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Noções básicas de Administração

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Definição de administração resumida.
Técnicas e etc...
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Published by: stefanoafonso on Dec 01, 2009
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Conceitos básicos Liliane G. da Costa Reis A administração trata, desde seus primórdios, de organizar o trabalho de forma racional.

A partir do final do século XIX, começa a adquirir o status de ciência, com as tentativas de aplicação de métodos científicos ao estudo e aprimoramento do trabalho, assim como ao desempenho do trabalhador. Desde então, há sucessivas definições para esta atividade. Maximiano (1997), por exemplo, sugere que "a administração é o processo de tomar e colocar em prática decisões sobre objetivos e utilização de recursos". Sob esta ótica, várias pessoas estão envolvidas na administração de uma organização do terceiro setor, mesmo que, à primeira vista, não se percebam como tal. A administração se caracteriza como uma atividade meio; não é um fim em si mesma. Administrar diz respeito ao desempenho da organização como um todo, em um determinado contexto. Desempenho, por sua vez, está relacionado aos conceitos de eficácia, eficiência e efetividade. Eficácia é a capacidade de realizar objetivos, eficiência é utilizar produtivamente os recursos, efetividade é realizar a coisa certa para transformar a situação existente. Portanto, os conceitos e técnicas de administração devem servir para que as organizações alcancem o desempenho que desejam. Sinteticamente, estas funções podem ser descritas da seguinte maneira: · · Planejamento – diz respeito às decisões sobre objetivos, ações futuras e recursos necessários para realizar objetivos. Organização – compreende as decisões sobre a divisão de poder, traduzido em autoridade, tarefas e responsabilidades entre pessoas e na divisão de recursos para realizar as tarefas. Direção ou coordenação – trata de ativar as pessoas para atingir os objetivos propostos e proporcionar o sentido de missão, na expressão de Peter Drucker. Controle – abrange as decisões sobre a compatibilidade entre objetivos esperados e resultados alcançados.

· ·

No entanto, as organizações não são iguais; possuem objetivos e contam com recursos diferentes entre si, atuam em campos distintos. Isto faz com que a administração de cada uma se caracterize por ênfases distintas. Numa tipologia bastante sintética, mas que serve ao propósito deste texto, podemos agrupar as organizações em: governamentais, privadas com fins de lucro e privadas sem fins lucrativos. Permeando estes grupos, encontra-se o plano cultural onde atuam – temos, assim, um quadro inicial de referência. As organizações governamentais têm o objetivo de atender as necessidades públicas e de gerir o funcionamento do Estado. Como necessidades e prioridades são definidas a partir do jogo político de forças da sociedade, podemos dizer que os princípios clássicos que regem a administração pública – impessoalidade, hierarquia, regras estabelecidas etc. – apresentam-se de forma distinta em cada ambiente cultural tratado. Já as empresas privadas são caracterizadas por atender as necessidades de grupos de consumidores, estando inseridas num contexto maior ou menor de competição em mercados. Isto faz com que tenham que estar organizadas a partir da idéia de conquistar um lugar no mercado em meio a outras empresas que oferecem produtos ou serviços, de certa forma, semelhantes. Quanto

maior a competitividade do setor, mais precisam estabelecer estratégias de diferenciação perante os consumidores, responder às iniciativas da concorrência e antecipar-se, captando tendências de futuro. O plano cultural irá caracterizar tanto sua atuação no mercado quanto sua relação com a sociedade em geral, especialmente nas relações de trabalho e na influência que exercem junto a políticas de caráter público. As organizações sem fins lucrativos atuam no âmbito da sociedade civil, onde o aspecto político tem papel de destaque. São pautadas por interesses que podem variar desde um conjunto de membros (um sindicato, por exemplo) até propostas mais amplas de transformação social (o caso das ongs), passando pelas propostas de assistência aos carentes (entidades beneficentes). Sua atuação diz respeito a atingir fins públicos, a partir da utilização de recursos privados e públicos. O ambiente cultural irá condicionar seus objetivos e as estratégias para realizá-los. Diante desta multiplicidade de organizações, as noções de eficiência, eficácia e efetividade, assim como os processos básicos da administração – planejamento, organização, direção e controle – vão assumir características específicas em cada tipo de organização. O que importa ressaltar é que estas quatro funções gerais são inerentes à existência de qualquer uma delas, formam uma totalidade e devem estar ajustadas à missão organizacional para que se obtenha o seu melhor desempenho. Não existem fórmulas pré-estabelecidas para a administração das organizações. Cada uma encontra, a partir das indicações gerais, as maneiras mais adequadas ao seu desempenho. No entanto, já existe um corpo teórico bastante extenso em administração e muito esforço pode ser economizado se os membros das organizações do terceiro setor – em particular seus dirigentes – se dedicarem a estabelecer procedimentos a partir da teoria existente. Isto requer um esforço particular, no caso das organizações do terceiro setor, tendo em vista os desafios que enfrentam para manter-se atuantes. Mas é tarefa possível, mesmo com poucos recursos.

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