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Actividades Económicas e o

Ordenamento Territorial no Município de


Tete (2016 – 2020)

Discente: Castigo Evaristo Supervisor: Msc Adélito Tomás


Siedade Bernardo
CAPÍTULO I: Introdução
• Inicialmente, dizer que, o ordenamento do território
é, fundamentalmente, a gestão da interacção
homem/espaço natural, onde consiste no
planeamento das ocupações.
• Portanto, coesão territorial exige uma ocupação
harmónica do território e a existência de
actividades económicas que garantam a
prosperidade das regiões e a fixação das
populações.
• Contudo, a actividade económica tem impactos
sobre o meio envolvente e, muitas vezes, têm
surgido situações conflituantes ou mesmo
insustentáveis.
1.1. Problematização
• As actividades humanas desenvolvem-se sobre o
território procurando adaptá-lo às suas necessidades,
de que resulta uma determinada organização espacial
do mesmo.
• Portanto, a falta de ordenamento do território, coloca em
causa a qualidade de vida e de bem-estar da
população, porquê o não planeamento e definição de
áreas para o desenvolvimento das actividades
económicas dificulta as trocas comercias e a existência
de uma cadeia de valores, retirando divisas ao governo.
Diante destas constatações surge a seguinte questão:
• De que forma as Actividades Económicas
contribuem no Ordenamento Territorial?
1.2. Delimitação de pesquisa
• O presente trabalho de pesquisa irá decorrer
em Moçambique, na Província de Tete,
particularmente no Município de Tete, entre os
anos de 2016 – 2020.
• O tema em questão enquadra-se na linha de
pesquisa da Faculdade de Geociências e Meio
Ambiente, no Curso de Gestão Ambiental, que
é Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
1.3. Objectivos
1.3.1. Objectivo geral:
• Avaliar as actividades económicas e o ordenamento territorial no
Município de Tete.
 
1.3.2. Objectivos específicos:
• Analisar como é que as actividades socioeconómicas contribuem
para o ordenamento territorial;
• Identificar os factores de localização das diferentes actividades
humanas;
• Explicar o papel das actividades económicas no urbanismo
comercial;
• Demonstrar o contributo das actividades económicas no reforço do
papel central das cidades;
• Destacar o planeamento e ordenamento do território como
condições necessárias para se assegurar níveis de qualidade de
vida adequados a população e uma boa saúde ambiental.
1.4. Hipóteses
1.5.1. Hipótese primária:
• O ordenamento do território contribui grandemente na
dinamização, facilitação e flexibilização das actividades
económicas e o sentido de reforçar o papel central das
cidades, e dos sistemas urbanos, no desenvolvimento
económico na maioria dos municípios;

1.5.2. Hipóteses secundárias:


• As actividades económicas têm gerado alterações na
estrutura espacial das cidades, e na rede complexa de
relações comerciais;
• O crescente processo de actividades económicas, tem
motivado um aumento de emprego nas grandes cidades,
tem gerado problemas de ordenamento do território.
1.5. Justificativa
• O que motivou o autor, a escolha da temática é que
actividade económica e o ordenamento do território,
e a sua expressão em termos territoriais, pode ser
explicada em parte pelos padrões de crescimento e
de distribuição das populações à escala mundial.
• Como relevância científica, porquê o ordenamento
do território objectiva procurar a organização do
território que optimize os resultados da sua
apropriação de uma forma sustentada, em que a
aspiração a uma elevada qualidade de vida no
presente se compatibilize com a exigência de não
transferir para as gerações futuras a respectiva
factura em efeitos socioeconómicos e ambientais.
CAPÍTULO II: Revisão de literatura
2.1. Legislação moçambicana no concernente aos Planos
de Ordenamento do Território
2.1.1. Os Sistemas de Planeamento em Moçambique
• O actual sistema de planeamento moçambicano procede
do sistema de planeamento português. A Política de
Ordenamento do Território de 2007, que conduz o
ordenamento territorial do país, inspira-se na Lei de Bases
da Política do Ordenamento do Território e do Urbanismo
português de 1998.
• O presente capítulo faz uma breve reflexão sobre a
situação do planeamento em Moçambique, tentando
perceber o funcionamento dos instrumentos de gestão
territorial em vigor no país, através de uma exploração e
descrição das principais leis e decretos que incidem sobre
o ordenamento do território em Moçambique.
Cont.
2.2. Instrumentos do Planeamento do
Território em Moçambique
• Os Sistemas de Instrumentos do Planeamento
em Moçambique, procurando perceber o seu
funcionamento em diferentes escalas
territoriais, bem como, mostra os diferentes
níveis de intervenção envolvidos na gestão do
risco em diferentes escalas, desde a Nacional,
Provincial, Distrital e Municipal.
CAPÍTULO III: Metodologia da Pesquisa
3.1. Opção metodológica
• Do ponto de vista da natureza da pesquisa, pode-
se classificar como uma pesquisa aplicada, pois
objectiva gerar conhecimentos úteis para a
aplicação prática na solução de problemas
específicos.
3.2. Método de abordagem
• Neste trabalho foi empregue o método indutivo, o
método permitiu fazer o estudo particular das
actividades económicas e o ordenamento territorial
no Município de Tete. Pelo que se pode afirmar
que a forma de abordagem é de pesquisa
qualitativa e quantitativa.
Cont.
3.3. Método de Procedimento
• Método Monográfico
• Método comparativo
• Método Descritivo
• Método Bibliográfico
• Método Estatístico-Matemático

3.4. Tipo de pesquisa


• Quanto aos objectivos, aplicou-se a pesquisa
exploratória e descritiva, dado ao pouco
conhecimento acerca do tema proposto, pois ao longo
da recolha de dados foi feita a exploração de vários
intervenientes e factos relacionados com o tema.
3.5. Universo
• Pela amplitude do tema e atendendo aos objectivos,
teremos como universo de vinte (30) pessoas dentre eles
directores provinciais e funcionários das instituições
públicas, tais como: Conselho Autárquico da Cidade de
Tete (CACT), Direcção Provincial da Indústria e Comércio,
Direcção Provincial da Terra e Ambiente, Direcção de
Planificação e Finanças e Agentes económicos.

3.6. Amostra
• A amostra é estratificada em três níveis:
• 3 Directores Provinciais e um Presidente do Conselho
Autárquico da Cidade de Tete (CACT);
• 1 Vereador e 5 técnicos das direcções acima referidas;
• 20 Agentes económicos.
CAPÍTULO IV: Análise e interpretação de dados
4.2. Apresentação de dados

Planificação das actividades para ao correcto funcionamento do


território

44%
23%
Para melhor gestão Melhor controlo

Uso consciente do solo

33%
Cont.

As actividades económicas e alterações na estrutura espacial


da cidade

Custos de transporte
Forças de aglomeração 21%
48%

Custos da mão-de-obra
31%
Cont.

As actividades económicas e alterações na estrutura


espacial da cidade
Para melhor gestão Melhor controlo Uso consciente do solo

44%
23%

33%
Cont.

As actividades económicas e problemas de


ordenamento do território

Sim
40%

Provalvemente
33%

Não
27%
4.3. Discussão de resultados
4.3.1. Actividades económicas no ordenamento do território
• Nos PEU, o ordenamento territorial moçambicano, o sector de
actividades económicas é ainda quase sempre considerado
essencialmente em duas dimensões:
1. Como resposta a uma competência do município, verificando-
se a localização de "equipamentos públicos" comandada pela
relação com o número de habitantes, o que tem também
consequência intra-urbana, já que quase sempre que estavam
em causa novas construções (hospitais, instalações
universitárias, equipamentos desportivos, etc).
2. Quando está em causa a iniciativa privada, especialmente
presente no comércio retalhista e em serviços de natureza
económica, os planos procuram quase sempre definir uma
"área central" e alguns pequenos núcleos secundários,
deixando todavia raras se algumas indicações em
regulamento.
4.3.2. Factores de localização das actividades
económicas
• Verificamos que foram três grandes ordens de factores
explicativos da localização actividades económicas: em
primeiro lugar, surgem os custos de transporte; seguem-
se os custos da mão-de-obra; e, por último, temos as
forças de aglomeração (positivas e negativas).
• Assumindo um quadro de hipóteses relativamente
restritivo mas, porventura, apropriado para a economia
da sua época (um país isolado; consumidores
concentrados em centros urbanos pré-determinados;
mercados perfeitamente competitivos; custos de
transporte uniformes em termos de preço/distância;
certos recursos naturais tais com água e materiais de
construção ubíquos, enquanto outros de energia e
matérias-primas industriais se oferecem localizados.
Cont.
4.3.3. Actividades económicas no urbanismo
comercial
• As actividades económicas têm um grande
contributo no processo de urbanismo
comercial, porquê este permite com que as
áreas comerciais, mercados, industriais,
restauração, recreação, turísticos, de lazer,
entre outros estejam e tenham uma localização
de acordo com os planos de estrutura urbana,
ordenamento territorial e pormenor, com vista,
a garantir o uso e ocupação responsável.
Cont.

4.3.4. As actividades económicas no reforço do


papel central das cidades
• As actividades económicas, como o comércio, a
restauração e actividades conexas têm de facto
um papel essencial na revitalização da área
central das cidades, mas tal não pode diminuir a
consideração da cultura e da inovação que lhe
está associada ou dos escritórios de empresas
as mais diversas, seja através de formas de
reutilização do edificado e do espaço público
não construído (por exemplo para locais de
visita e de espectáculo).
4.3.5. Ordenamento do território e a qualidade de vida das
populações

Quando o aumento constante do número de habitantes


das grandes cidades torna extremamente difícil a
qualificação de vida das suas populações e impossibilita
uma gestão urbana equilibrada, portanto todas as
pessoas preocupadas com assuntos relacionados com o
ordenamento concordam que é problemática a pressão
exercida nos grandes aglomerados por estes fluxos de
população, com isto o planeamento regional e local dá os
primeiros passos no nosso país estabelecendo regras
para a ocupação do espaço, entretanto é quase
contraditório que as aldeias continuem a ser
consideradas como elemento acessório desta
problemática e não como factor fundamental para o
equilíbrio e gestão deste ordenamento.
CAPÍTULO V: Conclusões e sugestões
5.1. Conclusões
• Finalmente, dizer que, para responder aos problemas das
áreas centrais parecer que existe uma solução simples, o
mais provável é que esteja errada, já que em regra
lugares complexos com problemas complexos necessitam
de muitos esforços
• Os conflitos da cidade, merecem ser vistos e tratados, não
apenas como algo que envolve os diferentes agentes do
planeamento e ordenamento, como todos os outros,
existindo igualmente conflitos nos usos que merecem
ponderação no ordenamento e onde as actividades
económicas têm destaque, assim como conflitos e
necessidades de planeamento cada vez mais evidentes
nos tempos de uso da cidade (diferente à noite e de dia,
no fim-de-semana e nos dias ditos úteis, no Verão e no
Inverno).
Cont.

5.2. Sugestões
• Elaborar um novo plano de estrutura urbana da
Cidade de Tete, com vista a relocalização das
áreas de desenvolvimento de actividades
económicas;
• Requalificar os bairros da cidade com o intuito de
implantar novas áreas de actividades económicas;
• Auscultar a população antes de implantar qualquer
empreendimento ligado à actividades económicas;
• Contemplar áreas de actividades económicas nos
planos de ordenamento do território;
• Produzir planos que assegurem a inclusão de
todos os aspectos de actividades humanas.
MUITO OBRIGADO
TATENDA KWENE KWENE
ZIKOMO KWAMBIRI