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BANANEIRA

Nome Científico: Musa paradisiaca  L.

Família botânica: Musaceae

Sinonímias: Musa sapientum L., Musa × paradisiaca L.


Nomes populares: Banana, bananeira (Brasil), pakoa (guarani), da jiao (China), Afontsy
(Madagascar), plantain (English, United States), etc.

Origem ou Habitat: É originária da Ásia Meridional de onde se difundiu para a África e América.

Características botânicas:
Planta herbáceo-arborescente, heliófita, rizomatosa. Presença de um pseudo-caule cilíndrico, verde-
violáceo, formado pelas bainhas dos pecíolos superpostos, medindo de 7-8 m de altura e 25-30 cm
de diâmetro. Folhas divergentes, longo-pecioladas, completas, simples, lanceolado-oblongas, verdes
com limbo medindo até 120 cm de comprimento, bainha e pecíolo glabros; margem inteira, ápice
acuminado. Inflorescência pendente com flores reunidas em espigas cobertas de brácteas, brancas
ou rosadas. Fruto cilíndrico-anguloso, recurvado, amarelo, medindo de 16-30 cm de comprimento.

Partes usadas: fruto, flores, seiva do pseudo-caule.

Uso popular:
O fruto é muito apreciado como alimento nutritivo, fortificante geral, aperiente, tônico muscular e
tônico capilar, usado como laxante, coadjuvante na anemia, emoliente, maturativo e antidiarreico.
As flores são consideradas úteis nas afecções intestinais e peitorais.
A seiva é considerada antiofídica, adstringente, antidiarreica, combate a nefrite, a icterícia, atua
como coadjuvante nas tuberculoses, asma, útil no tratamento das gonorreias, leucorreias,
disenterias, hemorragias uterinas, laringite, aftas.
Externamente, tanto a casca e a polpa do fruto como a seiva do pseudo-caule tem aplicações como
anti-inflamatório e cicatrizante em casos de queimaduras, inchações, hemorroidas, feridas simples,
úlceras e neuralgia.
Do cozimento e processamento da banana verde surge a biomassa, um alimento funcional, agindo
como espessante natural que pode ser usada na confecção de bolos, biscoitos, pizzas, em sucos,
sopas, feijões, purês e vitaminas. Substitui o leite e o leite condensado na preparação de cremes. É
uma boa opção para quem tem alergia ao glúten (proteína do trigo); as fibras solúveis presentes na
banana verde cozida auxiliam o trânsito intestinal, reduzem problemas de constipação e preservam
a integridade da mucosa intestinal; a biomassa da banana verde possui baixo índice glicêmico e
ajuda a reduzir o colesterol. A banana verde cozida é uma excelente alternativa na cozinha vegana.

Composição química:
Hidratos de carbono (glicose, frutose, sacarose, amido); proteínas; vitaminas (A, B1, B2, B5, B6, C, E,
U (fator anti-úlcera)); triptofano; sais minerais (potássio, sódio, fósforo, magnésio, enxofre, cálcio,
ferro, silício); taninos, etc.

Contra-indicações: pessoas sensíveis podem ter azia a algumas variedades de banana

Posologia e modo de uso: Anemia: consumir de 3 a 5 unidades diariamente pode contribuir


com até 30% da quantidade de ferro requerida para um dia.
Asma: assar a muda pequena da bananeira-maçã cortada em rodelas, depois espremer, misturar
com mel e tomar um cálice diariamente.
Diarreia e disenteria: tomar o caldo do cozimento da banana maçã verde ou a banana prata quase
madura amassada, sem misturar com outro alimento .
Afecções do estômago : recomenda-se a banana prata cozida sem misturar com outro alimento.
Afecções do fígado e gota: fazer frequentemente refeições exclusivas de banana, sem misturar com
outro alimento.
Feridas, úlceras, hemorróidas: aplicar a seiva da bananeira diretamente nos locais afetados,
observando os cuidados de assepsia.
Inflamações, queimaduras, neuralgia: fazer compressas locais com a casca da banana quase madura
(parte interna) renovando a cada duas ou três horas.
Doença celíaca: existem relatos de uma dieta a base de bananas (ver detalhes nas referências
BALBACH, A. e LIMA, L.C.B.).
Preparo da biomassa de banana verde: tirar a banana verde da penca, cozinhar na água ou no vapor
com a casca fechada, bater a casca e polpa juntas ou separadas para formar a biomassa.

Observações:
São conhecidas mais de 30 variedades de bananas, sendo as mais comuns: banana ouro, banana
nanica, banana nanicão, banana prata, banana maçã, banana da terra, banana figo, banana caturra,
banana de são tomé, banana d´agua, etc.

Referências:

BALBACH, A. As Frutas na Medicina Doméstica. Ed. M.V.P., São Paulo, SP.


DRESCHER, Lírio (coord.) Herbanário da Terra – Plantas e Receitas. Laranja da Terra-ES: ARPA (Associação
Regional dos Pequenos Produtores Agroecológicos), 2001.
LIMA, L.C.B. Hortifrutigranjeiros: guia completo – Editora Sagra Luzzatto, Porto Alegre, RS. 2000.
PLANTAMED. Musa Paradisiaca L.: Bananeira. Disponível em: http://www.plantamed.com.br/, Acesso em:
16 de novembro de 2012.
REVISTA DOS VEGETARIANOS, Editora Europa, São Paulo, SP, maio 2011, nº 55.
http://www.tropicos.org/Name/50212976 - acesso em 28 de fevereiro de 2013.
https://sites.google.com/site/florasbs/musaceae/bananeira - acesso em 28 de fevereiro de 2013.

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