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MANOBRAS BÁSICAS

AÇÃO CONJUGADA DE LEME E HÉLICE

Apresentaremos teoricamente os efeitos possíveis da


conjugação leme-hélice, sem levar em consideração os
fatores externos e os fatores próprios de uma
embarcação específica. Na prática, portanto, você poderá
verificar que alguns destes efeitos não serão perceptíveis
em uma determinada embarcação, isto porque as suas
características específicas minimizaram ou mesmo
anularam o efeito possível.
Veremos quatro casos clássicos de conjugação leme-
hélice:

EMBARCAÇÃO E HÉLICE EM MARCHA AVANTE


EMBARCAÇÃO E HÉLICE EM MARCHA A RÉ

LEME A MEIO - No início do movimento, a popa vai lentamente


para BB e a proa para BE ( passo direito ), devido ao efeito da
pressão lateral das pás, somado ao efeito da corrente de descarga
LEME A BOMBORDO - No início do movimento, a popa vai para BB
lentamente e a proa tende para BE, devido ao mesmo efeito acima
citado. Entretanto, quando a embarcação pega seguimento para ré, a
ação evolutiva do leme começa a atuar levando rapidamente a popa
para BB e guinando a proa para BE.

pressão lateral

sucção

descarga
LEME A BORESTE - No início do movimento, os efeitos são os
mesmos já descritos anteriormente. À medida que a embarcação
adquire velocidade para ré, a tendência de levar a popa para BE é
muito pequena e, muitas vezes, nem existe. Para que o efeito do leme
seja eficaz nesta situação, é necessário que, após a embarcação pegar
seguimento para ré, seja parada a propulsão (parar a máquina), a fim
de anular a soma dos efeitos da corrente de descarga e pressão lateral
das pás, deixando, assim, que a pressão na porta do leme domine a
ação evolutiva.
EMBARCAÇÃO COM SEGUIMENTO PARA AVANTE
E HÉLICE DANDO ATRÁS

No início deste movimento, ou seja, embarcação com


seguimento adiante e hélice dando atrás, a ação evolutiva do leme
tem preponderância até que ocorra a mudança do movimento da
embarcação.

EMBARCAÇÃO COM SEGUIMENTO PARA


RÉ E HÉLICE DANDO AVANTE
O efeito evolutivo do leme é bem menos significativo do que
com a embarcação com seguimento avante. Porém, na seqüência
deste movimento, aumenta a ação evolutiva do leme em decorrência
da corrente de descarga.
MANOBRA DE ATRACAÇÃO
Veremos algumas manobras de atracação usualmente aplicáveis em
embarcações de pequeno e médio porte, com transmissão eixo-hélice
com passo direito e leme convencional; são exemplos que servirão de
base para desenvolver um raciocínio que se poderá adequar a outros
tipos de embarcações com características diferentes.

ATRACAÇÃO POR BB SEM VENTO E SEM CORRENTE


ATRACAÇÃO POR BE SEM VENTO E SEM CORRENTE

ATRACAÇÃO COM CORRENTE OU VENTO PELA PROA


ATRACAÇÃO COM CORRENTE E VENTO DE TRAVÉS
CONCLUSÕES

• A melhor ocasião para executar uma manobra de


atracação é no estofo de maré (maré parada), quando
normalmente não existe corrente.
• Sempre que possível, utilize o vento ou corrente pela
proa, pois facilita o governo e é mais fácil de controlar a
aproximação.
• Utilize sempre as espias para auxiliar na atracação,
preferencialmente as de proa, pois são muito eficazes
para quebrar a guinada e fazer cabeço.
• Em toda manobra de atracação, os ferros de bordo
devem estar prontos a largar; em caso de emergência,
não hesite em usá-los.
MANOBRA DE DESATRACAÇÃO

Veremos a manobra inversa da atracação, ou seja, a desatracação.


Antes de iniciarmos a desatracação, é necessário fazermos uma
verificação nos equipamentos de bordo, já que eles permaneceram
desligados durante o período em que a embarcação ficou atracada,
sendo, portanto, importante nos certificarmos do seu bom
funcionamento, antes do início da manobra.
Verifique, pelo menos, os seguintes itens:
• Funcionamento do Sistema de Propulsão
• Funcionamento do Sistema de Governo
• Funcionamento dos aparelhos de fundeio
• Funcionamento dos equipamentos de navegação
• Funcionamento dos equipamentos de comunicação
DESATRACAÇÃO SEM VENTO E SEM
CORRENTE EMBARCAÇÃO ATRACADA POR
BOMBORDO
DESATRACAÇÃO SEM VENTO E SEM
CORRENTE
EMBARCAÇÃO ATRACADA POR
BORESTE
DESATRACAÇÃO COM CORRENTE E/OU
VENTO PELA PROA
DESATRACAÇÃO COM CORRENTE E/OU
VENTO PELO TRAVÉS
MANOBRA DE FUNDEIO

O primeiro passo para se obter sucesso nessa manobra é a escolha


correta do local de fundeio.

FUNDEADOURO
A escolha do fundeadouro requer uma análise, por parte do navegante,
que deverá considerar os seguintes itens:

• Área abrigada de vento e corrente


• Profundidade adequada
• Tença do fundo
• Área suficiente para o giro
MANOBRA PARA FUNDEAR
• Aproximação do local de fundeio aproado ao vento ou à corrente (o de
maior força), com velocidade apropriada (reduzida);
• Parar a máquina (motor) a uma distância do local escolhido de
aproximadamente três vezes o comprimento da embarcação, deixando-
a seguir somente com o seguimento;
• Chegando ao local de fundeio, larga-se o ferro e, ao mesmo tempo,
dá-se máquina atrás, o necessário para que a amarra não embole sobre
o ferro e que o ferro possa unhar com segurança;
• Filame (quantidade de amarra usada) necessário em um fundeio
depende da situação do local, das condições de tempo, além do tipo de
ferro que está sendo usado. Porém, como regra geral, pode-se utilizar
de 3 a 7 vezes a profundidade do local; e
• Por fim, deve certificar-se de que o ferro agüentou, isto é, de que o
ferro unhou o fundo, e isso deve ser feito mediante observação da
amarra, que deverá mostrar-se ora tesa, ora branda.
MANOBRA PARA FUNDEAR
MANOBRAS ESPECIAIS DE FUNDEIO

As manobras especiais de fundeio são utilizadas em locais onde haja


fortes correntes ou regime de ventos duros; portanto, exigem-se
algumas precauções, como, por exemplo, em locais onde não é
possível permitir o giro da embarcação e outras situações especiais.

• Fundear com arinque


• Amarrar ao vento ou à maré
• Amarrar de proa e popa
• Fundear a pé de galo
MANOBRA DE SUSPENDER

Antes de iniciarmos a manobra de suspender, devemos


tomar as mesmas precauções a que nos referimos na
manobra de desatracação, verificando o:
• Funcionamento do Sistema de Propulsão;
• Funcionamento do Sistema de Governo;
• Funcionamento dos aparelhos de fundeio;
• Funcionamento dos equipamentos de navegação; e
• Funcionamento dos equipamentos de comunicação.
MANOBRA PARA SUSPENDER
A seqüência que será descrita abaixo refere-se a um procedimento
padrão que apresenta um grau de segurança aceitável para a maioria
das embarcações.

• Como diz a amarra


• Despertar a amarra
• Posicionar a embarcação
• Suspender o ferro