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PARACOCCIDIOIDOMICOSE

E
COCCIDIOIDOMICOSE

Alunos: Beatriz Jeolas, Driele Cipriano, Heitor Pereira, Letícia Araújo,


Thiago Moreira
Micoses

Doenças provocadas por fungos;


Podem ser classificadas em:

Superficiais;
Subcutâneas;
Sistêmicas.
esporotricose

dermatofitose histoplasmose
Micoses Sistêmicas

 Inalação de propágulos de fungos;


 Porta de entrada: vias respiratórias superiores;
 Infecções sistêmicas: geralmente assintomáticas
e de rápida evolução;
 Podem resultar em processos granulomatosos
(formação de granulomas locais).
Paracoccidioidomicose
 Paracoccidioides brasiliensis;
 Blastomicose Sul-Americana;
 Limitação geográfica: Américas;
(maior incidência no Brasil,Venezuela e Colômbia)

 Afeta principalmente homens.


(Fatores hormonais – Estradiol afeta a transfiguração do
fungo)
Paracoccidioides brasiliensis

Morfologia: Dimórfico termo-dependente


(conídios/leveduras);

25°c - 28°c 35°c


Manifestações da Paracoccidioidomicose:

 Forma aguda (tipo juvenil): Lesões ulceradas


de pele e mucosas, danos em linfonodos
(linfonodomegalia) e no fígado (hepatomegalia);

 Forma crônica (reativação fúngica):


Granulomas pulmonares, úlceras no trato
respiratório, na pele e mucosas e lábio taparóide.
1 – PCM aguda; lesões tipo “estomatite” na
cavidade oral;
2 – PCM crônica; lesão tipo úlcera;
3- PCM crônica; lesões de mucosa oral mais
avançadas.
Diagnóstico da PCM:

 Laboratorial: Exame microscópico de material


direto da lesão, para identificação do fungo;

 Sorológico: Testes de reação de anticorpos


específicos com proteínas específicas do P. brasiliensis
(antígeno E2 = proteína gp43);

 Clínico: Avaliação de sinais e sintomas.


(não conclusivo)
Diagnóstico: Raio-X de tórax

 Fungos se apresentam na forma característica de “asas de


borboleta”.
Tratamento:

Itraconazol: Antifúngico mais eficiente; Tratamento


de 6 à 18 meses;

 Sulfas: Sulfonamidas; Sulfametoxazol + Trimetoprima


(Bactrim/Cotrimoxazol) durante dois anos;

Anfotericina B: (Fungizon) Via intravenosa, para


casos agudos graves.

Tratamento realizado até amostra sorológica negativa!


Caso continue positivo, segue o tratamento por tempo
indeterminado.
Coccidioidomicose

 Coccidioides immitis;
 Febre do Vale; Reumatismo do deserto;
 Característica de áreas desérticas e semiáridas;
(EUA, México, Brasil – Piauí, Maranhão e Ceará)

 Maior incidência em trabalhadores de áreas rurais.


Coccidioides immitis

Morfologia: Dimórficos (artroconídios/esférulas com


endosporos);

Filamentosa; 24°c – 28°c 37°c


Manifestações da Coccidioidomicose:

 Forma pulmonar primária: Manifestações


de lesões granulomatosas e nódulos pulmonares com
quadro pseudogripal;
 Forma pulmonar progressiva: Presença de
lesões cavitárias, podendo se confundir com quadros
de Tuberculose ou Pneumonia; (evolução da primária, quando os
sintomas da mesma não desaparecem por 2 meses)
 Forma disseminada: Quadro avançado
caracterizado por lesões de pele, danos no SNC,
articulações e ossos. (extremamente fatal quando não diagnosticada
precocemente)
Diagnóstico da Coccidioidomicose:

 Laboratorial: Análise direta de material


coletado para identificar esférulas com endósporos
de C. immitis;

 Clínico/Diferencial: Diferenciação de sinais e


sintomas de Tuberculose, Pneumonia e Câncer de
pulmão;

 Sorológico: Detectar respostas imunes de IgG e


IgM, para identificar infecções fúngicas similares.
Tratamento:

 Anfotericina B: Antifúngico principal;


 Fluconazol: Antimicótico; Age inibindo a síntese
de membrana plasmática dos fungos; (derivados imidazólicos
nas formas que afetam o SNC)

 Itraconazol: Geralmente associado com a


Anfotericina B, dependendo do tempo de infecção e
do estágio da doença.
Obs.: O critério de cura é clínico (depende dos sintomas), agregado a
negativação do exame micológico!
Referências:
 TRABULSI-ALTERTHUM; Microbiologia. 6ª Edição. São Paulo: Editora
Atheneu, 2015.