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Reatividade

Reatividade Química
Química
Qual é a força motriz das reações químicas?
Como elas acontecem?
A primeira é respondida pela
TERMODINÂMICA e a segunda pela
CINÉTICA.
Nós já vimos uma série de “forças motrizes” para
reações que são PRODUTO-FAVORECIDAS.
• formação de um precipitado
• formação de gás
• formação de H2O (reação ácido-base)
• transferência de elétrons em uma bateria
Reatividade Química
Mas a transferência de energia também nos
permite prever a reatividade.
Em geral, reações que transferem
energia para suas vizinhanças são
produto-favorecidas.

Vamos considerar a transferência de calor em processos


químicos.
Transferência de Calor em
Um Processo Físico
CO2 (s, -78 oC) ---> CO2 (g,
-78 oC)
Calor é transferido da vizinhança ao sistema em um processo endotérmico.
Transferência de Calor em
Um Processo Físico
• CO2 (s, -78 oC) ---> CO2
(g, -78 oC)
• Arranjo regular de
moléculas no sólido
-----> moléculas na fase
gasosa.
• Moléculas de gás têm
energia cinética mais
alta.
Diagrama de níveis de
energia para
transferência de
energia térmica
CO2 gás

∆E = E(final) - E(inicial)
= E(gás) - E(sólido)

CO2 sólido
Transferência
Transferência de
de Calor
Calor
em
em Uma
Uma Mudança
Mudança Física
Física
CO2 (s, -78 oC) ---> CO2 (g, -78 oC)
Duas coisas aconteceram!

• Moléculas de gás têm energia cinética mais


alta.
• Além disso, TRABALHO é realizado pelo
sistema ao empurrar a atmosfera de lado.
Primeira
Primeira Lei
Lei da
da
Termodinâmica
Termodinâmica
Energia térmica transferida

∆E = q + w Trabalho
Realizado pelo
sistema
Variação
de energia

A Energia é Conservada!
Entrada de calor Saída de calor
(endotérmico), +q (exotérmico), -q

SiSTEMA
SiSTEMA
∆E = q + w

Entrada de w Saída de w
(+w) (-w)
ENTALPIA
ENTALPIA
A maioria das reações químicas ocorre a P
constante, portanto

Calor transferido a P constante = qp

qp = ∆H onde H = entalpia
E portanto ∆E = ∆H + w (e w é geralmente pequeno)
∆H = calor transferido a P constante ≈ ∆E
∆H = variação na quantidade de energia do sistema
∆H = Hfinfinaall - Hininiciciaiall
ENTALPIA
ENTALPIA
∆H = Hfinal - Hinicial

SeH
Se Hfinfinalal >> H então ∆
Hininiciciaial l então ∆HH éé positivo
positivo
O processo éé ENDOTÉRMICO
O processo ENDOTÉRMICO

SeH
Se Hfinfinalal << H então ∆
Hininiciciaial l então ∆HH éé negativo
negativo
O processo éé EXOTÉRMICO
O processo EXOTÉRMICO
Usando
Usando aa Entalpia
Entalpia
Considere a formação da água
H2(g) + 1/2 O2(g) --> H2O(g) + 241,8 kJ

Reação exotérmica: o calor é um “produto” e ∆H


= – 241,8 kJ
Usando
Usando aa Entalpia
Entalpia
Fazer H2O líquida a partir de
H2 + O2 envolve duas
etapas exotérmicas.
H2 + O2 gás

H2O vapor H2O líquida


Usando a Entalpia
Fazer H2O de H2 envolve duas etapas:
H2(g) + 1/2 O2(g) ---> H2O(g) + 242 kJ
H2O(g) ---> H2O(liq) + 44 kJ
-----------------------------------------------------------------------
H2(g) + 1/2 O2(g) --> H2O(liq) + 286 kJ
Exemplo da LEI de HESS
Se uma reação é a soma de 2 outras ou
mais, o ∆H líquido (total) é a soma dos
∆H’s das outras reações.
A Lei de Hess e os Diagramas
de Níveis de Energia

A formação de H2O pode


ocorrer em uma ou
duas etapas. ∆Htotal é o
mesmo, não importa o
caminho seguido.

Figura 6.18, página 227 Kotz e Treichel


A Lei de Hess e os Diagramas
de Níveis de Energia
A formação de CO2 pode
ocorre em uma ou duas
etapas ∆Htotal é o mesmo,
não importa o caminho
seguido.

Figura 6.18, página 227 Kotz e Treichel


ΣΣ ∆∆HH caminho
caminho A
A ==
ΣΣ ∆∆HH caminho
caminho B
B

• Esta situação é válida porque ∆H é uma


FUNÇÃO DE ESTADO
• Dependem apenas do estado de um sistema,
e não do caminho para chegar lá.
• V, T, P, energia — e sua conta bancária!
• Ao contrário de V, T, e P, não é possível
medir o valor absoluto de H. Só podemos
medir ∆H.
Valores
Valores de
de Entalpia
Entalpia Padrão
Padrão
A maioria dos valores de ∆H é listada como ∆Ho
Medido sob condições padrão
P = 1 bar
Concentração = 1 mol/L
T = geralmente 25 oC
Com todas as espécies em seus estados padrão.
Ex.: C = grafite e O2 = gás
Valores
Valores de
de Entalpia
Entalpia
Dependem
Dependem dede como
como aa reação
reação éé escrita
escrita ee das
das fases
fases
dos
dos reagentes
reagentes ee produtos.
produtos.
H2(g) + 1/2 O2(g) --> H2O(g)
∆H˚ = -242 kJ
2 H2(g) + O2(g) --> 2 H2O(g)
∆H˚ = -484 kJ
H2O(g) ---> H2(g) + 1/2 O2(g)
∆H˚ = +242 kJ
H2(g) + 1/2 O2(g) --> H2O(liquid)
∆H˚ = -286 kJ
Valores de Entalpia Padrão
NIST (National Institute for Standards and
Technology) dá valores de
∆Hfo = entalpia padrão de formação molar*:
Variação de entalpia quando 1 mol de composto
é formado a partir de substâncias simples sob
condições padrão

*Valores tabelados em vários livros


∆Hfo, entalpia padrão de
formação molar

H2(g) + 1/2 O2(g) --> H2O(g)


∆Hfo (H2O, g)= -241.8 kJ/mol
Por definição,
substâncias simples em seus
estados padrão: ∆Hfo = 0
Usando os Valores de Entalpia
Padrão
Use ∆H˚ para calcular a variação de entalpia
para
H2O(g) + C(grafite) --> H2(g) + CO(g)

(o produto é chamado “water gas” – gás de água)


Usando os Valores de Entalpia
Padrão
H2O(g) + C(grafite) --> H2(g) + CO(g)

Nos livros, encontramos que


• H2(g) + 1/2 O2(g) --> H2O(g)

∆Hf˚ of H2O vapor = - 242 kJ/mol

• C(s) + 1/2 O2(g) --> CO(g)

∆Hf˚ of CO = - 111 kJ/mol


Usando os Valores de Entalpia
Padrão
H2O(g) --> H2(g) + 1/2 O2(g) ∆Ho = +242 kJ
C(s) + 1/2 O2(g) --> CO(g) ∆Ho = -111 kJ
--------------------------------------------------------------------------------

H
H22O(g)
O(g) ++ C(grafite)
C(grafite) --> --> H
H22(g)
(g) ++ CO(g)
CO(g)

∆H líqlíquuididoo == +131
H oo
+131 kJkJ
Para converter 1 mol de água a 1 mol de H2 e 1
mol de CO, são necessários 131 kJ de energia.
A reação é ENDOtérmica.
Usando os Valores de Entalpia
Padrão
Em geral, quando TODAS
Calcule o ∆H
da reação?
as entalpias de formação
são conhecidas,

∆∆H
Hoorea çãoo =
reaçã
=
ΣΣ ∆∆H oo
Hff (produtos)
(produtos)
-- ΣΣ ∆∆H oo
Hff (reagentes)
(reagentes)
Lembre-se que ∆ sempre = final – inicial
Usando os Valores de Entalpia
Padrão
Calcule o calor de combustão do metanol,
i.e., ∆Horeação para
CH3OH(g) + 3/2 O2(g) --> CO2(g) + 2 H2O(g)
∆Horxn = Σ ∆Hfo (prod.) - Σ ∆Hfo (reag.)
Usando os Valores de Entalpia
Padrão
CH3OH(g) + 3/2 O2(g) --> CO2(g) + 2 H2O(g)
∆Horeação = Σ ∆Hfo (prod.) - Σ ∆Hfo (reag.)

∆Horeação = ∆Hfo (CO2) + 2 ∆Hfo (H2O)


- {3/2 ∆Hfo (O2) + ∆Hfo (CH3OH)}
= (-393.5 kJ) + 2 (-241.8 kJ)
- {0 + (-201.5 kJ)}
∆Horeação = -675.6 kJ por mol de metanol
CALORIMETRIA
CALORIMETRIA
Medida dos Calores de Reação
Calorímetro “bomba” a
pressão constante
• Queime a amostra
de combustível.
• Meça o calor
liberado na reação.
• Encontre ∆E para a
reação
Calorimetia

Parte do calor da reação aquece a água


qágua = (calor esp.)(massa de água)(∆T)

Parte do calor da reação aquece a


“bomba””
qbomba = (capacidade calorífica, J/K)(∆T)

Calor liberado total = qtotal = qágua + qbomba


Medindo
Medindo Calores
Calores de
de Reação
Reação
CALORIMETIA
CALORIMETIA
Calcule o calor de combustão do octano.
C8H18 + 25/2 O2 -->
8 CO2 + 9 H2O
• Queime 1,00 g de octano
• T sobe de 25,00 para 33,20 oC
• O calorímetro contém 1200 g de água
• Capacidade calorífica da bomba = 837
J/K
Medindo
Medindo Calores
Calores de
de Reação
Reação
CALORIMETIA
CALORIMETIA
Passo 1 Calcule o calor transferido para a água
q = (4,184 J/g•K)(1200 g)(8,20 K) = 41170 J

Passo 2 Calcule o calor transferido para a bomba.


q = (cap. Calorífica da bomba)(∆T)
= (837 J/K)(8,20 K) = 6860 J

Passo 3 Calor liberado total


41170 J + 6860 J = 48030 J
Calor de combustão de 1,00 g of octano = - 48,0 kJ