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RESUMO - LEI ORGÂNICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL

RESUMO - LEI ORGÂNICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL

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A FINALIDADE SOCIAL DOS AMPAROS ASSISTENCIAIS ART.

203 DA CF/1988

Problemática Sabe-se que o avanço e o desenvolvimento de um País trás consigo inúmeras circunstancias que afrontam a sociedade que faz com que sejam imprencídiveis políticas de combate as desigualdades sociais, assim tão logo elas surgem,são criados mecanismos de tentativa controle. Um deles muito comum em nossa sociedade é sem dúvida assistência social prevista no Art. 203 da CRFB/98, assim faz-se mister compreender sua finalidade social.

Justificativa

As desigualdades sociais sem sombras de dúvidas estão presentes em todos os países do mundo principalmente nos subdesenvolvidos onde a falta de emprego e a qualidade de vida representam a grande deficiência pública dos governos, assim no combate a fome, protegendo o bem maior juridicamente protegido, que é vida. O estado democrático de direito comporta um vasto número de projetos e leis no combate as desigualdades sociais, um deles é a assistência social de responsabilidade de todos os entes Federativos (Governo Federal,Estados e Municípios) que através de políticas voltadas para os necessitados prestam o dever de amparar aqueles cuja deficiência impossibilita de exercer seu trabalho ou vida habitual bem como aos idosos que não possuem meios de prover seu sustento nem de tê-los providos por sua família,o que justifica o real sentido de compreender a sua finalidade social da assistência social prevista no Art.203 da CRFB/1988. Introdução

Este trabalho procura analisar a finalidade dos amparos assistenciais previstos na Constituição Federal para fins do benefício assistencial previsto no art. 203, inciso V, da Constituição da República, combinado com art. 20 da Lei 8.742/93 (Loas). Buscar a finalidade da regra que contém essa definição. Por fim, coloca-se na linha histórica do desenvolvimento e crescimento do Brasil ao longo dos anos como forme de identificar as possíveis raízes que nortearam os surgimentos destes benefícios e sua forma de aquisição definidas pela legislação em vigor, orientados pela finalidade social da magna constitucional, mediante superação do conceito legal de deficiência e grupo familiar, afim de que corrigir a aplicação da norma aos casos concretos, mediante inclusão no grupo familiar de pessoas que, pelo conceito legal, dele estariam excluídas.

e na Lei 8. constitucionalmente protegido. política publica má distribuição de rendas.Hoje mais do nunca ver-se a necessidade de combater as desigualdades sociais no Brasil. A vida sendo direito fundamental. proteção e recuperação”. em razão da baixa condição financeira da população brasileira e das doenças malignas que crescem assustadoramente em todas as classes sociais. seu bem-estar. sendo a primeira relacionada ao direito de continuar vivo e a segunda de se ter vida quanto à subsistência. pelos Estados. Visando então a preservação da vida. A Constituição Federal proclama. inciso V. verifica-se sua necessidade com também sua finalidade essencial nos dias atuais á possibilidade de concessão deste benefício nos moldes da lei. todos os direitos e benefícios que forem imprescindíveis para sua preservação. cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis. de modo a amenizar parcialmente as conseqüências da miserabilidade em nossa sociedade. o direito à vida. garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção. A prática nos demonstra que este benefício é um dos mais requisitados nos dias atuais. Sejam elas motivadas pelo crescimento desordenado. Neste sentido. estando previsto em nossa legislação Constitucional no artigo 203. vestuário habitação. devendo ser assegurado a todos os brasileiros pela União. nos diz através de seu art. a possibilidade de concessão de benefícios entre eles o assistencial para situações específicas com a finalidade única de concretizar o contemplado pela Carta Magna e cumprindo em plenitude as responsabilidades cabíveis. manifesta acertadamente: " O direito a vida é o mais fundamental de todos os direitos. Criado também pela CF 88 o amparo assistencial tem se mostrado cada vez mais comum na sociedade. pelo Distrito Federal e pelos municípios. através da sua carta constitutiva de 1988. Visando a preservação da vida e da dignidade humana. assim. já que se constitui um pré requisito à existência de todos os demais direitos”. Alexandre de Moraes. resultando no cumprimento integral das obrigações peculiares do Governo. o ordenamento jurídico brasileiro disciplina desde há muito tempo. Desde a época da colonização é possível estabelecer escalas de desenvolvimento dos mais variados setores que impulsionaram o crescimento da nação brasileira dos distintos modos nestes mais de quinhentos anos. Assim a sociedade brasileira. entre outras causas inclusive o capitalismo gerado pelo processo industrial.742/93. Todo esse complexo faz nascer para o estado o dever para com o cidadão de garantir e assegurar o direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar. O reflexo acerca do crescimento populacional ocorrido principalmente nas ultimas décadas trás consigo um vasto quadro de desigualdades sociais ocorridos por inúmeras causas distintas. é assegurada a todos os cidadãos. portanto. a dignidade da pessoa humana e amenização da miserabilidade.196. a Constituição Federal. que “A SAÚDE É DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO. o mestre Alexandre de Moraes faz as seguintes ponderações: . inclusive alimentação. devem ser concedidos sem limitações. cabendo ao Estado assegurá-lo em dupla acepção.

a pessoa precisa ser portadora de deficiência ou idosa (art. sendo concedido pura e simplesmente para atender às necessidades vitais do cidadão brasileiro. Acresce ainda que. o benefício ora em estudo passou a denominar-se benefício de prestação continuada previsto no artigo 40 da lei n.213 no artigo 139 como renda mensal vitalícia. cabendo a coordenação e as normas gerais à esfera federal e a coordenação e a execução dos respectivos programas às esfera estadual e municipal. também chamado de amparo social. foi regulado pela lei 8. previstos no artigo 195."A assistência social será prestada a quem dela necessitar. O amparo assistencial é um benefício destinado a pessoas que não têm condições financeiras de contribuir com a Previdência Social. tanto do Superior Tribunal de Justiça quanto da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais . logo para fazer jus à prestação. e organizada com base na descentralização político-administrativo. comumente chamado de LOAS. Além disso. posteriormente foi previsto no inciso V. que o amparo assistencial. ou. portanto.179 contemplando o benefício como "amparo previdenciário". e das políticas de controle das ações em todos os níveis".742/93. sigla de Lei de Organização de Assistência Social. além daqueles considerados na lei. benefício assistencial de prestação continuada. da CRFB e art. é especialmente previsto com precípuo de atender a preservação do bem maior que é a vida. Esses requisitos são indispensáveis para sua concessão o que tem gerado inúmeros processos judiciais acerca principalmente dos conceitos de deficiência e grupo familiar para auferir renda. 20 da Loas definem o nível de renda que a família deve ter para ser considerada incapaz de manter a pessoa idosa ou portadora de deficiência. posteriormente. sendo possível demonstrar que a família é "incapaz de prover amanutenção da pessoa portadora de deficiência ou idosa" com base em outros elementos. vem afirmando que esses critérios de avaliação da carência econômica não são absolutos. desde que. até que. 20 da Loas). sendo prestado ao idoso com idade igual ou superior 65 (sessenta e cinco) anos. além de outras fontes. mais tarde em 1991. A jurisprudência. artigo 203 da Constituição Federal. inciso V.º 6. bem como a entidades beneficentes e de assistência social. . Observa-se. mesmo que a exercendo tenha uma renda muito baixa ao portador de deficiência. Os §§ 1º e 3º do art. e àqueles que não possuem condições mínimas de sobrevivência.8. amparo ao idoso e deficiente. há um requisito econômico: a pessoa tem que demonstrar "não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família". sendo realizada com recursos do orçamento da seguridade social. este não exerça atividade remunerada. 203. ou renda mensal vitalícia. As diversas nomenclaturas são previstas no ordenamento jurídico brasileiro através das seguintes leis: em 1974 através da lei n.

Semelhante situação pode ocorrer com pessoas que. Quanto ao elenco de pessoas que podem compor o conjunto. Ao quebrar o critério legal para incluir outras pessoas no conjunto familiar é indispensável que se incluam todas as pessoas que efetivamente geram renda ou despesa para afamília. sozinha. embora não ligadas por laços familiares. o espaço de convivência – sob o mesmo teto – pode não permitir a identificação perfeita do grupo familiar. e vivam sob o mesmo teto. sejam ligados por laços socioafetivos. sejam construídas mais de uma edícula. podem ser incluídas no cálculo da renda média familiar. com a superação dos conceitos legais. Ou seja. Assim. dividindo responsabilidades econômicas. Um conjunto de pessoas que tem sob sua responsabilidade uma criança tem a responsabilidade de prover seu sustento. dividam as responsabilidades econômicas do grupoem questão. Com isso. não é impossível que pessoas que vivam apenas uma parte do ano. Se isso ocorrer. estando sob a responsabilidade econômica do grupo. A família será considerada necessitada se a renda per capita for inferior a ¼ do salário mínimo. Como a apuração da necessidade é feita com base na renda per capita.A finalidade do requisito econômico é estabelecer um nível de pobreza. Quanto a "viver" no mesmo espaço que o grupo. Isso pode ocorrer com pessoas que têm vínculos de parentesco com o candidato ao benefício. tem renda mensal maior do que ¼ do salário mínimo reduz a chance de obter o benefício. são simplesmente excluídos do critério legal. por exemplo. pessoas elencadas no art. Sua exclusão aumenta a chance de obter o benefício. 16 da LBPS vivam sob o mesmo teto que ela. nas quais vivam. Netos. é possível que pessoas que não estejam ligadas à pessoa portadora de deficiência ou idosa pelos laços elencados no art. . Esse nível de pobreza é estabelecido mediante avaliação da renda per capita da família. um mesmo grupo familiar pode morar sob mais de um teto. seja possível incluir pessoas na divisão da renda familiar. pode ocorrer que. o novo cálculo da renda pode dar direito ao benefício. a partir do qual a família é considerada "incapaz de prover a manutenção da pessoa portadora de deficiência ou idosa". no mesmo terreno. Por fim. 16 da LBPS. Em todas essas hipóteses. do direito ao benefício. A inclusão de pessoa que. ou não. É possível que. Uma advertência deve ser feita. a presença da criança no grupo é indicativo de que uma maior necessidade do benefício do que se a criança nele não estivesse inserida. ou que tenham mais de uma casa. a precisa determinaçãodos membros da família pode ser decisiva para a obtenção.

não é possível incluir um neto. estavam excluídas do conjunto de pessoas definido como família. Pela análise conclui-se que cada um dos conceitos que compõem o critério legal de avaliação da incapacidade econômica da família de prover o sustento de pessoa portadora de deficiência ou idosa pode ser superado. Para que se faça essa superação. Assim. Nesses casos.foram criados então os benefícios assistências que têm fundamental importância no âmbito de construir como quer a carta maior. tendo em vista os sucessivos eventos históricos ocorridos ao longo dos anos desde a época do descobrimento do Brasil até os dias atuais e o processo de globalização e capitalismo gerado pelas mudanças que impulsionaram a indústria e as revoluções ocorridas em todo o mundo. que more sob o mesmo teto. os laços do art. especialmente quando existem laços familiares. A indicação do espaço de convivência (teto) pode ser feita por documento do registro de imóveis. Entretanto.Primeiro. que também more sob o mesmo teto. e tenha renda mensal elevada. Pela inclusão de pessoas no conceito de família. ou por simples inspeção. A inclusão de parte das pessoas que dividem receitas e despesas com o grupo familiar não será suficiente para demonstrar a situação de necessidade da família. no caso concreto. sua demonstração não é difícil. podem ser comprovados com documentos públicos. não há porque não ampliar o âmbito de investigação da situação da família. Segundo. que trouxeram consigo as desigualdades sociais e a figura do capitalismo são fatores decisivos para administração pública criar mecanismos de apoio e sustentabilidade social como forma de reduzir as desigualdade sociais e de amparar aqueles que estando em situação de miserabilidade ou impedido de ser inserido ao mercado de trabalho por deficiência . e deixar de incluir o genro do idoso. porque o critério da Loas tem o mérito de reduzir a margem de demonstração de situações de fato de difícil comprovação. para incluir pessoas que. de exigência probatória mais conveniente. .erradicando a pobreza e diminuindo as desigualdades sociais” constituindo – se em um verdadeiro estado democrático de direito assegurador dos direito sociais . com exceção da união estável. Se abandonado o critério legal. porque a superação do critério legal é baseada na adequação da hipótese legal ao caso concreto. Conclusão Assim. pelo critério. O elemento que exige uma prova mais difícil é o "viver" com o grupo familiar. haverá direito ao benefício. no benefício requerido por um idoso. deve se ter em vista a finalidade do conceito de família da Loas: averiguar se o conjunto de pessoas é "incapaz de prover a manutenção da pessoa portadora de deficiência ou idosa". é possível demonstrar que. “construir um sociedade fraterna justa e igualitária. por exemplo. 16. Assim. afamília do da pessoa portadora de deficiência ou idosa é tão ou mais incapaz de prover sua manutenção do que exige a lei para obtenção do amparo assistencial. de acordo com as finalidades da norma.

O benefício de prestação continuada é a garantia de 1 (um) salário mínimo mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso com 70 (setenta) anos ou mais e que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção e nem de tê-la provida por sua família. salvo o da assistência médica. § 5º A situação de internado não prejudica o direito do Idoso ou do portador de deficiência ao benefício.INSS para obter a uma “renda mínima” que por si só não teriam oportunidade de suprir a sua subsistência. popularmente conhecido com benefício da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS). desde que vivam sob o mesmo teto. a pessoa portadora de deficiência é aquela incapacitada para a vida independente e para o trabalho. o individuo deverá se encaixar no rol do artigo 20 da Lei. Requisitos para a concessão do benefício Para obter o benefício. § 4º O benefício de que trata este artigo não pode ser acumulado pelo beneficiário com qualquer outro no âmbito da seguridade social ou de outro regime. uma vez que pagos mês a mês desde o termo inicial até o termo final. 16 da Lei no 8. § 6o A concessão do benefício ficará sujeita a exame médico pericial e laudo realizados pelos serviços de perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social . os benefícios são de prestação continuada. entende-se como família o conjunto de pessoas elencadas no art.INSS. 20. § 1o Para os efeitos do disposto no caput. § 3º Considera-se incapaz de prover a manutenção da pessoa portadora de deficiência ou idosa a família cuja renda mensal per capita seja inferior a 1/4 (um quarto) do salário mínimo.”[1] O individuo deverá estar dentro rol taxativo do artigo 20 da Lei estudada deverá requer junto ao Instituto Nacional do Seguro Social . “Art. de 24 de julho de 1991. § 2º Para efeito de concessão deste benefício. que de acordo com Marisa dos Santos Ferreira: “Denominação imprópria porque. .213. na sua maioria.Benefício LOAS – Função Social e o Critério da Miserabilidade Conceito de Benefício de Prestação Continuada O benefício de prestação continuada.

define a pessoa idosa com idade 70 anos ou mais. No caput do artigo. filhos menores de 21 anos.§ 7o Na hipótese de não existirem serviços no município de residência do beneficiário.. incapacidade para a vida independente não é só aquela que impede as atividades mais elementares da pessoa. No parágrafo 1º do artigo 20.” Com o advento do Decreto 6. por que confunde deficiência com a incapacidade. § 8o A renda familiar mensal a que se refere o § 3 o deverá ser declarada pelo requerente ou seu representante legal. tão-somente. O requerente ao benefício deverá ingressar com a solicitação junto ao INSS. Nem todas as pessoas com deficiência são incapazes para a vida independente e para o trabalho. O parágrafo 2º diz repeito ao incapacitado por deficiência física.” Cabe ressaltar que o benefício estudado não poderá ser utilizado para complementar à renda. a definição legal não está bem colocada. composto por cônjuge. de prover o mínimo necessário ao indivíduo possa viver com dignidade. pois e irmãos menores de 21 anos. veio a regulamentar a situação da pessoa incapacitada. sujeitando-se aos demais procedimentos previstos no regulamento para o deferimento do pedido .” Ainda neste tema pode citar a súmula 29 da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais: “Para os efeitos do artigo 20. A nosso ver. entretanto com a adição do estatuto do idoso. conforme o ensinamento da autora Marisa Santos que diz: “O conceito de pessoa portadora de deficiência física está no artigo 20. trata-se do núcleo familiar domiciliado no mesmo teto.742/93.214/2007. e nem todas as pessoas incapazes para a vida independe para o trabalho com deficiência. fica assegurado. reduziu a idade para 65 anos ou mais. na forma prevista em regulamento. conforme está na Constituição Federal. mas também a impossibilita de prover ao próprio sustento. §2º. . da LOAS: “(.. o seu encaminhamento ao município mais próximo que contar com tal estrutura. com os devidos documentos. §2º da Lei 8. Atualmente é possível realizar o agendamento via internet. companheiro (a). tendo em vista a finalidade estipulado pelo legislador. O que tem sido abrandado pela jurisprudência é o requisito da incapacidade para a vida independente e para o trabalho.a existência da incapacidade.) é aquela incapacitada para a vida independente e para o trabalho.

Por se tratar de direito personalíssimo. Programas de Assistência Social e Projetos de Enfretamento da Pobreza . Distrito Federal e Municípios. o seu pagamento é pessoal e instranferível. em caso de morte do beneficiário ou transposição dos motivos que ensejarama sua concessão. desde que a família tenha renda inferior à ¼ do salário-mínimo.No caso do indeferimento. deverá o beneficiário novamente apresentar documentação relativa à sua renda mensal e à permanência de suas condições pessoais de portador de deficiência. No artigo 23 do LOAS. Para tanto. que são: avaliação a cada dois anos das condições que deram origem a cessão do benefício. cessa automaticamente o benefício. se for caso. prevê a prestação de serviços. Causas de Cessação ou Cancelamento do Benefício O artigo 21 da lei. conforme os critérios o CNAS – Conselho Nacional de Assistência Social. sendo competência da Justiça Federal. poderá recorrer via administrativa. voltadas para as necessidades básicas. seja por natalidade ou funeral. os serviços devem visar à melhoria de vida população e cujas ações. Ficando responsável pela concessão e aos valores dos benefícios o Conselho de Assistência Social dos Estados. no momento em que forem superadas as condições que deram origem à concessão do benefício e cancelamento quando se constatar irregularidade na sua concessão ou utilização. receberam os auxílios. ou seja. Conforme Denise Ratmann Arruda Colin e Marcos Bittencourt Fowler “Para manter o controle sobre a concessão e manutenção do referido benefício e evitar as constantes fraudes de que é vítima a seguridade social. é claro nas hipóteses de cessação do benefício assistência. especialmente no que concerne à evolução da renda familiar mensal per capita. criouse mecanismo de renovação periódica para reavaliação das condições determinantes de seu deferimento. Conforme o artigo 22 da Lei. ainda não obtendo êxito poderá ingressar na esfera judicial. causando prejuízo aos cofres públicos. voltados com prioridade à infância e à adolescência.”[2] Sendo assim é claro a preocupação com o risco de fraude ou ainda o pagamento para o beneficiário já falecido. sem transmissão desse direito a herdeiros ou a quem quer que seja. Benefícios Eventuais e Serviços Os benefícios eventuais vieram substituir o auxílio – natalidade e o auxílio – funeral.

pela 8º turma: “Para concessão do amparo assistencial. neste caso em especial a função social é de o Estado prover o mínimo necessário para o idoso e deficiente para sobreviver. com dignidade. a qual se verifica por meio de laudo médico pericial e. Função Social e o Critério da Miserabilidade Da Função Social Tratando-se de benefício assistencial. mister se faz conjugação de dois requisitos. 20. ou seja totalmente desamparadas. para elevar a condição de vida. Tanto é que no artigo 22. da LOAS). bolsa escola.7). de falta de remédios até mesmo de alimentos. a fim de gerar meios de capacidade produtiva e de gestão. Ora. também se discute o conceito de renda familiar. alternativamente. Seria somente o atributo matemático da Lei nº 8. A condição de idosa foi devidamente comprovada mediante juntada do documento de identidade (fls. entre outros. são investimento no grupo social ou comunidade. pois se trata renda familiar. Os projetos de enfretamento da pobreza. a comprovação de idade avançada. Adilson Sanchez diz: “Não é só. §1° é causa de suspensão do benefício. Do Critério da Miserabilidade O conceito da miserabilidade está inserido no parágrafo 3º que estipula que renda mensal por pessoal seja inferior à ¼ do salário mínimo. definidas pelos Conselhos de Assistência Social. em base no LOAS.Os programas de assistência social são ações integradas. O intuito do legislador foi de que o benefício de prestação continuada fosse passageiro. caracterizado pela inexistência de condições econômicas para prover o próprio sustento ou de tê-lo provido por alguém da sua família.742 o parâmetro? Lembra-se: considera-se incapaz de prover a manutenção da pessoa portadora de deficiência ou idosa a família cuja a renda mensal per capita seja inferior a ¼ do salário-mínimo (art. a miserabilidade. ou capacidade laborativa. Sobre este tema. cumulativamente. podendo apenas recorrer ao poder público. quem recebe um centavo a mais poderia a possibilidade de acesso ao benefício?”[3] Para responder à este questionamento podemos citar o acórdão preferido pelo Egrégio Tribunal Regional Federal da 3º Região. §3. . Como por exemplo o fome zero. Pois estamos diante de famílias com extremas necessidades.

com 71 anos. AC – 1329488/SP. não tendo meios de prover a sua própria manutenção nem tê-la provida pela sua família. cozinha e banheiro. Inexiste a restrição alegada em face ao próprio dispositivo constitucional que reporta à lei para fixar os critérios de garantia do benefício de salário mínimo à pessoa portadora de deficiência física e ao idoso.232-1.00 (quatrocentos e oitenta e cinco reais mensais). 09-06-2009) A constitucionalidade deste parágrafo. pela ADIn 1. aplicando o livre convencimento motivado. Desconsiderando um salário mínimo. Verifica-se. trata-se de pessoa pobre na acepção jurídica do termo. a renda per capita família de ¼ do salário mínimo configuraria presunção absoluta de miserabilidade. passou a adotar entendimento. água. gás. IV da Constituição Federal. medicamentos) giram em torno de R$ 485. da CF. outros meios de prova poderiam ser utilizados para a demonstração da condição de miserabilidade. composta por duas pessoas: autora 68 anos. constata-se que não ultrapassa o limite legal. podendo assim. que fora julgada improcedente pelo STF. guarnecida de mobiliário bem conservado. porém simples. com fundamento de ofender o artigo 7º. assim o Ministro do STF.05. 203. luz. desde então. que exige comprovação da renda própria familiar. Rel. da Lei 10.00) As despesas (alimentação. previsto no artigo 20. per capita. Min.00 (quatrocentos e vinte e quatro reais).Por outro lado." (ADI 1. Des. portanto. dispensando outras provas. Therezinha Cazerta. em não considerar com fator exclusivamente a renda da miserabilidade. Nelson Jobim. . no valor de R$ 424. de alvenaria. de ¼ do salário mínimo. para maio de 2007 (salário mínimo: R$ 380. no valor de R$ 424. datado de 21. piso cimentado. residentes em casa própria. por meio de estudo social (fls. Rel. restou comprovado.”[4] Por mais que o termo da lei é claro. e sua esposo 71 anos. sem rendimentos. no sentido de que a decisão do STF não retirou a possibilidade de aferição da necessidade por outros meios de prova que não a renda per capita familiar.742/93. 53/54).232. aos devidamente necessitados. "Impugna dispositivo de lei federal que estabelece o critério para receber o benefício do inciso V do art. constituída por 3 quartos. de 1º de dezembro de 2003 (Estatuto do Idoso). A renda familiar provém da aposentadoria do esposo. da Lei 8. suplantando tal limite.” (TRF da 3º Região. Esta lei traz hipótese objetiva de prestação assistencial do estado.741. sala. o princípio da razoabilidade.07. Daí que. aplicar a justiça social. aposentado. que a renda familiar é constituída pelo benefício de aposentadoria auferido pelo esposo. expressa na situação absoluta carência de recursos para subsistência. Fed. bem como os Desembargadores Federais do TRF´s. que se tornou majoritário na jurisprudência dos TRF´s. o que se faz analogia ao prevista pelo parágrafo 34. DJ 01/06/01) De acordo com Marisa Santos: “O STJ. bem como. DJU. §3º.00 (quatrocentos e vinte e quatro reais).

foi estabelecido na Constituição Federal. Vivemos em um Estado com uma grande disparidade social. A Lei orgânica da assistência social foi divida em definições e objetivos. mas sim eficácia contida. .Conclusão Diante da análise feita no presente trabalho. e ainda há uma escassez de emprego para os menos letrados. programas e dos projetos de assistência social. ao deficiente físico na situação onde ele não consiga e nem sua família prover suas necessidades. que tem como objeto de estudo a função social e o critério da miserabilidade. A função social deste benefício de prestação continuada é não deixar estas pessoas desamparadas.742/93. onde o Estado por meio de políticas públicas fornecerá ao idoso e ao deficiente físico o suporte necessário para o bem estar do indivíduo necessitado. no conjunto conhecido como Direito da Seguridade ou Direito Previdenciário. Por conta disso o número de benefícios concedidos vem aumentando anualmente. princípios e diretrizes. O alvo deste trabalho está no artigo 20. oportunidade onde foi ratificado como norma que não afronta a Constituição vigente. parágrafo 3° da LOAS. a garantia de um salário mínimo para ao idoso. sendo está fundamento da Republica Federativa do Brasil. Na Constituição de 1988. foi promulgada a Lei n° 8. sob a ótica da Lei Orgânica da Assistência Social – Lei n° 8. em consonância com o princípio da dignidade da pessoa humana. assim em 07 de dezembro de 1993. Outrossim. inciso V. organização e gestão. não tem eficácia plena. saúde e assistência social. serviços. Assim com a promulgação da LOAS. Gerando grandes discussões nas esferas judiciais até o Supremo Tribunal Federal julgar a sua constitucionalidade. houve uma aglutinação da previdência social. o critério da miserabilidade não foi jurisprudencialmente tido com o único requisito capaz de gerar o deferimento ou indeferimento do benefício. com uma qualidade no ensino básico declinando a cada dia. A partir do julgamento da sua constitucionalidade. visando sempre à diminuição das injustiças sócias e a construção de uma sociedade mais justa e democrática. tivemos a clara noção da justiça social. onde a maioria da população é de baixa renda. para manter o mínimo necessário. ao menos detém a garantia constitucional de requer ao Estado um salário mínimo por mês. benefícios.742 – Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). onde foi consubstanciado o critério da miserabilidade. financiamento e disposições gerais. Como o artigo 203. onde a renda familiar per capita seja inferior a ¼ do solário mínimo. bem como. havia a necessidade de uma norma infraconstitucional para regularizar tal benefício.

mas passando por necessidade. . está pacífico a que o critério da miserabilidade está sendo flexibilizado.Podemos concluir que o critério da miserabilidade é um fator determinante na concessão do benefício no procedimento administrativo. entretanto nas esferas judiciais. pois mesmo que ganham um pouco mais do que estipulado em lei. ainda tem o Estado à obrigação de ajudar.

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