machado de Assis metafórico, considerando as relações existentes em um ambiente
e com a ilustração abaixo, e levando em consideração as persona- de trabalho, aponte a opção que NÃO corresponde a uma ideia pre-
gens presentes nas narrativas tanto verbal quanto visual, indique sente no texto:
a opção em que a fala não é compatível com a associação entre os (A) O texto sinaliza que, normalmente, não há uma relação
elementos dos textos: equânime em ambientes coletivos de trabalho;
(B) O texto sinaliza que, normalmente, não há uma relação
equânime em ambientes coletivos de trabalho;
(C) O texto indica que, em um ambiente coletivo de trabalho,
cada sujeito possui atribuições próprias.
(D) O texto sugere que o reconhecimento no ambiente cole-
tivo de trabalho parte efetivamente das próprias atitudes do
sujeito.
(E) O texto revela que, em um ambiente coletivo de trabalho,
frequentemente é difícil lidar com as vaidades individuais.

Leia o texto abaixo para responder a questão.


A lama que ainda suja o Brasil
Fabíola Perez(fabiola.perez@istoe.com.br)

A maior tragédia ambiental da história do País escancarou um


dos principais gargalos da conjuntura política e econômica brasilei-
(A) “- Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda en- ra: a negligência do setor privado e dos órgãos públicos diante de
rolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?” (L.02) um desastre de repercussão mundial. Confirmada a morte do Rio
(B) “- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é Doce, o governo federal ainda não apresentou um plano de recu-
agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar?” peração efetivo para a área (apenas uma carta de intenções). Tam-
(L.06) pouco a mineradora Samarco, controlada pela brasileira Vale e pela
(C) “- Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adian- anglo-australiana BHP Billiton. A única medida concreta foi a aplica-
te, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu ção da multa de R$ 250 milhões – sendo que não há garantias de
faço e mando...” (L.14-15) que ela será usada no local. “O leito do rio se perdeu e a calha pro-
(D) “- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há funda e larga se transformou num córrego raso”, diz Malu Ribeiro,
pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa coordenadora da rede de águas da Fundação SOS Mata Atlântica,
comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a sobre o desastre em Mariana, Minas Gerais. “O volume de rejeitos
eles, furando abaixo e acima.” (L.25-26) se tornou uma bomba relógio na região.”

36
LÍNGUA PORTUGUESA
Para agravar a tragédia, a empresa declarou que existem riscos 20 A
de rompimento nas barragens de Germano e de Santarém. Segun-
do o Departamento Nacional de Produção Mineral, pelo menos 16 21 D
barragens de mineração em todo o País apresentam condições de 22 A
insegurança. “O governo perdeu sua capacidade de aparelhar ór-
gãos técnicos para fiscalização”, diz Malu. Na direção oposta 23 D
Ao caminho da segurança, está o projeto de lei 654/2015, do 24 B
senador Romero Jucá (PMDB-RR) que prevê licença única em um
tempo exíguo para obras consideradas estratégicas. O novo mar- 25 C
co regulatório da mineração, por sua vez, também concede priori- 26 C
dade à ação de mineradoras. “Ocorrerá um aumento dos conflitos
27 E
judiciais, o que não será interessante para o setor empresarial”, diz
Maurício Guetta, advogado do Instituto Sócio Ambiental (ISA). Com 28 A
o avanço dessa legislação outros danos irreversíveis podem ocorrer. 29 D
FONTE: http://www.istoe.com.br/reportagens/441106_A+LA MA+-
QUE+AINDA+SUJA+O+BRASIL 30 B
31 E
38. Observe as assertivas relacionadas ao texto lido:
I. O texto é predominantemente narrativo, já que narra um 32 D
fato. 33 E
II. O texto é predominantemente expositivo, já que pertence ao
34 E
gênero textual editorial.
III. O texto é apresenta partes narrativas e partes expositivas, já 35 D
que se trata de uma reportagem. 36 D
IV. O texto apresenta partes narrativas e partes expositivas, já
se trata de um editorial. 37 D
38 D
Analise as assertivas e responda:
(A) Somente a I é correta.
(B) Somente a II é incorreta.
(C) Somente a III é correta ANOTAÇÕES
(D) A III e IV são corretas.
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GABARITO ______________________________________________________

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1 E
______________________________________________________
2 A
3 A ______________________________________________________

4 D ______________________________________________________
5 A ______________________________________________________
6 A
______________________________________________________
7 B
8 C ______________________________________________________
9 B ______________________________________________________
10 E
______________________________________________________
11 A
12 A _____________________________________________________

13 A _____________________________________________________
14 D ______________________________________________________
15 A
______________________________________________________
16 E
17 B ______________________________________________________
18 E ______________________________________________________
19 A
______________________________________________________

37
LÍNGUA PORTUGUESA

ANOTAÇÕES ANOTAÇÕES

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1. Conjunto dos números naturais: operações, divisibilidade, decomposição de um número natural nos seus fatores primos, múltiplos e
divisores, máximo divisor comum e mínimo múltiplo comum de dois ou mais números naturais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Conjunto dos números inteiros: operações. Conjunto dos números racionais: propriedades, operações, valor absoluto de um número,
potenciação e radiciação. O conjunto dos números reais: números irracionais, a reta real, intervalos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 09
3. Sistema de medida, sistema métrico decimal, unidade de comprimento, unidades usuais de tempo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
4. Razões, proporções, grandezas direta e inversamente proporcionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
5. Regra de três simples e composta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
6. Porcentagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
7. Juros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
8. Equações de 1º grau, sistema de equações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
9. Cálculo de área e perímetros de figuras planas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
10. Leitura e identificação de dados apresentados em gráficos de colunas e tabela . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
11. Análise combinatória e probabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
MATEMÁTICA
Z={...-3, -2, -1, 0, 1, 2,...}
CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS: OPERAÇÕES,
DIVISIBILIDADE, DECOMPOSIÇÃO DE UM NÚMERO Subconjuntos do conjunto  :
NATURAL NOS SEUS FATORES PRIMOS, MÚLTIPLOS 1)Conjunto dos números inteiros excluindo o zero
E DIVISORES, MÁXIMO DIVISOR COMUM E MÍNIMO
MÚLTIPLO COMUM DE DOIS OU MAIS NÚMEROS NA- Z*={...-2, -1, 1, 2, ...}
TURAIS
2) Conjuntos dos números inteiros não negativos
Números Naturais
Os números naturais são o modelo matemático necessário Z+={0, 1, 2, ...}
para efetuar uma contagem.
Começando por zero e acrescentando sempre uma unidade, 3) Conjunto dos números inteiros não positivos
obtemos o conjunto infinito dos números naturais
Z-={...-3, -2, -1}

Números Racionais
- Todo número natural dado tem um sucessor Chama-se de número racional a todo número que pode ser ex-
a) O sucessor de 0 é 1. presso na forma , onde a e b são inteiros quaisquer, com b≠0
b) O sucessor de 1000 é 1001. São exemplos de números racionais:
c) O sucessor de 19 é 20.
-12/51
Usamos o * para indicar o conjunto sem o zero. -3

-(-3)
-2,333...
- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um anteces-
sor (número que vem antes do número dado). As dízimas periódicas podem ser representadas por fração,
Exemplos: Se m é um número natural finito diferente de zero. portanto são consideradas números racionais.
a) O antecessor do número m é m-1. Como representar esses números?
b) O antecessor de 2 é 1.
c) O antecessor de 56 é 55. Representação Decimal das Frações
d) O antecessor de 10 é 9. Temos 2 possíveis casos para transformar frações em decimais

Expressões Numéricas 1º) Decimais exatos: quando dividirmos a fração, o número de-
Nas expressões numéricas aparecem adições, subtrações, mul- cimal terá um número finito de algarismos após a vírgula.
tiplicações e divisões. Todas as operações podem acontecer em
uma única expressão. Para resolver as expressões numéricas utili-
zamos alguns procedimentos:

Se em uma expressão numérica aparecer as quatro operações,


devemos resolver a multiplicação ou a divisão primeiramente, na
ordem em que elas aparecerem e somente depois a adição e a sub-
tração, também na ordem em que aparecerem e os parênteses são
resolvidos primeiro.

Exemplo 1 2º) Terá um número infinito de algarismos após a vírgula, mas


10 + 12 – 6 + 7 lembrando que a dízima deve ser periódica para ser número racional
22 – 6 + 7 OBS: período da dízima são os números que se repetem, se não
16 + 7 repetir não é dízima periódica e assim números irracionais, que tra-
23 taremos mais a frente.
Exemplo 2
40 – 9 x 4 + 23
40 – 36 + 23
4 + 23
27

Exemplo 3
25-(50-30)+4x5
25-20+20=25
Representação Fracionária dos Números Decimais
Números Inteiros
1ºcaso) Se for exato, conseguimos sempre transformar com o
 Podemos dizer que este conjunto é composto pelos números
denominador seguido de zeros.
naturais, o conjunto dos opostos dos números naturais e o zero.
Este conjunto pode ser representado por:

1
MATEMÁTICA
O número de zeros depende da casa decimal. Para uma casa, - O quociente de dois números irracionais, pode ser um núme-
um zero (10) para duas casas, dois zeros(100) e assim por diante. ro racional.

Exemplo:  :  =  = 2  e 2 é um número racional.

- O produto de dois números irracionais, pode ser um número


racional.

Exemplo:  .  =  = 7 é um número racional.

Exemplo:radicais( a raiz quadrada de um número natu-


ral, se não inteira, é irracional.

Números Reais

2ºcaso) Se dízima periódica é um número racional, então como


podemos transformar em fração?

Exemplo 1
Transforme a dízima 0, 333... .em fração
Sempre que precisar transformar, vamos chamar a dízima dada
de x, ou seja
X=0,333...
Se o período da dízima é de um algarismo, multiplicamos por
10.

10x=3,333...

E então subtraímos: Fonte: www.estudokids.com.br

10x-x=3,333...-0,333... Representação na reta


9x=3
X=3/9
X=1/3

Agora, vamos fazer um exemplo com 2 algarismos de período.

Exemplo 2
Seja a dízima 1,1212...
Façamos x = 1,1212... INTERVALOS LIMITADOS
100x = 112,1212... . Intervalo fechado – Números reais maiores do que a ou iguais a
e menores do que b ou iguais a b.
Subtraindo:
100x-x=112,1212...-1,1212...
99x=111
X=111/99 Intervalo:[a,b]
Conjunto: {x∈R|a≤x≤b}
Números Irracionais Intervalo aberto – números reais maiores que a e menores que b.

Identificação de números irracionais


- Todas as dízimas periódicas são números racionais. Intervalo:]a,b[
- Todos os números inteiros são racionais. Conjunto:{x∈R|a<x<b}
- Todas as frações ordinárias são números racionais.
- Todas as dízimas não periódicas são números irracionais. Intervalo fechado à esquerda – números reais maiores que a ou
- Todas as raízes inexatas são números irracionais. iguais a a e menores do que b.
- A soma de um número racional com um número irracional é
sempre um número irracional.
- A diferença de dois números irracionais, pode ser um número
racional. Intervalo:{a,b[
-Os números irracionais não podem ser expressos na forma , Conjunto {x∈R|a≤x<b}
com a e b inteiros e b≠0. Intervalo fechado à direita – números reais maiores que a e
menores ou iguais a b.
Exemplo:  -  = 0 e 0 é um número racional.

2
MATEMÁTICA

Intervalo:]a,b]
Conjunto:{x∈R|a<x≤b}

INTERVALOS IIMITADOS 4) Todo número negativo, elevado ao expoente ímpar, resul-


ta em um número negativo.
Semirreta esquerda, fechada de origem b- números reais me-
nores ou iguais a b.

Intervalo:]-∞,b]
Conjunto:{x∈R|x≤b}
5) Se o sinal do expoente for negativo, devemos passar o si-
Semirreta esquerda, aberta de origem b – números reais me- nal para positivo e inverter o número que está na base. 
nores que b.

Intervalo:]-∞,b[
Conjunto:{x∈R|x<b}

Semirreta direita, fechada de origem a – números reais maiores


ou iguais a a.
6) Toda vez que a base for igual a zero, não importa o valor
do expoente, o resultado será igual a zero. 
Intervalo:[a,+ ∞[
Conjunto:{x∈R|x≥a}

Semirreta direita, aberta, de origem a – números reais maiores


que a.
Propriedades

1) (am . an = am+n) Em uma multiplicação de potências de mesma


Intervalo:]a,+ ∞[ base, repete-se a base e  soma os expoentes.
Conjunto:{x∈R|x>a}
Exemplos:
Potenciação 24 . 23 = 24+3= 27
Multiplicação de fatores iguais (2.2.2.2) .( 2.2.2)= 2.2.2. 2.2.2.2= 27
2³=2.2.2=8

Casos
1) Todo número elevado ao expoente 0 resulta em 1. 2) (am: an = am-n). Em uma divisão de potência de mesma base.
Conserva-se a base e subtraem os expoentes.

Exemplos:
96 : 92 = 96-2 = 94

2) Todo número elevado ao expoente 1 é o próprio número.


3) (am)n Potência de potência. Repete-se a base e multiplica-se
os expoentes.
Exemplos:
(52)3 = 52.3 = 56

3) Todo número negativo, elevado ao expoente par, resulta


em um número positivo.

3
MATEMÁTICA
4) E uma multiplicação de dois ou mais fatores elevados a um Raiz quadrada de frações ordinárias
expoente, podemos elevar cada um a esse mesmo expoente.
(4.3)²=4².3² 1 1
2 2 2 2 2
2
5) Na divisão de dois fatores elevados a um expoente, podemos =  = 1 =
elevar separados. 3 3 3
Observe: 32

De modo geral,

Radiciação a ∈ R+ , b ∈ R *+ , n ∈ N * ,
Radiciação é a operação inversa a potenciação se

então:

a na
n =
b nb
O radical de índice inteiro e positivo de um quociente indicado
é igual ao quociente dos radicais de mesmo índice dos termos do
radicando.

Técnica de Cálculo Raiz quadrada números decimais


A determinação da raiz quadrada de um número torna-se mais
fácil quando o algarismo se encontra fatorado em números primos.
Veja: 
Operações

Operações

Multiplicação

Exemplo

64=2.2.2.2.2.2=26 Divisão

Como é raiz quadrada a cada dois números iguais “tira-se” um


e multiplica.

Exemplo

Observe:
1 1 1
3.5 = (3.5) = 3 .5 = 3. 5
2 2 2
Adição e subtração

De modo geral, se
a ∈ R+ , b ∈ R+ , n ∈ N * , Para fazer esse cálculo, devemos fatorar o 8 e o 20.
então:

n
a.b = n a .n b

O radical de índice inteiro e positivo de um produto indicado é


igual ao produto dos radicais de mesmo índice dos fatores do radi-
cando.

4
MATEMÁTICA
Caso tenha: 03. (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária - MSCON-
CURSOS/2017) O valor de √0,444... é:
(A) 0,2222...
(B) 0,6666...
Não dá para somar, as raízes devem ficar desse modo. (C) 0,1616...
(D) 0,8888...
Racionalização de Denominadores
Normalmente não se apresentam números irracionais com 04. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário - VUNESP/2017) Se,
radicais no denominador. Ao processo que leva à eliminação dos numa divisão, o divisor e o quociente são iguais, e o resto é 10, sen-
radicais do denominador chama-se racionalização do denominador. do esse resto o maior possível, então o dividendo é
1º Caso:Denominador composto por uma só parcela (A) 131.
(B) 121.
(C) 120.
(D) 110.
(E) 101.

05. (TST – Técnico Judiciário – FCC/2017) As expressões nu-


méricas abaixo apresentam resultados que seguem um padrão es-
2º Caso: Denominador composto por duas parcelas. pecífico:

1ª expressão: 1 x 9 + 2

2ª expressão: 12 x 9 + 3
Devemos multiplicar de forma que obtenha uma diferença de
quadrados no denominador: 3ª expressão: 123 x 9 + 4

...

7ª expressão: █ x 9 + ▲

Seguindo esse padrão e colocando os números adequados no


EXERCÍCIOS lugar dos símbolos █ e ▲, o resultado da 7ª expressão será
(A) 1 111 111.
(B) 11 111.
01. (Prefeitura de Salvador /BA - Técnico de Nível Superior II (C) 1 111.
- Direito – FGV/2017) Em um concurso, há 150 candidatos em ape- (D) 111 111.
nas duas categorias: nível superior e nível médio. (E) 11 111 111.
Sabe-se que:
• dentre os candidatos, 82 são homens; 06. (TST – Técnico Judiciário – FCC/2017) Durante um trei-
• o número de candidatos homens de nível superior é igual ao namento, o chefe da brigada de incêndio de um prédio comercial
de mulheres de nível médio; informou que, nos cinquenta anos de existência do prédio, nunca
• dentre os candidatos de nível superior, 31 são mulheres. houve um incêndio, mas existiram muitas situações de risco, feliz-
mente controladas a tempo. Segundo ele, 1/13 dessas situações
O número de candidatos homens de nível médio é deveu-se a ações criminosas, enquanto as demais situações haviam
(A) 42. sido geradas por diferentes tipos de displicência. Dentre as situa-
(B) 45. ções de risco geradas por displicência,
(C) 48. − 1/5 deveu-se a pontas de cigarro descartadas inadequada-
(D) 50. mente;
(E) 52. − 1/4 deveu-se a instalações elétricas inadequadas;
− 1/3 deveu-se a vazamentos de gás e
02. (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária - MSCON- − as demais foram geradas por descuidos ao cozinhar.
CURSOS/2017) Raoni, Ingrid, Maria Eduarda, Isabella e José foram
a uma prova de hipismo, na qual ganharia o competidor que obti- De acordo com esses dados, ao longo da existência desse pré-
vesse o menor tempo final. A cada 1 falta seriam incrementados 6 dio comercial, a fração do total de situações de risco de incêndio
segundos em seu tempo final. Ingrid fez 1’10” com 1 falta, Maria geradas por descuidos ao cozinhar corresponde à
Eduarda fez 1’12” sem faltas, Isabella fez 1’07” com 2 faltas, Raoni (A) 3/20.
fez 1’10” sem faltas e José fez 1’05” com 1 falta. Verificando a colo- (B) 1/4.
cação, é correto afirmar que o vencedor foi: (C) 13/60.
(A) José (D) 1/5.
(B) Isabella (E) 1/60.
(C) Maria Eduarda
(D) Raoni

5
MATEMÁTICA
07. (ITAIPU BINACIONAL - Profissional Nível Técnico I - Técnico Observações:
em Eletrônica – NCUFPR/2017) Assinale a alternativa que apresen- - Todo número natural é múltiplo de si mesmo.
ta o valor da expressão - Todo número natural é múltiplo de 1.
- Todo número natural, diferente de zero, tem infinitos múlti-
plos.
- O zero é múltiplo de qualquer número natural.
(A) 1.
(B) 2. Máximo Divisor Comum
(C) 4. O máximo divisor comum de dois ou mais números naturais
(D) 8. não-nulos é o maior dos divisores comuns desses números.
(E) 16. Para calcular o m.d.c de dois ou mais números, devemos seguir
as etapas:
08. (UNIRV/GO – Auxiliar de Laboratório – UNIRVGO/2017) • Decompor o número em fatores primos
• Tomar o fatores comuns com o menor expoente
Qual o resultado de ? • Multiplicar os fatores entre si.
(A) 3
(B) 3/2 Exemplo:
(C) 5
(D) 5/2

09. (IBGE – Agente Censitário Municipal e Supervisor –


FGV/2017) Suponha que a # b signifique a - 2b .

Se 2#(1#N)=12 , então N é igual a:


(A) 1;
(B) 2;
(C) 3;
(D) 4; O fator comum é o 3 e o 1 é o menor expoente.
(E) 6. m.d.c

10. (IBGE – Agente Censitário Municipal e Supervisor –


FGV/2017) Uma equipe de trabalhadores de determinada empresa
tem o mesmo número de mulheres e de homens. Certa manhã, 3/4 Mínimo Múltiplo Comum
das mulheres e 2/3 dos homens dessa equipe saíram para um aten- O mínimo múltiplo comum (m.m.c) de dois ou mais números é
dimento externo. o menor número, diferente de zero.
Desses que foram para o atendimento externo, a fração de mu-
lheres é Para calcular devemos seguir as etapas:
(A) 3/4; • Decompor os números em fatores primos
(B) 8/9; • Multiplicar os fatores entre si
(C) 5/7;
(D) 8/13; Exemplo:
(E) 9/17.

Múltiplos
Um número é múltiplo de outro quando ao dividirmos o pri-
meiro pelo segundo, o resto é zero.
Exemplo

Para o mmc, fica mais fácil decompor os dois juntos.


O conjunto de múltiplos de um número natural não-nulo é in- Basta começar sempre pelo menor primo e verificar a divisão
finito e podemos consegui-lo multiplicando-se o número dado por com algum dos números, não é necessário que os dois sejam divisí-
todos os números naturais. veis ao mesmo tempo.
M(3)={0,3,6,9,12,...} Observe que enquanto o 15 não pode ser dividido, continua
aparecendo.
Divisores
Os números 12 e 15 são múltiplos de 3, portanto 3 é divisor Assim, o mmc
de 12 e 15.
D(12)={1,2,3,4,6,12}
D(15)={1,3,5,15}

6
MATEMÁTICA
Exemplo
O piso de uma sala retangular, medindo 3,52 m × 4,16 m, será EXERCÍCIOS
revestido com ladrilhos quadrados, de mesma dimensão, inteiros,
de forma que não fique espaço vazio entre ladrilhos vizinhos. Os
ladrilhos serão escolhidos de modo que tenham a maior dimensão 01. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário - VUNESP/2017) No
possível. depósito de uma loja de doces, há uma caixa contendo n bombons.
Na situação apresentada, o lado do ladrilho deverá medir Para serem vendidos, devem ser repartidos em pacotes iguais, todos
(A) mais de 30 cm. com a mesma quantidade de bombons. Com os bombons dessa cai-
(B) menos de 15 cm. xa, podem ser feitos pacotes com 5, ou com 6, ou com 7 unidades
(C) mais de 15 cm e menos de 20 cm. cada um, e, nesses casos, não faltará nem sobrará nenhum bombom.
(D) mais de 20 cm e menos de 25 cm. Nessas condições, o menor valor que pode ser atribuído a n é
(E) mais de 25 cm e menos de 30 cm. (A) 280.
(B) 265.
Resposta: A. (C) 245.
(D) 230.
(E) 210.

02. (EMBASA – Agente Administrativo – IBFC/2017) Conside-


rando A o MDC (maior divisor comum) entre os números 24 e 60 e
B o MMC (menor múltiplo comum) entre os números 12 e 20, então
o valor de 2A + 3B é igual a:
(A) 72
Devemos achar o mdc para achar a maior medida possível (B) 156
E são os fatores que temos iguais:25=32 (C) 144
(D) 204
Exemplo2
(MPE/SP – Oficial de Promotora I – VUNESP/2016) No aero- 03. (MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPEGO /2017) Em um
porto de uma pequena cidade chegam aviões de três companhias determinado zoológico, a girafa deve comer a cada 4 horas, o leão
aéreas. Os aviões da companhia A chegam a cada 20 minutos, da a cada 5 horas e o macaco a cada 3 horas. Considerando que todos
companhia B a cada 30 minutos e da companhia C a cada 44 mi- foram alimentados às 8 horas da manhã de domingo, é correto afir-
nutos. Em um domingo, às 7 horas, chegaram aviões das três com- mar que o funcionário encarregado deverá servir a alimentação a
panhias ao mesmo tempo, situação que voltará a se repetir, nesse todos concomitantemente às:
mesmo dia, às (A) 8 horas de segunda-feira.
(A) 16h 30min. (B) 14 horas de segunda-feira.
(B) 17h 30min. (C) 10 horas de terça-feira.
(C) 18h 30min. (D) 20 horas de terça-feira.
(D) 17 horas. (E) 9 horas de quarta-feira.
(E) 18 horas.
04. (EMBASA – Assistente de Laboratório – IBFC/2017) Um
Resposta: E. marceneiro possui duas barras de ferro, uma com 1,40 metros de
comprimento e outra com 2,45 metros de comprimento. Ele pre-
tende cortá-las em barras de tamanhos iguais, de modo que cada
pedaço tenha a maior medida possível. Nessas circunstâncias, o
total de pedaços que o marceneiro irá cortar, utilizando as duas
de ferro, é:
(A) 9
(B) 11
(C) 12
(D) 13
Mmc(20,30,44)=2².3.5.11=660
1h---60minutos 05. (TJM/SP - Escrevente Técnico Judiciário – VUNESP/2017)
x-----660 Em um pequeno mercado, o dono resolveu fazer uma promoção.
x=660/60=11 Para tanto, cada uma das 3 caixas registradoras foi programada para
acender uma luz, em intervalos de tempo regulares: na caixa 1, a luz
Então será depois de 11horas que se encontrarão acendia a cada 15 minutos; na caixa 2, a cada 30 minutos; e na caixa
7+11=18h 3, a luz acendia a cada 45 minutos. Toda vez que a luz de uma caixa
acendia, o cliente que estava nela era premiado com um desconto
de 3% sobre o valor da compra e, quando as 3 luzes acendiam, ao
mesmo tempo, esse desconto era de 5%. Se, exatamente às 9 horas
de um determinado dia, as luzes das 3 caixas acenderam ao mesmo
tempo, então é verdade que o número máximo de premiações de
5% de desconto que esse mercado poderia ter dado aos seus clien-
tes, das 9 horas às 21 horas e 30 minutos daquele dia, seria igual a
(A) 8.

7
MATEMÁTICA
(B) 10. (D) 4
(C) 21. (E) 5
(D) 27.
(E) 33.

06. (PREF. DE PIRAÚBA/MG – Agente Administrativo – MS-


GABARITO
CONCURSOS/2017) Sabendo que a sigla M.M.C. na matemática
significa Mínimo Múltiplo Comum e que M.D.C. significa Máximo 01. Resposta: E.
Divisor Comum, pergunta-se: qual o valor do M.M.C. de 6 e 8 dividi-
do pelo M.D.C. de 30, 36 e 72?
(A) 8
(B) 6
(C) 4
(D) 2

07. (CELESC – Assistente Administrativo – FEPESE/2016) Em


uma excursão participam 120 homens e 160 mulheres. Em deter- Mmc(5,6,7)=2⋅3⋅5⋅7=210
minado momento é preciso dividir os participantes em grupos for-
mados somente por homens ou somente por mulheres, de maneira 02. Resposta: E.
que os grupos tenham o mesmo número de integrantes.
Neste caso, o número máximo de integrantes em um grupo é:
(A) 10.
(B) 15.
(C) 20.
(D) 30.
(E) 40.
Para o cálculo do mdc, devemos multiplicar os comuns:
08. (PREF. DE GUARULHOS/SP – Assistente de Gestão Escolar MDC(24,60)=2²⋅3=12
– VUNESP/2016) Para iniciar uma visita monitorada a um museu, 96
alunos do 8º ano e 84 alunos do 9º ano de certa escola foram dividi-
dos em grupos, todos com o mesmo número de alunos, sendo esse
número o maior possível, de modo que cada grupo tivesse somente
alunos de um único ano e que não restasse nenhum aluno fora de
um grupo. Nessas condições, é correto afirmar que o número total
de grupos formados foi
(A) 8.
(B) 12. Mmc(12,20)=2²⋅3⋅5=60
(C) 13. 2A+3B=24+180=204
(D) 15.
(E) 18. 03. Resposta: D.
Mmc(3, 4, 5)=60
09. (PREF. DE JAMBEIRO – Agente Administrativo – JOTA CON- 60/24=2 dias e 12horas
SULTORIA/2016) O MMC(120, 125, 130) é: Como foi no domingo às 8h d amanhã, a próxima alimentação
(A) 39000 será na terça às 20h.
(B) 38000
(C) 37000 04. Resposta: B.
(D) 36000
(E) 35000

10. (MPE/SP – Analista Técnico Científico – VUNESP/2016) Pre-


tende-se dividir um grupo de 216 pessoas, sendo 126 com forma-
ção na área de exatas e 90 com formação na área de humanas, em
grupos menores contendo, obrigatoriamente, elementos de cada
uma dessas áreas, de modo que: (1) o número de grupos seja o
maior possível; (2) cada grupo tenha o mesmo número x de pessoas Mdc=5⋅7=35
com formação na área de exatas e o mesmo número y de pessoas 140/35=4
com formação na área de humanas; e (3) cada uma das 216 pessoas 245/35=7
participe de um único grupo. Nessas condições, e sabendo-se que Portanto, serão 11 pedaços.
no grupo não há pessoa com ambas as formações, é correto afirmar
que, em cada novo grupo, a diferença entre os números de pessoas
com formação em exatas e em humanas, nessa ordem, será igual a
(A) 1
(B) 2
(C) 3

8
MATEMÁTICA
05. Resposta: D. E 7+8=15

09. Resposta: A.

Mmc(15, 30, 45)=90 minutos


Ou seja, a cada 1h30 minutos tem premiações.
Das 9 ate as 21h30min=12h30 minutos

9 vezes no total, pois as 9 horas acendeu. Mmc(120, 125, 130)=2³.3.5³.13=39000


Como são 3 premiações: 9x3=27
10. Resposta: B.
06. Resposta: C. O cálculo utilizado aqui será o MDC (Máximo Divisor Comum)

Mdc(90, 125)=2.3²=18
Mmc(6,8)=24 Então teremos
126/18 = 7 grupos de exatas
90/18 = 5 grupos de humanas
A diferença é de 7-5=2

- eles são múltiplos de 2, pois terminam com números pares.


E são múltiplos de 3, lembrando que para ser múltiplo de 3,
basta somar os números e ser múltiplo de 3.
Mdc(30, 36, 72) =2x3=6 36=3+6=9
Portanto: 24/6=4 90=9+0=9
162=1+6+2=9
07. Resposta: E.

CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS: OPERAÇÕES.


CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS: PROPRIEDA-
DES, OPERAÇÕES, VALOR ABSOLUTO DE UM NÚMERO,
POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO. O CONJUNTO DOS NÚ-
MEROS REAIS: NÚMEROS IRRACIONAIS, A RETA REAL,
INTERVALOS

MDC(120,160)=8x5=40 Conjunto está presente em muitos aspectos da vida, sejam eles


cotidianos, culturais ou científicos. Por exemplo, formamos conjun-
08. Resposta: D. tos ao organizar a lista de amigos para uma festa agrupar os dias da
semana ou simplesmente fazer grupos.
Os componentes de um conjunto são chamados de elementos.
Para enumerar um conjunto usamos geralmente uma letra
maiúscula.

Representações
Pode ser definido por:
-Enumerando todos os elementos do conjunto: S={1, 3, 5, 7, 9}
-Simbolicamente: B={x>N|x<8}, enumerando esses elementos
temos:
MDC(84,96)=2²x3=12 B={0,1,2,3,4,5,6,7}
84/12=7
96/12=8

9
MATEMÁTICA
-Diagrama de Venn

Há também um conjunto que não contém elemento e é representado da seguinte forma: S=c ou S={ }.
Quando todos os elementos de um conjunto A pertencem também a outro conjunto B, dizemos que:
A é subconjunto de B
Ou A é parte de B
A está contido em B escrevemos:A⊂B

Se existir pelo menos um elemento de A que não pertence a B: A⊄B

Símbolos

Igualdade

Propriedades básicas da igualdade


Para todos os conjuntos A, B e C,para todos os objetos x ∈ U, temos que:
(1) A = A.
(2) Se A = B, então B = A.
(3) Se A = B e B = C, então A = C.
(4) Se A = B e x ∈ A, então x∈ B.
Se A = B e A ∈ C, então B ∈ C.
Dois conjuntos são iguais se, e somente se, possuem exatamente os mesmos elementos. Em símbolo:
Para saber se dois conjuntos A e B são iguais, precisamos saber apenas quais são os elementos.
Não importa ordem:
A={1,2,3} e B={2,1,3}
Não importa se há repetição:
A={1,2,2,3} e B={1,2,3}

Classificação

Definição
Chama-se cardinal de um conjunto, e representa-se por #, ao número de elementos que ele possui.

10
MATEMÁTICA
Exemplo Exemplo:
Por exemplo, se A ={45,65,85,95} então #A = 4. A={a,b,c,d,e} e B={d,e,f,g}
A∩B={d,e}
Definições
Dois conjuntos dizem-se equipotentes se têm o mesmo cardi- Diferença
nal. Uma outra operação entre conjuntos é a diferença, que a cada
Um conjunto diz-se par A, B de conjuntos faz corresponder o conjunto definido por:
a) infinito quando não é possível enumerar todos os seus ele- A – B ou A\B que se diz a diferença entre A e B ou o comple-
mentos mentar de B em relação a A.
b) finito quando é possível enumerar todos os seus elementos A este conjunto pertencem os elementos de A que não perten-
c) singular quando é formado por um único elemento cem a B.
d) vazio quando não tem elementos A\B = {x : x∈A e x∉B}.

Exemplos
N é um conjunto infinito (O cardinal do conjunto N (#N) é infi-
nito (∞));
A = {½, 1} é um conjunto finito (#A = 2);
B = {Lua} é um conjunto singular (#B = 1)
{ } ou ∅ é o conjunto vazio (#∅ = 0)

Pertinência
O conceito básico da teoria dos conjuntos é a relação de per-
tinência representada pelo símbolo ∈. As letras minúsculas desig-
nam os elementos de um conjunto e as maiúsculas, os conjuntos.
Assim, o conjunto das vogais (V) é: Exemplo:
V={a,e,i,o,u} A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e B = {5, 6, 7}
A relação de pertinência é expressa por: a∈V Então os elementos de A – B serão os elementos do conjunto A
A relação de não-pertinência é expressa por:b∉V, pois o ele- menos os elementos que pertencerem ao conjunto B.
mento b não pertence ao conjunto V. Portanto A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.

Inclusão Complementar
A Relação de inclusão possui 3 propriedades: Sejam A e B dois conjuntos tais que A⊂B. Chama-se comple-
Propriedade reflexiva: A⊂A, isto é, um conjunto sempre é sub- mentar de A em relação a B, que indicamos por CBA, o conjunto
conjunto dele mesmo. cujos elementos são todos aqueles que pertencem a B e não per-
Propriedade antissimétrica: se A⊂B e B⊂A, então A=B tencem a A.
Propriedade transitiva: se A⊂B e B⊂C, então, A⊂C. A⊂B⇔ CBA={x|x∈B e x∉A}=B-A

Operações Exemplo
A={1,2,3} B={1,2,3,4,5}
União CBA={4,5}
Dados dois conjuntos A e B, existe sempre um terceiro formado
pelos elementos que pertencem pelo menos um dos conjuntos a Representação
que chamamos conjunto união e representamos por: A∪B. -Enumerando todos os elementos do conjunto: S={1, 2, 3, 4, 5}
Formalmente temos: A∪B={x|x∈A ou x∈B} -Simbolicamente: B={x∈ N|2<x<8}, enumerando esses ele-
Exemplo: mentos temos:
A={1,2,3,4} e B={5,6} B={3,4,5,6,7}
A∪B={1,2,3,4,5,6}
- por meio de diagrama:
Interseção
A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto formado pelos
elementos que são ao mesmo tempo de A e de B, e é representada
por : A∩B. Simbolicamente: A∩B={x|x∈A e x∈B}

Quando um conjunto não possuir elementos chama-se de con-


junto vazio: S=∅ ou S={ }.

11
MATEMÁTICA
Igualdade
Dois conjuntos são iguais se, e somente se, possuem exata-
mente os mesmos elementos. Em símbolo:

Para saber se dois conjuntos A e B são iguais, precisamos saber


apenas quais são os elementos.

Não importa ordem:


A={1,2,3} e B={2,1,3}
Não importa se há repetição: Exemplo:
A={1,2,2,3} e B={1,2,3} A={a,b,c,d,e} e B={d,e,f,g}
A∩B={d,e}
Relação de Pertinência
Relacionam um elemento com conjunto. E a indicação que o Diferença
elemento pertence (∈) ou não pertence (∉) Uma outra operação entre conjuntos é a diferença, que a cada
Exemplo: Dado o conjunto A={-3, 0, 1, 5} par A, B de conjuntos faz corresponder o conjunto definido por:
0∈A A – B ou A\B que se diz a diferença entre A e B ou o comple-
2∉A mentar de B em relação a A.
A este conjunto pertencem os elementos de A que não perten-
Relações de Inclusão cem a B.
Relacionam um conjunto com outro conjunto.
Simbologia: ⊂(está contido), ⊄(não está contido), ⊃(contém), A\B = {x : x ∈A e x∉B}.
(não contém)

A Relação de inclusão possui 3 propriedades:


Exemplo:
{1, 3,5}⊂{0, 1, 2, 3, 4, 5}
{0, 1, 2, 3, 4, 5}⊃{1, 3,5}
Aqui vale a famosa regrinha que o professor ensina, boca aber-
ta para o maior conjunto.
B-A = {x : x ∈B e x∉A}.
Subconjunto
O conjunto A é subconjunto de B se todo elemento de A é tam-
bém elemento de B.
Exemplo: {2,4} é subconjunto de {x∈N|x é par}

Operações

União
Dados dois conjuntos A e B, existe sempre um terceiro formado Exemplo:
pelos elementos que pertencem pelo menos um dos conjuntos a A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e B = {5, 6, 7}
que chamamos conjunto união e representamos por: A∪B. Então os elementos de A – B serão os elementos do conjunto A
Formalmente temos: A∪B={x|x ∈A ou x B} menos os elementos que pertencerem ao conjunto B.
Exemplo: Portanto A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.
A={1,2,3,4} e B={5,6}
A∪B={1,2,3,4,5,6} Complementar
O complementar do conjunto A( ) é o conjunto formado pelos
elementos do conjunto universo que não pertencem a A.

Interseção
A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto formado pelos
elementos que são ao mesmo tempo de A e de B, e é representada Fórmulas da união
por : A∩B. n(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
Simbolicamente: A∩B={x|x ∈A e x ∈B} n(A ∪B∪C)=n(A)+n(B)+n(C)+n(A∩B∩C)-n(A∩B)-n(A∩C)-n(B
C)

12
MATEMÁTICA
Essas fórmulas muitas vezes nos ajudam, pois ao invés de fazer
todo o diagrama, se colocarmos nessa fórmula, o resultado é mais
rápido, o que na prova de concurso é interessante devido ao tempo.
Mas, faremos exercícios dos dois modos para você entender
melhor e perceber que, dependendo do exercício é melhor fazer de
uma forma ou outra.

(MANAUSPREV – Analista Previdenciário – FCC/2015) Em um


grupo de 32 homens, 18 são altos, 22 são barbados e 16 são care-
cas. Homens altos e barbados que não são carecas são seis. Todos
homens altos que são carecas, são também barbados. Sabe-se que
existem 5 homens que são altos e não são barbados nem carecas.
Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não são altos
nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que são carecas e não
são altos e nem barbados. Dentre todos esses homens, o número
de barbados que não são altos, mas são carecas é igual a Sabemos que 18 são altos
(A) 4.
(B) 7.
(C) 13.
(D) 5.
(E) 8.

Primeiro, quando temos 3 diagramas, sempre começamos pela


interseção dos 3, depois interseção a cada 2 e por fim, cada um

Quando somarmos 5+x+6=18


X=18-11=7
Carecas são 16

Se todo homem careca é barbado, não teremos apenas ho-


mens carecas e altos.

Homens altos e barbados são 6


7+y+5=16
Y=16-12
Y=4

Então o número de barbados que não são altos, mas são care-
cas são 4.
Nesse exercício ficará difícil se pensarmos na fórmula, ficou
grande devido as explicações, mas se você fizer tudo no mesmo dia-
grama, mas seguindo os passos, o resultado sairá fácil.

(SEGPLAN/GO – Perito Criminal – FUNIVERSA/2015) Suponha


que, dos 250 candidatos selecionados ao cargo de perito criminal:
1) 80 sejam formados em Física;
2) 90 sejam formados em Biologia;
3) 55 sejam formados em Química;
4) 32 sejam formados em Biologia e Física;
Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não são 5) 23 sejam formados em Química e Física;
altos nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que são carecas 6) 16 sejam formados em Biologia e Química;
e não são altos e nem barbados 7) 8 sejam formados em Física, em Química e em Biologia.

13
MATEMÁTICA
Considerando essa situação, assinale a alternativa correta. 04. (DESENBAHIA – Técnico Escriturário – INSTITUTO
(A) Mais de 80 dos candidatos selecionados não são físicos nem AOCP/2017) Para realização de uma pesquisa sobre a preferência
biólogos nem químicos. de algumas pessoas entre dois canais de TV, canal A e Canal B, os
(B) Mais de 40 dos candidatos selecionados são formados ape- entrevistadores colheram as seguintes informações: 17 pessoas
nas em Física. preferem o canal A, 13 pessoas assistem o canal B e 10 pessoas
(C) Menos de 20 dos candidatos selecionados são formados gostam dos canais A e B. Assinale a alternativa que apresenta o total
apenas em Física e em Biologia. de pessoas entrevistadas.
(D) Mais de 30 dos candidatos selecionados são formados ape- (A) 20
nas em Química. (B) 23
(E) Escolhendo-se ao acaso um dos candidatos selecionados, a (C) 27
probabilidade de ele ter apenas as duas formações, Física e Quími- (D) 30
ca, é inferior a 0,05. (E) 40

Resolução 05. (SAP/SP – Agente de Segurança Penitenciária – MSCON-


A nossa primeira conta, deve ser achar o número de candidatos CURSOS/2017) Numa sala de 45 alunos, foi feita uma votação para
que não são físicos, biólogos e nem químicos. escolher a cor da camiseta de formatura. Dentre eles, 30 votaram
n(F ∪B∪Q)=n(F)+n(B)+n(Q)+n(F∩B∩Q)-n(F∩B)-n(F∩Q)- na cor preta, 21 votaram na cor cinza e 8 não votaram em nenhuma
-n(B∩Q) delas, uma vez que não farão as camisetas. Quantos alunos votaram
n(F ∪B∪Q)=80+90+55+8-32-23-16=162 nas duas cores?
Temos um total de 250 candidatos (A) 6
250-162=88 (B) 10
Resposta: A. (C) 14
(D) 18

06. (IBGE – Agente Censitário Municipal e Supervisor –


EXERCÍCIOS FGV/2017) Na assembleia de um condomínio, duas questões inde-
pendentes foram colocadas em votação para aprovação. Dos 200
01. (CRF/MT - Agente Administrativo – QUADRIX/2017) Num condôminos presentes, 125 votaram a favor da primeira questão,
grupo de 150 jovens, 32 gostam de música, esporte e leitura; 48 110 votaram a favor da segunda questão e 45 votaram contra as
gostam de música e esporte; 60 gostam de música e leitura; 44 gos- duas questões.
tam de esporte e leitura; 12 gostam somente de música; 18 gostam Não houve votos em branco ou anulados.
somente de esporte; e 10 gostam somente de leitura. Ao escolher O número de condôminos que votaram a favor das duas ques-
ao acaso um desses jovens, qual é a probabilidade de ele não gostar tões foi:
de nenhuma dessas atividades? (A) 80;
(A) 1/75 (B) 75;
(B) 39/75 (C) 70;
(C) 11/75 (D) 65;
(D) 40/75 (E) 60.
(E) 76/75
07. (IFBAIANO – Assistente em Administração – FCM/2017)
02. (CRMV/SC – Recepcionista – IESES/2017) Sabe-se que 17% Em meio a uma crescente evolução da taxa de obesidade infantil,
dos moradores de um condomínio tem gatos, 22% tem cachorros e um estudioso fez uma pesquisa com um grupo de 1000 crianças
8% tem ambos (gatos e cachorros). Qual é o percentual de condô- para entender o comportamento das mesmas em relação à prática
minos que não tem nem gatos e nem cachorros? de atividades físicas e aos hábitos alimentares.
(A) 53 Ao final desse estudo, concluiu-se que apenas 200 crianças pra-
(B) 69 ticavam alguma atividade física de forma regular, como natação, fu-
(C) 72 tebol, entre outras, e apenas 400 crianças tinham uma alimentação
(D) 47 adequada. Além disso, apenas 100 delas praticavam atividade física
e tinham uma alimentação adequada ao mesmo tempo.
03. (MPE/GO – Secretário Auxiliar – MPEGO/2017) Em uma Considerando essas informações, a probabilidade de encontrar
pesquisa sobre a preferência entre dois candidatos, 48 pessoas vo- nesse grupo uma criança que não tenha alimentação adequada
tariam no candidato A, 63 votariam no candidato B, 24 pessoas vo- nem pratique atividade física de forma regular é de:
tariam nos dois; e, 30 pessoas não votariam nesses dois candidatos. (A) 30%.
Se todas as pessoas responderam uma única vez, então o total de (B) 40%.
pessoas entrevistadas foi: (C) 50%.
(A) 141. (D) 60%.
(B) 117. (E) 70%.
(C) 87.
(D) 105. 08. (TRF 2ª REGIÃO – Analista Judiciário – CONSULPLAN/2017)
(E) 112. Uma papelaria fez uma pesquisa de mercado entre 500 de seus
clientes. Nessa pesquisa encontrou os seguintes resultados:
• 160 clientes compraram materiais para seus filhos que cur-
sam o Ensino Médio;

14
MATEMÁTICA
• 180 clientes compraram materiais para seus filhos que cur- 32+10+12+18+16+28+12+x=150
sam o Ensino Fundamental II; X=22 que não gostam de nenhuma dessas atividades
• 190 clientes compraram materiais para seus filhos que cur- P=22/150=11/75
sam o Ensino Fundamental I;
• 20 clientes compraram materiais para seus filhos que cursam 02. Resposta: B.
o Ensino Médio e Fundamental I;
• 40 clientes compraram materiais para seus filhos que cursam
o Ensino Médio e Fundamental II;
• 30 clientes compraram materiais para seus filhos que cursam
o Ensino Fundamental I e II; e,
• 10 clientes compraram materiais para seus filhos que cursam
o Ensino Médio, Fundamental I e II.

Quantos clientes da papelaria compraram materiais, mas os filhos


NÃO cursam nem o Ensino Médio e nem o Ensino Fundamental I e II?
(A) 50. 9+8+14+x=100
(B) 55. X=100-31
(C) 60. X=69%
(D) 65. 03. Resposta: B.

09. (ANS - Técnico em Regulação de Saúde Suplementar –


FUNCAB/2016) Foram visitadas algumas residências de uma rua e
em todas foram encontrados pelo menos um criadouro com larvas
do mosquito Aedes aegypti. Os criadouros encontrados foram lista-
dos na tabela a seguir:
P. pratinhos com água embaixo de vasos de planta.
R. ralos entupidos com água acumulada.
K. caixas de água destampadas
24+24+39+30=117
Número de criadouros
04. Resposta: A.
P 103 N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
R 124 N(A∪B)=17+13-10=20
K 98
05. Resposta: C.
PeR 47
Como 8 não votaram, tiramos do total: 45-8=37
PeK 43 N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
ReK 60 37=30+21- n(A∩B)
P, R e K 25 n(A∩B)=14

De acordo com a tabela, o número de residências visitadas foi: 06. Resposta: A.


(A) 200. N(A ∪B)==200-45=155
(B) 150. N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
(C) 325. 155=125+110- n(A∩B)
(D) 500. n(A∩B)=80
(E) 455.
07. Resposta: C.
Sendo x o número de crianças que não praticam atividade física
e tem uma alimentação adequada
GABARITO N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
1000-x=200+400-100
01. Resposta: C. X=500
P=500/1000=0,5=50%

08. Resposta:A.
Sendo A=ensino médio
B fundamental I
C=fundamental II
X=quem comprou material e os filhos não cursam ensino mé-
dio e nem ensino fundamental
n(A∪B∪C) =n(A)+n(B)+n(C)+n(A∩B∩C)-n(A∩B)-n(A∩C)-
-n(B∩C)
500-x=160+190+180+10-20-40-30
X=50

15
MATEMÁTICA
09. Resposta: A.

38+20+42+18+25+22+35=200 residências
Ou fazer direto pela tabela:
P+R+K+(P∩R∩K)-( P∩R)- (R∩K)-(P∩K)
103+124+98+25-60-43-47=200

SISTEMA DE MEDIDA, SISTEMA MÉTRICO DECIMAL, UNIDADE DE COMPRIMENTO, UNIDADES USUAIS DE TEMPO

Unidades de Comprimento
km hm dam m dm cm mm
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para pequenas distâncias. Para medi-
das milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:

mícron (µ) = 10-6 m angströn (Å) = 10-10 m

Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km

Exemplos de Transformação
1m=10dm=100cm=1000mm=0,1dam=0,01hm=0,001km
1km=10hm=100dam=1000m

Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 10 e para a esquerda divide por 10.

Superfície
A medida de superfície é sua área e a unidade fundamental é o metro quadrado(m²).

Para transformar de uma unidade para outra inferior, devemos observar que cada unidade é cem vezes maior que a unidade imedia-
tamente inferior. Assim, multiplicamos por cem para cada deslocamento de uma unidade até a desejada.

Unidades de Área
km 2
hm 2
dam 2
m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2

Exemplos de Transformação
1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²
1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²

16
MATEMÁTICA
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda divide por 100.

Volume
Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por isso, eles possuem volume. Podemos encontrar
sólidos de inúmeras formas, retangulares, circulares, quadrangulares, entre outras, mas todos irão possuir volume e capacidade.

Unidades de Volume
km 3
hm 3
dam 3
m3 dm3 cm3 mm3
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico
1000000000m3 1000000m3 1000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 0,000000001m3

Capacidade
Para medirmos a quantidade de leite, sucos, água, óleo, gasolina, álcool entre outros utilizamos o litro e seus múltiplos e submúltiplos,
unidade de medidas de produtos líquidos.
Se um recipiente tem 1L de capacidade, então seu volume interno é de 1dm³
1L=1dm³

Unidades de Capacidade
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l

Massa

Toda vez que andar 1 casa para direita, multiplica por 10 e quando anda para esquerda divide por 10.
E uma outra unidade de massa muito importante é a tonelada
1 tonelada=1000kg

Tempo
A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).
É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos

Transformação de unidades
Deve-se saber:
1 dia=24horas
1hora=60minutos
1 minuto=60segundos
1hora=3600s

Adição de tempo
Exemplo: Estela chegou ao 15h 35minutos. Lá, bateu seu recorde de nado livre e fez 1 minuto e 25 segundos. Demorou 30 minutos
para chegar em casa. Que horas ela chegou?

17
MATEMÁTICA

EXERCÍCIOS

01. (IPRESB/SP - Analista de Processos Previdenciários- VU-


NESP/2017) Uma gráfica precisa imprimir um lote de 100000 folhe-
tos e, para isso, utiliza a máquina A, que imprime 5000 folhetos em
40 minutos. Após 3 horas e 20 minutos de funcionamento, a máqui-
Não podemos ter 66 minutos, então temos que transferir para na A quebra e o serviço restante passa a ser feito pela máquina B,
as horas, sempre que passamos de um para o outro tem que ser na que imprime 4500 folhetos em 48 minutos. O tempo que a máquina
mesma unidade, temos que passar 1 hora=60 minutos B levará para imprimir o restante do lote de folhetos é
Então fica: 16h6 minutos 25segundos (A) 14 horas e 10 minutos.
Vamos utilizar o mesmo exemplo para fazer a operação inversa. (B) 14 horas e 05 minutos.
(C) 13 horas e 45 minutos.
Subtração (D) 13 horas e 30 minutos.
Vamos dizer que sabemos que ela chegou em casa as 16h6 mi- (E) 13 horas e 20 minutos.
nutos 25 segundos e saiu de casa às 15h 35 minutos. Quanto tempo
ficou fora? 02. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário – VUNESP/2017) Re-
nata foi realizar exames médicos em uma clínica. Ela saiu de sua
casa às 14h 45 min e voltou às 17h 15 min. Se ela ficou durante uma
hora e meia na clínica, então o tempo gasto no trânsito, no trajeto
de ida e volta, foi igual a

(A) 1/2h.
(B) 3/4h.
Não podemos tirar 6 de 35, então emprestamos, da mesma for- (C) 1h.
ma que conta de subtração. (D) 1h 15min.
1hora=60 minutos (E) 1 1/2h.

03. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário – VUNESP/2017) Uma


indústria produz regularmente 4500 litros de suco por dia. Sabe-se
que a terça parte da produção diária é distribuída em caixinhas P,
que recebem 300 mililitros de suco cada uma. Nessas condições, é
correto afirmar que a cada cinco dias a indústria utiliza uma quanti-
Multiplicação dade de caixinhas P igual a
Pedro pensou em estudar durante 2h 40 minutos, mas demo- (A) 25000.
rou o dobro disso. Quanto tempo durou o estudo? (B) 24500.
(C) 23000.
(D) 22000.
(E) 20500.

04. (UNIRV/GO – Auxiliar de Laboratório – UNIRVGO/2017)


Uma empresa farmacêutica distribuiu 14400 litros de uma substân-
cia líquida em recipientes de 72 cm3 cada um. Sabe-se que cada
recipiente, depois de cheio, tem 80 gramas. A quantidade de to-
Divisão neladas que representa todos os recipientes cheios com essa subs-
5h 20 minutos :2 tância é de
(A) 16
(B) 160
(C) 1600
(D) 16000

05. (MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPEGO/2017) João


estuda à noite e sua aula começa às 18h40min. Cada aula tem dura-
ção de 45 minutos, e o intervalo dura 15 minutos. Sabendo-se que
1h 20 minutos, transformamos para minutos :60+20=80minu- nessa escola há 5 aulas e 1 intervalo diariamente, pode-se afirmar
tos que o término das aulas de João se dá às:
(A) 22h30min
(B) 22h40min
(C) 22h50min
(D) 23h
(E) Nenhuma das anteriores

18
MATEMÁTICA
06. (IBGE – Agente Censitário Administrativo- FGV/2017) x----------200
Quando era jovem, Arquimedes corria 15km em 1h45min. Agora x=1000000/40=25000
que é idoso, ele caminha 8km em 1h20min.
Já foram impressos 25000, portanto faltam ainda 75000
Para percorrer 1km agora que é idoso, comparado com a época 4500-------48
em que era jovem, Arquimedes precisa de mais: 75000------x
(A) 10 minutos; X=3600000/4500=800 minutos
(B) 7 minutos; 800/60=13,33h
(C) 5 minutos; 13 horas e 1/3 hora
(D) 3 minutos; 13h e 20 minutos
(E) 2 minutos.

07. (IBGE – Agente Censitário Administrativo- FGV/2017) Lu-


cas foi de carro para o trabalho em um horário de trânsito intenso e
gastou 1h20min. Em um dia sem trânsito intenso, Lucas foi de carro
para o trabalho a uma velocidade média 20km/h maior do que no
dia de trânsito intenso e gastou 48min.
A distância, em km, da casa de Lucas até o trabalho é: 02. Resposta: C.
(A) 36; Como ela ficou 1hora e meia na clínica o trajeto de ida e volta
(B) 40; demorou 1 hora.
(C) 48;
(D) 50; 03. Resposta:A.
(E) 60. 4500/3=1500 litros para as caixinhas
1500litros=1500000ml
08. (EMDEC - Assistente Administrativo Jr – IBFC/2016) Carlos 1500000/300=5000 caixinhas por dia
almoçou em certo dia no horário das 12:45 às 13:12. O total de 5000.5=25000 caixinhas em 5 dias
segundos que representa o tempo que Carlos almoçou nesse dia é:
(A) 1840 04. Resposta:A.
(B) 1620 14400litros=14400000 ml
(C) 1780
(D) 2120

09. (ANP – Técnico Administrativo – CESGRANRIO/2016) Um


caminhão-tanque chega a um posto de abastecimento com 36.000 200000⋅80=16000000 gramas=16 toneladas
litros de gasolina em seu reservatório. Parte dessa gasolina é trans-
ferida para dois tanques de armazenamento, enchendo-os comple- 05. Resposta: B.
tamente. Um desses tanques tem 12,5 m3, e o outro, 15,3 m3, e 5⋅45=225 minutos de aula
estavam, inicialmente, vazios. 225/60=3 horas 45 minutos nas aulas mais 15 minutos de in-
Após a transferência, quantos litros de gasolina restaram no tervalo=4horas
caminhão-tanque? 18:40+4h=22h:40
(A) 35.722,00
(B) 8.200,00 06. Resposta: D.
(C) 3.577,20 1h45min=60+45=105 minutos
(D) 357,72 15km-------105
(E) 332,20 1--------------x
X=7 minutos
10. (DPE/RR – Auxiliar Administrativo – FCC/2015) Raimundo
tinha duas cordas, uma de 1,7 m e outra de 1,45 m. Ele precisava 1h20min=60+20=80min
de pedaços, dessas cordas, que medissem 40 cm de comprimento 8km----80
cada um. Ele cortou as duas cordas em pedaços de 40 cm de com- 1-------x
primento e assim conseguiu obter X=10minutos
(A) 6 pedaços.
(B) 8 pedaços. A diferença é de 3 minutos
(C) 9 pedaços. 07. Resposta: B.
(D) 5 pedaços. V------80min
(E) 7 pedaços. V+20----48
Quanto maior a velocidade, menor o tempo(inversamente)

GABARITO

01. Resposta: E. 80v=48V+960


3h 20 minutos-200 minutos 32V=960
5000-----40 V=30km/h

19
MATEMÁTICA
30km----60 min Exercício: Determinar o valor de X para que a razão X/3 esteja
x-----------80 em proporção com 4/6.

Solução: Deve-se montar a proporção da seguinte forma:

60x=2400
X=40km
.
08 Resposta: B.
12:45 até 13:12 são 27 minutos Segunda propriedade das proporções
27x60=1620 segundos Qualquer que seja a proporção, a soma ou a diferença dos dois
primeiros termos está para o primeiro, ou para o segundo termo,
09. Resposta: B. assim como a soma ou a diferença dos dois últimos termos está
1m³=1000litros para o terceiro, ou para o quarto termo. Então temos:
36000/1000=36 m³
36-12,5-15,3=8,2 m³x1000=8200 litros

10.Resposta: E. ou
1,7m=170cm
1,45m=145 cm
170/40=4 resta 10
145/40=3 resta 25
4+3=7 Ou

RAZÕES, PROPORÇÕES, GRANDEZAS DIRETA E INVER-


SAMENTE PROPORCIONAIS ou

Razão
Chama-se de razão entre dois números racionais a e b, com b 0,
ao quociente entre eles. Indica-se a razão de a para b por a/bou a : b.
Terceira propriedade das proporções
Exemplo: Qualquer que seja a proporção, a soma ou a diferença dos an-
Na sala do 1º ano de um colégio há 20 rapazes e 25 moças. tecedentes está para a soma ou a diferença dos consequentes, as-
Encontre a razão entre o número de rapazes e o número de moças. sim como cada antecedente está para o seu respectivo consequen-
(lembrando que razão é divisão) te. Temos então:

Proporção ou
Proporção é a igualdade entre duas razões. A proporção entre
A/B e C/D é a igualdade:

Ou

Propriedade fundamental das proporções


Numa proporção:

ou

Os números A e D são denominados extremos enquanto os nú-


meros B e C são os meios e vale a propriedade: o produto dos meios Grandezas Diretamente Proporcionais
é igual ao produto dos extremos, isto é: Duas grandezas variáveis dependentes são diretamente pro-
AxD=BxC porcionais quando a razão entre os valores da 1ª grandeza é igual a
razão entre os valores correspondentes da 2ª, ou de uma maneira
Exemplo: A fração 3/4 está em proporção com 6/8, pois: mais informal, se eu pergunto:
Quanto mais.....mais....

20
MATEMÁTICA
Exemplo
Distância percorrida e combustível gasto

Distância(km) Combustível(litros)
13 1
26 2 Carlos ganhará R$210000,00 e Carlos R$315000,00.
39 3
Inversamente Proporcionais
52 4 Para decompor um número M em n partes X1, X2, ..., Xn inver-
samente proporcionais a p1, p2, ..., pn, basta decompor este número
Quanto MAIS eu ando, MAIS combustível? M em n partes X1, X2, ..., Xn diretamente proporcionais a 1/p1, 1/p2,
Diretamente proporcionais ..., 1/pn.
Se eu dobro a distância, dobra o combustível A montagem do sistema com n equações e n incógnitas, assu-
me que X1+X2+...+ Xn=M e além disso
Grandezas Inversamente Proporcionais
Duas grandezas variáveis dependentes são inversamente pro-
porcionais quando a razão entre os valores da 1ª grandeza é igual
ao inverso da razão entre os valores correspondentes da 2ª.
Quanto mais....menos...
cuja solução segue das propriedades das proporções:
Exemplo
velocidadextempo a tabela abaixo:

Velocidade (m/s) Tempo (s)


5 200
8 125
QUESTÕES
10 100
16 62,5 01. (DESENBAHIA – Técnico Escriturário - INSTITUTO
20 50 AOCP/2017) João e Marcos resolveram iniciar uma sociedade para
fabricação e venda de cachorro quente. João iniciou com um capital
Quanto MAIOR a velocidade MENOS tempo?? de R$ 30,00 e Marcos colaborou com R$ 70,00. No primeiro final de
Inversamente proporcional semana de trabalho, a arrecadação foi de R$ 240,00 bruto e ambos
Se eu dobro a velocidade, eu faço o tempo pela metade. reinvestiram R$ 100,00 do bruto na sociedade, restando a eles R$
140,00 de lucro. De acordo com o que cada um investiu inicialmen-
Diretamente Proporcionais te, qual é o valor que João e Marcos devem receber desse lucro,
Para decompor um número M em partes X1, X2, ..., Xn direta- respectivamente?
mente proporcionais a p1, p2, ..., pn, deve-se montar um sistema (A) 30 e 110 reais.
com n equações e n incógnitas, sendo as somas X1+X2+...+Xn=M e (B) 40 e 100 reais.
p1+p2+...+pn=P. (C)42 e 98 reais.
(D) 50 e 90 reais.
(E) 70 e 70 reais.

02. (TST – Técnico Judiciário – FCC/2017) Em uma empresa, tra-


balham oito funcionários, na mesma função, mas com cargas horá-
A solução segue das propriedades das proporções: rias diferentes: um deles trabalha 32 horas semanais, um trabalha
24 horas semanais, um trabalha 20 horas semanais, três trabalham
16 horas semanais e, por fim, dois deles trabalham 12 horas sema-
nais. No final do ano, a empresa distribuirá um bônus total de R$
74.000,00 entre esses oito funcionários, de forma que a parte de
Exemplo cada um seja diretamente proporcional à sua carga horária semanal.
Carlos e João resolveram realizar um bolão da loteria. Carlos Dessa forma, nessa equipe de funcionários, a diferença entre o
entrou com R$ 10,00 e João com R$ 15,00. Caso ganhem o prêmio maior e o menor bônus individual será, em R$, de
de R$ 525.000,00, qual será a parte de cada um, se o combinado (A) 10.000,00.
entre os dois foi de dividirem o prêmio de forma diretamente pro- (B) 8.000,00.
porcional? (C) 20.000,00.
(D) 12.000,00.
(E) 6.000,00.

21
MATEMÁTICA
03. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário – VUNESP/2017) Para Sabe-se que os valores pagos foram diretamente proporcionais
uma pesquisa, foram realizadas entrevistas nos estados da Região a cada valor devido, na razão de 3 para 4. Nessas condições, é cor-
Sudeste do Brasil. A amostra foi composta da seguinte maneira: reto afirmar que o valor total devido a esses três fornecedores era,
– 2500 entrevistas realizadas no estado de São Paulo; antes dos pagamentos efetuados, igual a
– 1500 entrevistas realizadas nos outros três estados da Região (A) R$ 90.000,00.
Sudeste. (B) R$ 96.500,00.
(C) R$ 108.000,00.
Desse modo, é correto afirmar que a razão entre o número de (D) R$ 112.500,00.
entrevistas realizadas em São Paulo e o número total de entrevistas (E) R$ 120.000,00.
realizadas nos quatro estados é de
(A) 8 para 5. 08. (DPE/RS - Analista - FCC/2017) A razão entre as alturas de
(B) 5 para 8. dois irmãos era 3/4 e, nessa ocasião, a altura do irmão mais alto era
(C) 5 para 7. 1,40 m. Hoje, esse irmão mais alto cresceu 10 cm. Para que a razão
(D) 3 para 5. entre a altura do irmão mais baixo e a altura do mais alto seja hoje,
(E) 3 para 8. igual a 4/5 , é necessário que o irmão mais baixo tenha crescido,
nesse tempo, o equivalente a
04. (UNIRV/60 – Auxiliar de Laboratório – UNIRVGO/2017) Em (A) 13,5 cm.
relação à prova de matemática de um concurso, Paula acertou 32 (B) 10,0 cm.
das 48 questões da prova. A razão entre o número de questões que (C) 12,5 cm.
ela errou para o total de questões da prova é de (D) 14,8 cm.
(A) 2/3 (E) 15,0 cm.
(B) 1/2
(C) 1/3 09. (CRBIO – Auxiliar Administrativo – VUNESP/2017) O trans-
(D) 3/2 porte de 1980 caixas iguais foi totalmente repartido entre dois
veículos, A e B, na razão direta das suas respectivas capacidades
05. (MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPEGO/2017) José, de carga, em toneladas. Sabe-se que A tem capacidade para trans-
pai de Alfredo, Bernardo e Caetano, de 2, 5 e 8 anos, respectiva- portar 2,2 t, enquanto B tem capacidade para transportar somente
mente, pretende dividir entre os filhos a quantia de R$ 240,00, em 1,8 t. Nessas condições, é correto afirmar que a diferença entre o
partes diretamente proporcionais às suas idades. Considerando o número de caixas carregadas em A e o número de caixas carregadas
intento do genitor, é possível afirmar que cada filho vai receber, em em B foi igual a
ordem crescente de idades, os seguintes valores: (A) 304.
(A) R$ 30,00, R$ 60,00 e R$150,00. (B) 286.
(B) R$ 42,00, R$ 58,00 e R$ 140,00. (C) 224.
(C) R$ 27,00, R$ 31,00 e R$ 190,00. (D) 216.
(D)R$ 28,00, R$ 84,00 e R$ 128,00. (E) 198.
(E) R$ 32,00, R$ 80,00 e R$ 128,00.
10. (EMDEC – Assistente Administrativo – IBFC/2016) Paulo
06. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário – VUNESP/2017) Sa- vai dividir R$ 4.500,00 em partes diretamente proporcionais às ida-
be-se que 16 caixas K, todas iguais, ou 40 caixas Q, todas também des de seus três filhos com idades de 4, 6 e 8 anos respectivamente.
iguais, preenchem totalmente certo compartimento, inicialmente Desse modo, o total distribuído aos dois filhos com maior idade é
vazio. Também é possível preencher totalmente esse mesmo com- igual a:
partimento completamente vazio utilizando 4 caixas K mais certa (A) R$2.500,00
quantidade de caixas Q. Nessas condições, é correto afirmar que o (B) R$3.500,00
número de caixas Q utilizadas será igual a (C) R$ 1.000,00
(A) 10. (D) R$3.200,00
(B) 28.
(C) 18.
(D) 22.
(E) 30. RESPOSTAS

07. (IPRESB/SP – Agente Previdenciário – VUNESP/2017) A ta- 01. Resposta: C.


bela, onde alguns valores estão substituídos por letras, mostra os 30k+70k=140
valores, em milhares de reais, que eram devidos por uma empresa 100k=140
a cada um dos três fornecedores relacionados, e os respectivos va- K=1,4
lores que foram pagos a cada um deles. 30⋅1,4=42
70⋅1,4=98
Fornecedor A B C
02. Resposta: A.
Valor pago 22,5 X 37,5 Vamos dividir o prêmio pelas horas somadas
Valor devido Y 40 z 32+24+20+3⋅16+2⋅12=148
74000/148=500
O maior prêmio foi para quem fez 32 horas semanais
32⋅500=16000
12⋅500=6000

22
MATEMÁTICA
A diferença é: 16000-6000=10000 2,2x495=1089
1980-1089=891
03. Resposta:B. 1089-891=198
2500+1500=4000 entrevistas
10. Resposta: B.

04. Resposta: C.
Se Paula acertou 32, errou 16. A+B+C=4500
4p+6p+8p=4500
18p=4500
P=250
B=6p=6x250=1500
05. Resposta: E. C=8p=8x250=2000
2k+5k+8k=240 1500+2000=3500
15k=240
K=16
Alfredo: 2⋅16=32
Bernardo: 5⋅16=80 REGRA DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTA
Caetano: 8⋅16=128
Regra de três simples
06. Resposta: E. Regra de três simples é um processo prático para resolver pro-
Se, com 16 caixas K, fica cheio e já foram colocadas 4 caixa, blemas que envolvam quatro valores dos quais conhecemos três
faltam 12 caixas K, mas queremos colocar as caixas Q, então vamos deles. Devemos, portanto, determinar um valor a partir dos três já
ver o equivalente de 12 caixas K conhecidos.

Passos utilizados numa regra de três simples:


1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma
Q=30 caixas espécie em colunas e mantendo na mesma linha as grandezas de
espécies diferentes em correspondência.
07. Resposta: E. 2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamen-
te proporcionais.
3º) Montar a proporção e resolver a equação.
Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h,
faz um determinado percurso em 3 horas. Em quanto tempo faria
Y=90/3=30 esse mesmo percurso, se a velocidade utilizada fosse de 480km/h?

Solução: montando a tabela:

X=120/4=30 1) Velocidade (Km/h) Tempo (h)


400-----------------3
480---------------- x

2) Identificação do tipo de relação:


Z=150/3=50 Velocidade----------tempo
Portanto o total devido é de: 30+40+50=120000 400↓-----------------3↑
480↓---------------- x↑
08. Resposta: E.
Obs.: como as setas estão invertidas temos que inverter os nú-
meros mantendo a primeira coluna e invertendo a segunda coluna
ou seja o que está em cima vai para baixo e o que está em baixo na
X=1,05 segunda coluna vai para cima
Seo irmão mais alto cresceu 10cm, está com 1,50
Velocidade----------tempo
400↓-----------------X↓
480↓---------------- 3↓
X=1,20
Ele cresceu: 1,20-1,05=0,15m=15cm 480x=1200
X=25
09. Resposta: E.
2,2k+1,8k=1980 Regra de três composta
4k=1980 Regra de três composta é utilizada em problemas com mais de
K=495 duas grandezas, direta ou inversamente proporcionais.

23
MATEMÁTICA
Exemplos: (A) 44 minutos.
1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m³ de areia. Em (B) 46 minutos.
5 horas, quantos caminhões serão necessários para descarregar (C) 48 minutos.
125m³? (D) 50 minutos.
(E) 52 minutos.
Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna as
grandezas de mesma espécie e, em cada linha, as grandezas de es- 03. (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária - MSCON-
pécies diferentes que se correspondem: CURSOS/2017) Para a construção de uma rodovia, 12 operários tra-
balham 8 horas por dia durante 14 dias e completam exatamente
Horas --------caminhões-----------volume a metade da obra. Porém, a rodovia precisa ser terminada daqui a
8↑----------------20↓----------------------160↑ exatamente 8 dias, e então a empresa contrata mais 6 operários
5↑------------------x↓----------------------125↑ de mesma capacidade dos primeiros. Juntos, eles deverão trabalhar
quantas horas por dia para terminar o trabalho no tempo correto?
A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela onde (A) 6h 8 min
está o x. (B)6h 50min
Observe que: (C) 9h 20 min
Aumentando o número de horas de trabalho, podemos dimi- (D) 9h 33min
nuir o número de caminhões. Portanto a relação é inversamente
proporcional (seta para cima na 1ª coluna). 04. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário – VUNESP/2017 ) Um
Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o número restaurante “por quilo” apresenta seus preços de acordo com a tabela:
de caminhões. Portanto a relação é diretamente proporcional (seta
para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar a razão que contém o
termo x com o produto das outras razões de acordo com o sentido
das setas.
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Horas --------caminhões-----------volume Rodolfo almoçou nesse restaurante na última sexta-feira. Se a


8↑----------------20↓----------------------160↓ quantidade de alimentos que consumiu nesse almoço custou R$ 21,00,
5↑------------------x↓----------------------125↓ então está correto afirmar que essa quantidade é, em gramas, igual a
(A) 375.
Obs.: Assim devemos inverter a primeira coluna ficando: (B) 380.
(C) 420.
Horas --------caminhões-----------volume (D) 425.
5----------------20----------------------160 (E) 450.
8------------------x----------------------125
05. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário – VUNESP/2017 ) Um
carregamento de areia foi totalmente embalado em 240 sacos, com
40 kg em cada saco. Se fossem colocados apenas 30 kg em cada
saco, o número de sacos necessários para embalar todo o carrega-
Logo, serão necessários 25 caminhões mento seria igual a
(A) 420.
(B) 375.
(C) 370.
QUESTÕES (D) 345.
(E) 320.
01. (IPRESB/SP - Analista de Processos Previdenciários- VU-
NESP/2017) Para imprimir 300 apostilas destinadas a um curso, 06. (UNIRV/GO – Auxiliar de Laboratório – UNIRVGO/2017)
uma máquina de fotocópias precisa trabalhar 5 horas por dia du- Quarenta e oito funcionários de uma certa empresa, trabalhando
rante 4 dias. Por motivos administrativos, será necessário imprimir 12 horas por dia, produzem 480 bolsas por semana. Quantos fun-
360 apostilas em apenas 3 dias. O número de horas diárias que essa cionários a mais, trabalhando 15 horas por dia, podem assegurar
máquina terá que trabalhar para realizar a tarefa é uma produção de 1200 bolsas por semana?
(A) 6. (A) 48
(B) 7. (B) 96
(C) 8. (C) 102
(D) 9. (D) 144
(E) 10.
07. (MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPEGO/2017) Durante
02. (SEPOG – Analista em Tecnologia da Informação e Comu- 90 dias, 12 operários constroem uma loja. Qual o número mínimo
nicação – FGV/2017) Uma máquina copiadora A faz 20% mais có- de operários necessários para fazer outra loja igual em 60 dias?
pias do que uma outra máquina B, no mesmo tempo. (A) 8 operários.
A máquina B faz 100 cópias em uma hora. (B) 18 operários.
A máquina A faz 100 cópias em (C) 14 operários.
(D) 22 operários.
(E) 25 operários

24
MATEMÁTICA
08. (FCEP – Técnico Artístico – AMAUC/2017) A vazão de uma
torneira é de 50 litros a cada 3 minutos. O tempo necessário para
essa torneira encher completamente um reservatório retangular,
cujas medidas internas são 1,5 metros de comprimento, 1,2 metros
de largura e 70 centímetros de profundidade é de: 8⋅18x=14⋅12⋅8
(A) 1h 16min 00s X=9,33h
(B) 1h 15min 36s 9 horas e 1/3 da hora
(C) 1h 45min 16s 1/3 de hora é equivalente a 20 minutos
(D) 1h 50min 05s 9horas e 20 minutos
(E) 1h55min 42s
04. Resposta:C.
09. (CRMV/SC – Assistente Administrativo – IESES/2017) Tra- 12,50------250
balhando durante 6 dias, 5 operários produzem 600 peças. Deter- 21----------x
mine quantas peças serão produzidas por sete operários trabalhan- X=5250/12,5=420 gramas
do por 8 dias:
(A) 1120 peças 05. Resposta: E.
(B)952 peças Sacoskg
(C) 875 peças 240----40
(D) 1250 peças x----30

10. (MPE/SP – Oficial de Promotoria I – VUNESP/2016) Para Quanto mais sacos, menos areia foi colocada(inversamente)
organizar as cadeiras em um auditório, 6 funcionários, todos com
a mesma capacidade de produção, trabalharam por 3 horas. Para
fazer o mesmo trabalho, 20 funcionários, todos com o mesmo ren-
dimento dos iniciais, deveriam trabalhar um total de tempo, em
minutos, igual a 30x=9600
(A) 48. X=320
(B) 50.
(C) 46. 06. Resposta: A.
(D) 54. ↓Funcionários↑ horasbolsas↓
(E) 52. 48------------------------12-----------480
x-----------------------------15----------1200
Quanto mais funcionários, menos horas precisam
Quanto mais funcionários, mais bolsas feitas
RESPOSTAS

01. Resposta: C.
↑Apostilas↑ horasdias↓
300------------------5--------------4 X=96 funcionários
360-----------------x----------------3 Precisam de mais 48 funcionários

↑Apostilas↑ horasdias↑ 07. Resposta: B.


300------------------5--------------3 Operários dias
360-----------------x----------------4 12-----------90
x--------------60
Quanto mais operários, menos dias (inversamente proporcio-
nal)

900x=7200
X=8

02. Resposta: D. 60x=1080


Como a máquina A faz 20% a mais: X=18
Em 1 hora a máquina A faz 120 cópias.
120------60 minutos 08. Resposta: B.
10-------x V=1,5⋅1,2⋅0,7=1,26m³=1260litros
X=50 minutos 50litros-----3 min
1260--------x
03. Resposta: C. X=3780/50=75,6min
↑Operário↓horas dias↑ 0,6min=36s
12--------------8------------14 75min=60+15=1h15min
18----------------x------------8
Quanto mais horas, menos operários
Quanto mais horas, menos dias

25
MATEMÁTICA
09. Resposta: A. Desconto Fator de Multiplicação
↑Dias↑ operáriospeças↑
6-------------5---------------600 10% 0,90
8--------------7---------------x 25% 0,75
34% 0,66
60% 0,40

30x=33600 90% 0,10


X=1120
Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:
10. Resposta: D.
Como o exercício pede em minutos, vamos transformar 3 horas
em minutos
Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e
3x60=180 minutos venda a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.
↑Funcionários minutos↓ Lucro=preço de venda -preço de custo
6------------180
20-------------x Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas
formas:
As Grandezas são inversamente proporcionais, pois quanto
mais funcionários, menos tempo será gasto.
Vamos inverter os minutos
↑Funcionários minutos↑
6------------x
20-------------180
20x=6.180 (DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula
20x=1040 com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse total está com gripe. Se x%
X=54 minutos das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível
para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
PORCENTAGEM
(C) 10.
(D) 6.
Porcentagem é uma fração cujo denominador é 100, seu símbo- (E) 12.
lo é (%). Sua utilização está tão disseminada que a encontramos nos
meios de comunicação, nas estatísticas, em máquinas de calcular, etc. Resolução
45------100%
Os acréscimos e os descontos é importante saber porque ajuda X-------60%
muito na resolução do exercício. X=27
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se to-
Acréscimo dos os meninos estiverem gripados, assim apenas 2 meninas estão.
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determina-
do valor, podemos calcular o novo valor apenas multiplicando
esse valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acrésci-
mo for de 20%, multiplicamos por 1,20, e assim por diante. Veja Resposta: C.
a tabela abaixo:

Acréscimo ou Lucro Fator de Multiplicação EXERCÍCIOS


10% 1,10
15% 1,15 01. (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária - MSCON-
20% 1,20 CURSOS/2017) Um aparelho de televisão que custa R$1600,00 es-
tava sendo vendido, numa liquidação, com um desconto de 40%.
47% 1,47 Marta queria comprar essa televisão, porém não tinha condições de
67% 1,67 pagar à vista, e o vendedor propôs que ela desse um cheque para
15 dias, pagando 10% de juros sobre o valor da venda na liquidação.
Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos: Ela aceitou e pagou pela televisão o valor de:
(A) R$1120,00
(B)R$1056,00
Desconto (C)R$960,00
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será: (D) R$864,00
Fator de Multiplicação =1 - taxa de desconto (na forma deci-
mal). Veja a tabela abaixo:

26
MATEMÁTICA
02. (TST – Técnico Judiciário – FCC/2017) A equipe de segurança 05. (MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPEGO/2017) Paulo,
de um Tribunal conseguia resolver mensalmente cerca de 35% das dono de uma livraria, adquiriu em uma editora um lote de apostilas
ocorrências de dano ao patrimônio nas cercanias desse prédio, iden- para concursos, cujo valor unitário original é de R$ 60,00. Por ter ca-
tificando os criminosos e os encaminhando às autoridades compe- dastro no referido estabelecimento, ele recebeu 30% de desconto
tentes. Após uma reestruturação dos procedimentos de segurança, a na compra. Para revender os materiais, Paulo decidiu acrescentar
mesma equipe conseguiu aumentar o percentual de resolução men- 30% sobre o valor que pagou por cada apostila. Nestas condições,
sal de ocorrências desse tipo de crime para cerca de 63%. De acordo qual será o lucro obtido por unidade?
com esses dados, com tal reestruturação, a equipe de segurança au- (A) R$ 4,20.
mentou sua eficácia no combate ao dano ao patrimônio em (B) R$ 5,46.
(A) 35%. (C) R$ 10,70.
(B) 28%. (D) R$ 12,60.
(C) 63%. (E) R$ 18,00.
(D) 41%.
(E) 80%. 06. (MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPEGO/2017) Joana
foi fazer compras. Encontrou um vestido de R$ 150,00 reais. Des-
03. (TST – Técnico Judiciário – FCC/2017) Três irmãos, André, cobriu que se pagasse à vista teria um desconto de 35%. Depois de
Beatriz e Clarice, receberam de uma tia herança constituída pelas se- muito pensar, Joana pagou à vista o tal vestido. Quanto ela pagou?
guintes joias: um bracelete de ouro, um colar de pérolas e um par de (A) R$ 120,00 reais
brincos de diamante. A tia especificou em testamento que as joias (B) R$ 112,50 reais
não deveriam ser vendidas antes da partilha e que cada um deveria (C) R$ 127,50 reais
ficar com uma delas, mas não especificou qual deveria ser dada a (D) R$ 97,50 reais
quem. O justo, pensaram os irmãos, seria que cada um recebesse (E) R$ 90 reais
cerca de 33,3% da herança, mas eles achavam que as joias tinham va-
lores diferentes entre si e, além disso, tinham diferentes opiniões so- 07. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário – VUNESP/2017) A
bre seus valores. Então, decidiram fazer a partilha do seguinte modo: empresa Alfa Sigma elaborou uma previsão de receitas trimestrais
− Inicialmente, sem que os demais vissem, cada um deveria para 2018. A receita prevista para o primeiro trimestre é de 180 mi-
escrever em um papel três porcentagens, indicando sua avaliação lhões de reais, valor que é 10% inferior ao da receita prevista para
sobre o valor de cada joia com relação ao valor total da herança. o trimestre seguinte. A receita prevista para o primeiro semestre é
− A seguir, todos deveriam mostrar aos demais suas avaliações. 5% inferior à prevista para o segundo semestre. Nessas condições,
− Uma partilha seria considerada boa se cada um deles rece- é correto afirmar que a receita média trimestral prevista para 2018
besse uma joia que avaliou como valendo 33,3% da herança toda é, em milhões de reais, igual a
ou mais. (A) 200.
(B) 203.
As avaliações de cada um dos irmãos a respeito das joias foi a (C) 195.
seguinte: (D) 190.
(E) 198.

08. (CRM/MG – Técnico em Informática- FUNDEP/2017) Veja,


a seguir, a oferta da loja Magazine Bom Preço:
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Assim, uma partilha boa seria se André, Beatriz e Clarice rece- De R$ 720,00
bessem, respectivamente, Por apenas R$ 504,00
(A) o bracelete, os brincos e o colar.
(B) os brincos, o colar e o bracelete. Nessa oferta, o desconto é de:
(C) o colar, o bracelete e os brincos. (A) 70%.
(D) o bracelete, o colar e os brincos. (B) 50%.
(E) o colar, os brincos e o bracelete. (C) 30%.
(D) 10%.
04. (UTFPR – Técnico de Tecnologia da Informação – UT-
FPR/2017) Um retângulo de medidas desconhecidas foi alterado. Seu 09 (CODAR – Recepcionista – EXATUS/2016) Considere que
comprimento foi reduzido e passou a ser 2/ 3 do comprimento origi- uma caixa de bombom custava, em novembro, R$ 8,60 e passou a
nal e sua largura foi reduzida e passou a ser 3/ 4 da largura original. custar, em dezembro, R$ 10,75. O aumento no preço dessa caixa de
Pode-se afirmar que, em relação à área do retângulo original, a bombom foi de:
área do novo retângulo: (A) 30%.
(A)foi aumentada em 50%. (B) 25%.
(B) foi reduzida em 50%. (C)20%.
(C) aumentou em 25%. (D) 15%
(D) diminuiu 25%.
(E)foi reduzida a 15%.

27
MATEMÁTICA
10. (ANP – Técnico em Regulação de Petróleo e Derivados – Somando os dois semestres: 380+400=780 milhões
CESGRANRIO/2016) Um grande tanque estava vazio e foi cheio de 780/4trimestres=195 milhões
óleo após receber todo o conteúdo de 12 tanques menores, idên-
ticos e cheios. 08. Resposta: C.
Se a capacidade de cada tanque menor fosse 50% maior do que
a sua capacidade original, o grande tanque seria cheio, sem exces-
sos, após receber todo o conteúdo de
(A) 4 tanques menores
(B) 6 tanques menores Ou seja, ele pagou 70% do produto, o desconto foi de 30%.
(C) 7 tanques menores OBS: muito cuidado nesse tipo de questão, para não errar con-
(D) 8 tanques menores forme a pergunta feita.
(E) 10 tanques menores
09. Resposta: B.
8,6(1+x)=10,75
8,6+8,6x=10,75
GABARITO 8,6x=10,75-8,6
8,6x=2,15
01. Resposta:B. X=0,25=25%
Como teve um desconto de 40%, pagou 60% do produto.
10. Resposta: D.
1600⋅0,6=960 50% maior quer dizer que ficou 1,5
Como vai pagar 10% a mais: Quantidade de tanque: x
960⋅1,1=1056 A quantidade que aumentaria deve ficar igual a 12 tanques
1,5x=12
02. Resposta: E. X=8
63/35=1,80
Portanto teve um aumento de 80%.

03. Resposta: D. JUROS


Clarice obviamente recebeu o brinco.
Beatriz recebeu o colar porque foi o único que ficou acima de Matemática Financeira
30% e André recebeu o bracelete. A Matemática Financeira possui diversas aplicações no atual
sistema econômico. Algumas situações estão presentes no cotidia-
04. Resposta: B. no das pessoas, como financiamentos de casa e carros, realizações
A=b⋅h de empréstimos, compras a crediário ou com cartão de crédito,
aplicações financeiras, investimentos em bolsas de valores, entre
outras situações. Todas as movimentações financeiras são baseadas
na estipulação prévia de taxas de juros. Ao realizarmos um emprés-
timo a forma de pagamento é feita através de prestações mensais
Portanto foi reduzida em 50% acrescidas de juros, isto é, o valor de quitação do empréstimo é
superior ao valor inicial do empréstimo. A essa diferença damos o
05. Resposta: D. nome de juros.
Como ele obteve um desconto de 30%, pagou 70% do valor:
60⋅0,7=42 Capital
Ele revendeu por: O Capital é o valor aplicado através de alguma operação finan-
42⋅1,3=54,60 ceira. Também conhecido como: Principal, Valor Atual, Valor Pre-
Teve um lucro de: 54,60-42=12,60 sente ou Valor Aplicado. Em inglês usa-se Present Value (indicado
pela tecla PV nas calculadoras financeiras).
06. Resposta: D.
Como teve um desconto de 35%. Pagou 65%do vestido Taxa de juros e Tempo
150⋅0,65=97,50 A taxa de juros indica qual remuneração será paga ao dinheiro
emprestado, para um determinado período. Ela vem normalmente
07. Resposta: C. expressa da forma percentual, em seguida da especificação do pe-
Como a previsão para o primeiro trimestre é de 180 milhões e é ríodo de tempo a que se refere:
10% inferior, no segundo trimestre temos uma previsão de 8 % a.a. - (a.a. significa ao ano).
180-----90% 10 % a.t. - (a.t. significa ao trimestre).
x---------100
x=200 Outra forma de apresentação da taxa de juros é a unitária, que
é igual a taxa percentual dividida por 100, sem o símbolo %:
200+180=380 milhões para o primeiro semestre 0,15 a.m. - (a.m. significa ao mês).
380----95 0,10 a.q. - (a.q. significa ao quadrimestre)
x----100
x=400 milhões

28
MATEMÁTICA
Montante Juros Compostos
Também conhecido como valor acumulado é a soma do Capi- O juro de cada intervalo de tempo é calculado a partir do sal-
tal Inicial com o juro produzido em determinado tempo. do no início de correspondente intervalo. Ou seja: o juro de cada
Essa fórmula também será amplamente utilizada para resolver intervalo de tempo é incorporado ao capital inicial e passa a render
questões. juros também.
M=C+J
M = montante Quando usamos juros simples e juros compostos?
C = capital inicial A maioria das operações envolvendo dinheiro utilizajuros com-
J = juros postos. Estão incluídas: compras a médio e longo prazo, compras
M=C+C.i.n com cartão de crédito, empréstimos bancários, as aplicações finan-
M=C(1+i.n) ceiras usuais como Caderneta de Poupança e aplicações em fundos
de renda fixa, etc. Raramente encontramos uso para o regime de
Juros Simples juros simples: é o caso das operações de curtíssimo prazo, e do pro-
Chama-se juros simples a compensação em dinheiro pelo em- cesso de desconto simples de duplicatas.
préstimo de um capital financeiro, a uma taxa combinada, por um
prazo determinado, produzida exclusivamente pelo capital inicial. O cálculo do montante é dado por:
Em Juros Simples a remuneração pelo capital inicial aplicado
é diretamente proporcional ao seu valor e ao tempo de aplicação.
A expressão matemática utilizada para o cálculo das situações
envolvendo juros simples é a seguinte: Exemplo
J = C i n, onde: Calcule o juro composto que será obtido na aplicação de
J = juros R$25000,00 a 25% ao ano, durante 72 meses
C = capital inicial C=25000
i = taxa de juros i=25%aa=0,25
n = tempo de aplicação (mês, bimestre, trimestre, semestre, ano...) i=72 meses=6 anos

Observação importante: a taxa de juros e o tempo de aplica-


ção devem ser referentes a um mesmo período. Ou seja, os dois
devem estar em meses, bimestres, trimestres, semestres, anos... O
que não pode ocorrer é um estar em meses e outro em anos, ou
qualquer outra combinação de períodos.

Dica: Essa fórmula J = C i n, lembra as letras das palavras “JU-


ROS SIMPLES” e facilita a sua memorização. M=C+J
J=95367,50-25000=70367,50
Outro ponto importante é saber que essa fórmula pode ser tra-
balhada de várias maneiras para se obter cada um de seus valores, Podemos definir a taxa nominal como aquela em que a unidade
ou seja, se você souber três valores, poderá conseguir o quarto, ou de referência do seu tempo não coincide com a unidade de tem-
seja, como exemplo se você souber o Juros (J), o Capital Inicial (C) po dos períodos de capitalização. É usada no mercado financeiro,
e a Taxa (i), poderá obter o Tempo de aplicação (n). E isso vale para mas para cálculo deve-se encontrar a taxa efetiva. Por exemplo, a
qualquer combinação. taxa nominal de 12% ao ano, capitalizada mensalmente, resultará
em uma taxa mensal de 1% ao mês. Entretanto, quando esta taxa
Exemplo é capitalizada pelo regime de juros compostos, teremos uma taxa
Maria quer comprar uma bolsa que custa R$ 85,00 à vista. efetiva de 12,68% ao ano.
Como não tinha essa quantia no momento e não queria perder a
oportunidade, aceitou a oferta da loja de pagar duas prestações de Taxa Nominal
R$ 45,00, uma no ato da compra e outra um mês depois. A taxa de A taxa nominal de juros relativa a uma operação financeira
juros mensal que a loja estava cobrando nessa operação era de: pode ser calculada pela expressão:
(A) 5,0%
(B) 5,9% Taxa nominal = Juros pagos / Valor nominal do empréstimo
(C) 7,5%
(D) 10,0% Assim, por exemplo, se um empréstimo de $100.000,00,
(E) 12,5% deve ser quitado ao final de um ano, pelo valor monetário de
$150.000,00, a taxa de juros nominal será dada por:
Resposta Letra “e”. Juros pagos = Jp = $150.000 – $100.000 = $50.000,00
O juros incidiu somente sobre a segunda parcela, pois a pri- Taxa nominal = in = $50.000 / $100.000 = 0,50 = 50%
meira foi à vista. Sendo assim, o valor devido seria R$40 (85-45) e a
Sem dúvida, se tem um assunto que gera muita confusão na
parcela a ser paga de R$45.
Matemática Financeira são os conceitos de taxa nominal, taxa efe-
Aplicando a fórmula M = C + J:
tiva e taxa equivalente. Até na esfera judicial esses assuntos geram
45 = 40 + J
muitas dúvidas nos cálculos de empréstimos, financiamentos, con-
J=5
sórcios e etc.
Aplicando a outra fórmula J = C i n:
Vamos tentar esclarecer esses conceitos, que na maioria das
5 = 40 X i X 1
vezes nos livros e apostilas disponíveis no mercado, não são apre-
i = 0,125 = 12,5%
sentados de uma maneira clara.

29
MATEMÁTICA
Temos a chamada taxa de juros nominal, quando esta não é Conclusões:
realmente a taxa utilizada para o cálculo dos juros (é uma taxa “sem - A taxa nominal é 12% a.a, pois não foi aplicada no cálculo do
efeito”). A capitalização (o prazo de formação e incorporação de ju- montante. Normalmente a taxa nominal vem sempre ao ano!
ros ao capital inicial) será dada através de outra taxa, numa unidade - A taxa efetiva mensal, como o próprio nome diz, é aquela que
de tempo diferente, taxa efetiva. foi utilizado para cálculo do montante. Pode ser uma taxa propor-
Como calcular a taxa que realmente vai ser utilizada; isto é, a cional mensal (1 % a.m.) ou uma taxa equivalente mensal (0,949 %
taxa efetiva? a.m.).
Vamos acompanhar através do exemplo - Qual a taxa efetiva mensal que devemos utilizar? Em se tra-
tando de concursos públicos, a grande maioria das bancas exami-
Taxa Efetiva nadoras utilizam a convenção da taxa proporcional. Em se tratando
Calcular o montante de um capital de R$ 1.000,00 (mil reais), do mercado financeiro, utiliza-se a convenção de taxa equivalente.
aplicados durante 18 (dezoito) meses, capitalizados mensalmente,
a uma taxa de 12% a.a. Explicando o que é taxa Nominal, efetiva Taxa Equivalente
mensal e equivalente mensal: Taxas Equivalentes são taxas que quando aplicadas ao mes-
Respostas e soluções: mo capital, num mesmo intervalo de tempo, produzem montantes
1) A taxa Nominal é 12% a.a; pois o capital não vai ser capitali- iguais. Essas taxas devem ser observadas com muita atenção, em al-
zado com a taxa anual. guns financiamentos de longo prazo, somos apenas informados da
2) A taxa efetiva mensal a ser utilizada depende de duas con- taxa mensal de juros e não tomamos conhecimento da taxa anual
venções: taxa proporcional mensal ou taxa equivalente mensal. ou dentro do período estabelecido, trimestre, semestre entre ou-
a) Taxa proporcional mensal (divide-se a taxa anual por 12): tros. Uma expressão matemática básica e de fácil manuseio que nos
12%/12 = 1% a.m. fornece a equivalência de duas taxas é:
b) Taxa equivalente mensal (é aquela que aplicado aos R$ 1 + ia = (1 + ip)n, onde:
1.000,00, rende os mesmos juros que a taxa anual aplicada nesse ia = taxa anual
mesmo capital). ip = taxa período
n: número de períodos
Cálculo da taxa equivalente mensal:
Observe alguns cálculos:

Exemplo 1
Qual a taxa anual de juros equivalente a 2% ao mês?
onde: Temos que: 2% = 2/100 = 0,02
iq : taxa equivalente para o prazo que eu quero 1 + ia = (1 + 0,02)12
it : taxa para o prazo que eu tenho 1 + ia = 1,0212
q : prazo que eu quero 1 + ia = 1,2682
t : prazo que eu tenho ia = 1,2682 – 1
ia = 0,2682
ia = 26,82%

A taxa anual de juros equivalente a 2% ao mês é de 26,82%.

iq = 0,009489 a.m ou iq = 0,949 % a.m. As pessoas desatentas poderiam pensar que a taxa anual nesse
3) Cálculo do montante pedido, utilizando a taxa efetiva mensal caso seria calculada da seguinte forma: 2% x 12 = 24% ao ano. Como
vimos, esse tipo de cálculo não procede, pois a taxa anual foi calcu-
a) pela convenção da taxa proporcional: lada de forma correta e corresponde a 26,82% ao ano, essa variação
M = c (1 + i)n ocorre porque temos que levar em conta o andamento dos juros
M = 1000 (1 + 0,01) 18 = 1.000 x 1,196147 compostos (juros sobre juros).
M = 1.196,15
Taxa Real
b) pela convenção da taxa equivalente: A taxa real expurga o efeito da inflação. Um aspecto interes-
M = c (1 + i)n sante sobre as taxas reais de juros, é que elas podem ser inclusive,
M = 1000 (1 + 0,009489) 18 = 1.000 x 1,185296 negativas.
M = 1.185,29
Vamos encontrar uma relação entre as taxas de juros nominal e
NOTA: Para comprovar que a taxa de 0,948% a.m é equivalente real. Para isto, vamos supor que um determinado capital P é aplica-
a taxa de 12% a.a, basta calcular o montante utilizando a taxa anual, do por um período de tempo unitário, a certa taxa nominal in
neste caso teremos que transformar 18 (dezoito) meses em anos O montante S1 ao final do período será dado por S1 = P(1 + in).
para fazer o cálculo, ou seja : 18: 12 = 1,5 ano. Assim: Consideremos agora que durante o mesmo período, a taxa de
M = c (1 + i)n inflação (desvalorização da moeda) foi igual a j. O capital corrigido
M = 1000 (1 + 0,12) 1,5 = 1.000 x 1,185297 por esta taxa acarretaria um montanteS2 = P (1 + j).
M = 1.185,29 A taxa real de juros, indicada por r, será aquela aplicada ao
montante S2, produzirá o montante S1. Poderemos então escrever:
S1 = S2 (1 + r)
Substituindo S1 e S2 , vem:
P(1 + in) = (1+r). P (1 + j)

30
MATEMÁTICA
Daí então, vem que: Nos juros simples:
(1 + in) = (1+r). (1 + j), onde: M = C (1 + i×n)
in = taxa de juros nominal M = montante
j = taxa de inflação no período C = capital inicial
r = taxa real de juros i= taxa de juros
n = período
Observe que se a taxa de inflação for nula no período, isto é, j =
0, teremos que as taxas nominal e real são coincidentes. Nos juros compostos:
M = C (1+i)n
Exemplo M = montante
Numa operação financeira com taxas pré-fixadas, um banco C = capital inicial
empresta $120.000,00 para ser pago em um ano com $150.000,00. i = taxa de juros
Sendo a inflação durante o período do empréstimo igual a 10%, pe- n = período
de-se calcular as taxas nominal e real deste empréstimo.
Teremos que a taxa nominal será igual a: Nos juros simples:
in = (150.000 – 120.000)/120.000 = 30.000/120.000 = 0,25 =
25% Saldo
Portanto in = 25% n Juros Amortização Prestação
devedor
Como a taxa de inflação no período é igual a j = 10% = 0,10,
substituindo na fórmula anterior, vem: 0 - - - 100.000,00
(1 + in) = (1+r). (1 + j) 1 3.000,00 - - 103.000,00
(1 + 0,25) = (1 + r).(1 + 0,10)
1,25 = (1 + r).1,10 2 3.000,00 - - 106.000,00
1 + r = 1,25/1,10 = 1,1364 3 3.000,00 100.000,00 109.000,00 -
Portanto, r = 1,1364 – 1 = 0,1364 = 13,64%
Nos juros compostos:
Se a taxa de inflação no período fosse igual a 30%, teríamos
para a taxa real de juros:
(1 + 0,25) = (1 + r).(1 + 0,30) Saldo
n Juros Amortização Prestação
1,25 = (1 + r).1,30 devedor
1 + r = 1,25/1,30 = 0,9615 0 - - - 100.000,00
Portanto, r = 0,9615 – 1 = -,0385 = -3,85% e, portanto teríamos 1 3.000,00 - - 103.000,00
uma taxa real de juros negativa.
2 3.090,00 - - 106.090,00
Exemplo 3 3.182,70 100.000,00 109.272,70 -
$100.000,00 foi emprestado para ser quitado por $150.000,00
ao final de um ano. Se a inflação no período foi de 20%, qual a taxa Sistema Price (Sistema Francês)
real do empréstimo? Foi elaborado para apresentar pagamentos iguais ao longo do
Resposta: 25% período do desembolso das prestações. A fórmula para encontrar-
mos a prestação é dada a seguir:
Taxas Proporcionais
Para se compreender mais claramente o significado destas ta- PMT = VP . _i.(1+i)n_ (1+i)n -1
xas deve-se reconhecer que toda operação envolve dois prazos:
- o prazo a que se refere à taxa de juros; e PMT = valor da prestação
- o prazo de capitalização (ocorrência) dos juros. (ASSAF NETO, VP = valor inicial do empréstimo
2001). i = taxa de juros
n = período
Taxas Proporcionais: duas (ou mais) taxas de juro simples são
ditas proporcionais quando seus valores e seus respectivos perío- A fórmula foi desenvolvida, considerando-se apenas a capitali-
dos de tempo, reduzidos a uma mesma unidade, forem uma pro- zação por juros compostos. O resultado é listado a seguir:
porção. (PARENTE, 1996). Exemplos
Prestação = amortização + juros
Saldo
n Juros Amortização Prestação
Há diferentes formas de amortização, conforme descritas a se- devedor
guir. 0 - - - 100.000,00
Para os exemplos numéricos descritos nas tabelas, em todas
1 3.000,00 32.353,04 35.353,04 67.646,96
as diferentes formas de amortização, utilizaremos o mesmo exercí-
cio:uma dívida de valor inicial de R$ 100 mil, prazo de três meses e 2 2.029,41 33.323,63 35.353,04 34.323,33
juros de 3% ao mês. 3 1.029,71 34.323,33 35.353,04 -
Pagamento único
Sistema de Amortização Misto (SAM)
É a quitação de toda a dívida (amortização + juros) em um úni-
É a média aritmética das prestações calculadas nas duas formas
co pagamento, ao final do período. Utilizamos a mesma fórmula do
anteriores (SAC e Price). É encontrado pela fórmula:
montante:

31
MATEMÁTICA
PMTSAM = (PTMSAC + PMTPRICE) / 2

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - - - 100.000,00
1 3.000,00 32.843,19 35.843,19 67.156,81
2 2.014,70 33.328,49 35.343,19 33.828,32
3 1.014,87 33.828,32 34.843,19 -

Sistema de Amortização Crescente (SACRE)


Este sistema, criado pela Caixa Econômica Federal (CEF), é uma das formas utilizadas para o cálculo das prestações dos financiamentos
imobiliários. Usa-se, para o cálculo do valor das prestações, a metodologia do sistema de amortização constante (SAC) anual, desconsi-
derando-se o valor da Taxa Referencial de Juros (TR). Esta é incluída posteriormente, resultando em uma amortização variável. Chamar
de “amortização crescente” parece-nos inadequado, pois pode resultar em amortizações decrescentes, dependendo da ocorrência de TR
com valor muito baixo.

Sistema Alemão
Neste caso, a dívida é liquidada também em prestações iguais, exceto a primeira, onde no ato do empréstimo (momento “zero”) já é
feita uma cobrança dos juros da operação. As prestações, a primeira amortização e as seguintes são definidas pelas três seguintes fórmulas:

PMT = _ Vp.i_
1- (1+i)n
PMT = valor da prestação
VP = valor inicial do empréstimo
i = taxa de juros
n = período

A1 = PMT . (1- i)n-1


A1 = primeira amortização
PMT = valor da prestação
i = taxa de juros
n = período

An = An-1_
(1- i)
An = amortizações posteriores (2º, 3º, 4º, ...)
An-1 = amortização anterior
i = taxa de juros
n = período

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 3.000,00 - 3.000,00 100.000,00
1 2.030,30 32.323,34 34.353,64 67.676,66
2 1.030,61 33.323,03 34.353,64 34.353,63
3 - 34.353,64 34.353,64 (0,01)

OBS: os resíduos em centavos, como saldo devedor final na tabela anterior, são resultados de arredondamento do cálculo e serão
desconsiderados.

Sistema de Amortização Constante – SAC


Consiste em um sistema de amortização de uma dívida em prestações periódicas, sucessivas e decrescentes em progressão aritmética, em que
o valor da prestação é composto por uma parcela de juros uniformemente decrescente e outra de amortização que permanece constante.
Sistema de Amortização Constante (SAC) é uma forma de amortização de um empréstimo por prestações que incluem os juros, amor-
tizando assim partes iguais do valor total do empréstimo.
Neste sistema o saldo devedor é reembolsado em valores de amortização iguais. Desta forma, no sistema SAC o valor das prestações é
decrescente, já que os juros diminuem a cada prestação. O valor da amortização é calculado dividindo-se o valor do principal pelo número
de períodos de pagamento, ou seja, de parcelas.

O SAC é um dos tipos de sistema de amortização utilizados em financiamentos imobiliários. A principal característica do SAC é que
ele amortiza um percentual fixo do saldo devedor desde o início do financiamento. Esse percentual de amortização é sempre o mesmo,
o que faz com que a parcela de amortização da dívida seja maior no início do financiamento, fazendo com que o saldo devedor caia mais
rapidamente do que em outros mecanismos de amortização.

32
MATEMÁTICA
Exemplo:
Um empréstimo de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) a ser pago em 12 meses, a uma taxa de juros de 1% ao mês (em juros sim-
ples). Aplicando a fórmula para obtenção do valor da amortização, iremos obter um valor igual a R$ 10.000,00 (dez mil reais). Essa fórmula é o
valor do empréstimo solicitado divido pelo período, sendo nesse caso: R$ 120.000,00 / 12 meses = R$ 10.000,00. Logo, a tabela SAC fica:

Nº Prestação Prestação Juros Amortização Saldo Devedor


0 120000
1 11200 1200 10000 110000
2 11100 1100 10000 100000
3 11000 1000 10000 90000
4 10900 900 10000 80000
5 10800 800 10000 70000
6 10700 700 10000 60000
7 10600 600 10000 50000
8 10500 500 10000 40000
9 10400 400 10000 30000
10 10300 300 10000 20000
11 10200 200 10000 10000
12 10100 100 10000 0

Note que o juro é sempre 10% do saldo devedor do mês anterior, já a prestação é a soma da amortização e o juro. Sendo assim, o juro
é decrescente e diminui sempre na mesma quantidade, R$ 100,00. O mesmo comportamento tem as prestações. A soma das prestações
é de R$ 127.800,00, gerando juros de R$ 7.800,00.
Outra coisa a se observar é que as parcelas e juros diminuem em progressão aritmética (PA) de r=100.

Sistema Americano
O tomador do empréstimo paga os juros mensalmente e o principal, em um único pagamento final.
Considera-se apenas o regime de juros compostos:

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - - - 100.000,00
1 3.000,00 - 3.000,00 100.000,00
2 3.000,00 - 3.000,00 100.000,00
3 3.000,00 100.000,00 103.000,00 -

Sistema de Amortização Constante (SAC) ou Sistema Hamburguês


O tomador do empréstimo amortiza o saldo devedor em valores iguais e constantes ao longo do período.
Considera-se apenas o regime de juros compostos:

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - - - 100.000,00
1 3.000,00 33.333,33 36.333,33 66.666,67
2 2.000,00 33.333,33 35.333,33 33.333,34
3 1.000,00 33.333,34 34.333,34 -

Qual a melhor forma de amortização?


A tabela abaixo lista o fluxo de caixa nos diversos sistemas de amortização discutidos nos itens anteriores.

N Pgto único (jrs comp.) Sistema Americano SAC PRICE SAM Alemão
0 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 97.000,00
1 - (3.000,00) (36.333,33) (35.353,04) (35.843,19) (34.353,64)
2 - (3.000,00) (35.333,33) (35.353,04) (35.343,19) (34.353,64)
3 (109.272,70) (103.000,00) (34.333,34) (35.353,04) (34.843,19) (34.353,64)

33
MATEMÁTICA
As várias formas de amortização utilizadas pelo mercado brasileiro, em sua maioria, consideram o regime de capitalização por juros
compostos. A comparação entre estas, por meio do VPL (vide item 6.2), demonstra que o custo entre elas se equivale. Vejam: no nosso
exemplo, todos, exceto no sistema alemão, os juros efetivos cobrados foram de 3% ao mês (regime de juros compostos) ou 9,27% no
acumulado dos três meses.

n Pgto único(jrs comp.) SistemaAmericano SAC PRICE SAM Alemão


0 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 97.000,00
1 - (2.912,62) (35.275,08) (34.323,34) (34.799,21) (33.353,04)
2 - (2.827,79) (33.305,05) (33.323,63) (33.314,35) (32.381,60)
3 (100.000,00) (94.259,59) (31.419,87) (32.353,04) (31.886,45) (31.438,44)
VPL - - - - - (173,09)

OBS: tabela com as prestações dos sistemas anteriores, descontada da taxa (juros compostos) de 3% ao mês.
Considerando o custo de oportunidade de 2% ao mês, isto é, abaixo do valor do empréstimo, teríamos a tabela abaixo. Isso seria uma
situação mais comum: juros do empréstimo mais caro que uma aplicação no mercado. Neste caso, quanto menor (em módulo) o VPL,
melhor para o tomador do empréstimo, ou seja, o sistema SAC seria o melhor sob o ponto de vista financeiro.

n Pgto único (jrs comp.) Sistema Americano SAC PRICE SAM Alemão
0 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 97.000,00
1 - (2.941,18) (35.620,91) (34.659,84) (35.140,38) (33.680,04)
2 - (2.883,51) (33.961,29) (33.980,24) (33.970,77) (33.019,64)
3 (102.970,11) (97.059,20) (32.353,07) (33.313,96) (32.833,52) (32.372,20)
VPL (2.970,11) (2.883,88) (1.935,28) (1.954,04) (1.944,67) (2.071,88)

OBS: tabela com as prestações dos sistemas anteriores, descontada da taxa (juros compostos) de 2% ao mês.
Outra situação seria considerarmos um empréstimo com taxa de juros abaixo do mercado. Neste exemplo a seguir, teremos como
custo de oportunidade a taxa de 4% ao mês. Isso, na vida real, não será comum: juros do empréstimo mais barato do que uma aplicação no
mercado. Assim, como no exemplo anterior, quanto maior o VPL, melhor para o tomador do empréstimo, ou seja, o sistema de pagamento
único, sob o ponto de vista financeiro, é o melhor, como no caso abaixo.

n Pgto único (jrs comp.) Sistema Americano SAC PRICE SAM Alemão
0 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 97.000,00
1 - (2.884,62) (34.935,89) (33.993,31) (34.464,61) (33.032,34)
2 - (2.773,67) (32.667,65) (32.685,87) (32.676,77) (31.761,87)
3 (97.143,03) (91.566,62) (30.522,21) (31.428,72) (30.975,47) (30.540,26)
VPL 2.856,97 2.775,09 1.874,24 1.892,10 1.883,16 1.665,53

OBS: tabela com as prestações dos sistemas anteriores, descontada da taxa (juros compostos) de 4% ao mês.
M = C (1+i)n
M = montante
C = capital inicial
i = taxa de juros
n = período

Nos juros simples:

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - - - 100.000,00
1 3.000,00 - - 103.000,00
2 3.000,00 - - 106.000,00
3 3.000,00 100.000,00 109.000,00 -

34
MATEMÁTICA
07. (UFES – Assistente em Administração – UFES/2017) No
QUESTÕES regime de juros simples, os juros em cada período de tempo são
calculados sobre o capital inicial. Um capital inicial C0 foi aplicado a
01. (TRE/PR – Analista Judiciário – FCC/2017) Uma geladeira juros simples de 3% ao mês. Se Cn é o montante quando decorridos
está sendo vendida nas seguintes condições: n meses, o menor valor inteiro para n, tal que Cn seja maior que o
− Preço à vista = R$ 1.900,00; dobro de C0, é
− Condições a prazo = entrada de R$ 500,00 e pagamento de (A) 30
uma parcela de R$ 1.484,00 após 60 dias da data da compra. (B) 32
(C) 34
A taxa de juros simples mensal cobrada na venda a prazo é de (D) 36
(A) 1,06% a.m. (E) 38
(B) 2,96% a.m.
(C) 0,53% a.m. 08. (PREF. DE NITERÓI/RJ – Agente Fazendário – FGV/2016)
(D) 3,00% a.m. Para pagamento de boleto com atraso em período inferior a um
(E) 6,00% a.m. mês, certa instituição financeira cobra, sobre o valor do boleto,
multa de 2% mais 0,4% de juros de mora por dia de atraso no re-
02. (FUNAPEP - Analista em Gestão Previdenciária-FCC/2017) gime de juros simples. Um boleto com valor de R$ 500,00 foi pago
João emprestou a quantia de R$ 23.500,00 a seu filho Roberto. Tra- com 18 dias de atraso.
taram que Roberto pagaria juros simples de 4% ao ano. Roberto O valor total do pagamento foi:
pagou esse empréstimo para seu pai após 3 anos. O valor total dos (A) R$ 542,00;
juros pagos por Roberto foi (B) R$ 546,00;
(A) 3.410,00. (C) R$ 548,00;
(B) R$ 2.820,00. (D) R$ 552,00;
(C) R$ 2.640,00. (E) R$ 554,00.
(D) R$ 3.120,00.
(E) R$ 1.880,00. 09. (CASAN – Assistente Administrativo – INSTITUTO
AOCP/2016) Para pagamento um mês após a data da compra, certa
03. (IFBAIANO – Técnico em Contabilidade – FCM/2017) O loja cobrava juros de 25%. Se certa mercadoria tem preço a prazo
montante acumulado ao final de 6 meses e os juros recebidos a igual a R$ 1500,00, o preço à vista era igual a
partir de um capital de 10 mil reais, com uma taxa de juros de 1% (A) R$ 1200,00.
ao mês, pelo regime de capitalização simples, é de (B) R$ 1750,00.
(A) R$ 9.400,00 e R$ 600,00. (C) R$ 1000,00.
(B) R$ 9.420,00 e R$ 615,20. (D) R$ 1600,00.
(C) R$ 10.000,00 e R$ 600,00. (E) R$ 1250,00.
(D) R$ 10.600,00 e R$ 600,00.
(E) R$ 10.615,20 e R$ 615,20. 10. (CASAN – Técnico de Laboratório – INSTITUTO AOCP/2016)
A fatura de um certo cartão de crédito cobra juros de 12% ao mês
04. (CEGAS – Assistente Técnico – IESES/2017)O valor dos juros por atraso no pagamento. Se uma fatura de R$750,00 foi paga com
simples em uma aplicação financeira de $ 3.000,00 feita por dois um mês de atraso, o valor pago foi de
trimestres a taxa de 2% ao mês é igual a:
(A) R$ 970,00.
(A) $ 360,00
(B) R$ 777,00.
(B) $ 240,00
(C) R$ 762,00.
(C)$ 120,00
(D) R$ 800,00.
(D) $ 480,00
(E) R$ 840,00.
05. (IPRESB/SP - Analista de Processos Previdenciários- VU-
11. (DPE/PR – Contador – INAZ DO PARÁ/2017) Em 15 de ju-
NESP/2017) Um capital foi aplicado a juros simples, com taxa de 9%
ao ano, durante 4 meses. Após esse período, o montante (capital + nho de 20xx, Severino restituiu R$ 2.500,00 do seu imposto de ren-
juros) resgatado foi de R$ 2.018,80. O capital aplicado era de da. Como estava tranquilo financeiramente, resolveu realizar uma
(A) R$ 2.010,20. aplicação financeira para retirada em 15/12/20xx, período que vai
(B) R$ 2.000,00. realizar as compras de natal. A uma taxa de juros de 3% a.m., qual
(C) R$ 1.980,00. é o montante do capital, sabendo-se que a capitalização é mensal:
(D) R$ 1.970,40. (A) R$ 2.985,13
(E) R$ 1.960,00. (B) R$ 2.898,19
(C) R$ 3.074,68
06. (MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPEGO/2017) Em um (D) R$ 2.537,36
investimento no qual foi aplicado o valor de R$ 5.000,00, em um (E) R$ 2.575,00
ano foi resgatado o valor total de R$ 9.200,00. Considerando estes
apontamentos e que o rendimento se deu a juros simples, é verda-
deiro afirmar que a taxa mensal foi de:
(A) 1,5%
(B) 2 %
(C) 5,5%
(D) 6%
(E) 7%

35
MATEMÁTICA
12. (TRE/PR – Analista Judiciário- FCC/2017) A Cia. Escocesa, 04. Resposta: A.
não tendo recursos para pagar um empréstimo de R$ 150.000,00 2 trimestres=6meses
na data do vencimento, fez um acordo com a instituição financeira J=Cin
credora para pagá-la 90 dias após a data do vencimento. Sabendo J=3000⋅0,02⋅6
que a taxa de juros compostos cobrada pela instituição financeira J=360
foi 3% ao mês, o valor pago pela empresa, desprezando-se os cen-
tavos, foi, em reais, 05. Resposta: E.
(A) 163.909,00. 4meses=1/3ano
(B) 163.500,00. M=C(1+in)
(C) 154.500,00. 2018,80=C(1+0,09⋅1/3)
(D) 159.135,00. 2018,80=C+0,03C
1,03C=2018,80
13. (FUNAPE – Analista em Gestão Previdenciária – FCC/2017) C=1960
O montante de um empréstimo de 4 anos da quantia de R$
20.000,00, do qual se cobram juros compostos de 10% ao ano, será 06. Resposta: E.
igual a M=C(1+in)
(A) R$ 26.000,00. 9200=5000(1+12i)
(B) R$ 28.645,00. 9200=5000+60000i
(C) R$ 29.282,00. 4200=60000i
(D) R$ 30.168,00. I=0,07=7%
(E) R$ 28.086,00.
07. Resposta: C.
14. (IFBAIANO - Técnico em Contabilidade- FCM/2017) A em- M=C(1+in)
presa Good Finance aplicou em uma renda fixa um capital de 100 Cn=Co(1+0,03n)
mil reais, com taxa de juros compostos de 1,5% ao mês, para resga- 2Co=Co(1+0,03n)
te em 12 meses. O valor recebido de juros ao final do período foi de 2=1+0,03n
(A) R$ 10.016,00. 1=0,03n
(B) R$ 15.254,24. N=33,33
(C) R$ 16.361,26. Ou seja, maior que 34
(D) R$ 18.000,00.
(E) R$ 19.561,82. 08. Resposta: C.
M=C(1+in)
15. (POLICIA CIENTIFICA – Perito Criminal – IBFC/2017) Assi- C=500+500x0,02=500+10=510
nale a alternativa correta. Uma empresa recebeu um empréstimo M=510(1+0,004x18)
bancário de R$ 120.000,00 por 1 ano, pagando o montante de R$ M=510(1+0,072)=546,72
180.000,00. A taxa anual de juros desse empréstimo foi de:
(A) 0,5% ao ano 09. Resposta: A.
(B) 5 % ao ano M=C(1+in)
(C) 5,55 % ao ano 1500=C(1+0,25x1)
(D) 150% ao ano 1500=C(1,25)
(E) 50% ao ano C=1500/1,25
C=1200

10. Resposta: E.
RESPOSTAS M=C(1+in)
M=750(1+0,12)
01. Resposta: D. M=750x1,12=840
J=500+1484-1900=84
C=1900-500=1400 11. Resposta: A.
J=Cin D junho a dezembro: 6 meses
84=1400.i.2 M=C(1+i)t
I=0,03=3% M=2500(1+0,03)6
M=2500⋅1,194=2985
02. Resposta: B.
J=Cin 12. Resposta: A.
J=23500⋅0,04⋅3 90 dias=3 meses
J= 2820 M=C(1+i)t
M=150000(1+0,03)3
03. Resposta: D. M=150000⋅1,092727=163909,05
J=Cin Desprezando os centavos: 163909
J=10000⋅0,01⋅6=600 13. Resposta: C.
M=C+J M=C(1+i)t
M=10000+600=10600 M=20000(1+0,1)4
M=20000⋅1,4641=29282

36
MATEMÁTICA
14. Resposta: E. A soma das idades que Pedro, Paulo e Pierre têm hoje é:
J=Cin (A) 72;
J=10000⋅0,015⋅12=18000 (B) 69;
(C) 66;
Não, ninguém viu errado. (D) 63;
Como ficaria muito difícil de fazer sem calculadora, a tática é (E) 60.
fazer o juro simples, e como sabemos que o composto vai dar maior
que esse valor, só nos resta a alternativa E. Você pode se perguntar, Resolução
e se houver duas alternativas com números maiores? Olha pessoal, A ideia de resolver as equações é literalmente colocar na lin-
não creio que a banca fará isso, e sim que eles fizeram mais para guagem matemática o que está no texto.
usar isso mesmo. “Pierre é três anos mais velho do que Paulo”
Pi=Pa+3
15. Resposta: E. “Daqui a dez anos, a idade de Pierre será a metade da idade
M=C(1+i)t que Pedro tem hoje.”
180000=120000(1+i)
180000=120000+120000i
60000=120000i
i=0,5=50%
A idade de Pedro hoje, em anos, é igual ao dobro da soma das
idades de seus dois filhos,
Pe=2(Pi+Pa)
EQUAÇÕES DE 1º GRAU, SISTEMA DE EQUAÇÕES Pe=2Pi+2Pa

Equação 1º grau Lembrando que:


Equação é toda sentença matemática aberta representada por Pi=Pa+3
uma igualdade, em que exista uma ou mais letras que representam
números desconhecidos. Substituindo em Pe
Equação do 1º grau, na incógnita x, é toda equação redutível Pe=2(Pa+3)+2Pa
à forma ax+b=0, em que a e b são números reais, chamados coefi- Pe=2Pa+6+2Pa
cientes, com a≠0. Pe=4Pa+6
Uma raiz da equação ax+b =0(a≠0) é um valor numérico de x
que, substituindo no 1º membro da equação, torna-se igual ao 2º
membro.
Pa+3+10=2Pa+3
Nada mais é que pensarmos em uma balança. Pa=10
Pi=Pa+3
Pi=10+3=13
Pe=40+6=46
Soma das idades: 10+13+46=69
Resposta: B.

Equação 2º grau
A equação do segundo grau é representada pela fórmula geral:

A balança deixa os dois lados iguais para equilibrar, a equação


também.
No exemplo temos: Onde a, b e c são números reais,
3x+300
Outro lado: x+1000+500 Discussão das Raízes
E o equilíbrio?
3x+300=x+1500 1.
1.
Quando passamos de um lado para o outro invertemos o sinal
3x-x=1500-300
2x=1200
X=600 Se for negativo, não há solução no conjunto dos números
reais.
Exemplo
(PREF. DE NITERÓI/RJ – Fiscal de Posturas – FGV/2015) A idade Se for positivo, a equação tem duas soluções:
de Pedro hoje, em anos, é igual ao dobro da soma das idades de
seus dois filhos, Paulo e Pierre. Pierre é três anos mais velho do que
Paulo. Daqui a dez anos, a idade de Pierre será a metade da idade
que Pedro tem hoje.

37
MATEMÁTICA
Exemplo Exemplo
Dada as raízes -2 e 7. Componha a equação do 2º grau.

Solução
S=x1+x2=-2+7=5
P=x1.x2=-2.7=-14
Então a equação é: x²-5x-14=0

Exemplo
, portanto não há solução real. (IMA – Analista Administrativo Jr – SHDIAS/2015) A soma das
idades de Ana e Júlia é igual a 44 anos, e, quando somamos os qua-
drados dessas idades, obtemos 1000. A mais velha das duas tem:
(A) 24 anos
(B) 26 anos
(C) 31 anos
(D) 33 anos

Resolução
A+J=44
A²+J²=1000
A=44-J
(44-J)²+J²=1000
1936-88J+J²+J²=1000
2J²-88J+936=0

Dividindo por2:
J²-44J+468=0
∆=(-44)²-4.1.468
∆=1936-1872=64
Se não há solução, pois não existe raiz quadrada real de
um número negativo.

Se , há duas soluções iguais:

Se , há soluções reais diferentes:


Substituindo em A
A=44-26=18
Ou A=44-18=26
Resposta: B.
Relações entre Coeficientes e Raízes
Dada as duas raízes:
Inequação
Uma inequação é uma sentença matemática expressa por uma
ou mais incógnitas, que ao contrário da equação que utiliza um sinal
de igualdade, apresenta sinais de desigualdade. Veja os sinais de
Soma das Raízes desigualdade:
>: maior
<: menor
≥: maior ou igual
≤: menor ou igual
Produto das Raízes
O princípio resolutivo de uma inequação é o mesmo da equa-
ção, onde temos que organizar os termos semelhantes em cada
membro, realizando as operações indicadas. No caso das inequa-
ções, ao realizarmos uma multiplicação de seus elementos por
Composição de uma equação do 2ºgrau, conhecidas as raízes –1com o intuito de deixar a parte da incógnita positiva, invertemos
Podemos escrever a equação da seguinte maneira: o sinal representativo da desigualdade.

x²-Sx+P=0 Exemplo 1
4x + 12 > 2x – 2
4x – 2x > – 2 – 12

38
MATEMÁTICA
2x > – 14
x > –14/2
x>–7

Inequação-Produto
Quando se trata de inequações-produto, teremos uma desi-
gualdade que envolve o produto de duas ou mais funções. Portan-
to, surge a necessidade de realizar o estudo da desigualdade em Vamos achar a solução de cada inequação.
cada função e obter a resposta final realizando a intersecção do
conjunto resposta das funções. 4x + 4 ≤ 0
4x ≤ - 4
Exemplo x≤-4:4
x≤-1

S1 = {x R | x ≤ - 1}

a)(-x+2)(2x-3)<0 Fazendo o cálculo da segunda inequação temos:


x+1≤0
x≤-1

Inequação -Quociente
Na inequação- quociente, tem-se uma desigualdade de funções A “bolinha” é fechada, pois o sinal da inequação é igual.
fracionárias, ou ainda, de duas funções na qual uma está dividindo
a outra. Diante disso, deveremos nos atentar ao domínio da função S2 = { x R | x ≤ - 1}
que se encontra no denominador, pois não existe divisão por zero. Calculando agora o CONJUTO SOLUÇÃO da inequação
Com isso, a função que estiver no denominador da inequação deve-
rá ser diferente de zero. temos:
O método de resolução se assemelha muito à resolução de S = S1 ∩ S2
uma inequação-produto, de modo que devemos analisar o sinal das
funções e realizar a intersecção do sinal dessas funções.
Exemplo
Resolva a inequação a seguir:

x-2≠0
x≠2
Portanto:

S = { x R | x ≤ - 1} ou S = ] - ∞ ; -1]

Inequação 2º grau
Chama-se inequação do 2º grau, toda inequação que pode ser
escrita numa das seguintes formas:
ax²+bx+c>0
ax²+bx+c≥0
ax²+bx+c<0
ax²+bx+c<0
ax²+bx+c≤0
ax²+bx+c≠0

Sistema de Inequação do 1º Grau Exemplo


Um sistema de inequação do 1º grau é formado por duas ou Vamos resolver a inequação3x² + 10x + 7 < 0.
mais inequações, cada uma delas tem apenas uma variável sendo
que essa deve ser a mesma em todas as outras inequações envol- Resolvendo Inequações
vidas. Resolver uma inequação significa determinar os valores reais
Veja alguns exemplos de sistema de inequação do 1º grau: de x que satisfazem a inequação dada.

39
MATEMÁTICA
Assim, no exemplo, devemos obter os valores reais de x que 04. (ITAIPU BINACIONAL -Profissional Nível Técnico I - Técnico
tornem a expressão 3x² + 10x +7negativa. em Eletrônica – NCUFPR/2017) Considere a equação dada por 2x²
+ 12x + 3 = -7. Assinale a alternativa que apresenta a soma das duas
soluções dessa equação.
(A) 0.
(B) 1.
(C) -1.
(D) 6.
(E) -6.

05. (UNIRV/GO – Auxiliar de Laboratório – UNIRVGO/2017)


Num estacionamento encontram-se 18 motos, 15 triciclos e alguns
carros. Se Pedrinho contou um total de 269 rodas, quantos carros
tem no estacionamento?
(A) 45
(B) 47
(C)50
(D) 52

06. (UNIRV/GO – Auxiliar de Laboratório – UNIRVGO/2017)


O valor de m para que a equação (2m -1) x² - 6x + 3 = 0 tenha duas
raízes reais iguais é
(A) 3
(B) 2
S = {x ∈ R / –7/3 < x < –1} (C) −1
(D) −6

EXERCÍCIOS 07. (IPRESB - Agente Previdenciário – VUNESP/2017) Em se-


tembro, o salário líquido de Juliano correspondeu a 4/5 do seu salá-
rio bruto. Sabe-se que ele destinou 2/5 do salário líquido recebido
01. (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária - MSCON- nesse mês para pagamento do aluguel, e que poupou 2/5 do que
CURSOS/2017) O dobro do quadrado de um número natural au- restou. Se Juliano ficou, ainda, com R$ 1.620,00 para outros gastos,
mentado de 3 unidades é igual a sete vezes esse número. Qual é então o seu salário bruto do mês de setembro foi igual a
esse número? (A) R$ 6.330,00.
(A) 2 (B) R$ 5.625,00.
(B) 3 (C) R$ 5.550,00.
(C) 4 (D) R$ 5.125,00.
(D) 5 (E) R$ 4.500,00.

02. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário -VUNESP/2017) Um 8. (SESAU/RO – Técnico em Informática – FUNRIO/2017) Da-
carro parte da cidade A em direção à cidade B pela rodovia que liga qui a 24 anos, Jovelino terá o triplo de sua idade atual. Daqui a cinco
as duas cidades, percorre 1/3 do percurso total e para no ponto P. anos, Jovelino terá a seguinte idade:
Outro carro parte da cidade B em direção à cidade A pela mesma (A) 12.
rodovia, percorre 1/4 do percurso total e para no ponto Q. Se a (B) 14.
soma das distâncias percorridas por ambos os carros até os pontos (C) 16.
em que pararam é igual a 28 km, então a distância entre os pontos (D) 17.
P e Q, por essa rodovia, é, em quilômetros, igual a (E) 18.
(A) 26.
(B) 24. 09. (PREF. DE FAZENDA RIO GRANDE/PR – Professor –
(C) 20. PUC/2017) A equação 8x² – 28x + 12 = 0 possui raízes iguais a x1 e
(D) 18. x2. Qual o valor do produto x1 . x2?
(E) 16. (A) 1/2 .
(B) 3.
03. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário -VUNESP/2017) Nel- (C) 3/2 .
son e Oto foram juntos a uma loja de materiais para construção. (D) 12.
Nelson comprou somente 10 unidades iguais do produto P, todas (E) 28.
de mesmo preço. Já Oto comprou 7 unidades iguais do mesmo pro-
duto P, e gastou mais R$ 600,00 na compra de outros materiais. Se
10 (PREF.DO RIO DE JANEIRO – Agente de Administração –
os valores totais das compras de ambos foram exatamente iguais,
PREF. DO RIO DE JANEIRO/2016) Ao perguntar para João qual era a
então o preço unitário do produto P foi igual a
sua idade atual, recebi a seguinte resposta:
(A) R$ 225,00.
- O quíntuplo da minha idade daqui a oito anos, diminuída do
(B) R$ 200,00.
quíntuplo da minha idade há três anos atrás representa a minha
(C) R$ 175,00.
idade atual.A soma dos algarismos do número que representa, em
(D) R$ 150,00.
anos, a idade atual de João, corresponde a:
(E) R$ 125,00.

40
MATEMÁTICA
(A) 6 M=2
(B) 7
(C) 10 07. Resposta: B.
(D) 14 Salário liquido: x

GABARITO

01. Resposta: B.
2x²+3=7x 10x+6x+40500=25x
2x²-7x+3=0 9x=40500
∆=49-24=25 X=4500

Salariofração
y---------------1
4500---------4/5

Como tem que ser natural, apenas o número 3 convém.

02. Resposta: C.
08. Resposta: D.
Idade atual: x
X+24=3x
Mmc(3,4)=12 2x=24
X=12
4x+3x=336 Ele tem agora 12 anos, daqui a 5 anos: 17.
7x=336 09. Resposta: C.
X=48 ∆=(-28)²-4.8.12
A distância entre A e B é 48km ∆=784-384
Como já percorreu 28km ∆=400
48-28=20 km entre P e Q.

03. Resposta:B.
Sendo x o valor do material P
10x=7x+600
3x=600
X=200

04. Resposta: E.
2x²+12x+10=0
∆=12²-4⋅2⋅10
∆=144-80=64 10. Resposta: C.
Atual:x
5(x+8)-5(x-3)=x
5x+40-5x+15=x
X=55
Soma: 5+5=10

A soma das duas é -1-5=-6

05. Resposta:B. CÁLCULO DE ÁREA E PERÍMETROS DE FIGURAS PLA-


Vamos fazer a conta de rodas: NAS
Motos tem 2 rodas, triciclos 3 e carros 4
18⋅2+15⋅3+x⋅4=269 GEOMETRIA PLANA
4x=269-36-45
4x=188 Ângulos
X=47 Denominamos ângulo a região do plano limitada por duas se-
mirretas de mesma origem. As semirretas recebem o nome de la-
06. Resposta: B dos do ângulo e a origem delas, de vértice do ângulo.
∆=-(-6)²-4⋅(2m-1) ⋅3=0
36-24m+12=0
-24m=-48

41
MATEMÁTICA
Triângulo

Elementos

Mediana
Mediana de um triângulo é um segmento de reta que liga um
vértice ao ponto médio do lado oposto.
Na figura, é uma mediana do ABC.
Um triângulo tem três medianas.

Ângulo Agudo: É o ângulo, cuja medida é menor do que 90º.

A bissetriz de um ângulo interno de um triângulo intercepta o


lado oposto

Bissetriz interna de um triângulo é o segmento da bissetriz de


um ângulo do triângulo que liga um vértice a um ponto do lado
oposto.
Na figura, é uma bissetriz interna do .
Um triângulo tem três bissetrizes internas.
Ângulo Obtuso: É o ângulo cuja medida é maior do que 90º.

Ângulo Raso:
- É o ângulo cuja medida é 180º; Altura de um triângulo é o segmento que liga um vértice a um
- É aquele, cujos lados são semi-retas opostas. ponto da reta suporte do lado oposto e é perpendicular a esse lado.

Na figura, é uma altura do .

Um triângulo tem três alturas.

Ângulo Reto:
- É o ângulo cuja medida é 90º;
- É aquele cujos lados se apoiam em retas perpendiculares.

Mediatriz de um segmento de reta é a reta perpendicular a


esse segmento pelo seu ponto médio.

Na figura, a reta m é a mediatriz de .

42
MATEMÁTICA
Quanto aos ângulos
Triângulo acutângulo:tem os três ângulos agudos

Mediatriz de um triângulo é uma reta do plano do triângulo Triângulo retângulo:tem um ângulo reto
que é mediatriz de um dos lados desse triângulo.
Na figura, a reta m é a mediatriz do lado do .
Um triângulo tem três mediatrizes.

Triângulo obtusângulo: tem um ângulo obtuso

Classificação

Quanto aos lados


Triângulo escaleno:três lados desiguais.

Desigualdade entre Lados e ângulos dos triângulos


Num triângulo o comprimento de qualquer lado é menor que
a soma dos outros dois.Em qualquer triângulo, ao maior ângulo
opõe-se o maior lado, e vice-versa.

Triângulo isósceles: Pelo menos dois lados iguais. QUADRILÁTEROS


Quadrilátero é todo polígono com as seguintes propriedades:
- Tem 4 lados.
- Tem 2 diagonais.
- A soma dos ângulos internos Si = 360º
- A soma dos ângulos externos Se = 360º

Trapézio: É todo quadrilátero tem dois paralelos.

Triângulo equilátero: três lados iguais.

- é paralelo a
- Losango: 4 lados congruentes
- Retângulo: 4 ângulos retos (90 graus)
- Quadrado: 4 lados congruentes e 4 ângulos retos.

43
MATEMÁTICA
Número de Diagonais

- Observações:
- No retângulo e no quadrado as diagonais são congruentes
(iguais)
- No losango e no quadrado as diagonais são perpendiculares
entre si (formam ângulo de 90°) e são bissetrizes dos ângulos inter-
nos (dividem os ângulos ao meio).
Ângulos Internos
Áreas A soma das medidas dos ângulos internos de um polígono con-
vexo de n lados é (n-2).180
1- Trapézio: , onde B é a medida da base maior, b Unindo um dos vértices aos outros n-3, convenientemente es-
é a medida da base menor e h é medida da altura. colhidos, obteremos n-2 triângulos. A soma das medidas dos ângu-
2- Paralelogramo: A = b.h, onde b é a medida da base e h é los internos do polígono é igual à soma das medidas dos ângulos
a medida da altura. internos dos n-2 triângulos.
3- Retângulo: A = b.h

4- Losango: , onde D é a medida da diagonal maior e


d é a medida da diagonal menor.
5- Quadrado: A = l2, onde l é a medida do lado.

Polígono
Chama-se polígono a união de segmentos que são chamados
lados do polígono, enquanto os pontos são chamados vértices do
polígono.

Ângulos Ex
ternos

Diagonal de um polígono é um segmento cujas extremidades


são vértices não-consecutivos desse polígono.
A soma dos ângulos externos=360°

Teorema de Tales
Se um feixe de retas paralelas tem duas transversais, então a
razão de dois segmentos quaisquer de uma transversal é igual à ra-
zão dos segmentos correspondentes da outra.
Dada a figura anterior, O Teorema de Tales afirma que são váli-
das as seguintes proporções:

44
MATEMÁTICA
Exemplo

Razões Trigonométricas no Triângulo Retângulo


2 Considerando o triângulo retângulo ABC.

Semelhança de Triângulos
Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, os seus ân-
gulos internos tiverem, respectivamente, as mesmas medidas, e os
lados correspondentes forem proporcionais.

Casos de Semelhança

1º Caso:AA(ângulo-ângulo)
Se dois triângulos têm dois ângulos congruentes de vértices
correspondentes, então esses triângulos são congruentes.

Temos:

2º Caso: LAL(lado-ângulo-lado)
Se dois triângulos têm dois lados correspondentes proporcio-
nais e os ângulos compreendidos entre eles congruentes, então es-
ses dois triângulos são semelhantes.

Fórmulas Trigonométricas

Relação Fundamental
Existe uma outra importante relação entre seno e cosseno de
3º Caso: LLL(lado-lado-lado) um ângulo. Considere o triângulo retângulo ABC.
Se dois triângulos têm os três lado correspondentes proporcio-
nais, então esses dois triângulos são semelhantes.

45
MATEMÁTICA
3. O quadrado da altura é igual ao produto das projeções dos
catetos sobre a hipotenusa.

4. O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados


dos catetos (Teorema de Pitágoras).

Posições Relativas de Duas Retas


Duas retas no espaço podem pertencer a um mesmo plano.
Neste triângulo, temos que: c²=a²+b² Nesse caso são chamadas retas coplanares. Podem também não
Dividindo os membros por c² estar no mesmo plano. Nesse caso, são denominadas retas rever-
sas.

Retas Coplanares
a) Concorrentes: r e s têm um único ponto comum

Como

-Duas retas concorrentes podem ser:

Todo triângulo que tem um ângulo reto é denominado trian- 1. Perpendiculares: r e s formam ângulo reto.
gulo retângulo.
O triângulo ABC é retângulo em A e seus elementos são: 2. Oblíquas:r e s não são perpendiculares.

b) Paralelas: r e s não têm ponto comum ou r e s são coinci-


dentes.
a: hipotenusa
b e c: catetos
h:altura relativa à hipotenusa
m e n: projeções ortogonais dos catetos sobre a hipotenusa

Relações Métricas no Triângulo Retângulo


Chamamos relações métricas as relações existentes entre os
diversos segmentos desse triângulo. Assim:

1. O quadrado de um cateto é igual ao produto da hipotenu-


sa pela projeção desse cateto sobre a hipotenusa.

2. O produto dos catetos é igual ao produto da hipotenusa


pela altura relativa à hipotenusa.

46
MATEMÁTICA
04. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Na figura abai-
EXERCÍCIOS xo, ABCD é um quadrado de lado 10; E, F, G e H são pontos médios
dos lados do quadrado ABCD e são os centros de quatro círculos
01. (IPRESB/SP - Analista de Processos Previdenciários- VU- tangentes entre si.
NESP/2017) Um terreno retangular ABCD, com 40 m de largura por
60 m de comprimento, foi dividido em três lotes, conforme mostra
a figura.

A área da região sombreada, da figura acima apresentada, é


(A)100 - 5π .
Sabendo-se que EF = 36 m e que a área do lote 1 é 864 m², o (B) 100 - 10π .
perímetro do lote 2 é (C) 100 - 15π .
(A) 100 m. (D)100 - 20π .
(B) 108 m. (E)100 - 25π .
(C) 112 m.
(D) 116 m. 05. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) No cubo de
(E) 120 m. aresta 10, da figura abaixo, encontra-se representado um plano
passando pelos vértices B e C e pelos pontos P e Q, pontos médios,
02. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Considere um respectivamente, das arestas EF e HG, gerando o quadrilátero BCQP.
triângulo retângulo de catetos medindo 3m e 5m. Um segundo
triângulo retângulo, semelhante ao primeiro, cuja área é o dobro
da área do primeiro, terá como medidas dos catetos, em metros:
(A) 3 e 10.
(B) 3√2 e 5√2 .
(C) 3√2 e 10√2 .
(D)5 e 6.
(E) 6 e 10.

03. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Na figura abai-


xo, encontra-se representada uma cinta esticada passando em tor-
no de três discos de mesmo diâmetro e tangentes entre si. A área do quadrilátero BCQP, da figura acima, é
(A) 25√5.
(B) 50√2.
(C) 50√5.
(D)100√2 .
(E) 100√5.

06. (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária - MSCON-


CURSOS/2017) O triângulo retângulo em B, a seguir, de vértices A,
B e C, representa uma praça de uma cidade. Qual é a área dessa
praça?

Considerando que o diâmetro de cada disco é 8, o comprimen-


to da cinta acima representada é
(A) 8/3 π + 8 .
(B) 8/3 π + 24.
(C) 8π + 8 .
(D) 8π + 24.
(E) 16π + 24. (A) 120 m²
(B)90 m²
(C) 60 m²
(D) 30 m²

47
MATEMÁTICA
07. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário – VUNESP/2017) A 10. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário- VUNESP/2017) A fi-
figura, com dimensões indicadas em centímetros, mostra um painel gura seguinte, cujas dimensões estão indicadas em metros, mostra
informativo ABCD, de formato retangular, no qual se destaca a re- as regiões R1 e R2 , ambas com formato de triângulos retângulos,
gião retangular R, onde x > y. situadas em uma praça e destinadas a atividades de recreação in-
fantil para faixas etárias distintas.

Se a área de R1 é 54 m², então o perímetro de R2 é, em metros,


igual a
(A) 54.
Sabendo-se que a razão entre as medidas dos lados correspon- (B) 48.
dentes do retângulo ABCD e da região R é igual a 5/2 , é correto (C) 36.
afirmar que as medidas, em centímetros, dos lados da região R, in- (D) 40.
dicadas por x e y na figura, são, respectivamente, (E) 42.
(A) 80 e 64.
(B) 80 e 62. 11. (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária – MSCON-
(C) 62 e 80. CURSOS/2017)
(D) 60 e 80.
(E) 60 e 78.
Seja a expressão definida em 0< x <
08. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário – VUNESP/2017) O π/2 . Ao simplificá-la, obteremos:
piso de um salão retangular, de 6 m de comprimento, foi totalmente (A) 1
coberto por 108 placas quadradas de porcelanato, todas inteiras. (B) sen²x
Sabe-se que quatro placas desse porcelanato cobrem exatamente (C)cos²x
1 m2 de piso. Nessas condições, é correto afirmar que o perímetro (D)0
desse piso é, em metros, igual a
(A) 20. 12. (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária – MSCON-
(B) 21. CURSOS/2017) Fábio precisa comprar arame para cercar um ter-
(C) 24. reno no formato a seguir, retângulo em B e C. Considerando que
(D) 27. ele dará duas voltas com o arame no terreno e que não terá per-
(E) 30. das, quantos metros ele irá gastar? (considere √3 =1,7; sen30º=0,5;
cos30º=0,85; tg30º=0,57).
09. (IBGE – Agente Censitário Municipal e Supervisor –
FGV/2017) O proprietário de um terreno retangular resolveu cer-
cá-lo e, para isso, comprou 26 estacas de madeira. Colocou uma
estaca em cada um dos quatro cantos do terreno e as demais igual-
mente espaçadas, de 3 em 3 metros, ao longo dos quatro lados do
terreno.
O número de estacas em cada um dos lados maiores do terre-
no, incluindo os dois dos cantos, é o dobro do número de estacas (A) 64,2 m
em cada um dos lados menores, também incluindo os dois dos can- (B) 46,2 m
tos. (C)92,4 m
A área do terreno em metros quadrados é: (D) 128,4 m
(A) 240;
(B) 256;
(C) 324;
(D) 330;
(E) 372.

48
MATEMÁTICA
A parte do círculo é igual a 120°, pois é 1/3 do círculo, como são
GABARITO três partes, é a mesma medida de um círculo.
O comprimento do círculo é dado por: 2πr=8π
01. Resposta: D. Portanto, a cinta tem 8π+24

04. Resposta: E.
Como o quadrado tem lado 10,a área é 100.

O ladao AF e AE medem 5, cada um, pois F e E é o ponto Médio


X²=5²+5²
X²=25+25
X²=50
X=5√2
96h=1728 X é o diâmetro do círculo, como temos 4 semi círculos, temos
H=18 2 círculos inteiros.

Como I é um triângulo: A área de um círculo é


60-36=24
X²=24²+18²
X²=576+324
X²=900
X=30
Como h=18 e AD é 40, EG=22
A sombreada=100-25π
Perímetro lote 2: 40+22+24+30=116
05. Resposta: C.
02. Resposta: B. CQ é hipotenusa do triângulo GQC.
01. CQ²=10²+5²
CQ²=100+25
CQ²=125
CQ=5√5
A área do quadrilátero seria CQ⋅BC
A=5√5⋅10=50√5

06. Resposta: C
Para saber a área, primeiro precisamos descobrir o x.

17²=x²+8²
289=x²+64
X²=225
X=15

Lado=3√2 07. Resposta: A.


Outro lado =5√2

03. Resposta: D.
Observe o triângulo do meio, cada lado é exatamente a mesma 5y=320
medida da parte reta da cinta. Y=64
Que é igual a 2 raios, ou um diâmetro, portanto o lado esticado
tem 8x3=24 m

49
MATEMÁTICA

5x=400
X=80
12. Resposta: D.

08. Resposta: B.
108/4=27m²
6x=27
X=27/6

O perímetro seria
X=6

09. Resposta: C.
Número de estacas: x
X+x+2x+2x-4=26 obs: -4 é porque estamos contando duas ve-
zes o canto
6x=30 Y=10,2
X=5 2 voltas=2(12+18+10,2+6+18)=128,4m
Temos 5 estacas no lado menor, como são espaçadas a cada 3m
4 espaços de 3m=12m
Lado maior 10 estacas TRIGONOMETRIA
9 espaços de 3 metros=27m
A=12⋅27=324 m² Fórmulas Trigonométricas

10. Resposta: B. Relação Fundamental


Existe uma outra importante relação entre seno e cosseno de
um ângulo. Considere o triângulo retângulo ABC.

9x=108
X=12
Para encontrar o perímetro do triângulo R2:

Neste triângulo, temos que: c²=a²+b²


Dividindo os membros por c²

! ! !! ! !
= +
!! !! !!
!! ! !
1= !+ !
! !
Y²=16²+12² Como
Y²=256+144=400 ! !
Y=20 !"# Â = !!!!!"# ! = , !"#$%
! !
Perímetro: 16+12+20=48
!"!! ! + !"! ! ! = 1
11. Resposta: C. !

1-cos²x=sen²x

50
MATEMÁTICA
Lei dos Cossenos Temos:
A lei dos cossenos é uma importante ferramenta matemática
para o cálculo de medidas dos lados e dos ângulos de triângulos cateto!oposto!a!! !
sen!α = =
quaisquer. hipotenusa !

cateto!adjacente!a!! !
cos ! = =
hipotenusa !

cateto!oposto!a!! !
tg!α = =
!"#$#%!!"#!$%&'%!!!! !
!

1 !"#$#%!!"#!$%&'%!!!! !
!"#$!! = = =
!"!! !"#$#%!!"!#$!!!!! !
Lei dos Senos

1 ℎ!"#$%&'() !
sec ! = = =
cos ! !"#$#%!!"#!$%&'%!!!! !

1 ℎ!"#$%&'() !
!"#$!!! = = = !
!"#$ !"#$#%!!"!#$!!!!! !
!
Teorema de Pitágoras
c²=a²+b²

Considere um arco !" !, contido numa circunferência de raio r,


tal que o comprimento do arco !" !seja igual a r.

Razões Trigonométricas no Triângulo Retângulo


Considerando o triângulo retângulo ABC. Dizemos que a medida do arco !"!é 1 radiano(1rad)
Transformação de arcos e ângulos
Determinar em radianos a medida de 120°
!"#$ = 180°!
π----180
x-----120
120! 2!
!= = !"#
180 3
!
!": ℎ!"#$%&'() = !
!": !"#$#%!!"!#$!!!!!!!!!"#!$%&'%!!!! = !
!": !"#$#%!!"#!$%&'%!!!!!!!!"!#$!!!!! = !
!

51
MATEMÁTICA
Circunferência Trigonométrica

D=R
Im=[-1,1]
Exemplo
Determine o conjunto imagem da função f(x)=2+cos x.

Solução
-1≤cos x≤1
-1+2≤2+cos x≤1+2
1≤f(x)≤3
Logo, Im=[1,3]
Redução ao Primeiro quadrante
Sen(π-x)=senx Função Tangente
Cos(π-x)=-cos x A todo arco !" ! de medida x associa a ordenada yT do pontoT.
Tg (π-x)=-tg x O ponto T é a interseção da reta !" ! com o eixo das tangentes.
Sen(π+x)=-sen x
Cos(π+x)=-cos x
Tg(π+x)=tg x ! ! = !"!! !
Sen(2π-x)=-sen x
Cos(2π-x)=cos x
Tg(2π-x)=-tg x

Funções Trigonométricas

Função seno
A função seno é uma função !: ! → ! ! que a todo arco !"!
de medida x∈R associa a ordenada y’ do ponto M.
! ! = !"#!! ! !
!= !∈!!≠ + !", ! ∈ ! !
D=R e Im=[-1,1] 2

Im=R
Considerados dois arcos quaisquer de medidas a e b, as ope-
rações da soma e da diferença entre esses arcos será dada pelas
seguintes identidades:

!"# ! + ! = !"#!! ∙ cos ! + cos ! ∙ !"#!!

cos ! + ! = cos ! ∙ cos ! − !"#!! ∙ !"#!!


Exemplo
Sem construir o gráfico, determine o conjunto imagem da fun- !"!! + !"!!
ção f(x)=2sen x. !" ! + ! =
1 − !"!! ∙ !"!!
Solução
!
-1≤sen x≤1
-2≤2sen x≤2
-2≤f(x)≤2
Im=[-2,2]

Função Cosseno
A função cosseno é uma função !: ! → ! ! que a todo arcode
medida x∈R associa a abscissa x do ponto M.

52
MATEMÁTICA
Duplicação de arcos a) 9,6.
b) 7,2.
c) 5,4.
!"#2! = 2!"#$! ∙ !"#$ d) 4,5.
e) 2,6.

!"#2! = !"! ! ! − !"!! ! 4. (PM/SP – SARGENTO CFS – CETRO/2012) Assinale a alterna-


tiva que apresenta a medida do lado AC da figura abaixo.
2!"#
!"2! =
1 − !!! !
!

EXERCÍCIOS

1. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA DE CLAS- !"#$#%!!"!#$!


SE I – VUNESP/2013) Roberto irá cercar uma parte de seu terreno (Dados: sen 30°=0,5 e senx= ).!
para fazer um canil. Como ele tem um alambrado de 10 metros, de- a) 5 metros.
ℎ!"#$%&'()
cidiu aproveitar o canto murado de seu terreno (em ângulo reto) e b) 6 metros.
fechar essa área triangular esticando todo o alambrado, sem sobra. c) 9 metros.
Se ele utilizou 6 metros de um muro, do outro muro ele irá utilizar, d) 10 metros.
em metros,
a) 7. 5. (PM/SP – SARGENTO CFS – CETRO/2012) Assinale a alter-
b) 5. nativa que apresenta o valor da medida do lado AB do triângulo
c) 8. abaixo.
d) 6.
e) 9.

2. (CREFITO/SP – ALMOXARIFE – VUNESP/2012) No clube, há


um campo de futebol cujas traves retangulares têm 6 m de largura
e 2 m de altura. Logo, a medida da diagonal da trave
a) menor que 6 metros.
b) maior que 6 metros e menor que 7 metros.
c) maior que 7 metros e menor que 8 metros.
d) maior que 8 metros e menor que 9 metros. a) 20.
e) maior que 9 metros. b) 28.
c) 30.
3. (PM/SP – OFICIAL – VUNESP/2013) Em um determinando d) 32.
momento, duas viaturas da PM encontram-se estacionadas nos
pontos A e B separados por uma distância de 12km em linha reta. 6. (ESCOLA DE SARGENTO DAS ARMAS – COMBATENTE/LO-
Acionadas via rádio, ambas partem simultaneamente e se deslocam GÍSTICA – TÉCNICA/AVIAÇÃO – EXÉRCITO BRASILEIRO/2012) A
na direção do ponto C, seguindo o trajeto mostrado na figura. soma dos valores de m que satisfazem a ambas as igualdades sen-
x=(m+1)/m e cos x=(m+2)/m
a) 5
b) 6
c) 4
d) -4
e) -6

Admita que, nesses trajetos, as velocidades médias desenvolvi-


das pelas viaturas que estavam nos pontos A e B tenham sido de 60
km/h e 50km/h, respectivamente. Nesse caso, pode-se afirmar que
o intervalo de tempo, em minutos, decorrido entre os momentos
de chegada de ambas no ponto C foi, aproximadamente,

!"!#:! 2 = 1,41!

53
MATEMÁTICA
7. (IAMSPE – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VUNESP/2012) Ob- A) 9 3!!"#$%&
serve o desenho
B) 3 3!!"#$%&
! !
C) ! !!"#$%&
D) 3!!"#$%&
E) 4,5!!"#$%&
!
10. Dois lados de um triângulo medem 6m e 10m e formam
entre si um ângulo de 120º. Determinar a medida do terceiro lado.
Representando geometricamente a situação, temos:

Todos os pontos do desenho representam as portarias de vários GABARITO


prédios de um complexo hospitalar. Os segmentos representados,
cujas medidas estão em cm, são as ruas internas desse complexo e
representam as distâncias entre uma portaria e outra, podendo-se 1. RESPOSTA: “C”.
circular entre duas portarias quaisquer a pé. Cada 1 cm do desenho
corresponde a uma distância real de 50 metros. Para ir de B a D, a
menor distância que uma pessoa pode percorrer é
a) 650 m.
b) 600m.
c) 500m.
d) 400m.
e) 350m.

8. (CPTM – ALMOXARIFE – MAKIYAMA/2013) Durante a aula,


uma professora pede que os alunos façam recortes de papel em
formatos triangulares. Os triângulos devem ser triângulos retângu- 10! = 6! + ! !
los pitangóricos, a hipotenusa deve medir 13 cm, e um dos catetos ! ! = 100 − 36
deve medir 12 cm. Dessa forma, qual será a área desses recortes
triangulares? ! ! = 64
a) 30 mm2 ! = 8!
b) 30 cm2 !
c) 30 m2
d) 17 cm2 2. RESPOSTA: “B”.
e) 25 cm2

9. (ESPCEX – CADETES DO EXÉRCITO – EXÉRCITO BRASILEI-


RO/2013) Um tenente do Exército está fazendo um levantamento
topográfico da região onde será realizado um exercício de campo.
Ele quer determinar a largura do rio que corta a região e por isso
adotou os seguintes procedimentos: marcou dois pontos, A (uma
árvore que ele observou na outra margem) e B (uma estaca que
ele fincou no chão na margem onde ele se encontra); marcou um
ponto C distante 9 metros de B, fixou um aparelho de medir ângulo
(teodolito) de tal modo que o ângulo no ponto B seja reto e obteve x²=6²+2²
uma medida de π/3 rad para o ângulo !!! ! . Qual foi a largura do x²=36+4
rio que ele encontrou? x²=40

54
MATEMÁTICA
6. RESPOSTA: “E”.

!"!! ! + !"! ! ! = 1

! !
!+1 !+2
+ =1
! !
! = 2 10 ≈ 6,32! !! + 2! + 1 !! + 4! + 4
Portanto, é maior que 6 e menor que 7. + −1=0
!! !!
3. RESPOSTA: “E”.
!! + 2! + 1 + !! + 4! + 4 − !! = 0
!"
!"45 =
12 !! + 6! + 5 = 0
!
!"
1= S=-b/a
12 S=-6/1=-6

!" = 12!" 7. RESPOSTA: “A”.

!! = 12 2 = 12 ∙ 1,41 = 16,92km
!
60km----60 minutos
16,92---x

X=16,92 minutos

50km---60 minutos
12------x

X=14,4 minutos

Diferença: 16,92-14,4=2,52≅2,6

4. RESPOSTA: “B”.
3 A menor distância de B a D é:
!"#30° =
!" X²=12²+5²
X²=144+25
3 X²=169
0,5 = X=13
!" 1cm---50m
13 cm---y
!" = 6! Y=650m
!
8. RESPOSTA: “B”.
5. RESPOSTA: “A”.

!!! = 12! + 16!


!!! = 144 + 256
!!! = 400
!" = 20
!
13²=12²+x²
169=144+x²
25=x²
X=5

55
MATEMÁTICA
! Tabelas de frequência - Ao dispor de uma lista volumosa de
! = 12 ∙ ! = 30!!"² dados, as tabelas de frequência servem para agrupar informações
! de modo que estas possam ser analisadas. As tabelas podem ser de
frequência simples ou de frequência em faixa de valores.
9. RESPOSTA: “A”. Gráficos - O objetivo da representação gráfica é dirigir a aten-
ção do analista para alguns aspectos de um conjunto de dados. Al-
guns exemplos de gráficos são: diagrama de barras, diagrama em
setores, histograma, boxplot, ramo-e-folhas, diagrama de disper-
são, gráfico sequencial.

Resumos numéricos - Por meio de medidas ou resumos numé-


ricos podemos levantar importantes informações sobre o conjunto
de dados tais como: a tendência central, variabilidade, simetria, va-
lores extremos, valores discrepantes, etc.

Estatística inferencial (Indutiva)


Utiliza informações incompletas para tomar decisões e tirar
! ! conclusões satisfatórias. O alicerce das técnicas de estatística infe-
!" = rencial está no cálculo de probabilidades. Fazemos uso de:
3 9
Estimação - A técnica de estimação consiste em utilizar um
! conjunto de dados incompletos, ao qual iremos chamar de amos-
3= tra, e nele calcular estimativas de quantidades de interesse. Estas
9
estimativas podem ser pontuais (representadas por um único valor)
ou intervalares.
!=9 3
! Teste de Hipóteses - O fundamento do teste estatístico de hi-
póteses é levantar suposições acerca de uma quantidade não co-
10.Pela lei dos cossenos: nhecida e utilizar, também, dados incompletos para criar uma regra
de escolha.
! ! = 10² + 6! − 2 ∙ 10 ∙ 6 ∙ !"#120
População e amostra

1
! ! = 100 + 36 − 2 ∙ 10 ∙ 6 ∙ −
2

! ! = 136 + 60 = 196

! = 13
!

População: é o conjunto de todas as unidades sobre as quais


LEITURA E IDENTIFICAÇÃO DE DADOS APRESENTADOS há o interesse de investigar uma ou mais características.
EM GRÁFICOS DE COLUNAS E TABELA
Variáveis e suas classificações
ESTATÍSTICA DESCRITIVA Qualitativas – quando seus valores são expressos por atribu-
O objetivo da Estatística Descritiva é resumir as principais ca- tos: sexo (masculino ou feminino), cor da pele, entre outros. Dize-
racterísticas de um conjunto de dados por meio de tabelas, gráficos mos que estamos qualificando.
e resumos numéricos. Quantitativas – quando seus valores são expressos em núme-
ros (salários dos operários, idade dos alunos, etc). Uma variável
Noções de estatística quantitativa que pode assumir qualquer valor entre dois limites
A estatística torna-se a cada dia uma importante ferramenta de recebe o nome de variável contínua; e uma variável que só pode
apoio à decisão. Resumindo: é um conjunto de métodos e técnicas assumir valores pertencentes a um conjunto enumerável recebe o
que auxiliam a tomada de decisão sob a presença de incerteza. nome de variável discreta.

Estatística descritiva (Dedutiva) Fases do método estatístico


O objetivo da Estatística Descritiva é resumir as principais ca- - Coleta de dados: após cuidadoso planejamento e a devida
racterísticas de um conjunto de dados por meio de tabelas, gráficos determinação das características mensuráveis do fenômeno que se
e resumos numéricos. Fazemos uso de: quer pesquisar, damos início à coleta de dados numéricos necessá-
rios à sua descrição. A coleta pode ser direta e indireta.

56
MATEMÁTICA
- Crítica dos dados: depois de obtidos os dados, os mesmos Tipos de gráficos
devem ser cuidadosamente criticados, à procura de possível falhas Barras- utilizam retângulos para mostrar a quantidade.
e imperfeições, a fim de não incorrermos em erros grosseiros ou
de certo vulto, que possam influir sensivelmente nos resultados. A Barra vertical
crítica pode ser externa e interna.

- Apuração dos dados: soma e processamento dos dados obti-


dos e a disposição mediante critérios de classificação, que pode ser
manual, eletromecânica ou eletrônica.
- Exposição ou apresentação de dados: os dados devem ser
apresentados sob forma adequada (tabelas ou gráficos), tornando
mais fácil o exame daquilo que está sendo objeto de tratamento
estatístico.
- Análise dos resultados: realizadas anteriores (Estatística Descriti-
va), fazemos uma análise dos resultados obtidos, através dos métodos
da Estatística Indutiva ou Inferencial, que tem por base a indução ou
inferência, e tiramos desses resultados conclusões e previsões.

Censo
É uma avaliação direta de um parâmetro, utilizando-se todos os
componentes da população. Fonte: tecnologia.umcomo.com.br
Barra horizontal
Principais propriedades:
- Admite erros processual zero e tem 100% de confiabilidade;
- É caro;
- É lento;
- É quase sempre desatualizado (visto que se realizam em pe-
ríodos de anos 10 em 10 anos);
- Nem sempre é viável.

Dados brutos: é uma sequência de valores numéricos não organi-


zados, obtidos diretamente da observação de um fenômeno coletivo.

Rol: é uma sequência ordenada dos dados brutos.

GRÁFICOS E TABELAS
Os gráficos e tabelas apresentam o cruzamento entre dois da-
dos relacionados entre si.
A escolha do tipo e a forma de apresentação sempre vão de-
pender do contexto, mas de uma maneira geral um bom gráfico
deve:
-Mostrar a informação de modo tão acurado quanto possível. Fonte: mundoeducacao.bol.uol.com.br
-Utilizar títulos, rótulos, legendas, etc. para tornar claro o con- Histogramas
texto, o conteúdo e a mensagem. São gráfico de barra que mostram a frequência de uma variável
-Complementar ou melhorar a visualização sobre aspectos des- específica e um detalhe importante que são faixas de valores em x.
critos ou mostrados numericamente através de tabelas.
-Utilizar escalas adequadas.
-Mostrar claramente as tendências existentes nos dados.

57
MATEMÁTICA

Da mesma forma, as tabelas ajudam na melhor visualização de


dados e muitas vezes é através dela que vamos fazer os tipos de
gráficos vistos anteriormente.

Podem ser tabelas simples:

Quantos aparelhos tecnológicos você tem na sua casa?

aparelho quantidade
televisão 3
celular 4
Setor ou pizza- Muito útil quando temos um total e queremos
demonstrar cada parte, separando cada pedaço como numa pizza. Geladeira 1

Até as tabelas que vimos nos exercícios de raciocínio lógico

EXERCÍCIOS

01. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Na Pesquisa Na-


cional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram obtidos os dados
da taxa de desocupação da população em idade para trabalhar. Es-
ses dados, em porcentagem, encontram-se indicados na apresenta-
ção gráfica abaixo, ao longo de trimestres de 2014 a 2017.
Fonte: educador.brasilescola.uol.com.br

Linhas- É um gráfico de grande utilidade e muito comum na


representação de tendências e relacionamentos de variáveis

Dentre as alternativas abaixo, assinale a que apresenta a me-


lhor aproximação para o aumento percentual da taxa de desocupa-
ção do primeiro trimestre de 2017 em relação à taxa de desocupa-
ção do primeiro trimestre de 2014.
(A) 15%.
(B) 25%.
(C) 50%.
Pictogramas – são imagens ilustrativas para tornar mais fácil a (D) 75%.
compreensão de todos sobre um tema. (E) 90%.

58
MATEMÁTICA
02. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário -VUNESP/2017) A Analisando o gráfico, é correto afirmar que a medida do ângulo
tabela seguinte, incompleta, mostra a distribuição, percentual e interno correspondente ao setor circular que representa o conceito
quantitativa, da frota de uma empresa de ônibus urbanos, de acor- BOM é igual a
do com o tempo de uso destes. (A) 144º.
(B) 135º.
Tempo de uso Quantidade de ônibus % do total (C) 126º
(D) 117º
Até 5 anos ----- 35% (E) 108º.
6 a 10 anos 81 -----
05. (TCE/PR – Conhecimentos Básicos – CESPE/2016)
11 a 15 anos 27 -----
Mais de 15 anos ----- 5%

O número total de ônibus dessa empresa é


(A) 270.
(B) 250.
(C) 220
(D) 180.
(E) 120.

03. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário -VUNESP/2017) O gráfico


mostra o número de carros vendidos por uma concessionária nos cinco
dias subsequentes à veiculação de um anúncio promocional.

Tendo como referência o gráfico precedente, que mostra os va-


lores, em bilhões de reais, relativos à arrecadação de receitas e aos
gastos com despesas do estado do Paraná nos doze meses do ano
de 2015, assinale a opção correta.
(A) No ano considerado, o segundo trimestre caracterizou-se
por uma queda contínua na arrecadação de receitas, situação que
se repetiu no trimestre seguinte.
(B) No primeiro quadrimestre de 2015, houve um período de
queda simultânea dos gastos com despesas e da arrecadação de
O número médio de carros vendidos por dia nesse período foi igual a receitas e dois períodos de aumento simultâneo de gastos e de ar-
(A) 10. recadação.
(B) 9. (C) No último bimestre do ano de 2015, foram registrados tanto
(C) 8. o maior gasto com despesas quanto a maior arrecadação de recei-
(D) 7. tas.
(E) 6. (D) No ano em questão, janeiro e dezembro foram os únicos
meses em que a arrecadação de receitas foi ultrapassada por gastos
04. (CRBIO – Auxiliar Administrativo – VUNESP/2017) Uma com despesas.
professora elaborou um gráfico de setores para representar a distri- (E) A menor arrecadação mensal de receitas e o menor gasto
buição, em porcentagem, dos cinco conceitos nos quais foram agru- mensal com despesas foram verificados, respectivamente, no pri-
padas as notas obtidas pelos alunos de uma determinada classe em meiro e no segundo semestre do ano de 2015.
uma prova de matemática. Observe que, nesse gráfico, as porcen-
tagens referentes a cada conceito foram substituídas por x ou por
múltiplos e submúltiplos de x.

59
MATEMÁTICA
06. (BRDE – Assistente Administrativo – FUNDATEC/2015) As- 8,0 2
sinale a alternativa que representa a nomenclatura dos três gráficos
abaixo, respectivamente. 15,0 1

Pode-se concluir que


(A) o total da folha de pagamentos é de 35,3 salários.
(B) 60% dos trabalhadores ganham mais ou igual a 3 salários.
(C) 10% dos trabalhadores ganham mais de 10 salários.
(D) 20% dos trabalhadores detêm mais de 40% da renda total.
(E) 60% dos trabalhadores detêm menos de 30% da renda total.

08. (TJ/SP – Estatístico Judiciário – VUNESP/2015) Considere a


tabela de distribuição de frequência seguinte, em quexié a variável
estudada efié a frequência absoluta dos dados.

xi fi
30-35 4
35-40 12
40-45 10
45-50 8
50-55 6
TOTAL 40

Assinale a alternativa em que o histograma é o que melhor re-


presenta a distribuição de frequência da tabela.

(A)

(B)

(C)

(A) Gráfico de Setores – Gráfico de Barras – Gráfico de Linha.


(B) Gráfico de Pareto – Gráfico de Pizza – Gráfico de Tendência.
(C) Gráfico de Barras – Gráfico de Setores – Gráfico de Linha.
(D) Gráfico de Linhas – Gráfico de Pizza – Gráfico de Barras.
(E) Gráfico de Tendência – Gráfico de Setores – Gráfico de Li- (D)
nha.

07. (TJ/SP – Estatístico Judiciário – VUNESP/2015) A distribui-


ção de salários de uma empresa com 30 funcionários é dada na ta-
bela seguinte.

(E)
Salário (em salários mínimos) Funcionários
1,8 10
2,5 8
3,0 5
5,0 4

60
MATEMÁTICA
09. (DEPEN – Agente Penitenciário Federal – CESPE/2015)

Ministério da Justiça — Departamento Penitenciário Nacional —


Sistema Integrado de Informações Penitenciárias – InfoPen, Relatório ( ) Certo
Estatístico Sintético do Sistema Prisional Brasileiro, dez./2013 Interne- ( ) Errado
t:<www.justica.gov.br>(com adaptações)

A tabela mostrada apresenta a quantidade de detentos no GABARITO


sistema penitenciário brasileiro por região em 2013. Nesse ano, o
déficit relativo de vagas — que se define pela razão entre o déficit
de vagas no sistema penitenciário e a quantidade de detentos no 01. Resposta: E.
sistema penitenciário — registrado em todo o Brasil foi superior a 13,7/7,2=1,90
38,7%, e, na média nacional, havia 277,5 detentos por 100 mil ha- Houve um aumento de 90%.
bitantes.
Com base nessas informações e na tabela apresentada, julgue 02. Resposta:D
o item a seguir. 81+27=108
Em 2013, mais de 55% da população carcerária no Brasil se en- 108 ônibus somam 60%(100-35-5)
contrava na região Sudeste. 108-----60
( )certo x--------100
() errado x=10800/60=180

10. (DEPEN – Agente Penitenciário Federal – CESPE/2015) 03. Resposta: C.

04. Resposta: A.
X+0,5x+4x+3x+1,5x=360
10x=360
X=36
Como o conceito bom corresponde a 4x: 4x36=144°

05. Resposta: B.
Analisando o primeiro quadrimestre, observamos que os dois
primeiros meses de receita diminuem e os dois meses seguintes
aumentam, o mesmo acontece com a despesa.

A partir das informações e do gráfico apresentados, julgue o


item que se segue.
Se os percentuais forem representados por barras verticais,
conforme o gráfico a seguir, então o resultado será denominado
histograma.

61
MATEMÁTICA
06. Resposta: C. Fatorial
Como foi visto na teoria, gráfico de barras, de setores ou pizza É comum nos problemas de contagem, calcularmos o produto
e de linha de uma multiplicação cujos fatores são números naturais consecu-
tivos. Para facilitar adotamos o fatorial.
07. Resposta: D.
(A) 1,8x10+2,5x8+3,0x5+5,0x4+8,0x2+15,0x1=104 salários
(B) 60% de 30=18 funcionários e se juntarmos quem ganha
mais de 3 salários (5+4+2+1=12) Arranjo Simples
(C)10% de 30=0,1x30=3 funcionários Denomina-se arranjo simples dos n elementos de E, p a p, toda
E apenas 1 pessoa ganha sequência de p elementos distintos de E.
(D) 40% de 104=0,4x104= 41,6
20% de 30=0,2x30=6 Exemplo
5x3+8x2+15x1=46, que já é maior. Usando somente algarismos 5, 6 e 7. Quantos números de 2
(E) 60% de 30=0,6x30=18 algarismos distintos podemos formar?
30% de 104=0,3x104=31,20da renda: 31,20

08. Resposta: A.
Colocando em ordem crescente: 30-35, 50-55, 45-50, 40-45,
35-40,

09. Resposta: CERTA.


555----100%
x----55%
x=305,25
Está correta, pois a região sudeste tem 306 pessoas.

10. Resposta: ERRADO.


Como foi visto na teoria, há uma faixa de valores no eixo x e não
simplesmente um dado.

Referências
http://www.galileu.esalq.usp.br

Observe que os números obtidos diferem entre si:


ANÁLISE COMBINATÓRIA E PROBABILIDADE Pela ordem dos elementos: 56 e 65
Pelos elementos componentes: 56 e 67
Análise Combinatória Cada número assim obtido é denominado arranjo simples dos
A Análise Combinatória é a área da Matemática que trata dos 3 elementos tomados 2 a 2.
problemas de contagem.
Indica-se
Princípio Fundamental da Contagem
Estabelece o número de maneiras distintas de ocorrência de
um evento composto de duas ou mais etapas.
Se uma decisão E1 pode ser tomada de n1 modos e, a decisão E2
pode ser tomada de n2 modos, então o número de maneiras de se Permutação Simples
tomarem as decisões E1 e E2 é n1.n2. Chama-se permutação simples dos n elementos, qualquer
agrupamento(sequência) de n elementos distintos de E.
Exemplo O número de permutações simples de n elementos é indicado
por Pn.

Exemplo
Quantos anagramas tem a palavra CHUVEIRO?
Solução
A palavra tem 8 letras, portanto:

O número de maneiras diferentes de se vestir é:2(calças). Permutação com elementos repetidos


3(blusas)=6 maneiras De modo geral, o número de permutações de n objetos, dos
quais n1 são iguais a A, n2 são iguais a B, n3 são iguais a C etc.

62
MATEMÁTICA

Exemplo
Quantos anagramas tem a palavra PARALELEPÍPEDO?
Solução
Se todos as letras fossem distintas, teríamos 14! Permutações.
Como temos uma letra repetida, esse número será menor.
Binômio de Newton
Temos 3P, 2A, 2L e 3 E Denomina-se binômio de Newton todo binômio da forma
, com n∈N. Vamos desenvolver alguns binômios:

Combinação Simples
Dado o conjunto {a1, a2, ..., an} com n objetos distintos, pode-
mos formar subconjuntos com p elementos. Cada subconjunto com
i elementos é chamado combinação simples.

Observe que os coeficientes dos termos formam o triângulo de


Exemplo Pascal.
Calcule o número de comissões compostas de 3 alunos que po-
demos formar a partir de um grupo de 5 alunos.
Solução

Números Binomiais
O número de combinações de n elementos, tomados p a p,
também é representado pelo número binomial . EXERCÍCIOS

01. (UFES - Assistente em Administração – UFES/2017) Uma


determinada família é composta por pai, por mãe e por seis filhos.
Eles possuem um automóvel de oito lugares, sendo que dois lugares
Binomiais Complementares estão em dois bancos dianteiros, um do motorista e o outro do ca-
Dois binomiais de mesmo numerador em que a soma dos de- rona, e os demais lugares em dois bancos traseiros. Eles viajarão no
nominadores é igual ao numerador são iguais: automóvel, e o pai e a mãe necessariamente ocuparão um dos dois
bancos dianteiros. O número de maneiras de dispor os membros da
família nos lugares do automóvel é igual a:
(A) 1440
(B) 1480
Relação de Stifel (C) 1520
(D) 1560
(E) 1600

02. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Tomando os al-


Triângulo de Pascal garismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7, quantos números pares de 4 algarismos
distintos podem ser formados?
(A) 120.
(B) 210.
(C) 360.
(D) 630.
(E) 840.

63
MATEMÁTICA
03. (IF/ES – Administrador – IFES/2017) Seis livros diferentes es- Solução
tão distribuídos em uma estante de vidro, conforme a figura abaixo: a) O espaço amostral tem 8 elementos, pois cada lançamento,
há duas possibilidades.

2x2x2=8

b)E={(C,C,C),(C,C,R),(C,R,C),(R,C,C),(R,R,C),(R,C,R),(-
C,R,R),(R,R,R)}

Probabilidade
Considerando-se essa mesma forma de distribuição, de quantas Considere um experimento aleatório de espaço amostral E com
maneiras distintas esses livros podem ser organizados na estante? n(E) amostras equiprováveis. Seja A um evento com n(A) amostras.
(A) 30 maneiras
(B) 60 maneiras
(C) 120 maneiras
(D) 360 maneiras
(E) 720 maneiras
Eventos complementares
Seja E um espaço amostral finito e não vazio, e seja A um even-
to de E. Chama-se complementar de A, e indica-se por , o evento
GABARITO formado por todos os elementos de E que não pertencem a A.

01. Resposta: A.
P2⋅P6=2!⋅6!=2⋅720=1440

02. Resposta: C.
__ ___ __ __
6⋅ 5⋅4⋅ 3=360

03. Resposta: E.
P6=6!=6⋅5⋅4⋅3⋅2⋅1=720

04. Resposta: E.
P4=4!= 4⋅3⋅2⋅1=24
Note que

Experimento Aleatório
Qualquer experiência ou ensaio cujo resultado é imprevisível, Exemplo
por depender exclusivamente do acaso, por exemplo, o lançamen- Uma bola é retirada de uma urna que contém bolas coloridas.
to de um dado. Sabe-se que a probabilidade de ter sido retirada uma bola vermelha
é Calcular a probabilidade de ter sido retirada uma bola que não
Espaço Amostral seja vermelha.
Num experimento aleatório, o conjunto de todos os resultados
possíveis é chamado espaço amostral, que se indica por E. Solução
No lançamento de um dado, observando a face voltada para
cima, tem-se:
E={1,2,3,4,5,6} são complementares.
No lançamento de uma moeda, observando a face voltada
para cima:
E={Ca,Co}

Evento Adição de probabilidades


É qualquer subconjunto de um espaço amostral. Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral E, finito e não
No lançamento de um dado, vimos que vazio. Tem-se:
E={1,2,3,4,5,6}
Esperando ocorrer o número 5, tem-se o evento {5}: Ocorrer
um número par, tem-se {2,4,6}.
Exemplo Exemplo
Considere o seguinte experimento: registrar as faces voltadas No lançamento de um dado, qual é a probabilidade de se obter
para cima em três lançamentos de uma moeda. um número par ou menor que 5, na face superior?

a) Quantos elementos tem o espaço amostral? Solução


b) Descreva o espaço amostral. E={1,2,3,4,5,6} n(E)=6
Sejam os eventos

64
MATEMÁTICA
A={2,4,6} n(A)=3 04. (UPE – Técnico em Administração – UPENET/2017) Uma
B={1,2,3,4} n(B)=4 pesquisa feita com 200 frequentadores de um parque, em que 50
não praticavam corrida nem caminhada, 30 faziam caminhada e
corrida, e 80 exercitavam corrida, qual a probabilidade de encon-
trar no parque um entrevistado que pratique apenas caminhada?
(A) 7/20
(B) 1/2
(C)1/4
(D) 3/20
(E) 1/5
Probabilidade Condicional
É a probabilidade de ocorrer o evento A dado que ocorreu o 05. (POLÍCIA CIENTÍFICA/PR – Perito Criminal – IBFC/2017) A
evento B, definido por: probabilidade de se sortear um número múltiplo de 5 de uma urna
que contém 40 bolas numeradas de 1 a 40, é:
(A) 0,2
(B) 0,4
(C) 0,6
E={1,2,3,4,5,6}, n(E)=6 (D) 0,7
B={2,4,6} n(B)=3 (E) 0,8
A={2}
06. (PREF. DE PIRAUBA/MG – Assistente Social – MSCONCUR-
SOS/2017) A probabilidade de qualquer uma das 3 crianças de um
grupo soletrar, individualmente, a palavra PIRAÚBA de forma cor-
reta é 70%. Qual a probabilidade das três crianças soletrarem essa
palavra de maneira errada?
(A) 2,7%
(B) 9%
Eventos Simultâneos (C) 30%
Considerando dois eventos, A e B, de um mesmo espaço amos- (D) 35,7%
tral, a probabilidade de ocorrer A e B é dada por:
07. (UFTM – Tecnólogo – UFTM/2016) Lançam-se simultanea-
mente dois dados não viciados, a probabilidade de que a soma dos
resultados obtidos seja nove é:
(A) 1/36
EXERCÍCIOS (B) 2/36
(C) 3/36
(D) 4/36
01. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Em cada um
de dois dados cúbicos idênticos, as faces são numeradas de 1 a 6. 08. (CASAN – Técnico de Laboratório – INSTITUTO AOCP/2016)
Lançando os dois dados simultaneamente, cuja ocorrência de cada Um empresário, para evitar ser roubado, escondia seu dinheiro no
face é igualmente provável, a probabilidade de que o produto dos interior de um dos 4 pneus de um carro velho fora de uso, que man-
números obtidos seja um número ímpar é de: tinha no fundo de sua casa. Certo dia, o empresário se gabava de
(A) 1/4. sua inteligência ao contar o fato para um de seus amigos, enquanto
(B) 1/3. um ladrão que passava pelo local ouvia tudo. O ladrão tinha tem-
(C) 1/2. po suficiente para escolher aleatoriamente apenas um dos pneus,
(D) 2/3. retirar do veículo e levar consigo. Qual é a probabilidade de ele ter
(E) 3/4. roubado o pneu certo?
(A) 0,20.
02. (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária - MSCON- (B) 0,23.
CURSOS/2017) A uma excursão, foram 48 pessoas, entre homens (C) 0,25.
e mulheres. Numa escolha ao acaso, a probabilidade de se sortear (D) 0,27.
um homem é de 5/12 . Quantas mulheres foram à excursão? (E) 0,30.
(A) 20
(B) 24 09. (MRE – Oficial de Chancelaria – FGV/2016) Em uma urna
(C) 28 há quinze bolas iguais numeradas de 1 a 15. Retiram-se aleatoria-
(D) 32 mente, em sequência e sem reposição, duas bolas da urna.
A probabilidade de que o número da segunda bola retirada da
03. (UPE – Técnico em Administração – UPENET/2017) Qual a urna seja par é:
probabilidade de, lançados simultaneamente dois dados honestos, (A) 1/2;
a soma dos resultados ser igual ou maior que 10? (B) 3/7;
(A) 1/18 (C) 4/7;
(B) 1/36 (D) 7/15;
(C) 1/6 (E) 8/15.
(D) 1/12
(E) ¼

65
MATEMÁTICA
10. (CASAN – Advogado – INSTITUTO AOCP/2016) Lançando 5+4
uma moeda não viciada por três vezes consecutivas e anotando
seus resultados, a probabilidade de que a face voltada para cima P=4/36
tenha apresentado ao menos uma cara e ao menos uma coroa é:
(A) 0,66. 08. Resposta: C.
(B) 0,75. A probabilidade é de 1/4, pois o carro tem 4 pneus e o dinheiro
(C) 0,80. está em 1.
(D) 0,98. 1/4=0,25
(E) 0,50.
09. Resposta: D.
Temos duas possibilidades
As bolas serem par/par ou ímpar/par
GABARITO Ser par/par:

01. Resposta: A. Os números pares são: 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14


Para o produto ser ímpar, a única possibilidade, é que os dois
dados tenham ímpar:

Ímpar/par:

02. Resposta: C. Os número símpares são: 1, 3, 5, 7, 9, 11 ,13, 15


Como para homens é de 5/12, a probabilidade de escolher uma
mulher é de 7/12

A probabilida de é par/par OU ímpar/par


12x=336
X=28

03. Resposta: C.
P=6x6=36 10. Resposta: B.
Pra ser maior ou igual a 10: São seis possibilidades:
4+6 Cara, coroa, cara
5+5
5+6
6+4
6+5
6+6 Cara, coroa, coroa

04. Resposta: A. Cara, cara, coroa


Praticam apenas corrida: 80-30=50
Apenas caminhada:x
X+50+30+50=200
70
P=70/200=7/20 Coroa, cara, cara

05. Resposta: A.
M5={5,10,15,20,25,30,35,40}
P=8/40=1/5=0.2
Coroa, coroa, cara
06. Resposta:A.
A probabilidade de uma soletrar errado: 0,3 Coroa, cara, coroa
__ __ __
0,3▲0,3▲0,3=0,027=2,7%

07. Resposta: D.
Para dar 9, temos 4 possibilidades
3+6
6+3
4+5

66
RACIOCÍNIO LÓGICO
1. Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, coisas ou eventos fictícios; dedução de novas informações das
relações fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a estrutura destas relações. Conhecimentos de matemática
elementar necessários para resolver questões que envolvam estruturas lógicas, lógica de argumentação, lógica das proposições, uso
dos conectivos (e, ou, não, se... então), tabelas verdade, relações, gráficos e diagramas. Raciocínio lógico envolvendo problemas
aritméticos e geométricos com: Teoria dos Conjuntos (união e intersecção, diagrama de Venn) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Sequências numéricas; máximo divisor comum e mínimo múltiplo comum; análise combinatória ;estatística e probabilidade . . . . . . . . . 25
RACIOCÍNIO LÓGICO
C – Impossível dizer (Impossível determinar se a afirmação é
ESTRUTURA LÓGICA DE RELAÇÕES ARBITRÁRIAS verdadeira ou falsa sem mais informações)
ENTRE PESSOAS, LUGARES, COISAS OU EVENTOS FIC-
TÍCIOS; DEDUÇÃO DE NOVAS INFORMAÇÕES DAS RE- CONCEITOS BÁSICOS DE RACIOCÍNIO LÓGICO
LAÇÕES FORNECIDAS E AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES
USADAS PARA ESTABELECER A ESTRUTURA DESTAS Proposição
RELAÇÕES. CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA ELE- Conjunto de palavras ou símbolos que expressam um pensa-
MENTAR NECESSÁRIOS PARA RESOLVER QUESTÕES mento ou uma ideia de sentido completo. Elas transmitem pensa-
QUE ENVOLVAM ESTRUTURAS LÓGICAS, LÓGICA DE mentos, isto é, afirmam fatos ou exprimem juízos que formamos a
ARGUMENTAÇÃO, LÓGICA DAS PROPOSIÇÕES, USO respeito de determinados conceitos ou entes.
DOS CONECTIVOS (E, OU, NÃO, SE... ENTÃO), TABE-
LAS VERDADE, RELAÇÕES, GRÁFICOS E DIAGRAMAS. Valores lógicos
RACIOCÍNIO LÓGICO ENVOLVENDO PROBLEMAS São os valores atribuídos as proposições, podendo ser uma
ARITMÉTICOS E GEOMÉTRICOS COM: TEORIA DOS verdade, se a proposição é verdadeira (V), e uma falsidade, se a
CONJUNTOS (UNIÃO E INTERSECÇÃO, DIAGRAMA DE proposição é falsa (F). Designamos as letras V e F para abreviarmos
VENN ) os valores lógicos verdade e falsidade respectivamente.
Com isso temos alguns aximos da lógica:
RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO – PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma proposição não
Este tipo de raciocínio testa sua habilidade de resolver proble- pode ser verdadeira E falsa ao mesmo tempo.
mas matemáticos, e é uma forma de medir seu domínio das dife- – PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda proposição OU é
rentes áreas do estudo da Matemática: Aritmética, Álgebra, leitura verdadeira OU é falsa, verificamos sempre um desses casos, NUN-
de tabelas e gráficos, Probabilidade e Geometria etc. Essa parte CA existindo um terceiro caso.
consiste nos seguintes conteúdos:
- Operação com conjuntos. Fique Atento!!
- Cálculos com porcentagens. “Toda proposição tem um, e somente um, dos valores, que
- Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geomé- são: V ou F.”
tricos e matriciais.
- Geometria básica. Classificação de uma proposição
- Álgebra básica e sistemas lineares. Elas podem ser:
- Calendários. Sentença aberta:quando não se pode atribuir um valor lógico
- Numeração. verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a proposição!), portanto,
- Razões Especiais. não é considerada frase lógica. São consideradas sentenças aber-
- Análise Combinatória e Probabilidade. tas:
- Progressões Aritmética e Geométrica. - Frases interrogativas: Quando será prova?- Estudou ontem?
– Fez Sol ontem?
RACIOCÍNIO LÓGICO DEDUTIVO - Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
- Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a
Este tipo de raciocínio está relacionado ao conteúdo Lógica de
televisão.
Argumentação.
- Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, am-
bíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão paradoxal) – O cachorro
ORIENTAÇÕES ESPACIAL E TEMPORAL
do meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 5+ 1
O raciocínio lógico espacial ou orientação espacial envolvem
figuras, dados e palitos. O raciocínio lógico temporal ou orientação
Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO va-
temporal envolve datas, calendário, ou seja, envolve o tempo.
lor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será considerada
O mais importante é praticar o máximo de questões que envol-
uma frase, proposição ou sentença lógica.
vam os conteúdos: Proposições simples e compostas
- Lógica sequencial Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO contém
- Calendários nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma. As
proposições simples são designadas pelas letras latinas minúsculas
RACIOCÍNIO VERBAL p,q,r, s..., chamadas letras proposicionais.
Avalia a capacidade de interpretar informação escrita e tirar Exemplos
conclusões lógicas. r: Thiago é careca.
Uma avaliação de raciocínio verbal é um tipo de análise de ha- s: Pedro é professor.
bilidade ou aptidão, que pode ser aplicada ao se candidatar a uma
vaga. Raciocínio verbal é parte da capacidade cognitiva ou inteli- Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas):
gência geral; é a percepção, aquisição, organização e aplicação do aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições sim-
conhecimento por meio da linguagem. ples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas
Nos testes de raciocínio verbal, geralmente você recebe um maiúsculas P,Q,R, R...,também chamadas letras proposicionais.
trecho com informações e precisa avaliar um conjunto de afirma- Exemplo:
ções, selecionando uma das possíveis respostas: P: Thiago é careca e Pedro é professor.
A – Verdadeiro (A afirmação é uma consequência lógica das
informações ou opiniões contidas no trecho) ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas
B – Falso (A afirmação é logicamente falsa, consideradas as in- por duas proposições simples.
formações ou opiniões contidas no trecho)

1
RACIOCÍNIO LÓGICO
Exemplo:(Cespe/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir:
• “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
• A expressão x + y é positiva.
• O valor de √4 + 3 = 7.
• Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
• O que é isto?

Há exatamente:
(A) uma proposição;
(B) duas proposições;
(C) três proposições;
(D) quatro proposições;
(E) todas são proposições.

Resolução:
Analisemos cada alternativa:
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma sentença lógica.
(B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir valores lógicos, logo não é sentença lógica.
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado que tenhamos
(D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando a quantidade
certa de gols, apenas se podemos atribuir um valor de V ou F a sentença).
(E) O que é isto? -como vemos não podemos atribuir valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.
01. Resposta: B.

Conectivos (concectores lógicos)


Para compôr novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples, usam-se os conectivos. São eles:

Operação Conectivo Estrutura Lógica Tabela verdade

Negação ~ Não p

Conjunção ^ peq

Disjunção Inclusiva v p ou q

Disjunção Exclusiva v Ou p ou q

2
RACIOCÍNIO LÓGICO

Condicional → Se p então q

Bicondicional ↔ p se e somente se q

Exemplo: (PC/SP - Delegado de Polícia - VUNESP). Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou sím-
bolos (da linguagem formal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa
que apresenta exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ∧ q
(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
Resolução:
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧. A negação é repre-
sentada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma proposição simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma
proposição composta do tipo condicional (Se, então) é representada pelo símbolo (→).
Resposta: B.

Tabela Verdade
Quando trabalhamos com as proposições compostas, determinamos o seu valor lógico partindo das proposições simples que a com-
põe. O valor lógico de qualquer proposição composta depende UNICAMENTE dos valores lógicos das proposições simples componentes,
ficando por eles UNIVOCAMENTE determinados.

Número de linhas de uma Tabela Verdade: depende do número de proposições simples que a integram, sendo dado pelo seguinte
teorema:
“A tabela verdade de uma proposição composta com n* proposições simpleste componentes contém 2n linhas.”

Exemplo: (Cespe/UnB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições simples e distintas, então o número de linhas da tabela-verdade da
proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2;
(B) 4;
(C) 8;
(D) 16;
(E) 32.

Resolução:
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio acima, então teremos:
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.

Conceitos de Tautologia , Contradição e Contigência


- Tautologia: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), V (verdades).
Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma tautologia, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma tautologia, quaisquer que sejam
as proposições P0, Q0, R0, ...

- Contradição: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), F (falsidades). A contradição é a negação da Tauto-
logia e vice versa.
Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma contradição, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma contradição, quaisquer que
sejam as proposições P0, Q0, R0, ...

3
RACIOCÍNIO LÓGICO
- Contigência: possui valores lógicos V e F ,da tabela verdade (última coluna). Em outros termos a contingência é uma proposição
composta que não é tautologia e nem contradição.

Exemplos:
01. (PECFAZ/ESAF) Conforme a teoria da lógica proposicional, a proposição ~P ∧ P é:
(A) uma tautologia.
(B) equivalente à proposição ~p ∨ p.
(C) uma contradição.
(D) uma contingência.
(E) uma disjunção.

Resolução:
Resposta: C.

02. (DPU – Analista – CESPE) Um estudante de direito, com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou sua própria legenda, na qual
identificava, por letras, algumas afirmações relevantes quanto à disciplina estudada e as vinculava por meio de sentenças (proposições).
No seu vocabulário particular constava, por exemplo:
P: Cometeu o crime A.
Q: Cometeu o crime B.
R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão no regime fechado.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.
Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não recordar qual era o crime B, lembrou que ele era inafiançável.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item que se segue.
A sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)) será sempre verdadeira, independentemente das valorações de P e Q como verdadeiras ou falsas.
() Certo ( ) Errado

Resolução:
Considerando P e Q como V.
(V→V) ↔ ((F)→(F))
(V) ↔ (V) = V

Considerando P e Q como F
(F→F) ↔ ((V)→(V))
(V) ↔ (V) = V

Então concluímos que a afirmação é verdadeira.


Resposta: Certo.

Equivalência
Duas ou mais proposições compostas são equivalentes, quando mesmo possuindo estruturas lógicas diferentes, apresentam a mes-
ma solução em suas respectivas tabelas verdade.

Se as proposições P(p,q,r,...) e Q(p,q,r,...) são ambas TAUTOLOGIAS, ou então, são CONTRADIÇÕES, então são EQUIVALENTES.

4
RACIOCÍNIO LÓGICO
Exemplo: (VUNESP/TJSP) Uma negação lógica para a afirmação “João é rico, ou Maria é pobre” é:
(A) Se João é rico, então Maria é pobre.
(B) João não é rico, e Maria não é pobre.
(C) João é rico, e Maria não é pobre.
(D) Se João não é rico, então Maria não é pobre.
(E) João não é rico, ou Maria não é pobre.

Resolução:
Nesta questão, a proposição a ser negada trata-se da disjunção de duas proposições lógicas simples. Para tal, trocamos o conectivo
por “e” e negamos as proposições “João é rico” e “Maria é pobre”. Vejam como fica:

Resposta: B.
Leis de Morgan
Com elas:
- Negamos que duas dadas proposições são ao mesmo tempo verdadeiras equivalendo a afirmar que pelo menos uma é falsa
- Negamos que uma pelo menos de duas proposições é verdadeira equivalando a afirmar que ambas são falsas.

Atenção!!!
As Leis de Morgan exprimem que NEGAÇÂO transforma:
CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO e DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO

Exemplo: (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial – FGV) Considere a afirmação:


“Mato a cobra e mostro o pau”
A negação lógica dessa afirmação é:
(A) não mato a cobra ou não mostro o pau;
(B) não mato a cobra e não mostro o pau;
(C) não mato a cobra e mostro o pau;
(D) mato a cobra e não mostro o pau;
(E) mato a cobra ou não mostro o pau.

Resolução:
Resposta: A
CONECTIVOS
Para compôr novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples, usam-se os conectivos.

Operação Conectivo Estrutura Lógica Exemplos


Negação ~ Não p A cadeira não é azul.
Conjunção ^ peq Fernando é médico e Nicolas é Engenheiro.
Disjunção Inclusiva v p ou q Fernando é médico ou Nicolas é Engenheiro.
Disjunção Exclusiva v Ou p ou q Ou Fernando é médico ou João é Engenheiro.
Condicional → Se p então q Se Fernando é médico então Nicolas é Engenheiro.
Bicondicional ↔ p se e somente se q Fernando é médico se e somente se Nicolas é Engenheiro.

Conectivo “não” (~)


Chamamos de negação de uma proposição representada por “não p” cujo valor lógico é verdade (V) quando p é falsa e falsidade (F)
quando p é verdadeira. Assim “não p” tem valor lógico oposto daquele de p. Pela tabela verdade temos:

5
RACIOCÍNIO LÓGICO
Ele pode ser “inclusivo”(considera os dois casos) ou “exclusi-
vo”(considera apenas um dos casos) Exemplo: R: Paulo é professor
ou administrador S: Maria é jovem ou idosa No primeiro caso,o“ou-
”é inclusivo,pois pelo menos uma das proposições é verdadeira,
podendo ser ambas. No caso da segunda, o “ou” é exclusivo, pois
somente uma das proposições poderá ser verdadeiro

Conectivo “e” (˄) Conectivo “Se... então” (→)


Se p e q são duas proposições, a proposição p ˄ q será chamada Se p e q são duas proposições, a proposição p→q é chamada
de conjunção. Para a conjunção, tem-se a seguinte tabela-verdade: subjunção ou condicional. Considere a seguinte subjunção: “Se fi-
zer sol, então irei à praia”.
1. Podem ocorrer as situações:
2. Fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade)
3. Fez sol e não fui à praia. (Eu menti)
4. Não fez sol e não fui à praia. (Eu disse a verdade)
5. Não fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade, pois eu não dis-
se o que faria se não fizesse sol. Assim, poderia ir ou não ir à praia).
Temos então sua tabela verdade:

FIQUE ATENTO: Sentenças interligadas pelo conectivo “e” pos-


suirão o valor verdadeiro somente quando todas as sentenças, ou
argumentos lógicos, tiverem valores verdadeiros.

Conectivo “ou” (v)


Esteinclusivo: Elisabete é bonita ou Elisabete é inteligente.
(Nada impede que Elisabete seja bonita e inteligente). Observe que uma subjunção p→q somente será falsa quando
a primeira proposição, p, for verdadeira e a segunda, q, for falsa.

Conectivo “Se e somente se” (↔)


Se p e q são duas proposições, a proposição p↔q1 é chamada
bijunção ou bicondicional, que também pode ser lida como: “p é
condição necessária e suficiente para q” ou, ainda, “q é condição
necessária e suficiente para p”.

Considere, agora, a seguinte bijunção: “Irei à praia se e somen-


te se fizer sol”. Podem ocorrer as situações:
Conectivo “ou” (v) 1. Fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade)
Esteexclusivo: Elisabete é paulista ou Elisabete é carioca. (Se 2. Fez sol e não fui à praia. (Eu menti)
Elisabete é paulista, não será carioca e vice-versa). 3. Não fez sol e fui à praia. (Eu menti)
4. Não fez sol e não fui à praia. (Eu disse a verdade). Sua tabela
verdade:

Mais sobre o Conectivo “ou”


- “inclusivo”(considera os dois casos) Observe que uma bicondicional só é verdadeira quando as pro-
-“exclusivo”(considera apenas um dos casos) posições formadoras são ambas falsas ou ambas verdadeiras.

Exemplos: FICA A DICA


R: Paulo é professor ou administrador O importante sobre os concectivos é ter em mente a tabela
S: Maria é jovem ou idosa de cada um deles, para que assim você possa resolver qualquer
No primeiro caso,o“ou”é inclusivo,pois pelo menos umadas questão referente ao assunto.
proposições é verdadeira, podendo ser ambas.
No caso da segunda, o “ou” é exclusivo, pois somente uma das
proposições poderá ser verdadeira

6
RACIOCÍNIO LÓGICO
Ordem de precedência dos conectivos: Resolução:
O critério que especifica a ordem de avaliação dos conectivos Montando a tabela teremos que:
ou operadores lógicos de uma expressão qualquer. A lógica mate-
mática prioriza as operações de acordo com a ordem listadas: P ~p ~p ^p
V F F
V F F
Em resumo:
F V F
F V F

Como todos os valores são Falsidades (F) logo estamos diante


de uma CONTRADIÇÃO.
Resposta: C.

ENTENDIMENTO DA ESTRUTURA LÓGICA DE RELAÇÕES AR-


Exemplo: (PC/SP - Delegado de Polícia - VUNESP). Os conecti- BITRÁRIAS ENTRE AS PESSOAS, LUGARES, OBJETOS OU EVENTOS
vos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou FICTÍCIOS; DEDUÇÃO DE NOVAS RELAÇÕES FORNECIDAS E AVA-
símbolos (da linguagem formal) utilizados para conectar proposi- LIAÇÃO DAS CONDIÇÕES USADAS PARA ESTABELECER A ESTRUTU-
ções de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a RA DAQUELAS RELAÇÕES
alternativa que apresenta exemplos de conjunção, negação e impli- Este conteúdo é também chamado de Análise combinatória.
cação, respectivamente. A análise combinatória desenvolve métodos que permitem contar,
(A) ¬ p, p v q, p ∧ q indiretamente, o número de elementos de um conjunto. É neces-
(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q
sário aplicar as propriedades da análise combinatória. Veja quais
(C) p -> q, p v q, ¬ p
propriedades existem:
(D) p v p, p -> q, ¬ q
– Princípio fundamental da contagem
(E) p v q, ¬ q, p v q
– Fatorial
– Arranjos simples
Resolução: – Permutação simples
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta – Combinação
o conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧. A negação é – Permutação com elementos repetidos
representada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma
proposição simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implica- PROBLEMAS DE RACIOCÍNIO: DEDUZIR INFORMAÇÕES DE RE-
ção é uma proposição composta do tipo condicional (Se, então) é LAÇÕES ARBITRÁRIAS ENTRE OBJETOS, LUGARES, PESSOAS E/OU
representada pelo símbolo (→). EVENTOS FICTÍCIOS DADOS
Resposta: B. A dedução de informações está ligada à Estrutura lógica de re-
lações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictí-
CONTRADIÇÕES cios. Logo o conteúdo a ser estudado é o acima relacionado.
São proposições compostas formadas por duas ou mais propo-
sições onde seu valor lógico é sempre FALSO, independentemente ESTRUTURAS LÓGICAS
do valor lógico das proposições simples que a compõem. Vejamos: Precisamos antes de tudo compreender o que são proposições.
A proposição:p ^ ~p é uma contradição, conforme mostra a sua Chama-se proposição toda sentença declarativa à qual podemos
tabela-verdade: atribuir um dos valores lógicos: verdadeiro ou falso, nunca ambos.
Trata-se, portanto, de uma sentença fechada.

Elas podem ser:


Sentença aberta:quando não se pode atribuir um valor lógico
verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a proposição!), portanto,
não é considerada frase lógica. São consideradas sentenças aber-
Exemplo: (PEC-FAZ) Conforme a teoria da lógica proposicional, tas:
a proposição ~P ∧ P é: - Frases interrogativas: Quando será prova?- Estudou ontem?
(A) uma tautologia.
– Fez Sol ontem?
(B) equivalente à proposição ~p ∨ p.
- Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
(C) uma contradição.
- Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a
(D) uma contingência.
televisão.
(E) uma disjunção.
- Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, am-
bíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão paradoxal) – O cachorro
do meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 5+ 1
Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO va-
lor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será considerada
uma frase, proposição ou sentença lógica.
Proposições simples e compostas

7
RACIOCÍNIO LÓGICO
Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO contém nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma. As pro-
posições simples são designadas pelas letras latinas minúsculas p,q,r, s..., chamadas letras proposicionais.
Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas): aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições sim-
ples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas maiúsculas P,Q,R, R...,também chamadas letras proposicionais.

ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.

Proposições Compostas – Conectivos


As proposições compostas são formadas por proposições simples ligadas por conectivos, aos quais formam um valor lógico, que po-
demos vê na tabela a seguir:

Operação Conectivo Estrutura Lógica Tabela verdade

Negação ~ Não p

Conjunção ^ peq

Disjunção Inclusiva v p ou q

Disjunção Exclusiva v Ou p ou q

Condicional → Se p então q

Bicondicional ↔ p se e somente se q

8
RACIOCÍNIO LÓGICO
Em síntese temos a tabela verdade das proposições que facilitará na resolução de diversas questões

Exemplo: (MEC – Conhecimentos básicos para os Postos 9,10,11 e 16 – CESPE)

A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela-verdade, em que P, Q e R representam proposições lógicas, e V e F corres-
pondem, respectivamente, aos valores lógicos verdadeiro e falso.

Com base nessas informações e utilizando os conectivos lógicos usuais, julgue o item subsecutivo.
A última coluna da tabela-verdade referente à proposição lógica P v (Q↔R) quando representada na posição horizontal é igual a

() Certo ( ) Errado

Resolução:
P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:

R Q P [P v (Q ↔ R) ]
V V V V V V V V
V V F F V V V V
V F V V V F F V
V F F F F F F V
F V V V V V F F
F V F F F V F F
F F V V V F V F
F F F F V F V F

Resposta: Certo.

IMPLICAÇÃO LÓGICA
A proposição P(p,q,r,...) implica logicamente a proposição Q(p,q,r,...) quando Q é verdadeira todas as vezes que P é verdadeira. Repre-
sentamos a implicação com o símbolo “⇒”, simbolicamente temos:

P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...).

9
RACIOCÍNIO LÓGICO
FIQUE ATENTO: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente distintos. O primeiro (“→”) representa a condicional, que é um conecti-
vo. O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação lógica que pode ou não existir entre duas proposições. Exemplo:

Observe:
- Toda proposição implica uma Tautologia:

- Somente uma contradição implica uma contradição:

Propriedades
Reflexiva:
– P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
– Uma proposição complexa implica ela mesma.

Transitiva:
– Se P(p,q,r,...) ⇒Q(p,q,r,...) e
Q(p,q,r,...) ⇒R(p,q,r,...), então
P(p,q,r,...) ⇒R(p,q,r,...)
– Se P ⇒Q e Q ⇒R, então P ⇒R

Regras de Inferência
Inferência é o ato ou processo de derivar conclusões lógicas de proposições conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em outras
palavras: é a obtenção de novas proposições a partir de proposições verdadeiras já existentes.

Regras de Inferência obtidas da implicação lógica

- Silogismo Disjuntivo

10
RACIOCÍNIO LÓGICO
- Modus Ponens Exemplo: (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial – FGV)
Renato falou a verdade quando disse:
• Corro ou faço ginástica.
• Acordo cedo ou não corro.
• Como pouco ou não faço ginástica.

Certo dia, Renato comeu muito.

É correto concluir que, nesse dia, Renato:


(A) correu e fez ginástica;
- Modus Tollens (B) não fez ginástica e não correu;
(C) correu e não acordou cedo;
(D) acordou cedo e correu;
(E) não fez ginástica e não acordou cedo.

Resolução:
Na disjunção, para evitarmos que elas fiquem falsas, basta por
uma das proposições simples como verdadeira, logo:
“Renato comeu muito”

Como pouco ou não faço ginástica


FV

Corro ou faço ginástica


VF
Tautologias e Implicação Lógica
Acordo cedo ou não corro
Teorema VF
P(p,q,r,..) ⇒ Q(p,q,r,...) se e somente se P(p,q,r,...) → Q(p,-
q,r,...) Portanto ele:
Comeu muito
Não fez ginástica
Corrreu, e;
Acordou cedo
Resposta: D.

QUANTIFICADORES UNIVERSAL E EXISTENCIAL


Quantificador é um termo utilizado para quantificar uma ex-
pressão. Os quantificadores são utilizados para transformar uma
sentença aberta ou proposição aberta em uma proposição lógica.

Observe que:
→ indica uma operação lógica entre as proposições. Ex.: das
proposições p e q, dá-se a nova proposição p → q.
⇒ indica uma relação. Ex.: estabelece que a condicional P → Tipos de quantificadores
Q é tautológica.
- Quantificador universal (∀)
Inferências O símbolo ∀ pode ser lido das seguintes formas:

Regra do Silogismo Hipotético

Exemplo: Todo homem é mortal.


Princípio da inconsistência A conclusão dessa afirmação é: se você é homem, então será
– Como “p ^ ~p → q” é tautológica, subsiste a implicação lógica mortal.
p ^ ~p ⇒q
– Assim, de uma contradição p ^ ~p se deduz qualquer propo-
sição q.

A proposição “(p ↔ q) ^ p” implica a proposição “q”, pois a


condicional “(p ↔ q) ^ p → q” é tautológica.

11
RACIOCÍNIO LÓGICO
Na representação do diagrama lógico, seria: Forma simbólica dos quantificadores
Todo A é B = (∀ (x) (A (x) → B).
Algum A é B = (∃ (x)) (A (x) ∧ B).
Nenhum A é B = (~ ∃ (x)) (A (x) ∧ B).
Algum A não é B= (∃ (x)) (A (x) ∧ ~ B).

Exemplos:
1) Todo cavalo é um animal. Logo,
(A) Toda cabeça de animal é cabeça de cavalo.
ATENÇÃO: Todo homem é mortal, mas nem todo mortal é ho- (B) Toda cabeça de cavalo é cabeça de animal.
mem. (C) Todo animal é cavalo.
A frase “todo homem é mortal” possui as seguintes conclusões: (D) Nenhum animal é cavalo.
1ª) Algum mortal é homem ou algum homem é mortal.
2ª) Se José é homem, então José é mortal. Resolução:
A frase “Todo cavalo é um animal” possui as seguintes conclu-
A forma “Todo A é B” pode ser escrita na forma: Se A então B. sões:
A forma simbólica da expressão “Todo A é B” é a expressão (∀ – Algum animal é cavalo ou Algum cavalo é um animal.
(x) (A (x) → B). – Se é cavalo, então é um animal.
Observe que a palavra todo representa uma relação de inclusão
de conjuntos, por isso está associada ao operador da condicional. Nesse caso, nossa resposta é toda cabeça de cavalo é cabeça
de animal, pois mantém a relação de “está contido” (segunda for-
Aplicando temos: ma de conclusão).
x + 2 = 5 é uma sentença aberta. Agora, se escrevermos da for- Resposta: B.
ma ∀ (x) ∈ N / x + 2 = 5 (lê-se: para todo pertencente a N temos x
+ 2 = 5), atribuindo qualquer valor a x a sentença será verdadeira? 2) (CESPE) Se R é o conjunto dos números reais, então a pro-
posição (∀ x) (x ∈ R) (∃ y) (y ∈ R) (x + y = x) é valorada como V.
A resposta é NÃO, pois depois de colocarmos o quantificador,
a frase passa a possuir sujeito e predicado definidos e podemos Resolução:
julgar, logo, é uma proposição lógica. Lemos: para todo x pertencente ao conjunto dos números reais
(R) existe um y pertencente ao conjunto dos números dos reais (R)
- Quantificador existencial (∃) tal que x + y = x.
O símbolo ∃ pode ser lido das seguintes formas: - 1º passo: observar os quantificadores.
X está relacionado com o quantificador universal, logo, todos
os valores de x devem satisfazer a propriedade.
Y está relacionado com o quantificador existencial, logo, é ne-
cessário pelo menos um valor de x para satisfazer a propriedade.
- 2º passo: observar os conjuntos dos números dos elementos
x e y.
Exemplo: O elemento x pertence ao conjunto dos números reais.
“Algum matemático é filósofo.” O diagrama lógico dessa frase é: O elemento y pertence ao conjunto os números reais.

- 3º passo: resolver a propriedade (x+ y = x).


A pergunta: existe algum valor real para y tal que x + y = x?
Existe sim! y = 0.
X + 0 = X.

Como existe pelo menos um valor para y e qualquer valor de


O quantificador existencial tem a função de elemento comum. x somado a 0 será igual a x, podemos concluir que o item está cor-
A palavra algum, do ponto de vista lógico, representa termos co- reto.
muns, por isso “Algum A é B” possui a seguinte forma simbólica: Resposta: CERTO.
(∃ (x)) (A (x) ∧ B).
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
Aplicando temos: Chama-se argumento a afirmação de que um grupo de propo-
x + 2 = 5 é uma sentença aberta. Escrevendo da forma (∃ x) sições iniciais redunda em outra proposição final, que será conse-
∈ N / x + 2 = 5 (lê-se: existe pelo menos um x pertencente a N tal quência das primeiras. Ou seja, argumento é a relação que associa
que x + 2 = 5), atribuindo um valor que, colocado no lugar de x, a um conjunto de proposições P1, P2,... Pn , chamadas premissas do
sentença será verdadeira? argumento, a uma proposição Q, chamada de conclusão do argu-
A resposta é SIM, pois depois de colocarmos o quantificador, mento.
a frase passou a possuir sujeito e predicado definidos e podemos
julgar, logo, é uma proposição lógica.
- A palavra todo não permite inversão dos termos: “Todo A é B”
é diferente de “Todo B é A”.
- A palavra algum permite a inversão dos termos: “Algum A é
B” é a mesma coisa que “Algum B é A”.

12
RACIOCÍNIO LÓGICO
Observem que todos os elementos do conjunto menor (ho-
mens) estão incluídos, ou seja, pertencem ao conjunto maior (dos
pássaros). E será sempre essa a representação gráfica da frase
“Todo A é B”. Dois círculos, um dentro do outro, estando o círculo
menor a representar o grupo de quem se segue à palavra TODO.
Na frase: “Nenhum pássaro é animal”. Observemos que a pa-
lavra-chave desta sentença é NENHUM. E a idéia que ela exprime é
de uma total dissociação entre os dois conjuntos.

Exemplo:
P1: Todos os cientistas são loucos.
P2: Martiniano é louco.
Q: Martiniano é um cientista.

O exemplo dado pode ser chamdo de Silogismo (argumento


formado por duas premissas e a conclusão).
A respeito dos argumentos lógicos, estamos interessados em
verificar se eles são válidos ou inválidos! Então, passemos a enten-
der o que significa um argumento válido e um argumento inválido. Será sempre assim a representação gráfica de uma sentença
“Nenhum A é B”: dois conjuntos separados, sem nenhum ponto em
Argumentos Válidos comum.
Dizemos que um argumento é válido (ou ainda legítimo ou bem Tomemos agora as representações gráficas das duas premissas
construído), quando a sua conclusão é uma consequência obrigató- vistas acima e as analisemos em conjunto. Teremos:
ria do seu conjunto de premissas.

Exemplo: O silogismo...
P1: Todos os homens são pássaros.
P2: Nenhum pássaro é animal.
Q: Portanto, nenhum homem é animal.

... está perfeitamente bem construído, sendo, portanto, um


argumento válido, muito embora a veracidade das premissas e da
conclusão sejam totalmente questionáveis.

Fique Atento!!!
O que vale é a CONSTRUÇÃO, E NÃO O SEU CONTEÚDO!
Se a construção está perfeita, então o argumento é válido,
independentemente do conteúdo das premissas ou da conclusão! Comparando a conclusão do nosso argumento, temos:
– NENHUM homem é animal – com o desenho das premissas
Como saber se um determinado argumento é mesmo válido? será que podemos dizer que esta conclusão é uma consequência
Para se comprovar a validade de um argumento é utilizando necessária das premissas? Claro que sim! Observemos que o con-
diagramas de conjuntos (diagramas de Venn). Trata-se de um mé- junto dos homens está totalmente separado (total dissociação!) do
todo muito útil e que será usado com frequência em questões que conjunto dos animais. Resultado: este é um argumento válido!
pedem a verificação da validade de um argumento. Vejamos como
funciona, usando o exemplo acima. Quando se afirma, na premissa Argumentos Inválidos
P1, que “todos os homens são pássaros”, poderemos representar Dizemos que um argumento é inválido – também denominado
essa frase da seguinte maneira: ilegítimo, mal construído, falacioso ou sofisma – quando a verdade
das premissas não é suficiente para garantir a verdade da conclu-
são.

Exemplo:
P1: Todas as crianças gostam de chocolate.
P2: Patrícia não é criança.
Q: Portanto, Patrícia não gosta de chocolate.

Este é um argumento inválido, falacioso, mal construído, pois


as premissas não garantem (não obrigam) a verdade da conclusão.
Patrícia pode gostar de chocolate mesmo que não seja criança, pois
a primeira premissa não afirmou que somente as crianças gostam
de chocolate.

13
RACIOCÍNIO LÓGICO
Utilizando os diagramas de conjuntos para provar a validade do argumento anterior, provaremos, utilizando-nos do mesmo artifício,
que o argumento em análise é inválido. Comecemos pela primeira premissa: “Todas as crianças gostam de chocolate”.

Analisemos agora o que diz a segunda premissa: “Patrícia não é criança”. O que temos que fazer aqui é pegar o diagrama acima (da
primeira premissa) e nele indicar onde poderá estar localizada a Patrícia, obedecendo ao que consta nesta segunda premissa. Vemos
facilmente que a Patrícia só não poderá estar dentro do círculo das crianças. É a única restrição que faz a segunda premissa! Isto posto,
concluímos que Patrícia poderá estar em dois lugares distintos do diagrama:

1º) Fora do conjunto maior;


2º) Dentro do conjunto maior. Vejamos:

Finalmente, passemos à análise da conclusão: “Patrícia não gosta de chocolate”. Ora, o que nos resta para sabermos se este argumen-
to é válido ou não, é justamente confirmar se esse resultado (se esta conclusão) é necessariamente verdadeiro!
- É necessariamente verdadeiro que Patrícia não gosta de chocolate? Olhando para o desenho acima, respondemos que não! Pode
ser que ela não goste de chocolate (caso esteja fora do círculo), mas também pode ser que goste (caso esteja dentro do círculo)! Enfim, o
argumento é inválido, pois as premissas não garantiram a veracidade da conclusão!

Métodos para validação de um argumento


Aprenderemos a seguir alguns diferentes métodos que nos possibilitarão afirmar se um argumento é válido ou não!
1º) Utilizando diagramas de conjuntos: esta forma é indicada quando nas premissas do argumento aparecem as palavras TODO, AL-
GUM E NENHUM, ou os seus sinônimos: cada, existe um etc.
2º) Utilizando tabela-verdade: esta forma é mais indicada quando não for possível resolver pelo primeiro método, o que ocorre
quando nas premissas não aparecem as palavras todo, algum e nenhum, mas sim, os conectivos “ou” , “e”, “→” e “↔”. Baseia-se na
construção da tabela-verdade, destacando-se uma coluna para cada premissa e outra para a conclusão. Este método tem a desvantagem
de ser mais trabalhoso, principalmente quando envolve várias proposições simples.
3º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos e considerando as premissas verdadeiras.
Por este método, fácil e rapidamente demonstraremos a validade de um argumento. Porém, só devemos utilizá-lo na impossibilidade
do primeiro método.
Iniciaremos aqui considerando as premissas como verdades. Daí, por meio das operações lógicas com os conectivos, descobriremos o
valor lógico da conclusão, que deverá resultar também em verdade, para que o argumento seja considerado válido.

4º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos, considerando premissas verdadeiras e conclusão falsa.
É indicado este caminho quando notarmos que a aplicação do terceiro método não possibilitará a descoberta do valor lógico da con-
clusão de maneira direta, mas somente por meio de análises mais complicadas.

14
RACIOCÍNIO LÓGICO
Em síntese:

Exemplo: Diga se o argumento abaixo é válido ou inválido:

(p ∧ q) → r
_____~r_______
~p ∨ ~q

Resolução:
-1ª Pergunta) O argumento apresenta as palavras todo, algum ou nenhum?
A resposta é não! Logo, descartamos o 1º método e passamos à pergunta seguinte.
- 2ª Pergunta) O argumento contém no máximo duas proposições simples?
A resposta também é não! Portanto, descartamos também o 2º método.
- 3ª Pergunta) Há alguma das premissas que seja uma proposição simples ou uma conjunção?
A resposta é sim! A segunda proposição é (~r). Podemos optar então pelo 3º método? Sim, perfeitamente! Mas caso queiramos seguir
adiante com uma próxima pergunta, teríamos:
- 4ª Pergunta) A conclusão tem a forma de uma proposição simples ou de uma disjunção ou de uma condicional? A resposta também
é sim! Nossa conclusão é uma disjunção! Ou seja, caso queiramos, poderemos utilizar, opcionalmente, o 4º método!
Vamos seguir os dois caminhos: resolveremos a questão pelo 3º e pelo 4º métodos.

Resolução pelo 3º Método


Considerando as premissas verdadeiras e testando a conclusão verdadeira. Teremos:
- 2ª Premissa) ~r é verdade. Logo: r é falsa!
- 1ª Premissa) (p ∧ q)→r é verdade. Sabendo que r é falsa, concluímos que (p ∧ q) tem que ser também falsa.
E quando uma conjunção (e) é falsa? Quando uma das premissas for falsa ou ambas forem falsas. Logo, não é possível determinamos
os valores lógicos de p e q. Apesar de inicialmente o 3º método se mostrar adequado, por meio do mesmo, não poderemos determinar
se o argumento é ou NÃO VÁLIDO.

Resolução pelo 4º Método


Considerando a conclusão falsa e premissas verdadeiras. Teremos:
- Conclusão) ~p v ~q é falso. Logo: p é verdadeiro e q é verdadeiro!
Agora, passamos a testar as premissas, que são consideradas verdadeiras! Teremos:

15
RACIOCÍNIO LÓGICO
- 1ª Premissa) (p∧q)→r é verdade. Sabendo que p e q são ver- Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria foi ao
dadeiros, então a primeira parte da condicional acima também é cinema (V), então Fernando estava estudando (V ou F); pois temos
verdadeira. Daí resta que a segunda parte não pode ser falsa. Logo: dois valores lógicos para chegarmos à conclusão (V ou F).
r é verdadeiro. Resposta: Errado.
- 2ª Premissa) Sabendo que r é verdadeiro, teremos que ~r é
falso! Opa! A premissa deveria ser verdadeira, e não foi! 02. (Petrobras – Técnico (a) de Exploração de Petróleo Júnior
Neste caso, precisaríamos nos lembrar de que o teste, aqui no – Informática – CESGRANRIO) Se Esmeralda é uma fada, então
4º método, é diferente do teste do 3º: não havendo a existência si- Bongrado é um elfo. Se Bongrado é um elfo, então Monarca é um
multânea da conclusão falsa e premissas verdadeiras, teremos que centauro. Se Monarca é um centauro, então Tristeza é uma bruxa.
o argumento é válido! Conclusão: o argumento é válido! Ora, sabe-se que Tristeza não é uma bruxa, logo
(A) Esmeralda é uma fada, e Bongrado não é um elfo.
Exemplos: 01. (DPU – Agente Administrativo – CESPE) Consi- (B) Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.
dere que as seguintes proposições sejam verdadeiras. (C) Bongrado é um elfo, e Monarca é um centauro.
• Quando chove, Maria não vai ao cinema. (D) Bongrado é um elfo, e Esmeralda é uma fada
• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema. (E) Monarca é um centauro, e Bongrado não é um elfo.
• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio.
• Quando Fernando está estudando, não chove. Resolução:
• Durante a noite, faz frio. Vamos analisar cada frase partindo da afirmativa Trizteza não é
Tendo como referência as proposições apresentadas, julgue o bruxa, considerando ela como (V), precisamos ter como conclusão
item subsecutivo. o valor lógico (V), então:
Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando. (4) Se Esmeralda é uma fada(F), então Bongrado é um elfo (F)
() Certo ( ) Errado →V
(3) Se Bongrado é um elfo (F), então Monarca é um centauro
Resolução: (F) → V
A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas as pre- (2) Se Monarca é um centauro(F), então Tristeza é uma bru-
missas chegamos a uma conclusão. Enumerando as premissas: xa(F) → V
A = Chove (1) Tristeza não é uma bruxa (V)
B = Maria vai ao cinema
C = Cláudio fica em casa Logo:
D = Faz frio Temos que:
E = Fernando está estudando Esmeralda não é fada(V)
F = É noite Bongrado não é elfo (V)
A argumentação parte que a conclusão deve ser (V) Monarca não é um centauro (V)
Lembramos a tabela verdade da condicional: Como a conclusão parte da conjunção, o mesmo só será verda-
deiro quando todas as afirmativas forem verdadeiras, logo, a única
que contém esse valor lógico é:
Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.
Resposta: B.
LÓGICA MATEMÁTICA QUALITATIVA
Aqui veremos questões que envolvem correlação de elemen-
tos, pessoas e objetos fictícios, através de dados fornecidos. Veja-
mos o passo a passo:

01. Três homens, Luís, Carlos e Paulo, são casados com Lúcia,
A condicional só será F quando a 1ª for verdadeira e a 2ª falsa, Patrícia e Maria, mas não sabemos quem ê casado com quem. Eles
utilizando isso temos: trabalham com Engenharia, Advocacia e Medicina, mas também
O que se quer saber é:Se Maria foi ao cinema, então Fernando não sabemos quem faz o quê. Com base nas dicas abaixo, tente
estava estudando. // B → ~E descobrir o nome de cada marido, a profissão de cada um e o nome
Iniciando temos: de suas esposas.
4º - Quando chove (F), Maria não vai ao cinema. (F) // A → ~B a) O médico é casado com Maria.
= V – para que o argumento seja válido temos que Quando chove b) Paulo é advogado.
tem que ser F. c) Patrícia não é casada com Paulo.
3º -Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema (V). // d) Carlos não é médico.
C → B = V - para que o argumento seja válido temos que Maria vai
ao cinema tem que ser V. Vamos montar o passo a passo para que você possa compreen-
der como chegar a conclusão da questão.
2º -Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C → ~D
= V - para que o argumento seja válido temos que Quando Cláudio 1º passo – vamos montar uma tabela para facilitar a visualiza-
sai de casa tem que ser F. ção da resolução, a mesma deve conter as informações prestadas
5º -Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove (V). no enunciado, nas quais podem ser divididas em três grupos: ho-
// E → ~A = V. – neste caso Quando Fernando está estudando pode mens, esposas e profissões.
ser V ou F.
1º-Durante a noite(V), faz frio (V). // F → D = V

16
RACIOCÍNIO LÓGICO

Também criamos abaixo do nome dos homens, o nome das esposas.

2º passo – construir a tabela gabarito.


Essa tabela não servirá apenas como gabarito, mas em alguns casos ela é fundamental para que você enxergue informações que
ficam meio escondidas na tabela principal. Uma tabela complementa a outra, podendo até mesmo que você chegue a conclusões acerca
dos grupos e elementos.

3º passo preenchimento de nossa tabela, com as informações mais óbvias do problema, aquelas que não deixam margem a nenhuma
dúvida. Em nosso exemplo:
- O médico é casado com Maria: marque um “S” na tabela principal na célula comum a “Médico” e “Maria”, e um “N” nas demais
células referentes a esse “S”.

ATENÇÃO: se o médico é casado com Maria, ele NÃO PODE ser casado com Lúcia e Patrícia, então colocamos “N” no cruzamento de
Medicina e elas. E se Maria é casada com o médico, logo ela NÃO PODE ser casada com o engenheiro e nem com o advogado (logo colo-
camos “N” no cruzamento do nome de Maria com essas profissões).

- Paulo é advogado: Vamos preencher as duas tabelas (tabela gabarito e tabela principal) agora.
- Patrícia não é casada com Paulo: Vamos preencher com “N” na tabela principal
- Carlos não é médico: preenchemos com um “N” na tabela principal a célula comum a Carlos e “médico”.

Notamos aqui que Luís então é o médico, pois foi a célula que ficou em branco. Podemos também completar a tabela gabarito.
Novamente observamos uma célula vazia no cruzamento de Carlos com Engenharia. Marcamos um “S” nesta célula. E preenchemos
sua tabela gabarito.

17
RACIOCÍNIO LÓGICO

4º passo – após as anotações feitas na tabela principal e na tabela gabarito, vamos procurar informações que levem a novas conclu-
sões, que serão marcadas nessas tabelas.
Observe que Maria é esposa do médico, que se descobriu ser Luís, fato que poderia ser registrado na tabela-gabarito. Mas não vamos
fazer agora, pois essa conclusão só foi facilmente encontrada porque o problema que está sendo analisado é muito simples. Vamos con-
tinuar o raciocínio e fazer as marcações mais tarde. Além disso, sabemos que Patrícia não é casada com Paulo. Como Paulo é o advogado,
podemos concluir que Patrícia não é casada com o advogado.

Verificamos, na tabela acima, que Patrícia tem de ser casada com o engenheiro, e Lúcia tem de ser casada com o advogado.

Concluímos, então, que Lúcia é casada com o advogado (que é Paulo), Patrícia é casada com o engenheiro (que e Carlos) e Maria é
casada com o médico (que é Luís).
Preenchendo a tabela-gabarito, vemos que o problema está resolvido:

Exemplo: (TRT-9ª REGIÃO/PR – Técnico Judiciário – Área Administrativa – FCC) Luiz, Arnaldo, Mariana e Paulo viajaram em janeiro,
todos para diferentes cidades, que foram Fortaleza, Goiânia, Curitiba e Salvador. Com relação às cidades para onde eles viajaram, sabe-se
que:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
− Mariana viajou para Curitiba;
− Paulo não viajou para Goiânia;
− Luiz não viajou para Fortaleza.

18
RACIOCÍNIO LÓGICO
É correto concluir que, em janeiro, LÓGICA SEQUENCIAL
(A) Paulo viajou para Fortaleza. As sequências podem ser formadas por números, letras, pes-
(B) Luiz viajou para Goiânia. soas, figuras, etc. Existem várias formas de se estabelecer uma se-
(C) Arnaldo viajou para Goiânia. quência, o importante é que existem pelo menos três elementos
(D) Mariana viajou para Salvador. que caracterize a lógica de sua formação, entretanto algumas sé-
(E) Luiz viajou para Curitiba. ries necessitam de mais elementos para definir sua lógica1. Um bom
conhecimento em Progressões Algébricas (PA) e Geométricas (PG),
Resolução: fazem com que deduzir as sequências se tornem simples e sem
Vamos preencher a tabela: complicações. E o mais importante é estar atento a vários detalhes
que elas possam oferecer. Exemplos:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
Progressão Aritmética: Soma-se constantemente um mesmo
Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador número.

Luiz N
Arnaldo N
Mariana
Paulo
Progressão Geométrica: Multiplica-se constantemente um
− Mariana viajou para Curitiba; mesmo número.

Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador


Luiz N N
Arnaldo N N
Mariana N N S N
Paulo N Sequência de Figuras: Esse tipo de sequência pode seguir o
mesmo padrão visto na sequência de pessoas ou simplesmente so-
− Paulo não viajou para Goiânia; frer rotações, como nos exemplos a seguir. Exemplos:

Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador 01. Analise a sequência a seguir:

Luiz N N
Arnaldo N N
Mariana N N S N
Paulo N N
Admitindo-se que a regra de formação das figuras seguintes
− Luiz não viajou para Fortaleza. permaneça a mesma, pode-se afirmar que a figura que ocuparia a
277ª posição dessa sequência é:
Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador
Luiz N N N
Arnaldo N N
Mariana N N S N
Paulo N N

Agora, completando o restante: Resolução:


Paulo viajou para Salvador, pois a nenhum dos três viajou. En- A sequência das figuras completa-se na 5ª figura. Assim, conti-
tão, Arnaldo viajou para Fortaleza e Luiz para Goiânia nua-se a sequência de 5 em 5 elementos. A figura de número 277
ocupa, então, a mesma posição das figuras que representam núme-
Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador ro 5n + 2, com nN. Ou seja, a 277ª figura corresponde à 2ª figura,
que é representada pela letra “B”.
Luiz N S N N Resposta: B.
Arnaldo S N N N
Mariana N N S N 02. (Câmara de Aracruz/ES - Agente Administrativo e Legis-
lativo - IDECAN) A sequência formada pelas figuras representa as
Paulo N N N S posições, a cada 12 segundos, de uma das rodas de um carro que
mantém velocidade constante. Analise-a.
Resposta: B.
1 https://centraldefavoritos.com.br/2017/07/21/sequencias-com-numeros-
-com-figuras-de-palavras/

19
RACIOCÍNIO LÓGICO

Após 25 minutos e 48 segundos, tempo no qual o carro permanece nessa mesma condição, a posição da roda será:

Resolução:
A roda se mexe a cada 12 segundos. Percebe-se que ela volta ao seu estado inicial após 48 segundos.
O examinador quer saber, após 25 minutos e 48 segundos qual será a posição da roda. Vamos transformar tudo para segundos:
25 minutos = 1500 segundos (60x25)
1500 + 48 (25m e 48s) = 1548
Agora é só dividir por 48 segundos (que é o tempo que levou para roda voltar à posição inicial)
1548 / 48 = vai ter o resto “12”.
Portanto, após 25 minutos e 48 segundos, a roda vai estar na posição dos 12 segundos.
Resposta: B.

DIAGRAMAS LÓGICOS E LÓGICA DE PRIMEIRA ORDEM

LÓGICA DE PRIMEIRA ORDEM


Existem alguns tipos de argumentos que apresentam proposições com quantificadores. Numa proposição categórica, é importante
que o sujeito se relacionar com o predicado de forma coerente e que a proposição faça sentido, não importando se é verdadeira ou falsa.

Vejamos algumas formas:


- Todo A é B.
- Nenhum A é B.
- Algum A é B.
- Algum A não é B.

Onde temos que A e B são os termos ou características dessas proposições categóricas.

20
RACIOCÍNIO LÓGICO
Classificação de uma proposição categórica de acordo com o Particular afirmativa (Tipo I) - “ALGUM A é B”
tipo e a relação Podemos ter 4 diferentes situações para representar esta pro-
Elas podem ser classificadas de acordo com dois critérios fun- posição:
damentais: qualidade e extensão ou quantidade.

Qualidade: O critério de qualidade classifica uma proposição


categórica em afirmativa ou negativa.

Extensão: O critério de extensão ou quantidade classifica uma


proposição categórica em universal ou particular. A classificação
dependerá do quantificador que é utilizado na proposição.

Essas proposições Algum A é B estabelecem que o conjunto


“A” tem pelo menos um elemento em comum com o conjunto “B”.
Contudo, quando dizemos que Algum A é B, presumimos que nem
todo A é B. Observe “Algum A é B” é o mesmo que “Algum B é A”.

Entre elas existem tipos e relações de acordo com a qualidade Particular negativa (Tipo O) - “ALGUM A não é B”
e a extensão, classificam-se em quatro tipos, representados pelas Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos as três
letras A, E, I e O. representações possíveis:

Universal afirmativa (Tipo A) – “TODO A é B”.


Teremos duas possibilidades.

Tais proposições afirmam que o conjunto “A” está contido no


conjunto “B”, ou seja, que todo e qualquer elemento de “A” é tam-
bém elemento de “B”. Observe que “Toda A é B” é diferente de Proposições nessa forma: Algum A não é B estabelecem que o
“Todo B é A”. conjunto “A” tem pelo menos um elemento que não pertence ao
conjunto “B”. Observe que: Algum A não é B não significa o mesmo
Universal negativa (Tipo E) – “NENHUM A é B”. que Algum B não é A.
Tais proposições afirmam que não há elementos em comum
entre os conjuntos “A” e “B”. Observe que “nenhum A é B” é o Negação das Proposições Categóricas
mesmo que dizer “nenhum B é A”. Ao negarmos uma proposição categórica, devemos observar as
seguintes convenções de equivalência:
Podemos representar esta universal negativa pelo seguinte - Ao negarmos uma proposição categórica universal geramos
diagrama (A ∩ B = ø): uma proposição categórica particular.
- Pela recíproca de uma negação, ao negarmos uma proposição
categórica particular geramos uma proposição categórica universal.
- Negando uma proposição de natureza afirmativa geramos,
sempre, uma proposição de natureza negativa; e, pela recíproca,
negando uma proposição de natureza negativa geramos, sempre,
uma proposição de natureza afirmativa.
Em síntese:

21
RACIOCÍNIO LÓGICO
Resolução:
Se a afirmação é falsa a negação será verdadeira. Logo, a nega-
ção de um quantificador universal categórico afirmativo se faz atra-
vés de um quantificador existencial negativo. Logo teremos: Pelo
menos um professor não é psicólogo.
Resposta: E.

Equivalência entre as proposições


Basta usar o triângulo a seguir e economizar um bom tempo na
resolução de questões.

Exemplos:
01. (MRE – Oficial de Chancelaria – FGV) João olhou as dez
bolas que havia em um saco e afirmou:
“Todas as bolas desse saco são pretas”.
Sabe-se que a afirmativa de João é falsa.
É correto concluir que:
(A) nenhuma bola desse saco é preta;
(B) pelo menos nove bolas desse saco são pretas;
(C) pelo menos uma bola desse saco é preta; Exemplo: (PC/PI - Escrivão de Polícia Civil - UESPI) Qual a ne-
(D) pelo menos uma bola desse saco não é preta; gação lógica da sentença “Todo número natural é maior do que ou
(E) nenhuma bola desse saco é branca. igual a cinco”?
(A) Todo número natural é menor do que cinco.
Resolução: (B) Nenhum número natural é menor do que cinco.
Resposta: D. (C) Todo número natural é diferente de cinco.
(D) Existe um número natural que é menor do que cinco.
02. (DESENVOLVE/SP - Contador - VUNESP) Alguns gatos não (E) Existe um número natural que é diferente de cinco.
são pardos, e aqueles que não são pardos miam alto.
Uma afirmação que corresponde a uma negação lógica da afir- Resolução:
mação anterior é: Do enunciado temos um quantificador universal (Todo) e pe-
(A) Os gatos pardos miam alto ou todos os gatos não são pardos. de-se a sua negação.
(B) Nenhum gato mia alto e todos os gatos são pardos. O quantificador universal todos pode ser negado, seguindo o
(C) Todos os gatos são pardos ou os gatos que não são pardos esquema abaixo, pelo quantificador algum, pelo menos um, existe
não miam alto. ao menos um, etc. Não se nega um quantificador universal com
(D) Todos os gatos que miam alto são pardos. Todos e Nenhum, que também são universais.
(E) Qualquer animal que mia alto é gato e quase sempre ele é
pardo.

Resolução:
Temos um quantificador particular (alguns) e uma proposição
do tipo conjunção (conectivo “e”). Pede-se a sua negação.
O quantificador existencial “alguns” pode ser negado, seguindo
o esquema, pelos quantificadores universais (todos ou nenhum).
Logo, podemos descartar as alternativas A e E.
A negação de uma conjunção se faz através de uma disjunção,
em que trocaremos o conectivo “e” pelo conectivo “ou”. Descarta-
mos a alternativa B.
Vamos, então, fazer a negação da frase, não esquecendo de
que a relação que existe é: Algum A é B, deve ser trocado por: Todo Portanto, já podemos descartar as alternativas que trazem
A é não B. quantificadores universais (todo e nenhum). Descartamos as alter-
Todos os gatos que são pardos ou os gatos (aqueles) que não nativas A, B e C.
são pardos NÃO miam alto. Seguindo, devemos negar o termo: “maior do que ou igual a
Resposta: C. cinco”. Negaremos usando o termo “MENOR do que cinco”.
Obs: maior ou igual a cinco (compreende o 5, 6, 7...) ao ser
03. (CBM/RJ - Cabo Técnico em Enfermagem - ND) Dizer que a negado passa a ser menor do que cinco (4, 3, 2,...).
afirmação “todos os professores é psicólogos” e falsa, do ponto de Resposta: D.
vista lógico, equivale a dizer que a seguinte afirmação é verdadeira
(A) Todos os não psicólogos são professores.
(B) Nenhum professor é psicólogo.
(C) Nenhum psicólogo é professor.
(D) Pelo menos um psicólogo não é professor.
(E) Pelo menos um professor não é psicólogo.

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RACIOCÍNIO LÓGICO
DIAGRAMAS LÓGICOS
Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários problemas. È uma ferramenta para resolvermos problemas que envolvam
argumentos dedutivos, as quais as premissas deste argumento podem ser formadas por proposições categóricas.
Fica a dica!!!
É bom ter um conhecimento sobre conjuntos para conseguir resolver questões que envolvam os diagramas lógicos.

Vejamos a tabela abaixo as proposições categóricas:

Tipo Preposição Diagramas

A TODO A é B

Se um elemento pertence ao conjunto A, então pertence também a B.

E NENHUM A é B

Existe pelo menos um elemento que pertence a A, então não pertence a B, e vice-versa.

Existe pelo menos um elemento comum aos conjuntos A e B.


Podemos ainda representar das seguintes formas:

I ALGUM A é B

O ALGUM A NÃO é B

Perceba-se que, nesta sentença, a atenção está sobre o(s) elemento (s) de A que não são B (enquanto
que, no “Algum A é B”, a atenção estava sobre os que eram B, ou seja, na intercessão).
Temos também no segundo caso, a diferença entre conjuntos, que forma o conjunto A - B

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RACIOCÍNIO LÓGICO
Exemplo: (GDF–Analista de Atividades Culturais Administra-
ção – IADES) Considere as proposições: “todo cinema é uma casa
de cultura”, “existem teatros que não são cinemas” e “algum teatro
é casa de cultura”. Logo, é correto afirmar que
(A) existem cinemas que não são teatros.
(B) existe teatro que não é casa de cultura.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro.
(D) existe casa de cultura que não é cinema.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema.

Resolução: (B) existe teatro que não é casa de cultura. – Errado, pelo mes-
Vamos chamar de: mo princípio acima.
Cinema = C (C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro. – Errado,
Casa de Cultura = CC a primeira proposição já nos afirma o contrário. O diagrama nos
Teatro = T afirma isso
Analisando as proposições temos:

- Todo cinema é uma casa de cultura

(D) existe casa de cultura que não é cinema. – Errado, a justifi-


cativa é observada no diagrama da alternativa anterior.
- Existem teatros que não são cinemas (E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema. – Cor-
reta, que podemos observar no diagrama abaixo, uma vez que todo
cinema é casa de cultura. Se o teatro não é casa de cultura também
não é cinema.

- Algum teatro é casa de cultura

Resposta: E.

PROBLEMAS DE RACIOCÍNIO LÓGICO, PROBLEMAS USANDO


AS QUATRO OPERAÇÕES
É possível resolver problemas usando o raciocínio lógico e as-
sociar ao mesmo, questões matemáticas básicas. No entanto, ele
não pode ser ensinado diretamente, mas pode ser desenvolvido
através da resolução de exercícios lógicos que contribuem para a
evolução de algumas habilidades mentais.
Visto que na primeira chegamos à conclusão que C = CC
Segundo as afirmativas temos: Exemplos:
01. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial – FGV) Em
(A) existem cinemas que não são teatros- Observando o último um prédio há três caixas d’água chamadas de A, B e C e, em certo
diagrama vimos que não é uma verdade, pois temos que existe pelo momento, as quantidades de água, em litros, que cada uma con-
menos um dos cinemas é considerado teatro. tém aparecem na figura a seguir.

24
RACIOCÍNIO LÓGICO
03. (Pref. Petrópolis/RJ – Auxiliar de coveiro- Fundação Dom
Cintra) Um elevador pode transportar, no máximo, 7 adultos por
viagem. Numa fila desse elevador estão 45 adultos. O número míni-
mo de viagens que esse elevador deverá dar, para que possa trans-
portar todas as pessoas que estão na fila, é:
(A) 4;
(B) 5;
(C) 6;
(D) 7;
Abrindo as torneiras marcadas com x no desenho, as caixas fo-
(E) 8.
ram interligadas e os níveis da água se igualaram.
Considere as seguintes possibilidades:
Resolução:
1. A caixa A perdeu 300 litros.
Dividindo 45/7= 6,42. Como 6.7 = 42 sobram 3 pessoas para
2. A caixa B ganhou 350 litros.
uma próxima viagem. Logo temos 6 + 1 = 7 viagens
3. A caixa C ganhou 50 litros.
Resposta: D.
É verdadeiro o que se afirma em:
04. (Pref. Marilândia/ES – Aux. Serviços Gerais – IDECAN) Anel
(A) somente 1;
está para dedo, assim como colar está para
(B) somente 2;
(A) papel
(C) somente 1 e 3;
(B) braço
(D) somente 2 e 3;
(C) perna
(E) 1, 2 e 3.
(D) pescoço
Resolução:
Resolução:
Somando os valores contidos nas 3 caixas temos: 700 + 150 +
O Anel usa-se no dedo, logo o colar usa-se no pescoço.
350 = 1200, como o valor da caixa será igualado temos: 1200/3 =
Resposta: D.
400l. Logo cada caixa deve ter 400 l.
Então de A: 700 – 400 = 300 l devem sair
05. (DPU – Agente Administrativo – CESPE) Em uma festa com
De B: 400 – 150 = 250 l devem ser recebidos
15 convidados, foram servidos 30 bombons: 10 de morango, 10 de
De C: Somente mais 50l devem ser recebidos para ficar com
cereja e 10 de pistache. Ao final da festa, não sobrou nenhum bom-
400 (400 – 350 = 50). Logo As possibilidades corretas são: 1 e 3
bom e
Resposta: C.
•quem comeu bombom de morango comeu também bombom
02. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial – FGV) Cada
de pistache;
um dos 160 funcionários da prefeitura de certo município possui
• quem comeu dois ou mais bombons de pistache comeu tam-
nível de escolaridade: fundamental, médio ou superior. O quadro a
bém bombom de cereja;
seguir fornece algumas informações sobre a quantidade de funcio-
• quem comeu bombom de cereja não comeu de morango.
nários em cada nível:
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Fundamental Médio Superior É possível que um mesmo convidado tenha comido todos os 10
Homens 15 30 bombons de pistache.
() Certo ( ) Errado
Mulheres 13 36
Resolução:
Sabe-se também que, desses funcionários, exatamente 64 têm Vamos partir da 2ª informação, utilizando a afirmação do
nível médio. Desses funcionários, o número de homens com nível enunciado que ele comeu 10 bombons de pistache:
superior é: - quem comeu dois ou mais bombons (10 bombons) de pista-
(A) 30; che comeu também bombom de cereja; - CERTA.
(B) 32; Sabemos que quem come pistache come morango, logo:
(C) 34; - quem comeu bombom de morango comeu também bombom
(D) 36; de pistache; - CERTA
(E) 38. Analisando a última temos:
- quem comeu bombom de cereja não comeu de morango. –
Resolução: ERRADA, pois esta contradizendo a informação anterior.
São 160 funcionários Resposta: Errado.
No nível médio temos 64, como 30 são homens, logo 64 – 30
= 34 mulheres
Somando todos os valores fornecidos temos: 15 + 13 + 30 + 34 SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS; MÁXIMO DIVISOR CO-
+ 36 = 128 MUM E MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM; ANÁLISE COM-
160 – 120 = 32, que é o valor que está em branco em homens BINATÓRIA ;ESTATÍSTICA E PROBABILIDADE
com nível superior.
Resposta: B. Prezado candidato, o tema supracitado foi abordado na maté-
ria de “MATEMÁTICA”.

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RACIOCÍNIO LÓGICO

ANOTAÇÕES ______________________________________________________

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LEGISLAÇÃO
1. Conhecimento da legislação do Município de Uberlândia, Lei Orgânica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Lei de Licitações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
3. Estatuto do Servidor Público . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
4. Entre outros atos normativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
LEGISLAÇÃO
§ 2º Incide na penalidade de destituição de mandato adminis-
CONHECIMENTO DA LEGISLAÇÃO DO MUNICÍPIO trativo ou de cargo ou função de direção, em órgão ou entidade
DE UBERLÂNDIA, LEI ORGÂNICA da administração pública, o agente público que deixar, injustifica-
damente, de sanar, dentro de trinta dias da data do requerimento
LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE UBERLÂNDIA/MG. do interessado, omissão que inviabilize o exercício de direito cons-
PREÂMBULO titucional.
§ 3º Nos processos administrativos, qualquer que seja o objeto
O Povo do Município de Uberlândia, consciente de que cumpre e o procedimento, observar-se-ão, entre outros requisitos de vali-
a todos contribuir para a formação de uma sociedade com base dade, a publicidade, o contraditório, a defesa ampla e o despacho
na justiça e na solidariedade como valores indispensáveis à convi- ou decisão motivados.
vência humana, sob a proteção de Deus e por seus representantes § 4º Todos têm direito de requerer e obter informação sobre
eleitos, promulga a seguinte Lei Orgânica do Município: projeto do Poder Público, ressalvado aquele cujo sigilo seja, tempo-
rariamente, imprescindível à segurança da sociedade e do Municí-
TÍTULO I pio, nos termos da lei, que fixará, também, o prazo em que deva ser
DO MUNICÍPIO prestada a informação.
CAPÍTULO I § 5º Será punido administrativamente, nos termos da lei, o
DOS PRINCÍPIOS GERAIS agente público que, no exercício de suas atribuições e indepen-
dentemente da função que exerça, violar direito constitucional do
Art. 1º O Município de Uberlândia, Estado de Minas Gerais, in- cidadão.
tegra, com autonomia político-administrativa, a República Federa- § 6º O Poder Público coibirá todo e qualquer ato discriminató-
tiva do Brasil, como participante do Estado Democrático de Direito, rio em seus órgãos e entidades e estabelecerá formas de punição.
comprometendo-se a respeitar, valorizar e promover seus funda-
mentos básicos: CAPÍTULO III
I - a soberania; DOS DISTRITOS
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana; Art. 5º A criação, organização e supressão de distritos obede-
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; cerão aos critérios estabelecidos em legislação estadual.
V - o pluralismo político. Art. 6º A lei estruturará os distritos, definindo-lhes atribuições,
Parágrafo Único - Todo o poder emana do povo, que o exerce descentralizando neles as atividades do Governo Municipal.
por meio de representantes eleitos, ou diretamente, nos termos da Parágrafo Único - Cada distrito terá um Conselho Comunitário,
Constituição Federal e desta Lei Orgânica.
cuja composição e competência serão definidas em lei.
Art. 2º São poderes do Município, independentes e harmôni-
cos entre sí, o Legislativo e o Executivo.
CAPÍTULO IV
Parágrafo Único - O Prefeito, o Vice-Prefeito eos Vereadores
DA COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO
são eleitos para o mandato de quatro anos, na forma estabelecida
pela Constituição Federal.(Redação dada pela Emenda à Lei Orgâ-
Art. 7º Compete ao Município:
nica nº 24/2005)
I - legislar sobre assuntos de interesse local;
II - suplementar a legislação federal e estadual no que couber;
CAPÍTULO II
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem
como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de pres-
Art. 3º O Município de Uberlândia tem fundamento em sua au- tar contas e publicar balancetes nos prazos previstos em lei.
tonomia e os seguintes objetivos prioritários: IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; estadual;
II - promover o bem-estar de todos, sem preconceito de ori- V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de conces-
gem, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de discriminação; são ou permissão os serviços públicos de interesse local, incluindo
III - combater a pobreza e a marginalização e reduzir as desi- o transporte coletivo, que tem caráter essencial;
gualdades sociais; VI - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e
IV - garantir, no âmbito de sua competência a efetividade dos do Estado, serviços de atendimento à saúde da população;
direitos e garantias fundamentais da pessoa humana; VII - promover, no que couber, o adequado ordenamento terri-
V - promover adequado ordenamento territorial, de modo a torial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento
assegurar a qualidade de vida de sua população e a integração ur- e da ocupação do solo urbano;
bano-rural; VIII - manter, com a cooperação técnica e financeira da União
VI - promover planos, programas e projetos de interesse dos e do Estado, programas de educação pré-escolar e de ensino fun-
segmentos mais carentes da sociedade; damental;
VII - promover o desenvolvimento econômico com justa distri- IX - ordenar as atividades urbanas, fixando condições e horá-
buição de renda entre todos os segmentos da população; rios para funcionamento de estabelecimentos industriais, comer-
VIII - garantir a participação popular nas ações de governo. ciais, prestadores de serviços e similares;
Art. 4º O Município assegura, no seu território e nos limites de sua X - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local,
competência, os direitos e garantias fundamentais que a Constituição observadas a legislação e a ação fiscalizadora Federal e Estadual;
Federal confere aos brasileiros e estrangeiros residentes no País. XI - legislar sobre os seguintes assuntos, observadas as normas
§ 1º Nenhuma pessoa será discriminada ou de qualquer forma gerais da União e as suplementares do Estado:
prejudicada pelo fato de litigar com órgão municipal, no âmbito ad- a) plano plurianual, diretrizes orçamentárias e orçamentos
ministrativo ou judicial. anuais;

1
LEGISLAÇÃO
b) caça, pesca, conservação da natureza e defesa do solo e dos § 4º A Câmara Municipal, por deliberação da maioria absoluta
recursos naturais; de seus membros, e por motivo de conveniência pública, poderá
c) educação, cultura, ensino e desporto; reunir-se temporária e provisoriamente fora de sua sede.
d) proteção à infância, à juventude, à gestante e ao idoso. § 5º A convocação de sessões extraordinárias, havendo motivo
XII - promover, em comum com os demais membros da fede- urgente e relevante, será feita sempre por escrito e com pauta fixa
ração: para deliberação:
a) programas de construção de moradias e a melhoria das con- I - pelo Prefeito Municipal;
dições habitacionais e de saneamento básico; II - pelo Presidente da Câmara;
b) combate às causas da pobreza e aos fatores de marginali- III - pela maioria absoluta dos membros da Câmara;
zação, fomentando a integração social dos setores desfavorecidos; § 6º Durante o recesso haverá uma Comissão Representativa
c) implantação de política de educação para segurança do trân- da Câmara Municipal atendida em sua composição, tanto quanto
sito. possível, a proporcionalidade das representações partidárias exis-
XIII - organizar a estrutura administrativa do Município; tentes na Câmara, observando o seguinte:
XIV - elaborar o plano diretor de desenvolvimento integrado. I - seus membros serão eleitos na última sessão da reunião or-
XV - Criar mecanismos que combatam a discriminação à mu- dinária que antecede o recesso, ficando inelegíveis para o subse-
lher, à criança e adolescente, às pessoas portadoras de deficiência qüente;
e de doenças contagiosas, ao homossexual, ao idoso, ao índio, ao II - suas atribuições serão definidas no Regimento Interno.
negro, ao ex-detento e promovam a igualdade entre os cidadãos. § 7º Nas reuniões havidas durante o período de recesso parla-
(Inciso acrescido pela Emenda nº 2/1999, renumerado para Emen- mentar, a Câmara Municipal somente deliberará sobre a matéria
da à Lei Orgânica nº 14/1999, por força do disposto no art. 226a, para a qual foi convocada, vedado o pagamento de parcela indeni-
acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, da Emenda à Lei Orgânica Nº zatória, em razão da convocação. (Redação acrescida pela Emenda
22/2004) à Lei Orgânica nº 28/2006)
TÍTULO II SEÇÃO II
DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES MUNICIPAIS
DAS ATRIBUIÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL
CAPÍTULO I
DO PODER LEGISLATIVO
Art. 11 Cabe à Câmara Municipal, com a sanção do Prefeito,
SEÇÃO I
dispor sobre todas as matérias de competência do Município, es-
DA CÂMARA MUNICIPAL
pecialmente;
I - plano plurianual e orçamentos anuais;
Art. 8º O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal,
II - diretrizes orçamentarias;
nos termos da Constituição Federal.(Redação dada pela Emenda à
III - sistema tributário municipal, arrecadação e distribuição de
Lei Orgânica Nº 1/2004, renumerada pela Emenda à Lei Orgânica
nº 21/2004) rendas;
Parágrafo Único - O número de Vereadores será fixado em IV - dívida pública, abertura e operações de crédito;
cada legislatura para a subseqüente, por lei complementar aprova- V - planos de desenvolvimento;
da por dois terços dos membros da Câmara, observados os limites VI - normas gerais relativas ao planejamento e execução de
da Constituição Federal, até 60 dias antes da data em que será rea- funções de interesse comum, a cargo das associações urbanas ou
lizada a eleição municipal. distritos;
Art. 9º As deliberações da Câmara, salvo disposição em contrá- VII - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e
rio nesta Lei Orgânica, serão tomadas por maioria de votos, presen- funções públicas da Administração Direta, autárquica e fundacional
te a maioria absoluta de seus membros. e fixação de remuneração, observados os parâmetros estabeleci-
Parágrafo Único - O Vereador que tiver interesse pessoal na dos na lei de diretrizes orçamentárias;
deliberação não poderá votar. VIII - servidores públicos municipais da Administração Direta,
Art. 10 A Câmara Municipal de Uberlândia reunir-se-á em ses- autárquica e fundacional, seu regime único, provimento de cargos,
sões legislativas ordinárias, em sede própria, independente de con- estabilidade e aposentadoria;
vocação, de dois de fevereiro a dezessete de julho e de primeiro de IX - criação, estruturação de Secretarias Municipais, empresas
agosto a vinte e dois de dezembro de cada ano. (Redação dada pela públicas, sociedades de economia mista e demais entidades sob o
Emenda à Lei Orgânica nº 28/2006) controle direto ou indireto do Município.
§ 1º As sessões marcadas para estas datas serão transferidas X - bens do domínio público;
para o primeiro dia útil subseqüente, quando recaírem em sábados, XI - aquisição onerosa ou alienação de bens imóveis do Muni-
domingos ou feriados. cípio;
§ 2º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprova- XII - matéria decorrente da competência comum prevista no
ção do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. art. 23 da Constituição Federal.
§ 3º No início de cada legislatura haverá uma reunião prepara- XIII - fixação do subsídio do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Se-
tória no dia 1º de janeiro, com a finalidade de: cretários Municipais”. (Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgâ-
I - dar posse aos Vereadores diplomados e declaração de su- nica Nº 22/2004)
plentes; XIV - estabelecer normas urbanísticas, particularmente as rela-
II - eleger a Mesa Diretora para o mandato de 02 (dois) anos, tivas a zoneamento e loteamento. (Redação acrescida pela Emenda
vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediata- à Lei Orgânica nº 37/2019)
mente subseqüente, na mesma Legislatura, quando deverá haver Art. 12 Compete privativamente à Câmara Municipal:
renovação de ao menos 50% (cinqüenta por cento) dos membros I - eleger e destituir a Mesa Diretora;
da Mesa.(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 27/2006) II - elaborar e aprovar o Regimento Interno;
III - dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito; III - dispor sobre a sua organização, funcionamento e polícia;

2
LEGISLAÇÃO
IV - dispor sobre a criação, transformação ou extinção de car- SEÇÃO III
gos, de empregos ou funções de seus serviços administrativos e DOS VEREADORES
fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros es-
tabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; Art. 14 Os Vereadores gozam de inviolabilidade por suas opi-
V - aprovar créditos especiais e suplementares para a Câmara niões, palavras e votos no exercício do mandato, na circunscrição
Municipal; do Município, tendo o direito de obterem quaisquer informações
VI - fixar, para viger na legislatura subsequente, o subsídio dos solicitadas ao Poder Executivo Municipal.(Alterado pela Emenda à
Vereadores, até o término do primeiro semestre da última sessão Lei Orgânica nº 4/00, renumerado para Emenda à Lei Orgânica nº
legislativa, considerando-se mantidos os mesmos critérios, na hi- 16/00, por força do disposto no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica
pótese de não se proceder à fixação na época própria, admitida pelo art. 4º, da Emenda à Lei Orgânica nº 22/04)
apenas a atualização de valores. (Redação dada pela Emenda à Lei Art. 15 O Vereador não poderá:
Orgânica nº 31/2011) I - desde a expedição do diploma:
VII - dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito; a) firmar ou manter contrato com pessoas jurídicas de direito
VIII - conhecer da renúncia do Prefeito e Vice-Prefeito; público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista,
IX - conceder licença ao Prefeito para interromper o exercício fundação pública ou privada, instituída ou mantida pelo Poder Pú-
de suas funções; blico ou empresa concessionária de serviços públicos, salvo quando
X - autorizar o Prefeito a ausentar-se do Município ou País, o contrato obedecer a cláusula uniforme;
quando a ausência for superior a quinze dias; b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado,
XI - instaurar Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar incluídos os demissíveis “ad nutum”, nas entidades constantes da
infrações político-administrativas do Prefeito, Vice-Prefeito e Vere- alínea anterior, salvo função de Secretário ou Procurador Municipal.
adores; II - desde a posse:
XII - proceder à tomada de contas do Prefeito quando não a) ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que
apresentadas dentro do prazo de sessenta dias após a abertura da goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direi-
sessão legislativa; to público, ou nela exercer função remunerada;
XIII - julgar, mediante parecer prévio do Tribunal de Contas do b) ocupar cargo ou função de que seja demissível “ad nutum”
Estado, as contas do Prefeito e da Presidência da Câmara Munici- nas entidades referidas no inciso I alínea “a”;
pal; c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer dessas
XIV - solicitar intervenção estadual no Município; entidades a que se refere o inciso I, alínea “a”;
XV - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbi- d) ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo.
tem ao poder regulamentar; Art. 16 Perderá o mandato o Vereador:
XVI - fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos I - que infringir qualquer das proibições do artigo anterior;
os da Administração Indireta; II - cujo procedimento for declarado incompatível com o deco-
ro parlamentar;
XVII - dispor sobre os limites e condições para concessão de
III - que deixar de comparecer à terça parte das sessões no pe-
garantia do Município em operação de crédito;
ríodo legislativo de um ano, salvo licença ou missão autorizada pela
XVIII - zelar pela preservação de sua competência legislativa
Câmara Municipal.
em face da atribuição normativa dos outros poderes;
IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
XIX - aprovar, previamente, alienação ou concessão de terras
V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na
públicas;
Constituição Federal;
XX - mudar temporariamente sua sede.
VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em
§ 1º O subsídio dos Vereadores será revisado anualmente, ob- julgado, com pena acessória de perda do mandato;
servando-se a mesma data e índice do subsídio dos Deputados Esta- VII - que fixar residência fora do Município.
duais. (Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 22/2004) § 1º É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos
§ 2º Em qualquer hipótese, o subsídio dos Vereadores corres- definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas assegu-
ponderá a setenta e cinco por cento daquele estabelecido em espé- radas ao Vereador ou a percepção de vantagens indevidas.
cie para os Deputados Estaduais. (Redação acrescida pela Emenda à § 2º Nos casos dos incisos I, II e IV, a perda do mandato será de-
Lei Orgânica nº 22/2004) cidida pela Câmara Municipal, em sessão aberta, por voto de dois
Art. 13 A Câmara Municipal, bem como qualquer de suas Co- terços de seus membros, mediante provocação da Mesa Diretora
missões, poderá convocar Secretário Municipal e Diretor de Autar- ou de partido representado na Câmara Municipal, assegurada am-
quias e Fundações para prestar, pessoalmente, informações sobre pla defesa ao Vereador acusado. (Redação dada pela Emenda à Lei
o assunto previamente determinado, importando em infração polí- Orgânica nº 25/2005.)
tico-administrativa a ausência sem justificação adequada. § 3º Nos casos dos incisos III, IV e V, a perda será declarada
§ 1º Os Secretários Municipais poderão comparecer ao Ple- pela Mesa Diretora, de ofício ou mediante provocação de qualquer
nário da Câmara Municipal, ou a qualquer de suas Comissões, por dos membros ou de partido político com representação na Câmara
sua iniciativa e mediante entendimento com a Mesa Diretora, para Municipal, assegurada ampla defesa.
expor assunto de relevância ou de interesse das respectivas Secre- Art. 17 Não perderá o mandato o Vereador:
tarias. I - investido na função de Secretário ou Procurador Municipal,
§ 2º A requerimento de Vereador, aprovado em Plenário, a podendo optar pela remuneração de Vereador;
Mesa Diretora deverá encaminhar os pedidos de informação, por II - licenciado por motivo de doença, no desempenho de mis-
escrito, ao Prefeito que deverá, no prazo de trinta dias, respondê- são temporária autorizada, ou para tratar, sem remuneração, de
-los formalmente. interesses particulares, desde que, neste caso, a licença não ultra-
§ 3º O não atendimento no prazo previsto no parágrafo ante- passe a sessenta dias.
rior importa em infração político-administrativa, sujeitando-se às § 1º Nos casos de doença comprovada e no desempenho de
penalidades previstas em lei. missão temporária autorizada, o Vereador terá direito à remune-
ração total.

3
LEGISLAÇÃO
§ 2º O suplente será convocado nos casos de vaga por morte, § 3º O referendo de Emenda à Lei Orgânica ou de lei aprovada
renúncia expressa, investidura nas funções de Secretário Munici- pela Câmara Municipal é obrigatório caso haja solicitação, dentro
pal, ou licença superior a trinta dias. de noventa dias, subscrita por, no mínimo, cinco por cento do elei-
§ 3º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, a Mesa Diretora torado do Município.
comunicará o fato ao Juiz Eleitoral que determinará nova eleição § 4º A Emenda à Lei Orgânica será promulgada pela Mesa Dire-
para preenchê-la, se faltarem mais de 15 meses para o término, tora da Câmara com o respectivo número de ordem.
observando-se o seguinte: Art. 22 A iniciativa das leis complementares e ordinárias, res-
I - o suplente convocado terá três dias para tomar posse, em peitadas as limitações da Constituição Federal, cabe a qualquer Ve-
sessão ou na forma que a Mesa Diretora achar conveniente; reador, às Comissões da Câmara Municipal, ao Prefeito e aos cida-
dãos, na forma e nos casos definidos nesta Lei Orgânica.
II - ao tomar posse, o suplente fará o juramento e declarará
Parágrafo Único - As leis complementares serão aprovadas por
seus bens;
maioria absolutas de votos dos membros da Câmara.
III - no exercício do mandato, o suplente terá direito ao total Art. 23 São matérias de iniciativa da Mesa Diretora da Câmara,
da remuneração. além de outras previstas nesta Lei:
Art. 18 Em caso de invalidez ou morte no curso do mandato de I - Regimento Interno da Câmara Municipal.
Prefeito, Vice-Prefeito ou Vereador, fica assegurado ao inválido ou II - fixação, através de Lei, da remuneração dos agentes políti-
aos seus dependentes e cônjuge, uma pensão igual ao valor da re- cos em cada legislatura para a subseqüente, observados os princí-
muneração média mensal que vinha recebendo e que sofrerá rea- pios da Constituição Federal e inciso VI do artigo 12 desta Lei Orgâ-
justes iguais aos dos servidores públicos municipais, para preservar nica;(Nova redação do inciso II dada pela Emenda à Lei Orgânica nº
seu valor real, até o final do mandato para o qual foi eleito. 2/02, renumerado para Emenda à Lei Orgânica nº 19/02, por força
§ 1º Se, ao tempo da morte do inválido, houver dependentes, do disposto no at. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, da
estes terão direito à continuidade do recebimento da pensão. Emenda à Lei Orgânica Nº 22/04)
§ 2º Finda, por qualquer modo, a dependência, ficará extinto III - o regulamento geral ou a modificação que disponha sobre
o direito à pensão. serviços administrativos da Câmara Municipal, funcionamento, po-
der de polícia, criação, transformação ou extinção de cargos, em-
SEÇÃO IV pregos, funções, regime jurídico único de seus servidores e fixação
DAS COMISSÕES da respectiva remuneração, atendidos os parâmetros da lei de di-
retrizes orçamentarias e orçamento anual.
Art. 24 Salvo as hipóteses de iniciativa privativa e de matérias
Art. 19 A Câmara Municipal terá Comissões Permanentes e
indelegáveis previstas nesta Lei, a iniciativa popular pode ser exer-
temporárias constituídas na forma e com atribuições previstas no
cida pela apresentação, à Câmara Municipal, de projeto de lei subs-
respectivo Regimento Interno ou no ato que resultar sua criação. crito por, no mínimo, cinco por cento do eleitorado do Município.
§ 1º Na constituição de cada Comissão é assegurada, tanto Art. 25 Não será admitido o aumento da despesa prevista:
quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos I - nos projetos de iniciativa do Prefeito, com as ressalvas cons-
blocos parlamentares que participem da Câmara Municipal. titucionais;
§ 2º As Comissões Parlamentares de Inquérito terão poderes II - nos projetos de iniciativa da Mesa Diretora sobre a organi-
de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros zação dos serviços internos da Casa.
previstos no Regimento Interno, serão criadas pela Câmara Muni- Art. 26 O Prefeito poderá solicitar urgência na apreciação de
cipal, mediante requerimento de um terço de seus membros para projetos de sua iniciativa.
apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas con- § 1º Se a Câmara Municipal não se manifestar sobre a matéria
clusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público para que no prazo de quarenta e cinco dias, será a mesma incluída na ordem
promova a responsabilidade civil e criminal dos infratores. do dia, sobrestando-se a deliberação sobre os demais assuntos
para que se ultime a votação.
SEÇÃO V § 2º O prazo do parágrafo anterior não corre nos períodos de
DO PROCESSO LEGISLATIVO recesso nem se aplica aos processos que exijam quorum especial
para aprovação ou que seja matéria de codificação.
Art. 20 O processo legislativo compreende a elaboração de: Art. 27 O projeto aprovado será enviado ao Prefeito, pelo Pre-
sidente da Câmara Municipal, no prazo de 15 (quinze) dias úteis
I - emendas à lei Orgânica;
para sanção e promulgação. (Alterações decorrentes da Emenda à
II - leis complementares;
Lei Orgânica Nº 1/03, renumerado para Emenda à Lei Orgânica nº
III - leis ordinárias; 21/04 por força do disposto no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica
IV - leis delegadas; pelo art. 4º, da Emenda à Lei Orgânica Nº 22/04).
V - resoluções; § 1º Se o Prefeito considerar o projeto, no todo ou em parte,
VI - decreto legislativo. inconstitucional, ilegal em face desta Lei Orgânica ou contrário ao
Art. 21 A Lei Orgânica poderá ser emendada mediante proposta: interesse público, veta-lo-á total ou parcialmente, no prazo de 15
I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal; (quinze) dias úteis, contados da data do recebimento comunican-
II - do Prefeito Municipal; do, dentro de vinte e quatro horas, ao Presidente da Câmara, os
III - de cinco por cento, no mínimo, do eleitorado municipal. motivos do veto, observando-se ainda o seguinte:
§ 1º A Lei Orgânica Municipal não poderá ser emendada na I - O veto será enviado a Câmara Municipal respeitados os
vigência do estado de sítio ou estado de defesa, nem quando o Mu- prazos acima descritos, na forma original não se admitindo docu-
nicípio estiver sob intervenção. mentos xerocopiados ou com assinatura eletrônica, escaneada ou
§ 2º A proposta será discutida e votada nominalmente, em dois inserida via computador.
turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, dois ter- II - Após enviado o veto à Câmara o Prefeito não poderá retirar
ços dos votos dos membros da Câmara Municipal, com interstício o documento contendo o veto, sem um pedido por escrito, sujeito
mínimo de dez dias. à discussão e aprovação pelo Plenário da Câmara.

4
LEGISLAÇÃO
III - O veto total ou parcial será publicado e divulgado no Jornal II - o código de obras;
Oficial do Município, com circulação de até 48 (quarenta e oito) III - o código tributário e a legislação tributária correlata;
horas após o prazo previsto no caput deste artigo. IV - o regime jurídico único e o estatuto dos servidores públi-
IV - Nenhuma tramitação de documento referente a veto ou cos;
não, se fará sem a inclusão em livro próprio de protocolo em cada V - a lei de parcelamento, ocupação e uso do solo;
seção. (Alterações decorrentes da Emenda à Lei Orgânica Nº 1/03, VI - a lei instituidora da Guarda Municipal..(Redação dada pela
renumerado para Emenda à Lei Orgânica nº 21/04 por força do dis- Emenda à Lei Orgânica nº 24/2005)
posto no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, da Emenda Art. 32 Dependem do voto favorável:
à Lei Orgânica Nº 22/04). I - de 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara, em votação
§ 2º O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, nominal, as seguintes matérias:
de parágrafo, de inciso ou de alínea. a) proposta de emenda à Lei Orgânica;
§ 3º Decorrido o prazo de 15 (quinze) dias, o silêncio do Pre- b) rejeição de parecer prévio do Tribunal de Contas;
feito importará em sanção.(Alterações decorrentes da Emenda à c) destituição de membros da Mesa Diretora da Câmara;
Lei Orgânica Nº 1/03, renumerado para Emenda à Lei Orgânica nº d) delilberação sobre processo de cassação de mandato de Ve-
21/04 por força do disposto no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica readores, Prefeito e Vice-Prefeito.
pelo art. 4º, da Emenda à Lei Orgânica Nº 22/04). II - da maioria absoluta dos membros da Câmara, em votação
§ 4º O veto será apreciado dentro de trinta dias, a contar do nominal, a aprovação e alterações das seguintes matérias:
seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria a) leis complementares;
absoluta dos membros da Câmara Municipal.(Redação dada pela b) lei de diretrizes orçamentárias;
Emenda à Lei Orgânica nº 25/2005.) c) plano plurianual de investimento;
§ 5º Rejeitado o veto, a matéria que constituirá seu objeto será d) leis orçamentárias e financeiras;
enviada ao Prefeito para promulgação. e) lei que fixa a remuneração do Prefeito, Vice-Prefeito e Secre-
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no pa- tários Municipais; (Alínea e) declarada inconstitucional, conforme
rágrafo quarto, o veto será colocado na ordem do dia da sessão ADIN nº 0363892-84.2011.8.13.0000)
imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final. f) concessão de subvenções.(Redação dada pela Emenda à Lei
§ 7º Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito ho- Orgânica nº 24, de 07 de março de 2005) (Alínea f) declarada in-
ras pelo Prefeito, o Presidente da Câmara Municipal a promulgará constitucional, conforme ADIN nº 0363892-84.2011.8.13.0000)
em igual prazo. g) concessões públicas.(Redação dada pela Emenda à Lei Orgâ-
Art. 28 São matérias de iniciativa privativa do Prefeito: nica nº 26, de 02 de junho de 2006) (Alínea g) declarada inconstitu-
a) a fixação e a modificação dos efetivos da Guarda Municipal; cional, conforme ADIN nº 0363892-84.2011.8.13.0000)
b) a criação de cargo e funções públicos da Administração Dire-
ta, autárquica e fundacional e a fixação da respectiva remuneração, SEÇÃO VI
observados os parâmetros da lei de diretrizes orçamentárias; DO CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO
c) o regime jurídico único dos servidores públicos dos órgãos SUBSEÇÃO I
da Administração Direta, autárquica e fundacional, incluindo o pro- DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
vimento de cargo, estabilidade e aposentadoria;
d) o quadro de empregados das empresas públicas, sociedade Art. 33 A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, opera-
de economia mista e demais entidades de economia sob controle cional e patrimonial do Município e das entidades da Administração
direto ou indireto do Município; Direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicida-
e) a criação, estruturação e extinção de Secretaria Municipal e de, aplicação das subvenções e renúncias de receitas será exercida
de entidade da Administração Indireta; pela Câmara Municipal, mediante controle externo e pelo sistema
f) a criação e organização dos órgãos e serviços da administra- de controle interno de cada Poder.
ção pública; § 1º Prestará contas qualquer pessoa física ou entidade pública
g) os planos plurianuais; que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro, bens
h) as diretrizes orçamentárias; e valores municipais ou pelos quais o Município responda, ou que,
i) os orçamentos anuais. em nome deste, assuma obrigações de natureza pecuniária.
Art. 29 A matéria constante de projeto de lei rejeitado somen- § 2º Ficam todos os órgãos públicos municipais da Adminis-
te poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão le- tração Direta, indireta e fundações, obrigados a publicar, mensal-
gislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da mente, pela imprensa, e afixar em local público o balancete mensal
Câmara Municipal. discriminado de receita e despesa.
Art. 30 As leis delegadas serão elaboradas pelo Prefeito que Art. 34 O controle externo da Câmara Municipal será exercido
deverá solicitar a delegação à Câmara Municipal. com auxílio do Tribunal de Contas do Estado.
§ 1º Não podem constituir objeto de delegação, os atos de § 1º O parecer prévio, emitido pelo Tribunal de Contas sobre
competência privativa da Câmara Municipal, a matéria reservada as contas que o Prefeito prestar anualmente, nos termos desta Lei
a lei complementar e a legislação sobre plano plurianual, diretrizes Orgânica, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos
orçamentárias e orçamentos. membros da Câmara Municipal.
§ 2º A delegação ao Prefeito terá a forma de resolução da Câ- § 2º As contas do Município, após o parecer prévio, ficarão du-
mara Municipal, que especificará seu conteúdo e os termos de seu rante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer cidadão
exercício. para exame e apreciação.
§ 3º Se a resolução determinar a apreciação do projeto pela § 3º O cidadão poderá questionar a legitimidade das contas, me-
Câmara Municipal, esta o fará em votação única, vedada qualquer diante petição escrita e por ele assinada perante a Câmara Municipal.
emenda. § 4º A Câmara apreciará as objeções ou impugnações do con-
Art. 31 Consideram-se matérias de lei complementar: tribuinte em sessão ordinária dentro de, no máximo, vinte dias, a
I - o plano diretor; contar de seu recebimento.

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LEGISLAÇÃO
§ 5º Se acolher a petição, remeterá o expediente ao Tribunal CAPÍTULO II
de Contas, para pronunciamento e, ao Prefeito, para defesa e expli- DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL
cações, depois do que julgará as contas em definitivo. SEÇÃO I
Art. 35 Os Poderes Legislativo e Executivo manterão, de forma DO PREFEITO E DO VICE-PREFEITO
integrada, sistema de controle interno com a finalidade de:
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano pluria- Art. 40 O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito, auxiliado
nual, a execução dos programas de governo e do orçamento;(Reda- pelos Secretários Municipais.
ção do inciso I dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/97, renume- Art. 41 A eleição do Prefeito importará, para mandato corres-
rado para Emenda à Lei Orgânica nº 13/1997, por força do disposto pondente, na eleição do Vice-Prefeito com ele registrado.
no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, da Emenda à Lei § 1º O Vice-Prefeito substitui o Prefeito nos impedimentos e o
Orgânica nº 22/2004). sucede nos casos de vaga e, se o Vice-Prefeito estiver impedido, as-
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto à efi- sumirá o Presidente da Câmara; impedido este, o Procurador Geral
ciência da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos do Município responderá pelo expediente da Prefeitura.
e entidades da administração municipal, bem como da aplicação de § 2º O Vice-Prefeito, além de outras atribuições que lhe forem
recursos públicos por entidades de direito privado; conferidas por lei complementar, auxiliará o Prefeito sempre que
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garan- por ele for convocado para missões especiais.
tias, bem como dos direitos e haveres do Município; § 3º Quando houver a vacância dos cargos de Prefeito e Vice-
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão ins- -Prefeito, far-se-á eleição sessenta dias depois de aberta a última
titucional. vaga, salvo quando faltarem menos de quinze meses para o térmi-
§ 1º Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem co- no do mandato, hipótese em que assumirá a chefia do Executivo
nhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão o Presidente da Câmara Municipal ou, em caso de impedimento
ciência ao Tribunal de Contas do Estado, sob pena de responsabili- deste, aquele que a Câmara eleger.
dade solidária. Art. 42 O Prefeito, regularmente licenciado pela Câmara, terá
§ 2º Qualquer cidadão eleitor, partido político, associação ou direito de perceber sua remuneração quando em:
sindicato é parte legítima para denunciar, mediante petição escrita I - tratamento de saúde, devidamente comprovado;
e devidamente assinada, irregularidades e ilegalidades perante o II - missão de representação do Município;
Tribunal de Contas do Estado. III - licença maternidade e paternidade.
Art. 36 As disponibilidades de caixa do Município e dos órgãos Art. 43 O Prefeito e o Vice-Prefeito tomarão posse em reunião
ou entidades do Poder Público Municipal e das empresas por ele da Câmara Municipal.
controladas serão depositadas em instituições financeiras oficiais, Parágrafo Único - Na posse e no término do mandato, o Prefei-
ressalvados os casos previstos em lei federal, ficando autorizada a to e o Vice-Prefeito apresentarão, à Câmara Municipal, declaração
aplicação financeira. de seus bens registrada em cartório.
Art. 37 Antes da apreciação das contas do Prefeito, este será Art. 44 O Prefeito residirá no Município e dele não poderá au-
convidado, por escrito, a prestar, no prazo de sessenta dias, os es- sentar-se sem autorização da Câmara Municipal por mais de quinze
clarecimentos que julgar oportunos sobre matéria constante do dias, sob pena de perder o cargo, salvo se em gozo de férias ou
parecer prévio do Tribunal de Contas, podendo juntar documentos licença.(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 24, de 07 de
e requerer a produção de provas pericial e testemunhal, perante a março de 2005.)
Comissão competente.
Art. 38 Quando as contas tiverem que ser apreciadas após o SEÇÃO II
encerramento do mandato, proceder-se-á na forma do artigo ante- DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO
rior, assegurado ao ex-Prefeito, por sí ou através de procurador, o
direito de examinar os documentos de sua gestão e de requerer o Art. 45 Compete privativamente ao Prefeito, além das atribui-
fornecimento de cópias pela Administração. ções dadas pela Constituição Federal:
Art. 39 As decisões relativas à prestação de contas, obedecidos I - nomear e exonerar Secretários Municipais;
os preceitos do artigo 180 da Constituição Estadual, terão a forma II - exercer, com auxílio dos Secretários Municipais, a direção
de resolução, dispondo sobre: superior do Poder Executivo;
I - o arquivamento do processo, com baixa, na responsabilida- III - prover e extinguir os cargos públicos do Poder Executivo,
de dos ordenadores de despesa, quando for o caso; observando o disposto nesta lei;
II - recomendação quanto à necessária correção de procedi- IV - prover os cargos de direção ou administração superior dos
mentos futuros, quando apenas se configurarem meras imperfei- órgãos da Administração Indireta;
ções ou impropriedades formais; V - iniciar o processo legislativo na forma e nos casos previstos
III - a inscrição, em conta de responsabilidade, quando houver nesta lei;
imputação de débito, para efeito de ressarcimento aos cofres com VI - fundamentar os projetos de lei que remeter à Câmara Mu-
os acréscimos legais; nicipal;
IV - encaminhamento de cópia do processo ao Ministério Públi- VII - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis e, para sua fiel
co, quando houver indício de infração penal. execução, expedir decretos e regulamentos;
VIII - vetar proposições de lei total ou parcialmente;
IX - elaborar as leis delegadas;
X - remeter mensagens e planos de governo à Câmara Muni-
cipal, quando da reunião inaugural da sessão legislativa ordinária,
expondo a situação do Município;
XI - enviar à Câmara Municipal o plano plurianual de ação go-
vernamental, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as pro-
postas de orçamento, previstos nesta lei;

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LEGISLAÇÃO
XII - prestar, anualmente, à Câmara Municipal, dentro de ses- SEÇÃO V
senta dias da abertura da sessão legislativa ordinária, contas refe- DA PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO
rentes ao exercício anterior;
XIII - dispor, na forma da lei, sobre a organização e atividade do Art. 50 A Procuradoria do Município tem por chefe o Procura-
Poder Executivo; dor Geral do Município, de livre designação pelo Prefeito, dentre
XIV - (Revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 38/2019) advogados de reconhecido saber jurídico e reputação ilibada.
XV - contrair empréstimos externos ou internos e fazer opera- Parágrafo Único - O ingresso na classe inicial de Procurador
ção ou acordo externo de qualquer natureza, após autorização da Municipal far-se-á mediante concurso público e prova de títulos.
Câmara Municipal, nos termos da Constituição Federal e desta Lei;
XVI - convocar extraordinariamente a Câmara Municipal; SEÇÃO VI
XVII - responder, no prazo de trinta dias, aos pedidos de infor-
DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS
mação formulados pela Câmara Municipal ou pelos Vereadores;(-
Nova redação do inciso XVII dada pela Emenda à Lei Orgânica nº
Art. 51 Os cargos, empregos e funções são acessíveis aos brasi-
4/00, renumerado para Emenda à Lei Orgânica nº 16/00, por força
do disposto no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, da leiros que preencham os requisitos estabelecidos em Lei.
Emenda à Lei Orgânica nº 22/2004) § 1º A investidura em cargo ou emprego público depende da
XVIII - (Revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 36/2018) aprovação prévia em concurso de provas ou de provas e títulos,
Art. 46 O Prefeito poderá delegar, por decreto, aos Secretários ressalvadas as nomeações para cargo em Comissão declarado em
Municipais e ao Procurador Municipal, funções administrativas que lei, de livre nomeação e exoneração.
não sejam de sua competência privativa. § 2º O prazo de validade do concurso público é de até dois
Art. 47 A cada doze meses, o Prefeito terá direito a trinta dias anos, prorrogável uma vez, por igual período.
de férias, enviando à Câmara Municipal comunicação prévia. § 3º Durante o prazo improrrogável, previsto no edital da con-
§ 1º As férias do Prefeito poderão ser fruídas de uma só vez ou vocação, o aprovado em concurso público será convocado, obser-
em períodos mínimos de 15 dias. vada a ordem de classificação, com prioridade sobre os novos con-
§ 2º Nas férias do Prefeito, assumirá imediatamente o Vice- cursados, para assumir o cargo ou emprego na carreira.
-Prefeito ou o Presidente da Câmara, na forma da lei. § 4º A inobservância do disposto nos parágrafos 1º e 3º deste
artigo implica em nulidade do ato e punição da autoridade respon-
SEÇÃO III sável, nos termos da lei.
DA RESPONSABILIDADE DO PREFEITO § 5º Ao servidor público municipal será garantida, no concurso
interno, uma pontuação definida em lei.
Art. 48 O Prefeito será processado e julgado:
Art. 52 A lei estabelecerá os casos de contratação por tempo
I - Pelo Tribunal de Justiça do Estado, nos crimes comuns e nos
determinado, para atender a necessidade temporária e de excep-
de responsabilidade, nos termos da legislação federal aplicável;
II - pela Câmara Municipal, nas infrações político-administrati- cional interesse público.
vas, nos termos do seu Regimento Interno, assegurados, entre ou- § 1º É vedado o desvio de função de pessoa contratada na for-
tros requisitos de validade, o contraditório, a publicidade, a ampla ma autorizada no artigo, bem como sua recontratação, sob pena
defesa, com os meios e recursos a ela inerentes e a decisão moti- de nulidade do contrato e responsabilidade administrativa e civil da
vada que se limitará a decretar a cassação do mandato do Prefeito. autoridade contratante.
§ 1º Admitir-se-á a denúncia por qualquer munícipe eleitor. § 2º O disposto no artigo não se aplica a funções de magistério.
§ 2º Não participará do processo, nem do julgamento, o Vere- Art. 53 O cargo em Comissão e a função de confiança na admi-
ador denunciante. nistração pública direta e indireta serão exercidos, preferencialmen-
§ 3º Se, decorridos, os cento e oitenta dias, o julgamento não te, por servidores públicos municipais ocupantes de cargo de carreira
estiver concluído, o processo será arquivado. técnica ou profissional, nos casos e condições previstos na lei.
§ 4º O Prefeito, na vigência de seu mandato, não pode ser res- Art. 54 A revisão geral da remuneração do servidor público
ponsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. municipal far-se-á sempre no mês que a lei fixar, sendo, ainda, as-
segurada a preservação mensal de seu poder aquisitivo, desde que
SEÇÃO IV respeitados os limites a que se refere a Constituição da República.
DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS § 1º A Lei fixará o limite máximo e a relação entre a maior e a
menor remuneração dos servidores públicos municipais, observa-
Art. 49 Os Secretários Municipais serão escolhidos entre os
dos, como limites máximos, os valores percebidos como remunera-
brasileiros civilmente capazes e no exercício de seus direitos po-
ção em espécie pelo Prefeito.
líticos.
Parágrafo Único - Compete aos Secretários Municipais, além § 2º Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não po-
de outras atribuições conferidas em Lei: dem ser superiores aos percebidos pelo Poder Executivo.
I - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos § 3º É vedada a vinculação ou equiparação de vencimentos
de sua Secretaria e de entidade de Administração Indireta a ela vin- para efeitos de remuneração do pessoal do serviço público, ressal-
culada; vado o disposto nesta Lei Orgânica.
II - referendar atos e decretos, referentes a sua Secretaria, as- § 4º Os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público
sinados pelo Prefeito; não serão computados, nem acumulados, para o fim de concessão
III - expedir instruções para a execução das leis, decretos e re- de acréscimo ulterior sob o mesmo título ou idêntico fundamento.
gulamentos; § 5º Os vencimentos do servidor público são irredutíveis e a
IV - apresentar ao Prefeito e à Câmara Municipal relatório anu- remuneração observará o disposto nos parágrafos 1º e 2º deste ar-
al de sua gestão; tigo e os preceitos estabelecidos nos artigos 150-II, 153-III e 153, §
V - praticar os atos pertinentes às atribuições que lhes forem 2º, I da Constituição Federal.
outorgadas ou delegadas pelo Prefeito.

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LEGISLAÇÃO
§ 6º É assegurado aos servidores públicos e às entidades repre- § 3º Para provimento de cargo de natureza técnica exigir-se-á
sentativas o direito de reunião nos locais de trabalho, após prévia a respectiva habilitação profissional.
comunicação à chefia imediata, desde que não haja comprometi- Art. 61 Ficam assegurados, aos servidores públicos municipais,
mento do serviço público. os seguintes direitos:
Art. 55 É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, I - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, ca-
salvo se houver compatibilidade de horários: paz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua fa-
I - a de dois cargos de professor; mília com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário,
II - a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos
III - a de dois cargos privativos de médico. que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação
Parágrafo Único - A proibição de acumular estende-se a em- para qualquer fim;
pregos e funções e abrange autarquias, empresas públicas, socie- II - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção
dades de economia mista e fundações públicas. ou acordo coletivo;
Art. 56 Ao servidor público municipal em exercício de mandato III - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que
eletivo aplicam-se às seguintes disposições:
percebem remuneração variável;
I - tratando-se do mandato eletivo federal ou estadual, ficará
IV - décimo terceiro salário, com base na remuneração integral
afastado do cargo, emprego ou função;
ou no valor da aposentadoria;
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo,
V - remuneração do trabalho noturno superior ao do diurno;
emprego ou função, sendo-lhe facultado optar por sua remunera-
ção; VI - salário família para os seus dependentes;
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibili- VII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diá-
dade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego rias e quarenta semanais, facultada a compensação de horários e a
ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo e, não redução da jornada nos termos que dispuser a lei;
havendo compatibilidade, será aplicada a norma inscrita no inciso VIII - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos do-
anterior; mingos;
IV - em qualquer caso que exija afastamento para o exercício IX - remuneração do serviço extraordinário superior, no míni-
do mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos mo, em cinqüenta por cento à do normal;
os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento; X - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um
V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afasta- terço a mais do que o salário normal;
mento, os valores serão determinados como se no exercício esti- XI - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário,
vesse. com a duração de cento e vinte dias;
Art. 57 A lei reservará percentual dos cargos e empregos públi- XII - licença paternidade nos termos fixados em lei;
cos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios XIII - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante
de sua admissão. incentivos específicos, nos termos da lei;
Art. 58 Os atos de improbidade administrativa importam em XIV - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de
suspensão dos direitos políticos, perda de função pública, indis- normas de saúde, higiene e segurança;
ponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário, na forma e na XV - adicional de remuneração para as atividades penosas, in-
gradação estabelecidas em lei federal, sem prejuízo da ação penal salubres ou perigosas, na forma da lei;
cabível. XVI - proibição de diferença de salários, de exercícios de função
Art. 59 É vedado ao servidor público municipal desempenhar e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado
atividades que não sejam próprias do cargo de que for titular, ex- civil.
ceto quando ocupar cargo em Comissão ou desempenhar função § 1º Cabe ao Sindicato a defesa dos direitos e interesses cole-
de confiança.
tivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou
Art. 60 O Município instituirá o regime jurídico único e planos
administrativas.
de carreira para os servidores públicos municipais de órgãos da
§ 2º A participação do sindicato nas negociações salariais
Administração Direta, de autarquias e de fundações públicas, após
é obrigatória.(Redação dos incisos I a XVI e §§ 1º e 2º dada pela
ouvido, obrigatoriamente, o órgão sindical dos servidores públicos
municipais. Emenda à Lei Orgânica nº 4/92)
§ 1º A política de pessoal obedecerá as seguintes diretrizes: § 3º O pagamento dos vencimentos, vantagens e demais par-
I - valorização e dignificação da função pública e do serviço pú- celas que compõem a remuneração do funcionalismo público mu-
blico; nicipal, dos ativos, inativos e pensionistas, da administração direta
II - profissionalização e aperfeiçoamento do servidor público e indireta, autárquica e fundacional, dar-se-á em parcela única até
municipal; o ultimo dia útil do mês a que se referir. (Redação acrescida pela
III - constituição de quadro dirigente mediante formação e Emenda à Lei Orgânica nº 35/2016)
aperfeiçoamento de administradores; Art. 62 A lei assegurará ao servidor público municipal da Admi-
IV - sistema de mérito objetivamente apurado para o ingresso nistração Direta isonomia de vencimentos para cargos de atribui-
no sistema de mérito objetivamente apurado para ingresso no ser- ções iguais ou semelhantes no mesmo Poder, ou entre servidores
viço e desenvolvimento da carreira. dos Poderes Executivo e Legislativo, ressalvadas as vantagens de
V - remuneração compatível com a complexidade e a respon- caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho.
sabilidade das tarefas e com a escolaridade exigida para o seu de- Art. 63 É garantida a liberação do servidor público municipal
sempenho para o exercício de mandato eletivo em diretoria de entidade sin-
§ 2º Ao servidor que, por acidente ou doença, tornar-se inapto dical, sem prejuízo da remuneração e dos demais direitos e vanta-
para exercer as atribuições específicas de seu cargo, serão asse- gens de seu cargo.
gurados os direitos e vantagens a ele inerentes, até seu definitivo Art. 64 É garantido o direito de greve aos servidores públicos
aproveitamento em outro cargo de atribuições afins, respeitada a municipais, a ser exercido nos termos e limites definidos em lei
habilitação exigida. complementar federal.

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LEGISLAÇÃO
Art. 65 É estável, após dois anos de efetivo exercício, o servidor Art. 69 O servidor público municipal será aposentado:
público municipal nomeado em virtude de concurso público. I - por invalidez permanente, com proventos integrais, quando
§ 1º O servidor público municipal estável só perderá o cargo decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença
em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou processo grave, contagiosa ou
administrativo em que seja assegurada ampla defesa. incurável, especificadas em lei, e proporcionais nos demais ca-
§ 2º Invalidada, por sentença judicial, a demissão do servidor sos;
público municipal estável, será ele reintegrado e o eventual ocu- II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proven-
pante da vaga reconduzido ao cargo de origem, sem direito a inde- tos proporcionais ao tempo de serviço;
nização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade. III - voluntariamente:
§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o ser- a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem, e trinta, se
vidor público municipal estável ficará em disponibilidade remune- mulher, com proventos integrais;
rada até seu adequado aproveitamento em outro cargo de atribui- b) aos trinta anos, se professor, e vinte e cinco, se professora,
ções e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado, de efetivo exercício em funções de magistério, com proventos in-
respeitada a habilitação exigida. tegrais;
Art. 66 O Município assegurará ao servidor público municipal c) aos trinta anos de serviço, se homem, e aos vinte e cinco, se
que, por motivo de acidente ou de doença, tornar-se inapto para mulher, com proventos proporcionais a esse tempo;
exercer sua função de origem, o direito à reabilitação e à readapta- d) aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, aos sessenta,
ção a uma nova função, sem perda de nenhuma espécie. se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço.
Art. 67 O servidor público municipal legalmente responsável por § 1º As exceções ao disposto no inciso III, alíneas “a” e “c”, no
pessoa portadora de deficiência em tratamento especializado, po- caso de exercício de atividades consideradas penosas, insalubres
derá ter sua jornada de trabalho reduzida, conforme dispuser a lei. ou perigosas, serão estabelecidas em lei complementar federal.
§ 2º A lei disporá sobre a aposentadoria em cargo, função ou
SEÇÃO VII emprego temporários.
DA PREVIDÊNCIA SOCIAL § 3º O tempo de serviço público federal, estadual ou municipal
será computado integralmente para os efeitos de aposentadoria e
Art. 68 O Município manterá plano de previdência e assistência disponibilidade.
social para o servidor público municipal submetido a regime pró- § 4º É assegurado ao servidor público municipal afastar-se da
prio e para sua família.
atividade a partir da data do requerimento de aposentadoria. A sua
§ 1º O plano de previdência e assistência social visa dar cober-
não concessão importará na reposição do período de afastamento.
tura aos riscos a que estão sujeitos os beneficiários mencionados
§ 5º Para efeito de aposentadoria, é assegurada a contagem
no artigo e atenderá nos termos da lei a:
recíproca do tempo de contribuição da administração pública e
I - cobertura nos eventos de doenças, invalidez, velhice, aci-
privada, rural e urbana, hipótese em que os diversos sistemas de
dente em serviço, falecimento e reclusão;
previdência social se compensarão financeiramente, segundo os
II - proteção à maternidade, à adoção e à paternidade;
critérios estabelecidos em lei federal.
III - assistência à saúde;
IV - ajuda à manutenção dos dependentes dos beneficiários. § 6º O servidor público municipal que retornar à atividade após
§ 2º O plano será custeado com o produto da arrecadação de a cessação dos motivos que causaram sua aposentadoria por inva-
contribuições sociais obrigatórias do servidor público municipal e lidez, terá direito, para todos os fins, salvo para o de promoção, à
do Poder, órgão ou entidade a que se encontra vinculado, e de ou- contagem do tempo relativo ao período de afastamento.
tras fontes de receita definidas em lei. § 7º O benefício da pensão por morte corresponderá à totali-
§ 3º A contribuição mensal do servidor público municipal e do dade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido, até o limi-
agente político será diferenciada em função da remuneração, na te estabelecido em lei, observado o disposto nos parágrafos 8º e 9º.
forma que a lei fixar. § 8º Os proventos da aposentadoria e as pensões por morte,
§ 4º Os benefícios do plano serão concedidos nos termos e nunca inferiores ao salário mínimo, serão revistos na mesma pro-
condições estabelecidos em lei: porção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração
I - quanto ao servidor público municipal e agente político: do servidor em atividade.
a) aposentadoria; § 9º Serão estendidos aos inativos os benefícios ou vanta-
b) auxílio natalidade; gens posteriormente concedidos ao servidor em atividade, mesmo
c) salário família diferenciado; quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo
d) auxílio transporte; ou da função em que se tiver dado a aposentadoria.
e) licença para tratamento de saúde; § 10 A pensão por morte abrangerá o cônjuge, o companheiro
f) licença à gestante, à adotante e paternidade; e demais dependentes, na forma da lei.
g) licença por acidente em serviço. § 11 Nenhum benefício ou serviço da previdência social poderá
II - quanto ao dependente: ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de
a) pensão por morte; custeio total.
b) auxílio reclusão; Art. 70 Incumbe à entidade da Administração Indireta gerir,
c) auxílio funeral; com exclusividade, o sistema de previdência e assistência social dos
d) pecúlio. servidores públicos municipais.
§ 5º Nos casos previstos nas alíneas “e”, “f” e “g” do inciso Parágrafo Único - Os cargos de direção da entidade serão ocu-
I, parágrafo anterior, o servidor perceberá remuneração integral pados, preferencialmente, por servidores públicos municipais de
como se em exercício estivesse. cargo de carreira.
§ 6º O Poder, órgão ou entidade a que se vincule o servidor públi- Art. 71 O piso mínimo dos valores a serem pagos aos aposenta-
co municipal terá, após os descontos, um prazo de dez dias para reco- dos e pensionistas não poderá ser inferior ao salário mínimo fixado
lher as respectivas contribuições sociais, sob pena de responsabilidade pelo Governo Federal.
de seu proposto e pagamento dos acréscimos definidos em lei.

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LEGISLAÇÃO
TÍTULO III I - em qualquer dos Poderes do Município, nas autarquias e
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL nas fundações públicas, por servidor público, ocupante de cargo
CAPÍTULO I público, em caráter definitivo ou em Comissão, ou de função de
DOS PRINCÍPIOS GERAIS confiança.
II - nas sociedades de economia mista, empresas públicas e de-
Art. 72 A administração pública municipal é o conjunto de ór- mais entidades de direito privado sob o controle direto ou indireto
gãos institucionais, materiais, financeiros e humanos destinados à do Município, por empregado público, ocupante de emprego públi-
execução das decisões do governo local. co ou função de confiança.
§ 1º A administração pública municipal é direta quando realiza-
da por órgãos da Prefeitura ou Câmara Municipal. CAPÍTULO II
§ 2º A administração pública municipal é indireta quando rea- DAS OBRAS E SERVIÇOS MUNICIPAIS
lizada por:
I - autarquia; Art. 81 Lei municipal, observadas as normas gerais estabele-
II - sociedade de economia mista; cidas pela União, disciplinará o procedimento de licitação impres-
III - empresa pública. cindível à contratação de obras, serviços, compras e alienação do
§ 3º A administração pública municipal é fundacional quando Município.
realizada por fundação instituída ou mantida pelo Município. Parágrafo Único - Nas licitações do Município e de suas entida-
§ 4º Somente por lei específica poderão ser criadas autarquias, des de Administração Indireta e fundacionais, observar-se-ão, sob
sociedades de economia mista, empresas públicas e fundações mu- pena de nulidade, os princípios de isonomia, publicidade, probida-
nicipais. de, vinculação ao instrumento convocatório e julgamento objetivo.
Art. 73 A atividade administrativa do Município, direta ou in- Art. 82 O Município organizará e prestará, diretamente ou sob
direta, descentralizada, obedecerá aos princípios da transparência, regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de sua
legalidade, finalidade, razoabilidade, motivação, impessoalidade, competência.
moralidade, publicidade, da licitação e da responsabilidade. § 1º A concessão de serviço público será outorgada mediante
Art. 74 Qualquer cidadão poderá levar ao conhecimento da au- contrato precedido de concorrência e autorização legislativa.
toridade municipal irregularidades, ilegalidades ou abuso de poder § 2º A permissão de serviço público, sempre a título precário,
imputáveis a qualquer agente público, cumprindo ao servidor pú- será outorgada por decreto, após edital de chamamento de interes-
blico municipal o dever de fazê-lo perante seu superior hierárquico, sados, para a escolha do melhor pretendente.
para as providências e correções pertinentes. § 3º Os serviços concedidos e permitidos ficarão sempre sujei-
Art. 75 A publicação das leis e dos atos municipais far-se-á na tos à regulamentação e fiscalização do Município, incumbindo aos
imprensa local. que o executem, sua permanente atualização e adequação às ne-
§ 1º Os atos de efeitos externos só produzirão efeito após a cessidades dos usuários.
sua publicação. § 4º O Município poderá intervir na prestação dos serviços
§ 2º A publicação dos atos normativos internos, pela imprensa, concedidos ou permitidos para corrigir distorções ou abusos, bem
poderá ser resumida. como retomá-los, sem indenização, desde que executados em des-
§ 3º Os Poderes Legislativo e Executivo organizarão registros conformidade com o contrato ou ato quando se revelarem insufi-
de seus atos e documentos de forma a preservar-lhes a inteireza e cientes para o atendimento dos usuários.
possibilitar-lhes a consulta e extração de cópias e certidões, sempre Art. 83 As tarifas de serviços públicos e de utilidade pública de-
que necessário. verão ser fixadas pelo Prefeito, tendo em vista justa remuneração,
Art. 76 Os Poderes Legislativo e Executivo são obrigados a for- segundo critérios estabelecidos em lei.
necer, a qualquer interessado, no prazo máximo de dez dias, certi-
dões de atos, contratos e decisões, sob pena de responsabilidade CAPÍTULO III
da autoridade ou servidor público municipal que negar ou retardar DO TRANSPORTE PÚBLICO
sua expedição, assim como atender às requisições judiciais em igual
prazo, se outro não foi fixado pelo requisitante. Art. 84 Incumbe ao Município, respeitada a legislação federal,
Art. 77 A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e planejar, organizar, dirigir, coordenar, executar, delegar e controlar
campanhas dos órgãos públicos municipais, qualquer que seja o a prestação de serviços públicos ou de utilidade pública relativos a
veículo de comunicação, somente poderá ter caráter informativo, transporte coletivo individual de passageiros, o tráfego, o trânsito e
educativo ou de orientação social, dela não podendo constar no- o sistema viário municipal.
mes, símbolos ou imagens que caracterizem a promoção pessoal de § 1º Os serviços a que se refere o artigo, incluindo o de trans-
autoridade ou servidor público municipal. porte escolar, serão prestados diretamente ou sob o regime de
Parágrafo Único - Os custos da publicidade referida neste arti- concessão ou permissão nos termos da lei.
go serão comunicados à Câmara Municipal, no prazo de quinze dias § 2º A exploração de atividade de transporte coletivo que o Po-
após sua veiculação. der Público seja levado a exercer por força de contingência ou con-
Art. 78 A execução de obras públicas municipais deverá ser veniência administrativa, será empreendida por empresa pública.
sempre precedida de projeto elaborado segundo as normas técni- Art. 85 Lei municipal disporá sobre organização, funcionamen-
cas adequadas. to e fiscalização dos serviços de transporte coletivo e de táxi, de-
Art. 79 Será obrigatória a publicação do resumo de todos os vendo ser fixadas diretrizes de caracterização precisa e proteção
termos de contratos administrativos, ou quando não exigível a eficaz do interesse público e dos direitos dos usuários.
formalização por este meio, das respectivas escrituras públicas ou § 1º O Município assegurará transporte coletivo a todos os ci-
particulares, ou cartas-contratos, ou notas de empenho ou a auto- dadãos.
rização de compra ou ordem de execução de obras ou de serviço, § 2º É obrigatória a manutenção de linhas noturnas de trans-
referentes a despesas relevantes, definidas em legislação ordinária. porte coletivo em toda a área do Município, racionalmente distri-
Art. 80 A atividade administrativa permanente é exercida: buídas pelo órgão ou entidade competente.

10
LEGISLAÇÃO
Art. 86 O planejamento dos serviços de transporte coletivo CAPÍTULO IV
deve ser feito com observância dos seguintes princípios: DO PATRIMÔNIO MUNICIPAL
I - compatibilidade entre transporte e uso do solo;
II - integração física, operacional e tarifária entre as diversas Art. 95 Integram o patrimônio do Município todos os bens imó-
modalidades de transporte; veis e móveis, direitos e ações que, por qualquer título, lhe perten-
III - racionalização dos serviços; çam.
IV - análise de alternativas mais eficientes ao sistema; Art. 96 Cabe ao Prefeito a administração do patrimônio muni-
V - participação de entidades de classe e da população orga- cipal, respeitada a competência da Câmara quanto aos bens utiliza-
nizada; dos em seus serviços.
VI - as concessionárias de transporte público devem observar a Art. 97 A aquisição de bens imóveis, por compra ou permuta,
legislação sobre saúde e meio ambiente, na forma da lei. dependerá de prévia avaliação e autorização legislativa.
Parágrafo Único - O Município, ao traçar as diretrizes de or- Art. 98 A alienação de bens municipais subordinada à existên-
denamento dos transportes, estabelecerá metas prioritárias de cia de interesse público, devidamente justificado, será sempre pre-
circulação de coletivo urbano, que terá preferência em relação às cedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas:
demais modalidades de transporte. I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa e con-
Art. 87 As tarifas de serviço de transporte coletivo e de táxi corrência, dispensada esta nos seguintes casos:
e de estacionamento público, no âmbito municipal, serão fixadas a) a doação, devendo constar da escritura pública os encargos
pelo Poder Executivo, podendo ser diferenciadas em função das do donatário, o prazo de seu cumprimento e as cláusulas de re-
características técnicas e dos custos específicos provenientes do trocessão e de inalienabilidade, impermutabilidade e impenhora-
atendimento aos distintos segmentos de usuários. (Redação dada bilidade, sendo estas vinculadas ao cumprimento dos encargos e a
pela Emenda à Lei Orgânica nº 34/2014) execução do objeto da doação pelo prazo mínimo de 10 (dez) anos,
§ 1º O Poder Executivo deverá proceder ao cálculo da remune- sob pena de nulidade do ato, podendo tais encargos ser dispensa-
ração do serviço de transporte de passageiros às empresas opera- dos, por lei, se o donatário for pessoa jurídica integrante da Admi-
doras, com base em planilha de custos, contendo metodologia de nistração Indireta do Município e o imóvel destinar-se a garantia de
cálculo, parâmetros e coeficientes técnicos em função das peculia- financiamento junto ao Sistema Financeiro de Habitação. (Redação
ridades do sistema de transporte urbano municipal.
dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 38/2019)
§ 2º As planilhas de custo serão atualizadas quando houver al-
b) permuta.
teração no preço de componentes da estrutura de custos de trans-
II - quando móveis, dependerá de licitação dispensada nos se-
porte, necessários à operação do serviço.
guintes casos:
§ 3º É assegurado à entidade representativa da sociedade civil
a) doação, que será permitida exclusivamente para fins de in-
e à Câmara o acesso aos dados informadores da planilha de custos,
teresse social;
bem como a elementos da metodologia de cálculo, parâmetros e
b) permuta.
coeficientes técnicos.
§ 4º O sistema de transporte coletivo fornecerá, para aquisição § 1º O Município, preferentemente à venda ou doação de seus
antecipada aos usuários, bilhete ou cartão de transporte de valor in- bens imóveis, outorgará concessão de direito real de uso mediante
ferior à tarifa vigente, e o desconto deverá ser aprovado pela Câmara prévia autorização legislativa e concorrência. A concorrência pode-
Municipal. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 34/2014) rá ser dispensada, por lei, quando o uso se destinar a concessioná-
Art. 88 O equilíbrio econômico-financeiro dos serviços de ria de serviço público e entidades assistenciais, ou quando houver
transporte coletivo será assegurado pela compensação entre a re- relevante interesse público, devidamente justificado.
ceita auferida e o custo total do sistema. § 2º A venda a proprietários de imóveis lindeiros de áreas ur-
Parágrafo Único - A fixação de qualquer tipo de gratuidade no banas remanescentes e inaproveitáveis para edificação, resultantes
transporte coletivo urbano só poderá ser feita mediante lei que de obra pública, dependerá apenas de prévia avaliação. As áreas
contenha a fonte de recursos para custeá-la, salvo os casos previs- resultantes de modificação de alinhamento serão alienadas nas
tos nesta Lei Orgânica. mesmas condições, quer sejam aproveitáveis ou não.
Art. 89 O Poder Público promoverá permanente vistoria nas § 3º Uma vez cumprido os encargos e transcorridos o prazo
unidades de transporte coletivo, determinando a retirada de circu- mínimo de 10 (dez) anos de execução do objeto de que trata a alí-
lação dos veículos que não estejam apropriados ao uso e sua ime- nea “a” do inciso I deste artigo, terá o donatário direito a baixa do
diata substituição. gravame das cláusulas de retrocessão, inalienabilidade, impermu-
Art. 90 As vias integrantes dos itinerários das linhas de trans- tabilidade e impenhorabilidade, mediante prévia verificação da Ad-
porte coletivo de passageiros terão prioridade para pavimentação ministração Pública Municipal. (Redação acrescida pela Emenda à
e conservação. Lei Orgânica nº 38/2019)
Art. 91 O Poder Público constituirá terminais de transporte co- Art. 99 O uso de bens municipais por terceiros poderá ser feito
letivo urbano para onde possam convergir as linhas de ônibus dos mediante concessão, permissão ou autorização, se o interesse pú-
principais corredores de transporte da cidade. blico o justificar.
Art. 92 Em quarteirão fechado, o mobiliário urbano será dis- § 1º A concessão administrativa dos bens públicos de uso es-
posto de forma a facilitar o trânsito eventual de veículos, especial- pecial e dominicais far-se-á mediante contrato precedido de auto-
mente em situação de emergência. rização legislativa e concorrência, dispensada esta, por lei, quando
Art. 93 Fica instituído o Conselho Municipal de Mobilidade Ur- o uso se destinar a concessionária de serviço público, a entidades
bana e Transporte Público. assistenciais, ou quando houver interesse público relevante, devi-
Parágrafo único. A composição e as atribuições do Conselho damente justificado.
Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte Público serão defini- § 2º A permissão, que poderá incidir sobre qualquer bem públi-
das em lei. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 32/2013) co, será feita a título precário, por decreto.
Art. 94 Na concessão de serviços que envolvam transporte de § 3º A autorização, que poderá incidir sobre qualquer bem pú-
pessoas, será exigido curso de direção defensiva ou similar, na for- blico, será feita por portaria, para atividades ou usos específicos.
ma da lei. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 5/1995, renumerado

11
LEGISLAÇÃO
para Emenda à Lei Orgânica nº 10/1995, por força do disposto no Art. 103 As taxas só poderão ser instituídas por lei municipal,
art. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, da Emenda à Lei em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização efetiva
Orgânica nº 22/2004) ou potencial de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados
§ 4º Cessão é transferência gratuita da posse de um bem do ao contribuinte ou postos à sua disposição pelo Município
Município para outro órgão ou entidade pública, a fim de que o ces- Parágrafo Único - As taxas não poderão ter base de cálculo
sionário utilize, nas condições estabelecidas no respectivo termo, própria de impostos.(Renumerado pela Emenda à Lei Orgânica nº
por tempo determinado (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica 2/94, que revogou o § 2º, renumerado para Emenda à Lei Orgânica
nº 38/2019) nº 7/94, por força do disposto no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica
Art. 100 Fica expressamente vedada a doação de bens imóveis pelo art. 4º da Emenda à Lei Orgânica nº 22/04)
municipais a qualquer pessoa jurídica cujos objetivos não se confi- Art. 104 A contribuição de melhoria será instituída por lei para
gurem em atividades sociais, devendo a beneficiária ser reconhe- ser cobrada em decorrência da execução de obras públicas muni-
cipais.
cida de utilidade pública municipal e constar da lei de doação que,
Art. 105 O Município instituirá, por lei, contribuição cobrada de
em caso de extinção da entidade, o patrimônio doado reverterá ao
seus servidores, para custeio, em benefício destes, de sistemas de
patrimônio municipal. previdência e assistência social.
§ 1º A proibição prevista no caput deste artigo não se aplica à
doação de interesse para o Município e, especialmente, que tenha SEÇÃO II
por objetivo ampliar o seu potencial turístico, cultural, econômico, DA RECEITA E DA DESPESA
social, religioso e incrementar o seu parque industrial. (Redação
dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 38/2019) Art. 106 A receita do Município constitui-se da arrecadação de
§ 2º A proibição prevista no caput deste artigo não se aplica seus tributos, da participação em tributos federais e estaduais, dos
aos casos em que já tenha havido o reconhecimento da Administra- preços resultantes da utilização de seus bens, serviços, atividades e
ção Municipal quanto ao cumprimento dos encargos e à execução de outros ingressos.
do objeto da doação pelo prazo mínimo de 10(dez) anos. (Redação Art. 107 A fixação dos preços públicos devidos pela utilização
acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 38/2019) de bens, serviços e atividades municipais, será feita por decreto,
segundo critérios gerais estabelecidos em lei.
CAPÍTULO V Art. 108 A despesa pública atenderá às normas gerais de direi-
DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA to financeiro federal e aos princípios orçamentários.
SEÇÃO I
DOS TRIBUTOS SEÇÃO III
DOS ORÇAMENTOS
Art. 101 Tributos municipais são os impostos, as taxas e a con-
Art. 109 Leis de iniciativa do Prefeito estabelecerão:
tribuição de melhoria instituídos por lei local, atendidos os princí- I - o plano plurianual;
pios da Constituição Federal e as normas gerais de direito tributário II - as diretrizes orçamentárias;
estabelecidos em lei Complementar federal, sem prejuízo de outras III - os orçamentos anuais.
garantias que a legislação tributária municipal assegure ao contri- § 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá as dire-
buinte. trizes, objetivos e metas da administração municipal para as des-
Art. 102 Compete ao Município instituir impostos sobre: pesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos
I - propriedade predial e territorial urbana; programas de duração continuada.
II - transmissão inter-vivos, a qualquer título, por ato oneroso, § 2º A lei de diretrizes orçamentárias estabelecerá metas e
de bens imóveis por natureza ou acessão física, e de direitos reais prioridades da administração municipal, incluindo as despesas de
sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos capital para o exercício financeiro subseqüente, orientará a elabo-
à sua aquisição: ração da lei orçamentária anual e disporá sobre as alterações na
III - vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto legislação tributária.
óleo diesel e gás de cozinha; § 3º O Poder Executivo publicará, até o dia dez de cada mês, o
IV - serviço de qualquer natureza, não compreendidos na com- balancete das contas municipais.
petência do Estado e definidos em lei complementar federal. Art. 110 O lei orçamentária anual compreenderá:
§ 1º O imposto previsto no inciso I poderá ser progressivo, nos I - o orçamento fiscal;
II - o orçamento das autarquias e das fundações instituídas ou
termos de lei municipal, de forma a assegurar o cumprimento da
mantidas pelo Município;
função social da propriedade.
III - o orçamento de investimentos das empresas em que o Mu-
§ 2º O imposto referido no inciso I poderá ter alíquotas diversi- nicípio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social
ficadas em função de interesse estabelecido no plano diretor. com direito a voto.
§ 3º Lei municipal estabelecerá critérios objetivos para a edi- § 1º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de de-
ção da planta de valores de imóveis, tendo em vista a incidência do monstrativo do efeito sobre as despesas decorrentes de isenções,
imposto previsto no inciso I. anistias e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia.
§ 4º O imposto previsto no inciso II compete ao Município da § 2º Os orçamentos, compatibilizados com o plano plurianual,
situação do bem e não incide sobre a transmissão de bens ou direi- terão, entre suas funções, a de reduzir desigualdades entre os dis-
tos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de tritos do Município, segundo critério populacional.
capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes § 3º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho
de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, sal- à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na
vo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a proibição a autorização para a abertura de crédito suplementar e
compra e venda desses bens ou direitos, locação de bens imóveis contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de
ou arrendamento mercantil. receita, nos termos da lei federal aplicável.

12
LEGISLAÇÃO
Art. 111 O orçamento municipal assegurará investimentos IV - a vinculação da receita de impostos a órgãos, fundo ou
prioritários em programas de educação, de ensino pré-escolar e despesas, ressalvadas a destinação de recursos para o desenvolvi-
fundamental, de saúde, de saneamento básico, de transporte co- mento do ensino e a prestação de garantia às operações de crédito
letivo e de moradia. por antecipação de receita;
Art. 112 Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às dire- V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia
trizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais autorização legislativa e sem indicação dos recursos corresponden-
serão de iniciativa exclusiva do Prefeito e serão apreciadas pela Câ- tes;
mara Municipal, com observância do disposto nesta Lei Orgânica VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de re-
sobre o processo legislativo. cursos de uma categoria de programação para outra de um órgão
§ 1º O Prefeito enviará à Câmara Municipal projeto de lei: para outro, sem prévia autorização legislativa;
I - de diretrizes orçamentárias, até 15 de maio de cada exer- VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;
cício; VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de re-
II - do orçamento anual, até o dia 30 de setembro de cada exer- cursos do orçamento fiscal para suprir necessidade ou cobrir déficit
cício. (Incisos I e II alterados pela Emenda nº 3/2000 renumerado de entidade da Administração Indireta e de fundos;
para Emenda à Lei Orgânica nº 15/2000, por força do disposto no IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia
art. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, da Emenda à Lei autorização legislativa.
Orgânica nº 22/2004) § 1º Nenhum investimento, cuja execução ultrapasse um exer-
§ 2º Junto com o projeto de lei orçamentária anual, o Prefeito cício financeiro, poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano
encaminhará, também, projeto de lei do plano plurianual corres- plurianual ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de respon-
pondente ao período necessário para que tenha vigência perma- sabilidade.
nente de, no mínimo, três anos. § 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no
§ 3º Caberá à Comissão de Finanças e Orçamento: exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de
I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos nes- autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele
te artigo e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Prefeito exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão
Municipal; incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente.
II - exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, § 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admiti-
sem prejuízo das demais Comissões criadas de acordo com o dis- da para atender despesas imprevisíveis e urgentes, como as decor-
posto no Art. 19. rentes de calamidade pública.
§ 4º As emendas serão apresentadas na Comissão de Finanças Art. 114 Os recursos correspondentes às dotações orçamentá-
e Orçamento, que sobre elas emitirá pareceres a serem apreciados, rias, compreendidos os créditos suplementares e especiais destina-
dos à Câmara Municipal, ser-lhe-ão entregues em duodécimos até
na forma regimental, pelo Plenário da Câmara Municipal.
o dia vinte de cada mês.
§ 5º As emendas ao projeto da lei anual ou a projetos que a
modifiquem somente podem ser aprovadas caso:
TÍTULO IV
I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de
DA ORDEM ECONÔMICA
diretrizes orçamentárias;
CAPÍTULO I
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os pro-
DOS PRINCÍPIOS GERAIS
venientes de anulação de despesas, excluídas as que incidam sobre:
a) dotações de pessoal e seus encargos;
Art. 115 O Município de Uberlândia exercerá, nos limites de
b) serviço da dívida municipal;
seu território e dentro de sua competência constitucional, as fun-
III - sejam relacionados com: ções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determi-
a) a correção de omissão; nante para o setor público e indicativo para o setor privado.
b) os dispositivos do texto do projeto de lei. § 1º A lei estabelecerá as diretrizes e bases para o desenvolvi-
§ 6º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias mento municipal, com aproveitamento das potencialidades e re-
não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plu- cursos locais e de forma integrada com os planos nacionais e regio-
rianual. nais de desenvolvimento.
§ 7º O Prefeito poderá enviar mensagem à Câmara Municipal § 2º O Município, na forma da lei, apoiará e estimulará o coo-
para propor modificações nos projetos a que se refere este artigo, perativismo e outras formas de associativismo.
enquanto não iniciada a votação na Comissão referida no § 3º. Art. 116 O Município dispensará às micro-empresas e às em-
§ 8º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou re- presas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jurí-
jeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas dico diferenciado, visando incentivá-las pela simplificação de suas
correspondentes, poderão ser utilizados, conforme o caso, median- obrigações administrativas e tributárias, ou pela eliminação ou re-
te créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica au- dução destas por meio de lei.
torização legislativa. Art. 117 A exploração direta de atividade econômica pelo Mu-
Art. 113 São vedados: nicípio ficará condicionada à existência de relevante interesse cole-
I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orça- tivo, conforme definido em lei.
mentária anual; § 1º A empresa pública, a sociedade de economia mista e ou-
II - a realização de despesas ou assunção de obrigações diretas tras entidades que explorem a atividade econômica sujeitam-se ao
que excedam os créditos orçamentários ou adicionais; regime jurídico das empresas privadas, inclusive quanto às obriga-
III - a realização de operações de créditos que excedam o mon- ções trabalhistas e tributárias.
tante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante § 2º As empresas públicas e as sociedades de economia mista
créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, apro- não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor
vados pela Câmara Municipal por maioria absoluta; privado.

13
LEGISLAÇÃO
§ 3º O Município, mediante autorização legislativa, poderá c)usos incompatíveis ou inconvenientes.
subscrever títulos representativos de capital de empresas privadas, Parágrafo Único - A política de desenvolvimento urbano no
integralizado ou a integralizar, sempre que tais investimentos se Município será promovida pela adoção dos seguintes instrumentos:
fizerem necessários e convenientes no território municipal, para a I - código de urbanismo do Município;
propulsão de atividades econômicas de relevante interesse. II - elaboração e execução do plano diretor;
§ 4º O licenciamento de qualquer atividade econômica, para III - leis e planos de controle do uso, do parcelamento e da ocu-
funcionar no território do Município, ficará condicionado à prévia pação do solo urbano;
satisfação de todas as exigências legais para preservação do meio IV - código de obras e edificações.
ambiente. Art. 121 O código de urbanismo do Município compreenderá
Art. 118 O Município, através de ações próprias ou integradas os princípios gerais, os objetivos, a definição de áreas de ordena-
com a União e o Estado, adotará instrumentos para: mento prioritário e as de ordenamento diferido e de normas gerais
I - restrição ao abuso do poder econômico; de orientação dos planos diretor e de controle de uso, parcelamen-
II - defesa, promoção e divulgação dos direitos do consumidor,
to e ocupação do solo.
educação para o consumo e estímulo à organização de associações
Art. 122 Os planos urbanísticos previstos nos incisos II e III do
voltadas para esse fim;
parágrafo único do artigo 120, aprovados por lei, constituem ins-
III - fiscalização e controle de qualidade, de preços e de pesos e
trumentos básicos do processo de produção, reprodução ou uso do
medidas dos bens e serviços produzidos e comercializados em seu
território; espaço urbano, mediante a definição, entre outros, dos seguintes
IV - eliminação de entrave burocrático que embarace o exercí- objetivos gerais:
cio da atividade econômica. I - controle do processo de urbanização, para assegurar-lhe
Art. 119 O Município adotará programas de desenvolvimento equilíbrio e evitar o despovoamento das áreas agrícolas ou pastoris;
rural, destinados a fomentar a produção agropecuária, organizar o II - organização das funções da cidade, abrangendo habitação,
abastecimento alimentar, promover o bem-estar do homem que trabalho, circulação, recreação, democratização, convivência social
vive do trabalho da terra e fixá-lo no campo. e realização de vida urbana digna;
§ 1º O Município participará de todas as ações relacionadas III - promoção de melhoramento na área rural, na medida ne-
com a consecução dos objetivos indicados neste artigo, integran- cessária ao seu ajustamento ao crescimento dos núcleos urbanos;
do-se através de convênios e outras formas de ajustes aos esforços IV - estabelecimento de prescrições, usos, reservas e destinos
de organismos públicos e privados. de imóveis, águas e áreas verdes.
§ 2º Serão especialmente incentivadas as iniciativas e progra- Art. 123 A política de desenvolvimento urbano do Município
mas que tenham por finalidade: terá como prioridade básica, no âmbito de sua competência, asse-
I - promover a criação e organização de agrovilas, favorecendo gurar o direito de acesso à moradia adequada, com condições míni-
a fixação do homem na zona rural; mas de privacidade e segurança, atendidos os serviços de transpor-
II - eletrificação rural e irrigação; te coletivo, saneamento básico, educação, saúde, lazer e demais
III - a construção de habitações para o trabalhador rural; dispositivos de habitabilidade condigna.
IV - o incentivo à pesquisa tecnológica e científica; § 1º O Poder Público Municipal, inclusive mediante estímulo
V - a assistência técnica e a extensão rural; e apoio a entidades comunitárias e a construtores privados, pro-
VI - a instalação de agroindústrias; moverá as condições necessárias, incluindo a execução de planos e
VII - a oferta, pelo Poder Público, de infra-estrutura de arma- programas habitacionais, à efetivação deste direito.
zenagem, de garantia de mercado e de sistema viário adequado ao § 2º A habitação será tratada, dentro do contexto do desen-
escoamento da produção. volvimento urbano, de forma conjunta e articulada com os demais
§ 3º O Município incentivará, por todo os meio possíveis, o aspectos da cidade.
cultivo de novas espécies, objetivando a consolidação e o desen-
Art. 124 O código de obras e edificações conterá normas edi-
volvimento da produção agrícola, através de suas múltiplas formas.
lícias relativas às construções do território municipal, consignando
princípios sobre segurança, funcionalidade, higiene, salubridade e
CAPÍTULO II
estética das construções, e definirá regras sobre proporcionalidade
DO DESENVOLVIMENTO E POLÍTICA URBANOS
entre ocupação e equipamento urbano.
Art. 120 A política de desenvolvimento urbano do Município, Art. 125 No estabelecimento das diretrizes relativas ao desen-
observadas as diretrizes fixadas em lei federal, tem por finalidade volvimento urbano a lei assegurará:
ordenar o pleno desenvolvimento das funções urbanas e garantir I - a justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do
o bem-estar da comunidade local, mediante a implementação dos processo de urbanização;
seguintes objetivos gerais: II - a prevalência da função social da propriedade urbana;
I - ordenação da expansão urbana; III - a preservação e restauração do meio ambiente, patrimô-
II - integração urbano-rural; nio histórico, cultural, paisagístico, arqueológico, espeleológico e
III - prevenção e a correção das distorções do crescimento ur- paleontológico;
bano; IV - a urbanização, regularização fundiária e titulação de lote-
IV - proteção, preservação e recuperação do meio ambiente; amentos clandestinos das áreas ocupadas em regime de posse ou
V - proteção, preservação e recuperação do patrimônio históri- em condições de sub-habitação, permitida a remoção apenas em
co, artístico, turístico, cultural e paisagístico; situações de risco em terreno, ou para implementação de equipa-
VI - controle do uso do solo, de modo a evitar: mentos e infra-estrutura urbanística indispensável ao bem-estar da
a) o parcelamento do solo e a edificação vertical excessivos comunidade, garantindo-se sempre, nestes casos, a permuta por
com relação aos equipamentos urbanos e comunitários existentes; moradia que disponha de edificação e acesso a todas as redes de
b) a ociosidade, subutilização ou não-utilização do solo urbano serviço público assegurando-se, em qualquer hipótese, a proprie-
edificáveis; dade da mesma;

14
LEGISLAÇÃO
V - a participação da sociedade civil organizada, no planeja- IV - instrumento incluindo:
mento e execução da política urbana, e das comunidades interes- a) instrumento legal do plano;
sadas, por meio de suas entidades representativas, quando a exe- b) programas relativos às atividades-fim;
cução de alguma medida as atingir diretamente; c) programas relativos às atividades-meio;
VI - o conhecimento do meio geológico, tendo em vista a ade- d) programas dependentes da cooperação de outras entidades
quação dos assentamentos urbanos; públicas.
VII - o planejamento da expansão urbana, tendo em vista o Art. 128 A delimitação da zona urbana será definida por lei,
combate à especulação imobiliária; observado o estabelecido no plano diretor.
VIII - a implantação de uma política que assegure, aos portado- Art. 129 É facultado ao Poder Público Municipal, mediante a lei
res de deficiência, o atendimento de suas necessidades específicas; específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da
IX - a integração e complementaridade das atividades urbanas lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subtiliza-
e rurais. do ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento,
Art. 126 O Município deverá organizar a sua administração, sob pena, sucessivamente de:
exercer suas atividades e promover sua política de desenvolvimen- I - parcelamento ou edificação compulsórios;
to urbano dentro de um processo de planejamento permanente, II - impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana
atendendo aos objetivos e diretrizes estabelecidos no plano diretor progressiva no tempo;
e mediante adequado sistema de planejamento. III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívi-
§ 1º O plano diretor é o instrumento orientador e básico dos da pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal,
processos de transformação do espaço urbano e de sua estrutura com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais iguais e
territorial, servindo de referência para todos os agentes públicos e sucessivas, assegurado o valor real de indenização e os juros legais.
privados que atuam na cidade. Art. 130 O Município desenvolverá programa visando a ocu-
§ 2º Sistema de planejamento é o conjunto de órgãos, normas, pação ordenada do solo, incentivando a construção de unidades
recursos humanos e técnicos voltados à coordenação planejada da e conjuntos residenciais, que deverão ser implantadas com toda
administração municipal. infra-estrutura, inclusive pavimentação.
§ 3º Será assegurada, pela participação em órgãos de sistema Parágrafo Único - Fica criado o Fundo Municipal de Habitação
de planejamento, a cooperação de associações representativas le- de Interesse Social - FMHIS, com a finalidade de fazer face às des-
galmente organizadas, no planejamento municipal. pesas com programas habitacionais para população carente, com
renda familiar até seis salários mínimos, cujos recursos serão defi-
Art. 127 O plano diretor deverá considerar a totalidade do ter-
nidos por lei ordinária.(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica
ritório municipal, incluindo as áreas urbanas e rurais.
nº 30/2009, de 18 de junho de 2009)
§ 1º O plano diretor, atendidas as peculiaridades locais, deve-
Art. 131 O Município procurará obter e manter o equilíbrio en-
rá:
tre a população e a disponibilidade de equipamentos urbanos e so-
I - estabelecer diretrizes para o desenvolvimento econômico-
ciais, mediante a formulação de política urbana pelo Poder Público
-social, consideradas as potencialidade do Município e sua inserção
Municipal, que terá por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento
nos âmbitos regional e estadual;
das funções sociais da cidade e promover o bem estar de seus ha-
II - estabelecer diretrizes de organização do território, resguar- bitantes.
dada a proteção do patrimônio ambiental, cultural e científico e a
adequação entre as densidades e formas de uso e ocupação do solo CAPÍTULO III
e as infra-estruturas e serviços urbanos existentes ou passíveis de DO TURISMO
implantação no horizonte do plano;
III - propor medidas administrativas ou financeiras necessárias Art. 132 O Município, colaborando com os segmentos do setor,
à gestão do Município; apoiará e incentivará o turismo como atividade econômica, reco-
IV - apontar os instrumentos normativos e tributários, bem nhecendo-o como forma de promoção e desenvolvimento social e
como os instrumentos jurídicos adequados à conservação das me- cultural.
tas desejadas e ao cumprimento da função social da propriedade; Art. 133 Cabe ao Município, obedecidas as legislações federal
V - definir os recursos necessários e as formas de prioridades e estadual, definir a política municipal de turismo e as diretrizes e
de sua aplicação ao longo do horizonte previsto. ações, devendo:
§ 2º O orçamento anual do Município deverá estar compatibi- I - adotar, por meio de lei, plano integrado e permanente de
lizado com as prioridades e metas estabelecidas no plano diretor. desenvolvimento do turismo em seu território;
§ 3º A elaboração do plano diretor deverá compreender as se- II - desenvolver efetiva infra-estrutura turística;
guintes fases, com extensão e profundidade, respeitadas as pecu- III - estimular e apoiar a produção artesanal local, as feiras,
liaridades do Município: exposições, eventos turísticos e programas de orientação e divul-
I - o estudo preliminar abrangendo: gação de projetos municipais, bem como elaborar o calendário de
a) avaliação das condições de desenvolvimento; eventos;
b) avaliação das condições de administração. IV - promover a conscientização do público para preservação e
II - diagnóstico: difusão natural e do turismo como atividade econômica e fator de
a) do desenvolvimento econômico e social; desenvolvimento;
b) da organização territorial; V - regulamentar o uso, ocupação e fruição de bens naturais e
c) das atividades-fim da Prefeitura; culturais de interesse turístico, proteger o patrimônio ecológico e
d) da organização administrativa e das atividades-meio da Pre- histórico-cultural e incentivar o turismo social;
feitura. VI - incentivar a formação de pessoal especializado para o aten-
III - definição de diretrizes, compreendendo: dimento das atividades turísticas.
a) política de desenvolvimento; Parágrafo Único - O Município consignará, no orçamento, re-
b) diretrizes de desenvolvimento; cursos necessários à efetiva execução da política de desenvolvi-
c) diretrizes de organização territorial. mento de turismo.

15
LEGISLAÇÃO
CAPÍTULO IV IV - serão reservadas, no loteamento, as áreas destinadas a es-
DA HABITAÇÃO paços livres de uso público;
V - em caso de ser concedido prazo aos loteadores para cons-
Art. 134 Compete ao Poder Público formular e executar política trução de equipamentos urbanos, deverão ser, obrigatoriamente,
habitacional visando a ampliação da oferta de moradia destinada, formalizadas as garantias reais para a execução das obras, cujo cus-
prioritariamente, à população de baixa renda, bem como à melho- to e também o valor das garantias serão estabelecidos em laudo
ria das condições habitacionais. técnico firmado por uma Comissão de servidores, especialmente
§ 1º Para fins deste artigo o Poder Público atuará: designada, não podendo esta garantia ter valor inferior a setenta
I - na oferta de habitação e de lotes urbanizados, integrados à por cento do total do loteamento;
malha urbana existente; VI - ficarão sujeitos às mesmas exigências de construção de
II - na implantação de programa para redução do custo de ma- equipamentos previstos para o parcelamento de fins urbanos os
teriais de construção; parcelamentos para sítios de recreio e usos similares;
III - no incentivo a cooperativas habitacionais; VII - não será permitido, em hipótese alguma, o parcelamento
IV - na urbanização e regularização fundiárias e titulação de de áreas em que o despejo de esgoto sanitário tenha se fazer:
loteamentos clandestinos de áreas ocupadas em regime de posse
a) em águas correntes ou dormentes;
ou em condição de sub-habitação;
b) em emissários que já sirvam a outros bairros e que não apre-
V - na assessoria, à população, em matéria de usucapião urbano.
sentem dimensão suficiente para nova coleta, conforme se atestar
§ 2º A lei orçamentária anual destinará, ao Fundo Municipal
de Habitação de Interesse Social - FMHIS os recursos necessários à em laudo técnico elaborado pelo setor administrativo competente
implantação da política habitacional do Município.(Redação dada do Município.
pela Emenda à Lei Orgânica nº 30/2009, de 18 de junho de 2009) § 1º O recurso a estações elevatórias e bombeamento de esgo-
Art. 135 O Poder Público poderá promover licitação para exe- tos sanitários somente será permitido após estudo de viabilidade
cução de conjuntos habitacionais ou loteamentos com urbanização técnica e conjugado com emissários próprios e exclusivos para o
simplificada, assegurado: loteamento, que conduzam os esgotos até o seu destino final de
I - a redução do preço final das unidades; despejo.
II - a complementação, pelo Poder Público, da infra-estrutura § 2º a manutenção de estações elevatórias e de bombeamento
não implantada; ficará sujeita a tarifa específica de manutenção que for fixada pelo
III - a destinação exclusiva àqueles que não possuam imóveis. órgão competente.
§ 1º Na implantação de conjunto habitacional, incentivar-se-á § 3º Nos parcelamentos de solo destinados à população de
integração de atividades econômicas que promovam a geração de baixa renda poderá ser exigida a pavimentação somente nas vias
empregos para a população residente. públicas que devam servir de transporte coletivo urbano, devendo
§ 2º Na desapropriação da área habitacional decorrente de constar do processo e dos contratos de compra e venda que os cus-
obra pública ou na desocupação de áreas de risco, o Poder Público tos de futuras pavimentação serão suportados pelos adquirentes,
é obrigado a promover reassentamento da população desalojada. nas condições que a lei estabelecer.
§ 3º Para aprovação de construção de conjuntos e loteamen-
tos, será exigida, na forma da lei, a apresentação de Relatório de TÍTULO V
Impacto Ambiental e Econômico-Social, assegurando-se a sua dis- DA ORDEM SOCIAL
cussão em audiência pública.(§ 3º acrescentado pela Emenda à Lei CAPÍTULO I
Orgânica nº 2/91) DA SAÚDE
Art. 136 A política habitacional do Município será executa-
da por órgão ou entidade específicos da administração pública, a Art. 138 A saúde é um direito de todos e dever do Poder Públi-
quem compete a gerência do Fundo Municipal de Habitação de In- co assegurado mediante políticas econômicas, sociais, ambientais e
teresse Social - FMHIS.(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica
outras que visem a prevenção e a eliminação do risco de doenças e
nº 30/2009, de 18 de junho de 2009)
outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços
para sua promoção e recuperação, sem qualquer discriminação.
CAPÍTULO V
DO PARCELAMENTO DO SOLO Parágrafo Único - O direito à saúde implica nos seguintes direi-
tos fundamentais:
Art. 137 O parcelamento do solo na Município, para qualquer I - condições dignas de trabalho, renda, moradia, alimentação,
finalidade, ficará sujeito à aprovação do Poder Público Municipal, educação, lazer e saneamento;
na forma do que dispuser a lei, obedecidos os seguintes princípios II - respeito ao meio ambiente e controle da poluição ambien-
básicos; tal;
I - qualquer ato de aprovação de parcelamento do solo cons- III - opção quanto ao tamanho da prole;
tará de processo próprio e será formalizado em ato do Prefeito ba- IV - participação da sociedade, por intermédio de entidades
seado em laudo firmado pelo funcionário competente que ateste o representativas;
cumprimento d todas as exigências legais; V - acesso às informações de interesse para a preservação da
II - os funcionários que intervirem no processo de loteamento saúde coletiva e individual;
serão responsáveis solidários por despesas a que o Município se vir VI - dignidade, gratuidade e boa qualidade no atendimento e
obrigado em decorrência de erros e omissões dolosas ou culposas no tratamento da saúde.
nas informações ou intervenções que produzirem no processo; Art. 139 As ações e serviço de saúde integram uma rede regio-
III - será obrigação única e exclusiva do loteador a construção nalizada e hierarquizada e constituirão um sistema único de saúde
de equipamentos de pavimentação, meios-fios e sarjetas, redes de organizado de acordo com as seguintes diretrizes:
escoamento de águas pluviais, do sistema público de abastecimen- I - integralidade da atenção à saúde entendida como a abor-
to de água, da rede de energia elétrica, do sistema de esgoto sanitá- dagem do indivíduo no contexto social, através da articulação das
rio e outros que vierem a ser exigidos na legislação complementar; ações de saúde;

16
LEGISLAÇÃO
II - participação, em nível de planejamento, de entidades re- Parágrafo Único - A rede hospitalar manterá o Sistema Único
presentativas de usuários e profissionais de saúde na política mu- de Saúde informado da ocorrência de toda morte cerebral, possibi-
nicipal e das ações de saúde, através da constituição do Conselho litando concretizar as doações de órgãos.
Municipal de Saúde, com caráter consultivo; Art. 142 A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.
III - organização de distritos sanitários com a locação de recur- § 1º As instituições privadas poderão participar, de forma com-
sos, técnicas e práticas de saúde adequadas à realidade epidemio- plementar do Sistema Único de Saúde, segundo diretrizes deste,
lógica local; mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferên-
IV - desenvolvimento de uma política de recursos humanos, em cia as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.
nível municipal, em conjunto com os órgãos federais e estaduais, § 2º É vedada aos prestadores de serviços de assistência à saú-
objetivando a formação, treinamento e capacitação dos profissio- de pública, contratados ou conveniados pelo Sistema Único de Saú-
nais da área de saúde. de, cobrança de valores complementares aos usuários, salvo nos
Art. 140 Compete ao Município, através da Secretaria compe- casos previstos em lei.
tente no âmbito do Sistema Único de Saúde, além de outras atribui- § 3º É vedada a destinação de recursos públicos para auxílio ou
ções previstas nas legislações federal e estadual: subvenção às instituições privadas com fins lucrativos;
I - a direção, gestão, controle e avaliação das ações dos serviços § 4º É vedada a participação direta ou indireta de empresa ou
da saúde, em nível municipal; capital estrangeiro na assistência à saúde no Município, salvo nos
II - a administração do Fundo Municipal de Saúde e a elabora- casos previstos em lei federal.
ção de propostas orçamentárias; Art. 143 É de responsabilidade do Sistema Único de Saúde do
III - participar do controle e fiscalização da proteção, transpor- Município garantir o cumprimento das normas legais que dispuse-
te, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxi- rem sobre as condições e requisitos que facilitem a remoção de
cos e radioativos em conjunto com os órgãos federal e estadual; órgãos, tecidos e substâncias para fins de transplante, pesquisa ou
IV - planejar, executar e avaliar as ações de vigilância epidemio- tratamento, bem como a coleta, o processamento e a transfusão
lógica e sanitária, incluindo as relativas à saúde do trabalhador e de sangue e seus derivados, vedado todo o tipo de comercialização.
ao meio ambiente, em conjunto com os demais órgãos e entidades Parágrafo Único - Ficará sujeito às penalidades, na forma da
governamentais; lei, o responsável pelo não cumprimento da legislação relativa à
V - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle comercialização do sangue e seus derivados e dos órgãos, tecidos e
de seu teor nutricional, bebidas e águas para o consumo humano; substâncias humanas.
VI - garantir aos cidadãos, por meio de equipes multiprofissio-
Art. 144 Ao Sistema Único de Saúde compete, ainda:
nais e de recursos de apoio, assistência e tratamento necessários e
I - desenvolver política de recursos humanos, garantindo-se,
adequados, incluindo práticas alternativas reconhecidas;
aos profissionais de saúde, plano de cargos e classificação de salário
VII - garantir, com prioridade, assistência integral à saúde da
único, com admissão sempre através de concurso público, ampla-
criança, na faixa etária de zero a catorze anos, e da mulher, pela
mente divulgado, assegurando-se, ainda, a capacitação e recicla-
rede institucionalizada de saúde, assegurando:
gem permanente;
a) o acesso aos serviços de planejamento familiar e os procedi-
II - participar da formulação da política e da execução das ações
mentos que se fizerem necessários;
b) o direito à cirurgia interruptiva de gravidez, nos casos pre- de saneamento básico e da proteção ao meio ambiente;
vistos em lei; III - estabelecer normas, fiscalizar e controlar edificações, ins-
c) o atendimentos às creches, pré-escolas e escolas. talações, estabelecimentos, atividades, procedimentos, produtos,
VIII - elaborar a normatização complementar e padronização substâncias e equipamentos que interfiram individualmente ou co-
dos procedimentos relativos à saúde, através do Código Municipal letivamente, incluindo os referentes à saúde do trabalhador;
de Saúde; IV - propor atualizações periódicas ao Código Sanitário Muni-
IX - fazer a celebração de consórcios intermunicipais para a for- cipal;
mação de sistema regionalizado de saúde, quando houver indica- V - prestação de serviços de saúde, de vigilância sanitária e epi-
ção técnica e consenso das partes; demiológica, incluídos os relativos à saúde do trabalhador, além de
X - pugnar, para os profissionais de saúde, planos de carrei- outros de responsabilidade do sistema;
ra, considerando os níveis de escolaridade, admissão através de VI - desenvolver, formular e implantar:
concurso público, incentivo à dedicação exclusiva, capacitação, re- a) saúde do trabalhador e seu ambiente de trabalho;
ciclagens permanentes e condições adequadas de trabalho para a b) saúde da mulher ou suas propriedades;
execução de suas atividades em todos os níveis; c) saúde das pessoas portadoras de deficiência.
XI - fiscalizar os serviços especializados em segurança e medi- Art. 145 O Sistema Único de Saúde, no âmbito do Município,
cina do trabalho; será financiado com recursos da União, do Estado e do orçamento
XII - adotar uma política de fiscalização e controle de infecção do Município, além de outras fontes, os quais constituirão o Fundo
hospitalar e de endemias, juntamente com órgãos federais e esta- Municipal de Saúde.
duais; Art. 146 A lei disporá sobre a organização e o funcionamento
XIII - promover o controle da raiva humana e animal e outras do Conselho Municipal de Saúde.
zoonozes de sua competência; Art. 147 Ao proprietário-controlador, administrador e dirigen-
XIV - manter a população informada sobre os riscos e danos à te de entidade privada ou serviços contratados, é vedado exercer
saúde e sobre medidas de promoção, proteção, prevenção, recupe- cargos de chefia ou função de confiança no Sistema Único de Saú-
ração e reabilitação; de.
XV - participar na formulação da política e execução das ações Art. 148 A assistência à saúde será obrigatória nas creches e
de saneamento básico. pré-escolas no local, por profissionais habilitados na área de saúde,
Art. 141 O Município garantirá benefícios no sentido de incen- integrantes do quadro de servidores públicos municipais.
tivar doações de órgãos, sangue, leite materno, ficando vedado
qualquer tipo de comercialização, em consonância ao que determi-
nam as Constituições Federal e Estadual.

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LEGISLAÇÃO
CAPÍTULO II § 2º O Município poderá firmar convênio com entidades bene-
DO SANEAMENTO BÁSICO ficentes e de assistência social para execução do plano.
§ 3º O Município poderá estabelecer consórcios com outros
Art. 149 Compete ao Poder Público formular e executar a po- Municípios, visando o desenvolvimento de serviços comuns à as-
lítica e os planos plurianuais do saneamento básico, assegurando: sistência social.
I - o abastecimento de água para adequada higiene, conforto e § 4º O Município incentivará e apoiará a criação de clubes de
qualidade compatível com os padrões de potabilidade; mães nos bairros.
II - a coleta e disposição dos esgotos sanitários, dos resíduos § 5º O Poder Público Municipal manterá o núcleo de migrantes
sólidos e drenagem das águas pluviais de forma a preservar o equi- para triagem, recebimento e encaminhamento dos migrantes ca-
líbrio ecológico e prevenir ações danosas à saúde; rentes vindos para o Município.
III - o controle de vetores. § 6º Compete ao Município incentivar sistema sócio-educativo
§ 1º As ações de saneamento básico serão precedidas de pla- de apoio ao menor infrator, que contará com um estabelecimento
nejamento que atenda aos critérios de avaliação do quadro sanitá- de reeducação.
rio da área a ser beneficiada, objetivando a reversão e a melhoria Art. 152 O Município, em cooperação com a União e o Estado,
do perfil epidemiológico. estabelecerá benefício a pessoa portadora de deficiência e ao idoso
§ 2º O Poder Público desenvolverá mecanismos institucionais que comprovem não possuir meios de prover à própria manuten-
que compatibilizem as ações de saneamento básico, habitação, ção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei.
desenvolvimento urbano, preservação do meio ambiente e gestão Art. 153 Fica garantida a distribuição anual de recursos muni-
dos recursos hídricos, buscando a integração com outros Municí- cipais para as entidades de assistência e promoção social, reconhe-
pios nos casos que exigirem ações conjuntas; cidas de utilidade pública municipal e cujas condições de funciona-
§ 3º As ações municipais de saneamento básico serão executa- mento e atendimento forem julgadas satisfatórias pela Secretaria
das diretamente, ou por meio de concessão ou permissão, visando competente.
o atendimento adequado à população.
Art. 150 O Município manterá sistema de limpeza urbana, cole- CAPÍTULO IV
ta, tratamento e destinação final do lixo.
DA EDUCAÇÃO
§ 1º A coleta de lixo será seletiva.
§ 2º Os resíduos recicláveis devem ser acondicionados de
Art. 154 A educação, enquanto direito de todos, é dever do es-
modo a serem reintroduzidos no ciclo do sistema ecológico.
tado e deve ser baseada nos princípios da democracia, da liberdade
§ 3º Os resíduos não recicláveis devem ser acondicionados de
de expressão, da solidariedade e do respeito aos direitos humanos,
maneira a minimizar o impacto ambiental.
visando constituir um instrumento de desenvolvimento da capaci-
§ 4º Todo o lixo hospitalar, de clínicas, de laboratórios e de
dade de elaboração, reflexão crítica da realidade e preparação para
farmácias terá destinação final em incinerador público.
§ 5º As áreas resultantes de aterro sanitário serão destinadas a a vida em uma sociedade democrática.
parques e áreas verdes. Art. 155 O ensino será ministrado com base nos seguintes prin-
§ 6º A comercialização dos materiais recicláveis, por meio de cípios:
cooperativas de trabalho, será estimulada pelo Poder Público. I - igualdade de condições para o acesso e permanência na es-
cola;
CAPÍTULO III II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pen-
DA ASSISTÊNCIA SOCIAL samento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas e coexis-
Art. 151 A assistência social será prestada pelo Município a tência de instituições públicas e privadas de ensino;
quem necessitar, mediante articulação com os serviços federais e IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
estaduais congêneres, tendo por objetivo: V - valorização dos profissionais do ensino, garantindo, na for-
I - a proteção à maternidade, à infância, à adolescência e à ve- ma da lei, plano de carreira para o magistério público, com piso
lhice; salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público
II - a proteção aos desvalidos e às famílias numerosas despro- de provas e títulos, assegurado regime jurídico único para todas as
vidas de recursos; instituições mantidas pelo Município;
III - proteção e encaminhamento de crianças adolescentes em VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
situação de risco pessoal e social ou que praticarem atos infracio- VII - garantia de padrão de qualidade.
nais; Parágrafo Único - O Poder Público Municipal tornará obrigató-
IV - o combate ao desemprego e à mendicância, mediante inte- ria a educação ambiental nas escolas do Município.
gração ao mercado de trabalho; Art. 156 Fica vedada ao Município a destinação de recursos
V - o amparo ao menor carente e sua formação em curso pro- públicos às escolas particulares, as quais, como agentes suplemen-
fissionalizante; tares da educação, poderão receber outros estímulos e incentivos,
VI - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de defi- nos casos definidos em lei.
ciências e a promoção de sua integração à vida comunitária; Art. 157 O dever do Município com a educação pré-escolar e
VII - combate ao uso de tóxicos. de primeiro grau, incluindo a educação de jovens e adultos, será
§ 1º O Município estabelecerá planos de ações na área de as- efetivado mediante as seguintes garantias previstas no artigo 208
sistência social, observando os seguintes princípios: da Constituição Federal.
I - recursos financeiros consignados no orçamento municipal, I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os
além de outras fontes; que a ele não tiverem acesso na idade própria;
II - coordenação, execução e acompanhamento a cargo do Po- II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao
der Executivo; ensino médio;
III - participação da população na formulação de políticas e no III - atendimento educacional especializado aos portadores de
controle das ações em todos os níveis. deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;

18
LEGISLAÇÃO
IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a Art. 160 O Município aplicará anualmente, no mínimo, vinte
seis anos de idade; e cinco por cento da receita resultante de imposto, compreendida
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da a proveniente de transferências, exclusivamente na manutenção,
criação artística, segundo a capacidade de cada um; expansão e desenvolvimento do ensino público municipal.
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições § 1º As verbas municipais destinadas a atividades esportivas,
do educando; culturais e recreativas, bem como os programas suplementares de
VII - atendimento ao educando, no ensino fundamental, atra- alimentação e saúde, não compõem o percentual que será obtido,
vés de programas suplementares de material didático-escolar, levando-se em conta a data de arrecadação e aplicação dos recur-
transporte, alimentação e assistência à saúde. sos, de forma que não se comprometam os valores reais efetiva-
§ 1º Aos alunos da zona rural ficam asseguradas, também, a mente liberados.
gratuidade e obrigatoriedade do transporte escolar. § 2º O Poder Executivo publicará, no jornal oficial, até dez de
§ 2º Fica vedado, no Município de Uberlândia, o ensino multi- março de cada ano, demonstrativo da aplicação de verbas na edu-
seriado, exceto os de alfabetização de adultos. cação, especificando a destinação das mesmas.
§ 3º O ensino de primeiro grau, obrigatório e gratuito, inclusive Art. 161 O Poder Executivo submeterá à aprovação da Câmara
para os que a ele não tiveram acesso na idade própria, será minis- Municipal, projeto de lei estruturando o sistema municipal de en-
trado em períodos de oito horas diárias para o curso diurno. sino que conterá, obrigatoriamente, a organização administrativa
Art. 158 Para o atendimento psico-pedagógico às crianças de e técnico-pedagógica do órgão municipal de educação, bem como
até seis anos de idade, o Município, em cooperação com a União e projetos de lei que instituam:
I - o plano de carreira do magistério municipal;
o Estado, deverá:
II - o estatuto do magistério municipal;
I - criar, implantar e gerir creches municipais;
III - a organização da gestão democrática de ensino público mu-
II - dar apoio, implementar, orientar, supervisionar e fiscalizar
nicipal;
as creches institucionais e filantrópicas;
IV - o Conselho Municipal de Educação;
III - atender, por meio de equipe multi-disciplinar, composta V - o plano municipal plurianual de educação;
por professor, supervisor pedagógico, orientador educacional, psi- VI - plano plurianual de atendimento às creches.
cólogo, assistente social, nutricionista e médico, às necessidades da § 1º Fica assegurada a participação do magistério municipal,
rede municipal de creche; mediante representação da categoria na elaboração dos projetos
IV - propiciar cursos e programas de reciclagem, treinamento, de leis complementares estabelecidos neste artigo.
gerenciamento administrativo e especialização, visando a melhoria § 2º A lei assegurará a participação efetiva, no Conselho Muni-
e aperfeiçoamento dos trabalhadores de creche; cipal de Educação, de todos os segmentos sociais envolvidos direta
V - estabelecer normas de construção e reforma de logradouros e indiretamente no processo educacional do Município. (Redação
e dos edifícios para funcionamento de creches, buscando soluções dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 33/2014)
arquitetônicas adequadas à faixa etária das crianças atendidas; § 3º A composição do Conselho Municipal de Educação não
§ 1º O Município fornecerá instalações e equipamentos para será inferior a 16 (dezesseis) e nem excederá a 32 (trinta e dois)
creches e pré-escolas, observados os seguintes critérios: membros efetivos. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº
I - prioridade para as áreas de maior densidade demográfica e 33/2014)
de menor faixa de renda; § 4º A lei definirá os deveres, as atribuições e as prerrogativas
II - escolha do local para funcionamento de creche e pré-esco- do Conselho Municipal, bem como a forma de eleição e duração do
la, mediante indicação da comunidade; mandato de seus membros.
III - integração de pré-escola e creches. § 5º O plano municipal plurianual referir-se-á ao ensino de pri-
§ 2º Cabe ao Poder Público Municipal o atendimento, em cre- meiro grau e à educação pré-escolar.
ches comuns, de crianças portadoras de deficiência, oferecendo, § 6º O plano municipal de atendimento às creches será elabo-
sempre que necessário, recursos da educação especial. rado de forma a atender as necessidades das creches municipais,
§ 3º O Poder Público Municipal deverá manter cursos de ha- plurianualmente.
bilitação, aperfeiçoamento, especialização e treinamento para Art. 162 As escolas municipais deverão contar, entre outras
profissionais dedicados à educação e recuperação do portador de instalações e equipamentos, com auditório, cantina, sanitário, ves-
deficiência. tiário, quadra de esportes e espaço não cimentado para recreação.
§ 1º O Município garantirá o funcionamento de biblioteca em
Art. 159 O sistema de ensino do Município compreende, obri-
cada escola municipal, acessível à população e com acervo neces-
gatoriamente:
sário ao atendimento dos alunos.
I - serviços de assistência educacional que assegurem con-
§ 2º O mobiliário escolar utilizado pelas escolas públicas muni-
dições de eficiência escolar e permanência na escola, aos alunos
cipais deverá estar em conformidade com as recomendações cien-
necessitados, compreendendo garantia de cumprimento da obri- tíficas.
gatoriedade escolar mediante auxílio para aquisição de material Art. 163 O currículo escolar de primeiro e segundo graus das
escolar, transporte, vestuário, tratamento médico e dentário, as- escolas municipais incluirá conteúdo programático sobre preven-
sistência psicológica, orientação pedagógica, bolsa de ensino desti- ção de uso de drogas, de educação para o trânsito, educação sexu-
nada a substituir a contribuição do estudante à renda familiar ou a al, religiosa e ambiental.
subvencionar a sua manutenção; Art. 164 A lei que estruturar o sistema municipal de ensino de-
II - conselhos escolares que funcionarão como órgãos de as- terminará a composição das turmas por série e grau.
sessoria e como elementos de ligação entre a comunidade escolar, § 1º O quadro de pessoal necessário ao funcionamento das
administração da escola e Conselho Municipal de Educação. Em unidades municipais de ensino será estabelecido por lei, de acordo
sua composição, deverão estar representados, partidariamente, com o número de turmas e séries existentes na escola.
os professores, os alunos, os funcionários e os representantes das § 2º O estatuto do magistério disporá sobre o provimento dos
associações de pais. cargos de direção e de especialistas em educação.

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LEGISLAÇÃO
Art. 165 Os Poderes Públicos Municipais adotarão todas as me- à coletividade. Pressupõe o fortalecimento da identidade nacio-
didas necessárias para coibir prática do racismo, crime imprescrití- nal, a defesa de nossa memória histórica e o aumento crescente
vel e inafiançável, sujeito a pena de reclusão, nos termos da Cons- da autonomia cultural da nação.
tituição da República, onde o combate às formas de discriminação Parágrafo Único - A produção e o consumo da cultura são to-
racial pelos Poderes Públicos Municipais compreenderá: talmente livres de controles externos e de censura ideológica ou
I - a proposta de revisão dos livros didáticos dos textos adota- política.
dos e das práticas pedagógicas utilizadas na rede municipal, visan- Art. 168 Os arquivos históricos serão ativados para funcionar
do eliminação de estereótipos racistas; como centros de pesquisas, de proteção e de exibição de documen-
II - o estudo da cultura afro-brasileira será contemplado no tos. O Município promoverá a organização de serviços paleográfi-
conteúdo programático das escolas municipais; cos, de fichário e tombamento acessíveis à comunidade e ao traba-
III - a formação e reciclagem dos professores de modo a ha- lho amador e científico de reconstrução histórica.
bilitá-los para a remoção das idéias e práticas racistas nas escolas Art. 169 Os traços ou complexos culturais que não caibam no
municipais e para a criação de uma nova imagem das crianças e dos artigo anterior ou que possuam caracteres específicos de colecio-
adolescentes negros, bem como da mulher; namento, preservação e exibição como artefatos, esculturas, gra-
IV - os cursos de aperfeiçoamento do servidor público inclui- vuras, pinturas, serão expostos ao alcance do público em condições
rão, nos seus programas, disciplinas que valorizem a participação confortáveis e atraentes que favoreçam a sua observação, estudo
dos negros na formação histórica e cultural da sociedade brasileira; e reprodução com fins de prazer estético, pedagógico ou criativo.
V - a liberdade de expressão e manifestação das religiões afro- Parágrafo Único - Todas as manifestações populares que pos-
-brasileiras; sam ser exibidas de forma organizada, encontrarão apoio ativo do
VI - a criação e divulgação de programas educativos nos meios Município como serviço público de interesse coletivo.
de comunicação de propriedade do Município ou em espaços por Art. 170 Todos os serviços públicos visam a conservação e a di-
ele utilizados na iniciativa privada, visando o fim de todas as formas fusão da cultura e devem ser postos ao alcance direto dos estratos
de discriminação racial. mais pobres da população. Serão organizadas bibliotecas, seções
de museu e exibições especiais de caráter itinerante por todo o Mu-
CAPÍTULO V nicípio com especialistas e técnicos aptos a explicar o sentido das
DA CULTURA atividades em questão.
Art. 171 É facultativo ao Município:
Art. 166 O Poder Público garante, a todos, o pleno exercício I - firmar convênios de intercâmbio e cooperação financeira
dos direitos culturais, para o que incentivará, valorizará e difundirá com entidades públicas ou privadas para prestação, orientação e
as manifestações culturais da comunidade brasileira, mineira e, es- assistência na criação e manutenção de bibliotecas públicas do Mu-
pecialmente, uberlandense devendo, sobretudo: nicípio;
I - preservar os seguintes bens materiais e imateriais: II - promover, mediante incentivos especiais ou concessão de
a) arquitetônicos e documentais; prêmios e bolsas, atividades e estudos de interesse local, de natu-
b) ecológicos; reza científica ou sócio-econômica.
c) espeleológicos relacionados com a história, memória e cul- Art. 172 O Município, em colaboração com a comunidade, pro-
tura do Município; tegerá o patrimônio cultural por meio de inventário, repressão aos
II - garantir o efetivo acesso da população aos mais diversos danos e ameaças a este patrimônio:
bens e manifestações culturais, em atenção às suas aspirações ma- Parágrafo Único - A lei disporá sobre as multas para atos relati-
teriais e espirituais; vos a evasão, destruição e descaracterização de obras de arte e de
III - apoiar e incentivar as mais diversas formas de produção outros bens de interesse histórico, artístico, cultural e ambiental,
cultural, sejam elas artísticas, científicas e tecnológicas; sendo seus valores adequados aos custos de recuperação, restau-
IV - promover a articulação entre o Estado e a União, com o ração ou reposição do bem extraviado ou danificado.
objetivo de captar recursos junto a órgãos e empresas para mobili- Art. 173 O Poder Público elaborará e implementará, com a par-
zação das ações culturais; ticipação e cooperação da sociedade civil, plano de instalação de
V - adotar incentivos fiscais para empresas de caráter privado centros culturais nas regiões e bairros do Município.
que contribuírem para produção artístico-cultural e na preservação § 1º O Poder Público poderá celebrar convênios, atendidas as
do patrimônio histórico do Município; exigências desta Lei Orgânica, com órgãos e entidades públicas, sin-
VI - assegurar, junto aos órgãos públicos (Executivo, Legislativo dicatos, associações de moradores e outras entidades da sociedade
e Judiciário), uma política de preservação do conjunto documental, civil para viabilizar o disposto no artigo.
com vistas a garantir sua integridade para o resgate da história e § 2º Junto aos centros culturais serão instalados bibliotecas e
memória do Município; oficinas ou cursos de redação, artes plásticas, artesanatos, danças
VII - consolidar as funções do arquivo público municipal e do e expressão corporal, cinema, literatura, filosofia e fotografia, além
Museu de Ofícios e apoiar a criação das associações de amigos do de outras expressões culturais e artísticas, incluindo a cultura indí-
arquivo público e do Museu de Ofícios; gena e negra.
VIII - promover a integração das instituições de ensino com ór- Art. 174 Ficará disposta em lei a fixação de datas comemorati-
gãos culturais, especialmente o arquivo público municipal, museus vas de fatos relevantes à cultura municipal.
e bibliotecas, assegurando-lhes a manutenção de suas atividades
técnico-administrativas, bem como espaços próprios adequados. CAPÍTULO VI
Art. 167 A cultura é uma produção do ser humano que, por DO DESPORTO E LAZER
sua vez, é produto e portador da cultura. Cabe ao Município pro-
teger, ampliar e desenvolver, por todos os meios ao seu alcance, Art. 175 o Município apoiará e incrementará as práticas espor-
a preservação do crescimento e difusão da cultura, que pressu- tivas na comunidade, mediante estímulos especiais e auxílios ma-
põe políticas e programas de apoio e de promoção direta e in- teriais às agremiações amadoras, organizadas pela população, de
direta ao talento criativo em fins que interessam ao indivíduo e forma regular.

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LEGISLAÇÃO
Art. 176 O Município proporcionará meios de recreação sadia e CAPÍTULO VII
construtiva à comunidade, mediante: DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO
I - reserva de espaços verdes ou livres, em forma de parques, ADOLESCENTE, DO DEFICIENTE E DO IDOSO
bosques, jardins e assemelhados, como base física da recreação ur-
bana; Art. 185 A família receberá proteção especial do Município.
II - construção e equipamento de parques infantis, centros de § 1º O Município manterá, em cooperação com a União e com
juventude e edifício de convivência comunitária; o Estado, programas destinados à assistência à família.
III - aproveitamento de rios, lagos e matas e outros recursos § 2º Caberá ao Município propiciar, em cooperação com a
naturais como locais de lazer; União e o Estado, recursos educacionais e científicos para o exercí-
IV - práticas excursionistas dentro do território municipal de cio do direito ao planejamento familiar.
modo a pôr em permanente contato as populações rural e urbana; § 3º O Município, em cooperação com a União e o Estado, as-
V - estímulo à organização participativa da população rural na segurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a
vida comunitária; integram, criando mecanismo para coibir a violência na âmbito de
VI - programas especiais para divertimento e recreação de pes- suas relações.
soas idosas. Art. 186 O Município deverá desenvolver um conjunto de ações
Parágrafo Único - O planejamento da recreação pelo Municí- integradas, de caráter educativo promocional, visando:
pio, deverá adotar, entre outros, os seguintes padrões: I - aperfeiçoar a mão-de-obra nas áreas de trabalhos manuais,
I - economia de construção e manutenção; artesanato e confecção de costura;
II - possibilidade de fácil aproveitamento pelo público das áreas II - orientar e dar proteção à mulher e estimular a formação
de recreação; do Conselho Municipal da Mulher, destinado à sua defesa;(Nova
III - facilidade de acesso, de funcionamento, de fiscalização, redação do inciso II dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 3/95, renu-
sem prejuízo da segurança; merado para Emenda à Lei Orgânica nº 8/95, por força do disposto
IV - aproveitamento dos aspectos artísticos das belezas natu- no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º da Emenda à Lei
rais; Orgânica nº 22/04)
V - criação de centros de lazer no meio rural. III - possibilitar o acesso às escolas e cursos profissionalizantes;
Art. 177 O esporte amador receberá, preferencialmente, re- IV - desenvolver programas preventivos à saúde para ambos
cursos do Município. os sexos;
Art. 178 Ao esporte amador será dispensada, pelo Município, V - colaborar na busca de melhorias na qualidade de vida da
uma alta prioridade, de modo que ele seja incentivado nas escolas população, através de ações produtivas e lucrativas.
de todos os graus, em particular nas universidades, nos núcleos es- Art. 187 A lei disporá sobre normas de construção e adapta-
portivos comunitários e nas empresas de maior porte. ção de logradouros e dos edifícios de uso público, a fim de garantir
Art. 179 O lazer é um direito fundamental do menor, do adulto acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência.
e do idoso. O Município promoverá criação e a universalização de Parágrafo Único - O Poder Público não fornecerá alvará de
práticas de lazer que protejam o corpo humano, a alegria de viver construção para prédios particulares com destinação comercial ou
e as relações dos seres humanos entre sí, com outros seres vivos e multifamiliar, acima de três andares, que tiverem em seus projetos
com a natureza. obstáculo arquitetônicos e ambientais que impeçam ou dificultem
Art. 180 A promoção do lazer pelo Poder Público voltar-se-á o acesso e circulação dos portadores de deficiência e promoverá a
especialmente para os setores da população de baixa renda. fiscalização de sua execução.
Art. 181 O Município criará, na forma da lei, programas espe- Art. 188 O Município assegurará, às pessoas portadoras de de-
ciais que regularão a existência e a preservação de reservas flores- ficiência, o direito à educação básica e profissionalizante gratuita,
tais, de parques e jardins devidamente equipados para o uso cons- sem limite de idade e garantirá o encaminhamento ao mercado de
trutivo do ócio, ao longo do dia e em qualquer tempo. trabalho.
Art. 182 As várias modalidades do esporte amador e profissio- Art. 189 A garantia de educação, pelo Poder Público, dar-se-á
nal são veículos privilegiados do lazer, no Brasil. O Município toma- mediante criação de programas que visem o atendimento educa-
rá, na forma da lei, decisões voltadas para uso construtivo desses cional, inclusive especializado, ao portador de deficiência, na rede
meios de lazer, com fins deliberativos de democratizar as relações pública de ensino, com garantia de recursos humanos capacitados,
raciais, de combater as privações psicológicas causadas pela pobre- material e equipamentos públicos e de vaga em escola próxima de
za, de facilitar e incentivar a expansão da solidariedade humana. sua residência.
Art. 183 O Município protegerá e fomentará todas as formas Art. 190 Será assegurada às pessoas carentes, portadoras de
de diversão e de lazer, de acordo com a lei, buscando mantê-las deficiência, totalmente impossibilitadas de usar o sistema de trans-
vivas nos núcleos em que são valorizadas socialmente e dissemi- porte comum, a freqüência a escolas, através de um sistema de
nando-as em todo o Município. A dança, a música, o circo, o teatro, transporte a ser instituído e mantido pelo Poder Público Municipal.
as artes plásticas e o artesanato serão objetos de programa de pro- Art. 191 É proibida a recusa de matrícula em escolas públicas
teção, de exibição e de participação popular. sob a alegação de deficiência e dificuldades apresentadas pelo alu-
Art. 184 O Município procurará incentivar a difusão de jogos no, bem como a existência de barreiras que dificultem seu acesso.
cênicos, do balé, da música, das artes plásticas e do teatro erudito, Art. 192 O Poder Público Municipal garantirá, às pessoas porta-
do cinema e da cultura como forma de lazer, especialmente entre doras de deficiências, atendimento especializado no que se refere
jovens e no seio das populações de baixa renda, de acordo com a lei. à pratica de desporto amador e competitivo, inclusive no âmbito
escolar.
Art. 193 Fica assegurado o passe livre nos transportes coletivos
municipais às pessoas portadoras de deficiências, matriculadas em
escola ou clínicas especializadas ou associadas às entidades repre-
sentativas estendendo-se, também, este benefício a um acompa-
nhante, se necessário.

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LEGISLAÇÃO
Art. 194 O Município estimulará o desenvolvimento de tec- § 2º Cabe à Secretaria Municipal competente fazer cumprir,
nologia, a publicação e divulgação de terapêuticas destinadas à executar e fiscalizar o plano referido neste artigo.
prevenção, tratamento e reabilitação de deficiências, bem como o § 3º O servidor público municipal encarregado da execução da
aperfeiçoamento de equipamentos de uso das pessoas portadoras política municipal do meio ambiente, que tiver conhecimento de
de deficiência. infrações persistentes, intencionais e por omissão dos padrões e
Art. 195 O Poder Público Municipal garantirá a participação das normas ambientais, deverá, imediatamente, comunicar o fato ao
entidades dos portadores de deficiência na formulação de política Ministério Público, indicando os elementos de convicção, sob pena
para o setor, respeitando-se as sugestões da classe. de responsabilidade administrativa, na forma da lei.
Art. 196 A lei reservará um percentual mínimo de cargos e Art. 202 Para assegurar a efetividade de direito ao meio am-
empregos públicos municipais para os trabalhadores portadores biente ecologicamente equilibrado e saudável, incumbe ao Poder
de deficiências e definirá critérios para admissão, respeitando as Público Municipal:
limitações do trabalhador e sua qualificação para a função, sem que I - propor uma política municipal de proteção ao meio ambiente;
recaia sobre este qualquer ato ou ação discriminatórios. II - elaborar e implementar normas e diretrizes que garantam
Art. 197 O Município instituirá o plano municipal de apoio ao uma adequada condição ambiental nas áreas de educação, traba-
deficiente, garantindo sua participação, através de entidades re- lho, habitação e lazer;
presentativas, na formulação de sua política. III - promover a educação ambiental em todos os níveis de
Art. 198 O Município dará estímulos, através de assistência ensino e campanhas para disseminar as informações necessárias
jurídica, incentivos fiscais e subsídios, nos termos da lei, ao acolhi- à conscientização pública para a preservação, conservação e recu-
mento, sob forma de guarda, de crianças ou adolescentes órfãos peração do meio ambiente;
ou abandonados. IV - adotar medidas, nas diferentes áreas de ação pública e jun-
to ao setor privado, para manter e promover o equilíbrio ecológico
CAPÍTULO VIII e a melhoria da qualidade ambiental, prevenindo a degradação em
DA GUARDA MUNICIPAL E DEFESA SOCIAL todas as suas formas e impedindo ou mitigando impactos ambien-
tais negativos e recuperando o meio ambiente degradado;
Art. 199 A proteção dos bens, serviços e instalações do Municí- V - definir, implantar, administrar e proteger unidades de con-
pio é responsabilidade da Guarda Municipal. servação representativas de todos os ecossistemas originais do
§ 1º A lei disciplinará a organização e o funcionamento da Guar- espaço territorial do Município, sendo a alteração e supressão, in-
da Municipal de maneira a garantir a eficiência de suas atividades. clusive das áreas já existentes, permitidas somente por lei. Ficam
§ 2º À Guarda Municipal, além das atribuições definidas em lei, mantidas as unidades de conservação atualmente existentes;
incumbe a execução de atividades de defesa civil. VI - determinar a realização periódica, preferencialmente por
§ 3º É vedado à Guarda Municipal promover a segurança pes- instituições científicas e sem fins lucrativos, de auditorias no sis-
soal de qualquer cidadão ou agente investido em cargo público. tema de controle de poluição e prevenção de riscos de acidentes
§ 4º A investidura no cargo de Guarda Municipal será feita das instalações e atividades de significativo potencial poluidor, in-
através de concurso público, sendo exigido, que os participantes cluindo a avaliação detalhada dos efeitos de sua operação sobre a
tenham concluído o segundo grau.(§ 4º acrescentado pela Emenda qualidade física, química e biológica dos recursos ambientais;
à Lei Orgânica nº 1/02 renumerado para Emenda à Lei Orgânica nº VII - estabelecer, controlar e fiscalizar padrões de qualidade
18/02, por força do disposto no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica ambiental, considerando os efeitos sinérgicos e cumulativos da ex-
pelo art. 4º, da Emenda à Lei Orgânica nº 22/04). posição às fontes de poluição, incluída a absorção de substâncias
químicas através da dieta alimentar, com especial atenção para
CAPÍTULO IX aquelas efetivas ou potencialmente cancerígenas, mutagênicas e
DO ACESSO A JUSTIÇA E O DIREITO À CIDADANIA teratogênicas;
VIII - garantir o acesso dos interessados às informações sobre
Art. 200 Fica instituída a Assistência Judiciária Municipal como as fontes e causas da degradação ambiental, bem como os resulta-
instituição essencial, a fim de assegurar, às pessoas carentes, orien- dos das auditorias e monitoramentos ao que se refere o inciso VI;
tação e assistência jurídica gratuita. IX - informar, sistematicamente, a população sobre os níveis de
Parágrafo Único - Lei Complementar organizará a Assistência poluição, a qualidade do meio ambiente, situações de riscos, de aci-
Judiciária Municipal em cargos de carreira, providos de classe inicial dentes e a presença de substâncias potencialmente nocivas à saúde
mediante concurso público de provas e títulos. na água potável e nos alimentos;
X - estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a utilização de
TÍTULO VI tecnologias poupadoras de energia, bem como de fontes energéti-
DA PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE cas alternativas que possibilitem, em particular nas indústrias e nos
veículos, a redução das emissões poluentes;
Art. 201 Impõe-se ao Poder Público Municipal e à coletividade XI - fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação
a responsabilidade de preservar, conservar, defender e recuperar genética;
o meio ambiente no âmbito do Município, bem como promover XII - proteger a flora e a fauna, nesta compreendidos todos os
a melhoria da qualidade de vida, como forma de assegurar o de- animais silvestres, exóticos e domésticos, vedadas as práticas que
senvolvimento social e econômico sustentável, para o benefício das provoquem extinção de espécies ou submetam os animais à cruel-
gerações atuais e futuras. dade, fiscalizando a extração, produção, criação, métodos de aba-
§ 1º O Município, mediante lei, criará um plano municipal de tes, transporte, comercialização e consumo de seus espécimes e
meio ambiente que contemplará a administração da qualidade subprodutos;
ambiental, através da proteção, controle e monitoramento do am- XIII - controlar e fiscalizar a produção, armazenamento, trans-
biente e do uso adequado dos recursos naturais, para organizar, co- porte, comercialização, utilização e destino final de substâncias,
ordenar e integrar as ações de órgãos e entidades da administração bem como o uso de técnicas, métodos e instalações que compor-
pública direta e indireta, assegurada a participação da sociedade tem risco efetivo ou potencial para qualidade de vida e meio am-
civil organizada. biente, incluindo o ambiente de trabalho;

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LEGISLAÇÃO
XV - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais § 2º A licença ambiental renovável, na forma da lei, para insta-
das espécies e dos ecossistemas; lação, execução e a exploração mencionadas no caput deste artigo,
XV - promover a captação e orientar a aplicação de recursos quando potencialmente causadoras de significativa modificação ou
financeiros destinados ao desenvolvimento de todas as atividades degradação do meio ambiente, será sempre precedida, conforme
relacionadas com a proteção e conservação do meio ambiente; critérios das legislações federal e estadual, da aprovação do estu-
XVI - disciplinar a restrição à participação em concorrências do prévio de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto
públicas e vedar o acesso a benefícios e incentivos fiscais e crédi- ambiental a que dará prévia publicidade, garantida a realização de
tos oficiais às pessoas físicas e jurídicas condenados por atos de audiência públicas.
degradação do meio ambiente ou a projetos que desrespeitem as Art. 205 Aquele que explorar recursos naturais ou desenvolver
normas e padrões de proteção ambiental; qualquer atividade que altere as condições ambientais, fica obri-
XVII - acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pes- gado a realizar programas de monitoramento das condições am-
quisas e exploração de recursos hídricos e minerais efetuados pela bientais e a recuperar o meio ambiente degradado, tanto na área
União, no território do Município; do empreendimento, como nas áreas afetadas ou de influência, de
XVIII - implantar política setorial visando a coleta seletiva, acordo com a solução técnica exigida pelo órgão público competen-
transporte, tratamento e disposição final de resíduos urbanos, hos- te, na forma da lei.
pitalares e industriais, com ênfase nos processos que envolvam sua § 1º É obrigatória, na forma da lei, a recuperação, pelo respon-
reciclagem; sável, da vegetação adequada nas áreas protegidas, sem prejuízo
XIX - promover medidas judiciais e administrativas de punição das demais sanções cabíveis
aos causadores de poluição ou de degradação ambiental; § 2º As condutas e atividades lesivas ao meio ambiente sujei-
XX - promover e manter o inventário e mapeamento da cober- tarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, às sanções penais e
tura vegetal nativa, dos recursos hídricos e das condições ambien- administrativas, na forma da lei.
tais das áreas sob ameaça de degradação ou já degradadas, visando Art. 206 O Poder Público poderá estabelecer restrições admi-
a adoção de medidas especiais de proteção; nistrativas de uso de áreas privadas para fins de proteção de ecos-
XXI - promover o reflorestamento, preferencialmente com es- sistemas.
pécies nativas, em áreas degradadas, objetivando, especialmente, Parágrafo Único - As restrições administrativas de uso a que se
a proteção de encostas e das margens de rios, córregos, represas e refere este artigo deverão ser averbadas no registro imobiliário, no
lagoas, de acordo com índices mínimos, na forma da lei; prazo de um ano, a contar de seu estabelecimento.
XXII - incentivar e auxiliar tecnicamente as associações ambien- Art. 207 Os recursos oriundos de multas administrativas e con-
talistas ecológicas constituídas na forma da lei, respeitando a sua denações judiciais por atos lesivos ao meio ambiente, da dotação
autonomia e independência de atuação; orçamentária, das taxas incidentes sobre a utilização de recursos
XXIII - estimular e contribuir para a recuperação da vegetação ambientais e de outras fontes, serão destinados a um fundo muni-
em áreas urbanas, com plantio de árvores preferencialmente fru- cipal de defesa ambiental, para utilização prioritária em projetos de
tíferas objetivando, especialmente, atingir os índices mínimos de educação ambiental, sendo vedada sua utilização para pagamento
de pessoal da administração pública direta e indireta ou despesa de
área verde por habitante estipulados pela Organização das Nações
custeio, diversas de suas finalidades.
Unidas;
Art. 208 A utilização dos recursos naturais com fins econômicos
XXIV - instituir programas especiais mediante a integração com
será objeto de taxas corre