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A Origem e Tipos de Conhecimento

O problema da origem e possibilidade do conhecimento- Resumos Filosofia 11 ano

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Mariana Folgado
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O problema da origem e possibilidade do conhecimento- Resumos Filosofia 11 ano

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Conhecimento

Epistemologia- Área ou ramo da Filosofia que estuda o problema do


conhecimento. O obje9vo é tentar perceber todas as questões rela9vas ao problema
do conhecimento

o O conhecimento pode ser entendido como uma relação entre um sujeito-


aquele que conhece- e um objeto – aquilo que é conhecido

Tipos de conhecimento
Existem três 9pos de conhecimento:

o Conhecimento por contacto: quando o nosso objeto de conhecimento é uma


determinada parte da realidade (uma pessoa , um animal, um local ou um
objeto)com a qual estamos em contacto direto através dos sen9dos

EX: A Alice conhece o Museu Nacional de Arte An9ga

o Conhecimento prá5co: quando o nosso objeto de conhecimento é uma dada


a9vidade ou capacidade que sabemos executar (sabemos fazer)

EX: Eu sei nadar

o Conhecimento proposicional: quando o nosso objeto de conhecimento


consiste numa proposição verdadeira (ou “saber que” , ou conhecimento acerca
das coisas)

EX: Eu sei que Sócrates era filósofo

Definição Tradicional de Conhecimento


Esta definição remete para uma definição tripar9da (três condições):

o Crença: Todo o conhecimento tem de ter uma crença, ou seja, só podemos


conhecer uma proposição se acreditarmos no que ela apresenta (acreditarmos
que ela é verdadeira se não acreditarmos não é conhecimento por exemplo:
“Sei que a terra é redonda, mas não acredito nisso” – isto não é conhecimento

o Verdade: Todo o conhecimento tem de ser uma crença verdadeira. Uma


proposição que não corresponda aos factos não cons9tui conhecimento, pois só
as proposições verdadeiras ligam o sujeito á realidade de forma adequada, por
exemplo: Não podemos saber que a Terra está no centro do sistema solar, a menos
que a terra esteja , de facto no centro do Sistema Solar
o Justificação: Só há conhecimento se a crença verdadeira for jus9ficada
(sustentada por boas razões)

Assim, não se pode conhecer algo sem acreditar (Crença). O que não é verdadeiro não
pode ser objeto de conhecimento (a proposição tem de ser verdadeira). A crença
verdadeira tem de ter boas razões/evidências que a jus9fiquem.

Para haver conhecimento as tem de ter as 3 condições. Basta não ter uma para
não haver conhecimento

Duas modalidades do conhecimento proposicional


Experiência(posteriori) o conhecimento a posteriori é aquele que só pode ser
adquirido através da experiência. Por isso , também pode ser chamado de
conhecimento empírico, para saber , por exemplo , que as avestruzes não voam e que
a segunda maior cidade portuguesa é o porto , é preciso observar o mundo

Pensamento(priori) Anterior á experiência. É aquele que podemos adquirir ao


pensar e sem recorrer á experiência. Podemos saber, por exemplo, que um triângulo
tem 3 lados ou que o todo é maior que a parte. Podemos descobrir que as
proposições são verdadeiras apenas pensando, sem precisarmos de fazer nenhuma
observação . Ou seja não é preciso a experiência basta pensar

Ceticismo
O ce9cismo é uma teoria filosófica que nega a possibilidade do conhecimento . o
Ce9cismo pode dividir-se em:

o Ce#cismo moderado : É moderado porque é localizado ou seja ,


não nega totalmente o conhecimento , simplesmente duvida
apenas em algumas áreas. Um cé=co moderado pode , por exemplo
duvidar que haja conhecimento na É=ca e na Esté=ca , mas não na
Física e na Matemá=ca

o Ce#cismo radical: É radical , porque é global , ou seja , duvida-se da


possibilidade de todo e qualquer conhecimento
Ceticismo Radical

Tese: Não existe realmente conhecimento e aquilo que chamamos de conhecimento


afinal não passa de uma ilusão

Argumentos:
Argumento da discrepância de opiniões: O argumento da discrepância de opiniões é
usado para destacar a complexidade e a diversidade das perspe9vas humanas sobre
questões fundamentais. Este argumento não nega a possibilidade de que alguma
opinião seja correta, mas argumenta que a falta de consenso generalizado leva-nos a
ques9onar a possibilidade de alcançar um conhecimento verdadeiro e indiscu^vel

Argumento da regressão infinita da jus5ficação: Cada crença precisa de uma


jus9ficação e essa jus9ficação precisa também de uma jus9ficação e assim
sucessivamente. Desta forma parece que nenhuma crença está jus9ficada então os
Cé9cos Radicais defendem assim que nunca conseguimos jus9ficações adequadas
/válidas.

Crença 1 Crença 2 Crença 3 Crença 4


Jus5fica Jus5fica Jus5fica

Argumento dos enganos sensoriais/ das aparências dos sen5dos: Este argumento é
baseado na ideia de que às vezes somos enganados pelos sen9mentos. Um exemplo
deste argumento pode ser: vermos alguma coisa e esta parecer pequena, mas na
realidade não é, como é o exemplo de um avião, que visto do céu parece pequeno mas
quando o vemos na realidade ele é enorme
• Assim os cé9cos radicais afirmam que se este 9po de situações acontecem
então pode acontecer sermos sempre enganados pelos sen9dos, e isso pode
comprometer a jus9ficação das nossas crenças. Se os sen9dos nos podem
enganar, as jus9ficações que são inadequadas e sem sen9do

Objeção:
Segundo os crí9cos esta teoria é contraditória e auto refuta-se , no sen9do em que ao
negar a possibilidade de conhecimento já está a admi9r alguns conceitos e
conhecimentos

Ou seja, não é possível saber que não há conhecimento sem conhecimento

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