Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos
AULA 3
Prof. João Charles
Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos
jcharlesgs@gmail.com
Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos
Fluidos hidráulicos. Viscosidade.
Compressibilidade e expansão térmica Prof. João Charles
Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos
Fluidos hidráulicos.
Viscosidade. Prof. João Charles
Tipos de Fluidos Hidráulicos
Fluidos Hidráulicos derivados do Petróleo:
Óleos hidráulicos, com ou sem aditivação, classificados segundo a norma
ISO 6743 / parte 4 e AFNOR NF 48-602:
HH : Óleos minerais refinados não inibidos (sem aditivos);
HL : Óleos minerais refinados com aditivos antiferrugem e antioxidante;
HM : Óleos do tipo HL, com aditivos antidesgaste;
HR : Óleos do tipo HL, com ampliadores do índice de viscosidade;
HV : Óleos do tipo HM, com ampliadores do índice de viscosidade;
HG : Óleos do tipo HM, possuindo propriedade antiaderentes;
HS : Fluidos sintéticos. Não possuem propr. de resistência à combustão.
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Classificação dos Fluidos Hidráulicos Prof. João Charles
Fluidos Hidráulicos Especiais: (resistentes à combustão)
Os principais fluidos resistentes à combustão, classificados segundo as
normas ISO 6743/p4, DIN 51502, CETOP RP 77H e AFNOR NF 48-602:
Grupo HFA: emulsões de óleo em água (HFAE) e soluções químicas
aquosas (HFAS) mais de 80% de água.
Grupo HFB: emulsões de água em óleo até 60% de água.
Vedações de elastômeros e plastômeros: gaxetas, mancais deslizantes, anéis de apoio,
buchas guia, raspadores e demais peças móveis de alta precisão.
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Classificação dos Fluidos Hidráulicos Prof. João Charles
Fluidos Hidráulicos Especiais: (resistentes à combustão)
Os principais fluidos resistentes à combustão, classificados segundo as
normas ISO 6743/p4, DIN 51502, CETOP RP 77H e AFNOR NF 48-602:
Grupo HFC: soluções aquosas de polímeros 35 a 60% de água e o
restante poliglicóis e aditivos;
Grupo HFD: fluidos sintéticos sem água éster fosfatos, hidrocarbonetos
clorados, etc.
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Viscosidade
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Características e Medição da Viscosidade:
• É a relação entre a tensão de cisalhamento e a taxa de cisalham. fluído;
• A viscosidade diminui significativamente com o aumento da temperatura;
• A viscosidade aumenta em menor proporção com o acréscimo de pressão;
• A norma DIN 51563 recomenda utilizar o viscosímetro Ubbelohde
(Viscosidade Cinemática);
• Viscosidade Cinemática centistokes 1 cSt = 1 mm²/s
100 centistokes = 1 stokes = 1 cm²/s
• Conhecendo a massa específica Viscosidade Absoluta (dinâmica) =
centipoise cP, então:
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Viscosidade
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Viscosidade Relativa:
• A norma ASTM adota o viscosímetro Saybolt viscosidade em
Segundos Saybolt Universal (SSU) ou SUS (sist. Inglês);
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Viscosidade
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Variação da viscosidade em relação à temperatura :
• Adotar o padrão ISO especif. da norma 6743 p/ temper. 40ºC, grupo viscoso
(VG): 10, 15, 22, 32, 46, 68, 100 ... cSt;
• Por isso converter SSU (fluídos hidr.) p/ Visc. Cinemática (cSt), com:
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Viscosidade
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Variação da viscosidade em relação à temperatura :
• Óleo mineral (HL) e soluções aquosas de polímeros (HFC) apresentam maior
estabilidade da viscosidade em relação à temperatura do que a curva correspondente
a fluidos sintéticos sem água (HFD).
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Viscosidade
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Variação da viscosidade em relação à temperatura:
No gráfico das curvas ν x T mostrado antes, são estabelecidos os limites
máximo e mínimo de viscosidade aceitáveis pela maioria dos sistemas
hidráulicos;
Se a viscosidade for muito alta (ou a temperatura muito baixa), o sistema terá
dificuldades no início de operação.
Consequência:
• alta resistência ao escoamento na linha de sucção da bomba, gerando
baixa pressão na entrada.
Se a viscosidade for muito baixa (ou a temperatura muito elevada), o sistema
estará sujeito a elevadas fugas de fluido por vazamentos internos.
Consequências:
• desgaste prematuro das partes móveis por lubrificação inadequada;
• pode ocorrer instabilidade operacional do sistema.
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Viscosidade
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• Índice de Viscosidade (IV):
É a relação de dependência entre viscosidade e temperatura;
Corresponde à inclinação das curvas ν x T do gráfico anterior;
Alto IV indica pequena variação da viscosidade c/a temperatura,
sendo importante em sistemas sem controle de temperatura.
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Viscosidade
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Variação da viscosidade em relação à pressão :
• Fluidos sintéticos (HFD) sofrem maior influência da pressão sobre a
viscosidade do que o óleo mineral (HL);
• Fluidos à base de água (HFC) sofrem pequena influência da pressão.
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Pressão de Vapor em Fluidos Hidr. Prof. João Charles
Cavitação e Aeração
Cavitação: mudança de fases no fluído: líquido vapor líquido.
A água : 1,103 bar abs vaporiza a 100ºC
0,074 bar abs vaporiza a 40ºC
Pressão de vapor diretamente proporcional temper. de vaporização
O óleo mineral: pressão de vapor 6x10-7 bar abs a 40ºC
Aeração: colapso das bolhas de ar aumenta temperatura do fluído.
oxidação do fluído.
formação de resina e escória.
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Pressão de Vapor em Fluidos Hidr. Prof. João Charles
Cavitação e Aeração
Baixa pressão absoluta local origem da Cavitação e Aeração:
Câmara de sucção das bombas
Devido à elevada perda de carga nas linhas de sucção, causadas por:
Insuficiente área da secção transversal da tubulação
Excessiva altura de sucção
Alta viscosidade e/ou baixa temperatura do fluido
Filtros e conexões.
Consequências:
Erosão das paredes e rotores das bombas
Elevado nível de ruído e pulso de pressão
Formação de espuma no reservatório
Instabilidade operacional dos elementos de controle.
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Fluídos Hidráulicos: Especificação
• Limite inferior de viscosidade recomendado em Sist. Hidráulicos:
que permita lubrificação aceitável;
pequenas perdas por vazamentos nas folgas;
• Limite superior de viscosidade (viscosidade de partida) recomendado
em Sist. Hidráulicos:
que mantenha a capac. sucção das bombas em baixas temperat.
• Faixa ótima de viscosidade p/ a maioria dos sist. Hidráulicos:
entre 20 e 40 cSt.
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Fluídos Hidráulicos: Especificação
• Ponto de Fluidez (PFd):
É a menor temperatura na qual o óleo mineral deixa de escoar;
A menor temperatura de operação de um sistema hidráulico deve ser
substancialmente superior ao PFd ( > 11ºC no mínimo);
Antes do congelamento, torna-se turvo, devido à cristalização da
parafina sólida.
• Ponto de Fulgor (PFg):
É a menor temperatura na qual o vapor desprendido pelo fluído, em
presença de ar, inflama-se aplicando uma chama teste;
O PFg mantém relação de proporcionalidade com a viscosidade.
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Fluídos Hidráulicos: Especificação
• Temperatura de Operação:
É limitada pelos valores máximo e mínimo de viscosidade.
Pode ser determinada pelas curvas viscosidade / temperatura do fluido.
Os limites extremos são determinados pelos pontos de fluidez e fulgor.
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Fluídos Hidráulicos: Especificação
• Propriedades químicas dos FH:
Capacidade lubrificante: filme líquido aderente e durável, reduzindo o
coeficiente de atrito.
Estabilidade térmica: deve resistir às reações químicas e à degradação
(decomposição) em temperaturas elevadas, que causam a borra.
Estabilidade à oxidação: deve resistir às reações com o ar atmosférico e
outros agentes oxidantes que podem causar corrosão no sistema.
Estabilidade hidrolítica: capacidade de resistir à reação com a água, que
causa formação de emulsão e borra.
Tendência à formação de espuma: que reduz a capacidade lubrificante e
o módulo de compressibilidade efetivo, limitando o comportamento
dinâmico do sistema.
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Tabela de valores típicos das propriedades dos fluídos hidráulicos p/ Especificação
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Fluídos Hidráulicos: Especificação
Tabela de especificação e características de um óleo hidráulico Castrol
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Exercícios de aplicação Prof. João Charles
1) Segundo a norma ISO 6743, qual a especificação de um fluido hidráulico
composto por óleo mineral, que contenha aditivos antiferrugem, antioxidação e
antidesgaste, com viscosidade de 32 cSt a 40ºC ?
2) Quais são os limites máximos e faixa ótima de viscosidade em um sistema
hidráulico?
3) Cite três condições operacionais nos sistemas hidráulicos que podem causar a
cavitação nas bombas hidráulicas:
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Exercícios de aplicação Prof. João Charles
4) Foi adquirido um óleo hidráulico com viscosidade de 185 SSU. Qual é o valor
da viscosidade, em Centistokes, desse fluído?
5) Como são determinados os limites operacionais de temperatura dos fluidos
hidráulicos?
6) Cite três consequências da viscosidade muito baixa nos sistemas hidráulicos:
7) Cite três consequências da viscosidade muito alta nos sistemas hidráulicos:
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Exercícios de aplicação Prof. João Charles
8) Por motivo de segurança contra combustão, o óleo mineral HL ISO-VG 46 utilizado num
sistema hidráulico deve ser substituído por um fluido sintético do grupo HFD. A fig.1 mostra as
curvas de viscosidade (v x T) para os dois tipos de fluido.
a) A faixa limite de temper. para o sistema é determinada pelos limites de viscosidade máxima (partida) e
mínima (operação). Para o óleo mineral HL essa faixa é de 0 ≤ TL ≤ 90ºC, sendo que a temper. normal de
operação (TN) situa-se neste caso, entre 25 e 60ºC. Quais as temper. limites (TL) máxima e mínima e a
faixa de temperatura normal (TN) para o sistema quando for utilizar o fluido sintético HFD?