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Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC Curso: Técnico de Segurança do Trabalho Instrutor: Fernando

Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial SENAC Curso: Técnico de Segurança do Trabalho

Instrutor: Fernando Rodrigues

Disciplina: Princípios de Tecnologia Industrial

APOSTILA - 03

MMAANNUUTTEENNÇÇÃÃOO PPRREEVVEENNTTIIVVAA EE CCOORRRREETTIIVVAA

Instrutor: Fernando Rodrigues

Belém PA

Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC Curso: Técnico de Segurança do Trabalho Instrutor: José

Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial SENAC Curso: Técnico de Segurança do Trabalho

Instrutor: José Fernando Alvares Rodrigues

MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

MANUTENÇÃO

CONCEITOS

Podemos entender manutenção como o conjunto de tratativas e cuidados técnicos, indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de nossas máquinas, equipamentos, ferramentas e instalações. Esses cuidados envolvem a conservação, a adequação, a restauração, a substituição e a prevenção.

Por exemplo:

Quando mantemos as engrenagens lubrificadas, estamos conservando-as;

Quando estamos trocando um plugue de um cabo elétrico, estaremos substituindo-o por um novo;

Quando efetuamos uma reforma em um imóvel, estamos restaurando-o pelo efeito do tempo;

Quando estamos isolando uma emenda de um fio, estamos prevenindo-o de um curto- circuito.

De um modo geral a manutenção em uma empresa tem como objetivo:

● Manter equipamentos e máquinas em condição de pleno funcionamento, para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos.

● Prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos de máquinas.

A manutenção ideal de uma máquina é aquela que permite alta disponibilidade, para a produção durante todo o tempo em que ela estiver em serviço e a um custo adequado.

HISTÓRICO DA MANUTENÇÃO

Desde os anos 30, a evolução da manutenção pode ser dividida em 3 gerações (ver Tabela

1.1).

A PRIMEIRA GERAÇÃO

A primeira geração abrange o período antes da segunda guerra mundial, quando a indústria era pouco mecanizada, os equipamentos eram simples e, na sua grande maioria, superdimensionados.

Aliado a tudo isto, devido à conjuntura econômica da época, a questão da produtividade não era prioritária. Consequentemente, não era necessária uma manutenção sistematizada; apenas serviços de limpeza, lubrificação e reparo após a quebra, ou seja, a manutenção era, fundamentalmente, corretiva.

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José Fernando Alvares Rodrigues Engº Eletricista / Engº de Segurança do Trabalho Cel.: (91) 8839-5049 E-mail: jofernandoar@yahoo.com.br

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

A SEGUNDA GERAÇÃO

Esta geração vai desde a Segunda guerra mundial até os anos 60. As pressões do período da guerra aumentaram a demanda por todo tipo de produtos, ao mesmo tempo em que o contingente de mão-de-obra industrial diminuiu sensivelmente. Como conseqüência, neste período houve forte aumento da mecanização, bem como da complexidade das instalações industriais.

Começa a evidenciar-se a necessidade de maior disponibilidade, bem como maior confiabilidade, tudo isto na busca da maior produtividade; a indústria estava bastante dependente do bom funcionamento das máquinas. Isto levou à idéia de que as falhas dos equipamentos poderiam e deveriam ser evitado, o que resultou no conceito de manutenção preventiva.

Na década de 60 esta manutenção consistia de intervenções nos equipamentos feitas a intervalo fixo.

O custo da manutenção também começou a se elevar muito em comparação com

outros custos operacionais. Esse fato fez aumentar os sistemas de planejamento e controle da

manutenção que, hoje, são parte integrante da manutenção moderna.

Finalmente, a quantidade de capital investido em itens físicos, juntamente com o nítido aumento do custo deste capital, levaram as pessoas a começarem a buscar meios para aumentar a vida útil dos itens físicos.

A TERCEIRA GERAÇÃO

A partir da década de 70 acelerou-se o processo de mudança nas indústrias. A

paralisação da produção, que sempre diminuiu a capacidade de produção aumentou os custos e afetou a qualidade dos produtos, era uma preocupação generalizada. Na manufatura, os efeitos dos períodos de paralisação foram se agravando pela tendência mundial de utilizar

sistemas “just-in-time” (no tempo justo), onde estoques reduzidos para a produção em andamento significavam que pequenas pausas na produção/entrega naquele momento poderiam paralisar a fábrica.

O crescimento da automação e da mecanização passou a indicar que confiabilidade e

disponibilidade tornaram-se pontos-chave em setores tão distintos quanto saúde, processamento de dados, telecomunicações e gerenciamento de edificações.

Maior automação também significa que falhas cada vez mais freqüentes afetam nossa capacidade de manter padrões de qualidade estabelecidos. Isso se aplica tanto aos padrões do serviço quanto à qualidade do produto; por exemplo, falhas em equipamentos podem afetar o controle climático em edifícios e a pontualidade das redes de transporte.

Cada vez mais as falhas provocam sérias conseqüências na segurança e no meio ambiente, em um momento em que os padrões de exigências nessas áreas estão aumentando

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

rapidamente. Em algumas partes do mundo, estamos chegando a um ponto em que ou as empresas satisfazem as expectativas de segurança e de preservação ambiental, ou poderão ser impedidas de funcionar.

OBJETIVOS DA MANUTENÇÃO

De modo geral, a manutenção em uma empresa tem como objetivos:

geral, a manutenção em uma empresa tem como objetivos: 1- Manter os equipamentos e máquinas em

1-

Manter os equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento, para garantir a produção normal e a qualidade dos nossos produtos (concreto).

2-

Prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas

 

3-

Gerir de forma ideal os recursos (acessórios) de forma a obter o melhor rendimento dos equipamentos.

4-

Otimizar

os

processos

de

manutenção,

operação

e

segurança

das

máquinas

e

equipamentos (retrofitting).

 

5-

Reduzir as intervenções o menor número possível

 

6-

Reduzir os custos de manutenção

 

7-

Cuidar do ativo da empresa

 

O CONCEITO DE PARADIGMA

PARADIGMA UMA OUTRA MANEIRA DE VER O MUNDO

Suely Souza Lima

Atualmente fala-se muito em paradigma, como mudá-lo, mas o que enfim é um PARADIGMA?

Por definição pode-se dizer que paradigma é a maneira como você olha para o seu mundo, de como o vê e sente, qual são a sua referência em relação a algo, quais são as suas crenças para determinado assunto.

Os paradigmas podem levá-lo a ser um ser humano de sucesso ou de fracasso. Basta olhar para dentro de você e perguntar como você cria os seus pensamentos.

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

Se você acredita no seu poder pessoal, tem uma boa autoestima e, por exemplo, diz a você mesmo: EU POSSO pular de pára-quedas, com certeza, isto facilitará imensamente seu salto.

No entanto, se dentro de você houver dúvida, medo, e você disser a você mesmo:

Saltar de pára-quedas é impossível para mim, estará determinando o seu próprio fracasso.

Nestes dois casos a sua determinação é que vai definir o resultado, que poderá ser positivo ou negativo.

O seu inconsciente, em ambos os casos, irá fazer de tudo para protegê-lo e buscará a melhor resposta para satisfazer o seu desejo e preservar a sua integridade.

Diante dos fatos é necessário que você saiba exatamente o que está pensando, pois seus pensamentos vão determinar o que você é. Você pode, por meio dos seus pensamentos, sentir-se para baixo, deprimido, fracassado ou pode sentir-se para cima, com sucesso, com atitudes de certezas, de poder.

Necessário se faz olhar para dentro de você e perguntar: o que os meus paradigmas estão fazendo comigo? Eles levam-me ao sucesso ou ao fracasso? A partir do momento que você toma consciência do fato, a mudança interna começa a ocorrer e aí você pode se modificar.

Por exemplo: se o seu paradigma é de que para você descansar precisa de oito horas de sono, caso não consiga dormir o tempo estabelecido, irá se sentir cansado, mas, se você experimentar a mudança de paradigma para o mesmo fato: dormir pouco me faz sentir mais produtivo, então irá se sentir muito melhor.

Os paradigmas pessoais negativos fazem com que nos sintamos limitados e os positivos nos levam a acreditar no que há de melhor dentro de cada um de nós. Um paradigma de quem diz ―EU POSSO‖, ―EU FAÇO A DIFERENÇA‖ é altamente fortalecedor.

Criam-se paradigmas em relação a tudo: família, trabalho, filhos, sociedade, dinheiro Existe a tendência de julgar as pessoas e a vida em geral em função dos paradigmas internos de cada um. É por isso que ocorrem as diferenças entre as pessoas, a maneira de agir e reagir, de pensar, de se comportar diante dos acontecimentos.

Diante de um mesmo acontecimento, pessoas reagem de forma diferente. Para que ocorram as grandes mudanças na vida é necessário rever os seus paradigmas, analisá-los e depois propor qual será a mudança mais adequada.

Quando existem desencontros entre os seres humanos, possivelmente o que ocorre é que as pessoas que estão se relacionando têm paradigmas diferentes e em função disso surgem os atritos, as divergências, os comportamentos conflitantes.

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

Perguntas interessantes a serem feitas a você mesmo, para que possa saber qual é o seu propósito na vida, são: qual é o meu maior desejo nesta vida? Por quem ou pelo que sou fascinado? No que eu penso com maior insistência na vida? Aquilo que for o mais importante será o seu maior paradigma, será o seu centro vital, será por ele que você irá lutar sentir prazer, dar um significado a sua vida.

A partir do momento que você reconhece os seus paradigmas, sua mudança será mais eficaz e você poderá, num curto espaço de tempo, tornar-se o senhor de sua própria vida, aquele que é capaz de saber que o poder de decisão é seu.

Afirmações imprecisas de pessoas famosas, que quando foram ditas ou escritas, tinham uma conotação de verdade.

Hoje houve a mudança de paradigma. “O homem nunca chegará à Lua, independentemente de todos os futuros avanços científicos” - Dr. Lee de Forest, inventor da válvula de Áudio e ―pai‖ do Rádio - 25 de Fevereiro de 1967; “Aviões são brinquedos interessantes, mas não têm valor militar” - Marechal Ferdinando Foch - Estrategista militar francês e futuro Comandante na Primeira Guerra Mundial - 1911 “A Terra é o centro do Universo” -Ptolomeu, o grande Astrônomo Egípcio Séc. II “Tudo o que podia ser inventado já foi inventado” - Charles H. Duell - Oficial do Departamento de Patentes dos EUA -1899

Suely Souza Lima é Psicopedagoga, Psicodramatista, Máster Practitioner em PNL, e Treinadora da Opendreams Consultoria Comportamental. Este seu artigo foi publicado em opendreams.com.br Contato: shu@opendreams.com.br

PARADIGMA MODERNO

A manutenção deve ser organizada de tal maneira que o equipamento ou sistema pare de

produzir somente de forma planejada.

Quando o equipamento pára de produzir por si próprio, sem uma definição gerencial, está-se diante de manutenção não planejada, ou mesmo de um fracasso da atividade de manutenção.

NÃO É MAIS ACEITÁVEL QUE O EQUIPAMENTO OU SISTEMA PARE DE MANEIRA NÃO PREVISTA.

O gerenciamento estratégico da atividade de manutenção consiste em ter a equipe atuando

para evitar que ocorram falhas, e não manter esta equipe atuando, apenas, na correção rápida

destas falhas.

Pode ser comparada a uma brigada de combate a incêndio: quando ocorre a emergência a brigada deve atuar rapidamente, mas a principal atividade da brigada, a partir daí, é evitar a ocorrência de novos incêndios.

Paradigma do passado - O homem de manutenção sente-se bem quando executa um bom reparo.

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

Paradigma moderno - O homem de manutenção sente-se bem quando, também, evita a necessidade do trabalho, evita a quebra.

Paradigma do futuro - O homem de manutenção sente-se bem quando ele não tem que fazer nenhum reparo, ou seja, quando conseguir evitar todas as quebras não planejadas.

Boa parte das empresas brasileiras ainda atua dentro do paradigma do passado, sendo que algumas já conseguiram caminhar para o paradigma moderno e estão dando grandes saltos nos resultados empresariais.

Na verdade o homem da manutenção do futuro precisa ser bastante "cabeçudo", não no sentido de ser teimoso, mas no sentido de usar muito a cabeça para evitar que os problemas aconteçam; em contrapartida terá os braços "bem curtos" para intervir o menos possível na planta.

Sem esta mudança de paradigmas ter-se-á que fazer um grande esforço para obter uma melhoria pouco significativa nos resultados e esta pequena melhoria não será suficiente para permanecer no mercado. Ver Figura 2.5.

será suficiente para permanecer no mercado. Ver Figura 2.5. Figura 2.5 - Homem de Manutenção -

Figura 2.5 - Homem de Manutenção - Futuro (Atual) e Passado.

Fonte: Abraman -Associação Brasileira de Manutenção - Documento Nacional - 2001.

CONCEITO MODERNO DE MANUTENÇÃO

Há até bem pouco tempo, o conceito predominante era de que a missão da manutenção era a de restabelecer as condições originais dos equipamentos/sistemas.

Hoje, a Missão da Manutenção é:

GARANTIR A DISPONIBILIDADE DA FUNÇÃO DOS EQUIPAMENTOS E INSTALAÇÕES DE MODO A ATENDER A UM PROCESSO DE PRODUÇÃO OU DE SERVIÇO, COM CONFIABILIDADE, SEGURANÇA, PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE E CUSTOS ADEQUADOS.

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Obs.: Voltando ao exemplo anterior, a missão não é preservar a lâmpada (equipamento), mas sim a função do sistema (iluminação). Esta mudança no conceito da Missão afeta, sobremaneira, as ações do homem de manutenção.

Se no passado era comum um gerente dizer que seu principal problema era falta de gente, hoje não se tem dúvida que o seu principal problema é o EXCESSO DA DEMANDA DE SERVIÇOS, decorrente de uma CONFIABILIDADE não adequada.

A questão ―Falta de Gente x Excesso de Demanda‖ pode parecer um jogo de palavras, mas não é. Se no primeiro caso a solução passa pelo simplismo de se colocar mais gente o que, diga-se de passagem, é um caminho pouco inteligente, no segundo caso os caminhos são diferentes, como veremos adiante.

DEFEITO - ocorrência nos equipamentos que não impedem seu funcionamento, mas que podem a curto ou longo prazo acarretar sua indisponibilidade.

a curto ou longo prazo acarretar sua indisponibilidade. Exemplos: 1- Amortecedor com baixo rendimento 2-

Exemplos:

1-

Amortecedor com baixo rendimento

2-

Pivô com folga

3-

Mola com baixa tensão mecânica

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FALHA - ocorrência nos equipamentos que impedem seu funcionamento.

ocorrência nos equipamentos que impedem seu funcionamento. Exemplos: 1- Pneu furado 2- Quebra da barra de

Exemplos:

1-

Pneu furado

2-

Quebra da barra de direção

3-

Quebra do pino do amortecedor

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

MANUTENÇÃO CORRETIVA

MANUTENÇÃO CORRETIVA É a atuação para a correção da falha ou do desempenho menor que o esperado.

Ao atuar em um equipamento que apresenta um defeito ou um desempenho diferente do esperado estamos fazendo manutenção corretiva.

Assim, a manutenção corretiva não é, necessariamente, a manutenção de emergência.

Convém observar que existem duas condições específicas que levam à manutenção corretiva:

a) Desempenho deficiente apontado pelo acompanhamento das variáveis operacionais.

b) Ocorrência da falha.

Desse modo, a ação principal na Manutenção Corretiva é Corrigir ou Restaurar as condições de funcionamento do equipamento ou sistema.

A MANUTENÇÃO CORRETIVA PODE SER DIVIDIDA EM DUAS CLASSES:

Manutenção Corretiva Não Planejada.

Manutenção Corretiva Planejada.

Manutenção Corretiva Não- Planejada Planejada
Manutenção
Corretiva
Não-
Planejada
Planejada

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

MANUTENÇÃO CORRETIVA NÃO PLANEJADA.

Caracteriza-se pela atuação da manutenção em fato já ocorrido, seja este falha ou um desempenho menor que o esperado. Não há tempo para preparação do serviço. Infelizmente ainda é mais praticado do que deveria.

IMPLICA PERDA DE PRODUÇÃO E QUALIDADE DOS PRODUTOS CUSTOS ELEVADOS ALTOS CUSTOS COM MANUTENÇÃO
IMPLICA
PERDA DE
PRODUÇÃO E
QUALIDADE DOS
PRODUTOS
CUSTOS
ELEVADOS
ALTOS CUSTOS
COM
MANUTENÇÃO

Normalmente a manutenção corretiva não planejada implica altos custos, a quebra inesperada pode acarretar perdas de produção, perda da qualidade do produto e elevados custos indiretos de manutenção.

Além disso, quebras aleatórias podem ter conseqüências bastante graves para o equipamento, isto é, a extensão dos danos pode ser bem maior. Em plantas industriais de processo contínuo (petróleo, petroquímico, cimento, etc.) estão envolvidas no seu processamento elevadas pressões, temperaturas, vazões, ou seja, a quantidade de energia desenvolvida no processo é considerável. Interromper processamentos desta natureza de forma abrupta para reparar um determinado equipamento compromete a qualidade de outros que vinham operando adequadamente, levando-os a colapsos após a partida ou a uma redução da campanha da campanha da planta. Exemplo típico é o surgimento de vibração em grandes máquinas que apresentavam funcionamento suave antes da ocorrência.

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Alvares Rodrigues MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA Figura 3.1 - "Consertador de Emergência - Espécie em

Figura 3.1 - "Consertador de Emergência - Espécie em Extinção.

Quando uma empresa tem a maior parte de sua manutenção corretiva na classe não planejada, seu departamento de manutenção é comandado pelos equipamentos e o desempenho empresarial da Organização, certamente, não está adequado às necessidades de competitividade atuais.

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PROCEDIMENTOS EM CASO DE EMERGÊNCIAS

O procedimento normal para uma solicitação de um serviço de emergência é a emissão de uma Ordem de Serviço (OS), onde o solicitante, normalmente o responsável pela produção, informa a falha ocorrida e a prioridade necessária no atendimento.

Essa prioridade é adotada em cada empresa, com seus códigos normalizados pela administração da manutenção.

Em nosso estudo apresentamos uma lista de prioridades muito utilizada:

Prioridade 1 - Emergência - Manutenção que deve ser feita imediatamente depois de detectada sua necessidade.

Prioridade 2 - Urgência - Manutenção que deve ser feita o mais breve possível, não ultrapassando 24 horas, depois de detectada sua necessidade.

Prioridade 3 - Necessária - Manutenção que pode ser adiada por alguns dias, porem sua execução não deve ultrapassar uma semana.

Prioridade 4 - Desejável - Manutenção que pode ser adiada por algumas semanas, mas que não pode ser omitida.

Prioridade 5 - Prorrogável - Manutenção que pode ser adiada até que possa ser executada.

O procedimento usado para solicitar qualquer tipo de manutenção é através do documento denominado ORDEM DE SERVIÇO. Nele consta todos os dados necessários para que sejam realizados os serviços de manutenção.

A seguir um modelo de Ordem de Serviço genérico para aplicação na manutenção de equipamentos:

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ORDEM DE SERVIÇO Nº: / Empresa: Data Registro: Tipo Equipamento: Nº Série: Modelo: Localização: Equipamento
ORDEM DE SERVIÇO
Nº:
/
Empresa:
Data Registro:
Tipo Equipamento:
Nº Série:
Modelo:
Localização:
Equipamento Parado: SIM ( ) NÃO ( )
Data da Parada:
Hora da Parada:
TEXTO DA ANOMALIA
TIPO DE MANUTENÇÃO
MPREV (
)
MCORR (
)
MPROG (
)
URGEN (
)
EMERG (
)
Setor solicitante
Emitente
Data
SERVIÇOS EXECUTADOS
Início:
Às:
Horas
Término:
Às:
Horas
MATERIAL UTILIZADO
Executor:
Matrícula:
Setor:
Data:
Assinatura:
OBSERVAÇÕES NECESSÁRIAS
Data:
/ /

Gerente do Setor

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

A tendência dos custos em manutenção corretiva, em uma empresa, pode ser indicada pelo

gráfico abaixo:

em uma empresa, pode ser indicada pelo gráfico abaixo: MANUTENÇÃO CORRETIVA PLANEJADA MANUTENÇÃO CORRETIVA

MANUTENÇÃO CORRETIVA PLANEJADA

MANUTENÇÃO CORRETIVA PLANEJADA é a correção do desempenho menor que o esperado ou da falha, por decisão gerencial, isto é, pela atuação em função de acompanhamento preditivo ou pela decisão de operar até a quebra.

Um trabalho planejado é sempre mais barato, mais rápido e mais seguro do um trabalho não planejado. É será sempre de melhor qualidade.

A característica principal da manutenção corretiva planejada é função da qualidade da informação fornecida pelo acompanhamento do equipamento.

Mesmo que a decisão gerencial seja de deixar o equipamento funcionar até a quebra, essa é uma decisão conhecida e algum planejamento pode ser feito quando a falha ocorrer. Por exemplo, substituir o equipamento por outro idêntico, ter um "kit" para reparo rápido, preparar o posto de trabalho com tivos e facilidades etc.

A adoção de uma política de manutenção corretiva planejada pode advir de vários fatores:

- Possibilidade de compatibilizar a necessidade da intervenção com os interesses da produção.

- Aspectos relacionados com a segurança - a falha não provoca nenhuma situação de risco para o pessoal ou para a instalação.

- Melhor planejamento dos serviços.

- Garantia da existência de sobressalentes, equipamentos e ferramental.

- Existência de recursos humanos com a tecnologia necessária para a execução dos serviços e em quantidade suficiente, que podem, inclusive, ser buscados externamente à organização.

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

Para exemplificar: quanto maiores forem as implicaç6es da falha na segurança pessoal e operacional, nos custos intrínsecos dela, nos compromissos de entrega da produção, maiores serão as condições de adoção da política de manutenção corretiva planejada.

MANUTENÇÃO PREVENTIVA

MANUTENÇÃO PREVENTIVA é a atuação realizada de forma a reduzir ou evitar a falha ou queda no desempenho, obedecendo a um plano previamente elaborado, baseado em INTERVALOS definidos de TEMPO.

Inversamente à política de Manutenção Corretiva, a Manutenção Preventiva procura obstinadamente evitar a ocorrência de falhas, ou seja, procura prevenir.

Em determinados setores, como na aviação, a adoção de manutenção preventiva é imperativa para determinados sistemas ou componentes, pois o fator segurança se sobrepõe aos demais.

Como nem sempre os fabricantes fornecem dados precisos para a adoção nos planos de manutenção preventiva, além das condições operacionais e ambientais influírem de modo significativo na expectativa de degradação dos equipamentos, a definição de periodicidade e substituição deve ser estipulada para cada instalação ou no máximo plantas similares operando em condições também similares.

Isso leva à existência de duas situações distintas na fase inicial de operação:

a) Ocorrência de falhas antes de completar o período estimado, pelo mantenedor, para a intervenção.

b) Abertura do equipamento/reposição de componentes prematuramente.

Evidentemente, ao longo da vida útil do equipamento não pode ser descartada a falha entre duas intervenções preventivas, o que, obviamente, implicará uma ação corretiva.

Os seguintes fatores devem ser levados em consideração para adoção de uma política de manutenção preventiva:

- Quando não é possível a manutenção preditiva (é a ação preventiva baseada no conhecimento das condições de cada um dos componentes das máquinas e equipamentos).

- Aspectos relacionados com a segurança pessoal ou da instalação que tornam mandatória a intervenção, normalmente para substituição de componentes.

- Por oportunidade em equipamentos críticos de difícil liberação operacional.

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

- Riscos de agressão ao meio ambiente.

- Em sistemas complexos e/ou de operação contínua. Ex.: petroquímica, siderúrgica, indústria automobilística, etc.

A manutenção preventiva será tanto mais conveniente quanto maior for a simplicidade

na reposição; quanto mais altos forem os custos de falhas; quanto mais as falhas prejudicarem

a produção e quanto maiores forem as implicações s falhas na segurança pessoal e operacional.

Se, por um lado, a manutenção preventiva proporciona um conhecimento prévio das ações, permitindo uma boa condição de gerenciamento das atividades e nivelamento de recursos, além de previsibilidade de consumo de materiais sobressalentes, por outro promove, via de regra, a retirada do equipamento sistema de operação para execução dos serviços programados. Assim, possls questionamentos à política de manutenção preventiva sempre serão levanos em equipamentos, sistemas ou plantas onde o conjunto de fatores não suficientemente forte ou claro em prol dessa política.

Outro ponto negativo com relação à manutenção preventiva é a introdução de defeitos não existentes no equipamento devido a:

- Falha humana.

- Falha de sobressalentes.

- Contaminações introduzidas no sistema de óleo.

- Danos durante partidas e paradas.

- Falhas dos Procedimentos de Manutenção.

e paradas. - Falhas dos Procedimentos de Manutenção. Gráfico Manutenção Corretiva x Manutenção Preventiva 17

Gráfico Manutenção Corretiva x Manutenção Preventiva

17

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

PROGRAMA DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA

Para se montar um Programa de Manutenção Preventiva deve-se inicialmente:

a) Decidir qual o tipo de máquina ou equipamento que deverá ser incluído no programa, de acordo com a sua importância, do ponto de vista da Manutenção e da Operação.

b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento, de todos os equipamentos que serão incluídos no Programa.

c) Levantar o histórico desses equipamentos.

d) Elaborar manuais de procedimentos para manutenção preventiva, indicando as periodicidades das inspeções e/ou intervenções.

e) Prever materiais e recursos humanos, envolvidos no programa.

f) Preparar um Plano Mestre de inspeções. O plano mestre mais usual é aquele que tem como unidade de controle a semana, uma vez que o ano tem exatamente 52 semanas. Uma vez preparado, ele tem vida infinita, não importando o dia mês ou ano em que se esteja. Como o computador é hoje um equipamento relativamente barato, torna-se inviável um plano manual, que tem grandes dificuldades de execução.

g) Treinar o pessoal da equipe de manutenção.

PLANO MESTRE DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA

Como foi dito anteriormente, o ano tem exatamente 52 semanas. Procuram-se, enquadrar as inspeções ou outras atividades de manutenção preventiva, em número de semanas, exemplos:

a) Inspeção do funcionamento das válvulas de um compressor estacionário - periodicidade semanal

b) Inspeção dos rolamentos uma bomba d'água quanto a ruídos e vibração - 4 semanas (1 mês).

c) Inspeção dos anéis de compressão do compressor estacionário - 24 semanas (6 meses).

Evita-se programar serviços com periodicidade maior que 52 semanas (1 ano), pois não se pode rodar esse programa automaticamente, requerendo um plano auxiliar.

Cada uma dessas programações de inspeções é acompanhada de uma ficha de orientação, que indica claramente, o que fazer como fazer e como anotar as irregularidades encontradas.

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Instrutor: José Fernando Alvares Rodrigues

MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

Existem equipamentos, cujo funcionamento está mais relacionado com outros tipos de periodicidade de controle, pois têm seu funcionamento irregular, tomando-se difícil o controle, com o auxilio da unidade semana. Por exemplo, os veículos automotores, têm seu desgaste determinado por quilometragem rodada, ou muitas vezes os compressores de ar, são controlados por horímetros, que marcam "realmente" as horas de funcionamento. Nesses casos, toma-se necessário fazer um plano paralelo de Manutenção Preventiva, sempre que a quantidade desses equipamentos for considerável.

Com esse Plano Mestre em um computador, basta que o operador desse solicite os serviços daquela semana, que o computador fornece as fichas previamente elaboradas, das Instruções de Manutenção Preventiva, que são encaminhadas ao responsável por sua execução.

Nessas fichas são anotadas todas as irregularidades, que forem constatadas, que gerarão Ordens de Serviço, para a devida correção. Essas anotações deverão também alimentar um histórico no computador, que servirá para orientar modificações nos planos de Manutenção Preventiva.

A manutenção preventiva obedece a um padrão previamente esquematizado, que estabelecem

paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas, segurado

assim o funcionamento perfeito da máquina por um período predeterminado.

O método

equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades.

preventivo

proporciona

um

determinado

ritmo

de

trabalho,

assegurando

o

O controle das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos de indústria. Uma

das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva é a diminuição sensível dos estoques. Isso se consegue com a organização dos prazos para reposição de peças. Assim,

ajustam-se os investimentos para o setor.

Se uma peça de um conjunto que constitui um mecanismo estiver executando seu trabalho de

forma irregular, ela estabelecerá, fatalmente, uma sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela. Como conseqüência, a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil

das demais peças do conjunto. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática, com antecedência, para preservar as demais peças.

Em qualquer sistema industrial, a improvisação é um dos focos de prejuízo. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da produção, mas perde-se em eficiência. A improvisação pode e deve ser evitada por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção preventiva. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho uniforme e seguro.

O planejamento e a organização, fornecidos pelo método preventivo, são uma garantia aos

homens da produção que podem controlar, dentro de uma faixa de erro mínimo, a entrada de novas encomendas.

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

Com o tempo, os industriais foram se conscientizando de que a máquina que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação, troca de peças gastas e ajustes.

Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados, são suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. Isso evita a difícil tarefa de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do pessoal da manutenção corretiva.

A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em todos os setores

industriais, pois abrange desde uma simples revisão, com paradas que não obedecem a uma

rotina, até a utilização de sistemas de alto índice técnico.

A manutenção preventiva abrange cronogramas nos quais são traçados planos e revisões

periódicas completas para todos os tipos de materiais utilizados nas oficinas. Ela inclui,

também, levantamentos que visam facilitar sua própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica.

A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir a setores, máquinas

ou equipamentos. O sistema deve abranger todos os setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles, de modo tal que, ao se constatar uma anomalia, as providências independam de qualquer outra regra que porventura venha a existir em uma oficina. Essa liberdade, dentro da indústria, é fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo.

O aparecimento de focos que ocasionam descontinuidade no programa deve ser encarado de

maneira séria, organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por técnicos da manutenção. Estes deverão relatar, em linguagem simples e clara, todos os detalhes do problema em questão.

A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão de comando, apesar dela

ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fábrica. À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril.

O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita compreensão de seus

conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica, desde os operários à presidência.

A manutenção preventiva, por ter um alcance extenso e profundo, deve ser organizada. Se a

organização da manutenção preventiva carecer da devida solidez, ela provocará desordens e confusões. Por outro lado, a capacidade e o espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção preventiva.

A manutenção preventiva deve, também, ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se

processe de modo correto e rápido. Sob esse aspecto, é necessário estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os procedimentos adotados.

O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar definições claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os elementos participantes. O

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fluxo das informações deverá fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutenção preventiva.

A manutenção preventiva exige, também, um plano para sua própria melhoria. Isto é conseguido por meio do planejamento, execução e verificação dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de manutenção, das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle. Esta é a dinâmica de uma instalação industrial.

Finalmente, para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoção, é necessário dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de alto gabarito. Isso vale a pena, pois a instalação do método de manutenção preventiva, pela maioria das grandes empresas industriais, é a prova concreta da pouca eficiência do método de manutenção corretiva.

OBJETIVOS

Os principais objetivos das empresas são, normalmente, redução de custos, qualidade do produto, aumento de produção, preservação do meio ambiente, aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho.

a) Redução de custos - Em sua grande maioria, as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam. A manutenção preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes, nas paradas de emergência etc., aplicando o mínimo necessário, ou seja, sobressalente X compra direta; horas ociosas X horas planejadas; material novo X material recuperado.

b) Qualidade do produto - A concorrência no mercado nem sempre ganha com o menor custo. Muitas vezes ela ganha com um produto de melhor qualidade. Para atingir a meta qualidade do produto, a manutenção preventiva deverá ser aplicada com maior rigor, ou seja: máquinas deficientes X máquinas eficientes; abastecimento deficiente X abastecimento otimizado.

c) Aumento de produção - O aumento de produção de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado. É preciso manter a fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros, mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia. A manutenção preventiva colabora para o alcance dessa meta atuando no binômio produção atrasada X produção em dia.

d) Efeitos no meio ambiente - Em determinadas empresas, o ponto mais crítico é a poluição causada pelo processo industrial. Se a meta da empresa for à diminuição ou eliminação da poluição, a manutenção preventiva, como primeiro passo, deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição, ou seja, equipamentos sem acompanhamento X equipamentos revisados; poluição X ambiente normal.

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e) Aumento da vida útil dos equipamentos - O aumento da vida útil dos equipamentos é um fator que, na maioria das vezes, não pode ser considerado de forma isolada. Esse fator, geralmente, é conseqüência de:

- redução de custos;

- qualidade do produto;

· aumento de produção;

· efeitos do meio ambiente.

A manutenção preventiva, atuando nesses itens, contribui para o aumento da vida útil dos

equipamentos.

f) Redução de acidentes do trabalho - Não são raros os casos de empresas cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes. Os acidentes no trabalho causam:

· aumento de custos;

· diminuição do fator qualidade;

· efeitos prejudiciais ao meio ambiente;

· diminuição de produção;

· diminuição da vida útil dos equipamentos.

A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e

prevenção de acidentes.

Desenvolvimento

Consideremos uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva, onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva, dever á percorrer as seguintes fases iniciais de

desenvolvimento:

a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da manutenção preventiva com base no ―feeling‖ da supervisão de manutenção e de operação.

b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamentos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva (plano piloto).

c) Redigir o histórico dos equipamentos, relacionando os custos de manutenção (mão-de- obra, materiais e, se possível, lucro cessante nas emergências), tempo de parada para os diversos tipos de manutenção, tempo de disponibilidade dos equipamentos para produzirem, causas das falhas etc.;

d) Elaborar

os

manuais

de

procedimentos

para

manutenção

preventiva,

indicando

as

freqüências

de

inspeção

com

máquinas

operando,

com

máquinas

paradas

e

as

intervenções;

 

e) Enumerar os recursos manutenção preventiva;

humanos e materiais que serão necessários à instalação da

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f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria;

g) Treinar e preparar a equipe de manutenção.

Execução da manutenção preventiva

a) Ferramental e pessoal - Se uma empresa contar com um modelo organizacional ótimo, com material sobressalente adequado e racionalizado, com bons recursos humanos, com bom ferramental e instrumental e não tiver quem saiba manuseá-los, essa empresa estará perdendo tempo no mercado. A escolha do ferramental e instrumental é importante, porém, mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los;

b) Controle da manutenção - Em manutenção preventiva é preciso manter o controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais. É por meio das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina e, com base nessas informações, a programação de sua manutenção.

ORIENTAÇÕES PARA PROGRAMAÇÃO DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA Manutenção e Conservação de Edifícios

O QUE É MANUTENÇÃO PREVENTIVA

Pode-se estabelecer que a vida de um edifício tenha duas fases: a sua produção e o seu uso.

Uma série de problemas relativos à sua durabilidade podem ser resolvidos ou minimizados durante a primeira fase. Um bom projeto, uma orientação adequada, o correto atendimento às normas e ao programa de uso, a qualidade dos materiais empregados e o apuro técnico adotado na sua construção são procedimentos importantes que vão determinar essa durabilidade. Para os edifícios da Universidade é relevante ainda à classificação criteriosa dos espaços com mesmas características técnicas, com a conseqüente criação de salas e componentes padronizados, permitindo, então, um melhor plano de manutenção, além de uma maior flexibilidade de usos. Em épocas passadas, nem sempre a totalidade desses aspectos foi observada na produção dos edifícios invariavelmente, a sua maior parte foi deixada em segundo plano. Consequentemente, durante a sua fase de uso, uma série de problemas começaram a surgir, impulsionados pela não observância desses aspectos. Em pouco tempo, alguns serviços serão necessários para, em certos casos, repor as condições originais e, em outros, refazer algum tipo de instalação dentro de padrões de qualidade que possibilitem um melhor uso da construção. Isto, evidentemente, gera custos adicionais e imprevisíveis.

Porém, independentemente dessas circunstâncias, procedimentos regulares e programados de manutenção são essenciais para a conservação e eficácia da destinação da edificação. Evitam o surgimento dos problemas mencionados e as deteriorações inesperadas, permitindo previsão segura de gastos periódicos.

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

Esse procedimento, que se pode chamar de Manutenção Preventiva, é imprescindível, principalmente no caso da Universidade, local onde atividades ininterruptas se desenvolvem, onde edifícios abrigam equipamentos e acervos únicos e onde à questão da segurança dos usuários deva ser ponto fundamental.

Os trabalhos programados de Manutenção Preventiva consistem, em muitos casos, em inspeções e verificações que, apesar de aparentemente simples, podem evitar altos custos de reforma. Em outros casos, serviços de limpeza corretos e utilizando produtos e equipamentos adequados, aumentam seguramente a vida de sistemas e materiais de acabamentos.

Para facilitar a programação desses serviços, procura-se estabelecer aqui critérios gerais para manutenção que são orientativos e servem como referência a edifícios de padrão comum.

Edifícios de características especiais, seja em termos de projeto, sejam em termos de materiais utilizados ou mesmo em usos específicos, deverão ter um detalhamento maior, principalmente no que se refere aos quadros de serviços e periodicidades.

POR QUE FAZER MANUTENÇÃO PREVENTIVA

Além dos aspectos relativos à qualidade e ao uso citados acima, um outro aspecto que se impõe é o do custo e do dispêndio financeiro para se manter as condições desse uso.

Como regra geral, admite-se que o custo anual da manutenção de um edifício situa-se entre 1,5 e 2% de seu custo inicial de construção. Um edifício de características tradicionais consumirá em 50 anos um valor equivalente ao gasto na sua produção. Se considerarmos que esse dispêndio anual é o mínimo necessário para uma manutenção eficiente e, se levar em consideração que edifícios públicos, em geral, têm sua vida útil para além de 50 anos (com ou sem manutenção), concluísse que a manutenção preventiva passa a ser um aspecto extremamente relevante.

Por outro lado, os edifícios da USP construídos entre os anos 60 e 70 e que, via de regra, não tiveram manutenção preventiva programada e periódica, estão com sua vida útil bastante reduzida. Em muitos casos, já se encontram em fase de degradação acentuada, necessitando por isso, reformas gerais cujos custos ultrapassam sensivelmente aqueles que poderiam ter sido investidos ao longo do tempo.

Há, portanto, que estabelecer-se um programa sistemático de manutenção predial que ao mesmo tempo em que reponha os sistemas deteriorados, permita o prolongamento da vida útil dos edifícios, através de serviços periódicos e de sua conservação global.

COMO ORGANIZAR A MANUTENÇÃO PREVENTIVA

LOCAL

Determinar um local compatível com as dimensões da Unidade, onde seja possível reunir elementos gráficos relativos aos prédios, centralizar os trabalhos de manutenção, reunir os funcionários do setor e onde possam ser guardados ferramentas e equipamentos de pequeno

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porte. É aconselhável que se estruture uma pequena biblioteca técnica a respeito dos materiais

e serviços que são executados regularmente.

EQUIPE

Designar um funcionário que seja capacitado para acompanhar os serviços, trabalhar com programações, relacionar-se com empresas de serviços técnicos, que tenha conhecimentos mínimos sobre instalações prediais (*) e coordenem pequenas equipes de trabalho. Sugere-se também que outros funcionários afetos à área de manutenção sejam reunidos em torno de uma equipe que deverá ser dimensionada em função da área construída da unidade, da complexidade de seu sistema construtivo e do tipo de uso da edificação. Como referência, o índice mínimo de 1 funcionário para cada 2.500m² de área construída, podendo variar em função dos critérios anteriormente citados.

EQUIPAMENTO

Desde que o controle desses serviços possa ser informatizado, haverá um ganho sensível em termos de rapidez, eficiência e redução de custos. Quando não, um bom controle através de quadros, cronogramas e fichas são aceitáveis.

Ferramentas usuais e equipamentos já incorporados nos serviços que já vêm sendo feitos são básicos, além de um pequeno estoque de produtos de conservação e peças de reposição imediata.

SERVIÇOS

Serviços que ultrapassem o âmbito da manutenção preventiva devem ser contratados com firmas especializadas.

RECOMENDAÇÕES E PROCEDIMENTOS

Assim como em certos sistemas e equipamentos onde a segurança e o funcionamento preciso são essenciais, os serviços de inspeção e vistorias programados pela manutenção preventiva devem ser realizados, independentemente de um defeito já estar aparente.

Peças e elementos construtivos que já demonstram fadiga ou imperfeições devem ser

substituídos antes do problema se agravar, evitando-se assim custos maiores. Exemplificando:

a troca de um reparo de torneira que já começa a pingar é mais barato que um vazamento noturno que pode ocorrer quando essa peça chegar ao seu limite.

Inicialmente, os serviços de limpeza predial devem ser realizados regularmente em todas as dependências do edifício. Todos os componentes construtivos (internos ou externos) necessitam de conservação, mesmo que em periodicidades diferentes.

Para iniciar um trabalho sistemático de manutenção programada, deve-se analisar criteriosamente a função do edifício, determinando todos os sistemas que o compõem:

estrutura, paredes, cobertura, pisos, instalações elétricas, instalações hidráulicas, telefonia e informática, caixilharia e outros sistemas e equipamentos. A partir daí, é necessário recolher- se o maior número possível de informações a respeito desse sistema, sejam suas

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características técnicas, época de sua instalação, histórico de serviços de manutenção

eventualmente efetuados, necessidades técnicas de manutenção, especificadas pelo construtor

ou fabricante do componente e outros dados relevantes. É importante manter-se contratos de

manutenção com as empresas fornecedoras de equipamentos mais sofisticados: elevadores, ar condicionado, geradores, dentre outros.

Em seguida, determinar claramente as funções de todas as suas partes. Essas partes devem ser relacionadas e estudadas separadamente a partir de suas características construtivas, tipo de uso, situação atual, necessidade de intervenção imediata ou reforma geral.

A partir da montagem de um quadro onde todos esses elementos estejam dispostos e

organizados, é possível organizar os trabalhos de forma sistemática, determinando-se assim a

periodicidade de cada inspeção e os custos globais dos serviços.

A seguir, esquematiza-se uma tabela referencial para a organização desses serviços.

TABELA DE ORGANIZAÇÃO E PROGRAMAÇÃO DE SERVIÇOS (Programa de Manutenção)

Sistema

Serviço

Periodicidade

Equipe

Equipamento

1 Estrutura

1. Fundações

Inspeção e verificação de

     

2. Pilares

possíveis fissuras, trincas,

COESF

3. Vigas

rachaduras, ferragem

Semestral

4. Lajes

aparente, desníveis, carbonatação

2. Cobertura

 

1.

Vigamento

Inspeção e verificação

Semestral

   

2.

Telhado

Limpeza

Bimensal

Equipe de

3.

Impermeabilização

Inspeção, Limpeza e reparos

Trimestral

Unidade

Limpeza

4.

Calhas e Condutores

Inspeção, Limpeza e reparos

Mensal

Escada

5.

Outros elementos

Inspeção, Limpeza e reparos

Variável

3

Paredes

1.

Revestimentos

Inspeção, Limpeza e reparos

     

2.

Blocos ou tijolos a vista

Inspeção, Limpeza e reparos

Semestral

Unidade

3.

Placas

Inspeção, Limpeza e reparos

4

Esquadrias

1.

Caixilhos de alumínio

Inspeção e Limpeza

Anual

   

2.

Caixilhos de Ferro

Limpeza e/ou pintura

Anual

3.

Caixilhos de madeira

Pintura e/ou reparos

Semestral

Unidade

Equipe de

4.

Portas

Pintura

Anual

Limpeza

5.

Vidros

Limpeza e/ou substituição

Anual

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5

Hidráulica

1.

Entrada

Inspeção

     

2.

Sistema de Caixas d'água

Inspeção e Limpeza Inspeção

Equipe de

Unidade

Limpeza

3.

Ramais de abastecimento

Inspeção e troca de reparos Inspeção e troca de reparos

Semestral

Ferramental

4.

Torneiras

Inspeção e troca de reparos

5.

Registros

6.

Válvulas

7.

Outros equipamentos

6

Elétrica

1.

Quadro de entrada

Inspeção /Troca de Fusíveis

Bimensal

   

2.

Circuitos

Inspeção e reparos

Trimestral

3.

Tomadas

Inspeção e troca

Semestral

4.

Interruptores

Inspeção e troca

Inspeção / verificação Inspeção/Limpeza/Reposição Inspeção/Reposição

Semestral

Especializada

Ferramental

5. Sistema de iluminação

Semestral

6. Luminárias

Bimensal

7. Lâmpadas

 

Mensal

7. Pisos

 

1.

Revestimentos

Limpeza/Verificação/Reparos

Bimensal

   

2.

Juntas

Inspeção

Trimestral

3.

4.

Rodapés

Pisos elevados

Verificação

Verificação

Limpeza/Verificação/Reparos

Semestral

Semestral

Unidade

Equipe de

Limpeza

5.

Pisos externos

Bimensal

8

Revestimentos

1.

Externos

Limpeza e/ou Pintura

Semestral

   

2.

Internos

Limpeza e/ou Pintura

Anual

3.

Especiais

Limpeza e/ou Pintura

Anual

Unidade

Padrão

4.

Forros

Limpeza/Pintura/Reparos

Anual

9

Pintura

1.

Interna

Retoques/Pintura

Anual

 

Padrão

2.

Externa

Retoques/Pintura

Bianual

Especializada

10 Paisagismo

 

Jardins internos Jardins externos Elementos paisagísticos Vasos e floreiras Outros equipamentos

Limpeza, remoção de resíduos, podas

 

Unidade ou

Ferramentas

Mensal

Prefeitura

usuais

Limpeza, consertos

.

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MODELO DE CRONOGRAMA ANUAL (Plano Mestre)

SERVIÇO JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ semana 1234
SERVIÇO
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
semana
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1234
1. Estrutura – Inspeção e Verificação
X
x
2. Cobertura
Inspeção, Limpeza e reparos
Vigamento
Telhado
Impermeabilização
Calhas e Condutores
x
X
x
x
x
x
x
X
x
x
x
X
x
x
x
X
x
x
x
x
x
X
x
X
3.
Paredes – Insp., Limpeza e
x
x
reparos
4.
Esquadrias
Inspeção, Limpeza e pintura
Metal
x
Madeira
x
x
Vidros
x
x
5. Hidráulica - Insp/limpeza/reparos
x
X
6. Elétrica
Inspeção / Reposição
Quadro de Força / Luminárias
Circuitos
Tomadas, Interrup. e Sist. de Ilumin.
Lâmpadas
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
7.
Pisos – Limpeza
x
x
X
X
x
x
x
x
x
x
x
X
Verificação e Reparos
x
x
x
x
x
x
8.
Revestimentos
Limpeza, Pintura e Reparos
Externos
X
Internos./ Forros
x
X
9.
Pintura – Interna
x
10. Paisagismo
Limpeza, Remoção e Reparos
x
x
x
X
x
x
x
x
x
x
x
X

OBSERVAÇÕES

1. A Limpeza aqui tratada refere-se a serviços mais específicos e relacionados a "limpeza de

manutenção", não referindo-se, portanto, aos serviços normais de limpeza que já vêm sendo realizados pelas empresas contratadas tendo em vista a higienização e conservação dos ambientes. Papel fundamental é representada pela limpeza de telhados, calhas e condutos de águas pluviais, pois o acumulo de detritos, folhas e outros possíveis lixos, contribuem para a obstrução de tais acessórios e, como conseqüência, vazamentos no interior dos edifícios e outros acontecimentos mais graves. Ao efetuar tais procedimentos de limpeza, cuidado especial deve ser dado às telhas e telhados de alumínio evitando-se quebras de telhas e amassados nas coberturas.

2. Todos os quadros acima são referências genéricas devendo ser reformulados em função das

especificidades de cada edifício.

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

3. O número de funcionários indicados para cada serviços dependem das disponibilidades de cada Unidade e também devem ser programados em função das características do edifício, das necessidades de prazos para a realização dos serviços, bem como à disponibilidade dos funcionários para manutenção.

4. Os equipamentos sugeridos para a realização dos serviços e suas quantidades devem ser estipulados em função dos mesmos critérios que vierem a ser utilizados para os funcionários.

BIBLIOGRAFIA:

1-

Kardec, Allan MANUTENÇÃO - Função Estratégica, Editora QualityMark;

2-

APOSTILAS e ARTIGOS diversos pesquisados da Internet.

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